quinta-feira, janeiro 25, 2007

Licenciatura de Português em Cambridge termina por falta de verbas

A Universidade de Cambridge, em Inglaterra, decidiu cancelar a licenciatura em Português, a partir do final do próximo ano lectivo, devido à falta de verbas com que a universidade inglesa se depara.

A responsável pela licenciatura, Maria Manuel Lisboa, já pôs a circular na Internet um pedido para que a decisão seja revista, argumentando que o curso de Português é altamente produtivo e está em fase de expansão, quer no número de alunos inscritos quer nas áreas de investigação e publicação de trabalhos por parte do corpo docente.

O português foi também celebrado para especial louvor entre todas as disciplinas de licenciatura nas últimas avaliações externas da Faculdade de Línguas Modernas e Medievais de Cambridge, acrescentou a professora, na carta onde torna pública a decisão da Reitoria da Universidade.

A vice-reitora da universidade confirmou, em comunicado, o encerramento da licenciatura de Português em Outubro de 2008, adiantando que, devido aos constrangimentos financeiros com que a instituição de ensino se depara, não lhe restava outra alternativa. Acrescentou, no entanto, que o ensino de português vai manter-se vivo na Universidade de Cambridge, através de uma cadeira inserida no curso de Línguas Modernas e Medievais e de uma disciplina de ensaio optativa no último ano desse curso.

A responsável pela instituição universitária expressou também o desejo de que esta reestruturação do ensino de português não ponha em causa o apoio financeiro que o Instituto Camões tem dispensado à universidade para esse fim.

No comunicado, a vice-reitora ressalvou ainda que a licenciatura de Português será reactivada, logo que a universidade de Cambridge disponha de melhores condições financeiras.

Já a presidente do Instituto Camões revelou desconhecer esta decisão, por não lhe te sido comunicada nem pela universidade nem por parte da embaixada portuguesa em Londres.

«Ouvimos rumores» de que haveria «internamente algumas vozes discordantes relativamente à manutenção do português» e «pedimos ao embaixador de Portugal em Londres que fizesse um «diligência junto da Universidade», para apurar a veracidade desses comentários, disse.

Simonetta Luz Afonso, acrescentou, no entanto, que o instituto ainda não recebeu «nenhuma informação» nem formal nem informal por parte da universidade, sendo que o protocolo assinado estabelece que ambas as partes podem desistir do mesmo, sempre que o justifiquem.

A presidente do Instituto Camões ressalvou ainda que, se a Universidade de Cambridge está com falta de verbas, não é por causa da falta de pagamento por parte da instituição portuguesa, que «tem sido sempre cumprido» com os «30 mil euros» que paga lhe anualmente.

Simonetta Luz Afonso realçou que em Inglaterra o português está «bem representado», porque para além de «quatro importantíssimas cátedras», o instituto está presente «em 12 universidades», a caminhar para 13, com um acordo com a Universidade Belfast em vias de ser assinado. O investimento do Instituto Camões em Inglaterra é de 390 mil euros por ano.

Vergonha...

Portugal foi o segundo país que mais se globalizou nos últimos 30 anos

Portugal foi o segundo país do mundo, logo a seguir à China, que mais melhorias registou, durante os últimos 30 anos, no índice da globalização calculado pelo instituto suíço KOF.

Esta entidade, sedeada em Zurique, realiza, desde 1970 até agora, um cálculo do grau de globalização que se verifica em cada um dos países. Leva em conta para esse cálculo indicadores de ordem política, económica e social e colocou, na edição deste ano publicada na passada sexta-feira, Portugal no 13.º lugar entre 121 países, com um resultado de 83,06 pontos.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Encantadores de serpentes em concílio para salvar profissão

Mais de 150 encantadores de serpentes reuniram-se na cidade paquistanesa de Hyderabad para apelar ao Governo que os ajude no seu ofício, considerado por muitos como dom divino.

«Foi-nos ofertado o dom de viver com as cobras pelos homens sagrados Pirs, e os encantadores possuem a cura para todos os males. Agora já não respeito ou encorajamento para nós», afirmou à Reuters encantador Arjun Jogi.

Encantar serpentes é uma actividade legal no Paquistão que, ao contrário da Índia, não baniu a caça e o uso dos sinuosos répteis para viver. Indiferentes ao veneno, os encantadores deixam que víboras, cobras capelo e boas se enrosquem em redor dos seus pescoços e braços.

Os activistas dos direitos dos animais sustêm porições ambivalentes em relação à prática, reconhecendo o conhecimento milenar necessário para a profissão e, por outro lado, rejeitando os métodos pouco ortodoxos de tornar as serpentes inofensivas.

Deputado com apelido português intervém acerca do BB inglês

O primeiro deputado (MP - Member of Parliament) de origem indiana a ser eleito para o Parlamento inglês, Keith Vaz, interveio nessa Câmara, acerca do polémico Big Brother que terá permitido ofensas de carácter racista à comunidade indiana.

O MP Vaz nasceu em Aden, Iémen em 1956, e os seus pais, com origem em Goa, chegaram à Grã-Bretanha em 1965. Estudou na Latymer Upper School, no Gonville & Caius College, bem como na Cambridge University.

Exerceu advocacia durante os anos 80 e em 1987 torna-se MP por
Leicester East.
Teve vário cargos governamentais, como o de Ministro de Estado para a Europa (1999-2001) e Secretário Parlamentar (Ministro), entre outros.

Portugal vai ter imagem melhorada no Google Earth

Portugal vai ter imagens de satélite melhoradas na mais recente versão do Google Earth, graças a um acordo assinado entre o Google e a Spot Image.

A sociedade francesa especializada em imagens satélite, com sede em Toulouse, vai fornecer à empresa norte-americana imagens do satélite Spot 5 com 2,5 metros de resolução (1 pixel representa 2,5 metros no solo), melhorando a qualidade da imagem em certas zonas do mundo, como Portugal.

As imagens estão a partir desta quarta-feira disponíveis na última versão do programa, sendo também possível aceder às imagens através do Google Maps.

Uma espécie de lifting...

terça-feira, janeiro 23, 2007

António Damásio em destaque na Time Magazine

António Damásio é director do Brain and Creativity Institute da University of Southern California, em Los Angeles, e escreve na última Time Magazine o artigo "A Story We Tell Ourselves".

Citamos um excerto:
"Some philosophers maintain that solving the problem of consciousness is beyond the reach of human intelligence. This is very odd and, I believe, untrue. It fits a sensible intuition that the mind is something special and different, separable from the brain, but the fact that the intuition is sensible does not make it right."

Presidente chinês ausente durante visita de Sócrates

O presidente chinês inicia no final de Janeiro uma visita oficial a África, num périplo que incluirá oito países africanos, incluindo Moçambique, deixando Pequim no dia em que o primeiro-ministro português começa uma viagem oficial à China, anunciou hoje o governo chinês.

Fonte diplomática chinesa disse à Lusa em Pequim que o ministro do Comércio, Bo Xilai, deverá acompanhar o presidente chinês, o que deixará sem interlocutor Manuel Pinho, ministro da Economia.

José Sócrates viaja acompanhado por cerca de 60 empresários com interesses no mercado chinês e, segundo um comunicado do Ministério português dos Negócios Estrangeiros, a visita oficial tem como objectivo o "reforço das relações políticas e económicas" entre os dois países.

A diplomacia portuguesa no seu melhor...

Coluna humanitária de Ramos-Horta travada na fronteira indonésia

Uma coluna humanitária liderada pelo primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, foi hoje travada na fronteira de Timor-Leste com a Indonésia quando pretendia seguir para o enclave de Oécussi, por alegada falta de autorização de passagem das viaturas da ONU.

«É má vontade» das autoridades indonésias, reagiu o primeiro-ministro timorense ao final da tarde (hora local), quando já era tarde demais para a coluna atravessar território indonésio.

«Um telefonema devia poder resolver isto», acrescentou.

A coluna transportava 25 toneladas de arroz e 100 caixas de massa para o enclave timorense de Oécussi, na parte indonésia da ilha, situado a cerca de 75 quilómetros a oeste da fronteira de Batugadé.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Airbus contrata Corticeira Amorim para fornecimento de aplicações e cortiça

Airbus contratou a Corticeira Amorim para o fornecimento de aplicações e cortiça destinadas à construção de aviões, informou fonte da empresa com sede em Santa Maria da Feira, Aveiro.

Os aglomerados de cortiça destinam-se a substituir a maioria do plástico e da borracha que a Airbus integra na fuselagem aeronáutica.

Depois de uma investigação que envolveu cerca de dois anos, a Airbus começou a aplicar cortiça na construção dos seus aviões, visando aumentar as condições de segurança dos equipamentos e o conforto de passageiros e tripulantes.
A missão pretendia desenvolver um produto que melhorasse o isolamento dos aviões a nível da vibração, do som e da temperatura, tendo a cortiça demonstrado uma flexibilidade particularmente adequada para os efeitos desejados.

Se os testes de laboratório correrem bem, a aviação entrará numa nova fase em termos de segurança.

Subsídio de marcha

Foi manchete do Correio da Manhã e o Guardian pegou na notícia:
a história do "subsídio de marcha", 15 cêntimos por quilómetro que ainda existe para alguns funcionários em Portugal, mas que está em desuso.

O jornal britânico acha espanto que nem os ambientalistas nem os profissionais tenham defendido a sua manutenção...

quinta-feira, janeiro 18, 2007

PT não comenta críticas de Ramos-Horta sobre Timor Telecom

A Portugal Telecom (PT) afirmou hoje que "não comenta" as declarações do primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, que criticou terça-feira o monopólio da Timor Telecom, controlada pela PT, e as tarifas praticadas.
Ramos-Horta manifestou terça-feira a sua oposição ao actual monopólio da Timor Telecom, controlada pela Portugal Telecom (PT).

"Não aceito que uma empresa portuguesa monopolize a Timor Telecom", afirmou o primeiro-ministro à margem de uma sessão promovida por uma organização não-governamental num bairro de Díli. Afirmou também que: "A Internet e as telecomunicações devem ser também acessíveis aos pobres", explicou Ramos-Horta, citado pela agência EFE.

O primeiro-ministro considerou que "a presença da Timor Telecom em Timor-Leste é para ajudar e facilitar a todos neste país, tanto se são ricos como se são pobres".

"O acordo entre o Governo e os empresários portugueses da Timor Telecom há cinco anos realizou-se em circunstâncias diferentes", salientou Ramos-Horta.

Machadadas...

Sintra em bilhetes de metro japonês

Trezentos mil exemplares de um cartão/bilhete com uma imagem do Palácio Nacional de Sintra foram emitidos pelo Metro de Tóquio, numa iniciativa conjunta com o Centro Cultural da Embaixada portuguesa na capital japonesa

De acordo com a directora do Centro Cultural da Embaixada, Paula Ferreira dos Santos, a emissão do cartão/bilhete, alusivo ao Património Mundial da Humanidade em Portugal, insere-se no âmbito da promoção do património português no Japão.

Os bilhetes, precisou a mesma responsável, «são compatíveis com uma rede utilizada diariamente por mais de cinco milhões e meio de passageiros».

A rede em questão inclui, não apenas o Metropolitano de Tóquio, mas também linhas privadas, numa área metropolitana onde residem mais de 35 milhões de habitantes.

Um responsável do Metropolitano de Tóquio citado por Paula Ferreira dos Santos assinalou que a procura dos bilhetes tem sido elevada e é provável que a emissão esteja «esgotada ainda durante o presente mês».

A «ilusão» de pensar que a guerra acabou em Cabinda

Estanislau Miguel Boma, chefe do estado-maior da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC), em entrevista ao Ibinda.com condena a acção de Bento Bembe, afirmando que é uma «ilusão» pensar que a guerra acabou em Cabinda e que a resistência «está disponível para negociar a paz» em Cabinda, desde que esta seja «franca e transparente».

«A guerra continua em Cabinda, e a guerra vai prosseguir porque é a nossa única forma de afirmação» afirmou Estanislau Miguel Boma.

Morreu «pai do nacionalismo» em Casamança

O «pai do nacionalismo» na Casamança, Augustin Diamacoune Senghor, fundador do Movimento das Forças Democráticas da Casamança (MFDC) morreu este domingo, 14 de Janeiro, no hospital Val-de-Grace em Paris.
A morte do «pai do nacionalismo» da Casamança pode pôr em risco processo de paz com o Senegal e abre caminho às lutas pela liderança do movimento.

