quarta-feira, novembro 19, 2008

Wine Spectator distingue vinho da Quinta do Crasto

O vinho Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2005 foi considerado, este ano, o terceiro melhor do mundo pela revista norte-americana Wine Spectator, que, pela primeira vez, classificou um vinho português nos 10 melhores do seu ranking anual. Considerada internacionalmente "a Bíblia" dos vinhos, a Wine Spectator analisou mais de 19.500 vinhos na elaboração do Top 100 de 2008, tendo eleito o chileno Clos Apalta Colchagua Valley 2005, Casa Lapostolle, como o melhor do mundo. Seguiu-se na classificação o francês Château Rauzan-Ségla, Margaux 2005.

Para além da posição destacada da Quinta do Crasto, surgem ainda entre os 100 melhores do mundo o Sogrape Dão Callabriga 2005 (no 57.º lugar), o Churchill Douro Churchill Estates 2006 (no 90.º lugar) e o Niepoort Douro Vertente 2005 (na 98.ª posição). A Região Demarcada do Douro surge, assim, como a mais representada de Portugal nesta lista, com três dos vinhos escolhidos, seguida pela região do Dão, com um vinho. Situada na margem direita do rio Douro, entre a Régua e o Pinhão, a Quinta do Crasto é uma propriedade com cerca de 130 hectares, dos quais 70 são ocupados por vinhas. É propriedade da família de Leonor e Jorge Roquette há mais de um século. "É uma excelente notícia para a Quinta do Crasto, para o Douro e para Portugal, porque a Wine Spectator é a mais influente revista do mundo dos vinhos", comentou o crítico de vinhos Rui Falcão.

O Reserva Vinhas Velhas 2005 foi o último vinho elaborado pela enóloga Susana Esteban, a partir de vinhas que têm entre 50 e 80 anos. Rui Falcão diz que "é um vinho que, entre outros, tem um grande mérito. Ao contrário do que acontece com os vinhos de top do Douro, cujas produções andam entre as cinco mil e as dez mil garrafas, este teve uma produção de 33 mil". Para Rui Falcão, este vinho é dos que melhor exemplifica o espírito do Douro. "Combina uma grande delicadeza, a elegância da fruta, com o carácter viril do Douro. Provamo-lo e visualizamos logo a região, a sua rudeza."

Indonésia pretende estatuto de observador da CPLP

A Indonésia deu início aos contactos para obter o estatuto de observador associado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), disse hoje o embaixador indonésio em Lisboa.
Francisco Lopes da Cruz reivindicou para si essa ideia e indicou ter mantido já contactos informais quer com o governo de Jacarta, quer com as diferentes autoridades portuguesas e com o secretariado-executivo da própria CPLP, que se mostraram disponíveis para analisar o assunto.
"Foi uma ideia que abordei há cerca de dois anos e, na altura, conversei com o Presidente da República, com o presidente do Parlamento e com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal", disse Lopes da Cruz, e estes, recordou, acolheram com satisfação a ideia.
Para já, acrescentou, trata-se apenas de "conversas informais", tendo Lopes da Cruz garantido que também falou com os chefes da diplomacia timorense e indonésia.
"A ideia surgiu porque, entre outras razões, a Indonésia tem Timor-Leste como vizinho e as relações entre os dois países são excelentes. Por outro lado, há muitas razões de ordem histórica que ligam a Indonésia a Portugal", sustentou, exemplificando com o facto de a língua indonésia contar com cerca de duas mil palavras de origem portuguesa.

As semelhanças entre os dois idiomas permite que cerca de 80% das palavras portuguesas terminadas em "ão" sejam, em Baasa, terminadas em "si".
"Há quatro anos, a Indonésia começou a demonstrar interesse em aprofundar as relações com Portugal, tendo sido criado na Universidade de Jacarta um curso de Língua Portuguesa, que tem tido bastante sucesso", afirmou.
Em fins de Outubro, uma delegação do parlamento indonésio esteve em Portugal para, entre outras questões, abordar a adesão da Indonésia à CPLP, quer com a Assembleia da República, através do seu presidente Jaime Gama, quer com o secretário-executivo da organização, Domingos Simões Pereira.

terça-feira, novembro 18, 2008

Reitor da Católica: Estado devia pedir desculpa a jesuítas

O reitor da Universidade Católica Portuguesa, Braga da Cruz, disse hoje que seria justo se o Estado português pedisse desculpa aos jesuítas na celebração do centenário da República, que se assinala em 2010.
As declarações do reitor foram feitas na abertura do Congresso Internacional sobre o Padre António Vieira "Ver, ouvir, falar: o grande teatro do mundo", que hoje teve início na Universidade Católica, no âmbito das celebrações do IV centenário do nascimento do missionário jesuíta.
"Seria justo se na celebração do centenário da República que se aproxima, o Estado pedisse desculpa aos jesuítas e outras ordens, não num gesto de reconciliação mas de reconhecimento pelo que têm feito pela cultura portuguesa", disse Braga da Cruz.
Este gesto seria, de acordo com o reitor da Universidade Católica, "justo e cheio de significado", após os actos de perseguição e ordens de expulsão feitos no passado contra os jesuítas.

Se a estupidez matasse...

Portugal à frente na investigação com células estaminais

A investigação com células estaminais em Portugal está entre as mais avançadas no mundo, nomeadamente em engenharia de tecidos e medicina regenerativa, e há cada vez mais empresas a oferecer serviços, segundo especialistas nesta área.
"Estamos bastante à frente na expansão celular, temos um trabalho de muita qualidade na regeneração de osso, cartilagem e pele, por exemplo, e há muito trabalho ligado às células estaminais em neurociências", disse Luís Reis, presidente da Sociedade Portuguesa de Células Estaminais e Terapia Celular.

As células estaminais têm a capacidade de se diferenciar em vários tipos celulares e de se renovar e dividir indefinidamente. No caso das que se encontram no sangue do cordão umbilical, o seu isolamento e criopreservação (conservação através de congelação) proporciona aos recém-nascidos e familiares a sua eventual utilização no tratamento de doenças que venham a contrair ao longo da vida.
Segundo Reis, que dirige o Grupo 3B´s (Biomateriais, Materiais Biodegradáveis e Biomiméticos) da Universidade do Minho, este serviço "é bem oferecido e há eventualmente mais negócio nesta área em Portugal do que noutros países".

Macau vai repor esculturas "retiradas" de José de Guimarães

O Governo de Macau assegurou ao artista plástico português José de Guimarães que vai repor as esculturas no Jardim das Artes no território, retiradas na sequência de obras para a construção de um casino.
José de Guimarães revelou que o Governo de Macau "iniciou as primeiras reuniões técnicas" para reconstruir o conjunto criado para o local em 1999.
Esta resposta oficial surge na sequência de uma queixa que o artista plástico apresentou à Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) que, por seu turno, enviou uma carta ao governo de Macau sobre o caso, alegando que tinha havido "uma violação moral dos direitos de autor".
Em Maio deste ano o escultor e pintor denunciou a destruição de seis das oito árvores metálicas que criou para o Jardim das Artes de Macau.
Durante as obras de construção de um casino naquela zona, as peças de arte pública - entre outras de diversos artistas - foram retiradas e depois recolocadas, mas só uma parte do conjunto de José Guimarães foi reposto.

segunda-feira, novembro 17, 2008

Lusofonia: A Língua Portuguesa no Mundo

Lisboa inicia hoje no CCB, uma reunião extraordinária de dois dias, sobre o papel, relevância e defesa da Língua Portuguesa no actual contexto internacional, com a presença dos ministros da Educação e Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Dividido em cinco painéis, o encontro, que decorrerá no Centro Cultural de Belém (CCB), contará com a presença de ministros da Educação e Cultura dos "oito", à excepção da Guiné-Bissau e de Moçambique, destacando-se a questão da afirmação da Língua Portuguesa no mundo. Os temas dos painéis são:"O Papel, a Relevância e a Defesa da Língua Portuguesa no Actual Contexto Internacional", "A Educação na Dinâmica da CPLP" e "A Dinâmica da CPLP no Actual Contexto Internacional" juntam-se às apresentações do projecto de elaboração de documentários, no quadro do DOC TV CPLP, e do Plano Nacional de Leitura de Portugal.

Também em Santarém, estão a decorrer esta semana os "Encontros de Lusofonia", onde a directora dos serviços que promovem o ensino do português no estrangeiro, Madalena Aroja participou, com o secretário executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, numa conferência/debate moderada por Pedro Canais, destinada a debater a importância da língua portuguesa. Nesse debate sobre "A Lusofonia", que se realizou quinta-feira à noite em Torres Novas, Madalena Aroja, disse que o Instituto Camões (IC) está a fazer um estudo, envolvendo uma equipa multidisciplinar do Instituto das Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE,) para determinar o valor económico da Língua Portuguesa. Acrescentando ainda que os primeiros dados de um estudo sobre o valor económico da Língua Portuguesa apontam para um peso de 17% no PIB (Produto Interno Bruto).

Destacando o apoio que é dado por empresas que localmente financiam as actividades dos Centros Culturais Portugueses, Madalena Arroja disse estar a ser negociado um protocolo com a Galp para financiamento das iniciativas do IC na área da Educação. Para a responsável do IC, o facto de todos os funcionários do Banco Africano de Desenvolvimento em Tunes estarem a aprender português, no âmbito de um protocolo assinado com o IC, e de no Senegal existirem 16.000 estudantes da nossa língua "são sinais".
"Na base da globalização estão os mercados e o português e o castelhano serão línguas de negócios como tem sido o inglês", afirmou, recordando que o IC está a tentar junto da Comissão Europeia que esta reconheça que há línguas europeias "com uma dimensão externa". Segundo disse, em Janeiro vai ser lançado um "curso de inter-compreensão" envolvendo o português, o espanhol e o francês, que deverá ser posteriormente alargado ao italiano e ao romeno.

Lóbi a favor de lusodescendente embaixador dos EUA em Lisboa

O Senador estadual Marc Pacheco poderá ser embaixador em Lisboa.

A Associação de Amizade Portugal/EUA (AAPEUA) vai envidar esforços, junto da nova Administração Obama, para que o futuro embaixador norte-americano em Lisboa seja um lusodescendente. O secretário-geral da AAPEUA, Paulo Noguês, disse ontem que responsáveis da associação vão em breve aos EUA e, no centro da sua agenda, vai estar a realização de "alguns contactos com pessoas influentes em Washington" para concretizar aquele objectivo. Esse esforço tem por base os precedentes de Washington nomear, para países que têm fortes comunidades radicadas nos Estados Unidos, embaixadores - muitos dos quais não pertencem à carreira diplomática, como sucede com o actual representante diplomático dos EUA em Portugal - com raízes familiares nesses mesmos estados. Depois, a receptividade que alguns dirigentes democratas manifestaram em dar resposta positiva a esse interesse. Nesse sentido, acrescentou o secretário-geral da AAPEUA, a eleição de Barack Obama para a Casa Branca criou "uma oportunidade" para estender essa prática em relação a Portugal.

Para aquela associação pró-americana sedeada no Porto, presidida pelo economista António Neto da Silva, a possibilidade de a senadora Hillary Clinton assumir o cargo de chefe da diplomacia norte-americana aumenta as probabilidades de ter êxito, pois o principal candidato - o senador estadual democrata Marc Pacheco (Massachusetts), que esteve em Portugal no fim do último Verão - tem boas relações dentro do Partido Democrático e, em especial, com a família Clinton.

domingo, novembro 16, 2008

Timor-Leste assina acordo para criar TV Escola

O governo do Timor Leste assinou vários acordos bilaterais em Portugal na área da educação, que incluem a criação de uma TV Escola e a formação de alunos e professores, afirmou o ministro timorense da Educação, João Câncio Freitas.
Foi estabelecido um acordo entre o Ministério luso da Educação, a TV TEL (de Timor Leste) e a RTP, com a possibilidade de parceria com canais brasileiros, para os timorenses aprenderem a língua portuguesa pela televisão.
"Estamos a explorar todas as possibilidades de ensino", disse o ministro, paralelamente à reunião extraordinária dos ministros da Educação e da Cultura da CPLP, em Lisboa.
Lembrando que o Timor Leste teve uma "interrupção de mais de duas décadas na língua portuguesa", Freitas disse que o grande "desafio" prende-se com a geração mais nova que "quase não fala português".
Por meio da TV Escola, os timorenses terão acesso a aulas de português, programas culturais e telenovelas portuguesas.
"O povo timorense gosta muito de novelas", disse o ministro, explicando que o facto de a novela ser falada em português poderá ajudar os timorenses a aprenderem a língua.

sexta-feira, novembro 14, 2008

Língua Portuguesa vale 17% do PIB

A Espanha concluiu, há dois anos, que o valor económico do castelhano no PIB era de 15%.
Os primeiros dados de um estudo sobre o valor económico da Língua Portuguesa apontam para um peso de 17% no PIB (Produto Interno Bruto).

