quarta-feira, abril 18, 2007

Aviões sudaneses com cores da ONU bombardeiam Darfur

O governo sudanês utiliza aviões que ostentam fraudulentamente as cores da ONU para bombardeamentos no Darfur, relata hoje o New York Times, citando um relatório confidencial das Nações Unidas.
O Sudão é igualmente acusado de violações das resoluções da ONU por transportar armas por via aérea nesta região do ocidente do país, segundo a mesma fonte.

Fotografias mostram um avião militar sudanês cujas cores nacionais foram substituídas pelas da ONU
(UN em inglês) nas asas, segundo o New York Times.
De acordo com o jornal, este e outros aviões foram utilizados para bombardear algumas localidades e para transportar carga para o Darfur, onde a violência provocou uma crise humanitária.

Uma guerra civil opõe desde há quatros anos no Darfuur rebeldes saídos das populações negras locais a milícias árabes (Janjawids) apoiadas pelo exército sudanês.
A guerra e as suas consequências provocaram 200 mil mortos e dois milhões de deslocados, segundo números das Nações Unidas, contestados pelo Sudão, que fala apenas de 9 mil mortos.

sexta-feira, abril 13, 2007

Mundialito no Algarve: infantis do Barcelona trocaram hino espanhol pelo português

O insólito aconteceu na final do Mundialito de Futebol Infantil, este domingo, no Algarve.

No embate entre o Barcelona e o Valência, os miúdos da formação catalã receberam instruções para não entrar em campo enquanto estava a ser escutado o hino espanhol. Assim, a entrada dos mesmos fez-se ao som de «A Portuguesa».

Segundo explicou um técnico do Valência ao jornal «El Mundo», o Barcelona já tinha avisado na véspera que iria proceder desta forma, sem que a organização tivesse colocado qualquer entrave.
«Perguntei ao treinador deles o que tinha acontecido, e respondeu-me que eram ordens do clube. Não soube o que explicar aos meus jogadores. É claro que foi uma decisão política, difícil de compreender para miúdos de oito anos», afirmou o técnico do Valência.

O jornal El Mundo divulga um vídeo com imagens do momento, cedidas pelo Canal Nou, mas o desfazamento do som prejudica a compreensão do incidente. Ainda assim, um vídeo para ver e reflectir, carregando no respectivo link.
http://www.elmundo.es/elmundo/2007/04/12/videos/1176385942.html

quinta-feira, abril 12, 2007

Incómodos

A prestação de Sócrates ontem foi mediáticamente positiva, deu algumas explicações credíeveis, outras nem tanto. Na verdade à superficie contou uma história plausivel, quiçá verdadeira, mas para quem raspe um pouquinho a superfície há sempre qualquer coisa não é.

1- Estranhei as Razões Para a escolha da UNI, a única credível é o facto de na UNI ser Licenciatura e no ISEL equivalência a Licenciatura. O facto de ser ou não reconhecido pela Ordem não é importante pois Sócrates não tencionava ser Engenheiro. Mas e as outras. Ser Perto do ISEL? que raio de Razão é esta??? e o facto de ter horário pós-laboral? ao que parece também existia no ISEL

2- Agora as dúvidas mais sustentadas. Sócrates afirma que a razão do seu desconsolo é o facto de a Lei não lhe permitir dar aulas na UNI. Das três uma, ou não leu com atenção a lei, ou não falou verdade a Arouca ou não Falou verdade aos Portugueses. Pois na Lei de Incompatibilidades dos Governantes, artigo 7 ponto 2 (lei de 93 ainda em vigor), excluí como incompatibilidade exactamente a docência Universitária.

3 - Sócrates afirma Só ter conhecido o Prof. Dr. António Morais quando este lhe deu 4 cadeiras na UNI. Antes afirmou ao Jornalista do Público que não se lembrava dos professores. Mas ao que parece (eu não posso confirmar) António Morais foi professor de Sócrates no ISEL. Até se podem não ter conhecido mas levanta ao menos a lebre ou não?

4 - Já alguém se deu ao trabalho de comparar as duas fichas de dados biográficos de Sócrates.

