Numa carta dirigida ao advogado Roland Bembelly, Arthur Tchibassa testemunha o agravamento da sua situação como prisioneiro nos Estados Unidos. Condenado em 2004 a mais de 24 anos de prisão Arthur Tchibassa permanece esquecido num processo incómodo para Angola e para a equipa de António Bento Bembe que beneficiou de uma enigmática amnistia.
"Fui transferido para uma nova prisão desde 4 de Abril de 2007 no estado de Indiana" escreve Arthur Tchibassa ao advogado Roland Bembelly. Segundo Tchibassa os motivos avançados para a sua transferência estão assentes na acusação de este estar associado às "actividades do movimento que consistem na captura de reféns como meio para atingir o objectivo de libertação de Cabinda " e dada a sua suposta responsabilidade "no seio do dito grupo, que representa uma ameaça para os interesses ocidentais".
O nacionalista cabinda diz que lhe resta uma última hipótese para o seu caso ser revisto pelo Tribunal Criminal Federal do Distrito de Colúmbia em Washington, onde foi julgado em 2004, mas terá de apresentar um advogado privado. Neste momento único apoio jurídico que Tchibassa dispõe é a ajuda de prisioneiros que têm alguns conhecimentos de Direito.
Arthur Tchibassa foi acusado pelos Estados Unidos da América, juntamente com Bembe, Maurício Zulu e Tiburcio Luemba, de presumível responsabilidade na operação de 19 de Outubro de 1990 em Cabinda de rapto do cidadão americano Brent Swan. Logo após a libertação do refém, 18 de Dezembro do mesmo ano, os EUA lançam um mandato de captura internacional contra os quatro presumíveis responsáveis. A 12 Julho de 2002 Tchibassa é detido em Kinshasa por agentes do FBI numa operação conjunta com a segurança congolesa. Imediatamente transferido para Washington Tchibassa é condenado a 27 de Fevereiro de 2004 a 24 anos e cinco meses de prisão.
Mais de três anos após o veredicto americano, dos quatro ex membros da FLEC Renovada alvo de um mandato de captura internacional Tchibassa permanece como o único culpado da operação de 1990. Os restantes três presumíveis responsáveis, Bembe, Zulu e Luemba beneficiam de uma enigmática amnistia nunca oficializada nem tornada pública da qual Tchibassa está excluído. Mesmo sem uma declaração oficial que caducaria o mandato de captura internacional, ou reconhecimento de uma amnistia americana, António Bento Bembe exerce uma actividade pública em Angola, tendo assumido o cargo de Ministro Sem Pasta em Luanda. Maurício Zulu, actual General das FAA tem também, tal como Tiburcio Luemba Zinga, uma actividade pública entre Angola e Cabinda.
terça-feira, novembro 13, 2007
Língua portuguesa requer transnacional, diz presidente da PT
O futuro da língua portuguesa depende da criação de uma empresa de telecomunicações "consolidante", afirmou nesta terça-feira, em São Paulo, o presidente da Portugal Telecom (PT), Henrique Granadeiro.
Granadeiro salientou, durante a cerimónia de entrega do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2007, que os outros dois idiomas europeus mais falados no mundo - o inglês e o espanhol - já têm grandes empresas de telecomunicações. "A língua é fonte de poder, excede os limites de um só Estado. O português não é servido por uma empresa consolidante. Ou criamos uma ou [a língua portuguesa] tomará o caminho da morte", "o que está em causa, mais do que o sucesso de uma obra, é a implantação ágil e vigorosa da língua portuguesa [no mundo]", sublinhou Granadeiro. O presidente da PT salientou que a consolidação do português seria feita a partir de uma empresa "transnacional" de telecomunicações, com a participação do Brasil, Portugal e dos países africanos de língua portuguesa para "perpetuação dos valores, da cultura, da história e das tradições".
Granadeiro disse ainda que o facto de um idioma ser falado por mais de 200 milhões de pessoas, como é actualmente a língua portuguesa, "não é garantia" de seu futuro. O empresário negou, entretanto, que a Portugal Telecom esteja negociando fusão com as duas grandes empresas brasileiras de telefonia fixa, a Oi (antiga Telemar) e a Brasil Telecom.
Granadeiro salientou, durante a cerimónia de entrega do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2007, que os outros dois idiomas europeus mais falados no mundo - o inglês e o espanhol - já têm grandes empresas de telecomunicações. "A língua é fonte de poder, excede os limites de um só Estado. O português não é servido por uma empresa consolidante. Ou criamos uma ou [a língua portuguesa] tomará o caminho da morte", "o que está em causa, mais do que o sucesso de uma obra, é a implantação ágil e vigorosa da língua portuguesa [no mundo]", sublinhou Granadeiro. O presidente da PT salientou que a consolidação do português seria feita a partir de uma empresa "transnacional" de telecomunicações, com a participação do Brasil, Portugal e dos países africanos de língua portuguesa para "perpetuação dos valores, da cultura, da história e das tradições".
Granadeiro disse ainda que o facto de um idioma ser falado por mais de 200 milhões de pessoas, como é actualmente a língua portuguesa, "não é garantia" de seu futuro. O empresário negou, entretanto, que a Portugal Telecom esteja negociando fusão com as duas grandes empresas brasileiras de telefonia fixa, a Oi (antiga Telemar) e a Brasil Telecom.
Empresa portuguesa exporta jogos para telemóveis para a América Latina
A empresa portuguesa Digital-Minds.pt, especializada em serviços interactivos e digitais, está a negociar a venda de jogos para telemóveis para a América Latina, tendo já concretizado acordos para o Brasil, disse hoje o responsável pela empresa.
A empresa, presente nas cidades de Coimbra e Leiria, é pioneira na adaptação de formatos de televisão para jogos de telemóveis, segundo explicou Paulo Reis.
Com base na novela infanto-juvenil da SIC "Chiquititas", a Digital-Minds.pt criou o jogo "Chiquititas, O Lado Doce da Vida", um formato que começou a ser comercializado em Portugal em Outubro passado e que será lançado, em breve, no Brasil.
"Estamos em negociações para vender o jogo para toda a América Latina, acordos que devem ser concretizados no próximo ano", acrescentou.
A empresa, presente nas cidades de Coimbra e Leiria, é pioneira na adaptação de formatos de televisão para jogos de telemóveis, segundo explicou Paulo Reis.
Com base na novela infanto-juvenil da SIC "Chiquititas", a Digital-Minds.pt criou o jogo "Chiquititas, O Lado Doce da Vida", um formato que começou a ser comercializado em Portugal em Outubro passado e que será lançado, em breve, no Brasil.
"Estamos em negociações para vender o jogo para toda a América Latina, acordos que devem ser concretizados no próximo ano", acrescentou.
Vergonha: Museus de Arte Antiga e Arqueologia obrigados a fechar algumas salas por falta de pessoal
O Museu Nacional de Arte Antiga vai ter hoje - à semelhança do que já aconteceu domingo - algumas salas de exposição fechadas, e o Museu de Arqueologia poderá optar pela mesma solução ou por encerrar, durante a hora do almoço, por falta de pessoal vigilante.
A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, declarou que se está perante uma "situação de colapso provocado pela falta de atenção do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC)", que não alertou a tempo o Ministério da Cultura para o fim dos contratos de tarefa de parte substancial dos funcionários dos museus. Diz a ministra: "Não há a mais pequena responsabilidade do Ministério da Cultura neste assunto"[minha é que a responsabilidade não será...].
Confrontado com as declarações da ministra, o director do IMC, Manuel Bairrão Oleiro [nomeado pela ministra], preferiu não comentar, apesar de horas antes ter dito esperar que a situação se resolvesse "durante esta semana", reconhecendo que, enquanto isso não acontecer, existe "o risco de parte da área expositiva dos museus estar encerrada".
O problema da falta de guardas "é conhecido desde há muito e necessita de outra solução" declarou na mesma ocasião. "Existia a expectativa de que a situação pudesse ficar resolvida com a reafectação do pessoal excedentário [da função pública]. Mas só onze pessoas é que se disponibilizaram para isso, e há mais de uma centena de lugares a preencher." [!?]
No início deste ano acabou aquele que era até então um dos grandes recursos dos museus: a possibilidade de fazer contratos através do Instituto do Emprego e Formação Profissional, recorrendo a pessoas que estavam no desemprego, e que constituíam já uma parte substancial dos guardas dos museus. Por isso, o único recurso, desde Março, são os contratos de tarefa, que têm que ser regularmente renovados - com autorização do Ministério das Finanças - sob pena de os museus se verem de um dia para o outro sem funcionários que permitam abrir as portas ao público. Esta situação "é desastrosa para o nosso esforço de captação de público" e "altamente desmotivante para a equipa do museu". O "básico dos básicos", afirma Luís Raposo, é poder abrir ao público.
"É impossível gerir uma casa sem saber o que acontece amanhã" diz Raposo.
A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, declarou que se está perante uma "situação de colapso provocado pela falta de atenção do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC)", que não alertou a tempo o Ministério da Cultura para o fim dos contratos de tarefa de parte substancial dos funcionários dos museus. Diz a ministra: "Não há a mais pequena responsabilidade do Ministério da Cultura neste assunto"[minha é que a responsabilidade não será...].
Confrontado com as declarações da ministra, o director do IMC, Manuel Bairrão Oleiro [nomeado pela ministra], preferiu não comentar, apesar de horas antes ter dito esperar que a situação se resolvesse "durante esta semana", reconhecendo que, enquanto isso não acontecer, existe "o risco de parte da área expositiva dos museus estar encerrada".
O problema da falta de guardas "é conhecido desde há muito e necessita de outra solução" declarou na mesma ocasião. "Existia a expectativa de que a situação pudesse ficar resolvida com a reafectação do pessoal excedentário [da função pública]. Mas só onze pessoas é que se disponibilizaram para isso, e há mais de uma centena de lugares a preencher." [!?]
No início deste ano acabou aquele que era até então um dos grandes recursos dos museus: a possibilidade de fazer contratos através do Instituto do Emprego e Formação Profissional, recorrendo a pessoas que estavam no desemprego, e que constituíam já uma parte substancial dos guardas dos museus. Por isso, o único recurso, desde Março, são os contratos de tarefa, que têm que ser regularmente renovados - com autorização do Ministério das Finanças - sob pena de os museus se verem de um dia para o outro sem funcionários que permitam abrir as portas ao público. Esta situação "é desastrosa para o nosso esforço de captação de público" e "altamente desmotivante para a equipa do museu". O "básico dos básicos", afirma Luís Raposo, é poder abrir ao público.
"É impossível gerir uma casa sem saber o que acontece amanhã" diz Raposo.
Lisboa-Dakar 2008 apresentado no dia 21 de Novembro
A 30ª edição do Lisboa-Dakar 2008 vai ser apresentada oficialmente no dia 21 de Novembro, quarta-feira, às 9h30, no Centro Cultural de Belém.
O rali do próximo ano está agendado entre 5 e 20 de Janeiro. A apresentação vai decorrer na Sala Fernando Pessoa.
O rali do próximo ano está agendado entre 5 e 20 de Janeiro. A apresentação vai decorrer na Sala Fernando Pessoa.
Skylander: Avião português já tem 356 intenções de compra
A GECI International, empresa promotora da construção de um avião bimotor em Portugal, já tem registada a intenção de compra de 356 aparelhos, avaliados em 1,5 mil milhões de dólares, afirmou o presidente da empresa.
Estação em Lisboa vai ser na Gare do Oriente
A estação do comboio de alta velocidade em Lisboa vai ser a Gare do Oriente, num projecto de ampliação que já foi entregue ao autor, o arquitecto Santiago Calatrava, disse hoje o administrador da Rave, Carlos Fernandes. A opção entre a localização da estação no Parque das Nações e Chelas foi estudada pela RAVE, a empresa responsável pelos estudos da alta velocidade em Portugal, que optou pela gare do Oriente, para rentabilizar a infraestrutura e porque permite aproveitar o canal da linha convencional do Norte. A Gare do Oriente "tem margem, tem espaço, para fazer sair por lá as linhas pelo lado direito da linha do Norte", explicou. Além de acomodar mais linhas férreas, a Gare do Oriente vai incluir ainda uma estrutura que permita o serviço de check-in avançado a pensar no futuro aeroporto de Lisboa - quer seja na Ota ou em Alcochete - e uma zona de circulação e estacionamento para o 'shuttle' de ligação. A primeira linha de TGV, a que ligará Lisboa a Madrid deverá estar a funcionar em 2013, e só depois serão feitos os ramais para o aeroporto que, "na melhor das hipóteses, só estará pronto em 2017", acrescentou.
Estação em Lisboa vai ser na Gare do Oriente
A estação do comboio de alta velocidade em Lisboa vai ser a Gare do Oriente, num projecto de ampliação que já foi entregue ao autor, o arquitecto Santiago Calatrava, disse hoje o administrador da Rave, Carlos Fernandes. A opção entre a localização da estação no Parque das Nações e Chelas foi estudada pela RAVE, a empresa responsável pelos estudos da alta velocidade em Portugal, que optou pela Gare do Oriente, para rentabilizar a infraestrutura e porque permite aproveitar o canal da linha convencional do Norte.
A Gare do Oriente "tem margem, tem espaço, para fazer sair por lá as linhas pelo lado direito da linha do Norte", explicou. Além de acomodar mais linhas férreas, a Gare do Oriente vai incluir ainda uma estrutura que permita o serviço de check-in avançado a pensar no futuro aeroporto de Lisboa - quer seja na Ota ou em Alcochete - e uma zona de circulação e estacionamento para o 'shuttle' de ligação. A primeira linha de TGV, a que ligará Lisboa a Madrid deverá estar a funcionar em 2013, e só depois serão feitos os ramais para o aeroporto que, "na melhor das hipóteses, só estará pronto em 2017", acrescentou.
A Gare do Oriente "tem margem, tem espaço, para fazer sair por lá as linhas pelo lado direito da linha do Norte", explicou. Além de acomodar mais linhas férreas, a Gare do Oriente vai incluir ainda uma estrutura que permita o serviço de check-in avançado a pensar no futuro aeroporto de Lisboa - quer seja na Ota ou em Alcochete - e uma zona de circulação e estacionamento para o 'shuttle' de ligação. A primeira linha de TGV, a que ligará Lisboa a Madrid deverá estar a funcionar em 2013, e só depois serão feitos os ramais para o aeroporto que, "na melhor das hipóteses, só estará pronto em 2017", acrescentou.
Cooperação portuguesa constrói 10 cais de pesca na Indonésia
Portugal e a Indonésia assinaram em Jacarta um protocolo de cooperação que prevê a construção de dez cais para a pesca artesanal nas ilhas indonésias das Flores e das Molucas, segundo um comunicado de imprensa, enviado pela Embaixada de Portugal em Jacarta, em que se acrescenta que a ajuda portuguesa totaliza 235 mil euros e compreende ainda a abertura de caminhos de ligação dos cais às aldeias vizinhas e itinerários principais.
O protocolo foi assinado pelo embaixador José Santos Braga e pelo presidente da Associação de Amizade e Cooperação Indonésia-Portugal (APKIP), Urip Santoso.
"A ajuda governamental portuguesa irá beneficiar populações costeiras em zonas que desde o princípio do século XVI estiveram em contacto com portugueses e onde ainda são visíveis restos de fortalezas, estatuária religiosa, armas antigas, além de muitos outros vestígios imateriais como tradições civis e religiosas, música e palavras e expressões de origem portuguesa", lê-se no comunicado.
Igualmente proveniente do Instituto Português de Apoio a Desenvolvimento (IPAD), está a ser aplicada uma verba em duas escolas e num centro de saúde em Lamno, onde residem sobreviventes dos chamados "portugueses" de Aceh, e ainda a projectos no domínio do saneamento básico e da higiene de que estão a beneficiar escolas daquela província indonésia.
Estes financiamentos, no total de 1,5 milhões de euros, "correspondem às orientações da política de cooperação (portuguesa) em que, pela primeira vez, a Indonésia surge como um dos beneficiários do apoio português ao desenvolvimento devido às suas relevantes ligações históricas com Portugal", acentua o comunicado da embaixada.
O protocolo foi assinado pelo embaixador José Santos Braga e pelo presidente da Associação de Amizade e Cooperação Indonésia-Portugal (APKIP), Urip Santoso.
"A ajuda governamental portuguesa irá beneficiar populações costeiras em zonas que desde o princípio do século XVI estiveram em contacto com portugueses e onde ainda são visíveis restos de fortalezas, estatuária religiosa, armas antigas, além de muitos outros vestígios imateriais como tradições civis e religiosas, música e palavras e expressões de origem portuguesa", lê-se no comunicado.
Igualmente proveniente do Instituto Português de Apoio a Desenvolvimento (IPAD), está a ser aplicada uma verba em duas escolas e num centro de saúde em Lamno, onde residem sobreviventes dos chamados "portugueses" de Aceh, e ainda a projectos no domínio do saneamento básico e da higiene de que estão a beneficiar escolas daquela província indonésia.
Estes financiamentos, no total de 1,5 milhões de euros, "correspondem às orientações da política de cooperação (portuguesa) em que, pela primeira vez, a Indonésia surge como um dos beneficiários do apoio português ao desenvolvimento devido às suas relevantes ligações históricas com Portugal", acentua o comunicado da embaixada.
"Nino" Vieira inicia segunda-feira visita oficial ao Brasil
O presidente da Guiné-Bissau, João Bernardo "Nino" Vieira, inicia segunda-feira uma visita oficial de três dias ao Brasil com o objectivo de reforçar a cooperação entre os dois países. Segundo fonte diplomática, a visita "terá como objectivo lançar bases para uma parceria estratégica entre a Guiné-Bissau e o Brasil".
Durante a estada no Brasil, "Nino" Vieira terá um encontro com o seu hómologo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que terá como principal objectivo lançar a parceria estratégica entre os dois países e assinar acordos de cooperação nas áreas da saúde, nomeadamente apoio a um programa de combate e prevenção da malária, economia (através da apoio ao centro de promoção do caju) e agricultura.
Paralelamente a esta visita, o Brasil e a Noruega assinaram hoje um Memorando de Entendimento para apoiar Bissau na área da Administração Pública.
Entre os temas que vão ser discutidos durante a visita oficial de Vieira destaque para a possibilidade de o Brasil apoiar a Guiné-Bissau na inclusão da Comissão de Concessão de Paz das Nações Unidas. A Guiné-Bissau vai também pedir apoio ao Brasil para a realização das próximas eleições legislativas previstas para 2008.
Durante a estada no Brasil, "Nino" Vieira terá um encontro com o seu hómologo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que terá como principal objectivo lançar a parceria estratégica entre os dois países e assinar acordos de cooperação nas áreas da saúde, nomeadamente apoio a um programa de combate e prevenção da malária, economia (através da apoio ao centro de promoção do caju) e agricultura.
Paralelamente a esta visita, o Brasil e a Noruega assinaram hoje um Memorando de Entendimento para apoiar Bissau na área da Administração Pública.
Entre os temas que vão ser discutidos durante a visita oficial de Vieira destaque para a possibilidade de o Brasil apoiar a Guiné-Bissau na inclusão da Comissão de Concessão de Paz das Nações Unidas. A Guiné-Bissau vai também pedir apoio ao Brasil para a realização das próximas eleições legislativas previstas para 2008.
Portugal não aproveita imigrantes qualificados
Apesar de um em cada cinco imigrantes que se fixa em Portugal ter um curso superior, apenas um em cada 26 (4%) consegue um emprego compatível com as suas qualificações.
A conclusão pertence a um estudo do Observatório da Imigração.
Segundo este mesmo trabalho, o problema tanto afecta os estrangeiros que imigraram para trabalhar como os que vieram estudar e que por cá ficaram, surgindo os trabalhadores da Europa de Leste e os estudantes dos PALOP como os grupos mais afectados.
Os autores do estudo estimam existir cerca de 30 mil oriundos da Europa de Leste com habilitações superiores e que fazem trabalhos desqualificados mas que lhes garantem um ordenado que não teriam em funções qualificadas nos países de origem.
A conclusão pertence a um estudo do Observatório da Imigração.
Segundo este mesmo trabalho, o problema tanto afecta os estrangeiros que imigraram para trabalhar como os que vieram estudar e que por cá ficaram, surgindo os trabalhadores da Europa de Leste e os estudantes dos PALOP como os grupos mais afectados.
Os autores do estudo estimam existir cerca de 30 mil oriundos da Europa de Leste com habilitações superiores e que fazem trabalhos desqualificados mas que lhes garantem um ordenado que não teriam em funções qualificadas nos países de origem.
Reorganização, comunidades e língua são prioridades do MNE para 2008
O ministro dos Negócios Estrangeiros explicou que, finda a presidência portuguesa (a 31 de Dezembro próximo), Portugal vai tentar manter e reforçar a grande visibilidade política que a presidência implicou, designadamente ao nível dos fóruns multilaterais.
Nesse contexto, e já que Portugal vai presidir à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em 2008, à Ibero-Americana em 2009 e à Cimeira da NATO prevista para 2010, Lisboa tenciona continuar a aproveitar para promover a sua candidatura ao Conselho de Segurança da ONU para o biénio 2011-2012.
