sexta-feira, maio 11, 2007

Empresa portuguesa "chega" a Marte

Um software desenvolvido por uma empresa portuguesa vai ser incluído na próxima missão a Marte.

O programa da Holos vai integrar o sistema informático do robô que irá analisar o solo marciano em meados da próxima década.
A empresa de software criada há dez anos, no seio da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, participa pela primeira vez numa missão desta importância.

O software português vai responder a uma das exigências da Agência Espacial Europeia para que a missão seja bem sucedida: a perfuradora indicada para furar mármore terá de tomar as decisões correctas quando estiver em terreno marciano.
A Horos facturou mais de um milhão de euros no ano passado e o sector espacial tem cada vez mais importância na dinâmica da empresa. Para além desta encomenda, a Holos ajuda a Agência Espacial Europeia a monitorizar vários satélites que medem a espessura do gelo ou a temperatura da Terra.
A ligação à agência espacial deve continuar até 2033, altura em que o organismo pretende levar o Homem até Marte.

Austrália 1 - Timorenses 0

Parte II

Ramos-Horta, em entrevista hoje ao Público, questionado acerca de se a sua vitória era a vitória do "candidato australiano", respondeu cândidamente:
"Eu não fui candidato de nenhum país. Podia-se dizer que sou candidatos dos americanos, até de Sua Santidade o Papa. Todos os países livres com quem tenho óptimas relações e aqui na região foram sempre muito prudentes" (...) "Enfim, eu sou amigo de Portugal. Se alguma virtude tenho é a da memória e a da gratidão. Timor-Leste não estaria livre hoje se não fosse a acção diplomática portuguesa".

E disse mais: "A Austrália portou-se com extrema correcção em todo este processo. Nunca lhes ouvi uma única palavra de crítica aos portugueses. Só têm palavras de elogio às forças portuguesas, em particular à GNR, cujo profissionalismo e eficácia admiram muito".

Fiquei comovido com tamanha generosidade. Dá para acreditar?

Austrália 1 - Timorenses 0

Já aqui havíamos levantado a questão no dia 4 de Maio: quem ganhará com a eleição de Ramos-Horta para a Presidência de Timor-Leste?

Depois de se saberem os resultados esmagadores da vitória, já esperados nos círculos diplomáticos, o Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) português, Luís Amado, apressou-se a parabenizar o candidato vencedor, reafirmando, com toda a certeza, a vontade de Portugal continuar a cooperaração com o jovem país, cooperação essa que até poderia ser majorada.

Mas comenta-se também que Camberra viu coroada de êxito a sua estratégia para Timor-Leste. Mais exactamente para o Mar de Timor. E ainda mais exactamente para o petróleo e gás de Timor-Leste.

A influência australiana sente-se desde o início da crise, em 2006, tendo sido o primeiro país a responder ao pedido das autoridades timorenses com o envio de uma força militar para ajudar a restabelecer a ordem pública.
O chefe da diplomacia australiana, Alexander Downer, já deixou claro que o seu país tenciona permanecer em Timor-Leste "pelo menos até às legislativas", marcadas para 30 de Junho. "Depois das eleições avaliaremos novamente a situação", disse Downer, citado pela emissora estatal ABC, salientando estar convicto de que haverá maior instabilidade quando se realizarem as legislativas. O voluntarismo de Camberra é fortemente criticado pelo partido maioritário, a FRETILIN, que acusa os militares australianos de condicionarem a política interna de Timor-Leste, a pedido de Ramos-Horta.

As acusações mais fortes foram feitas sobre a alegada "interferência" dos militares australianos na parte leste do país e em Ainaro, no sul, denunciou ainda na campanha eleitoral para a segunda volta o candidato Francisco Guterres "Lu Olo", presidente da FRETILIN.

O sinal mais claro das preferências australianas foi dado em Fevereiro passado, quando o parlamento timorense finalmente ratificou o acordo de exploração e partilha das receitas de dois dos maiores campos de hidrocarbonetos do Mar de Timor, Greater Sunrise e Bayu Undan, concretizando uma promessa desde logo enunciada por Ramos-Horta quando tomou posse como primeiro-ministro. A resolução deste contencioso, que se arrastava desde 2004, foi possível a partir do momento que Mari Alkatiri deixou de ser primeiro-ministro.

