quinta-feira, junho 21, 2007

Minho recebe maior parque eólico europeu

A empresa Ventominho – Energias Renováveis assinou dois contratos de financiamento, no valor de 325 milhões de euros, para a construção do maior parque eólico da Europa, o Parque Eólico do Alto Minho I.

O sindicato bancário com o qual foram assinados os dois contratos de financiamento em regime "project finance" é constituído pelo Barclays Bank, Caixa Banco de Investimento, Millenium Investment Banking, Millennium BCP e Banco Europeu de Investimento.
O parque eólico Alto Minho I terá uma produção anual equivalente a cerca de 1,25% do consumo de energia eléctrica do país.

Actualmente, 8% da electricidade que Portugal consome resulta do aproveitamento da energia eólica, segundo dados divulgados pela Associação Portuguesa de Energias Renováveis
(APREN).
Esta nova unidade de produção de energia irá entrar em funcionamento em 2008 e irá contar com 120 aerogeradores, com uma capacidade total de 240 megawatts distribuídos pelos concelhos de Melgaço, Monção, Paredes de Coura e Valença.

Banco Mundial critica morosidade da Justiça em Portugal

A morosidade dos processos em tribunal é o factor apontado pelos empresários como o mais negativo do sistema judicial português, numa ocasião em que existe um consenso em que a ineficiência da justiça limita a competitividade e crescimento da economia portuguesa, de acordo com um estudo do Banco Mundial.

O estudo mostra também que as empresas vêem a justiça portuguesa como "cara e imprevisível" e que o desempenho do sistema judicial tem sido uma causa "importante" para a contracção do investimento em Portugal.
Além disso, a análise do "Doing Business in 2007" revela que as ineficiências da justiça resultam numa redução do emprego, num aumento do custo do crédito (dado o risco maior do negócio) e até na alta dos preços (porque os empresários têm que incorporar no preço do consumidor o risco extra em que incorrem por estarem expostos a este sistema judicial).

Segundo os cálculos dos analistas, a melhoria do sistema judicial poderia induzir uma subida de nove por cento no volume de negócios, quase 10% no investimento e perto de 7% no emprego.

Um estudo de Costa e Pinheiro, "A Justiça e seu impacto sobre as empresas portuguesas (2002)", mostra que os tribunais portugueses são considerados imparciais, mas falham pela morosidade e pelos custos excessivos.
Além disso, conclui igualmente que o excesso de tempo da tomada de decisões pelos tribunais é o maior problema do sistema português, muito associado à excessiva burocracia, às estruturas institucionais e aos subterfúgios legais.

Num conjunto de oito países europeus de um estudo realizado pela Comissão Europeia, Portugal surge como o terceiro país que mais gastou por habitante com a justiça, em 2002, só atrás da Alemanha e da Holanda (46 milhões de euros por cada milhão de habitantes).

Em termos comparativos, a Comissão diz também que Portugal dispõe de mais tribunais de primeira instância do que a generalidade dos países da União Europeia, à excepção da Espanha, e que tem o menor número de juízes por tribunal e um baixo valor de formação nos juízes.

quarta-feira, junho 20, 2007

Nuclear: Negociações Irão/UE em Lisboa

A próxima ronda negocial entre o Irão e a União Europeia sobre o programa nuclear iraniano realiza-se em Lisboa, anunciou ontem em Teerão a agência noticiosa IRNA, que cita o Conselho Supremo de Segurança Nacional e diz que o convite surgiu do governo português.

As negociações serão conduzidas pelo secretário-geral do Conselho Supremo, Ali Larijani, e pelo alto representante para a Política Externa e de Segurança Comum (PESC) da União Europeia, Javier Solana.

segunda-feira, junho 18, 2007

'Ainda há pastores?': Documentário vence FICA'07O mais aplaudido

O documentário, que estreou em Janeiro na SIC (e logo se tornou num dos programas mais vistos), venceu o primeiro prémio no FICA – Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Goiás, Brasil, e transformou o pastor de uma pacata aldeia da Serra da Estrela numa figura mediática.

Num encontro que recebeu mais de dez mil pessoas por dia, o sucesso de ‘Ainda Há Pastores?’ foi “brutal”. Hermínio tornou-se numa das pessoas mais requisitadas pelos media locais e internacionais durante os dias que passou em Goiás e “o filme foi também o mais aplaudido do Festival”, disse ao CM o realizador Jorge Pelicano, depois de receber o troféu.

