A Guiné-Bissau vai levar 32 pessoas aos Jogos Olímpicos Pequim. No entanto, apenas três são atletas…
Um atleta na luta livre, Augusto Midana, e dois no atletismo, Holder Silva e Domingas Togna (estes dois últimos através de convites, já que não alcançaram os mínimos exigiodos pelo COI). Esta é a presença desportiva da Guiné-Bissau em Pequim, embora à China cheguem 29 dirigentes.
Esta é a quarta participação do país nos Jogos Olímpicos. A primeira foi em Atlanta1996.
Países ricos é assim...
sexta-feira, julho 11, 2008
quinta-feira, julho 10, 2008
E a alternativa GPL? por Camilo Lourenço
Na confusão da crise dos combustíveis, o Governo desfez-se em trabalhos para facilitar a vida a algumas corporações: camionistas, pescadores, taxistas As soluções não foram as melhores (e outras, como a criação do gasóleo profissional, seriam ainda piores): o Governo perdeu receita, ou aumentou despesa, e aos grupos afectados soube a pouco.
O problema é que para alguns deles (taxistas e transportes urbanos), um pouco mais de imaginação teria feito milagres. Bastava que o Governo fomentasse a utilização de GPL (Gás de Petróleo Liquefeito). O litro deste combustível custava ontem 67 cêntimos contra 1,43 euros do gasóleo. Com outras vantagens: polui menos que o gasóleo (emissões e ruído) e garante o mesmo rendimento do motor (os taxistas da comunidade de Madrid são o maior utilizador de GPL na Europa). Além disso, o Imposto Automóvel sobre um veículo a GPL é de 50% da taxa normal, o que compensa os dois mil euros da transformação.
Do ponto de vista fiscal esta solução traria, em sede de ISP, perdas pequenas para o Estado. Mesmo que o consumo de GPL subisse para 22 mil toneladas em 2008 (20 mil em 2007). Se assim é, o que está a emperrar a adopção do GPL? A burocracia e a proibição de estacionar em caves (medida cada vez mais obsoleta face ao avanço da tecnologia na construção dos depósitos): a homologação de cada pedido de transformação de veículo chega a demorar 6 meses…
O problema é que para alguns deles (taxistas e transportes urbanos), um pouco mais de imaginação teria feito milagres. Bastava que o Governo fomentasse a utilização de GPL (Gás de Petróleo Liquefeito). O litro deste combustível custava ontem 67 cêntimos contra 1,43 euros do gasóleo. Com outras vantagens: polui menos que o gasóleo (emissões e ruído) e garante o mesmo rendimento do motor (os taxistas da comunidade de Madrid são o maior utilizador de GPL na Europa). Além disso, o Imposto Automóvel sobre um veículo a GPL é de 50% da taxa normal, o que compensa os dois mil euros da transformação.
Do ponto de vista fiscal esta solução traria, em sede de ISP, perdas pequenas para o Estado. Mesmo que o consumo de GPL subisse para 22 mil toneladas em 2008 (20 mil em 2007). Se assim é, o que está a emperrar a adopção do GPL? A burocracia e a proibição de estacionar em caves (medida cada vez mais obsoleta face ao avanço da tecnologia na construção dos depósitos): a homologação de cada pedido de transformação de veículo chega a demorar 6 meses…
quarta-feira, julho 09, 2008
Elites do Sri Lanka: o "português" Fonseka, General Comandante do Exército
The EconomistMahinda Rajapahse, o presidente do Sri Lanka, diz com ar satisfeito: “Isolámos o Exército de Libertação dos Tigres do Tamil [LTTE]", diz, “porque se não os derrotarmos, não teremos paz nem desenvolvimento".
Em Janeiro ele revogou o cessar fogo e intensificou uma brutal ofensiva contra o não menos brutal LTTE. Esta semana o seu comandante do Exército, General Sarath Fonseka, reclamou que a operação foi bem sucedida. Os Tigres, segundo o general, perderam a capacidade de lutar como um exército convencional. "Derrotámo-los".
Os Tigres não se renderam e devem discordar. Mas o irmão do presidente, Gotabhaya Rajapakse, que é também secretário da Defessa, afirma que o governo tem actualmente uma hipótese extraordinária de os esmagar. O General Fonseka afirma que os Tigres perderam 9.000 combatentes desde 2006.
terça-feira, julho 08, 2008
Governo de Xanana Gusmão sob suspeita de favoritismo
Primeiro-ministro foi à televisão defender-se das acusações. Estudantes iniciaram há um mês protesto contra compra de carros novos para 65 deputados.
Uma intervenção policial sobre estudantes universitários no centro de Díli, acrescentou ontem mais um episódio na contestação e suspeita sobre o Governo liderado por Xanana Gusmão. Os estudantes universitários timorenses iniciaram há um mês um protesto contra a compra de viaturas 4x4 pelo Parlamento, oportunidade para estender acusações de corrupção a outros órgãos de Estado, em especial o Governo.
O incidente de ontem aconteceu dois dias depois de o primeiro-ministro ter ido à televisão defender-se de acusações explícitas de corrupção e favoritismo publicadas sexta-feira na imprensa timorense. Em causa está a concessão, em regime de exclusividade e à margem de concurso público, de um contrato de importação de arroz a um dirigente do seu partido, o Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT). Xanana, segundo documentos do Ministério das Finanças, assinou uma concessão da importação de 16 mil toneladas de arroz para 2008, no valor de 9,2 milhões de euros, à companhia Três Amigos, de Germano da Silva, vice-presidente do CNRT. No sábado, Xanana justificou a concessão ao dirigente do CNRT pelo imperativo de não deixar o povo timorense "morrer à fome" numa época de escassez.
A intervenção policial de ontem em frente ao Parlamento, pela Polícia Nacional de Timor-Leste, incluiu o uso de granadas de gás lacrimogéneo e terminou com a detenção de cerca de vinte estudantes. O protesto fez estalar uma crispação crescente provocada pela revelação de acordos secretos com companhias estrangeiras e pelo Orçamento Rectificativo (OR) para 2008, que mais do que duplica o aprovado há meio ano. Os pontos de fricção entre o Governo, partidos na oposição e mesmo da aliança no poder e diferentes sectores da sociedade timorense encontram-se resumidos de forma indirecta na petição hoje redigida pela Acção Solidariedade Universitária Timor-Leste.
Além da compra de carros para os 65 deputados, coberta na proposta de OR, a petição estudantil condena a revisão dos montantes da transferência do Fundo do Petróleo. Os critérios de uso do Fundo foram criticados há dias por uma coligação de organizações não governamentais de monitorização da administração pública, que alertam para um "primeiro passo perigoso na direcção da maldição dos recursos" no país.
