quinta-feira, outubro 26, 2006

"Dificuldades" nas comunicações entre Rússia e Portugal provocam "crise política" na Carélia

Durante a sua "conversa" com o povo, transmitida por todos os canais de televisão e rádio russos, o Presidente Vladimir Putin queixou-se de que não conseguia entrar em contacto telefónico com Serguei Katanandov, dirigente da República da Carélia, território da Federação da Rússia situado na fronteira com a Finlândia.
Putin fez esta afirmação ao responder a uma pergunta de uma telespectadora sobre a sua posição face aos acontecimentos na cidade carélia de Kondogopa, onde confrontos entre russos e caucasianos provocou vários mortos no passado mês de Setembro. Tatiana Konachkova, habitante dessa cidade, queixou-se da inactividade das autoridades e perguntou a Putin: "Será que precisamos de semelhantes autoridades?"
"Não precisamos. Não precisamos nem de provocadores, por um lado, nem de corruptos, por outro" - disparou o dirigente russo e, depois de sublinhar que já tinham sido demitidos uma série de dirigentes da polícia e serviços secretos locais, rematou: "Tentei várias vezes entrar em contacto com o vosso dirigente, o chefe do Governo da Carélia, mas ou viaja de avião, ou está de férias. Mas ainda iremos conversar muito a sério com ele sobre isso".
Mais sorte do que o "czar russo" tiveram os jornalistas do tabolóide "Tvoi den", que conseguiram explicar a razão dos problemas de comunicações entre Putin e Katanandov. Segundo o jornal, "Serguei Katanandov encontra-se a passar férias em Portugal", mas com o conhecimento e o consentimento do representante do Presidente Putin no Círculo Federal do Noroeste, onde se encontra a Carélia.
"Presentemente, o chefe passa férias em Portugal, mas, agora, as comunicações já funcionam bem e, ontem, com ele conversaram membros do Governo da Carélia" - declarou o porta-voz de Katanandov.
Se episódio semelhante acontecesse durante a época comunista, Serguei Katanandov teria duas alternativas: ou pedia refúgio político em Portugal, ou regressava ao seu país, onde, no melhor dos casos, passaria uns bons anos num campo de concentração, ou simplesmente seria fusilado. Hoje, semelhante incidente significa que Katanandov poderá ter de deixar de ser Presidente da Carélia depois de regressar de férias em Portugal.
Ainda se desconhece se as dificuldades nas comunicações entre o Kremlin e Katanandov aconteceram por culpa dos operadores portugueses ou russos, mas as companhias telefónicas lusas deverão sair inocentes deste escândalo. Isto porque, antes, Putin já teve dificuldade de telefonar ao Procurador-Geral da Rússia quando este pôs na prisão um conhecido oligarca russo, bem como a outros dirigentes russos, que, nesses momentos, se encontravam em território russo, e não a passar férias em Portugal.
Como as autoridades e empresas de turismo portuguesas praticamente nada fazem para vender Portugal como destino turístico na Rússia, este incidente de Putin com Katanandov pode reflectir-se "negativamente" como destino turístico para os russos!

segunda-feira, outubro 23, 2006

Jogos da Lusofonia

É bom que se abra um debate sobre se todas as regiões e países, com maior ou menor afinidade com a lusofonia, e consequentemente com Portugal, podem ou devem participar nos Jogos da Lusofonia (JL).
Ponho esta questão, na semana em que foi noticiado o desejo de a Galiza participar activamente nos jogos de 2009. E esta vontade já vem de há vários anos... e é fácil de ver porquê...
Mas tudo ameaça ruir. O Comité Olímpico Espanhol, ou lá como se chama, não autoriza esta participação "olímpica". Justificação?
Eu avanço uma: têm simplesmente medo de a Galiza estreitar ainda mais as históricas relações com Portugal. E é de medinho que se trata, numa época em que a revisão do estatuto das autonomias trouxe a designação de "nações" a algumas regiões, como por exemplo à G-A-L-I-Z-A.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Rei Juan Carlos abateu um urso bêbado na Rússia

