Yossi Sheffi, do Massachussetts Institute of Technology (MIT), criticou a total separação entre o meio académico e a indústria em Portugal, considerando as universidades "muito conservadoras" e "pouco práticas", defendendo uma "urgente" mudança de mentalidade. "Em Portugal, como no resto da Europa, há uma total separação entre o meio académico e a indústria, mas penso que o problema não são as empresas e sim as universidades", disse o director da divisão de Sistemas de Engenharia e do Centro de Transportes e Logística do MIT.
"Precisamente por não serem o número 1 [as instituições académicas portuguesas podem mudar], há uma razão para fazer algo de diferente. Têm de começar a trabalhar em conjunto com a indústria, a criar especialistas em engenharia, incluindo mais e mais investigação", avisou Sheffi.
Segundo Sheffi, as universidades podem dar "bem mais aos estudantes", começando por lhes mostrar que "o trabalho com as empresas é importante", não se resumindo à publicação de ensaios, à leitura ou à definição teórica da profissão de engenheiro, que acaba por não dar um contrato de trabalho a ninguém. "O que interessa o que é ou não a engenharia? Nada. Não interessa qual a etiqueta que se põe no problema, não interessa qual o ensaio que se vai publicar. A única coisa que interessa é a solução para o problema", frisou.
Contudo, Portugal reúne "uma série de ingredientes" para poder mudar. "Portugal pode ser um centro de excelência de engenharia em educação e investigação. Por ser um país pequeno, com tradição para estabelecer laços com o resto do mundo, tem oportunidade para que o governo, as indústrias e as instituições académicas possam trabalhar em conjunto", salientou.
O MIT está a desenvolver um programa com instituições portuguesas, que envolve centros de investigação, docentes, investigadores e alunos na forma de consórcios entre escolas de engenharia, faculdades de ciências e tecnologia e escolas de economia e gestão em sete universidades portuguesas, incluindo ainda empresas, laboratórios associados e laboratórios de Estado. Lançado em Outubro, o Programa MIT-Portugal insere-se num conjunto de acções que o Governo está a desenvolver para o fortalecimento da cooperação científica e tecnológica com instituições de reconhecido mérito internacional, de forma a potenciar projectos inovadores que contribuam para reforçar a capacidade científica e de formação avançada em Portugal.
segunda-feira, dezembro 10, 2007
Ministro das Relações Exteriores do Brasil visita Díli
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, fará uma visita oficial a Timor-Leste nos dias 10 e 11 de Dezembro, para reforçar os laços de cooperação com aquele país, informou hoje a diplomacia brasileira. Segundo um comunicado divulgado pelo Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, a agenda de Amorim inclui encontros com o Presidente timorense, José Ramos-Horta, e com o primeiro-ministro Xanana Gusmão. O ministro brasileiro reunir-se-á igualmente com o seu homólogo Zacarias da Costa e com o presidente do Tribunal de Recurso, Cláudio Ximenes. Celso Amorim terá ainda um encontro com o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas em Timor-Leste, Atul Khare. Participará também numa cerimónia de formatura no Centro de Formação Profissional administrado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Brasil (Senai) em Díli, dedicado à capacitação de mão-de-obra básica.
O Itamaraty destacou que o Brasil mantém estreitos laços de cooperação com Timor-Leste, único país da Ásia e Oceania que tem o português como língua oficial. Na avaliação do governo brasileiro, esta cooperação, nos campos da educação, justiça, segurança e formação de mão-de-obra, é "essencial à consolidação do nascente Estado timorense".
O Itamaraty destacou que o Brasil mantém estreitos laços de cooperação com Timor-Leste, único país da Ásia e Oceania que tem o português como língua oficial. Na avaliação do governo brasileiro, esta cooperação, nos campos da educação, justiça, segurança e formação de mão-de-obra, é "essencial à consolidação do nascente Estado timorense".
Ténis: Michelle Brito Campeã do Mundo Júnior
A tenista Michelle Brito, nona cabeça-de-série, tornou-se hoje a primeira portuguesa e a segunda tenista mais jovem de sempre a ganhar o escalão principal do Torneio Internacional Orange Bowl Junior, disputado na Florida, ao vencer na final a norte-americana Melanie Oudin. A menos de dois meses de completar 15 anos, a jovem portuguesa venceu o torneio feminino de sub-18, uma espécie de campeonato do Mundo oficioso de juniores, ao impor-se à oitava favorita em apenas dois "sets", pelos parciais de 7-5 e 6-3. Michelle Brito apenas foi batida, em matéria de precocidade, pela russa Nicole Vaidisova, actual número 12 mundial, que venceu a prova em 2003, no ano em que a portuguesa atingiu as meias-finais do torneio de sub-13 da prova, disputada na Florida. Durante a caminhada para o título, Michelle Brito já tinha derrotado a vencedora da edição de 2006 do torneio de Key Biscayne, a austríaca Nikola Hofamnova, segunda cabeça-de-série. Nos 60 anos de história da prova fundada por Eddie Herr em 1947, já se sagraram campeões tenistas como o suíço Roger Federer e a belga Justine Henin, actuais números líderes dos ranking masculino e feminino. Antes, foi a vez de nomes como Borg, John McEnroe, Ivan Lendl, Gabriela Sabatini, Jim Courier garantirem o triunfo na prova.
UE/África: cimeira foi "copo meio vazio", imprensa espanhola
A falta de grandes acordos, particularmente comerciais, entre a UE e África levam a imprensa espanhola a considerar que a cimeira do fim-de-semana se saldou por um encontro de "copo meio vazio".
A cobertura noticiosa dos principais diários espanhóis acaba por destacar vários dos temas paralelos, nomeadamente o anúncio de mais apoios espanhóis para o continente, o acordo hispano-francês para combate à ETA e o convite do presidente francês ao líder líbio para uma visita a Paris.
Para o El Pais, o primeiro destaque da cimeira prende-se com as novas ofertas espanholas para o continente, nomeadamente a construção de linhas férreas e estradas em África Ocidental. O jornal também refere que "um grupo de países africanos recusou os acordos comerciais com a Europa", citando a Mugabe que critica a "arrogância" europeia face ao seu país e ao continente africano. Nas duas páginas que dedica ao tema o jornal inclui uma entrevista com Plácido Micó, líder da oposição da Guiné Equatorial, em que este sustenta que a UE "não aborda a falta de democracia em África".
Para o jornal ABC, o mais destacado da cimeira foi o facto da França e de Espanha terem "levantado a Kadafi um veto ocidental de mais de 20 anos", destacando as críticas a Sarkozy pela visita do ditador a Paris e a assinatura de acordos entre a França e Líbia de entre três e cinco mil milhões de euros. Sobre a cimeira em si, o jornal destaca as ofertas de cooperação espanholas e a oferta da UE a África para "negociar para evitar a luta comercial".