Putin convida Sócrates a ficar "hospedado" no Kremlin

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, convidou o primeiro-ministro português a ficar instalado no Kremlin, durante a sua visita oficial entre 27 e 29 de Maio.

"Trata-se de um gesto inédito de cortesia da parte do Presidente russo porque, no Kremlin, apenas ficam alojados os chefes de Estado - e nem todos", disse uma fonte diplomática citada pela agência Lusa.
Enquanto primeiro-ministro, José Sócrates encontrou-se já com o Presidente russo em 2005, em Moscovo, durante as celebrações dos 50 anos da vitória dos Aliados na II Guerra Mundial.

Durante os três dias de visita oficial à Rússia, em que apenas estará na capital do país, o primeiro-ministro português far-se-á acompanhar por vários membros do Governo e por uma comitiva de empresários, em que o maior peso é de investidores do sector da construção civil. "As cidades russas são muito antigas e têm muitos edifícios degradados. Vamos apostar em força no sector dos materiais de construção", declarou fonte do Executivo.
A deslocação do primeiro-ministro, a convite do Chefe de Estado russo, Vladimir Putin, "insere-se na estratégia de diálogo com as potências emergentes em termos económicos", casos do Brasil, Rússia, Índia e China.

Com estas deslocações, o Governo português diz pretender "dinamizar de forma mais intensa as relações bilaterais nos campos económico, político e comercial" com países que têm registado elevadas taxas de crescimento económico, oferecendo às empresas nacionais potencialidades de penetração em novos mercados, assim como a possibilidade de captação de novos investimentos.

A presidência portuguesa da União Europeia, a partir de Julho, será outro dos pontos na agenda de José Sócrates. Neste ponto, segundo o Executivo de Lisboa, destaca-se a preparação da cimeira entre União Europeia e Rússia prevista para Outubro em Portugal, "na qual se pretende aprofundar a parceria estratégica europeia com a Rússia".

Muito positivo para Portugal, quer em termos políticos, quer em termos geoestratégicos.

quinta-feira, maio 10, 2007

Portugal é dos que menos ajudas dá às famílias

Reportando-se a valores de 2004, o documento intitulado "A evolução da família na Europa 2007" revela que Portugal concede 168 euros por pessoa por ano.

A lista, que refere dados de 25 países europeus, tem no topo o Luxemburgo com apoios na ordem dos dois mil euros por pessoa e, no final, a Polónia que apenas ajuda com 48 euros anuais por pessoa.
O estudo foi desenvolvido por uma equipa de peritos em demografia, psicologia, sociologia e reconciliação entre trabalho e família.
O Instituto de Política Familiar é um organismo internacional sediado em Madrid que tem por missão a defesa e promoção da instituição familiar.

Este relatório revela também que Portugal é dos países da União Europeia que registou um maior aumento do número de divórcios nos últimos 11 anos.

Espanha lidera o grupo com um crescimento de divórcios na ordem dos 326 por cento desde 2005, seguido de Portugal com 89 por cento de crescimento e de Itália com 62 por cento.
Segundo o estudo, entre 1990 e 2005, mais de 13,5 milhões de casamentos foram dissolvidos em 27 países europeus, afectando mais de 21 milhões de crianças. Por cada dois casamentos celebrados na Europa, um é desfeito.

