OLP reconhece Israel como Estado em troca fronteiras de 1967
A OLP (Organização para a Libertação da Palestina) reconhecerá Israel como Estado judeu se os norte-americanos apresentarem um mapa israelita baseado nas fronteiras de 1967, incluindo Jerusalém Oriental, declarou hoje Yasser Abed Rabbo, um dos principais dirigentes palestinianos.
"Queremos receber um mapa do Estado de Israel que eles querem que aceitemos", disse ao jornal israelita Haaretz Abed Rabbo, membro do Comité Executivo da OLP, membro da equipa de negociadores palestinianos e assessor do presidente Mahmoud Abbas.
"É importante saber onde estão as fronteiras de Israel e as da Palestina. Estaremos de acordo com qualquer fórmula que apresentem os americanos, inclusive se nos pedirem para chamar a Israel de 'Estado chinês', desde que possamos receber em troca as fronteiras de 1967", acrescentou Rabbo.
O dirigente da OLP lembrou que os palestinianos "reconheceram Israel no passado, mas Israel não reconheceu o Estado palestiniano".
As declarações de Abed Rabbo contradizem o que foi dito ontem pelo chefe dos negociadores palestinianos, Saeb Erekat, que afirmou que os palestinianos nunca reconhecerão Israel como Estado judeu.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, exige que os palestinianos reconheçam Israel como Estado judeu como condição para uma nova moratória à colonização no território ocupado da Cisjordânia, sem a qual os palestinianos se negam a retomar o diálogo directo de paz.
A OLP rejeita reconhecer Israel como Estado judeu ao considerar que já aceitou o país com o seu nome oficial há duas décadas, e que a nova legitimação representaria a adopção da narrativa sionista e a renúncia ao direito de retorno dos refugiados palestinianos.
A aceitação de Israel como Estado judeu não foi uma exigência em acordos anteriores, enquanto a paralisação da atividade colonizadora é um compromisso firmado por Israel ao aceitar o Roteiro para a Paz, o plano de paz apresentado em 2003 pelo Quarteto de Madrid (Estados Unidos, União Europeia, ONU e Rússia).
quarta-feira, outubro 13, 2010
Portugal: Uma má notícia!
Políticos acumulam duas pensões e recebem cerca de 5000€/ mês
Os políticos portugueses acumulam, segundo uma lei publicada em 1985, duas pensões: a pensão de reforma relativa à actividade profissional e a subvenção vitalícia atribuída pelo Estado. Uma despesa que custou ao Estado 6,2 milhões de euros até Agosto.
No entanto, é desconhecido o número de ex-detentores de cargos políticos que estão a receber cerca de cinco mil euros por mês, da Caixa Geral de Aposentações (CGA). Contudo, sabe-se que o número de beneficiários tem aumentado nos últimos anos.
Segundo a lei, "a subvenção mensal vitalícia prevista no artigo 24º é cumulável com a pensão de aposentação ou de reforma a que o titular tenha igualmente direito, com sujeição ao limite estabelecido para a remuneração-base do cargo de ministro".
Cavaco Silva, cuja subvenção está suspensa desde que assumiu o cargo de Presidente da República, e Manuel Alegre são dois dos beneficiários deste regime.
Contudo, o governo vai fazer algumas alterações a este regime, em caso de aprovação do Orçamento do Estado para 2011, sendo importante saber passarão a ser proibidas estas acumulações ou se vão ser aplicados cortes nos valores mais elevados.
Os políticos portugueses acumulam, segundo uma lei publicada em 1985, duas pensões: a pensão de reforma relativa à actividade profissional e a subvenção vitalícia atribuída pelo Estado. Uma despesa que custou ao Estado 6,2 milhões de euros até Agosto.
No entanto, é desconhecido o número de ex-detentores de cargos políticos que estão a receber cerca de cinco mil euros por mês, da Caixa Geral de Aposentações (CGA). Contudo, sabe-se que o número de beneficiários tem aumentado nos últimos anos.
Segundo a lei, "a subvenção mensal vitalícia prevista no artigo 24º é cumulável com a pensão de aposentação ou de reforma a que o titular tenha igualmente direito, com sujeição ao limite estabelecido para a remuneração-base do cargo de ministro".
Cavaco Silva, cuja subvenção está suspensa desde que assumiu o cargo de Presidente da República, e Manuel Alegre são dois dos beneficiários deste regime.
Contudo, o governo vai fazer algumas alterações a este regime, em caso de aprovação do Orçamento do Estado para 2011, sendo importante saber passarão a ser proibidas estas acumulações ou se vão ser aplicados cortes nos valores mais elevados.
Portugal: Uma boa notícia!
Oposição aprova diplomas do CDS para unidose e genéricos
A oposição aprovou hoje diplomas do CDS-PP para generalizar a prescrição de medicamentos genéricos e a dispensa de fármacos em unidose, com críticas unânimes à "inércia" do Governo nestas áreas.
O projeto de lei para generalizar a prescrição de medicamentos por princípio ativo (genéricos) foi aprovado com os votos favoráveis do CDS-PP, PSD, PCP, BE e PEV e contra do PS.
A oposição aprovou hoje diplomas do CDS-PP para generalizar a prescrição de medicamentos genéricos e a dispensa de fármacos em unidose, com críticas unânimes à "inércia" do Governo nestas áreas.
O projeto de lei para generalizar a prescrição de medicamentos por princípio ativo (genéricos) foi aprovado com os votos favoráveis do CDS-PP, PSD, PCP, BE e PEV e contra do PS.
Guiné: Contra-almirante Tchuto nega envolvimento tráfico droga
O novo chefe do Estado-Maior da Armada da Guiné-Bissau, contra-almirante Bubo Na Tchuto, reafirmou hoje que não há provas contra ele de envolvimento no tráfico de droga e que o que se diz não corresponde à verdade.
"Ninguém tem provas e não corresponde à verdade", afirmou Bubo Na Tchuto, no final da cerimónia de posse das novas chefias militares guineenses quando questionado pelos jornalistas sobre o que ia fazer para provar a sua inocência, como pediu hoje o Presidente da Republica.