Após prolongada doença o abade Augustin Diamacoune Senghor, de 78 anos, líder carismático do separatismo da Casamança, morreu deixando o MFDC numa situação caótica onde se multiplicam as rivalidades internas militares e políticas.

Augustin Diamacoune Senghor, assinara a 30 de Dezembro de 2004 um «acordo global de paz» que supostamente terminava com o conflito entre o MFDC e o Senegal que durava desde 1982 causando a morte de milhares de pessoas. Porém, as difíceis negociações de paz previstas no acordo foram consecutivamente adiadas para o finai de 2005 e início de 2006, no entanto nunca conseguiu congregar todas as facções armadas no interior do movimento independentista, especialmente a facção de Salif Sadio que prosseguiu com os ataques junto à fronteira gambiana.

A morte de Augustin Diamacoune Senghor reforça a crise da luta pela liderança já patente no seio do MFCD que se intensificou nos últimos anos com a degradação do estado de saúde o «abade rebelde», abrindo uma nova fase de incertezas no processo de paz na Casamança.

Confusão diplomática na visita de Sócrates à China

A visita oficial do primeiro-ministro à China, prevista para o final deste mês, está em risco.
Motivo invocado pelo gabinete do primeiro-ministro: desencontros de agenda, já que o Presidente chinês vai estar nesse período de visita à França, ao Egipto, ao Gabão e à Argélia e também não se encontra em Pequim o ministro da Economia.

As "dificuldades diplomáticas" terão que ver com as declarações do Presidente da República (PR) que, antes de partir para a Índia, disse a jornalistas indianos, por exemplo, que a Índia tem condições mais favoráveis que a China para ser um parceiro comercial com Portugal.

"Primeiro, é uma democracia - é muito mais fácil fazer negócios com uma democracia", afirmou o PR à imprensa indiana.

terça-feira, janeiro 16, 2007

Líder de novo grupo do PE fala português

«Somos gente pacífica e não fazemos outra coisa que não seja defender legalmente as nossas opiniões e os desejos dos nossos eleitores», referiu ainda o eurodeputado num português aprendido na faculdade.

O interesse pela expansão marítima portuguesa, nos séculos XV e XVI, e pelo Oriente levou Gollnish a aprender português na faculdade, explicou o eurodeputado falando do seu gosto pelo fado.

O novo grupo do PE, criado na segunda-feira, é composto, por sete franceses da Frente Nacional, entre os quais o seu presidente, Jean-Marie Le Pen e a filha Marine Le Pen, cinco romenos do partido da Grande Roménia de Corneliu Vadim Tudor, três belgas do partido flamengo Vlaams Belang, incluindo o seu presidente, Franck Vanhecke, um austríaco do FPO, Andreas M¸lzer, um britânico, Ashley Mote, um búlgaro do partido Ataka, e dois italianos, entre os quais Alessandra Mussolini, neta do antigo ditador Benito Mussolini.

Inglaterra e França pensaram em unir-se em 1950

A BBC revelou ontem que "Inglaterra e França quase casaram".

Segundo documentos secretos revelados pelo National Archives, a Inglaterra e a França chegaram a considerar uma "união" nos anos 50 do século passado.

Do lado francês estava o Primeiro Ministro Guy Mollet, estando do lado inglês o seu homólogo Anthony Eden.

Em traços gerais, a França tinha acabado de vêr o Presidente egípcio Nasser nacionalizar o Canal do Suez, tendo ainda que lidar ao mesmo tempo com os separatistas argelinos. A estes factos junta-se a tensão crescente na fronteira entre Israel e a Jordânia. A França era um aliado de Israel e os ingleses da Jordânia.

Não resisto a citar uma parte do documento:
"That we should give immediate consideration to France joining the Commonwealth";
"That Monsieur Mollet had not thought there need be difficulty over France accepting the headship of her Majesty";
"That the French would welcome a common citizenship arrangement on the Irish basis".

Incrível, no mínimo...

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Escócia e Inglaterra de costas voltadas

O ministro das Finanças e número dois do Partido Trabalhista britânico, Gordon Brown, alertou ontem para os riscos de desaparecimento da união entre a Inglaterra e Escócia.
Brown, que se prepara para assumir o cargo de primeiro-ministro ainda este ano, levantou o debate num artigo publicado, ontem, pelo diário "Daily Telegraph", acusando os rivais conservadores de apoiarem o movimento nacionalista.

O alerta surge nas vésperas do terceiro centenário da união entre os parlamentos inglês e escocês - que se celebra na terça-feira - e a meses das próximas eleições na Escócia (marcadas para 1 de Maio), nas quais se prevê uma vitória do Partido Nacional Escocês (SNP) e um provável debate sobre a independência da Escócia. Brown, ele próprio escocês, afirmou que tal vitória poderá representar uma linha divisória entre "os britânicos que defendem os valores comuns da união e aqueles que oportunisticamente querem colocar em risco o futuro da união".

Mas, segundo o SNP, Brown "não tolera a ideia de a Escócia poder escapar ao poder dos trabalhistas nas vésperas da sua entrada em Downing Street". Segundo uma sondagem realizada pelo diário "Daily Mail", 51% dos escoceses aspiram a um futuro independente no seio da União Europeia, enquanto que 48% dos ingleses são favoráveis a tal independência porque, afirma a maioria, a Escócia tem demasiado poder político.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Papa não vem a Portugal como retaliação contra o Governo socialista

O jornal "Semanário" noticia que o Vaticano recusa "aproveitamento" de Sócrates depois das questões do Protocolo e do referendo ao aborto.

A confirmar-se esta versão, trata-se da primeira derrota política do primeiro-ministro em dois anos. O Papa recusar-se-à a vir a Portugal por não quer dar ao primeiro-ministro a possibilidade deste se aproveitar politicamente da visita, depois de ter humilhado a Igreja Católica com a questão do protocolo de Estado, de ter mandado retirar os crucifixos das Escolas e sobretudo de ter mandado fazer um referendo sobre o aborto.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Goeses preferiam visita de Pinto de Costa a Cavaco Silva

O principal responsável pela casa do FC Porto em Goa, a primeira de um clube português na Índia, disse esta terça-feira à Agência Lusa que os goeses preferiam ser visitados por Pinto da Costa do que pelo Presidente da República, Cavaco Silva.

De acordo com Jorge Fialho, portista convicto e principal impulsionador da criação de uma casa dos «dragões» na Índia, os habitantes da antiga colónia portuguesa «vibram e sofrem» com os jogos de Portugal e da Liga portuguesa, principalmente com o FC Porto, numa altura em que Cavaco Silva iniciou uma visita de Estado de oito dias ao país asiático.

«Lêem nos jornais que o Cavaco Silva vai lá e perguntam o que vem cá fazer, comprar, vender. Não querem palestras. O que eles querem mesmo e perguntam é pelo Pinto da Costa e querem fazer uma grande festa se isso vier a acontecer», disse o realizador e encenador de peças de teatro à Lusa.

A nova delegação do FC Porto, situada numa casa do século XVI pintada de azul e branco, foi inaugurada a 29 de Dezembro do ano passado e tem como núcleo responsável o antigo capitão da selecção de futebol da Índia, Bruno Coutinho, o empresário Paulo Mendes e Lavino Rebelo, presidente do clube goês FC de Anjuna, equipa que, curiosamente, alinha de azul e branco.

«Eles lá falam do Mourinho e do Cristiano Ronaldo como nós falamos aqui. Conversam diariamente sobre isso e assistem aos jogos pela Internet», revelou Jorge Fialho, adiantando que existe em Goa um «saudosismo pelos portugueses enorme e fora de vulgar».

O grande ídolo dos adeptos de futebol é mesmo Ricardo Quaresma, jogador que os goeses anseiam por ver ao vivo e até já prepararam um sítio próprio para ficar hospedado caso o número «7» decida um dia visitar a Índia.

«Querem também ter lá o Quaresma no melhor hotel que existe na Índia, onde já estiveram actores de Hollywood como Nicole Kidman e Richard Gere, mas o que eles falam mais é no Pinto da Costa e seria bonito o presidente visitar Goa no seu último mandato», referiu.

Segundo Jorge Fialho, o aumento do número de adeptos do FC Porto em Goa cresceu devido às vitórias recentes dos «dragões» no futebol europeu e ao período dos anos 90, em que o FC Porto ganhou cinco campeonatos consecutivos.

«Os indianos novos, que não se lembram do Benfica e do Sporting ganhar grandes competições. Têm memória do FC Porto ganhar aqueles campeonatos, a Taça UEFA e a Liga dos Campeões», disse.

Um olhar sobre a Índia

Com a devida vénia.

"Nós e a Índia, de Calecut a Nova Deli.

Calecut, 1502. Na sua segunda viagem à Índia, Vasco da Gama manda as suas naus bombardearem a cidade, durante dois dias e duas noites. Eram então os canhões portugueses a ditarem as regras do jogo naquela parte do mundo. Nova Deli, 2007. Ao aterrar, esta semana, no Aeroporto Internacional Indira Gandhi, a comitiva presidencial portuguesa, liderada por Cavaco Silva, já não terá canhões à sua disposição. Na competitiva hierarquia da diplomacia e da comunicação social indiana, a visita portuguesa irá, muito provavelmente, ficar abaixo da de um gestor de uma multinacional norte-americana, alemã ou japonesa.

É natural que algo tenha mudado desde Gama e Calecut. É agora uma Índia confiante e segura de si que emerge no sistema internacional. Desde 2004, mais de cinquenta chefes de Estado e líderes de Governo fizeram-lhe visita oficial, oferecendo atractivos acordos de cooperação política, económica, cultural e militar. Bangalore e Bollywood, Tata e Mittal, Agni e Bhagwati, Nooyi e Naipaul são alguns dos nomes que passaram a ser fundamentais no léxico dos que querem compreender e explorar as transformações vividas na Índia, neste chamado "século da Ásia".

Portugal parte com atraso. Enquanto que, em termos de trocas comerciais e investimentos na Índia, o nosso país tem vindo a ocupar os últimos lugares entre os 25 parceiros europeus, o ICEP prima pela ausência naquela que, daqui a menos de trinta anos, deverá ser a terceira maior economia do mundo. No plano político, nunca um primeiro-ministro português visitou a Índia e os ministros que o fizeram contam-se pelos dedos. Quanto à cultura, a falta de financiamento leva a que os postos para leitores do Instituto Camões se mantenham, muitas vezes, vagos, e isto perante milhares de jovens indianos que vêem a nossa língua como uma mais-valia profissional para explorarem os mercados lusófonos. O desinteresse com que temos olhado para um sexto da humanidade também se reflecte no facto de não haver um único correspondente profissional português em toda a Índia - só na capital os espanhóis da EFE têm sete.

É neste contexto sombrio que 2007 se apresenta como uma oportunidade.
Ao fazer-se acompanhar por três ministros e dois secretários de Estado, Cavaco Silva dá um sinal claro de que esta visita pretende voltar a colocar a Índia no nosso horizonte estratégico. A sua ida a Bangalore
(o chamado Silicon Valley indiano) para falar na abertura do prestigiado fórum económico "Leadership Summit", bem como a presença de dezenas de gestores e empresários lusos na delegação oficial, promete refrescar as desactualizadas imagens mútuas entre os dois países. Uma outra oportunidade para o reavivar do histórico eixo luso-indiano será a visita bilateral que José Sócrates irá fazer a Nova Deli, em Novembro, no contexto da presidência portuguesa da União Europeia e da respectiva cimeira com a Índia.

Para que as oportunidades de 2007 sejam devidamente exploradas é, no entanto, urgente assumirmos o custo da negligência a que temos votado a Índia e sabermos descontar as glórias da história que nos continuam a iludir. Este humilde processo de desilusão passa pelo reconhecimento de que Portugal é hoje recebido como um visitante de segunda categoria pela mesma Índia que, há cinco séculos, conquistou à canhonada."

Constantino Xavier
Investigador na Universidade Jawaharlal Nehru de Nova Deli

terça-feira, janeiro 09, 2007

Forças Armadas podem vir a combater fogos

Os deputados que fazem parte da Comissão Eventual para os Fogos Florestais (CEFF) querem que o Governo equacione "atempadamente" a participação das Forças Armadas na prevenção estrutural e no combate aos incêndios florestais. Esta é uma das sugestões que fazem no segundo relatório da CEFF, que deverá ser hoje aprovado na Assembleia da República.

