Os resultados parciais das eleições legislativas de sexta-feira, pelo círculo eleitoral de Cabinda dão vantagem ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) sobre a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA). Segundo o mapa actualizado de 8 de Setembro de 2008, dos 90.406 eleitores com votos válidos que compareceram nas Assembleias de voto, 53.050.24, seja 59,48% votaram a favor do MPLA e 31.416.09, seja 34,75% a favor da UNITA.
Porém, em relação às províncias angolanas, caso por exemplo do Namibe onde o partido no poder chegou a obter 94.45% e o partido do Galo Negro 2.84%, em Cabinda registou-se uma vantagem mínima ao MPLA sobre a UNITA por causa sobretudo dos resultados de votação expressos pelos trabalhadores da indústria petrolífera em que a maioria esmagadora votou a favor da UNITA. O desânimo é evidente no MPLA; e o segundo secretário do MPLA, Mangovo Tomé fala de fraude. Porém, segundo o Director de informação do MPLA, Rui Falcão, "a vitória não está em causa, somente a obtenção da maioria qualificada". No caso de obter 2/3 dos 220 assentos de deputados no parlamento, o actual partido no poder angolano está, com efeito, à altura de modificar a Constituição.
in Jornal de SãoTomé (www.jornal.st)
quarta-feira, setembro 10, 2008
terça-feira, setembro 09, 2008
Efacec ganha 4 aeroportos na Índia
A EFACEC vai fornecer e instalar sistemas de transporte de bagagens de partida e chegada em quatro novos terminais aeroportuários indianos, anunciou a empresa.
Fonte da empresa sublinhou que o negócio, no montante de 3 milhões de euros, reveste-se de enorme importância para o crescimento da actividade da Logística de Aeroportos, permitindo ainda o desenvolvimento das competências de engenharia e fabricação da joint venture local, Gearl, que irá “efectuar a assistência técnica e apoiar a operação durante o período de garantia de dois anos”. No concurso, lançado pela Autoridade Aeroportuária Indiana, que detém a concessão de 120 aeroportos na Índia, a empresa portuguesa, concorria com players mundiais como a alemã Siemens.
A obtenção deste contrato é resultado da estratégia de internacionalização que a Efacec tem vindo a implementar. Já em Janeiro deste ano, a empresa, de que é CEO, Luís Filipe Pereira, concretizou um importante passo neste seu objectivo de globalização ao estabelecer na Índia duas joint ventures com ogrupo C&S – Control and Switchgear.
Fonte da empresa sublinhou que o negócio, no montante de 3 milhões de euros, reveste-se de enorme importância para o crescimento da actividade da Logística de Aeroportos, permitindo ainda o desenvolvimento das competências de engenharia e fabricação da joint venture local, Gearl, que irá “efectuar a assistência técnica e apoiar a operação durante o período de garantia de dois anos”. No concurso, lançado pela Autoridade Aeroportuária Indiana, que detém a concessão de 120 aeroportos na Índia, a empresa portuguesa, concorria com players mundiais como a alemã Siemens.
A obtenção deste contrato é resultado da estratégia de internacionalização que a Efacec tem vindo a implementar. Já em Janeiro deste ano, a empresa, de que é CEO, Luís Filipe Pereira, concretizou um importante passo neste seu objectivo de globalização ao estabelecer na Índia duas joint ventures com ogrupo C&S – Control and Switchgear.
Portugal é 2º país de 27 com mais empregados sem qualificação
Cerca de 60 por cento da mão-de-obra em Portugal não tem qualquer formação específica, sendo apenas ultrapassada, entre 27 países ocidentais, pela Turquia, onde aquele indicador se situa nos 64%, revela um relatório internacional.
Os indicadores da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), referentes a este ano mas elaborados com base em dados de 2006, colocam ainda Portugal nos últimos lugares quanto à percentagem de trabalhadores com formação superior (cerca de 13%), a par da Itália e só à frente da Turquia (pouco mais de 10%).
Quanto à mão-de-obra especializada, Portugal é também o penúltimo, com 28%, de novo apenas à frente da Turquia (cerca de 25%), e no lado oposto da Holanda, com um pouco mais de 50%, da Austrália (à volta de metade) e da Suíça (48%).
Ainda de acordo com a OCDE, em 2006 países como o Canadá e Israel tinham apenas sete por cento da sua força laboral sem formação universitária nem qualquer especialização.
Holanda, Suíça, Finlândia, Noruega e Islândia surgem logo a seguir nos lugares cimeiros, enquanto no fundo da tabela, mas à frente de Portugal, aparecem a Polónia, Itália, República Checa, Hungria e Eslováquia. Espanha surge à frente deste grupo, com cerca de 40% dos empregados sem qualquer qualificação específica.
Os indicadores da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), referentes a este ano mas elaborados com base em dados de 2006, colocam ainda Portugal nos últimos lugares quanto à percentagem de trabalhadores com formação superior (cerca de 13%), a par da Itália e só à frente da Turquia (pouco mais de 10%).
Quanto à mão-de-obra especializada, Portugal é também o penúltimo, com 28%, de novo apenas à frente da Turquia (cerca de 25%), e no lado oposto da Holanda, com um pouco mais de 50%, da Austrália (à volta de metade) e da Suíça (48%).
Ainda de acordo com a OCDE, em 2006 países como o Canadá e Israel tinham apenas sete por cento da sua força laboral sem formação universitária nem qualquer especialização.
Holanda, Suíça, Finlândia, Noruega e Islândia surgem logo a seguir nos lugares cimeiros, enquanto no fundo da tabela, mas à frente de Portugal, aparecem a Polónia, Itália, República Checa, Hungria e Eslováquia. Espanha surge à frente deste grupo, com cerca de 40% dos empregados sem qualquer qualificação específica.
Manuel Pinho "ofendido" com expressão usada pelo Financial Times
Finalmente, o ministro da Economia, Manuel Pinho, mostrou-se "ofendido" com a designação de "Pigs" (porcos, em inglês) utilizada pelo jornal britânico 'Financial Times' para se referir aos quatro países do sul da Europa - Portugal, Itália, Grécia e Espanha.
"Enquanto português que gosta do seu País, eu fico ofendido com tamanha designação. Fico, sinceramente, muito ofendido que designem o meu País por esse termo", disse Pinho, que falava aos jornalistas após a inauguração do Troiaresort, que teve lugar ontem.
Questionado sobre um eventual protesto junto do jornal britânico, o ministro da Economia e Inovação optou por não revelar a intenção do Governo português. Num artigo intitulado ‘Pigs in muck’, o jornal britânico evidenciava o mau desempenho da economia e o agravamento do défice dos quatro países do sul da Europa - Portugal, Itália, Grécia e Espanha, depois de um período de crescimento na sequência da adesão à zona euro e à moeda única. O acrónimo utilizado por aquele que é considerado como um jornal de referência na área da economia está a gerar grande indignação nos quatro países visados.
