O acordo aeronáutico assinado terça feira entre Timor-Leste e a Indonésia abre caminho para a criação de uma companhia aérea timorense, que deverá envolver investidores portugueses, disse hoje dos promotores do projeto.
Vasco Carrascalão da Silva, juntamente com o luso-moçambicano Mário Gonçalves, ambos radicados na Austrália, são os rostos do projeto "Timor-Leste Airlines" (TLA), que aguarda pela aprovação do governo timorense.
Sobre o acordo aeronáutico com a Indonésia, Vasco Carrascalão explicou que "esses acordos terão de ser feitos com todos os países para onde a companhia irá voar. Aliás, a vantagem de uma companhia de bandeira é precisamente a do direito à reciprocidade."
quarta-feira, julho 28, 2010
Guiné: Governo suspende missões estrangeiro e compra de viaturas
O primeiro ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, mandou suspender as missões ao estrangeiro de membros do Governo, compra de viaturas e de mobiliário como medidas de contenção da despesa pública.
Gomes Júnior terá tomado essa decisão em virtude da crise financeira que assola o mundo, mas também como forma de moralizar o exercício governativo.
"Dada a crise financeira a que se assiste no mercado mundial, se os nossos parceiros estão a fazer contenção, a Guiné-Bissau também não pode ficar alheia e indiferente a essas medidas", defendeu o chefe do governo.
Noutra notícia relacionada com este país, o Presidente da República, Bacai Sanhá, negou que o Conselho de Segurança (CS) da ONU tenha exigido a libertação imediata do ex-chefe das Forças Armadas Zamora Induta, mas admitiu que aquele órgão recomenda a libertação de todos os detidos nas crises dos últimos anos.
Em declarações à imprensa à sua chegada à Guiné-Bissau, de regresso das cimeiras da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da União Africana, Sanhá afirmou que no documento que tem na sua posse em nenhum momento o CS exigiu a libertação de Induta e acusou os jornalistas de deturparem a informação.
"Vocês, os jornalistas, deviam ajudar o país, o relatório que nós temos não diz libertação imediata de ninguém", disse o chefe de Estado guineense.
Gomes Júnior terá tomado essa decisão em virtude da crise financeira que assola o mundo, mas também como forma de moralizar o exercício governativo.
"Dada a crise financeira a que se assiste no mercado mundial, se os nossos parceiros estão a fazer contenção, a Guiné-Bissau também não pode ficar alheia e indiferente a essas medidas", defendeu o chefe do governo.
Noutra notícia relacionada com este país, o Presidente da República, Bacai Sanhá, negou que o Conselho de Segurança (CS) da ONU tenha exigido a libertação imediata do ex-chefe das Forças Armadas Zamora Induta, mas admitiu que aquele órgão recomenda a libertação de todos os detidos nas crises dos últimos anos.
Em declarações à imprensa à sua chegada à Guiné-Bissau, de regresso das cimeiras da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da União Africana, Sanhá afirmou que no documento que tem na sua posse em nenhum momento o CS exigiu a libertação de Induta e acusou os jornalistas de deturparem a informação.
"Vocês, os jornalistas, deviam ajudar o país, o relatório que nós temos não diz libertação imediata de ninguém", disse o chefe de Estado guineense.
domingo, julho 25, 2010
Vinhos: "Região do Dão é a Arca de Noé das castas"
A Região do Vinho do Dão é vista por conceituados críticos estrangeiros como sendo "uma das mais interessantes de todo o mundo», considerando-a a «Arca de Noé das castas".
O jornalista americano Paul White sustenta que "não há outra região no mundo que tenha mais castas desconhecidas que o Dão". Segundo ele "o Dão é a arca de Noé das castas", numa alusão à enorme variedade nesta região vitícola portuguesa.
Já o perito inglês Charles Metcalfe destacou a região do Dão como sendo uma das suas preferidas, "por causa da acidez que os vinhos revelam". Aponta que se trata de "um vinho que se pode beber agora, ou daqui a 30 anos". E conclui que "não há muitas regiões no mundo com vinhos com esta capacidade de longevidade".
O jornalista americano Paul White sustenta que "não há outra região no mundo que tenha mais castas desconhecidas que o Dão". Segundo ele "o Dão é a arca de Noé das castas", numa alusão à enorme variedade nesta região vitícola portuguesa.
Já o perito inglês Charles Metcalfe destacou a região do Dão como sendo uma das suas preferidas, "por causa da acidez que os vinhos revelam". Aponta que se trata de "um vinho que se pode beber agora, ou daqui a 30 anos". E conclui que "não há muitas regiões no mundo com vinhos com esta capacidade de longevidade".
Manifestação pelo reconhecimento da Galiza como nação junta 10 mil
Santiago de Compostela acolheu, este domingo, dez mil pessoas que exigiam a proclamação da Galiza como "nação".
O Bloco Nacionalista Galego, que convocou o manifestação, diz que a região "só terá futuro se tiver capacidade real de se autogovernar e só se fará respeitar quando decidir-se comportar-se como nação". O porta-voz Guillerme Vasquez considera que o "governo regional não é mais que uma sucursal do Governo central". "Um diz mata, o outro diz esfola. E assim nunca mais deixará de ser uma região consolidada na segunda divisão", atirou. O protesto integrou as comemorações do Dia da Pátria Galega.
