A decisão de dar a EDP à Iberdrola e a Pina Moura só peca, na minha opinão, por tardia.
E passo a explicar porquê.
Acho que já era tempo de dar a papinha toda, uma vez mais, a empresas estrangeiras concorrentes das maiores empresas portuguesas. Tal não seria a primeira vez e vem no seguimento da estratégia de acabar com o resto!
É só lembrar o caso da TAP e da Swissair, e da trapalhada criminiosa do ministro Jorge Coelho. Como é possível dar aos suíços todos os segredos da aérea nacional? Depois... os suíços ficaram a conhecer a TAP por dentro, faliram, e o Estado ficou prejudicado em muitos milhões de euros.
As culpas, essas morreram, coitadas, solteiras. Até hoje dá vontade de rir (pelo menos aos suíços).
Aqui por estes lados, pode fazer-se tudo com o beneplácito da República e do regime.
Os maiores partidos, PS e PSD, não são mais do que o reflexo do resto do País. É óbvio que não podemos exigir uma classe política nacional que não tenha os vícios e as virtudes dos cidadãos nacionais! Como são parte de nós, povo português, nas coisas boas e más, não podemos efectivamente esperar muito mais!!
A escumalha governativa que desgoverna o País transitou da monarquia para a república, da ditadura para o estado novo e deste para a democracia. São os mesmos! Só mudaram as moscas!
A esta estratégia de acabar definitivamente com o País chamava-se traição à Pátria.
Importa reflectir sobre o que é traição à Pátria.
Apesar de legislada, podia actualmente funcionar como prebenda para um qualquer ministro que funcionasse como um qualquer Vasconcellos.
Filhos da...
terça-feira, janeiro 03, 2006
quinta-feira, dezembro 15, 2005
Macau
Ontem vi o prós e contras feito em Macau.
Fiquei extremamente surprendido pela Portugalidade revelada por aqueles que ainda hoje mantém uma ideia de Portugal hoje proscrita do nosso País.
Ali foi-me revelada na plenitude o que quer dizer ser Português.
Ser Português não é nascer em Portugal, é algo muito maior, muito mais amplo e profundo, que está entranhado na nossa alma, e que muitos portugueses de hoje simplesmente não ligam, não se importam e até repudiam.
O nosso mal vem d dentro, estamos a ser comidos a partir dos portugueses de Portugal, porque se dependesse daqueles que são descendentes dos nosso antepassados estariamos ainda no topo do mundo.
Foi com lágrimas nos olhos que o poeta e douto professor Sena Santos a falar do seu País. Do Seu País Portugal, pois ele é Português. Foi também com lágrimas nos olhos que recordei a imagem de Rocha Vieira a recolher a ultima bandeira do império, o fim de um ciclo que deveria iniciar outro mas que simplesmente apagou a ideia de Portugal dos Portugueses. Uma bandeira que muito representa, mas mais uma vez os nossos governantes cuspiram, conspurcando-a. Estava prevista uma cerimónia em Portugal para entregar essa Bandeira ao nosso presidente e uma condecoração ao Rocha Vieira. Cerimónia nunca realizada e a bandeira que simboliza perfeitamente o que é ser Português, está hoje guardada na casa do ajudante de campo de Rocha Vieira.
É assim mais uma vez que os governantes desta República destroem o nosso património cultural. é mais uma machadada no nosso país.
E Depois estes artistas ainda vêm falar da Falta de Auto estima.
Foram eles com toda a destreza que criminalizaram o facto de um gajo ser patriota, oram eles que destruiram o conhecimengto da nossa história e cultura, reduzindo a História de Portugal nos currículos escolares a uma mera nota de rodapé. Foram eles que mataram o orgulho de ser Português. Não contra os outros povos, mas pelo facto de querermos ser melhores que os outros.
Foi com lágrimas que vi a mágoa presente no coração daqueles que amam o seu país e vêm a república a maltratar os nossos irmãos. a revolta com que falam do abandono de Portugal a Macau, a Goa, a Timor. Sentem-se abandonados.
Foi aplaudindo que vi o arquitecto Pedro Marreiros interpelado pela Fátima Campos Ferreira sobre estas razões de abandono em momento algum ele afirmou que a culpa era de Portugal, mas sim que a culpa era da REPÚBLICA.
E Assim se vai depaperando um país, largado aos caídos. com uma alma maior do que merece.
Fiquei extremamente surprendido pela Portugalidade revelada por aqueles que ainda hoje mantém uma ideia de Portugal hoje proscrita do nosso País.
Ali foi-me revelada na plenitude o que quer dizer ser Português.
Ser Português não é nascer em Portugal, é algo muito maior, muito mais amplo e profundo, que está entranhado na nossa alma, e que muitos portugueses de hoje simplesmente não ligam, não se importam e até repudiam.
O nosso mal vem d dentro, estamos a ser comidos a partir dos portugueses de Portugal, porque se dependesse daqueles que são descendentes dos nosso antepassados estariamos ainda no topo do mundo.
Foi com lágrimas nos olhos que o poeta e douto professor Sena Santos a falar do seu País. Do Seu País Portugal, pois ele é Português. Foi também com lágrimas nos olhos que recordei a imagem de Rocha Vieira a recolher a ultima bandeira do império, o fim de um ciclo que deveria iniciar outro mas que simplesmente apagou a ideia de Portugal dos Portugueses. Uma bandeira que muito representa, mas mais uma vez os nossos governantes cuspiram, conspurcando-a. Estava prevista uma cerimónia em Portugal para entregar essa Bandeira ao nosso presidente e uma condecoração ao Rocha Vieira. Cerimónia nunca realizada e a bandeira que simboliza perfeitamente o que é ser Português, está hoje guardada na casa do ajudante de campo de Rocha Vieira.
É assim mais uma vez que os governantes desta República destroem o nosso património cultural. é mais uma machadada no nosso país.
E Depois estes artistas ainda vêm falar da Falta de Auto estima.
Foram eles com toda a destreza que criminalizaram o facto de um gajo ser patriota, oram eles que destruiram o conhecimengto da nossa história e cultura, reduzindo a História de Portugal nos currículos escolares a uma mera nota de rodapé. Foram eles que mataram o orgulho de ser Português. Não contra os outros povos, mas pelo facto de querermos ser melhores que os outros.
Foi com lágrimas que vi a mágoa presente no coração daqueles que amam o seu país e vêm a república a maltratar os nossos irmãos. a revolta com que falam do abandono de Portugal a Macau, a Goa, a Timor. Sentem-se abandonados.
Foi aplaudindo que vi o arquitecto Pedro Marreiros interpelado pela Fátima Campos Ferreira sobre estas razões de abandono em momento algum ele afirmou que a culpa era de Portugal, mas sim que a culpa era da REPÚBLICA.
E Assim se vai depaperando um país, largado aos caídos. com uma alma maior do que merece.
terça-feira, dezembro 13, 2005
O termo "pátria" está de regresso.
José Manuel Fernandes
(Editorial do "Público" - 10 de Dezembro de 2005)
Quantos portugueses sabem cantar o hino nacional? Quantos conhecem o significado dos símbolos da bandeira nacional? Quantos repararam que muitas das bandeiras que puseram às janelas durante o Euro 2004 estavam mal feitas, por terem sido confeccionadas na China?
