segunda-feira, setembro 25, 2006
A influência portuguesa no mundo
O primeiro-ministro deste país, Ralph Gonsalves (com "s") é de ascendência portuguesa, descende de uma família originária da Madeira, e tem muito orgulho nesta sua origem.
O seu pai, Alban Gonsalves, comerciante e agricultor, é descendente dos primeiros emigrantes que emigraram em 1840 para estas ilhas, para trabalhar nas plantações de cana de açúcar.
Ralph Gonsalves é fundador do Union Labour Party, partido de esquerda semelhante ao Partido Comunista Português, e trata-se de uma das personalidades mais relevantes da região caribenha. Foi eleito primeiro-ministro em 2001.
quarta-feira, setembro 20, 2006
Golpe de Esatdo Tailândia
Há pouco tempo tinha defendido que a Tailândia, era um dos países mais desenvolvidos, mais pacíficos e mais "normais" da Ásia, e para isso contribuiria significativamente o facto de ser uma monarquia.E estes acontecimentos que parecem contradizer a minha tese, se olharmos com um pouco de mais atenção apenas a reforçam.
O Rei está no trono há 60 anos, e durante esse tempo já existiram inúmeros Golpes de estado. No entanto o país sempre se foi desenvolvendo, e geralmente de forma pacífica.
O Ponto fulcral da realidade Tailândesa, para o sucesso socio-económico deste país parece ser a instituição monárquica. Seguindo os acontecimentos, o REI surge como o factor de estabilidade e coesão do país. O Rei surge-nos como que o pilar de que a nação Tailândia continua, ainda que a liça política leve a momentos de confusão e conflito.
E Isto é algo que nenhum presidente (ou só um em condições muito particulares, por exemplo Xanana Gusmão) pode garantir. Um presidente faz parte deste jogo Politíco. Exemplo disto, olhemos para a confusão que grassa na Hungria. Provavelmente se existisse um Monarca, já teriamos assistido a uma pacificação e um retorno à vida politíca normal, no entanto temos alguém que se cola ao poder baseado em razões desconhecidas.
Agora quem serão os mais estúpidos, os Tailândeses que têm um Rei ou os Húngaros?
As evidências estão aí, só não vê que não quer ver
(Ps. Ao que parece um milionário que se transformou político era PM da Tailândia. Mais um exemplo de que Só um Rei é o único a proteger o estado democrático do Interesse económico)
terça-feira, setembro 19, 2006
Congelamento de Financiamento e Adjudicações
Ponto 1 - Congelamento de Adjudicações de obras públicas.
Ora este deveria ter sido o primeiro passo a ser dado em matéria de política orçamental deste governo, ao invés preferiram carregar o pequenino de mais impostos. O estado deveria poupar neste momento, e as obras públicas deveriam ter sido congeladas como o forma agora. Aplaudo esta iniciativa. Só espero que congelem a OTA também
Ponto 2 - Isto traz-me à segunda dúvida. O que engloba este congelamento, só as adjudicações ou os pagamentos também? Já ouvi pessoas do sector a afirmar que além das adjudicações também os pagamentos foram congelados. A ser verdade, que espero profundamente que não, é a demonstração cabal que o estado não é uma pessoa de bem. A ser verdade, como pode o estado exigir que se cumpra com ele, que torna públicas dívidas a ele e por outro lado seja caloteiro e não cumpra as suas obrigações. A ser verdade dá-me vontade de dizer - vamos todos passar a perna ao estado - pois este estado não merece absolutamente nada senão a burla.
A ser verdade é o Estado que merece ser processado em tribunal, é o estado que deve pagar juros de mora, juntamente com os responsáveis de tais barbaridades.
O Estado só pode ser respeitado se se der ao respeito.
terça-feira, setembro 12, 2006
prós e contras - 11 de setembro
Realmente há gente que não tem memória.A figura de Mário Soares continua mesma, banalidade, boçalidade, demagogia.Não foi capaz de discutir uma ideia, e refugiou-se na sua opinião pré-concebida.
Pacheco Pereira esteve em minha opinião excelente, pois o interlocutor só o içava por contraste.S
oares tem razão em alguns dos seus pontos da sua análise, mas sofre daquilo que sofre a maioria da esquerda portuguesa. O facto de não terem causas leva-os a abraçar causas contra a cultura ocidental.
