sexta-feira, dezembro 14, 2007

Primeiro telemóvel português é fabricado na China

Os três mil aparelhos do NPhone S300, apresentado como o primeiro telemóvel português no final de Novembro, já estão esgotados, anunciou a NDrive, empresa que o concebeu. O NPhone aposta na fusão entre um aparelho de chamadas telefónicas e um equipamento com sistema de navegação. A junção das funcionalidades não é de todo estranha numa empresa que comercializa há anos este tipo de sistemas e vê esta convergência surgir em PDA (assistentes pessoais) e telemóveis concorrentes.
A partir do Porto, a NDrive desenvolveu o S300 para ser fabricado na WayteQ, empresa da China, por ser o único país a oferecer preços apetecíveis para um aparelho onde é necessário juntar 200 componentes.
Ao fim de dois meses de concepção e mais quatro de testes, articulação com as redes dos operadores, desenvolvimento e acertos sobre software para o GSM ou fotos e sobre o sistema de gestão de cartões-de-visitas, o aparelho chegou com um preço de 400 euros.
A NDrive espera pela certificação dos operadores nacionais, garantindo que a fábrica chinesa consegue entregar "dois mil aparelhos por dia".
A par dos mapas pré-instalados (Portugal continental, Açores e Madeira), pode aceder-se no NPhone a 70 mil conteúdos detalhados (desde informação sobre farmácias ao trânsito ou restaurantes). É ainda possível adquirir mapas de outros países como Espanha, França e Itália e Brasil. Noutras soluções comercializadas pela NDrive (NDrive GO Plus, por exemplo, com GPS e rádio FM, e-mail, agenda e contactos) constam regiões com mapas desenvolvidos como a Inglaterra, Irlanda, Benelux, Rússia, Escandinávia, Polónia ou Hungria. Para se perceber a lógica do NPhone é preciso conhecer a evolução da NDrive. Esta empresa surgiu após a venda da InfoPortugal, detendo um apreciável conhecimento sobre dados georreferenciados. Tem 36 funcionários, dos quais 12 são investigadores e oito com formação técnica.

Ogma vai fornecer mais 800 aviões aos suíços da Pilatus até 2012

A Ogma Indústria Aeronáutica de Portugal entregou ontem aos suíços da Pilatus o aparelho número 800 montado nas oficinas de Alverca. Com esta entrega, a empresa cumpriu a meta de fornecer cem aviões/ano. A montagem vai continuar nas oficinas da Ogma por mais cinco anos, graças à extensão do contrato que prevê o fornecimento de novos 800 aparelhos. Esta encomenda vai gerar um volume de negócios avaliado em 80 milhões de euros e contribui para a manutenção de cerca de 300 postos de trabalho directos.

O PC12 pode assumir várias configurações: transporte de carga, vigilância aérea, serviço de ambulância e transporte executivo com capacidade para nove passageiros. O custo de operação do PC12 é cerca de metade dos jactos executivos da mesma classe.
A aviação de defesa é a principal área de negócio da Ogma (37%), seguindo-se os motores e componentes (33%), as aeroestruturas (22%) e a aviação comercial (8%).

Calçado prova que a integração ibérica "está finalmente em curso"

A integração ibérica está finalmente em curso. Quem o garante é Daniel Bessa, que está a coordenar um estudo sobre a indústria de calçado encomendado pela associação do sector, a Apiccaps. O economista sustenta-se no facto de a Espanha ser o país para onde as exportações nacionais "mais estão a crescer", tal como no vestuário, assegura, o que se deve às "relações de parcerias consolidadas" estabelecidas entre os industriais portugueses e os grandes operadores de moda espanhóis, como o grupo Inditex, detentor de marcas como a Zara. "Portugal tem vantagens operacionais e industriais evidentes e a Espanha olha para nós como um grande site produtivo", diz Bessa.
O segredo para tirar o maior proveito deste interesse tem passado por as empresas serem capazes de oferecer "desenho, estilismo e grande capacidade de interlocução do ponto de vista da moda e tecnológico", com vista à produção em regime de "parceria consolidada". "Teremos sempre muita dificuldade em estar no grande retalho avulso, porque são negócios de volume e baixo preço. Temos mais hipóteses se apostarmos no retalho especializado e nos segmentos mais altos e, ainda, em marcas mais restritas e especializadas que explorem determinados nichos", defendeu ontem Bessa, na apresentação dos resultados preliminares do estudo, que analisou a posição competitiva de Portugal em oito mercados. Espanha, França, Alemanha e Reino Unido, os quatro principais de destino do calçado nacional, e EUA, Rússia, Japão e China, os emergentes com maior atractividade.