No passado mês de Agosto, Juan Carlos, rei da Espanha, visitou, a título pessoal, a Rússia e, nomeadamente, o Distrito de Vologda, situado a Nordeste de Moscovo.
Não é todos os dias, nem meses, nem anos, que uma região provincial russa recebe um monarca e, por isso, os dirigentes locais decidiram esmerar-se na recepção, tendo, antecipadamente, estudado os gostos de Juan Carlos.
O coroado hóspede não escondeu que é um aficcionado da caça, tanto mais num país onde a diversidade cinegética é grande, e as autoridades locais organizaram a “caça ao urso”.
Segundo denuncia Serguei Starostin, dirigente do Departamento local de Protecção dos Recursos Cinegéticos, “o rei abateu, durante a caçada, um urso domesticado, além disso emborrachado previamente com vodka”.
“Os falsificadores da caça sacrificaram um urso bondoso e alegre, chamado Mitrofan, que vivia na casa de repouso da aldeia de Novlenski” – denuncia Starostin, numa carta enviada ao governador do distrito, e continua: “Depois de o terem encharcado fartamente de vodka, misturada com mel, lançaram-no para um campo. Claro que o pesado animal embriagado se tornou um alvo fácil. Sua Alteza, Juan Carlos, abateu o Mitrofan de um só disparo”.
Starostin escreve que não se trata do primeiro caso de “caça falsificada”, tendo, anteriormente, sido utilizados outros animais como alvos, nomeadamente lobos.
Claro que nem o rei do país irmão (dos portugueses), nem o governador da região faziam a mínima ideia do estado em que se encontrava o urso. “Em geral, isso era do conhecimento de um círculo muito restrito de pessoas. Mas, em determinadas situações, o círculo pode-se tornar muito amplo” – remata Starostin.
“Pretendíamos fazer da melhor forma, mas o resultado é sempre o mesmo...” – dizia Victor Tchernomirdin, antigo Primeiro-Ministro da Rússia e actual Embaixador do seu país na Ucrânia.

quarta-feira, outubro 18, 2006

E o Presidente gasta e gasta...

Em contraciclo com a diminuição do poder de compra da generalidade dos portugueses e num País cada vez mais depauperado, o Presidente da República, segundo o Orçamento de Estado para 2007, irá gastar mais 3.1% (relativamente a 2006). A despesa da Presidência da República passou de 16.2 milhões de euros (2006) para 16.7 milhões (2007).
Os jornais, aqueles que leêm o OE, acham que a subida é pequena, convenientemente.
Sua Excelência não deve ser incomodada no seu recato. Eu percebo... Está numa torre de marfim, inacessível ao comum mortal, por mais festas do 5 de Outubro que se façam.
E, já agora, onde andará a "ética republicana"?
O País que, na generalidade é castigado, é o mesmo País onde o PR vive? Se é, deve haver alguma confusão.
Erros de casting.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Jogos da Lusofonia

È verdade, perdi qualquer tipo de orgulho que tinha neste país. Se falo nas coisas que podem dar orgulho a um português sou acusado de saudosista. Mas olho para o panorma actual e só vejo uma cambada de ígnaros, sedentos de dinheiro, sem alma e sem coração. Vejo um povo desunido, desiludido e ignorante.

Este texto de desilusão é espoletado por um facto. A completa ignorância votada a Portugal.

Neste momento decorre um evento que celebra o que é ser Português, o que é ser Portugal. Um evento que alia o pouco que nos resta como cultura, a lusofonia, que promove a paz, a compreensão e a celebração de culturas tão díspares e no entanto tão próximas. Um evento que tenta deitar para trás as sombras do colonialismo e criar uma cultura de fraternidade entre povos com um passado em comum. Um evento grandioso, que une em competição sã, povos espalhados por quatro continentes.

Qual o eco que tem em Portugal? Zero. Um redondo e gordinho zero. Tal como as gentes deste país. Zero. Dou uma vista de olhos pelos jornais... Principalmente os de referência (Cada vez mais penso que o Correio da Manhã é o melhor jornal português)... Nada. Dou uma vista nos desportivos... Alguma Coisa. Passo o olhos pelos blocos informativos na televisão... o deserto.

Decorrem os primeiros jogos da Lusofonia, que importância é dada a isso em Portugal? uma marginalidade atroz. Nós Portugal, que deveriamos ser os primeiros a apoiar tal organização, a apoiar tal evento, a elevar esse espírito que se pretende, somos os primeiros a ignorar, a esconjurar.