quarta-feira, maio 09, 2007

Jornal chinês destaca registo José Sócrates como doador de medula óssea

O jornal chinês Beijing Youth Daily, órgão oficial da Liga da Juventude Comunista Chinesa, noticia hoje a inscrição do primeiro-ministro português, José Sócrates, como doador de medula óssea.
Com o título "Primeiro-ministro português dá o exemplo e regista-se como doador de medula", o jornal informa os leitores que, segunda-feira, "José Sócrates liderou o ministro da Saúde e alguns membros do parlamento na inscrição para a doação voluntária de medula".
O grupo de políticos portugueses, diz o jornal, "ajudou assim mais pacientes que sofrem de leucemia a ter uma nova vida".
O Beijing Youth Daily cita José Sócrates quando este declarou ser "um dever cívico doar voluntariamente a medula".
Sócrates, diz o jornal, elogiou também os deputados que levaram os filhos a inscrever-se no registo de doadores voluntários, designadamente Luís Fazenda e Helena Pinto, do Bloco de Esquerda.
Por último, o jornal refere, citando dados da Associação portuguesa Contra a Leucemia (APCL), que Portugal regista a cada ano mil novos casos de leucemia e que as actuais doações só cobrem 70 por cento das necessidades totais.

Parabéns a Duarte Lima que pôs o tema no top noticioso, pelos melhores méritos.

terça-feira, maio 08, 2007

A tão falada ficha de Sócrates no PPD

Aqui está, pela primeira vez neste blog, a prova da inscrição de José Sócrates no PPD.

Mas há mais pormenores deliciosos...

Com apenas 17 anos de idade (em 1974) alistou-se na JSD da Covilhã. Ficha de militante nº 06715.

Mas esta ficha tem pormenores no mínimo contraditórios, mas já muito familiares ao Primeiro-Ministro.
Como profissão, indica "Estudante universitário na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto".

Ora, na biografia do Primeiro-Ministro, de 10 de Março de 2007 - nunca desmentida - é referido que "o pai o inscreveu na Faculdade de Engenharia do Porto" ainda em 1975. Mas a ficha, escrita pelo seu punho, indica que estava inscrito na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, mas que "à conta do golpe dos capitães o estabelecimento fechara as suas portas", acabando por se matricular no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC).
Uma rápida consulta ao historial da Faculdade de Engenharia do Porto, criada em Julho de 1930, nada consta sobre o encerramento durante o PREC, ao contrário do afirmado na biografia oficial.
Certo, certo, é que em 1974, a Faculdade de Engenharia do Porto passou a assegurar a leccionação dos 5 anos das suas licenciaturas, deixando de caber à Faculdade de Ciências a leccionação dos dois primeiros anos.

Onde é que Sócrates andou então??

Entrevista: Henrique Neto no CM

POsso dizer que gostei desta entrevista, da forma frontal como o Proprietário de uma das empresas de Nível mundial enfrenta como se diz na gíria "touro pelos cornos"

Alguns Excertos:

"O Dr. Pina Moura, ministro da Economia, resolveu a coisa adquirindo a posição dos accionistas. Que não tinha legitimidade para pagar aquilo que pagou. Duzentos milhões de euros! Novecentos milhões de contos! Com enormes mais-valias. Foi um favor que o Estado fez a grupos privados"

"Os portugueses estão a favor do governo, dizem que o Eng. Sócrates governa bem, mas é pura ficção. O governo é muito hábil em fazer passar objectivos consensuais: umas vezes não tem levado à frente esses objectivos, porque não quer, e outras vezes, por- que não sabe. Tem muitas manobras de diversão. É muito difícil saber se o Eng. Sócrates quer ou não uma coisa. Lança até ideias que não quer, com o intuito de serem queimadas"

OTA - "O ministro dos Transportes afirmou que não há tempo para fazer outras opções. Mas a questão não é essa. É preciso saber se a solução é boa ou má."

Espanhóis - "Não é não gostar. Faço aquilo que os portugueses andam a fazer há oito séculos. Resistir. "

Portugal será sétimo maior importador de gás natural

Portugal será um dos sete países do mundo com o maior crescimento de importação de gás natural liquefeito, prevendo-se que mais do que duplique o volume de importação
em dez anos, refere um estudo da PricewaterhouseCoopers.

