O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, visita terça-feira as Ilhas Selvagens, o extremo sul do território portugês, a mais antiga reserva natural portuguesa que é considerada um "santuário" para nidificação de aves.
Em 1971 foi criada a Reserva Natural das Ilhas Selvagens, a única de Portugal galardoada com o diploma Europeu do Conselho da Europa, tendo em conta a necessidade de defender a avifauna marinha que ali nidifica de predadores humanos que foram surgindo em maior número ao longo dos anos.
Este território a 250 quilómetros da Madeira e 165 das Ilhas Canárias, é constituído por duas ilhas principais - a Selvagem Grande, a Selvagem Pequena e o Ilhéu de Fora -e várias ilhotas, tendo têm uma área total de 273 hectares.
[É ridículo um certo medo em afirmar que a visita também é de soberania! Qual é o problema de afirmar que as Selvagens são território português? Agacham-se tanto que qualquer dia...]
segunda-feira, maio 25, 2009
domingo, maio 24, 2009
Venezuela: Língua portuguesa será opção no ensino oficial
O ensino da língua portuguesa será opção no ensino oficial a partir do próximo ano lectivo, disse hoje o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga.
"Tanto quanto nós temos informação, que nos é dada pelas autoridades venezuelanas, a partir do próximo ano lectivo estará em força com opção no sistema educativo", disse o governante, que se encontra em Carcacas.
Em diversas oportunidades o Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez, manifestou interesse em que a língua portuguesa fosse incluída no sistema oficial venezuelano, tendo chegado o idioma português a aparecer como uma opção para o corrente ano lectivo no "curriculum bolivariano" que não foi aplicado na prática.
Segundo António Braga "há uma iniciativa (nesse sentido) do Ministério de Educação, na Venezuela, e das universidades, portanto um processo que corre os seus termos normalmente".
"Tanto quanto nós temos informação, que nos é dada pelas autoridades venezuelanas, a partir do próximo ano lectivo estará em força com opção no sistema educativo", disse o governante, que se encontra em Carcacas.
Em diversas oportunidades o Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez, manifestou interesse em que a língua portuguesa fosse incluída no sistema oficial venezuelano, tendo chegado o idioma português a aparecer como uma opção para o corrente ano lectivo no "curriculum bolivariano" que não foi aplicado na prática.
Segundo António Braga "há uma iniciativa (nesse sentido) do Ministério de Educação, na Venezuela, e das universidades, portanto um processo que corre os seus termos normalmente".
sexta-feira, maio 22, 2009
Homenagem a João Bénard da Costa - O João Bénard
Por Miguel Esteves Cardoso
Ainda ontem
O João Bénard é um menino. É um menino que, a cada momento da vida, acabou de descobrir uma coisa. É sempre uma coisa maravilhosa que tem de abraçar com muita força mas depois largá-la para poder mostrá-la aos amigos e partilhá-la com toda a gente.Porque se não a partilhar, se não a cantar, se não se destruir a elogiá-la de maneira a ser tão irresistível como ele - até chegar a confundir-se com ele ao ponto de não sabermos qual amamos mais, se ele ou as coisas que ele nos ensinou a amar -, se não puder parti-la aos pedaços para poder dar um bocado a cada um, na esperança que todos a queiram reconstruir depois, ele já não é capaz de amar tanto aquela coisa, porque acredita que a coisa é grande e boa de mais para uma só pessoa e sente-se indigno de gozá-la sozinho. É assim o João Bénard.
O João Bénard é um amigo. É um amigo que, a cada momento da vida, faz sempre como se tivesse acabado de apaixonar-se por nós. Não lhe interessam nada as coisas que mudaram; as asneiras que fizemos; a decadência em que entrámos; a miséria que subjaz às nossas opiniões ou o grau de petrificação das nossas almas. Para ele, somos sempre os mesmos. É um leal. Está sempre connosco como se fôssemos tão frescos como ele. Puxa-nos pela manga da camisa; protege-nos da tempestade; desata a rir no meio das encrencas; arranja tabaco clandestino; deixa-nos subir para os ombros para vermos melhor; para saltar para o outro lado; mostra-nos fotografias nunca vistas, de actrizes lindas, escondidas debaixo da camisola - e faz tudo descaradamente; não se importa de ser apanhado; não tem vergonha nenhuma; é um prazer estar com ele; parece que todo o universo está em causa. É assim o João Bénard.O João Bénard é uma alma. É uma alma que, a cada momento da vida, desde que nasceu, sempre fez pouco do corpo e das coisinhas de que o corpo precisa. Tinha um corpo transparente, com a alma a ver-se lá dentro. Ou então era a alma que projectava o corpo no ecrã da pele. É por isso que todos nós o conhecemos como conhece Deus.
Deus, apresento-Te João Bénard. João Bénard, apresento-te Deus.
Ainda ontem
O João Bénard é um menino. É um menino que, a cada momento da vida, acabou de descobrir uma coisa. É sempre uma coisa maravilhosa que tem de abraçar com muita força mas depois largá-la para poder mostrá-la aos amigos e partilhá-la com toda a gente.Porque se não a partilhar, se não a cantar, se não se destruir a elogiá-la de maneira a ser tão irresistível como ele - até chegar a confundir-se com ele ao ponto de não sabermos qual amamos mais, se ele ou as coisas que ele nos ensinou a amar -, se não puder parti-la aos pedaços para poder dar um bocado a cada um, na esperança que todos a queiram reconstruir depois, ele já não é capaz de amar tanto aquela coisa, porque acredita que a coisa é grande e boa de mais para uma só pessoa e sente-se indigno de gozá-la sozinho. É assim o João Bénard.
O João Bénard é um amigo. É um amigo que, a cada momento da vida, faz sempre como se tivesse acabado de apaixonar-se por nós. Não lhe interessam nada as coisas que mudaram; as asneiras que fizemos; a decadência em que entrámos; a miséria que subjaz às nossas opiniões ou o grau de petrificação das nossas almas. Para ele, somos sempre os mesmos. É um leal. Está sempre connosco como se fôssemos tão frescos como ele. Puxa-nos pela manga da camisa; protege-nos da tempestade; desata a rir no meio das encrencas; arranja tabaco clandestino; deixa-nos subir para os ombros para vermos melhor; para saltar para o outro lado; mostra-nos fotografias nunca vistas, de actrizes lindas, escondidas debaixo da camisola - e faz tudo descaradamente; não se importa de ser apanhado; não tem vergonha nenhuma; é um prazer estar com ele; parece que todo o universo está em causa. É assim o João Bénard.O João Bénard é uma alma. É uma alma que, a cada momento da vida, desde que nasceu, sempre fez pouco do corpo e das coisinhas de que o corpo precisa. Tinha um corpo transparente, com a alma a ver-se lá dentro. Ou então era a alma que projectava o corpo no ecrã da pele. É por isso que todos nós o conhecemos como conhece Deus.
Deus, apresento-Te João Bénard. João Bénard, apresento-te Deus.
Homenagem a João Bénard da Costa - João Bénard da Costa: esta vida não acabou aqui
Texto de Alexandra Lucas Coelho
in Público
Num dos muitos textos que escreveu para transmitir a paixão - por Rosselini, Mozart, Marlene, Marilyn, a Arrábida, Florença, Ticiano ou Proust -, João Bénard da Costa descreve Gary Cooper como o "homem com qualidades".
Mas talvez nenhuma outra expressão descreva melhor o próprio Bénard.Antítese do homem indistinto, amoral e neutro, João Bénard da Costa foi, ao longo do último meio século, um homem de qualidades transbordantes, com a paixão dos que querem converter os outros.
Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1382207
in Público
Num dos muitos textos que escreveu para transmitir a paixão - por Rosselini, Mozart, Marlene, Marilyn, a Arrábida, Florença, Ticiano ou Proust -, João Bénard da Costa descreve Gary Cooper como o "homem com qualidades".
Mas talvez nenhuma outra expressão descreva melhor o próprio Bénard.Antítese do homem indistinto, amoral e neutro, João Bénard da Costa foi, ao longo do último meio século, um homem de qualidades transbordantes, com a paixão dos que querem converter os outros.
Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1382207
Antigo embaixador em Portugal candidato a Presidente da Moldávia
Um grupo de deputados do parlamento da Moldávia apresentou hoje a candidatura de Andrei Negutsa, actual embaixador moldavo na Rússia e antigo representante diplomático do país em Portugal, à presidência do país.
Os documentos necessários entraram hoje na comissão parlamentar especial, confirmou a secretária desse órgão, Irina Vlaj, à agência noticiosa russa Ria-Novosti.