Em Goiás o Hermínio estava fascinado com as gostosas que passavam na rua e com o Poço do Sucuri, onde nos banhámos. Ele está felicíssimo, mas quando ouviu que íamos receber o prémio ficou sem fala, não conseguiu dizer nada”, adianta Pelicano, há vários anos repórter de imagem freelancer para a SIC. Curiosamente, esta inesperada onda de fama só “trouxe a Hermínio mais vontade para continuar a ser pastor. Ele já gostava do que fazia e este mediatismo ainda lhe veio dar mais força”, garantiu Pelicano.

A viagem ao Brasil, a primeira na vida do pastor, protagonizou “momentos maravilhosos”, frisou o realizador. “Tudo isto foi único para Hermínio, desde a saída da montanha ao facto de ter sido a primeira vez que viu o mar e que andou de avião e a aterragem no cockpit, ao lado do piloto. Foi tudo muito emotivo.” Pelicano registou em filme todos os momentos desta aventura, que levou o pastor habituado à serra a sentir o calor tropical de Goiás, e espera incluir as imagens numa segunda edição do DVD, que será lançado amanhã, pelas 18h00, na Fnac do Colombo, em Lisboa. “À partida não vou usar as imagens num novo documentário. Espero incluí-las numa segunda edição do DVD. Se a primeira, de mil exemplares, correr bem, faremos uma outra, na qual incluiremos então o material desta viagem ao Brasil.”

Parabéns Jorge!

Espanhóis violam espaço aéreo nas ilhas Selvagens

Um avião militar da Força Aérea espanhola em voo rasante criou uma "guerra" na reserva natural das ilhas Selvagens, na Madeira, numa altura em que milhares de aves marinhas ali fazem nidificação.

Há uma nova ‘guerra’ nas ilhas Selvagens entre a Força Aérea de Espanha e os milhares de cagarras e outras aves marinhas que nesta altura do ano escolhem aquelas ilhas para nidificar”, avançou ontem o Diário de Notícias do Funchal.

Em causa está um voo rasante de um avião militar espanhol numa área protegida, reserva integral portuguesa e que “os espanhóis teimam em não respeitar”, acrescenta aquele diário. Entretanto, o deputado Pedro Quartin Graça fez um requerimento à Assembleia da República, onde pede esclarecimentos aos ministro da Defesa e dos Negócios Estrangeiros. Aquele responsável do Partido da Terra questiona o Governo no sentido de saber se “o referido avião foi detectado pelos meios de vigilância existentes na região da Madeira?” É igualmente questionado o Governo sobre “quais as medidas que irá desencadear no sentido de obstar que violações do território nacional, em concreto, do espaço aéreo da Madeira, venham a ocorrer no futuro”.

Em vésperas de Cimeira Europeia convém não fazer muitas ondas... Espanha não respeita o nosso território ao Sul, não respeita Olivença, nem nada que os atinja ou em que dê jeito pôr a pata...

Exército: Lacunas no Afeganistão

Portugal está a enviar material militar com carácter de urgência para o Afeganistão, face às lacunas detectadas na força portuguesa que ali está destacada. Os problemas ficaram mais visíveis na sequência das recentes emboscadas dos terroristas talibans na região de Kandahar, onde a força nacional destacada tem estado empenhada. E que, garantem fontes militares, só não tiveram reflexos no número de baixas e no resultado operacional pelo elevado nível de instrução recebido e pelo empenhamento na missão por parte dos militares.

A primeira vaga de material - novas placas de protecção balística - deverá chegar hoje ou amanhã de avião a Cabul. Novos coletes, com mais garantias de protecção, poderão também ser encomendados. A decisão foi tomada na semana passada, com a chegada de relatórios operacionais relativos aos ataques sofridos pelas tropas portuguesas. Já quanto ao armamento, em particular a G-3, o problema é mais complexo, uma vez que a sua substituição está dependente do lançamento de um novo concurso por parte do Ministério da Defesa (MDN).

O JN sabe, no entanto, que está a decorrer um processo - possível - de estender a vida da G-3, com a adaptação de kits para que a espingarda com 40 anos de serviço possa receber novos equipamentos, como lanternas, silenciadores (tecnicamente designados supressores de som) e miras para aumentar a certeza de tiro.

