segunda-feira, novembro 13, 2006

Conselho da Europa recusa independência da Ossétia do Sul

A pequena região da Ossétia do Sul votou em referendo, este domingo, a separação da Geórgia, mas o Conselho da Europa não reconhece o resultado da votação.

Em causa está a exclusão dos cidadãos de etnia georgiana da participação no referendo de domingo, que terá dado o «sim» à independência da Ossétia do Sul.

O secretário-geral do Conselho da Europa afirma que a votação foi «desnecessária, inútil e injusta». Terry Davis diz que os resultados do referendo «não serão reconhecidos pela comunidade internacional».

A Ossétia do Sul é uma pequena região de 70 mil habitantes, localizada na antiga república soviética da Geórgia. Os ossetas lutam pela independência desde 1990 e controlam a maior parte do território.

A Rússia, que viu as suas relações com a Geórgia degradarem-se nos últimos anos, tem prestado apoio logístico e militar aos ossetas, mas ainda não emitiu uma declaração acerca do referendo de domingo.

Ossétia do Sul, Abecássia e Adjária são três regiões da Geórgia com pretensões independentistas, apoiadas por Moscovo. Enquanto a Adjária aproximou-se de Tbilissi em 2005, na Abecássia e na Ossétia do Sul a situação continua tensa e, frequentemente, degenera em confrontos armados.

quinta-feira, novembro 09, 2006

Índice Mundial de Desenvolvimento Humano 2006

A Noruega continua a liderar a tabela do índice mundial de desenvolvimento humano 2006 e o Níger mantém-se no último e 177º lugar, enquanto Portugal desceu uma posição em relação ao ano passado, ocupando agora o 28º lugar.

1 Noruega
2 Islândia
3 Austrália
4 Irlanda
5 Suécia
6 Canadá
7 Japão
8 Estados Unidos
9 Suiça
10 Holanda
11 Finlândia
12 Luxemburgo
13 Bélgica
14 Áustria
15 Dinamarca
16 França
17 Itália
18 Reino Unido
19 Espanha
20 Nova Zelândia
21 Alemanha
22 Hong Kong, China
23 Israel
24 Grécia
25 Singapura
26 Coreia, Rep. da
27 Eslovénia
28 Portugal
29 Chipre

BES considera ter sido vítima de um "equívoco"

Em conferência de Imprensa realizada, ontem, em Lisboa, o presidente da Comissão Executiva do BES, Ricardo Salgado, esclareceu que a "alegada operação de investimento de 500 milhões de euros em que se fundou a investigação nunca se concretizou", considerando que tudo não passou de um "equívoco" e de uma investigação "desadequada".


Tendo em conta que o montante total fiscalizado pelas autoridades espanholas supera 1,8 mil milhões de euros, dos quais apenas 0,4% são relativos a contas do BES, a entidade bancária" considera inusitado que na investigação seja dado relevo e tamanha publicidade à relação dessas entidades com o BES e, ao mesmo tempo, não seja revelado o paradeiro dos restantes 99,6% do total bloqueado". O Banco Espírito Santo ficou indignado pela conotação "indevida e injustificada" com uma alegada fraude fiscal e operação de branqueamento de capitais.


O presidente do Banco Espírito Santo (BES) gostaria "de ter em Espanha o mesmo acolhimento que os bancos espanhóis tiveram em Portugal". Com esta ideia, Ricardo Salgado manifestou ontem a sua "indignação" perante a acção das autoridade espanholas no âmbito das investigações por alegado branqueamento de capitais que, na última quinta-feira, obrigaram ao encerramento da sede do banco em Madrid.


(Será só por ser um Banco Português em Espanha. Não me admirava. Atentem ao número 0,4% do total investigado.)

Timor-Leste: Mari Alkatiri em Lisboa para exames médicos!

O ex-primeiro-ministro de Timor-Leste, Mari Alkatiri, deixou Díli, na quarta-feira, com destino a Lisboa, com o objectivo de realizar exames médicos!
Fazendo um comentário mais jucozo: não sabia que o estado da saúde em Portugal era assim tão bom…

A informação foi avançada por fonte do gabinete do primeiro-ministro, José Ramos Horta, e surge na edição desta quinta-feira do Correio da Manhã.

Ainda segundo a mesma fonte, Alkatiri deverá regressar a Timor-Leste «no final do mês».
Ora, tal como com Nino Vieira, que pediu asilo político a Portugal, adivinha-se agora uma situação similar. Alkatiri, fugiria assim ao processo judicial que se adivinha...

O ex-primeiro-ministro desloca-se a Portugal numa altura em que continua a ser investigado pelo Ministério Público timorense sobre um possível envolvimento na crise de Abril e numa eventual distribuição de armas a civis.
Convém relembrar que Portugal perdeu para a Austrália, ao tomar o partido de Alkatiri, ao invés de apoiar Xanana (pró-Austrália) aquando dos recentes tumultos em Díli. Chegou a hora de Alkatiri cobrar.

Aguardemos pela reacção oficial do Palácio das Necessidades.

Recuperação da figura de Estaline feita no PCP

O antigo dirigente comunista Carlos Brito denunciou a proliferação de jovens da JCP "a proclamarem-se estalinistas" e "alguns dirigentes do partido que gostam de ser considerados como tal". "Até o Avante!, pela pena de alguns responsáveis, tem inserido peças reabilitadoras de Estaline", criticou Brito, que falava na noite de terça-feira durante um debate organizado na Biblioteca do Museu República e Resistência, em Lisboa, por iniciativa da Renovação Comunista, finalmente com existência jurídica reconhecida.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Saloio

O Presidente da República já nos vem habituando ao mau-gosto dos seus discursos.
Contudo, na recente Cimeira Ibero-Americana, alcançou um novo patamar da asneira.

Agora, desatou a discursar em portunhol para os chefes de estado e de governo presentes em Montevideu, dizendo "Cumbre", em vez de "Cimeira", ou "democrácia", em vez de "democracia", ou ainda "el año 2008", num contínuo chorrilho de disparates.
Ainda teve tempo para apelidar a capital uruguaia de "Monteviseu" [monte (algum algarvio, de certeza)+Viseu (antiga capital do Cavaquistão, durante o seu mandato como primeiro-ministro)].

É de rir até às lágrimas perante tão acérrima defesa da Nação.
Falta de chá...

quinta-feira, novembro 02, 2006

Ainda há Pastores?

Parabéns Jorge Pelicano pelo pedaço de um Portugal já esquecido


A presença portuguesa no mundo

Phillip Rapoza, de 56 anos, foi, há poucos dias, empossado Juiz presidente do Tribunal de Recursos do Estado de Massachusetts. Tornou-se, assim, o segundo juiz mais poderoso deste estado de 6.4 milhões de habitantes.
Formado em Yale, é bisneto de uma açoreana que saiu de S. Miguel em 1886 e foi de barco para a América.
Merece amplo destaque, por ter orgulho nas suas raizes lusitanas, e por no seu discurso de posse, em Boston, ter afirmado: "os portugueses são um dos fios com que se tece a tapeçaria americana e eu orgulho-me de ser um deles".
O Juiz Rapoza, que já foi homenageado pelo Estado Português (às vezes acertam...), deverá manter-se no cargo até 2020, ano em que se reformará.
Mais uma lança em África.

quarta-feira, novembro 01, 2006

Uma nova ditadura

Paulo Pereira, de Almeida, Professor do ISCTE, e investigador

Segundo os dados mais recentes da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o salário médio em Portugal é hoje metade do salário da Grécia - $645 no nosso país e $1167 no país de Atenas - mas o custo médio de vida é inferior para os gregos. Além disso, o indicador de desigualdade social (o chamado índice de Gini que a CIA utiliza como referência nos seus relatórios) coloca Portugal em 27º, abaixo da Grécia (em 24º) e muito abaixo da Espanha (em 21º), transformando o nosso País no Estado Social mais desigualitário da Europa dos 12 (a que pertencemos, recorde-se, desde 1986; há 20 anos, portanto).

É que Portugal - apesar de pequeno - não tem de estar condenado a viver pelos
mínimos, transformando-se numa sociedade onde a classe média não existe e a
pobreza se sente ao virar da esquina.

"Há que saber resistir quando queremos fazer valer a inteligência, o talento e a liberdade de expressão". Tatiana Lobo (1939),

escritora costa-riquenha.

terça-feira, outubro 31, 2006

Finanças Locais, Quem tem Razão?

É natural que as pessoas falem do negativo, que falem do que é anormal, que discutam e apontem os erros. Este comportamento é perfeitamente normal, ainda mais se se tratar de um governo. Ou seja, é óbvio que devemos ter em atenção ao que um Governo faz bem, mas ainda que o saldo seja positivo (algo de que tenho dúvidas que se passe actualmente com o Governo de Sócrates), o nosso olho, a nossa discussão dirige-se sempre para aqueles aspectos altamente criticáveis. Aliás, a discussão só surge da argumentação e contra-argumentação entre duas posições adversiais. Num Governo, o que se faz bem deveria ser o normal, o que se faz mal é o escrutinado.

Não discuto a iniciativa do governo em avançar com uma nova lei das Finanças Locais. É bom que haja rigor, seja em altura de crise seja em altura de bonança. Agora existem ali certos aspectos que me parecem criticáveis e outros sinceramente e à falta de melhor palavra estúpidos. Aprecio o esforço de clarificação e credibilização, na realidade se os políticos estão em crise de credibilidade, então os autarcas ainda mais.

Não terei competências técnicas para avaliar na plenitude a proposta de lei, mas parece-me que se até os autarcas do PS estão contra, então aqui há bicho. Como refere a ANMP, parece-me injusto que sendo as 308 autarquias responsáveis por 5% da dívida total do estado e 0% pelo défice, que sejam elas a arcar com as consequências dos cortes orçamentais. Além disso as autarquias queixam-se da perda de autonomia e parece-me que têm alguma razão.

Mas a medida mais inútil ainda é a do IRS flexível, seja em 3% ou 5%. Ninguém se vai mudar por exemplo de Cantanhede para Freixo de Espada a Cinta porque paga menos IRS. Esta medida parece-me inútil pois só vai empobrecer os Municípios, sendo que essa flexibilidade sai do quinhão das autarquias e não do Governo. Esta medida só irá acentuar as dificuldades dos municípios do interior em obter receitas e consequentemente ainda mais dificuldades. Posto isto, para que serve esta medida?

As Câmaras possuem ainda que limitados, instrumentos para atrair investimento, que por sua vez traz emprego, e por arrasto população.

Sendo assim não seria mais normal que esta tónica na flexibilidade fosse no IRC. Não seria mais frutífero que as autarquias pudessem atrair mais investimento e emprego. Indo mais longe, deveria ser o próprio Governo a delimitar essas margens, pois ainda assim seriam os municípios mais fortes com maior poder de baixar impostos. Se o País anda a duas velocidades, tem de se governar de duas formas, se necessário com dois sistemas.
Porque não se dá prioridade ao financiamento de projectos nos municípios do interior. Escolas e maternidades fechadas, urgências encerradas (ainda que eu acredite que devam existir reestruturações de redes). Quem sofre mais, o Interior. Não há estratégias a nível nacional para a desertificação populacional, aliás, a estratégia parece ser levar todos para o Litoral e pôr o resto do País como reserva natural.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Obrigado Xanana

Xanana Gusmão, Presidente da República de Timor, orgulhoso benfiquista e cultor das letras lusófonas, distinguiu-se, enquanto líder de guerrilha, por falar em português em todas os comunicados que fazia.
Logo foi apelidado de defensor da língua portuguesa e dos valores lusos, algo que foi branqueando o que há muito se desconfiava e era comentado à "boca-pequena" nos meios diplomáticos: Xanana defendia quem melhor o conseguia convencer, e para isso era preciso recorrer ao todos os argumentos (nomeadamente financeiros).
Portugal, ao tomar a dianteira no processo de "libertação" timorense, empenhou-se quer económica, quer diplomaticamente no sucesso dos seus argumentos. E venceu, vergando a Indonésia. Algo inimaginável, não fosse a simpatia do democrata Clinton.

