segunda-feira, novembro 09, 2009
ANIVEC/APIV quer reforçar relações comerciais com Angola
Entretanto a ANIVEC/APIV está no Brasil. Oito empresas portuguesas de vestuário e confecção - Acorfato, Ana Salazar, Anos 30, Arcos & Faria, Cruz & Areal, Grasil - Confecções, Hall & CA, Henrique & Oliveira e Troficolor Têxteis - iniciam hoje uma missão empresarial de quatro dias a São Paulo para aprofundar as relações comerciais com o mercado brasileiro.
O Brasil "é um objectivo antigo com potencialidades fantásticas sobretudo em roupa de homem e de criança", diz Alexandre Pinheiro, presidente da ANIVEC/APIV. O responsável explica que "a missão empresarial é para estudar a forma de exportar os produtos, mas também serve para encontrar parceiros, podendo fazer a ponte entre o Brasil e a Europa".
"Temos a ganhar não só o mercado com 100 milhões de potenciais consumidores, como parcerias que se podem fazer, estudando a melhor forma como as empresas se devem organizar para melhor penetrarem no Brasil", acrescenta o presidente da ANIVEC/APIV.
Alexandre Pinheiro reconhece que "as questões burocráticas e alfandegárias são as maiores barreiras à exportação para o Brasil", mas o empresário está confiante que as negociações em curso na Associação Europeia do Sector Têxtil e Vestuário (Euratex) permitirão alcançar "acordos bilaterais" para o "livre comércio e reciprocidade para a indústria da moda".
O presidente da ANIVEC/APIV explica que o Brasil "é um objectivo antigo", tendo em 2008 sido dado o primeiro passo para aprofundar as relações, com um acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e da Confecção (ABIT), que representa cerca de 30.000 empresas brasileiras. Segundo o responsável o acordo permite que ambas as associações utilizem as suas sedes, no Porto e em São Paulo, como escritórios e estabeleçam pontos de colaboração no âmbito do negócio da moda.
China promove encontro em Lisboa para estabelecer parcerias com países lusófonos
O encontro é organizado pela empresa suíça Horasis, com o apoio, em Lisboa, da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), e contará com a presença de líderes chineses, portugueses e de países lusófonos, entre outras nacionalidades.
O Global China Business Meeting é considerado o mais importante encontro anual de presidentes de empresas chineses com parceiros internacionais. Segundo a organização estarão presentes os primeiros-ministros de Moçambique, Luísa Dias Diogo, e de Cabo Verde, José Maria Neves, e o vice-primeiro-ministro timorense, José Luís Guterres.
Nas presenças de empresários portugueses destacam-se Ricardo Salgado, presidente do Banco Espírito Santo, Fernando Ulrich, presidente do Banco Português de Investimento, e Fernando Faria de Oliveira, presidente da Caixa Geral de Depósitos.
Encontros semelhantes promovidos pela China têm sido realizados desde 2005 em cidades europeias como Barcelona, Genebra e Frankfurt para promover estratégias de crescimento global.
No encontro - que tem como objectivo desenvolver a cooperação internacional, desta vez com a África - participam ainda Alessandro Teixeira, presidente do APEX (Brasil); Mao Zhenhua, presidente do China Chengxin International Credit Rating (China), David Li, presidente do Bank of East Ásia (Hong Kong); e Frank-Jurgen Richter, presidente da Horasis.
A reunião de empresários e representantes governamentais irá celebrar também o 60.º aniversário da fundação da República Popular da China e os 35 anos das reformas económicas.
Segundo a organização serão também assinalados os 30 anos do início das relações diplomáticas entre a China e Portugal.
A reunião de trabalho do Global China Business Meeting decorre num hotel em Lisboa, na terça-feira, com várias sessões e debates sobre liderança, globalização, investimento, e a cooperação entre a China e países lusófonos.
Hoje, também segundo a organização, decorrerá uma recepção para os participantes no Convento do Beato, com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, e o presidente do AICEP, Basílio Horta.
A organização refere também a presença do primeiro-ministro nesta recepção, mas fonte do gabinete de José Sócrates disse que o chefe de Governo não irá estar presente por se encontrar na Alemanha, nas comemorações dos 20 anos da queda do Muro de Berlim.
Díli já pode concorrer a programas norte-americanos de redução da pobreza
O programa criado pelos Estados Unidos para a redução da pobreza nos países em desenvolvimento vai contar a partir deste ano com Timor-Leste, disse hoje o embaixador timorense em Washington.
Constâncio Pinto, apresentou quarta-feira cartas credenciais ao Presidente Barack Obama, salientou que para beneficiar já este ano do Millennium Challenge Account (Conta do Milénio) Timor-Leste "vai ter que trabalhar muito". A Conta do Milénio é gerida pela Millennium Challenge Corporation (MCC), uma agência da Administração norte-americana, e foi criada em 2004 pelo Presidente George W. Bush. O objectivo deste programa é financiar projecto de redução da pobreza e de crescimento económico. A elegibilidade de qualquer país depende da conjugação de 17 indicadores, tendo Timor-Leste, em 2008, registado uma avaliação negativa em dois dos mais importantes: o controlo da corrupção e os direitos de propriedade.
Outro programa de que Timor-Leste vai beneficiar é o Acordo Preferencial de Tarifas (GSP, no acrónimo em língua inglesa), que permitirá a exportação de mais de 1.500 produtos para os Estados Unidos, sem pagar taxas alfandegárias, precisou o embaixador. Timor-Leste é actualmente o 211º parceiro comercial dos Estados Unidos, e em 2008, as trocas comerciais bilaterais ascenderam a 5 milhões de dólares (3,3 milhões de euros). Naquele período os bens exportados pelos Estados Unidos (químicos inorgânicos e máquinas eléctricas, entre outros produtos), totalizaram 5 milhões de dólares, enquanto que Timor-Leste vendeu apenas 24 mil dólares de bens, pelo que o saldo da balança comercial bilateral é favorável, na quase totalidade, aos Estados Unidos, o que traduz uma diminuição de 52,7% relativamente a 2007.
"Os Estados Unidos mantêm ainda acções de cooperação em Timor-Leste na área da defesa, na formação dos nossos militares", recordou Constâncio Pinto.
Quanto à continuidade da aplicação do Fundo Petrolífero (FP) timorense em activos do tesouro federal norte-americano, o embaixador de Timor-Leste disse não dispor ainda de nenhuma informação ou indicação para alterar aquela opção. No passado dia 21 de Outubro, o Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, disse ser urgente diversificar as aplicações do FP, actualmente em títulos do tesouro norte-americano, devido à desvalorização do dólar. O FP reúne as receitas resultantes da exploração dos hidrocarbonetos timorenses e a legislação timorense em vigor estipula que o Estado timorense deve investir 90% em títulos de tesouro americanos, e 10% noutros títulos. A gestão do FP é feita conjuntamente pela Autoridade Bancária de Pagamentos, que tem funções de banco central, e pelo Ministério das Finanças. "Devemos diversificar o investimento. Que tipo (de investimento) ainda não se sabe. Possivelmente investir noutras áreas, na Europa por exemplo, mas concretamente ainda não está definido", disse Constâncio Pinto. O novo embaixador timorense vai residir em Washington, o que sucederá pela primeira vez, uma opção ditada por "questões logísticas", concluiu o diplomata.
Venezuelana Telesur vai retransmitir em português para os PALOP
Segundo a emissora, os noticiários vão ser retransmitidos localmente através das estações de televisão públicas daqueles países, após vários acordos bilaterais, entre eles um "memorando de entendimento" entre a Telesur e a televisão da Guiné-Bissau. Criada em 2005, com sede em Caracas, a Telesur é um canal de televisão informativo que emite em sinal livre e por satélite. Foi criada pelos governos da Venezuela, Argentina, Bolívia, Cuba, Equador, Nicarágua e Uruguai, e está especialmente orientada para a América do Sul. Além da América do Sul, é possível ver gratuitamente a sua transmissão na América Central e Caribe, Estados Unidos, Europa Ocidental, Norte da África e parte do Oriente Médio, e também através da Internet em www.telesur.net.
Queda do Muro de Berlim 20 anos
in Público
"O dirigente comunista comentou ainda as comemorações dos 20 anos do derrube do muro de Berlim, que interpretou como tendo “um sentido anti-comunista”.
“Fazem-no sem se interrogarem se o mundo hoje está melhor”, disse, considerando que não, existindo antes “um mundo mais injusto, mais desigual, menos democrático, com mais guerra, onde o capitalismo aumenta a exploração, em que a fome e a doença percorrem mais de mil milhões de pessoas”."
Editorial do Avante:
"A derrota do socialismo, com o desaparecimento da União Soviética e da comunidade socialista do Leste da Europa, constituiu uma tragédia, não apenas para os povos desses países mas para toda a humanidade: com o capitalismo dominante, o mundo é, hoje, menos democrático, menos livre, menos justo, menos fraterno, menos solidário, menos pacífico. "
Pode parecer mentira mas andam pessoas em Portugal a dizer estas barbaridades... é o país que temos.
E este é outra pérola do avante... deixo apenas o ínicio leiam o resto:
Alemães de Leste preferem socialismo
20 anos de retrocesso
As ditas «comemorações» do 20.º aniversário da queda do muro de Berlim são pretexto para mais uma campanha anticomunista, na qual se procura criminalizar os ideiais do socialismo e os que lutam pela superação do capitalismo.
(revisionismo histórico é pra meninos)
sábado, novembro 07, 2009
PARE, ESCUTE E OLHE
Ainda não tive oportunidade de ver o filme "Pare, Escute, Olhe" de Jorge Pelicano, alguém que admiro de diversas formas, respeito imenso e que merece tudo de bom que lhe tem acontecido profissionalmente.
Esta polémica levantada por ter arrebatado três prémios no DocLisboa, em que consagrados criticam o filme por ser demasiado "televisivo" é prova da verdadeira ininteligência das elites culturais portuguesas.
É uma verdadeira reacção de gente apegada vícios de umbiguismo auto-idólatra que não suporta ver alguém exterior ao seu pequeno universo a penetrar pelos territórios que consideram seus, como se a cultura fosse um burgo de alguns militantes iluminados.
Mesmo sem ver o filme sei que é isto que se passa, porque a críticas visam sobretudo a forma, não o conteúdo ou a oportunidade do filme, a crítica maior é se o modelo é um filme ou "mera televisão", como se esta fosse um filho de um Deus menor.
O DocLisboa foi o primeiro festival a que Jorge Pelicano enviou o seu primeiro filme "Ainda há pastores?" em 2006. Ñão foi sequer aceite a concurso... Dúvida e tristeza levantaram-se nesse momento no jovem realizador.
A resposta ao DocLisboa foram mais de uma dezena de prémios por todo o mundo conquistados por aquele filme sem categoria para o o festival lisboeta. Entre esses prémios contam-se os galardões mais importantes na área do documentário ambiental, o FICA no Brasil Green Award em Itália.
