Um grupo de jornalistas da imprensa italiana chega hoje a Lisboa para entrevistar o escritor José Rodrigues dos Santos e conhecer os cenários do seu livro A Fórmula de Deus (ed. Gradiva, vendeu até agora 135 mil exemplares em Portugal), que será lançado nos próximos dias em Itália, com o título Einstein e la Formula di Dio, pela editora italiana de Romana Petri, a Cavallo di Ferro.
Na próxima semana será a vez de a imprensa americana fazer um périplo com o autor português. A obra O Codex 632 (ed. Gradiva, vendeu 160 mil exemplares em Portugal e já foi editado em Espanha, Itália e Brasil) será publicada em Abril pela William Morrow, uma prestigiada editora do grupo HarperCollins. O romance que questiona a possível origem portuguesa de Cristóvão Colombo vai levar o grupo de nove jornalistas americanos (do The New York Post, do The Los Angeles Times, da Time Out e da Publishers Weekly, entre outros) a passear por Lisboa, Sintra e Tomar.
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
Opinião
"Alexandre Herculano, o maior "intelectual" do liberalismo, que passara pelo exílio e combatera no cerco do Porto, deixou, já em agonia, um último juízo sobre a Pátria: "Isto dá vontade de morrer."
Por Vasco Pulido Valente
Por Vasco Pulido Valente
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
Portugal-Venezuela: Petróleo por Leite !!
A Venezuela poderá vender a Portugal petróleo, que Lisboa pagará com bens e serviços, nomeadamente leite, revelou o ministro de Energia e Petróleo da Venezuela, Rafael Ramírez.
A troca deverá ser incluída num acordo de cooperação de cooperação económica e energética a assinar durante a visita à Venezuela do primeiro-ministro português, José Sócrates.
Caracas está à espera que Lisboa confirme a data da visita de José Sócrates para poder materializar o acordo de cooperação entre ambos governos, revelou o ministro Ramírez.
A troca deverá ser incluída num acordo de cooperação de cooperação económica e energética a assinar durante a visita à Venezuela do primeiro-ministro português, José Sócrates.
Caracas está à espera que Lisboa confirme a data da visita de José Sócrates para poder materializar o acordo de cooperação entre ambos governos, revelou o ministro Ramírez.
Aeroporto Sá Carneiro o melhor da Europa em 2007
A notícia surge na edição desta quinta-feira do Jornal de Notícias, com o diário a acrescentar que a aerogare internacional do Porto foi ainda distinguida como a quarta melhor do mundo, no que diz respeito a aeroportos com menos de cinco milhões de passageiros.
A classificação do Conselho Internacional dos Aeroportos tem como base 200 mil inquéritos a passageiros, que avaliaram 34 parâmetros de serviço, desde o check-in até ao embarque no avião.
Num ano em que conheceu a maior enchente de sempre, atingindo cerca de quatro milhões de passageiros (mais 17% do que em 2006), e em que foram batidos todos os recordes de turismo na região, o aeroporto de Francisco Sá Carneiro conseguiu subir na classificação elaborada anualmente.
Em 2006, tinha sido considerado o terceiro melhor da Europa.
A classificação do Conselho Internacional dos Aeroportos tem como base 200 mil inquéritos a passageiros, que avaliaram 34 parâmetros de serviço, desde o check-in até ao embarque no avião.
Num ano em que conheceu a maior enchente de sempre, atingindo cerca de quatro milhões de passageiros (mais 17% do que em 2006), e em que foram batidos todos os recordes de turismo na região, o aeroporto de Francisco Sá Carneiro conseguiu subir na classificação elaborada anualmente.
Em 2006, tinha sido considerado o terceiro melhor da Europa.
Calçado português desafiado a organizar evento especial na Feira de Milão
O presidente da Feira de Milão, Claudio Artusi, desafiou ontem a comitiva portuguesa a organizar, numa das próximas edições da Micam - a mostra italiana de calçado que é também a mais importante no contexto europeu -, um evento especial dedicado ao país que, depois da Espanha, tem neste certame a segunda maior delegação estrangeira (80 empresas representadas).
O desafio foi aceite e endereçado aos empresários pelo ministro da Economia. Manuel Pinho admitiu até propor aos representantes do sector do mobiliário que realizem também uma iniciativa especial em Milão, que descreveu como a capital do design. O design italiano é reconhecido em todo o mundo, e o ministro tentou até brincar com o assunto, dizendo aos jornalistas que tinha pensado passar por Milão para comprar sapatos made in Italy, ideia que deixou de parte, continuou, por ter ficado "impressionado" com a qualidade da produção portuguesa representada na Micam.
O ministro gostou mesmo foi de ouvir da boca dos empresários com quem contactou previsões de crescimento para 2008 que, imunes ao anunciado abrandamento económico mundial, ultrapassam, em muito, as expectativas macroeconómicas do país. No cosmopolitismo de Milão, estão representadas marcas que tratam os mercados internacionais por tu - sendo que o sector, como se sabe, exporta já 90% do que produz - e que estão na Micam a procura de novos contratos de exportação.
Apesar de alguma desilusão com o facto de a feira ter sido transferida de Março para Fevereiro, o que, admitia-se, poderá ter afastado alguns visitantes, o ambiente, pelo menos à passagem de Manuel Pinho, era positivo, com empresários a atirar-se a crescimentos na ordem dos 10, 20 ou até 30%, como é o caso da Silvia Rebatto, marca de sapatos para mulher cuja representante, Miriam Silva, interrompeu uma profícua conversa com uma comitiva de japoneses para receber o ministro.
Pela amostra representada na Micam, Pinho não teve pejo em usar a palavra "pujança" para descrever o ambiente no sector do calçado. O ministro esteve quase a sair da feira sem ouvir uma queixa, e o único desabafo que escutou soou mais a desafio: Marcelo Santos criou há cinco anos, com sucesso, uma marca para mulher, a Softwaves, e lembrou a Pinho que, nesta área, "falta gente com competências técnicas, no design e no marketing. Faltam pessoas com força e atitude", avisou o empresário, um dos poucos que, admitindo expandir os seus negócios este ano, evitou avançar com uma meta concreta, refugiando-se nos desafios, que, notou, "são mais do que muitos".