Bessa insiste que a Europa tem de "defender produtos de nicho" e considera que Portugal tem-se saído melhor no embate com os seus mais directos concorrentes, a Espanha e a Itália, por apresentar produtos de valor e qualidade equivalente, a menor preço.
Manuel Carlos, director-geral da Apiccaps confirma. "Somos o país que mais investe na Europa e o que mais acredita nas suas capacidades de reforçar a sua posição competitiva na Europa e no mundo", sublinhou.

Martifer compra parques eólicos na Alemanha por 91 milhões de euros

A Martifer anunciou hoje que concretizou a aquisição de dois parques eólicos na Alemanha, com capacidade instalada de 53,1 megawates (MW), a subsidiárias do Grupo Macquarie – um negócio avaliado em 91 milhões de euros.Mafalda AguilarEm comunicado enviado à Comissão Nacional do Mercado de Valores Mobiliários, a Martifer explica que os activos serão consolidados

UE/Presidência: Portugal é o melhor aliado espanhol, segundo sondagem

Portugal é considerado pela grande maioria dos espanhóis como o melhor aliado de Espanha no espaço europeu, segundo uma sondagem hoje divulgada que considera Angela Merkel e Nicolas Sarkozy como os líderes europeus com maior influência.
Um total de 70,6 por cento dos sondados, no inquérito divulgado hoje pelo jornal El Mundo, considera que Portugal é o melhor aliado de Espanha, contra 15,8 por cento que referem que as duas nações têm interesses "opostos".
No lado contrário o Reino Unido, país que para 45,1 por cento dos sondados é o que tem interesses mais opostos a Espanha.
Realizada para avaliar as percepções dos espanhóis sobre a UE, a sondagem demonstra, segundo o jornal, "um euroentusiasmo contido", com a maioria a mostrar agrado pela adesão que diz ter contribuído "de forma fundamental" para o desenvolvimento económico e social espanhol.
Só 33,7 por cento dos sondados diz estar informado sobre o Tratado de Lisboa, assinado na quinta-feira.
Entre os que conhecem o documento apoiam em particular a criação do cargo de presidente da UE e o reforço da figura de alto representante para a Política Externa, criticando a divisão de mandatos no parlamento europeu, que segundo 21 por cento é prejudicial a Espanha.
A maioria (63,5 por cento) considera que a recente ampliação, com a entrada da Bulgária e da Roménia, não foi positiva para Espanha.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Aterrar custa!

De Raul Vaz in Jornal de Negócios:

Sócrates dispensava com agrado o debate de ontem. Vem do "jet lag" planetário, das páginas do "Finantial Times" (embora superado por Barroso), da entrevista de vida ao El País.
Sente-se "the man of the year" a dias de pôr a assinatura num tratado que fica com a sua marca. O que verdadeiramente Sócrates desejava, seria prolongar o genuíno "porreiro pá" e, num passe de mágica, esticá-lo ao irresolúvel: o desemprego que teima em crescer, a economia que permanece intermitente, a insegurança que ameaça o cidadão, o Natal com menos luz nos bolsos dos portugueses.
Aterrar custa sempre e a realidade que espera Sócrates está a anos-luz do mundo por onde tem andado. Ontem escolheu a educação para falar com os deputados - tudo se reforma enquanto houver tempo para mudar.
É assim quando a agenda política impõe a desfocagem do que perturba - e o que seriamente começa a desassossegar o cidadão é a facilidade com que se mata perante a impotência das forças de segurança. Diz o Governo que as estatísticas estão contra os ajustes de contas.
É precisamente o que a oposição, particularmente Menezes, tem de fazer: começar a ajustar contas com o Governo, dizendo como faria e com quem faria, caso estivesse no lugar de Sócrates. É esta a única forma de fazer o homem aterrar. O que não é fácil para quem é o que é por "uma soma de casualidades".