Depois de gorada a primeira tentativa de eleger o Presidente da Moldávia no início da semana, o parlamento irá realizar a segunda tentativa no próximo dia 28 de Maio.
Aos comunistas moldavos, que têm 60 dos 101 assentos, faltou um voto para eleger a candidata Zinaida Grechanii, primeira-ministra em exercício, como chefe de Estado em substituição de Vladimir Voronin, que não se pode recandidatar por ter já cumprido dois mandatos presidenciais consecutivos.
A oposição tem 41 deputados e boicotou a votação.
Na véspera da eleição, o vice-presidente do parlamento moldavo, Vladimir Tsukan, preveniu que "se Zinaida Grechanii não reunir o número de votos suficientes na segunda tentativa, o Presidente em exercício terá de dissolver a Assembleia Legislativa, tal como exige a Constituição".
A candidatura de Andrei Negutsa parece visar evitar esse cenário, conquistando algum do apoio dos deputados da oposição.
Negutsa, que nasceu em 1952, formou-se em Sociologia na Universidade de Odessa (Ucrânia).
Em 1998 e 2001, foi eleito deputado nas listas do Partido dos Comunistas.
Em Novembro de 2003, foi nomeado embaixador em França (e em Espanha e Portugal por inerência). Em 2006, passou a representar a Moldávia junto do Conselho da Europa e, em 2008, foi nomeado embaixador na Rússia.
Os documentos necessários entraram hoje na comissão parlamentar especial, confirmou a secretária desse órgão, Irina Vlaj, à agência noticiosa russa Ria-Novosti.
Depois de gorada a primeira tentativa de eleger o Presidente da Moldávia no início da semana, o parlamento irá realizar a segunda tentativa no próximo dia 28 de Maio.
Aos comunistas moldavos, que têm 60 dos 101 assentos, faltou um voto para eleger a candidata Zinaida Grechanii, primeira-ministra em exercício, como chefe de Estado em substituição de Vladimir Voronin, que não se pode recandidatar por ter já cumprido dois mandatos presidenciais consecutivos.
A oposição tem 41 deputados e boicotou a votação.
Na véspera da eleição, o vice-presidente do parlamento moldavo, Vladimir Tsukan, preveniu que "se Zinaida Grechanii não reunir o número de votos suficientes na segunda tentativa, o Presidente em exercício terá de dissolver a Assembleia Legislativa, tal como exige a Constituição".
A candidatura de Andrei Negutsa parece visar evitar esse cenário, conquistando algum do apoio dos deputados da oposição.
Negutsa, que nasceu em 1952, formou-se em Sociologia na Universidade de Odessa (Ucrânia).
Em 1998 e 2001, foi eleito deputado nas listas do Partido dos Comunistas.
Em Novembro de 2003, foi nomeado embaixador em França (e em Espanha e Portugal por inerência). Em 2006, passou a representar a Moldávia junto do Conselho da Europa e, em 2008, foi nomeado embaixador na Rússia.
quinta-feira, maio 21, 2009
Cheirinho de Mudança?!
E ainda bem...
in "Portugal Contemporâneo"
Quem escreve estas linhas foi, ao longo de toda a sua vida, ferozmente republicano e ferozmente anti-monárquico. O raciocínio era muito frágil e baseava-se, essencialmente, não na dimensão política e histórica da monarquia, mas nas tristíssimas figuras dos nossos monárquicos.
in "Portugal Contemporâneo"
A questão coloca-se, pelo menos na aparência, nestes termos: como pode funcionar e que futuro poderá ter um país onde, ao fim de trinta e cinco anos de regime democrático, o estado não realiza as suas funções essenciais, a justiça é de péssima qualidade, a educação medíocre, a segurança muito frágil e a piorar, onde o mercado e a economia privada são quase inexistentes, onde não existe um desígnio nacional que una os cidadãos, onde a instabilidade governativa é regra, e onde ninguém parece saber o que fazer?
Os portugueses são, de facto, propensos à instabilidade e muito pouco vocacionados para a formação de instituições sociais fortes e representativas dos seus interesses e necessidades. A classe política, por sua vez, espelha bem o que é a natureza dos portugueses. É imediatista, não pensa a médio, longo prazo, consome-se em questiúnculas de menor importância, agarra-se vorazmente ao poder assim que o alcança. Por outro lado, não se respeita, nem dentro dos próprios partidos, menos ainda entre os diferentes partidos. Não consegue, assim, estabelecer metas, objectivos e métodos para o desenvolvimento do país, inalteráveis seja qual for o partido do governo que se suceda. Ora, uma das razões do sucesso de países subdesenvolvidos foi, nos últimos anos, manter as políticas, mesmo que mudem os políticos.
Estranhamente, por razões que, para mim, permanecem incompreensíveis, a monarquia constitucional estabelece um elo de ligação entre os cidadãos e a comunidade política que não se encontra na república. Ela tem consolidado política e socialmente os países onde vigora e estabelece um princípio de ordem e de harmonia que é muito considerável
Quem escreve estas linhas foi, ao longo de toda a sua vida, ferozmente republicano e ferozmente anti-monárquico. O raciocínio era muito frágil e baseava-se, essencialmente, não na dimensão política e histórica da monarquia, mas nas tristíssimas figuras dos nossos monárquicos.
De facto, não se pode confundir a monarquia com os monárquicos, sequer com a pessoa do rei...A solução é, claramente, a da monarquia constitucional. Julgo que não é difícil demonstrá-lo.
Texto integral aqui
quarta-feira, maio 20, 2009
Moldávia: candidata comunista falha por 1 voto eleição para PR
A candidata comunista à presidência da Moldávia, Zinaida Greceanii, falhou hoje por um voto a eleição no parlamento, que marcou um novo escrutínio para dia 28 de Maio.
O Partido Comunista da Moldávia, que venceu as eleições legislativas no princípio do mês, conquistou 60 dos 101 deputados do parlamento, mas para conseguir eleger o Presidente da República necessita do apoio de 61 deputados.
A oposição, que considera que os resultados do escrutínio foram falsificados, não participou na votação secreta, tendo por isso faltado um voto para que Zinaida Greceanii fosse eleita para o cargo.
O outro candidato, Stanislav Groppu, não recebeu qualquer voto.
No discurso programático, Zinaida Greceanii apresentou como prioridades a solução pacífica do problema da Transdniestria, região separatista da Moldávia, a aceleração da integração europeia, o incremento da cooperação com a Comunidade de Estados Independentes e a construção de um Estado socialmente orientado.
A candidata a PR afirmou também a intenção de conservar o estatuto neutro do país, recusando a adesão a qualquer bloco militar.
No seu programa, Zinaida Greceanii prometeu aumentar os esforços para superar as consequências da crise militar e intensificar as reformas económicas.
O nome da candidata foi avançado pelo ainda Presidente da Moldávia, Vladimir Voronin, que, após abandonar o cargo, passará a chefiar o parlamento do país.
O Partido Comunista da Moldávia, que venceu as eleições legislativas no princípio do mês, conquistou 60 dos 101 deputados do parlamento, mas para conseguir eleger o Presidente da República necessita do apoio de 61 deputados.
A oposição, que considera que os resultados do escrutínio foram falsificados, não participou na votação secreta, tendo por isso faltado um voto para que Zinaida Greceanii fosse eleita para o cargo.
O outro candidato, Stanislav Groppu, não recebeu qualquer voto.
No discurso programático, Zinaida Greceanii apresentou como prioridades a solução pacífica do problema da Transdniestria, região separatista da Moldávia, a aceleração da integração europeia, o incremento da cooperação com a Comunidade de Estados Independentes e a construção de um Estado socialmente orientado.
A candidata a PR afirmou também a intenção de conservar o estatuto neutro do país, recusando a adesão a qualquer bloco militar.
No seu programa, Zinaida Greceanii prometeu aumentar os esforços para superar as consequências da crise militar e intensificar as reformas económicas.
O nome da candidata foi avançado pelo ainda Presidente da Moldávia, Vladimir Voronin, que, após abandonar o cargo, passará a chefiar o parlamento do país.
Tâmiles vencidos por general que descende de portugueses
No espaço dum ano, a guerrilha tâmil viu reduzida a sua influência a uma área de menos de dois quilómetros quadrados e deixou de existir militarmente. O responsável por esta proeza é o general Sarath Fonseka.^
No dia em que foram mostradas fotos do fundador e líder dos Tigres de Libertação do Eelam Tâmil (TLET), Velupillai Prabhakaran, morto no último reduto da guerrilha, o comandante do exército do Sri Lanka, general Fonseka, era um homem satisfeito. Ele próprio o disse em termos claros: "Estou muito contente por confirmar que matámos Prabhakaran, esse brutal dirigente terrorista."
