A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, pediu hoje ao Governo espanhol que receba prisioneiros de Guantanamo, afirmou o chefe da diplomacia espanhola Miguel Angel Moratinos, após o primeiro encontro oficial com a nova administração norte-americana.
Depois de um esfriamento das relações diplomáticas entre os dois países nos últimos anos, o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol realçou, em declarações aos jornalistas, que está aberta claramente uma nova etapa diplomática com o governo de Barack Obama.
Durante o encontro, que demorou cerca de 20 minutos, Clinton pediu "ajuda para a solução deste drama, desta tragédia inaceitável que são os presos de Guantanamo", assegurou Moratinos.
"Respondi que Espanha está em princípio disposta a colaborar com o acolhimento de alguns presos sempre e quando as condições jurídicas forem aceitáveis (...) caso a caso", precisou.
Obama assinou a 22 de Janeiro passado um decreto que define o encerramento dentro de um ano do centro de detenção de Guantanamo, onde permanecem mais de 200 prisioneiros.
"Abriu-se uma nova etapa nas relações entre os EUA e a Espanha, mais próximas, mais frutíferas", realçou Moratinos à saída do encontro.
O primeiro contacto ao mais alto nível entre a nova administração de Barack Obama e as autoridades espanholas aconteceu na passada sexta-feira com um encontro, em Miami, entre o rei Juan Carlos I, Moratinos e o chefe do Conselho de Segurança Nacional, general James Jones.
No encontro, Clinton e Moratinos analisaram ainda a situação no Médio Oriente, a cooperação energética e na América Latina, acrescentou o chefe da diplomacia espanhola.
"Deve haver uma nova estratégia norte-americana face à América Latina, os desafios e os reptos da América Latina necessitam de trabalho não só de Espanha e da União Europeia, mas também de uma administração mais interessada na América Latina, não apenas em Cuba", concluiu.
E pensar que Portugal é que teve a ideia de receber os prisioneiros de Guantanamo...
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
Argentinos fazem fila em Buenos Aires para obter a cidadania espanhola
Centenas de descendentes de exilados do franquismo vão ao Consulado de Espanha pedir a nacionalidade dos avós no quadro da Lei da Memória.
Rosário López organizava um conjunto de papéis. Parecia que faltava alguma coisa. Falava com o segurança do Consulado de Espanha, no centro de Buenos Aires. Queria saber onde era a fila para obter nacionalidade "europeia". "O meu pai era de Granada, na Andaluzia; veio exilado para a Argentina, em 1940. Agora posso finalmente ter a nacionalidade do país dele; é justo", diz. Já no interior da missão, oito pessoas formavam fila no balcão destinado a este serviço.
Há quase dois meses que os pedidos de cidadania espanhola, possibilitados pela Lei da Memória Histórica espanhola, em vigor desde o início do ano, chegam ao ritmo de 200 por dia. A motivação varia. "Já estive de férias em Espanha, adorei. Há outro futuro, assim que tiver cidadania mudo-me para lá", expôs o estudante de cinema Daniel Ortega. A medida destina-se sobretudo aos descendentes dos exilados da guerra civil e do franquismo. "Calcula-se que sejam 500 mil, desde o Uruguai, a Cuba, Chile e até França. Só na Argentina há 300 mil descendentes de espanhóis", disse Pablo Pérez, professor de Sociologia na Universidade de Buenos Aires. Em Cuba espera-se uma avalanche de 250 mil a 300 mil candidaturas, 150 mil delas com possibilidades de aprovação. Os interessados podem fazer o requerimento pela Internet ou nas embaixadas, consulados e registos civis municipais de Espanha.
Um futuro europeu
Rosário López é bancária. Diz que não vive mal, ganha cerca de 2000 pesos por mês, o equivalente a 444 euros. "Mas a Argentina não tem futuro." A recessão económica em Espanha não a assusta, o país tem outras condições. "A crise é conjuntural, Espanha tem outra solidez económica, permite-nos ter visão de futuro. Além de que é a terra do meu pai", diz. Um representante do consulado adiantou já ter recebido 40 mil pedidos, a agenda já estará cheia até Novembro. De acordo com a tramitação desta norma da Lei da Memória Histórica, as solicitações devem ser registadas até 2011. "Assim que puder vou para Madrid estudar cinema, é Europa, muito mais culta e arejada que a América Latina", vinca Daniel Ortega. Actualmente vivem na Argentina cerca de 300 mil espanhóis. De acordo com Daniel Barreiro, um dos coordenadores da organização Filhos e Netos de Espanhóis, este número pode duplicar. Diz que muitos dos associados pretendem sair do país devido a questões económicas. "Mas outros, e são muitos, querem a cidadania espanhola por motivações emocionais, como se fosse uma sublimação, um regresso à pátria, ou a sublimação da história", sustentou Barreiro. O embaixador espanhol, Rafael Estrella, concorda com a leitura. Numa entrevista recente, afirmou que a maioria dos interessados tem "o afecto como estímulo" e não a vontade de obter uma passaporte europeu para deixar o país.
"Sim, há um interesse afectivo, tem que ver com as raízes, a origem, a pátria, mas com a crise financeira internacional a chegar à América Latina, algumas pessoas partirão em busca de uma vida melhor", frisa o sociólogo Pablo Pérez.
Duas pessoas largam um táxi à porta do consulado. Carlos Rodriguez é filho de um espanhol de Vigo, na Galiza. A filha, Ortência, nunca foi a Espanha. "Eu não pretendo ir, mas para a minha filha é uma óptima opção; estuda Medicina, assim que acabar, deve ir fazer vida para lá, as perspectivas de carreira são muito melhores", defende. Apesar de reconhecer que a Espanha faz sobretudo parte da "miragem europeia", o professor na Universidade de Buenos Aires não prevê uma "fuga em massa". "Entre 1998 e 2002, quando o PIB do país caiu 25 por cento, aí sim, todos queriam fugir da Argentina. Agora penso que nem todos os que pedem cidadania espanhola querem sair. Estão também muito movidos pela ideia de que serão também europeus, a América Latina ainda alimenta essa miragem, essa idolatria da Europa", sublinha.
Rosário López organizava um conjunto de papéis. Parecia que faltava alguma coisa. Falava com o segurança do Consulado de Espanha, no centro de Buenos Aires. Queria saber onde era a fila para obter nacionalidade "europeia". "O meu pai era de Granada, na Andaluzia; veio exilado para a Argentina, em 1940. Agora posso finalmente ter a nacionalidade do país dele; é justo", diz. Já no interior da missão, oito pessoas formavam fila no balcão destinado a este serviço.
Há quase dois meses que os pedidos de cidadania espanhola, possibilitados pela Lei da Memória Histórica espanhola, em vigor desde o início do ano, chegam ao ritmo de 200 por dia. A motivação varia. "Já estive de férias em Espanha, adorei. Há outro futuro, assim que tiver cidadania mudo-me para lá", expôs o estudante de cinema Daniel Ortega. A medida destina-se sobretudo aos descendentes dos exilados da guerra civil e do franquismo. "Calcula-se que sejam 500 mil, desde o Uruguai, a Cuba, Chile e até França. Só na Argentina há 300 mil descendentes de espanhóis", disse Pablo Pérez, professor de Sociologia na Universidade de Buenos Aires. Em Cuba espera-se uma avalanche de 250 mil a 300 mil candidaturas, 150 mil delas com possibilidades de aprovação. Os interessados podem fazer o requerimento pela Internet ou nas embaixadas, consulados e registos civis municipais de Espanha.
Um futuro europeu
Rosário López é bancária. Diz que não vive mal, ganha cerca de 2000 pesos por mês, o equivalente a 444 euros. "Mas a Argentina não tem futuro." A recessão económica em Espanha não a assusta, o país tem outras condições. "A crise é conjuntural, Espanha tem outra solidez económica, permite-nos ter visão de futuro. Além de que é a terra do meu pai", diz. Um representante do consulado adiantou já ter recebido 40 mil pedidos, a agenda já estará cheia até Novembro. De acordo com a tramitação desta norma da Lei da Memória Histórica, as solicitações devem ser registadas até 2011. "Assim que puder vou para Madrid estudar cinema, é Europa, muito mais culta e arejada que a América Latina", vinca Daniel Ortega. Actualmente vivem na Argentina cerca de 300 mil espanhóis. De acordo com Daniel Barreiro, um dos coordenadores da organização Filhos e Netos de Espanhóis, este número pode duplicar. Diz que muitos dos associados pretendem sair do país devido a questões económicas. "Mas outros, e são muitos, querem a cidadania espanhola por motivações emocionais, como se fosse uma sublimação, um regresso à pátria, ou a sublimação da história", sustentou Barreiro. O embaixador espanhol, Rafael Estrella, concorda com a leitura. Numa entrevista recente, afirmou que a maioria dos interessados tem "o afecto como estímulo" e não a vontade de obter uma passaporte europeu para deixar o país.
"Sim, há um interesse afectivo, tem que ver com as raízes, a origem, a pátria, mas com a crise financeira internacional a chegar à América Latina, algumas pessoas partirão em busca de uma vida melhor", frisa o sociólogo Pablo Pérez.
Duas pessoas largam um táxi à porta do consulado. Carlos Rodriguez é filho de um espanhol de Vigo, na Galiza. A filha, Ortência, nunca foi a Espanha. "Eu não pretendo ir, mas para a minha filha é uma óptima opção; estuda Medicina, assim que acabar, deve ir fazer vida para lá, as perspectivas de carreira são muito melhores", defende. Apesar de reconhecer que a Espanha faz sobretudo parte da "miragem europeia", o professor na Universidade de Buenos Aires não prevê uma "fuga em massa". "Entre 1998 e 2002, quando o PIB do país caiu 25 por cento, aí sim, todos queriam fugir da Argentina. Agora penso que nem todos os que pedem cidadania espanhola querem sair. Estão também muito movidos pela ideia de que serão também europeus, a América Latina ainda alimenta essa miragem, essa idolatria da Europa", sublinha.
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Portugal atinge em 2008 novo recorde em receitas de turismo internacional
As receitas para Portugal geradas pelas visitas de turistas estrangeiros atingiram em 2008 o valor recorde de 7,52 mil milhões de euros, mais 1,7% ou mais 127,9 milhões que em 2007, primeiro ano em que o País superou os sete mil milhões.
Os dados da Balança de Pagamentos publicados hoje pelo Banco de Portugal, citados pelo site de turismo “Presstur”, indicam que o crescimento verificado no primeiro semestre, em 5,9% ou 177,9 milhões de euros, associado a uma estagnação no terceiro trimestre, que é a época alta do turismo internacional em Portugal (mais 0,1% ou mais 3,9 milhões), foi suficiente para compensar a queda no quarto trimestre, marcado pela crise económica e financeira mundial, em que as receitas caíram face a 2007 em 3,2% ou 53,89 milhões. O banco central indicou hoje que em Dezembro as receitas do turismo internacional ascenderam a 489,34 milhões, menos 4,2% ou menos 21,19 milhões que no mês homólogo de 2007.
O mês de Dezembro foi assim o segundo mês consecutivo de queda homóloga das receitas do turismo internacional, mas de forma menos pronunciada do que tinha acontecido em Novembro (-6,8% ou menos 33,2 milhões, para 452,4 milhões).
Os dados da Balança de Pagamentos publicados hoje pelo Banco de Portugal, citados pelo site de turismo “Presstur”, indicam que o crescimento verificado no primeiro semestre, em 5,9% ou 177,9 milhões de euros, associado a uma estagnação no terceiro trimestre, que é a época alta do turismo internacional em Portugal (mais 0,1% ou mais 3,9 milhões), foi suficiente para compensar a queda no quarto trimestre, marcado pela crise económica e financeira mundial, em que as receitas caíram face a 2007 em 3,2% ou 53,89 milhões. O banco central indicou hoje que em Dezembro as receitas do turismo internacional ascenderam a 489,34 milhões, menos 4,2% ou menos 21,19 milhões que no mês homólogo de 2007.
O mês de Dezembro foi assim o segundo mês consecutivo de queda homóloga das receitas do turismo internacional, mas de forma menos pronunciada do que tinha acontecido em Novembro (-6,8% ou menos 33,2 milhões, para 452,4 milhões).
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Senador americano vê "tremendas oportunidades" em Portugal
A inter-relação de empresas portuguesas e norte-americanas são o mote para a presença de Marc Pacheco no TagusPark
O Senador do Massachusetts, Marc R. Pacheco, lusodescendente, apresenta esta quarta-feira, em Oeiras, uma acção de sensibilização para parcerias entre empresas e instituições académicas portuguesas e norte-americanas para actuarem em conjunto em África.
"Vejo tremendas oportunidades de parceria entre empresas de biotecnologia e farmacêuticas do meu Estado e empresas e instituições sedeadas no TagusPark para se criarem novos negócios e empregos dos dois lados do Atlântico", afirmou o Senador.
O político luso-americano tenciona promover de imediato uma parceria entre o Instituto Biotecnológico do Massachusetts (BIM), empresas farmacêuticas e organismos congéneres portugueses para criação de oportunidades de expansão em Angola e Moçambique.
"Tenho acompanhado a expansão das empresas chinesas sobre os mercados dos países africanos de expressão portuguesa, como Angola e Moçambique", constatou, perguntando: "Porque não fazemos nós o mesmo?".
Interrogado sobre o plano de estímulo à economia que o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acaba de assinar, considerou-o "extremamente importante" para o financiamento estadual, dos serviços de saúde e para a criação e manutenção de postos de trabalho.
"Acredito que o plano vai lidar convenientemente com diversos assuntos, nomeadamente ligados com o financiamento estadual, protecção contra a execução de hipotecas e manutenção dos sistema de saúde e segurança social", afirmou o mesmo.
O pacote inclui reduções fiscais para a maioria dos trabalhadores e atribui dezenas de milhar de milhões de dólares aos Estados para travarem os cortes nos investimentos e o aumento do desemprego.
Quanto à eventualidade de ser o próximo embaixador dos EUA em Portugal, Marc R. Pacheco reconheceu ter "bastantes apoios" entre eminentes figuras políticas do seu Estado, como dos Senadores Kerry e Kennedy e de outros membros da Delegação do Congresso.
Sem querer adiantar mais nada, admitiu que o seu nome "está a ser considerado" pela Casa Branca e que oportunamente "o presidente tomará uma decisão que, seja qual for, será a do melhor interesse dos EUA".
O Senador luso-americano reúne-se, este quarta-feira, com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, e com o ex-presidente do Governo Regional dos Açores e da Assembleia da República, Mota Amaral.
O Senador do Massachusetts, Marc R. Pacheco, lusodescendente, apresenta esta quarta-feira, em Oeiras, uma acção de sensibilização para parcerias entre empresas e instituições académicas portuguesas e norte-americanas para actuarem em conjunto em África.
"Vejo tremendas oportunidades de parceria entre empresas de biotecnologia e farmacêuticas do meu Estado e empresas e instituições sedeadas no TagusPark para se criarem novos negócios e empregos dos dois lados do Atlântico", afirmou o Senador.
O político luso-americano tenciona promover de imediato uma parceria entre o Instituto Biotecnológico do Massachusetts (BIM), empresas farmacêuticas e organismos congéneres portugueses para criação de oportunidades de expansão em Angola e Moçambique.
"Tenho acompanhado a expansão das empresas chinesas sobre os mercados dos países africanos de expressão portuguesa, como Angola e Moçambique", constatou, perguntando: "Porque não fazemos nós o mesmo?".
Interrogado sobre o plano de estímulo à economia que o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acaba de assinar, considerou-o "extremamente importante" para o financiamento estadual, dos serviços de saúde e para a criação e manutenção de postos de trabalho.
"Acredito que o plano vai lidar convenientemente com diversos assuntos, nomeadamente ligados com o financiamento estadual, protecção contra a execução de hipotecas e manutenção dos sistema de saúde e segurança social", afirmou o mesmo.
O pacote inclui reduções fiscais para a maioria dos trabalhadores e atribui dezenas de milhar de milhões de dólares aos Estados para travarem os cortes nos investimentos e o aumento do desemprego.
Quanto à eventualidade de ser o próximo embaixador dos EUA em Portugal, Marc R. Pacheco reconheceu ter "bastantes apoios" entre eminentes figuras políticas do seu Estado, como dos Senadores Kerry e Kennedy e de outros membros da Delegação do Congresso.
Sem querer adiantar mais nada, admitiu que o seu nome "está a ser considerado" pela Casa Branca e que oportunamente "o presidente tomará uma decisão que, seja qual for, será a do melhor interesse dos EUA".
O Senador luso-americano reúne-se, este quarta-feira, com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, e com o ex-presidente do Governo Regional dos Açores e da Assembleia da República, Mota Amaral.
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
"Lista negra" da OCDE: os maus da fita são só 3?
Quando, em 2000, arrancou com a publicação de uma lista identificando os paraísos fiscais mais perigosos para o sistema financeiro mundial, a OCDE apontou 35 casos. Nove anos depois, só lá estão três. O que justifica este emagrecimento?
"A pressão política da administração Bush", responde António Carlos Santos, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, que na altura acompanhou algumas reuniões no seio da organização. Na fase inicial, havia três critérios, cumulativos, para distinguir os "offshores" "maus" (que iam parar à lista negra) dos "bons": taxas de tributação muito baixas ou inexistentes; recusa de troca de informações com outros Estados; e não se exigir que os contribuintes que beneficiam das taxas mais reduzidas tenham uma actividade económica real de produção de lucros (um indício que o território facilita a evasão fiscal, já que aceita que lucros gerados no exterior sejam considerados como tendo sido gerados no seu território).
Com a administração Bush no poder, os republicanos levantaram objecções sobre a alegada rigidez dos critérios, e eles deixaram de ser levados à risca. "Quando o representante dos EUA propôs que se deixasse de exigir aos "offshores" a existência de uma actividade económica real ficou tudo em silêncio. Era uma machadada no sistema", recorda António Carlos Santos. E como é que um país sozinho pode minar as regras aceites por mais 29 Estados? "A um país como os EUA, basta-lhe dizer que não cumpre", explica.
"A pressão política da administração Bush", responde António Carlos Santos, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, que na altura acompanhou algumas reuniões no seio da organização. Na fase inicial, havia três critérios, cumulativos, para distinguir os "offshores" "maus" (que iam parar à lista negra) dos "bons": taxas de tributação muito baixas ou inexistentes; recusa de troca de informações com outros Estados; e não se exigir que os contribuintes que beneficiam das taxas mais reduzidas tenham uma actividade económica real de produção de lucros (um indício que o território facilita a evasão fiscal, já que aceita que lucros gerados no exterior sejam considerados como tendo sido gerados no seu território).
Com a administração Bush no poder, os republicanos levantaram objecções sobre a alegada rigidez dos critérios, e eles deixaram de ser levados à risca. "Quando o representante dos EUA propôs que se deixasse de exigir aos "offshores" a existência de uma actividade económica real ficou tudo em silêncio. Era uma machadada no sistema", recorda António Carlos Santos. E como é que um país sozinho pode minar as regras aceites por mais 29 Estados? "A um país como os EUA, basta-lhe dizer que não cumpre", explica.
domingo, fevereiro 15, 2009
Obama envia carta circular a Sócrates e Cavaco
O Presidente norte-americano Barack Obama escreveu ao primeiro-ministro José Sócrates, manifestando-lhe o seu interesse no reforço das relações com Portugal e em trabalhar para "edificar um mundo mais seguro".
A carta é semelhante à que Obama escreveu ao Presidente Cavaco Silva.
Na mensagem, Barack Obama agradece também as felicitações enviadas por José Sócrates a 5 de Novembro, quando o novo Presidente dos Estados Unidos foi eleito, manifestando-se muito sensibilizado com a missiva que apreciou "particularmente".
"Estou confiante em que poderemos trabalhar em conjunto, nos próximos quatro anos, num espírito de paz e amizade, com vista a edificar um mundo mais seguro. É meu desejo trabalhar com Vossa Excelência nesse esforço e na promoção das boas relações entre os nossos países", lê-se na missiva.
A carta é semelhante à que Obama escreveu ao Presidente Cavaco Silva.
Na mensagem, Barack Obama agradece também as felicitações enviadas por José Sócrates a 5 de Novembro, quando o novo Presidente dos Estados Unidos foi eleito, manifestando-se muito sensibilizado com a missiva que apreciou "particularmente".
"Estou confiante em que poderemos trabalhar em conjunto, nos próximos quatro anos, num espírito de paz e amizade, com vista a edificar um mundo mais seguro. É meu desejo trabalhar com Vossa Excelência nesse esforço e na promoção das boas relações entre os nossos países", lê-se na missiva.
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Parece que há quem não queira a estabilidade em São Tomé e Príncipe…
Por Eugénio Costa Almeida, in notíciaslusofonas.com
Depois de há uma semana um líder sindical ter sido detido por actividades que, segundo o Estado não estariam bem de acordo com a sua natural convicção, ou seja, actividade sindical, já que algumas reivindicações iam para além do admissível, a cidade de São Tomé acordou hoje com um aparato militar e policial não só a proteger os palácios presidencial e de governo e do quartel general das Forças Armadas – entretanto já desmobilizadas – como sitiaram um edifício onde, em tempos, esteve sedeado os membros do extinto “Batalhão Búfalo” e, actualmente, sede do partido Frente Democrática Cristã, cujo líder, também ele um antigo “búfalo”, juntamente com alguns companheiros seus, terá sido detido.
Segundo parece os membros do extinto “Batalhão Búfalo” têm mostrado uma capacidade financeira e interventora nas questões sociais e, porque não dizê-lo, políticas, que parecem pouco inocentes.
Já em tempos sitiaram o Tribunal de Contas (TC), agora parece que queriam uma “mudança” do Poder.
Registe-se que aos antigos membros, de origem santomense, do “Batalão Búfalo” foi-lhes concedido uma área para desenvolverem actividades económicas sustentáveis. E uma das suas “actividades” foi a criação de um Casino que mereceu, segundo parece, alguns reparos do TC quanto à sua gestão o que lhes terá desagradado. Sendo que os membros do extinto "Batalhão Búfalo", teoricamente, foram “despejados” pelos seus antigos patrões sul-africanos sem nada – daí o estado santomense lhes ter concedido a tal área para actividades económicas – como se justifica terem fundos para criarem um Casino?