"Penso que durante estes dias, depois da tua nomeação, tens estado a acompanhar o que se diz de ti. Aquilo que as pessoas falam, sobretudo a comunidade internacional (!)", disse o Presidente, na tomada de posse de Bubo Na Tchuto.
"Ninguém tem provas e não corresponde à verdade", afirmou Bubo Na Tchuto, no final da cerimónia de posse das novas chefias militares guineenses quando questionado pelos jornalistas sobre o que ia fazer para provar a sua inocência, como pediu hoje o Presidente da Republica.
"Penso que durante estes dias, depois da tua nomeação, tens estado a acompanhar o que se diz de ti. Aquilo que as pessoas falam, sobretudo a comunidade internacional (!)", disse o Presidente, na tomada de posse de Bubo Na Tchuto.
terça-feira, outubro 12, 2010
Portugal eleito para o Conselho de Segurança da ONU
Portugal foi eleito esta terça-feira como membro não-permanente do Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas para o biénio 2011-2012. Após ter ficado na segunda posição na primeira ronda de votações, atrás da Alemanha, que foi eleita de imediato, mas à frente do Canadá, Portugal, depois de uma segunda votação inconclusiva em que obteve 113 votos, a cinco dos dois terços exigidos, contra 78 do Canadá, foi eleito após a desistência do Canadá, que deu os parabéns à Alemanha e a Portugal.
Além de Alemanha e Portugal, foram eleitos para o CS a África do Sul, Colômbia e Índia. [Depois de aqui termos demonstrado o nosso pessimismo quanto a esta importante eleição, ficam os parabéns à diplomacia portuguesa que dignifica o país e revela, uma vez mais, a sua competência e excelência num trabalho que havia começado em 2000.
O Canadá não conseguiu ultrapassar a estratégia portuguesa que parece ter passado por admitir a possibilidade de a Alemanha ser eleita logo na primeira votação, apesar de ter apresentado a candidatura mais tardiamente que os outros dois países. Assim, importava eliminar o Canadá, tentando convencê-lo de que era nosso aliado contra a Alemanha e com isso obtendo mais votos. Portugal baralhou os dados e nas coisas da diplomacia só há ganhar ou perder. E Portugal ganhou mais uma vez.
Agora, importa fazer um mandato com dignidade, dando relevo à língua portuguesa (o Brasil também está no Conselho de Segurança até dezembro de 2011, numa excelente oportunidade para que o português se torne língua oficial da ONU), bem como apoiando os países da CPLP e da África que connosco mais têm afinidades.]
segunda-feira, outubro 11, 2010
João Gomes Cravinho a fazer-se de parvo?
ONU: Nervosismo político em Otava devido a eleição do CS
O governo canadiano e, em particular, o seu Ministério dos Negócios Estrangeiros, está a mostrar sinais de nervosismo político na véspera das eleições para o Conselho de Segurança (CS) nas Nações Unidas.
O Canadá é um dos três candidatos, a par da Alemanha e Portugal, a um dos dois lugares disponíveis para representar a área geográfica "Europa Ocidental e outros" naquele órgão decisório da ONU no biénio 2011-2012.
O apoio público dado por Portugal nos últimos dias à candidatura do Canadá não passou despercebido em alguns jornais canadianos, um gesto que foi considerado "extraordinário" por colunistas, dado ser do país apontado como "rival" na eleição e sobretudo por ir contra o candidato favorito, a Alemanha.
Veja-se a notícia:
Joao Gomes Cravinho, Portugal’s Secretary of State for Foreign Affairs, said he wants Germany to be left out in the cold because the German government was tardy about declaring its candidacy.
By seeking a seat on the 15-member council after Canada and Portugal had declared their candidacies, Germany prevented a “clean slate” from being presented for the two slots reserved for Western democracies for the 2011-12 two-year term.
“The emergence of Germany very late is something only Germany could explain,” Cravinho told the Portuguese news agency Lusa.
He said that when only Canada and Portugal were on the slate, the two countries made a commitment to mutually support one another, hence he was pledging his country’s continuing support for Canadian success alongside Portugal’s.
“We would like to see Canada (in addition to Portugal) elected to the Security Council, and I hope that is the end result on the 12th” of October, Cravinho added.
The Canadian campaign — which spurred Prime Minister Stephen Harper to address the UN annual debate last month — has not involved public comment on Canada’s rivals, except to say they are competitors.
“Both Germany and Portugal are close allies and good friends of Canada and we work closely with them at the UN and in different fora", Foreign Minister Lawrence Cannon said Friday in New York, where he has been shoring up support.
"This doesn’t detract from actively promoting Canada’s qualifications and strong track record.”
Germany — whose 2006 decision to run came five years after Canada’s, and six years after Portugal’s — signalled that the outcome of the competition is not in Cravinho’s hands.
“We think it is the free decision of the member states whom they elect to the Security Council”, said a spokesman with the German mission to the UN.
Though a latecomer, Germany is tipped as favourite to attract the required two-thirds support in the first ballot, while Canada and Portugal may have to tough it out through second or even more ballots.
Analysts suggest that Germany’s support is buttressed not least by the fact it is the third largest cash contributor to the UN — providing 8.5 per cent of the organization’s annual budget. Canada is the eighth largest contributor while Portugal, the smallest of the three competing countries, is farther down the list.
Germany was last on the Security Council throughout 2003-04, and it’s common UN practice not to announce a new candidacy while serving. But some observers also say that it’s clear that Germany, which saw the five biggest victors of the Second World War get the council’s five permanent seats, now seeks to return to the body’s horseshoe table as much as possible.
German officials say the goal is to aim for a council seat once every eight years, which compares to Canada’s record of serving once a decade.
Canada was last a Security Council member throughout 1999-2000, and Portugal throughout 1997-98.
O governo canadiano e, em particular, o seu Ministério dos Negócios Estrangeiros, está a mostrar sinais de nervosismo político na véspera das eleições para o Conselho de Segurança (CS) nas Nações Unidas.
