Yossi Sheffi, do Massachussetts Institute of Technology (MIT), criticou a total separação entre o meio académico e a indústria em Portugal, considerando as universidades "muito conservadoras" e "pouco práticas", defendendo uma "urgente" mudança de mentalidade. "Em Portugal, como no resto da Europa, há uma total separação entre o meio académico e a indústria, mas penso que o problema não são as empresas e sim as universidades", disse o director da divisão de Sistemas de Engenharia e do Centro de Transportes e Logística do MIT.
"Precisamente por não serem o número 1 [as instituições académicas portuguesas podem mudar], há uma razão para fazer algo de diferente. Têm de começar a trabalhar em conjunto com a indústria, a criar especialistas em engenharia, incluindo mais e mais investigação", avisou Sheffi.
Segundo Sheffi, as universidades podem dar "bem mais aos estudantes", começando por lhes mostrar que "o trabalho com as empresas é importante", não se resumindo à publicação de ensaios, à leitura ou à definição teórica da profissão de engenheiro, que acaba por não dar um contrato de trabalho a ninguém. "O que interessa o que é ou não a engenharia? Nada. Não interessa qual a etiqueta que se põe no problema, não interessa qual o ensaio que se vai publicar. A única coisa que interessa é a solução para o problema", frisou.
Contudo, Portugal reúne "uma série de ingredientes" para poder mudar. "Portugal pode ser um centro de excelência de engenharia em educação e investigação. Por ser um país pequeno, com tradição para estabelecer laços com o resto do mundo, tem oportunidade para que o governo, as indústrias e as instituições académicas possam trabalhar em conjunto", salientou.
O MIT está a desenvolver um programa com instituições portuguesas, que envolve centros de investigação, docentes, investigadores e alunos na forma de consórcios entre escolas de engenharia, faculdades de ciências e tecnologia e escolas de economia e gestão em sete universidades portuguesas, incluindo ainda empresas, laboratórios associados e laboratórios de Estado. Lançado em Outubro, o Programa MIT-Portugal insere-se num conjunto de acções que o Governo está a desenvolver para o fortalecimento da cooperação científica e tecnológica com instituições de reconhecido mérito internacional, de forma a potenciar projectos inovadores que contribuam para reforçar a capacidade científica e de formação avançada em Portugal.
segunda-feira, dezembro 10, 2007
Ministro das Relações Exteriores do Brasil visita Díli
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, fará uma visita oficial a Timor-Leste nos dias 10 e 11 de Dezembro, para reforçar os laços de cooperação com aquele país, informou hoje a diplomacia brasileira. Segundo um comunicado divulgado pelo Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, a agenda de Amorim inclui encontros com o Presidente timorense, José Ramos-Horta, e com o primeiro-ministro Xanana Gusmão. O ministro brasileiro reunir-se-á igualmente com o seu homólogo Zacarias da Costa e com o presidente do Tribunal de Recurso, Cláudio Ximenes. Celso Amorim terá ainda um encontro com o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas em Timor-Leste, Atul Khare. Participará também numa cerimónia de formatura no Centro de Formação Profissional administrado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Brasil (Senai) em Díli, dedicado à capacitação de mão-de-obra básica.
O Itamaraty destacou que o Brasil mantém estreitos laços de cooperação com Timor-Leste, único país da Ásia e Oceania que tem o português como língua oficial. Na avaliação do governo brasileiro, esta cooperação, nos campos da educação, justiça, segurança e formação de mão-de-obra, é "essencial à consolidação do nascente Estado timorense".
O Itamaraty destacou que o Brasil mantém estreitos laços de cooperação com Timor-Leste, único país da Ásia e Oceania que tem o português como língua oficial. Na avaliação do governo brasileiro, esta cooperação, nos campos da educação, justiça, segurança e formação de mão-de-obra, é "essencial à consolidação do nascente Estado timorense".
Ténis: Michelle Brito Campeã do Mundo Júnior
A tenista Michelle Brito, nona cabeça-de-série, tornou-se hoje a primeira portuguesa e a segunda tenista mais jovem de sempre a ganhar o escalão principal do Torneio Internacional Orange Bowl Junior, disputado na Florida, ao vencer na final a norte-americana Melanie Oudin. A menos de dois meses de completar 15 anos, a jovem portuguesa venceu o torneio feminino de sub-18, uma espécie de campeonato do Mundo oficioso de juniores, ao impor-se à oitava favorita em apenas dois "sets", pelos parciais de 7-5 e 6-3. Michelle Brito apenas foi batida, em matéria de precocidade, pela russa Nicole Vaidisova, actual número 12 mundial, que venceu a prova em 2003, no ano em que a portuguesa atingiu as meias-finais do torneio de sub-13 da prova, disputada na Florida. Durante a caminhada para o título, Michelle Brito já tinha derrotado a vencedora da edição de 2006 do torneio de Key Biscayne, a austríaca Nikola Hofamnova, segunda cabeça-de-série. Nos 60 anos de história da prova fundada por Eddie Herr em 1947, já se sagraram campeões tenistas como o suíço Roger Federer e a belga Justine Henin, actuais números líderes dos ranking masculino e feminino. Antes, foi a vez de nomes como Borg, John McEnroe, Ivan Lendl, Gabriela Sabatini, Jim Courier garantirem o triunfo na prova.
UE/África: cimeira foi "copo meio vazio", imprensa espanhola
A falta de grandes acordos, particularmente comerciais, entre a UE e África levam a imprensa espanhola a considerar que a cimeira do fim-de-semana se saldou por um encontro de "copo meio vazio".
A cobertura noticiosa dos principais diários espanhóis acaba por destacar vários dos temas paralelos, nomeadamente o anúncio de mais apoios espanhóis para o continente, o acordo hispano-francês para combate à ETA e o convite do presidente francês ao líder líbio para uma visita a Paris.
Para o El Pais, o primeiro destaque da cimeira prende-se com as novas ofertas espanholas para o continente, nomeadamente a construção de linhas férreas e estradas em África Ocidental. O jornal também refere que "um grupo de países africanos recusou os acordos comerciais com a Europa", citando a Mugabe que critica a "arrogância" europeia face ao seu país e ao continente africano. Nas duas páginas que dedica ao tema o jornal inclui uma entrevista com Plácido Micó, líder da oposição da Guiné Equatorial, em que este sustenta que a UE "não aborda a falta de democracia em África".
Para o jornal ABC, o mais destacado da cimeira foi o facto da França e de Espanha terem "levantado a Kadafi um veto ocidental de mais de 20 anos", destacando as críticas a Sarkozy pela visita do ditador a Paris e a assinatura de acordos entre a França e Líbia de entre três e cinco mil milhões de euros. Sobre a cimeira em si, o jornal destaca as ofertas de cooperação espanholas e a oferta da UE a África para "negociar para evitar a luta comercial".
O El Mundo é um dos jornais que menos cobertura dá ao tema, empurrando a cimeira para a segunda parte do seu caderno internacional, onde nota que foi uma "cimeira com vontade política mas sem consenso comercial". Destacando o abandono do presidente do Senegal da última reunião, o jornal refere que "apesar da boa vontade" dos líderes europeus e africanos "na prática esta cimeira não serviu para solucionar um dos assuntos pendentes e mais importantes: conseguir consenso em matéria comercial".
"Perante o fracasso, Barroso centra o êxito da cimeira em si mesma: é a primeira em sete anos", escreve o El Mundo, num curto artigo, marcado pela foto final de Durão Barroso, John Kouour e José Sócrates.
Se a inveja matasse...
A cobertura noticiosa dos principais diários espanhóis acaba por destacar vários dos temas paralelos, nomeadamente o anúncio de mais apoios espanhóis para o continente, o acordo hispano-francês para combate à ETA e o convite do presidente francês ao líder líbio para uma visita a Paris.
Para o El Pais, o primeiro destaque da cimeira prende-se com as novas ofertas espanholas para o continente, nomeadamente a construção de linhas férreas e estradas em África Ocidental. O jornal também refere que "um grupo de países africanos recusou os acordos comerciais com a Europa", citando a Mugabe que critica a "arrogância" europeia face ao seu país e ao continente africano. Nas duas páginas que dedica ao tema o jornal inclui uma entrevista com Plácido Micó, líder da oposição da Guiné Equatorial, em que este sustenta que a UE "não aborda a falta de democracia em África".
Para o jornal ABC, o mais destacado da cimeira foi o facto da França e de Espanha terem "levantado a Kadafi um veto ocidental de mais de 20 anos", destacando as críticas a Sarkozy pela visita do ditador a Paris e a assinatura de acordos entre a França e Líbia de entre três e cinco mil milhões de euros. Sobre a cimeira em si, o jornal destaca as ofertas de cooperação espanholas e a oferta da UE a África para "negociar para evitar a luta comercial".
O El Mundo é um dos jornais que menos cobertura dá ao tema, empurrando a cimeira para a segunda parte do seu caderno internacional, onde nota que foi uma "cimeira com vontade política mas sem consenso comercial". Destacando o abandono do presidente do Senegal da última reunião, o jornal refere que "apesar da boa vontade" dos líderes europeus e africanos "na prática esta cimeira não serviu para solucionar um dos assuntos pendentes e mais importantes: conseguir consenso em matéria comercial".
"Perante o fracasso, Barroso centra o êxito da cimeira em si mesma: é a primeira em sete anos", escreve o El Mundo, num curto artigo, marcado pela foto final de Durão Barroso, John Kouour e José Sócrates.
Se a inveja matasse...
sexta-feira, dezembro 07, 2007
Macau: Deputado acusa poder de roubar mais que portugueses
Os recursos públicos "roubados" nos últimos anos em Macau atingiram valores superiores aos "roubados pelos portugueses" durante 400 anos, afirmou na quinta-feira o deputado Au Kam San na Assembleia Legislativa (AL) de Macau numa intervenção que provocou dois protestos.
Ao intervir no período antes da ordem do dia, San, eleito directamente nas listas da Associação do Novo Macau Democrático, salientou que "na época da governação colonial, os cidadãos de Macau nada podiam fazer quanto aos actos praticados pelos administradores não indígenas", mas que depois da implementação da Região Administrativa Especial (RAE) chinesa deveria ter-se aberto "uma nova etapa". Nas palavras de San a nova etapa não surgiu e o princípio do Macau governado pelas suas gentes não existe.
"O dono não somos nós. Os recursos políticos do Governo de Macau são monopolizados por uma minoria tal como os recursos económicos que são roubados à vontade por outra minoria", disse. Acrescentou também que "essas minorias vendem os bens do Estado a preço de saldo" e que os «roubos atingem um grau tão feroz que até os governantes colonialistas teriam dificuldade em com eles rivalizar".
As palavras de San, que a 20 de Dezembro, data em que se assinala o oitavo aniversário de Macau como RAE da China, organiza uma manifestação popular contra as políticas do Executivo de Macau, acabaram por provocar dois votos de protesto proferidos pelos deputados Leonel Alves e José Pereira Coutinho.
Falando de pé, um acontecimento raro na AL, e em português, Alves exigiu "provas" das acusações de San e acusou o seu colega de proferir um discurso fácil e populista para incitar o ânimo da população mais incauta.
Já Pereira Coutinho salientou na sua intervenção que as afirmações de San foram insultuosas para os portugueses que vivem e viveram em Macau e exigiu que o deputado se retratasse do que disse, algo que San não fez, salientando apenas que assumia a "responsabilidade política" da sua intervenção.
Ao intervir no período antes da ordem do dia, San, eleito directamente nas listas da Associação do Novo Macau Democrático, salientou que "na época da governação colonial, os cidadãos de Macau nada podiam fazer quanto aos actos praticados pelos administradores não indígenas", mas que depois da implementação da Região Administrativa Especial (RAE) chinesa deveria ter-se aberto "uma nova etapa". Nas palavras de San a nova etapa não surgiu e o princípio do Macau governado pelas suas gentes não existe.
"O dono não somos nós. Os recursos políticos do Governo de Macau são monopolizados por uma minoria tal como os recursos económicos que são roubados à vontade por outra minoria", disse. Acrescentou também que "essas minorias vendem os bens do Estado a preço de saldo" e que os «roubos atingem um grau tão feroz que até os governantes colonialistas teriam dificuldade em com eles rivalizar".
As palavras de San, que a 20 de Dezembro, data em que se assinala o oitavo aniversário de Macau como RAE da China, organiza uma manifestação popular contra as políticas do Executivo de Macau, acabaram por provocar dois votos de protesto proferidos pelos deputados Leonel Alves e José Pereira Coutinho.
Falando de pé, um acontecimento raro na AL, e em português, Alves exigiu "provas" das acusações de San e acusou o seu colega de proferir um discurso fácil e populista para incitar o ânimo da população mais incauta.
Já Pereira Coutinho salientou na sua intervenção que as afirmações de San foram insultuosas para os portugueses que vivem e viveram em Macau e exigiu que o deputado se retratasse do que disse, algo que San não fez, salientando apenas que assumia a "responsabilidade política" da sua intervenção.
Khadafi traz negócios para empresas nacionais
A Galp deverá alargar a sua presença na exploração de petróleo ao território líbio. Construção e petroquímica também ganham.
A visita oficial de Muammar Khadafi a Portugal, um dia antes do início da Cimeira UE/África, não se ficou a dever ao desejo do presidente líbio de ficar a conhecer melhor Portugal, mas a sublinhar a importância crescente das relações comerciais entre os dois países. E para que tudo não se fique, apenas, pelas palavras hoje deverão ser anunciados vários acordos entre empresas dos dois países. Os envolvidos assinaram um acordo de confidencialidade, dando ao Presidente líbio o privilégio de os anunciar, esta manhã, num encontro com responsáveis empresariais. Mas uma das empresas envolvidas será a Galp. Os detalhes não são ainda conhecidos, mas o acordo deverá abranger as actividades em que a empresa tem apostado com maior força nos últimos meses: a exploração de petróleo naquele país e a distribuição de combustíveis em África, em parceria com uma empresa líbia. Os mercados alvo deverão localizar-se na orla mediterrânea, uma vez que a Galp já opera nos países africanos de língua portuguesa com parceiros locais.
Os contratos deverão abranger ainda empresas do sector da construção, bem como na indústria petroquímica e, possivelmente, no sector financeiro e farmacêutico.
A visita oficial de Muammar Khadafi a Portugal, um dia antes do início da Cimeira UE/África, não se ficou a dever ao desejo do presidente líbio de ficar a conhecer melhor Portugal, mas a sublinhar a importância crescente das relações comerciais entre os dois países. E para que tudo não se fique, apenas, pelas palavras hoje deverão ser anunciados vários acordos entre empresas dos dois países. Os envolvidos assinaram um acordo de confidencialidade, dando ao Presidente líbio o privilégio de os anunciar, esta manhã, num encontro com responsáveis empresariais. Mas uma das empresas envolvidas será a Galp. Os detalhes não são ainda conhecidos, mas o acordo deverá abranger as actividades em que a empresa tem apostado com maior força nos últimos meses: a exploração de petróleo naquele país e a distribuição de combustíveis em África, em parceria com uma empresa líbia. Os mercados alvo deverão localizar-se na orla mediterrânea, uma vez que a Galp já opera nos países africanos de língua portuguesa com parceiros locais.
Os contratos deverão abranger ainda empresas do sector da construção, bem como na indústria petroquímica e, possivelmente, no sector financeiro e farmacêutico.
quinta-feira, dezembro 06, 2007
TurismoAlgarve com sabor a Hollywood
O turismo vê no cinema “um novo filão a explorar”. Sagres faz de Flandres no primeiro do lote de filmes a rodar na região.
"La Conjura de El Escorial" (A Conspiração de El Escorial), que incluiu dois dias de filmagem em Sagres, na quinta e na sexta-feira, é o primeiro de quatro filmes que Joaquim de Almeida já atraiu para a região à frente da Algarve Film Commission, participando como personagem. Em 2008, serão rodados no Algarve o "Mala Muerte", produção espanhola-colombiana, "Entre Colegas", um road movie brasileiro, e "Sonho Submerso", uma produção portuguesa no Zoomarine de Albufeira.
Atraindo curiosos e turistas de passagem, o porto de Sagres serviu de plateau para filmagens que reconstituíam a Flandres do séc. XVI. Lá estava a caravela "Boa Esperança", emprestada pela Região do Turismo do Algarve (RTA), e a nau "Vitória", que veio de Cádis. “O filme gira à volta da tentativa de assassínio de Filipe II e da luta de poder entre os Mendonças e os Alba, imediatamente antes da anexação de Portugal a Espanha”, explica José Manuel Lopes, director-geral da Film Commission.
O projecto da Film Commission para trazer cinema ao Algarve é entusiasticamente apoiado pela RTA, que acredita haver aqui um novo filão a explorar.
Na peugada da Andaluzia.
O exemplo de referência é a Film Commission da Andaluzia, ‘apadrinhada’ pelo actor António Banderas, e à conta da qual Sevilha arrecadou no ano passado 9 milhões de euros de receitas. “Em seis meses, a Algarve Film Commission conseguiu atrair quatro filmes. Há aqui um poço de petróleo para explorar”, sustenta António Pina, presidente da RTA, para quem “a ambição não tem limites” e o Algarve pode chegar aos níveis da Andaluzia. “O nome de Joaquim de Almeida chama. Por mim, está nomeado embaixador do Algarve para as questões do cinema”.
O projecto já foi avançado à Câmara de Portimão, que ficou interessada em ceder terrenos de 3 a 4 hectares para montar uma ‘cidade-estúdio’, em parceria com privados. “Além do sol e desta luminosidade que temos, são precisos mais dois trunfos: o estúdio em Portimão e uma taxa especial de IVA para produção de filmes”. Pina promete ele próprio interceder junto do Governo para este objectivo de criar um ‘turismo de cinema’ no Algarve, à semelhança de Espanha e Marrocos.
O presidente da RTA já convidou o realizador Luís Filipe Costa a retirar-se no Algarve para escrever um filme sobre Teixeira Gomes, e quer trazer 7 a 8 realizadores internacionais a “ver as belezas algarvias de helicóptero”. Cerca de 30% dos custos de um filme costumam ficar no local onde é rodado, mas a visão de Pina vai além do retorno imediato nos hotéis e restaurantes locais. “O projecto de cinema no Algarve era uma Bela Adormecida. Veio um príncipe, deu-lhe um beijo e ela acordou. Eu quero ser esse príncipe”, conclui.
"La Conjura de El Escorial" (A Conspiração de El Escorial), que incluiu dois dias de filmagem em Sagres, na quinta e na sexta-feira, é o primeiro de quatro filmes que Joaquim de Almeida já atraiu para a região à frente da Algarve Film Commission, participando como personagem. Em 2008, serão rodados no Algarve o "Mala Muerte", produção espanhola-colombiana, "Entre Colegas", um road movie brasileiro, e "Sonho Submerso", uma produção portuguesa no Zoomarine de Albufeira.
Atraindo curiosos e turistas de passagem, o porto de Sagres serviu de plateau para filmagens que reconstituíam a Flandres do séc. XVI. Lá estava a caravela "Boa Esperança", emprestada pela Região do Turismo do Algarve (RTA), e a nau "Vitória", que veio de Cádis. “O filme gira à volta da tentativa de assassínio de Filipe II e da luta de poder entre os Mendonças e os Alba, imediatamente antes da anexação de Portugal a Espanha”, explica José Manuel Lopes, director-geral da Film Commission.
O projecto da Film Commission para trazer cinema ao Algarve é entusiasticamente apoiado pela RTA, que acredita haver aqui um novo filão a explorar.
Na peugada da Andaluzia.
O exemplo de referência é a Film Commission da Andaluzia, ‘apadrinhada’ pelo actor António Banderas, e à conta da qual Sevilha arrecadou no ano passado 9 milhões de euros de receitas. “Em seis meses, a Algarve Film Commission conseguiu atrair quatro filmes. Há aqui um poço de petróleo para explorar”, sustenta António Pina, presidente da RTA, para quem “a ambição não tem limites” e o Algarve pode chegar aos níveis da Andaluzia. “O nome de Joaquim de Almeida chama. Por mim, está nomeado embaixador do Algarve para as questões do cinema”.
O projecto já foi avançado à Câmara de Portimão, que ficou interessada em ceder terrenos de 3 a 4 hectares para montar uma ‘cidade-estúdio’, em parceria com privados. “Além do sol e desta luminosidade que temos, são precisos mais dois trunfos: o estúdio em Portimão e uma taxa especial de IVA para produção de filmes”. Pina promete ele próprio interceder junto do Governo para este objectivo de criar um ‘turismo de cinema’ no Algarve, à semelhança de Espanha e Marrocos.
