quarta-feira, agosto 05, 2009

NATO: Cimeira para novo conceito estratégico em Portugal

O novo conceito estratégico da NATO vai ser apresentado numa cimeira de chefes de Estado e de Governo em Portugal que deverá ter lugar no Outono do próximo ano.

Ao longo do último ano, a Aliança Atlântica apontava o final de 2010 e o início de 2001 como a data provável para a realização deste encontro - que será marcado pela apresentação do conceito estratégico que substitui o de 1999 e pela primeira deslocação do presidente Barack Obama a Portugal - deverá ocorrer entre o final de Setembro e o início de Dezembro do ano que vem.

A revisão deste documento doutrinário da Aliança, que vai contemplar o novo ambiente estratégico gerado pelos ataques de 11 de Setembro de 2001 e incidirá sobre questões como o Afeganistão, o combate à pirataria, a não-proliferação, segurança energética ou o ciber-terrorismo, deverá demorar menos que a do conceito conceito de 1999, que durou cerca de 20 meses, mas terá uma nova dificuldade: o número de países envolvidos no processo aumentou de 16 para 28.
De acordo com a NATO, o novo conceito estratégico passará por três fases distintas - uma de reflexão, com vários seminários temáticos onde estarão presentes responsáveis militares e políticos (bem como o grupo de doze 'especialistas' nomeado pelo secretário-geral), outra de consultas, onde estas personalidades visitarão todas as capitais aliadas para apresentar as propostas e discuti-las com os governos locais.
O grupo, que será liderado por Madeleine Albright, terá liberdade para reflectir sobre outros temas que não os discutidos nas conferências organizadas pela Aliança e começará o seu trabalho em Setembro, depois de uma reunião que será convocada pelo secretário-geral, Fogh Rasmussen, e onde estará presente o Conselho do Atlântico Norte (NAC, sigla em inglês).

Em Abril de 2010, a equipa de 'sábios' reunirá novamente com Anders Fogh Rasmussen para lhe apresentar a sua análise sobre o documento e as suas recomendações finais. Depois, o secretário-geral iniciará um trabalho mais pessoal, apresentando aos vários governos dos países-membros uma versão do conceito estratégico.
Seguindo o espírito de abertura e transparência que tem sempre sublinhado, no final do Verão do próximo ano e terminada a fase de consulta, o secretário-geral manterá encontros com os representantes permanentes dos 28 países na sede da organização, em Bruxelas, e preparará um novo documento, que será finalmente apresentado e votado na cimeira que vai ter lugar em Portugal.

ERROS CRASSOS

Soube há pouco que Pedro Passos Coelho não foi incluído nas listas do PSD para as legislativas.

Apetece-me chamar um nome feio a Manuela Ferreira Leite. Pode parecer estranho tanta agressividade mas passo a explicar.

Pedro Passos Coelho parece ser um líder a prazo do PSD, reconheço-lhe até algumas características que podem, EVENTUALMENTE, torná-lo num bom líder seja de oposição ou de governo.

Porquê então a minha indignação. Por dois motivos, o primeiro menos fundamental, uma temporada na Assembleia poderia ser um bom estágio ao neófito.

A segunda razão e a mais forte é a que Manuela Ferreira Leite se não vencer as eleições certamente não cumprirá a legislatura como líder de oposição, as próprias forças internas do PSD não permitirão, e como tem vindo a ser demonstrado, um líder de um partido da oposição que não esteja no parlamento é um líder "não existente".

Assim foi com Menezes e a própria Ferreira Leite, que não fosse a bóia em que se tornou a debacle do PS hoje provavelmente nem seria líder. Ou como o caso no CDS de Ribeiro e Castro, que simplesmente era ultrapassado pelas situações e pelo mediatismo vindo do parlamento.

Manuela Ferreira Leite tem de reconhecer o papel, actual o futuro de Passos Coelho, e com a exclusão deste, Manuela não está a derrotar ou a vingar-se de um inimigo interno, mas sim a comprometer um futuro PSD, e por consequência, Portugal.

terça-feira, agosto 04, 2009

Presidente da Ossétia do Sul demite primeiro-ministro e suspende Governo

O presidente da Ossétia do Sul, Eduard Kokoity, demitiu hoje o primeiro-ministro da república separatista georgiana, um antigo responsável dos serviços de segurança russos encarregue por Moscovo de acompanhar a reconstrução do território.

Kokoity assinou um decreto que destitui o chefe do governo, Aslanbek Bulatsev, "por motivos de saúde" e suspende o Governo das suas funções até à formação de um novo gabinete, anunciou a agência russa Interfax. Bulatsev, antigo responsável dos serviços de segurança (FSB, ex-KGB), foi nomeado pelo primeiro-ministro da Ossétia do Sul em Outubro de 2008, a pedido de Moscovo. O responsável tinha como tarefa acompanhar a reconstrução da república destruída após o conflito bélico entre a Rússia e a Geórgia, em Agosto de 2008.

Antes da sua nomeação Bulatsev dirigiu os Serviços Fiscais da Ossétia do Norte. A Rússia prometeu cerca de 10 mil milhões de rublos (222 milhões de euros) de ajuda para a reconstrução do pequeno território de 50.000 habitantes, encurralado nas montanhas entre a Rússia e o resto da Geórgia. Mas os habitantes continuam a viver entre as ruínas do território destruído. A oposição local, pró-russa, acusa o presidente da Ossétia do Sul e os colaboradores de terem desviado os fundos enviados pela Rússia e a ajuda humanitária.

[Belo berbicacho que a Rússia arranjou à NATO e à Geórgia, fiel aliado norte-americano...]

Chefe do Estado-Maior do Exército de São Tomé implicado em assalto a banco

O Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) de São Tomé e Príncipe, tenente-coronel Idalécio Pachire, foi envolvido no assalto ocorrido há cerca de dois anos a um banco nigeriano e cujo julgamento decorre em São Tomé.

Em causa está o assalto à instituição bancária nigeriana Island Bank (IB), ocorrido em 30 de Julho de 2007, em que foram roubadas quantias variáveis de divisas, designadamente 130.000 dólares (90.000 euros), 800 milhões de dobras (36.000 euros), 24.000 libras (28.000 euros) e 2.400 euros. Na sessão de hoje, a segunda, o tenente-coronel Pachire foi arrolado como testemunha do processo, tendo um dos arguidos, um sargento das forças armadas, Abdulay Cassandra, afirmado que o chefe militar estava "desde o início a par de toda a operação" do assalto ao banco. O CEME confirmou ter recebido informações sobre a preparação do assalto e justificou que o sargento "estava no grupo dos assaltantes como infiltrado", acrescentando que depois viajou e alegou desconhecer outros detalhes da operação.

O colectivo de três juízes que julga o caso salientou que o chefe militar tinha o dever de partilhar o que sabia com as autoridades competentes, nomeadamente a Polícia Judiciária. Outra pessoa arrolada na sessão de hoje foi Acácio Elba Bonfim, antigo ministro do Plano e Finanças e actual administrador do Banco Internacional de São Tomé e Príncipe (BISTEP). Bonfim também é citado pelos arguidos como tendo conhecimento antecipado do plano do assalto ao IB, mas não colaborou na denúncia do assalto. Dos oito arguidos neste caso dois encontram-se em parte incerta, com os juízes a acreditarem que terão logrado sair do país.

Entre os arguidos, além do sargento Cassandra, figura Wilson Quaresma, que liderou há dois anos a revolta dos ninjas no Comando Geral da Polícia Nacional e que resultou na morte de uma agente da corporação e ferimentos graves noutros dois. Quaresma, sobre quem foram emitidos dois mandados de captura, foi preso no passado dia 27 de Julho, um dia depois do início do julgamento. Entretanto, Cassandra beneficiou da protecção dos seus camaradas de armas, não tendo sido hoje levado a tribunal para estar presente no julgamento, numa atitude considerada por analistas de desafio à decisão do juiz Frederico Samba, que preside ao colectivo. A sessão de hoje foi entretanto suspensa, sem que os juízes tenham marcado nova data para prosseguir a audição dos arguidos e declarantes. Fonte judicial diz que o "processo ainda se pode arrastar durante vários dias".

Fórum económico antecede visita de Hillary Clinton a África

A visita da secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton ao continente africano, que inclui passagens por Angola e Cabo Verde, será antecedida, a partir de terça-feira, por um Fórum de Cooperação Comercial e Económica EUA-África.

A ministra do Comércio angolana, Idalina Valente, chegou domingo a Nairobi, Quénia, à frente de uma delegação que integra ainda o vice-ministro da Agricultura, José Amaro Tati, para participar no evento (de 4 a 6 de Agosto) que tem como lema "A Realização do Potencial dos AGOA Pela Expansão de Comércio e Investimentos", segundo informa a agência Angop.
Criados 2000, os acordos AGOA - African Growth Opportunity Act (Iniciativa de Oportunidades para o Crescimento Africano) incluem medidas de estímulo económico como a entrada no mercado norte-americano de produtos provenientes dos países africanos, como contrapartida a medidas de boa governação.
A vigência dos acordos era inicialmente de oito anos, mas foi estendida até 2015.
O Fórum é participado por países como Angola, Camarões, Cabo-Verde, República Democrática Congo, Djibuti, Etiópia, Gabão e Gâmbia, Guiné-Bissau, Quénia, Libéria e Madagáscar, Mali, Ilhas Maurícias, Moçambique, Namíbia, Níger, São Tomé e Príncipe, África do Sul e Tanzânia.
Durante a deslocação ao continente africano, que se inicia em Nairobi na quarta-feira, Hillary Clinton vai estar em sete países, incluindo Angola e Cabo Verde, sendo este país a última etapa da viagem que termina a 14 de Agosto.

Falando em conferência de imprensa no final da semana passada em Washington, o Secretário de Estado Adjunto para os Assuntos Africanos, Johnnie Carson, afirmou que a viagem servirá para demonstrar o "empenho" da administração Obama em "manter África como uma prioridade" da política externa norte-americana.
Barack Obama, que no início de Julho esteve no Gana e Egipto, e a sua secretária de Estado realizam assim as mais rápidas idas a África de qualquer administração norte-americana.
De acordo com Carson, a visita servirá para sublinhar o desejo norte-americano de fazer parcerias com governos, sector privado, organizações não-governamentais e cidadãos privados "para construir sociedades em que cada indivíduo pode realizar todo o seu potencial".
Entre os temas a abordar, "apresentados pelo Presidente Obama", estão a boa governação, desenvolvimento económico sustentável, saúde pública e educação e assistência à prevenção e resolução de conflitos em África.

Sobre Angola, Carson destacou tratar-se de uma das grandes potências energéticas da África subsariana e grande fornecedor de petróleo e gás natural aos Estados Unidos, um "país emergente" na região e com "enorme potencial económico", com o qual se pretende "fortalecer o relacionamento".
Na agenda de Clinton está um encontro com o presidente angolano José Eduardo dos Santos, e também com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Assunção dos Anjos, com quem já esteve reunida há um mês em Washington.

Quanto a Cabo Verde, é "uma história de sucesso africano", um país "governado democraticamente, bem gerido e que tem usado extraordinariamente bem a ajuda económica que recebe dos Estados Unidos, incluindo uma conta no fundo Millennium Challenge", disse Carson.
A visita "vai reafirmar a nossa amizade com Cabo Verde", sublinhou.

SPE: Estado quer alienar negócio de diamantes

O Estado português quer alienar a Sociedade Portuguesa de Empreendimentos, cujo principal activo são os 49% que detém na Sociedade Mineira do Lucapa, empresa de exploração de diamantes em Angola.

"Não faz sentido manter esta participação, em termos estratégicos" disse o secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, Carlos Pina. "Estamos vendedores, independentemente dos seus resultados", afirmou o secretário de Estado, à margem da conferência sobre o Sector Empresarial do Estado (SEE) em 2008. A SPE, que tem a angolana Endiama como parceira na Sociedade Mineira do Lucapa (SML), já foi transferida do universo da Direcção-Geral do Tesouro (DGT) para a Parpública.

Quanto aos resultados da SPE, criada em 1979, estes não têm sido animadores ao longo da sua história.
Em 2008 o prejuízo atingiu os 1,4 milhões de euros, tendo o resultado operacional sido negativo em um milhão de euros.

