No espaço dum ano, a guerrilha tâmil viu reduzida a sua influência a uma área de menos de dois quilómetros quadrados e deixou de existir militarmente. O responsável por esta proeza é o general Sarath Fonseka.^
No dia em que foram mostradas fotos do fundador e líder dos Tigres de Libertação do Eelam Tâmil (TLET), Velupillai Prabhakaran, morto no último reduto da guerrilha, o comandante do exército do Sri Lanka, general Fonseka, era um homem satisfeito. Ele próprio o disse em termos claros: "Estou muito contente por confirmar que matámos Prabhakaran, esse brutal dirigente terrorista."
Além do dever de derrotar militarmente os TLET, Fonseka, cujo patronímico assinala a presença portuguesa no antigo Ceilão conseguiu vencer aqueles que o tentaram matar num atentado à bomba em Abril de 2006. A guerrilha estava consciente do que representava a escolha para a chefia do exército deste nacionalista cingalês - que não teme revelar as suas opiniões sobre a maioria e as minorias no país, entre as quais os tâmiles. A estratégia do Presidente Mahinda Rajapakse de eliminar os TLET tinha encontrado o executor perfeito.
Um executor que já provara as suas qualidades em diversas operações em que os tâmiles foram derrotados, desde os anos 90. Após 14 anos de combates com os TLET, Fonseka conhecia-os quase tão bem como Prabhakaran os conhecia.
Fonseka aumentou a despesa com a defesa, que cresceu quase 50%, encetou uma campanha de aquisições de armamento e delineou uma estratégia simples: forçou a guerrilha a um confronto convencional que esta nunca poderia ganhar.
Talvez por isso, em 2008, Fonseka autopropôs-se para a mais alta condecoração militar do país - que lhe foi concedida.O seu nível de auto-estima pode medir-se pela declaração pouco elegante que fez sobre o comandante Karuna (que desertou da guerrilha em 2004, enfraquecendo-a significativamente), considerando uma "vergonha" pensar que a "deserção de um guerrilheiro tâmil influencia o resultado da guerra".
Uma guerra que ficou ontem provado ter terminado com a morte de Prabhakaran, que tentou a fuga na passada segunda-feira das últimas posições da guerrilha, segundo a versão oficial.
A preocupação das autoridades cingalesas em mostrarem o rosto barbeado de Prabhakaran (quando corriam rumores de que deixara crescer barba) explica como era importante demonstrar que alcançara a vitória sobre uma guerrilha outrora temível. No seu apogeu, os TLET controlaram um terço do Sri Lanka, assassinaram vários governantes cingaleses e mobilizaram milhares de seguidores. Nos dias que antecederam a morte de Prabhakaran e da maioria da direcção da guerrilha, não controlavam mais de dois quilómetros quadrados de terreno.
[>Em 9 de Julho de 2008, o Tasquinha noticiou que o General Sarath Fonseka anunciara o isolamento do Tigres Tâmil. O nome Fonseka tem origem no vocábulo português Fonseca, que por sua vez deriva dum nome sefardita. Existia uma importante comunidade de sefarditas em Portugal no momento em que se inicia a expansão em África e na Ásia. No século XVI, à medida que se afirma a presença português na então ilha de Ceilão, muitos membros de clãs aderem ao cristianismo e são baptizados, adoptando os nomes dos seus "padrinhos" portugueses. Daí a profusão de Andrades, Pereira, Fernandes, Fonsekas e Pinto como patronímicos. Estes nomes sofreram alterações à medida que novas influências coloniais ( holandesa ou a britânica) se afirmaram.]
quarta-feira, maio 20, 2009
terça-feira, maio 19, 2009
Symington possuem 25 quintas no Douro e já conquistaram 120 mercados
A Symington Family Estates possui 25 propriedades no Douro, onde são produzidos vinhos do Porto e Douro DOC que já são vendidos em 120 países, disse um dos elementos da família.
Charles Symington, enólogo de 39 anos, é um dos vários membros da família que se envolvem directamente na produção e comercialização dos vinhos produzidos no Douro, a mais antiga região demarcada do mundo.
Segundo ele, os vinhos produzidos nas 25 quintas espalhadas pela região duriense, desde Lamego, passando por Vila Nova de Foz até ao vale da Vilariça, são vendidos em 120 mercados internacionais. São cerca de 2000 hectares de propriedades e 900 de vinha.
"Mais de 95 por cento do nosso negócio é exportação. O vinho do Porto é um vinho clássico que está divulgado por quase todo o mundo", salientou.
Após o "sucesso" alcançado nos Estados Unidos da América, abrem-se agora as portas do Leste para os vinhos do Porto, como da Rússia e Polónia.
Os membros da família estão activamente envolvidos na gestão diária da Graham's, uma das suas principais marcas.
Charles referiu mesmo que, desde a vinha ao processo de vinificação, do envelhecimento ao engarrafamento, um dos Symington é directamente responsável por cada garrafa de vinho do Porto da Graham's produzida.
Para além desta marca, os Symington são ainda responsáveis pela produção do vinho do Porto Warre's, Dow's, Smith Woodhouse, Quinta do Vesúvio.
Embora especialista em vinho do Porto, esta família produz também vinhos de mesa como o Altano, Post Scriptum e Chryseia, gama que será agora alargada com o Douro DOC Quinta do Vesúvio 2007.
"O vinho de mesa representa à volta de 5%da totalidade da nossa produção. Mas, devido ao grande investimento na plantação de novas vinhas estamos numa situação de termos matéria-prima para produzir vinhos de alta qualidade das duas gamas", salientou.
Charles Symington diz que faz "todo o sentido" um produtor de vinho do Porto ter também vinho de mesa em oferta.
A linhagem da família Symington no comércio de Vinho do Porto estende-se por um período de mais de 350 anos, através de 13 gerações, desde Walter Maynard (cônsul inglês no Porto em 1659) até à actual geração.
Mas não é só de vinho que fala a história desta família.
Os Symington possuem uma filosofia de responsabilidade social com vista ao apoio de instituições carenciadas na área da saúde, da terceira idade e da infância, em regiões onde a empresa tem actividade económica, como é o caso da Região Demarcada do Douro.
Nos vários apoios concedidos pela Symington ao longo dos anos incluem-se a aquisição de equipamentos para o Hospital Maria Pia e para a unidade de Neonatologia do Hospital de Santo António, ambos no Porto, a oferta de equipamento electrónico de cirurgia para o Hospital de Vila Real, equipamento de raio X e de suporte de vida para o Centro de Saúde de Alijó e uma ambulância para os bombeiros do Pinhão.
Charles Symington, enólogo de 39 anos, é um dos vários membros da família que se envolvem directamente na produção e comercialização dos vinhos produzidos no Douro, a mais antiga região demarcada do mundo.
Segundo ele, os vinhos produzidos nas 25 quintas espalhadas pela região duriense, desde Lamego, passando por Vila Nova de Foz até ao vale da Vilariça, são vendidos em 120 mercados internacionais. São cerca de 2000 hectares de propriedades e 900 de vinha.
"Mais de 95 por cento do nosso negócio é exportação. O vinho do Porto é um vinho clássico que está divulgado por quase todo o mundo", salientou.
Após o "sucesso" alcançado nos Estados Unidos da América, abrem-se agora as portas do Leste para os vinhos do Porto, como da Rússia e Polónia.
Os membros da família estão activamente envolvidos na gestão diária da Graham's, uma das suas principais marcas.
Charles referiu mesmo que, desde a vinha ao processo de vinificação, do envelhecimento ao engarrafamento, um dos Symington é directamente responsável por cada garrafa de vinho do Porto da Graham's produzida.
Para além desta marca, os Symington são ainda responsáveis pela produção do vinho do Porto Warre's, Dow's, Smith Woodhouse, Quinta do Vesúvio.
Embora especialista em vinho do Porto, esta família produz também vinhos de mesa como o Altano, Post Scriptum e Chryseia, gama que será agora alargada com o Douro DOC Quinta do Vesúvio 2007.
"O vinho de mesa representa à volta de 5%da totalidade da nossa produção. Mas, devido ao grande investimento na plantação de novas vinhas estamos numa situação de termos matéria-prima para produzir vinhos de alta qualidade das duas gamas", salientou.
Charles Symington diz que faz "todo o sentido" um produtor de vinho do Porto ter também vinho de mesa em oferta.
A linhagem da família Symington no comércio de Vinho do Porto estende-se por um período de mais de 350 anos, através de 13 gerações, desde Walter Maynard (cônsul inglês no Porto em 1659) até à actual geração.
Mas não é só de vinho que fala a história desta família.
Os Symington possuem uma filosofia de responsabilidade social com vista ao apoio de instituições carenciadas na área da saúde, da terceira idade e da infância, em regiões onde a empresa tem actividade económica, como é o caso da Região Demarcada do Douro.
Nos vários apoios concedidos pela Symington ao longo dos anos incluem-se a aquisição de equipamentos para o Hospital Maria Pia e para a unidade de Neonatologia do Hospital de Santo António, ambos no Porto, a oferta de equipamento electrónico de cirurgia para o Hospital de Vila Real, equipamento de raio X e de suporte de vida para o Centro de Saúde de Alijó e uma ambulância para os bombeiros do Pinhão.
quinta-feira, maio 14, 2009
TVE emite hino espanhol em diferido por causa dos assobios
A televisão pública atribui a um erro humano a omissão dos assobios, na versão do hino que passou durante o intervalo. Adeptos do Barcelona e do Athletic Bilbau vaiaram a “Marcha de Granaderos” e os reis de Espanha, que estavam a assistir nas bancadas à final da Taça. A imprensa espanhola apelidou o acto de "censura".
Já era de esperar. Parte dos adeptos do Barcelona e do Atlhletic Club assobiaram o hino espanhol quando este começou a ser tocado no estádio Mestalla, em Valência, onde se disputou a final da Taça de Espanha, ganha pelo Barcelona (4-1). Milhares de pessoas quiseram sobrepor com vaias o som do hino quando os jogadores estavam no campo antes do início do jogo. Com a assobiadela dos adeptos bascos e catalães quando a “marcha de Granaderos” passou nos altifalantes do estádio, durante largos 50 segundos, a Televisão Espanhola, que transmitia o jogo em directo, aproveitou o momento para mostrar imagens de San Mamés e na Catalunha, local onde estavam milhares de seguidores do Athletic e do Barcelona, e deixou os telespectadores sem escutar o protesto das pessoas que foram ao estádio. De acordo com o "AS", "não se viu em directo uma só imagem dos jogadores a ouvir o hino".
Assim que terminou a primeira parte, a TVE ofereceu à audiência a versão do hino espanhol, mas em diferido e sem que se conseguisse ouvir os assobios nem as tarjas que muitos levaram para o estádio. A imprensa espanhola apelida este acto de “censura”.A cadeia de televisão emitiu, depois, um comunicado a pedir desculpas pelo sucedido e atribuiu a um erro humano a suposta falha técnica. Aos assobios, no estádio podia também ver-se uma tarja enorme no lado dos adeptos do Barcelona: “We are nations of Europe, Good Bye Spain”, somos nações da Europa, adeus Espanha, com uma fotografia de Rajoy e Zapatero por baixo, escreve o "El País". Segundo a "Marca", o locutor da TVE, Juan Carlos Rivero, pediu desculpa por não ter podido oferecer o hino em directo, mostrando também os jogadores e imagens de adeptos "bem comportados" nas bancadas.
Já era de esperar. Parte dos adeptos do Barcelona e do Atlhletic Club assobiaram o hino espanhol quando este começou a ser tocado no estádio Mestalla, em Valência, onde se disputou a final da Taça de Espanha, ganha pelo Barcelona (4-1). Milhares de pessoas quiseram sobrepor com vaias o som do hino quando os jogadores estavam no campo antes do início do jogo. Com a assobiadela dos adeptos bascos e catalães quando a “marcha de Granaderos” passou nos altifalantes do estádio, durante largos 50 segundos, a Televisão Espanhola, que transmitia o jogo em directo, aproveitou o momento para mostrar imagens de San Mamés e na Catalunha, local onde estavam milhares de seguidores do Athletic e do Barcelona, e deixou os telespectadores sem escutar o protesto das pessoas que foram ao estádio. De acordo com o "AS", "não se viu em directo uma só imagem dos jogadores a ouvir o hino".
Assim que terminou a primeira parte, a TVE ofereceu à audiência a versão do hino espanhol, mas em diferido e sem que se conseguisse ouvir os assobios nem as tarjas que muitos levaram para o estádio. A imprensa espanhola apelida este acto de “censura”.A cadeia de televisão emitiu, depois, um comunicado a pedir desculpas pelo sucedido e atribuiu a um erro humano a suposta falha técnica. Aos assobios, no estádio podia também ver-se uma tarja enorme no lado dos adeptos do Barcelona: “We are nations of Europe, Good Bye Spain”, somos nações da Europa, adeus Espanha, com uma fotografia de Rajoy e Zapatero por baixo, escreve o "El País". Segundo a "Marca", o locutor da TVE, Juan Carlos Rivero, pediu desculpa por não ter podido oferecer o hino em directo, mostrando também os jogadores e imagens de adeptos "bem comportados" nas bancadas.
quarta-feira, maio 13, 2009
Como Gibraltar pode influenciar as eleições no Reino Unido
in news.bbc.co.uk
O rochedo de Gibraltar situa-se na ponta de Esapanha com África à vista.
Tem o sol mediterrâneo nas costas, mas a 4 de Junho tornar-se-á uma cidade no sudoeste de Inglaterra, assim como Falmouth ou Swindon.
Os aproximadamente 18000 eleitores de Gibraltar ajudarão a escolher quem representará o Sudoeste de Inglaterra no Parlamento Europeu.
Os habitantes de Gibraltar votam com muito maior entusiasmo do que os seus concidadãos britânicos. A primeira vez que votaram nas eleições europeias de 2004, a ida às urnas foi quase o dobro do que a média britância, nos 60%.
Direito a votar
Os taxistas Wilfred Lima e Lea Manasco são verdeiros gibraltenhos - os seus pais e avós vivem no rochedo. Eles explicam que gostam de votar. "Claro que votar é algo muito popular por aqui", diz o senhor Manasco. "Tivemos que lutar por isso e eis que aqui chegámos. Claro que é importante para nós."
Os gibraltenhos só recentemente ganharam o direito de votar para o Parlamento Europeu, depois de terem alcançado a vitória no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos em Estrasburgo.
O governo britânico primeiro opôs-se à ideia, mas depois decidiu considerar Gibraltar como parte do Reino Unido, com semelhantes tradições militares e navais. E escolheram o sudoeste do país.
O Senhor Lima afirma: "Não se esqueça que nos juntámos à Europa em 1973, juntamente com o Reino da Grã-Bretanha. Espanha juntou-se em 1986, e por isso temos agora direito a votar. Tivemos de lutar pelo direito a votar mas conseguimo-lo."
A área eleitoral chama-se agora oficialmente Sudoeste de Inglaterra e Gibraltar, mas o eleitorado do rochedo é uma pequena parte do total, cerca de 1%. Por pequena que seja, é importante para o Ministro-chefe Peter Caruana.
Segundo ele, tendo lutado tanto pelo voto, as pessoas estão desejosas para exercer esse direito: "Sabe, muitas vezes, o que se consegue sem luta é dado por adquirido e aquilo que se lutou para ter sai mais valorizado." "Desta forma, tivemos de ir até ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos para o conseguir, pelo que é bom que nos demos ao trabalho de o exercer."
No referendo de 2002, 99% da população de Gibraltar votou contra as propostas de soberania conjunta com os vizinhos de Espanha. O voto não foi oficialmente reconhecido pela Espanha ou pelo Reino Unido, contudo, nenhum pode ignorar este "grito mudo" para manter o status quo.
O Ministro-chefe acredita que a reclamação espanhola por Gibraltar fez com que os habitantes estivessem muio mais dispostos a expressar-se democraticamente.
"Gibraltar é um sítio pequeno, as pessoas são muito politizadas, muito informadas politicamente, e a política está, por aqui, em todos os aspectos da vida," explica.
"Em Gibraltar temos uma grande tradição de ida às urnas, e assim acontecerá também nas eleições europeias."
Com as suas cabines telefónicas encarnadas e os tradicionais bobbies (polícias), Gibraltar parece e sente-se ser Britância.
Linha vermelha
Mas quando chega a altura de votar, certamente que farão as coisas de maneira diferente. Para ajudar os enfermos e idosos no dia das eleições, uma urna eleitoral andará pelo rochedo, acompanhada por elementos da polícia.
À volta das 12 mesas eleitorais de Gibraltar está pintada uma linha vermelha. Marca um limite que os candidatos e responsáveis eleitorais não podem pisar, a não ser para votar neles próprios. Os transgressores podem ser detidos.
Conforme os gibraltenhos se preparam para votar novamente, já se comenta em alguns jornais a possibilidade de conseguir um Deputado europeu próprio. Algo que parece muito irreaslista, tendo em conta o pequeno número de eleitores do local. Por agora, os eleitores do rochedo desfrutam o simples prazer de fazer parte do acto.
[Relativamente a Olivença o governo português continua a fingir-se "cego, surdo e mudo". A recente proposta de D. Duarte Pio, Duque de Bragança, não obteve reacções nas esferas diplomáticas, sintoma (mau) de que este tão relevante assunto continua a não ser importante para quem governa o país, numa tentativa de não afrontar os vizinhos castelhanos. Citando D. Duarte Pio de Bragança: " Os castelhanos só respeitam quem sabem exigir justiça, nunca quem se agacha".]
O rochedo de Gibraltar situa-se na ponta de Esapanha com África à vista.
Tem o sol mediterrâneo nas costas, mas a 4 de Junho tornar-se-á uma cidade no sudoeste de Inglaterra, assim como Falmouth ou Swindon.
Os aproximadamente 18000 eleitores de Gibraltar ajudarão a escolher quem representará o Sudoeste de Inglaterra no Parlamento Europeu.
Os habitantes de Gibraltar votam com muito maior entusiasmo do que os seus concidadãos britânicos. A primeira vez que votaram nas eleições europeias de 2004, a ida às urnas foi quase o dobro do que a média britância, nos 60%.
Direito a votar
Os taxistas Wilfred Lima e Lea Manasco são verdeiros gibraltenhos - os seus pais e avós vivem no rochedo. Eles explicam que gostam de votar. "Claro que votar é algo muito popular por aqui", diz o senhor Manasco. "Tivemos que lutar por isso e eis que aqui chegámos. Claro que é importante para nós."
Os gibraltenhos só recentemente ganharam o direito de votar para o Parlamento Europeu, depois de terem alcançado a vitória no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos em Estrasburgo.
O governo britânico primeiro opôs-se à ideia, mas depois decidiu considerar Gibraltar como parte do Reino Unido, com semelhantes tradições militares e navais. E escolheram o sudoeste do país.
O Senhor Lima afirma: "Não se esqueça que nos juntámos à Europa em 1973, juntamente com o Reino da Grã-Bretanha. Espanha juntou-se em 1986, e por isso temos agora direito a votar. Tivemos de lutar pelo direito a votar mas conseguimo-lo."
A área eleitoral chama-se agora oficialmente Sudoeste de Inglaterra e Gibraltar, mas o eleitorado do rochedo é uma pequena parte do total, cerca de 1%. Por pequena que seja, é importante para o Ministro-chefe Peter Caruana.
Segundo ele, tendo lutado tanto pelo voto, as pessoas estão desejosas para exercer esse direito: "Sabe, muitas vezes, o que se consegue sem luta é dado por adquirido e aquilo que se lutou para ter sai mais valorizado." "Desta forma, tivemos de ir até ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos para o conseguir, pelo que é bom que nos demos ao trabalho de o exercer."
No referendo de 2002, 99% da população de Gibraltar votou contra as propostas de soberania conjunta com os vizinhos de Espanha. O voto não foi oficialmente reconhecido pela Espanha ou pelo Reino Unido, contudo, nenhum pode ignorar este "grito mudo" para manter o status quo.
O Ministro-chefe acredita que a reclamação espanhola por Gibraltar fez com que os habitantes estivessem muio mais dispostos a expressar-se democraticamente.
"Gibraltar é um sítio pequeno, as pessoas são muito politizadas, muito informadas politicamente, e a política está, por aqui, em todos os aspectos da vida," explica.
"Em Gibraltar temos uma grande tradição de ida às urnas, e assim acontecerá também nas eleições europeias."
Com as suas cabines telefónicas encarnadas e os tradicionais bobbies (polícias), Gibraltar parece e sente-se ser Britância.
Linha vermelha
Mas quando chega a altura de votar, certamente que farão as coisas de maneira diferente. Para ajudar os enfermos e idosos no dia das eleições, uma urna eleitoral andará pelo rochedo, acompanhada por elementos da polícia.
À volta das 12 mesas eleitorais de Gibraltar está pintada uma linha vermelha. Marca um limite que os candidatos e responsáveis eleitorais não podem pisar, a não ser para votar neles próprios. Os transgressores podem ser detidos.
Conforme os gibraltenhos se preparam para votar novamente, já se comenta em alguns jornais a possibilidade de conseguir um Deputado europeu próprio. Algo que parece muito irreaslista, tendo em conta o pequeno número de eleitores do local. Por agora, os eleitores do rochedo desfrutam o simples prazer de fazer parte do acto.
[Relativamente a Olivença o governo português continua a fingir-se "cego, surdo e mudo". A recente proposta de D. Duarte Pio, Duque de Bragança, não obteve reacções nas esferas diplomáticas, sintoma (mau) de que este tão relevante assunto continua a não ser importante para quem governa o país, numa tentativa de não afrontar os vizinhos castelhanos. Citando D. Duarte Pio de Bragança: " Os castelhanos só respeitam quem sabem exigir justiça, nunca quem se agacha".]
ViniPortugal quer reforçar triângulo China-Hong Kong-Macau
As exportações de vinhos portugueses para o triângulo Hong Kong/Macau/China estão a crescer, mas a ViniPortugal quer reforçar esta presença dos produtos nacionais na região, disse hoje Márcio Ferreira.