O El Mundo é um dos jornais que menos cobertura dá ao tema, empurrando a cimeira para a segunda parte do seu caderno internacional, onde nota que foi uma "cimeira com vontade política mas sem consenso comercial". Destacando o abandono do presidente do Senegal da última reunião, o jornal refere que "apesar da boa vontade" dos líderes europeus e africanos "na prática esta cimeira não serviu para solucionar um dos assuntos pendentes e mais importantes: conseguir consenso em matéria comercial".
"Perante o fracasso, Barroso centra o êxito da cimeira em si mesma: é a primeira em sete anos", escreve o El Mundo, num curto artigo, marcado pela foto final de Durão Barroso, John Kouour e José Sócrates.
Se a inveja matasse...
A cobertura noticiosa dos principais diários espanhóis acaba por destacar vários dos temas paralelos, nomeadamente o anúncio de mais apoios espanhóis para o continente, o acordo hispano-francês para combate à ETA e o convite do presidente francês ao líder líbio para uma visita a Paris.
Para o El Pais, o primeiro destaque da cimeira prende-se com as novas ofertas espanholas para o continente, nomeadamente a construção de linhas férreas e estradas em África Ocidental. O jornal também refere que "um grupo de países africanos recusou os acordos comerciais com a Europa", citando a Mugabe que critica a "arrogância" europeia face ao seu país e ao continente africano. Nas duas páginas que dedica ao tema o jornal inclui uma entrevista com Plácido Micó, líder da oposição da Guiné Equatorial, em que este sustenta que a UE "não aborda a falta de democracia em África".
Para o jornal ABC, o mais destacado da cimeira foi o facto da França e de Espanha terem "levantado a Kadafi um veto ocidental de mais de 20 anos", destacando as críticas a Sarkozy pela visita do ditador a Paris e a assinatura de acordos entre a França e Líbia de entre três e cinco mil milhões de euros. Sobre a cimeira em si, o jornal destaca as ofertas de cooperação espanholas e a oferta da UE a África para "negociar para evitar a luta comercial".
O El Mundo é um dos jornais que menos cobertura dá ao tema, empurrando a cimeira para a segunda parte do seu caderno internacional, onde nota que foi uma "cimeira com vontade política mas sem consenso comercial". Destacando o abandono do presidente do Senegal da última reunião, o jornal refere que "apesar da boa vontade" dos líderes europeus e africanos "na prática esta cimeira não serviu para solucionar um dos assuntos pendentes e mais importantes: conseguir consenso em matéria comercial".
"Perante o fracasso, Barroso centra o êxito da cimeira em si mesma: é a primeira em sete anos", escreve o El Mundo, num curto artigo, marcado pela foto final de Durão Barroso, John Kouour e José Sócrates.
Se a inveja matasse...
sexta-feira, dezembro 07, 2007
Macau: Deputado acusa poder de roubar mais que portugueses
Os recursos públicos "roubados" nos últimos anos em Macau atingiram valores superiores aos "roubados pelos portugueses" durante 400 anos, afirmou na quinta-feira o deputado Au Kam San na Assembleia Legislativa (AL) de Macau numa intervenção que provocou dois protestos.
Ao intervir no período antes da ordem do dia, San, eleito directamente nas listas da Associação do Novo Macau Democrático, salientou que "na época da governação colonial, os cidadãos de Macau nada podiam fazer quanto aos actos praticados pelos administradores não indígenas", mas que depois da implementação da Região Administrativa Especial (RAE) chinesa deveria ter-se aberto "uma nova etapa". Nas palavras de San a nova etapa não surgiu e o princípio do Macau governado pelas suas gentes não existe.
"O dono não somos nós. Os recursos políticos do Governo de Macau são monopolizados por uma minoria tal como os recursos económicos que são roubados à vontade por outra minoria", disse. Acrescentou também que "essas minorias vendem os bens do Estado a preço de saldo" e que os «roubos atingem um grau tão feroz que até os governantes colonialistas teriam dificuldade em com eles rivalizar".
As palavras de San, que a 20 de Dezembro, data em que se assinala o oitavo aniversário de Macau como RAE da China, organiza uma manifestação popular contra as políticas do Executivo de Macau, acabaram por provocar dois votos de protesto proferidos pelos deputados Leonel Alves e José Pereira Coutinho.
Falando de pé, um acontecimento raro na AL, e em português, Alves exigiu "provas" das acusações de San e acusou o seu colega de proferir um discurso fácil e populista para incitar o ânimo da população mais incauta.
Já Pereira Coutinho salientou na sua intervenção que as afirmações de San foram insultuosas para os portugueses que vivem e viveram em Macau e exigiu que o deputado se retratasse do que disse, algo que San não fez, salientando apenas que assumia a "responsabilidade política" da sua intervenção.
Ao intervir no período antes da ordem do dia, San, eleito directamente nas listas da Associação do Novo Macau Democrático, salientou que "na época da governação colonial, os cidadãos de Macau nada podiam fazer quanto aos actos praticados pelos administradores não indígenas", mas que depois da implementação da Região Administrativa Especial (RAE) chinesa deveria ter-se aberto "uma nova etapa". Nas palavras de San a nova etapa não surgiu e o princípio do Macau governado pelas suas gentes não existe.
"O dono não somos nós. Os recursos políticos do Governo de Macau são monopolizados por uma minoria tal como os recursos económicos que são roubados à vontade por outra minoria", disse. Acrescentou também que "essas minorias vendem os bens do Estado a preço de saldo" e que os «roubos atingem um grau tão feroz que até os governantes colonialistas teriam dificuldade em com eles rivalizar".
As palavras de San, que a 20 de Dezembro, data em que se assinala o oitavo aniversário de Macau como RAE da China, organiza uma manifestação popular contra as políticas do Executivo de Macau, acabaram por provocar dois votos de protesto proferidos pelos deputados Leonel Alves e José Pereira Coutinho.
Falando de pé, um acontecimento raro na AL, e em português, Alves exigiu "provas" das acusações de San e acusou o seu colega de proferir um discurso fácil e populista para incitar o ânimo da população mais incauta.
Já Pereira Coutinho salientou na sua intervenção que as afirmações de San foram insultuosas para os portugueses que vivem e viveram em Macau e exigiu que o deputado se retratasse do que disse, algo que San não fez, salientando apenas que assumia a "responsabilidade política" da sua intervenção.
Khadafi traz negócios para empresas nacionais
A Galp deverá alargar a sua presença na exploração de petróleo ao território líbio. Construção e petroquímica também ganham.
