terça-feira, setembro 29, 2009

Amin Maalouf

O Escritor Francolibanês voz de muitos muçulmanos moderados será monárquico? Ao "El Mundo" de espanha afirma:

"Não estou seguro que haja uma solução militar para o conflito no Afeganistão. Houve uma oportunidade, quando da caída dos taliban, para instalar um regime que pudesse unir todas as facções do País. Pode ser, sendo a esta a minha visão pessoal, que a solução seja restaurar a monarquia"


Nãããããã, deve ser doido, isso monarquia é do antigamente.... :P

Ler aqui

Foi rápido...

Bastou CDS - PP ser na visão de muitos o grande vencedor das legislativas para dois dias depois começar o contra-ataque (aqui)

Curioso....

quarta-feira, setembro 23, 2009

Afinal o PS também compra votos!

Mas estes não é numa garagem, é mesmo pela comunicação Social.


Compram-se votos: O preço, um Magalhães



aqui ou aqui (foto Público)

segunda-feira, setembro 14, 2009

"Portugal não é uma província de Espanha"

Com esta frase Manuela Ferreira Leite ganhou o meu voto.

(Ps: Dedicado aos inteligentes deste canto à beira mar plantado que simplesmente não percebem ou não querem perceber o verdadeiro significado desta frase)

sexta-feira, setembro 11, 2009

A culpa é da crise?

O Governo anuncia com pompa e circunstância o facto de Portugal estar agora na 33.ª posição no pilar Inovação e na 43.ª posição no índice global de competitividade, do Forum Económico Mundial

Há 4 anos, porém, no seu programa eleitoral, criticou fortemente o então Governo PSD / CDS pelo facto de Portugal se encontrar na posição 32.ª no pilar Inovação e na 25.ª posição no índice de competitividade. O PS propunha-se, então, adoptar uma série de medidas que nos colocariam nos lugares cimeiros dos referidos índices.

In "Rua direita"

sábado, setembro 05, 2009

Escócia quer referendo para a independência

A proposta do Governo regional minoritário terá grande dificuldade em passar no Parlamento, mas o Executivo dominado pelo Partido Nacional Escocês afirma que o eleitorado tem o direito de se pronunciar.

O presidente do Governo regional escocês, Alex Salmond, provocou uma tempestade política ao enunciar no Parlamento de Edimburgo as prioridades legislativas do seu Executivo para 2010. No topo da lista estava um referendo pela independência da Escócia, que se for aprovado pela maioria dos 129 deputados regionais na próxima Primavera, deverá realizar-se até ao final do próximo ano.
A proposta foi criticada pela oposição, que acusou o first minister de querer desviar a atenção dos problemas económicos ou de se enganar nas prioridades. Os conservadores falam em "bluff" e até há nacionalistas a contestar a "oportunidade" da iniciativa.
Salmond lidera o Partido Nacional Escocês (SNP), que sustenta um Governo regional minoritário em queda nas sondagens desde 20 de Agosto, após a decisão de libertar, por razões humanitárias, o bombista de Lockerbie, o líbio Abdelbaset al-Megrahi. O SNP era um pequeno partido há vinte anos, mas tem subido constantemente, facto a que não foi alheio o apoio de vedetas internacionais, como por exemplo o actor Sean Connery.

O SNP ganhou em 2007 as eleições regionais, obtendo a maioria à custa dos trabalhistas. Com 32%, conquistou 47 lugares, mas nenhum dos outros partidos quis integrar a coligação (a maioria absoluta é de 65). Em Junho, o SNP ganhou as europeias com 29,1%, elegendo dois eurodeputados.
O referendo de independência não tem ainda uma pergunta definida e dificilmente será aprovado no Parlamento escocês, que existiu até 1707 e foi reaberto em 1999. Se fosse realizada a consulta, a derrota dos nacionalistas era provável. As sondagens costumam dar maioria sólida a favor do referendo, mas abaixo de 30% para a independência.
A incerteza económica de uma eventual independência escocesa deve fazer hesitar os eleitores, mas só o facto do tema ser discutido vai provavelmente satisfazer outros objectivos do SNP: conseguir mais poderes para o Governo regional e para o Parlamento escocês.

O extraterrestre nipónico que sonha com uma UE na Ásia

Dias antes da extraordinária vitória nas legislativas de 30 de Agosto do Partido Democrata do Japão (PDJ), que dirige, Yukio Hatoyama publicou um ensaio em que toma como referência reflexões feitas nos anos 30 por um dos pais do pensamento pan-europeu e defensor de um projecto de união política da Europa, o austro-nipónico Coudenhove-Kalergi.

Hatoyama recorda que este autor condenou em O Estado Totalitário Contra o Homem (tradução em inglês, de 1939) o comunismo assim como o nazismo e as "profundas desigualdades sociais geradas pelo capitalismo", propondo o princípio da "fraternidade" como freio ao extremismo político e aos defeitos dos sistemas económicos. O líder japonês sugere como exemplo da "fraternidade" a desenvolver no Japão o princípio da subsidiariedade praticado na União Europeia (UE). Hatoyama gosta de definir a política "como um acto de amor" e uma das suas propostas eleitorais era a criação de uma sociedade "fundada em relações de afecto".

