A televisão pública atribui a um erro humano a omissão dos assobios, na versão do hino que passou durante o intervalo. Adeptos do Barcelona e do Athletic Bilbau vaiaram a “Marcha de Granaderos” e os reis de Espanha, que estavam a assistir nas bancadas à final da Taça. A imprensa espanhola apelidou o acto de "censura".
Já era de esperar. Parte dos adeptos do Barcelona e do Atlhletic Club assobiaram o hino espanhol quando este começou a ser tocado no estádio Mestalla, em Valência, onde se disputou a final da Taça de Espanha, ganha pelo Barcelona (4-1). Milhares de pessoas quiseram sobrepor com vaias o som do hino quando os jogadores estavam no campo antes do início do jogo. Com a assobiadela dos adeptos bascos e catalães quando a “marcha de Granaderos” passou nos altifalantes do estádio, durante largos 50 segundos, a Televisão Espanhola, que transmitia o jogo em directo, aproveitou o momento para mostrar imagens de San Mamés e na Catalunha, local onde estavam milhares de seguidores do Athletic e do Barcelona, e deixou os telespectadores sem escutar o protesto das pessoas que foram ao estádio. De acordo com o "AS", "não se viu em directo uma só imagem dos jogadores a ouvir o hino".
Assim que terminou a primeira parte, a TVE ofereceu à audiência a versão do hino espanhol, mas em diferido e sem que se conseguisse ouvir os assobios nem as tarjas que muitos levaram para o estádio. A imprensa espanhola apelida este acto de “censura”.A cadeia de televisão emitiu, depois, um comunicado a pedir desculpas pelo sucedido e atribuiu a um erro humano a suposta falha técnica. Aos assobios, no estádio podia também ver-se uma tarja enorme no lado dos adeptos do Barcelona: “We are nations of Europe, Good Bye Spain”, somos nações da Europa, adeus Espanha, com uma fotografia de Rajoy e Zapatero por baixo, escreve o "El País". Segundo a "Marca", o locutor da TVE, Juan Carlos Rivero, pediu desculpa por não ter podido oferecer o hino em directo, mostrando também os jogadores e imagens de adeptos "bem comportados" nas bancadas.
quinta-feira, maio 14, 2009
quarta-feira, maio 13, 2009
Como Gibraltar pode influenciar as eleições no Reino Unido
in news.bbc.co.uk
O rochedo de Gibraltar situa-se na ponta de Esapanha com África à vista.
Tem o sol mediterrâneo nas costas, mas a 4 de Junho tornar-se-á uma cidade no sudoeste de Inglaterra, assim como Falmouth ou Swindon.
Os aproximadamente 18000 eleitores de Gibraltar ajudarão a escolher quem representará o Sudoeste de Inglaterra no Parlamento Europeu.
Os habitantes de Gibraltar votam com muito maior entusiasmo do que os seus concidadãos britânicos. A primeira vez que votaram nas eleições europeias de 2004, a ida às urnas foi quase o dobro do que a média britância, nos 60%.
Direito a votar
Os taxistas Wilfred Lima e Lea Manasco são verdeiros gibraltenhos - os seus pais e avós vivem no rochedo. Eles explicam que gostam de votar. "Claro que votar é algo muito popular por aqui", diz o senhor Manasco. "Tivemos que lutar por isso e eis que aqui chegámos. Claro que é importante para nós."
Os gibraltenhos só recentemente ganharam o direito de votar para o Parlamento Europeu, depois de terem alcançado a vitória no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos em Estrasburgo.
O governo britânico primeiro opôs-se à ideia, mas depois decidiu considerar Gibraltar como parte do Reino Unido, com semelhantes tradições militares e navais. E escolheram o sudoeste do país.
O Senhor Lima afirma: "Não se esqueça que nos juntámos à Europa em 1973, juntamente com o Reino da Grã-Bretanha. Espanha juntou-se em 1986, e por isso temos agora direito a votar. Tivemos de lutar pelo direito a votar mas conseguimo-lo."
A área eleitoral chama-se agora oficialmente Sudoeste de Inglaterra e Gibraltar, mas o eleitorado do rochedo é uma pequena parte do total, cerca de 1%. Por pequena que seja, é importante para o Ministro-chefe Peter Caruana.
Segundo ele, tendo lutado tanto pelo voto, as pessoas estão desejosas para exercer esse direito: "Sabe, muitas vezes, o que se consegue sem luta é dado por adquirido e aquilo que se lutou para ter sai mais valorizado." "Desta forma, tivemos de ir até ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos para o conseguir, pelo que é bom que nos demos ao trabalho de o exercer."
No referendo de 2002, 99% da população de Gibraltar votou contra as propostas de soberania conjunta com os vizinhos de Espanha. O voto não foi oficialmente reconhecido pela Espanha ou pelo Reino Unido, contudo, nenhum pode ignorar este "grito mudo" para manter o status quo.
O Ministro-chefe acredita que a reclamação espanhola por Gibraltar fez com que os habitantes estivessem muio mais dispostos a expressar-se democraticamente.
"Gibraltar é um sítio pequeno, as pessoas são muito politizadas, muito informadas politicamente, e a política está, por aqui, em todos os aspectos da vida," explica.
"Em Gibraltar temos uma grande tradição de ida às urnas, e assim acontecerá também nas eleições europeias."
Com as suas cabines telefónicas encarnadas e os tradicionais bobbies (polícias), Gibraltar parece e sente-se ser Britância.
Linha vermelha
Mas quando chega a altura de votar, certamente que farão as coisas de maneira diferente. Para ajudar os enfermos e idosos no dia das eleições, uma urna eleitoral andará pelo rochedo, acompanhada por elementos da polícia.
À volta das 12 mesas eleitorais de Gibraltar está pintada uma linha vermelha. Marca um limite que os candidatos e responsáveis eleitorais não podem pisar, a não ser para votar neles próprios. Os transgressores podem ser detidos.
Conforme os gibraltenhos se preparam para votar novamente, já se comenta em alguns jornais a possibilidade de conseguir um Deputado europeu próprio. Algo que parece muito irreaslista, tendo em conta o pequeno número de eleitores do local. Por agora, os eleitores do rochedo desfrutam o simples prazer de fazer parte do acto.
[Relativamente a Olivença o governo português continua a fingir-se "cego, surdo e mudo". A recente proposta de D. Duarte Pio, Duque de Bragança, não obteve reacções nas esferas diplomáticas, sintoma (mau) de que este tão relevante assunto continua a não ser importante para quem governa o país, numa tentativa de não afrontar os vizinhos castelhanos. Citando D. Duarte Pio de Bragança: " Os castelhanos só respeitam quem sabem exigir justiça, nunca quem se agacha".]
O rochedo de Gibraltar situa-se na ponta de Esapanha com África à vista.
Tem o sol mediterrâneo nas costas, mas a 4 de Junho tornar-se-á uma cidade no sudoeste de Inglaterra, assim como Falmouth ou Swindon.
Os aproximadamente 18000 eleitores de Gibraltar ajudarão a escolher quem representará o Sudoeste de Inglaterra no Parlamento Europeu.
Os habitantes de Gibraltar votam com muito maior entusiasmo do que os seus concidadãos britânicos. A primeira vez que votaram nas eleições europeias de 2004, a ida às urnas foi quase o dobro do que a média britância, nos 60%.
Direito a votar
Os taxistas Wilfred Lima e Lea Manasco são verdeiros gibraltenhos - os seus pais e avós vivem no rochedo. Eles explicam que gostam de votar. "Claro que votar é algo muito popular por aqui", diz o senhor Manasco. "Tivemos que lutar por isso e eis que aqui chegámos. Claro que é importante para nós."