[Mais um exemplo de uma empresa estatal mal gerida, que vem acumulando altos prejuízos. Agora quem será o 'mecenas' que a irá comprar e ganhar bom dinheiro com o negócio?]

quinta-feira, julho 30, 2009

Bacai Sanhá vai a Cabo Verde antes da posse para convidar Pedro Pires para investidura

Malam Bacai Sanhá vai efectuar uma visita oficial a Cabo Verde antes de tomar posse como presidente da Guiné-Bissau, com o objectivo de convidar pessoalmente o chefe de Estado cabo-verdiano a estar presente na cerimónia, ainda sem data marcada.

Numa entrevista à Rádio Nacional de Cabo Verde (RNCV), Sanhá, confirmado como vencedor da segunda volta das eleições presidenciais guineenses de domingo, adiantou que Pedro Pires foi o primeiro chefe de Estado estrangeiro a telefonar-lhe a dar os parabéns pela vitória eleitoral. "O camarada Pires foi o primeiro chefe de Estado a telefonar-me a felicitar-me. Vou fazer todos os possíveis para ir a Cabo Verde antes da minha investidura, para o convidar pessoalmente a estar presente na minha tomada de posse", afirmou Bacai Sanhá, salientando que será o primeiro país que irá visitar já depois de confirmada a sua vitória eleitoral.

O candidato apoiado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que obteve 63,31% dos votos, contra os 36,69% de Kumba Ialá, desdramatizou a questão de uma coabitação com o Governo de Carlos Gomes Júnior, considerando que "nunca houve problemas e nem haverá" entre duas personalidades "que lutam pelos mesmos objectivos e militam no mesmo partido". "(Os rumores de mal estar entre ambos) não são verdade. Aqui a questão da coabitação não existe. Somos do mesmo partido e vamos trabalhar em conjunto para o desenvolvimento da Guiné-Bissau. Não houve problemas nem haverá", garantiu.

Assegurando também que pretende ajudar a Guiné-Bissau a promover a paz e estabilidade, Malam Bacai Sanhá elogiou o desenvolvimento registado em Cabo Verde, "país irmão", cujo desempenho é, disse, "um exemplo para a Guiné-Bissau e para a África". "Vamos aproveitar a experiência de Cabo Verde para desenvolver o país", acrescentou, frisando que os "momentos difíceis" registados no passado nas relações entre os dois países estão ultrapassados e que vai tentar ajudar a recuperar, noutros moldes, a "unidade Guiné/Cabo Verde" defendida por Amílcar Cabral. "Hoje não é fácil falar da unidade entre Cabo Verde e a Guiné-Bissau, pois os tempos são outros. Mas vamos trabalhar em conjunto para criarmos uma cooperação exemplar", concluiu Malam Bacai Sanhá que, antes da primeira volta das eleições guineenses, esteve na Cidade da Praia para pedir "apoio e conselhos" a Pedro Pires.

quarta-feira, julho 29, 2009

Ricardo Salgado considera a Ibéria essencial para o desenvolvimento de Portugal

E que tal exportar o Presidente do BES para Espanha e ficar por lá. Parece-me bem. Até de borla.

Aproveita-se a onda, Nacionaliza-se o BES e assim finalmente Ricardo Salgado pode dizer que foi ao MEU BANCO

terça-feira, julho 28, 2009

Federação ibérica seria apoiada por 40% dos portugueses

A concepção de uma federação ibérica é apoiada por um alargado grupo de cidadãos de Portugal e de Espanha.

Um estudo da Universidade de Salamanca, apresentado esta terça-feira, revela que a possibilidade colhe positivamente junto de 40% dos portugueses e de 30% dos espanhóis.
A ideia, no entanto, não é consensual, nem pacífica sequer. Em Espanha, 30,5% da população é contra. O desacordo é muito para 7,5% e apenas 4,1% dariam muito apoio a uma federação ibérica, revela a Barómetro de Opinião Luso-Espanhol.

Foram ouvidas 876 pessoas, 363 das quais portuguesas. E é mesmo deste lado que as opiniões mais se dividem: 13,3% cento dos portugueses mostram-se muito de acordo, 17,7% são indiferentes, 34,1% discordam e 18,5% discordam por completo. A indiferença colhe quase outros 3% nos espanhóis.

sexta-feira, julho 24, 2009

Jardim inspira-se no modelo das autonomias espanholas

Apesar dos conflitos com Madrid, Alberto João quer importar para a Madeira o modelo das comunidades autónomas espanholas e criar o cargo de presidente da região.

A proposta de revisão constitucional do PSD/Madeira defendida por Jardim na sessão plenária de quarta-feira dedica um capítulo à reconfiguração dos orgãos do Governo Regional.
O PSD chama-lhe "aperfeiçoamento" e o líder madeirense avança com o exemplo das comunidades autónomas de Espanha. Neste âmbito, surge a figura do "presidente da Região Autónoma" que acumula a posição de chefe do Governo Regional, que nomeia e exonera "livremente" os secretários regionais, ganhando, ainda, poderes de veto sobre a legislação produzida.
De acordo com o documento, esta medida tem um objectivo: "Colocar a verdade formal de acordo com a verdade real do sistema político regional." Só que o exemplo de Espanha arrasta consigo, não uma situação pacífica, mas uma lista de conflitos e divergências, sendo que, nalguns pontos, a presença de Madrid é muito mais forte do que se verifica nas regiões autónomas portuguesas relativamente ao poder central.

A Constituição espanhola, no artigo referente aos estatutos das comunidades - rectificados pelas Cortes e posteriormente promulgados pelo Rei -, a organização institucional autonómica tem por base a Assembleia Legislativa, eleita por sufrágio universal, com recurso a um sistema de representação proporcional, um Conselho de Governo com funções executivas e administrativas e um presidente eleito pela Assembleia, entre os seus membros, nomeado pelo Rei.
O presidente e os membros do Conselho de Governo são politicamente responsáveis perante o Parlamento. Só que o controlo dos orgãos das comunidades autónomas espanholas continua a pertencer ao Tribunal Constitucional no que se refere à constitucionalidade das disposições normativas com força de lei, e ao Tribunal de Contas na área financeira. Por outro lado, a Constituição não só se fundamenta num princípio da unidade da nação espanhola, "pátria comum e indivisível de todos os espanhóis", apesar de reconhecer o direito às autonomias, como não estabelece um conteúdo fixo das competências destas comunidades deixando a cada uma delas a liberdade de assumir, através do próprio estatuto mas sempre dentro dos limites fixados pela própria Constituição.

Em Outubro de 2006, Pasqual Maragall, presidente da Generalitat da Catalunha, numa entrevista publicada no DN, defendeu uma revisão da Constituição espanhola.
"A revisão constitucional tem de completar-se. As autonomias estão lá no domínio dos princípios mas não estão concretamente referidas, o que afasta a expressa menção da diferença entre regiões. Essa revisão é indispensável num texto de 1978, que não contempla a entrada de Espanha na Europa, quanto mais a criação de 17 autonomias que não existem?", disse.

quinta-feira, julho 23, 2009

Amélia Mingas "cansada de sacrifícios" vai bater com a porta

A directora executiva do IILP - Instituto Internacional de Língua Português, Amélia Mingas, disse hoje que não se vai recandidatar ao cargo em 2010, alegando que está "cansada de ser sacrificada". "Tudo o que poderia ter dado já dei, com muito sofrimento e com muitas noites sem dormir para tentar ver o que poderia ser feito para dar visibilidade ao IILP. A única coisa que se comenta é que o IILP não fez nada e que é inoperante. Mas nunca deram meios", afirmou a linguista angolana, nomeada em 2006 e reconduzida em 2008.

"Quais foram os meios que nos deram para trabalhar de outra maneira? Nenhuns!", frisou. Amélia Mingas comentava os resultados da 14ª Reunião do Conselho de Ministros da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que decorreu segunda-feira na Cidade da Praia, em que foi decidido criar um grupo de trabalho para pensar a refundação do Instituto, criado em 1989. Questionada sobre se a perspectiva de Angola assumir a presidência da CPLP em Julho de 2010 poderá trazer benefícios para a direcção do IILP, Amélia Mingas foi clara na resposta: "Quando tudo isso for aprovado e capaz de ser posto em acção, já não estarei cá. Termino a minha comissão em Julho do próximo ano. E não me recandidato." "Tem sido uma travessia difícil. A verdade é que, quer se queira ou não, o IILP tem uma directora executiva, que o representa e que dá a cara sempre que necessário, mas nunca se fala dos meios que lhe puseram à disposição. Foi uma missão muito ingrata", sustentou.

Para Amélia Mingas, só os ministros e responsáveis da CPLP podem explicar a razão da criação de um grupo de trabalho vinte anos após a fundação do IILP. "Essa resposta os ministros é que poderão responder. Eles saberão por que razão só agora estão preocupados com isso", sublinhou, defendendo que esse trabalho deveria ter sido feito "antes da criação do próprio Instituto" e retomado mais tarde após a fundação da CPLP, em 1996. "Como foi possível durante esse tempo todo deixar o IILP ao abandono? Não se pagam quotas, não se criam fundos para a comissão trabalhar, não se criam as comissões nacionais que deveriam trabalhar para a Língua Portuguesa em diálogo com o Instituto...", criticou. Amélia Mingas mostrou-se esperançada em que o Instituto possa dar um passo em frente, agora que os chefes da diplomacia dos "oito" deram conta de que as coisas estão "mesmo muito mal". "Podem fazer-se mil projectos, mil propostas de refundação do IILP, mas se não se derem os meios financeiros para que realize tudo o que está pensado, um milhão de directores vão ter sempre o mesmo problema", disse Amélia Mingas, adiantando que o orçamento de 190 mil euros volta a servir unicamente para garantir o funcionamento do Instituto, que tem a sede na Cidade da Praia, em Cabo Verde.

Kumba Ialá pede a apoiantes para baterem em quem tentar manipular eleições

O candidato apoiado pelo Partido de Renovação Social às presidenciais da Guiné-Bissau, Kumba Ialá, foi a Bafatá, no centro do país, pedir aos eleitores para baterem nas pessoas que tentarem manipular a votação de domingo.

"Quem a população surpreender com sacos de dinheiro, boletins falsos para tentar manipular qualquer coisa é melhor tratar-lhe o corpo (...) antes de o levar para o hospital", pediu Ialá, ressalvando imediatamente que, às vezes, é preciso usar "violência democrática". "Eu sou contra a violência, mas por vezes é preciso usar a violência necessária para impor a ordem, para acabar com a anarquia. É preciso a violência democrática, para acabar com a violência anárquica e fascista", explica o antigo presidente guineense. No comício, Ialá fez também um "forte apelo" ao voto dos eleitores guineenses.

Na primeira volta do escrutínio, realizada a 28 de Junho, a abstenção foi de 40%, a maior de sempre registada no país. "Aproveito estas câmaras para lançar um forte apelo para que toda a população guineense, toda a nação guineense, amante da paz, amante da democracia, amante do progresso, no dia 26 deixe todas as outras coisas pequeninas de lado e, dê prioridade ao voto", afirmou Ialá, num comício na cidade onde nasceu Amílcar Cabral. "Porque no dia 26 vamos decidir o futuro da Guiné-Bissau. Ou a Guiné-Bissau se constrói definitivamente e segue definitivamente o rumo da paz e democracia ou racha definitivamente e leva cem anos sem paradeiro", alertou o antigo chefe de Estado do país.

Durante o comício Kumba Ialá explicou também aos seus apoiantes que pretende, se for eleito presidente do país, dar condições de saúde às populações e construir escolar e residências de professores em todas as regiões. Ialá voltou a lançar fortes ataques ao primeiro-ministro do país, Carlos Gomes Júnior, e ao Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), responsabilizando-os pelo atraso no desenvolvimento do país.