Quantos mais anos demorará?

Heróis das Maldivas

Do sítio da Presidência da República das Maldivas:

"The Portuguese had a keen interest in the Maldives due to the availability of cowry shells, and ambergris, an important ingredient in perfumes, and had been approached by the formerly expelled Sultan, Hassan IX to help him regain his throne. Three attempts were repelled mainly due to Ali Rasgefaanu, who proved to be a brave and tough fighter. He became Sultan Ali VI but only for a few months as he was killed during another Portuguese attack, dying a martyr’s death. His tomb, built at the very spot where he died in the sea is now on dry land due to the reclamation of land in Malé. Martyr’s day, a public holiday, has been devoted to him. The next 15 years saw the darkest [!?] period in Maldivian history, when the Portuguese tried to enforce Christianity upon the islanders.
Mohamed Thakurufaanu and his two brothers from the island of Utheemu, used a form of guerilla warfare for eight long years, during which one of the brothers was caught and beheaded. Their strategy was to land on an island at night, kill the Portuguese in a surprise attack and sail off before dawn. Thakurufaanu sought the help of the Malabari, killed the Portuguese leader Andreas Andre, locally known as Andiri Andirin, and recaptured Malé. He was made Sultan and reigned for 12 years forming a trained standing army, introducing coins, improving trade and religious observance and founding a dynasty that lasted for 132 years."

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Guerra Astúrias-Múrcia. Acusação de plágio em tribunal

As palavras “paraíso natural”, ditas no final de um documentário, foram suficientes para que Astúrias e Múrcia ficassem em pé de guerra. É que ambas as comunidades espanholas reclamam como sua a expressão que tem por objectivo captar turistas.

Os asturianos, que na sua campanha turística usam o ‘slogan’ ‘Astúrias, Paraíso Natural’, dizem que se trata de uma marca registada e não gostaram de ver no documentário da Antena 3 a frase: ‘Múrcia, Paraíso Natural’. As Astúrias recorreram à Justiça, acusando Múrcia de plágio. Curiosamente, na internet há mais de um milhão de ‘sites’ com a designação paraíso natural.

Hermanos...

UNESCO ameaça incluir Torre de Londres na lista de lugares em perigo

A UNESCO ameaça incluir a Torre de Londres na lista de lugares do património histórico e cultural universal em perigo, por causa dos arranha-céus projectados para as suas imediações, noticia hoje "The independent".

Segundo o jornal londrino, a histórica fortaleza, que começou a ser construída no reinado de Guilherme, o Conquistador, em 1078, poderá converter-se assim no único edifício do mundo rico a constar da lista.

Entre os arranha-céus projectados nas imediações da fortaleza figuram um de 306 metros, que será, quando terminado, o mais alto do país, e o chamado edifício Minerva, que, de acordo com o projecto original, entretanto alterado, deveria ter uma altura de 200 metros.

A UNESCO tomará uma decisão definitiva sobre o caso em Junho.

Matan Ruak provável Presidente de Timor-Leste

O primeiro-ministro de Timor-Leste, José Ramos-Horta, declarou à imprensa que apoiaria uma candidatura do comandante das Forças de Defesa, brigadeiro Taur Matan Ruak, à Presidência da República, este ano, no caso de Xanana Gusmão não pretender ser reeleito, o que o próprio acaba de confirmar.

"De forma alguma tenciono candidatar-me. Já foi um erro tê-lo feito a primeira vez e só vou suportar este fardo até 19 de Maio", afirmou este fim-de-semana o líder timorense à edição asiática da revista norte-americana Time. Entretanto o jornal timorense Semanário, de 6 de Janeiro de 2007, escreveu sábado ser "vontade popular" que Matan Ruak se candidate à Presidência da República.

O oficial, 50 anos, tinha dito, em Novembro, ao jornal australiano The Southeast Asian Times, de Darwin, que poderia candidatar-se à chefia do Estado, nas eleições previstas para o próximo mês de Abril. "Dediquei 31 anos de vida ao meu país. Estou preparado para fazer tudo o que ele me pedir", respondeu quando lhe perguntaram se aspiraria a mais altos voos.

Para quando uma intervenção diplomática a sério?

Em Cabinda Bento Bembe ameaça «capturar e levar à justiça» resistência armada e na Guiné-Bissau foi demitido o presidente da Câmara de Bissau.

No quadro do Memorando de Entendimento assinado por António Bento Bembe com o Governo de Angola, a capital do enclave assistiu dia 5 e 6 de Janeiro à incorporação nas Forças Armadas Angolanas (FAA) e Polícia Nacional (PN) dos elementos da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC) fiéis a Bento Bembe, enquanto este viu atribuída a patente de general na reforma das FAA e ameaçou de «capturar e levar à justiça» a resistência armada em Cabinda.

Enquanto isso, na Guiné-Bissau José Mário Vaz foi este domingo exonerado através de um despacho do governo, emitido pela rádio difusão Nacional (RDN), sem especificar os motivos da decisão.

A Câmara Municipal de Bissau é a única instituição de gestão urbana com estatuto de autarquia, apesar de o país nunca ter realizado eleições autárquicas em 16 anos de democracia pluralista.

E ainda no dia 6 houve tumultos em Bissau.
Agora resta saber quantos meses durará Nino na presidência. Não fossem os dólares da ajuda internacional, que vão mantendo o exército aquartelado, bem como o agora totalmente descarado tráfico de armas na fronteira norte com o Senegal (Casamansa), e a soldadesca andaria com demasiado tempo para pensar...
Em Luanda, já se comenta junto dos meios diplomáticos quanto mais tempo estará Nzita Tiago no mundo dos vivos. A sua existência, sendo assim, já não convém a ninguém...

O "mais pequeno Estado" do Mundo está à venda

Sealand, o mais pequeno Estado do Mundo, uma antiga plataforma militar com uma superfície habitável de 550 metros quadrados, está à venda 40 anos depois da sua fundação pelo excêntrico Roy Bates que a adquiriu em 1967.

O "principado" de Sealand, situado no mar do Norte, ao largo das costas inglesas, é de facto um Estado autoproclamado que não é reconhecido por nenhum outro, revelou hoje o "The Times".

Sealand é uma antiga plataforma militar, Roughs Tower, apoiada em duas torres de betão ao largo de Harwich (Este de Inglaterra) e foi construída em 1941 durante a segunda guerra mundial para abrigar uma bateria da DCA.
Tem uma superfície habitável de 550 metros quadrados e está à venda, 40 anos depois da sua fundação pelo excêntrico Roy Bates, que a adquiriu em 1967.

Esta plataforma, que apenas é acessível de helicóptero ou de barco, está à venda por 10 milhões de libras (15 milhões de euros) ou mais pelos seus proprietários, que elegeram como qualidades principais do seu produto a vista infinita do mar, a garantia de uma tranquilidade total e a ausência de impostos.

"Possuímos a ilha há 40 anos, mas agora, o meu pai tem 85 anos, talvez tenha chegado o tempo de um rejuvenescimento", afirmou o filho de Roy Bates, Michae l. "Somas astronómicas foram evocadas, mas vamos ver o que nos vão propor", acrescentou.

Apesar do seu estatuto jurídico ser contestado, Sealand elogia o seu passado militar referindo que como qualquer outro país tem direito de defender a sua soberania contra as ameaças do exterior.

Em 1967, Roy Bates, antigo major do exército britânico ocupou a plataforma com a sua família e declarou que situando-se em aguas internacionais podia ser elevado a Estado e autoproclamou-se "príncipe" do território.

No ano seguinte a Royal Navy tentou, sem sucesso, expulsar o "Rei de Sealand" da plataforma e recebeu mesmo tiros de aviso a partir do autoproclamado principado.

Posteriormente, um juiz deu razão a Roy Bates contra o governo britânico, considerando que Sealand se encontra para além do limite de três milhas das água s territoriais do Reino Unido.

Em 1974, o "Rei de Sealand" aprovou uma constituição à qual se seguiu uma bandeira, um hino nacional, uma moeda oficial (o dólar de Sealand), e passaporte s, todos símbolos de soberania.

Quatro anos mais tarde, Sealand foi palco de um caso rocambolesco.

Empresários alemães e holandeses em reuniões de negócios na plataforma sequestraram o filho de Roy Bates mas foram rapidamente neutralizados e feitos prisioneiros de guerra antes de serem libertados.

Uma plataforma de afirmação portuguesa

Irá começar a ser distribuída uma das mais notáveis obras de afirmação cultural nacional dos últimos anos: documentário "Lusofonia, A Revolução".

Nasce assim um projecto que nos dá a conhecer uma herança cultural que torna Portugal, em conjunto com outros países de língua portuguesa, num país mais cosmopolita e moderno dando voz a um movimento que toca já 220 milhões de pessoas do mundo e com um potencial de chegar a muitos mais.

Pegando justamente nessa herança cultural, a empresa produziu e financiou um dos mais notáveis projectos culturais de projecção de política externa jamais feito em Portugal, o documentário "Lusofonia, A Revolução". Curiosamente teve de ser através da iniciativa privada que este projecto nasceu, tirando proveito de uma verdadeira "Revolução" que está a decorrer nas ruas. A formação de músicos em todos os países de expressão portuguesa estão em destaque neste filme. De uma forma inteligente e dinâmica o documentário oferece uma panorâmica sucinta mas verdadeiramente esclarecedora de um movimento cultural que se desenvolve há séculos, optando por não excluir nenhum movimento, seja o fado, a música de intervenção, as mornas, o kuduro, a Pop, o Rock, etc. Todos estes estilos unidos numa só expressão: a Lusofonia.

O projecto terá nascido através da Red Bull Music Academy, uma iniciativa que nasceu em 1998, que reúne Djs, músicos e produtores, concretizando-se posteriomente este documentário.
O documentário está dividido em cinco capítulos onde a música serve de plataforma de entendimento e projecção da cultura portuguesa, onde se constata que Portugal é hoje um país cosmopolita, onde a mestiçagem serve de "melting pot" para uma série de vivências e experiências perfeitamente diluídas nos comportamentos dos jovens de hoje em dia, um segmento que encontra eco no Hip Hop português, com intervenientes como Chullage, Da Weasel, Sam The Kid, Valete, etc. No entanto a lusofonia musical não se esgota no Hip Hop, com a existência de muitos mais géneros, todos com uma matriz em comum: a língua e cultura portuguesa.
Mas existem mais expressões, através das quais a influência de nomes como Amália Rodrigues, Carlos do Carmo, todo o movimento MPB, o Duo Ouro Negro -sobre o qual se faz uma pequena homenagem a Raúl Indipwo recentemente falecido - poderam ter uma influência sobre uma nova geração que contribui actualmente para uma imagem mais rica e moderna de Portugal, não associada ao "Manuel e à Maria."

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Macau: Sócrates poderá desbloquear nova escola portuguesa

Ainda a estória da escola portuguesa de Macau.

Será desta?
A visita de José Sócrates a Macau a 3 e 4 de Fevereiro, no âmbito da deslocação oficial à China, poderá contribuir para desbloquear o processo da nova escola portuguesa parado há cerca de dois anos.

Desde 2004, aquando da visita da então ministra da Educação Maria do Carmo Seabra - que anunciou a nova localização da escola para a ilha da Taipa - já foram conhecidos ou indicados mais dois locais - um na ilha da Taipa e outro em Macau - mas o que é certo é que o processo, apesar do projecto já ter sido entregue, está parado e sem solução à vista.

Entretanto, os valores compensatórios que Stanley Ho se dispunha a pagar para construir uma nova escola e poder negociar com o Governo a aquisição do terreno ocupado pelas suas actuais instalações estão muito desactualizados, fruto não só do evoluir do mercado imobiliário como também do aumento dos custos da construção.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Ana Gomes contactou com pessoas que viram «coisas estranhas» nas Lajes

Segundo noticia o semanário SOL no seu sítio na internet, a eurodeputada Ana Gomes anunciou hoje que manteve contactos com pessoas da ilha Terceira que garantem ter assistido a «coisas estranhas» na Base das Lajes, que confirmam a passagem nos Açores de voos da CIA.

Só podem ter sido OVNIs, ou então não...

Medição dá mais área ao Lichtenstein

O minúsculo principado do Lichtenstein, apertado entre a Suíça e a Áustria, viu a sua superfície oficial aumentar meio quilómetro quadrado com as medições efectuadas nos últimos dias de 2006.

