A presença do chefe de Estado angolano na Cimeira dos oito países mais industrializados (G8), em Julho premiou o esforço diplomático de Luanda para aumentar a visibilidade internacional, através de contactos com os mais importantes líderes mundiais.A visita que a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, inicia nos próximos dias a Angola, devolvendo um encontro em Washington com o homólogo, Assunção dos Anjos, em Maio, é mais uma etapa da afirmação angolana como país de referência no continente africano.
O "naipe" de trunfos da diplomacia angolana cresceu desde 2007, com estadistas como José Luís Zapatero (Espanha), Nicolas Sarkozy (França), Silvio Berlusconi (Itália), Dimitri Medvedev (Rússia) ou Raul Castro (Cuba), além do primeiro-ministro português, José Sócrates. Se Medvedev foi selar uma "parceria estratégica", a visita de Sarkozy a Luanda (Maio de 2008), encheu-se de simbolismo, qualificada pelo Presidente francês como "um virar de página nos mal-entendidos do passado". As relações entre os dois países estavam fragilizadas desde o início do caso "Angolagate", em que os nomes de altas figuras do regime angolano, incluindo o próprio Chefe de Estado, foram envolvidos pela Justiça francesa num processo de comissões milionárias em negócios de venda de armas.
Para a atenção crescente dada ao país lusófono muito contribui o petróleo, que tem hoje em Angola o maior produtor da África subsariana, e permitiu um crescimento económico explosivo até este ano, para o qual se prevê uma recessão.A presença do Papa Bento XVI em Luanda marcou o fim de uma semana de alta intensidade diplomática de Angola, que incluiu a visita de José Eduardo dos Santos a Portugal, para o relançamento das relações com um parceiro histórico, e também à Alemanha, onde se avistou com a chanceler Angela Merkel.Outro marco será a anunciada visita de Jacob Zuma a Angola, na próxima semana, a primeira ao mais alto nível feita pelo recém-eleito chefe de Estado da África do Sul, a maior economia do continente.
Raul Castro, presidente cubano, bisou em solo angolano, com duas visitas em apenas cinco meses, e conseguiu renovado apoio de Luanda ao fim do embargo norte-americano ao país.Eduardo dos Santos também bisou, mas rumo à China: a visita em Dezembro do ano passado, a segunda em cinco meses, para assegurar a continuação do financiamento chinês aos projectos de reconstrução angolana, numa altura em que as receitas petrolíferas já caíam a pique e o país assumia a presidência rotativa da Organização de Países Exportadores de Petróleo.No âmbito da sua afirmação regional Angola tem procurado assumir uma postura de mediação em crises como a da República Democrática do Congo (RDC) e do Zimbabué, e também tomando as "rédeas" da Comissão do Golfo da Guiné, recebendo em Luanda (Janeiro) a segunda cimeira extraordinária de chefes de Estado e Governo da organização.Angola tem vindo também a assumir uma postura mais interventiva na organização lusófona, a CPLP, cuja presidência receberá de Portugal no próximo ano, na Cimeira de Luanda.
quarta-feira, agosto 05, 2009
Dois submarinos russos ao largo da costa leste dos EUA inquietam Washington, diz The New York Times
Dois submarinos nucleares russos estão há dias a navegar ao largo da costa leste dos EUA, pela primeira vez em anos, suscitando a inquietação dos responsáveis norte-americanos, anuncia o The New York Times.
O jornal, que cita responsáveis da Defesa e dos Serviços Secretos norte-americanos que pediram para não ser identificados, refere que um dos submarinos navega em águas internacionais, a cerca de 200 milhas da costa (320 quilómetros), enquanto a localização precisa do segundo permanece incerta. Os dois submarinos pertencem à classe Akula, segundo as mesmas fontes. "Cada vez que a Marinha russa procede a tais manobras excepcionais é fonte de inquietações", segundo um alto responsável do Ministério da Defesa norte-americano, citado pelo jornal norte-americano. "Sabemos onde (os submarinos) estão e não estamos inquietos quanto à nossa capacidade para seguir os movimentos destes", refere a mesma fonte. "Apenas estamos preocupados pelo facto de (os submarinos) estarem lá", sublinha. "Não penso que em quase 15 anos, eles (os russos) tenham enviado dois submarinos nucleares deste tipo para o largo da costa norte-americana", sublinha o especialista de história naval e da luta anti-submarina, Norman Polmar, ao jornal.
Em contrapartida a Rússia condena a reacção excessiva dos norte-americanos, considerando-a "histérica" e insiste no facto de estas manobras não terem nada de ilegal em termos de direito internacional. "Os movimentos dos submarinos russos (...) fora das próprias águas territoriais são correntes e não violam em nada o direito marítimo intermacional", explica uma fonte militar e diplomática à agência oficial russa Itar-Tass, sem confirmar ou não a veracidade da informação do The New York Times. Os responsáveis do Pentágono não quiseram fazer comentários sobre a eventual presença de armas a bordo das embarcações. O anúncio destes movimentos da Marinha russa surge quando Moscovo tenta apagar um novo fracasso do lançamento do míssil intercontinental Bulaya, com um alcance de 8.000 quilómetros, em meados de Julho. Em Dezembro último a Rússia efectuou manobras navais conjuntas com a Venezuela no mar das Caraíbas, perto das águas territoriais norte-americanas.
O jornal, que cita responsáveis da Defesa e dos Serviços Secretos norte-americanos que pediram para não ser identificados, refere que um dos submarinos navega em águas internacionais, a cerca de 200 milhas da costa (320 quilómetros), enquanto a localização precisa do segundo permanece incerta. Os dois submarinos pertencem à classe Akula, segundo as mesmas fontes. "Cada vez que a Marinha russa procede a tais manobras excepcionais é fonte de inquietações", segundo um alto responsável do Ministério da Defesa norte-americano, citado pelo jornal norte-americano. "Sabemos onde (os submarinos) estão e não estamos inquietos quanto à nossa capacidade para seguir os movimentos destes", refere a mesma fonte. "Apenas estamos preocupados pelo facto de (os submarinos) estarem lá", sublinha. "Não penso que em quase 15 anos, eles (os russos) tenham enviado dois submarinos nucleares deste tipo para o largo da costa norte-americana", sublinha o especialista de história naval e da luta anti-submarina, Norman Polmar, ao jornal.
Em contrapartida a Rússia condena a reacção excessiva dos norte-americanos, considerando-a "histérica" e insiste no facto de estas manobras não terem nada de ilegal em termos de direito internacional. "Os movimentos dos submarinos russos (...) fora das próprias águas territoriais são correntes e não violam em nada o direito marítimo intermacional", explica uma fonte militar e diplomática à agência oficial russa Itar-Tass, sem confirmar ou não a veracidade da informação do The New York Times. Os responsáveis do Pentágono não quiseram fazer comentários sobre a eventual presença de armas a bordo das embarcações. O anúncio destes movimentos da Marinha russa surge quando Moscovo tenta apagar um novo fracasso do lançamento do míssil intercontinental Bulaya, com um alcance de 8.000 quilómetros, em meados de Julho. Em Dezembro último a Rússia efectuou manobras navais conjuntas com a Venezuela no mar das Caraíbas, perto das águas territoriais norte-americanas.
O que parece raramente não é
Caro Braveman,
A exclusão de Pedro Passos Coelho das listas do PPD/PSD não me surpreeende. Desde a implantação da democracia vigente que é hábito os presidentes (ou secretários-gerais) dos partidos porem e disporem das listas de candidatos a seu bel-prazer.
Saber se o presidente de um partido tem que estar, efectivamente, no parlamento para questionar o Governo e ter impacto na sociedade ou nos media, é outra questão.
Na minha modesta opinião dever-se-ia seguir o exemplo inglês. A monarquia inglesa é, quase sempre, a melhor fonte de inspiração. Assim, dizem os ingleses nas suas leis não escritas, que não pode ser presidente de partido político quem não for deputado, precisamente porque é no Parlamento que se discute o país. O Presidente de um partido relevante, maioritário ou não, tem que ter obrigatoriamente assento no Parlamento. Ou seja, não interessa por onde concorre ou se pertence à oposição ao líder que faz a lista, interessa que tenha assento no parlamento.
Ao mesmo tempo que fiz a afirmação de cima, também digo que as coisas na prática às vezes não são tão fáceis. Digo-o, porque estive no congresso que consagrou Ribeiro e Castro (ReC) como presidente do CDS/PP e lembro-me de o argumento do "assento no assembleia" ser usado como arma de arremesso. Tudo porque Telmo Correia estava dado como líder do partido ainda antes de alguém sequer ter nele votado e também porque ReC havia feito o discurso da sua vida, emocionando os congressistas (inclusivé a mim). Tentaram arranjar de tudo para que ele não fosse eleito presidente. Não dava jeito a muitos. Mas eu estive humildemente com ele, votei nele e achei que o "argumento parlamentar" não colhia.
