Aquela coisa inventada nos areópagos, bem comidos e bebidos, da política lusófona dos hotéis de luxo e que dá pelo nome de Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), vai enviar em breve (em breve, note-se) uma missão a Timor-Leste para ajudar na "rápida resolução" da crise que o país atravessa, anunciou hoje o presidente do Comité de Concertação Permanente da organização.
"Saiu um consenso sobre a necessidade do envio de uma missão da CPLP com a maior urgência possível", disse o embaixador Apolinário Mendes de Carvalho aos jornalistas em Lisboa, no final de uma reunião extraordinária do Comité de Concertação Permanente da CPLP. Vá lá. Mais de uma semana depois da crise já existe – é obra! – consenso sobre a necessidade. Não está mal.
De acordo com o diplomata da Guiné-Bissau, a missão da CPLP irá a Timor-Leste com dois objectivos: prestar solidariedade e ajudar na resolução da crise. Para isso era melhor não ir. Os timorenses têm a barriga cheia de solidariedade, embora vazia de alimentos. "A missão vai encetar diálogo entre o governo e as autoridades timorenses para a rápida resolução da crise", sublinhou o diplomata da CPLP. Será que ninguém diz a esta organização que é ridículo a quem não tem poder, a quem não tem peso, a quem não tem força, a quem não tem razão, a quem não tem legitimidade prática pôr-se em bicos de pés para dizer que faz o que não faz? Questionado sobre quando a missão irá a Timor-Leste, Apolinário Mendes de Carvalho disse que falta "alinhavar" alguns pormenores, mas adiantou que pode ser "na próxima semana". Sim. Na próxima ou na outra a seguir. É preciso escolher o melhor hotel de Díli e isso leva o seu tempo… Para o presidente do Comité de Concertação Permanente da CPLP, a estabilidade em Timor-Leste requer "o diálogo franco e construtivo entre os principais actores políticos" timorenses. Quem diria? E foi preciso reunir para chegar a essa conclusão? E foi preciso mais de uma semana para descobrir que o primeiro mês do ano é Janeiro? Se o ridículo matasse, e é pena que não mate mesmo, a CPLP há muito que tinha desaparecido.
Por Orlando Castro in Notícias Lusófonas
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Projectos de 370 milhões em Angola esperam linha de crédito
Projectos de investimentos portugueses em Angola, que totalizam 370 milhões de euros, encontram-se a aguardar por uma nova linha de crédito entre os dois países.
O presidente da Companhia de Seguro de Créditos (COSEC), Gomes da Costa, que falava no seminário promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola (CCIPA), acrescentou que a solução passa por uma decisão política dos governos de Lisboa e Luanda.
As anteriores linhas de crédito, uma de 100 milhões de euros e a segunda de 300 milhões de euros, já estão esgotadas.
O crescimento da economia angolana explica aquela situação, depois de em 2006 as exportações portuguesas para Angola terem aumentado quase 50%, até Novembro de 2007.
A linha de crédito de 300 milhões de euros, anunciada quando da visita que o primeiro-ministro português José Sócrates efectuou em Abril de 2006 a Angola, ficou esgotada em Dezembro desse ano.
Gomes da Costa salientou, por outro lado, que além dos projectos portugueses que aguardam por uma nova linha de crédito, o próprio Ministério das Finanças de Angola já inventariou, na sua página na Internet, mais projectos de investimento, que totalizam 170 milhões de euros.
O presidente da Companhia de Seguro de Créditos (COSEC), Gomes da Costa, que falava no seminário promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola (CCIPA), acrescentou que a solução passa por uma decisão política dos governos de Lisboa e Luanda.
As anteriores linhas de crédito, uma de 100 milhões de euros e a segunda de 300 milhões de euros, já estão esgotadas.
O crescimento da economia angolana explica aquela situação, depois de em 2006 as exportações portuguesas para Angola terem aumentado quase 50%, até Novembro de 2007.
A linha de crédito de 300 milhões de euros, anunciada quando da visita que o primeiro-ministro português José Sócrates efectuou em Abril de 2006 a Angola, ficou esgotada em Dezembro desse ano.
Gomes da Costa salientou, por outro lado, que além dos projectos portugueses que aguardam por uma nova linha de crédito, o próprio Ministério das Finanças de Angola já inventariou, na sua página na Internet, mais projectos de investimento, que totalizam 170 milhões de euros.
Novo anticoagulante descoberto no Porto
Cientistas portugueses identificaram um novo anticoagulante "multifunções" que isolaram de um insecto hematófago, a carraça bovina, um passo que poderá abrir caminho a novos tratamentos para patologias relacionadas com a coagulação sanguínea.
Um estudo desta equipa de investigadores, hoje publicado na revista norte-americana PLoS ONE, do grupo Public Library of Science, refere que o anticoagulante, chamado boofilina, tem a particularidade de poder bloquear simultaneamente duas enzimas, potenciando assim a sua acção.
"O trabalho consistiu na identificação e caracterização bioquímica e estrutural do primeiro anticoagulante capaz de inibir simultaneamente a trombina, uma enzima crucial na coagulação sanguínea, e outras enzimas relacionadas", disse um dos autores do estudo, Pedro Pereira. Da equipa, de que é responsável este investigador do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), do Porto, fazem parte Sandra Macedo-Ribeiro, do mesmo instituto, e Pablo Fuentes-Prior, um cientista cubano presentemente em Barcelona. A boofilina é uma proteína que deve o seu nome ao insecto hematófago onde foi identificada, o Boophilus microplus, nome científico da carraça do gado. Ao alimentar-se, e para impedir que o sangue do seu hospedeiro coagule, este parasita recorre a proteínas inibidoras da coagulação, tal como acontece com a sanguessuga, que pode manter líquido durante semanas o sangue de que se alimenta.
"As propriedades da boofilina agora identificadas sugerem a existência de uma nova estratégia de inibição da coagulação em animais hematófagos que passa não só pelo bloqueio específico da trombina, como também pela inactivação de outros factores enzimáticos pelo mesmo inibidor, numa abordagem multifacetada", explicou Pereira. Sendo conhecido que os animais hematófagos contrariam os processos de coagulação dos seus hospedeiros com grande eficácia, "há todo o interesse em compreender os detalhes moleculares desses processos e interacções, na esperança de que isso nos ajude, a médio prazo, a desenvolver terapias antitrombóticas mais eficazes e seguras". O estudo sugere ainda que a boofilina pode ser um anticoagulante muito eficaz em pequenas quantidades, o que tem grande relevância para futuras aplicações terapêuticas. Embora existam no mercado vários fármacos afins, os seus efeitos secundários, devidos sobretudo às suas múltiplas interacções bioquímicas, tornam difícil encontrar a dosagem mais adequada. Demasiado anticoagulante pode induzir hemorragias, e demasiado pouco pode provocar trombos (coágulos), responsáveis por tromboses, enfartes ou acidentes vasculares cerebrais.
Um estudo desta equipa de investigadores, hoje publicado na revista norte-americana PLoS ONE, do grupo Public Library of Science, refere que o anticoagulante, chamado boofilina, tem a particularidade de poder bloquear simultaneamente duas enzimas, potenciando assim a sua acção.
"O trabalho consistiu na identificação e caracterização bioquímica e estrutural do primeiro anticoagulante capaz de inibir simultaneamente a trombina, uma enzima crucial na coagulação sanguínea, e outras enzimas relacionadas", disse um dos autores do estudo, Pedro Pereira. Da equipa, de que é responsável este investigador do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), do Porto, fazem parte Sandra Macedo-Ribeiro, do mesmo instituto, e Pablo Fuentes-Prior, um cientista cubano presentemente em Barcelona. A boofilina é uma proteína que deve o seu nome ao insecto hematófago onde foi identificada, o Boophilus microplus, nome científico da carraça do gado. Ao alimentar-se, e para impedir que o sangue do seu hospedeiro coagule, este parasita recorre a proteínas inibidoras da coagulação, tal como acontece com a sanguessuga, que pode manter líquido durante semanas o sangue de que se alimenta.