São Tomé assina com Portugal acordo de paridade cambial

São Tomé e Príncipe e Portugal assinam na próxima semana um acordo de paridade cambial que vai permitir à moeda são-tomense (Dobra) "ancorar-se ao euro", disse hoje o director do Centro de Investigação e Análise da Politica de Desenvolvimento, Adelino Castelo David. O acordo será assinado na capital são-tomense pela ministra do Plano e Finanças de São Tomé e Príncipe, Ângela Viegas, e pelo ministro das Finanças e da Economia de Portugal, Teixeira dos Santos.

Castelo David, que dirige a equipa técnica são-tomense que vem trabalhando com a parte portuguesa no acordo, disse à Lusa que "a delegação portuguesa deverá chegar a São Tomé na terça-feira, num voo privado".
A expectativa é de que o acordo de paridade cambial entre o arquipélago de São Tomé e Príncipe e Portugal entre em vigor já em Janeiro de 2010.
"Depois de assinado o acordo, há ‘demarches' internas que devem ser feitas para que, nos próximos seis meses, o acordo entre em vigor", disse ainda Castelo David.
"Procurar a melhor forma de incentivos para os investidores, estabilizar a economia e manter estável o poder de importação e os preços dos produtos no mercado são-tomense" são alguns dos benefícios que as autoridades são-tomense esperam obter com este acordo, acrescentou Castelo David.

O acordo de paridade cambial será apoiado por uma linha de crédito à disposição de São Tomé e Príncipe pelo Governo português. O valor não foi revelado.
"Nós beneficiaremos de uma linha de crédito que servirá de almofada para caso de uma crise extrema", adiantou o alto funcionário do Ministério são-tomense de Plano e Finanças.
A assinatura do acordo de paridade cambial entre os dois países lusófonos foi antecedida de vários encontros e seminários destinados a "colher subsídios" que ajudassem a encontrar um suporte para a moeda são-tomense.

quarta-feira, julho 22, 2009

Ministro espanhol visitou pela primeira vez em 300 anos Gibraltar e reclamou a soberania

A oposição não achou bem que o ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, Miguel Ángel Moratinos tivesse ido a uma terra que os britânicos ocuparam em 1704 e onde actualmente vivem 28.750 pessoas.

Moratinos, esteve ontem em Gibraltar. É o primeiro membro de um Governo de Madrid que aí se desloca desde que há 305 anos o pequeno território do Sul da Península Ibérica foi ocupado pela Inglaterra. "A posição de Espanha é não renunciar à recuperação da soberania sobre Gibraltar. Mas viemos aqui para dialogar, porque não há outra opção para além da cooperação e do diálogo", disse. Moratinos foi reunir-se com o seu homólogo britânico, David Miliband, e com o ministro principal de Gibraltar, Peter Caruana, para prosseguir conversações que em 2006 decorreram na cidade andaluza de Córdova e o ano passado em Londres. Mas o Partido Popular (PP, na oposição) achou muito mal que um ministro se tivesse prestado a ir a um território que a Espanha considera indevidamente ocupado, apesar de, pelo Tratado de Utreque, de 1713, o ter cedido à Coroa britânica.

Em Gibraltar a visita foi bem recebida: foi "um gesto político importante, que agradecemos", disse Caruana ao jornal El País, considerando-a "uma aposta na cooperação". Recentemente tinham surgido novas dificuldades, depois de Espanha ter incluído numa lista europeia de habitats naturais as águas que rodeiam a cidade e o porto de Gibraltar. Segundo o Tratado de Utreque, os espanhóis só cederam aos britânicos a cidade e o castelo de Gibraltar, bem como o respectivo porto, mas não o istmo que conduz ao território, nem as águas em redor. Moratinos foi acompanhado pelo secretário de Estado dos Assuntos Exteriores, Ángel Losada, e seguiu depois para Jerez de La Frontera, para novas conversações com Miliband, já à margem da questão de Gibraltar. A secretária-geral do PP, María Dolores de Cospedal, considerou a deslocação um "terrível erro", por poder ser interpretada como um "perigoso" precedente de se entender Gibraltar como país soberano, quando na verdade a Espanha gostaria de recuperar esses 6,8 quilómetros quadrados.

A ilha de Menorca, nas Baleares, também foi cedida em Utreque à Grã-Bretanha, mas a Espanha conseguiu reavê-la pelo Tratado de Amiens, em 1802, depois de uma série de incidentes que envolveram tropas inglesas e espanholas e também francesas. A devolução de Gibraltar tem sido desde há muito um objectivo da política externa espanhola. Em Abril de 1980, o Acordo de Lisboa estabeleceu o quadro para o assunto ir sendo paulatinamente negociado, ao longo dos anos. Entretanto, do mesmo modo que a Espanha desejaria reaver o território gibraltino, Rabat afirma que os enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla fazem parte integrante do Reino de Marrocos, devendo ser abandonados por Madrid.

CPLP já superou limite de maturidade, diz MNE de Angola

A CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa já superou o limite da maturidade, com estruturas sólidas e objectivos fortes, disse hoje o ministro das Relações Exteriores de Angola.

Assunção dos Anjos, que participou segunda-feira no Conselho de Ministros da CPLP, realizado na Cidade da Praia, considerou que a "CPLP é uma realidade, com estruturas sólidas e objectivos bastante fortes, que já não é aquela comunidade só baseada na língua. Coopera num sentido extremamente positivo e isso ficou patente nas discussões em torno dos efeitos da crise económica mundial nos nossos países", afirmou o chefe da diplomacia angolana que, a partir de 2010, assegurará a presidência do Conselho de Ministros da organização.

Brasil/Moçambique: Moçambique é parceiro estratégico

O Presidente brasileiro, Lula da Silva, disse hoje, durante a visita do seu homólogo moçambicano, Armando Guebuza, que Moçambique é um "parceiro estratégico e prioritário" das relações do Brasil com África e anunciou uma nova missão empresarial em Outubro.

"Hoje damos mais um passo para consolidar uma aliança que é modelo de cooperação para o desenvolvimento e que revela o potencial transformador da relação Sul-Sul", destacou Lula da Silva.
Lula da Silva disse ainda que os investimentos brasileiros estão a chegar a Moçambique "com força" e que os empresários partilham o optimismo do Governo brasileiro.

[O Brasil, tal como Angola no post anterior, exercitam as suas influências mundiais...]

Geocapital prepara lançamento do primeiro banco timorense

A sociedade financeira Geocapital quer abrir o primeiro banco de direito privado em Timor-Leste, num investimento estimado entre quatro e seis milhões de euros, revelou Diogo Lacerda Machado, administrador da empresa.

Lacerda Machado, que hoje formalizou, em Díli, o pedido de abertura do banco junto da autoridade bancária de Timor, explicou que a instituição será estruturada como banco de investimentos. "O Banco Timorense de Investimento será o primeiro banco de direito timorense e irá sobretudo financiar investimentos em Timor-Leste, mais do que disputar depósitos", sublinhou.
O administrador da Geocapital acrescentou que a empresa "tem tudo pronto" para lançar o banco assim que receba autorização da autoridade bancária timorense, manifestando expectativa de que a resposta das autoridades seja positiva e o mais rápida possível.

Em Timor-Leste estão actualmente três bancos comerciais: o português Caixa Geral de Depósitos/BNU, o indonésio Mandiri e o australiano-neo-zelandês ANZ.
Com um capital social de 10,2 milhões de euros, a Geocapital tem como accionistas o macaense Stanley Ho e o português Ferro Ribeiro.
Constituída com o objectivo de investir em projectos ligados à agro-indústria, biocombustíveis e infra-estruturas em países e territórios lusófonos, a Geocapital tem investimentos em Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo Verde, Portugal e Macau.
No sector bancário, a Geocapital detém posições em quatro instituições financeiras de países africanos de língua portuguesa, nomeadamente Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique.

A crescente importância mundial de Angola. Hillary Clinton visita Angola em Agosto

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, realiza uma visita oficial a Angola na primeira semana de Agosto, revelou hoje fonte do Ministério das Relações Exteriores.

A vice-ministra angolana das Relações Exteriores, Exalgina Gambôa, em declarações no Palácio Presidencial, na sequência da visita do presidente de Cuba, Raúl Castro, a Angola, explicou ainda que Hillary Clinton visita Luanda depois de uma deslocação ao Quénia.
Questionada sobre a possibilidade de Angola vir a desenvolver novos esforços junto dos EUA para que acabe o bloqueio económico a Cuba, a vice-ministra sublinhou que "Angola vai estar sempre do lado de Cuba".
Exalgina Gambôa afirmou que Angola apoia, "mais uma vez, e como tem sempre defendido, o fim do embargo nas Nações Unidas".
Exalgina Gambôa não explicou os detalhes da agenda da visita de Clinton a Luanda.
"Os países são livres de fazer as suas opções e, naturalmente, Angola vai estar sempre do lado de Cuba e essa é a nossa posição. Cuba deve estar livre dessa situação (bloqueio)", frisou.

A deslocação da secretária de Estado norte-americana ocorre depois da visita do ministro das Relações Exteriores angolano, Assunção dos Anjos, em Maio, aos EUA, visita durante a qual manteve um encontro com Hillary Clinton e com altos funcionários da administração Obama.

terça-feira, julho 21, 2009

CPLP abre missão em Díli

A CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa vai abrir, em breve, uma representação em Díli, para apoiar a implementação do Plano Estratégico de Cooperação para Timor-Leste, decidiu ontem o Conselho de Ministros da organização lusófona.

A decisão, tomada ontem na Cidade da Praia, responde ao interesse manifestado por Timor-Leste no aprofundamento da integração na CPLP, devendo agora os estados-membros, em coordenação com as autoridades de Díli e articulados com o Secretariado Executivo, nomear um representante e marcar a data da instalação.
O Plano Estratégico da CPLP para Timor-Leste foi apresentado às autoridades de Díli em Abril último pelo director da Cooperação da Comunidade, Manuel Lapão, e surgiu na sequência da abertura, em Janeiro deste ano, de uma missão timorense junto da organização.
O Conselho de Ministros da CPLP decidiu hoje também que irá promover uma reunião do Grupo de Contacto para a Guiné-Bissau, visando convocar uma conferência internacional de parceiros de desenvolvimento.
Numa resolução sobre o Plano de Apoio à Estabilidade na Guiné-Bissau, os oito chefes da diplomacia da CPLP decidiram na Cidade da Praia, em Cabo Verde, onde decorre a 14ª Reunião do Conselho de Ministros da organização, promover acções em articulação com o governo guineense.
Essas acções, lê-se no documento aprovado, visam o reforço da posição externa e a criação de condições para programas de reformas e de desenvolvimento da Guiné-Bissau.
Nesse sentido, a Presidência portuguesa da CPLP foi também mandatada para, em articulação com o Secretariado Executivo, apresentar, no prazo de 60 dias, um projecto de apoio aos sectores da saúde e da educação e a definição de uma estratégia para a segurança alimentar na Guiné-Bissau.

Os projectos, porém, devem ser, por sua vez, articulados com as autoridades guineenses dentro das prioridades de Bissau definidas no Documento de Estratégia Nacional de Redução da Pobreza (DENARP) e no "bom respeito" pelas melhores práticas internacionais, sendo financiados pelo Fundo Especial da CPLP e por outros doadores bilaterais ou multilaterais.
Segundo a resolução, a CPLP deve prosseguir esforços com o objectivo de reforçar as instituições do Estado na Guiné-Bissau e o aprofundamento da reforma do sector de segurança, incluindo o combate ao narcotráfico.
O programa de apoio à estabilidade na Guiné-Bissau, aprovado pelo CCP a 25 de Novembro de 2008, assenta em três pilares: o combate "firme e eficaz" ao narcotráfico, o "aprofundamento" da reforma do sector de segurança e a "geração de recursos internacionais" para o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

segunda-feira, julho 20, 2009

Um português, uma petrolífera, uma venda de 7,3 mil milhões

No próximo dia 24 de Agosto, a chinesa Sinopec vai pagar qualquer coisa como 7,3 mil milhões de dólares (cerca de 5,2 mil milhões de euros) para ficar com as acções da Addax, uma empresa de exploração de petróleo independente. A operação será feita totalmente em dinheiro, o que é pouco comum na actual conjuntura de crise.
No entanto, a Sinopec também não é uma empresa normal, já que é dominada pelo Estado chinês, ávido de petróleo para continuar a crescer. E a própria história da Addax e deste negócio é também invulgar, tendo um português como protagonista.

