quinta-feira, abril 12, 2007

Balthazar Napoleão III, o Bourbon "made in India" que sonha ser duque de França

L'un des héritiers du trône de France pourrait être Indien: Balthazar Napoléon de Bourbon III, qui serait descendant d'un cousin du roi Henri IV, revendique le titre de duc de France, au nom de l'incroyable histoire de son ancêtre Bourbon débarqué en Inde au XVIè siècle.

M. de Bourbon est un avocat et propriétaire terrien de 48 ans dont la famille est installée depuis 1775 à Bhopal, une ville historique du centre du sous-continent.

L'homme, corpulent et de petite taille, est chaleureux. Il reçoit en famille dans sa maison bourgeoise et kitch à la façade ornée d'une imposante fleur de lys surmontée de l'inscription "Maison de Bourbon". L'emblême de la monarchie française s'affiche sur ses meubles, cartes de visite et jusqu'à ses boutons de manchettes.
"On m'a toujours inculqué l'idée que j'appartenais à une famille noble et royale", raconte M. de Bourbon. A la suite de son père Salvadore, il milite depuis 20 ans pour que soit "reconnue" son appartenance à la Maison de Bourbon, dont le chef fut Roi de France jusqu'en 1830.
"Qu'ils me reconnaissent ou pas, je fais partie d'une grande famille. Je suis une fraction d'une part de la France", assène l'avocat qui ne parle pas un mot de français et n'a jamais mis les pieds dans l'Hexagone. Il a gardé de ses ancêtres français la foi dans le catholicisme. Ses enfants s'appellent Frédéric, Michelle et Adrien.

Les Bourbon indiens sont connus dans les cercles royalistes, mais leur histoire vient d'être remise au goût du jour par le Prince Michel de Grèce. Dans son roman historique, "Le Rajah Bourbon", il démontre ce que M. de Bourbon savait déjà: son ancêtre Jean-Philippe de Bourbon, arrivé en Inde en 1560, était bien le fils du Connétable de Bourbon, cousin du Roi Henri IV.
Après avoir tué dans un duel un noble français, Jean-Philippe fuit vers l'Espagne. Enlevé par des pirates, il échoue en Egypte puis est capturé par l'armée éthiopienne. Il s'échappe de nouveau et se retrouve à Goa, le comptoir portugais de l'Inde où il devient l'éminence de l'empereur moghol Akbar dont il épouse une belle-soeur.
La famille s'installe à Agra puis à Delhi où Jean-Philippe apprend qu'il est l'aîné de la Maison de France - les Bourbons sont désormais sur le trône avec Henri IV - mais il renonce à ses droits. Ses descendants migreront vers Bhopal pour y rester jusqu'à aujourd'hui.
D'après Michel de Grèce, si la lignée du Connétable de Bourbon est l'une des héritières du trône de France, l'Indien Balthazar Napoléon III peut légitimement y prétendre. "Si Jean-Philippe est dans la ligne directe de succession, alors je le suis aussi", avance M. de Bourbon, sans pour autant revendiquer la couronne, "pleinement conscient que la France est une démocratie".
"Ce qui compte avant tout pour moi, c'est le lien familial. Les gens doivent savoir qu'un descendant de Jean-Philippe vit toujours (...) Nous avons le même sang, du sang français, du sang royal", dit-il.
Mais M. de Bourbon rêve surtout d'un titre royal. "La reconnaissance serait de nous donner le titre de "duc de France" ou "duc de Bourbon". Conférer ce titre aux Bourbon d'Inde serait une manière de reconnaître les souffrances endurées par ma famille obligée d'émigrer en Inde", plaide-t-il.
"Economiquement, je suis le maillon faible de la famille. Des gens pourraient penser que je vais les déstabiliser, peut-être parce que je suis Indien. Mais n'ayez pas peur, je ne réclame aucune richesse en France".

Jean-Pierre Bemba chegou a Portugal

O ex-vice-Presidente congolês democrático Jean-Pierre Bemba chegou hoje a Portugal, para tratamento médico (termo diplomático para "refúgio"). O avião privado em que viajou aterrou no aeroporto de Faro, disse à Lusa fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros português.