Voltou agora ao DocLisboa e leva três prémios. Há quem adore e há quem critique. Pois claro... como pode um neófito chegar ao pé dos supra-sumos da intelligentsia documentarista nacional e levar aqueles prémios que por direito natural seriam deles e assim até ganhar uns financiamentos para projectos redondos e sem propósito.
Jorge Pelicano mostrou no seu "Ainda há pastores?" alma e paixão. E soube transmitir isso ao interlocutor, e segundo o que tenho visto, "Pare, escute, olhe" repete a dose.
Isso parece intragável por um clique de egocêntricos que esquece uma verdade muito simples, comunicar é transmitir um sentido, esse sentido é uma mensagem. Discutir formas é discutir o menos importante que existe na comunicação e abstrair o núcleo fundamental de comunicar, ou seja o conteúdo das realidades codificadas nas imagens e discursos revelados pelo realizador.
Jorge Pelicano sendo um auto didacta até pode não saber de cinemas verité nem kinopravdas (que não faço ideia se sabe ou não) mas comunica, com o espectador, com as personagens dos seus filmes, e após um percurso fulminante em que atingiu aquilo que muitos desse documentaristas sonham mas até hoje e provavelmente nunca conseguirão atingir, vê-se alvo do maior pecado que existe neste pais e parece impregnado no ADN do português. A verde e ignóbil inveja.
Só me resta dizer... Continua Jorge!
sexta-feira, novembro 06, 2009
Face Pouco Oculta
E tantos que ele já leva... alguém disse ao tipo que os prega que já é hora do enterro?
Face Pouco Oculta
quinta-feira, novembro 05, 2009
Autódromo do Algarve premiado na Alemanha
O galardão premeia as melhores equipas, personalidades, tecnologias e infra-estruturas do mundo automobilístico, tendo o prémio sido entregue ao piloto Miguel Praia, em representação do Circuito de Portimão.
Gary Anderson, ex-director técnico de F1, considera que o Autódromo Internacional do Algarve é "um dos melhores circuitos da actualidade".
[Mais um passo substancial no percurso sustentado com vista a receber uma prova de Fórmula 1 em Portugal. Há que ter em conta que o Autódromo celebrou o 1º aniversário ainda há dois dias. Parabéns à Parkalgar.]
segunda-feira, novembro 02, 2009
França: Portugueses "matam saudades" através da RTPI
Esta é a conclusão do livro Os Portugueses de França Face à Sua Televisão, realizado pelo português Manuel da Cunha, que vai ser apresentado a 17 de Novembro e que tem por base uma tese de doutoramento que fez em Paris.
Canadá: Luís Miranda e Ana Nunes eleitos nas autárquicas do Quebeque
O mais antigo autarca português no Canadá, Luís Miranda, parte agora para o quarto mandato como presidente da Câmara de Anjou, enquanto Ana Nunes foi reconduzida vereadora em Outremont.
Com base em dados oficiais, Luís Miranda alcançou 53,34% dos votos e Ana Nunes obteve 32,73% no seu círculo.
sexta-feira, outubro 30, 2009
IVA: Estado perde 10 M€ com importação paralela de chocolate
"O comércio ilegal de chocolates existe ao longo da fronteira entre os dois países ibéricos, mas com particular incidência na Região Norte, região da Guarda e na região de Elvas", disse um empresário do sector, que pediu o anonimato.
Os chocolates pagam uma taxa de IVA - Imposto sobre o Valor Acrescentado - de 20% em Portugal, quando na vizinha Espanha este imposto vale 7%.
quinta-feira, outubro 29, 2009
Maior parque eólico do Sul do país já abasteceu quase 34 mil habitantes
O maior parque eólico do Sul do país, a funcionar há mais de um ano no concelho de Almodôvar (distrito de Beja), já produziu 71 gigawatts/hora (GWh) de energia, o suficiente para abastecer quase 34 mil habitantes. Com uma potência total instalada de 26 megawatts (MW), o Parque Eólico de Almodôvar é composto por 13 aerogeradores instalados numa área de 94 hectares que abrange as freguesias de Almodôvar, São Barnabé e Santa Clara-a-Nova, na Serra do Mú. O parque, que começou a funcionar parcialmente em Junho de 2008, só com dois aerogeradores, produziu 36 GWh naquele ano e 35 GWh já este ano, precisou hoje Lobo Gonçalves, da empresa promotora do projecto, a Enernova, do grupo EDP.
Apesar de funcionar em pleno, já com os 13 aerogeradores, desde Dezembro de 2008, o parque “ainda não está a produzir à potência máxima”, o que deverá acontecer “em 2010”, quando as infra-estruturas de transporte da energia até à rede estiverem concluídas, disse Lobo Gonçalves. Projectado para produzir energia durante 25 anos, o parque terá uma produção anual estimada de 58 GWh, o suficiente para abastecer 28 mil habitantes e poupar 40 mil toneladas de emissões de gases com efeito de estufa.
Investimento privado em Angola cresce e 40% é português
Aguinaldo Jaime diz que foram aprovados pelo organismo a que preside projectos de investimento no valor global superior a 1,377 mil milhões de dólares (927 milhões de euros), no período de Janeiro até 30 de Setembro, o que representa um aumento face aos pouco mais de mil milhões de dólares atingidos em igual período de 2008.
Quanto à origem geográfica do investimento, 40% do total dos projectos são portugueses, ou seja 179, com uma intenção de investimento a rondar os 209,45 milhões de dólares (141 milhões de euros).
"Os investidores começam a acreditar em Angola como alternativa segura para os seus investimentos", considerou Aguinaldo Jaime que falava num seminário no âmbito da conferência "Portugal Exportador".
quarta-feira, outubro 28, 2009
TV privada STL quer ser alternativa à TVTL em Timor-Leste
A STL TV já está a emitir na cidade de Díli, em UHF, abrindo diariamente às 17 horas, durante a semana, preenchendo a programação com o noticiário diário em tétum e programas recreativos em baahasa, numa parceria com uma televisão indonésia.
O projecto é liderado por Ximenes, empresário timorense da comunicação social, que detém o grupo STL Media, detentor do jornal Suara Timor Lorosae, de uma rádio, uma gráfica, um centro de formação e um centro de Internet.
O passo para a televisão "é uma aventura", como diz o empresário, e procura aproveitar as sinergias do grupo. "A nossa preocupação neste momento é criar os alicerces para que o projecto possa ser sustentável no futuro. Actualmente temos um núcleo de dez jornalistas efectivos, além dos colaboradores do nosso jornal e da rádio", acrescenta. "A nossa intenção é vir a ser uma alternativa à TVTL, mas por enquanto ainda não podemos dizer que o somos porque a área de cobertura deles é maior e tem muito mais meios com os apoios do Governo e as ajudas de organizações internacionais que nós não temos". Segundo Salvador Ximenes "o público exige um acesso mais fácil e rápido à informação e a STL TV procura ser a resposta a essa necessidade.
À semelhança da TVTL, que ocupa parte da sua emissão com a RTP Internacional, a STL TV arrancou com uma cooperação idêntica com um canal indonésio, mas Ximenes diz estar totalmente aberto a parcerias com canais portugueses e de outros países. "Por agora os nossos noticiários são todos em tétum, mas estamos a pensar como poderemos colaborar no programa de reintrodução da língua portuguesa e já fizemos contactos nesse sentido junto da Embaixada de Portugal", refere, acrescentando que já fez também contactos com órgãos de comunicação social portugueses e neo-zelandeses.
Timor-Leste reaprecia projecto CGD para abrir banco local
De acordo com aquele matutino, o assunto foi discutido no encontro do primeiro-ministro Xanana Gusmão com o Presidente da República Ramos-Horta, antes da partida deste para a Coreia do Sul.
A Autoridade Bancária de Pagamentos (Banco Central) terá sido solicitada a prestar esclarecimentos sobre o projecto da Caixa Geral de Depósitos, que em Timor-Leste usa a designação de BNU.
Portugueses de Excelência
Foi agora nomeada para mulher do ano naquele país na secção humanitária.
Além do emprego fundou uma instituição de caridade no Bangladesh para ajudar as crianças pobres daquele país.
A alma de viajante e o coração do tamanho do mundo tão típica de muitos portugueses.
Aqui a reportagem no expresso, aqui para votar
Pequena biografia do site
Maria Conceicao - The Wings of Dhaka
Following a 24-hour layover in Dhaka in 2005, Portuguese flight attendant Maria Conceicao made it her mission to offer the Dhaka slum dwellers a better future with her self-funded charity, The Dhaka Project. With her dedicated team of volunteers and 90 Bangladeshi staff, Maria’s vision won her a European Union Woman’s Inventors and Innovators Network award. She is currently expanding her aid to Burmese refugee children in Thailand and orphans in Brazil.
segunda-feira, outubro 26, 2009
Franco quis invadir Portugal - A verdade
O plano não permitia qualquer falha. Tudo começaria com um ultimato (impossível de cumprir) e um prazo limite de 24 horas ou 48 horas, findas as quais teria início a invasão de Portugal.
A operação incluía intervenções por terra, ar e mar e as primeiras incursões terrestres, realizadas por um contingente de 250 mil combatentes espanhóis, avançariam em direcção a Ciudad-Rodrigo, Guarda, Celorico da Beira, Coimbra, Lisboa, Elvas, Évora e Setúbal - a ocupação da capital e a divisão do país em três parcelas constituíam os passos fundamentais para a conquista de Portugal.
Ao longo de quase 70 anos, o Plano de Campanha nº 1 (34), o grande projecto de Franco para invadir Portugal, delineado em plena II Guerra Mundial (1940), esteve "adormecido" nos arquivos da Fundação Francisco Franco. Os rumores da tentação franquista de conquistar Portugal há muito que circulam no meio historiográfico - até porque uma das grandes orientações da política externa de António de Oliveira Salazar, durante o conflito mundial, consistia na independência nacional face à ameaça da anexação espanhola. Mas só recentemente foi possível confirmar que os temores de Salazar tinham justificação.
Em 2005, o historiador Ros Agudo foi o primeiro investigador a aceder às cem páginas que compõem o plano de ataque contra Portugal, elaborado pela 1ª secção do Alto Estado-Maior (AEM) espanhol no segundo semestre de 1940. O ineditismo da descoberta levou o investigador, de 47 anos, a dedicar-lhe um capítulo na sua obra "A Grande Tentação - Franco, o Império Colonial e o projecto de intervenção espanhola na Segunda Guerra Mundial", recém-editada em Portugal pela Casa das Letras. Na próxima terça-feira, Ros Agudo é um dos oradores da conferência A Península Ibérica na II Guerra Mundial - Os planos de invasão e defesa de Portugal, a realizar no Instituto de Defesa Nacional, a partir das 14h30, numa iniciativa conjunta com o Instituto de História Contemporânea.
Devastador e célere
O projecto de invadir Portugal não configurava uma "acção isolada", como se pode ler numa das alíneas dos documentos analisados por Ros Agudo. Tratava-se de uma operação preventiva, no âmbito da ambição franquista de declarar guerra à Inglaterra. Numa altura em que França já caíra sob o domínio da Alemanha nazi, Espanha, então com o estatuto de país não-beligerante, acalentava o sonho de um império norte-africano. Nem Hitler nem Mussolini podiam, em 1940, garantir a Franco a concretização deste desejo. Mas isso não fez esmorecer as ideias expansionistas e bélicas do "Caudilho".