O desafio foi aceite e endereçado aos empresários pelo ministro da Economia. Manuel Pinho admitiu até propor aos representantes do sector do mobiliário que realizem também uma iniciativa especial em Milão, que descreveu como a capital do design. O design italiano é reconhecido em todo o mundo, e o ministro tentou até brincar com o assunto, dizendo aos jornalistas que tinha pensado passar por Milão para comprar sapatos made in Italy, ideia que deixou de parte, continuou, por ter ficado "impressionado" com a qualidade da produção portuguesa representada na Micam.
O ministro gostou mesmo foi de ouvir da boca dos empresários com quem contactou previsões de crescimento para 2008 que, imunes ao anunciado abrandamento económico mundial, ultrapassam, em muito, as expectativas macroeconómicas do país. No cosmopolitismo de Milão, estão representadas marcas que tratam os mercados internacionais por tu - sendo que o sector, como se sabe, exporta já 90% do que produz - e que estão na Micam a procura de novos contratos de exportação.
Apesar de alguma desilusão com o facto de a feira ter sido transferida de Março para Fevereiro, o que, admitia-se, poderá ter afastado alguns visitantes, o ambiente, pelo menos à passagem de Manuel Pinho, era positivo, com empresários a atirar-se a crescimentos na ordem dos 10, 20 ou até 30%, como é o caso da Silvia Rebatto, marca de sapatos para mulher cuja representante, Miriam Silva, interrompeu uma profícua conversa com uma comitiva de japoneses para receber o ministro.
Pela amostra representada na Micam, Pinho não teve pejo em usar a palavra "pujança" para descrever o ambiente no sector do calçado. O ministro esteve quase a sair da feira sem ouvir uma queixa, e o único desabafo que escutou soou mais a desafio: Marcelo Santos criou há cinco anos, com sucesso, uma marca para mulher, a Softwaves, e lembrou a Pinho que, nesta área, "falta gente com competências técnicas, no design e no marketing. Faltam pessoas com força e atitude", avisou o empresário, um dos poucos que, admitindo expandir os seus negócios este ano, evitou avançar com uma meta concreta, refugiando-se nos desafios, que, notou, "são mais do que muitos".
Espaço aéreo Portugal pode perder o controlo do seu céu
Portugal corre o risco de deixar de controlar o seu espaço aéreo, já que esse serviço pode passar, em breve, a ser assegurado por uma entidade de controlo aéreo de qualquer país comunitário.
Com a entrada em vigor do Céu Único Europeu, decidido nas instâncias comunitárias e que marcou o início da interoperabilidade dos sistemas de controlo de tráfego no espaço comunitário, as empresas europeias de controlo aéreo poderão alargar as suas RIV (Regiões de Informação de Voo). O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações afirmou ontem querer que a NAV continue a ser a gestora do espaço aéreo português, uma possibilidade que poderá estar em causa com a liberalização do sector. Mário Lino explicou que os blocos actuais de gestão do espaço aéreo, responsabilidade de cada um dos países, terão de ser reconfigurados.
O início da concorrência no sector justifica também o contrato de gestão ontem firmado com a administração da NAV e que introduz objectivos anuais de eficiência operacional e produtividade em comparação com congéneres do Reino Unido, Irlanda, Alemanha, Áustria, Suécia e Suíça. Além destes, a NAV passa a ter ainda como objectivo uma remuneração do capital de 8% e de redução de custos, nomeadamente com o pessoal. No entanto, o presidente do conselho de administração afastou a possibilidade de iniciar qualquer processo de rescisões ou despedimentos. A NAV emprega 964 trabalhadores, para controlar uma das maiores regiões de voo do mundo, equivalente a 55 vezes a área de Portugal continental.
Com a entrada em vigor do Céu Único Europeu, decidido nas instâncias comunitárias e que marcou o início da interoperabilidade dos sistemas de controlo de tráfego no espaço comunitário, as empresas europeias de controlo aéreo poderão alargar as suas RIV (Regiões de Informação de Voo). O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações afirmou ontem querer que a NAV continue a ser a gestora do espaço aéreo português, uma possibilidade que poderá estar em causa com a liberalização do sector. Mário Lino explicou que os blocos actuais de gestão do espaço aéreo, responsabilidade de cada um dos países, terão de ser reconfigurados.
O início da concorrência no sector justifica também o contrato de gestão ontem firmado com a administração da NAV e que introduz objectivos anuais de eficiência operacional e produtividade em comparação com congéneres do Reino Unido, Irlanda, Alemanha, Áustria, Suécia e Suíça. Além destes, a NAV passa a ter ainda como objectivo uma remuneração do capital de 8% e de redução de custos, nomeadamente com o pessoal. No entanto, o presidente do conselho de administração afastou a possibilidade de iniciar qualquer processo de rescisões ou despedimentos. A NAV emprega 964 trabalhadores, para controlar uma das maiores regiões de voo do mundo, equivalente a 55 vezes a área de Portugal continental.
Portugal disputa um lugar na ONU
Portugal é candidato a um lugar não permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
A candidatura foi lançada há um ano e visa o biénio 2011-2012. A eleição em causa decorrerá numa reunião da Assembleia Geral da ONU no último trimestre de 2010. Portugal disputa um de dois lugares no chamado "grupo ocidental" (que reúne a América do Norte e a Europa, nomeadamente). Nesta candidatura, a diplomacia portuguesa enfrenta concorrência de peso: a Alemanha e o Canadá também querem ser nesse biénio membros não-permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
Este órgão tem cinco membros permanentes (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido) e dez não permanentes, eleitos de dois em dois anos. Actualmente são a África do Sul, Bélgica, Eslováquia, Gana, Indonésia, Itália, Panamá, Peru, Qatar e a República do Congo.
