José Manuel Durão Barroso, antigo primeiro-ministro português e actual presidente da Comissão Europeia, deverá estar entre os candidatos ao Nobel da Paz de 2008, anuncia hoje a Agência France Presse (AFP), na data limite de apresentação de candidatos.
O Presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, também Nobel da Paz em 1996, indicou que havia proposto a candidatura de Durão Barroso, por considerar que, sob a sua presidência, "a Comissão Europeia trabalha no sentido de um diálogo pacífico, contribui abundantemente para as forças da ONU, e auxilia os refugiados".
Segundo as regras em vigor, o comité Nobel não considera as candidaturas enviadas depois de 1 de Fevereiro, devendo os retardatários aguardar pelo ano seguinte pela sua vez.
Quanto ao nome do laureado, esse será conhecido em Outubro.
"Prevê-se que a edição de 2008 seja muito aberta", considerou Stein Toennesson, director do Instituto de Investigação para a Paz de Oslo e observador atento da para a realidade dos prémios Nobel.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
terça-feira, janeiro 29, 2008
A UE está mais incompreensível para os portugueses
Em seis meses, a imagem que os portugueses têm da União Europeia (UE) melhorou. Mas a proporção dos que afirmam compreender como é que ela funciona diminuiu "dramaticamente" (de 41 para 32%).
Uma sondagem feita no decurso da presidência portuguesa da UE revela ainda que os níveis de 34% no Parlamento. Já a UE merece a confiança de 57% dos cidadãos.
A cada seis meses é divulgado um novo Eurobarómetro com o objectivo de analisar as atitudes da opinião pública da UE face a um conjunto de temas.
Alguns dados: a esmagadora maioria dos portugueses (89%) avalia negativamente a situação económica do país (pior só na Hungria, com 90%). Seis em cada dez estão insatisfeitos com o funcionamento da democracia. E só 14% consideram "boa" a situação ao nível do "bem-estar social". Mais críticos, só os búlgaros.
Num semestre marcado pela presidência portuguesa da UE e pela assinatura do Tratado de Lisboa, a "imagem" que os portugueses têm da UE melhorou (56% dizem que é positiva). Mas as críticas fazem-se ouvir na mesma. Por exemplo: os portugueses são os europeus que menos consideram a UE como tendo um papel positivo na economia do país - apenas 19% dos inquiridos consideram que a actuação da União é positiva para o evoluir da situação económica. A média, para o conjunto dos europeus, é de 39%. Ainda assim, entendem que o palco europeu deveria ser o nível de decisão de um conjunto de políticas, como as que visam o combate à inflação. E não só.
Na primeira metade de 2007 a maioria dos portugueses (51%) defendia que as pensões deveriam ser um assunto a decidir por cada Estado-membro. Seis meses depois, a situação mudou e 54 em cada cem defendem que afinal as pensões devem ser uma área de intervenção europeia. Apesar de ter havido mais informação nos media portugueses sobre a UE - informação que a maioria não considera satisfatória -, menos de um terço dos portugueses diz que compreende a forma como a UE funciona. A média europeia é de 40% e reflecte, também ela, uma descida dos níveis de compreensão da União por parte dos europeus - mas menos acentuada (3%) do que em Portugal.
Uma sondagem feita no decurso da presidência portuguesa da UE revela ainda que os níveis de 34% no Parlamento. Já a UE merece a confiança de 57% dos cidadãos.
A cada seis meses é divulgado um novo Eurobarómetro com o objectivo de analisar as atitudes da opinião pública da UE face a um conjunto de temas.
Alguns dados: a esmagadora maioria dos portugueses (89%) avalia negativamente a situação económica do país (pior só na Hungria, com 90%). Seis em cada dez estão insatisfeitos com o funcionamento da democracia. E só 14% consideram "boa" a situação ao nível do "bem-estar social". Mais críticos, só os búlgaros.
Num semestre marcado pela presidência portuguesa da UE e pela assinatura do Tratado de Lisboa, a "imagem" que os portugueses têm da UE melhorou (56% dizem que é positiva). Mas as críticas fazem-se ouvir na mesma. Por exemplo: os portugueses são os europeus que menos consideram a UE como tendo um papel positivo na economia do país - apenas 19% dos inquiridos consideram que a actuação da União é positiva para o evoluir da situação económica. A média, para o conjunto dos europeus, é de 39%. Ainda assim, entendem que o palco europeu deveria ser o nível de decisão de um conjunto de políticas, como as que visam o combate à inflação. E não só.
Na primeira metade de 2007 a maioria dos portugueses (51%) defendia que as pensões deveriam ser um assunto a decidir por cada Estado-membro. Seis meses depois, a situação mudou e 54 em cada cem defendem que afinal as pensões devem ser uma área de intervenção europeia. Apesar de ter havido mais informação nos media portugueses sobre a UE - informação que a maioria não considera satisfatória -, menos de um terço dos portugueses diz que compreende a forma como a UE funciona. A média europeia é de 40% e reflecte, também ela, uma descida dos níveis de compreensão da União por parte dos europeus - mas menos acentuada (3%) do que em Portugal.
Canal angolano para todos os países de língua portuguesa
O Estado angolano vai lançar no próximo ano um canal de notícias concebido por Emídio Rangel e que pretende emitir para todos os países de língua oficial portuguesa, disse hoje fonte ligada ao processo. "Será um canal de informação para ser transmitido para todos os canais de língua oficial portuguesa", adiantou.
O canal seria lançado logo a seguir às eleições legislativas em Angola, marcadas para Setembro, e que pretendia alargar o seu âmbito a Moçambique e Cabo Verde. Confirmando que o Estado angolano já deu a Rangel "luz verde" para avançar, a mesma fonte indicou que o canal será lançado "logo de início em Angola, Moçambique, Cabo Verde, mas também no Brasil e em todos os [restantes] países de língua oficial portuguesa". A nova televisão "nunca estará pronta antes de 2009".
O canal seria lançado logo a seguir às eleições legislativas em Angola, marcadas para Setembro, e que pretendia alargar o seu âmbito a Moçambique e Cabo Verde. Confirmando que o Estado angolano já deu a Rangel "luz verde" para avançar, a mesma fonte indicou que o canal será lançado "logo de início em Angola, Moçambique, Cabo Verde, mas também no Brasil e em todos os [restantes] países de língua oficial portuguesa". A nova televisão "nunca estará pronta antes de 2009".
Português nomeado para dirigir a missão no Chade e na República Centro-africana
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nomeou um alto funcionário português, Victor da Silva Ângelo, representante especial para a Missão da ONU na República Centro-africana (RCA) e no Chade (Minurcat), anunciou hoje uma porta-voz, Marie Okabe.
