Antigo presidente da Associação Portuguesa de Bancos e ex-ministro das Finanças, alertou hoje para a "perda" de soberania nacional e para a "cultura de desmazelo" face aos "graves" problemas económicos do país.
"Assistimos a uma clara perda de independência nacional, e a grande velocidade", afirmou aquele membro do Conselho Económico e Social (CES), na abertura de um debate na Universidade Católica subordinado ao tema O Desafio da Mudança Urgente. Caridade, Verdade e uma Encíclica.
Alertando para o facto de que "os anos que se aproximam vão ser mais difíceis", Salgueiro salientou as limitações dos benefícios sociais e defendeu que o desemprego "vai continuar a crescer" e que para muitos empresários "o que está em causa" é conseguir sobreviver.
"A solidariedade significa que é preciso melhor distribuição da riqueza e ajuda aos continentes mais atrasados. Mas não é isso que estamos a assistir. Muitos portugueses estão a abandonar o país, os empresários estão a deslocalizar as sedes das empresas", alertou o economista.
"Acima do medo que se vive hoje, o pior problema é esta cultura de desmazelo e não compreensão do que se está a passar. O eurocentrismo não faz sentido neste momento. Quem está a ganhar o poder, além dos Estados Unidos, são os países emergentes, como a China, Índia e Vietname, para onde estão a ser deslocalizados trabalhadores e empresas", defendeu.
O economista considerou que a China está a desenvolver um capitalismo "ainda mais selvagem" do que o do mundo ocidental.
Joaquim Franco, da Comissão Nacional de Justiça e Paz, defendeu que se atravessa um tempo de mudança: "Basta ver o percurso da história para encontrar semelhanças, como catástrofes naturais, escassez de ética e não concretização da justiça para perceber que vamos ter uma mudança, só que agora é mais rápida do que no passado".
Este responsável defendeu ainda estarem a ruir os "critérios sobre os quais construímos a nossa felicidade" e disse esperar que a greve geral, marcada para quarta-feira, seja "construtora" de uma nova dinâmica de participação e de mudança política: "se assim não for [a greve] é em vão", defendeu.
O antigo ministro da Educação Roberto Carneiro defendeu a necessidade de "uma governação diferente para o mundo", alertando para o facto de o crescimento sem coesão social não ser sinónimo de prosperidade.
sábado, novembro 20, 2010
FMI: Portugal pagou entrada no Fundo com ouro às paletes
O pagamento da quota de adesão de Portugal ao Fundo Monetário Internacional (FMI), há cinquenta anos, foi feito em paletes de ouro nas caves da Reserva Federal de Nova Iorque, contou "pai" da entrada portuguesa na instituição.
Manuel Jacinto Nunes, 84 anos, foi o homem que, enquanto vice-governador do Banco de Portugal, conduziu a entrada portuguesa no FMI, à frente de uma equipa de quatro pessoas, e lembrou o processo de adesão, que se concretizou a 21 de novembro de 1960.
Na altura, o Banco de Portugal era uma sociedade anónima de responsabilidade limitada, com capital de 100 mil contos. Para entrar no FMI, Portugal teve de pagar uma quota de 60 milhões de dólares, o mesmo que a Jugoslávia tinha pago e mais 20 milhões do que a Grécia.
Manuel Jacinto Nunes, 84 anos, foi o homem que, enquanto vice-governador do Banco de Portugal, conduziu a entrada portuguesa no FMI, à frente de uma equipa de quatro pessoas, e lembrou o processo de adesão, que se concretizou a 21 de novembro de 1960.
Na altura, o Banco de Portugal era uma sociedade anónima de responsabilidade limitada, com capital de 100 mil contos. Para entrar no FMI, Portugal teve de pagar uma quota de 60 milhões de dólares, o mesmo que a Jugoslávia tinha pago e mais 20 milhões do que a Grécia.
Instituto Pedro Nunes é a melhor incubadora de base tecnológica a nível mundial
O Instituto Pedro Nunes (IPN), venceu o prémio internacional de Melhor Incubadora de Base Tecnológica do mundo, evidenciando-se entre cinquenta concorrentes de 26 países, anunciou hoje a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCT- UC).
IPN já tinha ganho um prémio em 2008.
Em comunicado, a FCT- UC anunciou que a “atribuição deste prémio é baseada na análise de uma combinação de 25 indicadores de performance da própria incubadora e das empresas incubadas”.
A instituição foi premiada pelos “excelentes resultados” ao nível de um modelo de negócio autosustentado com forte retorno do investimento público, de uma taxa de sobrevivência das empresas incubadas superior a 80%, por um volume de negócios agregado superior a 70 milhões de euros, e na criação de mais 1500 postos de trabalho directos, “muito qualificados”, desde o seu inicio de actividade.
O concurso decorreu entre quinta e sexta-feira, em Liverpool, Inglaterra, durante a 9.ª conferência anual sobre boas práticas em incubadora de base tecnológica e envolveu cinquenta incubadoras de 26 países.
Já no final de 2008, o IPN tinha ficado em segundo lugar no concurso Best Science Based Incubators, que decorreu em Paris e envolveu 53 incubadoras provenientes de 23 países diferentes. A vencedora foi então a incubadora italiana da Città della Scienza, em Nápoles.
A incubadora do IPN, surgiu em Coimbra em 1996 e conseguiu já apoiar o lançamento de mais de 130 projectos empresariais, a maioria dos quais são “spin-off’s” de universidades, com destaque para a UC. No total, mais de mil postos de trabalho directos, altamente qualificados, foram criados, gerando um volume de negócios que, em 2008, chegou aos 50 milhões de euros. Foi a partir daqui que surgiram empresas como a Critical Software ou a Crioestaminal.
IPN já tinha ganho um prémio em 2008.
Em comunicado, a FCT- UC anunciou que a “atribuição deste prémio é baseada na análise de uma combinação de 25 indicadores de performance da própria incubadora e das empresas incubadas”.
A instituição foi premiada pelos “excelentes resultados” ao nível de um modelo de negócio autosustentado com forte retorno do investimento público, de uma taxa de sobrevivência das empresas incubadas superior a 80%, por um volume de negócios agregado superior a 70 milhões de euros, e na criação de mais 1500 postos de trabalho directos, “muito qualificados”, desde o seu inicio de actividade.
O concurso decorreu entre quinta e sexta-feira, em Liverpool, Inglaterra, durante a 9.ª conferência anual sobre boas práticas em incubadora de base tecnológica e envolveu cinquenta incubadoras de 26 países.
Já no final de 2008, o IPN tinha ficado em segundo lugar no concurso Best Science Based Incubators, que decorreu em Paris e envolveu 53 incubadoras provenientes de 23 países diferentes. A vencedora foi então a incubadora italiana da Città della Scienza, em Nápoles.
A incubadora do IPN, surgiu em Coimbra em 1996 e conseguiu já apoiar o lançamento de mais de 130 projectos empresariais, a maioria dos quais são “spin-off’s” de universidades, com destaque para a UC. No total, mais de mil postos de trabalho directos, altamente qualificados, foram criados, gerando um volume de negócios que, em 2008, chegou aos 50 milhões de euros. Foi a partir daqui que surgiram empresas como a Critical Software ou a Crioestaminal.
quinta-feira, novembro 18, 2010
Andorra quer intensificar relações com Portugal
Andorra é um país "ímpar e diversificado" que pretende "intensificar as relações" turísticas com Portugal, defende o ministro do Turismo, Comércio e Indústria do principado.
Claudi Benet apresentou hoje em Portugal a oferta turística do principado, que em 2009 recebeu 9 milhões de turistas, e este ano aposta no lema "um mundo inteiro num pequeno país" para atrair novos visitantes.
O representante do principado afirmou que a presença em Portugal visa o reforço de ligações com Portugal no sector do turismo, tendo anunciado que tem agendada para hoje uma reunião com o secretário de Estado do sector em Portugal, Bernardo Trindade.
A relação entre Andorra e Portugal "vai para além do turismo", disse Benet aos jornalistas à margem da apresentação da campanha turística, recordando o "terrível acidente" que há sensivelmente um ano vitimou cinco trabalhadores portugueses no túnel dos Dos Valires.
O turismo é a "fonte principal" da economia no "país dos Pirenéus", sublinha o ministro do principado, que revelou que neste ano a aposta incidirá também "noutra dimensão" da área, ligada à natureza e à cultura, que complemente o turismo comercial, desportivo (em concreto o esqui) e de outras áreas.
O ministro de Andorra destacou ainda a "segurança: os habitantes sentem-se muito tranquilos, é um país muito seguro".
Acompanhado do embaixador do principado em Portugal, Julià Vila Coma, e da directora de marketing da campanha de turismo, Noemi Pedra, o representante do Governo de Andorra reiterou o desejo de ver "mais e mais turistas" no país, que tem na comunidade britânica, russa e portuguesa os maiores visitantes, exceptuando os turistas espanhóis e franceses.
Hoje foi também lançado o primeiro prémio "Turismo de Andorra", destinado a premiar os trabalhos jornalísticos sobre a oferta turística no principado publicados nos meios de comunicação social portugueses.
O principado de Andorra tem 488 quilómetros quadrados, é o maior dos pequenos Estados da Europa, e situa-se nos Pirenéus, entre o nordeste de Espanha e o sudoeste de França.
Claudi Benet apresentou hoje em Portugal a oferta turística do principado, que em 2009 recebeu 9 milhões de turistas, e este ano aposta no lema "um mundo inteiro num pequeno país" para atrair novos visitantes.
O representante do principado afirmou que a presença em Portugal visa o reforço de ligações com Portugal no sector do turismo, tendo anunciado que tem agendada para hoje uma reunião com o secretário de Estado do sector em Portugal, Bernardo Trindade.
A relação entre Andorra e Portugal "vai para além do turismo", disse Benet aos jornalistas à margem da apresentação da campanha turística, recordando o "terrível acidente" que há sensivelmente um ano vitimou cinco trabalhadores portugueses no túnel dos Dos Valires.
O turismo é a "fonte principal" da economia no "país dos Pirenéus", sublinha o ministro do principado, que revelou que neste ano a aposta incidirá também "noutra dimensão" da área, ligada à natureza e à cultura, que complemente o turismo comercial, desportivo (em concreto o esqui) e de outras áreas.
O ministro de Andorra destacou ainda a "segurança: os habitantes sentem-se muito tranquilos, é um país muito seguro".
Acompanhado do embaixador do principado em Portugal, Julià Vila Coma, e da directora de marketing da campanha de turismo, Noemi Pedra, o representante do Governo de Andorra reiterou o desejo de ver "mais e mais turistas" no país, que tem na comunidade britânica, russa e portuguesa os maiores visitantes, exceptuando os turistas espanhóis e franceses.
Hoje foi também lançado o primeiro prémio "Turismo de Andorra", destinado a premiar os trabalhos jornalísticos sobre a oferta turística no principado publicados nos meios de comunicação social portugueses.
O principado de Andorra tem 488 quilómetros quadrados, é o maior dos pequenos Estados da Europa, e situa-se nos Pirenéus, entre o nordeste de Espanha e o sudoeste de França.
quarta-feira, novembro 17, 2010
Durão Barroso eleito "Europeu do Ano" pelos jornais e revistas da Alemanha
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, recebe na quinta-feira o prémio "Europeu do Ano" da Associação de editores de jornais e revistas da Alemanha (VDZ), numa cerimónia em Berlim.
O ex-ministro presidente do Estado alemão da Baviera Edmund Stoiber fará a apresentação e o elogio a José Manuel Durão Barroso, que recebe a distinção no primeiro dos dois dias das "Jornadas da Imprensa" da associação alemã.
O prémio, atribuído pela primeira vez, será entregue na Publishers Night da VDZ (que representa os interesses dos editores de jornais e revistas alemães) e em que participa também o presidente da Alemanha, Christian Wullf.
As 400 editoras associadas na VDZ são responsáveis pela publicação de mais de três mil jornais e revistas, que perfazem cerca de 90% do total deste mercado.
O ex-ministro presidente do Estado alemão da Baviera Edmund Stoiber fará a apresentação e o elogio a José Manuel Durão Barroso, que recebe a distinção no primeiro dos dois dias das "Jornadas da Imprensa" da associação alemã.
O prémio, atribuído pela primeira vez, será entregue na Publishers Night da VDZ (que representa os interesses dos editores de jornais e revistas alemães) e em que participa também o presidente da Alemanha, Christian Wullf.
As 400 editoras associadas na VDZ são responsáveis pela publicação de mais de três mil jornais e revistas, que perfazem cerca de 90% do total deste mercado.
Porto: Livraria Lello considerada por guia australiano "uma pérola de arte nova", no seu "top ten" para 2011
A Lonely Planet classifica a Lello, fundada em 1906, como a terceira melhor livraria do mundo.
A livraria centenária portuense Lello foi classificada pela Lonely Planet, no guia que esta editora fundada na Austrália acaba de lançar para o próximo ano. Numa listagem em que faz o “top ten” dos países, regiões e cidades a visitar em 2011, a Lonely Planet coloca a livraria situada na Rua das Carmelitas, no Porto, na terceira posição, depois da City Lights Books, em São Francisco, nos Estados Unidos, e da El Ateneo Grand Splendid, em Buenos Aires.
A Lello é classificada no guia "Lonely Planet's Best in Travel 2011", como “uma pérola de arte nova”, que se mantém como uma das livrarias – e talvez mesmo uma das lojas – “mais espantosas do mundo”.
Na descrição que faz do seu interior, destaca “as prateleiras neogóticas” que fazem mesmo concorrência aos livros na atenção dos visitantes, mas também a decoração nas paredes com os bustos esculpidos de escritores portugueses, além, claro, da “escadaria vermelha em espiral” que leva os clientes até ao primeiro andar e que parece “uma flor exótica”. O trilho e o carrinho para o transporte dos livros e a pequena cafetaria no primeiro andar, de onde se vê a luz do dia filtrada por coloridos vitrais, são outras notas deixadas aos leitores deste que se tornou já num dos mais populares guias de viagem em todo o mundo.
Esta classificação da Lello repete aquela que a loja portuense já tinha conquistado em Janeiro de 2008, quando o diário britânico The Guardian também a considerou como a terceira mais bela livraria do mundo, igualmente a seguir à Ateneu da capital argentina, que ocupa o lugar de um antigo teatro – dessa vez, em primeiro lugar, surgia a livraria holandesa em Maastricht, Boekhandel Selexyz Dominicanen, instalada numa antiga igreja.
O actual edifício da Livraria Lello, que foi desenhado de raiz para ser uma livraria pelo engenheiro Francisco Xavier Esteves, já tinha também sido considerado pelo escritor catalão Enrique Vila-Matas como “a mais bonita livraria do mundo”.
No “top ten”, logo após a Lello surge a Shakespeare & Company, em Paris, seguindo-se a Daunt Books, em Londres, a Another Country, em Berlim, a The Bookworm, em Beijing, a já citada Selexyz Dominicanen, em Maastricht, a Bookàbar, em Roma, e, na décima posição, a Atlantis Books, em Santorini, na Grécia.
A livraria centenária portuense Lello foi classificada pela Lonely Planet, no guia que esta editora fundada na Austrália acaba de lançar para o próximo ano. Numa listagem em que faz o “top ten” dos países, regiões e cidades a visitar em 2011, a Lonely Planet coloca a livraria situada na Rua das Carmelitas, no Porto, na terceira posição, depois da City Lights Books, em São Francisco, nos Estados Unidos, e da El Ateneo Grand Splendid, em Buenos Aires.
A Lello é classificada no guia "Lonely Planet's Best in Travel 2011", como “uma pérola de arte nova”, que se mantém como uma das livrarias – e talvez mesmo uma das lojas – “mais espantosas do mundo”.
Na descrição que faz do seu interior, destaca “as prateleiras neogóticas” que fazem mesmo concorrência aos livros na atenção dos visitantes, mas também a decoração nas paredes com os bustos esculpidos de escritores portugueses, além, claro, da “escadaria vermelha em espiral” que leva os clientes até ao primeiro andar e que parece “uma flor exótica”. O trilho e o carrinho para o transporte dos livros e a pequena cafetaria no primeiro andar, de onde se vê a luz do dia filtrada por coloridos vitrais, são outras notas deixadas aos leitores deste que se tornou já num dos mais populares guias de viagem em todo o mundo.
Esta classificação da Lello repete aquela que a loja portuense já tinha conquistado em Janeiro de 2008, quando o diário britânico The Guardian também a considerou como a terceira mais bela livraria do mundo, igualmente a seguir à Ateneu da capital argentina, que ocupa o lugar de um antigo teatro – dessa vez, em primeiro lugar, surgia a livraria holandesa em Maastricht, Boekhandel Selexyz Dominicanen, instalada numa antiga igreja.
O actual edifício da Livraria Lello, que foi desenhado de raiz para ser uma livraria pelo engenheiro Francisco Xavier Esteves, já tinha também sido considerado pelo escritor catalão Enrique Vila-Matas como “a mais bonita livraria do mundo”.
No “top ten”, logo após a Lello surge a Shakespeare & Company, em Paris, seguindo-se a Daunt Books, em Londres, a Another Country, em Berlim, a The Bookworm, em Beijing, a já citada Selexyz Dominicanen, em Maastricht, a Bookàbar, em Roma, e, na décima posição, a Atlantis Books, em Santorini, na Grécia.
Autoreuropa vai apostar no transporte ferroviário
A Volkswagen Autoeuropa está a trabalhar com o Governo para encontrar uma solução de transporte ferroviário que lhe permita reduzir os seus custos logísticos na exportação dos automóveis que produz.
O director geral da Autoeuropa, António Melo Pires, afirmou hoje num encontro com imprensa que a transição fronteiriça do transporte ferroviário é ainda “um grande óbice”, pois implica paragens na operação de transporte de 4 horas.
Por esse motivo, a fábrica portuguesa da Volkswagen tem apostado sobretudo no meio rodoviário. Mas mesmo aí há algumas ineficiências “por cada três camiões que entram em Portugal um sai vazio. Essa problemática do transporte tem de ser optimizada”, afirmou o director geral da Autoeuropa. De acordo com António Melo Pires o custo logístico associado a cada carro ronda hoje os 400 euros, sendo objectivo da administração reduzi-lo em 25%.
O director geral da Autoeuropa assegura que a empresa já está a trabalhar neste domínio. “Vamos fazer um comboio de Barcelona para a Autoeuropa e mais tarde testar os comboios da Alemanha para Portugal. Vamos tentar fazê-lo no próximo ano”, explicou AMP.
Nos primeiros dez meses deste ano a Autoeuropa produziu mais de 83 mil veículos que é o valor mais alto desde 2006. As perspectivas da empresa apontam para um volume de produção no final deste ano próximo das 100 mil unidades.
O director geral da Autoeuropa, António Melo Pires, afirmou hoje num encontro com imprensa que a transição fronteiriça do transporte ferroviário é ainda “um grande óbice”, pois implica paragens na operação de transporte de 4 horas.
Por esse motivo, a fábrica portuguesa da Volkswagen tem apostado sobretudo no meio rodoviário. Mas mesmo aí há algumas ineficiências “por cada três camiões que entram em Portugal um sai vazio. Essa problemática do transporte tem de ser optimizada”, afirmou o director geral da Autoeuropa. De acordo com António Melo Pires o custo logístico associado a cada carro ronda hoje os 400 euros, sendo objectivo da administração reduzi-lo em 25%.
O director geral da Autoeuropa assegura que a empresa já está a trabalhar neste domínio. “Vamos fazer um comboio de Barcelona para a Autoeuropa e mais tarde testar os comboios da Alemanha para Portugal. Vamos tentar fazê-lo no próximo ano”, explicou AMP.
Nos primeiros dez meses deste ano a Autoeuropa produziu mais de 83 mil veículos que é o valor mais alto desde 2006. As perspectivas da empresa apontam para um volume de produção no final deste ano próximo das 100 mil unidades.
terça-feira, novembro 16, 2010
Sonangol e Puma Energy compram negócios da BP em vários países africanos
-- A Puma Energy, sucursal da multinacional Trafigura baseada na Suíça, associou-se à Sonangol na compra das actividades de distribuição da petrolífera britânica BP em vários países africanos, anunciam as empresas.
A petrolífera estatal angolana Sonangol terá 10% das acções nos negócios adquiridos à BP, esclarece a Trafigura em comunicado.
A BP tinha já anunciado segunda-feira que tinha chegado a acordo para vender 100 dos seus activos ligados à distribuição de combustível na Namíbia e no Botswana, 75% na Zâmbia e 50% no Malawi e na Tanzânia.
O negócio, no valor de cerca de 300 milhões de dólares (cerca de 220 milhões de euros), está sujeito à aprovação por parte das autoridades da concorrência, sendo que a Namíbia impõe algumas condições específicas antes de aprovar.
A BP detém 190 estações de serviço tradicionais nos cinco países citados.
A transacção inclui também as actividades de distribuição de combustível para aviões.
A Puma Energy começou a operar em África na actividade da distribuição no Congo, mas os seus negócios estendem-se actualmente a Angola, Moçambique, Gana, Nigéria, e República Democrática do Congo.