O Bloco Nacionalista Galego, que convocou o manifestação, diz que a região "só terá futuro se tiver capacidade real de se autogovernar e só se fará respeitar quando decidir-se comportar-se como nação". O porta-voz Guillerme Vasquez considera que o "governo regional não é mais que uma sucursal do Governo central". "Um diz mata, o outro diz esfola. E assim nunca mais deixará de ser uma região consolidada na segunda divisão", atirou. O protesto integrou as comemorações do Dia da Pátria Galega.
quarta-feira, julho 21, 2010
CPLP é uma organização que "não serve para nada"
O escritor Vasco Graça Moura considera que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é uma espécie de organização fantasma, "que não serve para rigorosamente nada", a não ser "ocupar gente desocupada".
"O Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) não está em funcionamento porque nenhum dos países membros da CPLP lhe dá meios para o fazer", disse o escritor e também poeta Vasco Graça Moura, a propósito da VIII Cimeira de chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na sexta feira, em Luanda.
Para o escritor, o IILP "é uma entidade fantasma criada dentro de outra entidade fantasma."
Na cimeira de Luanda, será analisada a aprovação da reestruturação do IILP e também de um plano de acção para a projecção internacional do português.
"Não se nota que exista qualquer espécie de política da língua da parte do Governo português e nota-se, da parte da mesma entidade, uma enorme estupidez na forma de tratar a língua, no que diz respeito ao Acordo Ortográfico", disse o escritor.
Graça Moura, que é uma das vozes contrárias ao Acordo Ortográfico por considerar que este tem deficiências e erros que lesam o Português, considera que o Governo está a cometer um crime contra a língua portuguesa.
"Os crimes que este Governo está a cometer e está em vias de cometer em relação à língua diz respeito ao Acordo Ortográfico. Portanto, não há política de língua digna deste nome. Há uma série de equívocos em que este Governo está a persistir", sublinhou.
Segundo o escritor, "o acordo ortográfico é um atentado criminoso contra a língua portuguesa tal como se fala em Portugal, Angola, Moçambique, na Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe." "É um atentado que tenta desfigurar completamente a língua e é absolutamente irresponsável da parte de quem negociou e da parte de quem o aprovou", disse.
"As pessoas falam português em qualquer parte do mundo e se entendem, seja no aspecto familiar, cultural, negocial, diplomático, isso nunca prejudicou ninguém (o facto de não haver um acordo ortográfico)", referiu.
Graça Moura sublinhou também a importância dos países africanos lusófonos na projecção do português no âmbito internacional, além de Portugal e Brasil.
"Basta considerar o número de habitantes de todos os países que falam a língua portuguesa, não apenas o Brasil, não apenas Portugal. Se considerarmos os países africanos de língua portuguesa, temos mais 50 milhões de pessoas, pelo menos, a falar português", indicou.
Para Graça Moura, nunca foi preciso um Acordo Ortográfico para a projecção internacional do português.
"A projecção do português pode passar pelas organizações internacionais, pode passar pela promoção da cultura da língua, pela promoção da aprendizagem. Neste momento, a melhor maneira de projectar a língua é acabar, pura e simplesmente, com o Acordo Ortográfico", concluiu.
"O Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) não está em funcionamento porque nenhum dos países membros da CPLP lhe dá meios para o fazer", disse o escritor e também poeta Vasco Graça Moura, a propósito da VIII Cimeira de chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na sexta feira, em Luanda.
Para o escritor, o IILP "é uma entidade fantasma criada dentro de outra entidade fantasma."
Na cimeira de Luanda, será analisada a aprovação da reestruturação do IILP e também de um plano de acção para a projecção internacional do português.
"Não se nota que exista qualquer espécie de política da língua da parte do Governo português e nota-se, da parte da mesma entidade, uma enorme estupidez na forma de tratar a língua, no que diz respeito ao Acordo Ortográfico", disse o escritor.
Graça Moura, que é uma das vozes contrárias ao Acordo Ortográfico por considerar que este tem deficiências e erros que lesam o Português, considera que o Governo está a cometer um crime contra a língua portuguesa.
"Os crimes que este Governo está a cometer e está em vias de cometer em relação à língua diz respeito ao Acordo Ortográfico. Portanto, não há política de língua digna deste nome. Há uma série de equívocos em que este Governo está a persistir", sublinhou.
Segundo o escritor, "o acordo ortográfico é um atentado criminoso contra a língua portuguesa tal como se fala em Portugal, Angola, Moçambique, na Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe." "É um atentado que tenta desfigurar completamente a língua e é absolutamente irresponsável da parte de quem negociou e da parte de quem o aprovou", disse.
"As pessoas falam português em qualquer parte do mundo e se entendem, seja no aspecto familiar, cultural, negocial, diplomático, isso nunca prejudicou ninguém (o facto de não haver um acordo ortográfico)", referiu.
Graça Moura sublinhou também a importância dos países africanos lusófonos na projecção do português no âmbito internacional, além de Portugal e Brasil.
"Basta considerar o número de habitantes de todos os países que falam a língua portuguesa, não apenas o Brasil, não apenas Portugal. Se considerarmos os países africanos de língua portuguesa, temos mais 50 milhões de pessoas, pelo menos, a falar português", indicou.
Para Graça Moura, nunca foi preciso um Acordo Ortográfico para a projecção internacional do português.
"A projecção do português pode passar pelas organizações internacionais, pode passar pela promoção da cultura da língua, pela promoção da aprendizagem. Neste momento, a melhor maneira de projectar a língua é acabar, pura e simplesmente, com o Acordo Ortográfico", concluiu.
Cadeia de luxo Prada fala português em Nova Iorque
A loja da cadeia italiana no Soho tem, em permanência, pelo menos três vendedores que falam português. O objectivo é atrair brasileiros.
Os turistas da maior economia da América do Sul no Brasil “não pestanejam” antes de comprar uma garrafa de vinho por mil dólares, segundo Ana Paula Galvani, que explora uma loja de vinho em Park Avenue.