Nos tempos mais recentes, Xanana vem dando razão aos que desconfiavam do seu "amor" pela pátria lusa. E fê-lo dando mais uma machadada na cooperação portuguesa, ao pôr o filho a estudar numa escola... inglesa.
Não se podia esperar, aliás, outra coisa. Afinal, já nas negociações para a exploração do petróleo do mar timorense, Portugal ficou a perder para os italianos.
Nos outros negócios, são os australianos que fazem a festa, atiram os foguetes e recebem as canas, nada adiantando as débeis investidas de governantes portugueses por Dili.

Obrigado Xanana.

quinta-feira, outubro 26, 2006

"Dificuldades" nas comunicações entre Rússia e Portugal provocam "crise política" na Carélia

Durante a sua "conversa" com o povo, transmitida por todos os canais de televisão e rádio russos, o Presidente Vladimir Putin queixou-se de que não conseguia entrar em contacto telefónico com Serguei Katanandov, dirigente da República da Carélia, território da Federação da Rússia situado na fronteira com a Finlândia.
Putin fez esta afirmação ao responder a uma pergunta de uma telespectadora sobre a sua posição face aos acontecimentos na cidade carélia de Kondogopa, onde confrontos entre russos e caucasianos provocou vários mortos no passado mês de Setembro. Tatiana Konachkova, habitante dessa cidade, queixou-se da inactividade das autoridades e perguntou a Putin: "Será que precisamos de semelhantes autoridades?"
"Não precisamos. Não precisamos nem de provocadores, por um lado, nem de corruptos, por outro" - disparou o dirigente russo e, depois de sublinhar que já tinham sido demitidos uma série de dirigentes da polícia e serviços secretos locais, rematou: "Tentei várias vezes entrar em contacto com o vosso dirigente, o chefe do Governo da Carélia, mas ou viaja de avião, ou está de férias. Mas ainda iremos conversar muito a sério com ele sobre isso".
Mais sorte do que o "czar russo" tiveram os jornalistas do tabolóide "Tvoi den", que conseguiram explicar a razão dos problemas de comunicações entre Putin e Katanandov. Segundo o jornal, "Serguei Katanandov encontra-se a passar férias em Portugal", mas com o conhecimento e o consentimento do representante do Presidente Putin no Círculo Federal do Noroeste, onde se encontra a Carélia.
"Presentemente, o chefe passa férias em Portugal, mas, agora, as comunicações já funcionam bem e, ontem, com ele conversaram membros do Governo da Carélia" - declarou o porta-voz de Katanandov.
Se episódio semelhante acontecesse durante a época comunista, Serguei Katanandov teria duas alternativas: ou pedia refúgio político em Portugal, ou regressava ao seu país, onde, no melhor dos casos, passaria uns bons anos num campo de concentração, ou simplesmente seria fusilado. Hoje, semelhante incidente significa que Katanandov poderá ter de deixar de ser Presidente da Carélia depois de regressar de férias em Portugal.
Ainda se desconhece se as dificuldades nas comunicações entre o Kremlin e Katanandov aconteceram por culpa dos operadores portugueses ou russos, mas as companhias telefónicas lusas deverão sair inocentes deste escândalo. Isto porque, antes, Putin já teve dificuldade de telefonar ao Procurador-Geral da Rússia quando este pôs na prisão um conhecido oligarca russo, bem como a outros dirigentes russos, que, nesses momentos, se encontravam em território russo, e não a passar férias em Portugal.
Como as autoridades e empresas de turismo portuguesas praticamente nada fazem para vender Portugal como destino turístico na Rússia, este incidente de Putin com Katanandov pode reflectir-se "negativamente" como destino turístico para os russos!

segunda-feira, outubro 23, 2006

Jogos da Lusofonia

É bom que se abra um debate sobre se todas as regiões e países, com maior ou menor afinidade com a lusofonia, e consequentemente com Portugal, podem ou devem participar nos Jogos da Lusofonia (JL).
Ponho esta questão, na semana em que foi noticiado o desejo de a Galiza participar activamente nos jogos de 2009. E esta vontade já vem de há vários anos... e é fácil de ver porquê...
Mas tudo ameaça ruir. O Comité Olímpico Espanhol, ou lá como se chama, não autoriza esta participação "olímpica". Justificação?
Eu avanço uma: têm simplesmente medo de a Galiza estreitar ainda mais as históricas relações com Portugal. E é de medinho que se trata, numa época em que a revisão do estatuto das autonomias trouxe a designação de "nações" a algumas regiões, como por exemplo à G-A-L-I-Z-A.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Rei Juan Carlos abateu um urso bêbado na Rússia

No passado mês de Agosto, Juan Carlos, rei da Espanha, visitou, a título pessoal, a Rússia e, nomeadamente, o Distrito de Vologda, situado a Nordeste de Moscovo.
Não é todos os dias, nem meses, nem anos, que uma região provincial russa recebe um monarca e, por isso, os dirigentes locais decidiram esmerar-se na recepção, tendo, antecipadamente, estudado os gostos de Juan Carlos.
O coroado hóspede não escondeu que é um aficcionado da caça, tanto mais num país onde a diversidade cinegética é grande, e as autoridades locais organizaram a “caça ao urso”.
Segundo denuncia Serguei Starostin, dirigente do Departamento local de Protecção dos Recursos Cinegéticos, “o rei abateu, durante a caçada, um urso domesticado, além disso emborrachado previamente com vodka”.
“Os falsificadores da caça sacrificaram um urso bondoso e alegre, chamado Mitrofan, que vivia na casa de repouso da aldeia de Novlenski” – denuncia Starostin, numa carta enviada ao governador do distrito, e continua: “Depois de o terem encharcado fartamente de vodka, misturada com mel, lançaram-no para um campo. Claro que o pesado animal embriagado se tornou um alvo fácil. Sua Alteza, Juan Carlos, abateu o Mitrofan de um só disparo”.
Starostin escreve que não se trata do primeiro caso de “caça falsificada”, tendo, anteriormente, sido utilizados outros animais como alvos, nomeadamente lobos.
Claro que nem o rei do país irmão (dos portugueses), nem o governador da região faziam a mínima ideia do estado em que se encontrava o urso. “Em geral, isso era do conhecimento de um círculo muito restrito de pessoas. Mas, em determinadas situações, o círculo pode-se tornar muito amplo” – remata Starostin.
“Pretendíamos fazer da melhor forma, mas o resultado é sempre o mesmo...” – dizia Victor Tchernomirdin, antigo Primeiro-Ministro da Rússia e actual Embaixador do seu país na Ucrânia.

quarta-feira, outubro 18, 2006

E o Presidente gasta e gasta...

Em contraciclo com a diminuição do poder de compra da generalidade dos portugueses e num País cada vez mais depauperado, o Presidente da República, segundo o Orçamento de Estado para 2007, irá gastar mais 3.1% (relativamente a 2006). A despesa da Presidência da República passou de 16.2 milhões de euros (2006) para 16.7 milhões (2007).
Os jornais, aqueles que leêm o OE, acham que a subida é pequena, convenientemente.
Sua Excelência não deve ser incomodada no seu recato. Eu percebo... Está numa torre de marfim, inacessível ao comum mortal, por mais festas do 5 de Outubro que se façam.
E, já agora, onde andará a "ética republicana"?
O País que, na generalidade é castigado, é o mesmo País onde o PR vive? Se é, deve haver alguma confusão.
Erros de casting.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Jogos da Lusofonia

È verdade, perdi qualquer tipo de orgulho que tinha neste país. Se falo nas coisas que podem dar orgulho a um português sou acusado de saudosista. Mas olho para o panorma actual e só vejo uma cambada de ígnaros, sedentos de dinheiro, sem alma e sem coração. Vejo um povo desunido, desiludido e ignorante.

Este texto de desilusão é espoletado por um facto. A completa ignorância votada a Portugal.

Neste momento decorre um evento que celebra o que é ser Português, o que é ser Portugal. Um evento que alia o pouco que nos resta como cultura, a lusofonia, que promove a paz, a compreensão e a celebração de culturas tão díspares e no entanto tão próximas. Um evento que tenta deitar para trás as sombras do colonialismo e criar uma cultura de fraternidade entre povos com um passado em comum. Um evento grandioso, que une em competição sã, povos espalhados por quatro continentes.

Qual o eco que tem em Portugal? Zero. Um redondo e gordinho zero. Tal como as gentes deste país. Zero. Dou uma vista de olhos pelos jornais... Principalmente os de referência (Cada vez mais penso que o Correio da Manhã é o melhor jornal português)... Nada. Dou uma vista nos desportivos... Alguma Coisa. Passo o olhos pelos blocos informativos na televisão... o deserto.

Decorrem os primeiros jogos da Lusofonia, que importância é dada a isso em Portugal? uma marginalidade atroz. Nós Portugal, que deveriamos ser os primeiros a apoiar tal organização, a apoiar tal evento, a elevar esse espírito que se pretende, somos os primeiros a ignorar, a esconjurar.

Benditos grupinhos de portugueses com ideias, que se alevantam acima da comum ignorância.

Este país é um barco de ratos, que renega a sua alma. Interessante que se dê mais relevo a uma regata inspirada na velha tradição Oxford-Cambridge, ainda assim quase ignorando o Facto de ter competido um barco Português que por acaso ficou em segundo, e se ignore completamente os miní Jogos Olimpicos que decorrem em Macau.

Esses Jogos da Lusofonia, são um sonho, o sonho de alguns que julgam que Portugal merece algum tipo de consideração. E não me admira que não existam os Segundos Jogos da Lusofonia, e o primeiro tiro, o primeiro buraco no barco, veio deste país que a qualificação verbal não pode aqui ser descrita.

Há muito que me desiludia este país, agora morreu a vontade de fazer qualquer coisa por ele.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Aniversário

Faz 96 anos esta República das Bananas que tanto (ou melhor tão pouco) Trouxe a este país

segunda-feira, setembro 25, 2006

Fim daqui a 10 anos

Este país não sobrevive mais dez anos.

O sentimento pró espanhol grassa na sociedade portuguesa, uma propaganda bem feita por iberistas repúblicanos expande-se e polui a mentalidade dos jovens portugueses. esta é uma campanha antiga, mas que com a expansão económica Castelhana face a Portugal tem terreno fértil para crescer. Os média reflectem isso, nas suas campanhas de opinião, o líderes professam isso. O senão é a monarquia espanhola, que grande parte da esquerda portuguesa sonha em contaminar. é o último portão a ultrapassar para a república portuguesa atingir o seu objectivo último. A cedência do país aos espanhóis. Não tenho dúvidas disto. Quem é patriota, orgulhoso na sua nação e nos seu compatriotas é classificado de atávico e saudosista. Que país é este em que os líderes são admirados pela sua incompetência e pelas politicas anti nação. Que país é este que se envorgonha dos seus grandes. Que país é este que não consegue acompanhar uma ideia de Portugal com mais de 800 anos.´

O futuro é negro, negro como a morte. Nesse momento só me restam duas opções, ou lutar ou mudar para outro país. Prevejo a segunda, pois de que vale estar a lutar por quem não quer ser ajudado. porquê lutar por um povo que esqueceu a sua memória e só se preocupa com as comezinhas facilidades económicas. E não pensem que digo isto porque não tenho falta de dinheiro. Practicamente sou indigente. Trabalho há dois anos sem um ordenado. Os meus pais fazem das tripas coração para suportar os filhos. No entanto acredito que Portugal é um bem maior.

E o que mais me chateia é que nos Espanhóis não têm de fazer nada. Apenas esperar que os vasconcelos deste país lhes entreguem a nação de mão beijada.

A fama e o proveito

Aos ingleses sobra a fama de serem aproveitadores e oportunistas.
Senão veja-se.
Corria o ano de 1811, quando um barco inglês, em plenas águas do arquipélago dos Açores, avistou aquilo que se pensou ser uma ilha (a ilha, saliente-se, estava em águas territoriais portuguesas, apesar de na época não haver esta designação, mantém-se o sentido da expressão).
O Império Britânico iria ter mais um terítório atlântico e o capitão do barco já sonhava com as honrarias que lhe caberiam por tal feito. Chegados à ilhota, a tripulação entre vivas à Rainha marcou a sua passagem deixando uma bandeira inglesa bem visível como sinal de posse.
Esta ilha do Império Britânico durou menos de um ano...
Tudo porque era resultado de uma recente erupção vulcânica e não sobreviveu a ser engolida pelo mar.
Não lhes serviu, desta vez, serem "chico-espertos".