A proposta de OR apresenta um aumento das provisões orçamentais para 2008 num total de 490 milhões de euros. A rectificação no OGE, a ser aprovada, significa um aumento de 269,5 milhões de euros nos gastos públicos. Estes valores alarmaram o FMI, que na semana passada lançou um aviso a Díli para o risco de a inflação sair fora de controlo.
Uma intervenção policial sobre estudantes universitários no centro de Díli, acrescentou ontem mais um episódio na contestação e suspeita sobre o Governo liderado por Xanana Gusmão. Os estudantes universitários timorenses iniciaram há um mês um protesto contra a compra de viaturas 4x4 pelo Parlamento, oportunidade para estender acusações de corrupção a outros órgãos de Estado, em especial o Governo.
O incidente de ontem aconteceu dois dias depois de o primeiro-ministro ter ido à televisão defender-se de acusações explícitas de corrupção e favoritismo publicadas sexta-feira na imprensa timorense. Em causa está a concessão, em regime de exclusividade e à margem de concurso público, de um contrato de importação de arroz a um dirigente do seu partido, o Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT). Xanana, segundo documentos do Ministério das Finanças, assinou uma concessão da importação de 16 mil toneladas de arroz para 2008, no valor de 9,2 milhões de euros, à companhia Três Amigos, de Germano da Silva, vice-presidente do CNRT. No sábado, Xanana justificou a concessão ao dirigente do CNRT pelo imperativo de não deixar o povo timorense "morrer à fome" numa época de escassez.
A intervenção policial de ontem em frente ao Parlamento, pela Polícia Nacional de Timor-Leste, incluiu o uso de granadas de gás lacrimogéneo e terminou com a detenção de cerca de vinte estudantes. O protesto fez estalar uma crispação crescente provocada pela revelação de acordos secretos com companhias estrangeiras e pelo Orçamento Rectificativo (OR) para 2008, que mais do que duplica o aprovado há meio ano. Os pontos de fricção entre o Governo, partidos na oposição e mesmo da aliança no poder e diferentes sectores da sociedade timorense encontram-se resumidos de forma indirecta na petição hoje redigida pela Acção Solidariedade Universitária Timor-Leste.
Além da compra de carros para os 65 deputados, coberta na proposta de OR, a petição estudantil condena a revisão dos montantes da transferência do Fundo do Petróleo. Os critérios de uso do Fundo foram criticados há dias por uma coligação de organizações não governamentais de monitorização da administração pública, que alertam para um "primeiro passo perigoso na direcção da maldição dos recursos" no país.
A proposta de OR apresenta um aumento das provisões orçamentais para 2008 num total de 490 milhões de euros. A rectificação no OGE, a ser aprovada, significa um aumento de 269,5 milhões de euros nos gastos públicos. Estes valores alarmaram o FMI, que na semana passada lançou um aviso a Díli para o risco de a inflação sair fora de controlo.
segunda-feira, julho 07, 2008
Unesco: Malaca declarada património da Humanidade
A UNESCO acrescentou hoje Malaca, uma antiga fortaleza portuguesa no sudeste asiático, à sua famosa lista de tesouros da Humanidade.
Malaca, ou Melaka, como se diz hoje em malaio, foi conquistada por Afonso de Albuquerque em 1511 e posteriormente ocupada pelos holandeses. A sua nomeação foi aprovada pelo Comité do Património Mundial da Unesco juntamente com George Town, outra povoação histórica da actual Malásia.
O comité, cuja reunião anual decorre até 10 de Julho no Quebec, acrescentou ainda dois outros locais à sua lista: o templo hindu de Preah Vihear, no Cambodja, e a antiga área agrícola de Kuk, na Papua Nova Guiné, devido ao seu "excepcional valor histórico".
É o primeiro local da Papua Nova Guiné a fazer parte do Património Mundial, cuja lista passou agora a ter 858 nomes.
Malaca, ou Melaka, como se diz hoje em malaio, foi conquistada por Afonso de Albuquerque em 1511 e posteriormente ocupada pelos holandeses. A sua nomeação foi aprovada pelo Comité do Património Mundial da Unesco juntamente com George Town, outra povoação histórica da actual Malásia.
O comité, cuja reunião anual decorre até 10 de Julho no Quebec, acrescentou ainda dois outros locais à sua lista: o templo hindu de Preah Vihear, no Cambodja, e a antiga área agrícola de Kuk, na Papua Nova Guiné, devido ao seu "excepcional valor histórico".
É o primeiro local da Papua Nova Guiné a fazer parte do Património Mundial, cuja lista passou agora a ter 858 nomes.
Basílio Horta diz que carro eléctrico da Nissan-Renault vai revolucionar o mercado e a economia dos combustíveis
O novo carro eléctrico fabricado pelo construtor Nissan-Renault (N-R), o primeiro a propor a produção de carros eléctricos em massa, "vai revolucionar" o mercado automóvel e a economia dos combustíveis. Quem o diz é Basílio Horta, presidente da Agência para o Comércio Externo de Portugal (AICEP).
O modelo vai ser apresentado esta quarta-feira, em Portugal. Ao falar hoje à margem da colocação da primeira pedra da nova fábrica da Nestlé, em Coruche, Horta classificou a iniciativa de “um momento esperança dentro de um clima que não é tranquilo”. Quanto ao facto de o novo automóvel eléctrico da N-R ser apresentado em Portugal, o presidente da AICEP considerou que a iniciativa “abrirá possibilidades de investimento relacionados com esse projecto", notando que "é a possibilidade, não é a certeza de algum investimento relacionado com esse modelo ser feito aqui". Reconhecendo ter tido contactos nesse sentido, o presidente da AICEP garantiu que dará o "máximo do apoio possível" para concretizar o investimento. Segundo Horta, o carro eléctrico "tem uma autonomia para 200 quilómetros e anda como se fosse um carro a gasolina".
O modelo vai ser apresentado esta quarta-feira, em Portugal. Ao falar hoje à margem da colocação da primeira pedra da nova fábrica da Nestlé, em Coruche, Horta classificou a iniciativa de “um momento esperança dentro de um clima que não é tranquilo”. Quanto ao facto de o novo automóvel eléctrico da N-R ser apresentado em Portugal, o presidente da AICEP considerou que a iniciativa “abrirá possibilidades de investimento relacionados com esse projecto", notando que "é a possibilidade, não é a certeza de algum investimento relacionado com esse modelo ser feito aqui". Reconhecendo ter tido contactos nesse sentido, o presidente da AICEP garantiu que dará o "máximo do apoio possível" para concretizar o investimento. Segundo Horta, o carro eléctrico "tem uma autonomia para 200 quilómetros e anda como se fosse um carro a gasolina".