Silva Ângelo, 58 anos, foi representante do secretário-geral na Serra Leoa e coordenador das actividades das agências da ONU neste país. Antes, ocupara vários cargos no seio da organização mundial, nomeadamente no Zimbabué e em Timor-Leste.
Criada em Setembro pelo Conselho de Segurança, a Minurcat conta com 300 polícias internacionais e 850 polícias chadianos que serão encarregues de proteger os campos de refugiados e de deslocados no Chade e na RCA perto da fronteira destes países com o Darfur (ocidente do Sudão), região sudanesa assolada há cinco anos por uma guerra civil.
A segurança do conjunto, incluindo da Minurcat, será garantida por uma força da União Europeia, a Eufor Chade-RCA, com 3.700 soldados e comandada pelo general irlandês Patrick Nash.Este força, que vai actuar sob mandato da ONU, deve começar em breve a instalar-se no leste do Chade e no nordeste da RCA .A insegurança nestas regiões agravou-se devido aos confrontos entre os grupos rebeldes e soldados dos governos de N'Djamena et de Bangui.
Silva Ângelo, 58 anos, foi representante do secretário-geral na Serra Leoa e coordenador das actividades das agências da ONU neste país. Antes, ocupara vários cargos no seio da organização mundial, nomeadamente no Zimbabué e em Timor-Leste.
Criada em Setembro pelo Conselho de Segurança, a Minurcat conta com 300 polícias internacionais e 850 polícias chadianos que serão encarregues de proteger os campos de refugiados e de deslocados no Chade e na RCA perto da fronteira destes países com o Darfur (ocidente do Sudão), região sudanesa assolada há cinco anos por uma guerra civil.
A segurança do conjunto, incluindo da Minurcat, será garantida por uma força da União Europeia, a Eufor Chade-RCA, com 3.700 soldados e comandada pelo general irlandês Patrick Nash.Este força, que vai actuar sob mandato da ONU, deve começar em breve a instalar-se no leste do Chade e no nordeste da RCA .A insegurança nestas regiões agravou-se devido aos confrontos entre os grupos rebeldes e soldados dos governos de N'Djamena et de Bangui.
Jardim defende criação do cargo de "Presidente da Região"
Alberto João Jardim defende a criação do cargo de "Presidente da Região", à semelhança do que acontece em Espanha, na sua moção ao XII Congresso Regional do PSD-M.
No documento, hoje publicado na imprensa local, Jardim defende que, na nova estrutura política regional, o presidente do Governo Regional seria o "Presidente da Região", eleito pelos deputados na Assembleia Legislativa da Madeira. "A legislação regional deve ser promulgada pelo Presidente da Região e responsável pelo executivo, eleito pelos seus pares, deputados na Assembleia Legislativa da Região Autónoma, legislação obviamente sujeita à fiscalização do Tribunal Constitucional ou da Instituição que um dia necessariamente o substitua" , escreve Jardim na moção de 66 páginas, denominada Vencer 2011, hoje publicada na imprensa local.
O presidente do PSD-M defende também uma nova revisão constitucional, porque a actual estrutura "já não serve os madeirenses", e aponta como caminho o princípio da unidade diferenciada, para evitar o agravamento das tensões entre o Estado e a Região Autónoma.
Advoga que o actual Estatuto Político-Administrativo não deve ser alterado antes da próxima revisão constitucional.
Jardim refere que este é o seu último mandato, salientando que, em 2011, "será empossado um novo líder, eleito pelos militantes através de sufrágio individual e secreto".
No documento, hoje publicado na imprensa local, Jardim defende que, na nova estrutura política regional, o presidente do Governo Regional seria o "Presidente da Região", eleito pelos deputados na Assembleia Legislativa da Madeira. "A legislação regional deve ser promulgada pelo Presidente da Região e responsável pelo executivo, eleito pelos seus pares, deputados na Assembleia Legislativa da Região Autónoma, legislação obviamente sujeita à fiscalização do Tribunal Constitucional ou da Instituição que um dia necessariamente o substitua" , escreve Jardim na moção de 66 páginas, denominada Vencer 2011, hoje publicada na imprensa local.
O presidente do PSD-M defende também uma nova revisão constitucional, porque a actual estrutura "já não serve os madeirenses", e aponta como caminho o princípio da unidade diferenciada, para evitar o agravamento das tensões entre o Estado e a Região Autónoma.
Advoga que o actual Estatuto Político-Administrativo não deve ser alterado antes da próxima revisão constitucional.
Jardim refere que este é o seu último mandato, salientando que, em 2011, "será empossado um novo líder, eleito pelos militantes através de sufrágio individual e secreto".
segunda-feira, janeiro 28, 2008
Paes do Amaral negoceia compra de canal de televisão
O empresário português Miguel Paes do Amaral está a negociar a compra de uma parte das acções da Televisão Independente de Moçambique (TIM), disse hoje Bruno Morgado, presidente do canal.
"Estamos em contactos directos com Paes do Amaral, para explorar a possibilidade de ele comprar uma parte da TIM, estamos ainda a negociar, não está nada fechado", disse Morgado, desmentindo notícias veiculadas em Maputo de que o ex-patrão da TVI terá já adquirido 60% da TIM ao preço de 750 mil dólares.
"No quadro da actual lei moçambicana [...] não seria possível que Paes do Amaral ficasse com 60 por cento de uma televisão moçambicana, porque os estrangeiros não podem ter mais do que 20% de acções de uma empresa de media no país", enfatizou o presidente da TIM. Paralelamente, os accionistas moçambicanos da TIM estão também em contactos com outros grupos estrangeiros, para a possibilidade de parcerias com o canal moçambicano.
A TIM é um canal em sinal aberto criado há cerca de três anos e apenas visto na capital moçambicana, sendo a reestruturação accionista parte da sua estratégia de expansão para o resto do território moçambicano, sobretudo, para as principais cidades do país.
in Notícias Lusófonas
"Estamos em contactos directos com Paes do Amaral, para explorar a possibilidade de ele comprar uma parte da TIM, estamos ainda a negociar, não está nada fechado", disse Morgado, desmentindo notícias veiculadas em Maputo de que o ex-patrão da TVI terá já adquirido 60% da TIM ao preço de 750 mil dólares.
"No quadro da actual lei moçambicana [...] não seria possível que Paes do Amaral ficasse com 60 por cento de uma televisão moçambicana, porque os estrangeiros não podem ter mais do que 20% de acções de uma empresa de media no país", enfatizou o presidente da TIM. Paralelamente, os accionistas moçambicanos da TIM estão também em contactos com outros grupos estrangeiros, para a possibilidade de parcerias com o canal moçambicano.