O maior crescimento dos últimos 15 anos, a subida dos salários e uma divisa que duplicou de valor face ao dólar, desde que Lula assumiu a liderança do governo brasileiro (Junho de 2003), está a aumentar a importância dos consumidores de luxo proveniente do Brasil em Nova Iorque. Daí que a loja da Prada no Soho tenha sempre um mínimo de três vendedores que falem português.
“O Brasil entrou verdadeiramente no meu radar”, diz o sócio da loja Stereo Exchange em Manhattan, que na semana passada vendeu um sistema de som por 100 mil dólares, a um cliente de São Paulo. No Brasil, o número de pessoas com mais de mil milhões de dólares duplicou, desde 2000, para 18 pessoas e é agora o país da América Latina, com o maior número de pessoas tão ricas, segundo a Bloomberg, que cita a Forbes.
Já o número multimilionários no Brasil cresceu 19% em 2009 para 126,8 mil, num país com 193 milhões de pessoas, segundo Boston Consultin Group, citado pela Bloomberg.
A estilista de moda brasileira, Patrícia de Azevedo Camargo Araújo, vai regularmente a Nova Iorque comprar artigos de luxo, segundo a Bloomberg que a encontrou a fazer comprar em na loja da Prada na Bradway, com as duas filhas e o marido.
“Nas nossas viagens focamo-nos no luxo”, disse à Bloomberg. “Temos melhor acesso fora do Brasil”, uma vez que as lojas de Nova Iorque oferecem maior variedade do que a disponível no Brasil, explicou.
Os turistas da maior economia da América do Sul no Brasil “não pestanejam” antes de comprar uma garrafa de vinho por mil dólares, segundo Ana Paula Galvani, que explora uma loja de vinho em Park Avenue.
O maior crescimento dos últimos 15 anos, a subida dos salários e uma divisa que duplicou de valor face ao dólar, desde que Lula assumiu a liderança do governo brasileiro (Junho de 2003), está a aumentar a importância dos consumidores de luxo proveniente do Brasil em Nova Iorque. Daí que a loja da Prada no Soho tenha sempre um mínimo de três vendedores que falem português.
“O Brasil entrou verdadeiramente no meu radar”, diz o sócio da loja Stereo Exchange em Manhattan, que na semana passada vendeu um sistema de som por 100 mil dólares, a um cliente de São Paulo. No Brasil, o número de pessoas com mais de mil milhões de dólares duplicou, desde 2000, para 18 pessoas e é agora o país da América Latina, com o maior número de pessoas tão ricas, segundo a Bloomberg, que cita a Forbes.
Já o número multimilionários no Brasil cresceu 19% em 2009 para 126,8 mil, num país com 193 milhões de pessoas, segundo Boston Consultin Group, citado pela Bloomberg.
A estilista de moda brasileira, Patrícia de Azevedo Camargo Araújo, vai regularmente a Nova Iorque comprar artigos de luxo, segundo a Bloomberg que a encontrou a fazer comprar em na loja da Prada na Bradway, com as duas filhas e o marido.
“Nas nossas viagens focamo-nos no luxo”, disse à Bloomberg. “Temos melhor acesso fora do Brasil”, uma vez que as lojas de Nova Iorque oferecem maior variedade do que a disponível no Brasil, explicou.
Embraer confirma início da construção de duas fábricas em Évora
O presidente da Embraer Europa anunciou, esta quarta-feira, que as obras das duas fábricas construir em Évora vão arrancar em Novembro. O construtor aeronáutico brasileiro planeia que estejam concluídas até ao final de 2011.
Luiz Fuchs adiantou, em Farnborough, que a produção começará em 2012 e que a "produção das fábricas estará em full power em 2013". O responsável falou ainda em oportunidades de cooperação com empresas portuguesas.
"Queremos juntar forças com as empresas portuguesas", afirmou o líder da Embraer Europa, que planeia investir 150 milhões de euros e criar 600 postos de trabalho (sobretudo altamente qualificados) nas duas fábricas de Évora.
Luiz Fuchs adiantou, em Farnborough, que a produção começará em 2012 e que a "produção das fábricas estará em full power em 2013". O responsável falou ainda em oportunidades de cooperação com empresas portuguesas.
"Queremos juntar forças com as empresas portuguesas", afirmou o líder da Embraer Europa, que planeia investir 150 milhões de euros e criar 600 postos de trabalho (sobretudo altamente qualificados) nas duas fábricas de Évora.
terça-feira, julho 20, 2010
Primeira-dama pede "mais atenção de Portugal" para a situação no seu país
A primeira dama da Guiné-Bissau, Mariama Sanhá, pediu mais atenção a Portugal para a situação do seu país, defendendo que Lisboa “é como se fosse o pai dos guineenses”, por ter sido a potência colonial.
A mulher do chefe do Estado guineense, que falava numa cerimónia na fundação ‘Ninho das Crianças’, dirigida por si, afirmou: “Portugal é como o nosso pai. Não pode descurar os nossos problemas, tem que estar sempre presente, tem que nos ajudar, porque não temos outra saída”, afirmou Mariama Sanhá quando recebia de uma empresa de capitais portugueses apoios destinados à sua fundação.
“Se as coisas não correm bem aqui, deve ser também preocupação de Portugal, porque foi o nosso colono”, sublinhou a primeira dama guineense, frisando ser este o motivo pelo qual o país continuará a pedir e a esperar apoios dos portugueses.
“É por isso que contamos sempre com Portugal, que mandamos para lá as nossas crianças doentes, que mandamos para lá os nossos jovens estudarem”, considerou Mariama Sanhá.