"As propriedades da boofilina agora identificadas sugerem a existência de uma nova estratégia de inibição da coagulação em animais hematófagos que passa não só pelo bloqueio específico da trombina, como também pela inactivação de outros factores enzimáticos pelo mesmo inibidor, numa abordagem multifacetada", explicou Pereira. Sendo conhecido que os animais hematófagos contrariam os processos de coagulação dos seus hospedeiros com grande eficácia, "há todo o interesse em compreender os detalhes moleculares desses processos e interacções, na esperança de que isso nos ajude, a médio prazo, a desenvolver terapias antitrombóticas mais eficazes e seguras". O estudo sugere ainda que a boofilina pode ser um anticoagulante muito eficaz em pequenas quantidades, o que tem grande relevância para futuras aplicações terapêuticas. Embora existam no mercado vários fármacos afins, os seus efeitos secundários, devidos sobretudo às suas múltiplas interacções bioquímicas, tornam difícil encontrar a dosagem mais adequada. Demasiado anticoagulante pode induzir hemorragias, e demasiado pouco pode provocar trombos (coágulos), responsáveis por tromboses, enfartes ou acidentes vasculares cerebrais.
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Açores: Governo quer maior aproximação com Massachusetts
O presidente do Governo açoriano defendeu hoje uma maior aproximação política e institucional entre o arquipélago e o estado norte-americano de Massachusetts e um reforço das relações económicas e empresariais dos dois territórios.
Carlos César falava na abertura de uma sessão de trabalho com uma missão empresarial daquele estado, onde reside uma significativa comunidade emigrante, que está a visitar os Açores desde sábado. César salientou que, no quadro das relações transatlânticas, os Açores "desfrutam de um estatuto tendencialmente central e são uma referência incontornável e não negligenciável".
"Há relações históricas de maior intensidade emocional entre a região autónoma dos Açores e o estado de Massachusetts do que entre Portugal e os EUA, não obstante a importância política" das relações entre os dois países, alegou.
Para o presidente do Governo, o aproveitamento destas circunstâncias históricas, afectivas e geográficas passa, porém, por uma "maior aproximação política e institucional" entre Massachusetts e os Açores, ao nível parlamentar, governamental e autárquico.
César defendeu, também, uma "renovada cooperação académica" entre universidades, assim como uma mais activa parceira ao nível económico e empresarial.
O congressista Barney Frank lidera a missão empresarial de Massachusetts aos Açores para um conjunto de reuniões de trabalho, que têm por objectivo analisar eventuais parcerias a desenvolver no futuro entre os dois territórios. A delegação é composta por cerca de 50 elementos, incluindo os senadores estaduais Marc Pacheco (Mass.) e Daniel da Ponte (Rhode Island), os deputados estaduais Michael Rodrigues e António Cabral, o antigo senador William MacLean e o ex-presidente da Câmara de New Bedford, Frederick Kalisz.
A delegação é também constituída por empresários de variados ramos e por cerca de 20 responsáveis da Universidade do Massachusetts, UMASS Dartmouth.
Segundo César, a missão terá oportunidade de conhecer oportunidades de investimento em áreas como a energia, ambiente, agricultura, pesas, ciências, investigação e turismo.
Para o congressista Frank, este tipo de encontro poderá resultar em benefícios mútuos para Massachusetts e Açores.
Carlos César falava na abertura de uma sessão de trabalho com uma missão empresarial daquele estado, onde reside uma significativa comunidade emigrante, que está a visitar os Açores desde sábado. César salientou que, no quadro das relações transatlânticas, os Açores "desfrutam de um estatuto tendencialmente central e são uma referência incontornável e não negligenciável".
"Há relações históricas de maior intensidade emocional entre a região autónoma dos Açores e o estado de Massachusetts do que entre Portugal e os EUA, não obstante a importância política" das relações entre os dois países, alegou.
Para o presidente do Governo, o aproveitamento destas circunstâncias históricas, afectivas e geográficas passa, porém, por uma "maior aproximação política e institucional" entre Massachusetts e os Açores, ao nível parlamentar, governamental e autárquico.
César defendeu, também, uma "renovada cooperação académica" entre universidades, assim como uma mais activa parceira ao nível económico e empresarial.
O congressista Barney Frank lidera a missão empresarial de Massachusetts aos Açores para um conjunto de reuniões de trabalho, que têm por objectivo analisar eventuais parcerias a desenvolver no futuro entre os dois territórios. A delegação é composta por cerca de 50 elementos, incluindo os senadores estaduais Marc Pacheco (Mass.) e Daniel da Ponte (Rhode Island), os deputados estaduais Michael Rodrigues e António Cabral, o antigo senador William MacLean e o ex-presidente da Câmara de New Bedford, Frederick Kalisz.
A delegação é também constituída por empresários de variados ramos e por cerca de 20 responsáveis da Universidade do Massachusetts, UMASS Dartmouth.
Segundo César, a missão terá oportunidade de conhecer oportunidades de investimento em áreas como a energia, ambiente, agricultura, pesas, ciências, investigação e turismo.
Para o congressista Frank, este tipo de encontro poderá resultar em benefícios mútuos para Massachusetts e Açores.
Jordânia: Efacec quer reforçar presença e Martifer aposta nas eólicas
Quase duas décadas depois de ter iniciado o seu processo de internacionalização, que se traduz na presença em mais de 65 países, a Efacec prepara-se para explorar o mercado jordano. O apetite por esta zona do globo surge na sequência da recente compra da empresa de engenharia norte-americana ACS – Advanced Control System, em Atlanta.
Uma unidade que desenvolve actividades complementares às do grupo português nas áreas da automação e controlo para a energia e que já possuía relações comerciais com esta região do Médio Oriente. A ACS é fornecedora da Jordan Electric Power, uma das duas empresas privadas de distribuição de electricidade do país. O presidente da Efacec, Luís Filipe Pereira, quer agora ver alargada a colaboração a outros segmentos como o das aparelhagens de média e alta tensão e transformadores de distribuição de energia eléctrica. Na mira do grupo nacional está ainda a área dos transportes e logística, onde oferecem desde componentes para metros ligeiros e ferrovias, até sistemas de transportes de bagagens em aeroportos.
Já a Martifer está de olhos postos nas eólicas. Apesar de estar rodeada por alguns dos maiores países produtores de petróleo do mundo, a Jordânia não possui uma única gota do tão desejado ouro negro. Um facto que obrigou a redefinir estratégias e a despertar para as energias renováveis. Em marcha está já um plano para promoção de 75 MW de parques eólicos.
A experiência portuguesa nesta área, onde é hoje uma referência a nível internacional, está a ser usada como cartão de visita na deslocação de Cavaco Silva à Jordânia. A Martifer é uma das empresas que se encontra a sondar este mercado. Com forte experiência no sector, a Martifer apresenta como trunfo a ligação ao fabricante indiano de aerogeradores Suzlon, bem como a participação num dos consórcios que irá promover a criação de um ‘cluster’ industrial em Portugal, permitindo o acesso a este tipo de equipamentos, cuja procura mundial supera largamente a oferta.