Benditos grupinhos de portugueses com ideias, que se alevantam acima da comum ignorância.

Este país é um barco de ratos, que renega a sua alma. Interessante que se dê mais relevo a uma regata inspirada na velha tradição Oxford-Cambridge, ainda assim quase ignorando o Facto de ter competido um barco Português que por acaso ficou em segundo, e se ignore completamente os miní Jogos Olimpicos que decorrem em Macau.

Esses Jogos da Lusofonia, são um sonho, o sonho de alguns que julgam que Portugal merece algum tipo de consideração. E não me admira que não existam os Segundos Jogos da Lusofonia, e o primeiro tiro, o primeiro buraco no barco, veio deste país que a qualificação verbal não pode aqui ser descrita.

Há muito que me desiludia este país, agora morreu a vontade de fazer qualquer coisa por ele.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Aniversário

Faz 96 anos esta República das Bananas que tanto (ou melhor tão pouco) Trouxe a este país

segunda-feira, setembro 25, 2006

Fim daqui a 10 anos

Este país não sobrevive mais dez anos.

O sentimento pró espanhol grassa na sociedade portuguesa, uma propaganda bem feita por iberistas repúblicanos expande-se e polui a mentalidade dos jovens portugueses. esta é uma campanha antiga, mas que com a expansão económica Castelhana face a Portugal tem terreno fértil para crescer. Os média reflectem isso, nas suas campanhas de opinião, o líderes professam isso. O senão é a monarquia espanhola, que grande parte da esquerda portuguesa sonha em contaminar. é o último portão a ultrapassar para a república portuguesa atingir o seu objectivo último. A cedência do país aos espanhóis. Não tenho dúvidas disto. Quem é patriota, orgulhoso na sua nação e nos seu compatriotas é classificado de atávico e saudosista. Que país é este em que os líderes são admirados pela sua incompetência e pelas politicas anti nação. Que país é este que se envorgonha dos seus grandes. Que país é este que não consegue acompanhar uma ideia de Portugal com mais de 800 anos.´

O futuro é negro, negro como a morte. Nesse momento só me restam duas opções, ou lutar ou mudar para outro país. Prevejo a segunda, pois de que vale estar a lutar por quem não quer ser ajudado. porquê lutar por um povo que esqueceu a sua memória e só se preocupa com as comezinhas facilidades económicas. E não pensem que digo isto porque não tenho falta de dinheiro. Practicamente sou indigente. Trabalho há dois anos sem um ordenado. Os meus pais fazem das tripas coração para suportar os filhos. No entanto acredito que Portugal é um bem maior.

E o que mais me chateia é que nos Espanhóis não têm de fazer nada. Apenas esperar que os vasconcelos deste país lhes entreguem a nação de mão beijada.

A fama e o proveito

Aos ingleses sobra a fama de serem aproveitadores e oportunistas.
Senão veja-se.
Corria o ano de 1811, quando um barco inglês, em plenas águas do arquipélago dos Açores, avistou aquilo que se pensou ser uma ilha (a ilha, saliente-se, estava em águas territoriais portuguesas, apesar de na época não haver esta designação, mantém-se o sentido da expressão).
O Império Britânico iria ter mais um terítório atlântico e o capitão do barco já sonhava com as honrarias que lhe caberiam por tal feito. Chegados à ilhota, a tripulação entre vivas à Rainha marcou a sua passagem deixando uma bandeira inglesa bem visível como sinal de posse.
Esta ilha do Império Britânico durou menos de um ano...
Tudo porque era resultado de uma recente erupção vulcânica e não sobreviveu a ser engolida pelo mar.
Não lhes serviu, desta vez, serem "chico-espertos".

A influência portuguesa no mundo

Na 61ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas aos Países de língua oficial portuguesa e a outros, mais conhecidos, em que a cultura portuguesa é relevante, juntou-se, para surpresa de muitos, São Vicente e Granadinas. E porquê?
O primeiro-ministro deste país, Ralph Gonsalves (com "s") é de ascendência portuguesa, descende de uma família originária da Madeira, e tem muito orgulho nesta sua origem.
O seu pai, Alban Gonsalves, comerciante e agricultor, é descendente dos primeiros emigrantes que emigraram em 1840 para estas ilhas, para trabalhar nas plantações de cana de açúcar.