A influência portuguesa no mundo

Na 61ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas aos Países de língua oficial portuguesa e a outros, mais conhecidos, em que a cultura portuguesa é relevante, juntou-se, para surpresa de muitos, São Vicente e Granadinas. E porquê?
O primeiro-ministro deste país, Ralph Gonsalves (com "s") é de ascendência portuguesa, descende de uma família originária da Madeira, e tem muito orgulho nesta sua origem.
O seu pai, Alban Gonsalves, comerciante e agricultor, é descendente dos primeiros emigrantes que emigraram em 1840 para estas ilhas, para trabalhar nas plantações de cana de açúcar.

Ralph Gonsalves é fundador do Union Labour Party, partido de esquerda semelhante ao Partido Comunista Português, e trata-se de uma das personalidades mais relevantes da região caribenha. Foi eleito primeiro-ministro em 2001.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Golpe de Esatdo Tailândia

Acho interessante este Golpe de Estado. Faz-me lembrar um pouco o 25 de Abril devido à sua pacificidade. Ao que parece foi um golpe sem tiros, sem mortos e bastante calmo. Ao que parece os Tailandeses continuam a sua vida como se nada tivesse acontecido, aliás até já esperavam por qualquer coisa do género.

Há pouco tempo tinha defendido que a Tailândia, era um dos países mais desenvolvidos, mais pacíficos e mais "normais" da Ásia, e para isso contribuiria significativamente o facto de ser uma monarquia.E estes acontecimentos que parecem contradizer a minha tese, se olharmos com um pouco de mais atenção apenas a reforçam.

O Rei está no trono há 60 anos, e durante esse tempo já existiram inúmeros Golpes de estado. No entanto o país sempre se foi desenvolvendo, e geralmente de forma pacífica.

O Ponto fulcral da realidade Tailândesa, para o sucesso socio-económico deste país parece ser a instituição monárquica. Seguindo os acontecimentos, o REI surge como o factor de estabilidade e coesão do país. O Rei surge-nos como que o pilar de que a nação Tailândia continua, ainda que a liça política leve a momentos de confusão e conflito.

E Isto é algo que nenhum presidente (ou só um em condições muito particulares, por exemplo Xanana Gusmão) pode garantir. Um presidente faz parte deste jogo Politíco. Exemplo disto, olhemos para a confusão que grassa na Hungria. Provavelmente se existisse um Monarca, já teriamos assistido a uma pacificação e um retorno à vida politíca normal, no entanto temos alguém que se cola ao poder baseado em razões desconhecidas.

Agora quem serão os mais estúpidos, os Tailândeses que têm um Rei ou os Húngaros?
As evidências estão aí, só não vê que não quer ver

(Ps. Ao que parece um milionário que se transformou político era PM da Tailândia. Mais um exemplo de que Só um Rei é o único a proteger o estado democrático do Interesse económico)

terça-feira, setembro 19, 2006

Congelamento de Financiamento e Adjudicações

Divido aqui a minha dúvida em duas partes, e por muito que procure não consigo ser informado:

Ponto 1 - Congelamento de Adjudicações de obras públicas.
Ora este deveria ter sido o primeiro passo a ser dado em matéria de política orçamental deste governo, ao invés preferiram carregar o pequenino de mais impostos. O estado deveria poupar neste momento, e as obras públicas deveriam ter sido congeladas como o forma agora. Aplaudo esta iniciativa. Só espero que congelem a OTA também

Ponto 2 - Isto traz-me à segunda dúvida. O que engloba este congelamento, só as adjudicações ou os pagamentos também? Já ouvi pessoas do sector a afirmar que além das adjudicações também os pagamentos foram congelados. A ser verdade, que espero profundamente que não, é a demonstração cabal que o estado não é uma pessoa de bem. A ser verdade, como pode o estado exigir que se cumpra com ele, que torna públicas dívidas a ele e por outro lado seja caloteiro e não cumpra as suas obrigações. A ser verdade dá-me vontade de dizer - vamos todos passar a perna ao estado - pois este estado não merece absolutamente nada senão a burla.

A ser verdade é o Estado que merece ser processado em tribunal, é o estado que deve pagar juros de mora, juntamente com os responsáveis de tais barbaridades.

O Estado só pode ser respeitado se se der ao respeito.

terça-feira, setembro 12, 2006

prós e contras - 11 de setembro


Realmente há gente que não tem memória.A figura de Mário Soares continua mesma, banalidade, boçalidade, demagogia.Não foi capaz de discutir uma ideia, e refugiou-se na sua opinião pré-concebida.
Pacheco Pereira esteve em minha opinião excelente, pois o interlocutor só o içava por contraste.S

oares tem razão em alguns dos seus pontos da sua análise, mas sofre daquilo que sofre a maioria da esquerda portuguesa. O facto de não terem causas leva-os a abraçar causas contra a cultura ocidental.

São as toupeiras do ocidente, que sabotam a própria civilização que ajudaram a construir.Quanto ao Pacheco Pereira esteve óptimo, pois foi o único ali a ter coerência. De facto o relativismo é muito nesta nossa sociedade, e talvez por isso seja impelido ao extremo de defender o indefensável Bush, apenas para se opor aos sabotadores.Bush errou enormemente em certos aspectos, a politíca poderia ter sido outra, isso não desculpabiliza a atitude esquerdista das pessoas deste país.Coisa que não me admira absolutamente nada, vejam as opiniões sobre as FARC e veremos o lodaçal onde estamos

sexta-feira, setembro 08, 2006

PCP 2

Venho aqui demonstar o total apoio à iniciativa do Blogue Tugir na condenação da presença das FARC na festa do Avante

Transcrevo o manifesto

Na última edição da Festa do Avante esteve patente na área internacional do
evento, no balcão da delegação colombiana convidada, uma bandeira das FARC -
Forças Armas Revolucionárias da Colômbia, assinalando a presença deste grupo na
30ª edição da festa comunista.

Segundo notícia apresentada no "Diário de
Notícias", de 7 de Setembro, o Gabinete de Imprensa do PCP informa que estiveram
presentes elementos do Partido Comunista Colombiano e da revista "Resistência" -
publicação porta-voz das FARC, ou seja, elementos do órgão de imprensa das
FARC.

As FARC são um grupo terrorista colombiano e assim reconhecido pela União
Europeia.

As FARC financiam-se através de extorsão, roubo, tráfico de droga e tem
sequestrados mais de 3.000 pessoas, entre as quais a candidata à Presidência da
Colômbia em 2002, Ingrid Betancourt.

Portugal, como defensor dos Direitos Humanos, deve repudiar a toda e qualquer actividade das FARC e defender a libertação de todos os presos por este grupo terrorista.Um vasto conjunto de cidadãs e cidadãos portugueses, que têm em comum a participação na blogosfera portuguesa, manifestou, em dezenas de blogues, repúdio pela presença das FARC em Portugal e apela à libertação dos presos por esta organização, solidarizando-se com os milhares de colombianos vítimas do terrorismo.

Assim, atendendo ao
sucedido, propomos a V. Exa. que tome a iniciativa parlamentar que julgar
adequada à gravidade do problema.

PCP

João Pedro Henriques Susete Francisco DN

O ministro da Administração Interna, António Costa, afirmou ontem que está a proceder a "diligências" sobre a presença da organização terrorista colombiana FARC, na Festa do "Avante!"António Costa relatou os resultados das averiguações já efectuadas: o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) "não tem registo da entrada de nenhum elemento das FARC em Portugal" e, além do mais, dos 77 colombianos que este ano obtiveram visto de entrada em Portugal, nenhum o pediu dizendo que vinha para participar na festa do "Avante!".

O ministro sublinhou que o SEF só controla as "fronteiras externas" (portos e aeroportos). Os colombianos que representaram as FARC podem ter entrado pelas fronteiras terrestres, sem qualquer controlo.Enquanto isto, o embaixador colombiano em Portugal, Plinio Apuleyo Mendoza, enviou ao ministro dos Negócios Estrangeiros uma carta para "manifestar as suas inquietudes" e "pedir explicações".

Ao jornal colombiano El Pais, disse que o que mais o escandalizou foi a presença oficial na festa da revista oficial das FARC, "Resistencia".No Parlamento, CDS e PSD acusaram o PCP de falta de legitimidade para falar de terrorismo. Evocando afirmações do deputado Jorge Machado que qualificou como "actividade terrorista" a detenção e transporte ilegal de prisioneiros que tem vindo a ser imputada à CIA, o CDS criticou o que disse ser "um manifesto paradoxo".

"O PCP vem falar em actos terroristas, como é que convida organizações terroristas?", questionou o líder parlamentar centrista, Nuno Melo, secundado pelo social-democrata Henrique de Freitas: "Um partido que admite na sua festa nacional um movimento terrorista não pode falar nestes termos". Afirmações que o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, contesta. "Não recebemos lições de forças políticas que consideravam que o ANC ou Nelson Mandela eram terroristas", afirmou ao DN.

in Público

Ministro da Administração Interna não tem qualquer registo de entrada
Jerónimo de Sousa admite presença das FARC na festa do Avante!
07.09.2006 - 18h30 Lusa

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, admitiu hoje a presença na edição deste ano da festa do Avante de membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). O ministro da Administração Interna comentou que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) não tem registo da entrada de qualquer elemento dessas forças.Na sua edição de hoje, o “Diário de Notícias” escreve que o embaixador colombiano em Lisboa, Plínio Apuleyo Mendoza, pediu explicações ao Governo português sobre a presença na última edição da festa do Avante de activistas das FARC, um grupo classificado como terrorista pela União Europeia.
Jerónimo de Sousa garante que "todas as entradas" no recinto "foram legais".

"Naturalmente convidámos o partido comunista colombiano e a revista ´Resistência´", afirmou o líder comunista.
Apesar dos métodos utilizados pelas FARC, "que o PCP não usaria", existe uma "grande solidariedade" com o movimento porque "a maior violação dos direitos humanos é impedir que um povo tenha direito à sua soberania, à sua liberdade" afirmou.

Jerónimo de Sousa deplorou a iniciativa do diplomata colombiano, retorquindo que caberia ao embaixador da Colômbia "dar contas das razões que levam ao assassinato, por exemplo de 70 sindicalistas comunistas, atitudes terroristas contra o movimento sindical".

Para o secretário-geral do PCP, a "questão central" é que o PCP tem "uma concepção diferente de terrorismo" comparativamente à UE e Estados Unidos, criticando também o Governo a este respeito.

"Pensamos que esta operação e esta deriva em relação à nossa festa procura esconder a responsabilidade deste Governo em relação a actos de terrorismo de Estado, designadamente em relação à facilidade que permitiu que em território nacional se cometam como os voos da CIA, transportando prisioneiros à revelia do Direito Internacional", apontou.

O líder comunista criticou, por isso, que se "procure colocar na ordem do dia" o que não passou de "uma festa normal, um convite aberto e uma participação claramente legal", perante o simultâneo "silêncio de chumbo" em torno do que classificou como "terrorismo de Estado".Gosto especialmente desta parte:"Naturalmente convidámos o partido comunista colombiano e a revista ´Resistência´", afirmou o líder comunista.Apesar dos métodos utilizados pelas FARC, "que o PCP não usaria", existe uma "grande solidariedade" com o movimento porque "a maior violação dos direitos humanos é impedir que um povo tenha direito à sua soberania, à sua liberdade" afirmou.

(destacados meus)

Meu Deus, o que vai na cabecinha desta gente...

Enquanto acusam o estado mais liberal do mundo de terrorismo vêm defender uma força armada rebelde que vive de raptos e tráfico de droga...

Tá tudo doido, como é que esta gente está no parlamento

E insistem em defender o indefensável, que hipocrisia, que incoerência

terça-feira, agosto 29, 2006

Propaganda

O líder do Hezbollah confessou que jamais teria ordenado a operação em que três militares israelitas foram mortos e dois raptados se "soubesse que isso iria trazer uma guerra de tais dimensões". Hassan Nasrallah imaginava, presume-se, que Telavive se limitaria a pôr um anúncio no jornal, prometendo alvíssaras a quem mandasse informações sobre o paradeiro dos seus soldados.

