sábado, julho 23, 2005

por João César das Neves

Portugal fez tudo errado, mas correu tudo bem. Esta é a conclusão de um relatório internacional recente sobre o desenvolvimento português. Havia até agora no mundo países desenvolvidos, subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Mas acabou de ser criada uma nova categoria: os países que não deveriam ser desenvolvidos. Trata-se de regiões que fizeram tudo o que podiam para estragar o seu processo de desenvolvimento e... falharam.

Hoje são países industrializados e modernos, mas por engano. Segundo a fundação europeia que criou esta nova classificação, no estudo a que o DN teve acesso, este grupo de países especiais é muito pequeno. Alias, tem mesmo um só elemento: Portugal.

A Fundação Richard Zwentzerg (FRZ), iniciou há uns meses um grande trabalho sobre a estratégia económica de longo prazo. Tomando a evolução global da segunda metade do século XX, os cientistas da FRZ procuraram isolar as razões que motivavam os grandes falhanços no progresso. O estudo, naturalmente, pensava centrar-se nos países em decadência. Mas, para grande surpresa dos investigadores, os mais altos índices de aselhice económica foram detectados em Portugal, um dos países que tinham também uma das mais elevadas dinâmicas de progresso.

Desconcertados, acabam de publicar, à margem da cimeira de Lisboa, os seus resultados num pequeno relatório bem eloquente, intitulado: "O País Que Não Devia Ser Desenvolvido - O Sucesso Inesperado dos Incríveis Erros Económicos Portugueses".

Num primeiro capítulo, o relatório documenta o notável comportamento da economia portuguesa no último meio século. De 1950 a 2000, o nosso produto aumentou quase nove vezes, com uma taxa de crescimento anual sustentada de 4,5 por cento durante os longos 50 anos. Esse crescimento aproximou-nos decisivamente do nível dos países ricos. Em 1950, o produto de Portugal tinha uma posição a cerca de 35 por cento do valor médio das regiões desenvolvidas. Hoje ultrapassa o dobro desse nível, estando acima dos 70 por cento, apesar do forte crescimento que essas economias também registaram no período. Na generalidade dos outros indicadores de bem-estar, a evolução portuguesa foi também notável.

Temos mais médicos por habitante que muitos países ricos. A mortalidade infantil caiu de quase 90 por mil, em 1960, para menos de sete por mil agora. A taxa de analfabetismo reduziu-se de 40 por cento em 1950 para dez por cento.

Actualmente a esperança de vida ao nascer dos portugueses aumentou 18 anos no mesmo período. O relatório refere que esta evolução é uma das mais impressionantes, sustentadas e sólidas do século XX. Ela só foi ultrapassada por um punhado de países que, para mais, estão agora alguns deles em graves dificuldades no Extremo Oriente. Portugal, pelo contrário, é membro activo e empenhado da União Europeia, com grande estabilidade democrática e solidez institucional. Segundo a FRZ, o nosso país tem um dos processos de desenvolvimento mais bem sucedidos no mundo actual. Mas, quando se olha paraa estratégia económica portuguesa, tudo parece ser ao contrário do que deveria ser. Segundo a Fundação, Portugal, com as políticas e orientações que seguiu nas últimas décadas, deveria agora estar na miséria. O nosso país não pode ser desenvolvido. Quais são os factores que, segundo os especialistas, criam um desenvolvimento equilibrado e saudável? Um dos mais importantes é, sem dúvida, a educação.

Ora Portugal tem, segundo o relatório, um sistema educativo horrível e que tem piorado com o tempo. O nível de formação dos portugueses é ridículo quando comparado com qualquer outro país sério. As crianças portuguesas revelam níveis de conhecimentos semelhante às de países miseráveis. Há falta gritante de quadros qualificados. É evidente que, com educação como esta, Portugal não pode ter tido o desenvolvimento que teve. Um outro elemento muito referido nas análises é a liberdade económica e a estabilidade institucional. Portugal tem, tradicionalmente, um dos sectores públicos mais paternalista, interventor e instável do mundo, segundo a FRZ. Desde o "condicionamento industrial" salazarista às negociações com grupos económicos actuais, as empresas portuguesas vivem num clima de intensa discricionariedade, manipulação, burocracia e clientelismo. O sistema fiscal português é injusto, paralisante e está em crescimento explosivo. A regulamentação económica é arbitrária, omnipresente e bloqueante.