Nesse contexto, e já que Portugal vai presidir à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em 2008, à Ibero-Americana em 2009 e à Cimeira da NATO prevista para 2010, Lisboa tenciona continuar a aproveitar para promover a sua candidatura ao Conselho de Segurança da ONU para o biénio 2011-2012.
segunda-feira, novembro 12, 2007
Formação luso-britânica vence Oxford e Cambridge
A equipa mista de Yolle de 8, com atletas da Associação Naval de Lisboa (ANL) e da London Rowing Club, bateu pela primeira vez as formações de Oxford e Cambridge, ontem, na Lisboa Classic Regatta.
Num dia histórico para o remo nacional, a festa foi feita junto à Torre de Belém perante uma extensa moldura humana que vibrou com o feito alcançado. Na comemoração dos remadores do mais antigo clube da Península Ibérica entraram também os britânicos do London Rowing Club, com quem os atletas portugueses formaram uma equipa que se revelou imbatível. Vasco Soeiro, um dos mais experientes remadores da equipa da ANL, explicou que começaram "bem e estivemos sempre na frente da prova". Rees Ward, um neozelandês do London Rowing Club, foi ainda mais efusivo na sua avaliação desta vitória. "Vencer Oxford e Cambridge foi um sonho tornado realidade. A equipa mista resultou muito bem", garantiu.
Num dia histórico para o remo nacional, a festa foi feita junto à Torre de Belém perante uma extensa moldura humana que vibrou com o feito alcançado. Na comemoração dos remadores do mais antigo clube da Península Ibérica entraram também os britânicos do London Rowing Club, com quem os atletas portugueses formaram uma equipa que se revelou imbatível. Vasco Soeiro, um dos mais experientes remadores da equipa da ANL, explicou que começaram "bem e estivemos sempre na frente da prova". Rees Ward, um neozelandês do London Rowing Club, foi ainda mais efusivo na sua avaliação desta vitória. "Vencer Oxford e Cambridge foi um sonho tornado realidade. A equipa mista resultou muito bem", garantiu.
Português obrigatório no Uruguai
A Língua Portuguesa vai ser disciplina obrigatória no Uruguai já a partir do próximo ano lectivo.
Até agora ensinado com o estatuto de matéria extracurricular, o português passará a integrar o currículo do 6º ano de escolaridade uruguaio.
A mudança, segundo Luísa Bastos de Almeida, embaixadora portuguesa em Montevideo, reconhece a importância do idioma no país, presente no dia-a-dia de milhares de crianças.
Até agora ensinado com o estatuto de matéria extracurricular, o português passará a integrar o currículo do 6º ano de escolaridade uruguaio.
A mudança, segundo Luísa Bastos de Almeida, embaixadora portuguesa em Montevideo, reconhece a importância do idioma no país, presente no dia-a-dia de milhares de crianças.
Rússia: Acordeonista português vence Troféus do Mundo
O acordeonista português João Barados venceu o primeiro prémio no Concurso Mundial de Acordeonistas "Troféus do Mundo", noticiou a agência Regnum.
O concurso, que se realizou na cidade russa de Samara, situada nas margens do rio Volga, terminou com a entrega de prémios na Casa dos Oficiais.
O troféu foi conseguido pelo músico português na classe de "Júnior Variedades".
Outro acordeonista luso, Valente Marlon, ficou em terceiro lugar na mesma categoria.
Os portugueses venceram os troféus num concurso em que participaram os melhores acordeonistas de oito países: Rússia, Nova Zelândia, França, Croácia, Suíça, Portugual, Sérvia e Bósnia-Herzegovina.
O concurso, que se realizou na cidade russa de Samara, situada nas margens do rio Volga, terminou com a entrega de prémios na Casa dos Oficiais.
O troféu foi conseguido pelo músico português na classe de "Júnior Variedades".
Outro acordeonista luso, Valente Marlon, ficou em terceiro lugar na mesma categoria.
Os portugueses venceram os troféus num concurso em que participaram os melhores acordeonistas de oito países: Rússia, Nova Zelândia, França, Croácia, Suíça, Portugual, Sérvia e Bósnia-Herzegovina.
Venezuela: Instituto Português cria prémio IPC/Daniel Morais
O Instituto Português de Cultura anunciou no domingo a criação do prémio IPC/Daniel Morais, com o qual pretendem homenagear o fundador daquele organismo e distinguir o melhor estudante de Língua portuguesa na Venezuela.
O professor João da Costa Lopes, do IPC, explicou que o prémio será entregue pela primeira vez em Novembro de 2008 e consiste numa viagem a Portugal e uma semana em Lisboa.
Adiantou que podem candidatar-se todos os alunos universitários com idade superior a 15 anos, estudantes da Escola de Idiomas Modernos da Universidade Central da Venezuela, que tenham frequentado aulas de Língua Portuguesa ao longo de 2007 e 2008.
A criação do prémio procura homenagear Daniel Morais, fundador e presidente do Instituto Português de Cultura, que faleceu em Agosto último, devido a problemas cardíacos.
Natural de Almada, onde nasceu em 1924, Morais, era um apaixonado pela cidade de Lisboa.
O professor João da Costa Lopes, do IPC, explicou que o prémio será entregue pela primeira vez em Novembro de 2008 e consiste numa viagem a Portugal e uma semana em Lisboa.
Adiantou que podem candidatar-se todos os alunos universitários com idade superior a 15 anos, estudantes da Escola de Idiomas Modernos da Universidade Central da Venezuela, que tenham frequentado aulas de Língua Portuguesa ao longo de 2007 e 2008.
A criação do prémio procura homenagear Daniel Morais, fundador e presidente do Instituto Português de Cultura, que faleceu em Agosto último, devido a problemas cardíacos.
Natural de Almada, onde nasceu em 1924, Morais, era um apaixonado pela cidade de Lisboa.
sexta-feira, novembro 09, 2007
Chile: Cavaco elogia reformas profundas em "portunhol'!!
No último dia de visita oficial ao Chile, Aníbal Cavaco Silva resolveu fazer elogios às reformas que têm sido empreendidas em Portugal em vários sectores. Após um pequeno-almoço empresarial luso-chileno na sede de uma associação em Santiago do Chile, o Presidente da República sustentou que "os portugueses são os pioneiros da globalização, por isso aceitam as exigências da globalização. Isso implica a realização de profundas reformas no nosso País. Na economia é o que está a ser feito actualmente". Depois disto, o Presidente disse mesmo que estão a ser feitas "inovaciones", ou inovações, "muito fortes". Esta foi a estreia do PR no uso do "portunhol", no dia a seguir a ter dito, com graça, a seguir ao encontro com Michelle Bachelet, Presidente chilena, que não iria recorrer na ocasião àquela forma de linguagem.
Nos encontros mais oficiais preferiu sempre falar sempre em português, só transigindo para dizer sempre "cumbre", em vez de cimeira. Embalado, no encontro empresarial da Sofofa, a tal associação chilena, Cavaco Silva disse que "a estrutura da economia portuguesa está a "cambiar" muito rapidamente. Segundo o Presidente, "são os 'coches', com a grande fábrica Ford/Volkswagen, uma das mais modernas da Europa, instalada em Portugal".
É tão triste a minha aldeia...
Nos encontros mais oficiais preferiu sempre falar sempre em português, só transigindo para dizer sempre "cumbre", em vez de cimeira. Embalado, no encontro empresarial da Sofofa, a tal associação chilena, Cavaco Silva disse que "a estrutura da economia portuguesa está a "cambiar" muito rapidamente. Segundo o Presidente, "são os 'coches', com a grande fábrica Ford/Volkswagen, uma das mais modernas da Europa, instalada em Portugal".
É tão triste a minha aldeia...
quarta-feira, novembro 07, 2007
EUA/Eleições: Paulo Nogueira reeleito em Waterbury
O vereador (alderman) democrata Paulo Nogueira foi reeleito na terça-feira na cidade de Waterbury, estado de Connecticut.
Os nove candidatos apresentados pelo Partido Democrata (PD) foram todos eleitos ou reeleitos, mas na terça-feira não estavam ainda apurados os números definitivos.
Às 15 vagas apresentaram-se 27 candidatos, equitativamente distribuídos pelos democratas, republicanos e independentes.
Paulo Nogueira, de 45 anos, faz parte do conselho municipal desta cidade de 107.000 habitantes desde Agosto de 2002, onde entrou por nomeação, mas nas eleições de 2003 e 2005 ganhou direito ao lugar por voto dos eleitores que na terça-feira voltaram a garantir-lhe mais dois anos de mandato. "O nosso maior problema é o dos impostos prediais, que estão em 54 dólares por cada 1.000 dólares do valor do prédio" - disse na terça-feira Paulo Nogueira, lembrando que a administração de maioria democrata tem despendido enormes esforços para ultrapassar a situação herdada em 2001 do mayor Phil Giordano, que acabou por ser condenado a 37 anos de cadeia.
Paulo Nogueira é natural do Porto, de onde emigrou ainda criança para Waterbury, cidade onde reside e onde é proprietário de uma agência de viagens e serviços.
Os nove candidatos apresentados pelo Partido Democrata (PD) foram todos eleitos ou reeleitos, mas na terça-feira não estavam ainda apurados os números definitivos.
Às 15 vagas apresentaram-se 27 candidatos, equitativamente distribuídos pelos democratas, republicanos e independentes.
Paulo Nogueira, de 45 anos, faz parte do conselho municipal desta cidade de 107.000 habitantes desde Agosto de 2002, onde entrou por nomeação, mas nas eleições de 2003 e 2005 ganhou direito ao lugar por voto dos eleitores que na terça-feira voltaram a garantir-lhe mais dois anos de mandato. "O nosso maior problema é o dos impostos prediais, que estão em 54 dólares por cada 1.000 dólares do valor do prédio" - disse na terça-feira Paulo Nogueira, lembrando que a administração de maioria democrata tem despendido enormes esforços para ultrapassar a situação herdada em 2001 do mayor Phil Giordano, que acabou por ser condenado a 37 anos de cadeia.
Paulo Nogueira é natural do Porto, de onde emigrou ainda criança para Waterbury, cidade onde reside e onde é proprietário de uma agência de viagens e serviços.
EUA/Eleições: José Silva reeleito vereador em East Newark
José Silva, vereador luso-americano do pequeno município de East Newark, foi reeleito na terça-feira com 144 votos numas eleições marcadas por elevada abstenção.
East Newark é uma pequenina vila de 2.377 habitantes situada em frente a Newark, na margem esquerda do Rio Passaic e encravada entre Harrison e Kearny.
José Silva concorreu pelo Partido Democrata e não tinha oponente.
O Conselho Municipal de East Newark é constituído por seis vereadores com mandatos de 3 anos. O mayor é eleito para um mandato de 4 anos.
East Newark é uma pequenina vila de 2.377 habitantes situada em frente a Newark, na margem esquerda do Rio Passaic e encravada entre Harrison e Kearny.
José Silva concorreu pelo Partido Democrata e não tinha oponente.
O Conselho Municipal de East Newark é constituído por seis vereadores com mandatos de 3 anos. O mayor é eleito para um mandato de 4 anos.
EUA: Helena Abrantes perdeu eleição para "mayor" em Danbury
A luso-americana democrata Helena Abrantes perdeu na terça-feira por elevada margem as eleições para a presidência do município de Danbury no estado de Connecticut.
O mayor republicano Mark Boughton celebrou na noite de terça-feira a vitória quando foram conhecidos os resultados provisórios que lhe davam 8.140 votos e 4.241 à candidata luso-americana e democrata.
Danbury é uma cidade do estado de Connecticut com 75.000 habitantes dos quais 4.056 são de origem portuguesa, segundo o Censo de 2000.
O projecto político de Abrantes para chefiar o executivo camarário de Danbury surgiu depois de ampla experiência autárquica.
Abrantes, que é natural de Ílhavo e mãe de dois filhos, exerceu já as funções de vereadora do Bairro 2 entre 1996-2001, tendo neste ultimo ano concorrido e vencido as eleições para secretária da Câmara Municipal. Enquanto foi vereadora e enquanto secretária da câmara, a comunidade luso-americana gozou de ampla representação na gestão municipal, onde também foram vereadores os luso-americanos Valdemiro Machado, natural de Valpaços e eleito pela primeira vez em 1993; Manuel Furtado, natural dos Açores e eleito em 1999 e ainda David Furtado que entrou no conselho municipal no ano 2000.
As eleições de Novembro de 2003 foram, contudo, consideradas o "massacre luso-americano", com a subida ao poder dos republicanos, tendo perdido as funções todos os 4 luso-americanos eleitos por voto popular.
As eleições de terça-feira foram dominadas também pelo tema da imigração ilegal que o mayor titular e candidato republicano à reeleição Mark Boughton, transformou num dos cavalos de batalha da sua administração, granjeando o apoio dos eleitores mais velhos, por tradição os mais assíduos às urnas. Os candidatos democratas têm um posicionamento menos hostil à imigração ilegal, mas essa fatia dos residentes não é eleitora. A cidade de Danbury tem vindo a ser o destino de milhares de brasileiros, equatorianos e de outros países sul-americanos, o que levou o mayor Boughton a tentar transformar a polícia local em agentes de imigração em 2005, o que rejeitado pelo comissário estatal de segurança. Boughton conseguiu atrair para a sua causa contra a imigração ilegal acentuando que tal população, sem pagar impostos, causava pressões dispendiosas no sistema escolar, na habitação e no tráfego automóvel, designadamente com inúmeros condutores sem seguro.
O mayor republicano Mark Boughton celebrou na noite de terça-feira a vitória quando foram conhecidos os resultados provisórios que lhe davam 8.140 votos e 4.241 à candidata luso-americana e democrata.
Danbury é uma cidade do estado de Connecticut com 75.000 habitantes dos quais 4.056 são de origem portuguesa, segundo o Censo de 2000.
O projecto político de Abrantes para chefiar o executivo camarário de Danbury surgiu depois de ampla experiência autárquica.
Abrantes, que é natural de Ílhavo e mãe de dois filhos, exerceu já as funções de vereadora do Bairro 2 entre 1996-2001, tendo neste ultimo ano concorrido e vencido as eleições para secretária da Câmara Municipal. Enquanto foi vereadora e enquanto secretária da câmara, a comunidade luso-americana gozou de ampla representação na gestão municipal, onde também foram vereadores os luso-americanos Valdemiro Machado, natural de Valpaços e eleito pela primeira vez em 1993; Manuel Furtado, natural dos Açores e eleito em 1999 e ainda David Furtado que entrou no conselho municipal no ano 2000.
As eleições de Novembro de 2003 foram, contudo, consideradas o "massacre luso-americano", com a subida ao poder dos republicanos, tendo perdido as funções todos os 4 luso-americanos eleitos por voto popular.
As eleições de terça-feira foram dominadas também pelo tema da imigração ilegal que o mayor titular e candidato republicano à reeleição Mark Boughton, transformou num dos cavalos de batalha da sua administração, granjeando o apoio dos eleitores mais velhos, por tradição os mais assíduos às urnas. Os candidatos democratas têm um posicionamento menos hostil à imigração ilegal, mas essa fatia dos residentes não é eleitora. A cidade de Danbury tem vindo a ser o destino de milhares de brasileiros, equatorianos e de outros países sul-americanos, o que levou o mayor Boughton a tentar transformar a polícia local em agentes de imigração em 2005, o que rejeitado pelo comissário estatal de segurança. Boughton conseguiu atrair para a sua causa contra a imigração ilegal acentuando que tal população, sem pagar impostos, causava pressões dispendiosas no sistema escolar, na habitação e no tráfego automóvel, designadamente com inúmeros condutores sem seguro.
Eleições/EUA: Alberto Coutinho na legislatura de New Jersey
O luso-americano e candidato democrata Alberto Coutinho e a sua companheira da lista democrata Grace Spencer conquistaram na terça-feira os dois lugares do Distrito 29 na Assembleia Legislativa de New Jersey.
O Distrito 29 de New Jersey inclui quase toda a cidade de Newark e todo o vizinho município de Hillside. Os candidatos, líderes do Partido Democrático (PD) e eleitores começaram a celebrar a vitória quando eram conhecidos os resultados em 102 dos 116 locais de voto e que já davam a Coutinho 9.298 votos e a Spencer 9.863, situando-se os outros 4 candidatos na casa das poucas centenas.
Alberto Coutinho tomará posse das suas funções em 8 de Janeiro numa cerimónia na capital do estado, Trenton, durante a qual serão empossados todos os 120 membros da Assembleia Legislativa e os 40 membros do Senado estatal. Esta é a segunda vez que Alberto Coutinho, de 38 anos, se sentará na Assembleia Legislativa do Estado de New Jersey, onde em 1997 foi o primeiro luso-americano a entrar, mas por nomeação.
Em Maio de 1997, e na sequência da resignação do legislador Jackie Mattison, do Distrito 29, o PD nomeou Alberto Coutinho para concluir o mandato do legislador demissionário, o que o manteve em Trenton entre Maio de 1997 e Janeiro de 1998.
Com a eleição de terça-feira, Coutinho será, agora, o segundo luso-americano naquela câmara legislativa do estado de New Jersey.
Desde 2004, Joe Vas é o único luso-americano na Assembleia, para a qual voltou a ser terça-feira reeleito no Distrito 19, que inclui a cidade de Perth Amboy, de que é mayor desde 1990.
Vas, que já visitou Portugal e mantém contactos com a comunidade portuguesa da sua cidade, é filho de um português de Goa que emigrou para os Estados Unidos, mas mantém laços maiores com a comunidade hispana de onde procede a sua mãe.
Ao contrário, Coutinho cresceu e vive entre a comunidade portuguesa e luso-americana de Newark, tendo estado ligado juntamente com a sua família à organização do Dia de Portugal em Newark, anualmente promovido na cidade pela Fundação Bernardino Coutinho, uma fundação que leva o nome do seu pai.
Embora nascido em Newark, Coutinho é filho de Bernardino e Maria Coutinho, um casal natural de Ariz, Marco de Canaveses, de onde emigrou para Newark em 1967, tendo aqui estabelecido pouco depois uma empresa de panificação e pastelaria.
Alberto Coutinho, que concluiu em 1991 o curso de Económicas e Financeiras na New York University, tem estado associado à empresa familiar ao mesmo tempo que mantém diversas funções ligadas ora à vida política ora à vida comunitária e desportiva.
No sector desportivo, Alberto Coutinho pertence à direcção do Ironbound Soccer Club, um clube que mantém em actividade centenas de crianças praticantes de futebol em diversos escalões e ligas. Em 1994, fez parte da comissão organizadora do Campeonato do Mundo de Futebol, que se efectuou nos Estados Unidos, e em 1996 integrou a Comissão Organizadora dos Jogos Olímpicos em Atlanta, Geórgia, na secção de futebol.
Em 2003, o então governador democrata James McGreevey nomeou Alberto Coutinho para o Ethnic Advisory Council, um organismo estatal que funciona como órgão consultivo do governador para os assuntos étnicos.
No corrente ano, o Partido Democrata do Condado de Essex escolheu-o como candidato oficial à nomeação do Partido nas eleições primárias de Junho no Distrito 29, tendo nelas conquistado o direito a ser candidato democrata nas eleições gerais que venceu na terça-feira.
O Distrito 29 de New Jersey inclui quase toda a cidade de Newark e todo o vizinho município de Hillside. Os candidatos, líderes do Partido Democrático (PD) e eleitores começaram a celebrar a vitória quando eram conhecidos os resultados em 102 dos 116 locais de voto e que já davam a Coutinho 9.298 votos e a Spencer 9.863, situando-se os outros 4 candidatos na casa das poucas centenas.
Alberto Coutinho tomará posse das suas funções em 8 de Janeiro numa cerimónia na capital do estado, Trenton, durante a qual serão empossados todos os 120 membros da Assembleia Legislativa e os 40 membros do Senado estatal. Esta é a segunda vez que Alberto Coutinho, de 38 anos, se sentará na Assembleia Legislativa do Estado de New Jersey, onde em 1997 foi o primeiro luso-americano a entrar, mas por nomeação.
Em Maio de 1997, e na sequência da resignação do legislador Jackie Mattison, do Distrito 29, o PD nomeou Alberto Coutinho para concluir o mandato do legislador demissionário, o que o manteve em Trenton entre Maio de 1997 e Janeiro de 1998.
Com a eleição de terça-feira, Coutinho será, agora, o segundo luso-americano naquela câmara legislativa do estado de New Jersey.
Desde 2004, Joe Vas é o único luso-americano na Assembleia, para a qual voltou a ser terça-feira reeleito no Distrito 19, que inclui a cidade de Perth Amboy, de que é mayor desde 1990.
Vas, que já visitou Portugal e mantém contactos com a comunidade portuguesa da sua cidade, é filho de um português de Goa que emigrou para os Estados Unidos, mas mantém laços maiores com a comunidade hispana de onde procede a sua mãe.
Ao contrário, Coutinho cresceu e vive entre a comunidade portuguesa e luso-americana de Newark, tendo estado ligado juntamente com a sua família à organização do Dia de Portugal em Newark, anualmente promovido na cidade pela Fundação Bernardino Coutinho, uma fundação que leva o nome do seu pai.
Embora nascido em Newark, Coutinho é filho de Bernardino e Maria Coutinho, um casal natural de Ariz, Marco de Canaveses, de onde emigrou para Newark em 1967, tendo aqui estabelecido pouco depois uma empresa de panificação e pastelaria.
