quarta-feira, abril 15, 2009

Portugal e Argentina negoceiam no sector ferroviário

No âmbito da visita da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, a Buenos Aires, serão negociados contratos no sector ferroviário superiores a 182 milhões de euros, entre os governos português e argentino.

De acordo com o comunicado do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Ana Paula Vitorino vai estar na Argentina na quinta e sexta-feira.
"Esta deslocação vem no seguimento da visita da secretária de Estado dos Transportes à Argentina, em Março de 2006, que permitiu dinamizar os negócios entre os dois países, com especial incidência no sector ferroviário", refere o comunicado.
O Ministério garante que "serão assinados contratos para fornecimento de material circulante e celebrado um protocolo para a implementação do projecto de modernização e beneficiação da linha ferroviária de San Martin".

Serão assinados dois contratos pela CP - Caminhos de Ferro Portugueses e pela Secretaria de Estado dos Transportes da Argentina, visando o fornecimento de dez locomotivas, 58 carruagens e dois furgões no valor de 21 milhões de euros.
Outro acordo a ser assinado visa a possibilidade de fornecer mais de 40 locomotivas e 50 carruagens num valor global estimado superior a 30 milhões de euros.

Estes espanhóis são engraçados

Os espanhóis têm uns traços de personalidade bem interessantes, e então qaundo nos toca a nós!!! Portuguesinhos... enfim.

Reparem no Título desta Notícia do Jornal "El Mundo"


'Bo', la nueva mascota de los Obama

Un inquilino ibérico en la Casa Blanca


El presidente de Estados Unidos, Barack Obama, compartirá desde ahora su
residencia oficial con un inquilino de raza ibérica. 'Bo', la
nueva mascota de las hijas del mandatario
, es un perro de agua portugués,
autóctono de la Península Ibérica y emparentado con el perro de agua
español.


São uns gajos porreiros não são ;)

terça-feira, abril 14, 2009

Timor-Leste quer que a sua experiência sirva para ajudar a estabilizar a Guiné-Bissau

O ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri chefia uma delegação designada pelo presidente José Ramos-Horta para uma missão de bons ofícios.
O antigo primeiro-ministro timorense, cuja governação decorreu de Maio de 2002 a Junho de 2006, declarou ontem, em Lisboa, que Díli pretende colocar ao serviço da Guiné a sua experiência no campo da delimitação de fronteiras e do melhor aproveitamento possível dos recursos petrolíferos, comuns aos dois países.

"Não é estranho eu seguir quarta-feira para Bissau como enviado especial de Timor-Leste. É normal noutros países, designadamente os de tradição anglo-saxónica, recorrer-se ao chefe da oposição para determinadas missões. Oponho-me ao Governo e não ao Estado", explicou o secretário-geral da Fretilin, antes de ser recebido pelo ministro português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, como delegado de Ramos-Horta para a questão guineense.
"Primeiro tinha aceite encarregar-me do dossier do mar de Timor, mas como no Governo levantaram problemas a escolha ficou sem efeito. Mas desta vez tenho uma base de apoio forte, como é necessário para que se tenha legitimidade. Houve unanimidade na minha escolha para enviado especial à Guiné", acrescentou Alkatiri. Durante as próximas semanas tenciona pôr ao serviço dos guineenses a sua experiência de coabitação com a comunidade internacional.

"É preciso saber como lidar com todos, consolidar e estabilizar um país. É preciso ter a coragem de aceitar os desafios; e nós ainda não sofremos com a crise internacional, dada a nossa vivência no processo negocial", disse Alkatiri. Em seu entender, as experiências timorenses na definição de fronteiras e no aproveitamento dos recursos petrolíferos poderão ser úteis à Guiné, que tem lençóis de hidrocarbonetos tanto no mar como em terra. Há um grande potencial para a indústria petrolífera na Guiné. Para além das velhas jazidas do Norte, na área das fronteiras tanto marítimas como terrestres com o Senegal, apareceram nesta última década potencialidades mais a sul, que estão a ser estudadas pela empresa britânica Premier Oil.

