O presidente do Governo açoriano defendeu hoje uma maior aproximação política e institucional entre o arquipélago e o estado norte-americano de Massachusetts e um reforço das relações económicas e empresariais dos dois territórios.
Carlos César falava na abertura de uma sessão de trabalho com uma missão empresarial daquele estado, onde reside uma significativa comunidade emigrante, que está a visitar os Açores desde sábado. César salientou que, no quadro das relações transatlânticas, os Açores "desfrutam de um estatuto tendencialmente central e são uma referência incontornável e não negligenciável".
"Há relações históricas de maior intensidade emocional entre a região autónoma dos Açores e o estado de Massachusetts do que entre Portugal e os EUA, não obstante a importância política" das relações entre os dois países, alegou.
Para o presidente do Governo, o aproveitamento destas circunstâncias históricas, afectivas e geográficas passa, porém, por uma "maior aproximação política e institucional" entre Massachusetts e os Açores, ao nível parlamentar, governamental e autárquico.
César defendeu, também, uma "renovada cooperação académica" entre universidades, assim como uma mais activa parceira ao nível económico e empresarial.
O congressista Barney Frank lidera a missão empresarial de Massachusetts aos Açores para um conjunto de reuniões de trabalho, que têm por objectivo analisar eventuais parcerias a desenvolver no futuro entre os dois territórios. A delegação é composta por cerca de 50 elementos, incluindo os senadores estaduais Marc Pacheco (Mass.) e Daniel da Ponte (Rhode Island), os deputados estaduais Michael Rodrigues e António Cabral, o antigo senador William MacLean e o ex-presidente da Câmara de New Bedford, Frederick Kalisz.
A delegação é também constituída por empresários de variados ramos e por cerca de 20 responsáveis da Universidade do Massachusetts, UMASS Dartmouth.
Segundo César, a missão terá oportunidade de conhecer oportunidades de investimento em áreas como a energia, ambiente, agricultura, pesas, ciências, investigação e turismo.
Para o congressista Frank, este tipo de encontro poderá resultar em benefícios mútuos para Massachusetts e Açores.
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Jordânia: Efacec quer reforçar presença e Martifer aposta nas eólicas
Quase duas décadas depois de ter iniciado o seu processo de internacionalização, que se traduz na presença em mais de 65 países, a Efacec prepara-se para explorar o mercado jordano. O apetite por esta zona do globo surge na sequência da recente compra da empresa de engenharia norte-americana ACS – Advanced Control System, em Atlanta.
Uma unidade que desenvolve actividades complementares às do grupo português nas áreas da automação e controlo para a energia e que já possuía relações comerciais com esta região do Médio Oriente. A ACS é fornecedora da Jordan Electric Power, uma das duas empresas privadas de distribuição de electricidade do país. O presidente da Efacec, Luís Filipe Pereira, quer agora ver alargada a colaboração a outros segmentos como o das aparelhagens de média e alta tensão e transformadores de distribuição de energia eléctrica. Na mira do grupo nacional está ainda a área dos transportes e logística, onde oferecem desde componentes para metros ligeiros e ferrovias, até sistemas de transportes de bagagens em aeroportos.
Já a Martifer está de olhos postos nas eólicas. Apesar de estar rodeada por alguns dos maiores países produtores de petróleo do mundo, a Jordânia não possui uma única gota do tão desejado ouro negro. Um facto que obrigou a redefinir estratégias e a despertar para as energias renováveis. Em marcha está já um plano para promoção de 75 MW de parques eólicos.
A experiência portuguesa nesta área, onde é hoje uma referência a nível internacional, está a ser usada como cartão de visita na deslocação de Cavaco Silva à Jordânia. A Martifer é uma das empresas que se encontra a sondar este mercado. Com forte experiência no sector, a Martifer apresenta como trunfo a ligação ao fabricante indiano de aerogeradores Suzlon, bem como a participação num dos consórcios que irá promover a criação de um ‘cluster’ industrial em Portugal, permitindo o acesso a este tipo de equipamentos, cuja procura mundial supera largamente a oferta.
Uma unidade que desenvolve actividades complementares às do grupo português nas áreas da automação e controlo para a energia e que já possuía relações comerciais com esta região do Médio Oriente. A ACS é fornecedora da Jordan Electric Power, uma das duas empresas privadas de distribuição de electricidade do país. O presidente da Efacec, Luís Filipe Pereira, quer agora ver alargada a colaboração a outros segmentos como o das aparelhagens de média e alta tensão e transformadores de distribuição de energia eléctrica. Na mira do grupo nacional está ainda a área dos transportes e logística, onde oferecem desde componentes para metros ligeiros e ferrovias, até sistemas de transportes de bagagens em aeroportos.
Já a Martifer está de olhos postos nas eólicas. Apesar de estar rodeada por alguns dos maiores países produtores de petróleo do mundo, a Jordânia não possui uma única gota do tão desejado ouro negro. Um facto que obrigou a redefinir estratégias e a despertar para as energias renováveis. Em marcha está já um plano para promoção de 75 MW de parques eólicos.
A experiência portuguesa nesta área, onde é hoje uma referência a nível internacional, está a ser usada como cartão de visita na deslocação de Cavaco Silva à Jordânia. A Martifer é uma das empresas que se encontra a sondar este mercado. Com forte experiência no sector, a Martifer apresenta como trunfo a ligação ao fabricante indiano de aerogeradores Suzlon, bem como a participação num dos consórcios que irá promover a criação de um ‘cluster’ industrial em Portugal, permitindo o acesso a este tipo de equipamentos, cuja procura mundial supera largamente a oferta.
Cimpor vai construir fábrica na Jordânia
A Cimpor prepara-se para reforçar a sua presença na bacia do Mediterrâneo. Agora, as baterias da empresa controlada pela Teixeira Duarte são apontadas para outro mercado nesta região, a Jordânia. A cimenteira está a negociar a construção de uma fábrica de cimento, em parceria com um grupo jordano que já tem autorização do governo local para investir e com um conjunto de empresários da Arábia Saudita.
Além de Portugal, e das primeiras e mais bem sucedidas entradas de empresas portuguesas no mercado espanhol, em 1992, a maior cimenteira nacional já fez investidas em Marrocos (1996), Tunísia (1998), Egipto (2000) e Turquia (2007).
A informação sobre o investimento da Cimpor na Jordânia foi avançada pelo presidente da Agência Portuguesa para o Investimento, Basílio Horta. A cimenteira é uma das oito empresas que integra a comitiva de Cavaco Silva à Jordânia, a primeira de um chefe de Estado português a este país do Médio Oriente.
O gestor da Cimpor, Bayão Horta, aproveitou o encontro para manter contactos ao mais alto nível, destinados a agilizar o fecho da operação.
A Cimpor tem um plano de investimentos de, pelo menos, 600 milhões de euros até 2012, só em reforço de capacidade de produção de cimento, dos actuais 28,5 milhões de toneladas anuais para os 33,5 até 36 milhões de toneladas por ano.
Além de se prefigurar como o 14º país em que a Cimpor passaria a estar presente, a concretização do investimento na Jordânia representaria quase o fechar o arco do Mediterrâneo a Sul, falhando apenas a Líbia, onde a empresa já tentou entrar há quatro anos e onde está agora a reanimar esforços de intervenção.
O principal concorrente da Cimpor, a Secil de Pedro Queiroz Pereira, também aposta na entrada na Líbia e no Médio Oriente, estando já a produzir na Tunísia e no Líbano.
Na Jordânia, com quem Portugal acaba de fechar um acordo de cooperação económica, há uma limitação, em 50%, da participação estrangeira nas empresas. Uma estratégia para promover a entrada de investidores locais.
Com uma taxa de crescimento da economia de 6% ao ano, a Jordânia beneficia não só de um quadro político estável interno, como da captação de recursos financeiros de países vizinhos, que procuram aqui refúgio para os conflitos que avassalam a região.
O sector da construção civil e as obras públicas é apontado pelas autoridades locais como uma das actividades económicas com forte potencial de ascensão.
Além de Portugal, e das primeiras e mais bem sucedidas entradas de empresas portuguesas no mercado espanhol, em 1992, a maior cimenteira nacional já fez investidas em Marrocos (1996), Tunísia (1998), Egipto (2000) e Turquia (2007).
A informação sobre o investimento da Cimpor na Jordânia foi avançada pelo presidente da Agência Portuguesa para o Investimento, Basílio Horta. A cimenteira é uma das oito empresas que integra a comitiva de Cavaco Silva à Jordânia, a primeira de um chefe de Estado português a este país do Médio Oriente.
O gestor da Cimpor, Bayão Horta, aproveitou o encontro para manter contactos ao mais alto nível, destinados a agilizar o fecho da operação.
A Cimpor tem um plano de investimentos de, pelo menos, 600 milhões de euros até 2012, só em reforço de capacidade de produção de cimento, dos actuais 28,5 milhões de toneladas anuais para os 33,5 até 36 milhões de toneladas por ano.
Além de se prefigurar como o 14º país em que a Cimpor passaria a estar presente, a concretização do investimento na Jordânia representaria quase o fechar o arco do Mediterrâneo a Sul, falhando apenas a Líbia, onde a empresa já tentou entrar há quatro anos e onde está agora a reanimar esforços de intervenção.
O principal concorrente da Cimpor, a Secil de Pedro Queiroz Pereira, também aposta na entrada na Líbia e no Médio Oriente, estando já a produzir na Tunísia e no Líbano.
Na Jordânia, com quem Portugal acaba de fechar um acordo de cooperação económica, há uma limitação, em 50%, da participação estrangeira nas empresas. Uma estratégia para promover a entrada de investidores locais.
Com uma taxa de crescimento da economia de 6% ao ano, a Jordânia beneficia não só de um quadro político estável interno, como da captação de recursos financeiros de países vizinhos, que procuram aqui refúgio para os conflitos que avassalam a região.
O sector da construção civil e as obras públicas é apontado pelas autoridades locais como uma das actividades económicas com forte potencial de ascensão.
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Cavaco Silva à conquista de negócios na Jordânia
Estão garantidos acordos nas áreas do turismo e da cultura e visita a Petra. Contudo, o sucesso da viagem só será pleno se, como reconhece fonte do Palácio de Belém, "forem assinados acordos e parcerias económicas".
Cavaco Silva parte amanhã para Chipre, onde fará escala antes de iniciar uma visita oficial de três dias à Jordânia, a primeira de um presidente da República português àquele país.
A comitiva presidencial integra, por isso, além do ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Basílio Horta.
Cabe-lhe liderar a delegação empresarial que acompanha o Presidente da República, composta, entre outros, por Ângelo Correia, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Árabe, Luís Filipe Pereira, presidente da EFACEC, António Pontes, administrador da Martifer, António Frada, administrador da Soares da Costa e Alexandre Gonçalves de Oliveira, presidente da RIOPELE.
Com 5,7 milhões de habitantes (a maioria de origem palestiniana), um produto interno bruto (PIB) de 14,3 biliões de dólares e um crescimento anual de 6,4% (2006), a Jordânia tem o sector dos serviços como principal motor da economia, representando cerca de 70% do PIB. É dos raros países da região sem petróleo e os seus recursos naturais estão limitados aos fosfatos e à produção agrícola. As trocas comerciais entre Portugal e a Jordânia são irrisórias. À excepção de uma loja do grupo Lanidor e da participação da Abrantina e da Construtora do Tâmega na construção do aeroporto de Amã, a presença comercial portuguesa é insignificante, embora quase todas as empresas que viajam com o Presidente da República tenham já ligações comerciais com a Jordânia.
Cavaco Silva parte amanhã para Chipre, onde fará escala antes de iniciar uma visita oficial de três dias à Jordânia, a primeira de um presidente da República português àquele país.
A comitiva presidencial integra, por isso, além do ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Basílio Horta.
Cabe-lhe liderar a delegação empresarial que acompanha o Presidente da República, composta, entre outros, por Ângelo Correia, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Árabe, Luís Filipe Pereira, presidente da EFACEC, António Pontes, administrador da Martifer, António Frada, administrador da Soares da Costa e Alexandre Gonçalves de Oliveira, presidente da RIOPELE.
Com 5,7 milhões de habitantes (a maioria de origem palestiniana), um produto interno bruto (PIB) de 14,3 biliões de dólares e um crescimento anual de 6,4% (2006), a Jordânia tem o sector dos serviços como principal motor da economia, representando cerca de 70% do PIB. É dos raros países da região sem petróleo e os seus recursos naturais estão limitados aos fosfatos e à produção agrícola. As trocas comerciais entre Portugal e a Jordânia são irrisórias. À excepção de uma loja do grupo Lanidor e da participação da Abrantina e da Construtora do Tâmega na construção do aeroporto de Amã, a presença comercial portuguesa é insignificante, embora quase todas as empresas que viajam com o Presidente da República tenham já ligações comerciais com a Jordânia.
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
Portugal é 15º destino preferido por investidores na UE
Portugal mantém a 15ª posição como destino preferido pelos investidores estrangeiros ao nível da União Europeia, indica o estudo da consultora A.T. Kearney (A.T.K.) divulgado em Lisboa.
"O desempenho de Portugal em 2007 surpreende pela positiva, uma vez que mantém a posição de 2005 no âmbito da União Europeia, à frente de países como a Dinamarca, Áustria e Noruega", disse à imprensa o director sénior do conselho de Política Empresarial Global da A.T.K., desde 2007.
Martin Walker, que comentou as conclusões do Índice de Confiança de Investimento Estrangeiro Directo, um estudo através do qual anualmente a consultora analisa a perspectiva presente e futura dos fluxos internacionais de investimento, destacou também que Portugal "está melhor posicionado" do que a Eslováquia e a Eslovénia.
A 15ª posição assegurada por Portugal no seio da União Europeia, acima destes dois últimos países-membros, é sobretudo significativa para este consultor uma vez que "têm regimes fiscais e custos de mão-de-obra bastante mais favoráveis".
De acordo com o estudo, Portugal surge à frente da Suíça.
Entre as áreas da economia que merecem a eleição dos investidores estrangeiros estão, entre outras, a indústria petroquímica, logística, turismo, tecnologia de ponta, telecomunicações e outsoursing de serviços de empresas multinacionais.
O estudo da A.T.K., realça a manutenção de Portugal na 15ª posição (igual ao ranking de 2005), ocupando agora 46ª posição mundial, caindo sete lugares.
"O desempenho de Portugal em 2007 surpreende pela positiva, uma vez que mantém a posição de 2005 no âmbito da União Europeia, à frente de países como a Dinamarca, Áustria e Noruega", disse à imprensa o director sénior do conselho de Política Empresarial Global da A.T.K., desde 2007.
Martin Walker, que comentou as conclusões do Índice de Confiança de Investimento Estrangeiro Directo, um estudo através do qual anualmente a consultora analisa a perspectiva presente e futura dos fluxos internacionais de investimento, destacou também que Portugal "está melhor posicionado" do que a Eslováquia e a Eslovénia.
A 15ª posição assegurada por Portugal no seio da União Europeia, acima destes dois últimos países-membros, é sobretudo significativa para este consultor uma vez que "têm regimes fiscais e custos de mão-de-obra bastante mais favoráveis".
De acordo com o estudo, Portugal surge à frente da Suíça.
Entre as áreas da economia que merecem a eleição dos investidores estrangeiros estão, entre outras, a indústria petroquímica, logística, turismo, tecnologia de ponta, telecomunicações e outsoursing de serviços de empresas multinacionais.
O estudo da A.T.K., realça a manutenção de Portugal na 15ª posição (igual ao ranking de 2005), ocupando agora 46ª posição mundial, caindo sete lugares.
Cavaco Silva faz primeira visita oficial de um Chefe de Estado português à Jordânia
O Presidente da República, Cavaco Silva, efectua, entre os dias 16 a 18, uma visita oficial à Jordânia, naquela que será a primeira deslocação oficial de um Chefe de Estado português a este reino hachemita do Médio Oriente.
Cavaco Silva é recebido no sábado, no aeroporto Rainha Alia, com honras de Estado, começando o seu programa oficial apenas no dia seguinte com uma deslocação ao Palácio Basman onde será acolhido pelo Rei Abdullah II Ibn Al Hussein e pela rainha Rania Abdullah. Os monarcas jordanos acolhem o casal presidencial português numa cerimónia de boas vindas no páteo exterior do palácio com guarda de honra e audição dos hinos nacionais.
Apesar da instabilidade regional, a Jordânia é um país pacífico, onde o rei Abdullah sucessor do rei Hussein, que morreu em 1999, após quase 47 anos de poder, se empenha em controlar o fundamentalismo islâmico e manter o equilíbrio entre a maioria palestiniana e as tribos beduínas naturais deste país de 5,5 milhões de habitantes.
Cavaco Silva é recebido no sábado, no aeroporto Rainha Alia, com honras de Estado, começando o seu programa oficial apenas no dia seguinte com uma deslocação ao Palácio Basman onde será acolhido pelo Rei Abdullah II Ibn Al Hussein e pela rainha Rania Abdullah. Os monarcas jordanos acolhem o casal presidencial português numa cerimónia de boas vindas no páteo exterior do palácio com guarda de honra e audição dos hinos nacionais.
Apesar da instabilidade regional, a Jordânia é um país pacífico, onde o rei Abdullah sucessor do rei Hussein, que morreu em 1999, após quase 47 anos de poder, se empenha em controlar o fundamentalismo islâmico e manter o equilíbrio entre a maioria palestiniana e as tribos beduínas naturais deste país de 5,5 milhões de habitantes.
Portugal é o 7º país da UE com maior progresso na inovação
Portugal é o sétimo país com maior progresso relativo segundo na inovação, segundo o ranking europeu (European Innovation Scoreboard 2007) da iniciativa da Comissão Europeia, hoje divulgado, e está em 30º lugar a nível global.
Este desempenho, segundo nota do gabinete do coordenador do Plano Tecnológico, "permitiu que Portugal subisse um lugar no ranking global, integrando o grupo de países em catching up".
A edição de 2007 do estudo integrou 37 países: os 27 Estados-membros da União Europeia mais a Suíça, Islândia, Noruega, Croácia, Turquia, EUA, Israel, Canadá, Japão e Austrália.
Em termos globais, Portugal ficou em 30º lugar, enquanto na edição anterior ocupou a 28ª posição.
Com a entrada este ano de três novos países no ranking (Austrália, Canadá e Israel), com pontuações superiores, Portugal passou a ocupar o 30 º lugar.
Segundo a mesma nota, caso estes países não tivessem entrado, Portugal ocuparia este ano o 27º lugar.
Este desempenho, segundo nota do gabinete do coordenador do Plano Tecnológico, "permitiu que Portugal subisse um lugar no ranking global, integrando o grupo de países em catching up".
A edição de 2007 do estudo integrou 37 países: os 27 Estados-membros da União Europeia mais a Suíça, Islândia, Noruega, Croácia, Turquia, EUA, Israel, Canadá, Japão e Austrália.
Em termos globais, Portugal ficou em 30º lugar, enquanto na edição anterior ocupou a 28ª posição.
Com a entrada este ano de três novos países no ranking (Austrália, Canadá e Israel), com pontuações superiores, Portugal passou a ocupar o 30 º lugar.
Segundo a mesma nota, caso estes países não tivessem entrado, Portugal ocuparia este ano o 27º lugar.
Timor: Austrália soma e segue
A influência australiana em Timor-Leste sente-se desde há muito, escrevi eu em diversas alturas, nomeadamente no dia 10 de Maio do ano passado. Nessa altura recuperei o que me dissera Xanana Gusmão em 13 de Fevereiro de 1999 (entrevista publicada no Jornal de Notícias): “O Governo australiano que continua a manifestar-se contra a independência de Timor-Leste está a passar-nos um atestado de menoridade”.
Se com a vitória de Ramos-Horta a Austrália acampou no seu quintal a que chama seu (Timor-Leste), com ajuda de Alfredo Reinado vai alargar o quintal. A Austrália têm-se mantido no país à margem da Missão Integrada da porque quem manda são os australianos. Tão simples quanto isso. Os timorenses pedem ajuda a Portugal e… Portugal vai pensar. Ao contrário, a Austrália pensa pelos timorenses. Assim, a pedido de Ramos-Horta ou de Xanana Gusmão, por lá vão ficar muitos e muitos anos. O neocolonialismo de Camberra é fortemente criticado pelo partido maioritário, a FRETILIN, que acusa os militares australianos de condicionarem a política interna de Timor-Leste, a pedido de Ramos-Horta. É verdade. Mas o que interessa a verdade? Nem mais. Mesmo assim, a comunidade internacional continua de cócoras, tal como a CPLP e Portugal.
O sinal mais claro das preferências australianas foi dado, em Fevereiro do ano passado, quando o parlamento timorense finalmente ratificou o acordo de exploração e partilha das receitas de dois dos maiores campos de hidrocarbonetos do Mar de Timor, Greater Sunrise e Bayu Undan, concretizando uma promessa desde logo enunciada por Ramos-Horta quando tomou posse então como primeiro-ministro. A resolução deste contencioso, que se arrastava desde 2004, foi possível a partir do momento que Mari Alkatiri deixou de ser primeiro-ministro. Ou seja, a partir do momento em que Camberra colocou a chefiar o Governo o seu homem de mão, o seu testa de ferro. Considerado o país mais pobre da Ásia, Timor-Leste conseguiu, apesar de tudo, com a crise de 2006 desbaratar o capital acumulado desde 2002, quando se tornou a primeira nação do século XXI. Assim, de ex-colónia de Portugal, Timor-Leste passa agora a quintal da Austrália.
Por Orlando Castro in Notícias Lusófonas
Se com a vitória de Ramos-Horta a Austrália acampou no seu quintal a que chama seu (Timor-Leste), com ajuda de Alfredo Reinado vai alargar o quintal. A Austrália têm-se mantido no país à margem da Missão Integrada da porque quem manda são os australianos. Tão simples quanto isso. Os timorenses pedem ajuda a Portugal e… Portugal vai pensar. Ao contrário, a Austrália pensa pelos timorenses. Assim, a pedido de Ramos-Horta ou de Xanana Gusmão, por lá vão ficar muitos e muitos anos. O neocolonialismo de Camberra é fortemente criticado pelo partido maioritário, a FRETILIN, que acusa os militares australianos de condicionarem a política interna de Timor-Leste, a pedido de Ramos-Horta. É verdade. Mas o que interessa a verdade? Nem mais. Mesmo assim, a comunidade internacional continua de cócoras, tal como a CPLP e Portugal.