Intitulado A Minha Filosofia Política, o longo ensaio de Yukio Hatoyama é todo um programa de intenções para o seu Executivo - mal recebido nos Estados Unidos. O nipónico critica os EUA pelo "fundamentalismo" na defesa do mercado e da globalização, o seu "unilateralismo" e - ao mesmo tempo que elogia o pacto de segurança EUA-Japão - assinala o "declínio" da influência americana no mundo e a afirmação do poder global chinês, cuja economia "num futuro não muito distante ultrapassará a japonesa".
Embora estas asserções não constituam novidade - comentadores recordaram que algo semelhante foi dito no passado por dirigentes do agora derrotado Partido Liberal Democrático (PLD) -, o certo é que parecem ter soado tão bizarras como as declarações de Miyuki Hatoyama, a mulher do novo primeiro-ministro, que se distinguiu ao afirmar ter sido raptada por naturais de Vénus. Ideias a que não serão alheias as modas psicadélicas que fizeram furor nos anos 60 e 70 na Califórnia, onde Miyuki vivia quando conheceu Yukio.

A Miyuki não deve ter passado despercebido este compatriota de expressão distante, com um rosto em que olhos exorbitam das órbitas, que martela as palavras de forma mecânica, características que lhe valeram a alcunha de extraterrestre. Um extraterrestre que descende de uma longa linhagem de dirigentes políticos e herdeiro, com o seu irmão Kunio, de uma das grandes fortunas do Japão, a de empresa de pneus Bridgestone. A mãe dos dois irmãos era filha do fundador da empresa.

Antiga actriz, designer e chef, Miyuki define-se como uma "compositora da vida", cujo "espírito foi transportado num OVNI de aspecto triangular até Vénus" - "lugar extremamente belo e verde". As suas relações astrais vão mais longe e incluem o próprio Sol, astro que petisca ao pequeno-almoço todos os dias. Miyuki explicou que esta experiência era parte do seu programa de saúde e consistia em fechar os olhos virada para o Sol, fazendo depois o gesto de quem lhe retira pedacinhos e os leva à boca. "É assim que ganho energia. E o meu marido faz o mesmo."
Verdade ou não, Yukio vai precisar de toda a energia para lidar com os problemas que esperam o seu Governo.Um destes desafios será a relação com os EUA e com os países asiáticos. Neste ponto, o líder do PDJ inspira-se ainda na "experiência da UE", que mostra como "a integração regional neutraliza conflitos territoriais".
Forte adepto daquela, Yukio desvaloriza a negociação bilateral - método privilegiado pela China -, considerando-a um modo de inflamar "as emoções em cada país". Admite que, devido a "distintas massas populacionais, diferentes estádios de desenvolvimento e de sistema político", não será possível a "integração económica" a curto prazo, ao contrário do sucedido na CEE. Nem por isso Hatoyama deixa de se inspirar nas palavras de Coudenhove-Kalergi numa forma subtil de se legitimar como líder político ou não fosse - ironia das ironias - o seu avô o tradutor do livro do austro-nipónico e um dos fundadores do PLD. A citação de Coudenhove-Karlegi por Yukio: "todas as grandes ideias da história começaram como utopia e acabaram como realidade". Uma declaração de grande optimismo.
A formação inicial de Yukio foi em Engenharia, tendo estudado em Tóquio e na Universidade de Stanford, na Califórnia, onde conheceu Miyuki, então casada com o proprietário de um restaurante. Sobre a sua mulher e o casamento, considerado algo escandaloso para alguém do seu perfil, o líder do PDJ diz que "a maioria dos homens escolhe a sua mulher só entre as solteiras, eu escolhi entre todo o género feminino."

Yukio e seu irmão tiveram uma infância dourada, nada indicando que o primeiro seguiria uma carreira política. O que só sucedeu nos anos 80 quando Yukio se torna secretário político do pai e herda o seu lugar de deputado. Nos anos 90, deixa o PLD até surgir com um outro antigo dirigente do PLD, Ichiro Ozawa - considerado o real arquitecto da vitória de há uma semana - entre os fundadores do PDJ.
Estes são olhados com cepticismo pelos eleitores que lhe deram a vitória. A maioria das sondagens mostra que os inquiridos duvidam das qualidades políticas de Yukio Hatoyama - que nunca desempenhou cargos governativos - e das propostas do PDJ. Talvez por que poucos conhecerão a asserção de Coudenhove-Kalergi de que "todas as grandes ideias da história começaram como utopia".

quinta-feira, setembro 03, 2009

Caso Manela (TVI jornal de Sexta) - Cenários

O jornal de sexta é suspenso. Sem discutir méritos ou deméritos, e como um não espectador do dito jornal, ficam alguns cenários para explicar este acontecimento, ou melhor... um caso, que irá afectar muito o PM Sócrates.

