sexta-feira, setembro 08, 2006

PCP

João Pedro Henriques Susete Francisco DN

O ministro da Administração Interna, António Costa, afirmou ontem que está a proceder a "diligências" sobre a presença da organização terrorista colombiana FARC, na Festa do "Avante!"António Costa relatou os resultados das averiguações já efectuadas: o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) "não tem registo da entrada de nenhum elemento das FARC em Portugal" e, além do mais, dos 77 colombianos que este ano obtiveram visto de entrada em Portugal, nenhum o pediu dizendo que vinha para participar na festa do "Avante!".

O ministro sublinhou que o SEF só controla as "fronteiras externas" (portos e aeroportos). Os colombianos que representaram as FARC podem ter entrado pelas fronteiras terrestres, sem qualquer controlo.Enquanto isto, o embaixador colombiano em Portugal, Plinio Apuleyo Mendoza, enviou ao ministro dos Negócios Estrangeiros uma carta para "manifestar as suas inquietudes" e "pedir explicações".

Ao jornal colombiano El Pais, disse que o que mais o escandalizou foi a presença oficial na festa da revista oficial das FARC, "Resistencia".No Parlamento, CDS e PSD acusaram o PCP de falta de legitimidade para falar de terrorismo. Evocando afirmações do deputado Jorge Machado que qualificou como "actividade terrorista" a detenção e transporte ilegal de prisioneiros que tem vindo a ser imputada à CIA, o CDS criticou o que disse ser "um manifesto paradoxo".

"O PCP vem falar em actos terroristas, como é que convida organizações terroristas?", questionou o líder parlamentar centrista, Nuno Melo, secundado pelo social-democrata Henrique de Freitas: "Um partido que admite na sua festa nacional um movimento terrorista não pode falar nestes termos". Afirmações que o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, contesta. "Não recebemos lições de forças políticas que consideravam que o ANC ou Nelson Mandela eram terroristas", afirmou ao DN.

in Público

Ministro da Administração Interna não tem qualquer registo de entrada
Jerónimo de Sousa admite presença das FARC na festa do Avante!
07.09.2006 - 18h30 Lusa

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, admitiu hoje a presença na edição deste ano da festa do Avante de membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). O ministro da Administração Interna comentou que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) não tem registo da entrada de qualquer elemento dessas forças.Na sua edição de hoje, o “Diário de Notícias” escreve que o embaixador colombiano em Lisboa, Plínio Apuleyo Mendoza, pediu explicações ao Governo português sobre a presença na última edição da festa do Avante de activistas das FARC, um grupo classificado como terrorista pela União Europeia.
Jerónimo de Sousa garante que "todas as entradas" no recinto "foram legais".

"Naturalmente convidámos o partido comunista colombiano e a revista ´Resistência´", afirmou o líder comunista.
Apesar dos métodos utilizados pelas FARC, "que o PCP não usaria", existe uma "grande solidariedade" com o movimento porque "a maior violação dos direitos humanos é impedir que um povo tenha direito à sua soberania, à sua liberdade" afirmou.

Jerónimo de Sousa deplorou a iniciativa do diplomata colombiano, retorquindo que caberia ao embaixador da Colômbia "dar contas das razões que levam ao assassinato, por exemplo de 70 sindicalistas comunistas, atitudes terroristas contra o movimento sindical".

Para o secretário-geral do PCP, a "questão central" é que o PCP tem "uma concepção diferente de terrorismo" comparativamente à UE e Estados Unidos, criticando também o Governo a este respeito.

"Pensamos que esta operação e esta deriva em relação à nossa festa procura esconder a responsabilidade deste Governo em relação a actos de terrorismo de Estado, designadamente em relação à facilidade que permitiu que em território nacional se cometam como os voos da CIA, transportando prisioneiros à revelia do Direito Internacional", apontou.

O líder comunista criticou, por isso, que se "procure colocar na ordem do dia" o que não passou de "uma festa normal, um convite aberto e uma participação claramente legal", perante o simultâneo "silêncio de chumbo" em torno do que classificou como "terrorismo de Estado".Gosto especialmente desta parte:"Naturalmente convidámos o partido comunista colombiano e a revista ´Resistência´", afirmou o líder comunista.Apesar dos métodos utilizados pelas FARC, "que o PCP não usaria", existe uma "grande solidariedade" com o movimento porque "a maior violação dos direitos humanos é impedir que um povo tenha direito à sua soberania, à sua liberdade" afirmou.

(destacados meus)

Meu Deus, o que vai na cabecinha desta gente...

Enquanto acusam o estado mais liberal do mundo de terrorismo vêm defender uma força armada rebelde que vive de raptos e tráfico de droga...

Tá tudo doido, como é que esta gente está no parlamento

E insistem em defender o indefensável, que hipocrisia, que incoerência

terça-feira, agosto 29, 2006

Propaganda

O líder do Hezbollah confessou que jamais teria ordenado a operação em que três militares israelitas foram mortos e dois raptados se "soubesse que isso iria trazer uma guerra de tais dimensões". Hassan Nasrallah imaginava, presume-se, que Telavive se limitaria a pôr um anúncio no jornal, prometendo alvíssaras a quem mandasse informações sobre o paradeiro dos seus soldados.

A máscara de inocência exibida pelo Hezbollah não espanta. Ao fim de algumas semanas de guerra, durante as quais a tese da desproporção da resposta israelita, propagada pelas mais diversas instâncias, circulou por todo o mundo e foi legenda para todas as imagens que as televisões mostraram, Hassan Nasrallah achou que era altura de extrair a conclusão e pôr a cereja no bolo. Afinal, o seu partido tem a noção das proporções, razão por que nunca lhe passou pela cabeça que os sionistas retaliassem nos modos com que o fizeram. Não lhe cabe, portanto, a mais leve culpa pelo que sucedeu.

A confissão do líder do Hezbollah seria unicamente cinismo, se não fizesse parte da propaganda destinada a incutir na opinião ocidental a ideia, já bastante espalhada, de que o partido é um "movimento de resistência", que apenas quer libertar o Líbano. Numa altura em que se tenta constituir uma força internacional para intervir no Sul deste país, o Hezbollah retira o capuz terrorista que usa habitualmente e mostra-se como se fosse o mais sincero aliado dos que buscam a paz no Médio Oriente. O ser um partido armado no interior de um Estado sem capacidade de se lhe impor militarmente é, decerto, um pormenor. O ser agente de duas potências regionais que lhe garantem o armamento, outro pormenor. O ignorar todas as resoluções das Nações Unidas a recomendar o seu desarmamento, uma insignificância. Só alguém de má-fé poderia, em tal contexto, considerar uma coisa tão banal, como é, para o Partido de Deus, o rapto de soldados estrangeiros, uma acção que justifique uma guerra...

Dá-se, até, uma situação curiosa: ao mesmo tempo que os apoiantes do Hezbollah na Europa se revoltam à simples ideia de enviar para o Líbano uma força de intervenção, mesmo se a coberto de uma resolução da ONU, o Hezbollah garante acolher a hipótese de braços abertos, desde que, obviamente, não lhe tirem as armas. Decididamente, a propaganda faz milagres.

Diogo Pires Aurélio / Professor universitário

In DN, 29/08/06

Mais Líbano 2

Afinal parece que a França recuou, ou melhor avançou, e vai disponibilizar uma força proporcional ao seu discurso.

quarta-feira, agosto 23, 2006

Mais Líbano

A França traz-me à memória aquele sketch humorístico tão bem representado pelo Ricardo Araújo Pereira.

"Eles falam, falam... falam, falam! Mas eu não os vejo a fazer nada"

Ah Hipócrisia!

quinta-feira, agosto 03, 2006

Líbano - Israel - UE

Não me apetece estar aqui a fazer uma dissertação acerca da minha posição. Muito já foi dito, muito já foi escrito...

Apenas direi que me parecem altamente irresponsáveis grande parte da posições tomadas por países Europeus e pela UE. Cessar fogo imediato, negação da prática de terrorismo pelo Hezbollah e outras posições marcadamente de uma esquerda alienada e moralmente duvidosa.

Será que a UE não tem consciência, não tem planos, ou apenas gosta de fingir que está contra os EUA e com um ódio quase irracional ao povo judaico. Será que não são posições determinadas por politiquices internas sem respeito pelos povos envolvidos.
Será que quer que tudo fique na mesma? Não dará uma hipótese de paz a Libaneses e Israelitas, povo que sem ser impoluto tem demonstrado nos últimos anos através das suas politícas um desejo de alguma paz.

Parece-me ao menos que o Povo português não entrou pela demagogia esquerdista, ainda que pelo que vejo muita da informação que nos chega seja altamente tendenciosa.

Não quero com isto dizer que apoio actos armados, apoio Israel ou o Líbano, mas sim que a realidade ultrapassa muitas vezes opiniões que parecem vir sabe-se lá de que casa de banho.

terça-feira, agosto 01, 2006

Cortiça nos planos de estudo de institutos vinícolas americanos

A reformulação dos programas, que permitem aos estudantes norte-americanos aprofundarem os seus conhecimentos sobre o sector da cortiça, foi acompanhada por visitas técnicas a Portugal.

APCORCork Education Programme é o nome de um módulo sobre cortiça que foi introduzido nos programas de alguns cursos a leccionar em reconhecidos institutos americanos.
Na Califórnia, os alunos do US Court of Master Sommeliers vão ficar a perceber um pouco mais sobre o processo de fabricação de uma rolha de cortiça, desde a floresta até ao produto final, assim como conhecer os métodos existentes no sector para a prevenção e erradicação do 2-4-6 Tricloroanissol. Este módulo será dado pelo Director Educativo do Instituto, Tim Gaiser.
Já em Washington, na Society of Wine Educators o módulo foi reformulado uma vez que nos anos anteriores se fazia uma associação directa entre a cortiça e o TCA. Lisa Airey, a voz deste módulo, alterou a informação passando a explicar que os odores provenientes do TCA podem ter vários factores na sua origem.
Ainda no âmbito deste programa, estará disponível on-line no site www.realcorkusa.com um questionário sobre a cortiça para que todos os interessados possam responder e obter uma validação dos seus conhecimentos. Quem obtiver aprovação receberá um pack de informação sobre a cortiça, da qual fazem parte um Kit Técnico sobre Rolhas de Cortiça, um Drop Stop com a marca Realcork e uma brochura sobre a cortiça. De assinalar que os formadores antes de repensarem os seus módulos tiveram a oportunidade de visitar Portugal e a indústria de cortiça, enchendo a sua “bagagem” com informação de relevo e que contribui para uma nova visão do sector.

Esta actividade está inserida na Campanha Internacional da Cortiça (CIC) II que está a ser desenvolvida nos Estados Unidos e que tem como objectivo promover a cortiça com base em dois eixos de aplicação, a rolha e os materiais de construção.No caso da rolha de cortiça, e sendo as acções essencialmente dirigidas ao trade vinícola, para além do Cork Education Programme, irão ser distribuídos 200 Kit’s educacionais sobre cortiça a retalhistas americanos.
A campanha conta ainda com a publicação de anúncios e publieditoriais a publicar nas principais publicações do sector vinícola, nomeadamente, Santé, Wine & Spirits e Wines and Vines, com visitas a Portugal de Sommeliers e jornalistas, o envio de comunicados à imprensa sobre notícias do sector, um workshop técnico para comunicar os últimos avanços da indústria de cortiça e a elaboração de um mini web-site sobre cortiça, acessível em www.realcorkusa.com.
Para os materiais de construção, a CIC II vai realçar e valorizar as propriedades naturais da cortiça para os revestimentos, pavimentos e isolamentos de edifícios. Com uma lógica de divulgação junto de designers e arquitectos, a campanha conta com a publicação de três anúncios na Architectural Digest, um mailing de postal e brochura realçando as potencialidades estéticas e físicas da cortiça, e o estabelecimento de contactos telefónicos. As acções englobam também a elaboração de uma newsletter electrónica, conteúdos sobre a aplicação da cortiça, material de construção, no site realcork.org e o estabelecimento de uma parceria com a US Green Bulding Council.

A dinamização da CIC II é da responsabilidade da Associação Portuguesa de Cortiça, em parceria com o Icep Portugal, no âmbito do Programa de Incentivos de Modernização à Economia (Prime), e conta com um investimento total de cerca de três milhões de euros, sendo que tem uma participação privada de cerca de 30 por cento e pública na ordem e pública na ordem dos 70 por cento.

