quarta-feira, fevereiro 04, 2009

"Uma cozinha no Douro" recebe dois Gourmand World Cookbook Awards

O livro "Uma Cozinha no Douro", de Celeste Pereira e Rui Paula, editado pela QuidNovi em Novembro, foi distinguido em Londres, com dois Gourmand World Cookbook Awards.

"Uma Cozinha no Douro" recebeu o prémio para a Melhor Primeira Obra e para a Melhor Fotografia, de autoria de Nelson Garrido.
Estes dois galardões foram o passaporte para estar na final do Prémio Best in the World, cujo resultado será conhecido em Maio.
"Uma Cozinha no Douro" é editado em inglês e português e além de receitas de Rui Paula, cozinheiro que desenvolve a sua arte no D.O.C., um restaurante no cais da Folgosa (Armamar), inclui textos sobre a gastronomia duriense de autoria de Celeste Pereira que faz ainda uma análise sobre o percurso de Rui Paula.
Rui Paula, 40 anos, iniciou a sua actividade aos 26 anos em Alijó, no restaurante Cepa Torta, já conquistou três medalhas de ouro (uma em 2005 e duas em 2007) e duas de prata (2001 e 2003) no concurso "Gastronomia com Vinho do Porto", organizado pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto e pela revista Inter Magazine.
O ano passado o seu restaurante D.O.C. foi distinguido com o Garfo de Ouro, do anuário "Boa Cama, Boa Mesa", editado pelo jornal Expresso, colocando-o entre os 10 melhores restaurantes de Portugal.

O nosso exportador de palavras, por Ferreira Fernandes

in DN

Corrido pelo Inter ao fim de 6 meses e sem um golo, a passagem de Quaresma por Itália é considerada um fiasco. Depende do ponto de vista. Nem Paulo Sousa, nem Rui Costa, nem Figo, portugueses que jogaram ou jogam em Itália, podem orgulhar-se do feito de Quaresma. Eles ganharam títulos e meteram golos, mas que é isso se não deixaram marca na língua italiana? Quaresma deixou.

Ontem, o diário La Repubblica titulava: La trivela non c'è piu (traduzido: "Oh que saudades vamos ter daquele toque maravilhoso a que os portoghesi chamam tão poeticamente trivela"). Quaresma, que vai para Inglaterra, parece um falhado como o navegador Amerigo Vespucci. Sim, também deste se pode dizer: "Que golos marcou ou que terras descobriu Amerigo Vespucci, esse contemporâneo de Cristóvão Colombo?" Seja, ele não tem feitos, mas deixou uma palavra: América. Coisa que nem Figo nem Colombo deixaram.

Sintomaticamente, na semana em que Quaresma partiu, lançou-se o livro Parole Nuove dai Giornali, com os 4163 neologismos italianos dos últimos dez anos. Nos próximos, estará trivela. Mas isso é passado. Agora, ele vai para Inglaterra lançar a palavra traivila.

Argentina critica ida de William para as Falkland

Buenos Aires continua a reclamar o território britânico.

Príncipe completaria na ilha a sua formação como piloto de resgate militar.
O Governo argentino expressou ontem o seu mal-estar face ao eventual destacamento do príncipe William para as ilhas Falkland (Maldivas, para os argentinos), no âmbito do seu curso de piloto de busca e resgate da Royal Air Force (RAF). A notícia tinha sido avançada no domingo pelo The Sunday Times e já foi entretanto desmentida pelos britânicos, dizendo que ainda é muito cedo para decidir para onde o segundo na linha de sucessão ao trono será destacado.

"É muito difícil pensar que a diplomacia britânica não tenha pensado no significado da presença do príncipe nas ilhas, na qualidade de militar em actividade, e como primeiro membro da família real britânica activo nas forças armadas a viajar [para as Falkland] desde 1982", escreveu o jornal argentino Clarín. Buenos Aires mantém a sua reivindicação sobre as ilhas britânicas, apesar de ter perdido a guerra de 1982 pelo seu controlo. "Esta circunstância apenas serve, mais uma vez, para demonstrar a presença militar britânica constante em áreas que fazem parte do território nacional da Argentina", disseram fontes da diplomacia argentina. "O príncipe William acaba de começar o seu treino de piloto de busca e salvamento na Defence Helicopter Flying School, por isso é muito cedo para tomar qualquer tipo de decisão", indicou um porta-voz do Ministério da Defesa britânico. O curso deverá durar 18 meses.