A máscara de inocência exibida pelo Hezbollah não espanta. Ao fim de algumas semanas de guerra, durante as quais a tese da desproporção da resposta israelita, propagada pelas mais diversas instâncias, circulou por todo o mundo e foi legenda para todas as imagens que as televisões mostraram, Hassan Nasrallah achou que era altura de extrair a conclusão e pôr a cereja no bolo. Afinal, o seu partido tem a noção das proporções, razão por que nunca lhe passou pela cabeça que os sionistas retaliassem nos modos com que o fizeram. Não lhe cabe, portanto, a mais leve culpa pelo que sucedeu.

A confissão do líder do Hezbollah seria unicamente cinismo, se não fizesse parte da propaganda destinada a incutir na opinião ocidental a ideia, já bastante espalhada, de que o partido é um "movimento de resistência", que apenas quer libertar o Líbano. Numa altura em que se tenta constituir uma força internacional para intervir no Sul deste país, o Hezbollah retira o capuz terrorista que usa habitualmente e mostra-se como se fosse o mais sincero aliado dos que buscam a paz no Médio Oriente. O ser um partido armado no interior de um Estado sem capacidade de se lhe impor militarmente é, decerto, um pormenor. O ser agente de duas potências regionais que lhe garantem o armamento, outro pormenor. O ignorar todas as resoluções das Nações Unidas a recomendar o seu desarmamento, uma insignificância. Só alguém de má-fé poderia, em tal contexto, considerar uma coisa tão banal, como é, para o Partido de Deus, o rapto de soldados estrangeiros, uma acção que justifique uma guerra...

Dá-se, até, uma situação curiosa: ao mesmo tempo que os apoiantes do Hezbollah na Europa se revoltam à simples ideia de enviar para o Líbano uma força de intervenção, mesmo se a coberto de uma resolução da ONU, o Hezbollah garante acolher a hipótese de braços abertos, desde que, obviamente, não lhe tirem as armas. Decididamente, a propaganda faz milagres.

Diogo Pires Aurélio / Professor universitário

In DN, 29/08/06

Mais Líbano 2

Afinal parece que a França recuou, ou melhor avançou, e vai disponibilizar uma força proporcional ao seu discurso.

quarta-feira, agosto 23, 2006

Mais Líbano

A França traz-me à memória aquele sketch humorístico tão bem representado pelo Ricardo Araújo Pereira.

"Eles falam, falam... falam, falam! Mas eu não os vejo a fazer nada"

Ah Hipócrisia!

quinta-feira, agosto 03, 2006

Líbano - Israel - UE

Não me apetece estar aqui a fazer uma dissertação acerca da minha posição. Muito já foi dito, muito já foi escrito...

Apenas direi que me parecem altamente irresponsáveis grande parte da posições tomadas por países Europeus e pela UE. Cessar fogo imediato, negação da prática de terrorismo pelo Hezbollah e outras posições marcadamente de uma esquerda alienada e moralmente duvidosa.

Será que a UE não tem consciência, não tem planos, ou apenas gosta de fingir que está contra os EUA e com um ódio quase irracional ao povo judaico. Será que não são posições determinadas por politiquices internas sem respeito pelos povos envolvidos.
Será que quer que tudo fique na mesma? Não dará uma hipótese de paz a Libaneses e Israelitas, povo que sem ser impoluto tem demonstrado nos últimos anos através das suas politícas um desejo de alguma paz.

Parece-me ao menos que o Povo português não entrou pela demagogia esquerdista, ainda que pelo que vejo muita da informação que nos chega seja altamente tendenciosa.

Não quero com isto dizer que apoio actos armados, apoio Israel ou o Líbano, mas sim que a realidade ultrapassa muitas vezes opiniões que parecem vir sabe-se lá de que casa de banho.

terça-feira, agosto 01, 2006

Cortiça nos planos de estudo de institutos vinícolas americanos

A reformulação dos programas, que permitem aos estudantes norte-americanos aprofundarem os seus conhecimentos sobre o sector da cortiça, foi acompanhada por visitas técnicas a Portugal.

APCORCork Education Programme é o nome de um módulo sobre cortiça que foi introduzido nos programas de alguns cursos a leccionar em reconhecidos institutos americanos.
Na Califórnia, os alunos do US Court of Master Sommeliers vão ficar a perceber um pouco mais sobre o processo de fabricação de uma rolha de cortiça, desde a floresta até ao produto final, assim como conhecer os métodos existentes no sector para a prevenção e erradicação do 2-4-6 Tricloroanissol. Este módulo será dado pelo Director Educativo do Instituto, Tim Gaiser.
Já em Washington, na Society of Wine Educators o módulo foi reformulado uma vez que nos anos anteriores se fazia uma associação directa entre a cortiça e o TCA. Lisa Airey, a voz deste módulo, alterou a informação passando a explicar que os odores provenientes do TCA podem ter vários factores na sua origem.
Ainda no âmbito deste programa, estará disponível on-line no site www.realcorkusa.com um questionário sobre a cortiça para que todos os interessados possam responder e obter uma validação dos seus conhecimentos. Quem obtiver aprovação receberá um pack de informação sobre a cortiça, da qual fazem parte um Kit Técnico sobre Rolhas de Cortiça, um Drop Stop com a marca Realcork e uma brochura sobre a cortiça. De assinalar que os formadores antes de repensarem os seus módulos tiveram a oportunidade de visitar Portugal e a indústria de cortiça, enchendo a sua “bagagem” com informação de relevo e que contribui para uma nova visão do sector.

Esta actividade está inserida na Campanha Internacional da Cortiça (CIC) II que está a ser desenvolvida nos Estados Unidos e que tem como objectivo promover a cortiça com base em dois eixos de aplicação, a rolha e os materiais de construção.No caso da rolha de cortiça, e sendo as acções essencialmente dirigidas ao trade vinícola, para além do Cork Education Programme, irão ser distribuídos 200 Kit’s educacionais sobre cortiça a retalhistas americanos.
A campanha conta ainda com a publicação de anúncios e publieditoriais a publicar nas principais publicações do sector vinícola, nomeadamente, Santé, Wine & Spirits e Wines and Vines, com visitas a Portugal de Sommeliers e jornalistas, o envio de comunicados à imprensa sobre notícias do sector, um workshop técnico para comunicar os últimos avanços da indústria de cortiça e a elaboração de um mini web-site sobre cortiça, acessível em www.realcorkusa.com.
Para os materiais de construção, a CIC II vai realçar e valorizar as propriedades naturais da cortiça para os revestimentos, pavimentos e isolamentos de edifícios. Com uma lógica de divulgação junto de designers e arquitectos, a campanha conta com a publicação de três anúncios na Architectural Digest, um mailing de postal e brochura realçando as potencialidades estéticas e físicas da cortiça, e o estabelecimento de contactos telefónicos. As acções englobam também a elaboração de uma newsletter electrónica, conteúdos sobre a aplicação da cortiça, material de construção, no site realcork.org e o estabelecimento de uma parceria com a US Green Bulding Council.

A dinamização da CIC II é da responsabilidade da Associação Portuguesa de Cortiça, em parceria com o Icep Portugal, no âmbito do Programa de Incentivos de Modernização à Economia (Prime), e conta com um investimento total de cerca de três milhões de euros, sendo que tem uma participação privada de cerca de 30 por cento e pública na ordem e pública na ordem dos 70 por cento.

Carta ao Dr. Ribeiro e Castro

Caro Ribeiro e Castro,

Votei em si no Congresso de Lisboa que o elegeu como líder do CDS. Apesar de todas as dúvidas que me atormentaram na altura, votei na sua lista e fi-lo pelo entusiasmo que demonstrou na defesa das suas ideias. Foi o único candidato que me convenceu.
Na altura prognostiquei, numa reação masoquista, que a sua eleição levaria o partido para muito próximo da irrelevância política. E, infelizmente, não me enganei.
Sabe, estavam na sua lista todas as dicas de "como não se devem confundir amigos, beatos e jovens imberbes, mas muito bem formados, com política".
E o que quero eu dizer com isto?
A sua lista era constituída, em geral, por pessoas com pouca ou nenhuma experiência política, como de resto se foi vendo pelos porta-vozes, que com maior destaque mediático, quase sempre rossaram a boçalidade, demonstrando muita aridez de raciocínio.

Um partido de sacristia nunca resultará, e o meu caro amigo sabe-o.

E o dr. Monteiro a voltar, traria o quê de volta? Acha que a sua liderança sairia reforçada?
Deixe-me que lhe diga que a "coligação" com um partido eleitoralmente irrelevante, apesar das meritórias propostas, não faz do nosso partido um partido maior, nem alarga a área política em que ele se enquadra. Seria mais um bluff.

Batalhe pelo País, pense mais no que as pessoas necessitam, esqueça os amigos do peito e faça do CDS aquilo que nós queremos que ele seja: um partido de Governo, por ser o mais competente e o melhor nas propostas. Por ser o melhor para Portugal.

Um abraço.

segunda-feira, julho 31, 2006

Descoberta nau portuguesa afundada no estreito de Malaca

Um arqueólogo marinho australiano julga ter descoberto uma nau portuguesa afundada em 1583 no estreito de Malaca durante uma batalha naval, que seria a mais antiga embarcação europeia encontrada até agora naquelas águas.

Em declarações ao diário «The Star» de Kuala Lumpur, Michael Flecker, muito conhecido pela suas explorações arqueológicas na região, afirma ter feito a descoberta no ano passado mas não revelou a sua localização para evitar que fosse alvo de pilhagens.
Flecker garante que o navio se encontra entre Pulau Upeh e Pulau Panjang, uma faixa marítima pertencente à Malásia onde diz ter encontrado outras duas embarcações cuja antiguidade está ainda por estabelecer.
Quanto à nau portuguesa, o arqueólogo presume que possa ter sido comandada por Luís Monteiro Coutinho e afundada durante um combate naval com navios de Achém (Aceh, Indonésia).
O arqueólogo, que detectou os navios afundados com tecnologia sonar e confirmou a descoberta com mergulhos, documenta o achado com uma série de fotografias de canhões, balas, ossos de animais e várias peças quebradas de porcelana da dinastia Ming.
Flecker, que planeia recomeçar em breve as suas prospecções, admite que a zona seja uma espécie de «cemitério» que contenha mais naves.

Espera que, a partir delas, se possa conhecer melhor o papel desempenhado no passado pelo estreito de Malaca - que liga o oceano Índico ao Mar da China meridional e é partilhado pela Malásia, Indonésia e Singapura - e por Portugal, que conquistou o território em 1511.
Luís Monteiro Coutinho (1527-1588) era capitão-mor no mar de Malaca.
Feito prisioneiro pelos achéns (indígenas de Achém, reino situado na extremidade noroeste de Samatra), terá sido morto por um tiro de canhão às ordens do rei local por se ter recusado a renegar a fé cristã.

Cabe ao governo da Malásia aprovar a continuação das explorações dentro das suas águas territoriais e Frecker disse ter apresentado relatórios das suas descobertas ao governo de Kuala Lumpur.
Na capital da Malásia, o ministro da Cultura, Artes e patrimómio, Datuk Seri Rais Yatim, confirmou ter conhecimento da descoberta e do progresso das prospecções.

Diário Digital / Lusa
30-07-2006 13:41:00

sábado, julho 29, 2006

Regulador critica trabalho da RTP com câmara oculta

Parece-me que a ERC (Entidade Reguladora da Comunicação) já começa a mostar a sua verdadeira face. Uma face politiqueira, manipulada por tendências pró poder, e adversial face aos comuns cidadãos.

E para mais parece confirmar receios daqueles que viam esta nova entidade e a forma da sua constituição poder ser forma de tentar manipular os média.

Poderá não ser tanto assim, mas o facto de querer passar a ideia que a RTP fez uma má reportagem parece-me grave.

Vejamos os argumentos da ERC:

"obscuridade do critério adoptado para seleccionar a escola que serviu para realizar a reportagem"

Mas seria necessário algum critério?! O critério seria apenas um, Uma escola com comprovado historial de violência

Acusa a RTP de não "indagar se existia violência nas escolas, mas isso sim (dando esse facto com totalmente adquirido), encontrar uma ilustração suficientemente expressiva e impressionante da tese já tida por encerrada sobre a violência".