A garantia é da directora dos serviços que promovem o ensino do português no estrangeiro, Madalena Arroja, que adiantou ainda que o Instituto Camões está a fazer um estudo, envolvendo uma equipa multidisciplinar do Instituto das Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE,) para determinar o valor económico da Língua Portuguesa.
Encomendado há um ano, o estudo vai, nos dois primeiros anos, debruçar-se sobre a realidade portuguesa, sendo objectivo encontrar apoios de grandes empresas para, no terceiro ano, ser alargado ao espaço de toda a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), disse.

Frisando a importância da língua para o mundo dos negócios e para as empresas que querem entrar noutros mercados, Madalena Arroja referiu as prioridades dadas pelo Instituto Camões à CPLP (onde há uma grande aposta no ensino da língua aos professores), mas também ao Magreb e à América Latina.

quinta-feira, novembro 13, 2008

Portugueses estão a comprar menos comida e Nunca as polícias apanharam tanto haxixe como este ano

Duas notícias aparentemente contraditórias em tempo de crise. Ou talvez não...

Análise da Netsonda, feita junto de utlizadores de Net, revela que consumidores de vários escalões de rendimentos estão a reduzir ou a manter os seus gastos com alimentação. A Confederação do Comércio diz que "as pessoas não estão a comprar muito menos mas procuram preços mais baixos". Os portugueses já começaram a reduzir gastos com a comida. Esta é uma das conclusões que se pode retirar de um estudo da Netsonda - Networkresearch, empresa de recolha e análise de informação através de plataformas tecnológicas.

Nunca até aos dias de hoje as polícias portuguesas apreenderam tanto haxixe. Oficialmente contabilizadas estão já 57 toneladas, mas muitas mais estão ainda por contar. "Estão a decorrer uma série de apreensões ao mesmo tempo, o que não permite ir actualizando de imediato os valores", explicou João Figueira, porta-voz da Direcção Central de Investigação do Tráfico de Estupefacientes (DCITE), da PJ. O haxixe apreendido este ano é já substancialmente mais do que o apreendido durante todo o ano de 2007 (43,6 toneladas), a discrepância vai ser ainda maior quando 2008 chegar ao fim. Fonte ligada aos meandros da droga é peremptória: "Os valores de haxixe apreendido estão a subir bastante. E a tendência é para que os resultados aumentem significativamente nos próximos tempos, tendo em conta as investigações que estão a ser levadas a cabo pelas diversas forças policiais".

UE: Portugal na "cauda" da classificação dos cuidados saúde

Portugal surge em 26º lugar numa classificação dos sistemas de cuidados de saúde em 31 países europeus, divulgada hoje em Bruxelas pela organização Health Consumer Powerhouse, que sublinha o deficiente acesso aos tratamentos e tempo de espera.

Com um total de 507 pontos em 1000 possíveis no conjunto de 34 indicadores de desempenho divididos em seis categorias, Portugal é o quarto país da União Europeia com pior resultado, surgindo na lista apenas à frente de Roménia e Bulgária, da Croácia e Macedónia (dois países candidatos à adesão à UE) e da Letónia, última classificada numa lista liderada pela Holanda.
O 26º lugar atribuído a Portugal representa uma nova queda relativamente às hierarquias elaboradas nos anos anteriores, já que em 2006 Portugal surgia na 16ª posição e no ano passado no 19º posto.
De acordo com o estudo, "uma das razões subjacentes ao sistema de saúde português é que o acesso aos cuidados de saúde é um dos piores da Europa".

quarta-feira, novembro 12, 2008

Durão Barroso "orgulhoso" por "consenso" para segundo mandato na Comissão Europeia

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, manifestou hoje em Bruxelas o seu "orgulho" por estar a "surgir um consenso" nas principais famílias políticas europeias para realizar um segundo mandato como presidente da Comissão Europeia.

"Obviamente que estou orgulhoso de verificar que, nas diferentes famílias políticas [europeias], surge um consenso em relação ao meu nome", disse Durão Barroso em Bruxelas. O antigo primeiro-ministro português inicia em 22 de Novembro próximo o seu quinto ano à frente da Comissão Europeia, devendo completar o actual mandato a 31 de Outubro de 2009.

A actual Comissão Europeia deveria ter entrado em funções a 1 de Novembro de 2004, mas a falta de apoio do Parlamento Europeu a um membro da sua equipa inicial levou ao adiamento em três semanas da data inicial. Durão Barroso considera que o apoio que está a receber para se manter no lugar é uma prova de "grande reconhecimento" e constitui um "desafio" e um "estímulo". "Mas, francamente, neste momento vamo-nos concentrar no trabalho. Haverá depois tempo para discutir eventuais segundos mandatos", disse Barroso. O presidente da Comissão Europeia elegeu "a resposta à crise financeira" como a "questão essencial" que vai concentrar a sua atenção na recta final do seu mandato. "Vai ser a questão que vai dominar não apenas as prioridades políticas, mas também as prioridades dos cidadãos", afirmou Barroso.

O líder do executivo comunitário terá de enfrentar outros grandes desafios no seu último ano do mandato, como os problemas ligados às alterações climáticas ou à segurança energética. Durão Barroso irá ainda "trabalhar para um novo multilateralismo" com a nova administração norte-americana. "Há desafios globais imensos e ainda por cima a juntar a uma situação económica que é reconhecidamente muito mais difícil", resumiu Barroso, acrescentando para finalizar que "vai ser um ano cheio de trabalho". Os líderes de "grandes" Estados-membros como a França, Itália e Alemanha já indicaram que em Dezembro próximo deverão chegar a acordo para que Durão Barroso seja o candidato do PPE. Também os governos socialistas português e espanhol e liberal finlandês já manifestaram a sua intenção de apoiar Durão Barroso.

E era importante para Portugal? Na minha modesta opinião, sim. Mesmo que por causa disso percamos um Comissário europeu.

Angola: Militares soviéticos receberam autorização secreta para combater

Por José Milhazes da Agência Lusa

A situação militar criada em torno de Luanda era tão grave na véspera da proclamação da independência, em 11 de Novembro de 1975, que os dirigentes soviéticos deram autorização secreta para que os seus militares participassem nos combates ao lado do MPLA contra a UNITA e a FNLA.
Na véspera dos acontecimentos decisivos de 11 de Novembro de 1975, recebemos de Moscovo um telegrama cifrado que autorizava directamente aos nossos especialistas militares a participarem em acções de combate ao lado das forças do MPLA e das tropas cubanas. Isto era explicado pela situação extremamente tensa da situação que surgiu no país na véspera da proclamação de independência do país”, recorda Boris Putilin, que trabalhou nos meados dos anos 70 do século passado como primeiro secretário da Embaixada soviética no Congo (Brazzaville). Foi precisamente este homem que, em 1975, coordenou, pela via da GRU (Direcção Principal de Reconhecimento – espionagem militar) do Ministério do Interior, os fornecimentos de armas da URSS ao MLPA, mas também os planos de ajuda da parte dos especialistas militares soviéticos e cubanos.

O primeiro grupo de militares soviéticos, dirigido pelo coronel Trofimenko, que se encontrava na República do Congo, através da qual passava a corrente fundamental de ajuda para o MPLA, foi enviado para Luanda”, continua Putilin, acrescentando que este grupo tinha uma espécie de “carta branca” de Moscovo para participar em acções militares. O primeiro grupo de militares e tradutores soviéticos entrou em Angola a 16 de Novembro de 1975, cinco dias após a proclamação da independência.

No dia 1 de Novembro, o primeiro grupo de especialistas e tradutores militares soviéticos, entre os quais eu me encontrava, chegou a Brazzaville, então na capital da República Popular do Congo num voo regular da Aeroflot”, recorda Andrei Tokarev, tradutor militar, em declarações à Lusa. “Antes de nos enviar e dando-nos as últimas instruções, em Moscovo, no Estado Maior tentaram dar-nos o máximo de informação fresca sobre os acontecimentos em Angola. O MPLA controlava a maioria das províncias do país e a capital, mas compreendemos que este controlo não era seguro”, continua Tokarev, hoje professor da Universidade Militar de Moscovo.

Segundo esta fonte, “cada uma das partes fazia esforços para desenvolver o seu êxito; por exemplo, o Zaire comprou à França “Mirages”, esperava-se a qualquer momento a sua chegada. Talvez eles participassem nos voos sobre a capital de Angola, Luanda, no seu bombardeamento.” “A fim de evitar isso - continua Tokarev - o nosso comando enviou para essa região (por um prazo de mês e meio, mas com a possibilidade de prolongamento) o nosso grupo: oficiais e sargentos, especialistas no emprego militar de complexos móveis de defesa anti-aérea “Strela”, e nós, cadetes-tradutores militares”. Estes primeiros especialistas militares soviéticos começaram de imediato o treino dos soldados e oficiais do MPLA. Tokarev recorda: “Os nossos especialistas montaram rapidamente, numa antiga base aérea militar portuguesa de Luanda, vários pontos de treino e começámos imediatamente a treinar os combatentes das FAPLA. Os nossos especialistas iam frequentemente à frente de combate, que estava situada a apenas algumas dezenas de quilómetros. Normalmente, eram acompanhados por cubanos. À frente, regra geral, ia um jipe, um carro blindado ou tanque cubano, que nos protegiam.

terça-feira, novembro 11, 2008

Empresa britânica de Vale e Azevedo vai ser comprada por sócios suecos

Não querendo levantar suspeitas, mas repare-se nos nomes dos accionistas das empresas. Alguém consegue perceber, à primeira vista, quem é accionista de qual empresa? Até parece simples...

Noticia a Lusa:
"A V&A Capital Limited, gerida por João Vale e Azevedo, vai ser adquirida ainda este mês por uma sociedade sueca controlada pelos quatro sócios do empresário português na empresa britânica. Este negócio foi confirmado pelo ex-presidente do Benfica, que dirige actualmente a V&A Capital e mantém residência em Londres. O Conselho de Administração da 360 Holding AB, presidida por Nils Peter Sieger e tendo como directores David Gibbons, Arcadio Mir e Glenn Cooper [Em 2002 dizia sobre a gestão de Vale no Benfica: "Uma gestão excelente". Durante a direcção de V. Azevedo, foi "assessor" do presidente e esteve ligado a várias contratações discutíveis, com percentagens de intermediário igualmente suspeitas], decidiu, numa reunião extraordinária realizada a 22 de Outubro, comprar a V&A Capital através de uma troca de acções.

A empresa sueca, perita na aquisição e consolidação de empresas de jogo, está cotada no índice First North, o mercado alternativo para pequenas empresas da bolsa de valores de Estocolmo, a OMX. A compra de 50,5% do capital da sociedade sueca foi efectuada através da Finurba Corporate Finance Limited, uma subsidiária britânica da Finurba, um grupo sedeado em Portugal e fundado em 1967 pelo alemão Niels Peter Sieger. Na reunião de 22 de Outubro, em que os quatro sócios de Vale e Azevedo assumiram a direcção da 360 Holding, foi decidido que todas as subsidiárias, que operavam na área de jogos, seriam vendidas por cerca de 416 mil euros a um consórcio liderado pelo ex-vice-presidente, Anders Holmsted, que por sua vez tinha vendido a sua participação à Finurba Corporate Finance.
Esta decisão foi tomada por considerarem que a sua actividade não se enquadra na estratégia de investimento delineada pela empresa com a compra da V&A Capital, que deverá ser formalizada numa assembleia geral extraordinária até ao final do mês. Na mesma ocasião foi determinado que a sociedade sueca passará a utilizar o nome da V&A Capital e vai solicitar de imediato a entrada no principal índice da OMX, perspectivando para o futuro investimentos e aquisições na Europa ou nos EUA. Todas estas operações terão de ser aprovadas pelos accionistas da 360 Holding na reunião que se realiza ainda este mês, tratando-se apenas de uma formalidade uma vez que as duas empresas são controladas agora pelos mesmos dirigentes. Vale e Azevedo adiantou hoje à Lusa que as duas empresas vão coexistir com o mesmo nome, mas em dois países diferentes. "A V&A Capital vai continuar a ser uma empresa britânica", garantiu o empresário, negando a intenção de se mudar para a Suécia.