Autoeuropa lança operação de charme para convencer fornecedores portugueses

Jörn Reimers pede preços mais baixos, mas abre a porta a novos contratos. Polo e Sharan são os desafios. “Por favor, senhores fornecedores, queremos aumentar a incorporação de componentes nacionais!”. O apelo de Jörn Reimers, durante um jantar de Natal inédito entre a direcção da Autoeuropa.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Brenntag investe 5,5 M€ e cria 45 empregos em Monção

A multinacional alemã "Brenntag Portugal, Produtos Químicos, Lda" vai construir uma fábrica na Zona Industrial da Lagoa (ZIL), em Monção, num investimento de 5,5 milhões de euros que criará 45 novos postos de trabalho, anunciou a Câmara Municipal de Monção. Em comunicado, a Câmara acrescenta que a Brenntag Portugal vai ocupar uma área de 2,6 hectares.
Neste momento, aquela zona tem contratualizadas sete fábricas espanholas, mas apenas uma está em laboração, concretamente a "Portufergari, Perfilação de Alumínios, Lda", que produz perfis de alumínio, ocupa 13 mil metros quadrados, significou um investimento de 1,5 milhões de euros e criou 46 postos de trabalho.
Também de capital espanhol, mas ainda em construção, contam-se quatro fábricas, entre as quais a Rada (construção de embarcações de desporto e de lazer, 460 mil euros de investimento e 20 postos de trabalho), e a Herteco, SL (fabricação de componentes metálicos para automóveis e injecção de espumas, 716 mil euros e 24 empregos).
A Garimar Yachts, Lda (construções de embarcações de desporto e lazer, 725 mil euros e 60 postos de trabalho) e a Pavestone Unipessoal, Lda (fabricação de artigos de granito e de rochas, 5,6 milhões de euros e 30 novos empregos) são as outras duas.
Em fase de projecto, estão as espanholas Estaleiros do Norte, Lda, vocacionada para a construção de embarcações de desporto e lazer, que investirá 550 mil euros e criará 45 postos de trabalho, e Grayto, Lda, ligada à fabricação e impressão de embalagens de cartão, um investimento de 10 milhões de euros e 132 empregos.
A ZIL tem ainda contratualizadas mais 11 empresas portuguesas, na sua maioria de Monção, que no total investirão 2,8 milhões de euros e criarão cerca de 150 trabalhadores.
Das empresas portuguesas, apenas estão duas em laboração, ambas ligadas à construção civil e obras públicas.

Imprensa chinesa retrata negativamente Cimeira UE/África

A imprensa oficial chinesa retratou em tons negativos a Cimeira UE/África do fim-de-semana.
"África diz não à UE quanto aos acordos comerciais", diz o China Daily, jornal oficial em língua inglesa, que escolheu como a notícia principal da sua secção internacional a Cimeira que decorreu em Lisboa e que tinha como um dos pontos da agenda a reflexão sobre como lidar com a crescente presença da China em África.
A Cimeira teve consequências políticas para a China, país que responsáveis europeus encaram cada vez mais como uma potência rival em África, até porque Pequim, para além de empréstimos a juros baixos e perdão de dívidas, oferece aos países africanos ajuda ao desenvolvimento sem condições políticas, sociais ou ambientais.
Não é de estranhar, portanto, que a imprensa chinesa, toda ela governamental, adopte hoje uma linha negativa, com títulos como "Desaire nos esforços da cimeira para criar nova parceria económica" (China Daily) ou "Colisão na Cimeira UE-Africa", segundo o Beijing Youth Daily, publicado em chinês, que afirma também que, durante todo o encontro "o cheiro da pólvora foi muito forte".

Univ. Lusófona assina acordo de cooperação com governo líbio

O Centro Internacional de Estudos e Investigações sobre o Livro Verde da Líbia e a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias assinaram dia 7 de Dezembro um acordo de cooperação destinado a fomentar acções ligadas ao ensino.
O acordo foi assinado pelo director das Relações Internacionais do Centro líbio, Miloud El-Mehadbi, e pelo presidente da Lusófona, Manuel de Almeida Damásio, e tem sobretudo em vista a "colaboração" das duas instituições para um "melhor aproveitamento das potencialidades humanas e logísticas" de cada uma delas.

O Centro de Estudos sobre o Livro Verde, disse, é uma instituição não-governamental que tem por objectivo a investigação, nos domínios intelectuais, políticos, económicos e sociais baseados em critérios científicos, visando o diálogo de culturas.