Será que há por ali mãos muito estranhas a São Tomé?
E, perdoem-me a ingenuidade, com que intenções? Quando um País está numa difícil situação de gestão de charneira entre Angola, Nigéria e Guiné-Equatorial e quer sustentar uma ligação equilibrada entre estes quase “amigos-da-onça” torna-se difícil manter o equilíbrio. Seria nestas alturas que a CPLP deveria ter uma voz mais activa na sustentação dos Estados que a suportam, mas…
Depois de há uma semana um líder sindical ter sido detido por actividades que, segundo o Estado não estariam bem de acordo com a sua natural convicção, ou seja, actividade sindical, já que algumas reivindicações iam para além do admissível, a cidade de São Tomé acordou hoje com um aparato militar e policial não só a proteger os palácios presidencial e de governo e do quartel general das Forças Armadas – entretanto já desmobilizadas – como sitiaram um edifício onde, em tempos, esteve sedeado os membros do extinto “Batalhão Búfalo” e, actualmente, sede do partido Frente Democrática Cristã, cujo líder, também ele um antigo “búfalo”, juntamente com alguns companheiros seus, terá sido detido.
Segundo parece os membros do extinto “Batalhão Búfalo” têm mostrado uma capacidade financeira e interventora nas questões sociais e, porque não dizê-lo, políticas, que parecem pouco inocentes.
Já em tempos sitiaram o Tribunal de Contas (TC), agora parece que queriam uma “mudança” do Poder.
Registe-se que aos antigos membros, de origem santomense, do “Batalão Búfalo” foi-lhes concedido uma área para desenvolverem actividades económicas sustentáveis. E uma das suas “actividades” foi a criação de um Casino que mereceu, segundo parece, alguns reparos do TC quanto à sua gestão o que lhes terá desagradado. Sendo que os membros do extinto "Batalhão Búfalo", teoricamente, foram “despejados” pelos seus antigos patrões sul-africanos sem nada – daí o estado santomense lhes ter concedido a tal área para actividades económicas – como se justifica terem fundos para criarem um Casino?
Será que há por ali mãos muito estranhas a São Tomé?
E, perdoem-me a ingenuidade, com que intenções? Quando um País está numa difícil situação de gestão de charneira entre Angola, Nigéria e Guiné-Equatorial e quer sustentar uma ligação equilibrada entre estes quase “amigos-da-onça” torna-se difícil manter o equilíbrio. Seria nestas alturas que a CPLP deveria ter uma voz mais activa na sustentação dos Estados que a suportam, mas…
São Tomé e Príncipe: Ex-líder do Batalhão Búfalo detido
O ex-líder do Batalhão Búfalo e presidente da Frente Democrática Cristã (FDC), Arlécio Costa, foi hoje detido, informou fonte policial são-tomense.
A mesma fonte disse que outras pessoas ligadas ao antigo Batalhão Búfalo foram detidas juntamente com Arlécio Costa, que, em 2003, protagonizou uma tentativa de golpe de Estado.
Até ao momento, não é conhecida a razão para estas detenções.
O advogado de Costa, Levi Nazaré, confirmou a detenção do seu cliente, mas disse não ter ainda mais informações, uma vez que ainda não falou com ele.
As autoridades são-tomenses ainda não emitiram nenhum comunicado.
Reunidos desde as nove da manhã, nenhum membro da Assembleia Nacional se pronunciou sobre os acontecimentos da noite de hoje na capital são-tomense.
Esta manhã, São Tomé despertou com um forte aparato militar e policial junto do edifício da empresa Falcon Group, sede do antigo batalhão Búfalo e actual sede da Frente Democrática Cristã (FDC).
Durante a noite, os militares foram postos em estado de alerta, as estradas foram vigiadas e a sede da empresa e do FDC encontrou-se cercada por efectivos das Forças Armadas e da polícia.
Um forte perímetro de segurança rodeou também o palácio presidencial, o palácio do chefe de Governo, e o quartel das Forças Armadas, na capital são-tomense.
O dispositivo de segurança em vários pontos da cidade foi aliviado ao fim da manhã de hoje.
Contactado o embaixador de Portugal em São Tomé, Fernando Ramos Machado, disse apenas que "a situação está calma" e remeteu outras declarações para mais tarde.
Arlécio Costa é um antigo elemento do célebre "Batalhão Búfalo", unidade de efectivos angolanos, moçambicanos e são-tomenses do exército sul-africano durante o "apartheid", e esteve às ordens de Jonas Savimbi (UNITA) em Angola.
Foi também um dos autores do golpe de Estado de 16 de Julho de 2003, liderado pelo major Fernando Pereira, formado na Academia Militar de Lisboa. Os autores do golpe protestavam contra as condições dos militares nos quartéis, os salários em atraso e o material militar obsoleto. Neste golpe, participou ainda o então vice-presidente da FDC, Sabino dos Santos.
A 23 de Julho do mesmo ano, foi assinado um memorando de entendimento, que previa a reinserção social dos membros do ex-Batalhão Búfalo.
Arlécio Costa foi ainda um dos envolvidos na tentativa de eliminar a SWAPO, do ex-Presidente namibiano, Sam Nujoma, antes da independência da Namíbia, em 1990, e pertenceu às forças de segurança da "empresa de mercenários" sul-africana Executive Outcomes.
O Falcon Grup é um projecto turístico sul-africano previsto para São Tomé, lançado há cinco anos, e visa a inserção social dos são-tomenses do antigo batalhão de mercenários sul-africano.
A mesma fonte disse que outras pessoas ligadas ao antigo Batalhão Búfalo foram detidas juntamente com Arlécio Costa, que, em 2003, protagonizou uma tentativa de golpe de Estado.
Até ao momento, não é conhecida a razão para estas detenções.
O advogado de Costa, Levi Nazaré, confirmou a detenção do seu cliente, mas disse não ter ainda mais informações, uma vez que ainda não falou com ele.
As autoridades são-tomenses ainda não emitiram nenhum comunicado.
Reunidos desde as nove da manhã, nenhum membro da Assembleia Nacional se pronunciou sobre os acontecimentos da noite de hoje na capital são-tomense.
Esta manhã, São Tomé despertou com um forte aparato militar e policial junto do edifício da empresa Falcon Group, sede do antigo batalhão Búfalo e actual sede da Frente Democrática Cristã (FDC).
Durante a noite, os militares foram postos em estado de alerta, as estradas foram vigiadas e a sede da empresa e do FDC encontrou-se cercada por efectivos das Forças Armadas e da polícia.
Um forte perímetro de segurança rodeou também o palácio presidencial, o palácio do chefe de Governo, e o quartel das Forças Armadas, na capital são-tomense.
O dispositivo de segurança em vários pontos da cidade foi aliviado ao fim da manhã de hoje.
Contactado o embaixador de Portugal em São Tomé, Fernando Ramos Machado, disse apenas que "a situação está calma" e remeteu outras declarações para mais tarde.
Arlécio Costa é um antigo elemento do célebre "Batalhão Búfalo", unidade de efectivos angolanos, moçambicanos e são-tomenses do exército sul-africano durante o "apartheid", e esteve às ordens de Jonas Savimbi (UNITA) em Angola.
Foi também um dos autores do golpe de Estado de 16 de Julho de 2003, liderado pelo major Fernando Pereira, formado na Academia Militar de Lisboa. Os autores do golpe protestavam contra as condições dos militares nos quartéis, os salários em atraso e o material militar obsoleto. Neste golpe, participou ainda o então vice-presidente da FDC, Sabino dos Santos.
A 23 de Julho do mesmo ano, foi assinado um memorando de entendimento, que previa a reinserção social dos membros do ex-Batalhão Búfalo.
Arlécio Costa foi ainda um dos envolvidos na tentativa de eliminar a SWAPO, do ex-Presidente namibiano, Sam Nujoma, antes da independência da Namíbia, em 1990, e pertenceu às forças de segurança da "empresa de mercenários" sul-africana Executive Outcomes.
O Falcon Grup é um projecto turístico sul-africano previsto para São Tomé, lançado há cinco anos, e visa a inserção social dos são-tomenses do antigo batalhão de mercenários sul-africano.
EUA perderam milhares de armas no Afeganistão, diz jornal
Os americanos perderam dezenas de milhares de espingardas e outras armas no Afeganistão e há risco de que parte delas já esteja nas mãos dos talibãs, noticiou o jornal norte-americano Washington Post.
De acordo com o jornal, a conclusão é de uma auditoria feita a pedido do Congresso segundo a qual não há notícias sobre o paradeiro de mais de um terço das 242 mil armas doadas às forças afegãs pelos Estados Unidos, entre as quais milhares de AK-47 e morteiros.
Desconhece-se também o paradeiro de mais 135 mil armas doadas por outros países da NATO.
Muitas dessas armas, que chegaram ao Afeganistão entre 2004 e 2008, foram guardadas em depósitos de responsabilidade de militares afegãos com histórico de deserção, furto e sob um sistema de segurança que, às vezes, consiste numa porta de madeira e um cadeado, diz o jornal, com base no relatório.
O relatório será apresentado nesta quinta-feira a uma comissão da Casa dos Representantes norte-americana. Deputados, no entanto, já começaram a pressionar o Pentágono por explicações quanto ao relatório.
Santa irresponsabilidade...
De acordo com o jornal, a conclusão é de uma auditoria feita a pedido do Congresso segundo a qual não há notícias sobre o paradeiro de mais de um terço das 242 mil armas doadas às forças afegãs pelos Estados Unidos, entre as quais milhares de AK-47 e morteiros.
Desconhece-se também o paradeiro de mais 135 mil armas doadas por outros países da NATO.
Muitas dessas armas, que chegaram ao Afeganistão entre 2004 e 2008, foram guardadas em depósitos de responsabilidade de militares afegãos com histórico de deserção, furto e sob um sistema de segurança que, às vezes, consiste numa porta de madeira e um cadeado, diz o jornal, com base no relatório.
O relatório será apresentado nesta quinta-feira a uma comissão da Casa dos Representantes norte-americana. Deputados, no entanto, já começaram a pressionar o Pentágono por explicações quanto ao relatório.
Santa irresponsabilidade...
Mariza no 14º lugar da World Music Billboard nos EUA
O álbum "Terra" de Mariza, editado em Junho passado, entrou esta semana directamente para o 14º lugar da tabela de vendas de World Music da Billboard norte-americana.
A fadista inicia sexta-feira no Massey Hall, em Toronto (Canadá), a sua maior digressão de sempre, devendo pisar em três meses 48 palcos, entre os Estados Unidos e Canadá.
"Devia estar louca quando aceitei, mas se assumi o compromisso vou cumprir. São três meses sem vir a Portugal, nunca fiz uma digressão tão longa", disse Mariza.
Depois de Toronto, a intérprete de "Pequenas verdades" (Diogo Clemente/Javier Limón) actua sábado no Orchestra Hall Symphony Center, em Chicago, já no Estado norte-americano de Illinois.
"São três meses longe de casa, em que o ritmo é avião/hotel/concerto e, no dia seguinte, o mesmo: andar em companhias de aviação banalíssimas, sem ser a maravilha que se pensa. A maravilha das maravilhas é subir ao palco e cantar", sublinhou a cantora.
De Chicago, a terceira maior cidade norte-americana, Mariza regressa, dia 17, ao Canadá, para actuar no La Palais Montcalm, na cidade do Quebeque, seguindo dia 19 para Amherst (Massachusetts) onde actuará no Fine Arts Center Concert Hall e, no dia seguinte, no Kelley Theatre Fairfield University, em Connecticut (Nova Inglaterra).
A digressão à América do Norte é uma "aposta forte" da cantora que está já há duas semanas nos Estados Unidos "para acções promocionais, nomeadamente entrevistas".
A fadista inicia sexta-feira no Massey Hall, em Toronto (Canadá), a sua maior digressão de sempre, devendo pisar em três meses 48 palcos, entre os Estados Unidos e Canadá.
"Devia estar louca quando aceitei, mas se assumi o compromisso vou cumprir. São três meses sem vir a Portugal, nunca fiz uma digressão tão longa", disse Mariza.
Depois de Toronto, a intérprete de "Pequenas verdades" (Diogo Clemente/Javier Limón) actua sábado no Orchestra Hall Symphony Center, em Chicago, já no Estado norte-americano de Illinois.
"São três meses longe de casa, em que o ritmo é avião/hotel/concerto e, no dia seguinte, o mesmo: andar em companhias de aviação banalíssimas, sem ser a maravilha que se pensa. A maravilha das maravilhas é subir ao palco e cantar", sublinhou a cantora.
De Chicago, a terceira maior cidade norte-americana, Mariza regressa, dia 17, ao Canadá, para actuar no La Palais Montcalm, na cidade do Quebeque, seguindo dia 19 para Amherst (Massachusetts) onde actuará no Fine Arts Center Concert Hall e, no dia seguinte, no Kelley Theatre Fairfield University, em Connecticut (Nova Inglaterra).
A digressão à América do Norte é uma "aposta forte" da cantora que está já há duas semanas nos Estados Unidos "para acções promocionais, nomeadamente entrevistas".
Carmim inaugura portal em russo, mandarim e francês
A Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz (Carmim), a maior produtora de vinhos do Alentejo, estreou esta semana as versões do seu portal em russo, mandarim e francês para facilitar o acesso de cibernautas daqueles mercados.
A Carmim explicou hoje que a aposta nestas línguas visa "facilitar o acesso dos mercados chinês, francófono e da Europa do Leste".
A empresa destaca também que, com este passo, torna-se numa das primeiras produtoras do sector a disponibilizar em mandarim e russo um completo compêndio sobre o vinho, com indicações sobre como o servir, o processo de vinificação e um glossário.
O portal da Carmim, inaugurado em Novembro do ano passado, com as opções em português e inglês, inclui ainda uma loja online, por enquanto apenas disponível para encomendas oriundas de Portugal Continental.
"Numa segunda fase, prevê-se abrir [a loja online] ao resto do mundo", sublinhou a empresa.
"Queremos demonstrar ao mundo inteiro o que somos, mas também queremos que seja um espaço de interacção com o consumidor e que as pessoas possam aprender mais sobre vinhos", afirmou.
O portal, que pode ser acedido em www.carmim.eu, contabilizou 2.500 entradas nos dois primeiros meses de funcionamento, o que representa 13.000 visualizações totais, com os utilizadores a permanecerem, em média, quatro minutos.
A Carmim é a maior adega cooperativa do país e a 23ª maior cooperativa nacional, sendo responsável, desde 1971, pela produção e comercialização de diversos vinhos regionais alentejanos e DOC's Alentejo.
Com cerca de mil associados, que a tornam na principal empresa vinícola da região, a CARMIM apostou em 2007 numa estratégia de internacionalização, tendo o seu volume de vendas crescido 60%, comparativamente a 2006.
As exportações dirigem-se, principalmente, para a Europa, tendo uma maior presença em França, Brasil e Angola, mas a Carmim já avançou também para países como a República Checa, China, Macau, Índia e Peru.
A Carmim explicou hoje que a aposta nestas línguas visa "facilitar o acesso dos mercados chinês, francófono e da Europa do Leste".
A empresa destaca também que, com este passo, torna-se numa das primeiras produtoras do sector a disponibilizar em mandarim e russo um completo compêndio sobre o vinho, com indicações sobre como o servir, o processo de vinificação e um glossário.
O portal da Carmim, inaugurado em Novembro do ano passado, com as opções em português e inglês, inclui ainda uma loja online, por enquanto apenas disponível para encomendas oriundas de Portugal Continental.
"Numa segunda fase, prevê-se abrir [a loja online] ao resto do mundo", sublinhou a empresa.
"Queremos demonstrar ao mundo inteiro o que somos, mas também queremos que seja um espaço de interacção com o consumidor e que as pessoas possam aprender mais sobre vinhos", afirmou.
O portal, que pode ser acedido em www.carmim.eu, contabilizou 2.500 entradas nos dois primeiros meses de funcionamento, o que representa 13.000 visualizações totais, com os utilizadores a permanecerem, em média, quatro minutos.
A Carmim é a maior adega cooperativa do país e a 23ª maior cooperativa nacional, sendo responsável, desde 1971, pela produção e comercialização de diversos vinhos regionais alentejanos e DOC's Alentejo.
Com cerca de mil associados, que a tornam na principal empresa vinícola da região, a CARMIM apostou em 2007 numa estratégia de internacionalização, tendo o seu volume de vendas crescido 60%, comparativamente a 2006.
As exportações dirigem-se, principalmente, para a Europa, tendo uma maior presença em França, Brasil e Angola, mas a Carmim já avançou também para países como a República Checa, China, Macau, Índia e Peru.
Portugal e Austrália "trocam apoios" para o Conselho de Segurança
Portugal e a Austrália "trocaram apoios" para as candidaturas a um lugar no Conselho de Segurança das Nações Unidas, afirmou ontem o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, em Díli, Timor-Leste.
"Portugal terá o apoio da Austrália e apoiará a Austrália para o Conselho de Segurança no biénio seguinte", disse Amado, que chegou a Díli para uma visita oficial de 48 horas, depois das deslocações a Singapura e Austrália.
O chefe da diplomacia portuguesa salientou que "há quase uma década que não havia uma visita de um ministro (dos Negócios Estrangeiros português) à Austrália" e frisou que o clima entre Lisboa e Camberra é de "convergência política".
Amado realçou, a propósito, que os dois países "ultrapassaram algumas divergências do passado em relação a Timor-Leste" e que o mútuo apoio às candidaturas para o Conselho de Segurança surge nesse contexto.
Os dois países têm "também convergência grande em relação ao processo de estabilização do regime de Timor-Leste", disse.
Luís Amado falava à saída do seu primeiro encontro em Díli, com o Presidente da República, José Ramos-Horta.
"Portugal terá o apoio da Austrália e apoiará a Austrália para o Conselho de Segurança no biénio seguinte", disse Amado, que chegou a Díli para uma visita oficial de 48 horas, depois das deslocações a Singapura e Austrália.
O chefe da diplomacia portuguesa salientou que "há quase uma década que não havia uma visita de um ministro (dos Negócios Estrangeiros português) à Austrália" e frisou que o clima entre Lisboa e Camberra é de "convergência política".
Amado realçou, a propósito, que os dois países "ultrapassaram algumas divergências do passado em relação a Timor-Leste" e que o mútuo apoio às candidaturas para o Conselho de Segurança surge nesse contexto.
Os dois países têm "também convergência grande em relação ao processo de estabilização do regime de Timor-Leste", disse.
Luís Amado falava à saída do seu primeiro encontro em Díli, com o Presidente da República, José Ramos-Horta.
Portugal: Luís Amado em Singapura para desenvolver relações bilaterais
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, deslocou-se a Singapura, país que Portugal gostaria de ver como plataforma para o desenvolvimento de relações com a região da Associação de Nações do Sudeste Asiática (ASEAN).
"O objectivo essencial é constituir também em Singapura uma plataforma de desenvolvimento de relações com a região da ASEAN", afirmou Amado, que se encontra no país a convite do homólogo George Yeo.
O ministro considerou que a região da ASEAN "tem um grande potencial económico e que é já hoje um importante mercado para as exportações portuguesas, bem como para as da União Europeia".
"A partir de Singapura desenvolve-se uma importante influência de ponto de vista económico e comercial", frisou.
"Também dada a referência cultural que existe, ainda hoje, em Singapura da presença portuguesa há aqui um espaço importante para a afirmação da nossa relação histórica com toda esta região", adiantou.
O ministro referiu que, após a abertura do Centro de Negócios em Singapura, em 2008, haverá a partir de Outubro de 2009 uma representação diplomática portuguesa no país.
"Durante muitos anos não tivemos condições políticas para ter uma acção política e diplomática agressiva nesta região devido à negociação da nossa posição relativamente a Timor-Leste", disse.
"Mas nos últimos anos, passo a passo, consistentemente, estamos a procurar aprofundar as relações com toda essa região e Singapura é hoje uma plataforma importante para o desenvolvimento dessas relações", frisou.
"O objectivo essencial é constituir também em Singapura uma plataforma de desenvolvimento de relações com a região da ASEAN", afirmou Amado, que se encontra no país a convite do homólogo George Yeo.
O ministro considerou que a região da ASEAN "tem um grande potencial económico e que é já hoje um importante mercado para as exportações portuguesas, bem como para as da União Europeia".
"A partir de Singapura desenvolve-se uma importante influência de ponto de vista económico e comercial", frisou.
"Também dada a referência cultural que existe, ainda hoje, em Singapura da presença portuguesa há aqui um espaço importante para a afirmação da nossa relação histórica com toda esta região", adiantou.
O ministro referiu que, após a abertura do Centro de Negócios em Singapura, em 2008, haverá a partir de Outubro de 2009 uma representação diplomática portuguesa no país.
"Durante muitos anos não tivemos condições políticas para ter uma acção política e diplomática agressiva nesta região devido à negociação da nossa posição relativamente a Timor-Leste", disse.
"Mas nos últimos anos, passo a passo, consistentemente, estamos a procurar aprofundar as relações com toda essa região e Singapura é hoje uma plataforma importante para o desenvolvimento dessas relações", frisou.
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
Farmacêutica é a mais recente aposta portuguesa na Índia
Pouco a pouco, os portugueses estão a redescobrir oportunidades na Índia.
A mais recente aposta vem do sector farmacêutico. A Defiante, empresa controlada pela italiana Sigma Tau que tem a sua sede internacional na Madeira, acaba de abrir uma subsidiária na Índia. Esta filial promete, pela dimensão do mercado, ser dentro de poucos anos um importante contributo para as contas que a Defiante fecha no Funchal.
No caso indiano a Defiante arranca "com um medicamento da área da psiquiatria", disse o director-geral, Paulo Viegas. É um novo passo no crescimento da Defiante, que se instalou na Madeira há 10 anos e que fechou 2008 com um volume de negócios próximo dos 70 milhões de euros. O peso do mercado português, porém, é residual, cifrando-se em cerca de 3% (dois milhões de euros), sendo que a estrutura é também ela reduzida, com uma dezena de colaboradores. A Defiante está a lançar em Portugal um produto novo para os hospitais, para tratar queimaduras e feridas. Mas o crescimento do grupo estará alavancado sobretudo nas aquisições de medicamentos já colocados no mercado (a farmacêutica já comprou produtos à GlaxoSmithKline e à Novartis, por exemplo) . "A Defiante avalia sete a oito oportunidades de investimento todos os anos", lembra Paulo Viegas.