O offshore guineense está profundamente subaproveitado. Até há poucos anos, poucas pessoas tinham ouvido falar dos blocos que a empresa nacional de combustíveis, a Petroguin, abriu à licitação de interesses internacionais, como os da Premier: áreas marítimas com milhares de km2 e em que as terras mais próximas são o arquipélago das Bijagós e a ilha de Bolama. O petróleo poderá vir a ser uma nova fonte de rendimentos para o país, que até agora vive sobretudo da agricultura e da pesca. "Conheço bem os PALOP e a Guiné-Bissau é um caso único. Ao partir da base de dois Estados com um mesmo partido a geri-los, o PAIGC, ia ser difícil. Cabo Verde ainda teve a sorte de poder contar com os seus quadros, com os seus recursos humanos; mas na Guiné foram crises atrás de crises, até se atingir o pico com o assassínio do chefe do Estado-Maior e do Presidente Nino Vieira", expôs. "Não acredito que vá continuar a viver neste círculo vicioso. São precisas reformas; é necessária uma ajuda internacional do tipo Plano Marshall", prosseguiu Alkatiri, que numa primeira fase vai estar dez dias em Bissau, acompanhado pelo antigo ministro Roque Rodrigues e por mais três elementos.

"O sonho de Amílcar Cabral foi genial, mas creio que, se continuasse vivo, não seria nunca chefe de nenhum dos Estados por cuja independência lutou. Ficaria só como chefe do partido. É sempre muito difícil a passagem de um período revolucionário para o da gestão do Estado", concluiu.

Guiné-Bissau: Brasil disponível para enviar tropas

O Brasil poderá enviar tropas para a Guiné-Bissau, caso haja uma decisão da ONU, disse hoje o ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, que se referiu também ao envolvimento do seu país na criação de uma força de paz da União Africana.

Respondendo a uma questão sobre possibilidade do envio de um contingente militar para Guiné-Bissau, após o assassínio do Presidente "Nino" Vieira e do atentado contra o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Tagmé Na Waié, ambos no início de Março, Jobim afirmou à imprensa, no Rio de Janeiro, que o Brasil tem "'expertise' para isso".
No entanto, o envio de uma missão de paz "depende de decisões a serem tomadas pela ONU", observou. "Se a ONU decidir que há a necessidade, o Brasil tem disponibilidade para participar desse tipo de coisa".
Segundo o ministro da Defesa, o Brasil não realiza operações para «fazer a paz», o Brasil "participa de operações de manutenção de paz e esta distinção é fundamental".

[O Brasil demonstra uma atenção extrema, relativamente aos países africanos de expressão oficial portuguesa. Esta posição do MNE brasileiro explicita a estratégia de afirmar o país como um verdadeiro "player" mundial, país BRIC (país emergente) e potência regional.]

domingo, abril 12, 2009

Em defesa da promoção do Coronel Jaime Neves

O coronel Jaime Neves, figura preponderante dos operacionais do golpe militar de 25 de Novembro de 1975, nasceu na freguesia de São Dinis, no concelho de Vila Real, em 1936, tendo entrado na Escola do Exército em 1953 e feito cinco missões de serviço em África e na Índia.

Durante o 25 de Novembro de 1975, Jaime Neves estava nos Comandos da Amadora, uma das unidades militares que pôs fim à influência da esquerda militar radical e conduziu ao fim do PREC (Período Revolucionário Em Curso).

Em 1995, foi condecorado pelo então Presidente da República, Mário Soares, com a medalha de grande-oficial com Palma, da Ordem Militar da Torre e Espada, do valor, Lealdade e Mérito.

Luís Amado vai visitar a Rússia e Ásia Central

O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou que Luis Amado parte segunda-feira numa viagem que o vai levar à Rússia, Uzbequistão e Tajiquistão.
Em Moscovo, Luís Amado vai reunir-se com o seu homólogo russo, Serguei Lavrov, e a agenda inclui temas como as relações entre os dois países, as relações UE-Rússia e NATO-Rússia. Mas a crise financeira internacional, as questões energéticas e a segurança europeia também serão temas discutidos. Ainda na capital russa, vai também reunir-se com o presidente da comissão de Negócios Estrangeiros do Conselho da Federação, Mikhail Margelov.
Na quarta-feira, Luís Amado parte para a Ásia Central, onde tem previstas visitas ao Uzbequistão e ao Tajiquistão, para aprofundar as relações bilaterais com estes países e novos acordos de cooperação.