Ralph Gonsalves é fundador do Union Labour Party, partido de esquerda semelhante ao Partido Comunista Português, e trata-se de uma das personalidades mais relevantes da região caribenha. Foi eleito primeiro-ministro em 2001.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Golpe de Esatdo Tailândia

Acho interessante este Golpe de Estado. Faz-me lembrar um pouco o 25 de Abril devido à sua pacificidade. Ao que parece foi um golpe sem tiros, sem mortos e bastante calmo. Ao que parece os Tailandeses continuam a sua vida como se nada tivesse acontecido, aliás até já esperavam por qualquer coisa do género.

Há pouco tempo tinha defendido que a Tailândia, era um dos países mais desenvolvidos, mais pacíficos e mais "normais" da Ásia, e para isso contribuiria significativamente o facto de ser uma monarquia.E estes acontecimentos que parecem contradizer a minha tese, se olharmos com um pouco de mais atenção apenas a reforçam.

O Rei está no trono há 60 anos, e durante esse tempo já existiram inúmeros Golpes de estado. No entanto o país sempre se foi desenvolvendo, e geralmente de forma pacífica.

O Ponto fulcral da realidade Tailândesa, para o sucesso socio-económico deste país parece ser a instituição monárquica. Seguindo os acontecimentos, o REI surge como o factor de estabilidade e coesão do país. O Rei surge-nos como que o pilar de que a nação Tailândia continua, ainda que a liça política leve a momentos de confusão e conflito.

E Isto é algo que nenhum presidente (ou só um em condições muito particulares, por exemplo Xanana Gusmão) pode garantir. Um presidente faz parte deste jogo Politíco. Exemplo disto, olhemos para a confusão que grassa na Hungria. Provavelmente se existisse um Monarca, já teriamos assistido a uma pacificação e um retorno à vida politíca normal, no entanto temos alguém que se cola ao poder baseado em razões desconhecidas.

Agora quem serão os mais estúpidos, os Tailândeses que têm um Rei ou os Húngaros?
As evidências estão aí, só não vê que não quer ver

(Ps. Ao que parece um milionário que se transformou político era PM da Tailândia. Mais um exemplo de que Só um Rei é o único a proteger o estado democrático do Interesse económico)

terça-feira, setembro 19, 2006

Congelamento de Financiamento e Adjudicações

Divido aqui a minha dúvida em duas partes, e por muito que procure não consigo ser informado:

Ponto 1 - Congelamento de Adjudicações de obras públicas.
Ora este deveria ter sido o primeiro passo a ser dado em matéria de política orçamental deste governo, ao invés preferiram carregar o pequenino de mais impostos. O estado deveria poupar neste momento, e as obras públicas deveriam ter sido congeladas como o forma agora. Aplaudo esta iniciativa. Só espero que congelem a OTA também

Ponto 2 - Isto traz-me à segunda dúvida. O que engloba este congelamento, só as adjudicações ou os pagamentos também? Já ouvi pessoas do sector a afirmar que além das adjudicações também os pagamentos foram congelados. A ser verdade, que espero profundamente que não, é a demonstração cabal que o estado não é uma pessoa de bem. A ser verdade, como pode o estado exigir que se cumpra com ele, que torna públicas dívidas a ele e por outro lado seja caloteiro e não cumpra as suas obrigações. A ser verdade dá-me vontade de dizer - vamos todos passar a perna ao estado - pois este estado não merece absolutamente nada senão a burla.

A ser verdade é o Estado que merece ser processado em tribunal, é o estado que deve pagar juros de mora, juntamente com os responsáveis de tais barbaridades.

O Estado só pode ser respeitado se se der ao respeito.

terça-feira, setembro 12, 2006

prós e contras - 11 de setembro


Realmente há gente que não tem memória.A figura de Mário Soares continua mesma, banalidade, boçalidade, demagogia.Não foi capaz de discutir uma ideia, e refugiou-se na sua opinião pré-concebida.
Pacheco Pereira esteve em minha opinião excelente, pois o interlocutor só o içava por contraste.S

oares tem razão em alguns dos seus pontos da sua análise, mas sofre daquilo que sofre a maioria da esquerda portuguesa. O facto de não terem causas leva-os a abraçar causas contra a cultura ocidental.

