sexta-feira, outubro 01, 2010

ONU: Portugal eleito para conselho de governadores da Agência de Energia Atómica

Portugal foi eleito para o conselho de governadores da Agência Internacional de Energia Atómica, organismo das Nações Unidas para promoção de tecnologias nucleares pacíficas, anunciou fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

De acordo com a mesma fonte, o mandato de dois anos será assumido pela representação diplomática permanente em Viena, Áustria.

Os 35 membros do conselho de governadores são eleitos de forma rotativa, pela Conferência Geral anual, que está a decorrer esta semana na cidade austríaca.

O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que a eleição vai capacitar Portugal no "crítico dossiê" nuclear e, em particular, nas discussões em torno do programa iraniano.
"É bom estar representado nesse centro, porque temos acesso a informação que ajuda também o país a participar com mais responsabilidade e preparação num dos dossiês mais críticos da agenda internacional dos próximos anos", disse Luís Amado, à margem do debate anual da Assembleia Geral da ONU.
"A atualidade, em particular do programa nuclear iraniano, vai dar à agência grande visibilidade nos próximos anos", adiantou o ministro.

BCP abre sucursal 'onshore' em Macau

O Millennium bcp inaugurou ontem a sua sucursal em Macau com licença plena onshore, visando estabelecer uma plataforma internacional de negócios entre a China, a Europa e África. A inauguração contou com a presença do presidente da instituição, Carlos Santos Ferreira.

Merkel obrigou Sócrates a pôr submarino nas contas

O Governo alemão inscreveu a venda do 'sub' como exportação deste ano. E obrigou Portugal a antecipar a sua contabilização.


O secretário de Estado do Orçamento, Emanuel dos Santos, referiu que "os alemães já contabilizaram nas suas exportações" o submarino que chegou já a Portugal, justificando dessa forma a natureza "extraordinária da despesa" - dado que o Orçamento inicial de 2010 não previa o seu pagamento.

Na verdade, o próprio ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, chegou a explicar que o pagamento do submarino só seria feito em 2011, data da recepção "oficial" do equipamento. Foi aí que entrou o Governo alemão - e não o Eurostat -, a obrigar a que o submarino fosse efectivamente contabilizado. "Portugal é um Estado soberano", limita-se a dizer o secretário de Estado quando questionado se houve uma directa do organismo estatístico europeu.

A questão dos submarinos originou, aliás, um dos momentos de maior tensão do debate quinzenal de ontem, com José Sócrates a responsabilizar Paulo Portas pela despesa "extra", por ter, no "ano da recessão de 2003", decidido comprar dois submarinos. "E são estes dois submarinos que temos de pagar este ano como despesa extraordinária. Qual é a autoridade que tem para pedir o adiamento do TGV quando em ano de recessão decidiu comprar dois submarinos?", atacou José Sócrates.

Na resposta, Paulo Portas, ministro da Defesa em 2003, foi muito duro e considerou mesmo que o primeiro-ministro acabara "de ofender" o Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, precisamente um dos "sete ministros da Defesa do PS" que concordaram com a aquisição dos submarinos.
"Os senhores queriam quatro submarinos. Tiveram sete ministros da Defesa, um deles hoje presidente desta casa que o senhor acaba de ofender", afirmou Portas, frisando que as forças militares não devem ser "palco da disputa política".

Recorde-se que ainda a 8 de Setembro o ministro da Defesa, Santos Silva defendeu a compra de submarinos realçando a importância do mar e das zonas marítimas sob a jurisdição portuguesa e as obrigações militares internacionais assumidas por Portugal.

A questão, agora, será referente às contas de 2011. Se a Alemanha seguir o mesmo procedimento, o segundo submarino (que ainda não estará nas contas deste ano e só deve chegar em 2011) terá que entrar no OE. Mas essas contas não foram dadas pelo Governo.

quinta-feira, setembro 30, 2010

Solidal na construção do mais poderoso telescópio do mundo

A Solidal ganhou o projecto de fornecimento de cabos isolados de média tensão para a construção do ALMA, o mais poderoso telescópio do mundo, um contrato de um milhão de euros, anunciou hoje a empresa.

"Pelo elevadíssimo grau de exigência e rigor a que a construção de uma infra-estrutura internacional de astronomia desta envergadura e importância obedece, é prestigiante o facto de termos sido escolhidos para participar na sua instalação", diz o presidente da Solidal, Pedro Lima.

A empresa portuguesa explica em comunicado que os 180 quilómetros de cabos estão a ser instalados e destinam-se "ao transporte de energia entre a central de produção de energia e o planalto, situado a 5.000 metros de altitude, através da instalação de dois circuitos paralelos de extensão aproximada de 30 quilómetros".

O ALMA, um investimento de mil milhões de euros, situado no planalto de Chajnantor, no Chile, e cuja execução está a cargo do European Southern Observatory, vai permitir estudar os blocos de estrelas em crescimento, sistemas planetários, galáxias e a própria vida.

Orçamento da república

Que prenda adequada para comemorar 100 anos de república!

As propostas de Sócrates para o orçamento é uma espécie de diploma de 100 anos, que reproduz em súmula o resultado de um século.

Parabéns lololol
O País bateu no fundo ontem à noite.
Depois do discurso de que "tudo mudou em quinze dias", agora, tudo mudou em quinze minutos, o tempo que durou a comunicação ao país, às 20 horas de ontem.
Fica para a história um aumento do IVA para 23%, o que coloca Portugal no pelotão dos países europeus europeus com IVA mais elevado, só comparável, por exemplo, à Suécia e Finlândia. Sabe-se que com estes dois países temos poucas ou nenhumas afinidades, principalmente quase nenhumas. Agora temos pelo menos uma...

E agora vem aí o Código Contributivo que quero ver quem vai aprovar.

Além da carga fiscal directa, que aumenta, o CC aumentará tudo o resto...

E vamos cantando e rindo... Parabéns pela gestão brilhante que os 100 anos de República assinalam.

quarta-feira, setembro 29, 2010

Tintas: Dyrup arranca em 2011 com fábrica em Luanda

A Tintas Dyrup Portugal e a Pinturas Dyrup Espanha preparam-se para inaugurar uma fábrica em Angola, em abril de 2011, com um investimento previsto de 3,7 milhões de euros (cinco milhões de dólares) a três anos.
Apesar de a Dyrup e Bondex, produtos para madeiras, serem das marcas mais conhecidas em Angola e de, até 1974, ter existido uma fábrica em Angola, estas estavam apenas representadas do ponto de vista comercial desde 2006, através de agentes locais.

José Pedro Barbosa, diretor comercial da Dyrup Ibéria e Luís Santos, diretor financeiro, estão em Luanda para ultimar o projeto da fábrica de tintas e produtos para madeira e explicaram que a decisão de arrancar com uma unidade fabril resultou da notoriedade que as marcas têm em Angola mas também da análise e oportunidades detetadas.

Medvedev anuncia visita às ilhas Kuril e desagrada o Japão

O presidente russo, Dmitri Medvedev, anunciou hoje que pretende visitar num futuro próximo as ilhas Kurilas, que também são reivindicadas pelo Japão, numa entrevista concedida em Petropavlovsk-Kamtchatski, no extremo oriente do país.

"Vou (à Kurilas) decididamente num futuro próximo". "Infelizmente, as condições meteorológicas impedem-me de subir já para o avião", acrescentou Medvedev, dando a entender que pretendia fazer a visita imediatamente.

O governo japonês pediu ao presidente russo que desista dos planos.

O porta-voz do governo do Japão, Yoshito Sengoku, afirmou que Tóquio deu conta da sua posição ao lado russo. Questionado se o Japão solicitara de maneira explícita ao presidente russo que desistisse de visitar as ilhas em disputa, Sengoku respondeu: "Sim, isso é correcto".

O Japão e a Rússia mantêm uma divergência sobre quatro ilhas do arqhipélago e as Kurilas, chamadas de Territórios do Norte pelos japoneses.
A 18 de Agosto de 1945, três dias depois da rendição do imperador Hirohito que encerrou a Segunda Guerra Mundial, os soviéticos ocuparam e depois anexaram as ilhas, que nunca tinham pertencido a Rússia.

Portugal renova contrato com o MIT por mais cinco anos

A um ano do final do programa em Portugal, o ministro da Ciência anunciou que "a relação com o MIT é considerada uma prioridade desde a primeira hora" e continuará por mais cinco anos.

"As decisões sobre o novo programa - com novos objectivos e uma concentração de esforços nas áreas mais necessitadas - serão tomadas no próximo ano", disse o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, à margem da 2.ª Conferência do MIT (Massachusetts Institute of Technology) Portugal, na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

O porta-voz da instituição norte-americana MIT, Dan Roos, mostrou interesse em prolongar a estada em Portugal para além de 2011 e Mariano Gago admitiu que o Governo "quer continuar" a colaborar com o programa, que "veio marcar uma viragem na história da investigação científica em Portugal". O ministro diz que as condições de renovação do protocolo entre o MIT e a Fundação da Ciência e Tecnologia vão "ser objecto de um trabalho conjunto", realçando que não estava à espera que os objectivos do programa fossem atingidos nos primeiros quatro anos de parceria.

Agência antidroga dos EUA instala 'filial' em Lisboa

O conselheiro de Obama esteve em Portugal e elogiou a política antidroga nacional.
Gil Kerlikowske, director da Estratégia Antidroga da Casa Branca, anunciou ontem, em Lisboa, que a Drug Enforcement Agency (DEA), a autoridade oficial norte-americana de combate à droga, vai abrir uma delegação na capital portuguesa já a partir do próximo mês de Outubro.
Kerlikowske, que falava na residência oficial do embaixador, num encontro com jornalistas, não quis adiantar detalhes sobre os motivos que levaram a esta decisão, mas reconheceu que a "longa linha costeira" de Portugal e a sua localização geográfica o coloca potencialmente na linha de trânsito traficantes. "Não há muito a fazer ", afirmou.
O conselheiro de Obama explicou ainda que a DEA tem uma "rede internacional de delegações, que incluem vários outros países da Europa", na qual Portugal vai ser incluído. "É muito importante a troca de informação entre as autoridades dos vários países", sublinhou. A DEA tem 87 delegações em países estrangeiros. A ligação de Portugal aos países africanos de língua oficial portuguesa pode também ter sido um dos motivos que levou a esta decisão do departamento de Justiça dos EUA. Kerlikowske admitiu que a "situação na Guiné Bissau está a ser acompanhada com atenção".
Este alto responsável lembrou ainda que o tráfico de droga é executado por "organizações criminosas internacionais, que também estão ligadas ao tráfico de armas e ao tráfico de seres humanos". Também "há informação" da "mistura" destes a "grupos terroristas" e ao seu "financiamento".
Kerlikowske encontrou-se, durante a sua visita, com os responsáveis do Instituto de Drogas e Toxicodependência e com a Polícia Judiciária, cujo trabalho, na prevenção, no primeiro caso, e na investigação e repressão, no segundo, considerou "positivo e organizado".
Este responsável destacou que "a relação entre as autoridades policiais americanas e as portuguesas no que diz respeito à investigação são muito sólidas e vêm de há longos anos".
Na sua opinião "as autoridades portuguesas estão a actuar bem" e manifestou-se "bem impressionado" com o que ouviu e "com os resultados que lhe foram apresentados".
O director da estratégia anti-droga, encontrou "semelhanças" entre a política seguida por Portugal em matéria de prevenção e os objectivos definidos pela equipa de Barak Obama, nomeadamente no que diz respeito "a encarar a questão como sendo um assunto essencialmente de saúde".

terça-feira, setembro 28, 2010

Ensinem História a Ramos-Horta, por Orlando costa

in Notícias Lusófonas
De visita a Portugal, o presidente timorense precisa de quem lhe diga que Cabinda está ao mesmo nível do Saara e de Timor-Leste. Mas esses não serão, com certeza, Cavaco Silva e José Sócrates

O chefe de Estado timorense já se encontra em Portugal para uma visita de trabalho de oito dias. Entre outros, José Ramos-Horta terá encontros com o seu homólogo português, Cavaco Silva, com o presidente do Parlamento, Jaime Gama, e com o primeiro ministro, José Sócrates. No dia 4 de Outubro, Ramos-Horta receberá o colar da Academia das Ciências, proferindo em seguida uma comunicação sobre “A Emergência do Oriente”. Do programa oficial da visita não consta, tanto quanto é público, nenhuma aula de História. O que é pena. Certamente que seria útil a Ramos-Horta aprende um pouco mais sobra esta matéria, não precisando sequer de recuar muito.

