Por Nuno Rogeiro
Um pequeno país como Portugal necessita de uma grande política externa. Para escapar ao esmagamento do vizinho continental, para alicerçar alianças distantes, para proteger as linhas de comunicação marítimas, para diversificar as fontes de matérias-primas, para desenvolver o comércio e a produção, para ganhar influência.
Durante a história, soubemos agir com pragmatismo e com princípios, embora às vezes tenham falhado os dois. Fora da doutrina da "Respublica Christiana", das Descobertas, e dos seus corolários, nunca exercemos uma diplomacia "ideológica". Fomos soldados práticos, muitas vezes por sermos diminutos, em gente e recursos, e necessitarmos de amigos em todos os cantos do mundo. Mas também por termos tido a graça de lideranças esclarecidas, entendedoras da complexidade das relações externas, e da impossibilidade de fazer reinar, universalmente, um estrito dogma político.
Se exceptuarmos as épocas de turvação e revolução, onde o estado abdicou, desapareceu ou viveu suspenso, há ainda uma apreciável "continuidade" na política externa portuguesa, traduzida, nesta república, pelo apoio dos principais partidos às mesmas opções. De uma combinação do "interesse nacional" aos desígnios europeus, às escolhas africanas e ao fortalecimento da CPLP, das missões de paz ao laço transatlântico, da protecção do mar à promoção da língua, há um património estratégico indiscutível, nos desígnios interpretados pelo Palácio das Necessidades.
Claro que o problema está sempre nos detalhes.
O novo acordo ortográfico, por exemplo, afirma ou fere a expansão de uma língua clara, unívoca e unificadora? A aposta histórica em missões militares/policiais no Iraque e no Afeganistão, enfraqueceu ou fortaleceu a aliança com Washington? O que se passa com o Tratado de Windsor? Como é que os mais velhos amigos da Europa decidem acabar com o posto de adido de defesa, nas embaixadas? Qual é a melhor forma de ajudar Angola a crescer, a ganhar estabilidade política, e a permanecer "pró-portuguesa"? Como promover o Brasil, sem despromover Portugal? E aí por diante.
Mas os detalhes comprometem governos, enquanto que as bases empenham o estado, e as gerações. Os detalhes precisam de ser analisados pelos órgãos fiscalizadores clássicos, constitucionalmente listados, e por isso não surpreende ver o parlamento e o PR (e, por exemplo, quando aos tratados e suas consequências, ou quanto à cooperação policial/judicial, também os tribunais), participarem na boa execução de uma política externa, onde os aludidos pormenores, de carácter temporário, não ponham em causa os fundamentos, tipicamente permanentes.
Deve também observar-se que a capacidade de influência, persuasão, "pressão suave", divulgação, recolha de informações e "lobbying" de uma grande diplomacia, num pequeno país, não deve menosprezar-se. Acontece assim com nações de dimensões semelhantes, como a Noruega. E deve dizer-se que, da Venezuela ao Líbano, do Irão à China, da Rússia ao Iraque, Portugal tem desempenhado missões de convencimento não dispiciendas.
Pode argumentar-se que Chavez recomeçou a falar com Espanha, e a desarticular as FARC, depois de boas palavras portuguesas. Ou que o Irão tem sabido transmitir mensagens importantes para os seus "inimigos", através de Lisboa. Ou que a China tem apreciado a capacidade portuguesa para a aconselhar em escolhas políticas graves, dos Jogos Olímpicos ao Tibete.
Nada disto pinta manchetes. Mas existe.
sexta-feira, julho 25, 2008
Xavier Malcata, distinguido nos EUA pela dedicação à segurança alimentar, diz que "ASAE destrói legado que nos foi deixado"
ASAE aplica directivas europeias de forma "cega".
O júri da associação que elege o vencedor do "International Leadership Award" foi unânime a considerar, esta semana, o português Xavier Malcata como "um profissional possuidor de raras capacidades de trabalho, e como um detentor de excepcional dedicação". Para o cientista, que receberá formalmente o galardão a 6 de Agosto, nos Estados Unidos, a distinção equivale a "um prémio de carreira".
A investigação de Malcata permite melhorar a qualidade dos produtos alimentares - ele dedica-se sobretudo aos tradicionais portugueses - e, consequentemente, assegurar a saúde pública. A premissa que sustenta o seu trabalho deveria cruzar-se com a lógica que pauta a acção da ASAE - "o que não acontece", lamenta.
"A ASAE foi apresentada como sendo duas coisas: acção que fiscaliza e que faz avaliação do risco dos produtos para a saúde. Mas na prática a sua intervenção é essencialmente punitiva", critica. Neste sentido, a abordagem da equipa liderada por Malcata, não poderia ser mais distinta. "Ensinamos os produtores a trabalhar melhor: na produção e na conservação. Percebemos os produtos de forma racional, apuramos a qualidade, evitamos contaminações."
"Somos muitíssimo ricos a este nível. Temos a responsabilidade de preservar o legado que nos foi deixado", sublinha o cientista. "Infelizmente, a ASAE, com a aplicação cega das directivas europeias, está a destrui-lo, a condená-lo à morte". E sentencia: "Se conseguirem banir os nossos produtos tradicionais será uma hecatombe. Integrar a União Europeia não pode significar - tal como não significa noutros países, como a França - abdicarmos do que nos é característico". A cadeia, insiste, "está invertida. Antes da fiscalização deveria haver investigação, formação, análises de graus de risco e da população consumidora".
O júri da associação que elege o vencedor do "International Leadership Award" foi unânime a considerar, esta semana, o português Xavier Malcata como "um profissional possuidor de raras capacidades de trabalho, e como um detentor de excepcional dedicação". Para o cientista, que receberá formalmente o galardão a 6 de Agosto, nos Estados Unidos, a distinção equivale a "um prémio de carreira".
A investigação de Malcata permite melhorar a qualidade dos produtos alimentares - ele dedica-se sobretudo aos tradicionais portugueses - e, consequentemente, assegurar a saúde pública. A premissa que sustenta o seu trabalho deveria cruzar-se com a lógica que pauta a acção da ASAE - "o que não acontece", lamenta.
"A ASAE foi apresentada como sendo duas coisas: acção que fiscaliza e que faz avaliação do risco dos produtos para a saúde. Mas na prática a sua intervenção é essencialmente punitiva", critica. Neste sentido, a abordagem da equipa liderada por Malcata, não poderia ser mais distinta. "Ensinamos os produtores a trabalhar melhor: na produção e na conservação. Percebemos os produtos de forma racional, apuramos a qualidade, evitamos contaminações."