[Importa não esquecer as ex-repúblicas soviéticas, onde Portugal parece estar preocupantemente ausente.]

quarta-feira, abril 08, 2009

Defesa: Jaime Neves promovido a general

O coronel Jaime Neves foi promovido a major-general.
Trata-se de uma das figuras mais proeminentes no contra-golpe militar que, em Novembro de 1975, neutralizou a deriva de esquerda radical que se seguiu ao 25 de Abril.

[Com todo o mérito! Parabéns senhor General!]

Guiné-Bissau: Francisco Fadul candidata-se a presidente

Francisco Fadul, antigo primeiro-ministro e actual presidente do Tribunal de Contas da Guiné-Bissau, garantiu hoje, em Lisboa, que é candidato às eleições presidenciais de 28 de Junho.

"Sim (sou candidato). O meu partido (Partido para a Democracia, Desenvolvimento e Cidadania) já me elegeu internamente e está a angariar assinaturas e a promover contactos com outros partidos no sentido de obter a confluência de interesses para as presidenciais", disse Fadul.
O antigo primeiro-ministro chegou sábado de manhã a Lisboa para receber tratamento médico, na sequência do espancamento de que foi alvo, por homens fardados e armados, em sua casa, em Bissau, no passado dia 31 de Março.

"Prometo da minha parte uma campanha muito séria, apresentando estratégias para tirar a Guiné-Bissau do contexto em que está e os guineenses da miséria moral", acentuou.
"Não deixarei de dialogar com quem quer que seja. Terei todo o respeito, o maior respeito por todos. Vou fazer, como sempre faço, uma campanha pedagógica", disse.
Francisco Fadul acrescentou que permanecerá "entre cinco a seis semanas" em Lisboa, para conclusão dos tratamentos médicos a que foi sujeito, incluindo uma operação à mão esquerda e a várias equimoses no corpo.

terça-feira, abril 07, 2009

CPLP: "Brasil deve liderar países de língua portuguesa", diz alto responsável da CPLP

O secretário-geral do Conselho Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) considera importante reconhecer "o grande papel do Brasil" na cena internacional e entende que este país deve liderar o bloco lusófono.

"Penso que pela importância tradicional do país, a comunidade de língua portuguesa deverá ser liderada pelo Brasil", referiu Francisco Mantero. Para o secretário-geral, isso é uma "inevitabilidade e será muito bom, não só pela grandeza cultural mas económica e da população do país".
O Brasil chegou ao G20 e, na avaliação de Mantero, "será uma questão de tempo" para obter um lugar permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. "Muito provavelmente será um dos países vencedores da crise internacional", preconizou.

Para Mantero, o Presidente Lula tem sido o maior embaixador da língua portuguesa no mundo, pois como não fala outra língua, acaba fazendo com que os outros falem o português "e isso é altamente positivo".
A Cimeira do G20, realizada em Londres, segundo referiu Mantero, registou também outra presença importante da língua portuguesa: do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
"Todo esse movimento é fundamental para a afirmação da língua. Afirmando-se a língua, afirma-se também a capacidade empresarial de fazer negócios", acrescentou.

sexta-feira, abril 03, 2009

Cidadão português de etnia chinesa condenado à morte na China

Um cidadão português de etnia chinesa residente permanente em Macau foi condenado recentemente à morte no continente chinês por tráfico de droga e posse de arma proibida, disse hoje à agência Lusa o advogado Vasco Passeira.

Lau Fat Wai, 49 anos, pai de um filho menor, foi condenado à morte por um tribunal da cidade de Cantão, capital da província chinesa de Guangdong, adjacente a Macau, explicou o causídico. O advogado disse ainda que estão a ser encetados contactos com as autoridades portuguesas de Macau e de Lisboa para "tentar a suspensão da pena" e "encontrar uma forma" do cidadão português cumprir uma pena de prisão em substituição da pena capital. A sentença aplicada a Lau Fat Wai, que obteve o último passaporte português a 29 de Outubro de 2003 no Consulado-Geral de Portugal em Macau e o Bilhete de Identidade a 2 de Fevereiro de 2004, não foi ainda executada porque o advogado em Cantão apresentou recurso, acrescentou Vasco Passeira.

