quarta-feira, junho 30, 2010

Guiné-Bissau "luta" para ser considerada um país lusófono

A Guiné-Bissau está a “lutar” para que a organização da Expo 2010 a considere um país lusófono e troque a inscrição “Republique du Guinee-Bissau” que tem na entrada do espaço.

A área integrada no pavilhão africano, que junta diversos países que têm stands em vez de pavilhões próprios, foi preparada pela organização chinesa.
Quando chegámos tivemos que fazer várias alterações no espaço e ainda por cima pensaram que éramos um país francófono”, explicou Francisca Vaz Turpin, comissária-geral de Guiné-Bissau, à Agência Lusa.
Passados quase dois meses, a inscrição em francês continua a figurar nas paredes exteriores do stand, apesar das reclamações que a comissária diz ter feito, mas até agora “sem resultado”.

Eu tenho lutado mas nada”, refere Vaz Turpin, que vai mesmo mais longe e considera que o português devia estar lado a lado com as línguas oficiais da exposição universal.
Toda a documentação que troco com a organização da Expo tem que estar escrita em francês”, sendo que as alternativas seriam “o inglês ou chinês”.
Sentimos falta de uma presença mais forte do português”, lamenta.

Estelle Wei, supervisora do pavilhão africano da expo 2010, lamentou à o erro e garantiu que a inscrição da Guiné-Bissau em francês seria trocada pela correcta, em português, rapidamente.
Trabalhamos com muitas subempreitadas para executar todos os trabalhos necessários. Lamentamos o sucedido neste caso, mas será a situação será corrigida o mais rápido possível”, destacou.

A Guiné-Bissau é um dos oito países de língua portuguesa que participam na Expo 2010.
Portugal, Brasil e Angola têm pavilhões próprios nas áreas dos respetivos continentes; Cabo Verde, Moçambique e Guiné-Bissau apresentam-se em stands dentro do pavilhão africano, que reúne diversas nações do continente.
Timor Leste tem o seu espaço aberto ao público na zona da Ásia.

A Expo 2010, dedicada ao tema “Better City, Better Life” (Melhores Cidades, Maior Qualidade de Vida), decorre de 1 de maio a 31 de outubro numa área de 528 hectares (dez vezes a Expo 98, em Lisboa).
Com a utilização ilegal da goldenshare do Estado português na assembleia-geral da PT, estão criadas as condições para uma batalha que acabará dia 8 de Julho, com a mais que certa decisão das instâncias europeias definindo a goldensghare portuguesa como uma aberração.

A utilização em desespero da goldenshare mostrou que o tão falado núcleo duro português, supostamente garantidor dos interesses de todos nós portugueses, não resistiu à natural mais-valia que resultaria da proposta da Telefonica.

Resultam também dois cenários: a Vivo vai ser alienada mais mês menos mês (os acionistas vão vender) ou a PT sofre uma OPA posterior ao fim da goldenshare e é vendida às postas aos espanhóis.

Não há, nem podia haver, qualquer noção de interesse nacional. Há, sim, o interesse económico habitual em operações deste calibre.
Tudo demonstrativo da real dimensão das maiores empresas do país, que são grandes neste pequeno rectângulo, pequenas à escala europeia e ainda mais pequenas à escala mundial.
Vou assistir de bancada às futuras declarações do primeiro-minsitro sobre o mais que provável cenário de perder a Vivo, ou em alternativa perder a PT.

PT/Telefónica: "A parvoíce colonial ainda não morreu" em Portugal, diz FT

O veto do Governo português à proposta da Telefónica já está a provocar reacções na imprensa internacional. O Financial Times garante, num artigo de opinião, que "a parvoíce colonial ainda não morreu".

De acordo com o jornal, o Governo português recorreu a um instrumento "anacrónico" e corre o risco de se tornar "obsoleto" para impedir esta operação. Ao mesmo tempo, não respeitou a vontade dos accionistas que aceitaram a oferta da empresa espanhola no valor de 7,15 mil milhões de euros.