A mais recente aposta vem do sector farmacêutico. A Defiante, empresa controlada pela italiana Sigma Tau que tem a sua sede internacional na Madeira, acaba de abrir uma subsidiária na Índia. Esta filial promete, pela dimensão do mercado, ser dentro de poucos anos um importante contributo para as contas que a Defiante fecha no Funchal.
No caso indiano a Defiante arranca "com um medicamento da área da psiquiatria", disse o director-geral, Paulo Viegas. É um novo passo no crescimento da Defiante, que se instalou na Madeira há 10 anos e que fechou 2008 com um volume de negócios próximo dos 70 milhões de euros. O peso do mercado português, porém, é residual, cifrando-se em cerca de 3% (dois milhões de euros), sendo que a estrutura é também ela reduzida, com uma dezena de colaboradores. A Defiante está a lançar em Portugal um produto novo para os hospitais, para tratar queimaduras e feridas. Mas o crescimento do grupo estará alavancado sobretudo nas aquisições de medicamentos já colocados no mercado (a farmacêutica já comprou produtos à GlaxoSmithKline e à Novartis, por exemplo) . "A Defiante avalia sete a oito oportunidades de investimento todos os anos", lembra Paulo Viegas.
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Filme Slumdog Millionaire com “portugueses” no elenco
Freida Pinto (Latika) e Ashutosh Lobo Gajiwala (Salim adolescente) desempenham papéis principais.
Freida Pinto nasceu a 18 de Outubro de 1984 em Bombaim (actual Mumbai), Maharashtra, Índia.
Passou pelo circuito da moda de Mumbai (representada pela Elite Model Management Índia) durante dois anos, antes de ter a sua grande oportunidade quando o realizador Danny Boyle a escolheu numa audição para desempenhar o papel principal feminino do filme: Latika.
Freida estudou no Colégio de São Francisco Xavier em Mumbai e só começou a ter aulas de actuação (antes fez teatro amador) depois de terminar o seu filme de debute. Entre 2006-07, apresentou 'Full Circle', um programa de viagens transmitido pela Zee International Asia Pacific.
Freida Pinto nasceu a 18 de Outubro de 1984 em Bombaim (actual Mumbai), Maharashtra, Índia.
Passou pelo circuito da moda de Mumbai (representada pela Elite Model Management Índia) durante dois anos, antes de ter a sua grande oportunidade quando o realizador Danny Boyle a escolheu numa audição para desempenhar o papel principal feminino do filme: Latika.
Freida estudou no Colégio de São Francisco Xavier em Mumbai e só começou a ter aulas de actuação (antes fez teatro amador) depois de terminar o seu filme de debute. Entre 2006-07, apresentou 'Full Circle', um programa de viagens transmitido pela Zee International Asia Pacific.
É filha de Sylvia Pinto, actualmente reitora da St. John’s Universal High School e de Frederick Pinto, banqueiro do Bank of Baroda. Os seus laços familiares ligam-se à comunidade católica de Mangalore, cidade costeira do sudoeste da Índia e possessão portuguesa entre 1568 e 1659.
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
"Uma cozinha no Douro" recebe dois Gourmand World Cookbook Awards
O livro "Uma Cozinha no Douro", de Celeste Pereira e Rui Paula, editado pela QuidNovi em Novembro, foi distinguido em Londres, com dois Gourmand World Cookbook Awards.
"Uma Cozinha no Douro" recebeu o prémio para a Melhor Primeira Obra e para a Melhor Fotografia, de autoria de Nelson Garrido.
Estes dois galardões foram o passaporte para estar na final do Prémio Best in the World, cujo resultado será conhecido em Maio.
"Uma Cozinha no Douro" é editado em inglês e português e além de receitas de Rui Paula, cozinheiro que desenvolve a sua arte no D.O.C., um restaurante no cais da Folgosa (Armamar), inclui textos sobre a gastronomia duriense de autoria de Celeste Pereira que faz ainda uma análise sobre o percurso de Rui Paula.
Rui Paula, 40 anos, iniciou a sua actividade aos 26 anos em Alijó, no restaurante Cepa Torta, já conquistou três medalhas de ouro (uma em 2005 e duas em 2007) e duas de prata (2001 e 2003) no concurso "Gastronomia com Vinho do Porto", organizado pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto e pela revista Inter Magazine.
O ano passado o seu restaurante D.O.C. foi distinguido com o Garfo de Ouro, do anuário "Boa Cama, Boa Mesa", editado pelo jornal Expresso, colocando-o entre os 10 melhores restaurantes de Portugal.
"Uma Cozinha no Douro" recebeu o prémio para a Melhor Primeira Obra e para a Melhor Fotografia, de autoria de Nelson Garrido.
Estes dois galardões foram o passaporte para estar na final do Prémio Best in the World, cujo resultado será conhecido em Maio.
"Uma Cozinha no Douro" é editado em inglês e português e além de receitas de Rui Paula, cozinheiro que desenvolve a sua arte no D.O.C., um restaurante no cais da Folgosa (Armamar), inclui textos sobre a gastronomia duriense de autoria de Celeste Pereira que faz ainda uma análise sobre o percurso de Rui Paula.
Rui Paula, 40 anos, iniciou a sua actividade aos 26 anos em Alijó, no restaurante Cepa Torta, já conquistou três medalhas de ouro (uma em 2005 e duas em 2007) e duas de prata (2001 e 2003) no concurso "Gastronomia com Vinho do Porto", organizado pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto e pela revista Inter Magazine.
O ano passado o seu restaurante D.O.C. foi distinguido com o Garfo de Ouro, do anuário "Boa Cama, Boa Mesa", editado pelo jornal Expresso, colocando-o entre os 10 melhores restaurantes de Portugal.
O nosso exportador de palavras, por Ferreira Fernandes
in DN
Corrido pelo Inter ao fim de 6 meses e sem um golo, a passagem de Quaresma por Itália é considerada um fiasco. Depende do ponto de vista. Nem Paulo Sousa, nem Rui Costa, nem Figo, portugueses que jogaram ou jogam em Itália, podem orgulhar-se do feito de Quaresma. Eles ganharam títulos e meteram golos, mas que é isso se não deixaram marca na língua italiana? Quaresma deixou.
Ontem, o diário La Repubblica titulava: La trivela non c'è piu (traduzido: "Oh que saudades vamos ter daquele toque maravilhoso a que os portoghesi chamam tão poeticamente trivela"). Quaresma, que vai para Inglaterra, parece um falhado como o navegador Amerigo Vespucci. Sim, também deste se pode dizer: "Que golos marcou ou que terras descobriu Amerigo Vespucci, esse contemporâneo de Cristóvão Colombo?" Seja, ele não tem feitos, mas deixou uma palavra: América. Coisa que nem Figo nem Colombo deixaram.
Sintomaticamente, na semana em que Quaresma partiu, lançou-se o livro Parole Nuove dai Giornali, com os 4163 neologismos italianos dos últimos dez anos. Nos próximos, estará trivela. Mas isso é passado. Agora, ele vai para Inglaterra lançar a palavra traivila.
Corrido pelo Inter ao fim de 6 meses e sem um golo, a passagem de Quaresma por Itália é considerada um fiasco. Depende do ponto de vista. Nem Paulo Sousa, nem Rui Costa, nem Figo, portugueses que jogaram ou jogam em Itália, podem orgulhar-se do feito de Quaresma. Eles ganharam títulos e meteram golos, mas que é isso se não deixaram marca na língua italiana? Quaresma deixou.
Ontem, o diário La Repubblica titulava: La trivela non c'è piu (traduzido: "Oh que saudades vamos ter daquele toque maravilhoso a que os portoghesi chamam tão poeticamente trivela"). Quaresma, que vai para Inglaterra, parece um falhado como o navegador Amerigo Vespucci. Sim, também deste se pode dizer: "Que golos marcou ou que terras descobriu Amerigo Vespucci, esse contemporâneo de Cristóvão Colombo?" Seja, ele não tem feitos, mas deixou uma palavra: América. Coisa que nem Figo nem Colombo deixaram.
Sintomaticamente, na semana em que Quaresma partiu, lançou-se o livro Parole Nuove dai Giornali, com os 4163 neologismos italianos dos últimos dez anos. Nos próximos, estará trivela. Mas isso é passado. Agora, ele vai para Inglaterra lançar a palavra traivila.
Argentina critica ida de William para as Falkland
Buenos Aires continua a reclamar o território britânico.
Príncipe completaria na ilha a sua formação como piloto de resgate militar.
O Governo argentino expressou ontem o seu mal-estar face ao eventual destacamento do príncipe William para as ilhas Falkland (Maldivas, para os argentinos), no âmbito do seu curso de piloto de busca e resgate da Royal Air Force (RAF). A notícia tinha sido avançada no domingo pelo The Sunday Times e já foi entretanto desmentida pelos britânicos, dizendo que ainda é muito cedo para decidir para onde o segundo na linha de sucessão ao trono será destacado.
"É muito difícil pensar que a diplomacia britânica não tenha pensado no significado da presença do príncipe nas ilhas, na qualidade de militar em actividade, e como primeiro membro da família real britânica activo nas forças armadas a viajar [para as Falkland] desde 1982", escreveu o jornal argentino Clarín. Buenos Aires mantém a sua reivindicação sobre as ilhas britânicas, apesar de ter perdido a guerra de 1982 pelo seu controlo. "Esta circunstância apenas serve, mais uma vez, para demonstrar a presença militar britânica constante em áreas que fazem parte do território nacional da Argentina", disseram fontes da diplomacia argentina. "O príncipe William acaba de começar o seu treino de piloto de busca e salvamento na Defence Helicopter Flying School, por isso é muito cedo para tomar qualquer tipo de decisão", indicou um porta-voz do Ministério da Defesa britânico. O curso deverá durar 18 meses.
A base das Malvinas conta com 500 militares, na sua maioria membros da RAF que voam em helicópteros Sea King e aviões Tornado, além de cem soldados de infantaria. Estão no local "para impedir agressões militares contra os territórios britânicos de ultramar no Atlântico Sul". Estas ilhas são uma das zonas mais difíceis para os pilotos de resgate, devido ao mar encrespado e aos fortes ventos. Precisamente por causa desse clima inóspito e ao facto de estar tão longe do Reino Unido, este é um dos locais mais impopulares para os militares. A confirmar-se a ida de William, de 26 anos, para as Malvinas, este será também um desafio à sua relação com Kate Middleton, de 27 anos, numa altura em que se multiplicam os rumores de um noivado.
Príncipe completaria na ilha a sua formação como piloto de resgate militar.
O Governo argentino expressou ontem o seu mal-estar face ao eventual destacamento do príncipe William para as ilhas Falkland (Maldivas, para os argentinos), no âmbito do seu curso de piloto de busca e resgate da Royal Air Force (RAF). A notícia tinha sido avançada no domingo pelo The Sunday Times e já foi entretanto desmentida pelos britânicos, dizendo que ainda é muito cedo para decidir para onde o segundo na linha de sucessão ao trono será destacado.
"É muito difícil pensar que a diplomacia britânica não tenha pensado no significado da presença do príncipe nas ilhas, na qualidade de militar em actividade, e como primeiro membro da família real britânica activo nas forças armadas a viajar [para as Falkland] desde 1982", escreveu o jornal argentino Clarín. Buenos Aires mantém a sua reivindicação sobre as ilhas britânicas, apesar de ter perdido a guerra de 1982 pelo seu controlo. "Esta circunstância apenas serve, mais uma vez, para demonstrar a presença militar britânica constante em áreas que fazem parte do território nacional da Argentina", disseram fontes da diplomacia argentina. "O príncipe William acaba de começar o seu treino de piloto de busca e salvamento na Defence Helicopter Flying School, por isso é muito cedo para tomar qualquer tipo de decisão", indicou um porta-voz do Ministério da Defesa britânico. O curso deverá durar 18 meses.
A base das Malvinas conta com 500 militares, na sua maioria membros da RAF que voam em helicópteros Sea King e aviões Tornado, além de cem soldados de infantaria. Estão no local "para impedir agressões militares contra os territórios britânicos de ultramar no Atlântico Sul". Estas ilhas são uma das zonas mais difíceis para os pilotos de resgate, devido ao mar encrespado e aos fortes ventos. Precisamente por causa desse clima inóspito e ao facto de estar tão longe do Reino Unido, este é um dos locais mais impopulares para os militares. A confirmar-se a ida de William, de 26 anos, para as Malvinas, este será também um desafio à sua relação com Kate Middleton, de 27 anos, numa altura em que se multiplicam os rumores de um noivado.
terça-feira, fevereiro 03, 2009
Obama escolheu assessor português
Filho de um açoriano e uma alentejana, o lusodescendente do Massachusetts vai trabalhar com David Axelrod, o conselheiro que inventou o 'slogan' de campanha 'Yes we can'.
David Simas fala português e veio três vezes a Lisboa.
Simas estava frente a frente com o seu futuro chefe, quando Barack Obama entrou na sala. "Senhor Presidente", terá dito David Axelrod. "Este é David Simas. Veio recomendado por Deval Patrick [governador do estado do Massachusetts]." E, apresentações feitas, Obama respondeu: "Se o governador acha que ele é qualificado, então deve ser uma boa escolha." Minutos depois o lusodescendente recebia a notícia: o lugar na West Wing da Casa Branca é seu.
Simas, de 39 anos, é desde sexta-feira assessor de Axelrod, o conselheiro que inventou o slogan de campanha Yes we can e que tem sempre garantido o ouvido do novo Presidente americano. Logo no primeiro dia, este filho de um açoriano que conquistou uma alentejana em Moçambique, participou em reuniões com o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, e o chefe de Gabinete da Casa Branca, Rahm Emanuel, para discutir as opções políticas da nova Administração. Num comunicado divulgado, o advogado de Taunton - uma das três cidades do estado do Massachusetts onde existem mais portugueses - disse que está muito "entusiasmado e honrado" com o seu novo desafio. Um desafio que agrada mas não surpreende o pai, António Simas. "Ele sempre foi muito interessado em política", disse o emigrante natural de Faial da Terra, em São Miguel. "Eu via muitos programas na televisão sobre o assunto. E ele, ainda pequeno, ia sentar-se ao meu lado e começou a gostar também."
Apesar da influência, o pai não lhe ditou as pisadas. Republicano confesso, faz questão de notar que o seu filho "só estudou em escolas católicas privadas" e foi educado segundo o princípio "torna-te útil à sociedade e a ti próprio". Mas depois de uma viagem a Washington, para assistir a uma conferência sobre liderança, o rapaz, então com 15 ou 16 anos, regressou a casa dizendo-se democrata. "Ele disse-me que conheceu por lá uns republicanos com tendências racistas e não queria fazer parte desse grupo", contou António Simas. David deu os primeiros passos da sua carreira de sucesso aos 18 anos, quando se candidatou à comissão escolar de Tauton. No início dos anos 1990, ficou conhecido na comunidade portuguesa por ser um dos líderes do movimento que pressionou as empresas de TV por cabo da região a transmitir a RTP Internacional gratuitamente.
Anos mais tarde, David era conselheiro municipal, mas decidiu fazer um intervalo na política para se dedicar à advocacia. Há dois anos, regressou, convidado para a campanha de Deval Patrick - o primeiro governador negro do Massachusetts.
"David impressionou o governador durante um ensaio para um dos debates da campanha em que se fazia passar pelo seu oponente", contou o pai. Ganha a eleição, Simas foi nomeado chefe de Gabinete adjunto do governador e, já nesse cargo, apoiou Obama na corrida para a Presidência, tendo sido um dos organizadores da campanha na costa Leste. O lusodescendente é fluente em português, ainda que "não tanto quanto desejável", segundo o pai. Simas visitou três vezes Portugal com a família. "Ele gosta da cultura portuguesa e tem uma grande paixão pela Amália. Sempre que fomos a Portugal acabámos numa noite de fados em Lisboa", contou o pai.
David Simas fala português e veio três vezes a Lisboa.
Simas estava frente a frente com o seu futuro chefe, quando Barack Obama entrou na sala. "Senhor Presidente", terá dito David Axelrod. "Este é David Simas. Veio recomendado por Deval Patrick [governador do estado do Massachusetts]." E, apresentações feitas, Obama respondeu: "Se o governador acha que ele é qualificado, então deve ser uma boa escolha." Minutos depois o lusodescendente recebia a notícia: o lugar na West Wing da Casa Branca é seu.
Simas, de 39 anos, é desde sexta-feira assessor de Axelrod, o conselheiro que inventou o slogan de campanha Yes we can e que tem sempre garantido o ouvido do novo Presidente americano. Logo no primeiro dia, este filho de um açoriano que conquistou uma alentejana em Moçambique, participou em reuniões com o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, e o chefe de Gabinete da Casa Branca, Rahm Emanuel, para discutir as opções políticas da nova Administração. Num comunicado divulgado, o advogado de Taunton - uma das três cidades do estado do Massachusetts onde existem mais portugueses - disse que está muito "entusiasmado e honrado" com o seu novo desafio. Um desafio que agrada mas não surpreende o pai, António Simas. "Ele sempre foi muito interessado em política", disse o emigrante natural de Faial da Terra, em São Miguel. "Eu via muitos programas na televisão sobre o assunto. E ele, ainda pequeno, ia sentar-se ao meu lado e começou a gostar também."
Apesar da influência, o pai não lhe ditou as pisadas. Republicano confesso, faz questão de notar que o seu filho "só estudou em escolas católicas privadas" e foi educado segundo o princípio "torna-te útil à sociedade e a ti próprio". Mas depois de uma viagem a Washington, para assistir a uma conferência sobre liderança, o rapaz, então com 15 ou 16 anos, regressou a casa dizendo-se democrata. "Ele disse-me que conheceu por lá uns republicanos com tendências racistas e não queria fazer parte desse grupo", contou António Simas. David deu os primeiros passos da sua carreira de sucesso aos 18 anos, quando se candidatou à comissão escolar de Tauton. No início dos anos 1990, ficou conhecido na comunidade portuguesa por ser um dos líderes do movimento que pressionou as empresas de TV por cabo da região a transmitir a RTP Internacional gratuitamente.
Anos mais tarde, David era conselheiro municipal, mas decidiu fazer um intervalo na política para se dedicar à advocacia. Há dois anos, regressou, convidado para a campanha de Deval Patrick - o primeiro governador negro do Massachusetts.
"David impressionou o governador durante um ensaio para um dos debates da campanha em que se fazia passar pelo seu oponente", contou o pai. Ganha a eleição, Simas foi nomeado chefe de Gabinete adjunto do governador e, já nesse cargo, apoiou Obama na corrida para a Presidência, tendo sido um dos organizadores da campanha na costa Leste. O lusodescendente é fluente em português, ainda que "não tanto quanto desejável", segundo o pai. Simas visitou três vezes Portugal com a família. "Ele gosta da cultura portuguesa e tem uma grande paixão pela Amália. Sempre que fomos a Portugal acabámos numa noite de fados em Lisboa", contou o pai.
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
A luzerna ao fundo da História
Por Ferreira Fernandes, in DN
No sábado, Barack Obama jantou no Alfalfa Club, um selecto clube de Washington, fundado em 1907. Um grupo de cavalheiros do Sul fundara o clube para homenagear o general Lee, o líder que na Guerra Civil defendeu a escravatura. Obama fez humor com as raízes do clube: "Se estivesse aqui, hoje, o general Lee teria 202 anos. E estaria muito confuso."
Um Presidente negro, convidado de honra num clube fundado para homenagear o general Robert Lee, a mim comove-me.
Vou contar outro ângulo da história, para ver se comovo mais gente. Vou lembrar outras raízes. O clube chama-se Alfalfa, em português, alfafa ou luzerna. A rainha das forragens, a melhor para as vacas. Cinco anos depois do clube fundado, em 1913, Jack London, em "O Vale da Lua", escreveu páginas que são um hino aos açorianos da Califórnia que plantavam até à berma das estradas. Esses camponeses, produzindo "alfalfa", tornaram-se os maiores leiteiros da América. Apesar disso, em 1920, o Congresso fez uma lei que estabeleceu quotas: favoreceu os imigrantes de olhos azuis, ingleses e alemães, e os açorianos de São Jorge, os pais do leite americano, ficaram décadas sem poder emigrar...
No sábado, Barack Obama jantou no Alfalfa Club, um selecto clube de Washington, fundado em 1907. Um grupo de cavalheiros do Sul fundara o clube para homenagear o general Lee, o líder que na Guerra Civil defendeu a escravatura. Obama fez humor com as raízes do clube: "Se estivesse aqui, hoje, o general Lee teria 202 anos. E estaria muito confuso."
Um Presidente negro, convidado de honra num clube fundado para homenagear o general Robert Lee, a mim comove-me.
Vou contar outro ângulo da história, para ver se comovo mais gente. Vou lembrar outras raízes. O clube chama-se Alfalfa, em português, alfafa ou luzerna. A rainha das forragens, a melhor para as vacas. Cinco anos depois do clube fundado, em 1913, Jack London, em "O Vale da Lua", escreveu páginas que são um hino aos açorianos da Califórnia que plantavam até à berma das estradas. Esses camponeses, produzindo "alfalfa", tornaram-se os maiores leiteiros da América. Apesar disso, em 1920, o Congresso fez uma lei que estabeleceu quotas: favoreceu os imigrantes de olhos azuis, ingleses e alemães, e os açorianos de São Jorge, os pais do leite americano, ficaram décadas sem poder emigrar...
quarta-feira, janeiro 28, 2009
António Chaínho toca guitarra portuguesa em Goa
Em Goa, a noite é da guitarra portuguesa.
António Chaínho é um dos cabeças de cartaz do Festival do Monte, onde vai tocar ao lado da fadista indiana, Sónia Shirsat, que veio, no ano passado, ao Museu do Oriente, em Lisboa.
De Goa, Chaínho segue para Bangalore, onde tem um recital marcado no dia 31. É uma mostra do mestre guitarra portuguesa na Índia, onde já disse que está de espírito aberto.
António Chaínho é um dos cabeças de cartaz do Festival do Monte, onde vai tocar ao lado da fadista indiana, Sónia Shirsat, que veio, no ano passado, ao Museu do Oriente, em Lisboa.