"Somos muitíssimo ricos a este nível. Temos a responsabilidade de preservar o legado que nos foi deixado", sublinha o cientista. "Infelizmente, a ASAE, com a aplicação cega das directivas europeias, está a destrui-lo, a condená-lo à morte". E sentencia: "Se conseguirem banir os nossos produtos tradicionais será uma hecatombe. Integrar a União Europeia não pode significar - tal como não significa noutros países, como a França - abdicarmos do que nos é característico". A cadeia, insiste, "está invertida. Antes da fiscalização deveria haver investigação, formação, análises de graus de risco e da população consumidora".
"CSI" português eleito presidente de associação internacional de ciências forenses
O presidente do Instituto de Medicina Legal (INML), Duarte Nuno Vieira, foi eleito hoje presidente da Associação Internacional de Ciências Forenses (AICF) no 18º congresso trienal da Associação, que decorre em Nova Orleães, nos Estados Unidos.
Duarte Nuno Vieira, que assumirá o cargo por três anos, disse que a AICF "agrupa os institutos e departamentos de medicina legal, mas também todos os serviços mundiais e laboratórios de polícia científica ou equivalentes". Vieira foi também convidado a presidir à World Police Medical Officers - Associação Mundial de Polícias Médicas, de âmbito anglo-saxónico -, que reúne os médicos que trabalham para as forças policiais. Face à eleição no Congresso, onde participam 89 países, Portugal vai ter a responsabilidade dem, pela primeira vez, organizar o próximo Congresso da AICF, em 2011.
Duarte Nuno Vieira, que assumirá o cargo por três anos, disse que a AICF "agrupa os institutos e departamentos de medicina legal, mas também todos os serviços mundiais e laboratórios de polícia científica ou equivalentes". Vieira foi também convidado a presidir à World Police Medical Officers - Associação Mundial de Polícias Médicas, de âmbito anglo-saxónico -, que reúne os médicos que trabalham para as forças policiais. Face à eleição no Congresso, onde participam 89 países, Portugal vai ter a responsabilidade dem, pela primeira vez, organizar o próximo Congresso da AICF, em 2011.
Exploração de petróleo na Venezuela permite à Galp diversificar o seu portfolio
O reforço da cooperação da Galp com a petrolífera venezuelana PDVSA tem um impacto positivo na companhia portuguesa uma vez que permite diversificar o seu portfolio futuro de exploração, hoje focado em Angola e no Brasil.
O presidente da Venezuela, Hugo Chavez, afirmou, ontem, que a GALP vai aumentar a área de exploração de petróleo no seu país, através de um reforço da cooperação com a petrolífera venezuelana, PDVSA.E m causa, de acordo com o chefe de Estado venezuelano, estão dois blocos de petróleo, um mais antigo que não precisou, e um segundo no Leste do país, Oritupano, onde substituirá uma petrolífera norte-americana.
O presidente da Venezuela, Hugo Chavez, afirmou, ontem, que a GALP vai aumentar a área de exploração de petróleo no seu país, através de um reforço da cooperação com a petrolífera venezuelana, PDVSA.E m causa, de acordo com o chefe de Estado venezuelano, estão dois blocos de petróleo, um mais antigo que não precisou, e um segundo no Leste do país, Oritupano, onde substituirá uma petrolífera norte-americana.
Porto de Lisboa recebe maiores paquetes do mundo
Lisboa entrou definitivamente na rota dos navios cruzeiros. Até Junho deste ano, o porto de Lisboa recebeu 140 navios e prevê-se a atracagem de mais 169 até Dezembro, que, na sua capacidade máxima, transportam mais de 252 772 passageiros. As escalas dos cruzeiros em Lisboa são sempre boas notícias para o comércio da Baixa, um dos locais onde se concentram os turistas que desembarcam. Sintra é outra zona no roteiro para os city-breaks e Fátima é o destino mais longínquo.
Em regra, os paquetes entram no Tejo de manhã com toda a sua sumptuosidade e largam ao fim da tarde, parecendo autênticas cidades flutuantes. Dados da Administração do Porto de Lisboa (APL) indicam que Setembro será o mês com maior número de escalas - 47 no total, e que na sua capacidade máxima transportam 65 516 passageiros. Agosto será um mês mais calmo, com 29 escalas, e em Outubro estão previstas 32 atracagens em Lisboa. Entre Agosto e Outubro, a capital vai receber os maiores navios cruzeiro do mundo. O Independence of the Seas, considerado o maior navio cruzeiro da actualidade, com capacidade para 4375 passageiros, vai escalar Lisboa sete vezes nos próximos três meses - duas em Agosto e em Setembro e três em Outubro. Enquanto o Royal Caribbean Internacional visita a cidade por dez ocasiões.Entre Novembro e Dezembro, a actividade vai abrandar, embora o porto seja escalado por 33 navios em Novembro, mas os navios terão menor capacidade.
Para a APL, a maior particularidade na actividade de cruzeiros em Novembro prende-se com o facto de ser o mês com maior número de navios a começar ou a terminar o cruzeiro em Lisboa. O Rotterdam, o Wind Spirit, o Wind Surf, o Crystal Serenity, o Wind Star, o Discovery e o Insígnia irão, durante o mês de Novembro, desembarcar ou embarcar em Lisboa um total de 5210 passageiros. A maioria são estrangeiros, que irão ficar hospedados nos hotéis da capital. Em regra, os passageiros dos navios cruzeiros são turistas com maior poder de compra que optam por unidades de quatro ou cinco estrelas. Novembro ficará como o mês em que o emblemático navio Queen Elizabeth II se despede dos cruzeiros e ruma em direcção ao Dubai. Mas Lisboa recebe até final do ano, e pela primeira vez, sete navios: o Carnival Splender ( 6 de Julho), o Minerva da Swan Hellenic (Agosto), o Aidabella (Setembro), o Alexander Von Humbolt II e o Empress (Outubro) e o MSC Fantasia e o italiano Costa Serena (Dezembro). No último mês do ano, a actividade cai para metade, com 15 escalas. Durante os primeiros seis meses do ano, o porto de Lisboa recebeu 140 escalas, mais 37 que em 2007.
Em regra, os paquetes entram no Tejo de manhã com toda a sua sumptuosidade e largam ao fim da tarde, parecendo autênticas cidades flutuantes. Dados da Administração do Porto de Lisboa (APL) indicam que Setembro será o mês com maior número de escalas - 47 no total, e que na sua capacidade máxima transportam 65 516 passageiros. Agosto será um mês mais calmo, com 29 escalas, e em Outubro estão previstas 32 atracagens em Lisboa. Entre Agosto e Outubro, a capital vai receber os maiores navios cruzeiro do mundo. O Independence of the Seas, considerado o maior navio cruzeiro da actualidade, com capacidade para 4375 passageiros, vai escalar Lisboa sete vezes nos próximos três meses - duas em Agosto e em Setembro e três em Outubro. Enquanto o Royal Caribbean Internacional visita a cidade por dez ocasiões.Entre Novembro e Dezembro, a actividade vai abrandar, embora o porto seja escalado por 33 navios em Novembro, mas os navios terão menor capacidade.