Portugal é o 13º país com maior facilidade no pagamento de impostos

Um novo relatório, lançado esta terça-feira pelo Banco Mundial, IFC e PricewaterhouseCoopers, demonstra que as autoridades fiscais a nível mundial estão a reparar os sistemas fiscais através da redução de impostos, da simplificação de processos administrativos e da modernização dos sistemas de pagamento.
No que diz respeito à facilidade do pagamento de impostos na União Europeia, Portugal encontra-se em 13º lugar, num ranking que integra 25 países.
De acordo com o relatório "Payng Taxes 2009", relativo ao ano de 2007/2008, nos três primeiros lugares estão a Irlanda, a Dinamarca e o Luxemburgo. Nos três últimos encontram-se a Itália, a Polónia e a Roménia.

A nível mundial, 36 economias simplificaram o pagamento de impostos. A República Dominicana liderou este ano a tabela das economias mais reformistas, logo seguida da Malásia.
As reformas mais populares a nível mundial foram a redução das taxas dos impostos sobre o rendimento das empresas (em 21 economias) e as melhorias na entrega de declarações electrónicas e na eficiência dos sistemas de pagamento (em 12 economias).

E que impostos baixos tem o país...

EUA: Exposição mostra gravuras da cultura judaica ibérica

Quarenta gravuras com provérbios medievais da cultura sefardita na Península Ibérica estão expostas, desde hoje e até Fevereiro, no Centro de História Judia de Nova Iorque, nos Estados Unidos.
"Vestígios dos Sefarditas" mostra 45 desenhos incluídos num livro homónimo do sefardita Marc Shanker, descendente de judeus que viveram na Península Ibérica até 1492, altura em que foram expulsos de Espanha pelos reis católicos.

Trata-se da primeira obra que transforma as palavras em imagens, sendo que o idioma usado nos provérbios é o ladino, idioma falado pelos judeus na Península Ibérica na Idade Média.
Marc Shanker explicou que os provérbios, "concisos", mas que "dizem muitas coisas", homenageiam a história da sua família, que viveu em Espanha até 1492 e se estabeleceu depois na Turquia. Em 1970, estabeleceu-se em Nova Iorque.
Para os seleccionar e traduzir, o autor contou com o apoio da mãe, que fala ladino.

As Maldivas já procuram um novo território para viver em caso de naufrágio

O primeiro Presidente eleito democraticamente nas Maldivas, Mohamed Nasheed, inaugurou o seu mandato com uma medida inovadora. O país vai criar um fundo de poupança para comprar novas terras onde a população possa viver, caso o nível das águas acabe por engolir o paradisíaco arquipélago, anunciou ontem Nasheed.

O "seguro de vida" dos maldivanos, como lhe chamou Nasheed, irá ser pago com uma parte das receitas do turismo, a principal fonte de rendimentos do país. Se as previsões mais pessimistas se cumprirem, os 300 mil habitantes poderão ter de abandonar definitivamente o seu território. É que as 1192 ilhas que compõem o arquipélago das Maldivas não estão a mais do que 2,4 metros acima do nível do mar e a maioria do território habitado está apenas a um metro de altitude. A capital, Malé, está a 90 centímetros do nível do mar e, só aqui, vivem 100 mil pessoas.

O Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas da ONU estima que o nível das águas suba até 59 centímetros até 2100. Mas outros estudos, como o relatório de 2006 do Instituto de Potsdam para a Investigação do Impacto Climático, apontam para uma subida até 1,40 metros, o que ditaria o fim das Maldivas. A proposta de Nasheed já foi discutida com alguns países, que se mostraram "receptivos", segundo conta o novo Presidente. O Sri Lanka e a Índia são os destinos mais prováveis, devido às semelhanças culturais, mas o Norte da Austrália também é uma possibilidade.
Nasheed explica que ninguém quer deixar as Maldivas, mas que pretende assegurar os direitos das próximas gerações, que poderão não resistir às consequências do aquecimento global.

O problema estende-se a outras 47 ilhas, apelidadas pelas Nações Unidas de SIDS (Small Islands Developping States). Na Papua-Nova Guiné, existe desde 2005 um plano de evacuação para uma ilha vizinha. As ilhas Marshall não têm capacidade financeira para proteger o depósito de lixo nuclear que os Estados Unidos criaram no país e que agora poderá ficar submerso. Na ilha de Bhola, no Bangladesh, 500 mil habitantes deslocaram-se para o interior quando a ilha foi inundada, em 1995, tornando-se talvez os primeiros refugiados ambientais do mundo. Um estatuto que irá proliferar, segundo as previsões.

Ilhas Salomão, Vanuatu, Nova Caledónia ou Fiji são alguns dos territórios ameaçados com a subida das águas. Outro é o Tuvalu, símbolo das vítimas do clima. O pequeno arquipélago de 11 mil habitantes poderá ser o primeiro país a desaparecer do planeta. Periodicamente, marés vivas de cerca de três metros de amplitude submergem parte do território, incluindo a pista do aeroporto. As constantes inundações comprometem também a incipiente agricultura do país, devido à salinização das terras. A falta de água doce, a pesca excessiva e a poluição dos navios são outros problemas que também afectam estas ilhas, para além dos furacões e maremotos. "Nós não precisamos de novas investigações científicas sobre o fenómeno da subida das águas, nós já o vivemos", dizia já em 2005 o primeiro-ministro do Tuvalu, Saufatu Sopo'aga. A Nova Zelândia recebe 17 imigrantes deste país por ano e já se estudam propostas para uma deslocação em massa da população. Os SIDS tentam apelar às nações desenvolvidas para uma redução das emissões de gases de estufa, a única forma de abrandar a subida das águas que é inevitável no futuro próximo. Na quinta-feira, reuniram-se em Singapura, para unificar as posições que tomarão em Dezembro, na cimeira sobre alterações climáticas da Polónia. Pedem que a crise financeira não relegue para segundo plano o futuro destes países, em risco de desaparecer do mapa.

segunda-feira, novembro 10, 2008

Disparate total: Valência afirma ter o Santo Graal em seu poder

Valência tem provavelmente o Santo Graal, cálice em ágata (?) que teria sido utilizado por Jesus na Última Ceia, e especialistas reunidos neste domingo na cidade espanhola querem que a UNESCO o declare Património da Humanidade.

O Santo Graal é uma das mais importantes relíquias do cristianismo e a cidade espanhola, que afirma tê-lo, dedicou-lhe este fim-de-semana um congresso internacional, no 1750º aniversário da sua suposta chegada a Espanha.
Do congresso resultou uma petição, que se baseia "no conjunto de argumentos apresentados neste simpósio e dado que, pelo menos, pode-se demonstrar que o Santo Cálice de Valência foi o inspirador das narrativas medievais que deram lugar ao nascimento da literatura épica europeia", para que o objecto seja considerado pela UNESCO Património da Humanidade.

A relíquia, guardada numa capela especial (?) na Catedral de Valência, tem 17 cm de altura e muitos especialistas questionam-se se é o mesmo usado por Cristo, principalmente porque está decorado com ouro e pedras preciosas. "É compreensível esta desconfiança. Porque a todos nós vêm à mente as cenas pobres com os discípulos sentados no chão, e Jesus com um humilde cálice de barro. Mas não foi assim" (claro!), disse o professor de história de Universidade de Valencia e historiador da catedral valenciana, Vicente Martínez.
"O filho do carpinteiro escrevia em hebreu, era chamado de rabi (mestre em hebraico) e esteve com famílias com posses como a de Lázaro. É só consultar o Evangelho", afirmou.

A relíquia sagrada em si seria apenas a parte superior do cálice, em ágata, que os arqueólogos consideram de origem oriental, criada entre os anos 50 e 100 antes de Cristo. As asas e a base de ouro com pedras preciosas são do século XVI.
O cálice teria sido enviado de Roma pelo mártir São Lourenço, em 238, para que ficasse protegido, já que o santo sofria uma perseguição que o levaria à morte.

Portugal/Rússia: Dmitri Medvedev em Lisboa a 21 de Novembro

O presidente russo, Dmitri Medvedev, vai estar em Lisboa no dia 21 de Novembro, numa escala da viagem de regresso a Moscovo após a Cimeira do G-20 em Washington, disse hoje fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
Ainda não é conhecido o programa do chefe de Estado russo, mas prevê-se que se reúna com o primeiro-ministro, José Sócrates.
Três dias antes, a 18 de Novembro, o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, visita oficialmente Lisboa para encontros com o seu homólogo português, Luís Amado.
Segundo a embaixada da Rússia em Lisboa, a agenda deste encontro será centrada nas relações bilaterais luso-russas.

A visita de Dmitri Medvedev é a terceira de um presidente russo a Portugal nos últimos quatro anos, depois das visitas de Estado de Vladimir Putin em Novembro de 2004 e em Outubro de 2007, nas vésperas da Cimeira UE-Rússia de Mafra.

O plano do General Franco para invadir Portugal. Como eles adoravam!

A Espanha teve um plano para conquistar Portugal no início da Segunda Guerra. A invasão, por terra, ar e mar, contaria com um exército de 250 mil homens e destinava-se a ocupar Lisboa e toda a costa.

O historiador espanhol Manuel Ros Agudo revelou recentemente um plano de invasão militar de Portugal pela Espanha de Franco, no início da Segunda Guerra Mundial. O plano foi elaborado no contexto de uma quase certa guerra com a Inglaterra. Para tanto, Madrid tratou de preparar um ataque surpresa a Gibraltar, a que - segundo os estrategos espanhóis - Londres responderia pela ocupação das Canárias e por um desembarque em Portugal, visto como 'testa de ponte' da invasão da Península. O Estado-Maior militar de Franco preparou então uma vasta manobra de antecipação, que passaria pelo ataque a Gibraltar e por uma "invasão preventiva" de Portugal.
A invasão seria precedida de um ultimato, com um prazo praticamente impossível de cumprir e que o historiador calcula que seria de 24 a 48 horas. Os termos da invasão fazem parte do 'Plano de Campanha nº 1(34)', um estudo de 120 páginas, elaborado pela Primeira Secção, de Operações, do Alto Estado-Maior (AEM) durante a segunda metade de 1940.

O plano foi apresentado a Franco a 18 de Dezembro. O objectivo final da invasão, por terra, mar e ar, era "ocupar Lisboa e o resto da costa portuguesa". Em termos de efectivos do Exército, seriam mobilizadas dez divisões de infantaria e uma de cavalaria, quatro regimentos de carros de combate, oito grupos de reconhecimento e oito regimentos mistos de infantaria - num total de 250 mil homens. Ou seja: o dobro dos meios humanos de que Portugal poderia dispor. O desequilíbrio era tal que, ao máximo de cinco divisões que Portugal poderia organizar, a Espanha responderia, logo à partida, com 25 divisões. A Força Aérea, por seu turno, participaria com cinco grupos de bombardeamento e dois de caça, duas esquadrilhas de reconhecimento, quatro esquadrilhas de caças Fiat CR-32 e dois grupos de assalto. Para tanto, as autoridades de Madrid contavam com o apoio quer da Alemanha quer da Itália. À Marinha estaria reservada uma missão de menor relevo, já que se temia uma forte reacção da poderosíssima armada britânica, que não deixaria de apoiar Lisboa.

As forças espanholas seriam organizadas em dois exércitos, que actuariam a norte e a sul do Tejo. O primeiro avançaria ao longo da linha Guarda, Celorico da Beira, Coimbra e Lisboa; o segundo, pela linha Elvas, Évora e Setúbal. O objectivo fixado pelo plano de operações era "ocupar rapidamente Lisboa e dividir o país em três partes, por forma a facilitar a conquista de todo o território". Sabe-se como a Segunda Guerra Mundial não confirmou os receios de Espanha, que, tal como Portugal, acabou por não entrar directamente no conflito. Assim, o referido plano foi arquivado, permanecendo em segredo durante 68 anos, até que o historiador Agudo o revelou no livro 'La Gran Tentación' (ed. Styria). O autor explicou que "o plano da invasão é uma novidade absoluta, já que ficou guardado em segredo até hoje". Agudo adiantou que há um exemplar do plano no arquivo do Estado-Maior da Defesa e outro no arquivo pessoal de Franco.

