A Assembleia-Geral das Nações Unidas elegeu hoje em Nova Iorque 15 países com assento no Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, "chumbando" a candidatura de Timor-Leste, pelo Bloco Asiático.
No mesmo bloco, e também por pressão de organizações não governamentais (ONG) de defesa dos direitos do homem, o Sri Lanka foi considerado "não apto". Já pelo Bloco da Europa Ocidental, a Espanha foi a grande perdedora, tal como a Sérvia, pelo Bloco da Europa de Leste. A França e o Reino Unido, os outros dois candidatos pelo Bloco da Europa Ocidental, obtiveram respectivamente 123 e 120 votos, contra apenas 119 para Espanha. No Bloco da Europa de Leste, com dois lugares para três candidatos, ganharam a Eslováquia e a Ucrânia, e perdeu a Sérvia.
No Bloco Asiático, com quatro lugares para seis candidatos, entraram o Japão, Coreia do Sul, Paquistão e Bahrein, ficando de fora o Sri Lanka e Timor-Leste. Pelo Bloco Africano, em que os lugares disponíveis correspondiam ao número dos aspirantes, foram admitidos a Zâmbia, Gana e Burkina Faso. Finalmente, no Bloco da América Latina, igualmente com uma equivalência entre lugares e candidatos, receberam "luz verde" o Brasil, Argentina e Chile. Na Assembleia-Geral da ONU, com 192 membros, houve um total de 182 votos expressos para os 19 candidatos à dezena e meia de assentos no Conselho dos Direitos Humanos, cuja escolha, para um mandato de três anos, requereu uma maioria absoluta de 97 votos.
quinta-feira, maio 29, 2008
Caixa Geral de Depósitos com autorização para abrir banco de raiz no Brasil
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) já tem todas as autorizações necessárias para a abertura de um banco no Brasil, depois da publicação, ontem, do decreto presidencial que faltava.
O decreto do Presidente Lula da Silva, que autoriza a abertura do banco da CGD foi publicado no Diário Oficial e diz que "é do interesse do governo brasileiro a participação estrangeira, em até 100 por cento, no capital social de banco múltiplo a ser controlado pela Caixa Geral de Depósitos". O banco da CGD terá um capital inicial de cerca de 40 milhões de euros e não terá uma rede de retalho alargada, sendo mais voltado para o segmento empresarial e actuando nos negócios das carteiras comercial, de investimentos e de câmbio, para remessas de estrangeiros. A Caixa quer acompanhar a internacionalização das empresas portuguesas e a sua operação no Brasil preve também a actuação na área da banca de investimento, além de operações de crédito com agências multilaterais. "Teremos capital suficiente para actuar em todas as áreas financeiras, mas vamos primeiro consolidar a operação no segmento empresarial", disse um responsável do banco. A CGD quer fazer crescer o contributo da actividade internacional para os lucros dos 11,9 por cento de 2007 para 15 por cento.
O decreto do Presidente Lula da Silva, que autoriza a abertura do banco da CGD foi publicado no Diário Oficial e diz que "é do interesse do governo brasileiro a participação estrangeira, em até 100 por cento, no capital social de banco múltiplo a ser controlado pela Caixa Geral de Depósitos". O banco da CGD terá um capital inicial de cerca de 40 milhões de euros e não terá uma rede de retalho alargada, sendo mais voltado para o segmento empresarial e actuando nos negócios das carteiras comercial, de investimentos e de câmbio, para remessas de estrangeiros. A Caixa quer acompanhar a internacionalização das empresas portuguesas e a sua operação no Brasil preve também a actuação na área da banca de investimento, além de operações de crédito com agências multilaterais. "Teremos capital suficiente para actuar em todas as áreas financeiras, mas vamos primeiro consolidar a operação no segmento empresarial", disse um responsável do banco. A CGD quer fazer crescer o contributo da actividade internacional para os lucros dos 11,9 por cento de 2007 para 15 por cento.
"Incrível Soares" por Camilo Lourenço
Há anos que me interrogo sobre o que leva Mário Soares a falar de questões que não domina. Ontem, a propósito das assimetrias sociais em Portugal (problema gravíssimo), Soares falou, no DN, sobre várias matérias: globalização, neoliberalismo, papel do Estado...
Do que disse, destaco o ataque à globalização, a quem responsabiliza pelos problemas do mundo, e o apelo ao fortalecimento do Estado, a quem pede para “não entregar a riqueza aos privados” (tirada curiosa, vinda de quem iniciou a abertura da economia aos privados).
Na questão da globalização, Soares parece não saber que a queda das barreiras alfandegárias tirou da miséria mais de 150 milhões de chineses e centenas de milhões de indianos, coreanos, vietnamitas, brasileiros e mexicanos. Por outro lado, esquece-se de que foram os preços baixos, filhos da globalização, que permitiram ao mundo ter hoje acesso a coisas que, sem ela, não poderia pagar.
É impressionante como alguém a quem o País tanto deve (é também graças a si que hoje posso escrever estas linhas) assine um texto que podia ter sido parido por Hugo Chávez ou Fidel Castro.
Compreende-se que Soares queira, em nome da ala esquerda do PS, manietar Sócrates, mas para isso não precisa de fazer má figura. É que a globalização fez mais pelo combate à miséria e democratização do bem-estar, no mundo, do que todas as políticas socialistas juntas desde Marx e Engels.
Do que disse, destaco o ataque à globalização, a quem responsabiliza pelos problemas do mundo, e o apelo ao fortalecimento do Estado, a quem pede para “não entregar a riqueza aos privados” (tirada curiosa, vinda de quem iniciou a abertura da economia aos privados).
Na questão da globalização, Soares parece não saber que a queda das barreiras alfandegárias tirou da miséria mais de 150 milhões de chineses e centenas de milhões de indianos, coreanos, vietnamitas, brasileiros e mexicanos. Por outro lado, esquece-se de que foram os preços baixos, filhos da globalização, que permitiram ao mundo ter hoje acesso a coisas que, sem ela, não poderia pagar.
É impressionante como alguém a quem o País tanto deve (é também graças a si que hoje posso escrever estas linhas) assine um texto que podia ter sido parido por Hugo Chávez ou Fidel Castro.
Compreende-se que Soares queira, em nome da ala esquerda do PS, manietar Sócrates, mas para isso não precisa de fazer má figura. É que a globalização fez mais pelo combate à miséria e democratização do bem-estar, no mundo, do que todas as políticas socialistas juntas desde Marx e Engels.
quarta-feira, maio 28, 2008
Palhaçadas - Endereço dos Diplomatas e Demagogia das desigualdades
Como este país não passa uma semana sem palhaçadas dou conta de mais duas que descobri. Uma delas é a uniformização de todos os endereços electrónicos de diplomatas portugueses. Ideia óptima não fosse o facto de que sendo diplomatas portugueses o endereço é em inglês. Facto tão triste que só serve para rir na cara de quem idealiza estas coisas.
Eles bem falam na promoção do português mas logo têm de vir com uma ideia idiota como esta. O proposto, ou melhor o efectivo porque já avançou esta palermice é o endereço .....@foreignministry.pt.
Eu até compreendo que se opte por um endereço de melhor compreensão para todos, mas é assim que se promove o português?
Querendo algo simples porque não se adquire um endereço do género @mne.pt, mais simples que isto parece-me dificil, ou @mnept.org ou. net ou @embpt ou @emb-pt. Seria simples acessível e não contra producente como esta idiotice.
Outra idiotice é a areia jogada aos olhos dos portugueses pelo governo em relação aos relatórios que mostram as desigualdades em Portugal. Pois em vez de se assumirem os números, e de se tentar mostrar caminhos para a resolução do problema, basicamente serve como arma politica de acusações mútuas.
Como digo, resignei-me à mer... que grassa neste país, mas sempre me vou rindo à custa desta gente.
Eles bem falam na promoção do português mas logo têm de vir com uma ideia idiota como esta. O proposto, ou melhor o efectivo porque já avançou esta palermice é o endereço .....@foreignministry.pt.
Eu até compreendo que se opte por um endereço de melhor compreensão para todos, mas é assim que se promove o português?
Querendo algo simples porque não se adquire um endereço do género @mne.pt, mais simples que isto parece-me dificil, ou @mnept.org ou. net ou @embpt ou @emb-pt. Seria simples acessível e não contra producente como esta idiotice.
Outra idiotice é a areia jogada aos olhos dos portugueses pelo governo em relação aos relatórios que mostram as desigualdades em Portugal. Pois em vez de se assumirem os números, e de se tentar mostrar caminhos para a resolução do problema, basicamente serve como arma politica de acusações mútuas.
Como digo, resignei-me à mer... que grassa neste país, mas sempre me vou rindo à custa desta gente.
Joaquim de Almeida no elenco de nova série de TV "O Santo"
Joaquim de Almeida integra o elenco da nova série televisiva norte-americana baseada nas aventuras de "O Santo", com realização de Barry Levinson, disse o actor.
Almeida, actualmente a residir nos Estados Unidos, irá interpretar o papel de Alec, que integra a confraria do Santo, e a rodagem decorrerá nos próximos dois meses em Detroit (EUA) e Budapeste, na Hungria.
O actor britânico James Purefoy irá encarnar na série Simon Templar, o Santo, personagem criada pelo escritor Leslie Charteris em finais dos anos 1920.
Nos últimos anos, Joaquim de Almeida, 51 anos, tem participado em várias séries norte-americanas de sucesso, entre as quais "CSI:Miami" e "24".
Almeida, actualmente a residir nos Estados Unidos, irá interpretar o papel de Alec, que integra a confraria do Santo, e a rodagem decorrerá nos próximos dois meses em Detroit (EUA) e Budapeste, na Hungria.
O actor britânico James Purefoy irá encarnar na série Simon Templar, o Santo, personagem criada pelo escritor Leslie Charteris em finais dos anos 1920.
Nos últimos anos, Joaquim de Almeida, 51 anos, tem participado em várias séries norte-americanas de sucesso, entre as quais "CSI:Miami" e "24".
terça-feira, maio 27, 2008
Satélite espanhol vigia a costa portuguesa
Madrid dá como certo - mas Lisboa não confirma.
O ministério espanhol do Interior está a montar um sistema de vigilância das fronteiras marítimas da Península Ibérica, com recurso a um satélite já a operar, o Spainsat, que prevê um centro de operações em Lisboa (o comando central seria em Las Palmas, ilhas Canárias). Contudo, confrontado com esta intenção espanhola, avançada no diário espanhol El País, o ministério da Administração Interna (MAI) avançou oficialmente que "é prematuro e especulativo falar sobre quaisquer novas formas de cooperação" nesta matéria entre os dois países.
"Não foi dado conhecimento ao MAI do sistema que referem", disse a mesma fonte.
O sistema prevê especificamente um centro de informações a erguer em Lisboa e ainda outros em três países africanos que já se associaram ao projecto: dois na Mauritânia, um no Senegal e ainda outro na Cidade da Praia. O Spainsat, um satélite de 3,7 toneladas, já está estacionado (fixo) a 36 mil quilómetros de altitude. Cada "posto" da rede deverá ter ao seu serviço agentes da "secreta" espanhola, que darão conta ao comando de Las Palmas de informações relevantes sobre imigração ilegal. O diário espanhol deu um exemplo: o centro da Praia (Cabo Verde) detecta um barco suspeito que acaba de passar junto ao arquipélago em direcção a norte. Identifica para o comando de Las Palmas a embarcação e o sítio de origem (por exemplo: Guiné-Bissau). Las Palmas informa o centro de Dakar para que este ponha em campo os agentes da "secreta" espanhola em Bissau. Daí em diante, o navio em causa, se for confirmadamente suspeito, será seguido sempre de perto pelo Spainsat, até que se aproxime da costa ibérica. Aqui entrará em funcionamento o SIVE (Sistema Integral de Vigilância Exterior), uma rede de estações costeiras de vigilância em Espanha, equipada com radares, câmeras de vídeo e sistemas de visão nocturna.
Mais um golpe...
O ministério espanhol do Interior está a montar um sistema de vigilância das fronteiras marítimas da Península Ibérica, com recurso a um satélite já a operar, o Spainsat, que prevê um centro de operações em Lisboa (o comando central seria em Las Palmas, ilhas Canárias). Contudo, confrontado com esta intenção espanhola, avançada no diário espanhol El País, o ministério da Administração Interna (MAI) avançou oficialmente que "é prematuro e especulativo falar sobre quaisquer novas formas de cooperação" nesta matéria entre os dois países.
"Não foi dado conhecimento ao MAI do sistema que referem", disse a mesma fonte.
O sistema prevê especificamente um centro de informações a erguer em Lisboa e ainda outros em três países africanos que já se associaram ao projecto: dois na Mauritânia, um no Senegal e ainda outro na Cidade da Praia. O Spainsat, um satélite de 3,7 toneladas, já está estacionado (fixo) a 36 mil quilómetros de altitude. Cada "posto" da rede deverá ter ao seu serviço agentes da "secreta" espanhola, que darão conta ao comando de Las Palmas de informações relevantes sobre imigração ilegal. O diário espanhol deu um exemplo: o centro da Praia (Cabo Verde) detecta um barco suspeito que acaba de passar junto ao arquipélago em direcção a norte. Identifica para o comando de Las Palmas a embarcação e o sítio de origem (por exemplo: Guiné-Bissau). Las Palmas informa o centro de Dakar para que este ponha em campo os agentes da "secreta" espanhola em Bissau. Daí em diante, o navio em causa, se for confirmadamente suspeito, será seguido sempre de perto pelo Spainsat, até que se aproxime da costa ibérica. Aqui entrará em funcionamento o SIVE (Sistema Integral de Vigilância Exterior), uma rede de estações costeiras de vigilância em Espanha, equipada com radares, câmeras de vídeo e sistemas de visão nocturna.
Mais um golpe...
segunda-feira, maio 19, 2008
Cabo Verde quer aproximar-se mais da União Europeia
O Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, declarou ontem, em entrevista à AFP que deseja ver o seu país aproximar-se "gradualmente" da União Europeia, para encontrar novas formas de garantir o desenvolvimento e a segurança. Pedro Pires distanciou-se do conceito de Estados Unidos da África, defendido pela Líbia e pelo Senegal, dizendo que é mais realista defender a integração em blocos menores, como a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). O Presidente cabo-verdiano sublinhou que "é fundamental consolidar na África os Estados de direito".
Espanha diz não ter contenciosos com Portugal. E Olivença?
Governo de Espanha diz que o relacionamento entre Portugal e Espanha nunca esteve melhor e que não há polémicas nem contenciosos. E Olivença?
Numa entrevista divulgada ontem, Josep-Lluís Carod Rovira afirmou que Espanha ainda não assumiu a independência de Portugal, procurando manter uma “tutela paternalista” e uma atitude de “imperialismo doméstico” sobre o Estado português. Questionada sobre os comentários, fonte do gabinete do primeiro-ministro espanhol escusou-se a avaliá-los, reiterando apenas que os laços entre Espanha e Portugal “estão melhor que nunca”.
Numa entrevista divulgada ontem, Josep-Lluís Carod Rovira afirmou que Espanha ainda não assumiu a independência de Portugal, procurando manter uma “tutela paternalista” e uma atitude de “imperialismo doméstico” sobre o Estado português. Questionada sobre os comentários, fonte do gabinete do primeiro-ministro espanhol escusou-se a avaliá-los, reiterando apenas que os laços entre Espanha e Portugal “estão melhor que nunca”.
quinta-feira, maio 15, 2008
Venezuela: o alfaite de Kennedy, Chávez e Cavaco
A fama do português Álvaro Clemente não se fica por Caracas. A lista de clientes estende-se dos EUA a Portugal. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, já foi um dos principais clientes da alfaitaria Mansion Clement, a melhor da Venezuela, criada nos anos 60 por Clemente.
A alfaiataria tem a loja principal na Avenida da Califórnia, em Caracas. “O presidente ia sempre à nossa loja do hotel Tamanaco comprar camisas ‘Brioni’, que são italianas. Depois, passou a vestir os nossos fatos”, lembra um administrador da Mansion Clement. Estávamos em 1997 e Chávez disputava as eleições para a presidência. Depois de ter estado preso por uma tentativa de golpe de Estado falhado, Chávez precisava de cuidar do visual. “Como andava em campanha e num grande corrupio não tinha tempo para vir aqui à loja fazer a prova dos fatos. Ia o senhor Álvaro a casa dele ou, então, pedíamos ao nosso alfaiate chefe. Era muito simpático e carismático. Não tinha nada a ver com o que aparece agora na televisão”, confidencia o administrador.
A mudança de imagem deu resultado e Hugo acabaria por ser eleito presidente. “Detestava os fatos pretos. Dessa cor não queria nenhum”, conta. No espaço de dois anos, entre 1997 e 2000, a Mansion Clement confeccionou 70 fatos para o presidente.
A partir do momento em que foi eleito presidente, Chávez foi encomendando cada vez menos fatos. Nos primeiros meses de mandato foi substituindo lentamente as calças e o blaser por uniformes militares. O alfaiate chefe deslocava-se ao palácio de Miraflores para lhe tirar as medidas. “Até que um dia, em 2004, nunca mais nos pediu nada. Tanto ele, como os políticos do governo deixaram de comprar fatos na nossa loja. Presumo que agora os compram no estrangeiro”, conta o administrador.
A alfaiataria é um dos estabelecimentos mais luxuosos da cidade. E contrasta com quase todas as lojas de Caracas. O design exterior do edifício é tipicamente americano dos anos 50, o porteiro César faz sempre a gentileza de abrir a porta e existe um parque de estacionamento exclusivo para os clientes. No interior da loja, os funcionários vestem fato e gravata e têm o cabelo impecavelmente arranjado. Hoje, os clientes são sobretudo empresários estrangeiros e venezuelanos. Estes últimos cada vez menos conservadores, segundo Ivanova Clemente, filha do dono e de Luba, uma descendente de ucranianos.
Um fato à medida custa 2.300 euros, mas se for pronto-a-vestir baixa para os 1300 euros.
Outro dos clientes mais famosos que vestiram fatos de Clemente foi o antigo presidente norte-americano John F. Kennedy, que em 1961 visitou oficialmente a Venezuela. Nesse dia, encontrou-se com o presidente da Venezuela à época e ficou encantando com o fato dele. Este respondeu-lhe que era obra de um alfaiate português. O americano pediu imediatamente para o conhecer. “O Clemente foi ter com o Kennedy ao hotel Tamanaco, tirou-lhe as medidas e tivemos de lhe fazer três fatos de fazenda em 48 horas. Pusemos todos os empregados a trabalhar de dia e de noite”, lembra o administrador.
O momento chave na vida e nos negócios de Álvaro Clemente aconteceu em 1960. Nesse ano, o presidente Betancourt sofreu um atentado levado a cabo pelo ex-general Trujillo. Ficou com queimaduras graves, mas não quis dar parte fraca e precisava de aparecer na televisão para se mostrar ao povo. Como os braços e as mãos estavam envoltos em ligaduras tornava-se impossível vestir os casacos que tinha. “Ligou, desesperado, ao Álvaro e pediu-lhe um fato novo em 24 horas”, lembra o administrador. O alfaite português só tinha uma solução: fazer um casaco em que as mangas, a parte da frente e a parte traseira do casaco teriam de estar ligadas por fechos éclair. Depois de 20 horas consecutivas de trabalho, o alfaiate foi encontrar-se com o presidente, vestiu-lhe o blazer, e o “Betancourt apareceu na televisão e foi um êxito. Deu uma enorme sensação de segurança à população”, afirma o administrador. A partir desse momento, Clemente tornou-se o alfaiate mais famoso da capital. A fama acabaria por chegar também a Portugal e ao longo dos anos 80 e 90 foram aparecendo clientes como os antigos presidentes da República Mário Soares e Jorge Sampaio e o actual, Cavaco Silva. Todos eles foram à loja da Avenida Califórnia tirar medidas.
Além de alfaiate e empresário, Clemente foi fundador e presidente da Câmara de Comércio Luso-Venezuelana, fez parte da direcção do “La Voz” e da “Hombre de Mundo” e ainda pertenceu à comissão que ergueu uma estátua de Símon Bolívar em Lisboa. Actualmente, é um dos presidentes da Confederação Internacional dos Empresários Portugueses. Natural de Loulé, foi um dos poucos portugueses a frequentar as festas do jet-set venezuelano. Condecorado com as maiores condecorações que se podem atribuir a um cidadão venezuelano, foi durante anos presença obrigatória no júri do concurso Miss Venezuela, falava frequentemente na televisão sobre moda e era amigo de políticos, artistas e toureiros. Hoje, cansado do país, só lá vai duas vezes por ano para visitar a família, tratar de negócios e cumprimentar o porteiro César, que há mais de 40 anos guarda a alfaiataria.