A mesma fonte não precisou a hora a que Bemba chegou, mas disse que foi «ainda durante a manhã». Bemba partiu de Kinshasa às 02h00 (mesma hora em Lisboa), tendo sido escoltado para o aeroporto por 15 veículos blindados das Nações Unidas, depois de ter recebido autorização do Senado para sair do país e receber "tratamento médico".

Soares quis adiar data da entrega de Macau

O ex-presidente da República Mário Soares quis adiar para depois de 1999 a entrega de Macau à China, quando os chineses pensavam que a questão estava ultrapassada, disse ontem Zhou Nan.
Zhou Nan, então vice-ministro dos Negócios Estrangeiros chinês com a tutela das negociações de Macau, lembrou ontem à agência Lusa em Pequim como, numa "dramática" reunião com Mário Soares, a história das boas relações entre Lisboa e Pequim poderia tomar outro rumo.
Zhou referia-se a um encontro com o então presidente português, em 1986, em Lisboa, durante o processo negocial que precedeu a assinatura da Declaração Conjunta Luso-Chinesa que fixou a data de 20 de Dezembro de 1999 para a reversão do território."Tivemos um almoço muito agradável [com Cavaco Silva, então primeiro-ministro] e uma conversa também muito agradável, e tudo corria suavemente. Na tarde do mesmo dia tinha ficado acordado que deveria fazer uma pequena visita ao presidente Mário Soares. Foi uma visita dramática", considerou."
O presidente não convidou nenhum responsável da parte portuguesa para estar presente e, do nosso lado, eu só tinha o intérprete de português para chinês. Só nós os três." Zhou Nan lembra-se de ter falado primeiro, de ter agradecido a Soares tê-lo recebido e de lhe ter dito que os dois lados tinham chegado a acordo sobre os temas mais importantes, e que "faltava só preparar a primeira versão dos Documentos da Declaração Conjunta"."E de repente ele disse-me: 'Nós não concordamos com a devolução de Macau à China durante este século. Terá de ser adiada até ao próximo século", contou o ex-vice- ministro chinês, que disse ter ficado "muito surpreendido, é claro"."Se o líder da delegação portuguesa disse que concordava", disse Mário Soares, segundo Zhou Nan, "então a posição dele não representa a posição oficial de Portugal". De acordo com Zhou, a reunião terminou sem resultados positivos.

quarta-feira, abril 11, 2007

“As condecorações são as chupetas dos homens”

As condecorações são as chupetas dos homens”, dizia Napoleão Bonaparte, perito em motivar fidelidade e desempenho com a distribuição de honrarias.

E entre nós parecem vãs muitas condecorações atribuídas no 10 de Junho, por feitos banais.
É só esperar mais dois meses e assistiremos ao desfile de muitos clientes do sistema.

terça-feira, abril 10, 2007

Lapso

"«Lapso» na data da licenciatura, diz gabinete de Sócrates"

Público condenado por dizer a Verdade?

"O jornal PÚBLICO foi condenado pelo Supremo Tribunal de Justiça a pagar uma indemnização de 75 mil euros ao Sporting Clube de Portugal por ter noticiado, em 2001, que o clube tinha uma dívida ao Estado de 460 mil contos desde 1996. Apesar de o Supremo ter admitido que a notícia é verdadeira, condenou o jornal com o argumento de que o clube foi lesado no seu bom-nome e reputação."

E mais:

"O Sporting acabou por processar o PÚBLICO, exigindo uma indemnização de cem mil contos (500 mil euros). O julgamento arrancou no ano seguinte e terminou em Abril de 2003. A sentença seria proferida apenas dois anos depois, com a absolvição dos jornalistas autores da notícia (João Ramos de Almeida, José Mateus e António Arnaldo Mesquita). O tribunal afirmou que estes jornalistas "cumpriram com o dever de informação"."

"em Setembro do ano passado o Tribunal da Relação de Lisboa confirmou a decisão da primeira instância. "

Para agora:

"O Supremo decidiu então que a notícia do PÚBLICO é verdadeira, mas considera que tal facto "é irrelevante" dada a violação do bom-nome e reputação do Sporting.""

Este país é um espectáculo. Com decisões destas...

