quarta-feira, dezembro 05, 2007
Distinção internacional para Serralves
A Fundação de Serralves recebeu o Prémio dos Pares nos International Museum Communication Awards (IMCA).
O reconhecimento chega de uma votação de museus e galerias de arte de 82 países e distingue a campanha para a exposição de Katharina Grosse que esteve no museu portuense entre Abril e Julho deste ano. Inspirado no trabalho da artista alemã, o Gabinete de Imagem e Divulgação de Serralves desenvolveu a publicidade para Atoms Outside Eggs tendo "como base cartazes brancos, que depois de colados nas ruas foram pintados com tinta em spray", explica a assessora de imprensa, Marta Morais. Os IMCA premeiam os melhores trabalhos internacionais de comunicação para museus e galerias de arte. A cerimónia de entrega decorreu em Bruxelas, a 29 de Novembro. Além da Fundação de Serralves, os principais prémios distinguiram a National Portrait Gallery e o Southbank Centre, ambos de Londres, o MUDAM, do Luxemburgo, e o MuseumsQuartier Viena.
terça-feira, dezembro 04, 2007
Bósnia-Herzegovina mais próxima da adesão à UE
O Acordo de Associação e Estabilização será hoje rubricado em Sarajevo. Luís Amado, presidente em exercício do Conselho de Ministros da UE, e Javier Solana, Alto Representante para a Política Externa, chefiam a delegação europeia.
A Bósnia é o único país da região dos Balcãs Ocidentais que não tem um acordo de associação com a União Europeia.
Nos termos do acordo de paz de Dayton, que pôs fim ao conflito de 1992-1995 na antiga Jugoslávia, a Bósnia é formada por duas entidades autónomas, a República Srpska e a Federação Croato-Muçulmana, unidas por frágeis instituições centrais.
Desde 1 de Novembro, esta república da ex-Jugoslávia vive uma grave crise política desencadeada pela demissão do primeiro-ministro do governo central Nikola Spiric (sérvio).
Spiric demitiu-se e dissolveu o governo permanecendo interinamente em funções até à sua recondução em funções ou à realização de eleições legislativas.
A sua demissão deveu-se a reformas impostas pela comunidade internacional, destinadas a impedir os entraves ao funcionamento do governo bósnio através da abstenção dos seus membros, mas que os sérvios vêem como dirigidas contra os seus interesses.
O governo central bósnio - comum a muçulmanos, sérvios e croatas - aprovou um plano de acção para a reforma da polícia. Esta reforma era a condição para que a Bósnia pudesse rubricar com a UE o Acordo de Estabilização e Associação, que abre o caminho para uma futura adesão à União.
A Bósnia é o único país da região dos Balcãs Ocidentais que não tem um acordo de associação com a União Europeia.
Nos termos do acordo de paz de Dayton, que pôs fim ao conflito de 1992-1995 na antiga Jugoslávia, a Bósnia é formada por duas entidades autónomas, a República Srpska e a Federação Croato-Muçulmana, unidas por frágeis instituições centrais.
Desde 1 de Novembro, esta república da ex-Jugoslávia vive uma grave crise política desencadeada pela demissão do primeiro-ministro do governo central Nikola Spiric (sérvio).
Spiric demitiu-se e dissolveu o governo permanecendo interinamente em funções até à sua recondução em funções ou à realização de eleições legislativas.
A sua demissão deveu-se a reformas impostas pela comunidade internacional, destinadas a impedir os entraves ao funcionamento do governo bósnio através da abstenção dos seus membros, mas que os sérvios vêem como dirigidas contra os seus interesses.
O governo central bósnio - comum a muçulmanos, sérvios e croatas - aprovou um plano de acção para a reforma da polícia. Esta reforma era a condição para que a Bósnia pudesse rubricar com a UE o Acordo de Estabilização e Associação, que abre o caminho para uma futura adesão à União.
Alunos portugueses abaixo da média da OCDE em todas as competências
O desempenho dos alunos portugueses de 15 anos é mais baixo do que a média dos seus colegas de 57 países a Ciências, Matemática e Leitura, segundo um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) publicado hoje.
O PISA 2006 (Programme for International Student Assessment) avaliou os conhecimentos e competências dos estudantes que estão a terminar ou já concluíram o ensino obrigatório, comparando os resultados dos 30 países e 27 parceiros da OCDE .
A nível dos conhecimentos científicos, os mais testados nesta edição do PISA, os alunos portugueses alcançaram uma pontuação de 474, o que corresponde ao 37º lugar entre os 57 países que participaram no estudo. Os países-membros da OCDE registaram uma média de 500 pontos, enquanto a média global foi de 491. Mais de metade dos estudantes (53,3 %) só demonstraram conhecimentos básicos neste domínio, não indo além do nível 2 em 6 níveis de complexidade. Por oposição, só 0,1% conseguiu atingir o nível mais elevado, o pior resultado entre os países da OCDE.
Apesar de negativo, o desempenho nacional em Ciências melhorou face a 2003 e 2000, quando os alunos alcançaram uma pontuação de 468 e 459, respectivamente.
Já no que diz respeito aos conhecimentos matemáticos, o desempenho dos estudantes de 15 anos ficou 32 pontos abaixo da média da OCDE (466 contra 498) e 18 abaixo da média total, fixada nos 484. Nesta área, mais de metade dos estudantes (55,8%) ficou-se pelos níveis 1 e 2 e só 0,8% demonstrou conhecimentos correspondentes ao patamar mais alto. O desempenho não sofreu alterações face a 2003 no que diz respeito à Matemática, o mesmo acontecendo ao nível da Leitura, em que a variação registada não é estatisticamente significativa (menos 5 pontos do que em 2003, mas mais 2 do que em 2000).
A nível global, os alunos obtiveram 472 pontos nas competências associadas à Leitura, menos 12 do que a média global e menos 20 do que a média da OCDE. Para o secretário de Estado Adjunto da Educação, Jorge Pedreira, "os resultados estão aquém do que seria desejável", evidenciando uma "disfunção" do sistema educativo português. Isto porque se tivermos apenas em conta o desempenho dos alunos do 10º ano, o normal para frequentar aos 15 anos, o resultado estaria acima da média da OCDE nas três competências avaliadas.
O problema, explicou, é que o país apresenta taxas de retenção muito acima da média, pelo que, aos 15 anos, há alunos ainda a frequentar o terceiro ciclo do ensino básico (7º, 8º e 9º anos) e que não demonstram um nível de conhecimentos que seria expectável para a sua idade.