Uma unidade que desenvolve actividades complementares às do grupo português nas áreas da automação e controlo para a energia e que já possuía relações comerciais com esta região do Médio Oriente. A ACS é fornecedora da Jordan Electric Power, uma das duas empresas privadas de distribuição de electricidade do país. O presidente da Efacec, Luís Filipe Pereira, quer agora ver alargada a colaboração a outros segmentos como o das aparelhagens de média e alta tensão e transformadores de distribuição de energia eléctrica. Na mira do grupo nacional está ainda a área dos transportes e logística, onde oferecem desde componentes para metros ligeiros e ferrovias, até sistemas de transportes de bagagens em aeroportos.
Já a Martifer está de olhos postos nas eólicas. Apesar de estar rodeada por alguns dos maiores países produtores de petróleo do mundo, a Jordânia não possui uma única gota do tão desejado ouro negro. Um facto que obrigou a redefinir estratégias e a despertar para as energias renováveis. Em marcha está já um plano para promoção de 75 MW de parques eólicos.
A experiência portuguesa nesta área, onde é hoje uma referência a nível internacional, está a ser usada como cartão de visita na deslocação de Cavaco Silva à Jordânia. A Martifer é uma das empresas que se encontra a sondar este mercado. Com forte experiência no sector, a Martifer apresenta como trunfo a ligação ao fabricante indiano de aerogeradores Suzlon, bem como a participação num dos consórcios que irá promover a criação de um ‘cluster’ industrial em Portugal, permitindo o acesso a este tipo de equipamentos, cuja procura mundial supera largamente a oferta.
Cimpor vai construir fábrica na Jordânia
A Cimpor prepara-se para reforçar a sua presença na bacia do Mediterrâneo. Agora, as baterias da empresa controlada pela Teixeira Duarte são apontadas para outro mercado nesta região, a Jordânia. A cimenteira está a negociar a construção de uma fábrica de cimento, em parceria com um grupo jordano que já tem autorização do governo local para investir e com um conjunto de empresários da Arábia Saudita.
Além de Portugal, e das primeiras e mais bem sucedidas entradas de empresas portuguesas no mercado espanhol, em 1992, a maior cimenteira nacional já fez investidas em Marrocos (1996), Tunísia (1998), Egipto (2000) e Turquia (2007).
A informação sobre o investimento da Cimpor na Jordânia foi avançada pelo presidente da Agência Portuguesa para o Investimento, Basílio Horta. A cimenteira é uma das oito empresas que integra a comitiva de Cavaco Silva à Jordânia, a primeira de um chefe de Estado português a este país do Médio Oriente.
O gestor da Cimpor, Bayão Horta, aproveitou o encontro para manter contactos ao mais alto nível, destinados a agilizar o fecho da operação.
A Cimpor tem um plano de investimentos de, pelo menos, 600 milhões de euros até 2012, só em reforço de capacidade de produção de cimento, dos actuais 28,5 milhões de toneladas anuais para os 33,5 até 36 milhões de toneladas por ano.
Além de se prefigurar como o 14º país em que a Cimpor passaria a estar presente, a concretização do investimento na Jordânia representaria quase o fechar o arco do Mediterrâneo a Sul, falhando apenas a Líbia, onde a empresa já tentou entrar há quatro anos e onde está agora a reanimar esforços de intervenção.
O principal concorrente da Cimpor, a Secil de Pedro Queiroz Pereira, também aposta na entrada na Líbia e no Médio Oriente, estando já a produzir na Tunísia e no Líbano.
Na Jordânia, com quem Portugal acaba de fechar um acordo de cooperação económica, há uma limitação, em 50%, da participação estrangeira nas empresas. Uma estratégia para promover a entrada de investidores locais.
Com uma taxa de crescimento da economia de 6% ao ano, a Jordânia beneficia não só de um quadro político estável interno, como da captação de recursos financeiros de países vizinhos, que procuram aqui refúgio para os conflitos que avassalam a região.
O sector da construção civil e as obras públicas é apontado pelas autoridades locais como uma das actividades económicas com forte potencial de ascensão.
Além de Portugal, e das primeiras e mais bem sucedidas entradas de empresas portuguesas no mercado espanhol, em 1992, a maior cimenteira nacional já fez investidas em Marrocos (1996), Tunísia (1998), Egipto (2000) e Turquia (2007).
A informação sobre o investimento da Cimpor na Jordânia foi avançada pelo presidente da Agência Portuguesa para o Investimento, Basílio Horta. A cimenteira é uma das oito empresas que integra a comitiva de Cavaco Silva à Jordânia, a primeira de um chefe de Estado português a este país do Médio Oriente.
O gestor da Cimpor, Bayão Horta, aproveitou o encontro para manter contactos ao mais alto nível, destinados a agilizar o fecho da operação.
A Cimpor tem um plano de investimentos de, pelo menos, 600 milhões de euros até 2012, só em reforço de capacidade de produção de cimento, dos actuais 28,5 milhões de toneladas anuais para os 33,5 até 36 milhões de toneladas por ano.
Além de se prefigurar como o 14º país em que a Cimpor passaria a estar presente, a concretização do investimento na Jordânia representaria quase o fechar o arco do Mediterrâneo a Sul, falhando apenas a Líbia, onde a empresa já tentou entrar há quatro anos e onde está agora a reanimar esforços de intervenção.
O principal concorrente da Cimpor, a Secil de Pedro Queiroz Pereira, também aposta na entrada na Líbia e no Médio Oriente, estando já a produzir na Tunísia e no Líbano.
Na Jordânia, com quem Portugal acaba de fechar um acordo de cooperação económica, há uma limitação, em 50%, da participação estrangeira nas empresas. Uma estratégia para promover a entrada de investidores locais.
Com uma taxa de crescimento da economia de 6% ao ano, a Jordânia beneficia não só de um quadro político estável interno, como da captação de recursos financeiros de países vizinhos, que procuram aqui refúgio para os conflitos que avassalam a região.
O sector da construção civil e as obras públicas é apontado pelas autoridades locais como uma das actividades económicas com forte potencial de ascensão.
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Cavaco Silva à conquista de negócios na Jordânia
Estão garantidos acordos nas áreas do turismo e da cultura e visita a Petra. Contudo, o sucesso da viagem só será pleno se, como reconhece fonte do Palácio de Belém, "forem assinados acordos e parcerias económicas".
Cavaco Silva parte amanhã para Chipre, onde fará escala antes de iniciar uma visita oficial de três dias à Jordânia, a primeira de um presidente da República português àquele país.
A comitiva presidencial integra, por isso, além do ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Basílio Horta.
Cabe-lhe liderar a delegação empresarial que acompanha o Presidente da República, composta, entre outros, por Ângelo Correia, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Árabe, Luís Filipe Pereira, presidente da EFACEC, António Pontes, administrador da Martifer, António Frada, administrador da Soares da Costa e Alexandre Gonçalves de Oliveira, presidente da RIOPELE.
Com 5,7 milhões de habitantes (a maioria de origem palestiniana), um produto interno bruto (PIB) de 14,3 biliões de dólares e um crescimento anual de 6,4% (2006), a Jordânia tem o sector dos serviços como principal motor da economia, representando cerca de 70% do PIB. É dos raros países da região sem petróleo e os seus recursos naturais estão limitados aos fosfatos e à produção agrícola. As trocas comerciais entre Portugal e a Jordânia são irrisórias. À excepção de uma loja do grupo Lanidor e da participação da Abrantina e da Construtora do Tâmega na construção do aeroporto de Amã, a presença comercial portuguesa é insignificante, embora quase todas as empresas que viajam com o Presidente da República tenham já ligações comerciais com a Jordânia.