A visita oficial de Muammar Khadafi a Portugal, um dia antes do início da Cimeira UE/África, não se ficou a dever ao desejo do presidente líbio de ficar a conhecer melhor Portugal, mas a sublinhar a importância crescente das relações comerciais entre os dois países. E para que tudo não se fique, apenas, pelas palavras hoje deverão ser anunciados vários acordos entre empresas dos dois países. Os envolvidos assinaram um acordo de confidencialidade, dando ao Presidente líbio o privilégio de os anunciar, esta manhã, num encontro com responsáveis empresariais. Mas uma das empresas envolvidas será a Galp. Os detalhes não são ainda conhecidos, mas o acordo deverá abranger as actividades em que a empresa tem apostado com maior força nos últimos meses: a exploração de petróleo naquele país e a distribuição de combustíveis em África, em parceria com uma empresa líbia. Os mercados alvo deverão localizar-se na orla mediterrânea, uma vez que a Galp já opera nos países africanos de língua portuguesa com parceiros locais.
Os contratos deverão abranger ainda empresas do sector da construção, bem como na indústria petroquímica e, possivelmente, no sector financeiro e farmacêutico.
A visita oficial de Muammar Khadafi a Portugal, um dia antes do início da Cimeira UE/África, não se ficou a dever ao desejo do presidente líbio de ficar a conhecer melhor Portugal, mas a sublinhar a importância crescente das relações comerciais entre os dois países. E para que tudo não se fique, apenas, pelas palavras hoje deverão ser anunciados vários acordos entre empresas dos dois países. Os envolvidos assinaram um acordo de confidencialidade, dando ao Presidente líbio o privilégio de os anunciar, esta manhã, num encontro com responsáveis empresariais. Mas uma das empresas envolvidas será a Galp. Os detalhes não são ainda conhecidos, mas o acordo deverá abranger as actividades em que a empresa tem apostado com maior força nos últimos meses: a exploração de petróleo naquele país e a distribuição de combustíveis em África, em parceria com uma empresa líbia. Os mercados alvo deverão localizar-se na orla mediterrânea, uma vez que a Galp já opera nos países africanos de língua portuguesa com parceiros locais.
Os contratos deverão abranger ainda empresas do sector da construção, bem como na indústria petroquímica e, possivelmente, no sector financeiro e farmacêutico.
quinta-feira, dezembro 06, 2007
TurismoAlgarve com sabor a Hollywood
O turismo vê no cinema “um novo filão a explorar”. Sagres faz de Flandres no primeiro do lote de filmes a rodar na região.
"La Conjura de El Escorial" (A Conspiração de El Escorial), que incluiu dois dias de filmagem em Sagres, na quinta e na sexta-feira, é o primeiro de quatro filmes que Joaquim de Almeida já atraiu para a região à frente da Algarve Film Commission, participando como personagem. Em 2008, serão rodados no Algarve o "Mala Muerte", produção espanhola-colombiana, "Entre Colegas", um road movie brasileiro, e "Sonho Submerso", uma produção portuguesa no Zoomarine de Albufeira.
Atraindo curiosos e turistas de passagem, o porto de Sagres serviu de plateau para filmagens que reconstituíam a Flandres do séc. XVI. Lá estava a caravela "Boa Esperança", emprestada pela Região do Turismo do Algarve (RTA), e a nau "Vitória", que veio de Cádis. “O filme gira à volta da tentativa de assassínio de Filipe II e da luta de poder entre os Mendonças e os Alba, imediatamente antes da anexação de Portugal a Espanha”, explica José Manuel Lopes, director-geral da Film Commission.
O projecto da Film Commission para trazer cinema ao Algarve é entusiasticamente apoiado pela RTA, que acredita haver aqui um novo filão a explorar.
Na peugada da Andaluzia.
O exemplo de referência é a Film Commission da Andaluzia, ‘apadrinhada’ pelo actor António Banderas, e à conta da qual Sevilha arrecadou no ano passado 9 milhões de euros de receitas. “Em seis meses, a Algarve Film Commission conseguiu atrair quatro filmes. Há aqui um poço de petróleo para explorar”, sustenta António Pina, presidente da RTA, para quem “a ambição não tem limites” e o Algarve pode chegar aos níveis da Andaluzia. “O nome de Joaquim de Almeida chama. Por mim, está nomeado embaixador do Algarve para as questões do cinema”.
O projecto já foi avançado à Câmara de Portimão, que ficou interessada em ceder terrenos de 3 a 4 hectares para montar uma ‘cidade-estúdio’, em parceria com privados. “Além do sol e desta luminosidade que temos, são precisos mais dois trunfos: o estúdio em Portimão e uma taxa especial de IVA para produção de filmes”. Pina promete ele próprio interceder junto do Governo para este objectivo de criar um ‘turismo de cinema’ no Algarve, à semelhança de Espanha e Marrocos.
O presidente da RTA já convidou o realizador Luís Filipe Costa a retirar-se no Algarve para escrever um filme sobre Teixeira Gomes, e quer trazer 7 a 8 realizadores internacionais a “ver as belezas algarvias de helicóptero”. Cerca de 30% dos custos de um filme costumam ficar no local onde é rodado, mas a visão de Pina vai além do retorno imediato nos hotéis e restaurantes locais. “O projecto de cinema no Algarve era uma Bela Adormecida. Veio um príncipe, deu-lhe um beijo e ela acordou. Eu quero ser esse príncipe”, conclui.
"La Conjura de El Escorial" (A Conspiração de El Escorial), que incluiu dois dias de filmagem em Sagres, na quinta e na sexta-feira, é o primeiro de quatro filmes que Joaquim de Almeida já atraiu para a região à frente da Algarve Film Commission, participando como personagem. Em 2008, serão rodados no Algarve o "Mala Muerte", produção espanhola-colombiana, "Entre Colegas", um road movie brasileiro, e "Sonho Submerso", uma produção portuguesa no Zoomarine de Albufeira.
Atraindo curiosos e turistas de passagem, o porto de Sagres serviu de plateau para filmagens que reconstituíam a Flandres do séc. XVI. Lá estava a caravela "Boa Esperança", emprestada pela Região do Turismo do Algarve (RTA), e a nau "Vitória", que veio de Cádis. “O filme gira à volta da tentativa de assassínio de Filipe II e da luta de poder entre os Mendonças e os Alba, imediatamente antes da anexação de Portugal a Espanha”, explica José Manuel Lopes, director-geral da Film Commission.
O projecto da Film Commission para trazer cinema ao Algarve é entusiasticamente apoiado pela RTA, que acredita haver aqui um novo filão a explorar.
Na peugada da Andaluzia.
O exemplo de referência é a Film Commission da Andaluzia, ‘apadrinhada’ pelo actor António Banderas, e à conta da qual Sevilha arrecadou no ano passado 9 milhões de euros de receitas. “Em seis meses, a Algarve Film Commission conseguiu atrair quatro filmes. Há aqui um poço de petróleo para explorar”, sustenta António Pina, presidente da RTA, para quem “a ambição não tem limites” e o Algarve pode chegar aos níveis da Andaluzia. “O nome de Joaquim de Almeida chama. Por mim, está nomeado embaixador do Algarve para as questões do cinema”.