"Enquanto português que gosta do seu País, eu fico ofendido com tamanha designação. Fico, sinceramente, muito ofendido que designem o meu País por esse termo", disse Pinho, que falava aos jornalistas após a inauguração do Troiaresort, que teve lugar ontem.
Questionado sobre um eventual protesto junto do jornal britânico, o ministro da Economia e Inovação optou por não revelar a intenção do Governo português. Num artigo intitulado ‘Pigs in muck’, o jornal britânico evidenciava o mau desempenho da economia e o agravamento do défice dos quatro países do sul da Europa - Portugal, Itália, Grécia e Espanha, depois de um período de crescimento na sequência da adesão à zona euro e à moeda única. O acrónimo utilizado por aquele que é considerado como um jornal de referência na área da economia está a gerar grande indignação nos quatro países visados.
sábado, setembro 06, 2008
Investimento de 125 milhões 'voa' de Évora para França
Foi por água abaixo o projecto para instalar em Évora uma fábrica para construir o novo avião do grupo francês GECI, o 'Skylander'.
Um projecto de 125 milhões de euros e três mil postos de trabalho (mil directos).
Paris resolveu em três semanas o que Lisboa não solucionou em quatro anos.
Afinal Évora já não vai ter a fábrica dos aviões Skylander, do grupo francês GECI, projecto que previa um investimento na ordem dos 125 milhões de euros, criando cerca três mil postos de trabalho (mil directos, os restantes indirectos). Num volte-face ocorrido nas últimas três semanas, e que incluiu o envolvimento directo do Presidente da França, Nicholas Sarkozy, a GECI decidiu construir a sua nova unidade fabril na região da Lorena, França. Há quatro anos que se preparava a instalação da fábrica em Évora (!?).
O projecto já tinha obtido o estatuto de PIN (projecto de interesse nacional). Em Maio de 2007, Serge Bitboul, presidente da GECI, chegou a prometer: "Estamos nos últimos acertos. Estará tudo [pronto] no Verão. Absolutamente." Em Maio deste ano um grupo de executivos do grupo francês esteve em Évora e Bitboul explicou: "Queremos que as direcções de topo das várias empresas da GECI espalhadas pelo mundo aproveitem para conhecer o Alentejo, sentir este lugar onde vamos desenvolver um dos nossos projectos nas próximas duas décadas."
A GECI anunciou a suas intenções anteontem à tarde na Bolsa de Paris após uma reunião de Serge Bitboul com o ministro francês Jean-Louis Borloo (do Ordenamento do Território). "Perante a oportunidade proposta pelo Estado [francês] e pela região da Lorena de instalar esta nova indústria aeronáutica em Chambley-Bussières e a vontade de respeitar o nosso calendário de projecto, procedemos à relocalização do programa", disse Bitboul. A decisão da GECI deve-se ao facto de "o desenvolvimento do projecto em Évora, nos prazos definidos, se ter tornado impossível face aos entraves e outras questões absurdas colocadas pela burocracia portuguesa".
"O governo francês contactou a GECI no início de Agosto e em três semanas resolveu o assunto que em Portugal as autoridades não conseguiram tratar em mais de quatro anos." A unidade fabril - que seria a primeira em Portugal de construção aeronáutica - construiria o Skylander-100, um bimotor turbopropulsor com capacidade para transportar até 3,3 toneladas de carga e capacidade para, no máximo, 29 pessoas. Poderá ter vários usos: humanitário, transporte médico, combate a incêndios. A GECI, que dizia já ter mais 180 encomendas para o novo aparelho, pretendia começar a fazer entregas em 2010. Seriam produzidos em Évora seis aviões por mês.
Um projecto de 125 milhões de euros e três mil postos de trabalho (mil directos).
Paris resolveu em três semanas o que Lisboa não solucionou em quatro anos.
Afinal Évora já não vai ter a fábrica dos aviões Skylander, do grupo francês GECI, projecto que previa um investimento na ordem dos 125 milhões de euros, criando cerca três mil postos de trabalho (mil directos, os restantes indirectos). Num volte-face ocorrido nas últimas três semanas, e que incluiu o envolvimento directo do Presidente da França, Nicholas Sarkozy, a GECI decidiu construir a sua nova unidade fabril na região da Lorena, França. Há quatro anos que se preparava a instalação da fábrica em Évora (!?).
O projecto já tinha obtido o estatuto de PIN (projecto de interesse nacional). Em Maio de 2007, Serge Bitboul, presidente da GECI, chegou a prometer: "Estamos nos últimos acertos. Estará tudo [pronto] no Verão. Absolutamente." Em Maio deste ano um grupo de executivos do grupo francês esteve em Évora e Bitboul explicou: "Queremos que as direcções de topo das várias empresas da GECI espalhadas pelo mundo aproveitem para conhecer o Alentejo, sentir este lugar onde vamos desenvolver um dos nossos projectos nas próximas duas décadas."
A GECI anunciou a suas intenções anteontem à tarde na Bolsa de Paris após uma reunião de Serge Bitboul com o ministro francês Jean-Louis Borloo (do Ordenamento do Território). "Perante a oportunidade proposta pelo Estado [francês] e pela região da Lorena de instalar esta nova indústria aeronáutica em Chambley-Bussières e a vontade de respeitar o nosso calendário de projecto, procedemos à relocalização do programa", disse Bitboul. A decisão da GECI deve-se ao facto de "o desenvolvimento do projecto em Évora, nos prazos definidos, se ter tornado impossível face aos entraves e outras questões absurdas colocadas pela burocracia portuguesa".
"O governo francês contactou a GECI no início de Agosto e em três semanas resolveu o assunto que em Portugal as autoridades não conseguiram tratar em mais de quatro anos." A unidade fabril - que seria a primeira em Portugal de construção aeronáutica - construiria o Skylander-100, um bimotor turbopropulsor com capacidade para transportar até 3,3 toneladas de carga e capacidade para, no máximo, 29 pessoas. Poderá ter vários usos: humanitário, transporte médico, combate a incêndios. A GECI, que dizia já ter mais 180 encomendas para o novo aparelho, pretendia começar a fazer entregas em 2010. Seriam produzidos em Évora seis aviões por mês.
'Financial Times' chama porco a Portugal
O jornal 'Financial Times' (FT) retomou o acrónimo para definir o défice de Portugal, Itália, Grécia e Espanha - PIGS, ou porcos, em português.