O presidente da RTA já convidou o realizador Luís Filipe Costa a retirar-se no Algarve para escrever um filme sobre Teixeira Gomes, e quer trazer 7 a 8 realizadores internacionais a “ver as belezas algarvias de helicóptero”. Cerca de 30% dos custos de um filme costumam ficar no local onde é rodado, mas a visão de Pina vai além do retorno imediato nos hotéis e restaurantes locais. “O projecto de cinema no Algarve era uma Bela Adormecida. Veio um príncipe, deu-lhe um beijo e ela acordou. Eu quero ser esse príncipe”, conclui.
Três investigadoras com menos de 35 anos recebem prémio para as Mulheres na Ciência
As investigadoras portuguesas Eliana Souto, Anabela Rolo e Iola Duarte foram ontem distinguidas com as "Medalhas de Honra L"Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência" 2007, pelos seus trabalhos no campo das ciências da vida. O prémio (no valor de 20 mil euros), atribuído pela multinacional francesa em conjunto com a comissão nacional da UNESCO e a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), pretende reconhecer o trabalho de jovens investigadoras portuguesas até aos 35 anos e doutoradas há menos de cinco.
"A iniciativa destaca o papel das mulheres e permite o aparecimento de novos cientistas entre os jovens", explica o presidente da comissão nacional da UNESCO, Fernando Guimarães, na cerimónia de entrega na Academia das Ciências, em Lisboa.
Eliana Souto, de 31 anos, não podia estar mais de acordo. O trabalho que desenvolve na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, prende-se com a melhoria da eficácia de determinados fármacos na área da cosmética e do tratamento de doenças de pele.
Anabela Rolo, de 30 anos, que é responsável pela pesquisa sobre as alterações metabólicas no organismo em pré-diabetes e criação de novas terapêuticas adequadas. A investigação, "ainda na fase inicial", desenvolve-se no Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra.
Iola Duarte, de 32 anos, agradece à família. Iola é investigadora do Laboratório Associado CICECO da Universidade de Aveiro, trabalhando em rede com os Hospitais e a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Desde Setembro deste ano, que tem tentado compreender, através da ressonância magnética nuclear, o interior dos tecidos pulmonares saudável e cancerosos.
"A iniciativa destaca o papel das mulheres e permite o aparecimento de novos cientistas entre os jovens", explica o presidente da comissão nacional da UNESCO, Fernando Guimarães, na cerimónia de entrega na Academia das Ciências, em Lisboa.
Eliana Souto, de 31 anos, não podia estar mais de acordo. O trabalho que desenvolve na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, prende-se com a melhoria da eficácia de determinados fármacos na área da cosmética e do tratamento de doenças de pele.
Anabela Rolo, de 30 anos, que é responsável pela pesquisa sobre as alterações metabólicas no organismo em pré-diabetes e criação de novas terapêuticas adequadas. A investigação, "ainda na fase inicial", desenvolve-se no Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra.
Iola Duarte, de 32 anos, agradece à família. Iola é investigadora do Laboratório Associado CICECO da Universidade de Aveiro, trabalhando em rede com os Hospitais e a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Desde Setembro deste ano, que tem tentado compreender, através da ressonância magnética nuclear, o interior dos tecidos pulmonares saudável e cancerosos.
Mota-Engil apresenta melhor proposta para auto-estradas no México
A construtora Mota-Engil anunciu hoje que o consórcio do qual faz parte apresentou a melhor proposta para a concessão de construção, operação, exploração, conservação e manutenção por 30 anos de uma auto-estrada no México. A adjudicação do projecto final deverá ocorrer no prazo de um mêsMafalda AguilarEm comunicado enviado à Comissão Nacional do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Mota-Engil afirma que "o agrupamento formado pela Isolux Corsan Concessiones, Isolux de Mexico, Mota-Engil e ES Concessões apresentou, de acordo com os critérios do concurso, a melhor proposta para a concessão de construção, operação, exploração, conservação e manutenção por 30 anos da auto-estrada 'Perote-Banderilla y Libramiento de Xalapa', no México".
No documento, a construtora adianta que o projecto, em regime de portagem real, contempla a construção no prazo de dois anos de cerca de 59 km de auto-estrada, com custo estimado de 179 milhões de euros. Em adição, a proposta entregue inclui ainda um pagamento ao Estado de cerca de 209 milhões de euros, dos quais mais de 48 milhões de euros serão desembolsados pela Mota-Engil. A Mota-Engil tem uma participação de 30% no consórcio, enquanto a ES Concessões detém 20% e a Isolux Corsam os restantes 50%.
No documento, a construtora adianta que o projecto, em regime de portagem real, contempla a construção no prazo de dois anos de cerca de 59 km de auto-estrada, com custo estimado de 179 milhões de euros. Em adição, a proposta entregue inclui ainda um pagamento ao Estado de cerca de 209 milhões de euros, dos quais mais de 48 milhões de euros serão desembolsados pela Mota-Engil. A Mota-Engil tem uma participação de 30% no consórcio, enquanto a ES Concessões detém 20% e a Isolux Corsam os restantes 50%.
Mário Soares reafirma vontade de ver arquipélago na União Europeia
O antigo Presidente da República de Portugal Mário Soares reafirmou, no Mindelo, que gostaria de ver Cabo Verde como membro de pleno direito da União Europeia. Soares falava na terça-feira, no Centro Cultural do Mindelo, ilha de São Vicente, como convidado de uma conferência organizada pelo Instituto de Estudos Superiores Isidoro Graça (IESIG). O antigo chefe de Estado português falou sobre o tema "Cabo Verde e a Europa na encruzilhada dos destinos: ontem, hoje e amanhã", que serviu de base também a uma intervenção do Presidente cabo-verdiano, Pedro Pires.
Segundo a Inforpress, Mário Soares voltou a dizer que a sua opinião é a de que, após o 25 de Abril, Cabo Verde devia ter obtido um estatuto de região autónoma de Portugal, como a Madeira e os Açores. Porém, acrescentou, na altura a questão não podia pôr-se já que tanto a Guiné-Bissau como Cabo Verde, liderados pelo mesmo partido, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), queriam era a independência.
Pedro Pires, que falou depois de Soares, lembrou que há 32 anos o próprio Banco Mundial considerava o novo país inviável e congratulou-se depois com a integração de Cabo Verde no grupo de países de rendimento médio, a partir de Janeiro, e detentor de um Índice de Desenvolvimento Humano "notável". A conferência do IESIG termina hoje, com uma intervenção do professor português Adriano Moreira sobre "O ensino superior, a democracia, o desenvolvimento e o empreendedorismo".
Segundo a Inforpress, Mário Soares voltou a dizer que a sua opinião é a de que, após o 25 de Abril, Cabo Verde devia ter obtido um estatuto de região autónoma de Portugal, como a Madeira e os Açores. Porém, acrescentou, na altura a questão não podia pôr-se já que tanto a Guiné-Bissau como Cabo Verde, liderados pelo mesmo partido, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), queriam era a independência.
Pedro Pires, que falou depois de Soares, lembrou que há 32 anos o próprio Banco Mundial considerava o novo país inviável e congratulou-se depois com a integração de Cabo Verde no grupo de países de rendimento médio, a partir de Janeiro, e detentor de um Índice de Desenvolvimento Humano "notável". A conferência do IESIG termina hoje, com uma intervenção do professor português Adriano Moreira sobre "O ensino superior, a democracia, o desenvolvimento e o empreendedorismo".
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Ex-Presidente português Sampaio visita o país como representante da ONU
O ex-Presidente português Jorge Sampaio chega na quarta-feira ao Brasil como Enviado Especial da ONU para a Luta contra a Tuberculose e Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações, informou hoje embaixada de Portugal em Brasília.
A agenda da visita, que decorre até o próximo dia 8, inclui Brasília e Rio de Janeiro. Na primeira das duas funções que virá desempenhar no Brasil, Sampaio terá um encontro com o ministro brasileiro da Saúde, José Gomes Temporão, e conhecerá a experiência de combate à tuberculose na Rocinha, no Rio de Janeiro, a maior favela da América Latina, com mais de 150 mil habitantes. Sampaio participa também num seminário sobre a cooperação internacional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em África na área da saúde e combate à tuberculose. O ex-Presidente português vai visitar ainda o Instituto de Tecnologia em Imobiológicos "Bio-manguinhos" e outras instalações da Fiocruz no Rio de Janeiro.
Como Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações, Sampaio está presente, no sábado, na conferência internacional "Aliança das Civilizações, Interculturalismo e Direitos Humanos", inaugurada pelo Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
Do Rio de Janeiro, Jorge Sampaio segue para Washington.
A agenda da visita, que decorre até o próximo dia 8, inclui Brasília e Rio de Janeiro. Na primeira das duas funções que virá desempenhar no Brasil, Sampaio terá um encontro com o ministro brasileiro da Saúde, José Gomes Temporão, e conhecerá a experiência de combate à tuberculose na Rocinha, no Rio de Janeiro, a maior favela da América Latina, com mais de 150 mil habitantes. Sampaio participa também num seminário sobre a cooperação internacional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em África na área da saúde e combate à tuberculose. O ex-Presidente português vai visitar ainda o Instituto de Tecnologia em Imobiológicos "Bio-manguinhos" e outras instalações da Fiocruz no Rio de Janeiro.
Como Alto Representante da ONU para a Aliança das Civilizações, Sampaio está presente, no sábado, na conferência internacional "Aliança das Civilizações, Interculturalismo e Direitos Humanos", inaugurada pelo Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
Do Rio de Janeiro, Jorge Sampaio segue para Washington.
Brisa vai competir com quatro rivais na privatização de estradas na Turquia
As autoridades turcas revelaram hoje que existem cinco empresas interessadas na privatização das estradas do país. Para além da portuguesa Brisa, estão na corrida a australiana Macquaria Infrastructure, a italiana Atlantia, a japonesa Itochu e a espanhola Abertis.
Segundo o administrador da TSKB Halil Eroglu, que está a aconselhar o governo de Ancara na operação de privatização das estradas turcas, citado pela agência Reuters, "de momento estamos em conversações (...) pelo que não é possível nem correcto estimar quanto irá ser encaixado com a operação, mas posso dizer que o interesse é intenso". A Brisa já havia anunciado o seu interesse em concorrer à privatização das estradas turcas.
Segundo o administrador da TSKB Halil Eroglu, que está a aconselhar o governo de Ancara na operação de privatização das estradas turcas, citado pela agência Reuters, "de momento estamos em conversações (...) pelo que não é possível nem correcto estimar quanto irá ser encaixado com a operação, mas posso dizer que o interesse é intenso". A Brisa já havia anunciado o seu interesse em concorrer à privatização das estradas turcas.
Cimpor compra empresa na Índia
A Índia é o segundo maior mercado do mundo no sector cimenteiro.
Após a China, a Turquia e o Peru, foi a vez da Índia. Há vários anos que a empresa presidida por Ricardo Bayão Horta estuda as várias oportunidades de negócio que surgiam nesse país asiático, um interesse estratégico que só agora foi concretizado. A Cimpor comprou 53,64% da cimenteira indiana Shree Digvijay por 117 milhões de euros. O contrato, assinado ontem, obriga a Cimpor ao lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre mais 20% do capital desta sociedade.A cimenteira passará a estar cotada na Bolsa de Bombaim.
Após a China, a Turquia e o Peru, foi a vez da Índia. Há vários anos que a empresa presidida por Ricardo Bayão Horta estuda as várias oportunidades de negócio que surgiam nesse país asiático, um interesse estratégico que só agora foi concretizado. A Cimpor comprou 53,64% da cimenteira indiana Shree Digvijay por 117 milhões de euros. O contrato, assinado ontem, obriga a Cimpor ao lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre mais 20% do capital desta sociedade.A cimenteira passará a estar cotada na Bolsa de Bombaim.
Distinção internacional para Serralves
A Fundação de Serralves recebeu o Prémio dos Pares nos International Museum Communication Awards (IMCA).
O reconhecimento chega de uma votação de museus e galerias de arte de 82 países e distingue a campanha para a exposição de Katharina Grosse que esteve no museu portuense entre Abril e Julho deste ano. Inspirado no trabalho da artista alemã, o Gabinete de Imagem e Divulgação de Serralves desenvolveu a publicidade para Atoms Outside Eggs tendo "como base cartazes brancos, que depois de colados nas ruas foram pintados com tinta em spray", explica a assessora de imprensa, Marta Morais. Os IMCA premeiam os melhores trabalhos internacionais de comunicação para museus e galerias de arte. A cerimónia de entrega decorreu em Bruxelas, a 29 de Novembro. Além da Fundação de Serralves, os principais prémios distinguiram a National Portrait Gallery e o Southbank Centre, ambos de Londres, o MUDAM, do Luxemburgo, e o MuseumsQuartier Viena.
terça-feira, dezembro 04, 2007
Bósnia-Herzegovina mais próxima da adesão à UE
O Acordo de Associação e Estabilização será hoje rubricado em Sarajevo. Luís Amado, presidente em exercício do Conselho de Ministros da UE, e Javier Solana, Alto Representante para a Política Externa, chefiam a delegação europeia.
A Bósnia é o único país da região dos Balcãs Ocidentais que não tem um acordo de associação com a União Europeia.
Nos termos do acordo de paz de Dayton, que pôs fim ao conflito de 1992-1995 na antiga Jugoslávia, a Bósnia é formada por duas entidades autónomas, a República Srpska e a Federação Croato-Muçulmana, unidas por frágeis instituições centrais.
Desde 1 de Novembro, esta república da ex-Jugoslávia vive uma grave crise política desencadeada pela demissão do primeiro-ministro do governo central Nikola Spiric (sérvio).
Spiric demitiu-se e dissolveu o governo permanecendo interinamente em funções até à sua recondução em funções ou à realização de eleições legislativas.
A sua demissão deveu-se a reformas impostas pela comunidade internacional, destinadas a impedir os entraves ao funcionamento do governo bósnio através da abstenção dos seus membros, mas que os sérvios vêem como dirigidas contra os seus interesses.
O governo central bósnio - comum a muçulmanos, sérvios e croatas - aprovou um plano de acção para a reforma da polícia. Esta reforma era a condição para que a Bósnia pudesse rubricar com a UE o Acordo de Estabilização e Associação, que abre o caminho para uma futura adesão à União.
A Bósnia é o único país da região dos Balcãs Ocidentais que não tem um acordo de associação com a União Europeia.
Nos termos do acordo de paz de Dayton, que pôs fim ao conflito de 1992-1995 na antiga Jugoslávia, a Bósnia é formada por duas entidades autónomas, a República Srpska e a Federação Croato-Muçulmana, unidas por frágeis instituições centrais.
Desde 1 de Novembro, esta república da ex-Jugoslávia vive uma grave crise política desencadeada pela demissão do primeiro-ministro do governo central Nikola Spiric (sérvio).
Spiric demitiu-se e dissolveu o governo permanecendo interinamente em funções até à sua recondução em funções ou à realização de eleições legislativas.
A sua demissão deveu-se a reformas impostas pela comunidade internacional, destinadas a impedir os entraves ao funcionamento do governo bósnio através da abstenção dos seus membros, mas que os sérvios vêem como dirigidas contra os seus interesses.
O governo central bósnio - comum a muçulmanos, sérvios e croatas - aprovou um plano de acção para a reforma da polícia. Esta reforma era a condição para que a Bósnia pudesse rubricar com a UE o Acordo de Estabilização e Associação, que abre o caminho para uma futura adesão à União.
Alunos portugueses abaixo da média da OCDE em todas as competências
O desempenho dos alunos portugueses de 15 anos é mais baixo do que a média dos seus colegas de 57 países a Ciências, Matemática e Leitura, segundo um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) publicado hoje.
O PISA 2006 (Programme for International Student Assessment) avaliou os conhecimentos e competências dos estudantes que estão a terminar ou já concluíram o ensino obrigatório, comparando os resultados dos 30 países e 27 parceiros da OCDE .
A nível dos conhecimentos científicos, os mais testados nesta edição do PISA, os alunos portugueses alcançaram uma pontuação de 474, o que corresponde ao 37º lugar entre os 57 países que participaram no estudo. Os países-membros da OCDE registaram uma média de 500 pontos, enquanto a média global foi de 491. Mais de metade dos estudantes (53,3 %) só demonstraram conhecimentos básicos neste domínio, não indo além do nível 2 em 6 níveis de complexidade. Por oposição, só 0,1% conseguiu atingir o nível mais elevado, o pior resultado entre os países da OCDE.
Apesar de negativo, o desempenho nacional em Ciências melhorou face a 2003 e 2000, quando os alunos alcançaram uma pontuação de 468 e 459, respectivamente.
Já no que diz respeito aos conhecimentos matemáticos, o desempenho dos estudantes de 15 anos ficou 32 pontos abaixo da média da OCDE (466 contra 498) e 18 abaixo da média total, fixada nos 484. Nesta área, mais de metade dos estudantes (55,8%) ficou-se pelos níveis 1 e 2 e só 0,8% demonstrou conhecimentos correspondentes ao patamar mais alto. O desempenho não sofreu alterações face a 2003 no que diz respeito à Matemática, o mesmo acontecendo ao nível da Leitura, em que a variação registada não é estatisticamente significativa (menos 5 pontos do que em 2003, mas mais 2 do que em 2000).
A nível global, os alunos obtiveram 472 pontos nas competências associadas à Leitura, menos 12 do que a média global e menos 20 do que a média da OCDE. Para o secretário de Estado Adjunto da Educação, Jorge Pedreira, "os resultados estão aquém do que seria desejável", evidenciando uma "disfunção" do sistema educativo português. Isto porque se tivermos apenas em conta o desempenho dos alunos do 10º ano, o normal para frequentar aos 15 anos, o resultado estaria acima da média da OCDE nas três competências avaliadas.
O problema, explicou, é que o país apresenta taxas de retenção muito acima da média, pelo que, aos 15 anos, há alunos ainda a frequentar o terceiro ciclo do ensino básico (7º, 8º e 9º anos) e que não demonstram um nível de conhecimentos que seria expectável para a sua idade.
"Portugal consegue ter um resultado acima da média entre os alunos que têm um percurso escolar normal [que nunca chumbaram]. Nos outros, a situação é dramática", sublinhou Pedreira, adiantando que o estudo mostra que a retenção não está a funcionar em Portugal como um mecanismo de recuperação dos estudantes.
De acordo com o estudo, a percentagem de repetentes no terceiro ciclo atinge os 12,8% em Portugal e sobe para 16,9% no secundário, enquanto a média entre os países da OCDE não vai além dos 2,7% e 3,9%, respectivamente.
O Governo assegura que não acabará administrativamente com os chumbos, porque essa medida não seria compreendida política e socialmente, mas vai reforçar a aposta nos planos de recuperação.
Realizados por 400 mil alunos de 57 países, o PISA 2006 foi elaborado em Portugal por uma amostra de cinco mil estudantes, de 175 escolas de todo o país.
O PISA 2006 (Programme for International Student Assessment) avaliou os conhecimentos e competências dos estudantes que estão a terminar ou já concluíram o ensino obrigatório, comparando os resultados dos 30 países e 27 parceiros da OCDE .
A nível dos conhecimentos científicos, os mais testados nesta edição do PISA, os alunos portugueses alcançaram uma pontuação de 474, o que corresponde ao 37º lugar entre os 57 países que participaram no estudo. Os países-membros da OCDE registaram uma média de 500 pontos, enquanto a média global foi de 491. Mais de metade dos estudantes (53,3 %) só demonstraram conhecimentos básicos neste domínio, não indo além do nível 2 em 6 níveis de complexidade. Por oposição, só 0,1% conseguiu atingir o nível mais elevado, o pior resultado entre os países da OCDE.
Apesar de negativo, o desempenho nacional em Ciências melhorou face a 2003 e 2000, quando os alunos alcançaram uma pontuação de 468 e 459, respectivamente.
Já no que diz respeito aos conhecimentos matemáticos, o desempenho dos estudantes de 15 anos ficou 32 pontos abaixo da média da OCDE (466 contra 498) e 18 abaixo da média total, fixada nos 484. Nesta área, mais de metade dos estudantes (55,8%) ficou-se pelos níveis 1 e 2 e só 0,8% demonstrou conhecimentos correspondentes ao patamar mais alto. O desempenho não sofreu alterações face a 2003 no que diz respeito à Matemática, o mesmo acontecendo ao nível da Leitura, em que a variação registada não é estatisticamente significativa (menos 5 pontos do que em 2003, mas mais 2 do que em 2000).
