A Televisão Central da China (CCTV) tenciona lançar um canal em português nos próximos dois anos, anunciou à agência Lusa fonte daquela empresa estatal chinesa.
"O plano é abrir em 2010 ou 2011", disse a fonte.
A CCTV já tem canais em inglês, espanhol e francês e antes do português tenciona ainda lançar canais em árabe e russo, ilustrando a crescente influência internacional da China.
A agência noticiosa oficial chinesa Nova China e a Rádio China Internacional já têm serviços em português.
O número de estudantes chineses de português também tem vindo a aumentar, devido sobretudo ao crescimento das relações económicas com Brasil e Angola.
Há apenas cinco anos, em Pequim, só uma universidade tinha curso de português, enquanto hoje já há quatro.
"O interesse da China pelo mundo da língua portuguesa está bastante vivo", realçou terça-feira o presidente da Assembleia da Republica, Jaime Gama, em visita ao país.
quarta-feira, maio 06, 2009
Angela Merkel ignora Teixeira dos Santos
Mais de um ano depois, o Ministério das Finanças continua sem saber se há contribuintes portugueses envolvidos no mega-escândalo de evasão fiscal para o Liechtenstein, um Estado que vem mantendo regras rígidas ao nível do sigilo bancário e troca de informações.
As autoridades alemãs, que no início de 2008 compraram uma lista de informações a um funcionário do banco LGT onde constavam os nomes de milhares cidadãos (alemães e não só) que lá tinham poupanças para escapar ao Fisco, ignoraram o pedido do Ministério das Finanças português, que quis saber se, na referida lista, havia contribuintes nacionais. “Não obtivemos qualquer resposta” das autoridades alemãs, reconheceu hoje o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, em resposta a uma pergunta do deputado Honório Novo (PCP), durante o debate sobre o relatório do combate à fraude e evasão fiscais, que está a decorrer na Comissão de Orçamento e Finanças. Já na Alemanha, as investigações começaram em Fevereiro de 2008 e já levaram ao julgamento e condenação de alguns dos arguidos. A imprensa local estima que as autoridades já tenham recuperado duas centenas de milhões de euros com a investigação, que se estende também a Inglaterra e Espanha.
As autoridades alemãs, que no início de 2008 compraram uma lista de informações a um funcionário do banco LGT onde constavam os nomes de milhares cidadãos (alemães e não só) que lá tinham poupanças para escapar ao Fisco, ignoraram o pedido do Ministério das Finanças português, que quis saber se, na referida lista, havia contribuintes nacionais. “Não obtivemos qualquer resposta” das autoridades alemãs, reconheceu hoje o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, em resposta a uma pergunta do deputado Honório Novo (PCP), durante o debate sobre o relatório do combate à fraude e evasão fiscais, que está a decorrer na Comissão de Orçamento e Finanças. Já na Alemanha, as investigações começaram em Fevereiro de 2008 e já levaram ao julgamento e condenação de alguns dos arguidos. A imprensa local estima que as autoridades já tenham recuperado duas centenas de milhões de euros com a investigação, que se estende também a Inglaterra e Espanha.
CPLP: Defesa da língua é elo mais fraco por falta de vontade
A promoção da língua portuguesa é o elo mais fraco das vertentes de actuação da CPLP devido a falta de vontade política dos Estados membros, disse o embaixador da Missão do Brasil junto da comunidade lusófona.
Segundo Lauro Moreira, uma das vertentes de actuação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa é a promoção e a defesa da língua portuguesa, sendo este o ponto mais fraco, neste momento, da comunidade lusófona.
"Há um reconhecimento hoje, por parte de nós todos da CPLP, que este é o elo mais fraco da corrente e é um absurdo completo porque ele deveria ser o mais forte, pois é o cimento da organização", referiu o diplomata durante o Colóquio sobre a Unidade e Diversidade Cultural na CPLP, realizado hoje no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa.
Segundo Lauro Moreira, uma das vertentes de actuação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa é a promoção e a defesa da língua portuguesa, sendo este o ponto mais fraco, neste momento, da comunidade lusófona.
"Há um reconhecimento hoje, por parte de nós todos da CPLP, que este é o elo mais fraco da corrente e é um absurdo completo porque ele deveria ser o mais forte, pois é o cimento da organização", referiu o diplomata durante o Colóquio sobre a Unidade e Diversidade Cultural na CPLP, realizado hoje no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa.
terça-feira, maio 05, 2009
Tribunal de Contas classifica gestão da EP na Ponte Europa como “muito má”
Muito má.
É assim que o Tribunal de Contas (TC) classifica a gestão da Estradas de Portugal e das suas antecessoras na construção da Ponte Europa, em Coimbra, hoje baptizada Rainha Santa Isabel, que a entidade calcula ter tido uma derrapagem de 137 por cento, o que significa mais 41 milhões de euros a somar aos quase 30 milhões estimados inicialmente.