Cavaco Silva parte amanhã para Chipre, onde fará escala antes de iniciar uma visita oficial de três dias à Jordânia, a primeira de um presidente da República português àquele país.
A comitiva presidencial integra, por isso, além do ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Basílio Horta.
Cabe-lhe liderar a delegação empresarial que acompanha o Presidente da República, composta, entre outros, por Ângelo Correia, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Árabe, Luís Filipe Pereira, presidente da EFACEC, António Pontes, administrador da Martifer, António Frada, administrador da Soares da Costa e Alexandre Gonçalves de Oliveira, presidente da RIOPELE.
Com 5,7 milhões de habitantes (a maioria de origem palestiniana), um produto interno bruto (PIB) de 14,3 biliões de dólares e um crescimento anual de 6,4% (2006), a Jordânia tem o sector dos serviços como principal motor da economia, representando cerca de 70% do PIB. É dos raros países da região sem petróleo e os seus recursos naturais estão limitados aos fosfatos e à produção agrícola. As trocas comerciais entre Portugal e a Jordânia são irrisórias. À excepção de uma loja do grupo Lanidor e da participação da Abrantina e da Construtora do Tâmega na construção do aeroporto de Amã, a presença comercial portuguesa é insignificante, embora quase todas as empresas que viajam com o Presidente da República tenham já ligações comerciais com a Jordânia.
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
Portugal é 15º destino preferido por investidores na UE
Portugal mantém a 15ª posição como destino preferido pelos investidores estrangeiros ao nível da União Europeia, indica o estudo da consultora A.T. Kearney (A.T.K.) divulgado em Lisboa.
"O desempenho de Portugal em 2007 surpreende pela positiva, uma vez que mantém a posição de 2005 no âmbito da União Europeia, à frente de países como a Dinamarca, Áustria e Noruega", disse à imprensa o director sénior do conselho de Política Empresarial Global da A.T.K., desde 2007.
Martin Walker, que comentou as conclusões do Índice de Confiança de Investimento Estrangeiro Directo, um estudo através do qual anualmente a consultora analisa a perspectiva presente e futura dos fluxos internacionais de investimento, destacou também que Portugal "está melhor posicionado" do que a Eslováquia e a Eslovénia.
A 15ª posição assegurada por Portugal no seio da União Europeia, acima destes dois últimos países-membros, é sobretudo significativa para este consultor uma vez que "têm regimes fiscais e custos de mão-de-obra bastante mais favoráveis".
De acordo com o estudo, Portugal surge à frente da Suíça.
Entre as áreas da economia que merecem a eleição dos investidores estrangeiros estão, entre outras, a indústria petroquímica, logística, turismo, tecnologia de ponta, telecomunicações e outsoursing de serviços de empresas multinacionais.
O estudo da A.T.K., realça a manutenção de Portugal na 15ª posição (igual ao ranking de 2005), ocupando agora 46ª posição mundial, caindo sete lugares.
"O desempenho de Portugal em 2007 surpreende pela positiva, uma vez que mantém a posição de 2005 no âmbito da União Europeia, à frente de países como a Dinamarca, Áustria e Noruega", disse à imprensa o director sénior do conselho de Política Empresarial Global da A.T.K., desde 2007.
Martin Walker, que comentou as conclusões do Índice de Confiança de Investimento Estrangeiro Directo, um estudo através do qual anualmente a consultora analisa a perspectiva presente e futura dos fluxos internacionais de investimento, destacou também que Portugal "está melhor posicionado" do que a Eslováquia e a Eslovénia.
A 15ª posição assegurada por Portugal no seio da União Europeia, acima destes dois últimos países-membros, é sobretudo significativa para este consultor uma vez que "têm regimes fiscais e custos de mão-de-obra bastante mais favoráveis".
De acordo com o estudo, Portugal surge à frente da Suíça.
Entre as áreas da economia que merecem a eleição dos investidores estrangeiros estão, entre outras, a indústria petroquímica, logística, turismo, tecnologia de ponta, telecomunicações e outsoursing de serviços de empresas multinacionais.
O estudo da A.T.K., realça a manutenção de Portugal na 15ª posição (igual ao ranking de 2005), ocupando agora 46ª posição mundial, caindo sete lugares.
Cavaco Silva faz primeira visita oficial de um Chefe de Estado português à Jordânia
O Presidente da República, Cavaco Silva, efectua, entre os dias 16 a 18, uma visita oficial à Jordânia, naquela que será a primeira deslocação oficial de um Chefe de Estado português a este reino hachemita do Médio Oriente.
Cavaco Silva é recebido no sábado, no aeroporto Rainha Alia, com honras de Estado, começando o seu programa oficial apenas no dia seguinte com uma deslocação ao Palácio Basman onde será acolhido pelo Rei Abdullah II Ibn Al Hussein e pela rainha Rania Abdullah. Os monarcas jordanos acolhem o casal presidencial português numa cerimónia de boas vindas no páteo exterior do palácio com guarda de honra e audição dos hinos nacionais.
Apesar da instabilidade regional, a Jordânia é um país pacífico, onde o rei Abdullah sucessor do rei Hussein, que morreu em 1999, após quase 47 anos de poder, se empenha em controlar o fundamentalismo islâmico e manter o equilíbrio entre a maioria palestiniana e as tribos beduínas naturais deste país de 5,5 milhões de habitantes.
Cavaco Silva é recebido no sábado, no aeroporto Rainha Alia, com honras de Estado, começando o seu programa oficial apenas no dia seguinte com uma deslocação ao Palácio Basman onde será acolhido pelo Rei Abdullah II Ibn Al Hussein e pela rainha Rania Abdullah. Os monarcas jordanos acolhem o casal presidencial português numa cerimónia de boas vindas no páteo exterior do palácio com guarda de honra e audição dos hinos nacionais.
Apesar da instabilidade regional, a Jordânia é um país pacífico, onde o rei Abdullah sucessor do rei Hussein, que morreu em 1999, após quase 47 anos de poder, se empenha em controlar o fundamentalismo islâmico e manter o equilíbrio entre a maioria palestiniana e as tribos beduínas naturais deste país de 5,5 milhões de habitantes.
Portugal é o 7º país da UE com maior progresso na inovação
Portugal é o sétimo país com maior progresso relativo segundo na inovação, segundo o ranking europeu (European Innovation Scoreboard 2007) da iniciativa da Comissão Europeia, hoje divulgado, e está em 30º lugar a nível global.
Este desempenho, segundo nota do gabinete do coordenador do Plano Tecnológico, "permitiu que Portugal subisse um lugar no ranking global, integrando o grupo de países em catching up".
A edição de 2007 do estudo integrou 37 países: os 27 Estados-membros da União Europeia mais a Suíça, Islândia, Noruega, Croácia, Turquia, EUA, Israel, Canadá, Japão e Austrália.
Em termos globais, Portugal ficou em 30º lugar, enquanto na edição anterior ocupou a 28ª posição.
Com a entrada este ano de três novos países no ranking (Austrália, Canadá e Israel), com pontuações superiores, Portugal passou a ocupar o 30 º lugar.
Segundo a mesma nota, caso estes países não tivessem entrado, Portugal ocuparia este ano o 27º lugar.
Este desempenho, segundo nota do gabinete do coordenador do Plano Tecnológico, "permitiu que Portugal subisse um lugar no ranking global, integrando o grupo de países em catching up".
A edição de 2007 do estudo integrou 37 países: os 27 Estados-membros da União Europeia mais a Suíça, Islândia, Noruega, Croácia, Turquia, EUA, Israel, Canadá, Japão e Austrália.
Em termos globais, Portugal ficou em 30º lugar, enquanto na edição anterior ocupou a 28ª posição.
