sábado, setembro 17, 2005

Tribunais e quartéis: close

OPINIÃO Publicado 12 Setembro 2005
Sérgio Figueiredo


Os senhores militares dominam o assunto, conhecem muito bem o tema dos «direitos adquiridos». Fizeram, aliás, uma revolução em Abril de 1974 por causa disso. Foram os militares que nos libertaram do regime antigo e acabaram com todos os direitos adquiridos que a sociedade de então mantinha.

É mais do que legítimo, portanto, devolver-lhes a questão. E lançar o desafio: quem está disposto a liderar uma outra revolução para acabar com os direitos adquiridos deles? E com os dos senhores juizes, magistrados e funcionários judiciais?

Não é Marques Mendes. Não é aquele senhor que substituiu Portas e não recordo o nome. E desengane-se quem espera resposta da esquerda. Os presidenciáveis Louçã e Jerónimo, sempre «anti» tratando-se de fardas, estão indignados, por não deixarem as Forças Armadas desfilar em paz.

E, muito provavelmente, não será também José Sócrates. Que foi tão valente a enfiar as duas mãos em todas as colmeias habitadas por estas «comunidades», como incapaz de aproveitar a oportunidade para mobilizar a nação para algo que ela há muito perdeu: um rumo. Um simples rumo.

Assim, parece a Costa do Marfim. Podia também ser o Ruanda, quando a instituição militar desafia a autoridade de um Governo e convoca todas as armas, do activo e reservistas, para as ruas.

Também afigura-se a uma qualquer República da América Central, onde os próprios órgãos de soberania se mobilizam para greves. Agora os tribunais, os juízes. Depois quem se segue? O Presidente da República pode fazer greve?

O que irrita não é ver esta gente aos berros. Não é ver o Governo isolado. Nem é confirmar a falta de senso e responsabilidade dos Mendes e associados. Nem sequer assistir com estupefacção a esta decadência institucional, a absoluta falta de respeitinho pelas autoridades democráticas.

As pessoas perderam o sentido da nação, mas isso não irrita. Preocupa, angustia, desilude. Mas não irrita. O que irrita são os motivos desta crise. Tudo o que está na origem deste ambiente, em que cheira a fim de regime [meu sublinhado]. A Armada em passeata. Tribunais fechados. Sem lhes assistir a razão. Militares e agentes da justiça.

Por mais que desfilem de braço-dado com Louçã, por mais comícios que Jerónimo dedique em defesa dos seus «direitos adquiridos», os senhores militares não têm causa alguma. E mentem descaradamente, quando dizem estar a defender a dignidade da instituição militar.

Treta! Estão a defender a vidinha que os contribuintes lhes garantem - uma vidinha, diga-se, que os contribuintes gostariam mas o país obviamente não permite.

Há 31 anos lideraram um golpe para conquistar a liberdade. Agora ameaçam o regime para não pagar a conta da farmácia ou ir para casa, com salário completo, ainda antes dos 50.

Também a anunciada greve geral na Justiça não é justa. Viu-se coisa igual em 1988. Ano em que Cavaco os sossegou, criando um impraticável regime especial. O mesmo que Sócrates está agora, quase vinte anos depois, a eliminar.

E porque a maioria dos portugueses, os tais contribuintes, não percebe e não apoia o Governo? Porque em vez de lhe ter explicado que era justo, apresentaram-lhe isto no pacote das medidas contra o défice! O povo quer um rumo e deram-lhe um disco riscado.

sexta-feira, setembro 16, 2005

Sócrates o grande "comunicador"

Arautos de uma suposta moralidade superior, a esquerda arroga-se de ser o defensor do povo e dos trabalhadores.

Assim, noutro caso de grande comunicabilidade, hoje Sócrates na Figueira da Foz, coadjuvado pela sua ministra da educação, foi mais uma vez arauto da superioridade de esquerda, ignorando completamente aqueles que fazem parte dos seus empregados, professores que manifestavam o seu descontentamento.

Não julgo pela positiva nem pela negativa as reivindicações destes empregados do estado, mas renego completamente a falta de cultura democrática já patente há muito neste governo PS.

Sócrates à entrada passa cândidamente pelos seus empregados, completamente autista perante a entrega de de uma carta de reivindicações destes professores. Eles não existem para Sócrates. Surdo e mudo Sócrates passa ao lado daqueles que o elegeram. Para rematar, o governo afirma que não é altura para os professores se manifestarem.
Que falta de respeito para com as pessoas e os seus direitos. Estamos perante um déspota.