A base das Malvinas conta com 500 militares, na sua maioria membros da RAF que voam em helicópteros Sea King e aviões Tornado, além de cem soldados de infantaria. Estão no local "para impedir agressões militares contra os territórios britânicos de ultramar no Atlântico Sul". Estas ilhas são uma das zonas mais difíceis para os pilotos de resgate, devido ao mar encrespado e aos fortes ventos. Precisamente por causa desse clima inóspito e ao facto de estar tão longe do Reino Unido, este é um dos locais mais impopulares para os militares. A confirmar-se a ida de William, de 26 anos, para as Malvinas, este será também um desafio à sua relação com Kate Middleton, de 27 anos, numa altura em que se multiplicam os rumores de um noivado.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Obama escolheu assessor português

Filho de um açoriano e uma alentejana, o lusodescendente do Massachusetts vai trabalhar com David Axelrod, o conselheiro que inventou o 'slogan' de campanha 'Yes we can'.

David Simas fala português e veio três vezes a Lisboa.
Simas estava frente a frente com o seu futuro chefe, quando Barack Obama entrou na sala. "Senhor Presidente", terá dito David Axelrod. "Este é David Simas. Veio recomendado por Deval Patrick [governador do estado do Massachusetts]." E, apresentações feitas, Obama respondeu: "Se o governador acha que ele é qualificado, então deve ser uma boa escolha." Minutos depois o lusodescendente recebia a notícia: o lugar na West Wing da Casa Branca é seu.

Simas, de 39 anos, é desde sexta-feira assessor de Axelrod, o conselheiro que inventou o slogan de campanha Yes we can e que tem sempre garantido o ouvido do novo Presidente americano. Logo no primeiro dia, este filho de um açoriano que conquistou uma alentejana em Moçambique, participou em reuniões com o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, e o chefe de Gabinete da Casa Branca, Rahm Emanuel, para discutir as opções políticas da nova Administração. Num comunicado divulgado, o advogado de Taunton - uma das três cidades do estado do Massachusetts onde existem mais portugueses - disse que está muito "entusiasmado e honrado" com o seu novo desafio. Um desafio que agrada mas não surpreende o pai, António Simas. "Ele sempre foi muito interessado em política", disse o emigrante natural de Faial da Terra, em São Miguel. "Eu via muitos programas na televisão sobre o assunto. E ele, ainda pequeno, ia sentar-se ao meu lado e começou a gostar também."

Apesar da influência, o pai não lhe ditou as pisadas. Republicano confesso, faz questão de notar que o seu filho "só estudou em escolas católicas privadas" e foi educado segundo o princípio "torna-te útil à sociedade e a ti próprio". Mas depois de uma viagem a Washington, para assistir a uma conferência sobre liderança, o rapaz, então com 15 ou 16 anos, regressou a casa dizendo-se democrata. "Ele disse-me que conheceu por lá uns republicanos com tendências racistas e não queria fazer parte desse grupo", contou António Simas. David deu os primeiros passos da sua carreira de sucesso aos 18 anos, quando se candidatou à comissão escolar de Tauton. No início dos anos 1990, ficou conhecido na comunidade portuguesa por ser um dos líderes do movimento que pressionou as empresas de TV por cabo da região a transmitir a RTP Internacional gratuitamente.
Anos mais tarde, David era conselheiro municipal, mas decidiu fazer um intervalo na política para se dedicar à advocacia. Há dois anos, regressou, convidado para a campanha de Deval Patrick - o primeiro governador negro do Massachusetts.

"David impressionou o governador durante um ensaio para um dos debates da campanha em que se fazia passar pelo seu oponente", contou o pai. Ganha a eleição, Simas foi nomeado chefe de Gabinete adjunto do governador e, já nesse cargo, apoiou Obama na corrida para a Presidência, tendo sido um dos organizadores da campanha na costa Leste. O lusodescendente é fluente em português, ainda que "não tanto quanto desejável", segundo o pai. Simas visitou três vezes Portugal com a família. "Ele gosta da cultura portuguesa e tem uma grande paixão pela Amália. Sempre que fomos a Portugal acabámos numa noite de fados em Lisboa", contou o pai.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

A luzerna ao fundo da História

Por Ferreira Fernandes, in DN

No sábado, Barack Obama jantou no Alfalfa Club, um selecto clube de Washington, fundado em 1907. Um grupo de cavalheiros do Sul fundara o clube para homenagear o general Lee, o líder que na Guerra Civil defendeu a escravatura. Obama fez humor com as raízes do clube: "Se estivesse aqui, hoje, o general Lee teria 202 anos. E estaria muito confuso."
Um Presidente negro, convidado de honra num clube fundado para homenagear o general Robert Lee, a mim comove-me.