Não devem ser muito entusiasmantes as respostas a estas perguntas. Depois da exploração reaccionária do patriotismo pelo anterior regime, em especial durante a guerra colonial, muitos portugueses, sobretudo os mais novos, passaram a desvalorizar os símbolos nacionais.
A senti-los como algo antiquado, até com algum cheiro a mofo.
A esquerda, que recordava a frase de Salazar "a pátria não se discute", eliminou mesmo o termo do seu léxico, enquanto alguma direita, atormentada pela má consciência, evitava referências que temia serem interpretadas como serôdias. A recuperação da palavra "pátria", e da ideia de patriotismo, nesta campanha eleitoral para a Presidência da República tem suscitado algumas controvérsias curiosas, sobretudo por se situarem em áreas políticas onde o tema tem sido tabu. Mas tem uma virtude: permite-nos olhar para a idéia de "pátria" de forma mais descomplexada. E, porventura, mais útil.
Numa época em que Portugal transferiu parte substancial da soberania - designadamente a sua política monetária - para a União Europeia, numa altura em que se discute o aprofundamento da integração e se procura ultrapassar o impasse constitucional, elogiar a noção tradicional de "pátria" pode parecer contraproducente. Contudo, há uma outra perspectiva, e visitando países como a Irlanda, a Polónia, ou os países nórdicos - tudo histórias de relativo sucesso no quadro da União - compreende-se que neles se vive um patriotismo que, sem ser contraditório com a integração europeia, funciona de forma muito positiva.
Lá não é necessário um campeonato de futebol para vermos bandeiras nas janelas ou nos pátios,existindo em contrapartida estudos que mostram que o sentimento patriótico é um factor positivo no desenvolvimento.
Um deles, que já aqui citei, é o do prestigiado sociólogo Manuel Castells e procura explicar as razões do sucesso do modelo finlandês. Nesses países, que tal como Portugal abdicaram por escolha própria de uma parte da sua soberania a favor da UE, o patriotismo é factor aglutinador que lhes permite unirem-se em torno de objectivos comuns. O patriotismo funciona tornando-os mais fortes no interior da União, não contra a União, e, de uma forma geral, também não tem conduzido a manifestações de intolerância xenófobas infelizmente comuns noutros países.
Olhando para a sua História, encontramos, relativamente a Portugal, uma enorme diferença: todos eles, de uma forma geral, sofreram para serem independentes. A Irlanda, a Finlândia ou a Polónia só no século XX se tornaram independentes. E a plena independência, uma independência não tutelada, só a conseguiram na segunda metade do século passado. Esses países e esses povos conheceram dias muito difíceis e sofridos e, para eles, o patriotismo tem um sentido positivo que têm sabido utilizar a seu favor (entre outros factores).
O que nos leva ao utro tema, a que voltaremos: a importância que tem, para uma nação, a sua capacidade de sofrer e ultrapassar o sofrimento.
(Editorial do "Público" - 10 de Dezembro de 2005)
Quantos portugueses sabem cantar o hino nacional? Quantos conhecem o significado dos símbolos da bandeira nacional? Quantos repararam que muitas das bandeiras que puseram às janelas durante o Euro 2004 estavam mal feitas, por terem sido confeccionadas na China?
Não devem ser muito entusiasmantes as respostas a estas perguntas. Depois da exploração reaccionária do patriotismo pelo anterior regime, em especial durante a guerra colonial, muitos portugueses, sobretudo os mais novos, passaram a desvalorizar os símbolos nacionais.
A senti-los como algo antiquado, até com algum cheiro a mofo.
A esquerda, que recordava a frase de Salazar "a pátria não se discute", eliminou mesmo o termo do seu léxico, enquanto alguma direita, atormentada pela má consciência, evitava referências que temia serem interpretadas como serôdias. A recuperação da palavra "pátria", e da ideia de patriotismo, nesta campanha eleitoral para a Presidência da República tem suscitado algumas controvérsias curiosas, sobretudo por se situarem em áreas políticas onde o tema tem sido tabu. Mas tem uma virtude: permite-nos olhar para a idéia de "pátria" de forma mais descomplexada. E, porventura, mais útil.
Numa época em que Portugal transferiu parte substancial da soberania - designadamente a sua política monetária - para a União Europeia, numa altura em que se discute o aprofundamento da integração e se procura ultrapassar o impasse constitucional, elogiar a noção tradicional de "pátria" pode parecer contraproducente. Contudo, há uma outra perspectiva, e visitando países como a Irlanda, a Polónia, ou os países nórdicos - tudo histórias de relativo sucesso no quadro da União - compreende-se que neles se vive um patriotismo que, sem ser contraditório com a integração europeia, funciona de forma muito positiva.
Lá não é necessário um campeonato de futebol para vermos bandeiras nas janelas ou nos pátios,existindo em contrapartida estudos que mostram que o sentimento patriótico é um factor positivo no desenvolvimento.
Um deles, que já aqui citei, é o do prestigiado sociólogo Manuel Castells e procura explicar as razões do sucesso do modelo finlandês. Nesses países, que tal como Portugal abdicaram por escolha própria de uma parte da sua soberania a favor da UE, o patriotismo é factor aglutinador que lhes permite unirem-se em torno de objectivos comuns. O patriotismo funciona tornando-os mais fortes no interior da União, não contra a União, e, de uma forma geral, também não tem conduzido a manifestações de intolerância xenófobas infelizmente comuns noutros países.
Olhando para a sua História, encontramos, relativamente a Portugal, uma enorme diferença: todos eles, de uma forma geral, sofreram para serem independentes. A Irlanda, a Finlândia ou a Polónia só no século XX se tornaram independentes. E a plena independência, uma independência não tutelada, só a conseguiram na segunda metade do século passado. Esses países e esses povos conheceram dias muito difíceis e sofridos e, para eles, o patriotismo tem um sentido positivo que têm sabido utilizar a seu favor (entre outros factores).
O que nos leva ao utro tema, a que voltaremos: a importância que tem, para uma nação, a sua capacidade de sofrer e ultrapassar o sofrimento.
TGV
A Ideia de Fazer um TGV entre Lisboa e Porto é Completamente absurda e estúpida.
Mas Provavelmente uma ideia como os nossos políticos.
Porquê?
Não traz nada de novo e se o Alfa Pendular tivesse uma linha em condições faria o percurso quase no mesmo tempo. Além disso custa mais do Dobro da Ligação a Madrid.
Pode parecer irreal mas é assim.
Um País pequeno como o nosso cheio de TGV's. É lindo. Completamente inútil mas lindo.
Só duas Linhas fazem sentido. Uma a prevista entre Lisboa e Madrid, que é perfeitamente normal, a outra Porto - Vigo - Madrid. esta Talvez dispensável mas também lógica. Agora a Lisboa Porto vai-se tornar num passeio para ricos, é completamente inútil.
