A Guiné-Equatorial está disposta a financiar a solução para a crise no vizinho arquipélago de São Tomé e Príncipe, oferecendo um milhão de euros para pagamentos aos "ninjas", anunciou quinta-feira o Presidente são-tomense Fradique de Menezes. Menezes, que falava após uma visita privada… à Guiné-Equatorial, disse que o seu homólogo, Teodoro Obbiang N'Guema, pôs à disposição de São Tomé e Príncipe 1 milhão de euros. "Trata-se de uma ajuda imediata bastante importante para fazermos face a alguns problemas gritantes que o país atravessa", disse Menezes, acrescentando que representantes dos dois governos reunir-se-ão nas próximas semanas em Malabo, capital da Guiné-Equatorial, para definir os termos do empréstimo.
No passado dia 8 de Outubro, cerca de 100 "ninjas" ocuparam o comando-geral da polícia de São Tomé e fizeram reféns o comandante-geral e alguns oficiais, que libertaram 24 horas depois. Exigem o pagamento de 50 milhões de dobras (cerca de 2.600 euros) que alegadamente lhes são devidos e terão sido prometidos durante a formação que fizeram em Angola, em 2003-2004. Querem ainda o pagamento dos subsídios de risco de vida e de alimentação. O Presidente são-tomense rejeitou críticas de ter abandonado o país no auge do motim, justificando a sua deslocação à Guiné-Equatorial com a presença na inauguração da maior fábrica de gás da África Central, na qual participaram igualmente os seus homólogos da Nigéria e do Gana.
segunda-feira, outubro 22, 2007
Timor-Leste promove turismo ecológico na China
Timor-Leste participa hoje numa feira de turismo ecológico no leste da China para atrair investidores e turistas ao país, parte de uma promoção para dar a conhecer o país junto dos operadores turísticos chineses.
"Este é um esforço para reposicionar Timor-Leste como um destino alternativo de turismo ecológico no Sudeste Asiático, bem como um destino com potencial para os investidores chineses no sector", disse o embaixador timorense na China, Olímpio Miranda Branco.
Timor-Leste participa assim na Feira de Eco-turismo da cidade de Nanchang, na província oriental de Jiangxi, depois de ter estado presente na Feira Internacional de Turismo de Pequim. "Para Nanchang decidimos apresentar Timor-Leste de forma mais animada e tradicional e apresentamos por isso no nosso pavilhão uma casa tradicional timorense", disse Tony Duarte, da embaixada de Timor-Leste em Pequim.
A China não atribuiu a Timor-Leste o estatuto de destino turístico aprovado, que permite aos cidadãos chineses viajar em grupo sem necessidade de autorização governamental de saída do país. Timor-Leste escolheu, no entanto, apostar na promoção na China devido ao grande número de operadores turísticos internacionais que visitam as feiras no gigante asiático, uma vez que o número de chineses a viajar para fora do país regista uma constante expansão.
A Organização Mundial Turismo prevê que em 2020 a China seja o maior mercado emissor de turistas, com cerca de 100 milhões de pessoas por ano a viajar para o estrangeiro.
"Este é um esforço para reposicionar Timor-Leste como um destino alternativo de turismo ecológico no Sudeste Asiático, bem como um destino com potencial para os investidores chineses no sector", disse o embaixador timorense na China, Olímpio Miranda Branco.
Timor-Leste participa assim na Feira de Eco-turismo da cidade de Nanchang, na província oriental de Jiangxi, depois de ter estado presente na Feira Internacional de Turismo de Pequim. "Para Nanchang decidimos apresentar Timor-Leste de forma mais animada e tradicional e apresentamos por isso no nosso pavilhão uma casa tradicional timorense", disse Tony Duarte, da embaixada de Timor-Leste em Pequim.
A China não atribuiu a Timor-Leste o estatuto de destino turístico aprovado, que permite aos cidadãos chineses viajar em grupo sem necessidade de autorização governamental de saída do país. Timor-Leste escolheu, no entanto, apostar na promoção na China devido ao grande número de operadores turísticos internacionais que visitam as feiras no gigante asiático, uma vez que o número de chineses a viajar para fora do país regista uma constante expansão.
A Organização Mundial Turismo prevê que em 2020 a China seja o maior mercado emissor de turistas, com cerca de 100 milhões de pessoas por ano a viajar para o estrangeiro.
Morreu José Aparecido de Oliveira, fundador da CPLP
O idealizador e um dos fundadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), José Aparecido de Oliveira, morreu sexta-feira aos 78 anos em Belo Horizonte, devido a uma insuficiência respiratória.
Ex-embaixador do Brasil em Portugal, ex-ministro da Cultura e ex-governador do Distrito Federal, o político mineiro estava internado com um dos pulmões afectado por um cancro.
O corpo de José Aparecido está a ser velado no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, e será enterrado hoje na sua cidade natal, Conceição do Mato Dentro, a cerca de 160 quilómetros de Belo Horizonte.
No estado de Minas Gerais e no Distrito Federal foi decretado luto oficial por três dias.
Aparecido de Oliveira começou a sua carreira política como secretário particular do presidente Jânio Quadros, em 1962. Nesse mesmo ano, foi eleito deputado federal pela União Democrática Nacional (UDN).
No início da década de 1980, foi um dos principais parceiros do influente político Tancredo Neves, que mais tarde viria a ser Presidente. Essa proximidade com Tancredo fez com que José Aparecido fosse nomeado governador do Distrito Federal, entre 1985 e 1988.
Foi depois ministro da Cultura no governo do Presidente José Sarney, de Setembro de 1988 a Março de 1990.
No governo do Presidente Itamar Franco (1992-1994), foi embaixador do Brasil em Portugal, ocasião em que impulsionou a criação da CPLP.
O governo brasileiro lamentou profundamente a morte do embaixador José Aparecido de Oliveira e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, está a representar o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no velório em Belo Horizonte.
Ex-embaixador do Brasil em Portugal, ex-ministro da Cultura e ex-governador do Distrito Federal, o político mineiro estava internado com um dos pulmões afectado por um cancro.
O corpo de José Aparecido está a ser velado no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, e será enterrado hoje na sua cidade natal, Conceição do Mato Dentro, a cerca de 160 quilómetros de Belo Horizonte.
No estado de Minas Gerais e no Distrito Federal foi decretado luto oficial por três dias.