Carta ao Dr. Ribeiro e Castro

Caro Ribeiro e Castro,

Votei em si no Congresso de Lisboa que o elegeu como líder do CDS. Apesar de todas as dúvidas que me atormentaram na altura, votei na sua lista e fi-lo pelo entusiasmo que demonstrou na defesa das suas ideias. Foi o único candidato que me convenceu.
Na altura prognostiquei, numa reação masoquista, que a sua eleição levaria o partido para muito próximo da irrelevância política. E, infelizmente, não me enganei.
Sabe, estavam na sua lista todas as dicas de "como não se devem confundir amigos, beatos e jovens imberbes, mas muito bem formados, com política".
E o que quero eu dizer com isto?
A sua lista era constituída, em geral, por pessoas com pouca ou nenhuma experiência política, como de resto se foi vendo pelos porta-vozes, que com maior destaque mediático, quase sempre rossaram a boçalidade, demonstrando muita aridez de raciocínio.

Um partido de sacristia nunca resultará, e o meu caro amigo sabe-o.

E o dr. Monteiro a voltar, traria o quê de volta? Acha que a sua liderança sairia reforçada?
Deixe-me que lhe diga que a "coligação" com um partido eleitoralmente irrelevante, apesar das meritórias propostas, não faz do nosso partido um partido maior, nem alarga a área política em que ele se enquadra. Seria mais um bluff.

Batalhe pelo País, pense mais no que as pessoas necessitam, esqueça os amigos do peito e faça do CDS aquilo que nós queremos que ele seja: um partido de Governo, por ser o mais competente e o melhor nas propostas. Por ser o melhor para Portugal.

Um abraço.

segunda-feira, julho 31, 2006

Descoberta nau portuguesa afundada no estreito de Malaca

Um arqueólogo marinho australiano julga ter descoberto uma nau portuguesa afundada em 1583 no estreito de Malaca durante uma batalha naval, que seria a mais antiga embarcação europeia encontrada até agora naquelas águas.

Em declarações ao diário «The Star» de Kuala Lumpur, Michael Flecker, muito conhecido pela suas explorações arqueológicas na região, afirma ter feito a descoberta no ano passado mas não revelou a sua localização para evitar que fosse alvo de pilhagens.
Flecker garante que o navio se encontra entre Pulau Upeh e Pulau Panjang, uma faixa marítima pertencente à Malásia onde diz ter encontrado outras duas embarcações cuja antiguidade está ainda por estabelecer.
Quanto à nau portuguesa, o arqueólogo presume que possa ter sido comandada por Luís Monteiro Coutinho e afundada durante um combate naval com navios de Achém (Aceh, Indonésia).
O arqueólogo, que detectou os navios afundados com tecnologia sonar e confirmou a descoberta com mergulhos, documenta o achado com uma série de fotografias de canhões, balas, ossos de animais e várias peças quebradas de porcelana da dinastia Ming.
Flecker, que planeia recomeçar em breve as suas prospecções, admite que a zona seja uma espécie de «cemitério» que contenha mais naves.

Espera que, a partir delas, se possa conhecer melhor o papel desempenhado no passado pelo estreito de Malaca - que liga o oceano Índico ao Mar da China meridional e é partilhado pela Malásia, Indonésia e Singapura - e por Portugal, que conquistou o território em 1511.
Luís Monteiro Coutinho (1527-1588) era capitão-mor no mar de Malaca.
Feito prisioneiro pelos achéns (indígenas de Achém, reino situado na extremidade noroeste de Samatra), terá sido morto por um tiro de canhão às ordens do rei local por se ter recusado a renegar a fé cristã.

Cabe ao governo da Malásia aprovar a continuação das explorações dentro das suas águas territoriais e Frecker disse ter apresentado relatórios das suas descobertas ao governo de Kuala Lumpur.
Na capital da Malásia, o ministro da Cultura, Artes e patrimómio, Datuk Seri Rais Yatim, confirmou ter conhecimento da descoberta e do progresso das prospecções.

Diário Digital / Lusa
30-07-2006 13:41:00

sábado, julho 29, 2006

Regulador critica trabalho da RTP com câmara oculta

Parece-me que a ERC (Entidade Reguladora da Comunicação) já começa a mostar a sua verdadeira face. Uma face politiqueira, manipulada por tendências pró poder, e adversial face aos comuns cidadãos.

E para mais parece confirmar receios daqueles que viam esta nova entidade e a forma da sua constituição poder ser forma de tentar manipular os média.

Poderá não ser tanto assim, mas o facto de querer passar a ideia que a RTP fez uma má reportagem parece-me grave.

Vejamos os argumentos da ERC:

"obscuridade do critério adoptado para seleccionar a escola que serviu para realizar a reportagem"

Mas seria necessário algum critério?! O critério seria apenas um, Uma escola com comprovado historial de violência

Acusa a RTP de não "indagar se existia violência nas escolas, mas isso sim (dando esse facto com totalmente adquirido), encontrar uma ilustração suficientemente expressiva e impressionante da tese já tida por encerrada sobre a violência".

Mas estes senhores vivem no mesmo país que eu, não são recorrentes as histórias de violência nas escolas, de agressões a alunos e professores?

"Esta [ERC]considerou o uso da câmara oculta "desadequado e abusivo, violando direitos fundamentais dos alunos captados por essas câmaras e induzindo (...) a comportamentos discriminatórios".

Concordo que uma câmara oculta deverá ser um último recurso, a evitar sobremaneira, mas neste caso como pode a ERC considerar desadequado e abusivo. Provavelmente queria ver alunos comportadinhos, sentados nas suas cadeirinhas fingindo estudar. Para conseguir mostrar esta realidade não se pode estar com uma câmara em frente aos intervenientes. O que se quer é a realidade, não a fantasia ou encenação. Aindagostava de saber que comportamentos discriminatórios são esses.

"Além de que, para a sala de aula, "continua por regra, a valer a proibição de captação de imagens ou som sem o consentimento dos 'intervenientes' involuntários"

Deixem-me adivinhar, é aquela regra bem patente nas instituições supostamente democráticas de POrtugal, que se escondem dos eleitores a sete chaves quando chegam à cadeirinha do poder. Bem se é assim mais vale afirmar de uma vez por todas que não vivemos, pobres cidadãos, numa democracia.

"Já o Conselho Directivo da escola "violou o contrato solene de lealdade que tinha com os estudantes, encarando-os (...) como 'adversários' do outro lado da trincheira", sustenta.

Sim pois, não se pode mostrar a realidade porque ela é má. Muito democrático meus amigos. É o conto da carochinha para os mais incautos.

"a reportagem inculcou, ainda que involuntariamente, a imagem de que a violência nas escolas era cometida, maioritariamente, por indivíduos de raça negra, assim violando o principio fundamental de não discriminação" consagrado igualmente na Constituição e enumerado pela ERC.

Bom, eu acredito que a raça não será para aqui chamada, mas que mundo o nosso que por ser de uma raça minoritária já se tem direitos acima dos razoáveis. Isso sim é uma atitude discriminatória. Para mim não estamos a falar de raças mas sim de pessoas, sejam elas negras, caucasianas, asiáticas ou até às bolinhas amarelas.

Parece que a ERC está talhada para fazer o trabalhinho de agência de propaganda. Prefere que se fale em surdina dos problemas e apresentar a realidade cor de rosa. Assim meus senhores, continuaremos a falar pelos cantos, à boa moda salazarista, onde nada se discute nem se enfrenta. Assim continuaremos a viver neste pseudo país, pseudo democrático.

segunda-feira, julho 24, 2006

O Centro Cultural Português em Bissau

A doação de um terreno na principal avenida da capital guineense, por parte das autoridades da Guiné-Bissau, relançou a adormecida cooperação entre Portugal e este país de expressão portuguesa.
O processo vinha-se arrastando desde os protoclos assinados entre o ex-ministro dos negócios estrangeiros Durão Barroso e o governo guineense de então.
E arrastava-se, como é fácil de ver, há longos anos.
Não fora a boa-vontade e o carácter dos embaixadores portugueses que foram passando por Bissau, e a língua e a cultura portuguesa andariam, ainda mais, pelas ruas da amargura.
Até agora o Centro funcionava perfeitamente nas instalações provisórias da Embaixada portuguesa, não fosse a escassez de recursos e de meios e a concorrência da cooperação francesa (!).

É perfeitamente ridículo que só agora se tenha dado um verdadeiro impulso a esta preciosa obra. Ridículo são também os custos do Centro, que são perfeitamente irrelevantes.

A atitude política das autoridades guineenses também é de louvar, e assinala uma viragem estratégica, na medida em que era atribuída a Nino Vieira uma profunda ligação à francofonia, algo que até o tinha feito vencer as últimas eleições presidenciais.
Além disso, Portugal teria sido um dos países derrotados nas últimas presidenciais, tendo em conta que teria apoiado não-oficialmente outro dos candidatos (que vários serviços de segurança ocidentais asseguravam como derrotado à partida).

Foi um dia bom para a cooperação portuguesa.

quinta-feira, julho 20, 2006

Educação - repetição

Mais um debate parlamentar, mais uma mão cheia de nada.
Mas será que ao entrar naquela casa não consegue discutir uma ideia com pés e cabeça.
Vemos um governo na sua torre de marfim, um grupo parlamentar do poder que continua a insistir que a culpa é do que vem antes, uma ministra da educação que defende o indefensável e uma oposição que não consegue discutir o essencial e limita-se a discutir o acessório.

Neste caso das repetições dos exames o que menos me choca é exactamente a repetição dos mesmos. O que acho puramente ridículo é termos uma ministra que continua a afirmar que tudo correu muito bem, que só podia ser desta forma e que é justo, com uma argumentação contraditória além de escassa.

Mas eu pergunto, e os outros que não podem repetir, e as outras disciplinas, isso é justo?

Mas agora as questões que considero essenciais! (e que não foram feitas)

Mas que diabo fizeram os alunos todo ano para não saberem fazer um exame sendo novo ou não? Andaram a passear?
Mas que reforma é esta que vai retirar a avaliação através de exames de disciplinas tão importantes como a química, a física ou a biologia. Vamos voltar atrás, à boa vontade de professores e afins, que dão a nota a seu bel prazer? Querem situação mais geradora de desigualdades que esta, e de deturpação da realidade.
Como é possível a ministra dizer que se estava a prever esta situação e só reage à posteriori?
Como é possível uns exames que têm 6 ou mais meses para serem elaborados e têm erros científicos e técnicos? Quem os faz, quem os avalia?
Como é possível virem coisas aberrantes como a apontada pelo deputado Diogo Feio, onde se nota uma carga ideológica profunda? Para quem elaborou os exames existiu a ditadura nazi, a ditadura fascista, a ditadura salazarista, mas não a ditadura comunista, isso não, foi o regime comunista.
Como é possível haver uma matriz do plano currícular e depois o exame contrariar essa matriz?

Que desculpa esfarrapada dizer que os alunos não estavam habituados aos novos planos, por exemplo quem negou a feitura de provas modelo foi a própria ministra.

O que me choca, não é a repetição dos exames, mas sim a desfaçatez de uma ministra que não é capaz de assumir os seus erros, sacudindo a àgua do capote, que continua a viver num mundo à parte.

Se ela tem assumido que tinha errado, que a solução adoptada foi de recurso, ninguém poderia tê-la posto em causa, ou pelo menos tão veementemente.

E mais uma vez uma mão cheia de nada, pois amanhã já ninguém se lembra, de mais um debate parlamentar, da república das bananas que governa um pseudo país.

A fantochada das Ilhas Maurícias...

Depois de prolongada ausência, voltei para me debruçar sobre a entrada das Ilhas Maurícias na CPLP.


Descobertas no século XVI por um português, que baptiza uma das ilhas com o seu nome (Rodrigues), foram mais tarde avistadas pelo Vice-Rei da Índia Mascarenhas.
Portugal nunca ocupou estas ilhas, nem fez tenção disso.
Depois, foram séculos de ocupação holandesa e inglesa, até ao século XX, em que os dois estados acabam por ter alguma "relação", nomeadamente em 1999, com a participação da Mauritius Telecom no South Africa Far East (SAFE) Optical Fibre Submarine Cable Project e a sua ampliação a uma segunda fase que ligaria a África do Sul a Portugal, ao longo da costa ocidental africana.