Mais tarde apercebi-me que havia algum fundamento na ideia. Não tanto pela vertente mediática e interventiva que a Assembleia proporciona, mas mais porque em Portugal os media acabam por ser tão sectários (ou acabam por reflectir a realidade do país) que não passam o que quer que seja que aconteça fora do parlamento. Sem dúvida que o parlamento é o lugar mais nobre da democracia, e tanto que tem sido vilipendiado, mas não havendo nada perfeito é melhor a imperfeição.
A exclusão de Pedro Passos Coelho das listas do PPD/PSD não me surpreeende. Desde a implantação da democracia vigente que é hábito os presidentes (ou secretários-gerais) dos partidos porem e disporem das listas de candidatos a seu bel-prazer.
Saber se o presidente de um partido tem que estar, efectivamente, no parlamento para questionar o Governo e ter impacto na sociedade ou nos media, é outra questão.
Na minha modesta opinião dever-se-ia seguir o exemplo inglês. A monarquia inglesa é, quase sempre, a melhor fonte de inspiração. Assim, dizem os ingleses nas suas leis não escritas, que não pode ser presidente de partido político quem não for deputado, precisamente porque é no Parlamento que se discute o país. O Presidente de um partido relevante, maioritário ou não, tem que ter obrigatoriamente assento no Parlamento. Ou seja, não interessa por onde concorre ou se pertence à oposição ao líder que faz a lista, interessa que tenha assento no parlamento.
Ao mesmo tempo que fiz a afirmação de cima, também digo que as coisas na prática às vezes não são tão fáceis. Digo-o, porque estive no congresso que consagrou Ribeiro e Castro (ReC) como presidente do CDS/PP e lembro-me de o argumento do "assento no assembleia" ser usado como arma de arremesso. Tudo porque Telmo Correia estava dado como líder do partido ainda antes de alguém sequer ter nele votado e também porque ReC havia feito o discurso da sua vida, emocionando os congressistas (inclusivé a mim). Tentaram arranjar de tudo para que ele não fosse eleito presidente. Não dava jeito a muitos. Mas eu estive humildemente com ele, votei nele e achei que o "argumento parlamentar" não colhia.
Mais tarde apercebi-me que havia algum fundamento na ideia. Não tanto pela vertente mediática e interventiva que a Assembleia proporciona, mas mais porque em Portugal os media acabam por ser tão sectários (ou acabam por reflectir a realidade do país) que não passam o que quer que seja que aconteça fora do parlamento. Sem dúvida que o parlamento é o lugar mais nobre da democracia, e tanto que tem sido vilipendiado, mas não havendo nada perfeito é melhor a imperfeição.
NATO: Cimeira para novo conceito estratégico em Portugal
O novo conceito estratégico da NATO vai ser apresentado numa cimeira de chefes de Estado e de Governo em Portugal que deverá ter lugar no Outono do próximo ano.
Ao longo do último ano, a Aliança Atlântica apontava o final de 2010 e o início de 2001 como a data provável para a realização deste encontro - que será marcado pela apresentação do conceito estratégico que substitui o de 1999 e pela primeira deslocação do presidente Barack Obama a Portugal - deverá ocorrer entre o final de Setembro e o início de Dezembro do ano que vem.
A revisão deste documento doutrinário da Aliança, que vai contemplar o novo ambiente estratégico gerado pelos ataques de 11 de Setembro de 2001 e incidirá sobre questões como o Afeganistão, o combate à pirataria, a não-proliferação, segurança energética ou o ciber-terrorismo, deverá demorar menos que a do conceito conceito de 1999, que durou cerca de 20 meses, mas terá uma nova dificuldade: o número de países envolvidos no processo aumentou de 16 para 28.
De acordo com a NATO, o novo conceito estratégico passará por três fases distintas - uma de reflexão, com vários seminários temáticos onde estarão presentes responsáveis militares e políticos (bem como o grupo de doze 'especialistas' nomeado pelo secretário-geral), outra de consultas, onde estas personalidades visitarão todas as capitais aliadas para apresentar as propostas e discuti-las com os governos locais.
O grupo, que será liderado por Madeleine Albright, terá liberdade para reflectir sobre outros temas que não os discutidos nas conferências organizadas pela Aliança e começará o seu trabalho em Setembro, depois de uma reunião que será convocada pelo secretário-geral, Fogh Rasmussen, e onde estará presente o Conselho do Atlântico Norte (NAC, sigla em inglês).
Em Abril de 2010, a equipa de 'sábios' reunirá novamente com Anders Fogh Rasmussen para lhe apresentar a sua análise sobre o documento e as suas recomendações finais. Depois, o secretário-geral iniciará um trabalho mais pessoal, apresentando aos vários governos dos países-membros uma versão do conceito estratégico.
Seguindo o espírito de abertura e transparência que tem sempre sublinhado, no final do Verão do próximo ano e terminada a fase de consulta, o secretário-geral manterá encontros com os representantes permanentes dos 28 países na sede da organização, em Bruxelas, e preparará um novo documento, que será finalmente apresentado e votado na cimeira que vai ter lugar em Portugal.
Ao longo do último ano, a Aliança Atlântica apontava o final de 2010 e o início de 2001 como a data provável para a realização deste encontro - que será marcado pela apresentação do conceito estratégico que substitui o de 1999 e pela primeira deslocação do presidente Barack Obama a Portugal - deverá ocorrer entre o final de Setembro e o início de Dezembro do ano que vem.
A revisão deste documento doutrinário da Aliança, que vai contemplar o novo ambiente estratégico gerado pelos ataques de 11 de Setembro de 2001 e incidirá sobre questões como o Afeganistão, o combate à pirataria, a não-proliferação, segurança energética ou o ciber-terrorismo, deverá demorar menos que a do conceito conceito de 1999, que durou cerca de 20 meses, mas terá uma nova dificuldade: o número de países envolvidos no processo aumentou de 16 para 28.
De acordo com a NATO, o novo conceito estratégico passará por três fases distintas - uma de reflexão, com vários seminários temáticos onde estarão presentes responsáveis militares e políticos (bem como o grupo de doze 'especialistas' nomeado pelo secretário-geral), outra de consultas, onde estas personalidades visitarão todas as capitais aliadas para apresentar as propostas e discuti-las com os governos locais.
O grupo, que será liderado por Madeleine Albright, terá liberdade para reflectir sobre outros temas que não os discutidos nas conferências organizadas pela Aliança e começará o seu trabalho em Setembro, depois de uma reunião que será convocada pelo secretário-geral, Fogh Rasmussen, e onde estará presente o Conselho do Atlântico Norte (NAC, sigla em inglês).
Em Abril de 2010, a equipa de 'sábios' reunirá novamente com Anders Fogh Rasmussen para lhe apresentar a sua análise sobre o documento e as suas recomendações finais. Depois, o secretário-geral iniciará um trabalho mais pessoal, apresentando aos vários governos dos países-membros uma versão do conceito estratégico.
Seguindo o espírito de abertura e transparência que tem sempre sublinhado, no final do Verão do próximo ano e terminada a fase de consulta, o secretário-geral manterá encontros com os representantes permanentes dos 28 países na sede da organização, em Bruxelas, e preparará um novo documento, que será finalmente apresentado e votado na cimeira que vai ter lugar em Portugal.
ERROS CRASSOS
Soube há pouco que Pedro Passos Coelho não foi incluído nas listas do PSD para as legislativas.
Apetece-me chamar um nome feio a Manuela Ferreira Leite. Pode parecer estranho tanta agressividade mas passo a explicar.
Pedro Passos Coelho parece ser um líder a prazo do PSD, reconheço-lhe até algumas características que podem, EVENTUALMENTE, torná-lo num bom líder seja de oposição ou de governo.
Porquê então a minha indignação. Por dois motivos, o primeiro menos fundamental, uma temporada na Assembleia poderia ser um bom estágio ao neófito.
A segunda razão e a mais forte é a que Manuela Ferreira Leite se não vencer as eleições certamente não cumprirá a legislatura como líder de oposição, as próprias forças internas do PSD não permitirão, e como tem vindo a ser demonstrado, um líder de um partido da oposição que não esteja no parlamento é um líder "não existente".
Assim foi com Menezes e a própria Ferreira Leite, que não fosse a bóia em que se tornou a debacle do PS hoje provavelmente nem seria líder. Ou como o caso no CDS de Ribeiro e Castro, que simplesmente era ultrapassado pelas situações e pelo mediatismo vindo do parlamento.
Manuela Ferreira Leite tem de reconhecer o papel, actual o futuro de Passos Coelho, e com a exclusão deste, Manuela não está a derrotar ou a vingar-se de um inimigo interno, mas sim a comprometer um futuro PSD, e por consequência, Portugal.
