Morreu Abílio Osório Soares, o último governador que a Indonésia nomeou para Timor e que viu o seu segundo mandato ser interrompido pela vitória da independência no referendo de 1999.
Ex-dirigente da APODETI, partido que defendia a integração timorense na Indonésia, Abílio Osório Soares foi vítima de um cancro, tendo morrido ontem num hospital de Kupang, no lado indonésio da ilha de Timor. Tido como muito próximo do general Prabowo Subianto, genro do ditador Mohammed Suharto, Abílio Osório Soares, começou a sua ascensão no aparelho administrativo timorense pouco depois da invasão indonésia, em Dezembro de 1975. De responsável pelas obras públicas de Díli passou a presidente da câmara da cidade, sucedendo a Mário Carrascalão como governador do território, em 1992. Interrogado ontem pela Lusa sobre o seu antecessor, o líder do Partido Social-Democrata (PSD) timorense recordou Abílio Osório Soares como "uma pessoa dúbia", afirmando ter conhecido duas pessoas muitas distintas ao longo dos anos. Primeiro foi o integracionista que chegou a ser deportado por ter cooperado com a FRETILIN no final da década de 70. E, depois, o governador que apoiou as milícias pró-indonésias no período que antecedeu o referendo de 1999, criando uma onda de violência que gerou centenas de vítimas. Pelo meio, recordou ainda Mário Carrascalão, ficaram as obras que Abílio Osório Soares impulsionou, explicando que, a partir de certa altura, muitos timorenses o designassem como Abílio Estradas e Pontes. Já depois do referendo que levou Timor-Leste à independência em 2002, Abílio Osório Soares foi considerado responsável ou co-responsável por muitos massacres perpetrados em Timor, tendo sido condenado a três anos de prisão, que nunca chegou a cumprir.
Envolvido em muitas suspeitas de corrupção, Abílio Osório Soares - que deverá ser amanhã enterrado no Cemitério dos Heróis, em Kupang - terá sempre o seu nome associado ao massacre de Santa Cruz, que projectou a causa timorense a nível internacional, a partir do dia 11 de Novembro de 1991. Instado a pronunciar-se, o então governador indonésio de Timor resumiu o que pensava numa única frase: "Muitos mais deviam ter morrido."
segunda-feira, junho 18, 2007
Hotel Pestana Palace entre os 100 melhores do mundo
O Hotel Pestana Palace, localizado em Lisboa, está entre os cem melhores hotéis do mundo, seleccionados pelo Expedia.com, considerado o maior agente de viagens online no mundo.
O hotel do Grupo Pestana ocupa o 66.º lugar na lista, liderada pelo Cozumel Palace All Inclusive, do México. Este quatro estrelas fica situado na cidade de Cozumel. A lista Expedia Insiders' Select, compilada com base na opinião dos clientes deste agente de viagens, integra os hotéis que se destacaram entre as mais de 70 mil unidades hoteleiras que constam da oferta do site Expedia.com. O Pestana Palace é o único hotel português entre os cem melhores hotéis do mundo.
O Hotel Pestana Palace, do grupo liderado por Dionísio Pestana, acumula esta distinção com o 2006 Trip Advisor Travellers na categoria Best Luxury, um galardão atribuído tendo também como base a opinião dos turistas de todo o mundo sobre a qualidade do hotel.O Grupo Pestana é considerado o maior grupo hoteleiro português, contando actualmente com 38 hotéis em Portugal , Brasil, Argentina, Moçambique, África do Sul, Cabo Verde e São Tomé. Em breve o grupo vai inaugurar um hotel em Londres.
O hotel do Grupo Pestana ocupa o 66.º lugar na lista, liderada pelo Cozumel Palace All Inclusive, do México. Este quatro estrelas fica situado na cidade de Cozumel. A lista Expedia Insiders' Select, compilada com base na opinião dos clientes deste agente de viagens, integra os hotéis que se destacaram entre as mais de 70 mil unidades hoteleiras que constam da oferta do site Expedia.com. O Pestana Palace é o único hotel português entre os cem melhores hotéis do mundo.
O Hotel Pestana Palace, do grupo liderado por Dionísio Pestana, acumula esta distinção com o 2006 Trip Advisor Travellers na categoria Best Luxury, um galardão atribuído tendo também como base a opinião dos turistas de todo o mundo sobre a qualidade do hotel.O Grupo Pestana é considerado o maior grupo hoteleiro português, contando actualmente com 38 hotéis em Portugal , Brasil, Argentina, Moçambique, África do Sul, Cabo Verde e São Tomé. Em breve o grupo vai inaugurar um hotel em Londres.
"Ainda Há Pastores" vence FICA (possívelmente o mais importante Festival de Cinema Ambiental do Mundo)
Aqui Fica a Minha Humilde Homenagem ao meu Caro Amigo Jorge Pelicano.
sexta-feira, junho 15, 2007
Militares de Timor passaram-se e querem fragatas com mísseis
Ramos-Horta diz que o país deve possuir uma força naval capaz “desencorajar qualquer acto de humilhação..”.
Parece que Ramos-Horta não quer aquecer o lugar na presidência timorense. Ou, então, os timorenses já se esqueceram do que se passou em Maio do ano passado e que cada vez é mais claro teve mão dos australianos. Na região estes podem admitir tudo, mas não – nunca – um País totalmente independente. Isto porque, segundo a comunicação social e governo “aussies”, e, de acordo com um eventual caderno estratégico das suas forças armadas, reconhecido por “Relatório 20/20”, os timorenses querem criar uma força naval Ligeira com fragatas e corvetas, “incorporado com mísseis terra-terra e terra-ar”. Inadmissível, dizem os australianos. De acordo com o tal caderninho, os timorenses devem possuir uma Força Naval com uma capacidade de “desencorajar qualquer acto de humilhação do Estado de Timor-Leste no mar, ou atentatório dos seus interesses vitais” e deve, igualmente permitir uma participação timorense em “alianças em que o Estado se venha a comprometer” apresentando-se “com eficácia e dignidade”.
Irrealista, acusa o ministro das relações exteriores australiano Alexander Downer. Pois este senhor considera que mais que gastos em material de guerra que poderia, e pode, questionar a supremacia australiana na região os timorenses devem gastar em educação – de preferência, unicamente inglesa –, na saúde e no desenvolvimento da economia, ou seja, abrir o país aos dólares australianos. Porque de acordo com o tal caderninho/relatório, as forças armadas timorenses consideram que “as fronteiras marítimas e terrestres (aérea e espacial) são áreas da [sua] responsabilidade”. Não há dúvida, é inaudito, deselegante e uma clara manifesta falta de respeito pelos “amigos” aquilo que os militares timorenses andam a congeminar. Então põe-se em causa tudo o que aos “aussies” custou a ganhar como o domínio de um Governo e da principal fonte de riqueza timorense, no caso, o petróleo? Só não se entende como os australianos só agora tiveram acesso a um relatório que, segundo parece, está elaborado desde Junho de 2006!! Quem se deve estar a rir são os indonésios, principalmente depois de verem o novo presidente falar, e não foi só uma vez, em bahasa, a língua unificadora indonésia. Por este andar ainda vamos ver o “crocodilo” morder em muitos surfistas “aussies” com o aplauso “vingador” da ex-potência colonizadora (Jacarta Post dixit).
Por Eugénio Costa Almeida
Parece que Ramos-Horta não quer aquecer o lugar na presidência timorense. Ou, então, os timorenses já se esqueceram do que se passou em Maio do ano passado e que cada vez é mais claro teve mão dos australianos. Na região estes podem admitir tudo, mas não – nunca – um País totalmente independente. Isto porque, segundo a comunicação social e governo “aussies”, e, de acordo com um eventual caderno estratégico das suas forças armadas, reconhecido por “Relatório 20/20”, os timorenses querem criar uma força naval Ligeira com fragatas e corvetas, “incorporado com mísseis terra-terra e terra-ar”. Inadmissível, dizem os australianos. De acordo com o tal caderninho, os timorenses devem possuir uma Força Naval com uma capacidade de “desencorajar qualquer acto de humilhação do Estado de Timor-Leste no mar, ou atentatório dos seus interesses vitais” e deve, igualmente permitir uma participação timorense em “alianças em que o Estado se venha a comprometer” apresentando-se “com eficácia e dignidade”.
Irrealista, acusa o ministro das relações exteriores australiano Alexander Downer. Pois este senhor considera que mais que gastos em material de guerra que poderia, e pode, questionar a supremacia australiana na região os timorenses devem gastar em educação – de preferência, unicamente inglesa –, na saúde e no desenvolvimento da economia, ou seja, abrir o país aos dólares australianos. Porque de acordo com o tal caderninho/relatório, as forças armadas timorenses consideram que “as fronteiras marítimas e terrestres (aérea e espacial) são áreas da [sua] responsabilidade”. Não há dúvida, é inaudito, deselegante e uma clara manifesta falta de respeito pelos “amigos” aquilo que os militares timorenses andam a congeminar. Então põe-se em causa tudo o que aos “aussies” custou a ganhar como o domínio de um Governo e da principal fonte de riqueza timorense, no caso, o petróleo? Só não se entende como os australianos só agora tiveram acesso a um relatório que, segundo parece, está elaborado desde Junho de 2006!! Quem se deve estar a rir são os indonésios, principalmente depois de verem o novo presidente falar, e não foi só uma vez, em bahasa, a língua unificadora indonésia. Por este andar ainda vamos ver o “crocodilo” morder em muitos surfistas “aussies” com o aplauso “vingador” da ex-potência colonizadora (Jacarta Post dixit).
Por Eugénio Costa Almeida
quinta-feira, junho 14, 2007
Fragmento de bomba do séc. XIX encontrado dentro de baleia
Um fragmento de uma bomba do século XIX foi encontrado no interior de uma baleia, a qual foi morta por caçadores indígenas no Alasca que as capturam para subsistência.
O fragmento é parte de uma bomba relógio que foi introduzida em 1879 e fabricada até 1885, noticia a BBC.
A descoberta sugere que a bomba foi engolida pouco depois da Guerra Civil nos EUA, e os cientistas afirmam ser raro encontrar uma baleia com mais de 100 anos, embora acreditem que estes cetáceos possam viver até aos 200.
O fragmento de 9 centímetros ficou alojado numa barbatana, num ferimento causado em cerca de 1890.
O fragmento é parte de uma bomba relógio que foi introduzida em 1879 e fabricada até 1885, noticia a BBC.
A descoberta sugere que a bomba foi engolida pouco depois da Guerra Civil nos EUA, e os cientistas afirmam ser raro encontrar uma baleia com mais de 100 anos, embora acreditem que estes cetáceos possam viver até aos 200.
O fragmento de 9 centímetros ficou alojado numa barbatana, num ferimento causado em cerca de 1890.
Nobel da Medicina Craig Mello visita Açores em 2008
O prémio Nóbel da Medicina Craig Mello, professor e investigador norte-americano de origem açoriana, deverá visitar os Açores em 2008, a convite do presidente do Governo regional, foi hoje anunciado.
Segundo uma nota do Executivo açoriano, o convite de Carlos César foi aceite, prevendo-se que o investigador se desloque ao arquipélago no final da Primavera ou início do Verão.
Professor de medicina molecular na escola de Medicina da Universidade de Massachussets e investigador do Instituto de Medicina Howard Hughes, no Maryland, Craig Mello tem raízes na ilha de São Miguel, terra do seu bisavô.
O Prémio Nobel da Medicina 2006 foi atribuído a Craig Mello e ao norte-americano Andrew Z.Fire pela "descoberta do mecanismo fundamental para o controlo dos fluxos de informações genéticas", que pode ajudar a explicar doenças que implicam um aumento da expressão genica, como alguns cancros.
Nascido em 1960, Craig C. Mello é professor graduado em bioquímica pela universidade de Brown (1982) e em biologia pela de Harvard (1990), possuindo, ainda, um doutoramento no Centro de Pesquisa do Cancro Fred Hutchinson, de Seattle.
O investigador foi distinguido com uma das principais Insígnias Honoríficas Açorianas - a Insígnia Autonómica de Valor - atribuídas nas comemorações deste ano do Dia da Região Autónoma.
Segundo uma nota do Executivo açoriano, o convite de Carlos César foi aceite, prevendo-se que o investigador se desloque ao arquipélago no final da Primavera ou início do Verão.
Professor de medicina molecular na escola de Medicina da Universidade de Massachussets e investigador do Instituto de Medicina Howard Hughes, no Maryland, Craig Mello tem raízes na ilha de São Miguel, terra do seu bisavô.
O Prémio Nobel da Medicina 2006 foi atribuído a Craig Mello e ao norte-americano Andrew Z.Fire pela "descoberta do mecanismo fundamental para o controlo dos fluxos de informações genéticas", que pode ajudar a explicar doenças que implicam um aumento da expressão genica, como alguns cancros.
Nascido em 1960, Craig C. Mello é professor graduado em bioquímica pela universidade de Brown (1982) e em biologia pela de Harvard (1990), possuindo, ainda, um doutoramento no Centro de Pesquisa do Cancro Fred Hutchinson, de Seattle.
O investigador foi distinguido com uma das principais Insígnias Honoríficas Açorianas - a Insígnia Autonómica de Valor - atribuídas nas comemorações deste ano do Dia da Região Autónoma.
CPLP: Portugal defende mais coordenação em matéria de educação
A ministra da Educação portuguesa, Maria de Lurdes Rodrigues, defendeu ontem, em Maputo, uma maior coordenação entre os países que integram a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) para resolver "problemas comuns" no domínio da educação.
"Todos os países da CPLP têm problemas com o ensino da língua, com a melhoria do português, da formação de professores e isso são matérias que nos deveriam preocupar", disse à chegada a Maputo.
A formação de professores e a qualidade do ensino do Português são temas que farão parte do encontro desta tarde com o vice-ministro da Educação moçambicano, Luís Covane. Um dos pontos altos da deslocação a Moçambique será a visita à Escola Portuguesa de Moçambique, um estabelecimento de ensino de referência na capital moçambicana pela qualidade do ensino ministrado, instalações e organização.
Maria de Lurdes Rodrigues visitará também a escola secundária de Mavalane, um estabelecimento de ensino edificado com o apoio da cooperação portuguesa numa região limítrofe da capital moçambicana com cerca de 100 mil habitantes, onde as estradas são ainda de terra e as habitações precárias. Inaugurada em Fevereiro deste ano, a escola, construída para albergar 2.200 alunos, acolhe já quase 2.700, distribuídos por quase todos os graus de ensino, da primeira classe ao 10º ano. Em Abril, durante a sua visita a Moçambique, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, apontou esta escola como um exemplo paradigmático da "nova etapa de cooperação" entre Lisboa e Maputo.
"Todos os países da CPLP têm problemas com o ensino da língua, com a melhoria do português, da formação de professores e isso são matérias que nos deveriam preocupar", disse à chegada a Maputo.
A formação de professores e a qualidade do ensino do Português são temas que farão parte do encontro desta tarde com o vice-ministro da Educação moçambicano, Luís Covane. Um dos pontos altos da deslocação a Moçambique será a visita à Escola Portuguesa de Moçambique, um estabelecimento de ensino de referência na capital moçambicana pela qualidade do ensino ministrado, instalações e organização.
Maria de Lurdes Rodrigues visitará também a escola secundária de Mavalane, um estabelecimento de ensino edificado com o apoio da cooperação portuguesa numa região limítrofe da capital moçambicana com cerca de 100 mil habitantes, onde as estradas são ainda de terra e as habitações precárias. Inaugurada em Fevereiro deste ano, a escola, construída para albergar 2.200 alunos, acolhe já quase 2.700, distribuídos por quase todos os graus de ensino, da primeira classe ao 10º ano. Em Abril, durante a sua visita a Moçambique, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, apontou esta escola como um exemplo paradigmático da "nova etapa de cooperação" entre Lisboa e Maputo.
Belgas da Levicor vão investir 500 milhões em Castelo Branco
Os belgas da Levicor querem investir 500 milhões de euros num projecto de alta tecnologia no sector automóvel com Potencial Interesse Nacional (PIN), revelou ontem à agência Lusa Basílio Horta, presidente da Agência Portuguesa para o Investimento (API).
Em causa está a instalação de uma unidade fabril no distrito de Castelo Branco, tendo já a Levicor avançado com a compra de um terreno com 55 hectares. A unidade irá fabricar produtos anticorrosão para a indústria automóvel.
A Levicor é uma empresa belga, pertencente a três cidadãos de antigos países da ex-URSS.
Será um "projecto de alta tecnologia que trata o aço de uma forma que lhe aumenta a rigidez e a flexibilidade e diminui-lhe o peso, o que significa uma importantíssima mudança na indústria automóvel e aeronáutica. Trata-se de um processo tecnologicamente evoluído, que a realizar-se será muito importante para o País. A criação de emprego é realmente importante, mas quando o projecto for feito significará uma transferência tecnológica e um desenvolvimento regional muito interessante", sublinhou o responsável pela agência que lidera a captação de investimento estrangeiro para Portugal.
Em causa está a instalação de uma unidade fabril no distrito de Castelo Branco, tendo já a Levicor avançado com a compra de um terreno com 55 hectares. A unidade irá fabricar produtos anticorrosão para a indústria automóvel.
A Levicor é uma empresa belga, pertencente a três cidadãos de antigos países da ex-URSS.
Será um "projecto de alta tecnologia que trata o aço de uma forma que lhe aumenta a rigidez e a flexibilidade e diminui-lhe o peso, o que significa uma importantíssima mudança na indústria automóvel e aeronáutica. Trata-se de um processo tecnologicamente evoluído, que a realizar-se será muito importante para o País. A criação de emprego é realmente importante, mas quando o projecto for feito significará uma transferência tecnológica e um desenvolvimento regional muito interessante", sublinhou o responsável pela agência que lidera a captação de investimento estrangeiro para Portugal.
Rio de Onor de Portugal unida ao 'pueblo' vizinho
Com a seiva cultural e afectiva de velhos costumes, Rio de Onor, aldeia comunitária do Nordeste transmontano, concelho de Bragança, e Rio D´Onor de Castilla voltam a unir os seus destinos.
Desta vez, sob os auspícios da União Europeia (UE).
Contra fronteiras absurdas, a de Zamora, o catedrático Valentín Cabero, da histórica Universidade de Salamanca, lidera um projecto que visa captar fundos europeus, através dos programas de cooperação transfronteiriça, ou por financiamento directo da UE.
Com um milhão e meio de euros, Rio de Onor transformar-se-ia na primeira aldeia europeia, uma fusão já lavrada na prática, com casamentos entre os dois povos, o trato dos campos e a língua comum: o riodonorês, em vias de estiolar.
Conforme esclareceu o presidente da Junta de Freguesia de Rio de Onor, António José Preto, também ele filho de mãe espanhola, "o projecto quer trazer benefícios até estes vales". De concreto, aponta a construção de uma escola bilingue (português e riodonorês), um restaurante, melhoria dos acessos e recuperação de casas típicas.
A aldeia, "de 70 pessoas, está envelhecida, os 30 e tal fogos precisam de obras, para não falar nos palheiros". Preto, filho dos Prietos, é categórico: "Sempre considerámos que só havia uma aldeia. Existem familiares dos dois lados e propriedades comuns. Cultivamos batata, feijão e beterraba, eles em menos quantidades, pois no pueblo apenas vivem à volta de 30 pessoas."
Os investimentos tornam-se vitais para evitar a morte de um património fabuloso, uma democracia antes de ela ser institucionalizada. É, pois, uma questão de vivificar um património que trepa ao fascínio. Trata-se, enfim, de resgatar ao esquecimento, ao abandono, uma vivência que o investigador Jorge Dias transpôs para memorável livro. Só que Rio de Onor não pode ser uma espécie de reserva empobrecida para deleite dos forasteiros. Impõe-se, com as ajudas comunitárias, proporcionar qualidade de vida aos seus habitantes, até para melhor acolherem os turistas.António Preto conta que ainda hoje toca o sino e reúne o conselho e são nomeados os homens que vão amanhar os campos de todos, ou pastorear as 200 cabeças de ovelhas.
in DN
Desta vez, sob os auspícios da União Europeia (UE).
Contra fronteiras absurdas, a de Zamora, o catedrático Valentín Cabero, da histórica Universidade de Salamanca, lidera um projecto que visa captar fundos europeus, através dos programas de cooperação transfronteiriça, ou por financiamento directo da UE.
Com um milhão e meio de euros, Rio de Onor transformar-se-ia na primeira aldeia europeia, uma fusão já lavrada na prática, com casamentos entre os dois povos, o trato dos campos e a língua comum: o riodonorês, em vias de estiolar.
Conforme esclareceu o presidente da Junta de Freguesia de Rio de Onor, António José Preto, também ele filho de mãe espanhola, "o projecto quer trazer benefícios até estes vales". De concreto, aponta a construção de uma escola bilingue (português e riodonorês), um restaurante, melhoria dos acessos e recuperação de casas típicas.