BNP Paribas deslocaliza para Lisboa
OS FRANCESES do BNP Paribas Securities Services vão deslocalizar parte das operações relativas ao “Disaster Recovery Plan” para Lisboa, num projecto em duas fases.
O banco irá contratar 274 colaboradores nacionais para as instalações em Lisboa até 2010, ficando 50% da operação a desenvolver-se em Paris e a outra metade em Lisboa (numa 2ª fase poderá contratar mais 200 colaboradores).
O projecto, denominado “Dual Office Lisboa”, tem por objectivo replicar as operações bancárias nos mercados europeus, permitindo em caso de sinistro (tipo “11 de Setembro”) e num tempo inferior a duas horas, a recuperação da operacionalidade informática e de toda a informação existente do grupo em todos os mercados. O investimento será da ordem dos 3,5 milhões de euros para instalações, equipamentos e informática e mais 5 milhões de euros para a formação
a decorrer ao longo de três anos, revelou Alexandre Canadas, director do BNP Paribas Securities Services.
O evento para o anúncio da escolha de Lisboa pelos franceses mereceu a presença do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, assim como do chairman do BNP Paribas, Michel Pebereau. A opção é relevante sobretudo porque acontece numa altura em que vários grupos financeiros
europeus e norte-americanos estão a procurar deslocalizar este tipo de operações para países como a Índia. Teixeira dos Santos disse que este projecto apenas é possível pelas boas infraestruturas de telecomunicações do país.
O banco irá contratar 274 colaboradores nacionais para as instalações em Lisboa até 2010, ficando 50% da operação a desenvolver-se em Paris e a outra metade em Lisboa (numa 2ª fase poderá contratar mais 200 colaboradores).
O projecto, denominado “Dual Office Lisboa”, tem por objectivo replicar as operações bancárias nos mercados europeus, permitindo em caso de sinistro (tipo “11 de Setembro”) e num tempo inferior a duas horas, a recuperação da operacionalidade informática e de toda a informação existente do grupo em todos os mercados. O investimento será da ordem dos 3,5 milhões de euros para instalações, equipamentos e informática e mais 5 milhões de euros para a formação
a decorrer ao longo de três anos, revelou Alexandre Canadas, director do BNP Paribas Securities Services.
O evento para o anúncio da escolha de Lisboa pelos franceses mereceu a presença do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, assim como do chairman do BNP Paribas, Michel Pebereau. A opção é relevante sobretudo porque acontece numa altura em que vários grupos financeiros
europeus e norte-americanos estão a procurar deslocalizar este tipo de operações para países como a Índia. Teixeira dos Santos disse que este projecto apenas é possível pelas boas infraestruturas de telecomunicações do país.
sexta-feira, julho 04, 2008
Investimento: Portugueses com grandes oportunidades na Índia
Os empresários portugueses devem apostar na Índia no turismo, construção e obras públicas, sectores estratégicos para fortalecer as relações comerciais entre os dois países, defendeu hoje o presidente da Confederação da Indústria Indiana, Dipankar Chatterji.
"O turismo é uma grande oportunidade. A melhor forma de aproximar os dois países e os dois povos é o turismo", disse Chatterji, em Lisboa, no primeiro dia do congresso ibérico sobre economia indiana e as oportunidades de negócios.
A mesma visão foi defendida pelo professor da Escola de Direcção e Negócios (AESE) Viassa Monteiro para quem o turismo é uma indústria "com taxas de rentabilidade muito boas na Índia", pelo que Portugal "deve apostar na diversificação, oferta turística e criação de parcerias". "Há muito a explorar. A Índia só recebe cinco milhões de turistas e Portugal pode contribuir com muito know-how em cadeias hoteleiras", afirmou Monteiro.
Também Chatterji refere que apesar de a Índia ter registado em 2007 um crescimento de 11,9 por cento das chegadas de turistas, "os portugueses vão muito para Goa, por ser confortável devido à proximidade cultural e da língua. Por outro lado, os turistas indianos vão muito para a Europa, nomeadamente Espanha e França, mas desconhecem Portugal", frisou.
"Sabemos que há tourada em Espanha, mas desconhecemos que também existe em Portugal", disse Chatterji.
Segundo o responsável, entre as causas que impedem o crescimento do turismo entre a Índia e Portugal está a ausência de voos directos entre os dois países e de publicidade de Portugal no mercado indiano.
Além do turismo, os empresários portugueses têm também grandes oportunidades de negócios na Índia, nos sectores da construção e obras públicas, sistemas de informação e desenvolvimento de sistemas de engenharia de produto, como nos moldes, defenderam Monteiro e o vice-presidente da Associação Industrial Portuguesa, Henrique Neto.
Um outro nicho, Neto, é o sector automóvel, onde os portugueses têm grande capacidade de produção de equipamentos, moldes e ferramentas.
"Estamos também na rota atlântica da logística, que é um dos nossos pontos fortes. Por que razão é que os barcos que vêm do Atlântico vão para Roterdão e não para Sines?", questionou Neto, que considera as relações comerciais entre os dois países "deficitárias".
"O turismo é uma grande oportunidade. A melhor forma de aproximar os dois países e os dois povos é o turismo", disse Chatterji, em Lisboa, no primeiro dia do congresso ibérico sobre economia indiana e as oportunidades de negócios.
A mesma visão foi defendida pelo professor da Escola de Direcção e Negócios (AESE) Viassa Monteiro para quem o turismo é uma indústria "com taxas de rentabilidade muito boas na Índia", pelo que Portugal "deve apostar na diversificação, oferta turística e criação de parcerias". "Há muito a explorar. A Índia só recebe cinco milhões de turistas e Portugal pode contribuir com muito know-how em cadeias hoteleiras", afirmou Monteiro.
Também Chatterji refere que apesar de a Índia ter registado em 2007 um crescimento de 11,9 por cento das chegadas de turistas, "os portugueses vão muito para Goa, por ser confortável devido à proximidade cultural e da língua. Por outro lado, os turistas indianos vão muito para a Europa, nomeadamente Espanha e França, mas desconhecem Portugal", frisou.
"Sabemos que há tourada em Espanha, mas desconhecemos que também existe em Portugal", disse Chatterji.
Segundo o responsável, entre as causas que impedem o crescimento do turismo entre a Índia e Portugal está a ausência de voos directos entre os dois países e de publicidade de Portugal no mercado indiano.
Além do turismo, os empresários portugueses têm também grandes oportunidades de negócios na Índia, nos sectores da construção e obras públicas, sistemas de informação e desenvolvimento de sistemas de engenharia de produto, como nos moldes, defenderam Monteiro e o vice-presidente da Associação Industrial Portuguesa, Henrique Neto.
Um outro nicho, Neto, é o sector automóvel, onde os portugueses têm grande capacidade de produção de equipamentos, moldes e ferramentas.