Apetece-me chamar um nome feio a Manuela Ferreira Leite. Pode parecer estranho tanta agressividade mas passo a explicar.
Pedro Passos Coelho parece ser um líder a prazo do PSD, reconheço-lhe até algumas características que podem, EVENTUALMENTE, torná-lo num bom líder seja de oposição ou de governo.
Porquê então a minha indignação. Por dois motivos, o primeiro menos fundamental, uma temporada na Assembleia poderia ser um bom estágio ao neófito.
A segunda razão e a mais forte é a que Manuela Ferreira Leite se não vencer as eleições certamente não cumprirá a legislatura como líder de oposição, as próprias forças internas do PSD não permitirão, e como tem vindo a ser demonstrado, um líder de um partido da oposição que não esteja no parlamento é um líder "não existente".
Assim foi com Menezes e a própria Ferreira Leite, que não fosse a bóia em que se tornou a debacle do PS hoje provavelmente nem seria líder. Ou como o caso no CDS de Ribeiro e Castro, que simplesmente era ultrapassado pelas situações e pelo mediatismo vindo do parlamento.
Manuela Ferreira Leite tem de reconhecer o papel, actual o futuro de Passos Coelho, e com a exclusão deste, Manuela não está a derrotar ou a vingar-se de um inimigo interno, mas sim a comprometer um futuro PSD, e por consequência, Portugal.
terça-feira, agosto 04, 2009
Presidente da Ossétia do Sul demite primeiro-ministro e suspende Governo
O presidente da Ossétia do Sul, Eduard Kokoity, demitiu hoje o primeiro-ministro da república separatista georgiana, um antigo responsável dos serviços de segurança russos encarregue por Moscovo de acompanhar a reconstrução do território.
Kokoity assinou um decreto que destitui o chefe do governo, Aslanbek Bulatsev, "por motivos de saúde" e suspende o Governo das suas funções até à formação de um novo gabinete, anunciou a agência russa Interfax. Bulatsev, antigo responsável dos serviços de segurança (FSB, ex-KGB), foi nomeado pelo primeiro-ministro da Ossétia do Sul em Outubro de 2008, a pedido de Moscovo. O responsável tinha como tarefa acompanhar a reconstrução da república destruída após o conflito bélico entre a Rússia e a Geórgia, em Agosto de 2008.
Antes da sua nomeação Bulatsev dirigiu os Serviços Fiscais da Ossétia do Norte. A Rússia prometeu cerca de 10 mil milhões de rublos (222 milhões de euros) de ajuda para a reconstrução do pequeno território de 50.000 habitantes, encurralado nas montanhas entre a Rússia e o resto da Geórgia. Mas os habitantes continuam a viver entre as ruínas do território destruído. A oposição local, pró-russa, acusa o presidente da Ossétia do Sul e os colaboradores de terem desviado os fundos enviados pela Rússia e a ajuda humanitária.
[Belo berbicacho que a Rússia arranjou à NATO e à Geórgia, fiel aliado norte-americano...]
Kokoity assinou um decreto que destitui o chefe do governo, Aslanbek Bulatsev, "por motivos de saúde" e suspende o Governo das suas funções até à formação de um novo gabinete, anunciou a agência russa Interfax. Bulatsev, antigo responsável dos serviços de segurança (FSB, ex-KGB), foi nomeado pelo primeiro-ministro da Ossétia do Sul em Outubro de 2008, a pedido de Moscovo. O responsável tinha como tarefa acompanhar a reconstrução da república destruída após o conflito bélico entre a Rússia e a Geórgia, em Agosto de 2008.
Antes da sua nomeação Bulatsev dirigiu os Serviços Fiscais da Ossétia do Norte. A Rússia prometeu cerca de 10 mil milhões de rublos (222 milhões de euros) de ajuda para a reconstrução do pequeno território de 50.000 habitantes, encurralado nas montanhas entre a Rússia e o resto da Geórgia. Mas os habitantes continuam a viver entre as ruínas do território destruído. A oposição local, pró-russa, acusa o presidente da Ossétia do Sul e os colaboradores de terem desviado os fundos enviados pela Rússia e a ajuda humanitária.
[Belo berbicacho que a Rússia arranjou à NATO e à Geórgia, fiel aliado norte-americano...]
Chefe do Estado-Maior do Exército de São Tomé implicado em assalto a banco
O Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) de São Tomé e Príncipe, tenente-coronel Idalécio Pachire, foi envolvido no assalto ocorrido há cerca de dois anos a um banco nigeriano e cujo julgamento decorre em São Tomé.
Em causa está o assalto à instituição bancária nigeriana Island Bank (IB), ocorrido em 30 de Julho de 2007, em que foram roubadas quantias variáveis de divisas, designadamente 130.000 dólares (90.000 euros), 800 milhões de dobras (36.000 euros), 24.000 libras (28.000 euros) e 2.400 euros. Na sessão de hoje, a segunda, o tenente-coronel Pachire foi arrolado como testemunha do processo, tendo um dos arguidos, um sargento das forças armadas, Abdulay Cassandra, afirmado que o chefe militar estava "desde o início a par de toda a operação" do assalto ao banco. O CEME confirmou ter recebido informações sobre a preparação do assalto e justificou que o sargento "estava no grupo dos assaltantes como infiltrado", acrescentando que depois viajou e alegou desconhecer outros detalhes da operação.
O colectivo de três juízes que julga o caso salientou que o chefe militar tinha o dever de partilhar o que sabia com as autoridades competentes, nomeadamente a Polícia Judiciária. Outra pessoa arrolada na sessão de hoje foi Acácio Elba Bonfim, antigo ministro do Plano e Finanças e actual administrador do Banco Internacional de São Tomé e Príncipe (BISTEP). Bonfim também é citado pelos arguidos como tendo conhecimento antecipado do plano do assalto ao IB, mas não colaborou na denúncia do assalto. Dos oito arguidos neste caso dois encontram-se em parte incerta, com os juízes a acreditarem que terão logrado sair do país.
Entre os arguidos, além do sargento Cassandra, figura Wilson Quaresma, que liderou há dois anos a revolta dos ninjas no Comando Geral da Polícia Nacional e que resultou na morte de uma agente da corporação e ferimentos graves noutros dois. Quaresma, sobre quem foram emitidos dois mandados de captura, foi preso no passado dia 27 de Julho, um dia depois do início do julgamento. Entretanto, Cassandra beneficiou da protecção dos seus camaradas de armas, não tendo sido hoje levado a tribunal para estar presente no julgamento, numa atitude considerada por analistas de desafio à decisão do juiz Frederico Samba, que preside ao colectivo. A sessão de hoje foi entretanto suspensa, sem que os juízes tenham marcado nova data para prosseguir a audição dos arguidos e declarantes. Fonte judicial diz que o "processo ainda se pode arrastar durante vários dias".
Em causa está o assalto à instituição bancária nigeriana Island Bank (IB), ocorrido em 30 de Julho de 2007, em que foram roubadas quantias variáveis de divisas, designadamente 130.000 dólares (90.000 euros), 800 milhões de dobras (36.000 euros), 24.000 libras (28.000 euros) e 2.400 euros. Na sessão de hoje, a segunda, o tenente-coronel Pachire foi arrolado como testemunha do processo, tendo um dos arguidos, um sargento das forças armadas, Abdulay Cassandra, afirmado que o chefe militar estava "desde o início a par de toda a operação" do assalto ao banco. O CEME confirmou ter recebido informações sobre a preparação do assalto e justificou que o sargento "estava no grupo dos assaltantes como infiltrado", acrescentando que depois viajou e alegou desconhecer outros detalhes da operação.
O colectivo de três juízes que julga o caso salientou que o chefe militar tinha o dever de partilhar o que sabia com as autoridades competentes, nomeadamente a Polícia Judiciária. Outra pessoa arrolada na sessão de hoje foi Acácio Elba Bonfim, antigo ministro do Plano e Finanças e actual administrador do Banco Internacional de São Tomé e Príncipe (BISTEP). Bonfim também é citado pelos arguidos como tendo conhecimento antecipado do plano do assalto ao IB, mas não colaborou na denúncia do assalto. Dos oito arguidos neste caso dois encontram-se em parte incerta, com os juízes a acreditarem que terão logrado sair do país.
Entre os arguidos, além do sargento Cassandra, figura Wilson Quaresma, que liderou há dois anos a revolta dos ninjas no Comando Geral da Polícia Nacional e que resultou na morte de uma agente da corporação e ferimentos graves noutros dois. Quaresma, sobre quem foram emitidos dois mandados de captura, foi preso no passado dia 27 de Julho, um dia depois do início do julgamento. Entretanto, Cassandra beneficiou da protecção dos seus camaradas de armas, não tendo sido hoje levado a tribunal para estar presente no julgamento, numa atitude considerada por analistas de desafio à decisão do juiz Frederico Samba, que preside ao colectivo. A sessão de hoje foi entretanto suspensa, sem que os juízes tenham marcado nova data para prosseguir a audição dos arguidos e declarantes. Fonte judicial diz que o "processo ainda se pode arrastar durante vários dias".