O Que faria Mais sentido, e para mim que não sou técnico era:
Porto - Vigo - Madrid
Lisboa - Madrid
Faro - Sevilha
Depois com a solução mais económica, o alfa pendular, com condições, criavam-se vias estruturantes.
Por exemplo uma ligação Bragança - Porto - Coimbra - Lisboa - Ourique - Faro
e mais talvez uma Bragança - Guarda - Évora - Beja - Faro
Mas Provavelmente uma ideia como os nossos políticos.
Porquê?
Não traz nada de novo e se o Alfa Pendular tivesse uma linha em condições faria o percurso quase no mesmo tempo. Além disso custa mais do Dobro da Ligação a Madrid.
Pode parecer irreal mas é assim.
Um País pequeno como o nosso cheio de TGV's. É lindo. Completamente inútil mas lindo.
Só duas Linhas fazem sentido. Uma a prevista entre Lisboa e Madrid, que é perfeitamente normal, a outra Porto - Vigo - Madrid. esta Talvez dispensável mas também lógica. Agora a Lisboa Porto vai-se tornar num passeio para ricos, é completamente inútil.
O Que faria Mais sentido, e para mim que não sou técnico era:
Porto - Vigo - Madrid
Lisboa - Madrid
Faro - Sevilha
Depois com a solução mais económica, o alfa pendular, com condições, criavam-se vias estruturantes.
Por exemplo uma ligação Bragança - Porto - Coimbra - Lisboa - Ourique - Faro
e mais talvez uma Bragança - Guarda - Évora - Beja - Faro
segunda-feira, novembro 28, 2005
Os Ascendentes Nobres de Manuel Alegre
O Candidato Manuel Alegre de Melo Duarte, republicano dos sete costados, tem na sua ascedência familiar mais próxima três titulares portugueses.
Até parece que para se ser republicano tem que se ter qualquer familiar nobre.
Senão, vejamos a hipocrisia da coisa:
Pais
Francisco José de Faria e Melo Ferreira Duarte e Margarida Alegre
Avós Paternos
Mário Ferreira Duarte e Maria Teresa de Faria e Melo, 1ª baronesa da Recosta
Bisavós Paternos
Carlos de Faria e Melo, 1º barão de Cadoro e Maria Teresa de Melo Soares de Freitas
Trisavós Paternos
Francisco da Silva Melo Soares de Freitas, 1º visconde do Barreiro e Ana Joaquina Pereira de Melo
Até dá uma vontade republicana de rir!!
E por qui me fico!!!
Até parece que para se ser republicano tem que se ter qualquer familiar nobre.
Senão, vejamos a hipocrisia da coisa:
Pais
Francisco José de Faria e Melo Ferreira Duarte e Margarida Alegre
Avós Paternos
Mário Ferreira Duarte e Maria Teresa de Faria e Melo, 1ª baronesa da Recosta
Bisavós Paternos
Carlos de Faria e Melo, 1º barão de Cadoro e Maria Teresa de Melo Soares de Freitas
Trisavós Paternos
Francisco da Silva Melo Soares de Freitas, 1º visconde do Barreiro e Ana Joaquina Pereira de Melo
Até dá uma vontade republicana de rir!!
E por qui me fico!!!
Comendador condenado por fuga ao fisco.
Como Comendador da Ordem de S. Silvestre, atribuída por S. Santidade O Papa João Paulo I, sinto-me cada vez mais ofendido por a República Portuguesa atribuir as suas condecorações a eito.
Não por o fazer desmedidamente nem sem tino, mas porque há cada vez mais condecorados com o título de Comendador, quase num ritmo frenético, a cada 10 de Junho.
Não interessa dizer "Ah, mas a minha comenda é mais a sério que a deles, e tal...", trata-se sim, de dizer que os republicanos sempre criticaram os títulos que a Monarquia moribunda ia atribuindo, às dezenas. E agora é isto!
Shame on you...
Ao Sr. Comendador condenado por fuga ao fisco: sugiro que a República lhe atribua o título de Cavaleiro da Ordem da Liberdade (o título máximo desta Ordem nacional).
Porque o sr. ainda permanece em liberdade...
Não por o fazer desmedidamente nem sem tino, mas porque há cada vez mais condecorados com o título de Comendador, quase num ritmo frenético, a cada 10 de Junho.
Não interessa dizer "Ah, mas a minha comenda é mais a sério que a deles, e tal...", trata-se sim, de dizer que os republicanos sempre criticaram os títulos que a Monarquia moribunda ia atribuindo, às dezenas. E agora é isto!
Shame on you...
Ao Sr. Comendador condenado por fuga ao fisco: sugiro que a República lhe atribua o título de Cavaleiro da Ordem da Liberdade (o título máximo desta Ordem nacional).
Porque o sr. ainda permanece em liberdade...
segunda-feira, novembro 21, 2005
Portugal "à venda"
Mais uma pérola dos nossos politícos e gestores. Retirado do DN
ICEP põe Portugal "à venda"
Espanha poderia estar na calha do negócio histórico?
† A crise é profunda e está para durar, dizem. O ICEP, que tem por missão promover Portugal no estrangeiro, quer ajudar e criou um programa para pôr o País a exportar mais. Mas uma das medidas é algo estranha. O ICEP vai criar um portal chamado "Buy Portugal" - "comprar" ou "compre Portugal". Não fossem as boas relações com a Espanha, e os espanhóis poderiam já estar a esfregar as mãos de contentes com a hipótese de fechar um negócio histórico.
ICEP põe Portugal "à venda"
Espanha poderia estar na calha do negócio histórico?
† A crise é profunda e está para durar, dizem. O ICEP, que tem por missão promover Portugal no estrangeiro, quer ajudar e criou um programa para pôr o País a exportar mais. Mas uma das medidas é algo estranha. O ICEP vai criar um portal chamado "Buy Portugal" - "comprar" ou "compre Portugal". Não fossem as boas relações com a Espanha, e os espanhóis poderiam já estar a esfregar as mãos de contentes com a hipótese de fechar um negócio histórico.
terça-feira, novembro 08, 2005
5 de Outubro - Por Quem os Sinos Dobram
5 de Outubro - Por Quem os Sinos Dobram
João Mattos e Silva*
O Sr. Dr. Jorge Sampaio, que é o cidadão supremo magistrado da República, no estertor do seu segundo mandato, aproveitou a «gloriosa» data do 5 de Outubro para proferir um discurso de muitas páginas – nada menos do que no Palácio da Ajuda, que foi a residência principal e emblemática dos últimos Reis de Portugal que a República exilou – sobre o significado da data e sobre a crise profunda que o regime atravessa.
Como sempre, o primeiro dos republicanos, disse algumas daquelas enormidades a que nos habituou sempre que fala da instituição a que preside, a par da descrição angustiada do estado a que, 95 anos depois, chegou o regime imposto em 1910. Sempre adjectivando com «republicano» tudo e mais alguma coisa. E sempre sem esquecer de referir a «ética republicana», que finalmente vislumbrei o que poderia ser, nos 70 candidatos autárquicos arguidos, com a Sr. Dr.ª D. Fátima Felgueiras à cabeça.