De Goa, Chaínho segue para Bangalore, onde tem um recital marcado no dia 31. É uma mostra do mestre guitarra portuguesa na Índia, onde já disse que está de espírito aberto.
terça-feira, janeiro 27, 2009
Madeira: PSD/M chumba proposta que impunha hino nacional
A Assembleia Legislativa da Madeira chumbou hoje o projecto de resolução do PS-M que defendia que o hino nacional fosse tocado em todos os actos oficiais na Região.
O projecto de resolução chumbado pelos deputados do PSD-M recomendava "ao Governo Regional e aos Municípios da Região que nos eventos solenes da vida da Região Autónoma da Madeira, nomeadamente em cerimónias comemorativas do Dia da Região e no Dia do Município, em todos os municípios, far-se-á ouvir, obrigatoriamente, para além do Hino da Região, o Hino Nacional, como preito de homenagem à nossa memória colectiva portuguesa".
Determinava ainda que se aplicava também "em todos os eventos oficiais da Região em que estejam presentes membros dos órgãos de governo próprio da Região Autónoma da Madeira".
O projecto de resolução teve os votos a favor do PS-M, CDS/PP-M e PCP-M e a abstenção do MPT-M e do BE-M.
O projecto de resolução chumbado pelos deputados do PSD-M recomendava "ao Governo Regional e aos Municípios da Região que nos eventos solenes da vida da Região Autónoma da Madeira, nomeadamente em cerimónias comemorativas do Dia da Região e no Dia do Município, em todos os municípios, far-se-á ouvir, obrigatoriamente, para além do Hino da Região, o Hino Nacional, como preito de homenagem à nossa memória colectiva portuguesa".
Determinava ainda que se aplicava também "em todos os eventos oficiais da Região em que estejam presentes membros dos órgãos de governo próprio da Região Autónoma da Madeira".
O projecto de resolução teve os votos a favor do PS-M, CDS/PP-M e PCP-M e a abstenção do MPT-M e do BE-M.
CPLP: Parceria Cabo Verde-UE em destaque na visita de Amado
A parceria entre a União Europeia e Cabo Verde e o apoio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) à Guiné-Bissau estarão em destaque na visita do ministro dos Negócios Estrangeiros aos dois países, que hoje principia.
Luís Amado, presidente em exercício do Conselho de Ministros da CPLP, é acompanhado pelo secretário-executivo dos "oito", Domingos Simões Pereira, na visita a Cabo Verde, hoje, e à Guiné-Bissau, quarta-feira.
Em Cabo Verde, Luís Amado irá reunir-se separadamente com o ministro dos Negócios Estrangeiros Cooperação e Comunidades, José Brito, com o primeiro-ministro, José Maria Neves, e com o Presidente da República, Pedro Pires.
Os encontros, segundo o Palácio das Necessidades, deverão centrar-se sobretudo na preparação de uma visita do primeiro-ministro, José Sócrates, ao arquipélago, na Parceria Especial Cabo Verde-UE e nos principais desenvolvimentos regionais.
Quarta-feira de manhã, o ministro português chega à Guiné-Bissau, onde terá audiências com o presidente guineense, João Bernardo (Nino) Vieira, com o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, e ainda com o presidente da Assembleia Nacional, Raimundo Pereira. No âmbito da apresentação do programa de apoio dos "oito" ao relançamento da Guiné-Bissau, manterá ainda encontros com o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) da Guiné-Bissau, General Baptista Tagmé Na Waie, e com a ministra dos Negócios Estrangeiros, Maria Adiato Djalo Mandigna.
Na manhã de quinta-feira, Luís Amado parte de Bissau, fazendo escala em Banjul (Gâmbia), com destino a Lisboa.
Luís Amado, presidente em exercício do Conselho de Ministros da CPLP, é acompanhado pelo secretário-executivo dos "oito", Domingos Simões Pereira, na visita a Cabo Verde, hoje, e à Guiné-Bissau, quarta-feira.
Em Cabo Verde, Luís Amado irá reunir-se separadamente com o ministro dos Negócios Estrangeiros Cooperação e Comunidades, José Brito, com o primeiro-ministro, José Maria Neves, e com o Presidente da República, Pedro Pires.
Os encontros, segundo o Palácio das Necessidades, deverão centrar-se sobretudo na preparação de uma visita do primeiro-ministro, José Sócrates, ao arquipélago, na Parceria Especial Cabo Verde-UE e nos principais desenvolvimentos regionais.
Quarta-feira de manhã, o ministro português chega à Guiné-Bissau, onde terá audiências com o presidente guineense, João Bernardo (Nino) Vieira, com o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, e ainda com o presidente da Assembleia Nacional, Raimundo Pereira. No âmbito da apresentação do programa de apoio dos "oito" ao relançamento da Guiné-Bissau, manterá ainda encontros com o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) da Guiné-Bissau, General Baptista Tagmé Na Waie, e com a ministra dos Negócios Estrangeiros, Maria Adiato Djalo Mandigna.
Na manhã de quinta-feira, Luís Amado parte de Bissau, fazendo escala em Banjul (Gâmbia), com destino a Lisboa.
'El País' compara Jardim a Muammar Kadhafi
Jardim detém o recorde mundial de permanência no poder.
"Paraíso sob controlo" foi o título escolhido pelo El País, no passado domingo, para falar do "líder eterno" da Região Autónoma da Madeira há mais de 30 anos. Na reportagem assinada por Francesc Relea, Alberto João Jardim surge como um "político incomum, que detém o recorde mundial de permanência no poder por meios democrático". Só "Muammar Kadhafi que acumula ao longo do tempo como líder supremo da Líbia (39 anos)", supera Jardim. Só que o coronel nunca se submeteu ao veredicto das urnas. "Amado e odiado", "carácter histriónico" e "espírito caudillesco", que "abusa e humilha os seus adversários políticos", como, também, os seus colegas de partido (PSD), "qualidades pessoais que o não impedem de integrar o Conselho de Estado e o Conselho Superior de Defesa Nacional".
A marca Jardim é produto "genuinamente madeirense", catapultado "em partes iguais pela Igreja e pelo antigo regime", uma vez que durante a "ditadura foi protegido e influenciado pelo seu tio Agostinho Cardoso, figura ligada ao salazarismo", cujo pensamento "de direita" Jardim acabou por reflectir nas colunas do jornal Voz da Madeira. Mas afinal, questiona, El País, qual é a chave para o sucesso deste político? Para tal ouviu a oposição. Primeiro, "o dinheiro" do Estado e da UE. Segundo, "não haver vontade política de olhar para a Madeira como parte de Portugal", respondeu o deputado do PS/M, Carlos Pereira. A história do deputado do PND, José Manuel Coelho, que acusou o governo de Jardim de "nazi-fascista", depois de exibir a bandeira com a cruz suástica, mais o episódio dos seguranças que impedirem a sua entrada na Assembleia, são outros dos pontos da reportagem, como o desenvolvimento das últimas três décadas, a existência de 30 mil funcionários públicos e uma dívida global acima de 3 mil milhões de euros.
O dirigente regional do PSD, Luís Filipe Malheiro considerou que o trabalho do El País "é uma reportagem desajustada, mal intencionada e sectária, deliberadamente destinada a enxovalhar a figura do Presidente do Governo da Madeira, assente em fontes de informação cujo perfil político e não só é de todos conhecido. Acho que este trabalho não prestigia em nada o El Pais. O contraditório não foi exercido". Já José Manuel Rodrigues, líder do CDS na Madeira afirmou que "A reportagem traduz, em boa parte, a realidade madeirense".
Alberto João Jardim ainda não reagiu à reportagem do El País. O líder madeirense deverá aproveitar a página de opinião no semanário O Diabo, reproduzida, em simultâneo, no Jornal da Madeira às terças-feiras, podendo ainda exercer o seu direito de resposta ao jornal espanhol ou mesmo processá-lo por crime de difamação e injúria.
"Paraíso sob controlo" foi o título escolhido pelo El País, no passado domingo, para falar do "líder eterno" da Região Autónoma da Madeira há mais de 30 anos. Na reportagem assinada por Francesc Relea, Alberto João Jardim surge como um "político incomum, que detém o recorde mundial de permanência no poder por meios democrático". Só "Muammar Kadhafi que acumula ao longo do tempo como líder supremo da Líbia (39 anos)", supera Jardim. Só que o coronel nunca se submeteu ao veredicto das urnas. "Amado e odiado", "carácter histriónico" e "espírito caudillesco", que "abusa e humilha os seus adversários políticos", como, também, os seus colegas de partido (PSD), "qualidades pessoais que o não impedem de integrar o Conselho de Estado e o Conselho Superior de Defesa Nacional".
A marca Jardim é produto "genuinamente madeirense", catapultado "em partes iguais pela Igreja e pelo antigo regime", uma vez que durante a "ditadura foi protegido e influenciado pelo seu tio Agostinho Cardoso, figura ligada ao salazarismo", cujo pensamento "de direita" Jardim acabou por reflectir nas colunas do jornal Voz da Madeira. Mas afinal, questiona, El País, qual é a chave para o sucesso deste político? Para tal ouviu a oposição. Primeiro, "o dinheiro" do Estado e da UE. Segundo, "não haver vontade política de olhar para a Madeira como parte de Portugal", respondeu o deputado do PS/M, Carlos Pereira. A história do deputado do PND, José Manuel Coelho, que acusou o governo de Jardim de "nazi-fascista", depois de exibir a bandeira com a cruz suástica, mais o episódio dos seguranças que impedirem a sua entrada na Assembleia, são outros dos pontos da reportagem, como o desenvolvimento das últimas três décadas, a existência de 30 mil funcionários públicos e uma dívida global acima de 3 mil milhões de euros.
O dirigente regional do PSD, Luís Filipe Malheiro considerou que o trabalho do El País "é uma reportagem desajustada, mal intencionada e sectária, deliberadamente destinada a enxovalhar a figura do Presidente do Governo da Madeira, assente em fontes de informação cujo perfil político e não só é de todos conhecido. Acho que este trabalho não prestigia em nada o El Pais. O contraditório não foi exercido". Já José Manuel Rodrigues, líder do CDS na Madeira afirmou que "A reportagem traduz, em boa parte, a realidade madeirense".
Alberto João Jardim ainda não reagiu à reportagem do El País. O líder madeirense deverá aproveitar a página de opinião no semanário O Diabo, reproduzida, em simultâneo, no Jornal da Madeira às terças-feiras, podendo ainda exercer o seu direito de resposta ao jornal espanhol ou mesmo processá-lo por crime de difamação e injúria.
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Cimeira luso-espanhola: Portugal-Espanha comprometem-se a promover línguas ibéricas !!
Portugal e Espanha comprometeram-se hoje a avançar com o ensino do português em Espanha e do espanhol em Portugal, num processo que os primeiros-ministros dos dois países classificaram como de particular importância.
Num primeiro passo formal desta estratégia, o Ministério da Educação português e a Junta da Extremadura (Espanha), assinaram hoje em Zamora um memorando de entendimento para a introdução do Português como língua Estrangeira de opção curricular no sistema educativo daquela comunidade autónoma espanhola.
O acordo, assinado na 24ª Cimeira Ibérica, que decorreu esta manhã nesta cidade espanhola, estipula que a Junta da Extremadura se compromete a adoptar todas as medidas necessárias para que o Português se torne língua de opção e avaliação curricular nos estabelecimentos de ensino do seu território.
Para o primeiro-ministro português, José Sócrates, trata-se de um acordo de "grande significado, importância e simbolismo".
"O ensino do espanhol em Portugal e do português em Espanha representa um avanço da maior importância, do ponto de vista das políticas culturais dos dois países", afirmou na conferência de imprensa de encerramento da cimeira.
Num primeiro passo formal desta estratégia, o Ministério da Educação português e a Junta da Extremadura (Espanha), assinaram hoje em Zamora um memorando de entendimento para a introdução do Português como língua Estrangeira de opção curricular no sistema educativo daquela comunidade autónoma espanhola.
O acordo, assinado na 24ª Cimeira Ibérica, que decorreu esta manhã nesta cidade espanhola, estipula que a Junta da Extremadura se compromete a adoptar todas as medidas necessárias para que o Português se torne língua de opção e avaliação curricular nos estabelecimentos de ensino do seu território.
Para o primeiro-ministro português, José Sócrates, trata-se de um acordo de "grande significado, importância e simbolismo".
"O ensino do espanhol em Portugal e do português em Espanha representa um avanço da maior importância, do ponto de vista das políticas culturais dos dois países", afirmou na conferência de imprensa de encerramento da cimeira.
quarta-feira, janeiro 21, 2009
Estoril lucra 30 milhões com eventos internacionais em 2009
O Turismo do Estoril (TE) prevê que os eventos culturais e desportivos internacionais de Cascais, que serão promovidos na nova marca "Estoril Live", rendam este ano 30 milhões de euros, mais cinco milhões do que em 2008.
De acordo com a empresa TE, entidade municipal responsável pela promoção internacional do destino, os eventos de maior projecção, como a Moda Lisboa/Estoril, o Estoril Film Festival, o Moto GP Portugal Estoril ou o Estoril Open de Portugal em Golfe, motivaram no ano passado 66.640 dormidas no concelho, 9,2 milhões de euros de receitas na hotelaria e um total de 18,3 milhões de receitas turísticas.
Apesar da crise, o município acredita que o número de dormidas geradas pelas iniciativas subirá para 71.716 e que as receitas hoteleiras e turísticas ascenderão, respectivamente, a 9,9 milhões e 19 milhões de euros.
Para estas iniciativas e para o plano de marketing a concretizar este ano, o orçamento disponível - no qual estão incluídas contrapartidas do jogo do Casino - é de nove milhões.
"São os mesmo eventos, mas têm vindo a evoluir. Não quer dizer que o turismo em geral tenha a mesma evolução, porque os eventos representam 7% das dormidas do destino, mas para eles temos boas expectativas", explicou hoje o presidente da TE, Duarte Nobre Guedes, durante a apresentação do plano para 2009.
Segundo o responsável, a empresa espera também superar a valorização da cobertura televisiva internacional obtida em 2008 (no valor de cem milhões de euros), aumentando de 774 para 1.140 o número de horas de emissão.
Para que estes acontecimentos tenham uma maior projecção e deixem de estar desgarrados, está a ser criada a marca "Estoril Live", cujo público-alvo inclui, em primeiro lugar, os residentes em Portugal, bem como habitantes dos principais mercados turísticos europeus, operadores e órgãos de comunicação social.
"Queremos apostar nos eventos como diferenciação e novidade, porque não há nenhum outro sítio no mundo com um leque tão diversificado de ofertas", afirmou Nobre Guedes, lembrando que outro dos objectivos já conhecido é afirmar o Estoril enquanto destino sustentável até 2010.
O primeiro passo já foi dado, com a obtenção do primeiro selo verde atribuído a um centro de congressos europeu, mas o processo tem sido reforçado junto de hotéis e campos de golfe.
Para o presidente da empresa TE, o facto de a marca Estoril ter passado a representar apenas o concelho de Cascais - em função da extinção das Juntas de Turismo e da criação de entidades regionais - não prejudica o seu prestígio, já que o município sempre teve a sua própria dinâmica a nível turístico.
De acordo com a empresa TE, entidade municipal responsável pela promoção internacional do destino, os eventos de maior projecção, como a Moda Lisboa/Estoril, o Estoril Film Festival, o Moto GP Portugal Estoril ou o Estoril Open de Portugal em Golfe, motivaram no ano passado 66.640 dormidas no concelho, 9,2 milhões de euros de receitas na hotelaria e um total de 18,3 milhões de receitas turísticas.
Apesar da crise, o município acredita que o número de dormidas geradas pelas iniciativas subirá para 71.716 e que as receitas hoteleiras e turísticas ascenderão, respectivamente, a 9,9 milhões e 19 milhões de euros.
Para estas iniciativas e para o plano de marketing a concretizar este ano, o orçamento disponível - no qual estão incluídas contrapartidas do jogo do Casino - é de nove milhões.
"São os mesmo eventos, mas têm vindo a evoluir. Não quer dizer que o turismo em geral tenha a mesma evolução, porque os eventos representam 7% das dormidas do destino, mas para eles temos boas expectativas", explicou hoje o presidente da TE, Duarte Nobre Guedes, durante a apresentação do plano para 2009.
Segundo o responsável, a empresa espera também superar a valorização da cobertura televisiva internacional obtida em 2008 (no valor de cem milhões de euros), aumentando de 774 para 1.140 o número de horas de emissão.
Para que estes acontecimentos tenham uma maior projecção e deixem de estar desgarrados, está a ser criada a marca "Estoril Live", cujo público-alvo inclui, em primeiro lugar, os residentes em Portugal, bem como habitantes dos principais mercados turísticos europeus, operadores e órgãos de comunicação social.
"Queremos apostar nos eventos como diferenciação e novidade, porque não há nenhum outro sítio no mundo com um leque tão diversificado de ofertas", afirmou Nobre Guedes, lembrando que outro dos objectivos já conhecido é afirmar o Estoril enquanto destino sustentável até 2010.
O primeiro passo já foi dado, com a obtenção do primeiro selo verde atribuído a um centro de congressos europeu, mas o processo tem sido reforçado junto de hotéis e campos de golfe.
Para o presidente da empresa TE, o facto de a marca Estoril ter passado a representar apenas o concelho de Cascais - em função da extinção das Juntas de Turismo e da criação de entidades regionais - não prejudica o seu prestígio, já que o município sempre teve a sua própria dinâmica a nível turístico.
sexta-feira, janeiro 16, 2009
Duas peças ensinam História de Portugal pelo País
"História de Portugal em Uma Hora" e "História do 25 de Abril" são duas peças que o Teatro Azul e o Teatro Oeste estão a apresentar pelo País como "uma aula viva", segundo o autor, Nuno Miguel Henriques.
"É uma lição, uma aula viva e uma aula de memória, para todas as idades", disse o responsável, de 34 anos, acrescentando que o objectivo é "desmistificar a história do nosso País, tornando-a acessível, cativante e interessante".
"Se nós não conhecermos as raízes do nosso País, as raízes da nossa história, como é que vamos conseguir compreender o presente e interpretar o futuro?", questionou Nuno Miguel Henriques.
"História de Portugal em Uma Hora" abrange "desde o tempo dos Visigodos, Vascos, Suevos e Lusitanos até à fundação da nacionalidade, com D. Afonso Henriques, após a Batalha de São Mamede, as lutas com Castela, a reconquista cristã e o rei D. Dinis como poeta português", segundo o comunicado da organização.
Resta saber duas coisas: se as peças são tendenciosas e porque não há mais iniciativas semelhantes.
"É uma lição, uma aula viva e uma aula de memória, para todas as idades", disse o responsável, de 34 anos, acrescentando que o objectivo é "desmistificar a história do nosso País, tornando-a acessível, cativante e interessante".
"Se nós não conhecermos as raízes do nosso País, as raízes da nossa história, como é que vamos conseguir compreender o presente e interpretar o futuro?", questionou Nuno Miguel Henriques.
"História de Portugal em Uma Hora" abrange "desde o tempo dos Visigodos, Vascos, Suevos e Lusitanos até à fundação da nacionalidade, com D. Afonso Henriques, após a Batalha de São Mamede, as lutas com Castela, a reconquista cristã e o rei D. Dinis como poeta português", segundo o comunicado da organização.
Resta saber duas coisas: se as peças são tendenciosas e porque não há mais iniciativas semelhantes.
Instituto Camões assinala 80 anos da sua génese
O Instituto Camões assinala quinta-feira 80 anos da criação da Junta de Educação Nacional, instituição que esteve na sua origem, com uma cerimónia em que será apresentado um estudo sobre o valor económico do Português.
O estudo foi encomendado em Setembro de 2007 pelo Instituto Camões (IC) ao Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa (ISCTE) e, em Novembro passado, José Paulo Esperança, da equipa de investigação, anunciou que a língua portuguesa representa 17% do PIB (Produto Interno Bruto) de Portugal.
Na cerimónia, que terá início com uma intervenção da presidente do IC, Simonetta Luz Afonso, será apresentado um outro estudo, efectuado por uma equipa de investigadores do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa dirigida por Fernanda Rollo, intitulado "Da Junta de Educação Nacional ao Instituto Camões".
O estudo foi encomendado em Setembro de 2007 pelo Instituto Camões (IC) ao Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa (ISCTE) e, em Novembro passado, José Paulo Esperança, da equipa de investigação, anunciou que a língua portuguesa representa 17% do PIB (Produto Interno Bruto) de Portugal.
Na cerimónia, que terá início com uma intervenção da presidente do IC, Simonetta Luz Afonso, será apresentado um outro estudo, efectuado por uma equipa de investigadores do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa dirigida por Fernanda Rollo, intitulado "Da Junta de Educação Nacional ao Instituto Camões".
Luis Amado defende cooperação entre Portugal e Espanha
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, defendeu esta quinta-feira que Portugal e Espanha devem "coordenar excepcionalmente" as suas iniciativas de resposta à actual crise financeira internacional, no âmbito de um plano ibérico.
Amado salientou que os dois governos poderão colaborar no "plano económico, financeiro e social, onde a crise terá consequências, e serem capazes de dar uma resposta adequada a um problema da economia ibérica de forma a inserir-se melhor na economia europeia".
"Os governos de Portugal e Espanha devem agir mais rapidamente e coerentemente no sentido de coordenarem as suas acções de resposta à crise", defendeu o ministro.
O membro do Governo luso acrescentou que é necessário ter em consideração "algumas debilidades estruturais e desequilíbrios sérios que ambas as economias reflectem, nomeadamente ao nível das balanças de transacções correntes respectivas".
E, já agora, que tal a tão sonhada União Ibérica? Tenha descaramento...
Os governos portugueses a porem-se de cócoras!
É importante não esquecer aquela Cimeira Luso-Espanhola em que o então Primeiro-ministro Cavaco Silva falando sobre a vitória portuguesa na Batalha de Aljubarrota foi pressionado, não se sabe bem por quem, a conceder que o resultado melhor teria sido um empate... Haja memória.
Amado salientou que os dois governos poderão colaborar no "plano económico, financeiro e social, onde a crise terá consequências, e serem capazes de dar uma resposta adequada a um problema da economia ibérica de forma a inserir-se melhor na economia europeia".
"Os governos de Portugal e Espanha devem agir mais rapidamente e coerentemente no sentido de coordenarem as suas acções de resposta à crise", defendeu o ministro.