A última vez que Portugal teve assento no Conselho de Segurança foi no biénio 1997/1998. O primeiro-ministro era António Guterres. Jaime Gama ocupava a pasta dos Negócios Estrangeiros. António Monteiro, actualmente colocado em Paris, chefiava a representação portuguesa nas Nações Unidas. Timor, na altura ainda uma "província" que a Indonésia considerava sua, ocupava então um lugar de destaque na agenda diplomática portuguesa. Sob a égide, precisamente, da ONU, decorriam em Nova Iorque negociações entre Portugal e a Indonésia, iniciadas ainda no tempo dos governos de Cavaco Silva (era Deus Pinheiro ministro dos Negócios Estrangeiros). Ali Alatas, MNE indonésio, era o interlocutor de Jaime Gama.
Em Maio de 1998, precisamente no mesmo dia em que Portugal celebrava a inauguração da Expo-98, o Presidente Suharto da Indonésia deixou o cargo, "fulminado" por várias acusações de corrupção. O seu sucessor, Yussuf Habibie, abriu a porta a um referendo para a autodeterminação de Timor, que veio a ser realizar-se em Agosto de 1999, organizado pela ONU. Por uma margem esmagadora, os timorenses escolheram a via da independência.
A candidatura foi lançada há um ano e visa o biénio 2011-2012. A eleição em causa decorrerá numa reunião da Assembleia Geral da ONU no último trimestre de 2010. Portugal disputa um de dois lugares no chamado "grupo ocidental" (que reúne a América do Norte e a Europa, nomeadamente). Nesta candidatura, a diplomacia portuguesa enfrenta concorrência de peso: a Alemanha e o Canadá também querem ser nesse biénio membros não-permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
Este órgão tem cinco membros permanentes (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido) e dez não permanentes, eleitos de dois em dois anos. Actualmente são a África do Sul, Bélgica, Eslováquia, Gana, Indonésia, Itália, Panamá, Peru, Qatar e a República do Congo.
A última vez que Portugal teve assento no Conselho de Segurança foi no biénio 1997/1998. O primeiro-ministro era António Guterres. Jaime Gama ocupava a pasta dos Negócios Estrangeiros. António Monteiro, actualmente colocado em Paris, chefiava a representação portuguesa nas Nações Unidas. Timor, na altura ainda uma "província" que a Indonésia considerava sua, ocupava então um lugar de destaque na agenda diplomática portuguesa. Sob a égide, precisamente, da ONU, decorriam em Nova Iorque negociações entre Portugal e a Indonésia, iniciadas ainda no tempo dos governos de Cavaco Silva (era Deus Pinheiro ministro dos Negócios Estrangeiros). Ali Alatas, MNE indonésio, era o interlocutor de Jaime Gama.
Em Maio de 1998, precisamente no mesmo dia em que Portugal celebrava a inauguração da Expo-98, o Presidente Suharto da Indonésia deixou o cargo, "fulminado" por várias acusações de corrupção. O seu sucessor, Yussuf Habibie, abriu a porta a um referendo para a autodeterminação de Timor, que veio a ser realizar-se em Agosto de 1999, organizado pela ONU. Por uma margem esmagadora, os timorenses escolheram a via da independência.
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
Espectáculo que evoca Pessoa hoje na Universidade de Oxford
O espectáculo "Fernando Mil Pessoas Uma Musa e...", do encenador italiano Mario Fedele e baseado em textos de Fernando Pessoa, é apresentado esta quarta-feira, na Universidade de Oxford, no Reino Unido.
Acontecerá pelas 18:00 horas, no auditório St. John's College, é apresentado pela Leonor Alcácer Produções, sendo a resposta a um convite do Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões, presente naquele espaço académico, para conceber, criar, produzir e realizar um trabalho original sobre a obra de Pessoa.
A obra, produzida por Nuno Pinto Teixeira, conta com as interpretações da actriz Leonor Alcácer, da cantora Zi Plátano, da pianista Ana Rá e de Mario Fedele, como bailarino (Accademia Nazional Di Danza, Roma).
A apresentação em Inglaterra, "país grande na história literária e na representação dramática", justificam os promotores, está relacionada com a "oralidade da língua portuguesa e o seu valor na Lusofonia, assim como a universalidade da obra de Pessoa".
Acontecerá pelas 18:00 horas, no auditório St. John's College, é apresentado pela Leonor Alcácer Produções, sendo a resposta a um convite do Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões, presente naquele espaço académico, para conceber, criar, produzir e realizar um trabalho original sobre a obra de Pessoa.
A obra, produzida por Nuno Pinto Teixeira, conta com as interpretações da actriz Leonor Alcácer, da cantora Zi Plátano, da pianista Ana Rá e de Mario Fedele, como bailarino (Accademia Nazional Di Danza, Roma).
A apresentação em Inglaterra, "país grande na história literária e na representação dramática", justificam os promotores, está relacionada com a "oralidade da língua portuguesa e o seu valor na Lusofonia, assim como a universalidade da obra de Pessoa".
terça-feira, fevereiro 26, 2008
Sean Connery acredita numa Escócia independente
Durante anos esteve “ao serviço de sua Majestade”, mas Sean Connery não esconde que gostaria de ver a sua terra natal fora do domínio da Rainha Isabel II.
E até acredita que, em breve, pode regressar à Escócia, já que o actor, de 77 anos, havia referido que só voltaria ao seu país quando este fosse livre. Connery, o primeiro 007 da história do cinema, afirmou ao “Scottish Sunday Express” que a Escócia “está quase a tornar-se independente”, salientando que Alex Salmond, o primeiro-ministro do país, “é o melhor líder que alguma vez a Escócia teve”.