Os gibraltenhos só recentemente ganharam o direito de votar para o Parlamento Europeu, depois de terem alcançado a vitória no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos em Estrasburgo.
O governo britânico primeiro opôs-se à ideia, mas depois decidiu considerar Gibraltar como parte do Reino Unido, com semelhantes tradições militares e navais. E escolheram o sudoeste do país.
O Senhor Lima afirma: "Não se esqueça que nos juntámos à Europa em 1973, juntamente com o Reino da Grã-Bretanha. Espanha juntou-se em 1986, e por isso temos agora direito a votar. Tivemos de lutar pelo direito a votar mas conseguimo-lo."
A área eleitoral chama-se agora oficialmente Sudoeste de Inglaterra e Gibraltar, mas o eleitorado do rochedo é uma pequena parte do total, cerca de 1%. Por pequena que seja, é importante para o Ministro-chefe Peter Caruana.
Segundo ele, tendo lutado tanto pelo voto, as pessoas estão desejosas para exercer esse direito: "Sabe, muitas vezes, o que se consegue sem luta é dado por adquirido e aquilo que se lutou para ter sai mais valorizado." "Desta forma, tivemos de ir até ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos para o conseguir, pelo que é bom que nos demos ao trabalho de o exercer."
No referendo de 2002, 99% da população de Gibraltar votou contra as propostas de soberania conjunta com os vizinhos de Espanha. O voto não foi oficialmente reconhecido pela Espanha ou pelo Reino Unido, contudo, nenhum pode ignorar este "grito mudo" para manter o status quo.
O Ministro-chefe acredita que a reclamação espanhola por Gibraltar fez com que os habitantes estivessem muio mais dispostos a expressar-se democraticamente.
"Gibraltar é um sítio pequeno, as pessoas são muito politizadas, muito informadas politicamente, e a política está, por aqui, em todos os aspectos da vida," explica.
"Em Gibraltar temos uma grande tradição de ida às urnas, e assim acontecerá também nas eleições europeias."
Com as suas cabines telefónicas encarnadas e os tradicionais bobbies (polícias), Gibraltar parece e sente-se ser Britância.
Linha vermelha
Mas quando chega a altura de votar, certamente que farão as coisas de maneira diferente. Para ajudar os enfermos e idosos no dia das eleições, uma urna eleitoral andará pelo rochedo, acompanhada por elementos da polícia.
À volta das 12 mesas eleitorais de Gibraltar está pintada uma linha vermelha. Marca um limite que os candidatos e responsáveis eleitorais não podem pisar, a não ser para votar neles próprios. Os transgressores podem ser detidos.
Conforme os gibraltenhos se preparam para votar novamente, já se comenta em alguns jornais a possibilidade de conseguir um Deputado europeu próprio. Algo que parece muito irreaslista, tendo em conta o pequeno número de eleitores do local. Por agora, os eleitores do rochedo desfrutam o simples prazer de fazer parte do acto.
[Relativamente a Olivença o governo português continua a fingir-se "cego, surdo e mudo". A recente proposta de D. Duarte Pio, Duque de Bragança, não obteve reacções nas esferas diplomáticas, sintoma (mau) de que este tão relevante assunto continua a não ser importante para quem governa o país, numa tentativa de não afrontar os vizinhos castelhanos. Citando D. Duarte Pio de Bragança: " Os castelhanos só respeitam quem sabem exigir justiça, nunca quem se agacha".]
ViniPortugal quer reforçar triângulo China-Hong Kong-Macau
As exportações de vinhos portugueses para o triângulo Hong Kong/Macau/China estão a crescer, mas a ViniPortugal quer reforçar esta presença dos produtos nacionais na região, disse hoje Márcio Ferreira.
“Estamos a registar crescimentos significativos e importantes para o sector vitivinícola português, mas é necessário continuar a trabalhar estes mercados com presenças assíduas dos produtores no contacto directo com os operadores do sector da hotelaria e com os importadores locais”, explicou Ferreira, que lidera uma delegação da ViniPortugal numa deslocação a Hong Kong.
Contactado telefonicamente a partir de Macau, Márcio Ferreira referiu que, apesar de ser ainda um mercado pequeno com apenas 120.000 litros de vinho vendido em 2008, as exportações portuguesas para Hong Kong aumentaram 26% em volume naquele ano e 44% em valor para um total de 1,3 milhões de dólares.
“Estamos a trabalhar e vamos obtendo alguns resultados e nesta terceira visita a Hong Kong verificamos que há um interesse crescente pelos vinhos portugueses”, disse.
“Estamos a registar crescimentos significativos e importantes para o sector vitivinícola português, mas é necessário continuar a trabalhar estes mercados com presenças assíduas dos produtores no contacto directo com os operadores do sector da hotelaria e com os importadores locais”, explicou Ferreira, que lidera uma delegação da ViniPortugal numa deslocação a Hong Kong.
Contactado telefonicamente a partir de Macau, Márcio Ferreira referiu que, apesar de ser ainda um mercado pequeno com apenas 120.000 litros de vinho vendido em 2008, as exportações portuguesas para Hong Kong aumentaram 26% em volume naquele ano e 44% em valor para um total de 1,3 milhões de dólares.
“Estamos a trabalhar e vamos obtendo alguns resultados e nesta terceira visita a Hong Kong verificamos que há um interesse crescente pelos vinhos portugueses”, disse.
"Adiamento da conferência quadripartida foi duro golpe"
in Notícias Lusófonas
O líder da Fretilin, o maior partido no Parlamento Nacional de Díli, na oposição, garantiu hoje que o adiamento da conferência quadripartida (Timor-Leste, Portugal, Indonésia e Austrália) do dia 22 “foi um duro golpe contra as pretensões do governo”. “O governo timorense está desgastado a nível interno e procura uma tábua de salvação: a conferência quadripartida era uma delas, na busca de legitimidade”, declarou Mari Alkatiri.
“O adiamento ‘sine die’ da conferência quadripartida foi um duro golpe contra as pretensões do governo da coligação Aliança Maioria Parlamentar (AMP)”, assegurou. Alkatiri considerou que, “por outro lado, não havia razão para a conferência quadripartida”. “Se o objectivo era encontrar mecanismos de maior coordenação entre os quatro países, pensando que o governo seria capaz de atingir o seu objectivo, então estávamos face a uma ilusão”, explicou. “Este é um executivo onde cada ministro é um governo autónomo, fora da capacidade de coordenação do primeiro-ministro”, indicou.
Por seu turno, Xanana Gusmão desdramatizou o cancelamento da conferência quadripartida e a deslocação do primeiro-ministro português, José Sócrates, a Timor-Leste, como se o bom-nome do país estivesse agora posto em causa. “Acho que perdemos um bocado a ética”, disse à margem de uma conferência de imprensa hoje em Díli. Quanto a cuidar do bom-nome de Timor-Leste, lamentou que Alkatiri, recentemente enviado pelo governo à Guiné-Bissau “numa missão que se destinava a dar palavras de solidariedade” às autoridades locais, tenha antes decidido “fazer política mesquinha” no estrangeiro. Ainda no que respeita ao imperativo de acautelar o bom-nome de Timor-Leste, lembrou ter sido confrontado na Austrália - quando era Presidente da República - com uma situação delicada relacionada com a compra de material de guerra por um irmão de Alkatiri, então com o monopólio das importações. “Afirmei estar convencido de que o irmão de Mari Alkatiri teria certamente as melhores intenções do mundo”, concluiu com uma indisfarçável ironia Xanana Gusmão.
