quarta-feira, janeiro 16, 2008

Portugal ocupa 53º lugar em Índice de Liberdade Económica

A economia portuguesa é moderadamente livre ou 64,3% livre, segundo o Índice da Economia Livre de 2008 da Heritage Foundation (Washington), que coloca Portugal no 53º lugar entre 162 países.
Portugal desceu 0,2% face ao ano anterior, situando-se entre o Uganda (52º lugar) e a Tailândia (54º lugar).

O relatório, que avalia o grau de liberdade da economia em 162 países, nomeadamente ao nível do comércio, dos negócios, do investimento e dos direitos de propriedade, adianta que Portugal está ligeiramente abaixo da média europeia.
Portugal tem elevados níveis de liberdade nos negócios (79,6%), no comércio (86%), no investimento (70%), nos direitos de propriedade (70%), assim como liberdade ao nível monetário (79,4%).

A formação nos negócios é eficiente, mas, outras operações comerciais são lentas devido à burocracia. A inflação é baixa e o Governo promove activamente o investimento estrangeiro.
Pelo contrário, Portugal tem baixos índices de liberdade do Estado (32,6%), fiscal (61,3%) e laboral (48%).
O Estado gasta quase o equivalente a 50% do Produto Interno Bruto e o sector laboral é altamente restritivo em muitas áreas, sublinha o relatório.
No que se refere ao mercado laboral, o documento adianta que as regulações inflexíveis de emprego impedem o crescimento da produtividade e das oportunidades de emprego totais.
O custo de empregar um trabalhador é elevado e a rigidez de contratar e despedir um trabalhador cria uma aversão de risco para as empresas que, caso contrário, empregariam mais pessoas.

O ranking da economia mais livre é liderado por Hong Kong (90,3 por cento), seguido de Singapura (87,4 por cento) e Irlanda (84,4 por cento). Austrália (82 por cento), Estados Unidos (80,6 por cento) e Nova Zelândia (80,2 por cento) são os países que se seguem na tabela.

Subsidiária da Honda decide construir nova fábrica em Famalicão

A Tesco - Componentes para Automóveis, empresa japonesa instalada na Trofa desde 1993, decidiu avançar para a abertura de mais uma fábrica, desta vez no vizinho concelho de Famalicão, confirmou Mário Ferreira, director fabril da empresa, ao Jornal de Negócios.

Fonte da autarquia famalicense adiantou que o projecto industrial já possui aprovação camarária e deverá criar cerca de 350 postos de trabalho.

JM e Continente entre as 250 maiores

As duas maiores cadeias portuguesas de retalho estão entre as 250 maiores empresas do sector no mundo, segundo o relatório 2008 Global Powers of Retail, divulgado ontem pela consultora Deloitte.
O ranking, que identifica as 250 maiores empresas do sector do retalho, continua a ser liderado pela norte-americana Wal-Mart, seguida pela francesa Carrefour. A maior empresa portuguesa do sector é a Jerónimo Martins (JM), que ocupa a 138ª posição, tendo subido 12 posições relativamente ao lugar ocupado no estudo de 2006. A outra empresa nacional nesta lista é a Modelo-Continente, no 183º lugar, tendo ganho sete posições desde o relatório de 2006. A JM opera em Portugal e na Polónia, enquanto a Modelo-Continente está só presente em Portugal.

Cimeira Ibérica: Menezes defende mais "solidariedade ibérica" !?

O presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, defendeu que as Cimeiras Ibéricas deveriam assumir uma perspectiva de "verdadeira solidariedade ibérica" para o desenvolvimento económico e social.

Luís Filipe Menezes, que falava à Lusa a propósito da XXIII Cimeira Ibérica, que começa sexta-feira em Braga, considerou que se "deveria introduzir uma nova perspectiva de abordagem das questões ibéricas na filosofia das cimeiras entre os dois países".
Para o líder do Eixo Atlântico, a forma como são actualmente encaradas as reuniões entre os governos dos dois países existe porque "talvez nunca se tenha equacionado a ideia de que os interesses de Portugal e de Espanha podem ser complementares".