"Portugal consegue ter um resultado acima da média entre os alunos que têm um percurso escolar normal [que nunca chumbaram]. Nos outros, a situação é dramática", sublinhou Pedreira, adiantando que o estudo mostra que a retenção não está a funcionar em Portugal como um mecanismo de recuperação dos estudantes.
De acordo com o estudo, a percentagem de repetentes no terceiro ciclo atinge os 12,8% em Portugal e sobe para 16,9% no secundário, enquanto a média entre os países da OCDE não vai além dos 2,7% e 3,9%, respectivamente.
O Governo assegura que não acabará administrativamente com os chumbos, porque essa medida não seria compreendida política e socialmente, mas vai reforçar a aposta nos planos de recuperação.
Realizados por 400 mil alunos de 57 países, o PISA 2006 foi elaborado em Portugal por uma amostra de cinco mil estudantes, de 175 escolas de todo o país.
O PISA 2006 (Programme for International Student Assessment) avaliou os conhecimentos e competências dos estudantes que estão a terminar ou já concluíram o ensino obrigatório, comparando os resultados dos 30 países e 27 parceiros da OCDE .
A nível dos conhecimentos científicos, os mais testados nesta edição do PISA, os alunos portugueses alcançaram uma pontuação de 474, o que corresponde ao 37º lugar entre os 57 países que participaram no estudo. Os países-membros da OCDE registaram uma média de 500 pontos, enquanto a média global foi de 491. Mais de metade dos estudantes (53,3 %) só demonstraram conhecimentos básicos neste domínio, não indo além do nível 2 em 6 níveis de complexidade. Por oposição, só 0,1% conseguiu atingir o nível mais elevado, o pior resultado entre os países da OCDE.
Apesar de negativo, o desempenho nacional em Ciências melhorou face a 2003 e 2000, quando os alunos alcançaram uma pontuação de 468 e 459, respectivamente.
Já no que diz respeito aos conhecimentos matemáticos, o desempenho dos estudantes de 15 anos ficou 32 pontos abaixo da média da OCDE (466 contra 498) e 18 abaixo da média total, fixada nos 484. Nesta área, mais de metade dos estudantes (55,8%) ficou-se pelos níveis 1 e 2 e só 0,8% demonstrou conhecimentos correspondentes ao patamar mais alto. O desempenho não sofreu alterações face a 2003 no que diz respeito à Matemática, o mesmo acontecendo ao nível da Leitura, em que a variação registada não é estatisticamente significativa (menos 5 pontos do que em 2003, mas mais 2 do que em 2000).
A nível global, os alunos obtiveram 472 pontos nas competências associadas à Leitura, menos 12 do que a média global e menos 20 do que a média da OCDE. Para o secretário de Estado Adjunto da Educação, Jorge Pedreira, "os resultados estão aquém do que seria desejável", evidenciando uma "disfunção" do sistema educativo português. Isto porque se tivermos apenas em conta o desempenho dos alunos do 10º ano, o normal para frequentar aos 15 anos, o resultado estaria acima da média da OCDE nas três competências avaliadas.
O problema, explicou, é que o país apresenta taxas de retenção muito acima da média, pelo que, aos 15 anos, há alunos ainda a frequentar o terceiro ciclo do ensino básico (7º, 8º e 9º anos) e que não demonstram um nível de conhecimentos que seria expectável para a sua idade.
"Portugal consegue ter um resultado acima da média entre os alunos que têm um percurso escolar normal [que nunca chumbaram]. Nos outros, a situação é dramática", sublinhou Pedreira, adiantando que o estudo mostra que a retenção não está a funcionar em Portugal como um mecanismo de recuperação dos estudantes.
De acordo com o estudo, a percentagem de repetentes no terceiro ciclo atinge os 12,8% em Portugal e sobe para 16,9% no secundário, enquanto a média entre os países da OCDE não vai além dos 2,7% e 3,9%, respectivamente.
O Governo assegura que não acabará administrativamente com os chumbos, porque essa medida não seria compreendida política e socialmente, mas vai reforçar a aposta nos planos de recuperação.
Realizados por 400 mil alunos de 57 países, o PISA 2006 foi elaborado em Portugal por uma amostra de cinco mil estudantes, de 175 escolas de todo o país.
segunda-feira, dezembro 03, 2007
'Ainda há pastores?' premiado na 3.ª edição do Extrema DOC
O documentário "Ainda há pastores?", de Jorge Pelicano, foi galardoado no fim-de-semana com o troféu da secção Transfronteiriça da 3.ª edição do Extrema DOC, em Cáceres, Espanha, anunciou a produtora do filme.
Organizado pela Associação Docus Extremadura, o festival centra-se no documentário de autor e visa incentivar o inventário cultural da região da Extremadura e de Portugal.
Este é o nono galardão conquistado pelo documentário "Ainda há pastores?", estreado na televisão portuguesa em 2006 e que dá a conhecer o quotidiano de Hermínio, um pastor de 30 anos a viver isolado na Serra da Estrela.
Em Outubro último foi galardoado no MIVICO 07 - Mostra Internacional de Videocreacións do Condado da Galiza, com o Prémio Zumballe Melhor Documentário, e com o Green Award, do Environmental Film Festival Network (EFFN), em Turim, Itália.
No documentário, que já foi visto por milhares de pessoas em dezenas de exibições realizadas por todo o país, em cine-teatros, escolas e associações, Jorge Pelicano quis prestar uma homenagem a "uma das profissões mais duras que existem e que está em progressivo desaparecimento em Portugal", segundo o realizador.
Entre os galardões conquistados contam-se ainda o Prémio Lusofonia, no Cine Eco, em Seia, em 2006, o Prémio Atlântico do Festival Play Doc de Tuy (Espanha) em 2007, e o Prémio Imprensa, no festival Caminhos do Cinema Português, também este ano.
Repórter de imagem, Jorge Pelicano financiou o seu próprio projecto e mais tarde conseguiu alguns patrocínios de empresas privadas para fazer este filme.
Parabéns ao nosso amigo Jorge Pelicano!
Organizado pela Associação Docus Extremadura, o festival centra-se no documentário de autor e visa incentivar o inventário cultural da região da Extremadura e de Portugal.
Este é o nono galardão conquistado pelo documentário "Ainda há pastores?", estreado na televisão portuguesa em 2006 e que dá a conhecer o quotidiano de Hermínio, um pastor de 30 anos a viver isolado na Serra da Estrela.
Em Outubro último foi galardoado no MIVICO 07 - Mostra Internacional de Videocreacións do Condado da Galiza, com o Prémio Zumballe Melhor Documentário, e com o Green Award, do Environmental Film Festival Network (EFFN), em Turim, Itália.