Não sei se poderei apelidar as relações diplomáticas entre os dois estados como "intensas".

Apesar de ostentarem o estatuto de «observador associado», as Ilhas Maurícias não preenchem, ou preencheram, nenhum dos requisitos que permite a entrada na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Sendo inviável a sua entrada como estado de pleno direito, por não cumprir a alínea mais importante do tratado de adesão, que refere expressamente que "os estados-membros deverão ter como língua oficial o português", alteraram-se os estatutos e encontrou-se a fórmula há muito desejada: o estatuto de «observador associado».
Esqueceram-se os oito Chefes de Estado, com muita imbecilidade à mistura, que vários países e regiões com maior afinidade com Portugal já haviam pedido tal estatuto, sendo a Galiza o exemplo mais gritante, e que tal não foi possível naquela altura, precisamente, por os estatutos, não o permitirem. Dois pesos e duas medidas?

Mas que comunidade é esta que relega para segundo plano os mais próximos e promove quem não nos é nada?
E as Maurícias não nos são nada, nem parentes longínquos, pelo que não se conhece nenhuma relação especial connosco. Mais de quatrocentos anos depois nunca nada lá tivemos, não há sequer vestígios históricos da nossa presença, ninguém fala português ou crioulo em nenhuma ilha e finalmente: não têm o português como língua oficial.

O argumento de que não passou a ser membro de pleno direito por problemas no âmbito dos direitos humanos é mais uma anedota de mau-gosto. Este argumento resultaria apenas para a Guiné-Equatorial, ditadura e estado policial, que consta em todos os relatórios internacionais como um "estado falhado", ou até para Angola (estado-membro fundador).

As Ilhas Maurícias...
Fantochadas!!

segunda-feira, julho 10, 2006

Portugal - Mundial 2006

Mais umas linhas que não irão concerteza adiantar muito ao que já foi escrito pelos muitos jornalistas, curiosos e comentadores.

Agora que acabou o Mundial da Alemaha 2006, vencido pela Itália (ainda bem, que esta França era Abominável), fica a sensação que Portugal poderia e deveria ter feito mais.

Faltou um passo, um pequeno passo tendo em conta o que se passou.

Deveremos dar os parabéns à selecção? Claro que sim, mas não consigo compreender a alegria demonstrada por muitos, afinal não vencemos nada. Contentes sim, alegres não. Orgulhosos? Sim, principalmente pela categoria humana demonstrada pelos jogadores e pela participação honrada. Mas vejo tantos a festejar quase como se tivessemos sido campeões. Estaremos remetidos a ser razoáveis? Não poderemos almejar a sermos os melhores? Se depender de mim apontarei sempre para estarmos no topo.

Escuto com um vago sorriso aqueles que diziam que Portugal fez mais do que se esperava? Interrogo-me porquê. Não fomos à meia final do Euro 2000? Não fomos à final do Euro2004? não temos uma boa equipa? Então qual é a surpresa de chegar às meias finais do Mundial, que, e sem diminuir outras selecções, não passa de um Europeu com o Brasil e a Argentina.

O que registo é um sentimento de contentamento com pouco. Mas ressalvo mais uma vez, que foi uma bela campanha.

Algo que me irritou também, foi o facto das análise técnicas acríticas veiculadas pelos média. não tanto o trabalho dos jornalistas, mas sim dos comentadores, que embalaram nas vitórias, sem fazerem uma análise séria e podenderada das exibições da selecção. Exultaram com resultados perfeitamente normais, em que existiram erros, mas nunca reflectiram sobre esses erros. Exultaram com a vitória sobre o Irão, com uma exibição fraca. Exultaram contra o México, com outra fraca exibição. O Jogo com a Holanda foi estranho, mas o jogo com Inglaterra já me causou calafrios. Porquê. Enquanto Jogou contra onze Portugal fez uma exibição segura embora sem lampejos. Depois foi o sofrer sem razão, contra dez, Inglaterra completamente prostrada à espera de não perder por muitos e Portugal vazio, oco, sem ideias. Se alguém teve coragem para ganhar aquele jogo foram os Ingleses.

Irónicamente a nossa melhor exibição foi o jogo que perdemos ante a França. Aí sim tivemos vontade, bom toque de bola e aí pecou Scolari.

Scolari é o obreiro deste quarto Lugar, tem todo o mérito, seja pela positiva, seja pela negativa.
Tem o mérito de ter ido contra muitas vozes, de ter criado um grupo forte, coeso e confiante. Tem o mérito de ter transmitido uma maior maturidade ao grupo, mais realismo e mais racionalidade.
Também tem o mérito de não ter tido audácia no jogo com os franceses. Foi para mim o principal responsável pela derrota contra a França. Não teve a coragem de Jogar com dois avançados centro. A perder, tirou o Pauleta, perdeu dez minutos com o Cristiano Ronaldo no centro do terreno e inenarravelmente colocou Postiga em vez de Nuno Gomes. Não quero com isto dizer que o Nuno Gomes poderia ter resolvido o Jogo, mas vamos analisar factos: Postiga já tinha realizado dois jogos, e em ambos o que fez foi perder bolas para os adversários e jogar-se para a "piscina". Incapaz de desequilibrar e de finalizar. Nuno Gomes tem outra experiência a alto nível, além de ter sempre uma pontinha de sorte nestes momentos, além de que era aniversariante, logo devia estar altamente motivado e simplesmente é neste momento muito melhor jogador que Postiga. Aliás Nuno mostrou contra a Alemanha a sua raça. Scolari poderia e deveria ter usado Nuno Gomes e Pauleta na frente, poderia ter desviado Petit para a direita, até porque os franceses não passavam da linha de meio campo. Scolari foi incapaz de um lampejo de audácia. Mesmo que perdessemos ninguém lhe poderia ter apontado o dedo, assim colocou-se a jeito.

Mas como sempre o português sacode a àgua do capote e não sabe olhar para si mesmo e para as suas falhas. Logo se insurgiram vozes contra o àrbitro, que sem fazer uma exibição de luxo não esteve muito mal errando apenas num lance que muitos outros não marcariam, em que Sagnol empurra Cristiano Ronaldo na grande àrea. O Português é perito em arranjar bodes expiatórios, e mais uma vez foi isso que aconteceu. Essa mentalidade tem de passar e depressa, não foi por isso que Portugal perdeu, perdeu porque não fez golos e não teve coragem.

Como disse e vendo a final Itália Vs França, SOUBE A POUCO, estava completamente ao nosso alcance.

Uma palavra especial para Figo, pois foi de longe o mais importante jogador da selecção. Fez um grande Mundial. Maniche foi também muito assertivo. Os dois melhores, seguidos de perto por Ricardo Carvalho, Miguel e Simão que também fez uma óptima competição mesmo sem ser titular. Meira esteve à altura quando todos duvidávamos.

Quanto ao futuro, está aí Moutinho, Manuel Fernandes e Quaresma como rostos mais promissores das novas gerações. Como sempre falta um Ponta de Lança e Um defesa esquerdo. Acredito que poderemos continuar a trilhar este caminho que aponta para o sucesso, com ou sem Scolari, embora pense que ele deveria continuar. Afinal errar é humano.

Ps. Ainda bem que a Itália Ganhou, pode ser que aquela figura abjecta que é seleccionador de França desapareça do Futebol, assim como a arrogância e a sobranceria demonstrada por ele e mais alguns jogadores franceses. ex. Gallas que segundo consta não conhecia nenhum jogador português, isto apesar de ser treinado por um, jogar com mais dois e ter jogado ainda com outros dois. Tem graça mas não dá para rir.

sexta-feira, julho 07, 2006

Eurodeputado polaco elogia Salazar e Franco

Ao que parece um eurodeputado polaco defendeu Salazar e Franco numa intervenção no PE que tinha como objectivo a condenação do regime franquista.

O Tal eurodeputado, Giertych realçou o facto de os dois ditadores terem combatido "a praga do comunismo", em defesa do que disse serem os valores católicos. "Graças à Igreja espanhola, ao Exército espanhol e a Francisco Franco, o ataque comunista contra Espanha foi rechaçado", afirmou o parlamentar polaco, gerando imediatas ondas de choque.Claro que me dá uma certa vontade de rir, mas ao ver a reacção dos senhores da esquerda o sorriso não me abandonou:


O líder da bancada socialista no Parlamento Europeu, Martin Schultz,
classificou a intervenção de "fascista" e disse que discursos desses "não têm
lugar no Parlamento Europeu".

Miguel Portas teve "dificuldade em acreditar no que estava a ouvir".
Sentado no seu gabinete em Estrasburgo, na terça-feira passada, assistia à
sessão do plenário pelo circuito interno de televisão, quando ouviu o deputado
polaco elogiar Salazar e Franco pelo seu papel na "defesa do Ocidente". Ainda
pensou, num primeiro momento, que fosse "erro de tradução". "Já não ouvia
fascistas como aquele há muito tempo. Um fascista à moda antiga", disse ao DN o
deputado do Bloco de Esquerda.

Fausto Correia também ouviu no gabinete a intervenção de Marian Giertych.
Ficou "obviamente surpreendido": "Há uma contradição nos termos. Um parlamento
democrático não pode nunca saudar aqueles que estiveram contra a democracia".
Mas Fausto Correia diz que também foi "com alguma hilaridade" que ouviu o
deputado polaco, "porque representa uma grande dose de saudosismo que felizmente
não tem eco na maioria dos membros do Parlamento Europeu". Para o deputado
socialista, ouvir intervenções como as de Marian Giertych é "um preço que a
democracia tem de pagar": "ouvir as asneiras que alguns eleitos pela democracia
atentam contra a democracia."

E Isto porquê. Vamos enquadrar isto. A Polónia viveu longos anos negros sobre o jugo soviético, pensando dessa forma não estranho absolutamente nada que um Polaco veja esses senhores totalitários como heróis. POsso não concordar com eles mas compreendo-os. POr outro lado ponham-se na pele de um Polaco, quando eles ouvem esses senhores eurodeputados a exaltar Lenines, Estalines e companhia também deverão partir o côco a rir. Por isso senhores eurodeputados, aprendam, quando se goza provavelmente é porque têm medo de que o telhado de vidro por cima se quebre e os corte todos.

terça-feira, julho 04, 2006

"Os Símbolos da Nação"

Eu já há muito que sou adepto da mudança das cores da nossa bandeira. Até penso que deveria ser feito um referendo. As razões são estéticas, históricas, tradicionais e até de carácter patriótico-cultural, pois como muitas empresas precisam de vez em quando mudar de imagem, também já era altura de Portugal deixar de ter uma bandeira cromáticamente terceiro-mundista (embora a minha opinião sobre o que é este pseudo-país possa sempre tender para representar Portugal como terceiro-mundista).

Adiante deixo uma possibilidade proposta por um amigo acerca do que seria uma boa Bandeira de Portugal :



Não tem nada a ver com monarquia mas se durante 700 anos as nossas cores foram azul e branco, por vezes Branco, porque é que devemos mudar isso para uma bandeira que não representa um país, ou uma nação, mas sim uma ideologia politíca, aliás bem anti Portuguesa como foram os republicanos Iberistas.
Para disfarçar inventaram que o verde eram os campos e a esperança, e o vermelho era o sangue, coisa que todas as gerações repúblicanas aprenderam e que não pode estar mais longe da verdade.

E fico surpreendido quando vejo certas pessoas a concordarem comigo.

"(...) A Bandeira portuguesa é também uma decantação republicana de uma sucessão
de bandeiras históricas, jogando com símbolos ancestrais da nossa nacionalidade
(as quinas, os castelos, a esfera armilar) e substituindo o azul e branco
monárquico pelo verde e vermelho. É uma bandeira que ainda não tem um século e é
francamente menos bonita que a bandeira monárquica que substituiu. (...)"


"(...) Se todos os portugueses têm total liberdade para criticar
publicamente Portugal, então porque é que não temos liberdade de dizer por
exemplo que a bandeira monárquica tinha outra estaleca? Eu acho isso. Será que
vem uma brigada engavetar-me por ofensa a uma escolha cromática? Justos céus,
até Guerra Junqueiro, conhecido republicano, votou numa bandeira que se
mantivesse azul e branca. Um país com 800 anos não tem de ter uma sensibilidade
excerbada face aos seus símbolos (mesmo que estes tenham apenas cem) .(...)"