A TIM é um canal em sinal aberto criado há cerca de três anos e apenas visto na capital moçambicana, sendo a reestruturação accionista parte da sua estratégia de expansão para o resto do território moçambicano, sobretudo, para as principais cidades do país.
in Notícias Lusófonas
Importação de azeite português aumentou 17% em 2007
As exportações portuguesas de azeite para o Brasil aumentaram 17,26% para 62,95 milhões de euros, no ano passado, em relação a 2006, informou hoje fonte ministerial.
Portugal manteve-se como o maior exportador de azeite para o Brasil, registando um aumento de vendas de 28,67% e atingindo as 17.644 toneladas, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Portugal controla uma quota de 54,09%do mercado brasileiro de azeite, seguido pela Espanha (22%), Argentina (16%) e Itália (6,5%).
Os resultados superaram as estimativas da Casa do Azeite de Portugal, entidade com 65 associados, responsáveis por 95% do azeite embalado português. No fim de Outubro de 2007, o presidente da entidade, Luís Folque, avançou que o aumento das exportações portuguesas de azeite é resultado do crescimento da economia brasileira. O responsável sublinhou que o recente reconhecimento por parte do Governo brasileiro da marca portuguesa de azeite, antiga reivindicação dos produtores portugueses, reduziu as fraudes no mercado. Actualmente, a marca de azeite português Gallo é a mais vendida no Brasil, ultrapassando a concorrente directa, a espanhola Carbonell. O azeite é um dos principais produtos exportados de Portugal para o Brasil.
in Notícias Lusófonas
Portugal manteve-se como o maior exportador de azeite para o Brasil, registando um aumento de vendas de 28,67% e atingindo as 17.644 toneladas, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Portugal controla uma quota de 54,09%do mercado brasileiro de azeite, seguido pela Espanha (22%), Argentina (16%) e Itália (6,5%).
Os resultados superaram as estimativas da Casa do Azeite de Portugal, entidade com 65 associados, responsáveis por 95% do azeite embalado português. No fim de Outubro de 2007, o presidente da entidade, Luís Folque, avançou que o aumento das exportações portuguesas de azeite é resultado do crescimento da economia brasileira. O responsável sublinhou que o recente reconhecimento por parte do Governo brasileiro da marca portuguesa de azeite, antiga reivindicação dos produtores portugueses, reduziu as fraudes no mercado. Actualmente, a marca de azeite português Gallo é a mais vendida no Brasil, ultrapassando a concorrente directa, a espanhola Carbonell. O azeite é um dos principais produtos exportados de Portugal para o Brasil.
in Notícias Lusófonas
"Egoísta" premiada pelo Type Directors Club de Nova Iorque
A revista Egoísta foi premiada pelo Type Directors Club (TDC) de Nova Iorque, entidade norte-americana que atribuiu o Certificate of Typographic Excellence às edições "Escrever" e "Sexo", publicadas em 2007, anunciou hoje a empresa proprietária da publicação.
De acordo com a Estoril Sol, é a primeira vez que a revista é distinguida pela qualidade gráfica e conteúdo pelo júri do TDC, que avaliou 225 candidaturas de 33 países.
Os premiados vão integrar uma exposição itinerante que percorrerá os Estados Unidos, o Japão e alguns países europeus.
Fundada em 2000, a Egoísta tem apostado numa imagem gráfica original com o recurso à fotografia e ilustração, bem como na escolha dos textos, com originais de autores portugueses e estrangeiros em todas as edições.
Conquistou até ao momento 14 prémios internacionais e 13 nacionais, entre eles, no ano passado, quatro galardões na 16ª edição dos Papies, um prémio atribuído pelos profissionais do sector das artes gráficas em Portugal.
Também no início de Maio do ano passado, a sua edição dedicada ao "Renascimento" recebeu a medalha para Melhor Design, atribuída pela norte-americana Society of Publications Designers (SPD), que já em anos anteriores distinguira a Egoísta com três prémios principais e duas menções honrosas. A publicação foi também recentemente premiada pelo Clube de Criativos de Portugal, que lhe atribuiu o Troféu de Bronze na categoria de Publicações Periódicas.
De acordo com a Estoril Sol, é a primeira vez que a revista é distinguida pela qualidade gráfica e conteúdo pelo júri do TDC, que avaliou 225 candidaturas de 33 países.
Os premiados vão integrar uma exposição itinerante que percorrerá os Estados Unidos, o Japão e alguns países europeus.
Fundada em 2000, a Egoísta tem apostado numa imagem gráfica original com o recurso à fotografia e ilustração, bem como na escolha dos textos, com originais de autores portugueses e estrangeiros em todas as edições.
Conquistou até ao momento 14 prémios internacionais e 13 nacionais, entre eles, no ano passado, quatro galardões na 16ª edição dos Papies, um prémio atribuído pelos profissionais do sector das artes gráficas em Portugal.
Também no início de Maio do ano passado, a sua edição dedicada ao "Renascimento" recebeu a medalha para Melhor Design, atribuída pela norte-americana Society of Publications Designers (SPD), que já em anos anteriores distinguira a Egoísta com três prémios principais e duas menções honrosas. A publicação foi também recentemente premiada pelo Clube de Criativos de Portugal, que lhe atribuiu o Troféu de Bronze na categoria de Publicações Periódicas.
Alemães da Continental preparam novo investimento em Portugal
O grupo alemão Continental, gigante mundial na produção de pneus, apresentou à AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal um novo projecto de aumento da capacidade produtiva da sua unidade de Lousado (Famalicão), que prevê um investimento da ordem dos 50 milhões de euros, confirmou António Lopes Seabra, presidente da Continental Mabor.
"O projecto visa o reforço da produção de pneus de maior valor acrescentado, nos chamados UHP [Ultra Alta Performance], destinados aos veículos topo de gama", afirmou o gestor.
A aposta deverá focalizar-se no fabrico de pneus de jante superior a 17 polegadas, "até, pelo menos", 20 polegadas. A ser aprovado, o investimento deverá iniciar-se no próximo Verão, criar mais 40 postos de trabalho e gerar vendas de 100 milhões de euros.
"O projecto visa o reforço da produção de pneus de maior valor acrescentado, nos chamados UHP [Ultra Alta Performance], destinados aos veículos topo de gama", afirmou o gestor.
A aposta deverá focalizar-se no fabrico de pneus de jante superior a 17 polegadas, "até, pelo menos", 20 polegadas. A ser aprovado, o investimento deverá iniciar-se no próximo Verão, criar mais 40 postos de trabalho e gerar vendas de 100 milhões de euros.
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Irão quer Sines para distribuir petróleo na Europa
O porto de Sines é apenas um dos projectos.
