Cabo Verde deverá entrar para a Organização Mundial do Comércio (OMC) em Dezembro, disse hoje o secretário de Estado da Economia, Crescimento e Competitividade, Jorge Borges. A questão foi hoje debatida no Conselho de Ministros, esclarecendo o responsável no final da reunião que a maior parte das negociações multilaterais e bilaterais estão concluídas, pelo que o processo de adesão estará fechado até final deste mês.
Cabo Verde pediu formalmente a adesão à OMC em 1999 e, no ano seguinte, foi criado um grupo de trabalho para seguir o processo. De 2004 até este ano, registaram-se progressos e "tudo leva a crer que a adesão se concretiza" até final de 2007, disse Jorge Borges.
Além das negociações multilaterais, Cabo Verde já estabeleceu acordos bilaterais com a União Europeia, com o Brasil, com os Estados Unidos e com o Japão, estando para breve um acordo com o Canadá.
A adesão vai garantir certa segurança aos investidores externos e Cabo Verde vai ser apoiado em matéria de boa governação e de modernização, além de harmonização de leis, mais consentâneas com os mercados externos.
A OMC é uma organização mundial criada em 1995, com 151 países, que supervisiona acordos sobre regras de comércio.
No início deste mês, Cabo Verde assinou um acordo bilateral com a União Europeia de acesso ao mercado, um passo considerado fundamental para a entrada para a OMC. O acordo permite a possibilidade de Cabo Verde comercializar os seus produtos no mercado europeu, com tarifas competitivas, comprometendo-se a aplicar tarifas abaixo dos 40% para os produtos agrícolas e próximas de 30% para produtos não agrícolas.
sexta-feira, novembro 16, 2007
Diplomacia portuguesa força vitória nas Nações Unidas
Os diplomatas definem o momento como "histórico". Pela primeira vez, a Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução sobre uma Moratória contra o uso da pena de morte. A presidência portuguesa da União Europeia coordenou grande parte da acção.
Houve 99 votos a favor, 52 contra, e 33 abstenções. A votação aconteceu ontem, em Nova Iorque, e significa, politicamente, um avanço inédito. Por dezenas de vezes foi analisada a questão da moratória, mas nunca houve uma maioria na Assembleia que permitisse aprovar uma resolução sobre a matéria. A resolução de hoje abre caminho para a abolição da pena de morte e a protecção dos Direitos Humanos no mundo.
"Esta resolução foi apresentada por um grupo transregional liderado pela Albânia, Angola, Brasil, Croácia, Filipinas, Gabão, México, Nova Zelândia, Portugal (em nome da UE), Timor Leste, contando com 87 co-patrocinadores", divulgou um comunicado da Presidência portuguesa da UE.
Mais: "A Presidência da União Europeia acredita que esta iniciativa estabeleceu um processo de diálogo na Assembleia-Geral sobre uma questão de importância fundamental para a protecção e promoção dos direitos humanos como é a questão da moratória sobre o uso da pena de morte. Tal como é do conhecimento geral, a União Europeia tem uma posição pública de longa data sobre a abolição da pena de morte".
Houve 99 votos a favor, 52 contra, e 33 abstenções. A votação aconteceu ontem, em Nova Iorque, e significa, politicamente, um avanço inédito. Por dezenas de vezes foi analisada a questão da moratória, mas nunca houve uma maioria na Assembleia que permitisse aprovar uma resolução sobre a matéria. A resolução de hoje abre caminho para a abolição da pena de morte e a protecção dos Direitos Humanos no mundo.
"Esta resolução foi apresentada por um grupo transregional liderado pela Albânia, Angola, Brasil, Croácia, Filipinas, Gabão, México, Nova Zelândia, Portugal (em nome da UE), Timor Leste, contando com 87 co-patrocinadores", divulgou um comunicado da Presidência portuguesa da UE.
Mais: "A Presidência da União Europeia acredita que esta iniciativa estabeleceu um processo de diálogo na Assembleia-Geral sobre uma questão de importância fundamental para a protecção e promoção dos direitos humanos como é a questão da moratória sobre o uso da pena de morte. Tal como é do conhecimento geral, a União Europeia tem uma posição pública de longa data sobre a abolição da pena de morte".
Volkswagen quer Polo na Autoeuropa
O grupo Volkswagen quer apostar na Autoeuropa. Objectivo: produzir em Portugal o sucessor do monovolume Sharan e o Polo em parceria com a fábrica espanhola de Pamplona, liderada por Sáenz, anterior director-geral da Autoeuropa. “Se fazemos Polos em Navarra, porque não fazer em Portugal? A ideia é partilhar fornecedores e minimizar os custos de transporte, ganhar sinergias entre as duas fábricas. Isso para mim seria um sonho”. As palavras de Emilio Sáenz na despedida da fábrica de Palmela está próximo de ser realidade. Uma intenção que já era evidente em Março deste ano – quando a Volkswagen decidiu entregar à Autoeuropa um investimento de 500 milhões de euros para “novos produtos”. Jochem Heizman, responsável de produção do grupo, esteve esta semana reunido com a direcção e os trabalhadores portugueses para garantir as condições que permitam à Volkswagen trazer para a Autoeuropa o novo monovolume e o Polo, desenvolvendo as sinergias com produtos de plataformas comuns entre Navarra e Palmela. A Autoeuropa reforça assim a posição de maior exportador nacional. Os volumes de vendas poderão duplicar para cerca de 2,6 mil milhões de euros o que, mantendo o ritmo de crescimento do PIB português poderá representar mais de 1,8% da riqueza nacional.
Bush critica despesas com ensino do português
O ensino do português como segunda língua nos EUA foi tomado como exemplo por George W. Bush para a forma como o Congresso desbarata o dinheiro dos contribuintes. A 14 meses do final do seu mandato, o Presidente republicano está a travar um braço-de-ferro com o Congresso democrata, para demonstrar que ainda é politicamente relevante.
Nessa luta vetou terça-feita uma proposta de lei de 606 mil milhões de dólares apresentada pelos democratas, que financiaria programas de apoio à educação, saúde e trabalho. Em retaliação, Harry Reid, líder da maioria democrata no Senado disse que o Presidente deixará de contar com verbas para pagar as guerras no Iraque e Afeganistão caso não aceite um plano de retirada completa das tropas até ao final do próximo ano. Foi neste contexto que, discursando na cidade de New Albany (estado de Indiana), Bush recorreu ao exemplo do ensino do português como segunda língua para ilustrar o despesismo desregrado dos democratas.