Pedro Mexia DN

quarta-feira, junho 21, 2006

A demagogia do PP

Preço de remédios à venda nas lojas tem vindo a subir


Os medicamentos não sujeitos a receita médica vendidos nas lojas estavam em Maio 1,2% mais caros do que em Agosto do ano passado, antes de os preços terem sido liberalizados e quando eram vendidos só nas farmácias. A conclusão é de um estudo do Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed), com base no inquérito feito junto dos postos de venda, que mostra um aumento crescente dos preços ao longo dos meses.


Então mas o senhor Nuno Melo quando interpelou Sócrates em plena Assembleia sobre isto não foi acusado de demagógico, de desvirtuar a verdade, de populista?

Afinal parece que quem tinha razão era ele e o senhor Sócrates é que gosta da manipulação e do Insulto fácil.

É pena a memória curta dos Portugueses

quinta-feira, junho 08, 2006

Educação - trabalhos de casa devem ser feitos na escola

Correio da Manhã

"A ministra da Educação aproveitou a apresentação, ontem, do projecto ‘Escola a Tempo Inteiro’, destinado ao 1.º Ciclo, na EB 1 da Viscondessa, em Santa Cruz do Bispo, Matosinhos, para enfatizar a importância do estudo acompanhado no novo plano. Tal medida, no seu entender, irá fazer das escolas um local mais “igualitário”, porque os trabalhos para casa (TPC) são um “meio reprodutor de desigualdades”.

A ideia tem sentido, pergunto para que serve a escola se depois em casa tem de se fazer o trabalho que supostamente se faria na escola?

Agora o argumento de que "irá fazer das escolas um local mais “igualitário”, porque os trabalhos para casa (TPC) são um “meio reprodutor de desigualdades”, é deliciosamente estúpido.

Timor / Austrália / Portugal

O que se passou agora com a austrália parece ser o sintoma das intenções australianas de tomar conta de Timor e do seu petróleo, além do pouco profissionalismo à portuguesa. Para lá foram 120 GNR, ao que parece sem estrutura montada conjuntamente com os australianos, e desorganizadamente tenta-se organizar um país. É sintoma também da incompetência em avaliar as situações por parte da diplomacia portuguesa.
Obviamente que 120 GNR são olhados como ridículos por parte dos mais de mil militares australianos, ainda por cima com veleidades de autonomia.
Eis o toque do que pretendem os australianos na verdade. controlar as riquezas daquele pequeno país. Quanto aos portugueses acabam por ser um pequeno embaraço para os australianos.
E neste pequeno pedaço de terra à beira do atlântico continua-se a brincar aos países.
Neste momento parecem só existir 4 soluções possíveis:1- abandonar Timor e deixar aquilo aos australianos (já o fizemos noutros locais e para sermos realistas 120 GNR não são nada, por isso mais vale não embaraçarmos os timorenses e os australianos)
2- Ganhar o respeito dos australianos, com uma presença forte, de um contigente militar que se equipare à presença australiana
3- Esperar que a ONU tome conta da ilha
4- baixar a bola e Deixar os australianos tomar conta de Timor
desconfio que será a 4 hipótese, não há coragem para uma resposta mais decidida.
(ps: parabéns ao Paulo Dentinho por mostar o que relamente se estava a passar aquando da entrevista ao líder rebelde)

quarta-feira, maio 31, 2006

Timor - O peso da Realidade

Transcrevo aqui excertos de um texto de Pedro Jordão, Presidente do Centro de Estudos Internacionais, Publicado no Diário de Coimbra de 28/maio/06


"Mas enquanto em Timor morrem inocentes nas ruas e se esteve a horas da guerra civil, os australianos colocaram imediatamente 130 comandos e terão mais 1300 tropas nesse país em poucos dias, a pedido do Presidente Xanana, tendo sido absolutamente decisivos para impedir a guerra civil. Enquanto é necessário intervir (já..) para parar mortes de cidadãos, Portugal planeia enviar 120 elementos policiais até quase final do próximo mês, quando, previsivelmente, a violência aguda terá passado. O primeiro ministro australiano enviou tropas para uma situação de conflito armado aberto, para tentar pará-lo, arriscando a vida de australianos, enquanto Portugal enviou três pessoas, não para agir mas para "observar". A fibra de um político vê-se também quando é necessário avançar em momentos difíceis que vão além dos holofotes da televisão ou dos confortáveis gabinetes, particularmente quando se trata de salvar cidadãos que, algures, estão a morrer sob tiroteio e desfigurantes golpes de machetes.

O Governo Português decidiu enviar um modesto contingente da GNR no prazo de várias semanas, para ajudar a manter a paz, que entretanto, sob o risco de morte, outros terão estabelecido. A diferença é abismal"

"Quando 400 civis em terror procuram refúgio na catedral de Díli, quando 80 polícias desarmados e "protegidos" pela ONU são barbaramente objecto de fogo que resulta na morte de nove deles e em dezenas de feridos, quando mais cem casas e lojas foram destruídas em Díli, quando bandos correm na rua com machetes a matar inocentes, quando uma mãe com cinco filhos são queimados vivos, Portugal envia três observadores.

O Governo Português teve a preocupação de mesmo antes de enviar três intimidantes observadores a Timor, obter a autorização do Conselho de Segurança da ONU. Fico Preplexo. Será que ninguém explicou aos nossos Governantes que este envio de tropas ou forças policiais não necessita de qualquer decisão do Conselho de Segurança? De facto, tal envio, Por Portugal, Austrália, Nova Zelândia e Malásia, é efectuado sob pedido do Presidente de Timor, no âmbito de acordos bilaterais entre Timor e esses países. O Conselho de Segurança não detém qualquer competência para permitir ou proibir tal envio. Assim, apesar de instado por Portugal a dar luz verde a um simples envio de um contigente policial, o Conselho de Segurança emitiu uma nota em que muito simplesmente, "toma conhecimento" do envio de forças desses países no quadro de acordos bilaterais, acabando por considerar "bem-vinda" a aceitação do envio por esses países. Por outras palavras, contrariamente ao que o ministro português parece supor, o Conselho de Segurança simplesmente não autorizou nem desautorizou o envio de forças. Simplesmente porque não possui essa competência num caso deste tipo."

"O Actual conflito armado provavelmente acabará por se dissipar e um acordo será estabelecido com os militares revoltosos, evitando-se a iminente guerra civil. Quem terá feito a diferença entre a paz e a guerra civil terão sido o governo australiano e as suas forças armadas. Poderia ter sido facilmente Portugal, que tem forças mais que capazes. Ficará para com a Austrália uma nova e grande dívida dos timorenses. Por algum motivo centenas de humildes civis timorenses receberam no cais as tropas australianas, agradecendo, aplaudindo e repetindo "graças a Deus".

quinta-feira, abril 20, 2006

Entre-os-Rios "Os decisores fugiram às responsabilidades"

Mas em Portugal normalmente ninguém é responsabilizado.

Parece que estou a ver os técnicos que provavelmente não têm responsabilidade na coisa a serem tomados como bodes expiatórios, e quem realmente teria o poder de decidir a conservação da obra nem sequer é arrolado?

Dúvidas que penso pertinentes

PS inviabiliza audição de antigo director da PJ

A questão que fica é... Porquê?

Aprecio Bastante esta explicação: "não é necessário prolongar "o folhetim mediático".

sexta-feira, março 31, 2006

Dúvidas em Relação a Sócrates

A acção do governo durante o primeiro ano parece-me exemplarmente representada pela exibição do Moretto frente ao Barcelona na Luz.

Capaz do Melhor e do Pior.

Se por um Lado a rota traçada parece ser positiva, com a aposta na tecnologia e inovação, com a racionalização e contenção de custos na administração pública, com medidas de desborucratização simplesmente históricas e bem pensadas, poder-se-ia dizer que este governo tem sido o mais dinâmico, reformista e corajoso dos últimos 30 anos, ainda que os resultados de tais reformas sejam impossíveis de antever.

Mas como não há ponto sem nó, a atitude propagandística, pejada de recuos que cheiram a aparelho partidário (como a questão dos governadores cívis), e uma tentativa de controlo à boa maneira comunista ou salazarista, antevêm graves atentados à nossa democracia, perpetuação de lóbis e poderes ocultos e a continuação da Impunidade.

A Nível de finanças a imagem deixada é de roubo à mão armada aos portugueses, "chulando-os" para manter o satus quo público.

Atentados à nossa sociedade multiplicam-se, a Entidade Reguladora da Comunicação parece ser um monstro controlador da liberdade de expressão, a chamada prioridade dos crimes a investigar cheira a completo esturro (exemplo maior a súbita mudança da prioridade de investigações à corrupção para a prioridade de investigação ao terrorismo, oram digam lá que isto não tresanda a tramóia por todo o lado), agora a PJ, polícia reconhecidamente competente, vê-se desautorizada, manietada de recursos financeiros em que nem pode pagar a conta do telefone, retiram-lhe serviços de informações (talvez cuidadosamente filtradas pelo Governo).
Os juízes num mal estar constante, portugueses a nascer em Espanha.

Sinceramente não sei como classificar este Governo, Ficará até ver no 10.
Atenção ao Moretto da Política, o PM José Sócrates

E Lembrem-se Salazar também foi responsável por um milagre económico-financeiro. Mas um dos métodos foi o medo

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Ainda os Cartoons

Deixo aqui algumas palavras sobre algo que se tem esquecido, os cartoons em si. Noutro Post falo das reacções muçulmanas

Ponto 1 - Estes Cartoons nunca poderiam ter sido censurados. O Objectivo do Cartoonismo é criticar, espicaçar, criar linhas de pensamento crítico e fazer rir.

Vejo muitos a criticar esses cartoons, a dizer que são de mau gosto. Até poderão ser mas isso é um reflexão pessoal e subjectiva. Muitos gostam de quintas e recrutas.

Ponto 2 - Desconheço o editorial que acompanhava esses cartoons. Aí sim e dada a responsabilidade pública que um órgão de comunicação tem, nunca deveria ter (segundo o que dizem alguns) ter publicado palavras xenófobas e insultuosas.

Mas fosse com quem fosse.

O fim do cartoon é o riso, logo não deverá ser interpretado como verdade absoluta, mas sim enquadrada no esquema de um humor corrosivo. Um editorial é uma tomada de posição bem mais vinculativa e grave, e se o tal editorial era xenófobo esse sim deveria ser evitado, nunca os cartoons.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Umbiguismo...