Os portugueses estão a cumprir a missão, mas para garantir um grau de eficácia e de protecção igual aos das restantes forças da OTAN em serviço no Afeganistão, cada soldado tem que fazer um esforço quase a duplicar, carregando coletes à prova de bala com mais de 14 kg, quando os equiparáveis dos aliados não pesam mais de 8 kg. Fazer fogo deitado é difícil e o mesmo se passa no esforço para sair das viaturas blindadas durante uma emboscada - a situação que tem sido mais comum e onde a chave para evitar baixas é uma reacção imediata com fogo e movimento, até agora conseguida com sucesso. A referência para os novos coletes são os usados pela GNR em Timor-Leste e comprados pelo Ministério da Administração Interna no ano passado, equiparáveis à qualidade dos equipamentos usados por outros países da OTAN no Afeganistão.

Morreu o último governador que Jacarta nomeou para Timor

Morreu Abílio Osório Soares, o último governador que a Indonésia nomeou para Timor e que viu o seu segundo mandato ser interrompido pela vitória da independência no referendo de 1999.

Ex-dirigente da APODETI, partido que defendia a integração timorense na Indonésia, Abílio Osório Soares foi vítima de um cancro, tendo morrido ontem num hospital de Kupang, no lado indonésio da ilha de Timor. Tido como muito próximo do general Prabowo Subianto, genro do ditador Mohammed Suharto, Abílio Osório Soares, começou a sua ascensão no aparelho administrativo timorense pouco depois da invasão indonésia, em Dezembro de 1975. De responsável pelas obras públicas de Díli passou a presidente da câmara da cidade, sucedendo a Mário Carrascalão como governador do território, em 1992. Interrogado ontem pela Lusa sobre o seu antecessor, o líder do Partido Social-Democrata (PSD) timorense recordou Abílio Osório Soares como "uma pessoa dúbia", afirmando ter conhecido duas pessoas muitas distintas ao longo dos anos. Primeiro foi o integracionista que chegou a ser deportado por ter cooperado com a FRETILIN no final da década de 70. E, depois, o governador que apoiou as milícias pró-indonésias no período que antecedeu o referendo de 1999, criando uma onda de violência que gerou centenas de vítimas. Pelo meio, recordou ainda Mário Carrascalão, ficaram as obras que Abílio Osório Soares impulsionou, explicando que, a partir de certa altura, muitos timorenses o designassem como Abílio Estradas e Pontes. Já depois do referendo que levou Timor-Leste à independência em 2002, Abílio Osório Soares foi considerado responsável ou co-responsável por muitos massacres perpetrados em Timor, tendo sido condenado a três anos de prisão, que nunca chegou a cumprir.

Envolvido em muitas suspeitas de corrupção, Abílio Osório Soares - que deverá ser amanhã enterrado no Cemitério dos Heróis, em Kupang - terá sempre o seu nome associado ao massacre de Santa Cruz, que projectou a causa timorense a nível internacional, a partir do dia 11 de Novembro de 1991. Instado a pronunciar-se, o então governador indonésio de Timor resumiu o que pensava numa única frase: "Muitos mais deviam ter morrido."

Hotel Pestana Palace entre os 100 melhores do mundo

O Hotel Pestana Palace, localizado em Lisboa, está entre os cem melhores hotéis do mundo, seleccionados pelo Expedia.com, considerado o maior agente de viagens online no mundo.

O hotel do Grupo Pestana ocupa o 66.º lugar na lista, liderada pelo Cozumel Palace All Inclusive, do México. Este quatro estrelas fica situado na cidade de Cozumel. A lista Expedia Insiders' Select, compilada com base na opinião dos clientes deste agente de viagens, integra os hotéis que se destacaram entre as mais de 70 mil unidades hoteleiras que constam da oferta do site Expedia.com. O Pestana Palace é o único hotel português entre os cem melhores hotéis do mundo.
O Hotel Pestana Palace, do grupo liderado por Dionísio Pestana, acumula esta distinção com o 2006 Trip Advisor Travellers na categoria Best Luxury, um galardão atribuído tendo também como base a opinião dos turistas de todo o mundo sobre a qualidade do hotel.O Grupo Pestana é considerado o maior grupo hoteleiro português, contando actualmente com 38 hotéis em Portugal , Brasil, Argentina, Moçambique, África do Sul, Cabo Verde e São Tomé. Em breve o grupo vai inaugurar um hotel em Londres.