A nível global, os alunos obtiveram 472 pontos nas competências associadas à Leitura, menos 12 do que a média global e menos 20 do que a média da OCDE. Para o secretário de Estado Adjunto da Educação, Jorge Pedreira, "os resultados estão aquém do que seria desejável", evidenciando uma "disfunção" do sistema educativo português. Isto porque se tivermos apenas em conta o desempenho dos alunos do 10º ano, o normal para frequentar aos 15 anos, o resultado estaria acima da média da OCDE nas três competências avaliadas.
O problema, explicou, é que o país apresenta taxas de retenção muito acima da média, pelo que, aos 15 anos, há alunos ainda a frequentar o terceiro ciclo do ensino básico (7º, 8º e 9º anos) e que não demonstram um nível de conhecimentos que seria expectável para a sua idade.
"Portugal consegue ter um resultado acima da média entre os alunos que têm um percurso escolar normal [que nunca chumbaram]. Nos outros, a situação é dramática", sublinhou Pedreira, adiantando que o estudo mostra que a retenção não está a funcionar em Portugal como um mecanismo de recuperação dos estudantes.
De acordo com o estudo, a percentagem de repetentes no terceiro ciclo atinge os 12,8% em Portugal e sobe para 16,9% no secundário, enquanto a média entre os países da OCDE não vai além dos 2,7% e 3,9%, respectivamente.
O Governo assegura que não acabará administrativamente com os chumbos, porque essa medida não seria compreendida política e socialmente, mas vai reforçar a aposta nos planos de recuperação.
Realizados por 400 mil alunos de 57 países, o PISA 2006 foi elaborado em Portugal por uma amostra de cinco mil estudantes, de 175 escolas de todo o país.
segunda-feira, dezembro 03, 2007
'Ainda há pastores?' premiado na 3.ª edição do Extrema DOC
O documentário "Ainda há pastores?", de Jorge Pelicano, foi galardoado no fim-de-semana com o troféu da secção Transfronteiriça da 3.ª edição do Extrema DOC, em Cáceres, Espanha, anunciou a produtora do filme.
Organizado pela Associação Docus Extremadura, o festival centra-se no documentário de autor e visa incentivar o inventário cultural da região da Extremadura e de Portugal.
Este é o nono galardão conquistado pelo documentário "Ainda há pastores?", estreado na televisão portuguesa em 2006 e que dá a conhecer o quotidiano de Hermínio, um pastor de 30 anos a viver isolado na Serra da Estrela.
Em Outubro último foi galardoado no MIVICO 07 - Mostra Internacional de Videocreacións do Condado da Galiza, com o Prémio Zumballe Melhor Documentário, e com o Green Award, do Environmental Film Festival Network (EFFN), em Turim, Itália.
No documentário, que já foi visto por milhares de pessoas em dezenas de exibições realizadas por todo o país, em cine-teatros, escolas e associações, Jorge Pelicano quis prestar uma homenagem a "uma das profissões mais duras que existem e que está em progressivo desaparecimento em Portugal", segundo o realizador.
Entre os galardões conquistados contam-se ainda o Prémio Lusofonia, no Cine Eco, em Seia, em 2006, o Prémio Atlântico do Festival Play Doc de Tuy (Espanha) em 2007, e o Prémio Imprensa, no festival Caminhos do Cinema Português, também este ano.
Repórter de imagem, Jorge Pelicano financiou o seu próprio projecto e mais tarde conseguiu alguns patrocínios de empresas privadas para fazer este filme.
Parabéns ao nosso amigo Jorge Pelicano!
Organizado pela Associação Docus Extremadura, o festival centra-se no documentário de autor e visa incentivar o inventário cultural da região da Extremadura e de Portugal.
Este é o nono galardão conquistado pelo documentário "Ainda há pastores?", estreado na televisão portuguesa em 2006 e que dá a conhecer o quotidiano de Hermínio, um pastor de 30 anos a viver isolado na Serra da Estrela.
Em Outubro último foi galardoado no MIVICO 07 - Mostra Internacional de Videocreacións do Condado da Galiza, com o Prémio Zumballe Melhor Documentário, e com o Green Award, do Environmental Film Festival Network (EFFN), em Turim, Itália.
No documentário, que já foi visto por milhares de pessoas em dezenas de exibições realizadas por todo o país, em cine-teatros, escolas e associações, Jorge Pelicano quis prestar uma homenagem a "uma das profissões mais duras que existem e que está em progressivo desaparecimento em Portugal", segundo o realizador.
Entre os galardões conquistados contam-se ainda o Prémio Lusofonia, no Cine Eco, em Seia, em 2006, o Prémio Atlântico do Festival Play Doc de Tuy (Espanha) em 2007, e o Prémio Imprensa, no festival Caminhos do Cinema Português, também este ano.
Repórter de imagem, Jorge Pelicano financiou o seu próprio projecto e mais tarde conseguiu alguns patrocínios de empresas privadas para fazer este filme.
Parabéns ao nosso amigo Jorge Pelicano!
Mourinho promove Portugal em mega campanha
O Governo encomendou uma nova campanha para promover Portugal lá fora e cá dentro.
Esta nova campanha, que está ainda no segredo dos deuses, arranca a 12 de Dezembro e está a ser idealizada pela agência de publicidade BBDO. Para já, o que se sabe é que a agência de publicidade contratou Nick Knight, um dos maiores fotógrafos do mundo da actualidade. Conhecido pela sua criatividade e por estar sempre à frente do seu tempo, Knight é o mais requisitado entre os famosos e as grandes marcas como Christian Dior, Lancôme, Swarovski, Levi Strauss, Calvin Klein ou Yves Saint Laurent. O fotógrafo, que irá receber um ‘cachet’ milionário – quase 700 mil euros por uma semana de trabalho – esteve em Portugal em Novembro. Knight esteve com a sua equipa a fotografar paisagens no Algarve, Pedras d'El Rei e outras cidades e também caras conhecidas como José Mourinho ou a artista plástica, Joana Vasconcelos, que vão dar a cara por Portugal.
A última campanha encomendada pelo Governo esteve no ar este Verão e esteve envolta em polémica. A marca Allgarve não agradou a todos, sobretudo numa altura em que o caso de Maddie McCann, a rapariga de três anos desaparecida no Algarve, fazia manchete dos principais jornais europeus. Idealizada pela Mybrand, esta foi a maior campanha de publicidade alguma vez feita no exterior e tinha como mensagens principais o mar e o golfe. Foi para o ar em 13 países e chegou quase aos 4 milhões de euros. Em 2006, tinham sido gastos dois milhões de euros na campanha “Vá para fora cá dentro”, que se baseava em testemunhos de figuras públicas portuguesas, também reconhecidas no estrangeiro.
Esta nova campanha, que está ainda no segredo dos deuses, arranca a 12 de Dezembro e está a ser idealizada pela agência de publicidade BBDO. Para já, o que se sabe é que a agência de publicidade contratou Nick Knight, um dos maiores fotógrafos do mundo da actualidade. Conhecido pela sua criatividade e por estar sempre à frente do seu tempo, Knight é o mais requisitado entre os famosos e as grandes marcas como Christian Dior, Lancôme, Swarovski, Levi Strauss, Calvin Klein ou Yves Saint Laurent. O fotógrafo, que irá receber um ‘cachet’ milionário – quase 700 mil euros por uma semana de trabalho – esteve em Portugal em Novembro. Knight esteve com a sua equipa a fotografar paisagens no Algarve, Pedras d'El Rei e outras cidades e também caras conhecidas como José Mourinho ou a artista plástica, Joana Vasconcelos, que vão dar a cara por Portugal.
A última campanha encomendada pelo Governo esteve no ar este Verão e esteve envolta em polémica. A marca Allgarve não agradou a todos, sobretudo numa altura em que o caso de Maddie McCann, a rapariga de três anos desaparecida no Algarve, fazia manchete dos principais jornais europeus. Idealizada pela Mybrand, esta foi a maior campanha de publicidade alguma vez feita no exterior e tinha como mensagens principais o mar e o golfe. Foi para o ar em 13 países e chegou quase aos 4 milhões de euros. Em 2006, tinham sido gastos dois milhões de euros na campanha “Vá para fora cá dentro”, que se baseava em testemunhos de figuras públicas portuguesas, também reconhecidas no estrangeiro.
domingo, dezembro 02, 2007
Transportes Rangel estuda compra de distribuidor em Espanha
A Rangel, especializada na área da logística, está a estudar a compra de uma empresa espanhola com o objectivo de crescer mais rápidamente em Portugal e consolidar a rede de distribuição com o sul da Europa, disse hoje o presidente do grupo português.
"Estamos a estudar a aquisição de uma empresa em Espanha, com vista a crescermos mais rapidamente em Portugal, consolidarmos a rede de distribuição no sul da Europa e depois entrarmos no Norte de África", afirmou Eduardo Rangel. Segundo o responsável, "a compra de uma empresa em Espanha é a forma de o grupo Rangel crescer mais rapidamente, uma vez que a opção pelo crescimento orgânico é mais lenta, embora também se ponha no caso de não se concretizar a aquisição".
Rangel referiu igualmente que "o volume de negócios só em Espanha estaria em linha com o valor de 100 milhões de euros que o grupo prevê alcançar em 2007, ou seja, mais 23% do que no ano anterior".
Actualmente, a Rangel Logística SL tem a sede em Madrid, conta com instalações em Barcelona e Valência, e possui uma plataforma com 22.000 metros quadrados próximo da capital. O grupo Rangel emprega 900 colaboradores e prevê fechar o ano com um volume de negócios da ordem dos 100 milhões de euros, mais 23% face ao ano anterior.
"Estamos a estudar a aquisição de uma empresa em Espanha, com vista a crescermos mais rapidamente em Portugal, consolidarmos a rede de distribuição no sul da Europa e depois entrarmos no Norte de África", afirmou Eduardo Rangel. Segundo o responsável, "a compra de uma empresa em Espanha é a forma de o grupo Rangel crescer mais rapidamente, uma vez que a opção pelo crescimento orgânico é mais lenta, embora também se ponha no caso de não se concretizar a aquisição".
Rangel referiu igualmente que "o volume de negócios só em Espanha estaria em linha com o valor de 100 milhões de euros que o grupo prevê alcançar em 2007, ou seja, mais 23% do que no ano anterior".
Actualmente, a Rangel Logística SL tem a sede em Madrid, conta com instalações em Barcelona e Valência, e possui uma plataforma com 22.000 metros quadrados próximo da capital. O grupo Rangel emprega 900 colaboradores e prevê fechar o ano com um volume de negócios da ordem dos 100 milhões de euros, mais 23% face ao ano anterior.
Golfe mudou imagem do turismo em Portugal
Jean-Claude Baumgarten, presidente do World Travel & Tourism Council (WTTC, o Conselho Mundial de Viagens e Turismo), diz que o produto "Portugal" está a passar uma imagem de mais qualidade, fruto da nova abordagem que "começou com o golfe" no Sul do país. Face à tendência mundial de "mais qualidade" e aposta em conceitos como o ecoturismo, o dirigente do WTTC diz que algo está a mudar na indústria portuguesa de turismo. O responsável pelo organismo que representa mais de uma centena de empresas do sector acredita que o perigo de o país replicar exemplos de construção maciça como sucede no Sul de Espanha já terá passado, salienta o diário este domingo.
"Parece-me que a maré mudou. Há uma mobilização diferente e penso que o país não vai seguir o exemplo dos países vizinhos", disse também Baumgarten. O aumento do preço da energia e o impacto das alterações climáticas trouxeram "uma nova abordagem ao turismo" e a aposta do Governo nas energias renováveis é um sinal de que o futuro do turismo nacional já não passa por mega empreendimentos, desintegrados da comunidade local e pouco preocupados com as questões ecológicas.
"Parece-me que a maré mudou. Há uma mobilização diferente e penso que o país não vai seguir o exemplo dos países vizinhos", disse também Baumgarten. O aumento do preço da energia e o impacto das alterações climáticas trouxeram "uma nova abordagem ao turismo" e a aposta do Governo nas energias renováveis é um sinal de que o futuro do turismo nacional já não passa por mega empreendimentos, desintegrados da comunidade local e pouco preocupados com as questões ecológicas.
quinta-feira, novembro 29, 2007
Estado português comprou quadro de Tiepolo por 1,5 milhões de euros
Noticia o PUBLICO.PT que o Estado português exerceu o direito de compra do quadro do mestre italiano Giovanni Tiepolo que hoje foi à praça em Lisboa com uma base de licitação de 1,5 milhões de euros, o preço pelo qual Deposição de Cristo no Túmulo foi arrematado.
O quadro, que está em processo de classificação e não podia sair do país, é uma obra tardia que o artista veneziano terá pintado em Espanha entre 1769 e 1770 e é uma das cinco peças do autor provenientes da colecção particular de Eduardo Pinto Basto.
Dessa colecção fazia parte uma obra doada em 1946 ao Museu Nacional de Arte Antiga (Fuga para o Egipto), duas obras que saíram do país a seguir ao 25 de Abril (Triunfo de Anfitrite, da Walpole Gallery de Londres, e Repouso na Fuga para o Egipto, adquirida em 1978 pela Staatsgalerie de Estugarda), e ainda um óleo, Vénus e o Tempo, cujo rasto se perdeu.
Finalmente fez-se luz nas cabeças pensantes do Estado.
Será mais uma excelente obra a enriquecer o espólio do Museu de Arte Antiga!
O quadro, que está em processo de classificação e não podia sair do país, é uma obra tardia que o artista veneziano terá pintado em Espanha entre 1769 e 1770 e é uma das cinco peças do autor provenientes da colecção particular de Eduardo Pinto Basto.
Dessa colecção fazia parte uma obra doada em 1946 ao Museu Nacional de Arte Antiga (Fuga para o Egipto), duas obras que saíram do país a seguir ao 25 de Abril (Triunfo de Anfitrite, da Walpole Gallery de Londres, e Repouso na Fuga para o Egipto, adquirida em 1978 pela Staatsgalerie de Estugarda), e ainda um óleo, Vénus e o Tempo, cujo rasto se perdeu.
Finalmente fez-se luz nas cabeças pensantes do Estado.
Será mais uma excelente obra a enriquecer o espólio do Museu de Arte Antiga!
Cabo Verde garante adesão formal à OMC será em Dezembro
O primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, confirmou hoje que Cabo Verde deve aderir formalmente à Organização Mundial do Comércio (OMC) até 31 de Dezembro.
Falando na Assembleia Nacional, explicou que hoje mesmo foi resolvido o último entrave à entrada do país na organização, relativo a dúvidas levantadas por El Salvador.
De resto, as negociações com países como os Estados Unidos (EUA) ou o Brasil, dois países que deram grande apoio à entrada de Cabo Verde, bem como a União Europeia (UE), estão praticamente concluídas.
"Cabo Verde teve de negociar com cento e tal países" para conseguir a entrada na OMC, frisou Neves.
Cabo Verde pediu formalmente a adesão à OMC em 1999 e, no ano seguinte, foi criado um grupo de trabalho para seguir o processo. De 2004 até este ano decorreram cinco reuniões negociais, registando-se este ano os maiores progressos.
A adesão vai garantir segurança aos investidores externos e o país vai ser apoiado em matéria de boa governação e de modernização, além de harmonização de leis mais consentâneas com os mercados externos.
A OMC é uma organização mundial criada em 1995, com 151 países, que supervisiona acordos sobre regras de comércio.
No início deste mês, Cabo Verde assinou um acordo bilateral com a UE de acesso ao mercado, um passo considerado fundamental para a entrada na OMC.
Os representantes dos países-membros da OMC reuniram-se hoje em Genebra para analisar os acordos comerciais nas áreas de mercadorias e bens já assinados por Cabo Verde com a UE, EUA, Brasil e, mais recentemente com o Japão e o Canadá.
Parabéns pela excelente governação que tem orientado o país!!
Falando na Assembleia Nacional, explicou que hoje mesmo foi resolvido o último entrave à entrada do país na organização, relativo a dúvidas levantadas por El Salvador.
De resto, as negociações com países como os Estados Unidos (EUA) ou o Brasil, dois países que deram grande apoio à entrada de Cabo Verde, bem como a União Europeia (UE), estão praticamente concluídas.
"Cabo Verde teve de negociar com cento e tal países" para conseguir a entrada na OMC, frisou Neves.
Cabo Verde pediu formalmente a adesão à OMC em 1999 e, no ano seguinte, foi criado um grupo de trabalho para seguir o processo. De 2004 até este ano decorreram cinco reuniões negociais, registando-se este ano os maiores progressos.
A adesão vai garantir segurança aos investidores externos e o país vai ser apoiado em matéria de boa governação e de modernização, além de harmonização de leis mais consentâneas com os mercados externos.
A OMC é uma organização mundial criada em 1995, com 151 países, que supervisiona acordos sobre regras de comércio.
No início deste mês, Cabo Verde assinou um acordo bilateral com a UE de acesso ao mercado, um passo considerado fundamental para a entrada na OMC.
Os representantes dos países-membros da OMC reuniram-se hoje em Genebra para analisar os acordos comerciais nas áreas de mercadorias e bens já assinados por Cabo Verde com a UE, EUA, Brasil e, mais recentemente com o Japão e o Canadá.
Parabéns pela excelente governação que tem orientado o país!!
Ministério da Economia está a negociar mais investimentos para a AutoEuropa
O ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, revelou hoje que existem negociações para que o investimento na AutoEuropa seja mais elevado do que o anunciado e se concretize um verdadeiro cluster automóvel em Portugal.
Pinho, que falava à margem da 8ª cimeira União Europeia/Índia, em Nova Deli, assumiu o seu envolvimento directo num "longo processo negocial" com a marca alemã e adiantou que se mantém envolvido em negociações que podem trazer novas fase de investimento a este projecto. O ministro frisou ainda a "necessidade" de serem criadas novas unidades de produção de componentes, estando por isso Portugal "cada vez mais perto do tão falado cluster automóvel".
A Volkswagen anunciou, esta semana, que vai investir 541 milhões de euros na sua subsidiária portuguesa AutoEuropa, até 2010. Em comunicado, a administração da marca anunciou investimentos de 9,5 mil milhões de euros nos próximos três anos, dos quais 6,5 mil milhões de euros serão investidos em novos produtos.
Na Índia, Pinho disse prever que este investimento na AutoEuropa permita "dobrar a produção actual" na unidade de produção. Além da criação de emprego qualificado e do desenvolvimento da indústria, destaca-se o carácter "intensivo" do investimento em causa e a "transferência massiva de tecnologia".
Pinho, que falava à margem da 8ª cimeira União Europeia/Índia, em Nova Deli, assumiu o seu envolvimento directo num "longo processo negocial" com a marca alemã e adiantou que se mantém envolvido em negociações que podem trazer novas fase de investimento a este projecto. O ministro frisou ainda a "necessidade" de serem criadas novas unidades de produção de componentes, estando por isso Portugal "cada vez mais perto do tão falado cluster automóvel".
A Volkswagen anunciou, esta semana, que vai investir 541 milhões de euros na sua subsidiária portuguesa AutoEuropa, até 2010. Em comunicado, a administração da marca anunciou investimentos de 9,5 mil milhões de euros nos próximos três anos, dos quais 6,5 mil milhões de euros serão investidos em novos produtos.
Na Índia, Pinho disse prever que este investimento na AutoEuropa permita "dobrar a produção actual" na unidade de produção. Além da criação de emprego qualificado e do desenvolvimento da indústria, destaca-se o carácter "intensivo" do investimento em causa e a "transferência massiva de tecnologia".
Quebeque apoia metas de Quioto contra posição do Canadá
A província canadiana do Quebeque está a favor das metas do Protocolo de Quioto e irá contrariar a posição oficial do Canadá na próxima reunião da Convenção-Quadro das Nações Unidas, marcada para Dezembro em Bali, Indonésia.
Os três partidos com assento na assembleia legislativa do Quebeque - Partido Liberal, Partido do Quebeque e Acção Democrática - votaram hoje, por unanimidade, uma moção que se distancia da posição assumida por Otava, que recusa as metas de redução de gases com efeito de estufa fixadas naquele acordo internacional.
Durante o debate parlamentar que precedeu a votação, o primeiro-ministro do Quebeque, Jean Charest, declarou não corroborar as recentes afirmações do chefe do Executivo canadiano de que o Protocolo de Quioto é um "erro a não repetir".