A guerra contra a Inglaterra teria início com a tomada de Gibraltar. Porém, os estrategas do AEM prenunciavam que a primeira resposta britânica a este ataque fosse "um desembarque em Portugal com a ideia de montar uma cabeça-de-ponte para a invasão da península". Por isso, no plano ofensivo, determinava-se o emprego dos "meios necessários para bater o Exército português e o seu Aliado; ocupação do país e defesa das suas costas".
Tudo isto seria realizado sem o conhecimento prévio de Hitler e Mussolini. Porque Franco "queria manter o carácter secreto das operações, ter liberdade de manobra e também por questões de orgulho", explicou Ros Agudo. Contudo, após iniciados os ataques a Gibraltar e a Portugal, Espanha previa o apoio da aviação alemã, "nomeadamente com o reforço de bombardeiros e caças". A participação da aviação espanhola estava também definida no plano de ataque (com as missões de "destruir a aviação inimiga e as suas bases" e de "atacar os núcleos de comunicação, especialmente nas direcções da invasão, e os transportes de tropas").
Mas Espanha receava que o vasto contingente de homens em terra se confrontasse com a superioridade luso-britânica no ar. Neste âmbito, o reforço alemão seria indispensável. Assim como se afigurava prioritário um ataque terrestre devastador e célere.
Para a Marinha, o AEM planeara um conjunto de acções de defesa ("exercer acções com os submarinos sobre as comunicações inimigas", "proteger as comunicações com o Protectorado de Marrocos e Baleares"; "efectuar acções de minagem nos próprios portos") que pressupunham uma reacção rápida da Marinha britânica.
E Salazar?
Em Dezembro de 1940, quando Franco escreveu, assessorado pelo AEM, que decidira atacar Portugal - "Decidi [...] preparar a invasão de Portugal, com o objectivo de ocupar Lisboa e o resto da costa portuguesa" -, o Tratado de Amizade e Não Agressão, firmado pelos dois países em Março de 1939, não passava de um documento sem importância para o "Caudilho". Mas foi a partir desse acordo que os franquistas intensificaram as pressões diplomáticas para Portugal deixar de respeitar os compromissos da aliança luso-britânica: fizeram-no através de Nicolau Franco, irmão do ditador espanhol e embaixador em Lisboa; e também "aconselharam" o então embaixador português em Madrid, Pedro Teotónio Pereira.
Perante os planos de anexação, Espanha não desprezava apenas o pacto de não agressão, mas também a intervenção activa e material do Governo de Salazar no apoio aos franquistas durante a Guerra Civil de Espanha - três a cinco mil "viriatos" combateram nas fileiras das milícias da Falange, do Exército e da Legião espanhola, muitos deles recrutados através de anúncios nos jornais pagos pelo Estado; a rádio emitia propaganda franquista; e Salazar promoveu a mobilização anticomunista (recolhendo benefícios para a sustentação do Estado Novo).
Atentando no rigor e na determinação plasmadas no Plano de Campanha nº 1 (34), urge questionar qual o destino que reservava Franco para o ditador português, na eventualidade de a ocupação ter avançado.
A documentação descoberta por Ros Agudo cinge-se aos aspectos puramente militares e não contempla a "sorte pessoal" do presidente do Conselho. Mas o historiador, professor de História
Contemporânea na Universidade San Pablo, em Madrid, avança duas hipóteses: "O destino de Salazar e do seu Governo, no caso de Portugal não conseguir resistir à invasão, seria estabelecerem-se nas colónias (Angola ou Moçambique); ou podiam exilar o Governo em Londres, como aconteceu com alguns países europeus ocupados pelo Eixo".
Palavras encomendadas
Quanto ao futuro de Portugal, não há qualquer referência nos documentos, ficando sem resposta a pergunta sobre se a ocupação seria ou não temporária. No entanto, Ros Agudo cita no seu livro as "inquietantes" palavras de Serrano Suñer, ministro dos Assuntos Exteriores espanhol, ao seu homólogo alemão, Joachim von Ribbentrop, datadas de Setembro de 1940: "(...) ninguém pode deixar de se dar conta, ao olhar para o mapa da Europa, que, geograficamente falando, Portugal na realidade não tinha o direito de existir. Tinha apenas uma justificação moral e política para a sua independência pelo facto dos seus quase 800 anos de existência".
Ros Agudo acredita que estas palavras, proferidas em Berlim, foram "encomendadas" a Suñer por Franco, com a intenção de averiguar "a reacção de Hitler perante a ideia de um Portugal integrado num futuro grande Estado ibérico". Mas "oFührer não quis fazer qualquer compromisso sobre este assunto", nota o historiador.
Apesar das declarações de Suñer, Ros Agudo não crê que Franco pretendesse "uma integração pura e dura num Estado ibérico" Porque isso arrastaria "muitos problemas". "É possível que, sob uma Nova Ordem europeia, na eventualidade da vitória fascista e da derrota da Grã-Bretanha, Franco tivesse permitido a existência de um Portugal marioneta, fascista e inofensivo", diz. E, continuando num exercício de História virtual, acrescenta: "Se a Rússia tivesse sido eliminada por Hitler, o grande confronto, ou a Guerra Fria dos anos 50 e décadas porteriores, teria acontecido entre os EUA, por um lado, o grande bloco euro-africano fascista, pelo outro, assumindo este último um papel semelhante ao bloco soviético que conhecemos. Tanto Espanha como Portugal teria feito parte desse bloco constituído pelas potências do Eixo".
Nos últimos meses de 1940, o Plano de Campanha nº 1 (34) esteve prestes a ser realizado. Franco ordenara a prontidão militar para o ataque. Mas o que lhe sobrava em meios operacionais faltava-lhe em condições políticas, nomeadamente a garantia dos apoios alemão e italiano e a concretização das ideias imperialistas. "Os requisitos políticos para dar esse passo - as garantias de obtenção de um império em África - acabaram por não ser dados", explica Ros Agudo. O plano foi então depositado em arquivo e tornado inacessível depois de quase sete décadas.
[Esta notícia vem trazer a lume aquilo que há muito se comentava sem, contudo, se conhecer o documento que comprovava a teoria. Confirma-se assim que Franco nunca teve qualquer consideração por Portugal nem pelos portugueses. Nunca enganou Salazar, que sempre mostrou desconfiança por ele...]
CAN 2010: Construtoras portuguesas perdem os estádios, mas estão nas infra-estruturas de apoio
A construção de quatro estádios de futebol de raiz despertou a atenção das construtoras portuguesas, sobretudo, as que tiveram a experiência do Euro 2004, mas os principais palcos do CAN 2010, nas cidades de Luanda, Cabinda, Benguela e Lubango, foram adjudicados a empresas chinesas.
O Conselho de Ministros de Angola chegou a anunciar, em Maio de 2007, que seria o consórcio luso-angolano, liderado pela Somague e pela Mota Engil, a construir o estádio de Lubango, em Huíla, mas a empreitada acabou por ser entrega à companhia chinesa Sinohydro.
Fonte da Somague reconheceu que a empresa chegou a ter contrato assinado para a construção do estádio de Lubango, acrescentando que a empresa está a construir infra-estruturas de apoio ao CAN 2010, cujo valor ascende aos 115 milhões de euros (170 milhões de dólares).
O principal projecto da Somague é a reabilitação e melhoramento do Aeroporto 4 de Fevereiro, em Luanda, um investimento de 33,6 milhões de euros (50 milhões de dólares), que vai permitir triplicar o número de passageiros da estrutura aeroportuário da capital angolana, de 1,2 para 3,6 milhões de passageiros.
A empresa portuguesa tem também em curso "vários projectos de reconstrução da rede viária e na área da saúde". A Somague acabou de inaugurar a Clínica Girassol, um investimento de 60 milhões de euros (90 milhões de dólares) da Sonangol, em Luanda, e está a construir dois hospitais municipais na capital angolana.
O grupo Mota-Engil tem vários projectos nos sectores da construção e obras públicas no mercado angolano, onde está presente desde 1946, o ano da fundação da Mota & Companhia.
Segundo fonte da empresa, a Mota-Engil está a construir um hotel em Benguela, uma das cidades sede do CAN 2010, que tem que estar concluído até ao final do ano para acolher uma das selecções apuradas para o campeonato.
O CEO da Soares da Costa admitiu que "houve algumas oportunidades para as quais olhámos, mas não foi uma prioridade para a empresa naquela altura".
Pedro Gonçalves adiantou que a empresa tem vários projectos em curso, em Angola, mas, contrapôs, "já estavam planificadas e não se pode dizer que tenham uma ligação directa ao campeonato".
Angola foi escolhida, em Setembro de 2006, para ser o país anfitrião da principal prova de futebol a nível de nações no continente africano, tendo a construção dos quatro estádios para o CAN 2010 sido atribuída por ajuste directo dada a necessidade de lançar as obras para estarem concretizadas no final de 2009.
De acordo com a página da Internet da comissão organizadora do CAN 2010, além dos quatro estádios construídos de raiz, "outros 11 estádios já existentes estão a ser recuperados para os treinos das selecções".
A organização do evento desportivo levou a que o governo angolano investisse "na melhoria e ampliação da malha rodoviária nacional e das vias locais, modernização da rede de telecomunicações, recuperação e extensão de dois aeroportos e construção de outros dois, renovação de frotas de transportes públicos e hospitais".
Segundo a comissão organizadora, "as intervenções representam a criação de milhares de empregos directos e indirectos, para além de permanecerem como benefícios perenes à população no pós Taça das Nações".
quinta-feira, outubro 22, 2009
Português David Mares vence prémio Guggenheim
"Sim..."
"Antes de mais, parabéns pelo prémio Guggenheim..."
"Mas ainda não se sabe quem ganhou...", interrompe o arquitecto português
"Sim, já se sabe, está no site do museu."
"[Silêncio] Ganhei?! Não sabia de nada!"
Foi desta forma que David Mares, 26 anos, ficou a saber que tinha sido vencedor do prémio do público do Concurso Internacional de Design do Museu Guggenheim, de Nova Iorque. David mostrou-se surpreendido porque não sabia que tinha ganho o prémio (o museu nova-iorquino pôs a notícia no site antes de contactá-lo), mas afirmou que já o esperava, dada a actualização de ontem da contagem dos votos que já lhe davam uma vantagem de 40 mil votos sobre o segundo classificado. O arquitecto português teve 64875 votos do público, enquanto que o segundo classificado, Gonzalo Raymundo, apenas teve 19682 votos.
O português de Setúbal concebeu um modelo virtual, em 3D, de um abrigo em cortiça (“Cork Block Shelter”), que se encontra projectado em Vale dos Barris, Setúbal. “O abrigo foi concebido para ser um bloco ecológico e vivo”, lê-se no site do museu nova-iorquino. A obra, para além de ser considerada uma boa forma de isolamento térmico numa região caracterizada por um microclima, também fornece um bom isolamento acústico. O abrigo "é apenas um projecto conceptual", diz David Mares. "E criar um abrigo para um estudante" é a ideia.