Com a entrada este ano de três novos países no ranking (Austrália, Canadá e Israel), com pontuações superiores, Portugal passou a ocupar o 30 º lugar.
Segundo a mesma nota, caso estes países não tivessem entrado, Portugal ocuparia este ano o 27º lugar.
Timor: Austrália soma e segue
A influência australiana em Timor-Leste sente-se desde há muito, escrevi eu em diversas alturas, nomeadamente no dia 10 de Maio do ano passado. Nessa altura recuperei o que me dissera Xanana Gusmão em 13 de Fevereiro de 1999 (entrevista publicada no Jornal de Notícias): “O Governo australiano que continua a manifestar-se contra a independência de Timor-Leste está a passar-nos um atestado de menoridade”.
Se com a vitória de Ramos-Horta a Austrália acampou no seu quintal a que chama seu (Timor-Leste), com ajuda de Alfredo Reinado vai alargar o quintal. A Austrália têm-se mantido no país à margem da Missão Integrada da porque quem manda são os australianos. Tão simples quanto isso. Os timorenses pedem ajuda a Portugal e… Portugal vai pensar. Ao contrário, a Austrália pensa pelos timorenses. Assim, a pedido de Ramos-Horta ou de Xanana Gusmão, por lá vão ficar muitos e muitos anos. O neocolonialismo de Camberra é fortemente criticado pelo partido maioritário, a FRETILIN, que acusa os militares australianos de condicionarem a política interna de Timor-Leste, a pedido de Ramos-Horta. É verdade. Mas o que interessa a verdade? Nem mais. Mesmo assim, a comunidade internacional continua de cócoras, tal como a CPLP e Portugal.
O sinal mais claro das preferências australianas foi dado, em Fevereiro do ano passado, quando o parlamento timorense finalmente ratificou o acordo de exploração e partilha das receitas de dois dos maiores campos de hidrocarbonetos do Mar de Timor, Greater Sunrise e Bayu Undan, concretizando uma promessa desde logo enunciada por Ramos-Horta quando tomou posse então como primeiro-ministro. A resolução deste contencioso, que se arrastava desde 2004, foi possível a partir do momento que Mari Alkatiri deixou de ser primeiro-ministro. Ou seja, a partir do momento em que Camberra colocou a chefiar o Governo o seu homem de mão, o seu testa de ferro. Considerado o país mais pobre da Ásia, Timor-Leste conseguiu, apesar de tudo, com a crise de 2006 desbaratar o capital acumulado desde 2002, quando se tornou a primeira nação do século XXI. Assim, de ex-colónia de Portugal, Timor-Leste passa agora a quintal da Austrália.
Por Orlando Castro in Notícias Lusófonas
Se com a vitória de Ramos-Horta a Austrália acampou no seu quintal a que chama seu (Timor-Leste), com ajuda de Alfredo Reinado vai alargar o quintal. A Austrália têm-se mantido no país à margem da Missão Integrada da porque quem manda são os australianos. Tão simples quanto isso. Os timorenses pedem ajuda a Portugal e… Portugal vai pensar. Ao contrário, a Austrália pensa pelos timorenses. Assim, a pedido de Ramos-Horta ou de Xanana Gusmão, por lá vão ficar muitos e muitos anos. O neocolonialismo de Camberra é fortemente criticado pelo partido maioritário, a FRETILIN, que acusa os militares australianos de condicionarem a política interna de Timor-Leste, a pedido de Ramos-Horta. É verdade. Mas o que interessa a verdade? Nem mais. Mesmo assim, a comunidade internacional continua de cócoras, tal como a CPLP e Portugal.
O sinal mais claro das preferências australianas foi dado, em Fevereiro do ano passado, quando o parlamento timorense finalmente ratificou o acordo de exploração e partilha das receitas de dois dos maiores campos de hidrocarbonetos do Mar de Timor, Greater Sunrise e Bayu Undan, concretizando uma promessa desde logo enunciada por Ramos-Horta quando tomou posse então como primeiro-ministro. A resolução deste contencioso, que se arrastava desde 2004, foi possível a partir do momento que Mari Alkatiri deixou de ser primeiro-ministro. Ou seja, a partir do momento em que Camberra colocou a chefiar o Governo o seu homem de mão, o seu testa de ferro. Considerado o país mais pobre da Ásia, Timor-Leste conseguiu, apesar de tudo, com a crise de 2006 desbaratar o capital acumulado desde 2002, quando se tornou a primeira nação do século XXI. Assim, de ex-colónia de Portugal, Timor-Leste passa agora a quintal da Austrália.
Por Orlando Castro in Notícias Lusófonas
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Cinzas e nevoeiro na política timorense
No auge da crise político-militar de meados de 2006, Xanana Gusmão sai do seu Palácio das Cinzas e dirige-se à multidão exultante, concentrada na praça central de Díli: "Ganhámos porque fomos mais espertos!" O que tinham ganho era a demissão de Mari Alkatiri da chefia do Governo. A quem Xanana erguia o braço triunfante era o tenente peticionário Gastão Salsinha. O mesmo que, agora, o tentou matar.
O outro fugitivo, Alfredo Reinado, celebridade internacional via media australianos, andava há mais de um ano a ser protegido pelo actual Presidente da República, José Ramos-Horta, da execução de uma ordem de captura emitida pelo tribunal de Díli. Inúmeras foram as diligências de mediação para convencer Reinado e as duas dezenas dos seus irredutíveis armados a entregaram-se à Justiça pelos crimes de Maio de 2006 de que vêm acusados. Tudo em vão. E é o próprio Reinado quem conduz o comando de ataque a Ramos-Horta.
Os operacionais do golpe-por-etapas-em-câmara-lenta, iniciado em Abril de 2006, viraram-se, agora, contra os líderes políticos, que lhes deram cobertura política. Porquê? Ou se trata de tresloucados com delírios de poder ou se adensa o nevoeiro de uma luta política opaca, que substitui a luta democrática nas urnas, pela conspiração golpista, nostálgica das figuras míticas dos guerrilheiros do passado. A resultante conduz sempre ao mesmo: declarar Timor-Leste um Estado falhado, incapaz de se autodeterminar, dependente de um protector amigo...
Por António Perez Metelo in DN
O outro fugitivo, Alfredo Reinado, celebridade internacional via media australianos, andava há mais de um ano a ser protegido pelo actual Presidente da República, José Ramos-Horta, da execução de uma ordem de captura emitida pelo tribunal de Díli. Inúmeras foram as diligências de mediação para convencer Reinado e as duas dezenas dos seus irredutíveis armados a entregaram-se à Justiça pelos crimes de Maio de 2006 de que vêm acusados. Tudo em vão. E é o próprio Reinado quem conduz o comando de ataque a Ramos-Horta.
Os operacionais do golpe-por-etapas-em-câmara-lenta, iniciado em Abril de 2006, viraram-se, agora, contra os líderes políticos, que lhes deram cobertura política. Porquê? Ou se trata de tresloucados com delírios de poder ou se adensa o nevoeiro de uma luta política opaca, que substitui a luta democrática nas urnas, pela conspiração golpista, nostálgica das figuras míticas dos guerrilheiros do passado. A resultante conduz sempre ao mesmo: declarar Timor-Leste um Estado falhado, incapaz de se autodeterminar, dependente de um protector amigo...
Por António Perez Metelo in DN
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Angola: Agualusa defende ortografia do Brasil
O escritor angolano, José Eduardo Agualusa, defende, em crónica ontem divulgada pelo semanário A Capital, de Luanda, que Angola "deve optar pela ortografia brasileira", caso o Acordo Ortográfico não venha a ser aplicado por "resistência" de Portugal.