A alfaiataria tem a loja principal na Avenida da Califórnia, em Caracas. “O presidente ia sempre à nossa loja do hotel Tamanaco comprar camisas ‘Brioni’, que são italianas. Depois, passou a vestir os nossos fatos”, lembra um administrador da Mansion Clement. Estávamos em 1997 e Chávez disputava as eleições para a presidência. Depois de ter estado preso por uma tentativa de golpe de Estado falhado, Chávez precisava de cuidar do visual. “Como andava em campanha e num grande corrupio não tinha tempo para vir aqui à loja fazer a prova dos fatos. Ia o senhor Álvaro a casa dele ou, então, pedíamos ao nosso alfaiate chefe. Era muito simpático e carismático. Não tinha nada a ver com o que aparece agora na televisão”, confidencia o administrador.
A mudança de imagem deu resultado e Hugo acabaria por ser eleito presidente. “Detestava os fatos pretos. Dessa cor não queria nenhum”, conta. No espaço de dois anos, entre 1997 e 2000, a Mansion Clement confeccionou 70 fatos para o presidente.
A partir do momento em que foi eleito presidente, Chávez foi encomendando cada vez menos fatos. Nos primeiros meses de mandato foi substituindo lentamente as calças e o blaser por uniformes militares. O alfaiate chefe deslocava-se ao palácio de Miraflores para lhe tirar as medidas. “Até que um dia, em 2004, nunca mais nos pediu nada. Tanto ele, como os políticos do governo deixaram de comprar fatos na nossa loja. Presumo que agora os compram no estrangeiro”, conta o administrador.
A alfaiataria é um dos estabelecimentos mais luxuosos da cidade. E contrasta com quase todas as lojas de Caracas. O design exterior do edifício é tipicamente americano dos anos 50, o porteiro César faz sempre a gentileza de abrir a porta e existe um parque de estacionamento exclusivo para os clientes. No interior da loja, os funcionários vestem fato e gravata e têm o cabelo impecavelmente arranjado. Hoje, os clientes são sobretudo empresários estrangeiros e venezuelanos. Estes últimos cada vez menos conservadores, segundo Ivanova Clemente, filha do dono e de Luba, uma descendente de ucranianos.
Um fato à medida custa 2.300 euros, mas se for pronto-a-vestir baixa para os 1300 euros.
Outro dos clientes mais famosos que vestiram fatos de Clemente foi o antigo presidente norte-americano John F. Kennedy, que em 1961 visitou oficialmente a Venezuela. Nesse dia, encontrou-se com o presidente da Venezuela à época e ficou encantando com o fato dele. Este respondeu-lhe que era obra de um alfaiate português. O americano pediu imediatamente para o conhecer. “O Clemente foi ter com o Kennedy ao hotel Tamanaco, tirou-lhe as medidas e tivemos de lhe fazer três fatos de fazenda em 48 horas. Pusemos todos os empregados a trabalhar de dia e de noite”, lembra o administrador.
O momento chave na vida e nos negócios de Álvaro Clemente aconteceu em 1960. Nesse ano, o presidente Betancourt sofreu um atentado levado a cabo pelo ex-general Trujillo. Ficou com queimaduras graves, mas não quis dar parte fraca e precisava de aparecer na televisão para se mostrar ao povo. Como os braços e as mãos estavam envoltos em ligaduras tornava-se impossível vestir os casacos que tinha. “Ligou, desesperado, ao Álvaro e pediu-lhe um fato novo em 24 horas”, lembra o administrador. O alfaite português só tinha uma solução: fazer um casaco em que as mangas, a parte da frente e a parte traseira do casaco teriam de estar ligadas por fechos éclair. Depois de 20 horas consecutivas de trabalho, o alfaiate foi encontrar-se com o presidente, vestiu-lhe o blazer, e o “Betancourt apareceu na televisão e foi um êxito. Deu uma enorme sensação de segurança à população”, afirma o administrador. A partir desse momento, Clemente tornou-se o alfaiate mais famoso da capital. A fama acabaria por chegar também a Portugal e ao longo dos anos 80 e 90 foram aparecendo clientes como os antigos presidentes da República Mário Soares e Jorge Sampaio e o actual, Cavaco Silva. Todos eles foram à loja da Avenida Califórnia tirar medidas.
Além de alfaiate e empresário, Clemente foi fundador e presidente da Câmara de Comércio Luso-Venezuelana, fez parte da direcção do “La Voz” e da “Hombre de Mundo” e ainda pertenceu à comissão que ergueu uma estátua de Símon Bolívar em Lisboa. Actualmente, é um dos presidentes da Confederação Internacional dos Empresários Portugueses. Natural de Loulé, foi um dos poucos portugueses a frequentar as festas do jet-set venezuelano. Condecorado com as maiores condecorações que se podem atribuir a um cidadão venezuelano, foi durante anos presença obrigatória no júri do concurso Miss Venezuela, falava frequentemente na televisão sobre moda e era amigo de políticos, artistas e toureiros. Hoje, cansado do país, só lá vai duas vezes por ano para visitar a família, tratar de negócios e cumprimentar o porteiro César, que há mais de 40 anos guarda a alfaiataria.
quarta-feira, maio 14, 2008
Sócrates anuncia que deixou de fumar em definitivo. Obrigado Senhor Primeiro-Ministro!
O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje aos jornalistas que decidiu deixar de fumar em definitivo, na sequência da polémica por ter fumado num voo entre Caracas e Lisboa na segunda-feira.
Falando aos jornalistas na Faixa de Orinoco, Sócrates disse que a polémica por ter fumado num voo fretado pelo Governo à TAP lhe serviu para tomar consciência do seguinte:
"Este episódio despertou-me para o facto de os fumadores, inconscientemente, poderem violar leis e regulamentos que desconhecem", disse.
Por este facto, o primeiro-ministro disse ter tomado uma decisão:
"Não sei a última lei se aplica ou não aplica [ao caso do fumo em voos fretados], mas o Governo tem uma especial responsabilidade e eu também quero contribuir para isso. Tenho consciência da minha responsabilidade pessoal. Por isso, este episódio não vai voltar a acontecer, porque também decidi deixar de fumar", declarou.
Falando aos jornalistas na Faixa de Orinoco, Sócrates disse que a polémica por ter fumado num voo fretado pelo Governo à TAP lhe serviu para tomar consciência do seguinte:
"Este episódio despertou-me para o facto de os fumadores, inconscientemente, poderem violar leis e regulamentos que desconhecem", disse.
Por este facto, o primeiro-ministro disse ter tomado uma decisão:
"Não sei a última lei se aplica ou não aplica [ao caso do fumo em voos fretados], mas o Governo tem uma especial responsabilidade e eu também quero contribuir para isso. Tenho consciência da minha responsabilidade pessoal. Por isso, este episódio não vai voltar a acontecer, porque também decidi deixar de fumar", declarou.
Vaticano diz que é provável que existam extraterrestres !
Notícia da BBC (em bbc.co.uk)
O Padre Gabriel Funes diz que o universo é tão vasto, que é possível que existam outras formas de vida.
Astrónomo Principal do Papa, ele afirma que a existência de vida em Marte não pode ser colocada de parte.
Escrevendo no jornal do Vaticano, o astrónomo Padre Funes, disse que seres inteligentes creados por Deus podem existir no espaço sideral. Director do Observatório do Vaticano, em Roma, é um cientista respeitado que trabalha com várias universidade em todo o mundo.
Ainda segundo ele, a pequisa de formas de vida extraterrestre não contradiz a crença em Deus. O título do seu artigo é: "Os extraterrestres são meus irmãos".
O raciocínio é simples. Tal como há várias formas de vida na Terra, também poderá haver seres inteligentes no espaço sideral creados por Deus. E alguns aliens poderão até estar livres do pecado original.
O Padre Gabriel Funes diz que o universo é tão vasto, que é possível que existam outras formas de vida.
Astrónomo Principal do Papa, ele afirma que a existência de vida em Marte não pode ser colocada de parte.
Escrevendo no jornal do Vaticano, o astrónomo Padre Funes, disse que seres inteligentes creados por Deus podem existir no espaço sideral. Director do Observatório do Vaticano, em Roma, é um cientista respeitado que trabalha com várias universidade em todo o mundo.
Ainda segundo ele, a pequisa de formas de vida extraterrestre não contradiz a crença em Deus. O título do seu artigo é: "Os extraterrestres são meus irmãos".
O raciocínio é simples. Tal como há várias formas de vida na Terra, também poderá haver seres inteligentes no espaço sideral creados por Deus. E alguns aliens poderão até estar livres do pecado original.
Nigéria: empregado português da Chevron sequestrado
Onze empregados do grupo petrolífero norte-americano Chevron na Nigéria, entre os quais um português, foram sequestrados terça-feira por homens armados que atacaram o navio onde estavam no Estado de Rivers, no Delta do Níger.
De acordo com o porta-voz do exército nigeriano, os sequestradores exigem um resgate de 30 milhões de naira (164 mil euros) para a sua libertação.
Fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades disse já ter tido conhecimento deste sequestro e adiantou que estão a "tentar apurar a confirmação ou não do envolvimento do cidadão português".
Um porta-voz da Chevron já confirmou o sequestro, afirmando que os funcionários raptados trabalham para uma empresa subcontratada pela petrolífera e que estão a ser feitos "todos os possíveis para que sejam libertados".
As 11 pessoas fazem parte de tripulação do navio Lourdes Tide, que fazia a rota entre Onne (Estado de Rivers) e Escravos (Estado do Delta) quando foram atacados.
De acordo com o porta-voz do exército nigeriano, os sequestradores exigem um resgate de 30 milhões de naira (164 mil euros) para a sua libertação.
Fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades disse já ter tido conhecimento deste sequestro e adiantou que estão a "tentar apurar a confirmação ou não do envolvimento do cidadão português".
Um porta-voz da Chevron já confirmou o sequestro, afirmando que os funcionários raptados trabalham para uma empresa subcontratada pela petrolífera e que estão a ser feitos "todos os possíveis para que sejam libertados".
As 11 pessoas fazem parte de tripulação do navio Lourdes Tide, que fazia a rota entre Onne (Estado de Rivers) e Escravos (Estado do Delta) quando foram atacados.
Agência Espacial Europeia recruta astronautas em Portugal
Um astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA) está amanhã em Portugal para uma sessão de promoção da campanha de recrutamento de novos astronautas.
Pela primeira vez, Portugal está incluído neste processo, não se sabendo ainda se já há portugueses interessados.As candidaturas deverão começar a surgir em breve, em particular após a sessão de informação que vai decorrer no Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva, afirmou ontem Mário Amaral, da representação da ESA em Portugal.
Além do astronauta Ernst Messerschmid, do Centro Europeu de Astronautas (EAC), estarão presentes o responsável pela divisão de astronautas desse organismo, Horst Schaarschmidt, e o investigador Manuel Paiva, que coordenou vários projectos de investigação biomédica no espaço. O processo de recrutamento terá início na segunda-feira, estando em jogo a selecção de pelo menos quatro astronautas para integrar futuras missões tripuladas à Estação Espacial Internacional (ISS) e "mais além", segundo a ESA.
"Não procuramos super-homens, mas pessoas sãs e com um perfil psicológico muito determinado, com capacidade de adaptação, abertas e que gostem de trabalhar em equipa", explica Jean Coisne, do gabinete de comunicação do EAC. Os quatro escolhidos, de preferência com idades entre 27 e 37 anos, irão juntar-se aos oito que actualmente integram o Corpo de Astronautas da ESA. A candidatura será feita pela Internet (www.esa. int/astronautselection) e terá de ser acompanhada de uma certificação médica idêntica à requerida aos pilotos da aviação comercial. Os candidatos terão de enfrentar vários patamares de selecção antes de serem considerados membros "potenciais" do pessoal da ESA, com condições para serem submetidos à comissão de exame das candidaturas, a última barreira na corrida para a sua nomeação oficial, prevista para o princípio de 2009.
Pela primeira vez, Portugal está incluído neste processo, não se sabendo ainda se já há portugueses interessados.As candidaturas deverão começar a surgir em breve, em particular após a sessão de informação que vai decorrer no Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva, afirmou ontem Mário Amaral, da representação da ESA em Portugal.
Além do astronauta Ernst Messerschmid, do Centro Europeu de Astronautas (EAC), estarão presentes o responsável pela divisão de astronautas desse organismo, Horst Schaarschmidt, e o investigador Manuel Paiva, que coordenou vários projectos de investigação biomédica no espaço. O processo de recrutamento terá início na segunda-feira, estando em jogo a selecção de pelo menos quatro astronautas para integrar futuras missões tripuladas à Estação Espacial Internacional (ISS) e "mais além", segundo a ESA.
"Não procuramos super-homens, mas pessoas sãs e com um perfil psicológico muito determinado, com capacidade de adaptação, abertas e que gostem de trabalhar em equipa", explica Jean Coisne, do gabinete de comunicação do EAC. Os quatro escolhidos, de preferência com idades entre 27 e 37 anos, irão juntar-se aos oito que actualmente integram o Corpo de Astronautas da ESA. A candidatura será feita pela Internet (www.esa. int/astronautselection) e terá de ser acompanhada de uma certificação médica idêntica à requerida aos pilotos da aviação comercial. Os candidatos terão de enfrentar vários patamares de selecção antes de serem considerados membros "potenciais" do pessoal da ESA, com condições para serem submetidos à comissão de exame das candidaturas, a última barreira na corrida para a sua nomeação oficial, prevista para o princípio de 2009.
Agência Espacial Europeia recruta astronautas em Portugal
Um astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA) está amanhã em Portugal para uma sessão de promoção da campanha de recrutamento de novos astronautas.
Pela primeira vez, Portugal está incluído neste processo, não se sabendo ainda se já há portugueses interessados.As candidaturas deverão começar a surgir em breve, em particular após a sessão de informação que vai decorrer no Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva, afirmou ontem Mário Amaral, da representação da ESA em Portugal.
Além do astronauta Ernst Messerschmid, do Centro Europeu de Astronautas (EAC), estarão presentes o responsável pela divisão de astronautas desse organismo, Horst Schaarschmidt, e o investigador Manuel Paiva, que coordenou vários projectos de investigação biomédica no espaço. O processo de recrutamento terá início na segunda-feira, estando em jogo a selecção de pelo menos quatro astronautas para integrar futuras missões tripuladas à Estação Espacial Internacional (ISS) e "mais além", segundo a ESA.
"Não procuramos super-homens, mas pessoas sãs e com um perfil psicológico muito determinado, com capacidade de adaptação, abertas e que gostem de trabalhar em equipa", explica Jean Coisne, do gabinete de comunicação do EAC. Os quatro escolhidos, de preferência com idades entre 27 e 37 anos, irão juntar-se aos oito que actualmente integram o Corpo de Astronautas da ESA. A candidatura será feita pela Internet (www.esa. int/astronautselection) e terá de ser acompanhada de uma certificação médica idêntica à requerida aos pilotos da aviação comercial. Os candidatos terão de enfrentar vários patamares de selecção antes de serem considerados membros "potenciais" do pessoal da ESA, com condições para serem submetidos à comissão de exame das candidaturas, a última barreira na corrida para a sua nomeação oficial, prevista para o princípio de 2009.
Pela primeira vez, Portugal está incluído neste processo, não se sabendo ainda se já há portugueses interessados.As candidaturas deverão começar a surgir em breve, em particular após a sessão de informação que vai decorrer no Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva, afirmou ontem Mário Amaral, da representação da ESA em Portugal.
Além do astronauta Ernst Messerschmid, do Centro Europeu de Astronautas (EAC), estarão presentes o responsável pela divisão de astronautas desse organismo, Horst Schaarschmidt, e o investigador Manuel Paiva, que coordenou vários projectos de investigação biomédica no espaço. O processo de recrutamento terá início na segunda-feira, estando em jogo a selecção de pelo menos quatro astronautas para integrar futuras missões tripuladas à Estação Espacial Internacional (ISS) e "mais além", segundo a ESA.
"Não procuramos super-homens, mas pessoas sãs e com um perfil psicológico muito determinado, com capacidade de adaptação, abertas e que gostem de trabalhar em equipa", explica Jean Coisne, do gabinete de comunicação do EAC. Os quatro escolhidos, de preferência com idades entre 27 e 37 anos, irão juntar-se aos oito que actualmente integram o Corpo de Astronautas da ESA. A candidatura será feita pela Internet (www.esa. int/astronautselection) e terá de ser acompanhada de uma certificação médica idêntica à requerida aos pilotos da aviação comercial. Os candidatos terão de enfrentar vários patamares de selecção antes de serem considerados membros "potenciais" do pessoal da ESA, com condições para serem submetidos à comissão de exame das candidaturas, a última barreira na corrida para a sua nomeação oficial, prevista para o princípio de 2009.
terça-feira, maio 13, 2008
Católica entra nas 40 melhores do Financial Times
Qualidade das instalações e acompanhamento dos alunos depois de terminarem a sua formação são os dois critérios em que a Universidade Católica (UC) surge mais bem colocada no ranking do Financial Times (FT) de formação de executivos.
Pelo segundo ano, a Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais (FCEE) da Católica repete a proeza de entrar na lista das melhores escolas de formação de executivos do mundo. Desta vez no 39º lugar, subindo três posições quanto à classificação do ano passado. No ranking europeu está em 19º lugar. O FT entrevistou mais de 700 gestores de todo o mundo para elaborar esta classificação. Foram avaliados os programas abertos da formação de executivos e os programas à medida construídos em parceria com as empresas. Nos 16 campos avaliados, a FCCE aparece bem posicionada no que toca a instalações, o que inclui a biblioteca e os meios informáticos colocados à disposição dos alunos. Neste critério a escola portuguesa surge, mesmo, à frente da Sloan Management School do MIT ou da HEC de Paris.
Também o acompanhamento dos alunos, depois de terminar a formação, e as oportunidade do acesso a uma rede de contactos, são outros dos pontos em que a Católica está bem posicionada, aparecendo à frente da espanhola IESE. Mais de 2.000 executivos em programas de formação. Mais de dois mil executivos passaram pelos 85 programas de formação desenvolvidos pela Católica no ano passado. “Qualidade do corpo docente, inovação dos programas e capacidade de respostas ás necessidades das empresas” são os três factores que Luís Cardoso, director da Formação de Executivos, elege como responsáveis pela entrada da escola na lista das melhores do mundo, de acordo com o FT.
BES, Sonaecom, Jerónimo Martins, Vodafone e grupo José de Mello são algumas das empresas que neste momento têm quadros a frequentar programas de formação na UC. “Gostamos de programas customizados, em que há uma grande interacção e em que se podem colocar questões específicas da empresa”, é um das justificações de Pedro Raposo, director de Recursos Humanos do BES, para a escolha da Católica. O surgimento de uma escola portuguesa, pelo segundo ano, no ranking do FT revela que Portugal está a começar a surgir no mercado mundial de formação de executivos. Este ranking do FT é liderado por duas escolas: a norte-americana Harvard Business School e a suíça IMD. Um indicador que as escolas europeias começam a ganhar terreno no mundo da formação de executivos.
Pelo segundo ano, a Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais (FCEE) da Católica repete a proeza de entrar na lista das melhores escolas de formação de executivos do mundo. Desta vez no 39º lugar, subindo três posições quanto à classificação do ano passado. No ranking europeu está em 19º lugar. O FT entrevistou mais de 700 gestores de todo o mundo para elaborar esta classificação. Foram avaliados os programas abertos da formação de executivos e os programas à medida construídos em parceria com as empresas. Nos 16 campos avaliados, a FCCE aparece bem posicionada no que toca a instalações, o que inclui a biblioteca e os meios informáticos colocados à disposição dos alunos. Neste critério a escola portuguesa surge, mesmo, à frente da Sloan Management School do MIT ou da HEC de Paris.