Além do dever de derrotar militarmente os TLET, Fonseka, cujo patronímico assinala a presença portuguesa no antigo Ceilão conseguiu vencer aqueles que o tentaram matar num atentado à bomba em Abril de 2006. A guerrilha estava consciente do que representava a escolha para a chefia do exército deste nacionalista cingalês - que não teme revelar as suas opiniões sobre a maioria e as minorias no país, entre as quais os tâmiles. A estratégia do Presidente Mahinda Rajapakse de eliminar os TLET tinha encontrado o executor perfeito.
Um executor que já provara as suas qualidades em diversas operações em que os tâmiles foram derrotados, desde os anos 90. Após 14 anos de combates com os TLET, Fonseka conhecia-os quase tão bem como Prabhakaran os conhecia.
Fonseka aumentou a despesa com a defesa, que cresceu quase 50%, encetou uma campanha de aquisições de armamento e delineou uma estratégia simples: forçou a guerrilha a um confronto convencional que esta nunca poderia ganhar.
Talvez por isso, em 2008, Fonseka autopropôs-se para a mais alta condecoração militar do país - que lhe foi concedida.O seu nível de auto-estima pode medir-se pela declaração pouco elegante que fez sobre o comandante Karuna (que desertou da guerrilha em 2004, enfraquecendo-a significativamente), considerando uma "vergonha" pensar que a "deserção de um guerrilheiro tâmil influencia o resultado da guerra".
Uma guerra que ficou ontem provado ter terminado com a morte de Prabhakaran, que tentou a fuga na passada segunda-feira das últimas posições da guerrilha, segundo a versão oficial.
A preocupação das autoridades cingalesas em mostrarem o rosto barbeado de Prabhakaran (quando corriam rumores de que deixara crescer barba) explica como era importante demonstrar que alcançara a vitória sobre uma guerrilha outrora temível. No seu apogeu, os TLET controlaram um terço do Sri Lanka, assassinaram vários governantes cingaleses e mobilizaram milhares de seguidores. Nos dias que antecederam a morte de Prabhakaran e da maioria da direcção da guerrilha, não controlavam mais de dois quilómetros quadrados de terreno.
[>Em 9 de Julho de 2008, o Tasquinha noticiou que o General Sarath Fonseka anunciara o isolamento do Tigres Tâmil. O nome Fonseka tem origem no vocábulo português Fonseca, que por sua vez deriva dum nome sefardita. Existia uma importante comunidade de sefarditas em Portugal no momento em que se inicia a expansão em África e na Ásia. No século XVI, à medida que se afirma a presença português na então ilha de Ceilão, muitos membros de clãs aderem ao cristianismo e são baptizados, adoptando os nomes dos seus "padrinhos" portugueses. Daí a profusão de Andrades, Pereira, Fernandes, Fonsekas e Pinto como patronímicos. Estes nomes sofreram alterações à medida que novas influências coloniais ( holandesa ou a britânica) se afirmaram.]
No dia em que foram mostradas fotos do fundador e líder dos Tigres de Libertação do Eelam Tâmil (TLET), Velupillai Prabhakaran, morto no último reduto da guerrilha, o comandante do exército do Sri Lanka, general Fonseka, era um homem satisfeito. Ele próprio o disse em termos claros: "Estou muito contente por confirmar que matámos Prabhakaran, esse brutal dirigente terrorista."
Além do dever de derrotar militarmente os TLET, Fonseka, cujo patronímico assinala a presença portuguesa no antigo Ceilão conseguiu vencer aqueles que o tentaram matar num atentado à bomba em Abril de 2006. A guerrilha estava consciente do que representava a escolha para a chefia do exército deste nacionalista cingalês - que não teme revelar as suas opiniões sobre a maioria e as minorias no país, entre as quais os tâmiles. A estratégia do Presidente Mahinda Rajapakse de eliminar os TLET tinha encontrado o executor perfeito.
Um executor que já provara as suas qualidades em diversas operações em que os tâmiles foram derrotados, desde os anos 90. Após 14 anos de combates com os TLET, Fonseka conhecia-os quase tão bem como Prabhakaran os conhecia.
Fonseka aumentou a despesa com a defesa, que cresceu quase 50%, encetou uma campanha de aquisições de armamento e delineou uma estratégia simples: forçou a guerrilha a um confronto convencional que esta nunca poderia ganhar.
Talvez por isso, em 2008, Fonseka autopropôs-se para a mais alta condecoração militar do país - que lhe foi concedida.O seu nível de auto-estima pode medir-se pela declaração pouco elegante que fez sobre o comandante Karuna (que desertou da guerrilha em 2004, enfraquecendo-a significativamente), considerando uma "vergonha" pensar que a "deserção de um guerrilheiro tâmil influencia o resultado da guerra".
Uma guerra que ficou ontem provado ter terminado com a morte de Prabhakaran, que tentou a fuga na passada segunda-feira das últimas posições da guerrilha, segundo a versão oficial.
A preocupação das autoridades cingalesas em mostrarem o rosto barbeado de Prabhakaran (quando corriam rumores de que deixara crescer barba) explica como era importante demonstrar que alcançara a vitória sobre uma guerrilha outrora temível. No seu apogeu, os TLET controlaram um terço do Sri Lanka, assassinaram vários governantes cingaleses e mobilizaram milhares de seguidores. Nos dias que antecederam a morte de Prabhakaran e da maioria da direcção da guerrilha, não controlavam mais de dois quilómetros quadrados de terreno.
[>Em 9 de Julho de 2008, o Tasquinha noticiou que o General Sarath Fonseka anunciara o isolamento do Tigres Tâmil. O nome Fonseka tem origem no vocábulo português Fonseca, que por sua vez deriva dum nome sefardita. Existia uma importante comunidade de sefarditas em Portugal no momento em que se inicia a expansão em África e na Ásia. No século XVI, à medida que se afirma a presença português na então ilha de Ceilão, muitos membros de clãs aderem ao cristianismo e são baptizados, adoptando os nomes dos seus "padrinhos" portugueses. Daí a profusão de Andrades, Pereira, Fernandes, Fonsekas e Pinto como patronímicos. Estes nomes sofreram alterações à medida que novas influências coloniais ( holandesa ou a britânica) se afirmaram.]
terça-feira, maio 19, 2009
Symington possuem 25 quintas no Douro e já conquistaram 120 mercados
A Symington Family Estates possui 25 propriedades no Douro, onde são produzidos vinhos do Porto e Douro DOC que já são vendidos em 120 países, disse um dos elementos da família.
Charles Symington, enólogo de 39 anos, é um dos vários membros da família que se envolvem directamente na produção e comercialização dos vinhos produzidos no Douro, a mais antiga região demarcada do mundo.
Segundo ele, os vinhos produzidos nas 25 quintas espalhadas pela região duriense, desde Lamego, passando por Vila Nova de Foz até ao vale da Vilariça, são vendidos em 120 mercados internacionais. São cerca de 2000 hectares de propriedades e 900 de vinha.
"Mais de 95 por cento do nosso negócio é exportação. O vinho do Porto é um vinho clássico que está divulgado por quase todo o mundo", salientou.
Após o "sucesso" alcançado nos Estados Unidos da América, abrem-se agora as portas do Leste para os vinhos do Porto, como da Rússia e Polónia.
Os membros da família estão activamente envolvidos na gestão diária da Graham's, uma das suas principais marcas.
Charles referiu mesmo que, desde a vinha ao processo de vinificação, do envelhecimento ao engarrafamento, um dos Symington é directamente responsável por cada garrafa de vinho do Porto da Graham's produzida.
Para além desta marca, os Symington são ainda responsáveis pela produção do vinho do Porto Warre's, Dow's, Smith Woodhouse, Quinta do Vesúvio.
Embora especialista em vinho do Porto, esta família produz também vinhos de mesa como o Altano, Post Scriptum e Chryseia, gama que será agora alargada com o Douro DOC Quinta do Vesúvio 2007.
"O vinho de mesa representa à volta de 5%da totalidade da nossa produção. Mas, devido ao grande investimento na plantação de novas vinhas estamos numa situação de termos matéria-prima para produzir vinhos de alta qualidade das duas gamas", salientou.
Charles Symington diz que faz "todo o sentido" um produtor de vinho do Porto ter também vinho de mesa em oferta.