Execução de fundos da Cooperação Portuguesa acima da expectativa

in Notícias Lusófonas

A execução do pacote financeiro da Cooperação Portuguesa em Timor-Leste para 2007-2010 está “acima da expectativa” ao fim de dois anos, afirmou hoje em Díli um responsável do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD). Dos 60 milhões de euros previstos no Programa Indicativo de Cooperação (PIC), 52% foram gastos nos dois primeiros anos, afirmou o presidente do IPAD, Manuel Correia.

Este facto aponta para que se ultrapasse a dotação inicial do PIC até 2010”, salientou Manuel Correia, referindo que esta situação em Timor-Leste “é única” entre os países com os quais Portugal tem programas de cooperação. Manuel Correia está em Díli para a reunião anual entre o Governo timorense e os parceiros de cooperação bilateral e multilateral, que hoje teve o primeiro dia de reuniões técnicas. O presidente do IPAD assinou já, antes da conferência de doadores, um memorando de entendimento com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para uma contribuição adicional de 3 milhões de dólares norte-americanos (2,2 milhões de euros) para o Programa de Fortalecimento do Sector da Justiça de Timor-Leste.

O acordo com o PNUD foi renovado para os próximos três anos, com uma contribuição de Portugal num montante de um milhão de dólares anuais”, afirmou Correia. A assinatura do acordo entre o IPAD e o PNUD vai permitir a continuação do Programa de Apoio ao Sistema de Justiça e o financiamento das actividades para o período de 2009 a 2011. O Programa, onde Portugal colocou já cerca de oito milhões de euros (10,7 milhões de dólares) conta com mais de 30 funcionários internacionais desempenhando funções judiciais, de orientação e formação. A reunião anual com os parceiros de desenvolvimento de Timor-Leste prossegue sexta-feira sob a presidência do ministro dos Negócios Estrangeiros, Zacarias Albano da Costa. Em agenda estão intervenções de fundo do primeiro-ministro, Xanana Gusmão, do Presidente da República, José Ramos-Horta, e do chefe da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT), Atul Khare, além de várias sessões sectoriais dirigidas pelos ministros da tutela. A conferência de doadores termina no sábado, com dois debates em torno de questões de segurança e de acesso à justiça.

quarta-feira, abril 01, 2009

Israel: Novo MNE nega compromisso criação Estado palestiniano

O novo ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, o ultra-conservador Avigdor Lieberman, afirmou hoje que o novo governo não tem compromisso com os acordos de paz alcançados na conferência de Annapolis, realizada em 2007 sob mediação dos Estados Unidos e que estabelece a criação de um Estado palestiniano.

"Não tem validade", disse Lieberman, líder do Partido Yisrael Beitenu, acusado de racismo por fazer campanha contra a minoria árabe do país e cujo lema era "não à cidadania sem lealdade ao Estado".
A posse de Lieberman como ministro dos Negócios Estrangeiros preocupa a comunidade internacional pelos retrocessos no acordo de paz com os palestinianos.
O cargo foi uma concessão do novo primeiro-ministro israelita, Benyamin Netanyahu, do conservador Likud, que precisou dos 15 assentos obtidas pelo Beitenu no Parlamento para formar a coligação.
Na conferência de Annapolis, o então primeiro-ministro Ehud Olmert concordou em avançar nos esforços pela solução de dois Estados, nas conversas de paz com os palestinianos.
"O governo de Israel nunca ratificou Annapolis, nem o Parlamento", disse Lieberman.

[E alguém que conheça esta "individualidade" estava à espera de afirmações diferentes? Começou a palhaçada no governo de Netanyahu. Esta coligação governamental durará quantos meses?]

Guiné-Bissau: ex-PM Francisco Fadul espancado por homens fardados

O antigo primeiro-ministro da Guiné-Bissau e actual presidente do Tribunal de Contas guineense, Francisco Fadul, foi espancado hoje de madrugada na sua residência em Bissau por homens armados, encontrando-se a receber tratamento no hospital da capital.
"Fui espancado por 15 homens vestidos com uniformes militares e armados com AK-47", afirmou Fadul, em declarações aos jornalistas. "Roubaram-me dinheiro e bens", acrescentou.