São as toupeiras do ocidente, que sabotam a própria civilização que ajudaram a construir.Quanto ao Pacheco Pereira esteve óptimo, pois foi o único ali a ter coerência. De facto o relativismo é muito nesta nossa sociedade, e talvez por isso seja impelido ao extremo de defender o indefensável Bush, apenas para se opor aos sabotadores.Bush errou enormemente em certos aspectos, a politíca poderia ter sido outra, isso não desculpabiliza a atitude esquerdista das pessoas deste país.Coisa que não me admira absolutamente nada, vejam as opiniões sobre as FARC e veremos o lodaçal onde estamos
sexta-feira, setembro 08, 2006
PCP 2
Transcrevo o manifesto
Na última edição da Festa do Avante esteve patente na área internacional do
evento, no balcão da delegação colombiana convidada, uma bandeira das FARC -
Forças Armas Revolucionárias da Colômbia, assinalando a presença deste grupo na
30ª edição da festa comunista.Segundo notícia apresentada no "Diário de
Notícias", de 7 de Setembro, o Gabinete de Imprensa do PCP informa que estiveram
presentes elementos do Partido Comunista Colombiano e da revista "Resistência" -
publicação porta-voz das FARC, ou seja, elementos do órgão de imprensa das
FARC.As FARC são um grupo terrorista colombiano e assim reconhecido pela União
Europeia.As FARC financiam-se através de extorsão, roubo, tráfico de droga e tem
sequestrados mais de 3.000 pessoas, entre as quais a candidata à Presidência da
Colômbia em 2002, Ingrid Betancourt.Portugal, como defensor dos Direitos Humanos, deve repudiar a toda e qualquer actividade das FARC e defender a libertação de todos os presos por este grupo terrorista.Um vasto conjunto de cidadãs e cidadãos portugueses, que têm em comum a participação na blogosfera portuguesa, manifestou, em dezenas de blogues, repúdio pela presença das FARC em Portugal e apela à libertação dos presos por esta organização, solidarizando-se com os milhares de colombianos vítimas do terrorismo.
Assim, atendendo ao
sucedido, propomos a V. Exa. que tome a iniciativa parlamentar que julgar
adequada à gravidade do problema.
PCP
O ministro da Administração Interna, António Costa, afirmou ontem que está a proceder a "diligências" sobre a presença da organização terrorista colombiana FARC, na Festa do "Avante!"António Costa relatou os resultados das averiguações já efectuadas: o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) "não tem registo da entrada de nenhum elemento das FARC em Portugal" e, além do mais, dos 77 colombianos que este ano obtiveram visto de entrada em Portugal, nenhum o pediu dizendo que vinha para participar na festa do "Avante!".
O ministro sublinhou que o SEF só controla as "fronteiras externas" (portos e aeroportos). Os colombianos que representaram as FARC podem ter entrado pelas fronteiras terrestres, sem qualquer controlo.Enquanto isto, o embaixador colombiano em Portugal, Plinio Apuleyo Mendoza, enviou ao ministro dos Negócios Estrangeiros uma carta para "manifestar as suas inquietudes" e "pedir explicações".
Ao jornal colombiano El Pais, disse que o que mais o escandalizou foi a presença oficial na festa da revista oficial das FARC, "Resistencia".No Parlamento, CDS e PSD acusaram o PCP de falta de legitimidade para falar de terrorismo. Evocando afirmações do deputado Jorge Machado que qualificou como "actividade terrorista" a detenção e transporte ilegal de prisioneiros que tem vindo a ser imputada à CIA, o CDS criticou o que disse ser "um manifesto paradoxo".
"O PCP vem falar em actos terroristas, como é que convida organizações terroristas?", questionou o líder parlamentar centrista, Nuno Melo, secundado pelo social-democrata Henrique de Freitas: "Um partido que admite na sua festa nacional um movimento terrorista não pode falar nestes termos". Afirmações que o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, contesta. "Não recebemos lições de forças políticas que consideravam que o ANC ou Nelson Mandela eram terroristas", afirmou ao DN.
in Público
Ministro da Administração Interna não tem qualquer registo de entrada
Jerónimo de Sousa admite presença das FARC na festa do Avante!
07.09.2006 - 18h30 Lusa
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, admitiu hoje a presença na edição deste ano da festa do Avante de membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). O ministro da Administração Interna comentou que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) não tem registo da entrada de qualquer elemento dessas forças.Na sua edição de hoje, o “Diário de Notícias” escreve que o embaixador colombiano em Lisboa, Plínio Apuleyo Mendoza, pediu explicações ao Governo português sobre a presença na última edição da festa do Avante de activistas das FARC, um grupo classificado como terrorista pela União Europeia.
Jerónimo de Sousa garante que "todas as entradas" no recinto "foram legais".
"Naturalmente convidámos o partido comunista colombiano e a revista ´Resistência´", afirmou o líder comunista.
Apesar dos métodos utilizados pelas FARC, "que o PCP não usaria", existe uma "grande solidariedade" com o movimento porque "a maior violação dos direitos humanos é impedir que um povo tenha direito à sua soberania, à sua liberdade" afirmou.
Jerónimo de Sousa deplorou a iniciativa do diplomata colombiano, retorquindo que caberia ao embaixador da Colômbia "dar contas das razões que levam ao assassinato, por exemplo de 70 sindicalistas comunistas, atitudes terroristas contra o movimento sindical".
Para o secretário-geral do PCP, a "questão central" é que o PCP tem "uma concepção diferente de terrorismo" comparativamente à UE e Estados Unidos, criticando também o Governo a este respeito.
"Pensamos que esta operação e esta deriva em relação à nossa festa procura esconder a responsabilidade deste Governo em relação a actos de terrorismo de Estado, designadamente em relação à facilidade que permitiu que em território nacional se cometam como os voos da CIA, transportando prisioneiros à revelia do Direito Internacional", apontou.