O TC divulgou ontem o último relatório de uma série de cinco dedicados a derrapagens de obras públicas, lamentando que, apesar de estarem identificadas as causas do elevado valor pago com encargos adicionais e do “atraso de vários anos na disponibilidade de um bem público essencial”, não tenha sido detectada a atribuição de responsabilidades, de qualquer natureza, aos causadores destas ocorrências. O Tribunal dá conta que Portugal foi obrigado a devolver 6,2 milhões de euros de fundos comunitários recebidos por a União Europeia não ter considerado elegíveis para efeitos de financiamento uma fatia importante dos trabalhos a mais. O organismo concluiu que o desvio financeiro ultrapassa todos os limites de razoabilidade e as respectivas causas, “consubstanciam uma gestão não pautada pelo rigor e que contrariou os critérios de eficiência, economia e eficácia”.
O dono da obra, a Estradas de Portugal, no âmbito da gestão de todo o empreendimento, concretiza o Tribunal, “tomou um conjunto de decisões que originaram elevados sobrecustos financeiros associados a derrapagens de prazo”. Começa por elencar o facto de ter optado pela solução proposta pela GRID, a primeira empresa projectista que foi afastada a meio da construção, “sem ter sido devidamente acautelado o facto de se tratar de uma solução inovadora, mesmo a nível internacional, com riscos que não foram assumidos”. Aponta ainda “vários erros e omissões” ao anteprojecto da ponte para concurso, nomeadamente ao nível do processo construtivo, faltando-lhe o necessário plano de segurança e saúde. “A urgência em proceder ao lançamento da empreitada, apenas com base no anteprojecto e, bem assim, no regime do preço global, e a sua consignação com o projecto de execução incompleto, acabaram por acarretar sobrecustos com a realização de trabalhos complementares e, ainda, com pagamentos na sequência de pedidos de reequilíbrio económico-financeiro da iniciativa do empreiteiro”, lê-se no relatório.
O tribunal entende que um procedimento tão simples como a validação técnica do projecto de execução, antes do lançamento da empreitada, “teria evitado encargos adicionais e a consequente derrapagem financeira da obra”. Esse trabalho foi feito em 2003 já com a ponte em construção e custou 582 mil euros. Quanto à rescisão com a GRID, o Tribunal realça que não foi contratualizada seguro nem qualquer cláusula pecuniária sancionatória, o que levou o dono da obra a assumir todas as responsabilidades financeiras por erros ou omissões do projecto de execução, consideradas como erros de concepção.“A obra apresentou um índice de desperdício elevado, resultante de erros e falhas graves na gestão e no controlo de que se destacam: o erro de lançar a obra em fase de anteprojecto, a falta de liderança e de capacidade técnica do dono da obra, a subversão dos princípios da contratação pública (concorrência, transparência e equidade, a nomeação tardia de um gestor de empreendimento, a fragilidade de actuação do dono da obra face ao empreiteiro e a ineficácia das acções da equipa de fiscalização por inércia do dono da obra”, enumera-se. Para logo se rematar: “Todas estas graves deficiências contribuíram para uma gestão e coordenação do empreendimento ineficazes que resultaram encargos adicionais avultadíssimos para o erário público”.
[Agora só falta dizerem os nomes dos responsáveis por tão brilhante asneira!]
É assim que o Tribunal de Contas (TC) classifica a gestão da Estradas de Portugal e das suas antecessoras na construção da Ponte Europa, em Coimbra, hoje baptizada Rainha Santa Isabel, que a entidade calcula ter tido uma derrapagem de 137 por cento, o que significa mais 41 milhões de euros a somar aos quase 30 milhões estimados inicialmente.
O TC divulgou ontem o último relatório de uma série de cinco dedicados a derrapagens de obras públicas, lamentando que, apesar de estarem identificadas as causas do elevado valor pago com encargos adicionais e do “atraso de vários anos na disponibilidade de um bem público essencial”, não tenha sido detectada a atribuição de responsabilidades, de qualquer natureza, aos causadores destas ocorrências. O Tribunal dá conta que Portugal foi obrigado a devolver 6,2 milhões de euros de fundos comunitários recebidos por a União Europeia não ter considerado elegíveis para efeitos de financiamento uma fatia importante dos trabalhos a mais. O organismo concluiu que o desvio financeiro ultrapassa todos os limites de razoabilidade e as respectivas causas, “consubstanciam uma gestão não pautada pelo rigor e que contrariou os critérios de eficiência, economia e eficácia”.
O dono da obra, a Estradas de Portugal, no âmbito da gestão de todo o empreendimento, concretiza o Tribunal, “tomou um conjunto de decisões que originaram elevados sobrecustos financeiros associados a derrapagens de prazo”. Começa por elencar o facto de ter optado pela solução proposta pela GRID, a primeira empresa projectista que foi afastada a meio da construção, “sem ter sido devidamente acautelado o facto de se tratar de uma solução inovadora, mesmo a nível internacional, com riscos que não foram assumidos”. Aponta ainda “vários erros e omissões” ao anteprojecto da ponte para concurso, nomeadamente ao nível do processo construtivo, faltando-lhe o necessário plano de segurança e saúde. “A urgência em proceder ao lançamento da empreitada, apenas com base no anteprojecto e, bem assim, no regime do preço global, e a sua consignação com o projecto de execução incompleto, acabaram por acarretar sobrecustos com a realização de trabalhos complementares e, ainda, com pagamentos na sequência de pedidos de reequilíbrio económico-financeiro da iniciativa do empreiteiro”, lê-se no relatório.