No documentário, que já foi visto por milhares de pessoas em dezenas de exibições realizadas por todo o país, em cine-teatros, escolas e associações, Jorge Pelicano quis prestar uma homenagem a "uma das profissões mais duras que existem e que está em progressivo desaparecimento em Portugal", segundo o realizador.
Entre os galardões conquistados contam-se ainda o Prémio Lusofonia, no Cine Eco, em Seia, em 2006, o Prémio Atlântico do Festival Play Doc de Tuy (Espanha) em 2007, e o Prémio Imprensa, no festival Caminhos do Cinema Português, também este ano.
Repórter de imagem, Jorge Pelicano financiou o seu próprio projecto e mais tarde conseguiu alguns patrocínios de empresas privadas para fazer este filme.
Parabéns ao nosso amigo Jorge Pelicano!
Mourinho promove Portugal em mega campanha
O Governo encomendou uma nova campanha para promover Portugal lá fora e cá dentro.
Esta nova campanha, que está ainda no segredo dos deuses, arranca a 12 de Dezembro e está a ser idealizada pela agência de publicidade BBDO. Para já, o que se sabe é que a agência de publicidade contratou Nick Knight, um dos maiores fotógrafos do mundo da actualidade. Conhecido pela sua criatividade e por estar sempre à frente do seu tempo, Knight é o mais requisitado entre os famosos e as grandes marcas como Christian Dior, Lancôme, Swarovski, Levi Strauss, Calvin Klein ou Yves Saint Laurent. O fotógrafo, que irá receber um ‘cachet’ milionário – quase 700 mil euros por uma semana de trabalho – esteve em Portugal em Novembro. Knight esteve com a sua equipa a fotografar paisagens no Algarve, Pedras d'El Rei e outras cidades e também caras conhecidas como José Mourinho ou a artista plástica, Joana Vasconcelos, que vão dar a cara por Portugal.
A última campanha encomendada pelo Governo esteve no ar este Verão e esteve envolta em polémica. A marca Allgarve não agradou a todos, sobretudo numa altura em que o caso de Maddie McCann, a rapariga de três anos desaparecida no Algarve, fazia manchete dos principais jornais europeus. Idealizada pela Mybrand, esta foi a maior campanha de publicidade alguma vez feita no exterior e tinha como mensagens principais o mar e o golfe. Foi para o ar em 13 países e chegou quase aos 4 milhões de euros. Em 2006, tinham sido gastos dois milhões de euros na campanha “Vá para fora cá dentro”, que se baseava em testemunhos de figuras públicas portuguesas, também reconhecidas no estrangeiro.
Esta nova campanha, que está ainda no segredo dos deuses, arranca a 12 de Dezembro e está a ser idealizada pela agência de publicidade BBDO. Para já, o que se sabe é que a agência de publicidade contratou Nick Knight, um dos maiores fotógrafos do mundo da actualidade. Conhecido pela sua criatividade e por estar sempre à frente do seu tempo, Knight é o mais requisitado entre os famosos e as grandes marcas como Christian Dior, Lancôme, Swarovski, Levi Strauss, Calvin Klein ou Yves Saint Laurent. O fotógrafo, que irá receber um ‘cachet’ milionário – quase 700 mil euros por uma semana de trabalho – esteve em Portugal em Novembro. Knight esteve com a sua equipa a fotografar paisagens no Algarve, Pedras d'El Rei e outras cidades e também caras conhecidas como José Mourinho ou a artista plástica, Joana Vasconcelos, que vão dar a cara por Portugal.
A última campanha encomendada pelo Governo esteve no ar este Verão e esteve envolta em polémica. A marca Allgarve não agradou a todos, sobretudo numa altura em que o caso de Maddie McCann, a rapariga de três anos desaparecida no Algarve, fazia manchete dos principais jornais europeus. Idealizada pela Mybrand, esta foi a maior campanha de publicidade alguma vez feita no exterior e tinha como mensagens principais o mar e o golfe. Foi para o ar em 13 países e chegou quase aos 4 milhões de euros. Em 2006, tinham sido gastos dois milhões de euros na campanha “Vá para fora cá dentro”, que se baseava em testemunhos de figuras públicas portuguesas, também reconhecidas no estrangeiro.
domingo, dezembro 02, 2007
Transportes Rangel estuda compra de distribuidor em Espanha
A Rangel, especializada na área da logística, está a estudar a compra de uma empresa espanhola com o objectivo de crescer mais rápidamente em Portugal e consolidar a rede de distribuição com o sul da Europa, disse hoje o presidente do grupo português.
"Estamos a estudar a aquisição de uma empresa em Espanha, com vista a crescermos mais rapidamente em Portugal, consolidarmos a rede de distribuição no sul da Europa e depois entrarmos no Norte de África", afirmou Eduardo Rangel. Segundo o responsável, "a compra de uma empresa em Espanha é a forma de o grupo Rangel crescer mais rapidamente, uma vez que a opção pelo crescimento orgânico é mais lenta, embora também se ponha no caso de não se concretizar a aquisição".
Rangel referiu igualmente que "o volume de negócios só em Espanha estaria em linha com o valor de 100 milhões de euros que o grupo prevê alcançar em 2007, ou seja, mais 23% do que no ano anterior".
Actualmente, a Rangel Logística SL tem a sede em Madrid, conta com instalações em Barcelona e Valência, e possui uma plataforma com 22.000 metros quadrados próximo da capital. O grupo Rangel emprega 900 colaboradores e prevê fechar o ano com um volume de negócios da ordem dos 100 milhões de euros, mais 23% face ao ano anterior.
"Estamos a estudar a aquisição de uma empresa em Espanha, com vista a crescermos mais rapidamente em Portugal, consolidarmos a rede de distribuição no sul da Europa e depois entrarmos no Norte de África", afirmou Eduardo Rangel. Segundo o responsável, "a compra de uma empresa em Espanha é a forma de o grupo Rangel crescer mais rapidamente, uma vez que a opção pelo crescimento orgânico é mais lenta, embora também se ponha no caso de não se concretizar a aquisição".
Rangel referiu igualmente que "o volume de negócios só em Espanha estaria em linha com o valor de 100 milhões de euros que o grupo prevê alcançar em 2007, ou seja, mais 23% do que no ano anterior".
Actualmente, a Rangel Logística SL tem a sede em Madrid, conta com instalações em Barcelona e Valência, e possui uma plataforma com 22.000 metros quadrados próximo da capital. O grupo Rangel emprega 900 colaboradores e prevê fechar o ano com um volume de negócios da ordem dos 100 milhões de euros, mais 23% face ao ano anterior.