Salvador da Cunha, presidente da APECOM (Associação Portuguesa das Empresas de Conselho em Comunicação e Relações Públicas), diz que é motivo para um "incidente diplomático". Espanha, que também foi visada, já se queixou ao jornal britânico.
"O Governo português tem de se pronunciar sobre isto." É desta forma que Cunha, presidente da APECOM, reage ao artigo de opinião publicado pelo FT, que retoma o acrónimo para classificar os défices de Portugal, Itália, Grécia e Espanha - PIGS (o S é de Spain), em português, porcos.
Já o havia feito aquando da adesão de Portugal ao Euro. O jornal vai mais longe e apelida estes países de "pigs in muck" - porcos na pocilga, na tradução literal. "Há oito anos, os porcos chegaram realmente a voar. As suas economias dispararam depois da adesão à Zona Euro (...), mas agora os porcos estão a cair novamente por terra", lê-se no artigo publicado no dia 1 deste mês no FT.
Em Espanha, a DIRCOM - associação que reúne directores de comunicação de empresas como o Banco Santander, El Corte Inglés ou Repsol, entre muitas outras - enviou uma carta ao FT, já publicada pelo diário, em que considera que o termo usado é "depreciativo e degradante". E acrescenta que não pode ser "considerado como um jogo de palavras pouco feliz, nem uma anedota de mau gosto". O artigo de opinião, escrito pelos responsáveis do jornal britânico, é classificado pela entidade espanhola como um atentado à dignidade dos cidadãos, políticos e empresas daqueles países. Contactado João Palmeiro, presidente da Associação de Imprensa (API), este não quis tomar, para já, uma posição.
Salvador da Cunha, presidente da APECOM (Associação Portuguesa das Empresas de Conselho em Comunicação e Relações Públicas), diz que é motivo para um "incidente diplomático". Espanha, que também foi visada, já se queixou ao jornal britânico.
"O Governo português tem de se pronunciar sobre isto." É desta forma que Cunha, presidente da APECOM, reage ao artigo de opinião publicado pelo FT, que retoma o acrónimo para classificar os défices de Portugal, Itália, Grécia e Espanha - PIGS (o S é de Spain), em português, porcos.
Já o havia feito aquando da adesão de Portugal ao Euro. O jornal vai mais longe e apelida estes países de "pigs in muck" - porcos na pocilga, na tradução literal. "Há oito anos, os porcos chegaram realmente a voar. As suas economias dispararam depois da adesão à Zona Euro (...), mas agora os porcos estão a cair novamente por terra", lê-se no artigo publicado no dia 1 deste mês no FT.
Em Espanha, a DIRCOM - associação que reúne directores de comunicação de empresas como o Banco Santander, El Corte Inglés ou Repsol, entre muitas outras - enviou uma carta ao FT, já publicada pelo diário, em que considera que o termo usado é "depreciativo e degradante". E acrescenta que não pode ser "considerado como um jogo de palavras pouco feliz, nem uma anedota de mau gosto". O artigo de opinião, escrito pelos responsáveis do jornal britânico, é classificado pela entidade espanhola como um atentado à dignidade dos cidadãos, políticos e empresas daqueles países. Contactado João Palmeiro, presidente da Associação de Imprensa (API), este não quis tomar, para já, uma posição.
quarta-feira, agosto 27, 2008
Guerras e guerrinhas
É extremamente preocupante ver o tipo de clique que tomou conta da Rússia política. Líderes que tentam um novo programa de expansão à custa de grandiosidades territoriais passadas, e que encobrem o futuro sob um manto de regresso a uma cortina de ferro e a tempos de Guerra Fria.
Apoiada num bloco com a grandiosidade chinesa, levanta o pescoço numa tentativa de afirmação perante mundo, provavelmente desnecessária... reconhecendo independências de regiões integradas na Geórgia, um país independente e soberano. A abkhásia e a Ossétia do sul, querendo ou não as suas gentes separação da geórgia, a Rússia aproveita simplesmente a chance de afirmar o seu poderio e a sua tentativa hegemónica de controlo territorial, além de demonstrar de forma categórica tanto a sua ambiguidade como a falência das instituições supra nacionais, nomeadamente a ONU.
Claramente esta tomada de atitude esta programada, é sobretudo uma vingaça do ocidente devido à questão do Kosovo. Esta é a realidade óbvia, e o real propulsor das ultimas atitudes russas. Mas é apenas um propulsor de um sentimento latente na sociedade política russa.
Instituições como a ONU ficam fragilizadas, porque os grandes países, o conselho de segurança, apenas funciona em relação a quem não tem forma de se auto-sustentar. EUA, Rússia, China, desrespeitam a belo prazer... e no fim a sala doc CS da ONU apenas é a demonstração pública de um combate de egos...
Apoiada num bloco com a grandiosidade chinesa, levanta o pescoço numa tentativa de afirmação perante mundo, provavelmente desnecessária... reconhecendo independências de regiões integradas na Geórgia, um país independente e soberano. A abkhásia e a Ossétia do sul, querendo ou não as suas gentes separação da geórgia, a Rússia aproveita simplesmente a chance de afirmar o seu poderio e a sua tentativa hegemónica de controlo territorial, além de demonstrar de forma categórica tanto a sua ambiguidade como a falência das instituições supra nacionais, nomeadamente a ONU.
Claramente esta tomada de atitude esta programada, é sobretudo uma vingaça do ocidente devido à questão do Kosovo. Esta é a realidade óbvia, e o real propulsor das ultimas atitudes russas. Mas é apenas um propulsor de um sentimento latente na sociedade política russa.
Instituições como a ONU ficam fragilizadas, porque os grandes países, o conselho de segurança, apenas funciona em relação a quem não tem forma de se auto-sustentar. EUA, Rússia, China, desrespeitam a belo prazer... e no fim a sala doc CS da ONU apenas é a demonstração pública de um combate de egos...
quarta-feira, agosto 06, 2008
Brasil: Selo homenageia gastronomia luso-brasileira nos 200 anos da chegada da família real
A gastronomia luso-brasileira será homenageada com o lançamento de um selo comemorativo aos 200 anos da chegada da família real portuguesa ao Brasil, em 1808.
Criado pela artista Luciana Bricio e com uma tiragem de 600.000 unidades, o selo integra a "Série 200 Anos da Chegada da Família Real" lançada pela Empresa Brasileira de Correios (ECT) do Brasil.
Com um valor de face de 0,90 reais (0,37 euros), o selo destaca duas especialidades da culinária luso-brasileira: o cozido português e o quindim brasileiro.
O lançamento do selo decorrerá sexta-feira, em Brasília, num almoço na Embaixada de Portugal, organizado pela Academia do Bacalhau e Instituto Camões (IC).
O cardápio inclui um cozido completo à portuguesa, regado a vinho português, e, na sobremesa, os famosos quindins brasileiros.