O tribunal entende que um procedimento tão simples como a validação técnica do projecto de execução, antes do lançamento da empreitada, “teria evitado encargos adicionais e a consequente derrapagem financeira da obra”. Esse trabalho foi feito em 2003 já com a ponte em construção e custou 582 mil euros. Quanto à rescisão com a GRID, o Tribunal realça que não foi contratualizada seguro nem qualquer cláusula pecuniária sancionatória, o que levou o dono da obra a assumir todas as responsabilidades financeiras por erros ou omissões do projecto de execução, consideradas como erros de concepção.“A obra apresentou um índice de desperdício elevado, resultante de erros e falhas graves na gestão e no controlo de que se destacam: o erro de lançar a obra em fase de anteprojecto, a falta de liderança e de capacidade técnica do dono da obra, a subversão dos princípios da contratação pública (concorrência, transparência e equidade, a nomeação tardia de um gestor de empreendimento, a fragilidade de actuação do dono da obra face ao empreiteiro e a ineficácia das acções da equipa de fiscalização por inércia do dono da obra”, enumera-se. Para logo se rematar: “Todas estas graves deficiências contribuíram para uma gestão e coordenação do empreendimento ineficazes que resultaram encargos adicionais avultadíssimos para o erário público”.
[Agora só falta dizerem os nomes dos responsáveis por tão brilhante asneira!]
África do Sul: Luso-descendente empossado deputado 4ª feira
Manuel ("Manny") de Freitas tornar-se-á amanhã, aos 34 anos de idade, o primeiro luso-descendente a tomar posse no parlamento como representante eleito do povo sul-africano.
Para este natural de Joanesburgo com raízes na freguesia dos Prazeres, Madeira, de onde são oriundos o pai e a mãe, a eleição, a 22 do mês passado, para representante na câmara alta do Parlamento sul-africano, foi mais uma etapa de uma jornada política iniciada no início dos anos 90 no então Partido Democrático, hoje rebaptizado Aliança Democrática (AD), na sequência de uma fusão com pequenos partidos da oposição ao Congresso Nacional Africano (ANC).
"A Aliança Democrática é hoje orgulhosamente a força política que melhor reflecte o riquíssimo tapete étnico que compõe a nação do arco-íris", afirmou o novo deputado-eleito no dia em que embarcou para a Cidade do Cabo, onde amanhã prestará juramento na Assembleia de 400 assentos.
[Parabéns pela eleição. Agora há que trabalhar para criar condições para reforçar a segurança a nível federal e nacional e acabar com a crescente criminalidade dos subúrbios das grandes cidades onde a maioria dos emigrantes portugueses vive.]
Para este natural de Joanesburgo com raízes na freguesia dos Prazeres, Madeira, de onde são oriundos o pai e a mãe, a eleição, a 22 do mês passado, para representante na câmara alta do Parlamento sul-africano, foi mais uma etapa de uma jornada política iniciada no início dos anos 90 no então Partido Democrático, hoje rebaptizado Aliança Democrática (AD), na sequência de uma fusão com pequenos partidos da oposição ao Congresso Nacional Africano (ANC).
"A Aliança Democrática é hoje orgulhosamente a força política que melhor reflecte o riquíssimo tapete étnico que compõe a nação do arco-íris", afirmou o novo deputado-eleito no dia em que embarcou para a Cidade do Cabo, onde amanhã prestará juramento na Assembleia de 400 assentos.
[Parabéns pela eleição. Agora há que trabalhar para criar condições para reforçar a segurança a nível federal e nacional e acabar com a crescente criminalidade dos subúrbios das grandes cidades onde a maioria dos emigrantes portugueses vive.]
Cuba: Ministro norte-coreano de visita a Havana
O chefe da diplomacia norte-coreana, Pak Ui-Chun, defendeu segunda-feira em Havana relações mais próximas com Cuba, assegurando que os dois países comunistas vão acabar "por triunfar na sua luta anti-imperialista".
"Esperamos reforçar as nossas relações", declarou o ministro norte-coreano ao seu homólogo cubano Bruno Rodriguez perante os meios de comunicação social.
"Vamos triunfar na nossa luta anti-imperialista", acrescentou Pak, que efectua a primeira visita bilateral a Cuba de um alto responsável norte-coreano desde a do presidente do Parlamento em 2006.
"Esperamos reforçar as nossas relações", declarou o ministro norte-coreano ao seu homólogo cubano Bruno Rodriguez perante os meios de comunicação social.
"Vamos triunfar na nossa luta anti-imperialista", acrescentou Pak, que efectua a primeira visita bilateral a Cuba de um alto responsável norte-coreano desde a do presidente do Parlamento em 2006.
segunda-feira, maio 04, 2009
Jaime Gama em visita oficial à China
O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, inicia uma visita oficial à China a convite do presidente do comité permanente da Assembleia Popular da China.
Uma delegação composta pelos deputados Vitalino Canas (PS), António A. Henriques (PS), Agostinho Lopes (PCP) e Nuno Magalhães (CDS), membros do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-China, acompanha Jaime Gama nesta visita, que decorre até sábado.
O programa da visita inclui encontros políticos com parlamentares chineses, uma visita à Universidade Normal de Pequim, uma deslocação ao Art District de Pequim e uma visita à cidade de Shangdong, onde a delegação parlamentar portuguesa será recebida pelas autoridades políticas locais.