“Estamos a registar crescimentos significativos e importantes para o sector vitivinícola português, mas é necessário continuar a trabalhar estes mercados com presenças assíduas dos produtores no contacto directo com os operadores do sector da hotelaria e com os importadores locais”, explicou Ferreira, que lidera uma delegação da ViniPortugal numa deslocação a Hong Kong.
Contactado telefonicamente a partir de Macau, Márcio Ferreira referiu que, apesar de ser ainda um mercado pequeno com apenas 120.000 litros de vinho vendido em 2008, as exportações portuguesas para Hong Kong aumentaram 26% em volume naquele ano e 44% em valor para um total de 1,3 milhões de dólares.
“Estamos a trabalhar e vamos obtendo alguns resultados e nesta terceira visita a Hong Kong verificamos que há um interesse crescente pelos vinhos portugueses”, disse.
“Estamos a registar crescimentos significativos e importantes para o sector vitivinícola português, mas é necessário continuar a trabalhar estes mercados com presenças assíduas dos produtores no contacto directo com os operadores do sector da hotelaria e com os importadores locais”, explicou Ferreira, que lidera uma delegação da ViniPortugal numa deslocação a Hong Kong.
Contactado telefonicamente a partir de Macau, Márcio Ferreira referiu que, apesar de ser ainda um mercado pequeno com apenas 120.000 litros de vinho vendido em 2008, as exportações portuguesas para Hong Kong aumentaram 26% em volume naquele ano e 44% em valor para um total de 1,3 milhões de dólares.
“Estamos a trabalhar e vamos obtendo alguns resultados e nesta terceira visita a Hong Kong verificamos que há um interesse crescente pelos vinhos portugueses”, disse.
"Adiamento da conferência quadripartida foi duro golpe"
in Notícias Lusófonas
O líder da Fretilin, o maior partido no Parlamento Nacional de Díli, na oposição, garantiu hoje que o adiamento da conferência quadripartida (Timor-Leste, Portugal, Indonésia e Austrália) do dia 22 “foi um duro golpe contra as pretensões do governo”. “O governo timorense está desgastado a nível interno e procura uma tábua de salvação: a conferência quadripartida era uma delas, na busca de legitimidade”, declarou Mari Alkatiri.
“O adiamento ‘sine die’ da conferência quadripartida foi um duro golpe contra as pretensões do governo da coligação Aliança Maioria Parlamentar (AMP)”, assegurou. Alkatiri considerou que, “por outro lado, não havia razão para a conferência quadripartida”. “Se o objectivo era encontrar mecanismos de maior coordenação entre os quatro países, pensando que o governo seria capaz de atingir o seu objectivo, então estávamos face a uma ilusão”, explicou. “Este é um executivo onde cada ministro é um governo autónomo, fora da capacidade de coordenação do primeiro-ministro”, indicou.
Por seu turno, Xanana Gusmão desdramatizou o cancelamento da conferência quadripartida e a deslocação do primeiro-ministro português, José Sócrates, a Timor-Leste, como se o bom-nome do país estivesse agora posto em causa. “Acho que perdemos um bocado a ética”, disse à margem de uma conferência de imprensa hoje em Díli. Quanto a cuidar do bom-nome de Timor-Leste, lamentou que Alkatiri, recentemente enviado pelo governo à Guiné-Bissau “numa missão que se destinava a dar palavras de solidariedade” às autoridades locais, tenha antes decidido “fazer política mesquinha” no estrangeiro. Ainda no que respeita ao imperativo de acautelar o bom-nome de Timor-Leste, lembrou ter sido confrontado na Austrália - quando era Presidente da República - com uma situação delicada relacionada com a compra de material de guerra por um irmão de Alkatiri, então com o monopólio das importações. “Afirmei estar convencido de que o irmão de Mari Alkatiri teria certamente as melhores intenções do mundo”, concluiu com uma indisfarçável ironia Xanana Gusmão.
O líder da Fretilin, o maior partido no Parlamento Nacional de Díli, na oposição, garantiu hoje que o adiamento da conferência quadripartida (Timor-Leste, Portugal, Indonésia e Austrália) do dia 22 “foi um duro golpe contra as pretensões do governo”. “O governo timorense está desgastado a nível interno e procura uma tábua de salvação: a conferência quadripartida era uma delas, na busca de legitimidade”, declarou Mari Alkatiri.
“O adiamento ‘sine die’ da conferência quadripartida foi um duro golpe contra as pretensões do governo da coligação Aliança Maioria Parlamentar (AMP)”, assegurou. Alkatiri considerou que, “por outro lado, não havia razão para a conferência quadripartida”. “Se o objectivo era encontrar mecanismos de maior coordenação entre os quatro países, pensando que o governo seria capaz de atingir o seu objectivo, então estávamos face a uma ilusão”, explicou. “Este é um executivo onde cada ministro é um governo autónomo, fora da capacidade de coordenação do primeiro-ministro”, indicou.
Por seu turno, Xanana Gusmão desdramatizou o cancelamento da conferência quadripartida e a deslocação do primeiro-ministro português, José Sócrates, a Timor-Leste, como se o bom-nome do país estivesse agora posto em causa. “Acho que perdemos um bocado a ética”, disse à margem de uma conferência de imprensa hoje em Díli. Quanto a cuidar do bom-nome de Timor-Leste, lamentou que Alkatiri, recentemente enviado pelo governo à Guiné-Bissau “numa missão que se destinava a dar palavras de solidariedade” às autoridades locais, tenha antes decidido “fazer política mesquinha” no estrangeiro. Ainda no que respeita ao imperativo de acautelar o bom-nome de Timor-Leste, lembrou ter sido confrontado na Austrália - quando era Presidente da República - com uma situação delicada relacionada com a compra de material de guerra por um irmão de Alkatiri, então com o monopólio das importações. “Afirmei estar convencido de que o irmão de Mari Alkatiri teria certamente as melhores intenções do mundo”, concluiu com uma indisfarçável ironia Xanana Gusmão.
Xanana Gusmão: Finanças da Fretilin sofriam "malária crónica"
O primeiro-ministro timorense contestou hoje as acusações de corrupção feitas ao Governo pelo maior partido da oposição, considerando que o Ministério das Finanças da Fretilin até 2007 sofria de "malária crónica", e anunciou a criação de uma Comissão Anti-Corrupção.
Mostrando uma fotografia do gabinete da ex-ministra das Finanças do Governo Fretilin, Madalena Boavida, literalmente feito uma bagunça, Xanana Gusmão declarou: "A Fretilin caiu porque o seu Ministério das Finanças sofria de malária crónica".
O líder do executivo timorense respondeu assim a acusações de corrupção feitas pelo maior partido de oposição na segunda-feira à sua equipa: "Quando o Ministério das Finanças - actualmente dirigido por Emília Pires - se constipa, os outros ficam doentes", disse o presidente da Fretilin, Mari Alkatiri.
Mostrando uma fotografia do gabinete da ex-ministra das Finanças do Governo Fretilin, Madalena Boavida, literalmente feito uma bagunça, Xanana Gusmão declarou: "A Fretilin caiu porque o seu Ministério das Finanças sofria de malária crónica".
O líder do executivo timorense respondeu assim a acusações de corrupção feitas pelo maior partido de oposição na segunda-feira à sua equipa: "Quando o Ministério das Finanças - actualmente dirigido por Emília Pires - se constipa, os outros ficam doentes", disse o presidente da Fretilin, Mari Alkatiri.
Angola: UNITA propõe autonomia para Cabinda
A autonomia para a província de Cabinda é uma das propostas do anteprojecto de Constituição da UNITA, apresentado hoje em Luanda pelo seu líder, Isaías Samakuva.
A UNITA elegeu a descentralização político-administrativa de Cabinda, por entender que é a via para a resolução da "complexidade dos problemas históricos" do enclave.
A proposta, que vai ser entregue à comissão constitucional parlamentar este mês, refere que só essa"descentralização" permite "maior agilidade, participação democrática e eficiência" na administração territorial e "consolidação da paz política e social" em Cabinda.
[A proposta é meritória, seja quem for que a apresente. O Tasquinha é, e sempre foi, favorável à resolução da questão de Cabinda, a bem dos cabindenses e respeitando os seus direitos históricos. Claro que nunca excluímos Portugal da questão. Importa relevar o papel de S.A.R. O Senhor D. Duarte Pio, Duque de Bragança e de alguns partidos políticos - CDS/PP e algumas franjas do PSD e do PS -, das associações de emigrantes cabindenses, bem como de elementos da FLEC.]
A UNITA elegeu a descentralização político-administrativa de Cabinda, por entender que é a via para a resolução da "complexidade dos problemas históricos" do enclave.
A proposta, que vai ser entregue à comissão constitucional parlamentar este mês, refere que só essa"descentralização" permite "maior agilidade, participação democrática e eficiência" na administração territorial e "consolidação da paz política e social" em Cabinda.
[A proposta é meritória, seja quem for que a apresente. O Tasquinha é, e sempre foi, favorável à resolução da questão de Cabinda, a bem dos cabindenses e respeitando os seus direitos históricos. Claro que nunca excluímos Portugal da questão. Importa relevar o papel de S.A.R. O Senhor D. Duarte Pio, Duque de Bragança e de alguns partidos políticos - CDS/PP e algumas franjas do PSD e do PS -, das associações de emigrantes cabindenses, bem como de elementos da FLEC.]
segunda-feira, maio 11, 2009
Timor: "Vai haver drama quando verdade vier ao de cima"
A ministra da Justiça Timorense, Lúcia Lobato, garantiu que se "vai assistir a um belo drama quando a verdade - sobre acusações de corrupção feitas pela Fretilin - vier ao de cima".
Citada hoje pelo jornal Semanário, de Díli, Lúcia Lobato afirma que "haverá um belo drama quando a investigação se tornar pública e for feita justiça, e se souber quem praticou corrupção, se a ministra - aludindo a si própria -, ou ex-membros do governo pertencentes à Fretilin", o maior partido no parlamento, mas na oposição ao governo de coligação de Xanana Gusmão.
"É função da oposição denunciar casos de corrupção no Parlamento Nacional, mas peço que quando se pronunciar o faça de forma construtiva", frisou.
Esta declarações surgem depois de Mari Alkatiri ter acusado o Ministério Finanças (MF) de Timor-Leste de corrupção.
O líder da Fretilin, o partido com maior representação parlamentar, na oposição à coligação governamental, garantiu hoje que o MF está no centro dos escândalos de corrupção no país.
"Quando o Ministério da Finanças se constipa, todos os outros ficam doentes", ironizou, em declarações na sala da bancada parlamentar da Fretilin.
"Os outros - acrescentou - são sobretudo os da Justiça (Lúcia Lobato), Infra-estruturas (Pedro Lay da Silva) e Turismo, Comércio e Indústria (Gil da Costa Alves)".
[A estabilidade política, tão essencial num país que atravessa tantas dificuldades e está perante tantos desafios, continua a não ser, infelizmente, uma realidade em Timor-Leste.
O muçulmano Mari Alkatiri, figura importante da resistência no exterior, nunca se impôs como consensual. Contudo, nas últimas legislativas a legitimidade das urnas davam-no como putativo Primeiro Ministro de Timor, não fosse a aliança do CNRT e de outros partidos, com base não se sabe bem em que interesses... Demonstrando uma revolta bastante visível em todas as suas atitudes políticas, Alkatiri tem sido, actualmente, sinónimo de constantes polémicas. E as polémicas interessam a quem?]
Citada hoje pelo jornal Semanário, de Díli, Lúcia Lobato afirma que "haverá um belo drama quando a investigação se tornar pública e for feita justiça, e se souber quem praticou corrupção, se a ministra - aludindo a si própria -, ou ex-membros do governo pertencentes à Fretilin", o maior partido no parlamento, mas na oposição ao governo de coligação de Xanana Gusmão.
"É função da oposição denunciar casos de corrupção no Parlamento Nacional, mas peço que quando se pronunciar o faça de forma construtiva", frisou.
Esta declarações surgem depois de Mari Alkatiri ter acusado o Ministério Finanças (MF) de Timor-Leste de corrupção.
O líder da Fretilin, o partido com maior representação parlamentar, na oposição à coligação governamental, garantiu hoje que o MF está no centro dos escândalos de corrupção no país.
"Quando o Ministério da Finanças se constipa, todos os outros ficam doentes", ironizou, em declarações na sala da bancada parlamentar da Fretilin.
"Os outros - acrescentou - são sobretudo os da Justiça (Lúcia Lobato), Infra-estruturas (Pedro Lay da Silva) e Turismo, Comércio e Indústria (Gil da Costa Alves)".
[A estabilidade política, tão essencial num país que atravessa tantas dificuldades e está perante tantos desafios, continua a não ser, infelizmente, uma realidade em Timor-Leste.
O muçulmano Mari Alkatiri, figura importante da resistência no exterior, nunca se impôs como consensual. Contudo, nas últimas legislativas a legitimidade das urnas davam-no como putativo Primeiro Ministro de Timor, não fosse a aliança do CNRT e de outros partidos, com base não se sabe bem em que interesses... Demonstrando uma revolta bastante visível em todas as suas atitudes políticas, Alkatiri tem sido, actualmente, sinónimo de constantes polémicas. E as polémicas interessam a quem?]
Universidade Católica sobe dois lugares no ranking 45 melhores escolas de negócios do mundo
Lista do Finantial Times (FT) coloca formação de executivos da Católica em 37.º a nível mundial e 17.º a nível europeu.
A formação de executivos da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais, da Universidade Católica Portuguesa (FCEE/UCP), de Lisboa aparece, pelo terceiro ano consecutivo, no ranking do FT, que é hoje publicado. Desde 2007 que a escola tem vindo a subir na tabela daquelas que são consideradas as melhores escolas de negócios da Europa e do mundo. No ranking mundial, a Católica surge em 37.º lugar; a nível europeu, está em 17.º. Subiu dois lugares em ambas as tabelas. A FCEE/UCP é a única escola portuguesa nesta listagem que é cada vez mais competitiva, define Luís Cardoso, director da Formação de Executivos. "Este ranking é muito considerado entre as escolas e determina a procura que têm. É competitivo porque está a aumentar o número de concorrentes, escolas de países emergentes, como os asiáticos, que têm a educação como valor central, que estão a fazer um esforço de formação e de recrutamento de professores nas melhores escolas do mundo", explica.
Estar há três anos numa tabela de apenas 45 escolas mundiais é um orgulho para a directora da faculdade, Fátima Barros. "Há escolas de países como a Holanda, Alemanha ou Dinamarca que não aparecem. Nós estamos em 17.º entre as melhores europeias e queremos consolidar a nossa posição", anuncia. A nível da Península Ibérica, a escola ocupa a quarta posição e continua a ser a única portuguesa na lista. "Infelizmente para Portugal, estamos sós, houve outras escolas que mostraram empenho em estar [no ranking] mas infelizmente não aconteceu", lamenta Luís Cardoso. A subida de dois lugares em ambas as tabelas, a global e a europeia, "reflecte a trajectória" que esta formação tem feito. Os cursos para executivos começaram em 1991. A faculdade só apresentou a candidatura ao FT depois de ter obtido acreditação internacional, em 2006, uma das condições fundamentais para concorrer. Além do envio de dossiers com todas as informações exigidas, o FT envia inquéritos aos antigos alunos e clientes.
Os rankings do FT abrangem também os MBA e as formações à luz de Bolonha, às quais a escola ainda não pode concorrer por ainda serem recentes, explica Fátima Barros. Em dois anos, 2007 e 2008, a facturação na formação de executivos aumentou 35%, o que coincidiu com o reconhecimento do FT. Fátima Barros garante que esta formação é responsável por mais de metade do orçamento da faculdade. "Não temos financiamento público, por isso estes valores para o financiamento da escola são cruciais", esclarece. O próximo ano poderá, porém, não ser tão positivo. "A educação e formação é um sector sensível à crise", diz. Este ano, as grandes escolas de negócios estão a perder entre 20 e 30% da facturação.
A formação de executivos da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais, da Universidade Católica Portuguesa (FCEE/UCP), de Lisboa aparece, pelo terceiro ano consecutivo, no ranking do FT, que é hoje publicado. Desde 2007 que a escola tem vindo a subir na tabela daquelas que são consideradas as melhores escolas de negócios da Europa e do mundo. No ranking mundial, a Católica surge em 37.º lugar; a nível europeu, está em 17.º. Subiu dois lugares em ambas as tabelas. A FCEE/UCP é a única escola portuguesa nesta listagem que é cada vez mais competitiva, define Luís Cardoso, director da Formação de Executivos. "Este ranking é muito considerado entre as escolas e determina a procura que têm. É competitivo porque está a aumentar o número de concorrentes, escolas de países emergentes, como os asiáticos, que têm a educação como valor central, que estão a fazer um esforço de formação e de recrutamento de professores nas melhores escolas do mundo", explica.
Estar há três anos numa tabela de apenas 45 escolas mundiais é um orgulho para a directora da faculdade, Fátima Barros. "Há escolas de países como a Holanda, Alemanha ou Dinamarca que não aparecem. Nós estamos em 17.º entre as melhores europeias e queremos consolidar a nossa posição", anuncia. A nível da Península Ibérica, a escola ocupa a quarta posição e continua a ser a única portuguesa na lista. "Infelizmente para Portugal, estamos sós, houve outras escolas que mostraram empenho em estar [no ranking] mas infelizmente não aconteceu", lamenta Luís Cardoso. A subida de dois lugares em ambas as tabelas, a global e a europeia, "reflecte a trajectória" que esta formação tem feito. Os cursos para executivos começaram em 1991. A faculdade só apresentou a candidatura ao FT depois de ter obtido acreditação internacional, em 2006, uma das condições fundamentais para concorrer. Além do envio de dossiers com todas as informações exigidas, o FT envia inquéritos aos antigos alunos e clientes.
Os rankings do FT abrangem também os MBA e as formações à luz de Bolonha, às quais a escola ainda não pode concorrer por ainda serem recentes, explica Fátima Barros. Em dois anos, 2007 e 2008, a facturação na formação de executivos aumentou 35%, o que coincidiu com o reconhecimento do FT. Fátima Barros garante que esta formação é responsável por mais de metade do orçamento da faculdade. "Não temos financiamento público, por isso estes valores para o financiamento da escola são cruciais", esclarece. O próximo ano poderá, porém, não ser tão positivo. "A educação e formação é um sector sensível à crise", diz. Este ano, as grandes escolas de negócios estão a perder entre 20 e 30% da facturação.
Expedição portuguesa chega hoje ao Árctico
Dois cientistas portugueses chegam hoje à vila esquimó de Umiujaq, no Árctico Canadiano, para conhecer melhor de que forma as alterações climáticas estão a transformar o ambiente polar. João Canário e Marta Nogueira, investigadores do Instituto Nacional de Recursos Biológicos (INRB - IPIMAR), vão juntar-se a outros dois investigadores canadianos e regressar ao Árctico, onde ficarão até dia 22.
"No ano passado estivemos em Kuujjuarapik, no Norte do Quebeque, a recolher dados numa situação de Inverno. Agora queremos ver o que acontece numa situação de Primavera e degelo", explicou João Canário, antes da partida. A campanha, liderada pelo canadiano Laurier Poissant, vai recolher amostras de neve, gelo, água e sedimentos. O objectivo é tentar perceber o que acontece aos poluentes acumulados no permafrost (solo permanentemente gelado) quando as temperaturas sobem e este começa parcialmente a derreter, formando lagos temporários com grandes concentrações de carbono e metano. "Queremos saber o que acontece com a fusão do gelo e da neve, que tendem a acumular poluentes. Estes poderão dispersar-se, infiltrar-se na água e entrar na cadeia alimentar", contou Canário. Ou ainda acabar por concentrar-se na atmosfera e agravar as alterações climáticas.
Os actuais modelos sobre aquecimento global ainda não levam em conta a emissão dos gases com efeito de estufa da fusão do permafrost. "Trata-se de carbono que foi depositado nas camadas superiores (zero a um centímetro) há cerca de, pelo menos, 400 anos, e que agora está a ser libertado para a atmosfera", escreveram os investigadores aquando da missão anterior ao Ártico, em Abril de 2008. Em Umiujaq vivem cerca de 300 pessoas. As casas foram construídas em cima do permafrost, que está a abater com a subida da temperatura. "As pessoas estão preocupadas por que o seu estilo de vida está a mudar. São pescadores ou caçadores. Não há condições para a agricultura. O que está a acontecer é que os animais de que dependem estão a escolher outras rotas", por causa do degelo.
"No ano passado estivemos em Kuujjuarapik, no Norte do Quebeque, a recolher dados numa situação de Inverno. Agora queremos ver o que acontece numa situação de Primavera e degelo", explicou João Canário, antes da partida. A campanha, liderada pelo canadiano Laurier Poissant, vai recolher amostras de neve, gelo, água e sedimentos. O objectivo é tentar perceber o que acontece aos poluentes acumulados no permafrost (solo permanentemente gelado) quando as temperaturas sobem e este começa parcialmente a derreter, formando lagos temporários com grandes concentrações de carbono e metano. "Queremos saber o que acontece com a fusão do gelo e da neve, que tendem a acumular poluentes. Estes poderão dispersar-se, infiltrar-se na água e entrar na cadeia alimentar", contou Canário. Ou ainda acabar por concentrar-se na atmosfera e agravar as alterações climáticas.
Os actuais modelos sobre aquecimento global ainda não levam em conta a emissão dos gases com efeito de estufa da fusão do permafrost. "Trata-se de carbono que foi depositado nas camadas superiores (zero a um centímetro) há cerca de, pelo menos, 400 anos, e que agora está a ser libertado para a atmosfera", escreveram os investigadores aquando da missão anterior ao Ártico, em Abril de 2008. Em Umiujaq vivem cerca de 300 pessoas. As casas foram construídas em cima do permafrost, que está a abater com a subida da temperatura. "As pessoas estão preocupadas por que o seu estilo de vida está a mudar. São pescadores ou caçadores. Não há condições para a agricultura. O que está a acontecer é que os animais de que dependem estão a escolher outras rotas", por causa do degelo.
domingo, maio 10, 2009
Bissau: 5 militares detidos por assassínio de Tagmé Na Waié
Cinco pessoas estão detidas no âmbito das investigações do assassínio do ex-Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Tagmé Na Waié, morto num atentado a bomba no dia 01 de Março, disse hoje à Agencia Lusa fonte militar.