O Canadá é um dos três candidatos, a par da Alemanha e Portugal, a um dos dois lugares disponíveis para representar a área geográfica "Europa Ocidental e outros" naquele órgão decisório da ONU no biénio 2011-2012.
O apoio público dado por Portugal nos últimos dias à candidatura do Canadá não passou despercebido em alguns jornais canadianos, um gesto que foi considerado "extraordinário" por colunistas, dado ser do país apontado como "rival" na eleição e sobretudo por ir contra o candidato favorito, a Alemanha.
Veja-se a notícia:
Joao Gomes Cravinho, Portugal’s Secretary of State for Foreign Affairs, said he wants Germany to be left out in the cold because the German government was tardy about declaring its candidacy.
By seeking a seat on the 15-member council after Canada and Portugal had declared their candidacies, Germany prevented a “clean slate” from being presented for the two slots reserved for Western democracies for the 2011-12 two-year term.
“The emergence of Germany very late is something only Germany could explain,” Cravinho told the Portuguese news agency Lusa.
He said that when only Canada and Portugal were on the slate, the two countries made a commitment to mutually support one another, hence he was pledging his country’s continuing support for Canadian success alongside Portugal’s.
“We would like to see Canada (in addition to Portugal) elected to the Security Council, and I hope that is the end result on the 12th” of October, Cravinho added.
The Canadian campaign — which spurred Prime Minister Stephen Harper to address the UN annual debate last month — has not involved public comment on Canada’s rivals, except to say they are competitors.
“Both Germany and Portugal are close allies and good friends of Canada and we work closely with them at the UN and in different fora", Foreign Minister Lawrence Cannon said Friday in New York, where he has been shoring up support.
"This doesn’t detract from actively promoting Canada’s qualifications and strong track record.”
Germany — whose 2006 decision to run came five years after Canada’s, and six years after Portugal’s — signalled that the outcome of the competition is not in Cravinho’s hands.
“We think it is the free decision of the member states whom they elect to the Security Council”, said a spokesman with the German mission to the UN.
Though a latecomer, Germany is tipped as favourite to attract the required two-thirds support in the first ballot, while Canada and Portugal may have to tough it out through second or even more ballots.
Analysts suggest that Germany’s support is buttressed not least by the fact it is the third largest cash contributor to the UN — providing 8.5 per cent of the organization’s annual budget. Canada is the eighth largest contributor while Portugal, the smallest of the three competing countries, is farther down the list.
Germany was last on the Security Council throughout 2003-04, and it’s common UN practice not to announce a new candidacy while serving. But some observers also say that it’s clear that Germany, which saw the five biggest victors of the Second World War get the council’s five permanent seats, now seeks to return to the body’s horseshoe table as much as possible.
German officials say the goal is to aim for a council seat once every eight years, which compares to Canada’s record of serving once a decade.
Canada was last a Security Council member throughout 1999-2000, and Portugal throughout 1997-98.
Autoeuropa garante novo modelo do VW Eos
Passado pouco mais de quatro anos depois do início da produção, o Volkswagen Eos vai ser reformulado e, segundo o Diário Económico, a fábrica de Palmela já está a produzir pré-séries do novo modelo VW.
A produção da primeira geração do modelo descapotável tem estado parada na fábrica da Autoeuropa, em Palmela, há quase dois meses para se preparar para renovação deste modelo.
"A primeira geração do Volkswagen Eos já não está a ser produzida. De momento estamos a produzir as pré-séries do novo Eos", diz o jornal.
A produção do novo Eos está prevista arrancar em meados do próximo mês.
O novo Eos será apresentado pela marca alemã no próximo mês de Novembro no Salão de Los Angeles, nos Estados Unidos, o principal mercado de exportação deste modelo da VW.
A produção da primeira geração do modelo descapotável tem estado parada na fábrica da Autoeuropa, em Palmela, há quase dois meses para se preparar para renovação deste modelo.
"A primeira geração do Volkswagen Eos já não está a ser produzida. De momento estamos a produzir as pré-séries do novo Eos", diz o jornal.
A produção do novo Eos está prevista arrancar em meados do próximo mês.
O novo Eos será apresentado pela marca alemã no próximo mês de Novembro no Salão de Los Angeles, nos Estados Unidos, o principal mercado de exportação deste modelo da VW.
Académico do banco central chinês defende compra de dívida portuguesa
A China deve comprar dívida pública portuguesa, entre outras, para ajudar a Europa a sair da crise e para limitar a 3% a valorização da divisa chinesa, defendeu hoje Wang Yong, académico do banco central chinês.
Num artigo de opinião que o jornal Securities Times hoje publica, Wang defende que a China deve formar alianças com outros países – Portugal incluído – para evitar que os Estados Unidos consigam reunir uma coligação para obrigar Pequim a valorizar o yuan acima dos 3%.
Uma das formas de congregar este grupo de apoio é comprar dívida soberana de Portugal, Grécia, Irlanda e Itália, apoiando "activamente" a resolução da crise de dívida europeia, refere o académico, que ensina no centro de formação do Banco Popular da China (banco central).
Citando dados oficiais chineses, Wang refere que os sectores exportadores chineses só conseguirão enfrentar uma valorização entre os 3% e 5%.
"Por isso, deveríamos estabelecer um limite, [que] só permitisse uma subida de três por cento do yuan este ano, no máximo", sublinha Wang Yong.
"Na actualidade, o Japão, a União Europeia, a Austrália, a Coreia do Sul, o Brasil e alguns outros países já estão a intervir nos mercados de divisas, para lidar com a valorização das moedas locais", acrescenta.
Num artigo de opinião que o jornal Securities Times hoje publica, Wang defende que a China deve formar alianças com outros países – Portugal incluído – para evitar que os Estados Unidos consigam reunir uma coligação para obrigar Pequim a valorizar o yuan acima dos 3%.
Uma das formas de congregar este grupo de apoio é comprar dívida soberana de Portugal, Grécia, Irlanda e Itália, apoiando "activamente" a resolução da crise de dívida europeia, refere o académico, que ensina no centro de formação do Banco Popular da China (banco central).