E ressalvo por isto: O problema é que não há duas fichas de Dados Biográficos mas sim apenas uma...Atentem que o "Bach" na Ficha 2 não é abreviatura de Bacharelato, é sim o que cabia no espaço que existia antes de "engenheiro Civil" da Ficha 1. O "técnico" da ficha 2 é fácil pois é à frente do Engenheiro. Mas porque digo então que um é cópia do outro. POr 3 razões: 1 - Número de Passaporte: 0 primeiro 0 em ambos os documentos está a meio da linha, não acima como qq pessoa o escreveria. 2- O já referido "Bach" que cabe exactamente nos espaço anterior da Ficha 1 onde não está "bach"3 - a data: quem consegue fazer duas vezes um 3 tão estranho no 13. e mais quem erra duas vezes e acaba por escrever "fevereiro" por baixo do "de" por falta de espaço exactamnete da mesma forma.Um documento é cópia do outro e a ficha numero 2 é cópia pelo acrescento do "Bach"E ainda há o pormenor de na 1ª ficha estar escrito com letra feminina, Secretário de Estado Adjunto do Min ambiente, isto antes de o ser.


A história é credível, mas muitos buracos ainda há.

Balthazar Napoleão III, o Bourbon "made in India" que sonha ser duque de França

L'un des héritiers du trône de France pourrait être Indien: Balthazar Napoléon de Bourbon III, qui serait descendant d'un cousin du roi Henri IV, revendique le titre de duc de France, au nom de l'incroyable histoire de son ancêtre Bourbon débarqué en Inde au XVIè siècle.

M. de Bourbon est un avocat et propriétaire terrien de 48 ans dont la famille est installée depuis 1775 à Bhopal, une ville historique du centre du sous-continent.

L'homme, corpulent et de petite taille, est chaleureux. Il reçoit en famille dans sa maison bourgeoise et kitch à la façade ornée d'une imposante fleur de lys surmontée de l'inscription "Maison de Bourbon". L'emblême de la monarchie française s'affiche sur ses meubles, cartes de visite et jusqu'à ses boutons de manchettes.
"On m'a toujours inculqué l'idée que j'appartenais à une famille noble et royale", raconte M. de Bourbon. A la suite de son père Salvadore, il milite depuis 20 ans pour que soit "reconnue" son appartenance à la Maison de Bourbon, dont le chef fut Roi de France jusqu'en 1830.
"Qu'ils me reconnaissent ou pas, je fais partie d'une grande famille. Je suis une fraction d'une part de la France", assène l'avocat qui ne parle pas un mot de français et n'a jamais mis les pieds dans l'Hexagone. Il a gardé de ses ancêtres français la foi dans le catholicisme. Ses enfants s'appellent Frédéric, Michelle et Adrien.

Les Bourbon indiens sont connus dans les cercles royalistes, mais leur histoire vient d'être remise au goût du jour par le Prince Michel de Grèce. Dans son roman historique, "Le Rajah Bourbon", il démontre ce que M. de Bourbon savait déjà: son ancêtre Jean-Philippe de Bourbon, arrivé en Inde en 1560, était bien le fils du Connétable de Bourbon, cousin du Roi Henri IV.
Après avoir tué dans un duel un noble français, Jean-Philippe fuit vers l'Espagne. Enlevé par des pirates, il échoue en Egypte puis est capturé par l'armée éthiopienne. Il s'échappe de nouveau et se retrouve à Goa, le comptoir portugais de l'Inde où il devient l'éminence de l'empereur moghol Akbar dont il épouse une belle-soeur.
La famille s'installe à Agra puis à Delhi où Jean-Philippe apprend qu'il est l'aîné de la Maison de France - les Bourbons sont désormais sur le trône avec Henri IV - mais il renonce à ses droits. Ses descendants migreront vers Bhopal pour y rester jusqu'à aujourd'hui.
D'après Michel de Grèce, si la lignée du Connétable de Bourbon est l'une des héritières du trône de France, l'Indien Balthazar Napoléon III peut légitimement y prétendre. "Si Jean-Philippe est dans la ligne directe de succession, alors je le suis aussi", avance M. de Bourbon, sans pour autant revendiquer la couronne, "pleinement conscient que la France est une démocratie".
"Ce qui compte avant tout pour moi, c'est le lien familial. Les gens doivent savoir qu'un descendant de Jean-Philippe vit toujours (...) Nous avons le même sang, du sang français, du sang royal", dit-il.
Mais M. de Bourbon rêve surtout d'un titre royal. "La reconnaissance serait de nous donner le titre de "duc de France" ou "duc de Bourbon". Conférer ce titre aux Bourbon d'Inde serait une manière de reconnaître les souffrances endurées par ma famille obligée d'émigrer en Inde", plaide-t-il.
"Economiquement, je suis le maillon faible de la famille. Des gens pourraient penser que je vais les déstabiliser, peut-être parce que je suis Indien. Mais n'ayez pas peur, je ne réclame aucune richesse en France".