Pedro de Almeida, hoje com 62 anos, foi um dos quatro fundadores da Addax, que nasceu para o negócio de compra e venda (trading) de petróleo e produtos refinados em 1988. Licenciado em Ciência Política pelo actual Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, e tendo frequentado a Escola Naval, tinha acabado de sair da Sociedade Central de Cervejas quando respondeu a um anúncio para dirigir a frota da Soponata, do grupo Petrogal, em 1973/74. Foi aceite, e a partir daqui nunca mais deixou de estar ligado ao mundo do petróleo. Cinco anos depois, já a trabalhar no departamento de compra de crude para as refinarias nacionais, cruza-se com Patrick Monteiro de Barros, e parte para Paris para trabalhar com o empresário na Philip Brothers. É aqui que desenvolve o gosto pelos negócios internacionais e pelo mercado africano, além de conhecer o suíço Jean Claude Gandur, actual presidente executivo e grande accionista da Addax Petroleum. O passo seguinte foi a constituição da Sigmoil, empresa de trading que também era controlada por Monteiro de Barros, mas onde Pedro de Almeida era já um pequeno accionista, tal como Gandur. O corte com Patrick Monteiro de Barros dá-se em 1987, quando Pedro de Almeida, Jean Claude Gandur e outros dois sócios se juntam para formar uma empresa a partir do zero, baptizando-a de Addax & Oryx. No fundo, como recordou Pedro de Almeida, a ideia era operarem no mesmo tipo de negócio, a compra e venda de petróleo, "mas a uma escala mais pequena", ligados ao continente africano.

Em 1988, um ano depois do arranque efectivo, começa a fase da expansão. Compram a armazenagem da Esso em Dakar, e começam a fazer mistura de fuelóleo. Depois foi a vez da distribuição e armazenamento da AGIP na Tanzânia, e a construção de um enorme terminal multiusos no Benim, seguindo-se as instalações de gás da Shell na Costa do Marfim. "Fomos comprando e fazendo investimentos de raiz, adquirindo activos às grandes companhias que tinham uma política de desinvestimento em África, que deixara de ser importante por causa do risco e da rentabilidade inferior aos países que dominavam. Acreditámos em activos em mau estado mas que estavam baratos", conta Pedro de Almeida. Era a fase de crescimento na distribuição, mas ainda não era aqui que se faria o grande negócio que chamou a atenção dos chineses. O momento fulcral da empresa dá-se em 1998, numa altura de baixa dos preços do barril de petróleo, cotado a 13 dólares. Uma empresa norte-americana, a Ashland, estava disposta a vender os poços que tinha na Nigéria. "Não tínhamos nenhuma experiência de produção, pelo que fizemos uma joint-venture com a Total, em que eles apareciam como comprador e nós assumiríamos a operação de dois poços, um offshore e outro onshore, quando tivéssemos uma equipa de engenheiros e criado a estrutura, que não tínhamos. Era uma operação que não se faz de um dia para outro." A falta de capital leva-os a pedir um empréstimo, agressivo, ao BNP Paribas, que desconfiou da falta de experiência da Addax na vertente de exploração. Afinal, uma coisa é comprar e vender petróleo dos outros, outra coisa é assumir os riscos de investir em poços. Como contrapartida pelo empréstimo, a seis meses, o Paribas pede os activos da empresa como garantia. Quando o preço do barril desce para nove dólares, os alarmes soam na companhia, com o banco a querer accionar as garantias. Parecia que a criação da Addax Petroleum seria o início do fim da aventura do grupo.

"A máquina parou. Estávamos a poucos meses de sermos executados", recorda o empresário. No entanto, como diz Pedro de Almeida, "a sorte, às vezes, protege os audazes", e o preço do barril começa a subir. Primeiro para os 10 dólares, depois para 13, até atingir os 20 dólares. Os 8000 barris que produziam por dia passam rapidamente de encargo a fonte de riqueza. E começou o que viria a ser um negócio milionário. A compra e venda de um campo de gás na Costa do Marfim permitiu incrementar a aposta na Nigéria, subindo para os 40 mil barris por dia. Agora, "era o BNP Paribas a perguntar de quanto é que precisávamos...", relembra. Sobre a Nigéria, os ataques de movimentos como o da Emancipação do Delta do Níger e a corrupção política, Pedro de Almeida explica que "é mais importante atacar a Exxon ou a Shell, em termos mediáticos". "Depois, as nossas plataformas estão fora da zona de maior conflito. Além disso, aprendemos com os erros dos outros, e construímos infra-estruturas como escolas, hospitais e saneamento, o que não criou anticorpos. É verdade que há grande propensão para corrupção, mas existem formas de contribuir sem ser com dinheiro na mão", garante. Com a Nigéria a aumentar a produção, o investimento em novos poços em outras regiões, e com os preços do petróleo a subir, o grupo achou que era a altura de colocar a Addax Petroleum na Bolsa de Toronto, Canadá, o que viria a acontecer no início de 2006. Cerca de 25% do capital é aberto a novos accionistas, e as cotações disparam. Para Pedro de Almeida, que tinha assento na administração da holding, a Addax & Oryx, ainda ligada ao trading, era a altura certa para sair da empresa. "Sou um homem do trading, não da exploração e produção, já tinha dado o que tinha dado em termos de contributo para a holding, queria os meus negócios".

Trocou grande parte das acções da holding por títulos da Addax Petroleum, um privilégio de fundador, e vendeu muitas delas ao mercado, dedicando-se a negócios pessoais, como a Admar Shipping, do Panamá, que tem uma filial em Lisboa, a Admar Trading, de Genebra, e a Admar ET, de Lisboa, dedicada ao transporte de mercadorias por contentores. Hoje, não diz quantas acções ainda detém na Addax Petroleum, sustentando apenas que é um pequeno accionista, sem, no entanto, ter perdido a oportunidade de beneficiar da operação da Sinopec. Quanto à Addax, "foi a única empresa de trading que ganhou estatuto de empresa de petróleo, formada por quatro carolas que acreditaram num projecto, consequentes na sua estratégia de desenvolvimento". Ainda foi à última assembleia geral, há cerca de três semanas, para acompanhar o processo da venda aos chineses, e ver pessoalmente aquilo que apelida de "fim da aventura". Agora, diz, a 24 de Agosto vai chegar a vez de colocar um ponto final na ligação ao projecto que ajudou a criar vinte anos antes.

Nissan investe 250 milhões numa fábrica de baterias em Portugal

Portugal é um dos países onde a Nissan vai instalar fábricas de produção de baterias de iões de lítio para carros eléctricos, anunciou hoje o fabricante nipónico em comunicado.

O investimento a realizar é de 250 milhões de euros, com a criação de 200 postos de trabalho. A localização da fábrica não foi divulgada, embora a companhia adiante que há várias alternativas em fase de estudo. O vice-presidente da Nissan para a Europa, Eric Nicolas, encontra-se esta manhã com o primeiro-ministro português, José Sócrates, numa reunião onde este investimento deverá ser abordado.Para além de Portugal, a Nissam anuncia também a instalação de uma outra fábrica de baterias em Inglaterra. Esta unidade terá uma produção anual de 60 mil equipamentos.

"É inadiável refundar o Instituto Internacionalde Língua Portuguesa"

in noticiaslusofonas.com

Quem finalmente o diz com todas as letras é o ministro português Luís Amado.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português considerou hoje, na Cidade da Praia, Cabo Verde, que é "inadiável" a refundação do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP). Amado, que chegou hoje à capital de Cabo Verde, onde decorre a 14ª Reunião do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a que preside, adiantou que Portugal tem uma proposta para que o IILP se torne "capaz de preencher as expectativas criadas em relação ao estatuto da Língua no mundo". "O tema central (do Conselho de Ministros) é a nova abordagem estratégica para a promoção e difusão da Língua Portuguesa, assumida pela CPLP na sequência da Cimeira de Lisboa (Julho de 2008). Teremos oportunidade de discutir as questões concretas relacionadas com o IILP e com a sua refundação, que é inadiável", disse. "Há uma proposta nossa, que deverá ser aprovada, que define as orientações que deverão ser seguidas nos próximos meses para que haja uma nova instituição capaz de preencher as expectativas criadas em relação ao estatuto da Língua no mundo", sustentou o presidente do Conselho de Ministros da CPLP.

Luís Amado frisou que a manutenção da actual direcção do IILP, chefiada pela linguista angolana Amélia Mingas, "não está em causa", e salientou que "o que é importante é refundar o ILLP, que não tem sido capaz de corresponder às expectativas que se criaram aquando da sua fundação. Depois da sua fundação (em 1989), constituiu-se a CPLP (1996). Mas a articulação de objectivos entre a CPLP e o IILP não tem sido fácil. É preciso que se diga, que o IILP tem uma grande falta de visibilidade no conjunto da CPLP, pelo que é preciso dar um novo impulso", sublinhou. Nesse sentido, acrescentou Luís Amado, é necessário dar ao IILP "novas competências, atribuições e objectivos bem definidos, para que possa ter sucesso". "Na nossa proposta, e independentemente de outros aspectos que devem ser revistos, há uma acção de apoio à interpretação da Língua Portuguesa nos organismos internacionais, em que o IILP pode assumir essa competência. E se houver consenso, é possível que o instituto se torne mais operacional, com mais visibilidade e com um papel mais determinante na promoção da Língua Portuguesa", adiantou.

Para Luís Amado, é também essencial analisar os problemas específicos de cada Estado membro na promoção do ensino e na expansão da Língua Portuguesa, tendo em conta que os países africanos da CPLP (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe) "têm ainda os seus sistemas de ensino em expansão". Por isso, acrescentou, necessitam de apoio específico na área do ensino da Língua Portuguesa, pelo que na mesa estará a discussão de uma estratégia comum para os ajudar, contando com o apoio do Brasil. Além da questão da Língua Portuguesa, Luís Amado salientou que a reunião ministerial vai também centrar-se na crise internacional e à forma como está a ser acompanhada em todas as regiões, bem como se fará um ponto de situação sobre os últimos desenvolvimentos na Guiné-Bissau e em Timor-Leste.

sexta-feira, julho 17, 2009

CPLP: Fonseca esperava «maior ênfase» na promoção da língua

O ex-secretário-executivo da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa Luís Fonseca defendeu hoje que a Presidência portuguesa da organização tem procurado "materializar" as decisões da Cimeira de Lisboa, mas esperava "maior ênfase" na promoção da Língua Portuguesa.

Em entrevista, em vésperas da reunião do Conselho de Ministros da organização, domingo e segunda-feira na Cidade da Praia, o diplomata cabo-verdiano sublinhou o esforço de Lisboa em dinamizar os encontros ministeriais, que considera fundamentais na rede institucional da CPLP, sustentando que se tem ouvido falar mais da organização, "o que é sinal de um aumento de actividade".
"Mas, atendendo às expectativas criadas durante a Cimeira (de Lisboa, há um ano), esperaria, talvez, maior ênfase na promoção da Língua Portuguesa, particularmente no que respeita ao papel do IILP (Instituto Internacional de Língua Portuguesa). Mas também é verdade que a situação na Guiné-Bissau canalizou muita da atenção que poderia ser encaminhada para acções de afirmação e consolidação da Comunidade", sustentou.

CPLP discute visto automático para empresários

Na Cidade da Praia vai ser proposto um regime especial de transição para a livre circulação.

A XIV Reunião do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai decorrer de 19 a 20 de Julho, na Cidade da Praia, em Cabo Verde. "A solidariedade na CPLP no contexto da crise económica e financeira internacional: perspectivas regionais" é o tema escolhido para o debate geral.

Outro dos temas que vai ser discutido é o dos acordos de cidadania e circulação. A CPLP aprovou já um conjunto de medidas que permitem, que numa fase transitória, "os homens de negócios, estudantes ou académicos possam beneficiar de um regime especial de facilidade para a circulação nos vários Estados membros", disse Domingos Simões Pereira, secretário executivo da CPLP. Aquele responsável diz que os acordos existem mas "nalguns casos estão a funcionar, noutros nem tanto".

quinta-feira, julho 16, 2009

Marginal de Durban "pintada" com as cores da Madeira e Portugal

In noticiaslusofonas.com

Ranchos e grupos folclóricos madeirenses e comida tradicional da ilha marcaram no domingo, de forma exemplar, a secular presença de uma forte comunidade madeirense na cidade costeira de Durban.