Para a APL, a maior particularidade na actividade de cruzeiros em Novembro prende-se com o facto de ser o mês com maior número de navios a começar ou a terminar o cruzeiro em Lisboa. O Rotterdam, o Wind Spirit, o Wind Surf, o Crystal Serenity, o Wind Star, o Discovery e o Insígnia irão, durante o mês de Novembro, desembarcar ou embarcar em Lisboa um total de 5210 passageiros. A maioria são estrangeiros, que irão ficar hospedados nos hotéis da capital. Em regra, os passageiros dos navios cruzeiros são turistas com maior poder de compra que optam por unidades de quatro ou cinco estrelas. Novembro ficará como o mês em que o emblemático navio Queen Elizabeth II se despede dos cruzeiros e ruma em direcção ao Dubai. Mas Lisboa recebe até final do ano, e pela primeira vez, sete navios: o Carnival Splender ( 6 de Julho), o Minerva da Swan Hellenic (Agosto), o Aidabella (Setembro), o Alexander Von Humbolt II e o Empress (Outubro) e o MSC Fantasia e o italiano Costa Serena (Dezembro). No último mês do ano, a actividade cai para metade, com 15 escalas. Durante os primeiros seis meses do ano, o porto de Lisboa recebeu 140 escalas, mais 37 que em 2007.
quinta-feira, julho 24, 2008
PR do Nepal assume funções
O primeiro Presidente da República do Nepal, Ram Baran Yadav, tomou ontem posse, anunciaram responsáveis nepaleses.
Apoiado pelo partido do Congresso do Nepal (centrista), Ram Baran Yadav recolheu segunda-feira 308 dos 590 votos dos deputados da Assembleia constituinte, ficando à frente do candidato apoiado pelos maoistas. Os maoistas dispõem da maioria dos assentos da Assembleia, mas não de maioria absoluta. A eleição do Presidente mergulhou o país numa nova crise política porque os maoistas decidiram não formar o primeiro governo da República do Nepal.
Apoiado pelo partido do Congresso do Nepal (centrista), Ram Baran Yadav recolheu segunda-feira 308 dos 590 votos dos deputados da Assembleia constituinte, ficando à frente do candidato apoiado pelos maoistas. Os maoistas dispõem da maioria dos assentos da Assembleia, mas não de maioria absoluta. A eleição do Presidente mergulhou o país numa nova crise política porque os maoistas decidiram não formar o primeiro governo da República do Nepal.
Zona Euro: Só a Grécia bate Portugal na desigualdade de salários
Estudo analisou 200 empresas nacionais e multinacionais em Outubro do ano passado.
Só a Grécia bate Portugal na desigualdade de salários na Zona Euro. No nosso mercado, o cheque anual de um quadro directivo é, em média, 4,4 vezes maior do que um salário de um administrativo.
A conclusão é de um estudo da consultora Hay que analisou os valores pagos por 200 empresas nacionais e multinacionais em Outubro do ano passado. Já em 2006, o país estava à frente da Grécia e foi ultrapassado porque o fosso naquele mercado cresceu.
Os mais "equilibrados" são a Finlândia, a Alemanha e a Bélgica.
Só a Grécia bate Portugal na desigualdade de salários na Zona Euro. No nosso mercado, o cheque anual de um quadro directivo é, em média, 4,4 vezes maior do que um salário de um administrativo.
A conclusão é de um estudo da consultora Hay que analisou os valores pagos por 200 empresas nacionais e multinacionais em Outubro do ano passado. Já em 2006, o país estava à frente da Grécia e foi ultrapassado porque o fosso naquele mercado cresceu.
Os mais "equilibrados" são a Finlândia, a Alemanha e a Bélgica.
terça-feira, julho 22, 2008
CPLP: Angola e Moçambique desvalorizam cimeira
Os Presidente dos "gigantes" africanos da CPLP, Angola e Moçambique, faltarão à Cimeira de Lisboa, sexta-feira, no Centro Cultural de Belém. Ontem Cavaco Silva pressionou para que as ausências sejam "muito, muito poucas". Todos os outros chefes de Estado virão. E até o da Guiné Equatorial, que é somente observador.
Os Presidentes de Angola e Moçambique, vão estar ausentes da VII Cimeira da organização, sexta-feira, no CCB. Armando Guebuza, Presidente moçambicano, justificou a ausência como motivos de agenda interna: estará numa Presidência aberta e, além do mais, estão a celebrar-se os 40 anos da Frelimo. Já quanto a José Eduardo Santos não se conhecem justificações. A diplomacia portuguesa admite a ausência do Presidente angolano embora continue a dizer que à última hora ele poderá aparecer. A presença do chefe do Estado angolano tinha sido confirmada quinta-feira passada, em Luanda, pelo primeiro-ministro José Sócrates, segundo um telex da Lusa (que nunca foi desmentido ou rectificado). Anteontem, o assessor de imprensa da embaixada angolana em Lisboa, Estevão Alberto, disse que a sua representação diplomática apenas tinha confirmada a presença, em representação do Governo angolano, de uma delegação chefiada pelo primeiro-ministro Fernando "Nandó" da Piedade Dias dos Santos. A delegação moçambicana será chefiada pela primeira-ministra, Ana Luisa Diogo.
Todos os outros países se farão representar pelos respectivos Chefes do Estado. Estará também Nguema Mbasogo, Presidente da Guiné Equatorial, país que tem um estatuto de observador na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Ontem, em Lisboa, o Presidente Cavaco Silva comentou as ausências anunciadas. "Neste momento, ainda não existem indicações definitivas quanto às possíveis ausências", disse, numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo cabo-verdiano, Pedro Pires. "Seria muito positivo que todos os presidentes que fazem parte dos países da CPLP estivessem presentes na Cimeira (...). Quanto às possíveis ausências, eu gostaria que fossem muito, muito poucas", afirmou ainda o Presidente da República. Na VII Cimeira será encerrado o biénio de presidência da Guiné, sendo o testemunho transferido para Portugal. "Portugal irá assumir a presidência e, durante esse período da sua presidência, fará tudo o que estiver ao seu alcance para, dando execução às orientações que irão ser aprovadas, afirmar esta comunidade na cena internacional e torná-la numa comunidade mais forte", declarou Cavaco Silva.