Para aqueles que não se recordam, relembro um caso muito idêntico, faz agora exactamente um ano.

José Manuel Canavarro, secretário de estado da educação do governo PSD, visita Viseu para inaugurar uma escola. Igual recepção fazem exactamente os mesmos professores, o Sindicato de Professores da Região Centro.
A diferença: Canavarro, envolto num contexto bastante mais sério nas falhas de colocação de professores, ao invés de tentar escapar da turba, dirige-se serenamente para os seus empregados. sob assobios e insultos troca impressões com o líder dos sindicalistas, recebe uma carta com as suas reivindicações. Em suma, ele exerceu democracia, escutou o mal estar das pessoas.

Podem afirmar que são diferenças de estilo, mas são elas que marcam a diferença entre formas de encarar a democracia.

quinta-feira, setembro 15, 2005

A escolha de Guilherme

Caro Braveman,
a verdade é que o Guilherme, na boa tradição dos Oliveira Martins, sempre gostou de se destacar. E daí não vem mal ao mundo. As suas capacidades intelectuais sempre foram superiores, bem como a sua capacidade de trabalho e o seu mau-gosto a vestir, sempre a roçar o clássico ultrapassado. É também verdade que as Contas do Tribunal não irão ficar em más mãos, por ser a especialidade dele. Põe-se então a questão: "E assim, qual é o problema da escolha/nomeação?". (Repare agora na como o Ideal Monárquico pode ser defendido numa questão aparentemente sem nada que ver com o Regime).
E vou dizê-lo em voz alta: O Senhor Presidente da República que tem o poder de aceitar ou não a nomeação, optou por aceitá-la, ao invés de na melhor tradição republicana ouvir os partidos da oposição com representação parlamentar, mostrando não ser hoje em dia mais do que uma correia de distribuição do Governo, fazendo-lhe as vontadinhas todas.
Estamos perante mais uma prova da falta isenção do Supremo Magistrado da Nação, eleito por não sei quem.
E depois queixem-se...

Conveniências

Caro amigo Braveman,

Fui ontem ao alfaiate do Rosa e Teixeira acertar os últimos detalhes do fato que vou levar no dia 10 de Junho, quando for feito Comendador da Ordem de Mérito Industrial, pelo Senhor Presidente da República.
Sabe que sempre fui contra prebendas, títulos de nobreza e demais honrarias, e que sempre achei que não se compaginavam com a tradição republicana.
Sabe também que sempre apontei como um dos factores para a queda da Monarquia a banalização dos títulos de nobreza, que originou a famosa frase "foge cão que te fazem barão, para onde se me fazem visconde".

Mas, é também do seu conhecimento que o Senhor Presidente tem por costume homenagear, todos os anos, dezenas de portugueses que se tenham mais ou menos distinguido, nas mais variadas áreas, pelo que coube-me agora a mim tamanha honraria.
Não podia recusá-la.
Na verdade, sempre tive um bocadinho de inveja dos escolhidos - inveja boa, claro - e sempre me fez confusão porque ainda não tinha chegado a minha vez.
Agora sim, sou Comendador, e posso assim ser chamado pela criadagem e pela ralé.
Parece que já estou a ouvir: "Senhor Comendador Castro". Soa bem, não é verdade?

Irei engrossar a lista dos condecorados com prazer de fazer inveja a muito boa-gente.

Se também tem alguma réstia de ciúme, proponho-lhe uma frase anti-regime em que pode ir matutando:
"Foge animal que te fazem grande-oficial, pouco estupor não é ainda comendador".

Um abraço com estima pessoal.

terça-feira, setembro 13, 2005

Novo Presidente Tribunal de contas

Se fosse só uma argolada que Sócrates cometesse.

Mas já vão sendo demasiadas.

Guilherme de Oliveira Martins no Tribunal de contas.

Não vão sendo casos a mais de jobs e boys?

Fernando Gomes é outro grande exemplo. Armando Vara? etc.

E então este que foi juntamente com Pina Moura um exemplo de competência!

Valha-nos sabe-se lá quem.

Agora só falta o soares estar na presidência para eu pensar que vivo em portugal 1980.

quarta-feira, setembro 07, 2005

Indíce de Desenvolvimento Humano 2005

Volto a falar deste índice para demonstrar uma análise que ninguém se lembra de fazer.