"Ainda Há Pastores" vence FICA (possívelmente o mais importante Festival de Cinema Ambiental do Mundo)

Aqui Fica a Minha Humilde Homenagem ao meu Caro Amigo Jorge Pelicano.

sexta-feira, junho 15, 2007

Militares de Timor passaram-se e querem fragatas com mísseis

Ramos-Horta diz que o país deve possuir uma força naval capaz “desencorajar qualquer acto de humilhação..”.

Parece que Ramos-Horta não quer aquecer o lugar na presidência timorense. Ou, então, os timorenses já se esqueceram do que se passou em Maio do ano passado e que cada vez é mais claro teve mão dos australianos. Na região estes podem admitir tudo, mas não – nunca – um País totalmente independente. Isto porque, segundo a comunicação social e governo “aussies”, e, de acordo com um eventual caderno estratégico das suas forças armadas, reconhecido por “Relatório 20/20”, os timorenses querem criar uma força naval Ligeira com fragatas e corvetas, “incorporado com mísseis terra-terra e terra-ar”. Inadmissível, dizem os australianos. De acordo com o tal caderninho, os timorenses devem possuir uma Força Naval com uma capacidade de “desencorajar qualquer acto de humilhação do Estado de Timor-Leste no mar, ou atentatório dos seus interesses vitais” e deve, igualmente permitir uma participação timorense em “alianças em que o Estado se venha a comprometer” apresentando-se “com eficácia e dignidade”.

Irrealista, acusa o ministro das relações exteriores australiano Alexander Downer. Pois este senhor considera que mais que gastos em material de guerra que poderia, e pode, questionar a supremacia australiana na região os timorenses devem gastar em educação – de preferência, unicamente inglesa –, na saúde e no desenvolvimento da economia, ou seja, abrir o país aos dólares australianos. Porque de acordo com o tal caderninho/relatório, as forças armadas timorenses consideram que “as fronteiras marítimas e terrestres (aérea e espacial) são áreas da [sua] responsabilidade”. Não há dúvida, é inaudito, deselegante e uma clara manifesta falta de respeito pelos “amigos” aquilo que os militares timorenses andam a congeminar. Então põe-se em causa tudo o que aos “aussies” custou a ganhar como o domínio de um Governo e da principal fonte de riqueza timorense, no caso, o petróleo? Só não se entende como os australianos só agora tiveram acesso a um relatório que, segundo parece, está elaborado desde Junho de 2006!! Quem se deve estar a rir são os indonésios, principalmente depois de verem o novo presidente falar, e não foi só uma vez, em bahasa, a língua unificadora indonésia. Por este andar ainda vamos ver o “crocodilo” morder em muitos surfistas “aussies” com o aplauso “vingador” da ex-potência colonizadora (Jacarta Post dixit).

Por Eugénio Costa Almeida

quinta-feira, junho 14, 2007

Fragmento de bomba do séc. XIX encontrado dentro de baleia

Um fragmento de uma bomba do século XIX foi encontrado no interior de uma baleia, a qual foi morta por caçadores indígenas no Alasca que as capturam para subsistência.

O fragmento é parte de uma bomba relógio que foi introduzida em 1879 e fabricada até 1885, noticia a BBC.
A descoberta sugere que a bomba foi engolida pouco depois da Guerra Civil nos EUA, e os cientistas afirmam ser raro encontrar uma baleia com mais de 100 anos, embora acreditem que estes cetáceos possam viver até aos 200.
O fragmento de 9 centímetros ficou alojado numa barbatana, num ferimento causado em cerca de 1890.

Nobel da Medicina Craig Mello visita Açores em 2008

O prémio Nóbel da Medicina Craig Mello, professor e investigador norte-americano de origem açoriana, deverá visitar os Açores em 2008, a convite do presidente do Governo regional, foi hoje anunciado.