O autor diz não possuir dados que lhe permitam saber quais os planos políticos posteriores à invasão. Um episódio temporário ou uma absorção?
Agudo transcreve uma conversa de Setembro de 1940, em Berlim, na qual o ministro dos Assuntos Exteriores de Espanha, Serrano Súñer, disse ao homólogo alemão, Ribbentrop, que, "ao olhar para o mapa da Europa, geograficamente falando Portugal não tinha direito a existir". Agudo admite que "Madrid não via com maus olhos uma integração ibérica de Portugal em Espanha".

Descobrimentos portugueses em 22 maravilhas no Mundo

Muita gente, mesmo culta, ignora a maior parte das 22 históricas construções portuguesas, espalhadas pelo Mundo, que integram a lista de monumentos classificados como Património da Humanidade pela UNESCO. Esta situação irá sofrer uma alteração sensível dentro em breve, através da votação pública das ‘7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo’.

A iniciativa da empresa New 7 Wonders Portugal (N7WP), que conta com o apoio de várias entidades governamentais e do Estado, promove a divulgação da História e das imagens de 22 monumentos que foram construídos na América do Sul, em África e na Ásia ao longo dos séculos. A ideia "impulsiona a cultura e e o turismo ao nível local e mundial", afirmou Luís Segadães, presidente executivo da N7WP.
O projecto irá envolver as escolas, através de um concurso específico, que visa interessar os estudantes pela temática histórica. "Será uma espécie de ‘Quem Quer Ser Milionário", em que cada uma das equipas das escolas defende um monumento, sobre o qual tem de saber mais do que qualquer um dos outros', disse Eva Mota, elemento da organização.

Na próxima terça-feira, Joaquim Magalhães de Castro, jornalista e investigador da expansão marítima portuguesa, parte para uma viagem de dois meses, que o levará aos 22 monumentos. "Irá recolher informação, histórias interessantes, fotografias e vídeos, que se querem intimistas e originais, sobre cada um dos monumentos, para publicação em livro", diz Eva Mota. A obra será publicada em Junho. Portugal parte para esta iniciativa em situação privilegiada. Segundo a organização, é "o país que deixou mais património com maior diversidade geográfica" no âmbito da classificação de Património da Humanidade da UNESCO.

A votação das "7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo" inicia-se a 7 de Dezembro, prolongando-se pelos meses seguintes. O anúncio dos sete monumentos vencedores será feito a 10 de Junho de 2009, Dia de Portugal.

Os 22 monumentos de origem portuguesa que são Património Mundial da UNESCO estão espalhados por África, Ásia e América do Sul. Mas é no Brasil que há uma maior concentração devido à prolongada presença portuguesa.
Centro Histórico de S. Luís - Brasil
Centro Histórico de Salvador - Brasil
Centro Histórico de Olinda - Brasil
Centro Histórico de Goiás - Brasil
Centro Histórico de Ouro Preto - Brasil
Centro Histórico de Diamantina - Brasil
Santuário do Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas - Brasil
Missões Jesuítas dos Guarani - Brasil e Argentina
Missões Jesuítas de Trinidad do Paraná e Jesus de Tavaranque - Paraguai
Bairro Histórico da Colónia de Sacramento - Uruguai
Cid. portuguesa de Mazagão (El Jadida) - Marrocos
Ilha de Goreia - Senegal
Ilha de James - Gâmbia
Fortes e Castelos em Volta, Greater Accra - Gana
Cidadela de Fasil Ghebi - Etiópia
Ruínas de Kilwa e de Songo Mnara - Tanzânia
Ilha de Moçambique - Moçambique
Sítio Arqueológico de Qal at al-Bahrain - Bahrain
Igrejas e Conventos de Goa - Índia
Cidade Velha de Galle e suas Fortificações - Sri Lanka
Centro Histórico de Malaca - Malásia
Centro Histórico de Macau - China

quinta-feira, novembro 06, 2008

Reino Unido aprova nova Constituição para as Ilhas Malvinas

O Reino Unido aprovou uma nova Constituição para as Ilhas Malvinas que concede mais poder ao governador desse território do Atlântico Sul, por cuja soberania britânicos e argentinos travaram uma guerra em 1982.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido indicou hoje que a Rainha Isabel II assinou na quarta-feira a "Ordem da Constituição das Ilhas Malvinas de 2008", que entrará em vigor a 1 de Janeiro de 2009.
O texto constitucional dá novos poderes ao governador para não seguir as recomendações do Conselho Executivo em temas de assuntos externos, segurança interna (incluindo a polícia), administração de justiça e gestão dos serviços públicos.

EUA: Cavaco Silva felicita reeleição de luso-descendentes

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, felicitou os três luso-descendentes reeleitos terça-feira para o Congresso norte-americano, numa mensagem em que sublinhou a importância da participação política da comunidade portuguesa nos Estados Unidos.

"Tendo tomado conhecimento dos resultados eleitorais que conduziram à reeleição de Vossa Excelência para o Congresso dos Estados Unidos da América, quero dirigir-lhe, em meu nome e no do Povo português, as mais calorosas felicitações", lê-se na mensagem que enviou aos congressistas Jim Costa (democrata), Dennis Cardoza (democrata) e Devin Nunes (republicano).

Jim Costa, Dennis Cardoza e Devin Nunes foram reeleitos para o Congresso norte-americano pelo estado da Califórnia.

Yes we can. A esperança.

A vitória de Obama nas presidenciais americanas trouxe um dos sentimentos colectivos mais difíceis de explicar: esperança.

Ao contrário da saudade, sentimento português que não tem tradução ou que não é traduzível numa só palavra noutras línguas, a esperança (hope, esperanza, etc.) permite criar a comoção, a alegria, a pele de galinha.

Ao ser eleito, Obama representa todos os negros americanos e também um pouco dos negros do resto do mundo. Não sendo um afro-americano típico, não podendo representar os negros que sofreram a escravatura das plantações, representa a esperança de, pela primeira vez na história, alguém diferente ganhar um cargo tão importante. E digo diferente não devido à cor da sua pele, mas diferente pelo seu percurso político, completamente incaracterístico, muito à margem do comum carreirismo político.
Vamos ter esperança.

terça-feira, novembro 04, 2008

Oi admite juntar-se à PT em mercados de língua portuguesa

O presidente da operadora brasileira Oi "descarta para já fusão" com a Portugal Telecom (PT), mas admite colaborar com aooperadora portuguesa nos países de língua portuguesa.

O tempo (para uma fusão) ainda não chegou, mas se depender do presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, "é possível imaginar no futuro um mundo com um operador global de telecomunicações que junta brasileiros e portugueses".

Espanha admitiu declarar guerra a Portugal depois do 25 de Abril

O último líder do governo de Franco, Carlos Arias Navarro, admitiu entrar em guerra com Portugal, em 1975, para travar o avanço do comunismo. A revelação consta de documentos, ontem divulgados pelo jornal El País, nos quais são relatadas conversas entre o chefe do governo franquista e diplomatas norte-americanos.

Os relatórios integram os Arquivos Nacionais, em Washington. É a primeira vez que a hipótese de um ataque de Espanha a Portugal, na sequência da revolução de 74, surge citada num documento.De acordo com o diário espanhol, Carlos Arias Navarro informou em privado os Estados Unidos de que Espanha estava disposta a avançar para uma guerra. Segundo o relato escrito pelos diplomatas norte-americanos, o líder do governo de Franco manifestava uma "profunda preocupação" com os acontecimentos em Portugal, e pretendia que os EUA garantissem o apoio a Madrid em caso de conflito armado na Península.

Estava-se então em Março de 1975, já após a tentativa do golpe spinolista do 11 de Março em Portugal - ao qual Arias se terá referido como o "último acto insensato de Spínola". Neste mesmo mês, a evolução política portuguesa foi discutida num encontro entre Arias e Robert Ingersoll (à data vice-secretário de Estado norte-americano) que decorreu em Jerusalém. Num relatório deste encontro dirigido ao secretário de Estado Henry Kissinger, Ingersoll escreve que "Portugal é uma séria ameaça a Espanha, não só pelo desenvolvimento da situação [política], mas sobretudo pelo apoio exterior que poderia obter e que seria hostil a Espanha". Afirmando que Arias estava "profundamente inquieto" com o que se passava, Ingersoll traduz assim o pensamento do político espanhol: "Espanha estaria disposta a travar o combate anticomunista sozinha, se necessário. É um país forte e próspero. Não quer pedir ajuda. Mas confia que terá a cooperação e a comprensão dos seus amigos, não só no interesse de Espanha, mas de todos os que pensam da mesma forma."

No mesmo encontro, Arias garantiu ter tomado as "precauções apropriadas" para impedir que o que se passava em Portugal se estendesse ao outro lado da fronteira. Um mês depois, já num encontro com o senador Hugh Scott, o chefe do governo espanhol voltava a afastar esse cenário, argumentando que Espanha tinha mais liberdade, mais crescimento económico e que as forças armadas não tinham sofrido a "tensão de uma guerra colonial". A 28 de Maio é a vez do embaixador Wells Stabler informar: "Com a larga fronteira com Portugal, seria difícil a Espanha proteger-se de uma acção subversiva portuguesa." As conversas entre Carlos Arias Navarro e os responsáveis norte-americanos decorrem num contexto de tensão nas relações entre os dois países - os Estados Unidos queriam renegociar a continuidade de várias bases militares em território espanhol, enquanto a Espanha de Franco procurava apoio internacional para entrar na NATO. É neste âmbito que Arias se queixa dos países europeus, apontando a incongruência da sua atitude face à "total anarquia que impera em Portugal, a cair num domínio completo dos comunistas, e a que têm face a Espanha, um bastião contra a expansão comunista".

segunda-feira, novembro 03, 2008

Grupo Visabeira doa uma escola a Moçambique

O grupo Visabeira, através da sua filial Televisa, decidiu oferecer uma escola ao Estado moçambicano, anunciou a empresa de Viseu em comunicado.
"Consciente dos problemas graves com que o continente africano se debate com o ensino, nomeadamente ao nível das suas infra-estruturas", o grupo inaugurou, no final do mês de Setembro, a Escola de Conono, distrito de Mocuba, na província da Zambézia, em Moçambique.

A escola foi integralmente projectada, construída e mobilada pela Televisa, "tendo apresentado um custo final de 175 mil dólares".
A nova escola é composta por quatro salas de aulas com capacidade para 200 alunos, um bloco administrativo, uma casa para professores, um campo de basquetebol com vedação em alvenaria e vedação em torno de todo o complexo.
A Visabeira detém importantes operações naquele país da àfrica Austral, nomeadamente nas áreas de Telecomunicações (TV Cabo Moçambique), Turismo (Cadeia Girassol Hotéis) e construção.

Se todos os que investem na África portuguesa fossem um pouco mais solidários as coisas estavam um pouco melhor. Veja-se o caso da Guiné-Bissau. Tem investidores, nacionais e estrangeiros, apoio das instituições internacionais mas, o dinheiro esvai-se entre os dedos da corrupção...

domingo, novembro 02, 2008

ADN dos fenícios está nos genes dos portugueses

Não se sabe muito sobre os fenícios, um povo navegador do leste do Mediterrâneo, durante um milénio, até serem conquistados pelos romanos. Mas um novo método de análise genética revela que deixaram a sua marca genética em muitos povos mediterrânicos — e os portugueses estão entre os que mais se podem gabar de ter a marca fenícia no seu ADN: Um em cada 17 homens que hoje vivem nas costas do Norte de África e no sul da Europa podem ter tido um antepassado fenício, que tinha como ponto de partida o actual Líbano, conclui um estudo publicado na revista científica American Journal of Human Genetics.

Os cientistas do "Genographic Project" (que estuda a forma como a humanidade se espalhou pelo planeta) identificaram um padrão genético associado à expansão dos fenícios, tal como as fontes históricas a revelam. Depois, estudaram o cromossoma Y de 1330 homens nesses locais, para verificar a frequência desse padrão. Assim, descobriram os locais da bacia do Mediterrâneo onde é mais provável haver descendentes masculinos dos fenícios. As zonas mais perto do litoral, e também a costa atlântica portuguesa, estão entre as que têm mais descendentes dos fenícios.