Portugal caíu mais um lugar, desta vez para 27º, último dos 15, e atrás da eslovénia.

Mas agora vou Falar de Países Monárquicos versus Repúblicanos.

Ranking do Desenvolvimento Humano 2005
1 - Noruega (M)
2 - Islândia (R)
3 - Austrália (M)
4 - Luxemburgo (M)
5 - Canadá (M)
6 - Suécia (M)
7 - Suíça (R)
8 - Irlanda (R)
9 - Bélgica(M)
10 - Estados Unidos (R)
11 - Japão (M)
12 - Holanda (M)
13 - Finlândia (M)
14 - Dinamarca (M)
15 - Reino Unido (M)

Ou seja nos 15 mais desenvolvidos do mundo existem nada mais nada menos do que 11 Monarquias e 4 Repúblicas. nos 5 primeiros existem 4 monarquias.

Vocês decidam

terça-feira, setembro 06, 2005

Memórias do Cácere

Querida Luizinha,
Que o teu pai se encontre melhor das síncopes que o afligem.
Sabes quem encontrei ontem, durante o passeio do meio-dia? O Rui Mateus. Recordas-te?
Grande contributo que ele deu para desmascarar o pérfido Soares!
Diz-me ele que o livro que escreveu esgotou, ou que o esgotaram por incómodo. Mais uma manobra dos sequazes soaristas.
Já o tens, não é verdade? Senão, vai já a correr à Almedina, aí na Baixa, e compra-o. É caso para pôr urgência nisso, não fossem as "Memórias de um PS desconhecido".
É o livro que vai trazendo luz sobre a actualidade política.
Um beijinho.

quarta-feira, agosto 31, 2005

República

Todo este processo tem revelado exactamente que vivemos numa falsa República que serve apenas os interesses de aparelhos partidários e não das pessoas.

É uma luta desenfreada pelo Poder, que desestabiliza por completo o país distraindo todos os portugueses dos combates que realmente deveria travar e dos temas que realmente deveria discutir.

Como monárquico vejo toda esta questão como o arrastar deste país pela Lama, triste por não ver movimentos cívicos que sejam alternativos durante o estertor de morte desta república.

Aos Portugueses deixo: Por alguma razão os SEIS países mais Desenvolvodos do mundo são Monarquias. Contrapõem o bom princípio da rotatividade democrática governamental com o poder emanado do povo, supra partidário e estável.

sexta-feira, agosto 19, 2005

Ao primeiro dia depois de férias Sócrates chorou.

São Sócrates chegou dos seus sagrados dias de férias, passadas que foram no continente africano, nas imediações do Corno de África.
A generalidade dos nativos não se aperceberam da presença de tão vetusta e eminente presença, tendo o seu low-profile comovido as amáveis gentes da estância em que pernoitou.
O país que amavelmente o elegeu, ou de forma mais vernácula "nele votou", agradeceu aos céus a oportunidade dada à Sua Santa pessoa, por Jesus sempre ter prometido o Céu aos em que Nele acreditam, bem como a correspondente compensação de umas santas férias.

O Povo, por crer e ver no nosso Santo o peso da responsabilidade de carregar todo um País nos ombros, pediu a Deus que fosse sacrificado nas suas riquezas e podridões. Deus fez cair o seu divino castigo nas suas florestas e casas, como a calamidade que prometera a Sodoma e a Gomorra.
Nas suas parábolas, São Sócrates não se refere ao castigo Divino de Gomorra, mas gritou inocência acerca do de Sodoma, apregoando que aquele que nunca pecou que atire o primeiro infante (leia-se "a primeira pedra").

O Povo foi clamando ossanas, e prostrou-se perante tamanha misericórdia e santidade.

Que Deus o abençoe.

segunda-feira, agosto 15, 2005

Portugal a arder.

Consulado de Portugal em Bratislava


Caro amigo,

as coisas pioraram nos últimos dias. Tal como se esperava as férias do nosso Presidente do Conselho foram agradáveis, mas não evitaram os fogos que vilipendiaram o nosso território.
A sorte não o protegeu.

Deus nos proteja.

Comendador Castro

"A indústria dos incêndios"

"A evidência salta aos olhos: o país está a arder porque alguém quer que ele arda. Ou melhor, porque muita gente quer que ele arda. Há uma verdadeira indústria dos incêndios em Portugal. Há muita gente a beneficiar, directa ou indirectamente, da terra queimada.