A outra proposta de lei é para os departamentos de Trabalho, Saúde e Serviços Humanos, e Educação. Esta proposta está atrasada 44 dias e dez mil milhões de dólares acima do orçamentado, e com mais de dois mil apêndices. Alguns dos projectos esbanjadores incluem um museu das prisões, uma escola de vela de ensino a bordo de um catamarã, e um programa de 'português como segunda língua'. O Congresso deve aos contribuintes esforços melhores. E por isso hoje, na Sala Oval, vetei esta proposta de lei." A proposta em causa está incluída na Lei das Apropriações para 2008 dos Departamentos do Trabalho, Saúde, Serviços Humanos, Educação e Agências Relacionadas. A lista é imensa, trata de tudo, desde a proibição de compra de lâmpadas que não poupem energia até à investigação científica com células estaminais - e a proposta referida por Bush é do congressista democrata por Rhode Island Patrick Kennedy, que concedia cem mil dólares ao Rhode Island College, de Providence, para um Programa de Estudos Portugueses e Lusófonos.
Nessa luta vetou terça-feita uma proposta de lei de 606 mil milhões de dólares apresentada pelos democratas, que financiaria programas de apoio à educação, saúde e trabalho. Em retaliação, Harry Reid, líder da maioria democrata no Senado disse que o Presidente deixará de contar com verbas para pagar as guerras no Iraque e Afeganistão caso não aceite um plano de retirada completa das tropas até ao final do próximo ano. Foi neste contexto que, discursando na cidade de New Albany (estado de Indiana), Bush recorreu ao exemplo do ensino do português como segunda língua para ilustrar o despesismo desregrado dos democratas.
A outra proposta de lei é para os departamentos de Trabalho, Saúde e Serviços Humanos, e Educação. Esta proposta está atrasada 44 dias e dez mil milhões de dólares acima do orçamentado, e com mais de dois mil apêndices. Alguns dos projectos esbanjadores incluem um museu das prisões, uma escola de vela de ensino a bordo de um catamarã, e um programa de 'português como segunda língua'. O Congresso deve aos contribuintes esforços melhores. E por isso hoje, na Sala Oval, vetei esta proposta de lei." A proposta em causa está incluída na Lei das Apropriações para 2008 dos Departamentos do Trabalho, Saúde, Serviços Humanos, Educação e Agências Relacionadas. A lista é imensa, trata de tudo, desde a proibição de compra de lâmpadas que não poupem energia até à investigação científica com células estaminais - e a proposta referida por Bush é do congressista democrata por Rhode Island Patrick Kennedy, que concedia cem mil dólares ao Rhode Island College, de Providence, para um Programa de Estudos Portugueses e Lusófonos.
NATO poupa dinheiro com solução criada pelos militares portugueses
Os militares portugueses destacados há duas semanas na base aérea lituana de Siauliai encontraram problemas que não existiam para os outros contingentes da NATO ali presentes desde 2004. Um deles diz respeito ao "arrumar" dos dois caças no fim de cada missão: a falta de espaço na placa obriga-os a entrar de marcha-atrás nos hangares, empurrados pelos mecânicos, pelo que os motores têm de ser previamente desligados por questões de segurança. Depois de estacionados, e porque as coordenadas dos sistemas de navegação e tiro dos F-16 têm de estar sempre afinadas (ao milímetro), é necessário religar os aviões - a 500 euros cada - até os computadores dizerem "ok". A solução imaginada permite poupar 1000 euros por cada dia de voo aos países que usam caças F-16 (a maioria dos que ali estiveram) ou Tornado (ingleses): montar uma roldana na traseira dos hangares para que um reboque possa puxar os caças - num ângulo de 90 graus, para não ser sugado - sem que os aviões tenham de desligar os motores. Outro "ovo de Colombo" português surgiu depois de os portugueses olharem com atenção para os hangares instalados pela NATO: os pequenos motores que controlam a sua abertura congelam com o frio - já de alguns graus abaixo de zero na terça e na quarta-feira. Não foi possível saber quanto tempo demoraram a encontrar a solução para o problema, com que um novo destacamento aliado ia lidar - leia-se abrir e fechar os hangares à mão - pelo quarto Inverno consecutivo: colocá-los do lado de dentro.
A Lituânia, como a Estónia e a Letónia, não tem meios capazes de garantir a sua própria defesa aérea, pelo que a NATO assumiu essa responsabilidade junto às fronteiras da Rússia e da Bielorússia. Quando lá chegaram, nos últimos dias de Outubro, os militares da Força Aérea só estavam preocupados em montar as tendas e equipamentos do seu "kit de mobilidade". Mas os lituanos, à cautela, queriam fazer reuniões de trabalho. "Os briefings, os briefings", insistiam os locais, em inglês. Para deixarem de os ter sempre à perna, recordou um dos militares ouvidos pelo DN, os portugueses lá acabaram por interromper os seus trabalhos para ouvir as recomendações dos seus pares."Ainda bem que tivemos aquelas reuniões, porque caso contrário não estaríamos avisados e não teria havido reporte" do que se passou "um ou dois dias depois". Já fora das horas de serviço, contou a fonte, um militar que tomava café depois do jantar num café de Siauliai foi abordado por uma atraente jovem - "mas o contacto estava a ser demasiado fácil", pelo que o português alertou as chefias. Estas, por sua vez, entraram em contacto com a intelligence militar lituana. Com alguma surpresa, viram-nos "[dar] a entender que já sabiam o que se tinha passado", sublinhou aquela fonte, adiantando que os lituanos confirmaram tratar-se de uma das pessoas com quem os aliados devem evitar contactos."Eles são uma máquina infernal [em matéria de intelligence], estão anos-luz à nossa frente", confessou o operacional, com base no que já teve oportunidade de saber sobre o trabalho dos lituanos. As Forças Armadas portuguesas, através da sua componente aérea, formam o 14.º contingente a cumprir missão nos Bálticos. Como "o ócio é a pior coisa" com que os soldados podem lidar, o destacamento assumiu outras tarefas. Assim, no plano militar, está a desenvolver um manual com procedimentos de defesa aérea para a Lituânia: aí se diz como interceptar um avião, como segui-lo ou entrar em combate se for necessário eliminar a ameaça, explicou o major Paulo Gonçalves. A instalação de tomadas de terra junto aos hangares, às quais se ligam os aviões carregados de electricidade estática no fim das missões, é outro programa: está em estudo o nível de condutibilidade da terra na zona, para depois marcar e instalar as tomadas. Até lá, os militares ligam uma ponta de um cabo ao caça e enterram a outra entre placas de cimento no chão. No plano social, ensinam cozinheiros locais a fazer bacalhau à lagareiro, distribuem emblemas e autocolantes às crianças, respondem a cartas de crianças portuguesas - e vão participar, "para perder", num campeonato de bowling.