De alarvidade em alarvidade...

UE: Vítor Caldeira eleito presidente do Tribunal de Contas Europeu

O juiz português do Tribunal de Contas Europeu (TCE), Vítor Caldeira, foi hoje eleito presidente do TCE, disse à Lusa fonte daquele tribunal.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Madeira: Grupo Parlamentar do PSD-M reivindica maior autonomia fiscal

O Grupo Parlamentar do PSD-M na Assembleia Legislativa da Madeira defendeu hoje uma maior autonomia fiscal para a Região para garantir a competitividade da Zona Franca, designadamente em matéria de comércio electrónico.

O Grupo Parlamentar reuniu-se hoje com a administração da Sociedade de Desenvolvimento da Madeira (SDM), empresa concessionária do Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM), com quem debateu a situação resultante do novo regime de cobrança do IVA na prestação de serviços de telecomunicações à distância e Internet na União Europeia (UE).

Em Dezembro de 2007, os ministros das Finanças da UE chegaram a acordo, por unanimidade, sobre as regras de cobrança do IVA nos serviços de telecomunicações fornecidos à distância.
O IVA nos serviços vendidos pela Internet (telecomunicações e outros) passarão a ser, a partir de 2019, cobrados e pagos às autoridades do país de consumo e não, como actualmente, no do Estado-membro onde está instalada a empresa.
A partir de 2015, será implementado um sistema de "partilha de receitas" fiscais com o país onde está instalada a empresa a ficar com 30 por cento.
Trata-se de um sistema degressivo até 2019, ano em que toda a receita fiscal será entregue ao país de consumo de determinado bem comprado pela Internet.

A receita fiscal para a Madeira no âmbito desta actividade do comércio electrónico em 2006 representou 50 milhões de euros.
O CINM engloba a Zona Franca Industrial, serviços internacionais, registo internacional de navios e sucursais financeiras exteriores.

Pediu Livro de Reclamações e acabou condenada em tribunal

Uma mulher que em 2005 pediu o Livro de Reclamações (LR) num restaurante de Matosinhos aguarda ainda o resultado da queixa, mas já foi condenada em tribunal por "pôr em causa o prestígio, crédito e confiança" do estabelecimento.

De acordo com a sentença do caso, a arguida foi condenada porque "disse repetidamente, em tom exaltado e de modo audível para as demais pessoas que se encontravam no restaurante àquela hora, nomeadamente que a comida não prestara e que nunca tinha sido tão mal servida".
Fonte conhecedora do processo disse hoje que o Tribunal de Matosinhos condenou a mulher a indemnizar a dona do restaurante em 300 euros e a pagar uma multa de 15 euros por dia, para remir uma pena de 75 dias de prisão.

Os factos passaram-se durante um jantar de um grupo de médicos e enfermeiros de um centro de saúde, para assinalar a despedida de um colega de trabalho. Perto do final do repasto, uma das participantes considerou ter sido tratada de forma indelicada por um dos funcionários, pedindo o LR. O LR só foi fornecido depois do pagamento das refeições e após a chamada da PSP. Na sequência desta queixa, a reclamante foi notificada pelo tribunal, em Fevereiro de 2006, de uma queixa-crime que lhe tinha sido movida pela proprietária do restaurante que viria a resultar na sua condenação. As expressões desprimorosas para o restaurante que determinaram a condenação terão sido proferidas pela arguida no intervalo de cerca de hora e meia que mediou entre o pedido do LR e a sua apresentação.
A fonte afirmou que em Dezembro do ano passado, cerca de dois anos e meio após a ocorrência, a reclamação continuava em analise nos serviços camarários. Contactada pela Lusa, fonte da Câmara de Matosinhos disse que está a avaliar o caso, prometendo esclarecimentos em breve.

Moral da história: Reclame-se, sim, mas baixinho!