"Estamos também na rota atlântica da logística, que é um dos nossos pontos fortes. Por que razão é que os barcos que vêm do Atlântico vão para Roterdão e não para Sines?", questionou Neto, que considera as relações comerciais entre os dois países "deficitárias".
quinta-feira, julho 03, 2008
Martifer Solar implementa instalação solar fotovoltaica mais alta do mundo
A Martifer Solar (MS) foi responsável pela engenharia e montagem da instalação solar fotovoltaica da Torre de Cristal (TC), situada no topo do arranha-céus madrileno com 245 metros de altura.
A instalação de integração arquitectónica usa silício policristalino com tecnologia vidro-vidro da companhia La Veneciana de Saint-Gobain, empresa que desenvolveu os materiais de construção, explica a Martifer em comunicado. Esta instalação da TC é até hoje o projecto solar fotovoltaico mais alto do mundo.
“A implementação da cobertura solar fotovolvaica foi um grande desafio de engenharia e instalação para a MS. A altura e as características do edifício fizeram com que fossem necessários alpinistas para levar a cabo a instalação dos vidros, de 120 kilos cada um, que continham as células fotovoltaicas”, acrescenta o comunicado. A cobertura, de 285 m², gera mais de 32 KW, no pico da exposição solar, energia que é destinada à alimentação do edifício, contribuindo com isto para o seu abastecimento e auto-suficiência energética.
A instalação solar fotovoltaica da TC foi um contrato levado a cabo pela companhia vidreira La Veneciana de Saint-Gobain que contratou a MS para a execução do projecto e também para a tarefa de instalação. “Esta cobertura da TC foi para a MS uma dos seus projectos mais emblemáticos no que diz respeito a integração arquitectónica, já que é um importante marco que demonstra bem a capacidade da empresa para enfrentar e superar obras de grande complexidade técnica”, refere a empresa liderada por Carlos Martins.
A instalação de integração arquitectónica usa silício policristalino com tecnologia vidro-vidro da companhia La Veneciana de Saint-Gobain, empresa que desenvolveu os materiais de construção, explica a Martifer em comunicado. Esta instalação da TC é até hoje o projecto solar fotovoltaico mais alto do mundo.
“A implementação da cobertura solar fotovolvaica foi um grande desafio de engenharia e instalação para a MS. A altura e as características do edifício fizeram com que fossem necessários alpinistas para levar a cabo a instalação dos vidros, de 120 kilos cada um, que continham as células fotovoltaicas”, acrescenta o comunicado. A cobertura, de 285 m², gera mais de 32 KW, no pico da exposição solar, energia que é destinada à alimentação do edifício, contribuindo com isto para o seu abastecimento e auto-suficiência energética.
A instalação solar fotovoltaica da TC foi um contrato levado a cabo pela companhia vidreira La Veneciana de Saint-Gobain que contratou a MS para a execução do projecto e também para a tarefa de instalação. “Esta cobertura da TC foi para a MS uma dos seus projectos mais emblemáticos no que diz respeito a integração arquitectónica, já que é um importante marco que demonstra bem a capacidade da empresa para enfrentar e superar obras de grande complexidade técnica”, refere a empresa liderada por Carlos Martins.
Portugal/Marrocos: X Cimeira no sábado em Oeiras dominada pelas questões energéticas
O primeiro-ministro, José Sócrates, estará presente sábado na X Cimeira Luso Marroquina, que se realiza no Forte de São Julião da Barra, em Oeiras, e que deverá ser dominada pelos temas da energia.
Segundo o executivo de Lisboa, Portugal deverá assinar com o Governo de Marrocos, cuja delegação será liderada pelo primeiro-ministro Abbas el-Fassi, acordos bilaterais nas áreas do turismo, de cooperação energética, indústria automóvel e infra-estraestruturas.
Na Cimeira Luso Marroquina, as reuniões sectorais vão envolver os ministros dos Negócios Estrangeiros, Finanças, Economia e Obras Públicas dos dois países,
No início de Junho, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, recebeu em Lisboa o seu homólogo marroquino, Taieb Fassi-Fihri, encontro no qual ficou decidido que a X Cimeira Luso Marroquina será dominada pelo tema da cooperação energética.
Além da questão da energia, Amado referiu que a cimeira deverá ainda voltar a discutir "o turismo e o turismo cultural", para fazer uma avaliação das iniciativas em curso.
Portugal e Marrocos têm em curso alguns programas de reabilitação de património que envolvem instituições e empresas dos dois países num esforço de recuperação de locais com valor histórico e sua orientação para o turismo.
Questionado sobre a imigração, em concreto sobre as notícias de que a França está a preparar um "pacto" para apresentar aos parceiros europeus durante a sua presidência da União, que se iniciou quarta-feira, Amado disse concordar com uma harmonização das políticas europeias de imigração que não deixe de encarar o fenómeno como algo que é necessário à Europa.
A IX Cimeira Luso Marroquina realizou-se no ano passado em Rabat, tendo terminado com a assinatura de 15 acordos nos domínios das finanças, economia, cultura, ciência e educação, transportes e ambiente.
Entre os acordos celebrados, os mais relevantes incidiram sobre a extradição de cidadãos detidos ou condenados e sobre a duplicação da linha de crédito de apoio aos investimentos nacionais em obras públicas, que passará de 100 para 200 milhões de euros.
Além desta linha de crédito, cujo financiamento é dado pela CGD, Portugal e Marrocos renovaram uma segunda no valor de 10 milhões de euros, que se destina a apoiar aquisições feitas a pequenas e médias empresas nacionais.
A área da cooperação científica, cultural e da educação teve três compromissos concretizados no final da cimeira, um deles prevendo a criação de uma comissão mista até 2009 e que, entre outras funções, encarregar-se-á de estudar um plano para a reabilitação de património histórico português na costa marroquina.
Foi também celebrado um protocolo de cooperação entre o Instituto Camões e o Instituto de Estudos Hispano Lusófonos com a Universidade Mohammed V, tendo como objectivo a criação de uma licenciatura em estudos portugueses e o desenvolvimento da investigação histórica e literária.
Segundo o executivo de Lisboa, Portugal deverá assinar com o Governo de Marrocos, cuja delegação será liderada pelo primeiro-ministro Abbas el-Fassi, acordos bilaterais nas áreas do turismo, de cooperação energética, indústria automóvel e infra-estraestruturas.
Na Cimeira Luso Marroquina, as reuniões sectorais vão envolver os ministros dos Negócios Estrangeiros, Finanças, Economia e Obras Públicas dos dois países,
No início de Junho, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, recebeu em Lisboa o seu homólogo marroquino, Taieb Fassi-Fihri, encontro no qual ficou decidido que a X Cimeira Luso Marroquina será dominada pelo tema da cooperação energética.