Segundo uma nota do Executivo açoriano, o convite de Carlos César foi aceite, prevendo-se que o investigador se desloque ao arquipélago no final da Primavera ou início do Verão.
Professor de medicina molecular na escola de Medicina da Universidade de Massachussets e investigador do Instituto de Medicina Howard Hughes, no Maryland, Craig Mello tem raízes na ilha de São Miguel, terra do seu bisavô.
O Prémio Nobel da Medicina 2006 foi atribuído a Craig Mello e ao norte-americano Andrew Z.Fire pela "descoberta do mecanismo fundamental para o controlo dos fluxos de informações genéticas", que pode ajudar a explicar doenças que implicam um aumento da expressão genica, como alguns cancros.

Nascido em 1960, Craig C. Mello é professor graduado em bioquímica pela universidade de Brown (1982) e em biologia pela de Harvard (1990), possuindo, ainda, um doutoramento no Centro de Pesquisa do Cancro Fred Hutchinson, de Seattle.
O investigador foi distinguido com uma das principais Insígnias Honoríficas Açorianas - a Insígnia Autonómica de Valor - atribuídas nas comemorações deste ano do Dia da Região Autónoma.

CPLP: Portugal defende mais coordenação em matéria de educação

A ministra da Educação portuguesa, Maria de Lurdes Rodrigues, defendeu ontem, em Maputo, uma maior coordenação entre os países que integram a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) para resolver "problemas comuns" no domínio da educação.

"Todos os países da CPLP têm problemas com o ensino da língua, com a melhoria do português, da formação de professores e isso são matérias que nos deveriam preocupar", disse à chegada a Maputo.
A formação de professores e a qualidade do ensino do Português são temas que farão parte do encontro desta tarde com o vice-ministro da Educação moçambicano, Luís Covane. Um dos pontos altos da deslocação a Moçambique será a visita à Escola Portuguesa de Moçambique, um estabelecimento de ensino de referência na capital moçambicana pela qualidade do ensino ministrado, instalações e organização.

Maria de Lurdes Rodrigues visitará também a escola secundária de Mavalane, um estabelecimento de ensino edificado com o apoio da cooperação portuguesa numa região limítrofe da capital moçambicana com cerca de 100 mil habitantes, onde as estradas são ainda de terra e as habitações precárias. Inaugurada em Fevereiro deste ano, a escola, construída para albergar 2.200 alunos, acolhe já quase 2.700, distribuídos por quase todos os graus de ensino, da primeira classe ao 10º ano. Em Abril, durante a sua visita a Moçambique, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, apontou esta escola como um exemplo paradigmático da "nova etapa de cooperação" entre Lisboa e Maputo.

Belgas da Levicor vão investir 500 milhões em Castelo Branco

Os belgas da Levicor querem investir 500 milhões de euros num projecto de alta tecnologia no sector automóvel com Potencial Interesse Nacional (PIN), revelou ontem à agência Lusa Basílio Horta, presidente da Agência Portuguesa para o Investimento (API).

Em causa está a instalação de uma unidade fabril no distrito de Castelo Branco, tendo já a Levicor avançado com a compra de um terreno com 55 hectares. A unidade irá fabricar produtos anticorrosão para a indústria automóvel.
A Levicor é uma empresa belga, pertencente a três cidadãos de antigos países da ex-URSS.

Será um "projecto de alta tecnologia que trata o aço de uma forma que lhe aumenta a rigidez e a flexibilidade e diminui-lhe o peso, o que significa uma importantíssima mudança na indústria automóvel e aeronáutica. Trata-se de um processo tecnologicamente evoluído, que a realizar-se será muito importante para o País. A criação de emprego é realmente importante, mas quando o projecto for feito significará uma transferência tecnológica e um desenvolvimento regional muito interessante", sublinhou o responsável pela agência que lidera a captação de investimento estrangeiro para Portugal.

Rio de Onor de Portugal unida ao 'pueblo' vizinho

Com a seiva cultural e afectiva de velhos costumes, Rio de Onor, aldeia comunitária do Nordeste transmontano, concelho de Bragança, e Rio D´Onor de Castilla voltam a unir os seus destinos.

Desta vez, sob os auspícios da União Europeia (UE).
Contra fronteiras absurdas, a de Zamora, o catedrático Valentín Cabero, da histórica Universidade de Salamanca, lidera um projecto que visa captar fundos europeus, através dos programas de cooperação transfronteiriça, ou por financiamento directo da UE.