O projecto já foi avançado à Câmara de Portimão, que ficou interessada em ceder terrenos de 3 a 4 hectares para montar uma ‘cidade-estúdio’, em parceria com privados. “Além do sol e desta luminosidade que temos, são precisos mais dois trunfos: o estúdio em Portimão e uma taxa especial de IVA para produção de filmes”. Pina promete ele próprio interceder junto do Governo para este objectivo de criar um ‘turismo de cinema’ no Algarve, à semelhança de Espanha e Marrocos.
O presidente da RTA já convidou o realizador Luís Filipe Costa a retirar-se no Algarve para escrever um filme sobre Teixeira Gomes, e quer trazer 7 a 8 realizadores internacionais a “ver as belezas algarvias de helicóptero”. Cerca de 30% dos custos de um filme costumam ficar no local onde é rodado, mas a visão de Pina vai além do retorno imediato nos hotéis e restaurantes locais. “O projecto de cinema no Algarve era uma Bela Adormecida. Veio um príncipe, deu-lhe um beijo e ela acordou. Eu quero ser esse príncipe”, conclui.
Três investigadoras com menos de 35 anos recebem prémio para as Mulheres na Ciência
As investigadoras portuguesas Eliana Souto, Anabela Rolo e Iola Duarte foram ontem distinguidas com as "Medalhas de Honra L"Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência" 2007, pelos seus trabalhos no campo das ciências da vida. O prémio (no valor de 20 mil euros), atribuído pela multinacional francesa em conjunto com a comissão nacional da UNESCO e a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), pretende reconhecer o trabalho de jovens investigadoras portuguesas até aos 35 anos e doutoradas há menos de cinco.
"A iniciativa destaca o papel das mulheres e permite o aparecimento de novos cientistas entre os jovens", explica o presidente da comissão nacional da UNESCO, Fernando Guimarães, na cerimónia de entrega na Academia das Ciências, em Lisboa.
Eliana Souto, de 31 anos, não podia estar mais de acordo. O trabalho que desenvolve na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, prende-se com a melhoria da eficácia de determinados fármacos na área da cosmética e do tratamento de doenças de pele.
Anabela Rolo, de 30 anos, que é responsável pela pesquisa sobre as alterações metabólicas no organismo em pré-diabetes e criação de novas terapêuticas adequadas. A investigação, "ainda na fase inicial", desenvolve-se no Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra.
Iola Duarte, de 32 anos, agradece à família. Iola é investigadora do Laboratório Associado CICECO da Universidade de Aveiro, trabalhando em rede com os Hospitais e a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Desde Setembro deste ano, que tem tentado compreender, através da ressonância magnética nuclear, o interior dos tecidos pulmonares saudável e cancerosos.
"A iniciativa destaca o papel das mulheres e permite o aparecimento de novos cientistas entre os jovens", explica o presidente da comissão nacional da UNESCO, Fernando Guimarães, na cerimónia de entrega na Academia das Ciências, em Lisboa.
Eliana Souto, de 31 anos, não podia estar mais de acordo. O trabalho que desenvolve na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, prende-se com a melhoria da eficácia de determinados fármacos na área da cosmética e do tratamento de doenças de pele.
Anabela Rolo, de 30 anos, que é responsável pela pesquisa sobre as alterações metabólicas no organismo em pré-diabetes e criação de novas terapêuticas adequadas. A investigação, "ainda na fase inicial", desenvolve-se no Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra.
Iola Duarte, de 32 anos, agradece à família. Iola é investigadora do Laboratório Associado CICECO da Universidade de Aveiro, trabalhando em rede com os Hospitais e a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Desde Setembro deste ano, que tem tentado compreender, através da ressonância magnética nuclear, o interior dos tecidos pulmonares saudável e cancerosos.
Mota-Engil apresenta melhor proposta para auto-estradas no México
A construtora Mota-Engil anunciu hoje que o consórcio do qual faz parte apresentou a melhor proposta para a concessão de construção, operação, exploração, conservação e manutenção por 30 anos de uma auto-estrada no México. A adjudicação do projecto final deverá ocorrer no prazo de um mêsMafalda AguilarEm comunicado enviado à Comissão Nacional do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Mota-Engil afirma que "o agrupamento formado pela Isolux Corsan Concessiones, Isolux de Mexico, Mota-Engil e ES Concessões apresentou, de acordo com os critérios do concurso, a melhor proposta para a concessão de construção, operação, exploração, conservação e manutenção por 30 anos da auto-estrada 'Perote-Banderilla y Libramiento de Xalapa', no México".
No documento, a construtora adianta que o projecto, em regime de portagem real, contempla a construção no prazo de dois anos de cerca de 59 km de auto-estrada, com custo estimado de 179 milhões de euros. Em adição, a proposta entregue inclui ainda um pagamento ao Estado de cerca de 209 milhões de euros, dos quais mais de 48 milhões de euros serão desembolsados pela Mota-Engil. A Mota-Engil tem uma participação de 30% no consórcio, enquanto a ES Concessões detém 20% e a Isolux Corsam os restantes 50%.
No documento, a construtora adianta que o projecto, em regime de portagem real, contempla a construção no prazo de dois anos de cerca de 59 km de auto-estrada, com custo estimado de 179 milhões de euros. Em adição, a proposta entregue inclui ainda um pagamento ao Estado de cerca de 209 milhões de euros, dos quais mais de 48 milhões de euros serão desembolsados pela Mota-Engil. A Mota-Engil tem uma participação de 30% no consórcio, enquanto a ES Concessões detém 20% e a Isolux Corsam os restantes 50%.
Mário Soares reafirma vontade de ver arquipélago na União Europeia
O antigo Presidente da República de Portugal Mário Soares reafirmou, no Mindelo, que gostaria de ver Cabo Verde como membro de pleno direito da União Europeia. Soares falava na terça-feira, no Centro Cultural do Mindelo, ilha de São Vicente, como convidado de uma conferência organizada pelo Instituto de Estudos Superiores Isidoro Graça (IESIG). O antigo chefe de Estado português falou sobre o tema "Cabo Verde e a Europa na encruzilhada dos destinos: ontem, hoje e amanhã", que serviu de base também a uma intervenção do Presidente cabo-verdiano, Pedro Pires.
Segundo a Inforpress, Mário Soares voltou a dizer que a sua opinião é a de que, após o 25 de Abril, Cabo Verde devia ter obtido um estatuto de região autónoma de Portugal, como a Madeira e os Açores. Porém, acrescentou, na altura a questão não podia pôr-se já que tanto a Guiné-Bissau como Cabo Verde, liderados pelo mesmo partido, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), queriam era a independência.