Aparecido de Oliveira começou a sua carreira política como secretário particular do presidente Jânio Quadros, em 1962. Nesse mesmo ano, foi eleito deputado federal pela União Democrática Nacional (UDN).
No início da década de 1980, foi um dos principais parceiros do influente político Tancredo Neves, que mais tarde viria a ser Presidente. Essa proximidade com Tancredo fez com que José Aparecido fosse nomeado governador do Distrito Federal, entre 1985 e 1988.
Foi depois ministro da Cultura no governo do Presidente José Sarney, de Setembro de 1988 a Março de 1990.
No governo do Presidente Itamar Franco (1992-1994), foi embaixador do Brasil em Portugal, ocasião em que impulsionou a criação da CPLP.
O governo brasileiro lamentou profundamente a morte do embaixador José Aparecido de Oliveira e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, está a representar o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no velório em Belo Horizonte.
Exposição sobre Descobrimentos abre sexta-feira em Bruxelas
A exposição "Encompassing the Globe" sobre os Descobrimentos Portugueses, que esteve durante o Verão em Washington, abre ao público na sexta-feira em Bruxelas no âmbito do festival Europalia, sendo visitada sábado pela ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima.
Portugal, por presidir este semestre à União Europeia (UE), tem uma participação especial no festival cultural belga Europalia.europa, que até Fevereiro de 2008 celebra os 50 anos da construção europeia.
A exposição sobre os Descobrimentos, que tem por subtítulo "Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII", chega ao Palácio de Belas Artes de Bruxelas (Bozar) vinda de Washington - onde foi inaugurada a 20 de Junho pelo presidente da República, Cavaco Silva - e é a grande marca de Portugal nesta edição da Europalia.
Segundo disse Leen Daems, da organização da Europalia.europa, a mostra exibida em Bruxelas é menor do que a que esteve patente na capital norte-americana por uma questão de espaço.
"Só podemos exibir 160 das 250 obras que estiveram em Washington", disse Daems.
Arte sacra, peças de marfim, mapas e instrumentos de navegação são algumas das peças que integram a exposição, que estará patente até 3 de Fevereiro. A mostra assinala as rotas dos Descobrimentos Portugueses nos séculos XVI e XVII - de África ao Brasil, passando pela China e o Japão e, numa secção contemporânea, lembra aos visitantes qual é a sequela dos Descobrimentos: a globalização, com obras de vários autores.
Portugal, por presidir este semestre à União Europeia (UE), tem uma participação especial no festival cultural belga Europalia.europa, que até Fevereiro de 2008 celebra os 50 anos da construção europeia.
A exposição sobre os Descobrimentos, que tem por subtítulo "Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII", chega ao Palácio de Belas Artes de Bruxelas (Bozar) vinda de Washington - onde foi inaugurada a 20 de Junho pelo presidente da República, Cavaco Silva - e é a grande marca de Portugal nesta edição da Europalia.
Segundo disse Leen Daems, da organização da Europalia.europa, a mostra exibida em Bruxelas é menor do que a que esteve patente na capital norte-americana por uma questão de espaço.
"Só podemos exibir 160 das 250 obras que estiveram em Washington", disse Daems.
Arte sacra, peças de marfim, mapas e instrumentos de navegação são algumas das peças que integram a exposição, que estará patente até 3 de Fevereiro. A mostra assinala as rotas dos Descobrimentos Portugueses nos séculos XVI e XVII - de África ao Brasil, passando pela China e o Japão e, numa secção contemporânea, lembra aos visitantes qual é a sequela dos Descobrimentos: a globalização, com obras de vários autores.
sábado, outubro 20, 2007
"Ainda há Pastores?"

Já não há palavras para descrever o incrivel sucesso deste filme do meu amigo Jorge Pelicano. Acabou ganhar, não mais um prémio mas O PRÉMIO... de cinema ambiental. Desta vez em Itália.
Quem o conhece sabe que ele o merece, e o filme também, não apenas pelo sentido estético e pela qualidade intrinseca, mas pelo enorme trabalho e dedicação que nas horas livres sempre lhe mereceu projecto pessoal.
Os meus parabéns não são suficientes para descrever o entusiasmo que sinto pelo sucesso de um bom amigo.
E se ele não o diz porque não é homem para isso, digo-o eu, esta é mais do que uma bofetada de luva branca a muita da "inteligentsia" cinéfila portuguesa.
Lembro-me da desilusão que foi quando ele não foi seleccionado ao primeiro festival que concorreu o DOC_LISBOA.
A esses não respondeu Jorge Pelicano com palavras amargas mas sim com o percurso do seu "Ainda há Pastores?"
Seis prémios depois. Algumas menções do júri e ainda os dois prémios mais relevantes do cinema Documental de ambiente do MUNDO falam por si.
Por trabalho e por mérito já vendeu cerca de 3 mil DVD's.
Além disso é um exemplo para todos, como um homem, coadjuvado por pessoas entusiásticas, do seu próprio bolso, sem apoios financeiros, fez um filme com a sua "câmarazita" e lançou-se no mundo e deixa uma marca... Ímpar
Da minha parte espero que continue a fazer bons filmes. Pode sempre contar com a minha ajuda e com o meu espírito crítico.
PARABÉNS JORGE E "AINDA HÁ PASTORES".
(media abram os olhos a estes casos)
sexta-feira, outubro 19, 2007
Novo Tratado europeu acordado em Lisboa
O acordo com a Itália e a Polónia foi alcançado antes da meia-noite. O da Áustria e Bulgária, antes das 18h00.
Os lideres da União Europeia (UE) acordaram ontem à noite os termos do novo Tratado substituto da Constituição Europeia, depois de terem encontrado uma solução para os problemas mais bicudos levantados pela Itália e Polónia.