Mostrando alguns conhecimento dos tempos modernos, o também Nobel da Paz, considera que Marrocos deve honrar os compromissos que assumiu com a comunidade internacional para realizar o referendo no Saara Ocidental.
Mais ignorante está, no âmbito da Lusofonia, ao não ter visão, ou conhecimentos, sobre o que se passa na colónia angolana de Cabinda.

Será que alguém o pode elucidar? Ou será que Ramos-Horta pensa como o seu homólogo português, Cavaco Silva, que Angola vai de Cabinda ao Cunene?
É que pensar assim... também pensava a Indonésia quando considerava que Timor-Leste era uma sua província. Certo?

Quando o Presidente da República timorense recebeu as cartas credenciais do novo embaixador da República Árabe Saaraui Democrática (RASD), salientou que “o problema do Saara Ocidental já se arrasta há mais de 30 anos”.
Exactamente. Tal como o de Cabinda que começou em 1975 quando Portugal rasgou os acordos que tinha com o povo de Cabinda. Rasgou-os mas não conseguiu que fossem esquecidos por muitos. Muitos onde, apesar de uma causa semelhante, não consta José Ramos-Horta.
Timor-Leste libertou-se em 1999 e restaurou a sua independência em 2002, mas a questão do Saara que tem similaridade histórica e à luz do Direito Internacional, continua por ser resolvida”, observou no dia 1 de Junho o Presidente timorense.
E que tal Ramos-Horta pedir ajuda aos seus preclaros assessores, ou aos não meno ilustres anfitriões lusos, para perceber que, afinal, Cabinda está ao mesmo nível do Saara e de Timor-Leste?

É natural que Ramos-Horta não saiba a história de Angola e de Cabinda, ou apenas conheça a versão do regime do MPLA, partido que está no poder desde 1975. Se, por exemplo, os mais altos representantes políticos de Portugal nada conhecem, ou fingem não conhecer, da história do seu país, é natural que o presidente timorense também seja ignorante nesta, como noutras, matérias.

Resta a certeza de que, um dia destes, ainda vamos ver Cavaco Silva e Ramos-Horta, entre muitos outros, entre quase todos, a dizer também que devido a uma mudança no contexto geopolítico, Cabinda não é Angola e o Tibete não é China.

segunda-feira, setembro 27, 2010

UE atesta qualidade dos produtos de pesca de Cabo Verde e afasta embargo

A União Europeia (UE) atestou a qualidade dos produtos de pesca em Cabo Verde, cujas autoridades cumpriram praticamente a totalidade das recomendações emitidas pelos inspectores europeus na auditoria realizada em 2009, afastando o espectro de um eventual embargo.

O Ministério do Ambiente, Desenvolvimento Rural e Recursos Marinhos cabo-verdiano sublinha em comunicado que a conclusão foi retirada pelos inspectores após a auditoria realizada em diversos pontos do arquipélago entre 15 e 23 deste mês.
As conclusões, se bem que "preliminares", lê-se no documento, são "positivas" e, segundo a delegação dos 27, registou-se "uma grande mudança" desde 2009, sobretudo no que diz respeito ao controlo oficial dos produtos da pesca.

Entre outros aspectos, segundo os inspectores europeus, houve "progressos significativos na sistematização de procedimentos ligados às guidelines da UE, e na melhoria do suporte laboratorial, com a introdução de um mecanismo quadripartido de avaliação laboratorial da qualidade dos produtos da pesca".
O mecanismo congrega o Laboratório Oficial dos Produtos da Pesca (LOPP), ANFACO (Espanha), Autoridade de Segurança Alimentar e Económica de Portugal (ASAE) e a Inlab.
A auditoria da UE elogiou também as melhorias no recrutamento de novos inspectores e na introdução de uma nova filosofia na Direcção Geral das Pescas (DGP) na abordagem à qualidade dos produtos da pesca.

Trata-se de uma estrondosa vitória para Cabo Verde, que afasta assim qualquer espectro de embargo aos produtos da pesca e demonstra - na sequência do que vem sendo referido - o profundo comprometimento com a melhoria da qualidade dos produtos alimentares em Cabo Verde, de que são exemplos os produtos da pesca", refere o comunicado.
Os resultados da auditoria surgem numa altura em que a DGP prepara igualmente a abertura do Departamento de Controlo da Qualidade dos Produtos da Pesca do Cais de Pesca da Praia, iniciativa que procura elevar o nível de controlo da qualidade dos produtos da pesca comercializados a nível interno, ao que se verifica para os produtos destinados à exportação.

Grupo de ONG da Guiné-Bissau abre loja para escoar produtos locais

Um grupo de organizações não governamentais da Guiné-Bissau juntou-se e abriu a loja Cabaz di Terra, em Bissau Velho, com o objectivo de comercializar produtos locais e tradicionais daquele país.

A Cabaz di Terra põe assim à disposição de guineenses e estrangeiros produtos fabricados no país e que, muitas vezes, são difíceis de encontrar, como o mel.
"Esta loja tem o principal objectivo de aproximar o produtor do consumidor. É uma estrutura colectiva de auxílio à comercialização de produtos essencialmente locais e tradicionais", afirmou Palmela Ferreira, coordenadora daquele espaço.

Segundo Palmela Ferreira, a ideia de abrir a loja surgiu num fórum de produtores e visa essencialmente fazer escoar os produtos.
Na loja, é possível encontrar malas, toalhas de mesa, colchas, cortinados fabricados no tradicional pano pente, bem como produtos alimentares, que vão desde o óleo de palma até ao arroz fabricado no país.

Para o futuro, segundo Palmela Ferreira, o objectivo é transformar o Cabaz di Terra numa "marca para entrar no circuito do comércio justo" e começar a exportar para locais onde existam grandes comunidades de guineenses.
"A comunidade guineense fora tem necessidade de determinados produtos e não encontra", disse.

quinta-feira, setembro 23, 2010

Cabo Verde: EUA e Espanha apoiam país

EUA dão 416 mil euros às instituições judiciais e Espanha quase duplica ajuda orçamental para 16 milhões de euros


Os EUA entregaram 500 mil dólares (416 mil euros), no quadro do acordo vigente para o controlo de narcóticos e fortalecimento das instituições judiciais, para garantir a aplicação das leis.
O Ministério de Justiça cabo-verdiano refere em comunicado que a "Carta de Acordo" é um instrumento pelo qual os executivos concordam em estabelecer e apoiar projectos destinados a fortalecer a capacidade do sector do direito penal, uma área prioritária, visando combater o uso e tráfico de narcóticos. Para tal Washington concedeu ao país fundos que visam estabelecer e fortalecer a capacidade do Governo para criar instituições de direito penal "eficazes, profissionais e responsáveis" e "capazes de contribuir para os esforços no combate" ao narcotráfico.

Ao abrigo da carta serão desenvolvidas metas e cronogramas específicos e programas que terão como objectivo reforçar a capacidade de interacção da sociedade civil com as instituições do direito penal e com as comunidades, visando a redução de crimes transnacionais e abuso de estupefacientes.
Desenvolver a capacidade dos sectores de segurança e do direito penal de conduzir investigações criminais que resultem em prisões e procedimentos penais contra organizações de narcotráfico, bem como criar sistemas integrados para lidar com o crime transnacional são outros dos objectivos destes programas.
As medidas a serem tomadas incluem formação, aconselhamento e assistência técnica em matéria de governação, desenvolvimento da capacidade e aptidão do sector de segurança, bem como a gestão de modificações organizacionais.


Já a Espanha passará de 9 para 16 milhões de euros o apoio às acções previstas no Programa de Cooperação bilateral no quadriénio 2011/14.

O memorando de entendimento foi assinado na Cidade da Praia no quadro de uma visita que a Directora-Geral de Cooperação com África, Ásia e Europa Oriental da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), Cármen Moreno Raymundo, efectua ao país. Segundo Raymundo, que permanece pelo menos até quarta-feira na capital cabo-verdiana, o montante será dividido em quatro tranches anuais de 4 milhões de euros.

A visita constitui uma ocasião para se proceder ao balanço das acções desenvolvidas no quadro das programações conjuntas e para conhecer alguns projectos financiados pela Espanha.
A agenda culminará com a assinatura, quarta-feira, da Adenda à Acta da IV Comissão Mista Hispano-Cabo-Verdiana, que define as regras do programa de cooperação bilateral 2007/09, no valor de 27 milhões de euros.
O futuro documento integrará também o Memorando de Entendimento sobre Ajuda Orçamental para o período 2011-2014, e o Protocolo de Cooperação Técnica e Financeira para a implementação do Projecto Sistemas de Informação Territorial de Cabo Verde, co-financiado por Espanha, pelo Governo cabo-verdiano e o das Canárias.

Espanha e Cabo Verde estabeleceram relações diplomáticas em 1978 e desde então tem havido um desenvolvimento progressivo nas relações bilaterais.
No plano multilateral e regional, Espanha tem concedido apoio às Parcerias de Cabo Verde com a União Europeia, à integração regional com as RUP da Macaronésia, aos Planos Estratégicos para África, incluindo a edição 2009/12.
Na área da cooperação, Cabo Verde foi seleccionado como país-piloto para assinar com a Espanha o Documento Marco de Associação, que constitui o novo instrumento de diálogo de cooperação deste parceiro, cuja conclusão está prevista para o segundo semestre deste ano, de forma a entrar em vigor entre 2011 e 2014.

Governo não vai cortar subsídios de Natal em 2010. Muito simpáticos...

As suspeitas em relação a eventuais cortes nos salários dos funcionários públicos foram desmentidos por fonte oficial do gabinete do primeiro-ministro José Sócrates, citada pelo jornal i.

"Não são necessárias mais medidas para controlar o défice este ano, o Governo não irá mexer nos salários dos funcionários públicos e não está em causa o corte do subsídio de natal de 2010", sublinhou a fonte.

Nos últimos dias têm crescido os rumores de que o Governo não pagará parte ou a totalidade do subsídio de Natal à Função Pública, numa altura em que a execução orçamental parece estar comprometida para este ano, com as despesas do Estado a continuarem a aumentar.

Pedro Passos Coelho afirmou na quarta-feira, em conferência de imprensa, que só será "necessário, para este ano, acordar cortes novos na despesa se alguma coisa não estiver a ser feita nas medidas que foram aprovadas", afastando a hipótese de um novo aumento de impostos, estando a receita fiscal a ter resultados "acima do estimado".

Risco de Portugal é o que mais sobe em todo o mundo

O preço dos "credit default swaps" sobre obrigações do Tesouro a cinco anos agravou a percepção dos de risco para com Portugal nos mercados internacionais. A subscrição dos seguros contra o eventual incumprimento português subiu para 409 pontos base.

A "yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos aumentou 13 pontos para 6,174%, o que também demonstra o agravamento do risco atribuído à dívida portuguesa. Os dados avançados pela Bloomberg, que o Diário Económico cita, colocam a Irlanda no encalço de Portugal, com 470 pontos base.

O diferencial para a dívida alemã na mesma maturidade, um indicador conhecido por "spread", também avançou para os 400 pontos base. Recorde-se que Portugal colocou ontem 750 milhões de euros de obrigações do Tesouro a cerca de quatro e a dez anos, com os leilões a revelarem procuras sólidas, mas a juros muito altos.

Centro-direita sueco perdeu só por 298 votos

A coligação de centro-direita, vencedora das legislativas na Suécia, ficou apenas a 298 votos da maioria absoluta no Parlamento.
Esses votos impediriam a direita nacionalista e xenófoba reunida em torno do partido Democratas da Suécia, que pode vir a desempenhar um papel-chave na nova legislatura.