A linhagem da família Symington no comércio de Vinho do Porto estende-se por um período de mais de 350 anos, através de 13 gerações, desde Walter Maynard (cônsul inglês no Porto em 1659) até à actual geração.
Mas não é só de vinho que fala a história desta família.
Os Symington possuem uma filosofia de responsabilidade social com vista ao apoio de instituições carenciadas na área da saúde, da terceira idade e da infância, em regiões onde a empresa tem actividade económica, como é o caso da Região Demarcada do Douro.
Nos vários apoios concedidos pela Symington ao longo dos anos incluem-se a aquisição de equipamentos para o Hospital Maria Pia e para a unidade de Neonatologia do Hospital de Santo António, ambos no Porto, a oferta de equipamento electrónico de cirurgia para o Hospital de Vila Real, equipamento de raio X e de suporte de vida para o Centro de Saúde de Alijó e uma ambulância para os bombeiros do Pinhão.
Charles Symington, enólogo de 39 anos, é um dos vários membros da família que se envolvem directamente na produção e comercialização dos vinhos produzidos no Douro, a mais antiga região demarcada do mundo.
Segundo ele, os vinhos produzidos nas 25 quintas espalhadas pela região duriense, desde Lamego, passando por Vila Nova de Foz até ao vale da Vilariça, são vendidos em 120 mercados internacionais. São cerca de 2000 hectares de propriedades e 900 de vinha.
"Mais de 95 por cento do nosso negócio é exportação. O vinho do Porto é um vinho clássico que está divulgado por quase todo o mundo", salientou.
Após o "sucesso" alcançado nos Estados Unidos da América, abrem-se agora as portas do Leste para os vinhos do Porto, como da Rússia e Polónia.
Os membros da família estão activamente envolvidos na gestão diária da Graham's, uma das suas principais marcas.
Charles referiu mesmo que, desde a vinha ao processo de vinificação, do envelhecimento ao engarrafamento, um dos Symington é directamente responsável por cada garrafa de vinho do Porto da Graham's produzida.
Para além desta marca, os Symington são ainda responsáveis pela produção do vinho do Porto Warre's, Dow's, Smith Woodhouse, Quinta do Vesúvio.
Embora especialista em vinho do Porto, esta família produz também vinhos de mesa como o Altano, Post Scriptum e Chryseia, gama que será agora alargada com o Douro DOC Quinta do Vesúvio 2007.
"O vinho de mesa representa à volta de 5%da totalidade da nossa produção. Mas, devido ao grande investimento na plantação de novas vinhas estamos numa situação de termos matéria-prima para produzir vinhos de alta qualidade das duas gamas", salientou.
Charles Symington diz que faz "todo o sentido" um produtor de vinho do Porto ter também vinho de mesa em oferta.
A linhagem da família Symington no comércio de Vinho do Porto estende-se por um período de mais de 350 anos, através de 13 gerações, desde Walter Maynard (cônsul inglês no Porto em 1659) até à actual geração.
Mas não é só de vinho que fala a história desta família.
Os Symington possuem uma filosofia de responsabilidade social com vista ao apoio de instituições carenciadas na área da saúde, da terceira idade e da infância, em regiões onde a empresa tem actividade económica, como é o caso da Região Demarcada do Douro.
Nos vários apoios concedidos pela Symington ao longo dos anos incluem-se a aquisição de equipamentos para o Hospital Maria Pia e para a unidade de Neonatologia do Hospital de Santo António, ambos no Porto, a oferta de equipamento electrónico de cirurgia para o Hospital de Vila Real, equipamento de raio X e de suporte de vida para o Centro de Saúde de Alijó e uma ambulância para os bombeiros do Pinhão.
quinta-feira, maio 14, 2009
TVE emite hino espanhol em diferido por causa dos assobios
A televisão pública atribui a um erro humano a omissão dos assobios, na versão do hino que passou durante o intervalo. Adeptos do Barcelona e do Athletic Bilbau vaiaram a “Marcha de Granaderos” e os reis de Espanha, que estavam a assistir nas bancadas à final da Taça. A imprensa espanhola apelidou o acto de "censura".
Já era de esperar. Parte dos adeptos do Barcelona e do Atlhletic Club assobiaram o hino espanhol quando este começou a ser tocado no estádio Mestalla, em Valência, onde se disputou a final da Taça de Espanha, ganha pelo Barcelona (4-1). Milhares de pessoas quiseram sobrepor com vaias o som do hino quando os jogadores estavam no campo antes do início do jogo. Com a assobiadela dos adeptos bascos e catalães quando a “marcha de Granaderos” passou nos altifalantes do estádio, durante largos 50 segundos, a Televisão Espanhola, que transmitia o jogo em directo, aproveitou o momento para mostrar imagens de San Mamés e na Catalunha, local onde estavam milhares de seguidores do Athletic e do Barcelona, e deixou os telespectadores sem escutar o protesto das pessoas que foram ao estádio. De acordo com o "AS", "não se viu em directo uma só imagem dos jogadores a ouvir o hino".
Assim que terminou a primeira parte, a TVE ofereceu à audiência a versão do hino espanhol, mas em diferido e sem que se conseguisse ouvir os assobios nem as tarjas que muitos levaram para o estádio. A imprensa espanhola apelida este acto de “censura”.A cadeia de televisão emitiu, depois, um comunicado a pedir desculpas pelo sucedido e atribuiu a um erro humano a suposta falha técnica. Aos assobios, no estádio podia também ver-se uma tarja enorme no lado dos adeptos do Barcelona: “We are nations of Europe, Good Bye Spain”, somos nações da Europa, adeus Espanha, com uma fotografia de Rajoy e Zapatero por baixo, escreve o "El País". Segundo a "Marca", o locutor da TVE, Juan Carlos Rivero, pediu desculpa por não ter podido oferecer o hino em directo, mostrando também os jogadores e imagens de adeptos "bem comportados" nas bancadas.
Já era de esperar. Parte dos adeptos do Barcelona e do Atlhletic Club assobiaram o hino espanhol quando este começou a ser tocado no estádio Mestalla, em Valência, onde se disputou a final da Taça de Espanha, ganha pelo Barcelona (4-1). Milhares de pessoas quiseram sobrepor com vaias o som do hino quando os jogadores estavam no campo antes do início do jogo. Com a assobiadela dos adeptos bascos e catalães quando a “marcha de Granaderos” passou nos altifalantes do estádio, durante largos 50 segundos, a Televisão Espanhola, que transmitia o jogo em directo, aproveitou o momento para mostrar imagens de San Mamés e na Catalunha, local onde estavam milhares de seguidores do Athletic e do Barcelona, e deixou os telespectadores sem escutar o protesto das pessoas que foram ao estádio. De acordo com o "AS", "não se viu em directo uma só imagem dos jogadores a ouvir o hino".
Assim que terminou a primeira parte, a TVE ofereceu à audiência a versão do hino espanhol, mas em diferido e sem que se conseguisse ouvir os assobios nem as tarjas que muitos levaram para o estádio. A imprensa espanhola apelida este acto de “censura”.A cadeia de televisão emitiu, depois, um comunicado a pedir desculpas pelo sucedido e atribuiu a um erro humano a suposta falha técnica. Aos assobios, no estádio podia também ver-se uma tarja enorme no lado dos adeptos do Barcelona: “We are nations of Europe, Good Bye Spain”, somos nações da Europa, adeus Espanha, com uma fotografia de Rajoy e Zapatero por baixo, escreve o "El País". Segundo a "Marca", o locutor da TVE, Juan Carlos Rivero, pediu desculpa por não ter podido oferecer o hino em directo, mostrando também os jogadores e imagens de adeptos "bem comportados" nas bancadas.
quarta-feira, maio 13, 2009
Como Gibraltar pode influenciar as eleições no Reino Unido
in news.bbc.co.uk
O rochedo de Gibraltar situa-se na ponta de Esapanha com África à vista.
Tem o sol mediterrâneo nas costas, mas a 4 de Junho tornar-se-á uma cidade no sudoeste de Inglaterra, assim como Falmouth ou Swindon.
Os aproximadamente 18000 eleitores de Gibraltar ajudarão a escolher quem representará o Sudoeste de Inglaterra no Parlamento Europeu.
Os habitantes de Gibraltar votam com muito maior entusiasmo do que os seus concidadãos britânicos. A primeira vez que votaram nas eleições europeias de 2004, a ida às urnas foi quase o dobro do que a média britância, nos 60%.
Direito a votar
Os taxistas Wilfred Lima e Lea Manasco são verdeiros gibraltenhos - os seus pais e avós vivem no rochedo. Eles explicam que gostam de votar. "Claro que votar é algo muito popular por aqui", diz o senhor Manasco. "Tivemos que lutar por isso e eis que aqui chegámos. Claro que é importante para nós."