Fórum económico antecede visita de Hillary Clinton a África
A visita da secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton ao continente africano, que inclui passagens por Angola e Cabo Verde, será antecedida, a partir de terça-feira, por um Fórum de Cooperação Comercial e Económica EUA-África.
A ministra do Comércio angolana, Idalina Valente, chegou domingo a Nairobi, Quénia, à frente de uma delegação que integra ainda o vice-ministro da Agricultura, José Amaro Tati, para participar no evento (de 4 a 6 de Agosto) que tem como lema "A Realização do Potencial dos AGOA Pela Expansão de Comércio e Investimentos", segundo informa a agência Angop.
Criados 2000, os acordos AGOA - African Growth Opportunity Act (Iniciativa de Oportunidades para o Crescimento Africano) incluem medidas de estímulo económico como a entrada no mercado norte-americano de produtos provenientes dos países africanos, como contrapartida a medidas de boa governação.
A vigência dos acordos era inicialmente de oito anos, mas foi estendida até 2015.
O Fórum é participado por países como Angola, Camarões, Cabo-Verde, República Democrática Congo, Djibuti, Etiópia, Gabão e Gâmbia, Guiné-Bissau, Quénia, Libéria e Madagáscar, Mali, Ilhas Maurícias, Moçambique, Namíbia, Níger, São Tomé e Príncipe, África do Sul e Tanzânia.
Durante a deslocação ao continente africano, que se inicia em Nairobi na quarta-feira, Hillary Clinton vai estar em sete países, incluindo Angola e Cabo Verde, sendo este país a última etapa da viagem que termina a 14 de Agosto.
Falando em conferência de imprensa no final da semana passada em Washington, o Secretário de Estado Adjunto para os Assuntos Africanos, Johnnie Carson, afirmou que a viagem servirá para demonstrar o "empenho" da administração Obama em "manter África como uma prioridade" da política externa norte-americana.
Barack Obama, que no início de Julho esteve no Gana e Egipto, e a sua secretária de Estado realizam assim as mais rápidas idas a África de qualquer administração norte-americana.
De acordo com Carson, a visita servirá para sublinhar o desejo norte-americano de fazer parcerias com governos, sector privado, organizações não-governamentais e cidadãos privados "para construir sociedades em que cada indivíduo pode realizar todo o seu potencial".
Entre os temas a abordar, "apresentados pelo Presidente Obama", estão a boa governação, desenvolvimento económico sustentável, saúde pública e educação e assistência à prevenção e resolução de conflitos em África.
Sobre Angola, Carson destacou tratar-se de uma das grandes potências energéticas da África subsariana e grande fornecedor de petróleo e gás natural aos Estados Unidos, um "país emergente" na região e com "enorme potencial económico", com o qual se pretende "fortalecer o relacionamento".
Na agenda de Clinton está um encontro com o presidente angolano José Eduardo dos Santos, e também com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Assunção dos Anjos, com quem já esteve reunida há um mês em Washington.
Quanto a Cabo Verde, é "uma história de sucesso africano", um país "governado democraticamente, bem gerido e que tem usado extraordinariamente bem a ajuda económica que recebe dos Estados Unidos, incluindo uma conta no fundo Millennium Challenge", disse Carson.
A visita "vai reafirmar a nossa amizade com Cabo Verde", sublinhou.
A ministra do Comércio angolana, Idalina Valente, chegou domingo a Nairobi, Quénia, à frente de uma delegação que integra ainda o vice-ministro da Agricultura, José Amaro Tati, para participar no evento (de 4 a 6 de Agosto) que tem como lema "A Realização do Potencial dos AGOA Pela Expansão de Comércio e Investimentos", segundo informa a agência Angop.
Criados 2000, os acordos AGOA - African Growth Opportunity Act (Iniciativa de Oportunidades para o Crescimento Africano) incluem medidas de estímulo económico como a entrada no mercado norte-americano de produtos provenientes dos países africanos, como contrapartida a medidas de boa governação.
A vigência dos acordos era inicialmente de oito anos, mas foi estendida até 2015.
O Fórum é participado por países como Angola, Camarões, Cabo-Verde, República Democrática Congo, Djibuti, Etiópia, Gabão e Gâmbia, Guiné-Bissau, Quénia, Libéria e Madagáscar, Mali, Ilhas Maurícias, Moçambique, Namíbia, Níger, São Tomé e Príncipe, África do Sul e Tanzânia.
Durante a deslocação ao continente africano, que se inicia em Nairobi na quarta-feira, Hillary Clinton vai estar em sete países, incluindo Angola e Cabo Verde, sendo este país a última etapa da viagem que termina a 14 de Agosto.
Falando em conferência de imprensa no final da semana passada em Washington, o Secretário de Estado Adjunto para os Assuntos Africanos, Johnnie Carson, afirmou que a viagem servirá para demonstrar o "empenho" da administração Obama em "manter África como uma prioridade" da política externa norte-americana.
Barack Obama, que no início de Julho esteve no Gana e Egipto, e a sua secretária de Estado realizam assim as mais rápidas idas a África de qualquer administração norte-americana.
De acordo com Carson, a visita servirá para sublinhar o desejo norte-americano de fazer parcerias com governos, sector privado, organizações não-governamentais e cidadãos privados "para construir sociedades em que cada indivíduo pode realizar todo o seu potencial".
Entre os temas a abordar, "apresentados pelo Presidente Obama", estão a boa governação, desenvolvimento económico sustentável, saúde pública e educação e assistência à prevenção e resolução de conflitos em África.
Sobre Angola, Carson destacou tratar-se de uma das grandes potências energéticas da África subsariana e grande fornecedor de petróleo e gás natural aos Estados Unidos, um "país emergente" na região e com "enorme potencial económico", com o qual se pretende "fortalecer o relacionamento".
Na agenda de Clinton está um encontro com o presidente angolano José Eduardo dos Santos, e também com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Assunção dos Anjos, com quem já esteve reunida há um mês em Washington.
Quanto a Cabo Verde, é "uma história de sucesso africano", um país "governado democraticamente, bem gerido e que tem usado extraordinariamente bem a ajuda económica que recebe dos Estados Unidos, incluindo uma conta no fundo Millennium Challenge", disse Carson.
A visita "vai reafirmar a nossa amizade com Cabo Verde", sublinhou.
SPE: Estado quer alienar negócio de diamantes
O Estado português quer alienar a Sociedade Portuguesa de Empreendimentos, cujo principal activo são os 49% que detém na Sociedade Mineira do Lucapa, empresa de exploração de diamantes em Angola.
"Não faz sentido manter esta participação, em termos estratégicos" disse o secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, Carlos Pina. "Estamos vendedores, independentemente dos seus resultados", afirmou o secretário de Estado, à margem da conferência sobre o Sector Empresarial do Estado (SEE) em 2008. A SPE, que tem a angolana Endiama como parceira na Sociedade Mineira do Lucapa (SML), já foi transferida do universo da Direcção-Geral do Tesouro (DGT) para a Parpública.
Quanto aos resultados da SPE, criada em 1979, estes não têm sido animadores ao longo da sua história.
Em 2008 o prejuízo atingiu os 1,4 milhões de euros, tendo o resultado operacional sido negativo em um milhão de euros.
[Mais um exemplo de uma empresa estatal mal gerida, que vem acumulando altos prejuízos. Agora quem será o 'mecenas' que a irá comprar e ganhar bom dinheiro com o negócio?]
"Não faz sentido manter esta participação, em termos estratégicos" disse o secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, Carlos Pina. "Estamos vendedores, independentemente dos seus resultados", afirmou o secretário de Estado, à margem da conferência sobre o Sector Empresarial do Estado (SEE) em 2008. A SPE, que tem a angolana Endiama como parceira na Sociedade Mineira do Lucapa (SML), já foi transferida do universo da Direcção-Geral do Tesouro (DGT) para a Parpública.
Quanto aos resultados da SPE, criada em 1979, estes não têm sido animadores ao longo da sua história.
Em 2008 o prejuízo atingiu os 1,4 milhões de euros, tendo o resultado operacional sido negativo em um milhão de euros.