Jean-Pierre Bemba chegou a Portugal

O ex-vice-Presidente congolês democrático Jean-Pierre Bemba chegou hoje a Portugal, para tratamento médico (termo diplomático para "refúgio"). O avião privado em que viajou aterrou no aeroporto de Faro, disse à Lusa fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros português.

A mesma fonte não precisou a hora a que Bemba chegou, mas disse que foi «ainda durante a manhã». Bemba partiu de Kinshasa às 02h00 (mesma hora em Lisboa), tendo sido escoltado para o aeroporto por 15 veículos blindados das Nações Unidas, depois de ter recebido autorização do Senado para sair do país e receber "tratamento médico".

Soares quis adiar data da entrega de Macau

O ex-presidente da República Mário Soares quis adiar para depois de 1999 a entrega de Macau à China, quando os chineses pensavam que a questão estava ultrapassada, disse ontem Zhou Nan.
Zhou Nan, então vice-ministro dos Negócios Estrangeiros chinês com a tutela das negociações de Macau, lembrou ontem à agência Lusa em Pequim como, numa "dramática" reunião com Mário Soares, a história das boas relações entre Lisboa e Pequim poderia tomar outro rumo.
Zhou referia-se a um encontro com o então presidente português, em 1986, em Lisboa, durante o processo negocial que precedeu a assinatura da Declaração Conjunta Luso-Chinesa que fixou a data de 20 de Dezembro de 1999 para a reversão do território."Tivemos um almoço muito agradável [com Cavaco Silva, então primeiro-ministro] e uma conversa também muito agradável, e tudo corria suavemente. Na tarde do mesmo dia tinha ficado acordado que deveria fazer uma pequena visita ao presidente Mário Soares. Foi uma visita dramática", considerou."
O presidente não convidou nenhum responsável da parte portuguesa para estar presente e, do nosso lado, eu só tinha o intérprete de português para chinês. Só nós os três." Zhou Nan lembra-se de ter falado primeiro, de ter agradecido a Soares tê-lo recebido e de lhe ter dito que os dois lados tinham chegado a acordo sobre os temas mais importantes, e que "faltava só preparar a primeira versão dos Documentos da Declaração Conjunta"."E de repente ele disse-me: 'Nós não concordamos com a devolução de Macau à China durante este século. Terá de ser adiada até ao próximo século", contou o ex-vice- ministro chinês, que disse ter ficado "muito surpreendido, é claro"."Se o líder da delegação portuguesa disse que concordava", disse Mário Soares, segundo Zhou Nan, "então a posição dele não representa a posição oficial de Portugal". De acordo com Zhou, a reunião terminou sem resultados positivos.

quarta-feira, abril 11, 2007

“As condecorações são as chupetas dos homens”

As condecorações são as chupetas dos homens”, dizia Napoleão Bonaparte, perito em motivar fidelidade e desempenho com a distribuição de honrarias.

E entre nós parecem vãs muitas condecorações atribuídas no 10 de Junho, por feitos banais.
É só esperar mais dois meses e assistiremos ao desfile de muitos clientes do sistema.

terça-feira, abril 10, 2007

Lapso

"«Lapso» na data da licenciatura, diz gabinete de Sócrates"

Público condenado por dizer a Verdade?