Entre algumas preciosidades que o Sr. Dr. Jorge Sampaio disse sobre o regime festejado, não posso deixar de destacar pelo seu alcance conceptual:
«A República foi, é, tem de ser, o único regime em que a sociedade civil se institucionaliza para defender o bem comum, por oposição aos regimes de dominação pessoal e aos regimes oligárquicos, nos quais o poder se organiza para impor os interesses de um déspota ou de uma minoria». O Sr. Dr. Jorge Sampaio chumbaria, por certo, num cursozito de ciência política com esta frase altissonante. O que diriam os ilustres mestres dessa ciência nas monarquias europeias, que são democracias a maior parte delas mais antigas que a democracia portuguesa, sobre a categoria em que se inserem? Regimes despóticos, regimes de oligarquia? O que dirá o socialista Presidente do Governo espanhol do regime monárquico: ditadura do Rei, oligarquia de que minoria?
«Os valores republicanos, em que assentam a democracia portuguesa e o conjunto das democracias representativas, permanecem actuais». Novo chumbito no exame. E a habitual má-fé republicana. Porque as democracias representativas não são de matriz republicana ou monárquica, embora possam coexistir com esses regimes distintos. E sobretudo porque importa não confundir deliberadamente com a mistura de república e democracia, como sinónimos, porque o não são. O Sr. Dr. Jorge Sampaio também é dos que acham que não há ditaduras em república e tenta branquear essa nódoa passando sobre o Estado Novo como se tivesse sido um regime monárquico, mesmo se os marechais Carmona e Craveiro Lopes e o almirante Tomás eram presidentes da República e até se intitulavam «Supremo Magistrado da Nação»?
«Sei que os Portugueses comungam, no essencial, dos mesmos valores e da mesma concepção sobre a República e a democracia portuguesa». Embora neste período já faça a distinção entre o regime republicano e a democracia, o Sr. Dr. Jorge Sampaio engana-se. Para além dos monárquicos, que na sua grande maioria comungam no essencial sobre a democracia, há muitos republicanos, muitos até jovens, saudosistas da república salazarista ou defensores de outras repúblicas oligárquicas (na concepção do Sr. Jorge Sampaio), de que Deus nos salve e acuda.
«Não há uma democracia forte sem um estado forte – e em verdade só há um estado forte em democracia», diz o sr. Dr. Jorge Sampaio. E aqui tem meio ponto. Porque se a primeira asserção é verdadeira a segunda não podia ser mais falsa. Se os mortos pudessem fazer-se ouvir, quão sonora seria a gargalhada do Sr. Doutor Oliveira Salazar…
Mas o discurso final do Sr. Supremo Magistrado do regime, vai para além destes conceitos e traça, a negro, o estado a que o dito regime chegou, apesar de toda «ética republicana», e da sua «solidariedade republicana» aos governos para o salvar, mesmo se a isso não é obrigado, como diz e me deixa perplexo. Quadro negro do regime que vai do descalabro das finanças públicas à falta de políticas económicas credíveis interna e externamente, da desorganização administrativa ao estado da Justiça e das Forças Armadas (que não são «uma instituição exemplar do Estado republicano», não uma guarda pretoriana do regime, mas as Forças Armadas ao serviço de Portugal), dos partidos («hoje separados da opinião pública por uma muralha», que o regime criou como são e que, feitos de outro modo, são essenciais à democracia) até à corrupção.
Nestes festejos, com direito a duas cerimónias principais e solenes e outras menores e restritas a lojas e capelinhas, o que não foi dito pelo Sr. Dr. Jorge Sampaio e outros oradores republicanos ilustres é que a República, com vetustos 95 anos, está velha, gasta, irrecuperável e merecia descansar em qualquer Prado do Repouso. E que não vale a pena tentar regenerá-la porque é irregenerável. O povo português parece passivo, mas de vez em quando desperta: foi assim com a Primeira, foi assim com a Segunda e será assim com a Terceira, mesmo sem o tinir das espadas porque, como muito bem disse o Sr. Dr. Mário Soares, candidato a mais do mesmo, estamos na União Europeia e os golpes de estado já não são possíveis. Antes assim.
João Mattos e Silva*
O Sr. Dr. Jorge Sampaio, que é o cidadão supremo magistrado da República, no estertor do seu segundo mandato, aproveitou a «gloriosa» data do 5 de Outubro para proferir um discurso de muitas páginas – nada menos do que no Palácio da Ajuda, que foi a residência principal e emblemática dos últimos Reis de Portugal que a República exilou – sobre o significado da data e sobre a crise profunda que o regime atravessa.
Como sempre, o primeiro dos republicanos, disse algumas daquelas enormidades a que nos habituou sempre que fala da instituição a que preside, a par da descrição angustiada do estado a que, 95 anos depois, chegou o regime imposto em 1910. Sempre adjectivando com «republicano» tudo e mais alguma coisa. E sempre sem esquecer de referir a «ética republicana», que finalmente vislumbrei o que poderia ser, nos 70 candidatos autárquicos arguidos, com a Sr. Dr.ª D. Fátima Felgueiras à cabeça.
Entre algumas preciosidades que o Sr. Dr. Jorge Sampaio disse sobre o regime festejado, não posso deixar de destacar pelo seu alcance conceptual:
«A República foi, é, tem de ser, o único regime em que a sociedade civil se institucionaliza para defender o bem comum, por oposição aos regimes de dominação pessoal e aos regimes oligárquicos, nos quais o poder se organiza para impor os interesses de um déspota ou de uma minoria». O Sr. Dr. Jorge Sampaio chumbaria, por certo, num cursozito de ciência política com esta frase altissonante. O que diriam os ilustres mestres dessa ciência nas monarquias europeias, que são democracias a maior parte delas mais antigas que a democracia portuguesa, sobre a categoria em que se inserem? Regimes despóticos, regimes de oligarquia? O que dirá o socialista Presidente do Governo espanhol do regime monárquico: ditadura do Rei, oligarquia de que minoria?
«Os valores republicanos, em que assentam a democracia portuguesa e o conjunto das democracias representativas, permanecem actuais». Novo chumbito no exame. E a habitual má-fé republicana. Porque as democracias representativas não são de matriz republicana ou monárquica, embora possam coexistir com esses regimes distintos. E sobretudo porque importa não confundir deliberadamente com a mistura de república e democracia, como sinónimos, porque o não são. O Sr. Dr. Jorge Sampaio também é dos que acham que não há ditaduras em república e tenta branquear essa nódoa passando sobre o Estado Novo como se tivesse sido um regime monárquico, mesmo se os marechais Carmona e Craveiro Lopes e o almirante Tomás eram presidentes da República e até se intitulavam «Supremo Magistrado da Nação»?
«Sei que os Portugueses comungam, no essencial, dos mesmos valores e da mesma concepção sobre a República e a democracia portuguesa». Embora neste período já faça a distinção entre o regime republicano e a democracia, o Sr. Dr. Jorge Sampaio engana-se. Para além dos monárquicos, que na sua grande maioria comungam no essencial sobre a democracia, há muitos republicanos, muitos até jovens, saudosistas da república salazarista ou defensores de outras repúblicas oligárquicas (na concepção do Sr. Jorge Sampaio), de que Deus nos salve e acuda.