Alberto Coutinho, que concluiu em 1991 o curso de Económicas e Financeiras na New York University, tem estado associado à empresa familiar ao mesmo tempo que mantém diversas funções ligadas ora à vida política ora à vida comunitária e desportiva.
No sector desportivo, Alberto Coutinho pertence à direcção do Ironbound Soccer Club, um clube que mantém em actividade centenas de crianças praticantes de futebol em diversos escalões e ligas. Em 1994, fez parte da comissão organizadora do Campeonato do Mundo de Futebol, que se efectuou nos Estados Unidos, e em 1996 integrou a Comissão Organizadora dos Jogos Olímpicos em Atlanta, Geórgia, na secção de futebol.
Em 2003, o então governador democrata James McGreevey nomeou Alberto Coutinho para o Ethnic Advisory Council, um organismo estatal que funciona como órgão consultivo do governador para os assuntos étnicos.
No corrente ano, o Partido Democrata do Condado de Essex escolheu-o como candidato oficial à nomeação do Partido nas eleições primárias de Junho no Distrito 29, tendo nelas conquistado o direito a ser candidato democrata nas eleições gerais que venceu na terça-feira.
EUA: Ana Cristina Santos na Direcção Escolar de Windsor
A professora e candidata republicana Ana Cristina Santos foi eleita na terça-feira para a Direcção Escolar (Board of Education) de Windsor, no estado de Connecticut.
Com 2.335 votos, Ana Cristina Santos foi a oitava das 10 candidatas a ocupar uma das 9 vagas neste organismo responsável pela gestão das escolas públicas municipais.
Nos Estados Unidos, a gestão do sistema de escolas elementares e liceais públicas é municipal, sendo a Direcção Escolar de cada município a responsável por todo o sistema desde as instalações à admissão de professores e funcionários administrativos.
As escolas públicas de Windsor têm uma população estudantil de mais de 4.000 estudantes e dispõem de um orçamento próximo dos 60 milhões de dólares (41 milhões de euros).
Ana Cristina Santos, que reside em Windsor, exerceu aqui a actividade docente durante 8 anos, embora presentemente seja professora no vizinho município de Haddan.
Com 28.000 habitantes, Windsor tem 6 escolas públicas para o ensino infantil, elementar e médio e 1 liceu.
Com 2.335 votos, Ana Cristina Santos foi a oitava das 10 candidatas a ocupar uma das 9 vagas neste organismo responsável pela gestão das escolas públicas municipais.
Nos Estados Unidos, a gestão do sistema de escolas elementares e liceais públicas é municipal, sendo a Direcção Escolar de cada município a responsável por todo o sistema desde as instalações à admissão de professores e funcionários administrativos.
As escolas públicas de Windsor têm uma população estudantil de mais de 4.000 estudantes e dispõem de um orçamento próximo dos 60 milhões de dólares (41 milhões de euros).
Ana Cristina Santos, que reside em Windsor, exerceu aqui a actividade docente durante 8 anos, embora presentemente seja professora no vizinho município de Haddan.
Com 28.000 habitantes, Windsor tem 6 escolas públicas para o ensino infantil, elementar e médio e 1 liceu.
terça-feira, novembro 06, 2007
Açores votadas como as segundas melhores ilhas do mundo
As ilhas do arquipélago dos Açores foram eleitas como as segundas melhores do mundo para o turismo, num estudo da revista National Geographic Traveler, publicado na edição de Novembro/Dezembro deste ano.
O mesmo estudo colocou a Madeira na 69ª posição. Os Açores ficaram atrás das ilhas Faroe, na Dinamarca, e logo à frente do arquipélago de Lofoten, na Noruega, das ilhas Shetland, na Escócia e do arquipélago de Chiloé, no Chile.
Ao todo, foram 111 os destinos analisados – arquipélagos ou ilhas únicas –, por 522 peritos em turismo sustentável. A pressão turística exagerada ou, por outro lado, o esforço em encontrar o equilíbrio para não prejudicar a natureza e as populações locais foram os principais pontos analisados pelo artigo Best Rated Islands.
Numa pontuação de 0 a 100, os Açores obtiveram 84 pontos, sendo o arquipélago classificado como, "um sítio maravilhoso. Ambientalmente em boa forma. Os habitantes são muito sofisticados e a maioria já viveu fora". "Distantes e temperados os Açores permanecem levemente turísticos", continua o artigo que define os visitantes como "turistas independentes que ficam em regime de bed & breakfast".
Quanto ao ecossistema, "está em grande forma. As baleias são ainda uma visão comum. A cultura local é forte e vibrante. É comum ser convidado para a casa das pessoas para jantar, ou ser recebido com uma refeição comunal durante um festival".
Quanto à Madeira, que obteve 61 pontos, é apontada como um local a sofrer algumas dificuldades. "Apesar da reputação como um local de turismo de alta qualidade, jardins bonitos e um cenário paradisíaco para passeio, a Madeira tem sofrido com o desenvolvimento de hotéis para massas que se espalham a partir do Funchal", refere o artigo.
As ilhas com pior pontuação, apenas 37 pontos, referidas como "em sérias dificuldades", foram os destinos Ibiza e St. Thomas. A ilha americana é descrita como "uma confusão" e Ibiza "já não é Espanha, ou mesmo balear, é uma colónia da Europa e, às vezes, parece britânica apenas".
O mesmo estudo colocou a Madeira na 69ª posição. Os Açores ficaram atrás das ilhas Faroe, na Dinamarca, e logo à frente do arquipélago de Lofoten, na Noruega, das ilhas Shetland, na Escócia e do arquipélago de Chiloé, no Chile.
Ao todo, foram 111 os destinos analisados – arquipélagos ou ilhas únicas –, por 522 peritos em turismo sustentável. A pressão turística exagerada ou, por outro lado, o esforço em encontrar o equilíbrio para não prejudicar a natureza e as populações locais foram os principais pontos analisados pelo artigo Best Rated Islands.
Numa pontuação de 0 a 100, os Açores obtiveram 84 pontos, sendo o arquipélago classificado como, "um sítio maravilhoso. Ambientalmente em boa forma. Os habitantes são muito sofisticados e a maioria já viveu fora". "Distantes e temperados os Açores permanecem levemente turísticos", continua o artigo que define os visitantes como "turistas independentes que ficam em regime de bed & breakfast".
Quanto ao ecossistema, "está em grande forma. As baleias são ainda uma visão comum. A cultura local é forte e vibrante. É comum ser convidado para a casa das pessoas para jantar, ou ser recebido com uma refeição comunal durante um festival".
Quanto à Madeira, que obteve 61 pontos, é apontada como um local a sofrer algumas dificuldades. "Apesar da reputação como um local de turismo de alta qualidade, jardins bonitos e um cenário paradisíaco para passeio, a Madeira tem sofrido com o desenvolvimento de hotéis para massas que se espalham a partir do Funchal", refere o artigo.
As ilhas com pior pontuação, apenas 37 pontos, referidas como "em sérias dificuldades", foram os destinos Ibiza e St. Thomas. A ilha americana é descrita como "uma confusão" e Ibiza "já não é Espanha, ou mesmo balear, é uma colónia da Europa e, às vezes, parece britânica apenas".
UE e Magrebe Árabe querem retomar diálogo directo
O presidente em exercício do Conselho de Ministros da União Europeia, Luís Amado, congratulou-se hoje com "a vontade política expressa" pela UE e pela União do Magrebe Árabe (UMA) de retomar o "diálogo directo" entre ambos.
O ministro dos Negócios Estrangeiros português falava numa conferência de imprensa no final de uma reunião entre a troika da UE - que incluiu a Comissária para as Relações Externas, Benita Ferrero-Waldner, e o Alto Representante para a Política Externa, Javier Solana - e os ministros dos Negócios Estrangeiros da União do Magrebe Árabe (UMA - Argélia, Tunísia, Líbia, Marrocos e Mauritânia).
"Não se realizava um encontro com este formato desde 1991", lembrou Luís Amado.
O ministro dos Negócios Estrangeiros português falava numa conferência de imprensa no final de uma reunião entre a troika da UE - que incluiu a Comissária para as Relações Externas, Benita Ferrero-Waldner, e o Alto Representante para a Política Externa, Javier Solana - e os ministros dos Negócios Estrangeiros da União do Magrebe Árabe (UMA - Argélia, Tunísia, Líbia, Marrocos e Mauritânia).
"Não se realizava um encontro com este formato desde 1991", lembrou Luís Amado.
Governo marroquino repudia visita de rei Juan Carlos a Ceuta e Melilla
“Espanha deve compreender que o tempo do colonialismo acabou”. Foi com estas palavras que o primeiro-ministro marroquino criticou a visita do rei Juan Carlos aos enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla, reclamados por Rabat.
“Ceuta e Melilla fazem parte integrante do território nacional e a sua recuperação far-se-á através de negociações directas como aconteceu com [as cidades de] Tarfaya, Sidi Ifni e com o [deserto do] Sara marroquino”, declarou Abbas el-Fassi, líder do partido nacionalista Istiqlal. Esta deslocação, acrescentou, “constitui uma provocação aos sentimentos do povo marroquino e não modificará em nada a pertença histórica e geográfica das duas cidades a Marrocos”, conclui El-Fassi.O rei Juan Carlos visita, pela primeira vez desde que assumiu o trono espanhol, as duas cidades autónomas, encravadas na costa marroquina. À chegada a Ceuta, onde o esperavam dezenas de milhares de pessoas, o monarca não comentou a polémica, dizendo apenas que vinha saldar uma dívida que tinha com a cidade. A maioria dos que acorreram a acolher os reis eram, segundo as agências internacionais, espanhóis de confissão católica que constituem pouco mais de metade dos 75 mil habitantes da cidade portuária, que Madrid manteve sob a sua tutela mesmo depois de reconhecer a independência de Marrocos, em 1956. A deslocação foi repudiada pelas autoridades marroquinas, tendo o rei Muhammad VI convocado o embaixador em Madrid para consultas – um gesto diplomático que expressa forte desagrado pela acção das autoridades do país onde o diplomata está destacado. Esta tarde, milhares de marroquinos juntaram-se em protesto em Bab Sebta, nos arredores de Ceuta, em protesto contra a visita de Juan Carlos, enquanto perto de uma centena se manifestaram junto ao consulado espanhol em Casablanca.
“Ceuta e Melilla fazem parte integrante do território nacional e a sua recuperação far-se-á através de negociações directas como aconteceu com [as cidades de] Tarfaya, Sidi Ifni e com o [deserto do] Sara marroquino”, declarou Abbas el-Fassi, líder do partido nacionalista Istiqlal. Esta deslocação, acrescentou, “constitui uma provocação aos sentimentos do povo marroquino e não modificará em nada a pertença histórica e geográfica das duas cidades a Marrocos”, conclui El-Fassi.O rei Juan Carlos visita, pela primeira vez desde que assumiu o trono espanhol, as duas cidades autónomas, encravadas na costa marroquina. À chegada a Ceuta, onde o esperavam dezenas de milhares de pessoas, o monarca não comentou a polémica, dizendo apenas que vinha saldar uma dívida que tinha com a cidade. A maioria dos que acorreram a acolher os reis eram, segundo as agências internacionais, espanhóis de confissão católica que constituem pouco mais de metade dos 75 mil habitantes da cidade portuária, que Madrid manteve sob a sua tutela mesmo depois de reconhecer a independência de Marrocos, em 1956. A deslocação foi repudiada pelas autoridades marroquinas, tendo o rei Muhammad VI convocado o embaixador em Madrid para consultas – um gesto diplomático que expressa forte desagrado pela acção das autoridades do país onde o diplomata está destacado. Esta tarde, milhares de marroquinos juntaram-se em protesto em Bab Sebta, nos arredores de Ceuta, em protesto contra a visita de Juan Carlos, enquanto perto de uma centena se manifestaram junto ao consulado espanhol em Casablanca.
Portugal continua a divergir da União Europeia (UE) em matéria de riqueza produzida
É o que se pode concluir do relatório de competitividade e preços ontem divulgado, o qual refere que a economia da UE registou, no ano passado, os melhores resultados desde 2000. O produto interno bruto (PIB) cresceu 3%, enquanto a produtividade (que corresponde à variação do PIB por trabalhador) aumentou 1,5%, contra uma média de 1,2% registada ao longo do período 2000-2005.
Em Portugal, a economia teve um desempenho bem mais modesto, destacando-se mesmo como o País onde o PIB per capita menos cresceu (apenas 0,9%). Como a produtividade resulta do rácio entre a riqueza produzida e o número de trabalhadores, não se podem esperar grandes resultados de uma fraca variação do PIB. Assim, a produtividade em Portugal cresceu apenas 0,5% (um terço da média europeia), o que corresponde à segunda variação mais baixa, logo depois de Itália. Em termos de emprego, as boas notícias para a economia europeia não são, uma vez mais, repartidas com Portugal. É que enquanto o emprego cresceu 1,6% na UE (contra 0,5% entre 2000 e 2005), em Portugal aumentou apenas 0,7%. Falando sobre a economia europeia, o vice-presidente da Comissão, Günter Verheugen disse que estes "muito encorajadores" resultados "mostram que as reformas introduzidas no âmbito da Estratégia de Lisboa sobre o crescimento e o emprego começam a dar os seus frutos". Apesar disso, o comissário lembrou que é preciso reforçar a aposta na investigação e desenvolvimento, sobretudo no sector privado.
Em Portugal, a economia teve um desempenho bem mais modesto, destacando-se mesmo como o País onde o PIB per capita menos cresceu (apenas 0,9%). Como a produtividade resulta do rácio entre a riqueza produzida e o número de trabalhadores, não se podem esperar grandes resultados de uma fraca variação do PIB. Assim, a produtividade em Portugal cresceu apenas 0,5% (um terço da média europeia), o que corresponde à segunda variação mais baixa, logo depois de Itália. Em termos de emprego, as boas notícias para a economia europeia não são, uma vez mais, repartidas com Portugal. É que enquanto o emprego cresceu 1,6% na UE (contra 0,5% entre 2000 e 2005), em Portugal aumentou apenas 0,7%. Falando sobre a economia europeia, o vice-presidente da Comissão, Günter Verheugen disse que estes "muito encorajadores" resultados "mostram que as reformas introduzidas no âmbito da Estratégia de Lisboa sobre o crescimento e o emprego começam a dar os seus frutos". Apesar disso, o comissário lembrou que é preciso reforçar a aposta na investigação e desenvolvimento, sobretudo no sector privado.
Portucel investirá 1 000 milhões na América Latina
A Semapa assume que a Portucel tem capacidade para investir mais de dois mil milhões de euros a médio prazo, em Portugal e no estrangeiro, metade desse valor na América Latina, de acordo com declarações do patrão da holding.
Pedro Queiroz Pereira, que concentra interesses nos sectores industriais da pasta e papel (Portucel) e dos cimentos (Secil), esclarece que este montante acima de mil milhões de euros de capacidade financeira de investimento a curto e médio prazos se junta aos cerca de 900 milhões de euros que o grupo, através da Portucel, vai aplicar nos próximos anos. Estes investimentos incluem não só a aquisição da nova máquina de papel para Setúbal (550 milhões de euros), mas também no reforço e na modernização de capacidade das outras unidades industriais da empresa, em Cacia e na Figueira da Foz.
Desse montante previsível de investimento, PQP está a estudar quatro hipóteses de abertura da frente internacional da Portucel. As negociações estão "mais avançadas no Uruguai e no Brasil, mas ainda nada está concretizado", assegura o dono da Semapa.
Além do Uruguai e do Brasil, a Portucel está ainda a estudar possibilidades de investimento em Angola e em Moçambique.
Pedro Queiroz Pereira, que concentra interesses nos sectores industriais da pasta e papel (Portucel) e dos cimentos (Secil), esclarece que este montante acima de mil milhões de euros de capacidade financeira de investimento a curto e médio prazos se junta aos cerca de 900 milhões de euros que o grupo, através da Portucel, vai aplicar nos próximos anos. Estes investimentos incluem não só a aquisição da nova máquina de papel para Setúbal (550 milhões de euros), mas também no reforço e na modernização de capacidade das outras unidades industriais da empresa, em Cacia e na Figueira da Foz.
Desse montante previsível de investimento, PQP está a estudar quatro hipóteses de abertura da frente internacional da Portucel. As negociações estão "mais avançadas no Uruguai e no Brasil, mas ainda nada está concretizado", assegura o dono da Semapa.
Além do Uruguai e do Brasil, a Portucel está ainda a estudar possibilidades de investimento em Angola e em Moçambique.
Portugueses no Governo do Ontário dão visibilidade à comunidade
A nomeação de dois luso-canadianos para o novo governo do Ontário "dará maior visibilidade à comunidade no Canadá e a Portugal", comentou hoje, o embaixador João Pedro da Silveira Carvalho. O primeiro-ministro do Ontário, Dalton McGuinty, anunciou o novo governo provincial que integra os luso-canadianos Peter Fonseca como ministro do Turismo e Charles Sousa como adjunto do ministro do Governo e Serviços ao Consumidor.
"Este é mais um importante passo na participação cívica e política da comunidade portuguesa neste país", declarou o embaixador de Portugal no Canadá.
O novo governo do Ontário foi formado na sequência das eleições legislativas realizadas na província a 10 de Outubro, tendo McGuinty, do Partido Liberal (PL), conseguido nova maioria parlamentar para o seu segundo mandato consecutivo à frente do executivo provincial. O novo ministro do Turismo, Peter Fonseca, é um luso-canadiano nascido em Lisboa, membro do PL, que renovou mandato como deputado provincial no círculo eleitoral de Mississauga Este-Cooksville. Por sua vez, Charles Sousa, também do PL, foi eleito pela primeira vez para o parlamento do Ontário, estreando-se agora no executivo como adjunto parlamentar do ministro do Governo e Serviços ao Consumidor. No passado recente, existiu já um luso-canadiano, Carl DeFaria, do Partido Conservador, que foi ministro no Ontário com a pasta da Cidadania com a responsabilidade pelos Idosos de 2002 a 2003. DeFaria, membro do Parlamento por Mississauga Este-Cooksville, foi derrotado nas legislativas de 2003 por Peter Fonseca. O sistema eleitoral canadiano é uninomimal, ou seja, apenas é eleito um deputado por cada círculo (o que tiver mais votos). No Canadá, os membros dos Governo são sempre deputados nos Parlamentos respectivos.
"Este é mais um importante passo na participação cívica e política da comunidade portuguesa neste país", declarou o embaixador de Portugal no Canadá.
O novo governo do Ontário foi formado na sequência das eleições legislativas realizadas na província a 10 de Outubro, tendo McGuinty, do Partido Liberal (PL), conseguido nova maioria parlamentar para o seu segundo mandato consecutivo à frente do executivo provincial. O novo ministro do Turismo, Peter Fonseca, é um luso-canadiano nascido em Lisboa, membro do PL, que renovou mandato como deputado provincial no círculo eleitoral de Mississauga Este-Cooksville. Por sua vez, Charles Sousa, também do PL, foi eleito pela primeira vez para o parlamento do Ontário, estreando-se agora no executivo como adjunto parlamentar do ministro do Governo e Serviços ao Consumidor. No passado recente, existiu já um luso-canadiano, Carl DeFaria, do Partido Conservador, que foi ministro no Ontário com a pasta da Cidadania com a responsabilidade pelos Idosos de 2002 a 2003. DeFaria, membro do Parlamento por Mississauga Este-Cooksville, foi derrotado nas legislativas de 2003 por Peter Fonseca. O sistema eleitoral canadiano é uninomimal, ou seja, apenas é eleito um deputado por cada círculo (o que tiver mais votos). No Canadá, os membros dos Governo são sempre deputados nos Parlamentos respectivos.
segunda-feira, novembro 05, 2007
Cavaco leva 30 empresários à economia mais atractiva da América Latina
30 empresários portugueses de topo acompanham Cavaco Silva na sua visita oficial ao Chile, a economia mais atractiva da América Latina, de acordo com o Ranking de Negócios do The Economist Intelligence Unit (EIU).
Segundo esta fonte, a nível mundial, o Chile é o 20º país mais atractivo para fazer negócio e para investir nos próximos 5 anos, à frente de países como a China e a Índia, assumindo a liderança neste segmento quando são apenas considerados os países da América Latina. Os dados fazem parte de um dossier compilado pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e que serviu para seleccionar as empresas que integrariam a comitiva empresarial que acompanha Cavaco Silva ao Chile, numa visita oficial que arranca terça-feira. "Existem oportunidades de negócio muito fortes e há uma necessidade de incrementar a presença portuguesa no Chile", assumiu fonte de Belém, lembrando que Cavaco Silva levou também uma comitiva empresarial à última Cimeira Iberoamericana, no Uruguai. Brisa, Critical Software, CTT, EDP, GALP Energia, Grupo Amorim, EFACEC, Pestana, Millenium BCP, Mota-Engil, OGMA ou Somague são apenas alguns dos nomes sonantes representados nesta comitiva, que leva na bagagem mais de 30 contactos previamente acertados com empresas chilenas. Para além das reuniões bilaterais, grande parte dos empresários portugueses irá participar no III Encontro Empresarial Iberoamericano, que decorre em Santiago do Chile, quarta e quinta-feira, à margem da Cimeira Iberoamericana de chefes de Estado e de Governo. Além disso, o Presidente da República promove, na quinta-feira, um pequeno-almoço empresarial luso-chileno, onde fará uma intervenção. "Um enorme potencial" é como a Presidência da República descreve as oportunidades de negócio no Chile, o segundo maior cliente de Portugal na América Latina, logo a seguir ao Brasil. Lembrando que o Chile possui acordos de comércio livre com os Estados Unidos e os países do Mercosul, Belém realça a importância estratégica da economia chilena como porta de entrada no continente americano. Madeira e cortiça, máquinas e aparelhos e metais comuns representam mais de 80 por cento das exportações nacionais para o Chile, enquanto os produtos agrícolas dominam as importações. Num país com 16,4 milhões de habitantes, uma inflação em 2006 de 3,4 por cento e uma taxa de desemprego de 8 por cento, o AICEP identifica as principais oportunidades de investimento do Chile nas áreas da maquinaria, tecnologias de informação e telecomunicações e sector vinícola. O turismo é outro dos mercados com potencial de crescimento, já que, apesar de em 2006 menos de 10.000 chilenos terem visitado Portugal, mais de cem mil por ano visitam a Europa, tendo como porta de entrada preferencial a capital da vizinha Espanha, Madrid.
