segunda-feira, dezembro 11, 2006

WTTC em Lisboa

Em Maio de 2007, Lisboa vai receber a Assembleia Anual da WTTC - World Travel & Tourism Council e a 5.ª Cimeira Mundial de Viagens de Turismo.

A WTTC é o mais importante fórum mundial do sector, agregando os cem mais influentes e mais prestigiados líderes da indústria de viagens e turismo. Fazem parte do mesmo André Jordan, Manuel Fernando Espírito Santo, Dionísio Pestana e Fernando Pinto, que partilham com os chairmen e CEO da Accor, Marriot, Hilton, Four Seasons, American Express, Tui, Sol Meliá, Cendant, Starwood, Intercontinental entre outros a reflexão e discussão periódica dos principais temas e questões com que o sector se debate, traçando as estratégias de influência para condicionar ou pressionar a respectiva solução.

Após três edições realizadas em Vilamoura, 1997, 2000 e 2003, Lisboa ganhou a edição de 2007 em concorrência com várias capitais europeias e asiáticas, graças a um dossier de candidatura excepcionalmente bem elaborado pelo ITP, um esforço concertado de lobby liderado por André Jordan e Manuel F. Espírito Santo e o envolvimento pessoal e institucional do secretário de Estado Bernardo Trindade.

A reunião da WTTC e a Cimeira Mundial de Viagens e Turismo trarão a Lisboa a nata internacional dos gestores, investidores e operadores de viagens e turismo, e alguns dos responsáveis a nível ministerial dos principais países receptores de Turismo, constituindo uma oportunidade única para assistirmos, em presença, a um debate ao mais alto nível, sobre as oportunidades e ameaças para a indústria, e sobre os principais trends que se projectam para este sector nos horizontes de curto e médio prazo.

Para além da possibilidade de múltiplos contactos (networking), este evento é anualmente objecto de uma cobertura mediática global, tanto pelos media da área económica (TV, imprensa, internet), como da área mais especializada em viagens e turismo, assegurada por um número significativo de jornalistas, que, para o efeito, se deslocarão a Portugal.

As cimeiras de Vilamoura foram por isso determinantes para o Algarve como destino turístico.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Vitória para Portugal

Cimeira Europa-África será em Lisboa em 2007.

O secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Manuel Lobo Antunes, anunciou que a Cimeira Europa-África será em Lisboa no segundo semestre de 2007 e servirá para discutir uma política comum de imigração.

Trata-se de uma vitória de Portugal, da diplomacia portuguesa e, desde logo, do Governo Português.

Ainda bem.

Galiza quer hora portuguesa

O Bloco Nacionalista Galego, uma das forças políticas da região autónoma espanhola, exigiu ao Governo regional que tome medidas para adaptar a Galiza à hora usada em Portugal, atrasando os relógios em uma hora.

O pedido é justificado por essa ser a hora natural da Galiza.

Se a opção for seguida, a Galiza será a única região espanhola, além das Canárias, com um horário diferente do restante território.

Afinidades...

«Land as Far as the Eye Can See: Portuguese in the Old West»

No âmbito dos estudos históricos luso-americanos acaba de ser publicada uma obra que, a avaliar pela notícia de Deborah Allard-Bernardi, deixa antever tratar-se de um estudo muito interessante: Land as Far as the Eye Can See: Portuguese in the Old West, pelo Professor Donald Warrin em colaboração com Geoffrey L. Gomes.

Eis a notícia retirada de The Herald News, de 7 de Março de 2002:

"DARTMOUTH -- Who ever heard of a Portuguese cowboy?

Admittedly, there weren't any Cabrals, Silvas or Pachecos in "Bonanza" or "Gunsmoke," but there were Portuguese in the West in the 1800s.

Portuguese people in this area probably never heard of the real-life cowboy, John Phillips, who is renowned in Wyoming for his Paul Revere-type ride in 1866.

But in Wyoming, he is a legend, and is called a "frontier hero." A monument is erected there in his honor.

Phillips was born in 1832 in Lages do Pico, Azores. He went to California in search of gold and was hired as a water-hauler in Nebraska.

In 1866, a group of soldiers were ambushed by more than 2,000 members of the Sioux and Cheyenne tribes, leaving the few live soldiers without supplies in a blizzard.

Phillips, a civilian described as a "small, wiry man," volunteered to ride for help as strong winds and heavy snow pummeled him.

He rode for 190 miles in four days to Horseshoe Station, and sent a telegraph for help. Phillips then headed back out after just a short rest and traveled for another 40 miles in the blizzard to Fort Laramie, Wyo., where adequate reinforcements were sent.

There are countless others who lived and worked in the west -- and made history -- according to a new book "Land as Far as the Eye Can See: Portuguese in the Old West" by Professor Donald Warrin, in collaboration with Geoffrey L. Gomes.