«Não há uma democracia forte sem um estado forte – e em verdade só há um estado forte em democracia», diz o sr. Dr. Jorge Sampaio. E aqui tem meio ponto. Porque se a primeira asserção é verdadeira a segunda não podia ser mais falsa. Se os mortos pudessem fazer-se ouvir, quão sonora seria a gargalhada do Sr. Doutor Oliveira Salazar…
Mas o discurso final do Sr. Supremo Magistrado do regime, vai para além destes conceitos e traça, a negro, o estado a que o dito regime chegou, apesar de toda «ética republicana», e da sua «solidariedade republicana» aos governos para o salvar, mesmo se a isso não é obrigado, como diz e me deixa perplexo. Quadro negro do regime que vai do descalabro das finanças públicas à falta de políticas económicas credíveis interna e externamente, da desorganização administrativa ao estado da Justiça e das Forças Armadas (que não são «uma instituição exemplar do Estado republicano», não uma guarda pretoriana do regime, mas as Forças Armadas ao serviço de Portugal), dos partidos («hoje separados da opinião pública por uma muralha», que o regime criou como são e que, feitos de outro modo, são essenciais à democracia) até à corrupção.
Nestes festejos, com direito a duas cerimónias principais e solenes e outras menores e restritas a lojas e capelinhas, o que não foi dito pelo Sr. Dr. Jorge Sampaio e outros oradores republicanos ilustres é que a República, com vetustos 95 anos, está velha, gasta, irrecuperável e merecia descansar em qualquer Prado do Repouso. E que não vale a pena tentar regenerá-la porque é irregenerável. O povo português parece passivo, mas de vez em quando desperta: foi assim com a Primeira, foi assim com a Segunda e será assim com a Terceira, mesmo sem o tinir das espadas porque, como muito bem disse o Sr. Dr. Mário Soares, candidato a mais do mesmo, estamos na União Europeia e os golpes de estado já não são possíveis. Antes assim.
quarta-feira, novembro 02, 2005
Palavras de Zapatero para os repúblicanos cegos em Portugal
Zapatero, que procede de un partido de tradición republicana, destacó el papel actual y de futuro de la Monarquía constitucional. "La Monarquía parlamentaria y constitucional viene desarrollando desde la transición una inestimable función de integración política, social y territorial al servicio de todos los españoles". Tras señalar que ésta "es una excelente ocasión para reconocer en nombre de todos los españoles esta tarea" mostró su "convicción" de que "seguirá realizando en el futuro tan digna y valiosa función".
el País
el País
Os portugueses são todos bandidos?
Parece que sim, pelo menos para o governo, tanto que agora querem pôr os desempregados em prisão domiciliária.
És preso, para receber o subsídio de desemprego.
É uma das primeiras vezes ue estou em total acordo com o Sr. Louçã
És preso, para receber o subsídio de desemprego.
É uma das primeiras vezes ue estou em total acordo com o Sr. Louçã
Chocante
retirado do Blog "Grande Loja do Queijo Limiano"
O Cofre
Segunda-feira, Outubro 31, 2005
A presidência do Conselho de Ministros, hoje, distribuiu à comunicação social uma nota a dizer que...
O Primeiro-Ministro não beneficia dos Serviços Sociais da Presidência do Conselho de Ministros. Na verdade, o acesso aos benefícios dos referidos Serviços Sociais depende de inscrição, sendo que o Primeiro-Ministro não está, nem nunca esteve, inscrito naqueles Serviços, pelo que não é deles beneficiário.
Pois está bem. Não quer beneficiar, é lá com o nosso primeiro. Será rico, talvez. Mas podia aproveitar... e é aí que reside a questão. E quanto vale o orçamento para os SSPCM? É assim tão pobrezinho, como dizem?!
Por falar em rico, observem bem estas contas que sairam destas reflexões em verbo jurídico
Permitam-me os cidadãos livres e independentes pensadores, que lhes chame a atenção para o valor orçamentado para os Serviços de Apoio, Estudos e Coordenação da Presidência do Conselho de Ministros: €2.694.539.529,00. Confesso que, quando vi este número, pensei que fosse um erro ou uma enorme brincadeira de mau gosto. No entanto, não deixa de ser significativo de que a soma de todas as parcelas prevista nos Encargos Gerais do Estado acabem por dar este valor por certo.
Agora, e sem analisar os restantes itens, perguntamos:
* 1. Mas [o que] fazem estes serviços de apoio ao Conselho de Ministros para terem orçamentado para um ano, quase o valor da construção do aeroporto da OTA?
* 2. Qual a riqueza que este organismo do Estado cria anualmente para justificar a atribuição de tal faraónica verba?
* 3. Como é possível que um gabinete de apoio ao Conselho de Ministros possa ter um orçamento equivalente à soma do orçamento previsto para a JUSTIÇA e DEFESA NACIONAL?
* 3. Então, nós pagamos impostos para sustentar […] tecnocratas que fazem estudos e dão apoio ao Conselho de Ministros ou pagamos impostos para ter Saúde, Justiça, Segurança, etc.?
* 4. Será que não haveria uma empresa privada que realizasse os mesmos serviços por um décimo do valor? E que serviços serão estes?
* 5. Que país (rico) é este em que o valor orçamentado para a Ciência, Tecnologia e Ensino Superior é, no seu conjunto (€1.531.793.381,00), escandalosamente inferior ao previsto para os Serviços de Apoio, Estudos e Coordenaçào da Presidência do Conselho de Ministros? Isto já para nem comparar com a verba prevista para a CULTURA, uns “míseros” €189.705.371,00) …
Deixo um desafio, a todos aqueles que nos honram ao ler estas linhas, para analisarem esse mapa com atenção… comparem umas despesas com outras, pois certamente chegarão a brilhantes “pérolas”. Quanto a nós, para além destas nossas “descobertas” existe algo que nos preocupa profundamente e que não vem no OE de 2006. Referimo-nos, pois claro, ao Silêncio.
Em primeiro lugar, silêncio da Oposição, que deveria pedir contas ao Governo dos motivos para que estas verbas estão atribuídas e que só se preocupa em arranjar argumentos que, na nossa opinião e perante estes números, são areia para os olhos dos portugueses. Nenhum partido político, nenhuma bancada parlamente, nenhum deputado, teve o bom-senso de olhar para estes números e perguntar porque os Serviços de Apoio do Conselho de Ministros tem direito a dois MIL milhões e seiscentos milhões de euros para gastar num ano. Daqui se retira que... Ou não viram, Ou não quiseram ver, Ou viram e acharam normal.
O Cofre
Segunda-feira, Outubro 31, 2005
A presidência do Conselho de Ministros, hoje, distribuiu à comunicação social uma nota a dizer que...
O Primeiro-Ministro não beneficia dos Serviços Sociais da Presidência do Conselho de Ministros. Na verdade, o acesso aos benefícios dos referidos Serviços Sociais depende de inscrição, sendo que o Primeiro-Ministro não está, nem nunca esteve, inscrito naqueles Serviços, pelo que não é deles beneficiário.