Citando dados oficiais chineses, Wang refere que os sectores exportadores chineses só conseguirão enfrentar uma valorização entre os 3% e 5%.
"Por isso, deveríamos estabelecer um limite, [que] só permitisse uma subida de três por cento do yuan este ano, no máximo", sublinha Wang Yong.
"Na actualidade, o Japão, a União Europeia, a Austrália, a Coreia do Sul, o Brasil e alguns outros países já estão a intervir nos mercados de divisas, para lidar com a valorização das moedas locais", acrescenta.
Lisboa perde peso como centro de decisão das multinacionais
Grupos estrangeiros com actividade na Península Ibérica escolhem Madrid e Barcelona.
A simplificação das estruturas das grandes empresas, em consequência da crise, está a fazer aumentar o peso das principais cidades espanholas como centros de decisão de mais de 100 grandes multinacionais estrangeiras na Península Ibérica, revela uma análise do jornal Expansion.
De acordo com a publicação espanhola, a proximidade geográfica e interligação entre os dois países ibéricos estão a favorecer cada vez mais a unificação das equipas e a sua centralização em Espanha, dirigindo a partir daí a sua actividade em Portugal.
Este é o caso da multinacional de bens de consumo Procter & Gamble, que tem sua direcção unificada para a Península Ibérica a partir de Espanha.
Se no caso da Henkel Ibérica e da farmacêutica Bayer, a cidade escolhida para dirigir a sua actividade nos dois países do Sul da Europa é Barcelona, a tabaqueira Imperial Tobacco lidera o seu negócio na Península Ibérica a partir da capital madrilena.
Já no sector aeronáutico e de defesa, o jornal refere que a fabricante Airbus dirige os negócios em Portugal a partir da sua sede em Toulouse, França.
No campo das telecomunicações, fabricantes de computadores como a Acer Computer Ibérica, IBM e Oki e de telemóveis NEC contam com uma direcção conjunta ibérica. A este grupo somam-se Google, Nokia, Motorola, Sony Ericsson, HTC e Hewlett-Packard.
Também consultoras como a AT Kearney, empresas de videojogos como a Nintendo, fabricantes de electrónica de consumo como a Samsung, companhias aéreas como a Air France-KLM e a Lufthansa, e fabricantes de automóveis como a Land Rover também concentram as suas actividades nos dois países sob a mesma direcção.
A simplificação das estruturas das grandes empresas, em consequência da crise, está a fazer aumentar o peso das principais cidades espanholas como centros de decisão de mais de 100 grandes multinacionais estrangeiras na Península Ibérica, revela uma análise do jornal Expansion.
De acordo com a publicação espanhola, a proximidade geográfica e interligação entre os dois países ibéricos estão a favorecer cada vez mais a unificação das equipas e a sua centralização em Espanha, dirigindo a partir daí a sua actividade em Portugal.
Este é o caso da multinacional de bens de consumo Procter & Gamble, que tem sua direcção unificada para a Península Ibérica a partir de Espanha.
Se no caso da Henkel Ibérica e da farmacêutica Bayer, a cidade escolhida para dirigir a sua actividade nos dois países do Sul da Europa é Barcelona, a tabaqueira Imperial Tobacco lidera o seu negócio na Península Ibérica a partir da capital madrilena.
Já no sector aeronáutico e de defesa, o jornal refere que a fabricante Airbus dirige os negócios em Portugal a partir da sua sede em Toulouse, França.
No campo das telecomunicações, fabricantes de computadores como a Acer Computer Ibérica, IBM e Oki e de telemóveis NEC contam com uma direcção conjunta ibérica. A este grupo somam-se Google, Nokia, Motorola, Sony Ericsson, HTC e Hewlett-Packard.
Também consultoras como a AT Kearney, empresas de videojogos como a Nintendo, fabricantes de electrónica de consumo como a Samsung, companhias aéreas como a Air France-KLM e a Lufthansa, e fabricantes de automóveis como a Land Rover também concentram as suas actividades nos dois países sob a mesma direcção.
sábado, outubro 09, 2010
Chávez aceita convite de Sócrates e volta a Portugal
Visita "oficial" deverá acontecer ainda em Outubro.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, visitará Portugal nas próximas semanas para aprofundar as relações económicas bilaterais, em resposta a um convite feito na quinta-feira pelo primeiro-ministro José Sócrates.
"Falei com o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, convidou-me e vou passar por Portugal. É um dos nossos maiores amigos na Europa", disse.
O presidente da Venezuela falava no Forte de Tiuna, a principal base militar de Caracas, a propósito da distribuição de computadores Canaima (nome local dos portáteis Magalhães), durante a inauguração da escola primária Unidade Educativa Nacional Ecológica Bolivariana Simón Rodríguez, acto que foi transmitido em directo pelo canal estatal venezuelano de televisão.
"Ele ajudou-nos com esses computadores que foram feitos em Portugal", sublinhou o presidente da Venezuela, numa referência ao acordo assinado entre Lisboa e Caracas para a aquisição de um milhão de portáteis para equipar as escolas primárias públicas do país.
Vincando que José Sócrates é um "dos melhores amigos" explicou que o primeiro-ministro português "não se deixa chantagear nem pressionar por ninguém, nem faz caso a essa guerra que na Europa nos montaram a direita e a imprensa" que o acusam de ser "terrorista".
Sem precisar a data e nem a duração da visita a Lisboa, Hugo Chávez anunciou que iniciará terça-feira um périplo por vários países, entre eles a Rússia, Bielorrússia e o Irão.
Fontes próximas do Partido Socialista Unido da Venezuela, de Hugo Chávez, avançaram que a visita a Portugal deverá ocorrer ainda este mês.
[E acabará a crise que o país atravessa...]
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, visitará Portugal nas próximas semanas para aprofundar as relações económicas bilaterais, em resposta a um convite feito na quinta-feira pelo primeiro-ministro José Sócrates.
"Falei com o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, convidou-me e vou passar por Portugal. É um dos nossos maiores amigos na Europa", disse.