O líder da Fretilin, o maior partido no Parlamento Nacional de Díli, na oposição, garantiu hoje que o adiamento da conferência quadripartida (Timor-Leste, Portugal, Indonésia e Austrália) do dia 22 “foi um duro golpe contra as pretensões do governo”. “O governo timorense está desgastado a nível interno e procura uma tábua de salvação: a conferência quadripartida era uma delas, na busca de legitimidade”, declarou Mari Alkatiri.
“O adiamento ‘sine die’ da conferência quadripartida foi um duro golpe contra as pretensões do governo da coligação Aliança Maioria Parlamentar (AMP)”, assegurou. Alkatiri considerou que, “por outro lado, não havia razão para a conferência quadripartida”. “Se o objectivo era encontrar mecanismos de maior coordenação entre os quatro países, pensando que o governo seria capaz de atingir o seu objectivo, então estávamos face a uma ilusão”, explicou. “Este é um executivo onde cada ministro é um governo autónomo, fora da capacidade de coordenação do primeiro-ministro”, indicou.
Por seu turno, Xanana Gusmão desdramatizou o cancelamento da conferência quadripartida e a deslocação do primeiro-ministro português, José Sócrates, a Timor-Leste, como se o bom-nome do país estivesse agora posto em causa. “Acho que perdemos um bocado a ética”, disse à margem de uma conferência de imprensa hoje em Díli. Quanto a cuidar do bom-nome de Timor-Leste, lamentou que Alkatiri, recentemente enviado pelo governo à Guiné-Bissau “numa missão que se destinava a dar palavras de solidariedade” às autoridades locais, tenha antes decidido “fazer política mesquinha” no estrangeiro. Ainda no que respeita ao imperativo de acautelar o bom-nome de Timor-Leste, lembrou ter sido confrontado na Austrália - quando era Presidente da República - com uma situação delicada relacionada com a compra de material de guerra por um irmão de Alkatiri, então com o monopólio das importações. “Afirmei estar convencido de que o irmão de Mari Alkatiri teria certamente as melhores intenções do mundo”, concluiu com uma indisfarçável ironia Xanana Gusmão.
Xanana Gusmão: Finanças da Fretilin sofriam "malária crónica"
O primeiro-ministro timorense contestou hoje as acusações de corrupção feitas ao Governo pelo maior partido da oposição, considerando que o Ministério das Finanças da Fretilin até 2007 sofria de "malária crónica", e anunciou a criação de uma Comissão Anti-Corrupção.
Mostrando uma fotografia do gabinete da ex-ministra das Finanças do Governo Fretilin, Madalena Boavida, literalmente feito uma bagunça, Xanana Gusmão declarou: "A Fretilin caiu porque o seu Ministério das Finanças sofria de malária crónica".
O líder do executivo timorense respondeu assim a acusações de corrupção feitas pelo maior partido de oposição na segunda-feira à sua equipa: "Quando o Ministério das Finanças - actualmente dirigido por Emília Pires - se constipa, os outros ficam doentes", disse o presidente da Fretilin, Mari Alkatiri.
Mostrando uma fotografia do gabinete da ex-ministra das Finanças do Governo Fretilin, Madalena Boavida, literalmente feito uma bagunça, Xanana Gusmão declarou: "A Fretilin caiu porque o seu Ministério das Finanças sofria de malária crónica".
O líder do executivo timorense respondeu assim a acusações de corrupção feitas pelo maior partido de oposição na segunda-feira à sua equipa: "Quando o Ministério das Finanças - actualmente dirigido por Emília Pires - se constipa, os outros ficam doentes", disse o presidente da Fretilin, Mari Alkatiri.
Angola: UNITA propõe autonomia para Cabinda
A autonomia para a província de Cabinda é uma das propostas do anteprojecto de Constituição da UNITA, apresentado hoje em Luanda pelo seu líder, Isaías Samakuva.
A UNITA elegeu a descentralização político-administrativa de Cabinda, por entender que é a via para a resolução da "complexidade dos problemas históricos" do enclave.
A proposta, que vai ser entregue à comissão constitucional parlamentar este mês, refere que só essa"descentralização" permite "maior agilidade, participação democrática e eficiência" na administração territorial e "consolidação da paz política e social" em Cabinda.
[A proposta é meritória, seja quem for que a apresente. O Tasquinha é, e sempre foi, favorável à resolução da questão de Cabinda, a bem dos cabindenses e respeitando os seus direitos históricos. Claro que nunca excluímos Portugal da questão. Importa relevar o papel de S.A.R. O Senhor D. Duarte Pio, Duque de Bragança e de alguns partidos políticos - CDS/PP e algumas franjas do PSD e do PS -, das associações de emigrantes cabindenses, bem como de elementos da FLEC.]
A UNITA elegeu a descentralização político-administrativa de Cabinda, por entender que é a via para a resolução da "complexidade dos problemas históricos" do enclave.
A proposta, que vai ser entregue à comissão constitucional parlamentar este mês, refere que só essa"descentralização" permite "maior agilidade, participação democrática e eficiência" na administração territorial e "consolidação da paz política e social" em Cabinda.
[A proposta é meritória, seja quem for que a apresente. O Tasquinha é, e sempre foi, favorável à resolução da questão de Cabinda, a bem dos cabindenses e respeitando os seus direitos históricos. Claro que nunca excluímos Portugal da questão. Importa relevar o papel de S.A.R. O Senhor D. Duarte Pio, Duque de Bragança e de alguns partidos políticos - CDS/PP e algumas franjas do PSD e do PS -, das associações de emigrantes cabindenses, bem como de elementos da FLEC.]
segunda-feira, maio 11, 2009
Timor: "Vai haver drama quando verdade vier ao de cima"
A ministra da Justiça Timorense, Lúcia Lobato, garantiu que se "vai assistir a um belo drama quando a verdade - sobre acusações de corrupção feitas pela Fretilin - vier ao de cima".
Citada hoje pelo jornal Semanário, de Díli, Lúcia Lobato afirma que "haverá um belo drama quando a investigação se tornar pública e for feita justiça, e se souber quem praticou corrupção, se a ministra - aludindo a si própria -, ou ex-membros do governo pertencentes à Fretilin", o maior partido no parlamento, mas na oposição ao governo de coligação de Xanana Gusmão.
"É função da oposição denunciar casos de corrupção no Parlamento Nacional, mas peço que quando se pronunciar o faça de forma construtiva", frisou.
Esta declarações surgem depois de Mari Alkatiri ter acusado o Ministério Finanças (MF) de Timor-Leste de corrupção.
O líder da Fretilin, o partido com maior representação parlamentar, na oposição à coligação governamental, garantiu hoje que o MF está no centro dos escândalos de corrupção no país.
"Quando o Ministério da Finanças se constipa, todos os outros ficam doentes", ironizou, em declarações na sala da bancada parlamentar da Fretilin.
"Os outros - acrescentou - são sobretudo os da Justiça (Lúcia Lobato), Infra-estruturas (Pedro Lay da Silva) e Turismo, Comércio e Indústria (Gil da Costa Alves)".
[A estabilidade política, tão essencial num país que atravessa tantas dificuldades e está perante tantos desafios, continua a não ser, infelizmente, uma realidade em Timor-Leste.