O sinal mais claro das preferências australianas foi dado, em Fevereiro do ano passado, quando o parlamento timorense finalmente ratificou o acordo de exploração e partilha das receitas de dois dos maiores campos de hidrocarbonetos do Mar de Timor, Greater Sunrise e Bayu Undan, concretizando uma promessa desde logo enunciada por Ramos-Horta quando tomou posse então como primeiro-ministro. A resolução deste contencioso, que se arrastava desde 2004, foi possível a partir do momento que Mari Alkatiri deixou de ser primeiro-ministro. Ou seja, a partir do momento em que Camberra colocou a chefiar o Governo o seu homem de mão, o seu testa de ferro. Considerado o país mais pobre da Ásia, Timor-Leste conseguiu, apesar de tudo, com a crise de 2006 desbaratar o capital acumulado desde 2002, quando se tornou a primeira nação do século XXI. Assim, de ex-colónia de Portugal, Timor-Leste passa agora a quintal da Austrália.
Por Orlando Castro in Notícias Lusófonas
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Cinzas e nevoeiro na política timorense
No auge da crise político-militar de meados de 2006, Xanana Gusmão sai do seu Palácio das Cinzas e dirige-se à multidão exultante, concentrada na praça central de Díli: "Ganhámos porque fomos mais espertos!" O que tinham ganho era a demissão de Mari Alkatiri da chefia do Governo. A quem Xanana erguia o braço triunfante era o tenente peticionário Gastão Salsinha. O mesmo que, agora, o tentou matar.
O outro fugitivo, Alfredo Reinado, celebridade internacional via media australianos, andava há mais de um ano a ser protegido pelo actual Presidente da República, José Ramos-Horta, da execução de uma ordem de captura emitida pelo tribunal de Díli. Inúmeras foram as diligências de mediação para convencer Reinado e as duas dezenas dos seus irredutíveis armados a entregaram-se à Justiça pelos crimes de Maio de 2006 de que vêm acusados. Tudo em vão. E é o próprio Reinado quem conduz o comando de ataque a Ramos-Horta.
Os operacionais do golpe-por-etapas-em-câmara-lenta, iniciado em Abril de 2006, viraram-se, agora, contra os líderes políticos, que lhes deram cobertura política. Porquê? Ou se trata de tresloucados com delírios de poder ou se adensa o nevoeiro de uma luta política opaca, que substitui a luta democrática nas urnas, pela conspiração golpista, nostálgica das figuras míticas dos guerrilheiros do passado. A resultante conduz sempre ao mesmo: declarar Timor-Leste um Estado falhado, incapaz de se autodeterminar, dependente de um protector amigo...
Por António Perez Metelo in DN
O outro fugitivo, Alfredo Reinado, celebridade internacional via media australianos, andava há mais de um ano a ser protegido pelo actual Presidente da República, José Ramos-Horta, da execução de uma ordem de captura emitida pelo tribunal de Díli. Inúmeras foram as diligências de mediação para convencer Reinado e as duas dezenas dos seus irredutíveis armados a entregaram-se à Justiça pelos crimes de Maio de 2006 de que vêm acusados. Tudo em vão. E é o próprio Reinado quem conduz o comando de ataque a Ramos-Horta.
Os operacionais do golpe-por-etapas-em-câmara-lenta, iniciado em Abril de 2006, viraram-se, agora, contra os líderes políticos, que lhes deram cobertura política. Porquê? Ou se trata de tresloucados com delírios de poder ou se adensa o nevoeiro de uma luta política opaca, que substitui a luta democrática nas urnas, pela conspiração golpista, nostálgica das figuras míticas dos guerrilheiros do passado. A resultante conduz sempre ao mesmo: declarar Timor-Leste um Estado falhado, incapaz de se autodeterminar, dependente de um protector amigo...
Por António Perez Metelo in DN
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Angola: Agualusa defende ortografia do Brasil
O escritor angolano, José Eduardo Agualusa, defende, em crónica ontem divulgada pelo semanário A Capital, de Luanda, que Angola "deve optar pela ortografia brasileira", caso o Acordo Ortográfico não venha a ser aplicado por "resistência" de Portugal.
Para esta tomada de posição de um dos mais respeitados escritores angolanos e lusófonos, Agualusa avança como justificação o facto de Angola ser um pais independente, nada dever a Portugal e o Brasil ter 180 milhões de habitantes e produzir muito mais títulos e a preços mais baratos do que Portugal. Agualusa diz ainda que Angola "tem mais a ganhar com a existência de uma ortografia única do que Portugal ou o Brasil", porque o país não produz livros mas precisa "desesperadamente deles".
Agualusa aponta ainda como razões para a demora na activação do acordo a "confusão" entre ortografia, as regras de escrita e linguagem, resumindo que o acordo tem por objectivo a existência de "uma única ortografia" no espaço de língua portuguesa, sendo "absurdo" pensar-se em unificar as diferentes variantes da língua. O autor aponta ainda o dedo a um "enraizado sentimento imperial" de Portugal em relação à língua para o protelamento de uma decisão. E, contrariando esta possibilidade, diz que a História nega este sentimento porque "a língua portuguesa formou-se fora do espaço geográfico onde se situa Portugal - na Galiza". "Por outro lado, a língua portuguesa tem sido sempre, ao longo dos séculos, uma criação colectiva de portugueses, africanos, brasileiros e povos asiáticos", aponta.
Para esta tomada de posição de um dos mais respeitados escritores angolanos e lusófonos, Agualusa avança como justificação o facto de Angola ser um pais independente, nada dever a Portugal e o Brasil ter 180 milhões de habitantes e produzir muito mais títulos e a preços mais baratos do que Portugal. Agualusa diz ainda que Angola "tem mais a ganhar com a existência de uma ortografia única do que Portugal ou o Brasil", porque o país não produz livros mas precisa "desesperadamente deles".
Agualusa aponta ainda como razões para a demora na activação do acordo a "confusão" entre ortografia, as regras de escrita e linguagem, resumindo que o acordo tem por objectivo a existência de "uma única ortografia" no espaço de língua portuguesa, sendo "absurdo" pensar-se em unificar as diferentes variantes da língua. O autor aponta ainda o dedo a um "enraizado sentimento imperial" de Portugal em relação à língua para o protelamento de uma decisão. E, contrariando esta possibilidade, diz que a História nega este sentimento porque "a língua portuguesa formou-se fora do espaço geográfico onde se situa Portugal - na Galiza". "Por outro lado, a língua portuguesa tem sido sempre, ao longo dos séculos, uma criação colectiva de portugueses, africanos, brasileiros e povos asiáticos", aponta.
CPLP: David Birmingham dá milhares de livros a centro de estudos africanos
O primeiro grande historiador da África lusófona, David Birmingham, doou recentemente a maior parte dos seus livros à Biblioteca Central de Estudos Africanos (BCEA), sediada no ISCTE, em Lisboa, com o qual colabora esporadicamente.
Birmingham, considerado o mais importante investigador na moderna historiografia angolana, escreveu pela primeira vez a história desse país de uma forma científica, até então a cargo de autodidactas, administradores coloniais e outros. A sua investigação teve a particularidade de incluir um novo olhar sobre os africanos, influenciando de forma determinante a formação de jovens investigadores de várias nacionalidades, que, a partir dos anos 60, começaram a dedicar-se à história das antigas colónias europeias.
O historiador britânico colocou à disposição da BCEA mais de mil livros, à excepção de obras sobre Angola, sobre a qual se especializou.
O centro lidera o projecto BCEA, reunindo não só obras respeitantes aos países africanos lusófonos, mas de todo o continente. "Já temos oito mil livros com acervo alargado a todos os países africanos. O interesse é desenvolver exactamente a perspectiva não apenas das ex-colónias e da lusofonia, mas abrangendo os outros países", especifica o coordenador Manuel João Ramos, "evitando que os alunos tenham de se deslocar para França ou Inglaterra para prosseguir os seus estudos".
O centro vai entrar no projecto Connecting Africa quando arrancar a "criação de um acervo digital partilhável a nível internacional", realça Clara Carvalho, presidente do Centro de Estudos Africanos (CEA). Nesta rede europeia estão articuladas bibliotecas e arquivos holandeses e belgas. Posteriormente, estas unidades ficarão ligadas em rede com as bibliotecas africanas, nomeadamente com os maiores centros de promoção da investigação, como o CODESRIA, sediado em Dakar, no Senegal. A partir de Março será possível divulgar on-line as publicações do CEA, em particular a revista Cadernos de Estudos Africanos, além de se iniciar, também este ano, a publicação em Inglaterra de uma colecção monográfica dirigida pelo CEA, African Vistas, pela editora Sean Kingston.
Birmingham, considerado o mais importante investigador na moderna historiografia angolana, escreveu pela primeira vez a história desse país de uma forma científica, até então a cargo de autodidactas, administradores coloniais e outros. A sua investigação teve a particularidade de incluir um novo olhar sobre os africanos, influenciando de forma determinante a formação de jovens investigadores de várias nacionalidades, que, a partir dos anos 60, começaram a dedicar-se à história das antigas colónias europeias.
O historiador britânico colocou à disposição da BCEA mais de mil livros, à excepção de obras sobre Angola, sobre a qual se especializou.
O centro lidera o projecto BCEA, reunindo não só obras respeitantes aos países africanos lusófonos, mas de todo o continente. "Já temos oito mil livros com acervo alargado a todos os países africanos. O interesse é desenvolver exactamente a perspectiva não apenas das ex-colónias e da lusofonia, mas abrangendo os outros países", especifica o coordenador Manuel João Ramos, "evitando que os alunos tenham de se deslocar para França ou Inglaterra para prosseguir os seus estudos".
O centro vai entrar no projecto Connecting Africa quando arrancar a "criação de um acervo digital partilhável a nível internacional", realça Clara Carvalho, presidente do Centro de Estudos Africanos (CEA). Nesta rede europeia estão articuladas bibliotecas e arquivos holandeses e belgas. Posteriormente, estas unidades ficarão ligadas em rede com as bibliotecas africanas, nomeadamente com os maiores centros de promoção da investigação, como o CODESRIA, sediado em Dakar, no Senegal. A partir de Março será possível divulgar on-line as publicações do CEA, em particular a revista Cadernos de Estudos Africanos, além de se iniciar, também este ano, a publicação em Inglaterra de uma colecção monográfica dirigida pelo CEA, African Vistas, pela editora Sean Kingston.
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Coimbra: Empresas celebram 20 anos "com um pé" no iParque
A Cnotinfor, que em 2007 entrou no mercado da Índia, e o Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro (CTCV) aderem à Coimbra Inovação Parque (iParque) no momento em que as duas entidades nascidas em Coimbra assinalam 20 anos de actividade.
A Cnotinfor, o CTCV, a MediaPrimer, a Wit-Software e a BetterSoft são apresentadas hoje, na Câmara de Coimbra, como as cinco primeiras empresas-âncora da iParque.
O gerente Secundino Correia, disse hoje que a empresa decidiu assinar o protocolo com a iParque para ocupação de um lote no parque industrial e tecnológico de Antanhol para ali tirar partido de "um ambiente propício à inovação". A empresa desenvolve actividade na área da aprendizagem enriquecida pela tecnologia, aposta em diferentes áreas de negócio, como o software educativo, tecnologias interactivas e formação.
Além de trabalhar para o mercado nacional, tem também interesses comerciais no Brasil (1995), Reino Unido (2001), Espanha e Índia, ambos desde 2007.
Prepara agora uma "entrada sustentada" em África, designadamente nos países de língua oficial portuguesa e inglesa.
A empresa, que completa este ano duas décadas de existência, celebrou o primeiro contrato para o mercado indiano quando da visita do Presidente da República, Cavaco Silva, àquele país, em 2007, que visa a inclusão de software educativo em computadores de baixo custo.
Criado em 1987, em Coimbra, também o CTCV assinala 20 anos com a sua instalação parcial nos terrenos do iParque. "Atingimos a maioridade e esta era uma oportunidade que procurávamos há muito para expandirmos as nossas actividades", afirmou o director-geral Alcântara Gonçalves. Esta instituição de utilidade pública sem fins lucrativos emprega cerca de 60 pessoas.
Foi criada para assegurar apoio técnico e promoção tecnológica das indústrias nacionais da fileira da construção e do habitat. Cabe-lhe ainda promover o desenvolvimento e a qualidade dos produtos e respectivos processos industriais "numa óptica sustentável".
Recordando que a cidade perdeu nos últimos anos "uma parte importante daquilo que era o seu tecido industrial", o director-geral considera que o iParque "pode ser a possibilidade de Coimbra inverter" essa tendência. "Podemos criar riqueza em Coimbra com incorporação conhecimento que tem valor acrescentado", acentuou Gonçalves.
A Cnotinfor, o CTCV, a MediaPrimer, a Wit-Software e a BetterSoft são apresentadas hoje, na Câmara de Coimbra, como as cinco primeiras empresas-âncora da iParque.
O gerente Secundino Correia, disse hoje que a empresa decidiu assinar o protocolo com a iParque para ocupação de um lote no parque industrial e tecnológico de Antanhol para ali tirar partido de "um ambiente propício à inovação". A empresa desenvolve actividade na área da aprendizagem enriquecida pela tecnologia, aposta em diferentes áreas de negócio, como o software educativo, tecnologias interactivas e formação.
Além de trabalhar para o mercado nacional, tem também interesses comerciais no Brasil (1995), Reino Unido (2001), Espanha e Índia, ambos desde 2007.
Prepara agora uma "entrada sustentada" em África, designadamente nos países de língua oficial portuguesa e inglesa.
A empresa, que completa este ano duas décadas de existência, celebrou o primeiro contrato para o mercado indiano quando da visita do Presidente da República, Cavaco Silva, àquele país, em 2007, que visa a inclusão de software educativo em computadores de baixo custo.
Criado em 1987, em Coimbra, também o CTCV assinala 20 anos com a sua instalação parcial nos terrenos do iParque. "Atingimos a maioridade e esta era uma oportunidade que procurávamos há muito para expandirmos as nossas actividades", afirmou o director-geral Alcântara Gonçalves. Esta instituição de utilidade pública sem fins lucrativos emprega cerca de 60 pessoas.
Foi criada para assegurar apoio técnico e promoção tecnológica das indústrias nacionais da fileira da construção e do habitat. Cabe-lhe ainda promover o desenvolvimento e a qualidade dos produtos e respectivos processos industriais "numa óptica sustentável".
Recordando que a cidade perdeu nos últimos anos "uma parte importante daquilo que era o seu tecido industrial", o director-geral considera que o iParque "pode ser a possibilidade de Coimbra inverter" essa tendência. "Podemos criar riqueza em Coimbra com incorporação conhecimento que tem valor acrescentado", acentuou Gonçalves.
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Plano português sobre energias renováveis gera interesse e curiosidade em Inglaterra
BBC em Portugal para fazer reportagem sobre as metas do Governo para 2010.
Uma equipa da televisão inglesa BBC 2 deslocou-se no passado domingo à foz do rio Tua para efectuar uma reportagem sobre a futura barragem, incluída num trabalho mais amplo a pretexto das metas do Governo português para o uso das energias renováveis nos próximos anos.
Em 2007, Portugal comprometeu-se com novas metas para as energias renováveis até 2010, subindo de 39 para 45% a comparticipação da energia eléctrica verde e de 5,75 para 10% nos biocombustíveis. Os novos objectivos, pela sua ambição, têm suscitado interesse e curiosidade em Inglaterra; e, segundo um dos elementos da equipa da BBC, a reportagem que estão a fazer pretende responder a várias perguntas:
"Por que razão as metas apresentadas pelos portugueses para o uso de energias renováveis são substancialmente superiores às dos ingleses (10%) e à grande maioria dos países da União Europeia? Os objectivos são ou não exequíveis? O que é que os outros países podem extrair de positivo deste plano? Existem pressões de organizações e entidades na execução dos projectos, ou, pelo contrário, tem havido aceitação e compreensão das populações? Os aspectos ambientais vão ser respeitados?"
A escolha da futura barragem do Tua para este trabalho tem a ver com a controvérsia que a sua construção tem gerado e da oposição que grupos ambientalistas têm expressado, tanto em Portugal como junto de estâncias europeias. Um dos aspectos que os jornalistas britânicos, compararam entre a realidade inglesa e a portuguesa, foi a rapidez do processo. Este tipo de empreendimentos no Reino Unido costuma merecer uma ampla e minuciosa discussão pública e a morosidade deste tipo de projectos é à partida assumida e aceite por todas as partes envolvidas.
Uma equipa da televisão inglesa BBC 2 deslocou-se no passado domingo à foz do rio Tua para efectuar uma reportagem sobre a futura barragem, incluída num trabalho mais amplo a pretexto das metas do Governo português para o uso das energias renováveis nos próximos anos.
Em 2007, Portugal comprometeu-se com novas metas para as energias renováveis até 2010, subindo de 39 para 45% a comparticipação da energia eléctrica verde e de 5,75 para 10% nos biocombustíveis. Os novos objectivos, pela sua ambição, têm suscitado interesse e curiosidade em Inglaterra; e, segundo um dos elementos da equipa da BBC, a reportagem que estão a fazer pretende responder a várias perguntas:
"Por que razão as metas apresentadas pelos portugueses para o uso de energias renováveis são substancialmente superiores às dos ingleses (10%) e à grande maioria dos países da União Europeia? Os objectivos são ou não exequíveis? O que é que os outros países podem extrair de positivo deste plano? Existem pressões de organizações e entidades na execução dos projectos, ou, pelo contrário, tem havido aceitação e compreensão das populações? Os aspectos ambientais vão ser respeitados?"
A escolha da futura barragem do Tua para este trabalho tem a ver com a controvérsia que a sua construção tem gerado e da oposição que grupos ambientalistas têm expressado, tanto em Portugal como junto de estâncias europeias. Um dos aspectos que os jornalistas britânicos, compararam entre a realidade inglesa e a portuguesa, foi a rapidez do processo. Este tipo de empreendimentos no Reino Unido costuma merecer uma ampla e minuciosa discussão pública e a morosidade deste tipo de projectos é à partida assumida e aceite por todas as partes envolvidas.
Acordo entre a UE e a Sérvia já não será assinado amanhã
A Comissão Europeia disse hoje que o acordo de cooperação entre a União Europeia (UE) e a Sérvia não será assinado amanhã e lamentou a "obstrução" à assinatura deste acordo do primeiro-ministro sérvio, Vojislav Kostunica.
O Comissário para o Alargamento, Olli Rehn, afirmou: "Espero que estes problemas possam ser resolvidos rapidamente. Mas devo dizer que lamento muito o adiamento desta assinatura (...) lamento profundamente a obstrução de alguns políticos em Belgrado, que não ouviram a voz do povo sérvio, que se pronunciou a favor do futuro europeu da Sérvia".
A UE tinha proposto a 28 de Janeiro, alguns dias antes da segunda volta das eleições presidenciais na Sérvia, que este acordo fosse assinado a 7 de Fevereiro em Bruxelas. Mas, após a reeleição, no domingo passado, do Presidente pró-europeu Boris Tadic e a "luz verde" jurídica da UE na segunda-feira a uma missão encarregue de acompanhar a independência da província sérvia do Kosovo, Kostunica considerou este acordo uma "burla". Recusou reunir o governo para aprovar a assinatura de um acordo que, na opinião de Kostunica, só pretende obter da Sérvia "o consentimento à independência do Kosovo", à qual os dirigentes sérvios sempre se opuseram.
Seis países da UE - Eslováquia, Chipre, Grécia, Espanha, Bulgária e a Roménia - opõem-se a um reconhecimento imediato do Kosovo, enquanto a maioria dos membros da UE e os Estados Unidos estão prontos a reconhecer a independência.
O Comissário para o Alargamento, Olli Rehn, afirmou: "Espero que estes problemas possam ser resolvidos rapidamente. Mas devo dizer que lamento muito o adiamento desta assinatura (...) lamento profundamente a obstrução de alguns políticos em Belgrado, que não ouviram a voz do povo sérvio, que se pronunciou a favor do futuro europeu da Sérvia".
A UE tinha proposto a 28 de Janeiro, alguns dias antes da segunda volta das eleições presidenciais na Sérvia, que este acordo fosse assinado a 7 de Fevereiro em Bruxelas. Mas, após a reeleição, no domingo passado, do Presidente pró-europeu Boris Tadic e a "luz verde" jurídica da UE na segunda-feira a uma missão encarregue de acompanhar a independência da província sérvia do Kosovo, Kostunica considerou este acordo uma "burla". Recusou reunir o governo para aprovar a assinatura de um acordo que, na opinião de Kostunica, só pretende obter da Sérvia "o consentimento à independência do Kosovo", à qual os dirigentes sérvios sempre se opuseram.
Seis países da UE - Eslováquia, Chipre, Grécia, Espanha, Bulgária e a Roménia - opõem-se a um reconhecimento imediato do Kosovo, enquanto a maioria dos membros da UE e os Estados Unidos estão prontos a reconhecer a independência.
Ucrânia entrou hoje formalmente para a OMC
A Ucrânia entrou hoje formalmente para a Organização Mundial do Comércio (OMC), depois de a sua candidatura ter sido aprovada pelo conselho geral da organização e de 15 anos de árduas negociações.
A Ucrânia é o segundo país mais povoado da Europa de Leste, com 47 milhões de habitantes, mas apesar dos 15 anos de difíceis negociações, acabou de entrar para a OMC, antes mesmo da Rússia e do Casaquistão, as duas outras grandes economias da ex-União Soviética.
O acesso de Kiev como membro número 152 será formalizado 30 dias depois da ratificação pelo parlamento ucraniano.
O presidente ucraniano, Victor Yúschecko, deslocou-se especialmente a Genebra para assistir ao acto e assinar ele próprio a entrada do seu país naquela organização internacional.
À excepção de 2005, o PIB da Ucrânia cresceu nos últimos cinco anos acima dos 7,8%.
A Ucrânia é ainda membro do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM) desde 1992.