Pois está bem. Não quer beneficiar, é lá com o nosso primeiro. Será rico, talvez. Mas podia aproveitar... e é aí que reside a questão. E quanto vale o orçamento para os SSPCM? É assim tão pobrezinho, como dizem?!
Por falar em rico, observem bem estas contas que sairam destas reflexões em verbo jurídico
Permitam-me os cidadãos livres e independentes pensadores, que lhes chame a atenção para o valor orçamentado para os Serviços de Apoio, Estudos e Coordenação da Presidência do Conselho de Ministros: €2.694.539.529,00. Confesso que, quando vi este número, pensei que fosse um erro ou uma enorme brincadeira de mau gosto. No entanto, não deixa de ser significativo de que a soma de todas as parcelas prevista nos Encargos Gerais do Estado acabem por dar este valor por certo.
Agora, e sem analisar os restantes itens, perguntamos:
* 1. Mas [o que] fazem estes serviços de apoio ao Conselho de Ministros para terem orçamentado para um ano, quase o valor da construção do aeroporto da OTA?
* 2. Qual a riqueza que este organismo do Estado cria anualmente para justificar a atribuição de tal faraónica verba?
* 3. Como é possível que um gabinete de apoio ao Conselho de Ministros possa ter um orçamento equivalente à soma do orçamento previsto para a JUSTIÇA e DEFESA NACIONAL?
* 3. Então, nós pagamos impostos para sustentar […] tecnocratas que fazem estudos e dão apoio ao Conselho de Ministros ou pagamos impostos para ter Saúde, Justiça, Segurança, etc.?
* 4. Será que não haveria uma empresa privada que realizasse os mesmos serviços por um décimo do valor? E que serviços serão estes?
* 5. Que país (rico) é este em que o valor orçamentado para a Ciência, Tecnologia e Ensino Superior é, no seu conjunto (€1.531.793.381,00), escandalosamente inferior ao previsto para os Serviços de Apoio, Estudos e Coordenaçào da Presidência do Conselho de Ministros? Isto já para nem comparar com a verba prevista para a CULTURA, uns “míseros” €189.705.371,00) …
Deixo um desafio, a todos aqueles que nos honram ao ler estas linhas, para analisarem esse mapa com atenção… comparem umas despesas com outras, pois certamente chegarão a brilhantes “pérolas”. Quanto a nós, para além destas nossas “descobertas” existe algo que nos preocupa profundamente e que não vem no OE de 2006. Referimo-nos, pois claro, ao Silêncio.
Em primeiro lugar, silêncio da Oposição, que deveria pedir contas ao Governo dos motivos para que estas verbas estão atribuídas e que só se preocupa em arranjar argumentos que, na nossa opinião e perante estes números, são areia para os olhos dos portugueses. Nenhum partido político, nenhuma bancada parlamente, nenhum deputado, teve o bom-senso de olhar para estes números e perguntar porque os Serviços de Apoio do Conselho de Ministros tem direito a dois MIL milhões e seiscentos milhões de euros para gastar num ano. Daqui se retira que... Ou não viram, Ou não quiseram ver, Ou viram e acharam normal.
quarta-feira, outubro 19, 2005
O que os Espanhós querem
España propone a Portugal el liderazgo conjunto de la Cumbre de Salamanca
MIGUEL MORA - Lisboa
"Portugal debe liderar la Cumbre Iberoamericana junto con España y con ello contribuir a la consolidación de un espacio unido por dos lenguas, una identidad, una cultura y una historia para tener voz propia en el mundo".
MIGUEL MORA - Lisboa
"Portugal debe liderar la Cumbre Iberoamericana junto con España y con ello contribuir a la consolidación de un espacio unido por dos lenguas, una identidad, una cultura y una historia para tener voz propia en el mundo".
terça-feira, outubro 18, 2005
Um crime !!!
Um Crime
(por Miguel Sousa Tavares)
Uma história de 2 aeroportos:
Áreas:
- Aeroporto de Málaga: 320 hectares.
- Aeroporto de Lisboa: 520 hectares.
Pistas:
- Aeroporto de Málaga: 1 pista.
- Aeroporto de Lisboa: 2 pistas.
Tráfego (2004):
- Aeroporto de Málaga: 12 milhões de passageiros, taxa de crescimento, 7 a 8% ao ano.
- Aeroporto de Lisboa: 10,7 milhões de passageiros, taxa de > >crescimento 4,5% ao ano.
Soluções para o aumento de capacidade:
- Málaga: 1 novo terminal, investimento de 191 milhões de euros, capacidade 20 milhões de passageiros/ano. O aeroporto continua a 8 Km da cidade e continua a ter uma só pista.
- Lisboa: 1 novo aeroporto 3.000 a 5.000 milhões de euros, solução faraónica a 40Km da cidade. É o que dá sermos ricos com o dinheiro dos outros e pobres com o próprio espírito.
Ou então alguém tem de tirar os dividendos dos terrenos comprados nos últimos anos.
Ninguém investiga isto?
E sabem quem é o dono dos terrenos da Ota.....
Pois é... o Dr. Mário Soares, sabem agora porque é que ele se vai recandidatar ?!! Porque o negócio com o Cavaco na presidência poderia ser inviabilizado. É preciso fazer alguma coisa!
(por Miguel Sousa Tavares)
Uma história de 2 aeroportos:
Áreas:
- Aeroporto de Málaga: 320 hectares.
- Aeroporto de Lisboa: 520 hectares.
Pistas:
- Aeroporto de Málaga: 1 pista.
- Aeroporto de Lisboa: 2 pistas.
Tráfego (2004):
- Aeroporto de Málaga: 12 milhões de passageiros, taxa de crescimento, 7 a 8% ao ano.
- Aeroporto de Lisboa: 10,7 milhões de passageiros, taxa de > >crescimento 4,5% ao ano.
Soluções para o aumento de capacidade:
- Málaga: 1 novo terminal, investimento de 191 milhões de euros, capacidade 20 milhões de passageiros/ano. O aeroporto continua a 8 Km da cidade e continua a ter uma só pista.
- Lisboa: 1 novo aeroporto 3.000 a 5.000 milhões de euros, solução faraónica a 40Km da cidade. É o que dá sermos ricos com o dinheiro dos outros e pobres com o próprio espírito.
Ou então alguém tem de tirar os dividendos dos terrenos comprados nos últimos anos.
Ninguém investiga isto?
E sabem quem é o dono dos terrenos da Ota.....
Pois é... o Dr. Mário Soares, sabem agora porque é que ele se vai recandidatar ?!! Porque o negócio com o Cavaco na presidência poderia ser inviabilizado. É preciso fazer alguma coisa!
segunda-feira, outubro 17, 2005
Carta Aberta
Caro Pedro Mexia,
li com atenção a crítica que fez no Diário de Notícias ao livro O Quadrado, de Manuel Alegre.
Acompanho as suas intervenções desde há algum tempo. Sei que é um dos pensadores da actual direita portuguesa, respeito bastante a maioria das suas brilhantes intervenções, mas desta vez «não lhe tiro o chapéu».
