segunda-feira, março 08, 2010

Ryder Cup na Comporta potencia turismo no país

A Herdade da Comporta candidatou-se à organização, em Portugal, da competição internacional de golfe Ryder Cup 2018, o terceiro maior evento desportivo do mundo, para criar um novo destino turístico no litoral alentejano e no país.

"Estamos na corrida à organização da Ryder Cup, que Portugal quer receber em 2018, pois trata-se de um projecto turístico e ambiental, com uma sustentabilidade de médio e longo prazo, que tem como objetivo criar uma dinâmica turística e de desenvolvimento económico para a região do litoral do Alentejo e para o país", disse hoje o administrador da Herdade da Comporta Carlos Cortês.
Durante o evento são esperados 300 mil turistas e a competição internacional vai envolver 50 mil pessoas que vão assistir à competição, explicou Carlos Cortês, destacando que a Ryder Cup 2018 "é uma das competições mais mediáticas a nível mundial, a seguir aos Jogos Olímpicos e ao Campeonato do Mundo de Futebol".

A Ryder Cup é uma competição bienal, que coloca lado a lado as seleções da Europa e dos EUA, na disputa pela melhor equipa de golfe do mundo. As diversas candidaturas serão entregues a 30 de Abril, estando na corrida à organização da Ryder Cup seis países: Espanha, Holanda, França, Alemanha, Suécia e Portugal.
O país vencedor será conhecido no início de 2011. A Ryder Cup, a realizar-se, acontecerá nos campos de golfe da Herdade da Comporta, que vão ser criados para o efeito e que poderão ser utilizados para outras competições.
Antes e depois do evento vão decorrer nos campos de golfe da Comporta quatro torneios europeus, tendo um efeito "bastante dilatado" no tempo em termos de "uma ainda maior visibilidade internacional", salientou o gestor.

A Ryder Cup 2018 será, previsivelmente, acompanhada por 2000 jornalistas e fotógrafos, tendo emissões de televisão para mais de 500 milhões de lares em mais de 180 países.
"Estamos a falar de um segmento de turista, os golfistas, que têm um forte poder de compra. É o tipo de turistas que nós gostaríamos de ter em Portugal, que trazem valor acrescentado ao país e têm uma despesa média por estadia elevada, além de não se limitarem ao evento, fazendo viagens pelo território e gastando em gastronomia e noutras actividades", acrescentou. Carlos Cortês considerou que Portugal é já "um país de referência no golfe internacional", mas quer que este evento seja "uma âncora" no desenvolvimento do turismo e da economia da região do litoral alentejano e do país.

quinta-feira, março 04, 2010

Brasil e São Tomé assinam programa de cooperação de 4,26 milhões de euros

São Tomé e Príncipe e Brasil assinaram um programa de cooperação em diversas áreas, no valor global de 5,8 milhões de dólares (4,26 milhões de euros).

O financiamento abrange apoio técnico brasileiro à aplicação do salário mínimo em São Tomé e Príncipe, da segunda fase do programa de alimentação escolar, fortalecimento institucional da gestão de águas e apoio ao programa de prevenção e controlo da malária.
Do montante anunciado o Governo brasileiro assume 90% do valor, devendo a restante parte ser disponibilizada pelo Governo são-tomense.

O protocolo assinado marca o fim da visita de uma semana a São Tomé de uma missão da Agência Brasileira de Cooperação, que analisou diversos projectos de cooperação bilateral entre os dois países.
O embaixador brasileiro acreditado na capital são-tomense diz que "o Brasil está muito satisfeito com o andamento dos diversos projectos de cooperação" com São Tomé, sublinhando que "brevemente" será lançado outro projecto da maior importância. Será possivelmente o mais importante da nossa carteira de cooperação, referente ao centro de formação profissional em São Tomé e Príncipe, cujo edifício está a ser construído.
Em representação do Governo, a ministra da Defesa são-tomense manifestou "imensa satisfação" pela assinatura deste acordo, que considerou um "marco histórico naquilo que constitui a cooperação com o Brasil".
"Mais um passo foi dado nesta cooperação que hoje abrange diversos quadrantes, sobretudo no sector primário, que nós consideramos o mais nevrálgico do nosso país, pois esses projectos incidem directamente sobre a vida da nossa população", frisou Elsa Pinto.

Programa do 35.º aniversário da independência de Cabo Verde é conhecido no final de Março

O programa definitivo das comemorações, este ano, do 35.º aniversário da independência de Cabo Verde e dos 550 anos da descoberta do arquipélago só será conhecido dentro de duas ou três semanas, disse hoje fonte governamental cabo-verdiana.

Fernanda Marques, a nova ministra do Ensino Superior, Ciência e Cultura e que, por inerência, preside à Comissão Executiva da organização das celebrações das duas datas, disse aos jornalistas, porém, que as comemorações "terão grande dignidade", mas nada mais adiantou.
A nova ministra, empossada terça feira, questionada sobre se Portugal vai apoiar e estar presente nas celebrações das duas datas, remeteu para a embaixada portuguesa na capital cabo-verdiana, limitando-se a adiantar que, "por razões históricas, não pode ser dissociado" das diferentes iniciativas.
Fernanda Marques falava aos jornalistas no final das quase três horas da primeira reunião das comissões de Honra, presidida pelo chefe de Estado cabo-verdiano, Pedro Pires, e Executiva, que lidera, para definir o programa das celebrações.

Cabo Verde celebra, este ano, os 550 anos da descoberta do arquipélago (Maio de 1460), os 35 da Independência Nacional (5 de Julho de 1975) e o primeiro aniversário (26 de Junho de 2009) do reconhecimento da Cidade Velha como Património Mundial da Humanidade.

Alemães sugerem que Grécia deve vender as ilhas para pagar a dívida

Dois políticos alemães de direita defenderam hoje que a Grécia deverá colocar à venda terra, edifícios históricos e obras de arte para reduzir a défice. O conselho, sugerido numa entrevista ao jornal “Bild”, poderá agravar ainda mais as tensões entre os dois países.

Aqueles que se encontram em processo de insolvência têm de vender tudo o que têm para pagar aos seus credores. A Grécia tem edifícios, empresas e ilhas não habitadas, que podiam ser usadas para amortizar a dívida”, argumentou Josef Schlarmann, membro do partido de Angela Merkel. “Se tivermos de ajudar a Grécia com milhões de euros, eles têm de nos dar algo em troca – por exemplo algumas das suas maravilhosas ilhas. O lema: vocês recebem carvão. Nós, Corfu”, acrescentou ainda.
A Grécia tem 3054 ilhas, das quais apenas 87 são habitadas e que são um potencial mercado de luxo que para os alemães já existe.

A chanceler [Angela Merkel] não pode prometer nenhuma a ajuda à Grécia e o governo grego tem de dar passos radicais para vender a sua propriedade – por exemplo as ilhas não habitadas” disse Frank Schaeffler, especialista em política financeira. “Também ouvi a sugestão de que devíamos vender a Acrópole”, reagiu o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Dimitris Droutsas. “Sugestões como estas não são apropriadas nesta altura”, concluiu.

O Governo grego quer eliminar o 14.º mês dos salários na função pública, cortar 9% dos salários e impor novas medidas fiscais que incluem o aumento do IVA, o imposto sobre o álcool, o tabaco, combustível e sobre sinais exteriores de riqueza. Georges Papandreou afirmou terça-feira que a situação financeira grega é “catastrófica” e esboçou um cenário de “bancarrota" ao anunciar “medidas de austeridade” necessárias para garantir uma redução do défice público de 4%, em 2010.

[A arrogância alemã somada à incompetência e à aldrabice grega. Mas, para bailar são precisos dois...]

quarta-feira, março 03, 2010

Algarve à conquista dos milhares de turistas que viajam pela gastronomia e vinhos

Degustar galinha cerejada de Monchique ou provar alguns dos 80 vinhos produzidos no Algarve pode ser o álibi para conquistar 2600 milhões de turistas europeus, cuja principal motivação para viajar é a gastronomia e os vinhos.

"Há 600 mil turistas europeus que colocam no topo das suas motivações para viajar e passar férias a gastronomia e os vinhos", disse Fátima Coelho, do Turismo do Algarve (TdA), durante o seminário "Hotelaria e Gastronomia", que decorreu terça-feira na Universidade do Algarve.
Há ainda dois milhões de turistas europeus que têm como segunda motivação para viajar o turismo gastronómico.
É a pensar no potencial económico dos turistas gastrónomos - e com base no Plano Estratégico Nacional de Turismo (PENT) -, que o TdA está a traçar e a implementar um plano para diversificar a oferta no sector da restauração e bebidas.
A criação de experiências integrais, como por exemplo uma estadia num hotel com prova de vinhos e visita a festivais gastronómicos da sardinha e do marisco, é apenas uma das actividades que pode servir de justificação para os turistas gulosos se deslocarem à região, explicou Fátima Coelho.
Oferta de festivais gourmet, criação de rotas turísticas, apostar na formação profissional e organizar eventos gastronómicos, à semelhança da "Semana Gastronómica" em todo o Algarve em 2009, são outras hipóteses para conquistar um nicho de mercado que até 2015 se prevê que "atinja 1,2 milhões de turistas em Portugal", referiu o TdA.

O turista europeu que viaja motivado pela gastronomia e vinhos gasta, por dia, entre 150 a 450 euros, viaja no mínimo uma vez por ano, podendo somar até cinco viagens por ano, têm entre 35 e 60 anos e goza de um elevado nível sócio-cultural, explicou Fátima Coelho.
De todos os turistas europeus que viajam motivados pela comida, os franceses são o povo que mais procura o turismo gastronómico (16%), seguidos pelos holandeses (15%) e, em terceiro lugar, estão os ingleses (11%), indica um estudo feito no âmbito do PENT.
Estes turistas ficam, por norma, três a sete dias em cada uma das estadias e procuram os destinos entre três a cinco vezes por ano, ou seja, "são bons turistas para termos no Algarve", realçou Fátima Coelho, referindo que o estudo do PENT indica ainda que França, Itália, Espanha e Holanda procuram Portugal em "terceiro lugar" como destino turístico gastronómico.
Um dos palestrantes no seminário, o secretário geral da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), José Manuel Esteves, observou que depois do "clima", "monumentos" e "simpatia do povo", a "restauração" em Portugal vinha em quarto lugar na lista do "grau de satisfação do turista".

terça-feira, março 02, 2010

FU, o instituto que vende nomes para tempestades

O Instituto de Meteorologia da Universidade Livre de Berlim (FU) "vende" desde 2002 nomes para fenómenos meteorológicos para superar dificuldades financeiras.

"A ideia nasceu porque, em 2002, deixámos de ter verbas para manter efectivos e tivemos de pensar numa forma de poder pagar pelo menos a estudantes para acompanhar em permanência os fenómenos meteorológicos", explicou Petra Grasse, do FU.
Face às dificuldades, os meteorologistas berlinenses lançaram então uma campanha pública para angariar "padrinhos" que estivessem dispostos a pagar para dar o nome a uma depressão ou a uma zona de altas pressões (anticiclone).
A atribuição de nomes a este tipo de fenómenos já existia em Berlim Oeste desde 1954, e foi inventada por uma das mais conhecidas meteorologistas da televisão pública ZDF, Karla Wege, quando ainda era estudante.
Durante dezenas de anos, no entanto, o sistema, inspirado no método norte-americano de atribuir nomes a furacões, era só para entendidos e não saiu do anonimato.
A partir do início da década de 1990, porém, com a reunificação da Alemanha, os nomes atribuídos a depressões e a anticiclones começaram a ser utilizados regularmente pela imprensa e por diversos institutos meteorológicos europeus, embora não seja o caso português.