A Lituânia, como a Estónia e a Letónia, não tem meios capazes de garantir a sua própria defesa aérea, pelo que a NATO assumiu essa responsabilidade junto às fronteiras da Rússia e da Bielorússia. Quando lá chegaram, nos últimos dias de Outubro, os militares da Força Aérea só estavam preocupados em montar as tendas e equipamentos do seu "kit de mobilidade". Mas os lituanos, à cautela, queriam fazer reuniões de trabalho. "Os briefings, os briefings", insistiam os locais, em inglês. Para deixarem de os ter sempre à perna, recordou um dos militares ouvidos pelo DN, os portugueses lá acabaram por interromper os seus trabalhos para ouvir as recomendações dos seus pares."Ainda bem que tivemos aquelas reuniões, porque caso contrário não estaríamos avisados e não teria havido reporte" do que se passou "um ou dois dias depois". Já fora das horas de serviço, contou a fonte, um militar que tomava café depois do jantar num café de Siauliai foi abordado por uma atraente jovem - "mas o contacto estava a ser demasiado fácil", pelo que o português alertou as chefias. Estas, por sua vez, entraram em contacto com a intelligence militar lituana. Com alguma surpresa, viram-nos "[dar] a entender que já sabiam o que se tinha passado", sublinhou aquela fonte, adiantando que os lituanos confirmaram tratar-se de uma das pessoas com quem os aliados devem evitar contactos."Eles são uma máquina infernal [em matéria de intelligence], estão anos-luz à nossa frente", confessou o operacional, com base no que já teve oportunidade de saber sobre o trabalho dos lituanos. As Forças Armadas portuguesas, através da sua componente aérea, formam o 14.º contingente a cumprir missão nos Bálticos. Como "o ócio é a pior coisa" com que os soldados podem lidar, o destacamento assumiu outras tarefas. Assim, no plano militar, está a desenvolver um manual com procedimentos de defesa aérea para a Lituânia: aí se diz como interceptar um avião, como segui-lo ou entrar em combate se for necessário eliminar a ameaça, explicou o major Paulo Gonçalves. A instalação de tomadas de terra junto aos hangares, às quais se ligam os aviões carregados de electricidade estática no fim das missões, é outro programa: está em estudo o nível de condutibilidade da terra na zona, para depois marcar e instalar as tomadas. Até lá, os militares ligam uma ponta de um cabo ao caça e enterram a outra entre placas de cimento no chão. No plano social, ensinam cozinheiros locais a fazer bacalhau à lagareiro, distribuem emblemas e autocolantes às crianças, respondem a cartas de crianças portuguesas - e vão participar, "para perder", num campeonato de bowling.
China bloqueia envio de correio para Portugal
Os correios da China suspenderam até ao final do ano o envio de cartas e encomendas para Portugal, devido às greves dos funcionários portugueses dos correios e telecomunicações, disseram hoje funcionários postais chineses. "Desde o início de Setembro que deixámos de poder receber qualquer tipo de correspondência para Portugal. A suspensão vigora em toda a China".
quinta-feira, novembro 15, 2007
Timor Leste: "Enraízamento do português é tarefa para duas gerações"
O "enraizamento" da língua portuguesa em Timor-Leste é "um esforço de longo prazo", que só estará completo dentro de duas gerações, na melhor das hipóteses, afirmou hoje em Lisboa o presidente timorense, José Ramos-Horta.
Ramos-Horta, que prossegue hoje a sua visita oficial de dois dias a Portugal, a primeira enquanto Chefe de Estado timorense, falava no Palácio de Belém após uma audiência de cerca de uma hora com o presidente Aníbal Cavaco Silva. Questionado pela imprensa acerca dos progressos do ensino da língua portuguesa em Timor-Leste, que tem a oposição de alguns quadrantes, Ramos-Horta afirmou que "o desenvolvimento nota-se", mas que os resultados práticos surgirão mais tarde. "Quem participou, como eu participei desde 2000/2001 na defesa da opção do português como língua oficial, pode ver a melhoria na introdução, mas o esforço tem de continuar, é um esforço a longo prazo, são necessárias pelo menos mais duas gerações para que o português se enraíze", afirmou. O presidente timorense lembrou que a história da língua portuguesa em Timor-Leste fez-se de "dificuldades e controvérsia", que obrigaram à necessidade de "esclarecer o povo timorense sobre a necessidade de introdução da língua portuguesa lado-a-lado com o tétum".
De todos os Estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Timor-Leste é o único que tem duas línguas oficiais. Portugal e também o Brasil têm suportado os custos do ensino da língua, e, segundo Ramos-Horta, também o Estado timorense vai começar a fazê-lo, em 2008. "A língua é um elemento fundamental de identidade, principalmente no mundo global", disse o chefe de Estado, que manifestou a disponibilidade portuguesa para "acolher sempre" pedidos que venham a ser feitos por Timor neste domínio.
Cavaco Silva lembrou o papel de Portugal na independência timorense, e que Timor-Leste é actualmente o principal parceiro de cooperação português, estando actualmente em curso um programa indicativo com duração até 2010.
Ramos-Horta, que prossegue hoje a sua visita oficial de dois dias a Portugal, a primeira enquanto Chefe de Estado timorense, falava no Palácio de Belém após uma audiência de cerca de uma hora com o presidente Aníbal Cavaco Silva. Questionado pela imprensa acerca dos progressos do ensino da língua portuguesa em Timor-Leste, que tem a oposição de alguns quadrantes, Ramos-Horta afirmou que "o desenvolvimento nota-se", mas que os resultados práticos surgirão mais tarde. "Quem participou, como eu participei desde 2000/2001 na defesa da opção do português como língua oficial, pode ver a melhoria na introdução, mas o esforço tem de continuar, é um esforço a longo prazo, são necessárias pelo menos mais duas gerações para que o português se enraíze", afirmou. O presidente timorense lembrou que a história da língua portuguesa em Timor-Leste fez-se de "dificuldades e controvérsia", que obrigaram à necessidade de "esclarecer o povo timorense sobre a necessidade de introdução da língua portuguesa lado-a-lado com o tétum".