"Não sei o que é pior: os bandidos ou os cúmplices"

Por Ferreira Fernandes, in DN

O ministro do Interior da Venezuela de Chávez recebeu as duas reféns, estendeu a mão ao chefe da patrulha colombiana que lhas entregava e disse-lhe: "Estamos muito orgulhosos da vossa luta. Mantenham esse esforço e essa fé. Contem connosco." A história da diplomacia - integrada que está na história das trocas, em que a parte que recebe também tem de dar - está cheia desses sapos engolidos. Às vezes é preciso negociar com o diabo e, se tiver de ser, prestar-lhe homenagem. O ministro, no meio da selva, tinha uma incumbência: recuperar as duas reféns. Se para isso era necessário apertar o bacalhau a um terrorista das FARC e desejar-lhe o melhor, assim fosse.

Mas, agora que Clara Rojas e Consuelo González voltaram a casa, deixem-me dizer-vos: grandes canalhas são os tipos da FARC. Eu já sabia, mas fiquei a saber mais pelos testemunhos de Clara, de 44 anos, e Consuelo, de 57. A primeira foi sequestrada em 2002, a segunda, em 2001. Não eram polícias nem soldados - condição única que justificaria, para guerrilheiros, manter preso alguém. Já para narcotraficantes e terroristas, sequestrar qualquer pessoa serve. Ou lhes dá dinheiro ou lhes alimenta a estratégia de difundir terror. Clara, braço-direito da candidata presidencial Ingrid Betancourt (sequestrada com ela, e ainda presa), e Consuelo, congressista, eram políticas de partidos democráticos, que concorriam regularmente às eleições livres na Colômbia, mas esse facto não impediu que fossem sequestradas e mantidas presas tantos anos. Como não impede que simples camponeses sejam a maioria dos 700 presos que as FARC tem.

E o que é ser preso das FARC? Clara e Consuelo contaram alguma coisa. Andaram na selva agrilhoadas com uma corrente ao pescoço, disseram ambas. Quando Clara e Ingrid tentaram fugir, apanharam-nas e aterrorizavam-nas "com tarântulas e cobras". Um dos da FARC fez um filho a Clara; ao fim de oito meses tiraram-lhe o bebé e ela nunca mais o viu (essa preciosa moeda de troca que era a criança, acabaram por a perder e ficou livre sem as FARC o quererem - além de terroristas, imbecis).

Eis, pois, a organização cuja defesa - para lá dos cumprimentos do ministro do Interior com que abro a crónica - foi reiterada, esta semana, por Hugo Chávez. Ele pediu ao mundo para deixar de chamar aos terroristas terroristas, já que eles "têm um projecto político, um projecto bolivariano, que aqui [na Venezuela] é respeitado". Cuba, que também gosta das FARC, aproveitou para oferecer uma clínica para Clara Rojas poder recuperar-se do trauma psicológico por lhe terem retirado o filho bebé. Só falta o PCP oferecer, às duas libertadas, uma entrada permanente na próxima Festa do Avante [Bold nosso].

Rodman deslocaliza para Valença 30% da produção de iates

O grupo espanhol Rodman, líder de mercado na construção de embarcações de recreio, vai passar para a fábrica que acaba de instalar em Valença cerca de 30% da sua produção, revelou fonte da empresa. A empresa construiu em Portugal uma fábrica, constituída por dois pavilhões cobertos de 20 mil metros quadrados, tida como "uma das mais avançadas" do mundo.

Este investimento, estimado em 12 milhões de euros, permitirá deslocar para Valença parte da actual produção realizada na unidade espanhola de Meira-Moaña. Nesta fábrica espanhola, o grupo passará a construir os mega-iates da linha Muse, de 13,5 a 44 metros de comprimento. Quanto à unidade de Valença, actualmente em testes de operação das linhas de produção, será dedicada à construção de embarcações de recreio em fibra de vidro, entre os 8 e os 16 metros de comprimento, das gamas Rodman Fisher & Cruise. A unidade portuguesa deverá absolver entre "20% a 30%" da produção global actual do grupo e terá capacidade também para construir lanchas patrulheiras.
A Rodman, grupo com sede em Vigo (Galiza), prevê produzir este ano, a partir do Parque Empresarial de Valença, 160 embarcações. Número que deverá duplicar, progressivamente, nos próximos anos. A perspectiva é de gerar um volume de vendas de 21 milhões de euros e 28 milhões nos anos seguintes. Numa primeira fase, a unidade de Valença, cuja inauguração oficial deverá acontecer ainda no primeiro trimestre deste ano, vai empregar perto de 200 trabalhadores, gerando ainda cerca de 400 postos de trabalho indirectos. O investimento inicial foi comparticipado pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, nomeadamente a compra de terrenos (65 mil metros quadrados), instalações e maquinaria. A escolha de Valença foi justificada pelos responsáveis da Rodman com a proximidade da localidade e boas vias de comunicação com Vigo.