E até acredita que, em breve, pode regressar à Escócia, já que o actor, de 77 anos, havia referido que só voltaria ao seu país quando este fosse livre. Connery, o primeiro 007 da história do cinema, afirmou ao “Scottish Sunday Express” que a Escócia “está quase a tornar-se independente”, salientando que Alex Salmond, o primeiro-ministro do país, “é o melhor líder que alguma vez a Escócia teve”.
Comunidades portuguesas no estrangeiro "mais perto de casa"
Eduardo Gonçalves é um português entre "o povo da neve" - a tradução literal para a palavra kitimaat. A palavra em língua haisla deu origem depois a Kitimat, o nome da pequena cidade da British Columbia, colada ao Alasca. É ao encontro deste português e da comunidade de origem portuguesa naquelas paragens longínquas que vai o primeiro documentário da série Mais Perto de Casa, que a RTP exibe a partir de hoje.
Seguem-se Vancôver e, depois, também em português, Goa, na Índia. "Os primeiros portugueses chegaram a Kitimat em meados do século XX, a cidade começava a nascer", lembra o realizador Carlos Brandão Lucas na sinopse do primeiro documentário que assina e que a RTP exibe hoje em horário nobre, logo a seguir ao Telejornal, quando forem 21h00.
Brandão Lucas, angolano, historiador, é um homem da rádio que se estreou na realização de documentários com o programa Totobola, que mostrou o coração de Portugal e as suas tradições durante a década de 1980. "Já lá vão mais de 250 documentários", recorda.
"Estou surpreendido e agradado pelo facto de estes documentários poderem ser vistos em Portugal", lembra, invocando a aposta da RTP nesta área, com o trabalho feito no último ano Portugal, Um Retrato Social, de António Barreto e Joana Pontes.
Em Mais Perto de Casa Brandão Lucas e Marina Brandão Lucas, produtora, que se consideram dois globetrotters, vão ao encontro das raízes portuguesas no mundo. "A casa aqui pode ser a língua portuguesa, que é o elo que nos une", sugere Marina, que encontrou no Canadá a extrema devoção das festas religiosas açorianas. "O espírito santo agarra-se-lhes à pele, como uma carraça." A produtora visitou em Goa, no Monte Sagrado, a Igreja da Madre de Deus. Ali há quem veja no ensino da língua portuguesa o elo que os prende a uma cultura de que ouviram falar toda a vida.
Seguem-se Vancôver e, depois, também em português, Goa, na Índia. "Os primeiros portugueses chegaram a Kitimat em meados do século XX, a cidade começava a nascer", lembra o realizador Carlos Brandão Lucas na sinopse do primeiro documentário que assina e que a RTP exibe hoje em horário nobre, logo a seguir ao Telejornal, quando forem 21h00.
Brandão Lucas, angolano, historiador, é um homem da rádio que se estreou na realização de documentários com o programa Totobola, que mostrou o coração de Portugal e as suas tradições durante a década de 1980. "Já lá vão mais de 250 documentários", recorda.
"Estou surpreendido e agradado pelo facto de estes documentários poderem ser vistos em Portugal", lembra, invocando a aposta da RTP nesta área, com o trabalho feito no último ano Portugal, Um Retrato Social, de António Barreto e Joana Pontes.
Em Mais Perto de Casa Brandão Lucas e Marina Brandão Lucas, produtora, que se consideram dois globetrotters, vão ao encontro das raízes portuguesas no mundo. "A casa aqui pode ser a língua portuguesa, que é o elo que nos une", sugere Marina, que encontrou no Canadá a extrema devoção das festas religiosas açorianas. "O espírito santo agarra-se-lhes à pele, como uma carraça." A produtora visitou em Goa, no Monte Sagrado, a Igreja da Madre de Deus. Ali há quem veja no ensino da língua portuguesa o elo que os prende a uma cultura de que ouviram falar toda a vida.
Dulce Pontes actua em Moscovo a 1 de Março
Dulce Pontes actua em Moscovo pela primeira vez, na Casa Internacional da Música, no próximo dia 1 de Março, foi hoje anunciado.
"Será a primeira vez que cantarei em Moscovo. Este ano estive já na Bulgária, onde fui muito bem recebida. Na Rússia actuarei com a minha banda e irei apresentar essencialmente os temas do meu último álbum, O coração tem três portas", disse a artista.
Agendados estão também espectáculos noutros países, nomeadamente, dia 19, no México, no Festival Cultural de Zacatecas e dia 29 no Victoria Hall em Genebra.
"A minha empresa, a Ondeia, fez um acordo com espanhola Resistência, e a partir de Espanha estamos a fazer os diferentes contactos", precisou.
A intérprete de "Lusitânia paixão" indicou estar a "relançar" o álbum no mercado nacional depois do desaparecimento da editora Zona Musica, com a qual tinha feito o licenciamento inicial.
"Será a primeira vez que cantarei em Moscovo. Este ano estive já na Bulgária, onde fui muito bem recebida. Na Rússia actuarei com a minha banda e irei apresentar essencialmente os temas do meu último álbum, O coração tem três portas", disse a artista.
Agendados estão também espectáculos noutros países, nomeadamente, dia 19, no México, no Festival Cultural de Zacatecas e dia 29 no Victoria Hall em Genebra.
"A minha empresa, a Ondeia, fez um acordo com espanhola Resistência, e a partir de Espanha estamos a fazer os diferentes contactos", precisou.
A intérprete de "Lusitânia paixão" indicou estar a "relançar" o álbum no mercado nacional depois do desaparecimento da editora Zona Musica, com a qual tinha feito o licenciamento inicial.
Allgarve 2008 tem 4 milhões para promoção
O programa Allgarve 2008 contará este ano com um investimento de quatro milhões de euros e será apresentado em Março, no Porto, na Feira Algarve Convida. O presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), António Pina, adiantou que a marca Allgarve 2008 disporá de "3,5 milhões a quatro milhões de euros" e que a RTA disponibilizará mais "200 mil euros" para o evento - o triplo do que deu em 2007 -, para além do apoio logístico.