Independente desde 1806, o território nunca havia sido medido com rigor, até por ser muito montanhoso.

Agora sabe-se que tem uma linha de fronteira de 77,9 km (mais 2% do que se pensava) e 160,475 km2 de superfície. Os habitantes rondam os 35 mil.

Sérvia vai a eleições

A pouco mais de duas semanas das eleições parlamentares na Sérvia, a 21 de Janeiro, as últimas sondagens dão vantagem ao Partido Radical Sérvio (SRS), ultra-nacionalista.

Para a chanceler alemã Angela Merkel “Serbia is the most important country in the region. Without a stable Serbia there will be no peace there.”

CNN confunde o senador Obama com Osama Bin Laden

«Onde está Obama?».
Esta foi a legenda da CNN para uma imagem de Osama Bin Laden.
O erro enfureceu Barack Obama, potencial candidato às presidenciais de 2008 e o único senador negro dos Estados Unidos.

Gralhas...

Manifestação contra fecho de Consulado em Nova Iorque

No seguimento de várias movimentações políticas e sociais, a comunidade portuguesa do Estado de Nova Iorque vai manifestar-se publicamente domingo na cidade de Mineola contra o eventual encerramento do Consulado de Portugal neste estado, previsto na proposta de reestruturação consular do Governo.

O Consulado tem cerca de 45 mil cidadãos inscritos no Estado de Nova Iorque e 20 mil no estado de Connecticut, servindo uma população de origem portuguesa estimada em quase 200 mil pessoas.

A sua jurisdição estende-se aos Estados de Connecticut (80 mil portugueses), Michigan, Ilhas Virgens Americanas, Ilhas Caimão, Bahamas, Belize, Jamaica, Porto Rico e República Dominicana.

A proposta de reestruturação consular do Governo para os Estados Unidos prevê o encerramento dos consulados de Nova Iorque, Providence (Estado de Rhode Island), Nova Bedford (Estado de Massachusetts) e a despromoção do Consulado de Hamilton, na Bermuda, para Consulado honorário.

Prioridades...

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Fidel Castro pediu 10 dólares a Roosevelt

No dia 6 de Novembro de 1940, o menino Fidel Castro enviou uma simpática carta ao presidente norte-americano, onde pedia “uma nota verde de 10 dólares americanos”.

Seria o mundo um lugar diferente se ele a tivesse recebido?

Igreja onde está enterrado Shakespeare corre risco de ruir

A igreja onde estão enterrados os restos mortais de William Shakespeare, na cidade de Stratford-upon-Avon (centro-oeste da Inglaterra), está a ruir e necessita de ser rapidamente restaurada, advertiu hoje a associação encarregada de angariar fundos para as obras de restauro.

O que não se diria se fosse em Portugal...

Efemérides

No dia 3 de Janeiro:
1925: Benito Mussolini assume poder ditatorial em Itália.
1955 - morre o General Norton de Matos.
1960 - fuga de Álvaro Cunhal do Forte de Peniche.
1980 - Francisco Sá Carneiro toma posse como primeiro-ministro.
2006: Morre o jornalista português Cáceres Monteiro.

500 anos da chegada dos portugueses ao Irão

Faz este ano 500 anos da chegada dos portugueses ao actual Irão, mais precisamente ao estreito de Ormuz.
Haverá comemorações ou iniciativas culturais que marquem tal momento?
E iniciativas diplomáticas que façam de Portugal um parceiro negocial nas mais variadas questões geopolíticas daquela região?
E exposições acerca da nossa presença em Ormuz?

Universidade de Coimbra vai ter mais importante mestrado do mundo

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) vai receber o mais importante mestrado do mundo em Engenharia de Software. O ‘master’ chega a Coimbra no âmbito dos acordos entre o Governo português e a Carnegie Mellon University.

Segundo um comunicado da universidade, este plano de estudos é inovador e vai ser integralmente ensinado em inglês, apesar de ter também professores nacionais. Os alunos serão de várias nacionalidades e serão escolhidos através de exames rigorosos.

«Os estudantes do MSE [Master of Software Engineering] serão os futuros líderes da indústria de software» , garante o presidente dos Conselhos Directivo e Científico da FCTUC, João Gabriel Silva, que assume a coordenação do novo curso.

«A disponibilidade de pessoas com uma formação extremamente avançada, acreditada por este curso é vital para Portugal, se quisermos que a nossa indústria de software venha a ter uma papel relevante a nível mundial», conclui João Gabriel Silva.

O curso tem a duração de quatro semestres intensivos, sem férias, iniciando-se a primeira edição no final de Agosto e terminando em Dezembro de 2008. Os estudantes passarão três trimestres em Portugal e um nos Estados Unidos. As candidaturas estão abertas até 26 de Março.

terça-feira, janeiro 02, 2007

Irlandês passa a 23ª língua oficial da União Europeia

A língua nacional da Irlanda passará a ter estatuto oficial na União Europeia a partir de 1 de Janeiro de 2007, elevando para 23 o número de línguas oficiais.

A mudança resulta de um acordo celebrado em Junho de 2005 que conferiu ao irlandês o estatuto de língua de redacção do Tratado a partir de 2007, pelo que o inglês já não é a única língua oficial da Irlanda na União Europeia.

O tratamento dispensado à nova língua não será exactamente igual ao das outras línguas oficiais da União Europeia. As instituições da União Europeia não terão de traduzir toda a legislação para irlandês, essencialmente por razões práticas.

Uma sondagem realizada em 2002 revelou que 40% da população da Irlanda sabe falar irlandês, dos quais mais de um terço declarou falar esta língua diariamente.

A diversidade linguística continua a ser um tema de grande actualidade na União Europeia. Outras línguas faladas em países da União Europeia, como o catalão, o basco e o galego, já têm um estatuto semi-oficial e poderão em breve obter o estatuto oficial. Todavia, os custos daí resultantes serão suportados por Espanha.

Consulados: Autarca de New Bedford escreve a Cavaco Silva

O presidente da Câmara Municipal de New Bedford, Scott Lang, enviou uma carta ao Presidente da República Portuguesa, manifestando a sua preocupação pelo proposto encerramento do Consulado de Portugal em New Bedford.
Na carta enviada a Cavaco Silva, a que a agência Lusa teve acesso, Scott Lang sublinha «o papel de vital importância do Consulado para a cidade de New Bedford e vilas vizinhas, onde reside uma das maiores concentrações de portugueses e descendentes fora de Portugal».

O autarca salienta, ainda, o papel relevante dos portugueses na indústria da pesca, uma das mais importantes da região, e o contributo da comunidade lusa para todos os aspectos da vida cultural e cívica da cidade.

«O encerramento do Consulado de Portugal será uma grande perda para New Bedford, por isso peço a sua intervenção para evitar que se venha a concretizar», termina a carta de Scott Lang a Cavaco Silva.

Cópias da carta foram enviadas ao presidente da Assembleia República, ao primeiro-ministro, ao ministro dos Negócios Estrangeiros, ao presidente do Governo Regional dos Açores, ao secretário de Estado das Comunidades, ao deputado Mota Amaral e ainda ao senador Ted Kennedy e aos congressistas Barney Frank e James McGovern, que representam New Bedford e Fall River.

Madrid ultima los detalles para acoger la pre salida del Dakar

La ciudad de Madrid ultima ya todos los detalles para acoger el próximo martes la pre salida del Rally Dakar con los participantes españoles desde el podio instalado en la explanada situada enfrente del estadio Santiago Bernabéu. El alcalde de la capital, Alberto Ruiz-Gallardón, junto con las autoridades deportivas, despedirá a los pilotos, en un acto que será retransmitido por Televisión Española a partir de las 19 horas.

La salida oficial será el 6 de enero.
Desde el podio de autoridades, los participantes recorrerán la Plaza de Lima, el Paseo de la Castellana, la Plaza Colón, Paseo de Recoletos, la Plaza Cibeles, el Paseo del Prado, la plaza Cánovas del Castillo, la Glorieta de Carlos V, en dirección al Paseo de Santa María de la Cabeza, en dirección a la M-40, por donde enlazarán por la N-V dirección a Badajoz.

A continuación (?!) se dirigirán hacia Lisboa, ciudad que albergará las verificaciones técnicas y administrativas a partir del día 3 de enero.

E eu que pensava que era "Lisboa-Dakar"...

Saddam Hussein era leitor ávido e bem disposto

O antigo presidente iraquiano Saddam Hussein, executado sábado, era um «leitor ávido» que «manteve a boa disposição» durante o cativeiro, afirmou ontem o sargento Robert Ellis, que foi o seu enfermeiro norte-americano de Janeiro a Agosto de 2004.

Ávido, acredito, agora, bem disposto? Há gente para tudo.

China destrói sapatos Hugo Boss e Trussardi por «falta de qualidade»

As autoridades da província chinesa de Zhejiang queimaram aproximadamente uma centena de sapatos em pele de marcas espanholas e italianas, entre as quais Trussardi e Hugo Boss, devido à falta de qualidade dos produtos.

Porque os produtos chineses têm todos muita qualidade!

Pescadores de fim-de-semana pagam até 200 euros para continuar a actividade

Os pescadores desportivos são obrigados a partir de hoje a adquirir uma licença para praticar esta actividade, com valores que vão dos três aos 200 euros, consoante a modalidade, âmbito geográfico e prazo de validade.

Autênticos "arrastões"...

Ministros continuam a dar faltas na Europa

Os ministros de José Sócrates continuam a ser dos mais faltosos em reuniões da União Europeia.

Dando a imagem de que a nossa "política interna" é mais importante (!?), esta semana, foi o ministro da Economia que esteve ausente em mais uma reunião, obrigando mesmo a uma substituição de recurso.

Não foi a primeira vez que Pinho faltou.
Num total de 12 reuniões, o ministro da Economia apenas esteve presente quatro vezes. Em termos de absentismo, Pinho só é ultrapassado pela ministra da Educação. Lurdes Rodrigues nunca foi a uma reunião do ‘seu’ Conselho da UE.

Manuel Pinho, foi substituído por um conselheiro da Representação Permanente em Portugal na última reunião do Conselho da União Europeia (UE) de Competitividade.

O ministro cancelou a sua presença, não dando tempo ao embaixador Mendonça e Moura para organizar a sua agenda, de forma a poder representar Portugal na reunião.

E ninguém quer saber...

terça-feira, dezembro 26, 2006

Selecções do País Basco e de Aragão têm novos compromissos internacionais

É uma tradição cada vez com maior força em Espanha.

Pela altura do Natal, algumas selecções regionais autónomas do país vizinho aproveitam para efectuar partidas de carácter particular e vincar as suas reivindicações. O País Basco, por exemplo, vai defrontar esta semana a Sérvia, orientada por Javier Clemente, um técnico com fortes ligações à região. O palco vai ser o caloroso Estádio de San Mames, recinto do Atlético de Bilbau.
Aliás, a selecção basca e a da Catalunha são as que mais incursões têm feito no futebol internacional. Ainda recentemente, em Outubro, defrontaram-se no Estádio de Camp Nou, com o resultado final de 2-2. Desta vez, a Catalunha não joga por os responsáveis não quererem desgastar mais os seus atletas, tal como a selecção de Navarra, também sem actividade natalícia.
O outro encontro desta época tão especial será disputado entre a selecção de Aragão e o Chile. Uma estreia absoluta para a representação autónoma, que tem o Estádio de La Romareda, casa do Saragoça, como seu recinto de eleição.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Gwyneth Paltrow nega ter dito mal dos EUA ao DN

Burrinha...

OSCAR-winning actor Gwyneth Paltrow insisted today that contrary to a recent article in a European newspaper, she feels "proud to be American" and would never compare her homeland unfavourably to Britain.

In a statement issued through People magazine's website, Paltrow said she was "deeply upset" by remarks attributed to her by the Portuguese newspaper Diario de Noticias, which quoted the actor as saying: "The British are much more intelligent and civilised than the Americans".

"I never, ever would have said that," said Paltrow, 34, who is married to British rock star Chris Martin, the lead singer of Coldplay, and lives part time with him and their two children in London.

"I feel so lucky to be American,and so proud to be American" she said.

Paltrow denies giving an interview to the Portuguese daily, though she did speak at a news conference in Spanish, according to People.

"I said that Europe is a much older culture, and there's a difference. I always say in America, people live to work, and in Europe, people work to live. There are positives in both," she said.