Golfe mudou imagem do turismo em Portugal
Jean-Claude Baumgarten, presidente do World Travel & Tourism Council (WTTC, o Conselho Mundial de Viagens e Turismo), diz que o produto "Portugal" está a passar uma imagem de mais qualidade, fruto da nova abordagem que "começou com o golfe" no Sul do país. Face à tendência mundial de "mais qualidade" e aposta em conceitos como o ecoturismo, o dirigente do WTTC diz que algo está a mudar na indústria portuguesa de turismo. O responsável pelo organismo que representa mais de uma centena de empresas do sector acredita que o perigo de o país replicar exemplos de construção maciça como sucede no Sul de Espanha já terá passado, salienta o diário este domingo.
"Parece-me que a maré mudou. Há uma mobilização diferente e penso que o país não vai seguir o exemplo dos países vizinhos", disse também Baumgarten. O aumento do preço da energia e o impacto das alterações climáticas trouxeram "uma nova abordagem ao turismo" e a aposta do Governo nas energias renováveis é um sinal de que o futuro do turismo nacional já não passa por mega empreendimentos, desintegrados da comunidade local e pouco preocupados com as questões ecológicas.
"Parece-me que a maré mudou. Há uma mobilização diferente e penso que o país não vai seguir o exemplo dos países vizinhos", disse também Baumgarten. O aumento do preço da energia e o impacto das alterações climáticas trouxeram "uma nova abordagem ao turismo" e a aposta do Governo nas energias renováveis é um sinal de que o futuro do turismo nacional já não passa por mega empreendimentos, desintegrados da comunidade local e pouco preocupados com as questões ecológicas.
quinta-feira, novembro 29, 2007
Estado português comprou quadro de Tiepolo por 1,5 milhões de euros
Noticia o PUBLICO.PT que o Estado português exerceu o direito de compra do quadro do mestre italiano Giovanni Tiepolo que hoje foi à praça em Lisboa com uma base de licitação de 1,5 milhões de euros, o preço pelo qual Deposição de Cristo no Túmulo foi arrematado.
O quadro, que está em processo de classificação e não podia sair do país, é uma obra tardia que o artista veneziano terá pintado em Espanha entre 1769 e 1770 e é uma das cinco peças do autor provenientes da colecção particular de Eduardo Pinto Basto.
Dessa colecção fazia parte uma obra doada em 1946 ao Museu Nacional de Arte Antiga (Fuga para o Egipto), duas obras que saíram do país a seguir ao 25 de Abril (Triunfo de Anfitrite, da Walpole Gallery de Londres, e Repouso na Fuga para o Egipto, adquirida em 1978 pela Staatsgalerie de Estugarda), e ainda um óleo, Vénus e o Tempo, cujo rasto se perdeu.
Finalmente fez-se luz nas cabeças pensantes do Estado.
Será mais uma excelente obra a enriquecer o espólio do Museu de Arte Antiga!
O quadro, que está em processo de classificação e não podia sair do país, é uma obra tardia que o artista veneziano terá pintado em Espanha entre 1769 e 1770 e é uma das cinco peças do autor provenientes da colecção particular de Eduardo Pinto Basto.
Dessa colecção fazia parte uma obra doada em 1946 ao Museu Nacional de Arte Antiga (Fuga para o Egipto), duas obras que saíram do país a seguir ao 25 de Abril (Triunfo de Anfitrite, da Walpole Gallery de Londres, e Repouso na Fuga para o Egipto, adquirida em 1978 pela Staatsgalerie de Estugarda), e ainda um óleo, Vénus e o Tempo, cujo rasto se perdeu.
Finalmente fez-se luz nas cabeças pensantes do Estado.
Será mais uma excelente obra a enriquecer o espólio do Museu de Arte Antiga!
Cabo Verde garante adesão formal à OMC será em Dezembro
O primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, confirmou hoje que Cabo Verde deve aderir formalmente à Organização Mundial do Comércio (OMC) até 31 de Dezembro.
Falando na Assembleia Nacional, explicou que hoje mesmo foi resolvido o último entrave à entrada do país na organização, relativo a dúvidas levantadas por El Salvador.
De resto, as negociações com países como os Estados Unidos (EUA) ou o Brasil, dois países que deram grande apoio à entrada de Cabo Verde, bem como a União Europeia (UE), estão praticamente concluídas.
"Cabo Verde teve de negociar com cento e tal países" para conseguir a entrada na OMC, frisou Neves.
Cabo Verde pediu formalmente a adesão à OMC em 1999 e, no ano seguinte, foi criado um grupo de trabalho para seguir o processo. De 2004 até este ano decorreram cinco reuniões negociais, registando-se este ano os maiores progressos.
A adesão vai garantir segurança aos investidores externos e o país vai ser apoiado em matéria de boa governação e de modernização, além de harmonização de leis mais consentâneas com os mercados externos.
A OMC é uma organização mundial criada em 1995, com 151 países, que supervisiona acordos sobre regras de comércio.
No início deste mês, Cabo Verde assinou um acordo bilateral com a UE de acesso ao mercado, um passo considerado fundamental para a entrada na OMC.
Os representantes dos países-membros da OMC reuniram-se hoje em Genebra para analisar os acordos comerciais nas áreas de mercadorias e bens já assinados por Cabo Verde com a UE, EUA, Brasil e, mais recentemente com o Japão e o Canadá.
Parabéns pela excelente governação que tem orientado o país!!
Falando na Assembleia Nacional, explicou que hoje mesmo foi resolvido o último entrave à entrada do país na organização, relativo a dúvidas levantadas por El Salvador.
De resto, as negociações com países como os Estados Unidos (EUA) ou o Brasil, dois países que deram grande apoio à entrada de Cabo Verde, bem como a União Europeia (UE), estão praticamente concluídas.
"Cabo Verde teve de negociar com cento e tal países" para conseguir a entrada na OMC, frisou Neves.
Cabo Verde pediu formalmente a adesão à OMC em 1999 e, no ano seguinte, foi criado um grupo de trabalho para seguir o processo. De 2004 até este ano decorreram cinco reuniões negociais, registando-se este ano os maiores progressos.
A adesão vai garantir segurança aos investidores externos e o país vai ser apoiado em matéria de boa governação e de modernização, além de harmonização de leis mais consentâneas com os mercados externos.
A OMC é uma organização mundial criada em 1995, com 151 países, que supervisiona acordos sobre regras de comércio.
No início deste mês, Cabo Verde assinou um acordo bilateral com a UE de acesso ao mercado, um passo considerado fundamental para a entrada na OMC.