O sistema só passou a ser uma fonte de receitas quando o dinheiro começou a faltar no Instituto de Meteorologia da FU, que necessita de cerca de 50 mil euros por ano para manter um serviço de observação permanente com estudantes.
Foi então decidido pedir aos "padrinhos" 199 euros para baptizar - sempre com um nome feminino - cada depressão, o que permite arrecadar uma receita anual de cerca de 30 mil euros, porque este fenómeno surge, em média, entre 150 e 160 vezes por ano.
Quanto aos anticiclones, que têm sempre nomes masculinos, são cobrados 299 euros, porque são mais longos e permanecem mais tempo nas cartas meteorológicas, ocorrendo entre 50 e 60 vezes por ano.
A maior parte das pessoas ou empresas apadrinha depressões ou anticiclones para ajudar financeiramente os serviços meteorológicos da capital alemã, mas também há quem compre um nome para dar uma prenda a alguém.
"Por exemplo, para dar uma prenda de anos a uma pessoa, atribuindo o seu nome a uma depressão, ou para festejar as bodas de prata de um casamento, mas também porque alguém tem um nome estranho e quer vê-lo divulgado publicamente", referiu Petra Grasse.

Para incentivar ainda mais as pessoas a apadrinhar estes fenómenos, a FU dá sempre um diploma prévio com o nome escolhido ao padrinho.
Depois, é só esperar que chegue a vez dele, ou seja, que o meteorologista de serviço detecte um fenómeno, olhe para a lista e veja qual é o nome a seguir e o coloque no mapa meteorológico da previsão que está a fazer.
Quando a situação eleita tiver passado, o padrinho receberá então um diploma definitivo, com um mapa meteorológico e o historial do fenómeno, para mais tarde recordar.
Desde que o sistema começou a ser comercializado, em 2002, já foram registados mais de mil participantes de 13 países europeus, do Japão e dos Estados Unidos, segundo o Instituto de Meteorologia da FU.

segunda-feira, março 01, 2010

Viver no mar: Sealand, o projecto viável do passado

43 anos a subsistir com príncipe, moeda, hino e constituição.
Na viagem pelos projectos de vida em alto mar, Sealand surge como referência incontornável. Apresentou-se ao Mundo em 1967 e subsiste até aos dias de hoje. Tem um Príncipe e demais herdeiros. Moeda, selos, hino e constituição. É um país. Ou seria, se alguém o reconhecesse como tal.

O Reino Unido (RU) abandonou uma base naval após a II Guerra Mundial, a 11 quilómetros da costa. O excêntrico Roy Bates aproveitou. Ocupou o espaço em 1967 para projectar uma rádio pirata e ficou. Foi ficando até hoje. Tanto que Sealand, aliás Principado de Sealand, é apresentado pelos próprios como um Estado independente de facto. Mais à frente, perceberão porquê.
O governo britânico ainda tentou recuperar o local, mas encalhou numa ordem judicial, considerando que o espaço estava fora das suas águas territoriais. Dez anos mais tarde, um empresário alemão invadiu Sealand e reclamou a propriedade, mas Bates, entretanto denominado Príncipe Bates, recuperou o espaço e fez reféns, obrigando um diplomata holandês a viajar até à base naval (só acessível de barco ou helicópreto) para negociar a libertação dos prisioneiros.
Sealand perdurou como micronação, mesmo não passando de uma plataforma devoluta com um edifício e uma média de 20 habitantes. Reclama importância pelo conceito, pela independência conquistada no mar, servindo de exemplo para futuros projectos.

Em entrevista, o Príncipe Michael Bates, filho de Roy e actual responsável pelo espaço, devastado em 2006 por um enorme incêndio testemunha:
Continuam a viver pessoas em Sealand de forma permanente? "Sim, vivem pessoas na fortaleza, de forma permanente, há 43 anos."
Em 2007, decidiu colocar o Sealand à venda. Há interessados? "Sim, têm surgido várias propostas interessantes. Da Rússia, da América do Sul, do Golfo Pérsico e do conhecido site Pirate Bay."
Os seus filhos estão dispostos a manter o legado de Sealand? "Sim, eles continuar a estar envolvidos, por vontade própria."
Você falou sobre a possibilidade de criar uma selecção nacional de futebol. Como está esse projecto? "Óptimo. Neste momento, estamos à procura de um patrocinador. Depois, começaremos a jogar. Será algo como um David contra os Golias."
Como estão as vossas relações com o governo do RU? "O RU utiliza uma táctica e sempre: ignorar coisas que não representem uma ameaça directa. Eles ignoram Sealand e Sealand ignora-os, apesar de nem sempre ser fácil, porque basta olhar pela janela para vê-los. Sem brincadeiras, nunca prejudicaríamos os interesses do RU e temos muito orgulho na nossa dupla nacionalidade."

[Palhaçadas...]

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

EDP Renováveis já é a terceira eólica mundial e negoceia venda de electricidade pela Google

Ana Maria Fernandes, CEO da EDP Renováveis (EDPR), afirmou em Madrid que com os resultados obtidos em 2009 a empresa tornou-se na terceira maior eólica mundial.
"Subimos de quarto para terceiro lugar no ranking mundial", garantiu a gestora na conferência de apresentação de resultados anuais da Renováveis. A companhia fechou 2009 com lucros de 114 milhões de euros, uma subida de 9,6% face ao ano anterior.
O documento confirma que a produção de energia eólica subiu 40% em termos homólogos para 10,9 gigawatts (GW), fruto da subida de 23% da capacidade instalada da empresa para 6.227 mega watts (MW).

A acrescentar a esta notícia surge a de que a EDPR está a negociar a venda de electricidade pela Google, depois da recente autorização da Google (maior motor de busca mundial).
"A EDP Renováveis tem falado com o Google sobre a venda de electricidade", garantiu Ana Ana Maria Fernandes, CEO, adiantou em Madrid. Rui Teixeira, administrador financeiro da empresa, adiantou ainda que "a Google tem capacidade financeira e mostra um esforço para desenvolver projectos na área das energias renováveis. A Google é só mais uma empresa nos EUA, é só mais um elemento da procura".

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Timor-Leste: Ramos-Horta apela à GNR para continuar no país

O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, disse hoje que a situação é calma e bem diferente de 2006, mas é preciso que a GNR continue no país a formar a Polícia Nacional (PNTL).

O Chefe de Estado falava na cerimónia de entrega da Medalha da Solidariedade de Timor-Leste aos elementos do 8.º contingente do sub-agrupamento Bravo da Guarda Nacional Republicana.
Sublinhando a necessidade da transformação da PNTL "numa força mais bem preparada profissionalmente e com uma doutrina sólida e estável", Ramos-Horta deixou um apelo: "É para a concretização deste objetivo que novamente apelamos a Portugal, e em particular à GNR, a continuidade da sua colaboração na área da Formação da PNTL por a considerarmos tão necessária e proveitosa".

América: Criada Comunidade de Estados latinos e caribenhos

A criação de uma Comunidade de Estados da América Latina e das Caraíbas, que deixa de fora os Estados Unidos da América (EUA) e o Canadá, marcou a cimeira do Grupo do Rio, que ontem terminou no México.

Os chefes de Estado e de governo, que estiveram reunidos durante dois dias, aprovaram dez declarações, entre a quais se destaca a da criação da comunidade, que o presidente mexicano, Felipe Calderón, considerou "um espaço regional próprio para unir todos os Estados".
A intenção dos participantes é que a entidade esteja formatada até às cimeiras na Venezuela (2011) ou no Chile (2012) e que assuma o património do Grupo do Rio e da Cimeira da América Latina e das Caraíbas.

Timor-Leste: Esforços de adesão à ASEAN apoiados pela UE

A União Europeia (UE) está a apoiar os esforços de Timor-Leste para aderir à organização regional asiática ASEAN, afirmou hoje o chefe em exercício da delegação do bloco europeu junto das Nações Unidas.

"Tendo em vista a sua própria experiência positiva no âmbito da integração regional, a UE apoia as aspirações de Timor-Leste a ser membro da ASEAN", afirmou hoje o diplomata da Pedro Serrano, perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas.
No debate do órgão máximo da ONU sobre Timor-Leste, realizado esta manhã em Nova Iorque, o vice-primeiro-ministro timorense sublinhou a "forte vontade" de Díli ser "membro de pleno direito da ASEAN" em breve.

terça-feira, fevereiro 23, 2010

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

CPLP: Ministra das Finanças de Timor Leste visita Cabo Verde

Uma delegação timorense chefiada pela ministra das Finanças de Timor Leste, Emília Pires, chega hoje a Cabo Verde, para uma visita oficial de três dias, a convite da sua homóloga cabo-verdiana, Cristina Duarte.

Segundo uma nota do Palácio do Governo cabo-verdiano a visita da ministra timorense surge no âmbito das relações de cooperação já existentes e a troca de experiência que norteiam os integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
A deslocação de Emília Pires ao arquipélago visa conhecer a experiência cabo-verdiana na área da Gestão das Finanças Publicas e da Ajuda Orçamental.

[Cabo Verde tem sido um caso de referência no que toca à boa gestão e administração de recursos financeiros, no que toca ao continente africano. Que Timor Leste possa aprender com este bom exemplo...]

Movimento Democrático de Moçambique marca Conselho Nacional para Março

O MDM - Movimento Democrático de Moçambique realiza um Conselho Nacional (CN) na segunda semana de Março, ocasião em que será escolhido o secretário-geral do partido e a Comissão Política (CP).

O anúncio do nome do secretário-geral estava marcado para hoje, numa reunião de dirigentes do partido a decorrer na cidade da Beira, no centro do país, mas ficou adiado para o CN, disse fonte do MDM. Daviz Simango, presidente do partido (o MDM foi criado há pouco mais de um ano e é hoje a terceira força política do país), já tem uma lista de cinco nomes (quatro homens e uma mulher) propostos pelas bases, e cabe-lhe a ele a escolha, de acordo com os estatutos.

O MDM foi criado por Daviz Simango, autarca da Beira, na sequência da recusa do seu anterior partido, a RENAMO em o propor para um segundo mandato à frente da câmara da Beira, nas eleições de 2008. Simango acabou por concorrer como independente e ganhou folgadamente as eleições, afastando-se da RENAMO. Dezenas de quadros do partido de Afonso Dhlakama filiaram-se também no MDM, seguindo Daviz Simango.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Detido em Cabinda o engenheiro Barnabé Paca Peso, activista cívico

in Notícias Lusófonas

Foi detido no passado dia 14,às 7:00 horas, na cidade de Cabinda, o engenheiro Barnabé Paca Peso, 40 anos de idade, empresário e activista cívico da extinta Mpalabanda.

Conhecido vulgarmente por Engenheiro Bayó, encontrava-se em sua casa, no bairro 4 de Fevereiro, quando a Polícia procedeu a uma busca à sua residência. Não há qualquer informação se ao detido foi exibido mandado de captura, nem tão pouco sobre as acusações que pesam sobre ele. Até ao momento, não há também informações sobre o seu paradeiro.
Presume-se que a detenção seja a pretexto do ataque protagonizado pela FLEC contra coluna militar que transportava a equipa do Togo em Janeiro último. A detenção surge num momento em que o regime reforçou a segurança em todo o tarritório de Cabinda. Os activistas ligados à extinta Mpalabanda são vítimas de intimidações, muitas vezes camufladas, de pressões, ameaças e detenções por parte dos serviços de inteligência angolana (Sinfo). Ao mesmo tempo surgem rumores da identificação de um fornecedor de armas à FLEC, cujos passos têm sido seguidos pelos serviços de inteligência angolana.

Português apontado para assumir embaixada da UE em Washington

O actual Director-Geral das Relações Externas da Comissão Europeia, o português João Vale de Almeida, deverá ser hoje nomeado o novo embaixador da União Europeia em Washington, disse fonte comunitária.

Esta escolha para a embaixada dos 27 na capital dos Estados Unidos deverá ser aprovada na primeira reunião do novo colégio de comissários europeus, que entrou em funções na semana passada.
O lugar é um dos mais importantes e sensíveis da nova estrutura das relações externas da UE que está a ser montada desde a entrada em vigor do Tratado de Lisboa há pouco mais de dois meses.