O muçulmano Mari Alkatiri, figura importante da resistência no exterior, nunca se impôs como consensual. Contudo, nas últimas legislativas a legitimidade das urnas davam-no como putativo Primeiro Ministro de Timor, não fosse a aliança do CNRT e de outros partidos, com base não se sabe bem em que interesses... Demonstrando uma revolta bastante visível em todas as suas atitudes políticas, Alkatiri tem sido, actualmente, sinónimo de constantes polémicas. E as polémicas interessam a quem?]
Citada hoje pelo jornal Semanário, de Díli, Lúcia Lobato afirma que "haverá um belo drama quando a investigação se tornar pública e for feita justiça, e se souber quem praticou corrupção, se a ministra - aludindo a si própria -, ou ex-membros do governo pertencentes à Fretilin", o maior partido no parlamento, mas na oposição ao governo de coligação de Xanana Gusmão.
"É função da oposição denunciar casos de corrupção no Parlamento Nacional, mas peço que quando se pronunciar o faça de forma construtiva", frisou.
Esta declarações surgem depois de Mari Alkatiri ter acusado o Ministério Finanças (MF) de Timor-Leste de corrupção.
O líder da Fretilin, o partido com maior representação parlamentar, na oposição à coligação governamental, garantiu hoje que o MF está no centro dos escândalos de corrupção no país.
"Quando o Ministério da Finanças se constipa, todos os outros ficam doentes", ironizou, em declarações na sala da bancada parlamentar da Fretilin.
"Os outros - acrescentou - são sobretudo os da Justiça (Lúcia Lobato), Infra-estruturas (Pedro Lay da Silva) e Turismo, Comércio e Indústria (Gil da Costa Alves)".
[A estabilidade política, tão essencial num país que atravessa tantas dificuldades e está perante tantos desafios, continua a não ser, infelizmente, uma realidade em Timor-Leste.
O muçulmano Mari Alkatiri, figura importante da resistência no exterior, nunca se impôs como consensual. Contudo, nas últimas legislativas a legitimidade das urnas davam-no como putativo Primeiro Ministro de Timor, não fosse a aliança do CNRT e de outros partidos, com base não se sabe bem em que interesses... Demonstrando uma revolta bastante visível em todas as suas atitudes políticas, Alkatiri tem sido, actualmente, sinónimo de constantes polémicas. E as polémicas interessam a quem?]
Universidade Católica sobe dois lugares no ranking 45 melhores escolas de negócios do mundo
Lista do Finantial Times (FT) coloca formação de executivos da Católica em 37.º a nível mundial e 17.º a nível europeu.
A formação de executivos da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais, da Universidade Católica Portuguesa (FCEE/UCP), de Lisboa aparece, pelo terceiro ano consecutivo, no ranking do FT, que é hoje publicado. Desde 2007 que a escola tem vindo a subir na tabela daquelas que são consideradas as melhores escolas de negócios da Europa e do mundo. No ranking mundial, a Católica surge em 37.º lugar; a nível europeu, está em 17.º. Subiu dois lugares em ambas as tabelas. A FCEE/UCP é a única escola portuguesa nesta listagem que é cada vez mais competitiva, define Luís Cardoso, director da Formação de Executivos. "Este ranking é muito considerado entre as escolas e determina a procura que têm. É competitivo porque está a aumentar o número de concorrentes, escolas de países emergentes, como os asiáticos, que têm a educação como valor central, que estão a fazer um esforço de formação e de recrutamento de professores nas melhores escolas do mundo", explica.
Estar há três anos numa tabela de apenas 45 escolas mundiais é um orgulho para a directora da faculdade, Fátima Barros. "Há escolas de países como a Holanda, Alemanha ou Dinamarca que não aparecem. Nós estamos em 17.º entre as melhores europeias e queremos consolidar a nossa posição", anuncia. A nível da Península Ibérica, a escola ocupa a quarta posição e continua a ser a única portuguesa na lista. "Infelizmente para Portugal, estamos sós, houve outras escolas que mostraram empenho em estar [no ranking] mas infelizmente não aconteceu", lamenta Luís Cardoso. A subida de dois lugares em ambas as tabelas, a global e a europeia, "reflecte a trajectória" que esta formação tem feito. Os cursos para executivos começaram em 1991. A faculdade só apresentou a candidatura ao FT depois de ter obtido acreditação internacional, em 2006, uma das condições fundamentais para concorrer. Além do envio de dossiers com todas as informações exigidas, o FT envia inquéritos aos antigos alunos e clientes.
Os rankings do FT abrangem também os MBA e as formações à luz de Bolonha, às quais a escola ainda não pode concorrer por ainda serem recentes, explica Fátima Barros. Em dois anos, 2007 e 2008, a facturação na formação de executivos aumentou 35%, o que coincidiu com o reconhecimento do FT. Fátima Barros garante que esta formação é responsável por mais de metade do orçamento da faculdade. "Não temos financiamento público, por isso estes valores para o financiamento da escola são cruciais", esclarece. O próximo ano poderá, porém, não ser tão positivo. "A educação e formação é um sector sensível à crise", diz. Este ano, as grandes escolas de negócios estão a perder entre 20 e 30% da facturação.
A formação de executivos da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais, da Universidade Católica Portuguesa (FCEE/UCP), de Lisboa aparece, pelo terceiro ano consecutivo, no ranking do FT, que é hoje publicado. Desde 2007 que a escola tem vindo a subir na tabela daquelas que são consideradas as melhores escolas de negócios da Europa e do mundo. No ranking mundial, a Católica surge em 37.º lugar; a nível europeu, está em 17.º. Subiu dois lugares em ambas as tabelas. A FCEE/UCP é a única escola portuguesa nesta listagem que é cada vez mais competitiva, define Luís Cardoso, director da Formação de Executivos. "Este ranking é muito considerado entre as escolas e determina a procura que têm. É competitivo porque está a aumentar o número de concorrentes, escolas de países emergentes, como os asiáticos, que têm a educação como valor central, que estão a fazer um esforço de formação e de recrutamento de professores nas melhores escolas do mundo", explica.
Estar há três anos numa tabela de apenas 45 escolas mundiais é um orgulho para a directora da faculdade, Fátima Barros. "Há escolas de países como a Holanda, Alemanha ou Dinamarca que não aparecem. Nós estamos em 17.º entre as melhores europeias e queremos consolidar a nossa posição", anuncia. A nível da Península Ibérica, a escola ocupa a quarta posição e continua a ser a única portuguesa na lista. "Infelizmente para Portugal, estamos sós, houve outras escolas que mostraram empenho em estar [no ranking] mas infelizmente não aconteceu", lamenta Luís Cardoso. A subida de dois lugares em ambas as tabelas, a global e a europeia, "reflecte a trajectória" que esta formação tem feito. Os cursos para executivos começaram em 1991. A faculdade só apresentou a candidatura ao FT depois de ter obtido acreditação internacional, em 2006, uma das condições fundamentais para concorrer. Além do envio de dossiers com todas as informações exigidas, o FT envia inquéritos aos antigos alunos e clientes.
Os rankings do FT abrangem também os MBA e as formações à luz de Bolonha, às quais a escola ainda não pode concorrer por ainda serem recentes, explica Fátima Barros. Em dois anos, 2007 e 2008, a facturação na formação de executivos aumentou 35%, o que coincidiu com o reconhecimento do FT. Fátima Barros garante que esta formação é responsável por mais de metade do orçamento da faculdade. "Não temos financiamento público, por isso estes valores para o financiamento da escola são cruciais", esclarece. O próximo ano poderá, porém, não ser tão positivo. "A educação e formação é um sector sensível à crise", diz. Este ano, as grandes escolas de negócios estão a perder entre 20 e 30% da facturação.