É óbvio que, com autoridades económicas deste calibre, diz o relatório, o crescimento português tinha de estar irremediavelmente condenado desde o
início. O estudo da Fundação continua o rol de aselhices, deficiências e incapacidades da nossa economia. Da falta de sentido de mercado dos empresários e gestores à reduzida integração externa das empresas; da paralisia do sistema judicial à inoperância financeira; do sistema arcaico de distribuição à ausência de investigação em tecnologias. Em todos estes casos, e em muitos outros, a conclusão óbvia é sempre a mesma: Portugal não pode ser um país em forte desenvolvimento.

Os cientistas da Fundação não escondem a sua perplexidade. Citando as próprias palavras do texto: "Como conseguiu Portugal, no meio de tanta asneira, tolice e desperdício, um tal nível de desenvolvimento? A resposta, simples, é que ninguém sabe.

Há anos que os intelectuais portugueses têm dito que o País está a ir por mau caminho. E estão carregados de razão. Só que, todos os anos, o País cresce mais um bocadinho. "A única explicação adiantada pelo texto, mas que não é satisfatória, é a incrível capacidade de improvisação, engenho e "desenrascanço" do povo português. "No meio de condições que, para qualquer outra sociedade, criariam o desastre, os portugueses conseguem desembrulhar-se de forma incrível e inexplicável." O texto termina dizendo: "O que este povo não faria se tivesse uma estratégia certa?".

http://jacarandas.blogspot.com/

Portugueses Tratados como Crianças

Quando afirma que a “nossa democracia é imatura e que os portugueses são tratados como crianças”, dá a entender que as monarquias funcionam melhor; não será porque os reis raramente se metem na política, são figuras decorativas?

- Disse isso porque aos portugueses é negada a possibilidade de escolherem se preferem um Rei em vez de um Presidente da República como Chefe de estado, pelo artigo 288-B da nossa Constituição.



As Reais Associações propuseram que em vez do texto " é inalterável a forma republicana de governo ", a Constituição passasse a dizer: " é inalterável a forma democrática de Governo ". Pois que muitas repúblicas não são democráticas e todas as monarquias europeias, e mesmo as asiáticas o são exemplarmente!



Faltaram só 22 votos para que esse artigo 288-B fosse pura e simplesmente apagado da Constituição na última revisão. Esta proposta teve o apoio da maioria dos deputados.



Refiro-me também à ignorância em que os portugueses são mantidos em relação a outros assuntos muito importantes para o seu futuro político, como a Constituição Europeia da qual quase só se fala favoravelmente e se "chama nomes feios " a quem é contra...


D.Duarte in Única


sexta-feira, julho 15, 2005

70% de Chumbos a matemática

Atirando assim uma percentagem ao ar, no mínimo 50% dos problemas do nosso país vêm da educação.

A Dizer:
Crise Económica

Crise Científica (mas esta é um pouco estranha porque temos muitos cientistas de alto calibre, médicos, físicos, arquitectos, etc)

crise social

politica.


Penso que existem 3 factores primordiais para o nosso sucesso:

1 - Matemática - Cultura mais cientifica onde se deixem os facilitismos (hoje existem alunos que chegam ao 9º ano sem saber NADA)

2 - História e História de Portugal - a história de Portugal está tão maltratada nos curriculos escolares, que é normal que os Portugueses percam as referência do seu povo e da sua cultura. Assim como a história Mundial, é crasso conhecer a humanidade para se poder adoptar uma cultura crítica e dinâmica. A Cultura do Laxismo, a crise de valores vem da falta de referências.

3 - Português - a 6ª lingua mais falada do mundo, a 5ªmais disseminada e a 3ª salvoerro na internet está constamente a ser desvalorizada pelos nossos currículos (e até políticos). Base de uma riqueza cultural ímpar, que nos liga à própria globalização. Mais referências que se perdem, numa língua que foi a língua franca do Mundo.

Estes são para mim os três pilares fundamentais para o nosso sucesso. Inspiram confiança, conhecimento e sabedoria.

Obviamente nem todos podem ter a mesma capacidade para as mesmas matéria, mas existe um mínimo a conhecer sobre elas todas.

A cultura que se pretende é de inovação, dinâmica, crítica e de valores.

É evidente que estas vertentes não estão a ser salvaguardadas.

terça-feira, julho 12, 2005

quinta-feira, julho 07, 2005

«Jovem, vem aprender técnicas de desobediência civil»

AHAHAHAHAHAHAHA

OS VALENTES DE SOFÁ

"O pretensiosismo e o snobismo de classe de alguma auto-intitulada esquerda (?), revela-se nestas histórias das cimeiras do G-8. Quando são patrulhas de vigilantes populares que querem perseguir traficantes, ou claques de futebol que partem estações de serviço, essa esquerda indigna-se e clama pelo estado de direito e pela autoridade; Quando são grupelhos de meninos-ricos que apedrejam a polícia nas manifestações " anti-globalização", chora-lhes as mazelas. Boaventura S. Santos resolve o problema muito mais elegantemente: assegura que estes hooligans são infiltrados provocadores, como o fez aos microfones da TSF, na altura da cimeira de Génova. Mas a inteligência não se aluga e o Prof. Boaventura não pode estar em todo a lado ( vai muito aos EUA, entre outras ocupações), tem muitas aulas para dar."