Itália e Polónia chegaram a Lisboa com as suas reivindicações intactas. Ao invés, a exigência da Áustria de limitar a livre circulação de estudantes estrangeiros candidatos às suas universidades e a pretensão da Bulgária de poder utilizar a denominação "evro" no alfabeto cirílico para a moeda única puderam ser resolvidas antes do arranque da cimeira, às 18h00. Desta forma, os líderes puderam centrar-se inteiramente nos dois ossos mais duros de roer: Itália e Polónia. Varsóvia obteve uma vitória ao conseguir a elevação do Compromisso de Ioannina - que permite a um pequeno grupo de países suspender uma decisão - a protocolo anexo ao Tratado e com o mesmo valor jurídico. Este protocolo incluirá uma outra disposição do processo de decisão da UE que permite ao presidente em exercício do Conselho de Ministros pedir a todo o momento a passagem a uma votação. A inclusão dos dois mecanismos no mesmo texto provoca a sua anulação mútua: qualquer país pode invocar Ioannina sempre que se perfile uma decisão desagradável, mas isso não impede o Conselho de passar à votação sempre que achar que é tempo de encerrar a pausa para reflexão assim aberta. Varsóvia obteve também um lugar permanente de advogado-geral no Tribunal de Justiça da UE, em pé de igualdade com os restantes "grandes" Estados. Esta concessão significará a atribuição de pelo menos mais um lugar rotativo entre os países mais pequenos.
Dos dois, o problema italiano foi o mais difícil de resolver [e resolvido de forma genial!]. À Itália foi oferecido mais um assento no Parlamento Europeu (PE) - reclamado por Roma -, "inventando" a fórmula "750+1": o presidente da assembleia da UE deixa de ser considerado deputado e o limite de 750 lugares não é assim ultrapassado. Romano Prodi, primeiro-ministro italiano, entrou na cimeira mantendo a recusa da proposta avançada pelo PE sobre a repartição dos seus futuros 750 membros. A sua recusa resultava do facto de ter um número de deputados (72) inferior aos dos do Reino Unido (73) e da França (74), em resultado das diferenças de população. Prodi tinha, começado as discussões dos líderes afirmando que um deputado adicional não seria suficiente, sendo que o seu verdadeiro objectivo era a paridade com franceses e ingleses. O risco da reivindicação era a reabertura das discussões sobre os lugares do PE, que todos procuraram evitar a todo o custo, sabendo que nesse cenário, vários outros países - Espanha, Polónia, Irlanda, Eslováquia... - exigiriam um aumento da sua quota. Prodi acabou por aceitar a solução proposta, depois de um encontro a sós com Sócrates e com o Presidente francês, Nicolas Sarkozy.
Os lideres da União Europeia (UE) acordaram ontem à noite os termos do novo Tratado substituto da Constituição Europeia, depois de terem encontrado uma solução para os problemas mais bicudos levantados pela Itália e Polónia.
Itália e Polónia chegaram a Lisboa com as suas reivindicações intactas. Ao invés, a exigência da Áustria de limitar a livre circulação de estudantes estrangeiros candidatos às suas universidades e a pretensão da Bulgária de poder utilizar a denominação "evro" no alfabeto cirílico para a moeda única puderam ser resolvidas antes do arranque da cimeira, às 18h00. Desta forma, os líderes puderam centrar-se inteiramente nos dois ossos mais duros de roer: Itália e Polónia. Varsóvia obteve uma vitória ao conseguir a elevação do Compromisso de Ioannina - que permite a um pequeno grupo de países suspender uma decisão - a protocolo anexo ao Tratado e com o mesmo valor jurídico. Este protocolo incluirá uma outra disposição do processo de decisão da UE que permite ao presidente em exercício do Conselho de Ministros pedir a todo o momento a passagem a uma votação. A inclusão dos dois mecanismos no mesmo texto provoca a sua anulação mútua: qualquer país pode invocar Ioannina sempre que se perfile uma decisão desagradável, mas isso não impede o Conselho de passar à votação sempre que achar que é tempo de encerrar a pausa para reflexão assim aberta. Varsóvia obteve também um lugar permanente de advogado-geral no Tribunal de Justiça da UE, em pé de igualdade com os restantes "grandes" Estados. Esta concessão significará a atribuição de pelo menos mais um lugar rotativo entre os países mais pequenos.
Dos dois, o problema italiano foi o mais difícil de resolver [e resolvido de forma genial!]. À Itália foi oferecido mais um assento no Parlamento Europeu (PE) - reclamado por Roma -, "inventando" a fórmula "750+1": o presidente da assembleia da UE deixa de ser considerado deputado e o limite de 750 lugares não é assim ultrapassado. Romano Prodi, primeiro-ministro italiano, entrou na cimeira mantendo a recusa da proposta avançada pelo PE sobre a repartição dos seus futuros 750 membros. A sua recusa resultava do facto de ter um número de deputados (72) inferior aos dos do Reino Unido (73) e da França (74), em resultado das diferenças de população. Prodi tinha, começado as discussões dos líderes afirmando que um deputado adicional não seria suficiente, sendo que o seu verdadeiro objectivo era a paridade com franceses e ingleses. O risco da reivindicação era a reabertura das discussões sobre os lugares do PE, que todos procuraram evitar a todo o custo, sabendo que nesse cenário, vários outros países - Espanha, Polónia, Irlanda, Eslováquia... - exigiriam um aumento da sua quota. Prodi acabou por aceitar a solução proposta, depois de um encontro a sós com Sócrates e com o Presidente francês, Nicolas Sarkozy.
Ucrânia: Presidente defende "aspirações europeias" de Kiev
O Presidente ucraniano, Viktor Iuchtchenko, afirmou hoje em Lisboa que as aspirações europeias de Kiev são "muito importantes", nomeadamente a negociação do acordo reforçado entre a União Europeia e a Ucrânia.
Iuchtchenko falava aos jornalistas, depois de um encontro privado com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e antes de participar na cimeira do Partido Popular Europeu, que decorre em Lisboa.
Kiev tem pontos de vista muito próximos dos parceiros europeus e tem havido "uma boa dinâmica" na elaboração do acordo, disse. "Aprecio muito as relações bilaterais com Portugal e com a UE", sublinhou Iuchtchenko.
Iuchtchenko falava aos jornalistas, depois de um encontro privado com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e antes de participar na cimeira do Partido Popular Europeu, que decorre em Lisboa.
Kiev tem pontos de vista muito próximos dos parceiros europeus e tem havido "uma boa dinâmica" na elaboração do acordo, disse. "Aprecio muito as relações bilaterais com Portugal e com a UE", sublinhou Iuchtchenko.
Hermitage: O esplendor dos Romanov em exposição na Ajuda
Dois séculos de arte e cultura da Rússia que mostram a riqueza da corte na dinastia Romanov são apresentados numa exposição com cerca de 600 peças do museu Hermitage a inaugurar quinta-feira, no Palácio da Ajuda.