Umbiguismo - é o mínimo que se poderá dizer do editorial de hoje de Nuno Pacheco no "Público" e do ataque que faz às declarações do MNE português a propósito das reacções às caricaturas dinamarquesas.
Freitas do Amaral esteve bem ao demarcar o Governo português e Portugal do conteúdo insultuoso e do propósito estigmatizante de todos os muçulmanos visado nas caricaturas. Fez o que o Governo de direita dinamarquês deveria ter feito inicialmente e não fez. Por incompetência, arrogância e por calculados interesses políticos internos - dependente, como é, do apoio da extrema-direita racista e xenófoba detrás do jornal que publicou as caricaturas. Incompetência e arrogância que levou o PM Andreas Rasmussen ao extremo de durante meses recusar receber os embaixadores de países muçulmanos - e logo ali podia ter acabado com o problema, distanciando-se dos propósitos ofensivos dos "cartoons" e também rejeitando, como é óbvio, qualquer ingerência ou sanção contra o jornal (o que eventualmente apenas caberia aos tribunais).
Freitas do Amaral fez o que a Europa deveria ter feito mais cedo. Porque a primeira vez que a Europa (Solana e a Presidência) se referiu à questão foi no fim-de-semana passado e apenas para condenar a violência contra as embaixadas da Dinamarca (obviamente condenável). Mas nem uma referência ao conteúdo gravemente ofensivo das caricaturas. E à demarcação da Europa da tolerância, do respeito pelos direitos e liberdades fundamentais face à insensibilidade política e propósitos insultuosos e estigmatizantes das caricaturas.
O que está em causa não é a liberdade de expressão. Esta não é, nem nunca foi a questão central - ninguém foi impedido de publicar o que quer que fosse. Mas a liberdade de imprensa deve ser exercida com responsabilidade e bom senso. E quem não se revê em publicações estigmatizantes e insultuosas deve demarcar-se.
O que está em causa é o aproveitamento da liberdade de expressão por uma direita, xenófoba, defensora da Europa 'clube cristão', apostada em fomentar o ódio religioso. Uma Europa desmemoriada (ou, ominosamente, talvez não...) das caricaturas nazis que antecederam a perseguição dos judeus. Lembro a Nuno Pacheco as declarações do rabino-chefe da França que disse "partilhar a raiva dos muçulmanos em relação a esta publicação" e "compreender a hostilidade [em relação às caricaturas] no mundo árabe".
O que estas caricaturas (e uma delas em particular) insinuam é que a maior parte dos muçulmanos são árabes e a maior parte dos árabes são potenciais bombistas-suicidas. Citando um artigo escrito por Bradley Burston no "Haaretz" (um dos mais respeitados diários israelitas) no passado dia 6 ('The new anti-semitism, cartoon division'),: "esta mensagem é obscena. É racista. Desrespeita as convicções fundamentais de um em cada seis seres humanos no planeta. Nesse sentido, o que estas caricaturas fazem é profanar o direito à liberdade de expressão, transformando-o no direito a promover o ódio."
O que também está em causa é o aproveitamento deste incidente e dos sentimentos ofendidos de milhões de muçulmanos por parte de extremistas islâmicos, que querem a derrota da democracia, das liberdades e princípios e valores de direitos humanos. Quem não entende isto, não percebe que vivermos na era da globalização impõe especiais obrigações de tolerância e respeito pela sensibilidades dos outros. Penso-o eu, que sou ateia e que sempre defendi a universalidade dos direitos humanos e combati o relativismo cultural invocado para a contestar.
Quando Nuno Pacheco considera as declarações do MNE "afectadas por uma cegueira que toca as raias do absurdo" e que "há quem dê mais importância a uns desenhos do que à vida humana", o jornalista está a ser demagógico, simplista, e acima de tudo, esquece-se das responsabilidades que advêm de se ser Ministro dos Negócios Estrangeiros de um país europeu. Na mesma linha, os PMs turco e espanhol, em carta publicada em conjunto no "International Herald Tribune" de 5 de Fevereiro, qualificaram as caricaturas de "profundamente ofensivas" e salientaram que "não existem direitos sem responsabilidades e respeito por sensibilidades diversas."
Nuno Pacheco pergunta se "os povos muçulmanos pediram a Portugal qualquer coisa" e responde à pergunta, retórica, com um rotundo "não". Independentemente da reacção fora da Europa, independentemente e para além de embaixadas queimadas e muito antes sequer de reflectir sobre a reacção no mundo muçulmano às caricaturas, a Europa pode e deve condenar este tipo de manifestações de xenofobia, baseando-se pura e simplesmente na tolerância, no respeito pela diversidade e na experiência dolorosa de horrores passados. São esses os fundamentos da "raison d'être" da União Europeia.

(Carta enviada à direcção do "Público", em reacção ao editorial de hoje)
[Publicado por Ana Gomes] 8.2.06

O Intelectual Urbano


Sempre existiu, ainda que com cambiantes vários e figurinos diversos. É uma imagem da fauna urbana que acompanha os tempos e as modas. Exibiu-se nos salões da nobreza decadente, vegetou nas tabernas e nos prostíbulos, intrigou nos cafés, profetizou desgraças em bares soturnos de superfícies adamascadas. Desde a emergência das emissões por cabo tornou-se mais presente e, sobretudo, mais dominante. Das rubricas femininas, ao comentário político, das charlas psicanalíticas aos programas humorísticos, ele é o eixo da roda. Falamos do intelectual urbano. Utilizamos a expressão no masculino reconhecendo embora que o espécime não tem sexo. Melhor, tendo-o, atravessa ambos e todos os outros que as novas evidências vão criando. O intelectual urbano é um mamífero, circunstância que por vezes lhe afigura desagradável por apelar à sua condição animal, parente dos símios e da família dos primatas. Mas a natureza é ingrata e não lhe permite ultrapassar esta desagradável vicissitude da Criação. Acresce que costuma dar corpo a esta sua condição mamando nos impostos dos ignorantes contribuintes que lhe garantem o sustento, público necessariamente, pois só este lhe dá a tranquilidade para poder ser intelectual e urbano.

O intelectual urbano, é portanto, um mamífero. Por natureza e sucção. Ou seja animal e mamão. Mas é um mamífero vertebrado, ainda que a sua vertebração seja mais cartilagínea do que óssea e mais propensa à curvatura e sujeição do que à verticalidade e à hirteza. Ele relincha como o cavalo árabe de crinas ao vento mas aceita o freio e teme a espora sempre que pica.

O intelectual urbano é criatura da noite. A luz solar perturba-lhe a verve, que é a pulsão do seu talento. Trata-se de uma criatura osculada pelo génio. Sem verve murcha e do ósculo que da baba residual residual e peganhenta. Gosta que gostem de si. Que lhe admirem o porte, lhe saúdem a inteligência, lhe cortejem a beleza.

O intelectual urbano é melómano, é literato, é esteta, é viajado, é cosmopolita, é giro, é liberal, é rico ou remediado, é burguês de proveniência, embora, geralmente, conviva mal com o facto. Detesta moscas e padres. Aliás, a igreja, do papa ao sacristão, cria-lhe um sentido fóbico. Enjoa feijoada e acha o cozido à portuguesa pura vianda suína. Perde-se, porém com a cozinha étnica. É magnífico em Lisboa petiscar em indonésio, lambuzar-se em vietnamita, intoxicar-se com sushi e defecar em japonês.

O intelectual urbano é da esquerda, não porque a esquerda seja coisa diferente da direita, mas porque tem outra estética, outro visual, outro charme, outra sofisticação.

O intelectual urbano é pós-moderno. Nenhuma causa sobreleva em importância a instituição dom casamento Gay, a procriação artificial e a pedido e a liberalização do aborto. Quem contrarie o seu proselitismo é intelectualmente desprovido e desprezível, homófobo e anquilosado, desmerecendo os direitos de cidadania que a constituição prodigamente lhe atribuiu.

O intelectual urbano faz alarde da sua presciência que aceita generosamente partilhar com a plebe. Quando se engana, que é quase sempre, descarrega o seu fel sobre a massa informe e ignara que são os portugueses, na sua maioria feios e porcos e alguns mesmo maus.

O intelectual urbano está ofendido por ver Cavaco – um “inculto professor catedrático, boçal e limitado” – em Belém. Nas suas conversas televisivas ou nas elucubrações no Bairro Alto acha que o modelo democrático está em crise. E, no seu íntimo, pensa que só ele e os demais intelectuais urbanos deveriam ter direito de voto. Aliás, como pode o seu voto valer tanto como o da Dona Bernardina que, coitada, apascenta vacas nas terras do Barroso?

Zé de Bragança
In Notícias Magazine 05.Fev.2006

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Cartoonism vs Extremism

O que se tem vindo a verificar é aquilo que referi há algum tempo.

Existe de facto um conflito de civilizações.

Todas as reacções muçulmanas, pelo menos a do "muçulmano médio" têm sido desmesuradas.

A Europa está com cara de medo, mantendo desde há muito a sua vergonha, a sua auto comiseração, que permite até pensar em pedir desulpa por algo de que não tem culpa.

Compreendo que muitos muçulmanos possam sentir-se ofendidos, mas de facto, não qualquer razão objectiva para o comportamento demosntrado. A explicação lógica e plausível é a de que qualquer coisa que o Ocidente faça apenas serve de desculpa para mostrar as verdadeiras intenções, que são a destruição do grande satã.

Ora nós não podemos viver amarrados nos ditames de outros, devemos dialogar, compreender, mas é algo que não se pode fazer contra uma parede.

A última é o presidente Iraniano.

Devemos preparar o futuro, sem belicismos, sem ataques mas defendendo a nossa visão do mundo, ou defendemos regimes teocráticos, muitas vezes assassinos e atentatórios dos direitos mais básicos, ou defendemos a democracia. A evolução já surge em sequer dialogar com esses regimes, e até reconhecê-los, mas enfim é a nossa forma e ainda bem.

No fim de contas a questão dos cartoons acaba por ser ridícula

quarta-feira, janeiro 25, 2006

É o destino...

Portugal e Espanha farão promoção "ibérica" em destinos longuíquos

Os governos de Portugal e Espanha apresentam dia 29 de Março em Lisboa o primeiro Plano Conjunto de Promoção Turística para mercados longínquos que, numa primeira fase, deverá abranger o Brasil e um país asiático. O anúncio foi feito hoje pelo secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, que hoje se reuniu em Madrid com o seu homólogo espanhol para avançar pré-acordos definidos na última cimeira luso-espanhola, em Évora.
"Faz sentido uma promoção conjunta em mercado longínquos, em zonas onde de exige uma dimensão ibérica de tratamento", explicou em declarações, referindo que o plano consolidará experiências que já estão a ser desenvolvidas no mercado norte-americano.
Segundo Trindade, o plano permitirá, paralelamente, desenvolver a imagem de Portugal em Espanha, o que se torna particularmente importante dado o peso dos turistas espanhóis no sector português.
Bernardo Trindade falava no Pavilhão de Portugal da 26ª edição da FITUR, a Feira de Turismo de Madrid, o maior espaço de sempre do certame e que conta quer com agentes regionais quer com uma presença institucional do Governo.
O stand português, de 710 metros quadrados, é dominado pelos temas do património, cultura, gastronomia, praia e "viagens de convenções", pretendendo oferecer aos visitantes da feira uma "imagem muito actual e de acordo com a nova realidade do país", como refere um nota do ICEP.No total estarão presentes na FITUR 43 empresas expositoras e mais de 400 profissionais do sector.

terça-feira, janeiro 03, 2006

Traição à Pátria !!

A decisão de dar a EDP à Iberdrola e a Pina Moura só peca, na minha opinão, por tardia.
E passo a explicar porquê.

Acho que já era tempo de dar a papinha toda, uma vez mais, a empresas estrangeiras concorrentes das maiores empresas portuguesas. Tal não seria a primeira vez e vem no seguimento da estratégia de acabar com o resto!
É só lembrar o caso da TAP e da Swissair, e da trapalhada criminiosa do ministro Jorge Coelho. Como é possível dar aos suíços todos os segredos da aérea nacional? Depois... os suíços ficaram a conhecer a TAP por dentro, faliram, e o Estado ficou prejudicado em muitos milhões de euros.
As culpas, essas morreram, coitadas, solteiras. Até hoje dá vontade de rir (pelo menos aos suíços).

Aqui por estes lados, pode fazer-se tudo com o beneplácito da República e do regime.
Os maiores partidos, PS e PSD, não são mais do que o reflexo do resto do País. É óbvio que não podemos exigir uma classe política nacional que não tenha os vícios e as virtudes dos cidadãos nacionais! Como são parte de nós, povo português, nas coisas boas e más, não podemos efectivamente esperar muito mais!!

A escumalha governativa que desgoverna o País transitou da monarquia para a república, da ditadura para o estado novo e deste para a democracia. São os mesmos! Só mudaram as moscas!

A esta estratégia de acabar definitivamente com o País chamava-se traição à Pátria.
Importa reflectir sobre o que é traição à Pátria.

Apesar de legislada, podia actualmente funcionar como prebenda para um qualquer ministro que funcionasse como um qualquer Vasconcellos.
Filhos da...

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Macau

Ontem vi o prós e contras feito em Macau.

Fiquei extremamente surprendido pela Portugalidade revelada por aqueles que ainda hoje mantém uma ideia de Portugal hoje proscrita do nosso País.

Ali foi-me revelada na plenitude o que quer dizer ser Português.

Ser Português não é nascer em Portugal, é algo muito maior, muito mais amplo e profundo, que está entranhado na nossa alma, e que muitos portugueses de hoje simplesmente não ligam, não se importam e até repudiam.

O nosso mal vem d dentro, estamos a ser comidos a partir dos portugueses de Portugal, porque se dependesse daqueles que são descendentes dos nosso antepassados estariamos ainda no topo do mundo.

Foi com lágrimas nos olhos que o poeta e douto professor Sena Santos a falar do seu País. Do Seu País Portugal, pois ele é Português. Foi também com lágrimas nos olhos que recordei a imagem de Rocha Vieira a recolher a ultima bandeira do império, o fim de um ciclo que deveria iniciar outro mas que simplesmente apagou a ideia de Portugal dos Portugueses. Uma bandeira que muito representa, mas mais uma vez os nossos governantes cuspiram, conspurcando-a. Estava prevista uma cerimónia em Portugal para entregar essa Bandeira ao nosso presidente e uma condecoração ao Rocha Vieira. Cerimónia nunca realizada e a bandeira que simboliza perfeitamente o que é ser Português, está hoje guardada na casa do ajudante de campo de Rocha Vieira.