«Confirmo que estão detidas cinco pessoas», afirmou fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, contactada na sequência de uma conferência de imprensa do Movimento Nacional da Sociedade Civil, integrada, entre outras organizações, pela Liga Guineense dos Direitos Humanos.
Na conferência de imprensa, Bubacar Turé, vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, afirmou que estão detidos o general Melciades Gomes Fernandes (Manuel Mina), os capitães José Alberto Té, Bacar Turé e Malam Candé e a segunda-sargenta Djabu Camará (vulgarmente conhecida como Pomba Branca).
[Finalmente estão encontrados os responsáveis (todos?) pelo crime sangrento contra o general Waié. São inocentes, até prova em contrário, mas ninguém me tira da ideia que haverá sempre um ou outro "bode expiatório"]
«Confirmo que estão detidas cinco pessoas», afirmou fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, contactada na sequência de uma conferência de imprensa do Movimento Nacional da Sociedade Civil, integrada, entre outras organizações, pela Liga Guineense dos Direitos Humanos.
Na conferência de imprensa, Bubacar Turé, vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, afirmou que estão detidos o general Melciades Gomes Fernandes (Manuel Mina), os capitães José Alberto Té, Bacar Turé e Malam Candé e a segunda-sargenta Djabu Camará (vulgarmente conhecida como Pomba Branca).
[Finalmente estão encontrados os responsáveis (todos?) pelo crime sangrento contra o general Waié. São inocentes, até prova em contrário, mas ninguém me tira da ideia que haverá sempre um ou outro "bode expiatório"]
Bissau: 5 militares detidos por assassínio de Tagmé Na Waié
Cinco pessoas estão detidas no âmbito das investigações do assassínio do ex-Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Tagmé Na Waié, morto num atentado a bomba no dia 01 de Março, disse hoje fonte militar.
"Confirmo que estão detidas cinco pessoas", afirmou fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, contactada na sequência de uma conferência de imprensa do Movimento Nacional da Sociedade Civil, integrada, entre outras organizações, pela Liga Guineense dos Direitos Humanos.
Na conferência de imprensa, Bubacar Turé, vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, afirmou que estão detidos o general Melciades Gomes Fernandes (Manuel Mina), os capitães José Alberto Té, Bacar Turé e Malam Candé e a segunda-sargenta Djabu Camará (vulgarmente conhecida como Pomba Branca).
[Finalmente parece estarem encontrados alguns culpados pelo crime sangrento. Inocentes, até prova em contrário, mas ninguém me tira da ideia que haverá sempre um ou outro "bode expiatório".]
"Confirmo que estão detidas cinco pessoas", afirmou fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, contactada na sequência de uma conferência de imprensa do Movimento Nacional da Sociedade Civil, integrada, entre outras organizações, pela Liga Guineense dos Direitos Humanos.
Na conferência de imprensa, Bubacar Turé, vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, afirmou que estão detidos o general Melciades Gomes Fernandes (Manuel Mina), os capitães José Alberto Té, Bacar Turé e Malam Candé e a segunda-sargenta Djabu Camará (vulgarmente conhecida como Pomba Branca).
[Finalmente parece estarem encontrados alguns culpados pelo crime sangrento. Inocentes, até prova em contrário, mas ninguém me tira da ideia que haverá sempre um ou outro "bode expiatório".]
sexta-feira, maio 08, 2009
Cabo Verde: Governo procura acelerar pilares atrasados da Parceria Especial
Cabo Verde vai criar um grupo de trabalho para o desenvolvimento do programa de Convergência Técnica e Normativa, o mais atrasado dos seis pilares da Parceria Especial entre Cabo Verde e a União Europeia (UE).
A decisão foi tomada na segunda reunião da troika ministerial, que hoje analisou o estado de implementação da Parceria Especial. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, José Brito, reconheceu que todos os pilares não estão no mesmo nível de desenvolvimento e afirmou que vai ser criado o grupo de trabalho para acelerar os trabalhos em termos da Convergência Técnica e Normativa. “É um pilar transversal a nível de governação, sociedade de conhecimento e segurança. Mas é algo mais amplo e concordamos que vamos criar o grupo de trabalho para dar seguimento à questão da convergência. É um processo de longo-prazo e o importante é avançar”, explicou.
A avaliação da execução dos seis pilares do Plano de Acção da Parceria Especial foi um dos objectivos da II Reunião da Troika Ministerial Cabo Verde/UE. Na reunião participaram a ministra adjunta dos Negócios Estrangeiros da República Checa (país que preside à UE), Helena Bambasova, o director-geral das Relações com os países da África, Caraíbas e Pacífico (ACP) e do Desenvolvimento, Stephano Monservisi, e o chefe da Unidade África no Conselho da União Europeia. Entre os pilares mais avançados estão a Boa Governação, Segurança/Estabilidade e Integração Regional, que têm na mira a região da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e ainda o interesse nas Regiões Ultraperiféricas (RUP) europeias, ou seja, a Macaronésia, onde se insere Cabo Verde. José Brito afirmou que há intenção das duas partes em continuar a trabalhar para "acelerar o processo de implementação da Parceria Especial". Por seu turno, Helena Bambasova afirmou que há que ter em consideração que a Parceria Especial é um processo de longo-prazo, que irá trazer benefícios tanto para a Europa como para Cabo Verde. A reunião da Troika Ministerial analisou ainda a concertação e diálogo político sobre aspectos que interessam às duas partes, nomeadamente a situação da política na Costa Ocidental da África, bem como um relatório da situação na Europa. Os efeitos da crise financeira internacional e ainda questões sobre mudanças climáticas, democracia e respeito dos direitos humanos no mundo também estiveram em discussão.
A decisão foi tomada na segunda reunião da troika ministerial, que hoje analisou o estado de implementação da Parceria Especial. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, José Brito, reconheceu que todos os pilares não estão no mesmo nível de desenvolvimento e afirmou que vai ser criado o grupo de trabalho para acelerar os trabalhos em termos da Convergência Técnica e Normativa. “É um pilar transversal a nível de governação, sociedade de conhecimento e segurança. Mas é algo mais amplo e concordamos que vamos criar o grupo de trabalho para dar seguimento à questão da convergência. É um processo de longo-prazo e o importante é avançar”, explicou.
A avaliação da execução dos seis pilares do Plano de Acção da Parceria Especial foi um dos objectivos da II Reunião da Troika Ministerial Cabo Verde/UE. Na reunião participaram a ministra adjunta dos Negócios Estrangeiros da República Checa (país que preside à UE), Helena Bambasova, o director-geral das Relações com os países da África, Caraíbas e Pacífico (ACP) e do Desenvolvimento, Stephano Monservisi, e o chefe da Unidade África no Conselho da União Europeia. Entre os pilares mais avançados estão a Boa Governação, Segurança/Estabilidade e Integração Regional, que têm na mira a região da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e ainda o interesse nas Regiões Ultraperiféricas (RUP) europeias, ou seja, a Macaronésia, onde se insere Cabo Verde. José Brito afirmou que há intenção das duas partes em continuar a trabalhar para "acelerar o processo de implementação da Parceria Especial". Por seu turno, Helena Bambasova afirmou que há que ter em consideração que a Parceria Especial é um processo de longo-prazo, que irá trazer benefícios tanto para a Europa como para Cabo Verde. A reunião da Troika Ministerial analisou ainda a concertação e diálogo político sobre aspectos que interessam às duas partes, nomeadamente a situação da política na Costa Ocidental da África, bem como um relatório da situação na Europa. Os efeitos da crise financeira internacional e ainda questões sobre mudanças climáticas, democracia e respeito dos direitos humanos no mundo também estiveram em discussão.
Governo português quer criar marca lusófona nos países de língua portuguesa
O Governo está a desenvolver contactos diplomáticos para avançar com a designada marca lusófona, um projecto que, à semelhança da marca comunitária, pretende facilitar e agilizar a protecção de uma insígnia em vários territórios.
Neste caso, o registo único destina-se à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), nomeadamente Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
"Esta é uma proposta do Estado Português, que o ministro da Justiça já apresentou aos seus homólogos dos países de língua oficial portuguesa. A marca lusófona - regime jurídico único - terá que ser acordada através de um tratado internacional", salienta fonte oficial do Ministério da Justiça. "Estão a ser desenvolvidos os contactos diplomáticos necessários para a concretizar e, muito provavelmente, este projecto irá desenvolver-se de forma faseada com alguns países", refere a mesma fonte.
Neste caso, o registo único destina-se à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), nomeadamente Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
"Esta é uma proposta do Estado Português, que o ministro da Justiça já apresentou aos seus homólogos dos países de língua oficial portuguesa. A marca lusófona - regime jurídico único - terá que ser acordada através de um tratado internacional", salienta fonte oficial do Ministério da Justiça. "Estão a ser desenvolvidos os contactos diplomáticos necessários para a concretizar e, muito provavelmente, este projecto irá desenvolver-se de forma faseada com alguns países", refere a mesma fonte.
quarta-feira, maio 06, 2009
Canal em português na China
A Televisão Central da China (CCTV) tenciona lançar um canal em português nos próximos dois anos, anunciou à agência Lusa fonte daquela empresa estatal chinesa.
"O plano é abrir em 2010 ou 2011", disse a fonte.
A CCTV já tem canais em inglês, espanhol e francês e antes do português tenciona ainda lançar canais em árabe e russo, ilustrando a crescente influência internacional da China.
A agência noticiosa oficial chinesa Nova China e a Rádio China Internacional já têm serviços em português.
O número de estudantes chineses de português também tem vindo a aumentar, devido sobretudo ao crescimento das relações económicas com Brasil e Angola.
Há apenas cinco anos, em Pequim, só uma universidade tinha curso de português, enquanto hoje já há quatro.
"O interesse da China pelo mundo da língua portuguesa está bastante vivo", realçou terça-feira o presidente da Assembleia da Republica, Jaime Gama, em visita ao país.
"O plano é abrir em 2010 ou 2011", disse a fonte.
A CCTV já tem canais em inglês, espanhol e francês e antes do português tenciona ainda lançar canais em árabe e russo, ilustrando a crescente influência internacional da China.
A agência noticiosa oficial chinesa Nova China e a Rádio China Internacional já têm serviços em português.
O número de estudantes chineses de português também tem vindo a aumentar, devido sobretudo ao crescimento das relações económicas com Brasil e Angola.
Há apenas cinco anos, em Pequim, só uma universidade tinha curso de português, enquanto hoje já há quatro.
"O interesse da China pelo mundo da língua portuguesa está bastante vivo", realçou terça-feira o presidente da Assembleia da Republica, Jaime Gama, em visita ao país.
Angela Merkel ignora Teixeira dos Santos
Mais de um ano depois, o Ministério das Finanças continua sem saber se há contribuintes portugueses envolvidos no mega-escândalo de evasão fiscal para o Liechtenstein, um Estado que vem mantendo regras rígidas ao nível do sigilo bancário e troca de informações.
As autoridades alemãs, que no início de 2008 compraram uma lista de informações a um funcionário do banco LGT onde constavam os nomes de milhares cidadãos (alemães e não só) que lá tinham poupanças para escapar ao Fisco, ignoraram o pedido do Ministério das Finanças português, que quis saber se, na referida lista, havia contribuintes nacionais. “Não obtivemos qualquer resposta” das autoridades alemãs, reconheceu hoje o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, em resposta a uma pergunta do deputado Honório Novo (PCP), durante o debate sobre o relatório do combate à fraude e evasão fiscais, que está a decorrer na Comissão de Orçamento e Finanças. Já na Alemanha, as investigações começaram em Fevereiro de 2008 e já levaram ao julgamento e condenação de alguns dos arguidos. A imprensa local estima que as autoridades já tenham recuperado duas centenas de milhões de euros com a investigação, que se estende também a Inglaterra e Espanha.
As autoridades alemãs, que no início de 2008 compraram uma lista de informações a um funcionário do banco LGT onde constavam os nomes de milhares cidadãos (alemães e não só) que lá tinham poupanças para escapar ao Fisco, ignoraram o pedido do Ministério das Finanças português, que quis saber se, na referida lista, havia contribuintes nacionais. “Não obtivemos qualquer resposta” das autoridades alemãs, reconheceu hoje o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, em resposta a uma pergunta do deputado Honório Novo (PCP), durante o debate sobre o relatório do combate à fraude e evasão fiscais, que está a decorrer na Comissão de Orçamento e Finanças. Já na Alemanha, as investigações começaram em Fevereiro de 2008 e já levaram ao julgamento e condenação de alguns dos arguidos. A imprensa local estima que as autoridades já tenham recuperado duas centenas de milhões de euros com a investigação, que se estende também a Inglaterra e Espanha.
CPLP: Defesa da língua é elo mais fraco por falta de vontade
A promoção da língua portuguesa é o elo mais fraco das vertentes de actuação da CPLP devido a falta de vontade política dos Estados membros, disse o embaixador da Missão do Brasil junto da comunidade lusófona.
Segundo Lauro Moreira, uma das vertentes de actuação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa é a promoção e a defesa da língua portuguesa, sendo este o ponto mais fraco, neste momento, da comunidade lusófona.
"Há um reconhecimento hoje, por parte de nós todos da CPLP, que este é o elo mais fraco da corrente e é um absurdo completo porque ele deveria ser o mais forte, pois é o cimento da organização", referiu o diplomata durante o Colóquio sobre a Unidade e Diversidade Cultural na CPLP, realizado hoje no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa.
Segundo Lauro Moreira, uma das vertentes de actuação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa é a promoção e a defesa da língua portuguesa, sendo este o ponto mais fraco, neste momento, da comunidade lusófona.
"Há um reconhecimento hoje, por parte de nós todos da CPLP, que este é o elo mais fraco da corrente e é um absurdo completo porque ele deveria ser o mais forte, pois é o cimento da organização", referiu o diplomata durante o Colóquio sobre a Unidade e Diversidade Cultural na CPLP, realizado hoje no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa.
terça-feira, maio 05, 2009
Tribunal de Contas classifica gestão da EP na Ponte Europa como “muito má”
Muito má.
É assim que o Tribunal de Contas (TC) classifica a gestão da Estradas de Portugal e das suas antecessoras na construção da Ponte Europa, em Coimbra, hoje baptizada Rainha Santa Isabel, que a entidade calcula ter tido uma derrapagem de 137 por cento, o que significa mais 41 milhões de euros a somar aos quase 30 milhões estimados inicialmente.
O TC divulgou ontem o último relatório de uma série de cinco dedicados a derrapagens de obras públicas, lamentando que, apesar de estarem identificadas as causas do elevado valor pago com encargos adicionais e do “atraso de vários anos na disponibilidade de um bem público essencial”, não tenha sido detectada a atribuição de responsabilidades, de qualquer natureza, aos causadores destas ocorrências. O Tribunal dá conta que Portugal foi obrigado a devolver 6,2 milhões de euros de fundos comunitários recebidos por a União Europeia não ter considerado elegíveis para efeitos de financiamento uma fatia importante dos trabalhos a mais. O organismo concluiu que o desvio financeiro ultrapassa todos os limites de razoabilidade e as respectivas causas, “consubstanciam uma gestão não pautada pelo rigor e que contrariou os critérios de eficiência, economia e eficácia”.
O dono da obra, a Estradas de Portugal, no âmbito da gestão de todo o empreendimento, concretiza o Tribunal, “tomou um conjunto de decisões que originaram elevados sobrecustos financeiros associados a derrapagens de prazo”. Começa por elencar o facto de ter optado pela solução proposta pela GRID, a primeira empresa projectista que foi afastada a meio da construção, “sem ter sido devidamente acautelado o facto de se tratar de uma solução inovadora, mesmo a nível internacional, com riscos que não foram assumidos”. Aponta ainda “vários erros e omissões” ao anteprojecto da ponte para concurso, nomeadamente ao nível do processo construtivo, faltando-lhe o necessário plano de segurança e saúde. “A urgência em proceder ao lançamento da empreitada, apenas com base no anteprojecto e, bem assim, no regime do preço global, e a sua consignação com o projecto de execução incompleto, acabaram por acarretar sobrecustos com a realização de trabalhos complementares e, ainda, com pagamentos na sequência de pedidos de reequilíbrio económico-financeiro da iniciativa do empreiteiro”, lê-se no relatório.
O tribunal entende que um procedimento tão simples como a validação técnica do projecto de execução, antes do lançamento da empreitada, “teria evitado encargos adicionais e a consequente derrapagem financeira da obra”. Esse trabalho foi feito em 2003 já com a ponte em construção e custou 582 mil euros. Quanto à rescisão com a GRID, o Tribunal realça que não foi contratualizada seguro nem qualquer cláusula pecuniária sancionatória, o que levou o dono da obra a assumir todas as responsabilidades financeiras por erros ou omissões do projecto de execução, consideradas como erros de concepção.“A obra apresentou um índice de desperdício elevado, resultante de erros e falhas graves na gestão e no controlo de que se destacam: o erro de lançar a obra em fase de anteprojecto, a falta de liderança e de capacidade técnica do dono da obra, a subversão dos princípios da contratação pública (concorrência, transparência e equidade, a nomeação tardia de um gestor de empreendimento, a fragilidade de actuação do dono da obra face ao empreiteiro e a ineficácia das acções da equipa de fiscalização por inércia do dono da obra”, enumera-se. Para logo se rematar: “Todas estas graves deficiências contribuíram para uma gestão e coordenação do empreendimento ineficazes que resultaram encargos adicionais avultadíssimos para o erário público”.
[Agora só falta dizerem os nomes dos responsáveis por tão brilhante asneira!]
É assim que o Tribunal de Contas (TC) classifica a gestão da Estradas de Portugal e das suas antecessoras na construção da Ponte Europa, em Coimbra, hoje baptizada Rainha Santa Isabel, que a entidade calcula ter tido uma derrapagem de 137 por cento, o que significa mais 41 milhões de euros a somar aos quase 30 milhões estimados inicialmente.
O TC divulgou ontem o último relatório de uma série de cinco dedicados a derrapagens de obras públicas, lamentando que, apesar de estarem identificadas as causas do elevado valor pago com encargos adicionais e do “atraso de vários anos na disponibilidade de um bem público essencial”, não tenha sido detectada a atribuição de responsabilidades, de qualquer natureza, aos causadores destas ocorrências. O Tribunal dá conta que Portugal foi obrigado a devolver 6,2 milhões de euros de fundos comunitários recebidos por a União Europeia não ter considerado elegíveis para efeitos de financiamento uma fatia importante dos trabalhos a mais. O organismo concluiu que o desvio financeiro ultrapassa todos os limites de razoabilidade e as respectivas causas, “consubstanciam uma gestão não pautada pelo rigor e que contrariou os critérios de eficiência, economia e eficácia”.
O dono da obra, a Estradas de Portugal, no âmbito da gestão de todo o empreendimento, concretiza o Tribunal, “tomou um conjunto de decisões que originaram elevados sobrecustos financeiros associados a derrapagens de prazo”. Começa por elencar o facto de ter optado pela solução proposta pela GRID, a primeira empresa projectista que foi afastada a meio da construção, “sem ter sido devidamente acautelado o facto de se tratar de uma solução inovadora, mesmo a nível internacional, com riscos que não foram assumidos”. Aponta ainda “vários erros e omissões” ao anteprojecto da ponte para concurso, nomeadamente ao nível do processo construtivo, faltando-lhe o necessário plano de segurança e saúde. “A urgência em proceder ao lançamento da empreitada, apenas com base no anteprojecto e, bem assim, no regime do preço global, e a sua consignação com o projecto de execução incompleto, acabaram por acarretar sobrecustos com a realização de trabalhos complementares e, ainda, com pagamentos na sequência de pedidos de reequilíbrio económico-financeiro da iniciativa do empreiteiro”, lê-se no relatório.
O tribunal entende que um procedimento tão simples como a validação técnica do projecto de execução, antes do lançamento da empreitada, “teria evitado encargos adicionais e a consequente derrapagem financeira da obra”. Esse trabalho foi feito em 2003 já com a ponte em construção e custou 582 mil euros. Quanto à rescisão com a GRID, o Tribunal realça que não foi contratualizada seguro nem qualquer cláusula pecuniária sancionatória, o que levou o dono da obra a assumir todas as responsabilidades financeiras por erros ou omissões do projecto de execução, consideradas como erros de concepção.“A obra apresentou um índice de desperdício elevado, resultante de erros e falhas graves na gestão e no controlo de que se destacam: o erro de lançar a obra em fase de anteprojecto, a falta de liderança e de capacidade técnica do dono da obra, a subversão dos princípios da contratação pública (concorrência, transparência e equidade, a nomeação tardia de um gestor de empreendimento, a fragilidade de actuação do dono da obra face ao empreiteiro e a ineficácia das acções da equipa de fiscalização por inércia do dono da obra”, enumera-se. Para logo se rematar: “Todas estas graves deficiências contribuíram para uma gestão e coordenação do empreendimento ineficazes que resultaram encargos adicionais avultadíssimos para o erário público”.
[Agora só falta dizerem os nomes dos responsáveis por tão brilhante asneira!]
África do Sul: Luso-descendente empossado deputado 4ª feira
Manuel ("Manny") de Freitas tornar-se-á amanhã, aos 34 anos de idade, o primeiro luso-descendente a tomar posse no parlamento como representante eleito do povo sul-africano.
Para este natural de Joanesburgo com raízes na freguesia dos Prazeres, Madeira, de onde são oriundos o pai e a mãe, a eleição, a 22 do mês passado, para representante na câmara alta do Parlamento sul-africano, foi mais uma etapa de uma jornada política iniciada no início dos anos 90 no então Partido Democrático, hoje rebaptizado Aliança Democrática (AD), na sequência de uma fusão com pequenos partidos da oposição ao Congresso Nacional Africano (ANC).