Narcotráfico no centro da campanha guineense

As principais forças políticas que concorrem às legislativas de dia 16 na Guiné-Bissau elegeram como tema central a questão do tráfico de droga, que está a assumir proporções alarmantes. Em causa estão a autoridade do Estado, a justiça e o desenvolvimento neste país africano Partidos querem reforçar combate ao tráfico de droga.

O tema transversal das eleições legislativas de dia 16 na Guiné-Bissau é, sem dúvida, a droga e o combate aos narcotraficantes que circulam impunemente no país de Amílcar Cabral. Todos os candidatos são unânimes em afirmar que "há mão da droga" na campanha eleitoral e todos acusam todos de tráfico, mas ninguém se atreve a apontar o dedo ou nomes. Assim, as caras de traficantes que supostamente estão a influenciar o processo eleitoral na Guiné-Bissau continuam desconhecidas. Mas todas as forças políticas que concorrem reconhecem que há uma mão invisível que está fazer circular muito dinheiro na campanha eleitoral.

Por exemplo, o líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Carlos Gomes Júnior, condenou, no primeiro comício do seu partido em Bissau, a ostentação de riqueza por parte de alguns partidos com dinheiro de proveniência duvidosa. Por seu lado, o líder do Partido Republicano para Independência e Desenvolvimento (PRID), Aristides Gomes, disse que as pessoas acusam sem apontar nomes e que o seu partido está disposto a levar a tribunal os líderes dos partidos que o têm acusado de ser o principal responsável pela introdução de droga na Guiné. Também a coligação Aliança de Forças Patrióticas garantiu que, se ganhar, reactivará o processo judicial das pessoas que foram indiciadas no Ministério Público no caso do desaparecimento de 674 quilos de drogas do Tesouro Público.

Como se não bastasse a crónica instabilidade política e social, a Guiné-Bissau está profundamente abalada com o fenómeno de tráfico de droga que minou quase toda a estrutura do Estado. O fenómeno de tráfico de droga transformou o próprio Estado da Guiné-Bissau num instrumento de desordem e de favorecimento na justiça social. Por outro lado, está iminente a instauração da lei do mais forte no país devido ao esvaziamento da autoridade do Estado. Ninguém assume que o seu Governo é responsável pelo tráfico de droga na Guiné. Por exemplo, o líder do Partido de Renovação Social (PRS), Kumba Ialá, costuma asseverar: "No meu tempo não havia tráfico de droga." Na realidade, toda a classe política guineense oscila face ao fenómeno de tráfico de droga que abala o país: governar com droga, se preciso; sem droga, se possível; contra a droga, se necessário.

sexta-feira, outubro 31, 2008

Galeota Real D. João VI:Restauro junta Ministros da Cultura de Portugal e do Brasil

A Galeota de D. João VI, embarcação original utilizada pela Família Real Portuguesa para transporte e actos reais, é apresentada hoje no Rio de Janeiro após cinco meses de restauro. Considerada uma das mais importantes relíquias históricas que marcam o período da Monarquia no Brasil, a Galeota Real, actualmente parte do acervo do Espaço Cultural da Marinha.

A cerimónia de apresentação do restauro conta com a presença do ministro da Cultura de Portugal, José António Pinto Ribeiro, e do seu homólogo brasileiro Juca Ferreira. O pequeno barco foi construído na Bahia e chegou ao Rio de Janeiro em 1818 para ser oferecido ao rei D. João VI. A Galeota Real, também denominada como Galeota de D. João VI, é uma pequena galé, um tipo de embarcação movido a remos. Com casco de madeiras nobres e dourado a folha de ouro, tem 24 metros de comprimento. Na popa, possui um camarote forrado de veludo, ricamente decorado, e, na proa, a carranca de um dragão, símbolo da Casa de Bragança.

O trabalho de restauro e redouramento, a cargo da Espírito Santo Cultura entidade ligada ao Grupo Espírito Santo, em Portugal, começou em Junho deste ano. A equipa de restauradores foi composta por técnicos portugueses e brasileiros, reportando a técnicas do século XVIII. A Galeota foi de Salvador rebocado por um navio à vela, para em apenas onze dias, aportar no Rio. Inspirada na Galeota Grande e na Saveira Dourada, que atendiam a Família Real Portuguesa em Lisboa, a Galeota Real foi construída em 1808 por determinação do conde da Ponte, nos estaleiros do Arsenal da Capitania da Bahia em Salvador, para o serviço particular do Príncipe-regente, no contexto da transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821).

quinta-feira, outubro 30, 2008

EUA: Portugueses por Obama mas 'lisboetas' por Mc Cain

Habitantes de Lisbon não conseguem apontar Portugal no mapa.

Se fosse possível, votaria Obama. "Porque é melhor para a imigração", justifica ele, crente de que o democrata conquistará a Casa Branca. Mas Eurico Barradas não pode votar. Nem existir, sequer. O jovem de 31 nos vive na clandestinidade desde que deixou a aldeia de Rebordelo, em Vinhais, para atravessar o Atlântico e aterrar no restaurante Marbella, nos subúrbios de Cleveland, Ohio, estado que tem apenas seis mil dos 1,17 milhões de luso-americanos a residir nos EUA. O Marbella promete, aos riquíssimos clientes da vizinhança - judeus ligados à joalharia e indústria militar - cozinha portuguesa e espanhola. Ou melhor, variações de ambas (sem bacalhau) que agradam os refeiçoantes de Beechwood, zona de condomínios fechados e clubes selectivos, com duas sinagogas a terem o exclusivo religioso. Clientela distinta que deixa gorjetas graúdas aos cinco portugueses ali empregados.

E Barradas bem precisa, para compor o salário e alimentar Daniel, o filho de 17 meses cuja mãe, também de Vinhais, trabalha na lavandaria do Marbella. "Juntos, fazemos 3600 dólares por mês", diz. Não é muito, mas "suficiente para viver melhor do que em Portugal", agarrado às obras ou na lavoura, a esgravatar os penedos que lhe marejam o olhar de saudade. "Não tenho a carta verde - autorização de residência e de trabalho -, mas já meti os papéis. Paguei seis mil dólares a uma advogada", diz Eurico. "O problema é que, durante a campanha, está tudo parado. O processo não anda e, se a polícia cá vier, terei chatices", repara ele, que regressará a Portugal "se Deus quiser". Problemas, mas não muitos: "As coisas são mais facilitadas por o meu filho ter cidadania americana".

Também Armindo Pedreira a possui. Há quatro anos. Essa e a outra, a portuguesa, desde que nasceu nas Caldas da Rainha, em 1966. É o único imigrante recenseado, e inclina-se para Obama: "McCain está velho; ainda corremos o risco de ter lá (Casa Banca) a Palin. É gira, mas pouco esperta", diz o português, casado com a venezuelana Militza, mãe de Fátima, de 9 anos. A ele, pelo contrário, não falta inteligência nem iniciativa. A necessidade já o teve nas petrolíferas do Mar do Norte e nos Alpes suíços, antes de chegar aos EUA a convite de um primo de Nova Jérsia. Correu-lhe tão bem que, após o êxito num restaurante de Pittsburgh, Pensilvânia, foi convidado para gerir o Marbella. E ali todos os clientes o cumprimentam, efusivos. Tratam-no como se fosse um deles. Mas não é: "Vivo num condomínio com sauna, piscina e até golfe, tal como eles; tenho um bom carro e a Fátima na escola que os filhos deles frequentam", assegura. "Mas nunca me tratarão como igual. Porque não nasci cá, na América". E, todavia, porque nada o prende a Portugal, é ali que quer morrer. Rico, de preferência. Como eles, os clientes do Marbella, que jamais o verão como igual.

E muito menos em Lisbon, pois a pequena vila no extremo oriental do Ohio é alheia, até, à existência de coisa chamada Portugal, o país de cuja capital tomou o baptismo em 1803 - por sugestão de um alemão - e que ninguém sabe indicar no mapa. Lisbon não está melhor: só por engano é que alguém se demora na rua breve ladeada por prédios em tijolo, um fontanário e um coreto sem préstimo. "Mas é bom para criar os filhos. Aqui não há crimes", garante o xerife local, Kenny Biacco. Votará Obama, mas o homem que cumpre patrulhas diárias pelas múltiplas quintas da zona há 27 anos e conhece todos os 'lisboetas' pelo nome, sabe que está desacompanhado. "Aqui ganham os republicanos", diz. Militância não falta, estimulada apelo reverendo Berry Walker, de 69 anos. Foi capelão dos marines a vida toda, e não aceita que "um gajo chamado Barack HUSSEIN Obama", sublinha, "venha a substituir alguém como Bush. Nunca", diz, garantindo que Lisbon escolherá McCain. "Porque é uma cidade patriótica". Será. E também um bocadinho racista.

terça-feira, outubro 28, 2008

Peter Trickett defende descoberta portuguesa da Austrália

O australiano Peter Trickett defende que os portugueses descobriram a Austrália 250 anos antes do capitão James Cook e está a preparar um documentário televisivo sobre esta matéria.
O autor mostra-se convencido de que, pela experiência que já teve com o seu livro, "Para além de Capricórnio", em que procura demonstrar que os portugueses aportaram aquelas paragens pelo menos 250 anos antes do capitão James Cook em 1770, "o público em geral irá ter grande interesse".

"A tese da descoberta portuguesa da Austrália tem um bom acolhimento por parte do leitor comum, que a aceita bem. O mesmo não acontece no meio académico, que acha que não é possível e não pode ser verdadeira, apesar das provas apontadas", disse Trickett.
Segundo Trickett, terá sido o navegador Cristóvão Mendonça, por volta de 1522, o primeiro português a avistar as costas australianas, quando navegava na zona por ordem de D. Manuel I, que o enviara em busca da Ilha de Ouro, citada nos relatos de Marco Pólo. E fundamenta esta afirmação em mapas de origem portuguesa que cartografaram parcialmente a Austrália já no século XVI, tendo-lhe atribuído o nome de Terra de Java.

Mendonça terá ancorado ao largo da actual Botany Bay, que cartografou, referindo as "montanhas de neve", dunas de areia branca que ali existiram até serem domadas pela relva de um campo de golfe. O australiano menciona ainda os cerca de 150 topónimos australianos "de clara origem portuguesa". "Que explicação se pode dar para tal?", questionou.

Além dos mapas de origem portuguesa, Trickett aponta o aparecimento em mares australianos de dois potes de cerâmica de estilo português. Um deles foi datado como sendo do ano 1500, o da descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral.
Na área arqueológica cita-se também a descoberta de um peso de pesca com 500 anos, em Fraser Island, no Estado australiano de Queensland.
A política de sigilo dos reis D. João II e D. Manuel I, e que terá encoberto o conhecimento do Brasil, foi também praticada relativamente a esta Terra de Java, a Austrália actual, defende o historiador. Tudo aponta, seguindo Trickett, para "uma clara antecipação da descoberta da Austrália pelos portugueses, a mando de D. Manuel I na busca da ilha de ouro". Hoje, a Austrália é o terceiro maior produtor mundial de ouro.

Os meios académicos não aceitam esta tese, ao contrário do que aconteceu com a tese da primazia da descoberta Viking da América do Norte, que, após provas arqueológicas apresentadas por Helge Ingsrad, é hoje amplamente aceite.
Para Trickett, "a natureza humana é o que é, não aceita ter-se enganado ou dizer que errou, tanto mais quando se trata de académicos, com teses e trabalhos teóricos publicados sobre o assunto, a terem de admitir que erraram".

Acresce a esta "negação da primazia lusa" o facto de Trickett não ser um académico, vir do meio jornalístico e não universitário.
"É certo que dizem que a tese é errada, insustentável, mas não fizeram até hoje qualquer crítica séria do ponto de vista científico. Penso que acham que a minha tese é difícil de combater e preferem não dizer nada de concreto", sublinhou.
O estudioso continua a investigar o assunto e o seu editor projecta editar a obra em Espanha e na Holanda, onde há uma tese que refere que navegadores holandeses terão também avistado costas australianas antes de Cook.
Para Peter Trickett, porém, foram os navegadores portugueses que "exploraram e cartografaram efectivamente as costas australianas, bem como parte substancial das da vizinha Nova Zelândia", com base quer nos mapas, quer nos primeiros achados arqueológicos em meio marítimo.
O CD "Terra", da cantora portuguesa Mariza, recentemente lançado no mercado russo, está a ser calorosamente recebido entre os melómanos locais. "Quer visitar Portugal sem sair de casa? Então este álbum é para si", escreve o crítico musical Serguei Sossedov, no jornal electrónico km.ru., que acrescenta sobre a voz de Mariza: "Trémula, sonora, pura, vital é capaz de despertar interesse pela vida no mais desesperado dos pessimistas". Segundo Sossedov, "trata-se de canções portuguesas (fado) ora ousadas, ora líricas, ora longas (mas sempre apaixonadas), acompanhadas por guitarras acústicas vivas, piano e percussão. Um tipo de música raro".