Mares explica como teve conhecimento do concurso: "Foi através de uma newsletter. Um colega meu é que me chamou à atenção". "Não tinha nada preparado, foi na altura que pensei no projecto", diz.
Agora espera-lhe uma viagem a Nova Iorque para duas pessoas e por duas noite, e o arquitecto espera maior reconhecimento, nacional e internacional, depois deste prémio. Para além do prémio do público, também estava em competição um prémio do júri que foi entregue ao dinamarquês David Eltang, criador de um abrigo marítimo na costa dinamarquesa que permite a protecção de tempestades.
Scott Paiva, o bom aluno que apertou a mão de Obama
"Tenho 1,83 metros", responde do outro lado do Atlântico, de New Bedford, no Massachusetts (Leste dos EUA). A pergunta é automática quando se olha para a fotografia tirada segunda-feira na Casa Branca, em que Scott está ao lado do presidente americano. Por motivos de segurança, as câmaras pessoais ficaram à entrada, num espaço onde reina a objectiva do fotógrafo oficial da Casa Branca, Pete Souza, que tem origens açorianas. A história do bom aluno especialista em impostos, que esta semana teve direito a um aperto de mão presidencial, também começa em Portugal, há quatro gerações. Scott não fala português, mas veio passar o último Verão a S. Miguel. As raízes ficam um instante de lado para falar do feito.
No semestre antes das férias, no último ano do liceu de New Bedford, um professor pediu à turma de futuros caloiros para traçarem um plano de negócios, desafio lançado anualmente pela Network for Teaching Entrepreneurship (NFTE), uma organização sem fins lucrativos destinada a "ajudar jovens de comunidades pobres a formar competências e a libertar a sua criatividade empreendedora". O seu projecto, uma empresa que ajudaria os jovens da cidade universitária de Boston a lidar com declarações de impostos e outras burocracias, foi um dos melhores, e passou à competição inter-turmas da escola. Ganhou outra vez e foi ao duelo regional, em Boston. Passou e chegou à fase nacional. A gravata oficial da presidência Nova Iorque, 7 de Outubro: "Às oito da manhã éramos 28 candidatos. Às sete da noite já só éramos três, fiquei em terceiro lugar", conta Scott, entre repetidos "não estava nada à espera". Em poucos dias, tornou-se numa pop star em New Bedford, onde há uma grande comunidade de imigrantes portugueses. Recebeu perto de 4000 euros durante toda a competição para arrancar com uma start-up providencial para jovens menos desenrascados com o fisco. "No fundo, é um negócio que já corria na família", diz. O pai, nascido na vila de Rabo de Peixe - e que também apertou a mão a Obama - e a mãe, de Ribeira de Chã, conheceram-se em New Bedford e têm uma empresa de serviços relacionados com impostos. "Obama apertou-nos a mão, falou cinco minutos conosco e deu-nos a gravata oficial da presidência." Uma gravata oficial da presidência? "Sim, havia melhor souvenir para trazer da Casa Branca?" Scott-futuro-homem-de-negócios ri-se.
A visita começou com duas horas a conhecer os recantos da Casa Branca e terminou na sala oval. Foram acompanhados por uma comitiva da NFTE até ao escritório do presidente. "Éramos oito, mas na sala ao lado viam-se seguranças e pessoal dos serviços secretos, just in case", volta a sorrir. "Quando entrámos, ele já sabia os nossos nomes e quais eram os nossos projectos. Disse-me: 'Acho que a tua ideia podia dar jeito ao pessoal do meu gabinete.'" Fora da televisão e do barulho das luzes, "é difícil descrevê-lo", diz Scott. "Pela forma como nos apertou a mão, pelo interesse que tinha no que estávamos a dizer, pela forma como nos olhava directamente nos olhos, pareceu-me uma pessoa muito centrada". Para já, garante, não trocava as finanças pela política. "É muito desconcertante para alguém da minha idade conhecer o presidente, mas acho que vai ajudar-me." Lição: "Nunca desistir de uma ideia."
quarta-feira, outubro 21, 2009
Monarquia em Portugal III - Curiosidades
No IDH (Human development Index) deste ano publicado pelo PNUD (Programa Desenvolvimento das Nações Unidas) há dados a reter.
Isto são meros indicativos e reforço não digo que haja relacionamento directo entre o regime destes países e os índices de desenvolvimento apresentados. Mas há dados curiosos.
O ranking deste ano é encabeçado por uma monarquia, a Noruega. Existem 6 países monarquicos e 4 países republicanos nos 10 primeiros lugares. Há algumas surpresas como a entrada da França e da Suíça nos 10 primeiros.
Sendo estes dados de 2008 ,duas repúblicas que cairão certamente para fora dos 10 mais no próximo ano, Islândia e Irlanda.
Bom mas este assunto está mais do que debatido e demonstrado, mas encontrei um indicador interessante, o GINI Index. Este é um valor que demonstra entre 0 a 100 o valor da desigualdade entre ricos e pobres num dado país.
A Reter: Os Quatro países com menor nível de desigualdade no Mundo são quatro monarquias, a saber, Dinamarca, Japão, Suécia e Noruega. Em 4º lugar ex-aequo com a Noruega surge a República Checa e a Eslováquia.
A reter ainda mais fortemente, Portugal surge neste Ranking em 61º lugar. Sim repito, 61º lugar.
A comparar... o valor da Dinamarca 24.7 com os 38.5 apresentados pelo nosso país, entre o Irão, sim isso mesmo o Irão, e o Benim. Isto é de facto um dado muito preocupante.
E a Dinamarca até aparece somente no 16º lugar no índice global do IDH, Portugal no 34º.
Além destes dados escabrosos, agora uma achega à minha dama, isto seguindo uma afirmação onde dizia que as monarquias eram mais "amigas" dos seus cidadãos. Num mero exercício não científico, peguei no ranking do IDH e verifiquei o índice GINI (que mede a desigualdade entre ricos e pobres) das três monarquias e repúblicas europeias melhor classificadas.
A saber Irlanda, França e Suiça, 5º, 8º e 9º respectivamente na classificação do IDH e Noruega Holanda e Suécia, 1º, 6º e 7º ordenadamente. (Um aparte, a Islândia não apresenta índice de GINI)
A república com menor desigualdade das referidas é a França, que apresenta um nível de desigualdade de 32.7. Portugal relembro 38.5. A Suécia apresenta um valor de 25.0. Como vêm há quase 8 pontos de diferença entre França e a Suécia, Portugal está literalmente tramado, a quase 14 pontos da Suécia.
Assim sendo temos que a média de desigualdade entre as três repúblicas europeias apresentadas é de 33,6 e relembrando que o ideal seria o zero o que equivaleria um país sem desigualdades entre ricos e pobres, a média das três monarquias referidas anteriormente é um valor de 27,2, ou seja 6.4 pontos de diferença.
Portugal é o país da União Europeia com maiores desigualdades económicas.
terça-feira, outubro 20, 2009
Monarquia em Portugal II - Classificações
No primeiro texto desta série desconstruí este argumento, com razão ou não, vocês decidam. Por outro lado na visão dele nenhuma monarquia poderia ser democrática porque não era eleito o chefe de estado. Acredito ter desconstruido também esse argumento.
Juntando os dois argumentos de TMR surgiu agora um index interessante para lhe dar resposta. Concordará comigo TMR que um dos indicadores mais expressivos da qualidade de uma democracia é a liberdade de Imprensa. Os Repórteres sem Fronteiras publicaram agora o seu index de 2009, e quem diria:
No primeiro lugar ex-aequo surgem a Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Noruega e Suécia. Duas Repúblicas e três Monarquias. Muito bem para países que não são democráticos digo eu.
Vendo a classificação mais a fundo podemos verificar que todas as Monarquias europeias estão nos 20 primeiros lugares, exceptuando a espanhola, que se encontra em 44º, explicado com a existência ainda de ameaças físicas a jornalistas neste país.
Temos então que todas as monarquias europeias estão nos primeiros 20 lugares (excepto Espanha). Nalguns lugares interessantes encontramos Portugal que ocupa o 30º lugar (caíu 14) empatado com países tão simpáticos como o Mali e a Costa Rica.
Temos também a bela república de Itália no 49º lugar encalhada entre Hong Kong e a Roménia.
Essa terra de liberdade e arauto do republicanismo a que se dá o nome de república de França aparece no 44º lugar entre Suriname e Cabo Verde.
Muito bem, repito eu, para países não democráticos como afirma Tiago Moreira Ramalho.
Vitória ao cubo nosÓscares do turismopara a cidade da luz
A vida turística é como o eléctrico 28 nas colinas de Lisboa: umas vezes está a subir, outras vezes está a descer para cada destino. Depois de em 2008 ter sido contemplado nos WTA com um único prémio, institucional, para o Turismo de Portugal, este ano o país foi muito premiado: três prémios para Lisboa e para dois hotéis.
Apesar dos dramas que os portugueses vêem em primeiro lugar (a falta de um terminal portuário adequado, as obras que se eternizam, o deserto ao lusco-fusco na Baixa, a colonização estival do Algarve), somos os maiores da Europa em cinco categorias: Lisboa é o melhor destino europeu, a melhor cidade europeia para uma escapadela (city break) e a melhor cidade destino de cruzeiros da Europa; o hotel Vila Joya, no Algarve, com o seu serviço de helicópteros, limusinas e golfe é o melhor resort boutique da Europa; e o Marriott Golf & Beach Resort da Praia d'el Rey, na região de Óbidos (onde se realizou a cerimónia dos prémios), é o melhor resort europeu de golfe e lazer.
Os WTA da Europa foram revelados no sábado, depois de uma votação em que pela primeira vez os utilizadores do site da WTA puderam participar, juntando-se a milhares de profissionais de turismo (cujo voto vale o dobro do que o de um "civil"). Havia 27 nomeados portugueses na divisão europeia e vieram cinco prémios. Em 2008 o melhor porto foi Copenhaga e o melhor destino era Londres. A categoria "escapadela" não existia, pelo que coube a Lisboa inaugurá-la. O que mudou para que a elegessem como a cidade ideal para tantas actividades?
A vitória do Turismo de Portugal em 2008 "talvez tenha a ver com os bons resultados deste ano", sugere João Passos, presidente da Associação Portuguesa dos Agentes de Viagens e Turismo (APAVT). "A promoção foi feita, funcionou bem" e colheram-se os frutos, sugere. Quanto ao triplo salto dado por Lisboa, João Passos, que é portuense, não hesita: "Lisboa porque é Lisboa. Desde sempre é uma cidade atractiva, cheia de luz, que cativa."
Já o director do Sheraton e presidente do Convention Bureau do Turismo de Lisboa, António Pereira, diz que "a cidade tem-se preparado para os dias de hoje, é moderna, e tem muita oferta para turistas com pouco tempo". "É uma cidade fantástica para city breaks, pelo seu ambiente, pela luz e pelo povo. Estamos na moda."