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e o presidente russo, Vladimir Putin, que estará em Portugal para participar na Cimeira entre União Europeia e Rússia, inauguram a exposição, que abrirá ao público no dia seguinte.
"Arte e Cultura do Império Russo nas Colecções do Hermitage - de Pedro, o Grande, a Nicolau II" é o título da mostra que ficará na galeria D. Luís I do Palácio Nacional da Ajuda até 17 de Fevereiro.
Na galeria, onde estão a decorrer obras de requalificação, ainda se ultimam os preparativos para receber mais de meio milhar de peças de um dos mais importantes museus do mundo.
"Nunca houve no estrangeiro uma exposição tão grande do Hermitage", afirmou o comissário científico da exposição, Fernando António Baptista Pereira.
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e o presidente russo, Vladimir Putin, que estará em Portugal para participar na Cimeira entre União Europeia e Rússia, inauguram a exposição, que abrirá ao público no dia seguinte.
"Arte e Cultura do Império Russo nas Colecções do Hermitage - de Pedro, o Grande, a Nicolau II" é o título da mostra que ficará na galeria D. Luís I do Palácio Nacional da Ajuda até 17 de Fevereiro.
Na galeria, onde estão a decorrer obras de requalificação, ainda se ultimam os preparativos para receber mais de meio milhar de peças de um dos mais importantes museus do mundo.
"Nunca houve no estrangeiro uma exposição tão grande do Hermitage", afirmou o comissário científico da exposição, Fernando António Baptista Pereira.
quinta-feira, outubro 18, 2007
Espanha: Portugueses são cada vez mais segunda comunidade
O número de trabalhadores portugueses em Espanha voltou a aumentar no último trimestre com mais de 82.700 registados no sistema da Segurança Social espanhola (SSE), consolidando-se assim como a segunda maior comunidade da União Europeia.
Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho espanhol confirmam que a comunidade portuguesa continua a crescer a um ritmo mais elevado do que entre todos os imigrantes da UE e do que a média das comunidades estrangeiras.
Comparativamente ao final de Julho, o número de portugueses inscritos na SSE aumentou 4,5%, mais do que o aumento total do número de imigrantes oriundos dos 27. Note-se que do total de novos inscritos desde Julho, cerca de 55 mil, as inscrições de portugueses representaram 7% do total, confirmando a tendência de crescimento da emigração para Espanha.
Contabilizando apenas dados da SSE, os portugueses representam já 12,24% do total de imigrantes oriundos da UE (675 mil) - são segundos depois da Roménia (215 mil).
Em termos gerais, são 4% do total de imigrantes a residir em Espanha, e a quinta comunidade, depois do Equador (272 mil), Marrocos (262 mil), Roménia e Colômbia (150 mil).
De referir, que entre os 27, os portugueses são já a maior comunidade em cinco regiões espanholas, nomeadamente Estremadura (55,8 por cento), Ceuta (41,8 por cento), País Basco (40,4 por cento), Navarra (37 por cento) e Rioja (34 por cento).
Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho espanhol confirmam que a comunidade portuguesa continua a crescer a um ritmo mais elevado do que entre todos os imigrantes da UE e do que a média das comunidades estrangeiras.
Comparativamente ao final de Julho, o número de portugueses inscritos na SSE aumentou 4,5%, mais do que o aumento total do número de imigrantes oriundos dos 27. Note-se que do total de novos inscritos desde Julho, cerca de 55 mil, as inscrições de portugueses representaram 7% do total, confirmando a tendência de crescimento da emigração para Espanha.
Contabilizando apenas dados da SSE, os portugueses representam já 12,24% do total de imigrantes oriundos da UE (675 mil) - são segundos depois da Roménia (215 mil).
Em termos gerais, são 4% do total de imigrantes a residir em Espanha, e a quinta comunidade, depois do Equador (272 mil), Marrocos (262 mil), Roménia e Colômbia (150 mil).
De referir, que entre os 27, os portugueses são já a maior comunidade em cinco regiões espanholas, nomeadamente Estremadura (55,8 por cento), Ceuta (41,8 por cento), País Basco (40,4 por cento), Navarra (37 por cento) e Rioja (34 por cento).
Portugal perde poder em nome de uma Europa mais forte
Os países de pequena e média dimensão perdem privilégios com o novo Tratado Europeu.
Terão menos votos e deputados. Para que a União Europeia possa decidir com maior eficácia, e assim ambicionar um maior peso na cena internacional, os países de dimensão média como Portugal vão abdicar de poderes e regalias a que estavam habituados na família europeia. Esse é, em traços gerais, o ‘toma lá, dá cá’ que se afigura a Portugal com este novo Tratado. Enquanto as vantagens se apresentam de forma muito intangível, como ter um Tratado com o nome de ‘Lisboa’, ou gozar de um reforço da liderança na União e de uma política externa mais forte, as perdas revelam-se bem mais concretas: terá muito menos votos no conselho, perde dois deputados no Parlamento Europeu e o seu ‘gang’ predilecto – os amigos da coesão – perde a minoria de bloqueio.
Terão menos votos e deputados. Para que a União Europeia possa decidir com maior eficácia, e assim ambicionar um maior peso na cena internacional, os países de dimensão média como Portugal vão abdicar de poderes e regalias a que estavam habituados na família europeia. Esse é, em traços gerais, o ‘toma lá, dá cá’ que se afigura a Portugal com este novo Tratado. Enquanto as vantagens se apresentam de forma muito intangível, como ter um Tratado com o nome de ‘Lisboa’, ou gozar de um reforço da liderança na União e de uma política externa mais forte, as perdas revelam-se bem mais concretas: terá muito menos votos no conselho, perde dois deputados no Parlamento Europeu e o seu ‘gang’ predilecto – os amigos da coesão – perde a minoria de bloqueio.
Alfama atrai gigante da biotecnologia
A Farmacêutica norte-americana IKARIA acaba de assinar acordo com a Alfama. A empresa portuguesa, que vale 20 milhões de euros, aposta no tratamento de doenças com monóxido de carbono.