José Gomes Ferreira
Sub-director de Informação da SIC

Oficialmente, continua a correr a versão de que não há motivações económicas para a maioria dos incêndios. Oficialmente continua a ser dito que as ocorrências se devem a negligência ou ao simples prazer de ver o fogo. A maioria dos incendiários seriam pessoas mentalmente diminuídas.

Mas a tragédia não acontece por acaso. Vejamos:

1 - Porque é que o combate aéreo aos incêndios em Portugal é TOTALMENTE concessionado a empresas privadas, ao contrário do que acontece noutros países europeus da orla mediterrânica?

Porque é que os testemunhos populares sobre o início de incêndios em várias frentes imediatamente após a passagem de aeronaves continuam sem investigação após tantos anos de ocorrências?

Porque é que o Estado tem 700 milhões de euros para comprar dois submarinos e não tem metade dessa verba para comprar uma dúzia de aviões Cannadair?

Porque é que há pilotos da Força Aérea formados para combater incêndios e que passam o Verão desocupados nos quartéis? (A jogar à Sueca, insinuaria eu)

Porque é que as Forças Armadas encomendaram novos helicópteros sem estarem adaptados ao combate a incêndios? Pode o país dar-se a esse luxo?

2 - A maior parte da madeira usada pelas celuloses para produzir pasta de papel pode ser utilizada após a passagem do fogo sem grandes perdas de qualidade. No entanto, os madeireiros pagam um terço do valor aos produtores florestais. Quem ganha com o negócio? Há poucas semanas foi detido mais um madeireiro intermediário na Zona Centro, por suspeita de fogo posto. Estranhamente, as autoridades continuam a dizer que não há motivações económicas nos incêndios...

3 - Se as autoridades não conhecem casos, muitos jornalistas deste país, sobretudo os que se especializaram na área do ambiente, podem indicar terrenos onde se registaram incêndios há poucos anos e que já estão urbanizados ou em vias de o ser, contra o que diz a lei.

4 - À redacção da SIC e de outros órgãos de informação chegaram cartas e telefonemas anónimos do seguinte teor: "enquanto houver reservas de caça associativa e turística em Portugal, o país vai continuar a arder". Uma clara vingança de quem não quer pagar para caçar nestes espaços e pretende o regresso ao regime livre.

5 - Infelizmente, no Norte e Centro do país ainda continua a haver incêndios provocados para que nas primeiras chuvas os rebentos da vegetação sejam mais tenros e atractivos para os rebanhos. Os comandantes de bombeiros destas zonas conhecem bem esta realidade.

Há cerca de um ano e meio, o então ministro da Agricultura quis fazer um acordo com as direcções das três televisões generalistas em Portugal, no sentido de ser evitada a transmissão de muitas imagens de incêndios durante o Verão. O argumento era que, quanto mais fogo viam no ecrã, mais os incendiários se sentiam motivados a praticar o crime...

Participei nessa reunião. Claro que o acordo não foi aceite, mas pessoalmente senti-me indignado. Como era possível que houvesse tantos cidadãos deste país a perder o rendimento da floresta - e até as habitações - e o poder político estivesse preocupado apenas com um aspecto perfeitamente marginal?

Estranhamente, voltamos a ser confrontados com sugestões de responsáveis da administração pública no sentido de se evitar a exibição de imagens de todos os incêndios que assolam o país.

Há uma indústria dos incêndios em Portugal, cujos agentes não obedecem a uma organização comum mas têm o mesmo objectivo - destruir floresta porque beneficiam com este tipo de crime.

Estranhamente, o Estado não faz o que poderia e deveria fazer:

1 - Assumir directamente o combate aéreo aos incêndios o mais rapidamente possível. Comprar os meios, suspendendo, se necessário, outros contratos de aquisição de equipamento militar.

2 - Distribuir as forças militares pela floresta, durante todo o Verão, em acções de vigilância permanente. (Pelo contrário, o que tem acontecido são acções pontuais de vigilância e combate às chamas).

3 - Alterar a moldura penal dos crimes de fogo posto, agravando substancialmente as penas, e investigar e punir efectivamente os infractores

4 - Proibir rigorosamente todas as construções em zona ardida durante os anos previstos na lei.

5 - Incentivar a limpeza de matas, promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, criando centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível.

6 - E, é claro, continuar a apoiar as corporações de bombeiros por todos os meios.

