No próximo dia 24 de Agosto, a chinesa Sinopec vai pagar qualquer coisa como 7,3 mil milhões de dólares (cerca de 5,2 mil milhões de euros) para ficar com as acções da Addax, uma empresa de exploração de petróleo independente. A operação será feita totalmente em dinheiro, o que é pouco comum na actual conjuntura de crise.
No entanto, a Sinopec também não é uma empresa normal, já que é dominada pelo Estado chinês, ávido de petróleo para continuar a crescer. E a própria história da Addax e deste negócio é também invulgar, tendo um português como protagonista.
Pedro de Almeida, hoje com 62 anos, foi um dos quatro fundadores da Addax, que nasceu para o negócio de compra e venda (trading) de petróleo e produtos refinados em 1988. Licenciado em Ciência Política pelo actual Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, e tendo frequentado a Escola Naval, tinha acabado de sair da Sociedade Central de Cervejas quando respondeu a um anúncio para dirigir a frota da Soponata, do grupo Petrogal, em 1973/74. Foi aceite, e a partir daqui nunca mais deixou de estar ligado ao mundo do petróleo. Cinco anos depois, já a trabalhar no departamento de compra de crude para as refinarias nacionais, cruza-se com Patrick Monteiro de Barros, e parte para Paris para trabalhar com o empresário na Philip Brothers. É aqui que desenvolve o gosto pelos negócios internacionais e pelo mercado africano, além de conhecer o suíço Jean Claude Gandur, actual presidente executivo e grande accionista da Addax Petroleum. O passo seguinte foi a constituição da Sigmoil, empresa de trading que também era controlada por Monteiro de Barros, mas onde Pedro de Almeida era já um pequeno accionista, tal como Gandur. O corte com Patrick Monteiro de Barros dá-se em 1987, quando Pedro de Almeida, Jean Claude Gandur e outros dois sócios se juntam para formar uma empresa a partir do zero, baptizando-a de Addax & Oryx. No fundo, como recordou Pedro de Almeida, a ideia era operarem no mesmo tipo de negócio, a compra e venda de petróleo, "mas a uma escala mais pequena", ligados ao continente africano.
Em 1988, um ano depois do arranque efectivo, começa a fase da expansão. Compram a armazenagem da Esso em Dakar, e começam a fazer mistura de fuelóleo. Depois foi a vez da distribuição e armazenamento da AGIP na Tanzânia, e a construção de um enorme terminal multiusos no Benim, seguindo-se as instalações de gás da Shell na Costa do Marfim. "Fomos comprando e fazendo investimentos de raiz, adquirindo activos às grandes companhias que tinham uma política de desinvestimento em África, que deixara de ser importante por causa do risco e da rentabilidade inferior aos países que dominavam. Acreditámos em activos em mau estado mas que estavam baratos", conta Pedro de Almeida. Era a fase de crescimento na distribuição, mas ainda não era aqui que se faria o grande negócio que chamou a atenção dos chineses. O momento fulcral da empresa dá-se em 1998, numa altura de baixa dos preços do barril de petróleo, cotado a 13 dólares. Uma empresa norte-americana, a Ashland, estava disposta a vender os poços que tinha na Nigéria. "Não tínhamos nenhuma experiência de produção, pelo que fizemos uma joint-venture com a Total, em que eles apareciam como comprador e nós assumiríamos a operação de dois poços, um offshore e outro onshore, quando tivéssemos uma equipa de engenheiros e criado a estrutura, que não tínhamos. Era uma operação que não se faz de um dia para outro." A falta de capital leva-os a pedir um empréstimo, agressivo, ao BNP Paribas, que desconfiou da falta de experiência da Addax na vertente de exploração. Afinal, uma coisa é comprar e vender petróleo dos outros, outra coisa é assumir os riscos de investir em poços. Como contrapartida pelo empréstimo, a seis meses, o Paribas pede os activos da empresa como garantia. Quando o preço do barril desce para nove dólares, os alarmes soam na companhia, com o banco a querer accionar as garantias. Parecia que a criação da Addax Petroleum seria o início do fim da aventura do grupo.
"A máquina parou. Estávamos a poucos meses de sermos executados", recorda o empresário. No entanto, como diz Pedro de Almeida, "a sorte, às vezes, protege os audazes", e o preço do barril começa a subir. Primeiro para os 10 dólares, depois para 13, até atingir os 20 dólares. Os 8000 barris que produziam por dia passam rapidamente de encargo a fonte de riqueza. E começou o que viria a ser um negócio milionário. A compra e venda de um campo de gás na Costa do Marfim permitiu incrementar a aposta na Nigéria, subindo para os 40 mil barris por dia. Agora, "era o BNP Paribas a perguntar de quanto é que precisávamos...", relembra. Sobre a Nigéria, os ataques de movimentos como o da Emancipação do Delta do Níger e a corrupção política, Pedro de Almeida explica que "é mais importante atacar a Exxon ou a Shell, em termos mediáticos". "Depois, as nossas plataformas estão fora da zona de maior conflito. Além disso, aprendemos com os erros dos outros, e construímos infra-estruturas como escolas, hospitais e saneamento, o que não criou anticorpos. É verdade que há grande propensão para corrupção, mas existem formas de contribuir sem ser com dinheiro na mão", garante. Com a Nigéria a aumentar a produção, o investimento em novos poços em outras regiões, e com os preços do petróleo a subir, o grupo achou que era a altura de colocar a Addax Petroleum na Bolsa de Toronto, Canadá, o que viria a acontecer no início de 2006. Cerca de 25% do capital é aberto a novos accionistas, e as cotações disparam. Para Pedro de Almeida, que tinha assento na administração da holding, a Addax & Oryx, ainda ligada ao trading, era a altura certa para sair da empresa. "Sou um homem do trading, não da exploração e produção, já tinha dado o que tinha dado em termos de contributo para a holding, queria os meus negócios".
Trocou grande parte das acções da holding por títulos da Addax Petroleum, um privilégio de fundador, e vendeu muitas delas ao mercado, dedicando-se a negócios pessoais, como a Admar Shipping, do Panamá, que tem uma filial em Lisboa, a Admar Trading, de Genebra, e a Admar ET, de Lisboa, dedicada ao transporte de mercadorias por contentores. Hoje, não diz quantas acções ainda detém na Addax Petroleum, sustentando apenas que é um pequeno accionista, sem, no entanto, ter perdido a oportunidade de beneficiar da operação da Sinopec. Quanto à Addax, "foi a única empresa de trading que ganhou estatuto de empresa de petróleo, formada por quatro carolas que acreditaram num projecto, consequentes na sua estratégia de desenvolvimento". Ainda foi à última assembleia geral, há cerca de três semanas, para acompanhar o processo da venda aos chineses, e ver pessoalmente aquilo que apelida de "fim da aventura". Agora, diz, a 24 de Agosto vai chegar a vez de colocar um ponto final na ligação ao projecto que ajudou a criar vinte anos antes.
segunda-feira, julho 20, 2009
Nissan investe 250 milhões numa fábrica de baterias em Portugal
Portugal é um dos países onde a Nissan vai instalar fábricas de produção de baterias de iões de lítio para carros eléctricos, anunciou hoje o fabricante nipónico em comunicado.
O investimento a realizar é de 250 milhões de euros, com a criação de 200 postos de trabalho. A localização da fábrica não foi divulgada, embora a companhia adiante que há várias alternativas em fase de estudo. O vice-presidente da Nissan para a Europa, Eric Nicolas, encontra-se esta manhã com o primeiro-ministro português, José Sócrates, numa reunião onde este investimento deverá ser abordado.Para além de Portugal, a Nissam anuncia também a instalação de uma outra fábrica de baterias em Inglaterra. Esta unidade terá uma produção anual de 60 mil equipamentos.
O investimento a realizar é de 250 milhões de euros, com a criação de 200 postos de trabalho. A localização da fábrica não foi divulgada, embora a companhia adiante que há várias alternativas em fase de estudo. O vice-presidente da Nissan para a Europa, Eric Nicolas, encontra-se esta manhã com o primeiro-ministro português, José Sócrates, numa reunião onde este investimento deverá ser abordado.Para além de Portugal, a Nissam anuncia também a instalação de uma outra fábrica de baterias em Inglaterra. Esta unidade terá uma produção anual de 60 mil equipamentos.
"É inadiável refundar o Instituto Internacionalde Língua Portuguesa"
in noticiaslusofonas.com
Quem finalmente o diz com todas as letras é o ministro português Luís Amado.
O ministro dos Negócios Estrangeiros português considerou hoje, na Cidade da Praia, Cabo Verde, que é "inadiável" a refundação do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP). Amado, que chegou hoje à capital de Cabo Verde, onde decorre a 14ª Reunião do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a que preside, adiantou que Portugal tem uma proposta para que o IILP se torne "capaz de preencher as expectativas criadas em relação ao estatuto da Língua no mundo". "O tema central (do Conselho de Ministros) é a nova abordagem estratégica para a promoção e difusão da Língua Portuguesa, assumida pela CPLP na sequência da Cimeira de Lisboa (Julho de 2008). Teremos oportunidade de discutir as questões concretas relacionadas com o IILP e com a sua refundação, que é inadiável", disse. "Há uma proposta nossa, que deverá ser aprovada, que define as orientações que deverão ser seguidas nos próximos meses para que haja uma nova instituição capaz de preencher as expectativas criadas em relação ao estatuto da Língua no mundo", sustentou o presidente do Conselho de Ministros da CPLP.
Luís Amado frisou que a manutenção da actual direcção do IILP, chefiada pela linguista angolana Amélia Mingas, "não está em causa", e salientou que "o que é importante é refundar o ILLP, que não tem sido capaz de corresponder às expectativas que se criaram aquando da sua fundação. Depois da sua fundação (em 1989), constituiu-se a CPLP (1996). Mas a articulação de objectivos entre a CPLP e o IILP não tem sido fácil. É preciso que se diga, que o IILP tem uma grande falta de visibilidade no conjunto da CPLP, pelo que é preciso dar um novo impulso", sublinhou. Nesse sentido, acrescentou Luís Amado, é necessário dar ao IILP "novas competências, atribuições e objectivos bem definidos, para que possa ter sucesso". "Na nossa proposta, e independentemente de outros aspectos que devem ser revistos, há uma acção de apoio à interpretação da Língua Portuguesa nos organismos internacionais, em que o IILP pode assumir essa competência. E se houver consenso, é possível que o instituto se torne mais operacional, com mais visibilidade e com um papel mais determinante na promoção da Língua Portuguesa", adiantou.
Para Luís Amado, é também essencial analisar os problemas específicos de cada Estado membro na promoção do ensino e na expansão da Língua Portuguesa, tendo em conta que os países africanos da CPLP (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe) "têm ainda os seus sistemas de ensino em expansão". Por isso, acrescentou, necessitam de apoio específico na área do ensino da Língua Portuguesa, pelo que na mesa estará a discussão de uma estratégia comum para os ajudar, contando com o apoio do Brasil. Além da questão da Língua Portuguesa, Luís Amado salientou que a reunião ministerial vai também centrar-se na crise internacional e à forma como está a ser acompanhada em todas as regiões, bem como se fará um ponto de situação sobre os últimos desenvolvimentos na Guiné-Bissau e em Timor-Leste.
Quem finalmente o diz com todas as letras é o ministro português Luís Amado.
O ministro dos Negócios Estrangeiros português considerou hoje, na Cidade da Praia, Cabo Verde, que é "inadiável" a refundação do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP). Amado, que chegou hoje à capital de Cabo Verde, onde decorre a 14ª Reunião do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a que preside, adiantou que Portugal tem uma proposta para que o IILP se torne "capaz de preencher as expectativas criadas em relação ao estatuto da Língua no mundo". "O tema central (do Conselho de Ministros) é a nova abordagem estratégica para a promoção e difusão da Língua Portuguesa, assumida pela CPLP na sequência da Cimeira de Lisboa (Julho de 2008). Teremos oportunidade de discutir as questões concretas relacionadas com o IILP e com a sua refundação, que é inadiável", disse. "Há uma proposta nossa, que deverá ser aprovada, que define as orientações que deverão ser seguidas nos próximos meses para que haja uma nova instituição capaz de preencher as expectativas criadas em relação ao estatuto da Língua no mundo", sustentou o presidente do Conselho de Ministros da CPLP.
Luís Amado frisou que a manutenção da actual direcção do IILP, chefiada pela linguista angolana Amélia Mingas, "não está em causa", e salientou que "o que é importante é refundar o ILLP, que não tem sido capaz de corresponder às expectativas que se criaram aquando da sua fundação. Depois da sua fundação (em 1989), constituiu-se a CPLP (1996). Mas a articulação de objectivos entre a CPLP e o IILP não tem sido fácil. É preciso que se diga, que o IILP tem uma grande falta de visibilidade no conjunto da CPLP, pelo que é preciso dar um novo impulso", sublinhou. Nesse sentido, acrescentou Luís Amado, é necessário dar ao IILP "novas competências, atribuições e objectivos bem definidos, para que possa ter sucesso". "Na nossa proposta, e independentemente de outros aspectos que devem ser revistos, há uma acção de apoio à interpretação da Língua Portuguesa nos organismos internacionais, em que o IILP pode assumir essa competência. E se houver consenso, é possível que o instituto se torne mais operacional, com mais visibilidade e com um papel mais determinante na promoção da Língua Portuguesa", adiantou.
Para Luís Amado, é também essencial analisar os problemas específicos de cada Estado membro na promoção do ensino e na expansão da Língua Portuguesa, tendo em conta que os países africanos da CPLP (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe) "têm ainda os seus sistemas de ensino em expansão". Por isso, acrescentou, necessitam de apoio específico na área do ensino da Língua Portuguesa, pelo que na mesa estará a discussão de uma estratégia comum para os ajudar, contando com o apoio do Brasil. Além da questão da Língua Portuguesa, Luís Amado salientou que a reunião ministerial vai também centrar-se na crise internacional e à forma como está a ser acompanhada em todas as regiões, bem como se fará um ponto de situação sobre os últimos desenvolvimentos na Guiné-Bissau e em Timor-Leste.
sexta-feira, julho 17, 2009
CPLP: Fonseca esperava «maior ênfase» na promoção da língua
O ex-secretário-executivo da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa Luís Fonseca defendeu hoje que a Presidência portuguesa da organização tem procurado "materializar" as decisões da Cimeira de Lisboa, mas esperava "maior ênfase" na promoção da Língua Portuguesa.
Em entrevista, em vésperas da reunião do Conselho de Ministros da organização, domingo e segunda-feira na Cidade da Praia, o diplomata cabo-verdiano sublinhou o esforço de Lisboa em dinamizar os encontros ministeriais, que considera fundamentais na rede institucional da CPLP, sustentando que se tem ouvido falar mais da organização, "o que é sinal de um aumento de actividade".
"Mas, atendendo às expectativas criadas durante a Cimeira (de Lisboa, há um ano), esperaria, talvez, maior ênfase na promoção da Língua Portuguesa, particularmente no que respeita ao papel do IILP (Instituto Internacional de Língua Portuguesa). Mas também é verdade que a situação na Guiné-Bissau canalizou muita da atenção que poderia ser encaminhada para acções de afirmação e consolidação da Comunidade", sustentou.
Em entrevista, em vésperas da reunião do Conselho de Ministros da organização, domingo e segunda-feira na Cidade da Praia, o diplomata cabo-verdiano sublinhou o esforço de Lisboa em dinamizar os encontros ministeriais, que considera fundamentais na rede institucional da CPLP, sustentando que se tem ouvido falar mais da organização, "o que é sinal de um aumento de actividade".
"Mas, atendendo às expectativas criadas durante a Cimeira (de Lisboa, há um ano), esperaria, talvez, maior ênfase na promoção da Língua Portuguesa, particularmente no que respeita ao papel do IILP (Instituto Internacional de Língua Portuguesa). Mas também é verdade que a situação na Guiné-Bissau canalizou muita da atenção que poderia ser encaminhada para acções de afirmação e consolidação da Comunidade", sustentou.
CPLP discute visto automático para empresários
Na Cidade da Praia vai ser proposto um regime especial de transição para a livre circulação.A XIV Reunião do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai decorrer de 19 a 20 de Julho, na Cidade da Praia, em Cabo Verde. "A solidariedade na CPLP no contexto da crise económica e financeira internacional: perspectivas regionais" é o tema escolhido para o debate geral.
Outro dos temas que vai ser discutido é o dos acordos de cidadania e circulação. A CPLP aprovou já um conjunto de medidas que permitem, que numa fase transitória, "os homens de negócios, estudantes ou académicos possam beneficiar de um regime especial de facilidade para a circulação nos vários Estados membros", disse Domingos Simões Pereira, secretário executivo da CPLP. Aquele responsável diz que os acordos existem mas "nalguns casos estão a funcionar, noutros nem tanto".
quinta-feira, julho 16, 2009
Marginal de Durban "pintada" com as cores da Madeira e Portugal
In noticiaslusofonas.com
Ranchos e grupos folclóricos madeirenses e comida tradicional da ilha marcaram no domingo, de forma exemplar, a secular presença de uma forte comunidade madeirense na cidade costeira de Durban.
Para assinalar o Dia da Região Autónoma da Madeira na capital sul-africana do turismo, os madeirenses e seus descendentes "pintaram" literalmente com as cores das bandeiras da região autónoma e de Portugal a bela marginal de Durban, marcando a sua presença e a sua interacção com os povos e etnias locais de forma exemplar.
Com efeito, dançarinas tradicionais zulus e indianas, os dois maiores grupos étnicos da região, actuaram no palco principal do festival madeirense, arrancando prolongados aplausos aos milhares de pessoas presentes no festival.
Enquanto os zulus são oriundos da própria região, os indianos estabeleceram-se em grandes números na zona hoje conhecida por Kwazulu-Natal a partir de meados do século 19 quando os britânicos começaram a "importar" trabalhadores da Índia para as plantações de cana de açúcar do então Natal.
O festival madeirense de ontem atraiu à marginal sul-africanos de todas as origens, repetindo o sucesso da iniciativa de um grupo de portugueses que se repete todos os anos na última década.
O secretário regional dos Recursos Humanos, Brazão de Castro, que conhece bem a comunidade madeirense de Durban, manifestou apreço pelos organizadores, que com esta iniciativa conferem uma visibilidade e dignidade únicas à sua comunidade nesta cidade de 3,5 milhões de habitantes, com o maior porto do continente africano e ricos laços históricos com Portugal.
"Fernando Pessoa viveu e estudou aqui, muito antes disso foi a tripulação de Vasco da Gama que baptizou a região de Natal e as marcas de Portugal não param aí", salientou o ex-conselheiro comunitário Elias de Sousa, ele próprio um dos organizadores do festival anual.
Os lucros do festival, que tem uma forte componente comercial com dezenas de tendas onde se vendem os mais variados produtos e iguarias portuguesas, são canalizados para obras de beneficência da comunidade portuguesa de Durban.
Ranchos e grupos folclóricos madeirenses e comida tradicional da ilha marcaram no domingo, de forma exemplar, a secular presença de uma forte comunidade madeirense na cidade costeira de Durban.
Para assinalar o Dia da Região Autónoma da Madeira na capital sul-africana do turismo, os madeirenses e seus descendentes "pintaram" literalmente com as cores das bandeiras da região autónoma e de Portugal a bela marginal de Durban, marcando a sua presença e a sua interacção com os povos e etnias locais de forma exemplar.
Com efeito, dançarinas tradicionais zulus e indianas, os dois maiores grupos étnicos da região, actuaram no palco principal do festival madeirense, arrancando prolongados aplausos aos milhares de pessoas presentes no festival.
Enquanto os zulus são oriundos da própria região, os indianos estabeleceram-se em grandes números na zona hoje conhecida por Kwazulu-Natal a partir de meados do século 19 quando os britânicos começaram a "importar" trabalhadores da Índia para as plantações de cana de açúcar do então Natal.
O festival madeirense de ontem atraiu à marginal sul-africanos de todas as origens, repetindo o sucesso da iniciativa de um grupo de portugueses que se repete todos os anos na última década.
O secretário regional dos Recursos Humanos, Brazão de Castro, que conhece bem a comunidade madeirense de Durban, manifestou apreço pelos organizadores, que com esta iniciativa conferem uma visibilidade e dignidade únicas à sua comunidade nesta cidade de 3,5 milhões de habitantes, com o maior porto do continente africano e ricos laços históricos com Portugal.
"Fernando Pessoa viveu e estudou aqui, muito antes disso foi a tripulação de Vasco da Gama que baptizou a região de Natal e as marcas de Portugal não param aí", salientou o ex-conselheiro comunitário Elias de Sousa, ele próprio um dos organizadores do festival anual.
Os lucros do festival, que tem uma forte componente comercial com dezenas de tendas onde se vendem os mais variados produtos e iguarias portuguesas, são canalizados para obras de beneficência da comunidade portuguesa de Durban.
quarta-feira, julho 08, 2009
Angola ganha visibilidade com presença na cimeira do G-8
Maior visibilidade internacional e mais responsabilidade interna são as consequências imediatas da participação do presidente angolano, José Eduardo dos Santos, na cúpula do G-8, que acontece na quarta-feira na Itália, segundo analistas angolanos.
O convite feito pelo primeiro-ministro italiano, Sílvio Berlusconi, para estar em L'Aquila, deve-se ao crescente papel de Luanda na política mundial graças à sua condição de grande produtor de petróleo e o seu papel decisivo no jogo diplomático africano, especialmente na África Austral.