Para assinalar o Dia da Região Autónoma da Madeira na capital sul-africana do turismo, os madeirenses e seus descendentes "pintaram" literalmente com as cores das bandeiras da região autónoma e de Portugal a bela marginal de Durban, marcando a sua presença e a sua interacção com os povos e etnias locais de forma exemplar.
Com efeito, dançarinas tradicionais zulus e indianas, os dois maiores grupos étnicos da região, actuaram no palco principal do festival madeirense, arrancando prolongados aplausos aos milhares de pessoas presentes no festival.
Enquanto os zulus são oriundos da própria região, os indianos estabeleceram-se em grandes números na zona hoje conhecida por Kwazulu-Natal a partir de meados do século 19 quando os britânicos começaram a "importar" trabalhadores da Índia para as plantações de cana de açúcar do então Natal.

O festival madeirense de ontem atraiu à marginal sul-africanos de todas as origens, repetindo o sucesso da iniciativa de um grupo de portugueses que se repete todos os anos na última década.

O secretário regional dos Recursos Humanos, Brazão de Castro, que conhece bem a comunidade madeirense de Durban, manifestou apreço pelos organizadores, que com esta iniciativa conferem uma visibilidade e dignidade únicas à sua comunidade nesta cidade de 3,5 milhões de habitantes, com o maior porto do continente africano e ricos laços históricos com Portugal.

"Fernando Pessoa viveu e estudou aqui, muito antes disso foi a tripulação de Vasco da Gama que baptizou a região de Natal e as marcas de Portugal não param aí", salientou o ex-conselheiro comunitário Elias de Sousa, ele próprio um dos organizadores do festival anual.

Os lucros do festival, que tem uma forte componente comercial com dezenas de tendas onde se vendem os mais variados produtos e iguarias portuguesas, são canalizados para obras de beneficência da comunidade portuguesa de Durban.

quarta-feira, julho 08, 2009

Angola ganha visibilidade com presença na cimeira do G-8

Maior visibilidade internacional e mais responsabilidade interna são as consequências imediatas da participação do presidente angolano, José Eduardo dos Santos, na cúpula do G-8, que acontece na quarta-feira na Itália, segundo analistas angolanos.
O convite feito pelo primeiro-ministro italiano, Sílvio Berlusconi, para estar em L'Aquila, deve-se ao crescente papel de Luanda na política mundial graças à sua condição de grande produtor de petróleo e o seu papel decisivo no jogo diplomático africano, especialmente na África Austral.

Segundo Justino Pinto de Andrade, professor universitário, sendo Angola actualmente “um parceiro internacional interessante” no que diz respeito ao petróleo, detendo a actual presidência rotativa da Organização de Países Produtores de Petróleo (OPEP), sua importância se torna ainda maior.

Angola não pode ficar de fora na discussão de problemas internacionais, como a crise económica e financeira mundial, por onde passam também os problemas energéticos”, disse Andrade. Porém, ele destaca que o convite não pode ser visto na perspectiva pessoal, mas sim “no que ele representa”.

Além de Angola, foram convidados a participar da reunião outros países africanos, como África do Sul, Argélia, Egipto, Nigéria e Senegal.

terça-feira, julho 07, 2009

Portugal em 20º na lista dos maiores destinos turísticos do Mundo

Os dados da Organização Mundial do Turismo (OMT), que reportam a 2007, mostram que o nosso país recebeu 12,3 milhões de visitantes estrangeiros. Em termos de receitas, no entanto, Portugal sai pior na fotografia, caindo para a 27ª posição.

No topo da lista de destinos mais procurados pelos turistas não está nenhum paraíso tropical, mas sim a quase vizinha França, com 79,3 milhões de visitas, seguindo-se os EUA, com 58 milhões.
No top estão ainda a vizinha Espanha (57,3 milhões de chegadas), a China (53 milhões) e a Itália (42,7 milhões).
Alemanha, Reino Unido, Austrália, Turquia e Áustria estão nas posições seguintes. Entre os 15 melhores estão ainda a Tailândia, Grécia, Hong Kong, Malásia, e Canadá.
Seguem-se a Suíça, Macau, Holanda, México, Suécia e Bélgica.

A par com Portugal, destinos como a Federação Russa, Índia, Polónia, Egipto, Croácia, Japão e Singapura têm receitas superiores a dez mil milhões de dólares mas menores que doze mil milhões.

A Arábia Saudita, na 30ª posição no ranking em volume de receitas, com 9,7 mil milhões de dólares, abre o grupo dos países com menos de dez mil milhões de dólares, tendo nas posições seguintes a República da Coreia, a República Checa, a África do Sul, a Indonésia, Marrocos, Dinamarca, Irlanda, Emirados Árabes Unidos, e Hungria.
Depois da 40ª posição está o Brasil, a Ucrânia, Formosa, Líbano, Nova Zelândia, Noruega, Argentina, Luxemburgo, Filipinas, República Dominicana e Bulgária.

Orey assumirá gestão do fundo com activos dos clientes do BPP

A participação do Grupo Orey - através da sua unidade financeira - no plano de viabilização do Banco Privado Português (BPP) delineado pelos accionistas da Privado Holding (PH) será concretizada de duas formas: na injecção de capital no banco e na gestão do fundo que permitirá resolver o problema dos produtos de retorno absoluto.

Com experiência na área de gestão de activos, o Grupo Orey assumirá - se o plano for aceite pelas autoridades - a gestão de um veículo onde serão colocados os activos dos produtos de retorno absoluto. Os clientes serão convidados a abdicar das garantias contratadas com o banco, recebendo como contrapartida activos que "substituirão" as responsabilidades do banco com essas garantias. Esses activos serão obrigações de emitentes de elevada qualidade, com classificações de dívida equivalentes à do Estado português.

[Um primeiro comentário à aquisição do BPP pelo Grupo Orey.
Parece-me fantástico o crescimento sustentado que a financeira deste grupo vem tendo. Depois da chegada de Duarte d'Orey mudaram-se os pressupostos, o que, de forma normal, não agradou a todos os familiares. Contudo, o grupo passou a criar mais riqueza, apostando em sectores que, apesar de não tradicionais no grupo, pareciam ser de crescimento certo. Está de parabéns esta gestão ambiciosa e realista.
]

Rússia, EUA e Índia prejudicam Portugal com medidas proteccionistas

Caíram em saco roto os apelos para que os países não cedessem à tentação de erguer barreiras para proteger os seus mercados. Com a crise a bater-lhes à porta, vários Estados apressaram-se a privilegiar as empresas domésticas, dando-lhes subsídios à exportação ou resguardando-as da concorrência internacional. Portugal, uma pequena economia muito dependente do mercado externo, já está a ser prejudicado por países como a Índia, a Rússia, os EUA e a Indonésia.

Em menos de um ano, as empresas portuguesas de sectores como o petróleo, os couros e têxteis, o automóvel ou os lacticínios passaram a sentir mais dificuldades a competir nos mercados nacional e internacional, precisamente devido à adopção de medidas proteccionistas por parte de um conjunto de países, revela um levantamento que está a ser efectuado pela Global Trade Alert (GTA), uma organização criada este ano com o apoio do Banco Mundial, do governo britânico e de várias outras instituições para analisar reacções proteccionistas à crise.

sexta-feira, julho 03, 2009

Organismo europeu premeia equipa da Gulbenkian

Investigadores portugueses estudam divisão das células, um dos passos fundamentais para a criação de um ser vivo.

Seguir proteínas fluorescentes no microscópio é uma das actividades que mais tempo tiram aos investigadores. Lars Jansen, que fundou uma nova equipa de investigação no Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), em Oeiras, no ano passado, desenvolveu uma nova técnica que permite ver diferentes populações da mesma proteína. A técnica deu ao investigador um subsídio de instalação da European Molecular Biology Organization (EMBO) e pelo meio ajudou a descobrir mais um passo do mecanismo que separa os cromossomas quando se dá a divisão celular. O estudo foi publicado na Nature Cell Biology.

A divisão celular transforma uma célula num organismo, regenera os tecidos vivos e permite a produção das células sexuais que garantem a sucessão de gerações. Quando uma célula se replica é essencial que os cromossomas, onde estão as moléculas de ADN, se dividam equitativamente para as células filhas. A separação acontece quando os cromossomas estão na sua forma mais fotogénica e se parecem com um X, e faz-se a partir de uma estrutura de proteínas chamada centrómero, que liga os dois braços do X que contêm exactamente a mesma informação genética.
Durante a divisão, uma bola de proteínas chamada cinetocoro adere a este centrómero. É a partir desta região que se liga um fuso de moléculas que separa cada braço do X para cada lado da célula, esta parte-se ao meio e a divisão termina com duas novas células com o mesmo ADN.

A equipa de Lars Jansen descobriu que a primeira proteína do cinetocoro a ligar-se ao centrómero é a CENP-N. "Sem esta proteína, não se recruta o cinetocoro e perde-se a identidade e função dos centrómeros", explicou Mariana Silva, uma das autoras do artigo. A doutoranda do IGC acrescenta que a ausência da proteína leva a uma separação errada dos cromossomas, o que pode originar células cancerígenas.
O estudo foi uma colaboração com um grupo da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. O grupo pediu auxílio a Jansen por ter desenvolvido uma técnica que permite seguir populações diferentes da mesma proteína no microscópio, que estão marcadas com cores fluorescentes diferentes. Foi por esta técnica que Jansen recebeu o subsídio da EMBO, que dá direito a 50 mil euros por ano, durante os próximos cinco anos.

Ryanair abre base no aeroporto do Porto

A companhia aérea de baixo custo Ryanair anunciou ontem a criação, no Porto, da sua 33.ª base e o investimento de 140 milhões de dólares (100 milhões de euros) na aquisição de dois novos aviões a basear naquela cidade.

Em conferência de imprensa no Porto, o presidente do conselho de administração da Ryanair afirmou que a base no aeroporto do Porto - a primeira da companhia em Portugal - entrará em operação em Setembro. Esta permitirá a criação de quatro novas rotas para Basileia, Eindhoven, St. Etienne e Tours e o aumento, para 1,5 milhões de passageiros (contra um milhão em 2008), do tráfego da Ryanair naquela cidade.

Segundo Michael Cawley, a partir de Setembro a companhia irá ainda duplicar o número de voos do Porto para Paris Beauvais, para duas ligações diárias. No total, a Ryanair passará a ter 16 rotas e 50 saídas diárias a partir do Porto que, garante, "irão sustentar 1500 empregos" na cidade.
"Numa altura em que ainda se discutem investimentos bilionários no TGV, o [aeroporto] Sá Carneiro e a Ryanair estão a fazer mais por juntar Portugal à Europa do que em muitos anos o TGV fará, se é que algum dia o fará", destacou o director de comunicação da Ryanair na Europa.

Questionado pelos jornalistas, Daniel de Carvalho admitiu que a companhia está também interessada em operar voos domésticos de baixo custo em Portugal, prioritariamente entre o Porto e Faro, mas também entre o Porto e Lisboa.

"É um assunto que estamos a estudar muito atentamente e que esperamos vir a implementar. Interessa-nos ter a oferta de um voo doméstico entre o Porto e Faro porque vimos que é um bom mercado", afirmou.

Manuel Pinho e as Touradas

Há algo que me incomoda... sim, me arrelia como um grão de areia debaixo do colchão.

Sem defender nem desculpar a atitude do sr. ministro, o que verdadeiramente choca é que neste país, mais depressa se é demitido por uns cornichos ou uma piada menos feliz, do que por actos corruptos, dislates e compadrios, verdadeiras faenas ao cidadão português. Esses sim continuam como lapas.

E tudo vai bem quando acaba bem. Para alguns....