____________________
-- O Brasil é também a "grande aposta" para Sonangol no processo de internacionalização da companhia, disse o presidente da empresa angolana no Brasil, Cândido Cardoso. "Importante porque os laços que existem com o Brasil e a Petrobras são laços que já datam desde o início da Sonangol", destacando que o Brasil oferece "perspectivas interessantes".
O empresário angolano ressaltou a decisão de internacionalizar a companhia após o processo de consolidação da petrolífera: "logicamente um dos países para que olhou foi o Brasil".
Segundo o empresário, há "similaridades" geológicas entre o Brasil e Angola.
"A própria Sonangol já tinha uma participação como accionista na Starfish e depois decidiu entrar na exploração e produção, que faz todo o sentido", explicou.
Em Agosto de 2009, a Sonangol assumiu oficialmente o controlo da petrolífera brasileira Starfish.
"Tanto o Brasil como Angola, do ponto de vista técnico, têm coisas a ganhar e a trazer experiências que atravessam o Atlântico", garantiu Cardoso ao ser questionado sobre futuras parcerias e cooperações com a Petrobras, companhia líder mundial em exploração e produção de águas profundas e ultra profundas. No Brasil, a "grande aposta é o offshore", assegurou. A Sonangol actua no Brasil associada à petrolífera brasileira em três blocos offshore, sendo que dois na Bacia de Campos e um na Bacia de Santos.
"A Petrobras é nossa parceira e nós somos o operador. Pretendemos iniciar as operações e a perfuração dos poços ainda este ano em Campos", adiantou Cardoso.
A petrolífera estatal angolana Sonangol terá 10% das acções nos negócios adquiridos à BP, esclarece a Trafigura em comunicado.
A BP tinha já anunciado segunda-feira que tinha chegado a acordo para vender 100 dos seus activos ligados à distribuição de combustível na Namíbia e no Botswana, 75% na Zâmbia e 50% no Malawi e na Tanzânia.
O negócio, no valor de cerca de 300 milhões de dólares (cerca de 220 milhões de euros), está sujeito à aprovação por parte das autoridades da concorrência, sendo que a Namíbia impõe algumas condições específicas antes de aprovar.
A BP detém 190 estações de serviço tradicionais nos cinco países citados.
A transacção inclui também as actividades de distribuição de combustível para aviões.
A Puma Energy começou a operar em África na actividade da distribuição no Congo, mas os seus negócios estendem-se actualmente a Angola, Moçambique, Gana, Nigéria, e República Democrática do Congo.
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-- O Brasil é também a "grande aposta" para Sonangol no processo de internacionalização da companhia, disse o presidente da empresa angolana no Brasil, Cândido Cardoso. "Importante porque os laços que existem com o Brasil e a Petrobras são laços que já datam desde o início da Sonangol", destacando que o Brasil oferece "perspectivas interessantes".
O empresário angolano ressaltou a decisão de internacionalizar a companhia após o processo de consolidação da petrolífera: "logicamente um dos países para que olhou foi o Brasil".
Segundo o empresário, há "similaridades" geológicas entre o Brasil e Angola.
"A própria Sonangol já tinha uma participação como accionista na Starfish e depois decidiu entrar na exploração e produção, que faz todo o sentido", explicou.
Em Agosto de 2009, a Sonangol assumiu oficialmente o controlo da petrolífera brasileira Starfish.
"Tanto o Brasil como Angola, do ponto de vista técnico, têm coisas a ganhar e a trazer experiências que atravessam o Atlântico", garantiu Cardoso ao ser questionado sobre futuras parcerias e cooperações com a Petrobras, companhia líder mundial em exploração e produção de águas profundas e ultra profundas. No Brasil, a "grande aposta é o offshore", assegurou. A Sonangol actua no Brasil associada à petrolífera brasileira em três blocos offshore, sendo que dois na Bacia de Campos e um na Bacia de Santos.
"A Petrobras é nossa parceira e nós somos o operador. Pretendemos iniciar as operações e a perfuração dos poços ainda este ano em Campos", adiantou Cardoso.
Erro no Google Maps cria conflito entre Costa Rica e Nicarágua
Nicarágua quer levar o caso ao Tribunal Internacional de Justiça e ameaça deixar a Organização dos Estados Americanos.
Um erro no Google Maps deu origem a uma alegada invasão de militares da Nicarágua no território da Costa Rica, nas Caraíbas. O caso aconteceu há cerca de um mês, mas está agora a atingir proporções inéditas, com a Nicarágua a querer levar a disputa fronteiriça com a vizinha americana ao Tribunal Internacional de Justiça. Este domingo, o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, ameaçou mesmo deixar a Organização dos Estados Americanos (OEA), protestando com uma resolução que considerou ser parcial a favor da Costa Rica.
Mas como aconteceu tudo isto?
A alegada "invasão" ocorreu em Outubro, quando as forças de segurança da Nicarágua foram enviadas para uma das margens do rio fronteiriço San Juan, com o intuito de controlar um projecto de dragagem. Há aqui uma parcela de terreno, a ilha Calero, que ambos os países da América Central disputam há 200 anos e este episódio só veio agravar a contenda. Segundo declarações de um dos oficiais nicaraguenses, o local de estacionamento dos militares foi deter- minado com base no Google Maps, uma referência que afinal estava incorrecta. A Costa Rica não gostou, acusou a Nicarágua de invasão e pediu à OEA que emitisse uma resolução condenatória.
A Google acabou por se desculpar na sexta-feira, dizendo que usou dados oficiais do US State Department que se revelaram pouco rigorosos. No entanto, o estrago estava feito: a presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla, já veio dizer que se trata de uma "urgência nacional" e que a dignidade do país está a ser "manchada", pelo que foram destacados cerca de 70 polícias para uma cidade próxima daquela zona.
A intervenção diplomática que saiu da reunião da OEA, na sexta-feira, acabou por piorar as coisas: a maioria dos países votou pela contenção do uso da força e por um encontro entre os dois países para resolver o problema, uma resolução que a Costa Rica saudou como "vitória" diplomática. O presidente nicaraguense não gostou e afirmou que a resolução "matou" qualquer possibilidade de solução através do diálogo.
"Por princípio, não vamos deixar qualquer área dentro do território da Nicarágua que faça fronteira com as nações fraternas Costa Rica e Honduras", disse Ortega. "E também não vamos tirar as nossas forças de qualquer fronteira marítima. Nem o exército nem a polícia que estão a lutar contra o tráfico de droga", concluiu.
Aliás, Ortega acabou mesmo por acusar outros países vizinhos, como o México, a Colômbia, o Panamá, as Honduras e a Guatemala, de terem votado a favor da resolução, por serem influenciados pela importância do narcotráfico na região da Costa Rica. Estas declarações polémicas levaram ontem a Costa Rica e o México a enviar notas de repúdio pelos "insultos e acusações infundadas". A Costa Rica afirmou que Ortega está a "lançar acusações imprudentes sobre tráfico de droga contra vários países da América Latina", acusando-o de o fazer para "distrair o seu povo da derrota monumental que sofreu" na resolução da OEA.
O que se segue agora é uma nova tentativa de intervenção diplomática, com algumas personalidades a dizerem que acreditam na resolução pacífica e célere do conflito. Quanto à Google, não há nada que possa fazer; nem sequer corrigir o Maps, sem que alguma das partes se insurja.
Um erro no Google Maps deu origem a uma alegada invasão de militares da Nicarágua no território da Costa Rica, nas Caraíbas. O caso aconteceu há cerca de um mês, mas está agora a atingir proporções inéditas, com a Nicarágua a querer levar a disputa fronteiriça com a vizinha americana ao Tribunal Internacional de Justiça. Este domingo, o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, ameaçou mesmo deixar a Organização dos Estados Americanos (OEA), protestando com uma resolução que considerou ser parcial a favor da Costa Rica.
Mas como aconteceu tudo isto?
A alegada "invasão" ocorreu em Outubro, quando as forças de segurança da Nicarágua foram enviadas para uma das margens do rio fronteiriço San Juan, com o intuito de controlar um projecto de dragagem. Há aqui uma parcela de terreno, a ilha Calero, que ambos os países da América Central disputam há 200 anos e este episódio só veio agravar a contenda. Segundo declarações de um dos oficiais nicaraguenses, o local de estacionamento dos militares foi deter- minado com base no Google Maps, uma referência que afinal estava incorrecta. A Costa Rica não gostou, acusou a Nicarágua de invasão e pediu à OEA que emitisse uma resolução condenatória.
A Google acabou por se desculpar na sexta-feira, dizendo que usou dados oficiais do US State Department que se revelaram pouco rigorosos. No entanto, o estrago estava feito: a presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla, já veio dizer que se trata de uma "urgência nacional" e que a dignidade do país está a ser "manchada", pelo que foram destacados cerca de 70 polícias para uma cidade próxima daquela zona.
A intervenção diplomática que saiu da reunião da OEA, na sexta-feira, acabou por piorar as coisas: a maioria dos países votou pela contenção do uso da força e por um encontro entre os dois países para resolver o problema, uma resolução que a Costa Rica saudou como "vitória" diplomática. O presidente nicaraguense não gostou e afirmou que a resolução "matou" qualquer possibilidade de solução através do diálogo.
"Por princípio, não vamos deixar qualquer área dentro do território da Nicarágua que faça fronteira com as nações fraternas Costa Rica e Honduras", disse Ortega. "E também não vamos tirar as nossas forças de qualquer fronteira marítima. Nem o exército nem a polícia que estão a lutar contra o tráfico de droga", concluiu.
Aliás, Ortega acabou mesmo por acusar outros países vizinhos, como o México, a Colômbia, o Panamá, as Honduras e a Guatemala, de terem votado a favor da resolução, por serem influenciados pela importância do narcotráfico na região da Costa Rica. Estas declarações polémicas levaram ontem a Costa Rica e o México a enviar notas de repúdio pelos "insultos e acusações infundadas". A Costa Rica afirmou que Ortega está a "lançar acusações imprudentes sobre tráfico de droga contra vários países da América Latina", acusando-o de o fazer para "distrair o seu povo da derrota monumental que sofreu" na resolução da OEA.
O que se segue agora é uma nova tentativa de intervenção diplomática, com algumas personalidades a dizerem que acreditam na resolução pacífica e célere do conflito. Quanto à Google, não há nada que possa fazer; nem sequer corrigir o Maps, sem que alguma das partes se insurja.
sexta-feira, novembro 12, 2010
Guiné-Bissau: Estudo recomenda desenvolvimento na energia, telecomunicações e estradas
A Guiné-Bissau precisa de desenvolver as infra-estruturas de base, nomeadamente electricidade, telecomunicações e estradas, para conseguir um crescimento económico sustentável e combater a pobreza, refere um relatório hoje apresentado em Bissau.
O Estudo Sobre as Fontes de Crescimento Económico na Guiné-Bissau considera também essenciais para o desenvolvimento da economia e combate à pobreza a estabilidade política, o reforço do capital humano e melhoria do ambiente de negócios para aumentar o investimento privado.
Segundo o documento, a falta de fornecimento de energia eléctrica na Guiné-Bissau "afecta de forma muito negativa o ambiente de negócios" no país, nomeadamente o desenvolvimento do sector industrial. O estudo recomenda uma reabilitação da Empresa de Águas e Electricidade e o aumento da capacidade de produção de electricidade através de investimentos públicos e privados e de novas fontes de produção de energia para um fornecimento de luz eléctrica mais eficaz.
Nas telecomunicações, o estudo considera que são caras e de má qualidade, recomendando ao Governo a regulamentação do sector, a entrada de privados nas empresas estatais de telecomunicações e o aumento da capacidade do sector para aceder à fibra óptica através do Senegal.
Em relação às vias de acessibilidade do país, o estudo considera que se encontram em avançado estado de degradação e impedem a mobilização urbana, isolando os locais de produção agrícola.
O estudo recomenda ao governo a continuar com o apoio a parcerias técnicas e financeiras de melhoramento das estradas, nomeadamente daquelas que ligam as cidades aos locais de produção agrícola.
No relatório, são também feitas recomendações para que o país prossiga com a consolidação da estabilidade macroeconómica e para diversificar as bases do crescimento económico.
Nesse sentido, o estudo recomenda uma forte aposta no sector do turismo, transportes e agro-alimentar.
O documento foi elaborado por uma equipa de peritos internacionais a pedido do governo e financiado pelo PNUD e pelo BAD, no âmbito do programa de reforço da capacidade de pilotagem da economia e de coordenação da ajuda pública ao desenvolvimento.
O Estudo Sobre as Fontes de Crescimento Económico na Guiné-Bissau considera também essenciais para o desenvolvimento da economia e combate à pobreza a estabilidade política, o reforço do capital humano e melhoria do ambiente de negócios para aumentar o investimento privado.
Segundo o documento, a falta de fornecimento de energia eléctrica na Guiné-Bissau "afecta de forma muito negativa o ambiente de negócios" no país, nomeadamente o desenvolvimento do sector industrial. O estudo recomenda uma reabilitação da Empresa de Águas e Electricidade e o aumento da capacidade de produção de electricidade através de investimentos públicos e privados e de novas fontes de produção de energia para um fornecimento de luz eléctrica mais eficaz.
Nas telecomunicações, o estudo considera que são caras e de má qualidade, recomendando ao Governo a regulamentação do sector, a entrada de privados nas empresas estatais de telecomunicações e o aumento da capacidade do sector para aceder à fibra óptica através do Senegal.
Em relação às vias de acessibilidade do país, o estudo considera que se encontram em avançado estado de degradação e impedem a mobilização urbana, isolando os locais de produção agrícola.
O estudo recomenda ao governo a continuar com o apoio a parcerias técnicas e financeiras de melhoramento das estradas, nomeadamente daquelas que ligam as cidades aos locais de produção agrícola.
No relatório, são também feitas recomendações para que o país prossiga com a consolidação da estabilidade macroeconómica e para diversificar as bases do crescimento económico.
Nesse sentido, o estudo recomenda uma forte aposta no sector do turismo, transportes e agro-alimentar.
O documento foi elaborado por uma equipa de peritos internacionais a pedido do governo e financiado pelo PNUD e pelo BAD, no âmbito do programa de reforço da capacidade de pilotagem da economia e de coordenação da ajuda pública ao desenvolvimento.
Timor-Leste quer exportar gás e recursos minerais para a China
Timor-Leste acredita que no futuro poderá beneficiar da cooperação com a China e vender ao gigante asiático gás e minerais, alterando as quase escassas exportações actuais.
"Penso que há hipótese de essa cooperação se virar a nosso favor no futuro, quando começarmos a exportar gás e outros recursos minerais", disse o ministro da Economia e Desenvolvimento de Timor-Leste, João Gonçalves.
O ministro considerou que as exportações timorenses para a China são mínimas e estão basicamente centradas no café que chega ao continente chinês através de Macau.
O ministro assinalou que a China tem apoiado os países de expressão portuguesa e sido "bom parceiro de desenvolvimento" também para Timor-Leste.
Como exemplo do apoio chinês, João Gonçalves deu a "entrada na China livre de quaisquer impostos" decidida pela China para os produtos de Timor-Leste, e defendeu que a "cooperação económica certamente irá providenciar maiores oportunidades de relações bilaterais".
"Penso que há hipótese de essa cooperação se virar a nosso favor no futuro, quando começarmos a exportar gás e outros recursos minerais", disse o ministro da Economia e Desenvolvimento de Timor-Leste, João Gonçalves.
O ministro considerou que as exportações timorenses para a China são mínimas e estão basicamente centradas no café que chega ao continente chinês através de Macau.
O ministro assinalou que a China tem apoiado os países de expressão portuguesa e sido "bom parceiro de desenvolvimento" também para Timor-Leste.
Como exemplo do apoio chinês, João Gonçalves deu a "entrada na China livre de quaisquer impostos" decidida pela China para os produtos de Timor-Leste, e defendeu que a "cooperação económica certamente irá providenciar maiores oportunidades de relações bilaterais".
quinta-feira, novembro 11, 2010
Guiné-Bissau: "O Presidente Obama sabe quem eu sou" - Bubo Na Tchuto
O chefe do Estado-Maior da Armada guineense, contra-almirante Bubo Na Tchuto, responsabilizou hoje os "americanos da Guiné" pelas acusações do seu envolvimento no tráfico de droga: "Até o Presidente Obama sabe quem eu sou".
"É tudo conversa alimentada pelos americanos da Guiné, não pelos americanos da América. Recentemente, estive com um jornalista do New York Times, mais de duas horas, em conversa e ele levou toda a minha biografia. Até o Presidente deles (Obama) leu a minha biografia. Até o Presidente deles ficou a saber quem é o Bubo e reconheceu que sou uma pessoa de bem", enfatizou o chefe da Armada guineense.
Na Tchuto é acusado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos de ser o rosto de tráfico de droga na Guiné-Bissau.
O militar nega as acusações, defendendo ser uma ação urdida pelos "americanos da Guiné-Bissau".
"Aos americanos da Guiné, só tenho a dizer-lhes que sabemos onde estão, mas não temos tempo para dizer é você quem faz isso, não temos tempo para isso. Conhecemo-nos aqui neste país. Como disse, vou dizer os americanos da Guiné que continuem a falar", sublinhou.
"Digo apenas àqueles que me caluniam que a mentira tem pernas curtas, a verdade ganha sempre e a maldade perde sempre, porque tem pernas curtas. Quem faz a bondade tem sempre amigos e a proteção divina. O Bubo não quer guerra. Estou na Marinha para trabalhar. Perdoo aqueles que erraram comigo e também peço perdão àqueles com quem errei. É este o meu objetivo", concluiu Bubo Na Tchuto.
Sobre a situação da Guiné-Bissau, o chefe do Estado-Maior da Armada disse que se lhe "pudessem emprestar o país" o mudava em dois anos, inspirando-se no exemplo de Lula da Silva, Presidente cessante do Brasil.
"É preciso saber pensar no povo e noutros aspetos. Ter organização e determinação é isso que faz um homem avançar. Vejam o Lula no Brasil. O Brasil hoje em dia não deve nada a ninguém e faz parte dos países mais ricos do mundo. Pagou toda a sua dívida e até empresta dinheiro aos outros países para que estes possam trabalhar", considerou Bubo Na Tchuto.
O contra-almirante ainda não tem planos políticos, mas afirmou que se um dia pudesse ter essa oportunidade iria mudar a Guiné-Bissau.
"Sou um patriota deste país. Podia mudar isto. A inteligência natural de uma pessoa é que faz um homem, não apenas porque a pessoa sabe ler", defendeu o chefe da Armada guineense.
"Se uma pessoa sabe ler e não souber pensar não é ninguém. E isso é que é ser homem. Não é falar apenas por falar. Não é quando se dá um carro, uma roda ou dinheiro a alguém, aparecermos logo a contar isso publicamente. Eu não gosto de falar. Comigo é ação, organização e trabalho", acrescentou Na Tchuto.
[Bubo Na Tchuto não é nenhum herói, isso é claro. Defende os seus interesses e tem prejudicado os guineenses a seu bel-prazer. O povo da Guiné, que não tem culpa que o exército mande naquele quase-país, deve rir-se, mas sem muita vontade, quando Na Tchuto diz: "Obama conhece-me". E ri-se para disfarçar a tristeza por as "coisas" não estarem resolvidas enquanto a maioria dos militares não forem definitivamente integrados na sociedade civil...]
"É tudo conversa alimentada pelos americanos da Guiné, não pelos americanos da América. Recentemente, estive com um jornalista do New York Times, mais de duas horas, em conversa e ele levou toda a minha biografia. Até o Presidente deles (Obama) leu a minha biografia. Até o Presidente deles ficou a saber quem é o Bubo e reconheceu que sou uma pessoa de bem", enfatizou o chefe da Armada guineense.
Na Tchuto é acusado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos de ser o rosto de tráfico de droga na Guiné-Bissau.
O militar nega as acusações, defendendo ser uma ação urdida pelos "americanos da Guiné-Bissau".
"Aos americanos da Guiné, só tenho a dizer-lhes que sabemos onde estão, mas não temos tempo para dizer é você quem faz isso, não temos tempo para isso. Conhecemo-nos aqui neste país. Como disse, vou dizer os americanos da Guiné que continuem a falar", sublinhou.
"Digo apenas àqueles que me caluniam que a mentira tem pernas curtas, a verdade ganha sempre e a maldade perde sempre, porque tem pernas curtas. Quem faz a bondade tem sempre amigos e a proteção divina. O Bubo não quer guerra. Estou na Marinha para trabalhar. Perdoo aqueles que erraram comigo e também peço perdão àqueles com quem errei. É este o meu objetivo", concluiu Bubo Na Tchuto.
Sobre a situação da Guiné-Bissau, o chefe do Estado-Maior da Armada disse que se lhe "pudessem emprestar o país" o mudava em dois anos, inspirando-se no exemplo de Lula da Silva, Presidente cessante do Brasil.
"É preciso saber pensar no povo e noutros aspetos. Ter organização e determinação é isso que faz um homem avançar. Vejam o Lula no Brasil. O Brasil hoje em dia não deve nada a ninguém e faz parte dos países mais ricos do mundo. Pagou toda a sua dívida e até empresta dinheiro aos outros países para que estes possam trabalhar", considerou Bubo Na Tchuto.