A ministra do Ambiente da província, Line Beauchamp, anunciou que o Quebeque irá continuar a fazer esforços com vista a cumprir as metas de redução dos gases poluentes, apesar de Otava os ter abandonado.
Os três partidos com assento na assembleia legislativa do Quebeque - Partido Liberal, Partido do Quebeque e Acção Democrática - votaram hoje, por unanimidade, uma moção que se distancia da posição assumida por Otava, que recusa as metas de redução de gases com efeito de estufa fixadas naquele acordo internacional.
Durante o debate parlamentar que precedeu a votação, o primeiro-ministro do Quebeque, Jean Charest, declarou não corroborar as recentes afirmações do chefe do Executivo canadiano de que o Protocolo de Quioto é um "erro a não repetir".
A ministra do Ambiente da província, Line Beauchamp, anunciou que o Quebeque irá continuar a fazer esforços com vista a cumprir as metas de redução dos gases poluentes, apesar de Otava os ter abandonado.
quarta-feira, novembro 28, 2007
Autoeuropa confirma novos modelos e investe 541 milhões
O grupo Volkswagen (VW) quer trazer novos modelos para a Autoeuropa. A fábrica portuguesa vai receber 541 milhões de euros entre 2008 e 2010, que serão “particularmente focados em novos carros”, pode ler-se no comunicado emitido, ontem, pelo grupo alemão.
“Esta é a confirmação dos valores falados em Março mas com mais pormenores”, confirmou fonte oficial da Autoeuropa. A VW quer produzir em Portugal, além do desportivo Scirocco – que começa a ser fabricado no final do ano – e do descapotável Eos, o sucessor do monovolume Sharan e o Polo em parceria com a unidade espanhola de Pamplona.
Impacto nos fornecedores portugueses:
“Lamentamos que não possamos ser fornecedores do novo Polo”, confessou Júlio Almeida, director-geral da multinacional de componentes Dura. Apesar da proposta “ganhadora” feita à VW, a Dura não foi escolhida como fornecedor de componentes para os Polos que serão produzidos na Autoeuropa. Argumento da casa-mãe: já existem compromissos anteriores para este modelo, actualmente produzido em Pamplona. Com esta base estável de fornecedores, a chegada de novos modelos a Portugal não será uma boa notícia para os fabricantes de componentes, mas especialistas do sector acreditam que poderá, no médio-prazo, aumentar a escala de Portugal como produtor automóvel e alargar o potencial de negócios para as empresas nacionais.
Retrato da Autoeuropa em 2010:
de acordo com a Autoeuropa, a partir de 2010, o cenário provável da sua produção deverá totalizar 1000 carros diários. Desta forma a fábrica portuguesa teria uma produção anual de 200 mil unidades, aumentando em 130% os valores actuais. Em termos de postos de trabalho, crescerá para 3700 empregos directos.
“Esta é a confirmação dos valores falados em Março mas com mais pormenores”, confirmou fonte oficial da Autoeuropa. A VW quer produzir em Portugal, além do desportivo Scirocco – que começa a ser fabricado no final do ano – e do descapotável Eos, o sucessor do monovolume Sharan e o Polo em parceria com a unidade espanhola de Pamplona.
Impacto nos fornecedores portugueses:
“Lamentamos que não possamos ser fornecedores do novo Polo”, confessou Júlio Almeida, director-geral da multinacional de componentes Dura. Apesar da proposta “ganhadora” feita à VW, a Dura não foi escolhida como fornecedor de componentes para os Polos que serão produzidos na Autoeuropa. Argumento da casa-mãe: já existem compromissos anteriores para este modelo, actualmente produzido em Pamplona. Com esta base estável de fornecedores, a chegada de novos modelos a Portugal não será uma boa notícia para os fabricantes de componentes, mas especialistas do sector acreditam que poderá, no médio-prazo, aumentar a escala de Portugal como produtor automóvel e alargar o potencial de negócios para as empresas nacionais.
Retrato da Autoeuropa em 2010:
de acordo com a Autoeuropa, a partir de 2010, o cenário provável da sua produção deverá totalizar 1000 carros diários. Desta forma a fábrica portuguesa teria uma produção anual de 200 mil unidades, aumentando em 130% os valores actuais. Em termos de postos de trabalho, crescerá para 3700 empregos directos.
Teixeira dos Santos chegou atrasado à festa no Songo
O Governo português não esteve representado na festa de reversão da barragem de Cahora Bassa realizada ontem, no Songo, província moçambicana de Tete, no centro do país. O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que vinha em representação do primeiro-ministro, José Sócrates, chegou atrasado porque teve de esperar para assinar, em Maputo, os documentos do fecho de contas para a transferência dos 700 milhões de dólares a favor de Portugal. A cadeira que estava reservada ao ministro permaneceu desocupada durante toda a cerimónia, de pouco mais de duas horas, decorrida debaixo de um calor intenso, com os termómetros a acusarem 41 graus centígrados, próprio de Tete.
Contrariamente às expectativas iniciais, os técnicos portugueses e moçambicanos não conseguiram terminar, na segunda-feira, o processo da organização dos protocolos para serem assinados pelos ministros de Energia de Moçambique, Salvador Namburete, e das Finanças português, Teixeira dos Santos. Tal só aconteceu às 11.00 de ontem. Devido à pressão e complexidade do trabalho, as equipas viram-se obrigadas a trabalhar até às 04.00 da madrugada ao que depois interromperam os trabalhos por três horas para o descanso, retomando às 08.00 até à hora do almoço. O nervosismo e o stress eram grandes. Havia que terminar o processo e ter os documentos assinados para dar mais cor à festa de reversão da barragem de Cahora Bassa, a segunda maior de África, que já se tinha iniciado na pequena vila de Songo, a pouco mais de cem quilómetros da cidade central de Tete. A julgar pelo prolongar do diálogo entre os técnicos luso-moçambicanos e representantes dos bancos credores da HCB, parecia que se estava a negociar, novamente, o acordo de reversão da barragem.
Contrariamente às expectativas iniciais, os técnicos portugueses e moçambicanos não conseguiram terminar, na segunda-feira, o processo da organização dos protocolos para serem assinados pelos ministros de Energia de Moçambique, Salvador Namburete, e das Finanças português, Teixeira dos Santos. Tal só aconteceu às 11.00 de ontem. Devido à pressão e complexidade do trabalho, as equipas viram-se obrigadas a trabalhar até às 04.00 da madrugada ao que depois interromperam os trabalhos por três horas para o descanso, retomando às 08.00 até à hora do almoço. O nervosismo e o stress eram grandes. Havia que terminar o processo e ter os documentos assinados para dar mais cor à festa de reversão da barragem de Cahora Bassa, a segunda maior de África, que já se tinha iniciado na pequena vila de Songo, a pouco mais de cem quilómetros da cidade central de Tete. A julgar pelo prolongar do diálogo entre os técnicos luso-moçambicanos e representantes dos bancos credores da HCB, parecia que se estava a negociar, novamente, o acordo de reversão da barragem.
terça-feira, novembro 27, 2007
Austrália ameaça retirar Chefia do Estado a Isabel II
"Já não falta muito para que tenhamos um australiano como chefe do Estado", garantiu Kevin Rudd durante a campanha para as legislativas de sábado na Austrália.
Agora que foi eleito primeiro-ministro, derrotando o conservador Michael Howard, o líder trabalhista e republicano convicto prometeu organizar um referendo "logo que possível" para saber se os australianos querem manter a Rainha Isabel II como chefe do Estado. Após uma vitória por uns expressivos 53% dos votos, Rudd está empenhado em pôr em prática as suas promessas.
Em 1999, o monárquico Howard autorizara um referendo sobre a república. Na altura, o "não" venceu com 54,4% dos votos. Mas os defensores do "sim" garantiram que o resultado foi condicionado pelo facto de o presidente vir a ser eleito pelo Parlamento e não de forma directa. Rudd promete agora oferecer aos australianos a possibilidade de elegerem directamente o seu chefe do Estado, num novo referendo. Segundo o diário britânico The Times, a consulta popular deverá ocorrer apenas em 2010, para coincidir com as próximas legislativas.
Com 45% dos australianos a favor da república, contra 36% para o "não" e 19% de indecisos (segundo uma sondagem do The Australian) o resultado pode vir a ser diferente do de 1999.
O palácio de Buckingham afirmou ao The Times que esta questão só pode ser decidida nas urnas. Já em 2000, numa visita à Austrália, Isabel II dissera: "Sempre deixei claro que o futuro na monarquia é um assunto que o povo australiano deve decidir de forma democrática."
Agora que foi eleito primeiro-ministro, derrotando o conservador Michael Howard, o líder trabalhista e republicano convicto prometeu organizar um referendo "logo que possível" para saber se os australianos querem manter a Rainha Isabel II como chefe do Estado. Após uma vitória por uns expressivos 53% dos votos, Rudd está empenhado em pôr em prática as suas promessas.
Em 1999, o monárquico Howard autorizara um referendo sobre a república. Na altura, o "não" venceu com 54,4% dos votos. Mas os defensores do "sim" garantiram que o resultado foi condicionado pelo facto de o presidente vir a ser eleito pelo Parlamento e não de forma directa. Rudd promete agora oferecer aos australianos a possibilidade de elegerem directamente o seu chefe do Estado, num novo referendo. Segundo o diário britânico The Times, a consulta popular deverá ocorrer apenas em 2010, para coincidir com as próximas legislativas.
Com 45% dos australianos a favor da república, contra 36% para o "não" e 19% de indecisos (segundo uma sondagem do The Australian) o resultado pode vir a ser diferente do de 1999.
O palácio de Buckingham afirmou ao The Times que esta questão só pode ser decidida nas urnas. Já em 2000, numa visita à Austrália, Isabel II dissera: "Sempre deixei claro que o futuro na monarquia é um assunto que o povo australiano deve decidir de forma democrática."
Noronha Lopes nomeado vice da McDonald´s na Europa
O director-geral da McDonald's Portugal, João Noronha Lopes, vai ser o novo vice-presidente da multinacional norte-americana na Europa, anunciou hoje a empresa. Em comunicado, a McDonald's Portugal refere que Noronha Lopes assume, assim, a partir de Janeiro de 2008, o mais alto cargo alguma vez desempenhado por um português no grupo especialista em hamburgueres.
O actual director-geral da McDonald´s Portugal fica responsável por uma região que representa 20 por cento das vendas totais no continente europeu. Esta área da Europa, que contempla nove países, Espanha, Itália, Holanda, Suiça, Portugal, Bélgica, Grécia, Marrocos e Malta, atingiu um total de vendas de 2,4 mil milhões de euros em 2006.
O conjunto dos nove países integra 1.400 restaurantes e cerca de 70.000 funcionários.
João Noronha Lopes desempenhou, desde 2002, o cargo de director-geral em Portugal o qual, a partir de 2006, acumulou com a função de responsável pelas relações com os franchisados para a Europa.
Actualmente, a McDonald´s tem 120 restaurantes em Portugal (incluindo lojas próprias e franchisados).
O actual director-geral da McDonald´s Portugal fica responsável por uma região que representa 20 por cento das vendas totais no continente europeu. Esta área da Europa, que contempla nove países, Espanha, Itália, Holanda, Suiça, Portugal, Bélgica, Grécia, Marrocos e Malta, atingiu um total de vendas de 2,4 mil milhões de euros em 2006.
O conjunto dos nove países integra 1.400 restaurantes e cerca de 70.000 funcionários.
João Noronha Lopes desempenhou, desde 2002, o cargo de director-geral em Portugal o qual, a partir de 2006, acumulou com a função de responsável pelas relações com os franchisados para a Europa.
Actualmente, a McDonald´s tem 120 restaurantes em Portugal (incluindo lojas próprias e franchisados).
Caixa automático: Portugal tem 2ª maior rede europeia de ATM
A Espanha lidera o ranking da União Europeia em número de ATM (caixas tipo Multibanco) por cada 100 mil habitantes, enquanto Portugal detém a a 2ª maior rede europeia em termos relativos, indicam dados de 2005 publicados esta terça-feira num relatório do Eurostat com "factos e números" relacionados com consumidores da União Europeia.
A Espanha, com 125 ATM (Automatic Teller Machines) por cada 100 mil habitantes, e Portugal com uma densidade de 107 máquinas/100.000 pessoas, contrastam no topo da lista com o outro extremo, onde figuram a República Checa (23/100.000) e Roménia e Polónia, ambas disponibilizando 20 ATM por cada 100 mil consumidores.
Em Portugal, 53% dos cidadãos preferem pagar as despesas (de valor igual ou acima de 100 euros) em dinheiro, seguindo-se o cartão de crédito, meio mais utilizado por 36% dos inquiridos.
Os países com maior predisposição para pagar em dinheiro são a Grécia (95% dos consumidores), Polónia (75%), e Chipre (70%). Enquanto a preferência pela utilização do cartão de crédito é mais evidente na Suécia (62% dos consumidores), Holanda (61%) e Luxemburgo.
A Espanha, com 125 ATM (Automatic Teller Machines) por cada 100 mil habitantes, e Portugal com uma densidade de 107 máquinas/100.000 pessoas, contrastam no topo da lista com o outro extremo, onde figuram a República Checa (23/100.000) e Roménia e Polónia, ambas disponibilizando 20 ATM por cada 100 mil consumidores.
Em Portugal, 53% dos cidadãos preferem pagar as despesas (de valor igual ou acima de 100 euros) em dinheiro, seguindo-se o cartão de crédito, meio mais utilizado por 36% dos inquiridos.
Os países com maior predisposição para pagar em dinheiro são a Grécia (95% dos consumidores), Polónia (75%), e Chipre (70%). Enquanto a preferência pela utilização do cartão de crédito é mais evidente na Suécia (62% dos consumidores), Holanda (61%) e Luxemburgo.
segunda-feira, novembro 26, 2007
Cahora Bassa e (este) Portugal
Por Orlando Castro
O dinheiro que Portugal tem a receber de Moçambique pela venda do controlo accionista de Cahora Bassa vale hoje menos cerca de 14 por cento do que valia quando foi assinado o acordo de transferência, em Outubro de 2006. Nada de especial. Aqui, como noutros negócios políticos, as boas contas não fazem os bons amigos. O acordo de reestruturação e transmissão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), assinado no final de Outubro de 2006, pôs termo a uma negociação que se arrastava há 32 anos, estabelecendo que Portugal reduzia a sua posição de 82 por cento para 15 por cento e que o Estado moçambicano aumentasse a sua participação de 18 para 85 por cento. Na prática, Portugal vendia 67 por cento de Cahora Bassa a Moçambique, que pagaria 950 milhões de dólares pela participação. A primeira tranche, com pompa e circunstância e inflamados discursos patrióticos, foi paga logo a 31 de Outubro, depois da cerimónia de assinatura do acordo, em Maputo, tendo o estado moçambicano desembolsado 250 milhões de dólares, que valiam, ao câmbio desse dia, cerca de 195 milhões de euros. Por pagar ficou a módica quantia de 700 milhões de dólares, que deverão ser agora entregues a Portugal. Acontece, contudo, que estes 700 milhões de dólares valiam cerca de 550 milhões de euros quando o acordo foi assinado, em Outubro de 2006, e valem agora, ao câmbio de 23 de Novembro, pouco mais de… 470 milhões de euros. Nada que o orçamento de um Estado rico como Portugal não possa suportar. É certo que o Estado português perdeu cerca de 80 milhões de euros com a diferença cambial neste negócio, mas o que é isso? O importante é que, como o fez em 31 de Outubro de 2006, o presidente moçambicano, Armando Guebuza, pode voltar a dizer que a passagem da Hidroeléctrica de Cahora Bassa para Moçambique "remove o último reduto, marco da dominação colonial". “Este acto remove do nosso solo pátrio o último reduto, marco da dominação estrangeira de 500 anos. Este protocolo simboliza, assim, o rompimento com o passado e o alvorar de uma nova era nas relações entre os dois países, impregnados de esperança e expectativas", disse Armando Guebuza, durante a cerimónia de assinatura do acordo, em Maputo. Pois!
O dinheiro que Portugal tem a receber de Moçambique pela venda do controlo accionista de Cahora Bassa vale hoje menos cerca de 14 por cento do que valia quando foi assinado o acordo de transferência, em Outubro de 2006. Nada de especial. Aqui, como noutros negócios políticos, as boas contas não fazem os bons amigos. O acordo de reestruturação e transmissão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), assinado no final de Outubro de 2006, pôs termo a uma negociação que se arrastava há 32 anos, estabelecendo que Portugal reduzia a sua posição de 82 por cento para 15 por cento e que o Estado moçambicano aumentasse a sua participação de 18 para 85 por cento. Na prática, Portugal vendia 67 por cento de Cahora Bassa a Moçambique, que pagaria 950 milhões de dólares pela participação. A primeira tranche, com pompa e circunstância e inflamados discursos patrióticos, foi paga logo a 31 de Outubro, depois da cerimónia de assinatura do acordo, em Maputo, tendo o estado moçambicano desembolsado 250 milhões de dólares, que valiam, ao câmbio desse dia, cerca de 195 milhões de euros. Por pagar ficou a módica quantia de 700 milhões de dólares, que deverão ser agora entregues a Portugal. Acontece, contudo, que estes 700 milhões de dólares valiam cerca de 550 milhões de euros quando o acordo foi assinado, em Outubro de 2006, e valem agora, ao câmbio de 23 de Novembro, pouco mais de… 470 milhões de euros. Nada que o orçamento de um Estado rico como Portugal não possa suportar. É certo que o Estado português perdeu cerca de 80 milhões de euros com a diferença cambial neste negócio, mas o que é isso? O importante é que, como o fez em 31 de Outubro de 2006, o presidente moçambicano, Armando Guebuza, pode voltar a dizer que a passagem da Hidroeléctrica de Cahora Bassa para Moçambique "remove o último reduto, marco da dominação colonial". “Este acto remove do nosso solo pátrio o último reduto, marco da dominação estrangeira de 500 anos. Este protocolo simboliza, assim, o rompimento com o passado e o alvorar de uma nova era nas relações entre os dois países, impregnados de esperança e expectativas", disse Armando Guebuza, durante a cerimónia de assinatura do acordo, em Maputo. Pois!
Durão Barroso inaugurou Casa da Europa em Díli
O presidente da Comissão Europeia (CE), José Manuel Durão Barroso, recebeu hoje formalmente as instalações da Casa da Cultura, antes atribuídas à Caixa Geral de Depósitos e que a partir de agora será a Casa da Europa. A cedência de instalações, onde funcionará a partir de Janeiro a delegação da CE em Timor-Leste, foi feita pelo Presidente da República (PR), José Ramos-Horta, numa cerimónia a que assistiu o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, e a maior parte do Governo.A Casa da Cultura ("Uma Fuko", em tétum), um edifício emblemático situado diante da baía de Díli, era a Intendência Militar na época colonial portuguesa e foi o Comando Militar durante a ocupação indonésia de Timor-Leste.
A "Uma Fuko" estava até agora cedida por contrato à Caixa Geral de Depósitos (CGD), que pretendia instalar no edifício um centro cultural e de exposições.
No discurso de entrega da Casa da Europa, Ramos-Horta recordou a relação antiga com Durão Barroso, durante mais de duas décadas, desde que o actual presidente da CE foi secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros de Portugal, "tinha então 31 anos de idade".
"Durão Barroso travou muitas batalhas connosco, na mesma trincheira da luta pela liberdade", afirmou Ramos-Horta aos convidados da inauguração simbólica da Casa da Europa. "Timor-Leste e a UE partilham de valores comuns, como o respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais", acrescentou o PR.
A Casa da Europa funcionará a partir de Janeiro como delegação da CE, que será chefiada por um diplomata espanhol.
quinta-feira, novembro 22, 2007
Cabo Verde: Feira Internacional abre hoje. Portugal é pais mais representado
Portugal, com mais de metade dos expositores, é o país mais representado na Feira Internacional de Cabo Verde 2007 (FIC), que é hoje inaugurada na cidade do Mindelo, ilha de São Vicente.
Além de Portugal, participam empresas de Cabo Verde, Brasil e Espanha, num total de 86.
A FIC realiza-se todos os anos e comercializa desde produtos alimentares a serviços ou equipamentos industriais. O certame acolhe também um seminário sobre negócios em Cabo Verde, organizado pela Câmara de Comércio, Industria, Agricultura e Serviços do Barlavento.
Além de Portugal, participam empresas de Cabo Verde, Brasil e Espanha, num total de 86.