Segundo Justino Pinto de Andrade, professor universitário, sendo Angola actualmente “um parceiro internacional interessante” no que diz respeito ao petróleo, detendo a actual presidência rotativa da Organização de Países Produtores de Petróleo (OPEP), sua importância se torna ainda maior.
“Angola não pode ficar de fora na discussão de problemas internacionais, como a crise económica e financeira mundial, por onde passam também os problemas energéticos”, disse Andrade. Porém, ele destaca que o convite não pode ser visto na perspectiva pessoal, mas sim “no que ele representa”.
Além de Angola, foram convidados a participar da reunião outros países africanos, como África do Sul, Argélia, Egipto, Nigéria e Senegal.
O convite feito pelo primeiro-ministro italiano, Sílvio Berlusconi, para estar em L'Aquila, deve-se ao crescente papel de Luanda na política mundial graças à sua condição de grande produtor de petróleo e o seu papel decisivo no jogo diplomático africano, especialmente na África Austral.
Segundo Justino Pinto de Andrade, professor universitário, sendo Angola actualmente “um parceiro internacional interessante” no que diz respeito ao petróleo, detendo a actual presidência rotativa da Organização de Países Produtores de Petróleo (OPEP), sua importância se torna ainda maior.
“Angola não pode ficar de fora na discussão de problemas internacionais, como a crise económica e financeira mundial, por onde passam também os problemas energéticos”, disse Andrade. Porém, ele destaca que o convite não pode ser visto na perspectiva pessoal, mas sim “no que ele representa”.
Além de Angola, foram convidados a participar da reunião outros países africanos, como África do Sul, Argélia, Egipto, Nigéria e Senegal.
terça-feira, julho 07, 2009
Portugal em 20º na lista dos maiores destinos turísticos do Mundo
Os dados da Organização Mundial do Turismo (OMT), que reportam a 2007, mostram que o nosso país recebeu 12,3 milhões de visitantes estrangeiros. Em termos de receitas, no entanto, Portugal sai pior na fotografia, caindo para a 27ª posição.
No topo da lista de destinos mais procurados pelos turistas não está nenhum paraíso tropical, mas sim a quase vizinha França, com 79,3 milhões de visitas, seguindo-se os EUA, com 58 milhões.
No top estão ainda a vizinha Espanha (57,3 milhões de chegadas), a China (53 milhões) e a Itália (42,7 milhões).
Alemanha, Reino Unido, Austrália, Turquia e Áustria estão nas posições seguintes. Entre os 15 melhores estão ainda a Tailândia, Grécia, Hong Kong, Malásia, e Canadá.
Seguem-se a Suíça, Macau, Holanda, México, Suécia e Bélgica.
A par com Portugal, destinos como a Federação Russa, Índia, Polónia, Egipto, Croácia, Japão e Singapura têm receitas superiores a dez mil milhões de dólares mas menores que doze mil milhões.
A Arábia Saudita, na 30ª posição no ranking em volume de receitas, com 9,7 mil milhões de dólares, abre o grupo dos países com menos de dez mil milhões de dólares, tendo nas posições seguintes a República da Coreia, a República Checa, a África do Sul, a Indonésia, Marrocos, Dinamarca, Irlanda, Emirados Árabes Unidos, e Hungria.
Depois da 40ª posição está o Brasil, a Ucrânia, Formosa, Líbano, Nova Zelândia, Noruega, Argentina, Luxemburgo, Filipinas, República Dominicana e Bulgária.
No topo da lista de destinos mais procurados pelos turistas não está nenhum paraíso tropical, mas sim a quase vizinha França, com 79,3 milhões de visitas, seguindo-se os EUA, com 58 milhões.
No top estão ainda a vizinha Espanha (57,3 milhões de chegadas), a China (53 milhões) e a Itália (42,7 milhões).
Alemanha, Reino Unido, Austrália, Turquia e Áustria estão nas posições seguintes. Entre os 15 melhores estão ainda a Tailândia, Grécia, Hong Kong, Malásia, e Canadá.
Seguem-se a Suíça, Macau, Holanda, México, Suécia e Bélgica.
A par com Portugal, destinos como a Federação Russa, Índia, Polónia, Egipto, Croácia, Japão e Singapura têm receitas superiores a dez mil milhões de dólares mas menores que doze mil milhões.
A Arábia Saudita, na 30ª posição no ranking em volume de receitas, com 9,7 mil milhões de dólares, abre o grupo dos países com menos de dez mil milhões de dólares, tendo nas posições seguintes a República da Coreia, a República Checa, a África do Sul, a Indonésia, Marrocos, Dinamarca, Irlanda, Emirados Árabes Unidos, e Hungria.
Depois da 40ª posição está o Brasil, a Ucrânia, Formosa, Líbano, Nova Zelândia, Noruega, Argentina, Luxemburgo, Filipinas, República Dominicana e Bulgária.
Orey assumirá gestão do fundo com activos dos clientes do BPP
A participação do Grupo Orey - através da sua unidade financeira - no plano de viabilização do Banco Privado Português (BPP) delineado pelos accionistas da Privado Holding (PH) será concretizada de duas formas: na injecção de capital no banco e na gestão do fundo que permitirá resolver o problema dos produtos de retorno absoluto.
Com experiência na área de gestão de activos, o Grupo Orey assumirá - se o plano for aceite pelas autoridades - a gestão de um veículo onde serão colocados os activos dos produtos de retorno absoluto. Os clientes serão convidados a abdicar das garantias contratadas com o banco, recebendo como contrapartida activos que "substituirão" as responsabilidades do banco com essas garantias. Esses activos serão obrigações de emitentes de elevada qualidade, com classificações de dívida equivalentes à do Estado português.
[Um primeiro comentário à aquisição do BPP pelo Grupo Orey.
Parece-me fantástico o crescimento sustentado que a financeira deste grupo vem tendo. Depois da chegada de Duarte d'Orey mudaram-se os pressupostos, o que, de forma normal, não agradou a todos os familiares. Contudo, o grupo passou a criar mais riqueza, apostando em sectores que, apesar de não tradicionais no grupo, pareciam ser de crescimento certo. Está de parabéns esta gestão ambiciosa e realista.]
Com experiência na área de gestão de activos, o Grupo Orey assumirá - se o plano for aceite pelas autoridades - a gestão de um veículo onde serão colocados os activos dos produtos de retorno absoluto. Os clientes serão convidados a abdicar das garantias contratadas com o banco, recebendo como contrapartida activos que "substituirão" as responsabilidades do banco com essas garantias. Esses activos serão obrigações de emitentes de elevada qualidade, com classificações de dívida equivalentes à do Estado português.
[Um primeiro comentário à aquisição do BPP pelo Grupo Orey.
Parece-me fantástico o crescimento sustentado que a financeira deste grupo vem tendo. Depois da chegada de Duarte d'Orey mudaram-se os pressupostos, o que, de forma normal, não agradou a todos os familiares. Contudo, o grupo passou a criar mais riqueza, apostando em sectores que, apesar de não tradicionais no grupo, pareciam ser de crescimento certo. Está de parabéns esta gestão ambiciosa e realista.]
Rússia, EUA e Índia prejudicam Portugal com medidas proteccionistas
Caíram em saco roto os apelos para que os países não cedessem à tentação de erguer barreiras para proteger os seus mercados. Com a crise a bater-lhes à porta, vários Estados apressaram-se a privilegiar as empresas domésticas, dando-lhes subsídios à exportação ou resguardando-as da concorrência internacional. Portugal, uma pequena economia muito dependente do mercado externo, já está a ser prejudicado por países como a Índia, a Rússia, os EUA e a Indonésia.
Em menos de um ano, as empresas portuguesas de sectores como o petróleo, os couros e têxteis, o automóvel ou os lacticínios passaram a sentir mais dificuldades a competir nos mercados nacional e internacional, precisamente devido à adopção de medidas proteccionistas por parte de um conjunto de países, revela um levantamento que está a ser efectuado pela Global Trade Alert (GTA), uma organização criada este ano com o apoio do Banco Mundial, do governo britânico e de várias outras instituições para analisar reacções proteccionistas à crise.
Em menos de um ano, as empresas portuguesas de sectores como o petróleo, os couros e têxteis, o automóvel ou os lacticínios passaram a sentir mais dificuldades a competir nos mercados nacional e internacional, precisamente devido à adopção de medidas proteccionistas por parte de um conjunto de países, revela um levantamento que está a ser efectuado pela Global Trade Alert (GTA), uma organização criada este ano com o apoio do Banco Mundial, do governo britânico e de várias outras instituições para analisar reacções proteccionistas à crise.
sexta-feira, julho 03, 2009
Organismo europeu premeia equipa da Gulbenkian
Investigadores portugueses estudam divisão das células, um dos passos fundamentais para a criação de um ser vivo.
Seguir proteínas fluorescentes no microscópio é uma das actividades que mais tempo tiram aos investigadores. Lars Jansen, que fundou uma nova equipa de investigação no Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), em Oeiras, no ano passado, desenvolveu uma nova técnica que permite ver diferentes populações da mesma proteína. A técnica deu ao investigador um subsídio de instalação da European Molecular Biology Organization (EMBO) e pelo meio ajudou a descobrir mais um passo do mecanismo que separa os cromossomas quando se dá a divisão celular. O estudo foi publicado na Nature Cell Biology.
A divisão celular transforma uma célula num organismo, regenera os tecidos vivos e permite a produção das células sexuais que garantem a sucessão de gerações. Quando uma célula se replica é essencial que os cromossomas, onde estão as moléculas de ADN, se dividam equitativamente para as células filhas. A separação acontece quando os cromossomas estão na sua forma mais fotogénica e se parecem com um X, e faz-se a partir de uma estrutura de proteínas chamada centrómero, que liga os dois braços do X que contêm exactamente a mesma informação genética.
Durante a divisão, uma bola de proteínas chamada cinetocoro adere a este centrómero. É a partir desta região que se liga um fuso de moléculas que separa cada braço do X para cada lado da célula, esta parte-se ao meio e a divisão termina com duas novas células com o mesmo ADN.
A equipa de Lars Jansen descobriu que a primeira proteína do cinetocoro a ligar-se ao centrómero é a CENP-N. "Sem esta proteína, não se recruta o cinetocoro e perde-se a identidade e função dos centrómeros", explicou Mariana Silva, uma das autoras do artigo. A doutoranda do IGC acrescenta que a ausência da proteína leva a uma separação errada dos cromossomas, o que pode originar células cancerígenas.
O estudo foi uma colaboração com um grupo da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. O grupo pediu auxílio a Jansen por ter desenvolvido uma técnica que permite seguir populações diferentes da mesma proteína no microscópio, que estão marcadas com cores fluorescentes diferentes. Foi por esta técnica que Jansen recebeu o subsídio da EMBO, que dá direito a 50 mil euros por ano, durante os próximos cinco anos.
Seguir proteínas fluorescentes no microscópio é uma das actividades que mais tempo tiram aos investigadores. Lars Jansen, que fundou uma nova equipa de investigação no Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), em Oeiras, no ano passado, desenvolveu uma nova técnica que permite ver diferentes populações da mesma proteína. A técnica deu ao investigador um subsídio de instalação da European Molecular Biology Organization (EMBO) e pelo meio ajudou a descobrir mais um passo do mecanismo que separa os cromossomas quando se dá a divisão celular. O estudo foi publicado na Nature Cell Biology.
A divisão celular transforma uma célula num organismo, regenera os tecidos vivos e permite a produção das células sexuais que garantem a sucessão de gerações. Quando uma célula se replica é essencial que os cromossomas, onde estão as moléculas de ADN, se dividam equitativamente para as células filhas. A separação acontece quando os cromossomas estão na sua forma mais fotogénica e se parecem com um X, e faz-se a partir de uma estrutura de proteínas chamada centrómero, que liga os dois braços do X que contêm exactamente a mesma informação genética.
Durante a divisão, uma bola de proteínas chamada cinetocoro adere a este centrómero. É a partir desta região que se liga um fuso de moléculas que separa cada braço do X para cada lado da célula, esta parte-se ao meio e a divisão termina com duas novas células com o mesmo ADN.
A equipa de Lars Jansen descobriu que a primeira proteína do cinetocoro a ligar-se ao centrómero é a CENP-N. "Sem esta proteína, não se recruta o cinetocoro e perde-se a identidade e função dos centrómeros", explicou Mariana Silva, uma das autoras do artigo. A doutoranda do IGC acrescenta que a ausência da proteína leva a uma separação errada dos cromossomas, o que pode originar células cancerígenas.
O estudo foi uma colaboração com um grupo da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. O grupo pediu auxílio a Jansen por ter desenvolvido uma técnica que permite seguir populações diferentes da mesma proteína no microscópio, que estão marcadas com cores fluorescentes diferentes. Foi por esta técnica que Jansen recebeu o subsídio da EMBO, que dá direito a 50 mil euros por ano, durante os próximos cinco anos.
Ryanair abre base no aeroporto do Porto
A companhia aérea de baixo custo Ryanair anunciou ontem a criação, no Porto, da sua 33.ª base e o investimento de 140 milhões de dólares (100 milhões de euros) na aquisição de dois novos aviões a basear naquela cidade.
Em conferência de imprensa no Porto, o presidente do conselho de administração da Ryanair afirmou que a base no aeroporto do Porto - a primeira da companhia em Portugal - entrará em operação em Setembro. Esta permitirá a criação de quatro novas rotas para Basileia, Eindhoven, St. Etienne e Tours e o aumento, para 1,5 milhões de passageiros (contra um milhão em 2008), do tráfego da Ryanair naquela cidade.
Segundo Michael Cawley, a partir de Setembro a companhia irá ainda duplicar o número de voos do Porto para Paris Beauvais, para duas ligações diárias. No total, a Ryanair passará a ter 16 rotas e 50 saídas diárias a partir do Porto que, garante, "irão sustentar 1500 empregos" na cidade.
"Numa altura em que ainda se discutem investimentos bilionários no TGV, o [aeroporto] Sá Carneiro e a Ryanair estão a fazer mais por juntar Portugal à Europa do que em muitos anos o TGV fará, se é que algum dia o fará", destacou o director de comunicação da Ryanair na Europa.
Questionado pelos jornalistas, Daniel de Carvalho admitiu que a companhia está também interessada em operar voos domésticos de baixo custo em Portugal, prioritariamente entre o Porto e Faro, mas também entre o Porto e Lisboa.
"É um assunto que estamos a estudar muito atentamente e que esperamos vir a implementar. Interessa-nos ter a oferta de um voo doméstico entre o Porto e Faro porque vimos que é um bom mercado", afirmou.
Em conferência de imprensa no Porto, o presidente do conselho de administração da Ryanair afirmou que a base no aeroporto do Porto - a primeira da companhia em Portugal - entrará em operação em Setembro. Esta permitirá a criação de quatro novas rotas para Basileia, Eindhoven, St. Etienne e Tours e o aumento, para 1,5 milhões de passageiros (contra um milhão em 2008), do tráfego da Ryanair naquela cidade.
Segundo Michael Cawley, a partir de Setembro a companhia irá ainda duplicar o número de voos do Porto para Paris Beauvais, para duas ligações diárias. No total, a Ryanair passará a ter 16 rotas e 50 saídas diárias a partir do Porto que, garante, "irão sustentar 1500 empregos" na cidade.
"Numa altura em que ainda se discutem investimentos bilionários no TGV, o [aeroporto] Sá Carneiro e a Ryanair estão a fazer mais por juntar Portugal à Europa do que em muitos anos o TGV fará, se é que algum dia o fará", destacou o director de comunicação da Ryanair na Europa.
Questionado pelos jornalistas, Daniel de Carvalho admitiu que a companhia está também interessada em operar voos domésticos de baixo custo em Portugal, prioritariamente entre o Porto e Faro, mas também entre o Porto e Lisboa.
"É um assunto que estamos a estudar muito atentamente e que esperamos vir a implementar. Interessa-nos ter a oferta de um voo doméstico entre o Porto e Faro porque vimos que é um bom mercado", afirmou.
Manuel Pinho e as Touradas
Há algo que me incomoda... sim, me arrelia como um grão de areia debaixo do colchão.
Sem defender nem desculpar a atitude do sr. ministro, o que verdadeiramente choca é que neste país, mais depressa se é demitido por uns cornichos ou uma piada menos feliz, do que por actos corruptos, dislates e compadrios, verdadeiras faenas ao cidadão português. Esses sim continuam como lapas.
E tudo vai bem quando acaba bem. Para alguns....
Sem defender nem desculpar a atitude do sr. ministro, o que verdadeiramente choca é que neste país, mais depressa se é demitido por uns cornichos ou uma piada menos feliz, do que por actos corruptos, dislates e compadrios, verdadeiras faenas ao cidadão português. Esses sim continuam como lapas.
E tudo vai bem quando acaba bem. Para alguns....
Gostei da Frase
Enquanto no Parlamento se peleja em redor do Estado da Nação, o país real ocupa-se do Estado da Nação Benfiquista.
aqui
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quinta-feira, julho 02, 2009
Desmistificar
ps... só para que saibam... se Portugal tivesse os mesmos habitantes que Espanha, o custo seria de 40 centimos, ou seja cada Português paga o dobro pela sua república do que um espanhol pela sua monarquia. Quem diria hem!!
Eleições no SLB
Se Vilarinho não suspender as eleições... se puder... aquilo vai dar molho
ai vai vai
ai vai vai
Ora que bela frase... e tão verdadeira
Portugal é um país dominado por uma elite que se conhece há longos anos, partilhando o mesmo percurso pós-revolucionário. Não é gente com caminhos muito diferentes - e todos parecem sentir que esse serviço que prestaram ao país é uma conta difícil de saldar. É como se fossem credores da liberdade que hoje se vive. E isso parece autorizá-los a ter dos negócios e do Estado esta visão tão promíscua. Isso explica silêncios e omissões - até esquecimentos, como aconteceu com Dias Loureiro - em relação a assuntos públicos. Não é que se protejam uns aos outros, mas é como se fizessem parte de uma congregação que acredita que, na ausência da sua avisada acção, poderia muito bem não ter existido país.
no I aqui
no I aqui
quarta-feira, julho 01, 2009
Ministério dos Negócios Estrangeiros tem fraco controlo financeiro sobre embaixadas
As representações portuguesas no estrangeiro não têm "sistemas de informação fidedignos", revela a Conta Geral do Estado para 2008. As embaixadas e os consulados falham nas obrigações de prestação de contas, que nem sequer contemplam a totalidade das verbas orçamentadas.
A auditoria no âmbito do Ministério dos Negócios Estrangeiros, concluiu que controlo financeiro sobre estas entidades é fraco. Uma inspecção extraordinária à Embaixada de Vilnius, na Lituânia, revelou "falta de integridade da informação prestada nas contas de gerência" e "deficiente controlo sobre o cadastro de bens".
[Mais uma vez aqui se prova o momento difícil que a diplomacia portuguesa atravessa. Uma das diplomacias mundiais mais prestigiadas e historicamente respeitadas, conta nos seus quadros com elementos da maior qualidade, mas a quem falha os meios, quer materiais, quer humanos. E digo humanos, porque os funcionários consulares, no geral, se apoiam num Sindicato fortíssimo que "ata" até o mais forte embaixador ou cônsul. E eu sei do que estou a falar...]
A auditoria no âmbito do Ministério dos Negócios Estrangeiros, concluiu que controlo financeiro sobre estas entidades é fraco. Uma inspecção extraordinária à Embaixada de Vilnius, na Lituânia, revelou "falta de integridade da informação prestada nas contas de gerência" e "deficiente controlo sobre o cadastro de bens".
[Mais uma vez aqui se prova o momento difícil que a diplomacia portuguesa atravessa. Uma das diplomacias mundiais mais prestigiadas e historicamente respeitadas, conta nos seus quadros com elementos da maior qualidade, mas a quem falha os meios, quer materiais, quer humanos. E digo humanos, porque os funcionários consulares, no geral, se apoiam num Sindicato fortíssimo que "ata" até o mais forte embaixador ou cônsul. E eu sei do que estou a falar...]
terça-feira, junho 30, 2009
Portugal e São Tomé e Príncipe vão assinar acordo de paridade cambial Cabo Verde
Portugal e São Tomé e Príncipe assinam na segunda quinzena de Julho um acordo de cooperação cambial, disse a ministra do Plano e Finanças são-tomense.
"O acordo visa sustentar a paridade cambial entre a dobra (moeda são-tomense) e o euro", disse Ângela Viegas, acrescentando que o acordo será "sustentado por uma linha de crédito" que o Governo português vai colocar à disposição do arquipélago.
A ministra não se referiu ao montante da referida linha de crédito, tendo sublinhado apenas que o financiamento terá utilidade em caso de haver "algum problema com as reservas cambiais".
"As vantagens são muitas", justifica a titular do Plano e Finanças de São Tomé e Príncipe, tomando como um dos exemplos a importação de mercadorias.
"Os nossos comerciantes importam mercadorias hoje a uma taxa de câmbio. Com a permanentemente depreciação da dobra face ao euro, quando têm que pagar aos seus credores, a taxa de câmbio já será outra", disse Viegas.
"Com uma paridade fixa entre o euro e a dobra, a maior parte desses problemas deixam de existir, considerando que as nossas importações são fundamentalmente da Zona Euro", acrescentou.
"A taxa de inflação que temos até ao fim do ano é de dois dígitos. Com a paridade cambial fixada ao euro a tendência é de que essa taxa de inflação diminua ou esteja ao nível desses países", disse.