Expedição portuguesa chega hoje ao Árctico
Dois cientistas portugueses chegam hoje à vila esquimó de Umiujaq, no Árctico Canadiano, para conhecer melhor de que forma as alterações climáticas estão a transformar o ambiente polar. João Canário e Marta Nogueira, investigadores do Instituto Nacional de Recursos Biológicos (INRB - IPIMAR), vão juntar-se a outros dois investigadores canadianos e regressar ao Árctico, onde ficarão até dia 22.
"No ano passado estivemos em Kuujjuarapik, no Norte do Quebeque, a recolher dados numa situação de Inverno. Agora queremos ver o que acontece numa situação de Primavera e degelo", explicou João Canário, antes da partida. A campanha, liderada pelo canadiano Laurier Poissant, vai recolher amostras de neve, gelo, água e sedimentos. O objectivo é tentar perceber o que acontece aos poluentes acumulados no permafrost (solo permanentemente gelado) quando as temperaturas sobem e este começa parcialmente a derreter, formando lagos temporários com grandes concentrações de carbono e metano. "Queremos saber o que acontece com a fusão do gelo e da neve, que tendem a acumular poluentes. Estes poderão dispersar-se, infiltrar-se na água e entrar na cadeia alimentar", contou Canário. Ou ainda acabar por concentrar-se na atmosfera e agravar as alterações climáticas.
Os actuais modelos sobre aquecimento global ainda não levam em conta a emissão dos gases com efeito de estufa da fusão do permafrost. "Trata-se de carbono que foi depositado nas camadas superiores (zero a um centímetro) há cerca de, pelo menos, 400 anos, e que agora está a ser libertado para a atmosfera", escreveram os investigadores aquando da missão anterior ao Ártico, em Abril de 2008. Em Umiujaq vivem cerca de 300 pessoas. As casas foram construídas em cima do permafrost, que está a abater com a subida da temperatura. "As pessoas estão preocupadas por que o seu estilo de vida está a mudar. São pescadores ou caçadores. Não há condições para a agricultura. O que está a acontecer é que os animais de que dependem estão a escolher outras rotas", por causa do degelo.
"No ano passado estivemos em Kuujjuarapik, no Norte do Quebeque, a recolher dados numa situação de Inverno. Agora queremos ver o que acontece numa situação de Primavera e degelo", explicou João Canário, antes da partida. A campanha, liderada pelo canadiano Laurier Poissant, vai recolher amostras de neve, gelo, água e sedimentos. O objectivo é tentar perceber o que acontece aos poluentes acumulados no permafrost (solo permanentemente gelado) quando as temperaturas sobem e este começa parcialmente a derreter, formando lagos temporários com grandes concentrações de carbono e metano. "Queremos saber o que acontece com a fusão do gelo e da neve, que tendem a acumular poluentes. Estes poderão dispersar-se, infiltrar-se na água e entrar na cadeia alimentar", contou Canário. Ou ainda acabar por concentrar-se na atmosfera e agravar as alterações climáticas.
Os actuais modelos sobre aquecimento global ainda não levam em conta a emissão dos gases com efeito de estufa da fusão do permafrost. "Trata-se de carbono que foi depositado nas camadas superiores (zero a um centímetro) há cerca de, pelo menos, 400 anos, e que agora está a ser libertado para a atmosfera", escreveram os investigadores aquando da missão anterior ao Ártico, em Abril de 2008. Em Umiujaq vivem cerca de 300 pessoas. As casas foram construídas em cima do permafrost, que está a abater com a subida da temperatura. "As pessoas estão preocupadas por que o seu estilo de vida está a mudar. São pescadores ou caçadores. Não há condições para a agricultura. O que está a acontecer é que os animais de que dependem estão a escolher outras rotas", por causa do degelo.
domingo, maio 10, 2009
Bissau: 5 militares detidos por assassínio de Tagmé Na Waié
Cinco pessoas estão detidas no âmbito das investigações do assassínio do ex-Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Tagmé Na Waié, morto num atentado a bomba no dia 01 de Março, disse hoje à Agencia Lusa fonte militar.
«Confirmo que estão detidas cinco pessoas», afirmou fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, contactada na sequência de uma conferência de imprensa do Movimento Nacional da Sociedade Civil, integrada, entre outras organizações, pela Liga Guineense dos Direitos Humanos.
Na conferência de imprensa, Bubacar Turé, vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, afirmou que estão detidos o general Melciades Gomes Fernandes (Manuel Mina), os capitães José Alberto Té, Bacar Turé e Malam Candé e a segunda-sargenta Djabu Camará (vulgarmente conhecida como Pomba Branca).
[Finalmente estão encontrados os responsáveis (todos?) pelo crime sangrento contra o general Waié. São inocentes, até prova em contrário, mas ninguém me tira da ideia que haverá sempre um ou outro "bode expiatório"]
«Confirmo que estão detidas cinco pessoas», afirmou fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, contactada na sequência de uma conferência de imprensa do Movimento Nacional da Sociedade Civil, integrada, entre outras organizações, pela Liga Guineense dos Direitos Humanos.
Na conferência de imprensa, Bubacar Turé, vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, afirmou que estão detidos o general Melciades Gomes Fernandes (Manuel Mina), os capitães José Alberto Té, Bacar Turé e Malam Candé e a segunda-sargenta Djabu Camará (vulgarmente conhecida como Pomba Branca).
[Finalmente estão encontrados os responsáveis (todos?) pelo crime sangrento contra o general Waié. São inocentes, até prova em contrário, mas ninguém me tira da ideia que haverá sempre um ou outro "bode expiatório"]
Bissau: 5 militares detidos por assassínio de Tagmé Na Waié
Cinco pessoas estão detidas no âmbito das investigações do assassínio do ex-Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Tagmé Na Waié, morto num atentado a bomba no dia 01 de Março, disse hoje fonte militar.
"Confirmo que estão detidas cinco pessoas", afirmou fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, contactada na sequência de uma conferência de imprensa do Movimento Nacional da Sociedade Civil, integrada, entre outras organizações, pela Liga Guineense dos Direitos Humanos.
Na conferência de imprensa, Bubacar Turé, vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, afirmou que estão detidos o general Melciades Gomes Fernandes (Manuel Mina), os capitães José Alberto Té, Bacar Turé e Malam Candé e a segunda-sargenta Djabu Camará (vulgarmente conhecida como Pomba Branca).
[Finalmente parece estarem encontrados alguns culpados pelo crime sangrento. Inocentes, até prova em contrário, mas ninguém me tira da ideia que haverá sempre um ou outro "bode expiatório".]
"Confirmo que estão detidas cinco pessoas", afirmou fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, contactada na sequência de uma conferência de imprensa do Movimento Nacional da Sociedade Civil, integrada, entre outras organizações, pela Liga Guineense dos Direitos Humanos.
Na conferência de imprensa, Bubacar Turé, vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, afirmou que estão detidos o general Melciades Gomes Fernandes (Manuel Mina), os capitães José Alberto Té, Bacar Turé e Malam Candé e a segunda-sargenta Djabu Camará (vulgarmente conhecida como Pomba Branca).
[Finalmente parece estarem encontrados alguns culpados pelo crime sangrento. Inocentes, até prova em contrário, mas ninguém me tira da ideia que haverá sempre um ou outro "bode expiatório".]
sexta-feira, maio 08, 2009
Cabo Verde: Governo procura acelerar pilares atrasados da Parceria Especial
Cabo Verde vai criar um grupo de trabalho para o desenvolvimento do programa de Convergência Técnica e Normativa, o mais atrasado dos seis pilares da Parceria Especial entre Cabo Verde e a União Europeia (UE).