Pedro Pires, que falou depois de Soares, lembrou que há 32 anos o próprio Banco Mundial considerava o novo país inviável e congratulou-se depois com a integração de Cabo Verde no grupo de países de rendimento médio, a partir de Janeiro, e detentor de um Índice de Desenvolvimento Humano "notável". A conferência do IESIG termina hoje, com uma intervenção do professor português Adriano Moreira sobre "O ensino superior, a democracia, o desenvolvimento e o empreendedorismo".
Segundo a Inforpress, Mário Soares voltou a dizer que a sua opinião é a de que, após o 25 de Abril, Cabo Verde devia ter obtido um estatuto de região autónoma de Portugal, como a Madeira e os Açores. Porém, acrescentou, na altura a questão não podia pôr-se já que tanto a Guiné-Bissau como Cabo Verde, liderados pelo mesmo partido, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), queriam era a independência.
Pedro Pires, que falou depois de Soares, lembrou que há 32 anos o próprio Banco Mundial considerava o novo país inviável e congratulou-se depois com a integração de Cabo Verde no grupo de países de rendimento médio, a partir de Janeiro, e detentor de um Índice de Desenvolvimento Humano "notável". A conferência do IESIG termina hoje, com uma intervenção do professor português Adriano Moreira sobre "O ensino superior, a democracia, o desenvolvimento e o empreendedorismo".
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Ex-Presidente português Sampaio visita o país como representante da ONU
O ex-Presidente português Jorge Sampaio chega na quarta-feira ao Brasil como Enviado Especial da ONU para a Luta contra a Tuberculose e Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações, informou hoje embaixada de Portugal em Brasília.
A agenda da visita, que decorre até o próximo dia 8, inclui Brasília e Rio de Janeiro. Na primeira das duas funções que virá desempenhar no Brasil, Sampaio terá um encontro com o ministro brasileiro da Saúde, José Gomes Temporão, e conhecerá a experiência de combate à tuberculose na Rocinha, no Rio de Janeiro, a maior favela da América Latina, com mais de 150 mil habitantes. Sampaio participa também num seminário sobre a cooperação internacional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em África na área da saúde e combate à tuberculose. O ex-Presidente português vai visitar ainda o Instituto de Tecnologia em Imobiológicos "Bio-manguinhos" e outras instalações da Fiocruz no Rio de Janeiro.
Como Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações, Sampaio está presente, no sábado, na conferência internacional "Aliança das Civilizações, Interculturalismo e Direitos Humanos", inaugurada pelo Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
Do Rio de Janeiro, Jorge Sampaio segue para Washington.
A agenda da visita, que decorre até o próximo dia 8, inclui Brasília e Rio de Janeiro. Na primeira das duas funções que virá desempenhar no Brasil, Sampaio terá um encontro com o ministro brasileiro da Saúde, José Gomes Temporão, e conhecerá a experiência de combate à tuberculose na Rocinha, no Rio de Janeiro, a maior favela da América Latina, com mais de 150 mil habitantes. Sampaio participa também num seminário sobre a cooperação internacional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em África na área da saúde e combate à tuberculose. O ex-Presidente português vai visitar ainda o Instituto de Tecnologia em Imobiológicos "Bio-manguinhos" e outras instalações da Fiocruz no Rio de Janeiro.
Como Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações, Sampaio está presente, no sábado, na conferência internacional "Aliança das Civilizações, Interculturalismo e Direitos Humanos", inaugurada pelo Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
Do Rio de Janeiro, Jorge Sampaio segue para Washington.
Brisa vai competir com quatro rivais na privatização de estradas na Turquia
As autoridades turcas revelaram hoje que existem cinco empresas interessadas na privatização das estradas do país. Para além da portuguesa Brisa, estão na corrida a australiana Macquaria Infrastructure, a italiana Atlantia, a japonesa Itochu e a espanhola Abertis.
Segundo o administrador da TSKB Halil Eroglu, que está a aconselhar o governo de Ancara na operação de privatização das estradas turcas, citado pela agência Reuters, "de momento estamos em conversações (...) pelo que não é possível nem correcto estimar quanto irá ser encaixado com a operação, mas posso dizer que o interesse é intenso". A Brisa já havia anunciado o seu interesse em concorrer à privatização das estradas turcas.
Segundo o administrador da TSKB Halil Eroglu, que está a aconselhar o governo de Ancara na operação de privatização das estradas turcas, citado pela agência Reuters, "de momento estamos em conversações (...) pelo que não é possível nem correcto estimar quanto irá ser encaixado com a operação, mas posso dizer que o interesse é intenso". A Brisa já havia anunciado o seu interesse em concorrer à privatização das estradas turcas.
Cimpor compra empresa na Índia
A Índia é o segundo maior mercado do mundo no sector cimenteiro.
Após a China, a Turquia e o Peru, foi a vez da Índia. Há vários anos que a empresa presidida por Ricardo Bayão Horta estuda as várias oportunidades de negócio que surgiam nesse país asiático, um interesse estratégico que só agora foi concretizado. A Cimpor comprou 53,64% da cimenteira indiana Shree Digvijay por 117 milhões de euros. O contrato, assinado ontem, obriga a Cimpor ao lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre mais 20% do capital desta sociedade.A cimenteira passará a estar cotada na Bolsa de Bombaim.
Após a China, a Turquia e o Peru, foi a vez da Índia. Há vários anos que a empresa presidida por Ricardo Bayão Horta estuda as várias oportunidades de negócio que surgiam nesse país asiático, um interesse estratégico que só agora foi concretizado. A Cimpor comprou 53,64% da cimenteira indiana Shree Digvijay por 117 milhões de euros. O contrato, assinado ontem, obriga a Cimpor ao lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre mais 20% do capital desta sociedade.A cimenteira passará a estar cotada na Bolsa de Bombaim.
Distinção internacional para Serralves
A Fundação de Serralves recebeu o Prémio dos Pares nos International Museum Communication Awards (IMCA).
O reconhecimento chega de uma votação de museus e galerias de arte de 82 países e distingue a campanha para a exposição de Katharina Grosse que esteve no museu portuense entre Abril e Julho deste ano. Inspirado no trabalho da artista alemã, o Gabinete de Imagem e Divulgação de Serralves desenvolveu a publicidade para Atoms Outside Eggs tendo "como base cartazes brancos, que depois de colados nas ruas foram pintados com tinta em spray", explica a assessora de imprensa, Marta Morais. Os IMCA premeiam os melhores trabalhos internacionais de comunicação para museus e galerias de arte. A cerimónia de entrega decorreu em Bruxelas, a 29 de Novembro. Além da Fundação de Serralves, os principais prémios distinguiram a National Portrait Gallery e o Southbank Centre, ambos de Londres, o MUDAM, do Luxemburgo, e o MuseumsQuartier Viena.
terça-feira, dezembro 04, 2007
Bósnia-Herzegovina mais próxima da adesão à UE
O Acordo de Associação e Estabilização será hoje rubricado em Sarajevo. Luís Amado, presidente em exercício do Conselho de Ministros da UE, e Javier Solana, Alto Representante para a Política Externa, chefiam a delegação europeia.