In Mar Salgado

quarta-feira, julho 06, 2005

Jon Stewart

Um Blog que Iniciou a Campanha do apresentador da Grande Paródia que é o Daily News Para Presidente em 2008.

Visite e deixe o seu apoio

Tretas - Opinião de José Pacheco Pereira

"TRETAS

Os movimentos anti-globalização foram mais uma vez manifestar-se no sítio onde se vai realizar o G8, “contra a pobreza” gerada pelo capitalismo. Este é um dos maiores enganos que se pode alimentar: grande parte da pobreza africana não existe à míngua de ajuda humanitária, mas devido à enorme corrupção dos regimes africanos, à engenharia social, cópia mimética do marxismo europeu, que levou à destruição do pouco que os regimes coloniais tinham deixado, às guerras civis tribais e, se se quiser, nos tempos mais recentes, ao proteccionismo, principalmente europeu, que impede muitos produtos agrícolas africanos de entrarem nos mercados ricos. É mais globalização que os países pobres de África precisam e acima de tudo, intransigência contra a corrupção dos seus dirigentes.

Estava a pensar escrever isto, ao ver o folclore escocês, quando a RTP1 passa uma pequena peça sobre Angola, em que a palavra corrupção não é pronunciada, e em que não se explica como é que se pode ter petróleo e diamantes, um dos melhores e mais bem equipados exércitos de África, uma elite riquíssima que manda os filhos estudar para a Suiça e…nada para a esmagadora maioria da população. Mas a culpa é do capitalismo e do G8. É isto informação."

Nuvens Negras

Alguns projectos do PS são positivos. Exemplo a equiparação de reformas do público com o privado.

O grande problema é que sem um plano coordenado, aqueles investimentos que realmente abalam as finanças do estado são mais do que duvidosos, principalmente a Ota.

ZERO, é o que vejo no panorama político português.

Já vi um ditadorzeco qualquer mais longe, porque as pessoas estão a perder a paciência com incompetência e inutilidade da "nossa casta" política.

O Povo está sem esperança, desorientado.

Não admira que o discurso de que se estivessemos em Espanha estavamos melhor.

Nunca acreditarei nisso, mas olhemos para eles e o que os define:

Brio profissional, patriótico

Estabilidade institucional

A Juan Carlos se deve muita desta evolução. Comparemos o século XX entre os dois países.

sexta-feira, julho 01, 2005

Deixa-me Rir

6,83%

Não sei se Ria de alegria se de tristeza.

Mas apetece-me rir à gargalhada, desta nossa elite, desta nossa classe de dirigentes, políticos e economistas.

Todos, sem excepção.

Assim, desta forma, como não hão de existir extremistas de esquerda e de direita.

Deixem-me rir, das fantochadas e palhaçadas de quem nos governa.

Primeiro inventa-se um défice, depois ataca-se económicamente o país e as pessoas, politica a qual é legitimada pelo défice fantoche, criado sob um rigor científico no mínimo surreal.

tanto se falou dos 6,83% do défice. Tanto.

Agora ao fim de poucas semanas, descobre-se que o rigor centésimal do Banco de Portugal, é falso. Afinal o BP enganou-se, não é 6,83% do PIB, mas sim 6,72%.

É pouco. Sim. Mas só mostra o embuste que é este défice, e o teatro que se gerou à volta dele.

O Gato deixou o rabo de fora.

quinta-feira, junho 30, 2005

Investimento Privado - Central Nuclear

Neste momento não sou apologista nem opositor à construção de uma central nuclear em Portugal.

Faltam-me dados, económicos, sociais e ambientais onde possa sustentar tal tomada de posição.

Só sou contra um argumento: que Portugal não pode ter Centrais Nucleares (CN) porque pode acontecer um desastre de proporções apocalípticas.
1º porque acidentes com centrais nucleares são rarissimos e 2º porque as centrais espanholas estão em cima do nosso país, por isso nunca nos livrariamos de um acidente radioactivo.

Mas neste processo há algo que me dá imenso prazer. É o facto de serem os privados a avançar para esta solução. Pela primeira vez em Portugal (salvoerro), vejo um projecto desta dimensão não ser da responsabilidade estado.