Com um milhão e meio de euros, Rio de Onor transformar-se-ia na primeira aldeia europeia, uma fusão já lavrada na prática, com casamentos entre os dois povos, o trato dos campos e a língua comum: o riodonorês, em vias de estiolar.
Conforme esclareceu o presidente da Junta de Freguesia de Rio de Onor, António José Preto, também ele filho de mãe espanhola, "o projecto quer trazer benefícios até estes vales". De concreto, aponta a construção de uma escola bilingue (português e riodonorês), um restaurante, melhoria dos acessos e recuperação de casas típicas.
A aldeia, "de 70 pessoas, está envelhecida, os 30 e tal fogos precisam de obras, para não falar nos palheiros". Preto, filho dos Prietos, é categórico: "Sempre considerámos que só havia uma aldeia. Existem familiares dos dois lados e propriedades comuns. Cultivamos batata, feijão e beterraba, eles em menos quantidades, pois no pueblo apenas vivem à volta de 30 pessoas."

Os investimentos tornam-se vitais para evitar a morte de um património fabuloso, uma democracia antes de ela ser institucionalizada. É, pois, uma questão de vivificar um património que trepa ao fascínio. Trata-se, enfim, de resgatar ao esquecimento, ao abandono, uma vivência que o investigador Jorge Dias transpôs para memorável livro. Só que Rio de Onor não pode ser uma espécie de reserva empobrecida para deleite dos forasteiros. Impõe-se, com as ajudas comunitárias, proporcionar qualidade de vida aos seus habitantes, até para melhor acolherem os turistas.António Preto conta que ainda hoje toca o sino e reúne o conselho e são nomeados os homens que vão amanhar os campos de todos, ou pastorear as 200 cabeças de ovelhas.

in DN

quarta-feira, junho 13, 2007

Estado garante compra da colecção de discos de Bruce Bastin

A colecção dos discos de música portuguesa na posse do britânico Bruce Bastin vai ser adquirida por Portugal, garantiu hoje o Secretário de Estado da Cultura, Mário Vieira de Carvalho.

"Dentro de uma semana, poderemos acertar a minuta do contrato da compra, no valor de 1,1 milhões de euros", disse o governante.

O Ministério da Cultura e a Câmara de Lisboa "aceitaram reforçar em 100.000 euros cada um, a sua participação, de modo a cobrir o valor pedido por Bruce Bastin", pelo que o ministério, a quem caberá a guarda e tratamento do espólio, participará com 400 mil euros, tal como a Câmara de Lisboa, e os restantes 300 mil euros são assegurados por um mecenas, cuja identidade não foi revelada, sabendo-se tratar de uma entidade bancária.

A colecção irá integrar o futuro Museu da Música e do Som, onde existe pessoal técnico para o tratamento e estudo deste espólio, maioritariamente constituído por discos de fado.

A colecção inclui as primeiras gravações de fado de sempre, registos fonográficos efectuados entre 1904 e 1945. Este espólio encontra-se em "muito boas condições", afiançou o investigador José Moças, que o descobriu e propôs a sua aquisição por Portugal.
Bastin tinha na sua posse cinco mil registos fonográficos de música portuguesa, entre baladas, folclore, canção ligeira e fado, a que se juntam outros três mil encontrados no Brasil e adquiridos pelo coleccionador.

Finalmente fez-se luz...

terça-feira, junho 12, 2007

Luanda exige Mugabe na Cimeira UE/África

Luanda desembainhou e, colocando-se contra a posição de meio mundo, esgrimiu a espada contra Lisboa e Washington. Motivo: o levantamento das “sanções inteligentes” contra o país dirigido por Robert Mugabe e a participação do mesmo na II Cimeira União Europeia/África.

Ao Palácio de São Bento e à Casa Branca só restaram duas opções: a espada ou a parede. E, como era de esperar, José Sócrates e George Bush escolheram… a parede.
Com o consentimento tácito da SADC, Angola quer (o verbo querer não passa de um eufemismo político-diplomático para não se dizer que exige) que o Zimbabué participe na II Cimeira UE/África a ser realizada nos dias 8 e 9 de Dezembro na capital portuguesa.