A aldeia, "de 70 pessoas, está envelhecida, os 30 e tal fogos precisam de obras, para não falar nos palheiros". Preto, filho dos Prietos, é categórico: "Sempre considerámos que só havia uma aldeia. Existem familiares dos dois lados e propriedades comuns. Cultivamos batata, feijão e beterraba, eles em menos quantidades, pois no pueblo apenas vivem à volta de 30 pessoas."
Os investimentos tornam-se vitais para evitar a morte de um património fabuloso, uma democracia antes de ela ser institucionalizada. É, pois, uma questão de vivificar um património que trepa ao fascínio. Trata-se, enfim, de resgatar ao esquecimento, ao abandono, uma vivência que o investigador Jorge Dias transpôs para memorável livro. Só que Rio de Onor não pode ser uma espécie de reserva empobrecida para deleite dos forasteiros. Impõe-se, com as ajudas comunitárias, proporcionar qualidade de vida aos seus habitantes, até para melhor acolherem os turistas.António Preto conta que ainda hoje toca o sino e reúne o conselho e são nomeados os homens que vão amanhar os campos de todos, ou pastorear as 200 cabeças de ovelhas.
in DN
quarta-feira, junho 13, 2007
Estado garante compra da colecção de discos de Bruce Bastin
A colecção dos discos de música portuguesa na posse do britânico Bruce Bastin vai ser adquirida por Portugal, garantiu hoje o Secretário de Estado da Cultura, Mário Vieira de Carvalho.
"Dentro de uma semana, poderemos acertar a minuta do contrato da compra, no valor de 1,1 milhões de euros", disse o governante.
O Ministério da Cultura e a Câmara de Lisboa "aceitaram reforçar em 100.000 euros cada um, a sua participação, de modo a cobrir o valor pedido por Bruce Bastin", pelo que o ministério, a quem caberá a guarda e tratamento do espólio, participará com 400 mil euros, tal como a Câmara de Lisboa, e os restantes 300 mil euros são assegurados por um mecenas, cuja identidade não foi revelada, sabendo-se tratar de uma entidade bancária.
A colecção irá integrar o futuro Museu da Música e do Som, onde existe pessoal técnico para o tratamento e estudo deste espólio, maioritariamente constituído por discos de fado.
A colecção inclui as primeiras gravações de fado de sempre, registos fonográficos efectuados entre 1904 e 1945. Este espólio encontra-se em "muito boas condições", afiançou o investigador José Moças, que o descobriu e propôs a sua aquisição por Portugal.
Bastin tinha na sua posse cinco mil registos fonográficos de música portuguesa, entre baladas, folclore, canção ligeira e fado, a que se juntam outros três mil encontrados no Brasil e adquiridos pelo coleccionador.
Finalmente fez-se luz...
"Dentro de uma semana, poderemos acertar a minuta do contrato da compra, no valor de 1,1 milhões de euros", disse o governante.
O Ministério da Cultura e a Câmara de Lisboa "aceitaram reforçar em 100.000 euros cada um, a sua participação, de modo a cobrir o valor pedido por Bruce Bastin", pelo que o ministério, a quem caberá a guarda e tratamento do espólio, participará com 400 mil euros, tal como a Câmara de Lisboa, e os restantes 300 mil euros são assegurados por um mecenas, cuja identidade não foi revelada, sabendo-se tratar de uma entidade bancária.
A colecção irá integrar o futuro Museu da Música e do Som, onde existe pessoal técnico para o tratamento e estudo deste espólio, maioritariamente constituído por discos de fado.
A colecção inclui as primeiras gravações de fado de sempre, registos fonográficos efectuados entre 1904 e 1945. Este espólio encontra-se em "muito boas condições", afiançou o investigador José Moças, que o descobriu e propôs a sua aquisição por Portugal.
Bastin tinha na sua posse cinco mil registos fonográficos de música portuguesa, entre baladas, folclore, canção ligeira e fado, a que se juntam outros três mil encontrados no Brasil e adquiridos pelo coleccionador.
Finalmente fez-se luz...
terça-feira, junho 12, 2007
Luanda exige Mugabe na Cimeira UE/África
Luanda desembainhou e, colocando-se contra a posição de meio mundo, esgrimiu a espada contra Lisboa e Washington. Motivo: o levantamento das “sanções inteligentes” contra o país dirigido por Robert Mugabe e a participação do mesmo na II Cimeira União Europeia/África.
Ao Palácio de São Bento e à Casa Branca só restaram duas opções: a espada ou a parede. E, como era de esperar, José Sócrates e George Bush escolheram… a parede.
Com o consentimento tácito da SADC, Angola quer (o verbo querer não passa de um eufemismo político-diplomático para não se dizer que exige) que o Zimbabué participe na II Cimeira UE/África a ser realizada nos dias 8 e 9 de Dezembro na capital portuguesa.
O desejo de Luanda, para não dizer imposição, levou recentemente os EUA a engolir em seco e revelou que, no contexto regional, Angola (des) manda, pode e sacode quando quer, o que quer e como quer quando bem lhe apetece. Ou seja, presentemente não há divergência política, militar ou ainda diplomática em África que não se discuta e, se a isso Eduardo dos Santos estiver disposto, se resolva na Cidade Alta. A provar isso está a declaração da sub-secretária de Estado norte-americana para os Assuntos Africanos feita recentemente à Comunicação Social angolana em Luanda segundo a qual “os EUA estão desapontados pelo facto de a UE ter convidado o Zimbabué para participar na II Cimeira UE/África”.
Jendayi Frazer admitiu, por outro lado, que compreende a posição europeia (politicamente não ficava bem dizer posição de Angola) ao não querer que o Zimbabué seja um problema a impedir a realização da Cimeira. A funcionária sénior da administração norte-americana sublinhou que a UE quer que os países africanos compareçam e tem medo que alguns não o façam por causa do Zimbabué e por isso está a evitar o problema convidando-o. Para os EUA, o convite da UE ao Zimbabué para participar na II Cimeira UE/África colide com o que a administração Bush defende como melhor solução para a crise zimbabueana, o seu isolamento total.
Por Jorge Eurico in Notícias Lusófonas
Ao Palácio de São Bento e à Casa Branca só restaram duas opções: a espada ou a parede. E, como era de esperar, José Sócrates e George Bush escolheram… a parede.
Com o consentimento tácito da SADC, Angola quer (o verbo querer não passa de um eufemismo político-diplomático para não se dizer que exige) que o Zimbabué participe na II Cimeira UE/África a ser realizada nos dias 8 e 9 de Dezembro na capital portuguesa.
O desejo de Luanda, para não dizer imposição, levou recentemente os EUA a engolir em seco e revelou que, no contexto regional, Angola (des) manda, pode e sacode quando quer, o que quer e como quer quando bem lhe apetece. Ou seja, presentemente não há divergência política, militar ou ainda diplomática em África que não se discuta e, se a isso Eduardo dos Santos estiver disposto, se resolva na Cidade Alta. A provar isso está a declaração da sub-secretária de Estado norte-americana para os Assuntos Africanos feita recentemente à Comunicação Social angolana em Luanda segundo a qual “os EUA estão desapontados pelo facto de a UE ter convidado o Zimbabué para participar na II Cimeira UE/África”.
Jendayi Frazer admitiu, por outro lado, que compreende a posição europeia (politicamente não ficava bem dizer posição de Angola) ao não querer que o Zimbabué seja um problema a impedir a realização da Cimeira. A funcionária sénior da administração norte-americana sublinhou que a UE quer que os países africanos compareçam e tem medo que alguns não o façam por causa do Zimbabué e por isso está a evitar o problema convidando-o. Para os EUA, o convite da UE ao Zimbabué para participar na II Cimeira UE/África colide com o que a administração Bush defende como melhor solução para a crise zimbabueana, o seu isolamento total.
Por Jorge Eurico in Notícias Lusófonas
TAP entre as 200 empresas mundiais com melhor reputação a nível global
A TAP está entre as 200 empresas que, na opinião dos consumidores de 29 países, gozam de melhor reputação a nível global.
Nessa lista está incluida mais uma empresa portuguesa, o Grupo Sonae, e quatro companhias de transporte aéreo, com destaque para a Lufthansa.
A transportadora aérea nacional surge na 178ª posição do "ranking" elaborado pelo Reputation Institute, uma organização norte-americana de pesquisa e consultoria sedeada em Nova Iorque.
O estudo Global RepTrak 2007 tem como objectivo medir a percepção positiva, confiança, respeito e admiração que os consumidores sentem relativamente às maiores companhias do mundo.
O "ranking" global de reputação das empresas é liderado pela Lego (Dinamarca), seguida pela IKEA (Suécia), Barilla (Itália), Mercadona (Espanha), AP Moller – Maersk (Dinamarca), Toyota Motor (Japão), Ferrero (Itália) e Petrobras (Brasil).
Nessa lista está incluida mais uma empresa portuguesa, o Grupo Sonae, e quatro companhias de transporte aéreo, com destaque para a Lufthansa.
A transportadora aérea nacional surge na 178ª posição do "ranking" elaborado pelo Reputation Institute, uma organização norte-americana de pesquisa e consultoria sedeada em Nova Iorque.
O estudo Global RepTrak 2007 tem como objectivo medir a percepção positiva, confiança, respeito e admiração que os consumidores sentem relativamente às maiores companhias do mundo.
O "ranking" global de reputação das empresas é liderado pela Lego (Dinamarca), seguida pela IKEA (Suécia), Barilla (Itália), Mercadona (Espanha), AP Moller – Maersk (Dinamarca), Toyota Motor (Japão), Ferrero (Itália) e Petrobras (Brasil).
Já nasceram em Badajoz 270 bebés portugueses
Mais de 800 grávidas portuguesas já foram assistidas em Badajoz e um total de 270 bebés portugueses nasceram no último ano no Hospital de Badajoz (Espanha), depois de encerrada a sala de partos do Hospital de Elvas, segundo dados das autoridades espanholas.
Recorde-se que a sala de partos do Hospital de Santa Luzia de Elvas fechou as portas a 12 de Junho de 2006 e desde então as grávidas dos concelhos alentejanos de Elvas e Campo Maior podem optar entre a unidade de Badajoz (a cerca de 12 quilómetros) ou os hospitais de Portalegre (cerca de 60) e de Évora (a mais de 80 quilómetros).
Fechar meio País é realmente um excelente acto de gestão... Os vizinhos espanhóis agradecem.
Recorde-se que a sala de partos do Hospital de Santa Luzia de Elvas fechou as portas a 12 de Junho de 2006 e desde então as grávidas dos concelhos alentejanos de Elvas e Campo Maior podem optar entre a unidade de Badajoz (a cerca de 12 quilómetros) ou os hospitais de Portalegre (cerca de 60) e de Évora (a mais de 80 quilómetros).
Fechar meio País é realmente um excelente acto de gestão... Os vizinhos espanhóis agradecem.
Documentário: D. João II ensina China a ser superpotência
O maior documentário da televisão oficial chinesa em mais de uma década representa a ascensão de Portugal a primeira potencial mundial, através do rei D. João II, defendendo que esse é o caminho para a China se tornar na próxima superpotência.
A CCTV apresenta o monarca e Portugal como heróis, estuda o que os portugueses fizeram para tornar Lisboa o centro do mundo e reflecte sobre as lições que a China pode tirar enquanto reclama um lugar entre as maiores potências mundiais.
"A Ascensão das Grandes Potências", será dividido em vários episódios, cada um deles sobre grandes impérios da História. O primeiro cabe a Portugal, um "país pequeno, vindo de séculos de guerra, com terrenos estéreis, pobre e atrasado", que alcançou o sucesso.
Sobre Portugal, a conclusão do é que a "milagrosa ascensão portuguesa" se deve ao génio de D. João II que, com uma liderança política forte, criou "um Estado unido e vigoroso numa Europa dividida pela guerra". Um exemplo português que os líderes políticos chineses acreditam dever ser seguido.
"Portugal tinha muito ouro e prata e um aparelho de Estado forte. Mas a riqueza, que entrou como a água, saiu como a água. O povo não tinha comida decente, nem roupa, nem abrigo, nem meios de transporte. O poder político forte que antes tinha conduzido Portugal por estradas brilhantes gastou todo a força nacional e as aspirações comuns do povo", considera-se no documentário.
A CCTV apresenta o monarca e Portugal como heróis, estuda o que os portugueses fizeram para tornar Lisboa o centro do mundo e reflecte sobre as lições que a China pode tirar enquanto reclama um lugar entre as maiores potências mundiais.
"A Ascensão das Grandes Potências", será dividido em vários episódios, cada um deles sobre grandes impérios da História. O primeiro cabe a Portugal, um "país pequeno, vindo de séculos de guerra, com terrenos estéreis, pobre e atrasado", que alcançou o sucesso.
Sobre Portugal, a conclusão do é que a "milagrosa ascensão portuguesa" se deve ao génio de D. João II que, com uma liderança política forte, criou "um Estado unido e vigoroso numa Europa dividida pela guerra". Um exemplo português que os líderes políticos chineses acreditam dever ser seguido.
"Portugal tinha muito ouro e prata e um aparelho de Estado forte. Mas a riqueza, que entrou como a água, saiu como a água. O povo não tinha comida decente, nem roupa, nem abrigo, nem meios de transporte. O poder político forte que antes tinha conduzido Portugal por estradas brilhantes gastou todo a força nacional e as aspirações comuns do povo", considera-se no documentário.
Nova sede do 'The New York Times' tem mão portuguesa
Um dia depois, os trabalhadores do diário empacotaram as suas coisas e mudaram-se para as novas instalações, na Oitava Avenida, a poucos quilómetros da antiga sede. O novo edifício que acolhe a redacção do New York Times tem 52 andares de altura e é revestido em cerâmica e cristal, sendo dotado das mais modernas tecnologias, na qual um grupo de portugueses teve uma palavra a dizer.
Na nova "casa" do jornal, as fachadas parecem ser transparentes uma vez que são feitas por tubos de cerâmica especialmente tratados que absorvem a luz solar transformando-a em energia. Esta consciência ambiental que foi inserida na estrutura do edifício, foi pensada por uma equipa de técnicos portugueses.
Congresso luso-canadiano espera fim das deportações
O Congresso Nacional Luso-Canadiano espera que Otava tome iniciativas com vista a suspender as deportações de imigrantes ilegais, entre as quais de Portugueses.
O Congresso luso-canadiano é um dos três conselhos, juntamente com as estruturas congéneres hispano-canadiana e chino-canadiana, que forma a coligação "Apoie, não Deporte", a qual irá pressionar o Governo do Canadá a parar o repatriamento de imigrantes ilegais, defendendo ainda uma revisão do sistema de imigração para o país.
Esta iniciativa relaciona-se com o facto de o Parlamento canadiano ter aprovado quarta-feira passada uma moção favorável à suspensão da deportações de trabalhadores não documentados no país e das suas famílias.
Aprovada com 147 votos do Novo Partido Democrático, do Bloco do Quebeque e da maioria de deputados do Partido Liberal, a moção recebeu, contudo, 115 votos desfavoráveis, sobretudo do Partido Conservador, actualmente no Executivo canadiano.
A aprovação é um mero sinal do Parlamento, não tendo força legal. Para ser lei, depende de iniciativa do Governo.
Já aqui havíamos noticiado a intenção da deputada Olívia Chow, do Novo Partido Democrático (membro da Comissão de Imigração do Parlamento) em apresentar uma moção ao Parlamento neste sentido, o que agora acabou por se confimar.
O Congresso luso-canadiano é um dos três conselhos, juntamente com as estruturas congéneres hispano-canadiana e chino-canadiana, que forma a coligação "Apoie, não Deporte", a qual irá pressionar o Governo do Canadá a parar o repatriamento de imigrantes ilegais, defendendo ainda uma revisão do sistema de imigração para o país.
Esta iniciativa relaciona-se com o facto de o Parlamento canadiano ter aprovado quarta-feira passada uma moção favorável à suspensão da deportações de trabalhadores não documentados no país e das suas famílias.
Aprovada com 147 votos do Novo Partido Democrático, do Bloco do Quebeque e da maioria de deputados do Partido Liberal, a moção recebeu, contudo, 115 votos desfavoráveis, sobretudo do Partido Conservador, actualmente no Executivo canadiano.
A aprovação é um mero sinal do Parlamento, não tendo força legal. Para ser lei, depende de iniciativa do Governo.
Já aqui havíamos noticiado a intenção da deputada Olívia Chow, do Novo Partido Democrático (membro da Comissão de Imigração do Parlamento) em apresentar uma moção ao Parlamento neste sentido, o que agora acabou por se confimar.
segunda-feira, junho 11, 2007
Bemba fica no Algarve sem pedir asilo político
O dirigente da oposição da República Democrática do Congo (RDCongo) Jean-Pierre Bemba, cuja autorização de estada em Portugal termina hoje, vai permanecer no Algarve, mas não tenciona pedir asilo político, disse fonte próxima do político.
Apesar de o prazo de 60 dias concedido ao candidato derrotado nas presidenciais de 2006 terminar hoje, este não regressará à RDCongo, garantiu Mawise Musanganga, assessor de imprensa do Movimento de Libertação do Congo (MLC, oposição), de Jean-Pierre Bemba.
Devido a uma "fractura antiga numa perna", Bemba foi autorizado a deixar a RDCongo, a 11 de Abril, para receber tratamento em Portugal, país que visita amiúde e onde tem uma casa na Quinta do Lago, Algarve. Antes de partir para Portugal, Bemba esteve refugiado na embaixada da África do Sul em Kinshasa durante três semanas depois de um confronto entre os seus guarda-costas e o exército, em Março. A medida foi vista, em geral, como uma forma de aliviar a tensão na capital.
Caso regresse, Bemba enfrentará acusações de alta traição pelos combates.
Jean-Pierre Bemba, de 44 anos, que chegou a Portugal a 11 de Abril na companhia da mulher e dos cinco filhos num Boeing 727 privado, é considerado um dos homens mais ricos da RDCongo, estando a sua fortuna avaliada em centenas de milhões de dólares. Os seus negócios incluem comércio de rádios portáteis, aviação civil e comunicação social, em particular a televisão. A fortuna foi herdada do pai, empresário tido como próximo do falecido ditador Mobutu Sese Seko, que governou com mão de ferro o então Zaire de 1965 a 1997.
Apesar de o prazo de 60 dias concedido ao candidato derrotado nas presidenciais de 2006 terminar hoje, este não regressará à RDCongo, garantiu Mawise Musanganga, assessor de imprensa do Movimento de Libertação do Congo (MLC, oposição), de Jean-Pierre Bemba.
Devido a uma "fractura antiga numa perna", Bemba foi autorizado a deixar a RDCongo, a 11 de Abril, para receber tratamento em Portugal, país que visita amiúde e onde tem uma casa na Quinta do Lago, Algarve. Antes de partir para Portugal, Bemba esteve refugiado na embaixada da África do Sul em Kinshasa durante três semanas depois de um confronto entre os seus guarda-costas e o exército, em Março. A medida foi vista, em geral, como uma forma de aliviar a tensão na capital.
Caso regresse, Bemba enfrentará acusações de alta traição pelos combates.
Jean-Pierre Bemba, de 44 anos, que chegou a Portugal a 11 de Abril na companhia da mulher e dos cinco filhos num Boeing 727 privado, é considerado um dos homens mais ricos da RDCongo, estando a sua fortuna avaliada em centenas de milhões de dólares. Os seus negócios incluem comércio de rádios portáteis, aviação civil e comunicação social, em particular a televisão. A fortuna foi herdada do pai, empresário tido como próximo do falecido ditador Mobutu Sese Seko, que governou com mão de ferro o então Zaire de 1965 a 1997.
Líbia manifesta apoio à cimeira Euro-Africana de Lisboa
O chefe da diplomacia líbia manifestou hoje o apoio do seu país à organização da II Cimeira UE-África durante a presidência portuguesa da União Europeia.
"A presença de todos os países é bastante importante. Mas neste momento estamos a trabalhar para garantir resultados. A cimeira não é festival, queremos resultados tangíveis", disse Abdu Ramhan Shalgan à imprensa após um encontro em Lisboa com o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado.
A realização da II Cimeira entre a União Europeia e a União Africana, adiada sine die desde 2003 devido à oposição de Londres à participação do Zimbabué, foi eleita como prioridade da presidência portuguesa e está marcada para 8 e 9 de Dezembro em Lisboa.
A próxima presidência portuguesa da UE, com início a 1 de Julho próximo, foi um dos temas dominantes do encontro de hoje entre Luís Amado e Abdu Ramhan Shalgan, a par das relações bilaterais, que os dois países querem intensificar.
À imprensa, o ministro líbio afirmou que conta com a presidência portuguesa para reforçar as relações entre a UE e a Líbia, a UE e o Mediterrâneo e a UE e África e frisou que o seu governo "tem toda a confiança no ministro Luís Amado" para o conseguir.
"A presença de todos os países é bastante importante. Mas neste momento estamos a trabalhar para garantir resultados. A cimeira não é festival, queremos resultados tangíveis", disse Abdu Ramhan Shalgan à imprensa após um encontro em Lisboa com o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado.