Também o acompanhamento dos alunos, depois de terminar a formação, e as oportunidade do acesso a uma rede de contactos, são outros dos pontos em que a Católica está bem posicionada, aparecendo à frente da espanhola IESE. Mais de 2.000 executivos em programas de formação. Mais de dois mil executivos passaram pelos 85 programas de formação desenvolvidos pela Católica no ano passado. “Qualidade do corpo docente, inovação dos programas e capacidade de respostas ás necessidades das empresas” são os três factores que Luís Cardoso, director da Formação de Executivos, elege como responsáveis pela entrada da escola na lista das melhores do mundo, de acordo com o FT.
BES, Sonaecom, Jerónimo Martins, Vodafone e grupo José de Mello são algumas das empresas que neste momento têm quadros a frequentar programas de formação na UC. “Gostamos de programas customizados, em que há uma grande interacção e em que se podem colocar questões específicas da empresa”, é um das justificações de Pedro Raposo, director de Recursos Humanos do BES, para a escolha da Católica. O surgimento de uma escola portuguesa, pelo segundo ano, no ranking do FT revela que Portugal está a começar a surgir no mercado mundial de formação de executivos. Este ranking do FT é liderado por duas escolas: a norte-americana Harvard Business School e a suíça IMD. Um indicador que as escolas europeias começam a ganhar terreno no mundo da formação de executivos.
Lisboa ainda é "o centro de conspirações contra Angola"
O Jornal de Angola (JA) diz que "chegou a hora de dizer basta" ao que qualifica como "os mais baixos ataques ao país" e aos seus dirigentes políticos.
O aviso consta de um texto disponível na edição on-line do jornal, e assinado pelo director do periódico estatal, para quem "Lisboa continua, infelizmente, a ser o centro das conspirações contra Angola". Este não é o único artigo a visar os portugueses - num texto não assinado, no mesmo jornal, diz-se que "se o regabofe continua" serão publicadas "listas com os nomes dos quadrilheiros portugueses, que foram capturadas no bunker de Jonas Savimbi [líder da UNITA, morto em 2002]".
No contraponto às críticas que se têm feito ouvir em Portugal ao regime angolano, depois das declarações de Bob Geldof em Lisboa - o músico irlandês disse que Angola é governada "por criminosos" - o artigo acaba por chegar ao ex-Presidente da República, Mário Soares. "Os governantes angolanos, ao longo de décadas, tiveram de dedicar larguíssimos recursos ao combate sem tréguas a Savimbi, o lugar-tenente da quadrilha soarista em Angola. Para liquidar esse salteadores, os angolanos deram tudo o que podiam", refere o texto. Noutro trecho, numa referência a Clara Ferreira Alves, é também referida uma "quadrilha soarista" - "mas parece que dali já pouco pinga dos diamantes de sangue, tem de arranjar outro quadrilheiro". A expressão "diamantes de sangue" refere-se à indústria em torno deste mineral, para financiamento de guerras.
Para o JA, "em Portugal alguns órgãos de informação estão ao serviço das mais desvairadas quadrilhas". O periódico aponta baterias ao jornal Público e aos comentadores do programa da SIC Notícias Eixo do Mal - a uns e outros chama "idiotas úteis", "aqueles que os patrões usam para todos os abusos". No caso do painel do Eixo do Mal, vai mais longe: "Aqueles quatro miseráveis mentais estão apostados em levar os abusos de liberdade de imprensa aos níveis mais aberrantes dos tempos em que a PIDE destruía a honra dos oposicionistas ao regime fascista".
Para José Manuel Fernandes, director do Público, estes "ataques do Jornal de Angola, nomeadamente a associação aos diamantes de sangue, são completamente disparatados". O jornalista desvaloriza as afirmações do periódico angolano: "Não insulta quem quer, insulta quem pode e o Jornal de Angola não tem autoridade para isso". Entre o painel de comentadores do Eixo do Mal os comentários são lacónicos. "A liberdade de opinião existe em Portugal, não existe em Angola", refere José Júdice. "Só comento quando o Jornal de Angola for um jornal", responde Ferreira Alves. E reitera as críticas já expressas na SIC Notícias: o governo de Angola "não é eleito, não é legítimo, não é democrático." Para Nunes, como para Nuno Artur Silva (moderador do Eixo do Mal) o texto fala por si. Já Daniel Oliveira diz que "há insultos que, vindos de onde vêm, sabem a elogios".
O aviso consta de um texto disponível na edição on-line do jornal, e assinado pelo director do periódico estatal, para quem "Lisboa continua, infelizmente, a ser o centro das conspirações contra Angola". Este não é o único artigo a visar os portugueses - num texto não assinado, no mesmo jornal, diz-se que "se o regabofe continua" serão publicadas "listas com os nomes dos quadrilheiros portugueses, que foram capturadas no bunker de Jonas Savimbi [líder da UNITA, morto em 2002]".
No contraponto às críticas que se têm feito ouvir em Portugal ao regime angolano, depois das declarações de Bob Geldof em Lisboa - o músico irlandês disse que Angola é governada "por criminosos" - o artigo acaba por chegar ao ex-Presidente da República, Mário Soares. "Os governantes angolanos, ao longo de décadas, tiveram de dedicar larguíssimos recursos ao combate sem tréguas a Savimbi, o lugar-tenente da quadrilha soarista em Angola. Para liquidar esse salteadores, os angolanos deram tudo o que podiam", refere o texto. Noutro trecho, numa referência a Clara Ferreira Alves, é também referida uma "quadrilha soarista" - "mas parece que dali já pouco pinga dos diamantes de sangue, tem de arranjar outro quadrilheiro". A expressão "diamantes de sangue" refere-se à indústria em torno deste mineral, para financiamento de guerras.
Para o JA, "em Portugal alguns órgãos de informação estão ao serviço das mais desvairadas quadrilhas". O periódico aponta baterias ao jornal Público e aos comentadores do programa da SIC Notícias Eixo do Mal - a uns e outros chama "idiotas úteis", "aqueles que os patrões usam para todos os abusos". No caso do painel do Eixo do Mal, vai mais longe: "Aqueles quatro miseráveis mentais estão apostados em levar os abusos de liberdade de imprensa aos níveis mais aberrantes dos tempos em que a PIDE destruía a honra dos oposicionistas ao regime fascista".
Para José Manuel Fernandes, director do Público, estes "ataques do Jornal de Angola, nomeadamente a associação aos diamantes de sangue, são completamente disparatados". O jornalista desvaloriza as afirmações do periódico angolano: "Não insulta quem quer, insulta quem pode e o Jornal de Angola não tem autoridade para isso". Entre o painel de comentadores do Eixo do Mal os comentários são lacónicos. "A liberdade de opinião existe em Portugal, não existe em Angola", refere José Júdice. "Só comento quando o Jornal de Angola for um jornal", responde Ferreira Alves. E reitera as críticas já expressas na SIC Notícias: o governo de Angola "não é eleito, não é legítimo, não é democrático." Para Nunes, como para Nuno Artur Silva (moderador do Eixo do Mal) o texto fala por si. Já Daniel Oliveira diz que "há insultos que, vindos de onde vêm, sabem a elogios".
sexta-feira, maio 09, 2008
“Os portugueses estiveram na Austrália; os ingleses descobriram-na”
Há onze anos, João Oliveira e Costa foi à Austrália em trabalho. Querendo avaliar as necessidades da comunidade portuguesa instalada nos nossos antípodas, o historiador da Universidade de Lisboa resolveu perguntar aos compatriotas o que é que eles precisavam.
“Equipamentos de mergulho”, responderam. “Porquê?”, terá perguntado. “Queremos ir buscar ao fundo do mar as provas de que os portugueses foram os primeiros a chegar cá”, responderam eles. O episódio, contado à laia de anedota pelo professor Oliveira e Costa na conferência “Portugueses na Austrália”, que decorreu hoje no Museu da Ciência, em Coimbra, serviu para enquadrar uma discussão que é tudo menos recente.
Desde a segunda metade do século XIX que se discute a possibilidade de terem sido os portugueses os primeiros a atingir as costas australianas, embora a descoberta oficial esteja registada em nome do navegador britânico James Cook, em 1770. O debate veio novamente a lume na sequência da recente publicação em português do livro “Para Além de Capricórnio”, do jornalista Peter Trickett. Este britânico residente na Austrália defendeu a teoria de que os portugueses – mais concretamente Cristóvão de Mendonça – terão sido os primeiros europeus a chegar ao continente australiano ainda durante o primeiro quartel do século XVI. O jornalista baseou-se em observações e experiências com algumas cartas do Atlas de Vallard, um conjunto de 15 mapas que os historiadores aceitam terem sido feitos a partir de cartas portuguesas que descrevem 120 acidentes geográficos com nomes lusos. Mas esta teoria, para além de não ser recente, é, aliás, encarada de maneira mais ou menos pacífica pela comunidade científica. Desde que Afonso de Albuquerque chegou a Malaca (actual território da Malásia), em 1511, que essa localidade se tornou base estratégica para a expansão portuguesa no sul da Ásia.
Ver mais em:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1328179&idCanal=14
“Equipamentos de mergulho”, responderam. “Porquê?”, terá perguntado. “Queremos ir buscar ao fundo do mar as provas de que os portugueses foram os primeiros a chegar cá”, responderam eles. O episódio, contado à laia de anedota pelo professor Oliveira e Costa na conferência “Portugueses na Austrália”, que decorreu hoje no Museu da Ciência, em Coimbra, serviu para enquadrar uma discussão que é tudo menos recente.
Desde a segunda metade do século XIX que se discute a possibilidade de terem sido os portugueses os primeiros a atingir as costas australianas, embora a descoberta oficial esteja registada em nome do navegador britânico James Cook, em 1770. O debate veio novamente a lume na sequência da recente publicação em português do livro “Para Além de Capricórnio”, do jornalista Peter Trickett. Este britânico residente na Austrália defendeu a teoria de que os portugueses – mais concretamente Cristóvão de Mendonça – terão sido os primeiros europeus a chegar ao continente australiano ainda durante o primeiro quartel do século XVI. O jornalista baseou-se em observações e experiências com algumas cartas do Atlas de Vallard, um conjunto de 15 mapas que os historiadores aceitam terem sido feitos a partir de cartas portuguesas que descrevem 120 acidentes geográficos com nomes lusos. Mas esta teoria, para além de não ser recente, é, aliás, encarada de maneira mais ou menos pacífica pela comunidade científica. Desde que Afonso de Albuquerque chegou a Malaca (actual território da Malásia), em 1511, que essa localidade se tornou base estratégica para a expansão portuguesa no sul da Ásia.
Ver mais em:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1328179&idCanal=14
Rei de Espanha recorda Portugal com música de Mísia
O rei espanhol Juan Carlos recordou com nostalgia, e num português quase perfeito, os tempos que passou em Portugal, nas décadas de 40 e 50, numa conversa com a fadista Mísia.
A conversa decorreu depois de a fadista ter interpretado quatro fados, entre eles "Que Fazes aí Lisboa", no decurso da cerimónia de entrega dos Prémios Internacionais de Jornalismo Rei de Espanha, no parque do Retiro de Madrid.
Falando em português, Juan Carlos disse a Mísia, de mãe catalã e pai português, que ainda hoje sente saudades do tempo que passou na zona do Estoril, onde chegou com oito anos, em 1946.
"Espanha é a minha pátria, Portugal o meu país" (!?), disse Juan Carlos, referindo que, apesar de ter nascido em Roma e vivido na Suíça, foi Portugal que lhe ficou "na alma". Os pais do monarca mantiveram casa em Lisboa, a "Villa Giralda", até 1982, altura em que a família se mudou para Madrid, em Espanha.
A conversa decorreu depois de a fadista ter interpretado quatro fados, entre eles "Que Fazes aí Lisboa", no decurso da cerimónia de entrega dos Prémios Internacionais de Jornalismo Rei de Espanha, no parque do Retiro de Madrid.
Falando em português, Juan Carlos disse a Mísia, de mãe catalã e pai português, que ainda hoje sente saudades do tempo que passou na zona do Estoril, onde chegou com oito anos, em 1946.
"Espanha é a minha pátria, Portugal o meu país" (!?), disse Juan Carlos, referindo que, apesar de ter nascido em Roma e vivido na Suíça, foi Portugal que lhe ficou "na alma". Os pais do monarca mantiveram casa em Lisboa, a "Villa Giralda", até 1982, altura em que a família se mudou para Madrid, em Espanha.
quinta-feira, maio 08, 2008
Barco português afundado na Namíbia: Portugal quer ajudar na investigação
The Namibian, 8 de Maio
(Tradução livre)
A descoberta de um navio afundado, com aproximadamente 500 anos de idade, na Área de pesquisa 1, pela companhia Namdeb, perto de Oranjemund, no mês passado é só o primeiro capítulo do que se pode tornar um longo trabalho de detective na descoberta de segredos dos navios afundados junto à costa africana.
A descoberta do navio foi noticiada mundialmente, com a Namdeb a anunciar que serão provavelmente os destroços sub-sarianos mais antigos jamais encontrados. As peças recolhidas incluem milhares de moedas de ouro portuguesas e espanholas, moedas de prata portuguesas, canhões de bronze, mais de 50n dentes de elefante, entre outras peças importantes.
Parecendo cada vez mais comprovar-se que os destroços são de origem portuguesa, o Governo português já se ofereceu para assistir ao estudo dos destroços e nos esforços para identificar o navio.
Até agora, perto de 70% das moedas de ouro recuperadas são espanholas, enquanto que os outros 30% são moedas prata portuguesas.
Algumas das moedas espanholas têm a imagem de Fernando II e Isabel I, que governaram Espanha no final de 1400 e princípio de 1500, enquanto algumas das moedas portuguesas têm a face de D. João II, que reinou entre 1481 and 1495. Entre os finais de 1400 e princípios de 1500, os portugueses eram os principais navegadores nesta parte da costa africana.
"Parece cada vez mais que se trata de um navio português", salientou o arqueólogo Dieter Noli, que desempenhou um papel principal no primeiro exame dos destroços em Abril.
A intenção final do estudo dos destroços é que todas as peças recuperadas permaneçam na Namíbia. De acordo com a actual Directora do National Heritage Council, todos os destroços encontrados em águas da Namíbia ou na sua costa, com mais de 35 anos, são classificados como destroços históricos de acordo com a lei, pertencendo ao Estado.
(Tradução livre)
A descoberta de um navio afundado, com aproximadamente 500 anos de idade, na Área de pesquisa 1, pela companhia Namdeb, perto de Oranjemund, no mês passado é só o primeiro capítulo do que se pode tornar um longo trabalho de detective na descoberta de segredos dos navios afundados junto à costa africana.
A descoberta do navio foi noticiada mundialmente, com a Namdeb a anunciar que serão provavelmente os destroços sub-sarianos mais antigos jamais encontrados. As peças recolhidas incluem milhares de moedas de ouro portuguesas e espanholas, moedas de prata portuguesas, canhões de bronze, mais de 50n dentes de elefante, entre outras peças importantes.
Parecendo cada vez mais comprovar-se que os destroços são de origem portuguesa, o Governo português já se ofereceu para assistir ao estudo dos destroços e nos esforços para identificar o navio.
Até agora, perto de 70% das moedas de ouro recuperadas são espanholas, enquanto que os outros 30% são moedas prata portuguesas.
Algumas das moedas espanholas têm a imagem de Fernando II e Isabel I, que governaram Espanha no final de 1400 e princípio de 1500, enquanto algumas das moedas portuguesas têm a face de D. João II, que reinou entre 1481 and 1495. Entre os finais de 1400 e princípios de 1500, os portugueses eram os principais navegadores nesta parte da costa africana.
"Parece cada vez mais que se trata de um navio português", salientou o arqueólogo Dieter Noli, que desempenhou um papel principal no primeiro exame dos destroços em Abril.
A intenção final do estudo dos destroços é que todas as peças recuperadas permaneçam na Namíbia. De acordo com a actual Directora do National Heritage Council, todos os destroços encontrados em águas da Namíbia ou na sua costa, com mais de 35 anos, são classificados como destroços históricos de acordo com a lei, pertencendo ao Estado.
terça-feira, maio 06, 2008
BPI inaugura filial em Rhode Island esta semana
O Banco BPI vai inaugurar na próxima quarta-feira um escritório de representação em Rhode Island (EUA), finalizando o projecto de expansão iniciado em 2007 e que duplicou a rede de escritórios no exterior, anunciou a instituição.
Na sequência deste plano de expansão, o BPI passa a contar com representações na Alemanha, França, Reino Unido, Suíça, Luxemburgo, Canadá, Estados Unidos da América, Venezuela e África do Sul.
"Especialmente dirigido às comunidades portuguesas", o novo espaço permite aos clientes do banco aceder a informações sobre a oferta alargada de produtos e serviços da instituição e efectuar transferências para Portugal.
Na sequência deste plano de expansão, o BPI passa a contar com representações na Alemanha, França, Reino Unido, Suíça, Luxemburgo, Canadá, Estados Unidos da América, Venezuela e África do Sul.
"Especialmente dirigido às comunidades portuguesas", o novo espaço permite aos clientes do banco aceder a informações sobre a oferta alargada de produtos e serviços da instituição e efectuar transferências para Portugal.
segunda-feira, maio 05, 2008
PM: Portugal vendeu em 2007 mais tecnologia do que importou
O primeiro-ministro afirmou hoje que, em 2007, "pela 1ª vez na história", Portugal vendeu mais tecnologia do que importou, em parte devido à «aposta estratégica» feita há três anos nas energias renováveis
"Portugal tem hoje um cluster nas energias renováveis que não tinha há três anos", sustentou José Sócrates, salientando que o país "está agora a produzir o que antes era importado porque era demasiado sofisticado para ser feito em Portugal".
Falando em Vila do Conde durante a cerimónia de anúncio de um novo projecto da empresa alemã Quimonda na área das células fotovoltaicas, o primeiro-ministro apontou este caso como mais um exemplo.
"Portugal tem hoje um cluster nas energias renováveis que não tinha há três anos", sustentou José Sócrates, salientando que o país "está agora a produzir o que antes era importado porque era demasiado sofisticado para ser feito em Portugal".
Falando em Vila do Conde durante a cerimónia de anúncio de um novo projecto da empresa alemã Quimonda na área das células fotovoltaicas, o primeiro-ministro apontou este caso como mais um exemplo.
OCDE: Cinco milhões de portugueses vivem fora do País
Metade da população portuguesa vive no estrangeiro e, nos principais países de destino europeu, a percentagem de emigrantes aumentou 52,6%, entre o ano 2000 e 2006, de acordo com o Relatório Internacional sobre Migrações de 2007, da OCDE.
O documento só será completamente divulgado no próximo mês, mas segundo dados preliminares, os portugueses continuam a emigrar para a Suíça, Andorra, Luxemburgo e França, mas também para o Reino Unido e a Espanha, sendo que o único país a registar uma diminuição de portugueses é a Alemanha.
"Os cidadãos nacionais continuam a emigrar", explica o autor do relatório português, Jorge Malheiros, adiantando que, a partir da década de 80, Portugal passou também a ser um país de destino, "pelo que o emprego dos portugueses diminuiu, com a chegada dos estrangeiros, o que quer dizer que tiveram de ir para algum lado".
O documento só será completamente divulgado no próximo mês, mas segundo dados preliminares, os portugueses continuam a emigrar para a Suíça, Andorra, Luxemburgo e França, mas também para o Reino Unido e a Espanha, sendo que o único país a registar uma diminuição de portugueses é a Alemanha.
"Os cidadãos nacionais continuam a emigrar", explica o autor do relatório português, Jorge Malheiros, adiantando que, a partir da década de 80, Portugal passou também a ser um país de destino, "pelo que o emprego dos portugueses diminuiu, com a chegada dos estrangeiros, o que quer dizer que tiveram de ir para algum lado".
domingo, maio 04, 2008
Democracia portuguesa é das piores da Europa
A qualidade da democracia portuguesa está longe de ser comparar às melhores democracias europeias. Ao invés, encontra-se bastante abaixo da média, situando-se ao nível de países como a Lituânia e a Letónia, e só acima da Polónia e da Bulgária. As conclusões são da Demos, uma organização não governamental (ONG) britânica que tem por principal objectivo "pôr a ideia democrática em prática" através, por exemplo, de estudos. A Demos divulgou no final de Janeiro um "top" de avaliação da qualidade democrática em 25 países da UE denominado "Everyday democracy index" (EDI, cuja tradução possível será "index da democracia quotidiana"). Trata-se de uma avaliação sofisticada que envolve mais itens do que o normal em avaliações deste género. O escrutínio não se fica pelos aspectos formais da democracia (eleições regulares, por exemplo). Vai mais longe, avaliando o empenho popular na solução democrática dos seus problemas e, por exemplo, a qualidade da democracia dentro das relações familiares.