A justificação dada pelo Governo "de que o negócio era mau para a PT e para Portugal" não convence o jornal, que a considera "péssima".
"As golden shares são normalmente utilizadas para proteger as empresas estrangeiras de aquisição, não interfere com as suas filiais no exterior".

Repatriamento de portugueses para com fim à vista

Supremo Tribunal (ST) norte-americano proíbe que imigrantes condenados por pequenos delitos sejam expulsos de imediato do país.

Há uma "luz ao fundo do túnel" para o problema dos portugueses repatriados pelos Estados Unidos para os Açores. Pela primeira vez, o ST dos EUA decretou que os imigrantes legais, condenados por crimes menores envolvendo drogas, não poderão ser automaticamente deportados para os países de origem, sem ter em consideração o seu tempo de residência em território norte-americano e o aspecto da constituição familiar.

Ao decidir assim, o ST acabou por colocar em causa a Lei Federal de Imigração, aprovada em 1996 pelo Congresso, que estabelece que os imigrantes legais que não tenham cidadania americana podem ser deportados por pequenos delitos. Mais de mil açorianos que praticaram crimes menores foram enviados de volta ao arquipélago nos últimos 14 anos.
Todos os anos, os Açores recebem de 50 a 60 repatriados, que muitas vezes não sabem falar português, sem família a acompanhá-los na partida e a recebê-los à chegada, nem garantia de casa ou emprego. De acordo com a Human Rights Watch, a Organização Não Governamental americana que actua na área dos direitos humanos, 70% das deportações para os Açores devem-se a delitos associados a roubos e posse de droga, precisamente aqueles abarcados pela sentença.
A decisão inédita de 14 de Junho, vem dar esperança a milhares de imigrantes legais açorianos, que se concentram sobretudo em cidades de Nova Inglaterra como Fall River e Providence, de virem a receber tratamento igual. É o que pensa Paulo Fontes, coordenador do Centro de Acolhimento Temporário e de Emergência em Ponta Delgada, que assegura o apoio a cidadãos repatriados, entre outras classes desfavorecidas da sociedade.
"É excelente a decisão do Supremo dos EUA. Foi uma oportunidade na Justiça norte-americana que abriu uma brecha no sistema e permitirá haver menos repatriamentos", acentua o sociólogo, para quem a nova situação irá beneficiar, em primeira linha, as próprias pessoas que enfrentam esse risco e suas famílias.
Mas o menor fluxo de deportados para o arquipélago irá reduzir também o impacto social negativo que a sua chegada aos Açores gera junto da comunidade de acolhimento, além de que os técnicos encarregados de fazer o seu acompanhamento terão "menos pessoas para inserir".

"Setenta por cento dos deportados vêm para as ilhas por crimes menores, o que vem ajudar a tirar o estigma tão pesado que sobre eles recai." Uma "janela" de esperança também sustentada pelo facto de os democratas americanos terem apresentado uma proposta de lei na Câmara dos Representantes e que aguarda aprovação pelo Senado dos EUA, com o objectivo de "perdoar" os imigrantes legais que, não tendo a cidadania norte-americana mas estejam bem integrados no país, cometam crimes pouco graves.

Sobre o assunto, o cônsul dos EUA é cauteloso. Diz que é "difícil dizer se estas pessoas ficarão junto das suas famílias, porque cada caso é diferente dos outros".

terça-feira, junho 29, 2010

"Este país não é para corruptos"

Por Ricardo Araújo Pereira

Em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer
Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

Portugal é um país em salmoura. Ora aqui está um lindo decassílabo que só por distracção dos nossos poetas não integra um soneto que cante o nosso país como ele merece. "Vós sois o sal da terra", disse Jesus dos pregadores. Na altura de Cristo não era ainda conhecido o efeito do sal na hipertensão, e portanto foi com o sal que o Messias comparou os pregadores quando quis dizer que eles impediam a corrupção. Se há 2 mil anos os médicos soubessem o que sabem hoje, talvez Jesus tivesse dito que os pregadores eram a arca frigorífica da terra, ou a pasteurização da terra. Mas, por muito que hoje lamentemos que a palavra "pasteurização" não conste do Novo Testamento, a referência ao sal como obstáculo à corrupção é, para os portugueses do ano 2010, muito mais feliz. E isto porque, como já deixei dito atrás com alguma elevação estilística, Portugal é um país em salmoura: aqui não entra a corrupção - e a verdade é que andamos todos hipertensos.