De todos os Estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Timor-Leste é o único que tem duas línguas oficiais. Portugal e também o Brasil têm suportado os custos do ensino da língua, e, segundo Ramos-Horta, também o Estado timorense vai começar a fazê-lo, em 2008. "A língua é um elemento fundamental de identidade, principalmente no mundo global", disse o chefe de Estado, que manifestou a disponibilidade portuguesa para "acolher sempre" pedidos que venham a ser feitos por Timor neste domínio.
Cavaco Silva lembrou o papel de Portugal na independência timorense, e que Timor-Leste é actualmente o principal parceiro de cooperação português, estando actualmente em curso um programa indicativo com duração até 2010.
O dia em que fomos monárquicos
Com a devida vénia:
"Gostava de partilhar convosco o quanto no meu âmago (bonita expressão) me senti monárquico ao ver, na Cimeira Ibero-Americana, Juan Carlos, Rei de Espanha, pedir a Hugo Chávez, intendente da Venezuela, que se calasse. Os factos são conhecidos do grande público: enquanto Chávez, no seu habitual registo inimputável, insultava Aznar de fascista, o magnífico Rei Juan Carlos (Sua Majestade, Sua Eminência, Sua Senhoria) lançou-lhe um sumaríssimo: Por qué non te callas?No fundo, é isso. Por qué non te callas, Chávez? Dentro de portas, estabeleceste um regime populista e autoritário, pouco importa se apoiado pela maioria dos venezuelanos. Nada te escapa e quem não é chavista está condenado à inércia ou ao ostracismo. Externamente, usas uma linguagem entre a paranóia e a arruaça. Precisamos mesmo de te ouvir? Porque devemos nós, os que acreditamos que a democracia não depende só dos votos mas de uma certa legitimidade de exercício, os que acreditamos numa comunidade organizada segundo princípios da democracia liberal (liberdades, separação de poderes, checks-and-balances, respeito pela oposição, responsabilidade e prestação de contas), os que acreditamos que os recursos de um país devem ser geridos e distribuídos de forma transparente, sem tentações clientelares ou chantagistas, porque devemos prestar atenção a orações injuriosas? Não serás tu o fascista, ó Chávez? E por qué non se callan também os que, na incapacidade de condenarem claramente o ditador da Venezuela (porque ditador é aquele que age como ditador, seja ou não eleito), resolveram atacar a "grosseria" diplomática do Rei de Espanha, essa figura anacrónica que devia era curvar-se perante um Presidente eleito, mesmo que do baixo quilate deste triste Chávez? Mas não são vocês que contra todas as diplomacias da conveniência e do cinismo, lutam pela supremacia dos valores nas relações internacionais? Não são vocês que sempre se manifestam contra os abusos da liberdade de expressão, quando pensam que as vossas ideias estão a ser visadas? Somos obrigados a tolerar que se insulte um ex-governante de fascista, mas devemos reagir contra os caricaturistas de Maomé, os Nobéis desbocados com teses deterministas sobre o ADN dos negros, os acéfalos da extrema-direita. É só porque Juan Carlos, o nosso Rei, não foi eleito? Mas como duvidar da legitimidade da monarquia em Espanha? Evidentemente, a legitimidade que advém das eleições pode coexistir com outras formas de legitimidade: histórica, simbólica ou social. Onde está a maioria de espanhóis que deseja acabar com a monarquia? E eu nem sou monárquico, mas quando Juan Carlos saiu da mesa acho que me tornei num carlista. Quero um Rei destes. Até pode ser absoluto."
Pedro Lomba in DN
"Gostava de partilhar convosco o quanto no meu âmago (bonita expressão) me senti monárquico ao ver, na Cimeira Ibero-Americana, Juan Carlos, Rei de Espanha, pedir a Hugo Chávez, intendente da Venezuela, que se calasse. Os factos são conhecidos do grande público: enquanto Chávez, no seu habitual registo inimputável, insultava Aznar de fascista, o magnífico Rei Juan Carlos (Sua Majestade, Sua Eminência, Sua Senhoria) lançou-lhe um sumaríssimo: Por qué non te callas?No fundo, é isso. Por qué non te callas, Chávez? Dentro de portas, estabeleceste um regime populista e autoritário, pouco importa se apoiado pela maioria dos venezuelanos. Nada te escapa e quem não é chavista está condenado à inércia ou ao ostracismo. Externamente, usas uma linguagem entre a paranóia e a arruaça. Precisamos mesmo de te ouvir? Porque devemos nós, os que acreditamos que a democracia não depende só dos votos mas de uma certa legitimidade de exercício, os que acreditamos numa comunidade organizada segundo princípios da democracia liberal (liberdades, separação de poderes, checks-and-balances, respeito pela oposição, responsabilidade e prestação de contas), os que acreditamos que os recursos de um país devem ser geridos e distribuídos de forma transparente, sem tentações clientelares ou chantagistas, porque devemos prestar atenção a orações injuriosas? Não serás tu o fascista, ó Chávez? E por qué non se callan também os que, na incapacidade de condenarem claramente o ditador da Venezuela (porque ditador é aquele que age como ditador, seja ou não eleito), resolveram atacar a "grosseria" diplomática do Rei de Espanha, essa figura anacrónica que devia era curvar-se perante um Presidente eleito, mesmo que do baixo quilate deste triste Chávez? Mas não são vocês que contra todas as diplomacias da conveniência e do cinismo, lutam pela supremacia dos valores nas relações internacionais? Não são vocês que sempre se manifestam contra os abusos da liberdade de expressão, quando pensam que as vossas ideias estão a ser visadas? Somos obrigados a tolerar que se insulte um ex-governante de fascista, mas devemos reagir contra os caricaturistas de Maomé, os Nobéis desbocados com teses deterministas sobre o ADN dos negros, os acéfalos da extrema-direita. É só porque Juan Carlos, o nosso Rei, não foi eleito? Mas como duvidar da legitimidade da monarquia em Espanha? Evidentemente, a legitimidade que advém das eleições pode coexistir com outras formas de legitimidade: histórica, simbólica ou social. Onde está a maioria de espanhóis que deseja acabar com a monarquia? E eu nem sou monárquico, mas quando Juan Carlos saiu da mesa acho que me tornei num carlista. Quero um Rei destes. Até pode ser absoluto."
Pedro Lomba in DN
quarta-feira, novembro 14, 2007
Investigadores portugueses recebem salários inferiores comparativamente à média da UE
Em Portugal, os investigadores recebem, em média, 29 mil euros anuais. Menos sete mil do que a média dos 25 Estados da UE. Os dados estão no Estudo das Remunerações dos Investigadores dos Sectores Público e Privado, que foi ontem divulgado pela Comissão Europeia.