Os representantes dos países-membros da OMC reuniram-se hoje em Genebra para analisar os acordos comerciais nas áreas de mercadorias e bens já assinados por Cabo Verde com a UE, EUA, Brasil e, mais recentemente com o Japão e o Canadá.
Parabéns pela excelente governação que tem orientado o país!!
Ministério da Economia está a negociar mais investimentos para a AutoEuropa
O ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, revelou hoje que existem negociações para que o investimento na AutoEuropa seja mais elevado do que o anunciado e se concretize um verdadeiro cluster automóvel em Portugal.
Pinho, que falava à margem da 8ª cimeira União Europeia/Índia, em Nova Deli, assumiu o seu envolvimento directo num "longo processo negocial" com a marca alemã e adiantou que se mantém envolvido em negociações que podem trazer novas fase de investimento a este projecto. O ministro frisou ainda a "necessidade" de serem criadas novas unidades de produção de componentes, estando por isso Portugal "cada vez mais perto do tão falado cluster automóvel".
A Volkswagen anunciou, esta semana, que vai investir 541 milhões de euros na sua subsidiária portuguesa AutoEuropa, até 2010. Em comunicado, a administração da marca anunciou investimentos de 9,5 mil milhões de euros nos próximos três anos, dos quais 6,5 mil milhões de euros serão investidos em novos produtos.
Na Índia, Pinho disse prever que este investimento na AutoEuropa permita "dobrar a produção actual" na unidade de produção. Além da criação de emprego qualificado e do desenvolvimento da indústria, destaca-se o carácter "intensivo" do investimento em causa e a "transferência massiva de tecnologia".
Pinho, que falava à margem da 8ª cimeira União Europeia/Índia, em Nova Deli, assumiu o seu envolvimento directo num "longo processo negocial" com a marca alemã e adiantou que se mantém envolvido em negociações que podem trazer novas fase de investimento a este projecto. O ministro frisou ainda a "necessidade" de serem criadas novas unidades de produção de componentes, estando por isso Portugal "cada vez mais perto do tão falado cluster automóvel".
A Volkswagen anunciou, esta semana, que vai investir 541 milhões de euros na sua subsidiária portuguesa AutoEuropa, até 2010. Em comunicado, a administração da marca anunciou investimentos de 9,5 mil milhões de euros nos próximos três anos, dos quais 6,5 mil milhões de euros serão investidos em novos produtos.
Na Índia, Pinho disse prever que este investimento na AutoEuropa permita "dobrar a produção actual" na unidade de produção. Além da criação de emprego qualificado e do desenvolvimento da indústria, destaca-se o carácter "intensivo" do investimento em causa e a "transferência massiva de tecnologia".
Quebeque apoia metas de Quioto contra posição do Canadá
A província canadiana do Quebeque está a favor das metas do Protocolo de Quioto e irá contrariar a posição oficial do Canadá na próxima reunião da Convenção-Quadro das Nações Unidas, marcada para Dezembro em Bali, Indonésia.
Os três partidos com assento na assembleia legislativa do Quebeque - Partido Liberal, Partido do Quebeque e Acção Democrática - votaram hoje, por unanimidade, uma moção que se distancia da posição assumida por Otava, que recusa as metas de redução de gases com efeito de estufa fixadas naquele acordo internacional.
Durante o debate parlamentar que precedeu a votação, o primeiro-ministro do Quebeque, Jean Charest, declarou não corroborar as recentes afirmações do chefe do Executivo canadiano de que o Protocolo de Quioto é um "erro a não repetir".
A ministra do Ambiente da província, Line Beauchamp, anunciou que o Quebeque irá continuar a fazer esforços com vista a cumprir as metas de redução dos gases poluentes, apesar de Otava os ter abandonado.
Os três partidos com assento na assembleia legislativa do Quebeque - Partido Liberal, Partido do Quebeque e Acção Democrática - votaram hoje, por unanimidade, uma moção que se distancia da posição assumida por Otava, que recusa as metas de redução de gases com efeito de estufa fixadas naquele acordo internacional.
Durante o debate parlamentar que precedeu a votação, o primeiro-ministro do Quebeque, Jean Charest, declarou não corroborar as recentes afirmações do chefe do Executivo canadiano de que o Protocolo de Quioto é um "erro a não repetir".
A ministra do Ambiente da província, Line Beauchamp, anunciou que o Quebeque irá continuar a fazer esforços com vista a cumprir as metas de redução dos gases poluentes, apesar de Otava os ter abandonado.
quarta-feira, novembro 28, 2007
Autoeuropa confirma novos modelos e investe 541 milhões
O grupo Volkswagen (VW) quer trazer novos modelos para a Autoeuropa. A fábrica portuguesa vai receber 541 milhões de euros entre 2008 e 2010, que serão “particularmente focados em novos carros”, pode ler-se no comunicado emitido, ontem, pelo grupo alemão.
“Esta é a confirmação dos valores falados em Março mas com mais pormenores”, confirmou fonte oficial da Autoeuropa. A VW quer produzir em Portugal, além do desportivo Scirocco – que começa a ser fabricado no final do ano – e do descapotável Eos, o sucessor do monovolume Sharan e o Polo em parceria com a unidade espanhola de Pamplona.
Impacto nos fornecedores portugueses:
“Lamentamos que não possamos ser fornecedores do novo Polo”, confessou Júlio Almeida, director-geral da multinacional de componentes Dura. Apesar da proposta “ganhadora” feita à VW, a Dura não foi escolhida como fornecedor de componentes para os Polos que serão produzidos na Autoeuropa. Argumento da casa-mãe: já existem compromissos anteriores para este modelo, actualmente produzido em Pamplona. Com esta base estável de fornecedores, a chegada de novos modelos a Portugal não será uma boa notícia para os fabricantes de componentes, mas especialistas do sector acreditam que poderá, no médio-prazo, aumentar a escala de Portugal como produtor automóvel e alargar o potencial de negócios para as empresas nacionais.
Retrato da Autoeuropa em 2010:
de acordo com a Autoeuropa, a partir de 2010, o cenário provável da sua produção deverá totalizar 1000 carros diários. Desta forma a fábrica portuguesa teria uma produção anual de 200 mil unidades, aumentando em 130% os valores actuais. Em termos de postos de trabalho, crescerá para 3700 empregos directos.
“Esta é a confirmação dos valores falados em Março mas com mais pormenores”, confirmou fonte oficial da Autoeuropa. A VW quer produzir em Portugal, além do desportivo Scirocco – que começa a ser fabricado no final do ano – e do descapotável Eos, o sucessor do monovolume Sharan e o Polo em parceria com a unidade espanhola de Pamplona.