Warrin presented a lecture and book signing at the University of Massachusetts Dartmouth Wednesday as part of his book tour.

A professor emeritus at California State University, Warrin has spent most of his life teaching, and researching the history and writings of Portuguese immigrants in the western United States.

The research on Warrin's current book, spanning 10 years, took him from his California residence to Mexico, Wyoming, Arkansas, Washington and other destinations, where he searched archives, attics, county buildings and newspapers.

He said he learned early on to never write about a place he's never been to.

Warrin discovered that in 1850, the West was a "vast area" that was highly unsettled and inhospitable.

"There were very small numbers of Portuguese (in parts of the West)," Warrin said, but at times they did "astonishing things."

By 1870, there were 3,400 Portuguese in California, many of whom were mining for gold and silver. Other western states were much less populated with Portuguese: one in Arizona, 81 in Idaho, 149 in Nevada, three in Montana, nine in Washington, and similar amounts in other states.

The Portuguese and other nationalities slowly populated the west from California, Warrin said.

Many of the Portuguese who came to United States did so on whale ships, settling around ports in New Bedford and Nantucket in this area, but also in California.

As whale men, they were able to stop in remote corners of the globe as well as learn the English language.

Other Portuguese were frontier men, and got involved in fur trading, the Gold Rush and the sheep industry.

"The Portuguese have certainly contributed," Warrin said of his historical findings.

People have called the book a "novel" approach, he said, because his stories are intertwined and are not just dates and places, but tell the lives of individuals, which appeal to all nationalities.

Besides John Philips, there have been Portuguese more infamous than revered.

There's a man known as "Portuguese Joe," who appeared on a Kellogg's Sugar Frosted Flakes box in the 1960s.

Portuguese Joe was known for his unprovoked gun shot at a group of peaceful native Americans.

That started a minor war between the Indians and the settlers. The expense and loss of life on both sides was heavy, and helped to decimate native Americans in California.

"Truth is elusive in history and legends are created," Warrin said, explaining that his book holds other stories, such as that of a cattle man called John Enos.

Enos was a bachelor most of his life, although some accounts say he was married to three Indian women, but kept it a secret.

Enos was also considered "frightening" to children, and was said to have killed men he didn't like with poisoned baked beans. Others say he was kind and generous. Some say he was a ghost.

In Spokane, Wash., after his suspicious death, an Indian woman claimed she had been married to him and had his children. She was suing his present wife -- whom he married at age 70 -- wanting to claim his large estate.

Other, more light-hearted tales are told, of the Azorean women's tradition of cooking in the basement, and of them generally being more educated than their husbands in those days.

There is also information about the Portuguese carrying their culture with them, saving money and their desire to purchase property.

UEFA decide se aceita Gibraltar como membro

Su incorporación, en todo caso, sería provisional.

El comité ejecutivo de la UEFA celebra hoy y mañana en Nyon su última reunión del año, y uno de los temas principales en su agenda será la incorporación, o no, de la Asociación de Fútbol de Gibraltar (GBA) como miembro provisional de la organización deportiva. En la última reunión, el comité decidió aplazar la decisión tras escuchar argumentos contrarios del presidente de la Federación Española, Ángel Villar.

Ahora, una vez examinada la documentación remitida por España sobre las instalaciones deportivas y la situación futbolística del Peñón, la UEFA deberá decidir sobre un asunto que le quema en las manos cada vez más. De hecho, hace unos meses el Tribunal Europeo de Arbitraje (TEA) emitió una sentencia que obligaba al organismo europeo a considerar la admisión provisional de Gibraltar en su seno.

Pase lo que pase en esta reunión, debe ser el Congreso de la UEFA, que se celebrará en Dusseldorf (Alemania) a finales de enero, quien adopte la admisión o no definitiva.

El no estar todavía considerada por la UEFA ha impedido además que la GBA sea aceptada por la FIFA, ya que, según ésta, la asociación gibraltareña no cumple los requisitos estatutarios para ser admitido como miembro del máximo organismo futbolístico internacional.

Durante sus dos días de reunión, la UEFA tomará otras decisiones importantes que afectan a otros dos pequeños territorios europeos, Andorra y San Marino, países que han solicitado una plaza para competir a partir de la próxima temporada en la Liga de Campeones.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Orçamento de Estado 2007

Quanto ao orçamento de estado não tenho muito a dizer. Não sou especialista, nem tenho paciência para o estudar. Enfim, faço o que faz qualquer leigo. Vou ouvindo, leio os jornais, respeito a opinião de alguns. Na verdade parece-me um orçamento, que já como o anterior vai na direcção certa. Aliás parece-me que cada vez mais, e principalmente nas questões financeiras, a ideologia deixou de existir.