Cenário 1 - Suspensão por razões económicas ou de conflito de personalidades.

Seria em qualquer outro momento uma razão plausivel e possivelmente justificada. Manuela é incómoda politicamente, cria anti-corpos nos "targets" publicitários mais apetitosos. A saída do marido fragilizava-lhe a posição. Tudo certissimo, mas...

Em véspera de eleições, num país de ódios e amores a Sócrates, o Jornal de Manuela era visto como um dos fóruns mais livres para expressar uma opinião diferente à máquina propagandística do governo, e um dos mais fortes contestatários (o que desde logo é uma atitude condenável) ao governo PS.

Assim sendo, um gestor certamente compreenderá o potencial de audiências que um jornal com o currículo que tem encerra, especialmente num clima político tão polarizado como o actual.

Será receio do pós eleições? Eventualmente... o que ainda assim um clima de crispação entre uma televisão e futuro governo Sócrates poderia ser sempre amenizado com a retirada do ar após as eleições.

Cenário 2 - Influências PSD ou opositores a Sócrates ditam suspensão

Neste cenário a oposição a Sócrates conseguiria ter suspendido o Jornal com o objectivo de imputar ao PM a dita suspensão, de forma a capitalizar o já tido como irreversivel tique autoritário de Sócrates.

Cenário menos plausivel por falta de ligações conhecidas da oposição a quem controla a TVI, ainda assim possivel, mas...

Seria que no PSD não se teria percebido o potencial de desgaste que o Jornal da Manuela teria na figura do primeiro ministro? As ondas de choque da suspensão do jornal poderão eventualmente ser contidas através de técnicas de comunicação, algo que o desgaste semanal durante a época pré-eleitoral dificilmente poderia. Entre um grande rombo único, e um desgaste constante e contínuo penso que os estrategas da oposição prefeririam o último, daí as debilidades deste cenário.

Integrando as supostas pressões sobre Miguel Relvas, até poderia ser indiciada uma estratégia grada de atribuição de autoritarismo a Sócrates, rotineira e sistemática, o que não parece ser muito exequível. Primeiro havia que ter os "casos", e depois como já disse, o pressão constante da Manuela poderia ser mais útil.


Cenário 3 - Governo influência a suspensão

Poderá ser tido como um passo errado, até porque as ondas de choque da suspensão serão sempre vistas como obra do despotismo deste governo. O PM e a sua personalidade seriam sempre ligadas ao acto e como sendo mais uma tentativa de controlo da informação por parte do PS.

Mas aqui funciona a argumentação inversa ao cenário anterior. Os estrategas do PS poderiam preferir uma controvérsia imediata ainda que de elevada monta, mas com tempo para tentar controlar os danos, do que se submeter a um desgaste contínuo e permanente de um inimigo público assumido e reconhecido.

Da fama de proto-ditador o PM já não se livra, por isso uma jogada política deste género seria mais exequível até porque dominável pelo aparelho de comunicação.

quarta-feira, agosto 19, 2009

A isto chega Portugal Socrático

Entrevista bem interessante da Bastonária da Ordem dos Notários. Retenho em absoluto três passagens que dão conta do estado da arte neste país.

ao contrário do que aconteceu com os jornalistas, o Ministério Público não
solicitou informações à Ordem dos Notários. "Fiquei seriamente preocupada quando
percebi que, neste caso, os jornalistas estavam muito à frente", afirma Carla
Soares

Num país em que se diz que não há jornalismo de investigação, mesmo assim conseguem ser mais lestos que o ministério público... interessante

Hoje continua a não ter dúvidas de que essa informação é
pública, mas admite que a certa altura deixou de receber respostas por
parte dos colegas, que "ficaram um pouco intimidados". "A pressão foi
muita."
Após um secretário de estado ter vindo dizer baboseiras e não ter sido "sacado" (bela expressão inglesa), ficamos a saber que a mão do estado socrático vai longe, mesmo muito longe... muito interessante

continua o desaparecimento dos documentos que suportavam a
escritura notarial e identificavam a empresa offshore que vendeu o apartamento
no Heron Castilho a Maria Adelaide Carvalho Monteiro, mãe do primeiro-ministro.
Os livros do cartório são numerados e faltam exclusivamente as folhas
relacionadas com a escritura.
"Alguém as tirou deliberadamente",
sublinha."A investigação está a decorrer, mas pelo que nos tem sido dito
provavelmente o Ministério Público vai deduzir acusação contra
desconhecidos"

Sim, mas não há julgamento, nem trânsito em julgado nada, por isso a credibilidade do primeiro ministro está intacta! Senhores atentem nesta ígnomia, é a toque da chibata que o português anda ao que parece. E respostas... o deserto de Gobi.