Os Presidentes de Angola e Moçambique, vão estar ausentes da VII Cimeira da organização, sexta-feira, no CCB. Armando Guebuza, Presidente moçambicano, justificou a ausência como motivos de agenda interna: estará numa Presidência aberta e, além do mais, estão a celebrar-se os 40 anos da Frelimo. Já quanto a José Eduardo Santos não se conhecem justificações. A diplomacia portuguesa admite a ausência do Presidente angolano embora continue a dizer que à última hora ele poderá aparecer. A presença do chefe do Estado angolano tinha sido confirmada quinta-feira passada, em Luanda, pelo primeiro-ministro José Sócrates, segundo um telex da Lusa (que nunca foi desmentido ou rectificado). Anteontem, o assessor de imprensa da embaixada angolana em Lisboa, Estevão Alberto, disse que a sua representação diplomática apenas tinha confirmada a presença, em representação do Governo angolano, de uma delegação chefiada pelo primeiro-ministro Fernando "Nandó" da Piedade Dias dos Santos. A delegação moçambicana será chefiada pela primeira-ministra, Ana Luisa Diogo.
Todos os outros países se farão representar pelos respectivos Chefes do Estado. Estará também Nguema Mbasogo, Presidente da Guiné Equatorial, país que tem um estatuto de observador na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Ontem, em Lisboa, o Presidente Cavaco Silva comentou as ausências anunciadas. "Neste momento, ainda não existem indicações definitivas quanto às possíveis ausências", disse, numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo cabo-verdiano, Pedro Pires. "Seria muito positivo que todos os presidentes que fazem parte dos países da CPLP estivessem presentes na Cimeira (...). Quanto às possíveis ausências, eu gostaria que fossem muito, muito poucas", afirmou ainda o Presidente da República. Na VII Cimeira será encerrado o biénio de presidência da Guiné, sendo o testemunho transferido para Portugal. "Portugal irá assumir a presidência e, durante esse período da sua presidência, fará tudo o que estiver ao seu alcance para, dando execução às orientações que irão ser aprovadas, afirmar esta comunidade na cena internacional e torná-la numa comunidade mais forte", declarou Cavaco Silva.
Unidade portuguesa da Microsoft volta a ser a melhor do mundo
Desempenho financeiro, inovação e responsabilidade social levam empresa portuguesa a vencer concorrência internacional pelo segundo ano consecutivo. Prémio foi entregue no encontro anual de parceiros da Microsoft, nos EUA.
A fotografia quase podia ser uma cópia da que foi tirada há um ano, não fosse o facto de Jean-Philippe Courtois, presidente da Microsoft Internacional, estar este ano no lugar de Bill Gates e de Nuno Duarte, presidente da Microsoft Portugal, ter precisado da ajuda de Steve Ballmer para segurar não uma, mas duas taças. Ter avançado para a compra da Mobicomp, anunciada recentemente, e a abertura do primeiro centro, fora da sede da multinacional, de investigação e desenvolvimento na área do reconhecimento da fala – que emprega actualmente 17 colaboradores – são alguns dos exemplos da pró-actividade da subsidiária portuguesa que leva a Microsoft Portugal a ser considerada pelo segundo ano consecutivo a melhor subsidiária internacional da Microsoft. Por arrasto foi reconhecida como a melhor subsidiária de média dimensão em mercados desenvolvidos. A empresa foi distinguida por ter “o melhor ‘balanced scorecard’ [indicador de performance] de todo o mundo”. Isto significa que a empresa portuguesa voltou a sobressair em termos financeiros, na capacidade de inovação e de agir proactivamente no desenvolvimento do negócio, no índice de satisfação de clientes e parceiros, pelo investimento em responsabilidade social também pela aposta na diversidade.
“O prémio só surpreende pela dimensão, visto que é um desempenho acima da expectativa e que tinha como base o do ano passado, que já tinha sido superior à média”, diz Nuno Duarte. O mesmo responsável adianta que a empresa teve índices de crescimento de 24% em 2007, tendo a facturação ultrapassado 220 milhões de euros, com previsões de 300 milhões em 2008.
A fotografia quase podia ser uma cópia da que foi tirada há um ano, não fosse o facto de Jean-Philippe Courtois, presidente da Microsoft Internacional, estar este ano no lugar de Bill Gates e de Nuno Duarte, presidente da Microsoft Portugal, ter precisado da ajuda de Steve Ballmer para segurar não uma, mas duas taças. Ter avançado para a compra da Mobicomp, anunciada recentemente, e a abertura do primeiro centro, fora da sede da multinacional, de investigação e desenvolvimento na área do reconhecimento da fala – que emprega actualmente 17 colaboradores – são alguns dos exemplos da pró-actividade da subsidiária portuguesa que leva a Microsoft Portugal a ser considerada pelo segundo ano consecutivo a melhor subsidiária internacional da Microsoft. Por arrasto foi reconhecida como a melhor subsidiária de média dimensão em mercados desenvolvidos. A empresa foi distinguida por ter “o melhor ‘balanced scorecard’ [indicador de performance] de todo o mundo”. Isto significa que a empresa portuguesa voltou a sobressair em termos financeiros, na capacidade de inovação e de agir proactivamente no desenvolvimento do negócio, no índice de satisfação de clientes e parceiros, pelo investimento em responsabilidade social também pela aposta na diversidade.
“O prémio só surpreende pela dimensão, visto que é um desempenho acima da expectativa e que tinha como base o do ano passado, que já tinha sido superior à média”, diz Nuno Duarte. O mesmo responsável adianta que a empresa teve índices de crescimento de 24% em 2007, tendo a facturação ultrapassado 220 milhões de euros, com previsões de 300 milhões em 2008.
quinta-feira, julho 17, 2008
Madeira volta à "guerra das bandeiras"
A Assembleia Legislativa da Madeira aprovou ontem um projecto de resolução que obriga os serviços do Estado não regionalizados a hastear a bandeira da região, lado a lado com a nacional.
Quase toda a oposição votou contra esta iniciatival, que, frisou Victor Freitas (PS), visa "agudizar o conflito institucional com a República, numa estratégia eleitoralista e partidária", para "desviar as atenções dos graves problemas regionais". O projecto retoma a "guerra das bandeiras" com que ciclicamente o partido do governo regional tem afrontado os órgãos de soberania e as hierarquias militares no arquipélago.
Na iniciativa, o parlamento madeirense denuncia "a situação de desobediência qualificada por parte dos órgãos da República sobre quem impede o dever legal de hastear a bandeira regional" . O Ministério Público decidira em 2004 arquivar uma queixa idêntica.
Quase toda a oposição votou contra esta iniciatival, que, frisou Victor Freitas (PS), visa "agudizar o conflito institucional com a República, numa estratégia eleitoralista e partidária", para "desviar as atenções dos graves problemas regionais". O projecto retoma a "guerra das bandeiras" com que ciclicamente o partido do governo regional tem afrontado os órgãos de soberania e as hierarquias militares no arquipélago.