O programa de eventos Allgarve será apresentado no âmbito da feira de turismo Algarve Convida, que decorrerá no edifício da Alfândega entre 15 e 16 de Março. Sobre a deslocação este ano da feira para o Norte o presidente da RTA explica que não "se mudou de essência, mas sim de sítio" e que tem a ver com uma estratégia de "reforço na conquista de mercado interno". Actualmente, o número de turistas nacionais que visitam o Algarve representa 30% do total, mas Pina estima que, se a economia ajudar, se chegue aos 66% em cinco anos.
O Algarve Convida é uma feira exclusivamente dedicada à região algarvia como destino turístico e onde o visitante pode também comprar pacotes de férias com descontos que podem chegar aos 30%. A terceira edição da Algarve Convida, com um investimento total de 250 mil euros, realizar-se-á num fim-de-semana antes das férias da Páscoa, factor importante para obter um maior volume de negócio na venda directa ao público de pacotes de férias, acredita a RTA. A partir de 3 de Março arrancará uma campanha publicitária para promover a Algarve Convida que terá como suporte dezcarros e 50 autocarros em circulação no Porto, além de diversos meios de comunicação social, da Internet e de telemóveis, através de SMS. A campanha publicitária custará 130 mil euros.
O programa de eventos Allgarve será apresentado no âmbito da feira de turismo Algarve Convida, que decorrerá no edifício da Alfândega entre 15 e 16 de Março. Sobre a deslocação este ano da feira para o Norte o presidente da RTA explica que não "se mudou de essência, mas sim de sítio" e que tem a ver com uma estratégia de "reforço na conquista de mercado interno". Actualmente, o número de turistas nacionais que visitam o Algarve representa 30% do total, mas Pina estima que, se a economia ajudar, se chegue aos 66% em cinco anos.
O Algarve Convida é uma feira exclusivamente dedicada à região algarvia como destino turístico e onde o visitante pode também comprar pacotes de férias com descontos que podem chegar aos 30%. A terceira edição da Algarve Convida, com um investimento total de 250 mil euros, realizar-se-á num fim-de-semana antes das férias da Páscoa, factor importante para obter um maior volume de negócio na venda directa ao público de pacotes de férias, acredita a RTA. A partir de 3 de Março arrancará uma campanha publicitária para promover a Algarve Convida que terá como suporte dezcarros e 50 autocarros em circulação no Porto, além de diversos meios de comunicação social, da Internet e de telemóveis, através de SMS. A campanha publicitária custará 130 mil euros.
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Oeiras: Universidade inicia colaboração com Harvard e MIT
A Câmara de Oeiras (CMO) assina hoje nos Estados Unidos um protocolo para intercâmbio de experiências entre a Universidade Atlântica, a Universidade de Harvard e o Massachusetts Institute Technology (MIT), nas áreas da biotecnologia e nanotecnologia.
O acordo será formalizado em Cambridge, onde se localizam as duas instituições norte-americanas, com a presença do presidente da CMO, Isaltino Morais, e pelo mayor daquela cidade, Denise Simmons.
Segundo informação divulgada hoje pela câmara, a assinatura do protocolo viabiliza não só uma colaboração com duas universidades de referência mundial na área das novas tecnologias, como constitui também uma "janela de oportunidades" para o crescimento das empresas sedeadas no município.
A celebração do acordo é ainda um "primeiro passo" para a operacionalização da recém-criada Agência para a Internacionalização, Promoção e Desenvolvimento Empresarial e das Tecnologias de Oeiras (AITEC), destinada a projectar internacionalmente três núcleos concelhios ligados às tecnologias tropicais, de informação e da saúde.
O acordo será formalizado em Cambridge, onde se localizam as duas instituições norte-americanas, com a presença do presidente da CMO, Isaltino Morais, e pelo mayor daquela cidade, Denise Simmons.
Segundo informação divulgada hoje pela câmara, a assinatura do protocolo viabiliza não só uma colaboração com duas universidades de referência mundial na área das novas tecnologias, como constitui também uma "janela de oportunidades" para o crescimento das empresas sedeadas no município.
A celebração do acordo é ainda um "primeiro passo" para a operacionalização da recém-criada Agência para a Internacionalização, Promoção e Desenvolvimento Empresarial e das Tecnologias de Oeiras (AITEC), destinada a projectar internacionalmente três núcleos concelhios ligados às tecnologias tropicais, de informação e da saúde.
Irlanda está disposta a acolher rebeldes timorenses, diz La Sama
A Irlanda manifestou-se pronta para acolher os soldados rebeldes timorenses com o objectivo de resolver a crise em Timor, assegurou hoje o presidente interino Fernando "La Sama" de Araújo.
Esta oferta foi feira pelo ministro irlandês dos Negócios Estrangeiros, Dermot Ahern, de visita a Díli, indicou Araújo, que substitui temporariamente na liderança de Timor o presidente, José Ramos-Horta, gravemente ferido a tiro. “Ele (Ahern) disse que estavam prontos para receber os peticionários”, afirmou aos jornalistas Araújo. A Irlanda vai acolher os soldados amotinados que “desejem iniciar uma nova vida, como por exemplo no sector privado”, acrescentou o presidente interino timorense.