"A Aliança Democrática é hoje orgulhosamente a força política que melhor reflecte o riquíssimo tapete étnico que compõe a nação do arco-íris", afirmou o novo deputado-eleito no dia em que embarcou para a Cidade do Cabo, onde amanhã prestará juramento na Assembleia de 400 assentos.
[Parabéns pela eleição. Agora há que trabalhar para criar condições para reforçar a segurança a nível federal e nacional e acabar com a crescente criminalidade dos subúrbios das grandes cidades onde a maioria dos emigrantes portugueses vive.]
Para este natural de Joanesburgo com raízes na freguesia dos Prazeres, Madeira, de onde são oriundos o pai e a mãe, a eleição, a 22 do mês passado, para representante na câmara alta do Parlamento sul-africano, foi mais uma etapa de uma jornada política iniciada no início dos anos 90 no então Partido Democrático, hoje rebaptizado Aliança Democrática (AD), na sequência de uma fusão com pequenos partidos da oposição ao Congresso Nacional Africano (ANC).
"A Aliança Democrática é hoje orgulhosamente a força política que melhor reflecte o riquíssimo tapete étnico que compõe a nação do arco-íris", afirmou o novo deputado-eleito no dia em que embarcou para a Cidade do Cabo, onde amanhã prestará juramento na Assembleia de 400 assentos.
[Parabéns pela eleição. Agora há que trabalhar para criar condições para reforçar a segurança a nível federal e nacional e acabar com a crescente criminalidade dos subúrbios das grandes cidades onde a maioria dos emigrantes portugueses vive.]
Cuba: Ministro norte-coreano de visita a Havana
O chefe da diplomacia norte-coreana, Pak Ui-Chun, defendeu segunda-feira em Havana relações mais próximas com Cuba, assegurando que os dois países comunistas vão acabar "por triunfar na sua luta anti-imperialista".
"Esperamos reforçar as nossas relações", declarou o ministro norte-coreano ao seu homólogo cubano Bruno Rodriguez perante os meios de comunicação social.
"Vamos triunfar na nossa luta anti-imperialista", acrescentou Pak, que efectua a primeira visita bilateral a Cuba de um alto responsável norte-coreano desde a do presidente do Parlamento em 2006.
"Esperamos reforçar as nossas relações", declarou o ministro norte-coreano ao seu homólogo cubano Bruno Rodriguez perante os meios de comunicação social.
"Vamos triunfar na nossa luta anti-imperialista", acrescentou Pak, que efectua a primeira visita bilateral a Cuba de um alto responsável norte-coreano desde a do presidente do Parlamento em 2006.
segunda-feira, maio 04, 2009
Jaime Gama em visita oficial à China
O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, inicia uma visita oficial à China a convite do presidente do comité permanente da Assembleia Popular da China.
Uma delegação composta pelos deputados Vitalino Canas (PS), António A. Henriques (PS), Agostinho Lopes (PCP) e Nuno Magalhães (CDS), membros do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-China, acompanha Jaime Gama nesta visita, que decorre até sábado.
O programa da visita inclui encontros políticos com parlamentares chineses, uma visita à Universidade Normal de Pequim, uma deslocação ao Art District de Pequim e uma visita à cidade de Shangdong, onde a delegação parlamentar portuguesa será recebida pelas autoridades políticas locais.
Uma delegação composta pelos deputados Vitalino Canas (PS), António A. Henriques (PS), Agostinho Lopes (PCP) e Nuno Magalhães (CDS), membros do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-China, acompanha Jaime Gama nesta visita, que decorre até sábado.
O programa da visita inclui encontros políticos com parlamentares chineses, uma visita à Universidade Normal de Pequim, uma deslocação ao Art District de Pequim e uma visita à cidade de Shangdong, onde a delegação parlamentar portuguesa será recebida pelas autoridades políticas locais.
quarta-feira, abril 29, 2009
Emirados Árabes Unidos querem apoio para sede de Agência Energias Renováveis
in Notícias Lusófonas
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) pediram apoio a Cabo Verde à candidatura para albergar a futura sede da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA), disse na Cidade da Praia o ministro dos Negócios Estrangeiros da EAU. Segundo Sheikh Abdullah Bin Zayed Al Nahyan, que cumpriu hoje uma visita de cinco horas a Cabo Verde, os Emirados têm em curso uma série de contactos internacionais nesse sentido, nomeadamente entre os Estados africanos que assinaram a declaração constitutiva da IRENA, em Janeiro deste ano.
A eleição para a escolha do país que instalará a sede da organização será realizada dentro de dois meses e, segundo Al Nahyan, os Emirados contam já com o apoio de alguns Estados africanos, que não nomeou. Entre os Estados africanos que rubricaram a declaração constitutiva da IRENA, entre eles Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, figuram também a África do Sul, Comores, Gâmbia, Madagáscar, República Democrática do Congo e Zâmbia, entre outros. Como contrapartida, a delegação árabe manifesta a intenção do seu país em reforçar relações de cooperação com Cabo Verde, sobretudo no domínio das energias renováveis, mercado em que Portugal está também apostado e que ficou patente durante a visita do primeiro-ministro português, José Sócrates, à Cidade da Praia, em Março último.
“Há um interesse genuíno da parte dos Emirados Árabes Unidos em efectuar investimentos sustentáveis no domínio das energias renováveis e certamente essa agência dará muitos ganhos se a sua sede se situar no meu país”, alegou Al Nahyan. A IRENA foi fundada em Bona, Alemanha, por um grupo de 75 países, entre eles também Portugal. Os EAU, federação de pequenos emirados, situados na Península Arábica, tem uma economia forte, baseada no petróleo, e é um dos países mais ricos do mundo.
Os Emirados Árabes Unidos (EAU) pediram apoio a Cabo Verde à candidatura para albergar a futura sede da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA), disse na Cidade da Praia o ministro dos Negócios Estrangeiros da EAU. Segundo Sheikh Abdullah Bin Zayed Al Nahyan, que cumpriu hoje uma visita de cinco horas a Cabo Verde, os Emirados têm em curso uma série de contactos internacionais nesse sentido, nomeadamente entre os Estados africanos que assinaram a declaração constitutiva da IRENA, em Janeiro deste ano.
A eleição para a escolha do país que instalará a sede da organização será realizada dentro de dois meses e, segundo Al Nahyan, os Emirados contam já com o apoio de alguns Estados africanos, que não nomeou. Entre os Estados africanos que rubricaram a declaração constitutiva da IRENA, entre eles Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, figuram também a África do Sul, Comores, Gâmbia, Madagáscar, República Democrática do Congo e Zâmbia, entre outros. Como contrapartida, a delegação árabe manifesta a intenção do seu país em reforçar relações de cooperação com Cabo Verde, sobretudo no domínio das energias renováveis, mercado em que Portugal está também apostado e que ficou patente durante a visita do primeiro-ministro português, José Sócrates, à Cidade da Praia, em Março último.
“Há um interesse genuíno da parte dos Emirados Árabes Unidos em efectuar investimentos sustentáveis no domínio das energias renováveis e certamente essa agência dará muitos ganhos se a sua sede se situar no meu país”, alegou Al Nahyan. A IRENA foi fundada em Bona, Alemanha, por um grupo de 75 países, entre eles também Portugal. Os EAU, federação de pequenos emirados, situados na Península Arábica, tem uma economia forte, baseada no petróleo, e é um dos países mais ricos do mundo.
"Timor será prioridade estratégica e factor de influência regional"
in Notícias Lusófonas
Quando Timor-Leste alcançar a estabilidade política interna, a China tornará o país uma prioridade estratégica e um factor de expansão da sua influência regional, defendeu o académico e investigador de assuntos asiáticos Moisés Silva Fernandes.
"Se houver estabilidade política em Timor-Leste, é inexorável que a China se vai virar para Timor. Nota-se isso em Timor - quem construiu um edifício novo para o Ministério dos Negócios estrangeiros de Timor foi a China, quem está a construir o palácio presidencial é a China e a China que já tinha uma embaixada está a construir uma nova embaixada para ser uma das maiores no país", disse Moisés Silva Fernandes, director do Instituto Confúcio da Universidade de Lisboa. Para o investigador, "havendo estabilidade política, depois tudo pode mexer. A China sabe que existe ali um actor importante, mas não quer entrar num confronto de influências directo com a Austrália porque sabe que a Austrália é o polícia regional para os Estados Unidos".
"Um aumento de influência da China naquela região nunca acontecerá de uma forma confrontacional, mas poderá acontecer através de uma aliança informal, nunca escrita, em que haverá uma convergência de interesses - incluindo Portugal, por razões políticas, que quer que Timor seja um Estado viável e onde a hegemonia australiana seja menor; e também a Indonésia e a Malásia", adiantou. Silva Fernandes defende que Portugal, China, Indonésia e Malásia "têm o denominador comum de serem favoráveis a uma redução da hegemonia australiana, e dentro destes quatro há Estados que têm interesses muito concretos que no caso da China é o petróleo, devido à proximidade do sul da China a Timor". "Isto será feito gradualmente só depois da resolução da questão da estabilidade política interna de Timor-Leste, mas há sem dúvida um interesse muito concreto nos recursos energéticos", observou.
A China tem apostado em África - Angola é o principal fornecedor de petróleo à República Popular -, mas enfrenta o problema dos custos elevados em termos de transporte, devido à distância, e de segurança, devido à necessidade de passagem por duas zonas onde os problemas de pirataria são graves, a costa da Somália e a zona do estreito de Malaca. "Uma solução regional seria muito melhor para a China porque lhe custaria muito menos em termos de transporte e segurança e também em termos de projecção de influência e havendo alternativas regionais ao fornecimento energético, como Timor, as prioridades ajustam-se", disse Silva Fernandes. Tudo dito, o investigador ressalva no entanto que "é impossível avançar horizontes temporais", para tal evolução estratégica.
Quando Timor-Leste alcançar a estabilidade política interna, a China tornará o país uma prioridade estratégica e um factor de expansão da sua influência regional, defendeu o académico e investigador de assuntos asiáticos Moisés Silva Fernandes.
"Se houver estabilidade política em Timor-Leste, é inexorável que a China se vai virar para Timor. Nota-se isso em Timor - quem construiu um edifício novo para o Ministério dos Negócios estrangeiros de Timor foi a China, quem está a construir o palácio presidencial é a China e a China que já tinha uma embaixada está a construir uma nova embaixada para ser uma das maiores no país", disse Moisés Silva Fernandes, director do Instituto Confúcio da Universidade de Lisboa. Para o investigador, "havendo estabilidade política, depois tudo pode mexer. A China sabe que existe ali um actor importante, mas não quer entrar num confronto de influências directo com a Austrália porque sabe que a Austrália é o polícia regional para os Estados Unidos".
"Um aumento de influência da China naquela região nunca acontecerá de uma forma confrontacional, mas poderá acontecer através de uma aliança informal, nunca escrita, em que haverá uma convergência de interesses - incluindo Portugal, por razões políticas, que quer que Timor seja um Estado viável e onde a hegemonia australiana seja menor; e também a Indonésia e a Malásia", adiantou. Silva Fernandes defende que Portugal, China, Indonésia e Malásia "têm o denominador comum de serem favoráveis a uma redução da hegemonia australiana, e dentro destes quatro há Estados que têm interesses muito concretos que no caso da China é o petróleo, devido à proximidade do sul da China a Timor". "Isto será feito gradualmente só depois da resolução da questão da estabilidade política interna de Timor-Leste, mas há sem dúvida um interesse muito concreto nos recursos energéticos", observou.
A China tem apostado em África - Angola é o principal fornecedor de petróleo à República Popular -, mas enfrenta o problema dos custos elevados em termos de transporte, devido à distância, e de segurança, devido à necessidade de passagem por duas zonas onde os problemas de pirataria são graves, a costa da Somália e a zona do estreito de Malaca. "Uma solução regional seria muito melhor para a China porque lhe custaria muito menos em termos de transporte e segurança e também em termos de projecção de influência e havendo alternativas regionais ao fornecimento energético, como Timor, as prioridades ajustam-se", disse Silva Fernandes. Tudo dito, o investigador ressalva no entanto que "é impossível avançar horizontes temporais", para tal evolução estratégica.
Cinema: estatuetas da academia indiana entregues em Macau em meados de Junho
A décima edição da academia de óscares do cinema indiano vai decorrer em Macau entre 11 e 13 de Junho no complexo de hotelaria e jogo The Venetian, anunciou a organização na noite de terça-feira.
Depois de "viajar" por países como Inglaterra, África do Sul, Singapura, Dubai ou Tailândia, os óscares indianos serão distribuídos em Macau numa cerimónia que contará com a presença de autoridades locais e na qual a organização promete um vasto conjunto de surpresas.
"Em 2009, a academia celebra o seu décimo aniversário e promete ser mais uma experiência cativante" disse em conferência de imprensa Amitabh Bachchan, embaixador da academia indiana ao salientar também que o The Venetian é uma "excelente escolha" e que a organização está entusiasmada por levar a sua magia à Região Administrativa Especial chinesa.
Depois de "viajar" por países como Inglaterra, África do Sul, Singapura, Dubai ou Tailândia, os óscares indianos serão distribuídos em Macau numa cerimónia que contará com a presença de autoridades locais e na qual a organização promete um vasto conjunto de surpresas.
"Em 2009, a academia celebra o seu décimo aniversário e promete ser mais uma experiência cativante" disse em conferência de imprensa Amitabh Bachchan, embaixador da academia indiana ao salientar também que o The Venetian é uma "excelente escolha" e que a organização está entusiasmada por levar a sua magia à Região Administrativa Especial chinesa.
Timor: Heróis da resistência passam testemunho às Forças Armadas
Uma cerimónia muito emotiva no quartel-general das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) marcou hoje o início da passagem de testemunho dos veteranos heróis da resistência para 80 oficiais, 30 sargentos e 490 praças que iniciam recruta em Maio.
O Presidente da República, José Ramos-Horta, o primeiro-ministro, Kay Rala Xanana Gusmão, e o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), brigadeiro-general Taur Matan Ruak, foram as personalidades em destaque.
No encerramento do "breefing", Matan Ruak não escondeu a sua "preocupação em assegurar uma transição estável" e chamou a atenção para as "necessidades financeiras" em jogo.
O Presidente da República, José Ramos-Horta, o primeiro-ministro, Kay Rala Xanana Gusmão, e o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), brigadeiro-general Taur Matan Ruak, foram as personalidades em destaque.
No encerramento do "breefing", Matan Ruak não escondeu a sua "preocupação em assegurar uma transição estável" e chamou a atenção para as "necessidades financeiras" em jogo.
Defesa avança para parcerias económicas em Marrocos e Argélia
Depois da Mauritânia, Líbia e da Tunísia, o Governo português, no âmbito da cooperação na área da defesa, já está a pensar nas próximas viagens a mais dois países da região do Magrebe, Marrocos e Argélia.
O objectivo é alargar a estes dois mercados as parcerias na área militar, mas também na economia da indústria da defesa, e identificar oportunidades de negócios como já fez nos outros países do Norte de África. Na semana passada, uma delegação líbia visitou Portugal para dar continuidade às negociações que arrancaram no seu país.
Na Tunísia, os primeiros passos já foram dados nesta semana com a visita oficial do ministro da Defesa, nomeadamente em áreas de negócio da Empordef, a "holding" estatal da defesa nacional. "Na Argélia já existe alguma coisa, mas vamos fazer os primeiros contactos exploratórios com Marrocos", disse o ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira.
O objectivo é alargar a estes dois mercados as parcerias na área militar, mas também na economia da indústria da defesa, e identificar oportunidades de negócios como já fez nos outros países do Norte de África. Na semana passada, uma delegação líbia visitou Portugal para dar continuidade às negociações que arrancaram no seu país.
Na Tunísia, os primeiros passos já foram dados nesta semana com a visita oficial do ministro da Defesa, nomeadamente em áreas de negócio da Empordef, a "holding" estatal da defesa nacional. "Na Argélia já existe alguma coisa, mas vamos fazer os primeiros contactos exploratórios com Marrocos", disse o ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira.
terça-feira, abril 28, 2009
Propagandas
Por alguma razão não estou surpreendido... Mas desde quando é que a esquerda e especialmente o PS não tem o estado como seu burgo natural.
Desta vez incautas criancinhas foram filmadas para uma reportagem da Min. Educação, o que já de si é estranho e acabam num tempo de antena do PS.
Seria giro ir conferir quanta propaganda do PS é paga pelo contribuinte, é só uma curiosidade minha desculpem lá.
A diferença é que é a esquerda a tomar este tipo de atitudes, ora imaginem as discussões acaloradas que por aí, entre supostos intelectuais se tivesse o Santanta Lopes "enganado" pais e criancinhas para servir o aparelhómetro partidário a manter-se no poder? Possivelmente até o terá feito, não sei, mas não é a esquerda que defende aquela coisa um pouco estranha chamada de "ética republicana"?
Da outra vez contrataram figurantes para se fazer passar por estudantes (ou já se esqueceram) agora têm estudantes a fazer o trabalho de figurantes!
Mas vocês, digam-me lá a verdade... Surpreendem-se?
Eu cá não
Desta vez incautas criancinhas foram filmadas para uma reportagem da Min. Educação, o que já de si é estranho e acabam num tempo de antena do PS.
Seria giro ir conferir quanta propaganda do PS é paga pelo contribuinte, é só uma curiosidade minha desculpem lá.
A diferença é que é a esquerda a tomar este tipo de atitudes, ora imaginem as discussões acaloradas que por aí, entre supostos intelectuais se tivesse o Santanta Lopes "enganado" pais e criancinhas para servir o aparelhómetro partidário a manter-se no poder? Possivelmente até o terá feito, não sei, mas não é a esquerda que defende aquela coisa um pouco estranha chamada de "ética republicana"?
Da outra vez contrataram figurantes para se fazer passar por estudantes (ou já se esqueceram) agora têm estudantes a fazer o trabalho de figurantes!
Mas vocês, digam-me lá a verdade... Surpreendem-se?
Eu cá não
Comemorações das relações Portugal/Japão arrancam em Belém
O presidente do Comité para as Comemorações dos 150 anos das relações diplomáticas Portugal/Japão, Shoei Utsuda deslocou-se hoje a Lisboa, marcando o arranque da preparação das iniciativas a realizar do lado asiático.
"Vamos começar agora, mas o meu objectivo é promover muitos eventos do lado japonês. A partir de agora vamos começar a preparar os projectos do lado japonês", afirmou Shoei Utsuda, no final de uma audiência com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, no Palácio de Belém.
Por outro lado, nesta visita a Lisboa, Shoei Utsuda tentará ainda actualizar-se sobre a realidade portuguesa, já que a última vez que visitou o país foi há quase três décadas.
"A minha última visita a Portugal foi há quase 30 anos. Quero conhecer a actual situação", declarou.
"Vamos começar agora, mas o meu objectivo é promover muitos eventos do lado japonês. A partir de agora vamos começar a preparar os projectos do lado japonês", afirmou Shoei Utsuda, no final de uma audiência com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, no Palácio de Belém.
Por outro lado, nesta visita a Lisboa, Shoei Utsuda tentará ainda actualizar-se sobre a realidade portuguesa, já que a última vez que visitou o país foi há quase três décadas.
"A minha última visita a Portugal foi há quase 30 anos. Quero conhecer a actual situação", declarou.
Ministro dos Negócios Estrangeiros visita Kuwait e Omã
O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, viajou hoje para o Golfo Pérsico para uma reunião União Europeia-Conselho de Cooperação do Golfo em Omã e para uma visita bilateral ao Kuwait, informou o seu Ministério.
Quarta-feira, em Mascate, Amado participa na 19ª reunião ministerial conjunta da UE com o Conselho de Cooperação do Golfo (Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã e Qatar), consagrada ao reforço das relações nos âmbitos económico, de energia, ambiente e educação.
Na agenda dos ministros vão estar também temas da agenda internacional como a situação no Médio Oriente, Irão, Iraque, pirataria, terrorismo, crise económica e financeira e direitos humanos.
Quarta-feira, em Mascate, Amado participa na 19ª reunião ministerial conjunta da UE com o Conselho de Cooperação do Golfo (Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã e Qatar), consagrada ao reforço das relações nos âmbitos económico, de energia, ambiente e educação.
Na agenda dos ministros vão estar também temas da agenda internacional como a situação no Médio Oriente, Irão, Iraque, pirataria, terrorismo, crise económica e financeira e direitos humanos.
segunda-feira, abril 27, 2009
Lisboa ocupa 44ª posição no "ranking" das cidades com melhor qualidade de vida
O Estudo mundial sobre qualidade de Vida 2009, realizado em 215 cidades mundiais, coloca Lisboa no 44º lugar do "ranking", com a mesma pontuação que as cidades norte-americanas de Washington e Chicago e a japonesa Osaka.
O estudo realizado pela consultora Mercer, e divulgado hoje pelo jornal espanhol Expansión, analisa 39 factores relacionados com a situação política, social, cultural e económica além dos transportes, lazer, bens de consumo, habitação e meio ambiente das cidades. Segundo estes parâmetros, Viena de Áustria é a cidade com melhor qualidade de vida, seguida das cidades suíças, Zurique e Genebra. Vancouver, no Canadá, e Auckland, na Nova Zelândia, estão empatadas na quarta posição.
A Alemanha e a Suiça são os países com mais cidades no top 10 do "ranking" da Mercer, com 3 cada um. Lisboa aparece em 44º lugar, ocupando a mesma posição do ano passado e empatada com Washington, Chicago e Osaka. A capital lusa ultrapassou a espanhola, em termo de qualidade de vida, uma vez que Madrid, que no ano passado ocupou a 43ª posição, este ano caiu para a 48ª. Barcelona aparece em 42º lugar, Paris em 32º e Londres em 38º. Nova Iorque, a cidade que serve de base comparativa, ocupa a 49ª posição. Bagdade, no Iraque, aparece como a cidade mundial com menos qualidade de vida, ocupando o 215º lugar na lista da Mercer.