Vou contar outro ângulo da história, para ver se comovo mais gente. Vou lembrar outras raízes. O clube chama-se Alfalfa, em português, alfafa ou luzerna. A rainha das forragens, a melhor para as vacas. Cinco anos depois do clube fundado, em 1913, Jack London, em "O Vale da Lua", escreveu páginas que são um hino aos açorianos da Califórnia que plantavam até à berma das estradas. Esses camponeses, produzindo "alfalfa", tornaram-se os maiores leiteiros da América. Apesar disso, em 1920, o Congresso fez uma lei que estabeleceu quotas: favoreceu os imigrantes de olhos azuis, ingleses e alemães, e os açorianos de São Jorge, os pais do leite americano, ficaram décadas sem poder emigrar...

quarta-feira, janeiro 28, 2009

António Chaínho toca guitarra portuguesa em Goa

Em Goa, a noite é da guitarra portuguesa.
António Chaínho é um dos cabeças de cartaz do Festival do Monte, onde vai tocar ao lado da fadista indiana, Sónia Shirsat, que veio, no ano passado, ao Museu do Oriente, em Lisboa.

De Goa, Chaínho segue para Bangalore, onde tem um recital marcado no dia 31. É uma mostra do mestre guitarra portuguesa na Índia, onde já disse que está de espírito aberto.

terça-feira, janeiro 27, 2009

Madeira: PSD/M chumba proposta que impunha hino nacional

A Assembleia Legislativa da Madeira chumbou hoje o projecto de resolução do PS-M que defendia que o hino nacional fosse tocado em todos os actos oficiais na Região.

O projecto de resolução chumbado pelos deputados do PSD-M recomendava "ao Governo Regional e aos Municípios da Região que nos eventos solenes da vida da Região Autónoma da Madeira, nomeadamente em cerimónias comemorativas do Dia da Região e no Dia do Município, em todos os municípios, far-se-á ouvir, obrigatoriamente, para além do Hino da Região, o Hino Nacional, como preito de homenagem à nossa memória colectiva portuguesa".
Determinava ainda que se aplicava também "em todos os eventos oficiais da Região em que estejam presentes membros dos órgãos de governo próprio da Região Autónoma da Madeira".

O projecto de resolução teve os votos a favor do PS-M, CDS/PP-M e PCP-M e a abstenção do MPT-M e do BE-M.

CPLP: Parceria Cabo Verde-UE em destaque na visita de Amado

A parceria entre a União Europeia e Cabo Verde e o apoio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) à Guiné-Bissau estarão em destaque na visita do ministro dos Negócios Estrangeiros aos dois países, que hoje principia.
Luís Amado, presidente em exercício do Conselho de Ministros da CPLP, é acompanhado pelo secretário-executivo dos "oito", Domingos Simões Pereira, na visita a Cabo Verde, hoje, e à Guiné-Bissau, quarta-feira.

Em Cabo Verde, Luís Amado irá reunir-se separadamente com o ministro dos Negócios Estrangeiros Cooperação e Comunidades, José Brito, com o primeiro-ministro, José Maria Neves, e com o Presidente da República, Pedro Pires.
Os encontros, segundo o Palácio das Necessidades, deverão centrar-se sobretudo na preparação de uma visita do primeiro-ministro, José Sócrates, ao arquipélago, na Parceria Especial Cabo Verde-UE e nos principais desenvolvimentos regionais.

Quarta-feira de manhã, o ministro português chega à Guiné-Bissau, onde terá audiências com o presidente guineense, João Bernardo (Nino) Vieira, com o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, e ainda com o presidente da Assembleia Nacional, Raimundo Pereira. No âmbito da apresentação do programa de apoio dos "oito" ao relançamento da Guiné-Bissau, manterá ainda encontros com o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) da Guiné-Bissau, General Baptista Tagmé Na Waie, e com a ministra dos Negócios Estrangeiros, Maria Adiato Djalo Mandigna.
Na manhã de quinta-feira, Luís Amado parte de Bissau, fazendo escala em Banjul (Gâmbia), com destino a Lisboa.