A vontade para fechar negócio é inequívoca, mas os obstáculos políticos que têm pela frente provam que a tarefa promete ser árdua. O Irão admite fazer da Galp um dos seus parceiros de referência na Europa. A prova está no projecto de armazenagem de crude iraniano em Sines, região onde a Galp está a proceder à reconversão e ampliação da sua refinaria. A localização estratégica e as características do porto de Sines – uma infra-estrutura de águas profundas que permite receber petroleiros de grande porte – permitiria transformá-lo numa plataforma de distribuição de petróleo para os restantes mercados europeus, assumindo uma das funções que tem hoje o porto de Roterdão. O crude seria aqui armazenado e depois canalizado para países terceiros, através de barcos mais pequenos.
Os interesses de cooperação económica entre a petrolífera nacional e o Irão não se ficam, no entanto, por aqui. As visitas mútuas têm-se sucedido, mas tarda a concretização de um memurandum de entendimento. Um facto a que não é alheio as dificuldades criadas pelo boicote político promovido pelos EUA. Em cima da mesa está também a hipótese de participação da Galp na exploração de petróleo e gás natural no Irão. A razão é simples. Além da necessidade de diversificar as suas fontes de abastecimento, a Galp necessita de assegurar a reposição dos fluxos de gás natural que hoje recebe da Argélia e da Nigéria e cujos volumes começam a diminuir a partir de 2020, com o fim dos contratos de aprovisionamento. E o Irão possui no Golfo Pérsico, uma das maiores reservas de gás do mundo que partilha com o Qatar. Além do mais, tem em marcha um ambicioso projecto de construção de várias fábricas de liquefação de gás natural, infra-estruturas que lhe permitirão escoar este combustível para os mercados internacionais, mas para as quais necessita de avultado investimento externo. O forte crescimento do consumo industrial e doméstico de gás natural, aliado à estratégia de entrada na área da produção de electricidade, estão a forçar a Galp a fechar negócio com diversos países, de que é exemplo o memurando de entendimento firmado com a Venezuela de Hugo Chávez.
À lista deverá juntar-se a Rússia, caso o seu accionista de referência, a Amorim Energia, consiga fechar o acordo que se arrasta há longos meses.
A alternativa da Galp passa pela aposta na pesquisa e produção própria de petróleo e gás natural. Uma estratégia mais arriscada, pela incerteza e pelos montantes que lhe estão associados como no Brasil. A ideia é estender a parceria a mais quatro países africanos: Guiné Equatorial, Mauritânia, Costa do Marfim e Togo.
A vontade para fechar negócio é inequívoca, mas os obstáculos políticos que têm pela frente provam que a tarefa promete ser árdua. O Irão admite fazer da Galp um dos seus parceiros de referência na Europa. A prova está no projecto de armazenagem de crude iraniano em Sines, região onde a Galp está a proceder à reconversão e ampliação da sua refinaria. A localização estratégica e as características do porto de Sines – uma infra-estrutura de águas profundas que permite receber petroleiros de grande porte – permitiria transformá-lo numa plataforma de distribuição de petróleo para os restantes mercados europeus, assumindo uma das funções que tem hoje o porto de Roterdão. O crude seria aqui armazenado e depois canalizado para países terceiros, através de barcos mais pequenos.
Os interesses de cooperação económica entre a petrolífera nacional e o Irão não se ficam, no entanto, por aqui. As visitas mútuas têm-se sucedido, mas tarda a concretização de um memurandum de entendimento. Um facto a que não é alheio as dificuldades criadas pelo boicote político promovido pelos EUA. Em cima da mesa está também a hipótese de participação da Galp na exploração de petróleo e gás natural no Irão. A razão é simples. Além da necessidade de diversificar as suas fontes de abastecimento, a Galp necessita de assegurar a reposição dos fluxos de gás natural que hoje recebe da Argélia e da Nigéria e cujos volumes começam a diminuir a partir de 2020, com o fim dos contratos de aprovisionamento. E o Irão possui no Golfo Pérsico, uma das maiores reservas de gás do mundo que partilha com o Qatar. Além do mais, tem em marcha um ambicioso projecto de construção de várias fábricas de liquefação de gás natural, infra-estruturas que lhe permitirão escoar este combustível para os mercados internacionais, mas para as quais necessita de avultado investimento externo. O forte crescimento do consumo industrial e doméstico de gás natural, aliado à estratégia de entrada na área da produção de electricidade, estão a forçar a Galp a fechar negócio com diversos países, de que é exemplo o memurando de entendimento firmado com a Venezuela de Hugo Chávez.
À lista deverá juntar-se a Rússia, caso o seu accionista de referência, a Amorim Energia, consiga fechar o acordo que se arrasta há longos meses.
A alternativa da Galp passa pela aposta na pesquisa e produção própria de petróleo e gás natural. Uma estratégia mais arriscada, pela incerteza e pelos montantes que lhe estão associados como no Brasil. A ideia é estender a parceria a mais quatro países africanos: Guiné Equatorial, Mauritânia, Costa do Marfim e Togo.
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Ministro da Defesa acusa MLSTP de preparar golpe de Estado
Pela segunda vez em dois meses o ministro da Defesa e da Ordem Interna são-tomense, Óscar Sousa, acusou o maior partido da oposição de estar envolvido na preparação de um golpe de estado, que o líder do MLSTP/PSD nega.
No debate parlamentar de terça-feira sobre a violação dos direitos humanos no país, Óscar Sousa acusou o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social-Democrata (MLSTP/PSD) de "promover e financiar a execução de um golpe de Estado sanguinolento previsto para Abril de 2007", noticia hoje a imprensa on-line do país.
O ministro da Defesa adiantou que o MLSTP/PSD estaria a trabalhar com os elementos da Polícia de Intervenção Rápida (PIR), conhecidos por "ninjas", na preparação do golpe de Estado. Acusações idênticas já tinham sido feitas, em Novembro, também no parlamento, pelo mesmo ministro.
Por sua vez, o líder do MLSTP/PSD, Rafael Branco, rejeitou, em declarações à Lusa, o que designou como "insinuações", considerando-as "completamente falsas". "O governo está aflito e em vias de cair. Estão a tentar todos os métodos para sobreviver", disse. O líder do maior partido da oposição adiantou que "ninguém dá crédito" às afirmações do ministro, sendo o único membro do governo que fala da alegada tentativa do MLSTP/PSD num golpe de estado. "Qual é o governo que sabe que se está a preparar um golpe de estado em Abril e não toma nenhuma posição"?, afirmou.
No debate parlamentar de terça-feira sobre a violação dos direitos humanos no país, Óscar Sousa acusou o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social-Democrata (MLSTP/PSD) de "promover e financiar a execução de um golpe de Estado sanguinolento previsto para Abril de 2007", noticia hoje a imprensa on-line do país.
O ministro da Defesa adiantou que o MLSTP/PSD estaria a trabalhar com os elementos da Polícia de Intervenção Rápida (PIR), conhecidos por "ninjas", na preparação do golpe de Estado. Acusações idênticas já tinham sido feitas, em Novembro, também no parlamento, pelo mesmo ministro.