O presidente da Venezuela falava no Forte de Tiuna, a principal base militar de Caracas, a propósito da distribuição de computadores Canaima (nome local dos portáteis Magalhães), durante a inauguração da escola primária Unidade Educativa Nacional Ecológica Bolivariana Simón Rodríguez, acto que foi transmitido em directo pelo canal estatal venezuelano de televisão.
"Ele ajudou-nos com esses computadores que foram feitos em Portugal", sublinhou o presidente da Venezuela, numa referência ao acordo assinado entre Lisboa e Caracas para a aquisição de um milhão de portáteis para equipar as escolas primárias públicas do país.
Vincando que José Sócrates é um "dos melhores amigos" explicou que o primeiro-ministro português "não se deixa chantagear nem pressionar por ninguém, nem faz caso a essa guerra que na Europa nos montaram a direita e a imprensa" que o acusam de ser "terrorista".
Sem precisar a data e nem a duração da visita a Lisboa, Hugo Chávez anunciou que iniciará terça-feira um périplo por vários países, entre eles a Rússia, Bielorrússia e o Irão.
Fontes próximas do Partido Socialista Unido da Venezuela, de Hugo Chávez, avançaram que a visita a Portugal deverá ocorrer ainda este mês.
[E acabará a crise que o país atravessa...]
sexta-feira, outubro 08, 2010
Xangai: Pavilhão de Portugal visitado por quatro milhões
O número de visitantes do pavilhão de Portugal na Expo2010, em Xangai, deverá atingir os quatro milhões no fim-de-semana, um recorde na história da participação portuguesa em exposições universais. O Pavilhão de Portugal está prestes a bater um recorde de afluência.
"Só faltarão cerca de 50 mil para chegar aos quatro milhões. Nunca um pavilhão de Portugal [em exposições universais] teve tantos visitantes", disse esta sexta-feira um responsável do pavilhão português.
Desde há um mês, uma média de 30 mil pessoas visita diariamente o pavilhão português, um edifício de 2000 metros quadrados, revestido de cortiça, cujo conteúdo evoca os 500 anos de contactos Portugal-China e a actual aposta portuguesa nas energias renováveis. No início da Expo2010, a 1 de Maio, os responsáveis portugueses previam três milhões de visitantes durante os seis meses do certame, mas esse número foi atingindo a 6 de Setembro.
"Só faltarão cerca de 50 mil para chegar aos quatro milhões. Nunca um pavilhão de Portugal [em exposições universais] teve tantos visitantes", disse esta sexta-feira um responsável do pavilhão português.
Desde há um mês, uma média de 30 mil pessoas visita diariamente o pavilhão português, um edifício de 2000 metros quadrados, revestido de cortiça, cujo conteúdo evoca os 500 anos de contactos Portugal-China e a actual aposta portuguesa nas energias renováveis. No início da Expo2010, a 1 de Maio, os responsáveis portugueses previam três milhões de visitantes durante os seis meses do certame, mas esse número foi atingindo a 6 de Setembro.
Guiné-Bissau: Libertação de almirante Zamora Induta iminente
Os advogados do antigo chefe das Forças Armadas da Guiné-Bissau Zamora Induta disseram hoje que a libertação do almirante pode ocorrer a "qualquer momento".
"O Tribunal Militar Superior da Guiné-Bissau, por despacho de 4 de outubro 2010, do qual fomos notificados a 6 do mesmo mês, considerou não haver razões para se manter a medida de coação aplicada ao almirante Zamora Induta, que era prisão preventiva", afirmou o advogado Floriberto Carvalho.
"Assim sendo, decidiu substituir esta medida por uma outra menos gravosa que é a de obrigação de permanência no país", acrescentou.
O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), Luís Vaz Martins, considerou hoje que a eventual libertação do almirante Zamora Induta, antigo chefe das Forças Armadas da Guiné-Bissau, não é "nenhum favor" e já devia ter acontecido.
"Achamos que não se está a fazer nenhum favor. Na realidade nenhum dos requisitos que justificam a sua detenção foram verificados", afirmou Vaz Martins.
Segundo o presidente da LGDH, na "realidade apenas se vai cumprir o que já se devia ter feito há muito tempo".
"O Tribunal Militar Superior da Guiné-Bissau, por despacho de 4 de outubro 2010, do qual fomos notificados a 6 do mesmo mês, considerou não haver razões para se manter a medida de coação aplicada ao almirante Zamora Induta, que era prisão preventiva", afirmou o advogado Floriberto Carvalho.
"Assim sendo, decidiu substituir esta medida por uma outra menos gravosa que é a de obrigação de permanência no país", acrescentou.
O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), Luís Vaz Martins, considerou hoje que a eventual libertação do almirante Zamora Induta, antigo chefe das Forças Armadas da Guiné-Bissau, não é "nenhum favor" e já devia ter acontecido.
"Achamos que não se está a fazer nenhum favor. Na realidade nenhum dos requisitos que justificam a sua detenção foram verificados", afirmou Vaz Martins.
Segundo o presidente da LGDH, na "realidade apenas se vai cumprir o que já se devia ter feito há muito tempo".
Guiné-Bissau: nomeação de Bubo Na Tchuto deve-se a necessidade de estabilidade interna
Na Guiné o povo está farto dos militares.
O Presidente da República guineense, Malam Bacai Sanhá, explicou hoje que a nomeação do contra-almirante Bubo Na Tchuto para a chefia do Estado-Maior da Armada tem como objetivo criar um clima de paz e estabilidade interna.
"Esse decreto explica isso, é uma tentativa do poder legítimo da Guiné-Bissau, do Governo e da Presidência da República, de criar um clima de estabilidade, um clima propício para a implementação da reforma do setor de defesa e segurança", afirmou Bacai Sanhá aos jornalistas, antes de partir para a Líbia para participar na cimeira afro-árabe.
Questionado sobre um eventual recuo da comunidade internacional em relação ao apoio à Guiné-Bissau na sequência desta nomeação, Malam Bacai Sanhá disse pensar que isso não irá acontecer.