O estudo realizado pela consultora Mercer, e divulgado hoje pelo jornal espanhol Expansión, analisa 39 factores relacionados com a situação política, social, cultural e económica além dos transportes, lazer, bens de consumo, habitação e meio ambiente das cidades. Segundo estes parâmetros, Viena de Áustria é a cidade com melhor qualidade de vida, seguida das cidades suíças, Zurique e Genebra. Vancouver, no Canadá, e Auckland, na Nova Zelândia, estão empatadas na quarta posição.
A Alemanha e a Suiça são os países com mais cidades no top 10 do "ranking" da Mercer, com 3 cada um. Lisboa aparece em 44º lugar, ocupando a mesma posição do ano passado e empatada com Washington, Chicago e Osaka. A capital lusa ultrapassou a espanhola, em termo de qualidade de vida, uma vez que Madrid, que no ano passado ocupou a 43ª posição, este ano caiu para a 48ª. Barcelona aparece em 42º lugar, Paris em 32º e Londres em 38º. Nova Iorque, a cidade que serve de base comparativa, ocupa a 49ª posição. Bagdade, no Iraque, aparece como a cidade mundial com menos qualidade de vida, ocupando o 215º lugar na lista da Mercer.
Portuguesa dirige em Berlim melhor escola sapateado europeia
A bailarina portuguesa Cristina Delius dirige em Berlim, onde reside, a Tapa Toe Steptanzstudio, considerada pelos melhores bailarinos norte-americanos de sapateado como a melhor escola da especialidade na Europa.
Delius, que actuou quinta-feira no Porto, estudou dança clássica na sua Lisboa natal, onde trabalhou na Oficina Teatro e Dança e com o Ballet Gulbenkian antes de seguir para Paris, em 1984, onde estudou no Conservatório Marcel Dupré e prosseguiu a sua aprendizagem de sapateado Centre de Dance du Marais, com Victor Cuno.
"Tive a sorte de encontrar as pessoas certas nos momentos certos, o que me proporcionou a descoberta do sapateado", disse a bailarina sexta-feira, no final da sua actuação no Teatro Campo Alegre, nas Quintas de Leitura, sessões de poesia que incluem música, performance e dança.
Delius, que actuou quinta-feira no Porto, estudou dança clássica na sua Lisboa natal, onde trabalhou na Oficina Teatro e Dança e com o Ballet Gulbenkian antes de seguir para Paris, em 1984, onde estudou no Conservatório Marcel Dupré e prosseguiu a sua aprendizagem de sapateado Centre de Dance du Marais, com Victor Cuno.
"Tive a sorte de encontrar as pessoas certas nos momentos certos, o que me proporcionou a descoberta do sapateado", disse a bailarina sexta-feira, no final da sua actuação no Teatro Campo Alegre, nas Quintas de Leitura, sessões de poesia que incluem música, performance e dança.
Obra de Lobo Antunes é "obsessivamente local" - New Yorker
A revista literária norte-americana The New Yorker publica hoje online um longo artigo sobre o escritor português António Lobo Antunes, cuja obra descreve como "obsessivamente local,
preocupada com os males herdados da história portuguesa e as debilidades da sua cultura".
"Ele visa - escreve Peter Conrad, o autor do artigo -, tal como Stephen Dedalus [do «Ulisses», de James Joyce] chamando a si os inimigos da Irlanda, ser uma consciência nacional, lembrando aos seus recentemente europeizados, untuosamente prósperos compatriotas, o legado de culpa do seu vergonhoso passado deixado pela ditadura de António de Oliveira Salazar, que dirigiu o país entre 1932 e 1968, e pela brutalidade do seu regime colonial em África".
Em confronto com Lobo Antunes, o articulista coloca José Saramago, que, ao contrário daquele, situa quase sempre as suas narrativas "em países não identificados ou imaginários" e as faz "facilmente partir em direcção à universalidade".
preocupada com os males herdados da história portuguesa e as debilidades da sua cultura".
"Ele visa - escreve Peter Conrad, o autor do artigo -, tal como Stephen Dedalus [do «Ulisses», de James Joyce] chamando a si os inimigos da Irlanda, ser uma consciência nacional, lembrando aos seus recentemente europeizados, untuosamente prósperos compatriotas, o legado de culpa do seu vergonhoso passado deixado pela ditadura de António de Oliveira Salazar, que dirigiu o país entre 1932 e 1968, e pela brutalidade do seu regime colonial em África".
Em confronto com Lobo Antunes, o articulista coloca José Saramago, que, ao contrário daquele, situa quase sempre as suas narrativas "em países não identificados ou imaginários" e as faz "facilmente partir em direcção à universalidade".
Defesa: Severiano Teixeira na Tunísia para assinar acordo
O ministro da Defesa assina esta segunda-feira em Tunes um plano de cooperação militar com a Tunísia, válido por três anos, em áreas como a economia e as indústrias de defesa, a formação, ensino, treino e a medicina militar.
O Plano Indicativo que vai ser assinado enquadra a cooperação entre os dois países na área da Defesa, sendo, segundo o Ministério da Defesa Nacional (MDN), a "primeira vez que se faz um guião a três anos".
"A ideia é levar a cooperação entre Portugal e a Tunísia a um patamar estratégico, juntando todas as áreas num 'pacote', programando-as ao longo de três anos", indicou fonte oficial do MDN.
O Plano Indicativo que vai ser assinado enquadra a cooperação entre os dois países na área da Defesa, sendo, segundo o Ministério da Defesa Nacional (MDN), a "primeira vez que se faz um guião a três anos".
"A ideia é levar a cooperação entre Portugal e a Tunísia a um patamar estratégico, juntando todas as áreas num 'pacote', programando-as ao longo de três anos", indicou fonte oficial do MDN.
sexta-feira, abril 24, 2009
PM de São Vicente e Granadinas em visita a Portugal
O primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves, foi hoje recebido pelo Presidente da Assembleia República, Jaime Gama, no âmbito da sua visita a Portugal, terra dos seus antepassados, para atrair investimentos e reforçar as relações diplomáticas.Gonsalves, de 63 anos, é bisneto de madeirenses que emigraram para as Caraíbas em 1845, e esta é a primeira vez que visita Portugal.
"Estamos a diversificar a base das nossa relações exteriores. Portugal é um país pequeno, mas importante e que tem a Madeira, uma ilha importante e similar a São Vicente e Granadinas", disse Ralph Gonsalves.
Ralph Everard Gonsalves (nasceu em 8 de Agosto de 1946) e é também conhecido como "Camarada Ralph". É líder do Partido da União Trabalhista, tendo vencido as eleições de 2001 com grande vantagem (12 assentos para 3).
Entrou na vida política quando era estudante na University of the West Indies em Mona Jamaica; em 1968, como presidente da Guild of Undergraduates, Gonsalves liderou o protesto estudantil para sanear o popular historiador e intelectual Walter Rodney.
Gonsalves recebeu o seu Ph.D. em ciência política da UWI, Mona.
Gonsalves recebeu o seu Ph.D. em ciência política da UWI, Mona.
segunda-feira, abril 20, 2009
Emir do Qatar espera que vozes de Portugal e Europa se façam ouvir no processo do Médio Oriente
O Emir do Qatar disse hoje esperar que as vozes de Portugal e da Europa se façam ouvir no processo de estabilização do Médio Oriente, considerando necessário inaugurar uma "nova fase" neste domínio.
"Esperamos que a voz de Portugal e a voz da Europa se façam ouvir para garantir a estabilização do Médio Oriente, sobretudo na sequência das agressões que tiveram lugar nos últimos tempos em Gaza" , disse o Emir do Qatar numa declaração no Palácio de Belém, no final de uma audiência com o Presidente da República (PR).
Recordando as "relações de longa data" existentes entre Portugal e o Qatar, o Sheikh Hamad Bin Khalifa Al Thani considerou ser agora tempo de "inaugurar uma nova fase, reforçando juntos o processo de paz do Médio Oriente".
"Foi um assunto que abordámos com bastante pormenor no nosso encontro" , acrescentou, numa referência à audiência com o PR, Aníbal Cavaco Silva, que se prolongou por cerca de 45 minutos.
Ainda a propósito do processo de estabilização do Médio Oriente, Cavaco Silva recordou igualmente "a convergência muito forte" que existe entre Portugal e o Qatar no "desejo de paz, estabilidade e desenvolvimento no Médio Oriente".
"Portugal considera que a voz moderada e sábia do Qatar é muito importante para que o processo de paz do Médio Oriente tenha sucesso", sublinhou o PR, assinalando que o Sheikh é o primeiro chefe de Estado do Qatar a visitar Portugal, países que estabeleceram relações diplomáticas em 1982.
A propósito da visita do Emir do Qatar, o chefe de Estado português disse estar certo que irá contribuir para o fortalecimento das relações bilaterais dos dois países, quer no plano político, mas também no plano económico e empresarial.
O PR destacou ainda o acordo que irá ser assinado entre Portugal e o Qatar sobre "promoção do investimento", manifestando-se convicto que possam vir a contribuir para a realização de parcerias entre empresários dos dois países.
"Estou convencido que vai contribuir para que se possam realizar parcerias e investimentos cruzados entre empresários portugueses e empresários do Qatar", sublinhou.
Ainda no âmbito das relações económicas, o Sheikh Al Thani disse ter sido com "grato prazer" que verificou que existe em Portugal "um terreno de interesses recíprocos", assegurando que tudo fará para "reforçar a cooperação das relações económicas entre o Qatar e Portugal".
O Emir do Qatar agradeceu ainda a Cavaco Silva as diligências que tem desenvolvido para a assegurar a presença de uma embaixada do Qatar em Portugal, considerando que a presença de um embaixador em Lisboa "vai também ajudar a reforçar a cooperação, a parceria, a amizade" entre os dois países.
"Esperamos que a voz de Portugal e a voz da Europa se façam ouvir para garantir a estabilização do Médio Oriente, sobretudo na sequência das agressões que tiveram lugar nos últimos tempos em Gaza" , disse o Emir do Qatar numa declaração no Palácio de Belém, no final de uma audiência com o Presidente da República (PR).
Recordando as "relações de longa data" existentes entre Portugal e o Qatar, o Sheikh Hamad Bin Khalifa Al Thani considerou ser agora tempo de "inaugurar uma nova fase, reforçando juntos o processo de paz do Médio Oriente".
"Foi um assunto que abordámos com bastante pormenor no nosso encontro" , acrescentou, numa referência à audiência com o PR, Aníbal Cavaco Silva, que se prolongou por cerca de 45 minutos.
Ainda a propósito do processo de estabilização do Médio Oriente, Cavaco Silva recordou igualmente "a convergência muito forte" que existe entre Portugal e o Qatar no "desejo de paz, estabilidade e desenvolvimento no Médio Oriente".
"Portugal considera que a voz moderada e sábia do Qatar é muito importante para que o processo de paz do Médio Oriente tenha sucesso", sublinhou o PR, assinalando que o Sheikh é o primeiro chefe de Estado do Qatar a visitar Portugal, países que estabeleceram relações diplomáticas em 1982.
A propósito da visita do Emir do Qatar, o chefe de Estado português disse estar certo que irá contribuir para o fortalecimento das relações bilaterais dos dois países, quer no plano político, mas também no plano económico e empresarial.
O PR destacou ainda o acordo que irá ser assinado entre Portugal e o Qatar sobre "promoção do investimento", manifestando-se convicto que possam vir a contribuir para a realização de parcerias entre empresários dos dois países.
"Estou convencido que vai contribuir para que se possam realizar parcerias e investimentos cruzados entre empresários portugueses e empresários do Qatar", sublinhou.
Ainda no âmbito das relações económicas, o Sheikh Al Thani disse ter sido com "grato prazer" que verificou que existe em Portugal "um terreno de interesses recíprocos", assegurando que tudo fará para "reforçar a cooperação das relações económicas entre o Qatar e Portugal".
O Emir do Qatar agradeceu ainda a Cavaco Silva as diligências que tem desenvolvido para a assegurar a presença de uma embaixada do Qatar em Portugal, considerando que a presença de um embaixador em Lisboa "vai também ajudar a reforçar a cooperação, a parceria, a amizade" entre os dois países.
Correio da Manhã: Entrevista a Francisco José Fadul
Correio da Manhã – Como está o seu estado de saúde?
Francisco Fadul – Graça a Deus estou bastante melhor, o controlo de cirurgia demonstrou que a operação feita a mão está bem, tenho de agradecer toda a equipa médica pela assistência e atenção que me prestaram.
- Acusou os militares de o terem agredido. Mantém essa acusação?
- Sim, não há dúvida nenhuma. Até porque é um grupo bem definido. Fui espancado em casa por 15 homens vestidos com uniformes militares e armados com AK-47. Roubaram-me dinheiro e bens. Eles ostensivamente telefonaram ao presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Luís Vaz Martins, anunciando que iam arrasar-me. O presidente da Liga foi falar com as chefias militares que lhe garantiram que nada disto iria acontecer. Mas à noite voltaram a telefonar a Luís Vaz Martins a dizer que iriam mesmo atacar-me. A agressão aconteceu poucas horas depois de ter prestado declarações numa conferência de Imprensa em que acusei o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, de estar a revelar atitudes de submissão perante os militares. E disse ainda que há o risco de as Forças Armadas assumirem o poder caso não houver consenso entre a classe política em relação à realização das eleições presidenciais. Depois da agressão de que fui vítima, a Liga emitiu um comunicado muito duro contra os militares. Nesse mesmo dia, um militar armado foi à sede da Liga procurar por Luís Vaz Martins, ameaçando de morte. O que acontece é que ele agora anda fugido quer de casa, quer da Liga.
- O que é que esses militares lhe disseram?
- Eles exigiram-me satisfações sobre questões militares. Perguntaram-me por que motivo é que disse que os militares ficam com o dinheiro do orçamento que lhes é destinado e não prestam contas. Perguntaram como sei disto. Disse-lhes que sou presidente do Tribunal de Contas e fui informado. Depois de lhes ter tido isto, eles voltaram a bater-me. Expliquei-lhe tudo que se passava à volta das chefias militares e que estava a defender os soldados. Entenderam a minha explicação, talvez tenha sido a minha salvação, e acabaram por sair de casa, mas antes voltaram a agredir-me, a minha mulher e os filhos.
- Vai mesmo processar o governo por causa dessa agressão?
- Sim, sem dúvida. Aliás, quase que não preciso de processar porque fiz publicamente a denúncia desses crimes. Tanto mais que quando ainda estava no Hospital de Bissau, na manhã da agressão, dois agentes da Polícia Judiciária foram ouvir-me. A Polícia Judiciária esteve também em minha casa, fotografaram, fizeram um relatório de tudo que os militares roubaram. Portanto, a PJ cumpriu a fase inicial de tomada de declarações e do conhecimento dos factos.
“EU QUERO QUE ME PROCESSEM”
- O primeiro-ministro e o chefe dos militares disseram que as suas declarações são falsas e vão processá-lo...
- Eu quero que me processem. Vai ser uma oportunidade para eles explicarem certas coisas. Por exemplo, de onde veio o senhor Zamora Induta para ser agora o Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas? Veio com a chuva? Houve algum tornado que o trouxe? Ele não era adjunto do Chefe de Estado Maior Geral das Forças Armadas, não era vice, não era sequer Chefe do Estado Maior de qualquer ramo, nem sequer adjunto de Chefe do Estado Maior de qualquer ramo, como é que ele surge? E depois surge com artes de magia. Ele surge logo depois da morte de Chefe do Estado Maior Geral das Forças Armadas, Tagmé Na Waie, dizendo que o assassinato de Tagmé e de Nino foi um ajuste de contas. Que informações Zamora Induta tinha para fazer essa declaração? Como é que ele aparece a dialogar com o governo numa posição de supremacia?
- Trabalhou vários anos com o ex-presidente Nino Vieira. Como é que ele estava nos últimos tempos?
- Nino Vieira disse-me várias vezes que estava preocupado com Tagmé Na Waie porque sempre que tinha de se ausentar do país, Tagma telefonava-lhe. Dizia-lhe que sabia que tinha assinado o decreto da sua exoneração que seria lido na sua ausência. Nino dizia a Tagmé que enquanto for presidente ele seria sempre o chefe dos militares. As intrigas entre ambos eram muitas. Nino pressentia que algo de anormal iria acontecer. Ele viva com medo, tinha medo de sair de casa, temia da sua segurança. Quando foi recentemente para o estrangeiro fazer uma operação, disse-me que não sabia se voltava. Ofereci-lhe uma bíblia e ele aceitou. Ele pedia que o ajudassem para não cometer os mesmos erros do passado. O Nino que foi morto, não é o mesmo de outros tempos, duro, implacável e autoritário.
- Disse que o 1º ministro e o actual chefe dos militares são responsáveis pela morte de Nino Vieira...
- Os dois têm de explicar porque é que Zamora, após a morte do Tagma, reforçou a segurança do 1º ministro e não reforçou a do presidente? Zamora não é chefe de nenhum dos ramos das Forças Armadas, como é que chega a líder? Há então um conluio entre ambos que deu o golpe que decapitou o Estado. A forma como foi feita a ascensão de Zamora poderá trazer problemas no futuro.
Defendo que o Tribunal Penal Internacional devia julgar o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, e CEMGFA interino, Zamora Induta, por envolvimento num golpe de Estado. O Tribunal Penal Internacional deve agir, prendendo esses dois suspeitos do golpe de estado e dessas barbaridades.
“SOU CANDIDATO”
- Como sair da instabilidade em que o país vive?
- Entregando a governação do país à ONU por um período mínimo de 10 anos para promover eleições, depois de ter criado os hábitos de boa governação, de fiscalização das contas públicas, portanto, depois de garantir o funcionamento pleno do Estado guineense. Só depois viria a organização de eleições livres, transparente, fiscalizadas pela ONU. Mas primeiro que tudo é necesario que seja enviada uma força multinacional de intervenção que garantisse a isenção e a exemplaridade das eleições e que, enfim, estivesse lá também para fazer vigilância daquilo que é protegido pela Carta da ONU, que é a democracia e os direitos humanos. O envio de uma força militar multinacional justifica-se com o princípio do dever de intervenção e esquecendo o princípio caduco da não ingerência em assuntos internos, que cai perante os prejuízos à democracia e aos Direitos Humanos.
- Quando é que tenciona regressar a Bissau?
- Dentro de cinco a seis semanas.
- Vai candidatar-se à Presidência da República nas eleições de 28 de Junho próximo?
- Sim, sou candidato. O meu partido (Partido para a Democracia, Desenvolvimento e Cidadania) já me elegeu internamente e está a angariar assinaturas e a promover contactos com outros partidos no sentido de obter a confluência de interesses para as presidenciais. Prometo da minha parte uma campanha muito séria, apresentando estratégias para tirar a Guiné-Bissau do contexto em que está e os guineenses da miséria moral. Não deixarei de dialogar com quem quer que seja. Terei todo o respeito, o maior respeito por todos. Vou fazer, como sempre faço, uma campanha pedagógica.
PERFIL
Francisco Fadul. Com 56 anos, foi primeiro-ministro, à frente de um governo de unidade nacional, entre Dezembro de 1998 e Fevereiro 2000. Líder do Partido para a Democracia Desenvolvimento e Cidadania é considerado um político muito frontal.
Francisco Fadul – Graça a Deus estou bastante melhor, o controlo de cirurgia demonstrou que a operação feita a mão está bem, tenho de agradecer toda a equipa médica pela assistência e atenção que me prestaram.
- Acusou os militares de o terem agredido. Mantém essa acusação?
- Sim, não há dúvida nenhuma. Até porque é um grupo bem definido. Fui espancado em casa por 15 homens vestidos com uniformes militares e armados com AK-47. Roubaram-me dinheiro e bens. Eles ostensivamente telefonaram ao presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Luís Vaz Martins, anunciando que iam arrasar-me. O presidente da Liga foi falar com as chefias militares que lhe garantiram que nada disto iria acontecer. Mas à noite voltaram a telefonar a Luís Vaz Martins a dizer que iriam mesmo atacar-me. A agressão aconteceu poucas horas depois de ter prestado declarações numa conferência de Imprensa em que acusei o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, de estar a revelar atitudes de submissão perante os militares. E disse ainda que há o risco de as Forças Armadas assumirem o poder caso não houver consenso entre a classe política em relação à realização das eleições presidenciais. Depois da agressão de que fui vítima, a Liga emitiu um comunicado muito duro contra os militares. Nesse mesmo dia, um militar armado foi à sede da Liga procurar por Luís Vaz Martins, ameaçando de morte. O que acontece é que ele agora anda fugido quer de casa, quer da Liga.
- O que é que esses militares lhe disseram?
- Eles exigiram-me satisfações sobre questões militares. Perguntaram-me por que motivo é que disse que os militares ficam com o dinheiro do orçamento que lhes é destinado e não prestam contas. Perguntaram como sei disto. Disse-lhes que sou presidente do Tribunal de Contas e fui informado. Depois de lhes ter tido isto, eles voltaram a bater-me. Expliquei-lhe tudo que se passava à volta das chefias militares e que estava a defender os soldados. Entenderam a minha explicação, talvez tenha sido a minha salvação, e acabaram por sair de casa, mas antes voltaram a agredir-me, a minha mulher e os filhos.
- Vai mesmo processar o governo por causa dessa agressão?
- Sim, sem dúvida. Aliás, quase que não preciso de processar porque fiz publicamente a denúncia desses crimes. Tanto mais que quando ainda estava no Hospital de Bissau, na manhã da agressão, dois agentes da Polícia Judiciária foram ouvir-me. A Polícia Judiciária esteve também em minha casa, fotografaram, fizeram um relatório de tudo que os militares roubaram. Portanto, a PJ cumpriu a fase inicial de tomada de declarações e do conhecimento dos factos.
“EU QUERO QUE ME PROCESSEM”
- O primeiro-ministro e o chefe dos militares disseram que as suas declarações são falsas e vão processá-lo...