A governante são-tomense acredita que o acordo de paridade cambial com Portugal "não será tudo", mas considera-o "um importante instrumento" para o desenvolvimento da economia do arquipélago.
O acordo, segundo a ministra, vai ainda permitir diminuir a taxa de inflação, que será acompanhada também da diminuição da taxa de juro sobre os créditos concedidos pelos bancos.
"Essas taxas de juro já não serão tão altas. Elas tenderão a diminuir ao nível dos países da zona euro", disse Ângela Viegas.
A medida surge no quadro do projecto do Governo são-tomense "para o novo ciclo económico", que inclui o reforço da reforma das finanças públicas e o rigor na política monetária e fiscal.
"O acordo visa sustentar a paridade cambial entre a dobra (moeda são-tomense) e o euro", disse Ângela Viegas, acrescentando que o acordo será "sustentado por uma linha de crédito" que o Governo português vai colocar à disposição do arquipélago.
A ministra não se referiu ao montante da referida linha de crédito, tendo sublinhado apenas que o financiamento terá utilidade em caso de haver "algum problema com as reservas cambiais".
"As vantagens são muitas", justifica a titular do Plano e Finanças de São Tomé e Príncipe, tomando como um dos exemplos a importação de mercadorias.
"Os nossos comerciantes importam mercadorias hoje a uma taxa de câmbio. Com a permanentemente depreciação da dobra face ao euro, quando têm que pagar aos seus credores, a taxa de câmbio já será outra", disse Viegas.
"Com uma paridade fixa entre o euro e a dobra, a maior parte desses problemas deixam de existir, considerando que as nossas importações são fundamentalmente da Zona Euro", acrescentou.
"A taxa de inflação que temos até ao fim do ano é de dois dígitos. Com a paridade cambial fixada ao euro a tendência é de que essa taxa de inflação diminua ou esteja ao nível desses países", disse.
A governante são-tomense acredita que o acordo de paridade cambial com Portugal "não será tudo", mas considera-o "um importante instrumento" para o desenvolvimento da economia do arquipélago.
O acordo, segundo a ministra, vai ainda permitir diminuir a taxa de inflação, que será acompanhada também da diminuição da taxa de juro sobre os créditos concedidos pelos bancos.
"Essas taxas de juro já não serão tão altas. Elas tenderão a diminuir ao nível dos países da zona euro", disse Ângela Viegas.
A medida surge no quadro do projecto do Governo são-tomense "para o novo ciclo económico", que inclui o reforço da reforma das finanças públicas e o rigor na política monetária e fiscal.
segunda-feira, junho 22, 2009
Investigadores portugueses estudam pela primeira vez documento do jesuita português, de 1614
Foi Manuel Dias que ensinou aos chineses quem era Galileu.
Chama-se Sumário de Questões sobre os Céus. É um documento de 100 páginas, com prefácio. E a estrutura do texto vem no formato de perguntas - colocadas por um chinês - e de respostas - dadas por um ocidental com conhecimento de astronomia. O ocidental era um padre jesuíta português, chamado Manuel Dias. E foi ele quem apresentou Galileu e as suas descobertas à China, em 1614, apenas três anos depois de o trabalho de Galileu ter sido publicado.
Há dez anos que Henrique Leitão, investigador do Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia, andava atrás deste documento e do contributo de Dias para o conhecimento da astronomia e dos achados de Galileu na China. Sabia da existência do documento, onde o jesuíta Manuel Dias contava como funcionava o telescópio de Galileu e o que o mestre italiano teria descoberto sobre as maravilhas do Universo. "É um texto que está em todas as bibliotecas imperiais chinesas, o original é de 1615. Mas foi reeditado até ao século XIX, o que significa que teve imenso impacto na cultura chinesa. Notícias de que havia este texto existem desde o princípio do século XX. Mas nenhum português pensou: vamos lá ler o que vem aqui escrito."
Mas, tratando-se de um documento em chinês, Henrique Leitão precisava de alguém que lesse chinês clássico e soubesse de história da ciência para o poder interpretar. Lembrou-se então de um antigo colega de liceu, chamado Rui Magone. Não se viram durante anos. Voltaram a ver-se em Berlim em 2002 e trocaram as perguntas do costume. Leitão dedicava-se então à física. Mas a história da ciência, que haveria de o ocupar em exclusivo, tentava-o. Rui Magone contou como tinha chegado ao estudo do chinês e da cultura chinesa. Quando Leitão decidiu dedicar-se ao documento de Dias, lembrou-se então do sinólogo amigo de liceu. Magone precisou de 5 horas para uma primeira leitura do documento em chinês clássico.
Investigador do Max Planck Institute de História das Ciências, Magone aproveitou uma visita este mês a Lisboa - para uma conferência na Universidade Católica sobre a sua especialidade, o sistema de exames chinês (a forma antiga para seleccionar os intelectuais chineses) - para se dedicar ao estudo aprofundado deste documento, juntamente com Leitão.
"É incrível como em Portugal ninguém sabe disto. Para Portugal, no ano em que se comemora o Ano Internacional da Astronomia, 400 anos depois das primeiras observações de Galileu, esta é a história mais importante que se podia revelar."
Leitão frisa a própria estrutura do texto como um dos aspectos mais interessantes do documento: "Já existiam documentos de autores ocidentais sobre astronomia traduzidos na China no século XVII. Mas este é mais vivo, é uma conversa", diz Leitão, enquanto folheia a cópia do documento de Dias, enviada pela Academia Sínica, a grande instituição de investigação de elite chinesa. "Mostra que os jesuítas sabiam o que interessava aos chineses sobre a astronomia ocidental."
E o que é que interessava aos chineses? "Por exemplo, na China havia um interesse enorme pela previsão de eclipses. Um eclipse que não estivesse previsto era encarado como um mau sinal, como se o céu não estivesse contente com os imperadores e mandassem aquele recado do céu", explica Magone. O que é a Terra, o horizonte, a latitude e longitude, o equador celeste, são algumas das noções explicadas na sequência de perguntas e respostas do documento de Manuel Dias.
"Tem tabelas com as várias latitudes na China. São as primeiras tabelas destas na China. Não havia ainda a noção de latitude na cosmografia chinesa", conta Leitão folheando as páginas, nas quais só consegue descodificar as imagens, como uma criança que folheia um livro ilustrado. "São perguntas e respostas que revelam o conhecimento do comunicador e aquilo que o interlocutor ansiava por saber", diz o investigador.
A fotocópia do documento que folheia em cima da mesa, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, é uma reedição do século XVIII. Mas ainda não desistiu de encontrar a primeira edição. "Andamos atrás dela. Ou está em Oxford ou na Biblioteca do Vaticano", diz, referindo que, para além de estar presente nas bibliotecas pessoais dos imperadores chineses, este documento deve ter exemplares em bibliotecas europeias. "Mas nunca foi procurado com cuidado na Europa."
Leitão volta a centrar-se numa imagem, a de um círculo, com dois outros pequenos círculos que o orbitam, exemplificando um dos maiores achados de Galileu, as fases de Vénus, que desmontavam o sistema de Ptolomeu e sustentavam a teoria heliocêntrica apresentada por Copérnico.
No final do documento lá vem a alusão às observações feitas por Galileu, em 1611. Magone ajuda a descodificar para lá das imagens: "Refere-se nas últimas páginas a um sábio ocidental famoso que revelou segredos do Sol, da Lua e outros objectos, mas que, com os olhos já frágeis, construiu um instrumento para os observar", conta o sinólogo. E Manuel Dias prometia relatar mais novidades sobre o assunto assim que lhe chegassem mais dados.
A Aula da Esfera
No início do século XVII, a Companhia de Jesus dominava a educação no mundo com uma enorme rede de jesuítas dedicados ao ensino, quase 700. O ponto central da rede localizava-se em Roma e, a partir daí, multiplicava-se em vários ramos, ou assistências. Uma dessas assistências, a portuguesa, propagou-se pelo mundo todo, do Brasil à China, passando pela Índia, Japão e Timor.
"Era a maior assistência dos jesuítas e a que tinha menos efectivos, pelo que tiveram de importar estrangeiros", conta Leitão sobre o recurso na altura a jesuítas italianos, que divulgaram precocemente em Lisboa os feitos dos sábios da época, entre eles Galileu.
Um desses jesuítas, Giovanni Paolo Lembo, que era até amigo pessoal de Galileu, chega a Lisboa em 1614 e no ano seguinte já ensinava na "Aula da Esfera", a aula de Matemática do colégio jesuíta de Santo Antão. Os apontamentos portugueses de Lembo são mesmo famosos, porque têm as mais antigas instruções conhecidas no mundo sobre a construção de telescópios.
Leitão e Magone explicam que terá sido este conhecimento tão profundo dos jesuítas em Portugal em relação aos feitos de Galileu que fez com que as descobertas do sábio fossem tão precocemente reveladas em Lisboa, e depois no mundo, através da rede da Companhia de Jesus.
Manuel Dias, que nasceu em Castelo Branco em 1574 e que ingressou na Companhia de Jesus em 1593, estudou Filosofia em Coimbra antes de partir para a Índia, Macau e entrar na China em 1610. Chegou a Pequim em 1613, onde redigiu o Sumário de Questões sobre os Céus. Ironicamente os jesuítas na China estavam proibidos de ensinar disciplinas não religiosas, como a Astronomia ou a Matemática. Entre 1625 e 1635 Manuel Dias foi a autoridade máxima da companhia na China. Morreu a 4 de Março de 1659.
"Como é que é possível que alguém em Pequim tenha sabido disto em 1614, quando estas observações de Galileu são de 1611, apenas três anos antes?", questiona Henrique Leitão, acentuando o papel do documento de Manuel Dias. Até ao século XX, quando um chinês queria informar-se sobre Galileu, era este texto de Manuel Dias que lia. "E em Portugal ninguém liga", observa sobre o papel deste jesuíta, que não se resume a este documento. "O primeiro globo da China é feito por Manuel Dias e pelo italiano Nicolau Longobardo. É de 1623, quando ainda não havia noção na China de que a Terra era esférica. A toponímia é toda portuguesa. Ainda existe e está na British Library."
Chama-se Sumário de Questões sobre os Céus. É um documento de 100 páginas, com prefácio. E a estrutura do texto vem no formato de perguntas - colocadas por um chinês - e de respostas - dadas por um ocidental com conhecimento de astronomia. O ocidental era um padre jesuíta português, chamado Manuel Dias. E foi ele quem apresentou Galileu e as suas descobertas à China, em 1614, apenas três anos depois de o trabalho de Galileu ter sido publicado.
Há dez anos que Henrique Leitão, investigador do Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia, andava atrás deste documento e do contributo de Dias para o conhecimento da astronomia e dos achados de Galileu na China. Sabia da existência do documento, onde o jesuíta Manuel Dias contava como funcionava o telescópio de Galileu e o que o mestre italiano teria descoberto sobre as maravilhas do Universo. "É um texto que está em todas as bibliotecas imperiais chinesas, o original é de 1615. Mas foi reeditado até ao século XIX, o que significa que teve imenso impacto na cultura chinesa. Notícias de que havia este texto existem desde o princípio do século XX. Mas nenhum português pensou: vamos lá ler o que vem aqui escrito."
Mas, tratando-se de um documento em chinês, Henrique Leitão precisava de alguém que lesse chinês clássico e soubesse de história da ciência para o poder interpretar. Lembrou-se então de um antigo colega de liceu, chamado Rui Magone. Não se viram durante anos. Voltaram a ver-se em Berlim em 2002 e trocaram as perguntas do costume. Leitão dedicava-se então à física. Mas a história da ciência, que haveria de o ocupar em exclusivo, tentava-o. Rui Magone contou como tinha chegado ao estudo do chinês e da cultura chinesa. Quando Leitão decidiu dedicar-se ao documento de Dias, lembrou-se então do sinólogo amigo de liceu. Magone precisou de 5 horas para uma primeira leitura do documento em chinês clássico.
Investigador do Max Planck Institute de História das Ciências, Magone aproveitou uma visita este mês a Lisboa - para uma conferência na Universidade Católica sobre a sua especialidade, o sistema de exames chinês (a forma antiga para seleccionar os intelectuais chineses) - para se dedicar ao estudo aprofundado deste documento, juntamente com Leitão.
"É incrível como em Portugal ninguém sabe disto. Para Portugal, no ano em que se comemora o Ano Internacional da Astronomia, 400 anos depois das primeiras observações de Galileu, esta é a história mais importante que se podia revelar."
Leitão frisa a própria estrutura do texto como um dos aspectos mais interessantes do documento: "Já existiam documentos de autores ocidentais sobre astronomia traduzidos na China no século XVII. Mas este é mais vivo, é uma conversa", diz Leitão, enquanto folheia a cópia do documento de Dias, enviada pela Academia Sínica, a grande instituição de investigação de elite chinesa. "Mostra que os jesuítas sabiam o que interessava aos chineses sobre a astronomia ocidental."
E o que é que interessava aos chineses? "Por exemplo, na China havia um interesse enorme pela previsão de eclipses. Um eclipse que não estivesse previsto era encarado como um mau sinal, como se o céu não estivesse contente com os imperadores e mandassem aquele recado do céu", explica Magone. O que é a Terra, o horizonte, a latitude e longitude, o equador celeste, são algumas das noções explicadas na sequência de perguntas e respostas do documento de Manuel Dias.
"Tem tabelas com as várias latitudes na China. São as primeiras tabelas destas na China. Não havia ainda a noção de latitude na cosmografia chinesa", conta Leitão folheando as páginas, nas quais só consegue descodificar as imagens, como uma criança que folheia um livro ilustrado. "São perguntas e respostas que revelam o conhecimento do comunicador e aquilo que o interlocutor ansiava por saber", diz o investigador.
A fotocópia do documento que folheia em cima da mesa, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, é uma reedição do século XVIII. Mas ainda não desistiu de encontrar a primeira edição. "Andamos atrás dela. Ou está em Oxford ou na Biblioteca do Vaticano", diz, referindo que, para além de estar presente nas bibliotecas pessoais dos imperadores chineses, este documento deve ter exemplares em bibliotecas europeias. "Mas nunca foi procurado com cuidado na Europa."
Leitão volta a centrar-se numa imagem, a de um círculo, com dois outros pequenos círculos que o orbitam, exemplificando um dos maiores achados de Galileu, as fases de Vénus, que desmontavam o sistema de Ptolomeu e sustentavam a teoria heliocêntrica apresentada por Copérnico.
No final do documento lá vem a alusão às observações feitas por Galileu, em 1611. Magone ajuda a descodificar para lá das imagens: "Refere-se nas últimas páginas a um sábio ocidental famoso que revelou segredos do Sol, da Lua e outros objectos, mas que, com os olhos já frágeis, construiu um instrumento para os observar", conta o sinólogo. E Manuel Dias prometia relatar mais novidades sobre o assunto assim que lhe chegassem mais dados.
A Aula da Esfera
No início do século XVII, a Companhia de Jesus dominava a educação no mundo com uma enorme rede de jesuítas dedicados ao ensino, quase 700. O ponto central da rede localizava-se em Roma e, a partir daí, multiplicava-se em vários ramos, ou assistências. Uma dessas assistências, a portuguesa, propagou-se pelo mundo todo, do Brasil à China, passando pela Índia, Japão e Timor.
"Era a maior assistência dos jesuítas e a que tinha menos efectivos, pelo que tiveram de importar estrangeiros", conta Leitão sobre o recurso na altura a jesuítas italianos, que divulgaram precocemente em Lisboa os feitos dos sábios da época, entre eles Galileu.
Um desses jesuítas, Giovanni Paolo Lembo, que era até amigo pessoal de Galileu, chega a Lisboa em 1614 e no ano seguinte já ensinava na "Aula da Esfera", a aula de Matemática do colégio jesuíta de Santo Antão. Os apontamentos portugueses de Lembo são mesmo famosos, porque têm as mais antigas instruções conhecidas no mundo sobre a construção de telescópios.
Leitão e Magone explicam que terá sido este conhecimento tão profundo dos jesuítas em Portugal em relação aos feitos de Galileu que fez com que as descobertas do sábio fossem tão precocemente reveladas em Lisboa, e depois no mundo, através da rede da Companhia de Jesus.
Manuel Dias, que nasceu em Castelo Branco em 1574 e que ingressou na Companhia de Jesus em 1593, estudou Filosofia em Coimbra antes de partir para a Índia, Macau e entrar na China em 1610. Chegou a Pequim em 1613, onde redigiu o Sumário de Questões sobre os Céus. Ironicamente os jesuítas na China estavam proibidos de ensinar disciplinas não religiosas, como a Astronomia ou a Matemática. Entre 1625 e 1635 Manuel Dias foi a autoridade máxima da companhia na China. Morreu a 4 de Março de 1659.
"Como é que é possível que alguém em Pequim tenha sabido disto em 1614, quando estas observações de Galileu são de 1611, apenas três anos antes?", questiona Henrique Leitão, acentuando o papel do documento de Manuel Dias. Até ao século XX, quando um chinês queria informar-se sobre Galileu, era este texto de Manuel Dias que lia. "E em Portugal ninguém liga", observa sobre o papel deste jesuíta, que não se resume a este documento. "O primeiro globo da China é feito por Manuel Dias e pelo italiano Nicolau Longobardo. É de 1623, quando ainda não havia noção na China de que a Terra era esférica. A toponímia é toda portuguesa. Ainda existe e está na British Library."
Portugal/Tailândia: Da história para a ópera
O compositor Sequeira prepara uma ópera cantada em português e thai. Descendente de portugueses, é ainda aparentado à fadista Carminho.
Uma ópera, eventualmente cantada em português e thai, poderá ser a próxima "aventura" de grande fôlego de um compositor tailandês que mantém o apelido Sequeira, partilhado por 25 gerações de uma família cuja história remonta aos dias do reinado de D. Afonso Henriques. A celebração, em 2011, dos 500 anos do primeiro encontro entre portugueses e tailandeses poderá ser a ocasião para a sua apresentação, mas a trama narrativa que dará personagens e acção à ópera recordará antes episódios reais vividos por familiares seus, já em finais do século XVII, com cenário no sudoeste asiático.
Pathorn Bede Sirkaranonda de Sequeira é, aos 36 anos, uma das mais respeitadas figuras da música erudita tailandesa. Tal como em tempos o fez o seu pai, D. Raimundo Amato de Sequeira (a quem foi dado o nome thai Manrat Srikaranonda), dirige a banda particular do Rei, onde toca saxofone, revisitando nas noites de sábado peças de referência do repertório jazzístico.
Formado nos EUA e na Escócia, Pathorn tem extensa obra como compositor, incluindo já uma ópera, duas sinfonias e variadas peças de música de câmara e para piano. Admira os minimalistas, conhece vários compositores portugueses (de Carlos Seixas a Lopes Graça) e há três anos compôs para português a oratória E se mais Mundo Houver, lá Chegara… usando excertos de Os Lusíadas. A irmã é pianista, representando ambos a quarta geração de músicos de uma família que, cumprindo missões oficiais da coroa portuguesa, chegou à Ásia no século XVII e se radicou em Banguecoque em 1890. Entre os seus familiares distantes, no outro lado do mundo, conta-se a fadista Carminho.
Os jardins da embaixada portuguesa em Banguecoque seriam, para si, o espaço perfeito para a estreia da nova ópera. E não gostariam os palcos portugueses de a poder também descobrir?
Uma ópera, eventualmente cantada em português e thai, poderá ser a próxima "aventura" de grande fôlego de um compositor tailandês que mantém o apelido Sequeira, partilhado por 25 gerações de uma família cuja história remonta aos dias do reinado de D. Afonso Henriques. A celebração, em 2011, dos 500 anos do primeiro encontro entre portugueses e tailandeses poderá ser a ocasião para a sua apresentação, mas a trama narrativa que dará personagens e acção à ópera recordará antes episódios reais vividos por familiares seus, já em finais do século XVII, com cenário no sudoeste asiático.
Pathorn Bede Sirkaranonda de Sequeira é, aos 36 anos, uma das mais respeitadas figuras da música erudita tailandesa. Tal como em tempos o fez o seu pai, D. Raimundo Amato de Sequeira (a quem foi dado o nome thai Manrat Srikaranonda), dirige a banda particular do Rei, onde toca saxofone, revisitando nas noites de sábado peças de referência do repertório jazzístico.
Formado nos EUA e na Escócia, Pathorn tem extensa obra como compositor, incluindo já uma ópera, duas sinfonias e variadas peças de música de câmara e para piano. Admira os minimalistas, conhece vários compositores portugueses (de Carlos Seixas a Lopes Graça) e há três anos compôs para português a oratória E se mais Mundo Houver, lá Chegara… usando excertos de Os Lusíadas. A irmã é pianista, representando ambos a quarta geração de músicos de uma família que, cumprindo missões oficiais da coroa portuguesa, chegou à Ásia no século XVII e se radicou em Banguecoque em 1890. Entre os seus familiares distantes, no outro lado do mundo, conta-se a fadista Carminho.
Os jardins da embaixada portuguesa em Banguecoque seriam, para si, o espaço perfeito para a estreia da nova ópera. E não gostariam os palcos portugueses de a poder também descobrir?
Portugal/Tailândia: Banguecoque dos Dias e dos Costa
Jirawach Wongngernyuang não chegou a conhecer o seu bisavô, mas foi por causa dele que aprendeu português. O jovem é o único luso-tailandês que fala o idioma dos seus antepassados num bairro católico da cidade budista de Banguecoque.