É assim mais uma vez que os governantes desta República destroem o nosso património cultural. é mais uma machadada no nosso país.

E Depois estes artistas ainda vêm falar da Falta de Auto estima.

Foram eles com toda a destreza que criminalizaram o facto de um gajo ser patriota, oram eles que destruiram o conhecimengto da nossa história e cultura, reduzindo a História de Portugal nos currículos escolares a uma mera nota de rodapé. Foram eles que mataram o orgulho de ser Português. Não contra os outros povos, mas pelo facto de querermos ser melhores que os outros.

Foi com lágrimas que vi a mágoa presente no coração daqueles que amam o seu país e vêm a república a maltratar os nossos irmãos. a revolta com que falam do abandono de Portugal a Macau, a Goa, a Timor. Sentem-se abandonados.

Foi aplaudindo que vi o arquitecto Pedro Marreiros interpelado pela Fátima Campos Ferreira sobre estas razões de abandono em momento algum ele afirmou que a culpa era de Portugal, mas sim que a culpa era da REPÚBLICA.

E Assim se vai depaperando um país, largado aos caídos. com uma alma maior do que merece.

terça-feira, dezembro 13, 2005

O termo "pátria" está de regresso.

José Manuel Fernandes
(Editorial do "Público" - 10 de Dezembro de 2005)

Quantos portugueses sabem cantar o hino nacional? Quantos conhecem o significado dos símbolos da bandeira nacional? Quantos repararam que muitas das bandeiras que puseram às janelas durante o Euro 2004 estavam mal feitas, por terem sido confeccionadas na China?
Não devem ser muito entusiasmantes as respostas a estas perguntas. Depois da exploração reaccionária do patriotismo pelo anterior regime, em especial durante a guerra colonial, muitos portugueses, sobretudo os mais novos, passaram a desvalorizar os símbolos nacionais.
A senti-los como algo antiquado, até com algum cheiro a mofo.

A esquerda, que recordava a frase de Salazar "a pátria não se discute", eliminou mesmo o termo do seu léxico, enquanto alguma direita, atormentada pela má consciência, evitava referências que temia serem interpretadas como serôdias. A recuperação da palavra "pátria", e da ideia de patriotismo, nesta campanha eleitoral para a Presidência da República tem suscitado algumas controvérsias curiosas, sobretudo por se situarem em áreas políticas onde o tema tem sido tabu. Mas tem uma virtude: permite-nos olhar para a idéia de "pátria" de forma mais descomplexada. E, porventura, mais útil.

Numa época em que Portugal transferiu parte substancial da soberania - designadamente a sua política monetária - para a União Europeia, numa altura em que se discute o aprofundamento da integração e se procura ultrapassar o impasse constitucional, elogiar a noção tradicional de "pátria" pode parecer contraproducente. Contudo, há uma outra perspectiva, e visitando países como a Irlanda, a Polónia, ou os países nórdicos - tudo histórias de relativo sucesso no quadro da União - compreende-se que neles se vive um patriotismo que, sem ser contraditório com a integração europeia, funciona de forma muito positiva.
Lá não é necessário um campeonato de futebol para vermos bandeiras nas janelas ou nos pátios,existindo em contrapartida estudos que mostram que o sentimento patriótico é um factor positivo no desenvolvimento.
Um deles, que já aqui citei, é o do prestigiado sociólogo Manuel Castells e procura explicar as razões do sucesso do modelo finlandês. Nesses países, que tal como Portugal abdicaram por escolha própria de uma parte da sua soberania a favor da UE, o patriotismo é factor aglutinador que lhes permite unirem-se em torno de objectivos comuns. O patriotismo funciona tornando-os mais fortes no interior da União, não contra a União, e, de uma forma geral, também não tem conduzido a manifestações de intolerância xenófobas infelizmente comuns noutros países.

Olhando para a sua História, encontramos, relativamente a Portugal, uma enorme diferença: todos eles, de uma forma geral, sofreram para serem independentes. A Irlanda, a Finlândia ou a Polónia só no século XX se tornaram independentes. E a plena independência, uma independência não tutelada, só a conseguiram na segunda metade do século passado. Esses países e esses povos conheceram dias muito difíceis e sofridos e, para eles, o patriotismo tem um sentido positivo que têm sabido utilizar a seu favor (entre outros factores).
O que nos leva ao utro tema, a que voltaremos: a importância que tem, para uma nação, a sua capacidade de sofrer e ultrapassar o sofrimento.

TGV

A Ideia de Fazer um TGV entre Lisboa e Porto é Completamente absurda e estúpida.

Mas Provavelmente uma ideia como os nossos políticos.

Porquê?

Não traz nada de novo e se o Alfa Pendular tivesse uma linha em condições faria o percurso quase no mesmo tempo. Além disso custa mais do Dobro da Ligação a Madrid.

Pode parecer irreal mas é assim.

Um País pequeno como o nosso cheio de TGV's. É lindo. Completamente inútil mas lindo.

Só duas Linhas fazem sentido. Uma a prevista entre Lisboa e Madrid, que é perfeitamente normal, a outra Porto - Vigo - Madrid. esta Talvez dispensável mas também lógica. Agora a Lisboa Porto vai-se tornar num passeio para ricos, é completamente inútil.

O Que faria Mais sentido, e para mim que não sou técnico era:

Porto - Vigo - Madrid

Lisboa - Madrid

Faro - Sevilha

Depois com a solução mais económica, o alfa pendular, com condições, criavam-se vias estruturantes.

Por exemplo uma ligação Bragança - Porto - Coimbra - Lisboa - Ourique - Faro

e mais talvez uma Bragança - Guarda - Évora - Beja - Faro

segunda-feira, novembro 28, 2005

Os Ascendentes Nobres de Manuel Alegre

O Candidato Manuel Alegre de Melo Duarte, republicano dos sete costados, tem na sua ascedência familiar mais próxima três titulares portugueses.
Até parece que para se ser republicano tem que se ter qualquer familiar nobre.
Senão, vejamos a hipocrisia da coisa:
Pais
Francisco José de Faria e Melo Ferreira Duarte e Margarida Alegre
Avós Paternos
Mário Ferreira Duarte e Maria Teresa de Faria e Melo, 1ª baronesa da Recosta
Bisavós Paternos
Carlos de Faria e Melo, 1º barão de Cadoro e Maria Teresa de Melo Soares de Freitas
Trisavós Paternos
Francisco da Silva Melo Soares de Freitas, 1º visconde do Barreiro e Ana Joaquina Pereira de Melo

Até dá uma vontade republicana de rir!!
E por qui me fico!!!

Comendador condenado por fuga ao fisco.

Como Comendador da Ordem de S. Silvestre, atribuída por S. Santidade O Papa João Paulo I, sinto-me cada vez mais ofendido por a República Portuguesa atribuir as suas condecorações a eito.
Não por o fazer desmedidamente nem sem tino, mas porque há cada vez mais condecorados com o título de Comendador, quase num ritmo frenético, a cada 10 de Junho.
Não interessa dizer "Ah, mas a minha comenda é mais a sério que a deles, e tal...", trata-se sim, de dizer que os republicanos sempre criticaram os títulos que a Monarquia moribunda ia atribuindo, às dezenas. E agora é isto!
Shame on you...
Ao Sr. Comendador condenado por fuga ao fisco: sugiro que a República lhe atribua o título de Cavaleiro da Ordem da Liberdade (o título máximo desta Ordem nacional).
Porque o sr. ainda permanece em liberdade...

segunda-feira, novembro 21, 2005

Portugal "à venda"

Mais uma pérola dos nossos politícos e gestores. Retirado do DN

ICEP põe Portugal "à venda"
Espanha poderia estar na calha do negócio histórico?

† A crise é profunda e está para durar, dizem. O ICEP, que tem por missão promover Portugal no estrangeiro, quer ajudar e criou um programa para pôr o País a exportar mais. Mas uma das medidas é algo estranha. O ICEP vai criar um portal chamado "Buy Portugal" - "comprar" ou "compre Portugal". Não fossem as boas relações com a Espanha, e os espanhóis poderiam já estar a esfregar as mãos de contentes com a hipótese de fechar um negócio histórico.

terça-feira, novembro 08, 2005

5 de Outubro - Por Quem os Sinos Dobram

5 de Outubro - Por Quem os Sinos Dobram
João Mattos e Silva*

O Sr. Dr. Jorge Sampaio, que é o cidadão supremo magistrado da República, no estertor do seu segundo mandato, aproveitou a «gloriosa» data do 5 de Outubro para proferir um discurso de muitas páginas – nada menos do que no Palácio da Ajuda, que foi a residência principal e emblemática dos últimos Reis de Portugal que a República exilou – sobre o significado da data e sobre a crise profunda que o regime atravessa.
Como sempre, o primeiro dos republicanos, disse algumas daquelas enormidades a que nos habituou sempre que fala da instituição a que preside, a par da descrição angustiada do estado a que, 95 anos depois, chegou o regime imposto em 1910. Sempre adjectivando com «republicano» tudo e mais alguma coisa. E sempre sem esquecer de referir a «ética republicana», que finalmente vislumbrei o que poderia ser, nos 70 candidatos autárquicos arguidos, com a Sr. Dr.ª D. Fátima Felgueiras à cabeça.

Entre algumas preciosidades que o Sr. Dr. Jorge Sampaio disse sobre o regime festejado, não posso deixar de destacar pelo seu alcance conceptual:

«A República foi, é, tem de ser, o único regime em que a sociedade civil se institucionaliza para defender o bem comum, por oposição aos regimes de dominação pessoal e aos regimes oligárquicos, nos quais o poder se organiza para impor os interesses de um déspota ou de uma minoria». O Sr. Dr. Jorge Sampaio chumbaria, por certo, num cursozito de ciência política com esta frase altissonante. O que diriam os ilustres mestres dessa ciência nas monarquias europeias, que são democracias a maior parte delas mais antigas que a democracia portuguesa, sobre a categoria em que se inserem? Regimes despóticos, regimes de oligarquia? O que dirá o socialista Presidente do Governo espanhol do regime monárquico: ditadura do Rei, oligarquia de que minoria?

«Os valores republicanos, em que assentam a democracia portuguesa e o conjunto das democracias representativas, permanecem actuais». Novo chumbito no exame. E a habitual má-fé republicana. Porque as democracias representativas não são de matriz republicana ou monárquica, embora possam coexistir com esses regimes distintos. E sobretudo porque importa não confundir deliberadamente com a mistura de república e democracia, como sinónimos, porque o não são. O Sr. Dr. Jorge Sampaio também é dos que acham que não há ditaduras em república e tenta branquear essa nódoa passando sobre o Estado Novo como se tivesse sido um regime monárquico, mesmo se os marechais Carmona e Craveiro Lopes e o almirante Tomás eram presidentes da República e até se intitulavam «Supremo Magistrado da Nação»?

«Sei que os Portugueses comungam, no essencial, dos mesmos valores e da mesma concepção sobre a República e a democracia portuguesa». Embora neste período já faça a distinção entre o regime republicano e a democracia, o Sr. Dr. Jorge Sampaio engana-se. Para além dos monárquicos, que na sua grande maioria comungam no essencial sobre a democracia, há muitos republicanos, muitos até jovens, saudosistas da república salazarista ou defensores de outras repúblicas oligárquicas (na concepção do Sr. Jorge Sampaio), de que Deus nos salve e acuda.

«Não há uma democracia forte sem um estado forte – e em verdade só há um estado forte em democracia», diz o sr. Dr. Jorge Sampaio. E aqui tem meio ponto. Porque se a primeira asserção é verdadeira a segunda não podia ser mais falsa. Se os mortos pudessem fazer-se ouvir, quão sonora seria a gargalhada do Sr. Doutor Oliveira Salazar…

Mas o discurso final do Sr. Supremo Magistrado do regime, vai para além destes conceitos e traça, a negro, o estado a que o dito regime chegou, apesar de toda «ética republicana», e da sua «solidariedade republicana» aos governos para o salvar, mesmo se a isso não é obrigado, como diz e me deixa perplexo. Quadro negro do regime que vai do descalabro das finanças públicas à falta de políticas económicas credíveis interna e externamente, da desorganização administrativa ao estado da Justiça e das Forças Armadas (que não são «uma instituição exemplar do Estado republicano», não uma guarda pretoriana do regime, mas as Forças Armadas ao serviço de Portugal), dos partidos («hoje separados da opinião pública por uma muralha», que o regime criou como são e que, feitos de outro modo, são essenciais à democracia) até à corrupção.