Na iniciativa, o parlamento madeirense denuncia "a situação de desobediência qualificada por parte dos órgãos da República sobre quem impede o dever legal de hastear a bandeira regional" . O Ministério Público decidira em 2004 arquivar uma queixa idêntica.
quarta-feira, julho 16, 2008
Conferência vai avaliar valor económico da língua portuguesa
O secretariado da Conferência Ibero-americana vai efectuar, a pedido do governo português, um estudo para avaliar o valor económico da língua portuguesa, disse hoje o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro.
Pinto Ribeiro afirmou que irá ser utilizada uma "metodologia semelhante a uma que se pediu para fazer um estudo para a língua castelhana", acrescentou.
O ministro da Cultura adiantou ainda que o governo português está a "lançar as bases para uma política da língua portuguesa", a que o governo português deseja ver associados todos os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
"Isto significa recentrar a nossa política em matéria de língua neste espaço, para o que vai ser constituído um fundo para a língua portuguesa", disse.
O ministro da Cultura revelou que o fundo vai ser ser anunciado dentro de um conjunto de medidas destinadas à promoção da língua portuguesa.
Pinto Ribeiro afirmou que irá ser utilizada uma "metodologia semelhante a uma que se pediu para fazer um estudo para a língua castelhana", acrescentou.
O ministro da Cultura adiantou ainda que o governo português está a "lançar as bases para uma política da língua portuguesa", a que o governo português deseja ver associados todos os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
"Isto significa recentrar a nossa política em matéria de língua neste espaço, para o que vai ser constituído um fundo para a língua portuguesa", disse.
O ministro da Cultura revelou que o fundo vai ser ser anunciado dentro de um conjunto de medidas destinadas à promoção da língua portuguesa.
Venezuela, Ucrânia e Croácia querem ser da CPLP
in DN
Subitamente, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)tornou-se um clube muito requisitado. Há dois anos, a Guiné Equatorial e o Maurício entraram, com o estatuto de países associados. Este ano, será a vez do Senegal. Na lista de espera, estão países do Leste e América LatinaPortuguês pode ser língua oficial na Guiné Equatorial.
O Senegal vai tornar-se este mês o terceiro país adquirir o estatuto de observador associado da CPLP, mas a lista de espera é longa e inclui nações de geografias tão improváveis como o Leste europeu. Ucrânia, Croácia e Venezuela já fizeram chegar o seu interesse ao 32 da Rua de São Caetano, à Lapa, em Lisboa , onde a CPLP está instalada num palacete novecentista cedido pelo Governo português. Constituída há 12 anos, com 7 países de língua oficial portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe), a CPLP alargou-se a 8, em 2002, com a adesão de Timor-Leste.
Em 2006, na Cimeira de Bissau, a comunidade aceitou os seus dois primeiros países associados: Maurício e Guiné Equatorial.Maurício (país do Índico usualmente designado como Maurícias) é habitado por duas comunidades, uma de origem indiana e outra africana, originária de Moçambique, daí o interesse em participar na CPLP, com o actual estatuto de associado. A Guiné Equatorial não descarta a hipótese de passar a ser o 9.º membro efectivo, depois de acrescentar o português às suas duas línguas oficiais; castelhano e francês. Antiga colónia portuguesa, foi objecto, no século XVII, de um negócio com a Espanha, que. em privado, o Presidente da Guiné Equatorial faz questão de lamentar. Em troca, Portugal recebeu da Coroa espanhola um território na América do Sul que foi integrado no Brasil.
Na Cimeira de Lisboa, que terá lugar no Centro Cultural de Belém, nos próximos dias 25 e 26, será a vez da formalização da adesão do Senegal.Mas na próxima cimeira de chefes de Estado, a realizar em Luanda em 2010, já deverá ser necessário pôr mais lugares à mesa.
No continente sul-americano, a CPLP é atraente aos olhos de todos os países que fazem fronteira com o Brasil: Argentina, Bolívia, Colômbia, Guiana Francesa, Guyana, Paraguai, Suriname, Peru, Uruguai e Venezuela, em particular deste último onde existe uma forte comunidade portuguesa e o presidente Chávez se encontra em rota de colisão com o Governo de Madrid. Ucrânia e Roménia são dois candidatos óbvios, devido aos laços que estreitaram com Portugal através de fluxos migratórios. Menos óbvio é o interesse croata.
O forte crescimento do Brasil e Angola ajuda a perceber esta explosão de interesse que a CPLP está a despertar em diversos cantos do Mundo. Com o preço do barril do brent a roçar os 150 dólares, há muita gente a querer ser amiga de uma comunidade em que metade dos seus membros têm petróleo (Brasil, Angola, Timor e São Tomé).
Subitamente, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)tornou-se um clube muito requisitado. Há dois anos, a Guiné Equatorial e o Maurício entraram, com o estatuto de países associados. Este ano, será a vez do Senegal. Na lista de espera, estão países do Leste e América LatinaPortuguês pode ser língua oficial na Guiné Equatorial.
O Senegal vai tornar-se este mês o terceiro país adquirir o estatuto de observador associado da CPLP, mas a lista de espera é longa e inclui nações de geografias tão improváveis como o Leste europeu. Ucrânia, Croácia e Venezuela já fizeram chegar o seu interesse ao 32 da Rua de São Caetano, à Lapa, em Lisboa , onde a CPLP está instalada num palacete novecentista cedido pelo Governo português. Constituída há 12 anos, com 7 países de língua oficial portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe), a CPLP alargou-se a 8, em 2002, com a adesão de Timor-Leste.
Em 2006, na Cimeira de Bissau, a comunidade aceitou os seus dois primeiros países associados: Maurício e Guiné Equatorial.Maurício (país do Índico usualmente designado como Maurícias) é habitado por duas comunidades, uma de origem indiana e outra africana, originária de Moçambique, daí o interesse em participar na CPLP, com o actual estatuto de associado. A Guiné Equatorial não descarta a hipótese de passar a ser o 9.º membro efectivo, depois de acrescentar o português às suas duas línguas oficiais; castelhano e francês. Antiga colónia portuguesa, foi objecto, no século XVII, de um negócio com a Espanha, que. em privado, o Presidente da Guiné Equatorial faz questão de lamentar. Em troca, Portugal recebeu da Coroa espanhola um território na América do Sul que foi integrado no Brasil.
Na Cimeira de Lisboa, que terá lugar no Centro Cultural de Belém, nos próximos dias 25 e 26, será a vez da formalização da adesão do Senegal.Mas na próxima cimeira de chefes de Estado, a realizar em Luanda em 2010, já deverá ser necessário pôr mais lugares à mesa.