- Eu quero que me processem. Vai ser uma oportunidade para eles explicarem certas coisas. Por exemplo, de onde veio o senhor Zamora Induta para ser agora o Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas? Veio com a chuva? Houve algum tornado que o trouxe? Ele não era adjunto do Chefe de Estado Maior Geral das Forças Armadas, não era vice, não era sequer Chefe do Estado Maior de qualquer ramo, nem sequer adjunto de Chefe do Estado Maior de qualquer ramo, como é que ele surge? E depois surge com artes de magia. Ele surge logo depois da morte de Chefe do Estado Maior Geral das Forças Armadas, Tagmé Na Waie, dizendo que o assassinato de Tagmé e de Nino foi um ajuste de contas. Que informações Zamora Induta tinha para fazer essa declaração? Como é que ele aparece a dialogar com o governo numa posição de supremacia?
- Trabalhou vários anos com o ex-presidente Nino Vieira. Como é que ele estava nos últimos tempos?
- Nino Vieira disse-me várias vezes que estava preocupado com Tagmé Na Waie porque sempre que tinha de se ausentar do país, Tagma telefonava-lhe. Dizia-lhe que sabia que tinha assinado o decreto da sua exoneração que seria lido na sua ausência. Nino dizia a Tagmé que enquanto for presidente ele seria sempre o chefe dos militares. As intrigas entre ambos eram muitas. Nino pressentia que algo de anormal iria acontecer. Ele viva com medo, tinha medo de sair de casa, temia da sua segurança. Quando foi recentemente para o estrangeiro fazer uma operação, disse-me que não sabia se voltava. Ofereci-lhe uma bíblia e ele aceitou. Ele pedia que o ajudassem para não cometer os mesmos erros do passado. O Nino que foi morto, não é o mesmo de outros tempos, duro, implacável e autoritário.
- Disse que o 1º ministro e o actual chefe dos militares são responsáveis pela morte de Nino Vieira...
- Os dois têm de explicar porque é que Zamora, após a morte do Tagma, reforçou a segurança do 1º ministro e não reforçou a do presidente? Zamora não é chefe de nenhum dos ramos das Forças Armadas, como é que chega a líder? Há então um conluio entre ambos que deu o golpe que decapitou o Estado. A forma como foi feita a ascensão de Zamora poderá trazer problemas no futuro.
Defendo que o Tribunal Penal Internacional devia julgar o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, e CEMGFA interino, Zamora Induta, por envolvimento num golpe de Estado. O Tribunal Penal Internacional deve agir, prendendo esses dois suspeitos do golpe de estado e dessas barbaridades.
“SOU CANDIDATO”
- Como sair da instabilidade em que o país vive?
- Entregando a governação do país à ONU por um período mínimo de 10 anos para promover eleições, depois de ter criado os hábitos de boa governação, de fiscalização das contas públicas, portanto, depois de garantir o funcionamento pleno do Estado guineense. Só depois viria a organização de eleições livres, transparente, fiscalizadas pela ONU. Mas primeiro que tudo é necesario que seja enviada uma força multinacional de intervenção que garantisse a isenção e a exemplaridade das eleições e que, enfim, estivesse lá também para fazer vigilância daquilo que é protegido pela Carta da ONU, que é a democracia e os direitos humanos. O envio de uma força militar multinacional justifica-se com o princípio do dever de intervenção e esquecendo o princípio caduco da não ingerência em assuntos internos, que cai perante os prejuízos à democracia e aos Direitos Humanos.
- Quando é que tenciona regressar a Bissau?
- Dentro de cinco a seis semanas.
- Vai candidatar-se à Presidência da República nas eleições de 28 de Junho próximo?
- Sim, sou candidato. O meu partido (Partido para a Democracia, Desenvolvimento e Cidadania) já me elegeu internamente e está a angariar assinaturas e a promover contactos com outros partidos no sentido de obter a confluência de interesses para as presidenciais. Prometo da minha parte uma campanha muito séria, apresentando estratégias para tirar a Guiné-Bissau do contexto em que está e os guineenses da miséria moral. Não deixarei de dialogar com quem quer que seja. Terei todo o respeito, o maior respeito por todos. Vou fazer, como sempre faço, uma campanha pedagógica.
PERFIL
Francisco Fadul. Com 56 anos, foi primeiro-ministro, à frente de um governo de unidade nacional, entre Dezembro de 1998 e Fevereiro 2000. Líder do Partido para a Democracia Desenvolvimento e Cidadania é considerado um político muito frontal.
Investigação: crustáceos permitem regenerar pele
Cientistas chilenos desenvolveram, separadamente, novas técnicas de regeneração da pele ferida, a partir de crustáceos e células-mãe, com as quais será possível o tratamento de queimaduras e cicatrizes.
Químicos da Universidade de Concepción encontraram nas carapaças dos crustáceos uma substância chamada quitina, que, depois de transformada em quitosano e com aditivos e plastificantes, converte-se no perfeito substituto da pele humana.
"É usada (...) como suporte do crescimento que vai restaurando a mesma pele da pessoa sem deixar marcas", explicou o investigador Galo Cárdenas, salientando a compatibilidade da substância com o organismo humano.
Além disso, a pele artificial é elástica, transparente e biodegradável, evitando a recuperação dolorosa.
A invenção, que foi testada em 50 doentes, poderá ser vendida brevemente nas farmácias a 35 dólares (26,4 euros) por cada dez centímetros quadrados.
Paralelamente, investigadores da Universidade de Valparaíso, juntamente com colegas das universidades de Playa Ancha e Federico Santa María (UFSM), continuam a trabalhar para gerar pele a partir de células-mãe, uma metodologia que promete uma recuperação maior com menos rejeição por parte do paciente, já que se trata de células da mesma pessoa.
De acordo com Manuel Young, director do Centro de Biotecnologia da UFSMaría, as células mesenquimáticas, que se reproduzem rapidamente, são capazes de formar novos tecidos e permitem uma regeneração da pele de forma mais saudável e com menos cicatrizes.
Químicos da Universidade de Concepción encontraram nas carapaças dos crustáceos uma substância chamada quitina, que, depois de transformada em quitosano e com aditivos e plastificantes, converte-se no perfeito substituto da pele humana.
"É usada (...) como suporte do crescimento que vai restaurando a mesma pele da pessoa sem deixar marcas", explicou o investigador Galo Cárdenas, salientando a compatibilidade da substância com o organismo humano.
Além disso, a pele artificial é elástica, transparente e biodegradável, evitando a recuperação dolorosa.
A invenção, que foi testada em 50 doentes, poderá ser vendida brevemente nas farmácias a 35 dólares (26,4 euros) por cada dez centímetros quadrados.
Paralelamente, investigadores da Universidade de Valparaíso, juntamente com colegas das universidades de Playa Ancha e Federico Santa María (UFSM), continuam a trabalhar para gerar pele a partir de células-mãe, uma metodologia que promete uma recuperação maior com menos rejeição por parte do paciente, já que se trata de células da mesma pessoa.
De acordo com Manuel Young, director do Centro de Biotecnologia da UFSMaría, as células mesenquimáticas, que se reproduzem rapidamente, são capazes de formar novos tecidos e permitem uma regeneração da pele de forma mais saudável e com menos cicatrizes.
Portugal assina terça-feira participação na Expo-2010 Xangai
Portugal assina terça-feira, em Xangai, o contrato de participação na Expo 2010, que decorrerá no próximo ano naquela grande metrópole chinesa, sob o lema "Better city, Better life" ("Melhor cidade, Melhor qualidade de vida").
O contrato será assinado pelo presidente do Grupo Parque Expo, Rolando Borges Martins, que foi nomeado em Março Comissário-geral da Participação Portuguesa na Expo 2010.
Fonte portuguesa adiantou que o Pavilhão de Portugal terá “uma área prevista de implantação de 2.000 metros quadrados” e “uma localização privilegiada” na Praça Europa, um espaço de 6.000 metros quadrados e com capacidade para acolher espectáculos com 1.200 espectadores.
Borges Martins, mestre em gestão de empresas e arquitecto, foi também o comissário-geral de Portugal na Exposição Internacional de Saragoça, Espanha, em 2008.
Xangai, a maior e mais cosmopolita cidade chinesa, com quase 20 milhões de habitantes, é considerada a capital económica da China.
Depois dos Jogos Olímpicos de Pequim, no Verão passado, a Expo 2010 será o maior acontecimento internacional organizado pela China na primeira metade do século XXI, esperando atrair 70 milhões de visitantes.
O contrato será assinado pelo presidente do Grupo Parque Expo, Rolando Borges Martins, que foi nomeado em Março Comissário-geral da Participação Portuguesa na Expo 2010.
Fonte portuguesa adiantou que o Pavilhão de Portugal terá “uma área prevista de implantação de 2.000 metros quadrados” e “uma localização privilegiada” na Praça Europa, um espaço de 6.000 metros quadrados e com capacidade para acolher espectáculos com 1.200 espectadores.
Borges Martins, mestre em gestão de empresas e arquitecto, foi também o comissário-geral de Portugal na Exposição Internacional de Saragoça, Espanha, em 2008.
Xangai, a maior e mais cosmopolita cidade chinesa, com quase 20 milhões de habitantes, é considerada a capital económica da China.
Depois dos Jogos Olímpicos de Pequim, no Verão passado, a Expo 2010 será o maior acontecimento internacional organizado pela China na primeira metade do século XXI, esperando atrair 70 milhões de visitantes.
domingo, abril 19, 2009
Parque em Montreal "ganha" bandeira portuguesa permanente
A comunidade portuguesa de Montreal, no Canadá, garantiu a colocação da bandeira portuguesa no Parque de Portugal naquela cidade, a qual fica agora içada em permanência.
Este era um projecto defendido desde 2005 por um conselheiro da comunidade portuguesa, o comendador Francisco Salvador, agora concretizado com um apoio financeiro do Governo português.
Localizado na histórica alameda Saint-Laurent, em Montreal, o Parque de Portugal – um pequeno jardim com um padrão português e um coreto, na intersecção com a rua Marie-Anne - é uma homenagem da cidade à comunidade portuguesa que ali começou a chegar na década de 1950, instalando-se com a criação de comércios e residências.
"Não fazia sentido termos há 20 anos em Montreal um parque com o nome de Portugal, sem a bandeira portuguesa", frisou o comendador Francisco Salvador.
À bandeira portuguesa decidiu-se juntar mais três estandartes: o do Canadá, da província do Quebeque e da Câmara de Montreal, "porque representam a integração dos portugueses nesta sociedade", explicou.
Este era um projecto defendido desde 2005 por um conselheiro da comunidade portuguesa, o comendador Francisco Salvador, agora concretizado com um apoio financeiro do Governo português.
Localizado na histórica alameda Saint-Laurent, em Montreal, o Parque de Portugal – um pequeno jardim com um padrão português e um coreto, na intersecção com a rua Marie-Anne - é uma homenagem da cidade à comunidade portuguesa que ali começou a chegar na década de 1950, instalando-se com a criação de comércios e residências.
"Não fazia sentido termos há 20 anos em Montreal um parque com o nome de Portugal, sem a bandeira portuguesa", frisou o comendador Francisco Salvador.
À bandeira portuguesa decidiu-se juntar mais três estandartes: o do Canadá, da província do Quebeque e da Câmara de Montreal, "porque representam a integração dos portugueses nesta sociedade", explicou.
quinta-feira, abril 16, 2009
Sigilo Bancário
Tou curioso... com vários aspectos deste fim anunciado!
A primeira é como vão os pequenos corrompidos continuar a sua labuta diária no amealhar do dinheirinho do construtor civil se não têm contas em offshores.
À primeira vista não sou contra esta medida, acho que tanto judicialmente como a nivel do fisco deve existir agilidade de processos na prevenção de diversos males (todos eles tão enraízados na sociedade portuguesa), mas tenho um grande receio...
No país em que vivemos, não me estranhava começar a ter um Big Brother estatal a controlar até as cuecas que vestimos, ou neste caso o dinheiro que gastámos nas cuecas.
É importante estabelecer em que termos, com quem e para que fim se levantará o sigilo bancário, e definitivamente saber quem terá acesso a tal informação, e como se evitará o uso dessas informações paraobjectivos mais obscuros....
É que com um governo controleiro como este é de recear certo tipo "abusos".
Politicamente falando, fico claramente com a sensação que esta é uma lei aprovada por todos os motivos menos o da bondade da própria lei.
Primeiro porque tenho quase, repito... quase a certeza que esta lei nunca seria aprovada pelo PS se não fossem as circunstâncias muito particulares do momento político em que vivemos. Acima de tudo parece um passo populista em momento crítico de eleições com o chefe a andar sobre um tapete de ovos. Arrebanham-se uns votos no povinho descontente com a "crise", dá-se um chuto no traseiro de ricos e políticos, tudo à vontade do frguês, além de que adivinha uma reaproximação à esquerda bloquista, criando pontes a uma coligação quiçá necessária.
Isto embora acredite que o BE seria o primeiro a sabotar tal coligação, não faz parte do adn bloquista ser poder.
Demonstra também uma falsa abertura do PS a pensamentos exteriores a si, o que também marca pontos entre o povo mais desmemoriado.
E já agora com aquela possibilidade fantástica de "nunca regulamentar a lei", o que é perfeitamente normal
Mas dou a mão à palmatória... e segundo o novo acordo ortográfico... tática política perfeita.
A primeira é como vão os pequenos corrompidos continuar a sua labuta diária no amealhar do dinheirinho do construtor civil se não têm contas em offshores.
À primeira vista não sou contra esta medida, acho que tanto judicialmente como a nivel do fisco deve existir agilidade de processos na prevenção de diversos males (todos eles tão enraízados na sociedade portuguesa), mas tenho um grande receio...
No país em que vivemos, não me estranhava começar a ter um Big Brother estatal a controlar até as cuecas que vestimos, ou neste caso o dinheiro que gastámos nas cuecas.
É importante estabelecer em que termos, com quem e para que fim se levantará o sigilo bancário, e definitivamente saber quem terá acesso a tal informação, e como se evitará o uso dessas informações paraobjectivos mais obscuros....
É que com um governo controleiro como este é de recear certo tipo "abusos".
Politicamente falando, fico claramente com a sensação que esta é uma lei aprovada por todos os motivos menos o da bondade da própria lei.
Primeiro porque tenho quase, repito... quase a certeza que esta lei nunca seria aprovada pelo PS se não fossem as circunstâncias muito particulares do momento político em que vivemos. Acima de tudo parece um passo populista em momento crítico de eleições com o chefe a andar sobre um tapete de ovos. Arrebanham-se uns votos no povinho descontente com a "crise", dá-se um chuto no traseiro de ricos e políticos, tudo à vontade do frguês, além de que adivinha uma reaproximação à esquerda bloquista, criando pontes a uma coligação quiçá necessária.
Isto embora acredite que o BE seria o primeiro a sabotar tal coligação, não faz parte do adn bloquista ser poder.
Demonstra também uma falsa abertura do PS a pensamentos exteriores a si, o que também marca pontos entre o povo mais desmemoriado.
E já agora com aquela possibilidade fantástica de "nunca regulamentar a lei", o que é perfeitamente normal
Mas dou a mão à palmatória... e segundo o novo acordo ortográfico... tática política perfeita.
quarta-feira, abril 15, 2009
Consórcio da Mota ganha projecto de 3,3 mil milhões na Eslováquia
A Mota-Engil anunciou hoje que o consórcio detido em 19% pela sua participada Ascendi assinou o contrato com o Estado Eslovaco, para a construção e exploração de uma auto-estrada no país, num projecto de 3,3 mil milhões de euros.
O Consórcio Slovenské Dial’nice, onde a Ascendi detêm actualmente uma posição de 19%, assinou com o estado Eslovaco, um contrato de concessão, que será válido por um período de 30 anos, para a execução do projecto, construção, financiamento, operação e manutenção de 5 secções da Auto-Estrada D1.Segundo um comunicado da Mota-Engil, o valor global do projecto é de aproximadamente 3,3 mil milhões de euros, o qual inclui um investimento para o período de construção de cerca de 2,5 mil milhões de euros.
Além da empresa portuguesa, participam ainda neste consórcio empresas do grupo francês Bouygues (19%), as eslovacas Doprastav e Vahostav, cada uma com 19%, a gestora de fundos luxemburguesa Meridiam (19%) e a sul-africana Intertoll com 5%. Segundo anunciou a Mota-Engil, foi acordado entre os sócios da concessionária que, logo após o fecho dos acordos de financiamento e início efectivo do período de concessão, se procederá a um reforço da posição dos investidores exclusivamente financeiros (Meridiam), que passarão a deter 49% da concessionária. Os parceiros industriais, que em conjunto deterão 51% do capital, reduzirão a sua participação proporcionalmente, pelo que a Ascendi passará a deter 12% da concessão.
O Consórcio Slovenské Dial’nice, onde a Ascendi detêm actualmente uma posição de 19%, assinou com o estado Eslovaco, um contrato de concessão, que será válido por um período de 30 anos, para a execução do projecto, construção, financiamento, operação e manutenção de 5 secções da Auto-Estrada D1.Segundo um comunicado da Mota-Engil, o valor global do projecto é de aproximadamente 3,3 mil milhões de euros, o qual inclui um investimento para o período de construção de cerca de 2,5 mil milhões de euros.
Além da empresa portuguesa, participam ainda neste consórcio empresas do grupo francês Bouygues (19%), as eslovacas Doprastav e Vahostav, cada uma com 19%, a gestora de fundos luxemburguesa Meridiam (19%) e a sul-africana Intertoll com 5%. Segundo anunciou a Mota-Engil, foi acordado entre os sócios da concessionária que, logo após o fecho dos acordos de financiamento e início efectivo do período de concessão, se procederá a um reforço da posição dos investidores exclusivamente financeiros (Meridiam), que passarão a deter 49% da concessionária. Os parceiros industriais, que em conjunto deterão 51% do capital, reduzirão a sua participação proporcionalmente, pelo que a Ascendi passará a deter 12% da concessão.
Portugal e Argentina negoceiam no sector ferroviário
No âmbito da visita da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, a Buenos Aires, serão negociados contratos no sector ferroviário superiores a 182 milhões de euros, entre os governos português e argentino.
De acordo com o comunicado do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Ana Paula Vitorino vai estar na Argentina na quinta e sexta-feira.
"Esta deslocação vem no seguimento da visita da secretária de Estado dos Transportes à Argentina, em Março de 2006, que permitiu dinamizar os negócios entre os dois países, com especial incidência no sector ferroviário", refere o comunicado.
O Ministério garante que "serão assinados contratos para fornecimento de material circulante e celebrado um protocolo para a implementação do projecto de modernização e beneficiação da linha ferroviária de San Martin".
Serão assinados dois contratos pela CP - Caminhos de Ferro Portugueses e pela Secretaria de Estado dos Transportes da Argentina, visando o fornecimento de dez locomotivas, 58 carruagens e dois furgões no valor de 21 milhões de euros.
Outro acordo a ser assinado visa a possibilidade de fornecer mais de 40 locomotivas e 50 carruagens num valor global estimado superior a 30 milhões de euros.
De acordo com o comunicado do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Ana Paula Vitorino vai estar na Argentina na quinta e sexta-feira.
"Esta deslocação vem no seguimento da visita da secretária de Estado dos Transportes à Argentina, em Março de 2006, que permitiu dinamizar os negócios entre os dois países, com especial incidência no sector ferroviário", refere o comunicado.
O Ministério garante que "serão assinados contratos para fornecimento de material circulante e celebrado um protocolo para a implementação do projecto de modernização e beneficiação da linha ferroviária de San Martin".
Serão assinados dois contratos pela CP - Caminhos de Ferro Portugueses e pela Secretaria de Estado dos Transportes da Argentina, visando o fornecimento de dez locomotivas, 58 carruagens e dois furgões no valor de 21 milhões de euros.
Outro acordo a ser assinado visa a possibilidade de fornecer mais de 40 locomotivas e 50 carruagens num valor global estimado superior a 30 milhões de euros.
Estes espanhóis são engraçados
Os espanhóis têm uns traços de personalidade bem interessantes, e então qaundo nos toca a nós!!! Portuguesinhos... enfim.
Reparem no Título desta Notícia do Jornal "El Mundo"
São uns gajos porreiros não são ;)
Reparem no Título desta Notícia do Jornal "El Mundo"
'Bo', la nueva mascota de los Obama
Un inquilino ibérico en la Casa Blanca
El presidente de Estados Unidos, Barack Obama, compartirá desde ahora su
residencia oficial con un inquilino de raza ibérica. 'Bo', la
nueva mascota de las hijas del mandatario, es un perro de agua portugués,
autóctono de la Península Ibérica y emparentado con el perro de agua
español.
São uns gajos porreiros não são ;)
terça-feira, abril 14, 2009
Timor-Leste quer que a sua experiência sirva para ajudar a estabilizar a Guiné-Bissau
O ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri chefia uma delegação designada pelo presidente José Ramos-Horta para uma missão de bons ofícios.
O antigo primeiro-ministro timorense, cuja governação decorreu de Maio de 2002 a Junho de 2006, declarou ontem, em Lisboa, que Díli pretende colocar ao serviço da Guiné a sua experiência no campo da delimitação de fronteiras e do melhor aproveitamento possível dos recursos petrolíferos, comuns aos dois países.
"Não é estranho eu seguir quarta-feira para Bissau como enviado especial de Timor-Leste. É normal noutros países, designadamente os de tradição anglo-saxónica, recorrer-se ao chefe da oposição para determinadas missões. Oponho-me ao Governo e não ao Estado", explicou o secretário-geral da Fretilin, antes de ser recebido pelo ministro português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, como delegado de Ramos-Horta para a questão guineense.
"Primeiro tinha aceite encarregar-me do dossier do mar de Timor, mas como no Governo levantaram problemas a escolha ficou sem efeito. Mas desta vez tenho uma base de apoio forte, como é necessário para que se tenha legitimidade. Houve unanimidade na minha escolha para enviado especial à Guiné", acrescentou Alkatiri. Durante as próximas semanas tenciona pôr ao serviço dos guineenses a sua experiência de coabitação com a comunidade internacional.