Impacto nos fornecedores portugueses:
“Lamentamos que não possamos ser fornecedores do novo Polo”, confessou Júlio Almeida, director-geral da multinacional de componentes Dura. Apesar da proposta “ganhadora” feita à VW, a Dura não foi escolhida como fornecedor de componentes para os Polos que serão produzidos na Autoeuropa. Argumento da casa-mãe: já existem compromissos anteriores para este modelo, actualmente produzido em Pamplona. Com esta base estável de fornecedores, a chegada de novos modelos a Portugal não será uma boa notícia para os fabricantes de componentes, mas especialistas do sector acreditam que poderá, no médio-prazo, aumentar a escala de Portugal como produtor automóvel e alargar o potencial de negócios para as empresas nacionais.
Retrato da Autoeuropa em 2010:
de acordo com a Autoeuropa, a partir de 2010, o cenário provável da sua produção deverá totalizar 1000 carros diários. Desta forma a fábrica portuguesa teria uma produção anual de 200 mil unidades, aumentando em 130% os valores actuais. Em termos de postos de trabalho, crescerá para 3700 empregos directos.
Teixeira dos Santos chegou atrasado à festa no Songo
O Governo português não esteve representado na festa de reversão da barragem de Cahora Bassa realizada ontem, no Songo, província moçambicana de Tete, no centro do país. O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que vinha em representação do primeiro-ministro, José Sócrates, chegou atrasado porque teve de esperar para assinar, em Maputo, os documentos do fecho de contas para a transferência dos 700 milhões de dólares a favor de Portugal. A cadeira que estava reservada ao ministro permaneceu desocupada durante toda a cerimónia, de pouco mais de duas horas, decorrida debaixo de um calor intenso, com os termómetros a acusarem 41 graus centígrados, próprio de Tete.
Contrariamente às expectativas iniciais, os técnicos portugueses e moçambicanos não conseguiram terminar, na segunda-feira, o processo da organização dos protocolos para serem assinados pelos ministros de Energia de Moçambique, Salvador Namburete, e das Finanças português, Teixeira dos Santos. Tal só aconteceu às 11.00 de ontem. Devido à pressão e complexidade do trabalho, as equipas viram-se obrigadas a trabalhar até às 04.00 da madrugada ao que depois interromperam os trabalhos por três horas para o descanso, retomando às 08.00 até à hora do almoço. O nervosismo e o stress eram grandes. Havia que terminar o processo e ter os documentos assinados para dar mais cor à festa de reversão da barragem de Cahora Bassa, a segunda maior de África, que já se tinha iniciado na pequena vila de Songo, a pouco mais de cem quilómetros da cidade central de Tete. A julgar pelo prolongar do diálogo entre os técnicos luso-moçambicanos e representantes dos bancos credores da HCB, parecia que se estava a negociar, novamente, o acordo de reversão da barragem.
Contrariamente às expectativas iniciais, os técnicos portugueses e moçambicanos não conseguiram terminar, na segunda-feira, o processo da organização dos protocolos para serem assinados pelos ministros de Energia de Moçambique, Salvador Namburete, e das Finanças português, Teixeira dos Santos. Tal só aconteceu às 11.00 de ontem. Devido à pressão e complexidade do trabalho, as equipas viram-se obrigadas a trabalhar até às 04.00 da madrugada ao que depois interromperam os trabalhos por três horas para o descanso, retomando às 08.00 até à hora do almoço. O nervosismo e o stress eram grandes. Havia que terminar o processo e ter os documentos assinados para dar mais cor à festa de reversão da barragem de Cahora Bassa, a segunda maior de África, que já se tinha iniciado na pequena vila de Songo, a pouco mais de cem quilómetros da cidade central de Tete. A julgar pelo prolongar do diálogo entre os técnicos luso-moçambicanos e representantes dos bancos credores da HCB, parecia que se estava a negociar, novamente, o acordo de reversão da barragem.
terça-feira, novembro 27, 2007
Austrália ameaça retirar Chefia do Estado a Isabel II
"Já não falta muito para que tenhamos um australiano como chefe do Estado", garantiu Kevin Rudd durante a campanha para as legislativas de sábado na Austrália.
Agora que foi eleito primeiro-ministro, derrotando o conservador Michael Howard, o líder trabalhista e republicano convicto prometeu organizar um referendo "logo que possível" para saber se os australianos querem manter a Rainha Isabel II como chefe do Estado. Após uma vitória por uns expressivos 53% dos votos, Rudd está empenhado em pôr em prática as suas promessas.
Em 1999, o monárquico Howard autorizara um referendo sobre a república. Na altura, o "não" venceu com 54,4% dos votos. Mas os defensores do "sim" garantiram que o resultado foi condicionado pelo facto de o presidente vir a ser eleito pelo Parlamento e não de forma directa. Rudd promete agora oferecer aos australianos a possibilidade de elegerem directamente o seu chefe do Estado, num novo referendo. Segundo o diário britânico The Times, a consulta popular deverá ocorrer apenas em 2010, para coincidir com as próximas legislativas.
Com 45% dos australianos a favor da república, contra 36% para o "não" e 19% de indecisos (segundo uma sondagem do The Australian) o resultado pode vir a ser diferente do de 1999.
O palácio de Buckingham afirmou ao The Times que esta questão só pode ser decidida nas urnas. Já em 2000, numa visita à Austrália, Isabel II dissera: "Sempre deixei claro que o futuro na monarquia é um assunto que o povo australiano deve decidir de forma democrática."
Agora que foi eleito primeiro-ministro, derrotando o conservador Michael Howard, o líder trabalhista e republicano convicto prometeu organizar um referendo "logo que possível" para saber se os australianos querem manter a Rainha Isabel II como chefe do Estado. Após uma vitória por uns expressivos 53% dos votos, Rudd está empenhado em pôr em prática as suas promessas.
Em 1999, o monárquico Howard autorizara um referendo sobre a república. Na altura, o "não" venceu com 54,4% dos votos. Mas os defensores do "sim" garantiram que o resultado foi condicionado pelo facto de o presidente vir a ser eleito pelo Parlamento e não de forma directa. Rudd promete agora oferecer aos australianos a possibilidade de elegerem directamente o seu chefe do Estado, num novo referendo. Segundo o diário britânico The Times, a consulta popular deverá ocorrer apenas em 2010, para coincidir com as próximas legislativas.
Com 45% dos australianos a favor da república, contra 36% para o "não" e 19% de indecisos (segundo uma sondagem do The Australian) o resultado pode vir a ser diferente do de 1999.