Texto no jornal i, aqui

quinta-feira, agosto 13, 2009

A Bandeira

Há que dar os parabéns à ala monárquica do 31 da Armada, porque o acto de trocar a bandeira da câmara de Lisboa pela da Monarquia foi provavelmente a maior pedrada no charco do imobilismo político pelo menos nos últimos 20 anos.

É interessante ver aqueles que dizem que a desobediência pública é um dever, são os primeiros a exigir sentenças a quem praticou tal acto. Mais um exemplo de democraticidade esquerdizante.

O acto em si vale sobretudo por uma consequência. Terá sido a primeira vez desde o 25 de Abril de 74 que especialmente nos média, houve uma repercussão e se falou de monarquia. Até agora nos meios de comunicação social, os monárquicos e tudo ligado ao legado dos nossos antepassados sempre foi tratado como um grupelho de saudosistas.

Com a acção de "guerrilha ideológica" do 31 da Armada foi a a primeira vez que nos escaparates houve visibilidade para o exterior de um movimento que se tem propagado na net, de jovens monárquicos, sem sangue azul, sem tiques de nobrezas tituladas a papel, sem tiques absolutistas.

Esses monárquicos existem, abomino-os, mas também existem aqueles que olham o mundo, olham o que os rodeia e verificam que na realidade existe um qualquer elemento que faz com que as sociedades monárquicas em regra funcionem melhor que as sociedades repúblicanas.

Se têm dúvidas consultem a classificação do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano elaborado pela ONU).

A consequência directa deste acto é simplesmente colocar as pessoas a pensar que na realidade existem alternativas ao pântano político e aos 100 anos de chafurdice na lama que a república albergou.

Na minha opinião uma monarquia não será a solução dos problemas do País, mas poderá ser um veículo para a mudança muito mais forte e eficaz para transformar aquilo que Medina Carreira classificou como um gigante caso BPN, num país em que os portugueses não precisem de fugir para outras paragens porque não vêem um futuro pela frente.

quarta-feira, agosto 05, 2009

Participação na Cimeira do G8 premiou esforço diplomático de Angola

A presença do chefe de Estado angolano na Cimeira dos oito países mais industrializados (G8), em Julho premiou o esforço diplomático de Luanda para aumentar a visibilidade internacional, através de contactos com os mais importantes líderes mundiais.A visita que a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, inicia nos próximos dias a Angola, devolvendo um encontro em Washington com o homólogo, Assunção dos Anjos, em Maio, é mais uma etapa da afirmação angolana como país de referência no continente africano.

O "naipe" de trunfos da diplomacia angolana cresceu desde 2007, com estadistas como José Luís Zapatero (Espanha), Nicolas Sarkozy (França), Silvio Berlusconi (Itália), Dimitri Medvedev (Rússia) ou Raul Castro (Cuba), além do primeiro-ministro português, José Sócrates. Se Medvedev foi selar uma "parceria estratégica", a visita de Sarkozy a Luanda (Maio de 2008), encheu-se de simbolismo, qualificada pelo Presidente francês como "um virar de página nos mal-entendidos do passado". As relações entre os dois países estavam fragilizadas desde o início do caso "Angolagate", em que os nomes de altas figuras do regime angolano, incluindo o próprio Chefe de Estado, foram envolvidos pela Justiça francesa num processo de comissões milionárias em negócios de venda de armas.

Para a atenção crescente dada ao país lusófono muito contribui o petróleo, que tem hoje em Angola o maior produtor da África subsariana, e permitiu um crescimento económico explosivo até este ano, para o qual se prevê uma recessão.A presença do Papa Bento XVI em Luanda marcou o fim de uma semana de alta intensidade diplomática de Angola, que incluiu a visita de José Eduardo dos Santos a Portugal, para o relançamento das relações com um parceiro histórico, e também à Alemanha, onde se avistou com a chanceler Angela Merkel.Outro marco será a anunciada visita de Jacob Zuma a Angola, na próxima semana, a primeira ao mais alto nível feita pelo recém-eleito chefe de Estado da África do Sul, a maior economia do continente.

Raul Castro, presidente cubano, bisou em solo angolano, com duas visitas em apenas cinco meses, e conseguiu renovado apoio de Luanda ao fim do embargo norte-americano ao país.Eduardo dos Santos também bisou, mas rumo à China: a visita em Dezembro do ano passado, a segunda em cinco meses, para assegurar a continuação do financiamento chinês aos projectos de reconstrução angolana, numa altura em que as receitas petrolíferas já caíam a pique e o país assumia a presidência rotativa da Organização de Países Exportadores de Petróleo.No âmbito da sua afirmação regional Angola tem procurado assumir uma postura de mediação em crises como a da República Democrática do Congo (RDC) e do Zimbabué, e também tomando as "rédeas" da Comissão do Golfo da Guiné, recebendo em Luanda (Janeiro) a segunda cimeira extraordinária de chefes de Estado e Governo da organização.Angola tem vindo também a assumir uma postura mais interventiva na organização lusófona, a CPLP, cuja presidência receberá de Portugal no próximo ano, na Cimeira de Luanda.