A realização da II Cimeira entre a União Europeia e a União Africana, adiada sine die desde 2003 devido à oposição de Londres à participação do Zimbabué, foi eleita como prioridade da presidência portuguesa e está marcada para 8 e 9 de Dezembro em Lisboa.
A próxima presidência portuguesa da UE, com início a 1 de Julho próximo, foi um dos temas dominantes do encontro de hoje entre Luís Amado e Abdu Ramhan Shalgan, a par das relações bilaterais, que os dois países querem intensificar.
À imprensa, o ministro líbio afirmou que conta com a presidência portuguesa para reforçar as relações entre a UE e a Líbia, a UE e o Mediterrâneo e a UE e África e frisou que o seu governo "tem toda a confiança no ministro Luís Amado" para o conseguir.
Lisboa vai debater direitos humanos em todas as cimeiras
A presidência portuguesa da UE vai debater os direitos humanos em todas as cimeiras e reuniões com países terceiros, durante o segundo semestre do ano, garantiu hoje Álvaro de Mendonça e Moura, representante permanente de Portugal junto das instituições europeias.
O embaixador português sublinhou também que não existem países "perfeitos" relativamente ao respeito pelos direitos humanos, mas garantiu que a questão será levantada em todas as reuniões que Portugal irá liderar em nome da União Europeia e deu como exemplo a cimeira UE-África, a realizar em Lisboa, a 08 e 09 de Dezembro, onde estarão vários líderes de países que, segundo os europeus, não respeitam completamente os direitos humanos.
Álvaro Mendonça e Moura dividiu as prioridades da presidência portuguesa em três partes: fortalecimento da integração económica europeia, agenda externa activa e fortalecimento da reforma política.
Álvaro Mendonça e Moura é responsável pela mais importante representação diplomática portuguesa no estrangeiro, com cerca de 150 funcionários.
Durante a presidência portuguesa da UE, presidirá ao chamado Coreper II (Comité de representantes Permanentes), o órgão que prepara todas as decisões que são tomadas posteriormente nas várias composições do Conselho de Ministros dos 27.
Diplomata de carreira, 58 anos, Mendonça e Moura será uma peça fundamental no segundo semestre do ano, durante o período em que o Governo de Lisboa estará à frente dos destinos da UE.
O embaixador português sublinhou também que não existem países "perfeitos" relativamente ao respeito pelos direitos humanos, mas garantiu que a questão será levantada em todas as reuniões que Portugal irá liderar em nome da União Europeia e deu como exemplo a cimeira UE-África, a realizar em Lisboa, a 08 e 09 de Dezembro, onde estarão vários líderes de países que, segundo os europeus, não respeitam completamente os direitos humanos.
Álvaro Mendonça e Moura dividiu as prioridades da presidência portuguesa em três partes: fortalecimento da integração económica europeia, agenda externa activa e fortalecimento da reforma política.
Álvaro Mendonça e Moura é responsável pela mais importante representação diplomática portuguesa no estrangeiro, com cerca de 150 funcionários.
Durante a presidência portuguesa da UE, presidirá ao chamado Coreper II (Comité de representantes Permanentes), o órgão que prepara todas as decisões que são tomadas posteriormente nas várias composições do Conselho de Ministros dos 27.
Diplomata de carreira, 58 anos, Mendonça e Moura será uma peça fundamental no segundo semestre do ano, durante o período em que o Governo de Lisboa estará à frente dos destinos da UE.
Enquanto Carrascalão diz que "Gente à volta de Xanana é do pior que há"...
O ex-Presidente Xanana Gusmão, líder do Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT) e candidato às legislativas de 30 de Junho, está rodeado de "gente do pior que há em Timor-Leste", afirmou hoje Mário Viegas Carrascalão.
"Há indivíduos que estão com ele que se chamavam, por exemplo, Francisco UDT, depois chamaram-se Francisco APODETI, hoje são Francisco CNRT», disse o presidente do Partido Social Democrata (PSD) e cabeça-de-lista da coligação eleitoral com a Associação Social Democrática Timorense (ASDT) e ex-governador de Timor durante dez anos, quando o território se encontrava sob a ocupação indonésia.
"Xanana Gusmão está a dar guarida à chamada FRETILIN-Mudança, que vai depois regressar à FRETILIN quando destituírem Mari Alkatiri", secretário-geral do partido maioritário e ex-primeiro-ministro.
Para Carrascalão, Xanana corre o risco de perder a credibilidade que tinha, porque "para ser governo, é preciso ter-se sensibilidade para assuntos dministrativos e temas sociais. Não é só discursar. É preciso saber como".
Sobre a candidatura de Xanana Gusmão, o candidato do PSD às legislativas declarou que "ele é uma pessoa que devia continuar na posição de um pai deste país, e não meter-se em questões de governos".
"Há indivíduos que estão com ele que se chamavam, por exemplo, Francisco UDT, depois chamaram-se Francisco APODETI, hoje são Francisco CNRT», disse o presidente do Partido Social Democrata (PSD) e cabeça-de-lista da coligação eleitoral com a Associação Social Democrática Timorense (ASDT) e ex-governador de Timor durante dez anos, quando o território se encontrava sob a ocupação indonésia.
"Xanana Gusmão está a dar guarida à chamada FRETILIN-Mudança, que vai depois regressar à FRETILIN quando destituírem Mari Alkatiri", secretário-geral do partido maioritário e ex-primeiro-ministro.
Para Carrascalão, Xanana corre o risco de perder a credibilidade que tinha, porque "para ser governo, é preciso ter-se sensibilidade para assuntos dministrativos e temas sociais. Não é só discursar. É preciso saber como".
Sobre a candidatura de Xanana Gusmão, o candidato do PSD às legislativas declarou que "ele é uma pessoa que devia continuar na posição de um pai deste país, e não meter-se em questões de governos".
"Vitória de 1999 muito se deve a Portugal", diz Ramos-Horta
O Presidente da República timorense afirmou este domingo, numa recepção para assinalar o Dia de Portugal, que "a vitória de 1999 muito se deve à sábia, paciente, discreta e prudente diplomacia portuguesa".
José Ramos-Horta, convidado para a cerimónia na residência do embaixador de Portugal em Díli, agradeceu o apoio português durante a crise de 1999 em torno do referendo pela independência e, de novo, na resposta à grande crise de 2006.
Perante a grave crise política e militar, Portugal respondeu ao apelo das autoridades timorenses fazendo desembarcar um contingente da GNR a 4 de Junho, em Baucau, demonstrando, segundo o chefe de Estado, "a extrema generosidade do povo português que atravessava períodos difíceis após a aquisição da sua independência".
"Desde os dias mais difíceis, em que pouco se conhecia Timor no mundo e poucos acreditavam e poucos nos apoiavam, era em Portugal que nós encontrávamos maior apoio e maior refúgio", recordou Ramos-Horta, que referiu ter percorrido nesses anos "Portugal de lés-a-lés".
José Ramos-Horta, convidado para a cerimónia na residência do embaixador de Portugal em Díli, agradeceu o apoio português durante a crise de 1999 em torno do referendo pela independência e, de novo, na resposta à grande crise de 2006.
Perante a grave crise política e militar, Portugal respondeu ao apelo das autoridades timorenses fazendo desembarcar um contingente da GNR a 4 de Junho, em Baucau, demonstrando, segundo o chefe de Estado, "a extrema generosidade do povo português que atravessava períodos difíceis após a aquisição da sua independência".
"Desde os dias mais difíceis, em que pouco se conhecia Timor no mundo e poucos acreditavam e poucos nos apoiavam, era em Portugal que nós encontrávamos maior apoio e maior refúgio", recordou Ramos-Horta, que referiu ter percorrido nesses anos "Portugal de lés-a-lés".
quarta-feira, junho 06, 2007
UE: Austrália deixa de poder usar marca Porto
A Austrália vai deixar de usar a marca Porto nos seus vinhos generosos, segundo um acordo alcançado entre a Comissão Europeia e Camberra, foi hoje divulgado em Bruxelas.
O novo acordo bilateral sobre vinhos, que substitui o assinado em 1994, dá à Austrália o prazo de um ano para abandonar a marcas portuguesa dos seus rótulos e terá que ser ratificado pelo Conselho de Ministros da Agricultura dos 27 e pelas autoridades australianas antes de entrar em vigor.
No ano passado, a UE exportou 62 milhões de euros de vinho para a Austrália, de onde importou 868 milhões.
O novo acordo bilateral sobre vinhos, que substitui o assinado em 1994, dá à Austrália o prazo de um ano para abandonar a marcas portuguesa dos seus rótulos e terá que ser ratificado pelo Conselho de Ministros da Agricultura dos 27 e pelas autoridades australianas antes de entrar em vigor.
No ano passado, a UE exportou 62 milhões de euros de vinho para a Austrália, de onde importou 868 milhões.
França: 50 luso-descendentes candidatos às legislativas
Pelo menos 50 luso-descendentes são candidatos às eleições legislativas francesas, cuja primeira volta se realiza domingo, segundo estimativas da associação dos portugueses eleitos nas autarquias francesas (CIVICA).
Paulo Marques, presidente da CIVICA, disse à Agência Lusa que deverão existir mais candidatos de origem portuguesa, mas tem sido difícil a pesquisa junto dos partidos.
"Os candidatos de origem portuguesa são considerados franceses, sendo uma recolha difícil. A CIVICA está a ver junto dos partidos nomes com conotação portuguesa", adiantou.
De acordo com o responsável, os portugueses candidatos a deputados da Assembleia Nacional francesa concorrem, na maioria, por pequenos partidos ou como independentes, existindo ainda um número elevado de luso-descendentes no lugar de suplentes.
O Partido Socialista Francês (PSF) só apresenta candidatos luso-descendentes no lugar de suplentes, enquanto na UMP (União por um Movimento Popular, no poder) há duas portuguesas a concorrer como deputadas.
Paulo Marques destacou ainda que pela primeira vez há um grande número de candidatos luso-descendentes devido à visibilidade que a terceira geração está a ter em França.
A Assembleia Nacional francesa contou até hoje com um deputado de origem portuguesa, Patrice Carvalho que exerceu o cargo entre 1998-2001.
A luso-descendente Cristela de Oliveira, 28 anos, concorre pelas listas da UMP às eleições legislativas pela circunscrição de Corbeil, arredores de Paris, e caso venha a ser eleita torna-se na mais jovem deputada francesa.
O luso-descendente Valentin Teixeira, 34 anos, candidata-se pela segunda vez a deputado, mas nestas eleições concorre como independente.
Em França vivem mais de um milhão de portugueses e luso-descendentes, mas para as eleições legislativas apenas votam os que têm nacionalidade francesa.
As legislativas em França realizam-se domingo e a 17 de Junho, elegendo os franceses 577 deputados entre 7.750 candidatos.
Paulo Marques, presidente da CIVICA, disse à Agência Lusa que deverão existir mais candidatos de origem portuguesa, mas tem sido difícil a pesquisa junto dos partidos.
"Os candidatos de origem portuguesa são considerados franceses, sendo uma recolha difícil. A CIVICA está a ver junto dos partidos nomes com conotação portuguesa", adiantou.
De acordo com o responsável, os portugueses candidatos a deputados da Assembleia Nacional francesa concorrem, na maioria, por pequenos partidos ou como independentes, existindo ainda um número elevado de luso-descendentes no lugar de suplentes.
O Partido Socialista Francês (PSF) só apresenta candidatos luso-descendentes no lugar de suplentes, enquanto na UMP (União por um Movimento Popular, no poder) há duas portuguesas a concorrer como deputadas.
Paulo Marques destacou ainda que pela primeira vez há um grande número de candidatos luso-descendentes devido à visibilidade que a terceira geração está a ter em França.
A Assembleia Nacional francesa contou até hoje com um deputado de origem portuguesa, Patrice Carvalho que exerceu o cargo entre 1998-2001.
A luso-descendente Cristela de Oliveira, 28 anos, concorre pelas listas da UMP às eleições legislativas pela circunscrição de Corbeil, arredores de Paris, e caso venha a ser eleita torna-se na mais jovem deputada francesa.
O luso-descendente Valentin Teixeira, 34 anos, candidata-se pela segunda vez a deputado, mas nestas eleições concorre como independente.
Em França vivem mais de um milhão de portugueses e luso-descendentes, mas para as eleições legislativas apenas votam os que têm nacionalidade francesa.
As legislativas em França realizam-se domingo e a 17 de Junho, elegendo os franceses 577 deputados entre 7.750 candidatos.
Portugal e encontro de culturas na Smithsonian, Washington
A exposição "Encompassing the Globe: Portugal and the World in the 16th and 17th Centuries" é "de longe a maior, quer pelo número de peças, quer pelo número de instituições e pessoas que as disponibilizaram, quer pelo espaço ocupado" disse James Gordon, Director do Departamento de Informação da Smithsonian Institution.
A exposição, que o presidente português, Cavaco Silva, inaugurará dia 20 de Junho e estará aberta ao público entre 24 de Junho e 16 de Setembro, ocupará "todo o espaço de exibição da Sackler Gallery e uma parte do adjacente National Museum of African Art".
Em foco, estarão Portugal e o encontro de culturas proporcionado pelas viagens portuguesas dos séculos XVI e XVII.
Segundo a última relação das obras a expor divulgada pela Smithsonian, as 260 peças são provenientes de 89 instituições e 16 coleccionadores particulares, sendo o Tokyo National Museum, com 16 objectos, a instituição que mais obras fornece para a exposição.
Vêm depois o Nationalmuseet, de Copenhaga, com 13 objectos, o Museu Nacional de Arte Antiga, de Lisboa, e o British Museum, de Londres, com 12.
Há 60 instituições ou coleccionadores que disponibilizaram apenas uma obra para esta exposição.
À Lusa, Manuel Silva Pereira, assessor cultural da Embaixada de Portugal em Washington, referiu que a exposição culmina esforços que remontam a reuniões em Washington em Dezembro de 2003, estando na sua génese o empenhamento em revelar aos visitantes uma outra faceta de um país que ainda é insuficientemente conhecido nos Estados Unidos.
Para o assessor cultural, foi também fundamental o contributo especializado de Jay Levenson, à frente de uma equipa curatorial de historiadores, criticos de arte e investigadores, para dar a conhecer o Portugal pioneiro da globalização, no centro das rotas comerciais que trouxeram as especiarias ao conhecimento dos Ocidentais e permitiram o contacto entre povos e culturas de origem muito diversa.
"Encompassing the Globe: Portugal and the World in the 16th and 17th Centuries" coincide com a presidência portuguesa da União Europeia na segunda metade deste ano e tem lugar no Verão, um período em que a capital norte-americana recebe dois milhões de visitantes, e se projecta que 15 a 20% desses visitantes vão ver a "Encompassing...".
A exposição, que o presidente português, Cavaco Silva, inaugurará dia 20 de Junho e estará aberta ao público entre 24 de Junho e 16 de Setembro, ocupará "todo o espaço de exibição da Sackler Gallery e uma parte do adjacente National Museum of African Art".
Em foco, estarão Portugal e o encontro de culturas proporcionado pelas viagens portuguesas dos séculos XVI e XVII.
Segundo a última relação das obras a expor divulgada pela Smithsonian, as 260 peças são provenientes de 89 instituições e 16 coleccionadores particulares, sendo o Tokyo National Museum, com 16 objectos, a instituição que mais obras fornece para a exposição.
Vêm depois o Nationalmuseet, de Copenhaga, com 13 objectos, o Museu Nacional de Arte Antiga, de Lisboa, e o British Museum, de Londres, com 12.
Há 60 instituições ou coleccionadores que disponibilizaram apenas uma obra para esta exposição.
À Lusa, Manuel Silva Pereira, assessor cultural da Embaixada de Portugal em Washington, referiu que a exposição culmina esforços que remontam a reuniões em Washington em Dezembro de 2003, estando na sua génese o empenhamento em revelar aos visitantes uma outra faceta de um país que ainda é insuficientemente conhecido nos Estados Unidos.
Para o assessor cultural, foi também fundamental o contributo especializado de Jay Levenson, à frente de uma equipa curatorial de historiadores, criticos de arte e investigadores, para dar a conhecer o Portugal pioneiro da globalização, no centro das rotas comerciais que trouxeram as especiarias ao conhecimento dos Ocidentais e permitiram o contacto entre povos e culturas de origem muito diversa.
"Encompassing the Globe: Portugal and the World in the 16th and 17th Centuries" coincide com a presidência portuguesa da União Europeia na segunda metade deste ano e tem lugar no Verão, um período em que a capital norte-americana recebe dois milhões de visitantes, e se projecta que 15 a 20% desses visitantes vão ver a "Encompassing...".
Cientistas lusos descobrem substituto dos pontos cirúrgicos
Investigadores do Departamento de Engenharia Química da Universidade de Coimbra desenvolveram uma gama de adesivos cirúrgicos biológicos que substituem os tradicionais pontos cirúrgicos, anunciou ontem a Faculdade de Ciências e Tecnologia.
Os adesivos são seguros, de fácil aplicação e financeiramente acessíveis.
Os adesivos são seguros, de fácil aplicação e financeiramente acessíveis.
Al Gore vence Prémio Príncipe das Astúrias
O ex-vice-presidente norte-americano Al Gore foi hoje distinguido, em Oviedo (Espanha), com o Prémio Príncipe das Astúrias de Cooperação Internacional 2007, após a análise pelo júri da lista de finalistas.
Al Gore integrava uma lista final de quatro candidaturas, que era composta ainda pela organização Intermón, pelo Instituto Universitário Europeu, pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e pelo economista britânico Nicholas Stern.
Depois do Óscar, só falta o Nobel para a seguir ser candidato a presidente dos EUA e ganhar.
Al Gore integrava uma lista final de quatro candidaturas, que era composta ainda pela organização Intermón, pelo Instituto Universitário Europeu, pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e pelo economista britânico Nicholas Stern.
Depois do Óscar, só falta o Nobel para a seguir ser candidato a presidente dos EUA e ganhar.
Caixa e USP criam o maior grupo hospitalar da Península Ibérica
A Caixa Geral de Depósitos, que controla a Hospitais Privados de Portugal por via da seguradora Fidelidade, e a espanhola USP Hospitales criaram o maior grupo hospitalar ibérico
O acordo definitivo entre as duas empresas foi assinado terça-feira por Vítor Fernandes, presidente da Fidelidade (que controla 100 por cento da HPP), e pelo presidente executivo da USP, Gabriel Masfurroll.
O acordo pressupõe uma troca de participações entre as duas empresas, com a USP a ficar com 25 por cento do capital da HPP e a CGD com 10 por cento do grupo espanhol.
A USP é o maior grupo hospitalar espanhol e dispõe de 32 centros médicos no país vizinho, 12 deles hospitais.
Com 2.500 empregados e 2 mil médicos, atende por ano 1 milhão de pacientes e faz 200 mil urgências.
Fundada em 1998, a HPP detém hoje em Portugal seis hospitais num total de 524 camas distribuídos por Lisboa, Porto, Coimbra e Algarve. A empresa conta com 1450 empregados, dos quais 550 são médicos. No ano passado, a empresa facturou 54,3 milhões de euros.
Mais um negócio em que se nota a desproporção entre empresas portuguesas e espanholas.
O acordo definitivo entre as duas empresas foi assinado terça-feira por Vítor Fernandes, presidente da Fidelidade (que controla 100 por cento da HPP), e pelo presidente executivo da USP, Gabriel Masfurroll.
O acordo pressupõe uma troca de participações entre as duas empresas, com a USP a ficar com 25 por cento do capital da HPP e a CGD com 10 por cento do grupo espanhol.
A USP é o maior grupo hospitalar espanhol e dispõe de 32 centros médicos no país vizinho, 12 deles hospitais.
Com 2.500 empregados e 2 mil médicos, atende por ano 1 milhão de pacientes e faz 200 mil urgências.
Fundada em 1998, a HPP detém hoje em Portugal seis hospitais num total de 524 camas distribuídos por Lisboa, Porto, Coimbra e Algarve. A empresa conta com 1450 empregados, dos quais 550 são médicos. No ano passado, a empresa facturou 54,3 milhões de euros.
Mais um negócio em que se nota a desproporção entre empresas portuguesas e espanholas.
terça-feira, junho 05, 2007
Plano Tecnológico: Microsoft diz ser "excelente iniciativa"
O presidente da Microsoft Europa, Médio Oriente e África (EMEA), Neil Holloway, classificou hoje de "excelente iniciativa" o programa governamental de acesso a preços reduzidos a computadores e Internet de banda larga para meio milhão de portugueses.
Na quinta-feira, o primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou um programa para garantir a meio milhão de pessoas - estudantes, professores e trabalhadores em formação - o acesso a preços reduzidos a um computador e à Internet de alta velocidade.
A Microsoft Portugal "irá fornecer software [Windows Vista e Office 2007, de última geração] para os computadores a baixo custo que o Governo irá disponibilizar", segundo a empresa.