Não entendo como pode dizer que Manuel Alegre «tem uma costela quase nacionalista, o que lhe vale muitos admiradores na direita tradicional».
Não partilho de todo da sua opinião. Na verdade nunca me entusiasmei com a verve do Poeta, e para mais, à eloquência raramente a confundi com a alarvidade patrioteira.
De resto, se o nosso Poeta é nacionalista, não o questiono, apetece-me é rir...
A Nação que ele defenderá na cadeira da Presidência da República terá Olivença? Terá Cabinda? Não me parece. Até arrisco, e ganho de certeza, que os macaquinhos que Manuel Alegre tem na cabeça ainda se banqueteiam com preconceitos colonialistas.
Se o critério para apresentar Manuel Alegre é: «...ligação forte ao passado, um passado mitificado e contraposto à presente decadência (a noção mais direitista do mundo), (...) também supõe convicções voluntaristas e sebastiâncias», continuo sem entender que ligação é essa ao passado a que se refere.
Passado, será antes da Revolução? E estamos a falar de quanto tempo antes?
É que segundo me recordo, Manuel Alegre nunca foi um brilhante defensor do passado português, porque doutra forma o republicanismo que tanto apregoa sair-lhe-ia vomitado ou bolsado, pela noção de que esse regime que defende e que ama, assentou num assassínio (Regicídio) as suas bases de "política demorática". .
li com atenção a crítica que fez no Diário de Notícias ao livro O Quadrado, de Manuel Alegre.
Acompanho as suas intervenções desde há algum tempo. Sei que é um dos pensadores da actual direita portuguesa, respeito bastante a maioria das suas brilhantes intervenções, mas desta vez «não lhe tiro o chapéu».
Não entendo como pode dizer que Manuel Alegre «tem uma costela quase nacionalista, o que lhe vale muitos admiradores na direita tradicional».
Não partilho de todo da sua opinião. Na verdade nunca me entusiasmei com a verve do Poeta, e para mais, à eloquência raramente a confundi com a alarvidade patrioteira.
De resto, se o nosso Poeta é nacionalista, não o questiono, apetece-me é rir...
A Nação que ele defenderá na cadeira da Presidência da República terá Olivença? Terá Cabinda? Não me parece. Até arrisco, e ganho de certeza, que os macaquinhos que Manuel Alegre tem na cabeça ainda se banqueteiam com preconceitos colonialistas.
Se o critério para apresentar Manuel Alegre é: «...ligação forte ao passado, um passado mitificado e contraposto à presente decadência (a noção mais direitista do mundo), (...) também supõe convicções voluntaristas e sebastiâncias», continuo sem entender que ligação é essa ao passado a que se refere.
Passado, será antes da Revolução? E estamos a falar de quanto tempo antes?
É que segundo me recordo, Manuel Alegre nunca foi um brilhante defensor do passado português, porque doutra forma o republicanismo que tanto apregoa sair-lhe-ia vomitado ou bolsado, pela noção de que esse regime que defende e que ama, assentou num assassínio (Regicídio) as suas bases de "política demorática". .
Erro no el País
Vejam na coluna há direita, onde diz dados Básicos.
> Fiesta nacional: 25 de Abril. Día de la Libertad
São os da Prisa são os da Prisa
> Fiesta nacional: 25 de Abril. Día de la Libertad
São os da Prisa são os da Prisa
domingo, outubro 16, 2005
A Ibéria Unida
O tema da unificação Ibérica está de novo em destaque.
As tentativas unificadoras que a última Cimeira Iberoamericana veio ressuscitar estão para durar lá para os lados de Madrid.
Já nem o Ministro dos Neg. Estrangeiros Moratinos esconde no seu editorial sobre a Cimeira, que é a Espanha quem iluminará os outros 21 países (onde suponho que Portugal se intregraria, ou então seriam já só 20 ?!).
Fraca diplomacia nossa... Ou então teremos que agradecer?
Talvez seja o destino...
(Deixo um cartoon do El País de hoje que ilucida sobre a Ibéria Una.)
As tentativas unificadoras que a última Cimeira Iberoamericana veio ressuscitar estão para durar lá para os lados de Madrid.
Já nem o Ministro dos Neg. Estrangeiros Moratinos esconde no seu editorial sobre a Cimeira, que é a Espanha quem iluminará os outros 21 países (onde suponho que Portugal se intregraria, ou então seriam já só 20 ?!).
Fraca diplomacia nossa... Ou então teremos que agradecer?
Talvez seja o destino...
(Deixo um cartoon do El País de hoje que ilucida sobre a Ibéria Una.)
segunda-feira, outubro 10, 2005
A derrota da TVI
Não falo de uma derrota em termos de audiência, que a teve em relação à RTP, mas sim de algo muito específico.
As sondagens da SIC e da RTP foram coerentes uma com a outra e reflectiram razoavelmente o que se veio a passar.
Não cheguei a perceber porque razão a TVI errou profundamente nas previsões. Na última sondagem que apresentou antes do escrutínio a TVI dava Carmona e Carrilho empatados, dava Soares e Seara empatados e Assis à frente de Rio. O que se viu foram vitórias esmagadoras.
Será que o negócio Prisa teve Qualquer coisa a ver com isto? Será que houve pressões governamentais?
Penso que foram estranhíssimos os dados lançados pela TVI, e não deveriamos deixar isto passar ao lado e investigar o que se passou.
Será que a TVI tentou levar ao colo o PS.
Segundo muitos estudos sociais e mediáticos, está provado que as maiorias possuem dinâmicas de vitória.
O que diz passa pelo facto de muitas vezes os indecisos seguirem maioritáriamente a tendência da maioria.
Será que foi isso que a TVI tentou fazer.
Não tenho respostas, apenas perguntas, e nem estou a fazer acusações mas que é estranho é.
As sondagens da SIC e da RTP foram coerentes uma com a outra e reflectiram razoavelmente o que se veio a passar.
Não cheguei a perceber porque razão a TVI errou profundamente nas previsões. Na última sondagem que apresentou antes do escrutínio a TVI dava Carmona e Carrilho empatados, dava Soares e Seara empatados e Assis à frente de Rio. O que se viu foram vitórias esmagadoras.
Será que o negócio Prisa teve Qualquer coisa a ver com isto? Será que houve pressões governamentais?
Penso que foram estranhíssimos os dados lançados pela TVI, e não deveriamos deixar isto passar ao lado e investigar o que se passou.
Será que a TVI tentou levar ao colo o PS.
Segundo muitos estudos sociais e mediáticos, está provado que as maiorias possuem dinâmicas de vitória.
O que diz passa pelo facto de muitas vezes os indecisos seguirem maioritáriamente a tendência da maioria.
Será que foi isso que a TVI tentou fazer.
Não tenho respostas, apenas perguntas, e nem estou a fazer acusações mas que é estranho é.
sexta-feira, outubro 07, 2005
A Ética Republicana
Faço aqui um pouco de Copiar/colar de um excelente post da Joana (Blog Semiramis).