Além da questão da energia, Amado referiu que a cimeira deverá ainda voltar a discutir "o turismo e o turismo cultural", para fazer uma avaliação das iniciativas em curso.
Portugal e Marrocos têm em curso alguns programas de reabilitação de património que envolvem instituições e empresas dos dois países num esforço de recuperação de locais com valor histórico e sua orientação para o turismo.
Questionado sobre a imigração, em concreto sobre as notícias de que a França está a preparar um "pacto" para apresentar aos parceiros europeus durante a sua presidência da União, que se iniciou quarta-feira, Amado disse concordar com uma harmonização das políticas europeias de imigração que não deixe de encarar o fenómeno como algo que é necessário à Europa.
A IX Cimeira Luso Marroquina realizou-se no ano passado em Rabat, tendo terminado com a assinatura de 15 acordos nos domínios das finanças, economia, cultura, ciência e educação, transportes e ambiente.
Entre os acordos celebrados, os mais relevantes incidiram sobre a extradição de cidadãos detidos ou condenados e sobre a duplicação da linha de crédito de apoio aos investimentos nacionais em obras públicas, que passará de 100 para 200 milhões de euros.
Além desta linha de crédito, cujo financiamento é dado pela CGD, Portugal e Marrocos renovaram uma segunda no valor de 10 milhões de euros, que se destina a apoiar aquisições feitas a pequenas e médias empresas nacionais.
A área da cooperação científica, cultural e da educação teve três compromissos concretizados no final da cimeira, um deles prevendo a criação de uma comissão mista até 2009 e que, entre outras funções, encarregar-se-á de estudar um plano para a reabilitação de património histórico português na costa marroquina.
Foi também celebrado um protocolo de cooperação entre o Instituto Camões e o Instituto de Estudos Hispano Lusófonos com a Universidade Mohammed V, tendo como objectivo a criação de uma licenciatura em estudos portugueses e o desenvolvimento da investigação histórica e literária.
quarta-feira, julho 02, 2008
"Eu show Sócrates", por Camilo Lourenço
Opinião
O ministro da Agricultura perde a paciência e insinua que a CAP e a CNA albergam extremistas (de esquerda e direita). Os representantes dos agricultores aproveitam o deslize e recusam falar com Jaime Silva. O que faz o primeiro-ministro? Anuncia que é ele quem vai negociar com os agricultores.
Take 1 – O ministro da Agricultura perde a paciência e insinua que a CAP e a CNA albergam extremistas (de esquerda e direita). Os representantes dos agricultores aproveitam o deslize e recusam falar com Jaime Silva. O que faz o primeiro-ministro? Anuncia que é ele quem vai negociar com os agricultores.
Take 2 – O ministro da Ciência não quer dar mais dinheiro às universidades à beira da ruptura financeira. O ministro das Finanças vai mais longe e diz que aquelas universidades têm um problema de gestão (claro como a água…!). O que faz o primeiro-ministro? Manda dizer que ele mesmo se ocupará do dossier “universidades”.
Compreende-se a descoberta tardia (há uns meses estes grupos seriam corridos a pontapé…), por Sócrates, dos seus dotes negociais. Não se compreende é a desautorização de dois ministros (três, se contarmos com Teixeira dos Santos), a quem passou um atestado de menoridade, com consequências previsíveis nos próximos confrontos com o Portugal corporativo.Estes episódios reforçam a ideia de que Sócrates deixou de navegar com GPS para navegar à vista. Se o primeiro-ministro acha que os ministros não prestam, substitua-os. Porque insistir no “one man show” em que se transformou a sua governação tem riscos. Graves. E se amanhã alguma corporação disser que já não se senta com Sócrates? O primeiro-ministro cede o lugar ao Presidente da República?
O ministro da Agricultura perde a paciência e insinua que a CAP e a CNA albergam extremistas (de esquerda e direita). Os representantes dos agricultores aproveitam o deslize e recusam falar com Jaime Silva. O que faz o primeiro-ministro? Anuncia que é ele quem vai negociar com os agricultores.
Take 1 – O ministro da Agricultura perde a paciência e insinua que a CAP e a CNA albergam extremistas (de esquerda e direita). Os representantes dos agricultores aproveitam o deslize e recusam falar com Jaime Silva. O que faz o primeiro-ministro? Anuncia que é ele quem vai negociar com os agricultores.
Take 2 – O ministro da Ciência não quer dar mais dinheiro às universidades à beira da ruptura financeira. O ministro das Finanças vai mais longe e diz que aquelas universidades têm um problema de gestão (claro como a água…!). O que faz o primeiro-ministro? Manda dizer que ele mesmo se ocupará do dossier “universidades”.
Compreende-se a descoberta tardia (há uns meses estes grupos seriam corridos a pontapé…), por Sócrates, dos seus dotes negociais. Não se compreende é a desautorização de dois ministros (três, se contarmos com Teixeira dos Santos), a quem passou um atestado de menoridade, com consequências previsíveis nos próximos confrontos com o Portugal corporativo.Estes episódios reforçam a ideia de que Sócrates deixou de navegar com GPS para navegar à vista. Se o primeiro-ministro acha que os ministros não prestam, substitua-os. Porque insistir no “one man show” em que se transformou a sua governação tem riscos. Graves. E se amanhã alguma corporação disser que já não se senta com Sócrates? O primeiro-ministro cede o lugar ao Presidente da República?
Rafael Branco renunciou à nacionalidade portuguesa
O novo primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Rafael Branco, chefe do improvável novo governo de coligação Partido da Convergência Democrática (PCD), Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM) e Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), afirmou hoje que renunciou à nacionalidade portuguesa para poder assumir o cargo, rejeitando as acusações de "fraude constitucional" do anterior titular, Patrice Trovoada.
Em São Tomé, Branco reagiu hoje às acusações do seu antecessor, garantindo ter renunciado à nacionalidade portuguesa antes de se apresentar como candidato ao cargo de primeiro-ministro. O embaixador português em São Tomé, Américo Madeira Bárbara, confirmou que Rafael Branco "efectuou todas as formalidades para renunciar à nacionalidade portuguesa", sem esclarecer em que data foi apresentado o pedido.
Trovoada acusara Branco de ser cidadão português, "o que faz com que constitucionalmente não preencha um dos requisitos fundamentais para o exercício do cargo que avidamente desejou".
A crise política são-tomense começou com a queda do Governo liderado por Trovoada, presidente da Acção Democrática Independente (ADI), depois de ter sido aprovada no Parlamento, a 20 de Maio, uma moção de censura interposta pelo MLSTP-PSD, maior partido da oposição, e apoiada pelo PCD, que integrava o Executivo.