Com cerca de 30 anos de actividade, o grupo galego é líder de mercado na produção de embarcações de náutica desportiva, militar e de pescas. Actualmente, entre 55% a 60% da produção do grupo destina-se ao mercado espanhol e o restante a países como França, Reino Unido e Itália.

sábado, janeiro 12, 2008

PIDASAE

Não sou dos tempos da outra senhora, mas cada vez mais me parece que aqueles que se arrogam da luta pela liberdade se estão a divertir com a sua própria "polícia politica". A ASAE (agência de segurança alimentar e económica) cada vez mais parece uma espécide de PIDE que tudo observa e tudo controla. agora até já treino Militar e de Inteligência os senhores inspectores têm.

Saber não sei, mas parece que não temos uma ASAE mas sim uma PIDASAE

sexta-feira, janeiro 11, 2008

BCP é a arma secreta para controlar o défice

in Notícias Lusófonas, por Delfim Sousa (*)
É estranho o manto de silêncio, o tabu, sobre a provável e principal razão que envolve o interesse súbito de "todo o mundo" sobre o Banco Comercial Português: a possível transferência para a Segurança Social do fundo de pensões dos colaboradores do Banco avaliado em cerca de quatro mil milhões de euros. Esta transferência, a concretizar-se, será contabilizada como receita extraordinária da Segurança Social neste ano 2008 e controlará o défice do Estado satisfatoriamente. Esta solução que estará na mira do Governo Sócrates (sem dúvidas), já foi testada pelo Governo de Guterres (com a transferência do fundo de pensões do BNU, realizado pelo ex-ministro Sousa Franco) e pelo Governo de Santana Lopes, para controlar o défice e cumprir os valores limite fixados pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento. Assim, no ano de 2004, o ex-ministro das Finanças Bagão Félix transferiu fundos de pensões de empresas públicas (entre outros, o Fundo da Caixa Geral de Depósitos) para a Caixa Geral de Aposentações, conseguindo um encaixe financeiro de cerca de 1,9 mil milhões de euros (segundo foi noticiado). Estamos, na verdade, no cerne das negociações das cadeiras na Administração do BCP!

Isto é, poderá o PS garantir um perfeito e tranquilo sucesso orçamental no Ano 2008, com uma total concordância do maior partido da oposição (?), tendo em vista o ano de eleições de 2009? Mas, é bom recordar e não esquecer (PS e PSD) o parecer do Tribunal de Contas sobre este tipo de operações: "O impacto directo sobre as finanças públicas, que se projectará por um período longo, resultante das transferências referidas, tem um efeito positivo sobre as receitas do Estado no ano em que ocorreram, mas têm um efeito inverso nos anos posteriores, uma vez que as receitas não serão suficientes para suportar o valor das despesas". Neste cenário, bem descrito pelo Tribunal de Contas, afirmamos que não se augura nada de bom para os reformados e trabalhadores no activo com a transferência do Fundo de Pensões para o Estado. Denunciamos a apatia e a ingenuidade dos Sindicatos e da Comissão de Trabalhadores do BCP em não verem e não perceberem o fundo real da situação. Ou, será que querem ver e perceber? Porque será que não defendem os legítimos interesses dos trabalhadores com absoluta firmeza e determinação?