O líder comunista criticou, por isso, que se "procure colocar na ordem do dia" o que não passou de "uma festa normal, um convite aberto e uma participação claramente legal", perante o simultâneo "silêncio de chumbo" em torno do que classificou como "terrorismo de Estado".Gosto especialmente desta parte:"Naturalmente convidámos o partido comunista colombiano e a revista ´Resistência´", afirmou o líder comunista.Apesar dos métodos utilizados pelas FARC, "que o PCP não usaria", existe uma "grande solidariedade" com o movimento porque "a maior violação dos direitos humanos é impedir que um povo tenha direito à sua soberania, à sua liberdade" afirmou.
(destacados meus)
Meu Deus, o que vai na cabecinha desta gente...
Enquanto acusam o estado mais liberal do mundo de terrorismo vêm defender uma força armada rebelde que vive de raptos e tráfico de droga...
Tá tudo doido, como é que esta gente está no parlamento
E insistem em defender o indefensável, que hipocrisia, que incoerência
terça-feira, agosto 29, 2006
Propaganda
A máscara de inocência exibida pelo Hezbollah não espanta. Ao fim de algumas semanas de guerra, durante as quais a tese da desproporção da resposta israelita, propagada pelas mais diversas instâncias, circulou por todo o mundo e foi legenda para todas as imagens que as televisões mostraram, Hassan Nasrallah achou que era altura de extrair a conclusão e pôr a cereja no bolo. Afinal, o seu partido tem a noção das proporções, razão por que nunca lhe passou pela cabeça que os sionistas retaliassem nos modos com que o fizeram. Não lhe cabe, portanto, a mais leve culpa pelo que sucedeu.
A confissão do líder do Hezbollah seria unicamente cinismo, se não fizesse parte da propaganda destinada a incutir na opinião ocidental a ideia, já bastante espalhada, de que o partido é um "movimento de resistência", que apenas quer libertar o Líbano. Numa altura em que se tenta constituir uma força internacional para intervir no Sul deste país, o Hezbollah retira o capuz terrorista que usa habitualmente e mostra-se como se fosse o mais sincero aliado dos que buscam a paz no Médio Oriente. O ser um partido armado no interior de um Estado sem capacidade de se lhe impor militarmente é, decerto, um pormenor. O ser agente de duas potências regionais que lhe garantem o armamento, outro pormenor. O ignorar todas as resoluções das Nações Unidas a recomendar o seu desarmamento, uma insignificância. Só alguém de má-fé poderia, em tal contexto, considerar uma coisa tão banal, como é, para o Partido de Deus, o rapto de soldados estrangeiros, uma acção que justifique uma guerra...
Dá-se, até, uma situação curiosa: ao mesmo tempo que os apoiantes do Hezbollah na Europa se revoltam à simples ideia de enviar para o Líbano uma força de intervenção, mesmo se a coberto de uma resolução da ONU, o Hezbollah garante acolher a hipótese de braços abertos, desde que, obviamente, não lhe tirem as armas. Decididamente, a propaganda faz milagres.
Diogo Pires Aurélio / Professor universitário
In DN, 29/08/06
Mais Líbano 2
quarta-feira, agosto 23, 2006
Mais Líbano
"Eles falam, falam... falam, falam! Mas eu não os vejo a fazer nada"
Ah Hipócrisia!
quinta-feira, agosto 03, 2006
Líbano - Israel - UE
Apenas direi que me parecem altamente irresponsáveis grande parte da posições tomadas por países Europeus e pela UE. Cessar fogo imediato, negação da prática de terrorismo pelo Hezbollah e outras posições marcadamente de uma esquerda alienada e moralmente duvidosa.
Será que a UE não tem consciência, não tem planos, ou apenas gosta de fingir que está contra os EUA e com um ódio quase irracional ao povo judaico. Será que não são posições determinadas por politiquices internas sem respeito pelos povos envolvidos.
Será que quer que tudo fique na mesma? Não dará uma hipótese de paz a Libaneses e Israelitas, povo que sem ser impoluto tem demonstrado nos últimos anos através das suas politícas um desejo de alguma paz.
Parece-me ao menos que o Povo português não entrou pela demagogia esquerdista, ainda que pelo que vejo muita da informação que nos chega seja altamente tendenciosa.
Não quero com isto dizer que apoio actos armados, apoio Israel ou o Líbano, mas sim que a realidade ultrapassa muitas vezes opiniões que parecem vir sabe-se lá de que casa de banho.
terça-feira, agosto 01, 2006
Cortiça nos planos de estudo de institutos vinícolas americanos
APCORCork Education Programme é o nome de um módulo sobre cortiça que foi introduzido nos programas de alguns cursos a leccionar em reconhecidos institutos americanos.
Na Califórnia, os alunos do US Court of Master Sommeliers vão ficar a perceber um pouco mais sobre o processo de fabricação de uma rolha de cortiça, desde a floresta até ao produto final, assim como conhecer os métodos existentes no sector para a prevenção e erradicação do 2-4-6 Tricloroanissol. Este módulo será dado pelo Director Educativo do Instituto, Tim Gaiser.
Já em Washington, na Society of Wine Educators o módulo foi reformulado uma vez que nos anos anteriores se fazia uma associação directa entre a cortiça e o TCA. Lisa Airey, a voz deste módulo, alterou a informação passando a explicar que os odores provenientes do TCA podem ter vários factores na sua origem.