Mas estes senhores vivem no mesmo país que eu, não são recorrentes as histórias de violência nas escolas, de agressões a alunos e professores?

"Esta [ERC]considerou o uso da câmara oculta "desadequado e abusivo, violando direitos fundamentais dos alunos captados por essas câmaras e induzindo (...) a comportamentos discriminatórios".

Concordo que uma câmara oculta deverá ser um último recurso, a evitar sobremaneira, mas neste caso como pode a ERC considerar desadequado e abusivo. Provavelmente queria ver alunos comportadinhos, sentados nas suas cadeirinhas fingindo estudar. Para conseguir mostrar esta realidade não se pode estar com uma câmara em frente aos intervenientes. O que se quer é a realidade, não a fantasia ou encenação. Aindagostava de saber que comportamentos discriminatórios são esses.

"Além de que, para a sala de aula, "continua por regra, a valer a proibição de captação de imagens ou som sem o consentimento dos 'intervenientes' involuntários"

Deixem-me adivinhar, é aquela regra bem patente nas instituições supostamente democráticas de POrtugal, que se escondem dos eleitores a sete chaves quando chegam à cadeirinha do poder. Bem se é assim mais vale afirmar de uma vez por todas que não vivemos, pobres cidadãos, numa democracia.

"Já o Conselho Directivo da escola "violou o contrato solene de lealdade que tinha com os estudantes, encarando-os (...) como 'adversários' do outro lado da trincheira", sustenta.

Sim pois, não se pode mostrar a realidade porque ela é má. Muito democrático meus amigos. É o conto da carochinha para os mais incautos.

"a reportagem inculcou, ainda que involuntariamente, a imagem de que a violência nas escolas era cometida, maioritariamente, por indivíduos de raça negra, assim violando o principio fundamental de não discriminação" consagrado igualmente na Constituição e enumerado pela ERC.

Bom, eu acredito que a raça não será para aqui chamada, mas que mundo o nosso que por ser de uma raça minoritária já se tem direitos acima dos razoáveis. Isso sim é uma atitude discriminatória. Para mim não estamos a falar de raças mas sim de pessoas, sejam elas negras, caucasianas, asiáticas ou até às bolinhas amarelas.

Parece que a ERC está talhada para fazer o trabalhinho de agência de propaganda. Prefere que se fale em surdina dos problemas e apresentar a realidade cor de rosa. Assim meus senhores, continuaremos a falar pelos cantos, à boa moda salazarista, onde nada se discute nem se enfrenta. Assim continuaremos a viver neste pseudo país, pseudo democrático.

segunda-feira, julho 24, 2006

O Centro Cultural Português em Bissau

A doação de um terreno na principal avenida da capital guineense, por parte das autoridades da Guiné-Bissau, relançou a adormecida cooperação entre Portugal e este país de expressão portuguesa.
O processo vinha-se arrastando desde os protoclos assinados entre o ex-ministro dos negócios estrangeiros Durão Barroso e o governo guineense de então.
E arrastava-se, como é fácil de ver, há longos anos.
Não fora a boa-vontade e o carácter dos embaixadores portugueses que foram passando por Bissau, e a língua e a cultura portuguesa andariam, ainda mais, pelas ruas da amargura.
Até agora o Centro funcionava perfeitamente nas instalações provisórias da Embaixada portuguesa, não fosse a escassez de recursos e de meios e a concorrência da cooperação francesa (!).

É perfeitamente ridículo que só agora se tenha dado um verdadeiro impulso a esta preciosa obra. Ridículo são também os custos do Centro, que são perfeitamente irrelevantes.

A atitude política das autoridades guineenses também é de louvar, e assinala uma viragem estratégica, na medida em que era atribuída a Nino Vieira uma profunda ligação à francofonia, algo que até o tinha feito vencer as últimas eleições presidenciais.
Além disso, Portugal teria sido um dos países derrotados nas últimas presidenciais, tendo em conta que teria apoiado não-oficialmente outro dos candidatos (que vários serviços de segurança ocidentais asseguravam como derrotado à partida).

Foi um dia bom para a cooperação portuguesa.

quinta-feira, julho 20, 2006

Educação - repetição

Mais um debate parlamentar, mais uma mão cheia de nada.
Mas será que ao entrar naquela casa não consegue discutir uma ideia com pés e cabeça.
Vemos um governo na sua torre de marfim, um grupo parlamentar do poder que continua a insistir que a culpa é do que vem antes, uma ministra da educação que defende o indefensável e uma oposição que não consegue discutir o essencial e limita-se a discutir o acessório.

Neste caso das repetições dos exames o que menos me choca é exactamente a repetição dos mesmos. O que acho puramente ridículo é termos uma ministra que continua a afirmar que tudo correu muito bem, que só podia ser desta forma e que é justo, com uma argumentação contraditória além de escassa.

Mas eu pergunto, e os outros que não podem repetir, e as outras disciplinas, isso é justo?

Mas agora as questões que considero essenciais! (e que não foram feitas)

Mas que diabo fizeram os alunos todo ano para não saberem fazer um exame sendo novo ou não? Andaram a passear?
Mas que reforma é esta que vai retirar a avaliação através de exames de disciplinas tão importantes como a química, a física ou a biologia. Vamos voltar atrás, à boa vontade de professores e afins, que dão a nota a seu bel prazer? Querem situação mais geradora de desigualdades que esta, e de deturpação da realidade.
Como é possível a ministra dizer que se estava a prever esta situação e só reage à posteriori?
Como é possível uns exames que têm 6 ou mais meses para serem elaborados e têm erros científicos e técnicos? Quem os faz, quem os avalia?
Como é possível virem coisas aberrantes como a apontada pelo deputado Diogo Feio, onde se nota uma carga ideológica profunda? Para quem elaborou os exames existiu a ditadura nazi, a ditadura fascista, a ditadura salazarista, mas não a ditadura comunista, isso não, foi o regime comunista.
Como é possível haver uma matriz do plano currícular e depois o exame contrariar essa matriz?

Que desculpa esfarrapada dizer que os alunos não estavam habituados aos novos planos, por exemplo quem negou a feitura de provas modelo foi a própria ministra.

O que me choca, não é a repetição dos exames, mas sim a desfaçatez de uma ministra que não é capaz de assumir os seus erros, sacudindo a àgua do capote, que continua a viver num mundo à parte.

Se ela tem assumido que tinha errado, que a solução adoptada foi de recurso, ninguém poderia tê-la posto em causa, ou pelo menos tão veementemente.

E mais uma vez uma mão cheia de nada, pois amanhã já ninguém se lembra, de mais um debate parlamentar, da república das bananas que governa um pseudo país.

A fantochada das Ilhas Maurícias...

Depois de prolongada ausência, voltei para me debruçar sobre a entrada das Ilhas Maurícias na CPLP.


Descobertas no século XVI por um português, que baptiza uma das ilhas com o seu nome (Rodrigues), foram mais tarde avistadas pelo Vice-Rei da Índia Mascarenhas.
Portugal nunca ocupou estas ilhas, nem fez tenção disso.
Depois, foram séculos de ocupação holandesa e inglesa, até ao século XX, em que os dois estados acabam por ter alguma "relação", nomeadamente em 1999, com a participação da Mauritius Telecom no South Africa Far East (SAFE) Optical Fibre Submarine Cable Project e a sua ampliação a uma segunda fase que ligaria a África do Sul a Portugal, ao longo da costa ocidental africana.

Não sei se poderei apelidar as relações diplomáticas entre os dois estados como "intensas".

Apesar de ostentarem o estatuto de «observador associado», as Ilhas Maurícias não preenchem, ou preencheram, nenhum dos requisitos que permite a entrada na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Sendo inviável a sua entrada como estado de pleno direito, por não cumprir a alínea mais importante do tratado de adesão, que refere expressamente que "os estados-membros deverão ter como língua oficial o português", alteraram-se os estatutos e encontrou-se a fórmula há muito desejada: o estatuto de «observador associado».
Esqueceram-se os oito Chefes de Estado, com muita imbecilidade à mistura, que vários países e regiões com maior afinidade com Portugal já haviam pedido tal estatuto, sendo a Galiza o exemplo mais gritante, e que tal não foi possível naquela altura, precisamente, por os estatutos, não o permitirem. Dois pesos e duas medidas?

Mas que comunidade é esta que relega para segundo plano os mais próximos e promove quem não nos é nada?
E as Maurícias não nos são nada, nem parentes longínquos, pelo que não se conhece nenhuma relação especial connosco. Mais de quatrocentos anos depois nunca nada lá tivemos, não há sequer vestígios históricos da nossa presença, ninguém fala português ou crioulo em nenhuma ilha e finalmente: não têm o português como língua oficial.

O argumento de que não passou a ser membro de pleno direito por problemas no âmbito dos direitos humanos é mais uma anedota de mau-gosto. Este argumento resultaria apenas para a Guiné-Equatorial, ditadura e estado policial, que consta em todos os relatórios internacionais como um "estado falhado", ou até para Angola (estado-membro fundador).

As Ilhas Maurícias...
Fantochadas!!

segunda-feira, julho 10, 2006

Portugal - Mundial 2006

Mais umas linhas que não irão concerteza adiantar muito ao que já foi escrito pelos muitos jornalistas, curiosos e comentadores.

Agora que acabou o Mundial da Alemaha 2006, vencido pela Itália (ainda bem, que esta França era Abominável), fica a sensação que Portugal poderia e deveria ter feito mais.

Faltou um passo, um pequeno passo tendo em conta o que se passou.

Deveremos dar os parabéns à selecção? Claro que sim, mas não consigo compreender a alegria demonstrada por muitos, afinal não vencemos nada. Contentes sim, alegres não. Orgulhosos? Sim, principalmente pela categoria humana demonstrada pelos jogadores e pela participação honrada. Mas vejo tantos a festejar quase como se tivessemos sido campeões. Estaremos remetidos a ser razoáveis? Não poderemos almejar a sermos os melhores? Se depender de mim apontarei sempre para estarmos no topo.

Escuto com um vago sorriso aqueles que diziam que Portugal fez mais do que se esperava? Interrogo-me porquê. Não fomos à meia final do Euro 2000? Não fomos à final do Euro2004? não temos uma boa equipa? Então qual é a surpresa de chegar às meias finais do Mundial, que, e sem diminuir outras selecções, não passa de um Europeu com o Brasil e a Argentina.

O que registo é um sentimento de contentamento com pouco. Mas ressalvo mais uma vez, que foi uma bela campanha.

Algo que me irritou também, foi o facto das análise técnicas acríticas veiculadas pelos média. não tanto o trabalho dos jornalistas, mas sim dos comentadores, que embalaram nas vitórias, sem fazerem uma análise séria e podenderada das exibições da selecção. Exultaram com resultados perfeitamente normais, em que existiram erros, mas nunca reflectiram sobre esses erros. Exultaram com a vitória sobre o Irão, com uma exibição fraca. Exultaram contra o México, com outra fraca exibição. O Jogo com a Holanda foi estranho, mas o jogo com Inglaterra já me causou calafrios. Porquê. Enquanto Jogou contra onze Portugal fez uma exibição segura embora sem lampejos. Depois foi o sofrer sem razão, contra dez, Inglaterra completamente prostrada à espera de não perder por muitos e Portugal vazio, oco, sem ideias. Se alguém teve coragem para ganhar aquele jogo foram os Ingleses.

Irónicamente a nossa melhor exibição foi o jogo que perdemos ante a França. Aí sim tivemos vontade, bom toque de bola e aí pecou Scolari.

Scolari é o obreiro deste quarto Lugar, tem todo o mérito, seja pela positiva, seja pela negativa.
Tem o mérito de ter ido contra muitas vozes, de ter criado um grupo forte, coeso e confiante. Tem o mérito de ter transmitido uma maior maturidade ao grupo, mais realismo e mais racionalidade.
Também tem o mérito de não ter tido audácia no jogo com os franceses. Foi para mim o principal responsável pela derrota contra a França. Não teve a coragem de Jogar com dois avançados centro. A perder, tirou o Pauleta, perdeu dez minutos com o Cristiano Ronaldo no centro do terreno e inenarravelmente colocou Postiga em vez de Nuno Gomes. Não quero com isto dizer que o Nuno Gomes poderia ter resolvido o Jogo, mas vamos analisar factos: Postiga já tinha realizado dois jogos, e em ambos o que fez foi perder bolas para os adversários e jogar-se para a "piscina". Incapaz de desequilibrar e de finalizar. Nuno Gomes tem outra experiência a alto nível, além de ter sempre uma pontinha de sorte nestes momentos, além de que era aniversariante, logo devia estar altamente motivado e simplesmente é neste momento muito melhor jogador que Postiga. Aliás Nuno mostrou contra a Alemanha a sua raça. Scolari poderia e deveria ter usado Nuno Gomes e Pauleta na frente, poderia ter desviado Petit para a direita, até porque os franceses não passavam da linha de meio campo. Scolari foi incapaz de um lampejo de audácia. Mesmo que perdessemos ninguém lhe poderia ter apontado o dedo, assim colocou-se a jeito.