O palácio de Buckingham afirmou ao The Times que esta questão só pode ser decidida nas urnas. Já em 2000, numa visita à Austrália, Isabel II dissera: "Sempre deixei claro que o futuro na monarquia é um assunto que o povo australiano deve decidir de forma democrática."
Noronha Lopes nomeado vice da McDonald´s na Europa
O director-geral da McDonald's Portugal, João Noronha Lopes, vai ser o novo vice-presidente da multinacional norte-americana na Europa, anunciou hoje a empresa. Em comunicado, a McDonald's Portugal refere que Noronha Lopes assume, assim, a partir de Janeiro de 2008, o mais alto cargo alguma vez desempenhado por um português no grupo especialista em hamburgueres.
O actual director-geral da McDonald´s Portugal fica responsável por uma região que representa 20 por cento das vendas totais no continente europeu. Esta área da Europa, que contempla nove países, Espanha, Itália, Holanda, Suiça, Portugal, Bélgica, Grécia, Marrocos e Malta, atingiu um total de vendas de 2,4 mil milhões de euros em 2006.
O conjunto dos nove países integra 1.400 restaurantes e cerca de 70.000 funcionários.
João Noronha Lopes desempenhou, desde 2002, o cargo de director-geral em Portugal o qual, a partir de 2006, acumulou com a função de responsável pelas relações com os franchisados para a Europa.
Actualmente, a McDonald´s tem 120 restaurantes em Portugal (incluindo lojas próprias e franchisados).
O actual director-geral da McDonald´s Portugal fica responsável por uma região que representa 20 por cento das vendas totais no continente europeu. Esta área da Europa, que contempla nove países, Espanha, Itália, Holanda, Suiça, Portugal, Bélgica, Grécia, Marrocos e Malta, atingiu um total de vendas de 2,4 mil milhões de euros em 2006.
O conjunto dos nove países integra 1.400 restaurantes e cerca de 70.000 funcionários.
João Noronha Lopes desempenhou, desde 2002, o cargo de director-geral em Portugal o qual, a partir de 2006, acumulou com a função de responsável pelas relações com os franchisados para a Europa.
Actualmente, a McDonald´s tem 120 restaurantes em Portugal (incluindo lojas próprias e franchisados).
Caixa automático: Portugal tem 2ª maior rede europeia de ATM
A Espanha lidera o ranking da União Europeia em número de ATM (caixas tipo Multibanco) por cada 100 mil habitantes, enquanto Portugal detém a a 2ª maior rede europeia em termos relativos, indicam dados de 2005 publicados esta terça-feira num relatório do Eurostat com "factos e números" relacionados com consumidores da União Europeia.
A Espanha, com 125 ATM (Automatic Teller Machines) por cada 100 mil habitantes, e Portugal com uma densidade de 107 máquinas/100.000 pessoas, contrastam no topo da lista com o outro extremo, onde figuram a República Checa (23/100.000) e Roménia e Polónia, ambas disponibilizando 20 ATM por cada 100 mil consumidores.
Em Portugal, 53% dos cidadãos preferem pagar as despesas (de valor igual ou acima de 100 euros) em dinheiro, seguindo-se o cartão de crédito, meio mais utilizado por 36% dos inquiridos.
Os países com maior predisposição para pagar em dinheiro são a Grécia (95% dos consumidores), Polónia (75%), e Chipre (70%). Enquanto a preferência pela utilização do cartão de crédito é mais evidente na Suécia (62% dos consumidores), Holanda (61%) e Luxemburgo.
A Espanha, com 125 ATM (Automatic Teller Machines) por cada 100 mil habitantes, e Portugal com uma densidade de 107 máquinas/100.000 pessoas, contrastam no topo da lista com o outro extremo, onde figuram a República Checa (23/100.000) e Roménia e Polónia, ambas disponibilizando 20 ATM por cada 100 mil consumidores.
Em Portugal, 53% dos cidadãos preferem pagar as despesas (de valor igual ou acima de 100 euros) em dinheiro, seguindo-se o cartão de crédito, meio mais utilizado por 36% dos inquiridos.
Os países com maior predisposição para pagar em dinheiro são a Grécia (95% dos consumidores), Polónia (75%), e Chipre (70%). Enquanto a preferência pela utilização do cartão de crédito é mais evidente na Suécia (62% dos consumidores), Holanda (61%) e Luxemburgo.
segunda-feira, novembro 26, 2007
Cahora Bassa e (este) Portugal
Por Orlando Castro
O dinheiro que Portugal tem a receber de Moçambique pela venda do controlo accionista de Cahora Bassa vale hoje menos cerca de 14 por cento do que valia quando foi assinado o acordo de transferência, em Outubro de 2006. Nada de especial. Aqui, como noutros negócios políticos, as boas contas não fazem os bons amigos. O acordo de reestruturação e transmissão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), assinado no final de Outubro de 2006, pôs termo a uma negociação que se arrastava há 32 anos, estabelecendo que Portugal reduzia a sua posição de 82 por cento para 15 por cento e que o Estado moçambicano aumentasse a sua participação de 18 para 85 por cento. Na prática, Portugal vendia 67 por cento de Cahora Bassa a Moçambique, que pagaria 950 milhões de dólares pela participação. A primeira tranche, com pompa e circunstância e inflamados discursos patrióticos, foi paga logo a 31 de Outubro, depois da cerimónia de assinatura do acordo, em Maputo, tendo o estado moçambicano desembolsado 250 milhões de dólares, que valiam, ao câmbio desse dia, cerca de 195 milhões de euros. Por pagar ficou a módica quantia de 700 milhões de dólares, que deverão ser agora entregues a Portugal. Acontece, contudo, que estes 700 milhões de dólares valiam cerca de 550 milhões de euros quando o acordo foi assinado, em Outubro de 2006, e valem agora, ao câmbio de 23 de Novembro, pouco mais de… 470 milhões de euros. Nada que o orçamento de um Estado rico como Portugal não possa suportar. É certo que o Estado português perdeu cerca de 80 milhões de euros com a diferença cambial neste negócio, mas o que é isso? O importante é que, como o fez em 31 de Outubro de 2006, o presidente moçambicano, Armando Guebuza, pode voltar a dizer que a passagem da Hidroeléctrica de Cahora Bassa para Moçambique "remove o último reduto, marco da dominação colonial". “Este acto remove do nosso solo pátrio o último reduto, marco da dominação estrangeira de 500 anos. Este protocolo simboliza, assim, o rompimento com o passado e o alvorar de uma nova era nas relações entre os dois países, impregnados de esperança e expectativas", disse Armando Guebuza, durante a cerimónia de assinatura do acordo, em Maputo. Pois!