A Bósnia é o único país da região dos Balcãs Ocidentais que não tem um acordo de associação com a União Europeia.
Nos termos do acordo de paz de Dayton, que pôs fim ao conflito de 1992-1995 na antiga Jugoslávia, a Bósnia é formada por duas entidades autónomas, a República Srpska e a Federação Croato-Muçulmana, unidas por frágeis instituições centrais.
Desde 1 de Novembro, esta república da ex-Jugoslávia vive uma grave crise política desencadeada pela demissão do primeiro-ministro do governo central Nikola Spiric (sérvio).
Spiric demitiu-se e dissolveu o governo permanecendo interinamente em funções até à sua recondução em funções ou à realização de eleições legislativas.
A sua demissão deveu-se a reformas impostas pela comunidade internacional, destinadas a impedir os entraves ao funcionamento do governo bósnio através da abstenção dos seus membros, mas que os sérvios vêem como dirigidas contra os seus interesses.
O governo central bósnio - comum a muçulmanos, sérvios e croatas - aprovou um plano de acção para a reforma da polícia. Esta reforma era a condição para que a Bósnia pudesse rubricar com a UE o Acordo de Estabilização e Associação, que abre o caminho para uma futura adesão à União.
A Bósnia é o único país da região dos Balcãs Ocidentais que não tem um acordo de associação com a União Europeia.
Nos termos do acordo de paz de Dayton, que pôs fim ao conflito de 1992-1995 na antiga Jugoslávia, a Bósnia é formada por duas entidades autónomas, a República Srpska e a Federação Croato-Muçulmana, unidas por frágeis instituições centrais.
Desde 1 de Novembro, esta república da ex-Jugoslávia vive uma grave crise política desencadeada pela demissão do primeiro-ministro do governo central Nikola Spiric (sérvio).
Spiric demitiu-se e dissolveu o governo permanecendo interinamente em funções até à sua recondução em funções ou à realização de eleições legislativas.
A sua demissão deveu-se a reformas impostas pela comunidade internacional, destinadas a impedir os entraves ao funcionamento do governo bósnio através da abstenção dos seus membros, mas que os sérvios vêem como dirigidas contra os seus interesses.
O governo central bósnio - comum a muçulmanos, sérvios e croatas - aprovou um plano de acção para a reforma da polícia. Esta reforma era a condição para que a Bósnia pudesse rubricar com a UE o Acordo de Estabilização e Associação, que abre o caminho para uma futura adesão à União.
Alunos portugueses abaixo da média da OCDE em todas as competências
O desempenho dos alunos portugueses de 15 anos é mais baixo do que a média dos seus colegas de 57 países a Ciências, Matemática e Leitura, segundo um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) publicado hoje.
O PISA 2006 (Programme for International Student Assessment) avaliou os conhecimentos e competências dos estudantes que estão a terminar ou já concluíram o ensino obrigatório, comparando os resultados dos 30 países e 27 parceiros da OCDE .
A nível dos conhecimentos científicos, os mais testados nesta edição do PISA, os alunos portugueses alcançaram uma pontuação de 474, o que corresponde ao 37º lugar entre os 57 países que participaram no estudo. Os países-membros da OCDE registaram uma média de 500 pontos, enquanto a média global foi de 491. Mais de metade dos estudantes (53,3 %) só demonstraram conhecimentos básicos neste domínio, não indo além do nível 2 em 6 níveis de complexidade. Por oposição, só 0,1% conseguiu atingir o nível mais elevado, o pior resultado entre os países da OCDE.
Apesar de negativo, o desempenho nacional em Ciências melhorou face a 2003 e 2000, quando os alunos alcançaram uma pontuação de 468 e 459, respectivamente.
Já no que diz respeito aos conhecimentos matemáticos, o desempenho dos estudantes de 15 anos ficou 32 pontos abaixo da média da OCDE (466 contra 498) e 18 abaixo da média total, fixada nos 484. Nesta área, mais de metade dos estudantes (55,8%) ficou-se pelos níveis 1 e 2 e só 0,8% demonstrou conhecimentos correspondentes ao patamar mais alto. O desempenho não sofreu alterações face a 2003 no que diz respeito à Matemática, o mesmo acontecendo ao nível da Leitura, em que a variação registada não é estatisticamente significativa (menos 5 pontos do que em 2003, mas mais 2 do que em 2000).
A nível global, os alunos obtiveram 472 pontos nas competências associadas à Leitura, menos 12 do que a média global e menos 20 do que a média da OCDE. Para o secretário de Estado Adjunto da Educação, Jorge Pedreira, "os resultados estão aquém do que seria desejável", evidenciando uma "disfunção" do sistema educativo português. Isto porque se tivermos apenas em conta o desempenho dos alunos do 10º ano, o normal para frequentar aos 15 anos, o resultado estaria acima da média da OCDE nas três competências avaliadas.
O problema, explicou, é que o país apresenta taxas de retenção muito acima da média, pelo que, aos 15 anos, há alunos ainda a frequentar o terceiro ciclo do ensino básico (7º, 8º e 9º anos) e que não demonstram um nível de conhecimentos que seria expectável para a sua idade.
"Portugal consegue ter um resultado acima da média entre os alunos que têm um percurso escolar normal [que nunca chumbaram]. Nos outros, a situação é dramática", sublinhou Pedreira, adiantando que o estudo mostra que a retenção não está a funcionar em Portugal como um mecanismo de recuperação dos estudantes.
De acordo com o estudo, a percentagem de repetentes no terceiro ciclo atinge os 12,8% em Portugal e sobe para 16,9% no secundário, enquanto a média entre os países da OCDE não vai além dos 2,7% e 3,9%, respectivamente.
O Governo assegura que não acabará administrativamente com os chumbos, porque essa medida não seria compreendida política e socialmente, mas vai reforçar a aposta nos planos de recuperação.
Realizados por 400 mil alunos de 57 países, o PISA 2006 foi elaborado em Portugal por uma amostra de cinco mil estudantes, de 175 escolas de todo o país.
O PISA 2006 (Programme for International Student Assessment) avaliou os conhecimentos e competências dos estudantes que estão a terminar ou já concluíram o ensino obrigatório, comparando os resultados dos 30 países e 27 parceiros da OCDE .