Gostei da Frase

Enquanto no Parlamento se peleja em redor do Estado da Nação, o país real ocupa-se do Estado da Nação Benfiquista.

aqui

quinta-feira, julho 02, 2009

Desmistificar



ps... só para que saibam... se Portugal tivesse os mesmos habitantes que Espanha, o custo seria de 40 centimos, ou seja cada Português paga o dobro pela sua república do que um espanhol pela sua monarquia. Quem diria hem!!

Eleições no SLB

Se Vilarinho não suspender as eleições... se puder... aquilo vai dar molho

ai vai vai

Ora que bela frase... e tão verdadeira

Portugal é um país dominado por uma elite que se conhece há longos anos, partilhando o mesmo percurso pós-revolucionário. Não é gente com caminhos muito diferentes - e todos parecem sentir que esse serviço que prestaram ao país é uma conta difícil de saldar. É como se fossem credores da liberdade que hoje se vive. E isso parece autorizá-los a ter dos negócios e do Estado esta visão tão promíscua. Isso explica silêncios e omissões - até esquecimentos, como aconteceu com Dias Loureiro - em relação a assuntos públicos. Não é que se protejam uns aos outros, mas é como se fizessem parte de uma congregação que acredita que, na ausência da sua avisada acção, poderia muito bem não ter existido país.

no I aqui

quarta-feira, julho 01, 2009

Ministério dos Negócios Estrangeiros tem fraco controlo financeiro sobre embaixadas

As representações portuguesas no estrangeiro não têm "sistemas de informação fidedignos", revela a Conta Geral do Estado para 2008. As embaixadas e os consulados falham nas obrigações de prestação de contas, que nem sequer contemplam a totalidade das verbas orçamentadas.

A auditoria no âmbito do Ministério dos Negócios Estrangeiros, concluiu que controlo financeiro sobre estas entidades é fraco. Uma inspecção extraordinária à Embaixada de Vilnius, na Lituânia, revelou "falta de integridade da informação prestada nas contas de gerência" e "deficiente controlo sobre o cadastro de bens".

[Mais uma vez aqui se prova o momento difícil que a diplomacia portuguesa atravessa. Uma das diplomacias mundiais mais prestigiadas e historicamente respeitadas, conta nos seus quadros com elementos da maior qualidade, mas a quem falha os meios, quer materiais, quer humanos. E digo humanos, porque os funcionários consulares, no geral, se apoiam num Sindicato fortíssimo que "ata" até o mais forte embaixador ou cônsul. E eu sei do que estou a falar...]

terça-feira, junho 30, 2009

Portugal e São Tomé e Príncipe vão assinar acordo de paridade cambial Cabo Verde

Portugal e São Tomé e Príncipe assinam na segunda quinzena de Julho um acordo de cooperação cambial, disse a ministra do Plano e Finanças são-tomense.
"O acordo visa sustentar a paridade cambial entre a dobra (moeda são-tomense) e o euro", disse Ângela Viegas, acrescentando que o acordo será "sustentado por uma linha de crédito" que o Governo português vai colocar à disposição do arquipélago.

A ministra não se referiu ao montante da referida linha de crédito, tendo sublinhado apenas que o financiamento terá utilidade em caso de haver "algum problema com as reservas cambiais".

"As vantagens são muitas", justifica a titular do Plano e Finanças de São Tomé e Príncipe, tomando como um dos exemplos a importação de mercadorias.
"Os nossos comerciantes importam mercadorias hoje a uma taxa de câmbio. Com a permanentemente depreciação da dobra face ao euro, quando têm que pagar aos seus credores, a taxa de câmbio já será outra", disse Viegas.

"Com uma paridade fixa entre o euro e a dobra, a maior parte desses problemas deixam de existir, considerando que as nossas importações são fundamentalmente da Zona Euro", acrescentou.

"A taxa de inflação que temos até ao fim do ano é de dois dígitos. Com a paridade cambial fixada ao euro a tendência é de que essa taxa de inflação diminua ou esteja ao nível desses países", disse.
A governante são-tomense acredita que o acordo de paridade cambial com Portugal "não será tudo", mas considera-o "um importante instrumento" para o desenvolvimento da economia do arquipélago.

O acordo, segundo a ministra, vai ainda permitir diminuir a taxa de inflação, que será acompanhada também da diminuição da taxa de juro sobre os créditos concedidos pelos bancos.

"Essas taxas de juro já não serão tão altas. Elas tenderão a diminuir ao nível dos países da zona euro", disse Ângela Viegas.

A medida surge no quadro do projecto do Governo são-tomense "para o novo ciclo económico", que inclui o reforço da reforma das finanças públicas e o rigor na política monetária e fiscal.

segunda-feira, junho 22, 2009

Investigadores portugueses estudam pela primeira vez documento do jesuita português, de 1614

Foi Manuel Dias que ensinou aos chineses quem era Galileu.

Chama-se Sumário de Questões sobre os Céus. É um documento de 100 páginas, com prefácio. E a estrutura do texto vem no formato de perguntas - colocadas por um chinês - e de respostas - dadas por um ocidental com conhecimento de astronomia. O ocidental era um padre jesuíta português, chamado Manuel Dias. E foi ele quem apresentou Galileu e as suas descobertas à China, em 1614, apenas três anos depois de o trabalho de Galileu ter sido publicado.

Há dez anos que Henrique Leitão, investigador do Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia, andava atrás deste documento e do contributo de Dias para o conhecimento da astronomia e dos achados de Galileu na China. Sabia da existência do documento, onde o jesuíta Manuel Dias contava como funcionava o telescópio de Galileu e o que o mestre italiano teria descoberto sobre as maravilhas do Universo. "É um texto que está em todas as bibliotecas imperiais chinesas, o original é de 1615. Mas foi reeditado até ao século XIX, o que significa que teve imenso impacto na cultura chinesa. Notícias de que havia este texto existem desde o princípio do século XX. Mas nenhum português pensou: vamos lá ler o que vem aqui escrito."

Mas, tratando-se de um documento em chinês, Henrique Leitão precisava de alguém que lesse chinês clássico e soubesse de história da ciência para o poder interpretar. Lembrou-se então de um antigo colega de liceu, chamado Rui Magone. Não se viram durante anos. Voltaram a ver-se em Berlim em 2002 e trocaram as perguntas do costume. Leitão dedicava-se então à física. Mas a história da ciência, que haveria de o ocupar em exclusivo, tentava-o. Rui Magone contou como tinha chegado ao estudo do chinês e da cultura chinesa. Quando Leitão decidiu dedicar-se ao documento de Dias, lembrou-se então do sinólogo amigo de liceu. Magone precisou de 5 horas para uma primeira leitura do documento em chinês clássico.

Investigador do Max Planck Institute de História das Ciências, Magone aproveitou uma visita este mês a Lisboa - para uma conferência na Universidade Católica sobre a sua especialidade, o sistema de exames chinês (a forma antiga para seleccionar os intelectuais chineses) - para se dedicar ao estudo aprofundado deste documento, juntamente com Leitão.

"É incrível como em Portugal ninguém sabe disto. Para Portugal, no ano em que se comemora o Ano Internacional da Astronomia, 400 anos depois das primeiras observações de Galileu, esta é a história mais importante que se podia revelar."

Leitão frisa a própria estrutura do texto como um dos aspectos mais interessantes do documento: "Já existiam documentos de autores ocidentais sobre astronomia traduzidos na China no século XVII. Mas este é mais vivo, é uma conversa", diz Leitão, enquanto folheia a cópia do documento de Dias, enviada pela Academia Sínica, a grande instituição de investigação de elite chinesa. "Mostra que os jesuítas sabiam o que interessava aos chineses sobre a astronomia ocidental."

E o que é que interessava aos chineses? "Por exemplo, na China havia um interesse enorme pela previsão de eclipses. Um eclipse que não estivesse previsto era encarado como um mau sinal, como se o céu não estivesse contente com os imperadores e mandassem aquele recado do céu", explica Magone. O que é a Terra, o horizonte, a latitude e longitude, o equador celeste, são algumas das noções explicadas na sequência de perguntas e respostas do documento de Manuel Dias.

"Tem tabelas com as várias latitudes na China. São as primeiras tabelas destas na China. Não havia ainda a noção de latitude na cosmografia chinesa", conta Leitão folheando as páginas, nas quais só consegue descodificar as imagens, como uma criança que folheia um livro ilustrado. "São perguntas e respostas que revelam o conhecimento do comunicador e aquilo que o interlocutor ansiava por saber", diz o investigador.

A fotocópia do documento que folheia em cima da mesa, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, é uma reedição do século XVIII. Mas ainda não desistiu de encontrar a primeira edição. "Andamos atrás dela. Ou está em Oxford ou na Biblioteca do Vaticano", diz, referindo que, para além de estar presente nas bibliotecas pessoais dos imperadores chineses, este documento deve ter exemplares em bibliotecas europeias. "Mas nunca foi procurado com cuidado na Europa."

Leitão volta a centrar-se numa imagem, a de um círculo, com dois outros pequenos círculos que o orbitam, exemplificando um dos maiores achados de Galileu, as fases de Vénus, que desmontavam o sistema de Ptolomeu e sustentavam a teoria heliocêntrica apresentada por Copérnico.

No final do documento lá vem a alusão às observações feitas por Galileu, em 1611. Magone ajuda a descodificar para lá das imagens: "Refere-se nas últimas páginas a um sábio ocidental famoso que revelou segredos do Sol, da Lua e outros objectos, mas que, com os olhos já frágeis, construiu um instrumento para os observar", conta o sinólogo. E Manuel Dias prometia relatar mais novidades sobre o assunto assim que lhe chegassem mais dados.

A Aula da Esfera
No início do século XVII, a Companhia de Jesus dominava a educação no mundo com uma enorme rede de jesuítas dedicados ao ensino, quase 700. O ponto central da rede localizava-se em Roma e, a partir daí, multiplicava-se em vários ramos, ou assistências. Uma dessas assistências, a portuguesa, propagou-se pelo mundo todo, do Brasil à China, passando pela Índia, Japão e Timor.

"Era a maior assistência dos jesuítas e a que tinha menos efectivos, pelo que tiveram de importar estrangeiros", conta Leitão sobre o recurso na altura a jesuítas italianos, que divulgaram precocemente em Lisboa os feitos dos sábios da época, entre eles Galileu.

Um desses jesuítas, Giovanni Paolo Lembo, que era até amigo pessoal de Galileu, chega a Lisboa em 1614 e no ano seguinte já ensinava na "Aula da Esfera", a aula de Matemática do colégio jesuíta de Santo Antão. Os apontamentos portugueses de Lembo são mesmo famosos, porque têm as mais antigas instruções conhecidas no mundo sobre a construção de telescópios.

Leitão e Magone explicam que terá sido este conhecimento tão profundo dos jesuítas em Portugal em relação aos feitos de Galileu que fez com que as descobertas do sábio fossem tão precocemente reveladas em Lisboa, e depois no mundo, através da rede da Companhia de Jesus.

Manuel Dias, que nasceu em Castelo Branco em 1574 e que ingressou na Companhia de Jesus em 1593, estudou Filosofia em Coimbra antes de partir para a Índia, Macau e entrar na China em 1610. Chegou a Pequim em 1613, onde redigiu o Sumário de Questões sobre os Céus. Ironicamente os jesuítas na China estavam proibidos de ensinar disciplinas não religiosas, como a Astronomia ou a Matemática. Entre 1625 e 1635 Manuel Dias foi a autoridade máxima da companhia na China. Morreu a 4 de Março de 1659.

"Como é que é possível que alguém em Pequim tenha sabido disto em 1614, quando estas observações de Galileu são de 1611, apenas três anos antes?", questiona Henrique Leitão, acentuando o papel do documento de Manuel Dias. Até ao século XX, quando um chinês queria informar-se sobre Galileu, era este texto de Manuel Dias que lia. "E em Portugal ninguém liga", observa sobre o papel deste jesuíta, que não se resume a este documento. "O primeiro globo da China é feito por Manuel Dias e pelo italiano Nicolau Longobardo. É de 1623, quando ainda não havia noção na China de que a Terra era esférica. A toponímia é toda portuguesa. Ainda existe e está na British Library."

Portugal/Tailândia: Da história para a ópera

O compositor Sequeira prepara uma ópera cantada em português e thai. Descendente de portugueses, é ainda aparentado à fadista Carminho.