Os gibraltenhos só recentemente ganharam o direito de votar para o Parlamento Europeu, depois de terem alcançado a vitória no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos em Estrasburgo.
O governo britânico primeiro opôs-se à ideia, mas depois decidiu considerar Gibraltar como parte do Reino Unido, com semelhantes tradições militares e navais. E escolheram o sudoeste do país.
O Senhor Lima afirma: "Não se esqueça que nos juntámos à Europa em 1973, juntamente com o Reino da Grã-Bretanha. Espanha juntou-se em 1986, e por isso temos agora direito a votar. Tivemos de lutar pelo direito a votar mas conseguimo-lo."
A área eleitoral chama-se agora oficialmente Sudoeste de Inglaterra e Gibraltar, mas o eleitorado do rochedo é uma pequena parte do total, cerca de 1%. Por pequena que seja, é importante para o Ministro-chefe Peter Caruana.
Segundo ele, tendo lutado tanto pelo voto, as pessoas estão desejosas para exercer esse direito: "Sabe, muitas vezes, o que se consegue sem luta é dado por adquirido e aquilo que se lutou para ter sai mais valorizado." "Desta forma, tivemos de ir até ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos para o conseguir, pelo que é bom que nos demos ao trabalho de o exercer."
No referendo de 2002, 99% da população de Gibraltar votou contra as propostas de soberania conjunta com os vizinhos de Espanha. O voto não foi oficialmente reconhecido pela Espanha ou pelo Reino Unido, contudo, nenhum pode ignorar este "grito mudo" para manter o status quo.
O Ministro-chefe acredita que a reclamação espanhola por Gibraltar fez com que os habitantes estivessem muio mais dispostos a expressar-se democraticamente.
"Gibraltar é um sítio pequeno, as pessoas são muito politizadas, muito informadas politicamente, e a política está, por aqui, em todos os aspectos da vida," explica.
"Em Gibraltar temos uma grande tradição de ida às urnas, e assim acontecerá também nas eleições europeias."
Com as suas cabines telefónicas encarnadas e os tradicionais bobbies (polícias), Gibraltar parece e sente-se ser Britância.
Linha vermelha
Mas quando chega a altura de votar, certamente que farão as coisas de maneira diferente. Para ajudar os enfermos e idosos no dia das eleições, uma urna eleitoral andará pelo rochedo, acompanhada por elementos da polícia.
À volta das 12 mesas eleitorais de Gibraltar está pintada uma linha vermelha. Marca um limite que os candidatos e responsáveis eleitorais não podem pisar, a não ser para votar neles próprios. Os transgressores podem ser detidos.
Conforme os gibraltenhos se preparam para votar novamente, já se comenta em alguns jornais a possibilidade de conseguir um Deputado europeu próprio. Algo que parece muito irreaslista, tendo em conta o pequeno número de eleitores do local. Por agora, os eleitores do rochedo desfrutam o simples prazer de fazer parte do acto.
[Relativamente a Olivença o governo português continua a fingir-se "cego, surdo e mudo". A recente proposta de D. Duarte Pio, Duque de Bragança, não obteve reacções nas esferas diplomáticas, sintoma (mau) de que este tão relevante assunto continua a não ser importante para quem governa o país, numa tentativa de não afrontar os vizinhos castelhanos. Citando D. Duarte Pio de Bragança: " Os castelhanos só respeitam quem sabem exigir justiça, nunca quem se agacha".]
O rochedo de Gibraltar situa-se na ponta de Esapanha com África à vista.
Tem o sol mediterrâneo nas costas, mas a 4 de Junho tornar-se-á uma cidade no sudoeste de Inglaterra, assim como Falmouth ou Swindon.
Os aproximadamente 18000 eleitores de Gibraltar ajudarão a escolher quem representará o Sudoeste de Inglaterra no Parlamento Europeu.
Os habitantes de Gibraltar votam com muito maior entusiasmo do que os seus concidadãos britânicos. A primeira vez que votaram nas eleições europeias de 2004, a ida às urnas foi quase o dobro do que a média britância, nos 60%.
Direito a votar
Os taxistas Wilfred Lima e Lea Manasco são verdeiros gibraltenhos - os seus pais e avós vivem no rochedo. Eles explicam que gostam de votar. "Claro que votar é algo muito popular por aqui", diz o senhor Manasco. "Tivemos que lutar por isso e eis que aqui chegámos. Claro que é importante para nós."
Os gibraltenhos só recentemente ganharam o direito de votar para o Parlamento Europeu, depois de terem alcançado a vitória no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos em Estrasburgo.
O governo britânico primeiro opôs-se à ideia, mas depois decidiu considerar Gibraltar como parte do Reino Unido, com semelhantes tradições militares e navais. E escolheram o sudoeste do país.
O Senhor Lima afirma: "Não se esqueça que nos juntámos à Europa em 1973, juntamente com o Reino da Grã-Bretanha. Espanha juntou-se em 1986, e por isso temos agora direito a votar. Tivemos de lutar pelo direito a votar mas conseguimo-lo."
A área eleitoral chama-se agora oficialmente Sudoeste de Inglaterra e Gibraltar, mas o eleitorado do rochedo é uma pequena parte do total, cerca de 1%. Por pequena que seja, é importante para o Ministro-chefe Peter Caruana.
Segundo ele, tendo lutado tanto pelo voto, as pessoas estão desejosas para exercer esse direito: "Sabe, muitas vezes, o que se consegue sem luta é dado por adquirido e aquilo que se lutou para ter sai mais valorizado." "Desta forma, tivemos de ir até ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos para o conseguir, pelo que é bom que nos demos ao trabalho de o exercer."
No referendo de 2002, 99% da população de Gibraltar votou contra as propostas de soberania conjunta com os vizinhos de Espanha. O voto não foi oficialmente reconhecido pela Espanha ou pelo Reino Unido, contudo, nenhum pode ignorar este "grito mudo" para manter o status quo.
O Ministro-chefe acredita que a reclamação espanhola por Gibraltar fez com que os habitantes estivessem muio mais dispostos a expressar-se democraticamente.
"Gibraltar é um sítio pequeno, as pessoas são muito politizadas, muito informadas politicamente, e a política está, por aqui, em todos os aspectos da vida," explica.
"Em Gibraltar temos uma grande tradição de ida às urnas, e assim acontecerá também nas eleições europeias."
Com as suas cabines telefónicas encarnadas e os tradicionais bobbies (polícias), Gibraltar parece e sente-se ser Britância.
Linha vermelha
Mas quando chega a altura de votar, certamente que farão as coisas de maneira diferente. Para ajudar os enfermos e idosos no dia das eleições, uma urna eleitoral andará pelo rochedo, acompanhada por elementos da polícia.
À volta das 12 mesas eleitorais de Gibraltar está pintada uma linha vermelha. Marca um limite que os candidatos e responsáveis eleitorais não podem pisar, a não ser para votar neles próprios. Os transgressores podem ser detidos.
Conforme os gibraltenhos se preparam para votar novamente, já se comenta em alguns jornais a possibilidade de conseguir um Deputado europeu próprio. Algo que parece muito irreaslista, tendo em conta o pequeno número de eleitores do local. Por agora, os eleitores do rochedo desfrutam o simples prazer de fazer parte do acto.
[Relativamente a Olivença o governo português continua a fingir-se "cego, surdo e mudo". A recente proposta de D. Duarte Pio, Duque de Bragança, não obteve reacções nas esferas diplomáticas, sintoma (mau) de que este tão relevante assunto continua a não ser importante para quem governa o país, numa tentativa de não afrontar os vizinhos castelhanos. Citando D. Duarte Pio de Bragança: " Os castelhanos só respeitam quem sabem exigir justiça, nunca quem se agacha".]
ViniPortugal quer reforçar triângulo China-Hong Kong-Macau
As exportações de vinhos portugueses para o triângulo Hong Kong/Macau/China estão a crescer, mas a ViniPortugal quer reforçar esta presença dos produtos nacionais na região, disse hoje Márcio Ferreira.
“Estamos a registar crescimentos significativos e importantes para o sector vitivinícola português, mas é necessário continuar a trabalhar estes mercados com presenças assíduas dos produtores no contacto directo com os operadores do sector da hotelaria e com os importadores locais”, explicou Ferreira, que lidera uma delegação da ViniPortugal numa deslocação a Hong Kong.