João Vale de Almeida, um alto funcionário do executivo comunitário, tem 53 anos e antes de assumir o lugar de Director-Geral das Relações Externas da Comissão Europeia (CE) foi chefe de gabinete do presidente desta instituição, José Manuel Durão Barroso.
Como embaixador, Vale de Almeida dependerá dos serviços da britânica Catherine Ashton, Alta Representante da UE para a política Externa e de Segurança, que foi nomeada pelos líderes da UE no ano passado.
Vale de Almeida irá substituir o ex-primeiro ministro irlandês John Bruton, que terminou o seu mandato como chefe da delegação da UE em Washington no final do ano passado.

Vale de Almeida começou a trabalhar na Comissão Europeia em 1982, na sua Representação em Lisboa e integrou o Serviço de Porta-Voz em Bruxelas em 1989, sob a égide do Presidente Jacques Delors. De 1992 a 1994 foi chefe de unidade no Comité Económico e Social das Comunidades Europeias. Entre 1995 e 1997 foi chefe adjunto do Serviço de Porta-Voz da CE, sob a égide do Presidente Jacques Santer, sendo nomeadamente responsável pela coordenação das posições oficiais da UE em matéria de relações externas.
Em 1998, foi nomeado director na Direcção-Geral da Informação, Comunicação, Cultura e Audiovisual, sendo, a esse título, responsável pelas representações da Comissão nos Estados-Membros e pela informação em relação aos países terceiros.
De Maio de 2000 a Julho de 2004, João Vale de Almeida foi director na Direcção-Geral da Educação e Cultura, tendo igualmente assumido diversas responsabilidades de carácter transversal nos serviços da CE.
João Vale de Almeida é licenciado em história pela Universidade de Lisboa e seguiu uma formação de jornalismo em França, nos EUA e no Japão.

Como transformar uma mesa num ecrã multi-toque. Tudo com uma folha de plástico

Os globos que foram parar às arrecadações das escolas primárias poderão vir a ser resgatados em 2010 e apanhar boleia do Google Maps. Basta que sejam reciclados com uma nova tecnologia portuguesa, a Displax Multitouch Technology, que transforma qualquer superfície num ecrã multi-toque. Se esta película for aplicada a um globo mundo, bastará tocar num ponto para ver um vídeo ou informações sobre a região que foi tocada.

Miguel Oliveira, presidente da Edigma, que criou a tecnologia, explica ao i que a grande inovação da Displax é o multi-toque, visto que já existem no mercado películas de polímeros sensíveis a um ou dois toques. No entanto, nunca tinha sido visto um protótipo tão avançado como aquele que a Edigma apresentou na feira Integrated Systems Europe (ISE), em Amsterdão, entre 2 e 4 de Fevereiro. A tecnologia portuguesa inclui sensibilidade ao sopro, o que significa que é possível, por exemplo, apagar velas electrónicas. "O Air Flow Detection deixou o mercado estarrecido na ISE", garante Miguel Oliveira, que promete o lançamento oficial da inovação no terceiro trimestre de 2010. Os engenheiros da Edigma, sediada em Braga, estão a trabalhar na película multi-toque há 18 meses e já têm vários protótipos a serem testados em vários países. Quando for apresentada, a tecnologia pode virtualmente ser aplicada a qualquer mercado, desde escolas a museus, lojas e até canais de televisão. Mas como é possível transformar uma simples folha de plástico num ecrã electrónico multi-toque? Oliveira sintetiza assim: "Pega-se numa folha de plástico transparente e colocam-se lá nano-fios". Ou seja, fios tão pequenos que não são visíveis, daí caberem numa película tão fina.

"Depois, adicionamos o controlador electrónico, que detecta até 16 dedos em simultâneo", continua o responsável da empresa. Por fim, "ao tocar no filme, há uma perturbação que descodifica o local onde está a interacção dos dedos". A película pode ser aplicada a superfícies transparentes de grande dimensão e ser usada por múltiplos utilizadores em simultâneo, o que representa uma novidade absoluta.
Até agora, a indústria esteve formatada a películas com apenas um toque ou duplo toque (single/dual touch).

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Venezuela quer cooperação com Cabo Verde no 2.º trimestre

A Venezuela pretende realizar a primeira reunião de uma comissão mista de cooperação com Cabo Verde já no segundo trimestre deste ano, afirmou hoje, na Cidade da Praia, fonte governamental venezuelana.

Reinaldo Bolívar, vice-ministro das Relações Exteriores para África venezuelano, falava aos jornalistas no final de uma audiência com o Presidente cabo-verdiano, Pedro Pires, a quem manifestou a vontade do Executivo de Hugo Chávez em alargar as actuais relações comerciais bilaterais. Cabo Verde e a Venezuela estabeleceram relações diplomáticas em 2006, mas nenhum dos países ainda montou a respectiva embaixada, apesar de, em Setembro de 2009, o assunto ter sido discutido durante uma visita de trabalho que o chefe da diplomacia cabo-verdiana, José Brito, efetuou a Caracas. Na ocasião, José Brito assinou um acordo para a promoção da cooperação e desenvolvimento de projectos na área da energia, tendo ficado no ar a vontade de a Venezuela, uma dos maiores produtores de petróleo, construir, de raiz, uma refinaria no arquipélago, assunto que tem estado em "banho-maria". Hoje, Bolívar, questionado, evitou tocar no assunto, limitando-se a confirmar que há a intenção de "cooperar" com Cabo Verde nesse sector, a par de outros, como os do comércio, economia, agricultura, social e técnico-militar, tal como ficara já definido no acordo rubricado em Caracas.

Bolívar, acompanhado por uma delegação de outros cinco altos funcionários da administração venezuelana, entre eles a vice-ministra das Indústrias Básicas e Mineiras, Isabel Delgado, e pelo Director Geral do Petróleo, Alexandre Pinto, visitou Cabo Verde durante apenas algumas horas, depois de uma digressão por países da região oeste-africana, entre eles a Guiné-Bissau. A delegação venezuelana reuniu-se também com vários elementos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, na ausência no estrangeiro de José Brito, tendo só sido divulgado à imprensa o encontro de "cortesia" com Pedro Pires.

Segundo os termos do acordo assinado em Caracas, a Venezuela disponibilizou-se também para atribuir 40 a 50 bolsas a estudantes cabo-verdianos, bem como na cooperação entre as duas televisões públicas - RTC e Telesur -, através de um protocolo que privilegia intercâmbios e troca de conteúdos. Fonte da Presidência cabo-verdiana disse que Cabo Verde "tem interesse" em ter a Venezuela como parceiro, numa estratégia de aproximação que, "indubitavelmente" contribuirá para a diversificação da rede da cooperação do arquipélago. Durante a visita que efectuou a Caracas, José Brito entregou a Hugo Chávez uma mensagem de Pedro Pires, que o convidou a visitar oficialmente Cabo Verde, numa data a definir pelas diplomacias dos dois países e que ainda está por fixar.

Quatro cooperativas do Alentejo investem 11 milhões, com 4 milhões do PRODER

Quatro cooperativas agrícolas do Alentejo, dedicadas aos sectores do azeite ou do vinho, vão investir 11 milhões de euros, com incentivos de 4 milhões do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER), na sua modernização tecnológica e capacitação comercial.

A CARMIM, a maior adega cooperativa nacional, é uma das quatro cooperativas agrícolas alentejanas englobadas neste "pacote" de incentivos do PRODER, com o investimento global mais elevado, 4,84 milhões de euros.
Fonte do MADRP revelou que o apoio do PRODER para a "modernização da adega" da Carmim, com cerca de 1.000 associados, é de "1,85 milhões de euros".
Também dedicada ao sector do vinho, a Adega Cooperativa de Portalegre vai avançar com o projecto para as suas novas instalações, num investimento de 2,7 milhões de euros, com um apoio de 745.000 euros do PRODER.

Já a "modernização e ampliação das instalações de produção oleícola" da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos (Beja) envolve um investimento de três milhões de euros, com o apoio do PRODER a chegar aos 1,2 milhões de euros.
A outra beneficiária da cerimónia de sábado, adianta a fonte do MADRP, é a Cooperativa Agrícola de Portalegre, que pretende investir 450.000 euros na "modernização do lagar", com uma comparticipação de 155.000 euros do PRODER.
O investimento da Carmim, revela o seu director-geral, José Canita, visa "aumentar a capacidade de engarrafamento" "porque o mercado está cada vez a exigir mais produtos" da empresa, e "aumentar a qualidade dos vinhos" produzidos. "É um projecto que vamos iniciar agora, para estar concluído em 2011", disse, realçando tratar-se, por exemplo, da "ampliação do pavilhão de engarrafamento de vinhos, para maior capacidade de armazenagem".
A Carmim, que já exporta os seus vinhos para 26 países, vai também, neste âmbito, adquirir "mais uma linha de engarrafamento", para passar de uma capacidade actual de "15.000 garrafas por hora" para "21.000 garrafas/hora".

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Face (nada) Oculta e Watergate

Nixon foi o único presidente dos Estados Unidos da América a demitir-se.

Povo há no mundo que mais respeite as suas instituições e daí o tremendo choque causado por tal evento na sociedade americana com repercussões até aos dias de hoje.

Povo há no mundo que respeite mais a liberdade de informação, até porque incorpora na sua geneticidade societal a liberdade e a democracia, entendendo perfeitamente que ambos só existem com uma informação livre, sendo esta pedra basilar do sistema assim como o é o estado de direito.

Watergate foi uma conspiração dramatizada em dois actos. O primeiro um assalto à sede do Partido Democrata onde se fotografou documentos e se plantou escutas. O segundo acto, a tentativa governamental de abafar o caso.

Em ano de eleições 5 homens foram apanhados em flagrante na sede de campanha do Partido Democrata com material de espionagem nas mãos.

O Washington Post publica que um dos assaltantes recebeu dinheiro além de trabalhar para o comité de Reeleição de Nixon.

Esta notícia em Portugal seria vilipendiada por se ter quebrado o segredo de justiça. Notícia que se revelou importantíssima, devido a já existirem 3 dias depois do assalto, manobras na Casa Branca para travar as investigações através do director do FBI nomeado politicamente e da CIA.

A mítica figura apelidada de "garganta funda", fonte da investigação jornalística foi durante 30 anos de identidade desconhecida e soube-se hà pouco que era um dos directores adjuntos do FBI.

As opiniões convergem num ponto, não foi o Washington Post que demitiu Nixon, foi a justiça, a comissão do senado e o processo de destituição iniciado após milhões de cartas dos eleitores a exigirem o processo.

Torna-se claro que foi a pressão da opinião pública, o escândalo, que motivaram a acção da justiça. O factor definitivo para Nixon se demitir foi o conhecimento de uma cassete onde se ouvia o presidente a pedir a travagem da investigação. Esta gravação (escuta) tinha sido feita pelo próprio Nixon. Para história a cassete ficou conhecida com "the smoking gun tape".

Esta cassete foi imediatamente tornada pública e isso foi decisivo para o desfecho final.

Sim, nos EUA não existe Segredo de Justiça. Sim, foi o tribunal a divulgar as cassetes. Sim, o tribunal contribuiu para a manutenção do estado democrático.

Em Portugal a Justiça que deveria ser dos cidadãos para o cidadãos parece servir somente para proteger o status quo. A justiça em Portugal e o corpo jurídico português, parecem ser uma barreira à justiça e não a sua mão.

Torna-se claro também que sem a perseguição jornalística da história, um grave atentado ao estado de direito por parte do máximo responsável por esse estado de direito teria passado incólume.

É certo que o dever de um jornal não é julgar. Não é o Sol ou qualquer outro meio de comunicação social que vai demitir José Sócrates, Pinto Monteiro, ou qualquer outra figura de estado. Isso compete às entidades competentes.