O crítico musical afirma ainda que "nessas baladas canta-se o quotidiano dos habitantes desse país, as suas tristezas, alegrias, buscas espirituais, sonhos, esperanças e, claro, o amor". Sossedov chama também a atenção para o "trabalho brilhante" dos guitarristas: "Nos seus dedos, cada corda não só soa de forma penetrante, como parece conversar connosco". Sobre a cantora, o crítico russo não hesita em compará-la com Cesária Évora, mas "Mariza é vinte vezes mais expressiva, quente e sensual", conclui. Por seu lado, a revista Joy afirma que "esta bela jovem canta fado, e isso significa que canta em português". A julgar pelos comentários nos fóruns musicais na Internet russa, a canção "Já me deixou" é a mais popular do novo CD entre os amantes da música de Mariza na Rússia.

Comunidade Portuguesa na Baía lamenta degradação do Gabinete de Leitura (Brasil)

A Comunidade Portuguesa na Baía, com cerca de 3.700 pessoas, está preocupada com a degradação do Gabinete Português de Leitura de Salvador, único prédio de estilo neomanuelino do Estado, disse o presidente da instituição, João Rodrigues.

O Gabinete Português de Leitura é uma instituição cultural, literária e de estudos lusófonos situado na capital do estado da Bahia, fundado a 2 de Março de 1863. Tem por lema "Saudades e perseverança". Na fachada do edifício que destaca-se no centro de Salvador pela arquitectura tipicamente portuguesa que remonta aos tempos dos Descobrimentos, erguem-se imponentes duas estátuas, representando Pedro Álvares Cabral e Camões. Possui, ainda um belo vitral alegórico da primeira missa no Brasil, e dois murais representando "O Adamastor" e Camões a salvar Os Lusíadas.
"Há quatro anos o governo português cortou os recursos para a manutenção do prédio. Com a última verba que veio, troquei o telhado que estava por desabar. Mas precisamos restaurar todo o prédio, pintá-lo, trocar as janelas que estão podres", assinalou. "É uma frustração para nós, portugueses e luso-descendentes, vermos o estado em que se encontra o prédio. Afinal, 16 mil euros, que era a verba enviada por Portugal anualmente, não vão faltar ao governo português", declarou. Rodrigues assegurou que vai tentar sensibilizar as autoridades portuguesas para o problema, à margem da IX Cimeira Portugal, que decorre hoje na capital baiana. O edifício abriga 22.000 obras e tem uma frequência média diária de 100 pessoas que recorrem a livros raros, assim como aos jornais de circulação diária do Brasil e de Portugal.

É este o verdadeiro estado da aposta no português...

TAP esgota voo inaugural para Casablanca

Transportadora atinge número recorde de ligações para África.
O voo inaugural da TAP para Marrocos partiu de Lisboa ao princípio da tarde desta segunda-feira na sua capacidade máxima.
Para a transportadora, a lotação total no primeiro voo «confirma a aposta da companhia nas ligações a este novo destino para uma das mais importantes cidades do Norte de África».
Segundo o presidente da companhia, Fernando Pinto, "este é mais um importante passo para o desenvolvimento da TAP para África, um dos seus mercados estratégicos".

A operação entre Lisboa e Casablanca vai realizar-se todos os dias, excepto aos domingos, num total de seis frequências semanais.
De referir que o aeroporto de Casablanca é, hoje, um dos principais hubs de distribuição de tráfego para vários países da África Ocidental, permitindo ainda aos passageiros fazer ligações para outras cidades marroquinas como Agadir, Marraquexe e Fez.
A TAP retoma, assim, a ligação histórica a Casablanca, uma das suas primeiras escalas integradas, em 1946, na então designada "linha imperial" para África.
Com este novo destino, a TAP passa a operar para nove destinos em África. Além de Casablanca, a TAP serve também as cidades de Bissau, Dakar, Luanda, Maputo, Joanesburgo, Sal, Praia e São Tomé, num total de 41 frequências por semana.

Sócrates e Lula da Silva reúnem-se hoje para reforçar afirmação da língua portuguesa no mundo

A ideia é subscrita pelos representantes da política externa do Portugal e do Brasil: a afirmação da língua portuguesa no plano internacional é fundamental. Por isso a questão será um dos temas centrais da IX Cimeira Luso-Brasileira, que decorre hoje, em Salvador da Baía.

O primeiro-ministro, José Sócrates, e o Presidente do Brasil, Lula da Silva, pretendem também reforçar as relações económicas e comerciais entre os dois países, através da assinatura de vários acordos de cooperação - entre o governo do estado da Baía, a Universidade Federal da Baía e a Portugal Telecom, por exemplo. Os temas prementes da agenda mundial, como a crise financeira, devem igualmente ser abordados por Sócrates e Lula.

Uma das principais intenções do encontro, em que participam os ministros da Cultura de Portugal e do Brasil, António Pinto Ribeiro e Juca Ferreira, respectivamente, consiste em criar condições para que o Português se consolide como uma língua de referência no sistema internacional. E possa ser adoptada como idioma nas Nações Unidas e restantes organizações. Luís Amado frisou que a possível integração do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, uma forte reivindicação de Lula da Silva, vai contribuir para a difusão da língua portuguesa. Tanto Amado como Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores do Brasil, consideram que essa tarefa está facilitada com a entrada em vigor do acordo ortográfico. Os dois países vão ainda estimular programas de ensino nos restantes países da CPLP - Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.José Sócrates chegou ontem a Salvador da Baía. Ao início da noite, 23h em Lisboa, recebeu representantes da comunidade portuguesa no navio-escola Sagres.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Dia histórico para o futebol: a Palestina jogou em casa

Pela primeira vez na História, a Palestina jogou em casa uma partida de carácter internacional.

O presidente da FIFA, Joseph Blatter, esteve presente no encontro frente à Jordânia de Nelo Vingada, que terminou empatado (1-1).
A federação da Palestina faz parte da FIFA desde 1998 e Blatter fez questão de marcar presença no renovado estádio Al-Husseini.

Guiné-Bissau: Comissão sem dinheiro para processo eleitoral

O presidente da Comissão Nacional de Eleições, Aladje Malam Mané, revelou ontem que este órgão fiscalizador e orientador das eleições não tem dinheiro para concluir todo o processo eleitoral para as legislativas de 16 de Novembro. Mané afiançou, no entanto, que o escrutínio terá lugar na data prevista. "Até ao momento, a CNE ainda não dispõe de fundos necessários para concluir todo o processo eleitoral", revelou Mané, acrescentando que "os guineenses devem esperar antes de abrir o champanhe".

A Comunidade Internacional, que se comprometeu a ceder fundos para estas eleições legislativas, está a fazer tudo o que está ao seu alcance para que o escrutínio tenha lugar no dia 16 de Novembro. A campanha educativa que está a ser promovida pela sua organização pretende sensibilizar os guineenses para a importância que as eleições têm no processo democrático. "O voto não deverá ser tribal, religioso, mas deve basear-se na confiança política e também na honestidade." Instado a pronunciar-se sobre a possibilidade de haver fraude, o Presidente garante que a lei é clara. Todavia, frisou, há que haver seriedade e responsabilidade. "A história de fraude não passa de invenções", garantiu, revelando de seguida que neste processo eleitoral aumentaram consideravelmente as assembleias de votos. Em todo o território nacional há 542. Mas este aumento não poderá pôr em causa a segurança. A Protecção Civil já garantiu que irá controlar e acompanhar de perto todo o processo nas assembleias de votos. Ainda para Mané votar é um orgulho nacional para quem vota.

sábado, outubro 25, 2008

Canadá: Primeira mulher portuguesa eleita deputada federal

Alexandra Mendes é a primeira mulher portuguesa eleita deputada federal no Canadá, designação feita na sequência de uma impugnação que a candidata fez dos resultados eleitorais no seu círculo eleitoral de Brossard-La Prarie, margem sul de Montreal, na província do Quebeque.

Os resultados naquela circunscrição eleitoral foram anunciados pelo organismo oficial Eleições Canadá, tendo o seu presidente declarado Alexandra Mendes eleita após uma recontagem dos votos realizada na sexta-feira.
Tal como afirma o organismo eleitoral, apesar de o escrutínio das eleições de 14 de Outubro ter concluído em Brossard-La Prarie pela vitória do concorrente do Bloco do Quebeque, Marc Lussier, no final da recontagem oficial de sexta-feira verificou-se, afinal, que Alexandra Mendes foi quem, de facto, obteve a mais elevada votação.Na contagem de 14 de Outubro, Marc Lussier havia sido apontado como vencedor deste circulo eleitotal com 32,6% dos votos, contra 32,4% da candidata luso-canadiana, estando os dois separados por uma margem de 143 votos.

terça-feira, outubro 21, 2008

Agenda intensa "afasta" Cavaco da Cimeira Ibero-Americana

Por incrível que pareça, Sua Excelência O Senhor Presidente da República não estará presente da XVIII Cimeira Ibero-Americana, que se realiza no final do mês em El Salvador a 29, 30 e 31 de Outubro, por entender como "inconveniente" fazer esta deslocação, depois da "agenda internacional muito intensa" que teve este ano, que o levou a fazer desde Janeiro a "quatro viagens inter-continentais".

O Presidente está cansadinho, ou então está a preparar mais algum discurso urgente ao País, sobre um assunto da máxima importância...
As prioridades da nossa política externa estão mais uma vez à vista. Depois da ausência do Ministro da Cultura da Conferência sobre a língua realizada no México, agora o excelso Presidente não se quer chatear muito. A pergunta é: além de Sócrates, quem representará o País na Cimeira? Resposta óbvia: Sócrates, oficialmente diz-se que a presença do Chefe de Estado não é "obrigatória". Em Espanha, quando o Rei está cansadinho, faz-se representar por alguém com legitimidade para tal: O Príncipe herdeiro Filipe de Bórbon. É parecido...

Para que se saiba, a primeira viagem de Cavaco este ano ao estrangeiro decorreu em Fevereiro, nos 10 e 11, em León. Ainda em Fevereiro, realizou uma visita oficial à Jordânia, entre os dias 16 e 18.
Em Março, o Presidente esteve ainda no Brasil, entre dia 6 e 9, e no final do mês, de 24 a 26, realizou uma visita de Estado a Moçambique.
Em Setembro, por ocasião da abertura da 63ª Assembleia Geral das Nações Unidas, Cavaco deslocou-se também a Nova Iorque.
Cerca de três semanas antes, o chefe de Estado esteve em visita de Estado na Polónia e na Eslováquia.

Químicos portugueses descobrem novo material condutor

Químicos portugueses descobriram por acaso um novo material, a que chamaram gelatina iónica, que permite desenvolver dispositivos electrónicos - como baterias e células de combustível - mais baratos e mais amigos do ambiente.
Transparente e maleável, o novo material foi produzido a partir da dissolução de gelatina num líquido iónico, uma solução constituída por iões com cargas negativa e positiva.

A descoberta, já patenteada, resultou de um trabalho conjunto de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade Nova de Lisboa e do Instituto Superior Técnico (IST) cujas conclusões foram publicadas no último número da revista científica britânica "Chemical Communications".
O grupo da FCT é dirigido por Susana Barreiros, sendo o do IST por Carlos Afonso.

Os investigadores decidiram dissolver gelatina num líquido iónico e verificaram que este gelificava e se mantinha estável no estado sólido, mesmo sob aquecimento.
"Comparámos então este novo material com os outros condutores e constatámos não só que era tão condutor como eles, como era mais barato, mais leve, mais fácil de trabalhar e mais ecológico, por ser biodegradável", sublinhou.
Assim, o facto de poder assumir várias formas, desde um bloco compacto a uma fibra ou um filme fino - e poder incorporar substâncias solúveis ou insolúveis em água, permite a sua aplicação tanto em pilhas como em células de combustível e células fotovoltaicas de nova geração. "Nas pilhas, por exemplo, a gelatina iónica pode funcionar como electrólito e como eléctrodo e, dadas a sua versatilidade, permite construir uma pilha em qualquer superfície, até numa folha de papel, por exemplo, bastando para isso imprimir o electrólito e os dois eléctrodos", disse o investigador.