Média e Licenciatura

Parabéns aos órgãos de comunicação social portugueses, especialmente ao Público e ao expresso pelo verdadeiro exercício de Jornalismo que têm feito. O jornalismo é escrutinar o Poder e mesmo que muito tapadinho critique as notícias que foram surgindo, na verdade já há muito que o panorama da comunicação social portuguesa apresentava sintomas de aparelhismo e conformação. Parece que afinal ainda vive dentro de alguns órgãos as verdadeiras raízes e paixões do que é ser jornalista. Parabéns


(farto-me de rir com alguns comentários no sítio do público. Este país é um conjunto de iluminados / imagino como não iria o país se o visado fosse Santana Lopes, eheh)

Mais um Grande Português II

Acerca da Licenciatura, veja-se o link do Público abaixo referenciado.
Está lá tudo.

http://www.publico.clix.pt/docs/politica/documentosLicenciaturaSocrates.pdf

Mais um Grande Português

Ainda não me tinha aqui debruçado sobre as notícias que têm atingido José Sócrates.

Meu Caro Amigo, não tenho o prazer de o conhecer pessoalmente nem partilho das suas convicções políticas, mas tenho respeito institucional por si.
Dito isto, faço-lhe uma pergunta: Porquê?

Porque não admite ou confirma que, como todos os portugueses que eu conheço, queria ter a vidinha facilitada.
Resolveu então tirar uma licenciatura fajuta, só para poder abrilhantar o curriculum e/ou cartão pessoal. Daí não vinha mal ao mundo.
É perfeitamente natural que quem exige qualificações aos portugueses, sem explicar muito bem como é que isso se faz, tenha o seu curriculum sem mácula. O meu Caro Amigo devia ter pensado antes que a "licenciatura", título académico que muito deve ter agradado aos seus paizinhos, lhe traria dores de cabeça, justamente na altura em que o meu Caro pensava estar a endireitar este vil País. Torpe País...

O senhor não me desiludiu, porque eu também já não tenho ilusões acerca da intrujisse.

segunda-feira, abril 09, 2007

Ainda a Licenciatura

Porquê a demora em clarificar os problemas? Eu avanço uma hipótese, meramente conspirativa e completamente infundada. O que parece é que o PM realmente está com medo de alguma coisa, tem medo de ser apanhado descalço. Assim o ignorar do assunto no espaço público, pois parece que nas redacções foi um ufa ufa de contactos. Estará o PM à espera de saber onde consegue chegar a imprensa... Para assim preparar uma resposta á medida... Não sei mas isto é tudo muito estranho, ai é pois ;)

(ainda mais conspirativa é a tese do forjar um certificado de habilitações, algo que seria inenarrável)

(E as alterações constantes ao currículo oficial é um fartote)

Escândalo dos vistos na Embaixada de Portugal em Bissau

Apenas de 48 horas necessita um português para obter um visto para a Guiné-Bissau em Lisboa.

Para um guineense obter a resposta a um pedido de visto na embaixada portuguesa em Bissau pode estar sujeito a uma espera de um ano, obrigando muitos guineenses a pernoitarem em frente da embaixada lusa na Guiné apenas para obterem a senha com um número para serem atendidos. Já se fala abertamente de tráfico da venda das senhas de atendimento que envolve várias centenas de milhares de Francos CFA.

Em alguns casos, quando é solicitado com urgência, o visto chega a ser concedido, sem custos suplementares, em 30 minutos, sem que qualquer requisito especial seja solicitado no momento do pedido. É uma situação que se enquadra perfeitamente nos princípios e no espírito vinculados no quadro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, e nos acordos bilaterais entre a Guiné-Bissau e Portugal.

Todavia a realidade no sentido Bissau-Lisboa é outra, bem diferente e frequentemente tortuosa para os guineenses.

quarta-feira, abril 04, 2007

Licenciaturas

A minha veio na farinha maizena...

E a tua?

(e lá continua o picozinho a Estado Novo)

Portunhol já é "idioma oficial" em centenas de páginas da Internet

São centenas as páginas na Internet onde o portunhol é "língua oficia"», a maioria na América do Sul, e o ministro da Cultura do Brasil, Gilberto Gil, é ali comummente apontado como defensor deste como "língua em gestação".