O ataque a Francisco Fadul aconteceu depois do ex-governante ter acusado o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, de estar a revelar atitudes de submissão perante os militares, durante uma conferência de imprensa, na segunda-feira.
Fadul alertou ainda na conferência de imprensa para o "risco de as Forças Armadas assumirem o poder" caso não houvesse um consenso entre a classe política em relação à realização de presidenciais.
O primeiro-ministro guineense anunciou terça-feira que os partidos políticos chegaram a um consenso político e que as presidenciais deverão ocorrer em finais de Junho.

Entretanto, o representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba, condenou os ataques contra Francisco Fadul, e o advogado Pedro Infanda.
Mutaboba "condena a detenção ilegal a 23 de Março do advogado Pedro Infanda pelas Forças Armadas depois das suas declarações à imprensa e os maus-tratos físicos durante a sua detenção".

[É o que acontece a quem tem opinião e critica os militares neste "país" "democrático"? Ainda gostava que alguém me explicasse quais as habilitações de Francisco Fadul para ser presidente do Tribunal de Contas da Guiné. Nomeado por Nino Vieira (antes era pró-Mané...), uma das primeiras medidas foi pôr o Governo em tribunal. Excelente...]

terça-feira, março 31, 2009

Portugal na vice-presidência da UNESCO

Depois de ter conseguido a Vice-presidência da União Latina em Fevereiro, Portugal conseguiu agora ser eleito para outro lugar muito importante na UNESCO: o de Vice-Presidente do "Bureau" da Convenção para a Protecção do Património Cultural Subaquático.
Isso aconteceu na passada sexta-feira, numa reunião que foi aberta pelo antigo Secretário-Geral da ONU, Perez de Cuellar.

O facto de a primeira decisão de Manuel Maria Carrilho (actual Embaixador de Portugal na Unesco) como ministro da Cultura ter sido, em 1995, a da suspensão imediata da legislação que estimulava a caça comercial aos tesouros subaquáticos, teve o seu peso nesta decisão da UNESCO.

sexta-feira, março 27, 2009

Brasil oferece aviões militares a Moçambique

O Governo brasileiro vai oferecer aviões P-27 à Força Aérea moçambicana e ajudará a criar uma unidade para operações de manutenção de paz no exército de Moçambique, anunciou hoje o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

"Vamos providenciar a transferência do Brasil oferece aviões militares a MoçambiqueO Governo brasileiro vai oferecer aviões P-27 à Força Aérea moçambicana e ajudará a criar uma unidade para operações de manutenção de paz no exército de Moçambique, anunciou hoje o ministro da Defesa, Nelson Jobim.
"Verificarei a possibilidade de mandar mais alguns aviões. Estamos a fazer uma mudança na Força Aérea brasileira, estamos a substituir os P-27 pelos Super Tucanos. Com isso, queremos ver quais os aviões que podemos mandar para cá" (Moçambique), afirmou Nelson Jobim.
O governante brasileiro indicou que nos próximos dias dois oficiais e igual número de mecânicos moçambicanos vão deslocar-se ao Brasil para se familiarizarem com o avião que as autoridades de Defesa brasileiras pretendem transferir para a Força Aérea moçambicana.

Autarcas de língua portuguesa fazem-se ouvir a uma só voz

Autoridades locais dos oito Estados da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) reúnem-se hoje e amanhã em Lisboa para partilhar experiências de governação e concertar políticas locais de apoio à cooperação e ao desenvolvimento.

No encontro, promovido pela Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e pela Câmara de Lisboa, serão eleitos os órgãos directivos do Fórum das Autoridades Locais da CPLP, associados à declaração de Lisboa.
Além da forte representação de municípios dos países da CPLP (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, S. Tomé e Príncipe e Timor), estarão presentes seis ministros e dois primeiros-ministros (de Portugal e Cabo Verde). No entender de fonte da ANMP, estas presenças de representantes das administrações centrais evidenciam "o reconhecimento do trabalho que os municípios vêm fazendo e o interesse que os governos centrais estão a dedicar à lusofonia".