O contra-almirante ainda não tem planos políticos, mas afirmou que se um dia pudesse ter essa oportunidade iria mudar a Guiné-Bissau.
"Sou um patriota deste país. Podia mudar isto. A inteligência natural de uma pessoa é que faz um homem, não apenas porque a pessoa sabe ler", defendeu o chefe da Armada guineense.
"Se uma pessoa sabe ler e não souber pensar não é ninguém. E isso é que é ser homem. Não é falar apenas por falar. Não é quando se dá um carro, uma roda ou dinheiro a alguém, aparecermos logo a contar isso publicamente. Eu não gosto de falar. Comigo é ação, organização e trabalho", acrescentou Na Tchuto.
[Bubo Na Tchuto não é nenhum herói, isso é claro. Defende os seus interesses e tem prejudicado os guineenses a seu bel-prazer. O povo da Guiné, que não tem culpa que o exército mande naquele quase-país, deve rir-se, mas sem muita vontade, quando Na Tchuto diz: "Obama conhece-me". E ri-se para disfarçar a tristeza por as "coisas" não estarem resolvidas enquanto a maioria dos militares não forem definitivamente integrados na sociedade civil...]
"Espanha está muito melhor que Portugal", diz ministra
Elena Salgado diz que Irlanda está na base da volatilidade dos mercados
A ministra espanhola da Economia e Finanças considerou esta quinta-feira que a volatilidade dos mercados está a prejudicar "em muitíssimo menor grau" Espanha, em comparação com Portugal e com a Irlanda.
Numa conferência de imprensa em Seul, onde arrancou a reunião de dois dias dos chefes de Estado e de governo do G20, Elena Salgado disse que os ministros das Finanças do grupo das vinte maiores economias do mundo discutiram, também, a situação financeira da Irlanda.
Salgado admitiu "uma certa preocupação" e acrescentou que a volatilidade dos mercados causada pela a situação do sistema financeiro irlandês está a prejudicar "fundamentalmente a Irlanda, em menor medida Portugal e, de forma colateral, todos os países".
[Amigos, amigos...]
A ministra espanhola da Economia e Finanças considerou esta quinta-feira que a volatilidade dos mercados está a prejudicar "em muitíssimo menor grau" Espanha, em comparação com Portugal e com a Irlanda.
Numa conferência de imprensa em Seul, onde arrancou a reunião de dois dias dos chefes de Estado e de governo do G20, Elena Salgado disse que os ministros das Finanças do grupo das vinte maiores economias do mundo discutiram, também, a situação financeira da Irlanda.
Salgado admitiu "uma certa preocupação" e acrescentou que a volatilidade dos mercados causada pela a situação do sistema financeiro irlandês está a prejudicar "fundamentalmente a Irlanda, em menor medida Portugal e, de forma colateral, todos os países".
[Amigos, amigos...]
Quinta da Aveleda vence Best of Wine Tourism 2011
A Quinta da Aveleda ganhou o prémio "Arquitectura, Parques e Jardins" da edição 2011 do concurso Best of Wine Tourism (BWT), sendo a primeira vez que o galardão é atribuído a uma empresa da Região dos Vinhos Verdes.
O BWT é um concurso promovido desde 2003 pela Câmara do Porto, com o objectivo de "incentivar a prestação de serviços de enoturismo de excelência e associar aos concorrentes do Norte de Portugal uma marca com prestígio internacional".
O director de Marketing e administrador da Quinta da Aveleda, Martim Guedes, afirma que a Aveleda, situada em Penafiel, tenta "fazer um ligação forte entre o vinho e a arquitectura, parques e jardins, o que é visível nos vinhos Folles, com cada rótulo a invocar uma peça arquitectónica dos jardins da quinta".
A Quinta da Aveleda tem 120 hectares com grandes "jardins, abertos de segunda a sexta-feira", e recebe por ano cerca de 10 mil visitantes, "na maioria estrangeiros". A empresa é líder do mercado nos vinhos verdes e exporta 60% da sua produção para vários mercados, sobretudo EUA, Alemanha e Brasil.
O BWT é um concurso promovido desde 2003 pela Câmara do Porto, com o objectivo de "incentivar a prestação de serviços de enoturismo de excelência e associar aos concorrentes do Norte de Portugal uma marca com prestígio internacional".
O director de Marketing e administrador da Quinta da Aveleda, Martim Guedes, afirma que a Aveleda, situada em Penafiel, tenta "fazer um ligação forte entre o vinho e a arquitectura, parques e jardins, o que é visível nos vinhos Folles, com cada rótulo a invocar uma peça arquitectónica dos jardins da quinta".
A Quinta da Aveleda tem 120 hectares com grandes "jardins, abertos de segunda a sexta-feira", e recebe por ano cerca de 10 mil visitantes, "na maioria estrangeiros". A empresa é líder do mercado nos vinhos verdes e exporta 60% da sua produção para vários mercados, sobretudo EUA, Alemanha e Brasil.
terça-feira, novembro 09, 2010
EUA: luso-americano Pat Toomey (Pensilvânia - R) eleito para o Senado
O luso-americano e republicano Pat Toomey foi eleito para o Senado federal pelo estado da Pensilvânia, derrotando o democrata Joe Sestak.
Toomey, bisneto de açorianos, foi ex-membro do "caucus" (facção) luso-americano no Senado.
Naquela que foi uma das mais disputadas eleições para lugares no Senado, Toomey só viu confirmada a sua eleição por volta das 00:00 de Nova Iorque, 04:00 de Lisboa.
Com 99,4% dos votos contados, Toomey reclamava 51%, contra 49% do seu adversário democrata.
Toomey é um republicano da linha dura. Opõe-se à legalização do aborto e ao casamento homossexual. Defende a livre posse de armas e o reforço das fronteiras. Critica duramente o sistema de saúde gratuito da administração Obama e acredita que os imigrantes ilegais devem ser deportados. Apoia o reforço das sanções ao Irão e da cooperação militar com Israel. Propõe uma descida generalizada dos impostos e um corte radical na despesa pública. A revista de política Mother Jones diz que "Pat é tão ultraconservador que mais parece um candidato do Texas". Mas não, concorreu num estado tradicionalmente liberal.
Benjamin Sarlin tentava explicar o "efeito Toomey" há uns dias no The Daily Beast, o site-sensação de notícias e comentários criado há dois anos por Tina Brown, antiga editora da New Yorker e da Vanity Fair. "Ele foi um dos primeiros a puxar o Partido Republicano para a direita. Que raios, Pat Toomey fundou o Tea Party quando ainda não existia Tea Party. Mas agora, quando todos os outros estão a radicalizar o discurso, ele optou pela prudência e usa palavras brandas, mesmo que as ideias não o sejam."
O jornalista dá um exemplo: no ano passado, em nítida contracorrente com os demais republicanos, Toomey apoiou a nomeação da juíza Sonia Sottomayor para o Supremo Tribunal de Justiça. "É uma forma de parecer mais moderado e conquistar votos em Filadélfia e Pittsburgh."
O Tea Party é a grande novidade destas eleições. Apesar de não ter uma figura de proa assumida, o movimento tem ganho força com nomes como Sarah Palin, Christine O"Donnell, Chuck Devore ou Pat Toomey. A coligação nasceu há menos de dois anos, em protesto contra as políticas de Obama e defendendo a descida dos impostos, a redução do número de funcionários públicos, o combate à dívida, ao défice e ao desperdício de fundos «em políticas sociais que não funcionam». As posições do Tea Party em relação à imigração - expulsar todos os ilegais - têm-lhe merecido acusações de racismo nos meios liberais.
Toomey, bisneto de açorianos, foi ex-membro do "caucus" (facção) luso-americano no Senado.
Naquela que foi uma das mais disputadas eleições para lugares no Senado, Toomey só viu confirmada a sua eleição por volta das 00:00 de Nova Iorque, 04:00 de Lisboa.
Com 99,4% dos votos contados, Toomey reclamava 51%, contra 49% do seu adversário democrata.
Toomey é um republicano da linha dura. Opõe-se à legalização do aborto e ao casamento homossexual. Defende a livre posse de armas e o reforço das fronteiras. Critica duramente o sistema de saúde gratuito da administração Obama e acredita que os imigrantes ilegais devem ser deportados. Apoia o reforço das sanções ao Irão e da cooperação militar com Israel. Propõe uma descida generalizada dos impostos e um corte radical na despesa pública. A revista de política Mother Jones diz que "Pat é tão ultraconservador que mais parece um candidato do Texas". Mas não, concorreu num estado tradicionalmente liberal.
Benjamin Sarlin tentava explicar o "efeito Toomey" há uns dias no The Daily Beast, o site-sensação de notícias e comentários criado há dois anos por Tina Brown, antiga editora da New Yorker e da Vanity Fair. "Ele foi um dos primeiros a puxar o Partido Republicano para a direita. Que raios, Pat Toomey fundou o Tea Party quando ainda não existia Tea Party. Mas agora, quando todos os outros estão a radicalizar o discurso, ele optou pela prudência e usa palavras brandas, mesmo que as ideias não o sejam."
O jornalista dá um exemplo: no ano passado, em nítida contracorrente com os demais republicanos, Toomey apoiou a nomeação da juíza Sonia Sottomayor para o Supremo Tribunal de Justiça. "É uma forma de parecer mais moderado e conquistar votos em Filadélfia e Pittsburgh."
O Tea Party é a grande novidade destas eleições. Apesar de não ter uma figura de proa assumida, o movimento tem ganho força com nomes como Sarah Palin, Christine O"Donnell, Chuck Devore ou Pat Toomey. A coligação nasceu há menos de dois anos, em protesto contra as políticas de Obama e defendendo a descida dos impostos, a redução do número de funcionários públicos, o combate à dívida, ao défice e ao desperdício de fundos «em políticas sociais que não funcionam». As posições do Tea Party em relação à imigração - expulsar todos os ilegais - têm-lhe merecido acusações de racismo nos meios liberais.
De absurdo a possível. Estudo britânico sugere que Portugal saia do euro
Capital Economics vai mais longe e propõe fim da moeda única. Economistas portugueses consideram ideia inviável.
Competitividade alemã força Portugal a ajustar custos para poder competir em euros no exterior. Shäuble, ministro das Finanças diz que quem não for capaz deve sair do euro.
Portugal poderia evitar uma longa depressão económica e criar mais emprego se fizesse aquilo que muitos pensam, mas que ninguém admite em voz alta: sair voluntariamente da zona euro, defende o estudo "Por que o euro deve acabar", publicado pela Capital Economics, consultora britânica na área económica. Os economistas portugueses contactados pelo i admitem as dificuldades impostas pelo euro, mas rejeitam em bloco o canto de sereia de uma saída voluntária da moeda única.
"Não estamos em condições de sair da zona euro - o que não significa que ficar seja bom", comenta o economista Ricardo Paes Mamede, professor no ISCTE, em Lisboa. "Do ponto de vista económico seria muito difícil fazer a transição por factores como o facto de o país estar endividado sobretudo em euros", junta.
Para muitos observadores externos - sobretudo anglo-saxónicos - o eventual fim do euro ou a saída dos países mais fracos é uma questão passível de ser debatida. Ontem, numa longa reportagem sobre Portugal, o Financial Times apontava que "a noção de que a zona euro se pudesse fragmentar era vista pelos economistas como sendo absurda" e que agora passou a ser "meramente improvável". Não é só dos tradicionais "inimigos do euro" - norte-americanos e ingleses - que vêm as análises negativas: em Maio, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Shäuble afirmou que se um país do euro for incapaz de consolidar as suas contas ou de melhorar a sua competitividade "deve, em último recurso, sair da união monetária, mantendo-se como membro da União Europeia".
O pior é o esmagamento prolongado dos salários no sector privado para tentar recuperar competitividade externa. Com o investimento e o consumo apertados pela dívida e pelas dificuldades de financiamento, Portugal só pode contar com as exportações para crescer - e, para isso, terá de embarcar "num longo e doloroso" processo de deflação de preços e de salários. Para Portugal, isso representaria 20 anos sem crescimento económico - o suficiente para questionar os proveitos de pertencer a euro.
A Capital Economics aponta que a saída teria como vantagem a possibilidade de desvalorizar a moeda e aumentar as exportações sem um choque nos salários e preços. Em Portugal, a opinião não colhe apoios. "O país desvalorizou a sua moeda ao longo de décadas e isso contribuiu em nada para a subida da produtividade do país", aponta o economista Filipe Garcia, da consultora IMF, no Porto. Outro problema: o político. "Os que ficam no euro dificilmente aceitariam ver os vizinhos a ganhar competitividade à custa de desvalorizações cambiais", aponta Paes Mamede.
Depois há o facto de não existir uma saída ordeira do euro. "Quem tinha activos em Portugal quereria desfazer-se deles para evitar a desvalorização da moeda, investindo no estrangeiro", explica Paes Mamede. O estudo da Capital Economics diz que o buraco de fundos na banca - causado pela fuga de capitais - poderia ser compensado com financiamento externo ou do Banco de Portugal. Entretanto, o problema poderia ser compensado com depósitos suficientemente remunerados que atraíssem de volta o dinheiro. Quanto ao peso do euro na dívida, e sem falar no caso português, o estudo admite que seria necessário "algum nível de incumprimento ou reestruturação" da dívida.
Competitividade alemã força Portugal a ajustar custos para poder competir em euros no exterior. Shäuble, ministro das Finanças diz que quem não for capaz deve sair do euro.
Portugal poderia evitar uma longa depressão económica e criar mais emprego se fizesse aquilo que muitos pensam, mas que ninguém admite em voz alta: sair voluntariamente da zona euro, defende o estudo "Por que o euro deve acabar", publicado pela Capital Economics, consultora britânica na área económica. Os economistas portugueses contactados pelo i admitem as dificuldades impostas pelo euro, mas rejeitam em bloco o canto de sereia de uma saída voluntária da moeda única.
"Não estamos em condições de sair da zona euro - o que não significa que ficar seja bom", comenta o economista Ricardo Paes Mamede, professor no ISCTE, em Lisboa. "Do ponto de vista económico seria muito difícil fazer a transição por factores como o facto de o país estar endividado sobretudo em euros", junta.
Para muitos observadores externos - sobretudo anglo-saxónicos - o eventual fim do euro ou a saída dos países mais fracos é uma questão passível de ser debatida. Ontem, numa longa reportagem sobre Portugal, o Financial Times apontava que "a noção de que a zona euro se pudesse fragmentar era vista pelos economistas como sendo absurda" e que agora passou a ser "meramente improvável". Não é só dos tradicionais "inimigos do euro" - norte-americanos e ingleses - que vêm as análises negativas: em Maio, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Shäuble afirmou que se um país do euro for incapaz de consolidar as suas contas ou de melhorar a sua competitividade "deve, em último recurso, sair da união monetária, mantendo-se como membro da União Europeia".
O pior é o esmagamento prolongado dos salários no sector privado para tentar recuperar competitividade externa. Com o investimento e o consumo apertados pela dívida e pelas dificuldades de financiamento, Portugal só pode contar com as exportações para crescer - e, para isso, terá de embarcar "num longo e doloroso" processo de deflação de preços e de salários. Para Portugal, isso representaria 20 anos sem crescimento económico - o suficiente para questionar os proveitos de pertencer a euro.
A Capital Economics aponta que a saída teria como vantagem a possibilidade de desvalorizar a moeda e aumentar as exportações sem um choque nos salários e preços. Em Portugal, a opinião não colhe apoios. "O país desvalorizou a sua moeda ao longo de décadas e isso contribuiu em nada para a subida da produtividade do país", aponta o economista Filipe Garcia, da consultora IMF, no Porto. Outro problema: o político. "Os que ficam no euro dificilmente aceitariam ver os vizinhos a ganhar competitividade à custa de desvalorizações cambiais", aponta Paes Mamede.
Depois há o facto de não existir uma saída ordeira do euro. "Quem tinha activos em Portugal quereria desfazer-se deles para evitar a desvalorização da moeda, investindo no estrangeiro", explica Paes Mamede. O estudo da Capital Economics diz que o buraco de fundos na banca - causado pela fuga de capitais - poderia ser compensado com financiamento externo ou do Banco de Portugal. Entretanto, o problema poderia ser compensado com depósitos suficientemente remunerados que atraíssem de volta o dinheiro. Quanto ao peso do euro na dívida, e sem falar no caso português, o estudo admite que seria necessário "algum nível de incumprimento ou reestruturação" da dívida.
BBB no país Ah Ah Ah, por Pedro Santos Guerreiro
in Jornal de Negócios
Numa luta de elefantes, quem se trama é a relva.
A frase, que é mais colorida no original brasileiro, mostra como está Portugal perante as agências de "rating": um dano colateral, pisado por gigantes.
A descida do "rating" dos quatro bancos anunciada ontem pela Fitch foi inesperada e brutal. Sobretudo para o BES e BCP, aos quais o "rating" foi cortado em dois "degraus", para BBB, acrescido de "outlook" negativo. É um nível humilhante, que coloca estes bancos à beira da exclusão de grandes investidores mais selectivos.
Tememos quando vemos o sismógrafo das taxas de juro roçar os 7%. Mas há muito que o problema português deixou de ser preço para ser acesso. Portugal e os seus bancos olham para a frente e vêem a parede imaginada por Fernando Ulrich cada vez mais próxima. Pagarão o que for preciso para aceder ao capital. Precisam é de tê-lo. E neste momento há fundos soberanos e investidores institucionais que já nos riscaram do mapa do seu dinheiro.
Como já aqui foi escrito, não estamos como a Irlanda: Portugal não tem um problema com os seus bancos, os seus bancos é que têm um problema com Portugal. O estado da economia portuguesa, frágil e deprimida, agrava as perspectivas dos bancos, que vão fazendo controlo de danos no malparado e aguentando sectores como a construção e o imobiliário para evitar males maiores. Fazer estes cortes de "rating" é como atar bolas de chumbo aos pés de quem tenta nadar.
A Fitch não explica as razões dos seus cortes em cada um dos bancos, dá apenas uma explicação geral e genérica: o corte reflecte "o aumento do risco de financiamento e liquidez" destas instituições, "dada a elevada dependência das fontes de financiamento de curto e médio prazo, bem como o aumento do recurso ao BCE, no contexto de continuadas dificuldades de acesso aos mercados de capitais e deterioração da qualidade dos activos domésticos".
Trocando por miúdos: os mercados vão-se fechando a Portugal e, como nos últimos anos o financiamento foi sendo feito a prazos curtos (um, dois, três anos), em 2011 converge uma necessidade de refinanciamentos dramática. É justo, este corte? Se o é, é parcial: onde estão os mesmos cortes para os bancos espanhóis, em pior situação? O BCP critica, o BES vai mais longe e corta a relação comercial com a Fitch. Uma medida sã mas provavelmente vã, de um banco sem dimensão para iniciar um turbilhão contra as agências de "rating". Estas decisões podem ser injustas, mas permanecem eficazes.
O mundo está um lugar estranho. Os Estados Unidos despejam dólares sobre a economia, com decisões de legalidade duvidosa. A Europa divide-se na hipótese de abrir uma guerra cambial a partir do euro. Enquanto isso, o factor político trai a lucidez tanto em Portugal como na Alemanha, que dramatiza as penalizações futuras a países que peçam socorro, o que acaba por apressar esses pedidos de socorro. E o FMI, quando olha para Portugal, faz cruz-credo à inviabilidade política.
Não é o número 7% dos juros mas a letra B de um "rating" que detonará o pedido de ajuda de Portugal. Se depois da banca vier o corte da República, temos o destino traçado. Entretanto, por cá, os partidos continuam cegos pelo poder que ainda nem sequer têm. O acordo entre o PS e o PSD está por implementar e os políticos das oposições chegam a mostrar risos pela desgraça que confirma os seus avisos. É tétrico. É fútil. É fatal. Ah, ah, ah? BBB!
Numa luta de elefantes, quem se trama é a relva.
A frase, que é mais colorida no original brasileiro, mostra como está Portugal perante as agências de "rating": um dano colateral, pisado por gigantes.
A descida do "rating" dos quatro bancos anunciada ontem pela Fitch foi inesperada e brutal. Sobretudo para o BES e BCP, aos quais o "rating" foi cortado em dois "degraus", para BBB, acrescido de "outlook" negativo. É um nível humilhante, que coloca estes bancos à beira da exclusão de grandes investidores mais selectivos.
Tememos quando vemos o sismógrafo das taxas de juro roçar os 7%. Mas há muito que o problema português deixou de ser preço para ser acesso. Portugal e os seus bancos olham para a frente e vêem a parede imaginada por Fernando Ulrich cada vez mais próxima. Pagarão o que for preciso para aceder ao capital. Precisam é de tê-lo. E neste momento há fundos soberanos e investidores institucionais que já nos riscaram do mapa do seu dinheiro.
Como já aqui foi escrito, não estamos como a Irlanda: Portugal não tem um problema com os seus bancos, os seus bancos é que têm um problema com Portugal. O estado da economia portuguesa, frágil e deprimida, agrava as perspectivas dos bancos, que vão fazendo controlo de danos no malparado e aguentando sectores como a construção e o imobiliário para evitar males maiores. Fazer estes cortes de "rating" é como atar bolas de chumbo aos pés de quem tenta nadar.