Nestes festejos, com direito a duas cerimónias principais e solenes e outras menores e restritas a lojas e capelinhas, o que não foi dito pelo Sr. Dr. Jorge Sampaio e outros oradores republicanos ilustres é que a República, com vetustos 95 anos, está velha, gasta, irrecuperável e merecia descansar em qualquer Prado do Repouso. E que não vale a pena tentar regenerá-la porque é irregenerável. O povo português parece passivo, mas de vez em quando desperta: foi assim com a Primeira, foi assim com a Segunda e será assim com a Terceira, mesmo sem o tinir das espadas porque, como muito bem disse o Sr. Dr. Mário Soares, candidato a mais do mesmo, estamos na União Europeia e os golpes de estado já não são possíveis. Antes assim.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Palavras de Zapatero para os repúblicanos cegos em Portugal

Zapatero, que procede de un partido de tradición republicana, destacó el papel actual y de futuro de la Monarquía constitucional. "La Monarquía parlamentaria y constitucional viene desarrollando desde la transición una inestimable función de integración política, social y territorial al servicio de todos los españoles". Tras señalar que ésta "es una excelente ocasión para reconocer en nombre de todos los españoles esta tarea" mostró su "convicción" de que "seguirá realizando en el futuro tan digna y valiosa función".

el País

Os portugueses são todos bandidos?

Parece que sim, pelo menos para o governo, tanto que agora querem pôr os desempregados em prisão domiciliária.

És preso, para receber o subsídio de desemprego.

É uma das primeiras vezes ue estou em total acordo com o Sr. Louçã

Chocante

retirado do Blog "Grande Loja do Queijo Limiano"

O Cofre
Segunda-feira, Outubro 31, 2005
A presidência do Conselho de Ministros, hoje, distribuiu à comunicação social uma nota a dizer que...

O Primeiro-Ministro não beneficia dos Serviços Sociais da Presidência do Conselho de Ministros. Na verdade, o acesso aos benefícios dos referidos Serviços Sociais depende de inscrição, sendo que o Primeiro-Ministro não está, nem nunca esteve, inscrito naqueles Serviços, pelo que não é deles beneficiário.

Pois está bem. Não quer beneficiar, é lá com o nosso primeiro. Será rico, talvez. Mas podia aproveitar... e é aí que reside a questão. E quanto vale o orçamento para os SSPCM? É assim tão pobrezinho, como dizem?!

Por falar em rico, observem bem estas contas que sairam destas reflexões em verbo jurídico

Permitam-me os cidadãos livres e independentes pensadores, que lhes chame a atenção para o valor orçamentado para os Serviços de Apoio, Estudos e Coordenação da Presidência do Conselho de Ministros: €2.694.539.529,00. Confesso que, quando vi este número, pensei que fosse um erro ou uma enorme brincadeira de mau gosto. No entanto, não deixa de ser significativo de que a soma de todas as parcelas prevista nos Encargos Gerais do Estado acabem por dar este valor por certo.

Agora, e sem analisar os restantes itens, perguntamos:

* 1. Mas [o que] fazem estes serviços de apoio ao Conselho de Ministros para terem orçamentado para um ano, quase o valor da construção do aeroporto da OTA?
* 2. Qual a riqueza que este organismo do Estado cria anualmente para justificar a atribuição de tal faraónica verba?
* 3. Como é possível que um gabinete de apoio ao Conselho de Ministros possa ter um orçamento equivalente à soma do orçamento previsto para a JUSTIÇA e DEFESA NACIONAL?
* 3. Então, nós pagamos impostos para sustentar […] tecnocratas que fazem estudos e dão apoio ao Conselho de Ministros ou pagamos impostos para ter Saúde, Justiça, Segurança, etc.?
* 4. Será que não haveria uma empresa privada que realizasse os mesmos serviços por um décimo do valor? E que serviços serão estes?
* 5. Que país (rico) é este em que o valor orçamentado para a Ciência, Tecnologia e Ensino Superior é, no seu conjunto (€1.531.793.381,00), escandalosamente inferior ao previsto para os Serviços de Apoio, Estudos e Coordenaçào da Presidência do Conselho de Ministros? Isto já para nem comparar com a verba prevista para a CULTURA, uns “míseros” €189.705.371,00) …


Deixo um desafio, a todos aqueles que nos honram ao ler estas linhas, para analisarem esse mapa com atenção… comparem umas despesas com outras, pois certamente chegarão a brilhantes “pérolas”. Quanto a nós, para além destas nossas “descobertas” existe algo que nos preocupa profundamente e que não vem no OE de 2006. Referimo-nos, pois claro, ao Silêncio.

Em primeiro lugar, silêncio da Oposição, que deveria pedir contas ao Governo dos motivos para que estas verbas estão atribuídas e que só se preocupa em arranjar argumentos que, na nossa opinião e perante estes números, são areia para os olhos dos portugueses. Nenhum partido político, nenhuma bancada parlamente, nenhum deputado, teve o bom-senso de olhar para estes números e perguntar porque os Serviços de Apoio do Conselho de Ministros tem direito a dois MIL milhões e seiscentos milhões de euros para gastar num ano. Daqui se retira que... Ou não viram, Ou não quiseram ver, Ou viram e acharam normal.

quarta-feira, outubro 19, 2005

O que os Espanhós querem

España propone a Portugal el liderazgo conjunto de la Cumbre de Salamanca
MIGUEL MORA - Lisboa

"Portugal debe liderar la Cumbre Iberoamericana junto con España y con ello contribuir a la consolidación de un espacio unido por dos lenguas, una identidad, una cultura y una historia para tener voz propia en el mundo".

terça-feira, outubro 18, 2005

Um crime !!!

Um Crime
(por Miguel Sousa Tavares)

Uma história de 2 aeroportos:

Áreas:
- Aeroporto de Málaga: 320 hectares.
- Aeroporto de Lisboa: 520 hectares.

Pistas:
- Aeroporto de Málaga: 1 pista.
- Aeroporto de Lisboa: 2 pistas.

Tráfego (2004):
- Aeroporto de Málaga: 12 milhões de passageiros, taxa de crescimento, 7 a 8% ao ano.
- Aeroporto de Lisboa: 10,7 milhões de passageiros, taxa de > >crescimento 4,5% ao ano.

Soluções para o aumento de capacidade:
- Málaga: 1 novo terminal, investimento de 191 milhões de euros, capacidade 20 milhões de passageiros/ano. O aeroporto continua a 8 Km da cidade e continua a ter uma só pista.
- Lisboa: 1 novo aeroporto 3.000 a 5.000 milhões de euros, solução faraónica a 40Km da cidade. É o que dá sermos ricos com o dinheiro dos outros e pobres com o próprio espírito.
Ou então alguém tem de tirar os dividendos dos terrenos comprados nos últimos anos.
Ninguém investiga isto?
E sabem quem é o dono dos terrenos da Ota.....
Pois é... o Dr. Mário Soares, sabem agora porque é que ele se vai recandidatar ?!! Porque o negócio com o Cavaco na presidência poderia ser inviabilizado. É preciso fazer alguma coisa!

segunda-feira, outubro 17, 2005

Carta Aberta

Caro Pedro Mexia,
li com atenção a crítica que fez no Diário de Notícias ao livro O Quadrado, de Manuel Alegre.
Acompanho as suas intervenções desde há algum tempo. Sei que é um dos pensadores da actual direita portuguesa, respeito bastante a maioria das suas brilhantes intervenções, mas desta vez «não lhe tiro o chapéu».
Não entendo como pode dizer que Manuel Alegre «tem uma costela quase nacionalista, o que lhe vale muitos admiradores na direita tradicional».
Não partilho de todo da sua opinião. Na verdade nunca me entusiasmei com a verve do Poeta, e para mais, à eloquência raramente a confundi com a alarvidade patrioteira.
De resto, se o nosso Poeta é nacionalista, não o questiono, apetece-me é rir...
A Nação que ele defenderá na cadeira da Presidência da República terá Olivença? Terá Cabinda? Não me parece. Até arrisco, e ganho de certeza, que os macaquinhos que Manuel Alegre tem na cabeça ainda se banqueteiam com preconceitos colonialistas.
Se o critério para apresentar Manuel Alegre é: «...ligação forte ao passado, um passado mitificado e contraposto à presente decadência (a noção mais direitista do mundo), (...) também supõe convicções voluntaristas e sebastiâncias», continuo sem entender que ligação é essa ao passado a que se refere.
Passado, será antes da Revolução? E estamos a falar de quanto tempo antes?
É que segundo me recordo, Manuel Alegre nunca foi um brilhante defensor do passado português, porque doutra forma o republicanismo que tanto apregoa sair-lhe-ia vomitado ou bolsado, pela noção de que esse regime que defende e que ama, assentou num assassínio (Regicídio) as suas bases de "política demorática". .

Erro no el País

Vejam na coluna há direita, onde diz dados Básicos.


> Fiesta nacional: 25 de Abril. Día de la Libertad

São os da Prisa são os da Prisa

domingo, outubro 16, 2005

A Ibéria Unida

O tema da unificação Ibérica está de novo em destaque.
As tentativas unificadoras que a última Cimeira Iberoamericana veio ressuscitar estão para durar lá para os lados de Madrid.
Já nem o Ministro dos Neg. Estrangeiros Moratinos esconde no seu editorial sobre a Cimeira, que é a Espanha quem iluminará os outros 21 países (onde suponho que Portugal se intregraria, ou então seriam já só 20 ?!).
Fraca diplomacia nossa... Ou então teremos que agradecer?
Talvez seja o destino...
(Deixo um cartoon do El País de hoje que ilucida sobre a Ibéria Una.)

segunda-feira, outubro 10, 2005

A derrota da TVI

Não falo de uma derrota em termos de audiência, que a teve em relação à RTP, mas sim de algo muito específico.

As sondagens da SIC e da RTP foram coerentes uma com a outra e reflectiram razoavelmente o que se veio a passar.

Não cheguei a perceber porque razão a TVI errou profundamente nas previsões. Na última sondagem que apresentou antes do escrutínio a TVI dava Carmona e Carrilho empatados, dava Soares e Seara empatados e Assis à frente de Rio. O que se viu foram vitórias esmagadoras.

Será que o negócio Prisa teve Qualquer coisa a ver com isto? Será que houve pressões governamentais?

Penso que foram estranhíssimos os dados lançados pela TVI, e não deveriamos deixar isto passar ao lado e investigar o que se passou.

Será que a TVI tentou levar ao colo o PS.

Segundo muitos estudos sociais e mediáticos, está provado que as maiorias possuem dinâmicas de vitória.

O que diz passa pelo facto de muitas vezes os indecisos seguirem maioritáriamente a tendência da maioria.

Será que foi isso que a TVI tentou fazer.

Não tenho respostas, apenas perguntas, e nem estou a fazer acusações mas que é estranho é.

sexta-feira, outubro 07, 2005

A Ética Republicana

Faço aqui um pouco de Copiar/colar de um excelente post da Joana (Blog Semiramis).

"Sampaio declarou que A ética republicana exige competência, devoção ao serviço público, transparência, disponibilidade para abandonar o cargo exercido a outros melhores, nos termos da lei. A ética republicana exige que o funcionário sirva a República e proíbe-o de se servir da República para promover os seus fins pessoais ou os de um determinado grupo. Todavia se ele retirasse a palavra “republicana” aquela sentença estava correcta. E se substituísse República por Estado, era uma afirmação universal. A ética da acção política exige aquilo que o PR afirmou. Estou plenamente de acordo."

"A resposta é simples. Entre os ícones que povoam o relicário mental de Sampaio (bem como do clã Soares e de outros herdeiros do jacobinismo político) resplandecem os egrégios vultos da 1ª República. Mas eu, contrariamente aos próceres socialistas, quando olho para aquelas figuras, apenas detecto ética no grupo Seara Nova e em mais meia dúzia de individualidades como Carlos da Maia, Cândido dos Reis … talvez um José Relvas, um Machado Santos ou um Teixeira Gomes. Havia alguns líderes republicanos probos e desinteressados, mas muitos eram de ética mais que duvidosa, cada vez mais duvidosa à medida que se subia no protagonismo político, e o mais evidente de todos, António Maria da Silva, era um perfeito gangster político.