'El País' compara Jardim a Muammar Kadhafi

Jardim detém o recorde mundial de permanência no poder.

"Paraíso sob controlo" foi o título escolhido pelo El País, no passado domingo, para falar do "líder eterno" da Região Autónoma da Madeira há mais de 30 anos. Na reportagem assinada por Francesc Relea, Alberto João Jardim surge como um "político incomum, que detém o recorde mundial de permanência no poder por meios democrático". Só "Muammar Kadhafi que acumula ao longo do tempo como líder supremo da Líbia (39 anos)", supera Jardim. Só que o coronel nunca se submeteu ao veredicto das urnas. "Amado e odiado", "carácter histriónico" e "espírito caudillesco", que "abusa e humilha os seus adversários políticos", como, também, os seus colegas de partido (PSD), "qualidades pessoais que o não impedem de integrar o Conselho de Estado e o Conselho Superior de Defesa Nacional".

A marca Jardim é produto "genuinamente madeirense", catapultado "em partes iguais pela Igreja e pelo antigo regime", uma vez que durante a "ditadura foi protegido e influenciado pelo seu tio Agostinho Cardoso, figura ligada ao salazarismo", cujo pensamento "de direita" Jardim acabou por reflectir nas colunas do jornal Voz da Madeira. Mas afinal, questiona, El País, qual é a chave para o sucesso deste político? Para tal ouviu a oposição. Primeiro, "o dinheiro" do Estado e da UE. Segundo, "não haver vontade política de olhar para a Madeira como parte de Portugal", respondeu o deputado do PS/M, Carlos Pereira. A história do deputado do PND, José Manuel Coelho, que acusou o governo de Jardim de "nazi-fascista", depois de exibir a bandeira com a cruz suástica, mais o episódio dos seguranças que impedirem a sua entrada na Assembleia, são outros dos pontos da reportagem, como o desenvolvimento das últimas três décadas, a existência de 30 mil funcionários públicos e uma dívida global acima de 3 mil milhões de euros.

O dirigente regional do PSD, Luís Filipe Malheiro considerou que o trabalho do El País "é uma reportagem desajustada, mal intencionada e sectária, deliberadamente destinada a enxovalhar a figura do Presidente do Governo da Madeira, assente em fontes de informação cujo perfil político e não só é de todos conhecido. Acho que este trabalho não prestigia em nada o El Pais. O contraditório não foi exercido". Já José Manuel Rodrigues, líder do CDS na Madeira afirmou que "A reportagem traduz, em boa parte, a realidade madeirense".

Alberto João Jardim ainda não reagiu à reportagem do El País. O líder madeirense deverá aproveitar a página de opinião no semanário O Diabo, reproduzida, em simultâneo, no Jornal da Madeira às terças-feiras, podendo ainda exercer o seu direito de resposta ao jornal espanhol ou mesmo processá-lo por crime de difamação e injúria.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Cimeira luso-espanhola: Portugal-Espanha comprometem-se a promover línguas ibéricas !!

Portugal e Espanha comprometeram-se hoje a avançar com o ensino do português em Espanha e do espanhol em Portugal, num processo que os primeiros-ministros dos dois países classificaram como de particular importância.

Num primeiro passo formal desta estratégia, o Ministério da Educação português e a Junta da Extremadura (Espanha), assinaram hoje em Zamora um memorando de entendimento para a introdução do Português como língua Estrangeira de opção curricular no sistema educativo daquela comunidade autónoma espanhola.
O acordo, assinado na 24ª Cimeira Ibérica, que decorreu esta manhã nesta cidade espanhola, estipula que a Junta da Extremadura se compromete a adoptar todas as medidas necessárias para que o Português se torne língua de opção e avaliação curricular nos estabelecimentos de ensino do seu território.
Para o primeiro-ministro português, José Sócrates, trata-se de um acordo de "grande significado, importância e simbolismo".
"O ensino do espanhol em Portugal e do português em Espanha representa um avanço da maior importância, do ponto de vista das políticas culturais dos dois países", afirmou na conferência de imprensa de encerramento da cimeira.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Estoril lucra 30 milhões com eventos internacionais em 2009

O Turismo do Estoril (TE) prevê que os eventos culturais e desportivos internacionais de Cascais, que serão promovidos na nova marca "Estoril Live", rendam este ano 30 milhões de euros, mais cinco milhões do que em 2008.