A Fitch não explica as razões dos seus cortes em cada um dos bancos, dá apenas uma explicação geral e genérica: o corte reflecte "o aumento do risco de financiamento e liquidez" destas instituições, "dada a elevada dependência das fontes de financiamento de curto e médio prazo, bem como o aumento do recurso ao BCE, no contexto de continuadas dificuldades de acesso aos mercados de capitais e deterioração da qualidade dos activos domésticos".
Trocando por miúdos: os mercados vão-se fechando a Portugal e, como nos últimos anos o financiamento foi sendo feito a prazos curtos (um, dois, três anos), em 2011 converge uma necessidade de refinanciamentos dramática. É justo, este corte? Se o é, é parcial: onde estão os mesmos cortes para os bancos espanhóis, em pior situação? O BCP critica, o BES vai mais longe e corta a relação comercial com a Fitch. Uma medida sã mas provavelmente vã, de um banco sem dimensão para iniciar um turbilhão contra as agências de "rating". Estas decisões podem ser injustas, mas permanecem eficazes.
O mundo está um lugar estranho. Os Estados Unidos despejam dólares sobre a economia, com decisões de legalidade duvidosa. A Europa divide-se na hipótese de abrir uma guerra cambial a partir do euro. Enquanto isso, o factor político trai a lucidez tanto em Portugal como na Alemanha, que dramatiza as penalizações futuras a países que peçam socorro, o que acaba por apressar esses pedidos de socorro. E o FMI, quando olha para Portugal, faz cruz-credo à inviabilidade política.
Não é o número 7% dos juros mas a letra B de um "rating" que detonará o pedido de ajuda de Portugal. Se depois da banca vier o corte da República, temos o destino traçado. Entretanto, por cá, os partidos continuam cegos pelo poder que ainda nem sequer têm. O acordo entre o PS e o PSD está por implementar e os políticos das oposições chegam a mostrar risos pela desgraça que confirma os seus avisos. É tétrico. É fútil. É fatal. Ah, ah, ah? BBB!
segunda-feira, novembro 08, 2010
EUA: Luso-americanos eleitos no Massachussetts e Rhode Island
Os luso-americanos que concorreram pelas listas do Partido Democrata (D) nas eleições locais de terça-feira, em Rhode Island, Massachusetts e Colorado conseguiram, na maioria, ser eleitos.
Pelo menos duas dezenas de candidatos de origem portuguesa concorreram terça-feira a lugares nas legislaturas estaduais norte-americanas em pelo menos sete estados.
Além dos estados com forte presença portuguesa como Massachusetts e Rhode Island, que concentravam a maioria dos candidatos, havia também luso-descendentes na corrida para os senados e congressos estaduais do Arizona, Califórnia, Colorado, Connecticut e New Hampshire.
Para a assembleia legislativa do Estado mais português na América, Rhode Island, foram reeleitos dez congressistas de ascendência portuguesa - Gordon Fox, Charlene Lima, Debora Fellela, Edwin Pacheco, Agostinho Silva, William São Bento, Hélio Mello, Jared Nunes, Doreen Costa, Roberto Silva.
Amy G. Rice (D) obteve apenas 47,6%, perdendo a eleição para o republicano Daniel Reillly.
Fora do senado estadual de Connecticut ficou o estreante e candidato independente Manuel Batáguas, que conseguiu apenas 1% da votação do distrito 24.
Em Nova Iorque, Jack Martins, candidato republicano pelo 7.º distrito eleitoral, conseguiu uma vitória à tangente por 50,24%, contra 49,73% do democrata Craig Johnson. A vitória de Martins, ex-mayor de Mineola, foi alcançada por pouco mais de 400 votos, segundo dados da comissão eleitoral do condado de Nassau.
Para o Senado estadual de Rhode Island, e pelos democratas, foram eleitos Teresa Paiva-Weed (distrito 13) e Daniel da Ponte (concorria sem oposição para o 6º mandato em representação do distrito 14). Ambos foram reeleitos com facilidade, obtendo respectivamente 63,8% e 64,8% dos votos (8.073 eleitores).
Bettany Moura, nas listas do Partido Republicano (R), levou de vencida o seu opositor, conquistando 51,4% dos votos.
No Senado estadual de Massachusetts, Michael Rodrigues (D) foi eleito com 62% (distrito de First Plymouth e Bristol) e Marc Pacheco (D) reeleito com 58% dos sufrágios (corria a mais um mandato como representante de First Plymouth e Bristol).
Tony (António) Cabral, John Fernandes, Michael Rodrigues e Kevin Aguiar (D), respectivamente com 100% (sem oposição) e 75% dos votos, foram reeleitos para a Assembleia estadual, enquanto o independente Jacob (Jake) Ferreira, que procurava pela primeira vez de um lugar na legislatura, falhou a eleição.
Pelo menos duas dezenas de candidatos de origem portuguesa concorreram terça-feira a lugares nas legislaturas estaduais norte-americanas em pelo menos sete estados.
Além dos estados com forte presença portuguesa como Massachusetts e Rhode Island, que concentravam a maioria dos candidatos, havia também luso-descendentes na corrida para os senados e congressos estaduais do Arizona, Califórnia, Colorado, Connecticut e New Hampshire.
Para a assembleia legislativa do Estado mais português na América, Rhode Island, foram reeleitos dez congressistas de ascendência portuguesa - Gordon Fox, Charlene Lima, Debora Fellela, Edwin Pacheco, Agostinho Silva, William São Bento, Hélio Mello, Jared Nunes, Doreen Costa, Roberto Silva.
Amy G. Rice (D) obteve apenas 47,6%, perdendo a eleição para o republicano Daniel Reillly.
Fora do senado estadual de Connecticut ficou o estreante e candidato independente Manuel Batáguas, que conseguiu apenas 1% da votação do distrito 24.
Em Nova Iorque, Jack Martins, candidato republicano pelo 7.º distrito eleitoral, conseguiu uma vitória à tangente por 50,24%, contra 49,73% do democrata Craig Johnson. A vitória de Martins, ex-mayor de Mineola, foi alcançada por pouco mais de 400 votos, segundo dados da comissão eleitoral do condado de Nassau.
Para o Senado estadual de Rhode Island, e pelos democratas, foram eleitos Teresa Paiva-Weed (distrito 13) e Daniel da Ponte (concorria sem oposição para o 6º mandato em representação do distrito 14). Ambos foram reeleitos com facilidade, obtendo respectivamente 63,8% e 64,8% dos votos (8.073 eleitores).
Bettany Moura, nas listas do Partido Republicano (R), levou de vencida o seu opositor, conquistando 51,4% dos votos.
No Senado estadual de Massachusetts, Michael Rodrigues (D) foi eleito com 62% (distrito de First Plymouth e Bristol) e Marc Pacheco (D) reeleito com 58% dos sufrágios (corria a mais um mandato como representante de First Plymouth e Bristol).
Tony (António) Cabral, John Fernandes, Michael Rodrigues e Kevin Aguiar (D), respectivamente com 100% (sem oposição) e 75% dos votos, foram reeleitos para a Assembleia estadual, enquanto o independente Jacob (Jake) Ferreira, que procurava pela primeira vez de um lugar na legislatura, falhou a eleição.
quinta-feira, novembro 04, 2010
China: Cinco mil chineses aprendem português
Cerca de 5000 jovens e adultos chineses estudam o português em instituições de Macau que ensinam a língua de Camões.
"Macau é uma terra multicultural, com uma forte presença portuguesa e o Governo tem feito um esforço de promoção do português, porque é importante que os nossos estudantes aprendam a essência da cultura e da história de Macau", disse a chefe do departamento de ensino dos Serviços de Educação de Macau, Vicky Leong.
A mesma responsável salientou a importância da aprendizagem do português nos planos legal e político, dado que a própria Lei Básica de Macau, a lei fundamental, estipula que o português e chinês são línguas oficiais, bem como no plano económico, devido ao papel de plataforma da cidade entre a China e a lusofonia.
"Não podemos esquecer também o plano educacional, cultural e histórico, o papel de Macau como ponto de encontro entre o oriente e o ocidente e o facto de a cidade ser multicultural, logo os nossos jovens serem cidadãos do mundo", sublinhou.
Com cerca de 3000 alunos a estudar português nas escolas oficiais, as escolas luso-chinesas, Macau tem outros 1500 estudantes da língua de Camões nas escolas particulares, apoiados por nove professores contratados pelos serviços de Educação, que contam com o apoio do Instituto Português do Oriente (IPOR). Há ainda outras centenas que participam em actividades de Verão, estudando a língua na escola portuguesa para ingressarem em universidades de Portugal.
Para Rui Rocha, presidente do IPOR, o interesse pelo português "tem vindo a crescer, porque há cinco ou seis anos a China deu sinais claros de que era uma língua de interesse económico".
"Macau é uma terra multicultural, com uma forte presença portuguesa e o Governo tem feito um esforço de promoção do português, porque é importante que os nossos estudantes aprendam a essência da cultura e da história de Macau", disse a chefe do departamento de ensino dos Serviços de Educação de Macau, Vicky Leong.
A mesma responsável salientou a importância da aprendizagem do português nos planos legal e político, dado que a própria Lei Básica de Macau, a lei fundamental, estipula que o português e chinês são línguas oficiais, bem como no plano económico, devido ao papel de plataforma da cidade entre a China e a lusofonia.
"Não podemos esquecer também o plano educacional, cultural e histórico, o papel de Macau como ponto de encontro entre o oriente e o ocidente e o facto de a cidade ser multicultural, logo os nossos jovens serem cidadãos do mundo", sublinhou.
Com cerca de 3000 alunos a estudar português nas escolas oficiais, as escolas luso-chinesas, Macau tem outros 1500 estudantes da língua de Camões nas escolas particulares, apoiados por nove professores contratados pelos serviços de Educação, que contam com o apoio do Instituto Português do Oriente (IPOR). Há ainda outras centenas que participam em actividades de Verão, estudando a língua na escola portuguesa para ingressarem em universidades de Portugal.
Para Rui Rocha, presidente do IPOR, o interesse pelo português "tem vindo a crescer, porque há cinco ou seis anos a China deu sinais claros de que era uma língua de interesse económico".
Índice de Desenvolvimento Humano 2010
Já faz alguns anos que vou referenciando esta classificação neste blogue, até porque é o mais fiável para analisar a verdadeira saúde das sociedades, Isto porque não se foca num item aoenas, seja económico, ou de saúde ou de educação. Engloba todos esses factores.
As classificações de Portugal sempre foram bastante razoáveis, tendo em conta o país que temos, este ano descemos seis posições para o quadragésimo lugar. Não será dramático, mas tendo em conta que a Espanha está em 20º, ou países que há bem pouco tempo estavam atrás de nós e são nossos concorrentes é motivo para nos acirrar. Países como a Eslováquia, República Checa, Eslovénia, Estónia ou até a Hungria, já nos deixaram a ver pó.
Mais motivos para uma reflexão nacional.
Mas este ranquingue sempre me serviu para marcar um argumento. O de que nas sociedades modernas as Monarquias funcionam melhor. Refuto como falso o argumento que para se ser desenvolvido é necessário ser monarquia, mas atendendo aos números e á constância com que as monarquias se mantém no topo das tabelas deste género de classificações, o sistema político há de ter alguma coisa a ver com esse facto.
Mais um ano, e este bem especial devido à grande crise que afectou o mundo, e a hegemonia no topo do IDH até se intensificou por parte das monarquias. De facto este ano apenas temos 3 Repúblicas no top10: Estados Unidos, Irlanda e Alemanha. Os restantes são Monarquias incluindo o top 3: Noruega, Austrália e Nova Zelândia, estes dois sob o reinado da mesma rainha, Isabel II.
Os resultados de ano para ano repetem-se, intensificam-se aliás. As Monarquias dão uma verdadeira abada a todos os níveis às repúblicas. Certamente há algo aqui para reflectir.
As classificações de Portugal sempre foram bastante razoáveis, tendo em conta o país que temos, este ano descemos seis posições para o quadragésimo lugar. Não será dramático, mas tendo em conta que a Espanha está em 20º, ou países que há bem pouco tempo estavam atrás de nós e são nossos concorrentes é motivo para nos acirrar. Países como a Eslováquia, República Checa, Eslovénia, Estónia ou até a Hungria, já nos deixaram a ver pó.
Mais motivos para uma reflexão nacional.
Mas este ranquingue sempre me serviu para marcar um argumento. O de que nas sociedades modernas as Monarquias funcionam melhor. Refuto como falso o argumento que para se ser desenvolvido é necessário ser monarquia, mas atendendo aos números e á constância com que as monarquias se mantém no topo das tabelas deste género de classificações, o sistema político há de ter alguma coisa a ver com esse facto.
Mais um ano, e este bem especial devido à grande crise que afectou o mundo, e a hegemonia no topo do IDH até se intensificou por parte das monarquias. De facto este ano apenas temos 3 Repúblicas no top10: Estados Unidos, Irlanda e Alemanha. Os restantes são Monarquias incluindo o top 3: Noruega, Austrália e Nova Zelândia, estes dois sob o reinado da mesma rainha, Isabel II.
Os resultados de ano para ano repetem-se, intensificam-se aliás. As Monarquias dão uma verdadeira abada a todos os níveis às repúblicas. Certamente há algo aqui para reflectir.
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Monarquia em Portugal
terça-feira, novembro 02, 2010
Dez mil portugueses na Baviera sem acesso a serviços consulares
Os portugueses residentes na região estão impedidos de tratarem as suas questões consulares com um técnico que se desloca a Munique e que nada pode fazer nem resolver
“As chamadas permanências consulares em Munique não servem para nada e não resolvem nenhuns problemas das pessoas”. Quem o diz, segundo o Portugal Post, é uma fonte ligada ao consulado em Estugarda que considera que. desde o encerramento do consulado honorário, “há um técnico consular que se desloca de 2 em 2 meses a Munique onde permanece nas instalações da Missão Católica durante o horário de expediente com uma caneta e papel na mão, isto é, sem meios para resolver nada e nenhum problema”.
A mesma fonte disse que o técnico “nem telefone tem e está a olhar para as moscas durante o tempo que ali permanece”.
Naquela área da Baviera residem cerca de 10.000 portugueses, número que a tal permanência consular, isto é, um funcionário com uma caneta e papel nas mãos, deveria (deve) servir.
“Quando existiam as instalações do consulado honorário ainda era possível tratar de alguns assuntos, mas desde o encerramento do consulado que o funcionário não vai lá fazer nada, apenas gastar tempo e dinheiro”, disse a mesma fonte.
Gritante é a impotência do técnico quando tem pela frente um problema grave do foro social para resolver. Sem condições técnicas, “o funcionário que se desloca do consulado de Estugarda não pode resolver um problema social medianamente grave em algumas horas e marcar de novo entrevista com o utente para daí a dois meses para continuar a resolver um assunto que devia ter um acompanhamento permanente”, refere a mesma.
Sem telefone, sem computador portátil, sem o mínimo de condições para atender utentes que se recorrem daquelas permanências consulares, o técnico social “está desmotivado” e, segundo a fonte, diz que se tem de resolver a situação ou, simplesmente, “deixar de ir a Munique”.
“A situação da permanência consular em Munique tem de ser resolvida e, talvez, substituída por um escritório consular ou, em alternativa, deve-se dar os meios necessários a quem se desloque do consulado para resolver in loco situações elementares”, disse-nos alguém ligado à comunidade da área.
Com este problema concreto que a comunidade portuguesa na Baviera vive, há quem já pergunte “onde estão aqueles que reuniram as pretensas quatrocentas assinaturas para o afastamento do ex-cônsul honorário? Será que os problemas reais da comunidade não lhes interessam ? E se não é assim, porque é que não se mexem?”
Estas interrogações levaram o Portugal Post a contactar um dos membros do movimento que encabeçou a luta pela substituição do cônsul honorário entretanto exonerado por suspeitas de envolvimento no famoso caso dos submarinos.
Pedro Castro, arquitecto, destacado membro do movimento que patrocinou o abaixo-assinado disse-nos que estas interrogações não fazem sentido, porque “o movimento foi criado para apenas exigir a substituição do ex-cônsul”.
No que diz respeito à prestação de serviços consulares, Pedro Castro fez questão de lembrar que “o técnico social do Consulado-Geral em Estugarda, o sr. Rodrigues, quando se deslocava ao consulado honorário uma vez por mês também não tinha mais do que uma caneta e papel, carimbo e um tinteiro, ou seja, não houve alteração de meios para o senhor Rodrigues executar a tarefa”.
Trocado por miúdos, a situação, segundo Pedro Castro, não se alterou, acrescentando que o movimento foi criado para “a substituição do consulado honorário e não para se dedicar a esses temas”, leia-se falta de serviços consulares.
Castro não vê porque o movimento se deve dedicar a este tema quando ele deve ser resolvido pelas entidades responsáveis, cabendo também aos deputados a denúncia destas questões.
No fundo, o que foi dado a entender por Castro é que o processo iniciado para a substituição do cônsul honorário (ainda não concluído) também era um processo para que a comunidade tivesse um consulado que correspondesse aos interesses dos portugueses, sendo que nestes interesses também cabem uma prestação de serviços consulares eficientes.
Seja como for, facto é que os cerca de 10.000 portugueses residentes na Baviera estão impedidos de tratarem as suas questões consulares com um técnico que se desloca a Munique que nada pode fazer nem resolver.
Fonte: Portugal Post
“As chamadas permanências consulares em Munique não servem para nada e não resolvem nenhuns problemas das pessoas”. Quem o diz, segundo o Portugal Post, é uma fonte ligada ao consulado em Estugarda que considera que. desde o encerramento do consulado honorário, “há um técnico consular que se desloca de 2 em 2 meses a Munique onde permanece nas instalações da Missão Católica durante o horário de expediente com uma caneta e papel na mão, isto é, sem meios para resolver nada e nenhum problema”.
A mesma fonte disse que o técnico “nem telefone tem e está a olhar para as moscas durante o tempo que ali permanece”.
Naquela área da Baviera residem cerca de 10.000 portugueses, número que a tal permanência consular, isto é, um funcionário com uma caneta e papel nas mãos, deveria (deve) servir.
“Quando existiam as instalações do consulado honorário ainda era possível tratar de alguns assuntos, mas desde o encerramento do consulado que o funcionário não vai lá fazer nada, apenas gastar tempo e dinheiro”, disse a mesma fonte.
Gritante é a impotência do técnico quando tem pela frente um problema grave do foro social para resolver. Sem condições técnicas, “o funcionário que se desloca do consulado de Estugarda não pode resolver um problema social medianamente grave em algumas horas e marcar de novo entrevista com o utente para daí a dois meses para continuar a resolver um assunto que devia ter um acompanhamento permanente”, refere a mesma.
Sem telefone, sem computador portátil, sem o mínimo de condições para atender utentes que se recorrem daquelas permanências consulares, o técnico social “está desmotivado” e, segundo a fonte, diz que se tem de resolver a situação ou, simplesmente, “deixar de ir a Munique”.
“A situação da permanência consular em Munique tem de ser resolvida e, talvez, substituída por um escritório consular ou, em alternativa, deve-se dar os meios necessários a quem se desloque do consulado para resolver in loco situações elementares”, disse-nos alguém ligado à comunidade da área.
Com este problema concreto que a comunidade portuguesa na Baviera vive, há quem já pergunte “onde estão aqueles que reuniram as pretensas quatrocentas assinaturas para o afastamento do ex-cônsul honorário? Será que os problemas reais da comunidade não lhes interessam ? E se não é assim, porque é que não se mexem?”
Estas interrogações levaram o Portugal Post a contactar um dos membros do movimento que encabeçou a luta pela substituição do cônsul honorário entretanto exonerado por suspeitas de envolvimento no famoso caso dos submarinos.
Pedro Castro, arquitecto, destacado membro do movimento que patrocinou o abaixo-assinado disse-nos que estas interrogações não fazem sentido, porque “o movimento foi criado para apenas exigir a substituição do ex-cônsul”.
No que diz respeito à prestação de serviços consulares, Pedro Castro fez questão de lembrar que “o técnico social do Consulado-Geral em Estugarda, o sr. Rodrigues, quando se deslocava ao consulado honorário uma vez por mês também não tinha mais do que uma caneta e papel, carimbo e um tinteiro, ou seja, não houve alteração de meios para o senhor Rodrigues executar a tarefa”.
Trocado por miúdos, a situação, segundo Pedro Castro, não se alterou, acrescentando que o movimento foi criado para “a substituição do consulado honorário e não para se dedicar a esses temas”, leia-se falta de serviços consulares.
Castro não vê porque o movimento se deve dedicar a este tema quando ele deve ser resolvido pelas entidades responsáveis, cabendo também aos deputados a denúncia destas questões.
No fundo, o que foi dado a entender por Castro é que o processo iniciado para a substituição do cônsul honorário (ainda não concluído) também era um processo para que a comunidade tivesse um consulado que correspondesse aos interesses dos portugueses, sendo que nestes interesses também cabem uma prestação de serviços consulares eficientes.
Seja como for, facto é que os cerca de 10.000 portugueses residentes na Baviera estão impedidos de tratarem as suas questões consulares com um técnico que se desloca a Munique que nada pode fazer nem resolver.