Que Portugal é um país livre de corrupção sabe toda a gente que tenha lido a notícia da absolvição de Domingos Névoa. O tribunal deu como provado que o arguido tinha oferecido 200 mil euros para que um titular de cargo político lhe fizesse um favor, mas absolveu-o por considerar que o político não tinha os poderes necessários para responder ao pedido. Ou seja, foi oferecido um suborno, mas a um destinatário inadequado. E, para o tribunal, quem tenta corromper a pessoa errada não é corrupto - é só parvo. A sentença, infelizmente, não esclarece se o raciocínio é válido para outros crimes: se, por exemplo, quem tenta assassinar a pessoa errada não é assassino, mas apenas incompetente; ou se quem tenta assaltar o banco errado não é ladrão, mas sim distraído. Neste último caso a prática de irregularidades é extraordinariamente difícil, uma vez que mesmo quem assalta o banco certo só é ladrão se não for administrador.

O hipotético suborno de Domingos Névoa estava ferido de irregularidade, e por isso não podia aspirar a receber o nobre título de suborno. O que se passou foi, no fundo, uma ilegalidade ilegal. O que, surpreendentemente, é legal. Significa isto que, em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer. É preciso saber fazer as coisas bem feitas e seguir a tramitação apropriada. Não é acto que se pratique à balda, caso contrário o tribunal rejeita as pretensões do candidato. "Tenha paciência", dizem os juízes. "Tente outra vez. Isto não é corrupção que se apresente."

Espanha: Catalães convocam manif contra sentença do TC

A quase totalidade dos partidos catalães, sindicatos e entidades sociais convocaram hoje uma manifestação para o próximo dia 10 de julho em protesto contra a decisão do Tribunal Constitucional sobre o Estatuto da Catalunha.

Na convocatória conjunta, as entidades que participam no protesto consideram que a sentença é uma «agressão contra o povo catalão» pelo que a manifestação decorrerá sob o lema: "Nós é que decidimos. Somos uma nação".

O protesto é apoiado por praticamente todos os partidos da Catalunha, com excepção do PP e do grupo Ciutatans.

Guiné-Bissau: Nomeação chefe das FA levanta dúvidas na ONU

A nomeação de António Indjai como líder das Forças Armadas da Guiné-Bissau surpreendeu elementos da Comissão da ONU para a Consolidação da Paz no país, e veio levantar dúvidas sobre a independência do Governo face ao poder militar.
"É uma decisão soberana da Guiné-Bissau, mas, por outro lado, é uma demonstração clara de que o Governo civil não tem toda a independência para fazer o que bem entende", afirmou fonte diplomática da Comissão.

Duas semanas depois da intervenção militar de 1 de abril, a Comissão chefiada pela embaixadora brasileira junto das Nações Unidas escreveu ao ministro dos Negócios Estrangeiros guineense, pedindo que o novo chefe de Estado maior fosse alguém que não estivesse ligado à sublevação, mas António Indjai foi o protagonista daquela intervenção.

[Depois da simpática missiva da senhora embaixadora a resposta foi: "... e a caravana passa".]

Acordo ortográfico chega às escolas em 2011

Editores e livreiros aguardam uma palavra da ministra para aplicarem nova grafia aos manuais.
Os manuais redigidos segundo as normas do novo acordo ortográfico vão chegar às escolas no ano lectivo de 2011-2012.

A garantia foi dada por uma das assessoras de imprensa do Ministério da Educação, que admitiu, no entanto, que a adaptação dos livros escolares possa vir a ser feita faseadamente, não incidindo de imediato sobre os manuais relativos a todos os níveis de escolaridade.