São as toupeiras do ocidente, que sabotam a própria civilização que ajudaram a construir.Quanto ao Pacheco Pereira esteve óptimo, pois foi o único ali a ter coerência. De facto o relativismo é muito nesta nossa sociedade, e talvez por isso seja impelido ao extremo de defender o indefensável Bush, apenas para se opor aos sabotadores.Bush errou enormemente em certos aspectos, a politíca poderia ter sido outra, isso não desculpabiliza a atitude esquerdista das pessoas deste país.Coisa que não me admira absolutamente nada, vejam as opiniões sobre as FARC e veremos o lodaçal onde estamos

sexta-feira, setembro 08, 2006

PCP 2

Venho aqui demonstar o total apoio à iniciativa do Blogue Tugir na condenação da presença das FARC na festa do Avante

Transcrevo o manifesto

Na última edição da Festa do Avante esteve patente na área internacional do
evento, no balcão da delegação colombiana convidada, uma bandeira das FARC -
Forças Armas Revolucionárias da Colômbia, assinalando a presença deste grupo na
30ª edição da festa comunista.

Segundo notícia apresentada no "Diário de
Notícias", de 7 de Setembro, o Gabinete de Imprensa do PCP informa que estiveram
presentes elementos do Partido Comunista Colombiano e da revista "Resistência" -
publicação porta-voz das FARC, ou seja, elementos do órgão de imprensa das
FARC.

As FARC são um grupo terrorista colombiano e assim reconhecido pela União
Europeia.

As FARC financiam-se através de extorsão, roubo, tráfico de droga e tem
sequestrados mais de 3.000 pessoas, entre as quais a candidata à Presidência da
Colômbia em 2002, Ingrid Betancourt.

Portugal, como defensor dos Direitos Humanos, deve repudiar a toda e qualquer actividade das FARC e defender a libertação de todos os presos por este grupo terrorista.Um vasto conjunto de cidadãs e cidadãos portugueses, que têm em comum a participação na blogosfera portuguesa, manifestou, em dezenas de blogues, repúdio pela presença das FARC em Portugal e apela à libertação dos presos por esta organização, solidarizando-se com os milhares de colombianos vítimas do terrorismo.

Assim, atendendo ao
sucedido, propomos a V. Exa. que tome a iniciativa parlamentar que julgar
adequada à gravidade do problema.

PCP

João Pedro Henriques Susete Francisco DN

O ministro da Administração Interna, António Costa, afirmou ontem que está a proceder a "diligências" sobre a presença da organização terrorista colombiana FARC, na Festa do "Avante!"António Costa relatou os resultados das averiguações já efectuadas: o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) "não tem registo da entrada de nenhum elemento das FARC em Portugal" e, além do mais, dos 77 colombianos que este ano obtiveram visto de entrada em Portugal, nenhum o pediu dizendo que vinha para participar na festa do "Avante!".

O ministro sublinhou que o SEF só controla as "fronteiras externas" (portos e aeroportos). Os colombianos que representaram as FARC podem ter entrado pelas fronteiras terrestres, sem qualquer controlo.Enquanto isto, o embaixador colombiano em Portugal, Plinio Apuleyo Mendoza, enviou ao ministro dos Negócios Estrangeiros uma carta para "manifestar as suas inquietudes" e "pedir explicações".

Ao jornal colombiano El Pais, disse que o que mais o escandalizou foi a presença oficial na festa da revista oficial das FARC, "Resistencia".No Parlamento, CDS e PSD acusaram o PCP de falta de legitimidade para falar de terrorismo. Evocando afirmações do deputado Jorge Machado que qualificou como "actividade terrorista" a detenção e transporte ilegal de prisioneiros que tem vindo a ser imputada à CIA, o CDS criticou o que disse ser "um manifesto paradoxo".