A FIC realiza-se todos os anos e comercializa desde produtos alimentares a serviços ou equipamentos industriais. O certame acolhe também um seminário sobre negócios em Cabo Verde, organizado pela Câmara de Comércio, Industria, Agricultura e Serviços do Barlavento.
Cabinda: "Raptado" o correspondente da Voz da América
José Fernando Lello, correspondente da radio Voz da América (VOA) em Cabinda foi "raptado por indivíduos fardados e fortemente armados, pertencentes às Forças Armadas de Angola (FAA) " esta quinta-feira, 15 de Novembro, denunciou o activista cívico, Raul Danda.
"Na quinta-feira, 15 de Novembro de 2007, José Fernando Lello, correspondente da Voz da América em Cabinda e colaborador da empresa Algoa, empreiteira subcontratada pela Chevron, no Malongo, foi raptado por indivíduos fardados e fortemente armados, pertencentes às FAA, entre os quais estaria o Comandante da Força Aérea destacado na Planície do Malembo e um oficial afecto ao Tribunal Militar de Cabinda" denunciou Raul Danda. Segundo o activista cívico os raptores chegaram transportados por duas viaturas, uma das quais de marca Toyota Land Cruiser, da unidade da Polícia Militar, "para levarem a cabo a sua missão contaram com a colaboração dos efectivos da Tele-Service, segurança privada encarregue da protecção do campo".
"Na quinta-feira, 15 de Novembro de 2007, José Fernando Lello, correspondente da Voz da América em Cabinda e colaborador da empresa Algoa, empreiteira subcontratada pela Chevron, no Malongo, foi raptado por indivíduos fardados e fortemente armados, pertencentes às FAA, entre os quais estaria o Comandante da Força Aérea destacado na Planície do Malembo e um oficial afecto ao Tribunal Militar de Cabinda" denunciou Raul Danda. Segundo o activista cívico os raptores chegaram transportados por duas viaturas, uma das quais de marca Toyota Land Cruiser, da unidade da Polícia Militar, "para levarem a cabo a sua missão contaram com a colaboração dos efectivos da Tele-Service, segurança privada encarregue da protecção do campo".
Galiza quer receber TV portuguesa em formato digital
O Bloco Nacional Galego (BNG) instou o Parlamento e o Governo espanhóis "a darem os passos necessários" para que a Galiza possa receber as televisões portuguesas em formato digital, foi hoje anunciado.
O anúncio foi feito, em comunicado, pela Fundação Via Galega (FVG), uma organização da Galiza vocacionada para a promoção de um mais estreito diálogo entre Espanha e os demais países e territórios do sistema linguístico galaico-português. Segundo a FVG, a solicitação foi apresentada, em forma de proposta de lei, por Francisco Rodríguez, deputado no Congresso espanhol pelo BNG, uma força política que faz parte do Governo da Galiza.
"Tal proposta reage ao apelo lançado em 9 de Novembro pela Fundação Via Galego para que o Estado espanhol dê os passos necessários de modo a que a Xunta da Galiza possa negociar com Portugal a recepção dos meios audiovisuais lusos", lê-se no comunicado.
O Parlamento e o Governo espanhóis ainda não deram resposta à referida proposta.
"Este tratado internacional refere que deve ser garantida a recepção directa de emissões de rádio e televisão de países vizinhos numa língua utilizada de forma idêntica ou próxima de uma língua regional ou minoritária", recorda.
A fundação acrescenta que a mesma carta apela à assinatura de acordos bilaterais que promovam o contacto entre as pessoas galegas e portuguesas nas áreas da cultura, ensino, da informação, formação profissional e educação contínua.
Carlos Callón considera "de extremo interesse para a Galiza a recepção dos canais portugueses para consciencializar a população galega sobre a utilidade comunicativa internacional da língua própria do país".
O anúncio foi feito, em comunicado, pela Fundação Via Galega (FVG), uma organização da Galiza vocacionada para a promoção de um mais estreito diálogo entre Espanha e os demais países e territórios do sistema linguístico galaico-português. Segundo a FVG, a solicitação foi apresentada, em forma de proposta de lei, por Francisco Rodríguez, deputado no Congresso espanhol pelo BNG, uma força política que faz parte do Governo da Galiza.
"Tal proposta reage ao apelo lançado em 9 de Novembro pela Fundação Via Galego para que o Estado espanhol dê os passos necessários de modo a que a Xunta da Galiza possa negociar com Portugal a recepção dos meios audiovisuais lusos", lê-se no comunicado.
O Parlamento e o Governo espanhóis ainda não deram resposta à referida proposta.
"Este tratado internacional refere que deve ser garantida a recepção directa de emissões de rádio e televisão de países vizinhos numa língua utilizada de forma idêntica ou próxima de uma língua regional ou minoritária", recorda.
A fundação acrescenta que a mesma carta apela à assinatura de acordos bilaterais que promovam o contacto entre as pessoas galegas e portuguesas nas áreas da cultura, ensino, da informação, formação profissional e educação contínua.
Carlos Callón considera "de extremo interesse para a Galiza a recepção dos canais portugueses para consciencializar a população galega sobre a utilidade comunicativa internacional da língua própria do país".
China/Portugal: Universidade chinesa inaugura centro de língua e cultura portuguesas
A Universidade de Comunicações da China (UCC), vai inaugurar até final do mês um centro cultural e de ensino de português, para tornar mais fácil a aprendizagem da língua aos alunos chineses, disse hoje um responsável da instituição.
"É a concretização de um plano que se iniciou com a visita do então presidente da República de Portugal, Jorge Sampaio, em 2005 e no qual vimos trabalhando desde então", disse em Pequim Liang Yan, vice-presidente da Faculdade de Comunicação Internacional da UCC, na qual se insere o leitorado de português naquela instituição de ensino superior.
O novo centro de português da UCC tem apoio de Stanley Ho, o magnata dos casinos de Macau, e do Ipor (Instituto Português do Oriente), que disponibilizará também livros de português, materiais multimédia e outros utensílios de aprendizagem da língua e cultura portuguesas, referiu fonte da universidade.
"Estamos muito contentes com o novo centro de português, pois permite-nos ter acesso a materiais em português que são difíceis de encontrar na China", disse Wang Gefei, aluna de português na UCC. "É uma boa oportunidade para aprofundarmos os nossos estudos de português" acrescentou.
A UCC foi a primeira universidade na China a ter cursos de português, em 1960, mas sente necessidade de se expandir com a crescente procura do ensino de língua portuguesa na China, devido à expansão das relações comerciais entre a China e os países lusófonos, em especial Angola e Brasil.
"O número de estudante de português na nossa universidade aumentou muito rapidamente. Antes só admitíamos estudantes a cada dois anos, agora abrimos vagas todos os anos" afirmou Sílvia Yan, professora no departamento de português da UCC, onde estudam cerca de 70 alunos.
Segundo dados do IPOR, cinco universidades na China têm leitorados de língua portuguesa.
"É a concretização de um plano que se iniciou com a visita do então presidente da República de Portugal, Jorge Sampaio, em 2005 e no qual vimos trabalhando desde então", disse em Pequim Liang Yan, vice-presidente da Faculdade de Comunicação Internacional da UCC, na qual se insere o leitorado de português naquela instituição de ensino superior.
O novo centro de português da UCC tem apoio de Stanley Ho, o magnata dos casinos de Macau, e do Ipor (Instituto Português do Oriente), que disponibilizará também livros de português, materiais multimédia e outros utensílios de aprendizagem da língua e cultura portuguesas, referiu fonte da universidade.
"Estamos muito contentes com o novo centro de português, pois permite-nos ter acesso a materiais em português que são difíceis de encontrar na China", disse Wang Gefei, aluna de português na UCC. "É uma boa oportunidade para aprofundarmos os nossos estudos de português" acrescentou.
A UCC foi a primeira universidade na China a ter cursos de português, em 1960, mas sente necessidade de se expandir com a crescente procura do ensino de língua portuguesa na China, devido à expansão das relações comerciais entre a China e os países lusófonos, em especial Angola e Brasil.
"O número de estudante de português na nossa universidade aumentou muito rapidamente. Antes só admitíamos estudantes a cada dois anos, agora abrimos vagas todos os anos" afirmou Sílvia Yan, professora no departamento de português da UCC, onde estudam cerca de 70 alunos.
Segundo dados do IPOR, cinco universidades na China têm leitorados de língua portuguesa.
quarta-feira, novembro 21, 2007
Empresa de recém-licenciado português leva energia eléctrica aos PALOP
A Edi Ponto-Solar, empresa de um recém-licenciado na área das energias renováveis, vai levar electricidade a escolas angolanas, no âmbito do programa Energia sem Fronteiras para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). Menos de um ano após ter iniciado a sua actividade, a empresa acaba de assinar um protocolo com o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) e com a UNICEF, comprometendo-se a instalar painéis solares nas escolas, para tornar possível a aplicação do Programa Internet na Escola.
"A primeira escola será a da cidade de Malange, situada a cerca de 500 quilómetros a leste de Luanda", disse Ricardo Azevedo, proprietário da empresa. A Edi Ponto-Solar assume também a criação de uma rede de distribuição e montagem de painéis solares para aquecimento de água e produção de energia eléctrica para os Centros de Recurso em Angola, Cabo Verde e Guiné Bissau.
A empresa, com apenas seis colaboradores, desenvolve também equipamentos energéticos para os principais castelos e casas senhoriais de França, num investimento de cerca de 40 mil euros, até ao momento. Criada em 2006, oferece produtos e serviços nas áreas de energia eléctrica, energia térmica, domótica e refrigeração e conta com mais de 30 clientes só em Portugal, incluindo gabinetes de arquitectura e engenharia, construtores civis, indivíduos particulares e indústrias. Licenciado em Sistemas Eléctricos de Energia, pela Universidade do Porto, Ricardo Azevedo apercebeu-se, ainda na faculdade, da necessidade e das possibilidades de exploração de fontes de energia alternativas.
"A primeira escola será a da cidade de Malange, situada a cerca de 500 quilómetros a leste de Luanda", disse Ricardo Azevedo, proprietário da empresa. A Edi Ponto-Solar assume também a criação de uma rede de distribuição e montagem de painéis solares para aquecimento de água e produção de energia eléctrica para os Centros de Recurso em Angola, Cabo Verde e Guiné Bissau.
A empresa, com apenas seis colaboradores, desenvolve também equipamentos energéticos para os principais castelos e casas senhoriais de França, num investimento de cerca de 40 mil euros, até ao momento. Criada em 2006, oferece produtos e serviços nas áreas de energia eléctrica, energia térmica, domótica e refrigeração e conta com mais de 30 clientes só em Portugal, incluindo gabinetes de arquitectura e engenharia, construtores civis, indivíduos particulares e indústrias. Licenciado em Sistemas Eléctricos de Energia, pela Universidade do Porto, Ricardo Azevedo apercebeu-se, ainda na faculdade, da necessidade e das possibilidades de exploração de fontes de energia alternativas.
terça-feira, novembro 20, 2007
UE aprova estatuto especial para Cabo Verde
O arquipélago de Cabo Verde vai passar a ser "parceiro especial" da União Europeia (UE). Um estatuto que ontem mereceu um acordo de princípio dos 27 Estados membros, reunidos em Bruxelas. É um "momento único e histórico", reagiu o primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, qualificando a parceria como um "ganho extraordinário" para o país.
A decisão, saída do Conselho de Assuntos Gerais e Relações Externas da UE, vem dar um desfecho positivo ao processo de negociações formalmente iniciado em Janeiro, e que mereceu o empenho particular da diplomacia portuguesa. Com a parceria ontem estabelecida, Cabo Verde terá acesso a fundos europeus em circunstâncias privilegiadas.
De acordo com as conclusões ontem adoptadas pelos 27, as duas partes passarão a estabelecer um quadro de diálogo político regular com base em "valores e princípios comuns". Boa governação, segurança e estabilidade, integração regional, sociedade do conhecimento e da informação e luta contra a pobreza serão áreas de cooperação privilegiada.
Um dos pontos fulcrais para o acordo dos 27 foi o domínio da segurança, um argumento que o arquipélago lançou com ênfase para a mesa das negociações. "Cabo Verde tem uma posição geográfica e geoestratégica importante em todo o tipo de prevenção relativamente à segurança, desde o todo o tipo de tráficos à prevenção do terrorismo", sublinhou Arnaldo Andrade Ramos, embaixador de Cabo Verde em Portugal.
Desde os anos 90 que é discutida informalmente a hipótese de Cabo Verde desenvolver relações especiais com a UE. A questão chegou a ir mais longe que o cenário de uma parceria privilegiada. Em 2005, Mário Soares e Adriano Moreira lançaram uma petição defendendo a entrada do arquipélago na União. O actual embaixador cabo-verdiano diz que este cenário não é realista. Mas também sublinha que uma parceria "é um processo de construção sem limites à partida".
A decisão, saída do Conselho de Assuntos Gerais e Relações Externas da UE, vem dar um desfecho positivo ao processo de negociações formalmente iniciado em Janeiro, e que mereceu o empenho particular da diplomacia portuguesa. Com a parceria ontem estabelecida, Cabo Verde terá acesso a fundos europeus em circunstâncias privilegiadas.
De acordo com as conclusões ontem adoptadas pelos 27, as duas partes passarão a estabelecer um quadro de diálogo político regular com base em "valores e princípios comuns". Boa governação, segurança e estabilidade, integração regional, sociedade do conhecimento e da informação e luta contra a pobreza serão áreas de cooperação privilegiada.
Um dos pontos fulcrais para o acordo dos 27 foi o domínio da segurança, um argumento que o arquipélago lançou com ênfase para a mesa das negociações. "Cabo Verde tem uma posição geográfica e geoestratégica importante em todo o tipo de prevenção relativamente à segurança, desde o todo o tipo de tráficos à prevenção do terrorismo", sublinhou Arnaldo Andrade Ramos, embaixador de Cabo Verde em Portugal.
Desde os anos 90 que é discutida informalmente a hipótese de Cabo Verde desenvolver relações especiais com a UE. A questão chegou a ir mais longe que o cenário de uma parceria privilegiada. Em 2005, Mário Soares e Adriano Moreira lançaram uma petição defendendo a entrada do arquipélago na União. O actual embaixador cabo-verdiano diz que este cenário não é realista. Mas também sublinha que uma parceria "é um processo de construção sem limites à partida".
Franco achava os portugueses "cobardes"
O que Franco pensou sobre o 25 de Abril agora revelado no El País.
No Verão Quente (português) de 1975, o ditador espanhol Francisco Franco estava hospitalizado e praticamente já não falava, embora os jornais espanhóis dessem uma ideia completamente diferente: as personagens que visitavam o ditador no hospital diziam-no atento aos problemas do país e do mundo. Mas não. Num texto publicado ontem no El País, o médico Ramiro Rivera, que acompanhou o ditador espanhol na sua doença, afirma que na maior parte do tempo Franco encontrava-se incapaz de falar e os quatro médicos que o atendiam pouco mais lhe conseguiam ouvir do que monossílabos. Mas, a dada altura, Ricardo Franco, um dos médicos, perguntou a Franco: "Meu general, está o senhor a par do que se passa em Portugal? Não acredita que ali se vai armar uma grande confusão e vai correr muito sangue?"
Segundo o testemunho de Ramiro Rivera, Franco ficou calado durante um bocadinho enquanto todos os médicos o olhavam, expectantes.
E em seguida disse: "Não acredite nisso, os portugueses são muito cobardes."
No Verão Quente (português) de 1975, o ditador espanhol Francisco Franco estava hospitalizado e praticamente já não falava, embora os jornais espanhóis dessem uma ideia completamente diferente: as personagens que visitavam o ditador no hospital diziam-no atento aos problemas do país e do mundo. Mas não. Num texto publicado ontem no El País, o médico Ramiro Rivera, que acompanhou o ditador espanhol na sua doença, afirma que na maior parte do tempo Franco encontrava-se incapaz de falar e os quatro médicos que o atendiam pouco mais lhe conseguiam ouvir do que monossílabos. Mas, a dada altura, Ricardo Franco, um dos médicos, perguntou a Franco: "Meu general, está o senhor a par do que se passa em Portugal? Não acredita que ali se vai armar uma grande confusão e vai correr muito sangue?"
Segundo o testemunho de Ramiro Rivera, Franco ficou calado durante um bocadinho enquanto todos os médicos o olhavam, expectantes.
E em seguida disse: "Não acredite nisso, os portugueses são muito cobardes."
segunda-feira, novembro 19, 2007
Portugal encabeça países da UE que estão a perder exportações por má comunicação
Dos 27 países da União Europeia, Portugal é o que reporta maiores efeitos negativos nas suas exportações devido a uma deficiente estratégia comunicacional. Esta é uma das conclusões do estudo, divulgado este ano, Efeitos na Economia Europeia da Escassez de Competências em Línguas Estrangeiras nas Empresas (ELAN). Ao estudo, encomendado pela Comissão Europeia ao CILT, um centro de línguas estrangeiras do Reino Unido, responderam 1989 pequenas e médias empresas. As conclusões da investigação estão na origem de um Fórum Empresarial para o Multilinguismo, que será lançado hoje, em Lisboa, e é presidido pelo belga Étienne Davignon, ex-vice-presidente da Comissão Europeia e presidente da companhia aérea Brussels Airlines.
"A melhor língua para o consumidor é a sua língua materna".
"A melhor língua para o consumidor é a sua língua materna".
UE/Presidência: Ministros da Cooperação vão definir novas regras de parceria com Cabo Verde
Os ministros da Cooperação da União Europeia, reunidos hoje e terça-feira em Bruxelas, deverão chegar a um "acordo de princípio" sobre a criação de uma "Parceria Especial" com Cabo Verde, institucionalizando um diálogo político regular entre as partes.
A Parceria Especial irá reforçar o diálogo político e a convergência económica entre as duas partes, para além da tradicional relação doador/beneficiário, com o estabelecimento de um quadro de interesses mútuos, disse fonte da presidência portuguesa da UE.
Boa governação, segurança e estabilidade, integração regional, sociedade do conhecimento e da informação e luta contra a pobreza são alguns dos pilares que vão regular, de futuro, as relações entre Cabo Verde e a União Europeia.
O relacionamento entre os 27 e Cabo Verde irá assim estabelecer um quadro de diálogo político regular com base em "valores e princípios comuns", segundo uma proposta de conclusões da decisão da UE.
A Parceria Especial irá reforçar o diálogo político e a convergência económica entre as duas partes, para além da tradicional relação doador/beneficiário, com o estabelecimento de um quadro de interesses mútuos, disse fonte da presidência portuguesa da UE.
Boa governação, segurança e estabilidade, integração regional, sociedade do conhecimento e da informação e luta contra a pobreza são alguns dos pilares que vão regular, de futuro, as relações entre Cabo Verde e a União Europeia.
O relacionamento entre os 27 e Cabo Verde irá assim estabelecer um quadro de diálogo político regular com base em "valores e princípios comuns", segundo uma proposta de conclusões da decisão da UE.
sexta-feira, novembro 16, 2007
Cabo Verde prevê aderir à OMC em Dezembro
Cabo Verde deverá entrar para a Organização Mundial do Comércio (OMC) em Dezembro, disse hoje o secretário de Estado da Economia, Crescimento e Competitividade, Jorge Borges. A questão foi hoje debatida no Conselho de Ministros, esclarecendo o responsável no final da reunião que a maior parte das negociações multilaterais e bilaterais estão concluídas, pelo que o processo de adesão estará fechado até final deste mês.
Cabo Verde pediu formalmente a adesão à OMC em 1999 e, no ano seguinte, foi criado um grupo de trabalho para seguir o processo. De 2004 até este ano, registaram-se progressos e "tudo leva a crer que a adesão se concretiza" até final de 2007, disse Jorge Borges.
Além das negociações multilaterais, Cabo Verde já estabeleceu acordos bilaterais com a União Europeia, com o Brasil, com os Estados Unidos e com o Japão, estando para breve um acordo com o Canadá.
A adesão vai garantir certa segurança aos investidores externos e Cabo Verde vai ser apoiado em matéria de boa governação e de modernização, além de harmonização de leis, mais consentâneas com os mercados externos.
A OMC é uma organização mundial criada em 1995, com 151 países, que supervisiona acordos sobre regras de comércio.
No início deste mês, Cabo Verde assinou um acordo bilateral com a União Europeia de acesso ao mercado, um passo considerado fundamental para a entrada para a OMC. O acordo permite a possibilidade de Cabo Verde comercializar os seus produtos no mercado europeu, com tarifas competitivas, comprometendo-se a aplicar tarifas abaixo dos 40% para os produtos agrícolas e próximas de 30% para produtos não agrícolas.