A categoria "decity breakssurge" num contexto especial: de crise, de implantação daslow-cost, de alterações culturais que subdividem os períodos de lazer. "As pessoas já não vão de férias por 30 dias, cada vez mais juntam dois dias de férias a um fim-de-semana para escapadelas", contextualiza António Pereira, que concorda que "a crise veio facilitar ou fazer com que o segmento de city breaks tivesse uma melhoria".
O crescimento das low-cost,prossegue, "ajuda muitíssimo". E "Lisboa é um dos destinos com melhor qualidade ao melhor preço." Por isso chegam espanhóis, ingleses, alemães e, mais recentemente, americanos e russos e brasileiros. "Os breaks estão na moda", confirma João Passos, também graças "à flexibilização das tarifas aéreas", que deixaram de exigir estadias de uma semana ou de uma noite de sábado para preços mais baixos.
E há o golfe e os cruzeiros. Portugal, com a aposta no turismo como principal actividade económica, vence com Lisboa em três categorias para diferentes bolsas e com dois hotéis de escalão alto - e voltados para o golfe. "É um subsector extremamente importante para a economia portuguesa", nota o presidente da APAVT.
Dar visibilidade ao país
Num país que canta os seus "magníficos dias atlânticos", Lisboa é também o melhor destino de cruzeiro. É um mercado que envolve cerca de 15 milhões de passageiros/ano em todo o mundo (cinco milhões na Europa), de acordo com dados da Royal Caribbean Cruises, um dos maiores operadores, divulgados pela Lusa. Mas é apenas o sexto porto a nível ibérico e está longe de cumprir o plano nacional estratégico de turismo (2007), que até 2017 quer Lisboa e Madeira no top 8 europeu.
Entre Janeiro e Julho, 463 mil passageiros de cruzeiros passaram pelos portos portugueses (crescimento de 5,4% em relação a 2008); 194.634 estiveram em Lisboa. Mas a capital, segundo operadores internacionais, tem algumas dores de crescimento: o terminal não é funcional para o número crescente de passageiros; um cruzeiro mediterrânico que passe por Lisboa faz uma viagem mais longa e, por isso, mais cara.
"Há uma entropia", reconhece João Passos, mas "tem-se assistido a um crescimento imenso". António Pereira concorda e pede soluções rápidas. A Administração do Porto de Lisboa diz à Lusa que o novo cais de Santa Apolónia (2011) vai solucionar estas questões.
No final de contas, os WTA aumentam o reconhecimento internacional dos vencedores, resume a organização. "Não posso quantificar, mas estes prémios têm sempre resultados positivos", explica João Passos. "O facto de serem votados por operadores de todo o mundo aumenta ainda mais o seu significado" e dão "mais visibilidade ao país como destino de qualidade". E cada um deles - também os sete hotéis que foram distinguidos na categoria portuguesa - passa à final mundial dos WTA, que se realiza em Londres a 8 de Novembro.
sexta-feira, outubro 16, 2009
Monarquia em Portugal I - O Rei Sou Eu
Ora o senhor Ramalho faz muita questão de utilizar palavras como mentiras e falácias, o que se torna irónico quando ele comete tantas no seu texto.
Em tom de brincadeira diria que comete uma falácia logo no início quando diz que os republicanos "toleram" os monárquicos porque são simpáticos e não querem ofender as crenças de ninguém. Que eu saiba não foram os monárquicos que assassinaram pessoas, nem usaram da força bruta para impor um regime de iluminados lisboetas enlevados por ideais franco-russos. Mas isto apenas em tom de brincadeira.
Seguindo o texto do senhor Ramalho passo a explicar:
Facto: sem falar em riquezas, falarei pelo menos numa classificação, a que se dá o nome de IDH (índice de desenvolvimento humano) que é elaborado pela ONU. Nesta classificação é analisada a sociedade como um todo, educação, amparo social, riqueza, vários vectores. Este ano não conheço o Ranking em detalhe mas sei que Portugal caiu, andará nos trigésimos e o líder é uma monarquia de seu nome Noruega. Há dois anos, recordo-me de cor, 7 dos 10 primeiros classificados eram monarquias.
Não é sério e isso dou-lhe de barato, fazer um exercício em que se associe directamente o facto de o regime monárquico seja por si só sinal de riqueza. Mas algo há de haver nas monarquias para que ano após ano, com crises ou sem crises, as monarquias liderem em todas as classificações mundiais.
E logo o sr. Ramalho comete nova falácia, diz que as monarquias já eram países ricos antes de se pensar em república. Além do regime republicano ser tão antigo como o monárquico, sugiro ao sr. Ramalho que se debruce um pouco em história comparada entre Portugal e Espanha especialmente o século XX. Recordo-lhe que a Espanha não era um país rico e qual foi a diferença para Portugal? Exactamente a monarquia versus a III, IV, ou XX república em que vivemos.
No segundo ponto o sr. Ramalho dá uma novidade aos cidadãos das monarquias europeias, nenhuma delas é democrática!!! Sugiro que vá dizer isso a um holandês, a um espanhol ou até a belga.
No mesmo parágrafo vem mais uma das patacoadas típicas dos republicanos. O desígnio divino! Falo-lhe somente do caso Português; no nosso país o rei sempre foi tido como um primus inter pares, ou seja o primeiro entre iguais. Bem pode torcer o parafuso, estrebuchar o que quiser, há uma realidade inalienável em Portugal, o Rei é escolhido pelo povo. Eu sei que esta afirmação lhe pode provocar alguma contusão cerebral, mas... informe-se.
Não é o direito divino que legitima um rei, é o povo através das cortes, para que saiba é basicamente um parlamento eleito pelo povo. O órgão máximo numa monarquia constitucional não é o Rei, é o Povo através das cortes.
Claro que existem regras, as quais forma feitas para manter a coerência e a estabilidade de um país, mas qualquer rei pode ser legitimado ou deposto pelos seu pares, ou seja todo e qualquer português.
Sendo que estas linhas derrubam por completo a argumentação do sr. Ramalho, ofereço-lhe mais uma grátis. Quando um monárquico afirma que Espanha ou Inglaterra é mais democrático que Portugal, não é num sentido quantitativo, aliás isso seria estúpido, não se é mais ou menos democrático, o se é ou não se é. O que pode ser medida é a qualidade da democracia, e as democracias monárquicas parecem resguardar melhor os direitos liberdades e garantias, além de serem bastante mais funcionais e "amigas" dos seus cidadãos.
Monarquia em Portugal - Prefácio
Um exercício que fiz na altura e com o qual me diverti imenso foi ler os comentários deixados pelos leitores das notícias. A quantidade de patacoadas e demonstrações de ignorância só me convenceu de uma coisa: ainda bem que não pode haver referendo porque a ignorância é tal que a sociedade não está preparada nem esclarecida, talvez por 100 anos de lavagem cerebral.
Os monárquicos em Portugal têm muitas fraquezas, facilmente reconhecíveis, uma delas é faltar, não digo que não existam, pensadores que com espírito de luta, moderação e inteligência falem sobre monarquia descomplexadamente.
Não me quero arrogar de ser um deles, mas deixarei o meu contributo pelo menos para talvez abrir algum caminho a quem com maior inteligência possa pegar e elevar a outros píncaros.
A série de textos sob a etiqueta Monarquia em Portugal será sobretudo uma reflexão sobre algumas das ideias deformadas dos portugueses sobre este tipo de regime e como poderá ele servir ou não para melhorar a vida pública portuguesa
Maitê
"Os portugueses são esquisitos" (Maitê Proença)
quinta-feira, outubro 15, 2009
Pedro Pires aborda cooperação energética e oceanográfica em Berlim
"Queremos fazer de Cabo Verde uma plataforma para a investigação oceanográfica e atmosférica", disse Pires em Berlim, depois de se reunir com o homólogo alemão Horst Koehler, com a comissão parlamentar para a Áfrical Ocidental e Central e com o burgomestre da capital alemã, Klaus Wowereit. O Chefe de Estado cabo-verdiano adiantou ainda que irá agora debater a cooperação empresarial nestas e noutras áreas, como o turismo, com uma associação de empresários alemães, na quinta-feira, em Hamburgo, próxima etapa da sua visita.
Actualmente 13% dos turistas que visitam cabo Verde saem da Alemanha, "e trata-se de um mercado com petencialidades de que tem de se tirar o maior proveito", referiu Pedro Pires. O Presidente aproveitou também a visita à Alemanha para solicitar "a compreensão" das autoridades de Berlim para os projectos que Cabo Verde apresentará em breve no quadro da parceira especial com a União Europeia. Pires pediu também a adesão da maior economia europeia à chamada parceria para a mobilidade, para facilitar a emigração legal de cidadãos cabo-verdianos para o espaço da UE, projecto que já teve o apoio de Portugal, Espanha, França, Holanda e Luxemburgo.
Antes de deixar Berlim Pedro Pires proferiu uma palestra sobre o desenvolvimento económico, político e social de Cabo Verde desde a independência, considerado exemplar a nível internacional. "Somos ambiciosos, não queremos ser mais um problema ou encargo para a comunidade internacional", afirmou Pedro Pires na Fundação Friedrich Ebert. O chefe de Estado criticou, no entanto, o facto de Cabo Verde já não beneficiar de ajuda ao desenvolvimento de países como a Alemanha, por ser entretanto considerado um país de rendimento médio. "Quando um avião descola, que foi o que nós fizemos, não se lhe pode cortar o combustível em pleno voo", disse o político cabo-verdiano, ressalvando no entanto que não foi à Alemanha pedir ajuda, "mas sim mais investimentos e mais turismo". A visita de Pedro Pires à Alemanha prossegue na quinta e na sexta-feira, para se reunir com a diáspora cabo-verdiana em Hamburgo e falar de cooperação no âmbito da pesquisa oceanográfica, na Universidade de Kiel.
Barbot está a negociar compra da segunda empresa em Espanha
"Estamos a olhar para outra empresa, no mercado espanhol, e até ao final do ano o negócio deve estar concretizado", afirmou Carlos Barbot, à margem do seminário "Crescer, comprando empresas em Espanha", organizado pela Associação Empresarial de Portugal. O presidente do grupo industrial de tintas adiantou que se trata "de um empresa fabricante de revestimentos", que é vista como uma possibilidade de "consolidação no mercado ibérico e reforço da política de expansão".
O Grupo Barbot entrou, no início do ano, no mercado espanhol, através da compra de 70% do capital da Jallut Pinturas, empresa do sector das tintas, sedeada na Catalunha, que permitiu à empresa portuguesa alargar o seu portefólio a novos segmentos. Segundo Carlos Barbot, "Espanha vive uma crise muito maior do que a portuguesa, mas vai recuperar, porque sempre recuperou mais depressa do que nós". No seminário organizado pela AEP, o empresário defendeu que "este é o momento certo para a aquisição de empresas em Espanha", porque, acrescentou, "ultrapassados os problemas, vai voltar a haver falta de interlocutores e preços impossíveis". O presidente do grupo Barbot recordou que andou anos a tentar entrar, em Espanha, sem sucesso, admitindo que foi a mudança da conjuntura económica que abriu as portas do mercado espanhol. "Quando o mercado deu a volta, ligaram-me a ver se ainda estava interessado e aí tive a oportunidade de comprar a empresa que mais me interessa e a melhor preço", contou.