Ainda no âmbito deste programa, estará disponível on-line no site www.realcorkusa.com um questionário sobre a cortiça para que todos os interessados possam responder e obter uma validação dos seus conhecimentos. Quem obtiver aprovação receberá um pack de informação sobre a cortiça, da qual fazem parte um Kit Técnico sobre Rolhas de Cortiça, um Drop Stop com a marca Realcork e uma brochura sobre a cortiça. De assinalar que os formadores antes de repensarem os seus módulos tiveram a oportunidade de visitar Portugal e a indústria de cortiça, enchendo a sua “bagagem” com informação de relevo e que contribui para uma nova visão do sector.
Esta actividade está inserida na Campanha Internacional da Cortiça (CIC) II que está a ser desenvolvida nos Estados Unidos e que tem como objectivo promover a cortiça com base em dois eixos de aplicação, a rolha e os materiais de construção.No caso da rolha de cortiça, e sendo as acções essencialmente dirigidas ao trade vinícola, para além do Cork Education Programme, irão ser distribuídos 200 Kit’s educacionais sobre cortiça a retalhistas americanos.
A campanha conta ainda com a publicação de anúncios e publieditoriais a publicar nas principais publicações do sector vinícola, nomeadamente, Santé, Wine & Spirits e Wines and Vines, com visitas a Portugal de Sommeliers e jornalistas, o envio de comunicados à imprensa sobre notícias do sector, um workshop técnico para comunicar os últimos avanços da indústria de cortiça e a elaboração de um mini web-site sobre cortiça, acessível em www.realcorkusa.com.
Para os materiais de construção, a CIC II vai realçar e valorizar as propriedades naturais da cortiça para os revestimentos, pavimentos e isolamentos de edifícios. Com uma lógica de divulgação junto de designers e arquitectos, a campanha conta com a publicação de três anúncios na Architectural Digest, um mailing de postal e brochura realçando as potencialidades estéticas e físicas da cortiça, e o estabelecimento de contactos telefónicos. As acções englobam também a elaboração de uma newsletter electrónica, conteúdos sobre a aplicação da cortiça, material de construção, no site realcork.org e o estabelecimento de uma parceria com a US Green Bulding Council.
A dinamização da CIC II é da responsabilidade da Associação Portuguesa de Cortiça, em parceria com o Icep Portugal, no âmbito do Programa de Incentivos de Modernização à Economia (Prime), e conta com um investimento total de cerca de três milhões de euros, sendo que tem uma participação privada de cerca de 30 por cento e pública na ordem e pública na ordem dos 70 por cento.
Carta ao Dr. Ribeiro e Castro
Votei em si no Congresso de Lisboa que o elegeu como líder do CDS. Apesar de todas as dúvidas que me atormentaram na altura, votei na sua lista e fi-lo pelo entusiasmo que demonstrou na defesa das suas ideias. Foi o único candidato que me convenceu.
Na altura prognostiquei, numa reação masoquista, que a sua eleição levaria o partido para muito próximo da irrelevância política. E, infelizmente, não me enganei.
Sabe, estavam na sua lista todas as dicas de "como não se devem confundir amigos, beatos e jovens imberbes, mas muito bem formados, com política".
E o que quero eu dizer com isto?
A sua lista era constituída, em geral, por pessoas com pouca ou nenhuma experiência política, como de resto se foi vendo pelos porta-vozes, que com maior destaque mediático, quase sempre rossaram a boçalidade, demonstrando muita aridez de raciocínio.
Um partido de sacristia nunca resultará, e o meu caro amigo sabe-o.
E o dr. Monteiro a voltar, traria o quê de volta? Acha que a sua liderança sairia reforçada?
Deixe-me que lhe diga que a "coligação" com um partido eleitoralmente irrelevante, apesar das meritórias propostas, não faz do nosso partido um partido maior, nem alarga a área política em que ele se enquadra. Seria mais um bluff.
Batalhe pelo País, pense mais no que as pessoas necessitam, esqueça os amigos do peito e faça do CDS aquilo que nós queremos que ele seja: um partido de Governo, por ser o mais competente e o melhor nas propostas. Por ser o melhor para Portugal.
Um abraço.
segunda-feira, julho 31, 2006
Descoberta nau portuguesa afundada no estreito de Malaca
Em declarações ao diário «The Star» de Kuala Lumpur, Michael Flecker, muito conhecido pela suas explorações arqueológicas na região, afirma ter feito a descoberta no ano passado mas não revelou a sua localização para evitar que fosse alvo de pilhagens.
Flecker garante que o navio se encontra entre Pulau Upeh e Pulau Panjang, uma faixa marítima pertencente à Malásia onde diz ter encontrado outras duas embarcações cuja antiguidade está ainda por estabelecer.
Quanto à nau portuguesa, o arqueólogo presume que possa ter sido comandada por Luís Monteiro Coutinho e afundada durante um combate naval com navios de Achém (Aceh, Indonésia).
O arqueólogo, que detectou os navios afundados com tecnologia sonar e confirmou a descoberta com mergulhos, documenta o achado com uma série de fotografias de canhões, balas, ossos de animais e várias peças quebradas de porcelana da dinastia Ming.
Flecker, que planeia recomeçar em breve as suas prospecções, admite que a zona seja uma espécie de «cemitério» que contenha mais naves.