A mulher do Presidente guineense frisou, no entanto, que a Guiné-Bissau também espera obter meios no sentido de começar a resolver os seus problemas internamente, sublinhando que neste momento o país até tem quadros, faltando-lhe os equipamentos.
Mariama Sanhá tem sido bastante interventiva, sobretudo na área social. No espaço de um ano de existência, a sua fundação ‘Ninho das Crianças’ participou ou apoiou diversas actividades de interesse para crianças, mulheres e pessoas carenciadas.
A mulher do chefe do Estado guineense, que falava numa cerimónia na fundação ‘Ninho das Crianças’, dirigida por si, afirmou: “Portugal é como o nosso pai. Não pode descurar os nossos problemas, tem que estar sempre presente, tem que nos ajudar, porque não temos outra saída”, afirmou Mariama Sanhá quando recebia de uma empresa de capitais portugueses apoios destinados à sua fundação.
“Se as coisas não correm bem aqui, deve ser também preocupação de Portugal, porque foi o nosso colono”, sublinhou a primeira dama guineense, frisando ser este o motivo pelo qual o país continuará a pedir e a esperar apoios dos portugueses.
“É por isso que contamos sempre com Portugal, que mandamos para lá as nossas crianças doentes, que mandamos para lá os nossos jovens estudarem”, considerou Mariama Sanhá.
A mulher do Presidente guineense frisou, no entanto, que a Guiné-Bissau também espera obter meios no sentido de começar a resolver os seus problemas internamente, sublinhando que neste momento o país até tem quadros, faltando-lhe os equipamentos.
Mariama Sanhá tem sido bastante interventiva, sobretudo na área social. No espaço de um ano de existência, a sua fundação ‘Ninho das Crianças’ participou ou apoiou diversas actividades de interesse para crianças, mulheres e pessoas carenciadas.
sábado, julho 17, 2010
Timor-Leste: País não está preparado para aderir à ASEAN em 2012 - PR Ramos-Horta
O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, disse hoje não acreditar que seja possível a adesão do país à ASEAN, devido ao atraso no processo de harmonização legislativa.
Ramos-Horta falava aos jornalistas no Aeroporto Nicolau Lobato, em Díli, à chegada de uma deslocação à República Popular da China, onde teve oportunidade de visitar a Expo Xangai e o pavilhão de Timor-Leste.
"Embora politicamente, da parte da ASEAN, haja boa vontade de acolher Timor-Leste como 11.º membro, no plano interno de preparação legislativa, de harmonização com a legislação da ASEAN respeitante a matérias como a imigração e questões aduaneiras, semelhante à adesão à UE e por isso um processo muito complexo, Timor-Leste está muito atrasado e não acredito que em dois anos seja possível fazer o que não fizemos em três anos", disse.
Ramos-Horta falava aos jornalistas no Aeroporto Nicolau Lobato, em Díli, à chegada de uma deslocação à República Popular da China, onde teve oportunidade de visitar a Expo Xangai e o pavilhão de Timor-Leste.
"Embora politicamente, da parte da ASEAN, haja boa vontade de acolher Timor-Leste como 11.º membro, no plano interno de preparação legislativa, de harmonização com a legislação da ASEAN respeitante a matérias como a imigração e questões aduaneiras, semelhante à adesão à UE e por isso um processo muito complexo, Timor-Leste está muito atrasado e não acredito que em dois anos seja possível fazer o que não fizemos em três anos", disse.
quinta-feira, julho 15, 2010
Sonae detém 27% da maior corretora independente do mundo
A Sonae, através da MDS, assumiu posição de destaque na maior corretora independente do mundo depois da fusão entre a europeia Cooper Gay e a norte-americana Swett & Crawford, noticia o Jornal de Negócios esta quinta-feira.
A MDS, o braço segurador do grupo Sonae, passa a deter 27% do maior corretor independente do mundo, após a fusão da sua participada europeia Cooper Gay, onde tinha uma participação de 32,12%, com a norte-americana Swett & Crawford.
"Tal como acontecia na Cooper Gay, mantemos a nossa posição de accionista principal da nova Cooper Gay Swett & Crawford Ltd", adiantou José Manuel Dias da Fonseca, presidente executivo da MDS.
"A conclusão deste negócio cria o maior corretor grossista e de resseguros do mundo, um corretor verdadeiramente global e independente", enfatizou.
A MDS, o braço segurador do grupo Sonae, passa a deter 27% do maior corretor independente do mundo, após a fusão da sua participada europeia Cooper Gay, onde tinha uma participação de 32,12%, com a norte-americana Swett & Crawford.
"Tal como acontecia na Cooper Gay, mantemos a nossa posição de accionista principal da nova Cooper Gay Swett & Crawford Ltd", adiantou José Manuel Dias da Fonseca, presidente executivo da MDS.
"A conclusão deste negócio cria o maior corretor grossista e de resseguros do mundo, um corretor verdadeiramente global e independente", enfatizou.
Diplomacia: Luís Amado visita Azerbaijão e Cazaquistão
Portugal e o Azerbaijão vão assinar hoje um memorando de consultas políticas recíprocas durante a deslocação oficial de Luís Amado a Baku, referiu à Lusa o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
O documento dá início a uma nova fase da cooperação bilateral e vai ser firmado entre o chefe da diplomacia portuguesa e o seu homólogo azeri, Elmar Mammadyarov.
Após as conversações e a assinatura do memorando, os dois ministros promovem uma conferência de imprensa conjunta, que conclui a primeira visita oficial de Luís Amado ao país do Cáucaso do sul.
Na sexta feira, Luís Amado desloca-se a Almaty, a principal cidade do Cazaquistão (sudeste), para participar na reunião informal dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que decorre entre 16 e 17 de julho.