Contactado telefonicamente a partir de Macau, Márcio Ferreira referiu que, apesar de ser ainda um mercado pequeno com apenas 120.000 litros de vinho vendido em 2008, as exportações portuguesas para Hong Kong aumentaram 26% em volume naquele ano e 44% em valor para um total de 1,3 milhões de dólares.
“Estamos a trabalhar e vamos obtendo alguns resultados e nesta terceira visita a Hong Kong verificamos que há um interesse crescente pelos vinhos portugueses”, disse.
“Estamos a registar crescimentos significativos e importantes para o sector vitivinícola português, mas é necessário continuar a trabalhar estes mercados com presenças assíduas dos produtores no contacto directo com os operadores do sector da hotelaria e com os importadores locais”, explicou Ferreira, que lidera uma delegação da ViniPortugal numa deslocação a Hong Kong.
Contactado telefonicamente a partir de Macau, Márcio Ferreira referiu que, apesar de ser ainda um mercado pequeno com apenas 120.000 litros de vinho vendido em 2008, as exportações portuguesas para Hong Kong aumentaram 26% em volume naquele ano e 44% em valor para um total de 1,3 milhões de dólares.
“Estamos a trabalhar e vamos obtendo alguns resultados e nesta terceira visita a Hong Kong verificamos que há um interesse crescente pelos vinhos portugueses”, disse.
"Adiamento da conferência quadripartida foi duro golpe"
in Notícias Lusófonas
O líder da Fretilin, o maior partido no Parlamento Nacional de Díli, na oposição, garantiu hoje que o adiamento da conferência quadripartida (Timor-Leste, Portugal, Indonésia e Austrália) do dia 22 “foi um duro golpe contra as pretensões do governo”. “O governo timorense está desgastado a nível interno e procura uma tábua de salvação: a conferência quadripartida era uma delas, na busca de legitimidade”, declarou Mari Alkatiri.
“O adiamento ‘sine die’ da conferência quadripartida foi um duro golpe contra as pretensões do governo da coligação Aliança Maioria Parlamentar (AMP)”, assegurou. Alkatiri considerou que, “por outro lado, não havia razão para a conferência quadripartida”. “Se o objectivo era encontrar mecanismos de maior coordenação entre os quatro países, pensando que o governo seria capaz de atingir o seu objectivo, então estávamos face a uma ilusão”, explicou. “Este é um executivo onde cada ministro é um governo autónomo, fora da capacidade de coordenação do primeiro-ministro”, indicou.
Por seu turno, Xanana Gusmão desdramatizou o cancelamento da conferência quadripartida e a deslocação do primeiro-ministro português, José Sócrates, a Timor-Leste, como se o bom-nome do país estivesse agora posto em causa. “Acho que perdemos um bocado a ética”, disse à margem de uma conferência de imprensa hoje em Díli. Quanto a cuidar do bom-nome de Timor-Leste, lamentou que Alkatiri, recentemente enviado pelo governo à Guiné-Bissau “numa missão que se destinava a dar palavras de solidariedade” às autoridades locais, tenha antes decidido “fazer política mesquinha” no estrangeiro. Ainda no que respeita ao imperativo de acautelar o bom-nome de Timor-Leste, lembrou ter sido confrontado na Austrália - quando era Presidente da República - com uma situação delicada relacionada com a compra de material de guerra por um irmão de Alkatiri, então com o monopólio das importações. “Afirmei estar convencido de que o irmão de Mari Alkatiri teria certamente as melhores intenções do mundo”, concluiu com uma indisfarçável ironia Xanana Gusmão.
O líder da Fretilin, o maior partido no Parlamento Nacional de Díli, na oposição, garantiu hoje que o adiamento da conferência quadripartida (Timor-Leste, Portugal, Indonésia e Austrália) do dia 22 “foi um duro golpe contra as pretensões do governo”. “O governo timorense está desgastado a nível interno e procura uma tábua de salvação: a conferência quadripartida era uma delas, na busca de legitimidade”, declarou Mari Alkatiri.
“O adiamento ‘sine die’ da conferência quadripartida foi um duro golpe contra as pretensões do governo da coligação Aliança Maioria Parlamentar (AMP)”, assegurou. Alkatiri considerou que, “por outro lado, não havia razão para a conferência quadripartida”. “Se o objectivo era encontrar mecanismos de maior coordenação entre os quatro países, pensando que o governo seria capaz de atingir o seu objectivo, então estávamos face a uma ilusão”, explicou. “Este é um executivo onde cada ministro é um governo autónomo, fora da capacidade de coordenação do primeiro-ministro”, indicou.
Por seu turno, Xanana Gusmão desdramatizou o cancelamento da conferência quadripartida e a deslocação do primeiro-ministro português, José Sócrates, a Timor-Leste, como se o bom-nome do país estivesse agora posto em causa. “Acho que perdemos um bocado a ética”, disse à margem de uma conferência de imprensa hoje em Díli. Quanto a cuidar do bom-nome de Timor-Leste, lamentou que Alkatiri, recentemente enviado pelo governo à Guiné-Bissau “numa missão que se destinava a dar palavras de solidariedade” às autoridades locais, tenha antes decidido “fazer política mesquinha” no estrangeiro. Ainda no que respeita ao imperativo de acautelar o bom-nome de Timor-Leste, lembrou ter sido confrontado na Austrália - quando era Presidente da República - com uma situação delicada relacionada com a compra de material de guerra por um irmão de Alkatiri, então com o monopólio das importações. “Afirmei estar convencido de que o irmão de Mari Alkatiri teria certamente as melhores intenções do mundo”, concluiu com uma indisfarçável ironia Xanana Gusmão.
Xanana Gusmão: Finanças da Fretilin sofriam "malária crónica"
O primeiro-ministro timorense contestou hoje as acusações de corrupção feitas ao Governo pelo maior partido da oposição, considerando que o Ministério das Finanças da Fretilin até 2007 sofria de "malária crónica", e anunciou a criação de uma Comissão Anti-Corrupção.
Mostrando uma fotografia do gabinete da ex-ministra das Finanças do Governo Fretilin, Madalena Boavida, literalmente feito uma bagunça, Xanana Gusmão declarou: "A Fretilin caiu porque o seu Ministério das Finanças sofria de malária crónica".
O líder do executivo timorense respondeu assim a acusações de corrupção feitas pelo maior partido de oposição na segunda-feira à sua equipa: "Quando o Ministério das Finanças - actualmente dirigido por Emília Pires - se constipa, os outros ficam doentes", disse o presidente da Fretilin, Mari Alkatiri.
Mostrando uma fotografia do gabinete da ex-ministra das Finanças do Governo Fretilin, Madalena Boavida, literalmente feito uma bagunça, Xanana Gusmão declarou: "A Fretilin caiu porque o seu Ministério das Finanças sofria de malária crónica".
O líder do executivo timorense respondeu assim a acusações de corrupção feitas pelo maior partido de oposição na segunda-feira à sua equipa: "Quando o Ministério das Finanças - actualmente dirigido por Emília Pires - se constipa, os outros ficam doentes", disse o presidente da Fretilin, Mari Alkatiri.
Angola: UNITA propõe autonomia para Cabinda
A autonomia para a província de Cabinda é uma das propostas do anteprojecto de Constituição da UNITA, apresentado hoje em Luanda pelo seu líder, Isaías Samakuva.
A UNITA elegeu a descentralização político-administrativa de Cabinda, por entender que é a via para a resolução da "complexidade dos problemas históricos" do enclave.
A proposta, que vai ser entregue à comissão constitucional parlamentar este mês, refere que só essa"descentralização" permite "maior agilidade, participação democrática e eficiência" na administração territorial e "consolidação da paz política e social" em Cabinda.
[A proposta é meritória, seja quem for que a apresente. O Tasquinha é, e sempre foi, favorável à resolução da questão de Cabinda, a bem dos cabindenses e respeitando os seus direitos históricos. Claro que nunca excluímos Portugal da questão. Importa relevar o papel de S.A.R. O Senhor D. Duarte Pio, Duque de Bragança e de alguns partidos políticos - CDS/PP e algumas franjas do PSD e do PS -, das associações de emigrantes cabindenses, bem como de elementos da FLEC.]
A UNITA elegeu a descentralização político-administrativa de Cabinda, por entender que é a via para a resolução da "complexidade dos problemas históricos" do enclave.
A proposta, que vai ser entregue à comissão constitucional parlamentar este mês, refere que só essa"descentralização" permite "maior agilidade, participação democrática e eficiência" na administração territorial e "consolidação da paz política e social" em Cabinda.