Uma delegação composta pelos deputados Vitalino Canas (PS), António A. Henriques (PS), Agostinho Lopes (PCP) e Nuno Magalhães (CDS), membros do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-China, acompanha Jaime Gama nesta visita, que decorre até sábado.
O programa da visita inclui encontros políticos com parlamentares chineses, uma visita à Universidade Normal de Pequim, uma deslocação ao Art District de Pequim e uma visita à cidade de Shangdong, onde a delegação parlamentar portuguesa será recebida pelas autoridades políticas locais.
quarta-feira, abril 29, 2009
Emirados Árabes Unidos querem apoio para sede de Agência Energias Renováveis
in Notícias Lusófonas
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) pediram apoio a Cabo Verde à candidatura para albergar a futura sede da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA), disse na Cidade da Praia o ministro dos Negócios Estrangeiros da EAU. Segundo Sheikh Abdullah Bin Zayed Al Nahyan, que cumpriu hoje uma visita de cinco horas a Cabo Verde, os Emirados têm em curso uma série de contactos internacionais nesse sentido, nomeadamente entre os Estados africanos que assinaram a declaração constitutiva da IRENA, em Janeiro deste ano.
A eleição para a escolha do país que instalará a sede da organização será realizada dentro de dois meses e, segundo Al Nahyan, os Emirados contam já com o apoio de alguns Estados africanos, que não nomeou. Entre os Estados africanos que rubricaram a declaração constitutiva da IRENA, entre eles Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, figuram também a África do Sul, Comores, Gâmbia, Madagáscar, República Democrática do Congo e Zâmbia, entre outros. Como contrapartida, a delegação árabe manifesta a intenção do seu país em reforçar relações de cooperação com Cabo Verde, sobretudo no domínio das energias renováveis, mercado em que Portugal está também apostado e que ficou patente durante a visita do primeiro-ministro português, José Sócrates, à Cidade da Praia, em Março último.
“Há um interesse genuíno da parte dos Emirados Árabes Unidos em efectuar investimentos sustentáveis no domínio das energias renováveis e certamente essa agência dará muitos ganhos se a sua sede se situar no meu país”, alegou Al Nahyan. A IRENA foi fundada em Bona, Alemanha, por um grupo de 75 países, entre eles também Portugal. Os EAU, federação de pequenos emirados, situados na Península Arábica, tem uma economia forte, baseada no petróleo, e é um dos países mais ricos do mundo.
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) pediram apoio a Cabo Verde à candidatura para albergar a futura sede da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA), disse na Cidade da Praia o ministro dos Negócios Estrangeiros da EAU. Segundo Sheikh Abdullah Bin Zayed Al Nahyan, que cumpriu hoje uma visita de cinco horas a Cabo Verde, os Emirados têm em curso uma série de contactos internacionais nesse sentido, nomeadamente entre os Estados africanos que assinaram a declaração constitutiva da IRENA, em Janeiro deste ano.
A eleição para a escolha do país que instalará a sede da organização será realizada dentro de dois meses e, segundo Al Nahyan, os Emirados contam já com o apoio de alguns Estados africanos, que não nomeou. Entre os Estados africanos que rubricaram a declaração constitutiva da IRENA, entre eles Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, figuram também a África do Sul, Comores, Gâmbia, Madagáscar, República Democrática do Congo e Zâmbia, entre outros. Como contrapartida, a delegação árabe manifesta a intenção do seu país em reforçar relações de cooperação com Cabo Verde, sobretudo no domínio das energias renováveis, mercado em que Portugal está também apostado e que ficou patente durante a visita do primeiro-ministro português, José Sócrates, à Cidade da Praia, em Março último.
“Há um interesse genuíno da parte dos Emirados Árabes Unidos em efectuar investimentos sustentáveis no domínio das energias renováveis e certamente essa agência dará muitos ganhos se a sua sede se situar no meu país”, alegou Al Nahyan. A IRENA foi fundada em Bona, Alemanha, por um grupo de 75 países, entre eles também Portugal. Os EAU, federação de pequenos emirados, situados na Península Arábica, tem uma economia forte, baseada no petróleo, e é um dos países mais ricos do mundo.
"Timor será prioridade estratégica e factor de influência regional"
in Notícias Lusófonas
Quando Timor-Leste alcançar a estabilidade política interna, a China tornará o país uma prioridade estratégica e um factor de expansão da sua influência regional, defendeu o académico e investigador de assuntos asiáticos Moisés Silva Fernandes.
"Se houver estabilidade política em Timor-Leste, é inexorável que a China se vai virar para Timor. Nota-se isso em Timor - quem construiu um edifício novo para o Ministério dos Negócios estrangeiros de Timor foi a China, quem está a construir o palácio presidencial é a China e a China que já tinha uma embaixada está a construir uma nova embaixada para ser uma das maiores no país", disse Moisés Silva Fernandes, director do Instituto Confúcio da Universidade de Lisboa. Para o investigador, "havendo estabilidade política, depois tudo pode mexer. A China sabe que existe ali um actor importante, mas não quer entrar num confronto de influências directo com a Austrália porque sabe que a Austrália é o polícia regional para os Estados Unidos".