Dentro da UE, as variações são imensas: na Letónia, o país com a remuneração anual mais baixa, o valor é de dez mil euros; do outro lado da tabela está o Luxemburgo, com quase 64 mil euros anuais.
"A grande disparidade entre os salários de certos países da UE contribui para que os melhores investigadores procurem oportunidades noutras partes do mundo", alerta Janez Potocnik, Comissário europeu para a Ciência e Investigação.
No caso português há grandes diferenças entre quem está no sector público e no privado. Um investigador numa empresa pode ganhar 22.673 euros anuais, ao passo que se estiver ligado ao ensino superior o seu salário sobe para os 27.495. Mas é nos laboratórios do Estado que estes profissionais são mais bem remunerados, com uma média anual de 39.893 euros.
Manuel Pereira dos Santos, dirigente da Federação Nacional dos Professores, critica o Governo por não criar carreiras para os investigadores mais jovens que trabalham como bolseiros, sem contratos, nem benefícios sociais, mas que fazem investigação como os demais. Segundo dados de 2003, em Portugal havia um défice de dez mil investigadores. O estudo indica ainda que em Portugal existe uma diferença superior a 35 por cento entre os salários dos homens e das mulheres. O mesmo acontece na República Checa e na Estónia. O estudo é resultado de um inquérito feito a cerca de 10 mil investigadores. Foram consideradas as respostas de quem dedica pelo menos metade do seu tempo à investigação.
Dentro da UE, as variações são imensas: na Letónia, o país com a remuneração anual mais baixa, o valor é de dez mil euros; do outro lado da tabela está o Luxemburgo, com quase 64 mil euros anuais.
"A grande disparidade entre os salários de certos países da UE contribui para que os melhores investigadores procurem oportunidades noutras partes do mundo", alerta Janez Potocnik, Comissário europeu para a Ciência e Investigação.
No caso português há grandes diferenças entre quem está no sector público e no privado. Um investigador numa empresa pode ganhar 22.673 euros anuais, ao passo que se estiver ligado ao ensino superior o seu salário sobe para os 27.495. Mas é nos laboratórios do Estado que estes profissionais são mais bem remunerados, com uma média anual de 39.893 euros.
Manuel Pereira dos Santos, dirigente da Federação Nacional dos Professores, critica o Governo por não criar carreiras para os investigadores mais jovens que trabalham como bolseiros, sem contratos, nem benefícios sociais, mas que fazem investigação como os demais. Segundo dados de 2003, em Portugal havia um défice de dez mil investigadores. O estudo indica ainda que em Portugal existe uma diferença superior a 35 por cento entre os salários dos homens e das mulheres. O mesmo acontece na República Checa e na Estónia. O estudo é resultado de um inquérito feito a cerca de 10 mil investigadores. Foram consideradas as respostas de quem dedica pelo menos metade do seu tempo à investigação.
terça-feira, novembro 13, 2007
Cabinda: Agravamento da situação de Arthur Tchibassa
Numa carta dirigida ao advogado Roland Bembelly, Arthur Tchibassa testemunha o agravamento da sua situação como prisioneiro nos Estados Unidos. Condenado em 2004 a mais de 24 anos de prisão Arthur Tchibassa permanece esquecido num processo incómodo para Angola e para a equipa de António Bento Bembe que beneficiou de uma enigmática amnistia.
"Fui transferido para uma nova prisão desde 4 de Abril de 2007 no estado de Indiana" escreve Arthur Tchibassa ao advogado Roland Bembelly. Segundo Tchibassa os motivos avançados para a sua transferência estão assentes na acusação de este estar associado às "actividades do movimento que consistem na captura de reféns como meio para atingir o objectivo de libertação de Cabinda " e dada a sua suposta responsabilidade "no seio do dito grupo, que representa uma ameaça para os interesses ocidentais".
O nacionalista cabinda diz que lhe resta uma última hipótese para o seu caso ser revisto pelo Tribunal Criminal Federal do Distrito de Colúmbia em Washington, onde foi julgado em 2004, mas terá de apresentar um advogado privado. Neste momento único apoio jurídico que Tchibassa dispõe é a ajuda de prisioneiros que têm alguns conhecimentos de Direito.
Arthur Tchibassa foi acusado pelos Estados Unidos da América, juntamente com Bembe, Maurício Zulu e Tiburcio Luemba, de presumível responsabilidade na operação de 19 de Outubro de 1990 em Cabinda de rapto do cidadão americano Brent Swan. Logo após a libertação do refém, 18 de Dezembro do mesmo ano, os EUA lançam um mandato de captura internacional contra os quatro presumíveis responsáveis. A 12 Julho de 2002 Tchibassa é detido em Kinshasa por agentes do FBI numa operação conjunta com a segurança congolesa. Imediatamente transferido para Washington Tchibassa é condenado a 27 de Fevereiro de 2004 a 24 anos e cinco meses de prisão.
Mais de três anos após o veredicto americano, dos quatro ex membros da FLEC Renovada alvo de um mandato de captura internacional Tchibassa permanece como o único culpado da operação de 1990. Os restantes três presumíveis responsáveis, Bembe, Zulu e Luemba beneficiam de uma enigmática amnistia nunca oficializada nem tornada pública da qual Tchibassa está excluído. Mesmo sem uma declaração oficial que caducaria o mandato de captura internacional, ou reconhecimento de uma amnistia americana, António Bento Bembe exerce uma actividade pública em Angola, tendo assumido o cargo de Ministro Sem Pasta em Luanda. Maurício Zulu, actual General das FAA tem também, tal como Tiburcio Luemba Zinga, uma actividade pública entre Angola e Cabinda.
"Fui transferido para uma nova prisão desde 4 de Abril de 2007 no estado de Indiana" escreve Arthur Tchibassa ao advogado Roland Bembelly. Segundo Tchibassa os motivos avançados para a sua transferência estão assentes na acusação de este estar associado às "actividades do movimento que consistem na captura de reféns como meio para atingir o objectivo de libertação de Cabinda " e dada a sua suposta responsabilidade "no seio do dito grupo, que representa uma ameaça para os interesses ocidentais".
O nacionalista cabinda diz que lhe resta uma última hipótese para o seu caso ser revisto pelo Tribunal Criminal Federal do Distrito de Colúmbia em Washington, onde foi julgado em 2004, mas terá de apresentar um advogado privado. Neste momento único apoio jurídico que Tchibassa dispõe é a ajuda de prisioneiros que têm alguns conhecimentos de Direito.