Os resultados quanto a Portugal contrastam, por exemplo, com o último Democracy Índex mundial divulgado pela revista britânica The Economist, e relativo a 2007. Nessa tabela, Portugal aparece classificado em 19º lugar (no mundo), posição que sobe para 12º quando vista apenas entre os 27 países da UE. No EDI, Portugal está em 21º lugar, ficando apenas à frente da Lituânia, da Polónia, da Roménia e da Bulgária. Vários países que até há poucos anos orbitavam no império soviético encontram-se melhores classificados, segundo este "top".
O que se passa então com Portugal? Olhando para o gráfico, percebe-se a resposta: de um ponto de um ponto de vista da democracia formal, Portugal fica em 14º lugar, acima de países como a Espanha ou a Grécia ou a Itália. O que puxa a democracia portuguesa para baixo são os outros critérios. Por exemplo: a participação. Aqui a posição portuguesa desce para 19º lugar. Ou seja, as instituições políticas formais estão pouco cercadas de associações cívicas que as escrutinem.
Um aspecto inovador do estudo da Demos é o que avalia também a "democracia familiar". Tenta perceber-se em que países há mais direitos para cada um escolher a estrutura familiar. Entre os 25 países analisados, Portugal ficou em 21º. No cômputo geral, a Demos concluiu o que já se intuía: há um claro padrão geográfico na qualidade das democracias. Os países nórdicos são os melhores. As democracias vão-se fragilizando à medida que se desce no mapa europeu. Os países protestantes tendem a ser mais abertos que os católicos. Verificou-se, por outro lado, que não há uma relação directa entre a qualidade formal da democracia e a qualidade da democracia quotidiana, que é tanto aquela que se exerce numa assembleia de voto como aquela que se pratica na reunião familiar onde se decidem as férias do Verão.
sexta-feira, maio 02, 2008
Turismo em Portugal cresce três vezes mais que em Espanha
Portugal cresceu 9,3% nas receitas e Espanha apenas 3,2%.
Espanha é invejada por quase todos os países do mundo por ser o segundo maior destino mundial de turistas, a seguir a França. Mas Portugal consegue estar a crescer três vezes mais do que o país vizinho no turismo. Em relação aos primeiros meses deste ano, Portugal cresceu 9,3% em Janeiro, enquanto Espanha cresceu apenas 3,2% em termos de receitas globais. Esta é uma tendência que se repete nas contas do ano de 2007 consolidado: Portugal cresceu 11%, atingindo os valores mais altos de sempre no turismo, e Espanha ficou-se pelos 3,7% de crescimento das receitas.
A explicação é dupla: Portugal tem mais espaço para crescer em serviços e número de unidades hoteleiras, ao mesmo tempo que Espanha está a viver uma crise imobiliária fortíssima desde Agosto do ano passado, que se liga ao turismo pelos empreendimentos de turismo residencial. Em Espanha há 4.000 hotéis contra os 400 que existem em Portugal. Além da conjuntura económica, o país vizinho está mais saturado e tem menos espaço para crescer. Por enquanto, a crise internacional ainda não bateu à porta do turismo português. Até Fevereiro deste ano, as receitas alcançadas foram de 850 milhões de euros, mais 11,7% do que em 2007. O secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, mostra-se “optimista nos resultados de 2008, já que os dados disponíveis demonstram que o nosso crescimento está a ser sustentado e mostram a resistência do sector face a aspectos menos positivos nas diversas economias”.
Para a Madeira, António Trindade prevê “um bom Verão” porque tem garantias positivas de dois grandes operadores europeus, a TUI e a Thomas Cook. Já fonte oficial do Ritz Four Seasons, em Lisboa, diz que este ano se sente “um abrandamento, principalmente no segmento MICE (Encontros, Incentivos, Congressos e Eventos) para as empresas em reservas feitas nos EUA”. Para o hotel de 5 estrelas de Lisboa é claro que não vão “atingir os valores de 2007, tendo em conta o ambiente global que se vive”.
Espanha é invejada por quase todos os países do mundo por ser o segundo maior destino mundial de turistas, a seguir a França. Mas Portugal consegue estar a crescer três vezes mais do que o país vizinho no turismo. Em relação aos primeiros meses deste ano, Portugal cresceu 9,3% em Janeiro, enquanto Espanha cresceu apenas 3,2% em termos de receitas globais. Esta é uma tendência que se repete nas contas do ano de 2007 consolidado: Portugal cresceu 11%, atingindo os valores mais altos de sempre no turismo, e Espanha ficou-se pelos 3,7% de crescimento das receitas.
A explicação é dupla: Portugal tem mais espaço para crescer em serviços e número de unidades hoteleiras, ao mesmo tempo que Espanha está a viver uma crise imobiliária fortíssima desde Agosto do ano passado, que se liga ao turismo pelos empreendimentos de turismo residencial. Em Espanha há 4.000 hotéis contra os 400 que existem em Portugal. Além da conjuntura económica, o país vizinho está mais saturado e tem menos espaço para crescer. Por enquanto, a crise internacional ainda não bateu à porta do turismo português. Até Fevereiro deste ano, as receitas alcançadas foram de 850 milhões de euros, mais 11,7% do que em 2007. O secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, mostra-se “optimista nos resultados de 2008, já que os dados disponíveis demonstram que o nosso crescimento está a ser sustentado e mostram a resistência do sector face a aspectos menos positivos nas diversas economias”.
Para a Madeira, António Trindade prevê “um bom Verão” porque tem garantias positivas de dois grandes operadores europeus, a TUI e a Thomas Cook. Já fonte oficial do Ritz Four Seasons, em Lisboa, diz que este ano se sente “um abrandamento, principalmente no segmento MICE (Encontros, Incentivos, Congressos e Eventos) para as empresas em reservas feitas nos EUA”. Para o hotel de 5 estrelas de Lisboa é claro que não vão “atingir os valores de 2007, tendo em conta o ambiente global que se vive”.
Carregar o nome às costas
Por Ferreira Fernandes, in Diário de Notícias
Durante um torneio, por cá, os futebolistas da République du Cameroun souberam que o nome do seu país em português era Camarões e o significado disso. Ameaçaram boicotar os jogos, até que alguém lhes contou o que eles nunca tinham ouvido: em 1472, o navegador português Fernando Pó chegou à foz do rio Wouri, viu tantos camarões que se inspirou neles para baptizar o lugar. Depois, vieram holandeses, alemães, ingleses e franceses, com os camarões alapados no nome do país, de Kamerun a Cameroun. Sem que os locais soubessem o que isso queria dizer...
O mesmo não se pode dizer dos habitantes da ilha grega de Lesbos. Eles conhecem o milenar poema de amor a uma mulher, escrito pela compatriota Sapho. Generalizada, a palavra lésbica passou a definir homossexualidade feminina. Agora, os 350 mil habitantes da ilha protestam pelo uso sexual da palavra. Isso, claro, descontando as lésbicas-lésbicas, que deve haver, e alguns ilhéus lésbicos heterossexuais que de tanto amar as mulheres adorariam ser lésbicos (sexuais).
Durante um torneio, por cá, os futebolistas da République du Cameroun souberam que o nome do seu país em português era Camarões e o significado disso. Ameaçaram boicotar os jogos, até que alguém lhes contou o que eles nunca tinham ouvido: em 1472, o navegador português Fernando Pó chegou à foz do rio Wouri, viu tantos camarões que se inspirou neles para baptizar o lugar. Depois, vieram holandeses, alemães, ingleses e franceses, com os camarões alapados no nome do país, de Kamerun a Cameroun. Sem que os locais soubessem o que isso queria dizer...
O mesmo não se pode dizer dos habitantes da ilha grega de Lesbos. Eles conhecem o milenar poema de amor a uma mulher, escrito pela compatriota Sapho. Generalizada, a palavra lésbica passou a definir homossexualidade feminina. Agora, os 350 mil habitantes da ilha protestam pelo uso sexual da palavra. Isso, claro, descontando as lésbicas-lésbicas, que deve haver, e alguns ilhéus lésbicos heterossexuais que de tanto amar as mulheres adorariam ser lésbicos (sexuais).
quarta-feira, abril 30, 2008
Major-general das Nações Unidas no Kosovo critica processo de entrada da União Europeia no território
Raul Cunha considera que o investimento europeu podia ter sido mais bem canalizado, por exemplo para a construção de uma terceira central eléctrica.
O processo de entrada da missão da União Europeia (UE) no Kosovo está a causar o "descrédito completo" das Nações Unidas, única organização internacional cuja presença no território está sustentada numa resolução do Conselho de Segurança. Esta é a opinião do major-general Raul Cunha, alto-funcionário da ONU no país que proclamou unilateralmente a independência.
A UE, realça, entrou no terreno "sem uma resolução que lhe dê cobertura e sem um acordo com a ONU" e à custa de "pressão e insistência". "Já estão a instalar-se e a fazer afirmações", conta, criticando "alguns responsáveis europeus" que fizeram "declarações quase de guerra", que "ajudam à partição" do território (10% da população é sérvia e opõe-se à independência). O português acredita que, ainda que "não deliberada", a posição da UE "serve os interesses de alguns membros" da UE.
"Enquanto não houver reconhecimento ao nível do Conselho de Segurança [onde Rússia e China têm direito de veto e se opõem à independência unilateral do Kosovo], a ONU não pode sair do território". Existe, portanto, "um conflito de competências" decorrente da "coexistência de duas entidades no terreno", o que "tem reflexos na ONU", diz. "
"De um investimento de 4000 milhões de euros, desde 1999, 80% foram gastos em formação e consultoria", precisa. Nenhum problema, não fossem estes 3250 milhões voltarem "à base", "porque os consultores são sobretudo ingleses, e alemães e austríacos em menor escala". A UE "paga como um todo mas há dois ou três países que estão a ter lucro", acusa. "Podia ter-se gasto noutros sítios, Na construção da terceira central eléctrica. Passados nove anos continuamos a ter cortes de luz", exemplifica. "Não se criou indústria, não há nada em termos de estrutura produtiva, a agricultura está pela hora da morte, este país não pode viver de serviços e comércio", acrescenta.
O gabinete do MNE disse não ter comentários a fazer às declarações do major-general.
[Sintomático da ausência de uma posição concertada, em termos de política externa, ao nível da União.]
O processo de entrada da missão da União Europeia (UE) no Kosovo está a causar o "descrédito completo" das Nações Unidas, única organização internacional cuja presença no território está sustentada numa resolução do Conselho de Segurança. Esta é a opinião do major-general Raul Cunha, alto-funcionário da ONU no país que proclamou unilateralmente a independência.
A UE, realça, entrou no terreno "sem uma resolução que lhe dê cobertura e sem um acordo com a ONU" e à custa de "pressão e insistência". "Já estão a instalar-se e a fazer afirmações", conta, criticando "alguns responsáveis europeus" que fizeram "declarações quase de guerra", que "ajudam à partição" do território (10% da população é sérvia e opõe-se à independência). O português acredita que, ainda que "não deliberada", a posição da UE "serve os interesses de alguns membros" da UE.
"Enquanto não houver reconhecimento ao nível do Conselho de Segurança [onde Rússia e China têm direito de veto e se opõem à independência unilateral do Kosovo], a ONU não pode sair do território". Existe, portanto, "um conflito de competências" decorrente da "coexistência de duas entidades no terreno", o que "tem reflexos na ONU", diz. "
"De um investimento de 4000 milhões de euros, desde 1999, 80% foram gastos em formação e consultoria", precisa. Nenhum problema, não fossem estes 3250 milhões voltarem "à base", "porque os consultores são sobretudo ingleses, e alemães e austríacos em menor escala". A UE "paga como um todo mas há dois ou três países que estão a ter lucro", acusa. "Podia ter-se gasto noutros sítios, Na construção da terceira central eléctrica. Passados nove anos continuamos a ter cortes de luz", exemplifica. "Não se criou indústria, não há nada em termos de estrutura produtiva, a agricultura está pela hora da morte, este país não pode viver de serviços e comércio", acrescenta.
O gabinete do MNE disse não ter comentários a fazer às declarações do major-general.
[Sintomático da ausência de uma posição concertada, em termos de política externa, ao nível da União.]
segunda-feira, abril 28, 2008
José Sócrates classificado como PM de Porto Rico!
José Sócrates surge como primeiro-ministro de Porto Rico na lista de Pessoas Importantes na WEB (WIP-Web Important People) criada pelo grupo espanhol Prisa para contabilizar e ordenar as referências na Internet a personalidades de todo o Mundo.
A lista (www.lalistawip.com), que está online desde Fevereiro, usa robôs que lêem e analisam semanticamente todo o tipo de páginas, com especial destaque para sítios de notícias e blogs, e ordenam, através de técnicas estatísticas, as personalidades que mais vezes aparecem.
Desenvolvida pela Prisacom, a empresa responsável pelos negócios digitais do grupo Prisa (proprietário do diário El País), a Lista WIP estabelece rankings globais e nacionais, permitindo ainda visualizar os resultados em várias categorias temáticas.
A lista de Portugal é liderada por Cristiano Ronaldo (38º na lista mundial), com mais de 20 milhões de referências, seguido por Figo (129º), José Saramago (1.414º), Maniche (1913º), Durão Barroso (2015º), Álvaro Siza Vieira (3013º) e Pauleta (3829º).
A lista (www.lalistawip.com), que está online desde Fevereiro, usa robôs que lêem e analisam semanticamente todo o tipo de páginas, com especial destaque para sítios de notícias e blogs, e ordenam, através de técnicas estatísticas, as personalidades que mais vezes aparecem.
Desenvolvida pela Prisacom, a empresa responsável pelos negócios digitais do grupo Prisa (proprietário do diário El País), a Lista WIP estabelece rankings globais e nacionais, permitindo ainda visualizar os resultados em várias categorias temáticas.
A lista de Portugal é liderada por Cristiano Ronaldo (38º na lista mundial), com mais de 20 milhões de referências, seguido por Figo (129º), José Saramago (1.414º), Maniche (1913º), Durão Barroso (2015º), Álvaro Siza Vieira (3013º) e Pauleta (3829º).
sexta-feira, abril 25, 2008
Bosch investe em Aveiro nos painéis solares
A Bosch Portugal vai dispor da maior fábrica de painéis solares da multinacional alemã, um projecto que passa por um reforço do investimento em Aveiro. Um ano depois do arranque da nova fábrica de painéis solares da Bosch, em Aveiro, o grupo alemão decidiu duplicar a sua capacidade de produção para os 300 mil colectores por ano.
"A decisão foi ditada pelo facto de Portugal ser muito competitivo em termos de custos e por se tratar de um novo produto proposto pela unidade de Investigação e Desenvolvimento (I&D) nacional", explicou João Paulo Oliveira, representante máximo do grupo Bosch no país.
O investimento de um milhão de euros cria 25 postos de trabalho e será realizado a pensar no mercado do Sul da Europa, onde há mais sol. Assim, visa produzir uma nova linha de painéis mais simples do que aqueles que estão a ser feitos actualmente na fábrica de Aveiro.
"A decisão foi ditada pelo facto de Portugal ser muito competitivo em termos de custos e por se tratar de um novo produto proposto pela unidade de Investigação e Desenvolvimento (I&D) nacional", explicou João Paulo Oliveira, representante máximo do grupo Bosch no país.
O investimento de um milhão de euros cria 25 postos de trabalho e será realizado a pensar no mercado do Sul da Europa, onde há mais sol. Assim, visa produzir uma nova linha de painéis mais simples do que aqueles que estão a ser feitos actualmente na fábrica de Aveiro.
quinta-feira, abril 24, 2008
Pior Tenista do Mundo Ganhou pela Primeira Vez
Adorei esta notícia (in DN)
Durante três anos, Robert Dee somou derrotas no ténis profissional. Perdeu 54 encontros, sem vencer um único set, e ganhou o epíteto de "pior tenista do mundo". Até agora. Porque no sábado o tenista britânico quebrou a malapata e estreou-se a ganhar num torneio ATP.
Segundo a agência Reuters, foi nesse dia, na qualificação de um torneio "future", em Réus (Espanha), que Robert Dee conquistou a mais importante (e única) vitória em três anos de carreira: bateu, por 2-0, o adversário norte-americano Arz-hang Derakhshani, com parciais de 6-4 e 6-3.
(continuação aqui)
Durante três anos, Robert Dee somou derrotas no ténis profissional. Perdeu 54 encontros, sem vencer um único set, e ganhou o epíteto de "pior tenista do mundo". Até agora. Porque no sábado o tenista britânico quebrou a malapata e estreou-se a ganhar num torneio ATP.
Segundo a agência Reuters, foi nesse dia, na qualificação de um torneio "future", em Réus (Espanha), que Robert Dee conquistou a mais importante (e única) vitória em três anos de carreira: bateu, por 2-0, o adversário norte-americano Arz-hang Derakhshani, com parciais de 6-4 e 6-3.
(continuação aqui)
segunda-feira, abril 21, 2008
Galp compra Esso e já é o quarto operador ibérico
A petrolífera vai ficar com uma rede de 1.529 bombas de gasolina em Portugal e Espanha,
sendo que o valor da transacção não foi divulgado. A Galp Energia está cada vez mais perto de atingir os objectivos na área da distribuição. Com a compra da participação da Exxon Mobil Mediterranea, na Esso Portugal e Espanha, concretizada na sexta-feira, a Galp atinge a posição de quarto operador ibérico, depois da Repsol, Cepsa e BP.
sendo que o valor da transacção não foi divulgado. A Galp Energia está cada vez mais perto de atingir os objectivos na área da distribuição. Com a compra da participação da Exxon Mobil Mediterranea, na Esso Portugal e Espanha, concretizada na sexta-feira, a Galp atinge a posição de quarto operador ibérico, depois da Repsol, Cepsa e BP.
sexta-feira, abril 18, 2008
EDP assina acordo com Endesa, EDF e RWE para a inovação
A EDP assinou hoje um acordo de colaboração com a espanhola Endesa, a francesa EDF e a alemã RWE, para colaborar em iniciativas de inovação, tecnologia de redes eléctricas e eficiência energética.
Num comunicado hoje divulgado a Endesa afirma ter sido a promotora do acordo "Innovation Utilities Alliance" (IUA), assinado, em Março, no âmbito das "Terceiras Jornadas dos Círculos de Inovação". Com base no acordo, as quatro empresas vão trabalhar de forma conjunta em projectos de inovação, desenvolvimento e investigação.
Num comunicado hoje divulgado a Endesa afirma ter sido a promotora do acordo "Innovation Utilities Alliance" (IUA), assinado, em Março, no âmbito das "Terceiras Jornadas dos Círculos de Inovação". Com base no acordo, as quatro empresas vão trabalhar de forma conjunta em projectos de inovação, desenvolvimento e investigação.
quarta-feira, abril 16, 2008
Autoeuropa luta por carro superior ao "Polo"
A Autoeuropa quer estar a produzir quatro modelos em 2010.Além do cabrio Eos, do desportivo de luxo Scirocco e do sucessor do Sharan, a fábrica vai fabricar outro produto, cujo modelo será desvendado "nas próximas semanas pela alemã Volkswagen, em Wolfsburg". Andreas Hinrichs anunciou ontem que a fábrica de Palmela pode receber um modelo "mais sofisticado" que o VW Polo.
Questionado pelos jornalistas, se o modelo em causa poderia ser o Golf, Hinrichs disse que a decisão "pode ser uma surpresa", escusando-se a revelar as hipóteses.
A Autoeuropa está a produzir os primeiros modelos do desportivo Scirocco, e conta a partir de 2009 iniciar a produção do modelo que irá suceder ao Sharan, em produção há 13 anos. Em 2010 "teremos em produção um quarto produto na Autoeuropa", garante o gestor. A Autoeuropa tem previsto para 2011 o rejuvenescimento do modelo cabrio Eos, cinco anos depois do início da sua produção.