O bairro chama-se Santa Conceição e fica numa das margens do rio Chao Phraya, na zona de Dusit. O seu nome deve-se à Igreja da Imaculada Conceição, construída em 1837 por missionários franceses no local outrora ocupado por uma igreja portuguesa.
Atrás da Igreja da Imaculada Conceição há uma outra igreja, mais pequena, construída em 1674 pelo padre Luís Laneau para a comunidade portuguesa.
O bairro chama-se Santa Conceição e fica numa das margens do rio Chao Phraya, na zona de Dusit. O seu nome deve-se à Igreja da Imaculada Conceição, construída em 1837 por missionários franceses no local outrora ocupado por uma igreja portuguesa.
Atrás da Igreja da Imaculada Conceição há uma outra igreja, mais pequena, construída em 1674 pelo padre Luís Laneau para a comunidade portuguesa.
sexta-feira, junho 19, 2009
Portugal defende rede de escolas portuguesas nos países da CPLP
O ministro da Cultura português, António Pinto Ribeiro, defendeu hoje em Luanda a criação de uma rede de escolas portuguesas em todos os países da CPLP para fortificar a presença portuguesa no mundo lusófono.
Pinto Ribeiro visitou hoje a Escola Portuguesa de Luanda (EPL), que considerou “um bom exemplo” daquilo que deve ser a presença portuguesa na CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa).
“Acho que devemos ter como propósito criar uma rede de escolas portuguesas em todos os países da CPLP e em todos os sítios onde há grande diáspora da língua portuguesa”, frisou Pinto Ribeiro, que se encontra em Angola, no âmbito das comemorações do 10 de Junho.
O governante português fez referência à qualidade do ensino que é ministrado na EPL, escola frequentada por mais de mil alunos, maioritariamente portugueses, angolanos e luso-angolanos.
“Esta escola é extraordinária do ponto de vista da qualidade do ensino. É uma escola cosmopolita frequentada por alunos de muitas nacionalidades que se encontram em Luanda”, referiu.
Relativamente ao arranque da segunda fase de construção da escola, questão que se arrasta há vários anos e que contemplará a multiplicação do número de salas, António Ribeiro disse que a questão está a merecer análise por parte das autoridades portuguesas, não tendo avançado contudo uma data!.
A oferta da EPL é actualmente insatisfatória perante a crescente procura, tendo esta situação como razão essencial o aumento do número de portugueses em Luanda, especialmente nos últimos três anos, em que oficialmente se estima que a comunidade tenha crescido em cerca de 30 mil pessoas.
“Falámos nisso, estamos a tratar disso. Sabemos que há sítio e portanto vamos tratar de fazer esse arranque. Depende directamente dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Educação fazer esse esforço, mas tenho a certeza que vai ser feito. Falei com o ministro da Educação antes de vir”, sublinhou.
António Pinto Ribeiro reconheceu a necessidade de alargamento da escola, frisando que o Estado português “está capacitado para isso”, num investimento que está na ordem dos nove milhões de euros.
“É possível fazer-se isso, acho que para projectos de excelência, nomeadamente através do Fundo da Língua, nós poderemos apresentar este projecto para ser apoiado. Há neste momento verbas disponíveis. É preciso fazê-lo inteligentemente, agilmente e rigorosamente, mas não tenho dúvida de que isso se fará e nos próximos tempos”, disse.
Pinto Ribeiro visitou hoje a Escola Portuguesa de Luanda (EPL), que considerou “um bom exemplo” daquilo que deve ser a presença portuguesa na CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa).
“Acho que devemos ter como propósito criar uma rede de escolas portuguesas em todos os países da CPLP e em todos os sítios onde há grande diáspora da língua portuguesa”, frisou Pinto Ribeiro, que se encontra em Angola, no âmbito das comemorações do 10 de Junho.
O governante português fez referência à qualidade do ensino que é ministrado na EPL, escola frequentada por mais de mil alunos, maioritariamente portugueses, angolanos e luso-angolanos.
“Esta escola é extraordinária do ponto de vista da qualidade do ensino. É uma escola cosmopolita frequentada por alunos de muitas nacionalidades que se encontram em Luanda”, referiu.
Relativamente ao arranque da segunda fase de construção da escola, questão que se arrasta há vários anos e que contemplará a multiplicação do número de salas, António Ribeiro disse que a questão está a merecer análise por parte das autoridades portuguesas, não tendo avançado contudo uma data!.
A oferta da EPL é actualmente insatisfatória perante a crescente procura, tendo esta situação como razão essencial o aumento do número de portugueses em Luanda, especialmente nos últimos três anos, em que oficialmente se estima que a comunidade tenha crescido em cerca de 30 mil pessoas.
“Falámos nisso, estamos a tratar disso. Sabemos que há sítio e portanto vamos tratar de fazer esse arranque. Depende directamente dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Educação fazer esse esforço, mas tenho a certeza que vai ser feito. Falei com o ministro da Educação antes de vir”, sublinhou.
António Pinto Ribeiro reconheceu a necessidade de alargamento da escola, frisando que o Estado português “está capacitado para isso”, num investimento que está na ordem dos nove milhões de euros.
“É possível fazer-se isso, acho que para projectos de excelência, nomeadamente através do Fundo da Língua, nós poderemos apresentar este projecto para ser apoiado. Há neste momento verbas disponíveis. É preciso fazê-lo inteligentemente, agilmente e rigorosamente, mas não tenho dúvida de que isso se fará e nos próximos tempos”, disse.
Finibanco vende 3% a angolanos "acima de toda a suspeita"!
Humberto Costa Leite revela quem são os accionistas do Finibanco Angola.
Costa Leite afirma que "houve a entrada de accionistas angolanos. Talvez não na dimensão que nós pretendíamos, até por algumas restrições que surgiram em Angola no que diz respeito a investimentos fora do País, mas conseguimos ter aqui alguns accionistas angolanos", revelando a seguir mais pormenores "temos um que é também accionista do Finibanco em Angola, o ex-governador de Benguela, Dumilde Rangel, que ficou com uma posição aqui em Portugal. Depois há accionistas individuais e outro luso-angolano".
No seu conjunto, terão "atingido uma posição de 3%" do capital do banco.
[Ora, Dumilde Rangel, ex-governador de Benguela, economista e actual deputado do MPLA na Assembleia Nacional de Angola, é conhecido como o "Senhor 30 %" devido a cobrar, à cabeça, 30% de comissão em qualquer projecto que se realizava na província. Além disso, num dos maiores escândalos da sua governação, assistiu ao desabamento da ponte do rio Cavaco, que desabou no dia da inauguração.
Um orgulho para o Finibanco, sem dúvida!].
Costa Leite afirma que "houve a entrada de accionistas angolanos. Talvez não na dimensão que nós pretendíamos, até por algumas restrições que surgiram em Angola no que diz respeito a investimentos fora do País, mas conseguimos ter aqui alguns accionistas angolanos", revelando a seguir mais pormenores "temos um que é também accionista do Finibanco em Angola, o ex-governador de Benguela, Dumilde Rangel, que ficou com uma posição aqui em Portugal. Depois há accionistas individuais e outro luso-angolano".
No seu conjunto, terão "atingido uma posição de 3%" do capital do banco.
[Ora, Dumilde Rangel, ex-governador de Benguela, economista e actual deputado do MPLA na Assembleia Nacional de Angola, é conhecido como o "Senhor 30 %" devido a cobrar, à cabeça, 30% de comissão em qualquer projecto que se realizava na província. Além disso, num dos maiores escândalos da sua governação, assistiu ao desabamento da ponte do rio Cavaco, que desabou no dia da inauguração.
Um orgulho para o Finibanco, sem dúvida!].
quarta-feira, junho 17, 2009
Obscenidades
Muito se tem falado da transferência de Cristiano Ronaldo e do seu ordenado... apelidam os valores de obscenos.
Obsceno! Obsceno! é o ordenado de Vítor Constâncio... ainda por cima Ronaldo ainda cumpre com as suas obrigações!
MNE destaca importância do papel dos cônsules honorários
A importância do papel dos consulados honorários para o reforço da rede diplomática de Portugal no mundo foi hoje destacada em Lisboa pelo chefe da diplomacia Luís Amado.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, que intervinha na abertura dos três dias de trabalhos do I Encontro de Cônsules Honorários, disse ser necessário garantir que a acção destes diplomatas "não continue a ser solitária e desgarrada".
A iniciativa, da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, juntou em Lisboa 18 cônsules honorários, provenientes do Continente africano, americano, asiático e da Oceânia.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, que intervinha na abertura dos três dias de trabalhos do I Encontro de Cônsules Honorários, disse ser necessário garantir que a acção destes diplomatas "não continue a ser solitária e desgarrada".
A iniciativa, da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, juntou em Lisboa 18 cônsules honorários, provenientes do Continente africano, americano, asiático e da Oceânia.
segunda-feira, junho 15, 2009
Clientes correm para a empresa Boca do Lobo
A jovem marca de Rio Tinto não sabe o que é a crise. Exporta 80% da sua produção para os EUA, França, Inglaterra, Rússia e Grécia.
Criada há três anos e meio, a Boca do Lobo conquistou o mercado do design de vanguarda, estando representada em países como os Estados Unidos, França, Inglaterra, Rússia ou Grécia, sem quaisquer sinais de crise.
A marca é "bastante rentável" e exporta 80% da sua produção, garante Pedro Sousa, um dos três sócios e o designer responsável da empresa sediada em Rio Tinto. "Não sentimos a crise. Aqui não sabemos o que isso é", orgulha-se.
O sucesso da marca foi quase imediato, mas a sua criação foi demorada. "Perdemos imenso tempo a saber qual era a linguagem, a estudar outras marcas de luxo, a saber que tipo de texto escrevem, como se apresentam, como contactam os clientes. Aprendemos por nós, não consultámos nenhum guru. Foi um estudo bastante intenso e penso que deu este resultado por causa disso mesmo", salienta o designer.
Durante este período, chegaram à conclusão de que a criatividade dos desenhos não era suficiente para fazer a diferença.
"Éramos novos, havia que dar alguma credibilidade à marca. Definimos que ia ser uma marca com muito de ligação à tradição. Não queríamos ser mais uma marca a seguir o design emergente actual. Tentamos perceber o que já foi feito. Peças como um Luís XV ou uma Arte Nova vão ter sempre mercado e as pessoas ligam-se a elas de uma maneira afectiva", recorda.
Não foi só no estilo que os três sócios quiseram apostar na tradição: tentaram, também, recuperar as técnicas artesanais existentes no País. "Sabemos trabalhar bem a madeira, mas as empresas quiseram seguir o que o mercado europeu fazia e industrializaram-se de uma maneira que não condiz com o que sabemos fazer, que é trabalhar à mão", sublinha.
O segredo foi juntar a inovação ao requinte das peças feitas à mão, por gente com anos de trabalho nos tornos de madeira. "Desde a idade medieval que as peças eram olhadas com muito pormenor. Estas peças têm algum requinte que se perdeu, mas ainda existem pessoas que as fazem. Acontece que não houve revitalização. Ficaram muito paradas no tempo. Tento perceber como se produzem e dar algo de novo", descreve.
É através de gabinetes de decoração de interiores, de representantes da marca ou de galerias que os móveis da Boca do Lobo chegam a casa dos clientes finais.
Tudo gente com muito dinheiro: o Mondrian (todas as peças têm nome próprio e um dos aparadores desenhados por Pedro Sousa recebeu o nome do pintor holandês) tem como preço recomendado 13 mil euros. "Não é caro", diz. "Se pensarmos que para o fazer são precisos 17 fornecedores diferentes, que esses fornecedores são de uma pequena empresa, que podem falhar no prazo de entrega. Há muito trabalho, é preciso andar sempre em cima deles, e isso são coisas das quais outras empresas não querem depender".
Criada há três anos e meio, a Boca do Lobo conquistou o mercado do design de vanguarda, estando representada em países como os Estados Unidos, França, Inglaterra, Rússia ou Grécia, sem quaisquer sinais de crise.
A marca é "bastante rentável" e exporta 80% da sua produção, garante Pedro Sousa, um dos três sócios e o designer responsável da empresa sediada em Rio Tinto. "Não sentimos a crise. Aqui não sabemos o que isso é", orgulha-se.
O sucesso da marca foi quase imediato, mas a sua criação foi demorada. "Perdemos imenso tempo a saber qual era a linguagem, a estudar outras marcas de luxo, a saber que tipo de texto escrevem, como se apresentam, como contactam os clientes. Aprendemos por nós, não consultámos nenhum guru. Foi um estudo bastante intenso e penso que deu este resultado por causa disso mesmo", salienta o designer.
Durante este período, chegaram à conclusão de que a criatividade dos desenhos não era suficiente para fazer a diferença.
"Éramos novos, havia que dar alguma credibilidade à marca. Definimos que ia ser uma marca com muito de ligação à tradição. Não queríamos ser mais uma marca a seguir o design emergente actual. Tentamos perceber o que já foi feito. Peças como um Luís XV ou uma Arte Nova vão ter sempre mercado e as pessoas ligam-se a elas de uma maneira afectiva", recorda.
Não foi só no estilo que os três sócios quiseram apostar na tradição: tentaram, também, recuperar as técnicas artesanais existentes no País. "Sabemos trabalhar bem a madeira, mas as empresas quiseram seguir o que o mercado europeu fazia e industrializaram-se de uma maneira que não condiz com o que sabemos fazer, que é trabalhar à mão", sublinha.
O segredo foi juntar a inovação ao requinte das peças feitas à mão, por gente com anos de trabalho nos tornos de madeira. "Desde a idade medieval que as peças eram olhadas com muito pormenor. Estas peças têm algum requinte que se perdeu, mas ainda existem pessoas que as fazem. Acontece que não houve revitalização. Ficaram muito paradas no tempo. Tento perceber como se produzem e dar algo de novo", descreve.
É através de gabinetes de decoração de interiores, de representantes da marca ou de galerias que os móveis da Boca do Lobo chegam a casa dos clientes finais.
Tudo gente com muito dinheiro: o Mondrian (todas as peças têm nome próprio e um dos aparadores desenhados por Pedro Sousa recebeu o nome do pintor holandês) tem como preço recomendado 13 mil euros. "Não é caro", diz. "Se pensarmos que para o fazer são precisos 17 fornecedores diferentes, que esses fornecedores são de uma pequena empresa, que podem falhar no prazo de entrega. Há muito trabalho, é preciso andar sempre em cima deles, e isso são coisas das quais outras empresas não querem depender".
Presidente da Comissão Galega do Acordo Ortográfico pede asilo a Portugal
O presidente da Comissão Galega do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, José Luís Fontela, disse que pediu asilo político ao Governo português, como primeiro passo para pedir nacionalidade portuguesa.
"Quero liberdade. Pedi asilo político para que não me tirem direitos, liberdades e garantias", disse Fontela, advogado, poeta e escritor, acusando os serviços de informação espanhóis de "controle de correspondência" e "sequestro de livros".
Fontela, natural da Galiza, referiu que vive em Portugal "desde 1992", primeiro em Viana do Castelo, depois em Valença, onde ainda tem residência oficial, e agora em Braga, onde quer continuar a viver.
O pedido de asilo político, enviado por carta ao Conselho de Ministros, é o "primeiro passo" para pedir a nacionalidade portuguesa, mas José Luís Fontela aceita outro estatuto.
"Se me derem estatuto de apátrida, fico contentíssimo", salientou.
O advogado e poeta afirmou que desde os nove anos que lhe chamam "separatista", por ser republicano, tal como o seu pai, e defender o Português como língua oficial e nacional da Galiza.
"Defendemos a língua portuguesa como língua oficial da Galiza. É uma linha cultural. Aqui não há nada de político", frisou, afirmando-se "republicano, federalista, democrata e socialista".
José Luís Fontela referiu que enviou da Galiza vários livros de poemas, de linguística, de pintura e de escultura para pessoas de outros países, como a Alemanha e o Brasil, mas não chegaram ao destino.
A seguir, fez o mesmo a partir de Portugal, e os livros chegaram, pelo que concluiu que os serviços de informação espanhóis, que apelidou de "polícia política monárquica", estão a fazer "controles de correspondência" e a "sequestrar cartas e livros".
Fontela disse ainda que anexou ao pedido enviado ao Governo português uma carta dirigida ao ministro do Interior de Espanha em que denuncia os alegados sequestros de correspondência.
"Quero liberdade. Pedi asilo político para que não me tirem direitos, liberdades e garantias", disse Fontela, advogado, poeta e escritor, acusando os serviços de informação espanhóis de "controle de correspondência" e "sequestro de livros".
Fontela, natural da Galiza, referiu que vive em Portugal "desde 1992", primeiro em Viana do Castelo, depois em Valença, onde ainda tem residência oficial, e agora em Braga, onde quer continuar a viver.
O pedido de asilo político, enviado por carta ao Conselho de Ministros, é o "primeiro passo" para pedir a nacionalidade portuguesa, mas José Luís Fontela aceita outro estatuto.
"Se me derem estatuto de apátrida, fico contentíssimo", salientou.
O advogado e poeta afirmou que desde os nove anos que lhe chamam "separatista", por ser republicano, tal como o seu pai, e defender o Português como língua oficial e nacional da Galiza.
"Defendemos a língua portuguesa como língua oficial da Galiza. É uma linha cultural. Aqui não há nada de político", frisou, afirmando-se "republicano, federalista, democrata e socialista".
José Luís Fontela referiu que enviou da Galiza vários livros de poemas, de linguística, de pintura e de escultura para pessoas de outros países, como a Alemanha e o Brasil, mas não chegaram ao destino.
A seguir, fez o mesmo a partir de Portugal, e os livros chegaram, pelo que concluiu que os serviços de informação espanhóis, que apelidou de "polícia política monárquica", estão a fazer "controles de correspondência" e a "sequestrar cartas e livros".
Fontela disse ainda que anexou ao pedido enviado ao Governo português uma carta dirigida ao ministro do Interior de Espanha em que denuncia os alegados sequestros de correspondência.
quarta-feira, junho 03, 2009
Portugal convidado de honra do Salão Europeu de Investigação e Desenvolvimento em Paris
Portugal é o país convidado de honra do 5.° Salão Europeu de I&D (Investigação e Desenvolvimento), que se realiza entre hoje e sexta-feira, em Paris.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, José Mariano Gago, participa hoje na conferência inaugural subordinada ao tema "Investigação e Desenvolvimento perante o desafio da recuperação económica".
Os investigadores portugueses Alexandre Quintanilha, ex-presidente do Instituto de Biologia Molecular e Celular, e Maria do Carmo Fonseca, do Instituto de Medicina Molecular, vão falar hoje, numa conferência, sobre a I&D nacional nas áreas das Ciências da Vida e da saúde.
O futuro das Tecnologias e das Ciências do Mar será o tema da conferência que os cientistas portugueses António Pascoal, do Instituto de Sistemas e Robótica, e Pedro Afonso, da Universidade dos Açores, apresentarão no último dia do Salão.
Naquela que é apresentada como a manifestação líder de I&D, internacionalmente e profissionalmente, Portugal, no seu stand, vai dar a conhecer alguns casos de inovação empresarial e dados estatísticos relativos a evolução da Ciência e Tecnologia nacional.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, José Mariano Gago, participa hoje na conferência inaugural subordinada ao tema "Investigação e Desenvolvimento perante o desafio da recuperação económica".
Os investigadores portugueses Alexandre Quintanilha, ex-presidente do Instituto de Biologia Molecular e Celular, e Maria do Carmo Fonseca, do Instituto de Medicina Molecular, vão falar hoje, numa conferência, sobre a I&D nacional nas áreas das Ciências da Vida e da saúde.
O futuro das Tecnologias e das Ciências do Mar será o tema da conferência que os cientistas portugueses António Pascoal, do Instituto de Sistemas e Robótica, e Pedro Afonso, da Universidade dos Açores, apresentarão no último dia do Salão.
Naquela que é apresentada como a manifestação líder de I&D, internacionalmente e profissionalmente, Portugal, no seu stand, vai dar a conhecer alguns casos de inovação empresarial e dados estatísticos relativos a evolução da Ciência e Tecnologia nacional.
Ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos reconhece avanço português nas renováveis
O ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Mohamed Bin Dhaen Hamli, considera "Portugal um país muito importante na área das renováveis", mostrando interesse em retribuir a visita portuguesa para estreitar negócios entre os dois países.
"Há muitas oportunidades de negócios em muitas áreas. Portugal é dos países mais importantes nas energias renováveis e nós também queremos desenvolver esta área. Existem muitos interesses comuns e, por isso, oportunidades para trabalhar juntos", disse aos jornalistas, no final de uma reunião com o ministro da Economia, Manuel Pinho, e alguns empresários portugueses. "Pensamos que podemos trabalhar juntos em projectos como as cidades livres de carbono", acrescenta o ministro da Energia dos EAU, numa referência ao projecto da eco-cidade de Masdar, em Abu Dhabi, que a comitiva portuguesa visita hoje ao início da tarde. "Somos ricos em petróleo e gás, mas não vão durar para sempre. Talvez mais uns 70 anos. Durante a minha vida não vou ter problemas, mas precisamos de encontrar outras formas de energia complementares às formas tradicionais para os nossos filhos", explica Dhaen Hamli.
O governante realçou que "a experiência portuguesa é muito importante", acrescentando que as parcerias podem acontecer na área das energias renováveis, mas também "em negócios tradicionais, como o do petróleo e do gás e até nas telecomunicações e na fibra óptica".