"Sampaio declarou que A ética republicana exige competência, devoção ao serviço público, transparência, disponibilidade para abandonar o cargo exercido a outros melhores, nos termos da lei. A ética republicana exige que o funcionário sirva a República e proíbe-o de se servir da República para promover os seus fins pessoais ou os de um determinado grupo. Todavia se ele retirasse a palavra “republicana” aquela sentença estava correcta. E se substituísse República por Estado, era uma afirmação universal. A ética da acção política exige aquilo que o PR afirmou. Estou plenamente de acordo."
"A resposta é simples. Entre os ícones que povoam o relicário mental de Sampaio (bem como do clã Soares e de outros herdeiros do jacobinismo político) resplandecem os egrégios vultos da 1ª República. Mas eu, contrariamente aos próceres socialistas, quando olho para aquelas figuras, apenas detecto ética no grupo Seara Nova e em mais meia dúzia de individualidades como Carlos da Maia, Cândido dos Reis … talvez um José Relvas, um Machado Santos ou um Teixeira Gomes. Havia alguns líderes republicanos probos e desinteressados, mas muitos eram de ética mais que duvidosa, cada vez mais duvidosa à medida que se subia no protagonismo político, e o mais evidente de todos, António Maria da Silva, era um perfeito gangster político.
É ética republicana reduzir, após o triunfo da república, o corpo eleitoral a metade do existente nos fins da monarquia, com receio das opiniões dos cavadores de enxada e dos analfabetos? É ética republicana dissolver os partidos existentes, após o triunfo da revolução (excepto o republicano)? É ética republicana pôr “cientistas” republicanos a medirem os crânios de padres jesuítas, para confirmar, “cientificamente” que eram degenerados e publicar fotografias dessas investigações nas revistas da época? É ética republicana Afonso Costa, quando ministro da Justiça, em 1911, ter provido nos melhores lugares o seu irmão, os seus dois cunhados, o seu sócio do cartório, o seu procurador, um amigo íntimo desde os tempos da juventude, etc.? É ética republicana organizar a carnificina da Noite Sangrenta e assassinar o 1º Ministro e destacadas figuras ligadas à implantação da república? É ética republicana criar um regime tutelado pelos arruaceiros, bombistas e rufias dos cafés e tabernas de Lisboa como elementos catalizadores do debate político? É ética republicana ter criado a Guarda Nacional Republicana, bem municiada de artilharia e armamento pesado, concentrada na zona de Lisboa e cujos efectivos passaram de 4575 homens em 1919 para 14 341 em 1921 (*), chefiados por oficiais «de confiança», com vencimentos superiores aos do exército, afim de ser a Guarda Pretoriana do regime? É ética republicana ser a própria república a criar uma Guarda Pretoriana, que na Roma antiga apenas foi criada após a queda da república? É ética republicana a corrupção e o caciquismo eleitorais do Partido Democrático?
Ou seja, ética republicana carece de significado, porque exigiria a definição prévia que tipo de república se tem em mente. Se se tiver em mente o modelo da 1ª República, não há apenas a ausência de significado, é uma contradição nos termos."
"Sampaio declarou que A ética republicana exige competência, devoção ao serviço público, transparência, disponibilidade para abandonar o cargo exercido a outros melhores, nos termos da lei. A ética republicana exige que o funcionário sirva a República e proíbe-o de se servir da República para promover os seus fins pessoais ou os de um determinado grupo. Todavia se ele retirasse a palavra “republicana” aquela sentença estava correcta. E se substituísse República por Estado, era uma afirmação universal. A ética da acção política exige aquilo que o PR afirmou. Estou plenamente de acordo."
"A resposta é simples. Entre os ícones que povoam o relicário mental de Sampaio (bem como do clã Soares e de outros herdeiros do jacobinismo político) resplandecem os egrégios vultos da 1ª República. Mas eu, contrariamente aos próceres socialistas, quando olho para aquelas figuras, apenas detecto ética no grupo Seara Nova e em mais meia dúzia de individualidades como Carlos da Maia, Cândido dos Reis … talvez um José Relvas, um Machado Santos ou um Teixeira Gomes. Havia alguns líderes republicanos probos e desinteressados, mas muitos eram de ética mais que duvidosa, cada vez mais duvidosa à medida que se subia no protagonismo político, e o mais evidente de todos, António Maria da Silva, era um perfeito gangster político.
É ética republicana reduzir, após o triunfo da república, o corpo eleitoral a metade do existente nos fins da monarquia, com receio das opiniões dos cavadores de enxada e dos analfabetos? É ética republicana dissolver os partidos existentes, após o triunfo da revolução (excepto o republicano)? É ética republicana pôr “cientistas” republicanos a medirem os crânios de padres jesuítas, para confirmar, “cientificamente” que eram degenerados e publicar fotografias dessas investigações nas revistas da época? É ética republicana Afonso Costa, quando ministro da Justiça, em 1911, ter provido nos melhores lugares o seu irmão, os seus dois cunhados, o seu sócio do cartório, o seu procurador, um amigo íntimo desde os tempos da juventude, etc.? É ética republicana organizar a carnificina da Noite Sangrenta e assassinar o 1º Ministro e destacadas figuras ligadas à implantação da república? É ética republicana criar um regime tutelado pelos arruaceiros, bombistas e rufias dos cafés e tabernas de Lisboa como elementos catalizadores do debate político? É ética republicana ter criado a Guarda Nacional Republicana, bem municiada de artilharia e armamento pesado, concentrada na zona de Lisboa e cujos efectivos passaram de 4575 homens em 1919 para 14 341 em 1921 (*), chefiados por oficiais «de confiança», com vencimentos superiores aos do exército, afim de ser a Guarda Pretoriana do regime? É ética republicana ser a própria república a criar uma Guarda Pretoriana, que na Roma antiga apenas foi criada após a queda da república? É ética republicana a corrupção e o caciquismo eleitorais do Partido Democrático?
Ou seja, ética republicana carece de significado, porque exigiria a definição prévia que tipo de república se tem em mente. Se se tiver em mente o modelo da 1ª República, não há apenas a ausência de significado, é uma contradição nos termos."
quarta-feira, outubro 05, 2005
Não há paciência!!
| Por amor de Deus, digam ao cretino (só me ocorre esta palavra) do Presidente da Caixa Geral de Depósitos que o banco é português e não espanhol. Não se admite que, na apresentação de novos investimentos que há poucos dias fez, falasse em portunhol, em plena Capital do País. Para mais, deu privilégios aos jornalistas espanhóis que cobriram o acontecimento, em detrimento dos portugueses, nacionais do País a que pertence o maior banco português, que tiveram que esperar um dia para divulgar a notícia. Vão-se tramar. Cambada de chupistas. |
Para quem acha que o País está em crise.
| Para os mais pessimistas, cá vai o sítio de um jornal que não é português, e que, por acaso até diz bem cá do burgo. Uma análise sóbria e brilhante sobre os vinhos portugueses e do mercado internacional. Quem melhor que os de fora para dizer e reforçar que os vinhos portugueses são de qualidade e competitivos? Falta saber se as políticas de internacionalização do vinho nacional de qualidade têm sido suficientes. Acho que tem havido uma melhoria através do ICEP. Invistamos mais para colher muito mais. |
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