"Trata-se de uma forma de homenagear as relações luso-brasileiras também na área da gastronomia", disse o presidente da Academia do Bacalhau, Delfim da Costa Almeida.
A "Série 200 Anos da Chegada da Família Real" incluiu o lançamento de 16 diferentes tipos de selo com homenagens a diversas instituições fundadas por D. João VI.
Entre as instituições homenageadas estão o Banco do Brasil, o Corpo de Fuzileiros Navais, o Poder Judiciário, o Superior Tribunal Militar e a Faculdade de Medicina da Bahia.
Criado pela artista Luciana Bricio e com uma tiragem de 600.000 unidades, o selo integra a "Série 200 Anos da Chegada da Família Real" lançada pela Empresa Brasileira de Correios (ECT) do Brasil.
Com um valor de face de 0,90 reais (0,37 euros), o selo destaca duas especialidades da culinária luso-brasileira: o cozido português e o quindim brasileiro.
O lançamento do selo decorrerá sexta-feira, em Brasília, num almoço na Embaixada de Portugal, organizado pela Academia do Bacalhau e Instituto Camões (IC).
O cardápio inclui um cozido completo à portuguesa, regado a vinho português, e, na sobremesa, os famosos quindins brasileiros.
"Trata-se de uma forma de homenagear as relações luso-brasileiras também na área da gastronomia", disse o presidente da Academia do Bacalhau, Delfim da Costa Almeida.
A "Série 200 Anos da Chegada da Família Real" incluiu o lançamento de 16 diferentes tipos de selo com homenagens a diversas instituições fundadas por D. João VI.
Entre as instituições homenageadas estão o Banco do Brasil, o Corpo de Fuzileiros Navais, o Poder Judiciário, o Superior Tribunal Militar e a Faculdade de Medicina da Bahia.
Portugueses compraram quase 230 mil portáteis entre Abril e Junho
Foram vendidos 228,3 mil computadores portáteis em Portugal no segundo trimestre deste ano, cerca de 50 mil a menos do que os contabilizados no mesmo período.
Segundo a análise da consultora, a Hewlett-Packard (HP) foi a fabricante que se destacou, tanto no segmento de desktops como portáteis, tendo vendido quase 70 mil equipamentos no período analisado, o que lhe valeu uma quota de mercado de 29,3%. O segundo lugar da tabela pertence à Toshiba, que vendeu 57,8 mil portáteis e viu o seu share subir de 18,5 para 25,3% em termos homólogos.
Entre as marcas internacionais, a Dell foi a que viu o seu volume de vendas aumentar mais. A fabricante norte-americana obteve um crescimento de 215,1% face ao mesmo período do ano passado, com 8,35 mil portáteis comercializados, seguida pela Toshiba (195%) e HP (147,6%).
Também a JP Sá Couto aumentou consideravelmente as suas vendas, obtendo um crescimento 197,5%. A fabricante passou de um volume de vendas na ordem dos 1,87 mil equipamentos para a comercialização de 5,549 mil portáteis no segundo trimestre deste ano e somou uma quota de mercado de 2,4%.
De um modo geral, todas as fabricantes, nacionais e internacionais, aumentaram as vendas e quota de mercado entre o segundo trimestre de 2007 e o mesmo período deste ano, à excepção da Sony, que registou um decréscimo de 4,3% e viu a sua quota de mercado cair até aos 3,1% face aos 6,9% registados há um ano.
Segundo a análise da consultora, a Hewlett-Packard (HP) foi a fabricante que se destacou, tanto no segmento de desktops como portáteis, tendo vendido quase 70 mil equipamentos no período analisado, o que lhe valeu uma quota de mercado de 29,3%. O segundo lugar da tabela pertence à Toshiba, que vendeu 57,8 mil portáteis e viu o seu share subir de 18,5 para 25,3% em termos homólogos.
Entre as marcas internacionais, a Dell foi a que viu o seu volume de vendas aumentar mais. A fabricante norte-americana obteve um crescimento de 215,1% face ao mesmo período do ano passado, com 8,35 mil portáteis comercializados, seguida pela Toshiba (195%) e HP (147,6%).
Também a JP Sá Couto aumentou consideravelmente as suas vendas, obtendo um crescimento 197,5%. A fabricante passou de um volume de vendas na ordem dos 1,87 mil equipamentos para a comercialização de 5,549 mil portáteis no segundo trimestre deste ano e somou uma quota de mercado de 2,4%.
De um modo geral, todas as fabricantes, nacionais e internacionais, aumentaram as vendas e quota de mercado entre o segundo trimestre de 2007 e o mesmo período deste ano, à excepção da Sony, que registou um decréscimo de 4,3% e viu a sua quota de mercado cair até aos 3,1% face aos 6,9% registados há um ano.
Guiné-Bissau: A mesma notícia, leituras diferentes
Intitulada "Crise política na Guiné-Bissau: Presidente da República dissolve Assembleia" a notícia da Agence France-Presse, divulgada no sítio Jeune afrique.com, dá detalhes preciosos sobre a nova crise política guineense.
Segundo a notícia, que caracteriza a Guiné-Bissau como um "pequeno país minado pela instabilidade política e entre os mais pobres do mundo", o PR "decidiu dissolver a Assembleia national depois de ter recebido todos os partidos políticos, a sociedade civil e o Conselho de Estado". Mas, se até aqui não há nada de novo em comparação com a notícia da Agência Lusa, a AFP começa a tirar conclusões acerca do sucedido.
Assim, adianta que "não foram oficialmente dadas razões" para esta atitude de Nino Vieira e que, repare-se agora "o Primeiro Ministro, Martinho Ndafa Cabi, estava ausente do país por razões de saúde". O PM estava ausente por estar doentinho... Era caso para rir, se não fosse demasiado sério. Estes "motivos de saúde" fazem parte da lista dos argumentos mais usados pelas chancelarias ocidentais quando querem tirar de um país algum dirigente seu protegido.
Nesta altura da notícia ansiamos por novos detalhes.
Depois de sabermos, e não é propriamente uma novidade, que a antiga colónia "est confronté depuis plusieurs années à d'incessants remous politiques", e de ser feito um ponto da situação semelhante ao da Lusa, adianta-se que Nino tem 69 anos e que a Guiné atravessa uma crise económica e social. Mas há mais. A Guiné-Bissau, e não resisto a transcrever, "dont la noix de cajou constitue officiellement la première recette à l'exportation, est de plus en plus considérée comme un "narco-Etat" et une des principales portes d'entrée en Afrique de l'Ouest de la cocaïne sud-américaine avant son acheminement vers les marchés européens". E "dans un pays miné par la corruption et aux infrastructures défaillantes, les narcotrafiquants se font de plus en plus menaçants. La ministre de la Justice bissau-guinéenne, Carmelita Pires, a déclaré la semaine dernière avoir reçu des menaces de mort en relation avec la saisie à Bissau d'un avion qui avait transporté quelque 500 kg de cocaïne. La drogue a disparu avant l'arrivée de la police."