Por sua vez, o líder do MLSTP/PSD, Rafael Branco, rejeitou, em declarações à Lusa, o que designou como "insinuações", considerando-as "completamente falsas". "O governo está aflito e em vias de cair. Estão a tentar todos os métodos para sobreviver", disse. O líder do maior partido da oposição adiantou que "ninguém dá crédito" às afirmações do ministro, sendo o único membro do governo que fala da alegada tentativa do MLSTP/PSD num golpe de estado. "Qual é o governo que sabe que se está a preparar um golpe de estado em Abril e não toma nenhuma posição"?, afirmou.
Centro de Língua Portuguesa em Oxford com nova aposta de programação
Personalidades portuguesas vão debater a lusofonia e a Europa, numa aposta do Centro de Língua Portuguesa em Oxford, cuja programação recebeu elogios no meio académico inglês, afirmou a directora. Em contacto telefónico a partir de Lisboa, Luísa Pinto Teixeira disse que as iniciativas do centro, para 2008, colocam em debate a lusofonia e a perspectiva portuguesa sobre a Europa, numa programação "algo ambiciosa".
"As reacções têm sido fantásticas. Tenho recebido muito apoio e elogios dos vários departamentos da Universidade de Oxford (UO), também de outros colégios em Inglaterra e da Embaixada de Portugal em Londres", afirmou a nova directora, que dirige o Centro de Língua Portuguesa em Oxford desde Setembro de 2007.
O professor Armando Marques Guedes, presidente do Instituto Diplomático, considera-se privilegiado por colaborar neste programa com o apoio da UO e "toda a importância e impacto isso tem". A arrancar com a programação, o professor Marques Guedes realiza uma conferência sobre a Política Europeia de Vizinhança (PEV), que já conta com a inscrição máxima de 50 pessoas. "Já tive de recusar a entrada das últimas pessoas que se inscreveram", afirmou a directora.
"Estou muito contente com aquilo que estou a conseguir", conta Teixeira, que chama a atenção para o aumento de alunos na UO inscritos na Licenciatura e Doutoramento em Língua Portuguesa, "o que revela interesse não só em Portugal, mas sobretudo no Brasil e em África". Em contraste com este entusiasmo, na Universidade de Cambridge, também no Reino Unido, foi anunciado, no ínicio de 2007, o encerramento da Licenciatura em Português em Outubro deste ano, por falta de fundos para a financiar. O trabalho desenvolvido pela nova direcção do Centro de Língua Portuguesa da UO "faz renascer o centro com um projecto de maior qualidade", rematou o professor Marques Guedes.
in Notícias Lusófonas
"As reacções têm sido fantásticas. Tenho recebido muito apoio e elogios dos vários departamentos da Universidade de Oxford (UO), também de outros colégios em Inglaterra e da Embaixada de Portugal em Londres", afirmou a nova directora, que dirige o Centro de Língua Portuguesa em Oxford desde Setembro de 2007.
O professor Armando Marques Guedes, presidente do Instituto Diplomático, considera-se privilegiado por colaborar neste programa com o apoio da UO e "toda a importância e impacto isso tem". A arrancar com a programação, o professor Marques Guedes realiza uma conferência sobre a Política Europeia de Vizinhança (PEV), que já conta com a inscrição máxima de 50 pessoas. "Já tive de recusar a entrada das últimas pessoas que se inscreveram", afirmou a directora.
"Estou muito contente com aquilo que estou a conseguir", conta Teixeira, que chama a atenção para o aumento de alunos na UO inscritos na Licenciatura e Doutoramento em Língua Portuguesa, "o que revela interesse não só em Portugal, mas sobretudo no Brasil e em África". Em contraste com este entusiasmo, na Universidade de Cambridge, também no Reino Unido, foi anunciado, no ínicio de 2007, o encerramento da Licenciatura em Português em Outubro deste ano, por falta de fundos para a financiar. O trabalho desenvolvido pela nova direcção do Centro de Língua Portuguesa da UO "faz renascer o centro com um projecto de maior qualidade", rematou o professor Marques Guedes.
in Notícias Lusófonas
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Galiza está a trabalhar na recepção da TV portuguesa
O presidente da Junta da Galiza garantiu hoje que o seu executivo "está a trabalhar" para permitir a recepção das rádios e televisões portuguesas naquela região autónoma de Espanha, mas admitiu que o processo envolve "grandes dificuldades".
Emilio Perez Touriño explicou que as dificuldades têm a ver com "as limitações do espaço radioeléctrico existente" na Galiza.
A recepção de novos canais só será possível depois de realizado o "apagão analógico" na Galiza e a implantação da televisão digital terrestre, após o que o governo regional solicitará um multiplexer (conjunto de frequências) autonómico adicional, que implicará um investimento de 15 milhões de euros.
O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, já disse que o Governo português segue "com interesse" a possibilidade das televisões portuguesas passarem a transmitir para a Galiza e colaborará nesse processo.
O primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, também garantiu que o Governo está aberto a estudar a possibilidade de dar meios técnicos adicionais para a difusão da televisão portuguesa na Galiza, mas frisou que este é um "tema complexo, com dificuldades técnicas, jurídicas e económicas".
Emilio Perez Touriño explicou que as dificuldades têm a ver com "as limitações do espaço radioeléctrico existente" na Galiza.
A recepção de novos canais só será possível depois de realizado o "apagão analógico" na Galiza e a implantação da televisão digital terrestre, após o que o governo regional solicitará um multiplexer (conjunto de frequências) autonómico adicional, que implicará um investimento de 15 milhões de euros.
O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, já disse que o Governo português segue "com interesse" a possibilidade das televisões portuguesas passarem a transmitir para a Galiza e colaborará nesse processo.
O primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, também garantiu que o Governo está aberto a estudar a possibilidade de dar meios técnicos adicionais para a difusão da televisão portuguesa na Galiza, mas frisou que este é um "tema complexo, com dificuldades técnicas, jurídicas e económicas".
sexta-feira, janeiro 18, 2008
Portugal e Espanha vão construir carro amigo do ambiente
Veículo vai gerar investimento de 150 milhões. Portugal e Espanha vão dar as mãos para fazerem do eixo Norte de Portugal/Galiza uma região especializada na produção de veículos de pequenas séries, associados a nichos de ambiente urbano.
Portugal e Espanha vão dar as mãos para fazerem do eixo Norte de Portugal/Galiza uma região especializada na produção de veículos de pequenas séries, associados a nichos de ambiente urbano.
O primeiro passo para a concretização deste desígnio ibérico vai ser dado esta tarde, em Braga, durante a Cimeira Luso-espanhola, com o estabelecimento de um acordo de colaboração entre os dois países, soube o Jornal de Negócios.