Dois submarinos russos ao largo da costa leste dos EUA inquietam Washington, diz The New York Times

Dois submarinos nucleares russos estão há dias a navegar ao largo da costa leste dos EUA, pela primeira vez em anos, suscitando a inquietação dos responsáveis norte-americanos, anuncia o The New York Times.

O jornal, que cita responsáveis da Defesa e dos Serviços Secretos norte-americanos que pediram para não ser identificados, refere que um dos submarinos navega em águas internacionais, a cerca de 200 milhas da costa (320 quilómetros), enquanto a localização precisa do segundo permanece incerta. Os dois submarinos pertencem à classe Akula, segundo as mesmas fontes. "Cada vez que a Marinha russa procede a tais manobras excepcionais é fonte de inquietações", segundo um alto responsável do Ministério da Defesa norte-americano, citado pelo jornal norte-americano. "Sabemos onde (os submarinos) estão e não estamos inquietos quanto à nossa capacidade para seguir os movimentos destes", refere a mesma fonte. "Apenas estamos preocupados pelo facto de (os submarinos) estarem lá", sublinha. "Não penso que em quase 15 anos, eles (os russos) tenham enviado dois submarinos nucleares deste tipo para o largo da costa norte-americana", sublinha o especialista de história naval e da luta anti-submarina, Norman Polmar, ao jornal.

Em contrapartida a Rússia condena a reacção excessiva dos norte-americanos, considerando-a "histérica" e insiste no facto de estas manobras não terem nada de ilegal em termos de direito internacional. "Os movimentos dos submarinos russos (...) fora das próprias águas territoriais são correntes e não violam em nada o direito marítimo intermacional", explica uma fonte militar e diplomática à agência oficial russa Itar-Tass, sem confirmar ou não a veracidade da informação do The New York Times. Os responsáveis do Pentágono não quiseram fazer comentários sobre a eventual presença de armas a bordo das embarcações. O anúncio destes movimentos da Marinha russa surge quando Moscovo tenta apagar um novo fracasso do lançamento do míssil intercontinental Bulaya, com um alcance de 8.000 quilómetros, em meados de Julho. Em Dezembro último a Rússia efectuou manobras navais conjuntas com a Venezuela no mar das Caraíbas, perto das águas territoriais norte-americanas.

O que parece raramente não é

Caro Braveman,

A exclusão de Pedro Passos Coelho das listas do PPD/PSD não me surpreeende. Desde a implantação da democracia vigente que é hábito os presidentes (ou secretários-gerais) dos partidos porem e disporem das listas de candidatos a seu bel-prazer.
Saber se o presidente de um partido tem que estar, efectivamente, no parlamento para questionar o Governo e ter impacto na sociedade ou nos media, é outra questão.

Na minha modesta opinião dever-se-ia seguir o exemplo inglês. A monarquia inglesa é, quase sempre, a melhor fonte de inspiração. Assim, dizem os ingleses nas suas leis não escritas, que não pode ser presidente de partido político quem não for deputado, precisamente porque é no Parlamento que se discute o país. O Presidente de um partido relevante, maioritário ou não, tem que ter obrigatoriamente assento no Parlamento. Ou seja, não interessa por onde concorre ou se pertence à oposição ao líder que faz a lista, interessa que tenha assento no parlamento.

Ao mesmo tempo que fiz a afirmação de cima, também digo que as coisas na prática às vezes não são tão fáceis. Digo-o, porque estive no congresso que consagrou Ribeiro e Castro (ReC) como presidente do CDS/PP e lembro-me de o argumento do "assento no assembleia" ser usado como arma de arremesso. Tudo porque Telmo Correia estava dado como líder do partido ainda antes de alguém sequer ter nele votado e também porque ReC havia feito o discurso da sua vida, emocionando os congressistas (inclusivé a mim). Tentaram arranjar de tudo para que ele não fosse eleito presidente. Não dava jeito a muitos. Mas eu estive humildemente com ele, votei nele e achei que o "argumento parlamentar" não colhia.

Mais tarde apercebi-me que havia algum fundamento na ideia. Não tanto pela vertente mediática e interventiva que a Assembleia proporciona, mas mais porque em Portugal os media acabam por ser tão sectários (ou acabam por reflectir a realidade do país) que não passam o que quer que seja que aconteça fora do parlamento. Sem dúvida que o parlamento é o lugar mais nobre da democracia, e tanto que tem sido vilipendiado, mas não havendo nada perfeito é melhor a imperfeição.

NATO: Cimeira para novo conceito estratégico em Portugal

O novo conceito estratégico da NATO vai ser apresentado numa cimeira de chefes de Estado e de Governo em Portugal que deverá ter lugar no Outono do próximo ano.

Ao longo do último ano, a Aliança Atlântica apontava o final de 2010 e o início de 2001 como a data provável para a realização deste encontro - que será marcado pela apresentação do conceito estratégico que substitui o de 1999 e pela primeira deslocação do presidente Barack Obama a Portugal - deverá ocorrer entre o final de Setembro e o início de Dezembro do ano que vem.