Holloway adiantou que tem viajado por vários países europeus e nunca viu um Governo "tão empenhado" no mercado das tecnologias, na aposta na área da inovação e do aumento das competências tecnológicas dos cidadãos como o "português".
vai começar «.
O único projecto similar é o do Egipto, mas que "não tem a escala da de Portugal".
Em termos globais, Neil Holloway elogiou o Plano Tecnológico - programa governamental para a massificação das novas tecnologias -, referindo que o seu "potencial é grande".
Segundo o responsável da Microsoft, o impacto do Plano na sociedade portuguesa "acontecerá daqui a 5 a 6 anos".
Bastante positivo para o País. Vamos ver se não passa de foguetório...
Na quinta-feira, o primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou um programa para garantir a meio milhão de pessoas - estudantes, professores e trabalhadores em formação - o acesso a preços reduzidos a um computador e à Internet de alta velocidade.
A Microsoft Portugal "irá fornecer software [Windows Vista e Office 2007, de última geração] para os computadores a baixo custo que o Governo irá disponibilizar", segundo a empresa.
Holloway adiantou que tem viajado por vários países europeus e nunca viu um Governo "tão empenhado" no mercado das tecnologias, na aposta na área da inovação e do aumento das competências tecnológicas dos cidadãos como o "português".
vai começar «.
O único projecto similar é o do Egipto, mas que "não tem a escala da de Portugal".
Em termos globais, Neil Holloway elogiou o Plano Tecnológico - programa governamental para a massificação das novas tecnologias -, referindo que o seu "potencial é grande".
Segundo o responsável da Microsoft, o impacto do Plano na sociedade portuguesa "acontecerá daqui a 5 a 6 anos".
Bastante positivo para o País. Vamos ver se não passa de foguetório...
Augusto Santos "Chávez" tem uma grande vontade de controlar os media
Não há paralelo na democracia portuguesa para a reforma legislativa da comunicação social, diz Francisco Teixeira da Mota, advogado do Público m entrevista ao Jornal de Negócios.
O Governo e a ERC estão a condicionar a liberdade de expressão, acusa.
"A ERC apareceu cheia de gana e quis mostrar serviço da pior maneira. Penso que a ERC caminhará com o tempo ou para o suicídio, se continuar com comportamentos descredibilizantes, ou então terá de se reformar", sublinha o advogado.
"Não existe em Portugal uma realidade de ‘jornalismo de sarjeta’ que justifique a criação da legislação que hoje em dia se pretende criar e que eu não conheço em mais nenhum país da Europa. Não sei se na Venezuela de Hugo Chávez, não sei se em algumas regiões de África existirá, mas na Europa não conheço", refere.
"Isto é curioso, porque é um mecanismo que eu chamaria de anal retentivo de controlo da informação que curiosamente pretende ser instalado pelo PS. Até agora nunca tinha havido nenhuma tentativa de legislação criando processos disciplinares aos jornalistas sobre faltas deontológicas que no fundo vão tocar no conteúdo da informação que é veiculada", argumenta.
Tantas críticas ao Governo e arrisca-se a ir parar ao chilindró...
O Governo e a ERC estão a condicionar a liberdade de expressão, acusa.
"A ERC apareceu cheia de gana e quis mostrar serviço da pior maneira. Penso que a ERC caminhará com o tempo ou para o suicídio, se continuar com comportamentos descredibilizantes, ou então terá de se reformar", sublinha o advogado.
"Não existe em Portugal uma realidade de ‘jornalismo de sarjeta’ que justifique a criação da legislação que hoje em dia se pretende criar e que eu não conheço em mais nenhum país da Europa. Não sei se na Venezuela de Hugo Chávez, não sei se em algumas regiões de África existirá, mas na Europa não conheço", refere.
"Isto é curioso, porque é um mecanismo que eu chamaria de anal retentivo de controlo da informação que curiosamente pretende ser instalado pelo PS. Até agora nunca tinha havido nenhuma tentativa de legislação criando processos disciplinares aos jornalistas sobre faltas deontológicas que no fundo vão tocar no conteúdo da informação que é veiculada", argumenta.
Tantas críticas ao Governo e arrisca-se a ir parar ao chilindró...
segunda-feira, junho 04, 2007
Português e estónio têm primeiro dicionário
O primeiro dicionário das línguas portuguesa e estónia, com cerca de 40 mil palavras e expressões mais utilizadas na vida quotidiana, acaba de ser lançado em Tallinn, capital da Estónia.
Editado pela TEA, o dicionário tem formato de bolso e está dividido em duas partes, uma para estónio-português e outra para português-estónio. Para além da linguagem formal, o dicionário contém palavras e expressões de registo mais familiar, incluindo vocábulos de origem brasileira.
Segundo a editora, o volume faz parte de uma colecção de dicionários de bolso que inclui já versões em inglês, russo, alemão, francês, espanhol, italiano, finlandês e sueco.
A Embaixada de Portugal em Tallinn e a Embaixada da Estónia em Lisboa apoiaram o projecto, embora na sua elaboração não tenha participado nenhum técnico ou tradutor português.
Entre os autores contam-se os tradutores Rein Loodla, Ilmar Noor e Siivi Sarap (que teve uma bolsa anual do Instituto Camões), assim como os editores Mart Tamak (actual embaixador da Estónia em Lisboa), Annli Tarto e Tiina Vahtras.
Editado pela TEA, o dicionário tem formato de bolso e está dividido em duas partes, uma para estónio-português e outra para português-estónio. Para além da linguagem formal, o dicionário contém palavras e expressões de registo mais familiar, incluindo vocábulos de origem brasileira.
Segundo a editora, o volume faz parte de uma colecção de dicionários de bolso que inclui já versões em inglês, russo, alemão, francês, espanhol, italiano, finlandês e sueco.
A Embaixada de Portugal em Tallinn e a Embaixada da Estónia em Lisboa apoiaram o projecto, embora na sua elaboração não tenha participado nenhum técnico ou tradutor português.
Entre os autores contam-se os tradutores Rein Loodla, Ilmar Noor e Siivi Sarap (que teve uma bolsa anual do Instituto Camões), assim como os editores Mart Tamak (actual embaixador da Estónia em Lisboa), Annli Tarto e Tiina Vahtras.
CPLP diz que quer quer levar Português ao máximo de organizações
O secretário-executivo da CPLP frisou hoje que um dos objectivos da organização lusófona é elevar o português a um estatuto que lhe permita tornar-se uma língua oficial e de trabalho nas organizações internacionais.
Luís Fonseca comentava o facto de a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) celebrar hoje, na sua sede, em Paris, o 2º Dia da Língua Portuguesa, iniciativa lançada em 2006. "Não direi que lutamos para que o português seja utilizado como língua oficial e de trabalho em todas as organizações internacionais, mas sim no maior número possível delas e com as quais tenhamos naturalmente interesse nas discussões em causa", afirmou Luís Fonseca.
Lembrando que o idioma de Camões é falado por mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo, o secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) realçou que o português é já utilizado como língua de trabalho e oficial em várias organizações regionais.
"Além da União Europeia (UE) e da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEIA), o português já é utilizado na UA (União Africana), CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) e SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral), entre outros exemplos", afirmou.
A celebração de Paris vem, assim, nesse contexto, pois trata-se de um "reconhecimento da importância da Língua Portuguesa no mundo", apadrinhado pelo director-geral da UNESCO, o japonês Koichiro Matsuura. Na sede daquela organização, na capital francesa, a cerimónia conta também com a presença do coordenador do Grupo da CPLP na UNESCO, o embaixador angolano Almerindo Jaka Jamba, e da directora executiva do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), Amélia Mingas.
Em 2000, a CPLP e a UNESCO assinaram um acordo de cooperação nos domínios da Educação, Cultura, Comunicação, Ciência e Tecnologia, sendo também parceiros na promoção da diversidade cultural tolerância, diálogo e cooperação.
Luís Fonseca comentava o facto de a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) celebrar hoje, na sua sede, em Paris, o 2º Dia da Língua Portuguesa, iniciativa lançada em 2006. "Não direi que lutamos para que o português seja utilizado como língua oficial e de trabalho em todas as organizações internacionais, mas sim no maior número possível delas e com as quais tenhamos naturalmente interesse nas discussões em causa", afirmou Luís Fonseca.
Lembrando que o idioma de Camões é falado por mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo, o secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) realçou que o português é já utilizado como língua de trabalho e oficial em várias organizações regionais.
"Além da União Europeia (UE) e da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEIA), o português já é utilizado na UA (União Africana), CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) e SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral), entre outros exemplos", afirmou.
A celebração de Paris vem, assim, nesse contexto, pois trata-se de um "reconhecimento da importância da Língua Portuguesa no mundo", apadrinhado pelo director-geral da UNESCO, o japonês Koichiro Matsuura. Na sede daquela organização, na capital francesa, a cerimónia conta também com a presença do coordenador do Grupo da CPLP na UNESCO, o embaixador angolano Almerindo Jaka Jamba, e da directora executiva do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), Amélia Mingas.
Em 2000, a CPLP e a UNESCO assinaram um acordo de cooperação nos domínios da Educação, Cultura, Comunicação, Ciência e Tecnologia, sendo também parceiros na promoção da diversidade cultural tolerância, diálogo e cooperação.
Alqueva: Municípios espanhóis apostam nas marinas
Os quatro municípios espanhóis abrangidos pelo regolfo da barragem de Alqueva - Olivença, Cheles, Alconchel e Villanueva del Fresno - estão a dotar-se de infra-estruturas náuticas para também tirarem partido das potencialidades do maior lago artificial da Europa.
Cheles já dispõe de um cais de embarque com 24 metros, mas até final do Verão os restantes três concelhos deverão ter equipamentos semelhantes.
O cais de Cheles apresenta a particularidade de poder receber o barco de cruzeiro que já começou a navegar nas águas de Alqueva, devido à sua dimensão, enquanto do lado português só o ancoradouro de Monsaraz e a Amieira Marina - esta de capitais privados - têm capacidade para acolher as grandes embarcações.
A marina de Alqueva tem apenas 12 metros e não reúne essas condições, sendo exigido, pelo menos, o dobro.
A rapidez com que Cheles se está a movimentar já permitiu a este município dar os primeiros passos para pôr em marcha um projecto com a empresa Gescruzeiros, que prevê a criação de carreiras entre aquela localidade e as aldeias ribeirinhas de Monsaraz e Amieira.
A ideia é que o barco transporte portugueses a alguns concelhos daquela região da Extremadura e traga espanhóis até às localidades alentejanas mais próximas da barragem.
Espanha a liderar investimentos portugueses...
Que bonito!
Cheles já dispõe de um cais de embarque com 24 metros, mas até final do Verão os restantes três concelhos deverão ter equipamentos semelhantes.
O cais de Cheles apresenta a particularidade de poder receber o barco de cruzeiro que já começou a navegar nas águas de Alqueva, devido à sua dimensão, enquanto do lado português só o ancoradouro de Monsaraz e a Amieira Marina - esta de capitais privados - têm capacidade para acolher as grandes embarcações.
A marina de Alqueva tem apenas 12 metros e não reúne essas condições, sendo exigido, pelo menos, o dobro.
A rapidez com que Cheles se está a movimentar já permitiu a este município dar os primeiros passos para pôr em marcha um projecto com a empresa Gescruzeiros, que prevê a criação de carreiras entre aquela localidade e as aldeias ribeirinhas de Monsaraz e Amieira.
A ideia é que o barco transporte portugueses a alguns concelhos daquela região da Extremadura e traga espanhóis até às localidades alentejanas mais próximas da barragem.
Espanha a liderar investimentos portugueses...
Que bonito!
Egipto recusa pirâmides de Gizé em selos portugueses
O Conselho Supremo das Antiguidades Egípcias rejeitou hoje um pedido dos Correios de Portugal, que solicitou autorização para representar as pirâmides de Gize num conjunto de selos, por ocasião da votação sobre as sete maravilhas do mundo.
"O Egipto recusa totalmente tentativas de colocar as pirâmides, a única maravilha do mundo que resta das sete antigas maravilhas, em selos ou em concursos", afirmou Zahi Hawass, o poderoso "patrão" do reputado Conselho.
Sob iniciativa do aventureiro e cineasta suíço-canadiano Bernard Weber, está em curso uma votação para escolher, através da Internet, os sete locais que constituirão as «novas» maravilhas do mundo.
Datada do ano de 200 Antes de Cristo, o grego Philon de Bizâncio elaborou uma lista em que enumerou as sete maravilhas do mundo como monumentos que "não podem deixar de ser visitados" pela humanidade.
Os Jardins Suspensos da Babilónia, a Estátua de Zeus no Olimpo, o Colosso de Rodes, o Templo de Artémis de Eféso, o Mausoléu de Halicarnasse e o Farol de Alexandria já desapareceram, restando unicamente as pirâmides egípcias.
Em Abril último, as pirâmides de Gizé foram retiradas do concurso por Weber, que ainda não conseguiu "apaziguar a ira" de Hawass.
Os resultados deverão ser proclamados a 07 de Julho próximo, em Lisboa.
"O Egipto recusa totalmente tentativas de colocar as pirâmides, a única maravilha do mundo que resta das sete antigas maravilhas, em selos ou em concursos", afirmou Zahi Hawass, o poderoso "patrão" do reputado Conselho.
Sob iniciativa do aventureiro e cineasta suíço-canadiano Bernard Weber, está em curso uma votação para escolher, através da Internet, os sete locais que constituirão as «novas» maravilhas do mundo.
Datada do ano de 200 Antes de Cristo, o grego Philon de Bizâncio elaborou uma lista em que enumerou as sete maravilhas do mundo como monumentos que "não podem deixar de ser visitados" pela humanidade.
Os Jardins Suspensos da Babilónia, a Estátua de Zeus no Olimpo, o Colosso de Rodes, o Templo de Artémis de Eféso, o Mausoléu de Halicarnasse e o Farol de Alexandria já desapareceram, restando unicamente as pirâmides egípcias.
Em Abril último, as pirâmides de Gizé foram retiradas do concurso por Weber, que ainda não conseguiu "apaziguar a ira" de Hawass.
Os resultados deverão ser proclamados a 07 de Julho próximo, em Lisboa.
sexta-feira, junho 01, 2007
Ota: João Soares diz que novo aeroporto é "parvoíce"
O antigo presidente da Câmara de Lisboa João Soares acredita que construir o novo aeroporto na Ota é um "disparate total" que vai prejudicar a margem sul, defendendo que a Portela ainda não está esgotada.
"O aeroporto na Ota é um disparate total pois a Portela ainda não está esgotada. Uma decisão nesse sentido vai ser prejudicial para a margem sul que vai pagar cara a asneira em 20 ou 30 anos", disse o actual vereador na oposição na Câmara de Sintra, durante uma conferência sobre a "Inserção do Barreiro no contexto da Área Metropolitana de Lisboa", organizada pelo PS local.
"Nunca estiveram em Portugal mais do que dois ou três aviões em espera para aterrar. O problema está no funcionamento da aerogare. com dificuldades na saída dos passageiros e na recepção das bagagens", considerou.
O autarca garantiu que não percebe como é que o metropolitano ficou a 500 metros do aeroporto.
"Não faz sentido fazer um aeroporto a 50 quilómetros. Eu não quero mais estudos, quero que se decida, mas não gostava de ver a especulação imobiliária a esticar-se 50 quilómetros depois da Ota", salientou.
Desta é que eu não estava à espera...
Mais um "livre-pensador"!?
"O aeroporto na Ota é um disparate total pois a Portela ainda não está esgotada. Uma decisão nesse sentido vai ser prejudicial para a margem sul que vai pagar cara a asneira em 20 ou 30 anos", disse o actual vereador na oposição na Câmara de Sintra, durante uma conferência sobre a "Inserção do Barreiro no contexto da Área Metropolitana de Lisboa", organizada pelo PS local.
"Nunca estiveram em Portugal mais do que dois ou três aviões em espera para aterrar. O problema está no funcionamento da aerogare. com dificuldades na saída dos passageiros e na recepção das bagagens", considerou.
O autarca garantiu que não percebe como é que o metropolitano ficou a 500 metros do aeroporto.
"Não faz sentido fazer um aeroporto a 50 quilómetros. Eu não quero mais estudos, quero que se decida, mas não gostava de ver a especulação imobiliária a esticar-se 50 quilómetros depois da Ota", salientou.
Desta é que eu não estava à espera...
Mais um "livre-pensador"!?
China: Morte por não saber escrever banana
Um casal chinês espancou até à morte a filha de três anos por ela não se lembrar do caracter chinês usado para escrever “banana”, na província de Henan.
Os maus tratos tiveram início no domingo quando o pai começou a bater com o chinelo na menina depois de ela acertar todos os caracteres que tinha aprendido, excepto o que simboliza “banana”, refere o jornal ‘Beijing Daily Messenger’.
No dia seguinte a menina voltou a esquecer-se do caracter e foi a vez de a mãe lhe bater.
O estado de saúde da menina foi piorando, mas o pai optou por ignorar os apelos da mãe para transportar a menina ao hospital, alegando não ter dinheiro.
A polícia prendeu os progenitores.
O pai é membro do corpo político consultivo do Partido Comunista, partido único que governa a China.
O sistema educativo na China começa por obrigar à memorização dos caracteres, como forma de selecção disfarçada. Os alunos são muitas vezes avaliados e admitidos pelo número de palavras que conseguem memorizar.
Os maus tratos tiveram início no domingo quando o pai começou a bater com o chinelo na menina depois de ela acertar todos os caracteres que tinha aprendido, excepto o que simboliza “banana”, refere o jornal ‘Beijing Daily Messenger’.
No dia seguinte a menina voltou a esquecer-se do caracter e foi a vez de a mãe lhe bater.
O estado de saúde da menina foi piorando, mas o pai optou por ignorar os apelos da mãe para transportar a menina ao hospital, alegando não ter dinheiro.
A polícia prendeu os progenitores.
O pai é membro do corpo político consultivo do Partido Comunista, partido único que governa a China.
O sistema educativo na China começa por obrigar à memorização dos caracteres, como forma de selecção disfarçada. Os alunos são muitas vezes avaliados e admitidos pelo número de palavras que conseguem memorizar.
Severiano Teixeira reúne-se com Robert Gates a 8 de Junho
O ministro da Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira, reúne-se a 08 de Junho em Washington com o secretário da Defesa norte-americano, Robert Gates, disse hoje à Agência Lusa uma fonte governamental.
Na agenda do encontro de Severiano Teixeira com Gates, no Pentágono, figuram temas como a situação no Afeganistão, Kosovo e Líbano - três países onde Portugal tem forças em missões militares, a presidência portuguesa da União Europeia (UE) e o sistema de defesa anti-míssil norte-americano, acrescentou a mesma fonte.
O governante português aproveitará ainda a conversa com o secretário da Defesa para apresentar as prioridades da presidência portuguesa da UE, no segundo semestre do ano, para a área da Defesa, entre elas o reforço das parcerias estratégicas, nomeadamente entre os 27 e a NATO.
Nuno Severiano Teixeira tem ainda prevista a visita a uma unidade militar norte-americana. Esta é a primeira visita aos Estados Unidos de Severiano Teixeira, que já se encontrou com Robert Gates durante a reunião informal, em Fevereiro, dos 26 ministros da Defesa da Aliança Atlântica (NATO), mais os sete do Diálogo Mediterrânico e a Rússia, realizada em Fevereiro.
Na agenda do encontro de Severiano Teixeira com Gates, no Pentágono, figuram temas como a situação no Afeganistão, Kosovo e Líbano - três países onde Portugal tem forças em missões militares, a presidência portuguesa da União Europeia (UE) e o sistema de defesa anti-míssil norte-americano, acrescentou a mesma fonte.
O governante português aproveitará ainda a conversa com o secretário da Defesa para apresentar as prioridades da presidência portuguesa da UE, no segundo semestre do ano, para a área da Defesa, entre elas o reforço das parcerias estratégicas, nomeadamente entre os 27 e a NATO.
Nuno Severiano Teixeira tem ainda prevista a visita a uma unidade militar norte-americana. Esta é a primeira visita aos Estados Unidos de Severiano Teixeira, que já se encontrou com Robert Gates durante a reunião informal, em Fevereiro, dos 26 ministros da Defesa da Aliança Atlântica (NATO), mais os sete do Diálogo Mediterrânico e a Rússia, realizada em Fevereiro.
Dia Canadá-Portugal: Deputado luso-canadiano apoia projecto
Paul Ferreira, deputado luso-canadiano na província do Ontário, declarou à Lusa dar todo o apoio ao projecto apresentado em Otava para a declaração oficial do 10 de Junho como "Dia Canadá-Portugal".
Aquela iniciativa legislativa foi entregue na quinta-feira no Parlamento federal pela deputada canadiana Olivia Chow, do Novo Partido Democrático (NPD).