UP entre as 500 melhores do mundo em produção científica

A Universidade do Porto (UP) é a única instituição portuguesa de Ensino Superior na lista de 2007 do "Ranking de Performance de Artigos Científicos de Universidades Mundiais".
Em comunicado, a UP refere que está na 459ª posição (195ª na Europa) no ranking de 2007 recentemente divulgado pela autoridade independente de avaliação e acreditação do Ensino Superior de Taiwan.
"A elaboração do ranking teve por base os artigos científicos que os membros de cada instituição publicaram nas mais reconhecidas publicações internacionais", refere a UP, acrescentando que a avaliação se centrou em nove indicadores, divididos por três critérios.
Excelência da investigação (50%), impacto da investigação produzida (30%) e produtividade (20%) foram os critérios de avaliação da produção científica de cada universidade.

"O ranking é centrado mais na qualidade do que na quantidade da investigação (os indicadores de qualidade contam para 80% da nota final) e tem em conta o desempenho recente da universidade (constitui 50% da nota final), assegurando assim uma comparação mais justa entre universidades com grandes diferenças de idade", realça a UP.

A UP é a maior universidade portuguesa, em número de estudantes, e "o maior produtor de ciência em Portugal, tendo sido responsável por cerca de um quinto dos artigos científicos publicados anualmente por instituições portuguesas".
O ranking é liderado pela Universidade de Harvard, seguida de outras 10 universidades norte-americanas, surgindo a primeira europeia (Cambridge, Inglaterra) em 17º.
No top 500 deste ranking, o Brasil tem seis universidades (a Universidade de S. Paulo está em 94º) e a Espanha tem 11 (Universidade de Barcelona em 111º).

Cimeira UE/África: Mugabe satisfeito com segurança portuguesa que afastou gays

O Presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, elogiou Portugal pela "calorosa recepção e segurança rigorosa" durante a cimeira UE/África "para manter afastados gays que alegadamente vieram de vários países da Europa".

Segundo The Herald, Mugabe agradeceu também a Portugal por ter insistido na presença de todos os países africanos na cimeira UE/África, do passado fim-de-semana, adianta o jornal zimbabueano.
"Portugal relacionou-se com os países africanos como um parceiro igual, apesar de ser uma ex-potência colonial de Moçambique, Angola e Guiné-Bissau", referiu Mugabe, citado pelo diário.
O jornal adianta que Robert Mugabe regressou segunda-feira a casa, vindo de Lisboa, tendo sido recebido em Harare por "milhares de apoiantes da União Nacional Africana do Zimbabué - Frente Patriótica (ZANU-PF) que entoavam canções revolucionárias".

segunda-feira, dezembro 10, 2007

El País: "Mourinho, a Espanha precisa de ti"

Com este título o diário espanhol El País publicou um artigo dedicado ao treinador português e à possibilidade de ser designado seleccionador de Inglaterra.

"Alguém tem de resgatar José Mourinho. Tanto por solidariedade ibérica como por interesse próprio. Esse alguém deve ser o presidente de um clube do futebol espanhol, um que seja suficientemente inteligente para reconhecer o valor de contratar o melhor treinador desempregado do Mundo. Se não for assim, tão desesperado está o ex-treinador do Chelsea para voltar a trabalhar que poderia aceitar o calvário, absurdamente bem pago, de dirigir a selecção inglesa", lê-se.
"Com a sua arrogância de deus grego dá um valor incalculável ao maior espectáculo do Mundo e para o futebol espanhol, que nos últimos tempos tem perdido posições para o inglês, contratá-lo seria uma injecção de vitaminas", acrescenta-se. E antecipa-se cenário grandioso: "Seria um espectáculo presenciar a guerra de palavras entre o Real e o Barcelona no caso de Mourinho assumir o comando no Bernabéu. Infelizmente, não parece que isso possa suceder, por falta de imaginação da Direcção do Real e também porque Schuster está a fazer um autêntico milagre depois das desastrosas contratações do Verão. Para o Barcelona, contudo, o regresso de Mourinho não deveria ser uma remota possibilidade. A disputa entre Schuster e Mourinho seria a mais grandiosa desde os tempos de Wellington e Napoleão".

Solidariedade ibérica?! Que descaramento...

MIT critica separação entre ensino superior e indústria em Portugal

Yossi Sheffi, do Massachussetts Institute of Technology (MIT), criticou a total separação entre o meio académico e a indústria em Portugal, considerando as universidades "muito conservadoras" e "pouco práticas", defendendo uma "urgente" mudança de mentalidade. "Em Portugal, como no resto da Europa, há uma total separação entre o meio académico e a indústria, mas penso que o problema não são as empresas e sim as universidades", disse o director da divisão de Sistemas de Engenharia e do Centro de Transportes e Logística do MIT.
"Precisamente por não serem o número 1 [as instituições académicas portuguesas podem mudar], há uma razão para fazer algo de diferente. Têm de começar a trabalhar em conjunto com a indústria, a criar especialistas em engenharia, incluindo mais e mais investigação", avisou Sheffi.