O desejo de Luanda, para não dizer imposição, levou recentemente os EUA a engolir em seco e revelou que, no contexto regional, Angola (des) manda, pode e sacode quando quer, o que quer e como quer quando bem lhe apetece. Ou seja, presentemente não há divergência política, militar ou ainda diplomática em África que não se discuta e, se a isso Eduardo dos Santos estiver disposto, se resolva na Cidade Alta. A provar isso está a declaração da sub-secretária de Estado norte-americana para os Assuntos Africanos feita recentemente à Comunicação Social angolana em Luanda segundo a qual “os EUA estão desapontados pelo facto de a UE ter convidado o Zimbabué para participar na II Cimeira UE/África”.

Jendayi Frazer admitiu, por outro lado, que compreende a posição europeia (politicamente não ficava bem dizer posição de Angola) ao não querer que o Zimbabué seja um problema a impedir a realização da Cimeira. A funcionária sénior da administração norte-americana sublinhou que a UE quer que os países africanos compareçam e tem medo que alguns não o façam por causa do Zimbabué e por isso está a evitar o problema convidando-o. Para os EUA, o convite da UE ao Zimbabué para participar na II Cimeira UE/África colide com o que a administração Bush defende como melhor solução para a crise zimbabueana, o seu isolamento total.

Por Jorge Eurico in Notícias Lusófonas

TAP entre as 200 empresas mundiais com melhor reputação a nível global

A TAP está entre as 200 empresas que, na opinião dos consumidores de 29 países, gozam de melhor reputação a nível global.

Nessa lista está incluida mais uma empresa portuguesa, o Grupo Sonae, e quatro companhias de transporte aéreo, com destaque para a Lufthansa.

A transportadora aérea nacional surge na 178ª posição do "ranking" elaborado pelo Reputation Institute, uma organização norte-americana de pesquisa e consultoria sedeada em Nova Iorque.
O estudo Global RepTrak 2007 tem como objectivo medir a percepção positiva, confiança, respeito e admiração que os consumidores sentem relativamente às maiores companhias do mundo.
O "ranking" global de reputação das empresas é liderado pela Lego (Dinamarca), seguida pela IKEA (Suécia), Barilla (Itália), Mercadona (Espanha), AP Moller – Maersk (Dinamarca), Toyota Motor (Japão), Ferrero (Itália) e Petrobras (Brasil).

Já nasceram em Badajoz 270 bebés portugueses

Mais de 800 grávidas portuguesas já foram assistidas em Badajoz e um total de 270 bebés portugueses nasceram no último ano no Hospital de Badajoz (Espanha), depois de encerrada a sala de partos do Hospital de Elvas, segundo dados das autoridades espanholas.

Recorde-se que a sala de partos do Hospital de Santa Luzia de Elvas fechou as portas a 12 de Junho de 2006 e desde então as grávidas dos concelhos alentejanos de Elvas e Campo Maior podem optar entre a unidade de Badajoz (a cerca de 12 quilómetros) ou os hospitais de Portalegre (cerca de 60) e de Évora (a mais de 80 quilómetros).

Fechar meio País é realmente um excelente acto de gestão... Os vizinhos espanhóis agradecem.

Documentário: D. João II ensina China a ser superpotência

O maior documentário da televisão oficial chinesa em mais de uma década representa a ascensão de Portugal a primeira potencial mundial, através do rei D. João II, defendendo que esse é o caminho para a China se tornar na próxima superpotência.

A CCTV apresenta o monarca e Portugal como heróis, estuda o que os portugueses fizeram para tornar Lisboa o centro do mundo e reflecte sobre as lições que a China pode tirar enquanto reclama um lugar entre as maiores potências mundiais.
"A Ascensão das Grandes Potências", será dividido em vários episódios, cada um deles sobre grandes impérios da História. O primeiro cabe a Portugal, um "país pequeno, vindo de séculos de guerra, com terrenos estéreis, pobre e atrasado", que alcançou o sucesso.

Sobre Portugal, a conclusão do é que a "milagrosa ascensão portuguesa" se deve ao génio de D. João II que, com uma liderança política forte, criou "um Estado unido e vigoroso numa Europa dividida pela guerra". Um exemplo português que os líderes políticos chineses acreditam dever ser seguido.

"Portugal tinha muito ouro e prata e um aparelho de Estado forte. Mas a riqueza, que entrou como a água, saiu como a água. O povo não tinha comida decente, nem roupa, nem abrigo, nem meios de transporte. O poder político forte que antes tinha conduzido Portugal por estradas brilhantes gastou todo a força nacional e as aspirações comuns do povo", considera-se no documentário.