"É preciso saber como lidar com todos, consolidar e estabilizar um país. É preciso ter a coragem de aceitar os desafios; e nós ainda não sofremos com a crise internacional, dada a nossa vivência no processo negocial", disse Alkatiri. Em seu entender, as experiências timorenses na definição de fronteiras e no aproveitamento dos recursos petrolíferos poderão ser úteis à Guiné, que tem lençóis de hidrocarbonetos tanto no mar como em terra. Há um grande potencial para a indústria petrolífera na Guiné. Para além das velhas jazidas do Norte, na área das fronteiras tanto marítimas como terrestres com o Senegal, apareceram nesta última década potencialidades mais a sul, que estão a ser estudadas pela empresa britânica Premier Oil.
O offshore guineense está profundamente subaproveitado. Até há poucos anos, poucas pessoas tinham ouvido falar dos blocos que a empresa nacional de combustíveis, a Petroguin, abriu à licitação de interesses internacionais, como os da Premier: áreas marítimas com milhares de km2 e em que as terras mais próximas são o arquipélago das Bijagós e a ilha de Bolama. O petróleo poderá vir a ser uma nova fonte de rendimentos para o país, que até agora vive sobretudo da agricultura e da pesca. "Conheço bem os PALOP e a Guiné-Bissau é um caso único. Ao partir da base de dois Estados com um mesmo partido a geri-los, o PAIGC, ia ser difícil. Cabo Verde ainda teve a sorte de poder contar com os seus quadros, com os seus recursos humanos; mas na Guiné foram crises atrás de crises, até se atingir o pico com o assassínio do chefe do Estado-Maior e do Presidente Nino Vieira", expôs. "Não acredito que vá continuar a viver neste círculo vicioso. São precisas reformas; é necessária uma ajuda internacional do tipo Plano Marshall", prosseguiu Alkatiri, que numa primeira fase vai estar dez dias em Bissau, acompanhado pelo antigo ministro Roque Rodrigues e por mais três elementos.
"O sonho de Amílcar Cabral foi genial, mas creio que, se continuasse vivo, não seria nunca chefe de nenhum dos Estados por cuja independência lutou. Ficaria só como chefe do partido. É sempre muito difícil a passagem de um período revolucionário para o da gestão do Estado", concluiu.
O antigo primeiro-ministro timorense, cuja governação decorreu de Maio de 2002 a Junho de 2006, declarou ontem, em Lisboa, que Díli pretende colocar ao serviço da Guiné a sua experiência no campo da delimitação de fronteiras e do melhor aproveitamento possível dos recursos petrolíferos, comuns aos dois países.
"Não é estranho eu seguir quarta-feira para Bissau como enviado especial de Timor-Leste. É normal noutros países, designadamente os de tradição anglo-saxónica, recorrer-se ao chefe da oposição para determinadas missões. Oponho-me ao Governo e não ao Estado", explicou o secretário-geral da Fretilin, antes de ser recebido pelo ministro português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, como delegado de Ramos-Horta para a questão guineense.
"Primeiro tinha aceite encarregar-me do dossier do mar de Timor, mas como no Governo levantaram problemas a escolha ficou sem efeito. Mas desta vez tenho uma base de apoio forte, como é necessário para que se tenha legitimidade. Houve unanimidade na minha escolha para enviado especial à Guiné", acrescentou Alkatiri. Durante as próximas semanas tenciona pôr ao serviço dos guineenses a sua experiência de coabitação com a comunidade internacional.
"É preciso saber como lidar com todos, consolidar e estabilizar um país. É preciso ter a coragem de aceitar os desafios; e nós ainda não sofremos com a crise internacional, dada a nossa vivência no processo negocial", disse Alkatiri. Em seu entender, as experiências timorenses na definição de fronteiras e no aproveitamento dos recursos petrolíferos poderão ser úteis à Guiné, que tem lençóis de hidrocarbonetos tanto no mar como em terra. Há um grande potencial para a indústria petrolífera na Guiné. Para além das velhas jazidas do Norte, na área das fronteiras tanto marítimas como terrestres com o Senegal, apareceram nesta última década potencialidades mais a sul, que estão a ser estudadas pela empresa britânica Premier Oil.
O offshore guineense está profundamente subaproveitado. Até há poucos anos, poucas pessoas tinham ouvido falar dos blocos que a empresa nacional de combustíveis, a Petroguin, abriu à licitação de interesses internacionais, como os da Premier: áreas marítimas com milhares de km2 e em que as terras mais próximas são o arquipélago das Bijagós e a ilha de Bolama. O petróleo poderá vir a ser uma nova fonte de rendimentos para o país, que até agora vive sobretudo da agricultura e da pesca. "Conheço bem os PALOP e a Guiné-Bissau é um caso único. Ao partir da base de dois Estados com um mesmo partido a geri-los, o PAIGC, ia ser difícil. Cabo Verde ainda teve a sorte de poder contar com os seus quadros, com os seus recursos humanos; mas na Guiné foram crises atrás de crises, até se atingir o pico com o assassínio do chefe do Estado-Maior e do Presidente Nino Vieira", expôs. "Não acredito que vá continuar a viver neste círculo vicioso. São precisas reformas; é necessária uma ajuda internacional do tipo Plano Marshall", prosseguiu Alkatiri, que numa primeira fase vai estar dez dias em Bissau, acompanhado pelo antigo ministro Roque Rodrigues e por mais três elementos.
"O sonho de Amílcar Cabral foi genial, mas creio que, se continuasse vivo, não seria nunca chefe de nenhum dos Estados por cuja independência lutou. Ficaria só como chefe do partido. É sempre muito difícil a passagem de um período revolucionário para o da gestão do Estado", concluiu.
Guiné-Bissau: Brasil disponível para enviar tropas
O Brasil poderá enviar tropas para a Guiné-Bissau, caso haja uma decisão da ONU, disse hoje o ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, que se referiu também ao envolvimento do seu país na criação de uma força de paz da União Africana.
Respondendo a uma questão sobre possibilidade do envio de um contingente militar para Guiné-Bissau, após o assassínio do Presidente "Nino" Vieira e do atentado contra o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Tagmé Na Waié, ambos no início de Março, Jobim afirmou à imprensa, no Rio de Janeiro, que o Brasil tem "'expertise' para isso".
No entanto, o envio de uma missão de paz "depende de decisões a serem tomadas pela ONU", observou. "Se a ONU decidir que há a necessidade, o Brasil tem disponibilidade para participar desse tipo de coisa".
Segundo o ministro da Defesa, o Brasil não realiza operações para «fazer a paz», o Brasil "participa de operações de manutenção de paz e esta distinção é fundamental".
[O Brasil demonstra uma atenção extrema, relativamente aos países africanos de expressão oficial portuguesa. Esta posição do MNE brasileiro explicita a estratégia de afirmar o país como um verdadeiro "player" mundial, país BRIC (país emergente) e potência regional.]
Respondendo a uma questão sobre possibilidade do envio de um contingente militar para Guiné-Bissau, após o assassínio do Presidente "Nino" Vieira e do atentado contra o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Tagmé Na Waié, ambos no início de Março, Jobim afirmou à imprensa, no Rio de Janeiro, que o Brasil tem "'expertise' para isso".
No entanto, o envio de uma missão de paz "depende de decisões a serem tomadas pela ONU", observou. "Se a ONU decidir que há a necessidade, o Brasil tem disponibilidade para participar desse tipo de coisa".
Segundo o ministro da Defesa, o Brasil não realiza operações para «fazer a paz», o Brasil "participa de operações de manutenção de paz e esta distinção é fundamental".
[O Brasil demonstra uma atenção extrema, relativamente aos países africanos de expressão oficial portuguesa. Esta posição do MNE brasileiro explicita a estratégia de afirmar o país como um verdadeiro "player" mundial, país BRIC (país emergente) e potência regional.]
domingo, abril 12, 2009
Em defesa da promoção do Coronel Jaime Neves
O coronel Jaime Neves, figura preponderante dos operacionais do golpe militar de 25 de Novembro de 1975, nasceu na freguesia de São Dinis, no concelho de Vila Real, em 1936, tendo entrado na Escola do Exército em 1953 e feito cinco missões de serviço em África e na Índia.
Durante o 25 de Novembro de 1975, Jaime Neves estava nos Comandos da Amadora, uma das unidades militares que pôs fim à influência da esquerda militar radical e conduziu ao fim do PREC (Período Revolucionário Em Curso).
Em 1995, foi condecorado pelo então Presidente da República, Mário Soares, com a medalha de grande-oficial com Palma, da Ordem Militar da Torre e Espada, do valor, Lealdade e Mérito.
Durante o 25 de Novembro de 1975, Jaime Neves estava nos Comandos da Amadora, uma das unidades militares que pôs fim à influência da esquerda militar radical e conduziu ao fim do PREC (Período Revolucionário Em Curso).
Em 1995, foi condecorado pelo então Presidente da República, Mário Soares, com a medalha de grande-oficial com Palma, da Ordem Militar da Torre e Espada, do valor, Lealdade e Mérito.
Luís Amado vai visitar a Rússia e Ásia Central
O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou que Luis Amado parte segunda-feira numa viagem que o vai levar à Rússia, Uzbequistão e Tajiquistão.
Em Moscovo, Luís Amado vai reunir-se com o seu homólogo russo, Serguei Lavrov, e a agenda inclui temas como as relações entre os dois países, as relações UE-Rússia e NATO-Rússia. Mas a crise financeira internacional, as questões energéticas e a segurança europeia também serão temas discutidos. Ainda na capital russa, vai também reunir-se com o presidente da comissão de Negócios Estrangeiros do Conselho da Federação, Mikhail Margelov.
Na quarta-feira, Luís Amado parte para a Ásia Central, onde tem previstas visitas ao Uzbequistão e ao Tajiquistão, para aprofundar as relações bilaterais com estes países e novos acordos de cooperação.
[Importa não esquecer as ex-repúblicas soviéticas, onde Portugal parece estar preocupantemente ausente.]
Em Moscovo, Luís Amado vai reunir-se com o seu homólogo russo, Serguei Lavrov, e a agenda inclui temas como as relações entre os dois países, as relações UE-Rússia e NATO-Rússia. Mas a crise financeira internacional, as questões energéticas e a segurança europeia também serão temas discutidos. Ainda na capital russa, vai também reunir-se com o presidente da comissão de Negócios Estrangeiros do Conselho da Federação, Mikhail Margelov.
Na quarta-feira, Luís Amado parte para a Ásia Central, onde tem previstas visitas ao Uzbequistão e ao Tajiquistão, para aprofundar as relações bilaterais com estes países e novos acordos de cooperação.
[Importa não esquecer as ex-repúblicas soviéticas, onde Portugal parece estar preocupantemente ausente.]
quarta-feira, abril 08, 2009
Defesa: Jaime Neves promovido a general
O coronel Jaime Neves foi promovido a major-general.
Trata-se de uma das figuras mais proeminentes no contra-golpe militar que, em Novembro de 1975, neutralizou a deriva de esquerda radical que se seguiu ao 25 de Abril.
[Com todo o mérito! Parabéns senhor General!]
Trata-se de uma das figuras mais proeminentes no contra-golpe militar que, em Novembro de 1975, neutralizou a deriva de esquerda radical que se seguiu ao 25 de Abril.
[Com todo o mérito! Parabéns senhor General!]
Guiné-Bissau: Francisco Fadul candidata-se a presidente
Francisco Fadul, antigo primeiro-ministro e actual presidente do Tribunal de Contas da Guiné-Bissau, garantiu hoje, em Lisboa, que é candidato às eleições presidenciais de 28 de Junho.
"Sim (sou candidato). O meu partido (Partido para a Democracia, Desenvolvimento e Cidadania) já me elegeu internamente e está a angariar assinaturas e a promover contactos com outros partidos no sentido de obter a confluência de interesses para as presidenciais", disse Fadul.
O antigo primeiro-ministro chegou sábado de manhã a Lisboa para receber tratamento médico, na sequência do espancamento de que foi alvo, por homens fardados e armados, em sua casa, em Bissau, no passado dia 31 de Março.
"Prometo da minha parte uma campanha muito séria, apresentando estratégias para tirar a Guiné-Bissau do contexto em que está e os guineenses da miséria moral", acentuou.
"Não deixarei de dialogar com quem quer que seja. Terei todo o respeito, o maior respeito por todos. Vou fazer, como sempre faço, uma campanha pedagógica", disse.
Francisco Fadul acrescentou que permanecerá "entre cinco a seis semanas" em Lisboa, para conclusão dos tratamentos médicos a que foi sujeito, incluindo uma operação à mão esquerda e a várias equimoses no corpo.
"Sim (sou candidato). O meu partido (Partido para a Democracia, Desenvolvimento e Cidadania) já me elegeu internamente e está a angariar assinaturas e a promover contactos com outros partidos no sentido de obter a confluência de interesses para as presidenciais", disse Fadul.
O antigo primeiro-ministro chegou sábado de manhã a Lisboa para receber tratamento médico, na sequência do espancamento de que foi alvo, por homens fardados e armados, em sua casa, em Bissau, no passado dia 31 de Março.
"Prometo da minha parte uma campanha muito séria, apresentando estratégias para tirar a Guiné-Bissau do contexto em que está e os guineenses da miséria moral", acentuou.
"Não deixarei de dialogar com quem quer que seja. Terei todo o respeito, o maior respeito por todos. Vou fazer, como sempre faço, uma campanha pedagógica", disse.
Francisco Fadul acrescentou que permanecerá "entre cinco a seis semanas" em Lisboa, para conclusão dos tratamentos médicos a que foi sujeito, incluindo uma operação à mão esquerda e a várias equimoses no corpo.
terça-feira, abril 07, 2009
CPLP: "Brasil deve liderar países de língua portuguesa", diz alto responsável da CPLP
O secretário-geral do Conselho Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) considera importante reconhecer "o grande papel do Brasil" na cena internacional e entende que este país deve liderar o bloco lusófono.
"Penso que pela importância tradicional do país, a comunidade de língua portuguesa deverá ser liderada pelo Brasil", referiu Francisco Mantero. Para o secretário-geral, isso é uma "inevitabilidade e será muito bom, não só pela grandeza cultural mas económica e da população do país".
O Brasil chegou ao G20 e, na avaliação de Mantero, "será uma questão de tempo" para obter um lugar permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. "Muito provavelmente será um dos países vencedores da crise internacional", preconizou.
Para Mantero, o Presidente Lula tem sido o maior embaixador da língua portuguesa no mundo, pois como não fala outra língua, acaba fazendo com que os outros falem o português "e isso é altamente positivo".
A Cimeira do G20, realizada em Londres, segundo referiu Mantero, registou também outra presença importante da língua portuguesa: do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
"Todo esse movimento é fundamental para a afirmação da língua. Afirmando-se a língua, afirma-se também a capacidade empresarial de fazer negócios", acrescentou.
"Penso que pela importância tradicional do país, a comunidade de língua portuguesa deverá ser liderada pelo Brasil", referiu Francisco Mantero. Para o secretário-geral, isso é uma "inevitabilidade e será muito bom, não só pela grandeza cultural mas económica e da população do país".
O Brasil chegou ao G20 e, na avaliação de Mantero, "será uma questão de tempo" para obter um lugar permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. "Muito provavelmente será um dos países vencedores da crise internacional", preconizou.
Para Mantero, o Presidente Lula tem sido o maior embaixador da língua portuguesa no mundo, pois como não fala outra língua, acaba fazendo com que os outros falem o português "e isso é altamente positivo".
A Cimeira do G20, realizada em Londres, segundo referiu Mantero, registou também outra presença importante da língua portuguesa: do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.
"Todo esse movimento é fundamental para a afirmação da língua. Afirmando-se a língua, afirma-se também a capacidade empresarial de fazer negócios", acrescentou.
sexta-feira, abril 03, 2009
Cidadão português de etnia chinesa condenado à morte na China
Um cidadão português de etnia chinesa residente permanente em Macau foi condenado recentemente à morte no continente chinês por tráfico de droga e posse de arma proibida, disse hoje à agência Lusa o advogado Vasco Passeira.
Lau Fat Wai, 49 anos, pai de um filho menor, foi condenado à morte por um tribunal da cidade de Cantão, capital da província chinesa de Guangdong, adjacente a Macau, explicou o causídico. O advogado disse ainda que estão a ser encetados contactos com as autoridades portuguesas de Macau e de Lisboa para "tentar a suspensão da pena" e "encontrar uma forma" do cidadão português cumprir uma pena de prisão em substituição da pena capital. A sentença aplicada a Lau Fat Wai, que obteve o último passaporte português a 29 de Outubro de 2003 no Consulado-Geral de Portugal em Macau e o Bilhete de Identidade a 2 de Fevereiro de 2004, não foi ainda executada porque o advogado em Cantão apresentou recurso, acrescentou Vasco Passeira.
Lau Fat Wai, 49 anos, pai de um filho menor, foi condenado à morte por um tribunal da cidade de Cantão, capital da província chinesa de Guangdong, adjacente a Macau, explicou o causídico. O advogado disse ainda que estão a ser encetados contactos com as autoridades portuguesas de Macau e de Lisboa para "tentar a suspensão da pena" e "encontrar uma forma" do cidadão português cumprir uma pena de prisão em substituição da pena capital. A sentença aplicada a Lau Fat Wai, que obteve o último passaporte português a 29 de Outubro de 2003 no Consulado-Geral de Portugal em Macau e o Bilhete de Identidade a 2 de Fevereiro de 2004, não foi ainda executada porque o advogado em Cantão apresentou recurso, acrescentou Vasco Passeira.
Execução de fundos da Cooperação Portuguesa acima da expectativa
in Notícias Lusófonas
A execução do pacote financeiro da Cooperação Portuguesa em Timor-Leste para 2007-2010 está “acima da expectativa” ao fim de dois anos, afirmou hoje em Díli um responsável do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD). Dos 60 milhões de euros previstos no Programa Indicativo de Cooperação (PIC), 52% foram gastos nos dois primeiros anos, afirmou o presidente do IPAD, Manuel Correia.
“Este facto aponta para que se ultrapasse a dotação inicial do PIC até 2010”, salientou Manuel Correia, referindo que esta situação em Timor-Leste “é única” entre os países com os quais Portugal tem programas de cooperação. Manuel Correia está em Díli para a reunião anual entre o Governo timorense e os parceiros de cooperação bilateral e multilateral, que hoje teve o primeiro dia de reuniões técnicas. O presidente do IPAD assinou já, antes da conferência de doadores, um memorando de entendimento com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para uma contribuição adicional de 3 milhões de dólares norte-americanos (2,2 milhões de euros) para o Programa de Fortalecimento do Sector da Justiça de Timor-Leste.
“O acordo com o PNUD foi renovado para os próximos três anos, com uma contribuição de Portugal num montante de um milhão de dólares anuais”, afirmou Correia. A assinatura do acordo entre o IPAD e o PNUD vai permitir a continuação do Programa de Apoio ao Sistema de Justiça e o financiamento das actividades para o período de 2009 a 2011. O Programa, onde Portugal colocou já cerca de oito milhões de euros (10,7 milhões de dólares) conta com mais de 30 funcionários internacionais desempenhando funções judiciais, de orientação e formação. A reunião anual com os parceiros de desenvolvimento de Timor-Leste prossegue sexta-feira sob a presidência do ministro dos Negócios Estrangeiros, Zacarias Albano da Costa. Em agenda estão intervenções de fundo do primeiro-ministro, Xanana Gusmão, do Presidente da República, José Ramos-Horta, e do chefe da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT), Atul Khare, além de várias sessões sectoriais dirigidas pelos ministros da tutela. A conferência de doadores termina no sábado, com dois debates em torno de questões de segurança e de acesso à justiça.
A execução do pacote financeiro da Cooperação Portuguesa em Timor-Leste para 2007-2010 está “acima da expectativa” ao fim de dois anos, afirmou hoje em Díli um responsável do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD). Dos 60 milhões de euros previstos no Programa Indicativo de Cooperação (PIC), 52% foram gastos nos dois primeiros anos, afirmou o presidente do IPAD, Manuel Correia.
“Este facto aponta para que se ultrapasse a dotação inicial do PIC até 2010”, salientou Manuel Correia, referindo que esta situação em Timor-Leste “é única” entre os países com os quais Portugal tem programas de cooperação. Manuel Correia está em Díli para a reunião anual entre o Governo timorense e os parceiros de cooperação bilateral e multilateral, que hoje teve o primeiro dia de reuniões técnicas. O presidente do IPAD assinou já, antes da conferência de doadores, um memorando de entendimento com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para uma contribuição adicional de 3 milhões de dólares norte-americanos (2,2 milhões de euros) para o Programa de Fortalecimento do Sector da Justiça de Timor-Leste.
“O acordo com o PNUD foi renovado para os próximos três anos, com uma contribuição de Portugal num montante de um milhão de dólares anuais”, afirmou Correia. A assinatura do acordo entre o IPAD e o PNUD vai permitir a continuação do Programa de Apoio ao Sistema de Justiça e o financiamento das actividades para o período de 2009 a 2011. O Programa, onde Portugal colocou já cerca de oito milhões de euros (10,7 milhões de dólares) conta com mais de 30 funcionários internacionais desempenhando funções judiciais, de orientação e formação. A reunião anual com os parceiros de desenvolvimento de Timor-Leste prossegue sexta-feira sob a presidência do ministro dos Negócios Estrangeiros, Zacarias Albano da Costa. Em agenda estão intervenções de fundo do primeiro-ministro, Xanana Gusmão, do Presidente da República, José Ramos-Horta, e do chefe da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT), Atul Khare, além de várias sessões sectoriais dirigidas pelos ministros da tutela. A conferência de doadores termina no sábado, com dois debates em torno de questões de segurança e de acesso à justiça.
quarta-feira, abril 01, 2009
Israel: Novo MNE nega compromisso criação Estado palestiniano
O novo ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, o ultra-conservador Avigdor Lieberman, afirmou hoje que o novo governo não tem compromisso com os acordos de paz alcançados na conferência de Annapolis, realizada em 2007 sob mediação dos Estados Unidos e que estabelece a criação de um Estado palestiniano.