Segundo o estudo, Portugal vai passar de uma importação de 1,6 mil milhões de metros cúbicos em 2005 para 3,5 mil milhões de metros cúbicos em 2015. A consultora prevê que o sector do gás natural liquefeito (GNL) duplique a sua dimensão entre 2005 e 2010, e alerta para os desafios que este crescimento vai colocar às empresas de energia.
Para os países produtores trata-se da abertura do mercado mundial de gás, mas para as empresas energéticas e agências de energia trata-se de uma forma de diversificar e assegurar o abastecimento de energia.
O Qatar, a Nigéria e a Austrália lideram o maior crescimento da exportação.

Braço de ferro entre Luanda e Kinshasa

"Questão Kahemba" de novo na ordem do dia

A disputa fronteiriça entre Angola e a República Democrática do Congo, conhecida por "Questão Kahemba", voltou a ganhar atenção na imprensa de ambos os países, revelando que, longe de constituir uma questão pacífica, se trava um braço de ferro entre Luanda e Kinshasa que envolve já a Bélgica e Portugal.

A área disputada é constituída por 11 localidades ao longo de 45 km no território administrativo de Kahemba, distrito de Kwango, cujos rios e seus afluentes são abundantes em diamantes. Situa-se na fronteira entre a província congolesa de Bandundu e a província angolana da Lunda-Norte, no 7º Paralelo.

No dia 3 de Maio, em comunicado citado pela Angop, o Governo angolano acusou «certos sectores civis e políticos na RDC» de «má-fé», ao continuarem a considerar a presença das forças de segurança na região fronteiriça como ilegítima, sem acatarem as conclusões anunciadas em Luanda da comissão bilateral criada para estudar o assunto.Em consequência da polémica gerada em Fevereiro passado na imprensa congolesa sobre a alegada invasão, foi constituída uma comissão técnica bilateral angolana-congolesa que se deslocou, entre 25 de Março e 11 de Abril, por terra e de helicóptero à região contestada.
Tinha esta por missão identificar os «22 dos 32 marcos que delimitam a fronteira entre os dois países», para o que terão recorrido a autoridades tradicionais, militares e a tecnologia GPS. Luanda declara as localidades como sendo angolanas segundo linhas fronteiriças anteriores à independência. Em Kinshasa, a questão não é vista de forma tão linear.
Várias viagens foram realizadas ao local antes de 25 de Março, por representantes de vários ministérios, cujas declarações por vezes se contradisseram. Por outro lado, no início de Março, um grupo de 15 deputados do distrito de Kwango, leu à imprensa e depositou na Assembleia Nacional uma declaração com as suas conclusões de uma missão, cujos seis pontos reafirmavam o que tinha sido noticiado nos meios de comunicação congoleses até à data, e precisando ainda que o marco geodésico objecto da disputa tinha sido colocado onde estava apenas em 1972 por um investigador americano.

No entanto, os chefes tradicionais de Kahembe contestaram também a opinião dessa comissão, argumentando que as fronteiras se mantêm inalteradas desde os finais do século XIX. Aguarda-se assim com grande expectativa o relatório do parlamento congolês para os próximos dias, a cargo do deputado Roger Lumbala.
Pisando um território delicado, o relatório da Comissão Lumbala deverá por um lado não hostilizar Angola, aliado tácito e poderoso de Joseph Kabila, ainda no recente confronto com as forças do ex-vice-Presidente Jean-Pierre Bemba, e, por outro lado, tranquilizar os congoleses sobre o que é visto como uma violação da integridade territorial evocativa dos problemas no Norte-Kivu com os países vizinhos.

Qualquer que seja a resposta, não vai ser possível evitar questões espinhosas. Se a comissão parlamentar chegar à conclusão que aqueles 45 km são congoleses, o país entrará em rota de colisão com Luanda. Se os territórios pertencerem a Angola, entre várias perguntas legítimas estão, por exemplo, desde quando (a independência da RCD remonta a 1960), por que razão os seus administradores têm sido pagos por Kinshasa e porque se abriram assembleias de voto em pelo menos algumas dessas localidades nas eleições de 2006, o que só foi feito em território congolês.