[A proposta é meritória, seja quem for que a apresente. O Tasquinha é, e sempre foi, favorável à resolução da questão de Cabinda, a bem dos cabindenses e respeitando os seus direitos históricos. Claro que nunca excluímos Portugal da questão. Importa relevar o papel de S.A.R. O Senhor D. Duarte Pio, Duque de Bragança e de alguns partidos políticos - CDS/PP e algumas franjas do PSD e do PS -, das associações de emigrantes cabindenses, bem como de elementos da FLEC.]
segunda-feira, maio 11, 2009
Timor: "Vai haver drama quando verdade vier ao de cima"
A ministra da Justiça Timorense, Lúcia Lobato, garantiu que se "vai assistir a um belo drama quando a verdade - sobre acusações de corrupção feitas pela Fretilin - vier ao de cima".
Citada hoje pelo jornal Semanário, de Díli, Lúcia Lobato afirma que "haverá um belo drama quando a investigação se tornar pública e for feita justiça, e se souber quem praticou corrupção, se a ministra - aludindo a si própria -, ou ex-membros do governo pertencentes à Fretilin", o maior partido no parlamento, mas na oposição ao governo de coligação de Xanana Gusmão.
"É função da oposição denunciar casos de corrupção no Parlamento Nacional, mas peço que quando se pronunciar o faça de forma construtiva", frisou.
Esta declarações surgem depois de Mari Alkatiri ter acusado o Ministério Finanças (MF) de Timor-Leste de corrupção.
O líder da Fretilin, o partido com maior representação parlamentar, na oposição à coligação governamental, garantiu hoje que o MF está no centro dos escândalos de corrupção no país.
"Quando o Ministério da Finanças se constipa, todos os outros ficam doentes", ironizou, em declarações na sala da bancada parlamentar da Fretilin.
"Os outros - acrescentou - são sobretudo os da Justiça (Lúcia Lobato), Infra-estruturas (Pedro Lay da Silva) e Turismo, Comércio e Indústria (Gil da Costa Alves)".
[A estabilidade política, tão essencial num país que atravessa tantas dificuldades e está perante tantos desafios, continua a não ser, infelizmente, uma realidade em Timor-Leste.
O muçulmano Mari Alkatiri, figura importante da resistência no exterior, nunca se impôs como consensual. Contudo, nas últimas legislativas a legitimidade das urnas davam-no como putativo Primeiro Ministro de Timor, não fosse a aliança do CNRT e de outros partidos, com base não se sabe bem em que interesses... Demonstrando uma revolta bastante visível em todas as suas atitudes políticas, Alkatiri tem sido, actualmente, sinónimo de constantes polémicas. E as polémicas interessam a quem?]
Citada hoje pelo jornal Semanário, de Díli, Lúcia Lobato afirma que "haverá um belo drama quando a investigação se tornar pública e for feita justiça, e se souber quem praticou corrupção, se a ministra - aludindo a si própria -, ou ex-membros do governo pertencentes à Fretilin", o maior partido no parlamento, mas na oposição ao governo de coligação de Xanana Gusmão.
"É função da oposição denunciar casos de corrupção no Parlamento Nacional, mas peço que quando se pronunciar o faça de forma construtiva", frisou.
Esta declarações surgem depois de Mari Alkatiri ter acusado o Ministério Finanças (MF) de Timor-Leste de corrupção.
O líder da Fretilin, o partido com maior representação parlamentar, na oposição à coligação governamental, garantiu hoje que o MF está no centro dos escândalos de corrupção no país.
"Quando o Ministério da Finanças se constipa, todos os outros ficam doentes", ironizou, em declarações na sala da bancada parlamentar da Fretilin.
"Os outros - acrescentou - são sobretudo os da Justiça (Lúcia Lobato), Infra-estruturas (Pedro Lay da Silva) e Turismo, Comércio e Indústria (Gil da Costa Alves)".
[A estabilidade política, tão essencial num país que atravessa tantas dificuldades e está perante tantos desafios, continua a não ser, infelizmente, uma realidade em Timor-Leste.
O muçulmano Mari Alkatiri, figura importante da resistência no exterior, nunca se impôs como consensual. Contudo, nas últimas legislativas a legitimidade das urnas davam-no como putativo Primeiro Ministro de Timor, não fosse a aliança do CNRT e de outros partidos, com base não se sabe bem em que interesses... Demonstrando uma revolta bastante visível em todas as suas atitudes políticas, Alkatiri tem sido, actualmente, sinónimo de constantes polémicas. E as polémicas interessam a quem?]
Universidade Católica sobe dois lugares no ranking 45 melhores escolas de negócios do mundo
Lista do Finantial Times (FT) coloca formação de executivos da Católica em 37.º a nível mundial e 17.º a nível europeu.
A formação de executivos da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais, da Universidade Católica Portuguesa (FCEE/UCP), de Lisboa aparece, pelo terceiro ano consecutivo, no ranking do FT, que é hoje publicado. Desde 2007 que a escola tem vindo a subir na tabela daquelas que são consideradas as melhores escolas de negócios da Europa e do mundo. No ranking mundial, a Católica surge em 37.º lugar; a nível europeu, está em 17.º. Subiu dois lugares em ambas as tabelas. A FCEE/UCP é a única escola portuguesa nesta listagem que é cada vez mais competitiva, define Luís Cardoso, director da Formação de Executivos. "Este ranking é muito considerado entre as escolas e determina a procura que têm. É competitivo porque está a aumentar o número de concorrentes, escolas de países emergentes, como os asiáticos, que têm a educação como valor central, que estão a fazer um esforço de formação e de recrutamento de professores nas melhores escolas do mundo", explica.
Estar há três anos numa tabela de apenas 45 escolas mundiais é um orgulho para a directora da faculdade, Fátima Barros. "Há escolas de países como a Holanda, Alemanha ou Dinamarca que não aparecem. Nós estamos em 17.º entre as melhores europeias e queremos consolidar a nossa posição", anuncia. A nível da Península Ibérica, a escola ocupa a quarta posição e continua a ser a única portuguesa na lista. "Infelizmente para Portugal, estamos sós, houve outras escolas que mostraram empenho em estar [no ranking] mas infelizmente não aconteceu", lamenta Luís Cardoso. A subida de dois lugares em ambas as tabelas, a global e a europeia, "reflecte a trajectória" que esta formação tem feito. Os cursos para executivos começaram em 1991. A faculdade só apresentou a candidatura ao FT depois de ter obtido acreditação internacional, em 2006, uma das condições fundamentais para concorrer. Além do envio de dossiers com todas as informações exigidas, o FT envia inquéritos aos antigos alunos e clientes.
Os rankings do FT abrangem também os MBA e as formações à luz de Bolonha, às quais a escola ainda não pode concorrer por ainda serem recentes, explica Fátima Barros. Em dois anos, 2007 e 2008, a facturação na formação de executivos aumentou 35%, o que coincidiu com o reconhecimento do FT. Fátima Barros garante que esta formação é responsável por mais de metade do orçamento da faculdade. "Não temos financiamento público, por isso estes valores para o financiamento da escola são cruciais", esclarece. O próximo ano poderá, porém, não ser tão positivo. "A educação e formação é um sector sensível à crise", diz. Este ano, as grandes escolas de negócios estão a perder entre 20 e 30% da facturação.
A formação de executivos da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais, da Universidade Católica Portuguesa (FCEE/UCP), de Lisboa aparece, pelo terceiro ano consecutivo, no ranking do FT, que é hoje publicado. Desde 2007 que a escola tem vindo a subir na tabela daquelas que são consideradas as melhores escolas de negócios da Europa e do mundo. No ranking mundial, a Católica surge em 37.º lugar; a nível europeu, está em 17.º. Subiu dois lugares em ambas as tabelas. A FCEE/UCP é a única escola portuguesa nesta listagem que é cada vez mais competitiva, define Luís Cardoso, director da Formação de Executivos. "Este ranking é muito considerado entre as escolas e determina a procura que têm. É competitivo porque está a aumentar o número de concorrentes, escolas de países emergentes, como os asiáticos, que têm a educação como valor central, que estão a fazer um esforço de formação e de recrutamento de professores nas melhores escolas do mundo", explica.
