quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Cônsul admite que passaporte de Kim Jong-nam seja «falso»

O cônsul-geral de Portugal em Macau negou hoje que Kim Jong-nam, filho mais velho do líder norte-coreano, seja detentor de um passaporte português emitido em Macau tal como foi avançado pelo diário de Hong Kong South China Morning Post.
Em manchete, o jornal de língua inglesa noticia que Kim Jong-nam vive em Macau há cerca de três anos e que viaja habitualmente com passaportes da República Dominicana e de Portugal.

Kim Jong-nam foi detido em Maio de 2001, em Tóquio, e recambiado para o continente chinês depois das autoridades japonesas terem detectado que o passaporte da República Dominicana com que tentava entrar no Japão era falso.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

China Daily dá destaque especial à visita de José Sócrates



A visita de José Sócrates à China tem hoje impacto na edição de Hong Kong do China Daily com uma grande fotografia do chefe do Governo Português a ilustrar um texto intitulado "PM quer mostrar um Portugal moderno".

Numa rara referência a temas portugueses ou a Portugal, o China Daily dá um grande destaque à visita de José Sócrates, cita declarações do líder do Governo à chegada a Pequim, revela as suas perspectivas sobre a viagem e dá conta do programa oficial até ao final do dia de sexta-feira, quando a comitiva governamental sair de Xangai rumo a Macau.
Na imprensa de língua inglesa e portuguesa de Macau, a visita do chefe do governo português à China é um tema abordado por todos os títulos embora apenas no Jornal Tribuna de Macau e no Hoje Macau mereça honras de primeira página.

No Jornal Tribuna de Macau, uma foto de José Sócrates a ser recebido em Pequim ocupa grande parte da primeira página, para dar destaque à segunda principal notícia da edição. No Hoje Macau, apenas uma referência às declarações do primeiro-ministro sobre Macau surge na capa, que destaca como tema principal mais um episódio do alegado caso de corrupção que envolve um ex-membro do governo de Macau.

Ainda em português, e apesar de dedicar algum espaço ao tema, o Ponto Final não chama à primeira página a visita de Sócrates à China enquanto que o Macau Post Daily, de língua inglesa, refere no interior o início da visita do primeiro-ministro português.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Embaixada na China sem conselheiro económico

A ausência de um conselheiro económico é uma lacuna grave num dos mercados mundiais mais apetecíveis, aponta o novo embaixador.

Quando José Sócrates desembarcar amanhã do avião em Pequim vai encontrar uma embaixada desfalcada. A representação diplomática de Portugal num dos mais importantes mercados do mundo está sem conselheiro económico e comercial. Mas dadas as limitações financeiras em que o país se encontra e a reestruturação de que o Icep está a ser alvo na sequência da fusão com a Agência Portuguesa de Investimento (API) não haverá por agora qualquer reforço, apurou o Diário Económico junto de fonte governamental.

Relações da China com países lusófonos despertam interesse pelo português

Mais de duas centenas de alunos estudam a língua e cultura portuguesas no continente chinês numa altura em que o país quer continuar a aprofundar as relações com o mundo da lusofonia.

Criado em Setembro de 1989, o Instituto Português do Oriente é a entida de responsável pela divulgação da língua e cultura portuguesas no sudeste asiático e tem actualmente a seu cargo cerca dois mil alunos em toda a Ásia.

Na capital chinesa, onde o primeiro-ministro José Sócrates inicia terça -feira a sua primeira visita oficial à República Popular da China, 90 alunos frequentam a licenciatura em Língua e Cultura Portuguesas na Faculdade de Espanhol e Português da Universidade de Línguas Estrangeiras da cidade, num programa de formação cujo terceiro ano é cumprido em Macau.

Também em Pequim, na Universidade de Comunicações da China, visitada pelo ex-presidente português Jorge Sampaio em Janeiro de 2005, 62 alunos frequentam a licenciatura em Língua e Cultura Portuguesas num programa de quatro anos, cujos alunos do 2º se encontram no Brasil ao abrigo de um protocolo de intercâmbio com uma unidades daquele país.

Em Xangai, a segunda etapa de José Sócrates na China, a licenciatura em Língua e Cultura Portuguesa da Universidade de Estudos Estrangeiros de Xangai tem 58 alunos e foi recentemente criado um Centro de Língua numa parceria entre o Instituto Português do Oriente, a Universidade e o Instituto Camões, facilitando a actualização das técnicas e métodos de ensino e coordenação da equipa de doc entes que é feita, via Internet, pelo IPOR em Macau.