"O jornal PÚBLICO foi condenado pelo Supremo Tribunal de Justiça a pagar uma indemnização de 75 mil euros ao Sporting Clube de Portugal por ter noticiado, em 2001, que o clube tinha uma dívida ao Estado de 460 mil contos desde 1996. Apesar de o Supremo ter admitido que a notícia é verdadeira, condenou o jornal com o argumento de que o clube foi lesado no seu bom-nome e reputação."

E mais:

"O Sporting acabou por processar o PÚBLICO, exigindo uma indemnização de cem mil contos (500 mil euros). O julgamento arrancou no ano seguinte e terminou em Abril de 2003. A sentença seria proferida apenas dois anos depois, com a absolvição dos jornalistas autores da notícia (João Ramos de Almeida, José Mateus e António Arnaldo Mesquita). O tribunal afirmou que estes jornalistas "cumpriram com o dever de informação"."

"em Setembro do ano passado o Tribunal da Relação de Lisboa confirmou a decisão da primeira instância. "

Para agora:

"O Supremo decidiu então que a notícia do PÚBLICO é verdadeira, mas considera que tal facto "é irrelevante" dada a violação do bom-nome e reputação do Sporting.""

Este país é um espectáculo. Com decisões destas...

Média e Licenciatura

Parabéns aos órgãos de comunicação social portugueses, especialmente ao Público e ao expresso pelo verdadeiro exercício de Jornalismo que têm feito. O jornalismo é escrutinar o Poder e mesmo que muito tapadinho critique as notícias que foram surgindo, na verdade já há muito que o panorama da comunicação social portuguesa apresentava sintomas de aparelhismo e conformação. Parece que afinal ainda vive dentro de alguns órgãos as verdadeiras raízes e paixões do que é ser jornalista. Parabéns


(farto-me de rir com alguns comentários no sítio do público. Este país é um conjunto de iluminados / imagino como não iria o país se o visado fosse Santana Lopes, eheh)

Mais um Grande Português II

Acerca da Licenciatura, veja-se o link do Público abaixo referenciado.
Está lá tudo.

http://www.publico.clix.pt/docs/politica/documentosLicenciaturaSocrates.pdf

Mais um Grande Português

Ainda não me tinha aqui debruçado sobre as notícias que têm atingido José Sócrates.

Meu Caro Amigo, não tenho o prazer de o conhecer pessoalmente nem partilho das suas convicções políticas, mas tenho respeito institucional por si.
Dito isto, faço-lhe uma pergunta: Porquê?

Porque não admite ou confirma que, como todos os portugueses que eu conheço, queria ter a vidinha facilitada.
Resolveu então tirar uma licenciatura fajuta, só para poder abrilhantar o curriculum e/ou cartão pessoal. Daí não vinha mal ao mundo.
É perfeitamente natural que quem exige qualificações aos portugueses, sem explicar muito bem como é que isso se faz, tenha o seu curriculum sem mácula. O meu Caro Amigo devia ter pensado antes que a "licenciatura", título académico que muito deve ter agradado aos seus paizinhos, lhe traria dores de cabeça, justamente na altura em que o meu Caro pensava estar a endireitar este vil País. Torpe País...

O senhor não me desiludiu, porque eu também já não tenho ilusões acerca da intrujisse.

segunda-feira, abril 09, 2007

Ainda a Licenciatura

Porquê a demora em clarificar os problemas? Eu avanço uma hipótese, meramente conspirativa e completamente infundada. O que parece é que o PM realmente está com medo de alguma coisa, tem medo de ser apanhado descalço. Assim o ignorar do assunto no espaço público, pois parece que nas redacções foi um ufa ufa de contactos. Estará o PM à espera de saber onde consegue chegar a imprensa... Para assim preparar uma resposta á medida... Não sei mas isto é tudo muito estranho, ai é pois ;)

(ainda mais conspirativa é a tese do forjar um certificado de habilitações, algo que seria inenarrável)

(E as alterações constantes ao currículo oficial é um fartote)

Escândalo dos vistos na Embaixada de Portugal em Bissau

Apenas de 48 horas necessita um português para obter um visto para a Guiné-Bissau em Lisboa.