"Um aumento de influência da China naquela região nunca acontecerá de uma forma confrontacional, mas poderá acontecer através de uma aliança informal, nunca escrita, em que haverá uma convergência de interesses - incluindo Portugal, por razões políticas, que quer que Timor seja um Estado viável e onde a hegemonia australiana seja menor; e também a Indonésia e a Malásia", adiantou. Silva Fernandes defende que Portugal, China, Indonésia e Malásia "têm o denominador comum de serem favoráveis a uma redução da hegemonia australiana, e dentro destes quatro há Estados que têm interesses muito concretos que no caso da China é o petróleo, devido à proximidade do sul da China a Timor". "Isto será feito gradualmente só depois da resolução da questão da estabilidade política interna de Timor-Leste, mas há sem dúvida um interesse muito concreto nos recursos energéticos", observou.
A China tem apostado em África - Angola é o principal fornecedor de petróleo à República Popular -, mas enfrenta o problema dos custos elevados em termos de transporte, devido à distância, e de segurança, devido à necessidade de passagem por duas zonas onde os problemas de pirataria são graves, a costa da Somália e a zona do estreito de Malaca. "Uma solução regional seria muito melhor para a China porque lhe custaria muito menos em termos de transporte e segurança e também em termos de projecção de influência e havendo alternativas regionais ao fornecimento energético, como Timor, as prioridades ajustam-se", disse Silva Fernandes. Tudo dito, o investigador ressalva no entanto que "é impossível avançar horizontes temporais", para tal evolução estratégica.
Quando Timor-Leste alcançar a estabilidade política interna, a China tornará o país uma prioridade estratégica e um factor de expansão da sua influência regional, defendeu o académico e investigador de assuntos asiáticos Moisés Silva Fernandes.
"Se houver estabilidade política em Timor-Leste, é inexorável que a China se vai virar para Timor. Nota-se isso em Timor - quem construiu um edifício novo para o Ministério dos Negócios estrangeiros de Timor foi a China, quem está a construir o palácio presidencial é a China e a China que já tinha uma embaixada está a construir uma nova embaixada para ser uma das maiores no país", disse Moisés Silva Fernandes, director do Instituto Confúcio da Universidade de Lisboa. Para o investigador, "havendo estabilidade política, depois tudo pode mexer. A China sabe que existe ali um actor importante, mas não quer entrar num confronto de influências directo com a Austrália porque sabe que a Austrália é o polícia regional para os Estados Unidos".
"Um aumento de influência da China naquela região nunca acontecerá de uma forma confrontacional, mas poderá acontecer através de uma aliança informal, nunca escrita, em que haverá uma convergência de interesses - incluindo Portugal, por razões políticas, que quer que Timor seja um Estado viável e onde a hegemonia australiana seja menor; e também a Indonésia e a Malásia", adiantou. Silva Fernandes defende que Portugal, China, Indonésia e Malásia "têm o denominador comum de serem favoráveis a uma redução da hegemonia australiana, e dentro destes quatro há Estados que têm interesses muito concretos que no caso da China é o petróleo, devido à proximidade do sul da China a Timor". "Isto será feito gradualmente só depois da resolução da questão da estabilidade política interna de Timor-Leste, mas há sem dúvida um interesse muito concreto nos recursos energéticos", observou.
A China tem apostado em África - Angola é o principal fornecedor de petróleo à República Popular -, mas enfrenta o problema dos custos elevados em termos de transporte, devido à distância, e de segurança, devido à necessidade de passagem por duas zonas onde os problemas de pirataria são graves, a costa da Somália e a zona do estreito de Malaca. "Uma solução regional seria muito melhor para a China porque lhe custaria muito menos em termos de transporte e segurança e também em termos de projecção de influência e havendo alternativas regionais ao fornecimento energético, como Timor, as prioridades ajustam-se", disse Silva Fernandes. Tudo dito, o investigador ressalva no entanto que "é impossível avançar horizontes temporais", para tal evolução estratégica.
Cinema: estatuetas da academia indiana entregues em Macau em meados de Junho
A décima edição da academia de óscares do cinema indiano vai decorrer em Macau entre 11 e 13 de Junho no complexo de hotelaria e jogo The Venetian, anunciou a organização na noite de terça-feira.
Depois de "viajar" por países como Inglaterra, África do Sul, Singapura, Dubai ou Tailândia, os óscares indianos serão distribuídos em Macau numa cerimónia que contará com a presença de autoridades locais e na qual a organização promete um vasto conjunto de surpresas.
"Em 2009, a academia celebra o seu décimo aniversário e promete ser mais uma experiência cativante" disse em conferência de imprensa Amitabh Bachchan, embaixador da academia indiana ao salientar também que o The Venetian é uma "excelente escolha" e que a organização está entusiasmada por levar a sua magia à Região Administrativa Especial chinesa.
Depois de "viajar" por países como Inglaterra, África do Sul, Singapura, Dubai ou Tailândia, os óscares indianos serão distribuídos em Macau numa cerimónia que contará com a presença de autoridades locais e na qual a organização promete um vasto conjunto de surpresas.
"Em 2009, a academia celebra o seu décimo aniversário e promete ser mais uma experiência cativante" disse em conferência de imprensa Amitabh Bachchan, embaixador da academia indiana ao salientar também que o The Venetian é uma "excelente escolha" e que a organização está entusiasmada por levar a sua magia à Região Administrativa Especial chinesa.