O membro do Governo luso acrescentou que é necessário ter em consideração "algumas debilidades estruturais e desequilíbrios sérios que ambas as economias reflectem, nomeadamente ao nível das balanças de transacções correntes respectivas".
E, já agora, que tal a tão sonhada União Ibérica? Tenha descaramento...
Os governos portugueses a porem-se de cócoras!
É importante não esquecer aquela Cimeira Luso-Espanhola em que o então Primeiro-ministro Cavaco Silva falando sobre a vitória portuguesa na Batalha de Aljubarrota foi pressionado, não se sabe bem por quem, a conceder que o resultado melhor teria sido um empate... Haja memória.
Toda a verdade sobre as compras públicas do Estado português
Uma fotocopiadora pode custar seis milhões e uma embalagem de toner 45 mil euros.
Saber onde é que o Governo gasta o dinheiro dos contribuintes já é possível. Isto porque existe um site particular que revela as compras que são feitas pelos organismos públicos através de ajuste directo, ou seja, sem concurso público.
Nesta lista encontram-se os mais variados produtos, a que preço são adquiridos e a quem foi adjudicado.
As compras estão relacionadas sobretudo com a área das tecnologias e há "campeões" em termos de adjudicações. É o caso da Prológica - sistemas informáticos S.A, que trabalha em parceira com a JP Sá Couto na produção de Magalhães (com 11 atribuições), seguida pela Novabase com 6.
Do site da Associação Nacional para o Software Livre (Ansol), é possível procurar por mais detalhes do negócio no portal oficial dos contratos públicos online.
Quanto custa o quê?
Ao aceder a esta lista listagem, ficará a saber, por exemplo, que a renovação do licenciamento de software Microsoft foi atribuído à Prológica (empresa ligada ao projecto Magalhães) por 14,3 milhões de euros.
Mas há mais dados curiosos. A Universidade do Algarve, a 11 de Novembro do ano passado, adjudicou à "Viagens Abreu" uma viagem aérea Faro/Zagreb (com regresso a Faro, para 1 pessoa no período de 3 a 6 de Dezembro de 2008) por 38 mil euros.
Mais caro ficou um toner para impressora "hp p2015" adquirido pela Administração Regional de Saúde do Centro/ Sub-Região de Saúde de Aveiro à ATM por 45 mil euros.
Já o município de Beja comprou à Cannon Portugal para a divisão de obras municipais, em Outubro, uma fotocopiadora, "multifuncional do tipo IRC3080I" por 6,5 milhões de euros.
Esta informação está, no entanto, limitada às compras efectuadas a partir de Agosto de 2008, mas há muito por onde procurar gastos exorbitantes aqui.
Saber onde é que o Governo gasta o dinheiro dos contribuintes já é possível. Isto porque existe um site particular que revela as compras que são feitas pelos organismos públicos através de ajuste directo, ou seja, sem concurso público.
Nesta lista encontram-se os mais variados produtos, a que preço são adquiridos e a quem foi adjudicado.
As compras estão relacionadas sobretudo com a área das tecnologias e há "campeões" em termos de adjudicações. É o caso da Prológica - sistemas informáticos S.A, que trabalha em parceira com a JP Sá Couto na produção de Magalhães (com 11 atribuições), seguida pela Novabase com 6.
Do site da Associação Nacional para o Software Livre (Ansol), é possível procurar por mais detalhes do negócio no portal oficial dos contratos públicos online.
Quanto custa o quê?
Ao aceder a esta lista listagem, ficará a saber, por exemplo, que a renovação do licenciamento de software Microsoft foi atribuído à Prológica (empresa ligada ao projecto Magalhães) por 14,3 milhões de euros.
Mas há mais dados curiosos. A Universidade do Algarve, a 11 de Novembro do ano passado, adjudicou à "Viagens Abreu" uma viagem aérea Faro/Zagreb (com regresso a Faro, para 1 pessoa no período de 3 a 6 de Dezembro de 2008) por 38 mil euros.
Mais caro ficou um toner para impressora "hp p2015" adquirido pela Administração Regional de Saúde do Centro/ Sub-Região de Saúde de Aveiro à ATM por 45 mil euros.
Já o município de Beja comprou à Cannon Portugal para a divisão de obras municipais, em Outubro, uma fotocopiadora, "multifuncional do tipo IRC3080I" por 6,5 milhões de euros.
Esta informação está, no entanto, limitada às compras efectuadas a partir de Agosto de 2008, mas há muito por onde procurar gastos exorbitantes aqui.
quinta-feira, janeiro 15, 2009
Lusofonia: Ciberdúvidas sobre a Língua Portuguesa completa hoje 12 anos
O espaço Ciberdúvidas da Língua Portuguesa completa neste dia 12 anos de existência, após o seu lançamento, que recebe a visita diária de milhões de falantes do português, ainda sem adoptar o novo Acordo Ortográfico, que só vai fazer quando Portugal o reconhecer oficialmente, disse o responsável pelo projecto.
"A partir de agora, com o Brasil a adoptar o acordo ortográfico, nós passamos a pôr 'Acordo Ortográfico de 1990, ou melhor de 2006', e depois mantemos o português europeu, porque só vamos adoptar no Ciberdúvidas quando Portugal o aplicar oficialmente", afirmou José Mário Costa, jornalista. Em funcionamento desde 15 de Janeiro de 1997, o Ciberdúvidas é um espaço que responde a dúvidas sobre a língua portuguesa, sempre em Português Europeu e em Português do Brasil. Neste último caso, o Ciberdúvidas utiliza a ortografia adoptada pelo Brasil desde 1 de Janeiro de 2009, com a adopção do Novo Acordo Ortográfico. O espaço Ciberdúvidas tem apoios do Ministério da Educação português, CTT, Correios de Portugal, Fundação Vodafone e Universidade Lusófona.
O resultado, em número, é este: 25 mil respostas e cerca de 2 mil outros textos, até à presente data, permanentemente acessíveis por quem, em qualquer parte do mundo, se interesse por a Língua Portuguesa. A partir deste dia, as respostas publicadas passam a ser redigidas quer na grafia do novo Acordo Ortográfico (1990), oficialmente adoptado no Brasil, desde o início deste ano, quer na grafia do Acordo de 1945 (ainda em vigor em Portugal e restantes seis países da CPLP).
"A partir de agora, com o Brasil a adoptar o acordo ortográfico, nós passamos a pôr 'Acordo Ortográfico de 1990, ou melhor de 2006', e depois mantemos o português europeu, porque só vamos adoptar no Ciberdúvidas quando Portugal o aplicar oficialmente", afirmou José Mário Costa, jornalista. Em funcionamento desde 15 de Janeiro de 1997, o Ciberdúvidas é um espaço que responde a dúvidas sobre a língua portuguesa, sempre em Português Europeu e em Português do Brasil. Neste último caso, o Ciberdúvidas utiliza a ortografia adoptada pelo Brasil desde 1 de Janeiro de 2009, com a adopção do Novo Acordo Ortográfico. O espaço Ciberdúvidas tem apoios do Ministério da Educação português, CTT, Correios de Portugal, Fundação Vodafone e Universidade Lusófona.
O resultado, em número, é este: 25 mil respostas e cerca de 2 mil outros textos, até à presente data, permanentemente acessíveis por quem, em qualquer parte do mundo, se interesse por a Língua Portuguesa. A partir deste dia, as respostas publicadas passam a ser redigidas quer na grafia do novo Acordo Ortográfico (1990), oficialmente adoptado no Brasil, desde o início deste ano, quer na grafia do Acordo de 1945 (ainda em vigor em Portugal e restantes seis países da CPLP).
Portugal e Timor Leste: os novos embaixadores residentes junto da CPLP
Os novos embaixadores residentes de Portugal e de Timor Leste junto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) apresentaram cartas credenciais ao secretário-executivo da organização, elevando para quatro o número de Estados-membros.
José Barreto Martins, 47 anos, natural de Bobonaro (oeste), é o chefe da missão de Timor-Leste, enquanto António Russo Dias, na carreira diplomática há mais de três décadas, foi nomeado responsável pelo acompanhamento dos assuntos da CPLP, cuja missão deverá ser criada em breve. O secretário-executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, afirmou que a comunidade deu hoje "mais um passo" para uma maior colaboração e integração dos "oito", sublinhando a necessidade de a organização contar com representações diplomáticas de todos os Estados membros. "Tem havido uma tendência para a criação de embaixadas juntos da CPLP, o que demonstra a importância e o crescimento da organização. Angola deverá fazê-lo em breve e aguardam-se as decisões dos (governos dos) restantes três países (Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe)", sublinhou.
Tanto Barreto Martins como Russo Dias manifestaram o "interesse e empenho" que os respectivos governos dão à CPLP, com o diplomata português a lembrar que a sua nomeação, feita pelo chefe da diplomacia portuguesa, Luís Amado, em Novembro de 2008, surge numa altura em que Portugal preside à comunidade. José Barreto Martins é formado em Teologia pela Universidade Católica de Lisboa e em Filosófico-Humanistas pelo pólo da mesma universidade em Braga, tendo efectuado ainda uma pós-graduação em Educação na Supervisão Pedagógica no Ensino do Português na universidade do Minho. Antes de ser nomeado embaixador junto da CPLP, era professor da Cooperação Portuguesa em Timor-Leste. Por seu lado, António Russo Dias, 65 anos, natural de Pemba (ex-Porto Amélia, em Moçambique), iniciou a carreira diplomática há mais de 30 anos no Ministério dos Negócios Estrangeiros, tendo desempenhado, em meados da década de 1990 as funções de vice-presidente do então Instituto da Cooperação Portuguesa (ICP), actual Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD).
José Barreto Martins, 47 anos, natural de Bobonaro (oeste), é o chefe da missão de Timor-Leste, enquanto António Russo Dias, na carreira diplomática há mais de três décadas, foi nomeado responsável pelo acompanhamento dos assuntos da CPLP, cuja missão deverá ser criada em breve. O secretário-executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, afirmou que a comunidade deu hoje "mais um passo" para uma maior colaboração e integração dos "oito", sublinhando a necessidade de a organização contar com representações diplomáticas de todos os Estados membros. "Tem havido uma tendência para a criação de embaixadas juntos da CPLP, o que demonstra a importância e o crescimento da organização. Angola deverá fazê-lo em breve e aguardam-se as decisões dos (governos dos) restantes três países (Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe)", sublinhou.
Tanto Barreto Martins como Russo Dias manifestaram o "interesse e empenho" que os respectivos governos dão à CPLP, com o diplomata português a lembrar que a sua nomeação, feita pelo chefe da diplomacia portuguesa, Luís Amado, em Novembro de 2008, surge numa altura em que Portugal preside à comunidade. José Barreto Martins é formado em Teologia pela Universidade Católica de Lisboa e em Filosófico-Humanistas pelo pólo da mesma universidade em Braga, tendo efectuado ainda uma pós-graduação em Educação na Supervisão Pedagógica no Ensino do Português na universidade do Minho. Antes de ser nomeado embaixador junto da CPLP, era professor da Cooperação Portuguesa em Timor-Leste. Por seu lado, António Russo Dias, 65 anos, natural de Pemba (ex-Porto Amélia, em Moçambique), iniciou a carreira diplomática há mais de 30 anos no Ministério dos Negócios Estrangeiros, tendo desempenhado, em meados da década de 1990 as funções de vice-presidente do então Instituto da Cooperação Portuguesa (ICP), actual Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD).
Galp Energia vai explorar gás natural no Golfo da Guiné
O Golfo da Guiné vai ser a próxima aposta da Galp Energia na área do gás. A petrolífera portuguesa assinou no final da semana passada um MoU (sigla em inglês para acordo de entendimento) com a alemã E.ON, a espanhola Union Fenosa e a local Sonagas.
O acordo, firmado no dia 8 de Janeiro na capital da Guiné Equatorial, Malabo, visa a criação e organização de uma empresa de fornecimento de gás que irá ser a dona do Consórcio 3G - Gathering System in the Gulf Of Guinea. Questionado o Ministério de Minas, Indústria e Energia da Guiné-Equatorial (MIEGE) sobre mais detalhes deste consórcio, nomeadamente, a estrutura accionista, David Shaw, consultor técnico, remeteu todos os esclarecimentos para um comunicado disponível no site do MIEGE.
O ouro negro não tem cor política...
O acordo, firmado no dia 8 de Janeiro na capital da Guiné Equatorial, Malabo, visa a criação e organização de uma empresa de fornecimento de gás que irá ser a dona do Consórcio 3G - Gathering System in the Gulf Of Guinea. Questionado o Ministério de Minas, Indústria e Energia da Guiné-Equatorial (MIEGE) sobre mais detalhes deste consórcio, nomeadamente, a estrutura accionista, David Shaw, consultor técnico, remeteu todos os esclarecimentos para um comunicado disponível no site do MIEGE.
O ouro negro não tem cor política...
domingo, janeiro 11, 2009
Obama amigo leva Portugal para a Casa Branca consigo!!
Barack Obama para agradar ao Mundo e a Portugal, bem como ao seu Primeiro-Ministro~José Sócrates, levará Portugal para a Casa Branca através da presença de um cão de água português.
A escolha deste animal deixará os portugueses orgulhosos, tudo porque pode ser escolhido para companheiro das filhas do presidente americano eleito.
O presidente eleito dos EUA revelou que o cão prometido às suas filhas para compensá-las pela sua paciência durante a campanha eleitoral será um cão de água português ou um labradoodle.
"Parece que decidiram escolher entre um cão de água português e um ´labradoodle´. Vamos começar a procurar nos refúgios" , disse o presidente eleito, numa entrevista transmitida pela cadeia televisiva ABC.
Barack Obama deverá entrar na Casa Branca com a sua mulher Michelle e as filhas Sasha, de sete anos, e Malia, de 10 anos, a 20 de Janeiro.
O cão de água português é apresentado como podendo ser preto, castanho ou branco, com pêlo ondulado ou frisado, e com características de um excelente cão de guarda, mas também de terapia para crianças, doentes ou idosos, segundo o sítio de internet de um clube especializado em raças deste tipo.
Já se fala, nos meios diplomáticos, de que o cão de água português será a compensação pela "amável" disponibilidade portuguesa em receber os detidos de Guantánamo...
A escolha deste animal deixará os portugueses orgulhosos, tudo porque pode ser escolhido para companheiro das filhas do presidente americano eleito.
O presidente eleito dos EUA revelou que o cão prometido às suas filhas para compensá-las pela sua paciência durante a campanha eleitoral será um cão de água português ou um labradoodle.
"Parece que decidiram escolher entre um cão de água português e um ´labradoodle´. Vamos começar a procurar nos refúgios" , disse o presidente eleito, numa entrevista transmitida pela cadeia televisiva ABC.
Barack Obama deverá entrar na Casa Branca com a sua mulher Michelle e as filhas Sasha, de sete anos, e Malia, de 10 anos, a 20 de Janeiro.
O cão de água português é apresentado como podendo ser preto, castanho ou branco, com pêlo ondulado ou frisado, e com características de um excelente cão de guarda, mas também de terapia para crianças, doentes ou idosos, segundo o sítio de internet de um clube especializado em raças deste tipo.
Já se fala, nos meios diplomáticos, de que o cão de água português será a compensação pela "amável" disponibilidade portuguesa em receber os detidos de Guantánamo...
sexta-feira, janeiro 09, 2009
Guiné-Bissau: Tagmé Na Waié acusa homens de Nino de tentativa de assassinato
in Notícias Lusófonas
O general Tagmé Na Waié, Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) da Guiné-Bissau, afirma: “fui alvo de disparos de rajada” e acusou elementos de uma milícia da segurança presidencial de o tentarem assassinar domingo a noite quando circulava nas imediações da Presidência da República.
Em comunicado, o CEMGFA guineense refere que no dia 4 de Janeiro, por volta da meia-noite, foi "alvo de disparos a rajada por parte dos ditos Milícias Anguentas, mobilizados e armados pelo ministro da Administração Interna, engenheiro Cipriano Cassamá". O comunicado lembra que os "Anguentas" (milícias que apoiaram o Presidente João Bernardo 'Nino' Vieira na guerra civil de 1998/99 contra a Junta Militar) foram recrutados e armados "à margem dos procedimentos legais", pelo que "não são militares e nem paramilitares e consequentemente não são consignados a qualquer estrutura do Estado". Por isso, Tagmé Na Waié afirmou ter dado ordens para que os "Anguentas", cerca de 400 homens afectos ao Batalhão da Presidência da República e num aquartelamento próprio fora do controlo dos Estado-Maior das Forças Armadas, fossem desarmados e devolvidos à sua respectiva comunidade.
Fonte do Estado-Maior disse que o desarmamento dos "Anguentas" (expressão em crioulo para "aguenta") ocorreu segunda-feira à noite, sem que tenha havido qualquer resistência. No mesmo comunicado, o CEMGFA responsabilizou o ministro da Administração Interna (do governo cessante), Cipriano Cassamá, pelas consequências que poderão advir da nomeação dos elementos da milícia para a guarda presidencial. O assessor de imprensa do Presidente guineense afirmou que o chefe de Estado não pretende reagir sobre este caso por ser um "assunto que deve ser tratado com o Ministério da Administração Interna". O ministro da Administração Interna admitiu domingo, numa conferência de imprensa, que tinha decidido "reforçar a segurança do Presidente" 'Nino' Vieira com novos elementos, neste caso os 'Anguentas' uma vez que "o Presidente está sem a segurança de que necessita". O governante fazia alusão ao ataque de que 'Nino' Vieira foi alvo no dia 23 de Novembro por parte de um grupo de soldados de baixa patente.
Mais um acontecimento grave que, em termos de Guiné-Bissau, já não admira a ninguém. Cada vez mais esta antiga colónia portuguesa é um país fantoche nas mãos dos países que dominam a região e dos narcotraficantes que, praticamente, põem e dispõem a seu belo prazer. É ver a impotência dos órgãos da polícia criminal em oposição aos órgãos ministeriais que pressionam os primeiros de todas as maneiras e feitios. Vergonhoso.
A comunidade internacional e a CPLP, em particular, deviam actuar com uma diplomacia mais intensa para estancar estes desmandos.
O general Tagmé Na Waié, Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) da Guiné-Bissau, afirma: “fui alvo de disparos de rajada” e acusou elementos de uma milícia da segurança presidencial de o tentarem assassinar domingo a noite quando circulava nas imediações da Presidência da República.
Em comunicado, o CEMGFA guineense refere que no dia 4 de Janeiro, por volta da meia-noite, foi "alvo de disparos a rajada por parte dos ditos Milícias Anguentas, mobilizados e armados pelo ministro da Administração Interna, engenheiro Cipriano Cassamá". O comunicado lembra que os "Anguentas" (milícias que apoiaram o Presidente João Bernardo 'Nino' Vieira na guerra civil de 1998/99 contra a Junta Militar) foram recrutados e armados "à margem dos procedimentos legais", pelo que "não são militares e nem paramilitares e consequentemente não são consignados a qualquer estrutura do Estado". Por isso, Tagmé Na Waié afirmou ter dado ordens para que os "Anguentas", cerca de 400 homens afectos ao Batalhão da Presidência da República e num aquartelamento próprio fora do controlo dos Estado-Maior das Forças Armadas, fossem desarmados e devolvidos à sua respectiva comunidade.
Fonte do Estado-Maior disse que o desarmamento dos "Anguentas" (expressão em crioulo para "aguenta") ocorreu segunda-feira à noite, sem que tenha havido qualquer resistência. No mesmo comunicado, o CEMGFA responsabilizou o ministro da Administração Interna (do governo cessante), Cipriano Cassamá, pelas consequências que poderão advir da nomeação dos elementos da milícia para a guarda presidencial. O assessor de imprensa do Presidente guineense afirmou que o chefe de Estado não pretende reagir sobre este caso por ser um "assunto que deve ser tratado com o Ministério da Administração Interna". O ministro da Administração Interna admitiu domingo, numa conferência de imprensa, que tinha decidido "reforçar a segurança do Presidente" 'Nino' Vieira com novos elementos, neste caso os 'Anguentas' uma vez que "o Presidente está sem a segurança de que necessita". O governante fazia alusão ao ataque de que 'Nino' Vieira foi alvo no dia 23 de Novembro por parte de um grupo de soldados de baixa patente.
Mais um acontecimento grave que, em termos de Guiné-Bissau, já não admira a ninguém. Cada vez mais esta antiga colónia portuguesa é um país fantoche nas mãos dos países que dominam a região e dos narcotraficantes que, praticamente, põem e dispõem a seu belo prazer. É ver a impotência dos órgãos da polícia criminal em oposição aos órgãos ministeriais que pressionam os primeiros de todas as maneiras e feitios. Vergonhoso.
A comunidade internacional e a CPLP, em particular, deviam actuar com uma diplomacia mais intensa para estancar estes desmandos.
JP Sá Couto apresenta em Las Vegas novo computador Magalhães
Empresa prevê facturar 600 milhões de euros em 2009, triplicando o resultado do ano passado. A produção do Magalhães implica um investimento de 30 milhões e criará mais 200 empregos.
A JP Sá Couto, a Intel e o Governo português estão hoje em Las Vegas para apresentar, a nível mundial, o "novo membro da família Magalhães". Os responsáveis vão estar na CES (Consumer Electronic Show) para dar a conhecer o portátil português que já em 2009 deve ser comercializado em cerca de 15 países. A ante-estreia decorreu ontem no Oceanário de Lisboa, onde João Paulo Sá Couto, administrador da JP Sá Couto, fez questão de referir que o novo computador, que será lançado no início do próximo ano lectivo, não vai substituir o actual, não sendo, assim, uma nova versão.
"O novo membro da família Magalhães", assim foi apresentado aos jornalistas, mantém as características de resistência do primeiro modelo, acrescentando mais capacidade de disco (entre 80 a 160 GB), uma porta VGA que permite ligar o portátil a um monitor de televisão e uma caneta rato. Apesar de ainda não ter um preço definido é certo que este "será mais caro", devendo custar mais 30 a 40 euros do que a versão que está no mercado.