Quando na década de 90 Leo Otterbein, investigador na Universidade de Harvard, argumentava a favor de um papel terapêutico para o monóxido de carbono (CO), o silêncio tomou conta da sala. Passados mais de dez anos, o CO é objecto de estudo nos laboratórios da Alfama, onde já provou o enorme potencial terapêutico para várias doenças e está a ser testado em ensaios clínicos.
Quando na década de 90 Leo Otterbein, investigador na Universidade de Harvard, argumentava a favor de um papel terapêutico para o monóxido de carbono (CO), o silêncio tomou conta da sala. Passados mais de dez anos, o CO é objecto de estudo nos laboratórios da Alfama, onde já provou o enorme potencial terapêutico para várias doenças e está a ser testado em ensaios clínicos.
quarta-feira, outubro 17, 2007
Grã-Bretanha quer 1 milhão de Km quadrados na Antártida
O Reino Unido pretende reivindicar a soberania sobre mais de 1 milhão de quilómetros quadrados na Antártida, noticia hoje o jornal britânico The Guardian.
A reivindicação, que o Governo apresentará oficialmente às Nações Unidas, representa um claro desafio, ao espírito do tratado de 1959 sobre o continente. O acordo, para prevenir futuras disputas, proibia novas reivindicações territoriais sobre a Antártida.
Fontes do Ministério dos Negócios Estrangeiros disseram ao jornal que estão a recolher e a processar dados para apoiar a reivindicação britânica. O objectivo é alargar os direitos de exploração das reservas de petróleo, gás e minerais até às 350 milhas náuticas.
A simples reivindicação deverá irritar países da América do Sul que acreditam ter maiores direitos sobre as riquezas naturais da região, prevê o Guardian.
Em Setembro, o jornal tinha revelado que Londres prepara um dossier para reivindicar também as águas territoriais em torno de várias ilhas, como as Malvinas, a Geórgia do Sul, a Ascensão e Rockall, a oeste da Escócia. As reivindicações baseiam-se no artigo 76 da Convenção da ONU sobre o Direito do Mar.
A reivindicação, que o Governo apresentará oficialmente às Nações Unidas, representa um claro desafio, ao espírito do tratado de 1959 sobre o continente. O acordo, para prevenir futuras disputas, proibia novas reivindicações territoriais sobre a Antártida.
Fontes do Ministério dos Negócios Estrangeiros disseram ao jornal que estão a recolher e a processar dados para apoiar a reivindicação britânica. O objectivo é alargar os direitos de exploração das reservas de petróleo, gás e minerais até às 350 milhas náuticas.
A simples reivindicação deverá irritar países da América do Sul que acreditam ter maiores direitos sobre as riquezas naturais da região, prevê o Guardian.
Em Setembro, o jornal tinha revelado que Londres prepara um dossier para reivindicar também as águas territoriais em torno de várias ilhas, como as Malvinas, a Geórgia do Sul, a Ascensão e Rockall, a oeste da Escócia. As reivindicações baseiam-se no artigo 76 da Convenção da ONU sobre o Direito do Mar.
Empresas lusas tentam entrar na China através da Feira Macau
Uma delegação de empresários portugueses vai aproveitar a Feira Internacional de Macau (FIM) para uma primeira abordagem ao mercado asiático, na expectativa de começar a vender na China continental, disseram em Pequim empresários do ramo alimentar. "Vou à FIM para validar a minha percepção do mercado chinês e para ver no local os diversos agentes. Será um óptimo instrumento para aferir a validade deste mercado para nós", disse a administradora da Equanto, empresa de produtos alimentares biológicos, Margarida Reis.
A Minho Fumeiro, que comercializa enchidos artesanais de Ponte de Lima, tem este ano um expositor na FIM com o objectivo de encontrar um nicho de possíveis clientes, disse o director-geral da empresa, António Paulino.
Para além de Macau, onde chega a 20 de Outubro, o grupo de 20 empresários de Portugal continental, Madeira e Açores vai desenvolver contactos e conhecer as mais famosas zonas comerciais das maiores cidades da China, como Pequim, Xangai, Cantão e Hong Kong.
Francisco Barcelos, administrador da Quinta dos Açores e da Açorcarnes, diz "ter a sensação de que a China tem falta de produtos lácteos e poderá ser eventualmente um comprador de carne de qualidade", como a que diz produzir nas pastagens dos Açores.
Na 12ª edição da Feira Internacional de Macau, que decorre entre 18 e 21 de Outubro em 18 mil metros quadrados do Centro de Convenções do casino The Venetian, participam 44 empresas portuguesas, 3 das quais com sede em Macau, num total de 889 stands.
Nos primeiros oito meses de 2007, a exportação de produtos portugueses para Macau representou 9,3 milhões de euros, enquanto Portugal comprou pouco mais de 200 mil euros à Região Administrativa Especial da China.
A presença portuguesa na FIM aposta no sector dos vinhos e produtos alimentares como café, carne, peixe e enlatados, incluindo empresas de transporte com redes na região e associações empresariais.
A Minho Fumeiro, que comercializa enchidos artesanais de Ponte de Lima, tem este ano um expositor na FIM com o objectivo de encontrar um nicho de possíveis clientes, disse o director-geral da empresa, António Paulino.
Para além de Macau, onde chega a 20 de Outubro, o grupo de 20 empresários de Portugal continental, Madeira e Açores vai desenvolver contactos e conhecer as mais famosas zonas comerciais das maiores cidades da China, como Pequim, Xangai, Cantão e Hong Kong.
Francisco Barcelos, administrador da Quinta dos Açores e da Açorcarnes, diz "ter a sensação de que a China tem falta de produtos lácteos e poderá ser eventualmente um comprador de carne de qualidade", como a que diz produzir nas pastagens dos Açores.
Na 12ª edição da Feira Internacional de Macau, que decorre entre 18 e 21 de Outubro em 18 mil metros quadrados do Centro de Convenções do casino The Venetian, participam 44 empresas portuguesas, 3 das quais com sede em Macau, num total de 889 stands.
Nos primeiros oito meses de 2007, a exportação de produtos portugueses para Macau representou 9,3 milhões de euros, enquanto Portugal comprou pouco mais de 200 mil euros à Região Administrativa Especial da China.
A presença portuguesa na FIM aposta no sector dos vinhos e produtos alimentares como café, carne, peixe e enlatados, incluindo empresas de transporte com redes na região e associações empresariais.