Segundo esta fonte, a nível mundial, o Chile é o 20º país mais atractivo para fazer negócio e para investir nos próximos 5 anos, à frente de países como a China e a Índia, assumindo a liderança neste segmento quando são apenas considerados os países da América Latina. Os dados fazem parte de um dossier compilado pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e que serviu para seleccionar as empresas que integrariam a comitiva empresarial que acompanha Cavaco Silva ao Chile, numa visita oficial que arranca terça-feira. "Existem oportunidades de negócio muito fortes e há uma necessidade de incrementar a presença portuguesa no Chile", assumiu fonte de Belém, lembrando que Cavaco Silva levou também uma comitiva empresarial à última Cimeira Iberoamericana, no Uruguai. Brisa, Critical Software, CTT, EDP, GALP Energia, Grupo Amorim, EFACEC, Pestana, Millenium BCP, Mota-Engil, OGMA ou Somague são apenas alguns dos nomes sonantes representados nesta comitiva, que leva na bagagem mais de 30 contactos previamente acertados com empresas chilenas. Para além das reuniões bilaterais, grande parte dos empresários portugueses irá participar no III Encontro Empresarial Iberoamericano, que decorre em Santiago do Chile, quarta e quinta-feira, à margem da Cimeira Iberoamericana de chefes de Estado e de Governo. Além disso, o Presidente da República promove, na quinta-feira, um pequeno-almoço empresarial luso-chileno, onde fará uma intervenção. "Um enorme potencial" é como a Presidência da República descreve as oportunidades de negócio no Chile, o segundo maior cliente de Portugal na América Latina, logo a seguir ao Brasil. Lembrando que o Chile possui acordos de comércio livre com os Estados Unidos e os países do Mercosul, Belém realça a importância estratégica da economia chilena como porta de entrada no continente americano. Madeira e cortiça, máquinas e aparelhos e metais comuns representam mais de 80 por cento das exportações nacionais para o Chile, enquanto os produtos agrícolas dominam as importações. Num país com 16,4 milhões de habitantes, uma inflação em 2006 de 3,4 por cento e uma taxa de desemprego de 8 por cento, o AICEP identifica as principais oportunidades de investimento do Chile nas áreas da maquinaria, tecnologias de informação e telecomunicações e sector vinícola. O turismo é outro dos mercados com potencial de crescimento, já que, apesar de em 2006 menos de 10.000 chilenos terem visitado Portugal, mais de cem mil por ano visitam a Europa, tendo como porta de entrada preferencial a capital da vizinha Espanha, Madrid.
Efacec fornece central nuclear norte-americana
A Efacec, o maior grupo electromecânico português, inicia hoje o projecto de instalação de uma unidade industrial de transformadores na Geórgia, Estados Unidos. Luís Filipe Pereira, CEO da electromecânica, assina o contrato de investimento com o governador local, com vista à construção da fábrica em Effingham, num investimento de 80 milhões de euros, que deverá estar operacional no segundo semestre de 2009. A unidade fabril irá criar 400 postos de trabalho. Esta decisão estratégica do grupo deve-se ao crescente volume de encomendas obtidas no mercado norte-americano que tem sido gerido através da unidade fabril da Arroteia. Apesar da fábrica portuguesa ter capacidade de resposta, as dificuldades de transporte e os custos associados são um entrave à exportação para os EUA. Transportar um transformador entre a unidade portuguesa e o porto de Leixões, que dista a menos de 10 quilómetros, demora quase sete horas. A esta longa manobra soma-se uma logística complexa e dispendiosa, com a obrigatoriedade da obtenção de licenças especiais de transporte. E, não de somenos importância, o custo para um transformador atravessar o Atlântico atinge os 200 mil euros. A maior dificuldade da empresa “é a desvalorização do dólar face ao euro. Os custos da Efacec na produção de equipamentos são em euros, o que leva a uma considerável perda de competitividade no preço de venda quando convertido em dólares”. Tendo na carteira de clientes as principais “utilities” norte-americanas (empresas tipo EDP), a electromecânica precisava de encontrar uma resposta adequada. A Efacec, detida pelos grupos José de Mello e Têxtil Manuel Gonçalves, tomou então uma decisão estratégica: uma investida industrial nos EUA. Investida essa que irá servir empresas como a Nevada Power Company, Florida Power & Light, Texas Utilities, Pacific Gás & Electric, Southern Company, entre outras. Mas a presença da Efacec nos EUA ganhou outra dimensão neste fim de ano. O CEO concluiu, no passado mês, a compra da ACS-Advanced Control System, empresa norte-americana da área da engenharia, instalada em Atlanta. Com esta compra, que implicou um investimento de 14,1 milhões de euros, complementa a área de automação e controlo para o sector da energia, podendo explorar um mercado com mais de 200 empresas de produção de electricidade. Estes investimentos nos EUA devem-se a uma reorganização da estratégia do grupo, desenhada até 2012, e que prevê atingir até esse ano um volume de negócios superior a 1000 milhões , 70% do qual obtido nos mercados externos. Para isso, a Efacec seleccionou 6 geografias prioritárias de acção: Espanha; Roménia (que engloba Bulgária, República Checa, Eslováquia e Hungria); Brasil (Argentina e Chile); África Austral (África do Sul, Angola e Moçambique); Magreb; e EUA. O grupo facturou 370 milhões de euros no ano passado e obteve lucros de 17,1 milhões.
Vinho é produto de investimento sem risco e com retorno elevado
O vinho é um produto de investimento, a par de outras alternativas financeiras, com a vantagem dos riscos serem mínimos e de oferecer um retorno calculado em 50%. A Vino Invest especialista em aconselhamento em investimentos vitivinícolas está a dar os primeiros passos no mercado português, onde espera atingir 200 clientes/investidores em apenas cinco anos. Paulo Martins, director da Vino Invest, com sede em Londres, espera que Portugal "seja um sucesso". O vinho de alta qualidade é apresentado pela empresa de consultoria como um produto de investimento inovador e inexistente em Portugal, com "um risco mínimo" e com "um crescimento anual superior a 20%".
Na sua brochura, esta empresa explica que a procura mundial dos melhores vinhos e a consequente subida dos seus preços torna este mercado muito atractivo, "possibilitando ao investidor a criação de riqueza e o aumento do seu registo de activos de uma forma segura, mesmo que surjam recessões económicas".
Cerca de 90% da carteira de produtos da Vino Invest é originária da região francesa de Bordéus, onde a produção é limitada, onde actua como agente e encontra vinhos para os seus clientes, através de fornecedores. Além disso, aconselha, dá informação acerca do mercado e dos próprios vinhos, sendo depois intermediário na transacção, além de transportar e inspeccionar o produto, que depois é armazenado pela Octavian, no Sul de Inglaterra, através da abertura de uma conta privada. Os vinhos têm de ter alta qualidade, ser produzido em baixas quantidades, mas as suficientes para ter um mercado internacional, e ter uma vida longa, "de 30 anos ou mais", diz Paulo Martins.
Na sua brochura, esta empresa explica que a procura mundial dos melhores vinhos e a consequente subida dos seus preços torna este mercado muito atractivo, "possibilitando ao investidor a criação de riqueza e o aumento do seu registo de activos de uma forma segura, mesmo que surjam recessões económicas".
Cerca de 90% da carteira de produtos da Vino Invest é originária da região francesa de Bordéus, onde a produção é limitada, onde actua como agente e encontra vinhos para os seus clientes, através de fornecedores. Além disso, aconselha, dá informação acerca do mercado e dos próprios vinhos, sendo depois intermediário na transacção, além de transportar e inspeccionar o produto, que depois é armazenado pela Octavian, no Sul de Inglaterra, através da abertura de uma conta privada. Os vinhos têm de ter alta qualidade, ser produzido em baixas quantidades, mas as suficientes para ter um mercado internacional, e ter uma vida longa, "de 30 anos ou mais", diz Paulo Martins.
domingo, novembro 04, 2007
Reis de Espanha deslocam-se a Ceuta e Melilla!
A mais recente ameaça de Ayman al-Zawahiri, número dois da Al-Qaeda, transforma a controversa deslocação dos Reis de Espanha, a partir de amanhã, a Ceuta e Melilla, enclaves no Norte de África, numa viagem de alto risco.
Criticadas pelo Governo marroquino, que não deixa passar a oportunidade de fustigar a "provocação", as autoridades espanholas tentam minimizar a crise aberta entre os dois países e declaram-se surpreendidos com a dureza da reacção de Rabat. O caso pode, porém, adquirir outras proporções com a ameaça de Al-Zawahiri. Numa gravação, o número dois de Bin Laden declarou guerra aos seus aliados americano, francês e espanhol."Ó nação do Islão no Magrebe, a da resistência e da Jihad (guerra santa): eis que os teus filhos se unem sob a bandeira do islão e da Jihade, contra os EUA, a França e a Espanha."
Acresce que a visita dos Reis de Espanha ocorre exactamente 32 anos depois da "Marcha Verde", a ofensiva pacífica lançada por Hassan II contra a administração colonial espanhola para recuperar o território do Sara. A braços com uma grave crise de poder (Franco estava moribundo e morreria duas semanas depois), Madrid negoceia à pressa a saída, deixando para trás um território disputado pela Frente Polisario (apoiada pela Argélia). É também por essa coincidência que os jornais marroquinos clamam contra a "provocação". A crise azedou quando o Governo de Marrocos decidiu chamar a Rabat o seu embaixador em Madrid, em sinal de protesto contra esta "visita lamentável", ao mesmo tempo que organizações próximas do poder começavam a organizar manifestações contra o Rei Juan Carlos.
Aparentemente indiferentes à crise diplomática, os responsáveis pela administração de Ceuta e Melilla continuam os preparativos do que desejam que seja "uma visita memorável", embora por motivos diferentes dos que a imprensa tem noticiado. Nas ruas de Ceuta vêem-se já as primeiras bandeiras espanholas e os proprietários das casas próximas do Ayuntamiento estão a cobrar 600 euros pelo direito a ocupar um lugar na varanda para ver Juan Carlos e Sofia na Praça de África. Haverá feriado e os alunos não terão aulas para que participem na recepção e acompanhem a visita, a primeira de um rei espanhol em 80 anos.
Criticadas pelo Governo marroquino, que não deixa passar a oportunidade de fustigar a "provocação", as autoridades espanholas tentam minimizar a crise aberta entre os dois países e declaram-se surpreendidos com a dureza da reacção de Rabat. O caso pode, porém, adquirir outras proporções com a ameaça de Al-Zawahiri. Numa gravação, o número dois de Bin Laden declarou guerra aos seus aliados americano, francês e espanhol."Ó nação do Islão no Magrebe, a da resistência e da Jihad (guerra santa): eis que os teus filhos se unem sob a bandeira do islão e da Jihade, contra os EUA, a França e a Espanha."
Acresce que a visita dos Reis de Espanha ocorre exactamente 32 anos depois da "Marcha Verde", a ofensiva pacífica lançada por Hassan II contra a administração colonial espanhola para recuperar o território do Sara. A braços com uma grave crise de poder (Franco estava moribundo e morreria duas semanas depois), Madrid negoceia à pressa a saída, deixando para trás um território disputado pela Frente Polisario (apoiada pela Argélia). É também por essa coincidência que os jornais marroquinos clamam contra a "provocação". A crise azedou quando o Governo de Marrocos decidiu chamar a Rabat o seu embaixador em Madrid, em sinal de protesto contra esta "visita lamentável", ao mesmo tempo que organizações próximas do poder começavam a organizar manifestações contra o Rei Juan Carlos.
Aparentemente indiferentes à crise diplomática, os responsáveis pela administração de Ceuta e Melilla continuam os preparativos do que desejam que seja "uma visita memorável", embora por motivos diferentes dos que a imprensa tem noticiado. Nas ruas de Ceuta vêem-se já as primeiras bandeiras espanholas e os proprietários das casas próximas do Ayuntamiento estão a cobrar 600 euros pelo direito a ocupar um lugar na varanda para ver Juan Carlos e Sofia na Praça de África. Haverá feriado e os alunos não terão aulas para que participem na recepção e acompanhem a visita, a primeira de um rei espanhol em 80 anos.
quinta-feira, novembro 01, 2007
Batalhas à mesa ganhamos nós
Com a devida vénia:
"Um cronista inglês, Tony Parsons, do Daily Mirror, dirigiu-se ao embaixador português, assim: "Feche a sua estúpida boca de comedor de sardinhas." Frase de bom gosto. Tudo o que seja com sardinha é nacional, é bom. De escabeche, gratinada, em ensopado, de alhada ou albardada. Já para não falar em assada na brasa. Eu ensinaria ao Tony como atingir esse divinal prato, não fosse tão complicado para quem nasceu na pátria que tem por excelência gastronómica o chá. Isto é, o saber ferver água. Não, não amesquinho a gastronomia inglesa. Estou-lhe grato. Terá havido alguma razão para os ingleses terem inventado o turismo - e essa foi, sem dúvida, fugir à comida local. Com a fuga em massa ao cornish pastri e outros pudins de carne ganhou a nossa balança de pagamentos. Estou grato, repito. Aconselho o Tony a atacar-nos, da próxima vez, por um flanco fraco. Pela boca é que não. Nessa matéria, qualquer assador de sardinhas de Setúbal vale dez Shakespeares."
Ferreira Fernandes in DN
"Um cronista inglês, Tony Parsons, do Daily Mirror, dirigiu-se ao embaixador português, assim: "Feche a sua estúpida boca de comedor de sardinhas." Frase de bom gosto. Tudo o que seja com sardinha é nacional, é bom. De escabeche, gratinada, em ensopado, de alhada ou albardada. Já para não falar em assada na brasa. Eu ensinaria ao Tony como atingir esse divinal prato, não fosse tão complicado para quem nasceu na pátria que tem por excelência gastronómica o chá. Isto é, o saber ferver água. Não, não amesquinho a gastronomia inglesa. Estou-lhe grato. Terá havido alguma razão para os ingleses terem inventado o turismo - e essa foi, sem dúvida, fugir à comida local. Com a fuga em massa ao cornish pastri e outros pudins de carne ganhou a nossa balança de pagamentos. Estou grato, repito. Aconselho o Tony a atacar-nos, da próxima vez, por um flanco fraco. Pela boca é que não. Nessa matéria, qualquer assador de sardinhas de Setúbal vale dez Shakespeares."
Ferreira Fernandes in DN
Cimeira Ibero-Americana no Chile
O Presidente da República parte na terça-feira para uma visita oficial de dois dias ao Chile, onde depois ficará mais dois dias para participar nos trabalhos da Cimeira Ibero-Americana. Uma visita que tem como objectivo central "desenvolver a relação bilateral com o Chile", sublinhou a Presidência da República. O convite para ir ao Chile em visita oficial surgiu no ano passado, quando Cavaco participou na Cimeira Ibero-Americana no Uruguai.
Na altura, Michelle Bachelet, a presidente chilena, disse a Cavaco Silva que Portugal não fazia ideia da reputação e boa imagem de que goza no Chile. Portugal foi mesmo o primeiro País a reconhecer a independência do Chile, em 1821 - apesar do "grito do Ipiranga" só ter ocorrido no Brasil a 7 de Setembro de 1822.
Nos dias 6 e 7, durante a visita oficial ao Chile, Cavaco Silva vai dialogar com uma chefe de Estado que domina o português fluentemente e que sabe, até, cantar algumas passagens da "Grândola, vila morena". Nesta visita, para além da vertente cultural (que inclui uma visita à casa-museu de Pablo Neruda em Isla Negra), Cavaco Silva faz-se acompanhar por cerca de 30 empresários, incluindo Filipe Pinhal (Millennium bcp), Henrique Granadeiro (PT), Diogo Vaz Guedes (Somague), Ferreira de Oliveira (Galp), Vasco de Mello (Brisa), entre outros.
"O Chile é uma democracia que funciona e uma das mais perfeitas da América Latina", sublinhou ontem fonte da Presidência, lembrando que serão abordadas questões como a segurança social ou os problemas de transição para uma economia desenvolvida, mas o espaço para os empresários formarem parcerias é total. O Chile é uma plataforma interessante, por ter "instituições democráticas estáveis, uma economia aberta, consolidada e credível", diz a mesma fonte. O Chile é o segundo maior "cliente" de Portugal na América Latina, a seguir ao Brasil. O crescimento das exportações para aquele país foi de mais de 20% nos últimos anos.
Na altura, Michelle Bachelet, a presidente chilena, disse a Cavaco Silva que Portugal não fazia ideia da reputação e boa imagem de que goza no Chile. Portugal foi mesmo o primeiro País a reconhecer a independência do Chile, em 1821 - apesar do "grito do Ipiranga" só ter ocorrido no Brasil a 7 de Setembro de 1822.
Nos dias 6 e 7, durante a visita oficial ao Chile, Cavaco Silva vai dialogar com uma chefe de Estado que domina o português fluentemente e que sabe, até, cantar algumas passagens da "Grândola, vila morena". Nesta visita, para além da vertente cultural (que inclui uma visita à casa-museu de Pablo Neruda em Isla Negra), Cavaco Silva faz-se acompanhar por cerca de 30 empresários, incluindo Filipe Pinhal (Millennium bcp), Henrique Granadeiro (PT), Diogo Vaz Guedes (Somague), Ferreira de Oliveira (Galp), Vasco de Mello (Brisa), entre outros.
"O Chile é uma democracia que funciona e uma das mais perfeitas da América Latina", sublinhou ontem fonte da Presidência, lembrando que serão abordadas questões como a segurança social ou os problemas de transição para uma economia desenvolvida, mas o espaço para os empresários formarem parcerias é total. O Chile é uma plataforma interessante, por ter "instituições democráticas estáveis, uma economia aberta, consolidada e credível", diz a mesma fonte. O Chile é o segundo maior "cliente" de Portugal na América Latina, a seguir ao Brasil. O crescimento das exportações para aquele país foi de mais de 20% nos últimos anos.
quarta-feira, outubro 31, 2007
Finisterra - uma boa campanha de Portugal
O vídeo promocional da exposição LUSA - A Matriz Portuguesa, recentemente inaugurada no Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro.
Ver em: http://br.youtube.com/watch?v=NwbbWBz25XA.
5 estrelas.
Ver em: http://br.youtube.com/watch?v=NwbbWBz25XA.
5 estrelas.
Derovo abre fábrica em Espanha por falta de galinhas em Portugal
Portugal apenas tem seis milhões de galinhas. Espanha tem 45 milhões.
A Derovo, empresa de produtos derivados dos ovos, quer alcançar a liderança ibérica dentro de cinco anos. Para tal, vai triplicar a capacidade de produção que tem na unidade em Pombal com uma nova fábrica em Espanha, um investimento de 38 milhões de euros. Mas porquê no país vizinho e não em Portugal? "Se queremos crescer temos de ir onde há mais capacidade de produção, ou seja, onde há mais galinhas", afirmou Amândio Santos, director-geral da Derovo. O problema é a escassez de galinhas nacionais. A empresa, que ontem participou no II Congresso da Indústria Portuguesa Agro-Alimentar, tem actualmente uma quota de mercado ibérica de 18%, pretendendo chegar aos 40% dentro de cinco anos, o que lhe dará o primeiro lugar da Península. A fábrica em Espanha, em fase de aprovação, será implementada através de uma joint-venture com uma empresa italiana e irá situar-se em Castela e Leão.
Do portfólio actual, o produto mais vendido é "o ovo líquido pasteurizado em pacote [tipo embalagem de leite], que é sobretudo usado na indústria, mas também pode servir os consumidores domésticos". Em vez de abrir e bater os ovos, os consumidores apenas têm de os despejar do pacote para a frigideira (se for o caso). Outro dos produtos comercializados é uma bebida à base de gema de ovo para desportistas. À transformação de excedentes de ovos em produtos inovadores, Santos chamou-lhe "ovolution". Inaugurada em 1996, a Derovo tornou-se a primeira e única unidade de produção de "ovoprodutos" líquidos pasteurizados em Portugal.