No continente sul-americano, a CPLP é atraente aos olhos de todos os países que fazem fronteira com o Brasil: Argentina, Bolívia, Colômbia, Guiana Francesa, Guyana, Paraguai, Suriname, Peru, Uruguai e Venezuela, em particular deste último onde existe uma forte comunidade portuguesa e o presidente Chávez se encontra em rota de colisão com o Governo de Madrid. Ucrânia e Roménia são dois candidatos óbvios, devido aos laços que estreitaram com Portugal através de fluxos migratórios. Menos óbvio é o interesse croata.
O forte crescimento do Brasil e Angola ajuda a perceber esta explosão de interesse que a CPLP está a despertar em diversos cantos do Mundo. Com o preço do barril do brent a roçar os 150 dólares, há muita gente a querer ser amiga de uma comunidade em que metade dos seus membros têm petróleo (Brasil, Angola, Timor e São Tomé).
Portugueses descobrem nova prevenção da malária
Grupo de Maria Mota, do Instituto de Medicina Molecular, e investigadores da jovem empresa portuguesa de biotecnologia Alfama descobriram um ovo de Colombo: uma substância da soja inibe a propagação da infecção do parasita da malária no fígado, em ratinhos.
A ideia é de uma enorme simplicidade e surgiu em conversa, quando o grupo de Maria Mota, do Instituto de Medicina Molecular (IMM), e outros investigadores da jovem empresa de biotecnologia Alfama preparavam a submissão de uma patente. Decidiram então testar a ideia em ratos e, para sua surpresa, a hipótese funcionou. Com isso, descobriram uma nova estratégia, "simples e barata", de profilaxia contra a malária, utilizando uma substância chamada genisteína, que existe na soja e que pode ser utilizada como suplemento alimentar sem risco de toxicidade.
A descoberta, que é publicada hoje na prestigiada revista PLos ONE, é também o ponto de partida para novos estudos. "O próximo passo é fazer ensaios de campo, em colaboração com o Centro de Investigação em Saúde de Manhiça, perto de Maputo", adiantou Maria Mota, sublinhando que ainda não há uma data concreta. "Primeiro precisamos de angariar fundos, em colaboração com a Alfama, e é nessa fase que estamos agora." Em 2003, o grupo de Maria Mota descobriu que uma determinada molécula da família das quinases, que existe nas células do fígado do hospedeiro, é importante para o desenvolvimento do parasita da malária, (o plasmodium falciparum), nessas células. Por outro lado, sabia-se que aquela família de moléculas é inibida pela genisteína, da soja. "Lembrámo-nos de juntar as duas coisas e decidimos ver o que dava", conta Mota. Os resultados mostram que a genisteína inibe de facto a fase de infecção nas células do fígado, "com uma eficácia entre 50 e 80%", adianta a investigadora do IMM, notando que "a administração profiláctica como suplemento alimentar a populações de regiões onde a malária é endémica pode ter um grande impacto na saúde dessas populações". Para Arantes Oliveira, líder da Alfama, "este tipo de estudo, e o apoio que lhe damos, é um exemplo de como doenças que afectam sobretudo populações pobres podem ter interesse para a indústria".
A ideia é de uma enorme simplicidade e surgiu em conversa, quando o grupo de Maria Mota, do Instituto de Medicina Molecular (IMM), e outros investigadores da jovem empresa de biotecnologia Alfama preparavam a submissão de uma patente. Decidiram então testar a ideia em ratos e, para sua surpresa, a hipótese funcionou. Com isso, descobriram uma nova estratégia, "simples e barata", de profilaxia contra a malária, utilizando uma substância chamada genisteína, que existe na soja e que pode ser utilizada como suplemento alimentar sem risco de toxicidade.
A descoberta, que é publicada hoje na prestigiada revista PLos ONE, é também o ponto de partida para novos estudos. "O próximo passo é fazer ensaios de campo, em colaboração com o Centro de Investigação em Saúde de Manhiça, perto de Maputo", adiantou Maria Mota, sublinhando que ainda não há uma data concreta. "Primeiro precisamos de angariar fundos, em colaboração com a Alfama, e é nessa fase que estamos agora." Em 2003, o grupo de Maria Mota descobriu que uma determinada molécula da família das quinases, que existe nas células do fígado do hospedeiro, é importante para o desenvolvimento do parasita da malária, (o plasmodium falciparum), nessas células. Por outro lado, sabia-se que aquela família de moléculas é inibida pela genisteína, da soja. "Lembrámo-nos de juntar as duas coisas e decidimos ver o que dava", conta Mota. Os resultados mostram que a genisteína inibe de facto a fase de infecção nas células do fígado, "com uma eficácia entre 50 e 80%", adianta a investigadora do IMM, notando que "a administração profiláctica como suplemento alimentar a populações de regiões onde a malária é endémica pode ter um grande impacto na saúde dessas populações". Para Arantes Oliveira, líder da Alfama, "este tipo de estudo, e o apoio que lhe damos, é um exemplo de como doenças que afectam sobretudo populações pobres podem ter interesse para a indústria".
sexta-feira, julho 11, 2008
L'Espagne, candidate pour abriter le siège de l'Union pour la Méditerranée
Jeuneafrique.com
A Espanha anunciou oficialmente quinta-feira que propõe Barcelona para acolher a sede da Secretaria-geral da União para o Mediterrâneo (UPM).
A candidatura espanhola irá concorer com as apresentadas pela Tunísia, Marrocos e Malta. Miguel Angel Moratinos, ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros afirmou em Tunes que "a sede deverá ser em Barcelona, onde o processo da UPM nasceu, o essencial é que se construa uma Secretaria-geral forte que trate em pé de igualdade todos os países da região".
A Secretaria deverá ser capaz, por si própria, de gerir e assegurar a nova cooperação ao nível do Mediterrâneo.
A Espanha anunciou oficialmente quinta-feira que propõe Barcelona para acolher a sede da Secretaria-geral da União para o Mediterrâneo (UPM).
A candidatura espanhola irá concorer com as apresentadas pela Tunísia, Marrocos e Malta. Miguel Angel Moratinos, ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros afirmou em Tunes que "a sede deverá ser em Barcelona, onde o processo da UPM nasceu, o essencial é que se construa uma Secretaria-geral forte que trate em pé de igualdade todos os países da região".
A Secretaria deverá ser capaz, por si própria, de gerir e assegurar a nova cooperação ao nível do Mediterrâneo.
Guiné-Bissau com três atletas e 29 dirigentes em Pequim?
A Guiné-Bissau vai levar 32 pessoas aos Jogos Olímpicos Pequim. No entanto, apenas três são atletas…
Um atleta na luta livre, Augusto Midana, e dois no atletismo, Holder Silva e Domingas Togna (estes dois últimos através de convites, já que não alcançaram os mínimos exigiodos pelo COI). Esta é a presença desportiva da Guiné-Bissau em Pequim, embora à China cheguem 29 dirigentes.