Foi entretanto formada uma comissão quadrilateral que inclui, para além dos dois países vizinhos, os antigos poderes coloniais, a Bélgica e Portugal, porventura uma indicação das dificuldades da "Questão Kahembe" e da necessidade de envolver mediadores no processo de resolução.

sexta-feira, maio 04, 2007

The Economist: Situação das empresas espanholas já foi melhor

Na edição desta semana da revista The Economist é abordada a situação económica do país vizinho. E o que lá vem, se começa por ser elogioso finaliza numa espécie de elogio fúnebre.

Tudo porque, entre outras razões, tirando as grandes receitas do turismo, muito importantes, não restam muitas mais receitas ao Estado espanhol.
Já para não falar das empresas multinacionais, bandeiras da Espanha moderna, que beneficiaram de tremendos empréstimos que ameaçam, a qualquer momento, arruiná-las.

Uma estratégia económica que parecia interessante, por ser proteccionista e expansionista ao mesmo tempo, redundará agora num fiasco?

Presidenciais em Timor-Leste

No dia 8 de Maio realiza-se a segunda volta das eleições presidenciais em Timor-Leste.

Portugal já escolheu entre Francisco Guterres “Lu-OLO” (FRETILIN) e José Ramos-Horta, (independente)?

Em princípio Ramos-Horta já ganhou, só falta saber por quantos votos.
Será o Presidente ideal para manter ou garantir os interesses portugueses naquele país?
Sabe-se da sua profunda ligação à Austrália e à sua diplomacia e nunca escondeu a preferência que dava às tropas australianas aquando do recente caos em Dili.
Portanto, Ramos-Horta convirá a Portugal? Virar-se-á definitivamente só para a Austrália e para a ASEAN, relegando para segundo ou terceiro plano a CPLP?

Cadeira de "designer" português escolhida para Casa Branca

A cadeira de teatro "Flame", desenhada pelo arquitecto português Filipe Oliveira Dias, "esteticamente muito bela", "excepcionalmente robusta e durável" e "resistente a nódoas", foi escolhida para equipar a Sala de Imprensa da Casa Branca em Washington DC.

O arquitecto portuense comentou à agência Lusa que esta escolha "não é muito importante", a nível monetário, pois o preço está fixado e recebe à quantidade.
Ao invés, Oliveira Dias realça que "a referência (da escolha da Casa Branca) ajuda a passar a palavra" e, como tal, é "muito importante".
Trata-se, segundo Oliveira Dias, de uma cadeira "muito bela, inspirada numa harpa" e "notavelmente cómoda".

Construída em Barcelona pela Figueras International Seating, pode ser experimentada em Portugal nos Teatros Municipal de Vila Real (Bragança) e Helena Sá e Costa (Porto), bem como no Auditório Cálem (Vila Nova de Gaia).
A cadeira começou a ser fabricada em 1999.

Com obra feita em cerca de oitenta países, Filipe Oliveira Dias nasceu em 1963 na cidade do Porto, onde se licenciou na Escola Superior Artística em 1989.
Presentemente a fazer o doutoramento na Universidade de Sevilha, conta no seu currículo com obras como a Aula Magna do Instituto Politécnico do Porto, a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Felgueiras e a Escola Superior de Estudos Industriais e Gestão de Vila do Conde/Póvoa do Varzim.
No estrangeiro, o arquitecto verá em breve executadas obras como o Teatro Martí, em Havana (Cuba), o Novo Palácio de Congressos de Marraquexe e o Palácio de Congressos de Tanger, ambos em Marrocos.

Gigante indiano quer fabricar carros em Portugal

Uma delegação do grupo Tata – o maior conglomerado industrial indiano, com interesses que vão desde o sector automóvel às tecnologias da informação e do aço aos hotéis de luxo – chega a Portugal no próximo dia 16 para analisar formas de utilizar Portugal para trazer os seus carros para o mercado europeu.

A decisão dependerá das propostas que forem feitas pela Agência Portuguesa para o Investimento (API) à Tata Motors. Fonte do grupo indiano explicou que a presença em Portugal poderá passar por uma unidade de produção de componentes automóveis ou de montagem dos carros "dependendo do que Portugal estiver disposto a oferecer".