E o próximo passo é a entrada na UE.
A Ucrânia é o segundo país mais povoado da Europa de Leste, com 47 milhões de habitantes, mas apesar dos 15 anos de difíceis negociações, acabou de entrar para a OMC, antes mesmo da Rússia e do Casaquistão, as duas outras grandes economias da ex-União Soviética.
O acesso de Kiev como membro número 152 será formalizado 30 dias depois da ratificação pelo parlamento ucraniano.
O presidente ucraniano, Victor Yúschecko, deslocou-se especialmente a Genebra para assistir ao acto e assinar ele próprio a entrada do seu país naquela organização internacional.
À excepção de 2005, o PIB da Ucrânia cresceu nos últimos cinco anos acima dos 7,8%.
A Ucrânia é ainda membro do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM) desde 1992.
E o próximo passo é a entrada na UE.
"No MIT houve quem perguntasse 'porquê Portugal?'"
Mais de um ano depois de a parceria com o MIT ter sido lançada, o responsável português faz o balanço. Paulo Ferrão diz que o dinheiro pago à escola americana "não é um exagero" e que as desconfianças iniciais já não existem.
"Na altura [em que se começou a negociar a parceria], houve quem pusesse em causa o porquê de fazer uma parceria com Portugal. Isto dentro do MIT. Perguntava-se 'por que não fazer uma parceria com uma Alemanha?'", afirmou o responsável em entrevista ao Jornal de Negócios.
"Na altura [em que se começou a negociar a parceria], houve quem pusesse em causa o porquê de fazer uma parceria com Portugal. Isto dentro do MIT. Perguntava-se 'por que não fazer uma parceria com uma Alemanha?'", afirmou o responsável em entrevista ao Jornal de Negócios.
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Roménia recusa reconhecer a independência do Kosovo
O presidente romeno reafirmou hoje a recusa do seu país de reconhecer o Kosovo quando a província sérvia declarar a independência, considerando que o reconhecimento daria uma "mensagem" errada às minorias e constituiria um desvio ao direito internacional.
"O meu país não poderá reconhecer uma declaração de independência do Kosovo, qualquer que seja o nível..., seja uma independência coordenada ou unilateralmente declarada" , indicou Traian Basescu durante uma conferência em Bruxelas.
"Que mensagem estamos nós a enviar às sociedades multi-étnicas ou outros Estados confrontados com problemas étnicos ou conflitos congelados" , questionou ainda Basescu, cujo país será o anfitrião da cimeira da NATO do início de Abril.
Roménia, Espanha, Grécia, Bulgária, Eslováquia e Chipre, são os países da União Europeia (UE) que recusam reconhecer a declaração de independência do Kosovo esperada para Fevereiro, talvez na sessão inaugural do Parlamento kosovar a 6 de Fevereiro.
Tal como os Estados Unidos, a maioria dos 27 está disposta a reconhecer uma declaração de independência que considera inelutável depois do fracasso das negociações entre sérvios e kosovares em Dezembro.
Os diplomatas da UE esforçam-se desde então para "coordenar" esta declaração com o primeiro-ministro kosovar Hashim Thaçi.
Apesar de oficialmente ainda fazer parte da Sérvia, o Kosovo é administrado pela ONU e patrulhado pelas tropas da NATO desde 1999.
O abrir da caixa de Pandora...
"O meu país não poderá reconhecer uma declaração de independência do Kosovo, qualquer que seja o nível..., seja uma independência coordenada ou unilateralmente declarada" , indicou Traian Basescu durante uma conferência em Bruxelas.
"Que mensagem estamos nós a enviar às sociedades multi-étnicas ou outros Estados confrontados com problemas étnicos ou conflitos congelados" , questionou ainda Basescu, cujo país será o anfitrião da cimeira da NATO do início de Abril.
Roménia, Espanha, Grécia, Bulgária, Eslováquia e Chipre, são os países da União Europeia (UE) que recusam reconhecer a declaração de independência do Kosovo esperada para Fevereiro, talvez na sessão inaugural do Parlamento kosovar a 6 de Fevereiro.
Tal como os Estados Unidos, a maioria dos 27 está disposta a reconhecer uma declaração de independência que considera inelutável depois do fracasso das negociações entre sérvios e kosovares em Dezembro.
Os diplomatas da UE esforçam-se desde então para "coordenar" esta declaração com o primeiro-ministro kosovar Hashim Thaçi.
Apesar de oficialmente ainda fazer parte da Sérvia, o Kosovo é administrado pela ONU e patrulhado pelas tropas da NATO desde 1999.
O abrir da caixa de Pandora...
Fundação Champalimaud aposta em técnica revolucionária na Lusofonia
A Fundação Champalimaud (FC) inaugurou um centro, na Índia, para estudar a aplicação de células estaminais na reconstrução de tecidos dos olhos e vai criar centros móveis para aplicarem estas soluções em Angola e Moçambique, assim como no centro que será construído em Lisboa, em 2010.
O Centro Champalimaud de Investigação Translacional (C-Tracer), inaugurado em Hyderabad, na Índia, resulta de uma parceria entre a FC e o LV Prasad Eye Institute e vai dedicar-se, prioritariamente, nesta fase, ao estudo e aplicação de células estaminais adultas na reconstrução de tecidos dos olhos. Fonte da FC disse que "o C-Tracer representa uma vontade e uma visão: o objectivo da Fundação é realizar a melhor investigação, com resultados aplicáveis no mais curto espaço de tempo". Segundo a Fundação, já foram feitas mais de 400 intervenções bem sucedidas na reconstrução da córnea a partir de células do limbo, que são depois cultivadas e aplicadas no olho afectado, permitindo que os doentes passem a ver. Nos casos em que os dois olhos do paciente foram afectados os cientistas deste centro na Índia começaram a desenvolver "uma técnica única e revolucionária a partir de tecidos do lábio inferior que são cultivados de forma a gerarem tecido equivalente ao da córnea (epitelial), sendo posteriormente transplantados para o doente".
Leonor Beleza, presidente da FC, disse, na Índia, que "o modelo do C-Tracer - investigação translacional orientada para uma aplicação clínica eficaz em tempo muito reduzido - traduz a ambição maior da Fundação e o modelo que deseja para o futuro Centro Champalimaud, em Lisboa". O C-Tracer vai também desenvolver um programa dedicado aos países em vias de desenvolvimento, com a criação de centros móveis para prestar cuidados de saúde na visão utilizando células estaminais e reconstrução dos tecidos. Moçambique, Angola e países africanos de expressão portuguesa deverão ser dos primeiros a beneficiar desta iniciativa, garante a Fundação.
in Notícias Lusófonas
O Centro Champalimaud de Investigação Translacional (C-Tracer), inaugurado em Hyderabad, na Índia, resulta de uma parceria entre a FC e o LV Prasad Eye Institute e vai dedicar-se, prioritariamente, nesta fase, ao estudo e aplicação de células estaminais adultas na reconstrução de tecidos dos olhos. Fonte da FC disse que "o C-Tracer representa uma vontade e uma visão: o objectivo da Fundação é realizar a melhor investigação, com resultados aplicáveis no mais curto espaço de tempo". Segundo a Fundação, já foram feitas mais de 400 intervenções bem sucedidas na reconstrução da córnea a partir de células do limbo, que são depois cultivadas e aplicadas no olho afectado, permitindo que os doentes passem a ver. Nos casos em que os dois olhos do paciente foram afectados os cientistas deste centro na Índia começaram a desenvolver "uma técnica única e revolucionária a partir de tecidos do lábio inferior que são cultivados de forma a gerarem tecido equivalente ao da córnea (epitelial), sendo posteriormente transplantados para o doente".
Leonor Beleza, presidente da FC, disse, na Índia, que "o modelo do C-Tracer - investigação translacional orientada para uma aplicação clínica eficaz em tempo muito reduzido - traduz a ambição maior da Fundação e o modelo que deseja para o futuro Centro Champalimaud, em Lisboa". O C-Tracer vai também desenvolver um programa dedicado aos países em vias de desenvolvimento, com a criação de centros móveis para prestar cuidados de saúde na visão utilizando células estaminais e reconstrução dos tecidos. Moçambique, Angola e países africanos de expressão portuguesa deverão ser dos primeiros a beneficiar desta iniciativa, garante a Fundação.
in Notícias Lusófonas
Chineses querem fábrica de pilhas no Alentejo
O parque industrial de Beja poderá receber a instalação de uma grande unidade de produção de pilhas alcalinas destinadas exclusivamente ao mercado externo. O projecto foi apresentado à Câmara Municipal pelo grupo Shangai Union Technology, que pretende investir cerca de 220 milhões de euros e tirar partido do futuro aeroporto regional, que deverá estar pronto até ao final do ano.
Depois de gorada a intenção da Associação da Indústria e do Comércio dos Chineses em Portugal, que pretendia instalar na cidade uma plataforma logística, o presidente da autarquia alentejana, Francisco Santos (do PCP), acredita que esta iniciativa "tem outra solidez". E revela que os investidores "trouxeram uma proposta mais concreta, foram ver o terreno e mostraram-se interessados". "Parece-me uma coisa relativamente sólida, não me parece ser uma brincadeira", afirmou em declarações ao DN.
A futura fábrica deverá ocupar seis hectares no parque industrial de Beja. Uma área que a autarquia vai vender por cerca de 150 mil euros, com infra-estruturas feitas e apenas direito de superfície.
O presidente da Núcleo de Empresários de Beja (Nerbe), Luís Serrano, encara esta possibilidade "com bons olhos" mas avisa que "é preciso ponderar sobre a natureza do investimento" porque, destacou com insistência, "muitos ficam pelo caminho. Precisamos de investimento estável e duradouro". Em meados de Fevereiro, o representante do grupo chinês, Mei Shen Bao, regressará a Beja "com pessoas ligadas ao poder político de Xangai" e, adiantou o presidente da Câmara Municipal, "esse será o momento decisivo" para a concretização de um investimento que poderá criar 580 postos de trabalho e produzir 100 milhões de pilhas por ano.
Refira-se que o autarca manifesta maior esperança neste projecto do que na plataforma logística anunciada no último Verão e que serviria para distribuir produtos nas lojas chinesas no Sul do País. O projecto, que chegou a ser apresentado com grande pompa, acabou por não progredir e parece estar esquecido.
Depois de gorada a intenção da Associação da Indústria e do Comércio dos Chineses em Portugal, que pretendia instalar na cidade uma plataforma logística, o presidente da autarquia alentejana, Francisco Santos (do PCP), acredita que esta iniciativa "tem outra solidez". E revela que os investidores "trouxeram uma proposta mais concreta, foram ver o terreno e mostraram-se interessados". "Parece-me uma coisa relativamente sólida, não me parece ser uma brincadeira", afirmou em declarações ao DN.
A futura fábrica deverá ocupar seis hectares no parque industrial de Beja. Uma área que a autarquia vai vender por cerca de 150 mil euros, com infra-estruturas feitas e apenas direito de superfície.
O presidente da Núcleo de Empresários de Beja (Nerbe), Luís Serrano, encara esta possibilidade "com bons olhos" mas avisa que "é preciso ponderar sobre a natureza do investimento" porque, destacou com insistência, "muitos ficam pelo caminho. Precisamos de investimento estável e duradouro". Em meados de Fevereiro, o representante do grupo chinês, Mei Shen Bao, regressará a Beja "com pessoas ligadas ao poder político de Xangai" e, adiantou o presidente da Câmara Municipal, "esse será o momento decisivo" para a concretização de um investimento que poderá criar 580 postos de trabalho e produzir 100 milhões de pilhas por ano.
Refira-se que o autarca manifesta maior esperança neste projecto do que na plataforma logística anunciada no último Verão e que serviria para distribuir produtos nas lojas chinesas no Sul do País. O projecto, que chegou a ser apresentado com grande pompa, acabou por não progredir e parece estar esquecido.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
Durão Barroso nomeado para Nobel da Paz
José Manuel Durão Barroso, antigo primeiro-ministro português e actual presidente da Comissão Europeia, deverá estar entre os candidatos ao Nobel da Paz de 2008, anuncia hoje a Agência France Presse (AFP), na data limite de apresentação de candidatos.
O Presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, também Nobel da Paz em 1996, indicou que havia proposto a candidatura de Durão Barroso, por considerar que, sob a sua presidência, "a Comissão Europeia trabalha no sentido de um diálogo pacífico, contribui abundantemente para as forças da ONU, e auxilia os refugiados".
Segundo as regras em vigor, o comité Nobel não considera as candidaturas enviadas depois de 1 de Fevereiro, devendo os retardatários aguardar pelo ano seguinte pela sua vez.
Quanto ao nome do laureado, esse será conhecido em Outubro.
"Prevê-se que a edição de 2008 seja muito aberta", considerou Stein Toennesson, director do Instituto de Investigação para a Paz de Oslo e observador atento da para a realidade dos prémios Nobel.
O Presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, também Nobel da Paz em 1996, indicou que havia proposto a candidatura de Durão Barroso, por considerar que, sob a sua presidência, "a Comissão Europeia trabalha no sentido de um diálogo pacífico, contribui abundantemente para as forças da ONU, e auxilia os refugiados".
Segundo as regras em vigor, o comité Nobel não considera as candidaturas enviadas depois de 1 de Fevereiro, devendo os retardatários aguardar pelo ano seguinte pela sua vez.
Quanto ao nome do laureado, esse será conhecido em Outubro.
"Prevê-se que a edição de 2008 seja muito aberta", considerou Stein Toennesson, director do Instituto de Investigação para a Paz de Oslo e observador atento da para a realidade dos prémios Nobel.
terça-feira, janeiro 29, 2008
A UE está mais incompreensível para os portugueses
Em seis meses, a imagem que os portugueses têm da União Europeia (UE) melhorou. Mas a proporção dos que afirmam compreender como é que ela funciona diminuiu "dramaticamente" (de 41 para 32%).
Uma sondagem feita no decurso da presidência portuguesa da UE revela ainda que os níveis de 34% no Parlamento. Já a UE merece a confiança de 57% dos cidadãos.
A cada seis meses é divulgado um novo Eurobarómetro com o objectivo de analisar as atitudes da opinião pública da UE face a um conjunto de temas.
Alguns dados: a esmagadora maioria dos portugueses (89%) avalia negativamente a situação económica do país (pior só na Hungria, com 90%). Seis em cada dez estão insatisfeitos com o funcionamento da democracia. E só 14% consideram "boa" a situação ao nível do "bem-estar social". Mais críticos, só os búlgaros.
Num semestre marcado pela presidência portuguesa da UE e pela assinatura do Tratado de Lisboa, a "imagem" que os portugueses têm da UE melhorou (56% dizem que é positiva). Mas as críticas fazem-se ouvir na mesma. Por exemplo: os portugueses são os europeus que menos consideram a UE como tendo um papel positivo na economia do país - apenas 19% dos inquiridos consideram que a actuação da União é positiva para o evoluir da situação económica. A média, para o conjunto dos europeus, é de 39%. Ainda assim, entendem que o palco europeu deveria ser o nível de decisão de um conjunto de políticas, como as que visam o combate à inflação. E não só.
Na primeira metade de 2007 a maioria dos portugueses (51%) defendia que as pensões deveriam ser um assunto a decidir por cada Estado-membro. Seis meses depois, a situação mudou e 54 em cada cem defendem que afinal as pensões devem ser uma área de intervenção europeia. Apesar de ter havido mais informação nos media portugueses sobre a UE - informação que a maioria não considera satisfatória -, menos de um terço dos portugueses diz que compreende a forma como a UE funciona. A média europeia é de 40% e reflecte, também ela, uma descida dos níveis de compreensão da União por parte dos europeus - mas menos acentuada (3%) do que em Portugal.
Uma sondagem feita no decurso da presidência portuguesa da UE revela ainda que os níveis de 34% no Parlamento. Já a UE merece a confiança de 57% dos cidadãos.
A cada seis meses é divulgado um novo Eurobarómetro com o objectivo de analisar as atitudes da opinião pública da UE face a um conjunto de temas.
Alguns dados: a esmagadora maioria dos portugueses (89%) avalia negativamente a situação económica do país (pior só na Hungria, com 90%). Seis em cada dez estão insatisfeitos com o funcionamento da democracia. E só 14% consideram "boa" a situação ao nível do "bem-estar social". Mais críticos, só os búlgaros.
Num semestre marcado pela presidência portuguesa da UE e pela assinatura do Tratado de Lisboa, a "imagem" que os portugueses têm da UE melhorou (56% dizem que é positiva). Mas as críticas fazem-se ouvir na mesma. Por exemplo: os portugueses são os europeus que menos consideram a UE como tendo um papel positivo na economia do país - apenas 19% dos inquiridos consideram que a actuação da União é positiva para o evoluir da situação económica. A média, para o conjunto dos europeus, é de 39%. Ainda assim, entendem que o palco europeu deveria ser o nível de decisão de um conjunto de políticas, como as que visam o combate à inflação. E não só.
Na primeira metade de 2007 a maioria dos portugueses (51%) defendia que as pensões deveriam ser um assunto a decidir por cada Estado-membro. Seis meses depois, a situação mudou e 54 em cada cem defendem que afinal as pensões devem ser uma área de intervenção europeia. Apesar de ter havido mais informação nos media portugueses sobre a UE - informação que a maioria não considera satisfatória -, menos de um terço dos portugueses diz que compreende a forma como a UE funciona. A média europeia é de 40% e reflecte, também ela, uma descida dos níveis de compreensão da União por parte dos europeus - mas menos acentuada (3%) do que em Portugal.
Canal angolano para todos os países de língua portuguesa
O Estado angolano vai lançar no próximo ano um canal de notícias concebido por Emídio Rangel e que pretende emitir para todos os países de língua oficial portuguesa, disse hoje fonte ligada ao processo. "Será um canal de informação para ser transmitido para todos os canais de língua oficial portuguesa", adiantou.
O canal seria lançado logo a seguir às eleições legislativas em Angola, marcadas para Setembro, e que pretendia alargar o seu âmbito a Moçambique e Cabo Verde. Confirmando que o Estado angolano já deu a Rangel "luz verde" para avançar, a mesma fonte indicou que o canal será lançado "logo de início em Angola, Moçambique, Cabo Verde, mas também no Brasil e em todos os [restantes] países de língua oficial portuguesa". A nova televisão "nunca estará pronta antes de 2009".
O canal seria lançado logo a seguir às eleições legislativas em Angola, marcadas para Setembro, e que pretendia alargar o seu âmbito a Moçambique e Cabo Verde. Confirmando que o Estado angolano já deu a Rangel "luz verde" para avançar, a mesma fonte indicou que o canal será lançado "logo de início em Angola, Moçambique, Cabo Verde, mas também no Brasil e em todos os [restantes] países de língua oficial portuguesa". A nova televisão "nunca estará pronta antes de 2009".
Português nomeado para dirigir a missão no Chade e na República Centro-africana
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nomeou um alto funcionário português, Victor da Silva Ângelo, representante especial para a Missão da ONU na República Centro-africana (RCA) e no Chade (Minurcat), anunciou hoje uma porta-voz, Marie Okabe.
Silva Ângelo, 58 anos, foi representante do secretário-geral na Serra Leoa e coordenador das actividades das agências da ONU neste país. Antes, ocupara vários cargos no seio da organização mundial, nomeadamente no Zimbabué e em Timor-Leste.
Criada em Setembro pelo Conselho de Segurança, a Minurcat conta com 300 polícias internacionais e 850 polícias chadianos que serão encarregues de proteger os campos de refugiados e de deslocados no Chade e na RCA perto da fronteira destes países com o Darfur (ocidente do Sudão), região sudanesa assolada há cinco anos por uma guerra civil.
A segurança do conjunto, incluindo da Minurcat, será garantida por uma força da União Europeia, a Eufor Chade-RCA, com 3.700 soldados e comandada pelo general irlandês Patrick Nash.Este força, que vai actuar sob mandato da ONU, deve começar em breve a instalar-se no leste do Chade e no nordeste da RCA .A insegurança nestas regiões agravou-se devido aos confrontos entre os grupos rebeldes e soldados dos governos de N'Djamena et de Bangui.
Silva Ângelo, 58 anos, foi representante do secretário-geral na Serra Leoa e coordenador das actividades das agências da ONU neste país. Antes, ocupara vários cargos no seio da organização mundial, nomeadamente no Zimbabué e em Timor-Leste.
Criada em Setembro pelo Conselho de Segurança, a Minurcat conta com 300 polícias internacionais e 850 polícias chadianos que serão encarregues de proteger os campos de refugiados e de deslocados no Chade e na RCA perto da fronteira destes países com o Darfur (ocidente do Sudão), região sudanesa assolada há cinco anos por uma guerra civil.
A segurança do conjunto, incluindo da Minurcat, será garantida por uma força da União Europeia, a Eufor Chade-RCA, com 3.700 soldados e comandada pelo general irlandês Patrick Nash.Este força, que vai actuar sob mandato da ONU, deve começar em breve a instalar-se no leste do Chade e no nordeste da RCA .A insegurança nestas regiões agravou-se devido aos confrontos entre os grupos rebeldes e soldados dos governos de N'Djamena et de Bangui.
Jardim defende criação do cargo de "Presidente da Região"
Alberto João Jardim defende a criação do cargo de "Presidente da Região", à semelhança do que acontece em Espanha, na sua moção ao XII Congresso Regional do PSD-M.
No documento, hoje publicado na imprensa local, Jardim defende que, na nova estrutura política regional, o presidente do Governo Regional seria o "Presidente da Região", eleito pelos deputados na Assembleia Legislativa da Madeira. "A legislação regional deve ser promulgada pelo Presidente da Região e responsável pelo executivo, eleito pelos seus pares, deputados na Assembleia Legislativa da Região Autónoma, legislação obviamente sujeita à fiscalização do Tribunal Constitucional ou da Instituição que um dia necessariamente o substitua" , escreve Jardim na moção de 66 páginas, denominada Vencer 2011, hoje publicada na imprensa local.
O presidente do PSD-M defende também uma nova revisão constitucional, porque a actual estrutura "já não serve os madeirenses", e aponta como caminho o princípio da unidade diferenciada, para evitar o agravamento das tensões entre o Estado e a Região Autónoma.