"O PCP vem falar em actos terroristas, como é que convida organizações terroristas?", questionou o líder parlamentar centrista, Nuno Melo, secundado pelo social-democrata Henrique de Freitas: "Um partido que admite na sua festa nacional um movimento terrorista não pode falar nestes termos". Afirmações que o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, contesta. "Não recebemos lições de forças políticas que consideravam que o ANC ou Nelson Mandela eram terroristas", afirmou ao DN.

in Público

Ministro da Administração Interna não tem qualquer registo de entrada
Jerónimo de Sousa admite presença das FARC na festa do Avante!
07.09.2006 - 18h30 Lusa

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, admitiu hoje a presença na edição deste ano da festa do Avante de membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). O ministro da Administração Interna comentou que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) não tem registo da entrada de qualquer elemento dessas forças.Na sua edição de hoje, o “Diário de Notícias” escreve que o embaixador colombiano em Lisboa, Plínio Apuleyo Mendoza, pediu explicações ao Governo português sobre a presença na última edição da festa do Avante de activistas das FARC, um grupo classificado como terrorista pela União Europeia.
Jerónimo de Sousa garante que "todas as entradas" no recinto "foram legais".

"Naturalmente convidámos o partido comunista colombiano e a revista ´Resistência´", afirmou o líder comunista.
Apesar dos métodos utilizados pelas FARC, "que o PCP não usaria", existe uma "grande solidariedade" com o movimento porque "a maior violação dos direitos humanos é impedir que um povo tenha direito à sua soberania, à sua liberdade" afirmou.

Jerónimo de Sousa deplorou a iniciativa do diplomata colombiano, retorquindo que caberia ao embaixador da Colômbia "dar contas das razões que levam ao assassinato, por exemplo de 70 sindicalistas comunistas, atitudes terroristas contra o movimento sindical".

Para o secretário-geral do PCP, a "questão central" é que o PCP tem "uma concepção diferente de terrorismo" comparativamente à UE e Estados Unidos, criticando também o Governo a este respeito.

"Pensamos que esta operação e esta deriva em relação à nossa festa procura esconder a responsabilidade deste Governo em relação a actos de terrorismo de Estado, designadamente em relação à facilidade que permitiu que em território nacional se cometam como os voos da CIA, transportando prisioneiros à revelia do Direito Internacional", apontou.

O líder comunista criticou, por isso, que se "procure colocar na ordem do dia" o que não passou de "uma festa normal, um convite aberto e uma participação claramente legal", perante o simultâneo "silêncio de chumbo" em torno do que classificou como "terrorismo de Estado".Gosto especialmente desta parte:"Naturalmente convidámos o partido comunista colombiano e a revista ´Resistência´", afirmou o líder comunista.Apesar dos métodos utilizados pelas FARC, "que o PCP não usaria", existe uma "grande solidariedade" com o movimento porque "a maior violação dos direitos humanos é impedir que um povo tenha direito à sua soberania, à sua liberdade" afirmou.

(destacados meus)

Meu Deus, o que vai na cabecinha desta gente...

Enquanto acusam o estado mais liberal do mundo de terrorismo vêm defender uma força armada rebelde que vive de raptos e tráfico de droga...

Tá tudo doido, como é que esta gente está no parlamento

E insistem em defender o indefensável, que hipocrisia, que incoerência

terça-feira, agosto 29, 2006

Propaganda

O líder do Hezbollah confessou que jamais teria ordenado a operação em que três militares israelitas foram mortos e dois raptados se "soubesse que isso iria trazer uma guerra de tais dimensões". Hassan Nasrallah imaginava, presume-se, que Telavive se limitaria a pôr um anúncio no jornal, prometendo alvíssaras a quem mandasse informações sobre o paradeiro dos seus soldados.

A máscara de inocência exibida pelo Hezbollah não espanta. Ao fim de algumas semanas de guerra, durante as quais a tese da desproporção da resposta israelita, propagada pelas mais diversas instâncias, circulou por todo o mundo e foi legenda para todas as imagens que as televisões mostraram, Hassan Nasrallah achou que era altura de extrair a conclusão e pôr a cereja no bolo. Afinal, o seu partido tem a noção das proporções, razão por que nunca lhe passou pela cabeça que os sionistas retaliassem nos modos com que o fizeram. Não lhe cabe, portanto, a mais leve culpa pelo que sucedeu.