Esta é a quarta participação do país nos Jogos Olímpicos. A primeira foi em Atlanta1996.
Países ricos é assim...
Um atleta na luta livre, Augusto Midana, e dois no atletismo, Holder Silva e Domingas Togna (estes dois últimos através de convites, já que não alcançaram os mínimos exigiodos pelo COI). Esta é a presença desportiva da Guiné-Bissau em Pequim, embora à China cheguem 29 dirigentes.
Esta é a quarta participação do país nos Jogos Olímpicos. A primeira foi em Atlanta1996.
Países ricos é assim...
quinta-feira, julho 10, 2008
E a alternativa GPL? por Camilo Lourenço
Na confusão da crise dos combustíveis, o Governo desfez-se em trabalhos para facilitar a vida a algumas corporações: camionistas, pescadores, taxistas As soluções não foram as melhores (e outras, como a criação do gasóleo profissional, seriam ainda piores): o Governo perdeu receita, ou aumentou despesa, e aos grupos afectados soube a pouco.
O problema é que para alguns deles (taxistas e transportes urbanos), um pouco mais de imaginação teria feito milagres. Bastava que o Governo fomentasse a utilização de GPL (Gás de Petróleo Liquefeito). O litro deste combustível custava ontem 67 cêntimos contra 1,43 euros do gasóleo. Com outras vantagens: polui menos que o gasóleo (emissões e ruído) e garante o mesmo rendimento do motor (os taxistas da comunidade de Madrid são o maior utilizador de GPL na Europa). Além disso, o Imposto Automóvel sobre um veículo a GPL é de 50% da taxa normal, o que compensa os dois mil euros da transformação.
Do ponto de vista fiscal esta solução traria, em sede de ISP, perdas pequenas para o Estado. Mesmo que o consumo de GPL subisse para 22 mil toneladas em 2008 (20 mil em 2007). Se assim é, o que está a emperrar a adopção do GPL? A burocracia e a proibição de estacionar em caves (medida cada vez mais obsoleta face ao avanço da tecnologia na construção dos depósitos): a homologação de cada pedido de transformação de veículo chega a demorar 6 meses…
O problema é que para alguns deles (taxistas e transportes urbanos), um pouco mais de imaginação teria feito milagres. Bastava que o Governo fomentasse a utilização de GPL (Gás de Petróleo Liquefeito). O litro deste combustível custava ontem 67 cêntimos contra 1,43 euros do gasóleo. Com outras vantagens: polui menos que o gasóleo (emissões e ruído) e garante o mesmo rendimento do motor (os taxistas da comunidade de Madrid são o maior utilizador de GPL na Europa). Além disso, o Imposto Automóvel sobre um veículo a GPL é de 50% da taxa normal, o que compensa os dois mil euros da transformação.
Do ponto de vista fiscal esta solução traria, em sede de ISP, perdas pequenas para o Estado. Mesmo que o consumo de GPL subisse para 22 mil toneladas em 2008 (20 mil em 2007). Se assim é, o que está a emperrar a adopção do GPL? A burocracia e a proibição de estacionar em caves (medida cada vez mais obsoleta face ao avanço da tecnologia na construção dos depósitos): a homologação de cada pedido de transformação de veículo chega a demorar 6 meses…
quarta-feira, julho 09, 2008
Elites do Sri Lanka: o "português" Fonseka, General Comandante do Exército
The EconomistMahinda Rajapahse, o presidente do Sri Lanka, diz com ar satisfeito: “Isolámos o Exército de Libertação dos Tigres do Tamil [LTTE]", diz, “porque se não os derrotarmos, não teremos paz nem desenvolvimento".
Em Janeiro ele revogou o cessar fogo e intensificou uma brutal ofensiva contra o não menos brutal LTTE. Esta semana o seu comandante do Exército, General Sarath Fonseka, reclamou que a operação foi bem sucedida. Os Tigres, segundo o general, perderam a capacidade de lutar como um exército convencional. "Derrotámo-los".
Os Tigres não se renderam e devem discordar. Mas o irmão do presidente, Gotabhaya Rajapakse, que é também secretário da Defessa, afirma que o governo tem actualmente uma hipótese extraordinária de os esmagar. O General Fonseka afirma que os Tigres perderam 9.000 combatentes desde 2006.
terça-feira, julho 08, 2008
Governo de Xanana Gusmão sob suspeita de favoritismo
Primeiro-ministro foi à televisão defender-se das acusações. Estudantes iniciaram há um mês protesto contra compra de carros novos para 65 deputados.
Uma intervenção policial sobre estudantes universitários no centro de Díli, acrescentou ontem mais um episódio na contestação e suspeita sobre o Governo liderado por Xanana Gusmão. Os estudantes universitários timorenses iniciaram há um mês um protesto contra a compra de viaturas 4x4 pelo Parlamento, oportunidade para estender acusações de corrupção a outros órgãos de Estado, em especial o Governo.
O incidente de ontem aconteceu dois dias depois de o primeiro-ministro ter ido à televisão defender-se de acusações explícitas de corrupção e favoritismo publicadas sexta-feira na imprensa timorense. Em causa está a concessão, em regime de exclusividade e à margem de concurso público, de um contrato de importação de arroz a um dirigente do seu partido, o Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT). Xanana, segundo documentos do Ministério das Finanças, assinou uma concessão da importação de 16 mil toneladas de arroz para 2008, no valor de 9,2 milhões de euros, à companhia Três Amigos, de Germano da Silva, vice-presidente do CNRT. No sábado, Xanana justificou a concessão ao dirigente do CNRT pelo imperativo de não deixar o povo timorense "morrer à fome" numa época de escassez.
A intervenção policial de ontem em frente ao Parlamento, pela Polícia Nacional de Timor-Leste, incluiu o uso de granadas de gás lacrimogéneo e terminou com a detenção de cerca de vinte estudantes. O protesto fez estalar uma crispação crescente provocada pela revelação de acordos secretos com companhias estrangeiras e pelo Orçamento Rectificativo (OR) para 2008, que mais do que duplica o aprovado há meio ano. Os pontos de fricção entre o Governo, partidos na oposição e mesmo da aliança no poder e diferentes sectores da sociedade timorense encontram-se resumidos de forma indirecta na petição hoje redigida pela Acção Solidariedade Universitária Timor-Leste.
Além da compra de carros para os 65 deputados, coberta na proposta de OR, a petição estudantil condena a revisão dos montantes da transferência do Fundo do Petróleo. Os critérios de uso do Fundo foram criticados há dias por uma coligação de organizações não governamentais de monitorização da administração pública, que alertam para um "primeiro passo perigoso na direcção da maldição dos recursos" no país.