Com uma noção clara das causas da tragédia e com medidas simples mas eficazes, será possível acreditar que dentro de 20 anos a paisagem portuguesa ainda não será igual à do Norte de África. Se tudo continuar como está, as semelhanças físicas com Marrocos serão inevitáveis a breve prazo.

José Gomes Ferreira"

segunda-feira, julho 25, 2005

Riam até cair

RL We are refounding the whole of the trade union movement, building it anew. What we are raising is co-management both in the state owned and in the private sector. In the private sector, let's be clear, when a company owner tries to close it down we say: "any factory that is closed should be taken over" and we discuss the possibility of reopening it with the help of the state in order to guarantee jobs and also production so that the country goes forward. We are also raising the issue of co-management in the private sector. If a private company receives a loan from the state, we raise the need for co-management, so that we can guarantee jobs and better production. And in the state owned sector we are clearly saying that all state owned basic industries should be under co-management. Co-management from the point of view of the workers is something very simple: we want power and participation in the management of the companies, in order to create new jobs, guarantee that the wealth reaches the people and that corruption is rooted out.

in venezuelanalysis.com

Portugal - Espanha

Deixo uma "pérola" que espelha a nossa visão das relações com "nuestros hermanos".


"Viajavam no mesmo compartimento de um comboio, um português, um espanhol, uma loira espectacular e uma gorda enorme. Depois de uns minutos de viagem, o comboio passa por um túnel e ouve-se uma chapada.
Ao saírem do túnel, o espanhol tinha um vermelhão na cara.
A loira espectacular pensou: ... este filho da mãe do espanhol queria-me apalpar, enganou-se, apalpou a gorda e ela deu-lhe uma chapada.
A gorda enorme pensou: ... o filho da mãe do espanhol apalpou a loira e ela mandou-lhe uma chapada.
O espanhol pensou: ... este sacana do português apalpou a loira, ela enganou-se e mandou-me uma chapada.
E o português pensou: ... oxalá venha outro túnel para poder mandar mais uma chapada ao cabrão do espanhol..."

sábado, julho 23, 2005

Lessons of Spain and Portugal

TUESDAY, JULY 19, 2005



MADRID As the European Union strives to integrate new members from Eastern and Central Europe, it faces some of the same concerns raised 20 years ago with the admission of two less developed states from the West: Spain and Portugal.

Letting in two poor countries that had recently shed repressive governments would stifle the Union's economic growth, drain jobs from more developed members and send a wave of immigrants across the Pyrenees, critics said.

Those fears turned out to be exaggerated, in part because they underestimated the transforming effects of EU money. Richer members, principally Germany, provided strong financial support each year to help Spain and Portugal develop and catch up with the rest of the bloc.

Now, as the EU debates diverting much of that aid to the poorer members admitted last year, the experiences of Spain and Portugal offer useful lessons on how to spend the money - and how not to. There is widespread agreement among scholars in both countries that Spain has generally invested the funds more productively than Portugal.

"You can look at it from a number of angles, and you can see that the funds have stimulated the Spanish economy in effective ways," said Paul Isbell, an economics analyst at the Elcano Royal Institute of International and Strategic Studies, a nonpartisan research organization in Madrid. "If you look at Portugal, you don't see the same beneficial effects."

In Spain, the benefits of the funds are evident in the modern infrastructure, improvements in worker productivity, increases in per capita income and an expanding economy.

The funds have also helped Spain soften the effects of some unpalatable structural changes, like liberalizing the labor market and privatizing state-owned industries.

Portugal, by contrast, has mainly used the funds to expand its economy - but without modernizing it to address most protracted problems, including a growing budget deficit, a bloated public sector, rampant tax evasion and inadequate educational system, scholars say.

Instead, political pressure from an influential web of small-town politicians seems to have diverted the money to strengthening infrastructure in rural areas rather than making investments in cities that could have created freer flows of goods and people.

As the former Communist countries vie for subsidies like those that Spain, Portugal and other earlier EU entrants enjoyed, there is little evidence that they are contending with similar pressures from local leaders. But Portugal holds a cautionary tale for countries like Poland, where there are signs that disputes over how to spend the money have cropped up in regional governments, delaying the spending of some structural funds.

"Portuguese economists agree that the country has used the resources as a way to postpone the hard decisions," said Sebastián Royo, a professor of government at Suffolk University in Boston who has written extensively on the integration of Portugal and Spain into the EU.