A concretização deste plano pressupõe, no entanto, que o Ministério da Cultura, que tem vindo a coordenar a aplicação do Acordo Ortográfico em Portugal, anuncie a data em que este entrará em vigor e aprove o vocabulário que irá ser reconhecido como norma para o português europeu.

Paredes, a primeira cidade sustentável da Europa

A Cisco Systems e a empresa especializada em tecnologia urbana Living PlanIT vão desenvolver a primeira cidade sustentável e inteligente da Europa, em Paredes, no distrito do Porto.

O mega-projeto representa um investimento global de 10 mil milhões de euros e implicará o recrutamento de “vários milhares de postos de trabalho”, de acordo com a informação avançada pelas empresas.

A parceria estratégica entre a Cisco e a Living PlanIT será assinada na segunda feira, numa cerimónia em Paredes, durante a qual serão divulgados pormenores do projeto a desenvolver em Paredes.
As empresas estimam captar cerca de 12.000 parceiros empresariais de todo o mundo para a cidade inteligente.

Lisboa está mais barata para quem tem dólares (é a 72ª cidade mais cara do mundo)

Arrendar um T2 de luxo é mais caro em Lisboa do que em Roma, Amesterdão, Bruxelas ou Madrid. O que não faz da capital portuguesa uma das cidades mais caras para habitar. Lisboa aparece este ano em 72º lugar entre 214 cidades no estudo "Cost of Living Survey", da Mercer.

Em 2009, a capital surgia na 64ª posição entre 143 cidades. Sem permitir efectuar comparações precisas, há uma percepção lógica que fica do estudo: Lisboa está mais barata para quem tem dólares.

Luanda é a cidade mais cara do mundo. Tóquio está na 2ª posição e Ndjamena em 3º lugar, seguida por Moscovo e Genebra. O “top ten” inclui três cidades africanas, três asiáticas e quatro europeias. Karachi, a capital financeira do Paquistão e uma das cidades mais populosas do mundo (18,5 milhões de habitantes) ocupa o último lugar da tabela. Em média, Luanda é três vezes mais cara que a antiga capital Paquistanesa.

O estudo da Mercer cobre 214 cidades (eram 143 em 2009) de todos os continentes e mede o custo comparativo de mais de 200 produtos representativos dos padrões de consumo dos executivos expatriados, incluindo habitação, transportes, alimentação, vestuário, bens domésticos e entretenimento.
É o estudo de custo de vida mais abrangente a nível mundial, e tem por objectivo ajudar os governos e as empresas multinacionais a determinarem os processos de remuneração a atribuir nos processos de transferência de empregados para projectos internacionais. O custo de alojamento, normalmente a despesa com maior relevância para os expatriados, tem um peso importante na determinação da posição das cidades no ranking.

O alojamento na capital angolana triplica em relação a Lisboa e duplica quando comparado com Tóquio. Outro dos preços comparativos utilizados neste estudo é o preço de uma refeição fast food com hambúrguer. Em Lisboa, o menu completo fica pelos 4.65 euros, mais caro que em Londres (4.53 euros) e Pequim (2.51 euros), mas muito mais barato que os 12.7 euros que custa esta refeição em Luanda.

Monte Adriano vai construir três barragens em Cabo Verde

A empresa portuguesa Monte Adriano ganhou o concurso para a construção de três barragens na ilha de Santiago, beneficiando da linha de crédito de 200 milhões de euros disponibilizada por Portugal para projectos de obras públicas.

A assinatura do contrato aconteceu domingo, na presença do primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, permitindo a construção, de raiz, das barragens da Faveta, Salineiro e Saquinho, que se juntarão à já construída do Poilão, concluída em 2006, com financiamento da China.