Para um guineense obter a resposta a um pedido de visto na embaixada portuguesa em Bissau pode estar sujeito a uma espera de um ano, obrigando muitos guineenses a pernoitarem em frente da embaixada lusa na Guiné apenas para obterem a senha com um número para serem atendidos. Já se fala abertamente de tráfico da venda das senhas de atendimento que envolve várias centenas de milhares de Francos CFA.

Em alguns casos, quando é solicitado com urgência, o visto chega a ser concedido, sem custos suplementares, em 30 minutos, sem que qualquer requisito especial seja solicitado no momento do pedido. É uma situação que se enquadra perfeitamente nos princípios e no espírito vinculados no quadro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, e nos acordos bilaterais entre a Guiné-Bissau e Portugal.

Todavia a realidade no sentido Bissau-Lisboa é outra, bem diferente e frequentemente tortuosa para os guineenses.

quarta-feira, abril 04, 2007

Licenciaturas

A minha veio na farinha maizena...

E a tua?

(e lá continua o picozinho a Estado Novo)

Portunhol já é "idioma oficial" em centenas de páginas da Internet

São centenas as páginas na Internet onde o portunhol é "língua oficia"», a maioria na América do Sul, e o ministro da Cultura do Brasil, Gilberto Gil, é ali comummente apontado como defensor deste como "língua em gestação".

Há inúmeros exemplos que podem ser encontrados online sobre este linguajar ibérico e latino-americano, mas, para conseguir expressar-se num portunhol básico, um madrileno ou um "alfacinha de gema", só têm, segundo se pode ler em portunholselvagem.blogspot.com, que trocar o b pelo v e o o por lo e o a por la.

Já mais sérias são as citações de Gilberto Gil, quando o músico, autor, intérprete e ministro da Cultura brasileiro, no V Fórum Social Mundial, de Porto Alegre, Brasil, em 2005, defendeu ser o portunhol "uma língua em gestação, que está nascendo".
E o próprio dá um exemplo, ainda citado por blogues brasileiros que debatem o tema, para a eficácia do portunhol, quando, em Xangai, China, num encontro entre ministros da Cultura de diversos países, falou nesta "língua" que emerge do português e do castelhano, e foi "plenamente compreendido tanto por aqueles que dominam a língua portuguesa, como também pelos nativos da língua espanhola".

"O portunhol é uma manifestação espontânea, natural, vinda dos corpos e das almas culturais dos nossos povos. Nós precisamos nos entender, não sabemos um a língua do outro e temos, ao mesmo tempo, certos resíduos das línguas do português entre eles e do espanhol entre nós, o que nos propicia falar palavras", defendia Gil em 2005.

Exemplos que Fernando Paulo Baptista, linguista e autor de inúmeros ensaios sobre a matéria, enquadra numa dinâmica proporcionada por duas línguas "intercomunicantes", tendo em conta a necessidade de as pessoas poderem comunicar quando "não dominam totalmente a língua do outro". O autor de "Tributo à Madre Língua", que é um conjunto de ensaios sobre a língua portuguesa, admite a possibilidade, de poder acontecer um «efeito de sucção» do português pelo castelhano, atendendo à dinâmica e ao maior peso social e económico do mundo hispano-falante.

Perante isto, e perante o fenómeno da globalização, o portunhol pode ser uma resposta facilitadora das aproximações exigidas por essa realidade consubstanciada pela acelerada queda de barreiras e fronteiras, não só económicas, mas também culturais.
No entanto, o académico sublinha a importância de que a "singularidade de uma língua não entre em conflito com a singularidade da outra", no caso o castelhano e o português, passando esse objectivo por "uma política da língua eficaz" ditada pelas autoridades competentes.
E lembra que é à língua portuguesa que "nós" devemos "em primeiro lugar" aquilo que somos.
Entretanto, num claro exemplo de portunhol utilizado nos inúmeros sítios online latino-americanos, é possível encontrar esta "pérola" em portunhol: "Prefiro los poetas que tienen la sabiduria de non se levarem muito a sério. Também non gosto di certos malabarismos eruditos idiotas".

Quando a nossa língua dá o flanco... Depois não se admirem!