A confissão do líder do Hezbollah seria unicamente cinismo, se não fizesse parte da propaganda destinada a incutir na opinião ocidental a ideia, já bastante espalhada, de que o partido é um "movimento de resistência", que apenas quer libertar o Líbano. Numa altura em que se tenta constituir uma força internacional para intervir no Sul deste país, o Hezbollah retira o capuz terrorista que usa habitualmente e mostra-se como se fosse o mais sincero aliado dos que buscam a paz no Médio Oriente. O ser um partido armado no interior de um Estado sem capacidade de se lhe impor militarmente é, decerto, um pormenor. O ser agente de duas potências regionais que lhe garantem o armamento, outro pormenor. O ignorar todas as resoluções das Nações Unidas a recomendar o seu desarmamento, uma insignificância. Só alguém de má-fé poderia, em tal contexto, considerar uma coisa tão banal, como é, para o Partido de Deus, o rapto de soldados estrangeiros, uma acção que justifique uma guerra...

Dá-se, até, uma situação curiosa: ao mesmo tempo que os apoiantes do Hezbollah na Europa se revoltam à simples ideia de enviar para o Líbano uma força de intervenção, mesmo se a coberto de uma resolução da ONU, o Hezbollah garante acolher a hipótese de braços abertos, desde que, obviamente, não lhe tirem as armas. Decididamente, a propaganda faz milagres.

Diogo Pires Aurélio / Professor universitário

In DN, 29/08/06

Mais Líbano 2

Afinal parece que a França recuou, ou melhor avançou, e vai disponibilizar uma força proporcional ao seu discurso.

quarta-feira, agosto 23, 2006

Mais Líbano

A França traz-me à memória aquele sketch humorístico tão bem representado pelo Ricardo Araújo Pereira.

"Eles falam, falam... falam, falam! Mas eu não os vejo a fazer nada"

Ah Hipócrisia!

quinta-feira, agosto 03, 2006

Líbano - Israel - UE

Não me apetece estar aqui a fazer uma dissertação acerca da minha posição. Muito já foi dito, muito já foi escrito...

Apenas direi que me parecem altamente irresponsáveis grande parte da posições tomadas por países Europeus e pela UE. Cessar fogo imediato, negação da prática de terrorismo pelo Hezbollah e outras posições marcadamente de uma esquerda alienada e moralmente duvidosa.

Será que a UE não tem consciência, não tem planos, ou apenas gosta de fingir que está contra os EUA e com um ódio quase irracional ao povo judaico. Será que não são posições determinadas por politiquices internas sem respeito pelos povos envolvidos.
Será que quer que tudo fique na mesma? Não dará uma hipótese de paz a Libaneses e Israelitas, povo que sem ser impoluto tem demonstrado nos últimos anos através das suas politícas um desejo de alguma paz.

Parece-me ao menos que o Povo português não entrou pela demagogia esquerdista, ainda que pelo que vejo muita da informação que nos chega seja altamente tendenciosa.

Não quero com isto dizer que apoio actos armados, apoio Israel ou o Líbano, mas sim que a realidade ultrapassa muitas vezes opiniões que parecem vir sabe-se lá de que casa de banho.

terça-feira, agosto 01, 2006

Cortiça nos planos de estudo de institutos vinícolas americanos

A reformulação dos programas, que permitem aos estudantes norte-americanos aprofundarem os seus conhecimentos sobre o sector da cortiça, foi acompanhada por visitas técnicas a Portugal.

APCORCork Education Programme é o nome de um módulo sobre cortiça que foi introduzido nos programas de alguns cursos a leccionar em reconhecidos institutos americanos.
Na Califórnia, os alunos do US Court of Master Sommeliers vão ficar a perceber um pouco mais sobre o processo de fabricação de uma rolha de cortiça, desde a floresta até ao produto final, assim como conhecer os métodos existentes no sector para a prevenção e erradicação do 2-4-6 Tricloroanissol. Este módulo será dado pelo Director Educativo do Instituto, Tim Gaiser.
Já em Washington, na Society of Wine Educators o módulo foi reformulado uma vez que nos anos anteriores se fazia uma associação directa entre a cortiça e o TCA. Lisa Airey, a voz deste módulo, alterou a informação passando a explicar que os odores provenientes do TCA podem ter vários factores na sua origem.
Ainda no âmbito deste programa, estará disponível on-line no site www.realcorkusa.com um questionário sobre a cortiça para que todos os interessados possam responder e obter uma validação dos seus conhecimentos. Quem obtiver aprovação receberá um pack de informação sobre a cortiça, da qual fazem parte um Kit Técnico sobre Rolhas de Cortiça, um Drop Stop com a marca Realcork e uma brochura sobre a cortiça. De assinalar que os formadores antes de repensarem os seus módulos tiveram a oportunidade de visitar Portugal e a indústria de cortiça, enchendo a sua “bagagem” com informação de relevo e que contribui para uma nova visão do sector.