Um terço dos efectivos (peticionários) do exército timorense, cerca de 600 pessoas, desertou em 2006 dizendo-se vítima de discriminação. A reintegração na sociedade dos militares amotinados tem constituído um problema desde então e um núcleo duro desses soldados é acusado de destabilizar o país. A República da Irlanda pensa poder inspirar-se na sua experiência de resolução de conflitos na Irlanda do Norte para ajudar Timor. Timor faz parte de um grupo de nove países prioritários aos quais Dublin garante a sua assistência. Depois de uma vaga de confrontos entre Abril e Junho de 2006, polícias e soldados estrangeiros (entre os quais a GNR), em parte sob mandato da ONU, garantem a segurança em Timor, independente desde 2002. A presença das forças de segurança estrangeiras não impediu o duplo atentado que a 11 de Fevereiro visou o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, que escapou ileso, e o presidente Ramos-Horta, que ficou gravemente ferido e teve de ser evacuado para um hospital australiano.
in Notícias Lusófonas por Orlando Castro
Esta oferta foi feira pelo ministro irlandês dos Negócios Estrangeiros, Dermot Ahern, de visita a Díli, indicou Araújo, que substitui temporariamente na liderança de Timor o presidente, José Ramos-Horta, gravemente ferido a tiro. “Ele (Ahern) disse que estavam prontos para receber os peticionários”, afirmou aos jornalistas Araújo. A Irlanda vai acolher os soldados amotinados que “desejem iniciar uma nova vida, como por exemplo no sector privado”, acrescentou o presidente interino timorense.
Um terço dos efectivos (peticionários) do exército timorense, cerca de 600 pessoas, desertou em 2006 dizendo-se vítima de discriminação. A reintegração na sociedade dos militares amotinados tem constituído um problema desde então e um núcleo duro desses soldados é acusado de destabilizar o país. A República da Irlanda pensa poder inspirar-se na sua experiência de resolução de conflitos na Irlanda do Norte para ajudar Timor. Timor faz parte de um grupo de nove países prioritários aos quais Dublin garante a sua assistência. Depois de uma vaga de confrontos entre Abril e Junho de 2006, polícias e soldados estrangeiros (entre os quais a GNR), em parte sob mandato da ONU, garantem a segurança em Timor, independente desde 2002. A presença das forças de segurança estrangeiras não impediu o duplo atentado que a 11 de Fevereiro visou o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, que escapou ileso, e o presidente Ramos-Horta, que ficou gravemente ferido e teve de ser evacuado para um hospital australiano.
in Notícias Lusófonas por Orlando Castro
Xangai: Imprensa chinesa destaca vinhos portugueses
O maior jornal em língua inglesa de Xangai, centro económico e financeiro da China, põe hoje em destaque os vinhos portugueses poucas semanas depois de uma acção de promoção da Viniportugal na metrópole chinesa.
Com o título "O novo miúdo no bairro dos vendedores de vinho", o Shanghai Daily acolhe de braço abertos a acção que a associação para a promoção dos vinhos portugueses desenvolveu em Xangai a 1 de Fevereiro, afirmando mesmo que se tratou de "um gosto do que está para vir" no mercado chinês, onde "os amantes de vinho ainda sofrem alguma frustração com a pouca oferta disponível".
"O grupo veio trazer algo de diferente a esses paladares fatigados", diz o jornal.
O Shanghai Daily afirma também que os vinhos que a Viniportugal trouxe a Xangai são um acompanhamento "maravilhoso" para a culinária chinesa, dadas as suas características leves e frutadas.
O jornal, que destaca a oferta das marcas JPortugal Ramos (Conde de Vimioso 2005) e Finagra (Esporão Reserva 2005), guarda no entanto os maiores elogios para o moscatel de Favaios, que considera "excelente".
Com o título "O novo miúdo no bairro dos vendedores de vinho", o Shanghai Daily acolhe de braço abertos a acção que a associação para a promoção dos vinhos portugueses desenvolveu em Xangai a 1 de Fevereiro, afirmando mesmo que se tratou de "um gosto do que está para vir" no mercado chinês, onde "os amantes de vinho ainda sofrem alguma frustração com a pouca oferta disponível".
"O grupo veio trazer algo de diferente a esses paladares fatigados", diz o jornal.
O Shanghai Daily afirma também que os vinhos que a Viniportugal trouxe a Xangai são um acompanhamento "maravilhoso" para a culinária chinesa, dadas as suas características leves e frutadas.
O jornal, que destaca a oferta das marcas JPortugal Ramos (Conde de Vimioso 2005) e Finagra (Esporão Reserva 2005), guarda no entanto os maiores elogios para o moscatel de Favaios, que considera "excelente".
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
Portugal/França: armário do Airbus 340 construído em Setúbal
Uma empresa francesa, a Lauak, vai assinar hoje um contrato para produzir a partir de Agosto deste ano, nas antigas instalações da fábrica da Renault, em Setúbal, armários eléctricos para o avião Airbus 340.
Também no âmbito do mesmo contrato, espera-se que a empresa francesa inicie naquele espaço, no final de 2009, a montagem da deriva de aviões e de caudas para helicópteros.
A assinatura deste contrato de investimento, que terá lugar em Setúbal, no Sodiapark, coincide com a realização em Lisboa do III Encontro de Alto Nível entre os governos de Portugal e de França.
A Lauak assinará um contrato de arrendamento de uma área de 11.630 metros quadrados, que permitirá reocupar parcialmente, a partir de Agosto deste ano, as instalações da antiga fábrica da Renault.
Segundo fonte do executivo português, a assinatura deste acordo "representa um virar de página" neste parque em que estava instalada a antiga fábrica da Renault, "reforçando" a Península de Setúbal como "zona de localização de investimentos empresariais".
Também no âmbito do mesmo contrato, espera-se que a empresa francesa inicie naquele espaço, no final de 2009, a montagem da deriva de aviões e de caudas para helicópteros.
A assinatura deste contrato de investimento, que terá lugar em Setúbal, no Sodiapark, coincide com a realização em Lisboa do III Encontro de Alto Nível entre os governos de Portugal e de França.
A Lauak assinará um contrato de arrendamento de uma área de 11.630 metros quadrados, que permitirá reocupar parcialmente, a partir de Agosto deste ano, as instalações da antiga fábrica da Renault.
Segundo fonte do executivo português, a assinatura deste acordo "representa um virar de página" neste parque em que estava instalada a antiga fábrica da Renault, "reforçando" a Península de Setúbal como "zona de localização de investimentos empresariais".