Espera que, a partir delas, se possa conhecer melhor o papel desempenhado no passado pelo estreito de Malaca - que liga o oceano Índico ao Mar da China meridional e é partilhado pela Malásia, Indonésia e Singapura - e por Portugal, que conquistou o território em 1511.
Luís Monteiro Coutinho (1527-1588) era capitão-mor no mar de Malaca.
Feito prisioneiro pelos achéns (indígenas de Achém, reino situado na extremidade noroeste de Samatra), terá sido morto por um tiro de canhão às ordens do rei local por se ter recusado a renegar a fé cristã.
Cabe ao governo da Malásia aprovar a continuação das explorações dentro das suas águas territoriais e Frecker disse ter apresentado relatórios das suas descobertas ao governo de Kuala Lumpur.
Na capital da Malásia, o ministro da Cultura, Artes e patrimómio, Datuk Seri Rais Yatim, confirmou ter conhecimento da descoberta e do progresso das prospecções.
Diário Digital / Lusa
30-07-2006 13:41:00
sábado, julho 29, 2006
Regulador critica trabalho da RTP com câmara oculta
E para mais parece confirmar receios daqueles que viam esta nova entidade e a forma da sua constituição poder ser forma de tentar manipular os média.
Poderá não ser tanto assim, mas o facto de querer passar a ideia que a RTP fez uma má reportagem parece-me grave.
Vejamos os argumentos da ERC:
"obscuridade do critério adoptado para seleccionar a escola que serviu para realizar a reportagem"
Mas seria necessário algum critério?! O critério seria apenas um, Uma escola com comprovado historial de violência
Acusa a RTP de não "indagar se existia violência nas escolas, mas isso sim (dando esse facto com totalmente adquirido), encontrar uma ilustração suficientemente expressiva e impressionante da tese já tida por encerrada sobre a violência".
Mas estes senhores vivem no mesmo país que eu, não são recorrentes as histórias de violência nas escolas, de agressões a alunos e professores?
"Esta [ERC]considerou o uso da câmara oculta "desadequado e abusivo, violando direitos fundamentais dos alunos captados por essas câmaras e induzindo (...) a comportamentos discriminatórios".
Concordo que uma câmara oculta deverá ser um último recurso, a evitar sobremaneira, mas neste caso como pode a ERC considerar desadequado e abusivo. Provavelmente queria ver alunos comportadinhos, sentados nas suas cadeirinhas fingindo estudar. Para conseguir mostrar esta realidade não se pode estar com uma câmara em frente aos intervenientes. O que se quer é a realidade, não a fantasia ou encenação. Aindagostava de saber que comportamentos discriminatórios são esses.
"Além de que, para a sala de aula, "continua por regra, a valer a proibição de captação de imagens ou som sem o consentimento dos 'intervenientes' involuntários"
Deixem-me adivinhar, é aquela regra bem patente nas instituições supostamente democráticas de POrtugal, que se escondem dos eleitores a sete chaves quando chegam à cadeirinha do poder. Bem se é assim mais vale afirmar de uma vez por todas que não vivemos, pobres cidadãos, numa democracia.
"Já o Conselho Directivo da escola "violou o contrato solene de lealdade que tinha com os estudantes, encarando-os (...) como 'adversários' do outro lado da trincheira", sustenta.
Sim pois, não se pode mostrar a realidade porque ela é má. Muito democrático meus amigos. É o conto da carochinha para os mais incautos.
"a reportagem inculcou, ainda que involuntariamente, a imagem de que a violência nas escolas era cometida, maioritariamente, por indivíduos de raça negra, assim violando o principio fundamental de não discriminação" consagrado igualmente na Constituição e enumerado pela ERC.
Bom, eu acredito que a raça não será para aqui chamada, mas que mundo o nosso que por ser de uma raça minoritária já se tem direitos acima dos razoáveis. Isso sim é uma atitude discriminatória. Para mim não estamos a falar de raças mas sim de pessoas, sejam elas negras, caucasianas, asiáticas ou até às bolinhas amarelas.
Parece que a ERC está talhada para fazer o trabalhinho de agência de propaganda. Prefere que se fale em surdina dos problemas e apresentar a realidade cor de rosa. Assim meus senhores, continuaremos a falar pelos cantos, à boa moda salazarista, onde nada se discute nem se enfrenta. Assim continuaremos a viver neste pseudo país, pseudo democrático.
segunda-feira, julho 24, 2006
O Centro Cultural Português em Bissau
O processo vinha-se arrastando desde os protoclos assinados entre o ex-ministro dos negócios estrangeiros Durão Barroso e o governo guineense de então.
E arrastava-se, como é fácil de ver, há longos anos.
Não fora a boa-vontade e o carácter dos embaixadores portugueses que foram passando por Bissau, e a língua e a cultura portuguesa andariam, ainda mais, pelas ruas da amargura.
Até agora o Centro funcionava perfeitamente nas instalações provisórias da Embaixada portuguesa, não fosse a escassez de recursos e de meios e a concorrência da cooperação francesa (!).
É perfeitamente ridículo que só agora se tenha dado um verdadeiro impulso a esta preciosa obra. Ridículo são também os custos do Centro, que são perfeitamente irrelevantes.