Os dados definitivos do escrutínio só serão divulgados depois de apurados os cerca de 60 mil votos por correspondência de suecos residentes no estrangeiro. "Nada ainda está decidido, o que é muito interessante", declarou o politólogo Olle Folke, citado pelo diário Expressen. O centro-direita venceu as legislativas, com 49,3% e 172 deputados - menos três do que a maioria absoluta.

[Espera-se que entre os 60 mil votos que faltam contar haja a diferença que permita ao centro-direita governar com maioria e, desde logo, com estabilidade, para bem do Reino da Suécia.]

terça-feira, setembro 21, 2010

Lisboa é a 42.ª localização de comércio mais cara do mundo

Lisboa é 42.ª localização de comércio mais cara do mundo, sendo o Chiado a zona mais cara da capital portuguesa, e a Rua de Santa Catarina a mais cara do Porto, segundo um estudo divulgado hoje.

De acordo com o estudo Main Streets Across the World 2010, publicado anualmente pela consultora imobiliária Cushman & Wakefield, "Lisboa desceu duas posições relativamente a 2009, sendo actualmente a 42.ª localização de comércio mais cara do mundo".

O estudo monitoriza as rendas de várias localizações de comércio em 59 países e o ranking apresentado baseia-se no valor de renda anual mais elevado em cada país analisado, não incluindo custos de condomínio, impostos locais e outras despesas de ocupação.

De acordo com a edição deste ano, o Chiado é a localização mais cara da capital e o valor das rendas (960 euros anuais por metro quadrado; 80 euros por metro quadrado por mês) reflecte uma "estabilidade" face ao ano anterior, "justificada por uma procura cada vez mais dinâmica nas zonas prime de comércio de rua na capital, não obstante a crise económica e os seus efeitos no mercado imobiliário de retalho".

A Avenida da Liberdade, em Lisboa, surge como a segunda localização de comércio mais cara em Portugal, com rendas de 73 euros por metro quadrado por mês.

No Porto a Rua de Santa Catarina é a localização de comércio mais cara, com rendas de 45 euros por metro quadrado por mês.

A 5.ª Avenida, em Nova Iorque, é, pelo nono ano consecutivo, a localização de comércio mais cara do mundo, tendo as rendas subido 8,8% no último ano. A Causeway Bay, em Hong Kong, ocupa o segundo lugar do ranking da Cushman & Wakefield.

Na Europa, a New Bond Street, em Londres, é a localização mais cara, tendo ultrapassado os Champs Élysées, em Paris, onde o valor de rendas caiu 9,5%.

Segundo o estudo da Cushman & Wakefield, %a maioria das mais importantes localizações de retalho a nível mundial registou estabilidade nos seus valores de rendas nos últimos 12 meses.
Cerca de dois terços (66%) dos 59 países analisados registaram um aumento ou manutenção de valores de rendas até Junho deste ano.

Isto contraria "a tendência registada em 2009, ano em que se registou a maior descida global dos valores de rendas de retalho nos 25 anos de história" do estudo.

Armando Vara é chairman da Camargo Corrêa para África. Premeia-se a competência...

O ex-administrador e vice-presidente do BCP Armando Vara disse hoje à agência Lusa que assumiu o cargo de presidente do conselho de administração da cimenteira Camargo Corrêa para África.

"Assumi o cargo de chairman [presidente do conselho de administração] da Camargo Corrêa para África. Já estou a trabalhar desde o dia 1 de Setembro", disse Armando Vara, sem adiantar mais pormenores.

O jornal diário moçambicano O País noticia hoje que tem "a seu cargo as actividades da empresa brasileira em Moçambique e Angola".

Vara, arguido no processo Face Oculta, renunciou em Julho aos cargos de administrador e vice-presidente do conselho de administração do BCP, depois de, em Novembro de 2009, ter pedido a suspensão destas funções.

A Camargo Corrêa, que detém 32,6% da Cimpor, actua em Moçambique nos sectores do cimento, da construção civil e da energia, segundo o jornal moçambicano.
Em Angola, refere o jornal, a Camargo Corrêa trabalha na reabilitação da Estrada Nacional Lubango - Benguela, sendo também responsável pelos acessos na zona do porto e na Marginal de Luanda.
O grupo brasileiro desenvolve ainda projectos de incorporação imobiliária, bem como construções para comércio e residências.

Zapatero promove Espanha em Nova Iorque na véspera de Sócrates

O presidente do Governo espanhol está hoje em Nova Iorque para promover Espanha junto dos investidores norte-americanos, com uma agenda de encontros preenchida. Amanhã será a vez do primeiro-ministro português, cuja agenda é praticamente desconhecida.

O primeiro-ministro de Espanha está hoje em Nova Iorque, onde terá encontros com investidores institucionais norte-americanos com o objectivo de defender a solidez da economia espanhola. A visita de José Luis Zapatero acontece um dia antes da deslocação do líder do governo português à capital financeira dos Estados Unidos, cujo objectivo será também captar investidores para as emissões de dívida portuguesa.

No entanto, enquanto o presidente do Governo de Espanha tem prevista uma agenda de encontros ao mais alto-nível, o programa da visita de José Sócrates é desconhecida. Segundo noticiou ontem o Diário Económico, o primeiro-ministro português “irá ter encontros com investidores internacionais para tentar fortalecer a credibilidade da dívida soberana nacional”.

O dia de Zapatero em Nova Iorque começa com um pequeno-almoço para o qual foram convidados representantes de bancos, fundos de investimento e companhias de seguros norte-americanas, como o Citigroup, Morgan Stanley, Goldman Sachs, Prudential, Metlife ou Blackrock. Segundo a imprensa espanhola, também já confirmaram presença os responsáveis máximos das gestoras Paulson and Co., Bridgewater Associates, Travelers, Weelington Management, KKA e TIAA.

A agenda do líder do governo espanhol prossegue com uma reunião com o conselho editorial do The Wall Street Journal, ou seja, com a equipa responsável pelos editoriais de um dos principais jornais financeiros do mundo. O primeiro-ministro de Espanha terá ainda um encontro com o investidor George Soros.

O dia de Zapatero terminará com uma palestra na Universidade de Columbia, numa conferência onde também José Sócrates marcará presença, segundo noticiava ontem o Correio da Manhã.

sábado, setembro 18, 2010

Évora isenta de taxas urbanísticas as fábricas da Embraer

A Câmara de Évora decidiu isentar de taxas urbanísticas a empresa aeronáutica brasileira Embraer, que pretende construir duas fábricas na cidade, por ser considerado um projeto "estruturante para o desenvolvimento económico e social do concelho".

O projeto da Embraer "é, claramente, estruturante para o desenvolvimento económico e social do concelho, por isso recebe estes apoios, fruto de uma política de incentivo e apoio à fixação de empresas", disse hoje o presidente da Câmara de Évora, José Ernesto Oliveira.

A decisão do município alentejano de isentar de taxas urbanísticas as fábricas da construtora aeronáutica brasileira, num valor de cerca de 63 mil euros, foi aprovada, por unanimidade, na última reunião pública de câmara.

Calçado: Empresários partem para Milão

Os empresários portugueses de calçado partem para a maior feira do setor, em Milão, com otimismo renovado pelo aumento das exportações e das encomendas nos últimos meses, que está a motivar a contratação de trabalhadores.

"Os sinais que temos recebido antecipam uma boa feira", disse hoje o presidente da Associação dos Industriais de Calçado (APICCAPS), realçando a inversão da tendência de queda das exportações de calçado português, que entre abril e junho aumentaram 4,3%, para 284 milhões de euros.

Fortunato Frederico, dono da marca Fly London, adiantou que "as encomendas estão a crescer", o que, revelou, vai apressar a abertura da nova fábrica do grupo Kyaia, em Paredes de Coura, para "conseguir responder ao aumento da procura".

40 anos depois, Rússia e Noruega chegam a acordo para dividir o Árctico

Durante 40 anos, os dois países disputaram a propriedade sobre as águas do mar de Barents e do oceano Árctico. Aquilo que está em causa é a exploração de um quarto das reservas mundiais de gás e petróleo.

Crude dividia os dois países
Rússia e Noruega chegaram a acordo na forma como se procederá à divisão das águas do mar de Barents e do oceano Árctico. O degelo que afecta o círculo polar árctico está a deixar a descoberto enormes reservas de gás e petróleo e a acender a cobiça dos dois países sobre uma região que se crê possa conter um quarto das reservas mundiais.

O espaço marítimo que, há cerca de quatro décadas, Noruega e Rússia disputavam, cobre uma área total de 175.000 quilómetros quadrados. Estima-se que a plataforma continental do mar de Barents contenha mais de 7 mil milhões de toneladas de combustível convencional e que são passíveis de ser extraídas 20 milhões de toneladas de hidrocarbonetos por ano. Um estudo do serviço geológico do governo dos EUA classificou, em 2005, a região como a segunda do mundo com maiores depósitos ainda ocultos.

Aquilo que separava as duas nações era a forma como se procederia à divisão do espaço.

Os russos pretendiam fazer uma repartição “por sectores”, ao passo que os escandinavos defendiam uma solução que, tão simplesmente, consistia no traçar de uma linha que dividisse as águas em dois. A solução encontrada – acordada em Abril, por ocasião de uma visita do presidente Medvedev a Oslo, e oficializada anteontem com a assinatura do acordo no porto russo de Múrmansk – prevê a divisão das águas em “duas partes equivalentes”. Mas aquilo que é verdadeiramente importante e que dividia os dois países até aqui é a solução encontrada para os depósitos que estejam na fronteira e, como tal, sejam de propriedade incerta.

Segundo o tratado de limitação de espaços marítimos e de colaboração celebrado entre as partes, “todos os depósitos que cruzem a linha de demarcação só poderão ser explorados conjuntamente e como um todo”, explicou um representante do governo russo, em declarações ao diário espanhol El País. Assim, evita-se que a exploração dos depósitos seja congelada por disputas territoriais.

Com o acordo, as duas nações ficam numa posição de inter-dependência, uma vez que os peritos defendem que as maiores reservas de gás e petróleo estão localizadas no lado russo, mas estes não têm a capacidade para extrair a matéria-prima em águas tão profundas.

Para o fazerem, as petrolíferas russas necessitam da empresa pública norueguesa Statoil Hydro, cuja experiência adquirida em extracções no círculo polar árctico, fazem dela a única empresa com capacidade para proceder à extracção na zona agora dividida.

O degelo que acelera… a corrida
A corrida que agora chega ao fim – com um empate – só é possível porque o degelo que se observa no Árctico está a deixar a descoberto as reservas, tornando-as exploráveis. No passado dia 10 de Setembro, o gelo árctico alcançou o seu mínimo anual, com 4,76 milhões de quilómetros quadrados, 31% abaixo da média observada entre 1979 e 2000. É o terceiro valor mais baixo desde que, em 1979, começaram a ser feitas as medições por satélite.

A partir de agora, e até à Primavera, o gelo volta a ganhar terreno, mas há cientistas que prevêem que o aquecimento global possa deixar o círculo polar árctico sem gelo no Verão, por volta do ano 2070 – um número que é revisto em baixa com frequência. Os ecologistas são muito críticos perante a exploração do Árctico, uma vez que consideram que um derrame naquela zona teria consequências muito piores do que em qualquer outra parte do mundo. Se no golfo do México a BP levou meses a selar o poço, fazê-lo em águas profundas e geladas, repletas de icebergs, seria muito mais complicado.

A corrida ao Árctico não se resume à Noruega e à Rússia. Também o Canadá reclama a propriedade sobre o cume de Lomonósov – um cume submarino com uma extensão de 1.800 quilómetros que atravessa o oceano Árctico – defendendo que é uma continuação da sua plataforma continental. A Rússia tem um entendimento semelhante, mas relativamente à sua plataforma continental.

Disputas à parte, a Rússia parece ter assumido a dianteira na corrida à ampliação das plataformas continentais das vastas zonas do Árctico. Além de ter apresentado à ONU os documentos necessários para obter o reconhecimento dos territórios que pretende, aprovou no ano passado uma estratégia a aplicar à zona pelo menos até 2020.

sexta-feira, setembro 17, 2010

PM de Cabo Verde visita EUA

José Maria Neves, primeiro-ministro de Cabo Verde, parte hoje para os EUA, onde irá permanecer uma semana para participar na Assembleia Geral da ONU e na reunião de alto nível das Nações Unidas sobre os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).