É ética republicana reduzir, após o triunfo da república, o corpo eleitoral a metade do existente nos fins da monarquia, com receio das opiniões dos cavadores de enxada e dos analfabetos? É ética republicana dissolver os partidos existentes, após o triunfo da revolução (excepto o republicano)? É ética republicana pôr “cientistas” republicanos a medirem os crânios de padres jesuítas, para confirmar, “cientificamente” que eram degenerados e publicar fotografias dessas investigações nas revistas da época? É ética republicana Afonso Costa, quando ministro da Justiça, em 1911, ter provido nos melhores lugares o seu irmão, os seus dois cunhados, o seu sócio do cartório, o seu procurador, um amigo íntimo desde os tempos da juventude, etc.? É ética republicana organizar a carnificina da Noite Sangrenta e assassinar o 1º Ministro e destacadas figuras ligadas à implantação da república? É ética republicana criar um regime tutelado pelos arruaceiros, bombistas e rufias dos cafés e tabernas de Lisboa como elementos catalizadores do debate político? É ética republicana ter criado a Guarda Nacional Republicana, bem municiada de artilharia e armamento pesado, concentrada na zona de Lisboa e cujos efectivos passaram de 4575 homens em 1919 para 14 341 em 1921 (*), chefiados por oficiais «de confiança», com vencimentos superiores aos do exército, afim de ser a Guarda Pretoriana do regime? É ética republicana ser a própria república a criar uma Guarda Pretoriana, que na Roma antiga apenas foi criada após a queda da república? É ética republicana a corrupção e o caciquismo eleitorais do Partido Democrático?

Ou seja, ética republicana carece de significado, porque exigiria a definição prévia que tipo de república se tem em mente. Se se tiver em mente o modelo da 1ª República, não há apenas a ausência de significado, é uma contradição nos termos."

quarta-feira, outubro 05, 2005

Não há paciência!!

Por amor de Deus, digam ao cretino (só me ocorre esta palavra) do Presidente da Caixa Geral de Depósitos que o banco é português e não espanhol.
Não se admite que, na apresentação de novos investimentos que há poucos dias fez, falasse em portunhol, em plena Capital do País.
Para mais, deu privilégios aos jornalistas espanhóis que cobriram o acontecimento, em detrimento dos portugueses, nacionais do País a que pertence o maior banco português, que tiveram que esperar um dia para divulgar a notícia.
Vão-se tramar. Cambada de chupistas.

Para quem acha que o País está em crise.

Para os mais pessimistas, cá vai o sítio de um jornal que não é português, e que, por acaso até diz bem cá do burgo.
Uma análise sóbria e brilhante sobre os vinhos portugueses e do mercado internacional.
Quem melhor que os de fora para dizer e reforçar que os vinhos portugueses são de qualidade e competitivos?
Falta saber se as políticas de internacionalização do vinho nacional de qualidade têm sido suficientes. Acho que tem havido uma melhoria através do ICEP. Invistamos mais para colher muito mais.

Dia 5 de Outubro

Comemora-se hoje o dia em que as Cortes Portuguesas elegeram El-Rei D. Miguel como legítimo Rei de Portugal.
Este dia é importante e passa sem destaque, negativamente, na minha opinião.
Para aqueles que discordam da personagem histórica e dos seus méritos, convém referir que a sua eleição foi legítima e o seu (curto) reinado também.
Se foi um Rei absolutista, contrário às ideias liberais que preconizavam o desenvolvimento capitalista e maçon em oposição a um País real crente em Deus e que preservava as suas tradições, é verdade.
E a verdade será sempre só uma!
D. Miguel sempre foi injustiçado, como acontece com os que perdem. Vale a pena lembrar que são os vencedores quem escreve a história.

5 de Outubro

A República está fraca. Os ideais repúblicanos de Igualdade, fraternidade, liberdade floresceram e hoje o que vemos são as monarquias a serem os embaixadores destes ideais.

Muitos esquecem que A ascenção Repúblicana se deve ao facto de Portugal ser um pais livre na altura, em que repúblicanos mentiram, atacaram sem razão o poder Real.

Hoje vemos a falência das Repúblicas, sendo as monarquias os países mais desenvolvidos, socialmente mais justos, mais livres e mais democráticos.

Os Portugueses confundem monarquia com poder absoluto.

Hoje vivemos no corporativismo, o sistema politico vive em entropia, trabalhando para o estatismo, e afastando a sociedade civil do poder.

Só uma Monarquia pode combater a falsidade que se tornou a República. Apenas um Rei é representativo do Povo, porque está fora do sistema, porque, porque está fora do jogo de interesses.

Como o digo, a República trouxe a destruição de 700 anos de história. 100 anos de República destruiram Portugal e reduziram-nos a um país de terceiro mundo.

A Democracia é instável por natureza. E ainda bem, mas na verdade a figura Real é a estabilidade na instabilidade e o único que promove a evolução.

Para quem discorda do que digo, dou casos prácticos. Comparemos Portugal e Espanha e veremos cabalmente a diferença entre Repúblicas e Monarquias.

sábado, outubro 01, 2005

A Verdade das Repúblicas

A grande maioria confunde Democracia com República. Essa Grande Maioria também se apoia no facto de "qualquer um pode ser presidente".

Agora umas palavrinhas que demonstram como é a verdadeira república, o espiríto e de como enganadas andam as pessoas. Palavras de Vicente Jorge Silva, conhecido socialista.


"Sabe-se que não há democracia sem partidos, embora possam existir partidos sem democracia. Além disso, a regra nas democracias ocidentais de matriz republicana é a de que os presidentes emanam dos partidos, seja em regimes presidencialistas, semipresidencialistas ou parlamentaristas. Assim, a possibilidade de eleger um presidente contra os aparelhos partidários constitui, em geral, uma hipótese teórica e muito remota que desencoraja veleidades e rebeldias individuais."


sexta-feira, setembro 30, 2005

Expectativas autárquicas

Quero ganhar Lisboa (Maria José Nogueira Pinto eleita com os 6% que merece), sem a maioria absoluta de Carmona, para que o CDS/PP empreste a matriz democrata-cristã à Capital do País.
Quero que o CDS ganhe mais Câmaras e aumente o número de mandatos.
Quero reganhar Ponte de Lima, Mirandela, manter o Corvo e Amarante.
Quero que em Beja ganhe Ramôa, em Ourique que ganhe o melhor...
Que Seara ganhe em Sintra (com maioria), que Capucho ganhe em Cascais (muia categoria e bom perfil).
Quero que Rui Rio e a coligação ganhem o Porto, humilhando o dr. Assis.
Quero que Faro continue com Vitorino,
Que em Braga a coligação ganhe, porque tem projecto.
Em Aveiro, manter Estarreja e ter um bom resultado na capital (que já foi do CDS).

E logo falo de Amarante, Felgueiras, Gondomar e Vila Viçosa (N. da Câmara Pereira também inventado pela media).

Ranking de Competitividade

Portugal sobe para o 22º no ranking mundial de competitividade. Comparemos o que está bem e Mal.

Bom:
- baixos “custos do terrorismo” (1º lugar),
- “liberdade de imprensa” (4º),
- “acesso aos telemóveis” (9º),
- baixa influência do “crime organizado” (7%)
- “independência dos tribunais” (15%),

Mau:

- “expectativa de uma recessão” (103º),
- “qualidade de ensino da matemática e ciências” (81º !!),
- “excesso de burocracia” (77º),
- “centralização excessiva das decisões económicas (70º) ”,
- com a falta de “estabilidade macroeconómica” (64º),
- baixa “formação profissional” (59º)
- “escassez de cientistas e engenheiros” (49º)

Agora decidam quais são os aspectos mais importantes.

Dados Retirados do Blog Semiramis

quarta-feira, setembro 28, 2005

Man United Vs Benfica

Não sou muito de escrever sobre futebol neste espaço, mas a exibição de ontem dos encarnadados merece esta referência.

O Benfica jogou bem, manietou muitas vezes o Jogo dos ingleses, dominando o meio campo e criando algumas situações de golo.

Neste aspecto os meus parabéns aos jogadores eao esquema táctico delineado por Koeman.

Mas fica a sensação que o Benfica podia ter ido um pouco mais longe.

Koeman globalmente esteve bem, tem todo o mérito na exibição, mas também tem muitas responsabilidades no desfecho do encontro.

os erros:

- Beto a titular foi uma opção compreensível, reforçar o meio campo e o lado direito da defesa foi o que se procurou. O que não é compreensível é a utilização durante 80 minutos de um jogador que foi sempre um a menos no campo. Beto foi uma completa nulidade e não se compreende como ao intervalo e a perder por uma bola não fez entrar João pereira ou Geovanni, o que permitiria uma maior amplitude do jogo atacante. João Pereira com mais consistência defensiva, ou Geovanni com mais acutilância ofensiva. Eu teria optado pelo brasileiro.

- A retirada de Miccoli quando Beto pedia a substituição desde o início do jogo. A retirada de Miccoli permitiu que a defesa do Man United ficasse com menos um jogador por marcar, subindo assim toda a equipa e recuando o Benfica permitiu o assédio total que permitiu o golo da vitória a Nistelroy.
A sair um dos avançados teria que entrar um médio ofensivo ou um anvançado. dado que Nuno Assis ficou fora dos convocados só poderia ter entrado Mantorras.

Sem estes erros o Benfica facilmente teria empatado o jogo ou talvez ganho.

Houve medo por parte do treinador. Sendo que não se pode cruxificar Koeman, à que no entanto assumir os erros.

Boa Sorte aos outros "Europeus" desejo melhor sorte.

terça-feira, setembro 27, 2005

Afinal ainda há virgens

António Ribeiro Ferreira in DN

"A democracia é uma caricatura, o regime está falido, moral e economicamente, a justiça não funciona e a corrupção atingiu uma tal dimensão que o Banco Mundial não tem dúvidas em afirmar que o sítio estaria ao nível da Finlândia se alguém tivesse coragem de a combater. As carpideiras do regime fingem indignar-se com as Fátimas do sítio. E fazem-se de virgens inocentes quando se fala de corrupção."

quinta-feira, setembro 22, 2005

Declaração de princípios.

Estou farto de pessoas que se chocam com o que se está a passar no País.
Todos nós sabemos, pelo menos aqueles que querem saber alguma coisa, que a última gota ainda está por cair no copo cheio em que Portugal perigosamente se tornou. Já faltam poucas.

E não me venham com tretas sobre os políticos. É puro queixume pequeno-burgês, sempre lacrimejando contra os mandões lá de Lisboa ou da Câmara local. Esquecem-se que esses políticos são pessoas, e se são pessoas são iguais a nós todos - os portugueses - com as coisas boas e más que todos temos.
Não podemos é exigir categoria ou ética à medíocre classe política que temos, porque a maioria dos portugueses também não tem uma nem outra, nem sabem onde as adquirir. E não se veja nisto um lamento, ou um queixume, ou até a superioridade de mais um pseudo-intelectual. É só a pura verdade.

Quem um dia a seguir a nós vier e vir o País nos dias de hoje, tal como nós o vemos, encobrirá a cara de vergonha e perguntará que puta de País é este que começa de manhã a cuspir no túmulo de D. Afonso Henriques e acaba à tarde a chorar Cunhal. Paz à sua alma. Teria?

Fátima.

O quarto segredo de Fátima foi revelado ontem pelo Porta Voz da Candidatura "Sempre Presente", na Cova de Felgueiras.
Perante os fiéis que ali se deslocaram em peregrinação, foi revelado que a Senhora (de) Fátima tinha aparecido aos pastorinhos mais próximos em comunicações à distância, pedindo-lhes que, como última tarefa terrena antes de serem chamados para o lado do Senhor, iniciassem a sua campanha eleitoral.
Este segredo, que permanecia guardado pelo último vidente das Aparições, o Irmão Jorge Coelho, trouxe uma nova dimensão espiritual à causa da eleição dos videntes.
Como vários especialistas vinham adiantando, o Irmão Jorge saberia da sua aparição na Cova de Felgueiras por ter recebido um anjo que traria essa mensagem. Essa divindade foi na altura identificada por duas letras (PS), que significariam as iniciais de Sempre Presente, trocadas.