Arthur Tchibassa foi acusado pelos Estados Unidos da América, juntamente com Bembe, Maurício Zulu e Tiburcio Luemba, de presumível responsabilidade na operação de 19 de Outubro de 1990 em Cabinda de rapto do cidadão americano Brent Swan. Logo após a libertação do refém, 18 de Dezembro do mesmo ano, os EUA lançam um mandato de captura internacional contra os quatro presumíveis responsáveis. A 12 Julho de 2002 Tchibassa é detido em Kinshasa por agentes do FBI numa operação conjunta com a segurança congolesa. Imediatamente transferido para Washington Tchibassa é condenado a 27 de Fevereiro de 2004 a 24 anos e cinco meses de prisão.
Mais de três anos após o veredicto americano, dos quatro ex membros da FLEC Renovada alvo de um mandato de captura internacional Tchibassa permanece como o único culpado da operação de 1990. Os restantes três presumíveis responsáveis, Bembe, Zulu e Luemba beneficiam de uma enigmática amnistia nunca oficializada nem tornada pública da qual Tchibassa está excluído. Mesmo sem uma declaração oficial que caducaria o mandato de captura internacional, ou reconhecimento de uma amnistia americana, António Bento Bembe exerce uma actividade pública em Angola, tendo assumido o cargo de Ministro Sem Pasta em Luanda. Maurício Zulu, actual General das FAA tem também, tal como Tiburcio Luemba Zinga, uma actividade pública entre Angola e Cabinda.
Língua portuguesa requer transnacional, diz presidente da PT
O futuro da língua portuguesa depende da criação de uma empresa de telecomunicações "consolidante", afirmou nesta terça-feira, em São Paulo, o presidente da Portugal Telecom (PT), Henrique Granadeiro.
Granadeiro salientou, durante a cerimónia de entrega do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2007, que os outros dois idiomas europeus mais falados no mundo - o inglês e o espanhol - já têm grandes empresas de telecomunicações. "A língua é fonte de poder, excede os limites de um só Estado. O português não é servido por uma empresa consolidante. Ou criamos uma ou [a língua portuguesa] tomará o caminho da morte", "o que está em causa, mais do que o sucesso de uma obra, é a implantação ágil e vigorosa da língua portuguesa [no mundo]", sublinhou Granadeiro. O presidente da PT salientou que a consolidação do português seria feita a partir de uma empresa "transnacional" de telecomunicações, com a participação do Brasil, Portugal e dos países africanos de língua portuguesa para "perpetuação dos valores, da cultura, da história e das tradições".
Granadeiro disse ainda que o facto de um idioma ser falado por mais de 200 milhões de pessoas, como é actualmente a língua portuguesa, "não é garantia" de seu futuro. O empresário negou, entretanto, que a Portugal Telecom esteja negociando fusão com as duas grandes empresas brasileiras de telefonia fixa, a Oi (antiga Telemar) e a Brasil Telecom.
Granadeiro salientou, durante a cerimónia de entrega do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2007, que os outros dois idiomas europeus mais falados no mundo - o inglês e o espanhol - já têm grandes empresas de telecomunicações. "A língua é fonte de poder, excede os limites de um só Estado. O português não é servido por uma empresa consolidante. Ou criamos uma ou [a língua portuguesa] tomará o caminho da morte", "o que está em causa, mais do que o sucesso de uma obra, é a implantação ágil e vigorosa da língua portuguesa [no mundo]", sublinhou Granadeiro. O presidente da PT salientou que a consolidação do português seria feita a partir de uma empresa "transnacional" de telecomunicações, com a participação do Brasil, Portugal e dos países africanos de língua portuguesa para "perpetuação dos valores, da cultura, da história e das tradições".
Granadeiro disse ainda que o facto de um idioma ser falado por mais de 200 milhões de pessoas, como é actualmente a língua portuguesa, "não é garantia" de seu futuro. O empresário negou, entretanto, que a Portugal Telecom esteja negociando fusão com as duas grandes empresas brasileiras de telefonia fixa, a Oi (antiga Telemar) e a Brasil Telecom.
Empresa portuguesa exporta jogos para telemóveis para a América Latina
A empresa portuguesa Digital-Minds.pt, especializada em serviços interactivos e digitais, está a negociar a venda de jogos para telemóveis para a América Latina, tendo já concretizado acordos para o Brasil, disse hoje o responsável pela empresa.
A empresa, presente nas cidades de Coimbra e Leiria, é pioneira na adaptação de formatos de televisão para jogos de telemóveis, segundo explicou Paulo Reis.
Com base na novela infanto-juvenil da SIC "Chiquititas", a Digital-Minds.pt criou o jogo "Chiquititas, O Lado Doce da Vida", um formato que começou a ser comercializado em Portugal em Outubro passado e que será lançado, em breve, no Brasil.
"Estamos em negociações para vender o jogo para toda a América Latina, acordos que devem ser concretizados no próximo ano", acrescentou.
A empresa, presente nas cidades de Coimbra e Leiria, é pioneira na adaptação de formatos de televisão para jogos de telemóveis, segundo explicou Paulo Reis.
Com base na novela infanto-juvenil da SIC "Chiquititas", a Digital-Minds.pt criou o jogo "Chiquititas, O Lado Doce da Vida", um formato que começou a ser comercializado em Portugal em Outubro passado e que será lançado, em breve, no Brasil.
"Estamos em negociações para vender o jogo para toda a América Latina, acordos que devem ser concretizados no próximo ano", acrescentou.
Vergonha: Museus de Arte Antiga e Arqueologia obrigados a fechar algumas salas por falta de pessoal
O Museu Nacional de Arte Antiga vai ter hoje - à semelhança do que já aconteceu domingo - algumas salas de exposição fechadas, e o Museu de Arqueologia poderá optar pela mesma solução ou por encerrar, durante a hora do almoço, por falta de pessoal vigilante.
A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, declarou que se está perante uma "situação de colapso provocado pela falta de atenção do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC)", que não alertou a tempo o Ministério da Cultura para o fim dos contratos de tarefa de parte substancial dos funcionários dos museus. Diz a ministra: "Não há a mais pequena responsabilidade do Ministério da Cultura neste assunto"[minha é que a responsabilidade não será...].
Confrontado com as declarações da ministra, o director do IMC, Manuel Bairrão Oleiro [nomeado pela ministra], preferiu não comentar, apesar de horas antes ter dito esperar que a situação se resolvesse "durante esta semana", reconhecendo que, enquanto isso não acontecer, existe "o risco de parte da área expositiva dos museus estar encerrada".