Carlos Barbot acrescentou que "a gestão das empresas em Espanha não é famosa", aconselhando a contratação de assessores laborais para mediar os negócios de aquisição ou fusão no mercado espanhol. "Viveram sempre num mercado em subida, nunca tiveram que fazer grandes contas e há muita promiscuidade entre o dinheiro dos accionistas e o das empresas", revelou o empresário. Para este ano, está ainda nos planos de Carlos Barbot avançar para a construção de uma fábrica de raiz, nos arredores de Luanda, que permitirá reforçar a produção em Angola. O empresário explicou que o actual edifício não responde às necessidades da Barbot, que este ano deverá ter um volume de negócios de 45 milhões de euros, mais dez milhões do que em 2008.
Pela primeira vez editora venezuelana distribui livros para aprender português
Os livros - que, de momento, são enviados de Portugal - encontram-se à venda em Los Ruices, na livraria da editora e são constantemente folheados curiosamente por clientes e leitores de diferentes idades, que alegam as mais variadas razões para se interessarem pela língua portuguesa. "Houve um acordo para começar com uma fase de distribuição de livros de ensino do português e, se o mercado o justificar, fazer algum tipo de co-edição entre as duas editoras, isto é, poderíamos inclusive imprimir os livros na Venezuela", explicou o gerente da Colegial Bolivariana, Luís Miguel Juzgado. Adiantou que a venda foi coordenada com os centros de ensino de português e foi iniciada a distribuição, tendo a Lídel expedido uma grande variedade de livros de diferentes níveis para crianças e adultos, alguns deles de leitura.
"Temos neste momento variedade, alguns maiores que são os seleccionados pelos educadores, e uma diversificação de temas à disposição na livraria para quem se interessar por algo mais", frisou.
A livraria foi alvo, quarta-feira, de uma visita da cônsul-geral de Portugal em Caracas, Isabel Brilhante Pedrosa, que referiu a "enorme satisfação" de "ver no terreno uma resposta a uma necessidade que se fazia sentir há muito entre a comunidade portuguesa que reclamava que não tinha materiais para os cursos de língua portuguesa". Recordou que "os alunos recorriam sistematicamente ao uso de fotocópias, o que além de ser ilegal, é também, do ponto de vista pedagógico, pouco recomendável". "A partir deste momento têm a possibilidade de adquirir em Caracas um conjunto de manuais e livros de exercícios, o que é um passo muito importante e muito positivo para a expansão da língua portuguesa na Venezuela", disse. Entre os curiosos, estava Francy de Barros, uma venezuelana que se inscreveu num curso de Língua Portuguesa, no Colégio Virgem de Fátima. Questionada sobre a razão para comprar um livro, alegou tratar-se de uma questão amorosa. "Estou casada com um português há 21 anos e não falo português. Estive em Portugal, em Maio, e toda a família, ainda que muitos deles falem espanhol porque cresceram aqui na Venezuela, me dizia que tenho de falar português". "No próximo ano, vamos outra vez a Portugal e quero fazer-lhes a surpresa de que falo português - ou que pelo menos entendo", concluiu.
segunda-feira, outubro 12, 2009
Universidade de Coimbra é a melhor cotada pelo The Times
A UC subiu, este ano, 21 posições neste ranking, ocupando agora a 366ª posição a nível mundial. A nível europeu, ocupa o 166º lugar.
Segundo o The Times, a UC é a terceira melhor da lusofonia e a sexta melhor da Península Ibérica.
A qualidade da investigação, a empregabilidade dos alunos, a internacionalização das instituições e a qualidade pedagógica dos cursos são alguns dos aspectos tidos em conta na elaboração do ranking, que pondera cinco critérios: avaliação por pares, avaliação por empregadores, artigos científicos citados, rácio docentes/estudantes e internacionalização.
segunda-feira, outubro 05, 2009
sábado, outubro 03, 2009
quinta-feira, outubro 01, 2009
Escuta fiasco Gate
Disto tudo resulta apenas uma mensagem.
Viva o Rei...
(Não me parece que em monarquia haja partidarização do chefe máximo do estado... Agradável hem?)
terça-feira, setembro 29, 2009
Amin Maalouf
"Não estou seguro que haja uma solução militar para o conflito no Afeganistão. Houve uma oportunidade, quando da caída dos taliban, para instalar um regime que pudesse unir todas as facções do País. Pode ser, sendo a esta a minha visão pessoal, que a solução seja restaurar a monarquia"
Nãããããã, deve ser doido, isso monarquia é do antigamente.... :P
Ler aqui
Foi rápido...
Curioso....
quarta-feira, setembro 23, 2009
Afinal o PS também compra votos!
segunda-feira, setembro 14, 2009
"Portugal não é uma província de Espanha"
(Ps: Dedicado aos inteligentes deste canto à beira mar plantado que simplesmente não percebem ou não querem perceber o verdadeiro significado desta frase)
sexta-feira, setembro 11, 2009
A culpa é da crise?
Há 4 anos, porém, no seu programa eleitoral, criticou fortemente o então Governo PSD / CDS pelo facto de Portugal se encontrar na posição 32.ª no pilar Inovação e na 25.ª posição no índice de competitividade. O PS propunha-se, então, adoptar uma série de medidas que nos colocariam nos lugares cimeiros dos referidos índices.
In "Rua direita"
sábado, setembro 05, 2009
Escócia quer referendo para a independência
O presidente do Governo regional escocês, Alex Salmond, provocou uma tempestade política ao enunciar no Parlamento de Edimburgo as prioridades legislativas do seu Executivo para 2010. No topo da lista estava um referendo pela independência da Escócia, que se for aprovado pela maioria dos 129 deputados regionais na próxima Primavera, deverá realizar-se até ao final do próximo ano.
A proposta foi criticada pela oposição, que acusou o first minister de querer desviar a atenção dos problemas económicos ou de se enganar nas prioridades. Os conservadores falam em "bluff" e até há nacionalistas a contestar a "oportunidade" da iniciativa.
Salmond lidera o Partido Nacional Escocês (SNP), que sustenta um Governo regional minoritário em queda nas sondagens desde 20 de Agosto, após a decisão de libertar, por razões humanitárias, o bombista de Lockerbie, o líbio Abdelbaset al-Megrahi. O SNP era um pequeno partido há vinte anos, mas tem subido constantemente, facto a que não foi alheio o apoio de vedetas internacionais, como por exemplo o actor Sean Connery.
O SNP ganhou em 2007 as eleições regionais, obtendo a maioria à custa dos trabalhistas. Com 32%, conquistou 47 lugares, mas nenhum dos outros partidos quis integrar a coligação (a maioria absoluta é de 65). Em Junho, o SNP ganhou as europeias com 29,1%, elegendo dois eurodeputados.
O referendo de independência não tem ainda uma pergunta definida e dificilmente será aprovado no Parlamento escocês, que existiu até 1707 e foi reaberto em 1999. Se fosse realizada a consulta, a derrota dos nacionalistas era provável. As sondagens costumam dar maioria sólida a favor do referendo, mas abaixo de 30% para a independência.
A incerteza económica de uma eventual independência escocesa deve fazer hesitar os eleitores, mas só o facto do tema ser discutido vai provavelmente satisfazer outros objectivos do SNP: conseguir mais poderes para o Governo regional e para o Parlamento escocês.
O extraterrestre nipónico que sonha com uma UE na Ásia
Hatoyama recorda que este autor condenou em O Estado Totalitário Contra o Homem (tradução em inglês, de 1939) o comunismo assim como o nazismo e as "profundas desigualdades sociais geradas pelo capitalismo", propondo o princípio da "fraternidade" como freio ao extremismo político e aos defeitos dos sistemas económicos. O líder japonês sugere como exemplo da "fraternidade" a desenvolver no Japão o princípio da subsidiariedade praticado na União Europeia (UE). Hatoyama gosta de definir a política "como um acto de amor" e uma das suas propostas eleitorais era a criação de uma sociedade "fundada em relações de afecto".
Intitulado A Minha Filosofia Política, o longo ensaio de Yukio Hatoyama é todo um programa de intenções para o seu Executivo - mal recebido nos Estados Unidos. O nipónico critica os EUA pelo "fundamentalismo" na defesa do mercado e da globalização, o seu "unilateralismo" e - ao mesmo tempo que elogia o pacto de segurança EUA-Japão - assinala o "declínio" da influência americana no mundo e a afirmação do poder global chinês, cuja economia "num futuro não muito distante ultrapassará a japonesa".
Embora estas asserções não constituam novidade - comentadores recordaram que algo semelhante foi dito no passado por dirigentes do agora derrotado Partido Liberal Democrático (PLD) -, o certo é que parecem ter soado tão bizarras como as declarações de Miyuki Hatoyama, a mulher do novo primeiro-ministro, que se distinguiu ao afirmar ter sido raptada por naturais de Vénus. Ideias a que não serão alheias as modas psicadélicas que fizeram furor nos anos 60 e 70 na Califórnia, onde Miyuki vivia quando conheceu Yukio.
A Miyuki não deve ter passado despercebido este compatriota de expressão distante, com um rosto em que olhos exorbitam das órbitas, que martela as palavras de forma mecânica, características que lhe valeram a alcunha de extraterrestre. Um extraterrestre que descende de uma longa linhagem de dirigentes políticos e herdeiro, com o seu irmão Kunio, de uma das grandes fortunas do Japão, a de empresa de pneus Bridgestone. A mãe dos dois irmãos era filha do fundador da empresa.
Antiga actriz, designer e chef, Miyuki define-se como uma "compositora da vida", cujo "espírito foi transportado num OVNI de aspecto triangular até Vénus" - "lugar extremamente belo e verde". As suas relações astrais vão mais longe e incluem o próprio Sol, astro que petisca ao pequeno-almoço todos os dias. Miyuki explicou que esta experiência era parte do seu programa de saúde e consistia em fechar os olhos virada para o Sol, fazendo depois o gesto de quem lhe retira pedacinhos e os leva à boca. "É assim que ganho energia. E o meu marido faz o mesmo."
Verdade ou não, Yukio vai precisar de toda a energia para lidar com os problemas que esperam o seu Governo.Um destes desafios será a relação com os EUA e com os países asiáticos. Neste ponto, o líder do PDJ inspira-se ainda na "experiência da UE", que mostra como "a integração regional neutraliza conflitos territoriais".