Fonte: Portugal Post
Entretenimento: Menus em inglês, francês, italiano, alemão, espanhol e holandês
Consolas da Nintendo sem língua portuguesa.
As consolas da Nintendo não têm a opção de escolher a língua portuguesa para aceder aos respectivos menus. A Wii, a mais recente consola da marca, tem seis idiomas disponíveis, mas quem não perceber inglês, francês, italiano, alemão, espanhol ou holandês terá muitas dificuldades em compreender para que servem.
A discussão sobre o tema e as dúvidas quanto à possibilidade de a Nintendo actualizar o firmware das consolas, passando a incluir a língua portuguesa no sistema operativo do aparelho, estão em qualquer fórum de discussão na internet. São vários os testemunhos de quem compra uma consola da Nintendo e confirma, ao chegar a casa, que a língua portuguesa não está disponível.
"A lei obriga a que as instruções ou menus estejam em português, por dois motivos: permitir ao utilizador retirar o melhor rendimento dos aparelhos e por questões de segurança", afirmou Jorge Morgado, secretário-geral da associação de defesa do consumidor Deco, explicando que "nos casos de não existirem menus ou um manual de instruções em português, as marcas estão ilegais".
No caso específico das consolas da Nintendo, os menus estão numa língua estrangeira, mas fazem-se acompanhar de um manual de instruções em português. A justificação para estas situações, acrescentou Morgado, prende-se com a dimensão do mercado português: "É muito pequeno. As marcas prevêem vender um determinado número de unidades, a um certo preço. Refazer o programa para incluir uma língua pode até encarecer o produto ao consumidor. A solução passa por incluir um manual, esse sim, em português."
No que diz respeito às consolas rivais da Wii, o modelo mais recente da Nintendo, quer a Playstation 3, da Sony, quer a Xbox 360, da Microsoft, têm disponível a língua portuguesa no seu firmware.
As consolas da Nintendo não têm a opção de escolher a língua portuguesa para aceder aos respectivos menus. A Wii, a mais recente consola da marca, tem seis idiomas disponíveis, mas quem não perceber inglês, francês, italiano, alemão, espanhol ou holandês terá muitas dificuldades em compreender para que servem.
A discussão sobre o tema e as dúvidas quanto à possibilidade de a Nintendo actualizar o firmware das consolas, passando a incluir a língua portuguesa no sistema operativo do aparelho, estão em qualquer fórum de discussão na internet. São vários os testemunhos de quem compra uma consola da Nintendo e confirma, ao chegar a casa, que a língua portuguesa não está disponível.
"A lei obriga a que as instruções ou menus estejam em português, por dois motivos: permitir ao utilizador retirar o melhor rendimento dos aparelhos e por questões de segurança", afirmou Jorge Morgado, secretário-geral da associação de defesa do consumidor Deco, explicando que "nos casos de não existirem menus ou um manual de instruções em português, as marcas estão ilegais".
No caso específico das consolas da Nintendo, os menus estão numa língua estrangeira, mas fazem-se acompanhar de um manual de instruções em português. A justificação para estas situações, acrescentou Morgado, prende-se com a dimensão do mercado português: "É muito pequeno. As marcas prevêem vender um determinado número de unidades, a um certo preço. Refazer o programa para incluir uma língua pode até encarecer o produto ao consumidor. A solução passa por incluir um manual, esse sim, em português."
No que diz respeito às consolas rivais da Wii, o modelo mais recente da Nintendo, quer a Playstation 3, da Sony, quer a Xbox 360, da Microsoft, têm disponível a língua portuguesa no seu firmware.
sábado, outubro 30, 2010
Expo Shangai: Pavilhão de Portugal ganha 'Prémio de Design'
O pavilhão de Portugal na Expo2010 ganhou um dos três 'Prémio de Design' atribuídos este sábado em Shangai pelo Bureau International des Exhibitions.
Portugal foi distinguido entre os 42 pavilhões alugados do certame, enquanto nos 40 pavilhões construídos de raiz pelos participantes ganharam o Reino Unido (mais de 4.000 metros quadrados) e a Finlândia (entre 2.000 e 4.000 metros quadrados).
O pavilhão português é um edifício de 2.000 metros quadrados, inteiramente revestido de cortiça, decorado pelo arquitecto Carlos Couto.
A Expo2010, que termina domingo, foi a maior exposição universal de sempre, com mais de 240 países e organizações internacionais, e também a mais concorrida, com mais de 72 milhões de visitantes.
O anterior recorde de afluência (64 milhões) durava desde a Expo de Osaka, em 1970.
Portugal foi distinguido entre os 42 pavilhões alugados do certame, enquanto nos 40 pavilhões construídos de raiz pelos participantes ganharam o Reino Unido (mais de 4.000 metros quadrados) e a Finlândia (entre 2.000 e 4.000 metros quadrados).
O pavilhão português é um edifício de 2.000 metros quadrados, inteiramente revestido de cortiça, decorado pelo arquitecto Carlos Couto.
A Expo2010, que termina domingo, foi a maior exposição universal de sempre, com mais de 240 países e organizações internacionais, e também a mais concorrida, com mais de 72 milhões de visitantes.
O anterior recorde de afluência (64 milhões) durava desde a Expo de Osaka, em 1970.
Região da Macaronésia deverá nascer até ao final do ano
A cidade do Mindelo (São Vicente) deverá receber ainda este ano uma cimeira para criar a região da Macaronésia, na presença dos primeiros-ministros de Cabo Verde, Portugal e Espanha e os presidentes dos governos regionais das Canárias, Açores e Madeira.
A proposta foi apresentada pelo primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, durante uma conferência dos presidentes dos Governos das Regiões Ultraperiféricas da União Europeia (UE), reunidos em Las Palmas (Canárias).
Numa entrevista à Rádio Nacional de Cabo Verde, José Maria Neves indicou que a proposta de Cabo Verde para a criação da região da Macaronésia foi bem recebida.
"Significa que os contactos estão avançados, há trabalho feito por Cabo Verde, como a preparação de documentação de base para fundamentar a proposta. Falta-nos conciliar as agendas para fixar a data da cimeira constitutiva da região da Macaronésia", disse.
O chefe do governo cabo-verdiano afirmou que a cimeira de Mindelo ainda não tem data marcada, já que depende das agendas das autoridades dos três países.
Além de mobilizar recursos financeiros, a proposta, segundo o primeiro-ministro cabo-verdiano, vai ao encontro de alguns pilares da parceria especial com a UE, que trata da questão da integração.
"A nossa perspectiva não é apenas mobilizar recursos financeiros, mas sim estratégica. No quadro da Parceria Especial, um dos pilares importantes é a integração regional na CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) e no espaço da Macaronésia (Canárias, Açores, Madeira e Cabo Verde)", disse.
"Estamos a dar passos consistentes na inserção competitiva de Cabo Verde no espaço da CEDEAO, e agora estamos a trabalhar na integração, também forte, do espaço da Macaronésia" concluiu.
Terça-feira, numa conferência de imprensa na Cidade da Praia, José Maria Neves avançou que a proposta foi bem acolhida por Portugal e Espanha, que, garantiu, irão apoiar Cabo Verde na criação da região da Macaronésia.
Sublinhando ter falado a este propósito pessoalmente com os seus homólogos português, José Sócrates, e espanhol, José Luiz Zapatero, o chefe do executivo cabo-verdiano lembrou tratar-se de uma proposta "poderosa" de Cabo Verde destinada a criar um espaço de paz, estabilidade e de cooperação para o desenvolvimento.
A ideia, segundo José Maria Neves, surge como parte da consolidação da estratégia de aproximação à Europa, no quadro da Parceria Especial com a UE.
A criação da Macaronésia permitirá, depois, tentar obter um estatuto de parceria especial no quadro das RUF da UE, permitindo o acesso a novos financiamentos para apoio ao desenvolvimento, destinados justamente às regiões ultraperiféricas da Europa Comunitária.
A proposta foi apresentada pelo primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, durante uma conferência dos presidentes dos Governos das Regiões Ultraperiféricas da União Europeia (UE), reunidos em Las Palmas (Canárias).
Numa entrevista à Rádio Nacional de Cabo Verde, José Maria Neves indicou que a proposta de Cabo Verde para a criação da região da Macaronésia foi bem recebida.
"Significa que os contactos estão avançados, há trabalho feito por Cabo Verde, como a preparação de documentação de base para fundamentar a proposta. Falta-nos conciliar as agendas para fixar a data da cimeira constitutiva da região da Macaronésia", disse.
O chefe do governo cabo-verdiano afirmou que a cimeira de Mindelo ainda não tem data marcada, já que depende das agendas das autoridades dos três países.
Além de mobilizar recursos financeiros, a proposta, segundo o primeiro-ministro cabo-verdiano, vai ao encontro de alguns pilares da parceria especial com a UE, que trata da questão da integração.
"A nossa perspectiva não é apenas mobilizar recursos financeiros, mas sim estratégica. No quadro da Parceria Especial, um dos pilares importantes é a integração regional na CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) e no espaço da Macaronésia (Canárias, Açores, Madeira e Cabo Verde)", disse.
"Estamos a dar passos consistentes na inserção competitiva de Cabo Verde no espaço da CEDEAO, e agora estamos a trabalhar na integração, também forte, do espaço da Macaronésia" concluiu.
Terça-feira, numa conferência de imprensa na Cidade da Praia, José Maria Neves avançou que a proposta foi bem acolhida por Portugal e Espanha, que, garantiu, irão apoiar Cabo Verde na criação da região da Macaronésia.
Sublinhando ter falado a este propósito pessoalmente com os seus homólogos português, José Sócrates, e espanhol, José Luiz Zapatero, o chefe do executivo cabo-verdiano lembrou tratar-se de uma proposta "poderosa" de Cabo Verde destinada a criar um espaço de paz, estabilidade e de cooperação para o desenvolvimento.
A ideia, segundo José Maria Neves, surge como parte da consolidação da estratégia de aproximação à Europa, no quadro da Parceria Especial com a UE.
A criação da Macaronésia permitirá, depois, tentar obter um estatuto de parceria especial no quadro das RUF da UE, permitindo o acesso a novos financiamentos para apoio ao desenvolvimento, destinados justamente às regiões ultraperiféricas da Europa Comunitária.
Acordo Orçamento
Cá me parece que depois de ter ficado com os trunfos na mão, Sócrates acabou por dar mais uma vez a volta por cima.
Conseguiu fazer o PSD cair na esparrela de assinar um acordo.
Mais uma "vida" para o PM.
Patinhos...
O raciocínio é este.
O PS não queria acordo... Não queria somente porque não faz parte do código genético deste governo. Daí que tenha sempre tentado passar as responsabilidades de um eventual chumbo para a esfera de responsabilidade do PSD.
Chumbo que mau para o país seria o que se melhor poderia acontecer a Sócrates e restantes. Viria mais um ano de vitimização e lamúrias, e o ónus das dificuldades recairia novamente sobre o PSD.
O PSD no entanto ao ir para negociações, conseguiu inverter o ónus, conseguiu demonstrar, aparentemente, que teria tentado... mas mais uma vez a inflexibilidade do governo PS não permitiu uma aproximação de posições.
Isto não invalidaria em nada a abstenção. Que argumento mais forte haveria do que: "o orçamento é mau, o PSD nada tem a ver com ele, mas a alternativa era bem pior para o país"
Tudo ia bem até que... Acordo.
Num primeiro momento parece uma vitória do PSD, porque conseguiu vergar o PS, mas... A partir deste momento o PS poderá sempre associar o PSD a este orçamento, particularmente para o mal.
Para o país, não me parece sinceramente que as propostas do PSD venham trazer algum alívio, assim sendo mais valeria ter tido o impacto maior as medidas do PS, incuntido a este as privações, e com uma retórica de correcção, para o ano, provocadas as eleições, capitalizar o descontentamento
Conseguiu fazer o PSD cair na esparrela de assinar um acordo.
Mais uma "vida" para o PM.
Patinhos...
O raciocínio é este.
O PS não queria acordo... Não queria somente porque não faz parte do código genético deste governo. Daí que tenha sempre tentado passar as responsabilidades de um eventual chumbo para a esfera de responsabilidade do PSD.
Chumbo que mau para o país seria o que se melhor poderia acontecer a Sócrates e restantes. Viria mais um ano de vitimização e lamúrias, e o ónus das dificuldades recairia novamente sobre o PSD.
O PSD no entanto ao ir para negociações, conseguiu inverter o ónus, conseguiu demonstrar, aparentemente, que teria tentado... mas mais uma vez a inflexibilidade do governo PS não permitiu uma aproximação de posições.
Isto não invalidaria em nada a abstenção. Que argumento mais forte haveria do que: "o orçamento é mau, o PSD nada tem a ver com ele, mas a alternativa era bem pior para o país"
Tudo ia bem até que... Acordo.
Num primeiro momento parece uma vitória do PSD, porque conseguiu vergar o PS, mas... A partir deste momento o PS poderá sempre associar o PSD a este orçamento, particularmente para o mal.
Para o país, não me parece sinceramente que as propostas do PSD venham trazer algum alívio, assim sendo mais valeria ter tido o impacto maior as medidas do PS, incuntido a este as privações, e com uma retórica de correcção, para o ano, provocadas as eleições, capitalizar o descontentamento
sexta-feira, outubro 29, 2010
Macau: Festival da Lusofonia arranca hoje
O Festival da Lusofonia em Macau foi adiado devido ao super tufão Megi, que atingiu aquela zona do mundo, pelo que só deverá arrancar esta sexta-feira, disse fonte da organização.
Fonte do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais de Macau (IACM), organizador do evento, explicou que a aproximação da tempestade tropical e, por consequência, a previsão de chuvas intensas e ventos fortes, aconselharam o adiamento da festa, por não estarem reunidas as condições para a sua realização.
Apesar do adiamento, os nove grupos de países de língua portuguesa que tinham espectáculos agendados, quer para as Casas Museu na ilha da Taipa, quer para vários pontos da cidade, como a Praça do Senado ou o bairro do Iao On, foram contactados pelo organismo, para determinar a sua disponibilidade em permanecerem em Macau.
Fonte do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais de Macau (IACM), organizador do evento, explicou que a aproximação da tempestade tropical e, por consequência, a previsão de chuvas intensas e ventos fortes, aconselharam o adiamento da festa, por não estarem reunidas as condições para a sua realização.
Apesar do adiamento, os nove grupos de países de língua portuguesa que tinham espectáculos agendados, quer para as Casas Museu na ilha da Taipa, quer para vários pontos da cidade, como a Praça do Senado ou o bairro do Iao On, foram contactados pelo organismo, para determinar a sua disponibilidade em permanecerem em Macau.
EUA: Luso-americanos aumentaram participação eleitoral
A participação eleitoral dos luso-americanos tem aumentado nos últimos anos e a comunidade é hoje das que mais vota nos Estados Unidos, embora dê ainda pouca importância a eleições locais, afirma o presidente executivo do Projeto de Cidadania da comunidade.
"Com base nos estudos que o Portuguese American Citizens Project tem das eleições da última década, os luso-americanos são um dos grupos étnicos que mais vota", disse Elmano Costa.
Criado em 1999 inteiramente com fundos da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), o PACP tem vindo a desenvolver iniciativas junto de igrejas e associações em cinco estados - Califórnia, Rhode Island, Massachusetts, New Jersey e Connecticut - de forte presença da comunidade.
"Com base nos estudos que o Portuguese American Citizens Project tem das eleições da última década, os luso-americanos são um dos grupos étnicos que mais vota", disse Elmano Costa.
Criado em 1999 inteiramente com fundos da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), o PACP tem vindo a desenvolver iniciativas junto de igrejas e associações em cinco estados - Califórnia, Rhode Island, Massachusetts, New Jersey e Connecticut - de forte presença da comunidade.
quinta-feira, outubro 28, 2010
Mina alentejana de Neves-Corvo anuncia maior descoberta de cobre nos últimos 22 anos
A companhia mineira sueca-canadiana Lundin Mining anunciou que descobriu um novo depósito rico em cobre na mina de Neves-Corvo, no concelho alentejano de Castro Verde, frisando tratar-se da mais importante descoberta dos últimos 22 anos no complexo mineiro.
"É um acontecimento significativo na história da mina", salienta a companhia, proprietária da concessionária do complexo mineiro de Neves-Corvo, a Somincor, num comunicado divulgado no seu sítio de Internet.
A "última descoberta desta importância" na mina de Neves-Corvo foi a do jazigo de sulfuretos maciços do Lombador, há 22 anos, lembra o vice-presidente de Exploração e Desenvolvimento de Novos Negócios para a Lundin Mining, Neil O'Brien, citado no comunicado.
"É um acontecimento significativo na história da mina", salienta a companhia, proprietária da concessionária do complexo mineiro de Neves-Corvo, a Somincor, num comunicado divulgado no seu sítio de Internet.
A "última descoberta desta importância" na mina de Neves-Corvo foi a do jazigo de sulfuretos maciços do Lombador, há 22 anos, lembra o vice-presidente de Exploração e Desenvolvimento de Novos Negócios para a Lundin Mining, Neil O'Brien, citado no comunicado.
Ministra do Interior recusa comentar suspensão e continua a exercer funções
A ministra do Interior da Guiné-Bissau, Satu Camará, visitou hoje várias esquadras no país, mesmo depois de ter sido suspensa pelo primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior.
Durante uma visita às obras da futura esquadra de polícia do Bairro Militar, Satu Camará recusou fazer declarações aos jornalistas sobre a sua suspensão.
“O objectivo desta visita é para ver as obras e como o trabalho vai. Gostávamos que a obra estivesse pronta em Janeiro”, afirmou Satu Camará.
A ministra salientou a importância da obra no quadro da reforma do sector e da criação de uma esquadra no Bairro Militar, onde está concentrada uma grande parte da população de Bissau.
Questionada sobre a sua suspensão, a ministra disse não ter nada a comentar.
O primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, suspendeu de funções a ministra do Interior por desobediência, segundo um despacho divulgado na quarta-feira à imprensa.
No despacho, o chefe do Governo explica que em Julho de 2009 determinou a suspensão de todas as nomeações e promoções no seio das Forças Armadas e no Ministério do Interior para “não perturbar ou prejudicar o processo de reforma em curso no sector de defesa e da segurança”.
“A senhora ministra do Interior tinha perfeito conhecimento do despacho e, não obstante, entendeu dever fazer várias nomeações de pessoal (oficiais superiores) ao nível do seu ministério (…) sem conhecimento prévio do primeiro-ministro”, refere Carlos Gomes Júnior no documento.
Segundo o chefe do Governo, o comportamento da ministra do Interior “configura um claro desafio à autoridade do primeiro-ministro” e uma “atitude imperdoável e que não se coaduna com as responsabilidades de um membro de Governo”.
De acordo com o despacho, a ministra do Interior fica suspensa de funções até à sua exoneração pelo Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, que se encontra no Senegal por razões de saúde.
Durante uma visita às obras da futura esquadra de polícia do Bairro Militar, Satu Camará recusou fazer declarações aos jornalistas sobre a sua suspensão.
“O objectivo desta visita é para ver as obras e como o trabalho vai. Gostávamos que a obra estivesse pronta em Janeiro”, afirmou Satu Camará.
A ministra salientou a importância da obra no quadro da reforma do sector e da criação de uma esquadra no Bairro Militar, onde está concentrada uma grande parte da população de Bissau.
Questionada sobre a sua suspensão, a ministra disse não ter nada a comentar.
O primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, suspendeu de funções a ministra do Interior por desobediência, segundo um despacho divulgado na quarta-feira à imprensa.
No despacho, o chefe do Governo explica que em Julho de 2009 determinou a suspensão de todas as nomeações e promoções no seio das Forças Armadas e no Ministério do Interior para “não perturbar ou prejudicar o processo de reforma em curso no sector de defesa e da segurança”.
“A senhora ministra do Interior tinha perfeito conhecimento do despacho e, não obstante, entendeu dever fazer várias nomeações de pessoal (oficiais superiores) ao nível do seu ministério (…) sem conhecimento prévio do primeiro-ministro”, refere Carlos Gomes Júnior no documento.
Segundo o chefe do Governo, o comportamento da ministra do Interior “configura um claro desafio à autoridade do primeiro-ministro” e uma “atitude imperdoável e que não se coaduna com as responsabilidades de um membro de Governo”.
De acordo com o despacho, a ministra do Interior fica suspensa de funções até à sua exoneração pelo Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, que se encontra no Senegal por razões de saúde.
Portugal e Espanha apoiam integração como região ultraperiférica da UE
Portugal e Espanha apoiam a integração de Cabo Verde como região ultraperiférica da União Europeia (UE), ao lado dos arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias, disse hoje o primeiro-ministro cabo-verdiano.
Numa conferência de imprensa, José Maria Neves sublinhou já ter falado pessoalmente com os seus homólogos português, José Sócrates, e espanhol, José Luiz Zapatero, para apoiarem “uma proposta poderosa de Cabo Verde”, tendo em vista a criação da região da Macaronésia, envolvendo os quatro arquipélagos. Essa é, aliás, a razão que levará José Maria Neves a participar, quarta e quinta-feira, numa “cimeira” nas Canárias, que juntará os governos regionais locais e dos Açores e Madeira, no âmbito da Parceria Especial com a UE.