[Mais um exemplo de uma empresa estatal mal gerida, que vem acumulando altos prejuízos. Agora quem será o 'mecenas' que a irá comprar e ganhar bom dinheiro com o negócio?]
quinta-feira, julho 30, 2009
Bacai Sanhá vai a Cabo Verde antes da posse para convidar Pedro Pires para investidura
Malam Bacai Sanhá vai efectuar uma visita oficial a Cabo Verde antes de tomar posse como presidente da Guiné-Bissau, com o objectivo de convidar pessoalmente o chefe de Estado cabo-verdiano a estar presente na cerimónia, ainda sem data marcada.
Numa entrevista à Rádio Nacional de Cabo Verde (RNCV), Sanhá, confirmado como vencedor da segunda volta das eleições presidenciais guineenses de domingo, adiantou que Pedro Pires foi o primeiro chefe de Estado estrangeiro a telefonar-lhe a dar os parabéns pela vitória eleitoral. "O camarada Pires foi o primeiro chefe de Estado a telefonar-me a felicitar-me. Vou fazer todos os possíveis para ir a Cabo Verde antes da minha investidura, para o convidar pessoalmente a estar presente na minha tomada de posse", afirmou Bacai Sanhá, salientando que será o primeiro país que irá visitar já depois de confirmada a sua vitória eleitoral.
O candidato apoiado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que obteve 63,31% dos votos, contra os 36,69% de Kumba Ialá, desdramatizou a questão de uma coabitação com o Governo de Carlos Gomes Júnior, considerando que "nunca houve problemas e nem haverá" entre duas personalidades "que lutam pelos mesmos objectivos e militam no mesmo partido". "(Os rumores de mal estar entre ambos) não são verdade. Aqui a questão da coabitação não existe. Somos do mesmo partido e vamos trabalhar em conjunto para o desenvolvimento da Guiné-Bissau. Não houve problemas nem haverá", garantiu.
Assegurando também que pretende ajudar a Guiné-Bissau a promover a paz e estabilidade, Malam Bacai Sanhá elogiou o desenvolvimento registado em Cabo Verde, "país irmão", cujo desempenho é, disse, "um exemplo para a Guiné-Bissau e para a África". "Vamos aproveitar a experiência de Cabo Verde para desenvolver o país", acrescentou, frisando que os "momentos difíceis" registados no passado nas relações entre os dois países estão ultrapassados e que vai tentar ajudar a recuperar, noutros moldes, a "unidade Guiné/Cabo Verde" defendida por Amílcar Cabral. "Hoje não é fácil falar da unidade entre Cabo Verde e a Guiné-Bissau, pois os tempos são outros. Mas vamos trabalhar em conjunto para criarmos uma cooperação exemplar", concluiu Malam Bacai Sanhá que, antes da primeira volta das eleições guineenses, esteve na Cidade da Praia para pedir "apoio e conselhos" a Pedro Pires.
Numa entrevista à Rádio Nacional de Cabo Verde (RNCV), Sanhá, confirmado como vencedor da segunda volta das eleições presidenciais guineenses de domingo, adiantou que Pedro Pires foi o primeiro chefe de Estado estrangeiro a telefonar-lhe a dar os parabéns pela vitória eleitoral. "O camarada Pires foi o primeiro chefe de Estado a telefonar-me a felicitar-me. Vou fazer todos os possíveis para ir a Cabo Verde antes da minha investidura, para o convidar pessoalmente a estar presente na minha tomada de posse", afirmou Bacai Sanhá, salientando que será o primeiro país que irá visitar já depois de confirmada a sua vitória eleitoral.
O candidato apoiado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que obteve 63,31% dos votos, contra os 36,69% de Kumba Ialá, desdramatizou a questão de uma coabitação com o Governo de Carlos Gomes Júnior, considerando que "nunca houve problemas e nem haverá" entre duas personalidades "que lutam pelos mesmos objectivos e militam no mesmo partido". "(Os rumores de mal estar entre ambos) não são verdade. Aqui a questão da coabitação não existe. Somos do mesmo partido e vamos trabalhar em conjunto para o desenvolvimento da Guiné-Bissau. Não houve problemas nem haverá", garantiu.
Assegurando também que pretende ajudar a Guiné-Bissau a promover a paz e estabilidade, Malam Bacai Sanhá elogiou o desenvolvimento registado em Cabo Verde, "país irmão", cujo desempenho é, disse, "um exemplo para a Guiné-Bissau e para a África". "Vamos aproveitar a experiência de Cabo Verde para desenvolver o país", acrescentou, frisando que os "momentos difíceis" registados no passado nas relações entre os dois países estão ultrapassados e que vai tentar ajudar a recuperar, noutros moldes, a "unidade Guiné/Cabo Verde" defendida por Amílcar Cabral. "Hoje não é fácil falar da unidade entre Cabo Verde e a Guiné-Bissau, pois os tempos são outros. Mas vamos trabalhar em conjunto para criarmos uma cooperação exemplar", concluiu Malam Bacai Sanhá que, antes da primeira volta das eleições guineenses, esteve na Cidade da Praia para pedir "apoio e conselhos" a Pedro Pires.
quarta-feira, julho 29, 2009
Ricardo Salgado considera a Ibéria essencial para o desenvolvimento de Portugal
E que tal exportar o Presidente do BES para Espanha e ficar por lá. Parece-me bem. Até de borla.
Aproveita-se a onda, Nacionaliza-se o BES e assim finalmente Ricardo Salgado pode dizer que foi ao MEU BANCO
Aproveita-se a onda, Nacionaliza-se o BES e assim finalmente Ricardo Salgado pode dizer que foi ao MEU BANCO
terça-feira, julho 28, 2009
Federação ibérica seria apoiada por 40% dos portugueses
A concepção de uma federação ibérica é apoiada por um alargado grupo de cidadãos de Portugal e de Espanha.
Um estudo da Universidade de Salamanca, apresentado esta terça-feira, revela que a possibilidade colhe positivamente junto de 40% dos portugueses e de 30% dos espanhóis.
A ideia, no entanto, não é consensual, nem pacífica sequer. Em Espanha, 30,5% da população é contra. O desacordo é muito para 7,5% e apenas 4,1% dariam muito apoio a uma federação ibérica, revela a Barómetro de Opinião Luso-Espanhol.
Foram ouvidas 876 pessoas, 363 das quais portuguesas. E é mesmo deste lado que as opiniões mais se dividem: 13,3% cento dos portugueses mostram-se muito de acordo, 17,7% são indiferentes, 34,1% discordam e 18,5% discordam por completo. A indiferença colhe quase outros 3% nos espanhóis.
Um estudo da Universidade de Salamanca, apresentado esta terça-feira, revela que a possibilidade colhe positivamente junto de 40% dos portugueses e de 30% dos espanhóis.
A ideia, no entanto, não é consensual, nem pacífica sequer. Em Espanha, 30,5% da população é contra. O desacordo é muito para 7,5% e apenas 4,1% dariam muito apoio a uma federação ibérica, revela a Barómetro de Opinião Luso-Espanhol.
Foram ouvidas 876 pessoas, 363 das quais portuguesas. E é mesmo deste lado que as opiniões mais se dividem: 13,3% cento dos portugueses mostram-se muito de acordo, 17,7% são indiferentes, 34,1% discordam e 18,5% discordam por completo. A indiferença colhe quase outros 3% nos espanhóis.
sexta-feira, julho 24, 2009
Jardim inspira-se no modelo das autonomias espanholas
Apesar dos conflitos com Madrid, Alberto João quer importar para a Madeira o modelo das comunidades autónomas espanholas e criar o cargo de presidente da região.
A proposta de revisão constitucional do PSD/Madeira defendida por Jardim na sessão plenária de quarta-feira dedica um capítulo à reconfiguração dos orgãos do Governo Regional.
O PSD chama-lhe "aperfeiçoamento" e o líder madeirense avança com o exemplo das comunidades autónomas de Espanha. Neste âmbito, surge a figura do "presidente da Região Autónoma" que acumula a posição de chefe do Governo Regional, que nomeia e exonera "livremente" os secretários regionais, ganhando, ainda, poderes de veto sobre a legislação produzida.
De acordo com o documento, esta medida tem um objectivo: "Colocar a verdade formal de acordo com a verdade real do sistema político regional." Só que o exemplo de Espanha arrasta consigo, não uma situação pacífica, mas uma lista de conflitos e divergências, sendo que, nalguns pontos, a presença de Madrid é muito mais forte do que se verifica nas regiões autónomas portuguesas relativamente ao poder central.
A Constituição espanhola, no artigo referente aos estatutos das comunidades - rectificados pelas Cortes e posteriormente promulgados pelo Rei -, a organização institucional autonómica tem por base a Assembleia Legislativa, eleita por sufrágio universal, com recurso a um sistema de representação proporcional, um Conselho de Governo com funções executivas e administrativas e um presidente eleito pela Assembleia, entre os seus membros, nomeado pelo Rei.