Há inúmeros exemplos que podem ser encontrados online sobre este linguajar ibérico e latino-americano, mas, para conseguir expressar-se num portunhol básico, um madrileno ou um "alfacinha de gema", só têm, segundo se pode ler em portunholselvagem.blogspot.com, que trocar o b pelo v e o o por lo e o a por la.

Já mais sérias são as citações de Gilberto Gil, quando o músico, autor, intérprete e ministro da Cultura brasileiro, no V Fórum Social Mundial, de Porto Alegre, Brasil, em 2005, defendeu ser o portunhol "uma língua em gestação, que está nascendo".
E o próprio dá um exemplo, ainda citado por blogues brasileiros que debatem o tema, para a eficácia do portunhol, quando, em Xangai, China, num encontro entre ministros da Cultura de diversos países, falou nesta "língua" que emerge do português e do castelhano, e foi "plenamente compreendido tanto por aqueles que dominam a língua portuguesa, como também pelos nativos da língua espanhola".

"O portunhol é uma manifestação espontânea, natural, vinda dos corpos e das almas culturais dos nossos povos. Nós precisamos nos entender, não sabemos um a língua do outro e temos, ao mesmo tempo, certos resíduos das línguas do português entre eles e do espanhol entre nós, o que nos propicia falar palavras", defendia Gil em 2005.

Exemplos que Fernando Paulo Baptista, linguista e autor de inúmeros ensaios sobre a matéria, enquadra numa dinâmica proporcionada por duas línguas "intercomunicantes", tendo em conta a necessidade de as pessoas poderem comunicar quando "não dominam totalmente a língua do outro". O autor de "Tributo à Madre Língua", que é um conjunto de ensaios sobre a língua portuguesa, admite a possibilidade, de poder acontecer um «efeito de sucção» do português pelo castelhano, atendendo à dinâmica e ao maior peso social e económico do mundo hispano-falante.

Perante isto, e perante o fenómeno da globalização, o portunhol pode ser uma resposta facilitadora das aproximações exigidas por essa realidade consubstanciada pela acelerada queda de barreiras e fronteiras, não só económicas, mas também culturais.
No entanto, o académico sublinha a importância de que a "singularidade de uma língua não entre em conflito com a singularidade da outra", no caso o castelhano e o português, passando esse objectivo por "uma política da língua eficaz" ditada pelas autoridades competentes.
E lembra que é à língua portuguesa que "nós" devemos "em primeiro lugar" aquilo que somos.
Entretanto, num claro exemplo de portunhol utilizado nos inúmeros sítios online latino-americanos, é possível encontrar esta "pérola" em portunhol: "Prefiro los poetas que tienen la sabiduria de non se levarem muito a sério. Também non gosto di certos malabarismos eruditos idiotas".

Quando a nossa língua dá o flanco... Depois não se admirem!

Hawai: Luso-americanos unem-se a porto-riquenhos

As comunidades luso-havaiana e porto-riquenha da ilha de Maui, no estado norte-americano do Hawai, estão lançadas num projecto que irá dar a ambas um centro cultural comum.

O centro vai chamar-se Heritage Hall e vai ficar situado em Paia, uma localidade histórica da época das plantações de açúcar na ilha e onde trabalharam milhares de portugueses.
«Tanto o meu avô materno como o meu avô paterno trabalharam na fábrica de tratamento da cana do açúcar de Paia, hoje já desaparecida» - disse Audrey Rocha Reed, uma luso-americana envolvida no projecto, na sua qualidade de secretária da Portuguese Organization of Maui.

A comunidade luso-havaiana há muitos anos que vinha alimentando o projecto de construir um centro cultural próprio, pelo que inicialmente foi rejeitado o plano de construção conjunta com a comunidade porto-riquenha.

Audrey Rocha Reed tem já um rascunho quanto aos conteúdos do futuro centro cultural português que vai funcionar dentro do Heritage Hall: «O centro que eu concebo», disse, «vai ser um lugar onde poderemos encontrar expostos objectos típicos usados pelos antigos imigrantes portugueses, as lanternas, os ferros de engomar a carvão, pratos e panelas antigas, um sistema de Internet através do qual as crianças de origem portuguesa poderão contactar umas com as outras em qualquer parte do mundo. Vejo as crianças da Madeira e dos Açores a dialogarem por via electrónica com as do Hawai, a discutirem projectos de preservação dos mares e a fazerem amizades enquanto trabalham em conjunto».
«Esperamos ter um portal com materiais em português e em inglês para vários níveis etários, música portuguesa, aulas de folclore português, demonstrações de cozinha portuguesa, ensinaremos como os nossos avós coziam o pão português ao ar livre e manteremos uma base de dados sobre as famílias que emigraram para o Hawaii, estabelecendo árvores genealógicas.