“Estamos a fazer uma proposta ambiciosa, que é a da criação da região da Macaronésia, envolvendo as três regiões autónomas, Açores e Madeira, Canárias e a República de Cabo Verde, para criarmos um espaço de paz, estabilidade e de cooperação para o desenvolvimento”, disse o primeiro-ministro cabo-verdiano.
“Queremos que os quatro arquipélagos possam construir fortes laços de cooperação, criar factores de competitividade e de crescimento da economia”, acrescentou.
“Vamos também trabalhar com os governos das regiões ultraperiféricas da Europa do Atlântico para construirmos esta região da Macaronésia, que é uma proposta poderosa de Cabo Verde e que conta já com o apoios substanciais das regiões ultraperiféricas e dos governos de Portugal e Espanha”, referiu.
A ideia, segundo o chefe do executivo cabo-verdiano, surge como parte da consolidação da estratégia de aproximação à Europa, no quadro da Parceria Especial com a UE.
O Governo cabo-verdiano tem feito intensos esforços nas relações comerciais com Espanha, nomeadamente com as Canárias, que, a par de Portugal, constituem os principais parceiros comerciais de Cabo Verde.
As Canárias são, aliás, o principal ponto de abastecimento das diferentes unidades hoteleiras instaladas no Sal e Boavista, na sequência do diálogo político e de cooperação instituído em Junho de 2008, altura em que foi assinado um Programa Indicativo de Cooperação, que termina em 2011.
Várias foram as cimeiras já realizadas entre Cabo Verde e o Governo autónomo das Canárias, estando em curso conversações com os executivos da Madeira e Açores no mesmo sentido.
Em causa está a intenção cabo-verdiana de ser considerada membro de pleno direito da Macaronésia, uma vez que, obtendo o estatuto de região ultraperiférica da UE, deverá ter acesso a novos financiamentos para apoio ao desenvolvimento destinados justamente às regiões ultraperiféricas da Europa Comunitária.
Numa conferência de imprensa, José Maria Neves sublinhou já ter falado pessoalmente com os seus homólogos português, José Sócrates, e espanhol, José Luiz Zapatero, para apoiarem “uma proposta poderosa de Cabo Verde”, tendo em vista a criação da região da Macaronésia, envolvendo os quatro arquipélagos. Essa é, aliás, a razão que levará José Maria Neves a participar, quarta e quinta-feira, numa “cimeira” nas Canárias, que juntará os governos regionais locais e dos Açores e Madeira, no âmbito da Parceria Especial com a UE.
“Estamos a fazer uma proposta ambiciosa, que é a da criação da região da Macaronésia, envolvendo as três regiões autónomas, Açores e Madeira, Canárias e a República de Cabo Verde, para criarmos um espaço de paz, estabilidade e de cooperação para o desenvolvimento”, disse o primeiro-ministro cabo-verdiano.
“Queremos que os quatro arquipélagos possam construir fortes laços de cooperação, criar factores de competitividade e de crescimento da economia”, acrescentou.
“Vamos também trabalhar com os governos das regiões ultraperiféricas da Europa do Atlântico para construirmos esta região da Macaronésia, que é uma proposta poderosa de Cabo Verde e que conta já com o apoios substanciais das regiões ultraperiféricas e dos governos de Portugal e Espanha”, referiu.
A ideia, segundo o chefe do executivo cabo-verdiano, surge como parte da consolidação da estratégia de aproximação à Europa, no quadro da Parceria Especial com a UE.
O Governo cabo-verdiano tem feito intensos esforços nas relações comerciais com Espanha, nomeadamente com as Canárias, que, a par de Portugal, constituem os principais parceiros comerciais de Cabo Verde.
As Canárias são, aliás, o principal ponto de abastecimento das diferentes unidades hoteleiras instaladas no Sal e Boavista, na sequência do diálogo político e de cooperação instituído em Junho de 2008, altura em que foi assinado um Programa Indicativo de Cooperação, que termina em 2011.
Várias foram as cimeiras já realizadas entre Cabo Verde e o Governo autónomo das Canárias, estando em curso conversações com os executivos da Madeira e Açores no mesmo sentido.
Em causa está a intenção cabo-verdiana de ser considerada membro de pleno direito da Macaronésia, uma vez que, obtendo o estatuto de região ultraperiférica da UE, deverá ter acesso a novos financiamentos para apoio ao desenvolvimento destinados justamente às regiões ultraperiféricas da Europa Comunitária.
sexta-feira, outubro 22, 2010
Portugal quer aprofundar relações económicas com o México, diz secretário de Estado do Comércio
Portugal quer alargar a cooperação económica com o México, uma das maiores economias latino-americanas, identificando o turismo, a construção, as tecnologias de informação e as energias renováveis como os sectores de eleição, sublinhou hoje o secretário de Estado Fernando Serrasqueiro.
"Contem com o empenho do Governo português para aprofundar as relações com o México", disse Fernando Serrasqueiro, secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, no Seminário "México Hoje - Um Mercado de Futuro", organizado pela Câmara de Comércio e Industria Luso-Mexicana (CCILM) e pelo Banco Espírito Santo (BES).
O governante apontou para o turismo, a construção, as infraestruturas, os moldes, as tecnologias de informação e as energias renováveis como as áreas chave para a cooperação com a segunda maior economia da América Latina, atrás do Brasil, que tem uma população de 108 milhões de habitantes.
"Há condições para que haja um aumento dos ainda reduzidos fluxos do comércio bilateral entre os dois países", reforçou Serrasqueiro.
O México é o 18.º mercado de destino do investimento externo português e Portugal é o 42.º destino do investimento externo mexicano, e o valor das trocas comerciais entre ambos os países é ligeiramente superior a 250 milhões de euros.
"Contem com o empenho do Governo português para aprofundar as relações com o México", disse Fernando Serrasqueiro, secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, no Seminário "México Hoje - Um Mercado de Futuro", organizado pela Câmara de Comércio e Industria Luso-Mexicana (CCILM) e pelo Banco Espírito Santo (BES).
O governante apontou para o turismo, a construção, as infraestruturas, os moldes, as tecnologias de informação e as energias renováveis como as áreas chave para a cooperação com a segunda maior economia da América Latina, atrás do Brasil, que tem uma população de 108 milhões de habitantes.
"Há condições para que haja um aumento dos ainda reduzidos fluxos do comércio bilateral entre os dois países", reforçou Serrasqueiro.
O México é o 18.º mercado de destino do investimento externo português e Portugal é o 42.º destino do investimento externo mexicano, e o valor das trocas comerciais entre ambos os países é ligeiramente superior a 250 milhões de euros.
quinta-feira, outubro 21, 2010
Potugal insólito: Teixeira dos Santos anuncia país das maravilhas na China
“Segurança Social é uma das mais sustentáveis da Europa”, disse o ministro das Finanças num almoço, durante a viagem a Macau nos dias 8 e 9 de setembro.
Mais exemplos de frase alarves ditas pelo ministro de Estado:
- "As receitas fiscais mais altas do que esperado indicam uma recuperação forte".
- "O cresciemnto é sobretudo resultado da exportação, que beneficiou das mudanças tecnológicas"
- "Em 2009, Portugal foi o quinto país da Europa em termos de energias renováveis".
- "Portugal conseguiu alcançar a maior taxa de crescimento da área do Euro no primeiro semestre de 2009".
- "Uma das mais fortes taxas de crescimento do Produto Interno Bruto e toda a área do Euro".
[E os chineses acreditaram...]
Mais exemplos de frase alarves ditas pelo ministro de Estado:
- "As receitas fiscais mais altas do que esperado indicam uma recuperação forte".
- "O cresciemnto é sobretudo resultado da exportação, que beneficiou das mudanças tecnológicas"
- "Em 2009, Portugal foi o quinto país da Europa em termos de energias renováveis".
- "Portugal conseguiu alcançar a maior taxa de crescimento da área do Euro no primeiro semestre de 2009".
- "Uma das mais fortes taxas de crescimento do Produto Interno Bruto e toda a área do Euro".
[E os chineses acreditaram...]
Al Gore fala sobre sustentabilidade: "Acredito que Portugal está a liderar esta mudança"
O ex-vice presidente dos EUA, Al Gore, esteve esta manhã, em Portugal, a falar de sustentabilidade, onde elogiou o papel "de liderança" que o País está a assumir na mudança de mentalidade no que concerne ao ambiente.
“Portugal está a fazer um trabalho fantástico nas renováveis. Elogio sempre os esforços portugueses nas energias solar e eólicas nas minhas conferências por todo o mundo”, disse Al Gore, na sua apresentação durante o SAP Business Fórum que está a decorrer hoje no Centro de Congressos do Estoril.
O ex-vice-presidente dos EUA foi critico quanto à tomada de posição do seu país e foi bastante elogioso para Portugal. Al Gore sublinhou o facto de Portugal ser “pioneiro em muitos projectos ligados à sustentabilidade”.
Conhecido pela sua defesa pelo meio ambiente, Al Gore reforçou a necessidade da tomada de consciência e respectiva mudança, começando especificamente pelos EUA, sendo uma das maiores economias do mundo.
“A crise trás desafios, mas também trás muitas oportunidades. E a vontade política também é um recurso renovável”, disse Al Gore.
O ex-governante norte-americano falou durante quase uma hora numa plateia cheia de gestores e colaboradores de empresas ligadas às tecnologias de informação, a convite da alemã SAP.
“Portugal está a fazer um trabalho fantástico nas renováveis. Elogio sempre os esforços portugueses nas energias solar e eólicas nas minhas conferências por todo o mundo”, disse Al Gore, na sua apresentação durante o SAP Business Fórum que está a decorrer hoje no Centro de Congressos do Estoril.
O ex-vice-presidente dos EUA foi critico quanto à tomada de posição do seu país e foi bastante elogioso para Portugal. Al Gore sublinhou o facto de Portugal ser “pioneiro em muitos projectos ligados à sustentabilidade”.
Conhecido pela sua defesa pelo meio ambiente, Al Gore reforçou a necessidade da tomada de consciência e respectiva mudança, começando especificamente pelos EUA, sendo uma das maiores economias do mundo.
“A crise trás desafios, mas também trás muitas oportunidades. E a vontade política também é um recurso renovável”, disse Al Gore.
O ex-governante norte-americano falou durante quase uma hora numa plateia cheia de gestores e colaboradores de empresas ligadas às tecnologias de informação, a convite da alemã SAP.
quarta-feira, outubro 20, 2010
Portugal tem três construtoras no Top100 da Europa
Portugal contava, em 2008, com três grandes construtoras entre as 100 maiores da Europa, segundo um relatório da consultora Deloitte.
A Mota-Engil era a mais bem colocada no ranking, ocupando a 45ª posição, seguida da Teixeira Duarte (78.ª) e a Soares da Costa (86º lugar).
Entre as 30 maiores da Europa, os dois primeiros lugares pertenciam a construtoras francesas (Vinci e Bouygues, ambas com volume de negócios superior a 30 mil milhões de euros).
De acordo com o relatório EPoC - European Powers of Construction, o Reino Unido liderava a lista com 27 empresas na lista. A Espanha, com 11 grupos dedicados ao sector ocupava a segunda posição, seguindo-se a Holanda (10) e a Alemanha (nove empresas).
A mesma fonte refere, para Portugal, receitas totais de 2,98 mil milhões em 2008, contra 1 612 milhões facturados na construção em 2007. Em média, o volume de negócios médio por companhia ascendeu a 995 milhões de euros (806 milhões em 2007).
A Mota-Engil era a mais bem colocada no ranking, ocupando a 45ª posição, seguida da Teixeira Duarte (78.ª) e a Soares da Costa (86º lugar).
Entre as 30 maiores da Europa, os dois primeiros lugares pertenciam a construtoras francesas (Vinci e Bouygues, ambas com volume de negócios superior a 30 mil milhões de euros).
De acordo com o relatório EPoC - European Powers of Construction, o Reino Unido liderava a lista com 27 empresas na lista. A Espanha, com 11 grupos dedicados ao sector ocupava a segunda posição, seguindo-se a Holanda (10) e a Alemanha (nove empresas).
A mesma fonte refere, para Portugal, receitas totais de 2,98 mil milhões em 2008, contra 1 612 milhões facturados na construção em 2007. Em média, o volume de negócios médio por companhia ascendeu a 995 milhões de euros (806 milhões em 2007).
terça-feira, outubro 19, 2010
Timor: CS da ONU deixa avisos contra "impunidade" judicial
A situação política e de segurança em Timor-Leste foi hoje considerada "estável" no Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas, onde, contudo, foram deixados avisos quanto à necessidade de combater a "impunidade" judicial e certificar mais agentes da polícia.
"A confiança pública na vontade de o Estado apoiar a força da lei e os direitos humanos pode ser afetada adversamente se a população entender que os indivíduos envolvidos em casos de maior notoriedade têm tratamento preferencial", disse hoje a representante do secretário geral, Ameerah Haq, ao Conselho de Segurança, em Nova Iorque.
Na apresentação do último relatório do secretário geral sobre a situação em Timor, de janeiro a setembro, Haq sublinhou ter expressado ao Presidente timorense, Ramos-Horta, preocupação quanto ao indulto concedido pelo chefe de Estado a militares condenados pelos atentados de 2008, que saíram da prisão a 27 de agosto.
"A confiança pública na vontade de o Estado apoiar a força da lei e os direitos humanos pode ser afetada adversamente se a população entender que os indivíduos envolvidos em casos de maior notoriedade têm tratamento preferencial", disse hoje a representante do secretário geral, Ameerah Haq, ao Conselho de Segurança, em Nova Iorque.
Na apresentação do último relatório do secretário geral sobre a situação em Timor, de janeiro a setembro, Haq sublinhou ter expressado ao Presidente timorense, Ramos-Horta, preocupação quanto ao indulto concedido pelo chefe de Estado a militares condenados pelos atentados de 2008, que saíram da prisão a 27 de agosto.
segunda-feira, outubro 18, 2010
R.D.Congo: Bemba negoceia com Portugal destino após libertação
Portugal é um dos três países com os quais o ex-vice-presidente da RDCongo, Jean-Pierre Bemba, está em negociações para se refugiar se for libertado terça-feira em Haia, disse um porta-voz do político congolês.
Acusado de crimes de guerra e contra a humanidade, o senador e líder da oposição da República Democrática do Congo (RDCongo) encontra-se em Haia desde maio de 2008 sob um mandado do Tribunal Penal Internacional (TPI) mas já esteve refugiado em Portugal entre 2007 e 2008.
Fidel Babala, diretor do gabinete do líder da oposição, afirmou que estão a decorrer "conversações" com "Portugal, Bélgica e África do Sul" para que um destes países o acolha.
[Há quem afirme que Bemba pode ter obtido a nacionalidade portuguesa...]
Acusado de crimes de guerra e contra a humanidade, o senador e líder da oposição da República Democrática do Congo (RDCongo) encontra-se em Haia desde maio de 2008 sob um mandado do Tribunal Penal Internacional (TPI) mas já esteve refugiado em Portugal entre 2007 e 2008.
Fidel Babala, diretor do gabinete do líder da oposição, afirmou que estão a decorrer "conversações" com "Portugal, Bélgica e África do Sul" para que um destes países o acolha.
[Há quem afirme que Bemba pode ter obtido a nacionalidade portuguesa...]
ONU: Brasil espera relações "estreitas" com Portugal no CS
O secretário geral das Relações Exteriores brasileiro, o embaixador António Patriota, defendeu hoje que Brasil e Portugal devem manter conversações "estreitas e frequentes" no âmbito da presença dos dois países no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
"Deve haver uma relação estreita, frequente e regular", disse o embaixador no final de uma reunião, em Lisboa, com o secretário de Estado da Cooperação português, João Gomes Cravinho.
Em cima da mesa esteve a agenda do Conselho de Segurança e algumas questões que dizem diretamente respeito aos dois países como o Haiti, Afeganistão, Guiné-Bissau e Timor-Leste, indicou o secretário geral, número dois na hierarquia do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores.
"Deve haver uma relação estreita, frequente e regular", disse o embaixador no final de uma reunião, em Lisboa, com o secretário de Estado da Cooperação português, João Gomes Cravinho.
Em cima da mesa esteve a agenda do Conselho de Segurança e algumas questões que dizem diretamente respeito aos dois países como o Haiti, Afeganistão, Guiné-Bissau e Timor-Leste, indicou o secretário geral, número dois na hierarquia do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores.
quarta-feira, outubro 13, 2010
Negociações Israel/Palestina: Extremar de posições
OLP reconhece Israel como Estado em troca fronteiras de 1967
A OLP (Organização para a Libertação da Palestina) reconhecerá Israel como Estado judeu se os norte-americanos apresentarem um mapa israelita baseado nas fronteiras de 1967, incluindo Jerusalém Oriental, declarou hoje Yasser Abed Rabbo, um dos principais dirigentes palestinianos.
"Queremos receber um mapa do Estado de Israel que eles querem que aceitemos", disse ao jornal israelita Haaretz Abed Rabbo, membro do Comité Executivo da OLP, membro da equipa de negociadores palestinianos e assessor do presidente Mahmoud Abbas.
"É importante saber onde estão as fronteiras de Israel e as da Palestina. Estaremos de acordo com qualquer fórmula que apresentem os americanos, inclusive se nos pedirem para chamar a Israel de 'Estado chinês', desde que possamos receber em troca as fronteiras de 1967", acrescentou Rabbo.
O dirigente da OLP lembrou que os palestinianos "reconheceram Israel no passado, mas Israel não reconheceu o Estado palestiniano".
As declarações de Abed Rabbo contradizem o que foi dito ontem pelo chefe dos negociadores palestinianos, Saeb Erekat, que afirmou que os palestinianos nunca reconhecerão Israel como Estado judeu.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, exige que os palestinianos reconheçam Israel como Estado judeu como condição para uma nova moratória à colonização no território ocupado da Cisjordânia, sem a qual os palestinianos se negam a retomar o diálogo directo de paz.
A OLP rejeita reconhecer Israel como Estado judeu ao considerar que já aceitou o país com o seu nome oficial há duas décadas, e que a nova legitimação representaria a adopção da narrativa sionista e a renúncia ao direito de retorno dos refugiados palestinianos.
A aceitação de Israel como Estado judeu não foi uma exigência em acordos anteriores, enquanto a paralisação da atividade colonizadora é um compromisso firmado por Israel ao aceitar o Roteiro para a Paz, o plano de paz apresentado em 2003 pelo Quarteto de Madrid (Estados Unidos, União Europeia, ONU e Rússia).
A OLP (Organização para a Libertação da Palestina) reconhecerá Israel como Estado judeu se os norte-americanos apresentarem um mapa israelita baseado nas fronteiras de 1967, incluindo Jerusalém Oriental, declarou hoje Yasser Abed Rabbo, um dos principais dirigentes palestinianos.
"Queremos receber um mapa do Estado de Israel que eles querem que aceitemos", disse ao jornal israelita Haaretz Abed Rabbo, membro do Comité Executivo da OLP, membro da equipa de negociadores palestinianos e assessor do presidente Mahmoud Abbas.
"É importante saber onde estão as fronteiras de Israel e as da Palestina. Estaremos de acordo com qualquer fórmula que apresentem os americanos, inclusive se nos pedirem para chamar a Israel de 'Estado chinês', desde que possamos receber em troca as fronteiras de 1967", acrescentou Rabbo.
O dirigente da OLP lembrou que os palestinianos "reconheceram Israel no passado, mas Israel não reconheceu o Estado palestiniano".
As declarações de Abed Rabbo contradizem o que foi dito ontem pelo chefe dos negociadores palestinianos, Saeb Erekat, que afirmou que os palestinianos nunca reconhecerão Israel como Estado judeu.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, exige que os palestinianos reconheçam Israel como Estado judeu como condição para uma nova moratória à colonização no território ocupado da Cisjordânia, sem a qual os palestinianos se negam a retomar o diálogo directo de paz.
A OLP rejeita reconhecer Israel como Estado judeu ao considerar que já aceitou o país com o seu nome oficial há duas décadas, e que a nova legitimação representaria a adopção da narrativa sionista e a renúncia ao direito de retorno dos refugiados palestinianos.
A aceitação de Israel como Estado judeu não foi uma exigência em acordos anteriores, enquanto a paralisação da atividade colonizadora é um compromisso firmado por Israel ao aceitar o Roteiro para a Paz, o plano de paz apresentado em 2003 pelo Quarteto de Madrid (Estados Unidos, União Europeia, ONU e Rússia).
Portugal: Uma má notícia!
Políticos acumulam duas pensões e recebem cerca de 5000€/ mês
Os políticos portugueses acumulam, segundo uma lei publicada em 1985, duas pensões: a pensão de reforma relativa à actividade profissional e a subvenção vitalícia atribuída pelo Estado. Uma despesa que custou ao Estado 6,2 milhões de euros até Agosto.
No entanto, é desconhecido o número de ex-detentores de cargos políticos que estão a receber cerca de cinco mil euros por mês, da Caixa Geral de Aposentações (CGA). Contudo, sabe-se que o número de beneficiários tem aumentado nos últimos anos.