"Obviously, I need to go back to seventh-grade Spanish."

Polacos querem Jesus como rei honorário do país

Perante o ressurgimento em força do catolicismo na Polónia, alguns deputados propõem a coroação póstuma de Jesus Cristo como rei honorário da nação.

A ideia partiu de um membro da coligação Lei e Justiça (no poder), duranta visita, na passada Primavera, do Papa Bento XVI à Polónia. Desde então, ganhou adeptos. O diário Rzeczpospolita afirma que são já 46 os deputados a apoiar a iniciativa.

Agora, os membros da câmara baixa do parlamento esperam o apoio da Igreja para coroar Jesus Cristo como rei honorário da Polónia. «Estamos a rezar por isso», diz o deputado Artur Gorski.

Se a lei for aprovada, Jesus junta-se à Virgem Maria, que é, desde o século XVII, rainha honorária do país, após o que os polacos acreditam ter sido sua intervenção numa batalha contra a Suécia.

Timor: Eleições regulamentadas

O pacote legislativo que vai regulamentar as eleições presidenciais e legislativas de 2007 em Timor-Leste poderá ser aprovada até ao final da semana, disse o presidente do Parlamento Nacional, Francisco Guterres Lu-Olo. Os deputados iniciaram ontem o debate da proposta de lei para a eleição do Presidente da República.

Vaticano quer selecção de futebol

O Secretário da Santa Sé revelou a intenção do Vaticano formar uma equipa de futebol para competir ao mais alto nível.

Na antevisão do Secretário da Santa Sé, Tarcisio Bertone, o Vaticano conseguirá construir «uma equipa magnífica», capaz de disputar ligas nacionais e internacionais.

O onze alinhará com as cores da bandeira do Vaticano – amarelo e branco ­­– e os jogadores serão seleccionados «das universidades pontifícias». Segundo o jornal italiano La Repubblica, Bertone já tem carta-branca para desenvolver o projecto, que está a ser estudado por cardeais.

Mais de 100 portugueses passam Natal nas prisões dos Estados Unidos

Mais de uma centena de presos nascidos em Portugal vai passar a noite de Natal atrás das grandes, apurou a agência Lusa junto dos Consulados portugueses e de algumas autoridades prisionais dos Estados Unidos

O Consulado de Portugal em Providence não dispunha ainda de dados fornecidos pelas autoridades prisionais do Estado de Rhode Island mas um porta-voz consular disse que, no Natal do ano passado, havia 20 cidadãos portugueses presos e que este ano o seu número deve ser semelhante.

Dos 22 detidos em cadeias do Estado de Nova Jersey, na área consular de Newark, 15 encontram-se em cadeias estatais e sete nas cadeias do Condado de Essex, que tem sede na cidade de Newark.

Macau foi "devolvido" há 7 anos

1999: A administração portuguesa em Macau termina. O território é "devolvido" à China, depois de 400 anos de ocupação portuguesa.

Mais uma machadada no orgulho nacional!

Guiné-Bissau: Tensão no parlamento leva a suspensão da sessão

Os deputados guineenses viveram terça-feira momentos de tensão, ao ponto de um grupo de parlamentares próximos do governo pretender constituir uma nova mesa para presidir ao órgão legislativo.

A sessão acabou por ser formalmente encerrada pela presidente em exercício, Satu Camara, que alegou falta de condições para prosseguir com os trabalhos .

Juntamente com a mesa, abandonaram o hemiciclo os deputados do PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo), ficando na sala os parlamentares afectos ao Fórum de Convergência para o Desenvolvimento (FCD).

«É um triste exemplo, digno de figurar no Guiness Book, mas também somos recordistas dos piores exemplos para o mundo, como golpes de Estado de todas as espécies, e agora inventamos o golpe parlamentar», disse Fernando Gomes, antigo presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos.

Mais um exemplo da descolonização "perfeita"...

terça-feira, dezembro 19, 2006

Madeira: FAMA apela ao veto da Lei das Finanças Regionais

FAME: I wanna live (be independent) forever...

O FAMA (Fórum Autonomia da Madeira) apelou hoje ao Presidente da República para que faça uma «avaliação política» da proposta da Lei das Finanças Regionais e vete o diploma.
«Independentemente do que diga o Tribunal Constitucional, só o veto político do Presidente da República à Lei das Finanças Regionais será capaz de repor o ambiente de unidade nacional pelo qual todos devem pugnar», diz o comunicado do FAMA distribuído no Funchal.

Este Fórum, que reúne entidades de vários quadrantes da sociedade madeirense, entre os quais o presidente do governo regional, Alberto João Jardim, considera que a medida legislativa do governo da República nesta matéria «é ilegal e inconstitucional».

«Para o Povo Madeirense (?) tem ainda maior importância saber que o Presidente da República, no seu alto critério, usa a prerrogativa de avaliar se, para além dos aspectos legais, as opções do governo central obedecem a requisitos de justiça, solidariedade e equidade entre todos os portugueses», declara um dos parágrafos do documento.

O FAMA diz que «está agora nas mãos de Cavaco Silva fazer extinguir este foco de instabilidade que arrisca colocar portugueses contra portugueses, pondo fim a um grave conflito que não foi gerado na Madeira nem é desejado pelos madeirenses».

Com a nova lei das Finanças Regionais a Madeira sofre, já em 2007, um corte nas transferências do Estado que atingirá os 34 milhões de euros, enquanto que os Açores recebem mais 13,3 milhões de euros.

O diploma foi aprovado na Assembleia da República e enviado ao Presidente da República, Cavaco Silva, para decisão.

Catalães querem internacionalizar debate sobre a independência

A Plataforma para o Direito a Decidir, da Catalunha, decidiu estender os seus princípios a todos os territórios catalães (Regiões Autónomas da Catalunha, Baleares e Valência), assim como internacionalizar o debate sobre a autodeterminação da Catalunha.

A independência da Nação Catalã já esteve mais longe.

Instituto Cervantes quer Microsoft a dar computadores a escolas no Brasil

O Instituto Cervantes de Espanha pretende que a Microsoft dote as escolas brasileiras de computadores para poder ensinar castelhano, revelou segunda-feira o seu director, Cesar António Molina.

Era só o que faltava...

Pista do Mundial Lisboa 2001 deixa armazém e vai para Pombal

Finalmente, a pista de atletismo em material sintético que esteve encaixotada durante cinco anos, desde o Campeonato do Mundo de pista coberta de 2001, que se realizou no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, começou ontem a ser transportada para Pombal, onde será colocada no Pavilhão da Expo Centro.
Neste recinto passam a realizar-se a competições e treinos da temporada de Inverno.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Acordo Ortográfico faz 16 anos sem entrar em vigor!

O Acordo Ortográfico foi assinado no meio de controvérsia faz hoje 16 anos, com o objectivo de unificar a escrita da língua portuguesa, mas ainda não entrou em vigor e não se sabe quando entrará

O texto assinado a 16 de Dezembro de 1990, com vozes do meio académico a contestarem o acordo, foi publicado em Diário da República em Agosto de 1991 com a resolução do Parlamento que o aprovou para ratificação.

O acordo deveria entrar em vigor a 1 de Janeiro de 1994 «após depositados os instrumentos de ratificação de todos os Estados (Portugal, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola, Moçambique e São Tomé e Príncipe) junto do Governo da República Portuguesa», mas isso não aconteceu porque só Portugal, Brasil e Cabo Verde o ratificaram.

Desde então, foram aprovados dois protocolos modificativos, um dos quais, assinado em Julho de 1998 na Praia, em Cabo Verde, previa a entrada em vigor do acordo, depois do depósito de ratificação por parte de todos os Estados signatários, já sem apontar qualquer data.

Um segundo protocolo modificativo assinado em Julho de 2004 na cimeira da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), em São Tomé (depois de aceite a adesão de Timor-leste) prescindiu da aplicação unânime, bastando a ratificação de apenas três países signatários para a sua entrada em vigor.

A aplicação do acordo, depois da ratificação por três países deste protocolo, respeitaria apenas a esses países. Brasil e Cabo Verde cumpriram essa exigência há mais de um ano.

São Tomé e Príncipe ratificou o acordo e os dois protocolos modificativos no passado dia 17 de Novembro. Ou seja, neste momento já há três países que podem estar em condições para o aplicar após o depósito dos instrumentos de ratificação.

Portugal ainda não ratificou o segundo protocolo modificativo nem há ainda qualquer data para que isso aconteça, disse à Lusa fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Mas, quando o fizer, poderá introduzir uma «cláusula de reserva diferindo a sua entrada em vigor na ordem jurídica interna», explicou a mesma fonte.

Com esta diligência, Portugal poderá conseguir mais algum tempo antes da aplicação de um acordo que obriga a muitas adaptações e alterações, incluindo a de manuais escolares.

Universidade de Goa quer atribuir doutoramento a Cavaco

A Universidade de Goa planeia atribuir um doutoramento honorário a Cavaco Silva durante a visita que o presidente português vai fazer à Índia em Janeiro, informou hoje o portal daijiworld.com.
«Estamos à espera de autorização do Ministério dos Negócios Estrangeiros», disse ao portal da costa ocidental indiana o vice-chanceler da Universidade, P.S. Zacharius.

O anúncio oficial do doutoramento só será feito após essa autorização, acrescentou.

Cavaco Silva vai em visita de Estado à Índia de 10 a 17 de Janeiro de 2007, deslocando-se a Nova Deli, Goa, Bombaim e Bangalore.

O chefe de Estado terá encontros com o Presidente da Índia, Abdul Kalam, de quem partiu o convite, e com as principais autoridades do Governo federal, bem como os Governos dos Estados que visitará.

O último Presidente português a fazer uma visita de Estado foi Mário Soares, em 1992.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Portugal perde posto de relevo internacional

Presidente da ERSE recusou avançar para a corrida à presidência da Agência Internacional de Energia porque o Governo formalizou a candidatura fora de prazo. Executivo diz que ainda havia tempo.

Uma vergonha! Que descaramento...

Em finais de Setembro, Jorge Vasconcelos recebeu o primeiro de vários telefonemas que iriam fazê-lo reequacionar o seu futuro. Os representantes de alguns dos mais poderosos países da Agência Internacional de Energia, como os EUA, queriam vê-lo a dirigir a mais prestigiada organização mundial do sector, e garantiam-lhe o seu apoio se o presidente da ERSE, que regula o sector energético português, aceitasse concorrer.

Depois de 10 anos à frente da ERSE, com um mandato à beira do fim, Vasconcelos foi sensível aos argumentos, também transmitidos ao Governo.

No fim de semana de 23 de Outubro, numa conferência que reune os principais actores do sector energético português na sumptuosa Casa de Mateus, perto de Vila Real, Jorge Vasconcelos discute o assunto com Castro Guerra, o secretário de Estado adjunto da Economia, acertando o plano de acção para formalizar e acelerar o processo, uma vez que o prazo para apresentação da candidatura estava perto do fim.

Vasconcelos entregou a parte que lhe cabia do processo na segunda-feira, uma semana antes do final do prazo, as 17 horas da segunda-feira seguinte – 18 horas na sede da organização, em Paris. Castro Guerra ficou encarregue de tratar do resto, e de verificar se o Ministério dos Negócios Estrangeiros não se teria já comprometido com outra candidatura. A partir daí, o processo emperra em parte incerta dos gabinetes governamentais. Orgulhoso, Jorge Vasconcelos aguarda sem insistir.

Às 16:50 de segunda-feira, 10 minutos antes do final do prazo, Castro Guerra recebe um telefonema de Vasconcelos. O presidente da ERSE não faz perguntas. Diz apenas saber que a candidatura não tinha dado entrada e que, se for após o final do prazo, prefere que não seja entregue de todo. Recebe pouco depois das 17 horas um telefonema de Miguel Barreto, director-geral da Energia, que lhe assegura que a candidatura ainda é viável, uma vez que bastaria enviar um e-mail para a organização. Vasconcelos não muda de opinião, pois a última coisa que deseja, contam fontes muito próximas do presidente da ERSE, é ver o seu nome associado a uma derrota por desleixo burocrático – uma candidatura fora de prazo, mesmo que apenas por alguns minutos.

Fonte governamental garante que a candidatura não se concretizou por opção do candidato, apesar das insistências do Governo que, assegura, concluiu o processo em tempo útil.