Para esta tomada de posição de um dos mais respeitados escritores angolanos e lusófonos, Agualusa avança como justificação o facto de Angola ser um pais independente, nada dever a Portugal e o Brasil ter 180 milhões de habitantes e produzir muito mais títulos e a preços mais baratos do que Portugal. Agualusa diz ainda que Angola "tem mais a ganhar com a existência de uma ortografia única do que Portugal ou o Brasil", porque o país não produz livros mas precisa "desesperadamente deles".
Agualusa aponta ainda como razões para a demora na activação do acordo a "confusão" entre ortografia, as regras de escrita e linguagem, resumindo que o acordo tem por objectivo a existência de "uma única ortografia" no espaço de língua portuguesa, sendo "absurdo" pensar-se em unificar as diferentes variantes da língua. O autor aponta ainda o dedo a um "enraizado sentimento imperial" de Portugal em relação à língua para o protelamento de uma decisão. E, contrariando esta possibilidade, diz que a História nega este sentimento porque "a língua portuguesa formou-se fora do espaço geográfico onde se situa Portugal - na Galiza". "Por outro lado, a língua portuguesa tem sido sempre, ao longo dos séculos, uma criação colectiva de portugueses, africanos, brasileiros e povos asiáticos", aponta.
Para esta tomada de posição de um dos mais respeitados escritores angolanos e lusófonos, Agualusa avança como justificação o facto de Angola ser um pais independente, nada dever a Portugal e o Brasil ter 180 milhões de habitantes e produzir muito mais títulos e a preços mais baratos do que Portugal. Agualusa diz ainda que Angola "tem mais a ganhar com a existência de uma ortografia única do que Portugal ou o Brasil", porque o país não produz livros mas precisa "desesperadamente deles".
Agualusa aponta ainda como razões para a demora na activação do acordo a "confusão" entre ortografia, as regras de escrita e linguagem, resumindo que o acordo tem por objectivo a existência de "uma única ortografia" no espaço de língua portuguesa, sendo "absurdo" pensar-se em unificar as diferentes variantes da língua. O autor aponta ainda o dedo a um "enraizado sentimento imperial" de Portugal em relação à língua para o protelamento de uma decisão. E, contrariando esta possibilidade, diz que a História nega este sentimento porque "a língua portuguesa formou-se fora do espaço geográfico onde se situa Portugal - na Galiza". "Por outro lado, a língua portuguesa tem sido sempre, ao longo dos séculos, uma criação colectiva de portugueses, africanos, brasileiros e povos asiáticos", aponta.
CPLP: David Birmingham dá milhares de livros a centro de estudos africanos
O primeiro grande historiador da África lusófona, David Birmingham, doou recentemente a maior parte dos seus livros à Biblioteca Central de Estudos Africanos (BCEA), sediada no ISCTE, em Lisboa, com o qual colabora esporadicamente.
Birmingham, considerado o mais importante investigador na moderna historiografia angolana, escreveu pela primeira vez a história desse país de uma forma científica, até então a cargo de autodidactas, administradores coloniais e outros. A sua investigação teve a particularidade de incluir um novo olhar sobre os africanos, influenciando de forma determinante a formação de jovens investigadores de várias nacionalidades, que, a partir dos anos 60, começaram a dedicar-se à história das antigas colónias europeias.
O historiador britânico colocou à disposição da BCEA mais de mil livros, à excepção de obras sobre Angola, sobre a qual se especializou.
O centro lidera o projecto BCEA, reunindo não só obras respeitantes aos países africanos lusófonos, mas de todo o continente. "Já temos oito mil livros com acervo alargado a todos os países africanos. O interesse é desenvolver exactamente a perspectiva não apenas das ex-colónias e da lusofonia, mas abrangendo os outros países", especifica o coordenador Manuel João Ramos, "evitando que os alunos tenham de se deslocar para França ou Inglaterra para prosseguir os seus estudos".
O centro vai entrar no projecto Connecting Africa quando arrancar a "criação de um acervo digital partilhável a nível internacional", realça Clara Carvalho, presidente do Centro de Estudos Africanos (CEA). Nesta rede europeia estão articuladas bibliotecas e arquivos holandeses e belgas. Posteriormente, estas unidades ficarão ligadas em rede com as bibliotecas africanas, nomeadamente com os maiores centros de promoção da investigação, como o CODESRIA, sediado em Dakar, no Senegal. A partir de Março será possível divulgar on-line as publicações do CEA, em particular a revista Cadernos de Estudos Africanos, além de se iniciar, também este ano, a publicação em Inglaterra de uma colecção monográfica dirigida pelo CEA, African Vistas, pela editora Sean Kingston.
Birmingham, considerado o mais importante investigador na moderna historiografia angolana, escreveu pela primeira vez a história desse país de uma forma científica, até então a cargo de autodidactas, administradores coloniais e outros. A sua investigação teve a particularidade de incluir um novo olhar sobre os africanos, influenciando de forma determinante a formação de jovens investigadores de várias nacionalidades, que, a partir dos anos 60, começaram a dedicar-se à história das antigas colónias europeias.
O historiador britânico colocou à disposição da BCEA mais de mil livros, à excepção de obras sobre Angola, sobre a qual se especializou.
O centro lidera o projecto BCEA, reunindo não só obras respeitantes aos países africanos lusófonos, mas de todo o continente. "Já temos oito mil livros com acervo alargado a todos os países africanos. O interesse é desenvolver exactamente a perspectiva não apenas das ex-colónias e da lusofonia, mas abrangendo os outros países", especifica o coordenador Manuel João Ramos, "evitando que os alunos tenham de se deslocar para França ou Inglaterra para prosseguir os seus estudos".
O centro vai entrar no projecto Connecting Africa quando arrancar a "criação de um acervo digital partilhável a nível internacional", realça Clara Carvalho, presidente do Centro de Estudos Africanos (CEA). Nesta rede europeia estão articuladas bibliotecas e arquivos holandeses e belgas. Posteriormente, estas unidades ficarão ligadas em rede com as bibliotecas africanas, nomeadamente com os maiores centros de promoção da investigação, como o CODESRIA, sediado em Dakar, no Senegal. A partir de Março será possível divulgar on-line as publicações do CEA, em particular a revista Cadernos de Estudos Africanos, além de se iniciar, também este ano, a publicação em Inglaterra de uma colecção monográfica dirigida pelo CEA, African Vistas, pela editora Sean Kingston.
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Coimbra: Empresas celebram 20 anos "com um pé" no iParque
A Cnotinfor, que em 2007 entrou no mercado da Índia, e o Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro (CTCV) aderem à Coimbra Inovação Parque (iParque) no momento em que as duas entidades nascidas em Coimbra assinalam 20 anos de actividade.
A Cnotinfor, o CTCV, a MediaPrimer, a Wit-Software e a BetterSoft são apresentadas hoje, na Câmara de Coimbra, como as cinco primeiras empresas-âncora da iParque.
O gerente Secundino Correia, disse hoje que a empresa decidiu assinar o protocolo com a iParque para ocupação de um lote no parque industrial e tecnológico de Antanhol para ali tirar partido de "um ambiente propício à inovação". A empresa desenvolve actividade na área da aprendizagem enriquecida pela tecnologia, aposta em diferentes áreas de negócio, como o software educativo, tecnologias interactivas e formação.
Além de trabalhar para o mercado nacional, tem também interesses comerciais no Brasil (1995), Reino Unido (2001), Espanha e Índia, ambos desde 2007.
Prepara agora uma "entrada sustentada" em África, designadamente nos países de língua oficial portuguesa e inglesa.