Now, Portugal's budget deficit is estimated at 6 percent to 7 percent of gross domestic product, government wages account for about 15 percent of GDP, and the country's level of educational attainment is among the lowest in Europe. Since joining the euro zone, which comprises 12 members, Portugal has been reprimanded twice by the European Commission for excessive deficits, while Spain has been a model member.

Portugal's prime minister, José Sócrates, who was elected in February, appears to be committed to enacting the reforms that economists say should have been pursued years ago. But with the Portuguese economy in a slump, the job will be much harder for Sócrates than it would have been for his predecessors.

What is more, the way Portugal has used EU funds appears to have worsened some of its problems. It accelerated government hiring during boom times instead of freezing it, for example.

"As the economy grew very fast, especially in the late 1990s, the public sector became a form of patronage," Royo said.

Today, about one of every seven workers in Portugal is a government employee who, under the Constitution, cannot be fired.

Portugal has made great strides since joining the EU in 1986. Before the EU expansion last year, to 25 from 15, Portugal's per capita income had risen to 75 percent of the EU average, from 55 percent.

Over the same period, Spain's per capita income has increased to almost 90 percent of the EU average, from about 70 percent. The Spanish economy, meanwhile, is speeding into its 12th consecutive year of growth, while Portugal is mired in debt and struggling to pull out of a recession.

Although management of EU funds is only one factor in these differing results, many experts seem to agree that it is a significant one.

While other countries offer clear examples of proper and improper management of EU funds, the similar geographies and histories of Portugal and Spain make it easier to isolate the effects of their recent actions.

Both countries joined the EU in 1986, a decade or so after emerging from dictatorships. Although the two had taken important steps toward modernizing their economies before joining, their economies were still rigid and highly reliant on agriculture at the time.

Both countries also invested the majority of their EU development funds in the same area: infrastructure. The Portuguese have directed about 90 percent of their funds to building and modernizing highways, airports, railroads and seaports, while the Spaniards have spent about 70 percent on such projects. Yet the results have been vastly different.

"The infrastructure in Spain is nearly first-class," said Isbell, the economist at the Elcano Institute.

Spain's roads and railroads are not only modern but also well laid out, helping to knit the country together so that poorer regions, like Andalusia, in the south, can connect with more developed ones, like the Madrid area.

That development has enticed more companies to set up operations in the poorer regions, where the cost of doing business is often lower, and has made it easier for companies already established there to reduce costs, attract investors and expand beyond local markets.

In Portugal, there is no comparable highway network linking its poorer regions with wealthier ones, increasing the chances that economic growth will continue to be uneven. Portugal has also failed to connect its highway systems to those in Spain, leaving it isolated from the main currents of European commerce.

"In Europe, lots of goods are moved around by truck," Royo said. "If you look at a map of Spain, the roads all go north. Portugal has not had the infrastructure linking it with Europe."

Portuguese infrastructure is not only poorly planned but in surprisingly poor condition, given the amount of money spent on it, scholars say.

"In Spain, you can see the new highways, the airports, the nice roads," said Royo, the professor. "In Portugal, the infrastructure is not in good shape at all. You look around, and you say, 'Where is all this money going?"'

One possibility is that much of the money is finding its way into the pockets of government or industry officials, Royo contends. "Corruption has to be a part of it," he said. "If you are spending all that money and the infrastructure is still poor, how else can you explain it?"

Portuguese officials deny any corruption, but they concede that the funds could have been better spent.

"Portugal's administration of the funds perhaps has not been the most effective, but it has not been a corrupt one," said Crisóstomo Teixeira, a senior policy adviser at the Ministry of Public Works, Transportation and Communications. "Portugal has made investments in small roads to improve mobility of people in small towns. If you do that, you don't have much money left for big, modern highway systems. The mayors of small towns here have pressed hard for roads in their areas. That is politics, not corruption."

As the 10 states admitted to the EU last year from Central and Eastern Europe start down the path toward further integration, they are not expected to receive nearly as much aid as Portugal and Spain have. From 2004 to 2006, the new members have together been allotted a little more than 20 billion, or $24 billion, about the same as Portugal alone was apportioned for 2000 to 2006. Spain's share for this period was more than 55 billion.

In the next budget, for 2007 to 2013, funds for the new members are expected to increase, while Spain and Portugal's shares will dwindle. But as Spain and Portugal have made clear, the degree to which new members successfully develop their economies and integrate them into Europe depends more on the individual states than on Brussels.