Na verdade parece-me que este poderia ser sempre um orçamento, ideologicamente falando, do PS, do PSD ou do CDS/PP. Obviamente, que existiriam sempre condicionantes politicas. Mas como os políticos parecem fazer questão em errar sempre, mesmo estando este orçamento a caminhar numa direcção certa existem pormenores que acicatam opiniões. As SCUT por exemplo. Não tenho nada contra as SCUT, nem nada contra auto-estradas pagas. Nem sequer me chateia que as SCUT comecem a ser portajadas. O que me chateia é a incongruência política e as mentiras. O que me chateia é um modelo de financiamento incomportável para o estado e por conseguinte para os Portugueses. O que me chateia é que nos atirem areia para os olhos com estudos que parecem movidos por interesses duvidosos, ainda que não o sejam. Por mim podem pôr portagens em todas as SCUT, desde que existam alternativas minimamente rápidas e seguras. Aliás isso está previsto na lei.

Desde que eu como cidadão pagador de impostos não seja obrigado a pagar a uma empresa privada para me deslocar, direito que assiste a todos os portugueses, façam as auto-estradas pagas que quiserem.

Taxas na saúde. Outro aspecto que também não me chateia nada, desde que não seja feito como está previsto. Ou seja, uma pessoa paga impostos, desconta para o SNS e depois ainda tem de pagar por estar internado. E depois vêm dizer que não é para financiar o SNS. Então é para quê? Se o SNS precisa de ser financiado, que se crie um modelo em que quem mais tem pague. Criem um modelo que discrimine positivamente os mais pobres. Até um escalão, paga-se 0%, até outro 5% dos custos e assim sucessivamente. E acredito que com um tecto máximo, também não devemos explorar a riqueza cegamente. O que acredito é numa sociedade solidária e não numa sociedade parasitária.

Na segurança social também creio que nada de realmente importante está a ser feito. Na verdade compreendo o Ministro quando diz que neste momento não se pode baixar impostos. Possivelmente tem razão, mas os portugueses também querem que quando se mude uma administração de uma empresa pública, quando se troca de director, não se mude a frota dos automóveis só porque o administrador não gosta da marca A ou B. E de facto há incongruência política, que até a oposição parece esquecer.

O PSD passou o tempo a falar que o défice se reduzia com cortes na despesa. O PS dizia que não. Agora olhem para este orçamento e para o discurso do Ministro. O corte na despesa é a pedra de toque, e ainda bem. Até o facto de se conter o crescimento da despesa na saúde é um feito, e isso não podemos negar. Teixeira dos Santos merece o meu respeito.

quinta-feira, novembro 30, 2006

Anthology chronicles two centuries of shipwrecks

The Tragic History of the Sea: Shipwrecks From the Bible to Titanic
By NORMAN N. BROWN
National Geographic Books)

Since men have been sailing, they have been going down with their ships - ships sunk by violent storms or by collisions with rocks or reefs, or for any of a variety of reasons.

Anthony Brandt has compiled 29 tales of shipwrecks - some obscure, some well-known - from the past 2,000 years in "The Tragic History of the Sea: Shipwrecks From the Bible to Titanic."

"The Portuguese invented the shipwreck genre in the 16th century," Brandt writes. Portugal was then a prominent maritime trading power, and stories of mishaps at sea were often published in cheap pamphlets and proved quite popular.

One notable Portuguese shipwreck chronicle from 1552 was published in English in 1735 as "The Tragic History of the Sea" [História Trágico- Marítima] and is included in this volume.

Brandt explains in his introduction that in view of the popularity of shipwreck lore and its worldwide influence on and presence in literature, he had to decide whether to include fictional accounts as well as true stories.

PM says Quebec 'nation in Canada'

Canadian Prime Minister Stephen Harper has told a debate in parliament that he regards the province of Quebec as a "nation within Canada".
Mr Harper was responding to a motion by Quebec separatists that MPs should "recognise Quebecois form a nation".

Francophone Quebec has previously held two referendums on separation, in 1980 and 1995, but rejected the idea.

Mr Harper's Conservatives won Canada's general election in January to end 12 years of Liberal rule.

Analysts say the motion is proving problematic for federalists.

An acceptance would encourage talks towards separatism but a rejection could bolster the separatists' belief that their aspirations are being ignored.

Kickbacks

On Wednesday, Mr Harper backed the notion that the House of Commons should "recognise that Quebecois constitute a nation within a united Canada".

He said: "The real question is simple: do Quebecois make up a nation of their own in a united Canada? The answer is yes.

"Do Quebecois make up a nation independent from Canada? The answer is no and will always be no."

The leader of the Bloc Quebecois party opposed the prime minister's position.

"It isn't up to the prime minister to decide what Quebecers will choose as an option. It's up to Quebecers," Gilles Duceppe said.