Cooperação com Angola pode alargar-se à CPLP
O ministro da Defesa (MDN), Nuno Severiano Teixeira, afirmou ontem, em Luanda, que a experiência da cooperação bilateral com Angola pode ser posta ao serviço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Após um encontro com o Presidente José Eduardo dos Santos, o MDN realçou que o estado a que a cooperação técnico-militar com Angola chegou "pode servir para ser posta ao serviço de quadros multilaterais, nomeadamente na CPLP e da segurança regional em geral". Apesar de destacar as boas relações dos dois países nesta área, Severiano Teixeira referiu que a cooperação ainda pode ser reforçada. "Exprimi ao Presidente da República a vontade política de Portugal no desenvolvimento das relações bilaterais com Angola, em particular no âmbito da Defesa e do reforço da nossa Cooperação Técnico-Militar" (CTM).
Severiano Teixeira, que ontem foi recebido pelo primeiro-ministro de Angola, Fernando Dias dos Santos "Nandó", disse no final deste encontro que Portugal está aberto e interessado em cooperar no sector das indústrias de defesa. Nesse sentido, o MDN disse ter convidado as autoridades angolanas a enviarem uma missão técnica para ver quais as áreas em que essa cooperação se poderá desenvolver.
Severiano Teixeira, que ontem foi recebido pelo primeiro-ministro de Angola, Fernando Dias dos Santos "Nandó", disse no final deste encontro que Portugal está aberto e interessado em cooperar no sector das indústrias de defesa. Nesse sentido, o MDN disse ter convidado as autoridades angolanas a enviarem uma missão técnica para ver quais as áreas em que essa cooperação se poderá desenvolver.
terça-feira, outubro 16, 2007
Há 2 milhões de pobres em Portugal
Um quinto dos portugueses vive com menos de 360 euros por mês. E 32% da população activa entre os 16 e os 34 anos seria pobre se dependesse só do seu trabalho.
Os números são alarmantes. Um terço da população activa (entre os 16 e os 64 anos) seria pobre se dependesse apenas dos rendimentos do trabalho, de capital e de transferências privadas. De acordo com as estatísticas ontem publicadas pelo INE, sem as pensões de reforma e as transferências sociais do Estado, mais de 4 milhões de portugueses estariam em risco de pobreza. “As pessoas pagam ao Estado para terem acesso a pensões de reforma e depois esperam, obviamente, receber”, aponta o economista João César das Neves. O professor da Universidade Católica aponta que esta tendência nasceu com o fim da ditadura em Portugal e a criação da Segurança Social moderna. “Antes, Portugal tinha das mais altas taxas de poupança do mundo porque as pessoas não contavam com o dinheiro do Estado”, conclui o economista.
O fosso entre pobres e ricos em Portugal é, além disso, o maior no conjunto dos países da União Europeia. O rendimento dos dois milhões de portugueses mais ricos do país é quase sete vezes maior do que o rendimento dos dois milhões de pessoas mais pobres.
Os números são alarmantes. Um terço da população activa (entre os 16 e os 64 anos) seria pobre se dependesse apenas dos rendimentos do trabalho, de capital e de transferências privadas. De acordo com as estatísticas ontem publicadas pelo INE, sem as pensões de reforma e as transferências sociais do Estado, mais de 4 milhões de portugueses estariam em risco de pobreza. “As pessoas pagam ao Estado para terem acesso a pensões de reforma e depois esperam, obviamente, receber”, aponta o economista João César das Neves. O professor da Universidade Católica aponta que esta tendência nasceu com o fim da ditadura em Portugal e a criação da Segurança Social moderna. “Antes, Portugal tinha das mais altas taxas de poupança do mundo porque as pessoas não contavam com o dinheiro do Estado”, conclui o economista.
O fosso entre pobres e ricos em Portugal é, além disso, o maior no conjunto dos países da União Europeia. O rendimento dos dois milhões de portugueses mais ricos do país é quase sete vezes maior do que o rendimento dos dois milhões de pessoas mais pobres.
segunda-feira, outubro 15, 2007
Austrália: Aborígenes poderão ser reconhecidos na Constituição
Uma das promessas que John Howard faz para o próximo mandato é reconhecer os aborígenes na Constituição, promovendo um referendo para o fazer. Mas a ideia não está a ser recebida com muito entusiasmo: fala-se antes de uma promessa de um líder que sabe que a derrota é garantida, e por isso pode fazer "conversões no leito de morte"...
Howard diz que aprendeu o valor do simbolismo, nos seus 11 anos como primeiro-ministro, e está disposto a aceder a uma reivindicação de longa data dos aborígenes, os habitantes originais da Austrália, antes da chegada dos colonos europeus. Até 1967, os aborígenes eram governados por leis relativas à flora e fauna nativas. Nesse ano, os australianos aprovaram em referendo incluir a comunidade no censo nacional e conceder-lhes cidadania. Mas Howard não se mostrou disposto a pedir desculpa aos aborígenes por injustiças passadas, ou a assinar um tratado com eles - outra das reclamações antigas. Por isso, os líderes aborígenes mostraram-se divididos quanto a saber se Howard teria mesmo mudado de opinião, ou se estava apenas a tentar um golpe eleitoral.
Howard diz que aprendeu o valor do simbolismo, nos seus 11 anos como primeiro-ministro, e está disposto a aceder a uma reivindicação de longa data dos aborígenes, os habitantes originais da Austrália, antes da chegada dos colonos europeus. Até 1967, os aborígenes eram governados por leis relativas à flora e fauna nativas. Nesse ano, os australianos aprovaram em referendo incluir a comunidade no censo nacional e conceder-lhes cidadania. Mas Howard não se mostrou disposto a pedir desculpa aos aborígenes por injustiças passadas, ou a assinar um tratado com eles - outra das reclamações antigas. Por isso, os líderes aborígenes mostraram-se divididos quanto a saber se Howard teria mesmo mudado de opinião, ou se estava apenas a tentar um golpe eleitoral.
França: Morreu Bob Denard, ex-mercenário conflitos africanos
O antigo mercenário francês Bob Denard, que liderou revoltas e golpes de Estado em África, morreu sábado na sua casa, em Bordéus.
Denard, 79 anos, sofria da doença de Alzheimer e de problemas cardiovasculares que em 2006 lhe permitiram ser dispensado de assistir ao seu julgamento pela organização do golpe de Estado nas Comores em 1995.