O que compete à imprensa é vigiar, denunciar, ser os olhos e a voz do povo. Especialmente no momento em que as instituições parecem não funcionar a favor dos cidadãos mas em favor da sua própria mecanização entrópica.

Watergate é tido como o exemplo paradigmático do que é bom jornalismo. Das investigações dos jornalistas até às dicas do "garganta funda", o extensivo trabalho de um jornal, "The Washignton Post", levou até às últimas consequências o dever e o direito de informar, contrastando pelos casos que vão aparecendo na comunicação social portuguesa subitamente talhados a meio.

Watergate parece que nunca teria sido possível em Portugal pelos entraves colocados pelo próprio sistema. Se nos EUA o sistema democrático é feito de pesos e contrapesos, e Portugal a balança parece tender somente para o lado do poder.

Isto não é democracia, ou melhor, uma democracia cosmética.

A imprensa portuguesa não é livre de crítica certamente, mas neste caso, a forma nunca se poderá sobrepor ao conteúdo. As alegações são demasiado graves para isso. Quem renega estes factos inverte as prioridade colocando o formalismo como base da Democracia e não a Liberdade.

O Sol está de parabéns porque ao contrário do que muitos dizem, defendeu a Democracia, não a deturpou nem atacou, defendeu o bem maior que é a cidadania. Quem não compreende isto não será certamente um democrata.

Remataria somente com esta pergunta. De sua justiça, será mais grave utilizar os meios e poder do estado para obter vantagens face aos adversários políticos, ou usar os meios e poder do estado para controlar o pensamento de toda uma nação?

Nixon demitiu-se... E tu Sócrates?

Sobre Portugal

Excelente texto do escritor Rentes de Carvalho


Muitos anos passados, com um humor que escondia o pesar, sugeri que, para o
salvar de si próprio, um consórcio de nações o comprasse e transformasse numa
reserva. Mas nesta altura creio que ninguém o quererá, mesmo dado. Teremos de
continuar a suportá-lo nós, seus maltratados e desprezados filhos, da mesma
maneira que fazemos há séculos: mourejando no chão de pedras ou indo amargar em
terra alheia.


texto completo aqui

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Banif entra em Hong Kong para servir triângulo Brasil-China-Angola

Banco está de "olho" em Singapura.

O Banco Internacional do Funchal (Banif) é o primeiro banco português a abrir um escritório de representação em Hong Kong, operacional desde Janeiro, que pretende explorar o triângulo Brasil-China-Angola com perspectivas de expansão para Singapura.
"Estamos muito orgulhosos por sermos o primeiro banco português a conseguir uma licença para operar em Hong Kong", disse em entrevista a directora geral para a Ásia do Banif, Teresa Casal, ao observar que a instituição "chegou à região no momento certo para explorar novas oportunidades, quando a crise afectou quase todos os mercados", sem querer, porém, avançar com o investimento realizado.

O posicionamento estratégico de Hong Kong, enquanto um dos principais centros financeiros do mundo e parte integrante da China, e o facto da Região apresentar um grande volume de negócio na área da banca de investimento foram os factores que estiveram na base da expansão do Banif em detrimento de destinos como Macau ou Singapura, que não serão, porém, colocados de parte.

[Relembrar também a recente aquisição do Execution Noble pelo BESI, passando também o grupo português a ter presença em Hong Kong.]

Israel propõe à TAP voos para Portugal e garante ocupação mínima para rentabilizar ligação

O governo e um operador turístico de Israel apresentaram à TAP uma proposta para criar voos directos entre Lisboa e Tel Aviv e garantem a ocupação mínima de lugares para rentabilizar a ligação, disseram hoje responsáveis governamentais.

"Estamos convencidos que os nossos esforços vão ter sucesso e vamos criar os voos directos", disse o ministro do Turismo de Israel, Stas Misezhnikov, no stand de promoção judaica da Serra da Estrela na abertura da principal feira de turismo do país. Segundo o governante, "há muitas pessoas que querem estar em Portugal e muitas outras que procuram Israel, não só em Portugal, mas também no Brasil", destacou num encontro com Jorge Patrão, presidente do Turismo da Serra da Estrela (TSE) - que nos últimos anos têm apostado no património sefardita da região.
A ideia de Misezhnikov é que os voos directos sirvam, "não só Portugal, mas também o sul do Brasil". "Isso será de grande utilidade para todos nós. Penso que vai aumentar o número de turistas entre os nossos países".

Elazar Cohen, representante do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel e conselheiro económico da embaixada em Portugal, detalhou que há um operador que garante à TAP a rentabilidade dos voos. "Tivemos uma reunião muito frutífera com o presidente da TAP e em que participou uma grande operadora, Fliynig Carpet", referiu, acrescentando que "a TAP põe duas aeronaves semanais entre Tel Aviv e Lisboa, sem enfrentar qualquer risco. Agora vamos trabalhar nos pormenores desta proposta".

A ligação directa entre Portugal e Israel é encarada como uma prioridade "para desenvolver o turismo ligado ao mundo judaico", defendeu Jorge Patrão, presidente da TSE. A região e os municípios de Belmonte, Guarda e Trancoso organizam de 1 a 7 de Novembro deste ano o Primeiro Festival da Memória Sefardita Portuguesa, "culminar da aposta na herança e nas marcas vivas do judaísmo na região". O evento está a ser promovido hoje e quarta-feira na Feira Internacional de Turismo do Mediterrâneo, em Tel Aviv, Israel.

Portugal aposta na candidatura ao Conselho de Segurança da ONU

O secretário de Estado das Comunidades, António Braga, iniciou ontem uma visita oficial de dois dias à Mauritânia e à Guiné-Bissau para encontros bilaterais tendo em vista desenvolver contactos em África que sedimentem a candidatura portuguesa ao Conselho de Segurança (CS) da ONU.

No final de um encontro com a ministra dos Negócios Estrangeiros da Mauritânia, o responsável recebeu um sinal da possibilidade de um apoio. "Portugal tem tudo para levar ao CS. É uma candidatura a apoiar", disse Naha Mint Ould Moulknass.
A ministra mauritana recordou a "história antiga comum" que os dois países partilham e afirmou que o "esforço da relação é do interesse dos dois países".
António Braga frisou que existem "boas razões de proximidade e de partilha histórica, que nos dão uma abordagem construtiva" para que África apoie a candidatura portuguesa àquele organismo internacional.
"O facto de Portugal também pertencer à União Europeia dá-nos boas condições de representação", afirmou o secretário de Estado das Comunidades.
Apesar de não ter saído da reunião com a garantia do apoio da Mauritânia, António Braga defendeu que as "respostas constroem-se nestas relações".
Um grupo de empresários português com alguma expressão encontra-se estabelecido na Mauritânia, o também contribui para o reforço dos laços comerciais com aquele país africano.

O processo de candidatura de Portugal a um lugar não permanente no CS da ONU para o biénio 2011/2012 tem decorrido há vários meses e com total discrição. Concorrem ao cargo dois outros países, a Alemanha e o Canadá.
Para conseguir o lugar não permanente no CS, Portugal tem que obter o voto de, pelo menos, 150 dos 192 países membros. O Conselho de Segurança é composto por 5 membros permanentes (Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França) e por 10 membros não permanentes, que são eleitos por períodos de dois anos.
A última vez que Portugal teve um lugar não permanente no Conselho de Segurança foi em 1997/1998.

Entretanto, António Braga, recebeu hoje a garantia do apoio do Governo da Guiné-Bissau à candidatura de Portugal. "O Governo (guineense) apoia a missão portuguesa e, nesse quadro, a sua posição não é só do Governo por si próprio, mas também pela sua vizinhança", garantiu.
Braga falava aos jornalistas no final de uma audiência com o primeiro ministro guineense, Carlos Gomes Júnior.

[Já em Janeiro aqui havíamos feito referência à estratégia diplomática portuguesa, que na altura parecia em maus lençóis. O Brasil passou nesse mesmo mês a ocupar uma vaga provisória no Conselho de Segurança, em substituição da Costa Rica, por um período de 24 meses. Afirmávamos então: "A diplomacia portuguesa perdeu a oportunidade, única, de juntar Portugal e Brasil no CS e ter dois países de língua portuguesa no principal órgão da ONU, com toda a influência política, estratégica e cultural que isso implica!". A ver se não se confirma...]

Depois dos 'Pigs', Portugal está agora entre os 'Stupid'

STUPID’ é a nova sigla que circula nos mercados para referir os países que podem ser afectados por um efeito dominó em caso de falência da Grécia: Espanha, Turquia, Reino Unido (R.U.), Portugal, Itália e Dubai.

O acrónimo ‘PIGS' (Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha) parece já ter passado à história. Isto porque o que está agora na ‘boca' dos mercados é a sigla ‘STUPID', uma situação que deve preocupar o Reino Unido. É que apesar de não ser um dos ‘PIGS', o país de sua majestade é considerado ‘STUPID' e como o acrónimo pode ser contagioso, o R.U. tem de se distanciar dos outros.
Já Portugal está nos dois grupos, uma situação nada lisonjeira. Mas comecemos pelo primeiro anacronismo. A expressão 'PIGS' foi muito utilizada em 2008 por jornalistas britânicos e norte-americanos para se referirem aos quatro países europeus: Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha, que partilham problemas de défices elevados, um histórico de grandes níveis de endividamento e altas taxas de desemprego.

A sigla voltou 'à baila' depois de Grécia, Portugal e Espanha terem atraído a atenção dos mercados devido ao desequilíbrio das contas públicas e subida dos indicadores de dívida. Os 'PIGS' (porcos em português) são os quatro países que estão a dar mais dores de cabeça ao conjunto da zona euro e ninguém quer entrar no grupo. Os especialistas começam agora a usar uma outra expressão para denominar os países que seriam afectados pelo efeito dominó em caso de falência da Grécia: os 'STUPID' (estúpidos).
Hugo Dixon, colunista da Reuters, considera que o R.U. tem de se distanciar deste grupo e deixa três conselhos para o conseguir. São dicas que podem servir de exemplo para outros países na lista como Portugal.
Em primeiro lugar, os políticos devem evitar qualquer comparação entre o R.U. e a Grécia. Mas segundo o mesmo colunista, David Camerson, o líder do partido conservador da Oposição, está a cometer o grave erro de sublinhar as semelhanças entre R.U. e o país helénico. Esta postura, escreve Dixon, pode, no limite, ajudá-lo nas eleições, que devem realizar-se em Maio, mas quanto mais a Grécia e o R.U. forem associados, pior.

Em segundo lugar, diz, o Governo precisa de produzir um orçamento credível, possivelmente em Março. Num cenário ideal, este orçamento teria de incluir cortes fiscais suficientes para mostrar que o R.U., que está a braços com um défice previsto de 13% do PIB este ano, adopta uma postura responsável.
Por último, o Governo deve identificar todas as possíveis formas da crise se alastar ao R.U. e desenhar os necessários planos de contingência.
Escreve o colunista, que se o R.U. não se proteger desta forma será verdadeiramente ‘stupid'.

Todos pela Liberdade


Vamos criar uma vaga de fundo para que os políticos aprendam de uma vez por por todas que o país é de todos, não deles. Manifesto Aqui....... Petição Aqui

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Secretário de Estado das Comunidades em visita oficial à Mauritânia e à Guiné-Bissau

O secretário de Estado das Comunidades, António Braga, iniciou uma visita oficial de dois dias à Mauritânia e à Guiné-Bissau para encontros no âmbito das relações bilaterais.
Na Mauritânia, Braga reune com a ministra dos Negócios Estrangeiros, Naha Mint Ould Moulknass.

Na capital guineense, o governante português tem um encontro com o seu homólogo da Guiné-Bissau, Lassana Turé, com quem vai assinar um protocolo de cooperação entre as duas secretarias de Estado.
Segue-se uma visita à câmara municipal de Bissau, um encontro com o secretário de Estado da Educação, Artur Silva, e uma audiência com o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior.
A manhã termina com a audiência com o Presidente da República, Malam Bacai Sanhá.
Da parte da tarde, o secretário de Estado vai visitar a Escola Portuguesa.