January's elections was called following revelations that Liberal politicians in Quebec had taken kickbacks in return for awarding government contracts.

Afterwards Mr Harper pledged a renewed drive for federalism for Quebec.

"We will do this because shuffling the deck in Ottawa is not good enough," he said at the time.

The Conservatives made significant gains in Quebec.

Gibraltar: Eleitores votam sobre nova Constituição

Agora é que a Espanha podde ir perdendo as esperanças...

As 12 mesas eleitorais instaladas em Gibraltar para o referendo da nova Constituição, que reforça as competências locais e retira poder ao governador nomeado pelo Reino Unido, abriram hoje às 09:00 locais (08:00 em Lisboa), sem incidentes.
Cerca de 20 mil eleitores foram chamados às urnas para avaliar um texto considerado pelas forças políticas de Gibraltar como um acto de autodeterminação da antiga colónia inglesa.

A nova Constituição reúne elementos novos que consolidam o autogoverno de Gibraltar, garantindo um sistema judicial mais independente, ainda que a soberania permaneça no Reino Unido.

Com as alterações propostas, o governador de Gibraltar designado pela rainha de Inglaterra, perde parte das suas competências que passam para os ministros, mantendo apenas os dossiers de Negócios Estrangeiros, Segurança Interna e Defesa e alguns aspectos dos serviços públicos.

Os ministros, designados pelo governador através de uma recomendação do ministro principal - equivalente ao primeiro-ministro - terão as restantes competências do executivo.

O texto transforma a Assembleia Legislativa em Parlamento de Gibraltar e determina que as leis aí aprovadas não possam ser travadas nem pelos ministros britânicos nem pelo governador, ao contrário do que acontece agora.

Consagra igualmente maior independência do sistema judicial com a criação de uma nova comissão, presidida pela Corte de Apelação e que integrará o juiz supremo e dois membros nomeados pelo governador ou ministro principal.

Datada de 1969, a antiga Constituição foi considerada desactualizada pelas forças políticas de Gibraltar que pretendem assim aprovar um texto que consagre um relacionamento «mais moderno e maduro» com o Reino Unido.

Eliminadas ficam ainda as referências coloniais no texto antigo, com a nova lei-base a respeitar a Carta das Nações Unidas.

As negociações para o texto começaram em Novembro de 2004, tendo-se concluído em Março último.

Peter Caruana, ministro principal e responsável do Partido Social Democrata e Joe Bossano, líder da coligação liberal-socialista (GLSP), darão a conhecer os resultados do referendo ao público.

Caruana apela ao voto no «sim», considerando que o texto representa «talvez o avanço mais importante da última década» para Gibraltar.

Bossano, por seu lado, afirmou que não quer condicionar o voto dos simpatizantes da coligação, referindo que as contradições existentes entre Madrid, Londres e Gibraltar não garantem maior autogoverno no rochedo.

As urnas encerram às 22:00 locais, menos uma em Lisboa, esperando-se os primeiros resultados cerca de uma hora depois.

Gibraltar é uma colónia britânica de 6,5 quilómetros quadrados localizada no sul da Península Ibérica, sobre a qual Espanha mantém reivindicações de soberania, apesar de a ter cedido a título perpétuo em 1713, um tema que tem sido alvo de repetidos contactos entre os dois países.

terça-feira, novembro 28, 2006

Acciona pede à EDP que compre 10% da Endesa

Oportunidades destas não aparecem todos os dias!!

José Manuel Entrecanales, presidente do grupo Acciona, esteve em conversações com o presidente da Energías de Portugal (EDP), António Mexia, com vista à possível entrada da eléctrica portuguesa no capital da Endesa, mediante a compra de um pacote de 10% da companhia presidida por Manuel Pizarro, segundo o site espanhol 'El Confidencial'.

Fontes consultadas pelo "El Confidencial" referem a existência de "várias reuniões" entre ambos os empresários.

A decisão está em "ponto morto", porque, para além do elevado montante que exige a compra desses 10% (cerca de 3,7 mil milhões de euros), a EDP, que em Espanha já controla a Hidrocantábrico, terá reclamado a possibilidade de participar na gestão da Endesa, caso a Acciona venha obter o controlo da eléctrica espanhola.

"A entrada da EDP faria todo o sentido do mundo", assegura uma fonte próxima ao grupo português, "porque desta forma tornar-se-ia realidade uma grande companhia energética ibérica. O preço é alto, mas não é impossível, mas a Acciona teria de estar disposta a partilhar a gestão da futura Endesa com a EDP".

CDS reuniu com Cavaco para discutir «defesa» da Língua

O líder do CDS-PP, no final de uma reunião com o Presidente da República, reafirmou a sua preocupação com a defesa da língua portuguesa na União Europeia.
Ribeiro e Castro reiterou os apelos que tem vindo fazer nos últimos meses à diplomacia portuguesa para que concentre esforços na valorização do estatuto do português na Europa, como «uma grande causa nacional».