O PM indicou numa conferência de imprensa que, na visita, vai também assistir a um encontro da Fundação Clinton para a Iniciativa Global, reunir-se com a administração do Millennium Challenge Corporation (MCC) e com a direcção do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (ONUD).

No encontro com a administração do MCC, o primeiro-ministro cabo-verdiano disse ser sua intenção analisar as propostas de apoio financeiro a projectos de educação e saneamento a integrar num previsível segundo compacto do Millennium Challenge Account (MCA), cujo montante está ainda por definir, uma vez que termina em Outubro próximo o primeiro pacote.

A reunião com a direcção do PNUD destina-se a avaliar os projectos de desenvolvimento em Cabo Verde, enquanto na que terá com a Fundação Clinton serão abordadas questões relacionadas com os "desafios da humanidade".

José Maria Neves aproveitará também a estada para encontros bilaterais, nomeadamente com os seus homólogos da Rússia, Croácia e Eslovénia, com quem pretende assinar acordos quadro de cooperação, e com a comunidade cabo-verdiana em Nova Jérsia e em Brockton, onde inaugurará um balcão da Casa do Cidadão.

quinta-feira, setembro 09, 2010

Receitas e Soluções

Hoje passara-me dois pensamentos pela cabeça... de vez em quando lá aparece um, e sugeriram o quê?

Selecção: Despedir Queiroz não é solução para nada, enquanto mantê-lo poderia trazer alguma coisa, especialmente de futuro.

Selecção: PAULO BENTO!!!! Tá tudo louco... criticam porque os jogadores não estão com Queiroz, o que me parece verdade, mas querem por lá um tipo que no único clube que treinou queimou não sei quantos bons jogadores, criou inúmeros conflitos e arranjou não sei quantas confusões

Crise económica e Scuts: há algo que poderia salvar o défice deste país. Proponho duas coisas, legalização das drogas leves e legalização da prostituição. Os impostos destas duas actividades certamente iria tapar o buraco ;)

quinta-feira, setembro 02, 2010

As tapeçarias de pastrana são nossas

por Eurico de Barros

O herói da vinda a Portugal das Tapeçarias de Pastrana, em exposição no Museu de Arte Antiga até dia 12 de Setembro, é a Fundação Carlos de Amberes, à qual se deve o restauro destas quatro extraordinárias peças do século XV que documentam e celebram a conquista de Arzila e a tomada de Tânger por D. Afonso V.

O vilão é a diocese de Sigüenza-Guadalajara, em Espanha, em cuja Colegiada de Pastrana se encontram, há séculos, as tapeçarias (que deixaram Portugal em circunstâncias mal definidas, existindo várias teses sobre a sua saída), e que estavam em grave estado de degradação. Mesmo assim, o catálogo da exposição, A Invenção da Glória - D. Afonso V e as Tapeçarias de Pastrana, inclui um texto sorna do bispo de Sigüenza-Guada-lajara, onde este fala do "grande esforço" que os "padres da paróquia" e a "comunidade paroquial de Pastrana" têm feito "para preservar estas tapeçarias e mostrá-las ao público". Um belíssimo esforço, exemplificado pelos "buracos de vários tamanhos, alguns entre 10 e 20 cm2" que os responsáveis pelo restauro foram encontrar nas tapeçarias (ver o esclarecedor artigo de Yvan Maes De Wit no referido catálogo).

Quaisquer que tenham sido as razões que levaram as Tapeçarias de Pastrana a sair de Portugal e a ficar em Espanha todo este tempo, a verdade é que elas são um tesouro nacional, uma peça artística e patrimonial ímpar, e ilustram factos e feitos de uma época áurea da nossa história. Deviam, por isso, ficar permanentemente em Portugal, para serem apreciadas pelos portugueses e por quem nos visita. Convinha era haver "vontade política" do Ministério da Cultura e do Governo. Mas será que a têm?

Brasil está a examinar a ajuda a fornecer à Guiné-Bissau

A ajuda que o Brasil poderá fornecer à Guiné-Bissau ainda está a ser examinada, de acordo com o Chefe do Departamento de Organismos Internacionais do Itamaraty, sede da diplomacia brasileira, ao reforçar a disposição do Governo em consolidar a paz no país africano.

"Sempre haverá uma disposição muito positiva do Brasil no sentido de procurar ajudar à estabilização e à consolidação da paz na Guiné-Bissau", afirmou o ministro Carlos Duarte, representante do Ministério das Relações Exteriores.
O Brasil, segundo o embaixador, está envolvido nas questões do país africano de língua portuguesa por intermédio da Comissão de Consolidação da Paz das Nações Unidas.

"O Brasil tem-se empenhado de maneira muito activa no âmbito da ONU, no sentido de ajudar a Guiné-Bissau a ter o seu programa de Governo, as suas prioridades na comissão específica, para que a situação interna do país não exija uma acção internacional ainda mais efectiva", destacou o ministro Carlos Duarte.
"O que já existe é uma iniciativa dos países da região, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que tem mencionado a possibilidade de algum tipo de auxílio ao país".

O embaixador relembrou que o presidente guineense, Malam Bacai Sanhá, esteve em visita oficial ao Brasil no último dia 25 e que já está a discutir-se "o que a Guiné-Bissau necessitaria em termos de apoio institucional e até que ponto o Brasil poderia, eventualmente, participar nesse esforço". Na visita do chefe de Estado foram formalizados diversos acordos de cooperação nas áreas das pescas, agricultura, educação superior, combate à sida e assistência a mulheres vítimas de violência.

No início de Agosto o ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, admitiu o envio de tropas do seu país para uma força de estabilização na Guiné-Bissau, desde que sob a bandeira da ONU, garantindo que os seus efectivos "têm preparação para tudo".

Segundo o ministro Carlos Duarte a possibilidade do envio de tropas brasileiras para compor uma missão de paz no país africano "é uma questão que está a ser examinada".
O Brasil, como destacou o embaixador do Itamaraty, tem "tradição de participação em operações de paz desde 1956 e em países que têm expressão portuguesa e tiveram um passado colonial, como Angola, Moçambique, inclusive Timor Leste". Para ele a contribuição brasileira é a possibilidade de o país "compartilhar a sua experiência", para que o conflito se resolva de maneira mais durável e consistente, numa visão de longo prazo.

quarta-feira, setembro 01, 2010

António Guterres inicia visita de 3 dias à China

O Alto Comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres, iniciou uma visita de três dias à China, país onde o organismo "está a ajudar a construir uma capacidade de protecção nacional dos refugiados".

A visita que hoje se inicia é a segunda de António Guterres à China em quatro anos e meio.

"Na China, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR) está a ajudar a construir uma capacidade de protecção nacional dos refugiados, numa altura em que as autoridades se preparam para promulgar nova legislação sobre asilo e assumir mais responsabilidades pelos refugiados e os que procuram asilo", diz a organização.

A China é signatária da Convenção Internacional sobre o Estatuto de Refugiado, adoptada em 1951, e o UNHCR tem uma missão em Pequim desde 1980.

O UNHCR considera que os 300.000 refugiados vietnamitas residentes na China "estão bem integrados" e manifestou "profundo apreço" pela forma como as autoridades chinesas acolheram cerca de 13.000 refugiados da vizinha Birmânia, no final do ano passado.

Mas a atitude face a refugiados norte-coreanos, que Pequim considera emigrantes ilegais e que em alguns casos deporta para a Coreia do Norte, tem sido internacionalmente criticada.

Posição do português "ameaçada" por falta de investimento

A falta de investimento na promoção do português, particularmente na formação de professores e em manuais escolares, está a prejudicar a posição da língua entre as mais faladas do mundo, segundo Joseph Levi, da universidade norte-americana de George Washington.

"A língua portuguesa, que é a quinta mais falada no mundo e a terceira indo-europeia mais falada, deveria ter um estatuto mais importante", disse o professor norte-americano, à margem da Conferência sobre o Ensino do Português e Culturas Lusófonas, que decorreu sexta feira em Fall River, nordeste dos Estados Unidos.

Levi está actualmente envolvido num levantamento sobre a prioridade dada pelos governos à difusão das principais línguas, no atual contexto político.

Roland Berger sugere promoção centralizada no Turismo de Portugal

O Turismo de Portugal (TP) poderá concentrar as decisões sobre contratos para a promoção das regiões do país no exterior, segundo uma proposta da consultora internacional Roland Berger.

Num documento de trabalho da Roland Berger que reavalia o Plano Estratégico Nacional de Turismo (PENT2015), são indicados "ajustamentos ao modelo actual" de contratualização, mudando a situação atual, em que são as agências regionais de promoção de turística a definir os planos de promoção, com a participação dos privados.

O TP aprova esses planos e na estutura organizacional há partilha de responsabilidades entre o organismo central e os agentes regionais do setor do Turismo.

Sócrates na Líbia após Kadhafi ter exigido 5 mil milhões para travar "Europa negra"

José Sócrates aterra esta tarde em Tripoli, quatro dias depois de Muammar Kadhafi ter provocado (mais uma) acesa polémica: exige 5 mil milhões de euros anuais da União Europeia para travar as rotas de imigração clandestina e evitar que o Velho Continente se transforme na "Europa negra".

Pela quarta vez em cinco anos e meio de Governo, o primeiro-ministro português parte hoje para a Líbia, um dos países com quem Portugal mais tem tentado estreitar as relações económicas, sobretudo nas áreas da energia, obras públicas, construção civil e financeira, destacando-se o posicionamento de empresas como a Galp, Bento Pedroso, Teixeira Duarte, BES e da Efacec.
Desta feita, José Sócrates desloca-se a Tripoli para participar no Encontro 5+5, que junta países europeus e do Norte de África da bacia do Mediterrâneo. Antes deste encontro de alto nível, os chefes de Estado e de Governo encontram-se ao fim da tarde com o líder líbio, sendo depois convidados por Muammar Kadhafi para assistirem às comemorações do 41º aniversário da revolução líbia.

A reunião do grupo 5+5 (que, do lado europeu, junta Portugal, Espanha, França, Itália e Malta), ocorre dois dias depois de Moammar Kadhafi ter pedido, em Roma, à União Europeia cinco mil milhões de euros para combater a imigração ilegal proveniente de África.
Kadhafi chegou à capital italiana no sábado para celebrar o segundo aniversário do Tratado de Amizade firmado com Itália. A sua deslocação ficou ainda marcada pelo apelo que fez, ao lado do Vaticano, para que a Europa se converta ao Islão.

terça-feira, agosto 31, 2010

Felipe Oliveira Baptista é o novo Director Artístico da Lacoste

O criador de moda português radicado em França, Felipe Olivira Baptista, assume a partir de amanhã a direcção artística da conceituada marca Lacoste.

Segundo a marca, este criador "com o seu estilo moderno apresenta todas as qualidades indispensáveis para reinterpretar os valores da marca Lacoste".

Actualmente com 33 anos, Felipe é formado pela Kingston University e foi convidado para integrar o calendário oficial da Couture desde 2005. Desde 2009 apresenta as suas colecções na Semana da Moda de Paris e no Porto, com o apoio do Portugal Fashion.

O convite a este criador insere-se na nova estratégia da marca, anunciada em Junho, e que passa por dar uma nova expressão à marca e encontrar novas formas de crescimento.

A Lacoste está empenhada em lançar novas linhas de produtos como é o caso da Lacoste Live e rejuvenescer a sua colecção de sportswear Lacoste, apostando ainda fortemente nas linhas femininas, uma área na qual Felipe terá um papel importante "pela sua visão criativa e interpretação contemporânea da silhueta feminina".

segunda-feira, agosto 30, 2010

Timor-Leste e Cabinda

Por Orlando Castro
in Notícias Lusófonas


O ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Zacarias da Costa, exprimiu a preocupação do seu país relativamente à obstrução por parte de Marrocos quanto à conclusão e prosseguimento do processo de descolonização do Sahara Ocidental. E Cabinda? Pelos vistos, em Díli ninguém sabe o que isso é.
Zacarias da Costa manifestou essa preocupação durante uma recepção ao embaixador saharaui acreditado em Dili, Mohammed Salama Badi, na sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros timorense.