Segundo a lei, "a subvenção mensal vitalícia prevista no artigo 24º é cumulável com a pensão de aposentação ou de reforma a que o titular tenha igualmente direito, com sujeição ao limite estabelecido para a remuneração-base do cargo de ministro".
Cavaco Silva, cuja subvenção está suspensa desde que assumiu o cargo de Presidente da República, e Manuel Alegre são dois dos beneficiários deste regime.
Contudo, o governo vai fazer algumas alterações a este regime, em caso de aprovação do Orçamento do Estado para 2011, sendo importante saber passarão a ser proibidas estas acumulações ou se vão ser aplicados cortes nos valores mais elevados.
Os políticos portugueses acumulam, segundo uma lei publicada em 1985, duas pensões: a pensão de reforma relativa à actividade profissional e a subvenção vitalícia atribuída pelo Estado. Uma despesa que custou ao Estado 6,2 milhões de euros até Agosto.
No entanto, é desconhecido o número de ex-detentores de cargos políticos que estão a receber cerca de cinco mil euros por mês, da Caixa Geral de Aposentações (CGA). Contudo, sabe-se que o número de beneficiários tem aumentado nos últimos anos.
Segundo a lei, "a subvenção mensal vitalícia prevista no artigo 24º é cumulável com a pensão de aposentação ou de reforma a que o titular tenha igualmente direito, com sujeição ao limite estabelecido para a remuneração-base do cargo de ministro".
Cavaco Silva, cuja subvenção está suspensa desde que assumiu o cargo de Presidente da República, e Manuel Alegre são dois dos beneficiários deste regime.
Contudo, o governo vai fazer algumas alterações a este regime, em caso de aprovação do Orçamento do Estado para 2011, sendo importante saber passarão a ser proibidas estas acumulações ou se vão ser aplicados cortes nos valores mais elevados.
Portugal: Uma boa notícia!
Oposição aprova diplomas do CDS para unidose e genéricos
A oposição aprovou hoje diplomas do CDS-PP para generalizar a prescrição de medicamentos genéricos e a dispensa de fármacos em unidose, com críticas unânimes à "inércia" do Governo nestas áreas.
O projeto de lei para generalizar a prescrição de medicamentos por princípio ativo (genéricos) foi aprovado com os votos favoráveis do CDS-PP, PSD, PCP, BE e PEV e contra do PS.
A oposição aprovou hoje diplomas do CDS-PP para generalizar a prescrição de medicamentos genéricos e a dispensa de fármacos em unidose, com críticas unânimes à "inércia" do Governo nestas áreas.
O projeto de lei para generalizar a prescrição de medicamentos por princípio ativo (genéricos) foi aprovado com os votos favoráveis do CDS-PP, PSD, PCP, BE e PEV e contra do PS.
Guiné: Contra-almirante Tchuto nega envolvimento tráfico droga
O novo chefe do Estado-Maior da Armada da Guiné-Bissau, contra-almirante Bubo Na Tchuto, reafirmou hoje que não há provas contra ele de envolvimento no tráfico de droga e que o que se diz não corresponde à verdade.
"Ninguém tem provas e não corresponde à verdade", afirmou Bubo Na Tchuto, no final da cerimónia de posse das novas chefias militares guineenses quando questionado pelos jornalistas sobre o que ia fazer para provar a sua inocência, como pediu hoje o Presidente da Republica.
"Penso que durante estes dias, depois da tua nomeação, tens estado a acompanhar o que se diz de ti. Aquilo que as pessoas falam, sobretudo a comunidade internacional (!)", disse o Presidente, na tomada de posse de Bubo Na Tchuto.
"Ninguém tem provas e não corresponde à verdade", afirmou Bubo Na Tchuto, no final da cerimónia de posse das novas chefias militares guineenses quando questionado pelos jornalistas sobre o que ia fazer para provar a sua inocência, como pediu hoje o Presidente da Republica.
"Penso que durante estes dias, depois da tua nomeação, tens estado a acompanhar o que se diz de ti. Aquilo que as pessoas falam, sobretudo a comunidade internacional (!)", disse o Presidente, na tomada de posse de Bubo Na Tchuto.
terça-feira, outubro 12, 2010
Portugal eleito para o Conselho de Segurança da ONU
Portugal foi eleito esta terça-feira como membro não-permanente do Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas para o biénio 2011-2012. Após ter ficado na segunda posição na primeira ronda de votações, atrás da Alemanha, que foi eleita de imediato, mas à frente do Canadá, Portugal, depois de uma segunda votação inconclusiva em que obteve 113 votos, a cinco dos dois terços exigidos, contra 78 do Canadá, foi eleito após a desistência do Canadá, que deu os parabéns à Alemanha e a Portugal.
Além de Alemanha e Portugal, foram eleitos para o CS a África do Sul, Colômbia e Índia. [Depois de aqui termos demonstrado o nosso pessimismo quanto a esta importante eleição, ficam os parabéns à diplomacia portuguesa que dignifica o país e revela, uma vez mais, a sua competência e excelência num trabalho que havia começado em 2000.
O Canadá não conseguiu ultrapassar a estratégia portuguesa que parece ter passado por admitir a possibilidade de a Alemanha ser eleita logo na primeira votação, apesar de ter apresentado a candidatura mais tardiamente que os outros dois países. Assim, importava eliminar o Canadá, tentando convencê-lo de que era nosso aliado contra a Alemanha e com isso obtendo mais votos. Portugal baralhou os dados e nas coisas da diplomacia só há ganhar ou perder. E Portugal ganhou mais uma vez.
Agora, importa fazer um mandato com dignidade, dando relevo à língua portuguesa (o Brasil também está no Conselho de Segurança até dezembro de 2011, numa excelente oportunidade para que o português se torne língua oficial da ONU), bem como apoiando os países da CPLP e da África que connosco mais têm afinidades.]
segunda-feira, outubro 11, 2010
João Gomes Cravinho a fazer-se de parvo?
ONU: Nervosismo político em Otava devido a eleição do CS
O governo canadiano e, em particular, o seu Ministério dos Negócios Estrangeiros, está a mostrar sinais de nervosismo político na véspera das eleições para o Conselho de Segurança (CS) nas Nações Unidas.
O Canadá é um dos três candidatos, a par da Alemanha e Portugal, a um dos dois lugares disponíveis para representar a área geográfica "Europa Ocidental e outros" naquele órgão decisório da ONU no biénio 2011-2012.
O apoio público dado por Portugal nos últimos dias à candidatura do Canadá não passou despercebido em alguns jornais canadianos, um gesto que foi considerado "extraordinário" por colunistas, dado ser do país apontado como "rival" na eleição e sobretudo por ir contra o candidato favorito, a Alemanha.
Veja-se a notícia:
Joao Gomes Cravinho, Portugal’s Secretary of State for Foreign Affairs, said he wants Germany to be left out in the cold because the German government was tardy about declaring its candidacy.
By seeking a seat on the 15-member council after Canada and Portugal had declared their candidacies, Germany prevented a “clean slate” from being presented for the two slots reserved for Western democracies for the 2011-12 two-year term.
“The emergence of Germany very late is something only Germany could explain,” Cravinho told the Portuguese news agency Lusa.
He said that when only Canada and Portugal were on the slate, the two countries made a commitment to mutually support one another, hence he was pledging his country’s continuing support for Canadian success alongside Portugal’s.
“We would like to see Canada (in addition to Portugal) elected to the Security Council, and I hope that is the end result on the 12th” of October, Cravinho added.
The Canadian campaign — which spurred Prime Minister Stephen Harper to address the UN annual debate last month — has not involved public comment on Canada’s rivals, except to say they are competitors.
“Both Germany and Portugal are close allies and good friends of Canada and we work closely with them at the UN and in different fora", Foreign Minister Lawrence Cannon said Friday in New York, where he has been shoring up support.
"This doesn’t detract from actively promoting Canada’s qualifications and strong track record.”
Germany — whose 2006 decision to run came five years after Canada’s, and six years after Portugal’s — signalled that the outcome of the competition is not in Cravinho’s hands.
“We think it is the free decision of the member states whom they elect to the Security Council”, said a spokesman with the German mission to the UN.
Though a latecomer, Germany is tipped as favourite to attract the required two-thirds support in the first ballot, while Canada and Portugal may have to tough it out through second or even more ballots.
Analysts suggest that Germany’s support is buttressed not least by the fact it is the third largest cash contributor to the UN — providing 8.5 per cent of the organization’s annual budget. Canada is the eighth largest contributor while Portugal, the smallest of the three competing countries, is farther down the list.
Germany was last on the Security Council throughout 2003-04, and it’s common UN practice not to announce a new candidacy while serving. But some observers also say that it’s clear that Germany, which saw the five biggest victors of the Second World War get the council’s five permanent seats, now seeks to return to the body’s horseshoe table as much as possible.
German officials say the goal is to aim for a council seat once every eight years, which compares to Canada’s record of serving once a decade.
Canada was last a Security Council member throughout 1999-2000, and Portugal throughout 1997-98.
O governo canadiano e, em particular, o seu Ministério dos Negócios Estrangeiros, está a mostrar sinais de nervosismo político na véspera das eleições para o Conselho de Segurança (CS) nas Nações Unidas.
O Canadá é um dos três candidatos, a par da Alemanha e Portugal, a um dos dois lugares disponíveis para representar a área geográfica "Europa Ocidental e outros" naquele órgão decisório da ONU no biénio 2011-2012.
O apoio público dado por Portugal nos últimos dias à candidatura do Canadá não passou despercebido em alguns jornais canadianos, um gesto que foi considerado "extraordinário" por colunistas, dado ser do país apontado como "rival" na eleição e sobretudo por ir contra o candidato favorito, a Alemanha.
Veja-se a notícia:
Joao Gomes Cravinho, Portugal’s Secretary of State for Foreign Affairs, said he wants Germany to be left out in the cold because the German government was tardy about declaring its candidacy.
By seeking a seat on the 15-member council after Canada and Portugal had declared their candidacies, Germany prevented a “clean slate” from being presented for the two slots reserved for Western democracies for the 2011-12 two-year term.
“The emergence of Germany very late is something only Germany could explain,” Cravinho told the Portuguese news agency Lusa.
He said that when only Canada and Portugal were on the slate, the two countries made a commitment to mutually support one another, hence he was pledging his country’s continuing support for Canadian success alongside Portugal’s.
“We would like to see Canada (in addition to Portugal) elected to the Security Council, and I hope that is the end result on the 12th” of October, Cravinho added.
The Canadian campaign — which spurred Prime Minister Stephen Harper to address the UN annual debate last month — has not involved public comment on Canada’s rivals, except to say they are competitors.
“Both Germany and Portugal are close allies and good friends of Canada and we work closely with them at the UN and in different fora", Foreign Minister Lawrence Cannon said Friday in New York, where he has been shoring up support.
"This doesn’t detract from actively promoting Canada’s qualifications and strong track record.”
Germany — whose 2006 decision to run came five years after Canada’s, and six years after Portugal’s — signalled that the outcome of the competition is not in Cravinho’s hands.
“We think it is the free decision of the member states whom they elect to the Security Council”, said a spokesman with the German mission to the UN.
Though a latecomer, Germany is tipped as favourite to attract the required two-thirds support in the first ballot, while Canada and Portugal may have to tough it out through second or even more ballots.
Analysts suggest that Germany’s support is buttressed not least by the fact it is the third largest cash contributor to the UN — providing 8.5 per cent of the organization’s annual budget. Canada is the eighth largest contributor while Portugal, the smallest of the three competing countries, is farther down the list.
Germany was last on the Security Council throughout 2003-04, and it’s common UN practice not to announce a new candidacy while serving. But some observers also say that it’s clear that Germany, which saw the five biggest victors of the Second World War get the council’s five permanent seats, now seeks to return to the body’s horseshoe table as much as possible.
German officials say the goal is to aim for a council seat once every eight years, which compares to Canada’s record of serving once a decade.
Canada was last a Security Council member throughout 1999-2000, and Portugal throughout 1997-98.
Autoeuropa garante novo modelo do VW Eos
Passado pouco mais de quatro anos depois do início da produção, o Volkswagen Eos vai ser reformulado e, segundo o Diário Económico, a fábrica de Palmela já está a produzir pré-séries do novo modelo VW.
A produção da primeira geração do modelo descapotável tem estado parada na fábrica da Autoeuropa, em Palmela, há quase dois meses para se preparar para renovação deste modelo.
"A primeira geração do Volkswagen Eos já não está a ser produzida. De momento estamos a produzir as pré-séries do novo Eos", diz o jornal.
A produção do novo Eos está prevista arrancar em meados do próximo mês.
O novo Eos será apresentado pela marca alemã no próximo mês de Novembro no Salão de Los Angeles, nos Estados Unidos, o principal mercado de exportação deste modelo da VW.
A produção da primeira geração do modelo descapotável tem estado parada na fábrica da Autoeuropa, em Palmela, há quase dois meses para se preparar para renovação deste modelo.
"A primeira geração do Volkswagen Eos já não está a ser produzida. De momento estamos a produzir as pré-séries do novo Eos", diz o jornal.
A produção do novo Eos está prevista arrancar em meados do próximo mês.
O novo Eos será apresentado pela marca alemã no próximo mês de Novembro no Salão de Los Angeles, nos Estados Unidos, o principal mercado de exportação deste modelo da VW.
Académico do banco central chinês defende compra de dívida portuguesa
A China deve comprar dívida pública portuguesa, entre outras, para ajudar a Europa a sair da crise e para limitar a 3% a valorização da divisa chinesa, defendeu hoje Wang Yong, académico do banco central chinês.
Num artigo de opinião que o jornal Securities Times hoje publica, Wang defende que a China deve formar alianças com outros países – Portugal incluído – para evitar que os Estados Unidos consigam reunir uma coligação para obrigar Pequim a valorizar o yuan acima dos 3%.
Uma das formas de congregar este grupo de apoio é comprar dívida soberana de Portugal, Grécia, Irlanda e Itália, apoiando "activamente" a resolução da crise de dívida europeia, refere o académico, que ensina no centro de formação do Banco Popular da China (banco central).
Citando dados oficiais chineses, Wang refere que os sectores exportadores chineses só conseguirão enfrentar uma valorização entre os 3% e 5%.
"Por isso, deveríamos estabelecer um limite, [que] só permitisse uma subida de três por cento do yuan este ano, no máximo", sublinha Wang Yong.
"Na actualidade, o Japão, a União Europeia, a Austrália, a Coreia do Sul, o Brasil e alguns outros países já estão a intervir nos mercados de divisas, para lidar com a valorização das moedas locais", acrescenta.
Num artigo de opinião que o jornal Securities Times hoje publica, Wang defende que a China deve formar alianças com outros países – Portugal incluído – para evitar que os Estados Unidos consigam reunir uma coligação para obrigar Pequim a valorizar o yuan acima dos 3%.
Uma das formas de congregar este grupo de apoio é comprar dívida soberana de Portugal, Grécia, Irlanda e Itália, apoiando "activamente" a resolução da crise de dívida europeia, refere o académico, que ensina no centro de formação do Banco Popular da China (banco central).
Citando dados oficiais chineses, Wang refere que os sectores exportadores chineses só conseguirão enfrentar uma valorização entre os 3% e 5%.
"Por isso, deveríamos estabelecer um limite, [que] só permitisse uma subida de três por cento do yuan este ano, no máximo", sublinha Wang Yong.
"Na actualidade, o Japão, a União Europeia, a Austrália, a Coreia do Sul, o Brasil e alguns outros países já estão a intervir nos mercados de divisas, para lidar com a valorização das moedas locais", acrescenta.
Lisboa perde peso como centro de decisão das multinacionais
Grupos estrangeiros com actividade na Península Ibérica escolhem Madrid e Barcelona.
A simplificação das estruturas das grandes empresas, em consequência da crise, está a fazer aumentar o peso das principais cidades espanholas como centros de decisão de mais de 100 grandes multinacionais estrangeiras na Península Ibérica, revela uma análise do jornal Expansion.
De acordo com a publicação espanhola, a proximidade geográfica e interligação entre os dois países ibéricos estão a favorecer cada vez mais a unificação das equipas e a sua centralização em Espanha, dirigindo a partir daí a sua actividade em Portugal.
Este é o caso da multinacional de bens de consumo Procter & Gamble, que tem sua direcção unificada para a Península Ibérica a partir de Espanha.
Se no caso da Henkel Ibérica e da farmacêutica Bayer, a cidade escolhida para dirigir a sua actividade nos dois países do Sul da Europa é Barcelona, a tabaqueira Imperial Tobacco lidera o seu negócio na Península Ibérica a partir da capital madrilena.
Já no sector aeronáutico e de defesa, o jornal refere que a fabricante Airbus dirige os negócios em Portugal a partir da sua sede em Toulouse, França.
No campo das telecomunicações, fabricantes de computadores como a Acer Computer Ibérica, IBM e Oki e de telemóveis NEC contam com uma direcção conjunta ibérica. A este grupo somam-se Google, Nokia, Motorola, Sony Ericsson, HTC e Hewlett-Packard.
Também consultoras como a AT Kearney, empresas de videojogos como a Nintendo, fabricantes de electrónica de consumo como a Samsung, companhias aéreas como a Air France-KLM e a Lufthansa, e fabricantes de automóveis como a Land Rover também concentram as suas actividades nos dois países sob a mesma direcção.
A simplificação das estruturas das grandes empresas, em consequência da crise, está a fazer aumentar o peso das principais cidades espanholas como centros de decisão de mais de 100 grandes multinacionais estrangeiras na Península Ibérica, revela uma análise do jornal Expansion.
De acordo com a publicação espanhola, a proximidade geográfica e interligação entre os dois países ibéricos estão a favorecer cada vez mais a unificação das equipas e a sua centralização em Espanha, dirigindo a partir daí a sua actividade em Portugal.
Este é o caso da multinacional de bens de consumo Procter & Gamble, que tem sua direcção unificada para a Península Ibérica a partir de Espanha.
Se no caso da Henkel Ibérica e da farmacêutica Bayer, a cidade escolhida para dirigir a sua actividade nos dois países do Sul da Europa é Barcelona, a tabaqueira Imperial Tobacco lidera o seu negócio na Península Ibérica a partir da capital madrilena.
Já no sector aeronáutico e de defesa, o jornal refere que a fabricante Airbus dirige os negócios em Portugal a partir da sua sede em Toulouse, França.
No campo das telecomunicações, fabricantes de computadores como a Acer Computer Ibérica, IBM e Oki e de telemóveis NEC contam com uma direcção conjunta ibérica. A este grupo somam-se Google, Nokia, Motorola, Sony Ericsson, HTC e Hewlett-Packard.
Também consultoras como a AT Kearney, empresas de videojogos como a Nintendo, fabricantes de electrónica de consumo como a Samsung, companhias aéreas como a Air France-KLM e a Lufthansa, e fabricantes de automóveis como a Land Rover também concentram as suas actividades nos dois países sob a mesma direcção.
sábado, outubro 09, 2010
Chávez aceita convite de Sócrates e volta a Portugal
Visita "oficial" deverá acontecer ainda em Outubro.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, visitará Portugal nas próximas semanas para aprofundar as relações económicas bilaterais, em resposta a um convite feito na quinta-feira pelo primeiro-ministro José Sócrates.
"Falei com o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, convidou-me e vou passar por Portugal. É um dos nossos maiores amigos na Europa", disse.
O presidente da Venezuela falava no Forte de Tiuna, a principal base militar de Caracas, a propósito da distribuição de computadores Canaima (nome local dos portáteis Magalhães), durante a inauguração da escola primária Unidade Educativa Nacional Ecológica Bolivariana Simón Rodríguez, acto que foi transmitido em directo pelo canal estatal venezuelano de televisão.
"Ele ajudou-nos com esses computadores que foram feitos em Portugal", sublinhou o presidente da Venezuela, numa referência ao acordo assinado entre Lisboa e Caracas para a aquisição de um milhão de portáteis para equipar as escolas primárias públicas do país.
Vincando que José Sócrates é um "dos melhores amigos" explicou que o primeiro-ministro português "não se deixa chantagear nem pressionar por ninguém, nem faz caso a essa guerra que na Europa nos montaram a direita e a imprensa" que o acusam de ser "terrorista".
Sem precisar a data e nem a duração da visita a Lisboa, Hugo Chávez anunciou que iniciará terça-feira um périplo por vários países, entre eles a Rússia, Bielorrússia e o Irão.
Fontes próximas do Partido Socialista Unido da Venezuela, de Hugo Chávez, avançaram que a visita a Portugal deverá ocorrer ainda este mês.
[E acabará a crise que o país atravessa...]
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, visitará Portugal nas próximas semanas para aprofundar as relações económicas bilaterais, em resposta a um convite feito na quinta-feira pelo primeiro-ministro José Sócrates.
"Falei com o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, convidou-me e vou passar por Portugal. É um dos nossos maiores amigos na Europa", disse.
O presidente da Venezuela falava no Forte de Tiuna, a principal base militar de Caracas, a propósito da distribuição de computadores Canaima (nome local dos portáteis Magalhães), durante a inauguração da escola primária Unidade Educativa Nacional Ecológica Bolivariana Simón Rodríguez, acto que foi transmitido em directo pelo canal estatal venezuelano de televisão.