Timor: Heróis da resistência passam testemunho às Forças Armadas
Uma cerimónia muito emotiva no quartel-general das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) marcou hoje o início da passagem de testemunho dos veteranos heróis da resistência para 80 oficiais, 30 sargentos e 490 praças que iniciam recruta em Maio.
O Presidente da República, José Ramos-Horta, o primeiro-ministro, Kay Rala Xanana Gusmão, e o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), brigadeiro-general Taur Matan Ruak, foram as personalidades em destaque.
No encerramento do "breefing", Matan Ruak não escondeu a sua "preocupação em assegurar uma transição estável" e chamou a atenção para as "necessidades financeiras" em jogo.
O Presidente da República, José Ramos-Horta, o primeiro-ministro, Kay Rala Xanana Gusmão, e o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), brigadeiro-general Taur Matan Ruak, foram as personalidades em destaque.
No encerramento do "breefing", Matan Ruak não escondeu a sua "preocupação em assegurar uma transição estável" e chamou a atenção para as "necessidades financeiras" em jogo.
Defesa avança para parcerias económicas em Marrocos e Argélia
Depois da Mauritânia, Líbia e da Tunísia, o Governo português, no âmbito da cooperação na área da defesa, já está a pensar nas próximas viagens a mais dois países da região do Magrebe, Marrocos e Argélia.
O objectivo é alargar a estes dois mercados as parcerias na área militar, mas também na economia da indústria da defesa, e identificar oportunidades de negócios como já fez nos outros países do Norte de África. Na semana passada, uma delegação líbia visitou Portugal para dar continuidade às negociações que arrancaram no seu país.
Na Tunísia, os primeiros passos já foram dados nesta semana com a visita oficial do ministro da Defesa, nomeadamente em áreas de negócio da Empordef, a "holding" estatal da defesa nacional. "Na Argélia já existe alguma coisa, mas vamos fazer os primeiros contactos exploratórios com Marrocos", disse o ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira.
O objectivo é alargar a estes dois mercados as parcerias na área militar, mas também na economia da indústria da defesa, e identificar oportunidades de negócios como já fez nos outros países do Norte de África. Na semana passada, uma delegação líbia visitou Portugal para dar continuidade às negociações que arrancaram no seu país.
Na Tunísia, os primeiros passos já foram dados nesta semana com a visita oficial do ministro da Defesa, nomeadamente em áreas de negócio da Empordef, a "holding" estatal da defesa nacional. "Na Argélia já existe alguma coisa, mas vamos fazer os primeiros contactos exploratórios com Marrocos", disse o ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira.
terça-feira, abril 28, 2009
Propagandas
Por alguma razão não estou surpreendido... Mas desde quando é que a esquerda e especialmente o PS não tem o estado como seu burgo natural.
Desta vez incautas criancinhas foram filmadas para uma reportagem da Min. Educação, o que já de si é estranho e acabam num tempo de antena do PS.
Seria giro ir conferir quanta propaganda do PS é paga pelo contribuinte, é só uma curiosidade minha desculpem lá.
A diferença é que é a esquerda a tomar este tipo de atitudes, ora imaginem as discussões acaloradas que por aí, entre supostos intelectuais se tivesse o Santanta Lopes "enganado" pais e criancinhas para servir o aparelhómetro partidário a manter-se no poder? Possivelmente até o terá feito, não sei, mas não é a esquerda que defende aquela coisa um pouco estranha chamada de "ética republicana"?
Da outra vez contrataram figurantes para se fazer passar por estudantes (ou já se esqueceram) agora têm estudantes a fazer o trabalho de figurantes!
Mas vocês, digam-me lá a verdade... Surpreendem-se?
Eu cá não
Desta vez incautas criancinhas foram filmadas para uma reportagem da Min. Educação, o que já de si é estranho e acabam num tempo de antena do PS.
Seria giro ir conferir quanta propaganda do PS é paga pelo contribuinte, é só uma curiosidade minha desculpem lá.
A diferença é que é a esquerda a tomar este tipo de atitudes, ora imaginem as discussões acaloradas que por aí, entre supostos intelectuais se tivesse o Santanta Lopes "enganado" pais e criancinhas para servir o aparelhómetro partidário a manter-se no poder? Possivelmente até o terá feito, não sei, mas não é a esquerda que defende aquela coisa um pouco estranha chamada de "ética republicana"?
Da outra vez contrataram figurantes para se fazer passar por estudantes (ou já se esqueceram) agora têm estudantes a fazer o trabalho de figurantes!
Mas vocês, digam-me lá a verdade... Surpreendem-se?
Eu cá não
Comemorações das relações Portugal/Japão arrancam em Belém
O presidente do Comité para as Comemorações dos 150 anos das relações diplomáticas Portugal/Japão, Shoei Utsuda deslocou-se hoje a Lisboa, marcando o arranque da preparação das iniciativas a realizar do lado asiático.
"Vamos começar agora, mas o meu objectivo é promover muitos eventos do lado japonês. A partir de agora vamos começar a preparar os projectos do lado japonês", afirmou Shoei Utsuda, no final de uma audiência com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, no Palácio de Belém.
Por outro lado, nesta visita a Lisboa, Shoei Utsuda tentará ainda actualizar-se sobre a realidade portuguesa, já que a última vez que visitou o país foi há quase três décadas.