A nível dos conhecimentos científicos, os mais testados nesta edição do PISA, os alunos portugueses alcançaram uma pontuação de 474, o que corresponde ao 37º lugar entre os 57 países que participaram no estudo. Os países-membros da OCDE registaram uma média de 500 pontos, enquanto a média global foi de 491. Mais de metade dos estudantes (53,3 %) só demonstraram conhecimentos básicos neste domínio, não indo além do nível 2 em 6 níveis de complexidade. Por oposição, só 0,1% conseguiu atingir o nível mais elevado, o pior resultado entre os países da OCDE.
Apesar de negativo, o desempenho nacional em Ciências melhorou face a 2003 e 2000, quando os alunos alcançaram uma pontuação de 468 e 459, respectivamente.
Já no que diz respeito aos conhecimentos matemáticos, o desempenho dos estudantes de 15 anos ficou 32 pontos abaixo da média da OCDE (466 contra 498) e 18 abaixo da média total, fixada nos 484. Nesta área, mais de metade dos estudantes (55,8%) ficou-se pelos níveis 1 e 2 e só 0,8% demonstrou conhecimentos correspondentes ao patamar mais alto. O desempenho não sofreu alterações face a 2003 no que diz respeito à Matemática, o mesmo acontecendo ao nível da Leitura, em que a variação registada não é estatisticamente significativa (menos 5 pontos do que em 2003, mas mais 2 do que em 2000).
A nível global, os alunos obtiveram 472 pontos nas competências associadas à Leitura, menos 12 do que a média global e menos 20 do que a média da OCDE. Para o secretário de Estado Adjunto da Educação, Jorge Pedreira, "os resultados estão aquém do que seria desejável", evidenciando uma "disfunção" do sistema educativo português. Isto porque se tivermos apenas em conta o desempenho dos alunos do 10º ano, o normal para frequentar aos 15 anos, o resultado estaria acima da média da OCDE nas três competências avaliadas.
O problema, explicou, é que o país apresenta taxas de retenção muito acima da média, pelo que, aos 15 anos, há alunos ainda a frequentar o terceiro ciclo do ensino básico (7º, 8º e 9º anos) e que não demonstram um nível de conhecimentos que seria expectável para a sua idade.
"Portugal consegue ter um resultado acima da média entre os alunos que têm um percurso escolar normal [que nunca chumbaram]. Nos outros, a situação é dramática", sublinhou Pedreira, adiantando que o estudo mostra que a retenção não está a funcionar em Portugal como um mecanismo de recuperação dos estudantes.
De acordo com o estudo, a percentagem de repetentes no terceiro ciclo atinge os 12,8% em Portugal e sobe para 16,9% no secundário, enquanto a média entre os países da OCDE não vai além dos 2,7% e 3,9%, respectivamente.
O Governo assegura que não acabará administrativamente com os chumbos, porque essa medida não seria compreendida política e socialmente, mas vai reforçar a aposta nos planos de recuperação.
Realizados por 400 mil alunos de 57 países, o PISA 2006 foi elaborado em Portugal por uma amostra de cinco mil estudantes, de 175 escolas de todo o país.
segunda-feira, dezembro 03, 2007
'Ainda há pastores?' premiado na 3.ª edição do Extrema DOC
O documentário "Ainda há pastores?", de Jorge Pelicano, foi galardoado no fim-de-semana com o troféu da secção Transfronteiriça da 3.ª edição do Extrema DOC, em Cáceres, Espanha, anunciou a produtora do filme.
Organizado pela Associação Docus Extremadura, o festival centra-se no documentário de autor e visa incentivar o inventário cultural da região da Extremadura e de Portugal.
Este é o nono galardão conquistado pelo documentário "Ainda há pastores?", estreado na televisão portuguesa em 2006 e que dá a conhecer o quotidiano de Hermínio, um pastor de 30 anos a viver isolado na Serra da Estrela.
Em Outubro último foi galardoado no MIVICO 07 - Mostra Internacional de Videocreacións do Condado da Galiza, com o Prémio Zumballe Melhor Documentário, e com o Green Award, do Environmental Film Festival Network (EFFN), em Turim, Itália.
No documentário, que já foi visto por milhares de pessoas em dezenas de exibições realizadas por todo o país, em cine-teatros, escolas e associações, Jorge Pelicano quis prestar uma homenagem a "uma das profissões mais duras que existem e que está em progressivo desaparecimento em Portugal", segundo o realizador.
Entre os galardões conquistados contam-se ainda o Prémio Lusofonia, no Cine Eco, em Seia, em 2006, o Prémio Atlântico do Festival Play Doc de Tuy (Espanha) em 2007, e o Prémio Imprensa, no festival Caminhos do Cinema Português, também este ano.
Repórter de imagem, Jorge Pelicano financiou o seu próprio projecto e mais tarde conseguiu alguns patrocínios de empresas privadas para fazer este filme.
Parabéns ao nosso amigo Jorge Pelicano!
Organizado pela Associação Docus Extremadura, o festival centra-se no documentário de autor e visa incentivar o inventário cultural da região da Extremadura e de Portugal.
Este é o nono galardão conquistado pelo documentário "Ainda há pastores?", estreado na televisão portuguesa em 2006 e que dá a conhecer o quotidiano de Hermínio, um pastor de 30 anos a viver isolado na Serra da Estrela.
Em Outubro último foi galardoado no MIVICO 07 - Mostra Internacional de Videocreacións do Condado da Galiza, com o Prémio Zumballe Melhor Documentário, e com o Green Award, do Environmental Film Festival Network (EFFN), em Turim, Itália.
No documentário, que já foi visto por milhares de pessoas em dezenas de exibições realizadas por todo o país, em cine-teatros, escolas e associações, Jorge Pelicano quis prestar uma homenagem a "uma das profissões mais duras que existem e que está em progressivo desaparecimento em Portugal", segundo o realizador.
Entre os galardões conquistados contam-se ainda o Prémio Lusofonia, no Cine Eco, em Seia, em 2006, o Prémio Atlântico do Festival Play Doc de Tuy (Espanha) em 2007, e o Prémio Imprensa, no festival Caminhos do Cinema Português, também este ano.
Repórter de imagem, Jorge Pelicano financiou o seu próprio projecto e mais tarde conseguiu alguns patrocínios de empresas privadas para fazer este filme.
Parabéns ao nosso amigo Jorge Pelicano!
Mourinho promove Portugal em mega campanha
O Governo encomendou uma nova campanha para promover Portugal lá fora e cá dentro.
Esta nova campanha, que está ainda no segredo dos deuses, arranca a 12 de Dezembro e está a ser idealizada pela agência de publicidade BBDO. Para já, o que se sabe é que a agência de publicidade contratou Nick Knight, um dos maiores fotógrafos do mundo da actualidade. Conhecido pela sua criatividade e por estar sempre à frente do seu tempo, Knight é o mais requisitado entre os famosos e as grandes marcas como Christian Dior, Lancôme, Swarovski, Levi Strauss, Calvin Klein ou Yves Saint Laurent. O fotógrafo, que irá receber um ‘cachet’ milionário – quase 700 mil euros por uma semana de trabalho – esteve em Portugal em Novembro. Knight esteve com a sua equipa a fotografar paisagens no Algarve, Pedras d'El Rei e outras cidades e também caras conhecidas como José Mourinho ou a artista plástica, Joana Vasconcelos, que vão dar a cara por Portugal.