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Estrangeiro: Ensino da língua portuguesa é precário
Os representantes dos 600 professores portugueses colocados no estrangeiro e que são pagos pelo Ministério da Educação (ME) português queixam-se de abandono por parte da tutela e de condições de vida precárias, provocadas pelo diploma que, em 2006, adoptou um regime que prevê a contratação de docentes dos países locais. Às críticas dos professores, junta-se também o descontentamento de comunidades portuguesas, que protestam contra a falta de ensino do português nos países de acolhimento.
A reforma deste ensino aponta para o fim do destacamento de professores, que passam a ser contratados através de um concurso, e para a obrigatoriedade de os docentes do quadro que sejam colocados no estrangeiro pedirem licença sem vencimento. Além disso, o ME privilegia o recrutamento de professores cuja formação académica tenha sido realizada no país em que concorrem e que estejam habilitados para a docência de Português.
O secretário-geral do Sindicato dos Professores das Comunidades Lusíadas acusa o Estado português de fazer pressão para que os países de acolhimento adoptem o ensino da língua portuguesa nos seus currículos - o que está dependente do interesses das escolas e da reunião de pelo menos 15 alunos para que uma turma seja constituída - de forma a fugirem ao pagamento de ordenados aos docentes. As comunidades portuguesas também se queixam da desvalorização do ensino do português no estrangeiro, que recebeu 37, 5 milhões de euros no orçamento de Estado de 2008.
Pensada há já dois anos, a passagem da gestão do ensino do português no estrangeiro, nos ensinos básico e secundário, para o Instituto Camões (Ministério dos Negócios Estrangeiros) ainda não se concretizou, continuando o ME, na prática, a gerir esses dossiês. No ano passado, essa mudança deu um passo mais, com a decisão do Governo de avançar para a solução com a assinatura das leis orgânicas. Mas a concretização dessa passagem depende de um diploma legal que ainda não saiu. O que significa que a transição total de dossiês, do ME para o Instituto Camões, que deveria estar completa já no início do próximo ano lectivo, nesta altura ainda não se iniciou sequer.
A reforma deste ensino aponta para o fim do destacamento de professores, que passam a ser contratados através de um concurso, e para a obrigatoriedade de os docentes do quadro que sejam colocados no estrangeiro pedirem licença sem vencimento. Além disso, o ME privilegia o recrutamento de professores cuja formação académica tenha sido realizada no país em que concorrem e que estejam habilitados para a docência de Português.
O secretário-geral do Sindicato dos Professores das Comunidades Lusíadas acusa o Estado português de fazer pressão para que os países de acolhimento adoptem o ensino da língua portuguesa nos seus currículos - o que está dependente do interesses das escolas e da reunião de pelo menos 15 alunos para que uma turma seja constituída - de forma a fugirem ao pagamento de ordenados aos docentes. As comunidades portuguesas também se queixam da desvalorização do ensino do português no estrangeiro, que recebeu 37, 5 milhões de euros no orçamento de Estado de 2008.
Pensada há já dois anos, a passagem da gestão do ensino do português no estrangeiro, nos ensinos básico e secundário, para o Instituto Camões (Ministério dos Negócios Estrangeiros) ainda não se concretizou, continuando o ME, na prática, a gerir esses dossiês. No ano passado, essa mudança deu um passo mais, com a decisão do Governo de avançar para a solução com a assinatura das leis orgânicas. Mas a concretização dessa passagem depende de um diploma legal que ainda não saiu. O que significa que a transição total de dossiês, do ME para o Instituto Camões, que deveria estar completa já no início do próximo ano lectivo, nesta altura ainda não se iniciou sequer.
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Maria de Medeiros nomeada "Artista da UNESCO para a Paz"
A actriz Maria de Medeiros foi nomeada "Artista UNESCO para a Paz" e é a primeira portuguesa a alcançar tal distinção, anunciou hoje o governo português.
A nomeação pretende tirar partido da "visibilidade, carisma, qualidade artística, polivalência, sensibilidade e empenho nas grandes causas do mundo contemporâneo demonstrados por Maria de Medeiros" para difundir os valores e as iniciativa da UNESCO junto do público português e internacional, diz um comunicado do Ministério português dos Negócios Estrangeiros.
"É sem dúvida uma grande honra para mim. Foi uma surpresa quando me contactaram, mas sinto um grande orgulho e também uma grande responsabilidade", declarou Maria de Medeiros.
"Estou seguro de que Maria de Medeiros valorizará e dignificará os altos valores da UNESCO em domínios tão diversos como a promoção da criatividade, das artes vivas, das indústria culturais e da educação artística", afirmou o director-geral da UNESCO, Koichiro Matsuura, que presidirá à cerimónia de nomeação, a 17 de Março em Paris.
A nomeação pretende tirar partido da "visibilidade, carisma, qualidade artística, polivalência, sensibilidade e empenho nas grandes causas do mundo contemporâneo demonstrados por Maria de Medeiros" para difundir os valores e as iniciativa da UNESCO junto do público português e internacional, diz um comunicado do Ministério português dos Negócios Estrangeiros.
"É sem dúvida uma grande honra para mim. Foi uma surpresa quando me contactaram, mas sinto um grande orgulho e também uma grande responsabilidade", declarou Maria de Medeiros.
"Estou seguro de que Maria de Medeiros valorizará e dignificará os altos valores da UNESCO em domínios tão diversos como a promoção da criatividade, das artes vivas, das indústria culturais e da educação artística", afirmou o director-geral da UNESCO, Koichiro Matsuura, que presidirá à cerimónia de nomeação, a 17 de Março em Paris.
Alentejo: Maior central solar do mundo operacional em Março
A maior central solar do mundo, em construção no concelho de Moura, deverá começar a funcionar em Março, num investimento de 237,6 milhões de euros para produzir energia "limpa" para a rede eléctrica nacional durante 25 anos.