Cabo Verde pediu formalmente a adesão à OMC em 1999 e, no ano seguinte, foi criado um grupo de trabalho para seguir o processo. De 2004 até este ano, registaram-se progressos e "tudo leva a crer que a adesão se concretiza" até final de 2007, disse Jorge Borges.
Além das negociações multilaterais, Cabo Verde já estabeleceu acordos bilaterais com a União Europeia, com o Brasil, com os Estados Unidos e com o Japão, estando para breve um acordo com o Canadá.
A adesão vai garantir certa segurança aos investidores externos e Cabo Verde vai ser apoiado em matéria de boa governação e de modernização, além de harmonização de leis, mais consentâneas com os mercados externos.
A OMC é uma organização mundial criada em 1995, com 151 países, que supervisiona acordos sobre regras de comércio.
No início deste mês, Cabo Verde assinou um acordo bilateral com a União Europeia de acesso ao mercado, um passo considerado fundamental para a entrada para a OMC. O acordo permite a possibilidade de Cabo Verde comercializar os seus produtos no mercado europeu, com tarifas competitivas, comprometendo-se a aplicar tarifas abaixo dos 40% para os produtos agrícolas e próximas de 30% para produtos não agrícolas.
Diplomacia portuguesa força vitória nas Nações Unidas
Os diplomatas definem o momento como "histórico". Pela primeira vez, a Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução sobre uma Moratória contra o uso da pena de morte. A presidência portuguesa da União Europeia coordenou grande parte da acção.
Houve 99 votos a favor, 52 contra, e 33 abstenções. A votação aconteceu ontem, em Nova Iorque, e significa, politicamente, um avanço inédito. Por dezenas de vezes foi analisada a questão da moratória, mas nunca houve uma maioria na Assembleia que permitisse aprovar uma resolução sobre a matéria. A resolução de hoje abre caminho para a abolição da pena de morte e a protecção dos Direitos Humanos no mundo.
"Esta resolução foi apresentada por um grupo transregional liderado pela Albânia, Angola, Brasil, Croácia, Filipinas, Gabão, México, Nova Zelândia, Portugal (em nome da UE), Timor Leste, contando com 87 co-patrocinadores", divulgou um comunicado da Presidência portuguesa da UE.
Mais: "A Presidência da União Europeia acredita que esta iniciativa estabeleceu um processo de diálogo na Assembleia-Geral sobre uma questão de importância fundamental para a protecção e promoção dos direitos humanos como é a questão da moratória sobre o uso da pena de morte. Tal como é do conhecimento geral, a União Europeia tem uma posição pública de longa data sobre a abolição da pena de morte".
Houve 99 votos a favor, 52 contra, e 33 abstenções. A votação aconteceu ontem, em Nova Iorque, e significa, politicamente, um avanço inédito. Por dezenas de vezes foi analisada a questão da moratória, mas nunca houve uma maioria na Assembleia que permitisse aprovar uma resolução sobre a matéria. A resolução de hoje abre caminho para a abolição da pena de morte e a protecção dos Direitos Humanos no mundo.
"Esta resolução foi apresentada por um grupo transregional liderado pela Albânia, Angola, Brasil, Croácia, Filipinas, Gabão, México, Nova Zelândia, Portugal (em nome da UE), Timor Leste, contando com 87 co-patrocinadores", divulgou um comunicado da Presidência portuguesa da UE.
Mais: "A Presidência da União Europeia acredita que esta iniciativa estabeleceu um processo de diálogo na Assembleia-Geral sobre uma questão de importância fundamental para a protecção e promoção dos direitos humanos como é a questão da moratória sobre o uso da pena de morte. Tal como é do conhecimento geral, a União Europeia tem uma posição pública de longa data sobre a abolição da pena de morte".
Volkswagen quer Polo na Autoeuropa
O grupo Volkswagen quer apostar na Autoeuropa. Objectivo: produzir em Portugal o sucessor do monovolume Sharan e o Polo em parceria com a fábrica espanhola de Pamplona, liderada por Sáenz, anterior director-geral da Autoeuropa. “Se fazemos Polos em Navarra, porque não fazer em Portugal? A ideia é partilhar fornecedores e minimizar os custos de transporte, ganhar sinergias entre as duas fábricas. Isso para mim seria um sonho”. As palavras de Emilio Sáenz na despedida da fábrica de Palmela está próximo de ser realidade. Uma intenção que já era evidente em Março deste ano – quando a Volkswagen decidiu entregar à Autoeuropa um investimento de 500 milhões de euros para “novos produtos”. Jochem Heizman, responsável de produção do grupo, esteve esta semana reunido com a direcção e os trabalhadores portugueses para garantir as condições que permitam à Volkswagen trazer para a Autoeuropa o novo monovolume e o Polo, desenvolvendo as sinergias com produtos de plataformas comuns entre Navarra e Palmela. A Autoeuropa reforça assim a posição de maior exportador nacional. Os volumes de vendas poderão duplicar para cerca de 2,6 mil milhões de euros o que, mantendo o ritmo de crescimento do PIB português poderá representar mais de 1,8% da riqueza nacional.
Bush critica despesas com ensino do português
O ensino do português como segunda língua nos EUA foi tomado como exemplo por George W. Bush para a forma como o Congresso desbarata o dinheiro dos contribuintes. A 14 meses do final do seu mandato, o Presidente republicano está a travar um braço-de-ferro com o Congresso democrata, para demonstrar que ainda é politicamente relevante.
Nessa luta vetou terça-feita uma proposta de lei de 606 mil milhões de dólares apresentada pelos democratas, que financiaria programas de apoio à educação, saúde e trabalho. Em retaliação, Harry Reid, líder da maioria democrata no Senado disse que o Presidente deixará de contar com verbas para pagar as guerras no Iraque e Afeganistão caso não aceite um plano de retirada completa das tropas até ao final do próximo ano. Foi neste contexto que, discursando na cidade de New Albany (estado de Indiana), Bush recorreu ao exemplo do ensino do português como segunda língua para ilustrar o despesismo desregrado dos democratas.
A outra proposta de lei é para os departamentos de Trabalho, Saúde e Serviços Humanos, e Educação. Esta proposta está atrasada 44 dias e dez mil milhões de dólares acima do orçamentado, e com mais de dois mil apêndices. Alguns dos projectos esbanjadores incluem um museu das prisões, uma escola de vela de ensino a bordo de um catamarã, e um programa de 'português como segunda língua'. O Congresso deve aos contribuintes esforços melhores. E por isso hoje, na Sala Oval, vetei esta proposta de lei." A proposta em causa está incluída na Lei das Apropriações para 2008 dos Departamentos do Trabalho, Saúde, Serviços Humanos, Educação e Agências Relacionadas. A lista é imensa, trata de tudo, desde a proibição de compra de lâmpadas que não poupem energia até à investigação científica com células estaminais - e a proposta referida por Bush é do congressista democrata por Rhode Island Patrick Kennedy, que concedia cem mil dólares ao Rhode Island College, de Providence, para um Programa de Estudos Portugueses e Lusófonos.
Nessa luta vetou terça-feita uma proposta de lei de 606 mil milhões de dólares apresentada pelos democratas, que financiaria programas de apoio à educação, saúde e trabalho. Em retaliação, Harry Reid, líder da maioria democrata no Senado disse que o Presidente deixará de contar com verbas para pagar as guerras no Iraque e Afeganistão caso não aceite um plano de retirada completa das tropas até ao final do próximo ano. Foi neste contexto que, discursando na cidade de New Albany (estado de Indiana), Bush recorreu ao exemplo do ensino do português como segunda língua para ilustrar o despesismo desregrado dos democratas.
A outra proposta de lei é para os departamentos de Trabalho, Saúde e Serviços Humanos, e Educação. Esta proposta está atrasada 44 dias e dez mil milhões de dólares acima do orçamentado, e com mais de dois mil apêndices. Alguns dos projectos esbanjadores incluem um museu das prisões, uma escola de vela de ensino a bordo de um catamarã, e um programa de 'português como segunda língua'. O Congresso deve aos contribuintes esforços melhores. E por isso hoje, na Sala Oval, vetei esta proposta de lei." A proposta em causa está incluída na Lei das Apropriações para 2008 dos Departamentos do Trabalho, Saúde, Serviços Humanos, Educação e Agências Relacionadas. A lista é imensa, trata de tudo, desde a proibição de compra de lâmpadas que não poupem energia até à investigação científica com células estaminais - e a proposta referida por Bush é do congressista democrata por Rhode Island Patrick Kennedy, que concedia cem mil dólares ao Rhode Island College, de Providence, para um Programa de Estudos Portugueses e Lusófonos.
NATO poupa dinheiro com solução criada pelos militares portugueses
Os militares portugueses destacados há duas semanas na base aérea lituana de Siauliai encontraram problemas que não existiam para os outros contingentes da NATO ali presentes desde 2004. Um deles diz respeito ao "arrumar" dos dois caças no fim de cada missão: a falta de espaço na placa obriga-os a entrar de marcha-atrás nos hangares, empurrados pelos mecânicos, pelo que os motores têm de ser previamente desligados por questões de segurança. Depois de estacionados, e porque as coordenadas dos sistemas de navegação e tiro dos F-16 têm de estar sempre afinadas (ao milímetro), é necessário religar os aviões - a 500 euros cada - até os computadores dizerem "ok". A solução imaginada permite poupar 1000 euros por cada dia de voo aos países que usam caças F-16 (a maioria dos que ali estiveram) ou Tornado (ingleses): montar uma roldana na traseira dos hangares para que um reboque possa puxar os caças - num ângulo de 90 graus, para não ser sugado - sem que os aviões tenham de desligar os motores. Outro "ovo de Colombo" português surgiu depois de os portugueses olharem com atenção para os hangares instalados pela NATO: os pequenos motores que controlam a sua abertura congelam com o frio - já de alguns graus abaixo de zero na terça e na quarta-feira. Não foi possível saber quanto tempo demoraram a encontrar a solução para o problema, com que um novo destacamento aliado ia lidar - leia-se abrir e fechar os hangares à mão - pelo quarto Inverno consecutivo: colocá-los do lado de dentro.
A Lituânia, como a Estónia e a Letónia, não tem meios capazes de garantir a sua própria defesa aérea, pelo que a NATO assumiu essa responsabilidade junto às fronteiras da Rússia e da Bielorússia. Quando lá chegaram, nos últimos dias de Outubro, os militares da Força Aérea só estavam preocupados em montar as tendas e equipamentos do seu "kit de mobilidade". Mas os lituanos, à cautela, queriam fazer reuniões de trabalho. "Os briefings, os briefings", insistiam os locais, em inglês. Para deixarem de os ter sempre à perna, recordou um dos militares ouvidos pelo DN, os portugueses lá acabaram por interromper os seus trabalhos para ouvir as recomendações dos seus pares."Ainda bem que tivemos aquelas reuniões, porque caso contrário não estaríamos avisados e não teria havido reporte" do que se passou "um ou dois dias depois". Já fora das horas de serviço, contou a fonte, um militar que tomava café depois do jantar num café de Siauliai foi abordado por uma atraente jovem - "mas o contacto estava a ser demasiado fácil", pelo que o português alertou as chefias. Estas, por sua vez, entraram em contacto com a intelligence militar lituana. Com alguma surpresa, viram-nos "[dar] a entender que já sabiam o que se tinha passado", sublinhou aquela fonte, adiantando que os lituanos confirmaram tratar-se de uma das pessoas com quem os aliados devem evitar contactos."Eles são uma máquina infernal [em matéria de intelligence], estão anos-luz à nossa frente", confessou o operacional, com base no que já teve oportunidade de saber sobre o trabalho dos lituanos. As Forças Armadas portuguesas, através da sua componente aérea, formam o 14.º contingente a cumprir missão nos Bálticos. Como "o ócio é a pior coisa" com que os soldados podem lidar, o destacamento assumiu outras tarefas. Assim, no plano militar, está a desenvolver um manual com procedimentos de defesa aérea para a Lituânia: aí se diz como interceptar um avião, como segui-lo ou entrar em combate se for necessário eliminar a ameaça, explicou o major Paulo Gonçalves. A instalação de tomadas de terra junto aos hangares, às quais se ligam os aviões carregados de electricidade estática no fim das missões, é outro programa: está em estudo o nível de condutibilidade da terra na zona, para depois marcar e instalar as tomadas. Até lá, os militares ligam uma ponta de um cabo ao caça e enterram a outra entre placas de cimento no chão. No plano social, ensinam cozinheiros locais a fazer bacalhau à lagareiro, distribuem emblemas e autocolantes às crianças, respondem a cartas de crianças portuguesas - e vão participar, "para perder", num campeonato de bowling.
A Lituânia, como a Estónia e a Letónia, não tem meios capazes de garantir a sua própria defesa aérea, pelo que a NATO assumiu essa responsabilidade junto às fronteiras da Rússia e da Bielorússia. Quando lá chegaram, nos últimos dias de Outubro, os militares da Força Aérea só estavam preocupados em montar as tendas e equipamentos do seu "kit de mobilidade". Mas os lituanos, à cautela, queriam fazer reuniões de trabalho. "Os briefings, os briefings", insistiam os locais, em inglês. Para deixarem de os ter sempre à perna, recordou um dos militares ouvidos pelo DN, os portugueses lá acabaram por interromper os seus trabalhos para ouvir as recomendações dos seus pares."Ainda bem que tivemos aquelas reuniões, porque caso contrário não estaríamos avisados e não teria havido reporte" do que se passou "um ou dois dias depois". Já fora das horas de serviço, contou a fonte, um militar que tomava café depois do jantar num café de Siauliai foi abordado por uma atraente jovem - "mas o contacto estava a ser demasiado fácil", pelo que o português alertou as chefias. Estas, por sua vez, entraram em contacto com a intelligence militar lituana. Com alguma surpresa, viram-nos "[dar] a entender que já sabiam o que se tinha passado", sublinhou aquela fonte, adiantando que os lituanos confirmaram tratar-se de uma das pessoas com quem os aliados devem evitar contactos."Eles são uma máquina infernal [em matéria de intelligence], estão anos-luz à nossa frente", confessou o operacional, com base no que já teve oportunidade de saber sobre o trabalho dos lituanos. As Forças Armadas portuguesas, através da sua componente aérea, formam o 14.º contingente a cumprir missão nos Bálticos. Como "o ócio é a pior coisa" com que os soldados podem lidar, o destacamento assumiu outras tarefas. Assim, no plano militar, está a desenvolver um manual com procedimentos de defesa aérea para a Lituânia: aí se diz como interceptar um avião, como segui-lo ou entrar em combate se for necessário eliminar a ameaça, explicou o major Paulo Gonçalves. A instalação de tomadas de terra junto aos hangares, às quais se ligam os aviões carregados de electricidade estática no fim das missões, é outro programa: está em estudo o nível de condutibilidade da terra na zona, para depois marcar e instalar as tomadas. Até lá, os militares ligam uma ponta de um cabo ao caça e enterram a outra entre placas de cimento no chão. No plano social, ensinam cozinheiros locais a fazer bacalhau à lagareiro, distribuem emblemas e autocolantes às crianças, respondem a cartas de crianças portuguesas - e vão participar, "para perder", num campeonato de bowling.
China bloqueia envio de correio para Portugal
Os correios da China suspenderam até ao final do ano o envio de cartas e encomendas para Portugal, devido às greves dos funcionários portugueses dos correios e telecomunicações, disseram hoje funcionários postais chineses. "Desde o início de Setembro que deixámos de poder receber qualquer tipo de correspondência para Portugal. A suspensão vigora em toda a China".
quinta-feira, novembro 15, 2007
Timor Leste: "Enraízamento do português é tarefa para duas gerações"
O "enraizamento" da língua portuguesa em Timor-Leste é "um esforço de longo prazo", que só estará completo dentro de duas gerações, na melhor das hipóteses, afirmou hoje em Lisboa o presidente timorense, José Ramos-Horta.
Ramos-Horta, que prossegue hoje a sua visita oficial de dois dias a Portugal, a primeira enquanto Chefe de Estado timorense, falava no Palácio de Belém após uma audiência de cerca de uma hora com o presidente Aníbal Cavaco Silva. Questionado pela imprensa acerca dos progressos do ensino da língua portuguesa em Timor-Leste, que tem a oposição de alguns quadrantes, Ramos-Horta afirmou que "o desenvolvimento nota-se", mas que os resultados práticos surgirão mais tarde. "Quem participou, como eu participei desde 2000/2001 na defesa da opção do português como língua oficial, pode ver a melhoria na introdução, mas o esforço tem de continuar, é um esforço a longo prazo, são necessárias pelo menos mais duas gerações para que o português se enraíze", afirmou. O presidente timorense lembrou que a história da língua portuguesa em Timor-Leste fez-se de "dificuldades e controvérsia", que obrigaram à necessidade de "esclarecer o povo timorense sobre a necessidade de introdução da língua portuguesa lado-a-lado com o tétum".
De todos os Estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Timor-Leste é o único que tem duas línguas oficiais. Portugal e também o Brasil têm suportado os custos do ensino da língua, e, segundo Ramos-Horta, também o Estado timorense vai começar a fazê-lo, em 2008. "A língua é um elemento fundamental de identidade, principalmente no mundo global", disse o chefe de Estado, que manifestou a disponibilidade portuguesa para "acolher sempre" pedidos que venham a ser feitos por Timor neste domínio.
Cavaco Silva lembrou o papel de Portugal na independência timorense, e que Timor-Leste é actualmente o principal parceiro de cooperação português, estando actualmente em curso um programa indicativo com duração até 2010.
Ramos-Horta, que prossegue hoje a sua visita oficial de dois dias a Portugal, a primeira enquanto Chefe de Estado timorense, falava no Palácio de Belém após uma audiência de cerca de uma hora com o presidente Aníbal Cavaco Silva. Questionado pela imprensa acerca dos progressos do ensino da língua portuguesa em Timor-Leste, que tem a oposição de alguns quadrantes, Ramos-Horta afirmou que "o desenvolvimento nota-se", mas que os resultados práticos surgirão mais tarde. "Quem participou, como eu participei desde 2000/2001 na defesa da opção do português como língua oficial, pode ver a melhoria na introdução, mas o esforço tem de continuar, é um esforço a longo prazo, são necessárias pelo menos mais duas gerações para que o português se enraíze", afirmou. O presidente timorense lembrou que a história da língua portuguesa em Timor-Leste fez-se de "dificuldades e controvérsia", que obrigaram à necessidade de "esclarecer o povo timorense sobre a necessidade de introdução da língua portuguesa lado-a-lado com o tétum".
De todos os Estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Timor-Leste é o único que tem duas línguas oficiais. Portugal e também o Brasil têm suportado os custos do ensino da língua, e, segundo Ramos-Horta, também o Estado timorense vai começar a fazê-lo, em 2008. "A língua é um elemento fundamental de identidade, principalmente no mundo global", disse o chefe de Estado, que manifestou a disponibilidade portuguesa para "acolher sempre" pedidos que venham a ser feitos por Timor neste domínio.
Cavaco Silva lembrou o papel de Portugal na independência timorense, e que Timor-Leste é actualmente o principal parceiro de cooperação português, estando actualmente em curso um programa indicativo com duração até 2010.