Sendo assim, um titular de altos cargos públicos em São Tomé, não pode ter outra nacionalidade que não a são tomense... Obrigado pelo esclarecimento. Se calhar convém que tenha a nacionalidade do país onde desempenha tão alto cargo. Já agora... Países de "faz de conta"!
Em São Tomé, Branco reagiu hoje às acusações do seu antecessor, garantindo ter renunciado à nacionalidade portuguesa antes de se apresentar como candidato ao cargo de primeiro-ministro. O embaixador português em São Tomé, Américo Madeira Bárbara, confirmou que Rafael Branco "efectuou todas as formalidades para renunciar à nacionalidade portuguesa", sem esclarecer em que data foi apresentado o pedido.
Trovoada acusara Branco de ser cidadão português, "o que faz com que constitucionalmente não preencha um dos requisitos fundamentais para o exercício do cargo que avidamente desejou".
A crise política são-tomense começou com a queda do Governo liderado por Trovoada, presidente da Acção Democrática Independente (ADI), depois de ter sido aprovada no Parlamento, a 20 de Maio, uma moção de censura interposta pelo MLSTP-PSD, maior partido da oposição, e apoiada pelo PCD, que integrava o Executivo.
Sendo assim, um titular de altos cargos públicos em São Tomé, não pode ter outra nacionalidade que não a são tomense... Obrigado pelo esclarecimento. Se calhar convém que tenha a nacionalidade do país onde desempenha tão alto cargo. Já agora... Países de "faz de conta"!
Espanhóis devem investir mais de 2 mil milhões em Portugal
Câmara de Comércio e Indústria Luso Espanhola (CCILE) estuda as empresas de capital espanhol no país.
As empresas espanholas devem investir mais de 2 mil milhões de euros em Portugal nos próximos quatro anos, tornando o país vizinho num dos maiores investidores estrangeiros.
"Contabilizando os novos projectos de investimento espanhol previstos para o nosso país, é de esperar uma forte aposta de grupos espanhóis, tendo em conta projectos como o da La Seda, da Repsol, Pescanova, Chamartín ou o da Abertis", refere um estudo da CCILE sobre as "Empresas de capital espanhol em Portugal".
O presidente da instituição, Enrique Santos, no almoço/conferência para apresentação do estudo, salientou ainda que Espanha já ultrapassou a França em termos de investimento directo dirigido a Portugal, ocupando a terceira posição em 2007. À frente fica apenas a Alemanha e o Reino Unido.
Espanha é ainda "o maior parceiro comercial do nosso país, absorvendo 29% das nossas exportações e, mesmo este ano, as vendas para os vizinhos continuam a crescer a bom ritmo", considera a CCILE. A instituição tem em conta que, em 2007, as exportações portuguesas totalizaram os 9.070 milhões de euros (mais 5,9%), enquanto que as importações ascenderam a 15.173 milhões (mais 3,1%), um diferencial que Enrique Santos considera "normal".
E aumenta cada vez mais a dependência de Portugal em relação ao país vizinho...
As empresas espanholas devem investir mais de 2 mil milhões de euros em Portugal nos próximos quatro anos, tornando o país vizinho num dos maiores investidores estrangeiros.
"Contabilizando os novos projectos de investimento espanhol previstos para o nosso país, é de esperar uma forte aposta de grupos espanhóis, tendo em conta projectos como o da La Seda, da Repsol, Pescanova, Chamartín ou o da Abertis", refere um estudo da CCILE sobre as "Empresas de capital espanhol em Portugal".
O presidente da instituição, Enrique Santos, no almoço/conferência para apresentação do estudo, salientou ainda que Espanha já ultrapassou a França em termos de investimento directo dirigido a Portugal, ocupando a terceira posição em 2007. À frente fica apenas a Alemanha e o Reino Unido.
Espanha é ainda "o maior parceiro comercial do nosso país, absorvendo 29% das nossas exportações e, mesmo este ano, as vendas para os vizinhos continuam a crescer a bom ritmo", considera a CCILE. A instituição tem em conta que, em 2007, as exportações portuguesas totalizaram os 9.070 milhões de euros (mais 5,9%), enquanto que as importações ascenderam a 15.173 milhões (mais 3,1%), um diferencial que Enrique Santos considera "normal".
E aumenta cada vez mais a dependência de Portugal em relação ao país vizinho...
João Jardim anuncia referendo para proposta de revisão constitucional no parlamento regional
Alberto João Jardim anunciou, terça-feira em Caracas, que vai abrir em Outubro de 2009 um debate com Lisboa sobre o futuro constitucional da região autónoma da Madeira, para o qual vai fazer um referendo aos madeirenses.
"Vamos aprovar no parlamento da Madeira uma proposta de revisão constitucional para que no seio da Pátria portuguesa se clarifiquem as competências do Estado e da região autónoma", disse o presidente do governo regional da madeira, sublinhando que "ou se acredita na democracia ou não se acredita, se se acredita o parlamento é a vontade do povo madeirense".
Alberto João Jardim falava no Centro Português de Caracas, para mais de um milhar de pessoas, durante os actos solenes, oficiais do Dia da Madeira e das Comunidades Madeirenses
O esticar da corda...
"Vamos aprovar no parlamento da Madeira uma proposta de revisão constitucional para que no seio da Pátria portuguesa se clarifiquem as competências do Estado e da região autónoma", disse o presidente do governo regional da madeira, sublinhando que "ou se acredita na democracia ou não se acredita, se se acredita o parlamento é a vontade do povo madeirense".
Alberto João Jardim falava no Centro Português de Caracas, para mais de um milhar de pessoas, durante os actos solenes, oficiais do Dia da Madeira e das Comunidades Madeirenses
O esticar da corda...
CPLP: Marinhas dos 7 analisam futura cooperação
Representantes das Marinhas dos Estados-membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) reúnem-se a partir de hoje, em Lisboa, para analisar os respectivos modelos e experiências, tendo como pano de fundo a cooperação no contexto internacional.
O simpósio, que sentará na Academia da Marinha, hoje e quinta-feira, representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, pretende também promover as relações de amizade e de solidariedade neste domínio.
O comandante João Barbosa, porta-voz da Marinha portuguesa, entidade que organiza o seminário, indicou que se pretende sobretudo "promover o diálogo, incrementar a cooperação e partilhar os diferentes saberes profissionais, utilizando a mesma língua, com o intuito de estreitar os laços que os unem como homens do mar".
Ao longo dos dois dias do evento, subordinado ao tema "O Papel das Marinhas no Actual Contexto Internacional", cada país apresentará a respectiva experiência de actuação.
O simpósio, que sentará na Academia da Marinha, hoje e quinta-feira, representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, pretende também promover as relações de amizade e de solidariedade neste domínio.