Portugal e Espanha vão dar as mãos para fazerem do eixo Norte de Portugal/Galiza uma região especializada na produção de veículos de pequenas séries, associados a nichos de ambiente urbano.
O primeiro passo para a concretização deste desígnio ibérico vai ser dado esta tarde, em Braga, durante a Cimeira Luso-espanhola, com o estabelecimento de um acordo de colaboração entre os dois países, soube o Jornal de Negócios.
"Sheik" árabe compra hotéis no Algarve para a semana
O multimilionário árabe ‘Sheik’ Mohamed Bin Issa Al Jaber, fundador, ‘chairman’ e CEO do grupo JJW Hotels & Resorts garante ter saldado as dívidas de investimento anterior e vai anunciar compra de uma cadeia de hotéis para a semana.
O empresário vai anunciar, nos próximos dias, a compra de vários hotéis e campos de golfe no Algarve. Sobre o investimento sabe-se apenas que, além de ser bastante superior a 100 milhões de euros, terá como alvo “unidades hoteleiras emblemáticas no Algarve e de luxo”, revelou fonte oficial da cadeia saudita JJW ao Diário Económico.
É público que a cadeia internacional Starwoods está a vender o Le Meridien Penina e o Dona Filipa, ambos localizados no Algarve. No entanto, a venda das unidades hoteleiras não obrigam ao afastamento da marca Le Meridien. O "Sheik" já tinha tentado comprá-los e chegou mesmo a anunciar uma proposta de aquisição pelos dois hotéis, mas com os negócios afectados pelo ataque terrorista de 11 de Setembro de 2001, em Nova Iorque, o árabe acabou por recuar. Os imóveis foram comprados pela cadeia norte-americana Starwoods.
Para consolidar presença no mercado português, o grupo JJW Hotels & Resorts vai criar a JJW Portugal, subsidiária portuguesa. Para já, o grupo tem em Portugal o projecto turístico Golf Resort de Pinheiros Altos, na Quinta do Lago, que inclui também o Royal Algarve & Spa, um hotel de cinco estrelas, que retomou a construção no início deste ano. Em Portugal, a JJW já opera através do Formosa Park Hotel Apartment, um hotel de quatro estrelas localizado na Ria Formosa. O grupo JJW, subsidiária da MBI Internacional, detém actualmente mais de 55 hotéis na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egipto, Iraque, Europa e Estados Unidos da América (EUA). Em carteira para este ano, estão já investimentos na ordem dos mil milhões de euros sobretudo na Europa e nos EUA.
O empresário vai anunciar, nos próximos dias, a compra de vários hotéis e campos de golfe no Algarve. Sobre o investimento sabe-se apenas que, além de ser bastante superior a 100 milhões de euros, terá como alvo “unidades hoteleiras emblemáticas no Algarve e de luxo”, revelou fonte oficial da cadeia saudita JJW ao Diário Económico.
É público que a cadeia internacional Starwoods está a vender o Le Meridien Penina e o Dona Filipa, ambos localizados no Algarve. No entanto, a venda das unidades hoteleiras não obrigam ao afastamento da marca Le Meridien. O "Sheik" já tinha tentado comprá-los e chegou mesmo a anunciar uma proposta de aquisição pelos dois hotéis, mas com os negócios afectados pelo ataque terrorista de 11 de Setembro de 2001, em Nova Iorque, o árabe acabou por recuar. Os imóveis foram comprados pela cadeia norte-americana Starwoods.
Para consolidar presença no mercado português, o grupo JJW Hotels & Resorts vai criar a JJW Portugal, subsidiária portuguesa. Para já, o grupo tem em Portugal o projecto turístico Golf Resort de Pinheiros Altos, na Quinta do Lago, que inclui também o Royal Algarve & Spa, um hotel de cinco estrelas, que retomou a construção no início deste ano. Em Portugal, a JJW já opera através do Formosa Park Hotel Apartment, um hotel de quatro estrelas localizado na Ria Formosa. O grupo JJW, subsidiária da MBI Internacional, detém actualmente mais de 55 hotéis na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egipto, Iraque, Europa e Estados Unidos da América (EUA). Em carteira para este ano, estão já investimentos na ordem dos mil milhões de euros sobretudo na Europa e nos EUA.
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Os famintos vampiros do moderno socialismo
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) impõe regras selvagens aos clientes que mal têm dinheiro para comer. A CGD está a enviar aos seus clientes, os de segunda ou terceira classe, uma circular que deveria fazer corar de vergonha os administradores - principescamente pagos - daquela instituição bancária, sejam os que lá estão ou os que vão a caminho do BCP. E também, é claro, as autoridades que mandam na CGD, ou seja o Estado, ou seja o Governo.
A carta da CGD começa, como mandam as boas regras de marketing, por reafirmar o empenho do Banco em oferecer aos seus clientes as melhores condições de preço/qualidade em toda a gama de prestação de serviços, incluindo no que respeita a despesas de manutenção nas contas à ordem. As palavras de circunstância não chegam sequer a suscitar qualquer tipo de ilusões, dado que após novo parágrafo sobre racionalização e eficiência da gestão de contas, o estimado/a cliente é confrontado com a informação de que, para continuar a usufruir da isenção da comissão de despesas de manutenção, terá de ter em cada trimestre um saldo médio superior a EUR 1000, ter crédito de vencimento ou ter aplicações financeiras associadas à respectiva conta. Ora, sucede que muitas contas da CGD, designadamente de pensionistas e reformados, foram abertas por imposição legal.
É o caso de um reformado por invalidez e quase septuagenário, que sobrevive com uma pensão de EUR 243,45 - que para ter direito ao piedoso subsídio diário de EUR 7,57 (sete euros e cinquenta e sete cêntimos!) foi forçado a abrir conta na CGD por determinação expressa da Segurança Social para receber a reforma.
Como se compreende, casos como este - e muitos são os portugueses que vivem abaixo ou no limiar da pobreza - não podem, de todo, preencher os requisitos impostos pela CGD e tão pouco dar-se ao luxo de pagar despesas de manutenção de uma conta que foram constrangidos a abrir para acolher a sua miséria. O mais escandaloso é que seja justamente uma instituição bancária que ano após ano apresenta lucros fabulosos e que aposenta os seus administradores, mesmo quando efémeros, com "obscenas" pensões(para citar Bagão Félix), a vir exigir a quem mal consegue sobreviver que contribua para engordar os seus lautos proventos. É sem dúvida uma situação ridícula e vergonhosa, como lhe chama o nosso leitor, mas as palavras sabem a pouco quando se trata de denunciar tamanha indignidade. Esta é a face brutal do capitalismo selvagem que nos servem sob a capa da democracia, em que até a esmola paga taxa. Sem respeito pela dignidade humana e sem qualquer resquício de decência, com o único objectivo de acumular mais e mais lucros, eis os administradores de sucesso.
in Notícias Lusófonas (noticiaslusofonas.com)
A carta da CGD começa, como mandam as boas regras de marketing, por reafirmar o empenho do Banco em oferecer aos seus clientes as melhores condições de preço/qualidade em toda a gama de prestação de serviços, incluindo no que respeita a despesas de manutenção nas contas à ordem. As palavras de circunstância não chegam sequer a suscitar qualquer tipo de ilusões, dado que após novo parágrafo sobre racionalização e eficiência da gestão de contas, o estimado/a cliente é confrontado com a informação de que, para continuar a usufruir da isenção da comissão de despesas de manutenção, terá de ter em cada trimestre um saldo médio superior a EUR 1000, ter crédito de vencimento ou ter aplicações financeiras associadas à respectiva conta. Ora, sucede que muitas contas da CGD, designadamente de pensionistas e reformados, foram abertas por imposição legal.