O Accionista mediático do BCP, Joe Berardo, o homem que "Sabe Tudo", que no seu apostolado de criticas e denúncias emite opiniões diversas, ainda não se pronunciou sobre esta matéria? Ou, será que sabe e não quer dizer? Ou, sabe mesmo da medida desejada pelo Governo de Sócrates? O Senhor Joe Berardo não é seguramente um "capitalista do povo", como quer fazer passar na imagem que vende. Pelo contrário, Berardo defende unicamente o seu dinheiro, os seus investimentos e o Fundo de Pensões representa uma responsabilidade para o Banco que quer ver eliminada, ou antes, transferida para o Estado. Finalmente, independentemente dos respeitáveis nomes que são apontados como candidatos às cadeiras do Conselho de Administração Executivo do BCP, os accionistas, os clientes, os colaboradores do Banco, gostavam de saber da voz dos Candidatos a Presidente, nos próximos dias que antecedem a Assembleia Geral, quais são os modelos e as orientações que pretendem imprimir na organização, se vão seguir a política das fusões, se vão continuar o Programa em marcha “Millennium 2010”, etc.
Ou seja, Os Curriculum Vitae de Santos Ferreira e Miguel Cadilhe são inquestionáveis, mas urge sentir e reflectir as linhas orientadoras de liderança que sustentam as suas candidaturas. Até agora vivemos no campo vago da dança dos nomes. Historicamente, o Banco Comercial Português sempre nos habituou à excelência na liderança e à clareza sólida dos objectivos a atingir. Por esta via, se atingiu o patamar de importância que o BCP hoje ocupa no sistema financeiro português.
(*) Accionista, Ex-Quadro do BCP, Ex-Sindicalista, Ex-Membro da Comissão de Trabalhadores do BCP

Anulação do Dakar ameaça Lagos Sports de falência

O cancelamento, há uma semana, do Lisboa-Dakar, que inviabilizou um investimento total próximo dos 50 milhões de euros, deixou o organizador francês – a Amuary Sports Organisation (ASO) – a braços com indemnizações aos participantes e patrocinadores e pode colocar a João Lagos Sports (JLS), organizador da partida em Portugal, em graves dificuldades financeiras.

José Carmona dos Santos, coordenador do Dakar nesta empresa, disse ao "Semanário Económico" que a falência é mesmo uma das possibilidades.
"É um cenário que não podemos tirar da nossa mente. Se não conseguirmos ser ressarcidos pela ASO daquilo que investimos e se não houver compreensão dos parceiros que angariámos, ficamos numa situação muito complicada", disse o mesmo responsável.
A JLS estava numa fase de investimentos importantes, com a mudança de instalações para Carnaxide e a vinda de Roger Federer à próxima edição do Estoril Open, um período que, segundo Carmona dos Santos, "não permitia que acontecesse uma coisa destas sem que o resultado fosse um desastre".

Qual é a segunda melhor ilha do mundo? Os Açores!

in Público, por Kathleen Gomes
Não somos nós que dizemos, são mais de 500 especialistas viajados que classificaram uma centena de ilhas para a revista National Geographic Traveler. O arquipélago surgiu em algumas listas best of da imprensa de viagens no final de 2007. Os Açores são um destino único e isso é quase ciência exacta. Só não digam a ninguém.
Durante anos, a maior campanha pelo turismo nos Açores foi privada, boca-a-boca. Recomendar uma viagem aos Açores era o equivalente a sugerir o melhor sítio da cidade para comer hummus - informação preciosa, qualquer coisa que só nós sabemos mas partilhável com gente fiável.
Ia-se aos Açores porque alguém antes de nós já lá tinha estado e falava daquelas ilhas como de uma epifania. E voltava-se membro do clube. Era um clube porque eram poucas pessoas. O clube tem crescido e, provavelmente, clube é palavra que já não lhe assenta.

No final de 2007, os Açores surgiram em algumas listas best of da imprensa de viagens. Ocupam a segunda posição num ranking de ilhas da National Geographic Traveler, que se vangloria de ser a revista de viagens com mais leitores a nível mundial. Estão entre as melhores regiões do mundo, segundo uma votação conjunta do staff editorial e dos leitores dos famosos guias Lonely Planet - a chamada Bluelist, que é uma lista-sondagem dos lugares (ou "experiências de viagem", como indica o site do Lonely Planet) mais recomendados por aqueles.