BESI adquire 50,1% da Execution Noble

O BES, através da sua subsidiária de investimento (BESI), alcançou um acordo para a aquisição de uma posição de controlo da sociedade Execution Holdings Limited (Execution Noble - EN), um grupo de banca de investimento internacional com sede em Londres, anunciou a instituição portuguesa num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) sem indicar o valor da transacção.

Nos termos do acordado, o BESI passará a deter uma participação de 50,1% do capital social da visada. A direcção e os quadros superiores do EN continuarão a ser seus accionistas de referência.
Esta parceria "permite ascender a uma posição de liderança internacional na prestação de serviços integrados de banca de Investimento, com uma significativa plataforma de distribuição, e massa crítica em mercados emergentes chave, incluindo Brasil e Índia", explica a informação divulgada à CMVM.
Juntos (BESI e EN) "irão oferecer uma gama completa de serviços financeiros, envolvendo serviços financeiros/fusões e aquisições, mercado de capitais, research, corporate access, corretagem de acções, derivados e renda fixa, corporate broking e execução. O novo grupo incluirá a plataforma de distribuição do EN especializada em produtos de reseguro", complementa o comunicado.

O novo conselho de administração do EN será presidido por José Maria Espírito Santo Ricciardi, sendo Nick Finegold (actualmente presidente do conselho de administração do EN) e Luís Luna Vaz (administrador do BESI responsável pela área de mercado de capitais), os vice-presidentes.

Contexto:
O Execution comprou o Noble Group em Dezembro de 2009 e o novo grupo passou a denominar-se Execution Noble. A aquisição do Noble Group, pequeno-médio especialista em investimento bancário, permitiu incorporar a área de corporate finance às já existentes research, vendas e trading operations do Execution, formando um único banco de investimento. Nick Finegold, fundador do Execution, tornou-se então presidente do grupo.

O Noble foi fundado em 1980 por Sir Iain Noble e pelo seu irmão Tim, dois financeiros escoceses. O negócio lançou dúvidas acerca dos planos do Lloyds Banking Group, que detém 10% do Execution. O novo Execution Noble passou a ter 250 funcionários e operações em Londres, Edimburgo, Paris, Frankfurt, Nova Iorque, Boston, Greenwich no Connecticut, Mumbai e Hong Kong. Londres tornou-se a sede.

Jugular

Quem dê um passeio pelo (rosinha) Jugular por estes dias, arrisca-se a pensar que está numa realidade paralela

sábado, fevereiro 06, 2010

Grande Lello

JOSÉ LELLO: DEPUTADO PS

Para o socialista, a divulgação das escutas 'é uma coisa horrível' e uma forma de tentar condicionar o Governo. 'Nem assim nos vão desmotivar'

(ao correio da manhã)

Vocabulário

Há por aí uns senhores que têm de abrir o dicionário e aprender uma nova palavra


DEMISSÃO

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Valium please...

Altamente deprimido com as encenações de virgens ofendidas no Governo, as notícias exteriores que nos põem na bancarrota, e os jovens como eu que não conseguem vislumbrar um percurso de vida a percorrer.

E a nossa politicagem em vez de ajudar... empurra para o precipício

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Portugal abre primeira feira temática na Líbia

A capital líbia vai receber entre 15 e 18 de fevereiro a primeira feira temática dedicada a Portugal, que prevê reunir cerca de vinte empresas portuguesas, disse fonte diplomática.

Além da Feira Internacional de Tripoli, em Abril, as autoridades líbias incentivam a realização de mostras temáticas de países e, pela primeira vez, Portugal vai desenvolver uma organização com as suas empresas.
Segundo o embaixador de Portugal em Tripoli, "estão inscritas cerca de vinte empresas, a maioria das quais do sector de materiais de construção". Rui Aleixo informou que o convite partiu do Governo líbio e a organização da feira foi promovida pela Embaixada de Portugal e pela Confederação Empresarial de Portugal, estando a decorrer uma campanha publicitária na televisão e rádio da Líbia, bem como através de cartazes nas ruas de Tripoli.
O diplomata salientou o bom momento das relações entre os dois países e recordou que o sector da construção, público e privado, está em expansão na Líbia, com destaque para o programa de habitação, criado pelo Governo de Tripoli, que prevê 250 mil novos apartamentos.

Dois consórcios portugueses, Ferreira e Mesquita e W2B, mantêm investimentos no país no sector da construção, mas Rui Aleixo destacou também a presença das OGMA e de várias empresas na área de consultoria e projecto.
Em 2009, o valor total das exportações para a Líbia atingiu 27 milhões de euros e o das importações, a maior parte petróleo, somou cerca de 300 milhões de euros.

Luís Amado de visita ao Chade, Mali e Burkina Faso

O ministro dos Negócios Estrangeiros começa esta quarta-feira, no Chade, uma viagem a três países africanos para encontros bilaterais e para analisar as relações entre a União Europeia (UE)e a União Africana (UA).

Dois anos depois da cimeira que reuniu em Lisboa os países dos dois blocos, Luís Amado parte de Adis Abeba, onde esteve, nos últimos dias, na qualidade de observador da Cimeira da UA, que decorre na capital etíope, e é aguardado à tarde no Chade.
Em Djamena, o chefe da diplomacia portuguesa tem encontros previstos com o seu homólogo, Moussa Faki, com o Presidente da República, Idriss Deby, bem como com o líder da missão da ONU no país (MINURCAT), o português Victor Ângelo.

Na quinta feira, Amado visita um campo de refugiados no Leste do Chade, que abriga milhares de refugiados dos conflitos no Darfur e na República Centro-Africana, e também o campo militar da MINURCAT.
Os encontros bilaterais e o desenvolvimento das relações entre a UE e a UA voltam a ser o pano de fundo da paragem seguinte do ministro dos Negócios Estrangeiros, na sexta feira, no Mali e no Burkina Faso, antes do regresso a Lisboa, no mesmo dia.

Diferenças

Grande diferença entre o PS e o PSD: o PSD julga-se TAMBÉM dono do País, juntamente com alguns outros poderes.
O PS julga-se DONO do país... e por direito.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Muito Bom ... Green Day

É esta a qualidade das hostes PS/Socratinas?

José Lello dixit

Advertências chinesas: venda de armas a Taiwan e encontro Obama-Dalai Lama piora relações

A China advertiu hoje os Estados Unidos (EUA)que a cooperação bilateral em questões internacionais e regionais será afetada pela decisão norte-americana de vender armas a Taiwan.

"As relações China-EUA, em importantes questões internacionais e regionais, serão inevitavelmente influenciadas e a responsabilidade reside totalmente do lado dos EUA", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Ma Zhaoxun.
"Apelamos solenemente às empresas norte-americanas envolvidas que deixem de impulsionar e de participar na venda de armas a Taiwan", acrescentou.
Este foi a segundo aviso da China a Washington em menos de 12 horas.
Hoje de manhã (hora local), um alto funcionário chinês advertiu que um eventual encontro do Presidente norte-americano, Barack Obama, com o Dalai Lama "afectará gravemente" as relações sino-norte-americanas.
"Se o líder norte-americano escolher encontrar o dalai lama nesta altura, isso ameaçará certamente a confiança e a cooperação entre a China e os EUA", disse Zhu Weiqun, vice-ministro do departamento do Comité Central do PC chinês que desde 2002 mantém contactos com emissários do líder espiritual dos tibetanos.
Numa conferência de imprensa sobre os resultados da última ronda de conversações, realizada na semana passada em Pequim, Zhu Weiqun reafirmou que as "relações entre o governo central chinês e o Dalai Lama são um assunto puramente interno da China".

A administração norte-americana aprovou na semana passada a venda a Taiwan de mísseis Patriot, helicópteros Black Hawk e outro equipamento militar, no valor de 6400 milhões de dólares (4600 milhões de euros).
Taiwan - a ilha onde se refugiou o antigo governo chinês depois de o PC ter tomado o poder no continente, em 1949 - é vista por Pequim como uma província da China.
O Governo chinês defende a "reunificação pacífica", segundo a mesma fórmula adotada para Hong Kong e Macau ("um país, dois sistemas"), mas ameaça "usar a força" se a ilha declarar a independência.

Produtores de pera-rocha na maior feira mundial de frutas

Vários produtores de pera-rocha promovem esta semana a venda internacional desta fruta genuinamente portuguesa na maior feira mundial de hortaliças e frutas frescas, a Fruitlogistica em Berlim, na Alemanha, uma iniciativa acompanhada pela primeira vez pelo ministério da Agricultura.

"Ficamos muito sensibilizados com a participação do ministro da Agricultura, três meses apenas depois de assumir a pasta. Participamos neste feira desde 2007, mas sem nenhum apoio do governo, o que nos colocava em desvantagem face aos concorrentes de outros países com apoios à internacionalização", afirmou Manuel Évora, um dos exportadores de pera-rocha e maçã que, integrado na organização de produtores Globalfrut, vai estar presente no evento com um stand.
A FruitLogistica 2010, a maior feira mundial de hortaliças, frutas frescas e flores, que decorre entre quarta-feira e sábado (3 a 6 de Fevereiro) em Berlim, na Alemanha, acolhe este ano cerca de 2.100 empresas de 80 países, dos cinco continentes, e cerca de 50 mil produtores, exportadores e importadores.

Funeral de D. Carlos e Herdeiro da Coroa Portuguesa

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Corpo diplomático e governo reúnem-se em Cabo Verde para estudar parcerias

Mindelo (ilha de São Vicente) acolhe hoje o III Encontro de Embaixadores e Representantes de Organismos Internacionais, que pretende analisar a possibilidade de aumentar a qualidade e quantidade de parcerias de Cabo Verde.

Subordinado ao lema "Enfrentar a Conjuntura Internacional, Alargando e Reforçando Parcerias", o encontro, conta com a presença de todos os chefes de missões diplomáticas, incluindo a embaixadora de Portugal Graça Guimarães Andresen, e de organismos internacionais acreditados em Cabo Verde.
Na sessão de abertura estão o primeiro ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, respetivamente José Maria Neves e José Brito, além de entidades locais.

Os trabalhos, que decorrerão numa unidade hoteleira do Mindelo, centram-se em quatro temas principais: "A Situação Económica de Cabo Verde e Perspetivas", "Cluster Mar", "Sistema Nacional de Identificação e Autenticação Civil (SNIAC)" e "Política Externa de Cabo Verde".
José Brito referiu-se ao empenho do seu ministério e de outros departamentos governamentais na promoção de ilha de São Vicente e das suas instalações portuárias, tendo em vista a criação de parcerias e alianças estratégicas.
"É nesse quadro que organizamos o terceiro encontro de todos os embaixadores acreditados em Cabo Verde", disse o chefe da diplomacia cabo-verdiana, lembrando que o primeiro decorreu em 2008 na Cidade da Praia (Santiago) e o segundo na ilha da Boavista.
O encontro contará igualmente com representantes de algumas das maiores empresas do arquipélago, como os presidentes dos Conselhos de Administração da ENAPOR (portos), Franklin do Rosário Spencer, e da Frescomar (exportação), António Blanco.

China e lusofonia reunidas para definir estratégias 2010

Os embaixadores dos países de língua portuguesa e representantes da China estão reunidos em Macau, até terça feira, para definirem as estratégias de cooperação para este ano no âmbito do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial.

Na quinta reunião ordinária do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa será decidida a data da 3.ª Conferência Ministerial, que se realizará este ano, e discutido o plano de ação para a cooperação comercial daquele evento.
Em Macau, estão reunidos os embaixadores de Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Timor-Leste acreditados em Pequim e uma delegação da China continental com 13 elementos, liderada pelo diretor-geral do departamento dos Assuntos de Taiwan, Hong Kong e Macau do Ministério do Comércio da China, Tang Wei.