No projecto de diploma - "Bill C-499", a deputada pede ao Parlamento federal canadiano o reconhecimento oficial da data de 10 de Junho como o "Dia Canadá-Portugal", como forma de enaltecer o contributo da comunidade luso-canadiana em Toronto e no Canadá.
"É um acto que simboliza a grande amizade existente entre o Canadá e Portugal que dura há décadas e constitui o reconhecimento do contributo dos portugueses na construção do Canadá. Digo na construção do Canadá porque foi assim mesmo. Os Portugueses construíram este país com as suas mãos", frisou o deputado luso-canadiano do Ontário.
Caso venha a ser declarado o "Dia Canadá-Portugal", "significará que passaria a constar do calendário oficial do Governo canadiano e será para os portugueses um motivo para recordarmos as nossas origens e reflectirmos sobre as nossas raízes", adiantou.
Chow foi eleita para o Parlamento federal em 2006 pelo círculo eleitoral em Toronto de Trinity-Spadina, onde se inclui o "Portugal Village", uma das zonas de forte concentração de portugueses e luso-descendentes. É das dirigentes da Associação parlamentar de amizade Canadá-Portugal na Câmara dos Comuns em Otava (presidida pelo deputado federal luso-canadiano Mário Silva -bancada liberal), e na apresentação da iniciativa na sessão de quinta-feira na Câmara dos Comuns, Chow fez uma alusão ao significado do 10 de Junho como Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades portuguesas no mundo.
Aquela iniciativa legislativa foi entregue na quinta-feira no Parlamento federal pela deputada canadiana Olivia Chow, do Novo Partido Democrático (NPD).
No projecto de diploma - "Bill C-499", a deputada pede ao Parlamento federal canadiano o reconhecimento oficial da data de 10 de Junho como o "Dia Canadá-Portugal", como forma de enaltecer o contributo da comunidade luso-canadiana em Toronto e no Canadá.
"É um acto que simboliza a grande amizade existente entre o Canadá e Portugal que dura há décadas e constitui o reconhecimento do contributo dos portugueses na construção do Canadá. Digo na construção do Canadá porque foi assim mesmo. Os Portugueses construíram este país com as suas mãos", frisou o deputado luso-canadiano do Ontário.
Caso venha a ser declarado o "Dia Canadá-Portugal", "significará que passaria a constar do calendário oficial do Governo canadiano e será para os portugueses um motivo para recordarmos as nossas origens e reflectirmos sobre as nossas raízes", adiantou.
Chow foi eleita para o Parlamento federal em 2006 pelo círculo eleitoral em Toronto de Trinity-Spadina, onde se inclui o "Portugal Village", uma das zonas de forte concentração de portugueses e luso-descendentes. É das dirigentes da Associação parlamentar de amizade Canadá-Portugal na Câmara dos Comuns em Otava (presidida pelo deputado federal luso-canadiano Mário Silva -bancada liberal), e na apresentação da iniciativa na sessão de quinta-feira na Câmara dos Comuns, Chow fez uma alusão ao significado do 10 de Junho como Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades portuguesas no mundo.
quinta-feira, maio 31, 2007
Portugal país tranquilo
Num estudo sobre 121 países, realizado pela Economist Intelligence Unit e divulgado ontem, Portugal surge no nono lugar.
Para medir o índice de tranquilidade, o estudo teve em conta dados como o nível de violência e a despesa militar dos países. Nos primeiros lugares, surgem ainda a Nova Zelândia e a Dinamarca. Enquanto a maioria dos países europeus estão na primeira parte da lista, os EUA surgem no 96.º lugar.
A lista teve o apoio de vários Nobel da Paz, como o ex-presidente EUA Jimmy Carter e de personalidades internacionais como o Dalai Lama, o bispo sul-africano Desmond Tutu e a rainha Noor da Jordânia. O estudo revela que países estáveis, de tamanho reduzido e pertencentes a grupos regionais, como os 27 Estados membros da UE, são os mais tranquilos. Os níveis de rendimento e educação da população também são cruciais para a promoção de uma situação pacífica.
Para medir o índice de tranquilidade, o estudo teve em conta dados como o nível de violência e a despesa militar dos países. Nos primeiros lugares, surgem ainda a Nova Zelândia e a Dinamarca. Enquanto a maioria dos países europeus estão na primeira parte da lista, os EUA surgem no 96.º lugar.
A lista teve o apoio de vários Nobel da Paz, como o ex-presidente EUA Jimmy Carter e de personalidades internacionais como o Dalai Lama, o bispo sul-africano Desmond Tutu e a rainha Noor da Jordânia. O estudo revela que países estáveis, de tamanho reduzido e pertencentes a grupos regionais, como os 27 Estados membros da UE, são os mais tranquilos. Os níveis de rendimento e educação da população também são cruciais para a promoção de uma situação pacífica.
quarta-feira, maio 30, 2007
Instituto Tropical vira-se mais para os PALOP
Entregue a si próprio desde 1974, o actual Instituto de Investigação Científica e Tropical (IICT) está a acabar de arrumar a casa, de forma a poder servir os investigadores nacionais e dos PALOP, numa estratégia concertada.
O economista Braga de Macedo, especialista em comércio e finanças internacionais, que assumiu a sua direcção há três anos, quer que este "saber tropical esteja ao alcance de quem dele precisa".
O IICT conta com o apoio da Fundação da Ciência e Tecnologia para criar um Arquivo Científico Tropical que terá quatro vertentes: "a do arquivo propriamente dito; a do Arquivo Histórico Ultramarino e acesso à documentação do ex-Ministério do Ultramar (que não é tão antiga como a que temos, mas é igualmente importante); a do jardim botânico tropical, com o seu herbário absolutamente precioso; e finalmente a das colecções geográficas".
Um dos projectos mais importantes em curso é Cabo Verde Virtual, onde se capitalizam os conhecimentos sobre aquele País, em três dimensões, com métodos desenvolvidos pela empresa YDreams.
O economista Braga de Macedo, especialista em comércio e finanças internacionais, que assumiu a sua direcção há três anos, quer que este "saber tropical esteja ao alcance de quem dele precisa".
O IICT conta com o apoio da Fundação da Ciência e Tecnologia para criar um Arquivo Científico Tropical que terá quatro vertentes: "a do arquivo propriamente dito; a do Arquivo Histórico Ultramarino e acesso à documentação do ex-Ministério do Ultramar (que não é tão antiga como a que temos, mas é igualmente importante); a do jardim botânico tropical, com o seu herbário absolutamente precioso; e finalmente a das colecções geográficas".
Um dos projectos mais importantes em curso é Cabo Verde Virtual, onde se capitalizam os conhecimentos sobre aquele País, em três dimensões, com métodos desenvolvidos pela empresa YDreams.
segunda-feira, maio 28, 2007
A caminho do sucesso no meio do disparate
Leiam e deliciem-se.
Por João César das Neves
A Fundação Richard Zwentzerg nasceu em 1999 para estudar o atraso e subdesenvolvimento no mundo mas, logo no início da actividade, ficou fascinada com o caso de Portugal.
É famoso o seu relatório de Março de 2000, O País Que não Devia Ser Desenvolvido - O Sucesso Inesperado dos Incríveis Erros Económicos Portugueses.
Aí se dizia: "Portugal fez tudo errado, mas correu tudo bem. Os disparates cometidos na sua História são enormes. Só comparáveis com o sucesso que tiveram. Nenhum outro povo do mundo conseguiu construir... e destruir tantos impérios em tantas épocas e regiões. Hoje é um país rico, mais rico que 85% da população mundial. Mas conseguiu isso violando todas as regras do desenvolvimento."
A instituição publicou uma pequena colecção de estudos documentando a nossa realidade, até que a actual crise económica criou novo desafio. Estaria Portugal afinal sujeito às regras gerais? Iria pagar finalmente o preço dos seus muitos erros? Para responder acaba de surgir um novo estudo sobre o nosso país, após um silêncio de quase quatro anos (o anterior é de 2003 e, como todos, só é acessível no DN).
Os especialistas continuam a defender a sua teoria inicial, encontrando elementos únicos nesta realidade, agora no meio das dificuldades. Ainda é cedo para proclamar o resultado, mas, como diz o título do texto, Portugal está "a caminho do sucesso no meio do disparate".
O primeiro capítulo nota com satisfação como, desde o último estudo, se mantém por cá o nível da nova geração de enormes erros e tolices. Os estádios do Euro 2004, as OPA e a nova lei do tabaco, o descalabro das universidades e o plano tecnológico, três governos e quatro ministros das Finanças em quatro anos, o endividamento do País e a derrapagem dos custos laborais. Com a Ota e o TGV a asneira promete continuar. O País mantém-se fiel à tendência histórica.
Mas em Portugal disparates tão grandes vêm sempre a par de grandes melhorias. A fundação afirma que mais uma vez isso acontece. A economia portuguesa sofre uma mutação notável, com um grau de recuperação e adaptação à globalização raramente igualado. Os sinais são evidentes. A taxa de transformação estrutural da produção é talvez maior que em qualquer década anterior. O influente sector têxtil tradicional desapareceu de súbito com efeitos que se diluíram rapidamente. Os serviços, que eram 66% do produto nacional há dez anos, subiram para mais de 73% do total. Apesar disso, as exportações aumentaram 30% desde 2000 e modificaram largamente a sua orientação, quer sectorial quer geográfica. O País, supostamente em recessão, absorveu 400 mil imigrantes, fortalecendo a evolução. Todos estes e outros factos notáveis mostram como no meio da crise está a nascer o futuro surto de progresso.
Entre os portugueses ninguém reparou. Só se ouvem as queixas de estagnação e desemprego, custos inevitáveis da magna adaptação à "nova economia". Por vezes alguém nota como no meio da crise as praias, o Algarve e os centros comerciais estão cheios e a vida continua calma e relativamente próspera. Mas não se tiram conclusões e recai-se na lamúria. Estudos e especialistas repetem estribilhos que inventaram há séculos: "O modelo está esgotado", "Este país não tem solução". Até o Governo, que é interessado em sublinhar os êxitos, não viu nada e aposta em projectos nefastos, reformas tímidas, sonhos mirabolantes. Enquanto estraga tudo com as despesas descontroladas.
O relatório insiste nas semelhanças entre esta situação e o percurso das excelentes décadas anteriores, onde o País mudou radicalmente no meio de erros, zangas e lamentos. Ignorando as incríveis novidades nas suas empresas e mercados, os portugueses ocupam-se das questões tolas de sempre. Ou até mais tolas, arrisca a análise, pois a licenciatura do primeiro-ministro, aborto, ataque à família e confusão nas autarquias atingem níveis antes desconhecidos.Portugal faz tudo mal, como sempre. Mas depois, sem saber como, safa-se. Como diz a frase tão tradicional: "Não há-de ser nada".
Por João César das Neves
A Fundação Richard Zwentzerg nasceu em 1999 para estudar o atraso e subdesenvolvimento no mundo mas, logo no início da actividade, ficou fascinada com o caso de Portugal.
É famoso o seu relatório de Março de 2000, O País Que não Devia Ser Desenvolvido - O Sucesso Inesperado dos Incríveis Erros Económicos Portugueses.
Aí se dizia: "Portugal fez tudo errado, mas correu tudo bem. Os disparates cometidos na sua História são enormes. Só comparáveis com o sucesso que tiveram. Nenhum outro povo do mundo conseguiu construir... e destruir tantos impérios em tantas épocas e regiões. Hoje é um país rico, mais rico que 85% da população mundial. Mas conseguiu isso violando todas as regras do desenvolvimento."
A instituição publicou uma pequena colecção de estudos documentando a nossa realidade, até que a actual crise económica criou novo desafio. Estaria Portugal afinal sujeito às regras gerais? Iria pagar finalmente o preço dos seus muitos erros? Para responder acaba de surgir um novo estudo sobre o nosso país, após um silêncio de quase quatro anos (o anterior é de 2003 e, como todos, só é acessível no DN).
Os especialistas continuam a defender a sua teoria inicial, encontrando elementos únicos nesta realidade, agora no meio das dificuldades. Ainda é cedo para proclamar o resultado, mas, como diz o título do texto, Portugal está "a caminho do sucesso no meio do disparate".
O primeiro capítulo nota com satisfação como, desde o último estudo, se mantém por cá o nível da nova geração de enormes erros e tolices. Os estádios do Euro 2004, as OPA e a nova lei do tabaco, o descalabro das universidades e o plano tecnológico, três governos e quatro ministros das Finanças em quatro anos, o endividamento do País e a derrapagem dos custos laborais. Com a Ota e o TGV a asneira promete continuar. O País mantém-se fiel à tendência histórica.
Mas em Portugal disparates tão grandes vêm sempre a par de grandes melhorias. A fundação afirma que mais uma vez isso acontece. A economia portuguesa sofre uma mutação notável, com um grau de recuperação e adaptação à globalização raramente igualado. Os sinais são evidentes. A taxa de transformação estrutural da produção é talvez maior que em qualquer década anterior. O influente sector têxtil tradicional desapareceu de súbito com efeitos que se diluíram rapidamente. Os serviços, que eram 66% do produto nacional há dez anos, subiram para mais de 73% do total. Apesar disso, as exportações aumentaram 30% desde 2000 e modificaram largamente a sua orientação, quer sectorial quer geográfica. O País, supostamente em recessão, absorveu 400 mil imigrantes, fortalecendo a evolução. Todos estes e outros factos notáveis mostram como no meio da crise está a nascer o futuro surto de progresso.
Entre os portugueses ninguém reparou. Só se ouvem as queixas de estagnação e desemprego, custos inevitáveis da magna adaptação à "nova economia". Por vezes alguém nota como no meio da crise as praias, o Algarve e os centros comerciais estão cheios e a vida continua calma e relativamente próspera. Mas não se tiram conclusões e recai-se na lamúria. Estudos e especialistas repetem estribilhos que inventaram há séculos: "O modelo está esgotado", "Este país não tem solução". Até o Governo, que é interessado em sublinhar os êxitos, não viu nada e aposta em projectos nefastos, reformas tímidas, sonhos mirabolantes. Enquanto estraga tudo com as despesas descontroladas.
O relatório insiste nas semelhanças entre esta situação e o percurso das excelentes décadas anteriores, onde o País mudou radicalmente no meio de erros, zangas e lamentos. Ignorando as incríveis novidades nas suas empresas e mercados, os portugueses ocupam-se das questões tolas de sempre. Ou até mais tolas, arrisca a análise, pois a licenciatura do primeiro-ministro, aborto, ataque à família e confusão nas autarquias atingem níveis antes desconhecidos.Portugal faz tudo mal, como sempre. Mas depois, sem saber como, safa-se. Como diz a frase tão tradicional: "Não há-de ser nada".
Escolas encerradas
O Ministério da Educação esclareceu ontem que o único número oficial sobre o encerramento de escolas aponta para 900 e não 1.300!
O Jornal de Notícias divulgou ontem um relatório do Gabinete de Informação e Avaliação do Sistema Educativo (GIASE) do Ministério da Educação que aponta para o encerramento, no próximo ano lectivo, de mais de 1.300 escolas do 1.º ciclo do ensino básico.
O gabinete de imprensa do Ministério da Educação refere que os números oficiais não são estes, mas os anunciados em Dezembro pelo secretário de Estado Valter Lemos e em Março pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues.
"Os números que existem no Ministério da Educação são as cerca de 1.500 escolas encerradas no ano passado e a ideia de fechar outras 900 no próximo ano lectivo", disse o assessor de imprensa.
Obrigado por fecharem mais um bocadinho do País.
O Jornal de Notícias divulgou ontem um relatório do Gabinete de Informação e Avaliação do Sistema Educativo (GIASE) do Ministério da Educação que aponta para o encerramento, no próximo ano lectivo, de mais de 1.300 escolas do 1.º ciclo do ensino básico.
O gabinete de imprensa do Ministério da Educação refere que os números oficiais não são estes, mas os anunciados em Dezembro pelo secretário de Estado Valter Lemos e em Março pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues.
"Os números que existem no Ministério da Educação são as cerca de 1.500 escolas encerradas no ano passado e a ideia de fechar outras 900 no próximo ano lectivo", disse o assessor de imprensa.
Obrigado por fecharem mais um bocadinho do País.
Portuguesa Euronavy
A empresa portuguesa Euronavy abriu ontem uma fábrica na China onde produzirá tintas para vender à marinha de guerra chinesa, disse um representante da empresa na Ásia.
"A Euronavy está a apostar na China por se tratar de um grande mercado que ainda não conhece o nosso produto", disse Zhang Yongeiao, administrador-geral da Euronavy China, falando à Lusa em Pequim.
"Para além da marinha de guerra chinesa temos já assegurados clietes muito bons como a Sinopec (maior petrolífera asiática em capacidade de refinação) e a central nuclear de Qingshan, na província de Zhejiang", acrescentou Zhang.
A Euronavy é a única empresa no mundo a produzir tintas ecológicas para protecção do aço contra a corrosão, sendo inclusive a única fornecedora não americana aprovada pela armada dos EUA.
As estimativas de facturação até ao final do ano da unidade chinesa da Euronavy rondam os 50 milhões de renminbis (4,86 milhões de euros), um valor que, estimou Zhang, deverá ser dez vezes maior em 2010.
Zhang afirmou que a Euronavy quer concentrar-se apenas no mercado chinês nos dois primeiros anos de funcionamento da fábrica, apostando depois em mercados como Hong Kong, Japão e Coreia do Sul.
A Euronavy, criada em 1982 por Mário Paiva, conta fechar 2007 com 14,5 milhões de euros de facturação e mais de 2,5 milhões de litros produzidos, segundo dados da empresa, com base na unidade industrial de Setúbal.
"A Euronavy está a apostar na China por se tratar de um grande mercado que ainda não conhece o nosso produto", disse Zhang Yongeiao, administrador-geral da Euronavy China, falando à Lusa em Pequim.
"Para além da marinha de guerra chinesa temos já assegurados clietes muito bons como a Sinopec (maior petrolífera asiática em capacidade de refinação) e a central nuclear de Qingshan, na província de Zhejiang", acrescentou Zhang.
A Euronavy é a única empresa no mundo a produzir tintas ecológicas para protecção do aço contra a corrosão, sendo inclusive a única fornecedora não americana aprovada pela armada dos EUA.
As estimativas de facturação até ao final do ano da unidade chinesa da Euronavy rondam os 50 milhões de renminbis (4,86 milhões de euros), um valor que, estimou Zhang, deverá ser dez vezes maior em 2010.
Zhang afirmou que a Euronavy quer concentrar-se apenas no mercado chinês nos dois primeiros anos de funcionamento da fábrica, apostando depois em mercados como Hong Kong, Japão e Coreia do Sul.
A Euronavy, criada em 1982 por Mário Paiva, conta fechar 2007 com 14,5 milhões de euros de facturação e mais de 2,5 milhões de litros produzidos, segundo dados da empresa, com base na unidade industrial de Setúbal.
sábado, maio 26, 2007
Esbirros Verbais
"A gafe de Sócrates, que deu as boas-vindas aos imigrantes que chegam a "um país cada vez mais pobre" (Esta tinha-me passado despercebida LOL), foi rapidamente ultrapassada pela falha de Manuel Pinho, que prometeu empregos em postos de trabalho já ocupados. E esta passou à história quando Mário Lino descobriu um deserto na margem sul do Tejo. Melhor, só mesmo Almeida Santos a antever uma acção terrorista em que uma ponte é dinamitada para impedir os turistas de chegar a Lisboa.Uma semana de Governo Santana Lopes com metade dos espirros verbais desta semana socialista valia uma dúzia de pregos na cruz do "menino guerreiro"."
IN DN
IN DN
Tropas ibéricas actuam juntas
"O território em causa está a viver uma guerra de guerrilha, "levando a cabo práticas de extermínio étnico e criando assim um clima de terror na região" "
(sublinhado meu)
"Desta feita, foram apenas 12 os elementos do país vizinho a participarem num exercício com um total de 930 militares (Dragão 07 - Livex), mas já no próximo mês, será a vez desta "visita" dos militares da Brigada Ligeira Aerotransportada, de Pontevedra, ser retribuída por uma companhia de 80 militares da BrigInt, que vão participar num exercício conjunto, em Zamora, que envolverá um total de 550 elementos."
Será... Será Porventura, que já se prepara alguma coisa... Hem...
(sublinhado meu)
"Desta feita, foram apenas 12 os elementos do país vizinho a participarem num exercício com um total de 930 militares (Dragão 07 - Livex), mas já no próximo mês, será a vez desta "visita" dos militares da Brigada Ligeira Aerotransportada, de Pontevedra, ser retribuída por uma companhia de 80 militares da BrigInt, que vão participar num exercício conjunto, em Zamora, que envolverá um total de 550 elementos."
Será... Será Porventura, que já se prepara alguma coisa... Hem...