Uma ópera, eventualmente cantada em português e thai, poderá ser a próxima "aventura" de grande fôlego de um compositor tailandês que mantém o apelido Sequeira, partilhado por 25 gerações de uma família cuja história remonta aos dias do reinado de D. Afonso Henriques. A celebração, em 2011, dos 500 anos do primeiro encontro entre portugueses e tailandeses poderá ser a ocasião para a sua apresentação, mas a trama narrativa que dará personagens e acção à ópera recordará antes episódios reais vividos por familiares seus, já em finais do século XVII, com cenário no sudoeste asiático.

Pathorn Bede Sirkaranonda de Sequeira é, aos 36 anos, uma das mais respeitadas figuras da música erudita tailandesa. Tal como em tempos o fez o seu pai, D. Raimundo Amato de Sequeira (a quem foi dado o nome thai Manrat Srikaranonda), dirige a banda particular do Rei, onde toca saxofone, revisitando nas noites de sábado peças de referência do repertório jazzístico.

Formado nos EUA e na Escócia, Pathorn tem extensa obra como compositor, incluindo já uma ópera, duas sinfonias e variadas peças de música de câmara e para piano. Admira os minimalistas, conhece vários compositores portugueses (de Carlos Seixas a Lopes Graça) e há três anos compôs para português a oratória E se mais Mundo Houver, lá Chegara… usando excertos de Os Lusíadas. A irmã é pianista, representando ambos a quarta geração de músicos de uma família que, cumprindo missões oficiais da coroa portuguesa, chegou à Ásia no século XVII e se radicou em Banguecoque em 1890. Entre os seus familiares distantes, no outro lado do mundo, conta-se a fadista Carminho.

Os jardins da embaixada portuguesa em Banguecoque seriam, para si, o espaço perfeito para a estreia da nova ópera. E não gostariam os palcos portugueses de a poder também descobrir?

Portugal/Tailândia: Banguecoque dos Dias e dos Costa

Jirawach Wongngernyuang não chegou a conhecer o seu bisavô, mas foi por causa dele que aprendeu português. O jovem é o único luso-tailandês que fala o idioma dos seus antepassados num bairro católico da cidade budista de Banguecoque.

O bairro chama-se Santa Conceição e fica numa das margens do rio Chao Phraya, na zona de Dusit. O seu nome deve-se à Igreja da Imaculada Conceição, construída em 1837 por missionários franceses no local outrora ocupado por uma igreja portuguesa.

Atrás da Igreja da Imaculada Conceição há uma outra igreja, mais pequena, construída em 1674 pelo padre Luís Laneau para a comunidade portuguesa.

sexta-feira, junho 19, 2009

Portugal defende rede de escolas portuguesas nos países da CPLP

O ministro da Cultura português, António Pinto Ribeiro, defendeu hoje em Luanda a criação de uma rede de escolas portuguesas em todos os países da CPLP para fortificar a presença portuguesa no mundo lusófono.

Pinto Ribeiro visitou hoje a Escola Portuguesa de Luanda (EPL), que considerou “um bom exemplo” daquilo que deve ser a presença portuguesa na CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa).

Acho que devemos ter como propósito criar uma rede de escolas portuguesas em todos os países da CPLP e em todos os sítios onde há grande diáspora da língua portuguesa”, frisou Pinto Ribeiro, que se encontra em Angola, no âmbito das comemorações do 10 de Junho.
O governante português fez referência à qualidade do ensino que é ministrado na EPL, escola frequentada por mais de mil alunos, maioritariamente portugueses, angolanos e luso-angolanos.
Esta escola é extraordinária do ponto de vista da qualidade do ensino. É uma escola cosmopolita frequentada por alunos de muitas nacionalidades que se encontram em Luanda”, referiu.

Relativamente ao arranque da segunda fase de construção da escola, questão que se arrasta há vários anos e que contemplará a multiplicação do número de salas, António Ribeiro disse que a questão está a merecer análise por parte das autoridades portuguesas, não tendo avançado contudo uma data!.
A oferta da EPL é actualmente insatisfatória perante a crescente procura, tendo esta situação como razão essencial o aumento do número de portugueses em Luanda, especialmente nos últimos três anos, em que oficialmente se estima que a comunidade tenha crescido em cerca de 30 mil pessoas.

Falámos nisso, estamos a tratar disso. Sabemos que há sítio e portanto vamos tratar de fazer esse arranque. Depende directamente dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Educação fazer esse esforço, mas tenho a certeza que vai ser feito. Falei com o ministro da Educação antes de vir”, sublinhou.

António Pinto Ribeiro reconheceu a necessidade de alargamento da escola, frisando que o Estado português “está capacitado para isso”, num investimento que está na ordem dos nove milhões de euros.
É possível fazer-se isso, acho que para projectos de excelência, nomeadamente através do Fundo da Língua, nós poderemos apresentar este projecto para ser apoiado. Há neste momento verbas disponíveis. É preciso fazê-lo inteligentemente, agilmente e rigorosamente, mas não tenho dúvida de que isso se fará e nos próximos tempos”, disse.

Finibanco vende 3% a angolanos "acima de toda a suspeita"!

Humberto Costa Leite revela quem são os accionistas do Finibanco Angola.

Costa Leite afirma que "houve a entrada de accionistas angolanos. Talvez não na dimensão que nós pretendíamos, até por algumas restrições que surgiram em Angola no que diz respeito a investimentos fora do País, mas conseguimos ter aqui alguns accionistas angolanos", revelando a seguir mais pormenores "temos um que é também accionista do Finibanco em Angola, o ex-governador de Benguela, Dumilde Rangel, que ficou com uma posição aqui em Portugal. Depois há accionistas individuais e outro luso-angolano".

No seu conjunto, terão "atingido uma posição de 3%" do capital do banco.

[Ora, Dumilde Rangel, ex-governador de Benguela, economista e actual deputado do MPLA na Assembleia Nacional de Angola, é conhecido como o "Senhor 30 %" devido a cobrar, à cabeça, 30% de comissão em qualquer projecto que se realizava na província. Além disso, num dos maiores escândalos da sua governação, assistiu ao desabamento da ponte do rio Cavaco, que desabou no dia da inauguração.
Um orgulho para o Finibanco, sem dúvida!].

quarta-feira, junho 17, 2009

Obscenidades

Muito se tem falado da transferência de Cristiano Ronaldo e do seu ordenado... apelidam os valores de obscenos.
Obsceno! Obsceno! é o ordenado de Vítor Constâncio... ainda por cima Ronaldo ainda cumpre com as suas obrigações!

MNE destaca importância do papel dos cônsules honorários

A importância do papel dos consulados honorários para o reforço da rede diplomática de Portugal no mundo foi hoje destacada em Lisboa pelo chefe da diplomacia Luís Amado.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, que intervinha na abertura dos três dias de trabalhos do I Encontro de Cônsules Honorários, disse ser necessário garantir que a acção destes diplomatas "não continue a ser solitária e desgarrada".

A iniciativa, da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, juntou em Lisboa 18 cônsules honorários, provenientes do Continente africano, americano, asiático e da Oceânia.

segunda-feira, junho 15, 2009

Clientes correm para a empresa Boca do Lobo

A jovem marca de Rio Tinto não sabe o que é a crise. Exporta 80% da sua produção para os EUA, França, Inglaterra, Rússia e Grécia.

Criada há três anos e meio, a Boca do Lobo conquistou o mercado do design de vanguarda, estando representada em países como os Estados Unidos, França, Inglaterra, Rússia ou Grécia, sem quaisquer sinais de crise.
A marca é "bastante rentável" e exporta 80% da sua produção, garante Pedro Sousa, um dos três sócios e o designer responsável da empresa sediada em Rio Tinto. "Não sentimos a crise. Aqui não sabemos o que isso é", orgulha-se.

O sucesso da marca foi quase imediato, mas a sua criação foi demorada. "Perdemos imenso tempo a saber qual era a linguagem, a estudar outras marcas de luxo, a saber que tipo de texto escrevem, como se apresentam, como contactam os clientes. Aprendemos por nós, não consultámos nenhum guru. Foi um estudo bastante intenso e penso que deu este resultado por causa disso mesmo", salienta o designer.

Durante este período, chegaram à conclusão de que a criatividade dos desenhos não era suficiente para fazer a diferença.
"Éramos novos, havia que dar alguma credibilidade à marca. Definimos que ia ser uma marca com muito de ligação à tradição. Não queríamos ser mais uma marca a seguir o design emergente actual. Tentamos perceber o que já foi feito. Peças como um Luís XV ou uma Arte Nova vão ter sempre mercado e as pessoas ligam-se a elas de uma maneira afectiva", recorda.

Não foi só no estilo que os três sócios quiseram apostar na tradição: tentaram, também, recuperar as técnicas artesanais existentes no País. "Sabemos trabalhar bem a madeira, mas as empresas quiseram seguir o que o mercado europeu fazia e industrializaram-se de uma maneira que não condiz com o que sabemos fazer, que é trabalhar à mão", sublinha.
O segredo foi juntar a inovação ao requinte das peças feitas à mão, por gente com anos de trabalho nos tornos de madeira. "Desde a idade medieval que as peças eram olhadas com muito pormenor. Estas peças têm algum requinte que se perdeu, mas ainda existem pessoas que as fazem. Acontece que não houve revitalização. Ficaram muito paradas no tempo. Tento perceber como se produzem e dar algo de novo", descreve.

É através de gabinetes de decoração de interiores, de representantes da marca ou de galerias que os móveis da Boca do Lobo chegam a casa dos clientes finais.
Tudo gente com muito dinheiro: o Mondrian (todas as peças têm nome próprio e um dos aparadores desenhados por Pedro Sousa recebeu o nome do pintor holandês) tem como preço recomendado 13 mil euros. "Não é caro", diz. "Se pensarmos que para o fazer são precisos 17 fornecedores diferentes, que esses fornecedores são de uma pequena empresa, que podem falhar no prazo de entrega. Há muito trabalho, é preciso andar sempre em cima deles, e isso são coisas das quais outras empresas não querem depender".

Presidente da Comissão Galega do Acordo Ortográfico pede asilo a Portugal

O presidente da Comissão Galega do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, José Luís Fontela, disse que pediu asilo político ao Governo português, como primeiro passo para pedir nacionalidade portuguesa.

"Quero liberdade. Pedi asilo político para que não me tirem direitos, liberdades e garantias", disse Fontela, advogado, poeta e escritor, acusando os serviços de informação espanhóis de "controle de correspondência" e "sequestro de livros".

Fontela, natural da Galiza, referiu que vive em Portugal "desde 1992", primeiro em Viana do Castelo, depois em Valença, onde ainda tem residência oficial, e agora em Braga, onde quer continuar a viver.
O pedido de asilo político, enviado por carta ao Conselho de Ministros, é o "primeiro passo" para pedir a nacionalidade portuguesa, mas José Luís Fontela aceita outro estatuto.
"Se me derem estatuto de apátrida, fico contentíssimo", salientou.

O advogado e poeta afirmou que desde os nove anos que lhe chamam "separatista", por ser republicano, tal como o seu pai, e defender o Português como língua oficial e nacional da Galiza.

"Defendemos a língua portuguesa como língua oficial da Galiza. É uma linha cultural. Aqui não há nada de político", frisou, afirmando-se "republicano, federalista, democrata e socialista".

José Luís Fontela referiu que enviou da Galiza vários livros de poemas, de linguística, de pintura e de escultura para pessoas de outros países, como a Alemanha e o Brasil, mas não chegaram ao destino.

A seguir, fez o mesmo a partir de Portugal, e os livros chegaram, pelo que concluiu que os serviços de informação espanhóis, que apelidou de "polícia política monárquica", estão a fazer "controles de correspondência" e a "sequestrar cartas e livros".

Fontela disse ainda que anexou ao pedido enviado ao Governo português uma carta dirigida ao ministro do Interior de Espanha em que denuncia os alegados sequestros de correspondência.

quarta-feira, junho 03, 2009

Portugal convidado de honra do Salão Europeu de Investigação e Desenvolvimento em Paris

Portugal é o país convidado de honra do 5.° Salão Europeu de I&D (Investigação e Desenvolvimento), que se realiza entre hoje e sexta-feira, em Paris.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, José Mariano Gago, participa hoje na conferência inaugural subordinada ao tema "Investigação e Desenvolvimento perante o desafio da recuperação económica".