Para já, as atenções estão concentradas no lançamento do Scirocco, que será apresentado no mercado português no Salão Automóvel, que abre portas no dia 24 na FIL, no Parque das Nações, em Lisboa. O Scirocco vai ser lançado no mercado europeu em Junho, e só em Setembro é que o mercado português começa a receber os primeiros modelos para venda.
As principais alterações que o novo homem forte da fábrica da VW pretende introduzir apontam para maior flexibilidade das instalações, produtos e recursos. A fábrica está a introduzir modelos com plataformas comuns, com componentes partilhados e uma rede comum de fornecedores. Quer também aumentar a rede de fornecedores portugueses não só para a Autoeuropa, mas para a própria VW. O objectivo é o desenvolvimento de um cluster português.
terça-feira, abril 15, 2008
Descoberta portuguesa em doença genética
Investigadores portugueses, em colaboração com um grupo francês, descobriram que a doença de Machado-Joseph (M-J), uma patologia neuro-degenerativa com grande incidência nos Açores e em comunidades com descendência açoreana, afecta uma zona cerebral chamada estriado, localizada na base do cérebro. A descoberta, publicada pela revista Human Molecular Genetics, é importante porque explica algo que se desconhecia até agora: a razão pela qual muitos destes doentes sofrem de distonia, um sintoma que se caracteriza por contracções musculares involuntárias dos membros. Mas o trabalho desenvolvido pelos investigadores de Coimbra, em colaboração com uma equipa francesa liderada por Nicole Déglon, é também mais um passo no caminho para testar novas terapias para a doença, o que aliás, já está em curso. "Estamos neste momento a trabalhar já numa terapia experimental neste modelo animal", adiantou o coordenador da equipa, Luís Pereira de Almeida, do Centro de Neurociências e Biologia Celular e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra. Essa nova fase está igualmente a ser desenvolvida com a mesma equipa francesa do instituto de investigação biomédica de Fontenay-aux-Roses.
"O nosso objectivo era produzir um modelo desta doença em animais, a fim de testarmos novas abordagens terapêuticas para ela", explicou o investigador de Coimbra, sublinhando que isso, não só foi conseguido, como levou também à verificação de que a tal zona do cérebro era afectada durante a doença. A doença de M-J é uma patologia de origem genética, em que um gene que codifica uma proteína chamada ataxina-3 está alterado. Devido a essa mutação, a ataxina-3 que é produzida também está alterada, tendo um efeito tóxico cujo mecanismo ainda é desconhecido. Já havia, antes deste, modelos da doença em animais. Mas o grupo de Coimbra decidiu tentar uma nova abordagem, que tem a vantagem de ser mais rápida, uma vez que não é necessário esperar que os animais doentes cresçam e se desenvolvam, como acontece no caso de serem transgénicos, com este gene alterado. A técnica utilizada pelo grupo de Coimbra, que incluiu a participação do jovem investigador Sandro Alves, utilizou vírus como vectores, ou veículos, para a introdução do gene mutado no cérebro dos ratos. A equipa esperava que em resultado disso os animais desenvolvessem a patologia neurodegenerativa. Não se enganaram. No prazo de um a dois meses, a equipa tinha conseguido produzir ratos com a doença de M-J. E foi ao analisar os seus cérebros que os cientistas verificaram isso mesmo. Tal como esperado, os ratos apresentavam os sinais da doença na substância negra, região que, como já se sabia, é afectada pela doença - é por isso que alguns doentes exibem sintomas de parkinsonismo. Têm ainda um problema chamado ataxia, que se caracteriza pela falta de coordenação muscular dos movimentos e que está associada à patologia no cerebelo. Mas, analisando a zona do estriado - outros grupos haviam levantado a hipótese de que essa região também pudesse estar afectada na doença - confirmaram pela primeira vez os sinais da patologia nessa zona também, explicando assim os sintomas da distonia.
"O nosso objectivo era produzir um modelo desta doença em animais, a fim de testarmos novas abordagens terapêuticas para ela", explicou o investigador de Coimbra, sublinhando que isso, não só foi conseguido, como levou também à verificação de que a tal zona do cérebro era afectada durante a doença. A doença de M-J é uma patologia de origem genética, em que um gene que codifica uma proteína chamada ataxina-3 está alterado. Devido a essa mutação, a ataxina-3 que é produzida também está alterada, tendo um efeito tóxico cujo mecanismo ainda é desconhecido. Já havia, antes deste, modelos da doença em animais. Mas o grupo de Coimbra decidiu tentar uma nova abordagem, que tem a vantagem de ser mais rápida, uma vez que não é necessário esperar que os animais doentes cresçam e se desenvolvam, como acontece no caso de serem transgénicos, com este gene alterado. A técnica utilizada pelo grupo de Coimbra, que incluiu a participação do jovem investigador Sandro Alves, utilizou vírus como vectores, ou veículos, para a introdução do gene mutado no cérebro dos ratos. A equipa esperava que em resultado disso os animais desenvolvessem a patologia neurodegenerativa. Não se enganaram. No prazo de um a dois meses, a equipa tinha conseguido produzir ratos com a doença de M-J. E foi ao analisar os seus cérebros que os cientistas verificaram isso mesmo. Tal como esperado, os ratos apresentavam os sinais da doença na substância negra, região que, como já se sabia, é afectada pela doença - é por isso que alguns doentes exibem sintomas de parkinsonismo. Têm ainda um problema chamado ataxia, que se caracteriza pela falta de coordenação muscular dos movimentos e que está associada à patologia no cerebelo. Mas, analisando a zona do estriado - outros grupos haviam levantado a hipótese de que essa região também pudesse estar afectada na doença - confirmaram pela primeira vez os sinais da patologia nessa zona também, explicando assim os sintomas da distonia.
segunda-feira, abril 14, 2008
O último feudo europeu enfrenta a democracia
Reino Unido impõe fim de regime feudal com quase cinco séculos.A minúscula ilha de Sark, último reduto do feudalismo na Europa, vai organizar eleições no final deste ano. O Conselho de Estado do Reino Unido assim o decidiu, na semana passada, colocando um ponto final a quase cinco séculos de um regime que remonta ao tempo da rainha Isabel I.
Encravada no Canal da Mancha, com cinco quilómetros quadrados e seis centenas de habitantes, Sark vai trocar o sistema de vassalagem ao senhor feudal pelo sufrágio universal. Há 30 anos a ilha assinou a Convenção Europeia dos Direitos do Homem - e isso choca com o regime feudal obtido pelo acordo de 1565. Este estabeleceu que o senhor feudal, entre outras coisas, tinha direito à posse de pombos ou à oferta anual de um galinha por vassalo, segundo descreveu o Guardian. Sark tinha, em troca, de evitar invasões por parte dos franceses. Hoje, o senhor feudal, Michael Beaumont, de 80 anos, paga cerca de duas libras de anuidade a Londres pelos terrenos da ilha e, depois, subaluga-os aos habitantes, explica o correspondente do El Mundo. Mas por detrás deste caminho forçado para a democracia, não está apenas aquela convenção europeia, mas também os irmãos Barclay, proprietários do jornal Daily Telegraph e donos de um ilhéu próximo.
"Estamos a impulsionar a democracia", disse David Barclay, ao Guardian, numa rara declaração à imprensa. Na ilha, as opiniões dividem-se, pois enquanto uns temem que os Barclay queiram usar a democracia para transformar Sark numa estância de férias outros têm esperança na criação de mais empregos.
quarta-feira, abril 09, 2008
Galiza tem voz, pela primeira vez, na Assembleia da República
Alexandre Banhos, presidente da AGAL, e Ângelo Cristóvão, presidente da Associação Pró-Academia Galega da Língua Portuguesa (APAGLP), falaram em nome das entidades lusófonas da Galiza.
Segunda-feira, 7 de Abril, foi um dia histórico não só para a Galiza lusófona, como também para a língua galega, pois na Conferência Internacional Parlamentar sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, organizada pola Comissão de Ética, Sociedade e Cultura da Assembleia da República, participaram dois galegos: Alexandre Banhos, presidente da AGAL, e Ângelo Cristóvão, presidente da APAGLP.
Ambos intervieram na conferência em representação das organizações da Galiza lusófona; a AGAL; a Associação de Amizade Galiza-Portugal; a APAGLP; a Associação Sócio-pedagógica Galaico-Portuguesa (ASPG-P); e o Movimento de Defesa da Língua.
Banhos, mostrou-se satisfeito por poder falar na Assembleia da República, feito que ele via como um reconhecimento oficial do carácter lusófono de Galiza. Despois chegou a vez de Cristóvão, que falou da unidade demostrada pelo movimento reintegracionista, criada graças ao esforço das entidades, que ainda dará "novos frutos", e leu um comunicado sobre a posicão das entidades reintegracionistas sobre o papel da futura Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP)
No final, os membros da AGAL reuniram-se com representantes da CPLP e com o Presidente do Instituto Nacional da Língua Portuguesa. Também Ângelo Cristóvão e a APAGLP tiveram um encontro com o Presidente da Academia de Letras de Lisboa.
Segunda-feira, 7 de Abril, foi um dia histórico não só para a Galiza lusófona, como também para a língua galega, pois na Conferência Internacional Parlamentar sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, organizada pola Comissão de Ética, Sociedade e Cultura da Assembleia da República, participaram dois galegos: Alexandre Banhos, presidente da AGAL, e Ângelo Cristóvão, presidente da APAGLP.
Ambos intervieram na conferência em representação das organizações da Galiza lusófona; a AGAL; a Associação de Amizade Galiza-Portugal; a APAGLP; a Associação Sócio-pedagógica Galaico-Portuguesa (ASPG-P); e o Movimento de Defesa da Língua.
Banhos, mostrou-se satisfeito por poder falar na Assembleia da República, feito que ele via como um reconhecimento oficial do carácter lusófono de Galiza. Despois chegou a vez de Cristóvão, que falou da unidade demostrada pelo movimento reintegracionista, criada graças ao esforço das entidades, que ainda dará "novos frutos", e leu um comunicado sobre a posicão das entidades reintegracionistas sobre o papel da futura Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP)
No final, os membros da AGAL reuniram-se com representantes da CPLP e com o Presidente do Instituto Nacional da Língua Portuguesa. Também Ângelo Cristóvão e a APAGLP tiveram um encontro com o Presidente da Academia de Letras de Lisboa.
Helicópteros Puma voltam ao serviço !!
A Força Aérea Portuguesa invoca "necessidades" operacionais para recuperar desde ontem para o serviço activo os helicópteros Puma que tinham sido retirados do território continental em 2006, após a compra de 12 aeronaves EH-101 Merlin.O início da actividade dos Merlin foi assinalado numa cerimónia presidida pelo então ministro da Defesa, Luís Amado. Contudo, o fabricante AugustaWestland nunca conseguiu responder à reposição de peças e manutenção requeridos pelas FAP, que se viu assim forçada a reintroduzir ao serviço alguns dos dez Puma.
A Comissão de Compensações ainda existe? Santa incompetência...
Emirados: Amado promete abrir representação diplomática
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, prometeu hoje à comunidade portuguesa do Dubai abrir um consulado ou uma embaixada nos Emirados Árabes Unidos (EAU), possivelmente até ao final deste ano.
"Hoje mesmo informei o meu colega (dos EAU) de que vamos avançar para uma representação consular no Dubai ou para uma embaixada em Abu Dhabi, se possível, até ao final do ano", disse Amado aos cerca de 70 portugueses que se reuniram num hotel do Dubai para o encontro com o ministro.
"Reconheço que há um crescimento da comunidade portuguesa que obriga o governo português - e o Ministério dos Negócios Estrangeiros - a olhar de forma diferente para esta comunidade", disse também o ministro.
A abertura de uma embaixada nos EAU foi anunciada há dois anos durante a visita a Abu Dhabi do então chefe da diplomacia portuguesa, Freitas do Amaral, mas essa promessa continua por cumprir.
Um dos portugueses residentes no emirado, Luís Gonçalves, confrontou o ministro com as dificuldades com que os milhares de portugueses ali residentes se deparam para tratar de todo o tipo de documentos e com a falta de uma professora que assegure que as crianças falem e escrevam português.
"Somos uns apátridas neste país, quem nos representa é a embaixada espanhola (...) Uma representação consular e uma escola são essenciais", disse aos jornalistas Gonçalves, um dos 130 portugueses que trabalham há 20 anos nos estaleiros navais do Dubai, acrescentando que nesta altura os portugueses formavam a maior comunidade estrangeira dos Emirados.
Gonçalves, a trabalhar há 18 anos no Dubai, disse também que é muito difícil saber quantos portugueses há nos EAU, porque há cerca de quatro anos que a embaixada portuguesa na vizinha Arábia Saudita deixou de fazer o recenseamento.
"Hoje mesmo informei o meu colega (dos EAU) de que vamos avançar para uma representação consular no Dubai ou para uma embaixada em Abu Dhabi, se possível, até ao final do ano", disse Amado aos cerca de 70 portugueses que se reuniram num hotel do Dubai para o encontro com o ministro.
"Reconheço que há um crescimento da comunidade portuguesa que obriga o governo português - e o Ministério dos Negócios Estrangeiros - a olhar de forma diferente para esta comunidade", disse também o ministro.
A abertura de uma embaixada nos EAU foi anunciada há dois anos durante a visita a Abu Dhabi do então chefe da diplomacia portuguesa, Freitas do Amaral, mas essa promessa continua por cumprir.
Um dos portugueses residentes no emirado, Luís Gonçalves, confrontou o ministro com as dificuldades com que os milhares de portugueses ali residentes se deparam para tratar de todo o tipo de documentos e com a falta de uma professora que assegure que as crianças falem e escrevam português.
"Somos uns apátridas neste país, quem nos representa é a embaixada espanhola (...) Uma representação consular e uma escola são essenciais", disse aos jornalistas Gonçalves, um dos 130 portugueses que trabalham há 20 anos nos estaleiros navais do Dubai, acrescentando que nesta altura os portugueses formavam a maior comunidade estrangeira dos Emirados.
Gonçalves, a trabalhar há 18 anos no Dubai, disse também que é muito difícil saber quantos portugueses há nos EAU, porque há cerca de quatro anos que a embaixada portuguesa na vizinha Arábia Saudita deixou de fazer o recenseamento.
terça-feira, abril 08, 2008
Doenças tropicais: Cientistas portugueses colaboram no isolamento do agente infeccioso da úlcera de Buruli
Duas equipas de investigadores portugueses participaram numa equipa internacional que conseguiu isolar o agente infeccioso da úlcera de Buruli, uma doença muito grave emergente nos países tropicais em desenvolvimento, sobretudo na África Central e Ocidental.
A descrição do isolamento desse agente, a Mycobacterium ulcerans, vem publicada na última edição da revista norte-americana PLoS NTD, acompanhada de um comentário, e a revista Science já lhe dedicou um artigo.
Ambas as revistas consideram a descoberta um "marco histórico" na investigação da úlcera de Buruli e um "ponto de partida" para a investigação futura sobre os reservatórios e a transmissão da doença.
Trata-se da infecção micobacteriana mais comum a seguir à tuberculose e à lepra, segundo os investigadores, e foi identificada em cerca de 30 países, tanto de África como da América Latina, Ásia e Austrália.
Embora descrita desde 1948, persistem muitas dúvidas sobre a transmissão, profilaxia e tratamento desta doença necrotizante da pele e tecido subcutâneo manifestada por úlceras cutâneas que podem atingir áreas extensas do corpo, desfigurando e incapacitando permanentemente os indivíduos afectados.
"Era já sabido que a úlcera de Buruli não se transmite por contágio directo entre pessoas e havia a possibilidade de a transmissão ocorrer a partir de uma fonte ambiental, nomeadamente em áreas perto de rios, pântanos e águas estagnadas", disse hoje o responsável por uma das equipas portuguesas de investigação, Jorge Pedrosa.
"Com esta demonstração de que o agente infeccioso virulento existe em insectos aquáticos nas zonas endémicas da doença, poderão desenvolver-se estratégias para evitar a sua transmissão aos seres humanos", acrescentou este investigador do Domínio de Microbiologia e Infecção do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho.
Manuel Teixeira da Silva, do Grupo de Imunologia de Peixes e Vacinas do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da Universidade do Porto, coordenou a outra equipa portuguesa.
"Sob o ponto de vista das experiências realizadas, as equipas nacionais demonstraram que o agente infeccioso era virulento, em modelos de infecção experimental, ao reproduzirem num murganho infectado as características da doença nos humanos", precisou Pedrosa, salientando que esse trabalho se prolongou por cerca de três anos.
O estudo agora publicado surgiu na sequência de uma projecto de colaboração entre os dois grupos de investigação portugueses e o da investigadora belga Françoise Portaels, do Instituto de Medicina Tropical de Antuérpia, uma cientista de renome mundial que estuda esta doença desde 1969.
A investigação envolveu outros investigadores de uma rede mais alargada que abrangeu os Estados Unidos e o Gana, e contou com um financiamento do Serviço de Saúde e Desenvolvimento Humano da Fundação Calouste Gulbenkian.
A descrição do isolamento desse agente, a Mycobacterium ulcerans, vem publicada na última edição da revista norte-americana PLoS NTD, acompanhada de um comentário, e a revista Science já lhe dedicou um artigo.
Ambas as revistas consideram a descoberta um "marco histórico" na investigação da úlcera de Buruli e um "ponto de partida" para a investigação futura sobre os reservatórios e a transmissão da doença.
Trata-se da infecção micobacteriana mais comum a seguir à tuberculose e à lepra, segundo os investigadores, e foi identificada em cerca de 30 países, tanto de África como da América Latina, Ásia e Austrália.
Embora descrita desde 1948, persistem muitas dúvidas sobre a transmissão, profilaxia e tratamento desta doença necrotizante da pele e tecido subcutâneo manifestada por úlceras cutâneas que podem atingir áreas extensas do corpo, desfigurando e incapacitando permanentemente os indivíduos afectados.
"Era já sabido que a úlcera de Buruli não se transmite por contágio directo entre pessoas e havia a possibilidade de a transmissão ocorrer a partir de uma fonte ambiental, nomeadamente em áreas perto de rios, pântanos e águas estagnadas", disse hoje o responsável por uma das equipas portuguesas de investigação, Jorge Pedrosa.
"Com esta demonstração de que o agente infeccioso virulento existe em insectos aquáticos nas zonas endémicas da doença, poderão desenvolver-se estratégias para evitar a sua transmissão aos seres humanos", acrescentou este investigador do Domínio de Microbiologia e Infecção do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho.
Manuel Teixeira da Silva, do Grupo de Imunologia de Peixes e Vacinas do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da Universidade do Porto, coordenou a outra equipa portuguesa.
"Sob o ponto de vista das experiências realizadas, as equipas nacionais demonstraram que o agente infeccioso era virulento, em modelos de infecção experimental, ao reproduzirem num murganho infectado as características da doença nos humanos", precisou Pedrosa, salientando que esse trabalho se prolongou por cerca de três anos.
O estudo agora publicado surgiu na sequência de uma projecto de colaboração entre os dois grupos de investigação portugueses e o da investigadora belga Françoise Portaels, do Instituto de Medicina Tropical de Antuérpia, uma cientista de renome mundial que estuda esta doença desde 1969.
A investigação envolveu outros investigadores de uma rede mais alargada que abrangeu os Estados Unidos e o Gana, e contou com um financiamento do Serviço de Saúde e Desenvolvimento Humano da Fundação Calouste Gulbenkian.
Presença portuguesa no mundo registada
O Governo português vai lançar um programa de inventariação, conservação e reabilitação do património da presença portuguesa no mundo para assegurar a valorização da história e cultura de Portugal, anunciou ontem em Omã o ministro dos Negócios Estrangeiros. "Quero anunciar o lançamento de um programa de inventariação, conservação e reabilitação do património da presença portuguesa no mundo", disse Luís Amado à imprensa durante uma visita a Omã, país do Golfo Pérsico onde são mais visíveis os traços da presença portuguesa - entre os séculos XVI e XVII -, com dezenas de fortes ao longo da costa.
Amado, que ontem esteve em Mascate para encontros com o ministro dos Negócios Estrangeiros, referiu como exemplo Omã, onde há uma série de vestígios da presença portuguesa mas "praticamente não há relações bilaterais". A sua visita é, segundo os registos da diplomacia de Omã, a primeira de sempre de um chefe da diplomacia portuguesa.