A empresa, que completa este ano duas décadas de existência, celebrou o primeiro contrato para o mercado indiano quando da visita do Presidente da República, Cavaco Silva, àquele país, em 2007, que visa a inclusão de software educativo em computadores de baixo custo.
Criado em 1987, em Coimbra, também o CTCV assinala 20 anos com a sua instalação parcial nos terrenos do iParque. "Atingimos a maioridade e esta era uma oportunidade que procurávamos há muito para expandirmos as nossas actividades", afirmou o director-geral Alcântara Gonçalves. Esta instituição de utilidade pública sem fins lucrativos emprega cerca de 60 pessoas.
Foi criada para assegurar apoio técnico e promoção tecnológica das indústrias nacionais da fileira da construção e do habitat. Cabe-lhe ainda promover o desenvolvimento e a qualidade dos produtos e respectivos processos industriais "numa óptica sustentável".
Recordando que a cidade perdeu nos últimos anos "uma parte importante daquilo que era o seu tecido industrial", o director-geral considera que o iParque "pode ser a possibilidade de Coimbra inverter" essa tendência. "Podemos criar riqueza em Coimbra com incorporação conhecimento que tem valor acrescentado", acentuou Gonçalves.
A Cnotinfor, o CTCV, a MediaPrimer, a Wit-Software e a BetterSoft são apresentadas hoje, na Câmara de Coimbra, como as cinco primeiras empresas-âncora da iParque.
O gerente Secundino Correia, disse hoje que a empresa decidiu assinar o protocolo com a iParque para ocupação de um lote no parque industrial e tecnológico de Antanhol para ali tirar partido de "um ambiente propício à inovação". A empresa desenvolve actividade na área da aprendizagem enriquecida pela tecnologia, aposta em diferentes áreas de negócio, como o software educativo, tecnologias interactivas e formação.
Além de trabalhar para o mercado nacional, tem também interesses comerciais no Brasil (1995), Reino Unido (2001), Espanha e Índia, ambos desde 2007.
Prepara agora uma "entrada sustentada" em África, designadamente nos países de língua oficial portuguesa e inglesa.
A empresa, que completa este ano duas décadas de existência, celebrou o primeiro contrato para o mercado indiano quando da visita do Presidente da República, Cavaco Silva, àquele país, em 2007, que visa a inclusão de software educativo em computadores de baixo custo.
Criado em 1987, em Coimbra, também o CTCV assinala 20 anos com a sua instalação parcial nos terrenos do iParque. "Atingimos a maioridade e esta era uma oportunidade que procurávamos há muito para expandirmos as nossas actividades", afirmou o director-geral Alcântara Gonçalves. Esta instituição de utilidade pública sem fins lucrativos emprega cerca de 60 pessoas.
Foi criada para assegurar apoio técnico e promoção tecnológica das indústrias nacionais da fileira da construção e do habitat. Cabe-lhe ainda promover o desenvolvimento e a qualidade dos produtos e respectivos processos industriais "numa óptica sustentável".
Recordando que a cidade perdeu nos últimos anos "uma parte importante daquilo que era o seu tecido industrial", o director-geral considera que o iParque "pode ser a possibilidade de Coimbra inverter" essa tendência. "Podemos criar riqueza em Coimbra com incorporação conhecimento que tem valor acrescentado", acentuou Gonçalves.
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Plano português sobre energias renováveis gera interesse e curiosidade em Inglaterra
BBC em Portugal para fazer reportagem sobre as metas do Governo para 2010.
Uma equipa da televisão inglesa BBC 2 deslocou-se no passado domingo à foz do rio Tua para efectuar uma reportagem sobre a futura barragem, incluída num trabalho mais amplo a pretexto das metas do Governo português para o uso das energias renováveis nos próximos anos.
Em 2007, Portugal comprometeu-se com novas metas para as energias renováveis até 2010, subindo de 39 para 45% a comparticipação da energia eléctrica verde e de 5,75 para 10% nos biocombustíveis. Os novos objectivos, pela sua ambição, têm suscitado interesse e curiosidade em Inglaterra; e, segundo um dos elementos da equipa da BBC, a reportagem que estão a fazer pretende responder a várias perguntas:
"Por que razão as metas apresentadas pelos portugueses para o uso de energias renováveis são substancialmente superiores às dos ingleses (10%) e à grande maioria dos países da União Europeia? Os objectivos são ou não exequíveis? O que é que os outros países podem extrair de positivo deste plano? Existem pressões de organizações e entidades na execução dos projectos, ou, pelo contrário, tem havido aceitação e compreensão das populações? Os aspectos ambientais vão ser respeitados?"
A escolha da futura barragem do Tua para este trabalho tem a ver com a controvérsia que a sua construção tem gerado e da oposição que grupos ambientalistas têm expressado, tanto em Portugal como junto de estâncias europeias. Um dos aspectos que os jornalistas britânicos, compararam entre a realidade inglesa e a portuguesa, foi a rapidez do processo. Este tipo de empreendimentos no Reino Unido costuma merecer uma ampla e minuciosa discussão pública e a morosidade deste tipo de projectos é à partida assumida e aceite por todas as partes envolvidas.
Uma equipa da televisão inglesa BBC 2 deslocou-se no passado domingo à foz do rio Tua para efectuar uma reportagem sobre a futura barragem, incluída num trabalho mais amplo a pretexto das metas do Governo português para o uso das energias renováveis nos próximos anos.
Em 2007, Portugal comprometeu-se com novas metas para as energias renováveis até 2010, subindo de 39 para 45% a comparticipação da energia eléctrica verde e de 5,75 para 10% nos biocombustíveis. Os novos objectivos, pela sua ambição, têm suscitado interesse e curiosidade em Inglaterra; e, segundo um dos elementos da equipa da BBC, a reportagem que estão a fazer pretende responder a várias perguntas:
"Por que razão as metas apresentadas pelos portugueses para o uso de energias renováveis são substancialmente superiores às dos ingleses (10%) e à grande maioria dos países da União Europeia? Os objectivos são ou não exequíveis? O que é que os outros países podem extrair de positivo deste plano? Existem pressões de organizações e entidades na execução dos projectos, ou, pelo contrário, tem havido aceitação e compreensão das populações? Os aspectos ambientais vão ser respeitados?"
A escolha da futura barragem do Tua para este trabalho tem a ver com a controvérsia que a sua construção tem gerado e da oposição que grupos ambientalistas têm expressado, tanto em Portugal como junto de estâncias europeias. Um dos aspectos que os jornalistas britânicos, compararam entre a realidade inglesa e a portuguesa, foi a rapidez do processo. Este tipo de empreendimentos no Reino Unido costuma merecer uma ampla e minuciosa discussão pública e a morosidade deste tipo de projectos é à partida assumida e aceite por todas as partes envolvidas.
Acordo entre a UE e a Sérvia já não será assinado amanhã
A Comissão Europeia disse hoje que o acordo de cooperação entre a União Europeia (UE) e a Sérvia não será assinado amanhã e lamentou a "obstrução" à assinatura deste acordo do primeiro-ministro sérvio, Vojislav Kostunica.
O Comissário para o Alargamento, Olli Rehn, afirmou: "Espero que estes problemas possam ser resolvidos rapidamente. Mas devo dizer que lamento muito o adiamento desta assinatura (...) lamento profundamente a obstrução de alguns políticos em Belgrado, que não ouviram a voz do povo sérvio, que se pronunciou a favor do futuro europeu da Sérvia".