A JP Sá Couto, a Intel e o Governo português estão hoje em Las Vegas para apresentar, a nível mundial, o "novo membro da família Magalhães". Os responsáveis vão estar na CES (Consumer Electronic Show) para dar a conhecer o portátil português que já em 2009 deve ser comercializado em cerca de 15 países. A ante-estreia decorreu ontem no Oceanário de Lisboa, onde João Paulo Sá Couto, administrador da JP Sá Couto, fez questão de referir que o novo computador, que será lançado no início do próximo ano lectivo, não vai substituir o actual, não sendo, assim, uma nova versão.
"O novo membro da família Magalhães", assim foi apresentado aos jornalistas, mantém as características de resistência do primeiro modelo, acrescentando mais capacidade de disco (entre 80 a 160 GB), uma porta VGA que permite ligar o portátil a um monitor de televisão e uma caneta rato. Apesar de ainda não ter um preço definido é certo que este "será mais caro", devendo custar mais 30 a 40 euros do que a versão que está no mercado.
Embaixadas portuguesas sem funcionários, denuncia sindicato
Várias embaixadas portuguesas ficaram sem funcionários e reduzidas ao embaixador e a um diplomata depois de o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) não ter renovado os contratos de 45 trabalhadores, denunciou o sindicato do sector.
"O MNE tinha 45 funcionários a termo certo que, a 31 de Dezembro, finalizaram os três anos. Se renovassem tinham de passar a efectivos. O MNE pediu ao Ministério das Finanças para renovar os contratos, mas não foi dada a autorização", disse hoje Alexandre Vieira, do Sindicato dos Funcionários Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE).
De acordo com o sindicalista, o MNE "tentou e está a tentar contratar funcionários através de empresas locais de trabalho temporário" para substituir os que foram dispensados, situação que considera ser ilegal.
Suíça, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Espanha, Estados Unidos e quase todas as embaixadas abertas em países do Leste europeu são alguns dos postos, segundo Alexandre Vieira, atingidos pela não renovação dos contratos de trabalho.
"Vários postos ficaram em situação muito precária, como por exemplo a Eslovénia e a Eslováquia, que só têm o embaixador e o número dois da embaixada. Não têm mais ninguém", afirmou.
Lembram-se de o Governo falar na aposta na diplomacia económica? Cá está.
"O MNE tinha 45 funcionários a termo certo que, a 31 de Dezembro, finalizaram os três anos. Se renovassem tinham de passar a efectivos. O MNE pediu ao Ministério das Finanças para renovar os contratos, mas não foi dada a autorização", disse hoje Alexandre Vieira, do Sindicato dos Funcionários Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE).
De acordo com o sindicalista, o MNE "tentou e está a tentar contratar funcionários através de empresas locais de trabalho temporário" para substituir os que foram dispensados, situação que considera ser ilegal.
Suíça, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Espanha, Estados Unidos e quase todas as embaixadas abertas em países do Leste europeu são alguns dos postos, segundo Alexandre Vieira, atingidos pela não renovação dos contratos de trabalho.
"Vários postos ficaram em situação muito precária, como por exemplo a Eslovénia e a Eslováquia, que só têm o embaixador e o número dois da embaixada. Não têm mais ninguém", afirmou.
Lembram-se de o Governo falar na aposta na diplomacia económica? Cá está.
quarta-feira, janeiro 07, 2009
RAR recebe "luz verde" da Alemanha para comprar empresa de 87 milhões
A ColepCCL, detida pelo Grupo RAR, recebeu luz verde da Autoridade da Concorrência da Alemanha para comprar a Czewo Full Filling Service GmbH, num investimento de 87 milhões de euros (incluindo a dívida associada), adianta a primeira em comunicado.
A congénere Czewo possui "três fábricas na Alemanha que contam com 650 colaboradores, é uma empresa com 40 anos e experiência internacional, que à semelhança da ColepCCL".
A empresa alemã opera nas áreas de "contract manufacturing de aerossóis e produtos líquidos para marcas mundiais".
"Em 2007, a Czewo registou um volume de negócios de 140 milhões de euros e meios libertos de exploração (EBITDA) de 13,8 milhões de euros", diz a Colep.
Com esta aquisição, a portuguesa "passa a ter vendas de 520 milhões de euros e a contar com 2.800 colaboradores, distribuídos por nove fábricas, em cinco países".
A congénere Czewo possui "três fábricas na Alemanha que contam com 650 colaboradores, é uma empresa com 40 anos e experiência internacional, que à semelhança da ColepCCL".
A empresa alemã opera nas áreas de "contract manufacturing de aerossóis e produtos líquidos para marcas mundiais".
"Em 2007, a Czewo registou um volume de negócios de 140 milhões de euros e meios libertos de exploração (EBITDA) de 13,8 milhões de euros", diz a Colep.
Com esta aquisição, a portuguesa "passa a ter vendas de 520 milhões de euros e a contar com 2.800 colaboradores, distribuídos por nove fábricas, em cinco países".
Obama participa em 10 bailes na noite de tomada de posse
O Presidente eleito de Estados Unidos, Barack Obama, assistirá a 10 bailes de celebração na noite em que tomará posse, a 20 de Janeiro, entre os quais um em honra dos militares e outro de homenagem à juventude.
Segundo informou terça-feira a Comissão de Investidura Presidencial, Obama será o anfitrião dos bailes em honra dos seus estados de origem, Hawai e Illinois, e de cinco bailes em honra de cada região dos Estados Unidos.
Será ainda o anfitrião de um baile em homenagem à juventude, para o qual estão convidados os norte-americanos com idades entre os 18 e os 35 anos e que, segundo a Comissão, não celebrará apenas a investidura presidencial mas também "o papel activo que estes jovens podem desempenhar ao serviço das suas comunidades".
A lista de danças completa-se com o Baile em Honra dos Bairros, para prestar homenagem aos laços comunitários e ainda o Baile do Comandante em Chefe, para o qual são convidados soldados no activo e na reserva.
As entradas para a maior parte dos bailes custam aos convidados 150 dólares, com a excepção do Baile da Juventude, que custará 75 dólares por pessoa.
Segundo informou terça-feira a Comissão de Investidura Presidencial, Obama será o anfitrião dos bailes em honra dos seus estados de origem, Hawai e Illinois, e de cinco bailes em honra de cada região dos Estados Unidos.
Será ainda o anfitrião de um baile em homenagem à juventude, para o qual estão convidados os norte-americanos com idades entre os 18 e os 35 anos e que, segundo a Comissão, não celebrará apenas a investidura presidencial mas também "o papel activo que estes jovens podem desempenhar ao serviço das suas comunidades".
A lista de danças completa-se com o Baile em Honra dos Bairros, para prestar homenagem aos laços comunitários e ainda o Baile do Comandante em Chefe, para o qual são convidados soldados no activo e na reserva.
As entradas para a maior parte dos bailes custam aos convidados 150 dólares, com a excepção do Baile da Juventude, que custará 75 dólares por pessoa.
Portugal negoceia data para aplicar Acordo Ortográfico
O ministro da Cultura disse terça-feira que Portugal está "em negociações com Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe" para determinar uma data para fazer entrar em vigor o acordo ortográfico nestes três países.
"Nos próximos dias, semanas, meses faremos tudo para, conjuntamente com os outros países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) que já ratificaram o acordo" para a sua entrada em vigor, especificou Pinto Ribeiro.
O Governo português aprovou em Março de 2008 a proposta do segundo protocolo modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, de 1991, e comprometeu-se então a adoptar as medidas adequadas para "garantir o necessário processo de transição, no prazo [ou "moratória"] de seis anos".
Portugal, Brasil, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe são os únicos países da CPLP que já aprovaram este acordo, mas o Brasil foi o primeiro país a adoptar oficialmente as novas regras ortográficas, a 1 de Janeiro de 2009.
"Nos próximos dias, semanas, meses faremos tudo para, conjuntamente com os outros países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) que já ratificaram o acordo" para a sua entrada em vigor, especificou Pinto Ribeiro.
O Governo português aprovou em Março de 2008 a proposta do segundo protocolo modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, de 1991, e comprometeu-se então a adoptar as medidas adequadas para "garantir o necessário processo de transição, no prazo [ou "moratória"] de seis anos".
Portugal, Brasil, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe são os únicos países da CPLP que já aprovaram este acordo, mas o Brasil foi o primeiro país a adoptar oficialmente as novas regras ortográficas, a 1 de Janeiro de 2009.
segunda-feira, janeiro 05, 2009
S. Tomé e Príncipe: João Cravinho inaugura Hospital reabilitado e equipado por Portugal
O secretário de Estado português dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, João Gomes Cravinho, inaugura hoje as obras de reabilitação e equipamento do Hospital Manuel Quaresma Dias da Graça, na Ilha do Príncipe. Além da reabilitação total do edifício, foram igualmente construídas uma lavandaria, uma casa mortuária, um escritório e uma casa de passagem. O Hospital está agora equipado, pela primeira vez, com aparelho de Raio X, unidade de estomatologia, equipamentos completos de laboratório, de ecografia, electrocardiograma e duas novas viaturas todo terreno.
A reabilitação e o equipar do hospital da cidade de Santo António, único na Ilha, foram feitos pela cooperação portuguesa, no quadro do projecto “Saúde para Todos” e custou cerca de 200 mil euro. “Saúde para Todos” é um projecto co-financiado pelo Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) e implementado, com o apoio do Instituto Marquês de Valle Flor. Trata-de de um projecto para quatro anos, orçado em cerca de sete milhões de euros e que se encontra no seu ultimo ano. O secretário de Estado, em entrevista a sua chegada, garantiu que o "Saúde para Todos" terá continuidade mas “com alguns ajustamentos”. Graças a este projecto iniciado em 2003, já foram abertos postos de saúde e hospitais em quase todo o país, que permitem actualmente garantir cuidados de saúde e assistência médica a mais de 80 por cento da população sãotomense. Na cidade de Santo António, o governante português visitou também uma escola e um centro de dia, devendo deslocar-se ainda ao Distrito de Caué, no Sul de S. Tomé, onde será inaugurado o laboratório do centro de saúde de Angolares, igualmente construído e equipado no quadro do projecto "Saúde para Todos".
A reabilitação e o equipar do hospital da cidade de Santo António, único na Ilha, foram feitos pela cooperação portuguesa, no quadro do projecto “Saúde para Todos” e custou cerca de 200 mil euro. “Saúde para Todos” é um projecto co-financiado pelo Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) e implementado, com o apoio do Instituto Marquês de Valle Flor. Trata-de de um projecto para quatro anos, orçado em cerca de sete milhões de euros e que se encontra no seu ultimo ano. O secretário de Estado, em entrevista a sua chegada, garantiu que o "Saúde para Todos" terá continuidade mas “com alguns ajustamentos”. Graças a este projecto iniciado em 2003, já foram abertos postos de saúde e hospitais em quase todo o país, que permitem actualmente garantir cuidados de saúde e assistência médica a mais de 80 por cento da população sãotomense. Na cidade de Santo António, o governante português visitou também uma escola e um centro de dia, devendo deslocar-se ainda ao Distrito de Caué, no Sul de S. Tomé, onde será inaugurado o laboratório do centro de saúde de Angolares, igualmente construído e equipado no quadro do projecto "Saúde para Todos".
Economia lidera notícias sobre Portugal lá fora
Há muito que Portugal deixou de ser visto como o País de "Fátima, futebol e fado".
Numa análise a notícias publicadas sobre o nosso país nos media de língua inglesa, de 25 a 31 de Dezembro, mostra que a economia e os negócios lideram. Em 'ex aequo' surge o desporto e a cultura.
Uma semana a ler notícias sobre Portugal na Internet, em meios de comunicação social em língua inglesa, revelou que a maior parte dos artigos tratava de assuntos económicos, de desporto e de eventos socioculturais. De entre a meia centena de artigos recolhidos, a maior parte (14 ou 28%) teve como tema a economia e os negócios. Entre as empresas que fizeram notícia lá fora, contaram-se o BPI, a Martifer, a Portugal Telecom (PT), Cimpor, EDP e Acciona - apesar de não ser portuguesa (espanhola), por causa da entrada, no Alentejo, da central de energia fotovoltaica. Também dignas de nota foram as empresas com interesses económicos noutros países. Por exemplo, a PT foi notícia por querer investir em Moçambique, a Cimpor porque comprou parte da Cemex (uma empresa mexicana, e a terceira maior produtora de cimento a nível mundial) e a EDP pelo seu investimento num campo eólico nos EUA.
Em segundo lugar, em volume de notícias, vem o desporto e vários acontecimentos sociais e culturais. Neste último, destaque para a estreia do filme Amália e a controvérsia gerada com a família da fadista. De entre as notícias sobre futebol, três incidiram sobre atletas: Ricardo Carvalho, por ser o 39.º na lista dos 50 melhores jogadores (goal.com); Luisão, por ter afirmado que pretende ficar em Portugal e vencer a Liga com o Benfica; e Eliseu, que em entrevista à PortuGoal.net disse que gostaria de jogar pela selecção. As outras modalidades associadas a Portugal foram o ténis (torneio em Tavira), o ténis de mesa (o nigeriano Seun Ajetunmobi afirmou que a sua técnica melhorou imenso graças ao treino em Portugal) e o triplo salto (vitória do atleta português Ricardo Jaquite, que frequenta uma escola secundária em Boston).
O turismo teve direito a quatro reportagens, com dois artigos sobre a costa Sul do País - um indicando que Albufeira é o local de férias preferido do autor de livros policiais Scott Turow, e outro identificando o Algarve com o segredo mais bem guardado da Europa, isto para americanos que gostam de jogar golfe. Os outros dois davam como razões para visitar Portugal os museus, os monumentos, a longa história do País, a zona do Douro e o vinho do Porto.
A comida e a bebida mereceram cinco notícias, incluindo receitas (no caso, de pão de milho com pimenta preta), um programa televisivo de culinária pela família Lopes (no Massachusetts, EUA), e avaliações de vários vinhos pelos enólogos de serviço. O crítico do New York Times recomenda dois vinhos do Porto: um Fonseca descrito como "suave e com travos de chocolate" e um Taylors Floodgate, com "aromas de ameixa".
No sector da política internacional destaque para um artigo sobre os voos da CIA com escala em Portugal e outro sobre o facto de Portugal e a Alemanha serem os únicos países europeus a assumirem publicamente que poderão aceitar prisioneiros actualmente em Guantánamo. Nas notícias de cariz social destaque para Jack Hamilton, director de uma agência de serviços comunitários, que afirmou que os imigrantes portugueses que foram para os EUA nos anos 60 e 70 sofreram de discriminação. A maioria destas notícias surgiu nos EUA e Reino Unido, mas Portugal foi também mencionado nos órgãos de comunicação social de países como o Vietname ou Holanda.
Numa análise a notícias publicadas sobre o nosso país nos media de língua inglesa, de 25 a 31 de Dezembro, mostra que a economia e os negócios lideram. Em 'ex aequo' surge o desporto e a cultura.
Uma semana a ler notícias sobre Portugal na Internet, em meios de comunicação social em língua inglesa, revelou que a maior parte dos artigos tratava de assuntos económicos, de desporto e de eventos socioculturais. De entre a meia centena de artigos recolhidos, a maior parte (14 ou 28%) teve como tema a economia e os negócios. Entre as empresas que fizeram notícia lá fora, contaram-se o BPI, a Martifer, a Portugal Telecom (PT), Cimpor, EDP e Acciona - apesar de não ser portuguesa (espanhola), por causa da entrada, no Alentejo, da central de energia fotovoltaica. Também dignas de nota foram as empresas com interesses económicos noutros países. Por exemplo, a PT foi notícia por querer investir em Moçambique, a Cimpor porque comprou parte da Cemex (uma empresa mexicana, e a terceira maior produtora de cimento a nível mundial) e a EDP pelo seu investimento num campo eólico nos EUA.
Em segundo lugar, em volume de notícias, vem o desporto e vários acontecimentos sociais e culturais. Neste último, destaque para a estreia do filme Amália e a controvérsia gerada com a família da fadista. De entre as notícias sobre futebol, três incidiram sobre atletas: Ricardo Carvalho, por ser o 39.º na lista dos 50 melhores jogadores (goal.com); Luisão, por ter afirmado que pretende ficar em Portugal e vencer a Liga com o Benfica; e Eliseu, que em entrevista à PortuGoal.net disse que gostaria de jogar pela selecção. As outras modalidades associadas a Portugal foram o ténis (torneio em Tavira), o ténis de mesa (o nigeriano Seun Ajetunmobi afirmou que a sua técnica melhorou imenso graças ao treino em Portugal) e o triplo salto (vitória do atleta português Ricardo Jaquite, que frequenta uma escola secundária em Boston).
O turismo teve direito a quatro reportagens, com dois artigos sobre a costa Sul do País - um indicando que Albufeira é o local de férias preferido do autor de livros policiais Scott Turow, e outro identificando o Algarve com o segredo mais bem guardado da Europa, isto para americanos que gostam de jogar golfe. Os outros dois davam como razões para visitar Portugal os museus, os monumentos, a longa história do País, a zona do Douro e o vinho do Porto.
A comida e a bebida mereceram cinco notícias, incluindo receitas (no caso, de pão de milho com pimenta preta), um programa televisivo de culinária pela família Lopes (no Massachusetts, EUA), e avaliações de vários vinhos pelos enólogos de serviço. O crítico do New York Times recomenda dois vinhos do Porto: um Fonseca descrito como "suave e com travos de chocolate" e um Taylors Floodgate, com "aromas de ameixa".
No sector da política internacional destaque para um artigo sobre os voos da CIA com escala em Portugal e outro sobre o facto de Portugal e a Alemanha serem os únicos países europeus a assumirem publicamente que poderão aceitar prisioneiros actualmente em Guantánamo. Nas notícias de cariz social destaque para Jack Hamilton, director de uma agência de serviços comunitários, que afirmou que os imigrantes portugueses que foram para os EUA nos anos 60 e 70 sofreram de discriminação. A maioria destas notícias surgiu nos EUA e Reino Unido, mas Portugal foi também mencionado nos órgãos de comunicação social de países como o Vietname ou Holanda.
quarta-feira, dezembro 17, 2008
Timor: Estudantes no Brasil sofrem "trauma da língua" nas universidades
Estudantes timorenses, beneficiados com a concessão de bolsas de estudos por parte do Governo brasileiro, estão a sofrer dificuldades para adaptação cultural nas universidades brasileiras. A constatação é da Associação Missão Esperança (AME), uma organização não-governamental (ONG), sustentada em parte por doações de igrejas evangélicas, que oferece assistência a estudantes timorenses no Brasil.
"Os timorenses vivem um verdadeiro trauma da língua porque falam o português, mas muitas vezes com um nível aquém das exigências dos cursos superiores", disse Suzi Alves da Silva, voluntária da AME. "O grande problema é que eles não tiveram um convívio satisfatório com a língua portuguesa, já que no dia-a-dia o tétum é mais utilizado", salientou, referindo-se ao idioma oficial timorense a par do português. Suzi Alves, que trabalhou por três anos como voluntária da AME em Timor Leste, disse que muitos timorenses precisam reforçar os estudos de língua portuguesa paralelamente aos cursos nas universidades brasileiras. "Eles precisam de um apoio especial das universidades já que, em muitos casos, comunicam-se bem em português, mas precisam de aprimorar os conhecimentos do idioma para o nível universitário", disse.
Outro problema enfrentado pelos estudantes timorenses nas universidades brasileiras é a falta de alojamento, salientou a voluntária. A AME reunirá 21 estudantes timorenses, beneficiados pelo programa de concessão de bolsas do Governo brasileiro, em diversas universidades, nomeadamente na região Nordeste do país, no final de semana, em São Paulo. O objectivo será discutir os principais problemas e encaminhar sugestões às autoridades brasileiras para melhorar o programa de cooperação mantido actualmente pelo Ministério da Educação. Criada em 2000, a AME mantém actualmente sete voluntários, em Timor Leste, responsáveis pela manutenção de três escolas e de uma clínica móvel, no interior do país. No total, cerca de 300 timorenses são beneficiados com os cursos de língua portuguesa e de informática nas escolas, para além de consultas médicas gratuitas.
"Os timorenses vivem um verdadeiro trauma da língua porque falam o português, mas muitas vezes com um nível aquém das exigências dos cursos superiores", disse Suzi Alves da Silva, voluntária da AME. "O grande problema é que eles não tiveram um convívio satisfatório com a língua portuguesa, já que no dia-a-dia o tétum é mais utilizado", salientou, referindo-se ao idioma oficial timorense a par do português. Suzi Alves, que trabalhou por três anos como voluntária da AME em Timor Leste, disse que muitos timorenses precisam reforçar os estudos de língua portuguesa paralelamente aos cursos nas universidades brasileiras. "Eles precisam de um apoio especial das universidades já que, em muitos casos, comunicam-se bem em português, mas precisam de aprimorar os conhecimentos do idioma para o nível universitário", disse.
Outro problema enfrentado pelos estudantes timorenses nas universidades brasileiras é a falta de alojamento, salientou a voluntária. A AME reunirá 21 estudantes timorenses, beneficiados pelo programa de concessão de bolsas do Governo brasileiro, em diversas universidades, nomeadamente na região Nordeste do país, no final de semana, em São Paulo. O objectivo será discutir os principais problemas e encaminhar sugestões às autoridades brasileiras para melhorar o programa de cooperação mantido actualmente pelo Ministério da Educação. Criada em 2000, a AME mantém actualmente sete voluntários, em Timor Leste, responsáveis pela manutenção de três escolas e de uma clínica móvel, no interior do país. No total, cerca de 300 timorenses são beneficiados com os cursos de língua portuguesa e de informática nas escolas, para além de consultas médicas gratuitas.
Pequim: Embaixador da gastronomia lusa abre restaurante "Camões"
Foi inaugurado em Pequim um novo restaurante português, o segundo na capital chinesa no espaço de seis meses. O novo restaurante dá pelo nome de "Camões", e, embora fique muito para “além da Taprobana”, serve apenas vinhos e comidas típicas da “ocidental praia lusitana”.
Localizado num hotel de luxo, este novo espaço oferece aos seus clientes pratos de bacalhau, moelas e morcelas, chocos grelhados, borrego e outros ao bom gosto português. Neste restaurante destinado sobretudo à “classe média alta”, segundo o jovem chefe de cozinha, Bruno Magro, uma refeição, sem vinho, custa em média cerca de 350 yuan (40 euros), um valor que representa quase metade do salário mínimo em Pequim. O Camões fica localizado no primeiro piso do "Legendale", um hotel de “cinco estrelas platina”, concebido como um “epítome da elegância e do luxo europeus”, e que tem habitualmente dois ou três Rolls Royce estacionados à porta.