A revisão deste documento doutrinário da Aliança, que vai contemplar o novo ambiente estratégico gerado pelos ataques de 11 de Setembro de 2001 e incidirá sobre questões como o Afeganistão, o combate à pirataria, a não-proliferação, segurança energética ou o ciber-terrorismo, deverá demorar menos que a do conceito conceito de 1999, que durou cerca de 20 meses, mas terá uma nova dificuldade: o número de países envolvidos no processo aumentou de 16 para 28.
De acordo com a NATO, o novo conceito estratégico passará por três fases distintas - uma de reflexão, com vários seminários temáticos onde estarão presentes responsáveis militares e políticos (bem como o grupo de doze 'especialistas' nomeado pelo secretário-geral), outra de consultas, onde estas personalidades visitarão todas as capitais aliadas para apresentar as propostas e discuti-las com os governos locais.
O grupo, que será liderado por Madeleine Albright, terá liberdade para reflectir sobre outros temas que não os discutidos nas conferências organizadas pela Aliança e começará o seu trabalho em Setembro, depois de uma reunião que será convocada pelo secretário-geral, Fogh Rasmussen, e onde estará presente o Conselho do Atlântico Norte (NAC, sigla em inglês).

Em Abril de 2010, a equipa de 'sábios' reunirá novamente com Anders Fogh Rasmussen para lhe apresentar a sua análise sobre o documento e as suas recomendações finais. Depois, o secretário-geral iniciará um trabalho mais pessoal, apresentando aos vários governos dos países-membros uma versão do conceito estratégico.
Seguindo o espírito de abertura e transparência que tem sempre sublinhado, no final do Verão do próximo ano e terminada a fase de consulta, o secretário-geral manterá encontros com os representantes permanentes dos 28 países na sede da organização, em Bruxelas, e preparará um novo documento, que será finalmente apresentado e votado na cimeira que vai ter lugar em Portugal.

ERROS CRASSOS

Soube há pouco que Pedro Passos Coelho não foi incluído nas listas do PSD para as legislativas.

Apetece-me chamar um nome feio a Manuela Ferreira Leite. Pode parecer estranho tanta agressividade mas passo a explicar.

Pedro Passos Coelho parece ser um líder a prazo do PSD, reconheço-lhe até algumas características que podem, EVENTUALMENTE, torná-lo num bom líder seja de oposição ou de governo.

Porquê então a minha indignação. Por dois motivos, o primeiro menos fundamental, uma temporada na Assembleia poderia ser um bom estágio ao neófito.

A segunda razão e a mais forte é a que Manuela Ferreira Leite se não vencer as eleições certamente não cumprirá a legislatura como líder de oposição, as próprias forças internas do PSD não permitirão, e como tem vindo a ser demonstrado, um líder de um partido da oposição que não esteja no parlamento é um líder "não existente".

Assim foi com Menezes e a própria Ferreira Leite, que não fosse a bóia em que se tornou a debacle do PS hoje provavelmente nem seria líder. Ou como o caso no CDS de Ribeiro e Castro, que simplesmente era ultrapassado pelas situações e pelo mediatismo vindo do parlamento.

Manuela Ferreira Leite tem de reconhecer o papel, actual o futuro de Passos Coelho, e com a exclusão deste, Manuela não está a derrotar ou a vingar-se de um inimigo interno, mas sim a comprometer um futuro PSD, e por consequência, Portugal.

terça-feira, agosto 04, 2009

Presidente da Ossétia do Sul demite primeiro-ministro e suspende Governo

O presidente da Ossétia do Sul, Eduard Kokoity, demitiu hoje o primeiro-ministro da república separatista georgiana, um antigo responsável dos serviços de segurança russos encarregue por Moscovo de acompanhar a reconstrução do território.

Kokoity assinou um decreto que destitui o chefe do governo, Aslanbek Bulatsev, "por motivos de saúde" e suspende o Governo das suas funções até à formação de um novo gabinete, anunciou a agência russa Interfax. Bulatsev, antigo responsável dos serviços de segurança (FSB, ex-KGB), foi nomeado pelo primeiro-ministro da Ossétia do Sul em Outubro de 2008, a pedido de Moscovo. O responsável tinha como tarefa acompanhar a reconstrução da república destruída após o conflito bélico entre a Rússia e a Geórgia, em Agosto de 2008.

Antes da sua nomeação Bulatsev dirigiu os Serviços Fiscais da Ossétia do Norte. A Rússia prometeu cerca de 10 mil milhões de rublos (222 milhões de euros) de ajuda para a reconstrução do pequeno território de 50.000 habitantes, encurralado nas montanhas entre a Rússia e o resto da Geórgia. Mas os habitantes continuam a viver entre as ruínas do território destruído. A oposição local, pró-russa, acusa o presidente da Ossétia do Sul e os colaboradores de terem desviado os fundos enviados pela Rússia e a ajuda humanitária.