Amado, que ontem esteve em Mascate para encontros com o ministro dos Negócios Estrangeiros, referiu como exemplo Omã, onde há uma série de vestígios da presença portuguesa mas "praticamente não há relações bilaterais". A sua visita é, segundo os registos da diplomacia de Omã, a primeira de sempre de um chefe da diplomacia portuguesa.
segunda-feira, abril 07, 2008
Brigada Mecanizada do Exército bloqueada a sul do Tejo !?
A Presidência da República recebeu há cerca de dois meses, a seu pedido, informações sobre a situação de quase bloqueio, a sul do Tejo, em que se encontra a Brigada Mecanizada do Exército (BME).
A situação resulta da inexistência de pontes, num raio de 60 quilómetros, com capacidade para aguentar - ou ser atravessadas - os meios pesados que estão aquartelados em Santa Margarida, que será reforçada a partir de Setembro com 37 carros de combate Leopard 2A6 (ainda mais pesados, onde o Estado vai investir cerca de 52 milhões de euros). Este campo militar tem três pontes sobre o Tejo a distâncias relativamente curtas: Constância (a mais próxima), Abrantes e Chamusca (ambas envelhecidas e a recuperar, a primeira integrada no IC9 e a segunda no IC3). Mas, quando a Brigada precisa de deslocar os meios pesados, tem de percorrer 60 quilómetros até à ponte Salgueiro Maia, em Santarém, para atravessar o rio.
Tomando como referência as oficinas de manutenção do Exército no Entroncamento, os carros de combate M60A3 andariam cerca de 15 quilómetros através de uma ponte em Constância - em vez dos cerca de 120 a que são obrigados via Santarém. "Cerca de um terço da força operacional [correspondente a uma das três brigadas] do Exército está bloqueada a sul do Tejo", declarou um oficial do ramo. O Exército, tanto na informação enviada no início do ano ao Palácio de Belém como num documento produzido no tempo do ex-ministro da Defesa Paulo Portas, sustentou, segundo fontes do ramo, que a melhor solução reside numa nova ponte em Constância - alternativa à actualmente existente, controlada por semáforos e onde se circula num único sentido de cada vez.
O presidente da Câmara Municipal de Constância, António Mendes (CDU), alertou ontem para a existência de outros nós por desatar sem uma nova ponte no concelho. Por um lado, as dificuldades de circulação que enfrentam os cerca de 4000 veículos que atravessam diariamente a antiga ponte rodoviária - limitada ao máximo de 10 toneladas e em risco de encerrar, apesar dos trabalhos ali realizados após a tragédia de Entre-os-Rios. Por outro, estão em causa os acessos ao chamado 1º CIRVER (unidade de tratamento de resíduos perigosos) no ecoparque da Chamusca, com inauguração prevista para Junho, e a outro a abrir meses depois. "É um problema que o Governo tem em mãos. Não sei como vai ser resolvido", sublinhou o autarca, pois, com base nos estudos de impacto ambiental, "o CIRVER foi licenciado com base na construção de uma ponte sobre o Tejo em Constância (por ficar mais próxima daquele ecoparque) e para evitar a travessia de povoações". Sem ela, frisou, "terão de rever as acessibilidades".
Quanto ao Exército, os problemas não se restringem à mobilidade da BME. Com base em informações da autarquia de Constância, o ramo já antecipa os efeitos do fecho da ponte ferroviária que está junto à fábrica de celulose do Caima. "A maioria do pessoal de Santa Margarida é do norte. Tendo de vir pela ponte de Abrantes, são mais 40 quilómetros de viagem. Os que optarem pela da Chamusca, demoram mais de uma hora" do que agora precisam para ali chegar.
A situação resulta da inexistência de pontes, num raio de 60 quilómetros, com capacidade para aguentar - ou ser atravessadas - os meios pesados que estão aquartelados em Santa Margarida, que será reforçada a partir de Setembro com 37 carros de combate Leopard 2A6 (ainda mais pesados, onde o Estado vai investir cerca de 52 milhões de euros). Este campo militar tem três pontes sobre o Tejo a distâncias relativamente curtas: Constância (a mais próxima), Abrantes e Chamusca (ambas envelhecidas e a recuperar, a primeira integrada no IC9 e a segunda no IC3). Mas, quando a Brigada precisa de deslocar os meios pesados, tem de percorrer 60 quilómetros até à ponte Salgueiro Maia, em Santarém, para atravessar o rio.
Tomando como referência as oficinas de manutenção do Exército no Entroncamento, os carros de combate M60A3 andariam cerca de 15 quilómetros através de uma ponte em Constância - em vez dos cerca de 120 a que são obrigados via Santarém. "Cerca de um terço da força operacional [correspondente a uma das três brigadas] do Exército está bloqueada a sul do Tejo", declarou um oficial do ramo. O Exército, tanto na informação enviada no início do ano ao Palácio de Belém como num documento produzido no tempo do ex-ministro da Defesa Paulo Portas, sustentou, segundo fontes do ramo, que a melhor solução reside numa nova ponte em Constância - alternativa à actualmente existente, controlada por semáforos e onde se circula num único sentido de cada vez.
O presidente da Câmara Municipal de Constância, António Mendes (CDU), alertou ontem para a existência de outros nós por desatar sem uma nova ponte no concelho. Por um lado, as dificuldades de circulação que enfrentam os cerca de 4000 veículos que atravessam diariamente a antiga ponte rodoviária - limitada ao máximo de 10 toneladas e em risco de encerrar, apesar dos trabalhos ali realizados após a tragédia de Entre-os-Rios. Por outro, estão em causa os acessos ao chamado 1º CIRVER (unidade de tratamento de resíduos perigosos) no ecoparque da Chamusca, com inauguração prevista para Junho, e a outro a abrir meses depois. "É um problema que o Governo tem em mãos. Não sei como vai ser resolvido", sublinhou o autarca, pois, com base nos estudos de impacto ambiental, "o CIRVER foi licenciado com base na construção de uma ponte sobre o Tejo em Constância (por ficar mais próxima daquele ecoparque) e para evitar a travessia de povoações". Sem ela, frisou, "terão de rever as acessibilidades".
Quanto ao Exército, os problemas não se restringem à mobilidade da BME. Com base em informações da autarquia de Constância, o ramo já antecipa os efeitos do fecho da ponte ferroviária que está junto à fábrica de celulose do Caima. "A maioria do pessoal de Santa Margarida é do norte. Tendo de vir pela ponte de Abrantes, são mais 40 quilómetros de viagem. Os que optarem pela da Chamusca, demoram mais de uma hora" do que agora precisam para ali chegar.
quinta-feira, abril 03, 2008
Vamos salvar a Fragata D. Fernando II e Glória
Quase meio século depois do incêndio que a destruiu e a fez encalhar durante três décadas no Tejo, a fragata D. Fernando II e Glória debate-se com um novo desafio: arranjar investimento e mão-de-obra especializada para recuperar o casco.
Grande parte do navio do século XIX foi destruído por um incêndio, a 3 de Abril de 1963, quando se encontrava fundeado ao largo do Tejo, tendo renascido das cinzas após oito anos de trabalhos de restauro, orçados em cerca de 11 milhões de euros, que ficaram concluídos a 8 de Abril de 1997. Em 1998, a fragata foi a principal atracção da exibição náutica da Expo-98, onde foi visitada por mais de 1,3 milhões de pessoas, esteve alguns anos na Doca do Espanhol em Alcântara e actualmente está aberta ao público na doca seca de Cacilhas, Almada, onde irá sofrer uma intervenção mais profunda a nível do casco.
"Precisamos tirar todo o fundo de cobre que reveste o casco, analisar a madeira do fundo e substituir as grandes tábuas. Depois temos de fazer a calafetagem de toda essa madeira", disse o comandante Rocha e Abreu durante uma visita à fragata. Para os trabalhos se iniciarem, é necessário criar condições financeiras, porque a mão-de-obra é cara e os carpinteiros especialistas em grandes navios estão quase em vias de extinção, explicou. Para não deixar morrer a profissão de carpinteiro naval, o Arsenal do Alfeite promoveu um curso de carpintaria, adiantou o comandante, que espera que alguns formandos vão trabalhar na recuperação da fragata. Apesar dos problemas que afectam algumas madeiras do casco, que a impedem de flutuar, a fragata, que percorreu cerca de 100 mil milhas, o equivalente a quase cinco voltas ao mundo, está em "condições muito dignas" de ser visitada.
Grande parte do navio do século XIX foi destruído por um incêndio, a 3 de Abril de 1963, quando se encontrava fundeado ao largo do Tejo, tendo renascido das cinzas após oito anos de trabalhos de restauro, orçados em cerca de 11 milhões de euros, que ficaram concluídos a 8 de Abril de 1997. Em 1998, a fragata foi a principal atracção da exibição náutica da Expo-98, onde foi visitada por mais de 1,3 milhões de pessoas, esteve alguns anos na Doca do Espanhol em Alcântara e actualmente está aberta ao público na doca seca de Cacilhas, Almada, onde irá sofrer uma intervenção mais profunda a nível do casco.
"Precisamos tirar todo o fundo de cobre que reveste o casco, analisar a madeira do fundo e substituir as grandes tábuas. Depois temos de fazer a calafetagem de toda essa madeira", disse o comandante Rocha e Abreu durante uma visita à fragata. Para os trabalhos se iniciarem, é necessário criar condições financeiras, porque a mão-de-obra é cara e os carpinteiros especialistas em grandes navios estão quase em vias de extinção, explicou. Para não deixar morrer a profissão de carpinteiro naval, o Arsenal do Alfeite promoveu um curso de carpintaria, adiantou o comandante, que espera que alguns formandos vão trabalhar na recuperação da fragata. Apesar dos problemas que afectam algumas madeiras do casco, que a impedem de flutuar, a fragata, que percorreu cerca de 100 mil milhas, o equivalente a quase cinco voltas ao mundo, está em "condições muito dignas" de ser visitada.
"Miniconstituição" dos Açores vai hoje a votos
Se o novo Estatuto Político-Administrativo dos Açores (EPAA) for aprovado hoje na generalidade em São Bento e, depois, se não sofrer grandes alterações aquando da sua discussão na especialidade, significa que se vai fazer história no arquipélago. É que, pela primeira vez, os cidadãos recenseados nas ilhas terão direito a apresentar iniciativas legislativas no parlamento insular e a propor referendos sobre assuntos de relevante interesse.Mas tornar a democracia mais directa e participativa não é o único traço vital do estatuto açoriano, tão ambicioso quanto uma Constituição. Com efeito, é ousada a terceira revisão do documento regulador da Autonomia, em larga medida porque os Açores exploram ao máximo alguns limites constitucionais, substituindo-se ao Estado em papéis que tradicionalmente sempre couberam a este.
No domínio puramente político, emerge a consagração do princípio do Adquirido Autonómico, que prevê que os direitos adquiridos - como é o caso das transferências orçamentais fixadas pela Lei de Finanças Regionais - não podem ser suspensos, reduzidos ou suprimidos pelo poder central. Ou então a preferência do Direito Regional, princípio segundo o qual, havendo uma lei nacional e outra regional que dispõem sobre a mesma matéria, é a lei regional que prevalece. Mas, se o estatuto for aprovado, virão aí outras mudanças radicais. Por exemplo, ao nível patrimonial: se um edifício do Estado não estiver a funcionar, passa a ser propriedade da Região. Se estiver a funcionar, então nesse edifício, além da bandeira nacional, a regional será também hasteada. Acresce que a tomada de posse do Governo Regional passará a estar sob a esfera da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (a designação Regional será eliminada) e não do Representante da República, como acontecia até aqui. São todos temas controversos que a Região sentiu necessidade de clarificar após 32 anos de Autonomia e de um relacionamento - por causa de todas estas questões - nem sempre pacífico com Lisboa.
No que se refere aos princípios do Adquirido Autonómico e da preferência do Direito Regional, os postulados do EPAA têm provocado "nervosismo" entre as hostes partidárias mais centralistas em Lisboa. O maior receio de uma eventual descaracterização do estatuto surge quando o documento tiver de baixar à Comissão de Assuntos Constitucionais.
quarta-feira, abril 02, 2008
NATO: Portugal em manobras militares no Mediterrâneo
Portugal participa com uma fragata e meios aéreos, juntamente com mais uma dezena de países, em manobras na Aliança Atlântica que decorrem no Mediterrâneo oriental depois da cimeira da NATO em Bucareste, que hoje se iniciou.
Na operação "Phoenix Express 2008", que se inicia na próxima semana (entre 08 e 22 deste mês), participa a fragata Corte Real, dotada com um helicóptero do tipo Links MK95 e uma guarnição de duas centenas de homens sob a chefia do capitão de fragata Gonçalves Alexandre.
As manobras são dirigidas pelos Estados Unidos e envolvem a sua 6ª frota, bem como navios da Espanha, França, Grécia, Itália e Turquia, a par de outros não membros da NATO, como Argélia e Marrocos.
Militares de Malta, Mauritânia, Tunísia e Líbia estarão igualmente envolvidos na operação, cujo objectivo é a criação de uma plataforma comum para controlo do tráfego comercial e fiscalização de pescas, narcotráfico e tráfico de imigrantes clandestinos, interdição marítima e socorro, sem esquecer o combate ao terrorismo, precisa um comunicado da Marinha da Grécia.
Na operação "Phoenix Express 2008", que se inicia na próxima semana (entre 08 e 22 deste mês), participa a fragata Corte Real, dotada com um helicóptero do tipo Links MK95 e uma guarnição de duas centenas de homens sob a chefia do capitão de fragata Gonçalves Alexandre.
As manobras são dirigidas pelos Estados Unidos e envolvem a sua 6ª frota, bem como navios da Espanha, França, Grécia, Itália e Turquia, a par de outros não membros da NATO, como Argélia e Marrocos.
Militares de Malta, Mauritânia, Tunísia e Líbia estarão igualmente envolvidos na operação, cujo objectivo é a criação de uma plataforma comum para controlo do tráfego comercial e fiscalização de pescas, narcotráfico e tráfico de imigrantes clandestinos, interdição marítima e socorro, sem esquecer o combate ao terrorismo, precisa um comunicado da Marinha da Grécia.
segunda-feira, março 31, 2008
Ainda O Vídeo da Professora e da Aluna
Ouvi dizer que o aluno que filmou os acontecimentos também vai ser transferido, e além disso vi muitos a criticar o acto desse aluno.
Desde já deixo aqui a minha palavra de apreço pelo que fez esse aluno.
AINDA BEM QUE ELE FILMOU E COLOCOU NA NET.
Sem isso não se tinha gerado nem a onda de indignação, nem as reflexões que pela primeira vez podem vir a mudar alguma coisa nas escolas portuguesas.
Sem as imagens apenas se continuaria a falar à boca pequena da violência nas escolas sem qualquer tipo de reacção estatal a tais episódios recorrentes...
Expulsá-lo... o rapaz devia era receber um prémio isso sim. Quem o critíca devem ser aqueles que continuam a viver no tempo da outra senhora ond tudo se abafa.
É apenas mais uma demonstração que neste país nada se previne, apenas se reage, aqui neste canto mais uma vez reparamos na extrema importância dos média na construcção da democracia.
Se não passa na TV não existe... pelo menos é o que parece.
Parabéns aluno pela tua atitude
Desde já deixo aqui a minha palavra de apreço pelo que fez esse aluno.
AINDA BEM QUE ELE FILMOU E COLOCOU NA NET.
Sem isso não se tinha gerado nem a onda de indignação, nem as reflexões que pela primeira vez podem vir a mudar alguma coisa nas escolas portuguesas.
Sem as imagens apenas se continuaria a falar à boca pequena da violência nas escolas sem qualquer tipo de reacção estatal a tais episódios recorrentes...
Expulsá-lo... o rapaz devia era receber um prémio isso sim. Quem o critíca devem ser aqueles que continuam a viver no tempo da outra senhora ond tudo se abafa.
É apenas mais uma demonstração que neste país nada se previne, apenas se reage, aqui neste canto mais uma vez reparamos na extrema importância dos média na construcção da democracia.
Se não passa na TV não existe... pelo menos é o que parece.
Parabéns aluno pela tua atitude
quinta-feira, março 27, 2008
Açores e Madeira podem vir a ser “ilhas sustentáveis”
O programa MIT-Portugal pretende estudar a utilização de energias renováveis nas ilhas dos Açores e da Madeira, com o objectivo de desenvolver o conceito de “ilha sustentável”. Como diz o nome, uma “ilha sustentável” consegue ser autónoma em termos energéticos, investindo em energias que não se esgotam.“Pretendemos desenvolver modelos de sistemas energéticos que permitam articular estratégias”, disse o director nacional do MIT-Portugal, Paulo Ferrão. “Vamos pensar em soluções globais, avalia-las e propor soluções”, explica.
Se os resultados forem positivos, empresas como a Galp e a EDP, entre outras, já mostraram vontade de implementar os sistemas energéticos desenvolvidos durante o estudo. Para que a investigação seja possível, vão ser assinados acordos entre universidades portuguesas, as agências regionais de Energia e Ambiente das regiões autónomas dos Açores e da Madeira e o MIT-Portugal. Os protocolos serão celebrados amanhã, no âmbito da Conferência Europeia do Massachussets Institute of Techonology (MIT).
As ilhas portuguesas serão usadas como um exemplo, uma base de estudo para que os resultados possam ser aplicados em termos internacionais. O factor económico tem um espaço de relevo na investigação. “Queremos desenvolver modelos a custos razoáveis”, afirmou. Ferrão explicou que “cada caso é um caso” e que não acredita que todas as ínsulas possam vir a ser sustentáveis. A Madeira, por exemplo, é muito grande e dificilmente conseguiria viver apenas de energias renováveis. Mas, um dos objectivos da investigação é também ver se os dois tipos de energia (renovável e não renovável) podem conviver juntas, “puxando mais para as renováveis”. A ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores, poderá ser totalmente sustentável.
Ferrão considera que Portugal é “um belo exemplo” na implementação de energias amigas do ambiente.
Se os resultados forem positivos, empresas como a Galp e a EDP, entre outras, já mostraram vontade de implementar os sistemas energéticos desenvolvidos durante o estudo. Para que a investigação seja possível, vão ser assinados acordos entre universidades portuguesas, as agências regionais de Energia e Ambiente das regiões autónomas dos Açores e da Madeira e o MIT-Portugal. Os protocolos serão celebrados amanhã, no âmbito da Conferência Europeia do Massachussets Institute of Techonology (MIT).
As ilhas portuguesas serão usadas como um exemplo, uma base de estudo para que os resultados possam ser aplicados em termos internacionais. O factor económico tem um espaço de relevo na investigação. “Queremos desenvolver modelos a custos razoáveis”, afirmou. Ferrão explicou que “cada caso é um caso” e que não acredita que todas as ínsulas possam vir a ser sustentáveis. A Madeira, por exemplo, é muito grande e dificilmente conseguiria viver apenas de energias renováveis. Mas, um dos objectivos da investigação é também ver se os dois tipos de energia (renovável e não renovável) podem conviver juntas, “puxando mais para as renováveis”. A ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores, poderá ser totalmente sustentável.
Ferrão considera que Portugal é “um belo exemplo” na implementação de energias amigas do ambiente.
Lenha e azeitona produzem energia eléctrica
Proveniente dos novos olivais do Alentejo, que disponibilizaram entre 50 e 70 mil toneladas, o chamado material lenhoso servirá de matéria-prima na produção de energia eléctrica.
Estão a ser construídos lagares, com capacidade para transformar 150 a 200 mil toneladas de azeitona em bagaço, para posterior aproveitamento das suas potencialidades enquanto matéria de base para a produção de electricidade.
A lenha é utilizada actualmente pela União das Cooperativas Agrícolas do Sul (UCASUL), como produto para "tratar o próprio bagaço da azeitona", refere Aníbal Martins, presidente da cooperativa.
O material lenhoso e o bagaço da azeitona obtidos nos lagares servirão para alimentar as duas centrais de produção eléctrica que a UCASUL pretende construir. A viabilidade do projecto consagrou-se com a "instalação de mais 30 mil hectares de novos olivais no Alentejo".
Estão a ser construídos lagares, com capacidade para transformar 150 a 200 mil toneladas de azeitona em bagaço, para posterior aproveitamento das suas potencialidades enquanto matéria de base para a produção de electricidade.