Segundo Sheffi, as universidades podem dar "bem mais aos estudantes", começando por lhes mostrar que "o trabalho com as empresas é importante", não se resumindo à publicação de ensaios, à leitura ou à definição teórica da profissão de engenheiro, que acaba por não dar um contrato de trabalho a ninguém. "O que interessa o que é ou não a engenharia? Nada. Não interessa qual a etiqueta que se põe no problema, não interessa qual o ensaio que se vai publicar. A única coisa que interessa é a solução para o problema", frisou.
Contudo, Portugal reúne "uma série de ingredientes" para poder mudar. "Portugal pode ser um centro de excelência de engenharia em educação e investigação. Por ser um país pequeno, com tradição para estabelecer laços com o resto do mundo, tem oportunidade para que o governo, as indústrias e as instituições académicas possam trabalhar em conjunto", salientou.

O MIT está a desenvolver um programa com instituições portuguesas, que envolve centros de investigação, docentes, investigadores e alunos na forma de consórcios entre escolas de engenharia, faculdades de ciências e tecnologia e escolas de economia e gestão em sete universidades portuguesas, incluindo ainda empresas, laboratórios associados e laboratórios de Estado. Lançado em Outubro, o Programa MIT-Portugal insere-se num conjunto de acções que o Governo está a desenvolver para o fortalecimento da cooperação científica e tecnológica com instituições de reconhecido mérito internacional, de forma a potenciar projectos inovadores que contribuam para reforçar a capacidade científica e de formação avançada em Portugal.

Ministro das Relações Exteriores do Brasil visita Díli

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, fará uma visita oficial a Timor-Leste nos dias 10 e 11 de Dezembro, para reforçar os laços de cooperação com aquele país, informou hoje a diplomacia brasileira. Segundo um comunicado divulgado pelo Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, a agenda de Amorim inclui encontros com o Presidente timorense, José Ramos-Horta, e com o primeiro-ministro Xanana Gusmão. O ministro brasileiro reunir-se-á igualmente com o seu homólogo Zacarias da Costa e com o presidente do Tribunal de Recurso, Cláudio Ximenes. Celso Amorim terá ainda um encontro com o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas em Timor-Leste, Atul Khare. Participará também numa cerimónia de formatura no Centro de Formação Profissional administrado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Brasil (Senai) em Díli, dedicado à capacitação de mão-de-obra básica.
O Itamaraty destacou que o Brasil mantém estreitos laços de cooperação com Timor-Leste, único país da Ásia e Oceania que tem o português como língua oficial. Na avaliação do governo brasileiro, esta cooperação, nos campos da educação, justiça, segurança e formação de mão-de-obra, é "essencial à consolidação do nascente Estado timorense".

Ténis: Michelle Brito Campeã do Mundo Júnior

A tenista Michelle Brito, nona cabeça-de-série, tornou-se hoje a primeira portuguesa e a segunda tenista mais jovem de sempre a ganhar o escalão principal do Torneio Internacional Orange Bowl Junior, disputado na Florida, ao vencer na final a norte-americana Melanie Oudin. A menos de dois meses de completar 15 anos, a jovem portuguesa venceu o torneio feminino de sub-18, uma espécie de campeonato do Mundo oficioso de juniores, ao impor-se à oitava favorita em apenas dois "sets", pelos parciais de 7-5 e 6-3. Michelle Brito apenas foi batida, em matéria de precocidade, pela russa Nicole Vaidisova, actual número 12 mundial, que venceu a prova em 2003, no ano em que a portuguesa atingiu as meias-finais do torneio de sub-13 da prova, disputada na Florida. Durante a caminhada para o título, Michelle Brito já tinha derrotado a vencedora da edição de 2006 do torneio de Key Biscayne, a austríaca Nikola Hofamnova, segunda cabeça-de-série. Nos 60 anos de história da prova fundada por Eddie Herr em 1947, já se sagraram campeões tenistas como o suíço Roger Federer e a belga Justine Henin, actuais números líderes dos ranking masculino e feminino. Antes, foi a vez de nomes como Borg, John McEnroe, Ivan Lendl, Gabriela Sabatini, Jim Courier garantirem o triunfo na prova.