O dia em que fomos monárquicos
Com a devida vénia:
"Gostava de partilhar convosco o quanto no meu âmago (bonita expressão) me senti monárquico ao ver, na Cimeira Ibero-Americana, Juan Carlos, Rei de Espanha, pedir a Hugo Chávez, intendente da Venezuela, que se calasse. Os factos são conhecidos do grande público: enquanto Chávez, no seu habitual registo inimputável, insultava Aznar de fascista, o magnífico Rei Juan Carlos (Sua Majestade, Sua Eminência, Sua Senhoria) lançou-lhe um sumaríssimo: Por qué non te callas?No fundo, é isso. Por qué non te callas, Chávez? Dentro de portas, estabeleceste um regime populista e autoritário, pouco importa se apoiado pela maioria dos venezuelanos. Nada te escapa e quem não é chavista está condenado à inércia ou ao ostracismo. Externamente, usas uma linguagem entre a paranóia e a arruaça. Precisamos mesmo de te ouvir? Porque devemos nós, os que acreditamos que a democracia não depende só dos votos mas de uma certa legitimidade de exercício, os que acreditamos numa comunidade organizada segundo princípios da democracia liberal (liberdades, separação de poderes, checks-and-balances, respeito pela oposição, responsabilidade e prestação de contas), os que acreditamos que os recursos de um país devem ser geridos e distribuídos de forma transparente, sem tentações clientelares ou chantagistas, porque devemos prestar atenção a orações injuriosas? Não serás tu o fascista, ó Chávez? E por qué non se callan também os que, na incapacidade de condenarem claramente o ditador da Venezuela (porque ditador é aquele que age como ditador, seja ou não eleito), resolveram atacar a "grosseria" diplomática do Rei de Espanha, essa figura anacrónica que devia era curvar-se perante um Presidente eleito, mesmo que do baixo quilate deste triste Chávez? Mas não são vocês que contra todas as diplomacias da conveniência e do cinismo, lutam pela supremacia dos valores nas relações internacionais? Não são vocês que sempre se manifestam contra os abusos da liberdade de expressão, quando pensam que as vossas ideias estão a ser visadas? Somos obrigados a tolerar que se insulte um ex-governante de fascista, mas devemos reagir contra os caricaturistas de Maomé, os Nobéis desbocados com teses deterministas sobre o ADN dos negros, os acéfalos da extrema-direita. É só porque Juan Carlos, o nosso Rei, não foi eleito? Mas como duvidar da legitimidade da monarquia em Espanha? Evidentemente, a legitimidade que advém das eleições pode coexistir com outras formas de legitimidade: histórica, simbólica ou social. Onde está a maioria de espanhóis que deseja acabar com a monarquia? E eu nem sou monárquico, mas quando Juan Carlos saiu da mesa acho que me tornei num carlista. Quero um Rei destes. Até pode ser absoluto."
Pedro Lomba in DN
"Gostava de partilhar convosco o quanto no meu âmago (bonita expressão) me senti monárquico ao ver, na Cimeira Ibero-Americana, Juan Carlos, Rei de Espanha, pedir a Hugo Chávez, intendente da Venezuela, que se calasse. Os factos são conhecidos do grande público: enquanto Chávez, no seu habitual registo inimputável, insultava Aznar de fascista, o magnífico Rei Juan Carlos (Sua Majestade, Sua Eminência, Sua Senhoria) lançou-lhe um sumaríssimo: Por qué non te callas?No fundo, é isso. Por qué non te callas, Chávez? Dentro de portas, estabeleceste um regime populista e autoritário, pouco importa se apoiado pela maioria dos venezuelanos. Nada te escapa e quem não é chavista está condenado à inércia ou ao ostracismo. Externamente, usas uma linguagem entre a paranóia e a arruaça. Precisamos mesmo de te ouvir? Porque devemos nós, os que acreditamos que a democracia não depende só dos votos mas de uma certa legitimidade de exercício, os que acreditamos numa comunidade organizada segundo princípios da democracia liberal (liberdades, separação de poderes, checks-and-balances, respeito pela oposição, responsabilidade e prestação de contas), os que acreditamos que os recursos de um país devem ser geridos e distribuídos de forma transparente, sem tentações clientelares ou chantagistas, porque devemos prestar atenção a orações injuriosas? Não serás tu o fascista, ó Chávez? E por qué non se callan também os que, na incapacidade de condenarem claramente o ditador da Venezuela (porque ditador é aquele que age como ditador, seja ou não eleito), resolveram atacar a "grosseria" diplomática do Rei de Espanha, essa figura anacrónica que devia era curvar-se perante um Presidente eleito, mesmo que do baixo quilate deste triste Chávez? Mas não são vocês que contra todas as diplomacias da conveniência e do cinismo, lutam pela supremacia dos valores nas relações internacionais? Não são vocês que sempre se manifestam contra os abusos da liberdade de expressão, quando pensam que as vossas ideias estão a ser visadas? Somos obrigados a tolerar que se insulte um ex-governante de fascista, mas devemos reagir contra os caricaturistas de Maomé, os Nobéis desbocados com teses deterministas sobre o ADN dos negros, os acéfalos da extrema-direita. É só porque Juan Carlos, o nosso Rei, não foi eleito? Mas como duvidar da legitimidade da monarquia em Espanha? Evidentemente, a legitimidade que advém das eleições pode coexistir com outras formas de legitimidade: histórica, simbólica ou social. Onde está a maioria de espanhóis que deseja acabar com a monarquia? E eu nem sou monárquico, mas quando Juan Carlos saiu da mesa acho que me tornei num carlista. Quero um Rei destes. Até pode ser absoluto."
Pedro Lomba in DN
quarta-feira, novembro 14, 2007
Investigadores portugueses recebem salários inferiores comparativamente à média da UE
Em Portugal, os investigadores recebem, em média, 29 mil euros anuais. Menos sete mil do que a média dos 25 Estados da UE. Os dados estão no Estudo das Remunerações dos Investigadores dos Sectores Público e Privado, que foi ontem divulgado pela Comissão Europeia.
Dentro da UE, as variações são imensas: na Letónia, o país com a remuneração anual mais baixa, o valor é de dez mil euros; do outro lado da tabela está o Luxemburgo, com quase 64 mil euros anuais.
"A grande disparidade entre os salários de certos países da UE contribui para que os melhores investigadores procurem oportunidades noutras partes do mundo", alerta Janez Potocnik, Comissário europeu para a Ciência e Investigação.
No caso português há grandes diferenças entre quem está no sector público e no privado. Um investigador numa empresa pode ganhar 22.673 euros anuais, ao passo que se estiver ligado ao ensino superior o seu salário sobe para os 27.495. Mas é nos laboratórios do Estado que estes profissionais são mais bem remunerados, com uma média anual de 39.893 euros.
Manuel Pereira dos Santos, dirigente da Federação Nacional dos Professores, critica o Governo por não criar carreiras para os investigadores mais jovens que trabalham como bolseiros, sem contratos, nem benefícios sociais, mas que fazem investigação como os demais. Segundo dados de 2003, em Portugal havia um défice de dez mil investigadores. O estudo indica ainda que em Portugal existe uma diferença superior a 35 por cento entre os salários dos homens e das mulheres. O mesmo acontece na República Checa e na Estónia. O estudo é resultado de um inquérito feito a cerca de 10 mil investigadores. Foram consideradas as respostas de quem dedica pelo menos metade do seu tempo à investigação.
Dentro da UE, as variações são imensas: na Letónia, o país com a remuneração anual mais baixa, o valor é de dez mil euros; do outro lado da tabela está o Luxemburgo, com quase 64 mil euros anuais.
"A grande disparidade entre os salários de certos países da UE contribui para que os melhores investigadores procurem oportunidades noutras partes do mundo", alerta Janez Potocnik, Comissário europeu para a Ciência e Investigação.
No caso português há grandes diferenças entre quem está no sector público e no privado. Um investigador numa empresa pode ganhar 22.673 euros anuais, ao passo que se estiver ligado ao ensino superior o seu salário sobe para os 27.495. Mas é nos laboratórios do Estado que estes profissionais são mais bem remunerados, com uma média anual de 39.893 euros.
Manuel Pereira dos Santos, dirigente da Federação Nacional dos Professores, critica o Governo por não criar carreiras para os investigadores mais jovens que trabalham como bolseiros, sem contratos, nem benefícios sociais, mas que fazem investigação como os demais. Segundo dados de 2003, em Portugal havia um défice de dez mil investigadores. O estudo indica ainda que em Portugal existe uma diferença superior a 35 por cento entre os salários dos homens e das mulheres. O mesmo acontece na República Checa e na Estónia. O estudo é resultado de um inquérito feito a cerca de 10 mil investigadores. Foram consideradas as respostas de quem dedica pelo menos metade do seu tempo à investigação.
terça-feira, novembro 13, 2007
Cabinda: Agravamento da situação de Arthur Tchibassa
Numa carta dirigida ao advogado Roland Bembelly, Arthur Tchibassa testemunha o agravamento da sua situação como prisioneiro nos Estados Unidos. Condenado em 2004 a mais de 24 anos de prisão Arthur Tchibassa permanece esquecido num processo incómodo para Angola e para a equipa de António Bento Bembe que beneficiou de uma enigmática amnistia.
"Fui transferido para uma nova prisão desde 4 de Abril de 2007 no estado de Indiana" escreve Arthur Tchibassa ao advogado Roland Bembelly. Segundo Tchibassa os motivos avançados para a sua transferência estão assentes na acusação de este estar associado às "actividades do movimento que consistem na captura de reféns como meio para atingir o objectivo de libertação de Cabinda " e dada a sua suposta responsabilidade "no seio do dito grupo, que representa uma ameaça para os interesses ocidentais".
O nacionalista cabinda diz que lhe resta uma última hipótese para o seu caso ser revisto pelo Tribunal Criminal Federal do Distrito de Colúmbia em Washington, onde foi julgado em 2004, mas terá de apresentar um advogado privado. Neste momento único apoio jurídico que Tchibassa dispõe é a ajuda de prisioneiros que têm alguns conhecimentos de Direito.
Arthur Tchibassa foi acusado pelos Estados Unidos da América, juntamente com Bembe, Maurício Zulu e Tiburcio Luemba, de presumível responsabilidade na operação de 19 de Outubro de 1990 em Cabinda de rapto do cidadão americano Brent Swan. Logo após a libertação do refém, 18 de Dezembro do mesmo ano, os EUA lançam um mandato de captura internacional contra os quatro presumíveis responsáveis. A 12 Julho de 2002 Tchibassa é detido em Kinshasa por agentes do FBI numa operação conjunta com a segurança congolesa. Imediatamente transferido para Washington Tchibassa é condenado a 27 de Fevereiro de 2004 a 24 anos e cinco meses de prisão.
Mais de três anos após o veredicto americano, dos quatro ex membros da FLEC Renovada alvo de um mandato de captura internacional Tchibassa permanece como o único culpado da operação de 1990. Os restantes três presumíveis responsáveis, Bembe, Zulu e Luemba beneficiam de uma enigmática amnistia nunca oficializada nem tornada pública da qual Tchibassa está excluído. Mesmo sem uma declaração oficial que caducaria o mandato de captura internacional, ou reconhecimento de uma amnistia americana, António Bento Bembe exerce uma actividade pública em Angola, tendo assumido o cargo de Ministro Sem Pasta em Luanda. Maurício Zulu, actual General das FAA tem também, tal como Tiburcio Luemba Zinga, uma actividade pública entre Angola e Cabinda.
"Fui transferido para uma nova prisão desde 4 de Abril de 2007 no estado de Indiana" escreve Arthur Tchibassa ao advogado Roland Bembelly. Segundo Tchibassa os motivos avançados para a sua transferência estão assentes na acusação de este estar associado às "actividades do movimento que consistem na captura de reféns como meio para atingir o objectivo de libertação de Cabinda " e dada a sua suposta responsabilidade "no seio do dito grupo, que representa uma ameaça para os interesses ocidentais".
O nacionalista cabinda diz que lhe resta uma última hipótese para o seu caso ser revisto pelo Tribunal Criminal Federal do Distrito de Colúmbia em Washington, onde foi julgado em 2004, mas terá de apresentar um advogado privado. Neste momento único apoio jurídico que Tchibassa dispõe é a ajuda de prisioneiros que têm alguns conhecimentos de Direito.
Arthur Tchibassa foi acusado pelos Estados Unidos da América, juntamente com Bembe, Maurício Zulu e Tiburcio Luemba, de presumível responsabilidade na operação de 19 de Outubro de 1990 em Cabinda de rapto do cidadão americano Brent Swan. Logo após a libertação do refém, 18 de Dezembro do mesmo ano, os EUA lançam um mandato de captura internacional contra os quatro presumíveis responsáveis. A 12 Julho de 2002 Tchibassa é detido em Kinshasa por agentes do FBI numa operação conjunta com a segurança congolesa. Imediatamente transferido para Washington Tchibassa é condenado a 27 de Fevereiro de 2004 a 24 anos e cinco meses de prisão.
Mais de três anos após o veredicto americano, dos quatro ex membros da FLEC Renovada alvo de um mandato de captura internacional Tchibassa permanece como o único culpado da operação de 1990. Os restantes três presumíveis responsáveis, Bembe, Zulu e Luemba beneficiam de uma enigmática amnistia nunca oficializada nem tornada pública da qual Tchibassa está excluído. Mesmo sem uma declaração oficial que caducaria o mandato de captura internacional, ou reconhecimento de uma amnistia americana, António Bento Bembe exerce uma actividade pública em Angola, tendo assumido o cargo de Ministro Sem Pasta em Luanda. Maurício Zulu, actual General das FAA tem também, tal como Tiburcio Luemba Zinga, uma actividade pública entre Angola e Cabinda.
Língua portuguesa requer transnacional, diz presidente da PT
O futuro da língua portuguesa depende da criação de uma empresa de telecomunicações "consolidante", afirmou nesta terça-feira, em São Paulo, o presidente da Portugal Telecom (PT), Henrique Granadeiro.
Granadeiro salientou, durante a cerimónia de entrega do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2007, que os outros dois idiomas europeus mais falados no mundo - o inglês e o espanhol - já têm grandes empresas de telecomunicações. "A língua é fonte de poder, excede os limites de um só Estado. O português não é servido por uma empresa consolidante. Ou criamos uma ou [a língua portuguesa] tomará o caminho da morte", "o que está em causa, mais do que o sucesso de uma obra, é a implantação ágil e vigorosa da língua portuguesa [no mundo]", sublinhou Granadeiro. O presidente da PT salientou que a consolidação do português seria feita a partir de uma empresa "transnacional" de telecomunicações, com a participação do Brasil, Portugal e dos países africanos de língua portuguesa para "perpetuação dos valores, da cultura, da história e das tradições".
Granadeiro disse ainda que o facto de um idioma ser falado por mais de 200 milhões de pessoas, como é actualmente a língua portuguesa, "não é garantia" de seu futuro. O empresário negou, entretanto, que a Portugal Telecom esteja negociando fusão com as duas grandes empresas brasileiras de telefonia fixa, a Oi (antiga Telemar) e a Brasil Telecom.
Granadeiro salientou, durante a cerimónia de entrega do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2007, que os outros dois idiomas europeus mais falados no mundo - o inglês e o espanhol - já têm grandes empresas de telecomunicações. "A língua é fonte de poder, excede os limites de um só Estado. O português não é servido por uma empresa consolidante. Ou criamos uma ou [a língua portuguesa] tomará o caminho da morte", "o que está em causa, mais do que o sucesso de uma obra, é a implantação ágil e vigorosa da língua portuguesa [no mundo]", sublinhou Granadeiro. O presidente da PT salientou que a consolidação do português seria feita a partir de uma empresa "transnacional" de telecomunicações, com a participação do Brasil, Portugal e dos países africanos de língua portuguesa para "perpetuação dos valores, da cultura, da história e das tradições".
Granadeiro disse ainda que o facto de um idioma ser falado por mais de 200 milhões de pessoas, como é actualmente a língua portuguesa, "não é garantia" de seu futuro. O empresário negou, entretanto, que a Portugal Telecom esteja negociando fusão com as duas grandes empresas brasileiras de telefonia fixa, a Oi (antiga Telemar) e a Brasil Telecom.
Empresa portuguesa exporta jogos para telemóveis para a América Latina
A empresa portuguesa Digital-Minds.pt, especializada em serviços interactivos e digitais, está a negociar a venda de jogos para telemóveis para a América Latina, tendo já concretizado acordos para o Brasil, disse hoje o responsável pela empresa.
A empresa, presente nas cidades de Coimbra e Leiria, é pioneira na adaptação de formatos de televisão para jogos de telemóveis, segundo explicou Paulo Reis.
Com base na novela infanto-juvenil da SIC "Chiquititas", a Digital-Minds.pt criou o jogo "Chiquititas, O Lado Doce da Vida", um formato que começou a ser comercializado em Portugal em Outubro passado e que será lançado, em breve, no Brasil.
"Estamos em negociações para vender o jogo para toda a América Latina, acordos que devem ser concretizados no próximo ano", acrescentou.
A empresa, presente nas cidades de Coimbra e Leiria, é pioneira na adaptação de formatos de televisão para jogos de telemóveis, segundo explicou Paulo Reis.
Com base na novela infanto-juvenil da SIC "Chiquititas", a Digital-Minds.pt criou o jogo "Chiquititas, O Lado Doce da Vida", um formato que começou a ser comercializado em Portugal em Outubro passado e que será lançado, em breve, no Brasil.
"Estamos em negociações para vender o jogo para toda a América Latina, acordos que devem ser concretizados no próximo ano", acrescentou.
Vergonha: Museus de Arte Antiga e Arqueologia obrigados a fechar algumas salas por falta de pessoal
O Museu Nacional de Arte Antiga vai ter hoje - à semelhança do que já aconteceu domingo - algumas salas de exposição fechadas, e o Museu de Arqueologia poderá optar pela mesma solução ou por encerrar, durante a hora do almoço, por falta de pessoal vigilante.
A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, declarou que se está perante uma "situação de colapso provocado pela falta de atenção do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC)", que não alertou a tempo o Ministério da Cultura para o fim dos contratos de tarefa de parte substancial dos funcionários dos museus. Diz a ministra: "Não há a mais pequena responsabilidade do Ministério da Cultura neste assunto"[minha é que a responsabilidade não será...].
Confrontado com as declarações da ministra, o director do IMC, Manuel Bairrão Oleiro [nomeado pela ministra], preferiu não comentar, apesar de horas antes ter dito esperar que a situação se resolvesse "durante esta semana", reconhecendo que, enquanto isso não acontecer, existe "o risco de parte da área expositiva dos museus estar encerrada".
O problema da falta de guardas "é conhecido desde há muito e necessita de outra solução" declarou na mesma ocasião. "Existia a expectativa de que a situação pudesse ficar resolvida com a reafectação do pessoal excedentário [da função pública]. Mas só onze pessoas é que se disponibilizaram para isso, e há mais de uma centena de lugares a preencher." [!?]
No início deste ano acabou aquele que era até então um dos grandes recursos dos museus: a possibilidade de fazer contratos através do Instituto do Emprego e Formação Profissional, recorrendo a pessoas que estavam no desemprego, e que constituíam já uma parte substancial dos guardas dos museus. Por isso, o único recurso, desde Março, são os contratos de tarefa, que têm que ser regularmente renovados - com autorização do Ministério das Finanças - sob pena de os museus se verem de um dia para o outro sem funcionários que permitam abrir as portas ao público. Esta situação "é desastrosa para o nosso esforço de captação de público" e "altamente desmotivante para a equipa do museu". O "básico dos básicos", afirma Luís Raposo, é poder abrir ao público.
"É impossível gerir uma casa sem saber o que acontece amanhã" diz Raposo.
A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, declarou que se está perante uma "situação de colapso provocado pela falta de atenção do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC)", que não alertou a tempo o Ministério da Cultura para o fim dos contratos de tarefa de parte substancial dos funcionários dos museus. Diz a ministra: "Não há a mais pequena responsabilidade do Ministério da Cultura neste assunto"[minha é que a responsabilidade não será...].
Confrontado com as declarações da ministra, o director do IMC, Manuel Bairrão Oleiro [nomeado pela ministra], preferiu não comentar, apesar de horas antes ter dito esperar que a situação se resolvesse "durante esta semana", reconhecendo que, enquanto isso não acontecer, existe "o risco de parte da área expositiva dos museus estar encerrada".
O problema da falta de guardas "é conhecido desde há muito e necessita de outra solução" declarou na mesma ocasião. "Existia a expectativa de que a situação pudesse ficar resolvida com a reafectação do pessoal excedentário [da função pública]. Mas só onze pessoas é que se disponibilizaram para isso, e há mais de uma centena de lugares a preencher." [!?]
No início deste ano acabou aquele que era até então um dos grandes recursos dos museus: a possibilidade de fazer contratos através do Instituto do Emprego e Formação Profissional, recorrendo a pessoas que estavam no desemprego, e que constituíam já uma parte substancial dos guardas dos museus. Por isso, o único recurso, desde Março, são os contratos de tarefa, que têm que ser regularmente renovados - com autorização do Ministério das Finanças - sob pena de os museus se verem de um dia para o outro sem funcionários que permitam abrir as portas ao público. Esta situação "é desastrosa para o nosso esforço de captação de público" e "altamente desmotivante para a equipa do museu". O "básico dos básicos", afirma Luís Raposo, é poder abrir ao público.
"É impossível gerir uma casa sem saber o que acontece amanhã" diz Raposo.
Lisboa-Dakar 2008 apresentado no dia 21 de Novembro
A 30ª edição do Lisboa-Dakar 2008 vai ser apresentada oficialmente no dia 21 de Novembro, quarta-feira, às 9h30, no Centro Cultural de Belém.