Forte adepto daquela, Yukio desvaloriza a negociação bilateral - método privilegiado pela China -, considerando-a um modo de inflamar "as emoções em cada país". Admite que, devido a "distintas massas populacionais, diferentes estádios de desenvolvimento e de sistema político", não será possível a "integração económica" a curto prazo, ao contrário do sucedido na CEE. Nem por isso Hatoyama deixa de se inspirar nas palavras de Coudenhove-Kalergi numa forma subtil de se legitimar como líder político ou não fosse - ironia das ironias - o seu avô o tradutor do livro do austro-nipónico e um dos fundadores do PLD. A citação de Coudenhove-Karlegi por Yukio: "todas as grandes ideias da história começaram como utopia e acabaram como realidade". Uma declaração de grande optimismo.
A formação inicial de Yukio foi em Engenharia, tendo estudado em Tóquio e na Universidade de Stanford, na Califórnia, onde conheceu Miyuki, então casada com o proprietário de um restaurante. Sobre a sua mulher e o casamento, considerado algo escandaloso para alguém do seu perfil, o líder do PDJ diz que "a maioria dos homens escolhe a sua mulher só entre as solteiras, eu escolhi entre todo o género feminino."
Yukio e seu irmão tiveram uma infância dourada, nada indicando que o primeiro seguiria uma carreira política. O que só sucedeu nos anos 80 quando Yukio se torna secretário político do pai e herda o seu lugar de deputado. Nos anos 90, deixa o PLD até surgir com um outro antigo dirigente do PLD, Ichiro Ozawa - considerado o real arquitecto da vitória de há uma semana - entre os fundadores do PDJ.
Estes são olhados com cepticismo pelos eleitores que lhe deram a vitória. A maioria das sondagens mostra que os inquiridos duvidam das qualidades políticas de Yukio Hatoyama - que nunca desempenhou cargos governativos - e das propostas do PDJ. Talvez por que poucos conhecerão a asserção de Coudenhove-Kalergi de que "todas as grandes ideias da história começaram como utopia".
quinta-feira, setembro 03, 2009
Caso Manela (TVI jornal de Sexta) - Cenários
Cenário 1 - Suspensão por razões económicas ou de conflito de personalidades.
Seria em qualquer outro momento uma razão plausivel e possivelmente justificada. Manuela é incómoda politicamente, cria anti-corpos nos "targets" publicitários mais apetitosos. A saída do marido fragilizava-lhe a posição. Tudo certissimo, mas...
Em véspera de eleições, num país de ódios e amores a Sócrates, o Jornal de Manuela era visto como um dos fóruns mais livres para expressar uma opinião diferente à máquina propagandística do governo, e um dos mais fortes contestatários (o que desde logo é uma atitude condenável) ao governo PS.
Assim sendo, um gestor certamente compreenderá o potencial de audiências que um jornal com o currículo que tem encerra, especialmente num clima político tão polarizado como o actual.
Será receio do pós eleições? Eventualmente... o que ainda assim um clima de crispação entre uma televisão e futuro governo Sócrates poderia ser sempre amenizado com a retirada do ar após as eleições.
Cenário 2 - Influências PSD ou opositores a Sócrates ditam suspensão
Neste cenário a oposição a Sócrates conseguiria ter suspendido o Jornal com o objectivo de imputar ao PM a dita suspensão, de forma a capitalizar o já tido como irreversivel tique autoritário de Sócrates.
Cenário menos plausivel por falta de ligações conhecidas da oposição a quem controla a TVI, ainda assim possivel, mas...
Seria que no PSD não se teria percebido o potencial de desgaste que o Jornal da Manuela teria na figura do primeiro ministro? As ondas de choque da suspensão do jornal poderão eventualmente ser contidas através de técnicas de comunicação, algo que o desgaste semanal durante a época pré-eleitoral dificilmente poderia. Entre um grande rombo único, e um desgaste constante e contínuo penso que os estrategas da oposição prefeririam o último, daí as debilidades deste cenário.
Integrando as supostas pressões sobre Miguel Relvas, até poderia ser indiciada uma estratégia grada de atribuição de autoritarismo a Sócrates, rotineira e sistemática, o que não parece ser muito exequível. Primeiro havia que ter os "casos", e depois como já disse, o pressão constante da Manuela poderia ser mais útil.
Cenário 3 - Governo influência a suspensão
Poderá ser tido como um passo errado, até porque as ondas de choque da suspensão serão sempre vistas como obra do despotismo deste governo. O PM e a sua personalidade seriam sempre ligadas ao acto e como sendo mais uma tentativa de controlo da informação por parte do PS.
Mas aqui funciona a argumentação inversa ao cenário anterior. Os estrategas do PS poderiam preferir uma controvérsia imediata ainda que de elevada monta, mas com tempo para tentar controlar os danos, do que se submeter a um desgaste contínuo e permanente de um inimigo público assumido e reconhecido.
Da fama de proto-ditador o PM já não se livra, por isso uma jogada política deste género seria mais exequível até porque dominável pelo aparelho de comunicação.
quarta-feira, agosto 19, 2009
A isto chega Portugal Socrático
Num país em que se diz que não há jornalismo de investigação, mesmo assim conseguem ser mais lestos que o ministério público... interessanteao contrário do que aconteceu com os jornalistas, o Ministério Público não
solicitou informações à Ordem dos Notários. "Fiquei seriamente preocupada quando
percebi que, neste caso, os jornalistas estavam muito à frente", afirma Carla
Soares
Após um secretário de estado ter vindo dizer baboseiras e não ter sido "sacado" (bela expressão inglesa), ficamos a saber que a mão do estado socrático vai longe, mesmo muito longe... muito interessanteHoje continua a não ter dúvidas de que essa informação é
pública, mas admite que a certa altura deixou de receber respostas por
parte dos colegas, que "ficaram um pouco intimidados". "A pressão foi
muita."
continua o desaparecimento dos documentos que suportavam a
escritura notarial e identificavam a empresa offshore que vendeu o apartamento
no Heron Castilho a Maria Adelaide Carvalho Monteiro, mãe do primeiro-ministro.
Os livros do cartório são numerados e faltam exclusivamente as folhas
relacionadas com a escritura. "Alguém as tirou deliberadamente",
sublinha."A investigação está a decorrer, mas pelo que nos tem sido dito
provavelmente o Ministério Público vai deduzir acusação contra
desconhecidos"
Sim, mas não há julgamento, nem trânsito em julgado nada, por isso a credibilidade do primeiro ministro está intacta! Senhores atentem nesta ígnomia, é a toque da chibata que o português anda ao que parece. E respostas... o deserto de Gobi.
Texto no jornal i, aqui
quinta-feira, agosto 13, 2009
A Bandeira
É interessante ver aqueles que dizem que a desobediência pública é um dever, são os primeiros a exigir sentenças a quem praticou tal acto. Mais um exemplo de democraticidade esquerdizante.
O acto em si vale sobretudo por uma consequência. Terá sido a primeira vez desde o 25 de Abril de 74 que especialmente nos média, houve uma repercussão e se falou de monarquia. Até agora nos meios de comunicação social, os monárquicos e tudo ligado ao legado dos nossos antepassados sempre foi tratado como um grupelho de saudosistas.
Com a acção de "guerrilha ideológica" do 31 da Armada foi a a primeira vez que nos escaparates houve visibilidade para o exterior de um movimento que se tem propagado na net, de jovens monárquicos, sem sangue azul, sem tiques de nobrezas tituladas a papel, sem tiques absolutistas.
Esses monárquicos existem, abomino-os, mas também existem aqueles que olham o mundo, olham o que os rodeia e verificam que na realidade existe um qualquer elemento que faz com que as sociedades monárquicas em regra funcionem melhor que as sociedades repúblicanas.
Se têm dúvidas consultem a classificação do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano elaborado pela ONU).
A consequência directa deste acto é simplesmente colocar as pessoas a pensar que na realidade existem alternativas ao pântano político e aos 100 anos de chafurdice na lama que a república albergou.
Na minha opinião uma monarquia não será a solução dos problemas do País, mas poderá ser um veículo para a mudança muito mais forte e eficaz para transformar aquilo que Medina Carreira classificou como um gigante caso BPN, num país em que os portugueses não precisem de fugir para outras paragens porque não vêem um futuro pela frente.
quarta-feira, agosto 05, 2009
Participação na Cimeira do G8 premiou esforço diplomático de Angola
O "naipe" de trunfos da diplomacia angolana cresceu desde 2007, com estadistas como José Luís Zapatero (Espanha), Nicolas Sarkozy (França), Silvio Berlusconi (Itália), Dimitri Medvedev (Rússia) ou Raul Castro (Cuba), além do primeiro-ministro português, José Sócrates. Se Medvedev foi selar uma "parceria estratégica", a visita de Sarkozy a Luanda (Maio de 2008), encheu-se de simbolismo, qualificada pelo Presidente francês como "um virar de página nos mal-entendidos do passado". As relações entre os dois países estavam fragilizadas desde o início do caso "Angolagate", em que os nomes de altas figuras do regime angolano, incluindo o próprio Chefe de Estado, foram envolvidos pela Justiça francesa num processo de comissões milionárias em negócios de venda de armas.
Para a atenção crescente dada ao país lusófono muito contribui o petróleo, que tem hoje em Angola o maior produtor da África subsariana, e permitiu um crescimento económico explosivo até este ano, para o qual se prevê uma recessão.A presença do Papa Bento XVI em Luanda marcou o fim de uma semana de alta intensidade diplomática de Angola, que incluiu a visita de José Eduardo dos Santos a Portugal, para o relançamento das relações com um parceiro histórico, e também à Alemanha, onde se avistou com a chanceler Angela Merkel.Outro marco será a anunciada visita de Jacob Zuma a Angola, na próxima semana, a primeira ao mais alto nível feita pelo recém-eleito chefe de Estado da África do Sul, a maior economia do continente.
Raul Castro, presidente cubano, bisou em solo angolano, com duas visitas em apenas cinco meses, e conseguiu renovado apoio de Luanda ao fim do embargo norte-americano ao país.Eduardo dos Santos também bisou, mas rumo à China: a visita em Dezembro do ano passado, a segunda em cinco meses, para assegurar a continuação do financiamento chinês aos projectos de reconstrução angolana, numa altura em que as receitas petrolíferas já caíam a pique e o país assumia a presidência rotativa da Organização de Países Exportadores de Petróleo.No âmbito da sua afirmação regional Angola tem procurado assumir uma postura de mediação em crises como a da República Democrática do Congo (RDC) e do Zimbabué, e também tomando as "rédeas" da Comissão do Golfo da Guiné, recebendo em Luanda (Janeiro) a segunda cimeira extraordinária de chefes de Estado e Governo da organização.Angola tem vindo também a assumir uma postura mais interventiva na organização lusófona, a CPLP, cuja presidência receberá de Portugal no próximo ano, na Cimeira de Luanda.