O presidente da API, Basílio Horta, levará a Tata Motors a visitar Sines. O porto e a respectiva plataforma logística poderão ser para a marca indiana de automóveis a porta de entrada para a Europa, onde o gigante indiano – cuja facturação representa 2,8% do PIB da Índia – quer "entrar em força".
A visita da Tata Motors, a convite da API, surge na sequência da viagem do Presidente da República, Cavaco Silva, à Índia, em Janeiro. Em Janeiro, Basílio Horta, explicou os tipos de ajuda que a Agência está disposta a dar: informação, apoios que resultam da contratualização de eventuais investimentos e apoio na ligação entre as várias instituições do Estado.
Actualmente, a presença da Tata em Portugal passa pela representação da marca feita pelo grupo Salvador Caetano.

quinta-feira, maio 03, 2007

Prisa justifica escolha de Pina Moura com contactos na política e finança

Ou Seja, não interessa se é competente ou não, mas sim os amigos que se tem no governo e na Banca.

Benvindo Pina Moura Vasconcellos

Eleições França

A França na verdade não me diz muito, (basicamente associo-a ao século horribilis português, XIX) principalmente porque nos dias de hoje está "morta" em termos de peso na politíca mundial, no entanto estas eleições estão a excitar muita gente.

Então como muitos outros certamente ontem vi o debate que opunha os dois candidatos.

O que me ficou? Para já o debate acho que nem acordava uma mosca. Os jornalistas fizeram figura de corpo presente, embora o que interessasse fosse os candidatos. A nível de televisivo foi chatérrimo.

Gostei de uma coisa, que ao contrário do nosso país discutiu-se ideias e não insultos. Não foi uma peixeirada também não muito ao estilo português.

Quanto aos candidatos... Parece-me que entre os dois venha o diabo e escolha. Sarkozy parece-me o menos mau, porque tem um rumo, tem uma estratégia mas a verdade é que não consigo simpatizar com o senhor (faz-me lembrar a arrogância Socratiana)

Ségolene... segundo consta, foram inúmeras as gaffes durante a campanha e ontem... bom pelo menos mais uma que me chegava para não votar nela. Logo à partida a obsessão pelas mulheres, coitaditas das senhoras são escravas deste mundo, e aquela proposta... Como digo chegava para não votar nela. Mas alguém sério propunha que coitaditas das senhoras polícias tivessem alguém a acompanhá-las a casa só porque já estava escuro. Como diria o outro, "oh meus amigos". O ridículo da proposta só é ultrapassado pela convicção da senhora.

O que me pareceu foi que SarKozy consegui "entalar" Segolene em diversos temas, como a questão nuclear, fazendo uso da típica atitude de esquerda de que não é carne nem é peixe

As Relações Portugal-Estados Unidos da América II

Quanto mais se investiga mais se descobre.

1492 - Um indivíduo português, cujo nome em espanhol era Juan Arias e que se dizia vir de "Tavaria," estava entre a tripulação de Colombo na sua viagem de descoberta.
O seu nome em português deveria ser João Aires e existe a localidade portuguesa de Tavira.

1539 - Entre os 600 homens que aportaram perto de Tampa Bay, Florida com o explorador espanhol Hernando de Soto estavam pelo menos 100 portugueses.
A expedição atravessou muito território, passando pela actual Georgia, Carolina do Norte e do Sul, Alabama, Mississippi, Tennessee, Arkansas e Oklahoma.
Menos de três anos depois de terem acostado, em 21 de Maio de 1542, De Soto morreu nas praias do Mississippi. Os sobreviventes continuam no actual Texas.
Entre os exploradores estava um nobre de Elvas, André de Vasconcelos da Silva, que parece ter sido o líder do grupo de Elvas. Nunca voltou a casa.
A mais antiga descrição destas terras é desta expedição. Escrita em português por um anónimo Fidalgo de Elvas, foi publicada em 1557.