Segundo José Maria Neves, nos próximos dois a três anos, o Governo pretende construir mais 17 barragens, com o objectivo de, até 2015, mobilizar 75 milhões de metros cúbicos de água, o que permitirá alargar a área irrigada do país, criar emprego e reduzir os índices de pobreza. Para já, as três barragens terão um "impacto fundamental na agricultura", pois evitarão o desperdício dos milhões de metros cúbicos de água no arquipélago durante a época das chuvas - entre Julho e Novembro. O Governo, acrescentou, decidiu recentemente lançar um programa para que todos os furos de água no arquipélago sejam equipados com energias renováveis, solar ou eólica, permitindo aos agricultores terem acesso à água a um preço mais competitivo.

segunda-feira, junho 28, 2010

NATO: secretário-geral visita Lisboa para preparar cimeira de Novembro

O secretário geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, vai estar sexta-feira em Lisboa para preparar com o Governo português a cimeira de novembro, onde será aprovada a revisão do conceito estratégico da organização.

Naquela que será a primeira visita oficial a Portugal desde que assumiu o cargo de secretário geral da Aliança Atlântica, em agosto do ano passado, Rasmussen manterá encontros com o primeiro ministro, José Sócrates, com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, e com o ministro da Defesa, Augusto Santos Silva.
O responsável da NATO visitará também a Assembleia da República e participará numa conferência organizada pela Universidade Católica Portuguesa.

Dou muita importância ao contacto com as novas gerações quando visito um país membro”, afirmou Rasmussen a este propósito, acrescentando que a sua intervenção vai centrar-se “no futuro da Aliança”.

A cimeira de chefes de Estado e de Governo dos 28 países da NATO, que terá lugar a 19 e 20 de novembro deste ano, deverá ser dominada pela aprovação do novo conceito estratégico da organização (o último é de 1999) e também pelo processo de reforma das estruturas e comandos e o conflito no Afeganistão.

Citação de Guerra Junqueiro

Os portugueses são “um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas”.

Descrição dura... com laivos de verdade.

Desilusão Mundial

Este Mundial de Futebol não tem sido particularmente bem sucedido.

O futebol não tem sido de uma qualidade extraordinária salvo algumas excepções, os relvados estão miseráveis, as vuvuzelas intragáveis.

A última de todas são as horrendas arbitragens. Erros atrás de erros, porque errar é humano.

Errar é humano sim... mas uma coisa é verdade, enquanto senhores poderosos do futebol lucrarem á custas dos erros, a suspeição pairará sempre por cima dos actores principais.

Este não tem sido um mundial que sirva de hino ao futebol, aliás a publicidade tem sido verdadeiramente má...

sábado, junho 26, 2010

Estudo: Lisboa é uma das melhores cidades do mundo para viver

Revista “Monocle” distingue a capital portuguesa na 25ª posição pela segunda vez.

A revista de Julho/Agosto voltou a distinguir Lisboa como a 25ª melhor cidade do mundo para viver. Com o argumento principal de que tem "baixas taxas de criminalidade", esta publicação sobre negócios, cultura e ‘design' destaca também o facto da capital portuguesa ser uma porta de entrada importante para a América do Sul.

Os dois aspectos conjugados fazem de Lisboa "um lugar ainda mais agradável para viver", segundo a revista dirigida por Tyler Brulé, o também colunista do Financial Times. Mas a rejuvenescida margem direita do Tejo e as novas leis que permitem o casamento entre homossexuais são igualmente salientados pela Monocle como factores decisivos para uma vida confortável na capital portuguesa.

Munique, capital do Estado alemão da Baviera, repete a liderança deste ‘ranking', obtido também há dois anos, pelo grau de centralidade e número elevado de jardins públicos

Guiné-Bissau: Chefes das Forças Armadas da CEDEAO reúnem-se segunda feira em Bissau

Os chefes das Forças Armadas da Comunidade Económica do Estados da África Ocidental (CEDEAO) vão reunir-se extraordinariamente entre segunda e terça feira na Guiné-Bissau, refere um comunicado à imprensa do Estado-Maior guineense.