O cumprimento dos oito Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, traçados em 2000 pela Organização das Nações Unidas, a gestão eficiente da água, o reforço da cooperação, através de acções concretas de partilha, e a criação de instrumentos institucionais que permitam aos municípios de expressão portuguesa falar a uma só voz nas instâncias internacionais, serão temas em debate no fórum.
"No mundo globalizado em que vivemos, precisamos juntar vozes, para nos fazermos ouvir. Pelo património comum e pela língua que partilhamos, os municípios da CPLP têm todas as condições para falarem a uma só voz nos fóruns internacionais", sublinhou a mesma fonte.
A tónica do encontro é a da partilha de experiências, mas sempre no reconhecimento da capacidade do poder local em melhorar as condições de vida das pessoas. "Não queremos impor o nosso modelo e ninguém nos imporá o deles. As boas experiências do Brasil podem não se ajustar em Angola, por exemplo. Estamos é todos disponíveis para ajudar."

quarta-feira, março 25, 2009

Noesis assina parceria com a maior petrolífera de Moçambique

A Noesis avançou em Moçambique com uma parceria com a EBS, da PetroMoc - Empresa Nacional de Petróleos de Moçambique, para a realização de projectos na área das tecnologias de informação.
Segundo um comunicado da Noesis, o acordo, que reforça a estratégia de internacionalização da empresa de tecnologias de informação, foi assinado em Moçambique no mês passado para a realização de projectos nas áreas de Systems & Engineering, Application Management e Business Solutions para clientes de Moçambique.

Um objectivo específico é a cooperação com o parceiro EBS em projectos SAP (Infrastructure Management, Application Management, Quality Management e Business Solutions) da PetroMoc e serviços associados.
Serão ainda disponibilizadas ferramentas informáticas que facilitem o crescimento dos negócios dos clientes.
Além disso, a NOESIS e a EBS desenharam ainda um plano comercial de abordagem às principais empresas de Moçambique.

O grupo PetroMoc é o maior distribuidor de combustíveis, óleos e lubrificantes, em Moçambique, e tem como clientes, as principais empresas de transporte, energia, agricultura e pesca do país, e o próprio Estado, distribuindo para companhias de países vizinhos, como o Malawi, Zâmbia e Zimbabwe.

A Noesis registou um crescimento de 33% em 2008, com um volume de facturação fixado nos 11,7 milhões de euros.

TAP nomeada para melhor companhia do mundo

A TAP foi ontem nomeada pela revista espanhola Condé Nast Traveler para o prémio de melhor companhia aérea do mundo.
A transportadora disputa o prémio com a British Airways, Air France, Thai, Iberia, Vueling, easyJet, Ryanair e Air Berlim.

[É uma distinção merecida para a TAP ser nomeada e estar entre companhias tão prestigiadas. Parabéns à companhia, na pessoa de Fernando Pinto (e sua direcção) e dos seus trabalhadores, que tanto têm feito para engrandecer a companhia de bandeira portuguesa.]

terça-feira, março 24, 2009

Espanha: Extremadura lança campanha para fomentar aprendizagem da língua portuguesa

A região espanhola da Extremadura iniciou hoje uma campanha para estimular os cidadãos a conhecerem a língua portuguesa, ampliando tanto a sua cultura como as possibilidades de negócio.
Intitulada "Aprende português, abrir-te-á muitas portas", a campanha está a ser desenvolvida pelo Governo regional da Extremadura e pretende ainda que os alunos da região optem pelo português na sua formação. Esta região espanhola é a primeira do país a incluir o português no currículo escolar, mediante um acordo negociado nos últimos anos e assinado na última cimeira Ibérica, que decorreu em Janeiro em Zamora.

Falando na apresentação da campanha, em Mérida, Maria Dolores Pallero, vice-presidente da Junta da Extremadura explicou que a campanha que dura até Setembro apostará em particular nos períodos de matrículas para os cursos académicos. Com uma fronteira de 400 quilómetros com Portugal, a Extremadura poderá, segundo Pallero, beneficiar significativamente com a aprendizagem do português, o que abriria ainda mais portas no mercado de Portugal. A campanha pretende dar "mais um passo" no "aproveitamento das sinergias" possíveis dada a proximidade geográfica entre os dois países, segundo disse Pallero. Pallero recordou que o Governo continuará a desenvolver esforços para ampliar o ensino do português que é já a segunda língua mais procurada nas escolas da região, apenas atrás do inglês. Em paralelo, o Gabinete de Iniciativa Transfronteiriça (GIJ) desenvolve vários cursos de português em que já participaram mais de 10 mil alunos. A aposta, explicou, é procurar avançar agora na criação de uma euro-região que envolva a Extremadura espanhola e as zonas do Alentejo e Centro de Portugal.