Audrey Rocha Reed espera reformar-se do J. Walther Cameron Center em 30 de Abril próximo, entrando no dia seguinte ao serviço do Heritage Hall como voluntária.

Quando o circo está na rua...

No programa da BBC Radio World Tonight, no dia 26 de Maio de 2006, aconteceu uma situação caricata que envolve o bom-nome de Portugal.
O programa tinha como tema a situação de Timor Leste, que pedira a intervenção militar internacional da Austrália, Portugal, Nova Zelândia e Malásia para pôr cobro a uma rebelião de soldados descontentes.

Os editores do programa, preocupados em obter opiniões dos principais decisores dos temas em debate, combinaram a intervenção de Freitas do Amaral, o então Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.
Tudo parecia perfeito, nas palavras do editor Alistair Burnett, mas não durante muito tempo.

Quando o MNE ia entrar em directo, para opinar sobre um tema da maior relevância para o país e para a política internacional, num fórum de grande reputação e audiência, aconteceu o impensável, e não resisto a citar:
"the Portuguese Foreign Minister stood us up - when we called him during the programme, his daughter answered the phone and told us he hadn't got home from the restaurant. It happens more than you think..."

Palhaçada...

terça-feira, abril 03, 2007

OCDE: Portugueses são os menos produtivos

A produtividade dos trabalhadores portugueses foi a que menos cresceu nos 30 países da OCDE entre 2000 e 2005.

De acordo com dados da organização, a produtividade portuguesa quase estagnou nesses cinco anos, num período em que a média da OCDE estagnou perto de 2% ao ano.
A Eslováquia foi quem mais cresceu, quase 5% ao ano, seguida de pela República Checa e pela Hungria. A OCDE revelou ainda que Portugal é o 12.º país da OCDE que mais desincentiva o trabalho com o sistema fiscal.

Em 2005 os trabalhadores portugueses entregavam ao Estado, sob a forma de impostos sobre o rendimento e contribuições para a segurança social, cerca de 36% do seu rendimento do trabalho.
Esse valor é melhor do que os 42,1% suportados por um trabalhador médio da União Europeia a 15 e melhor do que os 37,3% da média da OCDE.
A Bélgica e a Alemanha são quem mais desincentiva o trabalho, enquanto a Coreia e o México são os que menos tributam.

O genro congolês do sr. Teixeira que vem passar uns meses a Portugal

Aos 44 anos, o líder da oposição congolesa, Jean-Pierre Bemba, dificilmente poderia ir viver para outro país que não Portugal. Candidato derrotado por Joseph Kabila nas presidenciais da República Democrática do Congo (RDC), Bemba é casado com a portuguesa Liliane Teixeira, com quem tem cinco filhos: dois rapazes e três raparigas. Todos inscritos e registados no Consulado de Portugal em Kinshasa. À semelhança do que sucede com Liliane.

O que talvez explique as razões porque alguns dos seus adversários aludem, de tempos em tempos, à suposta dupla nacionalidade de Bemba, tentando denegrir as capacidades do líder do Movimento de Libertação do Congo (MLC) para liderar o país. Mas, não: ao que o DN apurou, Jean-Pierre Bemba não é portador de passaporte português, nem tem nacionalidade portuguesa.

O Allgarve fica em Poortugal, por Ricardo Araújo Pereira

Se pensavam que o Algarve já não podia ficar mais inglês, enganaram-se.