Ironia... Não me recordo de ver este problema discutido na Cimeira de Chefes de Estado da CPLP. Porque terá sido?
Segundo a notícia, que caracteriza a Guiné-Bissau como um "pequeno país minado pela instabilidade política e entre os mais pobres do mundo", o PR "decidiu dissolver a Assembleia national depois de ter recebido todos os partidos políticos, a sociedade civil e o Conselho de Estado". Mas, se até aqui não há nada de novo em comparação com a notícia da Agência Lusa, a AFP começa a tirar conclusões acerca do sucedido.
Assim, adianta que "não foram oficialmente dadas razões" para esta atitude de Nino Vieira e que, repare-se agora "o Primeiro Ministro, Martinho Ndafa Cabi, estava ausente do país por razões de saúde". O PM estava ausente por estar doentinho... Era caso para rir, se não fosse demasiado sério. Estes "motivos de saúde" fazem parte da lista dos argumentos mais usados pelas chancelarias ocidentais quando querem tirar de um país algum dirigente seu protegido.
Nesta altura da notícia ansiamos por novos detalhes.
Depois de sabermos, e não é propriamente uma novidade, que a antiga colónia "est confronté depuis plusieurs années à d'incessants remous politiques", e de ser feito um ponto da situação semelhante ao da Lusa, adianta-se que Nino tem 69 anos e que a Guiné atravessa uma crise económica e social. Mas há mais. A Guiné-Bissau, e não resisto a transcrever, "dont la noix de cajou constitue officiellement la première recette à l'exportation, est de plus en plus considérée comme un "narco-Etat" et une des principales portes d'entrée en Afrique de l'Ouest de la cocaïne sud-américaine avant son acheminement vers les marchés européens". E "dans un pays miné par la corruption et aux infrastructures défaillantes, les narcotrafiquants se font de plus en plus menaçants. La ministre de la Justice bissau-guinéenne, Carmelita Pires, a déclaré la semaine dernière avoir reçu des menaces de mort en relation avec la saisie à Bissau d'un avion qui avait transporté quelque 500 kg de cocaïne. La drogue a disparu avant l'arrivée de la police."
Ironia... Não me recordo de ver este problema discutido na Cimeira de Chefes de Estado da CPLP. Porque terá sido?
Brasileiros podem viajar dentro CPLP com vistos curta duração
Os cidadãos brasileiros poderão viajar para os países de língua portuguesa com vistos de curta duração, que dependem de menos burocracia para ser emitidos.
O Acordo sobre Estabelecimento de Requisitos Comuns Máximos para a Instrução de Processos de Curta Duração entre a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) foi promulgado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Assinado em 2002, em Brasília, durante a IV Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da CPLP, o acordo facilita o trânsito entre cidadãos de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
Os requisitos para concessão de visto de curta duração incluem viagens de trânsito, turismo e de negócios.
A documentação exigida para concessão do visto passa a ser apenas duas fotografias, passaporte com pelo menos três meses de validade, prova de meios de subsistência, bilhete de passagem ida e volta e certificado internacional de vacinação.
"A emissão de vistos de curta duração por parte de um Estado-membro a cidadãos nacionais de qualquer outro Estado-membro deverá ser efectuada no mais curto espaço de tempo, não devendo ultrapassar o prazo máximo de sete dias", refere um dos artigos do acordo.
O Acordo sobre Estabelecimento de Requisitos Comuns Máximos para a Instrução de Processos de Curta Duração entre a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) foi promulgado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Assinado em 2002, em Brasília, durante a IV Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da CPLP, o acordo facilita o trânsito entre cidadãos de Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
Os requisitos para concessão de visto de curta duração incluem viagens de trânsito, turismo e de negócios.
A documentação exigida para concessão do visto passa a ser apenas duas fotografias, passaporte com pelo menos três meses de validade, prova de meios de subsistência, bilhete de passagem ida e volta e certificado internacional de vacinação.
"A emissão de vistos de curta duração por parte de um Estado-membro a cidadãos nacionais de qualquer outro Estado-membro deverá ser efectuada no mais curto espaço de tempo, não devendo ultrapassar o prazo máximo de sete dias", refere um dos artigos do acordo.
Guiné-Bissau: Carlos Correia Primeiro-Ministro pela 3ª vez
Carlos Correia foi terça-feira chamado pelo Presidente da República (PR) da Guiné-Bissau, João Bernardo "Nino" Vieira, para ser, pela terceira vez, Primeiro-Ministro (PM), com o objectivo de liderar o executivo até às eleições legislativas de Novembro.
PM pela primeira vez depois de o país ser aberto ao multipartidarismo, no inicio da década de 90 do século XX, Correia deixaria o executivo com o advento das primeiras eleições pluralistas da 1994, que viria parar novamente às suas mãos em 1997.
Nesse hiato, o cargo foi desempenhado pelo actual 1.º vice-presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Manuel Saturnino Costa, tendo Correia sido surpreendido com o início do conflito militar de 7 de Junho de 1998, que levaria à destituição, 11 meses mais tarde, a 7 de Maio de 1999, de Nino.
Correia, que substitui Martinho Ndafa Cabi, empossado a 13 de Abril de 2007, torna-se assim o 17º chefe de executivo - entre 15 personalidades - do país em 35 anos de independência.
O primeiro PM da Guiné-Bissau foi Francisco Mendes, conhecido por Tchico Té, quando o país ascendeu à independênciade Portugal, a 24 de Setembro de 1973. Sempre na esteira do partido-Estado, o PAIGC foi obrigado a escolher um novo PM nos finais dos anos 70, depois de Té ter falecido.
Constantino Teixeira passou então a chefiar o governo, que exerceu durante cerca de 2 meses e meio (7 de Julho a 28 de Setembro de 1978), até ser substituído precisamente pelo actual PR, Nino.
Este acabaria por acumularia com a tutela da pasta da Defesa até 14 de Novembro de 1980, dia em que liderou um golpe de Estado em que derrubou o regime de Luís Cabral, o então PM.
Consumado o golpe, Nino ascendeu a PR do país e indigitou PM Vítor Saúde Maria, que chefiava, na altura, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e que, mais tarde, em 1991, fundou e liderou o Partido Unido Social-Democrata (PUSD).
Saúde Maria, que faleceu em 2000, manteve-se no cargo até meados dos anos 80, altura em que foi acusado por Nino de fomentar uma tentativa de golpe de Estado, em 1985.