O ministro referiu que o seu governo está "preocupado face aos contínuos obstáculos interpostos por Marrocos com vista a retardar o processo de descolonização e a recusa de Rabat em permitir ao povo saharaui de exercer o seu direito inalienável à autodeterminação, através da organização de um referendo livre e democrático."

As duas partes passaram igualmente em revista os últimos desenvolvimentos do conflito do Sahara Ocidental, nomeadamente as violações dos direitos humanos cometidos por Marrocos nos territórios saharauis sob ocupação marroquina e a pilhagem continua dos recursos naturais do território ocupado há mais de 35 anos por Marrocos.

No passado dia 1 de Junho, também o Presidente de Timor-Leste e Nobel da Paz, José Ramos-Horta, disse que Marrocos deve honrar os compromissos que assumiu com a comunidade internacional para realizar o referendo no Saara Ocidental.
Pena é que, no âmbito da Lusofonia, Ramos-Horta não tenha visão, ou conhecimentos, sobre o que se passa na colónia angolana de Cabinda.

Será que alguém o pode elucidar? Ou será que Ramos-Horta pensa como o seu homólogo português, Cavaco Silva, que Angola vai de Cabinda ao Cunene?
Por pensar como Ramos-Horta é que a Indonésia considerava que Timor-Leste era uma sua província. Certo?
O Presidente da República timorense salientou na altura que “o problema do Saara Ocidental já se arrasta há mais de 30 anos”.

Exactamente. Tal como o de Cabinda que começou em 1975 quando Portugal rasgou os acordos que tinha com o povo de Cabinda. Rasgou-os mas não conseguiu que fossem esquecidos por muitos. Muitos onde, apesar de uma causa semelhante, não consta infelizmente José Ramos-Horta.

Timor-Leste libertou-se em 1999 e restaurou a sua independência em 2002, mas a questão do Saara que tem similaridade histórica e à luz do Direito Internacional, continua por ser resolvida”, observou o Presidente timorense.
E que tal Ramos-Horta pedir ajuda aos seus preclaros assessores para perceber que, afinal, Cabinda está ao mesmo nível do Saara e de Timor-Leste?

É natural que Ramos-Horta não saiba a história de Angola e de Cabinda, ou apenas conheça a versão do regime do MPLA. Se, por exemplo, os mais altos representantes políticos de Portugal nada conhecem, ou fingem não conhecer, da história do seu país, é natural que o presidente timorense também seja ignorante nesta, como noutras, matérias.

Resta a certeza de que, um dia destes, ainda vamos ver Cavaco Silva e Ramos-Horta, entre muitos outros, entre quase todos, a dizer também que devido a uma mudança no contexto geopolítico, Cabinda não é Angola e o Tibete não é China.

sexta-feira, agosto 27, 2010

São Tomé: Primeiro-ministro diz que Portugal e Angola estão em pé de igualdade

in Notícias Lusófonas

O primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada, disse hoje que a cooperação com Portugal e Angola deve ser colocada em pé de igualdade como outros parceiros do arquipélago.

Se todos são parceiros estratégicos, todos são iguais (…) é uma politica de vantagem comparativa e de selecção, o que de facto interessa mais fazer com esse ou aquele parceiro. Angola, Portugal, Taiwan, Nigéria são países nossos amigos”, disse o chefe do executivo são-tomense, durante uma entrevista à televisão pública são-tomense, que está a ser emitida também pela Rádio Nacional do país.

O que é preciso do nosso lado é saber olhar para Portugal e dizer o que é que Portugal sabe fazer e o que é que nós devemos oferecer a Portugal”, acrescentou o primeiro-ministro eleito no início deste mês.

Trovoada defendeu a integração do sector nacional da cooperação internacional no Ministério das Finanças como “uma renovação” na orgânica do seu Governo, destinada a dar maior “eficácia” a acção governativa.
O que sustenta toda essa nova orgânica é dar um pouco mais de eficácia, menos dispersão, reduzir alguns custos e percebermos muito melhor aquilo que se passa no nosso país”, explicou.

Infelizmente nós temos muitas ilhas e essas ilhas correspondem a muitos sacos azuis, há muitos recursos dispersos e era necessário termos melhor percepção de todo esse potencial”, acrescentou o primeiro-ministro são-tomense, para quem a luta contra a corrupção é “o objectivo primordial” da acção governativa.
Durante a campanha, denunciámos a situação económica do país, mas ela está pior do que esperávamos. Vamos tomar algumas medidas sem precipitação, mas com firmeza”, afirmou Trovoada, elegendo a agricultura, a pesca e o turismo como os “sectores que podem trazer riqueza e emprego”.

No início do mês, Trovoada defendeu que os parceiros estratégicos de cooperação não deviam limitar-se a Portugal e Angola, e anunciou que iria apostar nas relações com países da sub-região e do Médio Oriente. Adiantou ainda que está convencido de que “o que importa para a diplomacia são-tomense” e para a defesa dos seus interesses, “é alargar o leque de amigos".
Relativamente aos parceiros tradicionais de cooperação, Portugal e Angola, Trovoada disse que, depois dos primeiros 100 dias de governação, contactará os parceiros tradicionais com “novas propostas” que acredita serem “mais adaptadas à situação em que se encontra o país”.

Trovoada deseja clarificar as diferenças entre o actual Governo e o de Rafael Branco, do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP-PSD).
"O MLSTP dizia que Angola e Portugal eram os parceiros estratégicos. Nós pensamos que parceiros estratégicos são vários. Tudo depende do que cada um pretende com cada um dos parceiros”, defendeu.
A complementaridade virá, defendeu, da sub-região, que acredita ser “uma das saídas para o crescimento económico” do país.
Por isso estamos a olhar para o Gabão, Guiné-Equatorial, Nigéria, Camarões, Congo”, disse.
Outros parceiros são os países do Médio Oriente e o conjunto BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).

[Repare-se no comentário que aqui deixei em 24 de Agosto último. A ver vamos...]

Universidades dos Açores e Lesley celebram Língua Portuguesa

in Notícias Lusófonas

A celebração da língua portuguesa na América do Norte é o tema central de uma série de iniciativas que começam sexta-feira na cidade norte-americana de Fall River, promovidas pelas universidades dos Açores e de Lesley, EUA.
As iniciativas incluem um congresso internacional sobre o ensino do português, um almoço com pratos típicos de Portugal, Cabo Verde, Brasil e Angola e a realização de uma Feira do Livro, no Kennedy Park, durante as Festas do Espírito Santo, que se prolongam até domingo.

O Congresso Internacional de Ensino da Língua e Cultura Portuguesas na América do Norte, que decorre sexta-feira, vai reunir especialistas de Portugal, Brasil, Cabo Verde, EUA, Canadá e México, revelou hoje Graça Castanho, da Universidade dos Açores.

Este fórum, que também se destina a evocar o centenário do ensino integrado do Português na Escola do Espírito Santo de Fall River, vai debater, entre outros temas, o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, as técnicas e materiais relevantes para o ensino do Português e o multiculturalismo.

Graça Castanho destacou, no contexto destas iniciativas, a importância do trabalho desenvolvido pela escola de Fall River, que ensina o Português como disciplina integrada num currículo comum aos estabelecimentos escolares norte-americanos.

No pavilhão que vai acolher a Feira do Livro, estarão também patentes exposições de trabalhos de crianças que frequentam escolas portugueses e serão lançadas obras relacionadas com esta temática.
As iniciativas promovidas pelas universidades dos Açores e de Lesley coincidem com a realização das festas - na cidade norte-americana onde vive uma grande comunidade de origem açoriana - que levam a Fall River milhares de emigrantes provenientes de vários estados norte-americanos e do Canadá.

Cooperação Portuguesa abastece biblioteca na ilha do Maio

A Cooperação Portuguesa disponibilizou cerca de 500 títulos, correspondentes a outros tantos livros, para a Biblioteca do Centro de Juventude do Maio, em Cabo Verde, revelou fonte oficial cabo-verdiana.

A oferta, segundo fonte do Ministério da Presidência do Conselho de Ministros, insere-se no quadro das "boas relações" existentes entre Portugal e Cabo Verde, estando o acto de entrega previsto para hoje na Vila de Porto Inglês, capital da ilha do Maio.

A cerimónia contará com a presença da ministra da Presidência do Conselho de Ministros e da Juventude cabo-verdiana, Janira Hopffer Almada, que inicia uma visita de trabalho de dois dias à ilha do Sotavento, vizinha de Santiago.

Portugal acolhe centro de recrutamento da Cisco para a Europa, Médio Oriente e África

A multinacional norte-americana Cisco Systems voltou a escolher Portugal para concentrar parte dos seus serviços, desta vez na área do recrutamento, elevando para quatro o número de centros europeus de suporte ao negócio que possui no país.

O director-geral da Cisco em Portugal considerou que a abertura em Oeiras do centro de recrutamento da companhia para a Europa, Médio Oriente e África (região EMEA) é "muito mais simbólico do ponto de vista qualitativo do que quantitativo, porque vai ser um grupo pequeno de cerca de oito pessoas". "É simbólico a dois níveis: primeiro porque é o 4º centro europeu de suporte ao negócio da Cisco em Portugal, depois do Hércules (backoffice das vendas de tecnologia para toda a Europa), do Liberty (backoffice de vendas de serviços para toda a Europa) e do Inside Supercenter (gestão de conta remota para parceiros e para uma grande parte dos clientes na Europa). Depois, porque é pouco usual ter uma unidade que gere todos os processos de recrutamento para uma zona como a Europa, Médio Oriente e África a partir de uma base em Portugal", explicou Carlos Brazão.

Segundo salientou, o novo centro de recrutamento - a implementar no edifício da Cisco em Oeiras - vai albergar o conjunto de pessoas que processam todos os novos recrutamentos da Cisco para a zona EMEA.
O centro irá começar a operar até final deste ano, embora só venha a ter o quadro de trabalhadores completo no primeiro trimestre de 2011.

De acordo com Brazão, a opção por Portugal para instalar este centro é "o reconhecimento do excelente desempenho" dos outros três centros já em operação no país. "Há três anos que praticamente todas as decisões de centralização da Cisco na Europa são para Portugal. Quem está de parabéns são os colaboradores portugueses", salientou, adiantando que o total de quadros da multinacional no país "não deve andar já muito longe das 200 pessoas".

Para o responsável, o facto de existirem já quatro centros da Cisco em Portugal "é um bom indicador, porque nas empresas globais há cada vez mais tendência para haver alguma especialização e, logo, oportunidades de concentração de determinadas funções para determinadas regiões".

Timor: Ramos Horta alivia tensão nacional com perdão a autores de atentado

Presidente timorense mandou libertar autores do atentado que sofreu em 2008. A decisão vai aumentar a estabilidade no país e ajudar "o passado a ser passado".

"Eles também foram vítimas", justificou José Ramos Horta (JRH). Os 23 antigos rebeldes considerados responsáveis pelo atentado contra o presidente da República de Timor-Leste e condenados em Março a 16 anos de prisão vão ser libertados mais cedo que o previsto, segundo a informação publicada ontem na Gazeta Oficial, o boletim legislativo de Timor.

A intenção de JRH já tinha sido dada a conhecer a 6 de Agosto, em Díli. "Como presidente da República quero indultar as pessoas já condenadas em processos relacionados com a crise, concretamente os três militares das F-FDTL (Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste), Gastão Salsinha (tido como um dos cabecilhas, a par de Alfredo Reinado, que foi abatido na sua residência), e os outros condenados no mesmo processo. A compensação às vítimas (da crise de 2006) e os indultos vão ajudar-nos a deixar o passado ser passado e a olhar o futuro com confiança", disse o presidente da República.

Paulo Gorjão, especialista do Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança (IPRIS), considera que a decisão é um sinal claro de que Ramos Horta quer "desvalorizar, despolitizar e normalizar uma situação que poderia aumentar as fragilidades do país, aumentando a tensão social".