Durante o conclave dos MNE da OSCE, o chefe da diplomacia portuguesa deverá manter entre sexta feira e sábado conversações privadas com os seus homólogos da Bielorrússia, Serguei Martinov, e da Arménia, Edward Nalbandian, para além de um encontro com o Presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbaiev.
[E que tal uma aliança estratégica entre Portugal e Cazaquistão? O país asiático, rico em petróleo e gás, é um dos actuais países emergentes e a entrada do Samruk-Kazyna (fundo soberano cazaque com activos mais de 80 mil milhões de dólares) numa das principais companhias portuguesas - PT e/ou Galp - dar-lhes-ia fôlego financeiro e de tesouraria, além de outras implicações positivas que daí adviriam. Esqueçam as belelas da "questão do regime" daquele país. Temos que ser pragmáticos em tempo de crise!]
O documento dá início a uma nova fase da cooperação bilateral e vai ser firmado entre o chefe da diplomacia portuguesa e o seu homólogo azeri, Elmar Mammadyarov.
Após as conversações e a assinatura do memorando, os dois ministros promovem uma conferência de imprensa conjunta, que conclui a primeira visita oficial de Luís Amado ao país do Cáucaso do sul.
Na sexta feira, Luís Amado desloca-se a Almaty, a principal cidade do Cazaquistão (sudeste), para participar na reunião informal dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que decorre entre 16 e 17 de julho.
Durante o conclave dos MNE da OSCE, o chefe da diplomacia portuguesa deverá manter entre sexta feira e sábado conversações privadas com os seus homólogos da Bielorrússia, Serguei Martinov, e da Arménia, Edward Nalbandian, para além de um encontro com o Presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbaiev.
[E que tal uma aliança estratégica entre Portugal e Cazaquistão? O país asiático, rico em petróleo e gás, é um dos actuais países emergentes e a entrada do Samruk-Kazyna (fundo soberano cazaque com activos mais de 80 mil milhões de dólares) numa das principais companhias portuguesas - PT e/ou Galp - dar-lhes-ia fôlego financeiro e de tesouraria, além de outras implicações positivas que daí adviriam. Esqueçam as belelas da "questão do regime" daquele país. Temos que ser pragmáticos em tempo de crise!]
Barroso lamenta relações com EUA "aquém do esperado"
As relações com a administração do presidente norte-americano, Barack Obama, estão aquém do ambicionado, lamentou o presidente da Comissão Europeia (CE) numa entrevista publicada hoje pelo The Times.
“A relação transatlântica não está à altura do potencial. Penso que devíamos fazer mais juntos. Temos condições como nunca tivemos e seria uma pena se perdêssemos a oportunidade”, comentou José Manuel Durão Barroso.
Uma fonte não identificada da administração norte-americana negou que a União Europeia esteja a ser ignorada e avançou uma explicação ao jornal.
“As expetativas eram tão altas que elas nunca poderiam ser concretizadas tendo em conta a resposta europeia às eleições”, justificou.
Questionado sobre como tenciona persuadir Obama, Durão Barroso defendeu que depende da atitude de Washington.
“Claro que é também uma questão de como os norte-americanos nos vão persuadir porque a relação deve ser mútua”, vincou o presidente da CE.
“A relação transatlântica não está à altura do potencial. Penso que devíamos fazer mais juntos. Temos condições como nunca tivemos e seria uma pena se perdêssemos a oportunidade”, comentou José Manuel Durão Barroso.
Uma fonte não identificada da administração norte-americana negou que a União Europeia esteja a ser ignorada e avançou uma explicação ao jornal.
“As expetativas eram tão altas que elas nunca poderiam ser concretizadas tendo em conta a resposta europeia às eleições”, justificou.
Questionado sobre como tenciona persuadir Obama, Durão Barroso defendeu que depende da atitude de Washington.
“Claro que é também uma questão de como os norte-americanos nos vão persuadir porque a relação deve ser mútua”, vincou o presidente da CE.
Movimento de contentores em Sines aumenta 71% no 1.º semestre
O movimento de contentores no Porto de Sines (PdS) aumentou 71% nos primeiros seis meses do ano face a igual período de 2009.
O PdS avança em comunicado que registou um total de 164.992 TEU (medida que equivale a um contentor de 20 pés - 6 metros) movimentados no Terminal XXI nos primeiros seis meses do ano, contra os 96.636 TEU movimentados em igual período de 2009.
"Este crescimento nos contentores foi sustentado por uma evolução muito positiva dos tráfegos de transbordo e de importação/exportação com origem e destino no mercado Ibérico", refere o PdS, salientando que este tráfego registou um crescimento de 46%.
Em termos globais registou um crescimento de 9% na movimentação de mercadorias, um aumento "puxado fortemente pela carga geral e pelos granéis líquidos".
"O aumento da carga movimentada foi acompanhado também por um incremento no número de navios operados no porto, tendo nos primeiros seis meses deste ano decorrido mais 19% de operações comerciais face a igual período do ano transacto", refere o comunicado.
O PdS avança em comunicado que registou um total de 164.992 TEU (medida que equivale a um contentor de 20 pés - 6 metros) movimentados no Terminal XXI nos primeiros seis meses do ano, contra os 96.636 TEU movimentados em igual período de 2009.
"Este crescimento nos contentores foi sustentado por uma evolução muito positiva dos tráfegos de transbordo e de importação/exportação com origem e destino no mercado Ibérico", refere o PdS, salientando que este tráfego registou um crescimento de 46%.
Em termos globais registou um crescimento de 9% na movimentação de mercadorias, um aumento "puxado fortemente pela carga geral e pelos granéis líquidos".