UE/África: cimeira foi "copo meio vazio", imprensa espanhola

A falta de grandes acordos, particularmente comerciais, entre a UE e África levam a imprensa espanhola a considerar que a cimeira do fim-de-semana se saldou por um encontro de "copo meio vazio".
A cobertura noticiosa dos principais diários espanhóis acaba por destacar vários dos temas paralelos, nomeadamente o anúncio de mais apoios espanhóis para o continente, o acordo hispano-francês para combate à ETA e o convite do presidente francês ao líder líbio para uma visita a Paris.

Para o El Pais, o primeiro destaque da cimeira prende-se com as novas ofertas espanholas para o continente, nomeadamente a construção de linhas férreas e estradas em África Ocidental. O jornal também refere que "um grupo de países africanos recusou os acordos comerciais com a Europa", citando a Mugabe que critica a "arrogância" europeia face ao seu país e ao continente africano. Nas duas páginas que dedica ao tema o jornal inclui uma entrevista com Plácido Micó, líder da oposição da Guiné Equatorial, em que este sustenta que a UE "não aborda a falta de democracia em África".
Para o jornal ABC, o mais destacado da cimeira foi o facto da França e de Espanha terem "levantado a Kadafi um veto ocidental de mais de 20 anos", destacando as críticas a Sarkozy pela visita do ditador a Paris e a assinatura de acordos entre a França e Líbia de entre três e cinco mil milhões de euros. Sobre a cimeira em si, o jornal destaca as ofertas de cooperação espanholas e a oferta da UE a África para "negociar para evitar a luta comercial".
O El Mundo é um dos jornais que menos cobertura dá ao tema, empurrando a cimeira para a segunda parte do seu caderno internacional, onde nota que foi uma "cimeira com vontade política mas sem consenso comercial". Destacando o abandono do presidente do Senegal da última reunião, o jornal refere que "apesar da boa vontade" dos líderes europeus e africanos "na prática esta cimeira não serviu para solucionar um dos assuntos pendentes e mais importantes: conseguir consenso em matéria comercial".
"Perante o fracasso, Barroso centra o êxito da cimeira em si mesma: é a primeira em sete anos", escreve o El Mundo, num curto artigo, marcado pela foto final de Durão Barroso, John Kouour e José Sócrates.

Se a inveja matasse...

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Macau: Deputado acusa poder de roubar mais que portugueses

Os recursos públicos "roubados" nos últimos anos em Macau atingiram valores superiores aos "roubados pelos portugueses" durante 400 anos, afirmou na quinta-feira o deputado Au Kam San na Assembleia Legislativa (AL) de Macau numa intervenção que provocou dois protestos.
Ao intervir no período antes da ordem do dia, San, eleito directamente nas listas da Associação do Novo Macau Democrático, salientou que "na época da governação colonial, os cidadãos de Macau nada podiam fazer quanto aos actos praticados pelos administradores não indígenas", mas que depois da implementação da Região Administrativa Especial (RAE) chinesa deveria ter-se aberto "uma nova etapa". Nas palavras de San a nova etapa não surgiu e o princípio do Macau governado pelas suas gentes não existe.
"O dono não somos nós. Os recursos políticos do Governo de Macau são monopolizados por uma minoria tal como os recursos económicos que são roubados à vontade por outra minoria", disse. Acrescentou também que "essas minorias vendem os bens do Estado a preço de saldo" e que os «roubos atingem um grau tão feroz que até os governantes colonialistas teriam dificuldade em com eles rivalizar".

As palavras de San, que a 20 de Dezembro, data em que se assinala o oitavo aniversário de Macau como RAE da China, organiza uma manifestação popular contra as políticas do Executivo de Macau, acabaram por provocar dois votos de protesto proferidos pelos deputados Leonel Alves e José Pereira Coutinho.
Falando de pé, um acontecimento raro na AL, e em português, Alves exigiu "provas" das acusações de San e acusou o seu colega de proferir um discurso fácil e populista para incitar o ânimo da população mais incauta.

Já Pereira Coutinho salientou na sua intervenção que as afirmações de San foram insultuosas para os portugueses que vivem e viveram em Macau e exigiu que o deputado se retratasse do que disse, algo que San não fez, salientando apenas que assumia a "responsabilidade política" da sua intervenção.