Filigrana portuguesa no Dia dos Namorados em Xangai

Corações de filigrana ornamentam um dos grandes centros comerciais de Xangai, numa ação de promoção da ourivesaria tradicional portuguesa integrada nas celebrações do Dia dos Namorados.

É uma iniciativa do Consulado-geral de Portugal em Xangai, com o apoio da delegação local do AICEP, e decorre até 22 de Fevereiro sob o lema "Portugal's Gold for your Sweetheart" ("Ouro de Portugal para o seu Amor").
O objetivo é "estimular a atividade de exportação de ourivesaria tradicional portuguesa para um mercado de grande potencial, privilegiando o consumidor emergente de produtos de prestígio".

república dois

Excelente texto no jornal Público

República

Aqui uma das muito escassas tentativas minimamente credíveis de discutir república e monarquia defendendo a primeira.

domingo, janeiro 31, 2010

31 de Janeiro

Faz algum sentido alegórico que as comemorações dos cem anos de república comecem com as celebrações de um falhanço.

"Rodrigo Moita de Deus, 31 da Armada"

sábado, janeiro 30, 2010

Muito Bom (Sexo Seguro)

Esse tal de golpe repúblicano de 1891

Apenas três oficiais menores aderiram ao motim, comandando 800 praças. Contra os avisos de prudência emitidos por responsáveis republicanos – Basílio Telles-, iniciou-se a aventura pelas três da madrugada, quedando-se ambos os campos numa certa expectativa, até que pelas sete da manhã Alves da Veiga – que vaticinara o desastre – proclamava a República na varanda dos Paços do Concelho do Porto. Na tradição do republicanismo federal, hasteava-se um pendão claramente iberista onde um círculo verde sobre pano vermelho confirmava a positivista tradição emprestada pelo Centro Republicano Federal de Badajoz.

Não foi difícil o apanhar dos civis nas ruas que se iam enchendo para a quotidiana labuta ou ociosidade entrecortada de fretes e as poucas fotografias que nos chegaram são bem expressivas. Estava formado o necessário clima daquela desordem pública a que os centros urbanos há muito e, sob os mais diversos pretextos, se tinham habituado.
Tudo acabou por volta das 11 horas da manhã...

Texto Integral aqui

Ora seguindo o raciocinio, a acção dos 31 da armada está... mais ou menos ao mesmo nível

quinta-feira, janeiro 28, 2010

EDP Renováveis compra 85% na Italian Wind e entra em Itália

A EDP Renováveis, do Grupo EDP, informou ontem que entrou no mercado italiano através da compra de uma participação de 85% na Italian Wind, avaliada em 12 milhões de euros.

Em comunicado remetido à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a operadora eólica refere que através da aquisição desta participação ao grupo Co-Ver junta "ao seu portefólio de projectos eólicos 520 MW no mercado italiano". Os projectos encontram-se em "diferentes estados de desenvolvimento e situam-se em localizações com bom recurso eólico", acrescenta a empresa no comunicado. A EDPR acrescenta que além dos 12 milhões de euros envolvidos no negócio, o preço deverá ser ajustado "mediante posteriores success fees, condicionados à obtenção de determinados objectivos previamente definidos". De acordo com a companhia, Itália é um dos mercados eólicos mais promissores da Europa, com um potencial de crescimento de capacidade eólica instalada estimada de até 13,5GW em 2012.

Futebolices

Muito interessante este "estudo" do sistema....

«Está para nascer um primeiro-ministro que tenha feito melhor no défice»: José Sócrates

Orçamento 09, versão 01 (out 2008): Deficit de 2,2% do PIB

Orçamento 09, versão 02 (Jan 2009): Deficit de 3,9% do PIB

Orçamento 09, versão 03 (Maio 2009): Deficit 5,9% do PIB

Orçamento 09, versão 04 (Dez 2009): Deficit de 8,3% do PIB

Orçamento 09, versão 05 (Jan 2010): Deficit de 9,3% do PIB

In "Blasfémias"

terça-feira, janeiro 26, 2010

Indonésia facilita vistos aos timorenses

Os cidadãos de Timor-Leste que queiram atravessar a fronteira para a Indonésia passam, a partir de hoje, a precisar apenas de adquirir o visto à entrada, informou fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros timorense.

Esta decisão das autoridades de Jacarta dispensa os timorenses de se deslocarem antes à embaixada indonésia em Dili para obterem o visto de entrada, como acontecia até aqui.
A medida do governo indonésio, que hoje entra em vigor, surge na sequência de novo encontro bilateral que decorreu em Bali, nos dias 21 e 22, e vem responder a uma aspiração das populações próximas da fronteira de que o governo de Timor-Leste fez eco, para facilitar a circulação de pessoas que, por vezes, têm família dos dois lados e que até agora eram obrigadas a suportar a demora e as despesas de se deslocarem a Díli para obter o visto.

Portugal vai emprestar até 140 milhões a Angola este ano!!

Portugal comprometeu-se com o Fundo Monetário Internacional (FMI) a emprestar a Angola até 200 milhões de dólares (cerca de 140 milhões de euros) já em 2010, ao abrigo do megaempréstimo no valor de 2,35 mil milhões de euros organizado pelo Fundo à ex-colónia portuguesa e a entrar nos cofres de Luanda já em Março próximo.

O Ministério das Finanças, tutelado por Teixeira dos Santos, recusa - desde a semana passada - confirmar o empréstimo de Portugal ao país africano, bem como a certificar os montantes associados ao crédito, mas Luanda e Brasília confirmam a participação de Lisboa no megaempréstimo. O crédito obrigará Portugal a endividar-se ainda mais no exterior, num contexto de aumento das taxas de juro, para, por sua vez, emprestar ao Governo de Eduardo dos Santos.
A dívida externa portuguesa ultrapassa os 100% do produto interno bruto (PIB)
, de acordo com os dados mais recentes do Banco de Portugal, e deverá aumentar nos próximos dois anos, com as casas de rating a a ameaçar Portugal com o aumento das taxas de juro que remuneram a dívida. Em 2009, o desequilíbrio das contas do País com o estrangeiro (défice externo) deverá situar-se em 8,2% do produto e deverá agravar-se este ano para os 9,8% do PIB, o que por si só é o suficiente para aumentar a dívida acumulada dos portugueses ao estrangeiro. Ou seja, Portugal, neste momento, vive à custa das poupança dos estrangeiros, já que tem de contratar empréstimos para pagar o défice externo.

Mas, apesar disso, de acordo com a ficha técnica do empréstimo a Angola, Portugal, em conjunto com o Brasil, comprometeu-se a participar com 400 milhões de dólares (282 milhões de euros) de um total de 2,35 mil milhões de dólares (1,65 mil milhões de euros) até 2011 concedidos ao abrigo do FMI. Lisboa não "abre o jogo", mas os angolanos afirmam ter "indicações" de que o empréstimo será "dividido" entre Portugal e Brasil.
O crédito a Angola destina-se a fazer face ao elevado défice externo do país, neste momento com uma grave crise na balança de pagamentos, provocada por uma forte queda nas exportações de ramas petrolíferas e dos respectivos preços em finais de 2008 e 2009. Uma crise na balança de pagamento que já estava, desde o ano passado, a causar problemas financeiros a algumas empresas que realizam negócios com angolanos. De acordo com a revista Exame de Angola, em Junho de 2009, as reservas cambiais de Angola davam somente para pagar 2,75 meses de importações, quando o FMI aponta como óptimo um nível de reservas que sustentem entre "três e seis meses de importações".
Do total do empréstimo, o FMI atribuirá a Angola 1,4 mil milhões de dólares por um prazo de 27 meses; o Banco Mundial terá a seu cargo outros 400 milhões e os países doadores deverão apoiar com 600 milhões de dólares.

Afinal, Guterres não será o enviado da ONU para o Afeganistão

A revista "Foreign Policy" escreveu que o antigo primeiro-ministro socialista, desde 2005 alto-comissário da ONU para os Refugiados, está numa short list de quatro nomes a ser considerada pelas Nações Unidas, mas António Guterres diz que não será o representante da organização no Afeganistão.

O representante já foi escolhido e na ONU é tido como certo o nome de Jean-Marie Guehénno. Funcionários da organização afirmam ainda que o francês é o preferido de Richard Holbrooke, o enviado dos EUA para o Afeganistão e o Paquistão. Kai Eide, o actual chefe da ONU em Cabul, sai em Março. De acordo com a "Foreign Policy", Guterres é (ou foi) candidato, a par de Guehénno, ex-chefe da ONU para as missões de paz; Knut Vollebaek, chefe da diplomacia da Noruega; e do eslovaco Jan Koubis, director da Comissão Económica da ONU para a Europa. Guterres admite que o seu nome possa ter integrado alguma lista - houve várias, segundo o jornal "The New York Times", por exemplo, os avaliados incluíam Guehénno e o britânico Ian Martin.

Num editorial do início do mês, o diário defendeu Guehénn, um "independente", capaz de "desafiar" os EUA quando "estiverem errados" e de "fazer frente ao Presidente [Hamid] Karzai quando for necessário". Na nova fase de esforço militar e civil, a ideia é que este enviado desempenhe um papel mais preponderante do que teve Eide, decidindo os destinos do país a par de outros dois enviados civis, um da NATO, outro da UE, e ao lado do general Stanley McChrystal, o norte-americano que lidera a missão da NATO, e do Governo. Eide foi muito criticado pelos EUA, que antes da sua escolha preconizavam um superenviado que combinasse a posição na NATO com o cargo na ONU. O cargo chegou a ser oferecido ao britânico Paddy Ashdown, mas Karzai vetou essa via, que em grande medida o anularia.

O cargo, cujo perfil sempre foi alvo de polémica à medida que as missões dos EUA, da ONU e da NATO foram evoluindo de forma e objectivos, reveste-se de maior importância ainda quando se considera o futuro próximo. Washington vai enviar mais 30 mil soldados, mas Barack Obama quer começar a retirar a meio de 2011. A violência foi maior em 2009 do que em qualquer ano desde 2001. O tempo esgota-se e essa será uma das mensagens que sairá da Conferência Internacional de quinta-feira em Londres. McChrystal defendeu, no "Financial Times", aquilo de que há muito se fala mas nunca foi possível concretizar: o reforço militar terá de abrir caminho a uma paz negociada com os taliban. "Como soldado, a minha impressão é que já houve demasiada guerra", disse. Não é de todo o único, mas um dos obstáculos em que as anteriores tentativas de conversações esbarraram é o facto de muitos dos taliban que deveriam sentar-se à mesa constarem da "lista de terroristas" da ONU. Um passo seria então retirar estes nomes dessa lista e é Eide que o defende."Se queremos resultados relevantes, temos de falar com a pessoa que é relevante, que tem autoridade", disse Eide ao "New York Times". "Isto permitiria aos taliban aparecer em público", explica. Não é certo que nomes seriam retirados, mas ninguém imagina que o objectivo seja negociar com o mullah Omar, ex-líder espiritual do governo taliban em Cabul, que autorizou Osama bin Laden a instalar-se no país.

A estratégia para "reintegrar os taliban na sociedade" será o grande tema da conferência de Londres. Karzai deve anunciar um pacote de incentivos para convencer rebeldes a baixar as armas. Outro tema em debate será a transferência de autoridades para os afegãos. Há uma guerra entretanto e, por isso, também haverá compromissos sobre envio de tropas. Sabe-se que no Afeganistão os combates recomeçam em força na Primavera. Assim será este ano e o chefe do Comando Central dos EUA, David Petraeus, disse ao "The Times" que o reforço militar vai demorar mais a surtir efeito do que o que ele liderou no Iraque, em 2007, avisando que em algumas províncias a violência vai piorar antes de melhorar.