Ribeiro e Castro partilhou também com Cavaco Silva a expectativa do CDS -PP sobre a futura Cimeira UE-África, que se deverá realizar em 2007.

«Para nós era muito importante que esta cimeira se realizasse durante a presidência portuguesa da União Europeia», disse.

CPLP: Cinema e difusão do livro são prioridades

Rio de Janeiro, Brasil, 28 Nov (Lusa)

A ministra da Cultura portuguesa, Isabel Pires de Lima, que participa no Rio de Janeiro no Fórum Cultural Mundial 2006, apontou hoje o cinema, o audiovisual e a difusão do livro como prioridades do sector no âmbito da CPLP.

E eles falam, falam...

Restauração da Independência

Para os cidadãos espanhóis, o 1º de Dezembro, data da Restauração da Independência de Portugal, em 1640, é um dia normal, cujo significado histórico desconhecem, segundo o historiador espanhol Rafael Valladares.
A vontade de 20% dos portugueses pertencerem a Espanha, de acordo com uma sondagem do SOL, deve-se sobretudo a um descontentamento com o Governo português.

«Na sociedade espanhola existe uma indiferença infelizmente prolongada durante gerações face a Portugal (...), que é responsável por que ninguém saiba que o 1º de Dezembro é uma festa nacional em Portugal», disse o historiador, autor do livro A Independência de Portugal - Guerra e Restauração 1640-1680, que acaba de ser lançado em Portugal.

Na sua opinião, essa indiferença decorre da «frustração que a sociedade espanhola sentiu por causa da perda de Portugal e essa frustração, com o tempo, transformou-se em indiferença espanhola em relação a Portugal».
«É uma maneira de dissimular a frustração que causou naquela altura a perda de Portugal. Mas hoje, acho que essa indiferença é inconsciente, é um fruto do passado», acrescentou o especialista em monarquia hispânica dos séculos XVI e XVII.
Nas escolas espanholas, o ensino do período dedicado ao império espanhol, «à época dos Áustrias - dos Filipes, como dizem em Portugal -, inclui o estudo da incorporação de Portugal e da guerra, em 1640, mas de uma forma muito leve» , indicou.

Na perspectiva de Rafael Valladares, de 42 anos, doutorado em história pela Universidade Complutense de Madrid, «Espanha vê hoje Portugal como um vizinho cordial, amável, que não causa problemas - o que é importante - mas com um matiz de paternalismo» que considera «muito negativo para as relações entre os dois países».
«A partir do século XVIII, quando se consolidou realmente a separação de Portugal, os espanhóis desenvolveram um complexo de superioridade face a Portu gal para compensar o trauma da perda de um território que era todo um império», explicou.
«Temos de ter em conta que a sociedade espanhola experimentou, sobretudo durante os últimos 15 anos, um desenvolvimento importante que distanciou muito os parâmetros económicos e sociais de Espanha e Portugal. Mas a economia não manda, não é, digamos, o factor mais importante nas relações entre os países», frisou.
«Portanto, à parte a economia, eu diria que num contexto social, a relação é de absoluta simpatia, cordialidade e afecto por um país vizinho. Por que é , então, que esta relação não se desenvolve mais?», interrogou-se.
E respondeu, diagnosticando a existência de «um grande fracasso, o fracasso das classes políticas de Espanha e de Portugal, que não estão a aproveitar o momento 'doce' que estão a viver os dois países, que partilham há muito tempo na história muitas coisas: a União Europeia, a NATO e toda uma série de valores».
Segundo o historiador, não faz sentido que os dois países continuem de costas voltadas por causa da sua relação conflituosa no passado.
«Depois de contemplar este fracasso da classe política para conduzir o processo de aproximação real entre as sociedades, deveriam ser as duas, a sociedade civil portuguesa e a espanhola, através de organizações, fundações, etc., de tipo cultural, económico, político, as responsáveis por criar um tecido mais unido entre os dois países», defendeu.
Sobre as sondagens que ciclicamente se realizam em Portugal, segundo as quais uma percentagem relativamente elevada (no caso da mais recente, realizada pelo SOL, 20%) dos portugueses queriam ser espanhóis, Rafael Valladares afirmou que tais resultados «reflectem mais um certo mal-estar da sociedade portuguesa em relação aos seus Governos», do que «um real afecto por Espanha».
Apesar de pensar que os portugueses poderão não aceitar a opinião de um espanhol sobre esta matéria, o historiador emite-a na mesma: ser português não é um fatalismo, é um privilégio.
«Pertencer a um país com um passado, uma história, um território como Portugal, que foi capaz de fazer o que muitas outras nações europeias supostament e mais desenvolvidas e mais ricas não conseguiram, é um privilégio cultural. Tal vez estejamos a exagerar o peso que a economia tem nas vidas das pessoas», sustentou.
«Eu venho de um país que há 30 ou 40 anos era um país subdesenvolvido, um país que há 60 anos vivia uma guerra civil que o deixou totalmente destruído. Portanto, posso afirmar que um país é capaz de superar tudo», comentou.
«E mesmo quando não se supera todos os índices de crescimento económico - que parece que agora é o único Deus que temos - ficam outros valores, de um passado, de um património de expansão planetária, que também não devemos exagerar , mas simplesmente valorar na justa medida do valor que têm», insistiu.
Salientando tratar-se «mais da opinião de um espanhol do que de um historiador», Rafael Valladares disse que «gostaria muito de que a sociedade portuguesa reflectisse sobre estes valores, para abandonar esse fatalismo que não leva a nenhum fim positivo e começar a construir um optimismo, a que tem direito».
O historiador resolveu dedicar-se ao estudo do período da Restauração da Independência de Portugal - que investigou durante quase 10 anos, entre 1989 e 1998, altura em que foi publicada a primeira versão desta obra, que posteriormente aprofundou, introduzindo alterações - por achar que «Portugal é imprescindível para compreender aquela época».