Advoga que o actual Estatuto Político-Administrativo não deve ser alterado antes da próxima revisão constitucional.
Jardim refere que este é o seu último mandato, salientando que, em 2011, "será empossado um novo líder, eleito pelos militantes através de sufrágio individual e secreto".
No documento, hoje publicado na imprensa local, Jardim defende que, na nova estrutura política regional, o presidente do Governo Regional seria o "Presidente da Região", eleito pelos deputados na Assembleia Legislativa da Madeira. "A legislação regional deve ser promulgada pelo Presidente da Região e responsável pelo executivo, eleito pelos seus pares, deputados na Assembleia Legislativa da Região Autónoma, legislação obviamente sujeita à fiscalização do Tribunal Constitucional ou da Instituição que um dia necessariamente o substitua" , escreve Jardim na moção de 66 páginas, denominada Vencer 2011, hoje publicada na imprensa local.
O presidente do PSD-M defende também uma nova revisão constitucional, porque a actual estrutura "já não serve os madeirenses", e aponta como caminho o princípio da unidade diferenciada, para evitar o agravamento das tensões entre o Estado e a Região Autónoma.
Advoga que o actual Estatuto Político-Administrativo não deve ser alterado antes da próxima revisão constitucional.
Jardim refere que este é o seu último mandato, salientando que, em 2011, "será empossado um novo líder, eleito pelos militantes através de sufrágio individual e secreto".
segunda-feira, janeiro 28, 2008
Paes do Amaral negoceia compra de canal de televisão
O empresário português Miguel Paes do Amaral está a negociar a compra de uma parte das acções da Televisão Independente de Moçambique (TIM), disse hoje Bruno Morgado, presidente do canal.
"Estamos em contactos directos com Paes do Amaral, para explorar a possibilidade de ele comprar uma parte da TIM, estamos ainda a negociar, não está nada fechado", disse Morgado, desmentindo notícias veiculadas em Maputo de que o ex-patrão da TVI terá já adquirido 60% da TIM ao preço de 750 mil dólares.
"No quadro da actual lei moçambicana [...] não seria possível que Paes do Amaral ficasse com 60 por cento de uma televisão moçambicana, porque os estrangeiros não podem ter mais do que 20% de acções de uma empresa de media no país", enfatizou o presidente da TIM. Paralelamente, os accionistas moçambicanos da TIM estão também em contactos com outros grupos estrangeiros, para a possibilidade de parcerias com o canal moçambicano.
A TIM é um canal em sinal aberto criado há cerca de três anos e apenas visto na capital moçambicana, sendo a reestruturação accionista parte da sua estratégia de expansão para o resto do território moçambicano, sobretudo, para as principais cidades do país.
in Notícias Lusófonas
"Estamos em contactos directos com Paes do Amaral, para explorar a possibilidade de ele comprar uma parte da TIM, estamos ainda a negociar, não está nada fechado", disse Morgado, desmentindo notícias veiculadas em Maputo de que o ex-patrão da TVI terá já adquirido 60% da TIM ao preço de 750 mil dólares.
"No quadro da actual lei moçambicana [...] não seria possível que Paes do Amaral ficasse com 60 por cento de uma televisão moçambicana, porque os estrangeiros não podem ter mais do que 20% de acções de uma empresa de media no país", enfatizou o presidente da TIM. Paralelamente, os accionistas moçambicanos da TIM estão também em contactos com outros grupos estrangeiros, para a possibilidade de parcerias com o canal moçambicano.
A TIM é um canal em sinal aberto criado há cerca de três anos e apenas visto na capital moçambicana, sendo a reestruturação accionista parte da sua estratégia de expansão para o resto do território moçambicano, sobretudo, para as principais cidades do país.
in Notícias Lusófonas
Importação de azeite português aumentou 17% em 2007
As exportações portuguesas de azeite para o Brasil aumentaram 17,26% para 62,95 milhões de euros, no ano passado, em relação a 2006, informou hoje fonte ministerial.
Portugal manteve-se como o maior exportador de azeite para o Brasil, registando um aumento de vendas de 28,67% e atingindo as 17.644 toneladas, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Portugal controla uma quota de 54,09%do mercado brasileiro de azeite, seguido pela Espanha (22%), Argentina (16%) e Itália (6,5%).
Os resultados superaram as estimativas da Casa do Azeite de Portugal, entidade com 65 associados, responsáveis por 95% do azeite embalado português. No fim de Outubro de 2007, o presidente da entidade, Luís Folque, avançou que o aumento das exportações portuguesas de azeite é resultado do crescimento da economia brasileira. O responsável sublinhou que o recente reconhecimento por parte do Governo brasileiro da marca portuguesa de azeite, antiga reivindicação dos produtores portugueses, reduziu as fraudes no mercado. Actualmente, a marca de azeite português Gallo é a mais vendida no Brasil, ultrapassando a concorrente directa, a espanhola Carbonell. O azeite é um dos principais produtos exportados de Portugal para o Brasil.
in Notícias Lusófonas
Portugal manteve-se como o maior exportador de azeite para o Brasil, registando um aumento de vendas de 28,67% e atingindo as 17.644 toneladas, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Portugal controla uma quota de 54,09%do mercado brasileiro de azeite, seguido pela Espanha (22%), Argentina (16%) e Itália (6,5%).
Os resultados superaram as estimativas da Casa do Azeite de Portugal, entidade com 65 associados, responsáveis por 95% do azeite embalado português. No fim de Outubro de 2007, o presidente da entidade, Luís Folque, avançou que o aumento das exportações portuguesas de azeite é resultado do crescimento da economia brasileira. O responsável sublinhou que o recente reconhecimento por parte do Governo brasileiro da marca portuguesa de azeite, antiga reivindicação dos produtores portugueses, reduziu as fraudes no mercado. Actualmente, a marca de azeite português Gallo é a mais vendida no Brasil, ultrapassando a concorrente directa, a espanhola Carbonell. O azeite é um dos principais produtos exportados de Portugal para o Brasil.
in Notícias Lusófonas
"Egoísta" premiada pelo Type Directors Club de Nova Iorque
A revista Egoísta foi premiada pelo Type Directors Club (TDC) de Nova Iorque, entidade norte-americana que atribuiu o Certificate of Typographic Excellence às edições "Escrever" e "Sexo", publicadas em 2007, anunciou hoje a empresa proprietária da publicação.
De acordo com a Estoril Sol, é a primeira vez que a revista é distinguida pela qualidade gráfica e conteúdo pelo júri do TDC, que avaliou 225 candidaturas de 33 países.
Os premiados vão integrar uma exposição itinerante que percorrerá os Estados Unidos, o Japão e alguns países europeus.
Fundada em 2000, a Egoísta tem apostado numa imagem gráfica original com o recurso à fotografia e ilustração, bem como na escolha dos textos, com originais de autores portugueses e estrangeiros em todas as edições.
Conquistou até ao momento 14 prémios internacionais e 13 nacionais, entre eles, no ano passado, quatro galardões na 16ª edição dos Papies, um prémio atribuído pelos profissionais do sector das artes gráficas em Portugal.
Também no início de Maio do ano passado, a sua edição dedicada ao "Renascimento" recebeu a medalha para Melhor Design, atribuída pela norte-americana Society of Publications Designers (SPD), que já em anos anteriores distinguira a Egoísta com três prémios principais e duas menções honrosas. A publicação foi também recentemente premiada pelo Clube de Criativos de Portugal, que lhe atribuiu o Troféu de Bronze na categoria de Publicações Periódicas.
De acordo com a Estoril Sol, é a primeira vez que a revista é distinguida pela qualidade gráfica e conteúdo pelo júri do TDC, que avaliou 225 candidaturas de 33 países.
Os premiados vão integrar uma exposição itinerante que percorrerá os Estados Unidos, o Japão e alguns países europeus.
Fundada em 2000, a Egoísta tem apostado numa imagem gráfica original com o recurso à fotografia e ilustração, bem como na escolha dos textos, com originais de autores portugueses e estrangeiros em todas as edições.
Conquistou até ao momento 14 prémios internacionais e 13 nacionais, entre eles, no ano passado, quatro galardões na 16ª edição dos Papies, um prémio atribuído pelos profissionais do sector das artes gráficas em Portugal.
Também no início de Maio do ano passado, a sua edição dedicada ao "Renascimento" recebeu a medalha para Melhor Design, atribuída pela norte-americana Society of Publications Designers (SPD), que já em anos anteriores distinguira a Egoísta com três prémios principais e duas menções honrosas. A publicação foi também recentemente premiada pelo Clube de Criativos de Portugal, que lhe atribuiu o Troféu de Bronze na categoria de Publicações Periódicas.
Alemães da Continental preparam novo investimento em Portugal
O grupo alemão Continental, gigante mundial na produção de pneus, apresentou à AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal um novo projecto de aumento da capacidade produtiva da sua unidade de Lousado (Famalicão), que prevê um investimento da ordem dos 50 milhões de euros, confirmou António Lopes Seabra, presidente da Continental Mabor.
"O projecto visa o reforço da produção de pneus de maior valor acrescentado, nos chamados UHP [Ultra Alta Performance], destinados aos veículos topo de gama", afirmou o gestor.
A aposta deverá focalizar-se no fabrico de pneus de jante superior a 17 polegadas, "até, pelo menos", 20 polegadas. A ser aprovado, o investimento deverá iniciar-se no próximo Verão, criar mais 40 postos de trabalho e gerar vendas de 100 milhões de euros.
"O projecto visa o reforço da produção de pneus de maior valor acrescentado, nos chamados UHP [Ultra Alta Performance], destinados aos veículos topo de gama", afirmou o gestor.
A aposta deverá focalizar-se no fabrico de pneus de jante superior a 17 polegadas, "até, pelo menos", 20 polegadas. A ser aprovado, o investimento deverá iniciar-se no próximo Verão, criar mais 40 postos de trabalho e gerar vendas de 100 milhões de euros.
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Irão quer Sines para distribuir petróleo na Europa
O porto de Sines é apenas um dos projectos.
A vontade para fechar negócio é inequívoca, mas os obstáculos políticos que têm pela frente provam que a tarefa promete ser árdua. O Irão admite fazer da Galp um dos seus parceiros de referência na Europa. A prova está no projecto de armazenagem de crude iraniano em Sines, região onde a Galp está a proceder à reconversão e ampliação da sua refinaria. A localização estratégica e as características do porto de Sines – uma infra-estrutura de águas profundas que permite receber petroleiros de grande porte – permitiria transformá-lo numa plataforma de distribuição de petróleo para os restantes mercados europeus, assumindo uma das funções que tem hoje o porto de Roterdão. O crude seria aqui armazenado e depois canalizado para países terceiros, através de barcos mais pequenos.
Os interesses de cooperação económica entre a petrolífera nacional e o Irão não se ficam, no entanto, por aqui. As visitas mútuas têm-se sucedido, mas tarda a concretização de um memurandum de entendimento. Um facto a que não é alheio as dificuldades criadas pelo boicote político promovido pelos EUA. Em cima da mesa está também a hipótese de participação da Galp na exploração de petróleo e gás natural no Irão. A razão é simples. Além da necessidade de diversificar as suas fontes de abastecimento, a Galp necessita de assegurar a reposição dos fluxos de gás natural que hoje recebe da Argélia e da Nigéria e cujos volumes começam a diminuir a partir de 2020, com o fim dos contratos de aprovisionamento. E o Irão possui no Golfo Pérsico, uma das maiores reservas de gás do mundo que partilha com o Qatar. Além do mais, tem em marcha um ambicioso projecto de construção de várias fábricas de liquefação de gás natural, infra-estruturas que lhe permitirão escoar este combustível para os mercados internacionais, mas para as quais necessita de avultado investimento externo. O forte crescimento do consumo industrial e doméstico de gás natural, aliado à estratégia de entrada na área da produção de electricidade, estão a forçar a Galp a fechar negócio com diversos países, de que é exemplo o memurando de entendimento firmado com a Venezuela de Hugo Chávez.
À lista deverá juntar-se a Rússia, caso o seu accionista de referência, a Amorim Energia, consiga fechar o acordo que se arrasta há longos meses.
A alternativa da Galp passa pela aposta na pesquisa e produção própria de petróleo e gás natural. Uma estratégia mais arriscada, pela incerteza e pelos montantes que lhe estão associados como no Brasil. A ideia é estender a parceria a mais quatro países africanos: Guiné Equatorial, Mauritânia, Costa do Marfim e Togo.
A vontade para fechar negócio é inequívoca, mas os obstáculos políticos que têm pela frente provam que a tarefa promete ser árdua. O Irão admite fazer da Galp um dos seus parceiros de referência na Europa. A prova está no projecto de armazenagem de crude iraniano em Sines, região onde a Galp está a proceder à reconversão e ampliação da sua refinaria. A localização estratégica e as características do porto de Sines – uma infra-estrutura de águas profundas que permite receber petroleiros de grande porte – permitiria transformá-lo numa plataforma de distribuição de petróleo para os restantes mercados europeus, assumindo uma das funções que tem hoje o porto de Roterdão. O crude seria aqui armazenado e depois canalizado para países terceiros, através de barcos mais pequenos.
Os interesses de cooperação económica entre a petrolífera nacional e o Irão não se ficam, no entanto, por aqui. As visitas mútuas têm-se sucedido, mas tarda a concretização de um memurandum de entendimento. Um facto a que não é alheio as dificuldades criadas pelo boicote político promovido pelos EUA. Em cima da mesa está também a hipótese de participação da Galp na exploração de petróleo e gás natural no Irão. A razão é simples. Além da necessidade de diversificar as suas fontes de abastecimento, a Galp necessita de assegurar a reposição dos fluxos de gás natural que hoje recebe da Argélia e da Nigéria e cujos volumes começam a diminuir a partir de 2020, com o fim dos contratos de aprovisionamento. E o Irão possui no Golfo Pérsico, uma das maiores reservas de gás do mundo que partilha com o Qatar. Além do mais, tem em marcha um ambicioso projecto de construção de várias fábricas de liquefação de gás natural, infra-estruturas que lhe permitirão escoar este combustível para os mercados internacionais, mas para as quais necessita de avultado investimento externo. O forte crescimento do consumo industrial e doméstico de gás natural, aliado à estratégia de entrada na área da produção de electricidade, estão a forçar a Galp a fechar negócio com diversos países, de que é exemplo o memurando de entendimento firmado com a Venezuela de Hugo Chávez.
À lista deverá juntar-se a Rússia, caso o seu accionista de referência, a Amorim Energia, consiga fechar o acordo que se arrasta há longos meses.
A alternativa da Galp passa pela aposta na pesquisa e produção própria de petróleo e gás natural. Uma estratégia mais arriscada, pela incerteza e pelos montantes que lhe estão associados como no Brasil. A ideia é estender a parceria a mais quatro países africanos: Guiné Equatorial, Mauritânia, Costa do Marfim e Togo.
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Ministro da Defesa acusa MLSTP de preparar golpe de Estado
Pela segunda vez em dois meses o ministro da Defesa e da Ordem Interna são-tomense, Óscar Sousa, acusou o maior partido da oposição de estar envolvido na preparação de um golpe de estado, que o líder do MLSTP/PSD nega.
No debate parlamentar de terça-feira sobre a violação dos direitos humanos no país, Óscar Sousa acusou o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social-Democrata (MLSTP/PSD) de "promover e financiar a execução de um golpe de Estado sanguinolento previsto para Abril de 2007", noticia hoje a imprensa on-line do país.
O ministro da Defesa adiantou que o MLSTP/PSD estaria a trabalhar com os elementos da Polícia de Intervenção Rápida (PIR), conhecidos por "ninjas", na preparação do golpe de Estado. Acusações idênticas já tinham sido feitas, em Novembro, também no parlamento, pelo mesmo ministro.
Por sua vez, o líder do MLSTP/PSD, Rafael Branco, rejeitou, em declarações à Lusa, o que designou como "insinuações", considerando-as "completamente falsas". "O governo está aflito e em vias de cair. Estão a tentar todos os métodos para sobreviver", disse. O líder do maior partido da oposição adiantou que "ninguém dá crédito" às afirmações do ministro, sendo o único membro do governo que fala da alegada tentativa do MLSTP/PSD num golpe de estado. "Qual é o governo que sabe que se está a preparar um golpe de estado em Abril e não toma nenhuma posição"?, afirmou.
No debate parlamentar de terça-feira sobre a violação dos direitos humanos no país, Óscar Sousa acusou o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social-Democrata (MLSTP/PSD) de "promover e financiar a execução de um golpe de Estado sanguinolento previsto para Abril de 2007", noticia hoje a imprensa on-line do país.
O ministro da Defesa adiantou que o MLSTP/PSD estaria a trabalhar com os elementos da Polícia de Intervenção Rápida (PIR), conhecidos por "ninjas", na preparação do golpe de Estado. Acusações idênticas já tinham sido feitas, em Novembro, também no parlamento, pelo mesmo ministro.
Por sua vez, o líder do MLSTP/PSD, Rafael Branco, rejeitou, em declarações à Lusa, o que designou como "insinuações", considerando-as "completamente falsas". "O governo está aflito e em vias de cair. Estão a tentar todos os métodos para sobreviver", disse. O líder do maior partido da oposição adiantou que "ninguém dá crédito" às afirmações do ministro, sendo o único membro do governo que fala da alegada tentativa do MLSTP/PSD num golpe de estado. "Qual é o governo que sabe que se está a preparar um golpe de estado em Abril e não toma nenhuma posição"?, afirmou.
Centro de Língua Portuguesa em Oxford com nova aposta de programação
Personalidades portuguesas vão debater a lusofonia e a Europa, numa aposta do Centro de Língua Portuguesa em Oxford, cuja programação recebeu elogios no meio académico inglês, afirmou a directora. Em contacto telefónico a partir de Lisboa, Luísa Pinto Teixeira disse que as iniciativas do centro, para 2008, colocam em debate a lusofonia e a perspectiva portuguesa sobre a Europa, numa programação "algo ambiciosa".
"As reacções têm sido fantásticas. Tenho recebido muito apoio e elogios dos vários departamentos da Universidade de Oxford (UO), também de outros colégios em Inglaterra e da Embaixada de Portugal em Londres", afirmou a nova directora, que dirige o Centro de Língua Portuguesa em Oxford desde Setembro de 2007.
O professor Armando Marques Guedes, presidente do Instituto Diplomático, considera-se privilegiado por colaborar neste programa com o apoio da UO e "toda a importância e impacto isso tem". A arrancar com a programação, o professor Marques Guedes realiza uma conferência sobre a Política Europeia de Vizinhança (PEV), que já conta com a inscrição máxima de 50 pessoas. "Já tive de recusar a entrada das últimas pessoas que se inscreveram", afirmou a directora.
"Estou muito contente com aquilo que estou a conseguir", conta Teixeira, que chama a atenção para o aumento de alunos na UO inscritos na Licenciatura e Doutoramento em Língua Portuguesa, "o que revela interesse não só em Portugal, mas sobretudo no Brasil e em África". Em contraste com este entusiasmo, na Universidade de Cambridge, também no Reino Unido, foi anunciado, no ínicio de 2007, o encerramento da Licenciatura em Português em Outubro deste ano, por falta de fundos para a financiar. O trabalho desenvolvido pela nova direcção do Centro de Língua Portuguesa da UO "faz renascer o centro com um projecto de maior qualidade", rematou o professor Marques Guedes.
in Notícias Lusófonas
"As reacções têm sido fantásticas. Tenho recebido muito apoio e elogios dos vários departamentos da Universidade de Oxford (UO), também de outros colégios em Inglaterra e da Embaixada de Portugal em Londres", afirmou a nova directora, que dirige o Centro de Língua Portuguesa em Oxford desde Setembro de 2007.
O professor Armando Marques Guedes, presidente do Instituto Diplomático, considera-se privilegiado por colaborar neste programa com o apoio da UO e "toda a importância e impacto isso tem". A arrancar com a programação, o professor Marques Guedes realiza uma conferência sobre a Política Europeia de Vizinhança (PEV), que já conta com a inscrição máxima de 50 pessoas. "Já tive de recusar a entrada das últimas pessoas que se inscreveram", afirmou a directora.
"Estou muito contente com aquilo que estou a conseguir", conta Teixeira, que chama a atenção para o aumento de alunos na UO inscritos na Licenciatura e Doutoramento em Língua Portuguesa, "o que revela interesse não só em Portugal, mas sobretudo no Brasil e em África". Em contraste com este entusiasmo, na Universidade de Cambridge, também no Reino Unido, foi anunciado, no ínicio de 2007, o encerramento da Licenciatura em Português em Outubro deste ano, por falta de fundos para a financiar. O trabalho desenvolvido pela nova direcção do Centro de Língua Portuguesa da UO "faz renascer o centro com um projecto de maior qualidade", rematou o professor Marques Guedes.
in Notícias Lusófonas
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Galiza está a trabalhar na recepção da TV portuguesa
O presidente da Junta da Galiza garantiu hoje que o seu executivo "está a trabalhar" para permitir a recepção das rádios e televisões portuguesas naquela região autónoma de Espanha, mas admitiu que o processo envolve "grandes dificuldades".
Emilio Perez Touriño explicou que as dificuldades têm a ver com "as limitações do espaço radioeléctrico existente" na Galiza.
A recepção de novos canais só será possível depois de realizado o "apagão analógico" na Galiza e a implantação da televisão digital terrestre, após o que o governo regional solicitará um multiplexer (conjunto de frequências) autonómico adicional, que implicará um investimento de 15 milhões de euros.
O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, já disse que o Governo português segue "com interesse" a possibilidade das televisões portuguesas passarem a transmitir para a Galiza e colaborará nesse processo.
O primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, também garantiu que o Governo está aberto a estudar a possibilidade de dar meios técnicos adicionais para a difusão da televisão portuguesa na Galiza, mas frisou que este é um "tema complexo, com dificuldades técnicas, jurídicas e económicas".
Emilio Perez Touriño explicou que as dificuldades têm a ver com "as limitações do espaço radioeléctrico existente" na Galiza.
A recepção de novos canais só será possível depois de realizado o "apagão analógico" na Galiza e a implantação da televisão digital terrestre, após o que o governo regional solicitará um multiplexer (conjunto de frequências) autonómico adicional, que implicará um investimento de 15 milhões de euros.