O Presidente da República guineense, Malam Bacai Sanhá, explicou hoje que a nomeação do contra-almirante Bubo Na Tchuto para a chefia do Estado-Maior da Armada tem como objetivo criar um clima de paz e estabilidade interna.
"Esse decreto explica isso, é uma tentativa do poder legítimo da Guiné-Bissau, do Governo e da Presidência da República, de criar um clima de estabilidade, um clima propício para a implementação da reforma do setor de defesa e segurança", afirmou Bacai Sanhá aos jornalistas, antes de partir para a Líbia para participar na cimeira afro-árabe.
Questionado sobre um eventual recuo da comunidade internacional em relação ao apoio à Guiné-Bissau na sequência desta nomeação, Malam Bacai Sanhá disse pensar que isso não irá acontecer.
quinta-feira, outubro 07, 2010
Estela Barbot integra European Advisory Board do FMI
A economista Estela Barbot passou a integrar o grupo de conselheiros do Fundo Monetário Internacional (FMI), sendo a única representante portuguesa na reunião de domingo, tendo em vista a próxima reunião do FMI e do Banco Mundial.
A ex-vice-presidente da Associação Empresarial Portuguesa explicou à agência Lusa que o convite chegou em Maio, através do ex-primeiro-ministro da Polónia Marek Belka, actual governador do Banco Central da Polónia e que entrou na European Advisory Board do FMI em Julho.
Estela Barbot viaja hoje para Washington, onde irá estar presente na primeira reunião dos cinco grupos de conselheiros (um por continente) do FMI, que se reunirão no domingo, e mais tarde com o director geral do fundo, Dominique Strauss-Kahn, tendo em vista a reunião deste mês do FMI e do Banco Mundial, que também decorrerá em Washington.
A economista explicou que os conselhos consultivos serão chamados a dar a sua opinião consoante a evolução das questões económicas e também sobre os relatórios da organização, tais como o Global Financial Stability Report e o World Economic Outlook.
A ex-vice-presidente da Associação Empresarial Portuguesa explicou à agência Lusa que o convite chegou em Maio, através do ex-primeiro-ministro da Polónia Marek Belka, actual governador do Banco Central da Polónia e que entrou na European Advisory Board do FMI em Julho.
Estela Barbot viaja hoje para Washington, onde irá estar presente na primeira reunião dos cinco grupos de conselheiros (um por continente) do FMI, que se reunirão no domingo, e mais tarde com o director geral do fundo, Dominique Strauss-Kahn, tendo em vista a reunião deste mês do FMI e do Banco Mundial, que também decorrerá em Washington.
A economista explicou que os conselhos consultivos serão chamados a dar a sua opinião consoante a evolução das questões económicas e também sobre os relatórios da organização, tais como o Global Financial Stability Report e o World Economic Outlook.
sexta-feira, outubro 01, 2010
Pescas: Portugal aumenta quota de pesca de bacalhau no Canadá em 80%
Portugal vai poder pescar mais 875 toneladas de bacalhau em águas canadianas, em 2011, um aumento de mais de 80 por cento em relação à quota anteriormente estabelecida pela Organização de Pescas do Atlântico Noroeste (NAFO).
De acordo com o ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, a decisão foi tomada na última reunião da NAFO, que decorreu entre 20 e 24 de setembro, e foi possível graças "à excelente recuperação do ''stock''" desta espécie, que permitiu subir o TAC (total admissível de captura) de 1070 para 1945 toneladas.
A frota portuguesa de pesca do bacalhau voltou ao Canadá no ano passado, após uma moratória de onze anos.
De acordo com o ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, a decisão foi tomada na última reunião da NAFO, que decorreu entre 20 e 24 de setembro, e foi possível graças "à excelente recuperação do ''stock''" desta espécie, que permitiu subir o TAC (total admissível de captura) de 1070 para 1945 toneladas.
A frota portuguesa de pesca do bacalhau voltou ao Canadá no ano passado, após uma moratória de onze anos.
Portugal perde comando da NATO em Oeiras
Já está decido. Mas o anúncio só será feito dias depois de terminar a cimeira da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que se realiza em Lisboa, entre 19 e 21 de Novembro.
O comando da NATO em Oeiras vai ser encerrado. A reestruturação de comandos da organização está a ser equacionada numa lógica de racionalização de estruturas e redução de custos. O anúncio será feito dias depois da cimeira que reúne em Lisboa os chefes de Estado e de governo da Aliança atlântica.
As diligências portuguesas junto do secretário-geral da NATO, em Bruxelas, não chegaram para manter o comando militar. O ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, participou há duas semanas numa reunião informal de dois dias com os ministros da Defesa da União Europeia, mas acabou por se encontrar também com Anders Fogh Rasmussen. Na agenda estava a preparação da próxima cimeira da organização em Lisboa e a manutenção do comando de Oeiras foi abordada.
A possibilidade de encerramento do comando de Oeiras não foi, de resto, excluída pelo novo embaixador português na NATO. João Mira Gomes reiterou que "ainda é muito cedo para falar" no encerramento do comando de Oeiras, mas lembrou que todos os países com estruturas da organização no seu território estão a lutar para as manter. O embaixador acrescentou ainda que "o produto operacional que sai de Oeiras é muito bom": "É um quartel-general ao qual foram acometidas missões muito importantes para a NATO, que tem uma boa relação custo/eficácia, que beneficia de um bom apoio da nação hospedeira e que está numa região estratégica e importante para a NATO".
Esta argumentação não influenciou, por exemplo, o relatório de 46 páginas entregue a 17 de Maio por um grupo de 12 peritos presidido pela antiga secretária de Estado norte-americana, Madeleine Albright, em que são formuladas sugestões para o novo conceito estratégico da Aliança. Santos Silva chegou a afirmar que o relatório, apesar de "muito bem elaborado", não prestava a atenção devida ao Atlântico Sul. "Na nossa opinião, não presta tanto atenção ao Sul quanto a NATO deveria", disse o ministro da Defesa.