O comandante João Barbosa, porta-voz da Marinha portuguesa, entidade que organiza o seminário, indicou que se pretende sobretudo "promover o diálogo, incrementar a cooperação e partilhar os diferentes saberes profissionais, utilizando a mesma língua, com o intuito de estreitar os laços que os unem como homens do mar".
Ao longo dos dois dias do evento, subordinado ao tema "O Papel das Marinhas no Actual Contexto Internacional", cada país apresentará a respectiva experiência de actuação.
Portugal perdoa dívida a Moçambique e S. Tomé e Princípe
O Governo perdoou a dívida de Moçambique a Portugal, num total de 249,5 milhões de euros, e já anunciou que pretende fazer o mesmo, muito em breve, relativamente a São Tomé e Princípe.
A notícia foi confirmada pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, a partir de Maputo.
Ainda de acordo com o mesmo responsável, o perdão da dívida a países lusófonos só é possível depois da redução do défice das contas públicas nacionais.
A notícia foi confirmada pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, a partir de Maputo.
Ainda de acordo com o mesmo responsável, o perdão da dívida a países lusófonos só é possível depois da redução do défice das contas públicas nacionais.
terça-feira, julho 01, 2008
Líbia: Tripoli quer investir e pede também investimento luso
A Líbia quer investir fortemente em Portugal, onde se encontra presente já através da cadeia de hotéis Corinthia, estando receptiva ao investimento português no país, afirmou Mustapha Zarti.
Segundo Zarti, vice-presidente da Autoridade Líbia de Investimentos (ALI), entidade que coordena todo o investimento líbio no estrangeiro e estrangeiro na Líbia, as autoridades de Tripoli pensam que Portugal tem boas potencialidades em vários domínios.
Zarti falava durante um encontro no Ministério Economia, em Lisboa, na presença de Manuel Pinho, com um conjunto de empresas lusas, a quem apresentou as potencialidades de investimento português na Líbia. Na ocasião, o presidente da ALI, Seif Al-Islam Al Kadhafi, falou nesse sentido para uma plateia que incluía representantes da GALP, Petrogal, EDP, Partex, BES, CGD, Visabeira, Teixeira Duarte e Monte Adriano. O filho de Muammar Kadhafi, é o principal responsável pela abertura da economia líbia ao exterior, através de medidas para captar investimento estrangeiro.
Ambos os responsáveis líbios estão em Lisboa desde domingo, para uma visita de carácter prospectivo, que termina terça-feira, dia em que terão um encontro com o primeiro-ministro José Sócrates. Sócrates tem prevista uma deslocação à Líbia ainda este mês, tendo como pano de fundo o incremento das relações comerciais, sobretudo depois do aumento das relações políticas, na sequência da abertura, em 2007, de uma embaixada em Tripoli.
Desde a abertura da Embaixada que o volume de negócios não pára de aumentar e sabe-se que 7 empresas portuguesas já assinaram contratos com as autoridades líbias, 6 estão na fase negocial e 13 nos contactos preliminares. No primeiro caso estão empresas OGMA - Industria Aeronáutica, Metalcertima (equipamentos de construção), Hagen e Way2B ACE (ambas da construção), Atral Cipan (medicamentos), Interhoser (investimentos) e Cerealis (produtos alimentares). No segundo caso (fase negocial), estão a GALP (hidrocarbonetos), Secil (cimento), Teixeira Duarte (construção), Consugal (consultoria), Alfa (botijas para gás) e Petrotec (equipamento para estações de serviço). Das 13 restantes que já estabeleceram contactos, destacam-se BES, Efacec, Edifer, Hidroprojecto e Air Condor.
Nas trocas comerciais, a balança é claramente favorável à Líbia (455,7 milhões de euros), o investimento é praticamente nulo, tal como a presença cultural e é também na esfera política que Lisboa quer ter trunfos, tal como aconteceu durante a Presidência Portuguesa da UE (Julho a Dezembro de 2007).
Segundo Zarti, vice-presidente da Autoridade Líbia de Investimentos (ALI), entidade que coordena todo o investimento líbio no estrangeiro e estrangeiro na Líbia, as autoridades de Tripoli pensam que Portugal tem boas potencialidades em vários domínios.
Zarti falava durante um encontro no Ministério Economia, em Lisboa, na presença de Manuel Pinho, com um conjunto de empresas lusas, a quem apresentou as potencialidades de investimento português na Líbia. Na ocasião, o presidente da ALI, Seif Al-Islam Al Kadhafi, falou nesse sentido para uma plateia que incluía representantes da GALP, Petrogal, EDP, Partex, BES, CGD, Visabeira, Teixeira Duarte e Monte Adriano. O filho de Muammar Kadhafi, é o principal responsável pela abertura da economia líbia ao exterior, através de medidas para captar investimento estrangeiro.
Ambos os responsáveis líbios estão em Lisboa desde domingo, para uma visita de carácter prospectivo, que termina terça-feira, dia em que terão um encontro com o primeiro-ministro José Sócrates. Sócrates tem prevista uma deslocação à Líbia ainda este mês, tendo como pano de fundo o incremento das relações comerciais, sobretudo depois do aumento das relações políticas, na sequência da abertura, em 2007, de uma embaixada em Tripoli.
Desde a abertura da Embaixada que o volume de negócios não pára de aumentar e sabe-se que 7 empresas portuguesas já assinaram contratos com as autoridades líbias, 6 estão na fase negocial e 13 nos contactos preliminares. No primeiro caso estão empresas OGMA - Industria Aeronáutica, Metalcertima (equipamentos de construção), Hagen e Way2B ACE (ambas da construção), Atral Cipan (medicamentos), Interhoser (investimentos) e Cerealis (produtos alimentares). No segundo caso (fase negocial), estão a GALP (hidrocarbonetos), Secil (cimento), Teixeira Duarte (construção), Consugal (consultoria), Alfa (botijas para gás) e Petrotec (equipamento para estações de serviço). Das 13 restantes que já estabeleceram contactos, destacam-se BES, Efacec, Edifer, Hidroprojecto e Air Condor.
Nas trocas comerciais, a balança é claramente favorável à Líbia (455,7 milhões de euros), o investimento é praticamente nulo, tal como a presença cultural e é também na esfera política que Lisboa quer ter trunfos, tal como aconteceu durante a Presidência Portuguesa da UE (Julho a Dezembro de 2007).
Açores: Governo vai recorrer contra decisão que reduz ZEE
O Governo açoriano vai recorrer até Setembro da decisão do Tribunal das Comunidades Europeias, que rejeitou a queixa apresentada pelos Açores para anular a redução das 200 para as 100 milhas de Zona Económica Exclusiva (ZEE).