Na ocasião, Nino acabou com o cargo de PM, só o voltando a criar com a abertura do país ao multipartidarismo, no início dos anos 90, tendo escolhido Correia para chefiar o executivo, substituído, após as legislativas de 1994, por Saturnino Costa.
Em Dezembro de 1998, a Guiné conhece o primeiro de 2 governos de transição, com Francisco Fadul a assumir o cargo até à realização de eleições gerais, em Novembro de 1999, ganhas pelo Partido da Renovação Social (PRS), então liderado por Kumba Ialá.
Ao longo dos cerca de 3 anos e meio de presidência de Ialá (Fevereiro de 2000 a Setembro de 2003), a Guiné conheceu 4 PM: Caetano Intchamá, Faustino Embali, Alamara Nhassé e Mário Pires.
Este último, acabaria por cair na sequência do golpe de Estado que também derrubou o regime de Ialá, a 14 de Setembro de 2003, a que se seguiu o segundo e último governo de transição, liderado por Artur Sanhá, secretário-geral do PRS.
Sanhá chefiou a transição até às legislativas de Março de 2004, ganhas pelo PAIGC, e que levaram o líder do antigo partido único, Carlos Gomes Júnior, a assumir o executivo até 28 de Outubro de 2005, dia em que Nino, entretanto vencedor das presidenciais de Junho e Julho desse ano, o exonerou.
Nesse mesmo dia, o escolhido por Nino foi Aristides Gomes, que chefiou o executivo até 13 de Abril de 2007, altura em que, depois de mais uma crise política, Nino nomeou Martinho Ndafa Cabi.
O executivo de Cabi durou, assim, 15 meses e 23 dias, até que terça-feira, sempre Nino e sempre devido à crise política (desde que aderiu ao multipartidarismo, em 1991, a Guiné nunca concluiu uma legislatura) o exonerou e substituiu por Carlos Correia.
PM pela primeira vez depois de o país ser aberto ao multipartidarismo, no inicio da década de 90 do século XX, Correia deixaria o executivo com o advento das primeiras eleições pluralistas da 1994, que viria parar novamente às suas mãos em 1997.
Nesse hiato, o cargo foi desempenhado pelo actual 1.º vice-presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Manuel Saturnino Costa, tendo Correia sido surpreendido com o início do conflito militar de 7 de Junho de 1998, que levaria à destituição, 11 meses mais tarde, a 7 de Maio de 1999, de Nino.
Correia, que substitui Martinho Ndafa Cabi, empossado a 13 de Abril de 2007, torna-se assim o 17º chefe de executivo - entre 15 personalidades - do país em 35 anos de independência.
O primeiro PM da Guiné-Bissau foi Francisco Mendes, conhecido por Tchico Té, quando o país ascendeu à independênciade Portugal, a 24 de Setembro de 1973. Sempre na esteira do partido-Estado, o PAIGC foi obrigado a escolher um novo PM nos finais dos anos 70, depois de Té ter falecido.
Constantino Teixeira passou então a chefiar o governo, que exerceu durante cerca de 2 meses e meio (7 de Julho a 28 de Setembro de 1978), até ser substituído precisamente pelo actual PR, Nino.
Este acabaria por acumularia com a tutela da pasta da Defesa até 14 de Novembro de 1980, dia em que liderou um golpe de Estado em que derrubou o regime de Luís Cabral, o então PM.
Consumado o golpe, Nino ascendeu a PR do país e indigitou PM Vítor Saúde Maria, que chefiava, na altura, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e que, mais tarde, em 1991, fundou e liderou o Partido Unido Social-Democrata (PUSD).
Saúde Maria, que faleceu em 2000, manteve-se no cargo até meados dos anos 80, altura em que foi acusado por Nino de fomentar uma tentativa de golpe de Estado, em 1985.
Na ocasião, Nino acabou com o cargo de PM, só o voltando a criar com a abertura do país ao multipartidarismo, no início dos anos 90, tendo escolhido Correia para chefiar o executivo, substituído, após as legislativas de 1994, por Saturnino Costa.
Em Dezembro de 1998, a Guiné conhece o primeiro de 2 governos de transição, com Francisco Fadul a assumir o cargo até à realização de eleições gerais, em Novembro de 1999, ganhas pelo Partido da Renovação Social (PRS), então liderado por Kumba Ialá.
Ao longo dos cerca de 3 anos e meio de presidência de Ialá (Fevereiro de 2000 a Setembro de 2003), a Guiné conheceu 4 PM: Caetano Intchamá, Faustino Embali, Alamara Nhassé e Mário Pires.
Este último, acabaria por cair na sequência do golpe de Estado que também derrubou o regime de Ialá, a 14 de Setembro de 2003, a que se seguiu o segundo e último governo de transição, liderado por Artur Sanhá, secretário-geral do PRS.
Sanhá chefiou a transição até às legislativas de Março de 2004, ganhas pelo PAIGC, e que levaram o líder do antigo partido único, Carlos Gomes Júnior, a assumir o executivo até 28 de Outubro de 2005, dia em que Nino, entretanto vencedor das presidenciais de Junho e Julho desse ano, o exonerou.
Nesse mesmo dia, o escolhido por Nino foi Aristides Gomes, que chefiou o executivo até 13 de Abril de 2007, altura em que, depois de mais uma crise política, Nino nomeou Martinho Ndafa Cabi.
O executivo de Cabi durou, assim, 15 meses e 23 dias, até que terça-feira, sempre Nino e sempre devido à crise política (desde que aderiu ao multipartidarismo, em 1991, a Guiné nunca concluiu uma legislatura) o exonerou e substituiu por Carlos Correia.
Portugal ganha a Espanha investimento da Air Liquide
O gigante francês Air Liquide tem em curso um forte plano de investimentos na Europa, em que Portugal é um dos protagonistas.
A empresa produtora de gases industriais e medicinais, em vez de Espanha, decidiu investir perto de 130 milhões de euros no mercado português.
"Estamos a investir, numa perspectiva de longo prazo, em duas novas unidades produtivas, em Sines e Estarreja, e num centro de enchimento de garrafas na Arruda dos Vinhos", sintetiza o director-geral para a Península Ibérica da Air Liquide. Etienne Hubert assume que "antes de decidir realizar estes investimentos em Portugal, reflectimos muito e tínhamos duas ou três alternativas em Espanha".
terça-feira, agosto 05, 2008
Guiné-Bissau: PR dissolve Assembleia Nacional Popular
O Presidente da Guiné-Bissau dissolveu a Assembleia Nacional Popular na sequência da "grave crise institucional" que afecta o país, segundo um decreto presidencial divulgado hoje em Bissau.