Este projecto científico vai ser apresentado em breve nos Estados Unidos, em representação da COTEC Portugal, num concurso de ideias chamado Idea to Poduct, que decorrerá entre 30 de Novembro e 01 de Novembro em Austin, Texas.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Quase 20 mil

Sim... Sim... Um blogue já com 4 anos de existência mas que só agora está a chegar às 20 mil visitas. Pois é! sucesso relativo. A intenção também nunca foi ser um campeão de visitas.

Mas este texto serve para duas coisas. Agradecer a quem aqui vem de vez em quando espreitar e agradecer especialmente ao Comendador Castro. Ele tem sido o grande responsável pelo aumento significativo de visitas. Acredito que muitos visitam esta Tasca devido à recolha de notícias mais ou menos escondidas que o caro comendador faz questão de divulgar.

O conceito da tasca mudou um pouco, mas evoluiu.

Obrigado Comendador, continue assim

terça-feira, outubro 14, 2008

Uruguai conta com investimento da Portucel para afastar crise

Acordo para a instalação da empresa portuguesa já foi assinado.

O presidente do Uruguai afirmou que a papeleira portuguesa Portucel investirá pelo menos 2,9 mil milhões de euros no país, ajudando a fortalecer a economia num cenário de crise financeira.
Tabaré Vasquez afirmou que o investimento, numa fábrica de pasta de papel e num porto de águas profundas, poderá atingir mesmo os 4,4 mil milhões de euros.

O acordo para a instalação da empresa no Uruguai "foi assinado há alguns dias", referiu o chefe de Estado uruguaio.
A instalação industrial deverá nascer no Leste do país, próximo da fronteira com o Brasil, numa área conhecida como lagoa Merin, refere a EFE.
O porto de águas profundas no Atlântico será autónomo de uma outra infra-estrutura do género projectada para a zona de La Paloma.
No final de Agosto deste ano, a Portucel anunciou ter um acordo de princípio com o governo do Uruguai para investir na instalação de fábricas de pasta e de papel.

Portugal e Namíbia: Nau Portuguesa do Século XVI reune Imprensa em Lisboa (17 Outubro)

Portugal irá receber brevemente a visita do chefe da diplomacia da Namíbia, Marco Hausiku, e um dos temas da sua deslocação será o achado arqueológico subaquático de uma Nau Portuguesa do Século XVI.
Terminado os trabalhos de resgate dos destroços da Nau Portuguesa naufragada ao largo da Namíbia, as informações recolhidas acerca do espólio e da sua importância histórica irão ser comunicadas em conferência de imprensa, agendada para o Palácio Nacional de Ajuda, no próximo dia 17 Outubro. A Namíbia não ratificou a Convenção Sobre a Protecção do Património Cultural Subaquático, pelo que o espólio encontrado pertence na totalidade àquele país. Questionada se o espólio poderá vir a ser exposto em Portugal, a secretária de Estado da Cultura, preferiu não especular sobre o assunto. "Pensamos que provavelmente haverá condições para que isso possa vir a ser feito, mas não discutimos formalmente com as autoridades namibianas", salientou.

Os destroços da Nau Portuguesa do século XVI foram descobertos em Abril deste ano, durante uma prospecção de diamantes pelo consórcio NAMDEB, formado pelo governo da Namíbia e pela diamantífera sul-africana De Beers. O espólio encontrado nos destroços da Nau inclui: 2.300 peças de ouro pesando cerca de 21 quilogramas; 1,5 quilogramas de moedas de prata num valor de mais de 100 milhões de dólares; objectos de ouro; prata; cobre; marfim; astrolábios; instrumentos de navegação quinhentistas; canhões e respectivas balas. Na equipa de arqueólogos subaquáticos, integraram as operações de resgate, os portugueses Francisco Alves e Miguel Aleluia, a convite do governo namibiano para a participação do estado português, nos trabalhos de salvamento da Nau Portuguesa.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Lula da Silva homenageado por promover ensino do espanhol no Brasil

O Presidente brasileiro foi hoje homenageado em Espanha pelos seus esforços na promoção do espanhol no Brasil, uma iniciativa que lhe valeu o primeiro Prémio Internacional D. Quixote de La Mancha, entregue pelo rei Juan Carlos.

Lula da Silva foi galardoado ao lado do escritor mexicano Carlos Fuentes numa cerimónia em Toledo, em que os vários intervenientes recordaram os laços entre o português e o espanhol e em que foi igualmente aplaudido o acordo ortográfico sobre a Língua Portuguesa.
Dotado com 25 mil euros e uma escultura de Manolo Valdês, o prémio foi concedido em reconhecimento pelo trabalho de Lula da Silva e Carlos Fuentes na promoção da língua e cultura espanholas.
Reconhecendo o apoio de Lula da Silva ao ensino do espanhol no Brasil, o prémio é atribuído pela Fundação Santillana, do grupo de comunicação espanhol Prisa, e pelo Governo Regional de Castela La Mancha.
Para Juan Luis Cebrian, responsável pela Prisa, os esforços de Lula da Silva na promoção do espanhol traduzem "o sonho de um novo iberismo e de um novo ibero-americanismo".

Brasil: Portuguesa dos Desportos recupera equipamento com escudo luso

A Portuguesa dos Desportos regressou ao passado e recuperou o seu primeiro equipamento, que remonta a 1920.

Três anos depois, a Portuguesa viria a substituir o escudo pela cruz de Avis. O clube brasileiro mostrou a sua camisola original, agora recuperada, onde surgia o escudo de Portugal como símbolo.
Agora, o equipamento será comercializado pelo emblema com fortes raízes lusitanas e a camisola destaca-se ainda pelas mangas compridas e o colarinho à moda antiga.

Virgílio Castelo: Lança ‘O Último Navegador’ e defende a Monarquia

Virgílio Castelo lança-se na literatura com o seu primeiro livro, ‘O Último Navegador’, pensado desde a adolescência, transmite a mensagem de que "ninguém se preocupa a sério com Portugal". A obra é lançada quinta-feira, dia 16, em Lisboa.

O Último Navegador’ fala de ‘Benjamim’, personagem excessiva e perturbada: vive num futuro que mostra um país diferente.
"Acho que ninguém se preocupa a sério com Portugal. Eu, para pôr as pessoas a preocuparem-se com o País, crio um acidente no Terreiro do Paço onde morrem 600 pessoas, uma guerra civil onde morrem três mil pessoas em nove meses e uma revolta popular que leva à queda da República e à instauração da Monarquia em Portugal, ou seja, uma série de situações que são obviamente especulações, mas que podem pôr as pessoas a saírem do marasmo em que estamos".

terça-feira, outubro 07, 2008

Mariza chega às páginas do Financial Times

Depois de um artigo no Times, a portuguesa é destaque em jornal de negócios de referência. Mariza diz que não se sente "a embaixadora" de Portugal.
Mariza foi um dos destaques deste fim-de-semana do jornal de negócios inglês The Financial Times. O artigo conta a história da fadista nascida em Moçambique e antecipa dois publicitados concertos na London EC2, na capital inglesa, a 1 e 2 de Novembro.
O artigo, que descreve o fado como "blues urbanos portugueses", apresenta Mariza como a sucessora da "diva Amália Rodrigues" e fala da sua projecção internacional apesar de esta nunca ter desejado, assim arranca o texto, tornar-se uma "superstar".
"Todos os artistas são representantes dos seus países. Não me sinto uma embaixadora. Mas tenho uma série de olhos postos em mim. Recebo muitos prémios da parte do governo do meu país mas não é isso que me faz cantar, é a música. Partilhá-la é espectacular", sublinhou a fadista ao jornal.
Embora não se veja como cartão-de-visita, a portuguesa respondeu à eterna pergunta sobre o fado: "Quando dou concertos, vejo pessoas que não falam português a chorar sem saber porquê (...) O fado não é triste, é realista. Leva-te ao fundo da alma do ser humano", disse, adiantando as raízes na história de um país à beira mar - "Um marinheiro não sabe quando é que vai voltar a casa, ou se vai voltar. Cantavam para limpar as almas, sobre Lisboa, sobre o Tejo, sobre o mar, sobre Deus, o amor, a morte, a tristeza e a alegria".

O artigo publicado este Sábado, perto do aniversário da morte de Amália Rodrigues, refere a desaparecida voz do fado e questiona o estado da canção em Portugal quase uma década depois. "Hoje, e nos últimos oito anos, vai estando diferente. Temos um museu do fado. A geração mais nova é muito pró-activa. O meu músico na guitarra portuguesa tem 19 anos, o da guitarra acústica tem 22. A geração mais nova está a tentar proteger a música e participar nela", frisou Mariza.
Os concertos marcados para o primeiro fim-de-semana de Novembro em Londres estão praticamente lotados.

Estado do Vaticano (Santa Sé) entrará na Interpol

Nos próximos dez dias também o Vaticano se tornará membro da Interpol.
O anúncio foi feito pelo comandante do Corpo da Gendarmaria vaticana, dr. Domenico Giani, por ocasião da celebração, sábado passado, nas Vilas Pontifícias de Castel Gandolfo, da festa de São Miguel Arcanjo, Patrono da Gendarmaria. O oficial que assinará o protocolo de adesão à organização que reúne os Corpos de Polícia internacionais será Dom Renato Boccardo, Secretário geral do Governo do Estado. A festa teve início com uma Missa celebrada no Parque Antigo das Vilas Pontifícias, que contou com a presença de membros do Corpo acompanhados das suas famílias, junto com oficiais do Governo do Estado e das autoridades civis e militares italianas.

O Papa fez um breve discurso e concedeu a sua Benção: “O voto de definitivo de adesão será expresso pela Assembleia geral, que se realizará de 7 a 10 de Outubro próximo em São Petersburgo, à qual o Estado da Vidade do Vaticano participará com uma delegação oficial guiada pelo nosso Secretário Geral”. “É para mim uma grande alegria ver pela primeira vez reunido todo o Corpo da Gendarmaria do Estado Pontifício e assim ter a possibilidade de expressar pela primeira vez a todos publicamente o meu sincero e cordial agradecimento pelo seu serviço realizado com tanta competência, fidelidade e discrição”.

Unesco: Português Adalberto Alves recebe prémio Sharjah 2008

O escritor português Adalberto Alves foi hoje distinguido com o prémio Sharjah 2008 para a cultura árabe, atribuído pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).
De acordo com um comunicado da organização, o prémio, também atribuído ao professor egípcio Gaber Asfour, será entregue aos dois laureados numa cerimónia a realizar na sede da Unesco, em Paris, a 17 de Novembro.
O prémio Sharjah, no valor de 22 mil euros para cada vencedor, foi criado em 1998 com fundos oferecidos pelo Emirado de Sharjah, dos Emirados Árabes Unidos, por proposta do xeque sultão Bin Mohamed Al-Oassimi.
O objectivo do prémio é distinguir personalidades, grupos ou instituições que tenham contribuído de forma significativa para o desenvolvimento, a difusão e a promoção da cultura árabe no mundo e também a preservação e revitalização deste património cultural.
Atribuído pela primeira vez em 2001, o prémio Sharjah tem distinguido sempre duas personalidades, uma do mundo árabe e outra de um país não árabe, como acontece este ano com o português.
José Adalberto Coelho Alves, 69 anos, advogado, é presidente do Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves. O seu interesse pela cultura muçulmana levou-o a estudar Língua Árabe na Universidade Nova de Lisboa, encontrando-se ligado a diversas instituições, entre as quais se pode destacar a Fundação da Memória Árabe, o Centro Português de Estudos Islâmicos e a Academia de Altos Estudos Ibero-Árabes.
Entre os livros de poesia, contos e ensaios que publicou incluem-se títulos dedicados ao mundo árabe: O Meu Coração é Árabe, Arabesco - da Música Árabe e da Música Portuguesa, Al-Mu'tamid/Poeta do Destino e Ibn'Ammâr Al-Andalusi - O drama de um poeta.