"It's not so much how much money you get," Royo said.

"It's how you spend it."
por João César das Neves

Portugal fez tudo errado, mas correu tudo bem. Esta é a conclusão de um relatório internacional recente sobre o desenvolvimento português. Havia até agora no mundo países desenvolvidos, subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Mas acabou de ser criada uma nova categoria: os países que não deveriam ser desenvolvidos. Trata-se de regiões que fizeram tudo o que podiam para estragar o seu processo de desenvolvimento e... falharam.

Hoje são países industrializados e modernos, mas por engano. Segundo a fundação europeia que criou esta nova classificação, no estudo a que o DN teve acesso, este grupo de países especiais é muito pequeno. Alias, tem mesmo um só elemento: Portugal.

A Fundação Richard Zwentzerg (FRZ), iniciou há uns meses um grande trabalho sobre a estratégia económica de longo prazo. Tomando a evolução global da segunda metade do século XX, os cientistas da FRZ procuraram isolar as razões que motivavam os grandes falhanços no progresso. O estudo, naturalmente, pensava centrar-se nos países em decadência. Mas, para grande surpresa dos investigadores, os mais altos índices de aselhice económica foram detectados em Portugal, um dos países que tinham também uma das mais elevadas dinâmicas de progresso.

Desconcertados, acabam de publicar, à margem da cimeira de Lisboa, os seus resultados num pequeno relatório bem eloquente, intitulado: "O País Que Não Devia Ser Desenvolvido - O Sucesso Inesperado dos Incríveis Erros Económicos Portugueses".

Num primeiro capítulo, o relatório documenta o notável comportamento da economia portuguesa no último meio século. De 1950 a 2000, o nosso produto aumentou quase nove vezes, com uma taxa de crescimento anual sustentada de 4,5 por cento durante os longos 50 anos. Esse crescimento aproximou-nos decisivamente do nível dos países ricos. Em 1950, o produto de Portugal tinha uma posição a cerca de 35 por cento do valor médio das regiões desenvolvidas. Hoje ultrapassa o dobro desse nível, estando acima dos 70 por cento, apesar do forte crescimento que essas economias também registaram no período. Na generalidade dos outros indicadores de bem-estar, a evolução portuguesa foi também notável.

Temos mais médicos por habitante que muitos países ricos. A mortalidade infantil caiu de quase 90 por mil, em 1960, para menos de sete por mil agora. A taxa de analfabetismo reduziu-se de 40 por cento em 1950 para dez por cento.

Actualmente a esperança de vida ao nascer dos portugueses aumentou 18 anos no mesmo período. O relatório refere que esta evolução é uma das mais impressionantes, sustentadas e sólidas do século XX. Ela só foi ultrapassada por um punhado de países que, para mais, estão agora alguns deles em graves dificuldades no Extremo Oriente. Portugal, pelo contrário, é membro activo e empenhado da União Europeia, com grande estabilidade democrática e solidez institucional. Segundo a FRZ, o nosso país tem um dos processos de desenvolvimento mais bem sucedidos no mundo actual. Mas, quando se olha paraa estratégia económica portuguesa, tudo parece ser ao contrário do que deveria ser. Segundo a Fundação, Portugal, com as políticas e orientações que seguiu nas últimas décadas, deveria agora estar na miséria. O nosso país não pode ser desenvolvido. Quais são os factores que, segundo os especialistas, criam um desenvolvimento equilibrado e saudável? Um dos mais importantes é, sem dúvida, a educação.

Ora Portugal tem, segundo o relatório, um sistema educativo horrível e que tem piorado com o tempo. O nível de formação dos portugueses é ridículo quando comparado com qualquer outro país sério. As crianças portuguesas revelam níveis de conhecimentos semelhante às de países miseráveis. Há falta gritante de quadros qualificados. É evidente que, com educação como esta, Portugal não pode ter tido o desenvolvimento que teve. Um outro elemento muito referido nas análises é a liberdade económica e a estabilidade institucional. Portugal tem, tradicionalmente, um dos sectores públicos mais paternalista, interventor e instável do mundo, segundo a FRZ. Desde o "condicionamento industrial" salazarista às negociações com grupos económicos actuais, as empresas portuguesas vivem num clima de intensa discricionariedade, manipulação, burocracia e clientelismo. O sistema fiscal português é injusto, paralisante e está em crescimento explosivo. A regulamentação económica é arbitrária, omnipresente e bloqueante.