O problema da falta de guardas "é conhecido desde há muito e necessita de outra solução" declarou na mesma ocasião. "Existia a expectativa de que a situação pudesse ficar resolvida com a reafectação do pessoal excedentário [da função pública]. Mas só onze pessoas é que se disponibilizaram para isso, e há mais de uma centena de lugares a preencher." [!?]
No início deste ano acabou aquele que era até então um dos grandes recursos dos museus: a possibilidade de fazer contratos através do Instituto do Emprego e Formação Profissional, recorrendo a pessoas que estavam no desemprego, e que constituíam já uma parte substancial dos guardas dos museus. Por isso, o único recurso, desde Março, são os contratos de tarefa, que têm que ser regularmente renovados - com autorização do Ministério das Finanças - sob pena de os museus se verem de um dia para o outro sem funcionários que permitam abrir as portas ao público. Esta situação "é desastrosa para o nosso esforço de captação de público" e "altamente desmotivante para a equipa do museu". O "básico dos básicos", afirma Luís Raposo, é poder abrir ao público.
"É impossível gerir uma casa sem saber o que acontece amanhã" diz Raposo.
A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, declarou que se está perante uma "situação de colapso provocado pela falta de atenção do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC)", que não alertou a tempo o Ministério da Cultura para o fim dos contratos de tarefa de parte substancial dos funcionários dos museus. Diz a ministra: "Não há a mais pequena responsabilidade do Ministério da Cultura neste assunto"[minha é que a responsabilidade não será...].
Confrontado com as declarações da ministra, o director do IMC, Manuel Bairrão Oleiro [nomeado pela ministra], preferiu não comentar, apesar de horas antes ter dito esperar que a situação se resolvesse "durante esta semana", reconhecendo que, enquanto isso não acontecer, existe "o risco de parte da área expositiva dos museus estar encerrada".
O problema da falta de guardas "é conhecido desde há muito e necessita de outra solução" declarou na mesma ocasião. "Existia a expectativa de que a situação pudesse ficar resolvida com a reafectação do pessoal excedentário [da função pública]. Mas só onze pessoas é que se disponibilizaram para isso, e há mais de uma centena de lugares a preencher." [!?]
No início deste ano acabou aquele que era até então um dos grandes recursos dos museus: a possibilidade de fazer contratos através do Instituto do Emprego e Formação Profissional, recorrendo a pessoas que estavam no desemprego, e que constituíam já uma parte substancial dos guardas dos museus. Por isso, o único recurso, desde Março, são os contratos de tarefa, que têm que ser regularmente renovados - com autorização do Ministério das Finanças - sob pena de os museus se verem de um dia para o outro sem funcionários que permitam abrir as portas ao público. Esta situação "é desastrosa para o nosso esforço de captação de público" e "altamente desmotivante para a equipa do museu". O "básico dos básicos", afirma Luís Raposo, é poder abrir ao público.
"É impossível gerir uma casa sem saber o que acontece amanhã" diz Raposo.
Lisboa-Dakar 2008 apresentado no dia 21 de Novembro
A 30ª edição do Lisboa-Dakar 2008 vai ser apresentada oficialmente no dia 21 de Novembro, quarta-feira, às 9h30, no Centro Cultural de Belém.
O rali do próximo ano está agendado entre 5 e 20 de Janeiro. A apresentação vai decorrer na Sala Fernando Pessoa.
O rali do próximo ano está agendado entre 5 e 20 de Janeiro. A apresentação vai decorrer na Sala Fernando Pessoa.
Skylander: Avião português já tem 356 intenções de compra
A GECI International, empresa promotora da construção de um avião bimotor em Portugal, já tem registada a intenção de compra de 356 aparelhos, avaliados em 1,5 mil milhões de dólares, afirmou o presidente da empresa.
Estação em Lisboa vai ser na Gare do Oriente
A estação do comboio de alta velocidade em Lisboa vai ser a Gare do Oriente, num projecto de ampliação que já foi entregue ao autor, o arquitecto Santiago Calatrava, disse hoje o administrador da Rave, Carlos Fernandes. A opção entre a localização da estação no Parque das Nações e Chelas foi estudada pela RAVE, a empresa responsável pelos estudos da alta velocidade em Portugal, que optou pela gare do Oriente, para rentabilizar a infraestrutura e porque permite aproveitar o canal da linha convencional do Norte. A Gare do Oriente "tem margem, tem espaço, para fazer sair por lá as linhas pelo lado direito da linha do Norte", explicou. Além de acomodar mais linhas férreas, a Gare do Oriente vai incluir ainda uma estrutura que permita o serviço de check-in avançado a pensar no futuro aeroporto de Lisboa - quer seja na Ota ou em Alcochete - e uma zona de circulação e estacionamento para o 'shuttle' de ligação. A primeira linha de TGV, a que ligará Lisboa a Madrid deverá estar a funcionar em 2013, e só depois serão feitos os ramais para o aeroporto que, "na melhor das hipóteses, só estará pronto em 2017", acrescentou.
Estação em Lisboa vai ser na Gare do Oriente
A estação do comboio de alta velocidade em Lisboa vai ser a Gare do Oriente, num projecto de ampliação que já foi entregue ao autor, o arquitecto Santiago Calatrava, disse hoje o administrador da Rave, Carlos Fernandes. A opção entre a localização da estação no Parque das Nações e Chelas foi estudada pela RAVE, a empresa responsável pelos estudos da alta velocidade em Portugal, que optou pela Gare do Oriente, para rentabilizar a infraestrutura e porque permite aproveitar o canal da linha convencional do Norte.
A Gare do Oriente "tem margem, tem espaço, para fazer sair por lá as linhas pelo lado direito da linha do Norte", explicou. Além de acomodar mais linhas férreas, a Gare do Oriente vai incluir ainda uma estrutura que permita o serviço de check-in avançado a pensar no futuro aeroporto de Lisboa - quer seja na Ota ou em Alcochete - e uma zona de circulação e estacionamento para o 'shuttle' de ligação. A primeira linha de TGV, a que ligará Lisboa a Madrid deverá estar a funcionar em 2013, e só depois serão feitos os ramais para o aeroporto que, "na melhor das hipóteses, só estará pronto em 2017", acrescentou.
A Gare do Oriente "tem margem, tem espaço, para fazer sair por lá as linhas pelo lado direito da linha do Norte", explicou. Além de acomodar mais linhas férreas, a Gare do Oriente vai incluir ainda uma estrutura que permita o serviço de check-in avançado a pensar no futuro aeroporto de Lisboa - quer seja na Ota ou em Alcochete - e uma zona de circulação e estacionamento para o 'shuttle' de ligação. A primeira linha de TGV, a que ligará Lisboa a Madrid deverá estar a funcionar em 2013, e só depois serão feitos os ramais para o aeroporto que, "na melhor das hipóteses, só estará pronto em 2017", acrescentou.