A Frase
Aqui um "Colar" de um Post do Queijo Limiano que adorei
"A Grande Loja está em condições de adiantar o teor exacto, e preciso, das afirmações que o Professor Charrua proferiu, à hora de almoço, a um colega, e que foram qualificadas como injuriosas, ofensivas e insultuosas ao bom nome de José Sócrates, primeiro-ministro de todos os socialistas, pela Directora Regional da Educação do Norte, e motivo da suspensão preventiva, de Charrua.
- O Sócrates que vá é para a Margem Sul, carago!
O que traduzido na mente da ortodoxa socialista, a Torquemada de Saias, significou que Charrua desejava é o envio do 'Engenheiro' (faxeado) para as urtigas do Deserto, da Margem Sul, Deserto esse onde como Mário Lino sabe só há camelos..."
"A Grande Loja está em condições de adiantar o teor exacto, e preciso, das afirmações que o Professor Charrua proferiu, à hora de almoço, a um colega, e que foram qualificadas como injuriosas, ofensivas e insultuosas ao bom nome de José Sócrates, primeiro-ministro de todos os socialistas, pela Directora Regional da Educação do Norte, e motivo da suspensão preventiva, de Charrua.
- O Sócrates que vá é para a Margem Sul, carago!
O que traduzido na mente da ortodoxa socialista, a Torquemada de Saias, significou que Charrua desejava é o envio do 'Engenheiro' (faxeado) para as urtigas do Deserto, da Margem Sul, Deserto esse onde como Mário Lino sabe só há camelos..."
sexta-feira, maio 25, 2007
China e Índia juntas na corrida aos recursos energéticos dos PALOP
A Índia continua interessada nos recursos energéticos de Angola, e, depois de a China ter levado a melhor na primeira abordagem, quer colaborar com as empresas chinesas neste e noutros países africanos, defendeu hoje Sidhartha Vardarajan.
O especialista em assuntos internacionais falava à Lusa à margem da conferência "As Políticas Externas da China e da Índia", no âmbito da edição deste ano dos Encontros da Arrábida, da Fundação Oriente, da qual foi um dos oradores convidados.
Para o editor e colunista do International Herald Tribune, está a ser respeitado um acordo tácito de colaboração entre as duas potências asiáticas na procura de recursos energéticos em África, que veio diminuir o potencial de conflito, em relação ao registado no passado, como no caso de Angola.
"Houve um período em que a China e a Índia estavam a concorrer, e Angola foi uma das áreas onde os chineses levaram a melhor, por ofereceram condições mais atraentes para o lado angolano, que as empresas indianas não puderam igualar", disse à Lusa Vardarajan.
Actualmente a Índia promove o "apoio ao desenvolvimento" de projectos industriais conjuntos, como o fabrico de automóveis indianos Tata no Senegal. Neste país vizinho da Guiné-Bissau, adiantou, "a Renault tentou durante anos vender aos senegaleses autocarros a seis ou sete vezes o preço e nunca ofereceu transferência de tecnologia", ao passo que a Tata "criou uma empresa conjunta" [o que deu, de certeza, bons resultados].
O especialista em assuntos internacionais falava à Lusa à margem da conferência "As Políticas Externas da China e da Índia", no âmbito da edição deste ano dos Encontros da Arrábida, da Fundação Oriente, da qual foi um dos oradores convidados.
Para o editor e colunista do International Herald Tribune, está a ser respeitado um acordo tácito de colaboração entre as duas potências asiáticas na procura de recursos energéticos em África, que veio diminuir o potencial de conflito, em relação ao registado no passado, como no caso de Angola.
"Houve um período em que a China e a Índia estavam a concorrer, e Angola foi uma das áreas onde os chineses levaram a melhor, por ofereceram condições mais atraentes para o lado angolano, que as empresas indianas não puderam igualar", disse à Lusa Vardarajan.
Actualmente a Índia promove o "apoio ao desenvolvimento" de projectos industriais conjuntos, como o fabrico de automóveis indianos Tata no Senegal. Neste país vizinho da Guiné-Bissau, adiantou, "a Renault tentou durante anos vender aos senegaleses autocarros a seis ou sete vezes o preço e nunca ofereceu transferência de tecnologia", ao passo que a Tata "criou uma empresa conjunta" [o que deu, de certeza, bons resultados].
As Bombas e os Barcos
O País entrou este ano mais cedo na seally-season.
Almeida Santos e Gonçalo da Câmara Pereira deram o mote para aquilo que se adivinha como mais uma época de imbecilidade à solta.
O Presidente do PS fala em "bombas" e em terrorismo para defender o aeroporto da Ota e C. Pereira quer dar "barcos à vela" às escolas de Lisboa, para reconciliar a capital com o Tejo.
Ora, por esta ordem de ideias vamos ter um marinheiro na presidência da Câmara de Lisboa e confirma-se que o PS tem mesmo alguém ligado aos "bas-fond" do mundo das informações privilegiadas...
Se o ridículo matasse estes senhores já não estavam entre nós...
Almeida Santos e Gonçalo da Câmara Pereira deram o mote para aquilo que se adivinha como mais uma época de imbecilidade à solta.
O Presidente do PS fala em "bombas" e em terrorismo para defender o aeroporto da Ota e C. Pereira quer dar "barcos à vela" às escolas de Lisboa, para reconciliar a capital com o Tejo.
Ora, por esta ordem de ideias vamos ter um marinheiro na presidência da Câmara de Lisboa e confirma-se que o PS tem mesmo alguém ligado aos "bas-fond" do mundo das informações privilegiadas...
Se o ridículo matasse estes senhores já não estavam entre nós...
quinta-feira, maio 24, 2007
As esperanças de um novo partido político em Porto Rico
Uma das poucas coisas que sempre uniu os três tradicionais partidos políticos de Porto Rico é a limitação às ambições de qualquer novo partido que tencione juntar-se a eles.
Procurando acabar com aquilo que muitos veêm como um "quintalinho", o Partido "Portoriquenhos por Porto Rico" ou em inglês PRPR, foi oficialmente registado este mês pela Comissão Estadual de Eleições.
Pode agora concorrer às eleições de 2008 na commonwealth norte-americana e propôr-se a cerca de 3.6 milhões de dólares em financiamento eleitoral.
Voltado para o ambiente e com uma postura "verde", promete um novo estilo na política da ilha.
É o único partido não alinhado com o status político local, sendo que a política local da ilha sempre foi dominada pelo pró-commonwealth Popular Democratic Party, pelo New Progressive Party e pelo pró-independência Puerto Rican Independence Party.
"Trata-se de um fenómeno sem precedentes - a primeira vez que um partido político nasce, não das divisões de outro partido, mas das ruas" afirmou o analista político Juan Manuel Garcia Passalacqua.
Procurando acabar com aquilo que muitos veêm como um "quintalinho", o Partido "Portoriquenhos por Porto Rico" ou em inglês PRPR, foi oficialmente registado este mês pela Comissão Estadual de Eleições.
Pode agora concorrer às eleições de 2008 na commonwealth norte-americana e propôr-se a cerca de 3.6 milhões de dólares em financiamento eleitoral.
Voltado para o ambiente e com uma postura "verde", promete um novo estilo na política da ilha.
É o único partido não alinhado com o status político local, sendo que a política local da ilha sempre foi dominada pelo pró-commonwealth Popular Democratic Party, pelo New Progressive Party e pelo pró-independência Puerto Rican Independence Party.
"Trata-se de um fenómeno sem precedentes - a primeira vez que um partido político nasce, não das divisões de outro partido, mas das ruas" afirmou o analista político Juan Manuel Garcia Passalacqua.
Almeida Santos afasta aeroporto na margem Sul por problemas de segurança
"Um aeroporto na margem Sul tem um defeito: precisa de pontes. Suponham que uma ponte é dinamitada! Quem quiser criar um grande problema em Portugal, em termos de aviação comercial, desliga o Norte do Sul do País", declarou Almeida Santos no final da reunião da Comissão Nacional do PS.
Este senhor se se calasse fazia melhor figura...
Assim nem se construíam pontes para que não houvesse o risco de alguém as dinamitar!
Este senhor se se calasse fazia melhor figura...
Assim nem se construíam pontes para que não houvesse o risco de alguém as dinamitar!
O Deserto Segundo Mário Lino
Ouvi a argumentação do Sr. Ministro contra uma localização a sul do Tejo. Na realidade não as achei tão ofensivas assim.
Ridículas e embuidas em falácia sim. POis a argumentação utilizada pode ser exactamente ao contrário.
Ou seja... O aeroporto a sul do Tejo poderia trazer mais gente, mais infraestruturas, mais desenvolvimento.
Claro que é indiscutível que este governo quer fechar metade do país, provavelmente porque não dá votos. Para o PS o País vai de Braga a Lisboa sempre encostado à costa, depois existe o Saara e mais uma ilha plantada a sul junto à costa.
Os argumentos ecológicos, esses sim podem ferir de morte um localização a sul, até um argumento que não foi usado, a proximidade do futuro aeroporto de Beja.
Mas claro que como não houve estudos sem ser na Ota e Rio Frio nunca saberemos...
Ridículas e embuidas em falácia sim. POis a argumentação utilizada pode ser exactamente ao contrário.
Ou seja... O aeroporto a sul do Tejo poderia trazer mais gente, mais infraestruturas, mais desenvolvimento.
Claro que é indiscutível que este governo quer fechar metade do país, provavelmente porque não dá votos. Para o PS o País vai de Braga a Lisboa sempre encostado à costa, depois existe o Saara e mais uma ilha plantada a sul junto à costa.
Os argumentos ecológicos, esses sim podem ferir de morte um localização a sul, até um argumento que não foi usado, a proximidade do futuro aeroporto de Beja.
Mas claro que como não houve estudos sem ser na Ota e Rio Frio nunca saberemos...
terça-feira, maio 22, 2007
Actor de Spiderman é de origem portuguesa
James Franco, actor de Spiderman, onde desempenha o papel de Harry Osbourne é de origem portuguesa.Nascido em Palo Alto, no estado da Califórnia (EUA) é filho de Betsy e Doug Franco. As origens paternas são portuguesas e suecas, dado que o seu avô paterno era natural do Arquipélago dos Açores.
Ganhou um Globo de Ouro e em 2004 foi eleito pela revista People Magazine's como um dos 50 Solteiros Mais Sexys.
Centenário de Hergé: Portugal foi o primeiro país do mundo a publicar o Tintim a cores
No final de Abril de 1936 Hergé recebeu em Bruxelas um envelope de Portugal. Ao abri-lo, encontrou alguns exemplares da revista O Papagaio e teve uma grande surpresa: viu pela primeira vez uma história de Tintim impressa a cores ("Tintim na América").
"Fiquei encantado por ver os meus desenhos aparecerem a cores", diz Hergé numa carta que enviou a 12 de Maio desse ano ao padre Abel Varzim, que o contactara em Maio de 1935, em nome da publicação, para negociar a divulgação das histórias de Tintim.
O herói chama-se Tim-tim, é apresentado como repórter português de O Papagaio - na versão original é um repórter belga do Le Petit Vingtième - e tem como companheira uma cadela chamada Rom-Rom, de cor acastanhada (e não o cão Milú branco).
Além de efectuar a primeira publicação em quadricromia do mundo, O Papagaio foi também a primeira revista de um país não francófono a divulgar Tintim.
Adolfo Simões Müller (1909-1989), que foi um dos directores da revista, é a peça-chave para explicar a curiosa relação que Hergé teve com Portugal.
Uma parte significativa da correspondência que os dois homens mantiveram ao longo de 30 anos foi recentemente tornada pública pelo holandês Jan Aarnout Boer (De Avonturen van Kuifje in Portugal), membro da associação Hergé Genootschap (Os Amigos de Hergé) que teve acesso aos arquivos da Fundação Hergé, na Bélgica.
"Fiquei encantado por ver os meus desenhos aparecerem a cores", diz Hergé numa carta que enviou a 12 de Maio desse ano ao padre Abel Varzim, que o contactara em Maio de 1935, em nome da publicação, para negociar a divulgação das histórias de Tintim.
O herói chama-se Tim-tim, é apresentado como repórter português de O Papagaio - na versão original é um repórter belga do Le Petit Vingtième - e tem como companheira uma cadela chamada Rom-Rom, de cor acastanhada (e não o cão Milú branco).
Além de efectuar a primeira publicação em quadricromia do mundo, O Papagaio foi também a primeira revista de um país não francófono a divulgar Tintim.
Adolfo Simões Müller (1909-1989), que foi um dos directores da revista, é a peça-chave para explicar a curiosa relação que Hergé teve com Portugal.
Uma parte significativa da correspondência que os dois homens mantiveram ao longo de 30 anos foi recentemente tornada pública pelo holandês Jan Aarnout Boer (De Avonturen van Kuifje in Portugal), membro da associação Hergé Genootschap (Os Amigos de Hergé) que teve acesso aos arquivos da Fundação Hergé, na Bélgica.
Vergonhas - Ainda a DRE
Agora parece que ME apoia a decisão da directora da DREN. (porque será que não me surpreende) Chega mesmo a comparar a uma anedota de um ministro do PSD:
O problema é que as situações são incomparáveis. A do ministro insultava directamente pessoas que sofriam com a morte e foi feita em público. A do professor foi em privado e mesmo que não fosse, Sócrates não é um anjinho coitadito que não aguenta uma piada.
Como se atreve o ME a comparar os dois casos.
É a mais pura da idiotices
O problema é que as situações são incomparáveis. A do ministro insultava directamente pessoas que sofriam com a morte e foi feita em público. A do professor foi em privado e mesmo que não fosse, Sócrates não é um anjinho coitadito que não aguenta uma piada.
Como se atreve o ME a comparar os dois casos.
É a mais pura da idiotices
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Vergonhas de Portugal
Responsável da FLEC vai atacar em tribunal
Antoine Nzita nega supostas intenções de "eliminar fisicamente" Nzita Tiago.
A situação em Cabinda não tem registado evoluções e o estado de tensão permanece inalterável. Enquanto a resistência prossegue as suas acções no enclave os representantes da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda, FLEC, na Europa dão sinais de fortes divisões. Recentemente Antoine Nzita, secretário executivo do Fórum Cabindês para o Dialogo e responsável da FLEC em França, foi acusado de supostamente pertencer a "uma célula europeia" dissente, agenciada para "eliminar fisicamente" o presidente do movimento, e seu pai, Nzita Tiago.
"Absurdo, e completamente difamatório" reagiu Antoine Nzita, "esse tipo de alegações só podem provir de gente antidemocrática, manipulada, que só pensa no poder em detrimento dos objectivos da FLEC e das aspirações manifestas do povo de Cabinda. Certamente que irei agir através dos tribunais competentes em Portugal contra o órgão que publica essas afirmações baseado em falsas fontes".
Questionado sobre a invisibilidade das acções do Fórum Cabindes para o Dialogo, FCD, Antoine Nzita afirma que o trabalho diplomático que têm efectuado é "delicado e necessita do máximo de discrição e modéstia". Antoine Nzita afirmou também que no quadro das acções do FCD, "infelizmente ainda não houve contactos directos com o Governo de Angola", mas reconhece que mantém "contactos construtivos com responsáveis dos partidos políticos da oposição em Angola" e sublinha que não tem "complexos de discutir o futuro de Cabinda com os partidos políticos angolanos".
Os Cabindas continuam nas mãos de chefes corruptos com a mania das grandezas...
A situação em Cabinda não tem registado evoluções e o estado de tensão permanece inalterável. Enquanto a resistência prossegue as suas acções no enclave os representantes da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda, FLEC, na Europa dão sinais de fortes divisões. Recentemente Antoine Nzita, secretário executivo do Fórum Cabindês para o Dialogo e responsável da FLEC em França, foi acusado de supostamente pertencer a "uma célula europeia" dissente, agenciada para "eliminar fisicamente" o presidente do movimento, e seu pai, Nzita Tiago.
"Absurdo, e completamente difamatório" reagiu Antoine Nzita, "esse tipo de alegações só podem provir de gente antidemocrática, manipulada, que só pensa no poder em detrimento dos objectivos da FLEC e das aspirações manifestas do povo de Cabinda. Certamente que irei agir através dos tribunais competentes em Portugal contra o órgão que publica essas afirmações baseado em falsas fontes".
Questionado sobre a invisibilidade das acções do Fórum Cabindes para o Dialogo, FCD, Antoine Nzita afirma que o trabalho diplomático que têm efectuado é "delicado e necessita do máximo de discrição e modéstia". Antoine Nzita afirmou também que no quadro das acções do FCD, "infelizmente ainda não houve contactos directos com o Governo de Angola", mas reconhece que mantém "contactos construtivos com responsáveis dos partidos políticos da oposição em Angola" e sublinha que não tem "complexos de discutir o futuro de Cabinda com os partidos políticos angolanos".
Os Cabindas continuam nas mãos de chefes corruptos com a mania das grandezas...
Para aqueles que acham que a situação actual em Cabinda é a melhor, os meus parabéns pela "descolonização perfeita".
Universidade do Porto entre as 10 melhores ibero-americanas
A Universidade do Porto ocupa a décima posição num ranking sobre produção científica em cerca de 750 universidades ibero-americanas.
Para o vice-reitor da universidade, este resultado deve-se sobretudo à dimensão da instituição.
Este Ranking Ibero-americano avalia a produção científica de cerca de 750 universidades e institutos de investigação de dez países ibero-americanos.
Divulgado esta terça-feira, coloca nos primeiros lugares a CSIC Madrid, a Universidade de S. Paulo e a Universidade Nacional Autónoma do México.
Na lista, a Universidade Técnica de Lisboa surge na 19ª posição, a Universidade de Lisboa é a 26ª e a Universidade de Aveiro ocupa o 31º lugar.
Na produção científica por áreas, a Universidade do Porto destacou-se em Tecnologia Química, Engenharia Mecânica, Naval e Aeronáutica e Ciências da Computação e Tecnologia Informática.
Por ano, a produção científica na Universidade do Porto aumenta 13 por cento, enquanto em Aveiro e no Minho os números chegam aos 20 e 25 por cento.
Para o vice-reitor da universidade, este resultado deve-se sobretudo à dimensão da instituição.
Este Ranking Ibero-americano avalia a produção científica de cerca de 750 universidades e institutos de investigação de dez países ibero-americanos.
Divulgado esta terça-feira, coloca nos primeiros lugares a CSIC Madrid, a Universidade de S. Paulo e a Universidade Nacional Autónoma do México.
Na lista, a Universidade Técnica de Lisboa surge na 19ª posição, a Universidade de Lisboa é a 26ª e a Universidade de Aveiro ocupa o 31º lugar.
Na produção científica por áreas, a Universidade do Porto destacou-se em Tecnologia Química, Engenharia Mecânica, Naval e Aeronáutica e Ciências da Computação e Tecnologia Informática.
Por ano, a produção científica na Universidade do Porto aumenta 13 por cento, enquanto em Aveiro e no Minho os números chegam aos 20 e 25 por cento.
segunda-feira, maio 21, 2007
"Não há controvérsia sobre língua portuguesa" - PR Ramos-Horta
O Presidente da República timorense, José Ramos-Horta, afirmou hoje que "não há mais debate sobre a língua oficial" e que o programa de língua portuguesa começou a produzir resultados.
"Há uma mudança. Há cinco anos havia mais controvérsia em relação à política da língua. Hoje não", declarou o novo chefe de Estado no seu primeiro dia de trabalho no Palácio das Cinzas.
"Continua a haver um ou outro elemento que questiona" o Português como segunda língua oficial, além do tétum, "mas no sentido de não se dar mais prioridade a outras línguas, como é o caso do inglês. Mas não há mais debate sobre a língua oficial", reiterou o Presidente da República.
"O que também me preocupo é que temos que dar atenção ao ensino da língua inglesa e bahasa indonésia como línguas de comunicação e acesso à ciência e tecnologia", notou José Ramos-Horta.
O Presidente afirmou estar "satisfeito" com os resultados do Programa de Apoio à Reintrodução da Língua Portuguesa, um dos sectores em que Portugal investiu nos primeiros cinco anos da independência timorense.
E eu que acho que a conversa ainda agora começou...
Basta ler o que aqui venho escrevendo.
"Há uma mudança. Há cinco anos havia mais controvérsia em relação à política da língua. Hoje não", declarou o novo chefe de Estado no seu primeiro dia de trabalho no Palácio das Cinzas.
"Continua a haver um ou outro elemento que questiona" o Português como segunda língua oficial, além do tétum, "mas no sentido de não se dar mais prioridade a outras línguas, como é o caso do inglês. Mas não há mais debate sobre a língua oficial", reiterou o Presidente da República.
"O que também me preocupo é que temos que dar atenção ao ensino da língua inglesa e bahasa indonésia como línguas de comunicação e acesso à ciência e tecnologia", notou José Ramos-Horta.
O Presidente afirmou estar "satisfeito" com os resultados do Programa de Apoio à Reintrodução da Língua Portuguesa, um dos sectores em que Portugal investiu nos primeiros cinco anos da independência timorense.
E eu que acho que a conversa ainda agora começou...
Basta ler o que aqui venho escrevendo.