A Central Solar Fotovoltaica de Amareleja, com uma capacidade instalada de 46,41 megawatts (MW) pico e 35 MW de potência de injecção na rede, está a ser construída num terreno de 250 hectares, perto daquela vila do concelho de Moura (Beja) e considerada a "terra mais quente de Portugal", devido aos recordes de temperatura máxima no Verão.
"Numa primeira fase, a central deverá começar a produzir e injectar energia na rede durante a primeira quinzena de Março, quando estiverem instalados os primeiros 2,5 MW", adiantou hoje Francisco Aleixo, director-geral da Amper Central Solar, empresa criada para construir e gerir a central e propriedade da Acciona, líder do mercado espanhol de energias renováveis.
Segue-se a instalação dos restantes MW "até ao final deste ano", altura em que a central deverá começar a funcionar em pleno, para produzir cerca de 93 mil MW de energia por ano, o suficiente para abastecer 30 mil habitações, acrescentou o responsável.
A Central Solar Fotovoltaica de Amareleja, com uma capacidade instalada de 46,41 megawatts (MW) pico e 35 MW de potência de injecção na rede, está a ser construída num terreno de 250 hectares, perto daquela vila do concelho de Moura (Beja) e considerada a "terra mais quente de Portugal", devido aos recordes de temperatura máxima no Verão.
"Numa primeira fase, a central deverá começar a produzir e injectar energia na rede durante a primeira quinzena de Março, quando estiverem instalados os primeiros 2,5 MW", adiantou hoje Francisco Aleixo, director-geral da Amper Central Solar, empresa criada para construir e gerir a central e propriedade da Acciona, líder do mercado espanhol de energias renováveis.
Segue-se a instalação dos restantes MW "até ao final deste ano", altura em que a central deverá começar a funcionar em pleno, para produzir cerca de 93 mil MW de energia por ano, o suficiente para abastecer 30 mil habitações, acrescentou o responsável.
Se o ridículo matasse a CPLP estaria morta
Aquela coisa inventada nos areópagos, bem comidos e bebidos, da política lusófona dos hotéis de luxo e que dá pelo nome de Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), vai enviar em breve (em breve, note-se) uma missão a Timor-Leste para ajudar na "rápida resolução" da crise que o país atravessa, anunciou hoje o presidente do Comité de Concertação Permanente da organização.
"Saiu um consenso sobre a necessidade do envio de uma missão da CPLP com a maior urgência possível", disse o embaixador Apolinário Mendes de Carvalho aos jornalistas em Lisboa, no final de uma reunião extraordinária do Comité de Concertação Permanente da CPLP. Vá lá. Mais de uma semana depois da crise já existe – é obra! – consenso sobre a necessidade. Não está mal.
De acordo com o diplomata da Guiné-Bissau, a missão da CPLP irá a Timor-Leste com dois objectivos: prestar solidariedade e ajudar na resolução da crise. Para isso era melhor não ir. Os timorenses têm a barriga cheia de solidariedade, embora vazia de alimentos. "A missão vai encetar diálogo entre o governo e as autoridades timorenses para a rápida resolução da crise", sublinhou o diplomata da CPLP. Será que ninguém diz a esta organização que é ridículo a quem não tem poder, a quem não tem peso, a quem não tem força, a quem não tem razão, a quem não tem legitimidade prática pôr-se em bicos de pés para dizer que faz o que não faz? Questionado sobre quando a missão irá a Timor-Leste, Apolinário Mendes de Carvalho disse que falta "alinhavar" alguns pormenores, mas adiantou que pode ser "na próxima semana". Sim. Na próxima ou na outra a seguir. É preciso escolher o melhor hotel de Díli e isso leva o seu tempo… Para o presidente do Comité de Concertação Permanente da CPLP, a estabilidade em Timor-Leste requer "o diálogo franco e construtivo entre os principais actores políticos" timorenses. Quem diria? E foi preciso reunir para chegar a essa conclusão? E foi preciso mais de uma semana para descobrir que o primeiro mês do ano é Janeiro? Se o ridículo matasse, e é pena que não mate mesmo, a CPLP há muito que tinha desaparecido.
Por Orlando Castro in Notícias Lusófonas
"Saiu um consenso sobre a necessidade do envio de uma missão da CPLP com a maior urgência possível", disse o embaixador Apolinário Mendes de Carvalho aos jornalistas em Lisboa, no final de uma reunião extraordinária do Comité de Concertação Permanente da CPLP. Vá lá. Mais de uma semana depois da crise já existe – é obra! – consenso sobre a necessidade. Não está mal.
De acordo com o diplomata da Guiné-Bissau, a missão da CPLP irá a Timor-Leste com dois objectivos: prestar solidariedade e ajudar na resolução da crise. Para isso era melhor não ir. Os timorenses têm a barriga cheia de solidariedade, embora vazia de alimentos. "A missão vai encetar diálogo entre o governo e as autoridades timorenses para a rápida resolução da crise", sublinhou o diplomata da CPLP. Será que ninguém diz a esta organização que é ridículo a quem não tem poder, a quem não tem peso, a quem não tem força, a quem não tem razão, a quem não tem legitimidade prática pôr-se em bicos de pés para dizer que faz o que não faz? Questionado sobre quando a missão irá a Timor-Leste, Apolinário Mendes de Carvalho disse que falta "alinhavar" alguns pormenores, mas adiantou que pode ser "na próxima semana". Sim. Na próxima ou na outra a seguir. É preciso escolher o melhor hotel de Díli e isso leva o seu tempo… Para o presidente do Comité de Concertação Permanente da CPLP, a estabilidade em Timor-Leste requer "o diálogo franco e construtivo entre os principais actores políticos" timorenses. Quem diria? E foi preciso reunir para chegar a essa conclusão? E foi preciso mais de uma semana para descobrir que o primeiro mês do ano é Janeiro? Se o ridículo matasse, e é pena que não mate mesmo, a CPLP há muito que tinha desaparecido.
Por Orlando Castro in Notícias Lusófonas
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