Vasconcelos continuou na corrida informalmente, uma vez que os restantes candidatos não recolhiam a unanimidade, mas perdeu definitivamente a esperança na quarta-feira, quando a organização elegeu para o cargo Nobuo Tanaka, um japonês, acabando assim um acordo tácito entre os membros da agência que assegurava a presidência da AIE a um candidato europeu.

Perfil: Jorge Vasconcelos
Nos últimos dez anos Jorge Vasconcelos viu passar sete ministros e oito secretários de Estado.
Engenheiro electrotécnico de formação, foi convidado em 1996 para instalar a ERSE, sendo nomeado como presidente do regulador no ano seguinte. Foi ainda co-fundador e primeiro presidente do Conselho Europeu de reguladores de Energia. Antes tinha ocupado o cargo secretario geral da Eurelectric, a associação europeia da indústria eléctrica.

Reestruturação Consular necessária...

O Governo pretende encerrar no próximo ano 17 consulados portugueses, em 8 países, entre os quais o único existente na Holanda, e um escritório consular, segundo um projecto de reestruturação consular a ser cumprido até ao final da primeira semana de Janeiro

De acordo com o projecto, deverão ser extintos os consulados portugueses em Sevilha, Bilbao e Vigo (Espanha), Toulouse, Lille, Orléans, Tours, Versailles e Nogent (França), Roterdão (Holanda), Milão (Itália), Nova Iorque, Nova Bedford e Providence (Estados Unidos), Hamilton (Bermudas), Santos (Brasil) e Durban (África do Sul).

No âmbito da nova reestruturação consular, o Executivo prevê transformar seis consulados em vice-consulados e um em escritório consular.

Os vice-consulados, que deverão ser criados no próximo ano em Frankfurt (Alemanha), Nantes e Clermont-Ferrand (França), Belém, Recife e Porto Alegre (Brasil), são dirigidos por funcionários consulares, deixando os postos de ser chefiados por cônsules.

Por sua vez, o consulado de Portugal em Curitiba (Brasil) deverá ser transformado em escritório consular.

A nova reestruturação consular prevê igualmente a criação de uma secção consular e de 10 consulados honorários, que têm como função representar Portugal no país onde está instalado, não possuindo competências para tratar serviços de registo civil e de documentos de identificação, como o Bilhete de Identidade e dos passaportes.

Os consulados honorários deverão ser criados em Sevilha, Bilbao, Vigo, Orléans, Tours, Toulouse, Milão, Hamilton, Durban e Windhoek, na Namíbia, onde até agora existia um escritório consular.

Com a extinção do consulado de Portugal em Roterdão deverá ser criada uma secção consular na Embaixada em Haia.

De acordo com o projecto, os serviços de Versailles e Nogent vão ser absorvidos pelo Consulado de Portugal em Paris.

Desinvestimento e mais desinvestimento...

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Vitória para a língua portuguesa

São Tomé e Príncipe acaba de ratificar o Acordo Ortográfico de Língua, pelo que se torna no quarto país a fazê-lo.

O anúncio foi feito durante o Seminário Internacional de Língua Portuguesa e suas Literaturas, que reúne representantes de todos os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

«A entrada em vigor do Acordo vai permitir que a escrita, de uma forma geral, seja comum», afirmou o escritor e deputado de São Tomé e Príncipe, Albertino Bragança, lembrando que houve uma grande polémica para unificar as duas ortografias oficiais da língua portuguesa - a lusitana/africana e a brasileira.

O Acordo Ortográfico foi assinado a 16 de Dezembro de 1990 por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe mas não podia entrar em vigor por não ter sido ratificado por todos os países.

Apenas o Brasil, Cabo Verde e Portugal tinham ratificado o Acordo.

A aprovação de uma adenda ao Acordo Ortográfico, em Julho de 2004, em São Tome, durante a Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) tornou possível, entretanto, a sua entrada em vigor.

A medida, sugerida pelo governo brasileiro, permitiu que o Acordo vigorasse com a ratificação de apenas três países, sem a necessidade de que todos os outros membros da CPLP adoptassem o mesmo procedimento.

O protocolo permitiu também que Timor-Leste, o membro mais novo da CPLP , pudesse aderir ao Acordo.

Em Outubro de 2004, o Brasil informou Portugal que já estava apto a
adoptar o Acordo Ortográfico, pois tinha cumprido todos os trâmites legislativos internos necessários.

Na altura, o governo brasileiro instou Portugal e Cabo Verde, que também já ratificaram o Acordo, a cumprirem igualmente as exigências internas constitucionais para que haja uma ortografia comum da língua portuguesa.

Aquelas exigências passam, nomeadamente, pelo depósito dos instrumentos de ratificação na Academia das Ciências e pela publicação em Diário da República.

Questionada sobre a posição de Portugal, a coordenadora de Cooperação
para o Desenvolvimento no Gabinete de Assuntos Europeus e Relações Internacionais (GAERI) do Ministério de Educação, disse faltar pouco para Portugal cumprir todos os trâmites burocráticos.

«Só falta um passinho, é apenas uma questão política», declarou à Lusa, Maria Angélica Ribeiro, sem entrar em pormenores.

Fontes do Ministério da Educação do Brasil informaram, entretanto, que Portugal ainda não tomou qualquer decisão concreta para o acordo vigorar na prática, não só por uma questão política mas também económica.

«Na verdade, a questão é política e económica, porque as grandes editoras portuguesas vão ter que competir com as brasileiras. Acredito que Portugal não tenha interesse no Acordo, ao contrário do Brasil, que tem muito interesse, pois as nossas editoras têm uma grande força no mercado editorial», salientou fonte do governo brasileiro.

O conselheiro cultural da Embaixada de Portugal e director do Instituto Camões no Brasil, Adriano Jordão, que também participa no Seminário Internacional de Língua Portuguesa e suas Literaturas, discordou.

«Para as editoras portuguesas é bom que haja o Acordo Ortográfico, que afecta muito mais as editoras brasileiras», afirmou Adriano Jordão à Lusa, explicando que as alterações ortográficas terão implicações na revisão das publicações.

Jordão disse ser, pessoalmente, «cem por cento a favor» do Acordo, que vai facilitar a circulação de livros num mercado ortográfico único com mais de duzentos milhões de pessoas mas destacou que «não é preciso urgência».

«Temos de ser cautelosos, acho que poderia ser uma acção precipitada», sublinhou, lembrando que há pendências jurídicas para que o acordo entre de facto em vigor.

Fruto de longas negociações conduzidas pela Academia Brasileira de Letras e pela Academia das Ciências de Lisboa ao longo da década de 1980, o Acordo tem como principal objectivo resolver questões relativas a divergências ortográficas.

Para o governo brasileiro, a existência de duas ortografias oficiais da língua portuguesa é prejudicial à unidade do idioma e dificulta a capacidade de difusão internacional do português.

O Brasil considera a entrada em vigor do Acordo como condição essencial para a definição de uma política de promoção e difusão da língua portuguesa, o terceiro idioma europeu mais falado no mundo.

Diplomatas e linguistas brasileiros acreditam que uma ortografia comum diminuirá o elevado custo de produção de diferentes versões de dicionários e de livros em língua portuguesa e facilitará a utilização de livros didácticos, prog ramas de educação à distância e outros materiais pedagógicos adoptados no Brasil por outros países da CPLP.

Outro argumento do Brasil é de que, com o Acordo a ser aplicado por todos os países da CPLP, será também mais fácil estabelecer critérios unificados para exames e certificados de língua portuguesa para estrangeiros.

Construção da nova Escola Portuguesa de Macau ainda não avançou!

Devem ser exigidas ao Governo português explicações sobre os atrasos no processo de relocalização da Escola Portuguesa de Macau e exigir mais acompanhamento de Lisboa na questão.
Tudo porque o processo está parado, sem mais explicações.

Agora, adivinha-se que o processo da Escola Portuguesa, apesar de importante, dificilmente terá uma resolução a breve prazo.

Relembre-se que o Ministério Português da Educação tem 51 por cento da Fundação da Escola Portuguesa de Macau que detém a instituição de ensino, e que a Fundação da Escola Portuguesa assinou com Stanley Ho um acordo para receber cerca de 28 milhões de euros para a construção de um novo edifício e para o fundo da escola em troca da saída do local onde está a funcionar, que fica paredes meias com o novo casino/hotel Grand Lisboa.

Apesar de já vários locais terem sido apontados para a construção de uma nova escola, ainda não há uma aprovação final da nova localização.

O processo está inclusivamente parado devido à necessidade de obtenção de pareceres técnicos de instituições públicas para determinar se pode, ou não, ser construída na zona do Porto Interior.

O peso do desinteresse e da bur(r)ocracia...

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Cegos poderão caçar no Texas

O Partido Republicano do Texas vai apresentar uma proposta que permite aos invisuais caçarem no estado, com recurso a armas com ponteiros laserA iniciativa partiu de Edmund Kuempel, que defende que os invisuais podem e têm o direito de caçar. O Texas poderá, a partir de 2008, permitir aos cidadãos com problemas graves de visão que adquiram armas munidas de ponteiros luminosos ou ponteiros laser, para além de terem a possibilidade de ter um guia presente a seu lado.

«Isto vai tornar acessível a muito mais gente o divertimento que é caçar. Acho que é fantástico», diz Kuempel, autor da proposta republicana.

«Eu já isto na televisão, quando eles [os invisuais] estão a praticar tiro ao alvo. Fazem pontaria, o guia dá as indicações e está feito», afirma o legislador.

A proposta, a ser votada dia 9 de Janeiro, prevê que os caçadores texanos sejam sujeitos a testes de visão, para evitar que cidadãos saudáveis possam comprar armamento com ponteiros de luz, que são relativamente mais letais para os animais.

A criatividade dos idiotas...

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Sapatilhas não entram na Assembleia

Seis jornalistas foram impedidos de entrar na Assembleia Legislativa da Madeira, por não estarem devidamente vestidos.
Mais concretamente, tinham um calçado a que genericamente se chama "sapatilhas".

O Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Miguel Mendonça, fala de respeito para com a instituição e garante que enquanto for presidente as regras são para manter. "Os jornalistas terão de estar «minimamente apresentáveis» e «não me parece que sapatilhas seja, de facto, o calçado adequado para andar a fazer serviço na Assembleia.

Quanto à eventualidade de um deputado se apresentar como os jornalistas que são impedidos, a resposta de Mendonça foi clara: «Lamento, não os posso pôr na rua».

A democracia no seu melhor...

WTTC em Lisboa

Em Maio de 2007, Lisboa vai receber a Assembleia Anual da WTTC - World Travel & Tourism Council e a 5.ª Cimeira Mundial de Viagens de Turismo.

A WTTC é o mais importante fórum mundial do sector, agregando os cem mais influentes e mais prestigiados líderes da indústria de viagens e turismo. Fazem parte do mesmo André Jordan, Manuel Fernando Espírito Santo, Dionísio Pestana e Fernando Pinto, que partilham com os chairmen e CEO da Accor, Marriot, Hilton, Four Seasons, American Express, Tui, Sol Meliá, Cendant, Starwood, Intercontinental entre outros a reflexão e discussão periódica dos principais temas e questões com que o sector se debate, traçando as estratégias de influência para condicionar ou pressionar a respectiva solução.

Após três edições realizadas em Vilamoura, 1997, 2000 e 2003, Lisboa ganhou a edição de 2007 em concorrência com várias capitais europeias e asiáticas, graças a um dossier de candidatura excepcionalmente bem elaborado pelo ITP, um esforço concertado de lobby liderado por André Jordan e Manuel F. Espírito Santo e o envolvimento pessoal e institucional do secretário de Estado Bernardo Trindade.

A reunião da WTTC e a Cimeira Mundial de Viagens e Turismo trarão a Lisboa a nata internacional dos gestores, investidores e operadores de viagens e turismo, e alguns dos responsáveis a nível ministerial dos principais países receptores de Turismo, constituindo uma oportunidade única para assistirmos, em presença, a um debate ao mais alto nível, sobre as oportunidades e ameaças para a indústria, e sobre os principais trends que se projectam para este sector nos horizontes de curto e médio prazo.

Para além da possibilidade de múltiplos contactos (networking), este evento é anualmente objecto de uma cobertura mediática global, tanto pelos media da área económica (TV, imprensa, internet), como da área mais especializada em viagens e turismo, assegurada por um número significativo de jornalistas, que, para o efeito, se deslocarão a Portugal.