[Belo berbicacho que a Rússia arranjou à NATO e à Geórgia, fiel aliado norte-americano...]

Chefe do Estado-Maior do Exército de São Tomé implicado em assalto a banco

O Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) de São Tomé e Príncipe, tenente-coronel Idalécio Pachire, foi envolvido no assalto ocorrido há cerca de dois anos a um banco nigeriano e cujo julgamento decorre em São Tomé.

Em causa está o assalto à instituição bancária nigeriana Island Bank (IB), ocorrido em 30 de Julho de 2007, em que foram roubadas quantias variáveis de divisas, designadamente 130.000 dólares (90.000 euros), 800 milhões de dobras (36.000 euros), 24.000 libras (28.000 euros) e 2.400 euros. Na sessão de hoje, a segunda, o tenente-coronel Pachire foi arrolado como testemunha do processo, tendo um dos arguidos, um sargento das forças armadas, Abdulay Cassandra, afirmado que o chefe militar estava "desde o início a par de toda a operação" do assalto ao banco. O CEME confirmou ter recebido informações sobre a preparação do assalto e justificou que o sargento "estava no grupo dos assaltantes como infiltrado", acrescentando que depois viajou e alegou desconhecer outros detalhes da operação.

O colectivo de três juízes que julga o caso salientou que o chefe militar tinha o dever de partilhar o que sabia com as autoridades competentes, nomeadamente a Polícia Judiciária. Outra pessoa arrolada na sessão de hoje foi Acácio Elba Bonfim, antigo ministro do Plano e Finanças e actual administrador do Banco Internacional de São Tomé e Príncipe (BISTEP). Bonfim também é citado pelos arguidos como tendo conhecimento antecipado do plano do assalto ao IB, mas não colaborou na denúncia do assalto. Dos oito arguidos neste caso dois encontram-se em parte incerta, com os juízes a acreditarem que terão logrado sair do país.

Entre os arguidos, além do sargento Cassandra, figura Wilson Quaresma, que liderou há dois anos a revolta dos ninjas no Comando Geral da Polícia Nacional e que resultou na morte de uma agente da corporação e ferimentos graves noutros dois. Quaresma, sobre quem foram emitidos dois mandados de captura, foi preso no passado dia 27 de Julho, um dia depois do início do julgamento. Entretanto, Cassandra beneficiou da protecção dos seus camaradas de armas, não tendo sido hoje levado a tribunal para estar presente no julgamento, numa atitude considerada por analistas de desafio à decisão do juiz Frederico Samba, que preside ao colectivo. A sessão de hoje foi entretanto suspensa, sem que os juízes tenham marcado nova data para prosseguir a audição dos arguidos e declarantes. Fonte judicial diz que o "processo ainda se pode arrastar durante vários dias".

Fórum económico antecede visita de Hillary Clinton a África

A visita da secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton ao continente africano, que inclui passagens por Angola e Cabo Verde, será antecedida, a partir de terça-feira, por um Fórum de Cooperação Comercial e Económica EUA-África.

A ministra do Comércio angolana, Idalina Valente, chegou domingo a Nairobi, Quénia, à frente de uma delegação que integra ainda o vice-ministro da Agricultura, José Amaro Tati, para participar no evento (de 4 a 6 de Agosto) que tem como lema "A Realização do Potencial dos AGOA Pela Expansão de Comércio e Investimentos", segundo informa a agência Angop.
Criados 2000, os acordos AGOA - African Growth Opportunity Act (Iniciativa de Oportunidades para o Crescimento Africano) incluem medidas de estímulo económico como a entrada no mercado norte-americano de produtos provenientes dos países africanos, como contrapartida a medidas de boa governação.
A vigência dos acordos era inicialmente de oito anos, mas foi estendida até 2015.
O Fórum é participado por países como Angola, Camarões, Cabo-Verde, República Democrática Congo, Djibuti, Etiópia, Gabão e Gâmbia, Guiné-Bissau, Quénia, Libéria e Madagáscar, Mali, Ilhas Maurícias, Moçambique, Namíbia, Níger, São Tomé e Príncipe, África do Sul e Tanzânia.
Durante a deslocação ao continente africano, que se inicia em Nairobi na quarta-feira, Hillary Clinton vai estar em sete países, incluindo Angola e Cabo Verde, sendo este país a última etapa da viagem que termina a 14 de Agosto.

Falando em conferência de imprensa no final da semana passada em Washington, o Secretário de Estado Adjunto para os Assuntos Africanos, Johnnie Carson, afirmou que a viagem servirá para demonstrar o "empenho" da administração Obama em "manter África como uma prioridade" da política externa norte-americana.
Barack Obama, que no início de Julho esteve no Gana e Egipto, e a sua secretária de Estado realizam assim as mais rápidas idas a África de qualquer administração norte-americana.
De acordo com Carson, a visita servirá para sublinhar o desejo norte-americano de fazer parcerias com governos, sector privado, organizações não-governamentais e cidadãos privados "para construir sociedades em que cada indivíduo pode realizar todo o seu potencial".
Entre os temas a abordar, "apresentados pelo Presidente Obama", estão a boa governação, desenvolvimento económico sustentável, saúde pública e educação e assistência à prevenção e resolução de conflitos em África.