A Derovo, empresa de produtos derivados dos ovos, quer alcançar a liderança ibérica dentro de cinco anos. Para tal, vai triplicar a capacidade de produção que tem na unidade em Pombal com uma nova fábrica em Espanha, um investimento de 38 milhões de euros. Mas porquê no país vizinho e não em Portugal? "Se queremos crescer temos de ir onde há mais capacidade de produção, ou seja, onde há mais galinhas", afirmou Amândio Santos, director-geral da Derovo. O problema é a escassez de galinhas nacionais. A empresa, que ontem participou no II Congresso da Indústria Portuguesa Agro-Alimentar, tem actualmente uma quota de mercado ibérica de 18%, pretendendo chegar aos 40% dentro de cinco anos, o que lhe dará o primeiro lugar da Península. A fábrica em Espanha, em fase de aprovação, será implementada através de uma joint-venture com uma empresa italiana e irá situar-se em Castela e Leão.
Do portfólio actual, o produto mais vendido é "o ovo líquido pasteurizado em pacote [tipo embalagem de leite], que é sobretudo usado na indústria, mas também pode servir os consumidores domésticos". Em vez de abrir e bater os ovos, os consumidores apenas têm de os despejar do pacote para a frigideira (se for o caso). Outro dos produtos comercializados é uma bebida à base de gema de ovo para desportistas. À transformação de excedentes de ovos em produtos inovadores, Santos chamou-lhe "ovolution". Inaugurada em 1996, a Derovo tornou-se a primeira e única unidade de produção de "ovoprodutos" líquidos pasteurizados em Portugal.
terça-feira, outubro 30, 2007
Caso Madeleine: Colunista do Mirror chama "comedor de sardinhas" a embaixador português
O embaixador português em Londres, António Santana Carlos, foi alvo de comentários jocosos e xenófobos, depois de, em entrevista ao The Times, se ter mostrado preocupado com a troca de acusações entre portugueses e ingleses e de ter criticado os McCann por terem deixado Madeleine e os gémeos sozinhos, enquanto jantavam com amigos.
O colunista do jornal The Mirror, Tony Parsons, viu nas palavras do embaixador um ataque aos McCann e respondeu numa crónica com críticas duras à polícia e à imprensa portuguesas.
Num artigo intitulado "Oh, Up Yours Senor" (qualquer coisa como: "Oh, Meta-o no …, Senhor"), Parsons afirma que os responsáveis pela deterioração das relações entre Portugal e o Reino Unido são os investigadores da Polícia Judiciária, que o jornalista classifica como "espectacularmente estúpidos e cruéis".
Ao embaixador português, Parsons sugere que "se no futuro não conseguir dizer nada construtivo sobre o desaparecimento da pequena Madeleine, mais vale manter fechada a sua estúpida boca de comedor de sardinhas".
Ao The Times, Santana Carlos fez questão de frisar que "Portugal é um país seguro, mais seguro do que a Grã-Bretanha", onde existe um número muito reduzido de crianças desaparecidas. O embaixador referiu ainda as diferenças culturais entre ingleses e portugueses para explicar algumas das críticas que têm sido feitas ao casal McCann.
O colunista do jornal The Mirror, Tony Parsons, viu nas palavras do embaixador um ataque aos McCann e respondeu numa crónica com críticas duras à polícia e à imprensa portuguesas.
Num artigo intitulado "Oh, Up Yours Senor" (qualquer coisa como: "Oh, Meta-o no …, Senhor"), Parsons afirma que os responsáveis pela deterioração das relações entre Portugal e o Reino Unido são os investigadores da Polícia Judiciária, que o jornalista classifica como "espectacularmente estúpidos e cruéis".
Ao embaixador português, Parsons sugere que "se no futuro não conseguir dizer nada construtivo sobre o desaparecimento da pequena Madeleine, mais vale manter fechada a sua estúpida boca de comedor de sardinhas".
Ao The Times, Santana Carlos fez questão de frisar que "Portugal é um país seguro, mais seguro do que a Grã-Bretanha", onde existe um número muito reduzido de crianças desaparecidas. O embaixador referiu ainda as diferenças culturais entre ingleses e portugueses para explicar algumas das críticas que têm sido feitas ao casal McCann.
Organismo suíço "vexa" comunidade portuguesa
Os conselheiros das comunidades portuguesas Manuel de Melo e António Dias Ferreira estão "indignados" com o CDIP, o organismo que coordena os serviços da instrução pública na Suíça. Na origem de tal sentimento, uma nota informativa enviada aos cantões, a propósito do encontro com o secretário de Estado António Braga, que "vexa" e "injuria" os portugueses. O documento constata que os alunos portugueses obtêm os resultados mais baixos entre estrangeiros (comparáveis apenas com os dos turcos), estão sobre-representados nas turmas de ensino especial e raramente acedem a uma formação pós-obrigatória. Causas? Os pais manifestam "um desinteresse quase total" na escolarização dos filhos; "as famílias são, geralmente, de origem modesta (para não dizer mais);" a comunidade portuguesa na Suíça é uma comunidade "sem cabeça", isto é, não dispõe de nenhuma elite que lhe possa servir de modelo.
Braga nega ter participado num encontro com tais "considerandos". Este texto, porém, é preparatório da reunião de 12 de Julho entre as delegações de Portugal (chefiada por António Braga) e da Suíça (chefiada por Isabelle Chassot, presidente da CDIP).
O organismo suíço "tira conclusões escabrosas que revelam um desrespeito profundo" e "demonstram um desconhecimento absoluto" da comunidade portuguesa, na qual se "destacam professores universitários, médicos, políticos, sindicalistas, empregados bancários, quadros superiores em muitas empresas, empresários, etc.", concluem os conselheiros. "Não são todos mal alfabetizados e incapazes, como retrata a confederação", vinca Melo. Segundo Melo, há uma onda de indignação a percorrer a comunidade desde que o documento se tornou público.
Braga nega ter participado num encontro com tais "considerandos". Este texto, porém, é preparatório da reunião de 12 de Julho entre as delegações de Portugal (chefiada por António Braga) e da Suíça (chefiada por Isabelle Chassot, presidente da CDIP).
O organismo suíço "tira conclusões escabrosas que revelam um desrespeito profundo" e "demonstram um desconhecimento absoluto" da comunidade portuguesa, na qual se "destacam professores universitários, médicos, políticos, sindicalistas, empregados bancários, quadros superiores em muitas empresas, empresários, etc.", concluem os conselheiros. "Não são todos mal alfabetizados e incapazes, como retrata a confederação", vinca Melo. Segundo Melo, há uma onda de indignação a percorrer a comunidade desde que o documento se tornou público.
Instrumento português em sonda para Marte
Um dos instrumentos a bordo da futura sonda europeia ExoMars, que em 2013 deverá pousar em Marte para caracterizar o seu ambiente do ponto de vista biológico e preparar futuras missões tripuladas, poderá ser inteiramente português. Trata-se do Subsurface Permittivity Probe, ou SP2, um dos 11 instrumentos que equipará a nave, e que permitirá estudar as propriedades eléctricas do subsolo de marciano. "Ao medir essas propriedades ele pode indicar se há ou não água, mesmo que seja em muito pequenas quantidades, como apenas humidade", explicou Pedro Pina, do Instituto Superior Técnico (IST). A ideia aprovads pela agência espacial europeia (ESA), surgiu quando o engenheiro e astrofísico português Fernando Simões esteve envolvido no desenho da missão ExoMars, e se lembrou de que um dos instrumentos poderia ser desenvolvido e construído em Portugal. Agora o SP2 já está em desenvolvimento por parte de um consórcio português que integra ao todo oito instituições, entre universidades , como o IST ou a Faculdade de Engenharia da Universidade de Porto, e várias empresas, como a Efacec, a Critical Software ou a Active Space Technologies.
A aprovação final do projecto SP2 é feita em Abril de 2008, estando agora o consórcio português à procura de financiamento. "O financiamento é da ordem dos dois milhões de euros, o que significa três cêntimos por português em cerca de oito anos", concluiu o investigador.
A aprovação final do projecto SP2 é feita em Abril de 2008, estando agora o consórcio português à procura de financiamento. "O financiamento é da ordem dos dois milhões de euros, o que significa três cêntimos por português em cerca de oito anos", concluiu o investigador.
Autoeuropa assegura novo modelo Sharan em 2010
A fábrica portuguesa da Volkswagen (VW) deverá começar a produzir o sucessor do monovolume Sharan no início de 2010. Jörn Raimers, director-geral da Autoeuropa, ainda não confirmou a escolha da fábrica portuguesa mas assegurou que “existe algum favoritismo pelo facto de já estarmos a produzir o Sharan”.
O rei português do "fast food"
Fernando Duarte é dono da Nando’s, a segunda maior cadeia de restaurantes de frango do mundo, logo depois da americana Kentucky Fried Chicken.
O modo de preparação do frango obedece a uma fórmula mágica: são criados durante 41 dias, altura em que atingem o peso ideal (800 gramas); a gordura é removida com muito cuidado; e a carne é grelhada num fogão a gás. O que parecia uma desvantagem - não ser cozinhado a carvão - acabou por ser decisivo para o sucesso do negócio. “Assar no churrasco é fácil para quem tem apenas uma loja ou duas. Mas com muitas…”, explica Fernando Duarte, 50 anos. De facto, a uniformização dos restaurantes permitiu-lhe crescer à escala mundial. Actualmente, a cadeia Nando´s tem 700 estabelecimentos próprios e franchisados espalhados por 33 países. Um feito que faz da marca a segunda maior cadeia de restaurantes de frango do mundo, depois do Kentucky Fried Chicken (KFC). Austrália, Inglaterra, Paquistão, Arábia Saudita e Líbia são algumas das nações onde o frango com piri-piri se transformou num prato de culto. E em todas as lojas do planeta, misturam-se os clientes de todas as bolsas. Ali, comem um prato saboroso, são servidos rapidamente e não é preciso seguir as regras de etiqueta: pegar no frango à mão é normal entre os adultos e as crianças podem fazer o barulho que quiserem. Quem os serve são os Nandocas, nome pelo qual são conhecidos os empregados de Duarte. Conhecem de cor e salteado o processo de confecção dos frangos e a história dos dois símbolos da marca: o galo de Barcelos e o escudo da bandeira portuguesa, que estão nas ementas e nos letreiros dos restaurantes. “O facto do galo se levantar e cantar faz-nos identificar com os valores da marca do Nando’s”, diz o empresário. Já o escudo da bandeira portuguesa foi escolhido porque representa “um símbolo que promete dar a qualidade e o sabor que todos os clientes esperam. É também uma forma de ligar a marca a Portugal”.
O primeiro restaurante Nando nasceu em Setembro de 1987, num pequeno subúrbio de Joanesburgo, chamado Rosettenville. Este local era, à época, o coração da comunidade portuguesa naquela cidade sul-africana. Grande parte tinha acabado de chegar de Moçambique e tinha saudades dos pratos de comida portuguesa. O prato mais vendido continua a ser o mesmo da década de 80. Isto é, nenhuma outra receita consegue bater o meio-frango com piri-piri. “Era um dos pratos favoritos dos portugueses em Moçambique. Foi a junção do frango, com o picante, produto tipicamente africano, que criou o prato mais vendido do Nando´s”, conta Duarte. Curiosamente, a marca não teve sucesso em Portugal. Fernando ainda tentou introduzir o conceito e abriu duas lojas: uma no aeroporto da Portela, em Lisboa, e outra na praia da Rocha, em Portimão. Ao contrário do que se verificou nos outros países, a clientela não era muita. Só o restaurante do Algarve deu algum lucro no período de Verão. Por outro lado, o negócio vai de vento em poupa em todos os outros países. Na África do Sul, por exemplo, além das 250 lojas, já está em curso um projecto para abrir mais 150. Um reflexo do crescimento da economia. Em Inglaterra, a cadeia conta com 170 lojas e é a partir daqui que a marca quer crescer para França, Espanha e tentar, de novo, Portugal. Nas nações árabes, como Paquistão, Oman, e Qatar, o êxito é ainda mais visível. Chegam a ser servidas 30 mil refeições diárias e o número de vendas não diminuiu na época do Ramadão. Fernando arranjou um truque para que tal fosse possível: investiu em publicidade. E a criatividade valeu-lhe, e à agência Tonnic Communications, dois prémios de publicidade, um em Nova Iorque e outro em Cannes. Na Malásia e na Indonésia, por exemplo, também passam anúncios na televisão. Só na África do Sul, a Nando's gasta 5 milhões de euros em publicidade, valor que corresponde apenas a 5% da facturação anual, que se estima em 100 milhões de euros.
No próximo dia 13 de Novembro, a cadeia Nando´s celebra 20 anos. Todas as lojas sul-africanas vão fechar nesse dia e os 6500 nandocas que trabalham no país estão convidados para um festa de arromba em Joanesburgo. Fernando não quer que ninguém falte e mandou fretar 500 aviões. Quando se tem a segunda maior cadeia mundial de restaurantes de frango, pode prescindir-se da facturação por um dia. Mas será que os amantes de frango vao aguentar?
O modo de preparação do frango obedece a uma fórmula mágica: são criados durante 41 dias, altura em que atingem o peso ideal (800 gramas); a gordura é removida com muito cuidado; e a carne é grelhada num fogão a gás. O que parecia uma desvantagem - não ser cozinhado a carvão - acabou por ser decisivo para o sucesso do negócio. “Assar no churrasco é fácil para quem tem apenas uma loja ou duas. Mas com muitas…”, explica Fernando Duarte, 50 anos. De facto, a uniformização dos restaurantes permitiu-lhe crescer à escala mundial. Actualmente, a cadeia Nando´s tem 700 estabelecimentos próprios e franchisados espalhados por 33 países. Um feito que faz da marca a segunda maior cadeia de restaurantes de frango do mundo, depois do Kentucky Fried Chicken (KFC). Austrália, Inglaterra, Paquistão, Arábia Saudita e Líbia são algumas das nações onde o frango com piri-piri se transformou num prato de culto. E em todas as lojas do planeta, misturam-se os clientes de todas as bolsas. Ali, comem um prato saboroso, são servidos rapidamente e não é preciso seguir as regras de etiqueta: pegar no frango à mão é normal entre os adultos e as crianças podem fazer o barulho que quiserem. Quem os serve são os Nandocas, nome pelo qual são conhecidos os empregados de Duarte. Conhecem de cor e salteado o processo de confecção dos frangos e a história dos dois símbolos da marca: o galo de Barcelos e o escudo da bandeira portuguesa, que estão nas ementas e nos letreiros dos restaurantes. “O facto do galo se levantar e cantar faz-nos identificar com os valores da marca do Nando’s”, diz o empresário. Já o escudo da bandeira portuguesa foi escolhido porque representa “um símbolo que promete dar a qualidade e o sabor que todos os clientes esperam. É também uma forma de ligar a marca a Portugal”.
O primeiro restaurante Nando nasceu em Setembro de 1987, num pequeno subúrbio de Joanesburgo, chamado Rosettenville. Este local era, à época, o coração da comunidade portuguesa naquela cidade sul-africana. Grande parte tinha acabado de chegar de Moçambique e tinha saudades dos pratos de comida portuguesa. O prato mais vendido continua a ser o mesmo da década de 80. Isto é, nenhuma outra receita consegue bater o meio-frango com piri-piri. “Era um dos pratos favoritos dos portugueses em Moçambique. Foi a junção do frango, com o picante, produto tipicamente africano, que criou o prato mais vendido do Nando´s”, conta Duarte. Curiosamente, a marca não teve sucesso em Portugal. Fernando ainda tentou introduzir o conceito e abriu duas lojas: uma no aeroporto da Portela, em Lisboa, e outra na praia da Rocha, em Portimão. Ao contrário do que se verificou nos outros países, a clientela não era muita. Só o restaurante do Algarve deu algum lucro no período de Verão. Por outro lado, o negócio vai de vento em poupa em todos os outros países. Na África do Sul, por exemplo, além das 250 lojas, já está em curso um projecto para abrir mais 150. Um reflexo do crescimento da economia. Em Inglaterra, a cadeia conta com 170 lojas e é a partir daqui que a marca quer crescer para França, Espanha e tentar, de novo, Portugal. Nas nações árabes, como Paquistão, Oman, e Qatar, o êxito é ainda mais visível. Chegam a ser servidas 30 mil refeições diárias e o número de vendas não diminuiu na época do Ramadão. Fernando arranjou um truque para que tal fosse possível: investiu em publicidade. E a criatividade valeu-lhe, e à agência Tonnic Communications, dois prémios de publicidade, um em Nova Iorque e outro em Cannes. Na Malásia e na Indonésia, por exemplo, também passam anúncios na televisão. Só na África do Sul, a Nando's gasta 5 milhões de euros em publicidade, valor que corresponde apenas a 5% da facturação anual, que se estima em 100 milhões de euros.
No próximo dia 13 de Novembro, a cadeia Nando´s celebra 20 anos. Todas as lojas sul-africanas vão fechar nesse dia e os 6500 nandocas que trabalham no país estão convidados para um festa de arromba em Joanesburgo. Fernando não quer que ninguém falte e mandou fretar 500 aviões. Quando se tem a segunda maior cadeia mundial de restaurantes de frango, pode prescindir-se da facturação por um dia. Mas será que os amantes de frango vao aguentar?
segunda-feira, outubro 29, 2007
Ministra da Cultura quer mostra sobre os Descobrimentos em Lisboa
A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima disse hoje em Bruxelas que espera ter a exposição Encompassing the Globe (À Volta do Globo), sobre os Descobrimentos no início de 2008 no Palácio da Ajuda, em Lisboa.
"Espero ter a exposição em Portugal no início do próximo ano, devendo ficar instalada na Galeria D. Luís I, do Palácio da Ajuda", em Lisboa, disse Isabel Pires de Lima, na inauguração oficial da mostra que está em Bruxelas integrada no festival cultural Europalia.europa.
As negociações com Instituto Smithsonian, responsável pela reunião das cerca de 250 peças que integram a mostra, oriundas de vários museus portugueses e estrangeiros e de colecções particulares estão a ser desenvolvidas pelos ministérios da Economia e da Cultura, acrescentou ainda a ministra.
"Espero ter a exposição em Portugal no início do próximo ano, devendo ficar instalada na Galeria D. Luís I, do Palácio da Ajuda", em Lisboa, disse Isabel Pires de Lima, na inauguração oficial da mostra que está em Bruxelas integrada no festival cultural Europalia.europa.
As negociações com Instituto Smithsonian, responsável pela reunião das cerca de 250 peças que integram a mostra, oriundas de vários museus portugueses e estrangeiros e de colecções particulares estão a ser desenvolvidas pelos ministérios da Economia e da Cultura, acrescentou ainda a ministra.
Cooperação no campo policial vai dominar visita do Presidente Ramos-Horta a Portugal
O chefe de Estado timorense, deverá ter nos nos dias 15 e 16 de Novembro reuniões tanto com Cavaco Silva como com José Socrates e Luís Amado.
O tema prioritário da visita oficial que o Presidente José Ramos-Horta efectua a Portugal a partir de 14 de Novembro é, do ponto de vista de Díli, "o desenvolvimento da cooperação para a formação técnica e profissional da polícia de Timor-Leste". O interesse de Timor-Leste e as possibilidades neste âmbito foram mencionadas durante a visita que o secretário de Estado português dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, há dois meses efectuou a Díli, onde estimou em 60 milhões de euros a ajuda a prestar por Lisboa nos próximos três anos. A reforma e o desenvolvimento do sector da Segurança em Timor-Leste é uma prioridade que tem vindo a ser anunciada por José Ramos-Horta, o qual já constituiu na Presidência da República um grupo especialmente dedicado a esse objectivo.
As Nações Unidas deverão permanecer em Timor-Leste até 2012, de modo a dar tempo a que se construam corporações sólidas e se afaste de vez o espectro de um Estado falhado. A procura dos corpos policiais portugueses para ajudarem a formar a polícia timorense deve-se, em grande parte, à opinião francamente positiva que dos mesmos tem a opinião pública local.
O tema prioritário da visita oficial que o Presidente José Ramos-Horta efectua a Portugal a partir de 14 de Novembro é, do ponto de vista de Díli, "o desenvolvimento da cooperação para a formação técnica e profissional da polícia de Timor-Leste". O interesse de Timor-Leste e as possibilidades neste âmbito foram mencionadas durante a visita que o secretário de Estado português dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, há dois meses efectuou a Díli, onde estimou em 60 milhões de euros a ajuda a prestar por Lisboa nos próximos três anos. A reforma e o desenvolvimento do sector da Segurança em Timor-Leste é uma prioridade que tem vindo a ser anunciada por José Ramos-Horta, o qual já constituiu na Presidência da República um grupo especialmente dedicado a esse objectivo.
As Nações Unidas deverão permanecer em Timor-Leste até 2012, de modo a dar tempo a que se construam corporações sólidas e se afaste de vez o espectro de um Estado falhado. A procura dos corpos policiais portugueses para ajudarem a formar a polícia timorense deve-se, em grande parte, à opinião francamente positiva que dos mesmos tem a opinião pública local.
sexta-feira, outubro 26, 2007
Paes Amaral quer criar "grande grupo editorial" da lusofonia
A holding de Miguel Paes do Amaral, quer assumir a liderança no mercado de edição de livros no espaço lusófono, criando um grupo sedeado no Brasil, e com operações em Portugal e nos países africanos de língua portuguesa.
A revelação foi feita na quarta-feira à noite por Isaías Gomes Teixeira, administrador executivo (CEO) do grupo editorial, num debate promovido pela Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, sobre as operações de concentração que têm vindo a registar-se no mercado dos livros português. O ex-director do extinto jornal Independente, disse ter sabido no mesmo dia que a Autoridade de Concorrência aprovou a aquisição das editoras Nova Gaia e Gailivro.