A lenha é utilizada actualmente pela União das Cooperativas Agrícolas do Sul (UCASUL), como produto para "tratar o próprio bagaço da azeitona", refere Aníbal Martins, presidente da cooperativa.
O material lenhoso e o bagaço da azeitona obtidos nos lagares servirão para alimentar as duas centrais de produção eléctrica que a UCASUL pretende construir. A viabilidade do projecto consagrou-se com a "instalação de mais 30 mil hectares de novos olivais no Alentejo".
terça-feira, março 25, 2008
A verdade da mentira...
25 de Março, Folha de S. Paulo
David Mamet narra a história de uma ressurreição: depois de décadas de mortificações e enganos, Mamet descobriu que não era mais um "liberal" (no sentido americano e esquerdista da coisa). A esquerda advoga uma visão otimista da natureza humana, tal como defendida por Rousseau, o patrono da seita? O mundo reflete precisamente o oposto: cinismo, oportunismo, mesquinhez. E mal, muito mal. Mas Mamet não se fica pela filosofia. Ele desce aos particulares. Bush é um idiota? Kennedy não era um idiota menor. Bush levou os americanos para o Iraque? Kennedy inaugurou o Vietnã. Bush roubou a eleição na Flórida? Kennedy fez o mesmo em Chicago. Bush mentiu sobre a sua folha de serviço militar? Kennedy aceitou um Pulitzer por livro escrito por Ted Sorenson. Bush dormiu com os sauditas? Kennedy dormiu com a Máfia. Moral da história? Em política, não há heróis.
David Mamet narra a história de uma ressurreição: depois de décadas de mortificações e enganos, Mamet descobriu que não era mais um "liberal" (no sentido americano e esquerdista da coisa). A esquerda advoga uma visão otimista da natureza humana, tal como defendida por Rousseau, o patrono da seita? O mundo reflete precisamente o oposto: cinismo, oportunismo, mesquinhez. E mal, muito mal. Mas Mamet não se fica pela filosofia. Ele desce aos particulares. Bush é um idiota? Kennedy não era um idiota menor. Bush levou os americanos para o Iraque? Kennedy inaugurou o Vietnã. Bush roubou a eleição na Flórida? Kennedy fez o mesmo em Chicago. Bush mentiu sobre a sua folha de serviço militar? Kennedy aceitou um Pulitzer por livro escrito por Ted Sorenson. Bush dormiu com os sauditas? Kennedy dormiu com a Máfia. Moral da história? Em política, não há heróis.
quarta-feira, março 19, 2008
Mota Engil e Soares da Costa entre as 100 maiores construtoras da Europa
A Mota-Engil e o Grupo Soares da Costa integram o ranking das 100 maiores empresas de construção da Europa, ocupando actualmente o 67º e 100º lugares, respectivamente, de acordo com um estudo da Deloitte, hoje divulgado.
A 5ª edição do estudo European Powers of Construction 2007 da Deloitte revela que a Somague também faz parte da lista, integrada na construtora Sacyr Vallehermoso (Espanha), que ocupa o 24º lugar do ranking.
O sector da construção em Portugal foi negativamente afectado pelo fraco crescimento económico do país, tendo-se verificado receitas na ordem dos 25 mil milhões de euros no ano de 2006, um decréscimo de cerca de 3 por cento (840 milhões) face ao ano anterior.
Miguel Eiras Antunes, sócio responsável pela prestação de serviços de Consultoria ao sector da construção, sublinha, em comunicado, que "o sector da construção continua a ser um empregador muito importante na economia portuguesa, representando 10 por cento da força de trabalho em 2006".
A 5ª edição do estudo European Powers of Construction 2007 da Deloitte revela que a Somague também faz parte da lista, integrada na construtora Sacyr Vallehermoso (Espanha), que ocupa o 24º lugar do ranking.
O sector da construção em Portugal foi negativamente afectado pelo fraco crescimento económico do país, tendo-se verificado receitas na ordem dos 25 mil milhões de euros no ano de 2006, um decréscimo de cerca de 3 por cento (840 milhões) face ao ano anterior.
Miguel Eiras Antunes, sócio responsável pela prestação de serviços de Consultoria ao sector da construção, sublinha, em comunicado, que "o sector da construção continua a ser um empregador muito importante na economia portuguesa, representando 10 por cento da força de trabalho em 2006".
terça-feira, março 18, 2008
Cavaco envia carta a Ramos-Horta, mas alfândega australiana não deixou passar os enchidos portugueses
O capitão Martinho, comandante da GNR em Timor-Leste, entregou ontem ao Presidente Ramos-Horta uma mensagem e vários presentes do Chefe do Estado português, Cavaco Silva. O comandante do Subagrupamento Bravo foi recebido pelo responsável timorense no Hospital Particular de Darwin, Austrália.
No final do encontro, durante o qual Ramos-Horta recebeu ainda uma encomenda de vinho do Porto e pastéis de Belém, o capitão disse à imprensa que o Presidente timorense "está bem".
O capitão Martinho entregou ainda a Ramos-Horta uma outra encomenda, esta do general comandante da GNR, com produtos tradicionais portugueses, entre eles vinhos, queijos, mel e azeite. Em Timor-Leste ficaram os enchidos, que não passaram na alfândega devido ao crivo apertado dos australianos em matéria de saúde pública (?!).
No final do encontro, durante o qual Ramos-Horta recebeu ainda uma encomenda de vinho do Porto e pastéis de Belém, o capitão disse à imprensa que o Presidente timorense "está bem".
O capitão Martinho entregou ainda a Ramos-Horta uma outra encomenda, esta do general comandante da GNR, com produtos tradicionais portugueses, entre eles vinhos, queijos, mel e azeite. Em Timor-Leste ficaram os enchidos, que não passaram na alfândega devido ao crivo apertado dos australianos em matéria de saúde pública (?!).
Franco-portugueses festejam a vitória nas autárquias
Uma nova geração de franco-portugueses chega ao poder em França, após as autárquicas de domingo marcadas pela maior participação de sempre da comunidade lusófona a viver no país. São presidentes da Câmara e vereadores que reflectem o peso político cerscente de mais de um milhão de eleitores potenciais.
Os resultados eleitorais dos candidatos portugueses às municipais francesas também espelham a "vaga rosa" que marcou o sufrágio de domingo. Só na região de Paris foram 179 os franco-portugueses eleitos, 80% dos quais em listas de esquerda. Uma das vitórias mais sonantes foi a de Alda Pereira Lemaitre, de 42 anos, que bateu o opositor Nicolas Rivoire por 51,7% dos votos em Noisy le Sec. À frente de uma lista de "união de esquerda socialista, ecologista e cidadã" foi uma das candidatas franco-portuguesas mais apoiadas pelo aparelho do PS francês. Desde o início da campanha foram vários os notáveis da formação que desfilaram ao lado da candidata, do antigo primeiro-ministro Laurent Fabius à ex-candidata presidencial Ségolène Royal que, na semana passada se deslocou à cidade. Esta assistente comercial e autora de livros para crianças vai tomar posse, sexta-feira, como presidente da Câmara, tendo nomeado como adjunta para as relações inter-comunitárias, a antiga ministra socialista, Élisabeth Guigou, que também integrava a sua lista. Afirma querer aplicar no município os métodos de Ségolene Royal. "Quero, como ela, aproximar o poder dos cidadãos, vamos convocar Estados Gerais sobre temas que vão do emprego ao alojamento e criar comités de bairro para acompanhar a implantação de novas medidas". No seu programa social incluiu medidas como a geminação da localidade com uma cidade portuguesa e a criação de cursos de português para os filhos de emigrantes. Natural da Covilhã não hesita em lembrar, que é "da mesma região onde nasceu o primeiro-ministro socialista José Sócrates".
António de Carvalho de 46 anos, há quase 40 anos em França, conseguiu o feito de ser um dos poucos conservadores a arrebatar uma câmara detida pela esquerda há 30 anos, e por uma diferença de qautro votos. Venceu a câmara de Brou-sur-Chantereine (Seine et Marne) com 50,13% de votos. Dono de uma empresa de estatuária, afirma que a primeira prioridade como presidente da câmara será a de realizar uma auditoria às contas da municipalidade. Confessa que, "as origens portuguesas nem sempre são uma vantagem para um candidato", mas que foi, antes de mais, o seu empenho nas campanhas do partido, em especial para as presidenciais, que o levou a ser convidado para ser cabeça de lista.
Mas é entre os franco-portugueses eleitos vereadores que é mais patente a vontade de representar a comunidade portuguesa no poder local. O PS francês foi uma das formações mais activas no terreno no recrutamento e apoio a estes candidatos vindos de associações e organizações portuguesas. É o caso de Hermano Sanches, presidente da Coordenação das Comunidades Portuguesas de França que se torna o primeiro vereador franco-português de um bairro da capital, depois da lista de esquerda que integrava ter obtido 57,37% na segunda volta. O candidato convidado pessoalmente pelo presidente da câmara Bertrand Delanoë a integrar a lista do XIV bairro de Paris, afirma que a eleição é "uma oportunidade para levar a cabo medidas como a de incrementar o ensino do português na capital francesa e prosseguir campanhas de mobilização das comunidades europeias a residir em Paris". Também na região parisiense, em Corbeil-Essonnes, a lista do presidente da câmara conservador Serge Dassault resistiu à vaga rosa, obtendo 50,65% dos votos e propulsionando a franco-portuguesa Cristela de Oliveira para um possível cargo de vereadora da juventude. Com 29 anos, Cristela tinha ficado há anos à beira de se tornar uma das mais jovens deputadas no Parlamento francês. Exemplo de militância pela causa dos portugueses em França é também Manuela Ferreira de Sousa, eleita na lista de esquerda do presidente da câmara de Clermont-Ferrand, que obteve 51,70% dos votos. Nascida há 32 anos na cidade, a técnica de tráfego aéreo foi uma das mais ardentes defensoras da criação de uma ligação aérea Clermont-Porto, que chegou a funcionar durante dois anos. "Ainda não sei que cargo me vão atribuir, mas uma das prioridades é melhorar o acolhimento da nova vaga de emigrantes portugueses que chega à cidade, que não falam a língua e que muitas vezes têm dificuldade em encontrar trabalho".
No total, cerca de 80 mil portugueses foram às urnas no domingo, a maior participação de sempre de uma comunidade que após 40 anos de emigração discreta, mostra pela primeira vez o seu peso político nas urnas.
Os resultados eleitorais dos candidatos portugueses às municipais francesas também espelham a "vaga rosa" que marcou o sufrágio de domingo. Só na região de Paris foram 179 os franco-portugueses eleitos, 80% dos quais em listas de esquerda. Uma das vitórias mais sonantes foi a de Alda Pereira Lemaitre, de 42 anos, que bateu o opositor Nicolas Rivoire por 51,7% dos votos em Noisy le Sec. À frente de uma lista de "união de esquerda socialista, ecologista e cidadã" foi uma das candidatas franco-portuguesas mais apoiadas pelo aparelho do PS francês. Desde o início da campanha foram vários os notáveis da formação que desfilaram ao lado da candidata, do antigo primeiro-ministro Laurent Fabius à ex-candidata presidencial Ségolène Royal que, na semana passada se deslocou à cidade. Esta assistente comercial e autora de livros para crianças vai tomar posse, sexta-feira, como presidente da Câmara, tendo nomeado como adjunta para as relações inter-comunitárias, a antiga ministra socialista, Élisabeth Guigou, que também integrava a sua lista. Afirma querer aplicar no município os métodos de Ségolene Royal. "Quero, como ela, aproximar o poder dos cidadãos, vamos convocar Estados Gerais sobre temas que vão do emprego ao alojamento e criar comités de bairro para acompanhar a implantação de novas medidas". No seu programa social incluiu medidas como a geminação da localidade com uma cidade portuguesa e a criação de cursos de português para os filhos de emigrantes. Natural da Covilhã não hesita em lembrar, que é "da mesma região onde nasceu o primeiro-ministro socialista José Sócrates".
António de Carvalho de 46 anos, há quase 40 anos em França, conseguiu o feito de ser um dos poucos conservadores a arrebatar uma câmara detida pela esquerda há 30 anos, e por uma diferença de qautro votos. Venceu a câmara de Brou-sur-Chantereine (Seine et Marne) com 50,13% de votos. Dono de uma empresa de estatuária, afirma que a primeira prioridade como presidente da câmara será a de realizar uma auditoria às contas da municipalidade. Confessa que, "as origens portuguesas nem sempre são uma vantagem para um candidato", mas que foi, antes de mais, o seu empenho nas campanhas do partido, em especial para as presidenciais, que o levou a ser convidado para ser cabeça de lista.
Mas é entre os franco-portugueses eleitos vereadores que é mais patente a vontade de representar a comunidade portuguesa no poder local. O PS francês foi uma das formações mais activas no terreno no recrutamento e apoio a estes candidatos vindos de associações e organizações portuguesas. É o caso de Hermano Sanches, presidente da Coordenação das Comunidades Portuguesas de França que se torna o primeiro vereador franco-português de um bairro da capital, depois da lista de esquerda que integrava ter obtido 57,37% na segunda volta. O candidato convidado pessoalmente pelo presidente da câmara Bertrand Delanoë a integrar a lista do XIV bairro de Paris, afirma que a eleição é "uma oportunidade para levar a cabo medidas como a de incrementar o ensino do português na capital francesa e prosseguir campanhas de mobilização das comunidades europeias a residir em Paris". Também na região parisiense, em Corbeil-Essonnes, a lista do presidente da câmara conservador Serge Dassault resistiu à vaga rosa, obtendo 50,65% dos votos e propulsionando a franco-portuguesa Cristela de Oliveira para um possível cargo de vereadora da juventude. Com 29 anos, Cristela tinha ficado há anos à beira de se tornar uma das mais jovens deputadas no Parlamento francês. Exemplo de militância pela causa dos portugueses em França é também Manuela Ferreira de Sousa, eleita na lista de esquerda do presidente da câmara de Clermont-Ferrand, que obteve 51,70% dos votos. Nascida há 32 anos na cidade, a técnica de tráfego aéreo foi uma das mais ardentes defensoras da criação de uma ligação aérea Clermont-Porto, que chegou a funcionar durante dois anos. "Ainda não sei que cargo me vão atribuir, mas uma das prioridades é melhorar o acolhimento da nova vaga de emigrantes portugueses que chega à cidade, que não falam a língua e que muitas vezes têm dificuldade em encontrar trabalho".
No total, cerca de 80 mil portugueses foram às urnas no domingo, a maior participação de sempre de uma comunidade que após 40 anos de emigração discreta, mostra pela primeira vez o seu peso político nas urnas.
domingo, março 16, 2008
AH! Controleiros
Para os mais distraídos ou aqueles que tinham dúvidas sobre o carácter salazarento deste governo concerteza não deixaram de reparar em 2 pequeninos projectos lei recemente levados à baila.
Talvez nestes dois pequenos detalhes esteja a demonstração máxima de onde consegue chegar as brilhantes cabeças que compõem este primeiro governo em maioria absoluta do PS.
Concerteza que reparam no meu tom irado mas enfim irados estão todos aqueles que habitam neste pequeno país.
Desde já deixo um intróito nem tenho cães, nem piercings, nem tatuagens...
Ora estes senhores parecem ter-se auto-proclamado, não governantes mas sim deuses... agora já decidem que raças de cães têm direito à vida!!! mas onde é que já chegamos, por decreto extinguem-se raças. Mas que raio de direito têm esses senhores de decidir que raças são ou não potencialmente perigosas, ou sequer decidir que cão é que eu vou ter. Regras sim mas com tino... se isto viesse das cabecinhas do BE (e desde já que acharia impossível) ainda tinha explicação... provavelmente numa sessão de ganzas algum mais alucinado poderia ter sugerido tal aberração. Mas não parece que foi o Ministro da agricultura.
Mas se esta proposta só pode ser classificada de aberrante como adjectivar a proposta de proibir piercings e tatuagens. Estarei a ver bem, ou a ouvir!!! mas que raio de estupidez é essa, mais logo proibem as mini-saias e biquinis. Quem teve esta porcaria de ideia, e mais... quem foram as aves raras que não se riram na cara do proponente. Bem diz o camarada Jerónimo que este é um governo de direita, pois uma proposta destas só mesmo a alguém da extrema direita se lembraria. Aliás nem mesmo aqueles miúdos simpáticos do PNR se lembrariam de tal parvoíce.
Enfim só falta reactivar aí a lei da licença de isqueiro... talvez com a desculpa dos incendiários.
Não tenho adjectivação para isto, é algo que parece tirado lá dos meandros do estado-novo.
Só espero que o senhor Cavaco Silva não permita estas aberrações passarem disso mesmo. Aberrações. E mais, os senhores que se lembraram destas preciosidades deviam ser postos na rua imediatamente a seguir a terem sequer pensado nisto.
Talvez nestes dois pequenos detalhes esteja a demonstração máxima de onde consegue chegar as brilhantes cabeças que compõem este primeiro governo em maioria absoluta do PS.
Concerteza que reparam no meu tom irado mas enfim irados estão todos aqueles que habitam neste pequeno país.
Desde já deixo um intróito nem tenho cães, nem piercings, nem tatuagens...
Ora estes senhores parecem ter-se auto-proclamado, não governantes mas sim deuses... agora já decidem que raças de cães têm direito à vida!!! mas onde é que já chegamos, por decreto extinguem-se raças. Mas que raio de direito têm esses senhores de decidir que raças são ou não potencialmente perigosas, ou sequer decidir que cão é que eu vou ter. Regras sim mas com tino... se isto viesse das cabecinhas do BE (e desde já que acharia impossível) ainda tinha explicação... provavelmente numa sessão de ganzas algum mais alucinado poderia ter sugerido tal aberração. Mas não parece que foi o Ministro da agricultura.
Mas se esta proposta só pode ser classificada de aberrante como adjectivar a proposta de proibir piercings e tatuagens. Estarei a ver bem, ou a ouvir!!! mas que raio de estupidez é essa, mais logo proibem as mini-saias e biquinis. Quem teve esta porcaria de ideia, e mais... quem foram as aves raras que não se riram na cara do proponente. Bem diz o camarada Jerónimo que este é um governo de direita, pois uma proposta destas só mesmo a alguém da extrema direita se lembraria. Aliás nem mesmo aqueles miúdos simpáticos do PNR se lembrariam de tal parvoíce.
Enfim só falta reactivar aí a lei da licença de isqueiro... talvez com a desculpa dos incendiários.
Não tenho adjectivação para isto, é algo que parece tirado lá dos meandros do estado-novo.
Só espero que o senhor Cavaco Silva não permita estas aberrações passarem disso mesmo. Aberrações. E mais, os senhores que se lembraram destas preciosidades deviam ser postos na rua imediatamente a seguir a terem sequer pensado nisto.
terça-feira, março 11, 2008
João Cunha e Silva nega vontade de suceder a Jardim
O vice-presidente do Executivo madeirense, João Cunha e Silva, rejeitou hoje a possibilidade de se candidatar à presidência da Região Autónoma, sucedendo assim a Alberto João Jardim, garantindo serem suas "prioridades exclusivas governar" e "nada mais".
Cunha e Silva falava à Agência Lusa no final de um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros (!?), Luís Amado, em Lisboa.
"As minhas prioridades exclusivas são governar, tentar governar bem e chegar ao fim do meu mandato, nada mais", disse.
Jardim preside ao Governo Regional da Madeira desde 17 de Março de 1978 e nas últimas eleições, a 6 de Maio de 2007, conquistou a sua nona vitória consecutiva, alcançando mais de 64% dos votos expressos.
Cunha e Silva falava à Agência Lusa no final de um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros (!?), Luís Amado, em Lisboa.
"As minhas prioridades exclusivas são governar, tentar governar bem e chegar ao fim do meu mandato, nada mais", disse.
Jardim preside ao Governo Regional da Madeira desde 17 de Março de 1978 e nas últimas eleições, a 6 de Maio de 2007, conquistou a sua nona vitória consecutiva, alcançando mais de 64% dos votos expressos.
Geórgia perderá Abkházia e Ossétia do Sul se aderir à NATO
Um novo passo da Geórgia no sentido da adesão à NATO poderá provocar a separação dos seus dois territórios rebeldes, a Abkházia e a Ossétia do Sul, advertiu hoje o embaixador da Rússia junto da Aliança Atlântica.