Khadafi traz negócios para empresas nacionais

A Galp deverá alargar a sua presença na exploração de petróleo ao território líbio. Construção e petroquímica também ganham.
A visita oficial de Muammar Khadafi a Portugal, um dia antes do início da Cimeira UE/África, não se ficou a dever ao desejo do presidente líbio de ficar a conhecer melhor Portugal, mas a sublinhar a importância crescente das relações comerciais entre os dois países. E para que tudo não se fique, apenas, pelas palavras hoje deverão ser anunciados vários acordos entre empresas dos dois países. Os envolvidos assinaram um acordo de confidencialidade, dando ao Presidente líbio o privilégio de os anunciar, esta manhã, num encontro com responsáveis empresariais. Mas uma das empresas envolvidas será a Galp. Os detalhes não são ainda conhecidos, mas o acordo deverá abranger as actividades em que a empresa tem apostado com maior força nos últimos meses: a exploração de petróleo naquele país e a distribuição de combustíveis em África, em parceria com uma empresa líbia. Os mercados alvo deverão localizar-se na orla mediterrânea, uma vez que a Galp já opera nos países africanos de língua portuguesa com parceiros locais.

Os contratos deverão abranger ainda empresas do sector da construção, bem como na indústria petroquímica e, possivelmente, no sector financeiro e farmacêutico.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

TurismoAlgarve com sabor a Hollywood

O turismo vê no cinema “um novo filão a explorar”. Sagres faz de Flandres no primeiro do lote de filmes a rodar na região.
"La Conjura de El Escorial" (A Conspiração de El Escorial), que incluiu dois dias de filmagem em Sagres, na quinta e na sexta-feira, é o primeiro de quatro filmes que Joaquim de Almeida já atraiu para a região à frente da Algarve Film Commission, participando como personagem. Em 2008, serão rodados no Algarve o "Mala Muerte", produção espanhola-colombiana, "Entre Colegas", um road movie brasileiro, e "Sonho Submerso", uma produção portuguesa no Zoomarine de Albufeira.
Atraindo curiosos e turistas de passagem, o porto de Sagres serviu de plateau para filmagens que reconstituíam a Flandres do séc. XVI. Lá estava a caravela "Boa Esperança", emprestada pela Região do Turismo do Algarve (RTA), e a nau "Vitória", que veio de Cádis. “O filme gira à volta da tentativa de assassínio de Filipe II e da luta de poder entre os Mendonças e os Alba, imediatamente antes da anexação de Portugal a Espanha”, explica José Manuel Lopes, director-geral da Film Commission.
O projecto da Film Commission para trazer cinema ao Algarve é entusiasticamente apoiado pela RTA, que acredita haver aqui um novo filão a explorar.

Na peugada da Andaluzia.
O exemplo de referência é a Film Commission da Andaluzia, ‘apadrinhada’ pelo actor António Banderas, e à conta da qual Sevilha arrecadou no ano passado 9 milhões de euros de receitas. “Em seis meses, a Algarve Film Commission conseguiu atrair quatro filmes. Há aqui um poço de petróleo para explorar”, sustenta António Pina, presidente da RTA, para quem “a ambição não tem limites” e o Algarve pode chegar aos níveis da Andaluzia. “O nome de Joaquim de Almeida chama. Por mim, está nomeado embaixador do Algarve para as questões do cinema”.
O projecto já foi avançado à Câmara de Portimão, que ficou interessada em ceder terrenos de 3 a 4 hectares para montar uma ‘cidade-estúdio’, em parceria com privados. “Além do sol e desta luminosidade que temos, são precisos mais dois trunfos: o estúdio em Portimão e uma taxa especial de IVA para produção de filmes”. Pina promete ele próprio interceder junto do Governo para este objectivo de criar um ‘turismo de cinema’ no Algarve, à semelhança de Espanha e Marrocos.

O presidente da RTA já convidou o realizador Luís Filipe Costa a retirar-se no Algarve para escrever um filme sobre Teixeira Gomes, e quer trazer 7 a 8 realizadores internacionais a “ver as belezas algarvias de helicóptero”. Cerca de 30% dos custos de um filme costumam ficar no local onde é rodado, mas a visão de Pina vai além do retorno imediato nos hotéis e restaurantes locais. “O projecto de cinema no Algarve era uma Bela Adormecida. Veio um príncipe, deu-lhe um beijo e ela acordou. Eu quero ser esse príncipe”, conclui.