Mas como sempre o português sacode a àgua do capote e não sabe olhar para si mesmo e para as suas falhas. Logo se insurgiram vozes contra o àrbitro, que sem fazer uma exibição de luxo não esteve muito mal errando apenas num lance que muitos outros não marcariam, em que Sagnol empurra Cristiano Ronaldo na grande àrea. O Português é perito em arranjar bodes expiatórios, e mais uma vez foi isso que aconteceu. Essa mentalidade tem de passar e depressa, não foi por isso que Portugal perdeu, perdeu porque não fez golos e não teve coragem.

Como disse e vendo a final Itália Vs França, SOUBE A POUCO, estava completamente ao nosso alcance.

Uma palavra especial para Figo, pois foi de longe o mais importante jogador da selecção. Fez um grande Mundial. Maniche foi também muito assertivo. Os dois melhores, seguidos de perto por Ricardo Carvalho, Miguel e Simão que também fez uma óptima competição mesmo sem ser titular. Meira esteve à altura quando todos duvidávamos.

Quanto ao futuro, está aí Moutinho, Manuel Fernandes e Quaresma como rostos mais promissores das novas gerações. Como sempre falta um Ponta de Lança e Um defesa esquerdo. Acredito que poderemos continuar a trilhar este caminho que aponta para o sucesso, com ou sem Scolari, embora pense que ele deveria continuar. Afinal errar é humano.

Ps. Ainda bem que a Itália Ganhou, pode ser que aquela figura abjecta que é seleccionador de França desapareça do Futebol, assim como a arrogância e a sobranceria demonstrada por ele e mais alguns jogadores franceses. ex. Gallas que segundo consta não conhecia nenhum jogador português, isto apesar de ser treinado por um, jogar com mais dois e ter jogado ainda com outros dois. Tem graça mas não dá para rir.

sexta-feira, julho 07, 2006

Eurodeputado polaco elogia Salazar e Franco

Ao que parece um eurodeputado polaco defendeu Salazar e Franco numa intervenção no PE que tinha como objectivo a condenação do regime franquista.

O Tal eurodeputado, Giertych realçou o facto de os dois ditadores terem combatido "a praga do comunismo", em defesa do que disse serem os valores católicos. "Graças à Igreja espanhola, ao Exército espanhol e a Francisco Franco, o ataque comunista contra Espanha foi rechaçado", afirmou o parlamentar polaco, gerando imediatas ondas de choque.Claro que me dá uma certa vontade de rir, mas ao ver a reacção dos senhores da esquerda o sorriso não me abandonou:


O líder da bancada socialista no Parlamento Europeu, Martin Schultz,
classificou a intervenção de "fascista" e disse que discursos desses "não têm
lugar no Parlamento Europeu".

Miguel Portas teve "dificuldade em acreditar no que estava a ouvir".
Sentado no seu gabinete em Estrasburgo, na terça-feira passada, assistia à
sessão do plenário pelo circuito interno de televisão, quando ouviu o deputado
polaco elogiar Salazar e Franco pelo seu papel na "defesa do Ocidente". Ainda
pensou, num primeiro momento, que fosse "erro de tradução". "Já não ouvia
fascistas como aquele há muito tempo. Um fascista à moda antiga", disse ao DN o
deputado do Bloco de Esquerda.

Fausto Correia também ouviu no gabinete a intervenção de Marian Giertych.
Ficou "obviamente surpreendido": "Há uma contradição nos termos. Um parlamento
democrático não pode nunca saudar aqueles que estiveram contra a democracia".
Mas Fausto Correia diz que também foi "com alguma hilaridade" que ouviu o
deputado polaco, "porque representa uma grande dose de saudosismo que felizmente
não tem eco na maioria dos membros do Parlamento Europeu". Para o deputado
socialista, ouvir intervenções como as de Marian Giertych é "um preço que a
democracia tem de pagar": "ouvir as asneiras que alguns eleitos pela democracia
atentam contra a democracia."

E Isto porquê. Vamos enquadrar isto. A Polónia viveu longos anos negros sobre o jugo soviético, pensando dessa forma não estranho absolutamente nada que um Polaco veja esses senhores totalitários como heróis. POsso não concordar com eles mas compreendo-os. POr outro lado ponham-se na pele de um Polaco, quando eles ouvem esses senhores eurodeputados a exaltar Lenines, Estalines e companhia também deverão partir o côco a rir. Por isso senhores eurodeputados, aprendam, quando se goza provavelmente é porque têm medo de que o telhado de vidro por cima se quebre e os corte todos.

terça-feira, julho 04, 2006

"Os Símbolos da Nação"

Eu já há muito que sou adepto da mudança das cores da nossa bandeira. Até penso que deveria ser feito um referendo. As razões são estéticas, históricas, tradicionais e até de carácter patriótico-cultural, pois como muitas empresas precisam de vez em quando mudar de imagem, também já era altura de Portugal deixar de ter uma bandeira cromáticamente terceiro-mundista (embora a minha opinião sobre o que é este pseudo-país possa sempre tender para representar Portugal como terceiro-mundista).

Adiante deixo uma possibilidade proposta por um amigo acerca do que seria uma boa Bandeira de Portugal :



Não tem nada a ver com monarquia mas se durante 700 anos as nossas cores foram azul e branco, por vezes Branco, porque é que devemos mudar isso para uma bandeira que não representa um país, ou uma nação, mas sim uma ideologia politíca, aliás bem anti Portuguesa como foram os republicanos Iberistas.
Para disfarçar inventaram que o verde eram os campos e a esperança, e o vermelho era o sangue, coisa que todas as gerações repúblicanas aprenderam e que não pode estar mais longe da verdade.

E fico surpreendido quando vejo certas pessoas a concordarem comigo.

"(...) A Bandeira portuguesa é também uma decantação republicana de uma sucessão
de bandeiras históricas, jogando com símbolos ancestrais da nossa nacionalidade
(as quinas, os castelos, a esfera armilar) e substituindo o azul e branco
monárquico pelo verde e vermelho. É uma bandeira que ainda não tem um século e é
francamente menos bonita que a bandeira monárquica que substituiu. (...)"


"(...) Se todos os portugueses têm total liberdade para criticar
publicamente Portugal, então porque é que não temos liberdade de dizer por
exemplo que a bandeira monárquica tinha outra estaleca? Eu acho isso. Será que
vem uma brigada engavetar-me por ofensa a uma escolha cromática? Justos céus,
até Guerra Junqueiro, conhecido republicano, votou numa bandeira que se
mantivesse azul e branca. Um país com 800 anos não tem de ter uma sensibilidade
excerbada face aos seus símbolos (mesmo que estes tenham apenas cem) .(...)"


Pedro Mexia DN

quarta-feira, junho 21, 2006

A demagogia do PP

Preço de remédios à venda nas lojas tem vindo a subir


Os medicamentos não sujeitos a receita médica vendidos nas lojas estavam em Maio 1,2% mais caros do que em Agosto do ano passado, antes de os preços terem sido liberalizados e quando eram vendidos só nas farmácias. A conclusão é de um estudo do Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed), com base no inquérito feito junto dos postos de venda, que mostra um aumento crescente dos preços ao longo dos meses.


Então mas o senhor Nuno Melo quando interpelou Sócrates em plena Assembleia sobre isto não foi acusado de demagógico, de desvirtuar a verdade, de populista?

Afinal parece que quem tinha razão era ele e o senhor Sócrates é que gosta da manipulação e do Insulto fácil.

É pena a memória curta dos Portugueses

quinta-feira, junho 08, 2006

Educação - trabalhos de casa devem ser feitos na escola

Correio da Manhã

"A ministra da Educação aproveitou a apresentação, ontem, do projecto ‘Escola a Tempo Inteiro’, destinado ao 1.º Ciclo, na EB 1 da Viscondessa, em Santa Cruz do Bispo, Matosinhos, para enfatizar a importância do estudo acompanhado no novo plano. Tal medida, no seu entender, irá fazer das escolas um local mais “igualitário”, porque os trabalhos para casa (TPC) são um “meio reprodutor de desigualdades”.

A ideia tem sentido, pergunto para que serve a escola se depois em casa tem de se fazer o trabalho que supostamente se faria na escola?

Agora o argumento de que "irá fazer das escolas um local mais “igualitário”, porque os trabalhos para casa (TPC) são um “meio reprodutor de desigualdades”, é deliciosamente estúpido.

Timor / Austrália / Portugal

O que se passou agora com a austrália parece ser o sintoma das intenções australianas de tomar conta de Timor e do seu petróleo, além do pouco profissionalismo à portuguesa. Para lá foram 120 GNR, ao que parece sem estrutura montada conjuntamente com os australianos, e desorganizadamente tenta-se organizar um país. É sintoma também da incompetência em avaliar as situações por parte da diplomacia portuguesa.
Obviamente que 120 GNR são olhados como ridículos por parte dos mais de mil militares australianos, ainda por cima com veleidades de autonomia.
Eis o toque do que pretendem os australianos na verdade. controlar as riquezas daquele pequeno país. Quanto aos portugueses acabam por ser um pequeno embaraço para os australianos.
E neste pequeno pedaço de terra à beira do atlântico continua-se a brincar aos países.
Neste momento parecem só existir 4 soluções possíveis:1- abandonar Timor e deixar aquilo aos australianos (já o fizemos noutros locais e para sermos realistas 120 GNR não são nada, por isso mais vale não embaraçarmos os timorenses e os australianos)
2- Ganhar o respeito dos australianos, com uma presença forte, de um contigente militar que se equipare à presença australiana
3- Esperar que a ONU tome conta da ilha
4- baixar a bola e Deixar os australianos tomar conta de Timor
desconfio que será a 4 hipótese, não há coragem para uma resposta mais decidida.
(ps: parabéns ao Paulo Dentinho por mostar o que relamente se estava a passar aquando da entrevista ao líder rebelde)

quarta-feira, maio 31, 2006

Timor - O peso da Realidade

Transcrevo aqui excertos de um texto de Pedro Jordão, Presidente do Centro de Estudos Internacionais, Publicado no Diário de Coimbra de 28/maio/06


"Mas enquanto em Timor morrem inocentes nas ruas e se esteve a horas da guerra civil, os australianos colocaram imediatamente 130 comandos e terão mais 1300 tropas nesse país em poucos dias, a pedido do Presidente Xanana, tendo sido absolutamente decisivos para impedir a guerra civil. Enquanto é necessário intervir (já..) para parar mortes de cidadãos, Portugal planeia enviar 120 elementos policiais até quase final do próximo mês, quando, previsivelmente, a violência aguda terá passado. O primeiro ministro australiano enviou tropas para uma situação de conflito armado aberto, para tentar pará-lo, arriscando a vida de australianos, enquanto Portugal enviou três pessoas, não para agir mas para "observar". A fibra de um político vê-se também quando é necessário avançar em momentos difíceis que vão além dos holofotes da televisão ou dos confortáveis gabinetes, particularmente quando se trata de salvar cidadãos que, algures, estão a morrer sob tiroteio e desfigurantes golpes de machetes.

O Governo Português decidiu enviar um modesto contingente da GNR no prazo de várias semanas, para ajudar a manter a paz, que entretanto, sob o risco de morte, outros terão estabelecido. A diferença é abismal"

"Quando 400 civis em terror procuram refúgio na catedral de Díli, quando 80 polícias desarmados e "protegidos" pela ONU são barbaramente objecto de fogo que resulta na morte de nove deles e em dezenas de feridos, quando mais cem casas e lojas foram destruídas em Díli, quando bandos correm na rua com machetes a matar inocentes, quando uma mãe com cinco filhos são queimados vivos, Portugal envia três observadores.