"O aumento da carga movimentada foi acompanhado também por um incremento no número de navios operados no porto, tendo nos primeiros seis meses deste ano decorrido mais 19% de operações comerciais face a igual período do ano transacto", refere o comunicado.
quarta-feira, julho 14, 2010
As opções da PT nos próximos dias/meses
Tendo em conta a força da proposta da Telefonica, a PT tem poucas hipóteses de manter a dimensão importante no mercado de língua portuguesa (Brasil) que vai tendo:
Opção 1 - Começa a perspectivar com rapidez a consolidação com a Sonaecom, apontando vários analistas que é o "operador mais provável de ser envolvido" nesse movimento, porque "é apenas uma questão de tempo". Crescia internamente. Mas para quê? Qual seria o aporte da Sonaecom?
Opção 2 - Tem alguma carta angolana na mão, que lhe permita alargar ainda mais horizontes no mercado de Angola e países limítrofes. Não compensa a perda do Brasil.
Opção 3 - Torna-se accionista de referência da Telefonica, perdendo a Vivo mas mantendo a face... Mantém acesso a dividendos e preserva uma certa relevância europeia e presença nalguns mercados mundiais, mas já longe do lugar onde começara.
Opção 4 - Tenta entrar numa empresa brasileira. A Oi surgia como a mais provável aliada pela sua dimensão. Contudo, depois das medidas proteccionistas do governo brasileiro, a possibilidade de entrar, ter a maioria do capital e controlar os destinos comerciais da empresa (e é essa a vocação da PT) tornou-se impossível.
Assim, o que fica?
Opção 1 - Começa a perspectivar com rapidez a consolidação com a Sonaecom, apontando vários analistas que é o "operador mais provável de ser envolvido" nesse movimento, porque "é apenas uma questão de tempo". Crescia internamente. Mas para quê? Qual seria o aporte da Sonaecom?
Opção 2 - Tem alguma carta angolana na mão, que lhe permita alargar ainda mais horizontes no mercado de Angola e países limítrofes. Não compensa a perda do Brasil.
Opção 3 - Torna-se accionista de referência da Telefonica, perdendo a Vivo mas mantendo a face... Mantém acesso a dividendos e preserva uma certa relevância europeia e presença nalguns mercados mundiais, mas já longe do lugar onde começara.
Opção 4 - Tenta entrar numa empresa brasileira. A Oi surgia como a mais provável aliada pela sua dimensão. Contudo, depois das medidas proteccionistas do governo brasileiro, a possibilidade de entrar, ter a maioria do capital e controlar os destinos comerciais da empresa (e é essa a vocação da PT) tornou-se impossível.
Assim, o que fica?
Turquia apoia candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança
A Turquia apoia a candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas, afirmou hoje em Lisboa o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Ahmet Davutoglu.“Tenho o prazer de declarar aqui que a Turquia vai apoiar a candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. Vamos apoiar Portugal com todos os instrumentos”, disse o ministro turco numa conferência de imprensa conjunta com o homólogo português, Luís Amado.
Portugal é candidato a um lugar não-permanente no CS no biénio 2011-2012. Portugal é candidato a duas vagas do grupo Europa Ocidental e Outros, às quais concorrem também a Alemanha e o Canadá.
Para a eleição são necessários dois terços (128) dos votos dos 192 países membros da ONU.
terça-feira, julho 13, 2010
Augusto Mateus defende demolição de estádios do Euro 2004
O antigo ministro da Economia afirma que os estádios construídos para o Euro 2004 em Portugal que não dão lucros devem ser demolidos.
O ex-ministro deixa ao Brasil, encarregue da organização do Mundial de Futebol em 2014, o conselho de reformar os estádios já existentes antes de construir novos. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Mateus defende que Portugal ainda está a pagar a factura dos estádios construídos ou renovados para a realização do Euro 2004.
No total, Portugal gastou cerca de 1,1 mil milhões de euros na reforma de estádios já existentes e na construção dos novos estádios, como o de Leiria, Aveiro, Faro, Coimbra, Braga e Guimarães. Apenas quatro dos dez estádios utilizados para o evento escaparam ao investimento público por pertencerem a clubes (Benfica, Sporting, Porto e Boavista).
E como aponta Augusto Mateus, “a lotação dos estádios aproxima-se bastante da população dessas cidades, o que é manifestamente insuficiente”, sendo a raiz dos problemas. “As cidades que acolheram estádios sem terem suficiente população e sem clubes organizados e representativos têm hoje problemas financeiros enormes”. Deste modo, Mateus encara a demolição destes estádios como uma possível forma de desinvestimento.
E o cenário parece ser o mesmo para a maioria destes estádios. O estádio de Coimbra custou 60 milhões de euros e recebeu apenas dois jogos do Euro 2004. O de Braga e o de Faro acumulam prejuízos a cada dia que passa, enquanto se procura um comprador para o de Leiria. Resta-lhes a possibilidade de serem considerados na candidatura conjunta de Portugal e Espanha para a organização do Mundial de Futebol de 2018, mas mesmo assim teriam de sofrer alterações para preencherem os requisitos da FIFA.
Perspectivando o futuro encargo do Brasil na organização do evento, Augusto Mateus deixa o conselho de que o “Brasil não se deixe entusiasmar pela festa do futebol”. O país deve retirar da experiência de Portugal um exemplo a evitar, pois “o principal problema dessas operações é que quando lançadas, parecem ter uma forte adesão dos cidadãos e dos responsáveis políticos (...) mas no ‘day-after’, ficam encargos financeiros e custos de manutenção elevados”, afirmou à Folha.