Abre-se novamente caminho à consequente crise interna...
Abre-se novamente caminho à consequente crise interna...
"A ASAE, os "CSI labs" e as eleições" por Camilo Lourenço
A nossa qualidade de vida melhorou porque acabaram os galheteiros nos restaurantes? Ou porque se proibiu as bolas de Berlim nas praias? Ou porque estabelecimentos artesanais, que faziam queijinhos, requeijão e bolos de amêndoa fecharam as portas?
A nossa qualidade de vida melhorou porque acabaram os galheteiros nos restaurantes? Ou porque se proibiu as bolas de Berlim nas praias? Ou porque estabelecimentos artesanais, que faziam queijinhos, requeijão e bolos de amêndoa fecharam as portas? Apesar do estômago delicado, não me lembro de nenhuma intoxicação provocada pelo abuso destes e de outros produtos. Em compensação, e a coberto de um fundamentalismo bacoco, íamos dando cabo de actividades típicas de certas regiões. Aquelas que respondem por parte do emprego (não assegurado pelas autarquias) e da riqueza locais. A revisão das normas que regulamentam estas actividades é bem-vinda (o jeito que dá ter eleições à porta...). Sobretudo porque limita a inépcia da ASAE, que atirava em tudo o que mexia na área alimentar se não tivesse a assepsia dos laboratórios CSI (o seu presidente até chegou a dizer que mais 50% dos restaurantes teriam de fechar as portas).
Todos ganhamos com regras que melhoram a higiene e segurança alimentar. Mas todos perdemos com exageros que dão cabo de produtos (cuja receita atravessou, em certos casos, gerações inteiras) que ajudam a pôr certas regiões no mapa e, até, a diferenciar o País de outros (gastronomia e produtos regionais são variáveis fundamentais no turismo de qualidade). Pormenor importante numa altura em que a globalização ameaça homogeneizar tudo e mais alguma coisa.
A nossa qualidade de vida melhorou porque acabaram os galheteiros nos restaurantes? Ou porque se proibiu as bolas de Berlim nas praias? Ou porque estabelecimentos artesanais, que faziam queijinhos, requeijão e bolos de amêndoa fecharam as portas? Apesar do estômago delicado, não me lembro de nenhuma intoxicação provocada pelo abuso destes e de outros produtos. Em compensação, e a coberto de um fundamentalismo bacoco, íamos dando cabo de actividades típicas de certas regiões. Aquelas que respondem por parte do emprego (não assegurado pelas autarquias) e da riqueza locais. A revisão das normas que regulamentam estas actividades é bem-vinda (o jeito que dá ter eleições à porta...). Sobretudo porque limita a inépcia da ASAE, que atirava em tudo o que mexia na área alimentar se não tivesse a assepsia dos laboratórios CSI (o seu presidente até chegou a dizer que mais 50% dos restaurantes teriam de fechar as portas).
Todos ganhamos com regras que melhoram a higiene e segurança alimentar. Mas todos perdemos com exageros que dão cabo de produtos (cuja receita atravessou, em certos casos, gerações inteiras) que ajudam a pôr certas regiões no mapa e, até, a diferenciar o País de outros (gastronomia e produtos regionais são variáveis fundamentais no turismo de qualidade). Pormenor importante numa altura em que a globalização ameaça homogeneizar tudo e mais alguma coisa.
Timor-Leste: Ban Ki-moon critica forças de segurança
Timor-Leste vai continuar a necessitar de uma "robusta" presença de forças policiais das Nações Unidas e do envolvimento da comunidade internacional para garantir a sua estabilidade, defendeu o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
Num relatório ao Conselho de Segurança, divulgado segunda-feira, Ban Ki-moon recomendou que não sejam feitos quaisquer "ajustamentos" ao mandato da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT).
Fontes na ONU disseram que as recomendações serão analisadas pelo Conselho de Segurança no dia 19 de Agosto.
Este é o primeiro relatório do secretário-geral da ONU sobre a situação em Timor-Leste desde as tentativas de assassinato do Presidente e primeiro-ministro timorenses, a 11 de Fevereiro.
Face a esses acontecimentos "deploráveis", Ban Ki-moon saudou a actuação "firme e racional" do primeiro-ministro, Xanana Gusmão, o facto de o Parlamento ter funcionado "efectivamente como um fórum de debate em resposta aos acontecimentos", os dirigentes dos partidos por terem apelado aos seus apoiantes para permanecerem calmos e a população em geral, que "demonstrou fé na capacidade do Estado em fazer face à situação".
Saudou também o Presidente da República, José Ramos-Horta, pelo "seu empenho para com o diálogo a todos os níveis" desde que regressou da Austrália, onde recuperou dos ferimentos sofridos a 11 de Fevereiro.
Num relatório ao Conselho de Segurança, divulgado segunda-feira, Ban Ki-moon recomendou que não sejam feitos quaisquer "ajustamentos" ao mandato da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT).
Fontes na ONU disseram que as recomendações serão analisadas pelo Conselho de Segurança no dia 19 de Agosto.
Este é o primeiro relatório do secretário-geral da ONU sobre a situação em Timor-Leste desde as tentativas de assassinato do Presidente e primeiro-ministro timorenses, a 11 de Fevereiro.
Face a esses acontecimentos "deploráveis", Ban Ki-moon saudou a actuação "firme e racional" do primeiro-ministro, Xanana Gusmão, o facto de o Parlamento ter funcionado "efectivamente como um fórum de debate em resposta aos acontecimentos", os dirigentes dos partidos por terem apelado aos seus apoiantes para permanecerem calmos e a população em geral, que "demonstrou fé na capacidade do Estado em fazer face à situação".
Saudou também o Presidente da República, José Ramos-Horta, pelo "seu empenho para com o diálogo a todos os níveis" desde que regressou da Austrália, onde recuperou dos ferimentos sofridos a 11 de Fevereiro.
Lusofonia: Macau disponível para alargar cooperação com Moçambique
"Tive encontros com o Chefe do Executivo e com o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Fernando Chui Sai On, que me manifestou total disponibilidade de Macau para cooperar com o nosso país em mais áreas como a educação", disse David Simango, que chegou segunda-feira a Macau.
O ministro visitou Macau para acompanhar a evolução do estágio dos atletas olímpicos moçambicanos no território antes de seguir hoje para Pequim e no regresso a Maputo vai "informar o Governo da abertura do Executivo de Macau a maior cooperação".
"Já existe cooperação com Macau e estamos agora a falar de alargar o leque desse trabalho para outras áreas porque foi na base da cooperação desportiva que foi possível organizar aqui o estágio de vários atletas olímpicos", concluiu.