É o caso de um reformado por invalidez e quase septuagenário, que sobrevive com uma pensão de EUR 243,45 - que para ter direito ao piedoso subsídio diário de EUR 7,57 (sete euros e cinquenta e sete cêntimos!) foi forçado a abrir conta na CGD por determinação expressa da Segurança Social para receber a reforma.
Como se compreende, casos como este - e muitos são os portugueses que vivem abaixo ou no limiar da pobreza - não podem, de todo, preencher os requisitos impostos pela CGD e tão pouco dar-se ao luxo de pagar despesas de manutenção de uma conta que foram constrangidos a abrir para acolher a sua miséria. O mais escandaloso é que seja justamente uma instituição bancária que ano após ano apresenta lucros fabulosos e que aposenta os seus administradores, mesmo quando efémeros, com "obscenas" pensões(para citar Bagão Félix), a vir exigir a quem mal consegue sobreviver que contribua para engordar os seus lautos proventos. É sem dúvida uma situação ridícula e vergonhosa, como lhe chama o nosso leitor, mas as palavras sabem a pouco quando se trata de denunciar tamanha indignidade. Esta é a face brutal do capitalismo selvagem que nos servem sob a capa da democracia, em que até a esmola paga taxa. Sem respeito pela dignidade humana e sem qualquer resquício de decência, com o único objectivo de acumular mais e mais lucros, eis os administradores de sucesso.
in Notícias Lusófonas (noticiaslusofonas.com)
VW Polo mais próximo da Autoeuropa
A Audi Bruxelas confirmou hoje que a fábrica de Forest vai deixar de produzir os modelos Volkswagen Polo, o que reforça a ideia de que este poderá ser efectivamente o próximo modelo a ser fabricado pela Autoeuropa.
Segundo noticia hoje a imprensa belga, a produção dos automóveis Polo, actualmente assegurada pela Audi Bruxelas, a antiga VW Forest, "vai ser transferida em meados de 2009 para Setúbal".
No entanto, a porta-voz Birgit Peters limitou-se a confirmar que o plano de reorganização, que levou no ano passado a Audi a assumir a gestão da fábrica VW de Forest, num processo de transição de dois anos ainda em curso, prevê a produção exclusiva de automóveis Audi no final desse prazo.
A mesma fonte sublinhou que a decisão sobre a futura localização da produção dos Polo, actualmente assegurada pela fábrica de Bruxelas, pertence ao Grupo Volkswagen. Na semana passada, e de acordo com uma notícia avançada pelo Diário Económico, o director-geral da Autoeuropa, Jorn Reimers, anunciou que a empresa pretende atingir uma produção diária de 800 automóveis até 2010, o dobro conseguido em 2007, prevendo um aumento de 2000 postos de trabalho. Na mesma altura, o responsável admitiu que o quarto modelo, a juntar aos VW Eos e Scirocco e aos novos monovolumes (MPV), "pode ser o Polo", mas sublinhou que essa decisão "ainda não está tomada".
Segundo noticia hoje a imprensa belga, a produção dos automóveis Polo, actualmente assegurada pela Audi Bruxelas, a antiga VW Forest, "vai ser transferida em meados de 2009 para Setúbal".
No entanto, a porta-voz Birgit Peters limitou-se a confirmar que o plano de reorganização, que levou no ano passado a Audi a assumir a gestão da fábrica VW de Forest, num processo de transição de dois anos ainda em curso, prevê a produção exclusiva de automóveis Audi no final desse prazo.
A mesma fonte sublinhou que a decisão sobre a futura localização da produção dos Polo, actualmente assegurada pela fábrica de Bruxelas, pertence ao Grupo Volkswagen. Na semana passada, e de acordo com uma notícia avançada pelo Diário Económico, o director-geral da Autoeuropa, Jorn Reimers, anunciou que a empresa pretende atingir uma produção diária de 800 automóveis até 2010, o dobro conseguido em 2007, prevendo um aumento de 2000 postos de trabalho. Na mesma altura, o responsável admitiu que o quarto modelo, a juntar aos VW Eos e Scirocco e aos novos monovolumes (MPV), "pode ser o Polo", mas sublinhou que essa decisão "ainda não está tomada".
Portugal conhecido como "o país das burlas e das fraudes fiscais"
O presidente da Eurojust, José Luís Lopes da Mota, disse hoje no Parlamento que naquele organismo europeu "Portugal é conhecido como o país das burlas e fraudes fiscais, sobretudo relacionados com o IVA".
O procurador-geral adjunto Lopes da Mota falava aos deputados das Comissões de Assuntos Europeus e de Assuntos Constitucionais sobre a Eurojust, um órgão europeu de cooperação judiciária em matéria penal, no domínio da perseguição da criminalidade grave e organizada de natureza transnacional. Quanto à tipologia de crimes tratados pelo organismo, as burlas e fraudes fiscais lideram a lista portuguesa, seguindo-se o tráfico de droga e o branqueamento de capitais. No conjunto dos 27 Estados-membros da UE, o maior número de crimes tratados por esta unidade europeia de cooperação judiciária relaciona-se com o tráfico de droga, burlas, fraudes e branqueamento de capitais.
O procurador-geral adjunto Lopes da Mota falava aos deputados das Comissões de Assuntos Europeus e de Assuntos Constitucionais sobre a Eurojust, um órgão europeu de cooperação judiciária em matéria penal, no domínio da perseguição da criminalidade grave e organizada de natureza transnacional. Quanto à tipologia de crimes tratados pelo organismo, as burlas e fraudes fiscais lideram a lista portuguesa, seguindo-se o tráfico de droga e o branqueamento de capitais. No conjunto dos 27 Estados-membros da UE, o maior número de crimes tratados por esta unidade europeia de cooperação judiciária relaciona-se com o tráfico de droga, burlas, fraudes e branqueamento de capitais.