O ex-ministro deixa ao Brasil, encarregue da organização do Mundial de Futebol em 2014, o conselho de reformar os estádios já existentes antes de construir novos. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Mateus defende que Portugal ainda está a pagar a factura dos estádios construídos ou renovados para a realização do Euro 2004.
No total, Portugal gastou cerca de 1,1 mil milhões de euros na reforma de estádios já existentes e na construção dos novos estádios, como o de Leiria, Aveiro, Faro, Coimbra, Braga e Guimarães. Apenas quatro dos dez estádios utilizados para o evento escaparam ao investimento público por pertencerem a clubes (Benfica, Sporting, Porto e Boavista).
E como aponta Augusto Mateus, “a lotação dos estádios aproxima-se bastante da população dessas cidades, o que é manifestamente insuficiente”, sendo a raiz dos problemas. “As cidades que acolheram estádios sem terem suficiente população e sem clubes organizados e representativos têm hoje problemas financeiros enormes”. Deste modo, Mateus encara a demolição destes estádios como uma possível forma de desinvestimento.
E o cenário parece ser o mesmo para a maioria destes estádios. O estádio de Coimbra custou 60 milhões de euros e recebeu apenas dois jogos do Euro 2004. O de Braga e o de Faro acumulam prejuízos a cada dia que passa, enquanto se procura um comprador para o de Leiria. Resta-lhes a possibilidade de serem considerados na candidatura conjunta de Portugal e Espanha para a organização do Mundial de Futebol de 2018, mas mesmo assim teriam de sofrer alterações para preencherem os requisitos da FIFA.
Perspectivando o futuro encargo do Brasil na organização do evento, Augusto Mateus deixa o conselho de que o “Brasil não se deixe entusiasmar pela festa do futebol”. O país deve retirar da experiência de Portugal um exemplo a evitar, pois “o principal problema dessas operações é que quando lançadas, parecem ter uma forte adesão dos cidadãos e dos responsáveis políticos (...) mas no ‘day-after’, ficam encargos financeiros e custos de manutenção elevados”, afirmou à Folha.
segunda-feira, julho 12, 2010
Sevens: Portugal sagra-se campeão europeu em Moscovo
A Selecção Nacional de râguebi sagrou-se pela sétima vez campeã da Europa de “sevens”, ao derrotar a França por 12-5, na final da competição disputada em Moscovo.
A equipa das quinas, orientada por Pedro Neto, impôs-se com ensaios de Vasco Uva e António Aguilar e uma transformação de Pedro Leal. A formação gaulesa não foi além de um ensaio.
Para chegar à final, o seleccionado luso havia vencido a Espanha nas meias-finais, por 17-12.
Portugal sucede à Rússia como novo campeão europeu.
A equipa das quinas, orientada por Pedro Neto, impôs-se com ensaios de Vasco Uva e António Aguilar e uma transformação de Pedro Leal. A formação gaulesa não foi além de um ensaio.
Para chegar à final, o seleccionado luso havia vencido a Espanha nas meias-finais, por 17-12.
Portugal sucede à Rússia como novo campeão europeu.
Agência de “rating” chinesa classifica EUA abaixo da China e Portugal com A-
Uma agência de “rating” chinesa alertou hoje para os “graves problemas” que enfrentam os países desenvolvidos, atribuindo uma classificação AA aos EUA, abaixo da China (AA+), enquanto Portugal recebeu um A-, tal como Espanha e Itália.
O relatório sobre risco da dívida soberana da Dagong Global Credit Rating, que abrange 50 países, é o primeiro realizado por uma agência de rating não ocidental e alerta para os problemas dos países densenvolvidos, devido ao facto do crescimento da dívida estar acima das receitas.
Pequim já tinha manifestado o interesse por uma alternativa às agências ocidentais, consideradas responsáveis por terem subestimado os riscos de crédito que conduziram a uma crise financeira global em 2008.
Os EUA (AA) e outros 17 países entre os quais o Canadá (AA+), Grã Bretanha (AA-)e França (AA-) receberam classificações mais baixas da Dagong do que das três agências norte-americanas de referência, Moody’s Fitch e Standard & Poor's.
Nove países em desenvolvimento, incluindo a China (AA+), Rússia (A-)e Brasil (A-) tiveram classificações mais altas do que as atribuídas pelas agências de notação norte-americanas.
Portugal, Espanha, Itália, Bélgica, Chile, África do Sul, Malásia, Estónia, Polónia e Israel foram classificados com A-.
A Noruega, Austrália, Dinamarca, Luxemburgo, Suíça, Singapura e Nova Zelândia tiveram AAA.
O relatório sobre risco da dívida soberana da Dagong Global Credit Rating, que abrange 50 países, é o primeiro realizado por uma agência de rating não ocidental e alerta para os problemas dos países densenvolvidos, devido ao facto do crescimento da dívida estar acima das receitas.
Pequim já tinha manifestado o interesse por uma alternativa às agências ocidentais, consideradas responsáveis por terem subestimado os riscos de crédito que conduziram a uma crise financeira global em 2008.
Os EUA (AA) e outros 17 países entre os quais o Canadá (AA+), Grã Bretanha (AA-)e França (AA-) receberam classificações mais baixas da Dagong do que das três agências norte-americanas de referência, Moody’s Fitch e Standard & Poor's.
Nove países em desenvolvimento, incluindo a China (AA+), Rússia (A-)e Brasil (A-) tiveram classificações mais altas do que as atribuídas pelas agências de notação norte-americanas.
Portugal, Espanha, Itália, Bélgica, Chile, África do Sul, Malásia, Estónia, Polónia e Israel foram classificados com A-.