O especialista defende que a decisão do presidente timorense está relacionada com a tensão social do país. "À medida que cresce o distanciamento em relação ao referendo de 1999 que as tensões tendem a perder impacto. Mas a vida e a história fazem com que seja possível, apesar de imprevisível, haver uma nova tentativa de golpe de Estado como o de 2001, ou nova tentativa de assassinato do presidente JRH", defende o especialista.

A libertação dos condenados pelo atentado não é mais que "uma tentativa de retirar a carga de tensão política que se mantém em Timor desde 1999", considera Gorjão. Assim, "o que JRH faz é tentar esvaziar um balão de tensão. A realidade de Timor nem sempre corresponde às expectativas traçadas na transição para a democracia", defende, explicando que "a situação em Timor é relativamente calma, não há sinais de tensão política nem social, mas o facto de não haver sinais de tensão não quer dizer que ela não exista".

Dois dos condenados libertados são Gastão Salsinha e Marcelo Caetano. Maternus Bere, outro dos envolvidos no ataque que feriu o presidente timorense e levou à morte do major Alfredo Reinaldo, foi posto em liberdade em 2009. Bere era um antigo chefe de milícias pró-indonésias que fora considerado, por uma unidade da ONU, culpado pela chacina de centenas de pessoas numa igreja em Suai, em 1999.

O julgamento dos 23 envolvidos na tentativa de assassinato ao presidente JRH terminou em Março e durou cinco meses. JRH ficou ferido, depois de ter sido alvejado no estômago no atentado de 10 de Fevereiro de 2008. No mesmo dia, também o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, foi alvo de um ataque, do qual saiu ileso. Os ataques aconteceram alguns dias depois de Gusmão ter assumido que Alfredo Reinaldo não seria "uma ameaça real à estabilidade" de Timor-Leste.

quinta-feira, agosto 26, 2010

Politécnicos portugueses vão enviar um professor para Malaca

A pequena comunidade de descendentes de portugueses que em Malaca, na Malásia, mantém a herança cultural dos seus antepassados, vai acolher um professor de língua portuguesa. A "oferta" é dos institutos politécnicos de Portugal que vão ainda oferecer seis bolsas de estudo anuais.

São cerca de cinco mil os falantes do "cristang", um português com alguns séculos, que agora vão poder reatar o contacto com a língua materna dos antepassados ao abrigo de uma cooperação académica que está a reforçar o ensino do português no sudeste asiático, como explicou à Agência Lusa Sobrinho Teixeira, presidente do Instituto Politécnico de Bragança e do CCISP, Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos.

Macau vai receber, entre 7 a 10 de Setembro, o encontro anual das Associações das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), que terá como tema "A China, Macau e os Países de Língua Portuguesa". Desta organização fazem parte os 15 politécnicos portugueses que celebraram, em Janeiro, protocolos de cooperação com o congénere de Macau para o desenvolvimento do ensino do português no sudeste asiático.
Os representantes dessas organizações vão deslocar-se a Malaca, no dia 4 de Setembro, para oficializarem uma parceria que vai disponibilizar um professor para ensinar português à comunidade local, disse Sobrinho Teixeira. A cooperação disponibilizará também seis bolsas anuais a elementos daquela comunidade que queiram estudar nos politécnicos portugueses.
Esta iniciativa cumpre um dos propósitos dos protocolos celebrados, em Janeiro, de apoiar a qualificação das escolas portuguesas que ainda existem em Macau e nas comunidades descendentes de portugueses.

As redes de cooperação são um dos temas em foco no XX Encontro da AULP, entre 07 e 10 de Setembro, em Macau, com os membros desta associação lusófona a terem a oportunidade de apresentarem os seus projectos a congéneres da República Popular da China e Taiwan. O próximo encontro anual decorrerá em Bragança, entre 06 e 09 de Junho de 2011, segundo avançou Sobrinho Teixeira.

Portugal perdeu mais de 12 mil empresas em apenas dois anos

Fragilizadas pela crise e incentivadas pela simplificação dos encerramentos, milhares de sociedades deixaram de constar nos registos oficiais.
O jornal Público fez as contas e chegou à conclusão de que, nos últimos dois anos, o tecido empresarial português deixou de contar com mais de 12 mil empresas. Muitas delas constariam, no entanto, apenas no “papel”.

Desde 2008 e até ao primeiro trimestre deste ano, foram dissolvidas mais de 78 mil. Contabilizando o número de negócios criados (65.690), conclui-se que o saldo líquido é negativo: nos últimos dois anos, Portugal perdeu 12.414 empresas. A grande maioria pertencia ao sector da comercialização e reparação de automóveis.

Os dados mais recentes parecem revelar uma recuperação. No primeiro trimestre de 2010, houve mais sociedades criadas do que dissolvidas, o que resultou num ganho líquido de 3203 empresas.

quarta-feira, agosto 25, 2010

Risco da dívida portuguesa é o que mais sobe a seguir ao Vietname

O risco da dívida pública portuguesa é o segundo que mais sobe no mundo, apenas superado ligeiramente pelo Vietname, agravando-se 3,66%, de acordo com os dados da CMA, uma empresa especialista em análise de crédito.

Os Credit Default Swaps (CDS) associados aos títulos de dívida pública portugueses com maturidade a cinco anos agravavam-se hoje em 3,66%, para os 305,6 pontos base.

A subida de 10,8 pontos base registada hoje face ao fecho de terça feira faz com que o custo para segurar os títulos de dívida a cinco anos, medido pela CMA, se agrave para os 305,6 mil euros anuais.

No ‘top 8’ do custo dos CDS que mais se agravam hoje, apenas o Vietname supera Portugal, com o custo dos seus CDS a aumentar em 3,67%, sendo que o aumento em pontos base é inferior, situando-se atualmente nos 259,57 pontos, menos 45 pontos base do que no caso de Portugal.

O terceiro que mais agrava é Itália, cujo custo dos CDS estão a subir 3,43% para os 219,39 pontos base.

Dos oito que mais pioram durante o dia de hoje, de acordo com os dados compilados pela CMA, Portugal é o que maior valor tem nos credit default swaps associados à sua dívida a cinco anos.

Este agravamento surge no mesmo dia em que o Estado português colocou no mercado 1.301 milhões de euros em dívida pública a seis e dez anos, com juros mais altos do que em emissões anteriores com as mesmas maturidades e um dia depois da Standard & Poor’s cortar o ‘rating’ da Irlanda.

Qual é o quarto grande do futebol português?

Apresentam-se vários critérios, os seguintes parecem-me razoáveis: títulos/troféus nacionais/europeus conquistados, número de presenças no principal campeonato, número de sócios e ano da fundação.

À partida apresentam-se como candidatos: Boavista, Belenenses, Sporting de Braga e Vitória de Guimarães.
Tendo em conta os critérios acima apresentados, atribuir-se-á 4 pontos por troféu europeu, 3 pontos por cada Campeonato Nacional conquistado, 2.5 por troféu europeu (de 2ª relevância), 2 pontos por cada Taça de Portugal/Campeonato de Portugal/Taça da Liga, 1 ponto por Supertaça, 0.5 por cada presença no Campeonato Nacional, 0.5 por número de sócios e 0.5 por cada ano de fundação.

Assim:
Os dois primeiros conquistaram um título de campeão nacional cada um, e isso faria deles, à partida, potenciais vencedores desde "concurso". Nenhum ganhou troféu europeu algum.
O Boavista, com 107 anos, acumula 5 Taças de Portugal (TP) e três Supertaças. Tem 54 presenças no Campeonato Nacional (CN). Tem 25 mil sócios. Teve uma carreira europeia muito interessante, sendo o único dos três grandes, até ontem, a disputar a Liga dos Campeões (não pontua mais por isso…).
Soma 12096,5 pontos.

Os Belensenses, com 91 anos, 20 mil sócios, têm 3 Taças de Portugal e 3 Campeonatos de Portugal (equivalente), o que soma 6 troféus. Têm 72 presenças no CN.
Soma 10096,5 pontos.
O Vitória de Guimarães, com 88 anos, tem 63 presenças no Campeonato e 1 Supertaça. Tem 24 mil sócios.
Soma 12045 pontos.

Actualmente, o Sporting de Braga tem assumido preponderância na classificação do Campeonato Nacional. Com 89 anos, tem 54 presenças no campeonato principal, 1 Taça de Portugal e 1 Taça Intertoto. Tem cerca de 22 mil sócios.
Soma 11076 pontos.

O Boavista surge como 4º grande, com o Guimarães a persegui-lo, mas com o Braga a crescer a olhos vistos.
Estava portanto encontrado o vencedor. Mas, uma certa “crise” relegou o Boavista para os regionais e para longe da memória dos adeptos do futebol e Os Belenenses, agora na 2ª Liga, andam há muito arredados de troféus que abrilhantem o seu museu, apesar de serem o segundo clube de muitos adeptos do futebol.

A vitória discutir-se-á entre Guimarães e Braga, numa saudável rivalidade minhota, com o Braga num crescimento sustentado e o Guimarães como o quarto grande português em termos de assistências no seu estádio e o 5º grande (a curta distância do 4º) à luz dos critérios apresentados.
Os estádios têm lotação semelhante (30 mil lugares), mas o Braga passou ontem pela primeira vez à fase de grupos da Liga dos Campeões (a quarta equipa portuguesa a consegui-lo), um feito desportivamente e economicamente muito importante.
Em termos de adeptos as coisas equivalem-se, mas as assistências pendem muito mais para o lado do Guimarães.

Ficam as conclusões. Inconclusivas...

terça-feira, agosto 24, 2010

Petróleo constitui oportunidade para São Tomé e Príncipe, defende a Human Rights Watch

O ano de 2010 pode ser de viragem para São Tomé e Príncipe, com a constituição do novo governo e os resultados do concurso para a prospecção de petróleo na sua zona económica exclusiva, considera a organização internacional Human Rights Watch (HRW).

"O novo governo deve tirar lições dos erros do passado. Tem uma janela de oportunidade e deve usá-la para assegurar que o povo de São Tomé beneficia das receitas se e quando estas existirem", sustenta Arvind Ganesan, empresário e director da Human Rights Watch.

No relatório com o tema "Futuro Incerto: contratos de petróleo e reformas por fazer em São Tomé e Príncipe", os responsáveis da organização internacional dizem que o país está "num ponto de cruzamento de vários caminhos, com uma oportunidade de beneficiar da sua potencial riqueza petrolífera".
O governo resultante das eleições de Agosto deverá estar formado ainda este mês e até ao final do ano deverão ser anunciadas as companhias que venceram o concurso para a prospecção de petróleo offshore na Zona Económica Exclusiva de São Tomé e Príncipe.

O relatório, de 23 páginas, refere que São Tomé continua "mal preparado para gerir as receitas que possam vir do sector petrolífero, apesar dos esforços internos e internacionais para melhorar a transparência fiscal e a contabilidade desses proveitos".
A HRW defende no relatório que o futuro governo deve tornar públicas todas as operações comerciais ou financeiras relacionadas com o sector petrolífero.

A comunidade internacional e alguns deputados e outras autoridades locais desenvolveram vários esforços para melhorar a capacidade de gerir estes activos, para evitar problemas que alguns países vizinhos viveram, como Angola e a Guiné Equatorial.
O governo cessante, lê-se no relatório, não teve a vontade política ou a "capacidade para introduzir as reformas necessárias" e a HRW revela agora esperança em que a situação se altere.

[As coincidências democráticas africanas levam a depositar em Patrice Trovoada um fardo de esperança. Contudo, oficialmente pouco dele se conhece a não ser o apelido famoso no arquipélago. Recentes mini-biografias dão-no como empresário do ramo dos petróleos com interesses da Nigéria à Guiné Equatorial. Com formação francesa, a que não falta um certo sotaque, a sua fortuna cresceu nos últimos anos fruto da sorte e de um suposto jeito natural para os negócios (a que não devem ser alheios os contactos políticos que o seu pai granjeou nos anos da política activa). Conseguiu, com a sua nomeação como primeiro-ministro, em 2008, o apoio das principais chancelarias presentes na ilha, que logo trataram de ver nele a "esperança" de que o país atingisse os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio da ONU (e encaminhasse os contratos petrolíferos). O surgimento da ADI é o acto contínuo. Trata-se de um repositório de ideologias, que têm em comum não ter ideologia nenhuma. Patrice parece ser o elo que une este partido recente no panorama são-tomense. Vamos ver o que vai dar governar em minoria... Aceitam-se apostas.]