Portugueses são 2º maior grupo da UE na Segurança Social espanhola
A Segurança Social espanhola tinha 75.300 portugueses registados no final de Abril, colocando-se como a segunda maior comunidade originária da União Europeia (UE) na lista de estrangeiros inscritos na Previdência do país vizinho.
Os números divulgados esta segunda-feira indicam que os romenos constituem o primeiro grupo de estrangeiros originários da União Europeia, com um total próximo dos 186 mil indivíduos. Depois destes surgem os portugueses e, em terceiro lugar, os italianos, com mais de 63.300 inscritos na Segurança Social.
De acordo com os dados do ministério espanhol do Trabalho e Assuntos Sociais, o número de filiados na Previdência espanhola aumentou em quase 20.500 (ou cerca de 1%, em Abril) o que situa o total de estrangeiros inscritos nos 1.947.809. Dos novos inscritos, menos de metade eram originários da União Europeia.
Das procedências extra-UE, 25% dos beneficiários estrangeiros são de nacionalidade equatoriana e marroquina. Estas nacionalidades somam, em conjunto, mais de 545.140 indivíduos inscritos, seguindo-se a Colômbia, Peru e China. Este último país já conta com 59.827 indivíduos filiados na Previdência espanhola.
Os números divulgados esta segunda-feira indicam que os romenos constituem o primeiro grupo de estrangeiros originários da União Europeia, com um total próximo dos 186 mil indivíduos. Depois destes surgem os portugueses e, em terceiro lugar, os italianos, com mais de 63.300 inscritos na Segurança Social.
De acordo com os dados do ministério espanhol do Trabalho e Assuntos Sociais, o número de filiados na Previdência espanhola aumentou em quase 20.500 (ou cerca de 1%, em Abril) o que situa o total de estrangeiros inscritos nos 1.947.809. Dos novos inscritos, menos de metade eram originários da União Europeia.
Das procedências extra-UE, 25% dos beneficiários estrangeiros são de nacionalidade equatoriana e marroquina. Estas nacionalidades somam, em conjunto, mais de 545.140 indivíduos inscritos, seguindo-se a Colômbia, Peru e China. Este último país já conta com 59.827 indivíduos filiados na Previdência espanhola.
domingo, maio 20, 2007
Vergonha Nacional II - Directora da DREN suspende professor por comentar licenciatura de PM
Vejam esta pequena pérola do socratismo:
Um professor de Inglês, que trabalhava há quase 20 anos na Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), foi suspenso de funções por ter feito um comentário – que a directora regional, Margarida Moreira, apelida de insulto – à licenciatura do primeiro-ministro, José Sócrates.
Eu bem tenho avisado que este tipo de atitude se tem tornado corriqueira neste governo PS. É só correr este blogue.
Alguém se importa de explicar à senhora que o 25 de Abril e o 25 de Novembro foram há mais de 30 anos.
Agora resta saber se esta senhora de seu nome Margarida Moreira vai ser demitida (como devia dado que é um cargo de nomeação) ou se vai ser mandatária da recandidatura de Sócrates. Desconfio que é a segunda.
Tenham medo... muito medo do que aí vem
Etiquetas:
Vergonhas de Portugal
Vergonhas de Portugal I - Ministra Recusa Abertura de Túmulo de D. Afonso Henriques
A Ministra recusou a abertura do túmulo de D.Afonso Henriques para estudo científico e ainda por cima afirma ser uma decisão Irrevogável.
Esta Ministra tem estado no meio de imensas polémicas mas esta atitude é simplesmente ridícula.
Mas em que País vive ela. Possivelmente deve ser os ares do véu que usou num país islâmico recentemente.
Atitude que só revela incultura daquela que é ministra da cultura. Enfim... na mediocridade vivemos.
Mentes Pequeninas fazem o País pequeno.
Esta Ministra tem estado no meio de imensas polémicas mas esta atitude é simplesmente ridícula.
Mas em que País vive ela. Possivelmente deve ser os ares do véu que usou num país islâmico recentemente.
Atitude que só revela incultura daquela que é ministra da cultura. Enfim... na mediocridade vivemos.
Mentes Pequeninas fazem o País pequeno.
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Vergonhas de Portugal
sexta-feira, maio 18, 2007
Exportar os Senhores da Liga
Há muito que sei que muitos portugueses que vagueiam aqui pelo cantinho mereciam ser exportados.
Agora os mais recentes candidatos a serem "exportados", para não dizer outra palavra mais feia são os senhores da liga de clubes.
Que raio de ideia chamar à novel competição organizada pela liga de "Carlsberg Cup".
Gostava de saber onde vivo! Por acaso eu estava distraído e agora falamos inglês? Ou nessa minha distracção a palavra "CUP" foi integrada na nossa Língua?
Já não basta os atentados diários à lusa língua ainda vêem estes senhores com expressões destas. Mas querem o quê? Exportar a competição para os média estrangeiros? Não sei se sabem mas existem Tradutores. Os Anglófonos nunca Iriam dizer "Taça Carlsberg".
Não Havia necessidade meus senhores...
Agora os mais recentes candidatos a serem "exportados", para não dizer outra palavra mais feia são os senhores da liga de clubes.
Que raio de ideia chamar à novel competição organizada pela liga de "Carlsberg Cup".
Gostava de saber onde vivo! Por acaso eu estava distraído e agora falamos inglês? Ou nessa minha distracção a palavra "CUP" foi integrada na nossa Língua?
Já não basta os atentados diários à lusa língua ainda vêem estes senhores com expressões destas. Mas querem o quê? Exportar a competição para os média estrangeiros? Não sei se sabem mas existem Tradutores. Os Anglófonos nunca Iriam dizer "Taça Carlsberg".
Não Havia necessidade meus senhores...
Investigadoras portuguesas esclarecem mistério biológico com mais de um século
Quase todas as células humanas têm uma espécie de torre de controlo, como nos aeroportos. Pouco antes de se dividirem, têm de fazer uma segunda torre de controlo para a nova célula.
Até agora, pensava-se que a torre velha tinha de servir de molde para a nova. A equipa de Mónica Bettencourt Dias, do Instituto Gulbenkian de Ciências, em Oeiras, descobriu que, afinal, essa construção faz-se a partir do nada — um avanço científico a publicar na revista "Science", que pode dar pistas sobre o cancro e a infertilidade masculina.
As torres de controlo das células, a metáfora de Mónica Bettencourt Dias para designar os centrossomas, foram descobertas no século XIX.
Alexander Fleming, o descobridor da penicilina, foi o primeiro a ver estas estruturas minúsculas da célula — ao microscópio, porque têm cerca de 0,5 mícrons (a espessura de um cabelo humano é entre 50 e 100 mícrons). Mas foi o biólogo alemão Theodor Boveri quem percebeu, em 1888, o papel destas estruturas. Considerou-as o órgão especial da divisão das células e levantou a hipótese de que podiam estar envolvidas no cancro, que se caracteriza por uma multiplicação anormal das células.
Os centrossomas são cruciais para a forma que a célula irá ter: "É uma estrutura muito importante para formar o esqueleto celular, seja a cauda de um espermatozóide ou a estrutura de qualquer uma das nossas células, que é regulada pelos centrossomas", explica Mónica Bettencourt Dias.
A equipa da investigadora portuguesa encontrou a resposta para a pergunta que anda na cabeça dos biólogos desde o século XIX: como é que se forma o centrossoma? “Pensava-se que esta estrutura, que já estava na célula, servia de molde para o novo centrossoma. Mas não é assim”, diz Mónica Bettencourt Dias. "Basta ter as 'plantas' da torre de controlo. Não é preciso ter um molde, por isso esta estrutura é mais fácil de se formar do que se pensava."
Além de esclarecer um mistério biológico a um nível muito básico, este avanço pode revelar-se importante para combater o cancro e a infertilidade masculina.
Ana Rodrigues Martins, de 25 anos, é a primeira autora do artigo a publicar amanhã. Começou a fazer o doutoramento na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, orientada aí por Mónica Bettencourt Dias e David Glover, outro dos autores, a par de cientistas italianos da Universidade de Siena.
Até agora, pensava-se que a torre velha tinha de servir de molde para a nova. A equipa de Mónica Bettencourt Dias, do Instituto Gulbenkian de Ciências, em Oeiras, descobriu que, afinal, essa construção faz-se a partir do nada — um avanço científico a publicar na revista "Science", que pode dar pistas sobre o cancro e a infertilidade masculina.
As torres de controlo das células, a metáfora de Mónica Bettencourt Dias para designar os centrossomas, foram descobertas no século XIX.
Alexander Fleming, o descobridor da penicilina, foi o primeiro a ver estas estruturas minúsculas da célula — ao microscópio, porque têm cerca de 0,5 mícrons (a espessura de um cabelo humano é entre 50 e 100 mícrons). Mas foi o biólogo alemão Theodor Boveri quem percebeu, em 1888, o papel destas estruturas. Considerou-as o órgão especial da divisão das células e levantou a hipótese de que podiam estar envolvidas no cancro, que se caracteriza por uma multiplicação anormal das células.
Os centrossomas são cruciais para a forma que a célula irá ter: "É uma estrutura muito importante para formar o esqueleto celular, seja a cauda de um espermatozóide ou a estrutura de qualquer uma das nossas células, que é regulada pelos centrossomas", explica Mónica Bettencourt Dias.
A equipa da investigadora portuguesa encontrou a resposta para a pergunta que anda na cabeça dos biólogos desde o século XIX: como é que se forma o centrossoma? “Pensava-se que esta estrutura, que já estava na célula, servia de molde para o novo centrossoma. Mas não é assim”, diz Mónica Bettencourt Dias. "Basta ter as 'plantas' da torre de controlo. Não é preciso ter um molde, por isso esta estrutura é mais fácil de se formar do que se pensava."
Além de esclarecer um mistério biológico a um nível muito básico, este avanço pode revelar-se importante para combater o cancro e a infertilidade masculina.
Ana Rodrigues Martins, de 25 anos, é a primeira autora do artigo a publicar amanhã. Começou a fazer o doutoramento na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, orientada aí por Mónica Bettencourt Dias e David Glover, outro dos autores, a par de cientistas italianos da Universidade de Siena.
quinta-feira, maio 17, 2007
Portugal no Mundo equestre internacional
No seguimento dos vários projectos de internacionalização a que a Federação Equestre Portuguesa (FEP) se propôs para comemoração dos seus 80 anos, aproxima-se agora o segundo projecto, a presença de Portugal como País Temático no Concurso Hípico Internacional Oficial (CHIO) de Aachen, na Alemanha.
O CHIO de Aachen é o maior evento equestre mundial, que por coincidência realizou o seu primeiro evento internacional em 1927, pelo que este ano celebra o seu 80.º aniversário por ocasião dessa competição internacional, embora o concurso com carácter nacional já exista desde 1898.
Christopher de Beck, Carlos Grave, Daniel Pinto e Luciana Diniz serão os cavaleiros que representarão as cores nacionais.
Este Festival Equestre, com um orçamento de 8,6 milhões de euros e um prize money de 1,4 milhões de euros, cerca de 350 mil espectadores e uma mediatização surpreendente: 35 horas
de televisão na Alemanha, 340 horas de televisão internacional transmitidas em 140 Países e 480 jornalistas acreditados são os números divulgados.
Através do ITP Portugal, será divulgado o potencial turístico de Portugal nas suas diferentes vertentes e apresentada a Escola Portuguesa de Arte Equestre, bem como o Carrossel da Equitação de Trabalho e a Charanga da GNR.
in Oje, por Manuel Bandeira de Mello
O CHIO de Aachen é o maior evento equestre mundial, que por coincidência realizou o seu primeiro evento internacional em 1927, pelo que este ano celebra o seu 80.º aniversário por ocasião dessa competição internacional, embora o concurso com carácter nacional já exista desde 1898.
Christopher de Beck, Carlos Grave, Daniel Pinto e Luciana Diniz serão os cavaleiros que representarão as cores nacionais.
Este Festival Equestre, com um orçamento de 8,6 milhões de euros e um prize money de 1,4 milhões de euros, cerca de 350 mil espectadores e uma mediatização surpreendente: 35 horas
de televisão na Alemanha, 340 horas de televisão internacional transmitidas em 140 Países e 480 jornalistas acreditados são os números divulgados.
Através do ITP Portugal, será divulgado o potencial turístico de Portugal nas suas diferentes vertentes e apresentada a Escola Portuguesa de Arte Equestre, bem como o Carrossel da Equitação de Trabalho e a Charanga da GNR.
in Oje, por Manuel Bandeira de Mello
Países lusófonos preparam núcleo político próprio no BAD (Banco Africano para o Desenvolvimento)
Os países de expressão portuguesa do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) preparam a criação de um espaço próprio na organização para, entre outros, aumentar o número de funcionários lusófonos, disse hoje o secretário de Estado do Tesouro português.
O objectivo dos países lusófonos membros do BAD é, para além do reforço dos actuais oito quadro lusófonos na organização, que tem mil funcionários, aprofundar a utilização do português, que já é língua oficial, como língua de trabalho, disse à agência Lusa em Xangai o secretário de Estado do Tesouro e Finanças de Portugal, Carlos Costa Pina.
O ministro das Finanças de Angola, José Pedro de Morais, falando à agência Lusa em Xangai, afirmou que "há um forte lobby francês ao nível do banco, outro lobby anglo-saxónico e portanto os países africanos de língua portuguesa acharam que podiam concentrar esforços uma presença mais forte da língua portuguesa". A falta de quadros portugueses no banco, alertou o ministro angolano, reflecte-se em perda de influência dentro da organização, que faz com que o BAD financie menos projectos nos países lusófonos.
Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e S. Tomé e Príncipe são os países de língua portuguesa membros do BAD.
"É uma oportunidade para os países lusófonos afirmarem a língua portuguesa como língua de trabalho nesta instituição", considerou o Ministro da Economia e das Finanças guineense, Abubacar Demba Dahaba.
Fundado em 1964, e com sede em Abidjan, capital da Costa do Marfim, o Grupo BAD inclui três instituições (Banco Africano de Desenvolvimento, Fundo para o Desenvolvimento Africano e o Fundo Fiduciário Nigeriano), que têm como objectivo a promoção do desenvolvimento sócio-económico no continente através de empréstimos, investimentos em participação e assistência técnica.
O objectivo dos países lusófonos membros do BAD é, para além do reforço dos actuais oito quadro lusófonos na organização, que tem mil funcionários, aprofundar a utilização do português, que já é língua oficial, como língua de trabalho, disse à agência Lusa em Xangai o secretário de Estado do Tesouro e Finanças de Portugal, Carlos Costa Pina.
O ministro das Finanças de Angola, José Pedro de Morais, falando à agência Lusa em Xangai, afirmou que "há um forte lobby francês ao nível do banco, outro lobby anglo-saxónico e portanto os países africanos de língua portuguesa acharam que podiam concentrar esforços uma presença mais forte da língua portuguesa". A falta de quadros portugueses no banco, alertou o ministro angolano, reflecte-se em perda de influência dentro da organização, que faz com que o BAD financie menos projectos nos países lusófonos.
Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e S. Tomé e Príncipe são os países de língua portuguesa membros do BAD.
"É uma oportunidade para os países lusófonos afirmarem a língua portuguesa como língua de trabalho nesta instituição", considerou o Ministro da Economia e das Finanças guineense, Abubacar Demba Dahaba.
Fundado em 1964, e com sede em Abidjan, capital da Costa do Marfim, o Grupo BAD inclui três instituições (Banco Africano de Desenvolvimento, Fundo para o Desenvolvimento Africano e o Fundo Fiduciário Nigeriano), que têm como objectivo a promoção do desenvolvimento sócio-económico no continente através de empréstimos, investimentos em participação e assistência técnica.
quarta-feira, maio 16, 2007
O novo MAI: Rui Pereira é uma brincadeira
Rui Pereira acaba de ser empossado Ministro da Administração Interna (MAI). Parece-me bem.
O novo MAI é conhecido por ser um especialista em questões internas, quer ao nível dos serviços de informações, quer ao nível dos serviços de segurança.
Mas eis senão quando se levanta a primeira questão: Rui Pereira também acabara de ser nomeado Juiz do Tribunal Constitucional. Algo perfeitamente surreal... e mais uma machadada assassina no prestígio desta instituição.
Pouco interessa se Rui Pereira havia sido nomeado pelo PS (o PS e o PSD dividem entre si as nomeações para a mais alta instância da justiça portuguesa). O que interessa é que, aparentemente, o novo ministro recusa algo que lhe parece um pouco insípido para abraçar algo muito mais interessante e que até pode envolver negócios proveitosos para os que comem "à mesa do Estado".
Uma troca vantajosa para agora ou para o futuro...
O novo MAI é conhecido por ser um especialista em questões internas, quer ao nível dos serviços de informações, quer ao nível dos serviços de segurança.
Mas eis senão quando se levanta a primeira questão: Rui Pereira também acabara de ser nomeado Juiz do Tribunal Constitucional. Algo perfeitamente surreal... e mais uma machadada assassina no prestígio desta instituição.
Pouco interessa se Rui Pereira havia sido nomeado pelo PS (o PS e o PSD dividem entre si as nomeações para a mais alta instância da justiça portuguesa). O que interessa é que, aparentemente, o novo ministro recusa algo que lhe parece um pouco insípido para abraçar algo muito mais interessante e que até pode envolver negócios proveitosos para os que comem "à mesa do Estado".
Uma troca vantajosa para agora ou para o futuro...
Escócia escolhe primeiro-ministro independentista
O líder do independentista Partido Nacionalista Escocês (SNP), Alex Salmond, que acabou com cinco décadas de domínio trabalhista nas eleições locais, foi hoje designado primeiro-ministro da Escócia e começou a formar o respectivo governo.
Salmond, que defende a independência da Escócia (cinco milhões de habitantes) do Reino Unido, foi eleito com 49 votos, contra 46 do líder trabalhista na Escócia, Jack McConnell.
"Hoje comprometo-se a governar única e exclusivamente a favor dos interesses nacionais dos escoceses", declarou Salmond após a vitória.
Nas eleições do início do Maio, o partido de Salmond obteve 47 dos 129 assentos do Parlamento escocês, que administra as áreas de saúde e educação. Economia, relações externas e defesa permanecem sob controlo de Londres.
A designação, obtida graças aos votos do Partido Verde escocês, foi submetida à rainha Isabel II, que assinou a acta na qual Salmond foi nomeado formalmente primeiro-ministro da Escócia.
O líder independentista jurará lealdade à rainha nos próximos dias, antes de anunciar o respectivo gabinete.
Salmond, que defende a independência da Escócia (cinco milhões de habitantes) do Reino Unido, foi eleito com 49 votos, contra 46 do líder trabalhista na Escócia, Jack McConnell.
"Hoje comprometo-se a governar única e exclusivamente a favor dos interesses nacionais dos escoceses", declarou Salmond após a vitória.
Nas eleições do início do Maio, o partido de Salmond obteve 47 dos 129 assentos do Parlamento escocês, que administra as áreas de saúde e educação. Economia, relações externas e defesa permanecem sob controlo de Londres.
A designação, obtida graças aos votos do Partido Verde escocês, foi submetida à rainha Isabel II, que assinou a acta na qual Salmond foi nomeado formalmente primeiro-ministro da Escócia.
O líder independentista jurará lealdade à rainha nos próximos dias, antes de anunciar o respectivo gabinete.
terça-feira, maio 15, 2007
António Costa
Como Temia... Não tem nada a ver com o senhor, tem a ver com a situação.
Não interessam os munícipes, não interessam as dificuldades e as inoportunidades.
Só interessa o poder, e a qualquer custo, da Nação inclusivé...
Não interessam os munícipes, não interessam as dificuldades e as inoportunidades.
Só interessa o poder, e a qualquer custo, da Nação inclusivé...
"Profissão: Eng.º Civil"
"O Crime" (capa e páginas 4 e 5):
"Sócrates intitulou-se eng.º Civil em tribunal - Como testemunha de Edite Estrela",
num artigo assinado por Emanuel Câmara e ainda "caixa" não assinada com testemunhos de juristas sobre o caso.
José Sócrates terá prestado declarações na 2.ª Vara de Competência Mista de Sintra em 18 de Novembro de 2003 no Processo n.º 1093/01.9 TASNT em que foi autor o Ministério Público contra Edite de Fátima Santos Marreiros Estrela, onde terá indicado como profissão "Engº Civil".
Segundo "O Crime" de 10-5-2007, o processo do Ministério Público contra Edite Estrela foi aberto na sequência de queixa da "Coligação Democrática criada pelo PCP de Sintra" e ainda subscrita pelo PSD, PP e Bloco de Esquerda, respeitante a "uma carta de propaganda eleitoral enviada aos munícipes e paga com o dinheiro público" pelo que acabou condenada por um crime de «abuso de poder» e outro de «violação dos deveres de neutralidade e imparcialidade». Do Portugal Profundo, aqui fica o fac-simile de extracto da "Acta de Audiência de Discussão e Julgamento" desse processo em 18-11-2003, respeitante à testemunha José Sócrates (vêr em cima).