A decisão foi tomada na segunda reunião da troika ministerial, que hoje analisou o estado de implementação da Parceria Especial. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, José Brito, reconheceu que todos os pilares não estão no mesmo nível de desenvolvimento e afirmou que vai ser criado o grupo de trabalho para acelerar os trabalhos em termos da Convergência Técnica e Normativa. “É um pilar transversal a nível de governação, sociedade de conhecimento e segurança. Mas é algo mais amplo e concordamos que vamos criar o grupo de trabalho para dar seguimento à questão da convergência. É um processo de longo-prazo e o importante é avançar”, explicou.
A avaliação da execução dos seis pilares do Plano de Acção da Parceria Especial foi um dos objectivos da II Reunião da Troika Ministerial Cabo Verde/UE. Na reunião participaram a ministra adjunta dos Negócios Estrangeiros da República Checa (país que preside à UE), Helena Bambasova, o director-geral das Relações com os países da África, Caraíbas e Pacífico (ACP) e do Desenvolvimento, Stephano Monservisi, e o chefe da Unidade África no Conselho da União Europeia. Entre os pilares mais avançados estão a Boa Governação, Segurança/Estabilidade e Integração Regional, que têm na mira a região da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e ainda o interesse nas Regiões Ultraperiféricas (RUP) europeias, ou seja, a Macaronésia, onde se insere Cabo Verde. José Brito afirmou que há intenção das duas partes em continuar a trabalhar para "acelerar o processo de implementação da Parceria Especial". Por seu turno, Helena Bambasova afirmou que há que ter em consideração que a Parceria Especial é um processo de longo-prazo, que irá trazer benefícios tanto para a Europa como para Cabo Verde. A reunião da Troika Ministerial analisou ainda a concertação e diálogo político sobre aspectos que interessam às duas partes, nomeadamente a situação da política na Costa Ocidental da África, bem como um relatório da situação na Europa. Os efeitos da crise financeira internacional e ainda questões sobre mudanças climáticas, democracia e respeito dos direitos humanos no mundo também estiveram em discussão.
A decisão foi tomada na segunda reunião da troika ministerial, que hoje analisou o estado de implementação da Parceria Especial. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, José Brito, reconheceu que todos os pilares não estão no mesmo nível de desenvolvimento e afirmou que vai ser criado o grupo de trabalho para acelerar os trabalhos em termos da Convergência Técnica e Normativa. “É um pilar transversal a nível de governação, sociedade de conhecimento e segurança. Mas é algo mais amplo e concordamos que vamos criar o grupo de trabalho para dar seguimento à questão da convergência. É um processo de longo-prazo e o importante é avançar”, explicou.
A avaliação da execução dos seis pilares do Plano de Acção da Parceria Especial foi um dos objectivos da II Reunião da Troika Ministerial Cabo Verde/UE. Na reunião participaram a ministra adjunta dos Negócios Estrangeiros da República Checa (país que preside à UE), Helena Bambasova, o director-geral das Relações com os países da África, Caraíbas e Pacífico (ACP) e do Desenvolvimento, Stephano Monservisi, e o chefe da Unidade África no Conselho da União Europeia. Entre os pilares mais avançados estão a Boa Governação, Segurança/Estabilidade e Integração Regional, que têm na mira a região da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e ainda o interesse nas Regiões Ultraperiféricas (RUP) europeias, ou seja, a Macaronésia, onde se insere Cabo Verde. José Brito afirmou que há intenção das duas partes em continuar a trabalhar para "acelerar o processo de implementação da Parceria Especial". Por seu turno, Helena Bambasova afirmou que há que ter em consideração que a Parceria Especial é um processo de longo-prazo, que irá trazer benefícios tanto para a Europa como para Cabo Verde. A reunião da Troika Ministerial analisou ainda a concertação e diálogo político sobre aspectos que interessam às duas partes, nomeadamente a situação da política na Costa Ocidental da África, bem como um relatório da situação na Europa. Os efeitos da crise financeira internacional e ainda questões sobre mudanças climáticas, democracia e respeito dos direitos humanos no mundo também estiveram em discussão.
Governo português quer criar marca lusófona nos países de língua portuguesa
O Governo está a desenvolver contactos diplomáticos para avançar com a designada marca lusófona, um projecto que, à semelhança da marca comunitária, pretende facilitar e agilizar a protecção de uma insígnia em vários territórios.
Neste caso, o registo único destina-se à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), nomeadamente Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
"Esta é uma proposta do Estado Português, que o ministro da Justiça já apresentou aos seus homólogos dos países de língua oficial portuguesa. A marca lusófona - regime jurídico único - terá que ser acordada através de um tratado internacional", salienta fonte oficial do Ministério da Justiça. "Estão a ser desenvolvidos os contactos diplomáticos necessários para a concretizar e, muito provavelmente, este projecto irá desenvolver-se de forma faseada com alguns países", refere a mesma fonte.
Neste caso, o registo único destina-se à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), nomeadamente Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
"Esta é uma proposta do Estado Português, que o ministro da Justiça já apresentou aos seus homólogos dos países de língua oficial portuguesa. A marca lusófona - regime jurídico único - terá que ser acordada através de um tratado internacional", salienta fonte oficial do Ministério da Justiça. "Estão a ser desenvolvidos os contactos diplomáticos necessários para a concretizar e, muito provavelmente, este projecto irá desenvolver-se de forma faseada com alguns países", refere a mesma fonte.
quarta-feira, maio 06, 2009
Canal em português na China
A Televisão Central da China (CCTV) tenciona lançar um canal em português nos próximos dois anos, anunciou à agência Lusa fonte daquela empresa estatal chinesa.
"O plano é abrir em 2010 ou 2011", disse a fonte.
A CCTV já tem canais em inglês, espanhol e francês e antes do português tenciona ainda lançar canais em árabe e russo, ilustrando a crescente influência internacional da China.
A agência noticiosa oficial chinesa Nova China e a Rádio China Internacional já têm serviços em português.
O número de estudantes chineses de português também tem vindo a aumentar, devido sobretudo ao crescimento das relações económicas com Brasil e Angola.
Há apenas cinco anos, em Pequim, só uma universidade tinha curso de português, enquanto hoje já há quatro.
"O interesse da China pelo mundo da língua portuguesa está bastante vivo", realçou terça-feira o presidente da Assembleia da Republica, Jaime Gama, em visita ao país.
"O plano é abrir em 2010 ou 2011", disse a fonte.
A CCTV já tem canais em inglês, espanhol e francês e antes do português tenciona ainda lançar canais em árabe e russo, ilustrando a crescente influência internacional da China.
A agência noticiosa oficial chinesa Nova China e a Rádio China Internacional já têm serviços em português.
O número de estudantes chineses de português também tem vindo a aumentar, devido sobretudo ao crescimento das relações económicas com Brasil e Angola.
Há apenas cinco anos, em Pequim, só uma universidade tinha curso de português, enquanto hoje já há quatro.
"O interesse da China pelo mundo da língua portuguesa está bastante vivo", realçou terça-feira o presidente da Assembleia da Republica, Jaime Gama, em visita ao país.
Angela Merkel ignora Teixeira dos Santos
Mais de um ano depois, o Ministério das Finanças continua sem saber se há contribuintes portugueses envolvidos no mega-escândalo de evasão fiscal para o Liechtenstein, um Estado que vem mantendo regras rígidas ao nível do sigilo bancário e troca de informações.