As cimeiras de Vilamoura foram por isso determinantes para o Algarve como destino turístico.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Vitória para Portugal

Cimeira Europa-África será em Lisboa em 2007.

O secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Manuel Lobo Antunes, anunciou que a Cimeira Europa-África será em Lisboa no segundo semestre de 2007 e servirá para discutir uma política comum de imigração.

Trata-se de uma vitória de Portugal, da diplomacia portuguesa e, desde logo, do Governo Português.

Ainda bem.

Galiza quer hora portuguesa

O Bloco Nacionalista Galego, uma das forças políticas da região autónoma espanhola, exigiu ao Governo regional que tome medidas para adaptar a Galiza à hora usada em Portugal, atrasando os relógios em uma hora.

O pedido é justificado por essa ser a hora natural da Galiza.

Se a opção for seguida, a Galiza será a única região espanhola, além das Canárias, com um horário diferente do restante território.

Afinidades...

«Land as Far as the Eye Can See: Portuguese in the Old West»

No âmbito dos estudos históricos luso-americanos acaba de ser publicada uma obra que, a avaliar pela notícia de Deborah Allard-Bernardi, deixa antever tratar-se de um estudo muito interessante: Land as Far as the Eye Can See: Portuguese in the Old West, pelo Professor Donald Warrin em colaboração com Geoffrey L. Gomes.

Eis a notícia retirada de The Herald News, de 7 de Março de 2002:

"DARTMOUTH -- Who ever heard of a Portuguese cowboy?

Admittedly, there weren't any Cabrals, Silvas or Pachecos in "Bonanza" or "Gunsmoke," but there were Portuguese in the West in the 1800s.

Portuguese people in this area probably never heard of the real-life cowboy, John Phillips, who is renowned in Wyoming for his Paul Revere-type ride in 1866.

But in Wyoming, he is a legend, and is called a "frontier hero." A monument is erected there in his honor.

Phillips was born in 1832 in Lages do Pico, Azores. He went to California in search of gold and was hired as a water-hauler in Nebraska.

In 1866, a group of soldiers were ambushed by more than 2,000 members of the Sioux and Cheyenne tribes, leaving the few live soldiers without supplies in a blizzard.

Phillips, a civilian described as a "small, wiry man," volunteered to ride for help as strong winds and heavy snow pummeled him.

He rode for 190 miles in four days to Horseshoe Station, and sent a telegraph for help. Phillips then headed back out after just a short rest and traveled for another 40 miles in the blizzard to Fort Laramie, Wyo., where adequate reinforcements were sent.

There are countless others who lived and worked in the west -- and made history -- according to a new book "Land as Far as the Eye Can See: Portuguese in the Old West" by Professor Donald Warrin, in collaboration with Geoffrey L. Gomes.

Warrin presented a lecture and book signing at the University of Massachusetts Dartmouth Wednesday as part of his book tour.

A professor emeritus at California State University, Warrin has spent most of his life teaching, and researching the history and writings of Portuguese immigrants in the western United States.

The research on Warrin's current book, spanning 10 years, took him from his California residence to Mexico, Wyoming, Arkansas, Washington and other destinations, where he searched archives, attics, county buildings and newspapers.

He said he learned early on to never write about a place he's never been to.

Warrin discovered that in 1850, the West was a "vast area" that was highly unsettled and inhospitable.

"There were very small numbers of Portuguese (in parts of the West)," Warrin said, but at times they did "astonishing things."

By 1870, there were 3,400 Portuguese in California, many of whom were mining for gold and silver. Other western states were much less populated with Portuguese: one in Arizona, 81 in Idaho, 149 in Nevada, three in Montana, nine in Washington, and similar amounts in other states.

The Portuguese and other nationalities slowly populated the west from California, Warrin said.

Many of the Portuguese who came to United States did so on whale ships, settling around ports in New Bedford and Nantucket in this area, but also in California.

As whale men, they were able to stop in remote corners of the globe as well as learn the English language.

Other Portuguese were frontier men, and got involved in fur trading, the Gold Rush and the sheep industry.

"The Portuguese have certainly contributed," Warrin said of his historical findings.

People have called the book a "novel" approach, he said, because his stories are intertwined and are not just dates and places, but tell the lives of individuals, which appeal to all nationalities.

Besides John Philips, there have been Portuguese more infamous than revered.

There's a man known as "Portuguese Joe," who appeared on a Kellogg's Sugar Frosted Flakes box in the 1960s.

Portuguese Joe was known for his unprovoked gun shot at a group of peaceful native Americans.

That started a minor war between the Indians and the settlers. The expense and loss of life on both sides was heavy, and helped to decimate native Americans in California.

"Truth is elusive in history and legends are created," Warrin said, explaining that his book holds other stories, such as that of a cattle man called John Enos.

Enos was a bachelor most of his life, although some accounts say he was married to three Indian women, but kept it a secret.

Enos was also considered "frightening" to children, and was said to have killed men he didn't like with poisoned baked beans. Others say he was kind and generous. Some say he was a ghost.

In Spokane, Wash., after his suspicious death, an Indian woman claimed she had been married to him and had his children. She was suing his present wife -- whom he married at age 70 -- wanting to claim his large estate.

Other, more light-hearted tales are told, of the Azorean women's tradition of cooking in the basement, and of them generally being more educated than their husbands in those days.

There is also information about the Portuguese carrying their culture with them, saving money and their desire to purchase property.

UEFA decide se aceita Gibraltar como membro

Su incorporación, en todo caso, sería provisional.

El comité ejecutivo de la UEFA celebra hoy y mañana en Nyon su última reunión del año, y uno de los temas principales en su agenda será la incorporación, o no, de la Asociación de Fútbol de Gibraltar (GBA) como miembro provisional de la organización deportiva. En la última reunión, el comité decidió aplazar la decisión tras escuchar argumentos contrarios del presidente de la Federación Española, Ángel Villar.

Ahora, una vez examinada la documentación remitida por España sobre las instalaciones deportivas y la situación futbolística del Peñón, la UEFA deberá decidir sobre un asunto que le quema en las manos cada vez más. De hecho, hace unos meses el Tribunal Europeo de Arbitraje (TEA) emitió una sentencia que obligaba al organismo europeo a considerar la admisión provisional de Gibraltar en su seno.

Pase lo que pase en esta reunión, debe ser el Congreso de la UEFA, que se celebrará en Dusseldorf (Alemania) a finales de enero, quien adopte la admisión o no definitiva.

El no estar todavía considerada por la UEFA ha impedido además que la GBA sea aceptada por la FIFA, ya que, según ésta, la asociación gibraltareña no cumple los requisitos estatutarios para ser admitido como miembro del máximo organismo futbolístico internacional.

Durante sus dos días de reunión, la UEFA tomará otras decisiones importantes que afectan a otros dos pequeños territorios europeos, Andorra y San Marino, países que han solicitado una plaza para competir a partir de la próxima temporada en la Liga de Campeones.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Orçamento de Estado 2007

Quanto ao orçamento de estado não tenho muito a dizer. Não sou especialista, nem tenho paciência para o estudar. Enfim, faço o que faz qualquer leigo. Vou ouvindo, leio os jornais, respeito a opinião de alguns. Na verdade parece-me um orçamento, que já como o anterior vai na direcção certa. Aliás parece-me que cada vez mais, e principalmente nas questões financeiras, a ideologia deixou de existir.

Na verdade parece-me que este poderia ser sempre um orçamento, ideologicamente falando, do PS, do PSD ou do CDS/PP. Obviamente, que existiriam sempre condicionantes politicas. Mas como os políticos parecem fazer questão em errar sempre, mesmo estando este orçamento a caminhar numa direcção certa existem pormenores que acicatam opiniões. As SCUT por exemplo. Não tenho nada contra as SCUT, nem nada contra auto-estradas pagas. Nem sequer me chateia que as SCUT comecem a ser portajadas. O que me chateia é a incongruência política e as mentiras. O que me chateia é um modelo de financiamento incomportável para o estado e por conseguinte para os Portugueses. O que me chateia é que nos atirem areia para os olhos com estudos que parecem movidos por interesses duvidosos, ainda que não o sejam. Por mim podem pôr portagens em todas as SCUT, desde que existam alternativas minimamente rápidas e seguras. Aliás isso está previsto na lei.

Desde que eu como cidadão pagador de impostos não seja obrigado a pagar a uma empresa privada para me deslocar, direito que assiste a todos os portugueses, façam as auto-estradas pagas que quiserem.

Taxas na saúde. Outro aspecto que também não me chateia nada, desde que não seja feito como está previsto. Ou seja, uma pessoa paga impostos, desconta para o SNS e depois ainda tem de pagar por estar internado. E depois vêm dizer que não é para financiar o SNS. Então é para quê? Se o SNS precisa de ser financiado, que se crie um modelo em que quem mais tem pague. Criem um modelo que discrimine positivamente os mais pobres. Até um escalão, paga-se 0%, até outro 5% dos custos e assim sucessivamente. E acredito que com um tecto máximo, também não devemos explorar a riqueza cegamente. O que acredito é numa sociedade solidária e não numa sociedade parasitária.

Na segurança social também creio que nada de realmente importante está a ser feito. Na verdade compreendo o Ministro quando diz que neste momento não se pode baixar impostos. Possivelmente tem razão, mas os portugueses também querem que quando se mude uma administração de uma empresa pública, quando se troca de director, não se mude a frota dos automóveis só porque o administrador não gosta da marca A ou B. E de facto há incongruência política, que até a oposição parece esquecer.

O PSD passou o tempo a falar que o défice se reduzia com cortes na despesa. O PS dizia que não. Agora olhem para este orçamento e para o discurso do Ministro. O corte na despesa é a pedra de toque, e ainda bem. Até o facto de se conter o crescimento da despesa na saúde é um feito, e isso não podemos negar. Teixeira dos Santos merece o meu respeito.

quinta-feira, novembro 30, 2006

Anthology chronicles two centuries of shipwrecks

The Tragic History of the Sea: Shipwrecks From the Bible to Titanic
By NORMAN N. BROWN
National Geographic Books)

Since men have been sailing, they have been going down with their ships - ships sunk by violent storms or by collisions with rocks or reefs, or for any of a variety of reasons.

Anthony Brandt has compiled 29 tales of shipwrecks - some obscure, some well-known - from the past 2,000 years in "The Tragic History of the Sea: Shipwrecks From the Bible to Titanic."

"The Portuguese invented the shipwreck genre in the 16th century," Brandt writes. Portugal was then a prominent maritime trading power, and stories of mishaps at sea were often published in cheap pamphlets and proved quite popular.

One notable Portuguese shipwreck chronicle from 1552 was published in English in 1735 as "The Tragic History of the Sea" [História Trágico- Marítima] and is included in this volume.

Brandt explains in his introduction that in view of the popularity of shipwreck lore and its worldwide influence on and presence in literature, he had to decide whether to include fictional accounts as well as true stories.

PM says Quebec 'nation in Canada'

Canadian Prime Minister Stephen Harper has told a debate in parliament that he regards the province of Quebec as a "nation within Canada".
Mr Harper was responding to a motion by Quebec separatists that MPs should "recognise Quebecois form a nation".

Francophone Quebec has previously held two referendums on separation, in 1980 and 1995, but rejected the idea.

Mr Harper's Conservatives won Canada's general election in January to end 12 years of Liberal rule.

Analysts say the motion is proving problematic for federalists.

An acceptance would encourage talks towards separatism but a rejection could bolster the separatists' belief that their aspirations are being ignored.

Kickbacks

On Wednesday, Mr Harper backed the notion that the House of Commons should "recognise that Quebecois constitute a nation within a united Canada".

He said: "The real question is simple: do Quebecois make up a nation of their own in a united Canada? The answer is yes.

"Do Quebecois make up a nation independent from Canada? The answer is no and will always be no."

The leader of the Bloc Quebecois party opposed the prime minister's position.

"It isn't up to the prime minister to decide what Quebecers will choose as an option. It's up to Quebecers," Gilles Duceppe said.

January's elections was called following revelations that Liberal politicians in Quebec had taken kickbacks in return for awarding government contracts.

Afterwards Mr Harper pledged a renewed drive for federalism for Quebec.

"We will do this because shuffling the deck in Ottawa is not good enough," he said at the time.

The Conservatives made significant gains in Quebec.

Gibraltar: Eleitores votam sobre nova Constituição

Agora é que a Espanha podde ir perdendo as esperanças...