"Não concordamos com essa decisão. Achamos que o Tribunal de Primeira Instância equivocou-se ao tomá-la e já estamos a analisar com os nossos advogados a forma de recorrer para o Tribunal de Justiça Europeu (TJE)", refere um comunicado do gabinete do subsecretário regional das Pescas, Marcelo Pamplona.
O tribunal de primeira instância das Comunidades Europeias rejeitou hoje uma queixa do Governo açoriano, que pretendia a anulação da redução da ZEE dos Açores, contemplada no regulamento de pescas aprovado em 2003 pela União Europeia.
O caso remonta a 2004, quando os Açores decidiram avançar com uma queixa junto do TJE, com sede no Luxemburgo, por considerarem que algumas disposições do regulamento adoptado em Novembro de 2003 pelo Conselho de Ministros da Agricultura da UE afectavam negativamente as suas águas.
"Não concordamos com essa decisão. Achamos que o Tribunal de Primeira Instância equivocou-se ao tomá-la e já estamos a analisar com os nossos advogados a forma de recorrer para o Tribunal de Justiça Europeu (TJE)", refere um comunicado do gabinete do subsecretário regional das Pescas, Marcelo Pamplona.
O tribunal de primeira instância das Comunidades Europeias rejeitou hoje uma queixa do Governo açoriano, que pretendia a anulação da redução da ZEE dos Açores, contemplada no regulamento de pescas aprovado em 2003 pela União Europeia.
O caso remonta a 2004, quando os Açores decidiram avançar com uma queixa junto do TJE, com sede no Luxemburgo, por considerarem que algumas disposições do regulamento adoptado em Novembro de 2003 pelo Conselho de Ministros da Agricultura da UE afectavam negativamente as suas águas.
domingo, junho 29, 2008
Cavaco disse ao Papa que em Timor bispos mandam mais que políticos
Numa audiência curta, mas sumarenta. África ocupou uma boa parte da agenda.
"Welcome Mister President", exclamou Bento XVI, estendendo os braços a Cavaco Silva, indo ao seu encontro, na antecâmara da biblioteca privada do Santo Padre, onde durante 25 minutos, em inglês, os dois líderes políticos abordaram os temas nacionais e internacionais de maior actualidade.
"Falámos sobre as relações entre Portugal e a Santa Sé, a UE e o Tratado de Lisboa, África e Timor Leste. Tive ocasião de sublinhar a Bento XVI que Portugal, ao longo da sua história, contribuiu para que os cinco países de expressão portuguesa em África, o Brasil, Timor, tenham uma forte influência da parte da Igreja", explicou Cavaco. O PR acrescentou que o continente africano foi um tema de grande importância neste encontro. "A África fez parte da agenda das nossas últimas presidências do Conselho Europeu. Falei a Sua Santidade sobre a Cimeira Europa-África em Lisboa. Falámos da situação dos países de língua portuguesa, que contrasta vivamente com a situação trágica do Zimbabwe, que a comunidade internacional não pode nem ignorar nem legitimar", declarou Cavaco Silva.
"Falámos também de Timor Leste, onde a religião católica constitui uma referência decisiva na identidade cultural, e a voz dos bispos é mais forte do que aquela dos líderes dos partidos", disse Cavaco, que após a audiência papal se reuniu com o secretário de Estado do Vaticano, Bertone.
"Welcome Mister President", exclamou Bento XVI, estendendo os braços a Cavaco Silva, indo ao seu encontro, na antecâmara da biblioteca privada do Santo Padre, onde durante 25 minutos, em inglês, os dois líderes políticos abordaram os temas nacionais e internacionais de maior actualidade.
"Falámos sobre as relações entre Portugal e a Santa Sé, a UE e o Tratado de Lisboa, África e Timor Leste. Tive ocasião de sublinhar a Bento XVI que Portugal, ao longo da sua história, contribuiu para que os cinco países de expressão portuguesa em África, o Brasil, Timor, tenham uma forte influência da parte da Igreja", explicou Cavaco. O PR acrescentou que o continente africano foi um tema de grande importância neste encontro. "A África fez parte da agenda das nossas últimas presidências do Conselho Europeu. Falei a Sua Santidade sobre a Cimeira Europa-África em Lisboa. Falámos da situação dos países de língua portuguesa, que contrasta vivamente com a situação trágica do Zimbabwe, que a comunidade internacional não pode nem ignorar nem legitimar", declarou Cavaco Silva.
"Falámos também de Timor Leste, onde a religião católica constitui uma referência decisiva na identidade cultural, e a voz dos bispos é mais forte do que aquela dos líderes dos partidos", disse Cavaco, que após a audiência papal se reuniu com o secretário de Estado do Vaticano, Bertone.
quinta-feira, junho 26, 2008
Bélgica: Habitações vendidas só aos neerlandófonos
A cidade flamenga de Vilvorde, nos arredores de Bruxelas, ultrapassou uma nova etapa na querela linguística na Bélgica reservando apenas aos neerlandófonos 15 habitações sociais que irá em breve pôr à venda, noticia hoje a imprensa belga.
Para comprar uma destas habitações a preço reduzido, será preciso provar o conhecimento efectivo do neerlandês e não apenas demonstrar que se está pronto a aprender a língua oficial da região, como é já o caso da Flandres para aqueles que querem alugar uma habitação social.
Esta condição suplementar visa o futuro comprador mas também o seu cônjuge ou parceiro, segundo o boletim de informação comunal distribuído em Vilvorde.
Para que o seu dossiê seja atendido, os candidatos compradores deverão apresentar um diploma que prova que seguiram a sua escolaridade na língua neerlandesa.
Caso contrário, terão de fazer um exame linguístico específico.
Esta prova não constitui uma "sanção" mas antes um "estímulo" à aprendizagem de uma língua que é necessária para a integração no mercado local do emprego, justificou o presidente da Câmara de Vilvorde, o cristão-democrata Marc Van Asch, no jornal De Morgen.
Para comprar uma destas habitações a preço reduzido, será preciso provar o conhecimento efectivo do neerlandês e não apenas demonstrar que se está pronto a aprender a língua oficial da região, como é já o caso da Flandres para aqueles que querem alugar uma habitação social.
Esta condição suplementar visa o futuro comprador mas também o seu cônjuge ou parceiro, segundo o boletim de informação comunal distribuído em Vilvorde.
Para que o seu dossiê seja atendido, os candidatos compradores deverão apresentar um diploma que prova que seguiram a sua escolaridade na língua neerlandesa.
Caso contrário, terão de fazer um exame linguístico específico.
Esta prova não constitui uma "sanção" mas antes um "estímulo" à aprendizagem de uma língua que é necessária para a integração no mercado local do emprego, justificou o presidente da Câmara de Vilvorde, o cristão-democrata Marc Van Asch, no jornal De Morgen.
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