"Ele ajudou-nos com esses computadores que foram feitos em Portugal", sublinhou o presidente da Venezuela, numa referência ao acordo assinado entre Lisboa e Caracas para a aquisição de um milhão de portáteis para equipar as escolas primárias públicas do país.
Vincando que José Sócrates é um "dos melhores amigos" explicou que o primeiro-ministro português "não se deixa chantagear nem pressionar por ninguém, nem faz caso a essa guerra que na Europa nos montaram a direita e a imprensa" que o acusam de ser "terrorista".
Sem precisar a data e nem a duração da visita a Lisboa, Hugo Chávez anunciou que iniciará terça-feira um périplo por vários países, entre eles a Rússia, Bielorrússia e o Irão.
Fontes próximas do Partido Socialista Unido da Venezuela, de Hugo Chávez, avançaram que a visita a Portugal deverá ocorrer ainda este mês.
[E acabará a crise que o país atravessa...]
sexta-feira, outubro 08, 2010
Xangai: Pavilhão de Portugal visitado por quatro milhões
O número de visitantes do pavilhão de Portugal na Expo2010, em Xangai, deverá atingir os quatro milhões no fim-de-semana, um recorde na história da participação portuguesa em exposições universais. O Pavilhão de Portugal está prestes a bater um recorde de afluência.
"Só faltarão cerca de 50 mil para chegar aos quatro milhões. Nunca um pavilhão de Portugal [em exposições universais] teve tantos visitantes", disse esta sexta-feira um responsável do pavilhão português.
Desde há um mês, uma média de 30 mil pessoas visita diariamente o pavilhão português, um edifício de 2000 metros quadrados, revestido de cortiça, cujo conteúdo evoca os 500 anos de contactos Portugal-China e a actual aposta portuguesa nas energias renováveis. No início da Expo2010, a 1 de Maio, os responsáveis portugueses previam três milhões de visitantes durante os seis meses do certame, mas esse número foi atingindo a 6 de Setembro.
"Só faltarão cerca de 50 mil para chegar aos quatro milhões. Nunca um pavilhão de Portugal [em exposições universais] teve tantos visitantes", disse esta sexta-feira um responsável do pavilhão português.
Desde há um mês, uma média de 30 mil pessoas visita diariamente o pavilhão português, um edifício de 2000 metros quadrados, revestido de cortiça, cujo conteúdo evoca os 500 anos de contactos Portugal-China e a actual aposta portuguesa nas energias renováveis. No início da Expo2010, a 1 de Maio, os responsáveis portugueses previam três milhões de visitantes durante os seis meses do certame, mas esse número foi atingindo a 6 de Setembro.
Guiné-Bissau: Libertação de almirante Zamora Induta iminente
Os advogados do antigo chefe das Forças Armadas da Guiné-Bissau Zamora Induta disseram hoje que a libertação do almirante pode ocorrer a "qualquer momento".
"O Tribunal Militar Superior da Guiné-Bissau, por despacho de 4 de outubro 2010, do qual fomos notificados a 6 do mesmo mês, considerou não haver razões para se manter a medida de coação aplicada ao almirante Zamora Induta, que era prisão preventiva", afirmou o advogado Floriberto Carvalho.
"Assim sendo, decidiu substituir esta medida por uma outra menos gravosa que é a de obrigação de permanência no país", acrescentou.
O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), Luís Vaz Martins, considerou hoje que a eventual libertação do almirante Zamora Induta, antigo chefe das Forças Armadas da Guiné-Bissau, não é "nenhum favor" e já devia ter acontecido.
"Achamos que não se está a fazer nenhum favor. Na realidade nenhum dos requisitos que justificam a sua detenção foram verificados", afirmou Vaz Martins.
Segundo o presidente da LGDH, na "realidade apenas se vai cumprir o que já se devia ter feito há muito tempo".
"O Tribunal Militar Superior da Guiné-Bissau, por despacho de 4 de outubro 2010, do qual fomos notificados a 6 do mesmo mês, considerou não haver razões para se manter a medida de coação aplicada ao almirante Zamora Induta, que era prisão preventiva", afirmou o advogado Floriberto Carvalho.
"Assim sendo, decidiu substituir esta medida por uma outra menos gravosa que é a de obrigação de permanência no país", acrescentou.
O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), Luís Vaz Martins, considerou hoje que a eventual libertação do almirante Zamora Induta, antigo chefe das Forças Armadas da Guiné-Bissau, não é "nenhum favor" e já devia ter acontecido.
"Achamos que não se está a fazer nenhum favor. Na realidade nenhum dos requisitos que justificam a sua detenção foram verificados", afirmou Vaz Martins.
Segundo o presidente da LGDH, na "realidade apenas se vai cumprir o que já se devia ter feito há muito tempo".
Guiné-Bissau: nomeação de Bubo Na Tchuto deve-se a necessidade de estabilidade interna
Na Guiné o povo está farto dos militares.
O Presidente da República guineense, Malam Bacai Sanhá, explicou hoje que a nomeação do contra-almirante Bubo Na Tchuto para a chefia do Estado-Maior da Armada tem como objetivo criar um clima de paz e estabilidade interna.
"Esse decreto explica isso, é uma tentativa do poder legítimo da Guiné-Bissau, do Governo e da Presidência da República, de criar um clima de estabilidade, um clima propício para a implementação da reforma do setor de defesa e segurança", afirmou Bacai Sanhá aos jornalistas, antes de partir para a Líbia para participar na cimeira afro-árabe.
Questionado sobre um eventual recuo da comunidade internacional em relação ao apoio à Guiné-Bissau na sequência desta nomeação, Malam Bacai Sanhá disse pensar que isso não irá acontecer.
O Presidente da República guineense, Malam Bacai Sanhá, explicou hoje que a nomeação do contra-almirante Bubo Na Tchuto para a chefia do Estado-Maior da Armada tem como objetivo criar um clima de paz e estabilidade interna.
"Esse decreto explica isso, é uma tentativa do poder legítimo da Guiné-Bissau, do Governo e da Presidência da República, de criar um clima de estabilidade, um clima propício para a implementação da reforma do setor de defesa e segurança", afirmou Bacai Sanhá aos jornalistas, antes de partir para a Líbia para participar na cimeira afro-árabe.
Questionado sobre um eventual recuo da comunidade internacional em relação ao apoio à Guiné-Bissau na sequência desta nomeação, Malam Bacai Sanhá disse pensar que isso não irá acontecer.
quinta-feira, outubro 07, 2010
Estela Barbot integra European Advisory Board do FMI
A economista Estela Barbot passou a integrar o grupo de conselheiros do Fundo Monetário Internacional (FMI), sendo a única representante portuguesa na reunião de domingo, tendo em vista a próxima reunião do FMI e do Banco Mundial.
A ex-vice-presidente da Associação Empresarial Portuguesa explicou à agência Lusa que o convite chegou em Maio, através do ex-primeiro-ministro da Polónia Marek Belka, actual governador do Banco Central da Polónia e que entrou na European Advisory Board do FMI em Julho.
Estela Barbot viaja hoje para Washington, onde irá estar presente na primeira reunião dos cinco grupos de conselheiros (um por continente) do FMI, que se reunirão no domingo, e mais tarde com o director geral do fundo, Dominique Strauss-Kahn, tendo em vista a reunião deste mês do FMI e do Banco Mundial, que também decorrerá em Washington.
A economista explicou que os conselhos consultivos serão chamados a dar a sua opinião consoante a evolução das questões económicas e também sobre os relatórios da organização, tais como o Global Financial Stability Report e o World Economic Outlook.
A ex-vice-presidente da Associação Empresarial Portuguesa explicou à agência Lusa que o convite chegou em Maio, através do ex-primeiro-ministro da Polónia Marek Belka, actual governador do Banco Central da Polónia e que entrou na European Advisory Board do FMI em Julho.
Estela Barbot viaja hoje para Washington, onde irá estar presente na primeira reunião dos cinco grupos de conselheiros (um por continente) do FMI, que se reunirão no domingo, e mais tarde com o director geral do fundo, Dominique Strauss-Kahn, tendo em vista a reunião deste mês do FMI e do Banco Mundial, que também decorrerá em Washington.
A economista explicou que os conselhos consultivos serão chamados a dar a sua opinião consoante a evolução das questões económicas e também sobre os relatórios da organização, tais como o Global Financial Stability Report e o World Economic Outlook.
sexta-feira, outubro 01, 2010
Pescas: Portugal aumenta quota de pesca de bacalhau no Canadá em 80%
Portugal vai poder pescar mais 875 toneladas de bacalhau em águas canadianas, em 2011, um aumento de mais de 80 por cento em relação à quota anteriormente estabelecida pela Organização de Pescas do Atlântico Noroeste (NAFO).
De acordo com o ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, a decisão foi tomada na última reunião da NAFO, que decorreu entre 20 e 24 de setembro, e foi possível graças "à excelente recuperação do ''stock''" desta espécie, que permitiu subir o TAC (total admissível de captura) de 1070 para 1945 toneladas.
A frota portuguesa de pesca do bacalhau voltou ao Canadá no ano passado, após uma moratória de onze anos.
De acordo com o ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, a decisão foi tomada na última reunião da NAFO, que decorreu entre 20 e 24 de setembro, e foi possível graças "à excelente recuperação do ''stock''" desta espécie, que permitiu subir o TAC (total admissível de captura) de 1070 para 1945 toneladas.
A frota portuguesa de pesca do bacalhau voltou ao Canadá no ano passado, após uma moratória de onze anos.
Portugal perde comando da NATO em Oeiras
Já está decido. Mas o anúncio só será feito dias depois de terminar a cimeira da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que se realiza em Lisboa, entre 19 e 21 de Novembro.
O comando da NATO em Oeiras vai ser encerrado. A reestruturação de comandos da organização está a ser equacionada numa lógica de racionalização de estruturas e redução de custos. O anúncio será feito dias depois da cimeira que reúne em Lisboa os chefes de Estado e de governo da Aliança atlântica.
As diligências portuguesas junto do secretário-geral da NATO, em Bruxelas, não chegaram para manter o comando militar. O ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, participou há duas semanas numa reunião informal de dois dias com os ministros da Defesa da União Europeia, mas acabou por se encontrar também com Anders Fogh Rasmussen. Na agenda estava a preparação da próxima cimeira da organização em Lisboa e a manutenção do comando de Oeiras foi abordada.
A possibilidade de encerramento do comando de Oeiras não foi, de resto, excluída pelo novo embaixador português na NATO. João Mira Gomes reiterou que "ainda é muito cedo para falar" no encerramento do comando de Oeiras, mas lembrou que todos os países com estruturas da organização no seu território estão a lutar para as manter. O embaixador acrescentou ainda que "o produto operacional que sai de Oeiras é muito bom": "É um quartel-general ao qual foram acometidas missões muito importantes para a NATO, que tem uma boa relação custo/eficácia, que beneficia de um bom apoio da nação hospedeira e que está numa região estratégica e importante para a NATO".
Esta argumentação não influenciou, por exemplo, o relatório de 46 páginas entregue a 17 de Maio por um grupo de 12 peritos presidido pela antiga secretária de Estado norte-americana, Madeleine Albright, em que são formuladas sugestões para o novo conceito estratégico da Aliança. Santos Silva chegou a afirmar que o relatório, apesar de "muito bem elaborado", não prestava a atenção devida ao Atlântico Sul. "Na nossa opinião, não presta tanto atenção ao Sul quanto a NATO deveria", disse o ministro da Defesa.
Uma primeira versão do texto já foi entregue aos embaixadores dos Estados-membros. E, segundo fonte diplomática, está previsto um debate informal com Rasmussen sobre o tema já a partir desta terça-feira. O novo texto será sujeito a discussão pelos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa da Aliança numa reunião a 14 de Outubro, em Bruxelas. A versão final será depois submetida aos chefes de Estado e de Governo na cimeira de Lisboa de Novembro.
O objectivo passa por chegar a um acordo sobre o novo conceito estratégico que não é revisto desde 1999.
[A falta de categoria, a falta de peso político e a falta de capacidade negocial do actual ministro da Defesa mostrou-se essencial para este desfecho. Parabéns ao governo português por conseguir que Portugal seja reduzido quase à insignificância estratégica, no que à NATO se refere.]
O comando da NATO em Oeiras vai ser encerrado. A reestruturação de comandos da organização está a ser equacionada numa lógica de racionalização de estruturas e redução de custos. O anúncio será feito dias depois da cimeira que reúne em Lisboa os chefes de Estado e de governo da Aliança atlântica.
As diligências portuguesas junto do secretário-geral da NATO, em Bruxelas, não chegaram para manter o comando militar. O ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, participou há duas semanas numa reunião informal de dois dias com os ministros da Defesa da União Europeia, mas acabou por se encontrar também com Anders Fogh Rasmussen. Na agenda estava a preparação da próxima cimeira da organização em Lisboa e a manutenção do comando de Oeiras foi abordada.
A possibilidade de encerramento do comando de Oeiras não foi, de resto, excluída pelo novo embaixador português na NATO. João Mira Gomes reiterou que "ainda é muito cedo para falar" no encerramento do comando de Oeiras, mas lembrou que todos os países com estruturas da organização no seu território estão a lutar para as manter. O embaixador acrescentou ainda que "o produto operacional que sai de Oeiras é muito bom": "É um quartel-general ao qual foram acometidas missões muito importantes para a NATO, que tem uma boa relação custo/eficácia, que beneficia de um bom apoio da nação hospedeira e que está numa região estratégica e importante para a NATO".
Esta argumentação não influenciou, por exemplo, o relatório de 46 páginas entregue a 17 de Maio por um grupo de 12 peritos presidido pela antiga secretária de Estado norte-americana, Madeleine Albright, em que são formuladas sugestões para o novo conceito estratégico da Aliança. Santos Silva chegou a afirmar que o relatório, apesar de "muito bem elaborado", não prestava a atenção devida ao Atlântico Sul. "Na nossa opinião, não presta tanto atenção ao Sul quanto a NATO deveria", disse o ministro da Defesa.
Uma primeira versão do texto já foi entregue aos embaixadores dos Estados-membros. E, segundo fonte diplomática, está previsto um debate informal com Rasmussen sobre o tema já a partir desta terça-feira. O novo texto será sujeito a discussão pelos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa da Aliança numa reunião a 14 de Outubro, em Bruxelas. A versão final será depois submetida aos chefes de Estado e de Governo na cimeira de Lisboa de Novembro.
O objectivo passa por chegar a um acordo sobre o novo conceito estratégico que não é revisto desde 1999.
[A falta de categoria, a falta de peso político e a falta de capacidade negocial do actual ministro da Defesa mostrou-se essencial para este desfecho. Parabéns ao governo português por conseguir que Portugal seja reduzido quase à insignificância estratégica, no que à NATO se refere.]
ONU: Portugal eleito para conselho de governadores da Agência de Energia Atómica
Portugal foi eleito para o conselho de governadores da Agência Internacional de Energia Atómica, organismo das Nações Unidas para promoção de tecnologias nucleares pacíficas, anunciou fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
De acordo com a mesma fonte, o mandato de dois anos será assumido pela representação diplomática permanente em Viena, Áustria.
Os 35 membros do conselho de governadores são eleitos de forma rotativa, pela Conferência Geral anual, que está a decorrer esta semana na cidade austríaca.
O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que a eleição vai capacitar Portugal no "crítico dossiê" nuclear e, em particular, nas discussões em torno do programa iraniano.
"É bom estar representado nesse centro, porque temos acesso a informação que ajuda também o país a participar com mais responsabilidade e preparação num dos dossiês mais críticos da agenda internacional dos próximos anos", disse Luís Amado, à margem do debate anual da Assembleia Geral da ONU.
"A atualidade, em particular do programa nuclear iraniano, vai dar à agência grande visibilidade nos próximos anos", adiantou o ministro.
De acordo com a mesma fonte, o mandato de dois anos será assumido pela representação diplomática permanente em Viena, Áustria.
Os 35 membros do conselho de governadores são eleitos de forma rotativa, pela Conferência Geral anual, que está a decorrer esta semana na cidade austríaca.
O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que a eleição vai capacitar Portugal no "crítico dossiê" nuclear e, em particular, nas discussões em torno do programa iraniano.
"É bom estar representado nesse centro, porque temos acesso a informação que ajuda também o país a participar com mais responsabilidade e preparação num dos dossiês mais críticos da agenda internacional dos próximos anos", disse Luís Amado, à margem do debate anual da Assembleia Geral da ONU.
"A atualidade, em particular do programa nuclear iraniano, vai dar à agência grande visibilidade nos próximos anos", adiantou o ministro.
BCP abre sucursal 'onshore' em Macau
O Millennium bcp inaugurou ontem a sua sucursal em Macau com licença plena onshore, visando estabelecer uma plataforma internacional de negócios entre a China, a Europa e África. A inauguração contou com a presença do presidente da instituição, Carlos Santos Ferreira.
Merkel obrigou Sócrates a pôr submarino nas contas
O Governo alemão inscreveu a venda do 'sub' como exportação deste ano. E obrigou Portugal a antecipar a sua contabilização.
O secretário de Estado do Orçamento, Emanuel dos Santos, referiu que "os alemães já contabilizaram nas suas exportações" o submarino que chegou já a Portugal, justificando dessa forma a natureza "extraordinária da despesa" - dado que o Orçamento inicial de 2010 não previa o seu pagamento.
Na verdade, o próprio ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, chegou a explicar que o pagamento do submarino só seria feito em 2011, data da recepção "oficial" do equipamento. Foi aí que entrou o Governo alemão - e não o Eurostat -, a obrigar a que o submarino fosse efectivamente contabilizado. "Portugal é um Estado soberano", limita-se a dizer o secretário de Estado quando questionado se houve uma directa do organismo estatístico europeu.
A questão dos submarinos originou, aliás, um dos momentos de maior tensão do debate quinzenal de ontem, com José Sócrates a responsabilizar Paulo Portas pela despesa "extra", por ter, no "ano da recessão de 2003", decidido comprar dois submarinos. "E são estes dois submarinos que temos de pagar este ano como despesa extraordinária. Qual é a autoridade que tem para pedir o adiamento do TGV quando em ano de recessão decidiu comprar dois submarinos?", atacou José Sócrates.
Na resposta, Paulo Portas, ministro da Defesa em 2003, foi muito duro e considerou mesmo que o primeiro-ministro acabara "de ofender" o Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, precisamente um dos "sete ministros da Defesa do PS" que concordaram com a aquisição dos submarinos.
"Os senhores queriam quatro submarinos. Tiveram sete ministros da Defesa, um deles hoje presidente desta casa que o senhor acaba de ofender", afirmou Portas, frisando que as forças militares não devem ser "palco da disputa política".
Recorde-se que ainda a 8 de Setembro o ministro da Defesa, Santos Silva defendeu a compra de submarinos realçando a importância do mar e das zonas marítimas sob a jurisdição portuguesa e as obrigações militares internacionais assumidas por Portugal.
A questão, agora, será referente às contas de 2011. Se a Alemanha seguir o mesmo procedimento, o segundo submarino (que ainda não estará nas contas deste ano e só deve chegar em 2011) terá que entrar no OE. Mas essas contas não foram dadas pelo Governo.
O secretário de Estado do Orçamento, Emanuel dos Santos, referiu que "os alemães já contabilizaram nas suas exportações" o submarino que chegou já a Portugal, justificando dessa forma a natureza "extraordinária da despesa" - dado que o Orçamento inicial de 2010 não previa o seu pagamento.
Na verdade, o próprio ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, chegou a explicar que o pagamento do submarino só seria feito em 2011, data da recepção "oficial" do equipamento. Foi aí que entrou o Governo alemão - e não o Eurostat -, a obrigar a que o submarino fosse efectivamente contabilizado. "Portugal é um Estado soberano", limita-se a dizer o secretário de Estado quando questionado se houve uma directa do organismo estatístico europeu.
A questão dos submarinos originou, aliás, um dos momentos de maior tensão do debate quinzenal de ontem, com José Sócrates a responsabilizar Paulo Portas pela despesa "extra", por ter, no "ano da recessão de 2003", decidido comprar dois submarinos. "E são estes dois submarinos que temos de pagar este ano como despesa extraordinária. Qual é a autoridade que tem para pedir o adiamento do TGV quando em ano de recessão decidiu comprar dois submarinos?", atacou José Sócrates.
Na resposta, Paulo Portas, ministro da Defesa em 2003, foi muito duro e considerou mesmo que o primeiro-ministro acabara "de ofender" o Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, precisamente um dos "sete ministros da Defesa do PS" que concordaram com a aquisição dos submarinos.
"Os senhores queriam quatro submarinos. Tiveram sete ministros da Defesa, um deles hoje presidente desta casa que o senhor acaba de ofender", afirmou Portas, frisando que as forças militares não devem ser "palco da disputa política".
Recorde-se que ainda a 8 de Setembro o ministro da Defesa, Santos Silva defendeu a compra de submarinos realçando a importância do mar e das zonas marítimas sob a jurisdição portuguesa e as obrigações militares internacionais assumidas por Portugal.
A questão, agora, será referente às contas de 2011. Se a Alemanha seguir o mesmo procedimento, o segundo submarino (que ainda não estará nas contas deste ano e só deve chegar em 2011) terá que entrar no OE. Mas essas contas não foram dadas pelo Governo.
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