A secção cultural da Embaixada de Portugal em Pequim também organiza cursos livres de língua portuguesa que são ministrados pelos leitores das universidades da capital.

Bem mais perto do antigo território administrado por Portugal, na Universidade de Jinan, em Cantão, capital da província de Guangdong, 25 alunos, a maioria dos quais no primeiro nível, aprendem português num curso opcional com o leitor Vítor Silva num programa de formação que verá em breve a carga horária aume ntada para quatro horas semanais.

No continente chinês existem também 40 alunos a frequentar a licenciatura em Estudos Portugueses na Universidade de Tianjin, que já solicitou apoio ao IPOR para um professor.

Ainda este ano, começa a título experimental na Universidade de Estudos Estrangeiros de Cantão um curso livre de português, e a Universidade de Wuhan vai enviar técnicos de empresas chinesas com relações comerciais com os países africanos de expressão portuguesa para aprenderem a língua em Macau.

Ainda no continente chinês, na cidade Chengdu, capital da província de Sichuan, o Instituto Camões e o Instituto Português do Oriente assinaram um protocolo de cooperação com o Centro de Intercâmbio Internacional para apoio ao ensino da língua portuguesa a intérpretes, pessoal médico e paramédico para apoio em fornecimento de material de apoio e equipamento audio-visual para os cursos ali leccionados desde 1976.

O ensino da língua portuguesa na China não se fica apenas pelo continen te e nas duas Regiões Administrativas Especiais - Hong Kong e Macau - acaba por ter muito mais expressão já que na antiga colónia britânica estudam 30 alunos nos cursos livres e de opção da Universidade de Hong Kong que em Setembro deste an o irá contratar um professor de português ao mesmo tempo que o IPOR reforça os apoios e vai conceder bolsas para formação em Portugal de docentes locais.

Em Macau o papel do Instituto Português do Oriente tem uma face mais vi sível na formação em língua e cultura portuguesas com 1.502 alunos - 336 dos qua is funcionários da Administração local - formados por 16 professores, dos quais 10 a tempo inteiro.

Além da China, o Instituto Português do Oriente está também presente na Tailândia onde dá formação a 46 alunos nas Universidades de Chulalongkom e de Thammasat e no Centro Cultural Português.

Ao longo dos quatro dias que permanecerá na China, será difícil que José Sócrates e a sua comitiva se cruzem com muitos cidadãos locais que dominam o português mas o interesse pela língua de Camões e Pessoa não pára de aumentar pelo Oriente.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

A Guiné-Bissau, a questão da Casamança e o Direito

Por Pedro Rosa Có
Jurista

Face ao conflito da Casamança impende sobre a Guiné-Bissau (GB) a obrigação de respeito do consagrado princípio do direito internacional e muito caro aos Estados africanos – o princípio da não ingerência nos assuntos internos de um Estado soberano.

O princípio anunciado tem duas vertentes: negativa e positiva. Pela vertente negativa, impõe-se ao governo guineense, em relação às forças do MFDC (Mouvement des Forces Democratiques de Casamance) ou suas facções, a abstenção de colaboração e de prestação de qualquer tipo de apoio, nomeadamente o fornecimento de armas, treino das suas forças ou cedência do seu território para o efeito.

Em relação ao governo senegalês, as regras do direito internacional dos conflitos armados internos são mais maleáveis, exigindo-se apenas a abstenção de o apoiar com militares, em virtude de o MFDC ser um movimento armado e ser protegido pelo direito internacional neste aspecto, mas não se veda o fornecimento de armas, treino de homens no quadro da cooperação militar.

Ou seja, o governo guineense pode, no quadro de cooperação militar com o governo senegalês, treinar o seu pessoal, fornecer-lhe material bélico e outros, mas nunca enviar homens armadas para combater as forças de MFDC ao lado das forças senegalesas.

Pela vertente positiva, a GB tem a obrigação de combater as forças do MFDC ou as suas facções quando utilizam o seu território para preparar as suas ofensivas contra o Governo do Senegal. Portanto, com a tomada de Barraca Mandioca e a expulsão do território nacional da facção do MFDC dirigida por Salif Sadjó, a GB cumpriu a sua obrigação e as nossas FARP demonstraram, mais uma vez, estarem à altura das suas responsabilidades no cumprimento das suas obrigações constitucionais de defesa da integridade territorial e do bom-nome da Guiné-Bissau no plano internacional.