O rali do próximo ano está agendado entre 5 e 20 de Janeiro. A apresentação vai decorrer na Sala Fernando Pessoa.
O rali do próximo ano está agendado entre 5 e 20 de Janeiro. A apresentação vai decorrer na Sala Fernando Pessoa.
Skylander: Avião português já tem 356 intenções de compra
A GECI International, empresa promotora da construção de um avião bimotor em Portugal, já tem registada a intenção de compra de 356 aparelhos, avaliados em 1,5 mil milhões de dólares, afirmou o presidente da empresa.
Estação em Lisboa vai ser na Gare do Oriente
A estação do comboio de alta velocidade em Lisboa vai ser a Gare do Oriente, num projecto de ampliação que já foi entregue ao autor, o arquitecto Santiago Calatrava, disse hoje o administrador da Rave, Carlos Fernandes. A opção entre a localização da estação no Parque das Nações e Chelas foi estudada pela RAVE, a empresa responsável pelos estudos da alta velocidade em Portugal, que optou pela gare do Oriente, para rentabilizar a infraestrutura e porque permite aproveitar o canal da linha convencional do Norte. A Gare do Oriente "tem margem, tem espaço, para fazer sair por lá as linhas pelo lado direito da linha do Norte", explicou. Além de acomodar mais linhas férreas, a Gare do Oriente vai incluir ainda uma estrutura que permita o serviço de check-in avançado a pensar no futuro aeroporto de Lisboa - quer seja na Ota ou em Alcochete - e uma zona de circulação e estacionamento para o 'shuttle' de ligação. A primeira linha de TGV, a que ligará Lisboa a Madrid deverá estar a funcionar em 2013, e só depois serão feitos os ramais para o aeroporto que, "na melhor das hipóteses, só estará pronto em 2017", acrescentou.
Estação em Lisboa vai ser na Gare do Oriente
A estação do comboio de alta velocidade em Lisboa vai ser a Gare do Oriente, num projecto de ampliação que já foi entregue ao autor, o arquitecto Santiago Calatrava, disse hoje o administrador da Rave, Carlos Fernandes. A opção entre a localização da estação no Parque das Nações e Chelas foi estudada pela RAVE, a empresa responsável pelos estudos da alta velocidade em Portugal, que optou pela Gare do Oriente, para rentabilizar a infraestrutura e porque permite aproveitar o canal da linha convencional do Norte.
A Gare do Oriente "tem margem, tem espaço, para fazer sair por lá as linhas pelo lado direito da linha do Norte", explicou. Além de acomodar mais linhas férreas, a Gare do Oriente vai incluir ainda uma estrutura que permita o serviço de check-in avançado a pensar no futuro aeroporto de Lisboa - quer seja na Ota ou em Alcochete - e uma zona de circulação e estacionamento para o 'shuttle' de ligação. A primeira linha de TGV, a que ligará Lisboa a Madrid deverá estar a funcionar em 2013, e só depois serão feitos os ramais para o aeroporto que, "na melhor das hipóteses, só estará pronto em 2017", acrescentou.
A Gare do Oriente "tem margem, tem espaço, para fazer sair por lá as linhas pelo lado direito da linha do Norte", explicou. Além de acomodar mais linhas férreas, a Gare do Oriente vai incluir ainda uma estrutura que permita o serviço de check-in avançado a pensar no futuro aeroporto de Lisboa - quer seja na Ota ou em Alcochete - e uma zona de circulação e estacionamento para o 'shuttle' de ligação. A primeira linha de TGV, a que ligará Lisboa a Madrid deverá estar a funcionar em 2013, e só depois serão feitos os ramais para o aeroporto que, "na melhor das hipóteses, só estará pronto em 2017", acrescentou.
Cooperação portuguesa constrói 10 cais de pesca na Indonésia
Portugal e a Indonésia assinaram em Jacarta um protocolo de cooperação que prevê a construção de dez cais para a pesca artesanal nas ilhas indonésias das Flores e das Molucas, segundo um comunicado de imprensa, enviado pela Embaixada de Portugal em Jacarta, em que se acrescenta que a ajuda portuguesa totaliza 235 mil euros e compreende ainda a abertura de caminhos de ligação dos cais às aldeias vizinhas e itinerários principais.
O protocolo foi assinado pelo embaixador José Santos Braga e pelo presidente da Associação de Amizade e Cooperação Indonésia-Portugal (APKIP), Urip Santoso.
"A ajuda governamental portuguesa irá beneficiar populações costeiras em zonas que desde o princípio do século XVI estiveram em contacto com portugueses e onde ainda são visíveis restos de fortalezas, estatuária religiosa, armas antigas, além de muitos outros vestígios imateriais como tradições civis e religiosas, música e palavras e expressões de origem portuguesa", lê-se no comunicado.
Igualmente proveniente do Instituto Português de Apoio a Desenvolvimento (IPAD), está a ser aplicada uma verba em duas escolas e num centro de saúde em Lamno, onde residem sobreviventes dos chamados "portugueses" de Aceh, e ainda a projectos no domínio do saneamento básico e da higiene de que estão a beneficiar escolas daquela província indonésia.
Estes financiamentos, no total de 1,5 milhões de euros, "correspondem às orientações da política de cooperação (portuguesa) em que, pela primeira vez, a Indonésia surge como um dos beneficiários do apoio português ao desenvolvimento devido às suas relevantes ligações históricas com Portugal", acentua o comunicado da embaixada.
O protocolo foi assinado pelo embaixador José Santos Braga e pelo presidente da Associação de Amizade e Cooperação Indonésia-Portugal (APKIP), Urip Santoso.
"A ajuda governamental portuguesa irá beneficiar populações costeiras em zonas que desde o princípio do século XVI estiveram em contacto com portugueses e onde ainda são visíveis restos de fortalezas, estatuária religiosa, armas antigas, além de muitos outros vestígios imateriais como tradições civis e religiosas, música e palavras e expressões de origem portuguesa", lê-se no comunicado.
Igualmente proveniente do Instituto Português de Apoio a Desenvolvimento (IPAD), está a ser aplicada uma verba em duas escolas e num centro de saúde em Lamno, onde residem sobreviventes dos chamados "portugueses" de Aceh, e ainda a projectos no domínio do saneamento básico e da higiene de que estão a beneficiar escolas daquela província indonésia.
Estes financiamentos, no total de 1,5 milhões de euros, "correspondem às orientações da política de cooperação (portuguesa) em que, pela primeira vez, a Indonésia surge como um dos beneficiários do apoio português ao desenvolvimento devido às suas relevantes ligações históricas com Portugal", acentua o comunicado da embaixada.
"Nino" Vieira inicia segunda-feira visita oficial ao Brasil
O presidente da Guiné-Bissau, João Bernardo "Nino" Vieira, inicia segunda-feira uma visita oficial de três dias ao Brasil com o objectivo de reforçar a cooperação entre os dois países. Segundo fonte diplomática, a visita "terá como objectivo lançar bases para uma parceria estratégica entre a Guiné-Bissau e o Brasil".
Durante a estada no Brasil, "Nino" Vieira terá um encontro com o seu hómologo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que terá como principal objectivo lançar a parceria estratégica entre os dois países e assinar acordos de cooperação nas áreas da saúde, nomeadamente apoio a um programa de combate e prevenção da malária, economia (através da apoio ao centro de promoção do caju) e agricultura.
Paralelamente a esta visita, o Brasil e a Noruega assinaram hoje um Memorando de Entendimento para apoiar Bissau na área da Administração Pública.
Entre os temas que vão ser discutidos durante a visita oficial de Vieira destaque para a possibilidade de o Brasil apoiar a Guiné-Bissau na inclusão da Comissão de Concessão de Paz das Nações Unidas. A Guiné-Bissau vai também pedir apoio ao Brasil para a realização das próximas eleições legislativas previstas para 2008.
Durante a estada no Brasil, "Nino" Vieira terá um encontro com o seu hómologo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que terá como principal objectivo lançar a parceria estratégica entre os dois países e assinar acordos de cooperação nas áreas da saúde, nomeadamente apoio a um programa de combate e prevenção da malária, economia (através da apoio ao centro de promoção do caju) e agricultura.
Paralelamente a esta visita, o Brasil e a Noruega assinaram hoje um Memorando de Entendimento para apoiar Bissau na área da Administração Pública.
Entre os temas que vão ser discutidos durante a visita oficial de Vieira destaque para a possibilidade de o Brasil apoiar a Guiné-Bissau na inclusão da Comissão de Concessão de Paz das Nações Unidas. A Guiné-Bissau vai também pedir apoio ao Brasil para a realização das próximas eleições legislativas previstas para 2008.
Portugal não aproveita imigrantes qualificados
Apesar de um em cada cinco imigrantes que se fixa em Portugal ter um curso superior, apenas um em cada 26 (4%) consegue um emprego compatível com as suas qualificações.
A conclusão pertence a um estudo do Observatório da Imigração.
Segundo este mesmo trabalho, o problema tanto afecta os estrangeiros que imigraram para trabalhar como os que vieram estudar e que por cá ficaram, surgindo os trabalhadores da Europa de Leste e os estudantes dos PALOP como os grupos mais afectados.
Os autores do estudo estimam existir cerca de 30 mil oriundos da Europa de Leste com habilitações superiores e que fazem trabalhos desqualificados mas que lhes garantem um ordenado que não teriam em funções qualificadas nos países de origem.
A conclusão pertence a um estudo do Observatório da Imigração.
Segundo este mesmo trabalho, o problema tanto afecta os estrangeiros que imigraram para trabalhar como os que vieram estudar e que por cá ficaram, surgindo os trabalhadores da Europa de Leste e os estudantes dos PALOP como os grupos mais afectados.
Os autores do estudo estimam existir cerca de 30 mil oriundos da Europa de Leste com habilitações superiores e que fazem trabalhos desqualificados mas que lhes garantem um ordenado que não teriam em funções qualificadas nos países de origem.
Reorganização, comunidades e língua são prioridades do MNE para 2008
O ministro dos Negócios Estrangeiros explicou que, finda a presidência portuguesa (a 31 de Dezembro próximo), Portugal vai tentar manter e reforçar a grande visibilidade política que a presidência implicou, designadamente ao nível dos fóruns multilaterais.
Nesse contexto, e já que Portugal vai presidir à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em 2008, à Ibero-Americana em 2009 e à Cimeira da NATO prevista para 2010, Lisboa tenciona continuar a aproveitar para promover a sua candidatura ao Conselho de Segurança da ONU para o biénio 2011-2012.
Nesse contexto, e já que Portugal vai presidir à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em 2008, à Ibero-Americana em 2009 e à Cimeira da NATO prevista para 2010, Lisboa tenciona continuar a aproveitar para promover a sua candidatura ao Conselho de Segurança da ONU para o biénio 2011-2012.
segunda-feira, novembro 12, 2007
Formação luso-britânica vence Oxford e Cambridge
A equipa mista de Yolle de 8, com atletas da Associação Naval de Lisboa (ANL) e da London Rowing Club, bateu pela primeira vez as formações de Oxford e Cambridge, ontem, na Lisboa Classic Regatta.
Num dia histórico para o remo nacional, a festa foi feita junto à Torre de Belém perante uma extensa moldura humana que vibrou com o feito alcançado. Na comemoração dos remadores do mais antigo clube da Península Ibérica entraram também os britânicos do London Rowing Club, com quem os atletas portugueses formaram uma equipa que se revelou imbatível. Vasco Soeiro, um dos mais experientes remadores da equipa da ANL, explicou que começaram "bem e estivemos sempre na frente da prova". Rees Ward, um neozelandês do London Rowing Club, foi ainda mais efusivo na sua avaliação desta vitória. "Vencer Oxford e Cambridge foi um sonho tornado realidade. A equipa mista resultou muito bem", garantiu.
Num dia histórico para o remo nacional, a festa foi feita junto à Torre de Belém perante uma extensa moldura humana que vibrou com o feito alcançado. Na comemoração dos remadores do mais antigo clube da Península Ibérica entraram também os britânicos do London Rowing Club, com quem os atletas portugueses formaram uma equipa que se revelou imbatível. Vasco Soeiro, um dos mais experientes remadores da equipa da ANL, explicou que começaram "bem e estivemos sempre na frente da prova". Rees Ward, um neozelandês do London Rowing Club, foi ainda mais efusivo na sua avaliação desta vitória. "Vencer Oxford e Cambridge foi um sonho tornado realidade. A equipa mista resultou muito bem", garantiu.
Português obrigatório no Uruguai
A Língua Portuguesa vai ser disciplina obrigatória no Uruguai já a partir do próximo ano lectivo.
Até agora ensinado com o estatuto de matéria extracurricular, o português passará a integrar o currículo do 6º ano de escolaridade uruguaio.
A mudança, segundo Luísa Bastos de Almeida, embaixadora portuguesa em Montevideo, reconhece a importância do idioma no país, presente no dia-a-dia de milhares de crianças.
Até agora ensinado com o estatuto de matéria extracurricular, o português passará a integrar o currículo do 6º ano de escolaridade uruguaio.
A mudança, segundo Luísa Bastos de Almeida, embaixadora portuguesa em Montevideo, reconhece a importância do idioma no país, presente no dia-a-dia de milhares de crianças.
Rússia: Acordeonista português vence Troféus do Mundo
O acordeonista português João Barados venceu o primeiro prémio no Concurso Mundial de Acordeonistas "Troféus do Mundo", noticiou a agência Regnum.
O concurso, que se realizou na cidade russa de Samara, situada nas margens do rio Volga, terminou com a entrega de prémios na Casa dos Oficiais.
O troféu foi conseguido pelo músico português na classe de "Júnior Variedades".
Outro acordeonista luso, Valente Marlon, ficou em terceiro lugar na mesma categoria.
Os portugueses venceram os troféus num concurso em que participaram os melhores acordeonistas de oito países: Rússia, Nova Zelândia, França, Croácia, Suíça, Portugual, Sérvia e Bósnia-Herzegovina.
O concurso, que se realizou na cidade russa de Samara, situada nas margens do rio Volga, terminou com a entrega de prémios na Casa dos Oficiais.
O troféu foi conseguido pelo músico português na classe de "Júnior Variedades".
Outro acordeonista luso, Valente Marlon, ficou em terceiro lugar na mesma categoria.
Os portugueses venceram os troféus num concurso em que participaram os melhores acordeonistas de oito países: Rússia, Nova Zelândia, França, Croácia, Suíça, Portugual, Sérvia e Bósnia-Herzegovina.
Venezuela: Instituto Português cria prémio IPC/Daniel Morais
O Instituto Português de Cultura anunciou no domingo a criação do prémio IPC/Daniel Morais, com o qual pretendem homenagear o fundador daquele organismo e distinguir o melhor estudante de Língua portuguesa na Venezuela.
O professor João da Costa Lopes, do IPC, explicou que o prémio será entregue pela primeira vez em Novembro de 2008 e consiste numa viagem a Portugal e uma semana em Lisboa.
Adiantou que podem candidatar-se todos os alunos universitários com idade superior a 15 anos, estudantes da Escola de Idiomas Modernos da Universidade Central da Venezuela, que tenham frequentado aulas de Língua Portuguesa ao longo de 2007 e 2008.
A criação do prémio procura homenagear Daniel Morais, fundador e presidente do Instituto Português de Cultura, que faleceu em Agosto último, devido a problemas cardíacos.
Natural de Almada, onde nasceu em 1924, Morais, era um apaixonado pela cidade de Lisboa.
O professor João da Costa Lopes, do IPC, explicou que o prémio será entregue pela primeira vez em Novembro de 2008 e consiste numa viagem a Portugal e uma semana em Lisboa.
Adiantou que podem candidatar-se todos os alunos universitários com idade superior a 15 anos, estudantes da Escola de Idiomas Modernos da Universidade Central da Venezuela, que tenham frequentado aulas de Língua Portuguesa ao longo de 2007 e 2008.
A criação do prémio procura homenagear Daniel Morais, fundador e presidente do Instituto Português de Cultura, que faleceu em Agosto último, devido a problemas cardíacos.
Natural de Almada, onde nasceu em 1924, Morais, era um apaixonado pela cidade de Lisboa.
sexta-feira, novembro 09, 2007
Chile: Cavaco elogia reformas profundas em "portunhol'!!
No último dia de visita oficial ao Chile, Aníbal Cavaco Silva resolveu fazer elogios às reformas que têm sido empreendidas em Portugal em vários sectores. Após um pequeno-almoço empresarial luso-chileno na sede de uma associação em Santiago do Chile, o Presidente da República sustentou que "os portugueses são os pioneiros da globalização, por isso aceitam as exigências da globalização. Isso implica a realização de profundas reformas no nosso País. Na economia é o que está a ser feito actualmente". Depois disto, o Presidente disse mesmo que estão a ser feitas "inovaciones", ou inovações, "muito fortes". Esta foi a estreia do PR no uso do "portunhol", no dia a seguir a ter dito, com graça, a seguir ao encontro com Michelle Bachelet, Presidente chilena, que não iria recorrer na ocasião àquela forma de linguagem.
Nos encontros mais oficiais preferiu sempre falar sempre em português, só transigindo para dizer sempre "cumbre", em vez de cimeira. Embalado, no encontro empresarial da Sofofa, a tal associação chilena, Cavaco Silva disse que "a estrutura da economia portuguesa está a "cambiar" muito rapidamente. Segundo o Presidente, "são os 'coches', com a grande fábrica Ford/Volkswagen, uma das mais modernas da Europa, instalada em Portugal".
É tão triste a minha aldeia...
Nos encontros mais oficiais preferiu sempre falar sempre em português, só transigindo para dizer sempre "cumbre", em vez de cimeira. Embalado, no encontro empresarial da Sofofa, a tal associação chilena, Cavaco Silva disse que "a estrutura da economia portuguesa está a "cambiar" muito rapidamente. Segundo o Presidente, "são os 'coches', com a grande fábrica Ford/Volkswagen, uma das mais modernas da Europa, instalada em Portugal".
É tão triste a minha aldeia...
quarta-feira, novembro 07, 2007
EUA/Eleições: Paulo Nogueira reeleito em Waterbury
O vereador (alderman) democrata Paulo Nogueira foi reeleito na terça-feira na cidade de Waterbury, estado de Connecticut.
Os nove candidatos apresentados pelo Partido Democrata (PD) foram todos eleitos ou reeleitos, mas na terça-feira não estavam ainda apurados os números definitivos.
Às 15 vagas apresentaram-se 27 candidatos, equitativamente distribuídos pelos democratas, republicanos e independentes.
Paulo Nogueira, de 45 anos, faz parte do conselho municipal desta cidade de 107.000 habitantes desde Agosto de 2002, onde entrou por nomeação, mas nas eleições de 2003 e 2005 ganhou direito ao lugar por voto dos eleitores que na terça-feira voltaram a garantir-lhe mais dois anos de mandato. "O nosso maior problema é o dos impostos prediais, que estão em 54 dólares por cada 1.000 dólares do valor do prédio" - disse na terça-feira Paulo Nogueira, lembrando que a administração de maioria democrata tem despendido enormes esforços para ultrapassar a situação herdada em 2001 do mayor Phil Giordano, que acabou por ser condenado a 37 anos de cadeia.
Paulo Nogueira é natural do Porto, de onde emigrou ainda criança para Waterbury, cidade onde reside e onde é proprietário de uma agência de viagens e serviços.
Os nove candidatos apresentados pelo Partido Democrata (PD) foram todos eleitos ou reeleitos, mas na terça-feira não estavam ainda apurados os números definitivos.
Às 15 vagas apresentaram-se 27 candidatos, equitativamente distribuídos pelos democratas, republicanos e independentes.
Paulo Nogueira, de 45 anos, faz parte do conselho municipal desta cidade de 107.000 habitantes desde Agosto de 2002, onde entrou por nomeação, mas nas eleições de 2003 e 2005 ganhou direito ao lugar por voto dos eleitores que na terça-feira voltaram a garantir-lhe mais dois anos de mandato. "O nosso maior problema é o dos impostos prediais, que estão em 54 dólares por cada 1.000 dólares do valor do prédio" - disse na terça-feira Paulo Nogueira, lembrando que a administração de maioria democrata tem despendido enormes esforços para ultrapassar a situação herdada em 2001 do mayor Phil Giordano, que acabou por ser condenado a 37 anos de cadeia.
Paulo Nogueira é natural do Porto, de onde emigrou ainda criança para Waterbury, cidade onde reside e onde é proprietário de uma agência de viagens e serviços.
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