Outrora o mais conhecido mercenário francês, cujo verdadeiro nome era Gilbert Bourgeaud, esteve envolvido em revoltas, resistência e golpes de Estado em dezenas de países, entre os quais Angola, onde em 1975 apoiou a UNITA de Jonas Savimbi.
Depois de cerca de 40 anos, Denard foi julgado em vários tribunais franceses e condenado, a penas de prisão de 5 anos, nos casos do golpe nas Comores (1995) e da tentativa de golpe de Estado no Benin (1977).
A sua acção mais prolongada foi nas Comores, onde chegou logo após a independência, em Setembro de 1975, deteve o Presidente Ahmed Abdallah e substituiu-o por Ali Soilih.
Três anos depois regressou para depor Soilih e substituí-lo por Abdallah, sendo nomeado chefe das Forças Armadas, dedicando-se nos anos seguintes à criação de uma guarda presidencial pretoriana de 600 homens, dirigida por oficiais europeus.
Em 1989, o Presidente das Comores é assassinado em circunstâncias não esclarecidas e Denard, que dias depois acaba por ser retirado do território por um comando francês, ainda promove a subida ao poder de Mohamed Tako Abdulkarim.
Em Setembro de 1995, Denard volta às Comores e, com um grupo de 30 homens, derruba o Presidente em exercício, Said Mohamed Djohar.
Denard, 79 anos, sofria da doença de Alzheimer e de problemas cardiovasculares que em 2006 lhe permitiram ser dispensado de assistir ao seu julgamento pela organização do golpe de Estado nas Comores em 1995.
Outrora o mais conhecido mercenário francês, cujo verdadeiro nome era Gilbert Bourgeaud, esteve envolvido em revoltas, resistência e golpes de Estado em dezenas de países, entre os quais Angola, onde em 1975 apoiou a UNITA de Jonas Savimbi.
Depois de cerca de 40 anos, Denard foi julgado em vários tribunais franceses e condenado, a penas de prisão de 5 anos, nos casos do golpe nas Comores (1995) e da tentativa de golpe de Estado no Benin (1977).
A sua acção mais prolongada foi nas Comores, onde chegou logo após a independência, em Setembro de 1975, deteve o Presidente Ahmed Abdallah e substituiu-o por Ali Soilih.
Três anos depois regressou para depor Soilih e substituí-lo por Abdallah, sendo nomeado chefe das Forças Armadas, dedicando-se nos anos seguintes à criação de uma guarda presidencial pretoriana de 600 homens, dirigida por oficiais europeus.
Em 1989, o Presidente das Comores é assassinado em circunstâncias não esclarecidas e Denard, que dias depois acaba por ser retirado do território por um comando francês, ainda promove a subida ao poder de Mohamed Tako Abdulkarim.
Em Setembro de 1995, Denard volta às Comores e, com um grupo de 30 homens, derruba o Presidente em exercício, Said Mohamed Djohar.
A presunção dos donos das palavras
Com a devida vénia:
Robert Ronsson acaba de escrever um livro para crianças: Jogos Olímpicos da Mente, com 300 pouquinhos exemplares. Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Londres querem proibir- -lhe o título, porque se acham donos das palavras "jogos" e "olímpicos" juntas. Cada vez admiro mais Martin Van Buren, 8.º presidente dos EUA (1837-41). Ele era de uma cidadezinha sobre o rio Hudson, Kinderhooker, a que se referia muitas vezes: "Eu sou da Old (velha) Kinderhooker", para dizer que era de boa cepa. Dizia- -o tanto nos discursos que os jornais passaram a pôr a abreviatura: "O.K." Gosto de Van Buren por não dar uma volta no túmulo de cada vez que lhe roubam a palavra... Razão tinha também o velho Groucho, dos Marx Brothers. Quando quis fazer um filme intitulado Uma Noite em Casablanca, os estúdios Warner Brothers quiseram proibi-lo por já terem um chamado Casablanca. Groucho contra-atacou: "E nós não somos Brothers (irmãos) há mais tempo que vocês?"
Ferreira Fernandes
Robert Ronsson acaba de escrever um livro para crianças: Jogos Olímpicos da Mente, com 300 pouquinhos exemplares. Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Londres querem proibir- -lhe o título, porque se acham donos das palavras "jogos" e "olímpicos" juntas. Cada vez admiro mais Martin Van Buren, 8.º presidente dos EUA (1837-41). Ele era de uma cidadezinha sobre o rio Hudson, Kinderhooker, a que se referia muitas vezes: "Eu sou da Old (velha) Kinderhooker", para dizer que era de boa cepa. Dizia- -o tanto nos discursos que os jornais passaram a pôr a abreviatura: "O.K." Gosto de Van Buren por não dar uma volta no túmulo de cada vez que lhe roubam a palavra... Razão tinha também o velho Groucho, dos Marx Brothers. Quando quis fazer um filme intitulado Uma Noite em Casablanca, os estúdios Warner Brothers quiseram proibi-lo por já terem um chamado Casablanca. Groucho contra-atacou: "E nós não somos Brothers (irmãos) há mais tempo que vocês?"
Ferreira Fernandes
sexta-feira, outubro 12, 2007
Oferta e venda de vinhos portugueses estão a aumentar no Canadá
Os principais produtores portugueses de vinho estão a aumentar a oferta e vendas no mercado canadiano, prevendo-se que o ciclo de crescimento continue em 2008, afirmaram 5ª feira fontes empresariais. No primeiro semestre deste ano, houve um acréscimo de vendas de vinhos portugueses, com destaque para os tintos, que subiram acima dos 10% no período, indicou William Delgado, da delegação da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal em Toronto.
Este responsável esteve presente durante a prova de vinhos que o "Grupo dos 7" maiores produtores portugueses do sector realizou em Montreal, depois da acção promovida terça-feira em Toronto. O G-7 - que conta presentemente apenas seis produtores, após a saída da Sogrape - é constituído pelas Caves Aliança, Aveleda, Bacalhôa, Finagra - Herdade do Esporão, José Maria da Fonseca e Caves Messias. Delgado explicou também que o momento de alta nos vinhos portugueses se deve ao facto de estarem a "entrar na moda" e ganhar popularidade junto dos consumidores, principalmente os durienses e alentejanos. O vinho do Porto, por sua vez, está a numa fase de estagnação no Quebeque, região que é a maior importadora e consumidora destes vinhos.