Não é o estado Papá mas sim a sociedade civil que demonstra dinamismo, ambição e querer.

Mais casos destes se esperam.

Já algumas vezes escrevi sobre a questão da energia e mais uma vez relembro, que o nosso estado não está a investir nesta área. A comunidade científica POrtuguesa deveria intensamente debruçar-se sobre o problema da energia. O Projecto ITER parece interessante mas a nossa participação é diminuta e a solução poderá não ser a fissão nuclear. Essa tecnologia parece ainda demasiado imberbe.

Por exemplo, deveriamos apostar em fábricas de produção de hidrogénio e sua utilização como combustivel barato e inesgotável. Água é o que não nos falta. (obviamente não estou a falar de água doce).

Ainda existe a possibilidade da Fusão Fria.

Há todo um mundo que é base da nossa civilização que é a energia. Quem chegar primeiro irá dominar os próximos séculos.

Para bem do nosso país e da própria humanidade, Portugal deveria fazer yuma aposta forte nesse sector.

quinta-feira, junho 23, 2005

Sócrates o Grande Artista II

Razão 1-

Inventa-se um défice. 6,83%. Muito preciso para uma previsão não acham?

Com este número produzido cria uma suposta legitimidade para governar como lhe apetece.

Sobe os impostos, mas não ganhará muito com isso porque o consumo irá retrair-se, assim como o investimento o que levará a um aumento do desemprego, logo mais prestações sociais e mais despesa do Estado, menos consumo, menos impostos, menos receitas, agravamento do défice.

sinceramente penso que o governo está a ver o problema pelo lado errado.

A Racionalização das despesas do estado, do investimento, do Aeroporto da OTa, do tgv.

esse era o caminho, ainda mais tendo em conta que a UE prolongou os prazos do PEC.

quarta-feira, junho 15, 2005

Arrastão

Se o que se passou é muito grave, não menos grave é o levantamento da extrema direita (que acaba por ser normal) que já levanta a crista.

Como patriota que sou, dão-me nojo por usarem tal designação, usarem simbolos monárquicos ou outros que tais.

Essa gente deturpa os significados desses símbolos conspurcando-os, e inclusivé tornando-os criminosos aos olhos de muitos.

Não posso aceitar isso!!!

Sócrates o Grande Artista

Atiram com fumos, inventam cenários, tomam o Estado, destroem economias, reduzem o País e o seus cidadãos.

E Isto tudo sem que ninguém faça nada.

Como dizia o avô do outro,

É UM PAÍS DE BANANAS GOVERNADO POR SACANAS

Tratado Europeu

Não Vou estar a dissertar acerca deste tratado, nem sobre referendos. Apenas refiro que muito antes de ser moda dizer não, já era pelo não.

Não sou contra a União Europeia, sou contra o caminho para o qual nos dirigiamos, o caminho de uma federação de regiões, dirigidos por uma elite política algures em Bruxelas.

Sou a favor de uma união entre estados soberanos e paritários que escolhem um caminho comum, ainda que abdiquem de alguma da sua soberania, mas ser governado por um supra-estado, em que francese alemães governem a seu bel-prazer JAMAIS.

O Não ao tratado é para mim a demonstração que as pessoas compreenderam que a Europa está contra os cidadãos (não europeus porque não existem.

terça-feira, junho 14, 2005

Gonçalves, Cunhal e Andrade

Por este meio presto homenagem a três homens que marcaram a vida do nosso país durante o último século.

Homenagem porque influênciaram muitas pessoas, muitos homens e mulheres que se sentiram tocados por estas figuras.

Muito já se disse sobre estes homens. Gonçalves, ex-PM, foi responsável por algumas coisas más que ocorreram no pós revolução. A ideologia que marcou Portugal e que nos atrasou anos. A estas críticas, junta-se Cunhal, arauto de uma democracia muito especial, que ainda hoje ilude alguns (Bernardino Soares e a sua democracia Norte Coreana), responsável maior pela tremideira inicial da jovem democracia.

Estas críticas são justas, mas são justos também os elogios na luta contra a ditadura, no derrube de um regime podre e restritivo. Por isso merecem respeito, ainda que a visão do mundo que possuiam fosse deturpada. O papel destes homens acaba por ser decisivo para o benéfico e para o destruidor.

Cunhal por outro lado demonstra noutras áreas toda a sua capacidade. Além de um político hábil (mas claramente oposto à minha visão do mundo e da democracia), perdeu-se um escritor de alta visão e qualidade, que ficcionando realça as dificuldades reais e traça com as suas linhas uma verdade histórica inesquecivel.