O ministro da Economia, Manuel Pinho, anunciou que, para efeitos de coisas extremamente aborrecidas, que envolvem infraestruturas do sector da hotelaria, juntas metropolitanas e todo um vasto leque de estupendas iniciativas, criou uma marca, que por sua vez dá o nome a um programa de eventos, chamada Allgarve. A idéia é tornar o Algarve mais apetitoso e popular em toda a parte, designadamente naquele sítio mítico conhecido como "o estrangeiro". Para isso, juntou uma letra ao nome, com o objectivo de o tornar mais modernaço. Se pensavam que o Algarve já não podia ficar mais inglês, enganaram-se. Aliás, o mais estranho na nova palavra Allgarve é, sem dúvida, o "garve". Sente-se que aquele resquício de portugalidade raçada de árabe está a impedir o Allgarve de voar mais alto.

Não me interpretem mal: estou longe de ser um crítico da medida doministro Manuel Pinho. Todos os autarcas que se pronunciaram sobre o assunto estão contra, o que significa que esta idéia do Allgarve também deve ter as suas qualidades. Tendo isto presente, talvez seja bom que a iniciativa não fique por aqui. Porquê privilegiar o Algarve em detrimento de outras províncias? Por mim, o Minho poderia passar a ser Miño, a ver se enganamos os espanhóis. Se eles pensarem que aquilo faz parte da Galiza,talvez se desenvolva como o resto da Espanha. Era giro continuarmos na cauda da Europa, mas Paredes de Coura passar a estar taco a taco com Zurique. Até porque a minha mãe nasceu lá. Em Paredes de Coura, não em Zurique.
Creio mesmo que Portugal inteiro pode mudar de nome opara se tornar mais apelativo lá fora. Proponho a nova designação "Poortugal", cujo prefixo pode dar a entender aos turistas estrangeiros que o custo de vida cá é barato, e que fazem umas férias bem boas com meia dúzia de tostões.
Quanto ao Allgarve, penso que esta alteração de sabor anglo-saxónico pode ser um meio bastante eficaz para atrair os turistas ingleses, sempre tão relutantes em vir para o Algarve. É isto que um bom governo faz: identifica um problema e faz por resolvê-lo.
Também não quero que pensem que considero a designação Allgarve isenta de reparos. Podia ter-se apostado noutro modelo, baseado menos na adição de letras do que na subtracção. Por exemplo, procurando captar o espírito que preside à política de construção civil na Quarteira, poderia ter-seretirado o "g" e transformado o Algarve no Alarve. É só uma idéia.

Seja como for, quer se tenha apreço quer repugnância pela idéia de Manuel Pinho, é preciso reconhecer que o ministro da Economia é o membro mais cosmopolita deste executivo. Tanto a inventar anglicismos como a cometer, a um ritmo quase diário, embaraçosas gaffes. Gaffe que, como sabem, é uma prática que o ministro importou do francês.
in "A Boca do Inferno"

segunda-feira, abril 02, 2007

Buenos Aires aposta na diplomacia para recuperar Malvinas a Londres

No dia em que Grã-Bretanha e Argentina assinalam os 25 anos dos combates pelas ilhas do Atlântico Sul que Londres chama Falkland e Buenos Aires designa como Malvinas, foi conhecido que o Governo do Presidente Nestor Kirchner desencadeou uma série de iniciativas para fazer valer os direitos do seu país sobre aqueles territórios.

Os media argentinos revelaram nas edições dos últimos dias que Kirchner prossegue uma ofensiva diplomática junto da ONU e do seu secretário-geral, Ban Ki-moon, para que a organização apoie Buenos Aires na intenção de reabrir negociações sobre a soberania das ilhas. Kirchner já deu a entender que os acordos de 1990 com a Grã-Bretanha, reatando as relações diplomáticas entre os dois Estados, poderão ser revistos a qualquer momento.

No final da semana, o Governo argentino anunciou a aplicação de sanções a empresas petrolíferas que têm contratos de exploração nas Falkland. Antes suspendera a cooperação petrolífera com Londres consagrada num acordo de 1995.
No Reino Unido, sondagens divulgadas nos últimos dias indicam que a maioria continua a considerar acertada a decisão da então chefe do Governo Margaret Thatcher de responder militarmente à invasão argentina.

A guerra de há 25 anos iniciou-se com uma operação militar argentina para recuperar o arquipélago ocupado pelos britânicos desde 1833. A junta militar, então no poder em Buenos Aires, utilizou esta questão como pretexto de afirmação regional e para garantir o acesso e o controlo a áreas na vizinhança do arquipélago ricas em hidrocarbonetos.