Recorde-se que, no passado dia 22 de Janeiro, os Governos de Portugal e Espanha, reunidos em Zamora, comprometeram-se a avançar com o ensino do português em Espanha e do espanhol em Portugal, num processo que os primeiros-ministros dos dois países classificaram como sendo de particular importância. O primeiro passo formal passou pela assinatura, pelo Ministério da Educação português e pela Junta da Extremadura, de um memorando de entendimento para a introdução do Português como língua Estrangeira de opção curricular no sistema educativo daquela comunidade autónoma espanhola. Esse acordo estipula que a Junta da Extremadura se compromete a adoptar todas as medidas necessárias para que o Português se torne língua de opção e avaliação curricular nos estabelecimentos de ensino do seu território.

O primeiro-ministro espanhol, José Luís Rodríguez Zapatero, destacou a importância do acordo afirmando que os dois Governos partilham de uma "vontade firme" de "fazer valer, de forma conjunta, o que representam a língua portuguesa e o castelhano no mundo", onde estas línguas são faladas por mais de 650 milhões de pessoas. Zapatero garantiu que é "desejo e vontade" que a iniciativa já concretizada com a Extremadura seja agora "impulsionada noutras comunidades autónomas ou em áreas de determinadas comunidades autónomas". "É uma boa notícia, representa uma visão partilhada do futuro. O apoio recíproco ao espanhol e ao português é muito enriquecedor para os dois países, para as duas línguas e para os dois povos", disse Zapatero.

[E assim começa uma baralhação que, à primeira vista, parece ser do interesse de todos. À primeira vista!
Note-se a candura da afirmação de Zapatero: "fazer valer, de forma conjunta o que representam a língua portuguesa e o castelhano no mundo", demonstrando que as contas já estão feitinhas, desde há muito, pelas chancelarias espanholas].

segunda-feira, março 23, 2009

Guiné-Bissau: Henrique Rosa "disponível" para se candidatar à Presidência da república

O antigo presidente interino da Guiné-Bissau Henrique Rosa disse hoje estar "disponível" para se candidatar às eleições presidenciais guineenses previstas para dentro de dois meses.
Em declarações na Cidade da Praia, onde se encontra de visita privada, Henrique Rosa, que governou interinamente a Guiné-Bissau após o golpe de Estado de 2003 que derrubou Kumba Ialá, indicou estar a ser alvo de "grande pressão" para se apresentar como candidato.

"Estou disponível para ajudar a Guiné-Bissau, que precisa muito de todos os seus filhos. Estou a receber uma grande pressão nesse sentido - e eu tenho responsabilidades e quero ajudar", afirmou Rosa, presidente interino entre 28 de Setembro de 2003 e 1 de Outubro de 2005.
Escusando adiantar de onde vem a pressão, Henrique Rosa, 63 anos, natural de Bafatá, 150 quilómetros a Leste de Bissau, referiu que, apesar da disponibilidade, ainda não tomou uma decisão definitiva sobre se a sua candidatura à Presidência Guineense será a melhor forma de ajudar o país.

Sobre os acontecimentos que levaram, no início deste mês, aos assassínios do então presidente João Bernardo "Nino" Vieira e do na altura chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (CEMGFA), general Tagmé Na Waié, Rosa nada comentou, limitando-se a considerá-los uma "tragédia".
De visita privada a Cabo Verde, o ex-presidente guineense foi hoje recebido pelo Chefe de Estado cabo-verdiano, Pedro Pires, "amigo de há muito", com quem falou sobre a situação na Guiné-Bissau.
Henrique Rosa, porém, nada disse sobre se uma eventual sua candidatura à Presidência Guineense foi um dos temas abordados.
Empresário, sem filiação partidária e com ligações profundas à Igreja Católica, Henrique Rosa foi, no passado, entre outras funções, cônsul honorário da Bélgica na Guiné-Bissau e presidiu, em 1994, embora temporariamente, à Comissão Nacional de Eleições (CNE) na altura em que se preparavam as primeiras eleições multipartidárias do país.
Durante a interinidade da sua presidência, a sua acção foi elogiada por toda a comunidade internacional e reconhecida pelos políticos guineenses, que o "acusam" de ter conseguido levar a transição até ao fim, permitindo a realização das legislativas de Março de 2004 e as presidenciais de Julho de 2005.