Hawai: Luso-americanos unem-se a porto-riquenhos

As comunidades luso-havaiana e porto-riquenha da ilha de Maui, no estado norte-americano do Hawai, estão lançadas num projecto que irá dar a ambas um centro cultural comum.

O centro vai chamar-se Heritage Hall e vai ficar situado em Paia, uma localidade histórica da época das plantações de açúcar na ilha e onde trabalharam milhares de portugueses.
«Tanto o meu avô materno como o meu avô paterno trabalharam na fábrica de tratamento da cana do açúcar de Paia, hoje já desaparecida» - disse Audrey Rocha Reed, uma luso-americana envolvida no projecto, na sua qualidade de secretária da Portuguese Organization of Maui.

A comunidade luso-havaiana há muitos anos que vinha alimentando o projecto de construir um centro cultural próprio, pelo que inicialmente foi rejeitado o plano de construção conjunta com a comunidade porto-riquenha.

Audrey Rocha Reed tem já um rascunho quanto aos conteúdos do futuro centro cultural português que vai funcionar dentro do Heritage Hall: «O centro que eu concebo», disse, «vai ser um lugar onde poderemos encontrar expostos objectos típicos usados pelos antigos imigrantes portugueses, as lanternas, os ferros de engomar a carvão, pratos e panelas antigas, um sistema de Internet através do qual as crianças de origem portuguesa poderão contactar umas com as outras em qualquer parte do mundo. Vejo as crianças da Madeira e dos Açores a dialogarem por via electrónica com as do Hawai, a discutirem projectos de preservação dos mares e a fazerem amizades enquanto trabalham em conjunto».
«Esperamos ter um portal com materiais em português e em inglês para vários níveis etários, música portuguesa, aulas de folclore português, demonstrações de cozinha portuguesa, ensinaremos como os nossos avós coziam o pão português ao ar livre e manteremos uma base de dados sobre as famílias que emigraram para o Hawaii, estabelecendo árvores genealógicas.

Audrey Rocha Reed espera reformar-se do J. Walther Cameron Center em 30 de Abril próximo, entrando no dia seguinte ao serviço do Heritage Hall como voluntária.

Quando o circo está na rua...

No programa da BBC Radio World Tonight, no dia 26 de Maio de 2006, aconteceu uma situação caricata que envolve o bom-nome de Portugal.
O programa tinha como tema a situação de Timor Leste, que pedira a intervenção militar internacional da Austrália, Portugal, Nova Zelândia e Malásia para pôr cobro a uma rebelião de soldados descontentes.

Os editores do programa, preocupados em obter opiniões dos principais decisores dos temas em debate, combinaram a intervenção de Freitas do Amaral, o então Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.
Tudo parecia perfeito, nas palavras do editor Alistair Burnett, mas não durante muito tempo.

Quando o MNE ia entrar em directo, para opinar sobre um tema da maior relevância para o país e para a política internacional, num fórum de grande reputação e audiência, aconteceu o impensável, e não resisto a citar:
"the Portuguese Foreign Minister stood us up - when we called him during the programme, his daughter answered the phone and told us he hadn't got home from the restaurant. It happens more than you think..."

Palhaçada...

terça-feira, abril 03, 2007

OCDE: Portugueses são os menos produtivos

A produtividade dos trabalhadores portugueses foi a que menos cresceu nos 30 países da OCDE entre 2000 e 2005.

De acordo com dados da organização, a produtividade portuguesa quase estagnou nesses cinco anos, num período em que a média da OCDE estagnou perto de 2% ao ano.
A Eslováquia foi quem mais cresceu, quase 5% ao ano, seguida de pela República Checa e pela Hungria. A OCDE revelou ainda que Portugal é o 12.º país da OCDE que mais desincentiva o trabalho com o sistema fiscal.

Em 2005 os trabalhadores portugueses entregavam ao Estado, sob a forma de impostos sobre o rendimento e contribuições para a segurança social, cerca de 36% do seu rendimento do trabalho.
Esse valor é melhor do que os 42,1% suportados por um trabalhador médio da União Europeia a 15 e melhor do que os 37,3% da média da OCDE.
A Bélgica e a Alemanha são quem mais desincentiva o trabalho, enquanto a Coreia e o México são os que menos tributam.