O ministro da Energia prometeu visitar "assim que for possível" Portugal para conhecer mais de perto a realidade empresarial e prosseguir a missão de incentivar as parcerias económicas entre os dois países.
Na reunião de 45 minutos, EDP, Galp Energia, REN, Visabeira, DST e Cabelte tiveram oportunidade de mostrar os seus projectos nas áreas das energias e das telecomunicações.
De acordo com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), "as relações comerciais entre Portugal e os Emirados Árabes Unidos estão ainda muito aquém das suas potencialidades".
Em 2008 o mercado arábico ocupava a 40.ª posição como cliente e a 56.ª como fornecedor de Portugal.
As trocas comerciais são favoráveis a Portugal, com as exportações portuguesas a crescerem a um ritmo médio anual de 23% nos últimos cinco anos.
Segundo a AICEP, o comportamento das importações está fortemente dependente das compras de combustíveis minerais, verificando-se, nos últimos cinco anos, um crescimento médio anual da ordem dos 111%.
"Há muitas oportunidades de negócios em muitas áreas. Portugal é dos países mais importantes nas energias renováveis e nós também queremos desenvolver esta área. Existem muitos interesses comuns e, por isso, oportunidades para trabalhar juntos", disse aos jornalistas, no final de uma reunião com o ministro da Economia, Manuel Pinho, e alguns empresários portugueses. "Pensamos que podemos trabalhar juntos em projectos como as cidades livres de carbono", acrescenta o ministro da Energia dos EAU, numa referência ao projecto da eco-cidade de Masdar, em Abu Dhabi, que a comitiva portuguesa visita hoje ao início da tarde. "Somos ricos em petróleo e gás, mas não vão durar para sempre. Talvez mais uns 70 anos. Durante a minha vida não vou ter problemas, mas precisamos de encontrar outras formas de energia complementares às formas tradicionais para os nossos filhos", explica Dhaen Hamli.
O governante realçou que "a experiência portuguesa é muito importante", acrescentando que as parcerias podem acontecer na área das energias renováveis, mas também "em negócios tradicionais, como o do petróleo e do gás e até nas telecomunicações e na fibra óptica".
O ministro da Energia prometeu visitar "assim que for possível" Portugal para conhecer mais de perto a realidade empresarial e prosseguir a missão de incentivar as parcerias económicas entre os dois países.
Na reunião de 45 minutos, EDP, Galp Energia, REN, Visabeira, DST e Cabelte tiveram oportunidade de mostrar os seus projectos nas áreas das energias e das telecomunicações.
De acordo com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), "as relações comerciais entre Portugal e os Emirados Árabes Unidos estão ainda muito aquém das suas potencialidades".
Em 2008 o mercado arábico ocupava a 40.ª posição como cliente e a 56.ª como fornecedor de Portugal.
As trocas comerciais são favoráveis a Portugal, com as exportações portuguesas a crescerem a um ritmo médio anual de 23% nos últimos cinco anos.
Segundo a AICEP, o comportamento das importações está fortemente dependente das compras de combustíveis minerais, verificando-se, nos últimos cinco anos, um crescimento médio anual da ordem dos 111%.
sexta-feira, maio 29, 2009
Coerências III
Qual é diferença entre Dias Loureiro e Sócrates, Lopes da Mota, e Vítor Constâncio?
O cartãozinho de militante!!!
O cartãozinho de militante!!!
Coerências I
O afã do PS e apoiar o erro de casting chamado Vital Moreira chega ao ponto de se atacarem interiormente no partido. Lello deita abaixo Maria de Belém, a única dentro do PS que teve a sensatez de se demarcar da infeliz declaração de Vital "sassoon" Moreira acerca do PSD e o BPN.
Até já o vice-presidente da bancada parlamentar do PS veio afirmar que o BPN foi usado para interesses político-partidários.
O problema não está em chamar de "roubalheira" o que foi feito no BPN, mas sim descer ao nível mínimo da luta poltica em colocar o PSD como responsável. Muito gosta a esquerda de lutar contra generalizações, ora foi o que fez Vital.
E como diz o povo, quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras. Mais uma vez a teoria do pais esquerdista de dois pesos e duas medidas.
Ora o PS o que não percebe... ou não quer perceber, é que assim acabaram por abrir a caixa de pandora, e a partir deste momento o caso Freeport que andava arredado, e possivelmente bem, do debate politica, recebeu luz verde para avançar.
Talvez seja novamente a estratégia da vitimização a mostrar a cabeça.
Surpresas!!!... Não me parece
Este sempre foi uma país tendencioso. E digo isto sem preconceitos. Pelo menos durante os meus 28 anos ou desde que tenho consciência politica há uma forma de estar no país, enraízada, que este é um país essencialmente de esquerda.
Não classifico isto de mau ou bom, é a realidade... e há factos que comprovam esta tese.
Ora uma das coisas que mais me irrita é a existência de dois pesos e duas medidas. Imaginemos que o caso da licenciatura, caso da Cova da Beira, caso Eurojust, Caso dos projectos da Guarda, caso Freeport se passava com um primeiro ministro do PSD. Façam esse exercicio. Alguém se lembra porque o Santana Lopes foi demitido? (adv. eu não apoio de forma alguma o sr. Santana Lopes, não gosto da figura)
Irrita-me que neste país, o cartão de militante do PS ou PCP o BE, parece que per se envolve de um manto de moralidade os seus possuidores.
Irrita-me que o português não possua o mesmo nível de exigência perante os politicos conforme a sua cor política.
Assim vamos alegremente a descobrir novos níveis de lodaçal, porque há muito tempo que caímos do precipício.
SLB
Já acabou o campeonato há uma semana. Falta a Taça. Ainda não se conhece o futuro do treinador do Benfica, Quico Flores. Quico sim, que não me apetece chamar-lhe Quique à castelhana.
Há algum tempo que queria deixar a minha achega. Será que fica? Será que não? Que deveria o Benfica fazer?
Há defensores do Quico mas a maioria defende a saída.
Se fosse eu a decidir... Quico saia.
Aliás o argumento da estabilidade para mim cai pela base e passo a explicar.
O Quico deve sair não pelos resultados, não pelo terceiro lugar ou pela horrifica campanha nas competições europeias. Para mim não são essas as razões fundamentais que me levam a clamar pela saída do Quico.
Aqui o argumento da estabilidade e de um projecto a médio prazo (2-3 anos) continuaria a fazer sentido.
Mas vamos a factos: Com uma gaffe aqui ou ali, o Quico tem boa comunicação com os média, tem um excelente perfil, parece determinado e profissional. Parece ser possuidor de bons principios éticos, é ambicioso, metódico e confiante.
Mas factos também: Quico tinha ao seu dispor o melhor plantel em valores individuais dos últimos 10 anos do SLB. Provavelmente o melhor plantel desta temporada em Portugal. Foram-lhe dadas todas as condições a nível de recursos, nunca foi colocado em causa pelos superiores hierárquicos. Os resultados não apareceram.
Ainda assim eu daria o benefício da dúvida, até porque é um treinador novo, com um plantel muito renovado.
Porque digo então que deve sair Quico.
Porque durante toda uma temporada o Benfica pura e simplesmente não jogou. Sempre se valeu de alguns valores individuais. De resto apenas o deserto de ideias.
Numa temporada o SLB fez um grande jogo e duas boas meias partidas. De facto a única exibição de encher o olho foi a segunda mão contra o Nápoles. De resto o vazio.
Tendo em conta que este jgo foi no início da temporada só seria de esperar que a equipa melhorasse... mas só piorou, encontrando o fundo do poço com a paupérrima exibição contra o Estrela da Amadora da segunda volta.
Durante toda uma temporada os adeptos viram um futebol sofrível, sem dinâmica, desaptado à realidade do futebol português. Quico sempre pareceu nesse aspecto um peixe fora de àgua, não compreende o que é o Benfica nem a forma como tem de jogar, dominhando e asfixiando o adversário.
Claro que se os jogadores falham de baliza aberta ele não pode ir marcar por eles, mas o futebol do Benfica é ao fim de um ano com o técnico espanhol pior , muito pior do que o futebol de Fernando Santos. Aliás pergunto-me o que teria feito o Mal-amado treinador com estes jogadores à sua disposição. Quico é muito superior ao técnico português ao nível da comunicação, mas o Benfica de parcos recursos de Fernando Santos mostrou a espaços ser um Benfica de mão cheia.
Essencialmente e não falando de muitas relações duvidosas com jogadores e talvez alguma falta de liderança no Plantel, Quico deve sair porque o Benfica não pode estar mais um ano sem dinâmica e sem filosofia de jogo, algo que nunca existiu durante toda esta temporada. Com esses predicados até estaria pela estabilidade de um projecto, sem isso... o SL Benfica continuará a perder tempo.
terça-feira, maio 26, 2009
Timor-Leste: Antigos reinos de Oecussi em "pé de guerra"
Os reinos no enclave de Oecussi, com delimitações territoriais anteriores à chegada dos portugueses e holandeses ao sudeste asiático, estão em "pé de guerra" com timorenses e indonésios que negoceiam as fronteiras comuns a partir de quarta-feira em Díli.
O litígio em Bijael Sunan-Oben foi hoje revelado pela chefe da equipa negocial timorense, Vicky Tchong.
"É um problema decorrente da oposição da população local à fixação da fronteira timorense-indonésia que não respeite a delimitação dos reinos anteriores à colonização", explicou a secretária-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
[O enclave de Oecussi é um problema para o governo de Timor. Urge resolvê-lo a todos os níveis, nomeadamente, a nível fronteiriço (estabelecendo de vez a fronteira entre Timor e Indonésia), a nível social (existe uma grande quantidade de deslocados em situações infra-humanas), a nível judicial e político (alguns elementos da milícias que espalharam o terror, aquando da aprovação da independência, continuam a pavonear-se neste território, com toda a impunidade, como se se tratassem de heróis populares)]
O litígio em Bijael Sunan-Oben foi hoje revelado pela chefe da equipa negocial timorense, Vicky Tchong.
"É um problema decorrente da oposição da população local à fixação da fronteira timorense-indonésia que não respeite a delimitação dos reinos anteriores à colonização", explicou a secretária-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
[O enclave de Oecussi é um problema para o governo de Timor. Urge resolvê-lo a todos os níveis, nomeadamente, a nível fronteiriço (estabelecendo de vez a fronteira entre Timor e Indonésia), a nível social (existe uma grande quantidade de deslocados em situações infra-humanas), a nível judicial e político (alguns elementos da milícias que espalharam o terror, aquando da aprovação da independência, continuam a pavonear-se neste território, com toda a impunidade, como se se tratassem de heróis populares)]
segunda-feira, maio 25, 2009
Madeira: Jaime Gama visita Ilhas Selvagens, consideradas "santuário ornitológico"
O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, visita terça-feira as Ilhas Selvagens, o extremo sul do território portugês, a mais antiga reserva natural portuguesa que é considerada um "santuário" para nidificação de aves.
Em 1971 foi criada a Reserva Natural das Ilhas Selvagens, a única de Portugal galardoada com o diploma Europeu do Conselho da Europa, tendo em conta a necessidade de defender a avifauna marinha que ali nidifica de predadores humanos que foram surgindo em maior número ao longo dos anos.
Este território a 250 quilómetros da Madeira e 165 das Ilhas Canárias, é constituído por duas ilhas principais - a Selvagem Grande, a Selvagem Pequena e o Ilhéu de Fora -e várias ilhotas, tendo têm uma área total de 273 hectares.
[É ridículo um certo medo em afirmar que a visita também é de soberania! Qual é o problema de afirmar que as Selvagens são território português? Agacham-se tanto que qualquer dia...]
Em 1971 foi criada a Reserva Natural das Ilhas Selvagens, a única de Portugal galardoada com o diploma Europeu do Conselho da Europa, tendo em conta a necessidade de defender a avifauna marinha que ali nidifica de predadores humanos que foram surgindo em maior número ao longo dos anos.
Este território a 250 quilómetros da Madeira e 165 das Ilhas Canárias, é constituído por duas ilhas principais - a Selvagem Grande, a Selvagem Pequena e o Ilhéu de Fora -e várias ilhotas, tendo têm uma área total de 273 hectares.
[É ridículo um certo medo em afirmar que a visita também é de soberania! Qual é o problema de afirmar que as Selvagens são território português? Agacham-se tanto que qualquer dia...]
domingo, maio 24, 2009
Venezuela: Língua portuguesa será opção no ensino oficial
O ensino da língua portuguesa será opção no ensino oficial a partir do próximo ano lectivo, disse hoje o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga.
"Tanto quanto nós temos informação, que nos é dada pelas autoridades venezuelanas, a partir do próximo ano lectivo estará em força com opção no sistema educativo", disse o governante, que se encontra em Carcacas.
Em diversas oportunidades o Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez, manifestou interesse em que a língua portuguesa fosse incluída no sistema oficial venezuelano, tendo chegado o idioma português a aparecer como uma opção para o corrente ano lectivo no "curriculum bolivariano" que não foi aplicado na prática.
Segundo António Braga "há uma iniciativa (nesse sentido) do Ministério de Educação, na Venezuela, e das universidades, portanto um processo que corre os seus termos normalmente".
"Tanto quanto nós temos informação, que nos é dada pelas autoridades venezuelanas, a partir do próximo ano lectivo estará em força com opção no sistema educativo", disse o governante, que se encontra em Carcacas.
Em diversas oportunidades o Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez, manifestou interesse em que a língua portuguesa fosse incluída no sistema oficial venezuelano, tendo chegado o idioma português a aparecer como uma opção para o corrente ano lectivo no "curriculum bolivariano" que não foi aplicado na prática.
Segundo António Braga "há uma iniciativa (nesse sentido) do Ministério de Educação, na Venezuela, e das universidades, portanto um processo que corre os seus termos normalmente".
sexta-feira, maio 22, 2009
Homenagem a João Bénard da Costa - O João Bénard
Por Miguel Esteves Cardoso
Ainda ontem
O João Bénard é um menino. É um menino que, a cada momento da vida, acabou de descobrir uma coisa. É sempre uma coisa maravilhosa que tem de abraçar com muita força mas depois largá-la para poder mostrá-la aos amigos e partilhá-la com toda a gente.Porque se não a partilhar, se não a cantar, se não se destruir a elogiá-la de maneira a ser tão irresistível como ele - até chegar a confundir-se com ele ao ponto de não sabermos qual amamos mais, se ele ou as coisas que ele nos ensinou a amar -, se não puder parti-la aos pedaços para poder dar um bocado a cada um, na esperança que todos a queiram reconstruir depois, ele já não é capaz de amar tanto aquela coisa, porque acredita que a coisa é grande e boa de mais para uma só pessoa e sente-se indigno de gozá-la sozinho. É assim o João Bénard.
O João Bénard é um amigo. É um amigo que, a cada momento da vida, faz sempre como se tivesse acabado de apaixonar-se por nós. Não lhe interessam nada as coisas que mudaram; as asneiras que fizemos; a decadência em que entrámos; a miséria que subjaz às nossas opiniões ou o grau de petrificação das nossas almas. Para ele, somos sempre os mesmos. É um leal. Está sempre connosco como se fôssemos tão frescos como ele. Puxa-nos pela manga da camisa; protege-nos da tempestade; desata a rir no meio das encrencas; arranja tabaco clandestino; deixa-nos subir para os ombros para vermos melhor; para saltar para o outro lado; mostra-nos fotografias nunca vistas, de actrizes lindas, escondidas debaixo da camisola - e faz tudo descaradamente; não se importa de ser apanhado; não tem vergonha nenhuma; é um prazer estar com ele; parece que todo o universo está em causa. É assim o João Bénard.O João Bénard é uma alma. É uma alma que, a cada momento da vida, desde que nasceu, sempre fez pouco do corpo e das coisinhas de que o corpo precisa. Tinha um corpo transparente, com a alma a ver-se lá dentro. Ou então era a alma que projectava o corpo no ecrã da pele. É por isso que todos nós o conhecemos como conhece Deus.
Deus, apresento-Te João Bénard. João Bénard, apresento-te Deus.
Ainda ontem
O João Bénard é um menino. É um menino que, a cada momento da vida, acabou de descobrir uma coisa. É sempre uma coisa maravilhosa que tem de abraçar com muita força mas depois largá-la para poder mostrá-la aos amigos e partilhá-la com toda a gente.Porque se não a partilhar, se não a cantar, se não se destruir a elogiá-la de maneira a ser tão irresistível como ele - até chegar a confundir-se com ele ao ponto de não sabermos qual amamos mais, se ele ou as coisas que ele nos ensinou a amar -, se não puder parti-la aos pedaços para poder dar um bocado a cada um, na esperança que todos a queiram reconstruir depois, ele já não é capaz de amar tanto aquela coisa, porque acredita que a coisa é grande e boa de mais para uma só pessoa e sente-se indigno de gozá-la sozinho. É assim o João Bénard.
O João Bénard é um amigo. É um amigo que, a cada momento da vida, faz sempre como se tivesse acabado de apaixonar-se por nós. Não lhe interessam nada as coisas que mudaram; as asneiras que fizemos; a decadência em que entrámos; a miséria que subjaz às nossas opiniões ou o grau de petrificação das nossas almas. Para ele, somos sempre os mesmos. É um leal. Está sempre connosco como se fôssemos tão frescos como ele. Puxa-nos pela manga da camisa; protege-nos da tempestade; desata a rir no meio das encrencas; arranja tabaco clandestino; deixa-nos subir para os ombros para vermos melhor; para saltar para o outro lado; mostra-nos fotografias nunca vistas, de actrizes lindas, escondidas debaixo da camisola - e faz tudo descaradamente; não se importa de ser apanhado; não tem vergonha nenhuma; é um prazer estar com ele; parece que todo o universo está em causa. É assim o João Bénard.O João Bénard é uma alma. É uma alma que, a cada momento da vida, desde que nasceu, sempre fez pouco do corpo e das coisinhas de que o corpo precisa. Tinha um corpo transparente, com a alma a ver-se lá dentro. Ou então era a alma que projectava o corpo no ecrã da pele. É por isso que todos nós o conhecemos como conhece Deus.
Deus, apresento-Te João Bénard. João Bénard, apresento-te Deus.
Homenagem a João Bénard da Costa - João Bénard da Costa: esta vida não acabou aqui
Texto de Alexandra Lucas Coelho
in Público
Num dos muitos textos que escreveu para transmitir a paixão - por Rosselini, Mozart, Marlene, Marilyn, a Arrábida, Florença, Ticiano ou Proust -, João Bénard da Costa descreve Gary Cooper como o "homem com qualidades".
Mas talvez nenhuma outra expressão descreva melhor o próprio Bénard.Antítese do homem indistinto, amoral e neutro, João Bénard da Costa foi, ao longo do último meio século, um homem de qualidades transbordantes, com a paixão dos que querem converter os outros.
Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1382207
in Público
Num dos muitos textos que escreveu para transmitir a paixão - por Rosselini, Mozart, Marlene, Marilyn, a Arrábida, Florença, Ticiano ou Proust -, João Bénard da Costa descreve Gary Cooper como o "homem com qualidades".
Mas talvez nenhuma outra expressão descreva melhor o próprio Bénard.Antítese do homem indistinto, amoral e neutro, João Bénard da Costa foi, ao longo do último meio século, um homem de qualidades transbordantes, com a paixão dos que querem converter os outros.
Ver http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1382207
Antigo embaixador em Portugal candidato a Presidente da Moldávia
Um grupo de deputados do parlamento da Moldávia apresentou hoje a candidatura de Andrei Negutsa, actual embaixador moldavo na Rússia e antigo representante diplomático do país em Portugal, à presidência do país.
Os documentos necessários entraram hoje na comissão parlamentar especial, confirmou a secretária desse órgão, Irina Vlaj, à agência noticiosa russa Ria-Novosti.
Depois de gorada a primeira tentativa de eleger o Presidente da Moldávia no início da semana, o parlamento irá realizar a segunda tentativa no próximo dia 28 de Maio.
Aos comunistas moldavos, que têm 60 dos 101 assentos, faltou um voto para eleger a candidata Zinaida Grechanii, primeira-ministra em exercício, como chefe de Estado em substituição de Vladimir Voronin, que não se pode recandidatar por ter já cumprido dois mandatos presidenciais consecutivos.
A oposição tem 41 deputados e boicotou a votação.
Na véspera da eleição, o vice-presidente do parlamento moldavo, Vladimir Tsukan, preveniu que "se Zinaida Grechanii não reunir o número de votos suficientes na segunda tentativa, o Presidente em exercício terá de dissolver a Assembleia Legislativa, tal como exige a Constituição".
A candidatura de Andrei Negutsa parece visar evitar esse cenário, conquistando algum do apoio dos deputados da oposição.
Negutsa, que nasceu em 1952, formou-se em Sociologia na Universidade de Odessa (Ucrânia).
Em 1998 e 2001, foi eleito deputado nas listas do Partido dos Comunistas.
Em Novembro de 2003, foi nomeado embaixador em França (e em Espanha e Portugal por inerência). Em 2006, passou a representar a Moldávia junto do Conselho da Europa e, em 2008, foi nomeado embaixador na Rússia.
Os documentos necessários entraram hoje na comissão parlamentar especial, confirmou a secretária desse órgão, Irina Vlaj, à agência noticiosa russa Ria-Novosti.
Depois de gorada a primeira tentativa de eleger o Presidente da Moldávia no início da semana, o parlamento irá realizar a segunda tentativa no próximo dia 28 de Maio.