Segundo o CEO, a sede do grupo editorial deverá ficar no Brasil, onde se espera a maior fatia da facturação no futuro, quando estiver implantado, possivelmente através de aquisições. Aliás, referiu, o grupo ainda não tem nome "porque o objectivo é que tenha um nome brasileiro".
Salientando a importância deste mercado, referiu que a editora espanhola Santillana factura no Brasil mais do que todo o valor do mercado português, de livros escolares e não-escolares, que ronda os 500 milhões de euros.
Em Portugal, o grupo de Paes do Amaral vai disputar a liderança do mercado de livros escolares com a Porto Editora, que tem uma quota de mercado superior a 50%.
A revelação foi feita na quarta-feira à noite por Isaías Gomes Teixeira, administrador executivo (CEO) do grupo editorial, num debate promovido pela Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, sobre as operações de concentração que têm vindo a registar-se no mercado dos livros português. O ex-director do extinto jornal Independente, disse ter sabido no mesmo dia que a Autoridade de Concorrência aprovou a aquisição das editoras Nova Gaia e Gailivro.
Segundo o CEO, a sede do grupo editorial deverá ficar no Brasil, onde se espera a maior fatia da facturação no futuro, quando estiver implantado, possivelmente através de aquisições. Aliás, referiu, o grupo ainda não tem nome "porque o objectivo é que tenha um nome brasileiro".
Salientando a importância deste mercado, referiu que a editora espanhola Santillana factura no Brasil mais do que todo o valor do mercado português, de livros escolares e não-escolares, que ronda os 500 milhões de euros.
Em Portugal, o grupo de Paes do Amaral vai disputar a liderança do mercado de livros escolares com a Porto Editora, que tem uma quota de mercado superior a 50%.
quinta-feira, outubro 25, 2007
Portugal é o 31º País mais globalizado do Mundo
Segundo o último Índice de Globalização realizado pela consultora A.T. Kearney e a revista Foreign Policy, Singapura lidera pelo terceiro ano consecutivo o ranking dos países mais integrados internacionalmente, seguido por Hong Kong, Holanda e Suíça, com os Estados Unidos a cair quatro lugares. Portugal alcança os 356 pontos no Índice de Globalização de 2007, ocupando a 31ª posição, ficando à frente de países como Itália, Grécia e Brasil.
“Portugal é um dos cinco países mais bem cotados do ranking em termos de participação em grandes organizações internacionais, fruto do trabalho que vem sendo desenvolvido nos últimos anos”, refere João Rodrigues Pena, Vice-Presidente e Director Geral da A.T. Kearney Portugal.
Uma das conclusões principais do Índice de Globalização de 2007 é de que muitos países caíram dos lugares cimeiros devido à forte concorrência de países que pela primeira vez entraram para o ranking. Para além do mencionado, o Índice deste ano também relaciona a integração global com o tamanho do país, internet e crescimento urbano. Os resultados mostram que a globalização é mais importante para os países pequenos e com mercados menores, com menos recursos, e conclui-se também que a Internet é cada vez mais global. Por último conclui-se ainda que à medida que os países urbanos se tornam mais globalizados, os menos globalizados desenvolvem as suas cidades mais rapidamente. O Índice de Globalização, realizado pela A.T. Kearney e pela publicação Foreign Policy, analisa a integração económica, humana, política e tecnológica internacional de 72 países - mais dez que no ano de 2006 - que compõem 97% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e 88% da população do planeta.
“Portugal é um dos cinco países mais bem cotados do ranking em termos de participação em grandes organizações internacionais, fruto do trabalho que vem sendo desenvolvido nos últimos anos”, refere João Rodrigues Pena, Vice-Presidente e Director Geral da A.T. Kearney Portugal.
Uma das conclusões principais do Índice de Globalização de 2007 é de que muitos países caíram dos lugares cimeiros devido à forte concorrência de países que pela primeira vez entraram para o ranking. Para além do mencionado, o Índice deste ano também relaciona a integração global com o tamanho do país, internet e crescimento urbano. Os resultados mostram que a globalização é mais importante para os países pequenos e com mercados menores, com menos recursos, e conclui-se também que a Internet é cada vez mais global. Por último conclui-se ainda que à medida que os países urbanos se tornam mais globalizados, os menos globalizados desenvolvem as suas cidades mais rapidamente. O Índice de Globalização, realizado pela A.T. Kearney e pela publicação Foreign Policy, analisa a integração económica, humana, política e tecnológica internacional de 72 países - mais dez que no ano de 2006 - que compõem 97% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e 88% da população do planeta.
O Fórum das Ilhas do Pacífico
Da The Economist:
Como habitual, é a Austrália e a Nova Zelândia versus o resto.
Quando o lider golpista as Fiji, Comodoro Frank Bainimarama, fez saber que iria estar presente na reunião dos líderes do Pacífico, em Tonga, nesta semana, a Primeira-Ministra da Nova Zelândia, Helen Clark, afirmou que ele deveria ser tratado como um "leproso".
Ela e o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Austrália's, Alexander Downer, disseram querer evitar quaisquer encontros bilaterais com o comandante militar das Fiji. Mas não é a primeira vez que os pesos pesados da região, Austrália e Nova Zelândia, parecem estar num limbo.
No Fórum das Ilhas do Pacífico o Comodoro foi recebido de forma calorosa pelo Primeiro- Ministro de Tonga, Fred Sevele, e convidado para um animado jantar com Don McKinnon, o Secretário-Geral da Commonwealth. A Senhora Clark acabou por afirmar admirada: “Pensei que a suspensão [das Ilhas Fiji] dos Conselhos da Commonwealth incluía a [sua] suspensão de jantares festivos.”
A abrir o Fórum, o Primeiro-Ministro da Papua Nova-Guiné, Sir Michael Somare, apelou à Australia e à Nova Zelândia para que demonstrem maior "respeito pela soberania" das ilhas suas vizinhas.
Ver: http://www.economist.com/world/asia/displaystory.cfm?story_id=9989180
Como habitual, é a Austrália e a Nova Zelândia versus o resto.
Quando o lider golpista as Fiji, Comodoro Frank Bainimarama, fez saber que iria estar presente na reunião dos líderes do Pacífico, em Tonga, nesta semana, a Primeira-Ministra da Nova Zelândia, Helen Clark, afirmou que ele deveria ser tratado como um "leproso".
Ela e o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Austrália's, Alexander Downer, disseram querer evitar quaisquer encontros bilaterais com o comandante militar das Fiji. Mas não é a primeira vez que os pesos pesados da região, Austrália e Nova Zelândia, parecem estar num limbo.
No Fórum das Ilhas do Pacífico o Comodoro foi recebido de forma calorosa pelo Primeiro- Ministro de Tonga, Fred Sevele, e convidado para um animado jantar com Don McKinnon, o Secretário-Geral da Commonwealth. A Senhora Clark acabou por afirmar admirada: “Pensei que a suspensão [das Ilhas Fiji] dos Conselhos da Commonwealth incluía a [sua] suspensão de jantares festivos.”
A abrir o Fórum, o Primeiro-Ministro da Papua Nova-Guiné, Sir Michael Somare, apelou à Australia e à Nova Zelândia para que demonstrem maior "respeito pela soberania" das ilhas suas vizinhas.
Ver: http://www.economist.com/world/asia/displaystory.cfm?story_id=9989180
quarta-feira, outubro 24, 2007
Pólo do Hermitage terá vista para o Tejo
Será possivelmente no Terreiro do Paço e Batista Pereira, o comissário da primeira das três exposições Hermitage em Portugal, é um dos partidários desta opção.
O futuro pólo permanente do Hermitage em Lisboa deverá vir a ser instalado num espaço da marginal, encostado ao rio: as duas possibilidades que estão actualmente em cima da mesa, ficam ambas "perto do Tejo". O Ministério da Cultura considera que é demasiado cedo para falar em hipóteses concretas - o pólo não deve avançar antes de 2010 - mas, pelo menos numa primeira fase, está a estudar prioritariamente o eixo Belém-Ajuda. É justamente o Palácio da Ajuda - na Galeria D. Luís I - que recebe, já a partir de amanhã, a exposição Arte e Cultura do Império Russo nas Colecções do Hermitage: De Pedro, o Grande, a Nicolau II, a maior que o museu russo alguma vez organizou fora da sede, em São Petersburgo.
O futuro pólo permanente do Hermitage em Lisboa deverá vir a ser instalado num espaço da marginal, encostado ao rio: as duas possibilidades que estão actualmente em cima da mesa, ficam ambas "perto do Tejo". O Ministério da Cultura considera que é demasiado cedo para falar em hipóteses concretas - o pólo não deve avançar antes de 2010 - mas, pelo menos numa primeira fase, está a estudar prioritariamente o eixo Belém-Ajuda. É justamente o Palácio da Ajuda - na Galeria D. Luís I - que recebe, já a partir de amanhã, a exposição Arte e Cultura do Império Russo nas Colecções do Hermitage: De Pedro, o Grande, a Nicolau II, a maior que o museu russo alguma vez organizou fora da sede, em São Petersburgo.
O nosso homem é mesmo o nosso homem
Com a devida vénia:
Definição de diplomata: é alguém que pensa duas vezes antes de não dizer nada. E essa é uma definição geral. Calculem como é um diplomata de um país pequeno e pobre... Eu digo: qualquer coisa que não é Seixas da Costa, o nosso embaixador no Brasil. O espólio de Jorge Amado estava sem dinheiro (o governo do estado da Baía deixara de pagar o subsídio que permitia a conservação) e o neto disse na televisão que a família pensava doá-lo a uma instituição americana. Assunto interno e sensível, era altura de os embaixadores estrangeiros se calarem. Felizmente, Seixas da Costa saltou a lembrar que não era tão estrangeiro assim: "Não há dinheiro? Portugal arranja!", disse (mais ou menos). O estado da Baía recuou e voltou a pagar o subsídio. Ainda bem, a casa de Jorge Amado é mesmo lá, na Baía. Mas eu, que fui tão feliz com Gabriela e Quincas Berro d'Água, fiquei grato ao meu embaixador (meu, sim) por ter lembrado que a segunda casa de Jorge Amado é aqui.
Ferreira Fernandes in DN
Definição de diplomata: é alguém que pensa duas vezes antes de não dizer nada. E essa é uma definição geral. Calculem como é um diplomata de um país pequeno e pobre... Eu digo: qualquer coisa que não é Seixas da Costa, o nosso embaixador no Brasil. O espólio de Jorge Amado estava sem dinheiro (o governo do estado da Baía deixara de pagar o subsídio que permitia a conservação) e o neto disse na televisão que a família pensava doá-lo a uma instituição americana. Assunto interno e sensível, era altura de os embaixadores estrangeiros se calarem. Felizmente, Seixas da Costa saltou a lembrar que não era tão estrangeiro assim: "Não há dinheiro? Portugal arranja!", disse (mais ou menos). O estado da Baía recuou e voltou a pagar o subsídio. Ainda bem, a casa de Jorge Amado é mesmo lá, na Baía. Mas eu, que fui tão feliz com Gabriela e Quincas Berro d'Água, fiquei grato ao meu embaixador (meu, sim) por ter lembrado que a segunda casa de Jorge Amado é aqui.
Ferreira Fernandes in DN
terça-feira, outubro 23, 2007
UE: "Aliança tecnológica" da Rússia com Brasil vale 2.700 ME
O Brasil é "o principal parceiro comercial e económico" da Rússia na América Latina, numa "aliança tecnológica" que ascendeu a cerca de 2.700 milhões de euros (ME) em 2006.
Entrevistado pela Agência Lusa por ocasião da Cimeira UE/Rússia dos dias 25 e 25 em Mafra, Serguei Lavrov afirmou que "um forte impulso (...) foi dado durante a visita oficial do Presidente Vladimir Putin ao Brasil, em Novembro de 2004".
Na sequência desta visita, os sectores energéticos do petróleo e do gás [natural] foram classificados como prioritários para a formação de uma aliança tecnológica entre os dois países.
Nomeadamente, a cooperação estratégica em projectos e a construção de gasodutos na região, a extracção de hidrocarbonetos em terceiros países e a participação em concursos para exploração [de jazidas] pela Agência Nacional de Petróleo do Brasil.
"É importante o facto de as companhias petrolíferas dos dois países se completarem", sublinhou.
Entrevistado pela Agência Lusa por ocasião da Cimeira UE/Rússia dos dias 25 e 25 em Mafra, Serguei Lavrov afirmou que "um forte impulso (...) foi dado durante a visita oficial do Presidente Vladimir Putin ao Brasil, em Novembro de 2004".
Na sequência desta visita, os sectores energéticos do petróleo e do gás [natural] foram classificados como prioritários para a formação de uma aliança tecnológica entre os dois países.
Nomeadamente, a cooperação estratégica em projectos e a construção de gasodutos na região, a extracção de hidrocarbonetos em terceiros países e a participação em concursos para exploração [de jazidas] pela Agência Nacional de Petróleo do Brasil.
"É importante o facto de as companhias petrolíferas dos dois países se completarem", sublinhou.
Japão e Rússia discutem soberania das ilhas Curilas
Os ministros dos Negócios Estrangeiros do Japão, Masahiko Komura, e da Rússia, Serguei Lavrov, reúnem-se hoje em Tóquio para reafirmar a disposição dos dois países para encontrar uma solução satisfatória na disputa territorial sobre as ilhas Curilas. Komura e Lavrov vão analisar também formas de fortalecer as trocas económicos entre o Japão e a Rússia.
O Japão designa as ilhas como Territórios do Norte, enquanto a Rússia os designa de Curilas do Sul. Os constantes desentendimentos sobre a respectiva posse impediram os dois países de assinar um tratado de paz definitivo depois da Segunda Guerra Mundial.
As ilhas de Etorofu, Kunashir, Shikotan e Habomai ficam perto da costa norte japonesa, fazendo parte do arquipélago que se estende de norte a sul entre a península russa de Kamtchatka e a ilha japonesa de Hokkaido. Pertencem administrativamente à região russa de Sakhalin, desde 2 de Fevereiro de 1946.
Os observadores políticos citados pela Kyodo consideraram que a intenção de Tóquio na reunião de hoje é criar um clima favorável para avançar nas negociações, à espera da mudança de Governo na Rússia, em Maio.
O Japão designa as ilhas como Territórios do Norte, enquanto a Rússia os designa de Curilas do Sul. Os constantes desentendimentos sobre a respectiva posse impediram os dois países de assinar um tratado de paz definitivo depois da Segunda Guerra Mundial.
As ilhas de Etorofu, Kunashir, Shikotan e Habomai ficam perto da costa norte japonesa, fazendo parte do arquipélago que se estende de norte a sul entre a península russa de Kamtchatka e a ilha japonesa de Hokkaido. Pertencem administrativamente à região russa de Sakhalin, desde 2 de Fevereiro de 1946.
Os observadores políticos citados pela Kyodo consideraram que a intenção de Tóquio na reunião de hoje é criar um clima favorável para avançar nas negociações, à espera da mudança de Governo na Rússia, em Maio.
UE: Angola é "parceiro privilegiado" da Rússia
A Rússia tem em Angola um "parceiro privilegiado" e "boas perspectivas de cooperação" com Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde, garante Serguei Lavrov, chefe da diplomacia do Kremlin. Face à Cimeira UE/Rússia dos dias 25 e 26 em Mafra, falando sobre a "estratégia africana" do seu país, não separa o diálogo com os PALOP da política geral seguida por Moscovo para aquele continente.
A "nova dinâmica" das relações Rússia-África passou por recentes visitas do Presidente Vladimir Putin à Argélia, Egipto, Marrocos e África do Sul em 2005 e 2006.
Em Março o périplo africano de cinco dias do primeiro-ministro Mikhail Fradkov a Angola, Namíbia e África do Sul teve como corolário a celebração de relevantes acordos de cooperação.
No caso angolano, a cooperação russa incide nos sectores energético (petróleo) e mineiro - o país é o sétimo produtor mundial de diamantes -, financeiro e bancário, madeireiro e das pescas, da metalomecânica, equipamentos agrícolas e transportes, da indústria alimentar e, ainda, da defesa, segurança (prevenção do tráfico de droga) e educação, em que é paradigmática a concessão de bolsas de estudo.
A "nova dinâmica" das relações Rússia-África passou por recentes visitas do Presidente Vladimir Putin à Argélia, Egipto, Marrocos e África do Sul em 2005 e 2006.
Em Março o périplo africano de cinco dias do primeiro-ministro Mikhail Fradkov a Angola, Namíbia e África do Sul teve como corolário a celebração de relevantes acordos de cooperação.
No caso angolano, a cooperação russa incide nos sectores energético (petróleo) e mineiro - o país é o sétimo produtor mundial de diamantes -, financeiro e bancário, madeireiro e das pescas, da metalomecânica, equipamentos agrícolas e transportes, da indústria alimentar e, ainda, da defesa, segurança (prevenção do tráfico de droga) e educação, em que é paradigmática a concessão de bolsas de estudo.
segunda-feira, outubro 22, 2007
Portugal abre centro de negócios em Singapura
Portugal vai abrir um Centro de Negócios em Singapura (CNS) que irá coordenar a promoção portuguesa no Japão, na Malásia e, futuramente, no Vietname, disse o presidente da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal. Basílio Horta explicou que o CNS irá funcionar nos mesmos moldes do Centro de Xangai, que coordena o trabalho de Pequim e Macau.
Este novo centro de negócios vai trabalhar com Tóquio, embora o presidente da AICEP queira ter uma representação individual a breve prazo na Malásia e, no futuro, no Vietname, país que nos últimos anos tem vindo um crescimento económico muito grande.
A reorganização asiática da AICEP levará a que Portugal esteja agora nos mercados considerados prioritários pelo Governo. Também em processo de reorganização está o Centro de Distribuição de Produtos Portugueses, a ser edificado até 2008 no Parque Industrial Transfronteiriço entre Macau e a cidade continental de Zhuhai. O presidente da AICEP acrescentou que Portugal tem grandes empresas de distribuição que podem estar interessadas no projecto. Horta afirmou que o Centro não irá funcionar na perspectiva de fornecedor de Macau, porque o antigo território sob administração portuguesa "é a porta de entrada para a China e os produtos terão de ser espalhados pela China".
Este novo centro de negócios vai trabalhar com Tóquio, embora o presidente da AICEP queira ter uma representação individual a breve prazo na Malásia e, no futuro, no Vietname, país que nos últimos anos tem vindo um crescimento económico muito grande.
A reorganização asiática da AICEP levará a que Portugal esteja agora nos mercados considerados prioritários pelo Governo. Também em processo de reorganização está o Centro de Distribuição de Produtos Portugueses, a ser edificado até 2008 no Parque Industrial Transfronteiriço entre Macau e a cidade continental de Zhuhai. O presidente da AICEP acrescentou que Portugal tem grandes empresas de distribuição que podem estar interessadas no projecto. Horta afirmou que o Centro não irá funcionar na perspectiva de fornecedor de Macau, porque o antigo território sob administração portuguesa "é a porta de entrada para a China e os produtos terão de ser espalhados pela China".
África: Joaquim Chissano vence Prémio de Boa Governação
O ex-presidente moçambicano Joaquim Chissano venceu hoje o Prémio Mo Ibrahim de Boa Governação, no valor de 3,5 milhões de euros entregue pela primeira vez em Londres pelo ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan. Na cerimónia de anúnncio oficial, Kofi Annan salientou o contributo de Chissano "para uma democracia estável e para o progresso económico" de Moçambique e elogiou "a decisão de sair voluntariamente de cargo de Presidente", em 2005, através da qual "demonstrou que o processo democrático era mais importante".
Lançado pela Fundação Mo Ibrahim o Prémio Mo Ibrahim para o Sucesso na Liderança Africana pretende reconhecer líderes africanos que tenham dado provas de excelência na liderança política. A escolha de Chissano foi feita por um júri dirigido pelo ex-presidente das Nações Unidas Kofi Annan e orientado pelo "Índice Ibrahim de Governação Africana", um instrumento desenvolvido pelo professor Robert Rotberg, da Universidade de Harvard.
Lançado pela Fundação Mo Ibrahim o Prémio Mo Ibrahim para o Sucesso na Liderança Africana pretende reconhecer líderes africanos que tenham dado provas de excelência na liderança política. A escolha de Chissano foi feita por um júri dirigido pelo ex-presidente das Nações Unidas Kofi Annan e orientado pelo "Índice Ibrahim de Governação Africana", um instrumento desenvolvido pelo professor Robert Rotberg, da Universidade de Harvard.
Cabinda: "Isto é um inferno para os angolanos"
Angola continua a negar a existência de uma guerrilha activa no interior de Cabinda, a equipa de António Bento Bembe defende a mesma teoria com o intuito de manter válidos os seus compromissos com Luanda. Na realidade a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC) está operacional no interior de Cabinda.
"Isto é um inferno para os angolanos. Os soldados já compreenderam que é impossível nos localizarem e quando eles se aproximam das nossas bases o Maiombe é a nossa fortaleza", disse um guerilheiro enquanto caminhava com a sua Galil ao ombro, "eles ficam presos nos pântanos e tornam-se num alvo fácil, enquanto eles desperdiçam munições, nós poupamos, e nos pântanos basta uma bala por soldado inimigo. Nós já ouvimos muitas vezes os soldados se recusarem atravessar os pântanos, e dizem ao oficial para atravessar ele primeiro, o que nunca acontece. Então disparam para todos os lados e retiram enquanto nós observamos a cena".