É óbvio que, com autoridades económicas deste calibre, diz o relatório, o crescimento português tinha de estar irremediavelmente condenado desde o
início. O estudo da Fundação continua o rol de aselhices, deficiências e incapacidades da nossa economia. Da falta de sentido de mercado dos empresários e gestores à reduzida integração externa das empresas; da paralisia do sistema judicial à inoperância financeira; do sistema arcaico de distribuição à ausência de investigação em tecnologias. Em todos estes casos, e em muitos outros, a conclusão óbvia é sempre a mesma: Portugal não pode ser um país em forte desenvolvimento.

Os cientistas da Fundação não escondem a sua perplexidade. Citando as próprias palavras do texto: "Como conseguiu Portugal, no meio de tanta asneira, tolice e desperdício, um tal nível de desenvolvimento? A resposta, simples, é que ninguém sabe.

Há anos que os intelectuais portugueses têm dito que o País está a ir por mau caminho. E estão carregados de razão. Só que, todos os anos, o País cresce mais um bocadinho. "A única explicação adiantada pelo texto, mas que não é satisfatória, é a incrível capacidade de improvisação, engenho e "desenrascanço" do povo português. "No meio de condições que, para qualquer outra sociedade, criariam o desastre, os portugueses conseguem desembrulhar-se de forma incrível e inexplicável." O texto termina dizendo: "O que este povo não faria se tivesse uma estratégia certa?".

http://jacarandas.blogspot.com/

Portugueses Tratados como Crianças

Quando afirma que a “nossa democracia é imatura e que os portugueses são tratados como crianças”, dá a entender que as monarquias funcionam melhor; não será porque os reis raramente se metem na política, são figuras decorativas?

- Disse isso porque aos portugueses é negada a possibilidade de escolherem se preferem um Rei em vez de um Presidente da República como Chefe de estado, pelo artigo 288-B da nossa Constituição.



As Reais Associações propuseram que em vez do texto " é inalterável a forma republicana de governo ", a Constituição passasse a dizer: " é inalterável a forma democrática de Governo ". Pois que muitas repúblicas não são democráticas e todas as monarquias europeias, e mesmo as asiáticas o são exemplarmente!



Faltaram só 22 votos para que esse artigo 288-B fosse pura e simplesmente apagado da Constituição na última revisão. Esta proposta teve o apoio da maioria dos deputados.



Refiro-me também à ignorância em que os portugueses são mantidos em relação a outros assuntos muito importantes para o seu futuro político, como a Constituição Europeia da qual quase só se fala favoravelmente e se "chama nomes feios " a quem é contra...


D.Duarte in Única


sexta-feira, julho 15, 2005

70% de Chumbos a matemática

Atirando assim uma percentagem ao ar, no mínimo 50% dos problemas do nosso país vêm da educação.

A Dizer:
Crise Económica

Crise Científica (mas esta é um pouco estranha porque temos muitos cientistas de alto calibre, médicos, físicos, arquitectos, etc)

crise social

politica.


Penso que existem 3 factores primordiais para o nosso sucesso:

1 - Matemática - Cultura mais cientifica onde se deixem os facilitismos (hoje existem alunos que chegam ao 9º ano sem saber NADA)

2 - História e História de Portugal - a história de Portugal está tão maltratada nos curriculos escolares, que é normal que os Portugueses percam as referência do seu povo e da sua cultura. Assim como a história Mundial, é crasso conhecer a humanidade para se poder adoptar uma cultura crítica e dinâmica. A Cultura do Laxismo, a crise de valores vem da falta de referências.

3 - Português - a 6ª lingua mais falada do mundo, a 5ªmais disseminada e a 3ª salvoerro na internet está constamente a ser desvalorizada pelos nossos currículos (e até políticos). Base de uma riqueza cultural ímpar, que nos liga à própria globalização. Mais referências que se perdem, numa língua que foi a língua franca do Mundo.

Estes são para mim os três pilares fundamentais para o nosso sucesso. Inspiram confiança, conhecimento e sabedoria.

Obviamente nem todos podem ter a mesma capacidade para as mesmas matéria, mas existe um mínimo a conhecer sobre elas todas.

A cultura que se pretende é de inovação, dinâmica, crítica e de valores.

É evidente que estas vertentes não estão a ser salvaguardadas.

terça-feira, julho 12, 2005