Dois submarinos russos ao largo da costa leste dos EUA inquietam Washington, diz The New York Times
O jornal, que cita responsáveis da Defesa e dos Serviços Secretos norte-americanos que pediram para não ser identificados, refere que um dos submarinos navega em águas internacionais, a cerca de 200 milhas da costa (320 quilómetros), enquanto a localização precisa do segundo permanece incerta. Os dois submarinos pertencem à classe Akula, segundo as mesmas fontes. "Cada vez que a Marinha russa procede a tais manobras excepcionais é fonte de inquietações", segundo um alto responsável do Ministério da Defesa norte-americano, citado pelo jornal norte-americano. "Sabemos onde (os submarinos) estão e não estamos inquietos quanto à nossa capacidade para seguir os movimentos destes", refere a mesma fonte. "Apenas estamos preocupados pelo facto de (os submarinos) estarem lá", sublinha. "Não penso que em quase 15 anos, eles (os russos) tenham enviado dois submarinos nucleares deste tipo para o largo da costa norte-americana", sublinha o especialista de história naval e da luta anti-submarina, Norman Polmar, ao jornal.
Em contrapartida a Rússia condena a reacção excessiva dos norte-americanos, considerando-a "histérica" e insiste no facto de estas manobras não terem nada de ilegal em termos de direito internacional. "Os movimentos dos submarinos russos (...) fora das próprias águas territoriais são correntes e não violam em nada o direito marítimo intermacional", explica uma fonte militar e diplomática à agência oficial russa Itar-Tass, sem confirmar ou não a veracidade da informação do The New York Times. Os responsáveis do Pentágono não quiseram fazer comentários sobre a eventual presença de armas a bordo das embarcações. O anúncio destes movimentos da Marinha russa surge quando Moscovo tenta apagar um novo fracasso do lançamento do míssil intercontinental Bulaya, com um alcance de 8.000 quilómetros, em meados de Julho. Em Dezembro último a Rússia efectuou manobras navais conjuntas com a Venezuela no mar das Caraíbas, perto das águas territoriais norte-americanas.
O que parece raramente não é
A exclusão de Pedro Passos Coelho das listas do PPD/PSD não me surpreeende. Desde a implantação da democracia vigente que é hábito os presidentes (ou secretários-gerais) dos partidos porem e disporem das listas de candidatos a seu bel-prazer.
Saber se o presidente de um partido tem que estar, efectivamente, no parlamento para questionar o Governo e ter impacto na sociedade ou nos media, é outra questão.
Na minha modesta opinião dever-se-ia seguir o exemplo inglês. A monarquia inglesa é, quase sempre, a melhor fonte de inspiração. Assim, dizem os ingleses nas suas leis não escritas, que não pode ser presidente de partido político quem não for deputado, precisamente porque é no Parlamento que se discute o país. O Presidente de um partido relevante, maioritário ou não, tem que ter obrigatoriamente assento no Parlamento. Ou seja, não interessa por onde concorre ou se pertence à oposição ao líder que faz a lista, interessa que tenha assento no parlamento.
Ao mesmo tempo que fiz a afirmação de cima, também digo que as coisas na prática às vezes não são tão fáceis. Digo-o, porque estive no congresso que consagrou Ribeiro e Castro (ReC) como presidente do CDS/PP e lembro-me de o argumento do "assento no assembleia" ser usado como arma de arremesso. Tudo porque Telmo Correia estava dado como líder do partido ainda antes de alguém sequer ter nele votado e também porque ReC havia feito o discurso da sua vida, emocionando os congressistas (inclusivé a mim). Tentaram arranjar de tudo para que ele não fosse eleito presidente. Não dava jeito a muitos. Mas eu estive humildemente com ele, votei nele e achei que o "argumento parlamentar" não colhia.
Mais tarde apercebi-me que havia algum fundamento na ideia. Não tanto pela vertente mediática e interventiva que a Assembleia proporciona, mas mais porque em Portugal os media acabam por ser tão sectários (ou acabam por reflectir a realidade do país) que não passam o que quer que seja que aconteça fora do parlamento. Sem dúvida que o parlamento é o lugar mais nobre da democracia, e tanto que tem sido vilipendiado, mas não havendo nada perfeito é melhor a imperfeição.
NATO: Cimeira para novo conceito estratégico em Portugal
Ao longo do último ano, a Aliança Atlântica apontava o final de 2010 e o início de 2001 como a data provável para a realização deste encontro - que será marcado pela apresentação do conceito estratégico que substitui o de 1999 e pela primeira deslocação do presidente Barack Obama a Portugal - deverá ocorrer entre o final de Setembro e o início de Dezembro do ano que vem.
A revisão deste documento doutrinário da Aliança, que vai contemplar o novo ambiente estratégico gerado pelos ataques de 11 de Setembro de 2001 e incidirá sobre questões como o Afeganistão, o combate à pirataria, a não-proliferação, segurança energética ou o ciber-terrorismo, deverá demorar menos que a do conceito conceito de 1999, que durou cerca de 20 meses, mas terá uma nova dificuldade: o número de países envolvidos no processo aumentou de 16 para 28.
De acordo com a NATO, o novo conceito estratégico passará por três fases distintas - uma de reflexão, com vários seminários temáticos onde estarão presentes responsáveis militares e políticos (bem como o grupo de doze 'especialistas' nomeado pelo secretário-geral), outra de consultas, onde estas personalidades visitarão todas as capitais aliadas para apresentar as propostas e discuti-las com os governos locais.
O grupo, que será liderado por Madeleine Albright, terá liberdade para reflectir sobre outros temas que não os discutidos nas conferências organizadas pela Aliança e começará o seu trabalho em Setembro, depois de uma reunião que será convocada pelo secretário-geral, Fogh Rasmussen, e onde estará presente o Conselho do Atlântico Norte (NAC, sigla em inglês).
Em Abril de 2010, a equipa de 'sábios' reunirá novamente com Anders Fogh Rasmussen para lhe apresentar a sua análise sobre o documento e as suas recomendações finais. Depois, o secretário-geral iniciará um trabalho mais pessoal, apresentando aos vários governos dos países-membros uma versão do conceito estratégico.
Seguindo o espírito de abertura e transparência que tem sempre sublinhado, no final do Verão do próximo ano e terminada a fase de consulta, o secretário-geral manterá encontros com os representantes permanentes dos 28 países na sede da organização, em Bruxelas, e preparará um novo documento, que será finalmente apresentado e votado na cimeira que vai ter lugar em Portugal.
ERROS CRASSOS
Apetece-me chamar um nome feio a Manuela Ferreira Leite. Pode parecer estranho tanta agressividade mas passo a explicar.
Pedro Passos Coelho parece ser um líder a prazo do PSD, reconheço-lhe até algumas características que podem, EVENTUALMENTE, torná-lo num bom líder seja de oposição ou de governo.
Porquê então a minha indignação. Por dois motivos, o primeiro menos fundamental, uma temporada na Assembleia poderia ser um bom estágio ao neófito.
A segunda razão e a mais forte é a que Manuela Ferreira Leite se não vencer as eleições certamente não cumprirá a legislatura como líder de oposição, as próprias forças internas do PSD não permitirão, e como tem vindo a ser demonstrado, um líder de um partido da oposição que não esteja no parlamento é um líder "não existente".
Assim foi com Menezes e a própria Ferreira Leite, que não fosse a bóia em que se tornou a debacle do PS hoje provavelmente nem seria líder. Ou como o caso no CDS de Ribeiro e Castro, que simplesmente era ultrapassado pelas situações e pelo mediatismo vindo do parlamento.
Manuela Ferreira Leite tem de reconhecer o papel, actual o futuro de Passos Coelho, e com a exclusão deste, Manuela não está a derrotar ou a vingar-se de um inimigo interno, mas sim a comprometer um futuro PSD, e por consequência, Portugal.
terça-feira, agosto 04, 2009
Presidente da Ossétia do Sul demite primeiro-ministro e suspende Governo
Kokoity assinou um decreto que destitui o chefe do governo, Aslanbek Bulatsev, "por motivos de saúde" e suspende o Governo das suas funções até à formação de um novo gabinete, anunciou a agência russa Interfax. Bulatsev, antigo responsável dos serviços de segurança (FSB, ex-KGB), foi nomeado pelo primeiro-ministro da Ossétia do Sul em Outubro de 2008, a pedido de Moscovo. O responsável tinha como tarefa acompanhar a reconstrução da república destruída após o conflito bélico entre a Rússia e a Geórgia, em Agosto de 2008.
Antes da sua nomeação Bulatsev dirigiu os Serviços Fiscais da Ossétia do Norte. A Rússia prometeu cerca de 10 mil milhões de rublos (222 milhões de euros) de ajuda para a reconstrução do pequeno território de 50.000 habitantes, encurralado nas montanhas entre a Rússia e o resto da Geórgia. Mas os habitantes continuam a viver entre as ruínas do território destruído. A oposição local, pró-russa, acusa o presidente da Ossétia do Sul e os colaboradores de terem desviado os fundos enviados pela Rússia e a ajuda humanitária.
[Belo berbicacho que a Rússia arranjou à NATO e à Geórgia, fiel aliado norte-americano...]
Chefe do Estado-Maior do Exército de São Tomé implicado em assalto a banco
Em causa está o assalto à instituição bancária nigeriana Island Bank (IB), ocorrido em 30 de Julho de 2007, em que foram roubadas quantias variáveis de divisas, designadamente 130.000 dólares (90.000 euros), 800 milhões de dobras (36.000 euros), 24.000 libras (28.000 euros) e 2.400 euros. Na sessão de hoje, a segunda, o tenente-coronel Pachire foi arrolado como testemunha do processo, tendo um dos arguidos, um sargento das forças armadas, Abdulay Cassandra, afirmado que o chefe militar estava "desde o início a par de toda a operação" do assalto ao banco. O CEME confirmou ter recebido informações sobre a preparação do assalto e justificou que o sargento "estava no grupo dos assaltantes como infiltrado", acrescentando que depois viajou e alegou desconhecer outros detalhes da operação.
O colectivo de três juízes que julga o caso salientou que o chefe militar tinha o dever de partilhar o que sabia com as autoridades competentes, nomeadamente a Polícia Judiciária. Outra pessoa arrolada na sessão de hoje foi Acácio Elba Bonfim, antigo ministro do Plano e Finanças e actual administrador do Banco Internacional de São Tomé e Príncipe (BISTEP). Bonfim também é citado pelos arguidos como tendo conhecimento antecipado do plano do assalto ao IB, mas não colaborou na denúncia do assalto. Dos oito arguidos neste caso dois encontram-se em parte incerta, com os juízes a acreditarem que terão logrado sair do país.
Entre os arguidos, além do sargento Cassandra, figura Wilson Quaresma, que liderou há dois anos a revolta dos ninjas no Comando Geral da Polícia Nacional e que resultou na morte de uma agente da corporação e ferimentos graves noutros dois. Quaresma, sobre quem foram emitidos dois mandados de captura, foi preso no passado dia 27 de Julho, um dia depois do início do julgamento. Entretanto, Cassandra beneficiou da protecção dos seus camaradas de armas, não tendo sido hoje levado a tribunal para estar presente no julgamento, numa atitude considerada por analistas de desafio à decisão do juiz Frederico Samba, que preside ao colectivo. A sessão de hoje foi entretanto suspensa, sem que os juízes tenham marcado nova data para prosseguir a audição dos arguidos e declarantes. Fonte judicial diz que o "processo ainda se pode arrastar durante vários dias".