O presidente e os membros do Conselho de Governo são politicamente responsáveis perante o Parlamento. Só que o controlo dos orgãos das comunidades autónomas espanholas continua a pertencer ao Tribunal Constitucional no que se refere à constitucionalidade das disposições normativas com força de lei, e ao Tribunal de Contas na área financeira. Por outro lado, a Constituição não só se fundamenta num princípio da unidade da nação espanhola, "pátria comum e indivisível de todos os espanhóis", apesar de reconhecer o direito às autonomias, como não estabelece um conteúdo fixo das competências destas comunidades deixando a cada uma delas a liberdade de assumir, através do próprio estatuto mas sempre dentro dos limites fixados pela própria Constituição.
Em Outubro de 2006, Pasqual Maragall, presidente da Generalitat da Catalunha, numa entrevista publicada no DN, defendeu uma revisão da Constituição espanhola.
"A revisão constitucional tem de completar-se. As autonomias estão lá no domínio dos princípios mas não estão concretamente referidas, o que afasta a expressa menção da diferença entre regiões. Essa revisão é indispensável num texto de 1978, que não contempla a entrada de Espanha na Europa, quanto mais a criação de 17 autonomias que não existem?", disse.
A proposta de revisão constitucional do PSD/Madeira defendida por Jardim na sessão plenária de quarta-feira dedica um capítulo à reconfiguração dos orgãos do Governo Regional.
O PSD chama-lhe "aperfeiçoamento" e o líder madeirense avança com o exemplo das comunidades autónomas de Espanha. Neste âmbito, surge a figura do "presidente da Região Autónoma" que acumula a posição de chefe do Governo Regional, que nomeia e exonera "livremente" os secretários regionais, ganhando, ainda, poderes de veto sobre a legislação produzida.
De acordo com o documento, esta medida tem um objectivo: "Colocar a verdade formal de acordo com a verdade real do sistema político regional." Só que o exemplo de Espanha arrasta consigo, não uma situação pacífica, mas uma lista de conflitos e divergências, sendo que, nalguns pontos, a presença de Madrid é muito mais forte do que se verifica nas regiões autónomas portuguesas relativamente ao poder central.
A Constituição espanhola, no artigo referente aos estatutos das comunidades - rectificados pelas Cortes e posteriormente promulgados pelo Rei -, a organização institucional autonómica tem por base a Assembleia Legislativa, eleita por sufrágio universal, com recurso a um sistema de representação proporcional, um Conselho de Governo com funções executivas e administrativas e um presidente eleito pela Assembleia, entre os seus membros, nomeado pelo Rei.
O presidente e os membros do Conselho de Governo são politicamente responsáveis perante o Parlamento. Só que o controlo dos orgãos das comunidades autónomas espanholas continua a pertencer ao Tribunal Constitucional no que se refere à constitucionalidade das disposições normativas com força de lei, e ao Tribunal de Contas na área financeira. Por outro lado, a Constituição não só se fundamenta num princípio da unidade da nação espanhola, "pátria comum e indivisível de todos os espanhóis", apesar de reconhecer o direito às autonomias, como não estabelece um conteúdo fixo das competências destas comunidades deixando a cada uma delas a liberdade de assumir, através do próprio estatuto mas sempre dentro dos limites fixados pela própria Constituição.
Em Outubro de 2006, Pasqual Maragall, presidente da Generalitat da Catalunha, numa entrevista publicada no DN, defendeu uma revisão da Constituição espanhola.
"A revisão constitucional tem de completar-se. As autonomias estão lá no domínio dos princípios mas não estão concretamente referidas, o que afasta a expressa menção da diferença entre regiões. Essa revisão é indispensável num texto de 1978, que não contempla a entrada de Espanha na Europa, quanto mais a criação de 17 autonomias que não existem?", disse.
quinta-feira, julho 23, 2009
Amélia Mingas "cansada de sacrifícios" vai bater com a porta
A directora executiva do IILP - Instituto Internacional de Língua Português, Amélia Mingas, disse hoje que não se vai recandidatar ao cargo em 2010, alegando que está "cansada de ser sacrificada". "Tudo o que poderia ter dado já dei, com muito sofrimento e com muitas noites sem dormir para tentar ver o que poderia ser feito para dar visibilidade ao IILP. A única coisa que se comenta é que o IILP não fez nada e que é inoperante. Mas nunca deram meios", afirmou a linguista angolana, nomeada em 2006 e reconduzida em 2008.
"Quais foram os meios que nos deram para trabalhar de outra maneira? Nenhuns!", frisou. Amélia Mingas comentava os resultados da 14ª Reunião do Conselho de Ministros da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que decorreu segunda-feira na Cidade da Praia, em que foi decidido criar um grupo de trabalho para pensar a refundação do Instituto, criado em 1989. Questionada sobre se a perspectiva de Angola assumir a presidência da CPLP em Julho de 2010 poderá trazer benefícios para a direcção do IILP, Amélia Mingas foi clara na resposta: "Quando tudo isso for aprovado e capaz de ser posto em acção, já não estarei cá. Termino a minha comissão em Julho do próximo ano. E não me recandidato." "Tem sido uma travessia difícil. A verdade é que, quer se queira ou não, o IILP tem uma directora executiva, que o representa e que dá a cara sempre que necessário, mas nunca se fala dos meios que lhe puseram à disposição. Foi uma missão muito ingrata", sustentou.
Para Amélia Mingas, só os ministros e responsáveis da CPLP podem explicar a razão da criação de um grupo de trabalho vinte anos após a fundação do IILP. "Essa resposta os ministros é que poderão responder. Eles saberão por que razão só agora estão preocupados com isso", sublinhou, defendendo que esse trabalho deveria ter sido feito "antes da criação do próprio Instituto" e retomado mais tarde após a fundação da CPLP, em 1996. "Como foi possível durante esse tempo todo deixar o IILP ao abandono? Não se pagam quotas, não se criam fundos para a comissão trabalhar, não se criam as comissões nacionais que deveriam trabalhar para a Língua Portuguesa em diálogo com o Instituto...", criticou. Amélia Mingas mostrou-se esperançada em que o Instituto possa dar um passo em frente, agora que os chefes da diplomacia dos "oito" deram conta de que as coisas estão "mesmo muito mal". "Podem fazer-se mil projectos, mil propostas de refundação do IILP, mas se não se derem os meios financeiros para que realize tudo o que está pensado, um milhão de directores vão ter sempre o mesmo problema", disse Amélia Mingas, adiantando que o orçamento de 190 mil euros volta a servir unicamente para garantir o funcionamento do Instituto, que tem a sede na Cidade da Praia, em Cabo Verde.
"Quais foram os meios que nos deram para trabalhar de outra maneira? Nenhuns!", frisou. Amélia Mingas comentava os resultados da 14ª Reunião do Conselho de Ministros da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que decorreu segunda-feira na Cidade da Praia, em que foi decidido criar um grupo de trabalho para pensar a refundação do Instituto, criado em 1989. Questionada sobre se a perspectiva de Angola assumir a presidência da CPLP em Julho de 2010 poderá trazer benefícios para a direcção do IILP, Amélia Mingas foi clara na resposta: "Quando tudo isso for aprovado e capaz de ser posto em acção, já não estarei cá. Termino a minha comissão em Julho do próximo ano. E não me recandidato." "Tem sido uma travessia difícil. A verdade é que, quer se queira ou não, o IILP tem uma directora executiva, que o representa e que dá a cara sempre que necessário, mas nunca se fala dos meios que lhe puseram à disposição. Foi uma missão muito ingrata", sustentou.
Para Amélia Mingas, só os ministros e responsáveis da CPLP podem explicar a razão da criação de um grupo de trabalho vinte anos após a fundação do IILP. "Essa resposta os ministros é que poderão responder. Eles saberão por que razão só agora estão preocupados com isso", sublinhou, defendendo que esse trabalho deveria ter sido feito "antes da criação do próprio Instituto" e retomado mais tarde após a fundação da CPLP, em 1996. "Como foi possível durante esse tempo todo deixar o IILP ao abandono? Não se pagam quotas, não se criam fundos para a comissão trabalhar, não se criam as comissões nacionais que deveriam trabalhar para a Língua Portuguesa em diálogo com o Instituto...", criticou. Amélia Mingas mostrou-se esperançada em que o Instituto possa dar um passo em frente, agora que os chefes da diplomacia dos "oito" deram conta de que as coisas estão "mesmo muito mal". "Podem fazer-se mil projectos, mil propostas de refundação do IILP, mas se não se derem os meios financeiros para que realize tudo o que está pensado, um milhão de directores vão ter sempre o mesmo problema", disse Amélia Mingas, adiantando que o orçamento de 190 mil euros volta a servir unicamente para garantir o funcionamento do Instituto, que tem a sede na Cidade da Praia, em Cabo Verde.