«Quando estamos a falar desta época da Restauração, dos Filipes, não falamos de Portugal e de Espanha como hoje são, estamos a falar de uma coroa de Portugal, estamos a falar de uma monarquia hispânica, que não era só Espanha, era todo um conjunto de territórios, um conglomerado impressionante que tinha uma id entidade mais ou menos hispânica, mas não só hispânica», explicou.

«Em Portugal é muito típico falar de Portugal e Castela, mas a coroa dos Áustrias, dos Filipes, não governava para Castela, era todo um império multiterritorial. Se os Áustrias tivessem governado realmente pensando só nos interesses de Castela, Castela não teria ficado tão pobre e arruinada como ficou no fim», acrescentou.

O historiador considera que «nesse contexto, hoje é muito mais fácil não só introduzir Portugal na historiografia espanhola, como é imprescindível para compreender aquela época».
«Sem Portugal, não se pode compreender a história de Espanha. É impossível», rematou.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Coincidências?!

E ainda dizem que não há coincidências...
Não acredito em bruxas, "pero que las hay las hay".

Presidente mexicano desmaia na casa de férias e Berlusconi desmaiou enquanto discursava perante apoiantes.

Vicente Fox sentiu-se mal este domingo, durante um encontro com congressistas no seu rancho de férias.
O presidente do México encontra-se consciente e terá desmaiado durante um encontro com congressistas mexicanos, no seu rancho.

Levado para o hospital, o presidente encontra-se consciente e livre de perigo.

Já Berlusconi desmaiou enquanto discursava perante apoiantes, tendo aparentemente sofrido uma quebra de tensão.
O antigo primeiro-ministro italiano, Sílvio Berlusconi, sentiu-se mal hoje durante um discurso a apoiantes na Toscânia, Norte de Itália. Berlusconi desfaleceu no palco e foi agarrado por apoiantes seus que o impediram de cair no chão.

Um médico assistiu o homem mais rico de Itália no local, e uma porta-voz informou mais tarde que Sílvio Berlusconi, de 70 anos, sentiu-se mal devido ao calor e sofreu uma baixa na tensão arterial. «Ele está muito triste, quer continuar mas o médico não deixa», acrescentou Irene Pivetti.

Empresa portuguesa pinta barcos da marinha de guerra americana

Os barcos da marinha de guerra dos Estados Unidos (US Navy) são pintados com uma tinta única no mundo desenvolvida pela Euronavy, uma pequena e média empresa localizada em Setúbal. Desde a sua fundação que Mário Paiva, presidente da empresa, apostou no mercado internacional e no desenvolvimento de um produto de referência, a tinta ES301, que permitiu à empresa dar o salto para áreas tão exigentes como a naval e o off-shore (plataformas petrolíferas).

A carteira de clientes da Euronavy permite-lhe estar presente nos quatro cantos do mundo. Para além da marinha norte-americana, as tintas da fábrica de Setúbal estão presentes nas plataformas petrolíferas da Petrobras e da Transpetro, no Brasil, da British Petroleum (BP) e da Pemex, no México. A empresa fornece ainda a National Iranian Tanker, companhia de transporte de combustíveis iraniana. Outro cliente de referência é os estaleiros de Singapura, onde são construídos grandes navios e é feita a reparação e transformação naval .

A empresa está ainda a desenvolver projectos no Dubai e no Bahreim, na área petrolífera. Mário Paiva, presidente, disse ao DN que "está a desenvolver contactos com a Sonangol para se posicionar como fornecedor". Na semana passada, venceu um contrato na África do Sul para fornecer os estaleiros da Cidade do Cabo.