Presidente do Senegal oferece quatro viaturas ao seu homólogo da Guiné-Bissau

A presidência da Guiné-Bissau recebeu hoje quatro viaturas oferecidas pelo presidente do Senegal ao seu homólogo guineense, Malam Bacai Sanhá, no quadro do reforço das relações entre os dois países, declarou o embaixador senegalês no momento da entrega dos carros.

O embaixador Mamadu Niang entregou ao director do gabinete do presidente guineense, Alberto Batista Lopes, as chaves de dois automóveis de luxo (um Lexus e um Volswagen Passat) e de dois autocarros de 45 lugares cada.

"Estas viaturas simbolizam os laços de amizade e fraternidade que unem os povos e governos do Senegal e da Guiné-Bissau", defendeu o embaixador Mamadu Niang, decano dos diplomatas acreditados em Bissau.

Por seu turno, o director do gabinete do presidente guineense, Alberto Lopes, disse que, em nome de Malam Bacai Sanhá, a presidência da Guiné-Bissau "agradece mais este apoio" do Senegal, país com o qual, disse, "existem excelentes laços de amizade e cooperação".
As quatro viaturas ficarão afectas aos serviços da presidência guineense.

Na semana passada, o presidente do Senegal entregou ao seu homólogo guineense 100 toneladas de açúcar, produto que não existe à venda na Guiné-Bissau.

Também recentemente, a presidência guineense recebeu 20 automóveis do Irão , que o presidente Malam Bacai Sanhá distribuiu para alguns veteranos da guerra pela independência do país.

[Nesta gentil oferta aos designados "veteranos da guerra pela independência" está explícita a rede de interesses em que os militares guineenses põem e dispõem e são tratados nas palminhas das mãos, não vão alguns aborrecer-se e matar alguém... As viaturas iraniana são distribuídas sem critério concreto, em que a palavra "veteranos" parece legitimar tudo, algo que a idade dos premiados não deveria desmentir. Não chegaram a apelidá-los de "heróis nacionais". Já não foi mau...
Parece também haver outros contornos interessantes na oferta persa. Das duas uma: ou os carros sobravam no Irão e resolveram doá-los a países amigos e com maiores necessidades automobilísticas - e aí surge a Guiné-Bissau - ou a oferta (não haveria mais nada que interessasse ao povo guineense?) foi a pedido das autoridades do país africano, com o objectivo de premiar essa clique que se alimenta do depauperado erário público e muito tem contribuído para a instabilidade e desgoverno geral do so-called "país".]

segunda-feira, agosto 23, 2010

Ministro da Defesa de Angola visitou hoje a "colónia" de Cabinda

in Notícias Lusófonas

Cândido Pereira Van-Dúnem sentiu necessidade de falar da “moral psico-militar das tropas". Porque será?

O ministro angolano da Defesa, Cândido Pereira Van-Dúnem, afirmou hoje, na colónia de Cabinda, que a situação político-militar na região é estável. Mau grado a tese oficial de que as forças de FLEC não existem, o regime angolano continua a reforçar o dispositivo militar, provavelmente para justificarem novas detenções por supostos crimes contra a segurança do estado.

Em breves declarações à imprensa no palácio do governo da colónia, no término da sua estada de algumas horas à colónia, o titular da pasta da Defesa, considerou de salutar a interacção de actividades entre as forças armadas angolanas e o Governo no tocante à sua participação em acções sociais nas comunidades.

No encontro mantido com os membros da direcção do Quartel General da Região Militar Cabinda, Cândido Pereira Van-Dúnem, indicou que o mesmo serviu para tratar de questões militares especificas tendo em conta a realidade poltico militar da colónia de Cabinda, tido como de estável.

Nada de preocupação tanto no seio das forças armadas bemcomo no que diz respeito à moral psico-militar das tropas", disse o ministro, não explicando a razão pela qual num suposto cenário de absoluto domínio militar angolano era necessário falar da “moral psico-militar das tropas".

Quanto à reunião com o governo da colónia, o governante disse que a mesma centrou-se na análise profunda sobre a situação da reinserção dos ex-militares e também das questões relacionadas com as actividades dos militares nos programas do Governo.

O titular angolano da Defesa, chefiou uma delegação integrada por oficiais superiores do seu Ministério com destaque para o chefe do Estado Maior do Exército, general Jorge Barros Nguto.

Cândido Pereira Van-Dúnem recebeu no aeroporto cumprimentos de boas vinda do vice-governador da colónia, António Manuel Gime e do general Lúcio Amaral, chefe Estado Maior Adjunto do Exército.

Se, de um ponto de vista de propaganda internacional, o governo angolano continua a tentar passar a imagem de pacificação total na colónia de Cabinda, do ponto de vista interno, o Jornal de Angola (JA), estatal e único diário generalista angolano, órgão oficial do regime/MPLA, continua a chamar “terroristas” aos activistas cívicos condenados pelo tribunal da colónia de Cabinda por suposto crime contra a segurança de Estado.

Com o título "Terroristas condenados em Cabinda", em que abordou a condenação do economista Belchior Lanso Tati a seis anos de cadeia, o padre Raul Tati a cinco, o advogado, Francisco Luemba, a outros cinco e o ex-polícia Benjamim Fuca a três anos de prisão, o JA adianta - seguindo a velha tradição marxista do regime - ainda que a pena resulta da implicação destes no “ataque terrorista” à seleçcão do Togo.

A escolta angolana à selecção de futebol do Togo foi atacada a 8 de Janeiro em Cabinda por uma facção dos guerrilheiros da FLEC, de onde resultou a morte de dois dos seus elementos, quando se preparava para integrar o grupo local da Taça de África das Nações (CAN 2010).

O jornal estatal angolano lembra que os activistas estavam acusados de pertencer à facção da FLEC que “reivindicou o atentado”, o que estes negaram em julgamento, e, diz ainda o JA, que na sua posse estavam documentos a reivindicar o ataque.

Em Cabinda, a única colónia remanescente na África Negra, Angola confirma que apenas está disposta a manifestar e concretizar a vontade política de prejudicar o povo de Cabinda e nunca de construir e resolver a bem o problema que, com mais ou menos propaganda, que com mais ou menos petróleo, continua a ser Cabinda.

Ficou bem claro e dissiparam–se as dúvidas, sobretudo para aqueles que de Lisboa a Luanda, apregoam nos areópagos internacionais que o Presidente José Eduardo dos Santos e a sua Angola são pela justiça e pela paz em Cabinda.

Só os golpistas ingénuos da FLEC, quais clones do MPLA, Alexandre Tati, Estanislau Boma, Antoine Nzita Mbemba e Carlos Moisés e Veras Luemba (o negociador-mor) acreditam nisso. O povo de Cabinda, os seus verdadeiros amigos e os demais resistentes esclarecidos não embarcam na cantiga do bandido.

Acresce a este estado de coisas a propaganda (destinada só para Cabinda) da afectação de 300 milhões de dólares - que ainda não chegaram nem vão chegar, como é costume - para a acção de cosmética social, a panaceia estratégica para o mal de Cabinda, que 40 anos depois, segundo a crença dos ideólogos da ocupação vai esfriar os ânimos independentistas quiçá a consciência já consolidada do patriotismo e nacionalismo esclarecido Cabindês que remonta do Tratado de Simulambuco.

Presidente diz-se "envergonhado" com a má imagem pública do país

O Presidente da Guiné-Bissau confessa-se "envergonhado" pela "má reputação" que o seu país tem adquirido nos últimos anos, como entreposto do tráfico internacional de drogas duras e pela administração ineficiente, fazendo um apelo público contra a incompetência.

"Devemos envergonhar-nos por sermos vistos como um povo incapaz de encontrar soluções para os problemas do nosso país", afirmou Malam Bacai Sanhá, citado por agências noticiosas na recente Conferência de Reconciliação Nacional, em Bissau.

A Guiné-Bissau, que foi uma colónia portuguesa até Setembro de 1974, tem uma gigantesca dívida externa e depende em larga escala de doações internacionais de diversas proveniências - de Portugal até aos países vizinhos.
Na década de 70, durante a guerra travada entre o movimento de libertação PAIGC e a tropa portuguesa, a Guiné chegou a ser apontada em meios internacionais como um dos Estados mais promissores de África, e o líder do PAIGC, Amílcar Cabral, era um dos mais respeitados políticos africanos. O seu assassínio, em Janeiro de 1973, em circunstâncias nunca devidamente esclarecidas, impediu-o de atingir a presidência da Guiné-Bissau independente.

O primeiro chefe do Estado, Luís Cabral, era irmão de Amílcar mas não gozava do mesmo prestígio. Acabou por ser derrubado por um golpe militar conduzido em 1980 pelo general Nino Vieira, um dos heróis da independência.
As últimas duas décadas foram marcadas por grande instabilidade no país e por crescentes acusações de que o vasto arquipélago dos Bijagós, ao largo da costa guineense, está a ser usado para operações de tráfico de cocaína entre os continentes americano e europeu.

O assassínio de Nino Vieira, num sangrento golpe militar em Março de 2009, agravou a reputação da Guiné-Bissau, hoje considerada um "estado falhado" por diversos analistas de política internacional. Dois chefes militares guineenses foram considerados cabecilhas do tráfico de droga pelas autoridades norte-americanas, que congelaram as suas contas bancárias nos EUA.
Sanhá, que venceu a eleição presidencial de 2009, realizada após a morte de Nino Vieira, tem procurado reorganizar a administração do país, tal como o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior.
No próximo mês, a cimeira da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental analisará o caso da Guiné-Bissau, devendo fornecer ajuda económica e militar ao país.

sábado, agosto 21, 2010

Universidade de Aveiro ensina menores a lidarem com o dinheiro

Menores dos sete aos 17 anos são o principal público-alvo de um projecto nacional para ensinar a lidar com o dinheiro, anunciou hoje a Universidade de Aveiro (UA), promotora desta iniciativa de incremento da "literacia financeira".

O projecto, designado "Educação+" e a desenvolver em colaboração com a Caixa Geral de Depósitos (CGD), visa "contribuir para a formação de consumidores mais informados e mais conscientes da realidade financeira e dos desafios do dia-a-dia", segundo um comunicado da UA.

"Nos dias de hoje, e atendendo à actual situação de crise financeira e económica, que a maioria dos países enfrenta, torna-se pertinente a discussão destes temas e a procura de novas respostas e soluções para os problemas diários", refere a UA, ao justificar a iniciativa.

A educação financeira, como meio de melhorar a capacidade individual para lidar com as finanças pessoais é, de resto, uma preocupação central de governos e organizações internacionais como a OCDE e a União Europeia (UE), assinala ainda o comunicado.
No âmbito do "Educação+", "que será em breve apresentado ao Ministério da Educação", está a ser preparada uma exposição itinerante, que se estreia a 6 de Outubro em Águeda e que depois percorrerá outros municípios de norte a sul do país.

A exposição, adianta a UA, será composta por três módulos e os conteúdos desenvolvidos serão apresentados "de forma a dar ênfase à experimentação e ao jogo, como forma de estimular uma possível exploração didáctica destes temas".

A outro nível, mas também no âmbito do projecto, está prevista a realização em Lisboa, no dia 28 de Setembro, da II Conferência Internacional em Educação Financeira.
"Por uma educação+ financeira" é o tema desta conferência, que tem como principais destinatários todos aqueles que nas instituições e empresas exercem actividade nas áreas de formação, social, comunicação e estratégia, desde quadros superiores a vereadores, gestores escolares, professores, formadores e jornalistas.

China aplica taxa aduaneira "zero" às exportações de Timor Leste

A China anunciou hoje a abertura do mercado chinês, com isenção total de taxas aduaneiras, às empresas que se fixem em Timor-Leste.
O objectivo, segundo os representantes chineses, é apoiar o rápido desenvolvimento da economia timorense.