"A minha última visita a Portugal foi há quase 30 anos. Quero conhecer a actual situação", declarou.
"Vamos começar agora, mas o meu objectivo é promover muitos eventos do lado japonês. A partir de agora vamos começar a preparar os projectos do lado japonês", afirmou Shoei Utsuda, no final de uma audiência com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, no Palácio de Belém.
Por outro lado, nesta visita a Lisboa, Shoei Utsuda tentará ainda actualizar-se sobre a realidade portuguesa, já que a última vez que visitou o país foi há quase três décadas.
"A minha última visita a Portugal foi há quase 30 anos. Quero conhecer a actual situação", declarou.
Ministro dos Negócios Estrangeiros visita Kuwait e Omã
O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, viajou hoje para o Golfo Pérsico para uma reunião União Europeia-Conselho de Cooperação do Golfo em Omã e para uma visita bilateral ao Kuwait, informou o seu Ministério.
Quarta-feira, em Mascate, Amado participa na 19ª reunião ministerial conjunta da UE com o Conselho de Cooperação do Golfo (Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã e Qatar), consagrada ao reforço das relações nos âmbitos económico, de energia, ambiente e educação.
Na agenda dos ministros vão estar também temas da agenda internacional como a situação no Médio Oriente, Irão, Iraque, pirataria, terrorismo, crise económica e financeira e direitos humanos.
Quarta-feira, em Mascate, Amado participa na 19ª reunião ministerial conjunta da UE com o Conselho de Cooperação do Golfo (Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã e Qatar), consagrada ao reforço das relações nos âmbitos económico, de energia, ambiente e educação.
Na agenda dos ministros vão estar também temas da agenda internacional como a situação no Médio Oriente, Irão, Iraque, pirataria, terrorismo, crise económica e financeira e direitos humanos.
segunda-feira, abril 27, 2009
Lisboa ocupa 44ª posição no "ranking" das cidades com melhor qualidade de vida
O Estudo mundial sobre qualidade de Vida 2009, realizado em 215 cidades mundiais, coloca Lisboa no 44º lugar do "ranking", com a mesma pontuação que as cidades norte-americanas de Washington e Chicago e a japonesa Osaka.
O estudo realizado pela consultora Mercer, e divulgado hoje pelo jornal espanhol Expansión, analisa 39 factores relacionados com a situação política, social, cultural e económica além dos transportes, lazer, bens de consumo, habitação e meio ambiente das cidades. Segundo estes parâmetros, Viena de Áustria é a cidade com melhor qualidade de vida, seguida das cidades suíças, Zurique e Genebra. Vancouver, no Canadá, e Auckland, na Nova Zelândia, estão empatadas na quarta posição.
A Alemanha e a Suiça são os países com mais cidades no top 10 do "ranking" da Mercer, com 3 cada um. Lisboa aparece em 44º lugar, ocupando a mesma posição do ano passado e empatada com Washington, Chicago e Osaka. A capital lusa ultrapassou a espanhola, em termo de qualidade de vida, uma vez que Madrid, que no ano passado ocupou a 43ª posição, este ano caiu para a 48ª. Barcelona aparece em 42º lugar, Paris em 32º e Londres em 38º. Nova Iorque, a cidade que serve de base comparativa, ocupa a 49ª posição. Bagdade, no Iraque, aparece como a cidade mundial com menos qualidade de vida, ocupando o 215º lugar na lista da Mercer.
O estudo realizado pela consultora Mercer, e divulgado hoje pelo jornal espanhol Expansión, analisa 39 factores relacionados com a situação política, social, cultural e económica além dos transportes, lazer, bens de consumo, habitação e meio ambiente das cidades. Segundo estes parâmetros, Viena de Áustria é a cidade com melhor qualidade de vida, seguida das cidades suíças, Zurique e Genebra. Vancouver, no Canadá, e Auckland, na Nova Zelândia, estão empatadas na quarta posição.
A Alemanha e a Suiça são os países com mais cidades no top 10 do "ranking" da Mercer, com 3 cada um. Lisboa aparece em 44º lugar, ocupando a mesma posição do ano passado e empatada com Washington, Chicago e Osaka. A capital lusa ultrapassou a espanhola, em termo de qualidade de vida, uma vez que Madrid, que no ano passado ocupou a 43ª posição, este ano caiu para a 48ª. Barcelona aparece em 42º lugar, Paris em 32º e Londres em 38º. Nova Iorque, a cidade que serve de base comparativa, ocupa a 49ª posição. Bagdade, no Iraque, aparece como a cidade mundial com menos qualidade de vida, ocupando o 215º lugar na lista da Mercer.
Portuguesa dirige em Berlim melhor escola sapateado europeia
A bailarina portuguesa Cristina Delius dirige em Berlim, onde reside, a Tapa Toe Steptanzstudio, considerada pelos melhores bailarinos norte-americanos de sapateado como a melhor escola da especialidade na Europa.
Delius, que actuou quinta-feira no Porto, estudou dança clássica na sua Lisboa natal, onde trabalhou na Oficina Teatro e Dança e com o Ballet Gulbenkian antes de seguir para Paris, em 1984, onde estudou no Conservatório Marcel Dupré e prosseguiu a sua aprendizagem de sapateado Centre de Dance du Marais, com Victor Cuno.