O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, já disse que o Governo português segue "com interesse" a possibilidade das televisões portuguesas passarem a transmitir para a Galiza e colaborará nesse processo.
O primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, também garantiu que o Governo está aberto a estudar a possibilidade de dar meios técnicos adicionais para a difusão da televisão portuguesa na Galiza, mas frisou que este é um "tema complexo, com dificuldades técnicas, jurídicas e económicas".
sexta-feira, janeiro 18, 2008
Portugal e Espanha vão construir carro amigo do ambiente
Veículo vai gerar investimento de 150 milhões. Portugal e Espanha vão dar as mãos para fazerem do eixo Norte de Portugal/Galiza uma região especializada na produção de veículos de pequenas séries, associados a nichos de ambiente urbano.
Portugal e Espanha vão dar as mãos para fazerem do eixo Norte de Portugal/Galiza uma região especializada na produção de veículos de pequenas séries, associados a nichos de ambiente urbano.
O primeiro passo para a concretização deste desígnio ibérico vai ser dado esta tarde, em Braga, durante a Cimeira Luso-espanhola, com o estabelecimento de um acordo de colaboração entre os dois países, soube o Jornal de Negócios.
Portugal e Espanha vão dar as mãos para fazerem do eixo Norte de Portugal/Galiza uma região especializada na produção de veículos de pequenas séries, associados a nichos de ambiente urbano.
O primeiro passo para a concretização deste desígnio ibérico vai ser dado esta tarde, em Braga, durante a Cimeira Luso-espanhola, com o estabelecimento de um acordo de colaboração entre os dois países, soube o Jornal de Negócios.
"Sheik" árabe compra hotéis no Algarve para a semana
O multimilionário árabe ‘Sheik’ Mohamed Bin Issa Al Jaber, fundador, ‘chairman’ e CEO do grupo JJW Hotels & Resorts garante ter saldado as dívidas de investimento anterior e vai anunciar compra de uma cadeia de hotéis para a semana.
O empresário vai anunciar, nos próximos dias, a compra de vários hotéis e campos de golfe no Algarve. Sobre o investimento sabe-se apenas que, além de ser bastante superior a 100 milhões de euros, terá como alvo “unidades hoteleiras emblemáticas no Algarve e de luxo”, revelou fonte oficial da cadeia saudita JJW ao Diário Económico.
É público que a cadeia internacional Starwoods está a vender o Le Meridien Penina e o Dona Filipa, ambos localizados no Algarve. No entanto, a venda das unidades hoteleiras não obrigam ao afastamento da marca Le Meridien. O "Sheik" já tinha tentado comprá-los e chegou mesmo a anunciar uma proposta de aquisição pelos dois hotéis, mas com os negócios afectados pelo ataque terrorista de 11 de Setembro de 2001, em Nova Iorque, o árabe acabou por recuar. Os imóveis foram comprados pela cadeia norte-americana Starwoods.
Para consolidar presença no mercado português, o grupo JJW Hotels & Resorts vai criar a JJW Portugal, subsidiária portuguesa. Para já, o grupo tem em Portugal o projecto turístico Golf Resort de Pinheiros Altos, na Quinta do Lago, que inclui também o Royal Algarve & Spa, um hotel de cinco estrelas, que retomou a construção no início deste ano. Em Portugal, a JJW já opera através do Formosa Park Hotel Apartment, um hotel de quatro estrelas localizado na Ria Formosa. O grupo JJW, subsidiária da MBI Internacional, detém actualmente mais de 55 hotéis na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egipto, Iraque, Europa e Estados Unidos da América (EUA). Em carteira para este ano, estão já investimentos na ordem dos mil milhões de euros sobretudo na Europa e nos EUA.
O empresário vai anunciar, nos próximos dias, a compra de vários hotéis e campos de golfe no Algarve. Sobre o investimento sabe-se apenas que, além de ser bastante superior a 100 milhões de euros, terá como alvo “unidades hoteleiras emblemáticas no Algarve e de luxo”, revelou fonte oficial da cadeia saudita JJW ao Diário Económico.
É público que a cadeia internacional Starwoods está a vender o Le Meridien Penina e o Dona Filipa, ambos localizados no Algarve. No entanto, a venda das unidades hoteleiras não obrigam ao afastamento da marca Le Meridien. O "Sheik" já tinha tentado comprá-los e chegou mesmo a anunciar uma proposta de aquisição pelos dois hotéis, mas com os negócios afectados pelo ataque terrorista de 11 de Setembro de 2001, em Nova Iorque, o árabe acabou por recuar. Os imóveis foram comprados pela cadeia norte-americana Starwoods.
Para consolidar presença no mercado português, o grupo JJW Hotels & Resorts vai criar a JJW Portugal, subsidiária portuguesa. Para já, o grupo tem em Portugal o projecto turístico Golf Resort de Pinheiros Altos, na Quinta do Lago, que inclui também o Royal Algarve & Spa, um hotel de cinco estrelas, que retomou a construção no início deste ano. Em Portugal, a JJW já opera através do Formosa Park Hotel Apartment, um hotel de quatro estrelas localizado na Ria Formosa. O grupo JJW, subsidiária da MBI Internacional, detém actualmente mais de 55 hotéis na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egipto, Iraque, Europa e Estados Unidos da América (EUA). Em carteira para este ano, estão já investimentos na ordem dos mil milhões de euros sobretudo na Europa e nos EUA.
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Os famintos vampiros do moderno socialismo
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) impõe regras selvagens aos clientes que mal têm dinheiro para comer. A CGD está a enviar aos seus clientes, os de segunda ou terceira classe, uma circular que deveria fazer corar de vergonha os administradores - principescamente pagos - daquela instituição bancária, sejam os que lá estão ou os que vão a caminho do BCP. E também, é claro, as autoridades que mandam na CGD, ou seja o Estado, ou seja o Governo.
A carta da CGD começa, como mandam as boas regras de marketing, por reafirmar o empenho do Banco em oferecer aos seus clientes as melhores condições de preço/qualidade em toda a gama de prestação de serviços, incluindo no que respeita a despesas de manutenção nas contas à ordem. As palavras de circunstância não chegam sequer a suscitar qualquer tipo de ilusões, dado que após novo parágrafo sobre racionalização e eficiência da gestão de contas, o estimado/a cliente é confrontado com a informação de que, para continuar a usufruir da isenção da comissão de despesas de manutenção, terá de ter em cada trimestre um saldo médio superior a EUR 1000, ter crédito de vencimento ou ter aplicações financeiras associadas à respectiva conta. Ora, sucede que muitas contas da CGD, designadamente de pensionistas e reformados, foram abertas por imposição legal.
É o caso de um reformado por invalidez e quase septuagenário, que sobrevive com uma pensão de EUR 243,45 - que para ter direito ao piedoso subsídio diário de EUR 7,57 (sete euros e cinquenta e sete cêntimos!) foi forçado a abrir conta na CGD por determinação expressa da Segurança Social para receber a reforma.
Como se compreende, casos como este - e muitos são os portugueses que vivem abaixo ou no limiar da pobreza - não podem, de todo, preencher os requisitos impostos pela CGD e tão pouco dar-se ao luxo de pagar despesas de manutenção de uma conta que foram constrangidos a abrir para acolher a sua miséria. O mais escandaloso é que seja justamente uma instituição bancária que ano após ano apresenta lucros fabulosos e que aposenta os seus administradores, mesmo quando efémeros, com "obscenas" pensões(para citar Bagão Félix), a vir exigir a quem mal consegue sobreviver que contribua para engordar os seus lautos proventos. É sem dúvida uma situação ridícula e vergonhosa, como lhe chama o nosso leitor, mas as palavras sabem a pouco quando se trata de denunciar tamanha indignidade. Esta é a face brutal do capitalismo selvagem que nos servem sob a capa da democracia, em que até a esmola paga taxa. Sem respeito pela dignidade humana e sem qualquer resquício de decência, com o único objectivo de acumular mais e mais lucros, eis os administradores de sucesso.
in Notícias Lusófonas (noticiaslusofonas.com)
A carta da CGD começa, como mandam as boas regras de marketing, por reafirmar o empenho do Banco em oferecer aos seus clientes as melhores condições de preço/qualidade em toda a gama de prestação de serviços, incluindo no que respeita a despesas de manutenção nas contas à ordem. As palavras de circunstância não chegam sequer a suscitar qualquer tipo de ilusões, dado que após novo parágrafo sobre racionalização e eficiência da gestão de contas, o estimado/a cliente é confrontado com a informação de que, para continuar a usufruir da isenção da comissão de despesas de manutenção, terá de ter em cada trimestre um saldo médio superior a EUR 1000, ter crédito de vencimento ou ter aplicações financeiras associadas à respectiva conta. Ora, sucede que muitas contas da CGD, designadamente de pensionistas e reformados, foram abertas por imposição legal.
É o caso de um reformado por invalidez e quase septuagenário, que sobrevive com uma pensão de EUR 243,45 - que para ter direito ao piedoso subsídio diário de EUR 7,57 (sete euros e cinquenta e sete cêntimos!) foi forçado a abrir conta na CGD por determinação expressa da Segurança Social para receber a reforma.
Como se compreende, casos como este - e muitos são os portugueses que vivem abaixo ou no limiar da pobreza - não podem, de todo, preencher os requisitos impostos pela CGD e tão pouco dar-se ao luxo de pagar despesas de manutenção de uma conta que foram constrangidos a abrir para acolher a sua miséria. O mais escandaloso é que seja justamente uma instituição bancária que ano após ano apresenta lucros fabulosos e que aposenta os seus administradores, mesmo quando efémeros, com "obscenas" pensões(para citar Bagão Félix), a vir exigir a quem mal consegue sobreviver que contribua para engordar os seus lautos proventos. É sem dúvida uma situação ridícula e vergonhosa, como lhe chama o nosso leitor, mas as palavras sabem a pouco quando se trata de denunciar tamanha indignidade. Esta é a face brutal do capitalismo selvagem que nos servem sob a capa da democracia, em que até a esmola paga taxa. Sem respeito pela dignidade humana e sem qualquer resquício de decência, com o único objectivo de acumular mais e mais lucros, eis os administradores de sucesso.
in Notícias Lusófonas (noticiaslusofonas.com)
VW Polo mais próximo da Autoeuropa
A Audi Bruxelas confirmou hoje que a fábrica de Forest vai deixar de produzir os modelos Volkswagen Polo, o que reforça a ideia de que este poderá ser efectivamente o próximo modelo a ser fabricado pela Autoeuropa.
Segundo noticia hoje a imprensa belga, a produção dos automóveis Polo, actualmente assegurada pela Audi Bruxelas, a antiga VW Forest, "vai ser transferida em meados de 2009 para Setúbal".
No entanto, a porta-voz Birgit Peters limitou-se a confirmar que o plano de reorganização, que levou no ano passado a Audi a assumir a gestão da fábrica VW de Forest, num processo de transição de dois anos ainda em curso, prevê a produção exclusiva de automóveis Audi no final desse prazo.
A mesma fonte sublinhou que a decisão sobre a futura localização da produção dos Polo, actualmente assegurada pela fábrica de Bruxelas, pertence ao Grupo Volkswagen. Na semana passada, e de acordo com uma notícia avançada pelo Diário Económico, o director-geral da Autoeuropa, Jorn Reimers, anunciou que a empresa pretende atingir uma produção diária de 800 automóveis até 2010, o dobro conseguido em 2007, prevendo um aumento de 2000 postos de trabalho. Na mesma altura, o responsável admitiu que o quarto modelo, a juntar aos VW Eos e Scirocco e aos novos monovolumes (MPV), "pode ser o Polo", mas sublinhou que essa decisão "ainda não está tomada".
Segundo noticia hoje a imprensa belga, a produção dos automóveis Polo, actualmente assegurada pela Audi Bruxelas, a antiga VW Forest, "vai ser transferida em meados de 2009 para Setúbal".
No entanto, a porta-voz Birgit Peters limitou-se a confirmar que o plano de reorganização, que levou no ano passado a Audi a assumir a gestão da fábrica VW de Forest, num processo de transição de dois anos ainda em curso, prevê a produção exclusiva de automóveis Audi no final desse prazo.
A mesma fonte sublinhou que a decisão sobre a futura localização da produção dos Polo, actualmente assegurada pela fábrica de Bruxelas, pertence ao Grupo Volkswagen. Na semana passada, e de acordo com uma notícia avançada pelo Diário Económico, o director-geral da Autoeuropa, Jorn Reimers, anunciou que a empresa pretende atingir uma produção diária de 800 automóveis até 2010, o dobro conseguido em 2007, prevendo um aumento de 2000 postos de trabalho. Na mesma altura, o responsável admitiu que o quarto modelo, a juntar aos VW Eos e Scirocco e aos novos monovolumes (MPV), "pode ser o Polo", mas sublinhou que essa decisão "ainda não está tomada".
Portugal conhecido como "o país das burlas e das fraudes fiscais"
O presidente da Eurojust, José Luís Lopes da Mota, disse hoje no Parlamento que naquele organismo europeu "Portugal é conhecido como o país das burlas e fraudes fiscais, sobretudo relacionados com o IVA".
O procurador-geral adjunto Lopes da Mota falava aos deputados das Comissões de Assuntos Europeus e de Assuntos Constitucionais sobre a Eurojust, um órgão europeu de cooperação judiciária em matéria penal, no domínio da perseguição da criminalidade grave e organizada de natureza transnacional. Quanto à tipologia de crimes tratados pelo organismo, as burlas e fraudes fiscais lideram a lista portuguesa, seguindo-se o tráfico de droga e o branqueamento de capitais. No conjunto dos 27 Estados-membros da UE, o maior número de crimes tratados por esta unidade europeia de cooperação judiciária relaciona-se com o tráfico de droga, burlas, fraudes e branqueamento de capitais.
O procurador-geral adjunto Lopes da Mota falava aos deputados das Comissões de Assuntos Europeus e de Assuntos Constitucionais sobre a Eurojust, um órgão europeu de cooperação judiciária em matéria penal, no domínio da perseguição da criminalidade grave e organizada de natureza transnacional. Quanto à tipologia de crimes tratados pelo organismo, as burlas e fraudes fiscais lideram a lista portuguesa, seguindo-se o tráfico de droga e o branqueamento de capitais. No conjunto dos 27 Estados-membros da UE, o maior número de crimes tratados por esta unidade europeia de cooperação judiciária relaciona-se com o tráfico de droga, burlas, fraudes e branqueamento de capitais.
Cabo Verde: Emigrantes em Portugal julgam que país entrou para UE e desistem de legalização
Há emigrantes cabo-verdianos em Portugal que desistiram dos processos de legalização, convencidos de que Cabo Verde entrou para a União Europeia (UE), alertou hoje o MpD (Movimento para a Democracia), maior partido da oposição no arquipélago (?!).
O alerta surgiu na sequência de uma reunião realizada no fim-de-semana em Portugal, por ocasião do Dia da Liberdade e Democracia (primeiras eleições multipartidárias em Cabo Verde a 13 de Janeiro de 1991), quando representantes de associações se afirmaram preocupados com a confusão gerada à volta da parceria especial de Cabo Verde com a UE.
A UE aprovou no passado dia 19 de Novembro, durante a presidência portuguesa, um acordo de parceria especial com Cabo Verde, que alguns cabo-verdianos entenderam, erradamente, ser uma entrada do país na para o grupo dos 27, segundo o MpD.
"As pessoas quase deixaram de se preocupar com a legalização, por pensarem que se podem nacionalizar", afirmou, acrescentando que é fundamental uma campanha, em Portugal e nos outros países europeus onde existem comunidades de emigrantes, para esclarecer esta matéria.
Na verdade, a parceria não faz dos cabo-verdianos cidadãos europeus de pleno direito nem lhes dá regalias como a livre circulação e o direito de permanência e residência no espaço Schengen, frisa o MpD.
O alerta surgiu na sequência de uma reunião realizada no fim-de-semana em Portugal, por ocasião do Dia da Liberdade e Democracia (primeiras eleições multipartidárias em Cabo Verde a 13 de Janeiro de 1991), quando representantes de associações se afirmaram preocupados com a confusão gerada à volta da parceria especial de Cabo Verde com a UE.
A UE aprovou no passado dia 19 de Novembro, durante a presidência portuguesa, um acordo de parceria especial com Cabo Verde, que alguns cabo-verdianos entenderam, erradamente, ser uma entrada do país na para o grupo dos 27, segundo o MpD.
"As pessoas quase deixaram de se preocupar com a legalização, por pensarem que se podem nacionalizar", afirmou, acrescentando que é fundamental uma campanha, em Portugal e nos outros países europeus onde existem comunidades de emigrantes, para esclarecer esta matéria.
Na verdade, a parceria não faz dos cabo-verdianos cidadãos europeus de pleno direito nem lhes dá regalias como a livre circulação e o direito de permanência e residência no espaço Schengen, frisa o MpD.
Livraria Lello foi considerada a 3ª mais belas do mundo
Jornal The Guardian chama "divina" à casa livreira do Porto e considera-a a terceira mais bela do mundo. Mas quem aparece no topo da lista é uma antiga igreja de Maastricht, Holanda, transformada na casa dos livros.
"É um motivo de orgulho para os portugueses, e aumenta as nossas responsabilidades", diz Antero Braga, proprietário da Lello, depois de saber que a sua livraria é uma referência a nível mundial. No entanto, o terceiro lugar sabe a pouco: construída de raiz, refere, não conhece nenhuma tão bonita. Das muitas casas livreiras que conhece, Braga destaca duas que se aproximam da "divina" Lello. El Ateneo, em Buenos Aires - que The Guardian põe em segundo lugar -, e a Rizzoli, em Nova Iorque. A livraria argentina, contudo, "é um antigo teatro" agora habitado pelos livros, e a Rizzoli, instalada num edifício de arte nova, "é mais pequena" do que a livraria da Rua das Carmelitas, frente à Torre dos Clérigos.
Fundada em 1906, com a presença no dia de abertura de, entre outros, Guerra Junqueiro, José Leite de Vasconcelos e Afonso Costa, a Livraria Lello, que se estende por dois andares, mantém a traça original. O edifício, projectado por Xavier Esteves, foi construído de raiz em estilo neogótico. Surpreende, a quem ali entra, a escadaria circular, as enormes estantes iluminadas pela suave luz da clarabóia. Pelas estantes e bancas existem cerca de "120 mil títulos diferentes". E em várias línguas, sublinha Antero Braga, porque parte substancial dos clientes da casa chega do estrangeiro. A pensar nos turistas, que têm a Lello como lugar de passagem no roteiro do Porto, "temos obras traduzidas, em várias línguas, de escritores portugueses". Ao contrário das outras casas, ainda graças ao público internacional, a Lello não apresenta quebra de vendas durante os meses de Verão. É com pequenos pormenores, diz Braga, que uma livraria tradicional resiste à concorrência das grandes superfícies e dos grandes grupos livreiros. "Temos clientes em Lisboa, no Algarve, Brasil, etc., porque aqui encontram sempre a obra" que procuram. "Nunca dizemos que o livro está esgotado, não há de momento - mas o cliente tê-lo-á nas mãos dentro de dias."
"É um motivo de orgulho para os portugueses, e aumenta as nossas responsabilidades", diz Antero Braga, proprietário da Lello, depois de saber que a sua livraria é uma referência a nível mundial. No entanto, o terceiro lugar sabe a pouco: construída de raiz, refere, não conhece nenhuma tão bonita. Das muitas casas livreiras que conhece, Braga destaca duas que se aproximam da "divina" Lello. El Ateneo, em Buenos Aires - que The Guardian põe em segundo lugar -, e a Rizzoli, em Nova Iorque. A livraria argentina, contudo, "é um antigo teatro" agora habitado pelos livros, e a Rizzoli, instalada num edifício de arte nova, "é mais pequena" do que a livraria da Rua das Carmelitas, frente à Torre dos Clérigos.
Fundada em 1906, com a presença no dia de abertura de, entre outros, Guerra Junqueiro, José Leite de Vasconcelos e Afonso Costa, a Livraria Lello, que se estende por dois andares, mantém a traça original. O edifício, projectado por Xavier Esteves, foi construído de raiz em estilo neogótico. Surpreende, a quem ali entra, a escadaria circular, as enormes estantes iluminadas pela suave luz da clarabóia. Pelas estantes e bancas existem cerca de "120 mil títulos diferentes". E em várias línguas, sublinha Antero Braga, porque parte substancial dos clientes da casa chega do estrangeiro. A pensar nos turistas, que têm a Lello como lugar de passagem no roteiro do Porto, "temos obras traduzidas, em várias línguas, de escritores portugueses". Ao contrário das outras casas, ainda graças ao público internacional, a Lello não apresenta quebra de vendas durante os meses de Verão. É com pequenos pormenores, diz Braga, que uma livraria tradicional resiste à concorrência das grandes superfícies e dos grandes grupos livreiros. "Temos clientes em Lisboa, no Algarve, Brasil, etc., porque aqui encontram sempre a obra" que procuram. "Nunca dizemos que o livro está esgotado, não há de momento - mas o cliente tê-lo-á nas mãos dentro de dias."
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Portugal ocupa 53º lugar em Índice de Liberdade Económica
A economia portuguesa é moderadamente livre ou 64,3% livre, segundo o Índice da Economia Livre de 2008 da Heritage Foundation (Washington), que coloca Portugal no 53º lugar entre 162 países.
Portugal desceu 0,2% face ao ano anterior, situando-se entre o Uganda (52º lugar) e a Tailândia (54º lugar).
O relatório, que avalia o grau de liberdade da economia em 162 países, nomeadamente ao nível do comércio, dos negócios, do investimento e dos direitos de propriedade, adianta que Portugal está ligeiramente abaixo da média europeia.
Portugal tem elevados níveis de liberdade nos negócios (79,6%), no comércio (86%), no investimento (70%), nos direitos de propriedade (70%), assim como liberdade ao nível monetário (79,4%).
A formação nos negócios é eficiente, mas, outras operações comerciais são lentas devido à burocracia. A inflação é baixa e o Governo promove activamente o investimento estrangeiro.