[Já tínhamos aqui sugerido que Guterres podia não ter perfil para "fazer frente ao presidente Karzai quando for necessário"...]

segunda-feira, janeiro 25, 2010

O Príncipe Perfeito, por José Eduardo Agualusa

Com a devida vénia ao jornal i

O único motivo que poderia levar José Eduardo dos Santos a sujeitar-se ao escrutínio popular e a todas as coisas mesquinhas e desagradáveis que, para alguém como ele, tal processo implica, seria conseguir o respeito da comunidade internacional.

Na passada quinta-feira, dia 21, o partido no poder em Angola fez aprovar um novo projecto de constituição que prevê a eleição do Presidente da República pela Assembleia Nacional e não mais através do voto popular, em eleições directas, o que em princípio assegurará a permanência no poder de José Eduardo dos Santos. Os deputados da UNITA, o principal partido da oposição, abandonaram a sala antes da votação.
Várias vozes se ergueram em Angola e no exterior a contestar a futura constituição. Marcolino Moco apelou à idoneidade dos juízes do Tribunal Constitucional, esperançado ainda no chumbo de uma constituição que classificou como absurda, palavras duras, sobretudo se atendermos ao facto de terem sido proferidas por alguém que já foi secretário-geral do MPLA e primeiro-ministro. Nelson Pestana, dirigente do Bloco Democrático, pequeno partido de esquerda, herdeiro da extinta Frente para a Democracia, anunciou o fim do Estado de Direito: "O Estado de Direito desaparece para dar lugar ao livre-arbítrio do Príncipe, em todas as suas declinações. Na melhor das hipóteses, teremos um Estado administrativo que vai reprimir a liberdade e promover a igualdade dos indivíduos perante o Príncipe, para que o possam melhor servir."

A eurodeputada portuguesa Ana Gomes, num comentário recolhido pelo diário "Público", sugere que José Eduardo Santos ficou numa posição difícil depois da vitória esmagadora - demasiado esmagadora - do MPLA. Por um lado, não gostaria de ter menos votos do que o seu partido. Por outro, se tivesse mais, no caso mais de 82%, dificilmente conseguiria ser levado a sério fora do país. Devíamos, talvez, começar por aqui. O único motivo que poderia levar José Eduardo dos Santos a sujeitar-se ao escrutínio popular, e a todas as coisas mesquinhas e desagradáveis que, para alguém como ele, tal processo implica, incluindo discursos em comícios, banhos de multidão e entrevistas, seria conseguir o respeito da comunidade internacional. José Eduardo dos Santos está um pouco na situação do escritor brasileiro Paulo Coelho, o qual depois de conquistar milhões de leitores, depois de enriquecer, ambiciona agora ser levado a sério como escritor. Quer o respeito dos críticos.

A diferença é que José Eduardo dos Santos, não tendo o respeito da comunidade internacional, começa a beneficiar do temor desta - o que para um político pode ser algo bastante semelhante. O crescimento económico de Angola, por pouco que seja, e ainda que afectado por distorções de todo o tipo, representa uma garantia de bons negócios para um vasto grupo de empresas multinacionais. A prosperidade de Angola é uma boa notícia também para os jovens quadros portugueses no desemprego. Favorece, aliás, todo o tipo de sectores. Lembro-me de ter lido há poucas semanas uma notícia segundo a qual dezasseis por cento dos produtos de luxo vendidos em Portugal são adquiridos por cidadãos angolanos.

Há uns dois anos almocei num simpático restaurante da Ilha de Luanda com um diplomata português. Antes de chegarmos à sobremesa já ele me dava conselhos: "Você só tem problemas porque fala de mais", assegurou-me. "Escreva os seus romances mas não ataque o regime. Não há necessidade." Depois disso tenho escutado conselhos semelhante vindos de editores, empresários e políticos portugueses.
"Já não posso ouvir o José Eduardo Agualusa e todos os outros portugueses e angolanos cá em Portugal que não se cansam de denunciar os desmandos e a corrupção do governo angolano", escreveu Miguel Esteves Cardoso numa extraordinária crónica, publicada nas páginas do jornal "Público" a 30 de Outubro de 2009, e depois reproduzida no "Jornal de Angola": "Angola é um país soberano; mais independente do que nós. [...] Os regimes políticos dos países mais nossos amigos são como os casamentos dos nossos maiores amigos: não se deve falar deles. [...] Não são só nossos amigos: são superiores a nós."

No meu último romance, "Barroco Tropical", esforcei-me por expor a forma como, em regimes totalitários, o medo vai pouco a pouco corrompendo as pessoas, mesmo as melhores. O medo é uma doença contagiosa capaz de destruir toda uma sociedade. Mais extraordinário é perceber como um regime totalitário consegue exportar o medo. Não já o medo de ir para a cadeia, é claro; ou o medo de ser assassinado na via pública durante um suposto assalto. Trata-se agora do medo de perder um bom negócio. Do medo de ofender um cliente importante. Ver dirigentes políticos portugueses, de vários quadrantes ideológicos, a defenderem certas posições do regime angolano com a veemência de jovens aspirantes ao Comité Central do MPLA seria apenas ridículo, não fosse trágico.
Alguns deles, curiosamente, são os mesmos que ainda há poucos anos iam fazer piqueniques a essa espécie de alegre Disneylândia edificada pela UNITA no Sudeste de Angola, a Jamba, vestidos à Coronel Tapioca, e que apareciam em toda a parte a anunciar Jonas Savimbi como o libertador de Angola. José Eduardo dos Santos decidiu fazer-se eleger pelo parlamento, por mais cinco anos, por mais dez anos, troçando da democracia, por uma razão muito simples: porque pode. Porque já nem sequer precisa de fingir que acredita nas virtudes do sistema democrático. Enquanto Angola der dinheiro a ganhar, aos de fora e aos de dentro, e mais aos de fora que aos de dentro, como sempre aconteceu, ninguém o incomodará. Para isso, para que Angola continue a dar dinheiro, exige-se alguma estabilidade social, sim, mas não democracia. Democracia é um luxo.

Bem pode Ana Gomes manifestar a sua indignação. Mais facilmente os dirigentes do partido que representa a admoestarão a ela, por ter tomado tal posição, do que incomodarão os camaradas angolanos. Aos angolanos resta a esperança de que o crescimento económico possa contribuir para a formação e o regresso de jovens quadros. Estes, juntamente com uma mão-cheia de jornalistas independentes, de activistas cívicos, de militantes de pequenos partidos, todos juntos, talvez consigam criar um amplo movimento social capaz, a médio prazo, de vencer o medo e de transformar Angola numa verdadeira democracia.

Isabel II de Espanha deu quadro falso a Papa Pio IX

O quadro de Bartolomé Esteban Murillo, “O casamento místico de Santa Catarina”, doado por Isabel II de Espanha ao rei D. Luís I, tinha sido doado pela rainha, 10 anos antes ao Papa Pio IX. Mas o presente que seguiu para o Vaticano era uma cópia, conta o siste da revista "The art newspaper". O quadro pertence hoje à colecção do Museu Nacional de Arte Antiga.

O episódio foi revelado pelo investigador português Hugo Xavier, que, num estudo sobre documentos do Palácio Nacional da Ajuda, encontrou dados que revelam a doação feita por Espanha a Portugal, países entre os quais, na segunda metade do século XIX, corriam boas relações políticas. Tão boas que, segundo o investigador, Isabel II de Espanha não queria estragá-las. Por isso a cópia falsa seguiu para o Vaticano, onde a farsa só foi detectada em 1958. Foi nesse ano, num restauro, que se descobriu que se tratava de uma cópia.

Guterres na short list da ONU para o Afeganistão

António Guterres é um dos quatro nomes apontados para o cargo de representante especial das Nações Unidas (ONU) no Afeganistão. O antigo primeiro-ministro português e actual alto comissário da ONU para os Refugiados - cujo mandato termina já em Junho - goza de prestígio internacional e reúne as condições políticas para ocupar o lugar deixado vago pelo dinamarquês Kai Eide.

A escolha será, porém, da exclusiva responsabilidade de Ban Ki-moon, o secretário-geral das Nações Unidas. "A confirmar-se, é uma excelente oportunidade para ele e para Portugal", diz o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Gomes Cravinho. A diplomacia portuguesa desconhece, para já, as movimentações em torno de Guterres avançadas por fontes da ONU à revista americana "Foreign Policy". No entanto, no Alto Comissariado, a possibilidade de Guterres fazer as malas para Cabul não é afastada. A resposta é lacónica: "Não temos comentários a fazer nesta fase", diz Melissa Fleming, do gabinete de comunicação do ACNUR. Na short list de Ban Ki-moon, de acordo com a revista americana, estão ainda o francês Jean-Marie Guehénno, antigo chefe das missões de paz, e Knut Volebaek, ministro dos Negócios Estrangeiros norueguês. Com menores possibilidades, aparece o eslovaco Jan Koubis, director da Comissão Económica da ONU para a Europa. No início de Janeiro, várias notícias deram como certa a oferta do lugar ao veterano diplomata sueco Steffan De Mistura. A escolha foi aplaudida de pé em Washington - "De Mistura tem o apoio unânime do governo americano", diria Richard Holbrooke, o enviado especial dos Estados Unidos para o Afeganistão e Paquistão -, mas, por obrigações familiares, o diplomata que foi enviado especial da ONU no Líbano, na Somália, nos Balcãs, no Nepal e no Iraque, declinou o convite. A nega de De Mistura criou problemas ao secretário-geral da ONU.

A organização prepara-se para assumir maiores responsabilidades no teatro de guerra afegão e Ban Ki-moon confiava na apresentação de um nome forte durante a conferência internacional sobre o Afeganistão, em Londres, que decorre já no próximo dia 28. Para já, continua tudo em aberto. "Esta decisão é tomada pelo secretário-geral. O anúncio do novo representante especial será feito nas próximas semanas", confirma Dan McNorton, porta-voz da missão das Nações Unidas no Afeganistão. António Guterres, que nunca mostrou vontade de regressar à política doméstica, vê abrir-se uma oportunidade num lugar de grande relevo. Ao novo representante especial exige-se envergadura intelectual, prestígio, diplomacia e influência junto da elite militar e política norte-americana - além de estatura política para desafiar o presidente Hamid Karzai quando necessário. [e Guterres tem esse perfil?]

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Comentadores de Futebol - O Fora de Jogo

Muitos doutos comentadores aproveitam a sua tribuna para vociferar o seu clubismo, sejam de que clube forem.

Assim resolvi fazer um serviço público a Rui Moreira, Oliveira e Costa e a Guilherme Aguiar, que segundo o que vi muito falam mas na realidade não conhecem a lei.

Desde já faço o minha advertência, dos três senhores não conheço pessoalmente nenhum, nem quero insultar ninguém. Sobre Guilherme Aguiar e Oliveira e Costa prefiro não partilhar a minha opinião sobre eles, sobre Rui Moreira admiro-o imenso seja pela sua racionalidade apesar do clubismo, e ainda mais pela sua carreira profissional e associativa.

Dito isto, recordo que estes senhores insistiram que o jogador do Benfica, Ramires estava em fora de jogo no primeiro golo do SLB frente ao Marítimo na Madeira no último Fim de Semana e que culminou em 0-5.

Segundo estes senhores num primeiro momento o Jogador Ramires não estaria fora de jogo mas como deu um passo em direcção à bola e não se desinteressou do lance imediatamente ficou fora de jogo. Insistentemente Oliveira e Costa afirmou aos telespectadores, que como não se desinteressou do lance era fora de jogo e que vinha na lei. E vincou variadíssimas vezes, "vem assim na Lei".