Galiza: Inauguração Oficial da Academia Galega da Língua Portuguesa

O programa da sessão inaugural que se realizou ontem durante todo o dia, na Academia Galega da Língua Portuguesa, na Sala de Conferências do Centro Galego de Arte Contemporânea, incluíu obras Galegas, Portuguesas e Brasileiras. Ângelo Cristóvão, o presidente da Associação que esteve na origem da Academia, afirma que o galego não deriva do castelhano. Foi "acastelhanizado". O galego deriva do Português como a língua que se fala no Brasil ou na Angola. É o português da Galiza.

Contra, ou pelo menos sem apoio do poder político, esta é a causa que a Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP), que foi inaugurada em Santiago de Compostela (Galiza), irá promover, constituindo-se, assim, como "motor" da integração da Galiza no mundo da lusofonia. A cerimónia de inauguração teve lugar no Centro Galego de Arte Contemporânea e contou com a presença de "padrinhos" de peso, nomeadamente Malaca Casteleiro, da Academia das Ciências de Lisboa, o escritor moçambicano João Craveirinha, Evalindo Bechara, da Academia Brasileira de Letras, o reitor da Universidade Aberta, Carlos Reis, o presidente da Associação Internacional de Lusitanistas, Elías Torres, o vice-reitor da universidade de Santiago, entre outros.

O movimento defende que esta aproximação do castelhano foi promovida, sucessivamente, pelo Governo da Galiza, tendo havido, inclusivamente, lugar a perseguições a quem ensinava a forma original do galego. Com a saída de Fraga do Governo, as coisas melhoram um pouco, mas, diz Cristóvão, "ainda há muito caminho a percorrer". "Participar da lusofonia não põe em causa a soberania. Há que distinguir a política da língua e da cultura", conclui.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Governo açoriano vai contratar empresa para lobby junto de UE

O Governo açoriano vai contratar os serviços de uma empresa especializada para fazer lobby junto das instâncias europeias, potenciando a rede de contactos e capacidade interventiva na pré-elaboração de legislação comunitária de interesse regional.

O director regional dos Assuntos Europeus e Cooperação Externa, Rodrigo Oliveira, adiantou que a contratação deste serviço visa "chamar a atenção para as nossas potencialidades e condicionalismos contactando directamente com os responsáveis pelas pastas que interessam aos Açores".
O concurso para a prestação de "serviços de lobby a favor da Região Autónoma dos Açores" junto das instâncias europeias foi hoje publicado no Diário da República e em breve sairá no Jornal Oficial da Comunidade Europeia, indicou.
Oliveira explicou que a apresentação de candidaturas terá início em Novembro, sendo posteriormente feita uma pré-selecção de cinco empresas finalistas, a quem o Governo Regional vai pedir que apresentem em concreto a sua forma de actuação e custo.

Transportes, política regional, fundos comunitários, politica de coesão e investigação são alguns dos pontos da agenda legislativa a nível europeu que interessam, particularmente, ao arquipélago e onde os serviços da empresa especializada em lobby poderão ser úteis à região.
"Uma empresa de lobby, com uma estrutura permanente de contactos, pode alertar-nos anteriormente para a pré-elaboração legislativa de assuntos como o mar, ambiente e alterações climáticas", afirmou Oliveira, alegando que este serviço "não substitui a acção do Governo é antes uma mais valia".
Escusando-se a avançar quanto vai custar à região este serviço, Oliveira considerou que não está inviabilizada a abertura de um escritório dos Açores em Bruxelas para fazer lobby, mas assegurou que por agora esta hipótese "não está em cima da mesa".

sábado, outubro 04, 2008

México: Pinto Ribeiro cancela participação no I Congresso de Cultura Ibero-Americana

O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, não participa por "motivos de agenda" (mais valia que dissesse: "não tenho tempo para estas coisas!") no I Congresso de Cultura Ibero-americana, a realizar no México e em que o realizador Manoel de Oliveira será homenageado e estará presente, revelando assim as verdadeiras prioridades do seu Ministério.

Espanha faz-se representar pelo Príncipe Filipe de Bourbon e por D. Letícia, que estarão vários dias no país. A presença dos Príncipes é encarada pelos círculos diplomáticos como "normal e habitual", tendo em conta a importância do evento. Mas esta visita revela a relevância das relações hispano-mexicanas e a vontade de Espanha manter este país da América do Norte dentro da sua "esfera de influência", quanto mais não seja cultural.
A dimensão geográfica e populacional do México, não necessita de apresentação, sabendo-se também da quantidade de seus nacionais que trabalham e residem no vizinho Estados Unidos da América (EUA). Ao longo de muitos anos foram ganhando influência, de tal forma, que se constituem actualmente como a maior comunidade imigrante nos EUA e com a consequência da influência linguística do espanhol (já não castelhano).
Espanha não dorme... e Portugal cochila...

Empresas portuguesas do PSI20 visitam Wall Street na terça-feira

Uma delegação composta pelo presidente da Euronext Lisbon e pelos líderes de empresas do PSI20 visitará a Bolsa de Nova Iorque no dia 7 de Outubro, disse à Lusa fonte oficial da empresa que gere a praça financeira nacional.

No âmbito do 'Portuguese Equities Forum', organizado pelo grupo NYSE Euronext, os responsáveis das principais empresas cotadas portuguesas vão ter a oportunidade de se dirigir directamente aos investidores norte-americanos.
O presidente da Euronext Lisbon, Miguel Athayde Marques, lidera a delegação portuguesa a Wall Street, que contará ainda com as presenças já confirmadas dos presidentes-executivos (CEO) da Galp Energia (Ferreira de Oliveira), da Sonae SGPS (Paulo Azevedo), da Brisa (Vasco de Mello), da Jerónimo Martins (Luís Palha da Silva), da Zon Multimédia (Rodrigo Costa) e da REN (José Penedos).
Integram ainda a comitiva os directores financeiros (CFO) da maioria das empresas que fazem parte do PSI20, bem como o secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, Carlos Pina,.
Estes responsáveis - e outros CEO de empresas do PSI20 que entretanto confirmem as suas presenças na viagem - vão participar na tradicional cerimónia de abertura do mercado ('ring the bell').
A visita da delegação portuguesa inclui ainda um almoço com a comunidade financeira lusa em Wall Street e encontros com a imprensa económica portuguesa e norte-americana.

Luis Amado visita Bogotá a partir de domingo

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, chegará domingo a Bogotá para uma visita oficial a convite do Governo colombiano.

Educação, Cultura, Energia, Cooperação, Comércio, Turismo e Investimento são algumas da áreas que o chefe da diplomacia portuguesa irá abordar durante a visita, segundo a Presidência da República da Colômbia. Amado reúne-se segunda-feira com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, no Palácio Nariño, e mais tarde com o seu homólogo, Jaime Bermúdez.

A visita de Luís Amado tem como objectivo "aprofundar os temas do diálogo político da agenda bilateral, assim como os relativos à esfera ibero-americana e à União Europeia", segundo um comunicado divulgado pelo Governo de Bogotá. O ministro português abordará com Bermúdez as relações entre a União Europeia e a Comunidade Andina, os preparativos da próxima Cimeira Ibero-Americana em El Salvador e a integração regional no âmbito da Organização dos Estados Americanos, no Grupo do Rio e na União das Nações Sul-americanas.

quinta-feira, outubro 02, 2008

Galp concretiza aquisição da rede da Agip e já tem mais 367 postos de abastecimento

A Galp Energia e a Eni concluíram esta quarta-feira a transacção da rede da Agip na Península Ibérica.

"A partir de hoje, a Galp Energia detém mais 367 postos de abastecimento na Península Ibérica, sendo a sua rede em Espanha constituída por um total de 547 postos de abastecimento", refere a empresa em comunicado.
O acordo para a aquisição das actividades da distribuição de combustíveis que a Eni detinha em Portugal e em Espanha foi celebrado em Outubro de 2007, tendo o negócio obtido a autorização necessária por parte da Comissão Europeia no passado dia 9 de Setembro.
"A rede de distribuição da Galp Energia em Espanha passa assim a cobrir a totalidade do território do país vizinho, aumentando o número de posições onde os clientes da Galp Energia podem encontrar a qualidade de produtos e serviços característicos da marca Galp Energia", termina a petrolífera.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Lusoponte: A marmelada continua!

Ex-ministros defendem Lusoponte na renegociação com o Estado.

Jorge Coelho e Ferreira do Amaral, os dois Ministros das obras públicas (MOP) que negociaram em representação do Estado o contrato de concessão e os acordos de reequilíbrio com a Lusoponte, vão renegociar o contrato de concessão, gestão e exploração da Ponte Vasco da Gama e da Ponte 25 de Abril.
A "coincidência" ocorre numa altura em que se avizinham novas negociações, por causa da decisão de instalar um tabuleiro rodoviário na terceira travessia do Tejo, a construir entre Chelas e o Barreiro. Mas as "coincidências" não acabam: quem vai liderar a comissão técnica criada pelo Governo para decidir estas negociações é Murteira Nabo, actual chairman da Galp, e, ele próprio, Ministro do Equipamento Social (MES) no primeiro governo de António Guterres.
Ferreira do Amaral, MOP do governo de Cavaco Silva, que lançou o concurso público internacional para a construção da Vasco da Gama, e que assinou em 1994 o contrato de concessão com a Lusoponte, é hoje o presidente do conselho de administração da empresa. Coelho, MES de Guterres, que negociou em 2001 um acordo global com a empresa para pôr fim a sucessivos pedidos de reequilíbrio financeiro, é hoje o líder executivo da Mota-Engil, empresa principal accionista da Lusoponte, com uma posição de 38,02%.
Confrontado com o facto de a Mota-Engil passar, agora, a ser a principal interlocutora do Governo nas negociações por causa da terceira travessia do Tejo, Coelho desvalorizou a questão: "Quem vai discutir com o Governo é a Lusoponte, e não a Mota-Engil." Em representação dos seus accionistas, Ferreira do Amaral deverá discutir com o Governo a melhor forma de ressarcir a Lusoponte por causa da intenção de construir um tabuleiro rodoviário na terceira travessia do Tejo. Algo que o contrato de concessão impede, já que a empresa tem a exclusividade das travessias a jusante de Vila Franca de Xira, tal como foi confirmado num parecer da Procuradoria-Geral da República.
A primeira reunião entre o Governo e a Lusoponte deu-se logo após a decisão de construir o aeroporto de Lisboa na margem Sul, mas, depois, não houve mais nenhuma. O processo está parado, e as datas previstas para a alta velocidade estão em perigo. O calendário apontava Novembro como o limite máximo para o lançamento do concurso público internacional para a construção do segundo troço da Linha de Alta Velocidade entre Lisboa e Madrid, ou seja, o troço Lisboa-Poceirão, onde se insere a terceira travessia do Tejo (TTT). Mas, essa data já não poderá ser cumprida, já que houve um atraso na entrega do Estudo de Impacto Ambiental da TTT, que está a ser feito a partir do relatório do LNEC.
Independentemente da data das negociações e do seu final, até agora, e como detectou o Tribunal de Contas, numa auditoria que arrasou as decisões do Estado e o Acordo Global celebrado com a Lusoponte, a concessionária tem saído sempre a ganhar nas negociações que tem feito com o concedente.

Namíbia: Lisboa salvaguarda vestígios de nau portuguesa

O Ministério da Cultura (MC), reagindo a notícias que davam conta de que uma nau portuguesa do séc. XVI descoberta na costa da Namíbiaela poder em breve ficar submersa, lembrou que já ficou "claro que o interesse fundamental do Governo português era o de assegurar a integral salvaguarda dos vestígios em questão".

Pergunta-se: Só isto? Mas o interesse "fundamental" (termo que pode significar "isto e precisamente o seu contrário") permite ou não que algumas peças (senão uma boa parte...) venha para os Museus do País? Estão a ser feitos contactos diplomáticos para que tão importante espólio também venha a estar nos nossos Museus? Imagino...

Foi também em Setembro que o MC e o Ministério dos Negócios Estrangeiros decidiram enviar ao local - a interface costeira de Oranjemund - dois técnicos portugueses do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico.
A Agência France Presse noticiou no sábado que os destroços da nau portuguesa descoberta em Abril ao largo da Namíbia "serão devolvidos proximamente ao oceano sem ter podido revelar odos os seus tesouros devido aos elevados custos para serem retirados das areias subaquáticas".