Kumba Ialá pede a apoiantes para baterem em quem tentar manipular eleições
O candidato apoiado pelo Partido de Renovação Social às presidenciais da Guiné-Bissau, Kumba Ialá, foi a Bafatá, no centro do país, pedir aos eleitores para baterem nas pessoas que tentarem manipular a votação de domingo.
"Quem a população surpreender com sacos de dinheiro, boletins falsos para tentar manipular qualquer coisa é melhor tratar-lhe o corpo (...) antes de o levar para o hospital", pediu Ialá, ressalvando imediatamente que, às vezes, é preciso usar "violência democrática". "Eu sou contra a violência, mas por vezes é preciso usar a violência necessária para impor a ordem, para acabar com a anarquia. É preciso a violência democrática, para acabar com a violência anárquica e fascista", explica o antigo presidente guineense. No comício, Ialá fez também um "forte apelo" ao voto dos eleitores guineenses.
Na primeira volta do escrutínio, realizada a 28 de Junho, a abstenção foi de 40%, a maior de sempre registada no país. "Aproveito estas câmaras para lançar um forte apelo para que toda a população guineense, toda a nação guineense, amante da paz, amante da democracia, amante do progresso, no dia 26 deixe todas as outras coisas pequeninas de lado e, dê prioridade ao voto", afirmou Ialá, num comício na cidade onde nasceu Amílcar Cabral. "Porque no dia 26 vamos decidir o futuro da Guiné-Bissau. Ou a Guiné-Bissau se constrói definitivamente e segue definitivamente o rumo da paz e democracia ou racha definitivamente e leva cem anos sem paradeiro", alertou o antigo chefe de Estado do país.
Durante o comício Kumba Ialá explicou também aos seus apoiantes que pretende, se for eleito presidente do país, dar condições de saúde às populações e construir escolar e residências de professores em todas as regiões. Ialá voltou a lançar fortes ataques ao primeiro-ministro do país, Carlos Gomes Júnior, e ao Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), responsabilizando-os pelo atraso no desenvolvimento do país.
"Quem a população surpreender com sacos de dinheiro, boletins falsos para tentar manipular qualquer coisa é melhor tratar-lhe o corpo (...) antes de o levar para o hospital", pediu Ialá, ressalvando imediatamente que, às vezes, é preciso usar "violência democrática". "Eu sou contra a violência, mas por vezes é preciso usar a violência necessária para impor a ordem, para acabar com a anarquia. É preciso a violência democrática, para acabar com a violência anárquica e fascista", explica o antigo presidente guineense. No comício, Ialá fez também um "forte apelo" ao voto dos eleitores guineenses.
Na primeira volta do escrutínio, realizada a 28 de Junho, a abstenção foi de 40%, a maior de sempre registada no país. "Aproveito estas câmaras para lançar um forte apelo para que toda a população guineense, toda a nação guineense, amante da paz, amante da democracia, amante do progresso, no dia 26 deixe todas as outras coisas pequeninas de lado e, dê prioridade ao voto", afirmou Ialá, num comício na cidade onde nasceu Amílcar Cabral. "Porque no dia 26 vamos decidir o futuro da Guiné-Bissau. Ou a Guiné-Bissau se constrói definitivamente e segue definitivamente o rumo da paz e democracia ou racha definitivamente e leva cem anos sem paradeiro", alertou o antigo chefe de Estado do país.
Durante o comício Kumba Ialá explicou também aos seus apoiantes que pretende, se for eleito presidente do país, dar condições de saúde às populações e construir escolar e residências de professores em todas as regiões. Ialá voltou a lançar fortes ataques ao primeiro-ministro do país, Carlos Gomes Júnior, e ao Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), responsabilizando-os pelo atraso no desenvolvimento do país.
São Tomé assina com Portugal acordo de paridade cambial
São Tomé e Príncipe e Portugal assinam na próxima semana um acordo de paridade cambial que vai permitir à moeda são-tomense (Dobra) "ancorar-se ao euro", disse hoje o director do Centro de Investigação e Análise da Politica de Desenvolvimento, Adelino Castelo David. O acordo será assinado na capital são-tomense pela ministra do Plano e Finanças de São Tomé e Príncipe, Ângela Viegas, e pelo ministro das Finanças e da Economia de Portugal, Teixeira dos Santos.
Castelo David, que dirige a equipa técnica são-tomense que vem trabalhando com a parte portuguesa no acordo, disse à Lusa que "a delegação portuguesa deverá chegar a São Tomé na terça-feira, num voo privado".
A expectativa é de que o acordo de paridade cambial entre o arquipélago de São Tomé e Príncipe e Portugal entre em vigor já em Janeiro de 2010.
"Depois de assinado o acordo, há ‘demarches' internas que devem ser feitas para que, nos próximos seis meses, o acordo entre em vigor", disse ainda Castelo David.
"Procurar a melhor forma de incentivos para os investidores, estabilizar a economia e manter estável o poder de importação e os preços dos produtos no mercado são-tomense" são alguns dos benefícios que as autoridades são-tomense esperam obter com este acordo, acrescentou Castelo David.
O acordo de paridade cambial será apoiado por uma linha de crédito à disposição de São Tomé e Príncipe pelo Governo português. O valor não foi revelado.
"Nós beneficiaremos de uma linha de crédito que servirá de almofada para caso de uma crise extrema", adiantou o alto funcionário do Ministério são-tomense de Plano e Finanças.
A assinatura do acordo de paridade cambial entre os dois países lusófonos foi antecedida de vários encontros e seminários destinados a "colher subsídios" que ajudassem a encontrar um suporte para a moeda são-tomense.
Castelo David, que dirige a equipa técnica são-tomense que vem trabalhando com a parte portuguesa no acordo, disse à Lusa que "a delegação portuguesa deverá chegar a São Tomé na terça-feira, num voo privado".
A expectativa é de que o acordo de paridade cambial entre o arquipélago de São Tomé e Príncipe e Portugal entre em vigor já em Janeiro de 2010.
"Depois de assinado o acordo, há ‘demarches' internas que devem ser feitas para que, nos próximos seis meses, o acordo entre em vigor", disse ainda Castelo David.
"Procurar a melhor forma de incentivos para os investidores, estabilizar a economia e manter estável o poder de importação e os preços dos produtos no mercado são-tomense" são alguns dos benefícios que as autoridades são-tomense esperam obter com este acordo, acrescentou Castelo David.
O acordo de paridade cambial será apoiado por uma linha de crédito à disposição de São Tomé e Príncipe pelo Governo português. O valor não foi revelado.
"Nós beneficiaremos de uma linha de crédito que servirá de almofada para caso de uma crise extrema", adiantou o alto funcionário do Ministério são-tomense de Plano e Finanças.
A assinatura do acordo de paridade cambial entre os dois países lusófonos foi antecedida de vários encontros e seminários destinados a "colher subsídios" que ajudassem a encontrar um suporte para a moeda são-tomense.
quarta-feira, julho 22, 2009
Ministro espanhol visitou pela primeira vez em 300 anos Gibraltar e reclamou a soberania
A oposição não achou bem que o ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, Miguel Ángel Moratinos tivesse ido a uma terra que os britânicos ocuparam em 1704 e onde actualmente vivem 28.750 pessoas.
Moratinos, esteve ontem em Gibraltar. É o primeiro membro de um Governo de Madrid que aí se desloca desde que há 305 anos o pequeno território do Sul da Península Ibérica foi ocupado pela Inglaterra. "A posição de Espanha é não renunciar à recuperação da soberania sobre Gibraltar. Mas viemos aqui para dialogar, porque não há outra opção para além da cooperação e do diálogo", disse. Moratinos foi reunir-se com o seu homólogo britânico, David Miliband, e com o ministro principal de Gibraltar, Peter Caruana, para prosseguir conversações que em 2006 decorreram na cidade andaluza de Córdova e o ano passado em Londres. Mas o Partido Popular (PP, na oposição) achou muito mal que um ministro se tivesse prestado a ir a um território que a Espanha considera indevidamente ocupado, apesar de, pelo Tratado de Utreque, de 1713, o ter cedido à Coroa britânica.
Em Gibraltar a visita foi bem recebida: foi "um gesto político importante, que agradecemos", disse Caruana ao jornal El País, considerando-a "uma aposta na cooperação". Recentemente tinham surgido novas dificuldades, depois de Espanha ter incluído numa lista europeia de habitats naturais as águas que rodeiam a cidade e o porto de Gibraltar. Segundo o Tratado de Utreque, os espanhóis só cederam aos britânicos a cidade e o castelo de Gibraltar, bem como o respectivo porto, mas não o istmo que conduz ao território, nem as águas em redor. Moratinos foi acompanhado pelo secretário de Estado dos Assuntos Exteriores, Ángel Losada, e seguiu depois para Jerez de La Frontera, para novas conversações com Miliband, já à margem da questão de Gibraltar. A secretária-geral do PP, María Dolores de Cospedal, considerou a deslocação um "terrível erro", por poder ser interpretada como um "perigoso" precedente de se entender Gibraltar como país soberano, quando na verdade a Espanha gostaria de recuperar esses 6,8 quilómetros quadrados.