E, nos inúmeros tops que a secção de viagens do britânico Guardian elaborou para o novo ano, os Açores figuram entre as 10 things to look forward to (10 coisas por que mal podemos esperar): uma das operadoras turísticas britânicas que viaja para os Açores, a Sunvil, vai passar a vender escapadelas de fins-de-semana com tudo organizado.

Ligação semanal entre Porto de Sines e extremo Oriente iniciou-se ontem

O navio MSC Bengal atracou ontem pela primeira vez no Porto de Sines para iniciar a ligação semanal entre o extremo Oriente e Portugal, naquela que será a primeira escala europeia da rota deste navio. Este trajecto, que terá largadas de vários países do extremo Oriente e se completa na Europa com os portos de Le Havre, Antuérpia e Bremerhaven, será efectuada por navios contentores com capacidade entre oito e 9500 e 20 pés de comprimento (cerca de seis metros) e trará, de acordo com a administradora do Porto de Sines, Lídia Sequeira, "uma dinamização do sistema portuário nacional, visto que Sines tornar-se-á um alimentador dos outros portos do país", além de que poderá trazer efeitos económicos positivos para toda a Península Ibérica.
"Esta escala ficará mais próxima dos locais de produção e consumo tornando, consequentemente, o mercado português mais competitivo", acrescentou Sequeira ao PÚBLICO.
Esta é também uma aposta do Porto de Sines reivindicada há alguns anos pelos responsáveis da administração portuária, que considerou não ser possível "pensar num crescimento acentuado de qualquer porto sem esta ligação". A colaboração cada vez mais estreita entre o mercado português e o chinês poderá, com o início desta colaboração semanal, ganhar novo fôlego, sendo este o único porto da Península Ibérica que oferece este serviço de ligação directa de Xangai.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Obrigado por 10 mil visitas!!

Ultrapassámos as 10 mil visitas!
O nosso obrigado.

A todos os vistantes que nos premiaram, desde Março de 2004, com as suas visitas, a "administração" deste blog envia os seus mais calorosos cumprimentos.

Adriano Parreira é 1º africano na Academia de História

Adriano Parreira, professor angolano da Universidade Agostinho Neto em Luanda, foi eleito o primeiro académico africano membro da Academia Portuguesa de História (APH), revelou à Lusa a instituição que pretende receber em breve representantes dos restantes PALOP.
Para Parreira, a inédita nomeação tem um "evidente" cunho de "encetar laços profundos e contínuos com as instituições e personalidades do meio científico angolano", um passo que considera natural, "porque a história de Portugal e do Brasil estão ligadas intimamente com a história de Angola".
"Dentro do contexto da globalização, é um caminho inevitável de aproximação" dos povos de língua portuguesa, que "nem sempre tem sido cumprido com os melhores resultados", disse o académico que já se encontra em Lisboa para se juntar à Academia.

O nome de Parreira foi proposto pela presidente da APH, Manuela Mendonça, e votado unanimemente pelos restantes membros. Até agora, a Academia tinha um membro africano, o cardeal angolano Alexandre Nascimento, mas este apenas a título honorífico.
A nomeação de Parreira "significa o princípio do projecto" de aproximação às academias dos países africanos lusófonos, à semelhança da colaboração que já hoje se faz com a academia brasileira, disse Manuela Mendonça, presidente da instituição que é herdeira da Academia Real Portuguesa da História, criada em 1720, no reinado de D. João V.

Diplomata, além de historiador, Adriano Alfredo Teixeira Parreira, 55 anos, é natural do Namibe, filho de um locutor da RTP. É doutorado pela Univ. de Uppsala (Suécia), mas passou também pelo ISCTE, Univ. Católica Portuguesa e Univ. Nova (Lisboa). Actualmente é professor na Univ. Agostinho Neto (Luanda), onde lecciona o mestrado em História de Angola, e é docente também no Departamento de Ciências Sociais. Leccionou ainda na Univ. Johns Hopkins (EUA), na Univ. Nova (Lisboa) e foi investigador do Instituto de Investigação Científica Tropical.
Foi bolseiro Full-Bright, da Fundação Luso-Americana, da Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses e da Fundação Calouste Gulbenkian.