A atitude política das autoridades guineenses também é de louvar, e assinala uma viragem estratégica, na medida em que era atribuída a Nino Vieira uma profunda ligação à francofonia, algo que até o tinha feito vencer as últimas eleições presidenciais.
Além disso, Portugal teria sido um dos países derrotados nas últimas presidenciais, tendo em conta que teria apoiado não-oficialmente outro dos candidatos (que vários serviços de segurança ocidentais asseguravam como derrotado à partida).
Foi um dia bom para a cooperação portuguesa.
quinta-feira, julho 20, 2006
Educação - repetição
Mas será que ao entrar naquela casa não consegue discutir uma ideia com pés e cabeça.
Vemos um governo na sua torre de marfim, um grupo parlamentar do poder que continua a insistir que a culpa é do que vem antes, uma ministra da educação que defende o indefensável e uma oposição que não consegue discutir o essencial e limita-se a discutir o acessório.
Neste caso das repetições dos exames o que menos me choca é exactamente a repetição dos mesmos. O que acho puramente ridículo é termos uma ministra que continua a afirmar que tudo correu muito bem, que só podia ser desta forma e que é justo, com uma argumentação contraditória além de escassa.
Mas eu pergunto, e os outros que não podem repetir, e as outras disciplinas, isso é justo?
Mas agora as questões que considero essenciais! (e que não foram feitas)
Mas que diabo fizeram os alunos todo ano para não saberem fazer um exame sendo novo ou não? Andaram a passear?
Mas que reforma é esta que vai retirar a avaliação através de exames de disciplinas tão importantes como a química, a física ou a biologia. Vamos voltar atrás, à boa vontade de professores e afins, que dão a nota a seu bel prazer? Querem situação mais geradora de desigualdades que esta, e de deturpação da realidade.
Como é possível a ministra dizer que se estava a prever esta situação e só reage à posteriori?
Como é possível uns exames que têm 6 ou mais meses para serem elaborados e têm erros científicos e técnicos? Quem os faz, quem os avalia?
Como é possível virem coisas aberrantes como a apontada pelo deputado Diogo Feio, onde se nota uma carga ideológica profunda? Para quem elaborou os exames existiu a ditadura nazi, a ditadura fascista, a ditadura salazarista, mas não a ditadura comunista, isso não, foi o regime comunista.
Como é possível haver uma matriz do plano currícular e depois o exame contrariar essa matriz?
Que desculpa esfarrapada dizer que os alunos não estavam habituados aos novos planos, por exemplo quem negou a feitura de provas modelo foi a própria ministra.
O que me choca, não é a repetição dos exames, mas sim a desfaçatez de uma ministra que não é capaz de assumir os seus erros, sacudindo a àgua do capote, que continua a viver num mundo à parte.
Se ela tem assumido que tinha errado, que a solução adoptada foi de recurso, ninguém poderia tê-la posto em causa, ou pelo menos tão veementemente.
E mais uma vez uma mão cheia de nada, pois amanhã já ninguém se lembra, de mais um debate parlamentar, da república das bananas que governa um pseudo país.
A fantochada das Ilhas Maurícias...
Descobertas no século XVI por um português, que baptiza uma das ilhas com o seu nome (Rodrigues), foram mais tarde avistadas pelo Vice-Rei da Índia Mascarenhas.
Portugal nunca ocupou estas ilhas, nem fez tenção disso.
Depois, foram séculos de ocupação holandesa e inglesa, até ao século XX, em que os dois estados acabam por ter alguma "relação", nomeadamente em 1999, com a participação da Mauritius Telecom no South Africa Far East (SAFE) Optical Fibre Submarine Cable Project e a sua ampliação a uma segunda fase que ligaria a África do Sul a Portugal, ao longo da costa ocidental africana.
Não sei se poderei apelidar as relações diplomáticas entre os dois estados como "intensas".
Apesar de ostentarem o estatuto de «observador associado», as Ilhas Maurícias não preenchem, ou preencheram, nenhum dos requisitos que permite a entrada na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Sendo inviável a sua entrada como estado de pleno direito, por não cumprir a alínea mais importante do tratado de adesão, que refere expressamente que "os estados-membros deverão ter como língua oficial o português", alteraram-se os estatutos e encontrou-se a fórmula há muito desejada: o estatuto de «observador associado».
Esqueceram-se os oito Chefes de Estado, com muita imbecilidade à mistura, que vários países e regiões com maior afinidade com Portugal já haviam pedido tal estatuto, sendo a Galiza o exemplo mais gritante, e que tal não foi possível naquela altura, precisamente, por os estatutos, não o permitirem. Dois pesos e duas medidas?
Mas que comunidade é esta que relega para segundo plano os mais próximos e promove quem não nos é nada?
E as Maurícias não nos são nada, nem parentes longínquos, pelo que não se conhece nenhuma relação especial connosco. Mais de quatrocentos anos depois nunca nada lá tivemos, não há sequer vestígios históricos da nossa presença, ninguém fala português ou crioulo em nenhuma ilha e finalmente: não têm o português como língua oficial.