A UE tinha proposto a 28 de Janeiro, alguns dias antes da segunda volta das eleições presidenciais na Sérvia, que este acordo fosse assinado a 7 de Fevereiro em Bruxelas. Mas, após a reeleição, no domingo passado, do Presidente pró-europeu Boris Tadic e a "luz verde" jurídica da UE na segunda-feira a uma missão encarregue de acompanhar a independência da província sérvia do Kosovo, Kostunica considerou este acordo uma "burla". Recusou reunir o governo para aprovar a assinatura de um acordo que, na opinião de Kostunica, só pretende obter da Sérvia "o consentimento à independência do Kosovo", à qual os dirigentes sérvios sempre se opuseram.
Seis países da UE - Eslováquia, Chipre, Grécia, Espanha, Bulgária e a Roménia - opõem-se a um reconhecimento imediato do Kosovo, enquanto a maioria dos membros da UE e os Estados Unidos estão prontos a reconhecer a independência.
O Comissário para o Alargamento, Olli Rehn, afirmou: "Espero que estes problemas possam ser resolvidos rapidamente. Mas devo dizer que lamento muito o adiamento desta assinatura (...) lamento profundamente a obstrução de alguns políticos em Belgrado, que não ouviram a voz do povo sérvio, que se pronunciou a favor do futuro europeu da Sérvia".
A UE tinha proposto a 28 de Janeiro, alguns dias antes da segunda volta das eleições presidenciais na Sérvia, que este acordo fosse assinado a 7 de Fevereiro em Bruxelas. Mas, após a reeleição, no domingo passado, do Presidente pró-europeu Boris Tadic e a "luz verde" jurídica da UE na segunda-feira a uma missão encarregue de acompanhar a independência da província sérvia do Kosovo, Kostunica considerou este acordo uma "burla". Recusou reunir o governo para aprovar a assinatura de um acordo que, na opinião de Kostunica, só pretende obter da Sérvia "o consentimento à independência do Kosovo", à qual os dirigentes sérvios sempre se opuseram.
Seis países da UE - Eslováquia, Chipre, Grécia, Espanha, Bulgária e a Roménia - opõem-se a um reconhecimento imediato do Kosovo, enquanto a maioria dos membros da UE e os Estados Unidos estão prontos a reconhecer a independência.
Ucrânia entrou hoje formalmente para a OMC
A Ucrânia entrou hoje formalmente para a Organização Mundial do Comércio (OMC), depois de a sua candidatura ter sido aprovada pelo conselho geral da organização e de 15 anos de árduas negociações.
A Ucrânia é o segundo país mais povoado da Europa de Leste, com 47 milhões de habitantes, mas apesar dos 15 anos de difíceis negociações, acabou de entrar para a OMC, antes mesmo da Rússia e do Casaquistão, as duas outras grandes economias da ex-União Soviética.
O acesso de Kiev como membro número 152 será formalizado 30 dias depois da ratificação pelo parlamento ucraniano.
O presidente ucraniano, Victor Yúschecko, deslocou-se especialmente a Genebra para assistir ao acto e assinar ele próprio a entrada do seu país naquela organização internacional.
À excepção de 2005, o PIB da Ucrânia cresceu nos últimos cinco anos acima dos 7,8%.
A Ucrânia é ainda membro do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM) desde 1992.
E o próximo passo é a entrada na UE.
A Ucrânia é o segundo país mais povoado da Europa de Leste, com 47 milhões de habitantes, mas apesar dos 15 anos de difíceis negociações, acabou de entrar para a OMC, antes mesmo da Rússia e do Casaquistão, as duas outras grandes economias da ex-União Soviética.
O acesso de Kiev como membro número 152 será formalizado 30 dias depois da ratificação pelo parlamento ucraniano.
O presidente ucraniano, Victor Yúschecko, deslocou-se especialmente a Genebra para assistir ao acto e assinar ele próprio a entrada do seu país naquela organização internacional.
À excepção de 2005, o PIB da Ucrânia cresceu nos últimos cinco anos acima dos 7,8%.
A Ucrânia é ainda membro do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM) desde 1992.
E o próximo passo é a entrada na UE.
"No MIT houve quem perguntasse 'porquê Portugal?'"
Mais de um ano depois de a parceria com o MIT ter sido lançada, o responsável português faz o balanço. Paulo Ferrão diz que o dinheiro pago à escola americana "não é um exagero" e que as desconfianças iniciais já não existem.
"Na altura [em que se começou a negociar a parceria], houve quem pusesse em causa o porquê de fazer uma parceria com Portugal. Isto dentro do MIT. Perguntava-se 'por que não fazer uma parceria com uma Alemanha?'", afirmou o responsável em entrevista ao Jornal de Negócios.
"Na altura [em que se começou a negociar a parceria], houve quem pusesse em causa o porquê de fazer uma parceria com Portugal. Isto dentro do MIT. Perguntava-se 'por que não fazer uma parceria com uma Alemanha?'", afirmou o responsável em entrevista ao Jornal de Negócios.
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Roménia recusa reconhecer a independência do Kosovo
O presidente romeno reafirmou hoje a recusa do seu país de reconhecer o Kosovo quando a província sérvia declarar a independência, considerando que o reconhecimento daria uma "mensagem" errada às minorias e constituiria um desvio ao direito internacional.
"O meu país não poderá reconhecer uma declaração de independência do Kosovo, qualquer que seja o nível..., seja uma independência coordenada ou unilateralmente declarada" , indicou Traian Basescu durante uma conferência em Bruxelas.
"Que mensagem estamos nós a enviar às sociedades multi-étnicas ou outros Estados confrontados com problemas étnicos ou conflitos congelados" , questionou ainda Basescu, cujo país será o anfitrião da cimeira da NATO do início de Abril.
Roménia, Espanha, Grécia, Bulgária, Eslováquia e Chipre, são os países da União Europeia (UE) que recusam reconhecer a declaração de independência do Kosovo esperada para Fevereiro, talvez na sessão inaugural do Parlamento kosovar a 6 de Fevereiro.
Tal como os Estados Unidos, a maioria dos 27 está disposta a reconhecer uma declaração de independência que considera inelutável depois do fracasso das negociações entre sérvios e kosovares em Dezembro.
Os diplomatas da UE esforçam-se desde então para "coordenar" esta declaração com o primeiro-ministro kosovar Hashim Thaçi.
Apesar de oficialmente ainda fazer parte da Sérvia, o Kosovo é administrado pela ONU e patrulhado pelas tropas da NATO desde 1999.
O abrir da caixa de Pandora...
"O meu país não poderá reconhecer uma declaração de independência do Kosovo, qualquer que seja o nível..., seja uma independência coordenada ou unilateralmente declarada" , indicou Traian Basescu durante uma conferência em Bruxelas.
"Que mensagem estamos nós a enviar às sociedades multi-étnicas ou outros Estados confrontados com problemas étnicos ou conflitos congelados" , questionou ainda Basescu, cujo país será o anfitrião da cimeira da NATO do início de Abril.
Roménia, Espanha, Grécia, Bulgária, Eslováquia e Chipre, são os países da União Europeia (UE) que recusam reconhecer a declaração de independência do Kosovo esperada para Fevereiro, talvez na sessão inaugural do Parlamento kosovar a 6 de Fevereiro.
Tal como os Estados Unidos, a maioria dos 27 está disposta a reconhecer uma declaração de independência que considera inelutável depois do fracasso das negociações entre sérvios e kosovares em Dezembro.
Os diplomatas da UE esforçam-se desde então para "coordenar" esta declaração com o primeiro-ministro kosovar Hashim Thaçi.
Apesar de oficialmente ainda fazer parte da Sérvia, o Kosovo é administrado pela ONU e patrulhado pelas tropas da NATO desde 1999.
O abrir da caixa de Pandora...
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