De acordo com a empresa TE, entidade municipal responsável pela promoção internacional do destino, os eventos de maior projecção, como a Moda Lisboa/Estoril, o Estoril Film Festival, o Moto GP Portugal Estoril ou o Estoril Open de Portugal em Golfe, motivaram no ano passado 66.640 dormidas no concelho, 9,2 milhões de euros de receitas na hotelaria e um total de 18,3 milhões de receitas turísticas.
Apesar da crise, o município acredita que o número de dormidas geradas pelas iniciativas subirá para 71.716 e que as receitas hoteleiras e turísticas ascenderão, respectivamente, a 9,9 milhões e 19 milhões de euros.

Para estas iniciativas e para o plano de marketing a concretizar este ano, o orçamento disponível - no qual estão incluídas contrapartidas do jogo do Casino - é de nove milhões.
"São os mesmo eventos, mas têm vindo a evoluir. Não quer dizer que o turismo em geral tenha a mesma evolução, porque os eventos representam 7% das dormidas do destino, mas para eles temos boas expectativas", explicou hoje o presidente da TE, Duarte Nobre Guedes, durante a apresentação do plano para 2009.
Segundo o responsável, a empresa espera também superar a valorização da cobertura televisiva internacional obtida em 2008 (no valor de cem milhões de euros), aumentando de 774 para 1.140 o número de horas de emissão.
Para que estes acontecimentos tenham uma maior projecção e deixem de estar desgarrados, está a ser criada a marca "Estoril Live", cujo público-alvo inclui, em primeiro lugar, os residentes em Portugal, bem como habitantes dos principais mercados turísticos europeus, operadores e órgãos de comunicação social.

"Queremos apostar nos eventos como diferenciação e novidade, porque não há nenhum outro sítio no mundo com um leque tão diversificado de ofertas", afirmou Nobre Guedes, lembrando que outro dos objectivos já conhecido é afirmar o Estoril enquanto destino sustentável até 2010.
O primeiro passo já foi dado, com a obtenção do primeiro selo verde atribuído a um centro de congressos europeu, mas o processo tem sido reforçado junto de hotéis e campos de golfe.
Para o presidente da empresa TE, o facto de a marca Estoril ter passado a representar apenas o concelho de Cascais - em função da extinção das Juntas de Turismo e da criação de entidades regionais - não prejudica o seu prestígio, já que o município sempre teve a sua própria dinâmica a nível turístico.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Duas peças ensinam História de Portugal pelo País

"História de Portugal em Uma Hora" e "História do 25 de Abril" são duas peças que o Teatro Azul e o Teatro Oeste estão a apresentar pelo País como "uma aula viva", segundo o autor, Nuno Miguel Henriques.
"É uma lição, uma aula viva e uma aula de memória, para todas as idades", disse o responsável, de 34 anos, acrescentando que o objectivo é "desmistificar a história do nosso País, tornando-a acessível, cativante e interessante".
"Se nós não conhecermos as raízes do nosso País, as raízes da nossa história, como é que vamos conseguir compreender o presente e interpretar o futuro?", questionou Nuno Miguel Henriques.
"História de Portugal em Uma Hora" abrange "desde o tempo dos Visigodos, Vascos, Suevos e Lusitanos até à fundação da nacionalidade, com D. Afonso Henriques, após a Batalha de São Mamede, as lutas com Castela, a reconquista cristã e o rei D. Dinis como poeta português", segundo o comunicado da organização.

Resta saber duas coisas: se as peças são tendenciosas e porque não há mais iniciativas semelhantes.

Instituto Camões assinala 80 anos da sua génese

O Instituto Camões assinala quinta-feira 80 anos da criação da Junta de Educação Nacional, instituição que esteve na sua origem, com uma cerimónia em que será apresentado um estudo sobre o valor económico do Português.