As Relações Portugal-Estados Unidos da América I

O Abade Correia da Serra

A estada do Abade, nascido em Serpa em 1750, na América foi particularmente interessante.
Antes de ser diplomata, Serra descreveu algumas das então novas paisagens dos Estados Unidos. Embora não tenha chegado a ser professor, foi consultor, através do seu amigo Thomas Jefferson, da então fundada Universidade da Virgínia, que lhe valeu ser considerado "o estrangeiro mais esclarecido que jamais visitara os Estados Unidos da América". Jefferson era tão seu amigo, que na mansão Monticello, na Virginia, o antigo presidente norte-americano tinha um quarto permanentemente reservado, quarto ainda hoje conhecido como "Abbé Corrêa’s room".
Porém, como diplomata, não teve sorte na época que lhe calhou, um período de conflitos no velho, no novo e entre o velho e o novo mundo...

Com Jefferson alimentou a utopia de uma nova civilização nas Américas, que ambos queriam mais avançada do que a europeia. A América do Norte ficaria para os Estados Unidos e a América do Sul para Portugal.

Numa carta de Jefferson a Correia da Serra, de 24 de Outubro de 1820, ele fala de um sistema em que “(...) a América se separaria dos sistemas da Europa e estabeleceria o seu próprio sistema. As nossas circunstâncias, objectivos e interesses são distintos. Os princípios das nossas políticas também o devem ser. Todas as confusões com esse quarto do globo devem ser evitadas se quisermos que a paz e a justiça sejam as estrelas polares das sociedades americanas”.

Escócia vai a votos com independência no horizonte

Continuamos a acompanhar a perspectiva de independência na Escócia.

Hoje os escoceses poderão eleger um primeiro-ministro independentista na «super quinta-feira» das municipais inglesas e autonómicas escocesas e galesas

Cerca de quarenta milhões de pessoas começaram a votar às 6h TMG (7h em Lisboa) em 312 municípios ingleses, com excepção de Londres - onde se votou no ano passado -, para elegerem os 129 membros do Parlamento escocês e os 60 da Assembleia galesa.

Os escoceses terão eleições locais, já que se votará em 32 autarquias, mas as mais importantes serão as do Parlamento escocês, onde se vão eleger 129 lugares, dos quais 73 correspondem a representantes das circunscrições e 56 são membros das oito regiões em que está dividida a Escócia.
Cada região tem sete representantes em Holyrood, a sede do Parlamento de Edimburgo, que, com os membros das circunscrições, governam durante um período de quatro anos.
Os 129 assentos serão eleitos por voto único transferível, o que coloca a ênfase na proporcionalidade, para evitar o bipartidarismo que se verifica nas eleições gerais para o Parlamento de Westminster (Londres).

Até agora, o Partido Trabalhista era maioritário na Escócia, onde tem 50 lugares e governa em coligação com os liberais democratas (terceira formação britânica).
Ao Partido Trabalhista segue-se o Partido Nacionalista Escocês (SNP), mas todas as sondagens indicam que esta será a organização mais votada hoje ainda que não obtenha a maioria. Para governar na Escócia são necessários 65 lugares no parlamento.
As sondagens publicadas recentemente no Reino Unido indicam que o SNP é o partido mais apoiado pelos escoceses, com percentagens de adesão que vão dos 44 aos 50 por cento.

Se o SNP conseguir formar governo no próximo dia 9 - quando os membros do Parlamento prestarem juramento em Edimburgo - o seu líder, Alex Salmon, já manifestou a intenção de convocar nos próximos quatro anos um referendo sobre a independência da Escócia.
Com excepção da Política Externa, Imigração, Defesa, Segurança Social, Emprego e Segurança Nacional, os restantes poderes estão a cargo do Parlamento de Holyrood.

quarta-feira, maio 02, 2007

Austrália portuguesa. Sem comentários...

Acerca da Descoberta da Austália pelos portugueses, importa deixar um importante dado histórico que mostra um pouco como funcionavam e funcionam os nossos governos e chancelarias:
Até 1832 a Inglaterra não reconheceu como suas as possessões da Austrália Ocidental aguardando que Portugal as reclamasse.

Só faltava dizer: "até hoje..."
Não convinha fazer "ondas" com os nossos velhos aliados...