Aos comunistas moldavos, que têm 60 dos 101 assentos, faltou um voto para eleger a candidata Zinaida Grechanii, primeira-ministra em exercício, como chefe de Estado em substituição de Vladimir Voronin, que não se pode recandidatar por ter já cumprido dois mandatos presidenciais consecutivos.
A oposição tem 41 deputados e boicotou a votação.
Na véspera da eleição, o vice-presidente do parlamento moldavo, Vladimir Tsukan, preveniu que "se Zinaida Grechanii não reunir o número de votos suficientes na segunda tentativa, o Presidente em exercício terá de dissolver a Assembleia Legislativa, tal como exige a Constituição".
A candidatura de Andrei Negutsa parece visar evitar esse cenário, conquistando algum do apoio dos deputados da oposição.
Negutsa, que nasceu em 1952, formou-se em Sociologia na Universidade de Odessa (Ucrânia).
Em 1998 e 2001, foi eleito deputado nas listas do Partido dos Comunistas.
Em Novembro de 2003, foi nomeado embaixador em França (e em Espanha e Portugal por inerência). Em 2006, passou a representar a Moldávia junto do Conselho da Europa e, em 2008, foi nomeado embaixador na Rússia.
quinta-feira, maio 21, 2009
Cheirinho de Mudança?!
E ainda bem...
in "Portugal Contemporâneo"
Quem escreve estas linhas foi, ao longo de toda a sua vida, ferozmente republicano e ferozmente anti-monárquico. O raciocínio era muito frágil e baseava-se, essencialmente, não na dimensão política e histórica da monarquia, mas nas tristíssimas figuras dos nossos monárquicos.
in "Portugal Contemporâneo"
A questão coloca-se, pelo menos na aparência, nestes termos: como pode funcionar e que futuro poderá ter um país onde, ao fim de trinta e cinco anos de regime democrático, o estado não realiza as suas funções essenciais, a justiça é de péssima qualidade, a educação medíocre, a segurança muito frágil e a piorar, onde o mercado e a economia privada são quase inexistentes, onde não existe um desígnio nacional que una os cidadãos, onde a instabilidade governativa é regra, e onde ninguém parece saber o que fazer?
Os portugueses são, de facto, propensos à instabilidade e muito pouco vocacionados para a formação de instituições sociais fortes e representativas dos seus interesses e necessidades. A classe política, por sua vez, espelha bem o que é a natureza dos portugueses. É imediatista, não pensa a médio, longo prazo, consome-se em questiúnculas de menor importância, agarra-se vorazmente ao poder assim que o alcança. Por outro lado, não se respeita, nem dentro dos próprios partidos, menos ainda entre os diferentes partidos. Não consegue, assim, estabelecer metas, objectivos e métodos para o desenvolvimento do país, inalteráveis seja qual for o partido do governo que se suceda. Ora, uma das razões do sucesso de países subdesenvolvidos foi, nos últimos anos, manter as políticas, mesmo que mudem os políticos.
Estranhamente, por razões que, para mim, permanecem incompreensíveis, a monarquia constitucional estabelece um elo de ligação entre os cidadãos e a comunidade política que não se encontra na república. Ela tem consolidado política e socialmente os países onde vigora e estabelece um princípio de ordem e de harmonia que é muito considerável
Quem escreve estas linhas foi, ao longo de toda a sua vida, ferozmente republicano e ferozmente anti-monárquico. O raciocínio era muito frágil e baseava-se, essencialmente, não na dimensão política e histórica da monarquia, mas nas tristíssimas figuras dos nossos monárquicos.
De facto, não se pode confundir a monarquia com os monárquicos, sequer com a pessoa do rei...A solução é, claramente, a da monarquia constitucional. Julgo que não é difícil demonstrá-lo.
Texto integral aqui
quarta-feira, maio 20, 2009
Moldávia: candidata comunista falha por 1 voto eleição para PR
A candidata comunista à presidência da Moldávia, Zinaida Greceanii, falhou hoje por um voto a eleição no parlamento, que marcou um novo escrutínio para dia 28 de Maio.
O Partido Comunista da Moldávia, que venceu as eleições legislativas no princípio do mês, conquistou 60 dos 101 deputados do parlamento, mas para conseguir eleger o Presidente da República necessita do apoio de 61 deputados.
A oposição, que considera que os resultados do escrutínio foram falsificados, não participou na votação secreta, tendo por isso faltado um voto para que Zinaida Greceanii fosse eleita para o cargo.
O outro candidato, Stanislav Groppu, não recebeu qualquer voto.
No discurso programático, Zinaida Greceanii apresentou como prioridades a solução pacífica do problema da Transdniestria, região separatista da Moldávia, a aceleração da integração europeia, o incremento da cooperação com a Comunidade de Estados Independentes e a construção de um Estado socialmente orientado.
A candidata a PR afirmou também a intenção de conservar o estatuto neutro do país, recusando a adesão a qualquer bloco militar.
No seu programa, Zinaida Greceanii prometeu aumentar os esforços para superar as consequências da crise militar e intensificar as reformas económicas.
O nome da candidata foi avançado pelo ainda Presidente da Moldávia, Vladimir Voronin, que, após abandonar o cargo, passará a chefiar o parlamento do país.
O Partido Comunista da Moldávia, que venceu as eleições legislativas no princípio do mês, conquistou 60 dos 101 deputados do parlamento, mas para conseguir eleger o Presidente da República necessita do apoio de 61 deputados.
A oposição, que considera que os resultados do escrutínio foram falsificados, não participou na votação secreta, tendo por isso faltado um voto para que Zinaida Greceanii fosse eleita para o cargo.
O outro candidato, Stanislav Groppu, não recebeu qualquer voto.
No discurso programático, Zinaida Greceanii apresentou como prioridades a solução pacífica do problema da Transdniestria, região separatista da Moldávia, a aceleração da integração europeia, o incremento da cooperação com a Comunidade de Estados Independentes e a construção de um Estado socialmente orientado.
A candidata a PR afirmou também a intenção de conservar o estatuto neutro do país, recusando a adesão a qualquer bloco militar.
No seu programa, Zinaida Greceanii prometeu aumentar os esforços para superar as consequências da crise militar e intensificar as reformas económicas.
O nome da candidata foi avançado pelo ainda Presidente da Moldávia, Vladimir Voronin, que, após abandonar o cargo, passará a chefiar o parlamento do país.
Tâmiles vencidos por general que descende de portugueses
No espaço dum ano, a guerrilha tâmil viu reduzida a sua influência a uma área de menos de dois quilómetros quadrados e deixou de existir militarmente. O responsável por esta proeza é o general Sarath Fonseka.^
No dia em que foram mostradas fotos do fundador e líder dos Tigres de Libertação do Eelam Tâmil (TLET), Velupillai Prabhakaran, morto no último reduto da guerrilha, o comandante do exército do Sri Lanka, general Fonseka, era um homem satisfeito. Ele próprio o disse em termos claros: "Estou muito contente por confirmar que matámos Prabhakaran, esse brutal dirigente terrorista."
Além do dever de derrotar militarmente os TLET, Fonseka, cujo patronímico assinala a presença portuguesa no antigo Ceilão conseguiu vencer aqueles que o tentaram matar num atentado à bomba em Abril de 2006. A guerrilha estava consciente do que representava a escolha para a chefia do exército deste nacionalista cingalês - que não teme revelar as suas opiniões sobre a maioria e as minorias no país, entre as quais os tâmiles. A estratégia do Presidente Mahinda Rajapakse de eliminar os TLET tinha encontrado o executor perfeito.
Um executor que já provara as suas qualidades em diversas operações em que os tâmiles foram derrotados, desde os anos 90. Após 14 anos de combates com os TLET, Fonseka conhecia-os quase tão bem como Prabhakaran os conhecia.
Fonseka aumentou a despesa com a defesa, que cresceu quase 50%, encetou uma campanha de aquisições de armamento e delineou uma estratégia simples: forçou a guerrilha a um confronto convencional que esta nunca poderia ganhar.
Talvez por isso, em 2008, Fonseka autopropôs-se para a mais alta condecoração militar do país - que lhe foi concedida.O seu nível de auto-estima pode medir-se pela declaração pouco elegante que fez sobre o comandante Karuna (que desertou da guerrilha em 2004, enfraquecendo-a significativamente), considerando uma "vergonha" pensar que a "deserção de um guerrilheiro tâmil influencia o resultado da guerra".
Uma guerra que ficou ontem provado ter terminado com a morte de Prabhakaran, que tentou a fuga na passada segunda-feira das últimas posições da guerrilha, segundo a versão oficial.
A preocupação das autoridades cingalesas em mostrarem o rosto barbeado de Prabhakaran (quando corriam rumores de que deixara crescer barba) explica como era importante demonstrar que alcançara a vitória sobre uma guerrilha outrora temível. No seu apogeu, os TLET controlaram um terço do Sri Lanka, assassinaram vários governantes cingaleses e mobilizaram milhares de seguidores. Nos dias que antecederam a morte de Prabhakaran e da maioria da direcção da guerrilha, não controlavam mais de dois quilómetros quadrados de terreno.
[>Em 9 de Julho de 2008, o Tasquinha noticiou que o General Sarath Fonseka anunciara o isolamento do Tigres Tâmil. O nome Fonseka tem origem no vocábulo português Fonseca, que por sua vez deriva dum nome sefardita. Existia uma importante comunidade de sefarditas em Portugal no momento em que se inicia a expansão em África e na Ásia. No século XVI, à medida que se afirma a presença português na então ilha de Ceilão, muitos membros de clãs aderem ao cristianismo e são baptizados, adoptando os nomes dos seus "padrinhos" portugueses. Daí a profusão de Andrades, Pereira, Fernandes, Fonsekas e Pinto como patronímicos. Estes nomes sofreram alterações à medida que novas influências coloniais ( holandesa ou a britânica) se afirmaram.]
No dia em que foram mostradas fotos do fundador e líder dos Tigres de Libertação do Eelam Tâmil (TLET), Velupillai Prabhakaran, morto no último reduto da guerrilha, o comandante do exército do Sri Lanka, general Fonseka, era um homem satisfeito. Ele próprio o disse em termos claros: "Estou muito contente por confirmar que matámos Prabhakaran, esse brutal dirigente terrorista."
Além do dever de derrotar militarmente os TLET, Fonseka, cujo patronímico assinala a presença portuguesa no antigo Ceilão conseguiu vencer aqueles que o tentaram matar num atentado à bomba em Abril de 2006. A guerrilha estava consciente do que representava a escolha para a chefia do exército deste nacionalista cingalês - que não teme revelar as suas opiniões sobre a maioria e as minorias no país, entre as quais os tâmiles. A estratégia do Presidente Mahinda Rajapakse de eliminar os TLET tinha encontrado o executor perfeito.
Um executor que já provara as suas qualidades em diversas operações em que os tâmiles foram derrotados, desde os anos 90. Após 14 anos de combates com os TLET, Fonseka conhecia-os quase tão bem como Prabhakaran os conhecia.
Fonseka aumentou a despesa com a defesa, que cresceu quase 50%, encetou uma campanha de aquisições de armamento e delineou uma estratégia simples: forçou a guerrilha a um confronto convencional que esta nunca poderia ganhar.
Talvez por isso, em 2008, Fonseka autopropôs-se para a mais alta condecoração militar do país - que lhe foi concedida.O seu nível de auto-estima pode medir-se pela declaração pouco elegante que fez sobre o comandante Karuna (que desertou da guerrilha em 2004, enfraquecendo-a significativamente), considerando uma "vergonha" pensar que a "deserção de um guerrilheiro tâmil influencia o resultado da guerra".
Uma guerra que ficou ontem provado ter terminado com a morte de Prabhakaran, que tentou a fuga na passada segunda-feira das últimas posições da guerrilha, segundo a versão oficial.
A preocupação das autoridades cingalesas em mostrarem o rosto barbeado de Prabhakaran (quando corriam rumores de que deixara crescer barba) explica como era importante demonstrar que alcançara a vitória sobre uma guerrilha outrora temível. No seu apogeu, os TLET controlaram um terço do Sri Lanka, assassinaram vários governantes cingaleses e mobilizaram milhares de seguidores. Nos dias que antecederam a morte de Prabhakaran e da maioria da direcção da guerrilha, não controlavam mais de dois quilómetros quadrados de terreno.
[>Em 9 de Julho de 2008, o Tasquinha noticiou que o General Sarath Fonseka anunciara o isolamento do Tigres Tâmil. O nome Fonseka tem origem no vocábulo português Fonseca, que por sua vez deriva dum nome sefardita. Existia uma importante comunidade de sefarditas em Portugal no momento em que se inicia a expansão em África e na Ásia. No século XVI, à medida que se afirma a presença português na então ilha de Ceilão, muitos membros de clãs aderem ao cristianismo e são baptizados, adoptando os nomes dos seus "padrinhos" portugueses. Daí a profusão de Andrades, Pereira, Fernandes, Fonsekas e Pinto como patronímicos. Estes nomes sofreram alterações à medida que novas influências coloniais ( holandesa ou a britânica) se afirmaram.]
terça-feira, maio 19, 2009
Symington possuem 25 quintas no Douro e já conquistaram 120 mercados
A Symington Family Estates possui 25 propriedades no Douro, onde são produzidos vinhos do Porto e Douro DOC que já são vendidos em 120 países, disse um dos elementos da família.
Charles Symington, enólogo de 39 anos, é um dos vários membros da família que se envolvem directamente na produção e comercialização dos vinhos produzidos no Douro, a mais antiga região demarcada do mundo.
Segundo ele, os vinhos produzidos nas 25 quintas espalhadas pela região duriense, desde Lamego, passando por Vila Nova de Foz até ao vale da Vilariça, são vendidos em 120 mercados internacionais. São cerca de 2000 hectares de propriedades e 900 de vinha.
"Mais de 95 por cento do nosso negócio é exportação. O vinho do Porto é um vinho clássico que está divulgado por quase todo o mundo", salientou.
Após o "sucesso" alcançado nos Estados Unidos da América, abrem-se agora as portas do Leste para os vinhos do Porto, como da Rússia e Polónia.
Os membros da família estão activamente envolvidos na gestão diária da Graham's, uma das suas principais marcas.
Charles referiu mesmo que, desde a vinha ao processo de vinificação, do envelhecimento ao engarrafamento, um dos Symington é directamente responsável por cada garrafa de vinho do Porto da Graham's produzida.
Para além desta marca, os Symington são ainda responsáveis pela produção do vinho do Porto Warre's, Dow's, Smith Woodhouse, Quinta do Vesúvio.
Embora especialista em vinho do Porto, esta família produz também vinhos de mesa como o Altano, Post Scriptum e Chryseia, gama que será agora alargada com o Douro DOC Quinta do Vesúvio 2007.
"O vinho de mesa representa à volta de 5%da totalidade da nossa produção. Mas, devido ao grande investimento na plantação de novas vinhas estamos numa situação de termos matéria-prima para produzir vinhos de alta qualidade das duas gamas", salientou.
Charles Symington diz que faz "todo o sentido" um produtor de vinho do Porto ter também vinho de mesa em oferta.
A linhagem da família Symington no comércio de Vinho do Porto estende-se por um período de mais de 350 anos, através de 13 gerações, desde Walter Maynard (cônsul inglês no Porto em 1659) até à actual geração.
Mas não é só de vinho que fala a história desta família.
Os Symington possuem uma filosofia de responsabilidade social com vista ao apoio de instituições carenciadas na área da saúde, da terceira idade e da infância, em regiões onde a empresa tem actividade económica, como é o caso da Região Demarcada do Douro.
Nos vários apoios concedidos pela Symington ao longo dos anos incluem-se a aquisição de equipamentos para o Hospital Maria Pia e para a unidade de Neonatologia do Hospital de Santo António, ambos no Porto, a oferta de equipamento electrónico de cirurgia para o Hospital de Vila Real, equipamento de raio X e de suporte de vida para o Centro de Saúde de Alijó e uma ambulância para os bombeiros do Pinhão.
Charles Symington, enólogo de 39 anos, é um dos vários membros da família que se envolvem directamente na produção e comercialização dos vinhos produzidos no Douro, a mais antiga região demarcada do mundo.
Segundo ele, os vinhos produzidos nas 25 quintas espalhadas pela região duriense, desde Lamego, passando por Vila Nova de Foz até ao vale da Vilariça, são vendidos em 120 mercados internacionais. São cerca de 2000 hectares de propriedades e 900 de vinha.
"Mais de 95 por cento do nosso negócio é exportação. O vinho do Porto é um vinho clássico que está divulgado por quase todo o mundo", salientou.
Após o "sucesso" alcançado nos Estados Unidos da América, abrem-se agora as portas do Leste para os vinhos do Porto, como da Rússia e Polónia.
Os membros da família estão activamente envolvidos na gestão diária da Graham's, uma das suas principais marcas.
Charles referiu mesmo que, desde a vinha ao processo de vinificação, do envelhecimento ao engarrafamento, um dos Symington é directamente responsável por cada garrafa de vinho do Porto da Graham's produzida.
Para além desta marca, os Symington são ainda responsáveis pela produção do vinho do Porto Warre's, Dow's, Smith Woodhouse, Quinta do Vesúvio.
Embora especialista em vinho do Porto, esta família produz também vinhos de mesa como o Altano, Post Scriptum e Chryseia, gama que será agora alargada com o Douro DOC Quinta do Vesúvio 2007.
"O vinho de mesa representa à volta de 5%da totalidade da nossa produção. Mas, devido ao grande investimento na plantação de novas vinhas estamos numa situação de termos matéria-prima para produzir vinhos de alta qualidade das duas gamas", salientou.
Charles Symington diz que faz "todo o sentido" um produtor de vinho do Porto ter também vinho de mesa em oferta.
A linhagem da família Symington no comércio de Vinho do Porto estende-se por um período de mais de 350 anos, através de 13 gerações, desde Walter Maynard (cônsul inglês no Porto em 1659) até à actual geração.
Mas não é só de vinho que fala a história desta família.
Os Symington possuem uma filosofia de responsabilidade social com vista ao apoio de instituições carenciadas na área da saúde, da terceira idade e da infância, em regiões onde a empresa tem actividade económica, como é o caso da Região Demarcada do Douro.
Nos vários apoios concedidos pela Symington ao longo dos anos incluem-se a aquisição de equipamentos para o Hospital Maria Pia e para a unidade de Neonatologia do Hospital de Santo António, ambos no Porto, a oferta de equipamento electrónico de cirurgia para o Hospital de Vila Real, equipamento de raio X e de suporte de vida para o Centro de Saúde de Alijó e uma ambulância para os bombeiros do Pinhão.
quinta-feira, maio 14, 2009
TVE emite hino espanhol em diferido por causa dos assobios
A televisão pública atribui a um erro humano a omissão dos assobios, na versão do hino que passou durante o intervalo. Adeptos do Barcelona e do Athletic Bilbau vaiaram a “Marcha de Granaderos” e os reis de Espanha, que estavam a assistir nas bancadas à final da Taça. A imprensa espanhola apelidou o acto de "censura".
Já era de esperar. Parte dos adeptos do Barcelona e do Atlhletic Club assobiaram o hino espanhol quando este começou a ser tocado no estádio Mestalla, em Valência, onde se disputou a final da Taça de Espanha, ganha pelo Barcelona (4-1). Milhares de pessoas quiseram sobrepor com vaias o som do hino quando os jogadores estavam no campo antes do início do jogo. Com a assobiadela dos adeptos bascos e catalães quando a “marcha de Granaderos” passou nos altifalantes do estádio, durante largos 50 segundos, a Televisão Espanhola, que transmitia o jogo em directo, aproveitou o momento para mostrar imagens de San Mamés e na Catalunha, local onde estavam milhares de seguidores do Athletic e do Barcelona, e deixou os telespectadores sem escutar o protesto das pessoas que foram ao estádio. De acordo com o "AS", "não se viu em directo uma só imagem dos jogadores a ouvir o hino".
Assim que terminou a primeira parte, a TVE ofereceu à audiência a versão do hino espanhol, mas em diferido e sem que se conseguisse ouvir os assobios nem as tarjas que muitos levaram para o estádio. A imprensa espanhola apelida este acto de “censura”.A cadeia de televisão emitiu, depois, um comunicado a pedir desculpas pelo sucedido e atribuiu a um erro humano a suposta falha técnica. Aos assobios, no estádio podia também ver-se uma tarja enorme no lado dos adeptos do Barcelona: “We are nations of Europe, Good Bye Spain”, somos nações da Europa, adeus Espanha, com uma fotografia de Rajoy e Zapatero por baixo, escreve o "El País". Segundo a "Marca", o locutor da TVE, Juan Carlos Rivero, pediu desculpa por não ter podido oferecer o hino em directo, mostrando também os jogadores e imagens de adeptos "bem comportados" nas bancadas.
Já era de esperar. Parte dos adeptos do Barcelona e do Atlhletic Club assobiaram o hino espanhol quando este começou a ser tocado no estádio Mestalla, em Valência, onde se disputou a final da Taça de Espanha, ganha pelo Barcelona (4-1). Milhares de pessoas quiseram sobrepor com vaias o som do hino quando os jogadores estavam no campo antes do início do jogo. Com a assobiadela dos adeptos bascos e catalães quando a “marcha de Granaderos” passou nos altifalantes do estádio, durante largos 50 segundos, a Televisão Espanhola, que transmitia o jogo em directo, aproveitou o momento para mostrar imagens de San Mamés e na Catalunha, local onde estavam milhares de seguidores do Athletic e do Barcelona, e deixou os telespectadores sem escutar o protesto das pessoas que foram ao estádio. De acordo com o "AS", "não se viu em directo uma só imagem dos jogadores a ouvir o hino".