A atitude de complacência com as forças do MFDC ou suas facções e o fazer de conta que a questão não era connosco, representam o mais elementar desconhecimento do direito internacional e das relações internacionais.

A Guiné-Bissau estava em falta para com o Senegal e para com a comunidade internacional, na medida em que ao permitir a permanência das forças do MFDC no seu território estava a ingerir, por omissão, nos assuntos internos do Senegal. Assim, a GB tinha uma margem de manobra muito estreita. Ou expulsava as forças do MFDC, ou declarava-se incapaz de o fazer.

A última opção não seria digna de um Estado soberano e nem seria verosímil, conhecida que é a bravura das nossas FARP, bravura essa que veio desde a luta de libertação nacional até o 07 de Junho, passando pelas Missões de Paz no estrangeiro.

Se, apesar de tudo, a GB tivesse o desplante de se declarar incapaz de expulsar as forças do MFDC, estaria a legitimar uma eventual intervenção das forças senegalesas no seu território para o fazer, sem que, no entanto, possa invocar a violação da sua integridade territorial. Se o Senegal violar as suas fronteiras nestas condições, estaria a agir a coberto de uma causa de justificação de ilicitude internacional – Estado de necessidade. As forças do MFDC constituiriam um perigo que, vindo da GB sem que esta o possa eliminar, deve poder ser eliminado legitimamente pela vítima – o Senegal. Esta é uma regra elementar de direito (natural) internacional e uma das excepções indiscutíveis ao princípio da proibição do uso da força nas relações internacionais.

Entretanto, a opção pelo combate e expulsão das forças do MFDC esteve envolto em outra querela jurídica. Trata-se da alegada violação da constituição, que supostamente atribui a competência a ANP para autorizar o Presidente da República a declarar a guerra ou assinar acordos de paz.

Com devido respeito pelos que defendem esta opinião, trata-se de uma falsa questão. A Constituição é clara. A ANP só intervém em caso de declaração de guerra, e a GB não estava em guerra com ninguém e nem poderia estar. Não se está em guerra com movimentos armados e muito menos com suas facções. O uso das FARP nestes casos é decidido pelo Governo em conjunto com o Presidente da República na qualidade de Comandante supremo das FARP.

No estado actual evolução do direito internacional marcado pelo fim do ius ad bello (direito de fazer a guerra), a intervenção da ANP em matéria do uso das FARP é juridicamente residual. Mesmo na participação em Operações Manutenção da Paz no quadro da ONU ou de outras organizações regionais, não é necessária a autorização da ANP. A haver alguma intervenção da ANP, seria apenas por motivos políticos e não de estrita legalidade.

Com efeito, independentemente dos interesses que estejam em causa, da cumplicidade com as forças do MFDC no conflito de 07 de Junho, bem como das consequências que a expulsão possa ter no desfecho do conflito de Casamança, a opção seguida pelo Governo Guineense tem a chancela do Direito e espera-se que seja encontrada uma solução pacífica para o conflito entre os nossos irmãos desavindos, de modo a por cobro ao sofrimento da população civil quer desta margem de cá quer da de lá.

Mudança da posição portuguesa sobre Saara Ocidental !?

Três jornais argelinos interpretam hoje a declaração final da primeira cimeira luso-argelina como uma mudança por parte de Portugal em relação ao conflito do Saara Ocidental, destacando o apoio de Lisboa à autodeterminação dos saarauis.

O diário Liberté consagra mesmo o seu editorial e titula que "Portugal demarca-se do eixo Paris-Madrid", citando o texto da declaração final da cimeira de domingo e segunda-feira, em Argel, segundo o qual "a Argélia e Portugal pronunciaram-se a favor da legalidade internacional e do direito à autodeterminação do Saara Ocidental".

O jornal recorda que no final do ano passado Portugal absteve- se na votação da resolução, adoptada por maioria, quando a questão do Saara Ocidental foi discutida no âmbito da Assembleia-Geral da ONU.

Licenciatura de Português em Cambridge termina por falta de verbas

A Universidade de Cambridge, em Inglaterra, decidiu cancelar a licenciatura em Português, a partir do final do próximo ano lectivo, devido à falta de verbas com que a universidade inglesa se depara.

A responsável pela licenciatura, Maria Manuel Lisboa, já pôs a circular na Internet um pedido para que a decisão seja revista, argumentando que o curso de Português é altamente produtivo e está em fase de expansão, quer no número de alunos inscritos quer nas áreas de investigação e publicação de trabalhos por parte do corpo docente.