Cooperação portuguesa constrói 10 cais de pesca na Indonésia
Portugal e a Indonésia assinaram em Jacarta um protocolo de cooperação que prevê a construção de dez cais para a pesca artesanal nas ilhas indonésias das Flores e das Molucas, segundo um comunicado de imprensa, enviado pela Embaixada de Portugal em Jacarta, em que se acrescenta que a ajuda portuguesa totaliza 235 mil euros e compreende ainda a abertura de caminhos de ligação dos cais às aldeias vizinhas e itinerários principais.
O protocolo foi assinado pelo embaixador José Santos Braga e pelo presidente da Associação de Amizade e Cooperação Indonésia-Portugal (APKIP), Urip Santoso.
"A ajuda governamental portuguesa irá beneficiar populações costeiras em zonas que desde o princípio do século XVI estiveram em contacto com portugueses e onde ainda são visíveis restos de fortalezas, estatuária religiosa, armas antigas, além de muitos outros vestígios imateriais como tradições civis e religiosas, música e palavras e expressões de origem portuguesa", lê-se no comunicado.
Igualmente proveniente do Instituto Português de Apoio a Desenvolvimento (IPAD), está a ser aplicada uma verba em duas escolas e num centro de saúde em Lamno, onde residem sobreviventes dos chamados "portugueses" de Aceh, e ainda a projectos no domínio do saneamento básico e da higiene de que estão a beneficiar escolas daquela província indonésia.
Estes financiamentos, no total de 1,5 milhões de euros, "correspondem às orientações da política de cooperação (portuguesa) em que, pela primeira vez, a Indonésia surge como um dos beneficiários do apoio português ao desenvolvimento devido às suas relevantes ligações históricas com Portugal", acentua o comunicado da embaixada.
O protocolo foi assinado pelo embaixador José Santos Braga e pelo presidente da Associação de Amizade e Cooperação Indonésia-Portugal (APKIP), Urip Santoso.
"A ajuda governamental portuguesa irá beneficiar populações costeiras em zonas que desde o princípio do século XVI estiveram em contacto com portugueses e onde ainda são visíveis restos de fortalezas, estatuária religiosa, armas antigas, além de muitos outros vestígios imateriais como tradições civis e religiosas, música e palavras e expressões de origem portuguesa", lê-se no comunicado.
Igualmente proveniente do Instituto Português de Apoio a Desenvolvimento (IPAD), está a ser aplicada uma verba em duas escolas e num centro de saúde em Lamno, onde residem sobreviventes dos chamados "portugueses" de Aceh, e ainda a projectos no domínio do saneamento básico e da higiene de que estão a beneficiar escolas daquela província indonésia.
Estes financiamentos, no total de 1,5 milhões de euros, "correspondem às orientações da política de cooperação (portuguesa) em que, pela primeira vez, a Indonésia surge como um dos beneficiários do apoio português ao desenvolvimento devido às suas relevantes ligações históricas com Portugal", acentua o comunicado da embaixada.
"Nino" Vieira inicia segunda-feira visita oficial ao Brasil
O presidente da Guiné-Bissau, João Bernardo "Nino" Vieira, inicia segunda-feira uma visita oficial de três dias ao Brasil com o objectivo de reforçar a cooperação entre os dois países. Segundo fonte diplomática, a visita "terá como objectivo lançar bases para uma parceria estratégica entre a Guiné-Bissau e o Brasil".
Durante a estada no Brasil, "Nino" Vieira terá um encontro com o seu hómologo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que terá como principal objectivo lançar a parceria estratégica entre os dois países e assinar acordos de cooperação nas áreas da saúde, nomeadamente apoio a um programa de combate e prevenção da malária, economia (através da apoio ao centro de promoção do caju) e agricultura.
Paralelamente a esta visita, o Brasil e a Noruega assinaram hoje um Memorando de Entendimento para apoiar Bissau na área da Administração Pública.
Entre os temas que vão ser discutidos durante a visita oficial de Vieira destaque para a possibilidade de o Brasil apoiar a Guiné-Bissau na inclusão da Comissão de Concessão de Paz das Nações Unidas. A Guiné-Bissau vai também pedir apoio ao Brasil para a realização das próximas eleições legislativas previstas para 2008.
Durante a estada no Brasil, "Nino" Vieira terá um encontro com o seu hómologo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que terá como principal objectivo lançar a parceria estratégica entre os dois países e assinar acordos de cooperação nas áreas da saúde, nomeadamente apoio a um programa de combate e prevenção da malária, economia (através da apoio ao centro de promoção do caju) e agricultura.
Paralelamente a esta visita, o Brasil e a Noruega assinaram hoje um Memorando de Entendimento para apoiar Bissau na área da Administração Pública.
Entre os temas que vão ser discutidos durante a visita oficial de Vieira destaque para a possibilidade de o Brasil apoiar a Guiné-Bissau na inclusão da Comissão de Concessão de Paz das Nações Unidas. A Guiné-Bissau vai também pedir apoio ao Brasil para a realização das próximas eleições legislativas previstas para 2008.
Portugal não aproveita imigrantes qualificados
Apesar de um em cada cinco imigrantes que se fixa em Portugal ter um curso superior, apenas um em cada 26 (4%) consegue um emprego compatível com as suas qualificações.
A conclusão pertence a um estudo do Observatório da Imigração.
Segundo este mesmo trabalho, o problema tanto afecta os estrangeiros que imigraram para trabalhar como os que vieram estudar e que por cá ficaram, surgindo os trabalhadores da Europa de Leste e os estudantes dos PALOP como os grupos mais afectados.
Os autores do estudo estimam existir cerca de 30 mil oriundos da Europa de Leste com habilitações superiores e que fazem trabalhos desqualificados mas que lhes garantem um ordenado que não teriam em funções qualificadas nos países de origem.
A conclusão pertence a um estudo do Observatório da Imigração.
Segundo este mesmo trabalho, o problema tanto afecta os estrangeiros que imigraram para trabalhar como os que vieram estudar e que por cá ficaram, surgindo os trabalhadores da Europa de Leste e os estudantes dos PALOP como os grupos mais afectados.
Os autores do estudo estimam existir cerca de 30 mil oriundos da Europa de Leste com habilitações superiores e que fazem trabalhos desqualificados mas que lhes garantem um ordenado que não teriam em funções qualificadas nos países de origem.
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