As autoridades alemãs, que no início de 2008 compraram uma lista de informações a um funcionário do banco LGT onde constavam os nomes de milhares cidadãos (alemães e não só) que lá tinham poupanças para escapar ao Fisco, ignoraram o pedido do Ministério das Finanças português, que quis saber se, na referida lista, havia contribuintes nacionais. “Não obtivemos qualquer resposta” das autoridades alemãs, reconheceu hoje o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, em resposta a uma pergunta do deputado Honório Novo (PCP), durante o debate sobre o relatório do combate à fraude e evasão fiscais, que está a decorrer na Comissão de Orçamento e Finanças. Já na Alemanha, as investigações começaram em Fevereiro de 2008 e já levaram ao julgamento e condenação de alguns dos arguidos. A imprensa local estima que as autoridades já tenham recuperado duas centenas de milhões de euros com a investigação, que se estende também a Inglaterra e Espanha.
As autoridades alemãs, que no início de 2008 compraram uma lista de informações a um funcionário do banco LGT onde constavam os nomes de milhares cidadãos (alemães e não só) que lá tinham poupanças para escapar ao Fisco, ignoraram o pedido do Ministério das Finanças português, que quis saber se, na referida lista, havia contribuintes nacionais. “Não obtivemos qualquer resposta” das autoridades alemãs, reconheceu hoje o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, em resposta a uma pergunta do deputado Honório Novo (PCP), durante o debate sobre o relatório do combate à fraude e evasão fiscais, que está a decorrer na Comissão de Orçamento e Finanças. Já na Alemanha, as investigações começaram em Fevereiro de 2008 e já levaram ao julgamento e condenação de alguns dos arguidos. A imprensa local estima que as autoridades já tenham recuperado duas centenas de milhões de euros com a investigação, que se estende também a Inglaterra e Espanha.
CPLP: Defesa da língua é elo mais fraco por falta de vontade
A promoção da língua portuguesa é o elo mais fraco das vertentes de actuação da CPLP devido a falta de vontade política dos Estados membros, disse o embaixador da Missão do Brasil junto da comunidade lusófona.
Segundo Lauro Moreira, uma das vertentes de actuação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa é a promoção e a defesa da língua portuguesa, sendo este o ponto mais fraco, neste momento, da comunidade lusófona.
"Há um reconhecimento hoje, por parte de nós todos da CPLP, que este é o elo mais fraco da corrente e é um absurdo completo porque ele deveria ser o mais forte, pois é o cimento da organização", referiu o diplomata durante o Colóquio sobre a Unidade e Diversidade Cultural na CPLP, realizado hoje no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa.
Segundo Lauro Moreira, uma das vertentes de actuação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa é a promoção e a defesa da língua portuguesa, sendo este o ponto mais fraco, neste momento, da comunidade lusófona.
"Há um reconhecimento hoje, por parte de nós todos da CPLP, que este é o elo mais fraco da corrente e é um absurdo completo porque ele deveria ser o mais forte, pois é o cimento da organização", referiu o diplomata durante o Colóquio sobre a Unidade e Diversidade Cultural na CPLP, realizado hoje no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa.
terça-feira, maio 05, 2009
Tribunal de Contas classifica gestão da EP na Ponte Europa como “muito má”
Muito má.
É assim que o Tribunal de Contas (TC) classifica a gestão da Estradas de Portugal e das suas antecessoras na construção da Ponte Europa, em Coimbra, hoje baptizada Rainha Santa Isabel, que a entidade calcula ter tido uma derrapagem de 137 por cento, o que significa mais 41 milhões de euros a somar aos quase 30 milhões estimados inicialmente.
O TC divulgou ontem o último relatório de uma série de cinco dedicados a derrapagens de obras públicas, lamentando que, apesar de estarem identificadas as causas do elevado valor pago com encargos adicionais e do “atraso de vários anos na disponibilidade de um bem público essencial”, não tenha sido detectada a atribuição de responsabilidades, de qualquer natureza, aos causadores destas ocorrências. O Tribunal dá conta que Portugal foi obrigado a devolver 6,2 milhões de euros de fundos comunitários recebidos por a União Europeia não ter considerado elegíveis para efeitos de financiamento uma fatia importante dos trabalhos a mais. O organismo concluiu que o desvio financeiro ultrapassa todos os limites de razoabilidade e as respectivas causas, “consubstanciam uma gestão não pautada pelo rigor e que contrariou os critérios de eficiência, economia e eficácia”.
O dono da obra, a Estradas de Portugal, no âmbito da gestão de todo o empreendimento, concretiza o Tribunal, “tomou um conjunto de decisões que originaram elevados sobrecustos financeiros associados a derrapagens de prazo”. Começa por elencar o facto de ter optado pela solução proposta pela GRID, a primeira empresa projectista que foi afastada a meio da construção, “sem ter sido devidamente acautelado o facto de se tratar de uma solução inovadora, mesmo a nível internacional, com riscos que não foram assumidos”. Aponta ainda “vários erros e omissões” ao anteprojecto da ponte para concurso, nomeadamente ao nível do processo construtivo, faltando-lhe o necessário plano de segurança e saúde. “A urgência em proceder ao lançamento da empreitada, apenas com base no anteprojecto e, bem assim, no regime do preço global, e a sua consignação com o projecto de execução incompleto, acabaram por acarretar sobrecustos com a realização de trabalhos complementares e, ainda, com pagamentos na sequência de pedidos de reequilíbrio económico-financeiro da iniciativa do empreiteiro”, lê-se no relatório.
O tribunal entende que um procedimento tão simples como a validação técnica do projecto de execução, antes do lançamento da empreitada, “teria evitado encargos adicionais e a consequente derrapagem financeira da obra”. Esse trabalho foi feito em 2003 já com a ponte em construção e custou 582 mil euros. Quanto à rescisão com a GRID, o Tribunal realça que não foi contratualizada seguro nem qualquer cláusula pecuniária sancionatória, o que levou o dono da obra a assumir todas as responsabilidades financeiras por erros ou omissões do projecto de execução, consideradas como erros de concepção.“A obra apresentou um índice de desperdício elevado, resultante de erros e falhas graves na gestão e no controlo de que se destacam: o erro de lançar a obra em fase de anteprojecto, a falta de liderança e de capacidade técnica do dono da obra, a subversão dos princípios da contratação pública (concorrência, transparência e equidade, a nomeação tardia de um gestor de empreendimento, a fragilidade de actuação do dono da obra face ao empreiteiro e a ineficácia das acções da equipa de fiscalização por inércia do dono da obra”, enumera-se. Para logo se rematar: “Todas estas graves deficiências contribuíram para uma gestão e coordenação do empreendimento ineficazes que resultaram encargos adicionais avultadíssimos para o erário público”.
[Agora só falta dizerem os nomes dos responsáveis por tão brilhante asneira!]
É assim que o Tribunal de Contas (TC) classifica a gestão da Estradas de Portugal e das suas antecessoras na construção da Ponte Europa, em Coimbra, hoje baptizada Rainha Santa Isabel, que a entidade calcula ter tido uma derrapagem de 137 por cento, o que significa mais 41 milhões de euros a somar aos quase 30 milhões estimados inicialmente.