O ministro visitou Macau para acompanhar a evolução do estágio dos atletas olímpicos moçambicanos no território antes de seguir hoje para Pequim e no regresso a Maputo vai "informar o Governo da abertura do Executivo de Macau a maior cooperação".
"Já existe cooperação com Macau e estamos agora a falar de alargar o leque desse trabalho para outras áreas porque foi na base da cooperação desportiva que foi possível organizar aqui o estágio de vários atletas olímpicos", concluiu.
Cabo Verde: UE disponibiliza 51 M€ do décimo FED
Cabo Verde vai receber da União Europeia (UE) 51 milhões de euros no quadro do X Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) para para o período 2008/2013.
O programa de cooperação, assinado hoje na capital cabo-verdiana prioriza o apoio à implementação da estratégia de crescimento económico e redução da pobreza e um programa de boa governação, com mais de 30 milhões euros.
O segundo grande domínio é o apoio ao desenvolvimento das actividades da parceria especial entre Cabo Verde e a União Europeia com cerca de mais de 10 milhões de euros.
Segundo explicou a ministra das Finanças cabo-verdiana, Cristina Duarte, outros projectos serão contemplados no âmbito do 10º FED.
"Além desses dois domínios de concentração, o programa consagrará recursos para acções de cooperação técnica e para o desenvolvimento da capacidade institucional de organizações da sociedade civil, e ainda para a contribuição do envelope nacional do FED a um importante programa de cooperação (32 milhões de euros) entre os PALOP-Timor Leste e a Comissão Europeia", afirmou.
O embaixador da UE em Cabo Verde, Josep Coll, afirmou que o país entrou numa nova fase com a classificação de país de rendimento médio pelo que nos primeiros tempos os parceiros terão de apoiar o país para que sejam consolidados os ganhos já obtidos.
O programa de cooperação, assinado hoje na capital cabo-verdiana prioriza o apoio à implementação da estratégia de crescimento económico e redução da pobreza e um programa de boa governação, com mais de 30 milhões euros.
O segundo grande domínio é o apoio ao desenvolvimento das actividades da parceria especial entre Cabo Verde e a União Europeia com cerca de mais de 10 milhões de euros.
Segundo explicou a ministra das Finanças cabo-verdiana, Cristina Duarte, outros projectos serão contemplados no âmbito do 10º FED.
"Além desses dois domínios de concentração, o programa consagrará recursos para acções de cooperação técnica e para o desenvolvimento da capacidade institucional de organizações da sociedade civil, e ainda para a contribuição do envelope nacional do FED a um importante programa de cooperação (32 milhões de euros) entre os PALOP-Timor Leste e a Comissão Europeia", afirmou.
O embaixador da UE em Cabo Verde, Josep Coll, afirmou que o país entrou numa nova fase com a classificação de país de rendimento médio pelo que nos primeiros tempos os parceiros terão de apoiar o país para que sejam consolidados os ganhos já obtidos.
Fradique de Menezes: São Tomé "gastou depressa" receita do petróleo
As receitas petrolíferas de São Tomé e Príncipe foram "muito rapidamente" usadas e as autoridades ficaram, agora, com a tarefa de lidar com fortes as expectativas criadas, afirmou na segunda-feira o presidente de São Tomé e Príncipe, Fradique de Menezes.
"A ideia de que temos muito petróleo tem criado problemas junto da comunidade internacional. [...] E quando nos apresentamos para pedir o perdão da dívida, perguntam porquê, já que nós “temos” muito petróleo", afirmou o PR são-tomense.
Falando no início do Fórum de Investimento 2008, organizado pela Autoridade de Exploração Conjunta de Petróleo São Tomé-Nigéria, Fradique afirmou que essas expectativas também "continuam a reinar nos cidadãos" do arquipélago.
Os "cento e tal milhões de dólares" de receitas de atribuição de licenças de exploração de blocos, "para um país pequeno, foram muito rapidamente utilizados", admitiu o chefe de Estado.
"A ideia de que temos muito petróleo tem criado problemas junto da comunidade internacional. [...] E quando nos apresentamos para pedir o perdão da dívida, perguntam porquê, já que nós “temos” muito petróleo", afirmou o PR são-tomense.
Falando no início do Fórum de Investimento 2008, organizado pela Autoridade de Exploração Conjunta de Petróleo São Tomé-Nigéria, Fradique afirmou que essas expectativas também "continuam a reinar nos cidadãos" do arquipélago.
Os "cento e tal milhões de dólares" de receitas de atribuição de licenças de exploração de blocos, "para um país pequeno, foram muito rapidamente utilizados", admitiu o chefe de Estado.
segunda-feira, agosto 04, 2008
Macau mantém tendência de subida em visitantes e alarga margem para Hong Kong
A antiga possessão portuguesa confirmou no primeiro semestre do ano a tendência de subida do sector do turismo ao receber quase mais um milhão de visitantes que a vizinha Hong Kong, segundo dados estatísticos.
Entre Janeiro e Junho, Macau recebeu 14,9 milhões de visitantes, 8,77 milhões dos quais oriundos do continente chinês enquanto que Hong Kong acolhia 14,1 milhões de pessoas, 7,89 das quais da China continental.
A forte subida do turismo de Macau, que no primeiro semestre registou um aumento de 18,1% face ao mesmo período de 2007, tem potenciado a aproximação e a passagem de Hong Kong em termos de visitantes já que a antiga colónia britânica verifica apenas crescimentos de 8,9% nos primeiros seis meses de 2008 face ao primeiro semestre de 2007.
Os novos hotéis, espaços comerciais e casinos e a maior abertura chinesa ao turismo foram responsáveis pelo forte crescimento do turismo em Macau que este ano deverá atingir cerca de 30 milhões de visitantes, contra cerca de 27 milhões em 2007.
Macau tem 29 km2 e uma população de 538.000 pessoas estimadas no final de 2007.
Entre Janeiro e Junho, Macau recebeu 14,9 milhões de visitantes, 8,77 milhões dos quais oriundos do continente chinês enquanto que Hong Kong acolhia 14,1 milhões de pessoas, 7,89 das quais da China continental.
A forte subida do turismo de Macau, que no primeiro semestre registou um aumento de 18,1% face ao mesmo período de 2007, tem potenciado a aproximação e a passagem de Hong Kong em termos de visitantes já que a antiga colónia britânica verifica apenas crescimentos de 8,9% nos primeiros seis meses de 2008 face ao primeiro semestre de 2007.
Os novos hotéis, espaços comerciais e casinos e a maior abertura chinesa ao turismo foram responsáveis pelo forte crescimento do turismo em Macau que este ano deverá atingir cerca de 30 milhões de visitantes, contra cerca de 27 milhões em 2007.
Macau tem 29 km2 e uma população de 538.000 pessoas estimadas no final de 2007.
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