Cabo Verde: Emigrantes em Portugal julgam que país entrou para UE e desistem de legalização
Há emigrantes cabo-verdianos em Portugal que desistiram dos processos de legalização, convencidos de que Cabo Verde entrou para a União Europeia (UE), alertou hoje o MpD (Movimento para a Democracia), maior partido da oposição no arquipélago (?!).
O alerta surgiu na sequência de uma reunião realizada no fim-de-semana em Portugal, por ocasião do Dia da Liberdade e Democracia (primeiras eleições multipartidárias em Cabo Verde a 13 de Janeiro de 1991), quando representantes de associações se afirmaram preocupados com a confusão gerada à volta da parceria especial de Cabo Verde com a UE.
A UE aprovou no passado dia 19 de Novembro, durante a presidência portuguesa, um acordo de parceria especial com Cabo Verde, que alguns cabo-verdianos entenderam, erradamente, ser uma entrada do país na para o grupo dos 27, segundo o MpD.
"As pessoas quase deixaram de se preocupar com a legalização, por pensarem que se podem nacionalizar", afirmou, acrescentando que é fundamental uma campanha, em Portugal e nos outros países europeus onde existem comunidades de emigrantes, para esclarecer esta matéria.
Na verdade, a parceria não faz dos cabo-verdianos cidadãos europeus de pleno direito nem lhes dá regalias como a livre circulação e o direito de permanência e residência no espaço Schengen, frisa o MpD.
O alerta surgiu na sequência de uma reunião realizada no fim-de-semana em Portugal, por ocasião do Dia da Liberdade e Democracia (primeiras eleições multipartidárias em Cabo Verde a 13 de Janeiro de 1991), quando representantes de associações se afirmaram preocupados com a confusão gerada à volta da parceria especial de Cabo Verde com a UE.
A UE aprovou no passado dia 19 de Novembro, durante a presidência portuguesa, um acordo de parceria especial com Cabo Verde, que alguns cabo-verdianos entenderam, erradamente, ser uma entrada do país na para o grupo dos 27, segundo o MpD.
"As pessoas quase deixaram de se preocupar com a legalização, por pensarem que se podem nacionalizar", afirmou, acrescentando que é fundamental uma campanha, em Portugal e nos outros países europeus onde existem comunidades de emigrantes, para esclarecer esta matéria.
Na verdade, a parceria não faz dos cabo-verdianos cidadãos europeus de pleno direito nem lhes dá regalias como a livre circulação e o direito de permanência e residência no espaço Schengen, frisa o MpD.
Livraria Lello foi considerada a 3ª mais belas do mundo
Jornal The Guardian chama "divina" à casa livreira do Porto e considera-a a terceira mais bela do mundo. Mas quem aparece no topo da lista é uma antiga igreja de Maastricht, Holanda, transformada na casa dos livros.
"É um motivo de orgulho para os portugueses, e aumenta as nossas responsabilidades", diz Antero Braga, proprietário da Lello, depois de saber que a sua livraria é uma referência a nível mundial. No entanto, o terceiro lugar sabe a pouco: construída de raiz, refere, não conhece nenhuma tão bonita. Das muitas casas livreiras que conhece, Braga destaca duas que se aproximam da "divina" Lello. El Ateneo, em Buenos Aires - que The Guardian põe em segundo lugar -, e a Rizzoli, em Nova Iorque. A livraria argentina, contudo, "é um antigo teatro" agora habitado pelos livros, e a Rizzoli, instalada num edifício de arte nova, "é mais pequena" do que a livraria da Rua das Carmelitas, frente à Torre dos Clérigos.
Fundada em 1906, com a presença no dia de abertura de, entre outros, Guerra Junqueiro, José Leite de Vasconcelos e Afonso Costa, a Livraria Lello, que se estende por dois andares, mantém a traça original. O edifício, projectado por Xavier Esteves, foi construído de raiz em estilo neogótico. Surpreende, a quem ali entra, a escadaria circular, as enormes estantes iluminadas pela suave luz da clarabóia. Pelas estantes e bancas existem cerca de "120 mil títulos diferentes". E em várias línguas, sublinha Antero Braga, porque parte substancial dos clientes da casa chega do estrangeiro. A pensar nos turistas, que têm a Lello como lugar de passagem no roteiro do Porto, "temos obras traduzidas, em várias línguas, de escritores portugueses". Ao contrário das outras casas, ainda graças ao público internacional, a Lello não apresenta quebra de vendas durante os meses de Verão. É com pequenos pormenores, diz Braga, que uma livraria tradicional resiste à concorrência das grandes superfícies e dos grandes grupos livreiros. "Temos clientes em Lisboa, no Algarve, Brasil, etc., porque aqui encontram sempre a obra" que procuram. "Nunca dizemos que o livro está esgotado, não há de momento - mas o cliente tê-lo-á nas mãos dentro de dias."
"É um motivo de orgulho para os portugueses, e aumenta as nossas responsabilidades", diz Antero Braga, proprietário da Lello, depois de saber que a sua livraria é uma referência a nível mundial. No entanto, o terceiro lugar sabe a pouco: construída de raiz, refere, não conhece nenhuma tão bonita. Das muitas casas livreiras que conhece, Braga destaca duas que se aproximam da "divina" Lello. El Ateneo, em Buenos Aires - que The Guardian põe em segundo lugar -, e a Rizzoli, em Nova Iorque. A livraria argentina, contudo, "é um antigo teatro" agora habitado pelos livros, e a Rizzoli, instalada num edifício de arte nova, "é mais pequena" do que a livraria da Rua das Carmelitas, frente à Torre dos Clérigos.
Fundada em 1906, com a presença no dia de abertura de, entre outros, Guerra Junqueiro, José Leite de Vasconcelos e Afonso Costa, a Livraria Lello, que se estende por dois andares, mantém a traça original. O edifício, projectado por Xavier Esteves, foi construído de raiz em estilo neogótico. Surpreende, a quem ali entra, a escadaria circular, as enormes estantes iluminadas pela suave luz da clarabóia. Pelas estantes e bancas existem cerca de "120 mil títulos diferentes". E em várias línguas, sublinha Antero Braga, porque parte substancial dos clientes da casa chega do estrangeiro. A pensar nos turistas, que têm a Lello como lugar de passagem no roteiro do Porto, "temos obras traduzidas, em várias línguas, de escritores portugueses". Ao contrário das outras casas, ainda graças ao público internacional, a Lello não apresenta quebra de vendas durante os meses de Verão. É com pequenos pormenores, diz Braga, que uma livraria tradicional resiste à concorrência das grandes superfícies e dos grandes grupos livreiros. "Temos clientes em Lisboa, no Algarve, Brasil, etc., porque aqui encontram sempre a obra" que procuram. "Nunca dizemos que o livro está esgotado, não há de momento - mas o cliente tê-lo-á nas mãos dentro de dias."
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