A Noruega, Austrália, Dinamarca, Luxemburgo, Suíça, Singapura e Nova Zelândia tiveram AAA.
quinta-feira, julho 08, 2010
Brasil apoia a Guiné-Equatorial como membro de pleno direito da CPLP
in Notícias Lusófonas
O Brasil apoia o interesse da Guiné-Equatorial em tornar-se membro pleno da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), afirmou hoje o porta-voz da Presidência.
Marcelo Baumbach falava aos jornalistas a respeito do périplo que o presidente Lula da Silva fará a partir de sexta-feira por seis países africanos - Cabo Verde, Guiné-Equatorial, Quénia, Tanzânia, Zâmbia e África do Sul.
Questionado sobre as razões do apoio brasileiro a um país que não fala português e que é alvo de denúncias de violação de direitos humanos por parte de organismos internacionais, o porta-voz presidencial esquivou-se.
“Não me cabe discorrer sobre isso. O que eu posso dizer é que existe sim o apoio do Brasil e o interesse da Guiné-Equatorial”, afirmou Baumbach, acrescentando que não poderia prever se a entrada do país na CPLP como membro pleno será oficializada na Cimeira da Comunidade, em Luanda, a 23 de Julho.
De acordo com o porta-voz, o Brasil propõe que seja criado na Guiné-Equatorial um leitorado de língua portuguesa, “desde que exista uma universidade interessada em receber e em oferecer contrapartidas”.
“Uma vez instalado esse leitorado brasileiro, haveria até condições para a abertura de um centro cultural brasileiro no país”, acrescentou.
Lula da Silva chegará a Malabo na noite de domingo e, no dia seguinte, terá encontro com o presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo e participará num encontro empresarial dos dois países.
O porta-voz disse que o presidente brasileiro “deseja conferir importante impulso político ao processo de conhecimento e aproximação entre o Brasil e a Guiné-Equatorial”.
Este processo foi iniciado com a abertura de embaixadas residentes em 2005, em Brasília, e em 2006, em Malabo. Na avaliação do governo brasileiro, as maiores potencialidades do comércio com a Guiné Equatorial concentram-se nos sectores de gás e petróleo, infraestrutura, construção civil, máquinas e equipamentos agrícolas, material de defesa e aeronaves.
Durante a visita do presidente Lula a Malabo, deverão ser assinados acordos para a cooperação na área de defesa e para a criação de uma Comissão Mista Brasil-Guiné-Equatorial.
O Brasil apoia o interesse da Guiné-Equatorial em tornar-se membro pleno da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), afirmou hoje o porta-voz da Presidência.
Marcelo Baumbach falava aos jornalistas a respeito do périplo que o presidente Lula da Silva fará a partir de sexta-feira por seis países africanos - Cabo Verde, Guiné-Equatorial, Quénia, Tanzânia, Zâmbia e África do Sul.
Questionado sobre as razões do apoio brasileiro a um país que não fala português e que é alvo de denúncias de violação de direitos humanos por parte de organismos internacionais, o porta-voz presidencial esquivou-se.
“Não me cabe discorrer sobre isso. O que eu posso dizer é que existe sim o apoio do Brasil e o interesse da Guiné-Equatorial”, afirmou Baumbach, acrescentando que não poderia prever se a entrada do país na CPLP como membro pleno será oficializada na Cimeira da Comunidade, em Luanda, a 23 de Julho.
De acordo com o porta-voz, o Brasil propõe que seja criado na Guiné-Equatorial um leitorado de língua portuguesa, “desde que exista uma universidade interessada em receber e em oferecer contrapartidas”.
“Uma vez instalado esse leitorado brasileiro, haveria até condições para a abertura de um centro cultural brasileiro no país”, acrescentou.
Lula da Silva chegará a Malabo na noite de domingo e, no dia seguinte, terá encontro com o presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo e participará num encontro empresarial dos dois países.
O porta-voz disse que o presidente brasileiro “deseja conferir importante impulso político ao processo de conhecimento e aproximação entre o Brasil e a Guiné-Equatorial”.
Este processo foi iniciado com a abertura de embaixadas residentes em 2005, em Brasília, e em 2006, em Malabo. Na avaliação do governo brasileiro, as maiores potencialidades do comércio com a Guiné Equatorial concentram-se nos sectores de gás e petróleo, infraestrutura, construção civil, máquinas e equipamentos agrícolas, material de defesa e aeronaves.
Durante a visita do presidente Lula a Malabo, deverão ser assinados acordos para a cooperação na área de defesa e para a criação de uma Comissão Mista Brasil-Guiné-Equatorial.
Guiné: Liga Direitos Humanos diz militares obstáculos Estado Direito
A Liga Guineense dos Direitos Humanos considerou hoje que os militares são os principais obstáculos aos esforços da construção de um Estado de Direito e à consolidação da paz na Guiné-Bissau.
A Liga reagia desta forma aos incidentes ocorridos terça-feira em Bissau, quando um grupo de soldados espancou brutalmente cinco agentes da polícia de trânsito, quatro dos quais mulheres, em plena via pública.
Segundo um comunicado do Movimento da Sociedade Civil (plataforma que agrupa as organizações da sociedade civil), o incidente envolveu alegadamente a mulher e o motorista do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, António Indjai.
A Liga reagia desta forma aos incidentes ocorridos terça-feira em Bissau, quando um grupo de soldados espancou brutalmente cinco agentes da polícia de trânsito, quatro dos quais mulheres, em plena via pública.
Segundo um comunicado do Movimento da Sociedade Civil (plataforma que agrupa as organizações da sociedade civil), o incidente envolveu alegadamente a mulher e o motorista do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, António Indjai.
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