Pelo contrário, Portugal tem baixos índices de liberdade do Estado (32,6%), fiscal (61,3%) e laboral (48%).
O Estado gasta quase o equivalente a 50% do Produto Interno Bruto e o sector laboral é altamente restritivo em muitas áreas, sublinha o relatório.
No que se refere ao mercado laboral, o documento adianta que as regulações inflexíveis de emprego impedem o crescimento da produtividade e das oportunidades de emprego totais.
O custo de empregar um trabalhador é elevado e a rigidez de contratar e despedir um trabalhador cria uma aversão de risco para as empresas que, caso contrário, empregariam mais pessoas.
O ranking da economia mais livre é liderado por Hong Kong (90,3 por cento), seguido de Singapura (87,4 por cento) e Irlanda (84,4 por cento). Austrália (82 por cento), Estados Unidos (80,6 por cento) e Nova Zelândia (80,2 por cento) são os países que se seguem na tabela.
Portugal desceu 0,2% face ao ano anterior, situando-se entre o Uganda (52º lugar) e a Tailândia (54º lugar).
O relatório, que avalia o grau de liberdade da economia em 162 países, nomeadamente ao nível do comércio, dos negócios, do investimento e dos direitos de propriedade, adianta que Portugal está ligeiramente abaixo da média europeia.
Portugal tem elevados níveis de liberdade nos negócios (79,6%), no comércio (86%), no investimento (70%), nos direitos de propriedade (70%), assim como liberdade ao nível monetário (79,4%).
A formação nos negócios é eficiente, mas, outras operações comerciais são lentas devido à burocracia. A inflação é baixa e o Governo promove activamente o investimento estrangeiro.
Pelo contrário, Portugal tem baixos índices de liberdade do Estado (32,6%), fiscal (61,3%) e laboral (48%).
O Estado gasta quase o equivalente a 50% do Produto Interno Bruto e o sector laboral é altamente restritivo em muitas áreas, sublinha o relatório.
No que se refere ao mercado laboral, o documento adianta que as regulações inflexíveis de emprego impedem o crescimento da produtividade e das oportunidades de emprego totais.
O custo de empregar um trabalhador é elevado e a rigidez de contratar e despedir um trabalhador cria uma aversão de risco para as empresas que, caso contrário, empregariam mais pessoas.
O ranking da economia mais livre é liderado por Hong Kong (90,3 por cento), seguido de Singapura (87,4 por cento) e Irlanda (84,4 por cento). Austrália (82 por cento), Estados Unidos (80,6 por cento) e Nova Zelândia (80,2 por cento) são os países que se seguem na tabela.
Subsidiária da Honda decide construir nova fábrica em Famalicão
A Tesco - Componentes para Automóveis, empresa japonesa instalada na Trofa desde 1993, decidiu avançar para a abertura de mais uma fábrica, desta vez no vizinho concelho de Famalicão, confirmou Mário Ferreira, director fabril da empresa, ao Jornal de Negócios.
Fonte da autarquia famalicense adiantou que o projecto industrial já possui aprovação camarária e deverá criar cerca de 350 postos de trabalho.
Fonte da autarquia famalicense adiantou que o projecto industrial já possui aprovação camarária e deverá criar cerca de 350 postos de trabalho.
JM e Continente entre as 250 maiores
As duas maiores cadeias portuguesas de retalho estão entre as 250 maiores empresas do sector no mundo, segundo o relatório 2008 Global Powers of Retail, divulgado ontem pela consultora Deloitte.
O ranking, que identifica as 250 maiores empresas do sector do retalho, continua a ser liderado pela norte-americana Wal-Mart, seguida pela francesa Carrefour. A maior empresa portuguesa do sector é a Jerónimo Martins (JM), que ocupa a 138ª posição, tendo subido 12 posições relativamente ao lugar ocupado no estudo de 2006. A outra empresa nacional nesta lista é a Modelo-Continente, no 183º lugar, tendo ganho sete posições desde o relatório de 2006. A JM opera em Portugal e na Polónia, enquanto a Modelo-Continente está só presente em Portugal.
O ranking, que identifica as 250 maiores empresas do sector do retalho, continua a ser liderado pela norte-americana Wal-Mart, seguida pela francesa Carrefour. A maior empresa portuguesa do sector é a Jerónimo Martins (JM), que ocupa a 138ª posição, tendo subido 12 posições relativamente ao lugar ocupado no estudo de 2006. A outra empresa nacional nesta lista é a Modelo-Continente, no 183º lugar, tendo ganho sete posições desde o relatório de 2006. A JM opera em Portugal e na Polónia, enquanto a Modelo-Continente está só presente em Portugal.
Cimeira Ibérica: Menezes defende mais "solidariedade ibérica" !?
O presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, defendeu que as Cimeiras Ibéricas deveriam assumir uma perspectiva de "verdadeira solidariedade ibérica" para o desenvolvimento económico e social.
Luís Filipe Menezes, que falava à Lusa a propósito da XXIII Cimeira Ibérica, que começa sexta-feira em Braga, considerou que se "deveria introduzir uma nova perspectiva de abordagem das questões ibéricas na filosofia das cimeiras entre os dois países".
Para o líder do Eixo Atlântico, a forma como são actualmente encaradas as reuniões entre os governos dos dois países existe porque "talvez nunca se tenha equacionado a ideia de que os interesses de Portugal e de Espanha podem ser complementares".
De alarvidade em alarvidade...
Luís Filipe Menezes, que falava à Lusa a propósito da XXIII Cimeira Ibérica, que começa sexta-feira em Braga, considerou que se "deveria introduzir uma nova perspectiva de abordagem das questões ibéricas na filosofia das cimeiras entre os dois países".
Para o líder do Eixo Atlântico, a forma como são actualmente encaradas as reuniões entre os governos dos dois países existe porque "talvez nunca se tenha equacionado a ideia de que os interesses de Portugal e de Espanha podem ser complementares".
De alarvidade em alarvidade...
UE: Vítor Caldeira eleito presidente do Tribunal de Contas Europeu
O juiz português do Tribunal de Contas Europeu (TCE), Vítor Caldeira, foi hoje eleito presidente do TCE, disse à Lusa fonte daquele tribunal.
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Madeira: Grupo Parlamentar do PSD-M reivindica maior autonomia fiscal
O Grupo Parlamentar do PSD-M na Assembleia Legislativa da Madeira defendeu hoje uma maior autonomia fiscal para a Região para garantir a competitividade da Zona Franca, designadamente em matéria de comércio electrónico.
O Grupo Parlamentar reuniu-se hoje com a administração da Sociedade de Desenvolvimento da Madeira (SDM), empresa concessionária do Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM), com quem debateu a situação resultante do novo regime de cobrança do IVA na prestação de serviços de telecomunicações à distância e Internet na União Europeia (UE).
Em Dezembro de 2007, os ministros das Finanças da UE chegaram a acordo, por unanimidade, sobre as regras de cobrança do IVA nos serviços de telecomunicações fornecidos à distância.
O IVA nos serviços vendidos pela Internet (telecomunicações e outros) passarão a ser, a partir de 2019, cobrados e pagos às autoridades do país de consumo e não, como actualmente, no do Estado-membro onde está instalada a empresa.
A partir de 2015, será implementado um sistema de "partilha de receitas" fiscais com o país onde está instalada a empresa a ficar com 30 por cento.
Trata-se de um sistema degressivo até 2019, ano em que toda a receita fiscal será entregue ao país de consumo de determinado bem comprado pela Internet.
A receita fiscal para a Madeira no âmbito desta actividade do comércio electrónico em 2006 representou 50 milhões de euros.
O CINM engloba a Zona Franca Industrial, serviços internacionais, registo internacional de navios e sucursais financeiras exteriores.
O Grupo Parlamentar reuniu-se hoje com a administração da Sociedade de Desenvolvimento da Madeira (SDM), empresa concessionária do Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM), com quem debateu a situação resultante do novo regime de cobrança do IVA na prestação de serviços de telecomunicações à distância e Internet na União Europeia (UE).
Em Dezembro de 2007, os ministros das Finanças da UE chegaram a acordo, por unanimidade, sobre as regras de cobrança do IVA nos serviços de telecomunicações fornecidos à distância.
O IVA nos serviços vendidos pela Internet (telecomunicações e outros) passarão a ser, a partir de 2019, cobrados e pagos às autoridades do país de consumo e não, como actualmente, no do Estado-membro onde está instalada a empresa.
A partir de 2015, será implementado um sistema de "partilha de receitas" fiscais com o país onde está instalada a empresa a ficar com 30 por cento.
Trata-se de um sistema degressivo até 2019, ano em que toda a receita fiscal será entregue ao país de consumo de determinado bem comprado pela Internet.
A receita fiscal para a Madeira no âmbito desta actividade do comércio electrónico em 2006 representou 50 milhões de euros.
O CINM engloba a Zona Franca Industrial, serviços internacionais, registo internacional de navios e sucursais financeiras exteriores.
Pediu Livro de Reclamações e acabou condenada em tribunal
Uma mulher que em 2005 pediu o Livro de Reclamações (LR) num restaurante de Matosinhos aguarda ainda o resultado da queixa, mas já foi condenada em tribunal por "pôr em causa o prestígio, crédito e confiança" do estabelecimento.
De acordo com a sentença do caso, a arguida foi condenada porque "disse repetidamente, em tom exaltado e de modo audível para as demais pessoas que se encontravam no restaurante àquela hora, nomeadamente que a comida não prestara e que nunca tinha sido tão mal servida".
Fonte conhecedora do processo disse hoje que o Tribunal de Matosinhos condenou a mulher a indemnizar a dona do restaurante em 300 euros e a pagar uma multa de 15 euros por dia, para remir uma pena de 75 dias de prisão.
Os factos passaram-se durante um jantar de um grupo de médicos e enfermeiros de um centro de saúde, para assinalar a despedida de um colega de trabalho. Perto do final do repasto, uma das participantes considerou ter sido tratada de forma indelicada por um dos funcionários, pedindo o LR. O LR só foi fornecido depois do pagamento das refeições e após a chamada da PSP. Na sequência desta queixa, a reclamante foi notificada pelo tribunal, em Fevereiro de 2006, de uma queixa-crime que lhe tinha sido movida pela proprietária do restaurante que viria a resultar na sua condenação. As expressões desprimorosas para o restaurante que determinaram a condenação terão sido proferidas pela arguida no intervalo de cerca de hora e meia que mediou entre o pedido do LR e a sua apresentação.
A fonte afirmou que em Dezembro do ano passado, cerca de dois anos e meio após a ocorrência, a reclamação continuava em analise nos serviços camarários. Contactada pela Lusa, fonte da Câmara de Matosinhos disse que está a avaliar o caso, prometendo esclarecimentos em breve.
Moral da história: Reclame-se, sim, mas baixinho!
De acordo com a sentença do caso, a arguida foi condenada porque "disse repetidamente, em tom exaltado e de modo audível para as demais pessoas que se encontravam no restaurante àquela hora, nomeadamente que a comida não prestara e que nunca tinha sido tão mal servida".
Fonte conhecedora do processo disse hoje que o Tribunal de Matosinhos condenou a mulher a indemnizar a dona do restaurante em 300 euros e a pagar uma multa de 15 euros por dia, para remir uma pena de 75 dias de prisão.
Os factos passaram-se durante um jantar de um grupo de médicos e enfermeiros de um centro de saúde, para assinalar a despedida de um colega de trabalho. Perto do final do repasto, uma das participantes considerou ter sido tratada de forma indelicada por um dos funcionários, pedindo o LR. O LR só foi fornecido depois do pagamento das refeições e após a chamada da PSP. Na sequência desta queixa, a reclamante foi notificada pelo tribunal, em Fevereiro de 2006, de uma queixa-crime que lhe tinha sido movida pela proprietária do restaurante que viria a resultar na sua condenação. As expressões desprimorosas para o restaurante que determinaram a condenação terão sido proferidas pela arguida no intervalo de cerca de hora e meia que mediou entre o pedido do LR e a sua apresentação.
A fonte afirmou que em Dezembro do ano passado, cerca de dois anos e meio após a ocorrência, a reclamação continuava em analise nos serviços camarários. Contactada pela Lusa, fonte da Câmara de Matosinhos disse que está a avaliar o caso, prometendo esclarecimentos em breve.
Moral da história: Reclame-se, sim, mas baixinho!
"Não sei o que é pior: os bandidos ou os cúmplices"
Por Ferreira Fernandes, in DN
O ministro do Interior da Venezuela de Chávez recebeu as duas reféns, estendeu a mão ao chefe da patrulha colombiana que lhas entregava e disse-lhe: "Estamos muito orgulhosos da vossa luta. Mantenham esse esforço e essa fé. Contem connosco." A história da diplomacia - integrada que está na história das trocas, em que a parte que recebe também tem de dar - está cheia desses sapos engolidos. Às vezes é preciso negociar com o diabo e, se tiver de ser, prestar-lhe homenagem. O ministro, no meio da selva, tinha uma incumbência: recuperar as duas reféns. Se para isso era necessário apertar o bacalhau a um terrorista das FARC e desejar-lhe o melhor, assim fosse.
Mas, agora que Clara Rojas e Consuelo González voltaram a casa, deixem-me dizer-vos: grandes canalhas são os tipos da FARC. Eu já sabia, mas fiquei a saber mais pelos testemunhos de Clara, de 44 anos, e Consuelo, de 57. A primeira foi sequestrada em 2002, a segunda, em 2001. Não eram polícias nem soldados - condição única que justificaria, para guerrilheiros, manter preso alguém. Já para narcotraficantes e terroristas, sequestrar qualquer pessoa serve. Ou lhes dá dinheiro ou lhes alimenta a estratégia de difundir terror. Clara, braço-direito da candidata presidencial Ingrid Betancourt (sequestrada com ela, e ainda presa), e Consuelo, congressista, eram políticas de partidos democráticos, que concorriam regularmente às eleições livres na Colômbia, mas esse facto não impediu que fossem sequestradas e mantidas presas tantos anos. Como não impede que simples camponeses sejam a maioria dos 700 presos que as FARC tem.
E o que é ser preso das FARC? Clara e Consuelo contaram alguma coisa. Andaram na selva agrilhoadas com uma corrente ao pescoço, disseram ambas. Quando Clara e Ingrid tentaram fugir, apanharam-nas e aterrorizavam-nas "com tarântulas e cobras". Um dos da FARC fez um filho a Clara; ao fim de oito meses tiraram-lhe o bebé e ela nunca mais o viu (essa preciosa moeda de troca que era a criança, acabaram por a perder e ficou livre sem as FARC o quererem - além de terroristas, imbecis).
Eis, pois, a organização cuja defesa - para lá dos cumprimentos do ministro do Interior com que abro a crónica - foi reiterada, esta semana, por Hugo Chávez. Ele pediu ao mundo para deixar de chamar aos terroristas terroristas, já que eles "têm um projecto político, um projecto bolivariano, que aqui [na Venezuela] é respeitado". Cuba, que também gosta das FARC, aproveitou para oferecer uma clínica para Clara Rojas poder recuperar-se do trauma psicológico por lhe terem retirado o filho bebé. Só falta o PCP oferecer, às duas libertadas, uma entrada permanente na próxima Festa do Avante [Bold nosso].
O ministro do Interior da Venezuela de Chávez recebeu as duas reféns, estendeu a mão ao chefe da patrulha colombiana que lhas entregava e disse-lhe: "Estamos muito orgulhosos da vossa luta. Mantenham esse esforço e essa fé. Contem connosco." A história da diplomacia - integrada que está na história das trocas, em que a parte que recebe também tem de dar - está cheia desses sapos engolidos. Às vezes é preciso negociar com o diabo e, se tiver de ser, prestar-lhe homenagem. O ministro, no meio da selva, tinha uma incumbência: recuperar as duas reféns. Se para isso era necessário apertar o bacalhau a um terrorista das FARC e desejar-lhe o melhor, assim fosse.
Mas, agora que Clara Rojas e Consuelo González voltaram a casa, deixem-me dizer-vos: grandes canalhas são os tipos da FARC. Eu já sabia, mas fiquei a saber mais pelos testemunhos de Clara, de 44 anos, e Consuelo, de 57. A primeira foi sequestrada em 2002, a segunda, em 2001. Não eram polícias nem soldados - condição única que justificaria, para guerrilheiros, manter preso alguém. Já para narcotraficantes e terroristas, sequestrar qualquer pessoa serve. Ou lhes dá dinheiro ou lhes alimenta a estratégia de difundir terror. Clara, braço-direito da candidata presidencial Ingrid Betancourt (sequestrada com ela, e ainda presa), e Consuelo, congressista, eram políticas de partidos democráticos, que concorriam regularmente às eleições livres na Colômbia, mas esse facto não impediu que fossem sequestradas e mantidas presas tantos anos. Como não impede que simples camponeses sejam a maioria dos 700 presos que as FARC tem.
E o que é ser preso das FARC? Clara e Consuelo contaram alguma coisa. Andaram na selva agrilhoadas com uma corrente ao pescoço, disseram ambas. Quando Clara e Ingrid tentaram fugir, apanharam-nas e aterrorizavam-nas "com tarântulas e cobras". Um dos da FARC fez um filho a Clara; ao fim de oito meses tiraram-lhe o bebé e ela nunca mais o viu (essa preciosa moeda de troca que era a criança, acabaram por a perder e ficou livre sem as FARC o quererem - além de terroristas, imbecis).
Eis, pois, a organização cuja defesa - para lá dos cumprimentos do ministro do Interior com que abro a crónica - foi reiterada, esta semana, por Hugo Chávez. Ele pediu ao mundo para deixar de chamar aos terroristas terroristas, já que eles "têm um projecto político, um projecto bolivariano, que aqui [na Venezuela] é respeitado". Cuba, que também gosta das FARC, aproveitou para oferecer uma clínica para Clara Rojas poder recuperar-se do trauma psicológico por lhe terem retirado o filho bebé. Só falta o PCP oferecer, às duas libertadas, uma entrada permanente na próxima Festa do Avante [Bold nosso].
Rodman deslocaliza para Valença 30% da produção de iates
O grupo espanhol Rodman, líder de mercado na construção de embarcações de recreio, vai passar para a fábrica que acaba de instalar em Valença cerca de 30% da sua produção, revelou fonte da empresa. A empresa construiu em Portugal uma fábrica, constituída por dois pavilhões cobertos de 20 mil metros quadrados, tida como "uma das mais avançadas" do mundo.
Este investimento, estimado em 12 milhões de euros, permitirá deslocar para Valença parte da actual produção realizada na unidade espanhola de Meira-Moaña. Nesta fábrica espanhola, o grupo passará a construir os mega-iates da linha Muse, de 13,5 a 44 metros de comprimento. Quanto à unidade de Valença, actualmente em testes de operação das linhas de produção, será dedicada à construção de embarcações de recreio em fibra de vidro, entre os 8 e os 16 metros de comprimento, das gamas Rodman Fisher & Cruise. A unidade portuguesa deverá absolver entre "20% a 30%" da produção global actual do grupo e terá capacidade também para construir lanchas patrulheiras.
A Rodman, grupo com sede em Vigo (Galiza), prevê produzir este ano, a partir do Parque Empresarial de Valença, 160 embarcações. Número que deverá duplicar, progressivamente, nos próximos anos. A perspectiva é de gerar um volume de vendas de 21 milhões de euros e 28 milhões nos anos seguintes. Numa primeira fase, a unidade de Valença, cuja inauguração oficial deverá acontecer ainda no primeiro trimestre deste ano, vai empregar perto de 200 trabalhadores, gerando ainda cerca de 400 postos de trabalho indirectos. O investimento inicial foi comparticipado pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, nomeadamente a compra de terrenos (65 mil metros quadrados), instalações e maquinaria. A escolha de Valença foi justificada pelos responsáveis da Rodman com a proximidade da localidade e boas vias de comunicação com Vigo.
Com cerca de 30 anos de actividade, o grupo galego é líder de mercado na produção de embarcações de náutica desportiva, militar e de pescas. Actualmente, entre 55% a 60% da produção do grupo destina-se ao mercado espanhol e o restante a países como França, Reino Unido e Itália.
Este investimento, estimado em 12 milhões de euros, permitirá deslocar para Valença parte da actual produção realizada na unidade espanhola de Meira-Moaña. Nesta fábrica espanhola, o grupo passará a construir os mega-iates da linha Muse, de 13,5 a 44 metros de comprimento. Quanto à unidade de Valença, actualmente em testes de operação das linhas de produção, será dedicada à construção de embarcações de recreio em fibra de vidro, entre os 8 e os 16 metros de comprimento, das gamas Rodman Fisher & Cruise. A unidade portuguesa deverá absolver entre "20% a 30%" da produção global actual do grupo e terá capacidade também para construir lanchas patrulheiras.
A Rodman, grupo com sede em Vigo (Galiza), prevê produzir este ano, a partir do Parque Empresarial de Valença, 160 embarcações. Número que deverá duplicar, progressivamente, nos próximos anos. A perspectiva é de gerar um volume de vendas de 21 milhões de euros e 28 milhões nos anos seguintes. Numa primeira fase, a unidade de Valença, cuja inauguração oficial deverá acontecer ainda no primeiro trimestre deste ano, vai empregar perto de 200 trabalhadores, gerando ainda cerca de 400 postos de trabalho indirectos. O investimento inicial foi comparticipado pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, nomeadamente a compra de terrenos (65 mil metros quadrados), instalações e maquinaria. A escolha de Valença foi justificada pelos responsáveis da Rodman com a proximidade da localidade e boas vias de comunicação com Vigo.
Com cerca de 30 anos de actividade, o grupo galego é líder de mercado na produção de embarcações de náutica desportiva, militar e de pescas. Actualmente, entre 55% a 60% da produção do grupo destina-se ao mercado espanhol e o restante a países como França, Reino Unido e Itália.
sábado, janeiro 12, 2008
PIDASAE
Não sou dos tempos da outra senhora, mas cada vez mais me parece que aqueles que se arrogam da luta pela liberdade se estão a divertir com a sua própria "polícia politica". A ASAE (agência de segurança alimentar e económica) cada vez mais parece uma espécide de PIDE que tudo observa e tudo controla. agora até já treino Militar e de Inteligência os senhores inspectores têm.