A proposta de OR apresenta um aumento das provisões orçamentais para 2008 num total de 490 milhões de euros. A rectificação no OGE, a ser aprovada, significa um aumento de 269,5 milhões de euros nos gastos públicos. Estes valores alarmaram o FMI, que na semana passada lançou um aviso a Díli para o risco de a inflação sair fora de controlo.
Uma intervenção policial sobre estudantes universitários no centro de Díli, acrescentou ontem mais um episódio na contestação e suspeita sobre o Governo liderado por Xanana Gusmão. Os estudantes universitários timorenses iniciaram há um mês um protesto contra a compra de viaturas 4x4 pelo Parlamento, oportunidade para estender acusações de corrupção a outros órgãos de Estado, em especial o Governo.
O incidente de ontem aconteceu dois dias depois de o primeiro-ministro ter ido à televisão defender-se de acusações explícitas de corrupção e favoritismo publicadas sexta-feira na imprensa timorense. Em causa está a concessão, em regime de exclusividade e à margem de concurso público, de um contrato de importação de arroz a um dirigente do seu partido, o Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT). Xanana, segundo documentos do Ministério das Finanças, assinou uma concessão da importação de 16 mil toneladas de arroz para 2008, no valor de 9,2 milhões de euros, à companhia Três Amigos, de Germano da Silva, vice-presidente do CNRT. No sábado, Xanana justificou a concessão ao dirigente do CNRT pelo imperativo de não deixar o povo timorense "morrer à fome" numa época de escassez.
A intervenção policial de ontem em frente ao Parlamento, pela Polícia Nacional de Timor-Leste, incluiu o uso de granadas de gás lacrimogéneo e terminou com a detenção de cerca de vinte estudantes. O protesto fez estalar uma crispação crescente provocada pela revelação de acordos secretos com companhias estrangeiras e pelo Orçamento Rectificativo (OR) para 2008, que mais do que duplica o aprovado há meio ano. Os pontos de fricção entre o Governo, partidos na oposição e mesmo da aliança no poder e diferentes sectores da sociedade timorense encontram-se resumidos de forma indirecta na petição hoje redigida pela Acção Solidariedade Universitária Timor-Leste.
Além da compra de carros para os 65 deputados, coberta na proposta de OR, a petição estudantil condena a revisão dos montantes da transferência do Fundo do Petróleo. Os critérios de uso do Fundo foram criticados há dias por uma coligação de organizações não governamentais de monitorização da administração pública, que alertam para um "primeiro passo perigoso na direcção da maldição dos recursos" no país.
A proposta de OR apresenta um aumento das provisões orçamentais para 2008 num total de 490 milhões de euros. A rectificação no OGE, a ser aprovada, significa um aumento de 269,5 milhões de euros nos gastos públicos. Estes valores alarmaram o FMI, que na semana passada lançou um aviso a Díli para o risco de a inflação sair fora de controlo.
segunda-feira, julho 07, 2008
Unesco: Malaca declarada património da Humanidade
A UNESCO acrescentou hoje Malaca, uma antiga fortaleza portuguesa no sudeste asiático, à sua famosa lista de tesouros da Humanidade.
Malaca, ou Melaka, como se diz hoje em malaio, foi conquistada por Afonso de Albuquerque em 1511 e posteriormente ocupada pelos holandeses. A sua nomeação foi aprovada pelo Comité do Património Mundial da Unesco juntamente com George Town, outra povoação histórica da actual Malásia.
O comité, cuja reunião anual decorre até 10 de Julho no Quebec, acrescentou ainda dois outros locais à sua lista: o templo hindu de Preah Vihear, no Cambodja, e a antiga área agrícola de Kuk, na Papua Nova Guiné, devido ao seu "excepcional valor histórico".
É o primeiro local da Papua Nova Guiné a fazer parte do Património Mundial, cuja lista passou agora a ter 858 nomes.
Malaca, ou Melaka, como se diz hoje em malaio, foi conquistada por Afonso de Albuquerque em 1511 e posteriormente ocupada pelos holandeses. A sua nomeação foi aprovada pelo Comité do Património Mundial da Unesco juntamente com George Town, outra povoação histórica da actual Malásia.
O comité, cuja reunião anual decorre até 10 de Julho no Quebec, acrescentou ainda dois outros locais à sua lista: o templo hindu de Preah Vihear, no Cambodja, e a antiga área agrícola de Kuk, na Papua Nova Guiné, devido ao seu "excepcional valor histórico".
É o primeiro local da Papua Nova Guiné a fazer parte do Património Mundial, cuja lista passou agora a ter 858 nomes.
Basílio Horta diz que carro eléctrico da Nissan-Renault vai revolucionar o mercado e a economia dos combustíveis
O novo carro eléctrico fabricado pelo construtor Nissan-Renault (N-R), o primeiro a propor a produção de carros eléctricos em massa, "vai revolucionar" o mercado automóvel e a economia dos combustíveis. Quem o diz é Basílio Horta, presidente da Agência para o Comércio Externo de Portugal (AICEP).
O modelo vai ser apresentado esta quarta-feira, em Portugal. Ao falar hoje à margem da colocação da primeira pedra da nova fábrica da Nestlé, em Coruche, Horta classificou a iniciativa de “um momento esperança dentro de um clima que não é tranquilo”. Quanto ao facto de o novo automóvel eléctrico da N-R ser apresentado em Portugal, o presidente da AICEP considerou que a iniciativa “abrirá possibilidades de investimento relacionados com esse projecto", notando que "é a possibilidade, não é a certeza de algum investimento relacionado com esse modelo ser feito aqui". Reconhecendo ter tido contactos nesse sentido, o presidente da AICEP garantiu que dará o "máximo do apoio possível" para concretizar o investimento. Segundo Horta, o carro eléctrico "tem uma autonomia para 200 quilómetros e anda como se fosse um carro a gasolina".
O modelo vai ser apresentado esta quarta-feira, em Portugal. Ao falar hoje à margem da colocação da primeira pedra da nova fábrica da Nestlé, em Coruche, Horta classificou a iniciativa de “um momento esperança dentro de um clima que não é tranquilo”. Quanto ao facto de o novo automóvel eléctrico da N-R ser apresentado em Portugal, o presidente da AICEP considerou que a iniciativa “abrirá possibilidades de investimento relacionados com esse projecto", notando que "é a possibilidade, não é a certeza de algum investimento relacionado com esse modelo ser feito aqui". Reconhecendo ter tido contactos nesse sentido, o presidente da AICEP garantiu que dará o "máximo do apoio possível" para concretizar o investimento. Segundo Horta, o carro eléctrico "tem uma autonomia para 200 quilómetros e anda como se fosse um carro a gasolina".
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