A última campanha encomendada pelo Governo esteve no ar este Verão e esteve envolta em polémica. A marca Allgarve não agradou a todos, sobretudo numa altura em que o caso de Maddie McCann, a rapariga de três anos desaparecida no Algarve, fazia manchete dos principais jornais europeus. Idealizada pela Mybrand, esta foi a maior campanha de publicidade alguma vez feita no exterior e tinha como mensagens principais o mar e o golfe. Foi para o ar em 13 países e chegou quase aos 4 milhões de euros. Em 2006, tinham sido gastos dois milhões de euros na campanha “Vá para fora cá dentro”, que se baseava em testemunhos de figuras públicas portuguesas, também reconhecidas no estrangeiro.
Esta nova campanha, que está ainda no segredo dos deuses, arranca a 12 de Dezembro e está a ser idealizada pela agência de publicidade BBDO. Para já, o que se sabe é que a agência de publicidade contratou Nick Knight, um dos maiores fotógrafos do mundo da actualidade. Conhecido pela sua criatividade e por estar sempre à frente do seu tempo, Knight é o mais requisitado entre os famosos e as grandes marcas como Christian Dior, Lancôme, Swarovski, Levi Strauss, Calvin Klein ou Yves Saint Laurent. O fotógrafo, que irá receber um ‘cachet’ milionário – quase 700 mil euros por uma semana de trabalho – esteve em Portugal em Novembro. Knight esteve com a sua equipa a fotografar paisagens no Algarve, Pedras d'El Rei e outras cidades e também caras conhecidas como José Mourinho ou a artista plástica, Joana Vasconcelos, que vão dar a cara por Portugal.
A última campanha encomendada pelo Governo esteve no ar este Verão e esteve envolta em polémica. A marca Allgarve não agradou a todos, sobretudo numa altura em que o caso de Maddie McCann, a rapariga de três anos desaparecida no Algarve, fazia manchete dos principais jornais europeus. Idealizada pela Mybrand, esta foi a maior campanha de publicidade alguma vez feita no exterior e tinha como mensagens principais o mar e o golfe. Foi para o ar em 13 países e chegou quase aos 4 milhões de euros. Em 2006, tinham sido gastos dois milhões de euros na campanha “Vá para fora cá dentro”, que se baseava em testemunhos de figuras públicas portuguesas, também reconhecidas no estrangeiro.
domingo, dezembro 02, 2007
Transportes Rangel estuda compra de distribuidor em Espanha
A Rangel, especializada na área da logística, está a estudar a compra de uma empresa espanhola com o objectivo de crescer mais rápidamente em Portugal e consolidar a rede de distribuição com o sul da Europa, disse hoje o presidente do grupo português.
"Estamos a estudar a aquisição de uma empresa em Espanha, com vista a crescermos mais rapidamente em Portugal, consolidarmos a rede de distribuição no sul da Europa e depois entrarmos no Norte de África", afirmou Eduardo Rangel. Segundo o responsável, "a compra de uma empresa em Espanha é a forma de o grupo Rangel crescer mais rapidamente, uma vez que a opção pelo crescimento orgânico é mais lenta, embora também se ponha no caso de não se concretizar a aquisição".
Rangel referiu igualmente que "o volume de negócios só em Espanha estaria em linha com o valor de 100 milhões de euros que o grupo prevê alcançar em 2007, ou seja, mais 23% do que no ano anterior".
Actualmente, a Rangel Logística SL tem a sede em Madrid, conta com instalações em Barcelona e Valência, e possui uma plataforma com 22.000 metros quadrados próximo da capital. O grupo Rangel emprega 900 colaboradores e prevê fechar o ano com um volume de negócios da ordem dos 100 milhões de euros, mais 23% face ao ano anterior.
"Estamos a estudar a aquisição de uma empresa em Espanha, com vista a crescermos mais rapidamente em Portugal, consolidarmos a rede de distribuição no sul da Europa e depois entrarmos no Norte de África", afirmou Eduardo Rangel. Segundo o responsável, "a compra de uma empresa em Espanha é a forma de o grupo Rangel crescer mais rapidamente, uma vez que a opção pelo crescimento orgânico é mais lenta, embora também se ponha no caso de não se concretizar a aquisição".
Rangel referiu igualmente que "o volume de negócios só em Espanha estaria em linha com o valor de 100 milhões de euros que o grupo prevê alcançar em 2007, ou seja, mais 23% do que no ano anterior".
Actualmente, a Rangel Logística SL tem a sede em Madrid, conta com instalações em Barcelona e Valência, e possui uma plataforma com 22.000 metros quadrados próximo da capital. O grupo Rangel emprega 900 colaboradores e prevê fechar o ano com um volume de negócios da ordem dos 100 milhões de euros, mais 23% face ao ano anterior.
Golfe mudou imagem do turismo em Portugal
Jean-Claude Baumgarten, presidente do World Travel & Tourism Council (WTTC, o Conselho Mundial de Viagens e Turismo), diz que o produto "Portugal" está a passar uma imagem de mais qualidade, fruto da nova abordagem que "começou com o golfe" no Sul do país. Face à tendência mundial de "mais qualidade" e aposta em conceitos como o ecoturismo, o dirigente do WTTC diz que algo está a mudar na indústria portuguesa de turismo. O responsável pelo organismo que representa mais de uma centena de empresas do sector acredita que o perigo de o país replicar exemplos de construção maciça como sucede no Sul de Espanha já terá passado, salienta o diário este domingo.
"Parece-me que a maré mudou. Há uma mobilização diferente e penso que o país não vai seguir o exemplo dos países vizinhos", disse também Baumgarten. O aumento do preço da energia e o impacto das alterações climáticas trouxeram "uma nova abordagem ao turismo" e a aposta do Governo nas energias renováveis é um sinal de que o futuro do turismo nacional já não passa por mega empreendimentos, desintegrados da comunidade local e pouco preocupados com as questões ecológicas.
"Parece-me que a maré mudou. Há uma mobilização diferente e penso que o país não vai seguir o exemplo dos países vizinhos", disse também Baumgarten. O aumento do preço da energia e o impacto das alterações climáticas trouxeram "uma nova abordagem ao turismo" e a aposta do Governo nas energias renováveis é um sinal de que o futuro do turismo nacional já não passa por mega empreendimentos, desintegrados da comunidade local e pouco preocupados com as questões ecológicas.
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