O anúncio foi feito pelo conselheiro económico e comercial da Embaixada chinesa em Díli, Yang Donghui, numa conferência de imprensa que serviu também para apresentar aos jornalistas a zona de comércio livre (FTA) criada em janeiro pela China com a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), a que Timor-Leste se prepara para aderir.

A decisão do governo chinês de abrir o mercado às exportações timorenses, sem pagamento de direitos alfandegários, antecipa a entrada de Timor-Leste na ASEAN, ao atribuir facilidades semelhantes às que concede desde o início do ano aos países fundadores da ASEAN, no âmbito da área de livre comércio que vigora desde 01 de Janeiro, mas ainda com a 'nuance' de não obrigar a qualquer reciprocidade.

TAP quer rotas para Pequim e Xangai

A TAP pediu ao Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) uma licença para explorar as ligações entre Lisboa e Pequim, Lisboa e Xangai e Porto e Pequim, segundo um aviso publicado em Diário da República.

"Torna-se público que a TAP Portugal requereu uma licença para exploração de serviços de transporte aéreo regular nas rotas Lisboa/Pequim/Lisboa, Lisboa/Xangai/Lisboa e Porto/Pequim/Porto", lê-se no aviso.

Segundo a informação publicada em Diário da República, as entidades que pretendam apresentar uma candidatura alternativa podem fazê-lo junto do INAC.

Estudo: portugueses esperam 6 a 7 minutos nas filas de serviços

Os portugueses ficam seis a sete minutos nas filas de espera para atendimento de serviços, um tempo melhor que a média de 24 países, de 10 minutos, e que satisfaz a maior parte dos consumidores, concluiu um estudo hoje divulgado.

O trabalho realizado pela Mystery Shopping Providers Association (MSPA), organização que reúne especialistas na metodologia de "cliente mistério", teve a participação da consultora portuguesa Pentaudis e revela que Portugal é um dos países com empregados mais sorridentes.
O diretor geral da Pentaudis, Luís Duarte, explicou que, relativamente ao tempo na fila de espera, "Portugal, nos 24 países, situa-se a meio da tabela, no 12º lugar, sendo a Rússia o último" e partilhando Dinamarca, Suécia, Inglaterra e Espanha o primeiro lugar.

O tempo médio de atendimento em Portugal é de seis a sete minutos, o dobro dos três minutos dos países do norte da Europa e de Espanha, enquanto na Rússia é de 25 minutos, especificou.

Entre os 11 setores analisados, o melhor desempenho é apresentado por "farmácias, setor da moda, supermercados e garrafeiras", com um tempo médio de espera de dois a quatro minutos. Ao contrário, nos correios e na banca os clientes têm de aguardar cerca de 20 minutos para serem atendidos.

"A insatisfação média nestes países é de 30%e Portugal tem um nível de 10%o que é bom" já que implica um grau de satisfação de 90%, realçou Luís Duarte.

Assim, apesar de estar a meio da tabela no tempo de espera, Portugal não tem muitos consumidores insatisfeitos e está mesmo em terceiro lugar no que respeita a simpatia dos funcionários.

sexta-feira, agosto 20, 2010

Obama confunde americanos

Um em cada cinco habitantes dos EUA supõe que o Presidente é muçulmano. E muitos julgam que nasceu no Quénia

"Vamos esclarecer os factos: eu sou cristão." Parece que estas palavras, proferidas por Barack Obama durante a corrida à Casa Branca em 2008, não foram suficientes para convencer todos os norte-americanos.

Um em cada cinco cidadãos dos Estados Unidos está convicto de que o seu Presidente é muçulmano. Por outro lado, quase metade da população (43%) afirma desconhecer a religião professada por Obama.

Estas são as conclusões de um estudo publicado ontem pelo Pew Center Research, um centro norte-americano independente de estudos de opinião. A investigação foi realizada ainda antes dos comentários de Obama favoráveis à construção de uma mesquita na zona de impacto, em Nova Iorque, pelo que se prevê um aumento de 7% no número de pessoas a pensar que o 44.º Presidente dos EUA segue o islão.

Durante a campanha presidencial, circulavam na Internet e-mails que questionavam as crenças de Barack Hussein Obama - cujo pai foi educado na fé islâmica - e que afirmavam que teria nascido no Quénia, o país natal do pai, e não no Havai.
Na altura, o então senador pelo Ilinóis encarregou vários membros da sua equipa de combater os rumores que se começavam a multiplicar. Foi assim que surgiu o site Fight the Smears - Learn the Truth About Barack Obama, que em português significa "combater os boatos - aprenda a verdade sobre Barack Obama".

O mesmo estudo conclui que a ideia de que Obama é muçulmano está mais enraizada entre os seus opositores políticos ou pessoais descontentes com a sua prestação. Para o presidente do Pew Center, Andrew Kohut, uma das explicações para esta situação é o facto de "Obama não ter associado a religião à sua figura pública" após as eleições.

quinta-feira, agosto 19, 2010

Almirante causa conflito nas altas esferas políticas

Presidente e primeiro-ministro divergem sobre a recondução do chefe da Armada.

O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, é o único obstáculo à recondução do almirante José Américo Bubu Na Tchuto como chefe do Estado-Maior da Armada da Guiné-Bissau.

O Governo de Carlos Gomes Júnior e as chefias militares já estão disponíveis para reconduzir Bubu Na Tchuto nas funções que exercia antes do suposto golpe de Estado de Agosto de 2008. Mas a movimentação de homens de confiança do Presidente da República junto do chefe do Estado-Maior, major-general António Indjai, impediram o regresso de Na Tchuto. O que está a causar dores de cabeça às autoridades de Bissau.

Os analistas locais são unâmines em afirmar que o almirante é agora uma pedra no sapato do Presidente da República e do primeiro-ministro: os dois estão em rota de colisão quanto à sua reintegração na chefia das Forças Armadas Revolucionárias do Povo (FARP).

Bubu Na Tchuto, que em Abril passado declarara que Malam Bacai Sanhá seria o melhor Presidente da República da Guiné-Bissau, agora não tem a mesma opinião em relação ao Chefe do Estado, com quem mantém um diferendo aberto.
Malam Bacai Sanhá não está disposto a reconduzir o almirante para não ter problemas com a comunidade internacional, que não vê com bons olhos o regresso de Na Tchuto à chefia da marinha de guerra da Guiné-Bissau.

Malam Bacai Sanhá preferia que Bubu Na Tchuto aceitasse o cargo de inspector-geral das Forças Armadas ou de chefe do Estado-Maior do Exército, passando o actual chefe do Estado-Maior do Exército, Mamadu N´Krumah, a vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.

O almirante não aceitou essas funções e entende que, sendo um homem com formação na área da marinha da guerra, só aí poderá ser útil para a Guiné-Bissau.

Perante este cenário, o Chefe do Estado convocou um encontro com o almirante, na presença da ministra da Presidência do Conselho de Ministros, Adiato Nadingna, para questionar os motivos de um anterior encontro entre Carlos Gomes Júnior e Bubu Na Tchuto. Malam Bacai Sanhá ficou a saber que os dois discutiram questões de pagamento da dívida do Governo para com o almirante. Dívida em relação à qual o primeiro-ministro terá já autorizado o pagamento de 50%.

Todavia, desconhece-se ainda o valor total do montante que o Governo terá já pago.

Sedacor vai inaugurar fábrica em 2011

A Sedacor, que opera com duas unidades na Feira e em Ponte de Sor, vai abrir no início de 2011 uma nova fábrica destinada a tratar a cortiça da linha Dynamic Cork, vocacionada para a indústria têxtil e de decoração.

A nova fábrica, a instalar na freguesia vizinha de Rio Meão, envolve um investimento de 600 mil euros, vai ocupar 800 metros quadrados de área coberta e irá criar três novos postos de trabalho, revelou Carlos Alberto Sá, que dirige a empresa com sede em S. Paio de Oleiros, na Feira.

O objectivo do industrial é concentrar nesse espaço os processos relativos ao design dos novos produtos da empresa, entre os quais se inclui a pele de cortiça para fabrico de calçado, vestuário e acessórios e também papel de parede no mesmo material, assim como cortinas e outros revestimentos.
Os rolos de cortiça aglomerada técnica utilizados na gama Dynamic Cork estavam até agora a ser tratados na unidade de Oleiros da Sedacor ou em empresas da especialidade às quais eram entregues tarefas como a digitalização de imagens, a estampagem de materiais, a submersão da cortiça ou a aplicação de substratos como tecido, papel ou autoadesivos.

Carlos Sá esclarece que a maioria desses procedimentos vão ser transferidos para a nova fábrica porque aí "não há pó de cortiça no ar e também é mais fácil guardar algum segredo" em relação às inovações desenvolvidas na empresa.

A Sedacor - Sociedade Exportadora de Artigos de Cortiça Lda. integra o grupo JPS Cork e, em 2009, teve um volume de negócios de 13,5 milhões de euros. Em Junho deste ano já registava um crescimento de 25% em relação ao mesmo período de 2009, pelo que as estimativas apontam agora para os 15 milhões de euros no final de 2010.
A linha Dynamic Cork só foi lançada este verão, mas em Dezembro já deverá representar 5 a 10% da facturação global da empresa.

Algarve promove birdwatching em Inglaterra

A Entidade Regional de Turismo do Algarve (ERTA) vai começar a promover a região como destino de interesse para a observação de aves (birdwatching) em Inglaterra, com a distribuição de um folheto que assinala zonas de interesse numa feira especializada.

"As aves que se podem avistar no destino são as protagonistas do novo folheto de birdwatching editado pelo Turismo do Algarve e que lista ainda as zonas de maior importância ornitológica da região. A brochura vai voar agora até Rutland, Inglaterra, onde será distribuída na British Birdwatching Fair (BBF) entre 20 (sexta-feira) e 22 de Agosto", anunciou a ERTA.

Além de identificar as zonas do Algarve que maior interesse têm para a observação de aves, como a Ria Formosa ou a Lagoa dos Salgados, entre outras, o folheto diz também quais são as principais espécies residentes e migratórias da região.
"Os tipos de habitat preferidos das cerca de 300 espécies que passam anualmente pela região também são descritos. Da zona montanhosa da serra do Caldeirão até à zona ribeirinha da foz de Odeleite, muitos - num total de 11 - são os locais de eleição para a ocorrência de avifauna", precisa a ERTA em comunicado.

O Turismo do Algarve sublinhou que "a ficha técnica garante que a observação não acontece ao acaso" e, por isso, o folheto inclui "a descrição dos locais, o seu estatuto de protecção, o momento ideal para os procurar, a duração do percurso e as aves que se podem encontrar".

A feira internacional de turismo ornitológico BBF recebeu 23 mil visitantes em 2009.
"A edição insere-se na estratégia global que o Turismo do Algarve começou a encetar para o birdwatching, que reúne cerca de 100 milhões de praticantes no mundo", afirmou, por seu turno, o presidente do Turismo do Algarve, Nuno Aires.

Os melhores países para viver são... e onde está Portugal?

Dinamismo económico nacional é mau, mas saúde, ambiente político e qualidade de vida não são dos piores

Os melhores países para viver no mundo são maioritariamente europeus. A Newsweek elaborou um ranking com os países com melhores condições para se viver e trabalhar, e sete dos primeiros dez são nossos "vizinhos".

A revista analisou 5 indicadores (educação, saúde, qualidade de vida, dinamismo económico e ambiente político) para elaborar uma lista dos países que ofereceriam melhores oportunidades de ter uma vida saudável, segura, próspera e com potencialidades de ascensão.

No top10 da lista estão Finlândia, Suíça, Suécia, Austrália, Luxemburgo, Noruega, Canadá, Holanda, Japão e Dinamarca. Os Estados Unidos só vêm a seguir. No final da lista está o Burkina Faso.

Portugal encontra-se na 27ª posição da lista, um lugar atrás da Grécia e seis lugares atrás da vizinha Espanha. O nosso país aparece em 23º lugar no que se refere a saúde e do ambiente político, no 27º em qualidade de vida e 42º em dinamismo económico, que penalizou seriamente a nossa classificação global. Neste factor, Singapura é o melhor do mundo, Espanha é o 19º e Grécia o 47º.

Voltámos depois das merecidas férias...