O argumento de que não passou a ser membro de pleno direito por problemas no âmbito dos direitos humanos é mais uma anedota de mau-gosto. Este argumento resultaria apenas para a Guiné-Equatorial, ditadura e estado policial, que consta em todos os relatórios internacionais como um "estado falhado", ou até para Angola (estado-membro fundador).
As Ilhas Maurícias...
Fantochadas!!
segunda-feira, julho 10, 2006
Portugal - Mundial 2006
Agora que acabou o Mundial da Alemaha 2006, vencido pela Itália (ainda bem, que esta França era Abominável), fica a sensação que Portugal poderia e deveria ter feito mais.
Faltou um passo, um pequeno passo tendo em conta o que se passou.
Deveremos dar os parabéns à selecção? Claro que sim, mas não consigo compreender a alegria demonstrada por muitos, afinal não vencemos nada. Contentes sim, alegres não. Orgulhosos? Sim, principalmente pela categoria humana demonstrada pelos jogadores e pela participação honrada. Mas vejo tantos a festejar quase como se tivessemos sido campeões. Estaremos remetidos a ser razoáveis? Não poderemos almejar a sermos os melhores? Se depender de mim apontarei sempre para estarmos no topo.
Escuto com um vago sorriso aqueles que diziam que Portugal fez mais do que se esperava? Interrogo-me porquê. Não fomos à meia final do Euro 2000? Não fomos à final do Euro2004? não temos uma boa equipa? Então qual é a surpresa de chegar às meias finais do Mundial, que, e sem diminuir outras selecções, não passa de um Europeu com o Brasil e a Argentina.
O que registo é um sentimento de contentamento com pouco. Mas ressalvo mais uma vez, que foi uma bela campanha.
Algo que me irritou também, foi o facto das análise técnicas acríticas veiculadas pelos média. não tanto o trabalho dos jornalistas, mas sim dos comentadores, que embalaram nas vitórias, sem fazerem uma análise séria e podenderada das exibições da selecção. Exultaram com resultados perfeitamente normais, em que existiram erros, mas nunca reflectiram sobre esses erros. Exultaram com a vitória sobre o Irão, com uma exibição fraca. Exultaram contra o México, com outra fraca exibição. O Jogo com a Holanda foi estranho, mas o jogo com Inglaterra já me causou calafrios. Porquê. Enquanto Jogou contra onze Portugal fez uma exibição segura embora sem lampejos. Depois foi o sofrer sem razão, contra dez, Inglaterra completamente prostrada à espera de não perder por muitos e Portugal vazio, oco, sem ideias. Se alguém teve coragem para ganhar aquele jogo foram os Ingleses.
Irónicamente a nossa melhor exibição foi o jogo que perdemos ante a França. Aí sim tivemos vontade, bom toque de bola e aí pecou Scolari.
Scolari é o obreiro deste quarto Lugar, tem todo o mérito, seja pela positiva, seja pela negativa.
Tem o mérito de ter ido contra muitas vozes, de ter criado um grupo forte, coeso e confiante. Tem o mérito de ter transmitido uma maior maturidade ao grupo, mais realismo e mais racionalidade.
Também tem o mérito de não ter tido audácia no jogo com os franceses. Foi para mim o principal responsável pela derrota contra a França. Não teve a coragem de Jogar com dois avançados centro. A perder, tirou o Pauleta, perdeu dez minutos com o Cristiano Ronaldo no centro do terreno e inenarravelmente colocou Postiga em vez de Nuno Gomes. Não quero com isto dizer que o Nuno Gomes poderia ter resolvido o Jogo, mas vamos analisar factos: Postiga já tinha realizado dois jogos, e em ambos o que fez foi perder bolas para os adversários e jogar-se para a "piscina". Incapaz de desequilibrar e de finalizar. Nuno Gomes tem outra experiência a alto nível, além de ter sempre uma pontinha de sorte nestes momentos, além de que era aniversariante, logo devia estar altamente motivado e simplesmente é neste momento muito melhor jogador que Postiga. Aliás Nuno mostrou contra a Alemanha a sua raça. Scolari poderia e deveria ter usado Nuno Gomes e Pauleta na frente, poderia ter desviado Petit para a direita, até porque os franceses não passavam da linha de meio campo. Scolari foi incapaz de um lampejo de audácia. Mesmo que perdessemos ninguém lhe poderia ter apontado o dedo, assim colocou-se a jeito.
Mas como sempre o português sacode a àgua do capote e não sabe olhar para si mesmo e para as suas falhas. Logo se insurgiram vozes contra o àrbitro, que sem fazer uma exibição de luxo não esteve muito mal errando apenas num lance que muitos outros não marcariam, em que Sagnol empurra Cristiano Ronaldo na grande àrea. O Português é perito em arranjar bodes expiatórios, e mais uma vez foi isso que aconteceu. Essa mentalidade tem de passar e depressa, não foi por isso que Portugal perdeu, perdeu porque não fez golos e não teve coragem.
Como disse e vendo a final Itália Vs França, SOUBE A POUCO, estava completamente ao nosso alcance.
Uma palavra especial para Figo, pois foi de longe o mais importante jogador da selecção. Fez um grande Mundial. Maniche foi também muito assertivo. Os dois melhores, seguidos de perto por Ricardo Carvalho, Miguel e Simão que também fez uma óptima competição mesmo sem ser titular. Meira esteve à altura quando todos duvidávamos.