A ilha de Menorca, nas Baleares, também foi cedida em Utreque à Grã-Bretanha, mas a Espanha conseguiu reavê-la pelo Tratado de Amiens, em 1802, depois de uma série de incidentes que envolveram tropas inglesas e espanholas e também francesas. A devolução de Gibraltar tem sido desde há muito um objectivo da política externa espanhola. Em Abril de 1980, o Acordo de Lisboa estabeleceu o quadro para o assunto ir sendo paulatinamente negociado, ao longo dos anos. Entretanto, do mesmo modo que a Espanha desejaria reaver o território gibraltino, Rabat afirma que os enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla fazem parte integrante do Reino de Marrocos, devendo ser abandonados por Madrid.
Moratinos, esteve ontem em Gibraltar. É o primeiro membro de um Governo de Madrid que aí se desloca desde que há 305 anos o pequeno território do Sul da Península Ibérica foi ocupado pela Inglaterra. "A posição de Espanha é não renunciar à recuperação da soberania sobre Gibraltar. Mas viemos aqui para dialogar, porque não há outra opção para além da cooperação e do diálogo", disse. Moratinos foi reunir-se com o seu homólogo britânico, David Miliband, e com o ministro principal de Gibraltar, Peter Caruana, para prosseguir conversações que em 2006 decorreram na cidade andaluza de Córdova e o ano passado em Londres. Mas o Partido Popular (PP, na oposição) achou muito mal que um ministro se tivesse prestado a ir a um território que a Espanha considera indevidamente ocupado, apesar de, pelo Tratado de Utreque, de 1713, o ter cedido à Coroa britânica.
Em Gibraltar a visita foi bem recebida: foi "um gesto político importante, que agradecemos", disse Caruana ao jornal El País, considerando-a "uma aposta na cooperação". Recentemente tinham surgido novas dificuldades, depois de Espanha ter incluído numa lista europeia de habitats naturais as águas que rodeiam a cidade e o porto de Gibraltar. Segundo o Tratado de Utreque, os espanhóis só cederam aos britânicos a cidade e o castelo de Gibraltar, bem como o respectivo porto, mas não o istmo que conduz ao território, nem as águas em redor. Moratinos foi acompanhado pelo secretário de Estado dos Assuntos Exteriores, Ángel Losada, e seguiu depois para Jerez de La Frontera, para novas conversações com Miliband, já à margem da questão de Gibraltar. A secretária-geral do PP, María Dolores de Cospedal, considerou a deslocação um "terrível erro", por poder ser interpretada como um "perigoso" precedente de se entender Gibraltar como país soberano, quando na verdade a Espanha gostaria de recuperar esses 6,8 quilómetros quadrados.
A ilha de Menorca, nas Baleares, também foi cedida em Utreque à Grã-Bretanha, mas a Espanha conseguiu reavê-la pelo Tratado de Amiens, em 1802, depois de uma série de incidentes que envolveram tropas inglesas e espanholas e também francesas. A devolução de Gibraltar tem sido desde há muito um objectivo da política externa espanhola. Em Abril de 1980, o Acordo de Lisboa estabeleceu o quadro para o assunto ir sendo paulatinamente negociado, ao longo dos anos. Entretanto, do mesmo modo que a Espanha desejaria reaver o território gibraltino, Rabat afirma que os enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla fazem parte integrante do Reino de Marrocos, devendo ser abandonados por Madrid.
CPLP já superou limite de maturidade, diz MNE de Angola
A CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa já superou o limite da maturidade, com estruturas sólidas e objectivos fortes, disse hoje o ministro das Relações Exteriores de Angola.
Assunção dos Anjos, que participou segunda-feira no Conselho de Ministros da CPLP, realizado na Cidade da Praia, considerou que a "CPLP é uma realidade, com estruturas sólidas e objectivos bastante fortes, que já não é aquela comunidade só baseada na língua. Coopera num sentido extremamente positivo e isso ficou patente nas discussões em torno dos efeitos da crise económica mundial nos nossos países", afirmou o chefe da diplomacia angolana que, a partir de 2010, assegurará a presidência do Conselho de Ministros da organização.
Assunção dos Anjos, que participou segunda-feira no Conselho de Ministros da CPLP, realizado na Cidade da Praia, considerou que a "CPLP é uma realidade, com estruturas sólidas e objectivos bastante fortes, que já não é aquela comunidade só baseada na língua. Coopera num sentido extremamente positivo e isso ficou patente nas discussões em torno dos efeitos da crise económica mundial nos nossos países", afirmou o chefe da diplomacia angolana que, a partir de 2010, assegurará a presidência do Conselho de Ministros da organização.
Brasil/Moçambique: Moçambique é parceiro estratégico
O Presidente brasileiro, Lula da Silva, disse hoje, durante a visita do seu homólogo moçambicano, Armando Guebuza, que Moçambique é um "parceiro estratégico e prioritário" das relações do Brasil com África e anunciou uma nova missão empresarial em Outubro.
"Hoje damos mais um passo para consolidar uma aliança que é modelo de cooperação para o desenvolvimento e que revela o potencial transformador da relação Sul-Sul", destacou Lula da Silva.
Lula da Silva disse ainda que os investimentos brasileiros estão a chegar a Moçambique "com força" e que os empresários partilham o optimismo do Governo brasileiro.
[O Brasil, tal como Angola no post anterior, exercitam as suas influências mundiais...]
"Hoje damos mais um passo para consolidar uma aliança que é modelo de cooperação para o desenvolvimento e que revela o potencial transformador da relação Sul-Sul", destacou Lula da Silva.
Lula da Silva disse ainda que os investimentos brasileiros estão a chegar a Moçambique "com força" e que os empresários partilham o optimismo do Governo brasileiro.
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Geocapital prepara lançamento do primeiro banco timorense
A sociedade financeira Geocapital quer abrir o primeiro banco de direito privado em Timor-Leste, num investimento estimado entre quatro e seis milhões de euros, revelou Diogo Lacerda Machado, administrador da empresa.
Lacerda Machado, que hoje formalizou, em Díli, o pedido de abertura do banco junto da autoridade bancária de Timor, explicou que a instituição será estruturada como banco de investimentos. "O Banco Timorense de Investimento será o primeiro banco de direito timorense e irá sobretudo financiar investimentos em Timor-Leste, mais do que disputar depósitos", sublinhou.
O administrador da Geocapital acrescentou que a empresa "tem tudo pronto" para lançar o banco assim que receba autorização da autoridade bancária timorense, manifestando expectativa de que a resposta das autoridades seja positiva e o mais rápida possível.
Em Timor-Leste estão actualmente três bancos comerciais: o português Caixa Geral de Depósitos/BNU, o indonésio Mandiri e o australiano-neo-zelandês ANZ.
Com um capital social de 10,2 milhões de euros, a Geocapital tem como accionistas o macaense Stanley Ho e o português Ferro Ribeiro.
Constituída com o objectivo de investir em projectos ligados à agro-indústria, biocombustíveis e infra-estruturas em países e territórios lusófonos, a Geocapital tem investimentos em Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo Verde, Portugal e Macau.
No sector bancário, a Geocapital detém posições em quatro instituições financeiras de países africanos de língua portuguesa, nomeadamente Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique.
Lacerda Machado, que hoje formalizou, em Díli, o pedido de abertura do banco junto da autoridade bancária de Timor, explicou que a instituição será estruturada como banco de investimentos. "O Banco Timorense de Investimento será o primeiro banco de direito timorense e irá sobretudo financiar investimentos em Timor-Leste, mais do que disputar depósitos", sublinhou.
O administrador da Geocapital acrescentou que a empresa "tem tudo pronto" para lançar o banco assim que receba autorização da autoridade bancária timorense, manifestando expectativa de que a resposta das autoridades seja positiva e o mais rápida possível.
Em Timor-Leste estão actualmente três bancos comerciais: o português Caixa Geral de Depósitos/BNU, o indonésio Mandiri e o australiano-neo-zelandês ANZ.
Com um capital social de 10,2 milhões de euros, a Geocapital tem como accionistas o macaense Stanley Ho e o português Ferro Ribeiro.
Constituída com o objectivo de investir em projectos ligados à agro-indústria, biocombustíveis e infra-estruturas em países e territórios lusófonos, a Geocapital tem investimentos em Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo Verde, Portugal e Macau.
No sector bancário, a Geocapital detém posições em quatro instituições financeiras de países africanos de língua portuguesa, nomeadamente Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique.
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