Nas grandes províncias do Ontário e do Quebeque, a comercialização de vinho e outros produtos alcoólicos está sujeita a regime de monopólio, com a venda ao público na rede de lojas das empresas monopolistas (LCBO, no Ontário, e SAQ, no Quebeque). Os produtores portugueses estão a conseguir listar novos vinhos, casos da Bacalhôa e da Herdade do Esporão, que vão estrear-se em 2008 na venda ao público no Quebeque.
Bernardo Gouvêa, administrador da Bacalhôa Vinhos de Portugal, anunciou que a empresa vai colocar à venda na província francófona a partir de Março o "Tinto da Ânfora", o "Catarina" e o "Palácio da Bacalhôa". Uma das suas gamas de moscatel de Setúbal está na fase final de licenciamento.
Por seu turno, Pedro Vieira, gerente da Finagra, realçou à Lusa que a Herdade do Esporão passará a partir de Maio a estar nas prateleiras da SAQ, através do "Monte Velho" e "Esporão Reserva Tinto", presentemente já vendidos no Ontário.
Grande êxito está a ter o produtor José Maria da Fonseca com o seu vinho branco "Albis", que tem recebido elogios da crítica especializada.
Na maioria das lojas pelo Canadá os vinhos de mesa portugueses são inexistentes, à excepção de algumas marcas no Ontário e um pouco pelo Quebeque. Além da notoriedade reconhecida aos Portos, vinhos como "Mateus Rosé", "Aveleda", e "Vila Régia" são genericamente conhecidos pelo público que ainda os associa a Portugal.
Este responsável esteve presente durante a prova de vinhos que o "Grupo dos 7" maiores produtores portugueses do sector realizou em Montreal, depois da acção promovida terça-feira em Toronto. O G-7 - que conta presentemente apenas seis produtores, após a saída da Sogrape - é constituído pelas Caves Aliança, Aveleda, Bacalhôa, Finagra - Herdade do Esporão, José Maria da Fonseca e Caves Messias. Delgado explicou também que o momento de alta nos vinhos portugueses se deve ao facto de estarem a "entrar na moda" e ganhar popularidade junto dos consumidores, principalmente os durienses e alentejanos. O vinho do Porto, por sua vez, está a numa fase de estagnação no Quebeque, região que é a maior importadora e consumidora destes vinhos.
Nas grandes províncias do Ontário e do Quebeque, a comercialização de vinho e outros produtos alcoólicos está sujeita a regime de monopólio, com a venda ao público na rede de lojas das empresas monopolistas (LCBO, no Ontário, e SAQ, no Quebeque). Os produtores portugueses estão a conseguir listar novos vinhos, casos da Bacalhôa e da Herdade do Esporão, que vão estrear-se em 2008 na venda ao público no Quebeque.
Bernardo Gouvêa, administrador da Bacalhôa Vinhos de Portugal, anunciou que a empresa vai colocar à venda na província francófona a partir de Março o "Tinto da Ânfora", o "Catarina" e o "Palácio da Bacalhôa". Uma das suas gamas de moscatel de Setúbal está na fase final de licenciamento.
Por seu turno, Pedro Vieira, gerente da Finagra, realçou à Lusa que a Herdade do Esporão passará a partir de Maio a estar nas prateleiras da SAQ, através do "Monte Velho" e "Esporão Reserva Tinto", presentemente já vendidos no Ontário.
Grande êxito está a ter o produtor José Maria da Fonseca com o seu vinho branco "Albis", que tem recebido elogios da crítica especializada.
Na maioria das lojas pelo Canadá os vinhos de mesa portugueses são inexistentes, à excepção de algumas marcas no Ontário e um pouco pelo Quebeque. Além da notoriedade reconhecida aos Portos, vinhos como "Mateus Rosé", "Aveleda", e "Vila Régia" são genericamente conhecidos pelo público que ainda os associa a Portugal.
Gibraltar: 80% dos eleitores participam na escolha governo
Cerca de 80 por cento dos eleitores de Gibraltar participaram nas eleições de hoje para escolher o novo governo da colónia britânica, onde já se iniciou a contagem dos votos.
Uma hora antes das urnas fecharem já tinham votado 78,59 por cento dos cerca de 20 mil eleitores inscritos.
A projecção de resultados, realizada pela cadeia de televisão pública GBC deverá ser divulgada às 23:00 locais, menos uma hora em Lisboa.
Dado o pequeno número de eleitores, a projecção deverá dar uma indicação bastante clara do resultado, já que foram ouvidos cerca de 12 por cento dos eleitores à saída das urnas.
Nos boletins de voto estão representantes de três forças políticas e dois candidatos independentes, sendo os favoritos o actual chefe do governo, Peter Caruana do Partido Social-Democrata, e Joe Bossano, que lidera uma coligação liberal socialista e que já governou a colónia. A terceira força política é o Partido Democrático Progressista, liderado por Keith Azopardi.
O voto decorreu praticamente um ano depois da população de Gibraltar ter aprovado em referendo o novo texto constitucional, que segundo Caruana permite criar um relacionamento mais moderno com o Reino Unido, que deixa de ser "colonial".
Uma hora antes das urnas fecharem já tinham votado 78,59 por cento dos cerca de 20 mil eleitores inscritos.
A projecção de resultados, realizada pela cadeia de televisão pública GBC deverá ser divulgada às 23:00 locais, menos uma hora em Lisboa.
Dado o pequeno número de eleitores, a projecção deverá dar uma indicação bastante clara do resultado, já que foram ouvidos cerca de 12 por cento dos eleitores à saída das urnas.
Nos boletins de voto estão representantes de três forças políticas e dois candidatos independentes, sendo os favoritos o actual chefe do governo, Peter Caruana do Partido Social-Democrata, e Joe Bossano, que lidera uma coligação liberal socialista e que já governou a colónia. A terceira força política é o Partido Democrático Progressista, liderado por Keith Azopardi.
O voto decorreu praticamente um ano depois da população de Gibraltar ter aprovado em referendo o novo texto constitucional, que segundo Caruana permite criar um relacionamento mais moderno com o Reino Unido, que deixa de ser "colonial".
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