Uma primeira versão do texto já foi entregue aos embaixadores dos Estados-membros. E, segundo fonte diplomática, está previsto um debate informal com Rasmussen sobre o tema já a partir desta terça-feira. O novo texto será sujeito a discussão pelos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa da Aliança numa reunião a 14 de Outubro, em Bruxelas. A versão final será depois submetida aos chefes de Estado e de Governo na cimeira de Lisboa de Novembro.
O objectivo passa por chegar a um acordo sobre o novo conceito estratégico que não é revisto desde 1999.
[A falta de categoria, a falta de peso político e a falta de capacidade negocial do actual ministro da Defesa mostrou-se essencial para este desfecho. Parabéns ao governo português por conseguir que Portugal seja reduzido quase à insignificância estratégica, no que à NATO se refere.]
O comando da NATO em Oeiras vai ser encerrado. A reestruturação de comandos da organização está a ser equacionada numa lógica de racionalização de estruturas e redução de custos. O anúncio será feito dias depois da cimeira que reúne em Lisboa os chefes de Estado e de governo da Aliança atlântica.
As diligências portuguesas junto do secretário-geral da NATO, em Bruxelas, não chegaram para manter o comando militar. O ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, participou há duas semanas numa reunião informal de dois dias com os ministros da Defesa da União Europeia, mas acabou por se encontrar também com Anders Fogh Rasmussen. Na agenda estava a preparação da próxima cimeira da organização em Lisboa e a manutenção do comando de Oeiras foi abordada.
A possibilidade de encerramento do comando de Oeiras não foi, de resto, excluída pelo novo embaixador português na NATO. João Mira Gomes reiterou que "ainda é muito cedo para falar" no encerramento do comando de Oeiras, mas lembrou que todos os países com estruturas da organização no seu território estão a lutar para as manter. O embaixador acrescentou ainda que "o produto operacional que sai de Oeiras é muito bom": "É um quartel-general ao qual foram acometidas missões muito importantes para a NATO, que tem uma boa relação custo/eficácia, que beneficia de um bom apoio da nação hospedeira e que está numa região estratégica e importante para a NATO".
Esta argumentação não influenciou, por exemplo, o relatório de 46 páginas entregue a 17 de Maio por um grupo de 12 peritos presidido pela antiga secretária de Estado norte-americana, Madeleine Albright, em que são formuladas sugestões para o novo conceito estratégico da Aliança. Santos Silva chegou a afirmar que o relatório, apesar de "muito bem elaborado", não prestava a atenção devida ao Atlântico Sul. "Na nossa opinião, não presta tanto atenção ao Sul quanto a NATO deveria", disse o ministro da Defesa.
Uma primeira versão do texto já foi entregue aos embaixadores dos Estados-membros. E, segundo fonte diplomática, está previsto um debate informal com Rasmussen sobre o tema já a partir desta terça-feira. O novo texto será sujeito a discussão pelos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa da Aliança numa reunião a 14 de Outubro, em Bruxelas. A versão final será depois submetida aos chefes de Estado e de Governo na cimeira de Lisboa de Novembro.
O objectivo passa por chegar a um acordo sobre o novo conceito estratégico que não é revisto desde 1999.
[A falta de categoria, a falta de peso político e a falta de capacidade negocial do actual ministro da Defesa mostrou-se essencial para este desfecho. Parabéns ao governo português por conseguir que Portugal seja reduzido quase à insignificância estratégica, no que à NATO se refere.]
ONU: Portugal eleito para conselho de governadores da Agência de Energia Atómica
Portugal foi eleito para o conselho de governadores da Agência Internacional de Energia Atómica, organismo das Nações Unidas para promoção de tecnologias nucleares pacíficas, anunciou fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
De acordo com a mesma fonte, o mandato de dois anos será assumido pela representação diplomática permanente em Viena, Áustria.
Os 35 membros do conselho de governadores são eleitos de forma rotativa, pela Conferência Geral anual, que está a decorrer esta semana na cidade austríaca.
O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que a eleição vai capacitar Portugal no "crítico dossiê" nuclear e, em particular, nas discussões em torno do programa iraniano.
"É bom estar representado nesse centro, porque temos acesso a informação que ajuda também o país a participar com mais responsabilidade e preparação num dos dossiês mais críticos da agenda internacional dos próximos anos", disse Luís Amado, à margem do debate anual da Assembleia Geral da ONU.
"A atualidade, em particular do programa nuclear iraniano, vai dar à agência grande visibilidade nos próximos anos", adiantou o ministro.
De acordo com a mesma fonte, o mandato de dois anos será assumido pela representação diplomática permanente em Viena, Áustria.
Os 35 membros do conselho de governadores são eleitos de forma rotativa, pela Conferência Geral anual, que está a decorrer esta semana na cidade austríaca.
O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que a eleição vai capacitar Portugal no "crítico dossiê" nuclear e, em particular, nas discussões em torno do programa iraniano.
"É bom estar representado nesse centro, porque temos acesso a informação que ajuda também o país a participar com mais responsabilidade e preparação num dos dossiês mais críticos da agenda internacional dos próximos anos", disse Luís Amado, à margem do debate anual da Assembleia Geral da ONU.
"A atualidade, em particular do programa nuclear iraniano, vai dar à agência grande visibilidade nos próximos anos", adiantou o ministro.
BCP abre sucursal 'onshore' em Macau
O Millennium bcp inaugurou ontem a sua sucursal em Macau com licença plena onshore, visando estabelecer uma plataforma internacional de negócios entre a China, a Europa e África. A inauguração contou com a presença do presidente da instituição, Carlos Santos Ferreira.
Merkel obrigou Sócrates a pôr submarino nas contas
O Governo alemão inscreveu a venda do 'sub' como exportação deste ano. E obrigou Portugal a antecipar a sua contabilização.
O secretário de Estado do Orçamento, Emanuel dos Santos, referiu que "os alemães já contabilizaram nas suas exportações" o submarino que chegou já a Portugal, justificando dessa forma a natureza "extraordinária da despesa" - dado que o Orçamento inicial de 2010 não previa o seu pagamento.