O português foi também celebrado para especial louvor entre todas as disciplinas de licenciatura nas últimas avaliações externas da Faculdade de Línguas Modernas e Medievais de Cambridge, acrescentou a professora, na carta onde torna pública a decisão da Reitoria da Universidade.

A vice-reitora da universidade confirmou, em comunicado, o encerramento da licenciatura de Português em Outubro de 2008, adiantando que, devido aos constrangimentos financeiros com que a instituição de ensino se depara, não lhe restava outra alternativa. Acrescentou, no entanto, que o ensino de português vai manter-se vivo na Universidade de Cambridge, através de uma cadeira inserida no curso de Línguas Modernas e Medievais e de uma disciplina de ensaio optativa no último ano desse curso.

A responsável pela instituição universitária expressou também o desejo de que esta reestruturação do ensino de português não ponha em causa o apoio financeiro que o Instituto Camões tem dispensado à universidade para esse fim.

No comunicado, a vice-reitora ressalvou ainda que a licenciatura de Português será reactivada, logo que a universidade de Cambridge disponha de melhores condições financeiras.

Já a presidente do Instituto Camões revelou desconhecer esta decisão, por não lhe te sido comunicada nem pela universidade nem por parte da embaixada portuguesa em Londres.

«Ouvimos rumores» de que haveria «internamente algumas vozes discordantes relativamente à manutenção do português» e «pedimos ao embaixador de Portugal em Londres que fizesse um «diligência junto da Universidade», para apurar a veracidade desses comentários, disse.

Simonetta Luz Afonso, acrescentou, no entanto, que o instituto ainda não recebeu «nenhuma informação» nem formal nem informal por parte da universidade, sendo que o protocolo assinado estabelece que ambas as partes podem desistir do mesmo, sempre que o justifiquem.

A presidente do Instituto Camões ressalvou ainda que, se a Universidade de Cambridge está com falta de verbas, não é por causa da falta de pagamento por parte da instituição portuguesa, que «tem sido sempre cumprido» com os «30 mil euros» que paga lhe anualmente.

Simonetta Luz Afonso realçou que em Inglaterra o português está «bem representado», porque para além de «quatro importantíssimas cátedras», o instituto está presente «em 12 universidades», a caminhar para 13, com um acordo com a Universidade Belfast em vias de ser assinado. O investimento do Instituto Camões em Inglaterra é de 390 mil euros por ano.

Vergonha...

Portugal foi o segundo país que mais se globalizou nos últimos 30 anos

Portugal foi o segundo país do mundo, logo a seguir à China, que mais melhorias registou, durante os últimos 30 anos, no índice da globalização calculado pelo instituto suíço KOF.

Esta entidade, sedeada em Zurique, realiza, desde 1970 até agora, um cálculo do grau de globalização que se verifica em cada um dos países. Leva em conta para esse cálculo indicadores de ordem política, económica e social e colocou, na edição deste ano publicada na passada sexta-feira, Portugal no 13.º lugar entre 121 países, com um resultado de 83,06 pontos.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Encantadores de serpentes em concílio para salvar profissão

Mais de 150 encantadores de serpentes reuniram-se na cidade paquistanesa de Hyderabad para apelar ao Governo que os ajude no seu ofício, considerado por muitos como dom divino.

«Foi-nos ofertado o dom de viver com as cobras pelos homens sagrados Pirs, e os encantadores possuem a cura para todos os males. Agora já não respeito ou encorajamento para nós», afirmou à Reuters encantador Arjun Jogi.

Encantar serpentes é uma actividade legal no Paquistão que, ao contrário da Índia, não baniu a caça e o uso dos sinuosos répteis para viver. Indiferentes ao veneno, os encantadores deixam que víboras, cobras capelo e boas se enrosquem em redor dos seus pescoços e braços.

Os activistas dos direitos dos animais sustêm porições ambivalentes em relação à prática, reconhecendo o conhecimento milenar necessário para a profissão e, por outro lado, rejeitando os métodos pouco ortodoxos de tornar as serpentes inofensivas.

Deputado com apelido português intervém acerca do BB inglês

O primeiro deputado (MP - Member of Parliament) de origem indiana a ser eleito para o Parlamento inglês, Keith Vaz, interveio nessa Câmara, acerca do polémico Big Brother que terá permitido ofensas de carácter racista à comunidade indiana.