Para além da fábrica de Setúbal, os produtos Euronavy são também produzidos sob licença por parceiros nos Estados Unidos, Brasil e China. A empresa possui uma rede de distribuidores a nível mundial, em países como a Alemanha, a Índia e a Coreia do Sul.

A empresa é ainda fornecedora de referência dos caminhos-de-ferro franceses, a SNCF, para a protecção das suas pontes metálicas. Os produtos da Euronavy foram aprovados pela HDW alemã para a pintura dos futuros submarinos da Marinha de Guerra Portuguesa, recentemente adjudicados ao consórcio alemão.

Desde 2001 que a Euronavy criou uma divisão de serviços que lhe permite concorrer directamente às empreitadas lançadas por clientes, que considera decisors em Portugal, como são os casos da Petrogal, EDP, Portucel, Shell e Refer. Desta forma, "a Euronavy introduz no mercado nacional processos e soluções inovadoras". A empresa forneceu produtos para algumas obras emblemáticas, como a reparação dos tanques da refinaria da Petrogal em Sines, e esteve envolvida na pintura da Ponte D. Luís I, no Porto.

Mário Paiva diz que a empresa está em fase de crescimento e que existem projectos para a sua expansão. Recentemente, adquiriu um terreno adjacente à fábrica, num total de 46 mil metros quadrados, destinado à instalação de armazéns e ao alargamento da área industrial. A empresa afecta anualmente 20% da sua facturação para investigação e investimento.

terça-feira, novembro 21, 2006

«O Mistério de Colombo Revelado»

15 anos de investigação científica rigorosa arrasam a versão da historiografia oficial.

«O Mistério de Colombo Revelado» (Edições e Multimédia) é um estudo aturado, com 648 páginas, onde se prova que Colombo não era genovês, mas sim um espião português ao serviço de D. João II.

Publicado em Novembro de 2006, este ensaio de investigação histórica dedicado à vida do «descobridor da América», conhecido em Portugal pelo nome de Cristóvão Colombo, marcará certamente a historiografia colombina.

Conta com o prefácio do escritor e jornalista José Rodrigues dos Santos, autor do romance «O Codex 632», e foi apresentado no dia 27 de Outubro, no auditório Victor de Sá da Universidade Lusófona, em Lisboa, pelo Prof. Doutor José Carlos Calazans, historiador da Expansão Portuguesa.
O co-autor Manuel da Silva Rosa esteve presente no lançamento em Lisboa, tal como na inauguração da estátua a Colon em Cuba.

Alegre apresenta 4ª feira «Dom Duarte e a Democracia»

O socialista Manuel Alegre vai apresentar, na próxima quarta-feira, pelas 19 horas, na Sala Teatro Gymnasium do Centro Comercial Espaço Chiado, na Rua da Misericórdia (em frente do Restaurante Tavares Rico), em Lisboa, uma biografia de D. Duarte, intitulada «Dom Duarte e a Democracia», da autoria de Mendo Castro Henriques, professor na Universidade Católica e dirigente do Instituto de Defesa Nacional, com posfácio de Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles.

Este livro editado pela Bertrand, integra o testemunho de várias personalidades, como Mário Soares, o Príncipe Eduardo de Inglaterra e o Pascoal Mocumbi, primeiro-ministro de Moçambique.

«Dom Duarte e a Democracia» será igualmente apresentado no Porto, na quinta-feira, pelo presidente do banco Millenium bcp, Paulo Teixeira Pinto.

Camarate dependente de apoio a proposta socialista

O PSD ainda poderá conseguir levar Camarate a julgamento, caso mostre disponibilidade para apoiar a proposta socialista de criação da figura de Procurador Geral especial, para os casos em que as comissões parlamentares de inquérito concluam haver indícios de crime em processos arquivados pelo Ministério Público.
A notícia surge na edição desta terça-feira do jornal Público, que garante que o acordo ainda pode ser alcançado à sombra do Pacto para a Justiça, assinado pelos dois partidos em Setembro, mas as negociações só vão começar agora, depois de ambos os partidos terem anunciado a ruptura.

Ao que o Público apurou, a ideia de tentar reavivar Camarate terá surgido nas negociações ao mais alto nível do Pacto para a Justiça, negociado pelos líderes do PS e PSD e assinado pelos respectivos grupos parlamentares, embora nunca tenha sido trabalhada uma solução concreta no âmbito das reuniões técnico-políticas que envolveram ministro e secretário de Estado da Justiça, coordenador da reforma penal e deputados.

A questão surgiu mais tarde, quando há pouco mais de duas semanas a própria comissão política nacional do PSD sugeriu ao grupo parlamentar que tentasse encontrar uma fórmula jurídica que possibilitasse reabrir o processo de Camarate, no âmbito da revisão dos inquéritos parlamentares.