Segundo o documento, numa sessão à porta fechada, será feita uma exposição sobre a situação política e de segurança da Guiné-Bissau, bem como exposições da ONU e da União Europeia sobre a reforma do setor de defesa e segurança.
Serão também apresentados os resultados da missão de informação dos chefes das Forças Armadas da CEDEAO enviados à Guiné-Bissau, após os acontecimentos de 1 de abril.

Entretanto, o Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, nomeou ontem, por proposta do Governo de Carlos Gomes Júnior, o major-general António Indjai como chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.

O anúncio foi feito através de um decreto, que também exonera do cargo o almirante Zamora Induta (detido e deposto a 1 de Abril numa intervenção militar liderada por Indjai).

[Várias fontes avançam que a indicação de Indjai para CEMFA é "a gota de água" num copo à muito a transbordar. As consequências desta nomeação presidencial - em que o Presidente Sanhá, não sai bem no retrato - far-se-ão sentir nos próximos meses. O perfil de Indjai faz temer pela instauração de um clima de "lei marcial", com raptos descricionários, num misto de Bissau sem-lei e "manda quem pode". Ficam quatro perguntas: 1 - O almirante Induta estará "melhor" da doença que o importunava? 2 - O seu paradeiro é conhecido de quem? 3 - Gomes Júnior não terá regressado cedo demais a Bissau? 4 - Quem assumirá as consequências e quais as ilações que se tirarão de um novo assassinato da liderança eleita do país?]

quinta-feira, junho 24, 2010

Activistas julgados como criminosos em Cabinda

Iniciou-se ontem em Cabinda o julgamento de quatro activistas dos direitos humanos detidos após o ataque em Janeiro contra a equipa de futebol do Togo, que causou dois mortos.

Estão a ser julgados o antigo vigário Raul Tati, o advogado Francisco Luemba, o estudante universitário Belchior Lanso e um antigo polícia, José Benjamin Fuca.

Os quatro activistas foram presos por terem em sua posse documentos da FLEC, movimento que advoga a independência de Cadinda, e por terem viajado várias vezes para Paris, explicou o advogado Arao Tempo, que representa dois dos detidos.

Além destes quatro indivíduos, as autoridades angolanos detiveram mais cinco pessoas após o ataque à selecção do Togo, que se encontrava em Cabinda para um jogo da Taça Africana das Nações. O ataque foi reivindicado pela FLEC.

Comentário sobre as SCUT

Das duas uma:
Ou o PSD vai andar sempre a reboque de toda e qualquer iniciativa de interesse nacional que o governo proponha (e depois não se queixe) ou então tem opinião própria sobre os assuntos (e isso dá muito trabalho).
Conhecer a realidade de um país afogado em défices, créditos malparados e endividamentos (de empresas e de famílias), devia ser importante para não sobrecarregar mais os contribuintes (ou seja, o Estado).

Com as Scut comprou-se uma guerra, que agora se quer dividir por todo país, com o único objectivo de não concentrar tudo a norte.
Esquece-se o fraco conhecedor da história pátria que a revolta da Maria da Fonte começou por menos. É verdade que havia outros condimentos nacionais que apimentaram o acontecimento. Mas as similitudes históricas (se é que isso existe) estão lá.

Alguém dirá, ah, é indiferente, com um ligeiro encolher de ombros. Pois... Mas eu digo que a bancarrota (palavra maldita) já esteve mais longe.

Aparte sobre SCUT

Utilizador pagador?!!!!!!

Escutem lá... mas a miriade de impostos pagas para se poder andar de automóvel neste país (imposto de circulação, ISP, IA, Inspecções) serve para quê?


(PS: Abaixo as auto-estradas pagas)

terça-feira, junho 22, 2010

Líderes da Guiné-Bissau discutem futuro

O chefe das forças armadas da Guiné-Bissau, general António Indjai, encontrou-se ontem com o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, que regressou na véspera à Guiné.

Indjai garantiu que não havia nenhum problema entre os dois homens e que ambos "vão trabalhar juntos". A 1 de Abril, quando Indjai tomou o poder militar, Gomes Júnior foi detido durante algumas horas e ameaçado.