No menu, escrito em três idiomas (em português, em inglês e em mandarim), não falta, como não podia deixar de ser, o bacalhau. Seja em pastéis, como entrada, ou “à Brás” ou “à Lagareiro”, este peixe é presença assídua nas mesas do Camões. Apesar de ter aberto as suas portas ao público ainda durante os Jogos Olímpicos de 2008, que decorreram na capital chinesa durante o mês de Agosto, o restaurante só foi inaugurado no passado dia 20 de Outubro. Quatro meses antes tinha já sido inaugurado o restaurante "Nuvem", o outro restaurante português de Pequim, dirigido pelo também português Ricardo Eugénio.
Estes dois embaixadores da gastronomia nacional em Pequim, cidade com uma comunidade portuguesa de apenas 70 pessoas, são propriedade de sociedades luso-chinesas sedeadas em Macau. Poucos meses depois da abertura do restaurante Nuvem, a inauguração do Camões duplicou a oferta de pratos típicos portugueses disponíveis em Pequim.
Localizado num hotel de luxo, este novo espaço oferece aos seus clientes pratos de bacalhau, moelas e morcelas, chocos grelhados, borrego e outros ao bom gosto português. Neste restaurante destinado sobretudo à “classe média alta”, segundo o jovem chefe de cozinha, Bruno Magro, uma refeição, sem vinho, custa em média cerca de 350 yuan (40 euros), um valor que representa quase metade do salário mínimo em Pequim. O Camões fica localizado no primeiro piso do "Legendale", um hotel de “cinco estrelas platina”, concebido como um “epítome da elegância e do luxo europeus”, e que tem habitualmente dois ou três Rolls Royce estacionados à porta.
No menu, escrito em três idiomas (em português, em inglês e em mandarim), não falta, como não podia deixar de ser, o bacalhau. Seja em pastéis, como entrada, ou “à Brás” ou “à Lagareiro”, este peixe é presença assídua nas mesas do Camões. Apesar de ter aberto as suas portas ao público ainda durante os Jogos Olímpicos de 2008, que decorreram na capital chinesa durante o mês de Agosto, o restaurante só foi inaugurado no passado dia 20 de Outubro. Quatro meses antes tinha já sido inaugurado o restaurante "Nuvem", o outro restaurante português de Pequim, dirigido pelo também português Ricardo Eugénio.
Estes dois embaixadores da gastronomia nacional em Pequim, cidade com uma comunidade portuguesa de apenas 70 pessoas, são propriedade de sociedades luso-chinesas sedeadas em Macau. Poucos meses depois da abertura do restaurante Nuvem, a inauguração do Camões duplicou a oferta de pratos típicos portugueses disponíveis em Pequim.
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Unicef lança site para crianças em português
Criado pelo escritório da organização no Brasil, o Unicef Kids (www.unicefkids.org.br) traz, de forma lúdica, informações sobre os direitos da criança e do adolescente e sobre a necessidade destes serem prioridade absoluta nas políticas públicas.
A página electrónica é ilustrada com fotos de crianças e adolescentes que participam em projectos apoiados pela Unicef no Brasil.
A página electrónica é ilustrada com fotos de crianças e adolescentes que participam em projectos apoiados pela Unicef no Brasil.
Ilha de Sark: Realizadas as primeiras eleições democratas
A pequena ilha anglo-normanda de Sark, que tem cerca de 600 habitantes e baniu os automóveis, organizou quarta-feira as primeiras eleições inteiramente democratas da sua história, virando a página de mais de 400 anos de feudalismo.Os habitantes da ilha - na dependência da coroa britânica e até agora vista como o último território feudal da Europa - puderam eleger, pela primeira vez, a totalidade dos membros do parlamento local.
O escrutínio, cujos resultados são conhecidos hoje, decorreu na sala de bilhar da sede do governo da ilha.
Os 56 candidatos para os 28 lugares elegíveis representavam perto de 10% da população.
Com uma superfície de cinco quilómetros quadrados, a ilha de Sark localiza-se na costa francesa, fica na jurisdição da cidade de Guernesey e é dirigida por um "senhor".
Até agora, tinha um parlamento constituído por 40 proprietários não eleitos e 12 deputados eleitos.
Na ilha não há estradas asfaltadas nem iluminação pública e os automóveis são proibidos, salvo alguns tractores.
As mudanças começaram a ser sentidas há dois anos quando foram encetadas as reformas democráticas, seguidas, em Janeiro, de um referendo a favor de um governo eleito pela população.
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Projecto liderado por prémio Nobel da Física observa Via Láctea na Pampilhosa da Serra
A antena com nove metros de diâmetro foi colocada numa zona deserta em que as interferências são quase nulas.
Ouvir as origens do Universo. É esse o objectivo do projecto que levou à instalação de uma antena parabólica com nove metros de diâmetro na Serra do Açor, Pampilhosa da Serra, para escutar emissões de rádio e de microondas provenientes da Via Láctea.
A iniciativa é liderada internacionalmente por George Smoot, da Universidade da Califórnia em Berkeley, EUA, prémio Nobel da Física em 2006. O principal objectivo do Projecto GEM (Galactic Emission Mapping - Cartografia da Emissão Galáctica) é disponibilizar dados para um estudo mais detalhado da radiação cósmica de fundo, considerada pelos cientistas um fóssil do 'Big Bang' - teoria segundo a qual o universo surgiu de um estado muito quente e denso, há 13,7 mil milhões de anos. Em particular, os astrofísicos procuram estudar pequeníssimas variações na radiação cósmica de fundo, indicadoras do surgimento de grandes estruturas no universo, como os enxames e superenxames de galáxias.
A instalação deste pequeno observatório de radioastronomia teve em conta medições do espectro radioeléctrico em vários pontos do país. O local escolhido apresenta uma interferência de fontes de rádio quase nula - sem ser afectado por estações de rádio e televisão, rádio amadoras, redes de telemóveis e até pela proximidade de fornos caseiros de microondas ou por motores de motociclos.
Antes de vir para Portugal, o projecto GEM recolheu dados na Antártida, na Califórnia, na Colômbia, em Espanha e no Brasil. Foi então utilizada uma antena de cinco metros de diâmetro.
Em Portugal, o investigador principal, Domingos Barbosa, do Instituto de Telecomunicações de Aveiro, conseguiu o apoio logístico de várias empresas. A Portugal Telecom, por exemplo, cedeu uma antena de telecomunicações desactivada de maiores dimensões, que funcionou na base das Lajes, nos Açores. Conseguiu ainda o apoio da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, que fez as terraplenagens. As verbas iniciais da Fundação para a Ciência e a Tecnologia mal cobriam as primeiras despesas.
"O que fica caro não é o projecto científico em si mas as infra-estruturais. Essa tem sido a nossa luta", diz Barbosa. A logística funcionará no ambiente bucólico da aldeia de Fajão, uma característica localidade de xisto das Beiras.
Curiosamente, uma das preocupações dos investigadores é que os javalis, que podem encontrar-se na região, não roam os cabos da antena.
A electrónica do receptor e várias partes mecânicas foram desenvolvidas e testadas em Portugal. Os seus responsáveis já capitalizaram a aposta ao serem convidados para o consórcio do maior radiotelescópio do mundo: o SKA (Square Kilometre Array, uma rede com um km2).
Este gigantesco sistema de 4000 pequenas antenas, semelhantes à de Pampilhosa da Serra, deverá ser instalado na África do Sul ou na Austrália, entre 2013 e 2020. As operações deverão ter início em 2015. Os promotores do SKA estão especialmente interessados nos desenvolvimentos e na experiência adquiridos pelo grupo português.
Os dados recolhidos pela antena do GEM Portugal serão também integrados no pacote utilizado pela Agência Espacial Europeia na calibração das observações do satélite Planck.
Com lançamento previsto para o início do próximo ano, a bordo do foguetão Ariane-5, o Planck irá registar a radiação cósmica de fundo com um rigor sem precedentes. O resultado esperado é uma melhor compreensão da origem do universo e do processo de formação das galáxias.
Antena ajudará NASA a calibrar Sonda Juno
Os dados do projecto GEM-Portugal serão ainda utilizados pela NASA para calibrar a sonda Juno, que partirá para Júpiter em 2011. Este veículo observará em detalhe o magnetismo, a gravidade e a química atmosférica do maior planeta do sistema solar. Em particular, a Juno deverá registar as auroras de Júpiter, usando frequências que o GEM operará brevemente e com resoluções comparáveis. A equipa foi contactada pelo Laboratório de Propulsão a Jacto, da NASA, uma vez que o GEM terá o céu e a galáxia cartografados com calibração quase absoluta. Durante o voo, a sonda rodará para fazer varrimentos circulares. Estes serão utilizados para calibrar a sonda.
Ouvir as origens do Universo. É esse o objectivo do projecto que levou à instalação de uma antena parabólica com nove metros de diâmetro na Serra do Açor, Pampilhosa da Serra, para escutar emissões de rádio e de microondas provenientes da Via Láctea.
A iniciativa é liderada internacionalmente por George Smoot, da Universidade da Califórnia em Berkeley, EUA, prémio Nobel da Física em 2006. O principal objectivo do Projecto GEM (Galactic Emission Mapping - Cartografia da Emissão Galáctica) é disponibilizar dados para um estudo mais detalhado da radiação cósmica de fundo, considerada pelos cientistas um fóssil do 'Big Bang' - teoria segundo a qual o universo surgiu de um estado muito quente e denso, há 13,7 mil milhões de anos. Em particular, os astrofísicos procuram estudar pequeníssimas variações na radiação cósmica de fundo, indicadoras do surgimento de grandes estruturas no universo, como os enxames e superenxames de galáxias.
A instalação deste pequeno observatório de radioastronomia teve em conta medições do espectro radioeléctrico em vários pontos do país. O local escolhido apresenta uma interferência de fontes de rádio quase nula - sem ser afectado por estações de rádio e televisão, rádio amadoras, redes de telemóveis e até pela proximidade de fornos caseiros de microondas ou por motores de motociclos.
Antes de vir para Portugal, o projecto GEM recolheu dados na Antártida, na Califórnia, na Colômbia, em Espanha e no Brasil. Foi então utilizada uma antena de cinco metros de diâmetro.
Em Portugal, o investigador principal, Domingos Barbosa, do Instituto de Telecomunicações de Aveiro, conseguiu o apoio logístico de várias empresas. A Portugal Telecom, por exemplo, cedeu uma antena de telecomunicações desactivada de maiores dimensões, que funcionou na base das Lajes, nos Açores. Conseguiu ainda o apoio da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, que fez as terraplenagens. As verbas iniciais da Fundação para a Ciência e a Tecnologia mal cobriam as primeiras despesas.
"O que fica caro não é o projecto científico em si mas as infra-estruturais. Essa tem sido a nossa luta", diz Barbosa. A logística funcionará no ambiente bucólico da aldeia de Fajão, uma característica localidade de xisto das Beiras.
Curiosamente, uma das preocupações dos investigadores é que os javalis, que podem encontrar-se na região, não roam os cabos da antena.
A electrónica do receptor e várias partes mecânicas foram desenvolvidas e testadas em Portugal. Os seus responsáveis já capitalizaram a aposta ao serem convidados para o consórcio do maior radiotelescópio do mundo: o SKA (Square Kilometre Array, uma rede com um km2).
Este gigantesco sistema de 4000 pequenas antenas, semelhantes à de Pampilhosa da Serra, deverá ser instalado na África do Sul ou na Austrália, entre 2013 e 2020. As operações deverão ter início em 2015. Os promotores do SKA estão especialmente interessados nos desenvolvimentos e na experiência adquiridos pelo grupo português.
Os dados recolhidos pela antena do GEM Portugal serão também integrados no pacote utilizado pela Agência Espacial Europeia na calibração das observações do satélite Planck.
Com lançamento previsto para o início do próximo ano, a bordo do foguetão Ariane-5, o Planck irá registar a radiação cósmica de fundo com um rigor sem precedentes. O resultado esperado é uma melhor compreensão da origem do universo e do processo de formação das galáxias.
Antena ajudará NASA a calibrar Sonda Juno
Os dados do projecto GEM-Portugal serão ainda utilizados pela NASA para calibrar a sonda Juno, que partirá para Júpiter em 2011. Este veículo observará em detalhe o magnetismo, a gravidade e a química atmosférica do maior planeta do sistema solar. Em particular, a Juno deverá registar as auroras de Júpiter, usando frequências que o GEM operará brevemente e com resoluções comparáveis. A equipa foi contactada pelo Laboratório de Propulsão a Jacto, da NASA, uma vez que o GEM terá o céu e a galáxia cartografados com calibração quase absoluta. Durante o voo, a sonda rodará para fazer varrimentos circulares. Estes serão utilizados para calibrar a sonda.
Mariza nos melhores discos do ano do Times
Mariza classificou-se em nono lugar na lista de discos do ano do Times, na categoria de world music, graças a "Terra".
Na lista pop, a vitória foi para os Fleet Foxes. O Times escolheu ainda os melhores novos artistas de 2008 (Laura Marling foi a vencedora); os melhores artistas de world music (liderados pelo Garifuna Women`s Project e com a portuguesa Mariza em nono lugar) e os melhores trabalhos de jazz (Neil Cowley Trio), contemporânea (Peter Maxwell Davies) e clássica (Mozart Symphonies Nos 38-41 - Linn).
Na lista pop, a vitória foi para os Fleet Foxes. O Times escolheu ainda os melhores novos artistas de 2008 (Laura Marling foi a vencedora); os melhores artistas de world music (liderados pelo Garifuna Women`s Project e com a portuguesa Mariza em nono lugar) e os melhores trabalhos de jazz (Neil Cowley Trio), contemporânea (Peter Maxwell Davies) e clássica (Mozart Symphonies Nos 38-41 - Linn).
sexta-feira, dezembro 05, 2008
Formador português ganha prémio mundial
No meio de uma floresta, nos confins da Rússia, Filipe Carrera teve de dar o exemplo a um grupo de 40 russos que faziam parte da Academia de Liderança. Descalçou os sapatos e andou calmamente sobre as brasas durante cinco metros. A capacidade de assumir o risco e de dar o exemplo quando necessário converteu este formador português, professor de e-Marketing no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), numa referência a nível mundial.
A 8 de Novembro, recebeu em Nova Deli o prémio de melhor formador do mundo no congresso da Junior Chamber International, organização não governamental com sede na Florida, Estados Unidos, que representa profissionais de 115 países do mundo. Em Junho, já tinha sido considerado o melhor da Europa. Além disso o projecto de formação que desenvolveu para a NATO foi também premiado a nível europeu. "Tenho uma vantagem competitiva em ser português", afirma. "Historicamente, os portugueses adaptam-se a qualquer sítio. Vejo colegas meus, alemães, americanos, canadianos, que têm tudo muito estruturado e não possuem essa flexibilidade, esse golpe de rins que é necessário" para adaptar sempre a forma como se transmite os conhecimentos às pessoas com que se interrelaciona.
Por isso, na Rússia teve de ser autoritário, um líder forte capaz de caminhar sobre fogo com os seus formandos, e na Índia funcionar quase como um guru, deixar que lhe beijassem as mãos e até dar autógrafos. E o mesmo acontece nos cerca de 30 países onde já deu formação e acontecerá, de certeza, na Mongólia, onde deverá ir para o ano.Licenciado em Economia no ISEG, este profissional de 39 anos possui ainda um MBA da Universidade Politécnica de Madrid e Pós-Graduações em e-Business e Gestão de Marketing pela mesma universidade e em Gestão da Formação em e-Learning pela Complutense de Madrid, Filipe Carrera, nascido em Lisboa filho de galego, garante que "o formador como especialista acabou". "É impossível: o nível de informação criado em 2007 é equivalente aos cinco mil anos anteriores. Houve um tempo em que o conhecimento tinha de ser armazenado em livros ou em cérebros, agora o que é preciso é formar pessoas que saibam lidar com a informação porque estamos inundados dela", disse.
Além de dar formações em e-Marketing e Networking, Carrera dá também um curso de auto-ajuda. Começou por acaso, como adaptação num curso de Marketing a desempregados cuja auto-estima estava de rastos, mas, hoje, já o ministrou a mais de um milhar de pessoas. "É um módulo de autoconhecimento ligado ao marketing em que no fundo as pessoas fazem uma análise SWAT (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças) a elas próprias", referiu. Há um mês terminou de escrever um manual sobre e-marketing que irá ser editado em Janeiro de 2009 pela Sílabo, uma obra de referência na matéria que irá substituir o desactualizado "X-Marketing" de Joaquim Hortinha, falecido em 2003. Sobre a situação do e-Marketing em Portugal, Carrera considera que, em termos de campanhas, aqui se faz "tão bem ou melhor que lá fora" e lembra a campanha "absolutamente extraordinária" da Game Box do Sporting.
"O problema de Portugal é o mercado pequenino. Os decisores andam há dez anos a dizer que se trata de uma coisa para ver no futuro. Por exemplo, em termos de e-Learning [ensino à distância], comparando com Espanha, estamos muito atrás. Falamos muito dos PALOP, mas a verdade é que são as universidades espanholas que estão em Moçambique, Angola, Cabo Verde, Brasil a dar formação que podíamos estar nós a dar e estão a dá-la em espanhol", explicou. "Tudo por falta de oferta das universidades portuguesas. Estamos a perder um mercado, não só o dos PALOP, também o das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo", concluiu.
A 8 de Novembro, recebeu em Nova Deli o prémio de melhor formador do mundo no congresso da Junior Chamber International, organização não governamental com sede na Florida, Estados Unidos, que representa profissionais de 115 países do mundo. Em Junho, já tinha sido considerado o melhor da Europa. Além disso o projecto de formação que desenvolveu para a NATO foi também premiado a nível europeu. "Tenho uma vantagem competitiva em ser português", afirma. "Historicamente, os portugueses adaptam-se a qualquer sítio. Vejo colegas meus, alemães, americanos, canadianos, que têm tudo muito estruturado e não possuem essa flexibilidade, esse golpe de rins que é necessário" para adaptar sempre a forma como se transmite os conhecimentos às pessoas com que se interrelaciona.
Por isso, na Rússia teve de ser autoritário, um líder forte capaz de caminhar sobre fogo com os seus formandos, e na Índia funcionar quase como um guru, deixar que lhe beijassem as mãos e até dar autógrafos. E o mesmo acontece nos cerca de 30 países onde já deu formação e acontecerá, de certeza, na Mongólia, onde deverá ir para o ano.Licenciado em Economia no ISEG, este profissional de 39 anos possui ainda um MBA da Universidade Politécnica de Madrid e Pós-Graduações em e-Business e Gestão de Marketing pela mesma universidade e em Gestão da Formação em e-Learning pela Complutense de Madrid, Filipe Carrera, nascido em Lisboa filho de galego, garante que "o formador como especialista acabou". "É impossível: o nível de informação criado em 2007 é equivalente aos cinco mil anos anteriores. Houve um tempo em que o conhecimento tinha de ser armazenado em livros ou em cérebros, agora o que é preciso é formar pessoas que saibam lidar com a informação porque estamos inundados dela", disse.
Além de dar formações em e-Marketing e Networking, Carrera dá também um curso de auto-ajuda. Começou por acaso, como adaptação num curso de Marketing a desempregados cuja auto-estima estava de rastos, mas, hoje, já o ministrou a mais de um milhar de pessoas. "É um módulo de autoconhecimento ligado ao marketing em que no fundo as pessoas fazem uma análise SWAT (forças, fraquezas, oportunidades e ameaças) a elas próprias", referiu. Há um mês terminou de escrever um manual sobre e-marketing que irá ser editado em Janeiro de 2009 pela Sílabo, uma obra de referência na matéria que irá substituir o desactualizado "X-Marketing" de Joaquim Hortinha, falecido em 2003. Sobre a situação do e-Marketing em Portugal, Carrera considera que, em termos de campanhas, aqui se faz "tão bem ou melhor que lá fora" e lembra a campanha "absolutamente extraordinária" da Game Box do Sporting.
"O problema de Portugal é o mercado pequenino. Os decisores andam há dez anos a dizer que se trata de uma coisa para ver no futuro. Por exemplo, em termos de e-Learning [ensino à distância], comparando com Espanha, estamos muito atrás. Falamos muito dos PALOP, mas a verdade é que são as universidades espanholas que estão em Moçambique, Angola, Cabo Verde, Brasil a dar formação que podíamos estar nós a dar e estão a dá-la em espanhol", explicou. "Tudo por falta de oferta das universidades portuguesas. Estamos a perder um mercado, não só o dos PALOP, também o das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo", concluiu.
quinta-feira, dezembro 04, 2008
Suspeito de liderar ataque contra Nino detido num país vizinho
O principal suspeito do ataque contra o Presidente da República da Guiné-Bissau foi detido num "país vizinho" e deve ser extraditado brevemente para Bissau, anunciou hoje o comissário-geral adjunto da Polícia de Ordem Pública (POP) guineense.
"N'Tchami Yalá já se encontra sob a alçada das autoridades de um país vizinho e a qualquer momento vai chegar ao país", afirmou Armando N'Haga. O comissário-geral adjunto da POP recusou-se a revelar o país onde foi feita a detenção de N'Tchami Yalá, alegando razões de segurança. "O essencial é que está detido e que vai ser extraditado para a Guiné-Bissau", sublinhou. Yalá, um fuzileiro da Marinha guineense colocado num quartel no norte do país na sequência da tentativa de golpe de Estado de Agosto, é suspeito de ter liderado, a 24 de Novembro, o ataque contra o presidente guineense, João Bernardo "Nino" Vieira, que escapou ileso. As autoridades guineenses já tinham anunciado anteriormente a detenção do fuzileiro, mas depois rectificaram a informação referindo que continuava em fuga. Segundo Armando N'Haga, com a detenção de N'Tchami Yalá aumenta para oito o número de detidos por alegado envolvimento no ataque a "Nino" Vieira.