Esta actividade está inserida na Campanha Internacional da Cortiça (CIC) II que está a ser desenvolvida nos Estados Unidos e que tem como objectivo promover a cortiça com base em dois eixos de aplicação, a rolha e os materiais de construção.No caso da rolha de cortiça, e sendo as acções essencialmente dirigidas ao trade vinícola, para além do Cork Education Programme, irão ser distribuídos 200 Kit’s educacionais sobre cortiça a retalhistas americanos.
A campanha conta ainda com a publicação de anúncios e publieditoriais a publicar nas principais publicações do sector vinícola, nomeadamente, Santé, Wine & Spirits e Wines and Vines, com visitas a Portugal de Sommeliers e jornalistas, o envio de comunicados à imprensa sobre notícias do sector, um workshop técnico para comunicar os últimos avanços da indústria de cortiça e a elaboração de um mini web-site sobre cortiça, acessível em www.realcorkusa.com.
Para os materiais de construção, a CIC II vai realçar e valorizar as propriedades naturais da cortiça para os revestimentos, pavimentos e isolamentos de edifícios. Com uma lógica de divulgação junto de designers e arquitectos, a campanha conta com a publicação de três anúncios na Architectural Digest, um mailing de postal e brochura realçando as potencialidades estéticas e físicas da cortiça, e o estabelecimento de contactos telefónicos. As acções englobam também a elaboração de uma newsletter electrónica, conteúdos sobre a aplicação da cortiça, material de construção, no site realcork.org e o estabelecimento de uma parceria com a US Green Bulding Council.

A dinamização da CIC II é da responsabilidade da Associação Portuguesa de Cortiça, em parceria com o Icep Portugal, no âmbito do Programa de Incentivos de Modernização à Economia (Prime), e conta com um investimento total de cerca de três milhões de euros, sendo que tem uma participação privada de cerca de 30 por cento e pública na ordem e pública na ordem dos 70 por cento.

Carta ao Dr. Ribeiro e Castro

Caro Ribeiro e Castro,

Votei em si no Congresso de Lisboa que o elegeu como líder do CDS. Apesar de todas as dúvidas que me atormentaram na altura, votei na sua lista e fi-lo pelo entusiasmo que demonstrou na defesa das suas ideias. Foi o único candidato que me convenceu.
Na altura prognostiquei, numa reação masoquista, que a sua eleição levaria o partido para muito próximo da irrelevância política. E, infelizmente, não me enganei.
Sabe, estavam na sua lista todas as dicas de "como não se devem confundir amigos, beatos e jovens imberbes, mas muito bem formados, com política".
E o que quero eu dizer com isto?
A sua lista era constituída, em geral, por pessoas com pouca ou nenhuma experiência política, como de resto se foi vendo pelos porta-vozes, que com maior destaque mediático, quase sempre rossaram a boçalidade, demonstrando muita aridez de raciocínio.

Um partido de sacristia nunca resultará, e o meu caro amigo sabe-o.

E o dr. Monteiro a voltar, traria o quê de volta? Acha que a sua liderança sairia reforçada?
Deixe-me que lhe diga que a "coligação" com um partido eleitoralmente irrelevante, apesar das meritórias propostas, não faz do nosso partido um partido maior, nem alarga a área política em que ele se enquadra. Seria mais um bluff.

Batalhe pelo País, pense mais no que as pessoas necessitam, esqueça os amigos do peito e faça do CDS aquilo que nós queremos que ele seja: um partido de Governo, por ser o mais competente e o melhor nas propostas. Por ser o melhor para Portugal.

Um abraço.