Contrariamente às informações difundidas por Angola que garantem que "já não existe uma guerrilha activa no interior de Cabinda", o Comando da base de Inhuca alberga mais de duas centenas de guerrilheiros os quais substituem diariamente outros que estão na frente de combate, "estamos presente em todo o território" confirmou o primeiro chefe adjunto do Chefe de Estado Maior Geral das Forças Armadas de Cabinda, Silvestre Luemba. A rigorosa organização, disciplina militar e respeito das hierarquias na base contraria também as notícias difundidas por Luanda que tenta qualificar a FLEC de "bandidos e terroristas".
"Isto é um inferno para os angolanos. Os soldados já compreenderam que é impossível nos localizarem e quando eles se aproximam das nossas bases o Maiombe é a nossa fortaleza", disse um guerilheiro enquanto caminhava com a sua Galil ao ombro, "eles ficam presos nos pântanos e tornam-se num alvo fácil, enquanto eles desperdiçam munições, nós poupamos, e nos pântanos basta uma bala por soldado inimigo. Nós já ouvimos muitas vezes os soldados se recusarem atravessar os pântanos, e dizem ao oficial para atravessar ele primeiro, o que nunca acontece. Então disparam para todos os lados e retiram enquanto nós observamos a cena".
Contrariamente às informações difundidas por Angola que garantem que "já não existe uma guerrilha activa no interior de Cabinda", o Comando da base de Inhuca alberga mais de duas centenas de guerrilheiros os quais substituem diariamente outros que estão na frente de combate, "estamos presente em todo o território" confirmou o primeiro chefe adjunto do Chefe de Estado Maior Geral das Forças Armadas de Cabinda, Silvestre Luemba. A rigorosa organização, disciplina militar e respeito das hierarquias na base contraria também as notícias difundidas por Luanda que tenta qualificar a FLEC de "bandidos e terroristas".
Guiné-Equatorial dá 1 milhão de euros para resolver crise dos "ninjas"
A Guiné-Equatorial está disposta a financiar a solução para a crise no vizinho arquipélago de São Tomé e Príncipe, oferecendo um milhão de euros para pagamentos aos "ninjas", anunciou quinta-feira o Presidente são-tomense Fradique de Menezes. Menezes, que falava após uma visita privada… à Guiné-Equatorial, disse que o seu homólogo, Teodoro Obbiang N'Guema, pôs à disposição de São Tomé e Príncipe 1 milhão de euros. "Trata-se de uma ajuda imediata bastante importante para fazermos face a alguns problemas gritantes que o país atravessa", disse Menezes, acrescentando que representantes dos dois governos reunir-se-ão nas próximas semanas em Malabo, capital da Guiné-Equatorial, para definir os termos do empréstimo.
No passado dia 8 de Outubro, cerca de 100 "ninjas" ocuparam o comando-geral da polícia de São Tomé e fizeram reféns o comandante-geral e alguns oficiais, que libertaram 24 horas depois. Exigem o pagamento de 50 milhões de dobras (cerca de 2.600 euros) que alegadamente lhes são devidos e terão sido prometidos durante a formação que fizeram em Angola, em 2003-2004. Querem ainda o pagamento dos subsídios de risco de vida e de alimentação. O Presidente são-tomense rejeitou críticas de ter abandonado o país no auge do motim, justificando a sua deslocação à Guiné-Equatorial com a presença na inauguração da maior fábrica de gás da África Central, na qual participaram igualmente os seus homólogos da Nigéria e do Gana.
No passado dia 8 de Outubro, cerca de 100 "ninjas" ocuparam o comando-geral da polícia de São Tomé e fizeram reféns o comandante-geral e alguns oficiais, que libertaram 24 horas depois. Exigem o pagamento de 50 milhões de dobras (cerca de 2.600 euros) que alegadamente lhes são devidos e terão sido prometidos durante a formação que fizeram em Angola, em 2003-2004. Querem ainda o pagamento dos subsídios de risco de vida e de alimentação. O Presidente são-tomense rejeitou críticas de ter abandonado o país no auge do motim, justificando a sua deslocação à Guiné-Equatorial com a presença na inauguração da maior fábrica de gás da África Central, na qual participaram igualmente os seus homólogos da Nigéria e do Gana.
Timor-Leste promove turismo ecológico na China
Timor-Leste participa hoje numa feira de turismo ecológico no leste da China para atrair investidores e turistas ao país, parte de uma promoção para dar a conhecer o país junto dos operadores turísticos chineses.
"Este é um esforço para reposicionar Timor-Leste como um destino alternativo de turismo ecológico no Sudeste Asiático, bem como um destino com potencial para os investidores chineses no sector", disse o embaixador timorense na China, Olímpio Miranda Branco.
Timor-Leste participa assim na Feira de Eco-turismo da cidade de Nanchang, na província oriental de Jiangxi, depois de ter estado presente na Feira Internacional de Turismo de Pequim. "Para Nanchang decidimos apresentar Timor-Leste de forma mais animada e tradicional e apresentamos por isso no nosso pavilhão uma casa tradicional timorense", disse Tony Duarte, da embaixada de Timor-Leste em Pequim.
A China não atribuiu a Timor-Leste o estatuto de destino turístico aprovado, que permite aos cidadãos chineses viajar em grupo sem necessidade de autorização governamental de saída do país. Timor-Leste escolheu, no entanto, apostar na promoção na China devido ao grande número de operadores turísticos internacionais que visitam as feiras no gigante asiático, uma vez que o número de chineses a viajar para fora do país regista uma constante expansão.
A Organização Mundial Turismo prevê que em 2020 a China seja o maior mercado emissor de turistas, com cerca de 100 milhões de pessoas por ano a viajar para o estrangeiro.
"Este é um esforço para reposicionar Timor-Leste como um destino alternativo de turismo ecológico no Sudeste Asiático, bem como um destino com potencial para os investidores chineses no sector", disse o embaixador timorense na China, Olímpio Miranda Branco.
Timor-Leste participa assim na Feira de Eco-turismo da cidade de Nanchang, na província oriental de Jiangxi, depois de ter estado presente na Feira Internacional de Turismo de Pequim. "Para Nanchang decidimos apresentar Timor-Leste de forma mais animada e tradicional e apresentamos por isso no nosso pavilhão uma casa tradicional timorense", disse Tony Duarte, da embaixada de Timor-Leste em Pequim.
A China não atribuiu a Timor-Leste o estatuto de destino turístico aprovado, que permite aos cidadãos chineses viajar em grupo sem necessidade de autorização governamental de saída do país. Timor-Leste escolheu, no entanto, apostar na promoção na China devido ao grande número de operadores turísticos internacionais que visitam as feiras no gigante asiático, uma vez que o número de chineses a viajar para fora do país regista uma constante expansão.
A Organização Mundial Turismo prevê que em 2020 a China seja o maior mercado emissor de turistas, com cerca de 100 milhões de pessoas por ano a viajar para o estrangeiro.
Morreu José Aparecido de Oliveira, fundador da CPLP
O idealizador e um dos fundadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), José Aparecido de Oliveira, morreu sexta-feira aos 78 anos em Belo Horizonte, devido a uma insuficiência respiratória.
Ex-embaixador do Brasil em Portugal, ex-ministro da Cultura e ex-governador do Distrito Federal, o político mineiro estava internado com um dos pulmões afectado por um cancro.
O corpo de José Aparecido está a ser velado no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, e será enterrado hoje na sua cidade natal, Conceição do Mato Dentro, a cerca de 160 quilómetros de Belo Horizonte.
No estado de Minas Gerais e no Distrito Federal foi decretado luto oficial por três dias.
Aparecido de Oliveira começou a sua carreira política como secretário particular do presidente Jânio Quadros, em 1962. Nesse mesmo ano, foi eleito deputado federal pela União Democrática Nacional (UDN).
No início da década de 1980, foi um dos principais parceiros do influente político Tancredo Neves, que mais tarde viria a ser Presidente. Essa proximidade com Tancredo fez com que José Aparecido fosse nomeado governador do Distrito Federal, entre 1985 e 1988.
Foi depois ministro da Cultura no governo do Presidente José Sarney, de Setembro de 1988 a Março de 1990.
No governo do Presidente Itamar Franco (1992-1994), foi embaixador do Brasil em Portugal, ocasião em que impulsionou a criação da CPLP.
O governo brasileiro lamentou profundamente a morte do embaixador José Aparecido de Oliveira e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, está a representar o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no velório em Belo Horizonte.
Ex-embaixador do Brasil em Portugal, ex-ministro da Cultura e ex-governador do Distrito Federal, o político mineiro estava internado com um dos pulmões afectado por um cancro.
O corpo de José Aparecido está a ser velado no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, e será enterrado hoje na sua cidade natal, Conceição do Mato Dentro, a cerca de 160 quilómetros de Belo Horizonte.
No estado de Minas Gerais e no Distrito Federal foi decretado luto oficial por três dias.
Aparecido de Oliveira começou a sua carreira política como secretário particular do presidente Jânio Quadros, em 1962. Nesse mesmo ano, foi eleito deputado federal pela União Democrática Nacional (UDN).
No início da década de 1980, foi um dos principais parceiros do influente político Tancredo Neves, que mais tarde viria a ser Presidente. Essa proximidade com Tancredo fez com que José Aparecido fosse nomeado governador do Distrito Federal, entre 1985 e 1988.
Foi depois ministro da Cultura no governo do Presidente José Sarney, de Setembro de 1988 a Março de 1990.
No governo do Presidente Itamar Franco (1992-1994), foi embaixador do Brasil em Portugal, ocasião em que impulsionou a criação da CPLP.
O governo brasileiro lamentou profundamente a morte do embaixador José Aparecido de Oliveira e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, está a representar o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no velório em Belo Horizonte.
Exposição sobre Descobrimentos abre sexta-feira em Bruxelas
A exposição "Encompassing the Globe" sobre os Descobrimentos Portugueses, que esteve durante o Verão em Washington, abre ao público na sexta-feira em Bruxelas no âmbito do festival Europalia, sendo visitada sábado pela ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima.
Portugal, por presidir este semestre à União Europeia (UE), tem uma participação especial no festival cultural belga Europalia.europa, que até Fevereiro de 2008 celebra os 50 anos da construção europeia.
A exposição sobre os Descobrimentos, que tem por subtítulo "Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII", chega ao Palácio de Belas Artes de Bruxelas (Bozar) vinda de Washington - onde foi inaugurada a 20 de Junho pelo presidente da República, Cavaco Silva - e é a grande marca de Portugal nesta edição da Europalia.
Segundo disse Leen Daems, da organização da Europalia.europa, a mostra exibida em Bruxelas é menor do que a que esteve patente na capital norte-americana por uma questão de espaço.
"Só podemos exibir 160 das 250 obras que estiveram em Washington", disse Daems.
Arte sacra, peças de marfim, mapas e instrumentos de navegação são algumas das peças que integram a exposição, que estará patente até 3 de Fevereiro. A mostra assinala as rotas dos Descobrimentos Portugueses nos séculos XVI e XVII - de África ao Brasil, passando pela China e o Japão e, numa secção contemporânea, lembra aos visitantes qual é a sequela dos Descobrimentos: a globalização, com obras de vários autores.
Portugal, por presidir este semestre à União Europeia (UE), tem uma participação especial no festival cultural belga Europalia.europa, que até Fevereiro de 2008 celebra os 50 anos da construção europeia.
A exposição sobre os Descobrimentos, que tem por subtítulo "Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII", chega ao Palácio de Belas Artes de Bruxelas (Bozar) vinda de Washington - onde foi inaugurada a 20 de Junho pelo presidente da República, Cavaco Silva - e é a grande marca de Portugal nesta edição da Europalia.
Segundo disse Leen Daems, da organização da Europalia.europa, a mostra exibida em Bruxelas é menor do que a que esteve patente na capital norte-americana por uma questão de espaço.
"Só podemos exibir 160 das 250 obras que estiveram em Washington", disse Daems.
Arte sacra, peças de marfim, mapas e instrumentos de navegação são algumas das peças que integram a exposição, que estará patente até 3 de Fevereiro. A mostra assinala as rotas dos Descobrimentos Portugueses nos séculos XVI e XVII - de África ao Brasil, passando pela China e o Japão e, numa secção contemporânea, lembra aos visitantes qual é a sequela dos Descobrimentos: a globalização, com obras de vários autores.
sábado, outubro 20, 2007
"Ainda há Pastores?"

Já não há palavras para descrever o incrivel sucesso deste filme do meu amigo Jorge Pelicano. Acabou ganhar, não mais um prémio mas O PRÉMIO... de cinema ambiental. Desta vez em Itália.
Quem o conhece sabe que ele o merece, e o filme também, não apenas pelo sentido estético e pela qualidade intrinseca, mas pelo enorme trabalho e dedicação que nas horas livres sempre lhe mereceu projecto pessoal.
Os meus parabéns não são suficientes para descrever o entusiasmo que sinto pelo sucesso de um bom amigo.
E se ele não o diz porque não é homem para isso, digo-o eu, esta é mais do que uma bofetada de luva branca a muita da "inteligentsia" cinéfila portuguesa.
Lembro-me da desilusão que foi quando ele não foi seleccionado ao primeiro festival que concorreu o DOC_LISBOA.
A esses não respondeu Jorge Pelicano com palavras amargas mas sim com o percurso do seu "Ainda há Pastores?"
Seis prémios depois. Algumas menções do júri e ainda os dois prémios mais relevantes do cinema Documental de ambiente do MUNDO falam por si.
Por trabalho e por mérito já vendeu cerca de 3 mil DVD's.
Além disso é um exemplo para todos, como um homem, coadjuvado por pessoas entusiásticas, do seu próprio bolso, sem apoios financeiros, fez um filme com a sua "câmarazita" e lançou-se no mundo e deixa uma marca... Ímpar
Da minha parte espero que continue a fazer bons filmes. Pode sempre contar com a minha ajuda e com o meu espírito crítico.
PARABÉNS JORGE E "AINDA HÁ PASTORES".
(media abram os olhos a estes casos)
sexta-feira, outubro 19, 2007
Novo Tratado europeu acordado em Lisboa
O acordo com a Itália e a Polónia foi alcançado antes da meia-noite. O da Áustria e Bulgária, antes das 18h00.
Os lideres da União Europeia (UE) acordaram ontem à noite os termos do novo Tratado substituto da Constituição Europeia, depois de terem encontrado uma solução para os problemas mais bicudos levantados pela Itália e Polónia.
Itália e Polónia chegaram a Lisboa com as suas reivindicações intactas. Ao invés, a exigência da Áustria de limitar a livre circulação de estudantes estrangeiros candidatos às suas universidades e a pretensão da Bulgária de poder utilizar a denominação "evro" no alfabeto cirílico para a moeda única puderam ser resolvidas antes do arranque da cimeira, às 18h00. Desta forma, os líderes puderam centrar-se inteiramente nos dois ossos mais duros de roer: Itália e Polónia. Varsóvia obteve uma vitória ao conseguir a elevação do Compromisso de Ioannina - que permite a um pequeno grupo de países suspender uma decisão - a protocolo anexo ao Tratado e com o mesmo valor jurídico. Este protocolo incluirá uma outra disposição do processo de decisão da UE que permite ao presidente em exercício do Conselho de Ministros pedir a todo o momento a passagem a uma votação. A inclusão dos dois mecanismos no mesmo texto provoca a sua anulação mútua: qualquer país pode invocar Ioannina sempre que se perfile uma decisão desagradável, mas isso não impede o Conselho de passar à votação sempre que achar que é tempo de encerrar a pausa para reflexão assim aberta. Varsóvia obteve também um lugar permanente de advogado-geral no Tribunal de Justiça da UE, em pé de igualdade com os restantes "grandes" Estados. Esta concessão significará a atribuição de pelo menos mais um lugar rotativo entre os países mais pequenos.
Dos dois, o problema italiano foi o mais difícil de resolver [e resolvido de forma genial!]. À Itália foi oferecido mais um assento no Parlamento Europeu (PE) - reclamado por Roma -, "inventando" a fórmula "750+1": o presidente da assembleia da UE deixa de ser considerado deputado e o limite de 750 lugares não é assim ultrapassado. Romano Prodi, primeiro-ministro italiano, entrou na cimeira mantendo a recusa da proposta avançada pelo PE sobre a repartição dos seus futuros 750 membros. A sua recusa resultava do facto de ter um número de deputados (72) inferior aos dos do Reino Unido (73) e da França (74), em resultado das diferenças de população. Prodi tinha, começado as discussões dos líderes afirmando que um deputado adicional não seria suficiente, sendo que o seu verdadeiro objectivo era a paridade com franceses e ingleses. O risco da reivindicação era a reabertura das discussões sobre os lugares do PE, que todos procuraram evitar a todo o custo, sabendo que nesse cenário, vários outros países - Espanha, Polónia, Irlanda, Eslováquia... - exigiriam um aumento da sua quota. Prodi acabou por aceitar a solução proposta, depois de um encontro a sós com Sócrates e com o Presidente francês, Nicolas Sarkozy.
Os lideres da União Europeia (UE) acordaram ontem à noite os termos do novo Tratado substituto da Constituição Europeia, depois de terem encontrado uma solução para os problemas mais bicudos levantados pela Itália e Polónia.
Itália e Polónia chegaram a Lisboa com as suas reivindicações intactas. Ao invés, a exigência da Áustria de limitar a livre circulação de estudantes estrangeiros candidatos às suas universidades e a pretensão da Bulgária de poder utilizar a denominação "evro" no alfabeto cirílico para a moeda única puderam ser resolvidas antes do arranque da cimeira, às 18h00. Desta forma, os líderes puderam centrar-se inteiramente nos dois ossos mais duros de roer: Itália e Polónia. Varsóvia obteve uma vitória ao conseguir a elevação do Compromisso de Ioannina - que permite a um pequeno grupo de países suspender uma decisão - a protocolo anexo ao Tratado e com o mesmo valor jurídico. Este protocolo incluirá uma outra disposição do processo de decisão da UE que permite ao presidente em exercício do Conselho de Ministros pedir a todo o momento a passagem a uma votação. A inclusão dos dois mecanismos no mesmo texto provoca a sua anulação mútua: qualquer país pode invocar Ioannina sempre que se perfile uma decisão desagradável, mas isso não impede o Conselho de passar à votação sempre que achar que é tempo de encerrar a pausa para reflexão assim aberta. Varsóvia obteve também um lugar permanente de advogado-geral no Tribunal de Justiça da UE, em pé de igualdade com os restantes "grandes" Estados. Esta concessão significará a atribuição de pelo menos mais um lugar rotativo entre os países mais pequenos.
Dos dois, o problema italiano foi o mais difícil de resolver [e resolvido de forma genial!]. À Itália foi oferecido mais um assento no Parlamento Europeu (PE) - reclamado por Roma -, "inventando" a fórmula "750+1": o presidente da assembleia da UE deixa de ser considerado deputado e o limite de 750 lugares não é assim ultrapassado. Romano Prodi, primeiro-ministro italiano, entrou na cimeira mantendo a recusa da proposta avançada pelo PE sobre a repartição dos seus futuros 750 membros. A sua recusa resultava do facto de ter um número de deputados (72) inferior aos dos do Reino Unido (73) e da França (74), em resultado das diferenças de população. Prodi tinha, começado as discussões dos líderes afirmando que um deputado adicional não seria suficiente, sendo que o seu verdadeiro objectivo era a paridade com franceses e ingleses. O risco da reivindicação era a reabertura das discussões sobre os lugares do PE, que todos procuraram evitar a todo o custo, sabendo que nesse cenário, vários outros países - Espanha, Polónia, Irlanda, Eslováquia... - exigiriam um aumento da sua quota. Prodi acabou por aceitar a solução proposta, depois de um encontro a sós com Sócrates e com o Presidente francês, Nicolas Sarkozy.
Ucrânia: Presidente defende "aspirações europeias" de Kiev
O Presidente ucraniano, Viktor Iuchtchenko, afirmou hoje em Lisboa que as aspirações europeias de Kiev são "muito importantes", nomeadamente a negociação do acordo reforçado entre a União Europeia e a Ucrânia.
Iuchtchenko falava aos jornalistas, depois de um encontro privado com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e antes de participar na cimeira do Partido Popular Europeu, que decorre em Lisboa.
Kiev tem pontos de vista muito próximos dos parceiros europeus e tem havido "uma boa dinâmica" na elaboração do acordo, disse. "Aprecio muito as relações bilaterais com Portugal e com a UE", sublinhou Iuchtchenko.
Iuchtchenko falava aos jornalistas, depois de um encontro privado com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e antes de participar na cimeira do Partido Popular Europeu, que decorre em Lisboa.
Kiev tem pontos de vista muito próximos dos parceiros europeus e tem havido "uma boa dinâmica" na elaboração do acordo, disse. "Aprecio muito as relações bilaterais com Portugal e com a UE", sublinhou Iuchtchenko.
Hermitage: O esplendor dos Romanov em exposição na Ajuda
Dois séculos de arte e cultura da Rússia que mostram a riqueza da corte na dinastia Romanov são apresentados numa exposição com cerca de 600 peças do museu Hermitage a inaugurar quinta-feira, no Palácio da Ajuda.