Quanto ao futuro, está aí Moutinho, Manuel Fernandes e Quaresma como rostos mais promissores das novas gerações. Como sempre falta um Ponta de Lança e Um defesa esquerdo. Acredito que poderemos continuar a trilhar este caminho que aponta para o sucesso, com ou sem Scolari, embora pense que ele deveria continuar. Afinal errar é humano.
Ps. Ainda bem que a Itália Ganhou, pode ser que aquela figura abjecta que é seleccionador de França desapareça do Futebol, assim como a arrogância e a sobranceria demonstrada por ele e mais alguns jogadores franceses. ex. Gallas que segundo consta não conhecia nenhum jogador português, isto apesar de ser treinado por um, jogar com mais dois e ter jogado ainda com outros dois. Tem graça mas não dá para rir.
sexta-feira, julho 07, 2006
Eurodeputado polaco elogia Salazar e Franco
O Tal eurodeputado, Giertych realçou o facto de os dois ditadores terem combatido "a praga do comunismo", em defesa do que disse serem os valores católicos. "Graças à Igreja espanhola, ao Exército espanhol e a Francisco Franco, o ataque comunista contra Espanha foi rechaçado", afirmou o parlamentar polaco, gerando imediatas ondas de choque.Claro que me dá uma certa vontade de rir, mas ao ver a reacção dos senhores da esquerda o sorriso não me abandonou:
O líder da bancada socialista no Parlamento Europeu, Martin Schultz,
classificou a intervenção de "fascista" e disse que discursos desses "não têm
lugar no Parlamento Europeu".
Miguel Portas teve "dificuldade em acreditar no que estava a ouvir".
Sentado no seu gabinete em Estrasburgo, na terça-feira passada, assistia à
sessão do plenário pelo circuito interno de televisão, quando ouviu o deputado
polaco elogiar Salazar e Franco pelo seu papel na "defesa do Ocidente". Ainda
pensou, num primeiro momento, que fosse "erro de tradução". "Já não ouvia
fascistas como aquele há muito tempo. Um fascista à moda antiga", disse ao DN o
deputado do Bloco de Esquerda.
Fausto Correia também ouviu no gabinete a intervenção de Marian Giertych.
Ficou "obviamente surpreendido": "Há uma contradição nos termos. Um parlamento
democrático não pode nunca saudar aqueles que estiveram contra a democracia".
Mas Fausto Correia diz que também foi "com alguma hilaridade" que ouviu o
deputado polaco, "porque representa uma grande dose de saudosismo que felizmente
não tem eco na maioria dos membros do Parlamento Europeu". Para o deputado
socialista, ouvir intervenções como as de Marian Giertych é "um preço que a
democracia tem de pagar": "ouvir as asneiras que alguns eleitos pela democracia
atentam contra a democracia."
E Isto porquê. Vamos enquadrar isto. A Polónia viveu longos anos negros sobre o jugo soviético, pensando dessa forma não estranho absolutamente nada que um Polaco veja esses senhores totalitários como heróis. POsso não concordar com eles mas compreendo-os. POr outro lado ponham-se na pele de um Polaco, quando eles ouvem esses senhores eurodeputados a exaltar Lenines, Estalines e companhia também deverão partir o côco a rir. Por isso senhores eurodeputados, aprendam, quando se goza provavelmente é porque têm medo de que o telhado de vidro por cima se quebre e os corte todos.
terça-feira, julho 04, 2006
"Os Símbolos da Nação"
Adiante deixo uma possibilidade proposta por um amigo acerca do que seria uma boa Bandeira de Portugal :

Não tem nada a ver com monarquia mas se durante 700 anos as nossas cores foram azul e branco, por vezes Branco, porque é que devemos mudar isso para uma bandeira que não representa um país, ou uma nação, mas sim uma ideologia politíca, aliás bem anti Portuguesa como foram os republicanos Iberistas.
Para disfarçar inventaram que o verde eram os campos e a esperança, e o vermelho era o sangue, coisa que todas as gerações repúblicanas aprenderam e que não pode estar mais longe da verdade.
E fico surpreendido quando vejo certas pessoas a concordarem comigo.
"(...) A Bandeira portuguesa é também uma decantação republicana de uma sucessão
de bandeiras históricas, jogando com símbolos ancestrais da nossa nacionalidade
(as quinas, os castelos, a esfera armilar) e substituindo o azul e branco
monárquico pelo verde e vermelho. É uma bandeira que ainda não tem um século e é
francamente menos bonita que a bandeira monárquica que substituiu. (...)"
"(...) Se todos os portugueses têm total liberdade para criticar
publicamente Portugal, então porque é que não temos liberdade de dizer por
exemplo que a bandeira monárquica tinha outra estaleca? Eu acho isso. Será que
vem uma brigada engavetar-me por ofensa a uma escolha cromática? Justos céus,
até Guerra Junqueiro, conhecido republicano, votou numa bandeira que se
mantivesse azul e branca. Um país com 800 anos não tem de ter uma sensibilidade
excerbada face aos seus símbolos (mesmo que estes tenham apenas cem) .(...)"
Pedro Mexia DN