Sobre Angola, Carson destacou tratar-se de uma das grandes potências energéticas da África subsariana e grande fornecedor de petróleo e gás natural aos Estados Unidos, um "país emergente" na região e com "enorme potencial económico", com o qual se pretende "fortalecer o relacionamento".
Na agenda de Clinton está um encontro com o presidente angolano José Eduardo dos Santos, e também com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Assunção dos Anjos, com quem já esteve reunida há um mês em Washington.

Quanto a Cabo Verde, é "uma história de sucesso africano", um país "governado democraticamente, bem gerido e que tem usado extraordinariamente bem a ajuda económica que recebe dos Estados Unidos, incluindo uma conta no fundo Millennium Challenge", disse Carson.
A visita "vai reafirmar a nossa amizade com Cabo Verde", sublinhou.

SPE: Estado quer alienar negócio de diamantes

O Estado português quer alienar a Sociedade Portuguesa de Empreendimentos, cujo principal activo são os 49% que detém na Sociedade Mineira do Lucapa, empresa de exploração de diamantes em Angola.

"Não faz sentido manter esta participação, em termos estratégicos" disse o secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, Carlos Pina. "Estamos vendedores, independentemente dos seus resultados", afirmou o secretário de Estado, à margem da conferência sobre o Sector Empresarial do Estado (SEE) em 2008. A SPE, que tem a angolana Endiama como parceira na Sociedade Mineira do Lucapa (SML), já foi transferida do universo da Direcção-Geral do Tesouro (DGT) para a Parpública.

Quanto aos resultados da SPE, criada em 1979, estes não têm sido animadores ao longo da sua história.
Em 2008 o prejuízo atingiu os 1,4 milhões de euros, tendo o resultado operacional sido negativo em um milhão de euros.

[Mais um exemplo de uma empresa estatal mal gerida, que vem acumulando altos prejuízos. Agora quem será o 'mecenas' que a irá comprar e ganhar bom dinheiro com o negócio?]

quinta-feira, julho 30, 2009

Bacai Sanhá vai a Cabo Verde antes da posse para convidar Pedro Pires para investidura

Malam Bacai Sanhá vai efectuar uma visita oficial a Cabo Verde antes de tomar posse como presidente da Guiné-Bissau, com o objectivo de convidar pessoalmente o chefe de Estado cabo-verdiano a estar presente na cerimónia, ainda sem data marcada.

Numa entrevista à Rádio Nacional de Cabo Verde (RNCV), Sanhá, confirmado como vencedor da segunda volta das eleições presidenciais guineenses de domingo, adiantou que Pedro Pires foi o primeiro chefe de Estado estrangeiro a telefonar-lhe a dar os parabéns pela vitória eleitoral. "O camarada Pires foi o primeiro chefe de Estado a telefonar-me a felicitar-me. Vou fazer todos os possíveis para ir a Cabo Verde antes da minha investidura, para o convidar pessoalmente a estar presente na minha tomada de posse", afirmou Bacai Sanhá, salientando que será o primeiro país que irá visitar já depois de confirmada a sua vitória eleitoral.

O candidato apoiado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que obteve 63,31% dos votos, contra os 36,69% de Kumba Ialá, desdramatizou a questão de uma coabitação com o Governo de Carlos Gomes Júnior, considerando que "nunca houve problemas e nem haverá" entre duas personalidades "que lutam pelos mesmos objectivos e militam no mesmo partido". "(Os rumores de mal estar entre ambos) não são verdade. Aqui a questão da coabitação não existe. Somos do mesmo partido e vamos trabalhar em conjunto para o desenvolvimento da Guiné-Bissau. Não houve problemas nem haverá", garantiu.

Assegurando também que pretende ajudar a Guiné-Bissau a promover a paz e estabilidade, Malam Bacai Sanhá elogiou o desenvolvimento registado em Cabo Verde, "país irmão", cujo desempenho é, disse, "um exemplo para a Guiné-Bissau e para a África". "Vamos aproveitar a experiência de Cabo Verde para desenvolver o país", acrescentou, frisando que os "momentos difíceis" registados no passado nas relações entre os dois países estão ultrapassados e que vai tentar ajudar a recuperar, noutros moldes, a "unidade Guiné/Cabo Verde" defendida por Amílcar Cabral. "Hoje não é fácil falar da unidade entre Cabo Verde e a Guiné-Bissau, pois os tempos são outros. Mas vamos trabalhar em conjunto para criarmos uma cooperação exemplar", concluiu Malam Bacai Sanhá que, antes da primeira volta das eleições guineenses, esteve na Cidade da Praia para pedir "apoio e conselhos" a Pedro Pires.