O estudo foi encomendado em Setembro de 2007 pelo Instituto Camões (IC) ao Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa (ISCTE) e, em Novembro passado, José Paulo Esperança, da equipa de investigação, anunciou que a língua portuguesa representa 17% do PIB (Produto Interno Bruto) de Portugal.
Na cerimónia, que terá início com uma intervenção da presidente do IC, Simonetta Luz Afonso, será apresentado um outro estudo, efectuado por uma equipa de investigadores do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa dirigida por Fernanda Rollo, intitulado "Da Junta de Educação Nacional ao Instituto Camões".

Luis Amado defende cooperação entre Portugal e Espanha

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, defendeu esta quinta-feira que Portugal e Espanha devem "coordenar excepcionalmente" as suas iniciativas de resposta à actual crise financeira internacional, no âmbito de um plano ibérico.

Amado salientou que os dois governos poderão colaborar no "plano económico, financeiro e social, onde a crise terá consequências, e serem capazes de dar uma resposta adequada a um problema da economia ibérica de forma a inserir-se melhor na economia europeia".
"Os governos de Portugal e Espanha devem agir mais rapidamente e coerentemente no sentido de coordenarem as suas acções de resposta à crise", defendeu o ministro.
O membro do Governo luso acrescentou que é necessário ter em consideração "algumas debilidades estruturais e desequilíbrios sérios que ambas as economias reflectem, nomeadamente ao nível das balanças de transacções correntes respectivas".

E, já agora, que tal a tão sonhada União Ibérica? Tenha descaramento...
Os governos portugueses a porem-se de cócoras!
É importante não esquecer aquela Cimeira Luso-Espanhola em que o então Primeiro-ministro Cavaco Silva falando sobre a vitória portuguesa na Batalha de Aljubarrota foi pressionado, não se sabe bem por quem, a conceder que o resultado melhor teria sido um empate... Haja memória.

Toda a verdade sobre as compras públicas do Estado português

Uma fotocopiadora pode custar seis milhões e uma embalagem de toner 45 mil euros.

Saber onde é que o Governo gasta o dinheiro dos contribuintes já é possível. Isto porque existe um site particular que revela as compras que são feitas pelos organismos públicos através de ajuste directo, ou seja, sem concurso público.
Nesta lista encontram-se os mais variados produtos, a que preço são adquiridos e a quem foi adjudicado.
As compras estão relacionadas sobretudo com a área das tecnologias e há "campeões" em termos de adjudicações. É o caso da Prológica - sistemas informáticos S.A, que trabalha em parceira com a JP Sá Couto na produção de Magalhães (com 11 atribuições), seguida pela Novabase com 6.
Do site da Associação Nacional para o Software Livre (Ansol), é possível procurar por mais detalhes do negócio no portal oficial dos contratos públicos online.

Quanto custa o quê?
Ao aceder a esta lista listagem, ficará a saber, por exemplo, que a renovação do licenciamento de software Microsoft foi atribuído à Prológica (empresa ligada ao projecto Magalhães) por 14,3 milhões de euros.
Mas há mais dados curiosos. A Universidade do Algarve, a 11 de Novembro do ano passado, adjudicou à "Viagens Abreu" uma viagem aérea Faro/Zagreb (com regresso a Faro, para 1 pessoa no período de 3 a 6 de Dezembro de 2008) por 38 mil euros.
Mais caro ficou um toner para impressora "hp p2015" adquirido pela Administração Regional de Saúde do Centro/ Sub-Região de Saúde de Aveiro à ATM por 45 mil euros.
Já o município de Beja comprou à Cannon Portugal para a divisão de obras municipais, em Outubro, uma fotocopiadora, "multifuncional do tipo IRC3080I" por 6,5 milhões de euros.
Esta informação está, no entanto, limitada às compras efectuadas a partir de Agosto de 2008, mas há muito por onde procurar gastos exorbitantes aqui.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Lusofonia: Ciberdúvidas sobre a Língua Portuguesa completa hoje 12 anos

O espaço Ciberdúvidas da Língua Portuguesa completa neste dia 12 anos de existência, após o seu lançamento, que recebe a visita diária de milhões de falantes do português, ainda sem adoptar o novo Acordo Ortográfico, que só vai fazer quando Portugal o reconhecer oficialmente, disse o responsável pelo projecto.