Assim que terminou a primeira parte, a TVE ofereceu à audiência a versão do hino espanhol, mas em diferido e sem que se conseguisse ouvir os assobios nem as tarjas que muitos levaram para o estádio. A imprensa espanhola apelida este acto de “censura”.A cadeia de televisão emitiu, depois, um comunicado a pedir desculpas pelo sucedido e atribuiu a um erro humano a suposta falha técnica. Aos assobios, no estádio podia também ver-se uma tarja enorme no lado dos adeptos do Barcelona: “We are nations of Europe, Good Bye Spain”, somos nações da Europa, adeus Espanha, com uma fotografia de Rajoy e Zapatero por baixo, escreve o "El País". Segundo a "Marca", o locutor da TVE, Juan Carlos Rivero, pediu desculpa por não ter podido oferecer o hino em directo, mostrando também os jogadores e imagens de adeptos "bem comportados" nas bancadas.
quarta-feira, maio 13, 2009
Como Gibraltar pode influenciar as eleições no Reino Unido
in news.bbc.co.uk
O rochedo de Gibraltar situa-se na ponta de Esapanha com África à vista.
Tem o sol mediterrâneo nas costas, mas a 4 de Junho tornar-se-á uma cidade no sudoeste de Inglaterra, assim como Falmouth ou Swindon.
Os aproximadamente 18000 eleitores de Gibraltar ajudarão a escolher quem representará o Sudoeste de Inglaterra no Parlamento Europeu.
Os habitantes de Gibraltar votam com muito maior entusiasmo do que os seus concidadãos britânicos. A primeira vez que votaram nas eleições europeias de 2004, a ida às urnas foi quase o dobro do que a média britância, nos 60%.
Direito a votar
Os taxistas Wilfred Lima e Lea Manasco são verdeiros gibraltenhos - os seus pais e avós vivem no rochedo. Eles explicam que gostam de votar. "Claro que votar é algo muito popular por aqui", diz o senhor Manasco. "Tivemos que lutar por isso e eis que aqui chegámos. Claro que é importante para nós."
Os gibraltenhos só recentemente ganharam o direito de votar para o Parlamento Europeu, depois de terem alcançado a vitória no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos em Estrasburgo.
O governo britânico primeiro opôs-se à ideia, mas depois decidiu considerar Gibraltar como parte do Reino Unido, com semelhantes tradições militares e navais. E escolheram o sudoeste do país.
O Senhor Lima afirma: "Não se esqueça que nos juntámos à Europa em 1973, juntamente com o Reino da Grã-Bretanha. Espanha juntou-se em 1986, e por isso temos agora direito a votar. Tivemos de lutar pelo direito a votar mas conseguimo-lo."
A área eleitoral chama-se agora oficialmente Sudoeste de Inglaterra e Gibraltar, mas o eleitorado do rochedo é uma pequena parte do total, cerca de 1%. Por pequena que seja, é importante para o Ministro-chefe Peter Caruana.
Segundo ele, tendo lutado tanto pelo voto, as pessoas estão desejosas para exercer esse direito: "Sabe, muitas vezes, o que se consegue sem luta é dado por adquirido e aquilo que se lutou para ter sai mais valorizado." "Desta forma, tivemos de ir até ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos para o conseguir, pelo que é bom que nos demos ao trabalho de o exercer."
No referendo de 2002, 99% da população de Gibraltar votou contra as propostas de soberania conjunta com os vizinhos de Espanha. O voto não foi oficialmente reconhecido pela Espanha ou pelo Reino Unido, contudo, nenhum pode ignorar este "grito mudo" para manter o status quo.
O Ministro-chefe acredita que a reclamação espanhola por Gibraltar fez com que os habitantes estivessem muio mais dispostos a expressar-se democraticamente.
"Gibraltar é um sítio pequeno, as pessoas são muito politizadas, muito informadas politicamente, e a política está, por aqui, em todos os aspectos da vida," explica.
"Em Gibraltar temos uma grande tradição de ida às urnas, e assim acontecerá também nas eleições europeias."
Com as suas cabines telefónicas encarnadas e os tradicionais bobbies (polícias), Gibraltar parece e sente-se ser Britância.
Linha vermelha
Mas quando chega a altura de votar, certamente que farão as coisas de maneira diferente. Para ajudar os enfermos e idosos no dia das eleições, uma urna eleitoral andará pelo rochedo, acompanhada por elementos da polícia.
À volta das 12 mesas eleitorais de Gibraltar está pintada uma linha vermelha. Marca um limite que os candidatos e responsáveis eleitorais não podem pisar, a não ser para votar neles próprios. Os transgressores podem ser detidos.
Conforme os gibraltenhos se preparam para votar novamente, já se comenta em alguns jornais a possibilidade de conseguir um Deputado europeu próprio. Algo que parece muito irreaslista, tendo em conta o pequeno número de eleitores do local. Por agora, os eleitores do rochedo desfrutam o simples prazer de fazer parte do acto.
[Relativamente a Olivença o governo português continua a fingir-se "cego, surdo e mudo". A recente proposta de D. Duarte Pio, Duque de Bragança, não obteve reacções nas esferas diplomáticas, sintoma (mau) de que este tão relevante assunto continua a não ser importante para quem governa o país, numa tentativa de não afrontar os vizinhos castelhanos. Citando D. Duarte Pio de Bragança: " Os castelhanos só respeitam quem sabem exigir justiça, nunca quem se agacha".]
O rochedo de Gibraltar situa-se na ponta de Esapanha com África à vista.
Tem o sol mediterrâneo nas costas, mas a 4 de Junho tornar-se-á uma cidade no sudoeste de Inglaterra, assim como Falmouth ou Swindon.
Os aproximadamente 18000 eleitores de Gibraltar ajudarão a escolher quem representará o Sudoeste de Inglaterra no Parlamento Europeu.
Os habitantes de Gibraltar votam com muito maior entusiasmo do que os seus concidadãos britânicos. A primeira vez que votaram nas eleições europeias de 2004, a ida às urnas foi quase o dobro do que a média britância, nos 60%.
Direito a votar
Os taxistas Wilfred Lima e Lea Manasco são verdeiros gibraltenhos - os seus pais e avós vivem no rochedo. Eles explicam que gostam de votar. "Claro que votar é algo muito popular por aqui", diz o senhor Manasco. "Tivemos que lutar por isso e eis que aqui chegámos. Claro que é importante para nós."
Os gibraltenhos só recentemente ganharam o direito de votar para o Parlamento Europeu, depois de terem alcançado a vitória no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos em Estrasburgo.
O governo britânico primeiro opôs-se à ideia, mas depois decidiu considerar Gibraltar como parte do Reino Unido, com semelhantes tradições militares e navais. E escolheram o sudoeste do país.
O Senhor Lima afirma: "Não se esqueça que nos juntámos à Europa em 1973, juntamente com o Reino da Grã-Bretanha. Espanha juntou-se em 1986, e por isso temos agora direito a votar. Tivemos de lutar pelo direito a votar mas conseguimo-lo."
A área eleitoral chama-se agora oficialmente Sudoeste de Inglaterra e Gibraltar, mas o eleitorado do rochedo é uma pequena parte do total, cerca de 1%. Por pequena que seja, é importante para o Ministro-chefe Peter Caruana.
Segundo ele, tendo lutado tanto pelo voto, as pessoas estão desejosas para exercer esse direito: "Sabe, muitas vezes, o que se consegue sem luta é dado por adquirido e aquilo que se lutou para ter sai mais valorizado." "Desta forma, tivemos de ir até ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos para o conseguir, pelo que é bom que nos demos ao trabalho de o exercer."
No referendo de 2002, 99% da população de Gibraltar votou contra as propostas de soberania conjunta com os vizinhos de Espanha. O voto não foi oficialmente reconhecido pela Espanha ou pelo Reino Unido, contudo, nenhum pode ignorar este "grito mudo" para manter o status quo.
O Ministro-chefe acredita que a reclamação espanhola por Gibraltar fez com que os habitantes estivessem muio mais dispostos a expressar-se democraticamente.
"Gibraltar é um sítio pequeno, as pessoas são muito politizadas, muito informadas politicamente, e a política está, por aqui, em todos os aspectos da vida," explica.
"Em Gibraltar temos uma grande tradição de ida às urnas, e assim acontecerá também nas eleições europeias."
Com as suas cabines telefónicas encarnadas e os tradicionais bobbies (polícias), Gibraltar parece e sente-se ser Britância.
Linha vermelha
Mas quando chega a altura de votar, certamente que farão as coisas de maneira diferente. Para ajudar os enfermos e idosos no dia das eleições, uma urna eleitoral andará pelo rochedo, acompanhada por elementos da polícia.
À volta das 12 mesas eleitorais de Gibraltar está pintada uma linha vermelha. Marca um limite que os candidatos e responsáveis eleitorais não podem pisar, a não ser para votar neles próprios. Os transgressores podem ser detidos.
Conforme os gibraltenhos se preparam para votar novamente, já se comenta em alguns jornais a possibilidade de conseguir um Deputado europeu próprio. Algo que parece muito irreaslista, tendo em conta o pequeno número de eleitores do local. Por agora, os eleitores do rochedo desfrutam o simples prazer de fazer parte do acto.
[Relativamente a Olivença o governo português continua a fingir-se "cego, surdo e mudo". A recente proposta de D. Duarte Pio, Duque de Bragança, não obteve reacções nas esferas diplomáticas, sintoma (mau) de que este tão relevante assunto continua a não ser importante para quem governa o país, numa tentativa de não afrontar os vizinhos castelhanos. Citando D. Duarte Pio de Bragança: " Os castelhanos só respeitam quem sabem exigir justiça, nunca quem se agacha".]
ViniPortugal quer reforçar triângulo China-Hong Kong-Macau
As exportações de vinhos portugueses para o triângulo Hong Kong/Macau/China estão a crescer, mas a ViniPortugal quer reforçar esta presença dos produtos nacionais na região, disse hoje Márcio Ferreira.
“Estamos a registar crescimentos significativos e importantes para o sector vitivinícola português, mas é necessário continuar a trabalhar estes mercados com presenças assíduas dos produtores no contacto directo com os operadores do sector da hotelaria e com os importadores locais”, explicou Ferreira, que lidera uma delegação da ViniPortugal numa deslocação a Hong Kong.
Contactado telefonicamente a partir de Macau, Márcio Ferreira referiu que, apesar de ser ainda um mercado pequeno com apenas 120.000 litros de vinho vendido em 2008, as exportações portuguesas para Hong Kong aumentaram 26% em volume naquele ano e 44% em valor para um total de 1,3 milhões de dólares.
“Estamos a trabalhar e vamos obtendo alguns resultados e nesta terceira visita a Hong Kong verificamos que há um interesse crescente pelos vinhos portugueses”, disse.
“Estamos a registar crescimentos significativos e importantes para o sector vitivinícola português, mas é necessário continuar a trabalhar estes mercados com presenças assíduas dos produtores no contacto directo com os operadores do sector da hotelaria e com os importadores locais”, explicou Ferreira, que lidera uma delegação da ViniPortugal numa deslocação a Hong Kong.
Contactado telefonicamente a partir de Macau, Márcio Ferreira referiu que, apesar de ser ainda um mercado pequeno com apenas 120.000 litros de vinho vendido em 2008, as exportações portuguesas para Hong Kong aumentaram 26% em volume naquele ano e 44% em valor para um total de 1,3 milhões de dólares.
“Estamos a trabalhar e vamos obtendo alguns resultados e nesta terceira visita a Hong Kong verificamos que há um interesse crescente pelos vinhos portugueses”, disse.
"Adiamento da conferência quadripartida foi duro golpe"
in Notícias Lusófonas
O líder da Fretilin, o maior partido no Parlamento Nacional de Díli, na oposição, garantiu hoje que o adiamento da conferência quadripartida (Timor-Leste, Portugal, Indonésia e Austrália) do dia 22 “foi um duro golpe contra as pretensões do governo”. “O governo timorense está desgastado a nível interno e procura uma tábua de salvação: a conferência quadripartida era uma delas, na busca de legitimidade”, declarou Mari Alkatiri.
“O adiamento ‘sine die’ da conferência quadripartida foi um duro golpe contra as pretensões do governo da coligação Aliança Maioria Parlamentar (AMP)”, assegurou. Alkatiri considerou que, “por outro lado, não havia razão para a conferência quadripartida”. “Se o objectivo era encontrar mecanismos de maior coordenação entre os quatro países, pensando que o governo seria capaz de atingir o seu objectivo, então estávamos face a uma ilusão”, explicou. “Este é um executivo onde cada ministro é um governo autónomo, fora da capacidade de coordenação do primeiro-ministro”, indicou.
Por seu turno, Xanana Gusmão desdramatizou o cancelamento da conferência quadripartida e a deslocação do primeiro-ministro português, José Sócrates, a Timor-Leste, como se o bom-nome do país estivesse agora posto em causa. “Acho que perdemos um bocado a ética”, disse à margem de uma conferência de imprensa hoje em Díli. Quanto a cuidar do bom-nome de Timor-Leste, lamentou que Alkatiri, recentemente enviado pelo governo à Guiné-Bissau “numa missão que se destinava a dar palavras de solidariedade” às autoridades locais, tenha antes decidido “fazer política mesquinha” no estrangeiro. Ainda no que respeita ao imperativo de acautelar o bom-nome de Timor-Leste, lembrou ter sido confrontado na Austrália - quando era Presidente da República - com uma situação delicada relacionada com a compra de material de guerra por um irmão de Alkatiri, então com o monopólio das importações. “Afirmei estar convencido de que o irmão de Mari Alkatiri teria certamente as melhores intenções do mundo”, concluiu com uma indisfarçável ironia Xanana Gusmão.
O líder da Fretilin, o maior partido no Parlamento Nacional de Díli, na oposição, garantiu hoje que o adiamento da conferência quadripartida (Timor-Leste, Portugal, Indonésia e Austrália) do dia 22 “foi um duro golpe contra as pretensões do governo”. “O governo timorense está desgastado a nível interno e procura uma tábua de salvação: a conferência quadripartida era uma delas, na busca de legitimidade”, declarou Mari Alkatiri.
“O adiamento ‘sine die’ da conferência quadripartida foi um duro golpe contra as pretensões do governo da coligação Aliança Maioria Parlamentar (AMP)”, assegurou. Alkatiri considerou que, “por outro lado, não havia razão para a conferência quadripartida”. “Se o objectivo era encontrar mecanismos de maior coordenação entre os quatro países, pensando que o governo seria capaz de atingir o seu objectivo, então estávamos face a uma ilusão”, explicou. “Este é um executivo onde cada ministro é um governo autónomo, fora da capacidade de coordenação do primeiro-ministro”, indicou.
Por seu turno, Xanana Gusmão desdramatizou o cancelamento da conferência quadripartida e a deslocação do primeiro-ministro português, José Sócrates, a Timor-Leste, como se o bom-nome do país estivesse agora posto em causa. “Acho que perdemos um bocado a ética”, disse à margem de uma conferência de imprensa hoje em Díli. Quanto a cuidar do bom-nome de Timor-Leste, lamentou que Alkatiri, recentemente enviado pelo governo à Guiné-Bissau “numa missão que se destinava a dar palavras de solidariedade” às autoridades locais, tenha antes decidido “fazer política mesquinha” no estrangeiro. Ainda no que respeita ao imperativo de acautelar o bom-nome de Timor-Leste, lembrou ter sido confrontado na Austrália - quando era Presidente da República - com uma situação delicada relacionada com a compra de material de guerra por um irmão de Alkatiri, então com o monopólio das importações. “Afirmei estar convencido de que o irmão de Mari Alkatiri teria certamente as melhores intenções do mundo”, concluiu com uma indisfarçável ironia Xanana Gusmão.
Xanana Gusmão: Finanças da Fretilin sofriam "malária crónica"
O primeiro-ministro timorense contestou hoje as acusações de corrupção feitas ao Governo pelo maior partido da oposição, considerando que o Ministério das Finanças da Fretilin até 2007 sofria de "malária crónica", e anunciou a criação de uma Comissão Anti-Corrupção.
Mostrando uma fotografia do gabinete da ex-ministra das Finanças do Governo Fretilin, Madalena Boavida, literalmente feito uma bagunça, Xanana Gusmão declarou: "A Fretilin caiu porque o seu Ministério das Finanças sofria de malária crónica".
O líder do executivo timorense respondeu assim a acusações de corrupção feitas pelo maior partido de oposição na segunda-feira à sua equipa: "Quando o Ministério das Finanças - actualmente dirigido por Emília Pires - se constipa, os outros ficam doentes", disse o presidente da Fretilin, Mari Alkatiri.
Mostrando uma fotografia do gabinete da ex-ministra das Finanças do Governo Fretilin, Madalena Boavida, literalmente feito uma bagunça, Xanana Gusmão declarou: "A Fretilin caiu porque o seu Ministério das Finanças sofria de malária crónica".
O líder do executivo timorense respondeu assim a acusações de corrupção feitas pelo maior partido de oposição na segunda-feira à sua equipa: "Quando o Ministério das Finanças - actualmente dirigido por Emília Pires - se constipa, os outros ficam doentes", disse o presidente da Fretilin, Mari Alkatiri.
Angola: UNITA propõe autonomia para Cabinda
A autonomia para a província de Cabinda é uma das propostas do anteprojecto de Constituição da UNITA, apresentado hoje em Luanda pelo seu líder, Isaías Samakuva.
A UNITA elegeu a descentralização político-administrativa de Cabinda, por entender que é a via para a resolução da "complexidade dos problemas históricos" do enclave.
A proposta, que vai ser entregue à comissão constitucional parlamentar este mês, refere que só essa"descentralização" permite "maior agilidade, participação democrática e eficiência" na administração territorial e "consolidação da paz política e social" em Cabinda.
[A proposta é meritória, seja quem for que a apresente. O Tasquinha é, e sempre foi, favorável à resolução da questão de Cabinda, a bem dos cabindenses e respeitando os seus direitos históricos. Claro que nunca excluímos Portugal da questão. Importa relevar o papel de S.A.R. O Senhor D. Duarte Pio, Duque de Bragança e de alguns partidos políticos - CDS/PP e algumas franjas do PSD e do PS -, das associações de emigrantes cabindenses, bem como de elementos da FLEC.]
A UNITA elegeu a descentralização político-administrativa de Cabinda, por entender que é a via para a resolução da "complexidade dos problemas históricos" do enclave.
A proposta, que vai ser entregue à comissão constitucional parlamentar este mês, refere que só essa"descentralização" permite "maior agilidade, participação democrática e eficiência" na administração territorial e "consolidação da paz política e social" em Cabinda.
[A proposta é meritória, seja quem for que a apresente. O Tasquinha é, e sempre foi, favorável à resolução da questão de Cabinda, a bem dos cabindenses e respeitando os seus direitos históricos. Claro que nunca excluímos Portugal da questão. Importa relevar o papel de S.A.R. O Senhor D. Duarte Pio, Duque de Bragança e de alguns partidos políticos - CDS/PP e algumas franjas do PSD e do PS -, das associações de emigrantes cabindenses, bem como de elementos da FLEC.]
segunda-feira, maio 11, 2009
Timor: "Vai haver drama quando verdade vier ao de cima"
A ministra da Justiça Timorense, Lúcia Lobato, garantiu que se "vai assistir a um belo drama quando a verdade - sobre acusações de corrupção feitas pela Fretilin - vier ao de cima".
Citada hoje pelo jornal Semanário, de Díli, Lúcia Lobato afirma que "haverá um belo drama quando a investigação se tornar pública e for feita justiça, e se souber quem praticou corrupção, se a ministra - aludindo a si própria -, ou ex-membros do governo pertencentes à Fretilin", o maior partido no parlamento, mas na oposição ao governo de coligação de Xanana Gusmão.
"É função da oposição denunciar casos de corrupção no Parlamento Nacional, mas peço que quando se pronunciar o faça de forma construtiva", frisou.
Esta declarações surgem depois de Mari Alkatiri ter acusado o Ministério Finanças (MF) de Timor-Leste de corrupção.
O líder da Fretilin, o partido com maior representação parlamentar, na oposição à coligação governamental, garantiu hoje que o MF está no centro dos escândalos de corrupção no país.
"Quando o Ministério da Finanças se constipa, todos os outros ficam doentes", ironizou, em declarações na sala da bancada parlamentar da Fretilin.
"Os outros - acrescentou - são sobretudo os da Justiça (Lúcia Lobato), Infra-estruturas (Pedro Lay da Silva) e Turismo, Comércio e Indústria (Gil da Costa Alves)".
[A estabilidade política, tão essencial num país que atravessa tantas dificuldades e está perante tantos desafios, continua a não ser, infelizmente, uma realidade em Timor-Leste.
O muçulmano Mari Alkatiri, figura importante da resistência no exterior, nunca se impôs como consensual. Contudo, nas últimas legislativas a legitimidade das urnas davam-no como putativo Primeiro Ministro de Timor, não fosse a aliança do CNRT e de outros partidos, com base não se sabe bem em que interesses... Demonstrando uma revolta bastante visível em todas as suas atitudes políticas, Alkatiri tem sido, actualmente, sinónimo de constantes polémicas. E as polémicas interessam a quem?]