Na verdade, o próprio ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, chegou a explicar que o pagamento do submarino só seria feito em 2011, data da recepção "oficial" do equipamento. Foi aí que entrou o Governo alemão - e não o Eurostat -, a obrigar a que o submarino fosse efectivamente contabilizado. "Portugal é um Estado soberano", limita-se a dizer o secretário de Estado quando questionado se houve uma directa do organismo estatístico europeu.
A questão dos submarinos originou, aliás, um dos momentos de maior tensão do debate quinzenal de ontem, com José Sócrates a responsabilizar Paulo Portas pela despesa "extra", por ter, no "ano da recessão de 2003", decidido comprar dois submarinos. "E são estes dois submarinos que temos de pagar este ano como despesa extraordinária. Qual é a autoridade que tem para pedir o adiamento do TGV quando em ano de recessão decidiu comprar dois submarinos?", atacou José Sócrates.
Na resposta, Paulo Portas, ministro da Defesa em 2003, foi muito duro e considerou mesmo que o primeiro-ministro acabara "de ofender" o Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, precisamente um dos "sete ministros da Defesa do PS" que concordaram com a aquisição dos submarinos.
"Os senhores queriam quatro submarinos. Tiveram sete ministros da Defesa, um deles hoje presidente desta casa que o senhor acaba de ofender", afirmou Portas, frisando que as forças militares não devem ser "palco da disputa política".
Recorde-se que ainda a 8 de Setembro o ministro da Defesa, Santos Silva defendeu a compra de submarinos realçando a importância do mar e das zonas marítimas sob a jurisdição portuguesa e as obrigações militares internacionais assumidas por Portugal.
A questão, agora, será referente às contas de 2011. Se a Alemanha seguir o mesmo procedimento, o segundo submarino (que ainda não estará nas contas deste ano e só deve chegar em 2011) terá que entrar no OE. Mas essas contas não foram dadas pelo Governo.
O secretário de Estado do Orçamento, Emanuel dos Santos, referiu que "os alemães já contabilizaram nas suas exportações" o submarino que chegou já a Portugal, justificando dessa forma a natureza "extraordinária da despesa" - dado que o Orçamento inicial de 2010 não previa o seu pagamento.
Na verdade, o próprio ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, chegou a explicar que o pagamento do submarino só seria feito em 2011, data da recepção "oficial" do equipamento. Foi aí que entrou o Governo alemão - e não o Eurostat -, a obrigar a que o submarino fosse efectivamente contabilizado. "Portugal é um Estado soberano", limita-se a dizer o secretário de Estado quando questionado se houve uma directa do organismo estatístico europeu.
A questão dos submarinos originou, aliás, um dos momentos de maior tensão do debate quinzenal de ontem, com José Sócrates a responsabilizar Paulo Portas pela despesa "extra", por ter, no "ano da recessão de 2003", decidido comprar dois submarinos. "E são estes dois submarinos que temos de pagar este ano como despesa extraordinária. Qual é a autoridade que tem para pedir o adiamento do TGV quando em ano de recessão decidiu comprar dois submarinos?", atacou José Sócrates.
Na resposta, Paulo Portas, ministro da Defesa em 2003, foi muito duro e considerou mesmo que o primeiro-ministro acabara "de ofender" o Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, precisamente um dos "sete ministros da Defesa do PS" que concordaram com a aquisição dos submarinos.
"Os senhores queriam quatro submarinos. Tiveram sete ministros da Defesa, um deles hoje presidente desta casa que o senhor acaba de ofender", afirmou Portas, frisando que as forças militares não devem ser "palco da disputa política".
Recorde-se que ainda a 8 de Setembro o ministro da Defesa, Santos Silva defendeu a compra de submarinos realçando a importância do mar e das zonas marítimas sob a jurisdição portuguesa e as obrigações militares internacionais assumidas por Portugal.
A questão, agora, será referente às contas de 2011. Se a Alemanha seguir o mesmo procedimento, o segundo submarino (que ainda não estará nas contas deste ano e só deve chegar em 2011) terá que entrar no OE. Mas essas contas não foram dadas pelo Governo.
quinta-feira, setembro 30, 2010
Solidal na construção do mais poderoso telescópio do mundo
A Solidal ganhou o projecto de fornecimento de cabos isolados de média tensão para a construção do ALMA, o mais poderoso telescópio do mundo, um contrato de um milhão de euros, anunciou hoje a empresa.
"Pelo elevadíssimo grau de exigência e rigor a que a construção de uma infra-estrutura internacional de astronomia desta envergadura e importância obedece, é prestigiante o facto de termos sido escolhidos para participar na sua instalação", diz o presidente da Solidal, Pedro Lima.
A empresa portuguesa explica em comunicado que os 180 quilómetros de cabos estão a ser instalados e destinam-se "ao transporte de energia entre a central de produção de energia e o planalto, situado a 5.000 metros de altitude, através da instalação de dois circuitos paralelos de extensão aproximada de 30 quilómetros".
O ALMA, um investimento de mil milhões de euros, situado no planalto de Chajnantor, no Chile, e cuja execução está a cargo do European Southern Observatory, vai permitir estudar os blocos de estrelas em crescimento, sistemas planetários, galáxias e a própria vida.
"Pelo elevadíssimo grau de exigência e rigor a que a construção de uma infra-estrutura internacional de astronomia desta envergadura e importância obedece, é prestigiante o facto de termos sido escolhidos para participar na sua instalação", diz o presidente da Solidal, Pedro Lima.
A empresa portuguesa explica em comunicado que os 180 quilómetros de cabos estão a ser instalados e destinam-se "ao transporte de energia entre a central de produção de energia e o planalto, situado a 5.000 metros de altitude, através da instalação de dois circuitos paralelos de extensão aproximada de 30 quilómetros".
O ALMA, um investimento de mil milhões de euros, situado no planalto de Chajnantor, no Chile, e cuja execução está a cargo do European Southern Observatory, vai permitir estudar os blocos de estrelas em crescimento, sistemas planetários, galáxias e a própria vida.
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