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e o presidente russo, Vladimir Putin, que estará em Portugal para participar na Cimeira entre União Europeia e Rússia, inauguram a exposição, que abrirá ao público no dia seguinte.
"Arte e Cultura do Império Russo nas Colecções do Hermitage - de Pedro, o Grande, a Nicolau II" é o título da mostra que ficará na galeria D. Luís I do Palácio Nacional da Ajuda até 17 de Fevereiro.
Na galeria, onde estão a decorrer obras de requalificação, ainda se ultimam os preparativos para receber mais de meio milhar de peças de um dos mais importantes museus do mundo.
"Nunca houve no estrangeiro uma exposição tão grande do Hermitage", afirmou o comissário científico da exposição, Fernando António Baptista Pereira.
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e o presidente russo, Vladimir Putin, que estará em Portugal para participar na Cimeira entre União Europeia e Rússia, inauguram a exposição, que abrirá ao público no dia seguinte.
"Arte e Cultura do Império Russo nas Colecções do Hermitage - de Pedro, o Grande, a Nicolau II" é o título da mostra que ficará na galeria D. Luís I do Palácio Nacional da Ajuda até 17 de Fevereiro.
Na galeria, onde estão a decorrer obras de requalificação, ainda se ultimam os preparativos para receber mais de meio milhar de peças de um dos mais importantes museus do mundo.
"Nunca houve no estrangeiro uma exposição tão grande do Hermitage", afirmou o comissário científico da exposição, Fernando António Baptista Pereira.
quinta-feira, outubro 18, 2007
Espanha: Portugueses são cada vez mais segunda comunidade
O número de trabalhadores portugueses em Espanha voltou a aumentar no último trimestre com mais de 82.700 registados no sistema da Segurança Social espanhola (SSE), consolidando-se assim como a segunda maior comunidade da União Europeia.
Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho espanhol confirmam que a comunidade portuguesa continua a crescer a um ritmo mais elevado do que entre todos os imigrantes da UE e do que a média das comunidades estrangeiras.
Comparativamente ao final de Julho, o número de portugueses inscritos na SSE aumentou 4,5%, mais do que o aumento total do número de imigrantes oriundos dos 27. Note-se que do total de novos inscritos desde Julho, cerca de 55 mil, as inscrições de portugueses representaram 7% do total, confirmando a tendência de crescimento da emigração para Espanha.
Contabilizando apenas dados da SSE, os portugueses representam já 12,24% do total de imigrantes oriundos da UE (675 mil) - são segundos depois da Roménia (215 mil).
Em termos gerais, são 4% do total de imigrantes a residir em Espanha, e a quinta comunidade, depois do Equador (272 mil), Marrocos (262 mil), Roménia e Colômbia (150 mil).
De referir, que entre os 27, os portugueses são já a maior comunidade em cinco regiões espanholas, nomeadamente Estremadura (55,8 por cento), Ceuta (41,8 por cento), País Basco (40,4 por cento), Navarra (37 por cento) e Rioja (34 por cento).
Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho espanhol confirmam que a comunidade portuguesa continua a crescer a um ritmo mais elevado do que entre todos os imigrantes da UE e do que a média das comunidades estrangeiras.
Comparativamente ao final de Julho, o número de portugueses inscritos na SSE aumentou 4,5%, mais do que o aumento total do número de imigrantes oriundos dos 27. Note-se que do total de novos inscritos desde Julho, cerca de 55 mil, as inscrições de portugueses representaram 7% do total, confirmando a tendência de crescimento da emigração para Espanha.
Contabilizando apenas dados da SSE, os portugueses representam já 12,24% do total de imigrantes oriundos da UE (675 mil) - são segundos depois da Roménia (215 mil).
Em termos gerais, são 4% do total de imigrantes a residir em Espanha, e a quinta comunidade, depois do Equador (272 mil), Marrocos (262 mil), Roménia e Colômbia (150 mil).
De referir, que entre os 27, os portugueses são já a maior comunidade em cinco regiões espanholas, nomeadamente Estremadura (55,8 por cento), Ceuta (41,8 por cento), País Basco (40,4 por cento), Navarra (37 por cento) e Rioja (34 por cento).
Portugal perde poder em nome de uma Europa mais forte
Os países de pequena e média dimensão perdem privilégios com o novo Tratado Europeu.
Terão menos votos e deputados. Para que a União Europeia possa decidir com maior eficácia, e assim ambicionar um maior peso na cena internacional, os países de dimensão média como Portugal vão abdicar de poderes e regalias a que estavam habituados na família europeia. Esse é, em traços gerais, o ‘toma lá, dá cá’ que se afigura a Portugal com este novo Tratado. Enquanto as vantagens se apresentam de forma muito intangível, como ter um Tratado com o nome de ‘Lisboa’, ou gozar de um reforço da liderança na União e de uma política externa mais forte, as perdas revelam-se bem mais concretas: terá muito menos votos no conselho, perde dois deputados no Parlamento Europeu e o seu ‘gang’ predilecto – os amigos da coesão – perde a minoria de bloqueio.
Terão menos votos e deputados. Para que a União Europeia possa decidir com maior eficácia, e assim ambicionar um maior peso na cena internacional, os países de dimensão média como Portugal vão abdicar de poderes e regalias a que estavam habituados na família europeia. Esse é, em traços gerais, o ‘toma lá, dá cá’ que se afigura a Portugal com este novo Tratado. Enquanto as vantagens se apresentam de forma muito intangível, como ter um Tratado com o nome de ‘Lisboa’, ou gozar de um reforço da liderança na União e de uma política externa mais forte, as perdas revelam-se bem mais concretas: terá muito menos votos no conselho, perde dois deputados no Parlamento Europeu e o seu ‘gang’ predilecto – os amigos da coesão – perde a minoria de bloqueio.
Alfama atrai gigante da biotecnologia
A Farmacêutica norte-americana IKARIA acaba de assinar acordo com a Alfama. A empresa portuguesa, que vale 20 milhões de euros, aposta no tratamento de doenças com monóxido de carbono.
Quando na década de 90 Leo Otterbein, investigador na Universidade de Harvard, argumentava a favor de um papel terapêutico para o monóxido de carbono (CO), o silêncio tomou conta da sala. Passados mais de dez anos, o CO é objecto de estudo nos laboratórios da Alfama, onde já provou o enorme potencial terapêutico para várias doenças e está a ser testado em ensaios clínicos.
Quando na década de 90 Leo Otterbein, investigador na Universidade de Harvard, argumentava a favor de um papel terapêutico para o monóxido de carbono (CO), o silêncio tomou conta da sala. Passados mais de dez anos, o CO é objecto de estudo nos laboratórios da Alfama, onde já provou o enorme potencial terapêutico para várias doenças e está a ser testado em ensaios clínicos.
quarta-feira, outubro 17, 2007
Grã-Bretanha quer 1 milhão de Km quadrados na Antártida
O Reino Unido pretende reivindicar a soberania sobre mais de 1 milhão de quilómetros quadrados na Antártida, noticia hoje o jornal britânico The Guardian.
A reivindicação, que o Governo apresentará oficialmente às Nações Unidas, representa um claro desafio, ao espírito do tratado de 1959 sobre o continente. O acordo, para prevenir futuras disputas, proibia novas reivindicações territoriais sobre a Antártida.
Fontes do Ministério dos Negócios Estrangeiros disseram ao jornal que estão a recolher e a processar dados para apoiar a reivindicação britânica. O objectivo é alargar os direitos de exploração das reservas de petróleo, gás e minerais até às 350 milhas náuticas.
A simples reivindicação deverá irritar países da América do Sul que acreditam ter maiores direitos sobre as riquezas naturais da região, prevê o Guardian.
Em Setembro, o jornal tinha revelado que Londres prepara um dossier para reivindicar também as águas territoriais em torno de várias ilhas, como as Malvinas, a Geórgia do Sul, a Ascensão e Rockall, a oeste da Escócia. As reivindicações baseiam-se no artigo 76 da Convenção da ONU sobre o Direito do Mar.
A reivindicação, que o Governo apresentará oficialmente às Nações Unidas, representa um claro desafio, ao espírito do tratado de 1959 sobre o continente. O acordo, para prevenir futuras disputas, proibia novas reivindicações territoriais sobre a Antártida.
Fontes do Ministério dos Negócios Estrangeiros disseram ao jornal que estão a recolher e a processar dados para apoiar a reivindicação britânica. O objectivo é alargar os direitos de exploração das reservas de petróleo, gás e minerais até às 350 milhas náuticas.
A simples reivindicação deverá irritar países da América do Sul que acreditam ter maiores direitos sobre as riquezas naturais da região, prevê o Guardian.
Em Setembro, o jornal tinha revelado que Londres prepara um dossier para reivindicar também as águas territoriais em torno de várias ilhas, como as Malvinas, a Geórgia do Sul, a Ascensão e Rockall, a oeste da Escócia. As reivindicações baseiam-se no artigo 76 da Convenção da ONU sobre o Direito do Mar.
Empresas lusas tentam entrar na China através da Feira Macau
Uma delegação de empresários portugueses vai aproveitar a Feira Internacional de Macau (FIM) para uma primeira abordagem ao mercado asiático, na expectativa de começar a vender na China continental, disseram em Pequim empresários do ramo alimentar. "Vou à FIM para validar a minha percepção do mercado chinês e para ver no local os diversos agentes. Será um óptimo instrumento para aferir a validade deste mercado para nós", disse a administradora da Equanto, empresa de produtos alimentares biológicos, Margarida Reis.
A Minho Fumeiro, que comercializa enchidos artesanais de Ponte de Lima, tem este ano um expositor na FIM com o objectivo de encontrar um nicho de possíveis clientes, disse o director-geral da empresa, António Paulino.
Para além de Macau, onde chega a 20 de Outubro, o grupo de 20 empresários de Portugal continental, Madeira e Açores vai desenvolver contactos e conhecer as mais famosas zonas comerciais das maiores cidades da China, como Pequim, Xangai, Cantão e Hong Kong.
Francisco Barcelos, administrador da Quinta dos Açores e da Açorcarnes, diz "ter a sensação de que a China tem falta de produtos lácteos e poderá ser eventualmente um comprador de carne de qualidade", como a que diz produzir nas pastagens dos Açores.
Na 12ª edição da Feira Internacional de Macau, que decorre entre 18 e 21 de Outubro em 18 mil metros quadrados do Centro de Convenções do casino The Venetian, participam 44 empresas portuguesas, 3 das quais com sede em Macau, num total de 889 stands.
Nos primeiros oito meses de 2007, a exportação de produtos portugueses para Macau representou 9,3 milhões de euros, enquanto Portugal comprou pouco mais de 200 mil euros à Região Administrativa Especial da China.
A presença portuguesa na FIM aposta no sector dos vinhos e produtos alimentares como café, carne, peixe e enlatados, incluindo empresas de transporte com redes na região e associações empresariais.
A Minho Fumeiro, que comercializa enchidos artesanais de Ponte de Lima, tem este ano um expositor na FIM com o objectivo de encontrar um nicho de possíveis clientes, disse o director-geral da empresa, António Paulino.
Para além de Macau, onde chega a 20 de Outubro, o grupo de 20 empresários de Portugal continental, Madeira e Açores vai desenvolver contactos e conhecer as mais famosas zonas comerciais das maiores cidades da China, como Pequim, Xangai, Cantão e Hong Kong.
Francisco Barcelos, administrador da Quinta dos Açores e da Açorcarnes, diz "ter a sensação de que a China tem falta de produtos lácteos e poderá ser eventualmente um comprador de carne de qualidade", como a que diz produzir nas pastagens dos Açores.
Na 12ª edição da Feira Internacional de Macau, que decorre entre 18 e 21 de Outubro em 18 mil metros quadrados do Centro de Convenções do casino The Venetian, participam 44 empresas portuguesas, 3 das quais com sede em Macau, num total de 889 stands.
Nos primeiros oito meses de 2007, a exportação de produtos portugueses para Macau representou 9,3 milhões de euros, enquanto Portugal comprou pouco mais de 200 mil euros à Região Administrativa Especial da China.
A presença portuguesa na FIM aposta no sector dos vinhos e produtos alimentares como café, carne, peixe e enlatados, incluindo empresas de transporte com redes na região e associações empresariais.
Cooperação com Angola pode alargar-se à CPLP
O ministro da Defesa (MDN), Nuno Severiano Teixeira, afirmou ontem, em Luanda, que a experiência da cooperação bilateral com Angola pode ser posta ao serviço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Após um encontro com o Presidente José Eduardo dos Santos, o MDN realçou que o estado a que a cooperação técnico-militar com Angola chegou "pode servir para ser posta ao serviço de quadros multilaterais, nomeadamente na CPLP e da segurança regional em geral". Apesar de destacar as boas relações dos dois países nesta área, Severiano Teixeira referiu que a cooperação ainda pode ser reforçada. "Exprimi ao Presidente da República a vontade política de Portugal no desenvolvimento das relações bilaterais com Angola, em particular no âmbito da Defesa e do reforço da nossa Cooperação Técnico-Militar" (CTM).
Severiano Teixeira, que ontem foi recebido pelo primeiro-ministro de Angola, Fernando Dias dos Santos "Nandó", disse no final deste encontro que Portugal está aberto e interessado em cooperar no sector das indústrias de defesa. Nesse sentido, o MDN disse ter convidado as autoridades angolanas a enviarem uma missão técnica para ver quais as áreas em que essa cooperação se poderá desenvolver.
Severiano Teixeira, que ontem foi recebido pelo primeiro-ministro de Angola, Fernando Dias dos Santos "Nandó", disse no final deste encontro que Portugal está aberto e interessado em cooperar no sector das indústrias de defesa. Nesse sentido, o MDN disse ter convidado as autoridades angolanas a enviarem uma missão técnica para ver quais as áreas em que essa cooperação se poderá desenvolver.
terça-feira, outubro 16, 2007
Há 2 milhões de pobres em Portugal
Um quinto dos portugueses vive com menos de 360 euros por mês. E 32% da população activa entre os 16 e os 34 anos seria pobre se dependesse só do seu trabalho.
Os números são alarmantes. Um terço da população activa (entre os 16 e os 64 anos) seria pobre se dependesse apenas dos rendimentos do trabalho, de capital e de transferências privadas. De acordo com as estatísticas ontem publicadas pelo INE, sem as pensões de reforma e as transferências sociais do Estado, mais de 4 milhões de portugueses estariam em risco de pobreza. “As pessoas pagam ao Estado para terem acesso a pensões de reforma e depois esperam, obviamente, receber”, aponta o economista João César das Neves. O professor da Universidade Católica aponta que esta tendência nasceu com o fim da ditadura em Portugal e a criação da Segurança Social moderna. “Antes, Portugal tinha das mais altas taxas de poupança do mundo porque as pessoas não contavam com o dinheiro do Estado”, conclui o economista.
O fosso entre pobres e ricos em Portugal é, além disso, o maior no conjunto dos países da União Europeia. O rendimento dos dois milhões de portugueses mais ricos do país é quase sete vezes maior do que o rendimento dos dois milhões de pessoas mais pobres.
Os números são alarmantes. Um terço da população activa (entre os 16 e os 64 anos) seria pobre se dependesse apenas dos rendimentos do trabalho, de capital e de transferências privadas. De acordo com as estatísticas ontem publicadas pelo INE, sem as pensões de reforma e as transferências sociais do Estado, mais de 4 milhões de portugueses estariam em risco de pobreza. “As pessoas pagam ao Estado para terem acesso a pensões de reforma e depois esperam, obviamente, receber”, aponta o economista João César das Neves. O professor da Universidade Católica aponta que esta tendência nasceu com o fim da ditadura em Portugal e a criação da Segurança Social moderna. “Antes, Portugal tinha das mais altas taxas de poupança do mundo porque as pessoas não contavam com o dinheiro do Estado”, conclui o economista.
O fosso entre pobres e ricos em Portugal é, além disso, o maior no conjunto dos países da União Europeia. O rendimento dos dois milhões de portugueses mais ricos do país é quase sete vezes maior do que o rendimento dos dois milhões de pessoas mais pobres.
segunda-feira, outubro 15, 2007
Austrália: Aborígenes poderão ser reconhecidos na Constituição
Uma das promessas que John Howard faz para o próximo mandato é reconhecer os aborígenes na Constituição, promovendo um referendo para o fazer. Mas a ideia não está a ser recebida com muito entusiasmo: fala-se antes de uma promessa de um líder que sabe que a derrota é garantida, e por isso pode fazer "conversões no leito de morte"...
Howard diz que aprendeu o valor do simbolismo, nos seus 11 anos como primeiro-ministro, e está disposto a aceder a uma reivindicação de longa data dos aborígenes, os habitantes originais da Austrália, antes da chegada dos colonos europeus. Até 1967, os aborígenes eram governados por leis relativas à flora e fauna nativas. Nesse ano, os australianos aprovaram em referendo incluir a comunidade no censo nacional e conceder-lhes cidadania. Mas Howard não se mostrou disposto a pedir desculpa aos aborígenes por injustiças passadas, ou a assinar um tratado com eles - outra das reclamações antigas. Por isso, os líderes aborígenes mostraram-se divididos quanto a saber se Howard teria mesmo mudado de opinião, ou se estava apenas a tentar um golpe eleitoral.
Howard diz que aprendeu o valor do simbolismo, nos seus 11 anos como primeiro-ministro, e está disposto a aceder a uma reivindicação de longa data dos aborígenes, os habitantes originais da Austrália, antes da chegada dos colonos europeus. Até 1967, os aborígenes eram governados por leis relativas à flora e fauna nativas. Nesse ano, os australianos aprovaram em referendo incluir a comunidade no censo nacional e conceder-lhes cidadania. Mas Howard não se mostrou disposto a pedir desculpa aos aborígenes por injustiças passadas, ou a assinar um tratado com eles - outra das reclamações antigas. Por isso, os líderes aborígenes mostraram-se divididos quanto a saber se Howard teria mesmo mudado de opinião, ou se estava apenas a tentar um golpe eleitoral.
França: Morreu Bob Denard, ex-mercenário conflitos africanos
O antigo mercenário francês Bob Denard, que liderou revoltas e golpes de Estado em África, morreu sábado na sua casa, em Bordéus.
Denard, 79 anos, sofria da doença de Alzheimer e de problemas cardiovasculares que em 2006 lhe permitiram ser dispensado de assistir ao seu julgamento pela organização do golpe de Estado nas Comores em 1995.
Outrora o mais conhecido mercenário francês, cujo verdadeiro nome era Gilbert Bourgeaud, esteve envolvido em revoltas, resistência e golpes de Estado em dezenas de países, entre os quais Angola, onde em 1975 apoiou a UNITA de Jonas Savimbi.
Depois de cerca de 40 anos, Denard foi julgado em vários tribunais franceses e condenado, a penas de prisão de 5 anos, nos casos do golpe nas Comores (1995) e da tentativa de golpe de Estado no Benin (1977).
A sua acção mais prolongada foi nas Comores, onde chegou logo após a independência, em Setembro de 1975, deteve o Presidente Ahmed Abdallah e substituiu-o por Ali Soilih.
Três anos depois regressou para depor Soilih e substituí-lo por Abdallah, sendo nomeado chefe das Forças Armadas, dedicando-se nos anos seguintes à criação de uma guarda presidencial pretoriana de 600 homens, dirigida por oficiais europeus.
Em 1989, o Presidente das Comores é assassinado em circunstâncias não esclarecidas e Denard, que dias depois acaba por ser retirado do território por um comando francês, ainda promove a subida ao poder de Mohamed Tako Abdulkarim.
Em Setembro de 1995, Denard volta às Comores e, com um grupo de 30 homens, derruba o Presidente em exercício, Said Mohamed Djohar.
Denard, 79 anos, sofria da doença de Alzheimer e de problemas cardiovasculares que em 2006 lhe permitiram ser dispensado de assistir ao seu julgamento pela organização do golpe de Estado nas Comores em 1995.
Outrora o mais conhecido mercenário francês, cujo verdadeiro nome era Gilbert Bourgeaud, esteve envolvido em revoltas, resistência e golpes de Estado em dezenas de países, entre os quais Angola, onde em 1975 apoiou a UNITA de Jonas Savimbi.
Depois de cerca de 40 anos, Denard foi julgado em vários tribunais franceses e condenado, a penas de prisão de 5 anos, nos casos do golpe nas Comores (1995) e da tentativa de golpe de Estado no Benin (1977).
A sua acção mais prolongada foi nas Comores, onde chegou logo após a independência, em Setembro de 1975, deteve o Presidente Ahmed Abdallah e substituiu-o por Ali Soilih.
Três anos depois regressou para depor Soilih e substituí-lo por Abdallah, sendo nomeado chefe das Forças Armadas, dedicando-se nos anos seguintes à criação de uma guarda presidencial pretoriana de 600 homens, dirigida por oficiais europeus.
Em 1989, o Presidente das Comores é assassinado em circunstâncias não esclarecidas e Denard, que dias depois acaba por ser retirado do território por um comando francês, ainda promove a subida ao poder de Mohamed Tako Abdulkarim.
Em Setembro de 1995, Denard volta às Comores e, com um grupo de 30 homens, derruba o Presidente em exercício, Said Mohamed Djohar.
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