E o detalhe desse extracto acima com a acta desse testemunho:
Refere "O Crime" de 10-5-2007 (p. 4) que fonte judicial terá afirmado sobre este assunto:
"O que consta na acta sobre a profissão, inclusive o estado civil das testemunhas ou arguidos, é o que as pessoas dizem ao juiz na barra do tribunal e corresponde à reprodução fiel do que do que declararam. A acta da audiência de discussão e julgamento é um documento autêntico, uma espécie de certidão narrativa confirmando as declarações prestadas em juízo."
A aldrabice está-lhe no sangue...
Jogo do Bicho financiou PS?
Diz a eurodeputada do Ana Gomes (PS), acerca do eventual envolvimento de José Lello em suspeitos financiamentos partidários (PS):
"José Lello aplicou-se ao longo dos anos, na aparelhagem socialista e do Estado, a desenvolver múltiplos talentos empilhadores que in illo tempore o terão feito (dizem-me) vendedor na Catterpillar: evidencia hoje total descontracção no accionamento em simultâneo de várias expertises - da promoção de qualquer banha da cobra à penetração no submundo futebolístico, passando pela gestão contabilística criativa de campanhas eleitorais offshores. E ainda demonstra apurado faro no head hunting de representantes socialistas e consulares devidamente encartados no Jogo do Bicho ou engenharias similares".
E parece que ela sabe do que fala...
"José Lello aplicou-se ao longo dos anos, na aparelhagem socialista e do Estado, a desenvolver múltiplos talentos empilhadores que in illo tempore o terão feito (dizem-me) vendedor na Catterpillar: evidencia hoje total descontracção no accionamento em simultâneo de várias expertises - da promoção de qualquer banha da cobra à penetração no submundo futebolístico, passando pela gestão contabilística criativa de campanhas eleitorais offshores. E ainda demonstra apurado faro no head hunting de representantes socialistas e consulares devidamente encartados no Jogo do Bicho ou engenharias similares".
E parece que ela sabe do que fala...
segunda-feira, maio 14, 2007
Candidatos a Lisboa
As minhas dúvidas são muitas e dos dois candidatos que se anunciam, nenhum me parece uma boa jogada, quer por parte do PS quer por parte do PSD.
Fernando Seara:
Sintra é salvoerro a segunda autarquia do país em número de eleitores, portanto uma câmara importante. Que sinal dá o PSD e o próprio Fernando Seara dá aos eleitores se sai a meio do mandato? Sintra parece estar contente com o seu autarca, não se vê pelo menos a autarquia nos escaparates envolvida em escandâlos. Um autarca leva um projecto, deixar um projecto a meio por uma questão de visibilidade parece ser uma má conduta. Além de que provavelmente Seara perderá, não por ele mas pela bagagem partidária. o PSD presta-se assim a perder não uma mas as duas autarquias mais importantes (sem contar como Porto) do país.
António Costa:
Sócrates tem apostado na estabilidade do elenco governativo. realmente poderia aproveitar a onda para fazer uma remodelação. O estranho é que Costa é o número 2, tem sido dos poucos que não cria anti-corpos na opinião pública e além disso é ministro numa área fulcral quando nos aproximamos do início da presidência da UE por Portugal. Sendo assim é um erro, ou sócrates está tão embevecido com o poder que pensa que aguenta tudo. Ou será que sócrates se sente ameaçado pelo partido? Será que não gostou de ver Costa como possível sucessor aquando do caso Independente? porque será que Costa anda tão desaparecido dos Media ultimamente?
Seja como for, qualquer dos dois parece-me uma aposta errónea. Porque dão um sinal errado às pessoas embora seja a realidade dos partidos. Chegar ao poder não tem preço, não interessam as consequências. Para chegar ao poder tudo vale, o poder pelo poder é o sangue destes partidos. Os eleitores que se danem...
Fernando Seara:
Sintra é salvoerro a segunda autarquia do país em número de eleitores, portanto uma câmara importante. Que sinal dá o PSD e o próprio Fernando Seara dá aos eleitores se sai a meio do mandato? Sintra parece estar contente com o seu autarca, não se vê pelo menos a autarquia nos escaparates envolvida em escandâlos. Um autarca leva um projecto, deixar um projecto a meio por uma questão de visibilidade parece ser uma má conduta. Além de que provavelmente Seara perderá, não por ele mas pela bagagem partidária. o PSD presta-se assim a perder não uma mas as duas autarquias mais importantes (sem contar como Porto) do país.
António Costa:
Sócrates tem apostado na estabilidade do elenco governativo. realmente poderia aproveitar a onda para fazer uma remodelação. O estranho é que Costa é o número 2, tem sido dos poucos que não cria anti-corpos na opinião pública e além disso é ministro numa área fulcral quando nos aproximamos do início da presidência da UE por Portugal. Sendo assim é um erro, ou sócrates está tão embevecido com o poder que pensa que aguenta tudo. Ou será que sócrates se sente ameaçado pelo partido? Será que não gostou de ver Costa como possível sucessor aquando do caso Independente? porque será que Costa anda tão desaparecido dos Media ultimamente?
Seja como for, qualquer dos dois parece-me uma aposta errónea. Porque dão um sinal errado às pessoas embora seja a realidade dos partidos. Chegar ao poder não tem preço, não interessam as consequências. Para chegar ao poder tudo vale, o poder pelo poder é o sangue destes partidos. Os eleitores que se danem...
Lisboa organiza cimeira com o Brasil no início da presidência dos 27
A diplomacia portuguesa está em fase adiantada de organização de uma cimeira entre a União Europeia e o Brasil no início de Julho, quando Portugal assumir a presidência dos 27, revelou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros, em Bruxelas.
Lisboa gostaria de "colocar o Brasil no plano das relações com a UE ao nível do que são hoje as relações com importantes parceiros internacionais", disse Luís Amado à entrada para uma reunião dos chefes da diplomacia europeia.
Segundo fonte diplomática, a reunião de alto nível com o Brasil deverá realizar-se a 4 de Julho, em Lisboa, estando em seguida previsto que o presidente Lula da Silva se desloque a Bruxelas a 5 para participar numa conferência internacional sobre os biocombustíveis.
A diplomacia portuguesa afirma, mais uma vez, a capacidade de "construir pontes", que resultou na recente nomeação de Jorge Sampaio para Alto Representante do Secretário-Geral das Nações Unidas para o Diálogo das Civilizações.
Lisboa gostaria de "colocar o Brasil no plano das relações com a UE ao nível do que são hoje as relações com importantes parceiros internacionais", disse Luís Amado à entrada para uma reunião dos chefes da diplomacia europeia.
Segundo fonte diplomática, a reunião de alto nível com o Brasil deverá realizar-se a 4 de Julho, em Lisboa, estando em seguida previsto que o presidente Lula da Silva se desloque a Bruxelas a 5 para participar numa conferência internacional sobre os biocombustíveis.
A diplomacia portuguesa afirma, mais uma vez, a capacidade de "construir pontes", que resultou na recente nomeação de Jorge Sampaio para Alto Representante do Secretário-Geral das Nações Unidas para o Diálogo das Civilizações.
Portugal investe 8 milhões de euros em promoção do turismo
O governo vai lançar hoje uma campanha de promoção de Portugal como destino turístico em 13 mercados europeus, num investimento total de oito milhões de euros
"A maior campanha internacional alguma vez realizada por Portugal» para promover a sua imagem vai prolongar-se por todo o ano de 2007, como referiu à agência Lusa uma fonte do Ministério da Economia e Inovação.
As acções publicitárias vão decorrer nos mercados apontados no Programa Estratégico Nacional para o Turismo (PENT) como mais relevantes.
Entre os países que vão ver campanhas publicitárias a convidar a uma visita a Portugal estão os quatro mercados definidos como estratégicos, Espanha, Reino Unido, Alemanha e França, mas também Itália, Holanda ou Bélgica.
Um conjunto de mercados a desenvolver, como os países escandinavos ou a Rússia também estão integrados nesta campanha que vai ser hoje apresentada.
Os habitantes e visitantes de Moscovo vão ser surpreendidos por um outdoor (espaço exterior de publicidade) de grande dimensão a divulgar o destino turístico Portugal.
O outdoor com cerca de 200 metros de comprimento deverá ser lançado durante a visita do primeiro-ministro José Sócrates à Rússia, no final do mês de Maio, conforme avançou a fonte do Ministério da Economia.
"A maior campanha internacional alguma vez realizada por Portugal» para promover a sua imagem vai prolongar-se por todo o ano de 2007, como referiu à agência Lusa uma fonte do Ministério da Economia e Inovação.
As acções publicitárias vão decorrer nos mercados apontados no Programa Estratégico Nacional para o Turismo (PENT) como mais relevantes.
Entre os países que vão ver campanhas publicitárias a convidar a uma visita a Portugal estão os quatro mercados definidos como estratégicos, Espanha, Reino Unido, Alemanha e França, mas também Itália, Holanda ou Bélgica.
Um conjunto de mercados a desenvolver, como os países escandinavos ou a Rússia também estão integrados nesta campanha que vai ser hoje apresentada.
Os habitantes e visitantes de Moscovo vão ser surpreendidos por um outdoor (espaço exterior de publicidade) de grande dimensão a divulgar o destino turístico Portugal.
O outdoor com cerca de 200 metros de comprimento deverá ser lançado durante a visita do primeiro-ministro José Sócrates à Rússia, no final do mês de Maio, conforme avançou a fonte do Ministério da Economia.
sexta-feira, maio 11, 2007
Língua portuguesa entre as 10 mais influentes do mundo
Empresa portuguesa "chega" a Marte
Um software desenvolvido por uma empresa portuguesa vai ser incluído na próxima missão a Marte.
O programa da Holos vai integrar o sistema informático do robô que irá analisar o solo marciano em meados da próxima década.
A empresa de software criada há dez anos, no seio da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, participa pela primeira vez numa missão desta importância.
O software português vai responder a uma das exigências da Agência Espacial Europeia para que a missão seja bem sucedida: a perfuradora indicada para furar mármore terá de tomar as decisões correctas quando estiver em terreno marciano.
A Horos facturou mais de um milhão de euros no ano passado e o sector espacial tem cada vez mais importância na dinâmica da empresa. Para além desta encomenda, a Holos ajuda a Agência Espacial Europeia a monitorizar vários satélites que medem a espessura do gelo ou a temperatura da Terra.
A ligação à agência espacial deve continuar até 2033, altura em que o organismo pretende levar o Homem até Marte.
O programa da Holos vai integrar o sistema informático do robô que irá analisar o solo marciano em meados da próxima década.
A empresa de software criada há dez anos, no seio da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, participa pela primeira vez numa missão desta importância.
O software português vai responder a uma das exigências da Agência Espacial Europeia para que a missão seja bem sucedida: a perfuradora indicada para furar mármore terá de tomar as decisões correctas quando estiver em terreno marciano.
A Horos facturou mais de um milhão de euros no ano passado e o sector espacial tem cada vez mais importância na dinâmica da empresa. Para além desta encomenda, a Holos ajuda a Agência Espacial Europeia a monitorizar vários satélites que medem a espessura do gelo ou a temperatura da Terra.
A ligação à agência espacial deve continuar até 2033, altura em que o organismo pretende levar o Homem até Marte.
Austrália 1 - Timorenses 0
Parte II
Ramos-Horta, em entrevista hoje ao Público, questionado acerca de se a sua vitória era a vitória do "candidato australiano", respondeu cândidamente:
"Eu não fui candidato de nenhum país. Podia-se dizer que sou candidatos dos americanos, até de Sua Santidade o Papa. Todos os países livres com quem tenho óptimas relações e aqui na região foram sempre muito prudentes" (...) "Enfim, eu sou amigo de Portugal. Se alguma virtude tenho é a da memória e a da gratidão. Timor-Leste não estaria livre hoje se não fosse a acção diplomática portuguesa".
E disse mais: "A Austrália portou-se com extrema correcção em todo este processo. Nunca lhes ouvi uma única palavra de crítica aos portugueses. Só têm palavras de elogio às forças portuguesas, em particular à GNR, cujo profissionalismo e eficácia admiram muito".
Fiquei comovido com tamanha generosidade. Dá para acreditar?
Ramos-Horta, em entrevista hoje ao Público, questionado acerca de se a sua vitória era a vitória do "candidato australiano", respondeu cândidamente:
"Eu não fui candidato de nenhum país. Podia-se dizer que sou candidatos dos americanos, até de Sua Santidade o Papa. Todos os países livres com quem tenho óptimas relações e aqui na região foram sempre muito prudentes" (...) "Enfim, eu sou amigo de Portugal. Se alguma virtude tenho é a da memória e a da gratidão. Timor-Leste não estaria livre hoje se não fosse a acção diplomática portuguesa".
E disse mais: "A Austrália portou-se com extrema correcção em todo este processo. Nunca lhes ouvi uma única palavra de crítica aos portugueses. Só têm palavras de elogio às forças portuguesas, em particular à GNR, cujo profissionalismo e eficácia admiram muito".
Fiquei comovido com tamanha generosidade. Dá para acreditar?
Austrália 1 - Timorenses 0
Já aqui havíamos levantado a questão no dia 4 de Maio: quem ganhará com a eleição de Ramos-Horta para a Presidência de Timor-Leste?
Depois de se saberem os resultados esmagadores da vitória, já esperados nos círculos diplomáticos, o Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) português, Luís Amado, apressou-se a parabenizar o candidato vencedor, reafirmando, com toda a certeza, a vontade de Portugal continuar a cooperaração com o jovem país, cooperação essa que até poderia ser majorada.
Mas comenta-se também que Camberra viu coroada de êxito a sua estratégia para Timor-Leste. Mais exactamente para o Mar de Timor. E ainda mais exactamente para o petróleo e gás de Timor-Leste.
A influência australiana sente-se desde o início da crise, em 2006, tendo sido o primeiro país a responder ao pedido das autoridades timorenses com o envio de uma força militar para ajudar a restabelecer a ordem pública.
O chefe da diplomacia australiana, Alexander Downer, já deixou claro que o seu país tenciona permanecer em Timor-Leste "pelo menos até às legislativas", marcadas para 30 de Junho. "Depois das eleições avaliaremos novamente a situação", disse Downer, citado pela emissora estatal ABC, salientando estar convicto de que haverá maior instabilidade quando se realizarem as legislativas. O voluntarismo de Camberra é fortemente criticado pelo partido maioritário, a FRETILIN, que acusa os militares australianos de condicionarem a política interna de Timor-Leste, a pedido de Ramos-Horta.
As acusações mais fortes foram feitas sobre a alegada "interferência" dos militares australianos na parte leste do país e em Ainaro, no sul, denunciou ainda na campanha eleitoral para a segunda volta o candidato Francisco Guterres "Lu Olo", presidente da FRETILIN.
O sinal mais claro das preferências australianas foi dado em Fevereiro passado, quando o parlamento timorense finalmente ratificou o acordo de exploração e partilha das receitas de dois dos maiores campos de hidrocarbonetos do Mar de Timor, Greater Sunrise e Bayu Undan, concretizando uma promessa desde logo enunciada por Ramos-Horta quando tomou posse como primeiro-ministro. A resolução deste contencioso, que se arrastava desde 2004, foi possível a partir do momento que Mari Alkatiri deixou de ser primeiro-ministro.
Depois de se saberem os resultados esmagadores da vitória, já esperados nos círculos diplomáticos, o Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) português, Luís Amado, apressou-se a parabenizar o candidato vencedor, reafirmando, com toda a certeza, a vontade de Portugal continuar a cooperaração com o jovem país, cooperação essa que até poderia ser majorada.
Mas comenta-se também que Camberra viu coroada de êxito a sua estratégia para Timor-Leste. Mais exactamente para o Mar de Timor. E ainda mais exactamente para o petróleo e gás de Timor-Leste.
A influência australiana sente-se desde o início da crise, em 2006, tendo sido o primeiro país a responder ao pedido das autoridades timorenses com o envio de uma força militar para ajudar a restabelecer a ordem pública.
O chefe da diplomacia australiana, Alexander Downer, já deixou claro que o seu país tenciona permanecer em Timor-Leste "pelo menos até às legislativas", marcadas para 30 de Junho. "Depois das eleições avaliaremos novamente a situação", disse Downer, citado pela emissora estatal ABC, salientando estar convicto de que haverá maior instabilidade quando se realizarem as legislativas. O voluntarismo de Camberra é fortemente criticado pelo partido maioritário, a FRETILIN, que acusa os militares australianos de condicionarem a política interna de Timor-Leste, a pedido de Ramos-Horta.
As acusações mais fortes foram feitas sobre a alegada "interferência" dos militares australianos na parte leste do país e em Ainaro, no sul, denunciou ainda na campanha eleitoral para a segunda volta o candidato Francisco Guterres "Lu Olo", presidente da FRETILIN.
O sinal mais claro das preferências australianas foi dado em Fevereiro passado, quando o parlamento timorense finalmente ratificou o acordo de exploração e partilha das receitas de dois dos maiores campos de hidrocarbonetos do Mar de Timor, Greater Sunrise e Bayu Undan, concretizando uma promessa desde logo enunciada por Ramos-Horta quando tomou posse como primeiro-ministro. A resolução deste contencioso, que se arrastava desde 2004, foi possível a partir do momento que Mari Alkatiri deixou de ser primeiro-ministro.
Putin convida Sócrates a ficar "hospedado" no Kremlin
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, convidou o primeiro-ministro português a ficar instalado no Kremlin, durante a sua visita oficial entre 27 e 29 de Maio.
"Trata-se de um gesto inédito de cortesia da parte do Presidente russo porque, no Kremlin, apenas ficam alojados os chefes de Estado - e nem todos", disse uma fonte diplomática citada pela agência Lusa.
Enquanto primeiro-ministro, José Sócrates encontrou-se já com o Presidente russo em 2005, em Moscovo, durante as celebrações dos 50 anos da vitória dos Aliados na II Guerra Mundial.
Durante os três dias de visita oficial à Rússia, em que apenas estará na capital do país, o primeiro-ministro português far-se-á acompanhar por vários membros do Governo e por uma comitiva de empresários, em que o maior peso é de investidores do sector da construção civil. "As cidades russas são muito antigas e têm muitos edifícios degradados. Vamos apostar em força no sector dos materiais de construção", declarou fonte do Executivo.
A deslocação do primeiro-ministro, a convite do Chefe de Estado russo, Vladimir Putin, "insere-se na estratégia de diálogo com as potências emergentes em termos económicos", casos do Brasil, Rússia, Índia e China.
Com estas deslocações, o Governo português diz pretender "dinamizar de forma mais intensa as relações bilaterais nos campos económico, político e comercial" com países que têm registado elevadas taxas de crescimento económico, oferecendo às empresas nacionais potencialidades de penetração em novos mercados, assim como a possibilidade de captação de novos investimentos.
A presidência portuguesa da União Europeia, a partir de Julho, será outro dos pontos na agenda de José Sócrates. Neste ponto, segundo o Executivo de Lisboa, destaca-se a preparação da cimeira entre União Europeia e Rússia prevista para Outubro em Portugal, "na qual se pretende aprofundar a parceria estratégica europeia com a Rússia".
Muito positivo para Portugal, quer em termos políticos, quer em termos geoestratégicos.
"Trata-se de um gesto inédito de cortesia da parte do Presidente russo porque, no Kremlin, apenas ficam alojados os chefes de Estado - e nem todos", disse uma fonte diplomática citada pela agência Lusa.
Enquanto primeiro-ministro, José Sócrates encontrou-se já com o Presidente russo em 2005, em Moscovo, durante as celebrações dos 50 anos da vitória dos Aliados na II Guerra Mundial.
Durante os três dias de visita oficial à Rússia, em que apenas estará na capital do país, o primeiro-ministro português far-se-á acompanhar por vários membros do Governo e por uma comitiva de empresários, em que o maior peso é de investidores do sector da construção civil. "As cidades russas são muito antigas e têm muitos edifícios degradados. Vamos apostar em força no sector dos materiais de construção", declarou fonte do Executivo.
A deslocação do primeiro-ministro, a convite do Chefe de Estado russo, Vladimir Putin, "insere-se na estratégia de diálogo com as potências emergentes em termos económicos", casos do Brasil, Rússia, Índia e China.
Com estas deslocações, o Governo português diz pretender "dinamizar de forma mais intensa as relações bilaterais nos campos económico, político e comercial" com países que têm registado elevadas taxas de crescimento económico, oferecendo às empresas nacionais potencialidades de penetração em novos mercados, assim como a possibilidade de captação de novos investimentos.
A presidência portuguesa da União Europeia, a partir de Julho, será outro dos pontos na agenda de José Sócrates. Neste ponto, segundo o Executivo de Lisboa, destaca-se a preparação da cimeira entre União Europeia e Rússia prevista para Outubro em Portugal, "na qual se pretende aprofundar a parceria estratégica europeia com a Rússia".
Muito positivo para Portugal, quer em termos políticos, quer em termos geoestratégicos.
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