Aqui se liga a Andrade, Vulto maior da cultura portuguesa, representa o que de mais puro e belo a nossa língua, cultura e saber consegue produzir. Dos três será provavelmente aquele que irá perdurar, aquele que tocará no âmago das emoções das pessoas através dos tempos. Por isso a devida vénia, daquele que juntamente com Pessoa, O'Neill, e alguns outros dignificam a portugalidade, mas mais importante, a Humanidade.

sexta-feira, junho 10, 2005

Incêndios

Com muita tristeza olho para a floresta queimada em Portugal e penso na incompetência dos nossos políticos, que não governam ou gerem um país, e sinceramente dá-me a sensação de que eles têm gosto e destruir o que existe.

Já nem falo das medidas de Sócrates para combater um défice (suspeito), nem do governo PS propriamente.

Isto vem de trás, muito atrás, em que sucessivos Governos não elaboram planos para minimizar este flagelo.

Como é possível num País que se pensa do primeiro mundo, não existirem meios aéreos próprios para combater incêndios, que afligem todos os anos as nossas populações.

Como é possível com um ano que se previa quente e propício a fogos, os meios aéreos não estarem disponíveis durante um mês e meio da época oficial de fogos.

Como é possível não existirem Canadair's e helicópteros dependentes do SNBPC, seja na força aérea seja onde fôr.

Não somos nada mais do que terceiro mundistas. Ainda falam da Europa, Conseguimos ser ultrapassados por todos!!

terça-feira, maio 17, 2005

Futebol Português

Muito se fala em Portugal acerca de Futebol.
Muitos são aqueles que lançam opiniões mais ou menos fundamentadas.

Ora também tenho muitas opiniões acerca deste desporto e por isso decidi emitir uma opinião acerca da qualidade do campeonato Luso.

Realmente quando vejo os jogos do nosso campeonato de futebol, sinto que a qualidade do futebol praticado é relativamente baixa.

Muitos defendem que o campeonato português é nivelado por baixo.

Eu, sinceramente não penso que seja bem assim.
Porquê?

Primeiro porque e ainda bem, que o campeonato está mais competitivo. Há quantos anos não se assistia a uma competição tão renhida.

Por outro lado os clubes ditos mais pequenos já não jogam para o empate constantemente.

Diz-se que o campeonato está mais fraco apenas porque os grandes perdem mais pontos.

Mas o busílis está aqui. Se o campeonato português de futebol, vulgo Superliga, está mais fraco e nivelado por baixo, como é que em três anos, dois clubes estão nas meias finais da taça UEFA, um deles ganha a Taça, no ano seguinte um clube português ganha a Liga dos Campeões e no ano seguinte outro clube atinge a final da Taça UEFA.

Sinceramente não acredito que o nosso campeonato esteja nivelado por baixo.

A minha teoria é que os àrbitros no estrangeiro sabem deixar correr melhor um jogo. Se um àrbitro inglês viesse cá ao nosso reduto, simplesmente não apitaria metade das faltas que um àrbitro português apita.

sexta-feira, abril 29, 2005

Ivo Ferreira e a Vocação Mundial de Portugal

Este caso em que um português está desamparado num país estrangeiro, sem sequer o estado português fazer algo para o ajudar, e o embaixador (que nem é nesse país) se queixar de falta de meios, é no mínimo aterrador.

Como é possível um país que supostamente se deveria orgulhar da sua vocação mundial de séculos, ter falta de meios nas embaixadas.

Acrescenta a isto o facto de o local em questão, o Dubai e toda a zona do mar vermelho, ter ligações históricas fortes com Portugal.

É vergonhoso, e demonstra que a nossa cultura está a ser delapidada, e consequentemente irá morrer, porque quem dirige os nossos destinos está a ceifar a portugalidade.

Além disso há algo de que nos orgulhamos (ou deveriamos) e que não está a ser bem tratado, que é o facto de dizermos e com alguma razão que há um Português em qualquer recanto do mundo.

Depois o que se vê, é a hipocrisia de um Ministério dos Negócios estrangeiros, que apenas age após os média darem conta do assunto, e falsamente dizer que estava a "acompanhar o caso desde o início"

Eu digo, não atirem areia para os olhos das pessoas. É mais bonito admitir os erros ainda que inadmissíveis do que enganar as pessoas.

Temos de proteger a nossa gente, de trabalhar para ela. É esse o dever de um estado.
A própria influência de Portugal no mundo tem-se perdido, não apenas devido a factores económicos, mas principalmente na demissão por parte dos governantes de cumprir os desígnios criados desde há séculos pela nossa gente.

É uma vergonha o que estes portugueses no poder de hoje, fazem aos portugueses de outrora.