"N'Tchami Yalá já se encontra sob a alçada das autoridades de um país vizinho e a qualquer momento vai chegar ao país", afirmou Armando N'Haga. O comissário-geral adjunto da POP recusou-se a revelar o país onde foi feita a detenção de N'Tchami Yalá, alegando razões de segurança. "O essencial é que está detido e que vai ser extraditado para a Guiné-Bissau", sublinhou. Yalá, um fuzileiro da Marinha guineense colocado num quartel no norte do país na sequência da tentativa de golpe de Estado de Agosto, é suspeito de ter liderado, a 24 de Novembro, o ataque contra o presidente guineense, João Bernardo "Nino" Vieira, que escapou ileso. As autoridades guineenses já tinham anunciado anteriormente a detenção do fuzileiro, mas depois rectificaram a informação referindo que continuava em fuga. Segundo Armando N'Haga, com a detenção de N'Tchami Yalá aumenta para oito o número de detidos por alegado envolvimento no ataque a "Nino" Vieira.
Portugal prepara cimeira com Austrália e Indonésia em Maio
Portugal está a envidar esforços para concretizar, em Maio de 2009, uma cimeira sobre Timor-Leste que envolva também a Austrália e Indonésia, disse hoje o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação português.
Contactado por telefone em Díli, onde se encontra em visita de trabalho até sexta-feira, João Gomes Cravinho adiantou que três meses antes, em Fevereiro, haverá um encontro de chefes da diplomacia de Portugal, Timor-Leste, Austrália e Indonésia para preparar a agenda da cimeira. O tema é o desenvolvimento de Timor-Leste, acrescentou, lembrando que a ideia foi apresentada pelo presidente português, Aníbal Cavaco Silva, ao primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, em Setembro, durante a Assembleia Geral da ONU. A realização da cimeira, que poderá ainda contar com o Brasil, foi já analisada por João Gomes Cravinho num encontro que manteve hoje em Díli com o presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, que se mostrou favorável à iniciativa.
Cravinho iniciou hoje uma visita de trabalho para contactos políticos e ligados à cooperação, tendo como pano de fundo o lançamento de um projecto de desenvolvimento na zona de Liquiçá e Ermera (noroeste de Timor-Leste), apoiado pelo Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) e que conta também com co-financiamento das cooperações espanhola e alemã. O programa "Mós Bele - Cluster da Cooperação Portuguesa em Timor-Leste", acrescentou Cravinho, tem quatro vertentes fundamentais e prevê a integração de diversos projectos ligados à agricultura, economia, saúde e educação, acção que envolve um montante de um milhão de euros. O governante português reuniu-se também hoje com o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, que efectuou na semana passada uma visita oficial a Portugal, com quem abordou projectos concretos para um maior envolvimento de Portugal em Timor-Leste. Segundo Cravinho, Lisboa pode vir a aumentar o número de professores em Timor-Leste, onde conta actualmente com cerca de 150 - 120 no ensino básico e 30 no universitário -, ao mesmo tempo que criou uma equipa de trabalho conjunta para integrar o projecto Magalhães nas escolas timorenses. Por outro lado, acrescentou, Lisboa e Díli decidiram já retomar as negociações sobre um acordo para evitar a dupla tributação, interrompidas há cerca de ano e meio devido à pouca procura dos empresários portugueses em Timor-Leste. Este acordo, juntamente com as quatro linhas de crédito a ser disponibilizadas pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), a primeira no valor de 15 milhões de euros, vai permitir criar condições para o investimento dos empresários portugueses no território timorense.
Quarta-feira, em Díli, João Gomes Cravinho participará na abertura do I Congresso de Ciências da Saúde de Timor-Leste, que conta com o apoio do IPAD e da Fundação Calouste Gulbenkian, e terá encontros com o líder da Fretilin (oposição), Mari Alkatiri, e com o bispo de Díli, D. Alberto Ricardo.
Contactado por telefone em Díli, onde se encontra em visita de trabalho até sexta-feira, João Gomes Cravinho adiantou que três meses antes, em Fevereiro, haverá um encontro de chefes da diplomacia de Portugal, Timor-Leste, Austrália e Indonésia para preparar a agenda da cimeira. O tema é o desenvolvimento de Timor-Leste, acrescentou, lembrando que a ideia foi apresentada pelo presidente português, Aníbal Cavaco Silva, ao primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, em Setembro, durante a Assembleia Geral da ONU. A realização da cimeira, que poderá ainda contar com o Brasil, foi já analisada por João Gomes Cravinho num encontro que manteve hoje em Díli com o presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, que se mostrou favorável à iniciativa.
Cravinho iniciou hoje uma visita de trabalho para contactos políticos e ligados à cooperação, tendo como pano de fundo o lançamento de um projecto de desenvolvimento na zona de Liquiçá e Ermera (noroeste de Timor-Leste), apoiado pelo Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) e que conta também com co-financiamento das cooperações espanhola e alemã. O programa "Mós Bele - Cluster da Cooperação Portuguesa em Timor-Leste", acrescentou Cravinho, tem quatro vertentes fundamentais e prevê a integração de diversos projectos ligados à agricultura, economia, saúde e educação, acção que envolve um montante de um milhão de euros. O governante português reuniu-se também hoje com o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, que efectuou na semana passada uma visita oficial a Portugal, com quem abordou projectos concretos para um maior envolvimento de Portugal em Timor-Leste. Segundo Cravinho, Lisboa pode vir a aumentar o número de professores em Timor-Leste, onde conta actualmente com cerca de 150 - 120 no ensino básico e 30 no universitário -, ao mesmo tempo que criou uma equipa de trabalho conjunta para integrar o projecto Magalhães nas escolas timorenses. Por outro lado, acrescentou, Lisboa e Díli decidiram já retomar as negociações sobre um acordo para evitar a dupla tributação, interrompidas há cerca de ano e meio devido à pouca procura dos empresários portugueses em Timor-Leste. Este acordo, juntamente com as quatro linhas de crédito a ser disponibilizadas pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), a primeira no valor de 15 milhões de euros, vai permitir criar condições para o investimento dos empresários portugueses no território timorense.
Quarta-feira, em Díli, João Gomes Cravinho participará na abertura do I Congresso de Ciências da Saúde de Timor-Leste, que conta com o apoio do IPAD e da Fundação Calouste Gulbenkian, e terá encontros com o líder da Fretilin (oposição), Mari Alkatiri, e com o bispo de Díli, D. Alberto Ricardo.
quinta-feira, novembro 27, 2008
Agente de ligação entre oficial estónio e serviços secretos russos era português
O diário estónio Eesti Ekspress escreve hoje que o agente que fazia a ligação entre o oficial Herman Simm (na foto), alta patente das Forças Armadas da Estónia, e os serviços secretos russos, a quem o estónio vendia valiosos segredos militares da UE e da NATO, era português.
“Agente de ligação não é espanhol, mas sim português”, escreve o jornal estónio, sublinhando que esse elo de ligação tinha “identificação portuguesa”. O caso do oficial Herman Simm, a quem um dos jornais estónios chamou “Carta de Ouro” dos serviços secretos russos, está a ter fortes repercussões não só na Estónia, mas também no seio da União Europeia e NATO, pois ele tinha acesso a informação sobre a “defesa informática” do seu país, bem como sobre o sistema de defesa antimíssil que os Estados Unidos pretendem instalar no Leste da Europa e sobre as operações da Aliança Atlântica no Afeganistão e Balcãs. Herman Simm, de 61 anos, ocupava um alto cargo no aparelho do Ministério da Defesa da Estónia e, segundo os órgãos de informação estónios, colaborou quase dez anos com os serviços secretos russos. Foi detido em Setembro passado, juntamente com a esposa, uma advogada que trabalhava para a polícia estónia.
Os órgãos de informação estónios escrevem que Simm recebeu da Rússia milhões de dólares e que passou a estar no centro das anteções dos serviços secretos estónios depois de adquirir terras e imóveis. Os serviços secretos norte-americanos e europeus tentam agora determinar os prejuízos causados ao sistema de segurança ocidental. “Quanto mais eles estudam este caso, mais clara se torna a envergadura do prejuízo causado pelo acusado de traição”, escreveu a propósito a revista alemã Der Spiegel.
“Agente de ligação não é espanhol, mas sim português”, escreve o jornal estónio, sublinhando que esse elo de ligação tinha “identificação portuguesa”. O caso do oficial Herman Simm, a quem um dos jornais estónios chamou “Carta de Ouro” dos serviços secretos russos, está a ter fortes repercussões não só na Estónia, mas também no seio da União Europeia e NATO, pois ele tinha acesso a informação sobre a “defesa informática” do seu país, bem como sobre o sistema de defesa antimíssil que os Estados Unidos pretendem instalar no Leste da Europa e sobre as operações da Aliança Atlântica no Afeganistão e Balcãs. Herman Simm, de 61 anos, ocupava um alto cargo no aparelho do Ministério da Defesa da Estónia e, segundo os órgãos de informação estónios, colaborou quase dez anos com os serviços secretos russos. Foi detido em Setembro passado, juntamente com a esposa, uma advogada que trabalhava para a polícia estónia.
Os órgãos de informação estónios escrevem que Simm recebeu da Rússia milhões de dólares e que passou a estar no centro das anteções dos serviços secretos estónios depois de adquirir terras e imóveis. Os serviços secretos norte-americanos e europeus tentam agora determinar os prejuízos causados ao sistema de segurança ocidental. “Quanto mais eles estudam este caso, mais clara se torna a envergadura do prejuízo causado pelo acusado de traição”, escreveu a propósito a revista alemã Der Spiegel.
Ángel Villar assume ser apoiante da candidatura ibérica ao Mundial
Presidente da Federação espanhola em entrevista à Marca. Reuniões com o Governo de Zapatero vão decidir se Portugal cabe no projecto.
Se depender do presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Ángel Villar, haverá projecto ibérico à organização do Campeonato do Mundo de 2018. "Sou partidário de ir com Portugal", disse o dirigente quando questionado pela Marca sobre a possibilidade de Espanha se candidatar ao Mundial juntamente com Portugal.
Porém, Villar, que anteontem foi eleito para o sexto mandato, não se alongou em considerações sobre a parceria ibérica. "Quando o Governo der o sim, falaremos disso", comentou o líder da RFEF. E, possivelmente, essas reuniões que Villar espera ter em breve poderão ser com o ministro dos Desportos, uma vez que o chefe do Governo, José Luis Zapatero já anunciou que o próximo ministério a ser criado vai ser o do Desporto. Actualmente, e à semelhança do que se passa em Portugal, o desporto espanhol é tutelado por um secretário de Estado, que depende do Ministério da Educação, Política Social e Desporto.
Em Portugal, o projecto de uma organização conjunta conta com o apoio, quer do secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, quer dos presidente da Liga, Hermínio Loureiro, e da Federação, Gilberto Madaíl. Aliás, este último tem afirmado repetidamente que existem contactos informais com Ángel Villar. Se a candidatura for mesmo para avançar, terá de ser entregue durante 2010. A FIFA decidirá em Dezembro desse ano o país organizador.
Dava jeito! Assim a selecção portuguesa ia ao Mundial directamente...
Se depender do presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Ángel Villar, haverá projecto ibérico à organização do Campeonato do Mundo de 2018. "Sou partidário de ir com Portugal", disse o dirigente quando questionado pela Marca sobre a possibilidade de Espanha se candidatar ao Mundial juntamente com Portugal.
Porém, Villar, que anteontem foi eleito para o sexto mandato, não se alongou em considerações sobre a parceria ibérica. "Quando o Governo der o sim, falaremos disso", comentou o líder da RFEF. E, possivelmente, essas reuniões que Villar espera ter em breve poderão ser com o ministro dos Desportos, uma vez que o chefe do Governo, José Luis Zapatero já anunciou que o próximo ministério a ser criado vai ser o do Desporto. Actualmente, e à semelhança do que se passa em Portugal, o desporto espanhol é tutelado por um secretário de Estado, que depende do Ministério da Educação, Política Social e Desporto.
Em Portugal, o projecto de uma organização conjunta conta com o apoio, quer do secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, quer dos presidente da Liga, Hermínio Loureiro, e da Federação, Gilberto Madaíl. Aliás, este último tem afirmado repetidamente que existem contactos informais com Ángel Villar. Se a candidatura for mesmo para avançar, terá de ser entregue durante 2010. A FIFA decidirá em Dezembro desse ano o país organizador.
Dava jeito! Assim a selecção portuguesa ia ao Mundial directamente...
Portugal devia «vender mais e melhor» a quem lhe vende petróleo
O ministro dos Negócios Estrangeiros defendeu, em Leiria, que o País tem de procurar mercados alternativos em regiões que tenham um grande potencial de crescimento por força das matérias-primas que possuem.
"Não podemos deixar de vender mais e melhor para os países que nos vendem o petróleo que nós consumimos", afirmou Luís Amado num jantar-conferência promovido pela Associação Empresarial da Região de Leiria. O governante citou exemplos de mercados nos quais Portugal "tem quotas de penetração muito baixas", como a Venezuela, o Brasil e a Argentina.
"São mercados de crescimento para o nosso País", sublinhou o responsável, destacando, particularmente, o caso da Venezuela, onde vive meio milhão de portugueses.
Além da América do Sul, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros apontou igualmente os países do Magreb, como a Argélia ou a Líbia e até Marrocos, mas também alguns estados do Golfo: Arábia Saudita, Iraque e Qatar.
"São regiões onde há um enorme potencial para gerar equilíbrios com a economia portuguesa", disse Luís Amado, reconhecendo ser «absolutamente indispensável que a penetração nesses mercados» resulte de "uma acção concertada com as associações empresariais e o Governo" por forma a garantir a entrada das pequenas e médias empresas.
O responsável explicou ainda que 2009 será um ano decisivo, com a tomada de posse da nova administração norte-americana, as eleições em Israel e no Irão.
"Não podemos deixar de vender mais e melhor para os países que nos vendem o petróleo que nós consumimos", afirmou Luís Amado num jantar-conferência promovido pela Associação Empresarial da Região de Leiria. O governante citou exemplos de mercados nos quais Portugal "tem quotas de penetração muito baixas", como a Venezuela, o Brasil e a Argentina.
"São mercados de crescimento para o nosso País", sublinhou o responsável, destacando, particularmente, o caso da Venezuela, onde vive meio milhão de portugueses.
Além da América do Sul, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros apontou igualmente os países do Magreb, como a Argélia ou a Líbia e até Marrocos, mas também alguns estados do Golfo: Arábia Saudita, Iraque e Qatar.
"São regiões onde há um enorme potencial para gerar equilíbrios com a economia portuguesa", disse Luís Amado, reconhecendo ser «absolutamente indispensável que a penetração nesses mercados» resulte de "uma acção concertada com as associações empresariais e o Governo" por forma a garantir a entrada das pequenas e médias empresas.
O responsável explicou ainda que 2009 será um ano decisivo, com a tomada de posse da nova administração norte-americana, as eleições em Israel e no Irão.
quarta-feira, novembro 26, 2008
"Jogos Africanos", da autoria de Jaime Nogueira Pinto
O escritor, ensaísta e professor universitário português Jaime Nogueira Pinto lança segunda-feira em Lisboa o livro "Jogos Africanos", relato de "acontecimentos dramáticos e divertidos" sobre os corredores do poder na Angola, Guiné-Bissau e Moçambique independentes.
O também pensador político da direita portuguesa explicou que a obra, escrita em apenas um ano, constitui uma "narrativa factual" de acontecimentos por si vividos naqueles três países africanos a que esteve mais directamente ligado desde Junho de 1974, altura em que chegou a Luanda como voluntário militar. "O título do livro é o que melhor define esta história e histórias que tinha para contar, pois é bastante ambíguo, porque, de facto, são jogos, jogos de 20 anos de política africana em que estive presente", sublinhou Nogueira Pinto, aludindo ao horizonte temporal (1974/2004) da narrativa em que procurou ser "neutro" e "factual". "Procurei fazer uma narrativa realista, às vezes até chocante e brutal, pelo seu realismo", acrescentou, referindo, porém, que "Jogos Africanos" é uma "consequência" da intervenção externa, "dos não africanos", num continente "recém-chegado à estatalidade".
O primeiro contacto com a realidade africana, em Junho de 1974, dois meses após a revolução de 25 de Abril em Portugal, as primeiras amizades com políticos, militares e guerrilheiros, negociadores de uma geração que era, afinal, a sua, levaram Nogueira Pinto a participar em vários processos, umas vezes como espectador outras como actor. Na obra, Nogueira Pinto dá conta do seu envolvimento nas "intrigas e momentos decisivos" daqueles três países, com particular destaque para o caso angolano (13 dos 18 capítulos) e ao seu relacionamento com o líder da UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), Jonas Savimbi, morto em combate em Fevereiro de 2002.
Cruzando a sua história pessoal com os relatos dos vários protagonistas da política africana, o autor procurou, disse, "contar alguns episódios", os jogos e as razões do poder, da guerra e do dinheiro, "entrosados com as ambições e paixões humanas". Partindo da chegada a Luanda, Nogueira Pinto relata os primeiros encontros, os Acordos de Alvor, a amizade com Savimbi, a guerra civil angolana, os encontros de Gbadolite e a "euforia" dos Acordos de Bicesse, as eleições de 1992, o recomeço da guerra civil, as guerras nos Congos (Kinshasa e Brazzaville), a queda dos bastiões da UNITA (Bailundo e Andulo) e a morte do líder do movimento do Galo Negro.
Ao longo das 528 páginas, editadas pela A Esfera dos Livros, e falando também das suas relações com políticos norte-americanos, Nogueira Pinto faz uma incursão a Moçambique, onde destaca a relação com Afonso Dhlakama, líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), narra as causas e consequências de 15 anos de guerra civil e as negociações para a paz, celebrada em 1992. Sobre a Guiné-Bissau, Nogueira Pinto disse ter-lhe dedicado "apenas meio capítulo", em que conta a sua passagem por esse país dias antes da morte de Ansumane Mané, o líder da rebelião que depôs, na sequência do conflito militar de 1998/99, o regime do então presidente João Bernardo "Nino" Vieira, hoje novamente chefe de Estado. "Devo ser das últimas pessoas que tirou uma fotografia com Ansumane Mané. Dez dias depois, foi morto", sublinhou, sem adiantar qualquer opinião sobre o que então sucedeu. "Não escrevi tudo o que sei, porque há coisas que não se podem contar pelas mais variadas razões, desde políticas às de Estado, passando até pelas de amizade e estima pessoais", frisou Jaime Nogueira Pinto, natural do Porto, onde nasceu a 4 de Fevereiro de 1946 (62 anos), e autor de "António de Oliveira Salazar - O Outro Retrato", que já vai na sexta edição. "Jogos Africanos" é lançado na tarde de segunda-feira no Salão Nobre da Associação Comercial de Lisboa e será apresentado pelo embaixador e amigo do autor Francisco Seixas da Costa.
in Notícias Lusófonas
O também pensador político da direita portuguesa explicou que a obra, escrita em apenas um ano, constitui uma "narrativa factual" de acontecimentos por si vividos naqueles três países africanos a que esteve mais directamente ligado desde Junho de 1974, altura em que chegou a Luanda como voluntário militar. "O título do livro é o que melhor define esta história e histórias que tinha para contar, pois é bastante ambíguo, porque, de facto, são jogos, jogos de 20 anos de política africana em que estive presente", sublinhou Nogueira Pinto, aludindo ao horizonte temporal (1974/2004) da narrativa em que procurou ser "neutro" e "factual". "Procurei fazer uma narrativa realista, às vezes até chocante e brutal, pelo seu realismo", acrescentou, referindo, porém, que "Jogos Africanos" é uma "consequência" da intervenção externa, "dos não africanos", num continente "recém-chegado à estatalidade".
O primeiro contacto com a realidade africana, em Junho de 1974, dois meses após a revolução de 25 de Abril em Portugal, as primeiras amizades com políticos, militares e guerrilheiros, negociadores de uma geração que era, afinal, a sua, levaram Nogueira Pinto a participar em vários processos, umas vezes como espectador outras como actor. Na obra, Nogueira Pinto dá conta do seu envolvimento nas "intrigas e momentos decisivos" daqueles três países, com particular destaque para o caso angolano (13 dos 18 capítulos) e ao seu relacionamento com o líder da UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), Jonas Savimbi, morto em combate em Fevereiro de 2002.
Cruzando a sua história pessoal com os relatos dos vários protagonistas da política africana, o autor procurou, disse, "contar alguns episódios", os jogos e as razões do poder, da guerra e do dinheiro, "entrosados com as ambições e paixões humanas". Partindo da chegada a Luanda, Nogueira Pinto relata os primeiros encontros, os Acordos de Alvor, a amizade com Savimbi, a guerra civil angolana, os encontros de Gbadolite e a "euforia" dos Acordos de Bicesse, as eleições de 1992, o recomeço da guerra civil, as guerras nos Congos (Kinshasa e Brazzaville), a queda dos bastiões da UNITA (Bailundo e Andulo) e a morte do líder do movimento do Galo Negro.
Ao longo das 528 páginas, editadas pela A Esfera dos Livros, e falando também das suas relações com políticos norte-americanos, Nogueira Pinto faz uma incursão a Moçambique, onde destaca a relação com Afonso Dhlakama, líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), narra as causas e consequências de 15 anos de guerra civil e as negociações para a paz, celebrada em 1992. Sobre a Guiné-Bissau, Nogueira Pinto disse ter-lhe dedicado "apenas meio capítulo", em que conta a sua passagem por esse país dias antes da morte de Ansumane Mané, o líder da rebelião que depôs, na sequência do conflito militar de 1998/99, o regime do então presidente João Bernardo "Nino" Vieira, hoje novamente chefe de Estado. "Devo ser das últimas pessoas que tirou uma fotografia com Ansumane Mané. Dez dias depois, foi morto", sublinhou, sem adiantar qualquer opinião sobre o que então sucedeu. "Não escrevi tudo o que sei, porque há coisas que não se podem contar pelas mais variadas razões, desde políticas às de Estado, passando até pelas de amizade e estima pessoais", frisou Jaime Nogueira Pinto, natural do Porto, onde nasceu a 4 de Fevereiro de 1946 (62 anos), e autor de "António de Oliveira Salazar - O Outro Retrato", que já vai na sexta edição. "Jogos Africanos" é lançado na tarde de segunda-feira no Salão Nobre da Associação Comercial de Lisboa e será apresentado pelo embaixador e amigo do autor Francisco Seixas da Costa.
in Notícias Lusófonas
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