Estar há três anos numa tabela de apenas 45 escolas mundiais é um orgulho para a directora da faculdade, Fátima Barros. "Há escolas de países como a Holanda, Alemanha ou Dinamarca que não aparecem. Nós estamos em 17.º entre as melhores europeias e queremos consolidar a nossa posição", anuncia. A nível da Península Ibérica, a escola ocupa a quarta posição e continua a ser a única portuguesa na lista. "Infelizmente para Portugal, estamos sós, houve outras escolas que mostraram empenho em estar [no ranking] mas infelizmente não aconteceu", lamenta Luís Cardoso. A subida de dois lugares em ambas as tabelas, a global e a europeia, "reflecte a trajectória" que esta formação tem feito. Os cursos para executivos começaram em 1991. A faculdade só apresentou a candidatura ao FT depois de ter obtido acreditação internacional, em 2006, uma das condições fundamentais para concorrer. Além do envio de dossiers com todas as informações exigidas, o FT envia inquéritos aos antigos alunos e clientes.
Os rankings do FT abrangem também os MBA e as formações à luz de Bolonha, às quais a escola ainda não pode concorrer por ainda serem recentes, explica Fátima Barros. Em dois anos, 2007 e 2008, a facturação na formação de executivos aumentou 35%, o que coincidiu com o reconhecimento do FT. Fátima Barros garante que esta formação é responsável por mais de metade do orçamento da faculdade. "Não temos financiamento público, por isso estes valores para o financiamento da escola são cruciais", esclarece. O próximo ano poderá, porém, não ser tão positivo. "A educação e formação é um sector sensível à crise", diz. Este ano, as grandes escolas de negócios estão a perder entre 20 e 30% da facturação.
Expedição portuguesa chega hoje ao Árctico
Dois cientistas portugueses chegam hoje à vila esquimó de Umiujaq, no Árctico Canadiano, para conhecer melhor de que forma as alterações climáticas estão a transformar o ambiente polar. João Canário e Marta Nogueira, investigadores do Instituto Nacional de Recursos Biológicos (INRB - IPIMAR), vão juntar-se a outros dois investigadores canadianos e regressar ao Árctico, onde ficarão até dia 22.
"No ano passado estivemos em Kuujjuarapik, no Norte do Quebeque, a recolher dados numa situação de Inverno. Agora queremos ver o que acontece numa situação de Primavera e degelo", explicou João Canário, antes da partida. A campanha, liderada pelo canadiano Laurier Poissant, vai recolher amostras de neve, gelo, água e sedimentos. O objectivo é tentar perceber o que acontece aos poluentes acumulados no permafrost (solo permanentemente gelado) quando as temperaturas sobem e este começa parcialmente a derreter, formando lagos temporários com grandes concentrações de carbono e metano. "Queremos saber o que acontece com a fusão do gelo e da neve, que tendem a acumular poluentes. Estes poderão dispersar-se, infiltrar-se na água e entrar na cadeia alimentar", contou Canário. Ou ainda acabar por concentrar-se na atmosfera e agravar as alterações climáticas.
Os actuais modelos sobre aquecimento global ainda não levam em conta a emissão dos gases com efeito de estufa da fusão do permafrost. "Trata-se de carbono que foi depositado nas camadas superiores (zero a um centímetro) há cerca de, pelo menos, 400 anos, e que agora está a ser libertado para a atmosfera", escreveram os investigadores aquando da missão anterior ao Ártico, em Abril de 2008. Em Umiujaq vivem cerca de 300 pessoas. As casas foram construídas em cima do permafrost, que está a abater com a subida da temperatura. "As pessoas estão preocupadas por que o seu estilo de vida está a mudar. São pescadores ou caçadores. Não há condições para a agricultura. O que está a acontecer é que os animais de que dependem estão a escolher outras rotas", por causa do degelo.
"No ano passado estivemos em Kuujjuarapik, no Norte do Quebeque, a recolher dados numa situação de Inverno. Agora queremos ver o que acontece numa situação de Primavera e degelo", explicou João Canário, antes da partida. A campanha, liderada pelo canadiano Laurier Poissant, vai recolher amostras de neve, gelo, água e sedimentos. O objectivo é tentar perceber o que acontece aos poluentes acumulados no permafrost (solo permanentemente gelado) quando as temperaturas sobem e este começa parcialmente a derreter, formando lagos temporários com grandes concentrações de carbono e metano. "Queremos saber o que acontece com a fusão do gelo e da neve, que tendem a acumular poluentes. Estes poderão dispersar-se, infiltrar-se na água e entrar na cadeia alimentar", contou Canário. Ou ainda acabar por concentrar-se na atmosfera e agravar as alterações climáticas.
Os actuais modelos sobre aquecimento global ainda não levam em conta a emissão dos gases com efeito de estufa da fusão do permafrost. "Trata-se de carbono que foi depositado nas camadas superiores (zero a um centímetro) há cerca de, pelo menos, 400 anos, e que agora está a ser libertado para a atmosfera", escreveram os investigadores aquando da missão anterior ao Ártico, em Abril de 2008. Em Umiujaq vivem cerca de 300 pessoas. As casas foram construídas em cima do permafrost, que está a abater com a subida da temperatura. "As pessoas estão preocupadas por que o seu estilo de vida está a mudar. São pescadores ou caçadores. Não há condições para a agricultura. O que está a acontecer é que os animais de que dependem estão a escolher outras rotas", por causa do degelo.
domingo, maio 10, 2009
Bissau: 5 militares detidos por assassínio de Tagmé Na Waié
Cinco pessoas estão detidas no âmbito das investigações do assassínio do ex-Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Tagmé Na Waié, morto num atentado a bomba no dia 01 de Março, disse hoje à Agencia Lusa fonte militar.
«Confirmo que estão detidas cinco pessoas», afirmou fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, contactada na sequência de uma conferência de imprensa do Movimento Nacional da Sociedade Civil, integrada, entre outras organizações, pela Liga Guineense dos Direitos Humanos.
Na conferência de imprensa, Bubacar Turé, vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, afirmou que estão detidos o general Melciades Gomes Fernandes (Manuel Mina), os capitães José Alberto Té, Bacar Turé e Malam Candé e a segunda-sargenta Djabu Camará (vulgarmente conhecida como Pomba Branca).
[Finalmente estão encontrados os responsáveis (todos?) pelo crime sangrento contra o general Waié. São inocentes, até prova em contrário, mas ninguém me tira da ideia que haverá sempre um ou outro "bode expiatório"]
«Confirmo que estão detidas cinco pessoas», afirmou fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, contactada na sequência de uma conferência de imprensa do Movimento Nacional da Sociedade Civil, integrada, entre outras organizações, pela Liga Guineense dos Direitos Humanos.
Na conferência de imprensa, Bubacar Turé, vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, afirmou que estão detidos o general Melciades Gomes Fernandes (Manuel Mina), os capitães José Alberto Té, Bacar Turé e Malam Candé e a segunda-sargenta Djabu Camará (vulgarmente conhecida como Pomba Branca).
[Finalmente estão encontrados os responsáveis (todos?) pelo crime sangrento contra o general Waié. São inocentes, até prova em contrário, mas ninguém me tira da ideia que haverá sempre um ou outro "bode expiatório"]
Bissau: 5 militares detidos por assassínio de Tagmé Na Waié
Cinco pessoas estão detidas no âmbito das investigações do assassínio do ex-Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Tagmé Na Waié, morto num atentado a bomba no dia 01 de Março, disse hoje fonte militar.
"Confirmo que estão detidas cinco pessoas", afirmou fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, contactada na sequência de uma conferência de imprensa do Movimento Nacional da Sociedade Civil, integrada, entre outras organizações, pela Liga Guineense dos Direitos Humanos.
Na conferência de imprensa, Bubacar Turé, vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, afirmou que estão detidos o general Melciades Gomes Fernandes (Manuel Mina), os capitães José Alberto Té, Bacar Turé e Malam Candé e a segunda-sargenta Djabu Camará (vulgarmente conhecida como Pomba Branca).
[Finalmente parece estarem encontrados alguns culpados pelo crime sangrento. Inocentes, até prova em contrário, mas ninguém me tira da ideia que haverá sempre um ou outro "bode expiatório".]
"Confirmo que estão detidas cinco pessoas", afirmou fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, contactada na sequência de uma conferência de imprensa do Movimento Nacional da Sociedade Civil, integrada, entre outras organizações, pela Liga Guineense dos Direitos Humanos.
Na conferência de imprensa, Bubacar Turé, vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, afirmou que estão detidos o general Melciades Gomes Fernandes (Manuel Mina), os capitães José Alberto Té, Bacar Turé e Malam Candé e a segunda-sargenta Djabu Camará (vulgarmente conhecida como Pomba Branca).
[Finalmente parece estarem encontrados alguns culpados pelo crime sangrento. Inocentes, até prova em contrário, mas ninguém me tira da ideia que haverá sempre um ou outro "bode expiatório".]
Subscrever:
Mensagens (Atom)