O TC divulgou ontem o último relatório de uma série de cinco dedicados a derrapagens de obras públicas, lamentando que, apesar de estarem identificadas as causas do elevado valor pago com encargos adicionais e do “atraso de vários anos na disponibilidade de um bem público essencial”, não tenha sido detectada a atribuição de responsabilidades, de qualquer natureza, aos causadores destas ocorrências. O Tribunal dá conta que Portugal foi obrigado a devolver 6,2 milhões de euros de fundos comunitários recebidos por a União Europeia não ter considerado elegíveis para efeitos de financiamento uma fatia importante dos trabalhos a mais. O organismo concluiu que o desvio financeiro ultrapassa todos os limites de razoabilidade e as respectivas causas, “consubstanciam uma gestão não pautada pelo rigor e que contrariou os critérios de eficiência, economia e eficácia”.
O dono da obra, a Estradas de Portugal, no âmbito da gestão de todo o empreendimento, concretiza o Tribunal, “tomou um conjunto de decisões que originaram elevados sobrecustos financeiros associados a derrapagens de prazo”. Começa por elencar o facto de ter optado pela solução proposta pela GRID, a primeira empresa projectista que foi afastada a meio da construção, “sem ter sido devidamente acautelado o facto de se tratar de uma solução inovadora, mesmo a nível internacional, com riscos que não foram assumidos”. Aponta ainda “vários erros e omissões” ao anteprojecto da ponte para concurso, nomeadamente ao nível do processo construtivo, faltando-lhe o necessário plano de segurança e saúde. “A urgência em proceder ao lançamento da empreitada, apenas com base no anteprojecto e, bem assim, no regime do preço global, e a sua consignação com o projecto de execução incompleto, acabaram por acarretar sobrecustos com a realização de trabalhos complementares e, ainda, com pagamentos na sequência de pedidos de reequilíbrio económico-financeiro da iniciativa do empreiteiro”, lê-se no relatório.
O tribunal entende que um procedimento tão simples como a validação técnica do projecto de execução, antes do lançamento da empreitada, “teria evitado encargos adicionais e a consequente derrapagem financeira da obra”. Esse trabalho foi feito em 2003 já com a ponte em construção e custou 582 mil euros. Quanto à rescisão com a GRID, o Tribunal realça que não foi contratualizada seguro nem qualquer cláusula pecuniária sancionatória, o que levou o dono da obra a assumir todas as responsabilidades financeiras por erros ou omissões do projecto de execução, consideradas como erros de concepção.“A obra apresentou um índice de desperdício elevado, resultante de erros e falhas graves na gestão e no controlo de que se destacam: o erro de lançar a obra em fase de anteprojecto, a falta de liderança e de capacidade técnica do dono da obra, a subversão dos princípios da contratação pública (concorrência, transparência e equidade, a nomeação tardia de um gestor de empreendimento, a fragilidade de actuação do dono da obra face ao empreiteiro e a ineficácia das acções da equipa de fiscalização por inércia do dono da obra”, enumera-se. Para logo se rematar: “Todas estas graves deficiências contribuíram para uma gestão e coordenação do empreendimento ineficazes que resultaram encargos adicionais avultadíssimos para o erário público”.
[Agora só falta dizerem os nomes dos responsáveis por tão brilhante asneira!]
África do Sul: Luso-descendente empossado deputado 4ª feira
Manuel ("Manny") de Freitas tornar-se-á amanhã, aos 34 anos de idade, o primeiro luso-descendente a tomar posse no parlamento como representante eleito do povo sul-africano.
Para este natural de Joanesburgo com raízes na freguesia dos Prazeres, Madeira, de onde são oriundos o pai e a mãe, a eleição, a 22 do mês passado, para representante na câmara alta do Parlamento sul-africano, foi mais uma etapa de uma jornada política iniciada no início dos anos 90 no então Partido Democrático, hoje rebaptizado Aliança Democrática (AD), na sequência de uma fusão com pequenos partidos da oposição ao Congresso Nacional Africano (ANC).
"A Aliança Democrática é hoje orgulhosamente a força política que melhor reflecte o riquíssimo tapete étnico que compõe a nação do arco-íris", afirmou o novo deputado-eleito no dia em que embarcou para a Cidade do Cabo, onde amanhã prestará juramento na Assembleia de 400 assentos.
[Parabéns pela eleição. Agora há que trabalhar para criar condições para reforçar a segurança a nível federal e nacional e acabar com a crescente criminalidade dos subúrbios das grandes cidades onde a maioria dos emigrantes portugueses vive.]
Para este natural de Joanesburgo com raízes na freguesia dos Prazeres, Madeira, de onde são oriundos o pai e a mãe, a eleição, a 22 do mês passado, para representante na câmara alta do Parlamento sul-africano, foi mais uma etapa de uma jornada política iniciada no início dos anos 90 no então Partido Democrático, hoje rebaptizado Aliança Democrática (AD), na sequência de uma fusão com pequenos partidos da oposição ao Congresso Nacional Africano (ANC).
"A Aliança Democrática é hoje orgulhosamente a força política que melhor reflecte o riquíssimo tapete étnico que compõe a nação do arco-íris", afirmou o novo deputado-eleito no dia em que embarcou para a Cidade do Cabo, onde amanhã prestará juramento na Assembleia de 400 assentos.
[Parabéns pela eleição. Agora há que trabalhar para criar condições para reforçar a segurança a nível federal e nacional e acabar com a crescente criminalidade dos subúrbios das grandes cidades onde a maioria dos emigrantes portugueses vive.]
Cuba: Ministro norte-coreano de visita a Havana
O chefe da diplomacia norte-coreana, Pak Ui-Chun, defendeu segunda-feira em Havana relações mais próximas com Cuba, assegurando que os dois países comunistas vão acabar "por triunfar na sua luta anti-imperialista".
"Esperamos reforçar as nossas relações", declarou o ministro norte-coreano ao seu homólogo cubano Bruno Rodriguez perante os meios de comunicação social.
"Vamos triunfar na nossa luta anti-imperialista", acrescentou Pak, que efectua a primeira visita bilateral a Cuba de um alto responsável norte-coreano desde a do presidente do Parlamento em 2006.
"Esperamos reforçar as nossas relações", declarou o ministro norte-coreano ao seu homólogo cubano Bruno Rodriguez perante os meios de comunicação social.
"Vamos triunfar na nossa luta anti-imperialista", acrescentou Pak, que efectua a primeira visita bilateral a Cuba de um alto responsável norte-coreano desde a do presidente do Parlamento em 2006.
segunda-feira, maio 04, 2009
Jaime Gama em visita oficial à China
O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, inicia uma visita oficial à China a convite do presidente do comité permanente da Assembleia Popular da China.
Uma delegação composta pelos deputados Vitalino Canas (PS), António A. Henriques (PS), Agostinho Lopes (PCP) e Nuno Magalhães (CDS), membros do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-China, acompanha Jaime Gama nesta visita, que decorre até sábado.
O programa da visita inclui encontros políticos com parlamentares chineses, uma visita à Universidade Normal de Pequim, uma deslocação ao Art District de Pequim e uma visita à cidade de Shangdong, onde a delegação parlamentar portuguesa será recebida pelas autoridades políticas locais.
Uma delegação composta pelos deputados Vitalino Canas (PS), António A. Henriques (PS), Agostinho Lopes (PCP) e Nuno Magalhães (CDS), membros do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-China, acompanha Jaime Gama nesta visita, que decorre até sábado.
O programa da visita inclui encontros políticos com parlamentares chineses, uma visita à Universidade Normal de Pequim, uma deslocação ao Art District de Pequim e uma visita à cidade de Shangdong, onde a delegação parlamentar portuguesa será recebida pelas autoridades políticas locais.
Subscrever:
Mensagens (Atom)