A imposicao das insígnias, colar e entrega de diploma a Parreira terá lugar no Palácio dos Lilases (Lisboa), sede da Academia Portuguesa de História, a 16 de Janeiro.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Portugal propõe Conselho de Ministros de Administração Interna da CPLP

Portugal pretende criar reuniões periódicas dos titulares da Administração Interna dos Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), anunciou hoje em Díli o ministro português Rui Pereira.

"No ano em curso, tenciono aprofundar a cooperação entre os ministros da Administração Interna da Lusofonia", declarou Rui Pereira, que iniciou hoje uma visita de três dias a Timor-Leste. A proposta portuguesa é "constituir à escala da Lusofonia algo que seja semelhante ao Conselho de Ministros da Administração Interna do espaço da União Europeia", "isto servirá para desenvolver projectos de cooperação multilateral em matérias de Segurança e Protecção Civil", adiantou o ministro português.
A concretização da proposta passará por "reuniões anuais entre os ministros, a realização de um exercício de Segurança ou Protecção Civil anual e um seminário para tratar de problemas que se coloquem aos vários Estados da Lusofonia", acrescentou o ministro.

Pereira anunciou a proposta portuguesa no final de uma audiência com o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão.

AutoEuropa quer duplicar produção diária até 2010

A fábrica da alemã VW em Palmela pretende produzir diariamente 800 carros até 2010, duplicando assim a sua actual produção de 400 carros, noticia a Reuters.
Ao falar durante a apresentação acerca do balanço de 2007 e perspectivas para o período 2008-2010, o director-geral da AutoEuropa (AE), Jörn Reimers, disse que vão ser investidos 541 milhões de euros até 2010 para dotar a fábrica de flexibilidade para novos produtos.
Reimers revelou ainda que o número de colaboradores da AE vai aumentar em mais 2000 até 2010, atingindo no próximo ano os 3500, face aos 2990 em 2007.
"Este investimento vai levar a um aumento da produção para 800 viaturas por dia e também a um aumento do número de colaboradores", disse o responsável. Quando duplicar a sua produção e dependendo da evolução da economia nacional, a fábrica de Palmela poderá atingir os 2% de impacto do PIB. Recorde-se que a produção da Autoeuropa contribuiu com 1% para o PIB de Portugal, em 2007.
A fábrica da VW, que produz os modelos VW Eos, VW Sharan e Seat Alhambra, exporta cerca de 98,2% da produção total, sobretudo para a Alemanha com um peso de 27,2% e América do Norte que pesa 16,4%, acrescentou Reimers.
Segundo o director-geral da AE, a facturação desta unidade cresceu 14% em 2007, totalizando 1, 62 mil milhões de euros. Já o investimento situou-se nos 88,1 milhões de euros no ano passado, contra 150,2 milhões de euros verificados em 2006.

MISSÃO IMPOSSÍVEL

Vasco Graça Moura, escritor

Em 20 de Fevereiro de 1745, Alexandre de Gusmão, secretário de D. João V, advertia o desembargador Inácio da Costa Quintela de que as leis "nunca devem ser executadas com aceleração", pois "nos casos crimes sempre ameaçam mais do que na realidade mandam, devendo os ministros executores delas modificá-las em tudo o que lhes for possível, principalmente com os réus que não tiverem partes; porque o legislador é mais empenhado na conservação dos vassalos do que nos castigos da Justiça e não quer que os ministros procurem achar nas leis mais rigor do que elas impõem".

E concluía: "Deste modo de proceder ordena S. Majestade se abstenha e que esta lhe sirva de aviso."Ocorreu-me isto ao ler o que o inspector- -geral da ASAE diz numa entrevista ao Sol.