"A partir de agora, com o Brasil a adoptar o acordo ortográfico, nós passamos a pôr 'Acordo Ortográfico de 1990, ou melhor de 2006', e depois mantemos o português europeu, porque só vamos adoptar no Ciberdúvidas quando Portugal o aplicar oficialmente", afirmou José Mário Costa, jornalista. Em funcionamento desde 15 de Janeiro de 1997, o Ciberdúvidas é um espaço que responde a dúvidas sobre a língua portuguesa, sempre em Português Europeu e em Português do Brasil. Neste último caso, o Ciberdúvidas utiliza a ortografia adoptada pelo Brasil desde 1 de Janeiro de 2009, com a adopção do Novo Acordo Ortográfico. O espaço Ciberdúvidas tem apoios do Ministério da Educação português, CTT, Correios de Portugal, Fundação Vodafone e Universidade Lusófona.

O resultado, em número, é este: 25 mil respostas e cerca de 2 mil outros textos, até à presente data, permanentemente acessíveis por quem, em qualquer parte do mundo, se interesse por a Língua Portuguesa. A partir deste dia, as respostas publicadas passam a ser redigidas quer na grafia do novo Acordo Ortográfico (1990), oficialmente adoptado no Brasil, desde o início deste ano, quer na grafia do Acordo de 1945 (ainda em vigor em Portugal e restantes seis países da CPLP).

Portugal e Timor Leste: os novos embaixadores residentes junto da CPLP

Os novos embaixadores residentes de Portugal e de Timor Leste junto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) apresentaram cartas credenciais ao secretário-executivo da organização, elevando para quatro o número de Estados-membros.

José Barreto Martins, 47 anos, natural de Bobonaro (oeste), é o chefe da missão de Timor-Leste, enquanto António Russo Dias, na carreira diplomática há mais de três décadas, foi nomeado responsável pelo acompanhamento dos assuntos da CPLP, cuja missão deverá ser criada em breve. O secretário-executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, afirmou que a comunidade deu hoje "mais um passo" para uma maior colaboração e integração dos "oito", sublinhando a necessidade de a organização contar com representações diplomáticas de todos os Estados membros. "Tem havido uma tendência para a criação de embaixadas juntos da CPLP, o que demonstra a importância e o crescimento da organização. Angola deverá fazê-lo em breve e aguardam-se as decisões dos (governos dos) restantes três países (Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe)", sublinhou.

Tanto Barreto Martins como Russo Dias manifestaram o "interesse e empenho" que os respectivos governos dão à CPLP, com o diplomata português a lembrar que a sua nomeação, feita pelo chefe da diplomacia portuguesa, Luís Amado, em Novembro de 2008, surge numa altura em que Portugal preside à comunidade. José Barreto Martins é formado em Teologia pela Universidade Católica de Lisboa e em Filosófico-Humanistas pelo pólo da mesma universidade em Braga, tendo efectuado ainda uma pós-graduação em Educação na Supervisão Pedagógica no Ensino do Português na universidade do Minho. Antes de ser nomeado embaixador junto da CPLP, era professor da Cooperação Portuguesa em Timor-Leste. Por seu lado, António Russo Dias, 65 anos, natural de Pemba (ex-Porto Amélia, em Moçambique), iniciou a carreira diplomática há mais de 30 anos no Ministério dos Negócios Estrangeiros, tendo desempenhado, em meados da década de 1990 as funções de vice-presidente do então Instituto da Cooperação Portuguesa (ICP), actual Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD).

Galp Energia vai explorar gás natural no Golfo da Guiné

O Golfo da Guiné vai ser a próxima aposta da Galp Energia na área do gás. A petrolífera portuguesa assinou no final da semana passada um MoU (sigla em inglês para acordo de entendimento) com a alemã E.ON, a espanhola Union Fenosa e a local Sonagas.

O acordo, firmado no dia 8 de Janeiro na capital da Guiné Equatorial, Malabo, visa a criação e organização de uma empresa de fornecimento de gás que irá ser a dona do Consórcio 3G - Gathering System in the Gulf Of Guinea. Questionado o Ministério de Minas, Indústria e Energia da Guiné-Equatorial (MIEGE) sobre mais detalhes deste consórcio, nomeadamente, a estrutura accionista, David Shaw, consultor técnico, remeteu todos os esclarecimentos para um comunicado disponível no site do MIEGE.