O Governo Português teve a preocupação de mesmo antes de enviar três intimidantes observadores a Timor, obter a autorização do Conselho de Segurança da ONU. Fico Preplexo. Será que ninguém explicou aos nossos Governantes que este envio de tropas ou forças policiais não necessita de qualquer decisão do Conselho de Segurança? De facto, tal envio, Por Portugal, Austrália, Nova Zelândia e Malásia, é efectuado sob pedido do Presidente de Timor, no âmbito de acordos bilaterais entre Timor e esses países. O Conselho de Segurança não detém qualquer competência para permitir ou proibir tal envio. Assim, apesar de instado por Portugal a dar luz verde a um simples envio de um contigente policial, o Conselho de Segurança emitiu uma nota em que muito simplesmente, "toma conhecimento" do envio de forças desses países no quadro de acordos bilaterais, acabando por considerar "bem-vinda" a aceitação do envio por esses países. Por outras palavras, contrariamente ao que o ministro português parece supor, o Conselho de Segurança simplesmente não autorizou nem desautorizou o envio de forças. Simplesmente porque não possui essa competência num caso deste tipo."

"O Actual conflito armado provavelmente acabará por se dissipar e um acordo será estabelecido com os militares revoltosos, evitando-se a iminente guerra civil. Quem terá feito a diferença entre a paz e a guerra civil terão sido o governo australiano e as suas forças armadas. Poderia ter sido facilmente Portugal, que tem forças mais que capazes. Ficará para com a Austrália uma nova e grande dívida dos timorenses. Por algum motivo centenas de humildes civis timorenses receberam no cais as tropas australianas, agradecendo, aplaudindo e repetindo "graças a Deus".

quinta-feira, abril 20, 2006

Entre-os-Rios "Os decisores fugiram às responsabilidades"

Mas em Portugal normalmente ninguém é responsabilizado.

Parece que estou a ver os técnicos que provavelmente não têm responsabilidade na coisa a serem tomados como bodes expiatórios, e quem realmente teria o poder de decidir a conservação da obra nem sequer é arrolado?

Dúvidas que penso pertinentes

PS inviabiliza audição de antigo director da PJ

A questão que fica é... Porquê?

Aprecio Bastante esta explicação: "não é necessário prolongar "o folhetim mediático".

sexta-feira, março 31, 2006

Dúvidas em Relação a Sócrates

A acção do governo durante o primeiro ano parece-me exemplarmente representada pela exibição do Moretto frente ao Barcelona na Luz.

Capaz do Melhor e do Pior.

Se por um Lado a rota traçada parece ser positiva, com a aposta na tecnologia e inovação, com a racionalização e contenção de custos na administração pública, com medidas de desborucratização simplesmente históricas e bem pensadas, poder-se-ia dizer que este governo tem sido o mais dinâmico, reformista e corajoso dos últimos 30 anos, ainda que os resultados de tais reformas sejam impossíveis de antever.

Mas como não há ponto sem nó, a atitude propagandística, pejada de recuos que cheiram a aparelho partidário (como a questão dos governadores cívis), e uma tentativa de controlo à boa maneira comunista ou salazarista, antevêm graves atentados à nossa democracia, perpetuação de lóbis e poderes ocultos e a continuação da Impunidade.

A Nível de finanças a imagem deixada é de roubo à mão armada aos portugueses, "chulando-os" para manter o satus quo público.

Atentados à nossa sociedade multiplicam-se, a Entidade Reguladora da Comunicação parece ser um monstro controlador da liberdade de expressão, a chamada prioridade dos crimes a investigar cheira a completo esturro (exemplo maior a súbita mudança da prioridade de investigações à corrupção para a prioridade de investigação ao terrorismo, oram digam lá que isto não tresanda a tramóia por todo o lado), agora a PJ, polícia reconhecidamente competente, vê-se desautorizada, manietada de recursos financeiros em que nem pode pagar a conta do telefone, retiram-lhe serviços de informações (talvez cuidadosamente filtradas pelo Governo).
Os juízes num mal estar constante, portugueses a nascer em Espanha.

Sinceramente não sei como classificar este Governo, Ficará até ver no 10.
Atenção ao Moretto da Política, o PM José Sócrates

E Lembrem-se Salazar também foi responsável por um milagre económico-financeiro. Mas um dos métodos foi o medo

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Ainda os Cartoons

Deixo aqui algumas palavras sobre algo que se tem esquecido, os cartoons em si. Noutro Post falo das reacções muçulmanas

Ponto 1 - Estes Cartoons nunca poderiam ter sido censurados. O Objectivo do Cartoonismo é criticar, espicaçar, criar linhas de pensamento crítico e fazer rir.

Vejo muitos a criticar esses cartoons, a dizer que são de mau gosto. Até poderão ser mas isso é um reflexão pessoal e subjectiva. Muitos gostam de quintas e recrutas.

Ponto 2 - Desconheço o editorial que acompanhava esses cartoons. Aí sim e dada a responsabilidade pública que um órgão de comunicação tem, nunca deveria ter (segundo o que dizem alguns) ter publicado palavras xenófobas e insultuosas.

Mas fosse com quem fosse.

O fim do cartoon é o riso, logo não deverá ser interpretado como verdade absoluta, mas sim enquadrada no esquema de um humor corrosivo. Um editorial é uma tomada de posição bem mais vinculativa e grave, e se o tal editorial era xenófobo esse sim deveria ser evitado, nunca os cartoons.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Umbiguismo...


Umbiguismo - é o mínimo que se poderá dizer do editorial de hoje de Nuno Pacheco no "Público" e do ataque que faz às declarações do MNE português a propósito das reacções às caricaturas dinamarquesas.
Freitas do Amaral esteve bem ao demarcar o Governo português e Portugal do conteúdo insultuoso e do propósito estigmatizante de todos os muçulmanos visado nas caricaturas. Fez o que o Governo de direita dinamarquês deveria ter feito inicialmente e não fez. Por incompetência, arrogância e por calculados interesses políticos internos - dependente, como é, do apoio da extrema-direita racista e xenófoba detrás do jornal que publicou as caricaturas. Incompetência e arrogância que levou o PM Andreas Rasmussen ao extremo de durante meses recusar receber os embaixadores de países muçulmanos - e logo ali podia ter acabado com o problema, distanciando-se dos propósitos ofensivos dos "cartoons" e também rejeitando, como é óbvio, qualquer ingerência ou sanção contra o jornal (o que eventualmente apenas caberia aos tribunais).
Freitas do Amaral fez o que a Europa deveria ter feito mais cedo. Porque a primeira vez que a Europa (Solana e a Presidência) se referiu à questão foi no fim-de-semana passado e apenas para condenar a violência contra as embaixadas da Dinamarca (obviamente condenável). Mas nem uma referência ao conteúdo gravemente ofensivo das caricaturas. E à demarcação da Europa da tolerância, do respeito pelos direitos e liberdades fundamentais face à insensibilidade política e propósitos insultuosos e estigmatizantes das caricaturas.
O que está em causa não é a liberdade de expressão. Esta não é, nem nunca foi a questão central - ninguém foi impedido de publicar o que quer que fosse. Mas a liberdade de imprensa deve ser exercida com responsabilidade e bom senso. E quem não se revê em publicações estigmatizantes e insultuosas deve demarcar-se.
O que está em causa é o aproveitamento da liberdade de expressão por uma direita, xenófoba, defensora da Europa 'clube cristão', apostada em fomentar o ódio religioso. Uma Europa desmemoriada (ou, ominosamente, talvez não...) das caricaturas nazis que antecederam a perseguição dos judeus. Lembro a Nuno Pacheco as declarações do rabino-chefe da França que disse "partilhar a raiva dos muçulmanos em relação a esta publicação" e "compreender a hostilidade [em relação às caricaturas] no mundo árabe".
O que estas caricaturas (e uma delas em particular) insinuam é que a maior parte dos muçulmanos são árabes e a maior parte dos árabes são potenciais bombistas-suicidas. Citando um artigo escrito por Bradley Burston no "Haaretz" (um dos mais respeitados diários israelitas) no passado dia 6 ('The new anti-semitism, cartoon division'),: "esta mensagem é obscena. É racista. Desrespeita as convicções fundamentais de um em cada seis seres humanos no planeta. Nesse sentido, o que estas caricaturas fazem é profanar o direito à liberdade de expressão, transformando-o no direito a promover o ódio."
O que também está em causa é o aproveitamento deste incidente e dos sentimentos ofendidos de milhões de muçulmanos por parte de extremistas islâmicos, que querem a derrota da democracia, das liberdades e princípios e valores de direitos humanos. Quem não entende isto, não percebe que vivermos na era da globalização impõe especiais obrigações de tolerância e respeito pela sensibilidades dos outros. Penso-o eu, que sou ateia e que sempre defendi a universalidade dos direitos humanos e combati o relativismo cultural invocado para a contestar.
Quando Nuno Pacheco considera as declarações do MNE "afectadas por uma cegueira que toca as raias do absurdo" e que "há quem dê mais importância a uns desenhos do que à vida humana", o jornalista está a ser demagógico, simplista, e acima de tudo, esquece-se das responsabilidades que advêm de se ser Ministro dos Negócios Estrangeiros de um país europeu. Na mesma linha, os PMs turco e espanhol, em carta publicada em conjunto no "International Herald Tribune" de 5 de Fevereiro, qualificaram as caricaturas de "profundamente ofensivas" e salientaram que "não existem direitos sem responsabilidades e respeito por sensibilidades diversas."
Nuno Pacheco pergunta se "os povos muçulmanos pediram a Portugal qualquer coisa" e responde à pergunta, retórica, com um rotundo "não". Independentemente da reacção fora da Europa, independentemente e para além de embaixadas queimadas e muito antes sequer de reflectir sobre a reacção no mundo muçulmano às caricaturas, a Europa pode e deve condenar este tipo de manifestações de xenofobia, baseando-se pura e simplesmente na tolerância, no respeito pela diversidade e na experiência dolorosa de horrores passados. São esses os fundamentos da "raison d'être" da União Europeia.

(Carta enviada à direcção do "Público", em reacção ao editorial de hoje)
[Publicado por Ana Gomes] 8.2.06

O Intelectual Urbano


Sempre existiu, ainda que com cambiantes vários e figurinos diversos. É uma imagem da fauna urbana que acompanha os tempos e as modas. Exibiu-se nos salões da nobreza decadente, vegetou nas tabernas e nos prostíbulos, intrigou nos cafés, profetizou desgraças em bares soturnos de superfícies adamascadas. Desde a emergência das emissões por cabo tornou-se mais presente e, sobretudo, mais dominante. Das rubricas femininas, ao comentário político, das charlas psicanalíticas aos programas humorísticos, ele é o eixo da roda. Falamos do intelectual urbano. Utilizamos a expressão no masculino reconhecendo embora que o espécime não tem sexo. Melhor, tendo-o, atravessa ambos e todos os outros que as novas evidências vão criando. O intelectual urbano é um mamífero, circunstância que por vezes lhe afigura desagradável por apelar à sua condição animal, parente dos símios e da família dos primatas. Mas a natureza é ingrata e não lhe permite ultrapassar esta desagradável vicissitude da Criação. Acresce que costuma dar corpo a esta sua condição mamando nos impostos dos ignorantes contribuintes que lhe garantem o sustento, público necessariamente, pois só este lhe dá a tranquilidade para poder ser intelectual e urbano.

O intelectual urbano, é portanto, um mamífero. Por natureza e sucção. Ou seja animal e mamão. Mas é um mamífero vertebrado, ainda que a sua vertebração seja mais cartilagínea do que óssea e mais propensa à curvatura e sujeição do que à verticalidade e à hirteza. Ele relincha como o cavalo árabe de crinas ao vento mas aceita o freio e teme a espora sempre que pica.

O intelectual urbano é criatura da noite. A luz solar perturba-lhe a verve, que é a pulsão do seu talento. Trata-se de uma criatura osculada pelo génio. Sem verve murcha e do ósculo que da baba residual residual e peganhenta. Gosta que gostem de si. Que lhe admirem o porte, lhe saúdem a inteligência, lhe cortejem a beleza.