Para ele, tudo são regulamentos a aplicar, com uma aceleração maquinal e implacável, e sem ter em conta os contextos concretos ou a situação do País. E tirar-nos da cauda da Europa é ser-nos indiferente que outros países não façam assim, mantenham a sua culinária tradicional e salvem as suas actividades de restauração.

Numa economia em crise, 50% dos restaurantes, regra geral pequenas empresas que asseguram um pouco por toda a parte a subsistência familiar e alguns postos de trabalho, não cumprem integralmente os regulamentos e assim, segundo o inspector-geral, têm de fechar. Mesmo que o desemprego, a desertificação, os prejuízos para o turismo e até a fome sejam males muito superiores aos decorrentes de uma série de minudências a que a ASAE franze o nariz.
Tanto zelo executório deveria ser temperado pelo bom-senso e pelas normas, nacionais e internacionais, que impõem o maior respeito pelas tradições culturais, em que se inclui a gastronomia com a imensa variedade das suas propostas e a artesanalidade necessária da sua confecção, requisito essencial da genuinidade, da tipicidade e da qualidade.
Uma coisa é reprimir infracções verificadas (falta de limpeza, mixórdia, deterioração, gato por lebre, fuga ao fisco...) e responsabilizar exemplarmente os seus autores, outra é querer preveni-las em absoluto e em abstracto, metendo insensatamente no mesmo saco tanto o que pode ser muito grave como o que não tem importância nenhuma.
Uma coisa é o controlo de regras básicas de higiene e segurança alimentar, outra o vezo inquisitorial sem critério ou discriminação, em nome do politicamente correcto, da rastreabilidade e do Estado da colher de pau.
A carne fica oito a dez dias em vinha de alhos, numa receita de Lamego; a perdiz é de comer "com a mão no nariz"; a caça não sai propriamente dos matadouros; a temperatura das mãos que amassam certos queijos artesanais é determinante da sua qualidade; há vinhos que envelhecem em barricas de madeira de há muito impregnadas; a culinária caseira, só viável como actividade de subsistência se fornecer restaurantes (o que, aliás, o fisco pode sempre controlar), é um repositório riquíssimo que inevitavelmente se perderá se não puder continuar nos termos em que existe; e assim por diante...Se tudo isso e muito mais for proibido, ou plastificado, liofilizado, higienizado até ao ridículo, nem por isso aumentará a segurança alimentar, mas em compensação dar-se-á uma destruição obstinada e sistemática do património cultural e do tecido económico.

Esse fundamentalismo de sinal totalitário tem tanto de delirante como de missão impossível. A menos que, um dia destes, a ASAE resolva mandar os clientes andarem sem sapatos nos restaurantes e criar uma inspecção para o teor dos sulfatos de peúga; verificar com uma zaragatoa, à entrada, a limpeza das mãos deles e se trazem as unhas de luto; impor uma lavagem do dinheiro em espécie e dos cartões de crédito antes de entregues para pagar a conta; proibir toalhas e guardanapos de pano nas mesas; obrigar os empregados a usarem escafandro e o cozinheiro a encapuzar-se para evitar que espirre para cima do esparguete; e, last but not least, determinar a imprescindível desinfecção do cu da galinha antes de ela pôr os ovos...

Ritz Four Seasons Hotel Lisboa e Lapa Palace estão os 500 melhores hotéis do mundo

O Ritz Four Seasons Hotel Lisboa e o Lapa Palace encontram-se entre os 500 melhores hotéis do mundo, segundo a lista publicada na última edição da revista norte-americana Travel+Leisure.
A revista destaca as características arquitectónicas e localização privilegiada dos dois hotéis, que se encontram a poucos minutos do centro da cidade, informa um comunicado hoje divulgado pelo Turismo de Lisboa. O Ritz Four Seasons Hotel Lisboa, situado junto à zona antiga da cidade, dispõe de 283 quartos, incluindo 20 suites, com as varandas a abrirem para o Parque Eduardo VII, vendo-se também o Castelo de São Jorge e o rio Tejo. O Lapa Palace, construído em 1870 como residência de aristocratas, é considerado um "oásis urbano", estando localizado numa das colinas de Lisboa, com 109 quartos e suites.