O dinheiro que Portugal tem a receber de Moçambique pela venda do controlo accionista de Cahora Bassa vale hoje menos cerca de 14 por cento do que valia quando foi assinado o acordo de transferência, em Outubro de 2006. Nada de especial. Aqui, como noutros negócios políticos, as boas contas não fazem os bons amigos. O acordo de reestruturação e transmissão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), assinado no final de Outubro de 2006, pôs termo a uma negociação que se arrastava há 32 anos, estabelecendo que Portugal reduzia a sua posição de 82 por cento para 15 por cento e que o Estado moçambicano aumentasse a sua participação de 18 para 85 por cento. Na prática, Portugal vendia 67 por cento de Cahora Bassa a Moçambique, que pagaria 950 milhões de dólares pela participação. A primeira tranche, com pompa e circunstância e inflamados discursos patrióticos, foi paga logo a 31 de Outubro, depois da cerimónia de assinatura do acordo, em Maputo, tendo o estado moçambicano desembolsado 250 milhões de dólares, que valiam, ao câmbio desse dia, cerca de 195 milhões de euros. Por pagar ficou a módica quantia de 700 milhões de dólares, que deverão ser agora entregues a Portugal. Acontece, contudo, que estes 700 milhões de dólares valiam cerca de 550 milhões de euros quando o acordo foi assinado, em Outubro de 2006, e valem agora, ao câmbio de 23 de Novembro, pouco mais de… 470 milhões de euros. Nada que o orçamento de um Estado rico como Portugal não possa suportar. É certo que o Estado português perdeu cerca de 80 milhões de euros com a diferença cambial neste negócio, mas o que é isso? O importante é que, como o fez em 31 de Outubro de 2006, o presidente moçambicano, Armando Guebuza, pode voltar a dizer que a passagem da Hidroeléctrica de Cahora Bassa para Moçambique "remove o último reduto, marco da dominação colonial". “Este acto remove do nosso solo pátrio o último reduto, marco da dominação estrangeira de 500 anos. Este protocolo simboliza, assim, o rompimento com o passado e o alvorar de uma nova era nas relações entre os dois países, impregnados de esperança e expectativas", disse Armando Guebuza, durante a cerimónia de assinatura do acordo, em Maputo. Pois!
Durão Barroso inaugurou Casa da Europa em Díli
O presidente da Comissão Europeia (CE), José Manuel Durão Barroso, recebeu hoje formalmente as instalações da Casa da Cultura, antes atribuídas à Caixa Geral de Depósitos e que a partir de agora será a Casa da Europa. A cedência de instalações, onde funcionará a partir de Janeiro a delegação da CE em Timor-Leste, foi feita pelo Presidente da República (PR), José Ramos-Horta, numa cerimónia a que assistiu o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, e a maior parte do Governo.A Casa da Cultura ("Uma Fuko", em tétum), um edifício emblemático situado diante da baía de Díli, era a Intendência Militar na época colonial portuguesa e foi o Comando Militar durante a ocupação indonésia de Timor-Leste.
A "Uma Fuko" estava até agora cedida por contrato à Caixa Geral de Depósitos (CGD), que pretendia instalar no edifício um centro cultural e de exposições.
No discurso de entrega da Casa da Europa, Ramos-Horta recordou a relação antiga com Durão Barroso, durante mais de duas décadas, desde que o actual presidente da CE foi secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros de Portugal, "tinha então 31 anos de idade".
"Durão Barroso travou muitas batalhas connosco, na mesma trincheira da luta pela liberdade", afirmou Ramos-Horta aos convidados da inauguração simbólica da Casa da Europa. "Timor-Leste e a UE partilham de valores comuns, como o respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais", acrescentou o PR.
A Casa da Europa funcionará a partir de Janeiro como delegação da CE, que será chefiada por um diplomata espanhol.
quinta-feira, novembro 22, 2007
Cabo Verde: Feira Internacional abre hoje. Portugal é pais mais representado
Portugal, com mais de metade dos expositores, é o país mais representado na Feira Internacional de Cabo Verde 2007 (FIC), que é hoje inaugurada na cidade do Mindelo, ilha de São Vicente.
Além de Portugal, participam empresas de Cabo Verde, Brasil e Espanha, num total de 86.
A FIC realiza-se todos os anos e comercializa desde produtos alimentares a serviços ou equipamentos industriais. O certame acolhe também um seminário sobre negócios em Cabo Verde, organizado pela Câmara de Comércio, Industria, Agricultura e Serviços do Barlavento.
Além de Portugal, participam empresas de Cabo Verde, Brasil e Espanha, num total de 86.
A FIC realiza-se todos os anos e comercializa desde produtos alimentares a serviços ou equipamentos industriais. O certame acolhe também um seminário sobre negócios em Cabo Verde, organizado pela Câmara de Comércio, Industria, Agricultura e Serviços do Barlavento.
Cabinda: "Raptado" o correspondente da Voz da América
José Fernando Lello, correspondente da radio Voz da América (VOA) em Cabinda foi "raptado por indivíduos fardados e fortemente armados, pertencentes às Forças Armadas de Angola (FAA) " esta quinta-feira, 15 de Novembro, denunciou o activista cívico, Raul Danda.
"Na quinta-feira, 15 de Novembro de 2007, José Fernando Lello, correspondente da Voz da América em Cabinda e colaborador da empresa Algoa, empreiteira subcontratada pela Chevron, no Malongo, foi raptado por indivíduos fardados e fortemente armados, pertencentes às FAA, entre os quais estaria o Comandante da Força Aérea destacado na Planície do Malembo e um oficial afecto ao Tribunal Militar de Cabinda" denunciou Raul Danda. Segundo o activista cívico os raptores chegaram transportados por duas viaturas, uma das quais de marca Toyota Land Cruiser, da unidade da Polícia Militar, "para levarem a cabo a sua missão contaram com a colaboração dos efectivos da Tele-Service, segurança privada encarregue da protecção do campo".
"Na quinta-feira, 15 de Novembro de 2007, José Fernando Lello, correspondente da Voz da América em Cabinda e colaborador da empresa Algoa, empreiteira subcontratada pela Chevron, no Malongo, foi raptado por indivíduos fardados e fortemente armados, pertencentes às FAA, entre os quais estaria o Comandante da Força Aérea destacado na Planície do Malembo e um oficial afecto ao Tribunal Militar de Cabinda" denunciou Raul Danda. Segundo o activista cívico os raptores chegaram transportados por duas viaturas, uma das quais de marca Toyota Land Cruiser, da unidade da Polícia Militar, "para levarem a cabo a sua missão contaram com a colaboração dos efectivos da Tele-Service, segurança privada encarregue da protecção do campo".
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