Citada hoje pelo jornal Semanário, de Díli, Lúcia Lobato afirma que "haverá um belo drama quando a investigação se tornar pública e for feita justiça, e se souber quem praticou corrupção, se a ministra - aludindo a si própria -, ou ex-membros do governo pertencentes à Fretilin", o maior partido no parlamento, mas na oposição ao governo de coligação de Xanana Gusmão.
"É função da oposição denunciar casos de corrupção no Parlamento Nacional, mas peço que quando se pronunciar o faça de forma construtiva", frisou.
Esta declarações surgem depois de Mari Alkatiri ter acusado o Ministério Finanças (MF) de Timor-Leste de corrupção.
O líder da Fretilin, o partido com maior representação parlamentar, na oposição à coligação governamental, garantiu hoje que o MF está no centro dos escândalos de corrupção no país.
"Quando o Ministério da Finanças se constipa, todos os outros ficam doentes", ironizou, em declarações na sala da bancada parlamentar da Fretilin.
"Os outros - acrescentou - são sobretudo os da Justiça (Lúcia Lobato), Infra-estruturas (Pedro Lay da Silva) e Turismo, Comércio e Indústria (Gil da Costa Alves)".
[A estabilidade política, tão essencial num país que atravessa tantas dificuldades e está perante tantos desafios, continua a não ser, infelizmente, uma realidade em Timor-Leste.
O muçulmano Mari Alkatiri, figura importante da resistência no exterior, nunca se impôs como consensual. Contudo, nas últimas legislativas a legitimidade das urnas davam-no como putativo Primeiro Ministro de Timor, não fosse a aliança do CNRT e de outros partidos, com base não se sabe bem em que interesses... Demonstrando uma revolta bastante visível em todas as suas atitudes políticas, Alkatiri tem sido, actualmente, sinónimo de constantes polémicas. E as polémicas interessam a quem?]
Universidade Católica sobe dois lugares no ranking 45 melhores escolas de negócios do mundo
Lista do Finantial Times (FT) coloca formação de executivos da Católica em 37.º a nível mundial e 17.º a nível europeu.
A formação de executivos da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais, da Universidade Católica Portuguesa (FCEE/UCP), de Lisboa aparece, pelo terceiro ano consecutivo, no ranking do FT, que é hoje publicado. Desde 2007 que a escola tem vindo a subir na tabela daquelas que são consideradas as melhores escolas de negócios da Europa e do mundo. No ranking mundial, a Católica surge em 37.º lugar; a nível europeu, está em 17.º. Subiu dois lugares em ambas as tabelas. A FCEE/UCP é a única escola portuguesa nesta listagem que é cada vez mais competitiva, define Luís Cardoso, director da Formação de Executivos. "Este ranking é muito considerado entre as escolas e determina a procura que têm. É competitivo porque está a aumentar o número de concorrentes, escolas de países emergentes, como os asiáticos, que têm a educação como valor central, que estão a fazer um esforço de formação e de recrutamento de professores nas melhores escolas do mundo", explica.
Estar há três anos numa tabela de apenas 45 escolas mundiais é um orgulho para a directora da faculdade, Fátima Barros. "Há escolas de países como a Holanda, Alemanha ou Dinamarca que não aparecem. Nós estamos em 17.º entre as melhores europeias e queremos consolidar a nossa posição", anuncia. A nível da Península Ibérica, a escola ocupa a quarta posição e continua a ser a única portuguesa na lista. "Infelizmente para Portugal, estamos sós, houve outras escolas que mostraram empenho em estar [no ranking] mas infelizmente não aconteceu", lamenta Luís Cardoso. A subida de dois lugares em ambas as tabelas, a global e a europeia, "reflecte a trajectória" que esta formação tem feito. Os cursos para executivos começaram em 1991. A faculdade só apresentou a candidatura ao FT depois de ter obtido acreditação internacional, em 2006, uma das condições fundamentais para concorrer. Além do envio de dossiers com todas as informações exigidas, o FT envia inquéritos aos antigos alunos e clientes.
Os rankings do FT abrangem também os MBA e as formações à luz de Bolonha, às quais a escola ainda não pode concorrer por ainda serem recentes, explica Fátima Barros. Em dois anos, 2007 e 2008, a facturação na formação de executivos aumentou 35%, o que coincidiu com o reconhecimento do FT. Fátima Barros garante que esta formação é responsável por mais de metade do orçamento da faculdade. "Não temos financiamento público, por isso estes valores para o financiamento da escola são cruciais", esclarece. O próximo ano poderá, porém, não ser tão positivo. "A educação e formação é um sector sensível à crise", diz. Este ano, as grandes escolas de negócios estão a perder entre 20 e 30% da facturação.
A formação de executivos da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais, da Universidade Católica Portuguesa (FCEE/UCP), de Lisboa aparece, pelo terceiro ano consecutivo, no ranking do FT, que é hoje publicado. Desde 2007 que a escola tem vindo a subir na tabela daquelas que são consideradas as melhores escolas de negócios da Europa e do mundo. No ranking mundial, a Católica surge em 37.º lugar; a nível europeu, está em 17.º. Subiu dois lugares em ambas as tabelas. A FCEE/UCP é a única escola portuguesa nesta listagem que é cada vez mais competitiva, define Luís Cardoso, director da Formação de Executivos. "Este ranking é muito considerado entre as escolas e determina a procura que têm. É competitivo porque está a aumentar o número de concorrentes, escolas de países emergentes, como os asiáticos, que têm a educação como valor central, que estão a fazer um esforço de formação e de recrutamento de professores nas melhores escolas do mundo", explica.
Estar há três anos numa tabela de apenas 45 escolas mundiais é um orgulho para a directora da faculdade, Fátima Barros. "Há escolas de países como a Holanda, Alemanha ou Dinamarca que não aparecem. Nós estamos em 17.º entre as melhores europeias e queremos consolidar a nossa posição", anuncia. A nível da Península Ibérica, a escola ocupa a quarta posição e continua a ser a única portuguesa na lista. "Infelizmente para Portugal, estamos sós, houve outras escolas que mostraram empenho em estar [no ranking] mas infelizmente não aconteceu", lamenta Luís Cardoso. A subida de dois lugares em ambas as tabelas, a global e a europeia, "reflecte a trajectória" que esta formação tem feito. Os cursos para executivos começaram em 1991. A faculdade só apresentou a candidatura ao FT depois de ter obtido acreditação internacional, em 2006, uma das condições fundamentais para concorrer. Além do envio de dossiers com todas as informações exigidas, o FT envia inquéritos aos antigos alunos e clientes.
Os rankings do FT abrangem também os MBA e as formações à luz de Bolonha, às quais a escola ainda não pode concorrer por ainda serem recentes, explica Fátima Barros. Em dois anos, 2007 e 2008, a facturação na formação de executivos aumentou 35%, o que coincidiu com o reconhecimento do FT. Fátima Barros garante que esta formação é responsável por mais de metade do orçamento da faculdade. "Não temos financiamento público, por isso estes valores para o financiamento da escola são cruciais", esclarece. O próximo ano poderá, porém, não ser tão positivo. "A educação e formação é um sector sensível à crise", diz. Este ano, as grandes escolas de negócios estão a perder entre 20 e 30% da facturação.
Expedição portuguesa chega hoje ao Árctico
Dois cientistas portugueses chegam hoje à vila esquimó de Umiujaq, no Árctico Canadiano, para conhecer melhor de que forma as alterações climáticas estão a transformar o ambiente polar. João Canário e Marta Nogueira, investigadores do Instituto Nacional de Recursos Biológicos (INRB - IPIMAR), vão juntar-se a outros dois investigadores canadianos e regressar ao Árctico, onde ficarão até dia 22.
"No ano passado estivemos em Kuujjuarapik, no Norte do Quebeque, a recolher dados numa situação de Inverno. Agora queremos ver o que acontece numa situação de Primavera e degelo", explicou João Canário, antes da partida. A campanha, liderada pelo canadiano Laurier Poissant, vai recolher amostras de neve, gelo, água e sedimentos. O objectivo é tentar perceber o que acontece aos poluentes acumulados no permafrost (solo permanentemente gelado) quando as temperaturas sobem e este começa parcialmente a derreter, formando lagos temporários com grandes concentrações de carbono e metano. "Queremos saber o que acontece com a fusão do gelo e da neve, que tendem a acumular poluentes. Estes poderão dispersar-se, infiltrar-se na água e entrar na cadeia alimentar", contou Canário. Ou ainda acabar por concentrar-se na atmosfera e agravar as alterações climáticas.
Os actuais modelos sobre aquecimento global ainda não levam em conta a emissão dos gases com efeito de estufa da fusão do permafrost. "Trata-se de carbono que foi depositado nas camadas superiores (zero a um centímetro) há cerca de, pelo menos, 400 anos, e que agora está a ser libertado para a atmosfera", escreveram os investigadores aquando da missão anterior ao Ártico, em Abril de 2008. Em Umiujaq vivem cerca de 300 pessoas. As casas foram construídas em cima do permafrost, que está a abater com a subida da temperatura. "As pessoas estão preocupadas por que o seu estilo de vida está a mudar. São pescadores ou caçadores. Não há condições para a agricultura. O que está a acontecer é que os animais de que dependem estão a escolher outras rotas", por causa do degelo.
"No ano passado estivemos em Kuujjuarapik, no Norte do Quebeque, a recolher dados numa situação de Inverno. Agora queremos ver o que acontece numa situação de Primavera e degelo", explicou João Canário, antes da partida. A campanha, liderada pelo canadiano Laurier Poissant, vai recolher amostras de neve, gelo, água e sedimentos. O objectivo é tentar perceber o que acontece aos poluentes acumulados no permafrost (solo permanentemente gelado) quando as temperaturas sobem e este começa parcialmente a derreter, formando lagos temporários com grandes concentrações de carbono e metano. "Queremos saber o que acontece com a fusão do gelo e da neve, que tendem a acumular poluentes. Estes poderão dispersar-se, infiltrar-se na água e entrar na cadeia alimentar", contou Canário. Ou ainda acabar por concentrar-se na atmosfera e agravar as alterações climáticas.
Os actuais modelos sobre aquecimento global ainda não levam em conta a emissão dos gases com efeito de estufa da fusão do permafrost. "Trata-se de carbono que foi depositado nas camadas superiores (zero a um centímetro) há cerca de, pelo menos, 400 anos, e que agora está a ser libertado para a atmosfera", escreveram os investigadores aquando da missão anterior ao Ártico, em Abril de 2008. Em Umiujaq vivem cerca de 300 pessoas. As casas foram construídas em cima do permafrost, que está a abater com a subida da temperatura. "As pessoas estão preocupadas por que o seu estilo de vida está a mudar. São pescadores ou caçadores. Não há condições para a agricultura. O que está a acontecer é que os animais de que dependem estão a escolher outras rotas", por causa do degelo.
domingo, maio 10, 2009
Bissau: 5 militares detidos por assassínio de Tagmé Na Waié
Cinco pessoas estão detidas no âmbito das investigações do assassínio do ex-Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Tagmé Na Waié, morto num atentado a bomba no dia 01 de Março, disse hoje à Agencia Lusa fonte militar.
«Confirmo que estão detidas cinco pessoas», afirmou fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, contactada na sequência de uma conferência de imprensa do Movimento Nacional da Sociedade Civil, integrada, entre outras organizações, pela Liga Guineense dos Direitos Humanos.
Na conferência de imprensa, Bubacar Turé, vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, afirmou que estão detidos o general Melciades Gomes Fernandes (Manuel Mina), os capitães José Alberto Té, Bacar Turé e Malam Candé e a segunda-sargenta Djabu Camará (vulgarmente conhecida como Pomba Branca).
[Finalmente estão encontrados os responsáveis (todos?) pelo crime sangrento contra o general Waié. São inocentes, até prova em contrário, mas ninguém me tira da ideia que haverá sempre um ou outro "bode expiatório"]
«Confirmo que estão detidas cinco pessoas», afirmou fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, contactada na sequência de uma conferência de imprensa do Movimento Nacional da Sociedade Civil, integrada, entre outras organizações, pela Liga Guineense dos Direitos Humanos.
Na conferência de imprensa, Bubacar Turé, vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, afirmou que estão detidos o general Melciades Gomes Fernandes (Manuel Mina), os capitães José Alberto Té, Bacar Turé e Malam Candé e a segunda-sargenta Djabu Camará (vulgarmente conhecida como Pomba Branca).
[Finalmente estão encontrados os responsáveis (todos?) pelo crime sangrento contra o general Waié. São inocentes, até prova em contrário, mas ninguém me tira da ideia que haverá sempre um ou outro "bode expiatório"]
Bissau: 5 militares detidos por assassínio de Tagmé Na Waié
Cinco pessoas estão detidas no âmbito das investigações do assassínio do ex-Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Tagmé Na Waié, morto num atentado a bomba no dia 01 de Março, disse hoje fonte militar.
"Confirmo que estão detidas cinco pessoas", afirmou fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, contactada na sequência de uma conferência de imprensa do Movimento Nacional da Sociedade Civil, integrada, entre outras organizações, pela Liga Guineense dos Direitos Humanos.
Na conferência de imprensa, Bubacar Turé, vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, afirmou que estão detidos o general Melciades Gomes Fernandes (Manuel Mina), os capitães José Alberto Té, Bacar Turé e Malam Candé e a segunda-sargenta Djabu Camará (vulgarmente conhecida como Pomba Branca).
[Finalmente parece estarem encontrados alguns culpados pelo crime sangrento. Inocentes, até prova em contrário, mas ninguém me tira da ideia que haverá sempre um ou outro "bode expiatório".]
"Confirmo que estão detidas cinco pessoas", afirmou fonte do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, contactada na sequência de uma conferência de imprensa do Movimento Nacional da Sociedade Civil, integrada, entre outras organizações, pela Liga Guineense dos Direitos Humanos.
Na conferência de imprensa, Bubacar Turé, vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, afirmou que estão detidos o general Melciades Gomes Fernandes (Manuel Mina), os capitães José Alberto Té, Bacar Turé e Malam Candé e a segunda-sargenta Djabu Camará (vulgarmente conhecida como Pomba Branca).
[Finalmente parece estarem encontrados alguns culpados pelo crime sangrento. Inocentes, até prova em contrário, mas ninguém me tira da ideia que haverá sempre um ou outro "bode expiatório".]
sexta-feira, maio 08, 2009
Cabo Verde: Governo procura acelerar pilares atrasados da Parceria Especial
Cabo Verde vai criar um grupo de trabalho para o desenvolvimento do programa de Convergência Técnica e Normativa, o mais atrasado dos seis pilares da Parceria Especial entre Cabo Verde e a União Europeia (UE).
A decisão foi tomada na segunda reunião da troika ministerial, que hoje analisou o estado de implementação da Parceria Especial. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, José Brito, reconheceu que todos os pilares não estão no mesmo nível de desenvolvimento e afirmou que vai ser criado o grupo de trabalho para acelerar os trabalhos em termos da Convergência Técnica e Normativa. “É um pilar transversal a nível de governação, sociedade de conhecimento e segurança. Mas é algo mais amplo e concordamos que vamos criar o grupo de trabalho para dar seguimento à questão da convergência. É um processo de longo-prazo e o importante é avançar”, explicou.
A avaliação da execução dos seis pilares do Plano de Acção da Parceria Especial foi um dos objectivos da II Reunião da Troika Ministerial Cabo Verde/UE. Na reunião participaram a ministra adjunta dos Negócios Estrangeiros da República Checa (país que preside à UE), Helena Bambasova, o director-geral das Relações com os países da África, Caraíbas e Pacífico (ACP) e do Desenvolvimento, Stephano Monservisi, e o chefe da Unidade África no Conselho da União Europeia. Entre os pilares mais avançados estão a Boa Governação, Segurança/Estabilidade e Integração Regional, que têm na mira a região da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e ainda o interesse nas Regiões Ultraperiféricas (RUP) europeias, ou seja, a Macaronésia, onde se insere Cabo Verde. José Brito afirmou que há intenção das duas partes em continuar a trabalhar para "acelerar o processo de implementação da Parceria Especial". Por seu turno, Helena Bambasova afirmou que há que ter em consideração que a Parceria Especial é um processo de longo-prazo, que irá trazer benefícios tanto para a Europa como para Cabo Verde. A reunião da Troika Ministerial analisou ainda a concertação e diálogo político sobre aspectos que interessam às duas partes, nomeadamente a situação da política na Costa Ocidental da África, bem como um relatório da situação na Europa. Os efeitos da crise financeira internacional e ainda questões sobre mudanças climáticas, democracia e respeito dos direitos humanos no mundo também estiveram em discussão.
A decisão foi tomada na segunda reunião da troika ministerial, que hoje analisou o estado de implementação da Parceria Especial. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, José Brito, reconheceu que todos os pilares não estão no mesmo nível de desenvolvimento e afirmou que vai ser criado o grupo de trabalho para acelerar os trabalhos em termos da Convergência Técnica e Normativa. “É um pilar transversal a nível de governação, sociedade de conhecimento e segurança. Mas é algo mais amplo e concordamos que vamos criar o grupo de trabalho para dar seguimento à questão da convergência. É um processo de longo-prazo e o importante é avançar”, explicou.
A avaliação da execução dos seis pilares do Plano de Acção da Parceria Especial foi um dos objectivos da II Reunião da Troika Ministerial Cabo Verde/UE. Na reunião participaram a ministra adjunta dos Negócios Estrangeiros da República Checa (país que preside à UE), Helena Bambasova, o director-geral das Relações com os países da África, Caraíbas e Pacífico (ACP) e do Desenvolvimento, Stephano Monservisi, e o chefe da Unidade África no Conselho da União Europeia. Entre os pilares mais avançados estão a Boa Governação, Segurança/Estabilidade e Integração Regional, que têm na mira a região da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e ainda o interesse nas Regiões Ultraperiféricas (RUP) europeias, ou seja, a Macaronésia, onde se insere Cabo Verde. José Brito afirmou que há intenção das duas partes em continuar a trabalhar para "acelerar o processo de implementação da Parceria Especial". Por seu turno, Helena Bambasova afirmou que há que ter em consideração que a Parceria Especial é um processo de longo-prazo, que irá trazer benefícios tanto para a Europa como para Cabo Verde. A reunião da Troika Ministerial analisou ainda a concertação e diálogo político sobre aspectos que interessam às duas partes, nomeadamente a situação da política na Costa Ocidental da África, bem como um relatório da situação na Europa. Os efeitos da crise financeira internacional e ainda questões sobre mudanças climáticas, democracia e respeito dos direitos humanos no mundo também estiveram em discussão.
Governo português quer criar marca lusófona nos países de língua portuguesa
O Governo está a desenvolver contactos diplomáticos para avançar com a designada marca lusófona, um projecto que, à semelhança da marca comunitária, pretende facilitar e agilizar a protecção de uma insígnia em vários territórios.
Neste caso, o registo único destina-se à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), nomeadamente Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
"Esta é uma proposta do Estado Português, que o ministro da Justiça já apresentou aos seus homólogos dos países de língua oficial portuguesa. A marca lusófona - regime jurídico único - terá que ser acordada através de um tratado internacional", salienta fonte oficial do Ministério da Justiça. "Estão a ser desenvolvidos os contactos diplomáticos necessários para a concretizar e, muito provavelmente, este projecto irá desenvolver-se de forma faseada com alguns países", refere a mesma fonte.
Neste caso, o registo único destina-se à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), nomeadamente Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
"Esta é uma proposta do Estado Português, que o ministro da Justiça já apresentou aos seus homólogos dos países de língua oficial portuguesa. A marca lusófona - regime jurídico único - terá que ser acordada através de um tratado internacional", salienta fonte oficial do Ministério da Justiça. "Estão a ser desenvolvidos os contactos diplomáticos necessários para a concretizar e, muito provavelmente, este projecto irá desenvolver-se de forma faseada com alguns países", refere a mesma fonte.
quarta-feira, maio 06, 2009
Canal em português na China
A Televisão Central da China (CCTV) tenciona lançar um canal em português nos próximos dois anos, anunciou à agência Lusa fonte daquela empresa estatal chinesa.
"O plano é abrir em 2010 ou 2011", disse a fonte.
A CCTV já tem canais em inglês, espanhol e francês e antes do português tenciona ainda lançar canais em árabe e russo, ilustrando a crescente influência internacional da China.
A agência noticiosa oficial chinesa Nova China e a Rádio China Internacional já têm serviços em português.
O número de estudantes chineses de português também tem vindo a aumentar, devido sobretudo ao crescimento das relações económicas com Brasil e Angola.
Há apenas cinco anos, em Pequim, só uma universidade tinha curso de português, enquanto hoje já há quatro.
"O interesse da China pelo mundo da língua portuguesa está bastante vivo", realçou terça-feira o presidente da Assembleia da Republica, Jaime Gama, em visita ao país.
"O plano é abrir em 2010 ou 2011", disse a fonte.
A CCTV já tem canais em inglês, espanhol e francês e antes do português tenciona ainda lançar canais em árabe e russo, ilustrando a crescente influência internacional da China.
A agência noticiosa oficial chinesa Nova China e a Rádio China Internacional já têm serviços em português.
O número de estudantes chineses de português também tem vindo a aumentar, devido sobretudo ao crescimento das relações económicas com Brasil e Angola.
Há apenas cinco anos, em Pequim, só uma universidade tinha curso de português, enquanto hoje já há quatro.
"O interesse da China pelo mundo da língua portuguesa está bastante vivo", realçou terça-feira o presidente da Assembleia da Republica, Jaime Gama, em visita ao país.
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