As 12 mesas eleitorais instaladas em Gibraltar para o referendo da nova Constituição, que reforça as competências locais e retira poder ao governador nomeado pelo Reino Unido, abriram hoje às 09:00 locais (08:00 em Lisboa), sem incidentes.
Cerca de 20 mil eleitores foram chamados às urnas para avaliar um texto considerado pelas forças políticas de Gibraltar como um acto de autodeterminação da antiga colónia inglesa.

A nova Constituição reúne elementos novos que consolidam o autogoverno de Gibraltar, garantindo um sistema judicial mais independente, ainda que a soberania permaneça no Reino Unido.

Com as alterações propostas, o governador de Gibraltar designado pela rainha de Inglaterra, perde parte das suas competências que passam para os ministros, mantendo apenas os dossiers de Negócios Estrangeiros, Segurança Interna e Defesa e alguns aspectos dos serviços públicos.

Os ministros, designados pelo governador através de uma recomendação do ministro principal - equivalente ao primeiro-ministro - terão as restantes competências do executivo.

O texto transforma a Assembleia Legislativa em Parlamento de Gibraltar e determina que as leis aí aprovadas não possam ser travadas nem pelos ministros britânicos nem pelo governador, ao contrário do que acontece agora.

Consagra igualmente maior independência do sistema judicial com a criação de uma nova comissão, presidida pela Corte de Apelação e que integrará o juiz supremo e dois membros nomeados pelo governador ou ministro principal.

Datada de 1969, a antiga Constituição foi considerada desactualizada pelas forças políticas de Gibraltar que pretendem assim aprovar um texto que consagre um relacionamento «mais moderno e maduro» com o Reino Unido.

Eliminadas ficam ainda as referências coloniais no texto antigo, com a nova lei-base a respeitar a Carta das Nações Unidas.

As negociações para o texto começaram em Novembro de 2004, tendo-se concluído em Março último.

Peter Caruana, ministro principal e responsável do Partido Social Democrata e Joe Bossano, líder da coligação liberal-socialista (GLSP), darão a conhecer os resultados do referendo ao público.

Caruana apela ao voto no «sim», considerando que o texto representa «talvez o avanço mais importante da última década» para Gibraltar.

Bossano, por seu lado, afirmou que não quer condicionar o voto dos simpatizantes da coligação, referindo que as contradições existentes entre Madrid, Londres e Gibraltar não garantem maior autogoverno no rochedo.

As urnas encerram às 22:00 locais, menos uma em Lisboa, esperando-se os primeiros resultados cerca de uma hora depois.

Gibraltar é uma colónia britânica de 6,5 quilómetros quadrados localizada no sul da Península Ibérica, sobre a qual Espanha mantém reivindicações de soberania, apesar de a ter cedido a título perpétuo em 1713, um tema que tem sido alvo de repetidos contactos entre os dois países.

terça-feira, novembro 28, 2006

Acciona pede à EDP que compre 10% da Endesa

Oportunidades destas não aparecem todos os dias!!

José Manuel Entrecanales, presidente do grupo Acciona, esteve em conversações com o presidente da Energías de Portugal (EDP), António Mexia, com vista à possível entrada da eléctrica portuguesa no capital da Endesa, mediante a compra de um pacote de 10% da companhia presidida por Manuel Pizarro, segundo o site espanhol 'El Confidencial'.

Fontes consultadas pelo "El Confidencial" referem a existência de "várias reuniões" entre ambos os empresários.

A decisão está em "ponto morto", porque, para além do elevado montante que exige a compra desses 10% (cerca de 3,7 mil milhões de euros), a EDP, que em Espanha já controla a Hidrocantábrico, terá reclamado a possibilidade de participar na gestão da Endesa, caso a Acciona venha obter o controlo da eléctrica espanhola.

"A entrada da EDP faria todo o sentido do mundo", assegura uma fonte próxima ao grupo português, "porque desta forma tornar-se-ia realidade uma grande companhia energética ibérica. O preço é alto, mas não é impossível, mas a Acciona teria de estar disposta a partilhar a gestão da futura Endesa com a EDP".

CDS reuniu com Cavaco para discutir «defesa» da Língua

O líder do CDS-PP, no final de uma reunião com o Presidente da República, reafirmou a sua preocupação com a defesa da língua portuguesa na União Europeia.
Ribeiro e Castro reiterou os apelos que tem vindo fazer nos últimos meses à diplomacia portuguesa para que concentre esforços na valorização do estatuto do português na Europa, como «uma grande causa nacional».

Ribeiro e Castro partilhou também com Cavaco Silva a expectativa do CDS -PP sobre a futura Cimeira UE-África, que se deverá realizar em 2007.

«Para nós era muito importante que esta cimeira se realizasse durante a presidência portuguesa da União Europeia», disse.

CPLP: Cinema e difusão do livro são prioridades

Rio de Janeiro, Brasil, 28 Nov (Lusa)

A ministra da Cultura portuguesa, Isabel Pires de Lima, que participa no Rio de Janeiro no Fórum Cultural Mundial 2006, apontou hoje o cinema, o audiovisual e a difusão do livro como prioridades do sector no âmbito da CPLP.

E eles falam, falam...

Restauração da Independência

Para os cidadãos espanhóis, o 1º de Dezembro, data da Restauração da Independência de Portugal, em 1640, é um dia normal, cujo significado histórico desconhecem, segundo o historiador espanhol Rafael Valladares.
A vontade de 20% dos portugueses pertencerem a Espanha, de acordo com uma sondagem do SOL, deve-se sobretudo a um descontentamento com o Governo português.

«Na sociedade espanhola existe uma indiferença infelizmente prolongada durante gerações face a Portugal (...), que é responsável por que ninguém saiba que o 1º de Dezembro é uma festa nacional em Portugal», disse o historiador, autor do livro A Independência de Portugal - Guerra e Restauração 1640-1680, que acaba de ser lançado em Portugal.

Na sua opinião, essa indiferença decorre da «frustração que a sociedade espanhola sentiu por causa da perda de Portugal e essa frustração, com o tempo, transformou-se em indiferença espanhola em relação a Portugal».
«É uma maneira de dissimular a frustração que causou naquela altura a perda de Portugal. Mas hoje, acho que essa indiferença é inconsciente, é um fruto do passado», acrescentou o especialista em monarquia hispânica dos séculos XVI e XVII.
Nas escolas espanholas, o ensino do período dedicado ao império espanhol, «à época dos Áustrias - dos Filipes, como dizem em Portugal -, inclui o estudo da incorporação de Portugal e da guerra, em 1640, mas de uma forma muito leve» , indicou.

Na perspectiva de Rafael Valladares, de 42 anos, doutorado em história pela Universidade Complutense de Madrid, «Espanha vê hoje Portugal como um vizinho cordial, amável, que não causa problemas - o que é importante - mas com um matiz de paternalismo» que considera «muito negativo para as relações entre os dois países».
«A partir do século XVIII, quando se consolidou realmente a separação de Portugal, os espanhóis desenvolveram um complexo de superioridade face a Portu gal para compensar o trauma da perda de um território que era todo um império», explicou.
«Temos de ter em conta que a sociedade espanhola experimentou, sobretudo durante os últimos 15 anos, um desenvolvimento importante que distanciou muito os parâmetros económicos e sociais de Espanha e Portugal. Mas a economia não manda, não é, digamos, o factor mais importante nas relações entre os países», frisou.
«Portanto, à parte a economia, eu diria que num contexto social, a relação é de absoluta simpatia, cordialidade e afecto por um país vizinho. Por que é , então, que esta relação não se desenvolve mais?», interrogou-se.
E respondeu, diagnosticando a existência de «um grande fracasso, o fracasso das classes políticas de Espanha e de Portugal, que não estão a aproveitar o momento 'doce' que estão a viver os dois países, que partilham há muito tempo na história muitas coisas: a União Europeia, a NATO e toda uma série de valores».
Segundo o historiador, não faz sentido que os dois países continuem de costas voltadas por causa da sua relação conflituosa no passado.
«Depois de contemplar este fracasso da classe política para conduzir o processo de aproximação real entre as sociedades, deveriam ser as duas, a sociedade civil portuguesa e a espanhola, através de organizações, fundações, etc., de tipo cultural, económico, político, as responsáveis por criar um tecido mais unido entre os dois países», defendeu.
Sobre as sondagens que ciclicamente se realizam em Portugal, segundo as quais uma percentagem relativamente elevada (no caso da mais recente, realizada pelo SOL, 20%) dos portugueses queriam ser espanhóis, Rafael Valladares afirmou que tais resultados «reflectem mais um certo mal-estar da sociedade portuguesa em relação aos seus Governos», do que «um real afecto por Espanha».
Apesar de pensar que os portugueses poderão não aceitar a opinião de um espanhol sobre esta matéria, o historiador emite-a na mesma: ser português não é um fatalismo, é um privilégio.
«Pertencer a um país com um passado, uma história, um território como Portugal, que foi capaz de fazer o que muitas outras nações europeias supostament e mais desenvolvidas e mais ricas não conseguiram, é um privilégio cultural. Tal vez estejamos a exagerar o peso que a economia tem nas vidas das pessoas», sustentou.
«Eu venho de um país que há 30 ou 40 anos era um país subdesenvolvido, um país que há 60 anos vivia uma guerra civil que o deixou totalmente destruído. Portanto, posso afirmar que um país é capaz de superar tudo», comentou.
«E mesmo quando não se supera todos os índices de crescimento económico - que parece que agora é o único Deus que temos - ficam outros valores, de um passado, de um património de expansão planetária, que também não devemos exagerar , mas simplesmente valorar na justa medida do valor que têm», insistiu.
Salientando tratar-se «mais da opinião de um espanhol do que de um historiador», Rafael Valladares disse que «gostaria muito de que a sociedade portuguesa reflectisse sobre estes valores, para abandonar esse fatalismo que não leva a nenhum fim positivo e começar a construir um optimismo, a que tem direito».
O historiador resolveu dedicar-se ao estudo do período da Restauração da Independência de Portugal - que investigou durante quase 10 anos, entre 1989 e 1998, altura em que foi publicada a primeira versão desta obra, que posteriormente aprofundou, introduzindo alterações - por achar que «Portugal é imprescindível para compreender aquela época».

«Quando estamos a falar desta época da Restauração, dos Filipes, não falamos de Portugal e de Espanha como hoje são, estamos a falar de uma coroa de Portugal, estamos a falar de uma monarquia hispânica, que não era só Espanha, era todo um conjunto de territórios, um conglomerado impressionante que tinha uma id entidade mais ou menos hispânica, mas não só hispânica», explicou.

«Em Portugal é muito típico falar de Portugal e Castela, mas a coroa dos Áustrias, dos Filipes, não governava para Castela, era todo um império multiterritorial. Se os Áustrias tivessem governado realmente pensando só nos interesses de Castela, Castela não teria ficado tão pobre e arruinada como ficou no fim», acrescentou.

O historiador considera que «nesse contexto, hoje é muito mais fácil não só introduzir Portugal na historiografia espanhola, como é imprescindível para compreender aquela época».
«Sem Portugal, não se pode compreender a história de Espanha. É impossível», rematou.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Coincidências?!

E ainda dizem que não há coincidências...
Não acredito em bruxas, "pero que las hay las hay".

Presidente mexicano desmaia na casa de férias e Berlusconi desmaiou enquanto discursava perante apoiantes.

Vicente Fox sentiu-se mal este domingo, durante um encontro com congressistas no seu rancho de férias.
O presidente do México encontra-se consciente e terá desmaiado durante um encontro com congressistas mexicanos, no seu rancho.

Levado para o hospital, o presidente encontra-se consciente e livre de perigo.

Já Berlusconi desmaiou enquanto discursava perante apoiantes, tendo aparentemente sofrido uma quebra de tensão.
O antigo primeiro-ministro italiano, Sílvio Berlusconi, sentiu-se mal hoje durante um discurso a apoiantes na Toscânia, Norte de Itália. Berlusconi desfaleceu no palco e foi agarrado por apoiantes seus que o impediram de cair no chão.

Um médico assistiu o homem mais rico de Itália no local, e uma porta-voz informou mais tarde que Sílvio Berlusconi, de 70 anos, sentiu-se mal devido ao calor e sofreu uma baixa na tensão arterial. «Ele está muito triste, quer continuar mas o médico não deixa», acrescentou Irene Pivetti.