"Tive a sorte de encontrar as pessoas certas nos momentos certos, o que me proporcionou a descoberta do sapateado", disse a bailarina sexta-feira, no final da sua actuação no Teatro Campo Alegre, nas Quintas de Leitura, sessões de poesia que incluem música, performance e dança.
Delius, que actuou quinta-feira no Porto, estudou dança clássica na sua Lisboa natal, onde trabalhou na Oficina Teatro e Dança e com o Ballet Gulbenkian antes de seguir para Paris, em 1984, onde estudou no Conservatório Marcel Dupré e prosseguiu a sua aprendizagem de sapateado Centre de Dance du Marais, com Victor Cuno.
"Tive a sorte de encontrar as pessoas certas nos momentos certos, o que me proporcionou a descoberta do sapateado", disse a bailarina sexta-feira, no final da sua actuação no Teatro Campo Alegre, nas Quintas de Leitura, sessões de poesia que incluem música, performance e dança.
Obra de Lobo Antunes é "obsessivamente local" - New Yorker
A revista literária norte-americana The New Yorker publica hoje online um longo artigo sobre o escritor português António Lobo Antunes, cuja obra descreve como "obsessivamente local,
preocupada com os males herdados da história portuguesa e as debilidades da sua cultura".
"Ele visa - escreve Peter Conrad, o autor do artigo -, tal como Stephen Dedalus [do «Ulisses», de James Joyce] chamando a si os inimigos da Irlanda, ser uma consciência nacional, lembrando aos seus recentemente europeizados, untuosamente prósperos compatriotas, o legado de culpa do seu vergonhoso passado deixado pela ditadura de António de Oliveira Salazar, que dirigiu o país entre 1932 e 1968, e pela brutalidade do seu regime colonial em África".
Em confronto com Lobo Antunes, o articulista coloca José Saramago, que, ao contrário daquele, situa quase sempre as suas narrativas "em países não identificados ou imaginários" e as faz "facilmente partir em direcção à universalidade".
preocupada com os males herdados da história portuguesa e as debilidades da sua cultura".
"Ele visa - escreve Peter Conrad, o autor do artigo -, tal como Stephen Dedalus [do «Ulisses», de James Joyce] chamando a si os inimigos da Irlanda, ser uma consciência nacional, lembrando aos seus recentemente europeizados, untuosamente prósperos compatriotas, o legado de culpa do seu vergonhoso passado deixado pela ditadura de António de Oliveira Salazar, que dirigiu o país entre 1932 e 1968, e pela brutalidade do seu regime colonial em África".
Em confronto com Lobo Antunes, o articulista coloca José Saramago, que, ao contrário daquele, situa quase sempre as suas narrativas "em países não identificados ou imaginários" e as faz "facilmente partir em direcção à universalidade".
Defesa: Severiano Teixeira na Tunísia para assinar acordo
O ministro da Defesa assina esta segunda-feira em Tunes um plano de cooperação militar com a Tunísia, válido por três anos, em áreas como a economia e as indústrias de defesa, a formação, ensino, treino e a medicina militar.
O Plano Indicativo que vai ser assinado enquadra a cooperação entre os dois países na área da Defesa, sendo, segundo o Ministério da Defesa Nacional (MDN), a "primeira vez que se faz um guião a três anos".
"A ideia é levar a cooperação entre Portugal e a Tunísia a um patamar estratégico, juntando todas as áreas num 'pacote', programando-as ao longo de três anos", indicou fonte oficial do MDN.
O Plano Indicativo que vai ser assinado enquadra a cooperação entre os dois países na área da Defesa, sendo, segundo o Ministério da Defesa Nacional (MDN), a "primeira vez que se faz um guião a três anos".
"A ideia é levar a cooperação entre Portugal e a Tunísia a um patamar estratégico, juntando todas as áreas num 'pacote', programando-as ao longo de três anos", indicou fonte oficial do MDN.
sexta-feira, abril 24, 2009
PM de São Vicente e Granadinas em visita a Portugal
O primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves, foi hoje recebido pelo Presidente da Assembleia República, Jaime Gama, no âmbito da sua visita a Portugal, terra dos seus antepassados, para atrair investimentos e reforçar as relações diplomáticas.Gonsalves, de 63 anos, é bisneto de madeirenses que emigraram para as Caraíbas em 1845, e esta é a primeira vez que visita Portugal.
"Estamos a diversificar a base das nossa relações exteriores. Portugal é um país pequeno, mas importante e que tem a Madeira, uma ilha importante e similar a São Vicente e Granadinas", disse Ralph Gonsalves.
Ralph Everard Gonsalves (nasceu em 8 de Agosto de 1946) e é também conhecido como "Camarada Ralph". É líder do Partido da União Trabalhista, tendo vencido as eleições de 2001 com grande vantagem (12 assentos para 3).
Entrou na vida política quando era estudante na University of the West Indies em Mona Jamaica; em 1968, como presidente da Guild of Undergraduates, Gonsalves liderou o protesto estudantil para sanear o popular historiador e intelectual Walter Rodney.
Gonsalves recebeu o seu Ph.D. em ciência política da UWI, Mona.
Gonsalves recebeu o seu Ph.D. em ciência política da UWI, Mona.
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