O MP Vaz nasceu em Aden, Iémen em 1956, e os seus pais, com origem em Goa, chegaram à Grã-Bretanha em 1965. Estudou na Latymer Upper School, no Gonville & Caius College, bem como na Cambridge University.

Exerceu advocacia durante os anos 80 e em 1987 torna-se MP por
Leicester East.
Teve vário cargos governamentais, como o de Ministro de Estado para a Europa (1999-2001) e Secretário Parlamentar (Ministro), entre outros.

Portugal vai ter imagem melhorada no Google Earth

Portugal vai ter imagens de satélite melhoradas na mais recente versão do Google Earth, graças a um acordo assinado entre o Google e a Spot Image.

A sociedade francesa especializada em imagens satélite, com sede em Toulouse, vai fornecer à empresa norte-americana imagens do satélite Spot 5 com 2,5 metros de resolução (1 pixel representa 2,5 metros no solo), melhorando a qualidade da imagem em certas zonas do mundo, como Portugal.

As imagens estão a partir desta quarta-feira disponíveis na última versão do programa, sendo também possível aceder às imagens através do Google Maps.

Uma espécie de lifting...

terça-feira, janeiro 23, 2007

António Damásio em destaque na Time Magazine

António Damásio é director do Brain and Creativity Institute da University of Southern California, em Los Angeles, e escreve na última Time Magazine o artigo "A Story We Tell Ourselves".

Citamos um excerto:
"Some philosophers maintain that solving the problem of consciousness is beyond the reach of human intelligence. This is very odd and, I believe, untrue. It fits a sensible intuition that the mind is something special and different, separable from the brain, but the fact that the intuition is sensible does not make it right."

Presidente chinês ausente durante visita de Sócrates

O presidente chinês inicia no final de Janeiro uma visita oficial a África, num périplo que incluirá oito países africanos, incluindo Moçambique, deixando Pequim no dia em que o primeiro-ministro português começa uma viagem oficial à China, anunciou hoje o governo chinês.

Fonte diplomática chinesa disse à Lusa em Pequim que o ministro do Comércio, Bo Xilai, deverá acompanhar o presidente chinês, o que deixará sem interlocutor Manuel Pinho, ministro da Economia.

José Sócrates viaja acompanhado por cerca de 60 empresários com interesses no mercado chinês e, segundo um comunicado do Ministério português dos Negócios Estrangeiros, a visita oficial tem como objectivo o "reforço das relações políticas e económicas" entre os dois países.

A diplomacia portuguesa no seu melhor...

Coluna humanitária de Ramos-Horta travada na fronteira indonésia

Uma coluna humanitária liderada pelo primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, foi hoje travada na fronteira de Timor-Leste com a Indonésia quando pretendia seguir para o enclave de Oécussi, por alegada falta de autorização de passagem das viaturas da ONU.

«É má vontade» das autoridades indonésias, reagiu o primeiro-ministro timorense ao final da tarde (hora local), quando já era tarde demais para a coluna atravessar território indonésio.

«Um telefonema devia poder resolver isto», acrescentou.

A coluna transportava 25 toneladas de arroz e 100 caixas de massa para o enclave timorense de Oécussi, na parte indonésia da ilha, situado a cerca de 75 quilómetros a oeste da fronteira de Batugadé.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Airbus contrata Corticeira Amorim para fornecimento de aplicações e cortiça

Airbus contratou a Corticeira Amorim para o fornecimento de aplicações e cortiça destinadas à construção de aviões, informou fonte da empresa com sede em Santa Maria da Feira, Aveiro.

Os aglomerados de cortiça destinam-se a substituir a maioria do plástico e da borracha que a Airbus integra na fuselagem aeronáutica.

Depois de uma investigação que envolveu cerca de dois anos, a Airbus começou a aplicar cortiça na construção dos seus aviões, visando aumentar as condições de segurança dos equipamentos e o conforto de passageiros e tripulantes.
A missão pretendia desenvolver um produto que melhorasse o isolamento dos aviões a nível da vibração, do som e da temperatura, tendo a cortiça demonstrado uma flexibilidade particularmente adequada para os efeitos desejados.

Se os testes de laboratório correrem bem, a aviação entrará numa nova fase em termos de segurança.

Subsídio de marcha

Foi manchete do Correio da Manhã e o Guardian pegou na notícia:
a história do "subsídio de marcha", 15 cêntimos por quilómetro que ainda existe para alguns funcionários em Portugal, mas que está em desuso.