"Não tem validade", disse Lieberman, líder do Partido Yisrael Beitenu, acusado de racismo por fazer campanha contra a minoria árabe do país e cujo lema era "não à cidadania sem lealdade ao Estado".
A posse de Lieberman como ministro dos Negócios Estrangeiros preocupa a comunidade internacional pelos retrocessos no acordo de paz com os palestinianos.
O cargo foi uma concessão do novo primeiro-ministro israelita, Benyamin Netanyahu, do conservador Likud, que precisou dos 15 assentos obtidas pelo Beitenu no Parlamento para formar a coligação.
Na conferência de Annapolis, o então primeiro-ministro Ehud Olmert concordou em avançar nos esforços pela solução de dois Estados, nas conversas de paz com os palestinianos.
"O governo de Israel nunca ratificou Annapolis, nem o Parlamento", disse Lieberman.
[E alguém que conheça esta "individualidade" estava à espera de afirmações diferentes? Começou a palhaçada no governo de Netanyahu. Esta coligação governamental durará quantos meses?]
"Não tem validade", disse Lieberman, líder do Partido Yisrael Beitenu, acusado de racismo por fazer campanha contra a minoria árabe do país e cujo lema era "não à cidadania sem lealdade ao Estado".
A posse de Lieberman como ministro dos Negócios Estrangeiros preocupa a comunidade internacional pelos retrocessos no acordo de paz com os palestinianos.
O cargo foi uma concessão do novo primeiro-ministro israelita, Benyamin Netanyahu, do conservador Likud, que precisou dos 15 assentos obtidas pelo Beitenu no Parlamento para formar a coligação.
Na conferência de Annapolis, o então primeiro-ministro Ehud Olmert concordou em avançar nos esforços pela solução de dois Estados, nas conversas de paz com os palestinianos.
"O governo de Israel nunca ratificou Annapolis, nem o Parlamento", disse Lieberman.
[E alguém que conheça esta "individualidade" estava à espera de afirmações diferentes? Começou a palhaçada no governo de Netanyahu. Esta coligação governamental durará quantos meses?]
Guiné-Bissau: ex-PM Francisco Fadul espancado por homens fardados
O antigo primeiro-ministro da Guiné-Bissau e actual presidente do Tribunal de Contas guineense, Francisco Fadul, foi espancado hoje de madrugada na sua residência em Bissau por homens armados, encontrando-se a receber tratamento no hospital da capital.
"Fui espancado por 15 homens vestidos com uniformes militares e armados com AK-47", afirmou Fadul, em declarações aos jornalistas. "Roubaram-me dinheiro e bens", acrescentou.
O ataque a Francisco Fadul aconteceu depois do ex-governante ter acusado o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, de estar a revelar atitudes de submissão perante os militares, durante uma conferência de imprensa, na segunda-feira.
Fadul alertou ainda na conferência de imprensa para o "risco de as Forças Armadas assumirem o poder" caso não houvesse um consenso entre a classe política em relação à realização de presidenciais.
O primeiro-ministro guineense anunciou terça-feira que os partidos políticos chegaram a um consenso político e que as presidenciais deverão ocorrer em finais de Junho.
Entretanto, o representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba, condenou os ataques contra Francisco Fadul, e o advogado Pedro Infanda.
Mutaboba "condena a detenção ilegal a 23 de Março do advogado Pedro Infanda pelas Forças Armadas depois das suas declarações à imprensa e os maus-tratos físicos durante a sua detenção".
[É o que acontece a quem tem opinião e critica os militares neste "país" "democrático"? Ainda gostava que alguém me explicasse quais as habilitações de Francisco Fadul para ser presidente do Tribunal de Contas da Guiné. Nomeado por Nino Vieira (antes era pró-Mané...), uma das primeiras medidas foi pôr o Governo em tribunal. Excelente...]
"Fui espancado por 15 homens vestidos com uniformes militares e armados com AK-47", afirmou Fadul, em declarações aos jornalistas. "Roubaram-me dinheiro e bens", acrescentou.
O ataque a Francisco Fadul aconteceu depois do ex-governante ter acusado o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, de estar a revelar atitudes de submissão perante os militares, durante uma conferência de imprensa, na segunda-feira.
Fadul alertou ainda na conferência de imprensa para o "risco de as Forças Armadas assumirem o poder" caso não houvesse um consenso entre a classe política em relação à realização de presidenciais.
O primeiro-ministro guineense anunciou terça-feira que os partidos políticos chegaram a um consenso político e que as presidenciais deverão ocorrer em finais de Junho.
Entretanto, o representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba, condenou os ataques contra Francisco Fadul, e o advogado Pedro Infanda.
Mutaboba "condena a detenção ilegal a 23 de Março do advogado Pedro Infanda pelas Forças Armadas depois das suas declarações à imprensa e os maus-tratos físicos durante a sua detenção".
[É o que acontece a quem tem opinião e critica os militares neste "país" "democrático"? Ainda gostava que alguém me explicasse quais as habilitações de Francisco Fadul para ser presidente do Tribunal de Contas da Guiné. Nomeado por Nino Vieira (antes era pró-Mané...), uma das primeiras medidas foi pôr o Governo em tribunal. Excelente...]
terça-feira, março 31, 2009
Portugal na vice-presidência da UNESCO
Depois de ter conseguido a Vice-presidência da União Latina em Fevereiro, Portugal conseguiu agora ser eleito para outro lugar muito importante na UNESCO: o de Vice-Presidente do "Bureau" da Convenção para a Protecção do Património Cultural Subaquático.
Isso aconteceu na passada sexta-feira, numa reunião que foi aberta pelo antigo Secretário-Geral da ONU, Perez de Cuellar.
O facto de a primeira decisão de Manuel Maria Carrilho (actual Embaixador de Portugal na Unesco) como ministro da Cultura ter sido, em 1995, a da suspensão imediata da legislação que estimulava a caça comercial aos tesouros subaquáticos, teve o seu peso nesta decisão da UNESCO.
Isso aconteceu na passada sexta-feira, numa reunião que foi aberta pelo antigo Secretário-Geral da ONU, Perez de Cuellar.
O facto de a primeira decisão de Manuel Maria Carrilho (actual Embaixador de Portugal na Unesco) como ministro da Cultura ter sido, em 1995, a da suspensão imediata da legislação que estimulava a caça comercial aos tesouros subaquáticos, teve o seu peso nesta decisão da UNESCO.
sexta-feira, março 27, 2009
Brasil oferece aviões militares a Moçambique
O Governo brasileiro vai oferecer aviões P-27 à Força Aérea moçambicana e ajudará a criar uma unidade para operações de manutenção de paz no exército de Moçambique, anunciou hoje o ministro da Defesa, Nelson Jobim.
"Vamos providenciar a transferência do Brasil oferece aviões militares a MoçambiqueO Governo brasileiro vai oferecer aviões P-27 à Força Aérea moçambicana e ajudará a criar uma unidade para operações de manutenção de paz no exército de Moçambique, anunciou hoje o ministro da Defesa, Nelson Jobim.
"Verificarei a possibilidade de mandar mais alguns aviões. Estamos a fazer uma mudança na Força Aérea brasileira, estamos a substituir os P-27 pelos Super Tucanos. Com isso, queremos ver quais os aviões que podemos mandar para cá" (Moçambique), afirmou Nelson Jobim.
O governante brasileiro indicou que nos próximos dias dois oficiais e igual número de mecânicos moçambicanos vão deslocar-se ao Brasil para se familiarizarem com o avião que as autoridades de Defesa brasileiras pretendem transferir para a Força Aérea moçambicana.
"Vamos providenciar a transferência do Brasil oferece aviões militares a MoçambiqueO Governo brasileiro vai oferecer aviões P-27 à Força Aérea moçambicana e ajudará a criar uma unidade para operações de manutenção de paz no exército de Moçambique, anunciou hoje o ministro da Defesa, Nelson Jobim.
"Verificarei a possibilidade de mandar mais alguns aviões. Estamos a fazer uma mudança na Força Aérea brasileira, estamos a substituir os P-27 pelos Super Tucanos. Com isso, queremos ver quais os aviões que podemos mandar para cá" (Moçambique), afirmou Nelson Jobim.
O governante brasileiro indicou que nos próximos dias dois oficiais e igual número de mecânicos moçambicanos vão deslocar-se ao Brasil para se familiarizarem com o avião que as autoridades de Defesa brasileiras pretendem transferir para a Força Aérea moçambicana.
Autarcas de língua portuguesa fazem-se ouvir a uma só voz
Autoridades locais dos oito Estados da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) reúnem-se hoje e amanhã em Lisboa para partilhar experiências de governação e concertar políticas locais de apoio à cooperação e ao desenvolvimento.
No encontro, promovido pela Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e pela Câmara de Lisboa, serão eleitos os órgãos directivos do Fórum das Autoridades Locais da CPLP, associados à declaração de Lisboa.
Além da forte representação de municípios dos países da CPLP (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, S. Tomé e Príncipe e Timor), estarão presentes seis ministros e dois primeiros-ministros (de Portugal e Cabo Verde). No entender de fonte da ANMP, estas presenças de representantes das administrações centrais evidenciam "o reconhecimento do trabalho que os municípios vêm fazendo e o interesse que os governos centrais estão a dedicar à lusofonia".
O cumprimento dos oito Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, traçados em 2000 pela Organização das Nações Unidas, a gestão eficiente da água, o reforço da cooperação, através de acções concretas de partilha, e a criação de instrumentos institucionais que permitam aos municípios de expressão portuguesa falar a uma só voz nas instâncias internacionais, serão temas em debate no fórum.
"No mundo globalizado em que vivemos, precisamos juntar vozes, para nos fazermos ouvir. Pelo património comum e pela língua que partilhamos, os municípios da CPLP têm todas as condições para falarem a uma só voz nos fóruns internacionais", sublinhou a mesma fonte.
A tónica do encontro é a da partilha de experiências, mas sempre no reconhecimento da capacidade do poder local em melhorar as condições de vida das pessoas. "Não queremos impor o nosso modelo e ninguém nos imporá o deles. As boas experiências do Brasil podem não se ajustar em Angola, por exemplo. Estamos é todos disponíveis para ajudar."
No encontro, promovido pela Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e pela Câmara de Lisboa, serão eleitos os órgãos directivos do Fórum das Autoridades Locais da CPLP, associados à declaração de Lisboa.
Além da forte representação de municípios dos países da CPLP (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, S. Tomé e Príncipe e Timor), estarão presentes seis ministros e dois primeiros-ministros (de Portugal e Cabo Verde). No entender de fonte da ANMP, estas presenças de representantes das administrações centrais evidenciam "o reconhecimento do trabalho que os municípios vêm fazendo e o interesse que os governos centrais estão a dedicar à lusofonia".
O cumprimento dos oito Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, traçados em 2000 pela Organização das Nações Unidas, a gestão eficiente da água, o reforço da cooperação, através de acções concretas de partilha, e a criação de instrumentos institucionais que permitam aos municípios de expressão portuguesa falar a uma só voz nas instâncias internacionais, serão temas em debate no fórum.
"No mundo globalizado em que vivemos, precisamos juntar vozes, para nos fazermos ouvir. Pelo património comum e pela língua que partilhamos, os municípios da CPLP têm todas as condições para falarem a uma só voz nos fóruns internacionais", sublinhou a mesma fonte.
A tónica do encontro é a da partilha de experiências, mas sempre no reconhecimento da capacidade do poder local em melhorar as condições de vida das pessoas. "Não queremos impor o nosso modelo e ninguém nos imporá o deles. As boas experiências do Brasil podem não se ajustar em Angola, por exemplo. Estamos é todos disponíveis para ajudar."
quarta-feira, março 25, 2009
Noesis assina parceria com a maior petrolífera de Moçambique
A Noesis avançou em Moçambique com uma parceria com a EBS, da PetroMoc - Empresa Nacional de Petróleos de Moçambique, para a realização de projectos na área das tecnologias de informação.
Segundo um comunicado da Noesis, o acordo, que reforça a estratégia de internacionalização da empresa de tecnologias de informação, foi assinado em Moçambique no mês passado para a realização de projectos nas áreas de Systems & Engineering, Application Management e Business Solutions para clientes de Moçambique.
Um objectivo específico é a cooperação com o parceiro EBS em projectos SAP (Infrastructure Management, Application Management, Quality Management e Business Solutions) da PetroMoc e serviços associados.
Serão ainda disponibilizadas ferramentas informáticas que facilitem o crescimento dos negócios dos clientes.
Além disso, a NOESIS e a EBS desenharam ainda um plano comercial de abordagem às principais empresas de Moçambique.
O grupo PetroMoc é o maior distribuidor de combustíveis, óleos e lubrificantes, em Moçambique, e tem como clientes, as principais empresas de transporte, energia, agricultura e pesca do país, e o próprio Estado, distribuindo para companhias de países vizinhos, como o Malawi, Zâmbia e Zimbabwe.
A Noesis registou um crescimento de 33% em 2008, com um volume de facturação fixado nos 11,7 milhões de euros.
Segundo um comunicado da Noesis, o acordo, que reforça a estratégia de internacionalização da empresa de tecnologias de informação, foi assinado em Moçambique no mês passado para a realização de projectos nas áreas de Systems & Engineering, Application Management e Business Solutions para clientes de Moçambique.
Um objectivo específico é a cooperação com o parceiro EBS em projectos SAP (Infrastructure Management, Application Management, Quality Management e Business Solutions) da PetroMoc e serviços associados.
Serão ainda disponibilizadas ferramentas informáticas que facilitem o crescimento dos negócios dos clientes.
Além disso, a NOESIS e a EBS desenharam ainda um plano comercial de abordagem às principais empresas de Moçambique.
O grupo PetroMoc é o maior distribuidor de combustíveis, óleos e lubrificantes, em Moçambique, e tem como clientes, as principais empresas de transporte, energia, agricultura e pesca do país, e o próprio Estado, distribuindo para companhias de países vizinhos, como o Malawi, Zâmbia e Zimbabwe.
A Noesis registou um crescimento de 33% em 2008, com um volume de facturação fixado nos 11,7 milhões de euros.
TAP nomeada para melhor companhia do mundo
A TAP foi ontem nomeada pela revista espanhola Condé Nast Traveler para o prémio de melhor companhia aérea do mundo.
A transportadora disputa o prémio com a British Airways, Air France, Thai, Iberia, Vueling, easyJet, Ryanair e Air Berlim.
[É uma distinção merecida para a TAP ser nomeada e estar entre companhias tão prestigiadas. Parabéns à companhia, na pessoa de Fernando Pinto (e sua direcção) e dos seus trabalhadores, que tanto têm feito para engrandecer a companhia de bandeira portuguesa.]
A transportadora disputa o prémio com a British Airways, Air France, Thai, Iberia, Vueling, easyJet, Ryanair e Air Berlim.
[É uma distinção merecida para a TAP ser nomeada e estar entre companhias tão prestigiadas. Parabéns à companhia, na pessoa de Fernando Pinto (e sua direcção) e dos seus trabalhadores, que tanto têm feito para engrandecer a companhia de bandeira portuguesa.]
terça-feira, março 24, 2009
Espanha: Extremadura lança campanha para fomentar aprendizagem da língua portuguesa
A região espanhola da Extremadura iniciou hoje uma campanha para estimular os cidadãos a conhecerem a língua portuguesa, ampliando tanto a sua cultura como as possibilidades de negócio.
Intitulada "Aprende português, abrir-te-á muitas portas", a campanha está a ser desenvolvida pelo Governo regional da Extremadura e pretende ainda que os alunos da região optem pelo português na sua formação. Esta região espanhola é a primeira do país a incluir o português no currículo escolar, mediante um acordo negociado nos últimos anos e assinado na última cimeira Ibérica, que decorreu em Janeiro em Zamora.
Falando na apresentação da campanha, em Mérida, Maria Dolores Pallero, vice-presidente da Junta da Extremadura explicou que a campanha que dura até Setembro apostará em particular nos períodos de matrículas para os cursos académicos. Com uma fronteira de 400 quilómetros com Portugal, a Extremadura poderá, segundo Pallero, beneficiar significativamente com a aprendizagem do português, o que abriria ainda mais portas no mercado de Portugal. A campanha pretende dar "mais um passo" no "aproveitamento das sinergias" possíveis dada a proximidade geográfica entre os dois países, segundo disse Pallero. Pallero recordou que o Governo continuará a desenvolver esforços para ampliar o ensino do português que é já a segunda língua mais procurada nas escolas da região, apenas atrás do inglês. Em paralelo, o Gabinete de Iniciativa Transfronteiriça (GIJ) desenvolve vários cursos de português em que já participaram mais de 10 mil alunos. A aposta, explicou, é procurar avançar agora na criação de uma euro-região que envolva a Extremadura espanhola e as zonas do Alentejo e Centro de Portugal.
Recorde-se que, no passado dia 22 de Janeiro, os Governos de Portugal e Espanha, reunidos em Zamora, comprometeram-se a avançar com o ensino do português em Espanha e do espanhol em Portugal, num processo que os primeiros-ministros dos dois países classificaram como sendo de particular importância. O primeiro passo formal passou pela assinatura, pelo Ministério da Educação português e pela Junta da Extremadura, de um memorando de entendimento para a introdução do Português como língua Estrangeira de opção curricular no sistema educativo daquela comunidade autónoma espanhola. Esse acordo estipula que a Junta da Extremadura se compromete a adoptar todas as medidas necessárias para que o Português se torne língua de opção e avaliação curricular nos estabelecimentos de ensino do seu território.
O primeiro-ministro espanhol, José Luís Rodríguez Zapatero, destacou a importância do acordo afirmando que os dois Governos partilham de uma "vontade firme" de "fazer valer, de forma conjunta, o que representam a língua portuguesa e o castelhano no mundo", onde estas línguas são faladas por mais de 650 milhões de pessoas. Zapatero garantiu que é "desejo e vontade" que a iniciativa já concretizada com a Extremadura seja agora "impulsionada noutras comunidades autónomas ou em áreas de determinadas comunidades autónomas". "É uma boa notícia, representa uma visão partilhada do futuro. O apoio recíproco ao espanhol e ao português é muito enriquecedor para os dois países, para as duas línguas e para os dois povos", disse Zapatero.
[E assim começa uma baralhação que, à primeira vista, parece ser do interesse de todos. À primeira vista!
Note-se a candura da afirmação de Zapatero: "fazer valer, de forma conjunta o que representam a língua portuguesa e o castelhano no mundo", demonstrando que as contas já estão feitinhas, desde há muito, pelas chancelarias espanholas].
Intitulada "Aprende português, abrir-te-á muitas portas", a campanha está a ser desenvolvida pelo Governo regional da Extremadura e pretende ainda que os alunos da região optem pelo português na sua formação. Esta região espanhola é a primeira do país a incluir o português no currículo escolar, mediante um acordo negociado nos últimos anos e assinado na última cimeira Ibérica, que decorreu em Janeiro em Zamora.
Falando na apresentação da campanha, em Mérida, Maria Dolores Pallero, vice-presidente da Junta da Extremadura explicou que a campanha que dura até Setembro apostará em particular nos períodos de matrículas para os cursos académicos. Com uma fronteira de 400 quilómetros com Portugal, a Extremadura poderá, segundo Pallero, beneficiar significativamente com a aprendizagem do português, o que abriria ainda mais portas no mercado de Portugal. A campanha pretende dar "mais um passo" no "aproveitamento das sinergias" possíveis dada a proximidade geográfica entre os dois países, segundo disse Pallero. Pallero recordou que o Governo continuará a desenvolver esforços para ampliar o ensino do português que é já a segunda língua mais procurada nas escolas da região, apenas atrás do inglês. Em paralelo, o Gabinete de Iniciativa Transfronteiriça (GIJ) desenvolve vários cursos de português em que já participaram mais de 10 mil alunos. A aposta, explicou, é procurar avançar agora na criação de uma euro-região que envolva a Extremadura espanhola e as zonas do Alentejo e Centro de Portugal.
Recorde-se que, no passado dia 22 de Janeiro, os Governos de Portugal e Espanha, reunidos em Zamora, comprometeram-se a avançar com o ensino do português em Espanha e do espanhol em Portugal, num processo que os primeiros-ministros dos dois países classificaram como sendo de particular importância. O primeiro passo formal passou pela assinatura, pelo Ministério da Educação português e pela Junta da Extremadura, de um memorando de entendimento para a introdução do Português como língua Estrangeira de opção curricular no sistema educativo daquela comunidade autónoma espanhola. Esse acordo estipula que a Junta da Extremadura se compromete a adoptar todas as medidas necessárias para que o Português se torne língua de opção e avaliação curricular nos estabelecimentos de ensino do seu território.
O primeiro-ministro espanhol, José Luís Rodríguez Zapatero, destacou a importância do acordo afirmando que os dois Governos partilham de uma "vontade firme" de "fazer valer, de forma conjunta, o que representam a língua portuguesa e o castelhano no mundo", onde estas línguas são faladas por mais de 650 milhões de pessoas. Zapatero garantiu que é "desejo e vontade" que a iniciativa já concretizada com a Extremadura seja agora "impulsionada noutras comunidades autónomas ou em áreas de determinadas comunidades autónomas". "É uma boa notícia, representa uma visão partilhada do futuro. O apoio recíproco ao espanhol e ao português é muito enriquecedor para os dois países, para as duas línguas e para os dois povos", disse Zapatero.
[E assim começa uma baralhação que, à primeira vista, parece ser do interesse de todos. À primeira vista!
Note-se a candura da afirmação de Zapatero: "fazer valer, de forma conjunta o que representam a língua portuguesa e o castelhano no mundo", demonstrando que as contas já estão feitinhas, desde há muito, pelas chancelarias espanholas].
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