Os investigadores portugueses Alexandre Quintanilha, ex-presidente do Instituto de Biologia Molecular e Celular, e Maria do Carmo Fonseca, do Instituto de Medicina Molecular, vão falar hoje, numa conferência, sobre a I&D nacional nas áreas das Ciências da Vida e da saúde.

O futuro das Tecnologias e das Ciências do Mar será o tema da conferência que os cientistas portugueses António Pascoal, do Instituto de Sistemas e Robótica, e Pedro Afonso, da Universidade dos Açores, apresentarão no último dia do Salão.

Naquela que é apresentada como a manifestação líder de I&D, internacionalmente e profissionalmente, Portugal, no seu stand, vai dar a conhecer alguns casos de inovação empresarial e dados estatísticos relativos a evolução da Ciência e Tecnologia nacional.

Ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos reconhece avanço português nas renováveis

O ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Mohamed Bin Dhaen Hamli, considera "Portugal um país muito importante na área das renováveis", mostrando interesse em retribuir a visita portuguesa para estreitar negócios entre os dois países.

"Há muitas oportunidades de negócios em muitas áreas. Portugal é dos países mais importantes nas energias renováveis e nós também queremos desenvolver esta área. Existem muitos interesses comuns e, por isso, oportunidades para trabalhar juntos", disse aos jornalistas, no final de uma reunião com o ministro da Economia, Manuel Pinho, e alguns empresários portugueses. "Pensamos que podemos trabalhar juntos em projectos como as cidades livres de carbono", acrescenta o ministro da Energia dos EAU, numa referência ao projecto da eco-cidade de Masdar, em Abu Dhabi, que a comitiva portuguesa visita hoje ao início da tarde. "Somos ricos em petróleo e gás, mas não vão durar para sempre. Talvez mais uns 70 anos. Durante a minha vida não vou ter problemas, mas precisamos de encontrar outras formas de energia complementares às formas tradicionais para os nossos filhos", explica Dhaen Hamli.

O governante realçou que "a experiência portuguesa é muito importante", acrescentando que as parcerias podem acontecer na área das energias renováveis, mas também "em negócios tradicionais, como o do petróleo e do gás e até nas telecomunicações e na fibra óptica".

O ministro da Energia prometeu visitar "assim que for possível" Portugal para conhecer mais de perto a realidade empresarial e prosseguir a missão de incentivar as parcerias económicas entre os dois países.

Na reunião de 45 minutos, EDP, Galp Energia, REN, Visabeira, DST e Cabelte tiveram oportunidade de mostrar os seus projectos nas áreas das energias e das telecomunicações.
De acordo com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), "as relações comerciais entre Portugal e os Emirados Árabes Unidos estão ainda muito aquém das suas potencialidades".
Em 2008 o mercado arábico ocupava a 40.ª posição como cliente e a 56.ª como fornecedor de Portugal.

As trocas comerciais são favoráveis a Portugal, com as exportações portuguesas a crescerem a um ritmo médio anual de 23% nos últimos cinco anos.
Segundo a AICEP, o comportamento das importações está fortemente dependente das compras de combustíveis minerais, verificando-se, nos últimos cinco anos, um crescimento médio anual da ordem dos 111%.

sexta-feira, maio 29, 2009

Portugal é um país onde muita gente @ o que pode

Lindo... in Expresso

Declaração

A república portuguesa está na CLOACA

Coerências III

Qual é diferença entre Dias Loureiro e Sócrates, Lopes da Mota, e Vítor Constâncio?

O cartãozinho de militante!!!

Coerências II


Coerências I

O afã do PS e apoiar o erro de casting chamado Vital Moreira chega ao ponto de se atacarem interiormente no partido. Lello deita abaixo Maria de Belém, a única dentro do PS que teve a sensatez de se demarcar da infeliz declaração de Vital "sassoon" Moreira acerca do PSD e o BPN.


Até já o vice-presidente da bancada parlamentar do PS veio afirmar que o BPN foi usado para interesses político-partidários.


O problema não está em chamar de "roubalheira" o que foi feito no BPN, mas sim descer ao nível mínimo da luta poltica em colocar o PSD como responsável. Muito gosta a esquerda de lutar contra generalizações, ora foi o que fez Vital.


E como diz o povo, quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras. Mais uma vez a teoria do pais esquerdista de dois pesos e duas medidas.


Ora o PS o que não percebe... ou não quer perceber, é que assim acabaram por abrir a caixa de pandora, e a partir deste momento o caso Freeport que andava arredado, e possivelmente bem, do debate politica, recebeu luz verde para avançar.


Talvez seja novamente a estratégia da vitimização a mostrar a cabeça.

Surpresas!!!... Não me parece

Este sempre foi uma país tendencioso. E digo isto sem preconceitos. Pelo menos durante os meus 28 anos ou desde que tenho consciência politica há uma forma de estar no país, enraízada, que este é um país essencialmente de esquerda.

Não classifico isto de mau ou bom, é a realidade... e há factos que comprovam esta tese.

Ora uma das coisas que mais me irrita é a existência de dois pesos e duas medidas. Imaginemos que o caso da licenciatura, caso da Cova da Beira, caso Eurojust, Caso dos projectos da Guarda, caso Freeport se passava com um primeiro ministro do PSD. Façam esse exercicio. Alguém se lembra porque o Santana Lopes foi demitido? (adv. eu não apoio de forma alguma o sr. Santana Lopes, não gosto da figura)

Irrita-me que neste país, o cartão de militante do PS ou PCP o BE, parece que per se envolve de um manto de moralidade os seus possuidores.

Irrita-me que o português não possua o mesmo nível de exigência perante os politicos conforme a sua cor política.


Assim vamos alegremente a descobrir novos níveis de lodaçal, porque há muito tempo que caímos do precipício.

SLB

Já acabou o campeonato há uma semana. Falta a Taça. Ainda não se conhece o futuro do treinador do Benfica, Quico Flores. Quico sim, que não me apetece chamar-lhe Quique à castelhana.


Há algum tempo que queria deixar a minha achega. Será que fica? Será que não? Que deveria o Benfica fazer?


Há defensores do Quico mas a maioria defende a saída.


Se fosse eu a decidir... Quico saia.


Aliás o argumento da estabilidade para mim cai pela base e passo a explicar.


O Quico deve sair não pelos resultados, não pelo terceiro lugar ou pela horrifica campanha nas competições europeias. Para mim não são essas as razões fundamentais que me levam a clamar pela saída do Quico.


Aqui o argumento da estabilidade e de um projecto a médio prazo (2-3 anos) continuaria a fazer sentido.


Mas vamos a factos: Com uma gaffe aqui ou ali, o Quico tem boa comunicação com os média, tem um excelente perfil, parece determinado e profissional. Parece ser possuidor de bons principios éticos, é ambicioso, metódico e confiante.


Mas factos também: Quico tinha ao seu dispor o melhor plantel em valores individuais dos últimos 10 anos do SLB. Provavelmente o melhor plantel desta temporada em Portugal. Foram-lhe dadas todas as condições a nível de recursos, nunca foi colocado em causa pelos superiores hierárquicos. Os resultados não apareceram.


Ainda assim eu daria o benefício da dúvida, até porque é um treinador novo, com um plantel muito renovado.


Porque digo então que deve sair Quico.


Porque durante toda uma temporada o Benfica pura e simplesmente não jogou. Sempre se valeu de alguns valores individuais. De resto apenas o deserto de ideias.


Numa temporada o SLB fez um grande jogo e duas boas meias partidas. De facto a única exibição de encher o olho foi a segunda mão contra o Nápoles. De resto o vazio.


Tendo em conta que este jgo foi no início da temporada só seria de esperar que a equipa melhorasse... mas só piorou, encontrando o fundo do poço com a paupérrima exibição contra o Estrela da Amadora da segunda volta.


Durante toda uma temporada os adeptos viram um futebol sofrível, sem dinâmica, desaptado à realidade do futebol português. Quico sempre pareceu nesse aspecto um peixe fora de àgua, não compreende o que é o Benfica nem a forma como tem de jogar, dominhando e asfixiando o adversário.


Claro que se os jogadores falham de baliza aberta ele não pode ir marcar por eles, mas o futebol do Benfica é ao fim de um ano com o técnico espanhol pior , muito pior do que o futebol de Fernando Santos. Aliás pergunto-me o que teria feito o Mal-amado treinador com estes jogadores à sua disposição. Quico é muito superior ao técnico português ao nível da comunicação, mas o Benfica de parcos recursos de Fernando Santos mostrou a espaços ser um Benfica de mão cheia.


Essencialmente e não falando de muitas relações duvidosas com jogadores e talvez alguma falta de liderança no Plantel, Quico deve sair porque o Benfica não pode estar mais um ano sem dinâmica e sem filosofia de jogo, algo que nunca existiu durante toda esta temporada. Com esses predicados até estaria pela estabilidade de um projecto, sem isso... o SL Benfica continuará a perder tempo.

terça-feira, maio 26, 2009

Timor-Leste: Antigos reinos de Oecussi em "pé de guerra"

Os reinos no enclave de Oecussi, com delimitações territoriais anteriores à chegada dos portugueses e holandeses ao sudeste asiático, estão em "pé de guerra" com timorenses e indonésios que negoceiam as fronteiras comuns a partir de quarta-feira em Díli.

O litígio em Bijael Sunan-Oben foi hoje revelado pela chefe da equipa negocial timorense, Vicky Tchong.

"É um problema decorrente da oposição da população local à fixação da fronteira timorense-indonésia que não respeite a delimitação dos reinos anteriores à colonização", explicou a secretária-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

[O enclave de Oecussi é um problema para o governo de Timor. Urge resolvê-lo a todos os níveis, nomeadamente, a nível fronteiriço (estabelecendo de vez a fronteira entre Timor e Indonésia), a nível social (existe uma grande quantidade de deslocados em situações infra-humanas), a nível judicial e político (alguns elementos da milícias que espalharam o terror, aquando da aprovação da independência, continuam a pavonear-se neste território, com toda a impunidade, como se se tratassem de heróis populares)]

segunda-feira, maio 25, 2009

Madeira: Jaime Gama visita Ilhas Selvagens, consideradas "santuário ornitológico"

O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, visita terça-feira as Ilhas Selvagens, o extremo sul do território portugês, a mais antiga reserva natural portuguesa que é considerada um "santuário" para nidificação de aves.

Em 1971 foi criada a Reserva Natural das Ilhas Selvagens, a única de Portugal galardoada com o diploma Europeu do Conselho da Europa, tendo em conta a necessidade de defender a avifauna marinha que ali nidifica de predadores humanos que foram surgindo em maior número ao longo dos anos.

Este território a 250 quilómetros da Madeira e 165 das Ilhas Canárias, é constituído por duas ilhas principais - a Selvagem Grande, a Selvagem Pequena e o Ilhéu de Fora -e várias ilhotas, tendo têm uma área total de 273 hectares.

[É ridículo um certo medo em afirmar que a visita também é de soberania! Qual é o problema de afirmar que as Selvagens são território português? Agacham-se tanto que qualquer dia...]

domingo, maio 24, 2009

Venezuela: Língua portuguesa será opção no ensino oficial

O ensino da língua portuguesa será opção no ensino oficial a partir do próximo ano lectivo, disse hoje o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga.
"Tanto quanto nós temos informação, que nos é dada pelas autoridades venezuelanas, a partir do próximo ano lectivo estará em força com opção no sistema educativo", disse o governante, que se encontra em Carcacas.

Em diversas oportunidades o Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez, manifestou interesse em que a língua portuguesa fosse incluída no sistema oficial venezuelano, tendo chegado o idioma português a aparecer como uma opção para o corrente ano lectivo no "curriculum bolivariano" que não foi aplicado na prática.

Segundo António Braga "há uma iniciativa (nesse sentido) do Ministério de Educação, na Venezuela, e das universidades, portanto um processo que corre os seus termos normalmente".