Por mera curiosidade fui ver a Lei, e o que diz a Lei:

Um jogador na posição de fora-de-jogo só deve ser penalizado se, no
momento em que a bola é tocada ou jogada por um colega de equipa, o jogador
toma, na opinião do árbitro, parte activa do jogo:

■intervindo no jogo
ou
■influenciando um adversário ou
■tirando vantagem dessa
posição
Ora peço ao senhor Oliveira e Costa que me explique muito bem explicadinho onde na lei fala de se desinteressar ou interessar pela jogada faz com que um jogador esteja ou não esteja em fora de jogo.
Mas define-se mais claramente o que significa influenciar um adversário e tirar vantagem da posição:


■“influenciando um adversário” significa impedir um adversário de jogar ou de poder jogar a bola, obstruindo claramente a linha de visão ou os movimentos do adversário, ou fazendo gestos ou movimentos que, no entender do árbitro, engane ou distraia o adversário
■“tirar vantagem dessa posição” significa jogar a bola que ressalta de um poste ou da barra para ele, estando em posição de fora-de-jogo, ou jogar a bola que ressalta num adversário para ele, estando em posição de fora-de-jogo.

Peço-lhe então caridosamente que explique como interviu Ramires no jogo se não tocou na bola, como influenciou o adversário se não obstruiu claramente nem a visão nem os movimentos de ninguém, nem enganou nem distraiu nenhum adversário e não tirou vantagem da posição.

É só uma recomendação, se estes senhores gostam de falar de futebol, como muitos outros gostam, se têm uma audiência que os respeita e respeita as suas opiniões, têm o dever pelo menos de não enganar os seus espectadores com base no clubismo. A lei é clara, porquê então distorcer o espírito e as palavras da lei em prol de clubismos cegos.

Escutas a Pinto da Costa

Sou muito sincero... não sei se critique se aplauda. Podem-me acusar de me faltarem valore´s mas compreendam o meu dilema.

Pessoalmente sou contra o segredo de justiça, acredito que uma fórmula de segredo de investigação seria a mais correcta. Compreendo os motivos invocados para a existência dessa figura legal que entendo como válidos. O problema é que não vivemos num país em que as pessoas confiem na Justiça.

O segredo de justiça parece ser em Portugal algo feito para proteger uns quantos, provavelmente comprometidos sobre teias escabrosas, que utilizando poder e influência conseguem determinar o fim de certos processos, e que limitam danos na opinião pública através do expediente do segredo de justiça. Isto sendo apenas uma das manipulações possiveis.

Não quero viver num país sob escuta, nem que tal seja utilizado com motivações mais ou menos obscuras. As escutas são um expediente a ser utilizado com parcimónia e altamente controladas.

Mas seria possível formar uma opinião pública sem escutar estas escutas? A relevância tanto do assunto como da figura tornam estas escutas de claro interesse público e não apenas um acto de voyerismo.

Se os tribunais defendem os cidadãos do poder político (ou deveria) e o controla, quem controla os tribunais. Surge de ouvir o que ali se passa a pergunta. Porque foi arquivado o processo? O que se ouve ali não é grave?

E surpreendentemente (ou não) o que se discute não é a gravidade do que é dito nas escutas mas sim o segredo de justiça. Será que a justiça estará preocupada com o seu próprio fim de sentenciar e promover a verdade, ou como um sistema entrópico em que a forma sobrepõe o conteúdo.

Esta divulgação levanta várias "lebres", desde o funcionamento dos tribunais, às teias do futebol português e por isso a minha dúvida.

Será isto um atentado a um direito fundamental, ou um grande acto de liberdade expressão que contribui para uma consciência pública democrática.

Inclino-me para a segunda.


(ps: isto relembra-me o caso do video da professora agredida. O aluno que filmou e partilhou o incidente prestou um grande serviço à nação, no entanto foi o primeiro a ser punido. Mais uma vez a forma a sobrepor-se ao conteúdo)

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Timor-Leste quer obter em Março a conformidade com a transparência petrolífera

Timor-Leste pretende atingir até Março a conformidade com a Iniciativa Internacional de Transparência Petrolífera (EITI), revela o secretário de Estado do Conselho de Ministros.

Ágio Pereira, que é também o porta-voz do Governo, anunciou o objectivo de conseguir que seja reconhecida a conformidade, pretensão que partilha com outros 30 países, sendo que apenas dois já obtiveram o estatuto.
"Um dos papéis mais importantes do Governo de Xanana Gusmão consiste em proteger e gerir de forma prudente o sector petrolífero, de modo a beneficiar os donos dos recursos, que é o povo de Timor-Leste. A transparência e a responsabilização têm sido duas prioridades para assegurar que estes recursos e as receitas derivadas são devidamente contabilizados e que os padrões globais de boa governação são cumpridos", declara Ágio Pereira.
A EITI definiu os padrões globais de transparência nos sectores do petróleo, gás e extracção mineira e requer às nações que trabalhem com a sociedade civil e as empresas privadas de modo a conseguirem um nível de transparência na gestão dos seus recursos naturais.

A EITI tem 18 requisitos que devem ser cumpridos para conceder a declaração de conformidade, encontrando-se Timor-Leste na fase final do processo e em avaliação o seu sistema de governação petrolífera.
Timor-Leste formou um grupo de trabalho envolvendo diversos intervenientes e presidido pelo secretário de Estado dos Recursos Naturais, Alfredo Pires, que publicou o seu relatório em Dezembro de 2009.
O Presidente da EITI, Peter Eigen, realçou que "Timor-Leste foi um dos primeiros países a comprometer-se com a organização" e enalteceu o "trabalho diligente" da equipa mista para garantir uma prestação de contas detalhada e abrangente relativamente às receitas petrolíferas. "Dou os parabéns ao Governo e aos membros do grupo de trabalho misto por terem conseguido alcançar este marco importante", comentou Eigen após a publicação do relatório.
Desde o lançamento do relatório de Timor-Leste referente à EITI o país tem sido elogiado pelo Banco Mundial e por outras organizações independentes pelos esforços em garantir a transparência e a responsabilização na gestão do sector petrolífero, nomeadamente em termos da reconciliação e publicação de receitas do Governo e pagamentos da indústria no que se refere ao sector do petróleo, do gás e da extracção mineira.

Comunidade internacional apoia a "vontade de acertar" da Guiné-Bissau

A Guiné-Bissau tem hoje um dia de intensa actividade da comunidade internacional no apoio ao fortalecimento do Estado, com a agenda diplomática a assinalar encontros com vários importantes interlocutores externos do Governo de Bissau.

Depois de no final de 2009 vários países que cooperam com Bissau manifestarem um "optimismo moderado" em relação à estabilidade naquele país da África Ocidental, na quarta-feira foi a vez de a ONU afirmar, através da Comissão de Consolidação de Paz, que as autoridades estão com "vontade de acertar".
Exemplo disso é a intensa agenda do primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior, que hoje recebe separadamente a embaixadora dos EUA em Dacar, Senegal, e a missão do Fundo Monetário Internacional, que permanecerá no país até à próxima semana.
A cumprirem a promessa feita em 2007, os EUA vão este ano reabrir a embaixada em Bissau, num claro estreitamento das relações de cooperação.
É também hoje que os EUA e a Guiné-Bissau assinam um convénio de cooperação bilateral no Ministério dos Negócios Estrangeiros guineense.

Os EUA, através do FBI, estão também a ajudar nas investigações aos assassínios, a 1 e 2 de Março de 2009, do Presidente "Nino" Vieira e do antigo chefe das Forças Armadas, general Tagmé Na Waié.
O Fundo Monetário Internacional regressou a Bissau na semana passada, depois de uma missão em Novembro durante a qual anunciou estimativas de crescimento económico de 3,5% para 2010 e 4% para 2011. Na altura, o chefe daquela missão, o brasileiro Paulo Drummond, afirmou que o Governo guineense conseguiu um "desempenho fiscal satisfatório" em 2009.
A nova missão do FMI serve para negociar a concessão de um crédito alargado, que deverá ser concedido, tendo em conta que o Governo guineense pagou a dívida a todos os bancos comerciais do país e se prepara para amortizar outras junto dos empresários.

A China é outro dos países doadores da Guiné-Bissau que mantém activa a sua cooperação.
Com a construção do novo Palácio do Governo quase terminada, assina hoje um acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros para o fornecimento de equipamento para as novas instalações do executivo guineense.

[Parabéns ao dinamismo do primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior e da sua equipa.]

quarta-feira, janeiro 20, 2010

MPLA: Ataque FLEC pode ter tido também como alvo Mundial. Ideias descaradas!

O líder parlamentar do MPLA, Bornito de Sousa, alertou hoje no Parlamento angolano para a possibilidade de o ataque da FLEC à comitiva do Togo em Cabinda, no dia 8 de Janeiro, ter visado também o Mundial da África do Sul.

Dirigindo-se aos deputados no início da votação da nova Constituição de Angola na especialidade, Bornito de Sousa alertou para a possibilidade de "o ataque terrorista contra a equipa do Togo não ter visado apenas a anulação do CAN2010 em Angola. Pode ter visado mesmo o Mundial da África do Sul".
A equipa do Togo acabou por abandonar o CAN2010 depois do ataque de que foi alvo por guerrilheiros da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), na zona de Massabi, quando se dirigia por terra para a cidade de Cabinda, onde estava sediado o seu grupo na mais importante prova desportiva do continente africano.

[Dá jeito ao MPLA acusar a FLEC de todos os males que acontecem no país e na região de Cabinda. Agora a acusação de constituírem potencial ameaça ao Mundial… O Governo angolano e o MPLA esperam agora ter o caminho aberto para o extermínio dos guerrilheiros cabindas com o pretexto de serem “terroristas”! Esta ideia convence alguém intelectualmente honesto?]

Moçambique: Quatro deputados da RENAMO tomam posse

Quatro deputados da RENAMO, o principal partido da oposição em Moçambique, tomaram posse na terça-feira em Maputo na Assembleia da República, juntando-se a 16 outros já investidos, em desafio à proibição da liderança do partido.

O presidente da RENAMO, Afonso Dhlakama, proibiu os 51 deputados que o partido conseguiu eleger nas eleições gerais de 28 de Outubro passado de tomarem posse no parlamento, em protesto contra a alegada fraude nas eleições gerais do ano passado.
Mas a decisão não foi acatada por 16 deputados do partido, que tomaram posse no dia 12 deste mês, numa cerimónia dirigida pelo chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza.

[Mais um passo para a desagregação da RENAMO. Ganha força o MDM - Movimento Democrático de Moçambique. Este partido é constituído em grande parte por dissidentes da RENAMO e é presidido por David Simango que foi reeleito confortavelmente presidente da Câmara da Beira (centro) nas municipais de Novembro de 2008, concorrendo como independente depois de ter recusado o apoio da RENAMO. Depois dessa vitória surpresa tornou-se uma personalidade nacional. E a FRELIMO a gozar o pagodinho...]

Guiné-Bissau: Portugal participa nas primeiras autárquicas

As autoridades Portuguesas, através da Direcção-Geral da Administração Interna, estão a ajudar a Guiné-Bissau na organização das primeiras eleições autárquicas do país, ainda sem data marcada, disse hoje o secretário-executivo da Comissão Nacional de Eleições guineense, António Sedja Mam.

"A ajuda de Portugal já é tradicional, é o nosso primeiro parceiro. Portugal tem respondido sempre com prontidão às solicitações que nós fazemos", afirmou.
Segundo Sedja Mam, Portugal enviou duas técnicas para trabalhar em conjunto com a comissão preparatória.
"Estamos a trabalhar no aspecto da reforma legal, que é preciso adaptar. Neste momento, já fizemos a revisão da lei base das autarquias e estamos a trabalhar na lei eleitoral", explicou.
Questionado sobre se já há data marcada para a realização das primeira autárquicas do país, o secretário-executivo da CNE explicou que "tudo vai depender dos outros interveniente do processo".
As primeiras eleições autárquicas da Guiné-Bissau vão eleger presidentes de Câmara nas oito capitais de região e no sector autónomo de Bissau. Sedja Mam explicou que a eleição se pode estender a mais municípios, dando o exemplo de São Domingos, norte do país que "reúne todas as condições para que se realizem eleições autárquicas".
As técnicas portuguesas vão permanecer no país até ao próximo dia 25.

[A cooperação portuguesa a utilizar os seus meios e capacidades. Parabéns.]