Saber não sei, mas parece que não temos uma ASAE mas sim uma PIDASAE
Saber não sei, mas parece que não temos uma ASAE mas sim uma PIDASAE
sexta-feira, janeiro 11, 2008
BCP é a arma secreta para controlar o défice
in Notícias Lusófonas, por Delfim Sousa (*)
É estranho o manto de silêncio, o tabu, sobre a provável e principal razão que envolve o interesse súbito de "todo o mundo" sobre o Banco Comercial Português: a possível transferência para a Segurança Social do fundo de pensões dos colaboradores do Banco avaliado em cerca de quatro mil milhões de euros. Esta transferência, a concretizar-se, será contabilizada como receita extraordinária da Segurança Social neste ano 2008 e controlará o défice do Estado satisfatoriamente. Esta solução que estará na mira do Governo Sócrates (sem dúvidas), já foi testada pelo Governo de Guterres (com a transferência do fundo de pensões do BNU, realizado pelo ex-ministro Sousa Franco) e pelo Governo de Santana Lopes, para controlar o défice e cumprir os valores limite fixados pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento. Assim, no ano de 2004, o ex-ministro das Finanças Bagão Félix transferiu fundos de pensões de empresas públicas (entre outros, o Fundo da Caixa Geral de Depósitos) para a Caixa Geral de Aposentações, conseguindo um encaixe financeiro de cerca de 1,9 mil milhões de euros (segundo foi noticiado). Estamos, na verdade, no cerne das negociações das cadeiras na Administração do BCP!
Isto é, poderá o PS garantir um perfeito e tranquilo sucesso orçamental no Ano 2008, com uma total concordância do maior partido da oposição (?), tendo em vista o ano de eleições de 2009? Mas, é bom recordar e não esquecer (PS e PSD) o parecer do Tribunal de Contas sobre este tipo de operações: "O impacto directo sobre as finanças públicas, que se projectará por um período longo, resultante das transferências referidas, tem um efeito positivo sobre as receitas do Estado no ano em que ocorreram, mas têm um efeito inverso nos anos posteriores, uma vez que as receitas não serão suficientes para suportar o valor das despesas". Neste cenário, bem descrito pelo Tribunal de Contas, afirmamos que não se augura nada de bom para os reformados e trabalhadores no activo com a transferência do Fundo de Pensões para o Estado. Denunciamos a apatia e a ingenuidade dos Sindicatos e da Comissão de Trabalhadores do BCP em não verem e não perceberem o fundo real da situação. Ou, será que querem ver e perceber? Porque será que não defendem os legítimos interesses dos trabalhadores com absoluta firmeza e determinação?
O Accionista mediático do BCP, Joe Berardo, o homem que "Sabe Tudo", que no seu apostolado de criticas e denúncias emite opiniões diversas, ainda não se pronunciou sobre esta matéria? Ou, será que sabe e não quer dizer? Ou, sabe mesmo da medida desejada pelo Governo de Sócrates? O Senhor Joe Berardo não é seguramente um "capitalista do povo", como quer fazer passar na imagem que vende. Pelo contrário, Berardo defende unicamente o seu dinheiro, os seus investimentos e o Fundo de Pensões representa uma responsabilidade para o Banco que quer ver eliminada, ou antes, transferida para o Estado. Finalmente, independentemente dos respeitáveis nomes que são apontados como candidatos às cadeiras do Conselho de Administração Executivo do BCP, os accionistas, os clientes, os colaboradores do Banco, gostavam de saber da voz dos Candidatos a Presidente, nos próximos dias que antecedem a Assembleia Geral, quais são os modelos e as orientações que pretendem imprimir na organização, se vão seguir a política das fusões, se vão continuar o Programa em marcha “Millennium 2010”, etc.
Ou seja, Os Curriculum Vitae de Santos Ferreira e Miguel Cadilhe são inquestionáveis, mas urge sentir e reflectir as linhas orientadoras de liderança que sustentam as suas candidaturas. Até agora vivemos no campo vago da dança dos nomes. Historicamente, o Banco Comercial Português sempre nos habituou à excelência na liderança e à clareza sólida dos objectivos a atingir. Por esta via, se atingiu o patamar de importância que o BCP hoje ocupa no sistema financeiro português.
(*) Accionista, Ex-Quadro do BCP, Ex-Sindicalista, Ex-Membro da Comissão de Trabalhadores do BCP
É estranho o manto de silêncio, o tabu, sobre a provável e principal razão que envolve o interesse súbito de "todo o mundo" sobre o Banco Comercial Português: a possível transferência para a Segurança Social do fundo de pensões dos colaboradores do Banco avaliado em cerca de quatro mil milhões de euros. Esta transferência, a concretizar-se, será contabilizada como receita extraordinária da Segurança Social neste ano 2008 e controlará o défice do Estado satisfatoriamente. Esta solução que estará na mira do Governo Sócrates (sem dúvidas), já foi testada pelo Governo de Guterres (com a transferência do fundo de pensões do BNU, realizado pelo ex-ministro Sousa Franco) e pelo Governo de Santana Lopes, para controlar o défice e cumprir os valores limite fixados pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento. Assim, no ano de 2004, o ex-ministro das Finanças Bagão Félix transferiu fundos de pensões de empresas públicas (entre outros, o Fundo da Caixa Geral de Depósitos) para a Caixa Geral de Aposentações, conseguindo um encaixe financeiro de cerca de 1,9 mil milhões de euros (segundo foi noticiado). Estamos, na verdade, no cerne das negociações das cadeiras na Administração do BCP!
Isto é, poderá o PS garantir um perfeito e tranquilo sucesso orçamental no Ano 2008, com uma total concordância do maior partido da oposição (?), tendo em vista o ano de eleições de 2009? Mas, é bom recordar e não esquecer (PS e PSD) o parecer do Tribunal de Contas sobre este tipo de operações: "O impacto directo sobre as finanças públicas, que se projectará por um período longo, resultante das transferências referidas, tem um efeito positivo sobre as receitas do Estado no ano em que ocorreram, mas têm um efeito inverso nos anos posteriores, uma vez que as receitas não serão suficientes para suportar o valor das despesas". Neste cenário, bem descrito pelo Tribunal de Contas, afirmamos que não se augura nada de bom para os reformados e trabalhadores no activo com a transferência do Fundo de Pensões para o Estado. Denunciamos a apatia e a ingenuidade dos Sindicatos e da Comissão de Trabalhadores do BCP em não verem e não perceberem o fundo real da situação. Ou, será que querem ver e perceber? Porque será que não defendem os legítimos interesses dos trabalhadores com absoluta firmeza e determinação?
O Accionista mediático do BCP, Joe Berardo, o homem que "Sabe Tudo", que no seu apostolado de criticas e denúncias emite opiniões diversas, ainda não se pronunciou sobre esta matéria? Ou, será que sabe e não quer dizer? Ou, sabe mesmo da medida desejada pelo Governo de Sócrates? O Senhor Joe Berardo não é seguramente um "capitalista do povo", como quer fazer passar na imagem que vende. Pelo contrário, Berardo defende unicamente o seu dinheiro, os seus investimentos e o Fundo de Pensões representa uma responsabilidade para o Banco que quer ver eliminada, ou antes, transferida para o Estado. Finalmente, independentemente dos respeitáveis nomes que são apontados como candidatos às cadeiras do Conselho de Administração Executivo do BCP, os accionistas, os clientes, os colaboradores do Banco, gostavam de saber da voz dos Candidatos a Presidente, nos próximos dias que antecedem a Assembleia Geral, quais são os modelos e as orientações que pretendem imprimir na organização, se vão seguir a política das fusões, se vão continuar o Programa em marcha “Millennium 2010”, etc.
Ou seja, Os Curriculum Vitae de Santos Ferreira e Miguel Cadilhe são inquestionáveis, mas urge sentir e reflectir as linhas orientadoras de liderança que sustentam as suas candidaturas. Até agora vivemos no campo vago da dança dos nomes. Historicamente, o Banco Comercial Português sempre nos habituou à excelência na liderança e à clareza sólida dos objectivos a atingir. Por esta via, se atingiu o patamar de importância que o BCP hoje ocupa no sistema financeiro português.
(*) Accionista, Ex-Quadro do BCP, Ex-Sindicalista, Ex-Membro da Comissão de Trabalhadores do BCP
Anulação do Dakar ameaça Lagos Sports de falência
O cancelamento, há uma semana, do Lisboa-Dakar, que inviabilizou um investimento total próximo dos 50 milhões de euros, deixou o organizador francês – a Amuary Sports Organisation (ASO) – a braços com indemnizações aos participantes e patrocinadores e pode colocar a João Lagos Sports (JLS), organizador da partida em Portugal, em graves dificuldades financeiras.
José Carmona dos Santos, coordenador do Dakar nesta empresa, disse ao "Semanário Económico" que a falência é mesmo uma das possibilidades.
"É um cenário que não podemos tirar da nossa mente. Se não conseguirmos ser ressarcidos pela ASO daquilo que investimos e se não houver compreensão dos parceiros que angariámos, ficamos numa situação muito complicada", disse o mesmo responsável.
A JLS estava numa fase de investimentos importantes, com a mudança de instalações para Carnaxide e a vinda de Roger Federer à próxima edição do Estoril Open, um período que, segundo Carmona dos Santos, "não permitia que acontecesse uma coisa destas sem que o resultado fosse um desastre".
José Carmona dos Santos, coordenador do Dakar nesta empresa, disse ao "Semanário Económico" que a falência é mesmo uma das possibilidades.
"É um cenário que não podemos tirar da nossa mente. Se não conseguirmos ser ressarcidos pela ASO daquilo que investimos e se não houver compreensão dos parceiros que angariámos, ficamos numa situação muito complicada", disse o mesmo responsável.
A JLS estava numa fase de investimentos importantes, com a mudança de instalações para Carnaxide e a vinda de Roger Federer à próxima edição do Estoril Open, um período que, segundo Carmona dos Santos, "não permitia que acontecesse uma coisa destas sem que o resultado fosse um desastre".
Qual é a segunda melhor ilha do mundo? Os Açores!
in Público, por Kathleen Gomes
Não somos nós que dizemos, são mais de 500 especialistas viajados que classificaram uma centena de ilhas para a revista National Geographic Traveler. O arquipélago surgiu em algumas listas best of da imprensa de viagens no final de 2007. Os Açores são um destino único e isso é quase ciência exacta. Só não digam a ninguém.
Durante anos, a maior campanha pelo turismo nos Açores foi privada, boca-a-boca. Recomendar uma viagem aos Açores era o equivalente a sugerir o melhor sítio da cidade para comer hummus - informação preciosa, qualquer coisa que só nós sabemos mas partilhável com gente fiável.
Ia-se aos Açores porque alguém antes de nós já lá tinha estado e falava daquelas ilhas como de uma epifania. E voltava-se membro do clube. Era um clube porque eram poucas pessoas. O clube tem crescido e, provavelmente, clube é palavra que já não lhe assenta.
No final de 2007, os Açores surgiram em algumas listas best of da imprensa de viagens. Ocupam a segunda posição num ranking de ilhas da National Geographic Traveler, que se vangloria de ser a revista de viagens com mais leitores a nível mundial. Estão entre as melhores regiões do mundo, segundo uma votação conjunta do staff editorial e dos leitores dos famosos guias Lonely Planet - a chamada Bluelist, que é uma lista-sondagem dos lugares (ou "experiências de viagem", como indica o site do Lonely Planet) mais recomendados por aqueles.
E, nos inúmeros tops que a secção de viagens do britânico Guardian elaborou para o novo ano, os Açores figuram entre as 10 things to look forward to (10 coisas por que mal podemos esperar): uma das operadoras turísticas britânicas que viaja para os Açores, a Sunvil, vai passar a vender escapadelas de fins-de-semana com tudo organizado.
Não somos nós que dizemos, são mais de 500 especialistas viajados que classificaram uma centena de ilhas para a revista National Geographic Traveler. O arquipélago surgiu em algumas listas best of da imprensa de viagens no final de 2007. Os Açores são um destino único e isso é quase ciência exacta. Só não digam a ninguém.
Durante anos, a maior campanha pelo turismo nos Açores foi privada, boca-a-boca. Recomendar uma viagem aos Açores era o equivalente a sugerir o melhor sítio da cidade para comer hummus - informação preciosa, qualquer coisa que só nós sabemos mas partilhável com gente fiável.
Ia-se aos Açores porque alguém antes de nós já lá tinha estado e falava daquelas ilhas como de uma epifania. E voltava-se membro do clube. Era um clube porque eram poucas pessoas. O clube tem crescido e, provavelmente, clube é palavra que já não lhe assenta.
No final de 2007, os Açores surgiram em algumas listas best of da imprensa de viagens. Ocupam a segunda posição num ranking de ilhas da National Geographic Traveler, que se vangloria de ser a revista de viagens com mais leitores a nível mundial. Estão entre as melhores regiões do mundo, segundo uma votação conjunta do staff editorial e dos leitores dos famosos guias Lonely Planet - a chamada Bluelist, que é uma lista-sondagem dos lugares (ou "experiências de viagem", como indica o site do Lonely Planet) mais recomendados por aqueles.
E, nos inúmeros tops que a secção de viagens do britânico Guardian elaborou para o novo ano, os Açores figuram entre as 10 things to look forward to (10 coisas por que mal podemos esperar): uma das operadoras turísticas britânicas que viaja para os Açores, a Sunvil, vai passar a vender escapadelas de fins-de-semana com tudo organizado.
Ligação semanal entre Porto de Sines e extremo Oriente iniciou-se ontem
O navio MSC Bengal atracou ontem pela primeira vez no Porto de Sines para iniciar a ligação semanal entre o extremo Oriente e Portugal, naquela que será a primeira escala europeia da rota deste navio. Este trajecto, que terá largadas de vários países do extremo Oriente e se completa na Europa com os portos de Le Havre, Antuérpia e Bremerhaven, será efectuada por navios contentores com capacidade entre oito e 9500 e 20 pés de comprimento (cerca de seis metros) e trará, de acordo com a administradora do Porto de Sines, Lídia Sequeira, "uma dinamização do sistema portuário nacional, visto que Sines tornar-se-á um alimentador dos outros portos do país", além de que poderá trazer efeitos económicos positivos para toda a Península Ibérica.
"Esta escala ficará mais próxima dos locais de produção e consumo tornando, consequentemente, o mercado português mais competitivo", acrescentou Sequeira ao PÚBLICO.
Esta é também uma aposta do Porto de Sines reivindicada há alguns anos pelos responsáveis da administração portuária, que considerou não ser possível "pensar num crescimento acentuado de qualquer porto sem esta ligação". A colaboração cada vez mais estreita entre o mercado português e o chinês poderá, com o início desta colaboração semanal, ganhar novo fôlego, sendo este o único porto da Península Ibérica que oferece este serviço de ligação directa de Xangai.
"Esta escala ficará mais próxima dos locais de produção e consumo tornando, consequentemente, o mercado português mais competitivo", acrescentou Sequeira ao PÚBLICO.
Esta é também uma aposta do Porto de Sines reivindicada há alguns anos pelos responsáveis da administração portuária, que considerou não ser possível "pensar num crescimento acentuado de qualquer porto sem esta ligação". A colaboração cada vez mais estreita entre o mercado português e o chinês poderá, com o início desta colaboração semanal, ganhar novo fôlego, sendo este o único porto da Península Ibérica que oferece este serviço de ligação directa de Xangai.
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Obrigado por 10 mil visitas!!
Ultrapassámos as 10 mil visitas!
O nosso obrigado.
A todos os vistantes que nos premiaram, desde Março de 2004, com as suas visitas, a "administração" deste blog envia os seus mais calorosos cumprimentos.
O nosso obrigado.
A todos os vistantes que nos premiaram, desde Março de 2004, com as suas visitas, a "administração" deste blog envia os seus mais calorosos cumprimentos.
Adriano Parreira é 1º africano na Academia de História
Adriano Parreira, professor angolano da Universidade Agostinho Neto em Luanda, foi eleito o primeiro académico africano membro da Academia Portuguesa de História (APH), revelou à Lusa a instituição que pretende receber em breve representantes dos restantes PALOP.
Para Parreira, a inédita nomeação tem um "evidente" cunho de "encetar laços profundos e contínuos com as instituições e personalidades do meio científico angolano", um passo que considera natural, "porque a história de Portugal e do Brasil estão ligadas intimamente com a história de Angola".
"Dentro do contexto da globalização, é um caminho inevitável de aproximação" dos povos de língua portuguesa, que "nem sempre tem sido cumprido com os melhores resultados", disse o académico que já se encontra em Lisboa para se juntar à Academia.
O nome de Parreira foi proposto pela presidente da APH, Manuela Mendonça, e votado unanimemente pelos restantes membros. Até agora, a Academia tinha um membro africano, o cardeal angolano Alexandre Nascimento, mas este apenas a título honorífico.
A nomeação de Parreira "significa o princípio do projecto" de aproximação às academias dos países africanos lusófonos, à semelhança da colaboração que já hoje se faz com a academia brasileira, disse Manuela Mendonça, presidente da instituição que é herdeira da Academia Real Portuguesa da História, criada em 1720, no reinado de D. João V.
Diplomata, além de historiador, Adriano Alfredo Teixeira Parreira, 55 anos, é natural do Namibe, filho de um locutor da RTP. É doutorado pela Univ. de Uppsala (Suécia), mas passou também pelo ISCTE, Univ. Católica Portuguesa e Univ. Nova (Lisboa). Actualmente é professor na Univ. Agostinho Neto (Luanda), onde lecciona o mestrado em História de Angola, e é docente também no Departamento de Ciências Sociais. Leccionou ainda na Univ. Johns Hopkins (EUA), na Univ. Nova (Lisboa) e foi investigador do Instituto de Investigação Científica Tropical.
Foi bolseiro Full-Bright, da Fundação Luso-Americana, da Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses e da Fundação Calouste Gulbenkian.
A imposicao das insígnias, colar e entrega de diploma a Parreira terá lugar no Palácio dos Lilases (Lisboa), sede da Academia Portuguesa de História, a 16 de Janeiro.
Para Parreira, a inédita nomeação tem um "evidente" cunho de "encetar laços profundos e contínuos com as instituições e personalidades do meio científico angolano", um passo que considera natural, "porque a história de Portugal e do Brasil estão ligadas intimamente com a história de Angola".
"Dentro do contexto da globalização, é um caminho inevitável de aproximação" dos povos de língua portuguesa, que "nem sempre tem sido cumprido com os melhores resultados", disse o académico que já se encontra em Lisboa para se juntar à Academia.
O nome de Parreira foi proposto pela presidente da APH, Manuela Mendonça, e votado unanimemente pelos restantes membros. Até agora, a Academia tinha um membro africano, o cardeal angolano Alexandre Nascimento, mas este apenas a título honorífico.
A nomeação de Parreira "significa o princípio do projecto" de aproximação às academias dos países africanos lusófonos, à semelhança da colaboração que já hoje se faz com a academia brasileira, disse Manuela Mendonça, presidente da instituição que é herdeira da Academia Real Portuguesa da História, criada em 1720, no reinado de D. João V.
Diplomata, além de historiador, Adriano Alfredo Teixeira Parreira, 55 anos, é natural do Namibe, filho de um locutor da RTP. É doutorado pela Univ. de Uppsala (Suécia), mas passou também pelo ISCTE, Univ. Católica Portuguesa e Univ. Nova (Lisboa). Actualmente é professor na Univ. Agostinho Neto (Luanda), onde lecciona o mestrado em História de Angola, e é docente também no Departamento de Ciências Sociais. Leccionou ainda na Univ. Johns Hopkins (EUA), na Univ. Nova (Lisboa) e foi investigador do Instituto de Investigação Científica Tropical.
Foi bolseiro Full-Bright, da Fundação Luso-Americana, da Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses e da Fundação Calouste Gulbenkian.
A imposicao das insígnias, colar e entrega de diploma a Parreira terá lugar no Palácio dos Lilases (Lisboa), sede da Academia Portuguesa de História, a 16 de Janeiro.
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Portugal propõe Conselho de Ministros de Administração Interna da CPLP
Portugal pretende criar reuniões periódicas dos titulares da Administração Interna dos Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), anunciou hoje em Díli o ministro português Rui Pereira.
"No ano em curso, tenciono aprofundar a cooperação entre os ministros da Administração Interna da Lusofonia", declarou Rui Pereira, que iniciou hoje uma visita de três dias a Timor-Leste. A proposta portuguesa é "constituir à escala da Lusofonia algo que seja semelhante ao Conselho de Ministros da Administração Interna do espaço da União Europeia", "isto servirá para desenvolver projectos de cooperação multilateral em matérias de Segurança e Protecção Civil", adiantou o ministro português.
A concretização da proposta passará por "reuniões anuais entre os ministros, a realização de um exercício de Segurança ou Protecção Civil anual e um seminário para tratar de problemas que se coloquem aos vários Estados da Lusofonia", acrescentou o ministro.
Pereira anunciou a proposta portuguesa no final de uma audiência com o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão.
"No ano em curso, tenciono aprofundar a cooperação entre os ministros da Administração Interna da Lusofonia", declarou Rui Pereira, que iniciou hoje uma visita de três dias a Timor-Leste. A proposta portuguesa é "constituir à escala da Lusofonia algo que seja semelhante ao Conselho de Ministros da Administração Interna do espaço da União Europeia", "isto servirá para desenvolver projectos de cooperação multilateral em matérias de Segurança e Protecção Civil", adiantou o ministro português.
A concretização da proposta passará por "reuniões anuais entre os ministros, a realização de um exercício de Segurança ou Protecção Civil anual e um seminário para tratar de problemas que se coloquem aos vários Estados da Lusofonia", acrescentou o ministro.
Pereira anunciou a proposta portuguesa no final de uma audiência com o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão.
AutoEuropa quer duplicar produção diária até 2010
A fábrica da alemã VW em Palmela pretende produzir diariamente 800 carros até 2010, duplicando assim a sua actual produção de 400 carros, noticia a Reuters.
Ao falar durante a apresentação acerca do balanço de 2007 e perspectivas para o período 2008-2010, o director-geral da AutoEuropa (AE), Jörn Reimers, disse que vão ser investidos 541 milhões de euros até 2010 para dotar a fábrica de flexibilidade para novos produtos.