O ouro negro não tem cor política...

domingo, janeiro 11, 2009

Obama amigo leva Portugal para a Casa Branca consigo!!

Barack Obama para agradar ao Mundo e a Portugal, bem como ao seu Primeiro-Ministro~José Sócrates, levará Portugal para a Casa Branca através da presença de um cão de água português.

A escolha deste animal deixará os portugueses orgulhosos, tudo porque pode ser escolhido para companheiro das filhas do presidente americano eleito.

O presidente eleito dos EUA revelou que o cão prometido às suas filhas para compensá-las pela sua paciência durante a campanha eleitoral será um cão de água português ou um labradoodle.
"Parece que decidiram escolher entre um cão de água português e um ´labradoodle´. Vamos começar a procurar nos refúgios" , disse o presidente eleito, numa entrevista transmitida pela cadeia televisiva ABC.

Barack Obama deverá entrar na Casa Branca com a sua mulher Michelle e as filhas Sasha, de sete anos, e Malia, de 10 anos, a 20 de Janeiro.
O cão de água português é apresentado como podendo ser preto, castanho ou branco, com pêlo ondulado ou frisado, e com características de um excelente cão de guarda, mas também de terapia para crianças, doentes ou idosos, segundo o sítio de internet de um clube especializado em raças deste tipo.

Já se fala, nos meios diplomáticos, de que o cão de água português será a compensação pela "amável" disponibilidade portuguesa em receber os detidos de Guantánamo...

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Guiné-Bissau: Tagmé Na Waié acusa homens de Nino de tentativa de assassinato

in Notícias Lusófonas

O general Tagmé Na Waié, Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) da Guiné-Bissau, afirma: “fui alvo de disparos de rajada” e acusou elementos de uma milícia da segurança presidencial de o tentarem assassinar domingo a noite quando circulava nas imediações da Presidência da República.

Em comunicado, o CEMGFA guineense refere que no dia 4 de Janeiro, por volta da meia-noite, foi "alvo de disparos a rajada por parte dos ditos Milícias Anguentas, mobilizados e armados pelo ministro da Administração Interna, engenheiro Cipriano Cassamá". O comunicado lembra que os "Anguentas" (milícias que apoiaram o Presidente João Bernardo 'Nino' Vieira na guerra civil de 1998/99 contra a Junta Militar) foram recrutados e armados "à margem dos procedimentos legais", pelo que "não são militares e nem paramilitares e consequentemente não são consignados a qualquer estrutura do Estado". Por isso, Tagmé Na Waié afirmou ter dado ordens para que os "Anguentas", cerca de 400 homens afectos ao Batalhão da Presidência da República e num aquartelamento próprio fora do controlo dos Estado-Maior das Forças Armadas, fossem desarmados e devolvidos à sua respectiva comunidade.

Fonte do Estado-Maior disse que o desarmamento dos "Anguentas" (expressão em crioulo para "aguenta") ocorreu segunda-feira à noite, sem que tenha havido qualquer resistência. No mesmo comunicado, o CEMGFA responsabilizou o ministro da Administração Interna (do governo cessante), Cipriano Cassamá, pelas consequências que poderão advir da nomeação dos elementos da milícia para a guarda presidencial. O assessor de imprensa do Presidente guineense afirmou que o chefe de Estado não pretende reagir sobre este caso por ser um "assunto que deve ser tratado com o Ministério da Administração Interna". O ministro da Administração Interna admitiu domingo, numa conferência de imprensa, que tinha decidido "reforçar a segurança do Presidente" 'Nino' Vieira com novos elementos, neste caso os 'Anguentas' uma vez que "o Presidente está sem a segurança de que necessita". O governante fazia alusão ao ataque de que 'Nino' Vieira foi alvo no dia 23 de Novembro por parte de um grupo de soldados de baixa patente.

Mais um acontecimento grave que, em termos de Guiné-Bissau, já não admira a ninguém. Cada vez mais esta antiga colónia portuguesa é um país fantoche nas mãos dos países que dominam a região e dos narcotraficantes que, praticamente, põem e dispõem a seu belo prazer. É ver a impotência dos órgãos da polícia criminal em oposição aos órgãos ministeriais que pressionam os primeiros de todas as maneiras e feitios. Vergonhoso.
A comunidade internacional e a CPLP, em particular, deviam actuar com uma diplomacia mais intensa para estancar estes desmandos.