Isto porque o acidente em que morreram Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros, em 1980, foi investigado numa comissão de inquérito que concluiu pela existência de indícios novos de crime, mas o processo foi encerrado pelo Ministério Público mesmo assim, por supostamente ter prescrito.

Tribunal dá razão ao Grupo dos Amigos de Olivença

Governantes do Estado Espanhol arguidos em processo penal

O Tribunal da Relação de Évora, dando total provimento ao Recurso apresentado pelo GAO, no âmbito do Processo Penal que corre na Comarca de Elvas relativo às obras ilegais efectuadas na Ponte de Nossa Senhora da Ajuda, determinou que o Tribunal Judicial de Elvas realizasse a Instrução Penal naqueles autos, devendo ser constituídos arguidos os representantes do Governo Espanhol (Ministro do Fomento, Director General de Carreteras e Sub-director General de Arquitectura), os Administradores da Sociedade Freyssinet, SA, e os Presidentes do Instituto Português do Património Arquitectónico e da Câmara Municipal de Elvas.
Oportunamente, o GAO participou das referidas entidades pela prática de crimes públicos de dano (quanto aos governantes espanhóis e aos administradores da empresa empreiteira) e de denegação de justiça (quanto aos titulares das instituições portuguesas), ilícitos cometidos com a intervenção clandestina e ilegal no indicado Imóvel de Interesse Público - a Ponte de Nossa Senhora da Ajuda, situada entre Elvas e Olivença – em Março de 2003, tendo-se constituído Assistente nos autos.
Em acórdão claro e impressivo, o Tribunal da Relação de Évora decidiu agora, «concedendo provimento ao recurso, revogar o despacho recorrido, que deverá ser substituído por outro que admita o requerimento para abertura de instrução formulado, não ocorrendo fundamento legal impeditivo».
O GAO, congratulando-se com o Acórdão ora proferido, aguarda com muita expectativa o desenvolvimento do processo penal - que, como Assistente, continuará a acompanhar - confiando que, naturalmente, não deixará de ser apurada a responsabilidade das entidades arguidas, designadamente a dos representantes do Governo Espanhol.

sexta-feira, novembro 17, 2006

Vitória e grande oportunidade para o Português!

Foi hoje aprovada, pelo Parlamento Europeu, em Estrasburgo, por 537 votos a favor, 50 contra e 59 abstenções, uma resolução sobre o novo quadro estratégico para o multilinguismo, as quais assumem particular relevância para a língua portuguesa:

E. Considerando que algumas línguas europeias são também faladas em muitos outros países terceiros e constituem um importante elo entre os povos e nações de diferentes regiões do mundo,

F. Considerando que algumas línguas europeias se prestam particularmente ao estabelecimento de uma comunicação directa com outras regiões do mundo;

3. Reconhece a importância estratégica das línguas europeias de comunicação universal como veículo de comunicação e como forma de solidariedade, cooperação e investimento económico e, por conseguinte, como uma das principais directrizes da política europeia em matéria de multilinguismo;

Já em 8 de Abril de 2003, foi aprovado um texto que se reconhece que "a língua portuguesa é, em número de falantes, a terceira língua europeia de comunicação universal.".

Em virtude da aprovação daqueles novos considerandos e parágrafo, o Parlamento Europeu afirma que a Europa não pode fechar-se sobre si própria, mas deve atender ao resto do mundo e à capacidade de comunicar à escala global. E que algumas línguas são ferramentas preciosas nesse sentido.

Está, assim, assegurado maior equilíbrio e sentido estratégico a este importante documento, valorizando devidamente as línguas que, como o português, têm grande difusão a nível global.

Recorda-se que o inglês é a língua oficial de 350 milhões de pessoas. Para 280 milhões, o espanhol. Para 230 milhões, o português. E para 125 milhões, o francês. Estes números e a dispersão geográfica dos falantes tornam clara a importância das línguas europeias que têm uma projecção global, e, por isso, a capacidade para manter e aprofundar relações e contactos directos, sem mediação, com outras partes do mundo.

Tratou-se, por isso, de uma grande vitória para a Língua Portuguesa que fica assim com caminho aberto para ver plenamente valorizada a sua importância a nível global.

Fica aberta a porta para que possa ser exigida maior promoção activa do ensino e aprendizagem das línguas, como o português, que têm esse potencial e que devem ser promovidas na UE como segunda, terceira ou quarta línguas de aprendizagem.

E abre-se, também, outro caminho de entendimento renovado para a política de cooperação da UE: a de que também se faz em Português. Quando estiver em causa a cooperação no espaço lusófono, é inequívoco que essa é cooperação não é apenas portuguesa, mas também uma cooperação de toda a Europa, falada em Português.