O intelectual urbano é melómano, é literato, é esteta, é viajado, é cosmopolita, é giro, é liberal, é rico ou remediado, é burguês de proveniência, embora, geralmente, conviva mal com o facto. Detesta moscas e padres. Aliás, a igreja, do papa ao sacristão, cria-lhe um sentido fóbico. Enjoa feijoada e acha o cozido à portuguesa pura vianda suína. Perde-se, porém com a cozinha étnica. É magnífico em Lisboa petiscar em indonésio, lambuzar-se em vietnamita, intoxicar-se com sushi e defecar em japonês.

O intelectual urbano é da esquerda, não porque a esquerda seja coisa diferente da direita, mas porque tem outra estética, outro visual, outro charme, outra sofisticação.

O intelectual urbano é pós-moderno. Nenhuma causa sobreleva em importância a instituição dom casamento Gay, a procriação artificial e a pedido e a liberalização do aborto. Quem contrarie o seu proselitismo é intelectualmente desprovido e desprezível, homófobo e anquilosado, desmerecendo os direitos de cidadania que a constituição prodigamente lhe atribuiu.

O intelectual urbano faz alarde da sua presciência que aceita generosamente partilhar com a plebe. Quando se engana, que é quase sempre, descarrega o seu fel sobre a massa informe e ignara que são os portugueses, na sua maioria feios e porcos e alguns mesmo maus.

O intelectual urbano está ofendido por ver Cavaco – um “inculto professor catedrático, boçal e limitado” – em Belém. Nas suas conversas televisivas ou nas elucubrações no Bairro Alto acha que o modelo democrático está em crise. E, no seu íntimo, pensa que só ele e os demais intelectuais urbanos deveriam ter direito de voto. Aliás, como pode o seu voto valer tanto como o da Dona Bernardina que, coitada, apascenta vacas nas terras do Barroso?

Zé de Bragança
In Notícias Magazine 05.Fev.2006

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Cartoonism vs Extremism

O que se tem vindo a verificar é aquilo que referi há algum tempo.

Existe de facto um conflito de civilizações.

Todas as reacções muçulmanas, pelo menos a do "muçulmano médio" têm sido desmesuradas.

A Europa está com cara de medo, mantendo desde há muito a sua vergonha, a sua auto comiseração, que permite até pensar em pedir desulpa por algo de que não tem culpa.

Compreendo que muitos muçulmanos possam sentir-se ofendidos, mas de facto, não qualquer razão objectiva para o comportamento demosntrado. A explicação lógica e plausível é a de que qualquer coisa que o Ocidente faça apenas serve de desculpa para mostrar as verdadeiras intenções, que são a destruição do grande satã.

Ora nós não podemos viver amarrados nos ditames de outros, devemos dialogar, compreender, mas é algo que não se pode fazer contra uma parede.

A última é o presidente Iraniano.

Devemos preparar o futuro, sem belicismos, sem ataques mas defendendo a nossa visão do mundo, ou defendemos regimes teocráticos, muitas vezes assassinos e atentatórios dos direitos mais básicos, ou defendemos a democracia. A evolução já surge em sequer dialogar com esses regimes, e até reconhecê-los, mas enfim é a nossa forma e ainda bem.

No fim de contas a questão dos cartoons acaba por ser ridícula

quarta-feira, janeiro 25, 2006

É o destino...

Portugal e Espanha farão promoção "ibérica" em destinos longuíquos

Os governos de Portugal e Espanha apresentam dia 29 de Março em Lisboa o primeiro Plano Conjunto de Promoção Turística para mercados longínquos que, numa primeira fase, deverá abranger o Brasil e um país asiático. O anúncio foi feito hoje pelo secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, que hoje se reuniu em Madrid com o seu homólogo espanhol para avançar pré-acordos definidos na última cimeira luso-espanhola, em Évora.
"Faz sentido uma promoção conjunta em mercado longínquos, em zonas onde de exige uma dimensão ibérica de tratamento", explicou em declarações, referindo que o plano consolidará experiências que já estão a ser desenvolvidas no mercado norte-americano.
Segundo Trindade, o plano permitirá, paralelamente, desenvolver a imagem de Portugal em Espanha, o que se torna particularmente importante dado o peso dos turistas espanhóis no sector português.
Bernardo Trindade falava no Pavilhão de Portugal da 26ª edição da FITUR, a Feira de Turismo de Madrid, o maior espaço de sempre do certame e que conta quer com agentes regionais quer com uma presença institucional do Governo.
O stand português, de 710 metros quadrados, é dominado pelos temas do património, cultura, gastronomia, praia e "viagens de convenções", pretendendo oferecer aos visitantes da feira uma "imagem muito actual e de acordo com a nova realidade do país", como refere um nota do ICEP.No total estarão presentes na FITUR 43 empresas expositoras e mais de 400 profissionais do sector.

terça-feira, janeiro 03, 2006

Traição à Pátria !!

A decisão de dar a EDP à Iberdrola e a Pina Moura só peca, na minha opinão, por tardia.
E passo a explicar porquê.

Acho que já era tempo de dar a papinha toda, uma vez mais, a empresas estrangeiras concorrentes das maiores empresas portuguesas. Tal não seria a primeira vez e vem no seguimento da estratégia de acabar com o resto!
É só lembrar o caso da TAP e da Swissair, e da trapalhada criminiosa do ministro Jorge Coelho. Como é possível dar aos suíços todos os segredos da aérea nacional? Depois... os suíços ficaram a conhecer a TAP por dentro, faliram, e o Estado ficou prejudicado em muitos milhões de euros.
As culpas, essas morreram, coitadas, solteiras. Até hoje dá vontade de rir (pelo menos aos suíços).

Aqui por estes lados, pode fazer-se tudo com o beneplácito da República e do regime.
Os maiores partidos, PS e PSD, não são mais do que o reflexo do resto do País. É óbvio que não podemos exigir uma classe política nacional que não tenha os vícios e as virtudes dos cidadãos nacionais! Como são parte de nós, povo português, nas coisas boas e más, não podemos efectivamente esperar muito mais!!

A escumalha governativa que desgoverna o País transitou da monarquia para a república, da ditadura para o estado novo e deste para a democracia. São os mesmos! Só mudaram as moscas!

A esta estratégia de acabar definitivamente com o País chamava-se traição à Pátria.
Importa reflectir sobre o que é traição à Pátria.

Apesar de legislada, podia actualmente funcionar como prebenda para um qualquer ministro que funcionasse como um qualquer Vasconcellos.
Filhos da...

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Macau

Ontem vi o prós e contras feito em Macau.

Fiquei extremamente surprendido pela Portugalidade revelada por aqueles que ainda hoje mantém uma ideia de Portugal hoje proscrita do nosso País.

Ali foi-me revelada na plenitude o que quer dizer ser Português.

Ser Português não é nascer em Portugal, é algo muito maior, muito mais amplo e profundo, que está entranhado na nossa alma, e que muitos portugueses de hoje simplesmente não ligam, não se importam e até repudiam.

O nosso mal vem d dentro, estamos a ser comidos a partir dos portugueses de Portugal, porque se dependesse daqueles que são descendentes dos nosso antepassados estariamos ainda no topo do mundo.

Foi com lágrimas nos olhos que o poeta e douto professor Sena Santos a falar do seu País. Do Seu País Portugal, pois ele é Português. Foi também com lágrimas nos olhos que recordei a imagem de Rocha Vieira a recolher a ultima bandeira do império, o fim de um ciclo que deveria iniciar outro mas que simplesmente apagou a ideia de Portugal dos Portugueses. Uma bandeira que muito representa, mas mais uma vez os nossos governantes cuspiram, conspurcando-a. Estava prevista uma cerimónia em Portugal para entregar essa Bandeira ao nosso presidente e uma condecoração ao Rocha Vieira. Cerimónia nunca realizada e a bandeira que simboliza perfeitamente o que é ser Português, está hoje guardada na casa do ajudante de campo de Rocha Vieira.

É assim mais uma vez que os governantes desta República destroem o nosso património cultural. é mais uma machadada no nosso país.

E Depois estes artistas ainda vêm falar da Falta de Auto estima.

Foram eles com toda a destreza que criminalizaram o facto de um gajo ser patriota, oram eles que destruiram o conhecimengto da nossa história e cultura, reduzindo a História de Portugal nos currículos escolares a uma mera nota de rodapé. Foram eles que mataram o orgulho de ser Português. Não contra os outros povos, mas pelo facto de querermos ser melhores que os outros.

Foi com lágrimas que vi a mágoa presente no coração daqueles que amam o seu país e vêm a república a maltratar os nossos irmãos. a revolta com que falam do abandono de Portugal a Macau, a Goa, a Timor. Sentem-se abandonados.

Foi aplaudindo que vi o arquitecto Pedro Marreiros interpelado pela Fátima Campos Ferreira sobre estas razões de abandono em momento algum ele afirmou que a culpa era de Portugal, mas sim que a culpa era da REPÚBLICA.

E Assim se vai depaperando um país, largado aos caídos. com uma alma maior do que merece.

terça-feira, dezembro 13, 2005

O termo "pátria" está de regresso.

José Manuel Fernandes
(Editorial do "Público" - 10 de Dezembro de 2005)

Quantos portugueses sabem cantar o hino nacional? Quantos conhecem o significado dos símbolos da bandeira nacional? Quantos repararam que muitas das bandeiras que puseram às janelas durante o Euro 2004 estavam mal feitas, por terem sido confeccionadas na China?
Não devem ser muito entusiasmantes as respostas a estas perguntas. Depois da exploração reaccionária do patriotismo pelo anterior regime, em especial durante a guerra colonial, muitos portugueses, sobretudo os mais novos, passaram a desvalorizar os símbolos nacionais.
A senti-los como algo antiquado, até com algum cheiro a mofo.

A esquerda, que recordava a frase de Salazar "a pátria não se discute", eliminou mesmo o termo do seu léxico, enquanto alguma direita, atormentada pela má consciência, evitava referências que temia serem interpretadas como serôdias. A recuperação da palavra "pátria", e da ideia de patriotismo, nesta campanha eleitoral para a Presidência da República tem suscitado algumas controvérsias curiosas, sobretudo por se situarem em áreas políticas onde o tema tem sido tabu. Mas tem uma virtude: permite-nos olhar para a idéia de "pátria" de forma mais descomplexada. E, porventura, mais útil.

Numa época em que Portugal transferiu parte substancial da soberania - designadamente a sua política monetária - para a União Europeia, numa altura em que se discute o aprofundamento da integração e se procura ultrapassar o impasse constitucional, elogiar a noção tradicional de "pátria" pode parecer contraproducente. Contudo, há uma outra perspectiva, e visitando países como a Irlanda, a Polónia, ou os países nórdicos - tudo histórias de relativo sucesso no quadro da União - compreende-se que neles se vive um patriotismo que, sem ser contraditório com a integração europeia, funciona de forma muito positiva.
Lá não é necessário um campeonato de futebol para vermos bandeiras nas janelas ou nos pátios,existindo em contrapartida estudos que mostram que o sentimento patriótico é um factor positivo no desenvolvimento.
Um deles, que já aqui citei, é o do prestigiado sociólogo Manuel Castells e procura explicar as razões do sucesso do modelo finlandês. Nesses países, que tal como Portugal abdicaram por escolha própria de uma parte da sua soberania a favor da UE, o patriotismo é factor aglutinador que lhes permite unirem-se em torno de objectivos comuns. O patriotismo funciona tornando-os mais fortes no interior da União, não contra a União, e, de uma forma geral, também não tem conduzido a manifestações de intolerância xenófobas infelizmente comuns noutros países.

Olhando para a sua História, encontramos, relativamente a Portugal, uma enorme diferença: todos eles, de uma forma geral, sofreram para serem independentes. A Irlanda, a Finlândia ou a Polónia só no século XX se tornaram independentes. E a plena independência, uma independência não tutelada, só a conseguiram na segunda metade do século passado. Esses países e esses povos conheceram dias muito difíceis e sofridos e, para eles, o patriotismo tem um sentido positivo que têm sabido utilizar a seu favor (entre outros factores).
O que nos leva ao utro tema, a que voltaremos: a importância que tem, para uma nação, a sua capacidade de sofrer e ultrapassar o sofrimento.