Reimers revelou ainda que o número de colaboradores da AE vai aumentar em mais 2000 até 2010, atingindo no próximo ano os 3500, face aos 2990 em 2007.
"Este investimento vai levar a um aumento da produção para 800 viaturas por dia e também a um aumento do número de colaboradores", disse o responsável. Quando duplicar a sua produção e dependendo da evolução da economia nacional, a fábrica de Palmela poderá atingir os 2% de impacto do PIB. Recorde-se que a produção da Autoeuropa contribuiu com 1% para o PIB de Portugal, em 2007.
A fábrica da VW, que produz os modelos VW Eos, VW Sharan e Seat Alhambra, exporta cerca de 98,2% da produção total, sobretudo para a Alemanha com um peso de 27,2% e América do Norte que pesa 16,4%, acrescentou Reimers.
Segundo o director-geral da AE, a facturação desta unidade cresceu 14% em 2007, totalizando 1, 62 mil milhões de euros. Já o investimento situou-se nos 88,1 milhões de euros no ano passado, contra 150,2 milhões de euros verificados em 2006.
Ao falar durante a apresentação acerca do balanço de 2007 e perspectivas para o período 2008-2010, o director-geral da AutoEuropa (AE), Jörn Reimers, disse que vão ser investidos 541 milhões de euros até 2010 para dotar a fábrica de flexibilidade para novos produtos.
Reimers revelou ainda que o número de colaboradores da AE vai aumentar em mais 2000 até 2010, atingindo no próximo ano os 3500, face aos 2990 em 2007.
"Este investimento vai levar a um aumento da produção para 800 viaturas por dia e também a um aumento do número de colaboradores", disse o responsável. Quando duplicar a sua produção e dependendo da evolução da economia nacional, a fábrica de Palmela poderá atingir os 2% de impacto do PIB. Recorde-se que a produção da Autoeuropa contribuiu com 1% para o PIB de Portugal, em 2007.
A fábrica da VW, que produz os modelos VW Eos, VW Sharan e Seat Alhambra, exporta cerca de 98,2% da produção total, sobretudo para a Alemanha com um peso de 27,2% e América do Norte que pesa 16,4%, acrescentou Reimers.
Segundo o director-geral da AE, a facturação desta unidade cresceu 14% em 2007, totalizando 1, 62 mil milhões de euros. Já o investimento situou-se nos 88,1 milhões de euros no ano passado, contra 150,2 milhões de euros verificados em 2006.
MISSÃO IMPOSSÍVEL
Vasco Graça Moura, escritor
Em 20 de Fevereiro de 1745, Alexandre de Gusmão, secretário de D. João V, advertia o desembargador Inácio da Costa Quintela de que as leis "nunca devem ser executadas com aceleração", pois "nos casos crimes sempre ameaçam mais do que na realidade mandam, devendo os ministros executores delas modificá-las em tudo o que lhes for possível, principalmente com os réus que não tiverem partes; porque o legislador é mais empenhado na conservação dos vassalos do que nos castigos da Justiça e não quer que os ministros procurem achar nas leis mais rigor do que elas impõem".
E concluía: "Deste modo de proceder ordena S. Majestade se abstenha e que esta lhe sirva de aviso."Ocorreu-me isto ao ler o que o inspector- -geral da ASAE diz numa entrevista ao Sol.
Para ele, tudo são regulamentos a aplicar, com uma aceleração maquinal e implacável, e sem ter em conta os contextos concretos ou a situação do País. E tirar-nos da cauda da Europa é ser-nos indiferente que outros países não façam assim, mantenham a sua culinária tradicional e salvem as suas actividades de restauração.
Numa economia em crise, 50% dos restaurantes, regra geral pequenas empresas que asseguram um pouco por toda a parte a subsistência familiar e alguns postos de trabalho, não cumprem integralmente os regulamentos e assim, segundo o inspector-geral, têm de fechar. Mesmo que o desemprego, a desertificação, os prejuízos para o turismo e até a fome sejam males muito superiores aos decorrentes de uma série de minudências a que a ASAE franze o nariz.
Tanto zelo executório deveria ser temperado pelo bom-senso e pelas normas, nacionais e internacionais, que impõem o maior respeito pelas tradições culturais, em que se inclui a gastronomia com a imensa variedade das suas propostas e a artesanalidade necessária da sua confecção, requisito essencial da genuinidade, da tipicidade e da qualidade.
Uma coisa é reprimir infracções verificadas (falta de limpeza, mixórdia, deterioração, gato por lebre, fuga ao fisco...) e responsabilizar exemplarmente os seus autores, outra é querer preveni-las em absoluto e em abstracto, metendo insensatamente no mesmo saco tanto o que pode ser muito grave como o que não tem importância nenhuma.
Uma coisa é o controlo de regras básicas de higiene e segurança alimentar, outra o vezo inquisitorial sem critério ou discriminação, em nome do politicamente correcto, da rastreabilidade e do Estado da colher de pau.
A carne fica oito a dez dias em vinha de alhos, numa receita de Lamego; a perdiz é de comer "com a mão no nariz"; a caça não sai propriamente dos matadouros; a temperatura das mãos que amassam certos queijos artesanais é determinante da sua qualidade; há vinhos que envelhecem em barricas de madeira de há muito impregnadas; a culinária caseira, só viável como actividade de subsistência se fornecer restaurantes (o que, aliás, o fisco pode sempre controlar), é um repositório riquíssimo que inevitavelmente se perderá se não puder continuar nos termos em que existe; e assim por diante...Se tudo isso e muito mais for proibido, ou plastificado, liofilizado, higienizado até ao ridículo, nem por isso aumentará a segurança alimentar, mas em compensação dar-se-á uma destruição obstinada e sistemática do património cultural e do tecido económico.
Esse fundamentalismo de sinal totalitário tem tanto de delirante como de missão impossível. A menos que, um dia destes, a ASAE resolva mandar os clientes andarem sem sapatos nos restaurantes e criar uma inspecção para o teor dos sulfatos de peúga; verificar com uma zaragatoa, à entrada, a limpeza das mãos deles e se trazem as unhas de luto; impor uma lavagem do dinheiro em espécie e dos cartões de crédito antes de entregues para pagar a conta; proibir toalhas e guardanapos de pano nas mesas; obrigar os empregados a usarem escafandro e o cozinheiro a encapuzar-se para evitar que espirre para cima do esparguete; e, last but not least, determinar a imprescindível desinfecção do cu da galinha antes de ela pôr os ovos...
Em 20 de Fevereiro de 1745, Alexandre de Gusmão, secretário de D. João V, advertia o desembargador Inácio da Costa Quintela de que as leis "nunca devem ser executadas com aceleração", pois "nos casos crimes sempre ameaçam mais do que na realidade mandam, devendo os ministros executores delas modificá-las em tudo o que lhes for possível, principalmente com os réus que não tiverem partes; porque o legislador é mais empenhado na conservação dos vassalos do que nos castigos da Justiça e não quer que os ministros procurem achar nas leis mais rigor do que elas impõem".
E concluía: "Deste modo de proceder ordena S. Majestade se abstenha e que esta lhe sirva de aviso."Ocorreu-me isto ao ler o que o inspector- -geral da ASAE diz numa entrevista ao Sol.
Para ele, tudo são regulamentos a aplicar, com uma aceleração maquinal e implacável, e sem ter em conta os contextos concretos ou a situação do País. E tirar-nos da cauda da Europa é ser-nos indiferente que outros países não façam assim, mantenham a sua culinária tradicional e salvem as suas actividades de restauração.
Numa economia em crise, 50% dos restaurantes, regra geral pequenas empresas que asseguram um pouco por toda a parte a subsistência familiar e alguns postos de trabalho, não cumprem integralmente os regulamentos e assim, segundo o inspector-geral, têm de fechar. Mesmo que o desemprego, a desertificação, os prejuízos para o turismo e até a fome sejam males muito superiores aos decorrentes de uma série de minudências a que a ASAE franze o nariz.
Tanto zelo executório deveria ser temperado pelo bom-senso e pelas normas, nacionais e internacionais, que impõem o maior respeito pelas tradições culturais, em que se inclui a gastronomia com a imensa variedade das suas propostas e a artesanalidade necessária da sua confecção, requisito essencial da genuinidade, da tipicidade e da qualidade.
Uma coisa é reprimir infracções verificadas (falta de limpeza, mixórdia, deterioração, gato por lebre, fuga ao fisco...) e responsabilizar exemplarmente os seus autores, outra é querer preveni-las em absoluto e em abstracto, metendo insensatamente no mesmo saco tanto o que pode ser muito grave como o que não tem importância nenhuma.
Uma coisa é o controlo de regras básicas de higiene e segurança alimentar, outra o vezo inquisitorial sem critério ou discriminação, em nome do politicamente correcto, da rastreabilidade e do Estado da colher de pau.
A carne fica oito a dez dias em vinha de alhos, numa receita de Lamego; a perdiz é de comer "com a mão no nariz"; a caça não sai propriamente dos matadouros; a temperatura das mãos que amassam certos queijos artesanais é determinante da sua qualidade; há vinhos que envelhecem em barricas de madeira de há muito impregnadas; a culinária caseira, só viável como actividade de subsistência se fornecer restaurantes (o que, aliás, o fisco pode sempre controlar), é um repositório riquíssimo que inevitavelmente se perderá se não puder continuar nos termos em que existe; e assim por diante...Se tudo isso e muito mais for proibido, ou plastificado, liofilizado, higienizado até ao ridículo, nem por isso aumentará a segurança alimentar, mas em compensação dar-se-á uma destruição obstinada e sistemática do património cultural e do tecido económico.
Esse fundamentalismo de sinal totalitário tem tanto de delirante como de missão impossível. A menos que, um dia destes, a ASAE resolva mandar os clientes andarem sem sapatos nos restaurantes e criar uma inspecção para o teor dos sulfatos de peúga; verificar com uma zaragatoa, à entrada, a limpeza das mãos deles e se trazem as unhas de luto; impor uma lavagem do dinheiro em espécie e dos cartões de crédito antes de entregues para pagar a conta; proibir toalhas e guardanapos de pano nas mesas; obrigar os empregados a usarem escafandro e o cozinheiro a encapuzar-se para evitar que espirre para cima do esparguete; e, last but not least, determinar a imprescindível desinfecção do cu da galinha antes de ela pôr os ovos...
Ritz Four Seasons Hotel Lisboa e Lapa Palace estão os 500 melhores hotéis do mundo
O Ritz Four Seasons Hotel Lisboa e o Lapa Palace encontram-se entre os 500 melhores hotéis do mundo, segundo a lista publicada na última edição da revista norte-americana Travel+Leisure.
A revista destaca as características arquitectónicas e localização privilegiada dos dois hotéis, que se encontram a poucos minutos do centro da cidade, informa um comunicado hoje divulgado pelo Turismo de Lisboa. O Ritz Four Seasons Hotel Lisboa, situado junto à zona antiga da cidade, dispõe de 283 quartos, incluindo 20 suites, com as varandas a abrirem para o Parque Eduardo VII, vendo-se também o Castelo de São Jorge e o rio Tejo. O Lapa Palace, construído em 1870 como residência de aristocratas, é considerado um "oásis urbano", estando localizado numa das colinas de Lisboa, com 109 quartos e suites.
A revista destaca as características arquitectónicas e localização privilegiada dos dois hotéis, que se encontram a poucos minutos do centro da cidade, informa um comunicado hoje divulgado pelo Turismo de Lisboa. O Ritz Four Seasons Hotel Lisboa, situado junto à zona antiga da cidade, dispõe de 283 quartos, incluindo 20 suites, com as varandas a abrirem para o Parque Eduardo VII, vendo-se também o Castelo de São Jorge e o rio Tejo. O Lapa Palace, construído em 1870 como residência de aristocratas, é considerado um "oásis urbano", estando localizado numa das colinas de Lisboa, com 109 quartos e suites.
França: Mil luso-descendentes candidatos às municipais
Pelo menos mil portugueses e luso-descendentes vão candidatar-se às eleições municipais francesas, que se realizam a 9 e 16 de Março, disse hoje o presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP).
Carlos Pereira, residente em França, disse que dos contactos que efectuou junto da Embaixada de Portugal, consulados e portugueses eleitos conseguiu localizar "pelo menos mil concorrentes", mas admitiu que "podem ainda surgir mais candidatos".
De acordo com o presidente daquele órgão de consulta do governo para as questões da emigração, os portugueses estão representados nas listas de todos os partidos e apresentam-se também como independentes.
Candidatos às autarquias de todo o país, os portugueses e luso-descendentes concorrem como cabeças de lista e aos cargos de vereadores e deputados municipais.
O presidente do CCP salientou igualmente o número de mulheres portuguesas nas listas, situação que se deve à lei da paridade francesa.
Para as eleições municipais francesas podem votar e ser eleitos todos os portugueses sem nacionalidade francesa.
Nas últimas eleições, em 2001, foram eleitos 350 autarcas de origem portuguesa.
Segundo Pereira, apresenta-se às eleições de Março um maior número de portugueses, aumento que se deve à campanha de informação realizada junto dos emigrantes.
Carlos Pereira, residente em França, disse que dos contactos que efectuou junto da Embaixada de Portugal, consulados e portugueses eleitos conseguiu localizar "pelo menos mil concorrentes", mas admitiu que "podem ainda surgir mais candidatos".
De acordo com o presidente daquele órgão de consulta do governo para as questões da emigração, os portugueses estão representados nas listas de todos os partidos e apresentam-se também como independentes.
Candidatos às autarquias de todo o país, os portugueses e luso-descendentes concorrem como cabeças de lista e aos cargos de vereadores e deputados municipais.
O presidente do CCP salientou igualmente o número de mulheres portuguesas nas listas, situação que se deve à lei da paridade francesa.
Para as eleições municipais francesas podem votar e ser eleitos todos os portugueses sem nacionalidade francesa.
Nas últimas eleições, em 2001, foram eleitos 350 autarcas de origem portuguesa.
Segundo Pereira, apresenta-se às eleições de Março um maior número de portugueses, aumento que se deve à campanha de informação realizada junto dos emigrantes.
terça-feira, janeiro 08, 2008
Lisboa: Aqueduto das Águas Livres vai ser restaurado
O Aqueduto das Águas Livres (AAL) vai ser recuperado, depois de detectados problemas como deslocação de pedras e fissuras, no âmbito de um protocolo hoje celebrado entre a EPAL e o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).
Esta intervenção no monumento é a primeira prevista no protocolo, que prevê acções de acompanhamento dos estudos e projectos, relativos ao património imóvel histórico e cultural, ligado ao fornecimento de água para consumo humano à cidade de Lisboa e concelhos limítrofes.
O início da parceria terá lugar com o AAL, onde foram identificados diversos problemas e onde as entidades vão iniciar os trabalhos de restauro daquele monumento.
O responsável do IGESPAR, Elísio Summavielle, reforçou o interesse do Instituto em ser parceiro deste tipo de iniciativas com empresas, já que o património é "um recurso para o futuro".
O custo inicial da intervenção, que vai incidir sobre o vale de Alcântara, está orçada em cerca de 300 mil euros, podendo ascender a cerca de 10 milhões de euros na segunda fase das obras de recuperação do aqueduto, explicou o responsável de Projectos e Obras da EPAL, Joaquim Serranito.
A empresa "tirou a radiografia ao Aqueduto" através de quatro mil fotografias, onde identificou três grupos de patologias na estrutura: problemas de colonização biológica, vegetação, fissuras e fracturas, lascagem, passagem de líquidos por materiais sólidos e elementos deslocados (pedras).
A arcada monumental do vale de Alcântara tem 35 arcos, 941 metros de comprimento, 70 metros de altura máxima, 37.700 metros quadrados de superfície, 108 quilómetros de juntas e 75 mil blocos de pedras de calcário.
Em 12 de Maio de 1731, foi autorizada, por alvará régio de D. João V, a construção do Aqueduto das Águas Livres. As obras de construção foram iniciadas em Agosto de 1732 e em 1748 o Aqueduto entrou em funcionamento, abastecendo de água a cidade de Lisboa, o que aconteceu até 1967.
Esta intervenção no monumento é a primeira prevista no protocolo, que prevê acções de acompanhamento dos estudos e projectos, relativos ao património imóvel histórico e cultural, ligado ao fornecimento de água para consumo humano à cidade de Lisboa e concelhos limítrofes.
O início da parceria terá lugar com o AAL, onde foram identificados diversos problemas e onde as entidades vão iniciar os trabalhos de restauro daquele monumento.
O responsável do IGESPAR, Elísio Summavielle, reforçou o interesse do Instituto em ser parceiro deste tipo de iniciativas com empresas, já que o património é "um recurso para o futuro".
O custo inicial da intervenção, que vai incidir sobre o vale de Alcântara, está orçada em cerca de 300 mil euros, podendo ascender a cerca de 10 milhões de euros na segunda fase das obras de recuperação do aqueduto, explicou o responsável de Projectos e Obras da EPAL, Joaquim Serranito.
A empresa "tirou a radiografia ao Aqueduto" através de quatro mil fotografias, onde identificou três grupos de patologias na estrutura: problemas de colonização biológica, vegetação, fissuras e fracturas, lascagem, passagem de líquidos por materiais sólidos e elementos deslocados (pedras).
A arcada monumental do vale de Alcântara tem 35 arcos, 941 metros de comprimento, 70 metros de altura máxima, 37.700 metros quadrados de superfície, 108 quilómetros de juntas e 75 mil blocos de pedras de calcário.
Em 12 de Maio de 1731, foi autorizada, por alvará régio de D. João V, a construção do Aqueduto das Águas Livres. As obras de construção foram iniciadas em Agosto de 1732 e em 1748 o Aqueduto entrou em funcionamento, abastecendo de água a cidade de Lisboa, o que aconteceu até 1967.
segunda-feira, janeiro 07, 2008
MNE francês participa com Luís Amado no Seminário Diplomático
O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner, participa hoje ao final da manhã em Lisboa, como orador convidado, no Seminário Diplomático presidido pelo seu homólogo português, Luís Amado.
Kouchner almoça depois com o primeiro-ministro, José Sócrates, no Protocolo de Estado, informa o Palácio das Necessidades.
O chefe da diplomacia francesa assume, no segundo semestre de 2008, a Presidência do Conselho da União Europeia, a seguir à Eslovénia.
Cerca de trinta personalidades da política, economia, cultura ou dos media trabalham desde Dezembro na preparação da presidência francesa da União Europeia. Kouchner e o seu secretário de Estado dos Assuntos Europeus presidem à comissão de orientação sobre as questões europeias. Kouchner visita a capital portuguesa três dias depois do cancelamento da edição 2008 do rali Lisboa-Dacar e para o qual contribuiu "decisivamente", como reconheceu a organização da prova.
O Seminário Diplomático, com uma sessão de manhã e outra à tarde, decorre no Auditório General Câmara Pina do Instituto de Defesa Nacional. Além de Kouchner e de Amado, intervêm na sessão da manhã Manuel Lobo Antunes, secretário de Estado adjunto dos Assuntos Europeus, António Braga, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Fernando Neves, secretário-geral do MNE. Armando Marques Guedes, presidente do Instituto Diplomático dá as boas-vindas aos participantes.
O ex-presidente Jorge Sampaio, Alto Representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, abre a sessão da tarde com uma intervenção sobre a Aliança das Civilizações e o contributo da ONU para o quarto pilar do desenvolvimento sustentado. A diplomacia económica e a diplomacia cultural, que constam do programa do Seminário serão abordadas, respectivamente, por Basílio Horta, presidente da Agência para o Investimento, Comércio e Exportações de Portugal (AICEP) e Simoneta Luz Afonso, presidente do Instituto de Cinema e do Audiovisual (ICA). Ao final da tarde, o Presidente português, Cavaco Silva, oferece aos chefes de missão uma recepção de Ano Novo no Palácio de Belém.
Kouchner almoça depois com o primeiro-ministro, José Sócrates, no Protocolo de Estado, informa o Palácio das Necessidades.
O chefe da diplomacia francesa assume, no segundo semestre de 2008, a Presidência do Conselho da União Europeia, a seguir à Eslovénia.
Cerca de trinta personalidades da política, economia, cultura ou dos media trabalham desde Dezembro na preparação da presidência francesa da União Europeia. Kouchner e o seu secretário de Estado dos Assuntos Europeus presidem à comissão de orientação sobre as questões europeias. Kouchner visita a capital portuguesa três dias depois do cancelamento da edição 2008 do rali Lisboa-Dacar e para o qual contribuiu "decisivamente", como reconheceu a organização da prova.
O Seminário Diplomático, com uma sessão de manhã e outra à tarde, decorre no Auditório General Câmara Pina do Instituto de Defesa Nacional. Além de Kouchner e de Amado, intervêm na sessão da manhã Manuel Lobo Antunes, secretário de Estado adjunto dos Assuntos Europeus, António Braga, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Fernando Neves, secretário-geral do MNE. Armando Marques Guedes, presidente do Instituto Diplomático dá as boas-vindas aos participantes.
O ex-presidente Jorge Sampaio, Alto Representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, abre a sessão da tarde com uma intervenção sobre a Aliança das Civilizações e o contributo da ONU para o quarto pilar do desenvolvimento sustentado. A diplomacia económica e a diplomacia cultural, que constam do programa do Seminário serão abordadas, respectivamente, por Basílio Horta, presidente da Agência para o Investimento, Comércio e Exportações de Portugal (AICEP) e Simoneta Luz Afonso, presidente do Instituto de Cinema e do Audiovisual (ICA). Ao final da tarde, o Presidente português, Cavaco Silva, oferece aos chefes de missão uma recepção de Ano Novo no Palácio de Belém.
domingo, janeiro 06, 2008
Conspiração DAKAR
Apenas uma teoria da Conspiração...
Será que os Franceses ficaram fulos com a Edição nº 30 do Rali mais famoso do mundo ter a partida em Lisboa e sabotaram o evento sob a capa de ameaças terroristas?
Será que os Franceses ficaram fulos com a Edição nº 30 do Rali mais famoso do mundo ter a partida em Lisboa e sabotaram o evento sob a capa de ameaças terroristas?
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