O jornal britânico acha espanto que nem os ambientalistas nem os profissionais tenham defendido a sua manutenção...

quinta-feira, janeiro 18, 2007

PT não comenta críticas de Ramos-Horta sobre Timor Telecom

A Portugal Telecom (PT) afirmou hoje que "não comenta" as declarações do primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, que criticou terça-feira o monopólio da Timor Telecom, controlada pela PT, e as tarifas praticadas.
Ramos-Horta manifestou terça-feira a sua oposição ao actual monopólio da Timor Telecom, controlada pela Portugal Telecom (PT).

"Não aceito que uma empresa portuguesa monopolize a Timor Telecom", afirmou o primeiro-ministro à margem de uma sessão promovida por uma organização não-governamental num bairro de Díli. Afirmou também que: "A Internet e as telecomunicações devem ser também acessíveis aos pobres", explicou Ramos-Horta, citado pela agência EFE.

O primeiro-ministro considerou que "a presença da Timor Telecom em Timor-Leste é para ajudar e facilitar a todos neste país, tanto se são ricos como se são pobres".

"O acordo entre o Governo e os empresários portugueses da Timor Telecom há cinco anos realizou-se em circunstâncias diferentes", salientou Ramos-Horta.

Machadadas...

Sintra em bilhetes de metro japonês

Trezentos mil exemplares de um cartão/bilhete com uma imagem do Palácio Nacional de Sintra foram emitidos pelo Metro de Tóquio, numa iniciativa conjunta com o Centro Cultural da Embaixada portuguesa na capital japonesa

De acordo com a directora do Centro Cultural da Embaixada, Paula Ferreira dos Santos, a emissão do cartão/bilhete, alusivo ao Património Mundial da Humanidade em Portugal, insere-se no âmbito da promoção do património português no Japão.

Os bilhetes, precisou a mesma responsável, «são compatíveis com uma rede utilizada diariamente por mais de cinco milhões e meio de passageiros».

A rede em questão inclui, não apenas o Metropolitano de Tóquio, mas também linhas privadas, numa área metropolitana onde residem mais de 35 milhões de habitantes.

Um responsável do Metropolitano de Tóquio citado por Paula Ferreira dos Santos assinalou que a procura dos bilhetes tem sido elevada e é provável que a emissão esteja «esgotada ainda durante o presente mês».

A «ilusão» de pensar que a guerra acabou em Cabinda

Estanislau Miguel Boma, chefe do estado-maior da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC), em entrevista ao Ibinda.com condena a acção de Bento Bembe, afirmando que é uma «ilusão» pensar que a guerra acabou em Cabinda e que a resistência «está disponível para negociar a paz» em Cabinda, desde que esta seja «franca e transparente».

«A guerra continua em Cabinda, e a guerra vai prosseguir porque é a nossa única forma de afirmação» afirmou Estanislau Miguel Boma.

Morreu «pai do nacionalismo» em Casamança

O «pai do nacionalismo» na Casamança, Augustin Diamacoune Senghor, fundador do Movimento das Forças Democráticas da Casamança (MFDC) morreu este domingo, 14 de Janeiro, no hospital Val-de-Grace em Paris.
A morte do «pai do nacionalismo» da Casamança pode pôr em risco processo de paz com o Senegal e abre caminho às lutas pela liderança do movimento.

Após prolongada doença o abade Augustin Diamacoune Senghor, de 78 anos, líder carismático do separatismo da Casamança, morreu deixando o MFDC numa situação caótica onde se multiplicam as rivalidades internas militares e políticas.

Augustin Diamacoune Senghor, assinara a 30 de Dezembro de 2004 um «acordo global de paz» que supostamente terminava com o conflito entre o MFDC e o Senegal que durava desde 1982 causando a morte de milhares de pessoas. Porém, as difíceis negociações de paz previstas no acordo foram consecutivamente adiadas para o finai de 2005 e início de 2006, no entanto nunca conseguiu congregar todas as facções armadas no interior do movimento independentista, especialmente a facção de Salif Sadio que prosseguiu com os ataques junto à fronteira gambiana.

A morte de Augustin Diamacoune Senghor reforça a crise da luta pela liderança já patente no seio do MFCD que se intensificou nos últimos anos com a degradação do estado de saúde o «abade rebelde», abrindo uma nova fase de incertezas no processo de paz na Casamança.