"Em caso de um convite da NATO à Geórgia, sob o impulso dos Estados Unidos, podemos esperar a separação da Abkházia e da Ossétia do Sul", declarou Dimitri Rogozin.
"O referendo organizado em Dezembro último por (Presidente da Geórgia Mikhail) Saakachvili" sobre a adesão da Geórgia à NATO "realizou-se em todo o território georgiano, à excepção da Abkházia e da Ossétia do Sul", sublinhou.
Para Rogozin, se a NATO aceitar, na próxima cimeira em Bucareste, de 2 a 4 de Abril, a participação da Geórgia no Plano de Acção com vista à adesão (MAP) "isso basta para que os separatistas sigam até à secessão".
"Em caso de um convite da NATO à Geórgia, sob o impulso dos Estados Unidos, podemos esperar a separação da Abkházia e da Ossétia do Sul", declarou Dimitri Rogozin.
"O referendo organizado em Dezembro último por (Presidente da Geórgia Mikhail) Saakachvili" sobre a adesão da Geórgia à NATO "realizou-se em todo o território georgiano, à excepção da Abkházia e da Ossétia do Sul", sublinhou.
Para Rogozin, se a NATO aceitar, na próxima cimeira em Bucareste, de 2 a 4 de Abril, a participação da Geórgia no Plano de Acção com vista à adesão (MAP) "isso basta para que os separatistas sigam até à secessão".
segunda-feira, março 10, 2008
Governo estuda descida de impostos!!
O ministro das Finanças afirmou ao Wall Street Journal (WSJ) que o Governo está a estudar a possibilidade deuma descida nos impostos, refere a edição online do Diário Económico (DE).
Teixeira dos Santos adiantou que o Governo está a considerar uma redução dos impostos para estimular o consumo das famílias - uma situação que só deverá acontecer quando as contas públicas estiverem de acordo com as regras da União Europeia (UE).
"Estamos a avaliar a situação para ver quando poderemos baixar os impostos», acrescenta a mesma fonte citando declarações de Teixeira dos Santos ao WSJ. Neste sentido, o ministro esclareceu que "qualquer político estaria disposto a cortar os impostos".
Quando confrontado com o facto de Portugal ter crescido apenas 1,3% em 2006, enquanto que a média da UE se situou nos 3%, o governante português admitiu que "a nossa política fiscal restritiva, para reduzir o défice das contas públicas, teve um impacto negativo na expansão da economia".
Mas, "no longo prazo, as políticas orçamentais prudentes promovem um crescimento económico estável e sustentável", sublinhou.
Teixeira dos Santos adiantou que o Governo está a considerar uma redução dos impostos para estimular o consumo das famílias - uma situação que só deverá acontecer quando as contas públicas estiverem de acordo com as regras da União Europeia (UE).
"Estamos a avaliar a situação para ver quando poderemos baixar os impostos», acrescenta a mesma fonte citando declarações de Teixeira dos Santos ao WSJ. Neste sentido, o ministro esclareceu que "qualquer político estaria disposto a cortar os impostos".
Quando confrontado com o facto de Portugal ter crescido apenas 1,3% em 2006, enquanto que a média da UE se situou nos 3%, o governante português admitiu que "a nossa política fiscal restritiva, para reduzir o défice das contas públicas, teve um impacto negativo na expansão da economia".
Mas, "no longo prazo, as políticas orçamentais prudentes promovem um crescimento económico estável e sustentável", sublinhou.
sexta-feira, março 07, 2008
Leonel Alves defende língua portuguesa em Macau
"Sou Leonel Alves, natural de Macau, tenho ascendência portuguesa e chinesa", foram as primeiras palavras que o advogado proferiu na Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, onde destacou a importância da língua portuguesa no território.
Numa comunicação feita em mandarim, na noite de quinta-feira, Leonel Alves, que está naquele órgão de consulta de Pequim pela primeira vez, recordou o seu percurso cívico e político para salientar que faz "parte da Comunidade Macaense, que é caracterizada pela mestiçagem sanguínea e cultural" entre chineses e portugueses.
"A Comunidade Macaense é parte intrínseca da História de Macau e contribui também para a actual singularidade da Região Administrativa Especial de Macau", disse.
Alves salientou também que os macaenses têm "muito orgulho de fazer parte da Grande Nação Chinesa" e "tudo farão para a paz e progresso de Macau, bem como para o seu prestígio no contexto da Nação".
Numa comunicação feita em mandarim, na noite de quinta-feira, Leonel Alves, que está naquele órgão de consulta de Pequim pela primeira vez, recordou o seu percurso cívico e político para salientar que faz "parte da Comunidade Macaense, que é caracterizada pela mestiçagem sanguínea e cultural" entre chineses e portugueses.
"A Comunidade Macaense é parte intrínseca da História de Macau e contribui também para a actual singularidade da Região Administrativa Especial de Macau", disse.
Alves salientou também que os macaenses têm "muito orgulho de fazer parte da Grande Nação Chinesa" e "tudo farão para a paz e progresso de Macau, bem como para o seu prestígio no contexto da Nação".
quinta-feira, março 06, 2008
Parabéns à promoção do "Codex 632" e à promoção da verdade histórica sobre o Colombo português
O "Codex 632" é oferecido hoje no voo da TAP dos EUA.
Por ocasião da viagem de nove jornalistas norte-americanos a Portugal esta quinta-feira, para visitar os locais onde se desenrola a história de "Codex 632", de José Rodrigues dos Santos, os passageiros da TAP serão presenteados por edições autografadas do livro.
Os exemplares do mais recente bestseller do pivot da RTP será distribuído no voo Nova Iorque-Lisboa, como parte da campanha de lançamento da obra em território norte-americano, marcado para o próximo dia 1 de Abril.
"Codex 632", editado a nível nacional pela Gradiva, receberá o selo Harper Collins nos EUA e conta a história da indagação sobre a identidade portuguesa de Cristóvão Colombo, numa elaborada análise histórica, conjugada com uma narrativa contemporânea.
Por ocasião da viagem de nove jornalistas norte-americanos a Portugal esta quinta-feira, para visitar os locais onde se desenrola a história de "Codex 632", de José Rodrigues dos Santos, os passageiros da TAP serão presenteados por edições autografadas do livro.
Os exemplares do mais recente bestseller do pivot da RTP será distribuído no voo Nova Iorque-Lisboa, como parte da campanha de lançamento da obra em território norte-americano, marcado para o próximo dia 1 de Abril.
"Codex 632", editado a nível nacional pela Gradiva, receberá o selo Harper Collins nos EUA e conta a história da indagação sobre a identidade portuguesa de Cristóvão Colombo, numa elaborada análise histórica, conjugada com uma narrativa contemporânea.
quarta-feira, março 05, 2008
Ossétia do Sul quer independência reconhecida
A Ossétia do Sul, região separatista pró-russa da Geórgia, pediu hoje à Rússia, à ONU e à União Europeia que reconheçam a sua independência, à semelhança do que aconteceu recentemente no Kosovo, avançaram as agências russas.
O apelo foi validado por um voto, hoje, no Parlamento da Ossétia do Sul, cuja independência unilateral declarada em 1990 não é reconhecida por nenhum país, nomeadamente pela Rússia, precisam as agências russas.
"O Parlamento da Ossétia do Sul pede ao secretário-geral da ONU, ao Presidente russo e à direcção dos países da União Europeia que reconheçam a independência da república da Ossétia do Sul", indica um comunicado publicado no site do Ministério da Informação da região independentista.
A Ossétia do Sul e a Abkhazia, as duas regiões independentistas da Geórgia, advertiram desde o dia 17 de Fevereiro, dia da proclamação da independência do Kosovo, que iriam pedir à Rússia, ao Conselho de Segurança da ONU e à UE que também passassem a reconhecer as suas independências.
Quer a Ossétia do Sul quer a Abkhazia proclamaram as suas independências logo após o final da URSS (em 1990 e 1992, respectivamente), o que tem causado, ao longo dos anos, o confronto com as forças da Geórgia.
O apelo foi validado por um voto, hoje, no Parlamento da Ossétia do Sul, cuja independência unilateral declarada em 1990 não é reconhecida por nenhum país, nomeadamente pela Rússia, precisam as agências russas.
"O Parlamento da Ossétia do Sul pede ao secretário-geral da ONU, ao Presidente russo e à direcção dos países da União Europeia que reconheçam a independência da república da Ossétia do Sul", indica um comunicado publicado no site do Ministério da Informação da região independentista.
A Ossétia do Sul e a Abkhazia, as duas regiões independentistas da Geórgia, advertiram desde o dia 17 de Fevereiro, dia da proclamação da independência do Kosovo, que iriam pedir à Rússia, ao Conselho de Segurança da ONU e à UE que também passassem a reconhecer as suas independências.
Quer a Ossétia do Sul quer a Abkhazia proclamaram as suas independências logo após o final da URSS (em 1990 e 1992, respectivamente), o que tem causado, ao longo dos anos, o confronto com as forças da Geórgia.
Por causa das coisas...
Nas últimas semanas a clivagem entre as duas alas do PS tem sido flagrante: primeiro na questão da saúde, levando ao afastamento do Ministro Correia de Campos e agora com críticas abertas à actuação de Mariade Lurdes Rodrigues na educação. No primeiro caso o ministro cessante foi substituído por uma apoiante de Manuel Alegre, no segundo é também pessoa próxima de Alegre que lidera a contestação pública dos socialistas à reforma de Sócrates na educação. É pois uma altura interessante para recordar um episódio da vida de Manuel Alegre que os seus apoiantes gostam de esquecer e que a maior parte das pessoas já nem se recorda. O caso remonta a 12 de Fevereiro de 1977, há 31 anos, quando Manuel Alegre tinha responsabilidades governativas na área da Comunicação Social e decidiu extinguir a empresa do jornal O Século de um dia para o outro. Vamos fazer um bocadinho de história: o jornal O Século foi criado em 1880 por um republicano, Magalhães Lima. Ao longo dos tempos teve ilustres directores como Vitorino Nemésio e João Pereira Rosa e durante muitos anos foi o jornal mais vendido do país. Desde cedo a empresa evoluiu no sentido da constituição de um grupo editorial, que editava revistas como O Século Ilustrado, além de manter uma obra social importante através da Colónia Balnear Infantil em S. Pedro do Estoril, cujas receitas vinham, em parte, da Feira Popular, que era também apadrinhada pelo jornal. Pelo grupo do Século passaram alguns dos maiores jornalistas, colunistas e repórteres fotográficos portugueses – foi aliás ali – pode dizer-se – que nasceu o moderno fotojornalismo em Portugal. Após o 25 de Abril, tal como o Diário de Notícias aliás, O Século foi “tomado”por sectores próximos do PCP, que rapidamente radicalizaram o jornal e delapidaram as suas audiências e colocaram a empresa em situação difícil. Num clima ainda conturbadodo pós 25 de Novembro, com um PS sequioso de estancar a influência do PCP na informação, Manuel Alegre decidiu, de um dia para o outro, alegando uma crise financeira que aliás tocava outros jornais de igual forma, fechar O Século. Foi uma decisão política, muito mais que económica. Pior: nem sequer procurou salvaguardar o precioso arquivo de 100 anos de História de Portugal que estava no edifício do grupo editorial e que em boa parte se perdeu. A razão de ser desta nota, é só para lembrar alguns desmandos de figuras de esquerda hoje intocáveis, como Manuel Alegre. Por causa das coisas…
Por Manuel Falcão in Jornal Meia Hora
Por Manuel Falcão in Jornal Meia Hora
Portugal ocupa o 15.º lugar na competitividade do sector turístico num ranking de 130 países
Portugal é o 15.º país do mundo com melhor índice de competitividade no sector do turismo e viagens, subindo sete posições face a 2007.
Segundo dados ontem divulgados pelo Fórum Económico Mundial (FEM), é na qualidade dos recursos humanos, culturais e naturais que Portugal se destaca, ocupando, nestes indicadores, o 11.º lugar num total de 130 países analisados, onde a Suíça, a Áustria e a Alemanha ocupam os lugares cimeiros.A regulamentação, nomeadamente ao nível da sustentabilidade ambiental e da segurança, também obteve pontuação elevada (14.º lugar). No geral, e tendo em conta os três parâmetros analisados pelo FEM (regulamentação, infra-estruturas e ambiente económico, e recursos humanos, naturais e culturais), a vantagem competitiva de Portugal está na facilidade de criar empresas, na ratificação de tratados ambientais, no acesso a água potável e rede de esgotos, na presença de empresas de aluguer de automóveis ou na disseminação de caixas de Multibanco que aceitam cartões Visa. Portugal é beneficiado pelo número de locais considerados património mundial e até pelos estádios desportivos que oferece.
Do lado oposto, está o desempenho ao nível das práticas laborais de contratação e despedimento. Dos 130 países analisados, Portugal está em 122.º neste indicador. As desigualdades no poder de compra, os efeitos dos impostos e o elevado preço do petróleo também atiram o país para lugares finais da tabela nestes parâmetros. Há ainda muito por fazer na qualidade do sistema de educação, no número de camas hospitalares ou nas áreas protegidas.No ano passado o índice de competitividade do FEM dava o 22.º lugar a Portugal, num total de 124 países. O melhor desempenho verificava-se ao nível da regulamentação ambiental. As infra-estruturas turísticas também foram consideradas o ponto forte, ao contrário dos preços praticados pela indústria do turismo - neste indicador Portugal atingiu mesmo o 102.º lugar; este ano subiu para o 86.º. No entanto, a metodologia utilizada para calcular os indicadores foi diferente. No fundo da tabela geral de 2008 estão o Chade, o Lesoto e o Burundi. Moçambique não ultrapassa o 123.º.
Segundo dados ontem divulgados pelo Fórum Económico Mundial (FEM), é na qualidade dos recursos humanos, culturais e naturais que Portugal se destaca, ocupando, nestes indicadores, o 11.º lugar num total de 130 países analisados, onde a Suíça, a Áustria e a Alemanha ocupam os lugares cimeiros.A regulamentação, nomeadamente ao nível da sustentabilidade ambiental e da segurança, também obteve pontuação elevada (14.º lugar). No geral, e tendo em conta os três parâmetros analisados pelo FEM (regulamentação, infra-estruturas e ambiente económico, e recursos humanos, naturais e culturais), a vantagem competitiva de Portugal está na facilidade de criar empresas, na ratificação de tratados ambientais, no acesso a água potável e rede de esgotos, na presença de empresas de aluguer de automóveis ou na disseminação de caixas de Multibanco que aceitam cartões Visa. Portugal é beneficiado pelo número de locais considerados património mundial e até pelos estádios desportivos que oferece.
Do lado oposto, está o desempenho ao nível das práticas laborais de contratação e despedimento. Dos 130 países analisados, Portugal está em 122.º neste indicador. As desigualdades no poder de compra, os efeitos dos impostos e o elevado preço do petróleo também atiram o país para lugares finais da tabela nestes parâmetros. Há ainda muito por fazer na qualidade do sistema de educação, no número de camas hospitalares ou nas áreas protegidas.No ano passado o índice de competitividade do FEM dava o 22.º lugar a Portugal, num total de 124 países. O melhor desempenho verificava-se ao nível da regulamentação ambiental. As infra-estruturas turísticas também foram consideradas o ponto forte, ao contrário dos preços praticados pela indústria do turismo - neste indicador Portugal atingiu mesmo o 102.º lugar; este ano subiu para o 86.º. No entanto, a metodologia utilizada para calcular os indicadores foi diferente. No fundo da tabela geral de 2008 estão o Chade, o Lesoto e o Burundi. Moçambique não ultrapassa o 123.º.
terça-feira, março 04, 2008
"Venha, para comemorarmos juntos", escreveu Lula a Cavaco
O Brasil está em festa. No sábado comemora 200 anos sobre a data em que passou de periferia a centro das atenções. No dia 8 de Março de 1808 chegou ao Rio de Janeiro D. João VI, fugido das tropas napoleónicas que chegavam a Portugal, e a cidade tornou-se a capital do Império. O episódio foi tão importante para a História de Portugal como para a do futuro Brasil. E foi isso que Lula da Silva lembrou a Cavaco Silva na carta em que o convidou para estar presente nas celebrações: "Venha, para podermos comemorar juntos." A carta teve resposta positiva.
Na quinta-feira parte para o Rio a comitiva presidencial - mais pequena que a de 1808, 15 000 pessoas. Cavaco Silva vai participar na inauguração da principal exposição que comemora a data e numa série de outros eventos. Na comitiva vão as individualidades políticas - o ministro da Cultura e o secretário de Estado das Comunidades - e uma delegação dos que coordenaram a parte portuguesa das comemorações à qual se juntam alguns dos autores que escreveram sobre o assunto.
É importante a participação de Cavaco Silva, lado a lado com Lula, nestas comemorações. A família real portuguesa tinha, até há pouco, uma má imagem que contagiava a de todos os portugueses do outro lado do Atlântico: D. João ficou para a História como fraco, Carlota Joaquina como uma histérica, D. Maria I, a louca. As várias investigações feitas sobre este facto extraordinário de D. João VI ter sido o primeiro rei a pôr o pé numa colónia mudaram as coisas. E hoje ele é visto como um soberano estratégico. "O único que me enganou", dizia dele Napoleão, como refere o principal livro publicado nas comemorações, 1808. O prefeito do Rio, empenhadíssimo nas comemorações que dão impulso à cidade, escreveu um artigo no jornal O Globo, intitulado "Em defesa de D. João VI".
A mudança é de tal ordem que, como notaram os assessores de Cavaco Silva na viagem preparatória, até o nome de Carlota Joaquina foi dado a um viaduto no Botafogo. Saiu uma BD com o título D. João VI, o Carioca. Séries de TV estão a explicar o fenómeno à gente comum. E o fenómeno é, simplesmente, a fundação do Brasil como país. Com a chegada do rei foi inaugurada uma série de infra-estruturas, nomeadamente a imprensa. Os brasileiros estão a mudar a História da forma calorosa como o costumam fazer: adoptando e dando uma imagem humana às pomposas figuras históricas portuguesas. Revolucionar esta imagem do passado é também importante para os portugueses do presente no Brasil, país cada vez mais importante economicamente para o mundo. Talvez por isso Cavaco Silva deu como mote para esta viagem: "Festejar a história do passado e usá-la como instrumento para a do futuro."
Na quinta-feira parte para o Rio a comitiva presidencial - mais pequena que a de 1808, 15 000 pessoas. Cavaco Silva vai participar na inauguração da principal exposição que comemora a data e numa série de outros eventos. Na comitiva vão as individualidades políticas - o ministro da Cultura e o secretário de Estado das Comunidades - e uma delegação dos que coordenaram a parte portuguesa das comemorações à qual se juntam alguns dos autores que escreveram sobre o assunto.
É importante a participação de Cavaco Silva, lado a lado com Lula, nestas comemorações. A família real portuguesa tinha, até há pouco, uma má imagem que contagiava a de todos os portugueses do outro lado do Atlântico: D. João ficou para a História como fraco, Carlota Joaquina como uma histérica, D. Maria I, a louca. As várias investigações feitas sobre este facto extraordinário de D. João VI ter sido o primeiro rei a pôr o pé numa colónia mudaram as coisas. E hoje ele é visto como um soberano estratégico. "O único que me enganou", dizia dele Napoleão, como refere o principal livro publicado nas comemorações, 1808. O prefeito do Rio, empenhadíssimo nas comemorações que dão impulso à cidade, escreveu um artigo no jornal O Globo, intitulado "Em defesa de D. João VI".
A mudança é de tal ordem que, como notaram os assessores de Cavaco Silva na viagem preparatória, até o nome de Carlota Joaquina foi dado a um viaduto no Botafogo. Saiu uma BD com o título D. João VI, o Carioca. Séries de TV estão a explicar o fenómeno à gente comum. E o fenómeno é, simplesmente, a fundação do Brasil como país. Com a chegada do rei foi inaugurada uma série de infra-estruturas, nomeadamente a imprensa. Os brasileiros estão a mudar a História da forma calorosa como o costumam fazer: adoptando e dando uma imagem humana às pomposas figuras históricas portuguesas. Revolucionar esta imagem do passado é também importante para os portugueses do presente no Brasil, país cada vez mais importante economicamente para o mundo. Talvez por isso Cavaco Silva deu como mote para esta viagem: "Festejar a história do passado e usá-la como instrumento para a do futuro."
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